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ANÁLISE ESTRUTURAL DE MISTURAS


ASFÁLTICAS DE ALTO DESEMPENHO
UTILIZANDO TOMOGRAFIA
COMPUTADORIZADA

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2005 International Nuclear Atlantic Conference - INAC 2005
Santos, SP, Brazil, August 28 to September 2, 2005
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA NUCLEAR - ABEN
ISBN: 85-99141-01-5

ANÁLISE ESTRUTURAL DE MISTURAS ASFÁLTICAS DE ALTO


DESEMPENHO UTILIZANDO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

Edson da Rocha Cardoso1, Delson Braz1, Ricardo Tadeu Lopes1, Regina Cely Rodrigues
Barroso Silva2 and Laura Maria Goretti da Motta3
1
Laboratório de Instrumentação Nuclear (COPPE/UFRJ)
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Av. Brigadeiro Trompovisk, s/no
Caixa Postal 68509, 21945-970, Rio de Janeiro
ecardoso@lin.ufrj.br
2
Departamento de Física Aplicada (IF/UERJ)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Av. São Francisco Xavier, no 524, 20550-900, Rio de Janeiro
cely@uerj.br
3
Laboratório de Geotecnia (COPPE/UFRJ)
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Av. Brigadeiro Trompovisk, s/no
Caixa Postal 68506, 21945-970, Rio de Janeiro
laura@geotec.coppe.ufrj.br

RESUMO

A tomografia computadorizada se apresenta como um método não destrutivo de análise de materiais e vem
demonstrando ser um excelente aliado no estudo de misturas asfálticas, contribuindo para a melhoria da
qualidade dos materiais que compõem os pavimentos. A mistura asfáltica tipo SMA foi confeccionada
conforme os conceitos da dosagem Marshal. A faixa granulométrica utilizada foi a SMA 0/11S Alemã,
estipulando o teor de ligante em 6,5% e o teor de fibra em 0,3%, variando-se o fíler pó calcáreo + 1,5% de cal
hidratada (ICAL Hidratada Especial CH-I) com cimento Portland (Cimento TUPI – CPII E 32) e o CAP 50/60
com o CAPFLEX (6,5% SBS). Os maiores índices de vazios se localizaram nas alturas centrais, sendo mais
evidente na composição da mistura com o uso do CAP 50/60 e pó calcáreo + 1,5% de cal. Os índices de vazios
apresentaram desvio médio de 7,20% em relação ao método do DNER, enquanto em relação ao método RICE o
desvio médio ficou em torno de +7,39%.

1. INTRODUÇÃO

A tomografia computadorizada é um excelente método não destrutivo de análise de materiais


e possui uma ampla aplicabilidade. Foi utilizada com êxito na análise de misturas asfálticas
[1-3] bem como em outras aplicações como na análise de solos [4-6], inspeção de motores
foguetes sólidos [7], na análise do perfil de invasão por sólidos componentes de fluido de
perfuração em arenitos consolidados [8] entre outras.

O Stone Mastic Asphalt (SMA) é uma mistura flexível, estável, resistente a afundamentos de
trilha de roda, que tem no contato grão/grão o responsável por sua resistência e no mastic a
durabilidade da mistura [9]. A descontinuidade da curva granulométrica é a principal
diferença entra a mistura asfáltica SMA e o CBUQ, e proporciona ao SMA maior volume de
vazios no agregado mineral.

Neste trabalho foram utilizados corpos-de-prova da mistura asfáltica do tipo SMA


confeccionados seguindo conceitos da dosagem Marshal utilizando-se a faixa granulométrica
SMA 0/11S Alemã.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

2.1. Tomografia Computadorizada

O tomógrafo utilizado é de primeira geração com o sistema fonte-detector fixo e movimentos


de translação e rotação das amostras. A fonte radioativa foi o Cs 137 emitindo fótons
monoenergéticos de 662keV. Colimadores de chumbo de 1mm de largura por 10mm de altura
foram alinhados entre a fonte e detector (Cintilador de NaI de 3” x 3”). O sistema de
aquisição de dados bem como os movimentos de rotação e translação foram controlados por
um micro computador. A imagem obtida é uma matriz de pontos, onde cada elemento é
relacionado diretamente ao coeficiente de atenuação linear do material do corpo-de-prova.

