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Sistema Cardiorrespiratório

Curso: Farmácia

Acadêmica: Gelma Rocha

Salvador – 2017.2
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Resumo sobre o sistema cardiovascular

Apesar de parecer um musculo único, o coração possui quatro câmeras, duas superiores
(átrios) e duas inferiores (ventrículos). Além disso ele apresenta duas porções funcionalmente
distintas (miocárdio atrial e o miocárdio ventricular), isto ocorre, pois, o pericárdio e o
esqueleto fibroso isolam a porção de músculos que formam os átrios, da porção de músculos
que formam os ventrículos. E por conta disto, o miocárdio atrial contrai num tempo diferente
do miocárdio ventricular.

Aspectos macroscópicos do coração

1.1. Localização do coração

Ápice do coração: está voltado para baixo, para o lado esquerdo e para frente.

Base do coração: está voltada para o lado direito, para cima e para trás. Esta é a região onde se
encontram os grandes vasos.

Face Anterior (Esternocostal) – Formada principalmente pelo ventrículo direito.

Face Diafragmática (Inferior) – Formada principalmente pelo ventrículo esquerdo e


parcialmente pelo ventrículo direito; ela está relacionada principalmente com o tendão central
do diafragma.

Face Pulmonar (Esquerda) – Formada principalmente pelo ventrículo esquerdo; ela ocupa a
impressão cárdica do pulmão esquerdo.

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O coração, cuja função é promover a circulação sanguínea, é um órgão do tamanho aproximado
de um punho fechado, constituído por células muscular cardíaca, que está localizado
centralmente, dentro da caixa torácica, no mediastino, entre as pleuras dos pulmões direito e
esquerdo, protegido pelo esterno e apoiado sobre o diafragma. O coração apresenta três faces
(anterior, diafragmática e pulmonar), sendo que o ápice do coração, encaixa-se na incisura do
pulmão esquerdo.

1.2.Circulação Sistêmica e circulação pulmonar

No corpo humano a circulação sanguinea ocorre num


sistema fechado, duplo e completo. Esta circulação é
fundamental para o transporte de calor, hormônios,
medicamentos, células do sistema imune, as trocas de
nutrientes e gases, entre outros.

Sistema é fechado: sangue circulação dentro de vasos;

Circulação dupla: em cada ciclo o sangue passa duas


vezes pelo coração, devido a circulação sistêmica e
circulação pulmonar.

Circulação completa: coração possui paredes musculares (septos) que impede a mistura do
sangue venoso com o sangue arterial.

Circulação Pulmonar (pequena circulação): Ocorre entre o coração e os pulmões. Quando


em sístole o ventrículo direito ejeta sangue venoso na artéria pulmonar, que o transporta até os
pulmões, onde ocorrem às trocas gasosas e ele fica rico em O2 (sangue arterial). O sangue
arterial que retorna pela veia pulmonar, entra no coração pelo átrio esquerdo em diástole, que
ao entrar em sístole, ejetará o sangue arterial no ventrículo esquerdo que está em diástole.
Quando o ventrículo esquerdo entrar em sístole ejetara o sangue arterial para a artéria aorta.

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Circulação Sistêmica (grande circulação): O sangue circula entre o coração e todo corpo,
exceto nos pulmões. Ocorre entre o coração e o corpo. Quando em sístole o ventrículo esquerdo
ejeta sangue arterial na artéria aorta, que transporta o sangue por todo o corpo exceto para os
pulmões. Nos capilares ocorrerá às trocas gasosas e o sangue ficara rico em CO2 (sangue
venoso). O sangue venoso que retorna pelas veias cavas (superior e inferior), entra no coração
pelo átrio direito em diástole, que ao entrar em sístole, ejetara o sangue venoso no ventrículo
direito que está em diástole. Quando o ventrículo direito entrar em sístole ejetara o sangue
venoso na artéria pulmonar.

Artéria pulmonar: o tronco da artéria pulmonar se inicia na base do ventrículo direito do


coração e divide-se em duas, uma para cada um dos pulmões. A artéria pulmonar recebe sangue
venoso proveniente do ventrículo direito e transporta para os pulmões.

Capilares pulmonares: região onde ocorrem as trocas de nutrientes e gasosas nos tecidos dos
pulmões, sangue rico em CO2 (venoso) fica rico em O2 (arterial);

Veias pulmonares: são quatro veias pulmonares, duas de cada pulmão, que têm a função de
conduzir sangue arterial, dos pulmões para o átrio esquerdo.

