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BOLETIM INFORMATIVO 
metodofonico.com.br 

18-24 minutos 

Cartilha  ​Caminho  Suave  –  Letras  e 


Fonemas 

metodofonico.com.br 

Você  sabe  o  que  a  Cartilha  Caminho  Suave  e  o  Método  Paulo 


Freire de Alfabetização têm em comum? 
Por favor, leia até o final que vou te explicar. 

Nesta postagem abordarei sobre: 

● Alguns exercícios de consciência fonêmica e citarei alguns exemplos de atividades 


● O que a Cartilha Caminho Suave e o Método Paulo Freire de Alfabetização têm em comum. 
● Métodos Silábicos 
●   Cartilhas  de  alfabetização  Infantil  –  ​Cartilha  Caminho  Suave  –  por  que  eu  não  a  uso  com 
meus filhos. 


 
 

 
● Breve  resumo  sobre  os  avanços  da  neurociência  e  a  Importância da relação grafema/fonema 
nos exercícios de consciência fonológica; 
● Como apresentar os fonemas (​sons das letras​) para as crianças por meio da dramatização. 

Quando Surgiram os Métodos Fônicos e Silábicos? 

De  Acordo  com  Araújo  (1995),  o  ​método  fônico  foi  mencionado  na  França  em  1719,  Vallange  cria  o 
denominado  método  fônico  com  o  material  chamado  “figuras  simbólicas”,  como  uma  reação  às 
críticas  ao  método  de  soletração,  na  Alemanha  através  de  revista  pedagógica,  em  1803,  em  1907  o 
método fônico é retomado por Montessori. 

O  ​método  silábico  surgiu  no  século  XVIII,  com  o  pedagogo  Samuel  de  Heincke,  que  defendia  que  a 
aprendizagem partia da sílaba, e não da letra. 

Cabe  comentar  que  tal  método  baseia-se  num  princípio  válido  (embora  desconhecido  por  seus 
proponentes):  o  de  que  a  sílaba  é  a  unidade  fonológica  com  maior  realidade  psicológica,  em  virtude 
do  fenômeno  de  coarticulação  que  torna  opacos  os  limites  que  contrastam  os  fonemas  entre  si.  Tal 
princípio  vai  de  encontro  com  princípio  dos  sistemas  alfabéticos,  cujas  unidades  são, 
respectivamente, o grafema e o fonema. (Pereira, 2012) 

Leia  mais  sobre  métodos  de  alfabetização  neste  link  ​Métodos  de  Alfabetização.  Método  Global  x 
Método Fônico 

O que dizem as neurociências? 

Descobertas  revolucionárias  com  novas  tecnologias,  como  a  neuroimagem  funcional,  refutaram  os 
pressupostos  construtivistas  e  levaram  à  revolução  fônica  que  mudou  a  alfabetização  mundial  nos 
anos 90 (Capovilla, 2006). 

As  neurociências,  através  da  Ressonância  magnética  cerebral,  a  magnetoencefalografía,  técnicas 


exploradas  desde  1968 por David Cohen (1972), conjugada com a eletroencefalografia (estas 2 últimas 
permitiram  acompanhar  ​em  tempo  real  as  atividades  do  cérebro  durante  a  leitura),  demonstraram 
empiricamente  que  existe  uma região específica no cérebro capaz de reconhecer uma palavra escrita, 
analisar  a  cadeia  das  letras, descobrir as combinações das letras e, em seguida, associá-las aos sons e 
aos sentidos (DEHAENE, 2012). 

Um  método  eficaz  de  alfabetização  deve  pautar  nesses  achados  da  neurociência,  a  partir  do 
rastreamento de como o cérebro humano trabalha durante a leitura. 

Com  o  uso  da  ressonância  magnética  pode-se  analisar  em  tempo real como reage o cérebro do leitor 


hábil,  muito  conhecimento  foi  adquirido,  podendo  assim  traçar  um  roteiro  e  métodos  eficazes  de 
alfabetização. 