2.2. Misturas Asfálticas SMA

A faixa granulométrica utilizada foi a SMA 0/11S Alemã, estipulando o teor de ligante em
6,5% e o teor de fibra em 0,3%. A mistura asfáltica tipo SMA foi confeccionada seguindo
alguns conceitos da dosagem Marshal. Os corpos-de-prova foram compactados com 50
golpes por face usando o compactador Marshal. Na mistura asfáltica utilizou-se o fíler pó
calcáreo + 1,5% de cal hidratada (ICAL – Cal Hidratada especial CH-I) ou o fíler cimento
Portland (Cimento TUPI – CP II e 32), e os ligantes CAP 50/60 ou CAPFLEX (6,5% SBS).
O traço médio da faixa granulométrica SMA 0/11S Alemã, foi conseguido através da
separação por peneiramento das frações especificadas. Foram tomografados 12 corpos-de-
prova, os quais foram divididos em quatro grupos, cada grupo contendo 3 corpos-de-prova
distribuídos conforme a tabela 1.

Tabela 1. Composição das misturas tipo SMA utilizadas [10]

CAP Fíler
1A CAP 50/60 Pó Calcáreo + 1,5% Cal
1B CAPFLEX (6,5% SBS) Pó Calcáreo + 1,5% Cal
2A CAP 50/60 Cimento Portland
2B CAPFLEX (6,5% SBS) Cimento Portland

INAC 2005, Santos, SP, Brazil.


a) Brita 2 b) Pó de pedra c) Cap

Figura 2. Imagens tomográficas: A) brita 2 (imagem ampliada), B) pó


de pedra e C) CAP.

3. RESULTADOS

3.1. Tomografia dos Componentes

Foram realizadas tomografias da brita, do CAP e do fíler (pó de pedra) que são componentes
das misturas asfálticas, onde foram obtidos os seus µmédios.

3.2. Tomografia dos Corpos-de-prova

Foram realizadas tomografias em quatro alturas diferentes para cada corpo-de-prova. Por ser
o feixe do tomógrafo de 10mm de altura por 1mm de largura, cada elemento da matriz
correspondente ao coeficiente de atenuação médio de um elemento de volume de 10mm de
altura por 1mm de largura do corpo-de-prova. A matriz matemática pode ser convertida em
imagem, como por exemplo, a imagem perada pela tomografia do corpo-de-prova 4970 nas
quatro alturas (figura3) Todas as tomografias foram realizadas com o corpo-de-prova na
mesma posição, variando-se somente altura.

(a) (b) (c) (d)

Figura 2. Imagens tomográficas do corpo de prova 4970 em 4 diferentes


alturas.

3.3. Índice de Vazios

As figuras 4 a 7 apresentam os índices de vazios obtidos nas quatro diferentes alturas dos
corpos-de-prova tomografados, separando-os em grupos conforme a tabela 1.

INAC 2005, Santos, SP, Brazil.


SMA Mistura 1A
CAP 50/60
5 6,5% de Ligante
Pó calcáreo + 1,5% de cal
0,3% de Fibra 4955
4964
4,5 4970

Índice de Vazios (%) .


4

3,5

2,5

2
e f g h
Altura do Feixe

Figura 4. Índice de vazios dos corpos-de-prova da mistura 1A


CAPFLEX (6,5%SBS) SMA Mistura 1B
6,5% de Ligante
5 Pó calcáreo + 1,5% cal
0,3% de Fibra
4978
4981
4,5
4984
Índice de Vazios (%) .

3,5

2,5

2
e f g h
Altura do Feixe

Figura 5. Índice de vazios dos corpos-de-prova da mistura 1B

CAP 50/60 SMA Mistura 2A


6,5% de Ligante
5 Cimento Portland
0,3% de Fibra 5005
5006
4,5 5009
Índice de Vazios (%) .

3,5

2,5

2
e f g h
Altura do Feixe

Figura 6. Índice de vazios dos corpos-de-prova da mistura 2A

INAC 2005, Santos, SP, Brazil.


CAPFLEX (6,5%SBS) SMA Mistura 2B
6,5% de Ligante
Cimento Portland
5
0,3% de Fibra
5028
5029
4,5 5039

Índice de Vazios (%) .


4

3,5

2,5

2
e f g h
Altura do Feixe

Figura 7. Índice de vazios dos corpos-de-prova da mistura 2B

Os maiores índices de vazios tenderam a se localizar nas alturas centrais, sendo mais evidente
na composição da mistura CAP 50/60 e Pó-calcáreo + 1,5% de cal e não acontecendo na
mistura CAPFLEX (6,5% SBS) e Cimento Portland. Os índices de vazios obtidos através da
tomografia computadorizada apresentaram desvio médio de + 7,20% em relação ao método
do DNER, enquanto em relação ao método RICE os índices de vazios apresentaram desvio
médio de 7,39%. Foram varridos 4cm dos 6cmde altura dos corpos-de-prova, para pesquisa
futura, pretende-se fazer a varredura em todos os 6cm.

