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JOAN AMADES

CUENTOS DEL REY SALOMON


CONTRIBUCION A LOS ESTUDIÓS UNIVERSALES DEL C U E N T O

Separata de
REVISTA DEL CENTRO DE LECTURA
Cuarta època núms. 59, 61 y 62

R E U S
1957

B f | ï | G ^ e i · : · i t P . t de Catalunya
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jJUD Departament de C u l t u r a
:
Ceri'e cte r> • fentacló Recerca
de ta Cultuia Iracitcional i Popular
CUENTOS DEL REY SALOMON
C o n t r i b u c i ó n a los estudiós universales d e l cuento

El R e y S a l o m o n es sin duda la fi- teriores y los doce posteriores al de


g u r a profana y el personaje del A n t i - N a v i d a d , en u n a s regiones y al dia de
g u o T e s t a m e n t o que goza de m a y o r fin de a n o en otras, m u e s t r a n las ca-
prestigio y de m a s p o p u l a r i d a d entre racterísticas atmosféricas y climàticas
las multitudes, que lo rodean de u n a de los meses del p r ó x i m o a n o y que
aurèola de sabiduría sin igual y lo por su observación puede saberse cual
consideran emporio de claridad m e n - serà la t e m p e r a t u r a d u r a n t e el curso
tal y de buen juicio. E s t e g r a n rey, el del a n o a p r o v e c h à n d o s e de este cono-
m a y o r y mas prestigioso de los de la cimiento para o r g a n i z a r las labores
a n t í g ü e d a d legendaria, es el j u d i c a n t e agrícolas. E s t e calculo es calificado de
de la m a y o r í a de los cuentos n a r r a t i - calendario, computo o cuentas del Rey
vos de casos de desavenencias, de d u - Salomon, por ser él quien lo descubrió.
das y pleitos cuya solución cabé s o m e - A s i m i s m o se colocan doce cascaràs de
ter al buen juicio de u n clarividente y cebolla con u n poco de sal j u n t o al
justiciero. E l cuento que aparece en el b o g a r o a la v e n t a n a d o n d e se las de-
libro tercero de los R e y e s , de las dos ja toda u n a nocbe; a la m a r i a n a si-
mujeres que a m b a s se t i t u l a b a n m a - guiente se observa en cada u n a la i n -
dres de u n m i s m o hijo y la sabia s o l u - tensidad de disolución de la sal y se
ción dada por el R e y S a l o m o n a t a n cree q u e el tiempo seré m a s o menos
a r d u o pleito, es del d o m i n i o p o p u l a r lluvioso según aquella se h a y a m a s o
y m u y p r o b a b l e m e n t e b a influído en menos disuelto. E l b a l l a z g o de este
consolidar la fama justiciera del g r a n p l u v i ó m e t r o es a t r i b u í d o i g u a l m e n t e
m o n a r c a , t o m à n d o l e como espejo de al gran m o n a r c a . C u é n t a s e que fué él
sabia justícia y de juez en todos los t a m b i é n quien descubrió el valor a g o -
pleitos difíciles. rero de los suefíos y por ende el primer
oneirocricio; i g u a l m e n t e ensefíó a con-
E n el cuento c a t a l à n la figura de t a r y de a b í que al sacar c u e n t a s con
S a l o m o n h a a d q u i r i d o categoria m í t i - los dedos sea calificado de cuenta del
ca y se presenta ora como u n béroe R e y S a l o m o n . Le es a t r i b u i d o t a m b i é n
civilizador que ensena e i n s t r u y e c u a n - el descubrimiento de gran niímero de
to a los elementos bàsicos de la vida, remedios tradicionales en especial los
ora como c h a m a n conocedor de los se- basados en vegetales al i g u a l que opi-
cretos n a t u r a l e s los cuales difunde y e n - n i o n e s y conceptos de caràcter medico.
sena y cual las viejas divinidades y los A este respeto la canción m a l l o r q u i n a
seres ó m n i o s se le considera i n m o r t a l ; ca nta:
la conseja b a b l a de él cual si a ú n hoy
pudiera acudírse a su b u e n juicio en
S a l o m ó va dir va dir
casos de duda y de litigio. S e g ú n la
i a s'escriptura se troba,
tradición pirenaica, t i e m p o era t i e m p o
malalt qui dcman sa roba
q u e los b o m b r e s m o r í a n de h a m b r e
senyal que se vol morir, ( l )
por n o ser suficientes las subsistencias
de que se disponía. A c u d i e r o n al R e y Los a n t i g u o s creían que el R e y S a -
S a l o m o n y éste les aconsejó que tra- l o m o n debía su clarividència y su sa-
b a j a r a n la tierra y les ensefíó como biduría a la v i r t u d de u n anillo m a g i -
debían bacerlo, c a v a n d o el m i s m o los co que a ú n existe, i g n o r a n d o s e su
primeros b o y o s y a r a n d o los prímeros p a r a d e r o . À q u e l que logre descubrirlo
surcos. C u e n t a n en M a l l o r c a que fué y poseerlo d o m i n a r à y serà el duefío
n s i m i s m o este gran m o n a r c a quien les del m u n d o . Desde la muerte del gran
aconsejó y ensefíó como debían arar, rey sabio h a n sido no pocos los que se
con lo cual salvo al h o m b r e de la m i - h a n ocupado en la b ú s q u e d a de t a n
sèria y de la muerte por b a m b r e . E s preciado t a l i s m à n sin l o g r a r n i n g ú n
o p i n i ó n general que los doce días a n - éxito. Dícese t a m b i é n que por efecto

