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NEWTON C.

BRAGA

Newton C. Braga

BANCO DE CIRCUITOS - Volume 28

100 CIRCUITOS
DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

Editora Newton C. Braga


São Paulo - 2015

Instituto NCB
www.newtoncbraga.com.br
leitor@newtoncbraga.com.br

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

BANCO DE CIRCUITOS – V.28 - 100 CIRCUITOS PARA


AUTOMAÇÃO E CONTROLE
Autor: Newton C. Braga
São Paulo - Brasil - 2015
Palavras-chave: Eletrônica - Engenharia Eletrônica -
Componentes – Circuitos práticos – Coletânea de circuitos –
Projeto eletrônico – Automação - Controle

Copyright by
INTITUTO NEWTON C BRAGA.
1ª edição

Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por


qualquer meio ou processo, especialmente por sistemas gráficos, microfílmicos,
fotográficos, reprográficos, fonográficos, videográficos, atualmente existentes ou
que venham a ser inventados. Vedada a memorização e/ou a recuperação total ou
parcial em qualquer parte da obra em qualquer programa juscibernético
atualmente em uso ou que venha a ser desenvolvido ou implantado no futuro.
Essas proibições aplicam-se também às características gráficas da obra e à sua
editoração. A violação dos direitos autorais é punível como crime (art. 184 e
parágrafos, do Código Penal, cf. Lei nº 6.895, de 17/12/80) com pena de prisão e
multa, conjuntamente com busca e apreensão e indenização diversas (artigos
122, 123, 124, 126 da Lei nº 5.988, de 14/12/73, Lei dos Direitos Autorais).

Diretor responsável: Newton C. Braga


Diagramação e Coordenação: Renato Paiotti

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Índice
Apresentação..............................................................................6
Introdução..................................................................................7
1 - Sequenciador para Controle de Motor de Passo................9
2 - Controle TTL de Motor de Passo....................................10
3 - Relé Multiuso.............................................................11
4 - Matriz de Controle......................................................12
5 - Controle de Motor DC Proporcional................................13
6 - Controle de Meia Onda com Auto Regulagem.................14
7 - Bloco Mecatrônico de Controle Inteligente......................15
8 - Bloco Mecatrônico de Controle Inteligente CMOS............16
9 - Multicontrole..............................................................17
10 - Interface Isolada para Porta Paralela...........................18
11 - Interface PC de Controle............................................19
12 - Controlador de Processo............................................20
13 - Unidade de Auto-Desligamento...................................21
14 - Circuito de Aprendizado de Alta Potência......................22
15 - Controle Liga Desliga com o 555.................................23
16 - Lanterna Automática................................................24
17 - Desligamento Automático de Farol..............................25
18 - Circuito de Partida Para Motor...................................26
19 - Controle de Sentido de Rotação.................................27
20 - Luz Automática.........................................................28
21 - Controle de Duas Vias Diferente.................................29
22 - Controle de Sentido de Rotação..................................30
23 - Controle de Motor de Passo 4017................................31
24 - Controle de Motor de Duas Fases................................32
25 - Controle de Servo.....................................................33
26 - Controle de Servo (1)...............................................34
27 - Comando Eletrônico.................................................35
28 - Chave com Retardo...................................................36
29 - Chave com Retardo (2)..............................................37
30 - Interface PC de Controle............................................38
31 - Chave com Triac com Trava.......................................39
32 - Chave AC com Disparo DC.........................................40

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

33 - Acionador Para Contador Eletromecânico.....................41


34 - Motor Temporizado...................................................42
35 - Chave Estática com Diac............................................43
36 - Chave Sensível à Tensão com Triac.............................44
37 - Controle Liga-Desliga com Triac..................................45
38 - Reostato Eletrônico com o UAA1016B.........................46
39 - Luz de Cruzamento Automática..................................47
40 - Controle de Servos pelo PC........................................48
41 - Chave Estática com Triac...........................................49
42 - Ventilador Intermitente.............................................50
43 - Controle Para Aquecedor de Aquário............................51
44 - Controle PWM Para Motores.......................................52
45 - Controle de Motor de Indução com Triac......................53
46 - Controle Sequencial com o 4017.................................54
47 - Automatismo para Secretária Eletrônica.......................55
48 - Controle para Aquecimento Solar................................56
49 - Encoder com o 4017.................................................57
50 - Chave de Toque Sequencial........................................59
51 - Timer Sequencial......................................................60
52 - Controle de Temperatura Zero Crossing.......................61
53 - Chave de Toque Biestável..........................................62
54 - Controle de Velocidade de Motor.................................63
55 - Monitor de Fluxo de Líquidos......................................64
56 - Controle de Aquecimento...........................................65
57 - Chave Automática de Uso Geral..................................66
58 - Controle de Potência com Dois SCRs...........................67
59 - Desligamento Automático.........................................68
60 - Abertura de Porta de Garagem pelo Farol.....................69
61 - Controle TTL com Triac.............................................70
62 - Controle Remoto Ultrassônico....................................71
63 - Encoder de 8 Canais com o 4017................................73
64 - Timer Automático.....................................................74
65 - Luz Noturna Automática............................................76
66 - Controle de Ventoinha...............................................77
67 - Controle de Ventoinha (2)..........................................78
68 - Controle de Ventoinha (3)..........................................79
69 - Controle de Motor de Passo SAA1027..........................80

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70 - Controle Duplo de Onda Completa..............................81


