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I N T E R T E X T U A L I D A D Y SISTEMA

E N LAS V A R I A N T E S DE BORGES

L a a f i r m a c i ó n c o n l a que Borges presenta al p ú b l i c o , en 1969,


l a v e r s i ó n c o r r e g i d a de Fervor de Buenos Aires1 — " N o he reescrito
el l i b r o " — es al m i s m o t i e m p o p a r a d ó j i c a y m e n d a z . Es p a r a d ó -
j i c a p o r q u e a f i r m a i m p l í c i t a m e n t e l a p o s i b i l i d a d de reescribir a los
setenta a ñ o s u n l i b r o de p o e s í a s escrito a los v e i n t i c u a t r o , y es
m e n d a z p o r q u e niega e x p l í c i t a m e n t e que t a l o p e r a c i ó n h a y a sido
i n t e n t a d a , al menos de a l g u n a m a n e r a . L a n u e v a v e r s i ó n es, e n
efecto, el resultado de u n a r e f u n d i c i ó n que afecta a p r o x i m a d a -
m e n t e al 4 5 % de los versos y que constituye a d e m á s l a sexta
t r a n s f o r m a c i ó n d e l l i b r o a l o l a r g o de veintisiete a ñ o s . U n a d e d i -
c a c i ó n t a n o b s t i n a d a parece responder a u n a i m p e r i o s a exigencia
de reapropiarse c o n t i n u a m e n t e del p r o p i o p r o d u c t o , p o r l o que n o
s o r p r e n d e que a l a de 1969 Borges h a g a seguir otras tres revisio-
nes m á s 2 . P o r su alcance y su frecuencia, el proceso de estas re-
visiones presenta u n relevante i n t e r é s , y a que d e t e r m i n a u n a
serie de estratificaciones textuales m á s propias de l a fase g e n é t i c a
q u e de l a e v o l u t i v a de u n a o b r a Y ello hace p o r l o menos d i s c u t i -
ble q u e se p u e d a seguir d a n d o l a fecha de 1923 a esa opera prima,

1
Emecé, Buenos Aires, 1969 ( c o l e c c i ó n Obra poética de Borges). Se trata
de l a s e g u n d a e d i c i ó n e n v o l u m e n suelto d e s p u é s de l a de S e r r a n t e s de 1923.
L a s i n d i c a r é r e s p e c t i v a m e n t e c o n las siglas EF69 y S.
2
L a s otras ediciones e n las que Fervor de Buenos Aires presenta v a r i a n t e s
son: Poemas (1922-1943), L o s a d a , 1943; Poemas (1923-1953), E m e c é , 1954; Poe-
mas (1923-1958), E m e c é , 1958; Obra poética (1923-1964), Emecé, 1964; Obra
poética (1923-1966), Emecé, 1966; Obra poética (1923-1969), Emecé, 1972;
Obras completas (1923-1972), Emecé, 1974; Obra poética (1923-1976), Emecé,
1977. L a s c i t a r é u t i l i z a n d o las siglas: L43, E54, E58, E64, E66, E72, E74,
E77. T a l e s siglas identifican t a m b i é n las reediciones de Luna de enfrente ( P r o a ,
1925) y Cuaderno San Martín (Proa, 1929); t a m b i é n estas dos recopilaciones
fueron editadas e n 1969 e n v o l u m e n ú n i c o e n l a c o l e c c i ó n Obra poética de Bor-
ges; uso l a sigla ELC69.

NRFH, X L I (1993), núm. 2, 505-537


506 TOMMASO SCARANO NRFH, XLI

p e r o en c o n t i n u a g e s t a c i ó n . E l p r o b l e m a p a r a el crítico es, p o r
l o t a n t o , de m é t o d o : en otras palabras, ¿ e s correcto estudiar las
lecciones originales p r e s c i n d i e n d o del proceso e v o l u t i v o al que
e s t á n destinadas? o, al c o n t r a r i o , ¿ l o es estudiar las finales sin
tener en c u e n t a la h i s t o r i a que las h a p r o d u c i d o ? P e r s o n a l m e n t e
considero que cuestiones c o m o é s t a i n d u c e n m á s al a n á l i s i s de l a
actividad del a u t o r , que al de su producto; es decir, al estudio de
l a t r a y e c t o r i a e v o l u t i v a de los textos, de sus p e q u e ñ a s o grandes
m e t a m o r f o s i s , con el o b j e t i v o de i d e n t i f i c a r y describir, en l a
m e d i d a de lo posible, los mecanismos que d e t e r m i n a n la reescri-
tura.
H e i n t e n t a d o s e ñ a l a r en o t r o l u g a r los aspectos c a r a c t e r í s t i c o s
d e l proceso v a r i a n t í s t i c o que a f e c t ó a las tres recopilaciones p o é t i -
cas de los a ñ o s veinte y de i d e n t i f i c a r las l í n e a s correctivas m á s
s e ñ a l a d a s 3 . A h o r a p r e t e n d o o c u p a r m e de algunos temas n o
desarrollados en aquella o c a s i ó n , l i m i t á n d o m e sólo a Fervor. E n
p a r t i c u l a r , creo que m e r e c e n u n a o b s e r v a c i ó n m á s atenta las
d i n á m i c a s intertextuales que se h a l l a n en la base de las e n m i e n -
das, p a r a v e r i f i c a r l a m e d i d a en l a que d e t e r m i n a n (o c o n t r i b u -
y e n a d e t e r m i n a r ) la exigencia de m o d i f i c a r el t e x t o , y el m o d o
e n que o r i e n t a n o c o n d i c i o n a n las soluciones correctivas. Se t r a t a
en resumidas cuentas, de investigar, p a r t i e n d o de u n c u a d r o
general de las tendencias y de las finalidades que subyacen a l a
r e v i s i ó n , las m i c r o h i s t o r i a s de las v a r i a n t e s , p a r a que a t r a v é s de
é s t a s p u e d a n ser identificadas las razones textuales que p l a s m a n
e n d e t e r m i n a d a s formas esas finalidades generales. M e parece
q u e puede considerarse p r e l i m i n a r m e n t e que el m e c a n i s m o de
c o n j u n t o con el que se conectan los cambios es el de u n a interrela-
ción dinámica y productiva entre las operaciones i m p l i c a d a s del acto
de r e v i s ó n , es decir, relectura, c o n f i r m a c i ó n o a b a n d o n o de l a
l e c c i ó n y reescritura, y entre esta ú l t i m a y la e n t i d a d t e x t u a l

3
Cf. T. Se ARANO, "Per uno studio delle v a r i a n t i del primo Borges",
introd. a Varianti a stampa nella poesia del primo Borges, Giardini, Pisa, 1987.
S o b r e el t e m a v é a s e t a m b i é n G . V I D E L A , " E l sentido de las v a r i a n t e s textua-
les en dos ediciones de Fervor de Buenos Aires de J . L. Borges", RChL, 23
( 1 9 8 4 ) , 6 7 - 7 8 ; a u n q u e este e n s a y o se l i m i t a al e x a m e n de dos textos y se b a s a
e n el cotejo entre l a p r i m e r a e d i c i ó n y l a i n t e r m e d i a de 1974. P a r a un inventa-
rio de las v a r i a n t e s de El hacedor y El otro, el mismo v é a n s e T . S C A R A N O , "An-
c o r a su v a r i a n t i s t i c a b o r g e s i a n a . L a p r o d u z i o n e p o e t i c a dal 1930 al 1967",
StI, 1990. D e l m i s m o autor: "Calle desconocida de J . L. B o r g e s . A n a l i s i delle
v a r i a n t i " , en Symbolae Pisarme. Studi in onore di Guido Mancini, a c u r a di B . Peri-
ñ á n e F . G u a z z e l l i , G i a r d i n i , P i s a , 1989, pp. 575-589.
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 507

c o n s t i t u i d a p o r los p r o d u c t o s de l a a c t i v i d a d de escritura c o e t á -
nea o m á s p r ó x i m a a la c o r r e c c i ó n . Se i n t e n t a r á , p o r l o t a n t o ,
d e s c r i b i r c ó m o y en q u é m e d i d a se establecen c o n d i c i o n a m i e n t o s
entre r e e s c r i t u r a y reescritura ( p o r coherencia y a n a l o g í a , o p o r
compensaciones e inversiones), e n t r e , reescritura y escritura ( e n
ambas direcciones: o sea, de los textos de n u e v a c o m p o s i c i ó n a
las m o d i f i c a c i o n e s de los textos antiguos y viceversa, de é s t o s a
composiciones posteriores), a s í c o m o v a l o r a r si en la r e e s c r i t u r a
i n f l u y e de a l g ú n m o d o la r e l e c t u r a de otros textos — c o r r e g i d o s
o n o — del c o n j u n t o sometido a r e v i s i ó n . O r i e n t a d a de este
m o d o , l a i n v e s t i g a c i ó n p e r m i t i r á i d e n t i f i c a r , sobre l a base de l a
p e c u l i a r i d a d de las relaciones que las variantes m a n t i e n e n e n t r e
ellas y c o n el sistema c o m p l e t o de las modificaciones, algunas
m o d a l i d a d e s p r a g m á t i c a s de la o p e r a c i ó n c o r r e c t i v a ; r e c o n s t r u i r
en c o n c l u s i ó n , al menos c o m o h i p ó t e s i s y de f o r m a p a r c i a l , el
m é t o d o de t r a b a j o de Borges.

1. D E LA REESCRITURA A LA REESCRITURA

U n a d i s e r t a c i ó n acerca de las d i n á m i c a s internas de las operacio-


nes de r e e s c r i t u r a n o puede dejar de p a r t i r del caso m á s elemen-
t a l y evidente de c o n d i c i o n a m i e n t o , el que se m a n i f i e s t a , e n l a
s i n c r o n í a de la r e v i s i ó n , bajo la f o r m a de r e p e t i c i ó n de u n m i s m o
c a m b i o . C a s i siempre las cuestiones de este t i p o h a y que a t r i -
b u i r l a s a m o t i v o s estrechamente l é x i c o s , y p o r regla general se
c o n f i r m a n c o n el a b a n d o n o progresivo o c o n la g r a d u a l i n c o r p o -
r a c i ó n de u n cierto t é r m i n o . Las muestras examinables son
n u m e r o s a s , y p u e d e n reunirse t i p o l ó g i c a m e n t e en tres g r u p o s ,
s e g ú n c u á l sea el t é r m i n o r e c u r r e n t e : el a b a n d o n a d o , el i n t r o d u -
cido p a m b o s . P o r p o n e r a l g ú n e j e m p l o de casos simples, se pue-
d e n c i t a r al paso, en L43, de combadura a curva t a n t o en « E l j a r d í n
b o t á n i c o » , v . 7 ( " c o m o dobladas p o r la c o m b a d u r a c e l e s t e " )
c o m o en « P l a z a San M a r t í n » , v . 13 ( " c u y a s piadosas c o m b a d u -
r a s " ) ; el desplazamiento repleto > poblado llevado a cabo, e n
E64, en tres poemas: « B e n a r é s » , v . 39, « C a m p o s a t a r d e c i d o s » ,
v . 3 y « F u n d a c i ó n m i t o l ó g i c a de Buenos A i r e s » , v . 11 ( C W ) 4 ;

4
T o d o s los textos citados, excepto los de Fervor de Buenos Aires (FBA),
i r á n a c o m p a ñ a d o s de l a r e f e r e n c i a a l a r e c o p i l a c i ó n a la que p e r t e n e c e n . U t i l i -
z a r é las siguientes siglas: LE (Luna de enfrente), CSM (Cuaderno San Martín), H
(El Hacedor, 1 9 6 0 ) , OM (El otro, el mismo, 1964, pero que c o m p r e n d e p o e m a s
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l a m o d i f i c a c i ó n hoy > ahora en « I n s c r i p c i ó n s e p u l c r a l » , v . 9 y


« R o s a s » , v . 36 (EF69). M a y o r relieve asume la doble s u s t i t u c i ó n
en s i n c r o n í a de realizar, p r i m e r o (L43) y de resentir, d e s p u é s
(EF69), en « L a R e c o l e t a » , v . 37 ( " l o realicé en la R e c o l e t a "
> " l o r e s e n t í en la R e c o l e t a " > " E s t a s cosas p e n s é en l a
R e c o l e t a " ) , y en « A m a n e c e r » , v . 11 ( " r e a l i c é la t r e m e n d a conje-
tura" > " r e s e n t í la tremenda c o n j e t u r a " > " r e v i v í l a tre-
m e n d a c o n j e t u r a " ) ; o l a s i m u l t á n e a (EF69) d e s a p a r i c i ó n , en
cinco textos, de sintagmas en los que el abstracto humillación se
refiere a entes i n a n i m a d o s ( " l a h u m i l l a c i ó n de las casas", « B a -
r r i o r e c o n q u i s t a d o » , v . 8; " h u m i l l a las seniles b u t a c a s " , « S a l a
v a c í a » , v . 23; "casas / miedosas y h u m i l l a d a s " , «Arrabal»,
v v . 5-6- " r e d i m e l a calles h u m i l l a d a s " , « S á b a d o s » v 7" " p o b r e
cielo h u m i l l a d o " , « D e s p e d i d a » , v v . 9-10).
L l a m a n la a t e n c i ó n l a sistematicidad y la s i n c r o n í a de tales
operaciones, pero en Borges lo p r i m e r o n o parece depender en
absoluto de lo segundo. E n m i e n d a s de este m i s m o t i p o p u e d e n
ser llevadas a cabo, c o n l a m i s m a sistematicidad, en la d i a c r o n í a
de l a r e v i s i ó n . Se t r a t a , es m á s , de u n a de las c a r a c t e r í s t i c a s m á s
sobresalientes de la reescritura b o r g e a n a : la labor de c o r r e c c i ó n se
presenta fraccionada a lo l a r g o del t i e m p o , pero las sustituciones
elegidas presentan, pese a la l o n g i t u d t e m p o r a l del proceso de
r e v i s i ó n , u n a coherencia f o r t í s i m a 5 .
C o p i o s o p o d r í a ser t a m b i é n el m u e s t r e o r e l a t i v o a los otros
dos tipos m e n c i o n a d o s m á s a r r i b a , t a n t o aquel en el que al aban-
d o n o repetido de u n m i s m o t é r m i n o corresponde u n a p l u r a l i d a d
de opciones sustitutivas, c o m o aquel en el que, p o r el c o n t r a r i o ,
se repite la v a r i a n t e i n t r o d u c i d a . S ó l o a título de e j e m p l o cito l a
s u p r e s i ó n de copiar (L43) en dos contextos semejantes c o m o « L a
v u e l t a » , v . 6 ( " h e copiado andanzas de a n t a ñ o " > " h e repe-
t i d o antiguos t r a y e c t o s " ) , y « A l q u i m i a » , v . 19 ( " c o p i a los m e a n -
dros" — > " s i g u e los m e a n d r o s " ) ; la de acallar (L43) en u n
s i n t a g m a s i n e s t é s i c o t a n t o en « L a R e c o l e t a » , v . 28 ("se acalla el
s i m u l a c r o de los espejos" > " c a d u c a el s i m u l a c r o de los espe-
j o s " ) c o m o en « A t a r d e c e r e s » , v . 8 ( " y acalla el b a r u l l e r o resplan-
d o r " , s u p r i m i d o ) ; de brioso (E64) en « L a noche de San J u a n » ,

de 1934 a 1967), ES (Elogio de la sombra, 1969), OT (El oro de los tigres, 1 9 7 2 ) ,