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de la ciència a d q u i r i d a por su a n i l l o cedió però el vecino, de las veinte cu-
S a l o m o n había creado el arte a d i v i n a - bas que le m a n d ó g u a r d a r , t a n solo
torio calificado de e s p a t u l o m a n c i a , por diez e s t a b a n llenas y la otra mitad,
el cual descubría los secretos de la n a - solo lo estaban a medias. Llegada la
t u r a l e z a y los arcanos del futuro sir- h o r a de vender el aceite, como que u n a
viéndose de u n o m o p l a t o o clavícula. parte de las barricas aparecieron solo
C o n las e n s e n a n z a s a d q u i r i d a s por se- llenas a medias, e l rico acuso a su ve-
mejante arte escribió un libro famoso cino de estafa y le exigió el pago del
en la a n t i g ü e d a d , l l a m a d o la C l a v í c u l a aceite que decía que faltaba, creído que
de S a l o m o n m u y estimado por los mí- como no podria pagarlo tendría ncce-
g r o m a n t e s y a l q u i m i s t a s a n t i g u o s . La sidad de cederle la casa. Desesperado
e s p a t u l o m a n c i a p r e t é n d i a descubrir el pobre ante tal i m p o s t u r a acudió al
el futuro por medio de varios huesos R e y S a l o m o n quién después de escu-
h u m a n o s y a n i m a l e s entre los cuales charlos a a m b o s , m a n d ó que se m i d i e -
la clavícula j u g a b a u n papel m u y i m - ra el aceite y las morgas que h a b í a en
portante. cada barrica y que si en las que t a n
solo estaban llenas a medias había la
I — El Rey Salomon cuando nino. mitad de morgas de las que h a b í a en
— El gran R e y S*\lomón ya revelo su las demàs ello indicaria de que j a m a s
t a l e n t o y su espíritu justiciero siendo estuvieron llenas.
a ú n n i n o . E n cierta ocasión u n pobre A s í se puso de manifiesto la m a l -
l a b r a d o r sembro h a b a s en la propiedad dad del rico y la inocencia del pobre.
de u n g r a n h a c e n d a d o a condición de (4)
que se partirían la cosecha. Llegada
esta, el rico sostenia que debían partir, I I I - El bantjuete. — E n cierta oca-
n o el fruto, sino la totalidad de la sión el R e y S a l o m o n dió un gran b a n -
planta y que las h a b a s debían q u e d a r - quete y u n comensal de los mas d i s -
se para él y las hojas para el labrador. t i n g u i d o s y de los de m a s r e n o m b r e
C o m o que éste no estuvo conforme, h u r t ó u n a cuchara y se la escondió.
a c u d i e r o n al R e y S a l o m o n para que E l rey se dió cuenta del h u r t o e i m i t o
expusiera su juicio. E s t e que era a ú n al convidado escondiéndose a s i m i s m o
n i n o estaba j u g a n d o al t r o m p o . Escu- u n a cuchara. C u a n d o después de la
chó las razones de los litigantes sin comida pasó el platero del rey a reco-
dejar de j u g a r y c u a n d o a c a b a r o n de jer los cubiertos y toda la p l a t a de la
explicarse, dirigiéndose al t r o m p o se mesa h a l l ó de menos las dos cucharas.
l i m i t o a decir. E l rey le llamó y le dijo:
Les fabes pel pobre
— T o m a , a q u í tienes u n a de las cu-
i íes (ulles pel ric,
charas que buscas y aquel convidado
i balla pelit. (2)
te darà l a otra que h a s echado de m e -
n o s . (5)
La avarícia del rico quedo bien cas-
tigada. (3). IV El rico avariento. — E r a s e u n a
vez u n C a b a l l e r o q u e p a s e a n d o a caba-
I I — Los dos vecinos. — E r a n s e u n a llo perdió u n a bolsa con cien escudos.
vez dos vecinos, u n o m u y rico que vi- M a n d ó hacer u n pregon ofreciendo
via en u n gran palacio y otro pobre diez escudos de premio al que la h u -
que h a b i t a b a en u n a casucha contigua biera h a l l a d o y se la devolviese. El que
al g r a n caserón del primero. E s t e que- la h a b í a h a l l a d o al m o m e n t o se la de-
ría c o m p r a r la casita del pobre para volvió c o n t e n t o de poder g a n a r así los
e n s a n c h a r su palacio, m a s el pobre n o diez escudos ofrecidos. U n vez tuvo la
quería venderla por n o perder su h o - bolsa, el rico se sintió a v a r o de d a r lo
gar. E l rico ideo u n a treta para a p o - p r o m e t i d o y para a h o r r a r s e los diez
derarse de la finca que t a n t o apetecia. escudos dijo que no eran cien los per-
E s t a consistiu en pedir a su vecino que didos como h a b í a hecho pregonar, s i n o
le alquilara u n a parte de la casa para ciento cincuenta y que por lo t a n t o el
g u a r d a r u n a s cubas de aceite en espera que la h a b í a h a l l a d o se h a b í a q u e d a d o
de que subiera de precio. El pobre ac- cincuenta que le reclamaba con todo