71 - Controle de Potência com Triac..................................82
72 - Controle lógico CMOS de 300 W..................................83
73 - Controle de Motor de 3 V..........................................84
74 - Controle de Motor Tipo Série......................................85
75 - Driver de Motor DC com Darlington.............................86
76 - Driver de Motor de Passo de Duas Fases......................87
77 - Chave SPDT CMOS....................................................88
78 - Chave Analógica com FET.........................................89
79 - Chave AC SPDT com Transistores...............................90
80 - Chave SPDT Negativa com Transistores.......................91
81 - Chave Acionada por Luz.............................................92
82 - Controle de Motor com SUS e SCR..............................93
83 - Reversor de Corrente................................................94
84 - Interruptor com Retardo Unijunção.............................95
85 - Controle de Motor.....................................................96
86 - Controle de Motor Modo Shunt...................................97
87 - Chave de Onda Completa com Dois SCRs.....................98
88 - Controle de Triac por Baixa Tensão.............................99
89 - Detector de Sequência de Fase.................................100
90 - Controle de Motor com Feedback usando Triac............101
91 - Controle Bidirecional para Motores com o LM12..........102
92 - Controle de Motor com o LM12.................................103
93 - Termostato Proporcional com o UAA1016...................104
94 - Chave AC com Controle Por SCR...............................105
95 - Controle DC de Motor de Passo com o A3906.............106
96 - Controle de Velocidade para Motores.........................109
97 - Controle para Motor Universal de 3 A.........................110
98 - Luz de Cortesia.......................................................111
99 - Medidor de ângulo para Motores...............................112
100 - Controle de Velocidade para Motores Universais........113

Micro PLC com o 4017.............................................................115


AUTOMATISMO BIESTÁVEL PARA RELÉ....................................118
Como funcionam os CLPs.........................................................125

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

Apresentação
O termo “coletânea de circuitos” foi abordado muitas vezes
durante nossa longa carreira como escritor de artigos e livros técnicos,
incluindo também informações. Assim, anteriormente, abordando este
tema, publicamos as séries “Circuitos e Informações” (7 volumes) e
“Circuitos e Soluções” (5 volumes) contendo centenas de circuitos úteis e
informações técnicas de todos os tipos. As séries se esgotaram, o tempo
passou, mas os leitores ainda nos cobram algo semelhante atualizado e
que possa ser usado ainda em projetos de todos os tipos. De fato,
circuitos básicos usando componentes discretos comuns, de transistores
a circuitos integrados, são ainda amplamente usados como soluções
simples para problemas imediatos partem de projetos mais avançados e
até com finalidade didática atendendo à solicitação de um professor que
necessita de uma aplicação para uma teoria. Assim, voltamos com esta
série, mas com uma estrutura diferenciada, novos projetos e nova
abordagem. O diferencial na abordagem será dividir os diversos volumes
da série por temas. Assim, no nosso primeiro volume tivemos circuitos
de áudio, depois circuitos de fontes, no terceiro, circuitos osciladores, e
assim por diante. Chegamos ao vigésimo oitavo volume com uma
seleção de circuitos destinados a aplicação de automação e controle,
podendo ser usados em instalações residenciais, comerciais e mesmo
industriais de todos os tipos. Em nosso estoque de circuitos já temos
mais de 7000 deles e a cada dia este estoque aumenta. Muitos dos
circuitos apresentados podem ser acessados de forma dispersa no site do
autor e também em outros livros. A vantagem de se ter estes circuitos
organizados em volumes, além do acesso em qualquer parte, está na
fácil localização de um circuito de determinado tipo. Teremos ainda
artigos complementares de utilidade, relacionados com os temas
abordados. A maioria destes circuitos, colhidos em publicações que, em
alguns casos, podem não ser muito atuais, recebe um tratamento
especial com comentários, sugestões e atualizações que viabilizam sua
execução mesmo em nossos dias. Enfim, com esta série, damos aos
leitores a oportunidade de ter em seus tablets, Iphones, Ipads, PCs,
notebooks e outras mídias uma fonte de consulta de grande importância
tanto para seu trabalho, como para seus estudos ou simples como
hobby.

Newton C. Braga

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NEWTON C. BRAGA

Introdução
Depois do sucesso da seção Banco de Circuitos no meu
site e das coleções esgotadas de Circuitos e Informações e
Circuitos e Soluções, levo aos meus leitores uma coletânea de
circuitos selecionados de minha enorme coleção de documentos
técnicos e livros. Durante minha vida toda colecionei
praticamente todas as revistas técnicas de eletrônica
estrangeiras, dos Estados Unidos, França, Espanha, Itália,
Alemanha, Argentina e até mesmo do Japão, possuindo assim um
enorme acervo técnico. Não posso reproduzir os artigos
completos que descrevem os projetos que saem nessas revistas,
por motivos ditados pela lei dos direitos autorais, mas a mesma
lei permite que eu utilize uma figura do texto, com citação,
comentando seu conteúdo para efeito de informação ou
complementação de um conteúdo maior. É exatamente isto que
faço na minha seção no site e também disponibilizo neste livro.
Estou selecionando os principais circuitos destas publicações,
verificando quais ainda podem ser montados em nossos dias, com
a eventual indicação de componentes equivalentes, fazendo
alterações que julgo necessárias e disponibilizando-os aos nossos
leitores. Para o site já existem mais de 8000 circuitos, no
momento que escrevo este livro, mas a quantidade aumenta dia
a dia. Acesse o site, que ele poderá lhe ajudar a encontrar aquela
configuração que você precisa para seu projeto. Os 100 circuitos
selecionados para esta edição da série são apenas uma pequena
amostra do que você vai encontrar no site. Para esta edição
escolhemos uma remessa com 100 circuitos de automação e
controle como automatismos com relés, controles de potência,
automação de eletrodomésticos e muito mais. Estes circuitos, na
maioria dos casos, podem ser montados com facilidade, pois
usam componentes que ainda são comuns no mercado e de baixo
custo.

