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DISCIPLINA:

Operações Unitárias

TRABALHO:

Separadores Inerciais

ACADÊMICOS:

Andrei Guarenti, Élcio Vargas, Jéssica Quinatto, Priscila Michailoff


e Romulo Mondini Neto

CURSO:

Engenharia Mecânica 7ª Fase

PROFESSORA:

Tamara Zanette

LAGES / SC
07/06/2018.
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 3
2. DESENVOLVIMENTO ................................................................................................................ 4
1.1. Princípio Básico ................................................................................................................. 4
1.2. Exemplo 01 .......................................................................................................................... 4
1.3. Exemplo 02 .......................................................................................................................... 4
1.3.1. Vantagens .................................................................................................................... 5
1.3.2. Desvantagens ............................................................................................................. 5
1.3.3. Uma Simples Aplicação............................................................................................ 5
3. CONCLUSÃO ............................................................................................................................. 15
4. REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 16

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1. INTRODUÇÃO

Utilizado no controle da poluição e em coletores de poeira quando grandes


quantidades de pó têm de ser eliminada. Os locais que têm problemas no caso de grandes
quantidades de pó são as usinas de mineração, oficinas mecânicas e fábricas de
processamento de pó.
Um separador de inércia é muitas vezes usado para separar o pó a partir do gás
utilizando as forças gravitacional e inercial, e a combinação de forças utilizadas varia de
acordo com o tipo de separador inercial. Os modelos de separador inercial têm vantagens e
desvantagens, como por exemplo as câmaras de sedimentação são simples de design, mas
tendem a ter baixa eficiência. Câmaras de percussão podem ser mais eficientes, mas ainda
são geralmente limitadas para usar como pré-limpeza.
E os coletores centrífugos, que empregam a ação do ciclone, são provavelmente
o mais complexo dos separadores inerciais. O exemplo tomado no referido trabalho é a
respeito dos separadores ciclones e seu dimensionamento.

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2. DESENVOLVIMENTO

O separador inercial opera segundo o princípio da força centrifuga, onde as


partículas a serem removidas do ar sofrem essa força saindo da corrente de ar. Um exemplo
seria: você conduzir o ar de forma que ele produza um movimento circular rotacional ou
fazendo com que ele tenha uma brusca mudança de direção.

1.1. Princípio Básico

Seu princípio básico se dá pela separação inercial, na qual as partículas


precipitadas num gás são forçadas a mudar de direção, fazendo com que a inercia das
partículas sigam em frente enquanto o gás muda sua direção, gerando a separação entre
partícula e gás.

1.2. Exemplo 01

Separador Inercial é um sistema que separa partículas (FOD) do duto de


admissão de ar do motor.
Existem vários tipos de separadores, porém nos motores aeronáuticos como o
P&WPT-6, trata-se de um sistema ligado a uma tela que quando ativado impede a passagem
de sujeira para o motor. Normalmente não são ligados durante todo o voo, somente em
transportes de taxi aéreo, pois a tela não interrompe a passagem de ar, mas a limita em
grande quantidade. Também é considerado um equipamento utilizado para a coleta de
partículas de tamanho médio e grande contida em meio ao ar.

1.3. Exemplo 02

Como exemplo temos o ciclone que são separadores inerciais mais comuns,
fazendo com que o gás seja forçado a girar em forma de vórtex através de um corpo tubular.
Como demonstra a imagem a seguir:

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Imagem 01 – Demonstração do Movimento do ar no Ciclone.

Fonte: Feito pelos autores (2018).

1.3.1. Vantagens

 Baixo custo de manutenção e capital;


 Possibilidade de ser simples ou múltiplo;
 Capacidade de prolongar a vida útil dos filtros quando usado para fazer a limpeza
 previa;
 Habilidade de remoção de partículas grandes e medias com alta frequência;
 Construção relativamente simples;
 Não possui peça móvel, exceto quando tem válvula-pendulo ou rotativa na tiragem do
pó.

1.3.2. Desvantagens

 Não remove com boa eficiência partículas finas;


 Perdas de carga que variam em média de 50 mmcH2O (baixa eficiência) a 254
mmcH2O (alta eficiência).