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rigor. Acudieron ante el R e y quien dos mercaderes vecinos u n o de otro.
después de oirle expuso que si la bolsa U n o de ellos t r a t a b a en ricas j o y a s y
q u e decía b a b e r perdido el rico conte- el otro en hierros viejos. Este t u v o que
n i a ciento cincuenta escudos y la que e m p r e n d e r u n viaje y pidió al joyero
h a b í a h a l l a d o el pobre h a b í a tan solo si quería g u a r d a r l e sus h i e r r o s en el
cien, se t r a t a b a de dos bolsas diferen- desvàn de s u casa d u r a n t e el t i e m p o
tes y puesto que la h a l l a d a n o era la que estaria ausente. E l platero accedió
del rico quien la h a l l ó debía quedarse al favor, mas c u a n d o su vecino se h u -
con ella h a s t a q u e a p a r e c i e r a su bo m a r c h a d o parecióle que aquella
d u e n o . (6) c h a t a r r a desmerecía y d e s h o n r a b a sus
ricas j o y a s de metales finos y valiosas
V — El Rico avariento y el Mendi- pedrerías y se la vendió. D e regreso el
co. — U n rico avaro y u n pobre m e n - vecino le pidió sus mercancías y el p l a -
digo se h a l l a b a n a m b o s s e n t a d o s en tero le contesto que n a d a tenia pues
la mesa de u n a posada. E l primero que se las h a b í a n comido los r a t o n e s .
comiendo a dos carrillos los m a s ricos D e s o l a d o el mercader de hierros,
manjares, m i e n t r a s el pobre a n d a b a acudió a pedir consejo al R e y S a l o m o n
m u c h o s h o r a s sin comer por n o tener quien le aconsejó que a p r o v e c h a r a u n
ni u n mal maravedís. Dirigiose h u m i l - m o m e n t o en que el hijo del joyero j u -
demente a s u c o m p a n e r o de mesa en garà en la calle con otros chiquillos
d e m a n d a de que por c o m p a s i ó n le die- p a r a apoderarse de él, y que c u a n d o
ra algo de lo que a él le s o b r a b a . E s t e el platero se lo reclamarà le dijera q u e
desatendió su súplica y le dijo mal el m i l a n o se lo h a b í a Uevado. El m e r -
h u m o r a d a m e n t e : bien contento podéis cader de hierro siguió el consejo del
e s t a r con disfrutar de los olorcillos que rey sabio. A las p a l a b r a s del mercader
desprenden m i s platós pues que el olor de hierros el platero objetó:
también alimenta. — Los m i l a n o s no r o b a n r.inos.
T e r m i n a d a la comida el rico g l o t ó n A lo que r e p u s o el t r a t a n t e de h i e -
pretendió cobrar u n a b u e n a s u m a de rros:
su compaíïero de mesa en pago de los — T a m p o c o los r a t o n e s se comen el
m u c h o s olores que sus m a n j a r e s le hierro.
h a b í a n p r o p o r c i o n a d o . A n t e la i m p o - E l P l a t e r o se hizo cargo del caso.
sibilídad de cobrar lo q u e el rico cali- P a g ó a su vecino el valor del h i e r r o
ficaba de d?uda, éste quería a p a l e a r al h a s t a el u l t i m o céntimo y éste le de-
pobre por estafa. E l caso alzó gran b a - volvió su hijo. (8)
r u l l o y escàndalo entre las gentes que
l l e n a b a n el mesón. E n t r e éstas acertó V I I — La partición de la herència.
p a s a r por allí el R e y S a l o m o n quien — U n padre al m o r i r dejó o r d e n a d o a
al oir aquel r u i d o deseó saber de que sus dos hijos que se p a r t i e r a n la h e -
se t r a t a b a . E n t e r a d o del caso dijo al rència por paries iguales. Se dió el
rico avaro que cobraria su cuenta h a s - caso de que a m b o s q u e r í a n u n a s m i s -
ta el u l t i m o ochavo pagado en oro m a s cosas sintiéndose i n t r a n s i g e n t e s
real. E l R e y m a n d ó a su tesorero que h a s t a tal p u n t o que n o h a b i e n d o m a -
hiciera s o n a r encima de la mesa las nera de llegar a u n acuerdo a c u d i e r o n
m o n e d a s en oro que s u m a b a n la c a n - en busca del consejo del R e y S a l o m o n .
tidad d e m a n d a d a y q u e u n a vez s o n a - E s t e , u n a vez los h u b o escuchado, les
das, las devolviera a s u bolsa. AI ver m a n d ó que puesto que la v o l u n t a d de
q u e el tesorero embolsaba de n u e v o el su padre era la de que se lo d i s t r i b u -
dinero el rico protesto, y el R e y le dijo: y e r a n todo por partes iguales, que h i -
- P o d é i s estar bien contento pues cieran en dos m i t a d e s c u a n t o t e n í a n :
cobrais con creces vuestra cuenta y que a n i m a l e s , r o p a s , muebles, àrboles, ca-
m i e n t r a s el m e n d i g o t a n solo disfrutó sas, tierras y d e m a s bienes. Los hijos
del olfato de vuestra comida vos h a - alegaron que hecha la partición en es-
béis gozado de la vista y del oído del ta forma d e s t r u i a n c u a n t o t e n í a n y
d i n e r o . Sois pues p a g a d o con creces. (7) que i b a n a q u e d a r a r r u i n a d o s , a lo
que les contesto el R e y :
V I — L^s dos Mercaderes. — Había — A s í os lo o r d e n o como rey y como
juez, en castigo de no h a b e r o s c o m p o r - cinco mil. El monarca agradeció asi-
t a d o como b u e n o s b e r m a n o s y de m a ­ m i s m o la atención y m a n d ó a su ma­
nera r a z o n a b l e . (9) y o r d o m o que diera al l a b r a d o r el rà­
b a n o por el que h a b í a pagado mil
V I I I . — El rico viujero. — E r a u n a escudos con lo que el d o n a n t e del t o ­
vez u n rico viajero que iba a R o m a mate podia darse por m u y satisfecho
l l e v a n d o consigo u n a gran fortuna y y bien pagado.
le asaltó el temor de perderla o de que À s í el sabio rey castigo finamente
se la robasen por el c a m i n o . Llegado la codicia. ( l l )
a cierta ciudad pidió las s e n a s de la
persona de mas h o n r a d e z y confianza X . — Los campesinos y el gato. —
para dejarle el dinero a g u a r d a r b a s t a C u a t r o campesinos hicieron Sociedad
la vuelta. La vista de aquel gran teso- por partes iguales para explotar u n
ro desperto envidia y maldad en a q u e ­ negocio de a l g o d ó n . A l poco t i e m p o
lla persona hasta entonces t a n h o n r a ­ advirtieron que los r a t o n e s les roían
da, la cual negó al viajero que le h u - la mercancía para la defensa de la cual
biese dado n a d a a custodiar c u a n d o a adquirieron u n gato. C o m o que la S o ­
su vuelta fué a pedirle lo que era s u y o . ciedad era por partes iguales fué pre­
El viajero desesperado acudió a pe- ciso partirse hipotéticamente el gato
dir consejo al R e y S a l o m o n , quien le en cuatro partes a r a z ó n de u n a pata
dijo que m a n d a r a l a b r a r cinco cofres cada u n o . Y fué el caso que u n b u e n
bien lindos y vistosos, que los llenara dia el a n i m a l i t o cayó y se dislocó u n a
de g u i j a r r o s y de piedras. Q u e buscarà pata. A q u e l de los socios a quien per-
persona de su confianza que figurarà tenecía la pierna m a l t r e c h a , para cu-
ser u n viajero el cual temeroso de traer ràrsela le hizo u n a friega con alcohol.
consigo t a n t a ríqueza acudia a su con­ E l gato se acercó a la l u m b r e y se le
fianza para que se la g u a r d a r à m i e n ­ incendio la pata enferma. E l a n i m a l
t r a s estaria de c a m i n o . El viajero si- echó a córrer a t o l o n d r a d a m e n t e e i n ­
guió el consejo del rey y m i e n t r a s los cendio el almacén con todas las exis-
criados del falso viajero t r a í a n a casa tencias de la sociedad. A n t e el sinies-
del h o n r a d o los cofres de las supuestas t r o los tres c a m p e s i n o s perjudicados
riquezas, presentóse a d e m a n d a r su di­ a c u d i e r o n al c o m p a n e r o propietario
n e r o el cual le fué i n m e d i a t a m e n t e de la pata l a s t i m a d a r e c l a m à n d o l e el
entregado por temor de n o i n s p i r a r i m p o r t e de lo i n c e n d i a d o . E s t e creia
desconfianza al s u p u e s t o fiador, (lo) due n o debía p a g a r lo que le r e c l a m a -
b a n y acudió al R e y S a l o m o n quien
I X . — Los dos labradores. — U n a de e x a m i n a n d o el c a s o h a b l ó así:
las características q u e distinguía al — Cierto es que el i n c e n d i o fué pro-
R e y S a l o m o n era su g r a n sencillez y vocado con la pata d a n a d a propiedad
h u m i l d a d . H a b l a b a con todas l a s g e n - del socio reclamado, pero para t r a s -
tes de su pueblo en t o n o familiar y Iadarse de la l u m b r e d o n d e se q u e m ó
h u m i l d e y era querido y agasojado por el gato la pata h a s t a el local en que
todos. estaban depositados los generós t u v o
H e a h í que u n dia u n l a b r a d o r co- que hacer uso de las tres p a t a s sin
sechó u n r à b a n o e n o r m e y creyó que las cuales el a n i m a l i t o no habría
nadie mejor que el rey podia disfrutar podido mover«e de j u n t o al hocíar; r o r
del placer de comerlo y con toda n a - lo t a n t o son culpables las tres p a t a s
t u r a l i d a d fué a ofrecérselo. EI m o n a r ­ s a n a s y sus d u ? n o s deben i n d e m n i z a r
ca agradeció la fineza y m a n d ó a su de sus pérdidas al socio a m o de la pa­
m a y o r d o m o que c o m p e n s a r à el pre- ta enferma. (l2)
sente con mil escudos. U n vecino del
l a b r a d o r al enterarse de lo sucedido X I — Los Siete Criados. - U n gran
quiso ofrecer al rey u n e n o r m e t o m a t e s e n o r tenia siete criados entre los cua­
que h a b í a crecido en su h u e r t o creyen- les h a b í a u n o m u y glotón que en-
do que si el rey por u n simple r à b a n o t r a b a a h u r t a d i l l a s en la despensa para
lo h a b í a c o m p e n s a d o con mil escudos, comerse c u a n t o h a l l a b a que le apete-
c o m p e n s a r i a su fruta por lo m e n o s con ciera. E l a m o h a b í a i n t e n t a d o m u c h a s