Capilares dos tecidos do corpo: região onde ocorrem as trocas de nutrientes e gases. O sangue
que era rico em O2 (arterial) passa a aumentar a concentração de CO2 (venoso);

1.3. Estruturas externas do coração

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Pericárdio: é uma membrana de tecido epitelial que possui dupla membrana, cuja função é a
de proteger e revestir o coração externamente, como um saco. Esta membrana propicia uma
superfície lisa e escorregadia ao coração facilitando seu movimento interrupto.

Cavidade pericárdica: região por onde circula o liquido pericárdico. Este líquido tem a função
de reduzir a tensão evitando o atrito e as fricções das paredes do coração com os tecidos
adjacentes.

Artéria aorta: A aorta é uma artéria elástica de grande calibre, integrante da circulação
sistêmica que recebe sangue arterial, através do ventrículo esquerdo, para transporta-lo a todo
o corpo, exceto para os pulmões. Essa artéria apresenta uma porção ascendente, o arco aórtico,
uma porção descente e artéria coronária (porção que irriga o próprio miocárdio). Entre outras
regiões, no arco aórtico, encontram-se barorreceptores que detecta variações de pressão e
quimiorreceptores que detectam variação de CO2.

Tronco pulmonar: o tronco pulmonar é formado por um vaso que sai do coração através do
ventrículo direito e se bifurca em duas artérias pulmonares, uma direita e outra esquerda.

Veia cava superior: é constituída a partir da junção do tronco braquiocefálico direito com o
tronco braquicefalizo esquerdo, transporta sangue venoso das partes superiores do corpo
(cabeça, pescoço, tórax e membros superiores) para o coração através do átrio direito.

Veia cava inferior: maior veia do corpo, transporta sangue venoso da região pélvica e dos
membros inferiores para o átrio direito.

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1.4. Estruturas internas do coração

Miocárdio: Camada mais espessa e intermédia do coração que é constituída por tecido
muscular estriado cardíaco, uninucleadas, alongadas, grandes, ramificadas que apresentam
discos intercalares (junções comunicantes).

Valva atrioventricular esquerda (mitral ou bicúspide): estrutura que apresentam dois


folhetos de tecido conjuntivo denso, cuja função é impedir o refluxo sanguíneo do ventrículo
esquerdo para o átrio esquerdo.

Valva atrioventricular direita (Tricúspide): estrutura que possui três folhetos de tecido
conjuntivo, cuja função é impedir o refluxo sanguíneo do ventrículo direito para o átrio direito.

Valva semilunar (pulmonar e aórtica): são estruturas formadas por três folhetos (tricúspide)
que impedem o refluxo sanguíneo das artérias para os ventrículos. Enquanto a valva aórtica
semilunar impede o fluxo sanguíneo da aorta para o ventrículo esquerdo,

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Átrio direito (AD): câmara superior que recebe o sangue rico em dióxido de carbono (venoso)
vindo de três veias (cava superior, cava inferior e seio coronário) e o ejeta para o ventrículo
direito, através da válvula tricúspide.

Átrio esquerdo (AE): câmara superior que recebe o sangue arterial vindo dos pulmões e o ejeta
para o ventrículo esquerdo, através da valva atrioventricular (mitral ou bicúspide).

Ventrículo direito: câmara inferior que recebe o sangue venoso, vindo do átrio direito e o
ejeta para os pulmões, através da artéria pulmonar.

Ventrículo esquerdo: câmara inferior que recebe o sangue arterial vindo do átrio esquerdo e
o ejeta para o corpo, através da artéria aorta.

Septo interventricular: parede muscular que separa o ventrículo direito do ventrículo


esquerdo. Ainda existe o septo interatrial que separa o átrio direito do esquerdo e o septo
atrioventricular que separa os átrios dos ventrículos.

Músculos papilares: servem para prender as cordas tendíneas as válvulas, de modo que não
invertam para dentro do átrio no momento da sístole, pois a pressão intraventricular é muito
grande no momento de contração do ventrículo.

Cordas tendíneas: são filamentos que se ligam nos músculos papilares para prender a válvula
tricúspide e bicúspide.