1.3.3. Uma Simples Aplicação

Uma simples aplicação para um tipo ciclone, através de uma corrente de ar a 50°
C a 1atm que arrasta partículas de 𝜌s= 1,2g/cm³ cuja a vazão é de 3m³/s. Deseja-se projetar
um ciclone para coletar partículas de 50um em suspensão.
Informações:

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𝜌𝑎𝑟 = 1,094 𝑘𝑔/𝑚³;
𝜌𝑠 = 1200 𝑘𝑔/𝑚³;
𝑃 = 1 𝑎𝑡𝑚.

Imagem 02 – Demonstração das Entradas e Saídas do Ciclone

Fonte: Feito pelos autores (2018).

Onde:

 𝜌𝑠 = 𝑑𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑠ó𝑙𝑖𝑑𝑜;
 𝑉 = 𝑣𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑔á𝑠;
 𝜇 = 𝑣𝑖𝑠𝑐𝑜𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑔á𝑠;
 𝜌 = 𝑑𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑔á𝑠.

1.3.3.1. Dimensionamento e Avaliação de Desempenho

Relação de dimensões de um ciclone convencional:

Imagem 03 – Esquema Típico de Ciclone

 Dc[m]= diâmetro do ciclone;


 A[m]= altura do local de entrada;
 b[m]= largura do local de entrada;
 S[m]= comprimento do cilindro de saída
 De[m]= diâmetro do duto de saída de gás;
 h[m]= altura da parte cilíndrica do ciclone;
 H[m]= altura total do ciclone;
 B[m]= diâmetro de saída de pó;

Fonte: Feito por Romulo (2018).

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O projeto de um ciclone é um baseado nas relações geométricas mostradas na
imagem anterior, onde cada família tem suas relações dimensionais com base no Dc
(diâmetro do ciclone), sendo as mais conhecidas na indústria.

Tabela 01 – Relações geométricas para diversas famílias de ciclones.

Dimensão Lapples Swift Stairmand Swift Stairmand Swift


PG PG AE AE AV AV
De/Dc 0,5 0,5 0,5 0,4 0,75 0,75
a/Dc 0,5 0,5 0,5 0,44 0,75 0,8
b/Dc 0,25 0,25 0,20 0,21 0,375 0,35
H/Dc 4,0 3,75 4,0 3,9 4,0 3,7
h/Dc 2,0 1,75 1,5 1,4 1,5 1,7
B/Dc 0,25 0,4 0,375 0,4 0,375 0,4
S/Dc 0,625 0,6 0,5 0,5 0,875 0,85
Legenda: PG- proposito geral; AE- alta eficiência; AV- alta vazão

Fonte: Antonio Cipolato (2011).

A metodologia de projeto de um ciclone varia conforme as necessidades do


projeto, porem existem 4 passos fundamentais:

 a) Cálculo das dimensões do ciclone;


 b) Cálculo da perda de carga do ciclone;
 c) Cálculo da potência do exaustor;
 d) Determinação das curvas de eficiência fracionaria do ciclone;
 e) Determinação da eficiência global do ciclone.

A equação (1.1), tem como base a dimensão básica do projeto de um ciclone:

𝑄
𝐷𝑐[𝑚] = √𝑅 (1.1)

Onde Q tem como base a vazão volumétrica do ar que passa pelo ciclone sobre
R que é um parâmetro de projeto que se iguala ao diâmetro do ciclone. Para as famílias
padronizadas o R já é padronizado, demonstrados na tabela 02:

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Tabela 02 – Razões do Projeto para Ciclones.

Família de ciclones R[m/h]


Lapple PG 6860
Swift PG 6680
Staitaimand AE 5500
Swift alta AE 4940
Stairmand AV 16500
Swift AV 12500
Fonte: Antonio Cipolato (2011).

Tendo a vazão e a razão, podemos obter o diâmetro do ciclone, através da


equação (1.1):

𝑄 = 3𝑚³/𝑠 = 10800𝑚³/ℎ;
𝑅 = 5500𝑚/ℎ  𝑐𝑜𝑚 𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑛𝑜 𝑆𝑡𝑎𝑖𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑 𝑑𝑒 𝑎𝑙𝑡𝑎 𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎.

𝑄
𝐷𝑐 = √𝑅 (1.1)

10800
𝐷𝑐 = √ = 1,4𝑚
5500

1.3.3.2. Queda de Pressão e Potência do Exaustor

Vê-se necessário um critério muito técnico no balanceamento da velocidade de


entrada e concentração de sólidos comparada a perda de carga, para poder obter o adequado
desempenho industrial do equipamento.
Devido aos comentários anteriores, vê-se necessário o cálculo de queda de
pressão no ciclone na ausência do pó, dado por ∆𝑃𝐿.