Newton C. Braga

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

Volumes Anteriores:
Volume 1 - 100 Circuitos de áudio
Volume 2 – 100 Circuitos de fontes
Volume 3 – 100 Circuitos osciladores
Volume 4 - 100 Circuitos de potência
Volume 5 – 100 Circuitos com LEDs
Volume 6 – 100 Circuitos de rádios e transmissores
Volume 7 – 100 Circuitos de Filtros
Volume 8 – 100 Circuitos de Alarmes e Sensores
Volume 9 – 100 Circuitos de Testes e Instrumentação
Volume 10 – 100 Circuitos de Tempo
Volume 11 – 100 Circuitos com Operacionais
Volume 12 – 100 Circuitos de Áudio 2
Volume 13 – 100 Circuitos com FETs
Volume 14 – 100 Circuitos Diversos
Volume 15 – 100 Circuitos com LEDs e Displays
Volume 16 – 100 Circuitos de Potência 2
Volume 17 – 100 Circuitos Automotivos
Volume 18 – 100 Circuitos de Efeitos de Luz e Som
Volume 19 – 100 Circuitos Fotoelétricos
Volume 20 – 100 Circuitos de Fontes 2
Volume 21 – 100 Circuitos de Osciladores (2)
Volume 22 – 100 Circuitos Ecológicos e Para Saúde
Volume 23 – 100 Circuitos com Válvulas
Volume 24 – 100 Circuitos de Jogos e Recreação
Volume 25 – 100 Circuitos TTL
Volume 26 – 100 Circuitos CMOS
Volume 27 – 100 Circuitos Para o Lar
Outros livros recomendados do mesmo autor:
- Como Testar Componentes em quatro volumes
- Curso de Eletrônica Digital – Vol. 1 e 2
- Como Fazer Montagens
- Os segredos no Uso do Multímetro
- O Circuito Integrado 4017

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-1 Sequenciador para Controle de Motor de


Passo

Este circuito gera pulsos sequenciados para o controle de


um motor de passo. A velocidade com que os pulsos são gerados
é ajustada em P1. A saída deve ser aplicada às etapas de
potência. O circuito pode ser alimentado por tensões de 7 a 15 V
já que existe o redutor de 5 V para o TTL. O circuito é do livro
Mechatronics for the Evil Genius de Newton C. Braga, publicado
nos Estados Unidos.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-2 Controle TTL de Motor de Passo

Este sequenciador permite o uso de interruptores ou


sensores para gerar os passos de um motor de passo bipolar. O
circuito pode ser alimentado por tensões de 7 a 15 V, pois possui
seu próprio redutor de 5 V para os componentes TTL. O circuito é
do livro Mechatronics for the Evil Genius de Newton C. Braga. As
saídas para o motor devem ser aplicadas às etapas de potência.
O circuito integrado IC3 não precisa ser dotado de dissipador de
calor.

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NEWTON C. BRAGA

-3 Relé Multiuso

Encontramos este circuito na revista italiana que não mais


existe Radio Elettronica, edição de agosto de 1975. Trata-se de
um relé multiuso, com uma etapa amplificadora transistorizada
de alta sensibilidade. O circuito funciona com relés de 6 a 12 V e
correntes de 50 a 100 mA. Os transistores são BC548. R1 é de
3,3 k ohms, C1 de 470 uF e o transformador tem secundário de 7
a 8 V com 500 mA de corrente. Os diodos são todos 1N4002.
Cuidado que não há limitação de entrada. Para maior segurança
recomendamos ligar em série com a base do transistor um
resistor de 1 k.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-4 Matriz de Controle

Este circuito permite acionar três funções de forma


controlada, determinada por uma matriz de diodos. Por exemplo,
pressionando-se S1 ativamos as saídas 1 e 4. Pressionando S2,
ativamos as saídas 2 e 3. A matriz pode ser ampliada conforme
as necessidades de controle. Os diodos são de uso geral. O
circuito é de meu livro Robotics, Mechatronics and Artificial
Intelligence, publicado nos Estados Unidos. A tensão da bateria
depende da tensão de controle desejada na saída da matriz.

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-5 Controle de Motor DC Proporcional

Este circuito é do Audio Handbook da National


Semiconductor, pois usa um operacional de potência de áudio
para controlar um motor DC. O circuito controla a velocidade
através de um potenciômetro tendo por referência um
potenciômetro sensor no motor. A corrente máxima do motor é
de 700 mA.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-6 Controle de Meia Onda com Auto


Regulagem

Este interessante circuito de uma documentação dos anos


70 opera com motores até 3 A se um SCR da série TIC106 for
usado. O SCR deve ser dotado de radiador de calor e os
transistores podem ser os BC558 e BC548 para a chave
regenerativa do diagrama. O os diodos podem ser os 1N4004 e se
o circuito for usado em 220 V, os diodos devem ser os 1N4007.

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-7 Bloco Mecatrônico de Controle Inteligente

Este circuito de grande sensibilidade faz com que um relé


fique fechado quando o outro está aberto ou ainda operando com
solenoides, comutando com a mudança do nível de controle na
entrada. O circuito tem entrada compatível com lógica TTL e
CMOS e pode ser alimentado separadamente por tensões de 5 a
24 V. Os relés ou solenoides controlados podem ter correntes até
1,2 A. O circuito é do livro Robotics, Mechatronics and Artificial
Intelligence de Newton C. Braga, publicado nos Estados Unidos.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-8 Bloco Mecatrônico de Controle Inteligente


CMOS

Este circuito de grande sensibilidade faz com que um relé


fique fechado quando o outro está aberto ou ainda operando com
solenoides, comutando com a mudança do nível de controle na
entrada. O circuito tem entrada compatível com lógica TTL e
CMOS e pode ser alimentado separadamente por tensões de 5 a
12 V. Os relés ou solenoides controlados podem ter correntes até
500 mA. Para relés até 100 mA de bobina podem ser usados os
transistores BC548.O circuito é do livro Robotics, Mechatronics
and Artificial Intelligence de Newton C. Braga, publicado nos
Estados Unidos.