 
 

Dehaene  (2012)  verificou em suas pesquisas com pessoas de diferentes idiomas que o aprendizado da 


leitura acontece a partir da relação grafema/fonema, no português a criança deve aprender primeiro a 
combinação  consoante/vogal  (CV),  depois  as  combinações  CCV  (consoante-consoante-vogal  como 
em “VRA” de palavra). 

Essa  composição  de  formas,  do  menor  para  o  maior,  acontece  do  lado  esquerdo  do  nosso  cérebro  – 
em  qualquer  idioma  -.  Porém,  metodologias  que  seguem  o método global, no qual a criança aprende 
primeiro o sentido da palavra, sem necessariamente conhecer os símbolos, o lado direito é ativado. 

Segundo  ele  este  é  um  processo  mais lento, pois a decodificação terá que chegar até o lado esquerdo 


do  cérebro,  é  um  processo  mais  demorado  por  seguir  na  contramão  do  funcionamento  do  cérebro. 
Para Dehaene esses métodos ensinam o lado errado primeiro. 

A Cartilha 
Cartilha Caminho Suave, por que eu não a uso com meus filhos? 

Muitos me diriam que a Cartilha Caminho Suave já alfabetizou mais de 40 milhões de brasileiros. 

Tudo  bem  que  ela  foi  muito  utilizada  até  a  década  de  80,  vejo  que  hoje  há  uma  volta  nostálgica  as 
cartilhas  de  alfabetização,  talvez  seja  devido  ao  fracasso  dos  atuais  métodos  de  alfabetização,  o 
construtivismo e suas derivações ou até mesmo a falta de método. 

O problema da falta de métodos é demonstrado abaixo em um trabalho realizado em Santa Catarina: 

[…]  ​o  professor  precisa  ter  um  método  para  direcionar  seu  trabalho.  Pelos relatos da professora, ela se 
encontrava  desnorteada, não sabia por onde começar as atividades em sala de aula, tendo em vista que 
era  a  primeira  vez  que  iria  trabalhar  com  alfabetização,  a  mesma  nos  informou  que  não  tinha 
conhecimento de certos termos como fonologia, fonema, grafema e outros. 

Lembrava-se  de  tê-los  ouvido,  mas  não  sabia  exatamente  de  que  forma  seriam  necessários  para  seu 
trabalho e qual sua aplicabilidade. 

Demonstrando  assim  que  seu  trabalho  em  sala  de  aula  não  teria  um  direcionamento  metodológico 
adequado,  uma  vez  que  ela  não  tinha  embasamento  teórico  e  nem  prático  de  alguma  metodologia 
específica. 

Acreditamos que isso iria refletir negativamente nos resultados finais da aprendizagem das crianças […] 
(Mascarello e Pereira, 2013). 

A  ​Cartilha  Caminho  suave  e  os  métodos  silábicos  foram  muito usados até a década de 80, de lá para 


cá  a  ciência tem avançado muito ao pesquisar e analisar como acontece o aprendizado da leitura e da 
escrita. 


 
 

O  método  que  o  Brasil  empregava  antes  dos  anos  80  não  era  o  fônico,  mas  o  alfabético-silábico, 
baseado no ensino repetitivo de sílabas (Capovilla, 2006). 

Na  Capa  da  ​Cartilha  Caminho  Suave  pode-se  ler  “Alfabetização  pela  Imagem”,  aqui  me  sinto  um 
pouco  cético,  me  faz  reportar  ao  ​método  global  ou  ideovisual,  isso  me  causa  certo  receio.  Além  do 
emparelhamento  de  uma  palavra  com  uma  imagem.  O  que  poderia  ser  classificada  como  sendo  um 
método misto​. 

Cartilhas  de  Alfabetização,  porque  não  usar?Você  sabe  o  que  a  Cartilha  Caminho  Suave  e  o  Método 
Paulo Freire de Alfabetização têm em comum? 

Nota-se  um  emparelhamento  de uma figura com uma palavra e o uso de cartões  ou cartas de baralho 


com os nomes das figuras o que leva a uma abordagem do método global. 


 
 

Nota-se  um  emparelhamento  de  uma  figura com uma palavra e o uso de cartões ou cartas de baralho 


com os nomes das figuras o que leva a uma abordagem do método global. 

