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Cinco conflitos que ajudam a explicar a história do continente e contextualizar a sua

posição no mundo:

Genocídio de Ruanda
Em Ruanda, que fica na região subsariana do continente, o conflito foi de caráter étnico.
Dois grupos predominam no país: os hutus e os tutsis. No período de colonização belga (no
vídeo acima o professor Marcelo explica por que foi a Bélgica que colonizou a região), os
tutsis lideravam postos políticos, mesmo sendo minoria em relação aos hutus. Na década
de 60 o governo local tutsi foi derrubado por hutus. Anos depois, os tutsis tentaram
reconquistar a região, mas foram dizimados com uma organização meticulosa por parte do
governo hutu.

Independência do Sudão do Sul


Até a independência do Sudão do Sul, em 2011, o Sudão era o maior país da África. Por
possuir grandes reservas de petróleo, a população sulina sempre reivindicou maior
autonomia, e uma série de conflitos acabaram levando à criação do novo país.

Nigéria
Na Nigéria, o conflito, que se arrasta até os dias de hoje, tem caráter religioso. Enquanto a
região norte tem maioria muçulamana, a parte sul é cristã. Nos últimos anos, o crescimento
da população cristã fez com que os islâmicos, preocupados em perder sua influência
política, reagissem com atentados, sequestros e mortes contra os povos do sul.

Apartheid
O Apartheid foi uma segregação racial na África do Sul, hoje a maior economia do
continente, onde a minoria branca criou leis que davam direitos e deveres distintos para
negros e brancos – e sempre em favor dos brancos. A segregação chegava ao ponto de
proibir que negros tomassem água no mesmo bebedouro que os brancos. A África do Sul é
hoje o país mais industrializado do continente, e faz parte do BRICS, grupo político de
cooperação entre os emergentes Brasil, Rússia, África do Sul, Índia e China.

Conflitos da Primavera Árabe


A Primavera Árabe não se deteve ao Oriente Médio, e também teve desdobramentos nos
países da África saariana. Os povos de Líbia, Egito e Síria, que foram dominados por
governos corruptos e ditatoriais, reagiram e derrubaram seus líderes, mudando o regime
político da região. O conflito é mais delicado na Síria, onde Bashar al-Assad ainda segue no
governo, e uma série de países com interesses na região tensionam os conflitos na área.