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ALFABETO Y CATECISMO,

SALVACION DEL NUEVO PAIS


A n n e STAPLES
El Colegio de Mexico

A L LOGRAR su INDEPENDENCIA, M é x i c o se i n t o x i c ó c o n u n g r a n
o p t i m i s m o . E l país parecía u n a c o r n u c o p i a de bendiciones:
las m i n a s más ricas d e l m u n d o , los ríos mas caudalosos, las
p l a n i c i e s m á s fértiles. Se e n c o n t r a b a además e n el cruce d e l
c o m e r c i o m u n d i a l p o r ser paso o b l i g a d o de las mercancías
orientales destinadas a E u r o p a y las europeas destinadas a
A s i a . M é x i c o t a m b i é n m e d i a r í a e l comercio entre n o r t e y sur.
El b a r ó n v o n H u m b o l d t ayudó a convencer a l país de su
p o s i c i ó n p r i v i l e g i a d a , y el o r g u l l o i n n a t o d e l c r i o l l o hizo l o
d e m á s . Los criollos menospreciados p o r el régimen c o l o n i a l ,
c r e í a n q u e h a b í a llegado su h o r a . Se sentían d e f i n i t i v a m e n t e
superiores a los gachupines; más cultos, más refinados, más
i l u s t r a d o s y, sobre t o d o , más hábiles p a r a m a n e j a r sus p r o p i o s
negocios. E l más grandioso de todos sería organizar l a nueva
n a c i ó n m e x i c a n a , l i b r e a h o r a de las nefastas trabas españolas,
l i s t a p a r a o c u p a r su l u g a r e n t r e las naciones más respetadas,
c u l t a s y prósperas. H a b í a q u e hacer c u a t r o cosas: reglamentar
la f o r m a de g o b i e r n o más adecuada a l a idiosincracia d e l
p u e b l o , l e v a n t a r e l comercio y las m i n a s , p r e p a r a r a sus h i j o s
p a r a el m a n e j o de su n u e v a l i b e r t a d y r i q u e z a , y hacer por-
tarse adecuadamente a l a masa i n c u l t a y empobrecida p a r a
q u e a d q u i r i e r a l e a l t a d a l estado, a u n a expensas de la iglesia.

N i n g u n o de los c u a t r o proyectos se realizo con la presteza


q u e s o n a r o n los criollos el d í a de l a e n t r a d a a M é x i c o d e l
e j é r c i t o t r i g a r a n t e . L a t o r m e n t o s a h i s t o r i a política d e l siglo
l l e g ó hasta e l p o r f i r i a t o antes de l o g r a r cierta u n i d a d y estabi-
l i d a d nacionales. Las agresiones internacionales t a n t o m i l i t a r e s
c o m o económicas, l a descapitalización d e l país y las revueltas

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JO A N N E S I APL.ES

atrasaron el progreso m a t e r i a l q u e en u n principio había


p a r e c i d o t a n a l a m a n o . Sólo l a e d u c a c i ó n h i z o adelantos
r e a l m e n t e notables y a v e n t a j ó a l período f i n a l de l a c o l o n i a .
Estos avances f u e r o n sobre t o d o e n la educación primaria,
q u e se e x t e n d i ó a g r a n p a r t e d e l país q u e h a b í a carecido
de e l l a e n épocas anteriores. A u n así l a confianza e n poder
s o l u c i o n a r tantas deficiencias p r o n t o se volvió u n a tenaz y a
veces desanimadora l u c h a c o n t r a obstáculos apenas i m a g i n a -
dos. C o m o los c u a t r o pasos hacia l a f e l i c i d a d ya mencionados
t e n í a n q u e darse j u n t o s , a l f a l t a r u n o los demás n o podían
sostenerse. L a l u c h a p o r educar a las masas y p r e p a r a r u n
h o m b r e d i g n o de t o m a r su l u g a r e n l a n u e v a sociedad tro-
pezaba c o n cada r e v u e l t a m i l i t a r y c a m b i o de g o b i e r n o . Se
llegó a considerar q u e el alfabeto y los catecismos religiosos y
civiles e r a n e l ú n i c o m e d i o de i n c u l c a r los buenos p r i n c i p i o s
r e p u b l i c a n o s y los valores morales q u e a su vez frenarían el
c o n t i n u o f e r m e n t o político y p e r m i t i r í a n e l r e n a c i m i e n t o de
la e c o n o m í a . P o r ello, fueron obligatorios en la educación
p r i m a r i a d u r a n t e las p r i m e r a s décadas de i n d e p e n d e n c i a .
H i s t o r i a r los i n t e n t o s p o r l o g r a r esta f o r m a c i ó n patrió-
tica es h a b l a r de algunos cambios y m u c h o s fracasos. Pero
más i m p o r t a n t e es t r a t a r de i d e n t i f i c a r q u é buscaba la socie-
d a d e n sus nuevos ciudadanos. Conocemos l a estructura f o r m a l
de los sistemas escolares. Las leyes e n v i g o r , sus antecedantes
y los debates previos a su a p r o b a c i ó n ya h a n r e c i b i d o la
a t e n c i ó n de a l g u n o q u e o t r o h i s t o r i a d o r . X a m b i é n tenemos
ya nociones acerca de los métodos pedagógicos en boga. A l g o
se h a hecho, a u n q u e en f o r m a m u c h o más r u d i m e n t a r i a , p o r
establecer algunas estadísticas referentes a l período —cuántos
maestros, a l u m n o s y escuelas h a b í a , c u á n t o ganaban los maes-
tros, etcétera. T o d o s estos datos son útiles, mas n o nos d a n
u n a visión d e l proceso e d u c a t i v o d e n t r o de la sociedad.
Los conocimientos escolares q u e recibe u n a l u m n o pocas
veces c o i n c i d e n c o n l a p r e p a r a c i ó n q u e de hecho necesita para
f u n c i o n a r eficazmente c o m o m i e m b r o de su c o m u n i d a d , y
esta dislocación f u e típica t a m b i é n de esos años. L a formación
h u m a n i s t a n o era r e a l m e n t e adecuada a las circunstancias que
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M é x i c o vivía en sus p r i m e r a s décadas de independencia. N a d a


i n d i c a esto más claramente q u e el abismo q u e h a b í a entre
los hombres públicos y e l m o d e l o de c i u d a d a n o respetuoso,
h o n r a d o y obediente, p r o t o t i p o d e l período. E r a el m i s m o abis-
m o que existía entre las constituciones en v i g o r y la r e a l i d a d
p o l í t i c a —el p r i m e r o era u n proyecto idealista, u n a m e t a a
l a q u e podría aspirar e l país. Los hombres q u e salían a l a
l u z p ú b l i c a d u r a n t e estas décadas de m i l i t a r i s m o d a n l a i m -
presión de ser modelos m u y alejados d e l e r u d i t o y ascético
h o m b r e c u l t o de épocas anteriores. Los nuevos héroes a t u r d í a n
c o n el b r i l l o de sus u n i f o r m e s y n o se f i j a b a n demasiado en
los r e f i n a m i e n t o s académicos; Santa A n n a y sus compañeros
o c o n t r i n c a n t e s de armas apenas t e n í a n en su haber la instruc-
c i ó n p r i m a r i a y se p r e o c u p a b a n m u c h o más p o r los negocios
q u e p o r los estudios. A l g u n o s p r o c u r a b a n c o m b i n a r los dos
aspectos, c o m o e l general J o s é M a r í a T o r n e l , m i n i s t r o de
guerra, fundador del Ateneo M e x i c a n o y presidente de la
C o m p a ñ í a Lancasteriana. Es u n a generación q u e n o enten-
demos b i e n ; n o sabemos si realmente representaba la c u m b r e
de las aspiraciones populares, cuyos méritos se j u z g a b a n p o r
sus h a b i l i d a d e s d e n t r o d e l e j é r c i t o , o si era u n a facción m i n o -
r i t a r i a , i n c o n g r u e n t e c o n e l m o d e l o aceptado como válido. L a
generación a n t e r i o r se a d o r n ó c o n u n a serie de pensadores,
f o r m a d o s a finales de l a c o l o n i a , que r e f l e x i o n a b a n sobre l a
clase de g o b i e r n o y sociedad q u e necesitaba l a nueva repú-
b l i c a . E r a n más teóricos y desde luego más preparados acadé-
m i c a m e n t e . L a generación d e l a r e f o r m a , p r o d u c t o de nuevos
aires y q u e se e n f r e n t a b a a l fracaso de los p r i m e r o s grandes
proyectos d e l n u e v o país, t a m b i é n aportó u n sólido conoci-
m i e n t o y capacidad de análisis sobre los problemas nacionales.
D o m i n ó d u r a n t e los años de Santa A n n a el recurso de la
v i o l e n c i a , i n d i c a t i v o de otras fuerzas que movían, d e n t r o de
l a sociedad, o t r o i d e a l , o t r a f o r m a de ver l a v i d a , el p r o d u c t o
de o t r a clase de educación. D e s c u b r i r estos h i l o s es e x p l i c a r
las metas y la i m a g e n q u e l a sociedad tenía de sí e n esos
años.