  
O que a Cartilha Caminho Suave e o Método Paulo Freire de Alfabetização têm em comum? 

Na  ​Cartilha  Caminho  Suave  e  nos  métodos  silábicos,  o  ensino  da  leitura  se  dá  partindo  da  palavra 
para  a  sílaba  –  uma  abordagem  analítica  –  e  sintética,  da  sílaba  para  a  palavra.  Tratando  a  sílaba 
como a menor unidade da fala, usando palavras-chave e decompondo estas palavras em suas famílias 
silábicas. 

Até  aqui  tudo  bem,  a  criança  precisa  adquirir  a  consciência  silábica,  porém,  a  menor unidade da fala 
em línguas alfabéticas não é a sílaba e sim o fonema. 

Durante  o  processo  de  aprender  a  ler,  o  ser  humano  tem  de  se  adaptar  e  aprender  a  converter 
imagens  em  sons;  este  processo envolve adaptação ao processamento de informação através de uma 
invenção do ser humano, a escrita. (DEHAENE, 2009; MORAIS, 2013). 


 
 

Entre os métodos silábicos usados na alfabetização também podemos citar o ​Método Paulo Freire de 
Alfabetização​,  usado  na  alfabetização  de  adultos,  embora  também  seja  usado  na  alfabetização  de 
crianças  com  uma  “nova  roupagem”  –  método  sociolinguístico  –  socioconstrutivista,  etc.  Não  vou 
entrar aqui no debate ideológico e político do método Paulo Freire. 

Paulo  Freire​,  também  apresentava  aos  seus  alunos  palavras  conhecidas  do  vocabulário  dos 
operários  –  chamada  por  ele  de  palavra  geradora  –  e  através  destas  fazia  sua  decomposição  em 
sílabas, veja um exemplo na figura abaixo: 

palavra geradora 

Exercícios de Consciência fonológica 


O som das Letras 

Torno  a  reforçar  a menor unidade da fala não é a sílaba, mas, o fonema. Sobre os “ sons” dos fonemas 


segue abaixo um vídeo feito pelo instituto alfa e beto: 

Você  pode  até  afirmar  que  este  vídeo  não  tem  utilidade  para  a  criança,  porém,  depois  que  a  criança 
aprender  esta  diferença  no  início  das  palavras  e  que  têm  palavras  que  começam  com o mesmo som, 


 
 

 
pode-se  segmentar  as palavras em sílabas e as sílabas em fonemas, para que ela aprenda a manipular 
os  sons  da  fala  de  maneira  consciente,  esta  manipulação  dos  fonemas  se  tornará  algo  automático  e 
inconsciente. 

Seria  o  mesmo  que  trabalhar  com  métodos  puramente  fonéticos,  que  não  levam  em  consideração  a 
consciência fonológica e os avanços das neurociências. 

Não  existe  a  mínima  possibilidade  de  operar  com  o  método  fônico,  sequer  de  pensar em alfabetizar, 
trabalhando  só  com  sons  isolados, pois o fundamento está em estabelecer a relação entre grafemas e 
fonemas,  unidades  que  têm  a  função  de distinguir significados e estes só existem no seio de palavras. 
(SCLIAR-CABRAL, 2013) 

Um  exemplo  seria  segmentar  a  palavra  MALA – /M/ /A/ /L/ /A/ – pronunciando o fonema e não o nome 


da letra. 

Em  toda  literatura  que  pesquisei  sobre  ​métodos  fônicos​,  a  relação  grafofonêmica  é  explicitada  ao 
aluno,  seguindo  uma  sequência  definida  do  mais  simples  para  o  mais  complexo,  sendo  assim, 
trabalhando  com  a  criança  a  consciência  de:  frases,  rimas,  palavras,  sílabas,  fonemas  e  por  fim  a 
segmentação da sílaba em fonemas. 

Consciência  dos  fonemas  –  consciência  fonêmica  –  poderia  afirmar  que  é  o  coração  dos  métodos 
fônicos. 

