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A SAÚDE NO ESTADO

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09 de agosto de 2018 (Quinta-Feira)


País registra 1,1 mil casos de sarampo Ministério da saúde confirma 5 óbitos

Por: DA REDAÇÃO 9 de Agosto de 2018 às 06:00

Boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde revela que o país já registra 1.100 casos
confirmados de sarampo, sendo 788 no Amazonas e 281 em Roraima. Há ainda casos considerados
isolados em São Paulo (1), no Rio de Janeiro (14), no Rio Grande do Sul (13), em Rondônia (1) e no Pará
(2). De acordo com a pasta, pelo menos 5.058 casos permanecem em investigação no Amazonas e 111 em
Roraima.
Hanseníase tem subnotificação no Pará, diz pesquisa Sespa confirma a constatação do pesquisador Moisés Silva
Por: O Liberal 8 de Agosto de 2018 às 07:31

Estudos científicos comprovam que existe uma endemia oculta de hanseníase em diferentes estados do Brasil, incluindo o Pará. Isso
significa dizer que as pessoas estão doentes e não sabem. Sem tratamento, acabam transmitindo a doença para outras pessoas. Embora
os dados oficiais mostrem que houve queda nos casos da doença no País e no Estado, nos últimos anos, o pesquisador Moisés Silva, que
desde 2009 estuda a doença, afirma que há subnotificação dos casos da doença no Pará. Isso foi constatado há cerca de 10 anos pelo
Projeto de Detecção dos Casos Novos de Hanseníase pelo Estado do Pará, no qual Silva atua coordenado pelo doutor Cláudio Guedes
Salgado, no Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Pará (UFPA). A Secretaria de Estado de Saúde (Sespa)
confirmou que existe subnotificação dos casos e que realiza ações nos municípios paraenses para alcançá-los.
Em 2004, foram registrados 5.976 casos da doença no Estado. O número caiu para 2.561 em 2017. “O projeto estuda a doença desde
2000, mas a partir de 2009 faz a procura ativa dos casos, e já visitou 15 municípios no Pará. Em cada um deles, 4% das pessoas avaliadas
clinicamente apresentavam sintomas de hanseníase, não tinham sido diagnosticadas antes e, consequentemente, não tratavam e estavam
transmitindo a doença”, afirmou o pesquisador.
Somente em Belterra, no oeste do Pará, nas vilas de Corpus Cristi e São Jorge, que ficam na Rodovia Santarém-Cuiabá, o professor de
Biologia destacou que foram avaliadas 149 pessoas e diagnosticados sete casos durante elaboração de tese de mestrado intitulada
“Relevância epidemiológica do tatu (dasypus novemcinctus) na transmissão do mycobacterium leprae em comunidades rurais do município
de Belterra, Pará”, tendo como autora Juliana Portela, entre 2015 e 2017.
“Isso mostra que está muito longe de controlar a doença no nosso estado. Isso ocorre porque falta, por exemplo, cobertura da ação da
Estratégia de Saúde da Família – o que é arriscado para ocorrência de casos de doenças crônicas e infecciosas que levam longo tempo
para se manifestar, como é o caso da hanseníase. A Organização Mundial de Saúde estabelece que para ter a doença controlada deve
haver menos de um caso para cada 10 mil habitantes”, enfatiza o pós-doutor em Biologia Moisés Silva.
Ainda segundo ele, a ausência de diagnóstico da doença não significa ausência da doença. “Muitos pacientes não têm acesso ao sistema
de saúde e simplesmente não são diagnosticados e, mesmo quando têm acesso, não são diagnosticados imediatamente. Falta
treinamento para diagnosticar e tratar a hanseníase, especialmente nas suas formas mais iniciais”, critica.
Orientações
Os municípios já visitados pelo projeto, que se mantém com financiamento de órgãos de fomento nacionais e internacionais, foram:
Salvaterra, São Miguel do Guamá, Marapanim, Maracanã, Cametá, Mocajuba, Jacundá, Santo Antônio do Tauá, São Caetano de Odivelas,
Castanhal, Santarém, Oriximiná, Redenção, Breves, Belterra, Acará, Belém (Ilha do Combu e Distrito de Mosqueiro), Curralinho, Senador
José Porfírio e Marituba.
Em todos os municípios os profissionais de saúde são orientados para o diagnóstico da doença pela equipe do projeto e são gerados
relatórios com os indivíduos diagnosticados, que são encaminhados para a Secretaria de Saúde do Município, a qual notifica os casos e
encaminha os pacientes para o tratamento da saúde.
“Temos novo projeto aprovado pelo Ministério da Saúde, para estudar e treinar pessoal em cinco municípios do Pará, entre este ano e o
primeiro semestre de 2019. Neste caso, os municípios prioritários foram apontados pela Sespa, a partir de critérios epidemiológicos da
Secretaria. Contamos com projeto à espera de aprovação no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para
seguirmos as visitas em outros municípios, para avançarmos nos estudos da hanseníase no Pará”, informa o pesquisador da UFPA. Ele
recentemente publicou artigo como resultado da sua tese de pós-doutorado no exterior com título “Hanseníase multirresistente a
poliquimioterapia no Estado do Pará”, na qual levantou essas questões, que geraram repercussão na mídia norte-americana e no Senado,
em Brasília (DF).
Seminário discute atendimento de pacientes com fissura labiopalatal
De acordo com a Sespa, a má formação congênita denominada “fissura labiopalatal”, atinge uma criança em cada 650 nascidas,
aproximadamente, no Pará.