A l describir esta e d u c a c i ó n y l a i n f l u e n c i a que t u v o sobre


38 ANNE SXAPLES

la sociedad, tendremos q u e ver p r i m e r o en qué se asemejaba


al m o d e l o c o l o n i a l . E n c u a n t o a l a educación p r i m a r i a , saltan
a l a vista dos cosas; p r i m e r o , q u e seguía siendo u n i m p o r t a n t e
transmisor de valores religiosos. L a d o c t r i n a cristiana n o d e j ó
de ser e l c o n o c i m i e n t o más preciado. Si el n i ñ o se a p r e n d í a
o t r a cosa, que supiera p o r l o menos su d o c t r i n a . E l catecismo
d e l p a d r e R i p a l d a c o n t i n u ó siendo el c o m ú n d e n o m i n a d o r
de l a instrucción p r i m a r i a , t a n t o de niños c o m o de n i n a s . 1

E n n i n g ú n m o m e n t o h u b o u n esfuerzo serio, salvo en los


radicales proyectos de I g n a c i o R a m í r e z , p o r s u p r i m i r l a doc-
t r i n a e n la enseñanza p r i m a r i a . I n c l u s i v e fue ensalzada, c o m o
e n siglos anteriores, c o m o el ú n i c o m e d i o seguro de c o n v e r t i r
l a m a t e r i a p r i m a —niños retozones— e n subditos obedientes,
ordenados, respetuosos y trabajadores. U n a constante era, pues,
l a religión. E l segundo rasgo heredado de l a c o l o n i a era el
de hacer que el n i ñ o m a n e j a r a , de m e m o r i a , u n a serie de ins-
t r u m e n t o s intelectuales c o m o son el alfabeto leído y escrito y
las tablas de a r i t m é t i c a . N i antes n i después se c o n c e b í a q u e
el maestro f u e r a u n a persona que t r a n s m i t i e r a sus c o n o c i -
m i e n t o s personales y m u c h o s menos q u e e s t i m u l a r a c u a l q u i e r
proceso i n t e l e c t u a l q u e n o fuese la recitación. L a enseñanza
f o r m a l seguía siendo d u r a n t e t o d o este período el m e r o a p r e n -
dizaje t e x t u a l de u n l i b r o o trozo de él, y el maestro sólo
se encargaba de v e r q u e l a recitación se h i c i e r a b i e n . A n i v e l
informal o p e r a b a n otros factores. E l e j e m p l o personal d e l
maestro siempre h a sido f o r m a t i v o , y es aquí, d u r a n t e t o d o
el p e r í o d o l o m i s m o q u e antes y después, d o n d e el m a e s t r o
f o r m a b a actitudes q u e c o n c o r d a b a n c o n el consenso social, o

-i D U E L A N y LOZANO, 1876-1904, vi, pp. 351-352. En marzo de 1853


se decretó cjue "en todas las escuelas se enseñara precisa e indispensable-
mente, sin cjue ninguno d e los maestros pueda eximirse, bajo pena de
cerrarle e l establecimiento, doctrina cristiana por el catecismo del padre
Ripalda, rezándola los niños todos los días, cuando menos media hora
por la mañana y media hora por la tarde. ^," Citado en VÁZQUEZ, 1975,
p. 48. Las Bases OTgánicas, en su artículo 6 0 , especificaban Cjue la ense-
ñanza estaría orientada hacia una finalidad religiosa. Véanse las explica-
ciones sobre siglas y referencias al final de este artículo.
A L F A B E X O Y CAXECIS^tO

sea q u e enseñaba p o r su p r o p i o m o d o de ser cuáles a u t o r i -


dades l i a b í a que respetar y temer, y en q u é o r d e n de j e r a r q u í a -
Respetar y temer a D i o s , a los santos de su p a r t i c u l a r devo-
c i ó n , a l sacerdote, a l p a d r e , a l cacique o jefe político parecía
ser l a clave para entender l a a c u l t u r a c i ó n i n f a n t i l . L a p r e -
g u n t a q u e nos hacemos es si h u b o algún c a m b i o en el conte-
n i d o de esta educación a l convertirse M é x i c o e n país i n d e -
p e n d i e n t e y empezar su v i d a m o d e r n a . L a f a m i l i a n o era ya
s u b d i t a d e l rey español, pero ¿hubo algún c a m b i o de a c t i t u d
m á s q u e e l simple c a m b i o de nombres en la j e r a r q u í a ? ¿Po-
demos h a b l a r de u n h i n c a p i é m a y o r en los conocimientos
i m p a r t i d o s y m e n o r hacia e l respeto y el temor? Parece difícil
a f i r m a r l o , p o r l o menos a n i v e l de las enseñanzas p r i m a r i a s .
E n c o n t r a m o s otras constantes c o n l a época c o l o n i a l : u n
esfuerzo p o r parte i o s a y u n t a m i e n t o s p o r m a n t e n e r escue-
las públicas y m e j o r a r , o p o r l o menos v i g i l a r , a l magisterio.
L a m a r c a d a preocupación p o r l a escuela y l a difusión de las
letras a u m e n t ó después de l a i n d e p e n d e n c i a , pues se la veía
c o m o u n a r m a p a r a defender a l a r e p ú b l i c a recién nacida.
P e r o se tropezó con los p r o b l e m a s de siempre, q u e existían
y a e n l a c o l o n i a e irían a u m e n t a n d o hasta la fecha: falta
d e locales apropiados, de maestros aptos, de útiles, de c o n d i -
ciones m í n i m a s de h i g i e n e , y de fondos c o n q u e resolver t o d o
l o a n t e r i o r . Si éstas e r a n las semejanzas, bosquejadas a g r a n -
des rasgos, ¿dónde encontraremos las diferencias entre una
é p o c a y o t r a , convencidos de q u e las hay, a l ver a los h o m -
bres p r o d u c t o de estas distintas épocas? Las encontramos en
la educación superior. Es allí d o n d e vemos otras aspiracio-
nes, los gérmenes de u n a n u e v a sociedad, y los i n d i c i o s de
u n a c o r r i e n t e Secular q u e aspiraba a l poder y sobre t o d o a l a
r e s p e t a b i l i d a d a l f o r m a r u n a élite capaz de enfrentarse a las
varias camarillas eclesiásticas, a n t i g u a m e n t e casi las únicas
detentadoras d e l saber. Los p r i m e r o s i n d i c i o s aparecen en el
g r a n entusiasmo p o r el estudio d e l derecho constitucional^
cuya p r i m e r a cátedra se ofreció e n Y u c a t á n en 13í3. a
La