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1.5. Celulas excitavies do coração - Marcapassos

Todas as células cardíacas possuem a capacidade inerente de desenvolver despolarização


espontânea ou lenta, no entanto, as células (marca-passo) que se localizam no sistema específico
denominado sistema de excitocondução do coração, têm maior capacidade de despolarizar
automaticamente.

Nó Sinoatrial (Nó SA): Também chamado de nó sinusal, encontra-se na parede atrial direita,
entre ambas as veias cavas. Além de ser o marca-passo mais rápido é onde a excitação cardíaca
começa. O potencial de ação gerado pelo nó AS, despolariza os átrios direito e esquerdo, que
ao entrar em sístole atrial, ejetam sangue para os ventrículos.

Nó Atrioventricular (AV): situado no septo interatrial, anterior a abertura do seio coronário,


tem as funções de gerar potencial de ação e retardar a passagem do impulso vindo do nó AS,
antes que o mesmo atinja o sincício ventricular. O potencial de ação gerado pelo nó AV desce
através dos feixes de His. Isto é necessário para que o enchimento das câmaras ventriculares
ocorra antes da contração das mesmas.

Feixes de His: Inicia-se a partir das fibras de transição e localiza-se no septo interventricular,
onde constitui inicialmente um feixe único para logo após dividir-se em dois ramos (direito e
esquerdo) que se dirigem seguindo o mesmo septo.

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Ramos direito e esquerdo do feixe de His: Através destes ramos o impulso segue com grande
rapidez em direção ao ápice do coração, acompanhando o septo interventricular. Ao atingir o
ápice do coração, cada ramo segue, numa volta de quase 180 graus, em direção à base do
coração, desta vez seguindo a parede lateral de cada ventrículo. Cada ramo emite uma grande
quantidade de ramificações, as fibras de Purkinje.

Fibras de Purkinje: São ramos dos feixes de His que tem por finalidade otimizar a chegada
dos impulsos, através da maior quantidade de feixes possível, e no mais curto intervalo de
tempo possível, por todo o sincício ventricular, ocorre à contração de todas as suas fibras. A
contração das câmaras ventriculares reduz acentuadamente o volume das mesmas, o que faz
com que um considerável volume de sangue seja ejetado, do ventrículo direito para a artéria
pulmonar e, do ventrículo esquerdo para a artéria aorta.

2. Aspectos das veias e artérias, ciclo cardíaco e pressão arterial

2.1. Aspectos das veias e artérias

Artéria: são vasos sanguíneos que transportam o sangue do coração para o corpo. Geralmente
transportam sangue arterial, porém as artérias pulmonares transportam sangue venoso.

Veia: São vasos sanguíneos que transportam o sangue do corpo de volta para o coração.
Geralmente transportam sangue venoso, porém há veias que transportam sangue arterial.

Válvula semilunar: Como a pressão sanguínea é muito baixa nas veias, à medida que o sangue
sobe não consegue retornar as válvulas, presente nestas, impede o refluxo sanguíneo.
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2.2. Ciclo Cardíaco

Existem dois momentos do ciclo cardíaco que serve para determinar a PA (sístole e diástole):

Pressão máxima (sistólica): corresponde a sístole do ventrículo esquerdo, pois é medida no


momento em que o ventrículo esquerdo bombeia sangue para a aorta.

Pressão mínima (diastólica): ocorre no momento da diástole ventricular e corresponde a contração


da artéria.

Durante a diástole atrial o sangue transportado pelas veias entra nos átrios que estão em baixa pressão.
À medida que o sangue enche os átrios a pressão aumenta e o Nó Sinoatrial gera um potencial de
ação que ao despolarizar os átrios promove a sístole atrial. O sangue é ejetado dos átrios para os
ventrículos que estão em diástole. Desta maneira a pressão aumenta dentro dos ventrículos o sangue
tenta retornar para os átrios que estão em diástole, porém as valvas atrioventriculares (bicúspide e
tricúspide) impedem o refluxo sanguíneo e ao se fecharem causam o primeiro som do coração
(“TUM”).

À medida que a pressão aumenta nos ventrículos, o Nó sinoatrial gera um potencial de ação que desce
pelo septo interventricular, chegando aos feixes de His, que gera outro potencial de ação, que
chegarão as fibras de Purkinje, que despolariza os ventrículos ocorrendo à sístole ventricular. Na
sístole ventricular o sangue é ejetado dos ventrículos para a artéria aorta e para as veias pulmonares.
Quando os ventrículos estão em diástole o sangue tenta retornar dos vasos, porém as valvas
semilunares se fecham, provocando o segundo som do coração (“TÁ”).

