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ENGENHARIA DE PETRÓLEO

REVESTIMENTO E CIMENTAÇÃO

LUAN FERREIRA NEVES

CLEISSON MARQUES G.

Resumo: O objetivo principal deste trabalho consiste em destacar os tipos e funções de


revestimento, tipos de conexões e suas características, critérios de dimensionamentos do
revestimento, funções e importância da cimentação e problemas que podem acontecer
com a má cimentação. Visando destacar a grande importância deles em uma perfuração
e completação de poços.

Palavras-chave: Revestimento, Cimentação, Conexões.


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Introdução

Desde a antiguidade o homem tem perfurado poços na crosta da terra, reconhecendo a


necessidade de revesti-los total ou parcialmente para proteger suas paredes. Esse revestimento
evoluiu das rudimentares alvenarias, adotadas na antiguidade, passando pelas proteções de
madeira, como as do poço de Drake, pelos tubos de ferro fundido usados até algumas décadas
atrás, até chegar ao atual revestimento constituído de tubos de aço especial.

O revestimento constitui uma das parcelas mais expressivas do custo de perfuração de


um poço de petróleo (15% a 20% no mar, podendo chegar a 50% em terra).

Um poço de petróleo é perfurado em fases, cujo número depende das características


das zonas a serem perfuradas e da profundidade prevista. Geralmente o número de fases de
um poço é de 3 ou 4, podendo ser a 8, em certos casos. Cada uma das fases é concluída com a
descida de uma coluna de revestimento e sua cimentação.

Após a descida da coluna de revestimento, geralmente o espaço anular entre a


tubulação de revestimento e as paredes do poço é preenchido com cimento, de modo a fixar a
tubulação e evitar que haja migração de fluidos entre as diversas zonas permeáveis
atravessadas pelo poço, por detrás do revestimento.
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Tipos e Funções dos Revestimento

Um poço de petróleo é perfurado em fases, cujo número depende das características


das zonas a serem perfuradas e da profundidade prevista. Geralmente o número de fases de
um poço é de 3 ou 4, podendo ser a 8, em certos casos. Cada uma das fases é concluída com a
descida de uma coluna de revestimento e sua cimentação.

A quantidade de fases e o comprimento das colunas de revestimento são determinados


em função das pressões de poros e de fratura previstas, que indicam o risco de prisão da
coluna por diferencial de pressão, ocorrência de kicks, desmoronamento das paredes do poço
ou perda do fluido de perfuração para as formações.

Funções das colunas de revestimento:

 Prevenir o desmoronamento do poço.


 Evitar a contaminação da água potável dos lençóis freáticos mais próximos a
superfície.
 Permitir o retorno de fluido de perfuração à superfície.
 Prover meios de controle de pressões dos fluidos, permitindo aplicação de pressão
adicional desde a superfície.
 Permitir a adoção de sistemas de fluido de perfuração diferente, mais compatível com
as formações a serem perfuradas adiante.
 Impedir a migração de fluidos das formações.
 Sustentar os equipamentos de segurança de cabeça de poço.
 Sustentar outra coluna de revestimento
 Alojar os equipamentos de elevação artificial.
 Confinar a produção ao interior do poço.

É o essencial das colunas de revestimento, ser estanque; ter resistência compatível com as
solicitações; ter dimensões compatíveis com as atividades futuras; ser resistente à corrosão e à
abrasão; apresentar facilidade de conexão e ter a menor espessura possível.

As colunas de revestimento são classificadas como:

 Revestimento Condutor;
 Revestimento de Superfície;
 Revestimento Intermediário;
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 Revestimento de Produção;
 Liner;
 Tie Back.

Onde o revestimento condutor, é o primeiro revestimento do poço, assentado a pequena


profundidade (10 metros a 50 metros), com a finalidade de sustentar sedimentos superficiais
não consolidados. Pode ser assentado por cravação, por jateamento (no mar) ou por
cimentação em poço perfurado.

Revestimento de superfície tem comprimento variando na faixa de 100 metros a 600


metros, visa proteger os horizontes superficiais de água e prevenir desmoronamento de
formações inconsolidadas. Serve ainda como base de apoio para os equipamentos de
segurança de poço, sendo cimentado em toda a sua extensão para evitar flambagem devido ao
grande peso dos equipamentos e dos revestimentos subsequentes, que nele se apoiam.

Revestimento Intermediário tem a finalidade de isolar e proteger zonas de alta ou baixa


pressão, zonas de perda de circulação, formações desmoronáveis, formações portadoras de
fluidos corrosivos ou contaminantes de lama. Sua faixa de profundidade de assentamento é
bem vasta, variando de 1.000 m a 4.000 m.