RP (La rosa profunda, 1975), MH (La moneda de hierro, 1976), HN (Historia de
la noche, 1977), C (La cifra, 1981), Con (Los conjurados, 1985). P a r a FBA, LE
y CSM las referencias son a las p r i m e r a s e d i c i o n e s , p a r a los otros textos sigo
l a e d i c i ó n E77 (decimosexta r e i m p r e s i ó n , de 1986).
5
Cf. T. Se ARAÑO, " P e r uno studio. . . " .
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N I.AS V A R I A N T E S D E BORGES 509

v. 7 ("briosa llamarada" > " a l t a l l a m a r a d a " ) y en « L o s lla-


n o s » , v . 14 (LE) ("briosa intensidad" > " l a r g a intensi-
d a d " ) ; la s u s t i t u c i ó n de advertir (E54) en « L a v u e l t a » , v v . 8-9 p o r
el m á s n e u t r o ver, y en la cercana « R e s p l a n d o r » , v . 13 por notar.
A tales p é r d i d a s se corresponde l a a p a r i c i ó n de t é r m i n o s nuevos
destinados a gozar de u n a frecuencia significativa en la " f u t u -
r a " , p e r o a m e n u d o ya " c o e t á n e a " p r o d u c c i ó n borgeana. E n
« A u s e n c i a » , v . 1 " v i d a i n m e n s a " pasa a " v a s t a v i d a " ' e n EF69,
e d i c i ó n en la cual t a m b i é n " t i e m p o generoso e i n c i e r t o " de « C a -
m i n a t a » , v . 25, se m o d i f i c a en " t i e m p o vasto y g e n e r o s o " . D e l
a d j e t i v o vasto n o hay n i n g u n a c o n s t a t a c i ó n en FBA, LE y CSM,
y se presenta en la o b r a en verso sólo d e s p u é s de 1960, registran-
d o u n t o t a l de unas 30 apariciones 6 ; del m i s m o m o d o , magia y
sus derivados aparecen sólo dos veces en las redacciones o r i g i n a -
les, m i e n t r a s que su frecuencia en la p r o d u c c i ó n sucesiva a 1940
es a l t í s i m a , lo que p e r m i t e explicar las modificaciones de « A m a ¬
n e c e r » , v . 32 " q u e l o g r a n en c o m ú n a l q u i m i a las á n i m a s " >
" q u e l o e r a n en c o m p a r t i d a masjia las a l m a s " v « D e s p e d i d a »
v 3 " e l m a r s e r á u n a m i l e m o entre n o s o t r o s " — > " e l m a r s e r á
u n a m a g i a entre n o s o t r o s " .
E n u n p l a n o de m a y o r significación se colocan algunos c a m -
bios que t e s t i m o n i a n conexiones directas ( a u n q u e no i n m e d i a t a -
m e n t e visibles) entre enmiendas diversas y compensatorias.
E x a m i n e m o s algunos fragmentos de « E l t r u c o » ; la v e r s i ó n de
S reza:

6 y una risueña génesis


va poblando el tiempo usurpado
con los brillantes embelecos
de una mitología criolla y tiránica.

17 U n a gauchesca lentitud
va refrenando las palabras
que por declives patrios resbalan

22 los jugadores en fervor presente


copian remotas bazas

6
L o s datos r e l a t i v o s a las f r e c u e n c i a s de a p a r i c i ó n p r o v i e n e n de T . S C A -
RANO y M . S A S S I , Concordanze per lemma dell'opera in versi di J. L. Borges, M.
Baroni, Viareggio, 1992.
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m i e n t r a s , en c a m b i o , el final es:

y una creación risueña


va poblando el tiempo robado
con las floridas travesuras
de una mitología casera.

U n a lentitud cimarrona
va demorando las palabras

los jugadores de esta noche


copian antiguas bazas.

T o d a s las variantes son de EF69, excepto las de los w . 6 (que


d i s c u t i r é m á s adelante) y 17, i n t r o d u c i d a s en L43. D e las correc-
ciones de EF69, c u a t r o , las de lo versos 8, 19 ( s u p r i m i d o ) , 22 y
23, e s t á n en r e l a c i ó n c o n la c o e t á n e a r e v i s i ó n de textos m u y p r ó -
x i m o s , y tres incluso c o n modificaciones de u n ú n i c o p o e m a ,
« C a l l e d e s c o n o c i d a » . V e á m o s l o c o n m á s detalle.
E l v . 8 pasa de " c o n los brillantes e m b e l e c o s " a " c o n las flori-
das t r a v e s u r a s " . T a n t o embeleco c o m o travesura son t é r m i n o s que
pertenecen e x c l u s i v a m e n t e al l é x i c o de la p r o d u c c i ó n j u v e n i l ; l a
u t i l i z a c i ó n de travesura en u n a é p o c a t a n t a r d í a constituye p o r l o
t a n t o u n caso bastante a t í p i c o y contradice u n a n o r m a c o r r e c t i v a
caracterizada en c a m b i o p o r la i n t e n c i ó n de poner al día el l é x i c o
de las p r i m e r a s recopilaciones p o é t i c a s . Sin e m b a r g o , u n a valora-
c i ó n atenta de las implicaciones intertextuales que o r i e n t a n l a
s u s t i t u c i ó n , e x p l i c a perfectamente esta v a r i a n t e ; se t r a t a en efecto
de u n a m o d i f i c a c i ó n relacionada c o n la s u s t i t u c i ó n c o e t á n e a , en
l a cercana « C a l l e d e s c o n o c i d a » , v . 14, de " t r a v e s u r a s de c o l u m n i -
tas y a l d a b a s " p o r " m o d e s t a s balaustradas y l l a m a d o r e s " : l a
c a í d a de travesura se ve compensada p o r su i n m e d i a t a acogida en
el v . 8 de « E l t r u c o » .
T a m b i é n la s u p r e s i ó n , en EF69, del v . 19 " q u e p o r declives
p a t r i o s r e s b a l a n " parece depender de u n c a m b i o que, en la
m i s m a e d i c i ó n , afecta a « C a l l e d e s c o n o c i d a » . Se t r a t a de l a co-
r r e c c i ó n de los v v . 4-6 —de los que m e o c u p a r é m á s a fondo en
el tercer a p a r t a d o — que pasan de:

y la venida de la noche se advierte


5 como una música esperada
no como símbolo de nuestra
primordial nadería
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 511

y la venida de la noche se advierte


como una música
esperada y antigua
como u n grato declive.

L a nueva l e c c i ó n d e l v . 6 i n f l u i r á sobre l a r e s o l u c i ó n de s u p r i -
m i r el v . 19 de « E l t r u c o » , e n u n cierto sentido duplicado de l a
m i s m a i m a g e n . T a m b i é n el c a m b i o remoto > antiguo e n e l
v . 2 3 , puede considerarse i n c l u i d o e n este c o n j u n t o de relaciones,
p o r q u e reproduce l a i n c o r p o r a c i ó n de antiguo e n el v . 5 de « C a l l e
d e s c o n o c i d a » . P o r l o q u e se refiere p o r fin al c a m b i o d e l v . 2 2 ,
que pasa de " l o s j u g a d o r e s e n f e r v o r p r e s e n t e " a " l o s j u g a d o r e s
de esta n o c h e " , los textos i m p l i c a d o s son dos, y respecto a é s t o s
l a m o d i f i c a c i ó n de « E l t r u c o » — l a e x p l i c i t a c i ó n de u n d e í c t i c o —
sirve p o r el c o n t r a r i o de imput. Se t r a t a d e l v . 6 de « F i n a l de a ñ o »
q u e , u n a vez m á s e n EF69, v a r í a de " l a a l t i p l a n i c i e de l a m e d i a -
noche s e r e n a " a " l a a l t i p l a n i c i e de esta n o c h e " , y del v . 3 de « U n
p a t i o » que pasa de " L a g r a n franqueza de l a l u n a l l e n a " a " E s t a
n o c h e , l a l u n a , el claro c í r c u l o " .
U n e x a m e n de l a r e l a c i ó n espacial e n l a q u e se e n c u e n t r a n n o
sólo los textos conectados c o n las variantes de « E l t r u c o » , sino
t a m b i é n m u c h o s de los q u e he e x t r a í d o los ejemplos hasta a q u í
presentados, p e r m i t e u n a c o n s t a t a c i ó n interesante: los f e n ó m e -
nos de r e p e t i c i ó n de las modificaciones, y los de i m p l i c a c i ó n o
c o m p e n s a c i ó n caracterizan de m a n e r a p a r t i c u l a r m e n t e vistosa
p o e s í a s cercanas unas a las otras. Las muestras aducibles son n u -
merosas 7 y p e r m i t e n a r t i c u l a r u n a h i p ó t e s i s sobre el m é t o d o

7
P o d e m o s s e ñ a l a r a l g u n a s relativas s i e m p r e al bloque de los p r i m e r o s
textos ( q u e son, r e c o r d e m o s , « L a s c a l l e s » , « L a R e c o l e t a » , « C a l l e d e s c o n o c i d a » ,
« E l j a r d í n b o t á n i c o » , « L a P l a z a S a n M a r t í n » , « E l t r u c o » , « F i n a l de a ñ o » , « U n
p a t i o » ) . L43 sustituye p o r r a z o n e s f ó n i c a s aún no e n el v. 3 de « C a l l e d e s c o n o c i -
d a » y e n el v. 26 del c o n t i g u o « E l j a r d í n b o t á n i c o » ; u n c l a r o caso de c o m p e n s a -
ción se r e g i s t r a d e s p u é s entre el v . 16 del p r i m e r o ( " s e me adentró e n el
c o r a z ó n a n h e l a n t e " , q u e L43 t r a n s f o r m a e n " e n t r ó en m i v a n o c o r a z ó n " ) , y
el v . 5 d e l segundo ( e n el q u e " s u v a n a l u m b r e r a d a d e h o j a s " p i e r d e e n el
m i s m o a ñ o vano a p e n a s i n t r o d u c i d o e n l a p o e s í a i n m e d i a t a m e n t e p r e c e d e n t e
y se convierte e n " s u l u m b r e de h o j a s " ) . C o n d i c i o n a m i e n t o s se p u e d e n rastrear
a d e m á s e n t r e « L a s c a l l e s » y « C a l l e d e s c o n o c i d a » ( l a c a í d a e n el v . 13 de este
ú l t i m o d e l adjetivo austero d e l s i n t a g m a " c a s a s a u s t e r a s " h a sido d i c t a d a p o r
el v . 9 de « L a s c a l l e s » que p r e s e n t a " a u s t e r a s c a s i t a s " ) ; y entre « L a R e c o l e t a »
y « L a P l a z a S a n M a r t í n » ( l a m o d i f i c a c i ó n de EF69, e n el v . 22 de este ú l t i m o ,
de " e l puerto se a b r e a latitudes l e j a n a s " a " e l puerto a n h e l a latitudes l e j a n a s " ,
e s t á al m e n o s s u g e r i d a p o r l a r e v i s i ó n l l e v a d a a c a b o , e n el m i s m o 1969, de los
w. 18-19 de « L a R e c o l e t a » , que p a s a n de " E q u i v o c a m o s tal p a z de v i d a c o n
T O M M A S O .SGARANO NRFH, XLI

concreto aplicado p o r Borges en las revisiones. E n p r i m e r l u g a r ,


la r e l a c i ó n que el c o n j u n t o de las correcciones m a n t i e n e c o n la
e v o l u c i ó n e d i t o r i a l de FBA —las revisiones afectan a casi todas las
reediciones de la o b r a p o é t i c a — sugiere p o r lo menos la sospecha
de que a q u é l l a s h a n sido consecuencia, m u c h o m á s que causa de é s -
t a s » . E n segundo l u g a r , la d i n á m i c a q u e puede reconstruirse
sobre la base de las relaciones intertextuales entre las variantes
i n d u c e a c o n j e t u r a r que el t r a b a j o de reescritura n o h a afectado
a los textos independientes en ciertos m o m e n t o s dislocados en el
t i e m p o , sino que h a sido llevado a cabo en u n p e r i o d o d e t e r m i n a -
do y p r e s u m i b l e m e n t e bastante r e s t r i n g i d o . C o n s i d e r o , p o r l o
t a n t o , que se puede h a b l a r con t o d a p r o p i e d a d de revisiones siste-
m á t i c a s , que afectan al cuerpo c o m p l e t o de la r e c o p i l a c i ó n , y , lo
que es m á s , que h a n sido llevadas a cabo siguiendo el o r d e n de
las p o e s í a s . M u c h o s de ios casos que me dispongo a t r a t a r — m á s
complejos que los que hasta a h o r a se h a n v i s t o — , c o r r o b o r a r á n ,
espero, esta h i p ó t e s i s .
« L a s c a l l e s » , « A r r a b a l » y « B a r r i o r e c o n q u i s t a d o » presentan u n
interesante caso de c o n d i c i o n a m i e n t o r e c í p r o c o . Los w . 3-6 de
« L a s c a l l e s » aparecen a s í en S:

N o las calles enérgicas


molestadas de prisas y ajetreos,
s i n o la dulce calle de arrabal
enternecida de árboles y ocasos

EF69 corrige:

el m o r i r / y a l a b a m o s e] s u e ñ o y l a i n d i f e r e n c i a " a " E q u i v o c a m o s esa paz de


v i d a c o n la m u e r t e / v c r e e m o s a n h e l a r n u e s t r o fin / y a n h e l a m o s el s u e ñ o y
la indiferencia"), etcétera.
8
Las n u e v a s ediciones e s t á n c l a r a m e n t e m o t i v a d a s por la n e c e s i d a d de
i n t e g r a r el corpus de l a o b r a p o é t i c a c o n los textos de n u e v a c o m p o s i c i ó n (las
c o m p o s i c i o n e s de Otros poemas h a s t a E62, d e s p u é s El otro, el mismo en E64, Para
las seis cuerdas e n E66, Elogio de la sombra en E69, e t c . ) . Y l a r e v i s i ó n de EF69,
lejos de c o n t r a d e c i r este dato, no h a c e m á s que c o n f i r m a r l o ; su v a l o r se nos
a p a r e c e , e n efecto, totalmente c o n g r u e n t e c o n la i m p o r t a n c i a de la i n i c i a t i v a
editorial a l a que e s t á u n i d a , y a que n o s ó l o i n a u g u r a , casi al m i s m o tiempo
de Elogio de la sombra ( é s t a en agosto, Fervor e n s e p t i e m b r e ) l a n u e v a c o l e c c i ó n
de E m e c é , titulada Obra poética de Borges (que de a h o r a e n adelante a c o g e r á
todas las p r i m e r a s ediciones de las n u e v a s recopilaciones p o é t i c a s ) , sino que
constituye a d e m á s d e s p u é s de l a brincebs de 1923 la p r i m e r a e d i c i ó n de esta
r e c o p i l a c i ó n e n v o l u m e n suelto.
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A I J D A O Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E BORGES 513

No las ávidas calles,


incómodas de t u r b a y de ajetreo
s i n o las calles d e s g a n a d a s del barrio
casi invisibles de habituales,
e n t e r n e c i d a s de p e n u m b r a y de ocaso.