2 CANTÓN JÍOSABO, s. p. 17.


¿
Í0 A N N E SXAPLES

c o n s t i t u c i ó n de la m o n a r q u í a española se convirtió en l e c t u r a
o b l i g a d a p a r a u n a generación de jóvenes abogados intere-
sados — d e n t r o d e l congreso constituyente de la n a c i ó n y de
los estados— p o r elaborar las leyes orgánicas de sus respec-
tivas entidades. 8
E l g r u p o se adiestraba en el m a n e j o de
términos y modalidades constitucionales, y en u n m o m e n t o
idílico creyó q u e las leyes que d i c t a b a podían p r o c u r a r la
f e l i c i d a d a su s u f r i d o y hasta ahora subyugado p u e b l o . Surgió
entonces esa fe e n el poder p r o v i d e n c i a l de las leyes, y su
estudio se presentaba como el c a m i n o más c o r t o hacia la g r a n
m e t a : u n a sociedad ordenada, regida por p r i n c i p i o s de i g u a l -
d a d ante l a ley. Se p u s i e r o n en boga t a m b i é n los cursos de
e c o n o m í a política, y a u n q u e de hecho se l l e g a r o n a d a r pocos
creo q u e p u e d e n considerarse como el p r i m e r paso hacia l a
" m o d e r n i z a c i ó n " o c u a n d o menos l a adecuación de los t r a d i -
cionales cursos.
Si el estudio d e l derecho c o n s t i t u c i o n a l despertó e l e n t u -
siasmo p o r e x a m i n a r e l pacto social, los derechos y las o b l i -
gaciones d e l h o m b r e , y p o r p l a n t e a r l a cuestión de cuáles
e r a n las relaciones más convenientes entre g o b i e r n o y gober-
nados, despertó t a m b i é n u n a m e n t a l i d a d e n entero desacuer-
d o con e l proceso tradicional de aceptar c o m o d o g m a las
enseñanzas; conocer p e r o n o razonar n i poder en duda, y
aceptar l a voz de las autoridades clásicas. Estas nuevas m a -
terias e r a n p r o p i c i a s p a r a crear e n cada estudioso su p r o p i o
m u n d o i n t e l e c t u a l p r o d u c t o de sus reflexiones y n o d e l ca-
tecismo o d e l t e x t o a p r e n d i d o de m e m o r i a . J o s é M a r í a L a -
fragua m e n c i o n a en su Memoria de 1846 que, desde la i n -
troducción de los cursos de filosofía m o d e r n a , se p r o c u r a b a
explicar el l i b r o de t e x t o p á r r a f o p o r p á r r a f o en vez de
d i c t a r l o y e x i g i r su aprendizaje verbaíim.* Este c a m b i o en-
contró u n a enconada resistencia e n las universidades y cole-
gios, pues p r o p i c i a b a comentarios e interrogantes. E l método
alentaba l a f o r m a c i ó n de ciudadanos, n o u n a c o m u n i d a d de

PEDRAZA, 1975, pp. 19-20.


4 Memoria Relaciones, 1847, p. 2 4 1 .
A H ' A15EXO Y CATECISMO 'i 1

creyentes n i u n a u n i f o r m i d a d de criterios. E l h o m b r e ilus-


t r a d o sabría e x a m i n a r e investigar a f o n d o , y l a sería p e r m i -
t i d o el l u j o de d u d a r i n d i v i d u a l m e n t e de t o d o l o q u e se le
p o n í a e n frente, salvo, desde luego, los dogmas f u n d a m e n t a -
les de su fe religiosa. E r a necesario vencer l a costumbre de la
d i s p u t a escolástica, d e l d o g m a t i s m o , de defender l o a p r e n d i d o
c o m o si f u e r a asunto de h o n o r . E n el m e j o r de los casos,
desde luego, e l a l u m n o sabría q u e n o es l a v e r d a d i n f a l i b l e
t o d o c u a n t o le h a n d i c h o sus maestros o todo cuanto ha
a p r e n d i d o de sus textos. D e j a b a de ser v i r t u d aferrarse, c o m o
deber, a las lecciones de los mayores. H a b í a q u e b o r r a r ese
e m p e ñ o " e n n o dejarse vencer n i p o r la m i s m o e v i d e n c i a " . 5

A l g u n o s , c o m o I n g a c i o R a m í r e z , p r o p u s i e r o n l l e v a r esta ac-
t i t u d hasta sus últimas consecuencias a l predicar la t o l e r a n -
cia, p a l a b r a s i n ó n i m a de ateísmo casi hasta la fecha. Y n o era
sólo l a tolerancia religiosa, sino la capacidad para c o n t e m p l a r
u n m u n d o de muchas verdades o la convivencia de muchas
opiniones.
Sobra decir q u e l a iglesia n o salió b i e n l i b r a d a de este
trance, puesto, q u e p o n e r e n tela de j u i c i o los escritos y l a
a u t o r i d a d de los santos padres i b a e n c o n t r a de su visión
d o g m á t i c a de l a v i d a . Se fue d e b i l i t a n d o la fuerza de la
iglesia, en p r i m e r l u g a r p o r el establecimiento de los i n s t i -
tutos, laicos e n su m a y o r p a r t e , o c o n u n n ú m e r o m a y o r de
maestros laicos, y después por la franca intervención del
estado en l a educación s u p e r i o r . Esta b a t a l l a de n i n g u n a
m a n e r a se ganó e n l a p r i m e r a acometida. G u a d a l a j a r a es u n
buen ejemplo. En 1827 P r i s c i l i a n o Sánchez estableció un
i n s t i t u t o laico allí y a l m i s m o t i e m p o cerró la U n i v e r s i d a d ,
b a l u a r t e de u n a f o r m a c i ó n conservadora, a l a a n t i g u a , esco-
lástica y dogmática. A b r i ó su i n s t i t u t o con cursos de i d i o m a s
vivos y otras materias más acordes c o n las necesidades d e l
m o m e n t o . A los ocho años e l i n s t i t u t o fue b o r r a d o de la
faz de Jalisco, l a U n i v e r s i d a d a b r i ó de n u e v o sus puertas, y
ciertos sectores d i e r o n gracias a l cielo p o r l a desaparición

u
Ai ORA, 1949, p. 90.
42 A N N E STAPLES

de u n n i d o i m p í o de devastadores principios.» T o l u c a sufrió


reveses semejantes: p o r n o estar de acuerdo con Santa A n n a ,
su i n s t i t u t o t u v o q u e cerrar sus puertas. M á s adelante, a u n -
q u e m a n t u v i e r a e l m i s m o n o m b r e , se transformó en u n a es-
cuela de t i p o clerical, e n l a q u e e l rector Dávila, e n 1859,
m a n d ó q u e m a r e n u n a p i r a seiscientos l i b r o s , p a r t e de l a
c o l e c c i ó n conseguida p o r L o r e n z o de Zavala e n 1828. T

Estos i n s t i t u t o s científicos y l i t e r a r i o s se crearon para


o f r e c e r o t r a p o s i b i l i d a d educativa a los a l u m n o s q u e n o de-
seaban ingresar a los seminarios conciliares o a las u n i v e r -
sidades y a establecidas, cargadas de tradición colonial que
i m p e d í a l a renovación de cursos o de métodos. Representa-
b a n u n i n t e n t o p o r e r r a d i c a r el a m b i e n t e pesado q u e des-
c r i b i ó Justo Sierra a l h a b l a r d e l seminario donde asistió
J u á r e z : Esta educación " a c a b ó de cerrar su h o r i z o n t e c o n l a
eterna decoración d e t o d o despertar de a l m a en aquella
é p o c a : contornos de iglesias vetustas, de macizos conventos,
de pirámides de l i b r o s de teología, de siluetas de santos, de
perfiles de doctores; t o d o l o q u e i n t e r c e p t a b a l a l u z d i r e c t a
y aglomeraba e n los intelectos masas frías de sombra y de
noche". 8
N o sólo se deseaba b o r r a r l a apariencia clerical,
a u n q u e n o religiosa, de l a educación superior, c o m o pedía
José María Luis Mora, sino f u n d a r muchos m á s colegios.
Desde l a expulsión de los jesuítas se carecía de ellos y ahora
su establecimiento obedecía a l deseo evidente de r e m e d i a r
u n a carencia, aparte de m o d i f i c a r u n t i p o de educación y a
existente. Se p l a n e a r o n otros i n s t i t u t o s o academias como
lugares d o n d e e l a l u m n o p o d r í a hacer l o q u e llamaríamos
u n a carrera corta p a r a ingresar luego a l comercio. Este t i p o ,
a veces d e t i n t e tecnológico, se h a c í a m á s frecuente a m e d i d a
que avanzaba e l siglo.
E l decano de los i n s t i t u t o s f u e e l de Oaxaca, q u e única-

e A G N M , 1P, vol. 90, ff. 202-204.