Porém  um  método  fônico  eficaz  não  se  resume  apenas  em  apresentar  às  crianças  a  relação 
grafema/fonema,  é  bem  mais  que  isso,  antes  é  preciso  trabalhar  essas  relações  de  maneira  mais 
“palpável”, deve-se levar em conta os ​exercícios de consciência​ ​fonológica​, tais como: 

● Aliteração 
● A consciência de palavras e frases; 
● A leitura partilhada; 
● A consciência de rimas 
● A consciência de sílabas; 
● Por fim A consciência fonêmica; 

Partindo  assim,  do  mais  simples  para  o  mais  complexo  para  depois  começar  a  explicitar  a  relação 
grafofonêmica. 

Agora você me pergunta – Odair a criança precisa aprender esta relação tão abstrata? 

Sim, a criança precisa aprender esta relação de maneira explícita. 

Torno  a  afirmar,  a  criança  precisa  ser  exposta,  precisa  aprender  os  fones,  mesmo  que  pareça  algo 
incompreensível  por  não  estar  explicitado  em  nossa  fala  quando  pronunciamos  palavras.  Para  nós e 
para as crianças é muito mais fácil perceber as ​sí-la-bas​ como realidade sonora. 


 
 

O  aprendiz  de  leitor  precisa  aprender  a  manipular  os  fonemas,  por  este  ser  a  menor unidade da fala 
em línguas alfabéticas. 

Muitos  ficariam  tentados  em  ensinar  crianças  a  ler  por  meio  das  sílabas  ou  ​métodos  silábicos  ​(ex: 
Cartilha Caminho Suave​), como sendo a sílaba a menor unidade da fala. 

Atenção!​ Resista a esta tentação – a menor unidade da fala em línguas alfabéticas é o fonema. 

Para relembrar, grafemas são as letras ou grupo de letras que correspondem a um fonema. 

E  que  os  fonemas  correspondem  ao  conjunto  de  movimentos  articulatórios  que  são  executados 
quando dizemos alguma coisa como /be/, /ba/, /bu/ (MORAIS, 2013, p. 26). 

O que é fonema e grafema? Leia mais neste post? 

Pode-se  afirmar  com  certeza  que  leem  melhor  aqueles  que  se  beneficiam  de  atividades destinadas a 
fazê-los tomar consciência dos fonemas e conhecer a correspondência entre grafema e fonema. 

“Se  o  Aluno  não  adquire consciência fonêmica ele pode pensar que as palavras são como desenhos, 


e  passar  a  decorar  palavras.  Ou  ele  decora  sílabas,  e  compõem  palavras  silabando,  o  que  o  torna 
um  leitor  ineficaz.  Somente  a  tomada  de consciência sobre os fonemas permite adquirir o princípio 
alfabético, primeiro passo para uma alfabetização eficaz (OLIVEIRA, 2010, p. 5)”.  

As  Sílabas  e  as  palavras  são  unidades  discretas  muito  mais fáceis de pronunciar separadamente uma 


das outras, já os fonemas não pronunciamos separadamente. 


 
 

Exercícios de consciência Fonêmica 

Como  teria  a  crianças  sucesso  na  tarefa  de  transferência  de  fonemas  se não forem previamente 
treinadas a analisar uma palavra em fonemas e associar fonemas e letras? 

A  manipulação  de  fonemas  para  Morais  (2013)  são  competências  que  pela  sua  importância  para  a 
aprendizagem da leitura e da escrita tem de ser adquirida e ensinada no começo deste processo. 

Então, como apresentar os fonemas para as crianças? 

Algumas  das  dicas  do  Prof.  José  Morais  é  apresentar para as crianças palavras que se diferem apenas 


no  seu  fonema  inicial  como  em  ​Bola,  Cola,  Mola  –  pedir  para  a  criança  subtrair  o  ​fonema  inicial  (o 
primeiro som) –​ ola​ – e substitua por outro, ​/k/ – ​ola, ​/ f/​-ola 

Outro  exercício  a  ser  trabalhado  posteriormente  é  a  segmentação  de  uma  palavra  monossilábica 
(procurar  pronunciar  na  ordem  os  seus  fonemas  sucessivos  –  os  seus  pequenos  sons)  e  de adição de 
fonemas  poderão,  então,  serem  introduzidos  individualmente  de maneira mais sistemática, variando 
o  fonema  crítico  e  sem  a  apresentação  simultânea  de  material  escrito  –  apenas  oralmente  (MORAIS, 
2013, p. 49). 