2.3. Pressão arterial

Apesar de existir valores de referência para a PA e a FC, ao aferi-las, podemos encontrar valores
diferentes aos de referência em situações fisiológicas normais. Isto ocorre, uma vez que a pressão
arterial varia de acordo com frequência cardíaca, elasticidade dos vasos, volume e a viscosidade
sanguínea. Além disso, sustos, atividades físicas, ato sexual, euforia, digestão e sono, são exemplos
fisiológicos em que a PA e a FC normalmente se alteram para mais ou para menos. Contudo,
patologias como deficiência na produção de hormônios (ADH, Natriurético), acidose metabólica e
respiratória, insuficiência cardíaca e renal, são exemplos de situações patológicas em que a PA e a
FC são alteradas.

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O bombeamento cardíaco é responsável pela produção de pressão no sistema circulatório, sendo que,
durante a fase sistólica o coração normal de um jovem adulto exerce uma pressão de 120 mmHg nos
vasos aórticos e na fase diastólica, quando o músculo inicia o seu relaxamento, a máxima pressão
exercida é de 80 mmHg.

Quando a pressão arterial (PA) é aferida no braço esquerdo, ela apresenta o valor ligeiramente
alterado, visto que a subclávia direita se divide em subclávia e a carótida. Desta forma, PA deve ser
aferida no braço esquerdo, uma vez que o tronco braquiocefálico, não se divide, como ocorre com a
subclávia.

Durante o repouso a necessidade de O2 é menor do que em movimento, consequentemente a


realização de atividades físicas aumentará a demanda por oxigênio, devido ao aumento pela demanda
de ATP que é fundamental para que ocorram relaxamento e contração muscular. Como a produção
de ATP exige muito O2, o sangue terá que circular e fazer as trocas gasosas e de nutrientes mais
rapidamente, aumentando assim, o débito cardíaco e a pressão arterial. O ATP

Os barorreceptores que atuam na regulação da PA dentro dos limites fisiológicos que se localizam
principalmente no seio carotídeo e no arco aórtico vão detectar as variações de pressão e emitir esta
informação ao Centro cardiovascular bulbar que envia uma resposta ao sistema nervoso
autônomo, para que sejam liberados hormônios que acelerará a frequência cardíaca com adrenalina
ou diminuí-la com acetilcolina, modulando o funcionamento da circulação sanguínea.

Propriedade Sincício funcional do miocárdio: Esta propriedade diz respeito aos miócitos que
devem funcionar forma sincronizada, pois para que o coração possa exercer a função de bomba e para
que o sangue possa fluir é necessário que durante a sístole atrial todos os miócitos atriais contraiam
ao mesmo tempo para que o sangue flua dos átrios para os ventrículos. Da mesma forma durante a
sístole ventricular é necessário que todos os miócitos ventriculares contraiam ao mesmo tempo para
que o sangue flua dos ventrículos para as artérias.

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Fibrilação Atrial

Durante a fibrilação atrial, diferentes grupos de miócitos atriais começam a contrair em tempos
diferentes, ocorrendo um padrão de contração dessincronizada.

Átrios estão fibrilando, enquanto que os ventrículos continuam com o padrão normal de contração.
As contrações dessincronizadas que aparecem nos átrios são denominadas de contrações fibrilatórias
atriais (contrações anárquicas fibrilatórias atriais), sendo que a frequência pode varia de 400 a 600
contrações por minuto. Com isto o átrio perde a sua função de bomba.

A maioria dos pacientes com fibrilação atrial são assintomáticos e geralmente se desenvolve em
pacientes que já apresenta alguma cardiopatia que pode ter diferentes origens (Hipertensivas,
reumáticas, infarto, hipertireoidismo). Geralmente os pacientes só percebem que tem fibrilação
quando vai realizar exames de rotinas ou quando apresenta complicações, sendo que a principal
complicação é o acidente vascular encefálico isquêmico.