08/08/2018 19h23

A má formação congênita denominada “fissura labiopalatal”, atinge uma criança em cada 650 nascidas, aproximadamente, no Pará. A má
formação congênita denominada “fissura labiopalatal”, atinge uma criança em cada 650 nascidas, aproximadamente, no Pará. (Foto:
Graziela Miranda/G1)
Belém recebe o I Seminário Multiprofissional Sorrisos Largos, na manhã de quinta-feira (9). O evento vai reunir pais e familiares de
pacientes que têm fissura labiopalatal para discutir o tratamento e atendimento desse público. De acordo com a Secretaria de Estado de
Saúde Pública (Sespa), a má formação congênita denominada “fissura labiopalatal”, atinge uma criança em cada 650 nascidas,
aproximadamente, no Pará.
O seminário é organizado pela Associação Sorrisos Largos com apoio da Sespa. O objetivo é avaliar a deficiência do acompanhamento
pré-natal realizado na maioria dos municípios do estado, inclusive em Belém, e ausência de diagnóstico precoce da enfermidade, assim
como as deficiências de atendimento e a ausência da implementação do Plano Estadual de Atenção aos pacientes.
Segundo a Secretaria, uma Câmara Técnica de apoio a esses pacientes foi criada para discutir e organizar o fluxo de atendimento, no fim
de 2017. Desde então, a Fundação Santa Casa foi designada como serviço de referência para a atenção às crianças com malformação
craniofacial, onde já foram realizadas 52 cirurgias.
Jader busca mais recursos para combater casos de malária e outras doenças no Pará

Quinta-Feira, 09/08/2018, 07:46:07

Jader busca mais recursos para combater casos de malária e outras doenças no Pará.Jader busca mais recursos para combater
casos de malária e outras doenças no Pará

