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25/11/2015

Produção de Sementes (LPV-638)


Graduação – Engenharia Agronômica
Segundo Semestre de 2014

TESTES DE VIGOR: CONCEITO,


IMPORTÂNCIA E APLICAÇÕES

Francisco Guilhien Gomes-Junior


Tecnologia de Sementes
Depto de Produção Vegetal
USP/ESALQ

Limitações
 Relações com emergência das plântulas em campo
 Relações com o potencial de armazenamento
 Diferenças no desempenho de lotes com germinação semelhante

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Foto: Francisco G Gomes Junior

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Por que avaliar o vigor de sementes?


 Detectar diferenças no potencial
fisiológico de lotes de sementes com
germinação semelhante

100

Fase 1 Fase 2 Fase 3


80
Germinação (%)

Tempo

Curva de perda da viabilidade da semente (Roberts,


1973)

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Por que avaliar o vigor de sementes?


 Detectar diferenças no potencial
fisiológico de lotes de sementes com
germinação semelhante
 Distinguir, com segurança, lotes de alto e de
baixo vigor, com germinação aceitável

100 A
B Viabilidade
80 Vigor

Tempo

Relações entre deterioração, viabilidade e vigor de


sementes (Delouche e Caldwell, 1960)

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25/11/2015

Por que avaliar o vigor de sementes?


 Detectar diferenças no potencial
fisiológico de lotes de sementes com
germinação semelhante
 Distinguir, com segurança, lotes de alto e de
baixo vigor, com germinação aceitável
 Separar lotes em diferentes níveis de vigor, de
maneira proporcional à emergência de plântulas
em campo e potencial de armazenamento

70 Germinação
EPC
NÚMERO DE AMOSTRAS

60

50

40

30
20

10

0
>90 80-89 70-79 60-69 50-59 40-49 <40
GERMINAÇÃO (%)

Germinação e emergência das plântulas em campo (EPC) de


94 amostras provenientes de lotes submetidos a fiscalização
do comércio de sementes de soja no estado do Mississippi,
USA (Adaptado de Delouche, 1974)

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Emergência de plântulas (%)

Campo 1 Campo 2 Campo 3


Lotes de Germinação
sementes (%)
Condições Pouco Muito
favoráveis desfavoráveis desfavoráveis

A 90 88 80 58

B 90 87 70 62

Exemplo hipotético da germinação e emergência


de plântulas, sob diferentes condições de ambiente

Inicial Armazenamento
100

80
GERMINAÇÃO (%)

60

40

20

0
9 10 2 11 8 3 12
LOTES

Germinação inicial e após armazenamento de 07 lotes de


sementes de soja, em condições normais de ambiente
(Adaptado de Delouche e Baskin, 1973)

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CONCEITO DE VIGOR DE SEMENTES

Vigor compreende as propriedades das


sementes que determinam o seu
potencial para a emergência rápida e
uniforme e desenvolvimento de
plântulas normais, sob ampla
diversidade de condições de ambiente
(AOSA, 2009)

CONCEITO DE VIGOR DE SEMENTES

Vigor de sementes compreende as


propriedades que determinam o
potencial para a emergência rápida e
uniforme de plântulas, em lotes com
germinação aceitável, sob ampla
diversidade de condições de ambiente
(ISTA, 2003)

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Métodos para avaliação do vigor


Testes: base teórica consistente, resultados
reproduzíveis e relacionados com a emergência
de plântulas em campo
Características de um bom teste
Baixo custo
Simplicidade

Objetividade

Rapidez
Padronização

Biossíntese incompleta
Membranas incompletas

MATURIDADE FISIOLÓGICA

Degeneração das membranas


Redução das atividades respiratórias e biossintéticas

Germinação lenta
Redução do potencial de conservação
Menor taxa de crescimento e de desenvolvimento
Menor uniformidade de desempenho
Maior sensibilidade a adversidades
Redução da emergência de plântulas em campo
Aberrações morfológicas (plântulas anormais)

Perda do poder germinativo

MORTE

Sequência provável de alterações na semente


durante a deterioração (Adaptado de Delouche e Baskin,1973)

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TESTES
DE

Resistência a estresses
VIGOR
Bioquímicos

Fisiológicos
(desempenho de plântulas)

Testes de resistência a estresses


Avaliam o desempenho de sementes
submetidas a estresses

 Envelhecimento acelerado

 Teste de frio

 Deterioração controlada

 Germinação a baixa temperatura

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Testes bioquímicos
Avaliam alterações bioquímicas associadas
ao vigor de sementes

 Teste de tetrazólio

 Teste de condutividade elétrica

 Teste de lixiviação de potássio

Testes fisiológicos
Procuram determinar atividade (s) fisiológica (s)
específica (s), cuja manifestação depende do
vigor
 Primeira contagem de germinação

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Foto: Riad Baalbaki

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Testes fisiológicos
Procuram determinar atividade (s) fisiológica (s)
específica (s), cuja manifestação depende do
vigor
 Primeira contagem de germinação
 Velocidade de germinação ou de emergência de plântulas
 Classificação do vigor de plântulas

Abobrinha

Barros et al. (2005)

ANORMAIS

NORMAIS FRACAS

NORMAIS FORTES

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Testes fisiológicos
Procuram determinar atividade (s) fisiológica (s)
específica (s), cuja manifestação depende do
vigor
 Primeira contagem de germinação
 Velocidade de germinação ou de emergência de plântulas
 Classificação do vigor de plântulas
 Crescimento de plântulas
 Matéria seca de plântulas
 Comprimento de plântulas (análise computadorizada de
imagens)

Considerações gerais
Vigor é reflexo de um conjunto de características
As decisões não devem ser baseadas no
resultado de apenas um teste de vigor

Os resultados dos testes são comparativos


Teste Expressão dos resultados
Comprimento de plântulas cm ou mm
Condutividade elétrica µS/cm/g
Envelhecimento acelerado %
Emergência de plântulas %
Frio %
Vigor - SVIS índice

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Considerações gerais
alface
Testes que avaliam
taxa de crescimento de
Hipocótilo plântulas
Cuidados com variações de
Raiz temperatura e disponibilidade
de água
Baalbaki et al. (2009)

Temperatura °C
Parâmetros
Milho Soja
SVIS
24 °C 25 °C 26 °C 24 °C 25 °C 26 °C
Crescimento 531 B 459 B 734 A 612 B 573 B 731 A
Uniformidade 832 B 861 A 859 A 867 A 872 A 870 A
Vigor 621 B 579 B 765 A 739 B 722 B 800 A
Otoni e McDonald et al. (2005)

Considerações gerais
Teste de envelhecimento
acelerado

Exige rigoroso controle da


temperatura

Teste de frio

Dificuldade de padronização

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Testes Amostras(*)
1 2 3 4 5
Germinação (%) 91 bc 82 d 88 c 93 b 96 a

Envelhecimento 58 c 29 e 48 d 73 b 91 a
acelerado (%)
Frio (%) 54 c 36 d 49 c 63 b 80 a

Emergência de plântulas 80 bc 72 d 77 c 84 ab 88 a
em campo (%)
* Comparação dentro de cada linha

Resultados de diferentes testes de vigor em


sementes de milho, cv. AG – 162 (Medina e Marcos
Filho, 1990)

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