7 Boletín del Instituto Científico Literario Autónomo del Estado de
México, 2 (Toluca, abr.-jun., 1947), pp. 48-49, 58.
8 SIERRA, 1956, p. 14.
ALFABETO Y CATECISMO 43

m e n t e parece haberse cerrado u n año ( 1 8 5 9 ) , siguiendo sus


labores hasta este siglo en que se i n c o r p o r ó a l a U n i v e r s i d a d
B e n i t o J u á r e z . Su m e t a era adiestrar abogados y jóvenes i n -
teresados e n proseguir u n a carrera d e n t r o de l a burocracia
e s t a t a l o n a c i o n a l p a r a ocupar cargos públicos. Q u e d a b a como
cosa d e l pasado el tener que p r o b a r l i m p i e z a de sangre antes
d e ser a d m i t i d o a estos establecimientos. E n Oaxaca el regla-
m e n t o exjoresaba e x p l í c i t a m e n t e que " e n el I n s t i t u t o a n a d i e
se desecha". 9
Fue el q u e más larga v i d a t u v o de cuantos se
establecieron e n el siglo x i x . L e sigue en l o n g e v i d a d , y le
c o r r e parejas e n i m p o r t a n c i a , e l de T o l u c a , q u e acaba de
c e l e b r a r sus 150 años. Por su cercanía a l a c i u d a d de M é x i c o
t u v o más d i f i c u l t a d para m a n t e n e r su i n d e p e n d e n c i a política,
y d e hecho sus catedráticos estaban muchas veces sujetos a
l o s vaivenes de los gobiernos nacionales. 10

E n Oaxaca aparecieron de p r o n t o otras escuelas de n i v e l


s e c u n d a r i o , a u n q u e s i n las pretensiones d e l I n s t i t u t o . H u b o
u n a escuela de estudios preparatorios a b i e r t a e n Xlaxiaco
e n 1841, o t r a e n T e h u a n t e p e c e n 1849, u n colegio científico
y c o m e r c i a l e n la c a p i t a l d e l estado e n 1842 —anexado diez
a ñ o s después a l a n o r m a l lancasteriana— 11
y u n colegio de
n i ñ a s de t i p o i n d u s t r i a l f a m i l i a r . 12
Y u c a t á n a b r i ó u n a aca-
d e m i a de ciencias y l i t e r a t u r a e n 1849, que dejó lugar en
1857 a l L i c e o C i e n t í f i c o C o m e r c i a l regenteado p o r el i t a l i a n o
H o n o r a t o I g n a c i o M a g a l o n i hasta 1866. 13
Podríamos formar
u n c a t á l o g o , estado p o r estado, o d e p a r t a m e n t o p o r departa-
m e n t o , según l a época, p a r e c i d o a l esbozado e n los dos vo-

Q C A S T R EJ Ó N D Í A Z y P É R E Z L I Z A U R , 19/6, I I , p. 59.
10 E l Instituto quedó cerrado de 1835 a 1846 y se repitió e l mismo
tipo de problema en diciembre de 1 8 5 4 cuando el ministro de Instrucción
Pública le informó oue " S u alteza s e r e n í s i m a . . ha tenido a bien disponer
cjue e l director cjuede inmediatamente destituido de su destino, por ser
notoriamente desafecto al actual orden político y al supremo gobierno".
AGNAX, IP, vol. 8 2 1 / 4 , f. 3 2 6 .
i-i Se le menciona desde 1846, cuando es director Francisco de P. He-
redia, en A G N M , IP, vol. 8 7 , f. 1 9 2 .
^2 CASTREJÓN DÍAZ y PÉREZ LIZAUR, 1976, n, pp. 62-63.
C A N T Ó N ROSADO, s. f., p. 20.
44 A N N E STAPLES

lúmenes ele l a Historio, de las universidades estatales, indi-


cando los muchos i n t e n t o s y algunos logros p o r d o t a r a l país
de establecimientos de enseñanza especializada. N u n c a con-
currió a ella u n g r a n n ú m e r o de a l u m n o s —es u n a de las
cosas q u e más l l a m a n l a atención v i e n d o e l exceso de d e m a n -
da q u e padecemos a c t u a l m e n t e . E n u n año c o m o 1843, por
e j e m p l o , h a b í a e n los tres colegios de l a c a p i t a l , San Ilde-
fonso, San J u a n de L e t r á n y San G r e g o r i o , unos 695 alum-
nos entre i n t e r n o s y externos. Los i n s t i t u t o s l i t e r a r i o s de
C h i h u a h u a y de Zacatecas y el colegio de J a l a p a a g r u p a b a n
otros 221. San L u i s Potosí y G u a n a j u a t o t e n í a n 351 alum-
nos, 257 h a c í a n estudios e n San Francisco J a v i e r de Q u e r é t a r o ,
145 e n l a U n i v e r s i d a d de G u a d a l a j a r a , y casi tres m i l en
los diez seminarios conciliares d e l país, q u e seguían atra-
yendo el m a y o r n ú m e r o de estudiantes. En total, a u n to-
m a n d o e n cuenta l o p o b r e de las estadísticas, n o podemos
i m a g i n a r m u c h o más de seis m i l muchachos e n cursos de
c u a l q u i e r t i p o de e d u c a c i ó n s u p e r i o r . 14
Pocos se interesaban
por los cursos, m o d e r n o s o antiguos, y sobre t o d o los m o d e r n o s
se cerraban e n numerosas ocasiones p o r f a l t a de c l i e n t e l a .
L a escuela de a g r i c u l t u r a n o p u d o j u s t i f i c a r su existencia ante
l a escasez de a l u m n o s , y las escuelas de artes y oficios co-
rrieron la misma suerte. 15
Parece que los desengaños, la
r e p e t i d a ausencia de fondos a u n para los gastos más i n d i s -
pensables y l a i n e s t a b i l i d a d política i b a n m a t a n d o , poco a
poco, e l estusiasmo p o r l a enseñanza s u p e r i o r . 16
C o n pocas
excepciones, todos los centros s u c u m b i e r o n d u r a n t e e l segun-
d o i m p e r i o y d e s t i n a r o n sus locales a otros propósitos. E l de

14 Memovia Justicia, 1844, "Colegios y establecimientos públicos*', s.p.,


cuadro s. n.
15 M O N R O Y , 1956, p. 658.
16 E n septiembre de 1844 se suspendieron los sueldos de catedráticos
del colegio de Guanajuato, por citar sólo un ejemplo de lo que era el
pan cotidiano. "Se observa en todos un desaliento tal por las pocas espe-
ranzas que tienen [los catedráticos] de oue se les cubra en lo sucesivo
siguiendo la escasez del erario, que la Junta prevé la próxima ruina del
establecimiento". A G N M , IP, vol. 82 3/4, ff. 189-191.
ALFABEXO Y CAXECISMO

San L u i s Potosí se convirtió, p o r enésima vez, e n c u a r t e l . 17

E l d e Y u c a t á n se t r a n s f o r m ó e n comisariato; otros ya n o p u -
d i e r o n m a n t e n e r a sus becarios y los d e v o l v i e r o n a sus lugares
d e o r i g e n . E l declive n o t e r m i n ó sino hasta l a restauración
de l a r e p ú b l i c a e n 1867.
L l e g a r o n tiempos m á s o p t i m i s t a s c u a n d o Santa A n n a na-
c i o n a l i z ó los colegios superiores e n 1843. 18
Gracias a esta me-
d i d a logró tenerlos b a j o su m a n d o , c o n l a v e n t a j a de cjue su
secretario de Instrucción P ú b l i c a podía escoger su personal,
a p r o b a r e l presupuesto, d i c t a m i n a r sobre los l i b r o s de t e x t o
y establecer los cursos. C o n a n t e r i o r i d a d Santa A n n a decretó
u n p l a n de estudios p a r a t o d o e l país, cuya m e t a era hacer
cursar a los aspirantes de abogado, m é d i c o y sacerdote u n a
m i s m a p r e p a r a c i ó n antes de pasar a sus cursos profesionales.
M a n u e l B a r a n d a , secretario de Instrucción P ú b l i c a , logró
q u e Santa A n n a aceptara las siguientes materias preparatorias
c o m u n e s : gramática castellana, l a t i n a , francesa e inglesa, ideo-
l o g í a , lógica, metafísica y m o r a l , matemáticas, física, cosmo-
g r a f í a , geografía y cronología, todas a n i v e l e l e m e n t a l . H o y
e n d í a las llamaríamos i n t r o d u c c i ó n a las matemáticas, o a l a
física, etcétera. Los estudiantes tenían q u e cursar además
economía política y d i b u j o n a t u r a l y lineal. L a intención
era dar al joven u n a p r e p a r a c i ó n m á s a m p l i a , si n o m á s
p r o f u n d a , p a r a a y u d a r l o a enfrentarse a la vida moderna.
Ciertamente el plan familiarizaba a l alumno con u n a infor-
m a c i ó n general a l a q u e pocos estudiantes t u v i e r o n acceso
d u r a n t e l a c o l o n i a . C o m o d e c í a B a r a n d a e n u n a de sus me-
m o r i a s , a u n c u a n d o e l n o m b r e de las materias e n muchos
casos seguía siendo e l m i s m o , e l c o n t e n i d o era t a n d i f e r e n t e
de l o antes enseñado c o m o l a l u z d e las t i n i e b l a s . 19