E l i m p u l s o del c a m b i o de " l a dulce c a l l e " p o r " l a s calles des-


g a n a d a s " se e n c u e n t r a en la i n t e n c i ó n de c o n s t r u i r u n a estructu-
r a de precisos paralelismos opositivos, c o n g r u e n t e con la fuerza
c o n la que se quiere expresar la d i v e r s i d a d de los dos tipos de ca-
lles, las del centro y las de la p e r i f e r i a ; la s u s t i t u c i ó n del g e n é r i c o
dulce con desganado es consecuente con la de enérgicas con ávidas, y
consigue o p o n e r dos adjetivos s e m á n t i c a m e n t e contrarios (lo que
no s u c e d í a en la lección de S) en u n a adversativa que a r t i c u l a
c o m o q u i a s m o los dos sintagmas. Pero el i n t e r é s m a y o r de la ope-
r a c i ó n consiste en la i n c o r p o r a c i ó n de " c a s i invisibles de h a b i t u a -
l e s " , verso que conecta con « L a s calles» los pasajes de dos textos
de FBA y las correcciones a las que h a n sido sometidos. E l p r i m e r
caso se refiere a « A r r a b a l » : la c o n n o t a c i ó n de apatía p r o p i a del tér-
m i n o desganado i n t r o d u c i d o en el v . 5, en u n contexto que contie-
ne arrabal, es recogida p o r la n u e v a l e c c i ó n de los versos iniciales
de este texto, que pasan, en EF69, de:

El a r r a b a l es el reflejo
de la fatiga del viandante
a:
El a r r a b a l es el r e f l e j o d e nuestro tedio.

E l segundo caso procede de « B a r r i o r e c o n q u i s t a d o » cuyos ver-


sos de a p e r t u r a , retocados en el m i s m o 1969, p e r m i t e n suponer
u n r e c o r r i d o b i d i r e c c i o n a l hacia y desde « L a s c a l l e s » , la v e r s i ó n
original:

Nadie justipreció la belleza


de los habituales caminos

puede h a b e r c o n s t i t u i d o , a t r a v é s de u n a c o n e x i ó n m e m o r í s t i c a ,
el i m p u l s o g e n é t i c o de ese " c a s i invisibles de h a b i t u a l e s " (el t e m a
de « B a r r i o r e c o n s q u i s t a d o » es el r e d e s c u b r i m i e n t o , d e s p u é s de
u n a t o r m e n t a , de la belleza de las calles de la p e r i f e r i a , que la cos-
t u m b r e ha c o n v e r t i d o en i m p e r c e p t i b l e ) ; y , p o r el c o n t r a r i o , el
n u e v o verso de « L a s calles» puede ser el responsable de l a m o d i f i -
c a c i ó n que reduce los dos versos al ú n i c o
514 TOMMASO SCARANO NRFH, XLI

Nadie vio la hermosura de las calles

s u p r i m i e n d o habituales, r e p e t i t i v o respecto al n u e v o verso de « L a s


c a l l e s » , e i n t r o d u c i e n d o vio, que m e parece difícil suponer inde-
p e n d i e n t e de invisibles.
C o m o c o n c l u s i ó n de esta p r i m e r a parte, u n a v a r i a n t e de « L a
v u e l t a » p e r m i t e , a d e m á s de d i s c u t i r u n caso u l t e r i o r de i m p l i c a -
ciones intertextuales, avanzar o t r a h i p ó t e s i s m á s , r e l a t i v a a las
m o d a l i d a d e s del t r a b a j o de r e v i s i ó n .
E l verso i n i c i a l de « L a v u e l t a » presenta tres versiones:

D e s p u é s de muchos años de ausencia S


A l cabo de los años E66
A l cabo de los años del destierro. EF69

E l m o t i v o c e n t r a l ¿ e este texto —de notable relieve en el con-


texto de FBA— es a u t o b i o g r á f i c o : la vuelta del título es la del
j o v e n Borges a Buenos A i r e s d e s p u é s de siete a ñ o s t r a n s c u r r i d o s
e n E u r o p a , y el p o e m a en su c o n j u n t o expresa de m o d o o r g á n i c o
u n t e m a que atraviesa numerosos textos de l a r e c o p i l a c i ó n , el del
r e e n c u e n t r o c o n el espacio d o m é s t i c o y u r b a n o de la i n f a n c i a , su
r e c o n o c i m i e n t o , y su r e a p r o p i a c i ó n . T o d o FBA puede leerse
c o m o u n a búsqueda, c o n la g u í a de s e ñ a l e s f r a g m e n t a r i a s y desen-
focadas, de u n a r e a l i d a d p e r d i d a que se quiere recuperar, p e r o
al m i s m o t i e m p o c o m o u n proceso de conocimiento de lo nuevo, es
d e c i r , de t o d o lo que n o e n c u e n t r a c o n f i r m a c i ó n en la m e m o r i a
del Borges adolescente. Y es respecto a este á m b i t o de significa-
dos que a s u m e n p a r t i c u l a r i n t e r é s los avatares del p r i m e r verso.
L a c a í d a de la e s p e c i f i c a c i ó n " d e a u s e n c i a " se debe, creo, a l a
i n t e n c i ó n de evitar l a r i m a asonante entre ausENCIA e in/ANCIA
d e l segundo verso ( " b u s q u é la casa p r i m o r d i a l de la i n f a n c i a " ) .
Esta r a d i c a l d e c i s i ó n de s u p r i m i r el g e n i t i v o , con lo que se b o r r a
u n elemento i m p o r t a n t e en l a e c o n o m í a t o t a l del mensaje, es
a n u l a d a p o r EF69 que reconstruye el s i n t a g m a en su e s t r u c t u r a
o r i g i n a r i a u t i l i z a n d o sin e m b a r g o destierro que satisface las m o t i -
vaciones de la c a í d a de ausencia. E l i n t e r é s del c a m b i o reside en
l a d i s t i n t a v a l o r a c i ó n aue l a e l e c c i ó n de destierro exnresa respecto
al p e r i o d o de residencia europea. Se t r a t a de u n c a m b i o r a d i c a l
de perspectiva: en l a del Borges septuagenario el regreso a casa,
se presenta c o m o el retorno a la patria de un exiliado. Es b i e n sabido
aue la a d a u i s i c i ó n de u n s e n t i m i e n t o de a r e e n t i n i d a d fue u n Dro-
ceso g r a d u a l y sucesivo al r e t o r n o a A r g e n t i n a , y c ó m o a su
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 515

m a d u r a c i ó n c o n t r i b u y ó en m e d i d a relevante precisamente ese


acto de a p r o p i a c i ó n de l a r e a l i d a d a r g e n t i n a que subyace a las
tres recopilaciones del decenio de los a ñ o s v e i n t e 9 . L a c o r r e c c i ó n
de EF69 tiene c o m o t e l ó n de f o n d o este proceso, al que es parale-
l a y complementaria una igualmente gradual reconsideración del
valor del p e r i o d o e u r o p e o .
E l c o n t e x t o en el que hay que v a l o r a r la i n t e g r a c i ó n de EF69
e s t á c o m p u e s t o de al m e n o s otras dos operaciones de c o r r e c c i ó n
llevadas a cabo en otras p o e s í a s de la r e c o p i l a c i ó n . E l p r i m e r o se
h a l l a en « A r r a b a l » , texto que expresa de m a n e r a e m b l e m á t i c a el
proceso de a p r o p i a c i ó n del espacio u r b a n o ; la c o n c l u s i ó n de S era
l a siguiente:

y sentí Buenos Aires


y literaturicé en la hondura del alma
la viacrucis inmóvil
de la calle sufrida
en el caserío sosegado.

Este final, que A n i t a Barrenechea j u z g a " i n e f i c a z " 1 0 , y que


e x p l í c i t a las fases del proceso —revelación ( " y s e n t í " ) , apropiación
espiritual ( " e n la h o n d u r a del a l m a " ) y comunicación ( " l i t e r a t u r i -
c é " ) — , se t r a n s f o r m a de m a n e r a radical en L43 en algo d i s t i n t o ,
e s t a b l e c i é n d o s e u n a o p o s i c i ó n entre experiencia argentina y experien-
cia europea; los cinco versos, reescritos, q u e d a n a s í :

y sentí Buenos Aires:


esta ciudad que yo creí m i pasado
es m i porvenir, m i presente;
los años que he vivido en Europa son ilusorios
yo he estado siempre (y estaré) en Buenos Aires.

A l r e c o n o c i m i e n t o de Buenos A i r e s c o m o realidad presente y


perteneciente a él, sigue c o m o consecuencia u n a o p e r a c i ó n de des-
realización de la experiencia europea. N a d a de todo esto estaba e n
S. N o es que l a o p e r a c i ó n conlleve, p a r a r e t o m a r l a a f i r m a c i ó n de
Barrenechea, u n a m a y o r eficacia de l a c o n c l u s i ó n , sino que s i m -

9
Cf. R A M O N A L A G O S , Jorge Luis Borges 1923-1980. Laberintos del espíritu,
interjecciones del cuerpo, B a r c e l o n a , 1986, en p a r t i c u l a r los dos primeros capítu-
los de l a p r i m e r a parte.
1 0
A. B A R R E N E C H E A , La expresión de la irrealidad en la obra de Borges, ed.
a u m e n t a d a , B u e n o s A i r e s , 1984 (I a
ed.: 1957), p. 14.
516 TOMMASO SCARANO NRFH, XLI

p l e m e n t e se confiere o t r o final al p o e m a , el r e q u e r i d o p o r l a pers-


p e c t i v a ulterior del Borges a d u l t o q u e relee y reescribe u n a fase de su
p r o p i a e x p e r i e n c i a existencial y c u l t u r a l . L a segunda o p e r a c i ó n
r e l a c i o n a d a de a l g u n a m a n e r a con l a de « L a v u e l t a » e s t á consti-
t u i d a p o r l a c o r r e c c i ó n de los versos finales de « L a s calles» ( o t r o
t e x t o e n el q u e el proceso descrito se hace t e m a ) , q u e de:

Hacia los cuatro puntos cardinales


se han desplegado como banderas las calles;
ojalá en mis versos enhiestos
vuelen esas banderas

pasan, e n EF69, a:

Hacia el Oeste el Norte y el Sur


se han desplegado — y son también la patria— las calles,
ojalá en los versos que trazo
estén esas banderas

c o r r e c c i ó n q u e l o g r a enfatizar el t e m a de l a p a t r i a , al precio, sin


e m b a r g o , de l a p é r d i d a de u n j u e g o de a n a l o g í a s m e t a f ó r i c a s so-
briamente aludido.
P e r o , c o m o he adelantado, las modificaciones del p r i m e r verso
de « L a v u e l t a » presentan u n i n t e r é s especial, p o r q u e nos p e r m i -
t e n conocer u n segundo e i m p o r t a n t e d a t o relativo al m o d o e n el
que Borges llevó a cabo l a r e v i s i ó n . L a s u c e s i ó n de ausencia >
0 —> del destierro sugiere, p o r l o menos, l a h i p ó t e s i s de q u e e n
l a n u e v a lección de EF69 i n f l u y e de m a n e r a d e t e r m i n a n t e l a vieja
de S: " d e l d e s t i e r r o " aparece, en efecto, c o m o u n a variante presu-
m i b l e m e n t e m u c h o m á s c o n d i c i o n a d a p o r l a r e d a c c i ó n S que p o r
E66, q u e h a b í a e l i m i n a d o el g e n i t i v o . L a h i p ó t e s i s es, e n m i
o p i n i ó n , bastante sugestiva: l a o p e r a c i ó n de reescritura m á s r a d i -
cal y extensa, l a de EF69, p o d r í a haber t e n i d o l u g a r en presencia
del texto o r i g i n a l . Borges, q u e e n 1969 estaba y a t o t a l m e n t e ciego
y se s e r v í a de i n t e r m e d i a r i o s t a n t o p a r a l a escritura c o m o p a r a l a
l e c t u r a , p o d r í a haber elaborado EF69 a c o m p a ñ a n d o l a o p e r a c i ó n
de r e v i s i ó n de E66 con u n a relectura de esa suerte de i n c u n a b l e
que p a r a entonces era l a e d i c i ó n Serrantes. I n t e n t a r é sostener t a l
h i p ó t e s i s — q u e t a n t o aclara sobre l a r e l a c i ó n p a r t i c u l a r m e n t e
c o n t r a d i c t o r i a q u e h a u n i d o a Borges con estos p r i m e r o s t e x t o s -
a d u c i e n d o a c o n t i n u a c i ó n algunos m u é s t r e o s q u e m e parecen es-
p e c i a l m e n t e convincentes.
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 517

Bastante parecido a io sucedido con « L a v u e l t a » es lo que o c u -


rre en el v . 3 de « L a R e c o l e t a » . E n S el verso rezaba: " i r r e a l i z a d o s
p o r t a n t a grave c e r t i d u m b r e de m u e r t e " ; c o h e r e n t e m e n t e c o n l a
o r i e n t a c i ó n c o r r e c t i v a responsable de l a c a í d a de n u m e r o s í s i m o s
a d j e t i v o s , L43 m o d i f i c a " g r a v e c e r t i d u m b r e " en " c e r t i d u m b r e " ,
d e c i s i ó n r e p r o d u c i d a m á s adelante en el v . 33 d o n d e " g r a v e
h o r r o r " pasa, en l a m i s m a L43, a " h o r r o r " . L a l e c c i ó n de L43
se m a n t i e n e i n v a r i a d a hasta EF69, que reescribe: " p o r tantas
nobles c e r t i d u m b r e s del p o l v o " : l e c c i ó n nueva, s í , pero i n e q u í v o -
c a m e n t e d e b i d a al graves de S. N o hace falta a b a n d o n a r este t e x t o
p a r a e n c o n t r a r o t r o caso. Los v v . 17-19 son sometidos nada m e n o s
que a c u a t r o revisiones, cuyos c a m b i o s se c e n t r a n sobre t o d o e n
los dos verbos sobre los cuales se sostiene l a c o n s t r u c c i ó n adversa-
t i v a . Las fases de r e d a c c i ó n son las siguientes:

S equivocamos tal paz de vida con el m o r i r


y mientras creemos anhelar el no ser
lanzamos jaculatorias a la vida apacible

L43 equivocamos tal paz de vida con el m o r i r


y mientras creemos alabar el no-ser
alabamos el sueño y la negligencia

E58 como L 4 3 con único cambio: indiferencia en vez de negligencia

E64 equivocamos tal paz de vida con el m o r i r


y alabamos el sueño y la indiferencia. . .