Eletrocardiograma (ECG)

No exame de eletrocardiograma observamos várias ondas que representam as atividades elétricas do


coração, bem como as atividades mecânicas do coração:

 Ondas P
 Complexo QRS
 Ondas T

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Eletrocardiograma didático- Comparação entre uma situação fisiológica e uma situação
patológica (fibrlação atrioventricular):

Ausencia da onda P – As ondas P, não aparece em um ECG de um paciete com fibrilação


atrial.

Complexo QRS: em pacientes com fibrilação, a


quantidade de complexo QRS é maior que em
condição fisiológica. O complexo QRS diz
respeito ao momento da sistoli ventrícular, sendio
que a quantidade de complexos QRS é utilizado
para medir a frencia cardiaca num dado intervalo de tempo. Desta forma, num ECG de uma
paciente que apresenta maior quantidade de QRS, indicando que o paciente apresenta aumento
da frequencia cardíaca e consequentemente fibrilação atrial, chamada de taquicardia.

O aumento da frequencia cardíaca em pacientes com fribrilação atrial, pode elevar a frquencia
cardiaca de 90-160 sístoles / minuto.

O traçado do complexo QRS na taquecardia é igual ao traçado QRS fisiológico, então dizemos
que, logo, diz-se que este é um QRS com inscrição normal (sem alteração). Lembrando que não
há alteação na sístole ventricular no processo de fibrilação atrial.

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Em condições isiológica normal, o intervalo RR (distancia entre as pontas das ondas “R”) se
mante constante, ou seja, possuindo a mesma distância, pois há um ritmo entre as ondas “R”.
Já na fibrilação átrial, verifica-se irregualaridade no intervalo “RR”, pois a sistole ocorre sem
que haja um ritmo definido, levando também a arritima cardíaca. A fibrilação atrial é a principal
causa de taquiarritimia cardíaca.

Fibrilação átrial

 400-600 contrações fibrilares anárquicas nos atrios por minuto;


 Taquicardia (FC entre 90-160 sístoles/min: aumento da frequencia
cadíaca
 Arritimia – mostrado no tração ECG por alterações no intervalo RR
 Irregularidades no intervalo RR
 Ausencia de ondas P

Histologia do musculo cardíaco estriado cardíaco

Tanto as células musculares estriadas esqueléticas, quanto as células


musculares cardíacas, apresentam estriações transversais quando são vistas
ao microscópio, isto ocorre, pois tanto as células musculares cardíacas,
quanto as células musculares esqueléticas, quanto os miócitos, que são as
células musculares cardíacas apresentam em seu citoplasma, estruturas
denominadas miofibrilas. As miofibrilas são formadas por proteínas
contrateis principalmente actina e miosina, desta forma, o processo de
contração muscular nas células musculares esqueléticas e nos miócitos são
basicamente os mesmos.

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Eventos necessários para contração e relaxamento muscular

O miócito dispara um potencial de ação – que apresenta a fase de platô, que é caracterizada pela
entrada de cálcio no citoplasma do miócito. A entrada de cálcio faz com que o reticulo
endoplasmático do miócito que atua como reservatório de cálcio libere mais cálcio intracelular,
libere mais cálcio, aumentando a concentração de cálcio no miócito, fazendo com que a actina
do filamento fino interaja com a miosina do filamento grosso. Isso promove o encurtamento
da miofibrilas e do miócito.

O miocárdio é um sincício funcional: Estruturas sinciciais são aquelas que apresentam


sincronia, funcionando como um todo. O musculo cardíaco apresenta discos intercalares, que
são junções comunicantes, que são formadas por complexos proteicos que constitui um canal
que atravessa a membrana de dois miócitos adjacentes, fazendo que haja uma continuidade dos
seus citoplasmas, desta forma, se um miócito disparar potencial de ação, há uma tendência de
que este potencial se espalhe entre os miócitos que estão conectados a ele. Por isso, que quando
um miócito contrai os outros contraem ao mesmo tempo.

Se os miócitos tendem a contrair todos ao mesmo tempo já que estão conectados através dos
discos intercalares, por que, que os átrios contraem num tempo diferente dos ventrículos?