𝜌𝑎𝑟.𝑉𝑖²
∆𝑃𝐿 = 2
. ∆𝐻 (1.2)

Onde:

 𝜌𝑎𝑟 = 𝑑𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑎𝑟;

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 𝑉𝑖 = 𝑣𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑟 𝑛𝑜 𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜𝑛e;
 ∆𝐻 = 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑔𝑒𝑜𝑚𝑒𝑡𝑟𝑖𝑐𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑑 𝑒𝑝𝑒𝑛𝑑𝑒 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑓𝑖𝑔𝑢𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑜 𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜𝑛𝑒.

Respectivamente obtemos através dos seguintes cálculos:

𝑃.𝑀𝑀𝑎𝑟
𝜌𝑎𝑟 = 𝑅.𝑇
(1.3)

 𝑀𝑀𝑎𝑟 = 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑚𝑜𝑙𝑎𝑟 𝑑𝑜 𝑎𝑟;


 𝑃 = 𝑝𝑟𝑒𝑠𝑠ã𝑜 𝑎𝑏𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑟 𝑛𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑎𝑟;
 𝑅 = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑜𝑠 𝑔𝑎𝑠𝑒𝑠 𝑖𝑑𝑒𝑎𝑖𝑠;
 𝑇 = 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑒𝑟𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑎𝑏𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑟.

Onde os valores a seguir são constantes:

𝐿 . 𝑎𝑡𝑚
𝑅 = 0,08206 𝑚𝑜𝑙 . 𝐾
;

𝑀𝑀𝑎𝑟 = 29𝑔/𝑚𝑜𝑙.

Porém, como temos o valor respectivo de 𝜌𝑎𝑟 que já foi dado por 𝜌𝑎𝑟 =
1,094 𝑘𝑔/𝑚³. Então temos a equação (1.4):

𝑄
𝑉𝑖 = 𝑎.𝑏
(1.4)

 𝑉𝑖 = 𝑣𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎.

Para ciclones padronizados temos os valores já calculados para ∆𝐻, como


demostra a tabela a seguir:

Tabela 3 – Parâmetro adimensional ∆H para ciclones padronizados.

Família Lapplesp Swift Stairmand Swift Stairmand Swift


ciclones PG PG AE AE AV AV

∆H 6,79 6,11 4,85 7,07 7,30 6,93


Fonte: Antonio Cipolato (2011).

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Como o valor de par já está descrito, precisamos encontrar 𝑉𝑖 e ∆𝐻 para descobrir
a queda de pressão no ciclone:

𝑄
𝑉𝑖 = 𝑎.𝑏
(1.4)

3
𝑉𝑖 = = 15,3 𝑚/𝑠
0,7.0,28

𝑎/𝐷𝑐 = 0,5  𝑎 = 0,7𝑚;

𝑏/𝐷𝑐 = 0,20  𝑏 = 0,28𝑚.

Como estamos nos baseando em um ciclone de alta eficiência, sendo ele o


Stairmand - AE o ∆𝐻 = 4,85, porem também existe a possibilidade de calcula-lo:

𝑠 1/3
𝑎 .𝑏
∆𝐻 = 20. (𝐷𝑒 2 ) . ( 𝐻 𝐷𝑐
ℎ 𝐵 ) (1.5)
𝐷𝑐𝐷𝑐𝐷𝑐

Para calcular ∆𝑃𝐿:

𝑉𝑖 = 15,3 𝑚/𝑠;

𝜌𝑎𝑟 = 1,094𝐾𝑔/𝑚³;

∆𝐻 = 4,85.

𝜌𝑎𝑟.𝑉𝑖²
∆𝑃𝑙 = 2
. ∆𝐻 (1.2)
1,094. (15,3)²
∆𝑃𝑙 = . 4,85 = 621,029
2

A potência consumida pelo motor exaustor (W), cujo mantenha a vazão


volumétrica pode ser estimado pela equação:

𝑄.∆𝑃𝐿
𝑊= 𝜂
(1.6)

Onde:

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 𝜂 = 𝑟𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑒𝑥𝑎𝑢𝑠𝑡𝑜𝑟;
 𝑊 = 𝑝𝑜𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑖𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑜 𝑚𝑜𝑡𝑜𝑟 𝑒𝑥𝑎𝑢𝑠𝑡𝑜𝑟.