Esta nacionalización de l a e d u c a c i ó n superior sí f u e eficaz


p o r l o menos e n c u a n t o a su propósito de d o m i n a r desde

17 A G N M , IP, vol. 82 1/2, ff. 182, 18-4, 193, 194.


i s X)UBLAN y L O Z A N O , 1876-1904, iv, p. 630.
19 Memoria Justicia, 1844, p. 29. Baranda (17 ? -1860) había sido rec-
tor del Colegio de la Purísima Concepción en Guanajuato, donde también
reorganizó los estudios.
4G A N N E STAPLES

el c e n t r o los establecimientos educativos. Por p r i n c i p i o de


cuentas, todos tenían q u e someter los reglamentos i n t e r n o s
a l a a p r o b a c i ó n de l a D i r e c c i ó n G e n e r a l de Instrucción Pú-
b l i c a . A n t e s de hacerlo se veían obligados a i n c o r p o r a r o,
m á s b i e n , a copiar el p l a n de estudios e n el o r d e n e x i g i d o
por Su A l t e z a Serenísima. El r e g l a m e n t o decía explícita-
m e n t e q u e n o se podía v a r i a r el o r d e n . V a r i o s departamentos
t r o p e z a r o n con este r e q u i s i t o , puesto q u e sus estudiantes se
v i e r o n obligados a r e p e t i r cursos q u e ya h a b í a n l l e v a d o e n
años anteriores. Por o t r a p a r t e , los colegios departamentales
se r e b e l a r o n c o n t r a la f a c u l t a d d e l g o b i e r n o c e n t r a l de i n d i -
carles cuáles l i b r o s p o d r í a n servir de t e x t o . M u c h a s veces
les f u e m a t e r i a l m e n t e i m p o s i b l e conseguir el o b l i g a t o r i o , te-
n i e n d o a l a m a n o los q u e h a b í a n usado antes o que eran
mejores en opinión de los maestros. Muchos catedráticos
h a b í a n escrito sus p r o p i o s apuntes p a r a los a l u m n o s , espe-
c i a l m e n t e en lugares d o n d e e l o b t e n e r textos impresos era
poco menos oue i m p o s i b l e . Pero el g o b i e r n o f u e i n f l e x i b l e
e n este p u n t o : d i f i c u l t a d e s materiales o n o , los colegios te-
n í a n q u e adherirse estrictamente al reglamento. 20
Inclusive
los colegios particulares y los seminarios t u v i e r o n que some-
ter a l a consideración d e l g o b i e r n o todos los textos emplea-
dos e n sus establecimientos. D o n d e más se n o t ó l a i n t e r f e r e n c i a
d e l estado fue e n los cursos de l a carrera eclesiástica. Las
m a t e r i a s y su d u r a c i ó n f u e r o n designados p o r el estado, así
c o m o e l m o d o de e x a m i n a r a los a l u m n o s .

La U n i v e r s i d a d q u e d ó e n p i e , p e r o ú n i c a m e n t e para ex-
t e n d e r e l c e r t i f i c a d o de b a c h i l l e r a los a l u m n o s q u e h a b í a n
cursado l a carrera y a p r o b a d o los examenes en c u a l q u i e r a de

2® Por ejemplo, en 1855 el director del Instituto de Toluca, José


María García y Alvarez, le explicó a l ministro de Instrucción Pública que
el texto para cronología de San Salvador y el de historia antigua de He-
redia no se podían encontrar, y le suplicó designar algún autor para
tomar su lugar. Explicó también que el texto escogido por el gobierno
para las clases de religión, el Baylli, estaba escrito. en latín y que una
buena parte de los alumnos no lo dominaban. E l mismo director pensó
hacer una traducción al español. AGN^M, ZP, vol. 82 1/2, ff. 42-59.
A L F A B E T O Y CATECIS^ÍO 47

las escuelas reconocidas p o r e l g o b i e r n o c e n t r a l . E n los tres


colegios m á s i m p o r t a n t e s de l a c a p i t a l , San I l d e f o n s o , San
Juan de Letrán y San G r e g o r i o , los jóvenes tenían que
asistir a u n a academia de j u r i s p r u d e n c i a teórico-práctica en
la c u a l el p r i m e r curso, de m e d i o año de d u r a c i ó n , se d e d i -
caba a la h i s t o r i a general y l a p a r t i c u l a r de M é x i c o , o sea,
l a h i s t o r i a d e l m u n d o e n seis meses. Este b a r n i z era, s i n em-
bargo, u n a mejoría, pues a n t i g u a m e n t e n o existía ningún
r e q u i s i t o e n c u a n t o a ese tema. L a obligación de asistir a
ciertos cursos, antes de poder pasar a l a carrera p r o f e s i o n a l ,
alentaba l a esperanza de tener u n c u e r p o de profesionistas
m e d i a n a m e n t e c u l t o y de f a c i l i t a r e l t r a b a j a r tanto en u n
d e p a r t a m e n t o como e n o t r o , como de hecho a n u n c i a b a esta
ley respecto a los abogados: con hacer los e x á m e n e s ante
su respectivo t r i b u n a l s u p e r i o r , recibirían u n t í t u l o q u e les
serviría p a r a ejercer en todos los t r i b u n a l e s de l a r e p ú b l i c a .
Es evidente que estas medidas se d i e r o n c o n e l f i n de
u n i f o r m a r l a e d u c a c i ó n s u p e r i o r , p e r o t a m b i é n l o es q u e f u e
u n i n t e n t o p o r centralizar e l p o d e r y acentuar l a d e p e n d e n c i a
de cada d e p a r t a m e n t o a l a v o l u n t a d d e l d i c t a d o r . L a nove-
d a d residía, y esto sí está claro, en reemplazar l a i m p o r t a n c i a
de l a iglesia p o r l a d e l estado c o m o ú l t i m a a u t o r i d a d en
c u a n t o a l a e d u c a c i ó n superior. P o r f i n se l l e n a b a el vacío
de poder d e j a d o p o r los jesuítas desde su e x p u l s i ó n e n 1767.
Si e l c e n t r a l i s m o h u b i e r a l o g r a d o imponerse d u r a n t e más
t i e m p o t a l vez estas medidas h u b i e r a n dejado u n a h u e l l a más
d u r a d e r a . E n r e a l i d a d Santa A n n a t u v o muchas d i f i c u l t a d e s
p a r a c o n t r o l a r los departamentos. Es posible q u e las a u t o r i -
dades locales h i c i e r a n caso de los reglamentos menores que
poco afectaban sus p r o p i o s bolsillos o su poder político, o
sea q u e se sometieran a las c o n t i n u a s reconvenciones del
a c t i v o secretario de Justicia e I n s t r u c c i ó n P ú b l i c a , p a r a se-
guir por otro lado, con mayor i m p u n i d a d e independencia,
los negocios q u e r e a l m e n t e les interesaban.
A grandes rasgos, éstas son nuestras observaciones acerca
d e l "estado d e l arte e d u c a t i v o " en enseñanza s u p e r i o r . H u b o ,
en p r i m e r l u g a r , u n declarado i n t e n t o p o r p a r t e d e l estado
48 ANNE STAPLES

de erigirse e n última, a u t o r i d a d e n c u a n t o a l a instrucción


f o r m a l p a r a todas las carreras, i n c l u y e n d o l a eclesiástica. Re-
cursos h u m a n o s y económicos se canalizaron hacia l a i m p o r -
tante m e t a de f o r m a r nuevos cuadros p a r a reemplazar los
políticos y profesionistas d e l período c o l o n i a l . A l m i s m o t i e m -
p o , h u b o u n a marcada tendencia a m o d e r n i z a r , antes q u e
nada, el derecho, p a r a f o r m a r u n a generación de b r i l l a n t e s
y cultos abogados, interesados en defender y conscientes de
l a i m p o r t a n c i a de sus derechos y obligaciones políticas. En
tercer l u g a r , e n estos años se trató de satisfacer l a necesidad
de técnicos, f u n d a n d o establecimientos de t i p o tecnológico
d o n d e las materias q u e se h a b í a n de cursar n o fuesen p o r
o b l i g a c i ó n los estudios clásicos, t a n t o de i d i o m a s c o m o de
filosofía, q u e caracterizaban las carreras de h u m a n i d a d e s has-
ta ese m o m e n t o .
Si hemos d e j a d o hasta e l f i n a l la educación p r i m a r i a es
p o r habernos d a d o cuenta de que los directores de l a sociedad
de n i n g u n a m a n e r a le d a b a n l a m i s m a i m p o r t a n c i a q u e a l a
e d u c a c i ó n superior. L o s i n s t i t u t o s , seminarios y universidades
e r a n los lugares claves p a r a la formación d e l h o m b r e " m o -
d e r n o " o i l u s t r a d o de las clases p r o d u c t i v a s . E r a allí d o n d e se
podría promover u n a educación que c o n d u j e r a a l progre-
so (deseado p o r los h o m b r e s pensantes de todas las c o r r i e n -
tes i d e o l ó g i c a s ) . H a b r í a que agregar q u e estas i n s t i t u c i o n e s
e r a n el alma mater de los mismos gobernantes, quienes na-
t u r a l m e n t e se p r e o c u p a b a n p o r su sobrevivencia. Además, el
p a t r o c i n a r establecimientos de enseñanza superior era signo de
civilización, de poseer las luces d e l siglo, y de ser benefactor
del p u e b l o , a u n c u a n d o de hecho a b r i r p r i m a r i a s h u b i e r a
sido de m a y o r provecho.
L a h i s t o r i a de las p r i m a r i a s es casi u n a h i s t o r i a econó-
m i c a d e l país. C u a n d o éste f o r m a b a p a r t e de los reinos es-
p a ñ o l e s cada a y u n t a m i e n t o tenía l a r e s p o n s a b i l i d a d de m a n -
tener sus respectivas escuelas, situación que p e r d u r ó hasta
q u e esta r e s p o n s a b i l i d a d pasó a l a C o m p a ñ í a Lancasteriana
e n 1842. Los a y u n t a m i e n t o s e r a n los encargados —y n o te-
n í a n q u e r e n d i r cuentas a nadie— de los maestros y locales
A L F A B E T O Y CATECISAÍO 49