Revestimento de Produção é descido com a finalidade de permitir a produção do poço,


suportando suas paredes e possibilitando o isolamento entre os vários intervalos produtores.
Seu emprego depende de zonas interesse.

Liner, é uma coluna curta de revestimento que é descida e cimentada no poço visando
cobrir apenas a parte inferior deste, o poço aberto. Seu topo fica ancorado um pouco acima da
extremidade inferior do revestimento anterior e é independente do sistema de cabeça do poço.
Seu uso é crescente em função de ser econômico, versátil e por ser de rápida operação,
podendo ser usado em substituição ao revestimento intermediário e ao revestimento de
produção.

Tie Back, é a completação de uma coluna de liner até a superfície, quando limitações
técnicas ou operacionais exigirem proteção do revestimento anterior.
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Dimensionamento de uma coluna de Revestimento

O dimensionamento de uma coluna de revestimento requer o conhecimento das


tensões atuantes de cada ponto de uma coluna. Tais tensões são consequência da pressão, da
temperatura, das variações dessas duas grandezas, do peso próprio dos tubos, dos
dobramentos (zonas de drop-off e de build-up) e dos dog-legs, que também são dobramentos,
porém acidentais.

As variações que ocorrem nas condições de temperatura e de pressão ao longo do


tempo em um poço, provocam alterações nas tensões atuantes na coluna, diminuindo ou
aumentando-as, podendo alcançar valores críticos, acarretando a deformação plástica dos
tubos, ou seja, danos irreversíveis. Portanto se for sabido as atividades que serão executadas
no poço (explotação, injeção), os tipos de fluidos que serão utilizados e as temperaturas
envolvidas nas diversas operações, é possível determinar com precisão as tensões que estão
atuando na coluna de revestimento. Essas tensões são Axial, Circunferencial e Radial.

No dimensionamento de uma coluna de revestimento é procurado tubos que resistam


às máximas solicitações que podem vir a ocorrer na coluna. Essas solicitações são a
Tração/Compressão, pressão externa (colapso) e a pressão interna (burst).

A tração/compressão resulta do peso próprio dos tubos, do empuxo hidráulico, das


variações nas pressões interna e externa ao revestimento, e das variações na temperatura.

As pressões externa (colapso) e interna (Burst) resultam da pressão hidrostática de


fluidos contidos no exterior e no interior do tubo, respectivamente. Também podem ser
consequência de pressões aplicadas deliberadamente, à partir da superfície, no espaço anular
ou no interior da coluna de revestimento.

A ação de cada uma dessas solicitações sobre a coluna deve ser analisada
individualmente, e sua magnitude está vinculada ao critério geral de dimensionamento que foi
empregado na sua determinação. Assim, considerações distintas são utilizadas no cálculo de
pressão de colapso e de brust, dependendo do método de cálculo e do tipo de revestimento em
estudo, que pode ser condutor, revestimento de superfície, intermediário e de produção.

Uma vez determinados, os valores dessas solicitações em cada ponto da coluna são
majorados pelos fatores de projeto para se determinar os esforços de projeto, aos quais os
tubos de revestimento deverão resistir.
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Critérios de dimensionamento

O dimensionamento e cálculo da resistência dos tubos são feitos para quatro diferentes
critérios:

1- Critério API: Corrige a resistência ao colapso dos tubos devido à tração de acordo com
a norma API BUL 5C3. Não corrige a resistência à pressão interna.
2- Critério API Modificado: Corrige a resistência ao colapso dos tubos devido à tração de
acordo com a norma API BUL 5C3 e ainda corrige proporcionalmente a resistência ao
colapso dos “tubos não API”.
3- Critério API com correção da resistência à pressão interna devido à tração: Corrige a
resistência ao colapso dos tubos de acordo com a norma API BUL 5C3, e corrige a
resistência à pressão interna.
4- Critério API Modificado com correção da resistência à pressão interna devido à
tração: corrige a resistência ao colapso da mesma forma que no segundo critério, e
corrige a resistência à pressão interna como no terceiro critério.

Tipos de Conexões

A conexão entre tubos pode ser feita por encaixe ou por enroscamento (integral –
luva). O encaixe por conector (Squnch Joint) é utilizada exclusivamente em tubos de grande
diâmetro (30”) em perfuração marítima (vedação p/borracha).

O API estabeleceu especificações para os seguintes tipos de conexão:

 Luva curta oito fios;


 Luva longa oito fios;
 Buttress;
 Extreme line.