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-9 Multicontrole

Este circuito foi obtido numa revista de 1965, mas ainda


pode ser montado se usarmos um relé moderno de 6 V x 100 mA
e um transistor BD135, Os demais componentes ainda podem ser
obtidos no mercado. Entre os Jaques podem ser ligados sensores
de diversos tipos. Observe que um dos relés é de alta tensão,
podendo ser de 110 V ou 220 V, enquanto que o outro é de baixa
tensão conforme o secundário do transformador que, na verdade
pode ser de 6 ou 12 V.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-10 Interface Isolada para Porta Paralela

Na figura temos o modo de se interfacear com segurança


um triac que controle uma carga de potência e a porta paralela
de um computador (PC). O Triac pode ser qualquer um da série
TIC de acordo com a rede. O circuito foi obtido numa publicação
minha nos Estados Unidos. Conforme a corrente da carga o Triac
deve ser dotado de dissipador de calor.

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-11 Interface PC de Controle

Com este circuito é possível controlar cargas até 500 mA


utilizando a porta paralela do PC. O circuito foi obtido de uma
publicação minha nos Estados Unidos e deve ser alimentado com
tensões de 5 e 12 V, tendo um terra comum com o computador
utilizado. O circuito integrado ULN2803 já possui os drivers de
potência para uma corrente máxima de 500 mA.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-12 Controlador de Processo

Este circuito foi obtido numa revista inglesa de 1980, mas


ele pode ser montado com facilidade ainda hoje. O transistor
pode ser o BC558 e o relé de 12 V x 50 mA. O circuito aciona
uma carga depois de um tempo programado pela posição da
chave de seleção. O circuito pode fornecer intervalos de tempo de
até algumas horas com trimpots de 10k a 1 M. O tempo máximo
é dado pela frequência do 555 multiplicada por 10. Podem ser
usadas outras saídas do 4017 para acionamento do relé ou ainda
usados diversos relés ligados nas saídas correspondentes do
4017. O transformador é de 12 V com 300 mA ou mais.

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NEWTON C. BRAGA

-13 Unidade de Auto-Desligamento

Este circuito foi obtido numa revista Hobby Electronics de


1980. Trata-se de um circuito que desliga depois de um o tempo,
da ordem de 8 minutos com os componentes utilizados. A
alimentação também pode ser feita com 6 V se for usado um relé
para esta tensão. O transistor pode ser o BC558. C1 determina o
tempo de retardo para o desligamento.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-14 Circuito de Aprendizado de Alta Potência

Este circuito memoriza a tensão de entrada que então é


aplicada à carga na forma da carga de um capacitor. O tempo de
memorização depende da qualidade do capacitor que deve ser
preferivelmente de poliéster ou outro com baixas fugas. A
corrente máxima de saída é de 3 A e amplificadores operacionais
com JFET equivalentes podem ser utilizados. O circuito é do livro
Robotics, Mechatronics and Artificial Intelligence de Newton C.
Braga, publicado nos Estados Unidos.

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NEWTON C. BRAGA

-15 Controle Liga Desliga com o 555

Na figura temos o modo de se usar o 555 para controlar


cargas de forma biestável. O circuito é de uma publicação de
1973. Devem ser usadas etapas de amplificação para
acionamento de cargas de mais de 100 mA. O potenciômetro de 5
M pode ser substituído por um de 4M7 que é o valor padronizado
atual.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-16 Lanterna Automática

Este circuito aciona uma lanterna por um tempo


determinado. O relé é do tipo reed de alta sensibilidade e o
tempo depende de R1 e C1, que podem ser alterados, segundo as
necessidades. O circuito é de uma documentação americana do
ano 2000.

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NEWTON C. BRAGA

-17 Desligamento Automático de Farol

A Poptronics recomenda este circuito para uso no carro


quando os faróis são esquecidos ligados. O circuito usa relé
sensível com corrente de contacto de acordo com os faróis. O relé
é de 12 V com no máximo 100 mA de corrente de acionamento.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-18 Circuito de Partida Para Motor

Encontramos este circuito no manual Circuit Applications


for the Triac da Motorola de 1971. O circuito destina-se a motores
de ½ Hp que tenham enrolamento de partida. O triac pode ser de
tipo equivalente da série TIC e deve ser dotado de dissipador de
calor.

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NEWTON C. BRAGA

-19 Controle de Sentido de Rotação

Os níveis alto e baixo na entrada deste circuito


determinam o sentido de rotação do motor. O circuito é para
motores até 500 mA, mas podem ser usados os TIP31 e TIP32
para correntes até 2 A. Os transistores devem ser montados em
radiadores de calor.Este circuito é do livro Mechatronics
Sourcebook de Newton C. Braga, publicado nos Estados Unidos.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-20 Luz Automática

Este circuito foi obtido numa Hands On Electronics, revista


americana de janeiro de 1987. A finalidade deste circuito é
acender uma lâmpada incandescente quando escurece. O
transistor pode ser o BC558 e o foto-transistor de qualquer tipo.
O Triac pode ser qualquer da série TIC com corrente de acordo
com a lâmpada controlada. O diac pode ser de qualquer tipo e os
diodos 1N4004. Não use o circuito com lâmpadas fluorescentes
ou eletrônicas.

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NEWTON C. BRAGA

-21 Controle de Duas Vias Diferente

Este controle foi obtido numa antiga publicação de 1985 e


faz uso de um triac, que hoje pode ser da série TIC e de um
transformador com secundário de 100 a 500 mA. O Triac deve ser
dotado de radiador de calor e o circuito só funciona com
lâmpadas incandescentes. Os capacitores são cerâmicos de alta
tensão.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-22 Controle de Sentido de Rotação

Os níveis alto e baixo nas entradas deste circuito


determinam o sentido de rotação do motor. O circuito é para
motores até 500 mA, mas podem ser usados os TIP31 e TIP32
para correntes até 2 A. Os transistores devem ser montados em
radiadores de calor.Este circuito é do livro Mechatronics
Sourcebook de Newton C. Braga, publicado nos Estados Unidos.

