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O valor do estudo de Teologia Bíblica da Missão

28/08/2012 11:16:30

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A Teologia Bíblica da Missão objetiva-se em estudar “missões” sob o prisma das Escrituras
Sagradas e a partir do Deus Trino, no qual se utiliza dos elementos sagrados ou não para
resgatar sua criação.1 A universalidade da missão está revelada em toda Bíblia através da
manifestação dos propósitos redentivos sinalizados de Gênesis a Apocalipse. Portanto, Deus
é o articulador da obra missionária. É através de sua Palavra revelada que compreenderemos
a base da missão na perspectiva teocêntrica, onde Deus comissiona, promove e envia. Ele é o
Senhor da missão e deseja ser adorado em todo lugar.

Missão nasce no coração de Deus, opera na história através do poder do Espírito Santo, e
aponta para Jesus como Senhor (κύριος) de todo universo. Russell Shedd irá dizer que “o
mundo inteiro está debaixo da esfera do interesse de Deus”. Para o cumprimento do seu
propósito, Deus escolhe um povo específico que lhe será instrumento, não com a finalidade de
abandonar os demais povos, mas com o ímpeto de fazer seu nome conhecido na terra
trazendo benção e salvação. Desta forma, tanto Israel na antiga aliança, como a Igreja
redimida em Cristo, deveriam ser testemunhas entre os homens pecadores do Deus santo.
Para que este plano de reconciliação cumprisse aos propósitos divinos era necessário que seu
povo desempenhasse o papel de sacerdotes, profetas e servos no testemunho da presença do
Criador Todo Poderoso entre eles.

Numa perspectiva escatológica, a promessa de reconciliação completa da história humana


ocorrerá depois da volta de Cristo. No entanto, a “plenitude dos tempos” já veio, porém ainda
não de forma absoluta. Isso quer dizer que o plano reconciliatório de Deus em Cristo já
começou, mas não em sua totalidade. Este é um tempo muito importante para a história, pois
Deus quer que aqui e agora vislumbremos manifestação visível de seu poder dinâmico, por
meio de sinais que evidenciem seu Reino em antecipação a consumação final. O conteúdo do
Evangelho expressa a compreensão de que, em Jesus Cristo, as profecias do Antigo
Testamento se cumpriram, o que torna possível a realidade presente e futura, sendo Ele
mesmo as boas novas (Is 61.1-7). A igreja deve evidenciar o Reino de Deus através da
proclamação, atos de justiça e diversas outras formas de ação social reconciliando a sociedade
humana ao senhorio completo de Jesus.

O Deus único e trino, Criador dos céus e da terra, Senhor de todo universo, Deus todo-
poderoso e eterno, que governa todas as coisas segundo seu propósito, através do poder e
força do Espírito Santo é o Deus da missão. A centralidade da missão não está no homem e
nem na igreja, mas no Deus triuno. Ele que fez todas as coisas para o louvor de seu santíssimo
nome, quem providenciou o plano de redenção, quem enviou seu Filho, quem manifestou sua
graça, quem cumpriu a salvação, quem enviou o Espírito, quem preparou seu povo, quem
delegou autoridade à igreja, edificou e equipou seu Corpo, quem chamou seus servos para a
Missão, trará a gloria para seu nome, santificará e preparará a noiva, cumprirá seus propósitos
eternos, convergindo todas as coisas Nele mesmo e culminando na adoração de todos os
povos diante do Cordeiro, o qual finalmente entregará sua coroa ao Pai. A Missão, portanto,
começa e termina em Deus.

É através da vontade revelada pela Palavra, que podemos conhecer objetivamente os


propósitos de Deus. A Bíblia é inerrante, infalível e inspirada por Deus. Ela deve ser a forma
como Deus fala com seu povo através do Espírito Santo. A autoridade das Escrituras, tanto
Antigo como Novo Testamento, revelam as promessas e o cumprimento dos propósitos eternos
de Deus para a humanidade. Portanto, ela é a mensagem divina na qual seu povo deve ter
como regra de fé e prática. Nela contém toda verdade e tudo que ela afirma ilumina as mentes
e corações dos servos do Senhor. A Palavra de Deus deve ser seguida em sua totalidade e
nela conhecemos os planos presentes e futuros de Deus em Cristo para nós, seus eleitos.

Só existe um Deus Salvador de todo universo, Jesus Cristo o Senhor. Não há de forma alguma
outra maneira do homem ser introduzido à presença de Deus, senão pelo único mediador.
Jesus é verdadeiro Deus, e verdadeiro homem, igual a Deus em natureza e essência, fazendo
parte da trindade. Jesus é a revelação especial que Deus ofertou aos homens caídos, para
redimi-los de seus pecados por meio da graça e mediante a fé. O cristianismo não é uma forma
de diálogo entre os homens e Deus, mas um monólogo em que lhes é oferecido salvação para
os que crerem no Filho, o qual morreu e ressuscitou da cruz por nossos pecados. Em Cristo,
Deus revelou todo seu amor à humanidade perdida dando-lhe esperança. Um dia Jesus
retornará a terra como Rei e Senhor absoluto de todas as coisas. Ele será visto e adorado por
todos os homens, mesmo os que o rejeitaram, para juízo e condenação eternos.

Em conclusão, a fundamentação correta do que Deus quer realizar na terra parte de uma
consciência clara da vontade de Deus expressa em sua Palavra. As implicações estão no
plano espiritual, físico, emocional, moral e nas mais diversas dimensões da vida humana. A
salvação é temporal – quanto à antecipação dos benefícios redentivos – e é também, para um
cumprimento escatológico futuro - de dimensões cósmicas e eternas.

Quem comissiona, capacita e envia é o Deus trino, Senhor absoluto da Missão. Os meios de
graça que ele usa na presente era para trazer a manifestação do Reino é a Igreja, e, sendo
parte dela, vocacionada e direcionada ao ministério transcultural, as implicações para o
desenvolvimento deste chamado incluem primordialmente: um relacionamento íntimo e
permanente com o Senhor da seara; controle irrevogável do Espírito Santo na obra a ser
realizada; prática de um Evangelho encarnacional e sacrificial; serviço comunitário (diaconal);
promoção da justiça através da shalom - paz de Deus (dikaioma); pregação contextualizada
(kerigma); promoção da dignidade humana no cumprimento do mandato cultural (profetismo);
e, revelando a verdade absoluta de Deus - Jesus Cristo, que é a própria expressão do Reino
(autobasiléia). Esse é um ministério particular-humano (temporal), mas também é um chamado
divino com dimensões globais, tendo como propósito fazer o nome de Jesus conhecido e
glorificado até a eternidade (plano cósmico).

REFERÊNCIAS

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