b a j o su m a n d o . L a salud de las escuelas estaba e n relación


d i r e c t a c o n l a salud de los a y u n t a m i e n t o s . Si existían fondos,
si l o g r a b a n cobrar el derecho de plaza, si h a b í a comercio
q u e l o pagara, entonces h a b í a c o n q u é pagar al maestro.
D u r a n t e todos estos años u n a plaza e m p o b r e c i d a , que n o se
recuperara todavía de los destrozos de l a g u e r r a de 1810,
c o m o p o r e j e m p l o , e n muchos lugares d e l B a j í o , significaba
necesariamente la f a l t a de sueldo y l a f a l t a de maestro, o
u n sueldo miserable, pagado de vez en c u a n d o , q u e el m i s m o
a y u n t a m i e n t o consideraba t a n m e z q u i n o que le i m p e d í a l l a -
m a r la a t e n c i ó n y m u c h o menos reemplazar a l maestro. Si
la plaza era pobre en comercio, l o más seguro era q u e los
vecinos t a m b i é n l o f u e r a n , así que n o se conseguían fondos
e n n i n g u n a parte. A veces el a y u n t a m i e n t o subvencionaba a
los padres de f a m i l i a , quienes e n f o r m a p a r t i c u l a r l o g r a b a n
c o n t r a t a r a l g u n a persona q u e enseñara a leer y escribir. D e
a q u í q u e n o haya siempre u n a d i f e r e n c i a clara entre escuelas
m u n i c i p a l e s y privadas e n p r o v i n c i a . E l m u n i c i p i o becaba,
p o r así d e c i r l o , a niños indigentes p a r a que asistieran a es-
cuelas p r o m o v i d a s p o r los padres de f a m i l i a . O t r o s lugares
m á s a f o r t u n a d o s p o n í a n escuelas e n f o r m a , muchas de las
cuales e r a n lancasterianas. T o d a s las localidades p r o c u r a b a n
p o n e r a l g ú n establecimiento de instrucción p ú b l i c a g r a t u i t a ,
v de hecho a u m e n t ó n o t a b l e m e n t e su n ú m e r o .

E n a q u e l m o m e n t o h a c í a f u r o r el sistema de enseñanza
mutua, donde los niños m e j o r instruidos ayudaban a los
p r i n c i p i a n t e s , y h a b í a alcanzado t a l f a m a q u e e n 1842 se
colocaron los estudios p r i m a r i o s de t o d o el país b a j o la
d i r e c c i ó n de l a C o m p a ñ í a Lancasteriana, situación que d u r ó
hasta e l r e s t a b l e c i m i e n t o d e l federalismo. E n estos años se
p r o c u r a b a vencer l o q u e parece h a b e r sido u n grave obs-
táculo: l a desorganización. M e d i a n t e u n a estructura buro-
c r á t i c a se esperaba centralizar y u n i f o r m a r la educación, sin
c o m p r e n d e r q u e a l f a l t a r l a m a t e r i a p r i m a , personas idóneas
y fondos, t o d a la organización y u n i f o r m i d a d d e l m u n d o de
n a d a servían. Es, s i n embargo, algo i n j u s t a l a crítica, ya q u e
50 ANNE STAPLES

el entusiasmo generado d i o o t r o i m p u l s o a l a enseñanza pú-


b l i c a y se logró el establecimiento de más escuelas.
L a C o m p a ñ í a planeaba vencer los déficits de personas y
fondos m e d i a n t e escuelas normales, impuestos sobre herencias,
y e l c o b r o de u n r e a l p o r f a m i l i a a l mes. Los vaivenes de
l a política, sin embargo, acabaron p r o n t o con e l centralismo
y c o n l a C o m p a ñ í a como cuerpo d i r e c t o r . M i e n t r a s rigió los
destinos educativos d e l país estableció compañías correspon-
sales e n cada c a p i t a l de d e p a r t a m e n t o , y estas corresponsa-
les establecieron a su vez j u n t a s inspectoras en los ayun-
t a m i e n t o s . Sin embargo, f r u s t r a b a n su é x i t o los mismos p r o -
blemas q u e antes: f a l t a de personas responsables dispuestas
a b a t a l l a r con el p r o b l e m a de c o n t r a t a r maestros y v i g i l a r l a
escuela, de personas con cierto n i v e l c u l t u r a l . Esto fue justa-
m e n t e l o que f r e n ó el desarrollo de las escuelas desde la i n -
dependencia, j u n t o con e l p r o b l e m a e c o n ó m i c o . L a C o m p a ñ í a
se q u e j a b a amargamente de q u e era, e n m u c h o s casos, i m -
posible conseguir tres personas dignas d e l cargo que n o f u e r a n
irresponsables, indolentes, borrachas o de p l a n o analfabetas. 21

L a fecha de 1846 marca el regreso a l federalismo. O t r a


vez los a y u n t a m i e n t o s se encargaron d i r e c t a m e n t e d e l m a n e j o
de las escuelas y de f i n a n c i a r l a s con arcas m u n i c i p a l e s va-
cías. A l g u n o s estados e n t r a r o n e n crisis p o r el a d i c i o n a l p r o -
b l e m a de l a invasión n o r t e a m e r i c a n a , y las guerras de castas
h i c i e r o n t e m b l a r y luego arder n o sólo Y u c a t á n y la Sierra
G o r d a , sino otras partes d e l Suroeste y d e l C e n t r o . L a inva-

21 No es raro encontrar en los archivos cartas como la siguiente:


"Hace más de un año que no puedo conseguir ni aun una sola contestación
de la junta sub-directora de enseñanza primaria en este departamento, a
pesar de los esfuerzos del obispo de esta diócesis.,. Si esto pasa en la
capital, qué no sucederá en los partidos, donde absolutamente se carece
de manos secundarias capaces". (Sinaloa, 21 oct., 1844), en A G N M , IP,
vol. 84, f. 226. E n otra localidad el corresponsal se desesperaba al escribir
que "las juntas de vigilancia son inútiles y nocivas. E n San Salvador no
hay tres individuos que lo puedan formar legalmente. No pueden cumplir
por ignorancia, malicia o desvergüenza. Carecen hasta de sentido común,
a pesar de ser los principales en fortunas y conocimiento". Esto en febrero
de 1845. A G N M , IP, vol. 84, f. 313.
ALFABETO Y CATECISMO 51

s i ó n a c a b ó en g r a n m e d i d a c o n las escuelas e n Puebla, por


e j e m p l o , d o n d e sólo se p u d i e r o n r e a b r i r desde 1849. a2
Yu-
c a t á n presentó lista tras lista de escuelas cerradas, financiadas
a n t a ñ o p o r el estado. Pasaron años en volverse a a b r i r sus
portones —y algunos ya n u n c a l o h i c i e r o n p o r haber desapa-
r e c i d o las poblaciones. Cada p r o n u n c i a m i e n t o , cada b a t a l l a ,
l a invasión norteamericana, l a g u e r r a de r e f o r m a , l a i n t e r -
vención francesa, todas s i g n i f i c a r o n el cierre temporal de
escuelas p o r l a i m p o s t e r g a b l e necesidad de t o m a r los fondos
destinados a sueldos p a r a f i n a n c i a r l a a c t i v i d a d b é l i c a . 23
La
m i s m a desgracia afectó, y todavía en m a y o r grado, a l a e d u -
c a c i ó n secundaria. E n resumen, n o h u b o u n a u m e n t o cons-
t a n t e en e l n ú m e r o de maestros, n i e n el de niños inscritos,
n i e n el r e n d i m i e n t o , a u n q u e nos parece que estos mismos
retrocesos o estancamientos de n i n g u n a m a n e r a afectaron a
t o d o el t e r r i t o r i o p o r i g u a l . D u r a n t e l a invasión norteame-
r i c a n a , p o r e j e m p l o , grandes extensiones d e l país n u n c a vie-
r o n las tropas extranjeras, y algunos estados n o c o n t r i b u y e r o n
n i s i q u i e r a con d i n e r o a l esfuerzo defensivo, de m a n e r a que
e n esas regiones l a v i d a escolar siguió s i n sobresaltos.