Olhe  aqui  ​‘fa’  ​e  ‘fi’  começam  da  mesma  maneira  (​prolongue  o  fonem​a  ​/F/  fffff​)  e  terminam  da 
mesma  maneira?  Termina  em  “a”  e  “I”,  são  diferentes.  Toma  um  beliscão  de  brincadeira,  você  diz 
“ai”​, ​fai​ também tem ​ai​, mas também tem alguma coisa, ​FFFFF​…​ai​ […] (MORAIS, 2013, p. 51) 

Podemos  executar  este  mesmo  jogo  com  outros  fonemas  como  /s/ e os sons de X em “ch”, /V/ /Z/ /N/ 
/J/ que podem ter o som prolongado. 

Nas  atividades  proposta  por  Oliveira  (2010),  em  seu  ​Manual  de  Consciência  Fonêmica​,  o  fonema 
também é explicitado para as crianças, ele também faz a associação entre som e letra. 

Por exemplo, o fonema ​/L: 

Fale Primeiro o som ​/L/​ depois ​IMÃO​ — ​/L/ – IMÃO 

O  referente  manual  pede  que  o  professor  mostre  a  figura  de  um  livro  e  diga  que  a  palavra  LIVRO 
começa  com  o  som  ​/L/  ​então  mostra  o  cartão  com  a  letra  ​L  e  diz  que  a  letra  L representa o som  /L/ 
(OLIVEIRA, 2010, p. 48-49). 

Ou seja, nos métodos fônicos a relação grafema/fonema deve ser explicitada. 

Alfabetização – Método Fônico Capovilla 


Alfabetização – Método Fônico Capovilla 


 
 

Também  Capovilla  e  Seabra  (2010),  no  livro  Alfabetização:  Método  Fônico,  nas  atividades  de 
consciência fonêmica sugere a explicitação da relação grafofonêmica: 

[…] Agora nós vamos conhecer a letra ​D​ e seu som​ /D/​ […] 

[…]  Escreva  a  letra  D  na  lousa,  dizendo  que  aquela  letra  se  chama  D e tem o som de /D/ dar exemplo 
de palavras que começam com a letra​ D​ […]. 

…  Agora  vamos  colorir  as  figuras  que  tem  o  nome  começando  com  o  som  /D/  […]  (CAPOVILA  e 
SEABRA, 2010 p. 250). 

Outro exemplo de exercício de consciência fonêmica e exposição aos “sons” da letra: 

O  Autor  toma  como  exemplo  a  palavra  ​ROSTO​,  onde  o  aluno  é  convidado  a  desenhar  um  retângulo 
para  cada  sílaba  da  palavra,  ou  seja,  2  retângulos,  e  dentro do retângulo uma forma geométrica para 
cada som da sílaba – no primeiro retângulo 3 formas para​ “ROS” 

E  no  segundo  retângulo  2  forma  geométricas  para  a  silaba “TO”​. Sem escrever as letras embaixo dos 


retângulos, somente os sons devem ser pronunciados. 

Em  seguida  pede  para  o  aluno  apagar  uma  forma  geométrica,  neste  caso  a  que  representa  o  ​/R/. 
Então,  o  aluno  deve  dizer  como  ficou  a  palavra  sem  o  som  de  /R/,  ficou  ​“OSTO”  […]  (CAPOVILLA  E 
SEABRA, 2010 p. 315). 

Em  outros  manuais  de  consciência  fonológica,  os  autores  também  sugerem  como  atividade  a 
correspondência grafema/fonema. 

[…] falar o nome de cada som da palavra… 

T-E-S-O-U-R-A 

/T/-/E/-/S/-/O/-/U/-/R/-/A/ 

[…] (ALMEIDA; DUARTE, 2012) 

Concluindo, 

O  uso  de cartilhas e ​métodos silábicos​, como a ​Cartilha Caminho Suave​, não é a melhor opção para 
uma boa alfabetização, na falta de um método, ela só não é melhor que os ​métodos fônicos​. 

