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Reunião Região América do Conselho Mundial da Paz

República Dominicana
12 a 14 de setembro de 2018

Contributo do presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos


Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Antônio Barreto
Companheiros e companheiras,
1
Gostaria de saudar a todos os amigos e amigas da paz com quem lutamos lado
a lado, estendendo a saudação especial aos companheiros da Unión Dominicana de
Periodistas por la Paz (UDPP) e ao seu presidente Juan Pablo Acosta García, pela
excelente acolhida da nossa reunião, e ao companheiro Silvio Platero, pela
dedicação na coordenação da Região América do Conselho Mundial da Paz.

Não vou me estender na análise da situação regional, a cargo dos contributos


da presidenta do CMP, a companheira Socorro Gomes, e do coordenador regional,
companheiro Silvio Platero. Situamo-nos num momento de graves ofensivas contra
a soberania dos povos para decidir seus rumos democráticos e de inclusão social em
todo o continente a convergência das nossas lutas demonstra que resistimos.

Abordarei a nossa luta no Brasil no quadro das campanhas e ações do


Conselho Mundial da Paz em âmbito global e regional. Ao tempo em que seguimos
fazendo frente ao neocolonialismo e à catástrofe do neoliberalismo, os povos que
ainda lutamos por superar os efeitos e heranças de tantos séculos de opressão,
exploração e dominação, enfrentamos ainda golpes de estado similares aos que
vimos em passado tão recente, embora se fantasiem com novas roupagens.

Comprometidos com o reforço de campanhas históricas, construídas com


empenho por companheiros aqui presentes, como a campanha contra as bases
militares estrangeiras que ameaçam os povos em todo o planeta e na América
Latina e Caribe, com as quase 80 bases estadunidenses, cerramos fileiras também
contra o conservadorismo, a militarização da política, o fascismo cada vez mais
manifesto, as guerras midiáticas e financeiras travadas para derrubar governos
altaneiros que entregam a soberania de suas nações, a desestabilização nacional e
regional em que apostam as potências imperialistas, a começar pelos EUA.

É uma honra dividir a trincheira com companheiros e companheiras


aguerridos aqui presentes e outras entidades. Do Canadá, EUA e México até a
Argentina, Chile e Colômbia, entre tantos outros os que nos unimos nesta luta, alça-
se a voz dos povos em defesa da paz nesta Nossa América. 2

No Brasil, como sabem, enfrentamos uma sucessão de golpes que não


começaram nem terminado com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff em
2016, onde além dela mais de 54 milhões de brasileiros e brasileiras que nela
votaram tiveram seus direitos civis e políticos vilipendiado. Esses golpes evidenciam
os desmandos e o desmonte promovido pelo governo ilegítimo deles resultante e
encabeçado por Michel Temer. A entrega da soberania nacional e o retrocesso
absoluto face às conquistas que o povo brasileiro alcançou nos governos do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma (2011-2016), para não falar
de direitos trabalhistas conquistados ainda na década de 1950 também agredidos,
são o grande projeto da gangue que tomou o poder. As negociações para o uso da
base espacial de Alcântara pelos EUA com termos inaceitáveis para um país que
defenda a soberania e os bens estratégicos da nação é um entre tantos exemplos,
assim como o leilão dos nossos vastos campos petrolíferos a multinacionais e a
entrega da terceira maior empresa aérea do mundo, a Embraer, detentora de
tecnologia militar avançada e estratégica para o país, à estadunidense Boeing.

Outro exemplo é o papel repudiante, contra o qual temos protestado, que o


governo brasileiro assumiu na ofensiva contra a Venezuela bolivariana, insuflando a
guerra midiática contra o governo do presidente Nicolás Maduro, este sim legítimo
e defensor da soberania e do progresso nacional, inclusive integrando o infame
Grupo de Lima dedicado a isolar nosso vizinho e irmão.
Ficou evidente o giro de 180º nas prioridades do Brasil a nível internacional,
onde antes buscávamos desempenhar um papel construtivo no concerto das nações
e na construção da paz mundial, em prol da aproximação entre os povos e a
cooperação, para uma posição de subserviência absoluta à agenda imperialista.

Mas resistimos. Temos recebido a calorosa solidariedade de várias das


entidades aqui presentes e de outras partes do mundo, e manifestamos nossa
entusiasmada apreciação. Temos realizado ações em solidariedade resoluta com as 3

lutas do povo cubano pelo fim do bloqueio criminoso e pela devolução do território
de Guantánamo, com a luta do povo colombiano pela paz com justiça social e o fim
do paramilitarismo, que ainda tem matado lideranças sociais valentes em sua
persistência, com a luta do povo venezuelano na defesa da sua Revolução
Bolivariana, com as lutas do povo mexicano e estadunidense contra a militarização
de seus países e fronteiras e o neoliberalismo que massacra os trabalhadores, com o
povo equatoriano e argentino no grave retrocesso à direita em seus países, enfim, a
todos os militantes da paz e do progresso social pela emancipação dos seus povos.