Quinta-Feira, 09/08/2018, 07:46:07

Jader busca mais recursos para combater casos de malária e outras doenças no Pará (Foto: Divulgação) Senador paraense solicita
atenção do Ministério da Saúde, uma vez que os registros recentes também indicam avanços de algumas doenças (Foto: Divulgação)
Os registros de casos de malária subiram em todo o Brasil. No Pará, que apresenta o maior número entre os estados, o aumento foi de
325,5%, passando de 6.153 ocorrências, em 2016, para 20.027, em 2017, quando comparados dados do primeiro semestre de cada ano.
Um dos casos mais impressionantes foi registrado no município de Bagre, no Marajó, onde, de um ano para outro, o número subiu
impressionantes 5.160%.
Assim como a malária, aumentou também a proliferação de doenças endêmicas em toda a região Norte. Preocupado com a situação, o
senador Jader Barbalho (MDB-PA) solicitou ao ministro da Saúde, Gilberto Occhi, especial atenção para o problema, já que os registros
apontam para avanços de casos de hanseníase, raiva humana, febre amarela, dengue, zica, chikungunya, entre outras.
Um dos apelos feitos pelo senador foi para que o Ministério da Saúde informe as providências adotadas para conter o avanço dessas
doenças, em especial a malária. “Além disso, peço, ainda, que o Ministério da Saúde aumente o repasse de verbas para o combate a
essas doenças, incluindo, também, maior destinação de recursos no Projeto de Lei do Orçamento Geral da União de 2019, que será
encaminhado este mês para ser apreciado pelo Congresso Nacional”, solicitou.
Um levantamento feito pela agência de notícias BBC no Brasil, em maio do ano passado, mostrou que Bagre é um dos casos mais agudos
do aumento meteórico dos casos de malária na Amazônia. De acordo com a agência, em 2017, o número subiu 50% no país, chegando a
194 mil ocorrências. Apenas 25 cidades brasileiras concentram nove de cada dez casos extras da doença registrados em 2017. Bagre está
no topo da lista, com 6,6 mil casos a mais.
Por meio de um ofício, o senador Jader Barbalho formalizou o pedido para o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.
ALERTA
O crescimento ocorreu após seis anos de queda - em 2016. “O Brasil registrou o menor número de casos em 37 anos, o que foi visto como
um grande sucesso no combate à malária”, afirmava à época a agência inglesa. Mas em maio do ano passado o cenário mudou: a malária
voltou a crescer. O pico do aumento foi em setembro, quando o número de casos dobrou em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Este ano, a alta continua, denuncia a BBC. “Sem uma ação urgente, a malária volta a ser uma grave ameaça à população ribeirinha. Nosso
país lutou durante anos para reduzir a proliferação e a contaminação, principalmente no Norte. A cobrança por mais investimentos neste
momento tão grave que se reflete em todos os estados deve ecoar entre os colegas da bancada da Amazônia. Todos nós temos a
responsabilidade de lutar por mais recursos e pela cobertura ampliada de ferramentas que previnam, diagnostiquem e tratem a malária”,
reforça Jader.
NÚMEROS
95 mortes - É o número de registros deste ano de brasileiros que morreram por dengue, zika ou chikungunya entre janeiro e julho. A
dengue tem o maior número de óbitos, 80, chikungunya (13) e zika (2). Os dados são de boletim epidemiológico do Ministério da Saúde
divulgado na última terça-feira (7). As três doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti. Já a malária aumentou em todos os estados do
Norte.Senador paraense solicita atenção do Ministério da Saúde, uma vez que os registros recentes também indicam avanços de algumas
doenças
Os registros de casos de malária subiram em todo o Brasil. No Pará, que apresenta o maior número entre os estados, o aumento foi de
325,5%, passando de 6.153 ocorrências, em 2016, para 20.027, em 2017, quando comparados dados do primeiro semestre de cada ano.
Um dos casos mais impressionantes foi registrado no município de Bagre, no Marajó, onde, de um ano para outro, o número subiu
impressionantes 5.160%.
Assim como a malária, aumentou também a proliferação de doenças endêmicas em toda a região Norte. Preocupado com a situação, o
senador Jader Barbalho (MDB-PA) solicitou ao ministro da Saúde, Gilberto Occhi, especial atenção para o problema, já que os registros
apontam para avanços de casos de hanseníase, raiva humana, febre amarela, dengue, zica, chikungunya, entre outras.
Um dos apelos feitos pelo senador foi para que o Ministério da Saúde informe as providências adotadas para conter o avanço dessas
doenças, em especial a malária. “Além disso, peço, ainda, que o Ministério da Saúde aumente o repasse de verbas para o combate a
essas doenças, incluindo, também, maior destinação de recursos no Projeto de Lei do Orçamento Geral da União de 2019, que será
encaminhado este mês para ser apreciado pelo Congresso Nacional”, solicitou.
Um levantamento feito pela agência de notícias BBC no Brasil, em maio do ano passado, mostrou que Bagre é um dos casos mais agudos
do aumento meteórico dos casos de malária na Amazônia. De acordo com a agência, em 2017, o número subiu 50% no país, chegando a
194 mil ocorrências. Apenas 25 cidades brasileiras concentram nove de cada dez casos extras da doença registrados em 2017. Bagre está
no topo da lista, com 6,6 mil casos a mais.
Por meio de um ofício, o senador Jader Barbalho formalizou o pedido para o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.
ALERTA
O crescimento ocorreu após seis anos de queda - em 2016. “O Brasil registrou o menor número de casos em 37 anos, o que foi visto como
um grande sucesso no combate à malária”, afirmava à época a agência inglesa. Mas em maio do ano passado o cenário mudou: a malária
voltou a crescer. O pico do aumento foi em setembro, quando o número de casos dobrou em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Este ano, a alta continua, denuncia a BBC. “Sem uma ação urgente, a malária volta a ser uma grave ameaça à população ribeirinha. Nosso
país lutou durante anos para reduzir a proliferação e a contaminação, principalmente no Norte. A cobrança por mais investimentos neste
momento tão grave que se reflete em todos os estados deve ecoar entre os colegas da bancada da Amazônia. Todos nós temos a
responsabilidade de lutar por mais recursos e pela cobertura ampliada de ferramentas que previnam, diagnostiquem e tratem a malária”,
reforça Jader.
NÚMEROS
95 mortes - É o número de registros deste ano de brasileiros que morreram por dengue, zika ou chikungunya entre janeiro e julho. A
dengue tem o maior número de óbitos, 80, chikungunya (13) e zika (2). Os dados são de boletim epidemiológico do Ministério da Saúde
divulgado na última terça-feira (7). As três doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti. Já a malária aumentou em todos os estados do
Norte.