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A LIÇÃO DO GURI bufando, quieto, calado,

meio escarvando, apotrado,


Dimas Costa mas não respondia nada.

Pequeno, muito pequeno Depois, saía obediente


recém ensaiando os passos, para cumprir o castigo.
mas já trazendo nos braços Sabia: o pai era amigo,
a fibra chucra herança embora assim, meio austero
o piá bem demonstrava e ele bem compreendia
o quanto vale a lição que lhe faltava o direito.
que a crioula tradição Por isso tinha respeito
pode dar para a criança. quando o pai era severo.

Era um guri bem criado, Certo dia, este piazito,


pois o pai sendo gaúcho, por arrancos de coragem,
não lhe dava certo luxo, andou fazendo bobagem
e muito mimo demais e o pai, perdendo a estribeira,
Mas pequeno, bem pequeno, embora nunca o fizesse
melhor que grande sabia agarrou-lhe pelo braço
até que ponto devia e quis lhe dar um laçaço,
o respeito para os pais. empunhando uma soiteira.

Cada vez que o pai chagava, Mas o guri o enfrentou


da sua lida camareira, como um macho de verdade.
lá estava, na porteira, E apesar de tenra idade,
o filho sempre a esperar. teve a coragem tamanha
E recebia do velho de dizer ao próprio pai
um terno e apertado abraço, -no olhar intenso brilho -
unindo um profundo laço Olha pai que eu sou teu filho,
aquele amor singular. mas gaúcho não apanha!

Inocente, pequenito, O velho largou o relho


já sabia inchar o peito, abraçando-o comovido
e tinha, o guri, no jeito, -filho, meu filho querido,
arrancos de valentia. eu perdôo a tua arte!
Lá por causa de um brinquedo, Pois me deste uma lição,
com outras crias da casa, com tamanha valentia,
o guri virava brasa, que há muito não recebia:
e era aquela estripulias. Num gaúcho....não se bate!

Mas quando o pai chamava,


para passar-lhe um carão,
subia-lhe um vermelhão
pela face transformada.
E ficava olhando o pai,