EF69 Equivocamos esa paz con la muerte


y creemos anhelar nuestro fin
y anhelamos el sueño y la indiferencia.

E l i n t e r é s de este e j e m p l o n o consiste sólo en el hecho de q u e


EF69 recupere u n verso ( y u n a e s t r u c t u r a l ó g i c o - s i n t á c t i c a ) d e l
q u e E66 n o conserva h u e l l a , sino sobre t o d o en el hecho de q u e
anhelar, el v e r b o que al final resuelve el p a r a l e l i s m o entre las dos
frases c o o r d i n a d a s , pertenece sólo a l a r e d a c c i ó n de S, y de é s t a ,
m e parece i n d u d a b l e , p r o v i e n e . N o r e q u i e r e n n i n g ú n c o m e n t a r i o
los casos de « J a r d í n » , v . 2 y de « S á b a d o s » , v . 34: "sierras á s p e r a s "
de l a p r i m e r a pasa en 143 a " s i e r r a s á r i d a s " , y se m a n t i e n e hasta
la r e v i s i ó n del 1969 que r e p r i s t i n a "sierras á s p e r a s " ; " s o y t a n sólo
u n a n h e l o ' ' de l a segunda se convierte en " s o y t a n sólo u n deseo''
en 1943 p a r a r e c u p e r a r en 1969 l a f o r m a o r i g i n a r i a " s o y t a n sólo
518 TOMMASO SCARANO NRFH, XLI

u n a n h e l o " . E n « B e n a r é s » , v . 35 " q u e m i e n t r a s b r u j u l e o las i m á -


g e n e s " pasa e n L43 a " q u e m i e n t r a s j u e g o con inciertas m e t á f o -
r a s " p a r a consolidarse e n EF69 e n la l e c c i ó n " q u e m i e n t r a s j u e g o
c o n dudosas i m á g e n e s " , en l a q u e dudosas reescribe inciertas, y
metáforas cede frente al v i e j o imágenes. Y la e j e m p l i f i c a c i ó n p o d r í a
enriquecerse, y extenderse i n c l u s o a LE y CSM.
Se p o d r í a o b j e t a r que se t r a t a de simples coincidencias que n o
p r u e b a n i n e q u í v o c a m e n t e n a d a ; se p o d r í a n incluso c i t a r dos o
tres ( p e r o n o m á s ) pasajes e n los que el t e x t o de S q u e d a restable-
c i d o p o r revisiones diversas de la de 1969; considero c o n t o d o que
n o se p u e d e n a l i m e n t a r dudas razonables acerca d e l hecho de que
u n a r e l e c t u r a de S h a t e n i d o l u g a r e n el curso de la c o r r e c c i ó n de
EF69. Y l a certeza p r o v i e n e de casos m á s clamorosos y c o n v i n -
centes que los hasta a h o r a citados, casos en los que n o se v e r i f i c a n
s i m p l e m e n t e vueltas a t r á s de las lecciones, sino c a m b i o s d e t e r m i -
nados p o r i m p l i c a c i o n e s entre la r e d a c c i ó n a n t e r i o r a EF69 y la
de S. Presento a c o n t i n u a c i ó n u n p a r de ellos.
E l p r i m e r o es el f r a g m e n t o conclusivo de « A r r a b a l » , al q u e ,
p o r o t r a r a z ó n , m e he referido m á s a r r i b a ; el texto de S es:

y mis miradas comprobaron


gesticulante y vano
el cartel del poniente
en su fracaso cotidiano
y sentí Buenos Aires
y literaturicé en la hondura del alma
la viacrucis inmóvil
de la calle sufrida
en el caserío sosegado.

E n EF69 estos versos se leen a s í :

y divisé en la hondura
los naipes de colores del poniente
y sentí Buenos Aires.
Esta ciudad que yo creí m i pasado
es m i porvenir, m i presente;
los años que he vivido en Europa son ilusorios,
yo estaba siempre (y estaré) en Buenos Aires.

Si entre estas dos redacciones n o se h u b i e r a n registrado lec-


ciones i n t e r m e d i a s , n a d i e t e n d r í a dificultades en reconocer u n
caso de c o m p e n s a c i ó n entre l a c a í d a del verso " y l i t e r a t u r i c é
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 519

e n l a h o n d u r a d e l a l m a " y la r e c u p e r a c i ó n d e l t é r m i n o hondura en
el verso de n u e v o c u ñ o " y d i v i s é en l a h o n d u r a " que reescribe
" y m i s m i r a d a s c o m p r o b a r o n " . P e r o n o es a s í : entre la p r i m e r a
l e c c i ó n y l a ú l t i m a c i t a d a se e n c u e n t r a l a establecida p o r L43
( q u e es l a l e c c i ó n sobre l a que i n t e r v i e n e EF69), y en é s t a , que
m a n t i e n e i n m u t a d o s los p r i m e r o s cinco versos d e l f r a g m e n t o , el
verso d e l que d e b e r í a p r o v e n i r hondura n o puede leerse, p o r q u e
h a sido sustituido — c o m o se h a visto y a — p o r " e s t a c i u d a d que
yo creí m i pasado".
E l segundo caso es, t a l vez, incluso m á s clamoroso y , al
m i s m o t i e m p o , e s t á m á s escondido. Se t r a t a de u n a m o d i f i c a c i ó n
q u e afecta al v . 12 de « B e n a r é s » . E l f r a g m e n t o en S:

El sol salvaje

. . .ha de estrujar los muros


de colores borrachos

EF69 corrige:

El brusco sol
. . .escalará los muros.

L a v a r i a n t e que nos interesa es l a a d q u i s i c i ó n de escalar en vez


de estrujar. Este ú l t i m o v e r b o h a b í a c a í d o y a en « L a g u i t a r r a » ,
v . 3 1 , d u r a n t e l a r e v i s i ó n de L43, y escalar se h a l l a en u n a expre-
s i ó n , p a r e c i d a a l a de « B e n a r é s » en « A p u n t a m i e n t o de D a k a r » ,
v . 15, de Luna de enfrente ( " e l sol c o m o u n l a d r ó n escala los m u -
r o s " ) . Se p o d r í a suponer que el escalar de « B e n a r é s » d o c u m e n t a
u n a r e c u p e r a c i ó n de la c o m p o s i c i ó n de 1925; sin e m b a r g o , m e
parece m á s convincente u n a c o n j e t u r a m á s fácil: que la fuente de
esa i m a g e n se halle y a en FBA. E n « C i u d a d » , p o e m a antecedente
de « B e n a r é s » , si b i e n en p o s i c i ó n n o i n m e d i a t a m e n t e a n t e r i o r .
L o s versos que nos interesan son:

Colores impetuosos
escalan las atónitas fachadas

evocados de f o r m a v e r o s í m i l t a m b i é n p o r l a c e r c a n í a de los sintag-


mas " c o l o r e s i m p e t u o s o s " y " c o l o r e s b o r r a c h o s " . N o h a b r í a
n a d a p a r t i c u l a r m e n t e interesante en todo esto, si n o fuera p o r el
detalle de que « C i u d a d » no f o r m a parte de Fervor de Buenos Aires
desde L43, y p o r lo t a n t o se h a l l a presente exclusivamente en S.
520 TOMMASO SCARANO NRFH, XLI

Si es plausible u n lazo entre los dos f r a g m e n t o s , é s t e c o n s t i t u y e


u n a p r u e b a u l t e r i o r en apoyo de l a presencia de S d u r a n t e l a r e v i -
s i ó n de EF69, y constituye t a m b i é n el p r i m e r e j e m p l o d e l fenó-
m e n o d e l q u e m e dispongo a h a b l a r , el de los c o n d i c i o n a m i e n t o s
de l a r e e s c r i t u r a p o r p a r t e de l a relectura.

2. D E LA RELECTURA A LA REESCRITURA

E l c a m b i o del y a citado verso 6 de « E l t r u c o » , " u n a r i s u e ñ a g é n e -


sis" > " y una creación r i s u e ñ a " , ejemplifica u n tipo particu-
l a r de i n t e r f e r e n c i a capaz de e x p l i c a r modificaciones n o j u s t i f i c a -
bles n i p o r razones de a n a l o g í a c o n otras llevadas a cabo, n i p o r
razones de c o m p e n s a c i ó n en el i n t e r i o r del sistema de m o d i f i c a -
ciones, n i t a m p o c o p o r l a c o e t á n e a a c t i v i d a d de escritura.
E n los casos que siguen, l a r e l a c i ó n entre l a l e c c i ó n c a m b i a d a
y otros pasajes del c o n j u n t o sometido a r e v i s i ó n se presenta de
f o r m a m á s escondida; dichos pasajes parecen c o n s t i t u i r en efec-
t o , sea p o r n o haber r e c i b i d o correcciones, sea p o r q u e l a r e m a n i -
p u l a c i ó n afecta sólo a u n a p a r t e , elementos m á s c o n t r a r i o s q u e
favorables a l a h i p ó t e s i s de c o n e x i ó n que estamos sosteniendo. Y
sin e m b a r g o , estos v í n c u l o s c o n s t i t u y e n de hecho, en la c o m p l e j a
d i n á m i c a que caracteriza el proceso correctivo', f o r m a s , p o r m u y
p a r t i c u l a r e s que sean, de implicaciones. Si se tiene d e b i d a m e n t e e n
c u e n t a que l a p r a x i s de r e v i s i ó n c o m p o r t a , p o r su m i s m a n a t u r a -
leza, u n a a c t i t u d constantemente i n t e r r o g a t i v a , e n l a c u a l el re-
chazo y l a confirmación poseen el m i s m o g r a d o de p o t e n c i a l i d a d , n o
puede subestimarse l a e v e n t u a l i d a d de q u e , a d e m á s de m o d i f i c a -
ciones dependientes de — o d e t e r m i n a n t e s de— otras m o d i f i -
caciones, el proceso de r e v i s i ó n presente t a m b i é n correcciones
dependientes de — o d e t e r m i n a n t e s de ( p e r o estos son casos evi-
d e n t e m e n t e n o c o m p r o b a b l e s ) — reconfirmaciones llevadas a cabo
e n el m o m e n t o de l a r e l e c t u r a . T a l p o s i b i l i d a d se realiza o b v i a -
m e n t e c o n m á s frecuencia en el caso de revisiones en las cuales
l a o p e r a c i ó n c o r r e c t i v a se presenta de m a n e r a p a r t i c u l a r m e n t e
vistosa, ya que en é s t a s l a elección conservadora constituye u n a
respuesta a l a relectura n o menos " f u e r t e " que la e l e c c i ó n i n n o v a ¬
t i v a , y p o r t a n t o c o n u n a i n c i d e n c i a n o m e n o r en el i n t e r i o r de
l a r e d de relaciones que conectan las correcciones entre sí y c o n
elementos d e l m a c r o t e x t o .
L a m o d i f i c a c i ó n génesis > creación se debe, creo, a l a i n t e n -
c i ó n de e v i t a r u n a segunda a p a r i c i ó n d e l t é r m i n o , casi al l a d o d e l
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 521

v . 25 de « E l j a r d í n b o t á n i c o » : " q u e h u b o D i o s de sentir antes d e l