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NEWTON C. BRAGA

-23 Controle de Motor de Passo 4017

Este circuito foi encontrado numa Popular Electronics de


abril de 1993. Trata-se de um controle de motor de passo cuja
velocidade de rotação é ajustada em R1. Um 4017 é usado com
uma matriz de diodos para decodificar os pulsos de modo a
fornecer a sequência necessária à rotação. O motor é excitado
por MOSFETs de potência, mas podem ser usados BD135 com
resistores de 1k na base para motores até 500 mA. Qualquer
MOSFET com corrente de acordo com o motor pode ser usado. Os
diodos também podem ser 1N4148. C1 varia de 100 nF a 10 uF
conforme a faixa de velocidades desejada.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-24 Controle de Motor de Duas Fases

Este controle de motor de duas fases de baixa potência foi


obtido numa publicação de 1989. O circuito é para motores até
um s 3 W operando numa frequência de 45 a 65 Hz. Os pinos 3 a
12 do circuito integrado devem, ser soldados numa área cobreada
da placa que vai funcionar como dissipador de calor.

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-25 Controle de Servo

Este controle para um pequeno servomotor com corrente


de algumas centenas de miliampères foi encontrado numa
publicação inglesa de 1989. Ele funciona com servos de 12 V a 28
V que devem ter um sistema de realimentação para controle de
posição feito por potenciômetro. A posição de RV2 é transmitida a
RV1 acoplado ao motor.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-26 Controle de Servo (1)

Este circuito gera pulsos cuja duração determina a posição


de um servo de controle remoto. O circuito foi obtido numa
revista de 1989. Em lugar do 7555 podemos trabalhar com os
555 convencionais sem problemas. Veja que temos ajustes de
duração e separação dos pulsos.

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-27 Comando Eletrônico

Este circuito, publicado numa revista de 1961 consiste


num reostato eletrônico para o comando de motores, lâmpadas,
etc. O transistor pode ser um TIP42 para correntes até uns 3 A e
o potenciômetro deve ser de 470 ohms de fio. O resistor é de 150
ohms x 4 W. A tensão máxima de operação é da ordem de 12 V.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-28 Chave com Retardo

Encontramos este circuito numa publicação de 1980. Ele


pode ser aplicado a Triacs da série TIC e o unijunção fornece o
pulso de disparo para o SCR que pode ser um TIC106. O tempo
de retardo depende do capacitor e do ajuste do potenciômetro. O
triac deve ser montado em dissipador de calor.

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NEWTON C. BRAGA

-29 Chave com Retardo (2)

Encontramos este circuito numa publicação de 1980. Ele


pode ser aplicado a Triacs da série TIC e o unijunção fornece o
pulso de disparo para o SCR que pode ser um TIC106. O tempo
de retardo depende do capacitor e do ajuste do potenciômetro. O
diodo pode ser o 1N4004 ou 1N4007 conforme a rede de
alimentação. O triac deve ser dotado de dissipador de calor.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-30 Interface PC de Controle

Este circuito foi obtido numa Modern Electronics de


Novembro de 1990. Trata-se de uma configuração tradicional que
ainda usa a porta paralela para controlar dispositivos ligados à
rede de energia a partir de um computador. Os Triacs podem ser
os da série TIC, devendo ser montados em radiadores de calor. O
circuito também funciona na rede de 220 V com a troca dos
acopladores ópticos.

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NEWTON C. BRAGA

-31 Chave com Triac com Trava

Este circuito, que se aplica a configurações com triacs da


série TIC foi encontrado numa publicação de 1980. O circuito tem
a ação de trava e conforme o triac pode funcionar tanto na rede
de 110 V como 220 V. O Triac deve ter dissipador de acordo com
a corrente controlada.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-32 Chave AC com Disparo DC

Encontramos este circuito numa antiga documentação


americana dos anos 70. O Triac pode ser de qualquer tipo da
série TIC, conforme a potência da carga a ser controlada. O
circuito funciona tanto na rede de 110 V como 220 V, bastando
apenas observar os componentes que devem ser usados. D1
pode ser o 1N4002 e o secundário do transformador é de 100 mA
ou mais.

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NEWTON C. BRAGA

-33 Acionador Para Contador Eletromecânico

Com este circuito é possível acionar um contador


eletromecânico de 24 V a partir de uma alimentação de 12 V.
Encontramos este circuito numa documentação de 1996.
Eventualmente o transistor pode ser um BD135 dotado de um
pequeno radiador de calor, se a corrente do contador for maior do
que uns 200 mA.

41
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-34 Motor Temporizado

O circuito mostrado na figura pode acionar um motor (ou


outro tipo de carga) por um intervalo de tempo que depende do
capacitor C. Para capacitores de boa qualidade (poliéster ou
eletrolíticos) os tempos podem chegar a alguns minutos. A
corrente máxima, da ordem de alguns ampères depende do
Power FET usado. Pressionando S por um instante o capacitor
carrega-se mantendo o FET em condução. Com a descarga do
capacitor o transistor vai ao corte desligando o motor.
Observamos que existe uma faixa de tempos em que o transistor
opera na região linear de sua curva característica e a corrente cai
gradualmente na carga. Em outras palavras, o corte da corrente
na carga não se faz de maneira abrupta.

42
NEWTON C. BRAGA

-35 Chave Estática com Diac

Encontramos este circuito numa documentação técnica


sobre tiristores dos anos 70. O circuito é ajustado para disparar
com um sinal cuja intensidade é determinada por R1. A bateria
B1 leva o Diac ao limiar do disparo, podendo ser usadas outras
tensões conforme as características deste componente. A carga é
de baixa corrente com um máximo de 15 mA, conforme as
características do diac usado.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-36 Chave Sensível à Tensão com Triac

Neste circuito de 1974, o Triac dispara quando a lâmpada


neon atinge sua tensão de ionização em torno de 85 a 90 V.
Nestas condições o triac conduz, alimentando uma carga ou
queimando um fusível numa proteção do tipo crowbar.