Recentemente realizamos ou participamos das seguintes atividades:

 Ações em defesa da luta pelo povo palestino contra a ocupação e


colonização sionista da sua pátria;
 Vigílias diante das Embaixadas e Consulados de Cuba em diversas cidades
durante os nove dias de luto pelo comandante Fidel Castro e uma
caminhada de homenagem no dia do seu funeral, quando lançamos flores
ao mar em Salvador, no estado da Bahia;
 Construção da Frente Brasil Popular de entidades resistentes ao golpe e
em luta pela democracia no país;
 Eventos em apoio ao povo saaráui em 2017, no aniversário da República
Árabe Saaráui Democrática (RASD) nos campos de refugiados, no sul da
Argélia e no aniversário da resistência, em 20 de maio de 2018, em Tifariti,
nos territórios liberados do Saara Ocidental;
 Participamos da comissão organizadora do Fórum Social das Resistências
em Porto Alegre e do Fórum Social Mundial em Salvador, na Bahia;
 Participamos da marcha de abertura do FSM do seu Ato Internacionalista,
com representação de seis países;
 De eventos na Embaixada da República Popular Democrática da Coreia 4
 Da organização de uma missão político-acadêmica a se realizar no próximo
ano na Coreia Popular para promover o intercâmbio cultural e as pesquisas
a respeito da Coreia no Brasil, além de levar nossa solidariedade ao povo
coreano;
 Conferências e debates em quatro universidades da Bahia com o
Embaixador da Venezuela no Brasil;
 No 5º Seminário pela Paz e a Abolição das Bases Militares Estrangeiras em
Guantánamo em 2017;
 Do Seminário Sindical Internacional de Solidariedade a Cuba na luta contra
o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos;
 Em parceria com a Associação Cultural José Martí do estado de Minas
Gerais, organizamos e participamos da 22ª Convenção Nacional de
Solidariedade a Cuba;
 Atos públicos nos estados de Bahia, São Paulo, Ceará, Sergipe e Minas
Gerais contra o bloqueio a Cuba e em apoio à Revolução Bolivariana;
 Comemoramos com atos públicos político-culturais os aniversários do
Comandante Fidel Castro, de José Martí e de Che Guevara;
 Realizamos uma sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia contra
o bloqueio a Cuba;
 Organizamos uma conferência intitulada “A Luta pela Paz e a Ação
Imperialista na América Latina” em Fortaleza, Ceará (21 de junho de 2017);
 Ato de Solidariedade à Venezuela em Fortaleza, Ceará (22/08/2017)
 Encontro pelo Fortalecimento dos Laços de Solidariedade a Cuba na
mesma cidade (28/09/2017);
 Ato de Solidariedade ao Povo Sírio em Belo Horizonte, Minas Gerais, em
outubro de 2017, atos, debates e lançamento de livro em comemoração
dos 100 anos da Revolução Russa de 2017, na Bahia, Minas Gerias e São
Paulo; 5
 Atos em solidariedade ao povo palestino na Bahia, Minas Gerais, Paraná e
São Paulo;
 Estamos realizando um convênio para a instalação da Sala José Martí na
Biblioteca Pública do Estado da Bahia, juntamente com a Associação
Cultural José Martí no estado;
 Participamos da comissão organizadora da Conferência Internacional
contra Bases Militares dos EUA e da OTAN que terá lugar em Dublin,
Irlanda, em novembro de 2018,

Além de diversas outras parcerias, ações e eventos em que temos participado


cotidianamente.

Nosso compromisso resoluto com o fortalecimento das nossas ações e da


nossa luta fica reafirmado. Seja no âmbito das campanhas globais do Conselho
Mundial da Paz contra a militarização do planeta, contra as armas nucleares e outras
de destruição em massa, contra o saqueio do recurso dos povos, a ingerência, as
agressões, as guerras e massacres, as bases militares estrangeiras e outras formas
de cerco geoestratégico, sanções e bloqueio, até as nossas campanhas regionais de
construção de uma zona de paz na América Latina e Caribe e em geral, de uma
América nossa, de cooperação e amizade entre os povos, seguimos na luta, juntos.

Agradecemos mais uma vez a oportunidade. Venceremos!