g é n e s i s " , en el cual Borges acaba de i n t e r v e n i r , c o r r i g i e n d o
" q u e sintió D i o s antes del g é n e s i s " . C o m o se puede ver, el reto-
que no afecta de m o d o p a r t i c u l a r al t é r m i n o génesis; sin e m b a r g o
el hecho m i s m o de que ese verso h a y a sido objeto de r e v i s i ó n ,
c o n v i e r t e en activos sus componentes d e n t r o del sistema al que
l a v a r i a n t e pertenece. D i c h o de o t r a m a n e r a , d u r a n t e la correc-
c i ó n de L43, Borges se ve o b l i g a d o a t o m a r en c o n s i d e r a c i ó n , a
b r e v e d i s t a n c i a u n o d e l o t r o (en S « E l j a r d í n b o t á n i c o » precede
p o r dos textos « E l t r u c o » ) dos versos en los cuales aparece, puesto
a d e m á s de relieve al final de verso, el m i s m o t é r m i n o génesis. D e
a h í el i m p u l s o de la c o r r e c c i ó n .
D e la m i s m a n a t u r a l e z a es la l ó g i c a c o n t e x t ú a ! que se h a l l a
e n l a base del paso, en « A t a r d e c e r e s » , v . 2 1 , de " r e z ó u n A v e m a -
r i a de c o l o r e s " a " f u e unos vanos c o l o r e s " . L a m o d i f i c a c i ó n e s t á
conectada, m e parece, con las que afectan, en el á m b i t o de l a
m i s m a r e v i s i ó n (L43), a dos casos de poemas antecedentes: « B e -
n a r é s » , v v . 3 0 - 3 1 , " l a voz del a l m u é d a n o / que ya r e z ó el disper-
so r o s a r i o de los a s t r o s " y « L a noche de San J u a n » , v v . 12-13 y
" l a soledad rezando / el disperso rosario de los a s t r o s " . D e las
tres i m á g e n e s , la r e v i s i ó n de L43 conserva sólo la del texto i n t e r -
m e d i o : cae todo el v . 31 de « B e n a r é s » , se m o d i f i c a el de « A t a r d e -
c e r e s » . E n m i o p i n i ó n , el responsable de ambas modificaciones
es « L a noche de San J u a n » , es decir, el ú n i c o caso en el que l a
i m a g e n se m a n t i e n e . L a h i p ó t e s i s puede parecer algo azarosa en
l o que se refiere a « B e n a r é s » , p o e m a que precede a « L a noche de
San J u a n » , pero m e parece incluso o b v i a p a r a el caso de « A t a r d e -
c e r e s » : l a v a r i a n t e es consecuente de la relectura y de la r e c o n f i r m a -
c i ó n del final de « L a noche de San J u a n » .
M á s sencillo es el proceso que ejemplifica el v . 13 de « C a l l e
d e s c o n o c i d a » : " T o d o —honesta m e d i a n í a de las casas a u s t e r a s " ,
que Borges c o r r i g e , en EF69, c o m o " T o d o — l a m e d i a n í a de las
casas" p a r a evitar la r e p e t i c i ó n de u n s i n t a g m a ya presente en
el a n t e r i o r « L a s c a l l e s » , que en el v . 9 h a b í a m a n t e n i d o " d o n d e
austeras casitas apenas se a v e n t u r a n " . Parecido a éste es el caso
d e l verso 11 de « J a c t a n c i a de q u i e t u d » (LE), " E l t i e m p o e s t á v i -
v i é n d o m e " , n o retocado j a m á s , y a cuya relectura hay que i m p u -
t a r con b u e n a p r o b a b i l i d a d la s u p r e s i ó n (en E64) del casi i d é n t i c o
" E l t i e m p o i r á v i v i é n d o m e " de « P a r a u n a calle del o e s t e » , v . 6
(LE).
Se p u e d e n citar otros dos cambios que afectan a « S á b a d o s » .
L a s u p r e s i ó n en E64 del v . 32, "se desangra el s i l e n c i o " , se debe
522 TOMMASO SCARANO NRFH, XLI

tal vez a l a relectura de u n verso de « L a noche de San J u a n » ,


p o e m a revisado t a m b i é n en 1964, y que conserva, en el v . 7 "se
desangra en a l t a [antes briosa] l l a m a r a d a " ; l a s u p r e s i ó n del verso
i n i c i a l de la c u a r t a estrofa, " S u a v e c o m o u n a rosa fue t u silen-
c i o " , l l e v a d a a cabo en L43, se debe c o n bastante p r o b a b i l i d a d
al hecho de que é s t e repite p o r tercera vez u n a i m a g e n ya presen-
te de f o r m a bastante s i m i l a r en otros dos versos de otras tantas
p o e s í a s i n m e d i a t a m e n t e precedentes: " S u a v e c o m o u n sauzal
e s t á l a n o c h e " , v . 3 de « L a noche de San J u a n » y " o l o r o s a c o m o
u n m a t e c u r a d o la n o c h e " , v . 1 de « C a m i n a t a » , textos a m b o s so-
m e t i d o s a r e v i s i ó n en 1 9 4 3 1 1 .
H a s t a a q u í todos los casos tratados e j e m p l i f i c a n consecuen-
cias de t i p o d e m o l e d o r : el efecto de la relectura sobre el proceso
de r e v i s i ó n consiste en el a b a n d o n o ( p o r s u s t i t u c i ó n o p o r supre-
s i ó n ) de l a v i e j a l e c c i ó n . U n a v a r i a n t e de E72 en « L a C h a c a r i t a »
de CSM p e r m i t e c o m p l e t a r el c u a d r o presentando u n caso de
c o n d i c i o n a m i e n t o p o r p a r t e de l a relectura sobre l a elección de
l a l e c c i ó n de n u e v o c u ñ o . E l v . 25 pasa de " y convencido de co-
r r u p t i b i l i d a d el s u b u r b i o " a, " y convencidas de m o r t a l i d a d las
o r i l l a s " , c o n u n uso t a r d í o de orilla con el significado de periferia.
U n a d e c i s i ó n que contrasta con l a e l i m i n a c i ó n general de los ar-
g e n t i n i s m o s puesta en m a r c h a a lo l a r g o del proceso de las r e v i -
siones, y que en m i o p i n i ó n puede p r o v e n i r sólo de l a relectura de
dos textos, a m b o s revisados en E72. Los pasajes en c u e s t i ó n per-
tenecen a « V e r s o s de c a t o r c e » ( v v . 9 y 21-22, LE): " y supe en
las orillas, d e l q u e r e r de u n a n o v i a " ( t r a n s f o r m a d o en " y supe
en las orillas, del q u e r e r , que es de t o d o s " ) y " Y o p r e s e n t í la en-
t r a ñ a de l a voz las orillas I p a l a b r a que en la t i e r r a p o n e lo audaz
d e l a g u a " (en E72: " e l azar del a g u a " ) , y a « E l e g í a de los p o r t o -
n e s » w . 53-54 (CSM): " y el cielo a m a n z a n a d o de tus orillas
g u a r d a / paz m e j o r que el del c a m p o " .
Las correcciones que afectan, en EF69, a los dos versos fina-
les de « E l t r u c o » i n d u c e n a f o r m u l a r , si b i e n con las debidas

1 1
E s p e c u l a r , pero i n v e r t i d a , es l a c o n t i n u a c i ó n de l a h i s t o r i a de este ú l t i -
mo v e r s o : fue vuelto a u t i l i z a r , c o n u n a l i g e r a v a r i a c i ó n , e n LE como verso
i n i c i a l de « E n villa A l v e a r » , "la n o c h e es olorosa c o m o u n m a t e c u r a d o / y
es v a g a n c i a en las calles y a v e n t u r a en los p e c h o s " , pero c u a n d o L43 suprime
esta p o e s í a , e n t r a en « V e r s o s de c a t o r c e » (v. 16) b a j o l a f o r m a de v a r i a n t e de
los versos " y a p u n t é l a p a t r i a d a q u e h a c e n los organitos / a m o l l a n d o gorrio-
nes a p u r o m o l e r de t a n g o s " , q u e se c o n v i e r t e n e n : " y el destino q u e acecha,
t á c i t o e n el c u c h i l l o , / y l a n o c h e olorosa c o m o u n m a t e c u r a d o " .
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 523

reservas, c o m o es o b v i o , u n a h i p ó t e s i s lo suficientemente sugesti-


v a c o m o p a r a detenernos algo m á s e n ella. L a n u e v a lección es:

hecho que resucita u n poco, m u y poco


a las generaciones de los mayores
que legaron al tiempo de Buenos Aires
los mismos versos y las mismas diabluras.

L a l e c c i ó n (de L43) revisada es:

Hecho que inmortaliza u n poco,


apenas,
a los compañeros muertos que callan.

C o m o es b i e n sabido, la b i b l i o g r a f í a b o r g e a n a registra o t r o
t e x t o t i t u l a d o « E l t r u c o » . Se t r a t a de u n f r a g m e n t o de Evaristo
Carriego (1930) que f o r m a parte de las Páginas complementarias del
capitulo cuarto. Este escrito fue p u b l i c a d o , c o n a n t e r i o r i d a d , e n las
c o l u m n a s del d i a r i o bonaerense La Prensa el 10 de enero de 1928,
y sucesivamente, como segundo ensayo de El idioma de los argenti-
nos editado en el m i s m o a ñ o . E n t r e el p o e m a de FBA y el t e x t o
e n prosa existen numerosas y precisas correspondencias que
a u t o r i z a n a considerar al ensayo c o m o u n a p r o s i f i c a c i ó n de l a
p o e s í a . A título de m e r o ejemplo citamos algunos fragmentos d e l
t e x t o de Evaristo Carriego i n d i c a n d o entre corchetes el n ú m e r o d e l
verso al que hacen referencia:

Cuarenta naipes quieren desplazar la vida [cf. v. 1]. . . u n as de


espadas que será omnipotente como don Manuel [cf. w . 14-15]. . .
Cuarenta naipes —amuletos de cartón pintado, mitología barata,
exorcismos— les bastan para conjurar el vivir c o m ú n [cf. vv. 1,2,
3, 11]. . . L a pública y urgente realidad en que estamos todos,
linda con su reunión y no pasa; el recinto de su mesa es otro país.
L o pueblan el envido y el quiero. . . el 7 de oros tintineando espe-
ranza [cf. vv. 4, 10-13, 17]. . . Todo jugador, en verdad, no hace
ya m á s que reincidir en bazas remotas [cf. w . 22-23] 1 2 .

1 2
C i t o de El idioma de los argentinos, G l e i z e r , B u e n o s A i r e s , 1928, pp. 29¬
34. L o s versos a los que se r e e n v í a son: " C u a r e n t a naipes h a n desplazado la
v i d a " (v. 1); " l a f u e r z a del as de espadas / c o m o d o n M a n u e l , o m n i p o t e n t e "
(w. 14-15); " A m u l e t o s de c a r t ó n p i n t a d o / c o n j u r a n e n placentero exorcis-
mo / . . . / el v i v i r c o m ú n se d e t i e n e " , " l a m a c i z a r e a l i d a d p r i m o r d i a l " , "A¬
d e n t r o h a y otro p a í s / las a v e n t u r a s del e n v i d o y del q u i e r o / . . . / y el siete de
oros t i n t i n e a n d o e s p e r a n z a " ( w . 4, 10-13, 17); " l o s j u g a d o r e s e n fervor pre-
524 TOMMASO SCARANO NRFH, XLI

Se t r a t a , c o m o se puede apreciar, de u n cotejo que d e m u e s t r a


a m p l i a m e n t e el estrecho parentezco de los dos textos. M a n u e l
F e r r e r lo trae a c o l a c i ó n c o m o a p o y o a su propuesta de r e t r o t r a e r
l a fecha del ensayo de La Prensa, que considera compuesto antes
de 1923 (fecha de p u b l i c a c i ó n de FBA) y c o n t e m p o r á n e o al texto
p o é t i c o , en su o p i n i ó n , " q u i n t a e s e n c i a del l i b r o Los naipes del
tahúr, que n o llegó a c o r p o r e i z a r s e " 1 3 . E l t e m a específico de estas
p á g i n a s no m e p e r m i t e d e m o r a r m e en u n p r o b l e m a ajeno a ellas;
e n c u e n t r o c o n todo bastante singular, a m é n de c o n t r a d i c t o r i o
respecto a las costumbres de Borges, l a d e c i s i ó n de m a n t e n e r iné-
d i t o d u r a n t e cinco a ñ o s u n texto p o r el que d e m u e s t r a u n afecto
especial, d a d o que lo rescata, al i n c l u i r l o en Evaristo Carriego, del
o l v i d o al que condena p o r el c o n t r a r i o todo el resto del v o l u m e n
El idioma de los argentinos. Habría que preguntarse, a d e m á s , c ó m o
es que Borges no lo i n t r o d u j o en Inquisiciones (1925) d o n d e sin
e m b a r g o a c o g i ó el f r a g m e n t o « B u e n o s A i r e s » , presentado decla-
r a d a m e n t e c o m o resumen de la r e c o p i l a c i ó n p o é t i c a FBA. E l ensa-
y o parece a d e m á s u n a p r o f u n d i z a c i ó n y u n a e x p l i c i t a c i ó n de las
reflexiones m e t a f í s i c a s a las que el j u e g o del t r u c o puede servir
de a r r a n q u e . E s t é n c o m o e s t é n las cosas, parece precisamente el
texto de Evaristo Carriego el responsable de la i n t e g r a c i ó n que en
1969 afecta al final del p o e m a . N o puede tratarse de u n a casuali-
d a d en efecto que los versos a ñ a d i d o s v la i m p o r t a n t e s u s t i t u c i ó n
de inmortaliza ^or resucita h a l l e n precisamente en el ensayo de
c u a r e n t a a ñ o s antes su correspondencia precisa. Destaco en cur-
siva los elementos del texto en los que parece hallarse el o r i g e n
de las variaciones:

Generaciones ya invisibles de criollos están como enterrados vivos en él:


son él podemos afirmar sin metáfora (p. 34).

El diálogo se entusiasma hasta el verso, m á s de una vez. El truco


sabe. . . versos para la exultación (p. 30).

Es u n mundo . . . inventado al fin por hechiceros de corralón y bru-


jos de barrio. . . inventivo y diabólico en su ambición (p. 33).

L a h i p ó t e s i s de que las correcciones h a y a n sido precedidas


p o r u n a relectura del texto en prosa puede parecer excesivamente

s e n t é / copian remotas b a z a s " (vv. 22-23).


1 3
C f . M A N U E L F E R R E R , Borges y la nada, T a m e s i s B o o k s , L o n d o n , 1971,
p. 17.
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L Í D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 525

difícil y artificiosa. L a considero sin e m b a r g o plausible, p o r q u e ,


a d e m á s de basarse en la evidencia del cotejo, responde p l e n a m e n -
te a las peculiares c a r a c t e r í s t i c a s de la r e v i s i ó n de 1969, la cual
n o se d i s t i n g u e solamente p o r la c a n t i d a d y p o r la calidad de las
m o d i f i c a c i o n e s , sino t a m b i é n p o r u n a l a b o r de c o n t r o l general de
la t r a y e c t o r i a t e x t u a l de c o n j u n t o de FBA. C o m o he i n t e n t a d o
d o c u m e n t a r , t o d a u n a serie de variantes de EF69 atestigua que
Borges e f e c t u ó las correcciones teniendo presente la e d i c i ó n
Serrantes, c o m o p a r a querer v a l o r a r , no ya sólo la lección con la
que cada texto p a r t i c u l a r se presentaba, sino t a m b i é n las fases
e x t r e m a s de su m e t a m o r f o s i s . C o m o sabemos la o p e r a c i ó n estuvo
lejos de ser m e r a m e n t e r e s t a u r a t i v a , y sin e m b a r g o la d e c i s i ó n de
c o r r e g i r las versiones ya varias veces m o d i f i c a d a s , r e c u p e r a n d o en
l a l e c t u r a la l e c c i ó n p o r a s í decirlo auténtica, p r u e b a que Borges
a s u m i ó u n a a c t i t u d de verificación respecto a la cual n o se puede
e x c l u i r que, al proceder a la c o r r e c c i ó n de « E l t r u c o » , solicitara
que le fuera r e l e í d o el a n t i g u o texto en prosa.