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veces descubrir el goloso sin lograrlo. g u n t a r l e y de darle así m i s m o u n r e -
C o n el intento de ver si lo a l c a n z a b a , medio. D e regreso al palacio el criado
u n dia dejó en la despensa u n plató presento a la reina su a m a , u n a lista
con siete ciruelas. E l goloso cayó en de m à s de trescientas recetas aconseja-
la trampa y se comió u n a , y para no das por c u a n t o s concurrieron al templo
ser descubierto se tragó el hueso. P o r incluso ella m i s m a . La conducta del
m a s que pregunto el a m o a los siete servidor desagrado a la reina que acu-
criados no b u b o manera de dar con el dió a quejarse a su esposo del proce-
sustractor. P e r o el Senor se h a b í a e m - der del criado. El rey le replico:
penado en saber quien era el mal cria- — L l e v a d o s por u n s e n t i m i e n t o de
do y acudió al Rey S a l o m o n para ver h u m a n i d a d y de c o m p a s i ó n , todas las
si él lo descubría. El m o n a r c a le i n d i - p e r s o n a s de b u e n c o r a z ó n s e n t i m o s
co que le m a n d a r a los siete criados. el afàn de remediar los males hasta el
U n a vez estos en su presencia les h a - p u n t o accesible a n u e s t r o alcance y de
bló en estos t é r m i n o s : a h í que a n t e u n enfermo todos le acon-
— N o se t r a t a de saber quien de vo- sejamos c u a n t o sabemos para remediar
sotros se comió la ciruela porque t a m - su m a l . E n el fondo todos somos m é -
poco n o me lo diriais, se trata de u n dicos. (l4)
caso m a s grave. E s t a espècie de cirue-
las tienen el h u e s o venenoso y como X I I I . — El mercader. - E n cierta
el que se la comió se tragó el h u e s o , ocasión u n mercader t u v o g r a n d e s di-
a n t e s de veinte y cuatro h o r a s morirà ferencias con otro de su clase y acudió
entre los m a s terribles estertores. (l3) a e x p o n e r sus quejas al R e y S a l o m o n
A l goloso le falto tiempo para pe- deseoso de que éste le diera la r a z ó n .
dir que le a d m i n i s t r a r a n u n vomitivo. El rey escuchó a t e n t a m e n t e su l a r g o
alegato sin p r o n u n c i a r palabra y t a -
X I I . — La reina de Saba y su criado p à n d o s e u n oído con la m a n o . U n a
mayor. — E r a s e u n a vez la reina de vez h u b o t e r m i n a d o dijo el mercader
S a b a esposa del R e y S a l o m o n que al rey:
e s t a n d o de conversación con su criado — í C ó m o es S e n o r que os tapasteis
m a y o r se dolía de la gran escasez de u n oído para escucharme?
médicos a s e g u r a n d o que en todo el — L o destino a escuchar a vuestro
país n o a l c a n z a r a n n i a u n a docena. c o n t r a r i o c u a n d o cual vos venga a ex-
p o n e r m e s u s r a z o n e s para así mejor
E l criado mostrose disconforme con j u z g a r el caso u n a vez bien oídas a m -
las p a l a b r a s de la reina y le aseguró bas partes. (l5)
que t a n solo en la ciudad del rey ya
h a b í a màs de cien. El acerto del criado X I V . — La visita al taller del orfe-
molesto a la reina y aquel decidió pro- bre. — E n cierta ocasión el rey S a l o -
barle lo que le decía. mon quiso c o m p r a r u n collar y pidió
A l dia siguiente el criado envueltos a los primeros m a g n a t e s de su corte
que le a c o m p a n a r a n al taller del m e -
los carrillos cual si tuviera dolor de
jor de los orfebres. U n a vez a d q u i r i d a
m u e l a s , a la h o r a de celebrarse la fun- la jova a n t e s de partir el rey del taller,
ción religiosa, sentóse j u n t o a la puer- el orfebre le advirtió que d u r a n t e su
ta del templo. C u a n t o s p a s a b a n le pre- estancia en su casa había desaparecido
g u n t a b a n que mal le a q u e j a b a y todos u n anillo de gran valor. El ladrón h a -
le aconsejaban u n remedio que el fal- bía de ser u n o de los m a g n a t e s de la
corte cuyo h o n o r el rey no quería h e -
so enfermo prestamente a p u n t a b a . A l rir. E l m o n a r c a expuso el caso a sus
pasar la r e i n a . s u a m a , no dejó de pre- acompafíantes. M a n d ó al orfebre que