Cada vez q u e l a v i d a política se estabilizaba empezaba


de n u e v o la l u c h a p o r r e u n i r fondos y enseñar a los n i ñ o s
los r u d i m e n t o s educativos. H a b r í a que a p u n t a r a q u í que a u n
e n los mejores t i e m p o s las deficiencias eran pavorosas. T o m e -
mos, p o r e j e m p l o , a los a l u m n o s inscritos en Jalisco en 1845.
En u n a escuela, la n ú m e r o c u a t r o , regida p o r A m b r o s i o
A g u a y o , de 164 inscritos e n u n semestre, 38 h a b í a n f a l t a d o
m á s de v e i n t e días a clase, o sea el 2 3 % , sin contar los
feriados. A l g u n o s l l e g a b a n a f a l t a r e n u n semestre 70 o 73

2 2 Memoria Puebla, 1849, pp. 59-61.


•23 Por ejemplo, el ministro de Guerra informó al comandante gene-
ral de Guanajuato que el presidente había dispuesto "que mientras dure
la revolución de Michoacán se empleen en los cuerpos que se hallen en
aquella campaña todo lo que se deduce de las rentas del propio departa-
mento para instrucción pública, fomento y justicia, a fin de que sean
atendidos perfectamente en sus haberes y en el equipo". (2 oct. 1854) ,
en A G N M , IP, vol. 83 3/4, f. 10.
52 A N N E STAPLES

días, y esto e n u n a área u r b a n a d o n d e n o era necesario q u e


los niños a y u d a r a n e n las siembras y cosechas. * 2
Tenemos
t a m b i é n el caso de G u e r r e r o , e r i g i d o como estado e n 1849,
donde c u a d r i l l a tras c u a d r i l l a registraba la imposibilidad
de l o g r a r siquiera u n r u d i m e n t a r i o g o b i e r n o l o c a l enlazado
c o n el estatal p o r n o contar c o n u n solo h o m b r e que supiera
leer y escribir. L a Memoria estatal de 1872 da listas de l o -
calidades, como Coetzala e l V i e j o , d o n d e u n o de 109 h a b i -
tantes sabía leer, o T e c o m a t l á n , d o n d e c u a t r o de 117 h a b i t a n -
tes sabían leer. Las cifras e r a n todavía más catastróficas c o n
respecto a las m u n i c i p a l i d a d e s . E n l a de T a x c o , p o r e j e m p l o ,
de 11 143 habitantes, se calculaba q u e 562, i n c l u y e n d o 85
mujeres, sabían leer y e s c r i b i r . 23

Estos resultados h a b l a n m a l de l a eficacia de u n a ley de


1842 que hacía obligatoria la enseñanza elemental para
todos los niños de siete a q u i n c e años de edad e n t o d a l a
r e p ú b l i c a y establecía m u l t a s hasta de cinco pesos u ocho
días de cárcel p a r a los padres q u e n o c u m p l i e r a n . S e g u í a
e n p i e , c o m o r e c o r d a t o r i o d e n t r o de l a m i s m a ley, e l m a n -
d a t o c o l o n i a l de a b r i r e n todos los conventos de la r e p ú b l i c a
escuelas p r i m a r i a s t a n t o p a r a niños como para adultos, ahora
c o n l a c a r t i l l a y los m é t o d o s aprobados p o r l a Compañía
Lancasteriana. 36
Pero v e i n t e años n o f u e r o n suficientes para
b o r r a r e l pavoroso p o r c e n t a j e de analfabetos, n i t a m p o c o los
siguientes v e i n t e y t o d a l a paz p o r f i r i a n a , pues sabemos q u e
al empezar l a r e v o l u c i ó n m e x i c a n a h a b í a e n la r e p ú b l i c a de
setenta a ochenta p o r c i e n t o de analfabetos. Es i n d u d a b l e , sin
e m b a r g o , q u e u n g r a n n ú m e r o de niños recibían cierto t i p o
de enseñanza f o r m a l , y q u e el n ú m e r o de maestros, escuelas,
a l u m n o s inscritos y personas preocupadas p o r l a educación
de todas las clases sociales a u m e n t ó n o t a b l e m e n t e . Después
del g r a n esfuerzo m i s i o n a l de los p r i m e r o s años de l a con-
quista, q u e p r o c u r ó llegar a todos los rincones, sin d u d a

24 A G N M , IP, vol. 90, £. 38.


25 Memoria, Guerrero, 1872, pp. 93, 203.
20 D U B L Á N y L O Z A N O , 1876-1904, iv, p. 312.
A L F A B E T O Y CATECISMO

f u e e n estos años c u a n d o se llevó a cabo u n segundo i n t e n t o


a n i v e l n a c i o n a l p o r i n c o r p o r a r todas las áreas urbanas y
r u r a l e s a u n proceso educativo considerado c o m o i n d i s p e n -
sable p a r a e l bienestar y sobrevivencia de l a p a t r i a y p a r a
l a r e a l i z a c i ó n y f e l i c i d a d de sus ciudadanos. C o m o sabemos,
los i n d i o s q u e vivían e n sus c o m u n i d a d e s retiradas n o p a r t i -
c i p a b a n d e n i n g u n a manera de este esfuerzo —para e l l o ha-
b r í a q u e esperar todavía muchas décadas— y n o podemos
d e c i r t a m p o c o q u e e l país se tapizara de escuelas. L o q u e se
p u e d e a f i r m a r d e l período es l a constancia de l a preocupa-
c i ó n e d u c a t i v a , sobre t o d o a n i v e l de los a y u n t a m i e n t o s .
L o s esfuerzos realizados d u r a n t e estas p r i m e r a s décadas
d e l M é x i c o i n d e p e n d i e n t e n o se e n c a m i n a r o n t a n sólo a a b r i r
escuelas, s i n o a l o t r o paso lógico: p r e p a r a r maestros p a r a ser-
v i r l a s . Sabemos d e l establecimiento d e varias escuelas normales,
p e r o , según parece, su v i d a f u e siempre e f í m e r a , ya q u e las
n o t i c i a s s o n esporádicas y h a b l a n m á s b i e n de i n t e n t o s q u e
d e realizaciones. Zacatecas parece haber establecido l a p r i m e r a
n o r m a l e n 1826, y l u e g o b a j o e l g r a n i m p u l s o d e l gobernador
Francisco G a r c í a se fundó o t r a e n 1832, d i r i g i d a p o r " e l ma-
l o g r a d o profesor I g n a c i o R i b o t " , m i s m o q u e h a b í a tenido
d i f i c u l t a d e s c o n e l clero e n V a l l a d o l i d e n 1825 a l i n t r o d u c i r
e l sistema m u t u o y q u e h a b í a sido c o n t r a t a d o p o r e l estado
d e T a m a u l i p a s p a r a organizar sus escuelas lancasterianas en
1828. 27
N o sabemos c u á n t o d u r ó l a de Zacatecas. E n 1856
se h i z o u n n u e v o i n t e n t o , siendo g o b e r n a d o r V i c t o r i a n o Za-
m o r a , q u i e n puso esta segunda i n s t i t u c i ó n b a j o l a dirección
ele C a n u t o Álvarez T o s t a d o . T a m p o c o sabemos c u á n t o duró,
pero, como dice l a m e m o r i a presentada e n 1887, "ambas
[ n o r m a l e s ] se c l a u s u r a r o n a causa de los transtornos p ú b l i c o s " .
E n 1876 se h i z o o t r o i n t e n t o , éste de más l a r g a v i d a . A u n q u e
estas n o r m a l e s n o s o b r e v i v i e r o n , sabemos q u e sí h u b o profe-
sores " p r o f e s i o n a l e s " q u e d e d i c a r o n su v i d a a l a enseñanza e n