3. D E LA ESCRITURA A LA REESCRITURA, Y V U E L T A ATRÁS

A l t r a t a r , en el p r i m e r a p a r t a d o , de las causas de la s u p r e s i ó n del


v . 19 de « E l t r u c o » ( " q u e p o r declives patrios r e s b a l a n " ) , a d e l a n t é
í a h i p ó t e s i s de que p u d i e r a n rastrearse en las modificaciones
aportadas p o r EF69 a los v v . 4 - 6 de « C a l l e d e s c o n o c i d a » . H a lle-
gado el m o m e n t o de a ñ a d i r algo m á s en t o r n o a estos versos nuevos,
c u y o o r i g e n debe reconocerse — e n m i o p i n i ó n — en u n sistema
de i m á g e n e s que se fue f o r m a n d o en u n g r u p o de textos redacta-
dos en a ñ o s cercanos a la i n t r o d u c c i ó n de la v a r i a n t e . Releamos
los versos de « C a l l e d e s c o n o c i d a » en la lección o r i g i n a l y en la
final:

y l a v e n i d a de l a n o c h e se advierte
5 a n t e s c o m o a d v e n i m i e n t o de m ú s i c a esperada
que como enorme símbolo de nuestra primordial nadería

y l a v e n i d a de l a n o c h e se advierte
como una música esperada y antigua,
como un grato declive

y c o m p a r é m o s l o s con los siguientes pasajes t o m a d o s de textos de


El otro, el mismo y Elogio de la sombra:
526 TOMMASO SCARANO NRFH, XLI

sombra que olvida, atareados espejos que multiplican,


declives de la música, la más dócil de las formas del tiempo
( « M a t e o X X V , 30», vv. 12-13).

Por los íntimos dones que no enumero


por la música, misteriosa forma del tiempo
(«Otro poema de los dones», vv. 79-80).

El segundo crepúsculo.
Ese otro hábito del tiempo, la noche
(«Heráclito», vv. 8-9).

Por los vastos declives de la noche


que lindan con la aurora,
buscamos (lo recuerdo aún) las palabras
de la luna. . .
(«Invocación a j o y c e » , vv. 5-8).

Esta penumbra es lenta y no duele;


fluye por u n manso declive
y se parece a la eternidad
(«Elogio de la sombra», vv. 17-19).

L a c l a r i d a d de los fragmentos m e e x i m e de ulteriores c o m e n -


tarios. Se t r a t a de u n v e r d a d e r o c o á g u l o s e m á n t i c o , de u n a r e d
que conecta c o n los m o t i v o s de la m ú s i c a y de la noche ( i n c l u y e n -
do la m e t a f ó r i c a de la ceguera) el t e m a del t i e m p o , y c o n los tres,
l a i m a g e n del declive. L a c o m p a r a c i ó n noche = declive i n t r o d u c i d a
en l a n u e v a lección repite la i m a g e n m e t a f ó r i c a de « I n v o c a c i ó n
a j o y c e » ( " d e c l i v e s de la n o c h e " ) , pero es a s i m i s m o u n a cita, a
t r a v é s de la a n a l o g í a noche = música de los v v . 4-5, de los " d e c l i -
ves de la m ú s i c a " de « M a t e o X X V , 3 0 » ; el " g r a t o d e c l i v e " es
u n s i n t a g m a s e m á n t i c a y f o n é t i c a m e n t e m u y cercano al " m a n s o
d e c l i v e " de « E l o g i o de las s o m b r a » . E n fin, l a i n c o r p o r a c i ó n de
antiguo referido a música traduce la c o n e x i ó n , recurrente en los pa-
sajes citados, entre noche, música, y t e m a del t i e m p o . Las variacio-
nes del f r a g m e n t o e x a m i n a d o son, p o r lo t a n t o , activas p o r u n
l a d o , en c u a n t o determinan u n a m o d i f i c a c i ó n en « E l t r u c o » (re-
c u e r d o entre p a r é n t e s i s que « E l t r u c o » se s i t ú a dos textos d e s p u é s
de « C a l l e d e s c o n o c i d a » ) , y pasivas p o r o t r o , es decir, condiciona-
das p o r poemas redactados en é p o c a s m á s o menos cercanas a l a
de la r e v i s i ó n .
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 527

U n a d i n á m i c a m u y s i m i l a r a é s t a es l a q u e presenta u n frag-
m e n t o de « L a R e c o l e t a » . EF69 c o r r i g e los v v . 4-5, que en S e r a n :

nos demoramos en las veredas


que apartan los panteones enfilados

y que a h o r a q u e d a n de l a siguiente m a n e r a :

nos demoramos y bajamos la voz


entre las lentas filas de panteones.

L a c o r r e c c i ó n h a l l a u n a precisa referencia en el c o e t á n e o
c a m b i o d e l v . 41 de « B e n a r é s » que sustituye " c o n arrabales y
c u a r t e l e s " p o r " c o n hospitales y cuarteles / y lentas a l a m e d a s " ,
y m e parece i n d u d a b l e que l a n u e v a l e c c i ó n cita l a de « L a Recole-
t a » . P e r o t a l vez ambas, y e n m o d o especial esta ú l t i m a , recuerden
algunos versos del « P o e m a de los d o n e s » ( v v . 29-32, H):

A l errar por las lentas galerías


suelo sentir con vago horror sagrado
que soy el otro, el muerto, que h a b r á dado
los mismos pasos en los mismos días.

P e r o t a m b i é n en este caso podemos r e m i t i r n o s a t o d o u n sistema:

Y a no compartirás la clara luna


n i los lentos jardines
(«1964», v v . 2-3, OM).

Las lentas hojas vuelve u n niño y grave


sueña con vagas cosas que no sabe
(«Lectores», v v . 13-14, OM).

Lento en la lenta sombra labrarías


metáforas de espadas en los mares
(«A u n poeta sajón», vv. 5-6, O M ) 1 4 .

1 4
D e l m i s m o p a r e c e r es M I C H E L L A F O N e n su i m p o r t a n t e e n s a y o Borges
ou la réécriture, S e u i l , P a r i s , 1991: " l a prosification q u i d u p o è m e i n i t i a l con-
duisit a u texte e n prose se trouve c o m p l é t é e p a r u n e versification — c e r t e s fort
partielle— conduisant du texte e n p r o s e à l a v e r s i o n (presque) finale du
p o è m e " , p. 186.
528 TOMMASO SCARANO NRFH, X L I

U n sistema que c o n t i n ú a activo d e s p u é s de 1969, y p r o d u c e


el " l e n t o d i c c i o n a r i o " de « A I s l a n d i a » , v . 21 (OT) y " l a s lentas
g r a d a s " de « S u s a n a B o m b a l » , v . 8 (OT).
Pero veamos u n caso m á s r i c o , c o m o es el de « F i n a l de a ñ o » ,
en el q u e la i n f l u e n c i a de l a e s c r i t u r a e n l a reescritura c o n l l e v a
u n a r t i c u l a d o c o n j u n t o de sustituciones. E n la l e c c i ó n de S el
texto es el siguiente:

N i la minucia guarismal de reemplazar u n tres por u n dos


n i e s a metáfora baldía
que convoca u n año agonizante y otro que surge
n i el cumplimiento de u n enrevesado plazo astronómico
5 s o c a v a n c o n cataclismos d e badajados y gritos
la altiplanicie d e la media noche serena '
y e n agorería fantástica
nos hacen aguardar las doce campanadas oscuras.
L a causa verdadera
10 es la sospecha universal y borrosa
de las metafísicas posibilidades del T i e m p o ,
es el azoramiento ante el milagro
de que a despecho de alternativas tan infinitas
pueda persistir algo en nosotros
15 inmóvil.

L a o p e r a c i ó n m á s vistosa afecta en 1969 a los versos 9-15, o


sea a l a ú l t i m a frase de las dos de las que el p o e m a se c o m p o n e .
E l f r a g m e n t o se presentaba, en el m o m e n t o de l a r e v i s i ó n , de l a
siguiente f o r m a , resultado de los sucesivos cambios de L43, E54,
E58:

L a causa verdadera
es la sospecha universal y borrosa
del enigma del T i e m p o ;
es el asombro ante el milagro
de que a despecho de azares infinitos
perdure algo en nosotros:
inmóvil.

Las correcciones de EF69 son m í n i m a s : " u n i v e r s a l y b o r r o -


s a " pasa a " g e n e r a l y b o r r o s a " , " a z a r e s i n f i n i t o s " a " i n f i n i t o s
a z a r e s " ; pero tres versos a ñ a d i d o s (dos tras el verso 13 y u n o
c o m o c o n c l u s i ó n ) m o d i f i c a n vistosamente el final de l a p o e s í a
que se c o n v i e r t e e n :
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 529

de que a d e s p e c h o de infinitos azares,


de que a d e s p e c h o de que somos
las gotas del r í o de Heráclito
p e r d u r e algo en nosotros:
inmóvil,
algo que no encontró lo que buscaba.

Las modificaciones aparecen a n ó m a l a s respecto a la c o s t u m -


b r e , casi n u n c a c o n t r a d i c h a , de r e d u c i r las estructuras m o r f o s i n -
t á c t i c a s a c u m u l a t i v a s ; pero m á s sorprendentes a ú n aparecen el
lenguaje y el sentido de las integraciones. I n t e n t a r e m o s d e s c u b r i r
a q u é instancias r e s p o n d e n , c o m e n z a n d o p o r los p r i m e r o s dos
versos n u e v o s , c u y a fuente m e parece u n g r u p o de textos c o m -
puestos en los a ñ o s sesenta y p a r t i c u l a r m e n t e coherentes entre sí.
L o s p r i m e r o s entre todos son « E l reloj de a r e n a » y « A r t e p o é t i c a »
(H). Este ú l t i m o es t a l vez el texto en el que de f o r m a m á s explíci-
t a Borges p o n e en r e l a c i ó n la t e m á t i c a del t i e m p o con la p a l a b r a
p o é t i c a , c u y a f u n c i ó n es la de captar la sustancial i d e n t i d a d entre
el c o n t i n u o f l u i r en a p a r i e n c i a d o m i n a d o p o r el azar y caracteri-
zado p o r la m u l t i p l i c i d a d y p o r la fugacidad de las cosas, y la per-
m a n e n c i a e t e r n a de é s t a s en u n a trama que g a r a n t i z a su u n i d a d .
I n c o n t e n i b l e m u t a c i ó n e i n m u t a b l e p e r m a n e n c i a son los dos
opuestos que e n i g m á t i c a m e n t e el t i e m p o a r m o n i z a . « F i n a l de
a ñ o » es q u i z á s el p r i m e r texto en el q u e , a ú n en e m b r i ó n , se nos
c o m u n i c a el estupor cognoscitivo de t a l i n t u i c i ó n . N o nos debe
p o r lo t a n t o s o r p r e n d e r el hecho de que, a u n q u e t r a n s f o r m a d o
tras l a r e d a c c i ó n de los textos m e n c i o n a d o s , r e s u m a i m á g e n e s y
conceptos de t o d o ello.
L a i m a g e n d e l río c o m o s í m b o l o del t i e m p o y la referencia a
H e r á c l i t o y a su pánta rhei, aparecen p o r vez p r i m e r a en « E l reloj
de a r e n a » , v v . 3-4 (H) ( " e l agua de a q u e l río / en que H e r á c l i t o
v i o n u e s t r a l o c u r a " ) , d e s p u é s en la c o n o c i d í s i m a « A r t e p o é t i c a »
(baste pensar en los cuartetos i n i c i a l y final) y en « A q u i e n e s t á
l e y é n d o m e » , v v . 3-6 (OM, 1966) ( " ¿ N o es acaso / t u irreversible
t i e m p o el de a q u e l río / en c u y o espejo H e r á c l i t o v i o el s í m b o l o
/ de su f u g a c i d a d ? " ) . E n los veinte a ñ o s sucesivos a este t e x t o ,
a p a r e c e r á n u n a decena de referencias m á s al filósofo griego; y a
m u c h a s m á s numerosas apariciones e s t a r á destinado el río, s í m -
b o l o d e l fluir del t i e m p o y de la v i d a (alrededor de veinte veces
entre « E l reloj de a r e n a » y la fecha de las correcciones de las que
nos o c u p a m o s , y otras tantas en el resto de la p r o d u c c i ó n ) . Es p o r
lo t a n t o en el decenio 1959-1969 c u a n d o q u e d a d e f i n i d o el sistema
530 TOMMASO SCARANO NRFH, XLI

de i m á g e n e s q u e s e r v i r á de output a « F i n a l de a ñ o » ; y es i n t e -
resante observar su e s t r u c t u r a e n u n a decena de textos, desde
« A u n p o e t a m e n o r de l a a n t o l o g í a » hasta « H e r á c l i t o » y « R u -
baiyat»15.
R e l a c i o n a d o plausiblemente c o n l a i n t r o d u c c i ó n de nuevos
versos p u e d e considerarse t a m b i é n el c a m b i o d e l v . 8 de " n o s
hacen a g u a r d a r las doce c a m p a n a d a s o s c u r a s " a " y nos o b l i g a n
a esperar las doce irreparables c a m p a n a d a s " . Irreparables supone
en efecto, e n l a m i s m a d i r e c c i ó n de a q u é l l o s , u n a e n f a t i z a c i ó n d e l
c a r á c t e r f a t a l m e n t e irreversible d e l t r a n s c u r r i r t e m p o r a l . A h o r a
b i e n , n o parece irrelevante el hecho de q u e l a m a r c a de l a i r r e p a -
r a b i l i d a d , p r o p i a del proceder i n c o n t e n i b l e del t i e m p o , de l a v i d a
y de la h i s t o r i a , se exprese c o n los afines irreversible, irrevocable, i n -
t e r m i n a b l e e n algunos de los textos que f o r m a n el sistema s e ñ a l a -
d o : m e refiero en concreto a « E l reloj de a r e n a » ( " e l curso
irrevocable I d e l agua q u e prosigue su c a m i n o " , v v . 7-8), « A q u i e n
e s t á l e y é n d o m e » ( " ¿ N o es acaso / t u irreversible t i e m p o el de a q u e l
r í o " , v v . 3-4), « A r t e p o é t i c a » ( " H e r á c l i t o inconstante, q u e es el
m i s m o / y es o t r o , c o m o el r í o interminable", v v . 27-28), « P o e m a
d e l c u a r t o e l e m e n t o » ( " e l t i e m p o irreversible q u e nos hiere y q u e