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pusiera u n a vasija llena de arena h a s - Llegado n u e s t r o viajero a su casa
ta la mitad en el centro de s u taller; n o creyó conveniente presentarse sin
t o d o s los presentes, el rey el p r i m e r o , mas n i m à s , y a l q u i l ó u n a casa en
p o n d r í a n la m a n o cerrada d e n t r o del frente m i s m o de la suya desde la cual
reeípiente y la s a c a r í a n abierta d a n d o podria ver a su esposa. A l salir a la
así facilidad al l a d r ó n de restituir la v e n t a n a vió como su mujer se a b r a z a -
joya sin menosprecio de su h o n r a . E l ba c a r i n o s a m e n t e con u n joven g a l à n
orfebre obedeció las p a l a b r a s del rey y y bien dispuesto. E l m a r i d o i n d i g n a d o
el a n i l l o fué recuperado. (l6) quería d e s a h o g a r su enfado con la pa-
reja pero se d e t u v o recordando el ter-
X V . — Los tres consejos de prudèn- cer consejo del R e y Sabio. P r e g u n t o a
cia. — E r a s e u n a vez u n m a t r i m o n i o los vecinos y v i n o a saber que aquel
s u m i d o en la m a y o r misèria, t a n t o que joven era su hijo que p r o n t o a con-
el m a r i d o resolvió a b a n d o n a r el hogar traer m a t r i m o n i o se despedía de su
domestico e ir en busca de mejor suer- ma d re.
te. H a l l ó trabajo en u n a alquería en N u e s t r o h o m b r e dió mil gracias al
la que permaneció hasta treinta aiïos R e y S a l o m o n por los sabios consejos
sin acorda rse de su esposa, después de que le había d a d o . (l7)
los cua les resolvió volver a su hogar.
Su d u e n o al despedirle le aconsejó que
a n t e s de e m p r e n d e r el viaje de vuelta X V I . — Otros tres consejos de pru-
a su casa acudiera al R e y S a l o m o n en dència. — U n joven sin experiència
d e m a n d a de consejo. E s t e la a t e n d i ó quedóse h u é r f a n o m u y n i n o faltado
y le dió tres consejos: que n u n c a deja- de los consejos paternos, sintióse de-
ra el buen c a m i n o por el atajo, que s a m p a r a d o para enfientarse con los
j a m à s p r e g u n t a r à aquello que n a d a le à r d u o s problemas de la vida y acudió
i m p o r t a b a y por u l t i m o que antes de al R e y S a l o m o n para que le aconse-
t o m a r u n a resolución meditarà u n dia j a r a y este sabio se limito a decirle:
y u n a noche. — Si n o quieres a r r e p e n t i r t e n o
N u e s t r o h o m b r e e m p r e n d i ó el viaje plantes àrbol j u n t o a tu casa, n o te
d u r a n t e el cual encontró u n o s c a m i - ahijes n i n g ú n h u é r f a n o ni confies t u s
n a n t e s que seguían la m i s m a r u t a y secretos a tu esposa.
e n t r a r o n en c a m a r a d e r í a . D e p r o n t o se P a s ó el t i e m p o y n u e s t r o joven ya
les ofreció u n atajo que acortaba n o - h o m b r e , creyó que n i n g ú n perjuicio
t a b l e m e n t e la distancia. N u e s t r o h o m - podia ocasionarle p l a n t a r u n àrbol
bre r e c o r d a n d o el consejo del R e y S a - a n t e su casa. C o m o que llevaba a n o s
bio se resistió a seguirlo cual hicieron de casado sin tener hijos se ahijó u n
sus c o m p a n e r o s , r e s u l t a n d o que a es- h u é r f a n o . C u a n t o el tercero de los
tos les salieron u n a partida de l a d r o - consejos le i n t r i g a b a u n t a n t o y quiso
nes que les desvalijaron. p r o b a r la discreción de su esposa:
Llegado a u n mesón sentóse a n t e N u e s t r o h o m b r e tenia u n gran a m i -
u n a n c i a n o que al servirle la comida go al que le pidió que d u r a n t e unos
se la tiro en u n cràneo que sacó de su días n o saliera para n a d a de su casa
z u r r ó n cual si fuera u n a vasija. Aca- ni hiciera el m e n o r r u í d o , de m a n e r a
b a d o s de comer el a n c i a n o a b r a z ó ca- que los vecinos p u d i e r a n creer que es-
l u r o s a m e n t e al viajero y le conto que taba a u s e n t e . Le rogó t a m b i é n due h i -
con su silencio le había r e d i m i d o de ciera de m a n e r a que pudiera oirle si le
u n a terrible penitencia a que estaba llam->ba y acudir r à p i d a m e n t e a su
c o n d e n a d o hacía mas de cuarenta aiïos l l a m a m i e n t o . A s í convenidos, n u e s t r o
la cual le obiigaba a v a g a r por el m u n - h o m b r e conto a su mujer que se sentia
do sirviéndose de aquel cràneo como m u y a p e s a d u m b r a d o pues que en u n
de vasija hasta que diera con alguien r a p t o de còlera h a b í a dado m u e r t e a
que comiendo j u n t o a él n o le p r e g u n - su m a y o r amigo; rogóle que g u a r d a r à
tarà acerca de la causa de t a n e x t r a n o del caso el m a y o r secreto puesto que
proceder. P u e s t o que él con su discre- en ello le iba la vida. La esposa h o -
ción le h a b í a redimido de su pena a £ r a - r r o r i z a d a por tal crimen no pudo con-
decido le dió u n a g r a n b;>lsa de d i n e r o . tenerse y para aliviar su dolor se des-