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NEWTON C. BRAGA

-37 Controle Liga-Desliga com Triac

Este circuito foi obtido de uma documentação antiga da


RCA. O circuito integrado consiste num comparador, cujo ponto
de disparo é ajustado nos trimpots em função da resistência
apresentada pelo sensor. O circuito pode ser alterado para usar
componentes mais modernos.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-38 Reostato Eletrônico com o UAA1016B

O circuito integrado usado é pouco comum em nossos


dias. Encontramos esta configuração no Linear Databook da
Motorola de 1990. O triac pode ser qualquer um da série TIC. O
triac deve ser escolhido de acordo com a carga e dotado de
dissipador de calor.

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NEWTON C. BRAGA

-39 Luz de Cruzamento Automática

Quando um modelo de composição ferroviária cruza uma


passagem de nível, interrompendo a luz no sensor, este circuito
faz dois LEDs amarelos piscar num sinaleiro em miniatura. O
circuito é de uma publicação americana antiga e o foto-transistor
pode ser de qualquer tipo.

47
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-40 Controle de Servos pelo PC

Com este circuito, do Mechatronics Sourcebook de Newton


C. Braga é possível controlar até 5 servos a partir da porta serial
de um computador. A tensão depende dos servos e a
programação dos pulsos é feita no computador.

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NEWTON C. BRAGA

-41 Chave Estática com Triac

Este circuito possibilita o uso de uma chave de baixa


corrente para controlar uma carga de alta potência usando um
Triac. O triac deve ter corrente de acordo com a carga controlada.
Tipos como os da série TIC podem ser usados. Veja mais
procurando pelas características destes componentes digitando
TIC na caixa de busca.

49
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-42 Ventilador Intermitente

Este circuito liga e desliga um pequeno ventilador de 12 V


em intervalos determinados pelos valores de C1 e C2. Esses
componentes podem ser alterados numa ampla faixa de valores.
O relé é de 12 V e outros equipamentos que precisem ser
controlados de forma intermitente podem ser ligados aos
contatos do relé. Também podem ser controlados equipamentos
ligados à rede de energia, desde que alimentados
separadamente.

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NEWTON C. BRAGA

-43 Controle Para Aquecedor de Aquário

Com este circuito é possível controlar a potência aplicada a


um aquecedor de aquário e assim sua temperatura. O controle é
de meia onda, de modo que se obtém uma faixa de controle de 0
até metade de sua temperatura máxima, o que deve ser levado
em conta numa aplicação. O circuito também pode ser
alimentado pela rede de 220 V e teremos melhor desempenho
trocando o 1N4004 por um diac ou lâmpada neon. O SCR pode
ser o TIC106B para a rede de 110 V ou TIC106D para a rede de
220 V.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-44 Controle PWM Para Motores

Este circuito de controle de velocidade PWM para


pequenos motores opera com tensões de 6 a 12 V e os motores
podem ter correntes até mais de 1 A. O transistor 2N3055 admite
equivalentes e deve ser dotado de um radiador de calor.
Eventualmente os capacitores de 330 nF devem ser alterados de
modo a se obter o melhor controle do motor sem vibrações.
Circuitos PWM de controle podem ser encontrados no site,
principalmente na seção de mecatrônica.

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NEWTON C. BRAGA

-45 Controle de Motor de Indução com Triac

Este circuito utiliza TRIACs antigos da RCA, os quais


podem ser substituídos por equivalentes da série TIC sem
problemas. A faixa de potência vai depender do TRIAC, que deve
ser montado em radiador de calor. O DIAC também pode ser
substituído por equivalentes comuns.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-46 Controle Sequencial com o 4017

Etapas com transistores e relés são ligadas nas saídas do


4017 (até 10). A cada pulso de sinal, o relé produz um pulso que
comuta a saída. Assim, quando uma saída estiver acionada e
houver um toque, ela desliga sendo ligada a seguinte. O circuito
pode ser alimentado com tensões de 6 a 12 V conforme os relés
empregados. O número de relés depende da programação. Veja
mais no artigo ART062 – Conheça o 4017. Existem também
diversos circuitos sequenciais com o 4017 na seção de Circuitos
Simulados e no banco de circuitos do site do autor.

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NEWTON C. BRAGA

-47 Automatismo para Secretária Eletrônica

Este circuito saiu na revista inglesa, a Electronics Today


International, edição de maio de 1995. A revista já não mais
existe, mas o circuito ainda é atual, podendo ser montado com
facilidade, pois todos os componentes estão disponíveis. O relé é
de 24 V e D1 e D2 podem ser 1N4004. Na presença do sinal de
chamada o circuito fecha o relé que então pode acionar algum
dispositivo adicional de atendimento ou de mensagem. O valor do
capacitor C1 deve ser obtido experimentalmente de acordo com a
linha.

55
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-48 Controle para Aquecimento Solar

Este circuito saiu num artigo da revista inglesa Practical


Electronics, de fevereiro de 1977, mas pelos componentes usados
é ainda atual, podendo ser montado com facilidade. Algumas
pequenas alterações podem ser interessantes, como o uso de um
transistor para acionar o relé em lugar da ligação direta na saída
do 555 que pode trazer problemas de instabilidades. D2 pode ser
o 1N4148 e os sensores são NTCs de 10 a 20 k. Se forem usados
outros valores pode ser necessário alterar VR1 para se obter o
ajuste nas faixas desejadas de temperatura.O que o circuito faz é
comparar a temperatura da água no painel solar com a
temperatura do reservatório, acionando o sistema de
bombeamento quando a temperatura do primeiro for maior. O
circuito é alimentado por fonte de 12 V e o relé controla a bomba
d´água do sistema de aquecimento solar.

