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INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ

XX

Laboratório de Física II
Procedimento 13 – A Influência do revestimento da superfície no
conforto térmico

Telêmaco Borba
Dezembro 2016
1. OBJETIVOS

Analisar a influência do revestimento da superfície no conforto térmico.

2. INTRODUÇÃO TEÓRICA

Em poucas palavras ”conforto térmico é o estado da mente que expressa


satisfação do homem com o ambiente térmico que o circunda”. O Conforto
térmico é definido pela sensação de bem-estar, relacionada com a temperatura,
que dependem de vários fatores físicos, ambientais e pessoais, ocorrem através
de processos físicos, como convecção, radiação, evaporação e condução. Trata-
se de equilibrar o calor produzido pelo corpo com o calor que perde para o
ambiente que o envolve.
Nesse experimento, utilizemos a transmissão de calor por irradiação para
chegarmos no conforto térmico, esse meio de transmissão de calor pode se
propagar no vácuo, esse meio transporta a energia térmica por ondas
eletromagnéticas, principalmente na região do infravermelho. Ondas
eletromagnéticas infravermelhas são ondas de luz do espectro eletromagnético
que não são visíveis aos olhos humanos.
Quando um corpo é atingido por uma irradiação de calor, ocorrem três
fenômenos: uma parte é absorvida, outra refletida e uma outra parte é
transmitida através do corpo. Sendo que o calor irradiado refletido depende
principalmente da cor do corpo que o recebe.

3. DESCRIÇÃO DO EXPERIMENTO

3.1. Materiais:

• 01 cubo de Leslie (1) com tampão cônico (1 a);


• 01 mesa grande com sapatas (4);
• 01 passador cônico de silicone (5);
• 01 sistema iluminador (6);
• 01 cabo de força com plugue fêmea norma IEC;
• cubo de Leslie (1) com tampão cônico (1 a);
• 01 mesa grande com sapatas;
• 01 passador cônico de silicone;
• 01 sistema iluminador;
• 01 cabo de força com plugue fêmea norma IEC;
Imagem 1: equipamento experimental

3.2. Procedimento:

Para a realização do experimento, primeiro posicionamos a lâmpada


desligada, que maneira que ficasse 100 mm afastada do cubo e perpendicular à
face preta. Então medimos a temperatura inicial do equilíbrio térmico indicada
pelo termômetro (como sendo a temperatura inicial da face preta).
Em seguida ligamos a lâmpada de modo que a radiação emitida se
incidisse perpendicularmente na face preta do cubo.
Então medimos a temperatura no interior do cubo de 30 em 30 segundos
Depois de desligar a lâmpada, sem deslocar a mesa giratória ou a
lâmpada, mergulhamos o cubo em água à temperatura ambiente até este resfriar.
Após isso secamos o cubo e o recolocamos na mesa giratória.
Então giramos o cubo de forma que ele fique com a face branca de frente
para a lâmpada. A partir daí os passos anteriores foram repetidos da mesma
maneira e também para as demais faces do cubo.

4. RESULTADOS E DISCUSÃO

Os dados obtidos no procedimento experimental estão na tabela 1.


Tabela 1: Dados experimentais

T T
T T
(°C) (°C)
t (min) (°C) (°C)
Face Face
Face Preta Face Polida
Branca Fosca
0 28,3 27,6 26,6 23,6
0,5 29,4 28,2 26,9 24,7
1 29,4 28,5 27 24,9
1,5 29,8 28,7 27,1 24,9
2 30,1 28,6 27,3 24,9
2,5 30 28,8 27,3 24,7
3 30 28,8 27,2 24,8
3,5 30,3 28,8 27,4 24,8
4 30,4 28,9 27,4 24,8
4,5 30,5 29 27,3 24,7
5 30,5 29,1 27,4 24,8

A seguir estão os gráficos gerados a partir dos dados, referentes a cada


uma das faces do cubo.