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canso con u n a vecína e n c a r g à n d o l e la entres en casa d o n d e el a m o sea viejo,
m a y o r discrecíón, m a s esta t a m p o c o la duefia sea joven y t e n g a n gato n e -
s u p o callar y al poco tiempo lo sabia gro.
t o d o el pueblo. C o m o regalo le dió u n a cajita encar-
La justícia encarceló al presunto cri- gàndole que n o la abriera h a s t a después
m i n a l y le condenó a muerte. E,n todo de h a b e r tenido u n a g r a n alegria. £ 1
el t e r m i n o n o se b a l l o àrbol a l g u n o lo criado e m p r e n d i ó su c a m i n o . A l a n o -
suficientemente alto para servir de cheeer llego a n t e u n a casa desde cuya
borca y el j u e z dispuso que fuera cor- puerta vió j u n t o a la l u m b r e u n viejo
t a d o el de enfrente la casa del c o n d e - s e n t a d o que d o r m i a , u n a chica joven
n a d o . La villa carecía de verdugo p o r - a su lado y u n gato negro que se ca-
que j a m à s se había dado el caso de l e n t a b a . R e c o r d a n d o el consejo resol-
necesitarlo. La justícia hizo u n pregon vió no pedir posada y quedarse a dor-
ofreciendo u n a crecida s u m a a quien mir j u n t o al àrbol p r ó x i m o a la casa.
se prestarà ahorcar al reo. C o m o que A l poco rato vió llegar u n h o m b r e
n a d i e se presento, el huérfano a h i j a d o e m b o z a d o que entro en la casa, sacó
del presunto delincuente sintióse a m - u n cuchillo que llevaba escondido y
bicioso de la s u m a ofrecida y se presto j u n t o con la mujer m a t a r o n al a n c i a -
a hacer de verdugo. n o que d o r m i a m a r c h à n d o s e después
A l e n c a m i n a r s e a la horca n u e s t r o a toda prisa. A l p a s a r j u n t o el àrbol
h o m b r e manifesto deseos de h a b l a r y el criado le cortó u n pedacito de la
le fué concedido. L l a m ó por tres veces capa.
a la víctima, esta se presento y entre H o r r o r i z a d o por el crímen el criado
él y el s u p u e s t o c r i m i n a l e x p u s i e r o n a b a n d o n o el lugar y siguió su c a m i n o .
la verdad de lo ocurrido. Al descubrirse el delito, t r a t a r o n de
N u e s t r o h o m b r e reconoció la s a b i - buscar el a u t o r . H u b o quien recordo
d u r í a encerrada en los tres consejos h a b e r visío u n c a m i n a n t e desconocido
recibidos de boca del gran rey. (l8) j u n t o a la casa y creyóse si podia ser
e'l el c r i m i n a l . Salieron en su busca y
X V I I . — Los tres consejos del buen no t a r d a r o n en h a l l a r e l criado al cual
gobernante. — L r a s e u n a vez u n país detuvieron s o m e t i é n d o l e a juicio y fué
en el que r e i n a b a g r a n m a l e s t a r por- c o n d e n a d o como a u t o r del crimen.
q u e l a s gentes n o s a b í a n entenderse Q u i - n m à s e m p e f i a n a m e n t e le acusa-
especialmente en a s u n t o s familiares. ba era el alcalde que iba a b r i g a d o con
L o s gobernantes n o acertaban el r e - u n a capa de cuyo borde faltaba u n t r o -
m e d i o a los males de su pueblo y acu- cito. E.1 acusado conto c u a n t o había
dieron al consejo del R e y S a l o m o n visto con todo detalle y m o s t r o el pe-
quien después de oirles les aconsejó: dazo de capa que había cortado de la
capa del alcalde, con lo que probó su
— Caseis viejo con viejo, no vendais inocencia. U n a vez salvado penso en
vuestras h'aciendas para casar los h i - a b r i r la cajita recibida de m a n o s de su
jos, n i desheredeis vuestros hijos para a m o pero n o se decidió en espera de
h e r e d a r vuestras esposas. disfrutar de otra m a y o r alegria.
L o s g o b e r n a n t e s así lo aconsejaron
a su pueblo y renació la t r a n q u i l i d a d . Llegado a su casa encontrose con
(19) que era padre de un hijo que aquel
m i s m o dia c a n t a b a misa. Loco de a l e -
X V I I I . — El buen consejo. — U n gria a b r i ó la caja y la h a l l ó repleta de
m a t r i m o n i o recién casado t u v o u n a s m o n e d a s de oro, las que c o n s t i t u í a n
diferencias y el esposo a b a n d o n o el h o - u n a gran fortuna. (20)
gar y fuése por el m u n d o en busca de
trabajo. Al cabo de treinta a n o s de ser- X I X . — El soldado y el mesone.ro.
vir a u n m i s m o a m o sintió deseos de — E-rase u n a vez u n soldado que iba
volver a s u h o g a r y despidió al a m o de c a m i n o y Se detuvo en u n mesón
quién a n t e s de m a r c h a r le dijo: para comer u n a tortilla. A s í que la
— T e voy a dar el consejo del R e y h u b o comído tocaron a generala y el
S a l o m o n , tal és: que n o te detengas n i s o l d a d o t u v o que p a r t i r para la guerra

7
a toda prisa sin lener n i tiempo para EI caso fué m u y c o m e n t a d o y el rey
p a g a r su a l m u e r z o . Regresó después quiso atajar las m u r m u r a c i o n e s . L l a -
de m u c h o s a n o s y como q(ue era h o n - mó los mejores domesticadores y les
r a d o acudió al mesón para pagar su m a n d ó que e n s e n a r a n a dos gatos a
deuda. E l mesonero empezó a c o n t a r c o m p o r t a a s e cual dos fleles criados.
y màs contar y acabo por pedir al sol- U n a vez estuvieron adiestrados el rey
dado u n a s u m a e n o r m e de d i n e r o . E s - dió u n g r a n b a n q u e t e al cual i n v i t o a
te manifesto su sorpresa y el posadero toda su corte. A cada extremo de mesa
le a r g u y ó qúe si hubiera puesto aquel situo u n gato que inmóvil e impasible
h u e v o de la lortilla o i n c u b a r , le h a - cual si fuera u n a estàtua sostenia u n a
bría nacido u n a g a l l i n a que a los po- g r a n vela con la que se i l u m i n a b a el
cos meses se h a b r í a hecho clueca y gran convite. Los dos a n i m a l e s p e r m a -
h a b r í a nacido u n sin n ú m e r o de po- necieron estàticos y cual petrificados
lluelos los que a su vez se h a b r í a n re- m i e n t r a s d u r ó el b a n q u e t e con gran
producido hasta llegar a tener u n ga- a d m i r a c i ó n de los comensales. H a c i a
llinero con miles de miles de pollos el final del àgape el rey m a n d ó a sus
sin contar los m u c h o s h u e v o s que ha- criados que s o l t a r à n u n ratón por e n -
bría vendido. La cuenta n o convenció cima de la mesa. Los gatos al verle
al s o l d a d o quien acudió al juicio del soltaron sus velas y se precipitaron
rey S a l o m o n . E s t e u n a vez oídas arri- hacia él, dejando el concurso a obscu-
bas partes l l a m ó a su criado encar- ras. D i r i g i é n d o s e a sus cortesanos el
gàndole que trajera u n puchero de h a - rey exclamo:
bas h e r v i d a s que entregó al posadero
— Si los gatos se a l t e r a n al ver u n
diciéndole: raión bien puede alterarse el rey a n t e
— S e m b r a d estàs h a b a s , vended la u n a doncella. (22)
cosecha q u e de ellas obtendreis y sa-
careis l a r g a m e n t e la s u m a que jedís.
— P e r ò S e n o r R e y si las haba.' h e r - X X I . — El zapatero desmemoriado.
vidas n o pueden sembrarse. — E r a s e u n z a p a t e r o que en una oca-
— T a m p o c o p u e d en empollar se los sión presto u n a c a n t i d a d a u n Caba-
h u e v o s batidos para tortilla. (21) llero y pasóse m u c h o t i e m p o sin que
éste se la devolviera. E l z a p a t e r o ne-
cesitaba el dinero pero c o m o que era
X X . — Los gatos y el ratón. — P a - m u y d e s m e m o r i a d o no recordaba a
s e a n d o cierta vez el R e y S a l o m o n vió quien h a b í a hecho el p r é s t a m o y por
u n a gentil doncella en u n a v e n t a n a y lo t a n t o n o sabia a quien r e c l a m a r la
e n t a b l a r o n conversación. Llegada la s u m a . Acudió al consejo del R e y S a -
noche, ella indico al rey q u e puesto l o m o n quien le dijo que a c u a n t o s le
que deseaba seguir h a b l a n d o , mejor s a l u d a r a n m i e n t r a s t r a b a j a b a al pié
seria que el rey subiera a su casa. C o - de su casa en vez de devolverles el s a -
mo que ella estaba encerrada y n o te- l u d o les contestarà: M à s quisiera m i
n i a la llave, convinieron en que baja- dinero—. C o n l o que el d e u d o r se d a -
ría por la v e n t a n a u n a cesta atada con ria por avisado m i e n t r a s los d e m à s
u n a soga que ella tiraria h a s t a que el t o m a r í a n la respuesta a risa. Y así s u -
m o n a r c a a l c a n z a r a la v e n t a n a . Fuése cedió, recobrando bien p r o n t o lo pres-
el caso que c u a n d o la cesta estaba a tació. (23)
medio subir, la doncella acabo la fuer-
za. P a r a ver si podia t i r a r h a s t a llegar
a ella convido al rey que a que se ali- X X I I . — El Rey Salomon y un nino.
gerase de ropa. E s t e fué d e s n u d à n d o s e — D u r a n t e u n tiempo en la a n t i g ü e -
h a s t a q u e d a r sin ropa a pesar de lo dad, fué o p i n i ó n que la s a b i d u r í a r a -
cual ella no a l c a n z ó acabar de s u b i r dicaba en la sencillez y en la s i m p l i -
la cesta. C e r r ó la v e n t a n a , se fué a cidad y que era t a n t o m à s s a b i o c u a n -
d o r m i r y dejó al rey colgado en forma to màs s e n c i l l a m e n t e se vivia. Cierto
n a d a correcta. À l hacerse de dia el rey dia el R e y S a l o m o n ya m u y viejo, c a n -
m a n d ó que sus criados le trajesen r o - sado por la fatiga del c a m i n o sentóse
pa pora vestirse y u n a escalera para a descansar j u n t o a u n a fuente. A c u -
descender hasta el suelo. dió u n n i n o y bebió aj>ua sirviéndose