1 5
U n p r i m e r l e j a n o precedente se h a l l a e n « A u n poeta m e n o r de l a a n -
t o l o g í a » (OM, 1954) ( " e l río n u m e r a b l e de los a ñ o s " , v. 4 ) , siguen después
« E l v i r a de A l v e a r » (H) ( " e l errante r í o del t i e m p o / r í o y l a b e r i n t o " , v v . 16¬
17), « O d a c o m p u e s t a e n 1 9 6 0 » (H) ( " E l c l a r o a z a r o las secretas leyes / q u e
r i g e n este s u e ñ o , m i destino, / q u i e r e n . . . / q u e y o , l a gota, h a b l e contigo,
el r í o , / q u e y o , el instante, hable contigo, el t i e m p o " , v v . 1-7), « P a r í s 1856»
(OM, 1966) ( " E n r i q u e H e i n e p i e n s a e n a q u e l r í o , / el t i e m p o , q u e lo a l e j a
lentamente", v v . 5-6), « A l v i n o » (OM, 1966) ( " J u n t o a a q u e l otro r í o de
n o c h e s y de d í a s / c o r r e el t u y o q u e a c l a m a n a m i g o s y a l e g r í a s " , v v . 7-8),
« S o n e t o del v i n o » (OM, 1966) ( " E l v i n o / fluye rojo a lo largo de las genera-
ciones / c o m o el r í o del t i e m p o " , v v . 5-7), « H e r á c l i t o » (ES, 1968) ("¿Qué
t r a m a es é s t a / del s e r á , del es y del fue? / ¿ Q u é r í o es é s t e / p o r el c u a l c o r r e
el G a n g e s ? / . . . / E l r í o m e a r r e b a t a y soy ese r í o " v v . 14-23), « J a m e s J o y c e »
(ES) ( " D i o s p r e f i j ó los d í a s y a g o n í a s / h a s t a a q u e l otro e n q u e el u b i c u o r í o /
del t i e m p o t e r r e n a l torne a su f u e n t e " , w . 4-6), « R u b a i y a t » (ES) ("Torne a
a f i r m a r q u e el fuego es l a c e n i z a / l a c a r n e el p o l v o , el r í o l a h u i d i z a / i m a g e n
de tu v i d a y de m i v i d a / q u e l e n t a m e n t e se nos v a de p r i s a . " , w . 5-8). C o n
este m i s m o sistema, a s í c o m o c o n los versos de « F i n a l de a ñ o » examinados,
h a y q u e r e l a c i o n a r l a c o r r e c c i ó n , t a m b i é n de EF69, de los v v . 14-15 de « B e n a -
r é s » , q u e de " y [el sol h a de] colgar de los h o m b r o s e s c u r r i d i z o s / m o c h i l a s
de c a l o r " n a s a n a " v leí s o l í r e s n l a n d e c e r á e n u n r í o s a e r a d o " r e c u e r d o cier-
to de los versos citados del reciente « H e r á c l i t o » y tal v e z t a m b i é n del m á s leja-
n o « P o e m a del c u a r t o e l e m e n t o » (OM 1944V " v t u f u e a se l l a m a el E u f r a t e s
o el G a n g e s . / ( A f i r m a n q u e es s a g r a d a el a g u a del p o s t r e r o ) " , v v . 24-25.
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L 1 D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 531

h u y e " , v . 15), y a d e m á s en la prosa p o é t i c a « M a y o 20, 1 9 2 8 »


( " p a r a que el p o r v e n i r sea t a n irrevocable c o m o el p a s a d o " ) . P e r o
los confines de l a r e d se e x t i e n d e n a ú n m á s ; u t i l i z a d o p o r vez p r i -
m e r a — a l m e n o s en p o e s í a — en l a c o r r e c c i ó n de 1969 del v . 8
de « F i n a l de a ñ o » , irreparable v o l v e r á a c o n n o t a r el t e m a del t i e m -
po en « E l e g í a » , v . 6 ( C ) : " e l río i r r e p a r a b l e de los a ñ o s " , verso
que r e t o m a el a n t i g u o " r í o n u m e r a b l e de los a ñ o s " de « A u n
poeta m e n o r de l a a n t o l o g í a » y a r e c o r d a d o .
C o n e c t a d a , a t r a v é s de dos de los textos citados, con el siste-
m a descrito, se nos aparece, si n o la m o t i v a c i ó n , d e b i d a a razo-
nes de o r d e n f ó n i c o , sí la d e c i s i ó n de sustituir plazo astronómico p o r
proceso astronómico. Los v v . 2-4 e r a n , en la lección de L43:

n i esa metáfora baldía


que convoca un año a g o n i z a n t e y otro que surge
n i el c u m p l i m i e n t o de un intrincado plazo astronómico

EF69 corrige " a ñ o a g o n i z a n t e " en " l a p s o que m u e r e " y " p l a -


z o " en " p r o c e s o " . L a p r i m e r a de las dos correcciones encuen-
t r a , creo, su r a z ó n de ser en la m a y o r coherencia del g e n é r i c o
lapso c o n lo expresado en el verso de a p e r t u r a ( c o n v e r t i d o en L43
en " N i el p o r m e n o r s i m b ó l i c o / de r e e m p l a z a r u n tres p o r u n
d o s " ) , concepto que reduce a detalle precisamente l a o p e r a c i ó n de
c o m p u t a r el t i e m p o en medidas precisas. L a segunda es sin d u d a
u n a consecuencia de la p r i m e r a : lapso i m p o n e la s u s t i t u c i ó n de
plazo que traspone c o m o a n a g r a m a sus fonemas. P e r o la e l e c c i ó n
del sustituto proceso (desarrollo de las fases sucesivas de un fenómeno) n o
es casual: t a n t o en « H e r á c l i t o » c o m o en « R u b a i y a t » , Borges se
h a b í a i n t e r r o g a d o en efecto sobre la n a t u r a l e z a y el sentido de l a
trama que el proceso t e m p o r a l d e t e r m i n a : " ¿ Q u é t r a m a es é s t a
/ del s e r á , del es y del fue? / ¿ Q u é río es éste / p o r el c u a l c o r r e
el G a n g e s ? " ( v v . 14-17).
Es éste el sentido t a m b i é n de u n f r a g m e n t o del m á s reciente
« 1 9 8 2 » (Con), en el que se lee (segundo p á r r a f o ) : " E s u n a p a r t e
í n f i m a de l a t r a m a que l l a m a m o s la h i s t o r i a u n i v e r s a l o el proce-
so c ó s m i c o " .
Y llegamos, p a r a c o n c l u i r con « F i n a l de a ñ o » , al a ñ a d i d o , en
1977, d e l verso conclusivo " a l g o que n o e n c o n t r ó lo que busca-
b a " . E l v e r s o , u n a suerte de glosa de t o d o el d i s c u r s o , i n t r o d u c e
el concepto de fracaso, expresado a t r a v é s de la o p o s i c i ó n bus-
car/encontrar. E l " r u i d o " se hace m á s evidente si se considera que
el verso a ñ a d i d o r o m p e la coherencia t e m p o r a l del texto — e n t e -
532 TOMMASO SCARANO NRFH, XLI

r a m e n t e en presente— m e t i e n d o en c a m p o dos pasados. L a pers-


pectiva de la que p r o v i e n e n estos dos verbos n o es la que sostie-
n e n los presentes. E l final del a ñ o del que se h a b l a es el de 1922;
Borges es u n j o v e n de poco m á s de veinte a ñ o s ; el verso final
tiene todo el aspecto de u n balance conclusivo del Borges casi oc-
togenario.
' Contaminaciones del presente al que se refieren los textos de FBA,
p o r p a r t e de u n " f u t u r o " y a pasado, no son raras en la h i s t o r i a
de la reescritura borgeana. A la ya c o m e n t a d a c o n c l u s i ó n de
Arrabal, se p u e d e n a ñ a d i r otros casos. P o r e j e m p l o la significativa
m o d i f i c a c i ó n (EF69) del v . 4 de « B e n a r é s » , que de " q u e m i s p i -
sadas no c o n o c e n " , verso c o m p l e t a m e n t e inserto en el t e m a ,
m u y recurrente en la p o e s í a de los a ñ o s veinte, de la vagancia,
pasa a " q u e n o h a n visto mis o j o s " , m á s adherente al t e m a de
l a ceguera; o ( c e r c a n í s i m o s al sentido del verso conclusivo de « F i -
n a l de a ñ o » ) , los versos de n u e v o c u ñ o " C a m p o s de m i c a m i n o ,
firmamento / que estoy v i e n d o y p e r d i e n d o " , que en EF69 susti-
t u y e n en « D e s p e d i d a » los o r i g i n a r i o s " C a m p o s desalentados,
p o b r e cielo / h u m i l l a d o en la h o n d u r a de los charcos / c o m o á n g e l
c a í d o " (vv 9 - 1 I V o p o r ú l t i m o la reescritura en E72 de " v c a n t é
l a m o r o s a g u s t a c i ó n de esa g l o r i a " c o m o " y c a n t é la aceptada
c o s t u m b r e de estar s o l o " ( v v . 9-10).
O t r a interesante m u e s t r a de u n c o n j u n t o de i m p l i c a c i o n e s
e s t á f o r m a d a p o r dos segmentos de « L a R e c o l e t a » . V e a m o s el
p r i m e r o , los v v . 10-11 pasan de:

Hermosa es la serena decisión de las tumbas,


su arquitectura sin rodeos
a:
Hermosa es la serenidad de las tumbas,
la conjunción del mármol y de la flor

en L43, y en EF69 a:

Bellos son los sepulcros,


el desnudo latín y las trabadas fechas fatales,
la conjunción del m á r m o l y de la flor.

Las modificaciones del v . 10 r e s p o n d e n a u n i n t e n t o de con-


c i s i ó n y de síntesis expresiva; m á s c o m p l e j a es p o r el c o n t r a r i o
l a c u e s t i ó n que afecta a las dos variantes del v . 1 1 . L a g é n e s i s de
l a l e c c i ó n de L43 se h a l l a , en m i o p i n i ó n , en el sistema de r e d -
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A O Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 533

procas conexiones que afectan al texto de Fervor y a las dos c o m -


posiciones « M u e r t e s de Buenos A i r e s » ( « L a C h a c a r i t a » y « L a R e-
c o l e t a » ) de CSM. Si el p r i m e r o de é s t o s , p o r p o n e r sólo u n
e j e m p l o , es u n a cita del incipit del texto de 1923 " c o n v e n c i d o s de
c a d u c i d a d " v a r i á n d o l o apenas en " c o n v e n c i d o de c o r r u p t i b i l i -
d a d " ( v . 25, m á s t a r d e " C o n v e n c i d a s de m o r t a l i d a d " ) , y recoge
" c a d u c i d a d " ( t é r m i n o c u y a a p a r i c i ó n n o se registra m á s que en
estos dos casos) en el v . 56: " h e o í d o t u p a l a b r a de c a d u c i d a d y
e n ella n o c r e o " , l a l e c c i ó n de L43 del v . 11 atestigua u n r e c o r r i -
d o en d i r e c c i ó n opuesta, de i n f l u e n c i a p o r p a r t e de « L a R e c o l e t a »
de CSM sobre l a de FBA. L a v a r i a n t e en efecto cita la r e l a c i ó n
e n t r e muerte y flor, o r i g i n a r i a de la c o m p o s i c i ó n de CSM:

. . .las livianas flores que son tu c o m e n t a r i o piadoso

flores izadas a c o n m e m o r a c i ó n e n tus mausoleos

S i e m p r e las flores vigilaron la muerte,

p o r q u e s i e m p r e los hombres incomprensiblemente supimos


que su existir dorrmdo y gracioso
es el que mejor puede a c o m p a ñ a r a los que murieron
sin ofenderlos con s o b e r b i a de vida,
sin ser más v i d a que ellos (vv. 24-35)"*.

L o s versos de « M u e r t e s de Buenos A i r e s » parecen t a m b i é n


estar c o m p r o m e t i d o s , si b i e n de f o r m a m a r g i n a l , en la i n t r o d u c -
c i ó n de " e l desnudo latín y las trabadas fechas f a t a l e s " , r e m e m o -
r a c i ó n , al menos p a r c i a l , de " l a m u e r t e . . . se d i s m i n u y e a fechas
y n o m b r e s , muertes de la p a l a b r a " de « L a C h a c a r i t a » , v v . 47¬
49, que a su vez r e e s c r i b í a " l o s n o m b r e s de l u g a r y las fechas:
fraudes de la p a l a b r a " de « I s i d o r o A c e v e d o » , v v . 2-3 (CSM).
P e r o en la g é n e s i s de este verso concurre en p r i m e r l u g a r " e l
á r i d o l a t í n " que concluye la existencia de E m a n u e l S w e d e n b o r g
y la p o e s í a (de 1966) a él dedicada (OM), y, de m o d o e s p e c í f i c o ,
« A q u i e n e s t á l e y é n d o m e » (OM, 1966) , cuyos v v . 6-8 rezan a s í :

1 6
Con la r e e s c r i t u r a ,del v. 11 parece estar r e l a c i o n a d a t a m b i é n la más
t a r d í a del v. 18, en el que el t é r m i n o que i n d i c a l a p i e d r a sepulcral (losas p r i -
m e r o , bóvedas d e s p u é s ) , o b i e n el s í m b o l o grave de l a m u e r t e , es sustituido por
otro, m á s liviano, de l a hiedra que esa p i e d r a r e c u b r e : " V i b r a n t e en las e s p a d a s
y e n l a p a s i ó n / y d o r m i d a en l a h i e d r a , / s ó l o l a v i d a e x i s t e " .
534 T O M M A S O SGARANO NRFH, XLI

. . .Te espera el m á r m o l
que no leerás. En él ya están escritos
la fecha, la ciudad y el epitafio.