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NEWTON C. BRAGA

-49 Encoder com o 4017

Este circuito saiu numa revista Electronics Today


International (ETI) de setembro de 1979. Esta revista já não mais
existe na sua versão impressa, mas o circuito é atual e muito
importante para os que gostam de explorar todas as
possibilidades do 4017. O que este circuito faz é gerar pulsos com
duração a partir de 2 ms para sistemas proporcionais utilizando
um oscilador de 500 Hz com o 4093. Os pulsos são ao mesmo
tempo aplicados a um monoestável com tempo dado por C2 e R4
e o valor da resistência do contador com o 4017. Assim, o
período do circuito pode ser programado pelas saídas do 4017,
determinando assim o que o sinal de saída para o controle vai
fazer. Temos então na saída ciclos possíveis de 2 ms a 20 ms
conforme o resistor ativado. Evidentemente, em série com cada
saída do 4017 deve ser colocada uma chave de acionamento.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

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NEWTON C. BRAGA

-50 Chave de Toque Sequencial

Este circuito saiu numa revista Hobby Electronics de março


de 1980. A revista não mais existe, mas o circuito é atual pelos
componentes que usa. O circuito permite selecionar uma de 10
saídas de um 4017 através do toque num sensor. Também temos
um sensor de reset. Na saída do 4017 é possível ligar etapas de
potência e circuitos a serem acionados. O circuito pode ser
alimentado com tensões de 5 a 15 V. Nunca use fonte sem
transformador. O transistor pode ser um BC548 e os demais
componentes são absolutamente comuns.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-51 Timer Sequencial

Este circuito foi encontrado numa revista de 1973, mas


ainda pode ser montado com a utilização de transistores
equivalentes modernos como os BC547. O circuito aciona um
circuito oscilador de áudio nos intervalos ajustados pelo
potenciômetro. O intervalo máximo selecionado pelas chaves que
colocam diodos do divisor no circuito chega a 16 minutos com os
valores de componentes indicados. O SCR pode ser o TIC106.

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NEWTON C. BRAGA

-52 Controle de Temperatura Zero Crossing

O disparo deste circuito é controlado pelo instante em que


a tensão passa por zero com um retardo que é dado pela
temperatura, dosando desta forma a potência aplicada à carga. A
chave de passagem por zero é implementada com transistores
que podem ser do tipo BC548 e BC558 já que a aplicação usa
transistores antigos difíceis de obter. O circuito é de um manual
de Triacs de 1974. O Darlington pode ser um TIP115 e os diodos
são do tipo 1N4004 ou equivalentes.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-53 Chave de Toque Biestável

Este circuito é de uma revista inglesa de 1977. O circuito é


ainda atual, bastando usar BC547 em lugar dos BC107 e um
BF245 em lugar do FET original. O circuito é TTL devendo ser
alimentado com 5 V. O diodo pode ser qualquer um de germânio
como o 1N34.

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NEWTON C. BRAGA

-54 Controle de Velocidade de Motor

Este controle para motores com corrente até 1,5 A foi


obtido numa publicação de 1989, mas ainda pode ser montado
com a troca de Q1 por um BC548. O circuito pode trabalhar com
motores de 6 a 12 V, bastando ajustar a tensão máxima desejada
em RV1 e RV2. O circuito também pode ser alterado para
controlar motores até 3 A com o LM350 em ligar do LM317, do
circuito original.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-55 Monitor de Fluxo de Líquidos

Este circuito é de uma documentação técnica de 1995. O


transistor pode ser um BC558 e os diodos sensores podem ser
diodos comuns de silício. O regulador de tensão pode ser um
7812 comum dotado de dissipador de calor e a fonte de
alimentação não precisa ser simétrica. RV2 pode ser de 470 ohms
e amplificadores operacionais equivalentes podem ser
experimentados.

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NEWTON C. BRAGA

-56 Controle de Aquecimento

Na figura temos uma possibilidade interessante que


consiste no acionamento de um elemento de aquecimento quando
a temperatura verificada pelo sensor baixa. O ajuste do ponto do
disparo é feito em P1. O elemento de aquecimento para o
transistor indicado deve drenar uma corrente máxima de 500 mA.
Para maiores correntes devem ser usados transistores de maior
potência como o TIP32 ou mesmo Darlingtons. O elemento de
aquecimento pode ser um resistor de fio de valor apropriado.
Esse valor é calculado de modo a se obter o aquecimento com a
corrente disponível no circuito Por exemplo, podemos usar um
resistor de 10 W, gerando 8 W de calor.
R = P /I2

Onde:
P=8W
I = 0,5 A (500 mA)

Ficamos como:
R = 8/0,25
R = 32 ohms

65
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-57 Chave Automática de Uso Geral

O circuito apresentado na figura permite ligar e desligar


uma carga (através de um relé) em intervalos regulares
determinados pelo ajuste de P1. O ciclo ativo é de 50%. Para
outros ciclos ativos, temos nessa série circuitos uma configuração
apropriada. A frequência também depende de C1 que pode ter
seu valor alterado numa ampla faixa, chegando a 1 500 uF
quando se obtém um ciclo total de acionamento de perto de 1
hora. A alimentação depende do relé usado e na condição em que
o relé não está acionado o consumo da unidade é muito baixo.

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NEWTON C. BRAGA

-58 Controle de Potência com Dois SCRs

Este controle de potência de onda completa foi encontrado


numa antiga publicação americana. Feitas as adaptações e trocas
de componentes, ele pode ser montado ainda hoje com
facilidade. Os SCRs são do tipo TIC106 de acordo cm a rede de
energia e os transistores podem ser o BD136 para T1 e BC558
para os demais. Os SCRs devem ser dotados de dissipadores de
calor e X1 é um transformador de pulsos com relação de espiras
de 1 para 5 para o disparo dos SCRs.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-59 Desligamento Automático

Encontramos este circuito numa publicação de 1978.