3.4. Distribuição de Agregados

Da mesma forma, que para a análise da distribuição de vazios foi selecionada uma faixa de
coeficientes de atenuação, para a análise da distribuição de vazios, pode-se também
selecionar uma faixa de coeficientes de atenuação, para caracterizar a distribuição de pedras.
Uma análise visual, da localização das pedras bem como dos vazios pode-se ser feita
diretamente ao se observar a imagem tomográfica. A reconstrução em 3D permite selecionar
um específico coeficiente de atenuação para reconstrução da imagem tomográfica.

3.5. Reconstrução em 3D

A faixa de tons (0 a 256) relaciona-se com os coeficientes de atenuação do corpo-de-prova.


Podemos selecionar uma faixa de coeficientes de atenuação e reconstruirmos a imagem
utilizando-a exclusivamente, isto permite, por exemplo, visualizar a faixa de vazios ou de
distribuição de britas. A figura 7 apresenta um exemplo.

INAC 2005, Santos, SP, Brazil.


Figura 7. Imagem em 3 dimensões de um corpo de prova
selecionando-se as densidades de 0,008 a 0,018 cm-1

4. CONCLUSÕES

Os maiores percentuais de vazios tenderam a se localizarem nas alturas intermediárias dos


corpos-de-prova. Este resultado confirma-se pelo fato dos golpes na confecção dos corpos-
de-prova serem aplicados nas duas extremidades. Estudos de fadiga por compressão
diametral demonstram que a trinca surge no centro propagando-se para as extremidades do
corpo-de-prova [1]. Podemos então relacionar este fato com a localização central dos
maiores índices de vazios que caracterizam uma região de maior possibilidade do
aparecimento de trincas. Os índices de vazios apresentaram desvio médio de +7,2% em
relação ao método do DNER, enquanto em relação ao método RICE os índices de vazios
obtidos através da tomografia apresentaram desvio médio de +7,39%.

BIBLIOGRAFIA

1. D. BRAZ, R. T. Lopes, L. M. G. da Motta, “Research on fatigue cracking growth


parameters in asphaltic mixtures using computed tomography”, Nuclear Instruments and
Methods in Physics Research B Article in Press (2003).
2. D. BRAZ, R. T. Lopes, L. M.G. da Motta, “Computed tomography: evaluation of stability
tests and indirect tensile strength of field asphaltic mixtures”, NDT&E International, 33,
pp.517-522 (2000).
3. D. BRAZ, R. T. Lopes, L. M.G. da Motta, “Analisys of the voids of test field specimen
using computerized tomography”, Nuclear Instruments Methods in Physics Research, A
422, pp.942-948 (1999).
4. L. F. Pires, O. S. Bacchi, K. Reichardt, “Gama-ray-computed to evaluate wetting/dryng
soil structure changes”. Nuclear Instruments and Methods in Physics Research, B 229,
443-456 (2005).

INAC 2005, Santos, SP, Brazil.


5. L. F. Pires, O. S. Bacchi, K. Reichardt, “Gama-ray-computed to investigate compaction
on sewte-slude-trated soil”. Applied Radiation and Isotopes, 59, 17-25 (2003).
6. R. C. B. Silva, “Aplicação da Tomografia Computadorizada na Compactação de Solo”,
Tese MSc, COPPE/UFRJ, (1990).
7. E.R. de Andrade, “Utilização da Tomografia Computadorizada por Transmissão de Raios
X para Inspeção de Motores Foguetes Sólidos”. Tese MSc, Rio de Janeiro, Brasil,
COPPE/UFRJ (1990).
8. J. L. B Ribeiro, “Análise do Perfil de Invasão por Sólidos Componentes do Fluido de
Perfuração em Arenitos Consolidados por Tomografia Computadorizada (TC) e
Fluorescência de Raios X (EDxRF)”. Tese MSc, COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil
(2002).
9. NAPA (Nacional Asphalt Pavemente Association), “Designing and Construction SMA
Mixtures – State of Pratice”, Quality Improvements, EUA (2002).
10. F. A. L. Mourão, “Misturas Asfálticas de Alto Desempenho Tipo SMA”. Tese MSc.,
COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil (2003).

INAC 2005, Santos, SP, Brazil.

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