Este ú l t i m o t e x t o posee, e n la h i s t o r i a de las revisiones de « L a R e -


c o l e t a » , u n a i m p o r t a n c i a m u y especial; su i n f l u e n c i a en la r e v i -
s i ó n de 1969 n o se l i m i t a en efecto a l a v a r i a n t e apenas a n a l i z a d a ,
sino que afecta a otras modificaciones relacionadas c o n u n c o m -
p l e j o sistema de implicaciones intertextuales. M e refiero a l a ope-
r a c i ó n que en EF69 afecta, p r i m e r o al v . 3, que se t r a n s f o r m a e n
< ' p o r tantas nobles c e r t i d u m b r e s d e l p o l v o ' ' , v a r i a n t e de la l e c c i ó n
de L43 " i r r e a l i z a d o s p o r t a n t a c e r t i d u m b r e de a n u l a c i ó n " , y des-
p u é s al verso conclusivo que pasa de " e n el l u g a r en que h a n de
e n t e r r a r m e " ( l e c c i ó n de E58) a " e n el l u g a r de m i c e n i z a " .
Las modificaciones e s t á n sin d u d a conectadas entre sí y la i m -
p o r t a n c i a de su efecto en el c o n j u n t o del p o e m a n o es despre-
ciable: la m á s lexicalizada y t r e m e n d a de las m e t o n i m i a s de l a
c a d u c i d a d y de l a d i s o l u c i ó n del h o m b r e , m a r c a , en el incipit y e n
el explicit, u n a p o e s í a sobre la m u e r t e . P e r o t o d a v í a m á s i m p o r -
t a n t e es l a g é n e s i s de estos dos c a m b i o s , que parece hallarse e n
u n g r u p o de textos bastante reciente, y en esa suerte de n ú c l e o
g e r m i n a t i v o que es precisamente « A q u i e n e s t á l e y é n d o m e » . U n a
i n d a g a c i ó n en el l é x i c o p r o p o r c i o n a u n p r i m e r d a t o de i n t e r é s : n i
polvo n i ceniza, en el significado translaticio que nos interesa, se
r e g i s t r a n j a m á s en FBA o en las dos recopilaciones sucesivas. L a
imagen por lo tanto no parece propia del uso léxico borgeano de
estos a ñ o s . H a y que esperar hasta finales de los a ñ o s c i n c u e n t a
p a r a que polvo registre sus p r i m e r a s apariciones en « B a l t a s a r G r a -
c i á n » (OM, 1958, " e l p o l v o que ayer fue su figura", v . 23), « U n a
llave en S a l ó n i c a » (OM, 1958, " H o y que su p u e r t a es p o l v o " , v . 9),
« E l t a n g o » (OM, 1958, " h e c h o de p o l v o y t i e m p o , el h o m b r e " ,
v . 55), casi de m a n e r a c o n t e m p o r á n e a a ceniza, que se e n c u e n t r a
p o r p r i m e r a vez en « A u n poeta m e n o r de la a n t o l o g í a » (OM,
1954, " ¿ y h a b r á suerte m e j o r que la ceniza / de que e s t á hecho
el o l v i d o ? " , v v . 13-14), e i n m e d i t a m e n t e d e s p u é s , j u n t o a polvo, e n
el y a citado « E l t a n g o » ( " l a ceniza que los g u a r d a e n t e r o s " , v . 30).
E n l a p o e s í a del decenio sucesivo — H, OM, ES— la presencia de
los dos t é r m i n o s se hace casi obsesiva y afecta a q u i n c e t e x t o s 1 7 .

17
Polvo a p a r e c e e n « J u a n I , 1 4 » (OM, 1964, "los l i n a j e s que e n p o l v o se
d e s h a c e n " , v. 10), « A u n poeta s a j ó n » (OM, 1964, " T ú c u y a c a r n e , h o y disper-
s i ó n y p o l v o " , v. 1), « E l a l q u i m i s t a » (OM, 1966, " l o convierte / e n polvo, e n n a -
die, e n n a d a y e n o l v i d o " , v v . 2 3 - 2 4 ) , « E l reloj de a r e n a » (H, " d e l p o l v o , del
NRFH, X L I I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 535

E l c o n j u n t o de estos c a m b i o s c o n s t i t u y e , creo, el contexto a l


que h a y q u e r e f e r i r las correcciones aportadas a los v v . 3 y 38 d e
« L a R e c o l e t a » . Y m e parece incluso posible i d e n t i f i c a r e n los ver-
sos iniciales de « A q u i e n e s t á l e y é n d o m e » el n ú c l e o c e n t r a l de este
denso sistema de i m p l i c a c i o n e s intertextuales.

Eres invulnerable. ¿ N o te han dado


los números que rigen t u destino
certidumbre de polvo?

Estos versos reescriben e n efecto el concepto expresado e n el a n t i -


guo v . 3 de « L a R e c o l e t a » (pero n o se o l v i d e el hecho de q u e esta
p o e s í a h a b í a sido y a revisada y m o d i f i c a d a e n 1964) en u n a lec-
c i ó n destinada, p o r d e c i r l o de a l g u n a m a n e r a , a ser r e s t i t u i d a a l
t e x t o o r i g i n a l , e n o c a s i ó n de l a r e v i s i ó n de EF69m.
Este ú l t i m o caso t i e n d e y a a sobrepasar el á m b i t o de l a i n -
f l u e n c i a de l a escritura sobre l a reescritura, y postula u n a i n v e s t i -
g a c i ó n s u p l e m e n t a r i a q u e v e r i f i q u e si esta opera prima, de l a q u e
Borges n o se llega a desprender de hecho n u n c a y c u y a gestación se
e n r e d a c o n el resto de su p r o d u c c i ó n , n o sirve t a m b i é n a su vez

a z a r y d e l a n a d a " v . 2 0 ) , « A l g u i e n . » (OM, 1966, " e n l a m u e r t e p a r a s i e m p r e


seremos / c u a n d o el polvo sea p o l v o " , v v . 2 9 - 3 0 ) . Ceniza se r a s t r e a e n « S o n e t o
del v i n o » (OM, 1966, " v e r m i p r o p i a h i s t o r i a / c o m o si é s t a y a fuera c e n i z a
e n l a m e m o r i a . " , w . 13-14), « E w i g k e i t » (OM, 1964, " T o r n e a c a n t a r l a p á l i d a
c e n i z a , / los fastos de l a m u e r t e " , v v . 5-6), « O d a escrita e n 1 9 6 6 » (OM, 1966,
" l o s q u e p r o d i g a r o n su b é l i c a c e n i z a / p o r los c a m p o s de A m é r i c a " , v v . 5 - 6 ) ,
« J u n í n » (OM, 1967, " ¿ M e oyes, / s o m b r a o c e n i z a ú l t i m a " , v v . 6-7), «Los
g a u c h o s » (ES, " S u c e n i z a e s t á p e r d i d a e n r e m o t a s regiones del c o n t i n e n t e " ,
v . 18), « D o s v e r s i o n e s de Ritter, Tod und Teufeh (ES, " Y o s e r é l a c e n i z a y l a ti-
n i e b l a " I I , v. 16). E n el m i s m o contexto las dos p a l a b r a s a p a r e c e n , a d e m á s d e
e n « E l t a n g o » e n « A u n a e s p a d a e n Y o r k M i n s t e r » (OM, 1966, " e l h o m b r e fuer-
te, / h o y p o l v o " , w . 1-2; " S o y u n instante / y el instante c e n i z a " , w . 12-13) y
« R u b a i y a t » (ES, " T o r n e a a f i r m a r que el fuego es l a c e n i z a , / l a c a r n e el pol-
vo", v v . 5-6). R e f e r i b l e a este m i s m o c u a d r o es p o r fin l a v a r i a n t e de E64 en
el v . 9 de « I n s c r i p c i ó n s e p u l c r a l » , q u e p a s a de " H o y es o r i l l a de t a n t a g l o r i a
el o l v i d o " a " H o y es u n poco de c e n i z a y de g l o r i a " .
1 8
S e ñ a l o m a r g i n a l m e n t e otro interesante detalle de l a h i s t o r i a de estos
v e r s o s : l a l e c c i ó n " l o s n ú m e r o s q u e r i g e n tu d e s t i n o " n o es l a o r i g i n a l , s i n o
u n a v a r i a n t e i n t r o d u c i d a e n el c u r s o de l a r e v i s i ó n de E74. A n t e s de esta f e c h a
d i c h o v e r s o se p r e s e n t a b a e n l a v e r s i ó n o r i g i n a l de La Nación de enero de 1 9 6 6 ,
o sea " l o s n ú m e n e s q u e r i g e n t u d e s t i n o " , s i n e m b a r g o , y esto es lo m á s intere-
s a n t e , el a b a n d o n o de númenes es s ó l o p r o v i s i o n a l ; n o h a b r á p a s a d o u n a ñ o
c u a n d o el verso sea r e u t i l i z a d o e n « L a c i e r v a b l a n c a » (RP): "Los númenes
q u e r i g e n este c u r i o s o m u n d o / m e d e j a r o n s o ñ a r t e pero no ser tu dueño"
(vv. 9-10).
536 TOMMASO SCARANO NRFH, XLI

de output p a r a la n u e v a p r o d u c c i ó n . E l t e m a e s t á conectado sólo


de f o r m a m a r g i n a l con los p r o b l e m a s inherentes a las v a r i a n t e s ,
y es m u c h o m á s p e r t i n e n t e al i n t e r e s a n t í s i m o f e n ó m e n o de la au-
t o c i t a y de l a r e u t i l i z a c i ó n i n t e r n a del m a t e r i a l p o é t i c o ; sin e m -
b a r g o , c o m o c o n c l u s i ó n del c u a d r o t r a z a d o , no m e parece fuera
de l u g a r m o s t r a r algunos casos que d o c u m e n t a n , c o n formas dife-
rentes entre sí, u n a i n f l u e n c i a del t r a b a j o de r e e l a b o r a c i ó n cons-
tante que afecta a FBA, en textos ulteriores.
C o n la t r a y e c t o r i a e v o l u t i v a del ya citado v . 8 de « F i n a l de
a ñ o » , que en EF69 pasa de " n o s hacen a g u a r d a r las doce c a m p a -
nadas o s c u r a s " a " n o s o b l i g a n a esperar / las doce irreparables
c a m p a n a d a s " m e parece que d e b e n i r relacionados pasajes de dos
textos de C (1981), o sea el v . 18 de « S h i n t o » , que recupera la lec-
c i ó n o r i g i n a l y reescribe: " c o n t a r las doce campanadas o s c u r a s " , y
el i n i c i o de l a prosa p o é t i c a « D o s formas del i n s o m n i o » , que c a m -
b i a m u y poco l a v a r i a n t e de EF69 r e t o m a n d o t a m b i é n elementos
del contexto p r ó x i m o : " ¿ Q u é es el i n s o m n i o ? / . . . / Es t e m e r y
c o n t a r en la alta noche las duras campanadas f a t a l e s " . E l incipit
de « E l s u e ñ o » (RP)\ " C u a n d o los relojes de la m e d i a noche p r o d i -
g u e n / u n t i e m p o g e n e r o s o " es u n a clara cita de los v v . 24-26 de
« C a m i n a t a » , y a modificados en 1969 ( " E n la c ó n c a v a s o m b r a /
v i e r t e n u n t i e m p o vasto y generoso / los relojes de la m e d i a n o c h e
m a g n í f i c a " ) . D e l m i s m o m o d o la " t a r d e g a s t a d a " de « H e r á c l i t o » ,
v . 7 (ES) cita l a " n o c h e g a s t a d a " i n t r o d u c i d a en E64 en el v . 54
de « A m a n e c e r » ; y los versos " N o eres h o y la ceniza. Eres la glo-
r i a " de « A Tohn K e a t s » v 14 v " l a d o r i a nue es estrénito v ceni-
z a " de « L o s g a u c h o s » 'v '24 (OT) r e p i t e n ' l a r e e l a b o r a c i ó n (E64)
del verso final de « I n s c r i p c i ó n s e p u l c r a l » " H o y es u n poco de ce-
n i z a y de g l o r i a " . D e m a n e r a parecida, t a m b i é n la r e e l a b o r a c i ó n
de los w . 15-18 de « L a s c a l l e s » : " p o r q u e millares de almas singu-
lares las n u e b l a n / ú n i c a s ante D i o s v en el t i e r r m o " e s t á e m n a -
r e n t a d a con los w . 13-14 del « P o e m a de la c a n t i d a d » ( ¿ 7 ) : " A c a s o
cada hormip-a m í e nisamos / es ú n i c a ante D i o s nue la n r e r i s a " -
y a la m o d i f i c a i ó n (de EF69) del v . 31 de « L a R e c o l e t a » que pasa
ae " v i e n t o r i c o en p á j a r o s que sobre las ondea'' "viento
con n á i a r o s m í e sobre las ramas o n d e a " se dehe al v 10de«Fast
L a n s W » (OT) " v L t o con a r o T a u e i e n o r o " Se t r a t a e n resu-
n t a s C u e n t a s de c o ^ i n u o s t r i s e s en feTruzados entre escri u

de S^TÍF^nriT n v a d e ñ o r d e d r l í de a i r ó n
^dT^roroveniendo de ^ « ^ « ^ ^ ^ 1 ^ es m e f o ^
que de los' versos d T B M J S T " y anuncía a la ciudad de
NRFH, XLI I N T E R T E X T U A L I D A D Y S I S T E M A E N LAS V A R I A N T E S D E B O R G E S 537

los m u c h o s dioses / la soledad de D i o s " , i n t r o d u c i d o s en EF69,


p r o v i e n e n otros, p r i m e r o de « A l h a m b r a » (HN) " l a p l e g a r i a / d i r i -
g i d a a u n D i o s que e s t á s o l o " ( v v . 8-9), y d e s p u é s de « R o n d a » ( C )
" u n t e r r i b l e D i o s , que e s t á s o l o " ( v . 7).
Borges quiso que el nuevo Fervor de Buenos Aires de 1969 c o n c l u -
y e r a c o n u n t e x t o y a i n c l u i d o , u n p a r de a ñ o s antes, en El otro, el
mismo. Se t r a t a de « L í n e a s que p u d e h a b e r escrito y p e r d i d o h a c i a
1 9 2 2 » . L a d e c i s i ó n n o p u d o ser m á s feliz. « L í n e a s » es u n h í b r i d o
fascinante de versos que c o n v e r o s i m i l i t u d Borges h a b r í a p o d i d o
escribir y e x t r a v i a r en los a ñ o s v e i n t e , y de otros que en m o d o a l -
g u n o h a b r í a p o d i d o escribir en aquella é p o c a . Y es a d e m á s res-
pecto a lo que declara el título, u n a clamorosa falsificación, pero
p o r ello c o n s t i t u y e la m á s adecuada m e t á f o r a y el m á s d i g n o se-
l l o final, de este h í b r i d o que h o y es Fervor de Buenos Aires.

TOMMASO SCARANO
U n i v e r s i t à di Pisa