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de la m a n o anuecada a guisa de vasi- cuento permite suponer que el rey a n -
ja. E l rey ç(uedó sorprendido pues cjue tes de emitir su juicio consulto a los
él siempre se había servido de una es- dioses sirviéndose de una peonza y
cudilla la cual rompió después del que dedujo la voluntad y el consejo
ejemplo del nino mientras exclamaba: dívino según las evoluciones del trom-
— Este nino es màs sabio que y o po que cual tantas otras cosas degene-
que soy tan viejo, pues él supo beber rado de su categoria sagrada ha venido
sin escudílla y y o no lo he sabido h a s - a convertirse en juguete.
ta la vejez. (24) Bibliografia La sabiduría de S a l o -
mó. «Tresor dels A v i s » , Artà, 1922
X X I I I . — Otro de Salomon y un ni- núms. 6 pp. 88.
no. — U n a vez que el R e y S a l o m o n
Joan Amades, Auca dels Jocs de la
ya m u y viejo estaba sentado junto a
Mainada, Barcelona 1947, pàg. 26.
la lumbre del hogar, presentóse u n n i -
no pidiendo unas àscuas para con que (4) Contada por el R v d o . M n . Jo-
encender la lumbre de su casa pues sep P l a n e s de R i p o l l (l92l).
que se había apaga do. Cuando el R e y En el libro V I I I fàbula III de las
sabio se disponía a indicarle que vol- Fàbulas de Esopo aparece u n a versión
viera a su casa a buscar algun reci- de este cuento debida probablemente
piente con que traer las àscuas, con al judío Pedró A l f o n s o y Poggio, ya
gran sorpresa del sabio el nino se acer- que de los ocho libros que forman el
có al fuego, tomó u n a poca de ceniza conjunto de las fàbulas referidas tan
que extendió en s u m a n o y encima de solo los cinco primeros son atribuídos
ella colocó un par de brasas con gran al notable fabulista frígio; los otros
asombro del anciano que n o había tres se creen de A v i a n o , de Remicio y
ideado semejante recurso y tan atóni- del hebreo A l f o n s o a que n o s hemos
to como justo exclamo: referido.
— Este nino sabé màs que y o que (5) Contada por A n t ò n i a Canari,
muero de viejo. (25) peinadora, de Barcelona (l922).
Joan de Timoneda en su Patranue-
NOTAS lo. El sobremesa y alivio de caminan-
tes publica una versión de este cuento
(1) Dijo S a l o m o n que senala con el número 32 de su co-
y en la escritura se lee lección. Zaragoza l563.
enfermo que pide ropa (6) Narrada por Joaquina Coll,
senal que morirse quiere. vendedora ambulante de ropas, de Bar-
Refleja la creencia tradicional de celona (l922).
que cuando un enfermo grave desea U n a versión de este cuento figura
vestirse y abandonar el lecho es signo en el libro V I I I fàbula I V de las F à -
de muerte. bulas de Esopo.
(2) Las habas para el pobre (7) O í d o de boca de Caterina Cor-
y las hojas para el rico domí, pasamanera, deBarcelona ( l 9 l 8 ) .
y baila pequeno. H a y versiones de este cuento que se
(3) Este cuento recuerda un siste- desarrollan entre animales siendo la
m a màntico empleado p o r a u g u r e s zorra la que arbitra el caso en función
de la antigüedad para consultar a las de juez. Las h a y en las que el R e y
divinidades y predecir el futuro por antes de sentenciar acude al consejo
medio de peonzas. Se servían de tres de la zorra. Existen variantes en las
a la vez, de otros tantos tamanos, las que los demandados son u n par de
cuales hacían bailar sirviéndose de gemelos huérfanos vecinos del avaro
bramantes de colores diferentes. D e - que por no poder comer nada se con-
ducían sus augurios, de las evolucio- tentaban con el olor de los ricos m a n -
nes de los trompos en rodar, del tiem- jares que guisaba el cocinero del po-
po que estaban en movimiento, del tentado.
espacio que recorrían y de la posición (8) Contada por Moisès Capella y
y dirección que adoptaban al caer. E l P a l o m a , vigilante, de Tarrasa ( l 9 l l ) .