Temperatura versus Tempo (Face Preta)


31
y = 0,3509x + 29,005
30,5
Temperatura (°C)

30

29,5

29

28,5

28
0 1 2 3 4 5 6
Tempo (min)

Imagem 2: Temperatura x Tempo para a face preto do cubo


Temperatura versus Tempo (Face Branca)
29,4
29,2 y = 0,2236x + 28,077
29
Temperatura (°C)
28,8
28,6
28,4
28,2
28
27,8
27,6
27,4
0 1 2 3 4 5 6
Tempo (min)

Imagem 3: Temperatura x Tempo para a face branca do cubo

Temperatura versus Tempo (Face Polida)


25,2
25 y = 0,0982x + 24,445
24,8
Temperatura (°C)

24,6
24,4
24,2
24
23,8
23,6
23,4
0 1 2 3 4 5 6
Tempo (min)

Imagem 4: Temperatura x Tempo para a face polida do cubo


Temperatura versus Tempo (Face Fosca)
y = 0,1327x + 26,841
27,6
27,5
27,4
Temperatura (°C) 27,3
27,2
27,1
27
26,9
26,8
26,7
26,6
26,5
0 1 2 3 4 5 6
Tempo (min)

Imagem 5: Temperatura x Tempo para a face fosca do cubo

Para analisar a absorção das faces do cubo, colocamos na tabela 2 a


variação da temperatura para cada uma das faces.

Tabela 2: Variação de temperatura para as quatro faces

Face Face Face Face


preta branca polida fosca
°C °C °C °C
Variação de
2,2 1,5 0,8 1,3
temperatura

A partir da análise da inclinação da curva dos gráficos e a variação das


temperaturas, podemos ver que a superfície com maior variação da temperatura
em função do tempo é a superfície preta, isso significa que esta superfície
absorveu quase toda a irradiação térmica que incidiu sobre ela. Pela inclinação
das retas, percebemos que a face fosca também absorve muita radiação
infravermelha, não mais que a preta, porém.
Da mesma análise de gráficos, podemos ver que a superfície com menor
variação de temperatura em função do tempo (a inclinação se aproxima de uma
reta) é a superfície polida. Ou seja, isso significa que essa superfície refletiu
quase toda a irradiação térmica que recebeu da fonte (semelhante a um espelho).
Assim, por exemplo, a cor ideal para pintar uma casa que se localiza numa
região quente seria a cor branca ou mesmo colocar espelho nas paredes, uma
vez quase toda a irradiação térmica advinda do Sol seria refletida e não
aqueceria a casa.
Outro exemplo da influência da superfície é no caso das garrafas térmicas.
Estas têm um revestimento espelhado do seu interior, isso porque as ondas de
radiação térmica do líquido se refletirá pelas paredes internas e sempre retornará
ao líquido, impedindo que o calor se transfira para o exterior por radiação, isso
evita o resfriamento do líquido armazenado no interior da garrafa.

5. CONCLUSÕES

A partir do que foi analisado no procedimento experimental, concluímos


que a superfície exerce fundamental influência no conforto térmico, de modo que
pode permitir a absorção quase total da irradiação incidente utilizando-se uma
superfície escura, preta, sendo também que essa superfície emitirá muita
radiação, da mesma maneira que a absorve. E por outro lado, pode-se permitir
que a radiação térmica seja quase toda refletida, resultando em um aquecimento
(quase) nulo da superfície. É importante salientar que analisamos a influência da
superfície no caso de radiação infravermelha, e não no caso do espectro visível.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HEWITT, Paul, G. Física Conceitual. 11. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.
HALLIDAY, Resnick, W. Fundamentos de Física. Vol. 2. 8 ed. Editora LTC,
2009.
UFRGS: Emissividade Térmica, calor e temperatura. Disponível em:
<https://www.if.ufrgs.br/cref/?area=questions&id=553> Acesso em 14/12/2016.