^7 PEDROS A , s. f., p. 10; A G N M , JE, vol, 39, ff. 183-219; CASTREJÓN


D Í A Z y P É R E Z L Í Z A U R , 1976, n , p. 107. R i b o t ha de haber sido un personaje
muy viajero.
54 ANNE STAPLES

Zacatecas. E n 1888 se h i z o u n recuento de los maestros más


antiguos y se e n c o n t r ó que h a b í a trece personas, seis de ellas
mujeres, q u e t e n í a n entre v e i n t e y cuarenta años dedicados
a l a enseñanza, o sea, q u e e j e r c i e r o n entre 1848 y 1868, y q u e
todavía estaban activas en el año de 1888. 28

T e n e m o s además noticias de u n a n o r m a l f u n d a d a en So-


n o r a e n 1847, de u n a e n San L u i s Potosí y de o t r a e n Gua¬
d a l a j a r a , ambas e n 1849. E n Oaxaca h u b o a p a r t i r de 1835
una escuela n o r m a l lancasteriana i n c o r p o r a d a a l I n s t i t u t o de
Ciencias y A r t e s , y Chiapas registró u n a desde 1828. H a y t a m -
b i é n m e n c i ó n e n l a o b r a de Ordóñez de u n a escuela n o r m a l
en M o n t e r r e y , e n 1844, q u e desapareció a l a ñ o s i g u i e n t e . * 2

Seguramente n o son éstos todos los casos. H u b o otros i n t e n -


tos p o r a b r i r normales e n la c i u d a d de M é x i c o . L a N o r m a l
Lancasteriana a b i e r t a e n 1823 t u v o efímera v i d a p o r f a l t a d e
a l u m n o s . S i g u i e r o n algunos proyectos, entre otros e l de G ó -
mez F a r í a s , q u e n u n c a se l l e v a r o n a cabo. A veces surgían
c o n intenciones m u y específicas, como l a establecida por
Santa A n n a en 1835 p a r a e n t r e n a r a los sargentos d e l e j é r -
cito. A l g u n a s de estas normales n o e r a n m á s q u e escuelas
p r i m a r i a s d o n d e el a l u m n o , tras de a p r o b a r e l curso de lec-
tura y escritura, se volvía aprendiz d e l maestro y salía,
después de u n e n t r e n a m i e n t o de c u a t r o a seis meses, a ser
maestro p o r derecho p r o p i o , u n a vez presentado el examen
ante el a y u n t a m i e n t o . E n M i c h o a c á n , dos de las escuelas pú-
blicas, u n a de varones y l a o t r a de niñas, se l l a m a b a n n o r -
males, y sospecho q u e n o e r a n más que p r i m a r i a s c o n a p r e n -
dices. 30

28 PEDROSA, S. f., p. 2o.


29 ORDÓÑEZ, 1942-1945, i , p. 56. Para 1844 había en Monterrey una
escuela de primeras letras, una secundaria y una escuela normal, donde
operaba el sistema mutuo. A G N M , IP, vol. 84, f. 223. Para el 19 de fe-
brero del siguiente año, el estado informaba que no tenía normal. A G N M ,
IP, vol. 84, f. 319.
so T A N C K DE ESTRADA, 1977, pp- 139-142. Menciones relativas a 1839
y 1855, en A G N M , IP, vol. 89, £f. 92, 131. Otra noticia indica que en eí
estado de Michoacán pagaban quince pesos mensuales a los que cursaban
ALKAUEIO \ CAJTEGIS]\íO D'J

E l g o b i e r n o m e x i c a n o p r o c u r ó f o m e n t a r actividades c u l t u -
rales que diera n m a y o r b r i l l o a su r e n o m b r e i n t e r n a c i o n a l , y
q u e le p e r m i t i e r a n presentar a l país como n a c i ó n c u l t a o e n
c a m i n o de serlo. E n t r e otras, e n 1833 d i c t ó providencias p a r a
establecer la B i b l i o t e c a N a c i o n a l y e l I n s t i t u t o de G e o g r a f í a
y Estadística. L a p r i m e r a tendría q u e esperar l a exclaustra-
c i ó n p a r a enriquecer r e a l m e n t e sus fondos; e l segundo em-
pezó a d a r resultados desde 1835. R e u n i ó estadísticas, y e l
g o b i e r n o , que siempre l a m e n t ó el n i v e l c u l t u r a l d e l país, que-
d ó encantado con los trabajos d e l I n s t i t u t o . A u n q u e d e j ó de
e x i s t i r a los pocos años, e l g o b i e r n o p u b l i c ó p o s t e r i o r m e n t e
u n a m e m o r i a (1846) c o n e l r e s u l t a d o de sus trabajos, d o n d e
f u e "probado hcista la evidencio, que, r e l a t i v a m e n t e a l a po-
b l a c i ó n , la R e p ú b l i c a M e x i c a n a es el pueblo que tiene mayor
numero de personas (tue saben leer y escribir, e n t r a n d o en
c o m p a r a c i ó n l a Prusia y todas las naciones de E u r o p a " (cur-
siva d e l t e x t o ) . Estos datos, entregados p o r J o s é Gómez de
la C o r t i n a , m i e m b r o de la C o m p a ñ í a Lancasteriana y a l t a n t o
d e l a e d u c a c i ó n e n M é x i c o , l l e n a r o n de placer a l g o b i e r n o ,
q u e n o se sentía t a n atrasado después de t o d o . C o m p l e m e n -
t a b a n estos datos los respectivos a la pobreza: "es [México]
la nación que encierra menor numero de m e n d i g o s " . Se
aseveró además q u e m u c h o s de los crímenes conocidos en
E u r o p a e r a n desconocidos e n M é x i c o , que a q u í h a b í a menos
"personas jorobadas, contrahechas, raquíticas e i m p e r f e c t a s "
q u e e n otras naciones, y q u e e l c a l e n d a r i o de los antiguos
m o r a d o r e s superó en m u c h o a l de los griegos y r o m a n o s . 81

Esta r e a f i r m a c i ó n de la capacidad d e l p u e b l o m e x i c a n o
d i o a l g o b i e r n o cierta esperanza de poder c o m b a t i r y vencer
l a i g n o r a n c i a y pobreza reinantes. Por muchas invasiones, re-
vueltas y quiebras económicas q u e s u f r i e r a n el M é x i c o d e l si-
g l o x i x , sus gobernantes jamás d u d a r o n de la habilidad

las normales con e l fin de recibirse de maestros durante los cuatro meses
que duraba el curso. Los que no lograban terminar teman que devolver
al estado ese dinero. A G N M , IP, vol. 89, ff. 92, 134.
31 Memoria Relacionc_s, 1847, p p . 13-14.
ANNE STAPLES

n a t u r a l de l a población y de l a r e f i n a d a c u l t u r a de sus clases


más i n s t r u i d a s . E n m o m e n t o s de d e r r o t a y depresión a d m i t í a n
la i m p o s i b i l i d a d de gobernar u n país t a n heterogéneo e n cuan-
to a razas, i d i o m a s y geografía, p e r o creían f i r m e m e n t e q u e
al l l e v a r el alfabeto y el catecismo hasta el ú l t i m o r i n c ó n
d e t i e r r a p a t r i a el país sería o t r o . L o s secretarios de Ins-
t r u c c i ó n P ú b l i c a y otras personas relacionadas c o n e l p r o b l e m a
e d u c a t i v o l o describían c o m o u n círculo vicioso. H a b r í a q u e
r o m p e r l a secuencia de i g n o r a n c i a , o p o r t u n i s m o e i n e s t a b i l i -
d a d p o l í t i c a p a r a p e r m i t i r el f u n c i o n a m i e n t o de las escuelas;
se sobreentendía q u e sus enseñanzas erradicarían a su vez l a
i g n o r a n c i a , o p o r t u n i s m o e i n e s t a b i l i d a d política que hacía
i m p o s i b l e la educación e n p r i m e r l u g a r . C r e í a n q u e l a e d u -
c a c i ó n p r i m a r i a era l a salvación d e l país, y el asunto era
echarla a andar, hacerla f u n c i o n a r . V e í a n su p r o p i a h i s t o r i a
c o n t e m p o r á n e a desde este p u n t o de v i s t a : M é x i c o era u n país
p r i v i l e g i a d o q u e llegaría a su p l e n i t u d política y económica
c u a n d o se q u i t a r a n los obstáculos legales y económicos que l o
sujetaban. Las letras y el catecismo e r a n las armas que p e r m i -
tirían, a u n q u e fuera a l a r g o plazo, l o g r a r esa meta y realizar
l a grandeza n a c i o n a l .

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