9
(9) Explicada por Joan Munner ha subsistido hasta harà màs o m e n o s
carpintero, de Barcelona (l9o8). un siglo en algunas romerías a s a n -
(10) Escuchada de boca de Vicens tuarios famosos en Cataluna. Los en-
Amades, pescador y marinero, de Prat fermos deshauciados o aquellos a quie-
de Conte (l920). nes los médicos no acertaban curarlos
Figura una versión de este cuento eran trasladados a las romerías escu-
en el libro VIII, fàbula 1 1 de las F à - chaban el consejo del primer romero
bulas de Esopo. que les indicaba algun remedio. El
desconocido era mirado como un en-
(11) O í d o de boca de Caterina C o - viado por la providencia y le era con-
ca, tejedora, de Sant Q u i n t í de M e - cedido caràcter escepcional.
diona (l93l).
E s opinión de que todos tenemos
E l argumento de este cuento es co- algo de médicos y de ahí el refran ca-
mún a un gran número de narraciones talàn:
tradicionales siendo el màs universal- De metge i de poeta
mente conocido el cuento de los D o s tots en tenim una miqueta.
jorobados.
y al castellano:
Se da este cuento como originario
de la frase proverbial ser un ràbano, De medico, de poeta y de loco
empleada para indicar que algo es i n - todos tenemos un poco.
deseable, despreciable y también difí- (15) E s c u c h a d a de boca de Joan
cil y complejo. Figueras, feriante, de Martorell (l9l5).
(12) Contada por Blai Amades, de (16) Narrada por Maria Coll, teje-
Bot. dora, de Gelida (l9l5).
Bibliografia: J. A m a d e s , Folklore (17) Contada por Teresa Gelats,
de Catalunya, vol. I, Barcelona, 1950 ya referida.
vol. I, Rondallística, cuento n." 463, Bibliografia: Joan Amades, Les cent
pàg. 783. millors rondalles populars, Barcelona,
(13) Contada por A n t ò n i a Camps, 1949, vol. I, pàg. 214; Folklore de C a -
hospitalera, de R e u s ( l 9 l 8 ) . talunya, vol. 1, Rondallística, vol. I,
Este cuento es antiguo y ya flgura- cuento 382, pàg. 686; Sebastià Farnès,
ba entre las narraciones tradiciones Els tres consells del Rei Salomó, Bar-
de la Grècia clàsica y aparece incluído celona, sin fecha. — R v d . M n . Esteve
en la biografia del sabio filosofo E s o - Casaponce, Rondalles, Barcelona 1932,
po que precede la gran mayoría de las pàg. 99; Contes de Vallespir, Perpin-
ediciones de sus fàbulas. Los criados yà, s. a. pàg. 165. E . M a s p o n s y Labrós.
de Aristes dueno de Esopo tenían en- Lo Rondallayre, Barcelona l 8 7 l , vol,
vidia a éste por su gran agudeza y s a - II, pàg. 50. — R v n . Mn. A n t o n i Maria
biduría y en cierta ocasión al objeto Alcover, Aplec de Rondayes mallor-
de mortificarle, se comieron unos grue- quines. Ciutat de Mallorca, l9o6-l935,
sos higos que el maestro tenia guar- vol. IV, pàg, 57. — La Rondalla del
dados acusando de ello al fabulista. dijous, Barcelona l9o9 vol. II, pàg. 4l.
S u amo le reprochó, y éste para defen- — Valeri Serra i Baldú, Rondalles po-
der su inocencia le aconsejó que hicie- pulars, Barcelona l930-l933, vol. X I I ,
ra tragar un vomitivo a los criados y pàg. 39.—Rvd. M n . Jacinto Verdaguer,
vería cual de ellos se había comido los Rondalles, Barcelona, l9o5, pàg. l59.
higos.
Este cuento es u n o de los màs p o -
(14) E x p l i c a d a por A g n è s Coll, pulares y difundidos del novelario
costurera, de Ripoll (l9l8). tradicional catalàn como lo prueba el
Este cuento recuerda la costumbre hecho de haberlo recogido y anotado
remota de asistir los enfermos a la la mayoría de los folkloristas catala-
vera de los templos, a los mercados y nes que han cultivado la búsqueda de
a otros parajes concurridos por gran cuentos. Su esencia es igual a cuantas
concurso de gentes en espera de que versiones nos son conocidas al igual
los pasantes les dieran remedio para que los tres consejos base de la narra-
sus dolencias. Semejante costumbre ción. E l primero y el tercero de los

!l)
episodios son semejantes en todas las Mujer engafió a Sansón,
versiones, el segundo en cambio ofrece A d a n , David y S a l o m o n .
algunas variantes si bien todas ellas
coincidentes en el fondo. (23) Oída de boca de Maria H o s ­
pital, nifiera, de Barcelona (l92l).
(18) E x p l i c a d a por R a f e l Mir,
mendigo, de Barcelona (l922). (24) Narrada por Josefa Mix, sir-
(19) Escucbada de boca de C o n - vienta, de Barcelona (l922).
cepción Coll, fondista de Vic (l922). Este cuento cual el posterior son
(20) Contado por Joan Raban, pes­ bastante conocidos. Se atribuye así
cador y marinero, de Cadaqués (l922). mismo al filosofo ateniense Diógenes.
(21) Escuchado de boca de Joan También se dice que dió lugar al re­
Vallés, mendigo, de Sabadell, l9l8. fràn.-
Este cuento està muy difundido y S a l o m ó de vell es moria
ofrece pequefías variantes en sus deta­ i d'un infant aprenia,
lles, las cuales no afectan al fondo de usado para indicar que los màs sa-
la narración. bios pueden aprender de los màs tos-
(22) Oída de boca de José Capella, cos. El refranero castellano también
tabaquero, de Mataró (l9l8). posee este refràn:
B i b l i o g r a f i a : Joan Amades, Re­
franys personals, Barcelona l935, pàg. S a l o m o n muriendo
90. — R d o . M n . A n t o n i Maria A l c o ­ y de un n i n o aprendiendo.
ver, Aplec de Rondayesde Mallorca, (25) Buenaventura Tuset, tejedora
Ciutat de Mallorca, col. V. pàg. 35. de punto de aguja, Barcelona ( l 9 l 8 ) .
Se basa en este cuento la primera
parte del refràn que dice que Joan Amades.

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