O pericárdio e o esqueleto fibroso do coração, nomeadamente anel-fibroso atrioventricular


isolam a porção de músculos que constituem os átrios da porção de músculos que constituem
os ventrículos, inclusive eletricamente. Por isso, podemos dizer que existe dois miocárdios
funcionalmente distintos, que são:

 Miocárdio atrial
 Miocárdio ventricular

Sistema de excitocondução cardíaca

O sistema de excitocondução cárdica é forma por uma série de estruturas, que são grupos de
miócitos modificados cujas funções são as de gerar, propagar e transmitir potencial de ação
através do miocárdio. São eles que geram os processos de sístole (contração) e diástoles
(relaxamento).

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Nó ou nódulo sinoatrial (nó sinosal): Está localizado na parede do átrio direito, peto do óstio da
veia cava, que é onde as veias cavas desembocam no coração. É considerado o marca-passo
fisiológico, sendo o marca-passo mais rápido, sendo que, o potencial de ação gerado no nó
sinoatrial se espalha no coração inteiro.

Assim que o nó sinoatrial dispara um potencial de ação, este potencial se espalha pelos átrios e
os átrios contraem. Como miocárdio atrial está isolado miocárdio ventricular, os potenciais de
ação gerada pelo nó sinoatrial só vai consegui atravessar para os ventrículos, através da região
nó atrioventricular. O nó atrioventricular está localizado próximo do anel tricúspide na parte
baixa do septo interatrial, observe que ele é a única região pela qual em condições fisiológica
normal o potencial de ação gerado pelo nó sinoatrial podem se propagar para o ventrículo. Desta
forma a função básica do nó atrioventricular é transmitir potenciais de ação gerados pelos átrios
para os ventrículos.

Em condições patológicas, onde a função do nó sinoatrial não está ocorrendo de forma


adequada, o nó atrioventricular também pode disparar potencial de ação de forma automática e
constante, porém numa frequência mais baixa que a do nó sinoatrial. Apesar disso o
atrioventricular pode assumir o ritmo cárdico.

Outra função do atrioventricular é receber o potencial de ação e “segura-lo” por curto intervalo
de tempo e só depois deixa-lo se propagar através dos ventrículos. Desta forma podemos dizer
que o atrioventricular gera o retardo fisiológico da propagação do potencial de ação dos átrios
para os ventrículos. É justamente por isso que os átrios contraem num tempo e os ventrículos
só contraem um tempo depois.

Este intervalo fisiológico pode ser observado no ECG através do intervalo PR (segmento PR),
que é a distância entra a sístole atrial e o início da sístole ventricular.

Por que as contrações anarquicas átriais que chegam a ordem de 400-600/ minutos na
fibrilação a frequancia cardiaca aumenta apenas para cerca de 90-160 por minuto, ou seja, por
que a fibrilação átrial não se espalha para o ventrículo levando a uma fibrilação ventrícular?

Resp: O nó atrioventrícular atua como um “filtro de frequecia” dos potenciais de ação que vem
do noatrial em direção aos ventrículos, ou seja, nó atrioiventricular promove o retardo biológico
do potencial de ação que vem do nó sinoatrial em direção aos ventrículos. Desta forma, durante
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a fibrilação atrial, apesar da frequencia da fibrilação anarquica fibrilatoria atrial chegar a
cercade 400-600 contrações / minuto, apenas cerca de 90-160 contrações ocorrerem nos
ventriculos, pois o nó atrioventricular impede que todos os potenciais de ação passe para os
ventriculos. Depois que os potenciais de ação passam pelo retardo biológico, o nó ventricular
transmite esses potenciais de ação para os ventrículos. E eles vão se propagam inicialmente
pelos feicher de HIS (fasciculo atrioventricular).

O feiche re His tem uma porção comum e depois se ramifica em feiche de His esquerdo e feiche
de His direito. Esta ramificação ocorre da base do coração em direção ao ápice. No meio do
coração. No ápice os potenciais eletricos se propagam através das fibras de purkinje para as
paredes de todo ventriculo. Tanto os feiches de His, quanto as fibras de Purkinje têm a
propriedade de transmitir o potencial de forma rapidamente, permitindo a contração ventricular.

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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica – texto e atlas. 12ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2013, 556p.

DOUGLAS, C.R. Tratado de fisiologia: aplicada às ciências médicas. 6.ed. Rio de Janeiro:
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http://www.ebah.com.br/content/ABAAABNTMAF/aula-9-sem-exame-fisico-aparelho-
cardiaco > acesso em 12 de out. 2017

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https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-cardiovascular/vasos-sanguineos/
> acesso em 13 de out. 2017

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