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As Varias Idades do Espaço (p.

53 – 66) – 4° Capitulo

ZEVI, Bruno. Saber ver Arquitetura. Editora WMF Martins Fontes – Brasil, 2009.

A arquitetura é a historia que transmite as edificações por meio dos séculos


representando os interesses humanos. Só é possível descrever a arquitetura entendendo
o desenvolvimento da civilização, levando em consideração os fatos de cada época e os
costumes de cada lugar assim como os gostos dos arquitetônicos utilizados pelos
grandes criadores de cada época (arquitetos), produzindo assim obras-primas.

Como a arquitetura se da por processos ao longo da historia, existem fatores que se


analisados em conjunto apresentam relações que estabelecem a arquitetura, são estes: os
pressupostos sociais, os pressupostos intelectuais, os pressupostos técnicos e o mundo
figurativo e estético. Os pressupostos sociais tratam da relação do edifício e do
programa construtivo utilizado, baseando-se na economia, no modo de vida e nos
costumes; os pressupostos intelectuais tratam de questões que não sejam coletivas, dos
sonhos, dos mitos e dos aspectos religiosos; os pressupostos técnicos dizem respeito ao
progresso da indústria da construção e organização da mão de obra; o mundo figurativo
e estético trata do conjunto das concepções e interpretações da arte e do vocabulário
figurativo, que se atualiza a cada época.

Após analisados esses fatores materiais, psicológicos e metafísicos comuns a toda


época, dá-se lugar a historia dos criadores (arquitetos) e aos monumentos (obras-primas)
criados. Esses monumentos podem ser classificados segundo: a analise urbanística, que
se refere a historia dos espaços criados; a analise arquitetônica, que trata da concepção
espacial, do modo de viver e sentir os espaços interiores; a analise volumétrica, que trata
dos espaços criados; a analise dos elementos decorativos, que trata da escultura e
pintura aplicadas na arquitetura; e a analise da escala, que trata das dimensões do
edifício em relação a escala humana.

A escala humana dos gregos

O templo grego caracteriza-se por uma enorme lacuna e uma supremacia incontestada
através de toda história. A lacuna consiste na ignorância do espaço interior, a glória na
escala humana. Alguns arquitetos famosos como Wright desprezam essa arquitetura
justamente por essa ignorância do espaço interior, enquanto que outros arquitetos como
Le Corbusier admiram em relação à escala humana.

Quem investigar o templo grego a procura de uma concepção espacial, poderá acreditar
que o mesmo é um exemplar de não-arquitetura, mas ao observá-lo como escultura,
ficará admirado. Todo arquiteto deve ser um pouco escultor para poder transmitir o as
relações volumétricas através do tratamento plástico e dos elementos decorativos.

O templo grego era composto por uma plataforma elevada, uma sucessão de colunas
elevadas apoiadas sobre ela e um entablamento contínuo que sustenta o teto. O espaço
interior era fechado dando o foco na parte externa, a ideia era transformar o templo em
uma escultura (era para ser vista de longe).

Os rituais eram realizados ao redor do templo, que por esse motivo os arquitetos
dedicavam-se em transformar as colunas, traves e frontões em verdadeiras obras-primas,
para destacar todo o templo grego.

A história das acrópoles é essencialmente uma história urbanística, com humanidade nas
suas proporções e na sua escala. Toda a arquitetura e pertencente ao processo
construtivo utilizado na época, alguns arquitetos buscavam inspiração em obras do
passado dês de que atendessem aos temas de forma funcional ou simbólica.

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