Principais características dos tipos de conexões:

Oito fios por polegada: Baixa resistência à tração.

Buttres: Resistência à tração maior do que o corpo do tubo.

Extreme line: Alta resistência da conexão, ótima resistência quanto a vazamentos (mesmo sob
altas pressões ou em poços com injeção de vapor).

Hydrill: Semelhante à extreme line, diferenciando-se pelo perfil.


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Cimentação

A cimentação do espaço anular é realizada, basicamente, mediante ao bombeio de


pasta de cimento e água, que desloca através da própria tubulação de revestimento. Após o
endurecimento da pasta, o cimento deve ficar fortemente aderido à superfície externa do
revestimento e à parede do poço, nos intervalos previamente definidos.

A cimentação basicamente consiste no preenchimento do espaço anular entre os tubos


e a parede da formação e tem como principal finalidade a união da tubulação de revestimento
com a parede do poço, além do objetivo de formar um tampão de selo no fundo do poço ou
para corrigir desvios do furo durante a perfuração.

A operação de cimentação consiste em um trabalho de extrema importância para as


fases de perfuração e completação de poços de petróleo e tem um grande impacto sobre a
produtividade do poço.

Tipos de cimentação:

Cimentação primaria

É a cimentação principal, realizada logo após a descida de cada coluna de


revestimento no poço. A qualidade da cimentação primaria geralmente é avaliada através de
perfis acústicos corridos por dentro do revestimento, após a pega do cimento.

Cimentação Secundaria

Destina-se a corrigir a cimentação primaria, quando há necessidade. Se, por alguma


razão, o topo de cimentação não alcançar a altura prevista no espaço anular, pode-se efetuar,
uma recimentação, fazendo-se circular pasta de cimento por trás do revestimento, através dos
canhoneios (perfurações realizados no revestimento). Quando não é possível a circulação da
pasta, realiza-se a compressão de cimento, visando corrigir defeitos localizados na cimentação
primaria ou sanar vazamentos na coluna de revestimento. Nas operações de completação, as
compressões de cimento são amplamente utilizadas para a vedação dos canhoneios abertos em
rente as zonas que se deseja isolar.

Problemas devido à má cimentação

A cimentação tem a função primordial de promover vedação hidráulica entre os


diversos intervalos permeáveis, ou até mesmo dentro de um mesmo intervalo, impedindo a
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migração de fluidos por trás do revestimento, bem como propiciar suporte mecânico ao
revestimento.

A existência de uma efetiva vedação hidráulica é de fundamental importância técnica e


econômica, garantindo um perfeito controle da origem (ou destino) dos fluidos produzidos
(ou injetados). O prosseguimento das operações no poço sem a observação deste requisito
pode gerar diversos problemas: produção de fluidos indesejáveis devido à proximidade dos
contatos óleo/água ou gás/óleo, testes de avaliações das formações incorretos, prejuízo no
controle dos reservatórios e operações de estimulação malsucedidas, com possibilidade até
mesmo de perda do poço.

Caso seja comprovada a falta de vedação hidráulica, procede-se à correção da


cimentação primária através de canhoneio do revestimento e compressão do cimento nos
intervalos com cimentação deficiente.
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Conclusão

Neste trabalho foram abordados e explicado aimportânciapara uma boa cimentação e


revestimento de um poço, analisando também o que uma má cimentação e um má
revestimento acarreta problemas e prejuízos no poço de produção, tendo em vista que para pôr
um poço em produção é excepcional que as etapas de perfuração e completação tenham
seguido todas as normas citadas neste trabalho, para que se possa então seguir para uma
produção com grande redução de problemas. Foram vistos todos os critérios a serem seguidos
para se obter o dimensionamento correto do revestimento para que não haja falhas, foi
trabalhado também a importância entorno da cimentação, para que não haja contato entre
fluidos das formações ultrapassadas e o revestimento. Seguidas essas etapas conseguiremos
assim finalizar com sucesso a completação do poço petrolífero.
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Referencias Bibliográficas

1. MAIDLA, ERIC E.:” Dimensionamento de Revestimentos”.

Notas de aula, Unicamp. 1991.

2. PETROGUIA: 1ª Edição. Petrobrás S/A. 1989.


3. THOMAS, JOSÉ E. “Fundamentos de engenharia de Petróleo” 2ª Edição. 2001.
4. ROQUE, LUIZ J. “Dimensionamento de revestimento para poços profundos, poços
direcionais e horizontais de longo afastamento horizontal pelo método do mínimo
custo global” Unicamp. 1992.