Determinação das curvas de eficiência fracionaria em ciclones: existem diversas


formas para se calcular a eficiência fracionaria do ciclone, na qual foi aplicado os cálculos
propostos por Iozia e Leith (1990), que partiram do modelo de Barth (1956).
Dada a fórmula:

1
𝜂𝑖[−] = 𝑑50 𝛽
(1.7)
1+( )
𝑑𝑝𝑖

 𝜂𝑖 = 𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑓𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑙𝑒𝑡𝑎 𝑑𝑜𝑠 𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜𝑛𝑒𝑠;


 𝑑50 = 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑟𝑡𝑒;
 𝑑𝑝𝑖 = 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑡í𝑐𝑢𝑙𝑎 𝑐𝑢𝑗𝑎 𝑎 𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑙𝑒𝑡𝑎 𝑒𝑠𝑡á 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑑𝑎;
 𝛽 = 𝑒𝑥𝑝𝑜𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑒𝑝𝑒𝑛𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑑50.

Sendo que 𝑑50, também denominado diâmetro de Stokes para a partícula cuja
eficiência de coleta está sendo calculada. Calculado através da equação a seguir:

9.𝜇𝑎𝑟.𝑄𝑐 1/2
𝑑50 = (𝜋.𝜌𝑠.𝑍𝑐.𝑉𝑡𝑚𝑎𝑥 2 ) (1.8)

O diâmetro de corte se dá pelas seguintes equações que resultarão nos valores


de µ𝑎𝑟, 𝑉𝑡𝑚𝑎𝑥, 𝑍𝑐, 𝑑𝑐 e 𝛽:

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273+𝑇 ⁄2 398
𝜇𝑎𝑟 = 1,73𝑥10−5 . ( 273
) . (398+𝑇) (1.9)

𝜇𝑎𝑟 = 1,73𝑥10−5 . 1,287. 0,888 = 1,977𝑥10−5

𝑎.𝑏 0,61 𝐷𝑒 −0,74 𝜇 −0,33


𝑉𝑡𝑚𝑎𝑥 = 6,1. 𝑉𝑖. ( 2 ) .( ) .( ) (1.10)
𝐷𝑐 𝐷𝑐 𝐷𝑐

𝑉𝑡𝑚𝑎𝑥 = 93,33 . 0,245 . 1,670 . 0,633 = 24,167 𝑚/𝑠

O comprimento natural do vórtex do ciclone pode-se obter através da seguinte


relação:

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𝐻−ℎ 𝑑𝑐
𝑆𝑒 𝑑𝑐 > 𝐵 → 𝑍𝑐 = (𝐻 − 𝑆) − [ 𝐷𝑐 ] . [( 𝐵 ) − 1] 𝑖 (1.11)
( )−1
𝑏
𝑆𝑒 𝑑𝑐 < 𝐵 → 𝑍𝑐 = (𝐻 − 𝑆) (1.12)

Para encontrar a diâmetro do vórtex, temos:

𝑎.𝑏 −0,25 𝐷𝑒 1,4


𝑑𝑐 = 0,47. 𝐷𝑐. (𝐷𝑐 2 ) . (𝐷𝑐 ) (1.13)
𝑑𝑐 = 0,658 . 1,778 . 0,379 = 0,443𝑚

𝐵 = 0,56𝑚

Então 𝑑𝑐 < 𝐵, assim:

𝐻
= 4 → 𝐻: 5,6𝑚
𝐷𝑐

𝑆
= 0,5 → 𝑆 = 0,7𝑚
𝐷𝑐

𝑍𝑐 = 𝐻 − 𝑆 (1.12)
𝑍𝑐 = 5,6 − 0,7 = 4,9 𝑚

O expoente β é dada pela equação (1.14), que é:

𝑑50 𝑎.𝑏 𝑎,𝑏


𝛽 = exp {0,62 − 0,87. ln ( 104 ) + 5,21. ln (𝐷𝑐 2 ) + 1,05. [ln (𝐷𝑐 2 )] ²} (1.14)

Diâmetro corte (1.8), sendo:

9.𝜇𝑎𝑟.𝑄 1/2
𝑑50 = ( 2 ) (1.8)
𝜋.𝜌𝑠.𝑍𝑐.𝑉𝑡𝑚𝑎𝑥

1/2
53,379𝑥10 −5
𝑑50 = ( ) = 7,034𝑥10−6 𝑚 = 7,034𝜇𝑚
10788788,59

Expoente β (1.14):

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𝑑50 𝑎.𝑏 𝑎.𝑏 2
𝛽 = 𝑒𝑥𝑝 {0,62 − 0,87. ln ( 104 ) + 5,21. ln (𝐷𝑐 2 ) + 1,05. [ln (𝐷𝑐 2 )] } (1.14)

7,034 0,196 0,196 2


𝛽 = 𝑒𝑥𝑝 {0,62 − 0,87 ln ( ) + 5,21. ln ( ) + 1,05. [ln ( )] }
104 1,96 1,96
𝛽 = exp{0,62 + 6,316 + (−11,996) + 5,567}
𝛽 = 𝑒𝑥𝑝{0,507}

Eficiência fracionaria de coleta do ciclone:

1
𝜂𝑖[−] = 𝑑50 𝛽 (1.7)
1+( )
𝑑𝑝𝑖
1
𝜂𝑖[−] = = 0,73
7,034 0,507
1+( )
50

1.3.3.3. Determinação da Coleta Global do Ciclone

Ela é dada pela variação na concentração total de particulados entre entrada e


saída do ciclone, representado pela equação:

𝐶𝑒−𝐶𝑠
𝜂𝑔𝑙𝑜𝑏𝑎𝑙[%] = . 100 (1.15)
𝐶𝑒

Sendo:

𝐶𝑒 = ∑𝑛𝐼=1 𝐶𝑒, 𝐼 (1.16)


𝐶𝑠 = ∑𝑛𝑖=1 𝐶𝑠, 𝑖 (1.17)
𝑁𝑖
𝐶𝑠, 𝑖 = 𝐶𝑒(1 − ) (1.18)
100
𝑊𝑖
𝐶𝑒, 𝐼 = 𝐶𝑒. 100 (1.19)

Onde:

𝑀𝑠𝑑𝑢𝑡𝑜
𝑊𝑖 = . 100 (1.20)
𝑀𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙

 𝑊𝑖 = 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑎 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑡í𝑐𝑢𝑙𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑚 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑡í𝑐𝑢𝑙𝑎 𝑑𝑝𝑖.

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Como não chegamos a valores eficientes que transponham de forma significativa
o resultado, ou seja, exatos, não se viu a necessidade de encaixar no trabalho, devido as
últimas resoluções das equações não darem um resultado ideal, pois não implicariam em
nada já que descobrimos que o nosso sistema tem uma eficiência de 73% para partículas de
50 μm.

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3. CONCLUSÃO

O presente trabalho aborda uma visão simplificada do conceito de separadores


inerciais e sua participação nos processos industriais nas mais diversas áreas. O princípio
básico desses separadores se dá pela inercia das partículas em relação ao gás, o qual, fara
um movimento contrário em forma de ciclone, forçando as partículas a saírem, havendo dessa
forma a separação. Esses separadores são utilizados para coletar partículas de médio a
grande porte com frequência, partículas com tamanho acima de 50µm, sendo ineficiente para
remoção de partículas finas.
São aplicados nas indústrias aeronáuticas, como um filtro em forma de tela para
evitar a passagem de sujeira para o motor. Além disso, são utilizados no controle da poluição.

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4. REFERÊNCIAS

Antonio Cipolato, C. (2011). DIMENSIONAMENTO, CONSTRUÇÃO E ANÁLISE DE


DESEMPENHO DE CICLONE PARA OTIMIZAÇÃO DA SEPARAÇÃO GRANULOMÉTRICA
DE PARTÍCULAS EM FÁBRICA DE TINTAS EM PÓ. [ebook] RIBEIRÃO PRETO - SP,
pp.27-33. Available at: http://www.unaerp.br/documentos/645-celso-antonio-cipolato/file
[Accessed 7 Jun. 2018].

OS EQUIPAMENTOS DE CONTROLE PARA POLUIÇÃO DO AR. (n.d.). [ebook] pp.177-


178. Available at:
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18135/tde...132933/.../mestDipapendiceI_.pdf
[Accessed 7 Jun. 2018].

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