Nos  métodos  fônicos  as  sílabas  também  são  trabalhadas  com  as  crianças  com  atividades  lúdicas  e 
divertidas  –  com  o  uso  de  blocos  lógicos,  batendo  palmas  para  as  sílabas,  contado  sílabas  –  e 
exercícios orais de análise e síntese silábica. 

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Na  manipulação  dos  fonemas  e  nas  atividades de análise e síntese de fonemas, ​os “sons” das letras​, 


são explicitados para as crianças, em todos os manuais de consciência fonológica que pesquisei. 

Em  um primeiro momento isto acontece apenas oralmente, usando símbolos, formas geométricas, ou 
mesmo  por  meio  da  dramatização  dos  fonemas.  No  segundo  momento  é  feito  a  relação  entre  o 
código escrito, o nome da letra e seu respectivo fonema. 

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REFERÊNCIAS 
ALMEIDA,  Elizabete  Crepaldi  de;  DUARTE,  Patrícia  Moreira.  ​Consciência  Fonológica:  ​Atividades 
Práticas. 2. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2012. 102 p. 

ARAUJO,  M.  C.  C.  da  S.  Perspectiva  histórica  da alfabetização. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa, 


(Caderno 367). 1995. 

DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura. Trad. de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012. 

  ​DEHAENE,  Stanislas.  ​Stanislas  ​Dehaene:  ​“A  neurociência  deve  ir  para  a  sala  de  aula”.  2012.  Revista 
Época.  Disponível  em: 
<http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2012/08/stanislas-dehaene-neurociencia-deve-ir-para-
sala-de-aula.html>. Acesso em: 17 fev. 2016. 

BRANDÃO,  Carlos  Rodrigues.  ​O  QUE  É  MÉTODO  PAULO  FREIRE.  ​1991.  Disponível  em: 
<http://www.sitiodarosadosventos.com.br/livro/images/stories/anexos/oque_metodo_paulo_freire.p
df>. Acesso em: 15 fev. 2016. 

CAPOVILLA,  Fernando. ​“Modelo é eficaz para fortalecer o raciocínio”. ​2006. Folha de São Paulo – DA 
SUCURSAL DO RIO. Disponível em: <http://www.ip.usp.br/lance/jornal.html>. Acesso em: 16 fev. 2016. 

MASACRELLO,  Lidiomar  José;  PEREIRA,  Miriam  Maia  de  Araújo.  ​As  neurociências  e  a  leitura: 
proposta  Scliar  de  alfabetização  .  Brasil:  Revista  ADM.MADE,  2013.  24  p.  Disponível 
em:<periodicos.estacio.br/index.php/reeduc/article/viewFile/518/633>. Acesso em: 03 dez. 2015. 

MORAIS, José. ​Criar Leitores: ​Para professores e educadores. Barueri: Manole, 2013. 154 p. 

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OLIVEIRA,  João  Batista  Araújo  e.  ​Manual  de  Consciência  Fonêmica:  ​Programa  alfa  e  Beto  de 
Alfabetização. 10. ed. Brasília: Instituto Alfa e Beto, 2013. 184 p. 

SEABRA,  Alessandra  G.;  CAPOVILLA,  Fernando  C.  ​Alfabetização:  Método  Fônico.  ​5.  ed.  São  Paulo: 
Memnon, 2010. 429 p. 

SCLIAR-CABRAL,  Leonor.  A  desmistificação do método global. ​Letras de Hoje, ​Porto Alegre, v. 1, n. 48, 


p.6-11,  mar.  2013.  Disponível  em: 
<http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/download/12142/8875>.  Acesso  em:  14 
fev. 2016. 

Para saber mais conheça: 


As 7 Etapas da Leitura Precoce 

Você  descobrirá  como  alfabetizar  por  um  método  eficaz  pode  ser  realmente 
importante e ao mesmo tempo … 

Simples! 

 
 

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