Diversas alterações podem ser feitas, conforme a aplicação
desejada. O circuito desliga a carga depois de aproximadamente
15 segundo do disparo no sensor. O Darlington pode ser qualquer
da série TIP, conforme a carga controlada, ou ainda pode ser
usado um relé. Não use fonte sem transformador para alimentar
o circuito.

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NEWTON C. BRAGA

-60 Abertura de Porta de Garagem pelo Farol

A ideia básica deste circuito é que, com um toque no


interruptor do farol do carro, a luz faça o acionamento do portão
automático. O circuito é de uma documentação dos anos 70 e o
sensor é um LDR. O SCR original não mais é encontrado, mas
pode ser usado o TIC106 em seu lugar. O relé é acionado e fica
travado até que a chave de fim de curso no sistema do portão o
desligue e rearme o circuito.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-61 Controle TTL com Triac

Encontramos este circuito numa documentação americana


de 1977. Nele temos o modo de se usar um acoplador óptico para
controlar um triac a partir de sinais TTL. O triac pode ser de tipo
mais moderno da série TIC e o integrado TTL deve ser alimentado
com 5 V. O circuito de alta tensão é isolado do circuito TTL. O
triac deve ser dotado de dissipador de calor.

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NEWTON C. BRAGA

-62 Controle Remoto Ultrassônico

Este circuito foi publicado na revista Everyday Electronics


de junho de 1977 é totalmente viável em nossos dias, bastando
apenas obter o circuito integrado ULN2212 que é mais crítico e o
par de transdutores de 40 Hz. O transmissor pode ser alimentado
por tensões de 7,5 a 12 V e o receptor por tensões de 12 a 15 V,
conforme o relé. Nas figuras abaixo temos o transmissor e o
receptor.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

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NEWTON C. BRAGA

-63 Encoder de 8 Canais com o 4017

Este circuito saiu numa revista Electronics Today


International (ETI) de setembro de 1979. Esta revista já não mais
existe na sua versão impressa, mas o circuito é atual e muito
importante para os que gostam de explorar todas as
possibilidades do 4017. O que este circuito faz é gerar pulsos com
duração a partir de 2 ms para sistemas proporcionais utilizando
um oscilador de 500 Hz com o 4093. Os pulsos são ao mesmo
tempo aplicados a um monoestável com tempo dado por C2 e R3
e o valor da resistência do contador com o 4017. Assim, o
período do circuito pode ser programado pelas saídas do 4017,
determinando assim o que o sinal de saída para o controle vai
fazer. Temos então na saída ciclos possíveis de 2 ms a 20 ms
conforme o resistor ativado. Veja no CIR1006 o decodificador
para este circuito.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-64 Timer Automático

Este circuito foi publicado numa revista Radio & Electronics


Constructor de Maio de 1976. Trata-se de um timer que desliga
no final do tempo programado pelo potenciômetro e que também
depende de C2. Este circuito tem um recurso que descarrega
completamente o capacitor antes de nova temporização. O
circuito original é alimentado por 9 V, com relé para a mesma
tensão, mas também pode ser alimentado por 12 V com a troca
do relé. Os transistores podem ser os BC558. Para VR1 use 470k
que é o valor comercial atual.

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NEWTON C. BRAGA

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-65 Luz Noturna Automática

Este circuito foi publicado numa revista inglesa de 1972,


mas ele pode ser implementado facilmente com o uso do
transistor BD135 em lugar do original, para lâmpadas até 500
mA. O transformador de 6 + 6 V tem corrente de 300 a 500 mA.
O sensor é um LDR comum. O circuito acende uma lâmpada
pequena quando escurece.

76
NEWTON C. BRAGA

-66 Controle de Ventoinha

Este aplicativo consiste num circuito que faz uso de um


diodo comum 1N4148 como sensor para controlar a temperatura
de um componente ou de um local qualquer que esteja sujeito a
uma elevação indevida da temperatura. Esse circuito, mostrado
na figura 3, aciona um motor de uma ventoinha que entra em
ação quando a temperatura supera um valor que será ajustado
em P1. A sensibilidade será tanto maior quanto maior o valor que
puder ser ajustado em P1 para se obter o limiar do disparo.
Trimpots de 470 k ohms são os menores recomendados para
aplicações com um transistor, mas os melhores são os de 2 M
ohms e mesmo 4,7 M ohms, quando se obtém o máximo de
sensibilidade.Podemos citar como exemplo de aplicação desse
circuito um sistema de ventilação forçada para um amplificador
de áudio que tenha transistores de potência montados num
dissipador de calor.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-67 Controle de Ventoinha (2)

O que diferencia o circuito mostrado na figura do anterior


é o uso de duas portas inversoras para o disparo do transistor
que controla a ventoinha. Dessa forma, o acionamento é feito
com o uso de um transistor NPN em lugar de um transistor PNP.
O ajuste do ponto de disparo é feito no trimpot e novamente o
sensor é um diodo comum de uso geral. Observamos que, como
o diodo possui certa capacidade térmica seu acionamento ou
resposta à variações de temperatura exige um certo tempo. Para
maiores potências podem ser usados transistores como o TIP31 e
Darlingtons de potência. Com alimentação de 9 V ou 12 V, existe
a possibilidade de se usar MOSFETs de potência. Esses
transistores de acionamento devem ser dotados de radiadores de
calor.

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NEWTON C. BRAGA

-68 Controle de Ventoinha (3)

Analisando o circuito mostrado na figura vemos que a


diferença em relação aos demais está no uso de um transistor
PNP para amplificar a corrente do elemento sensor. Quando a
temperatura sobe, aumenta a corrente de base do transistor e
com isso sua resistência diminui. o resultado é o aumento da
tensão na entrada da porta inversora 4093. Quando um valor
suficientemente alto para a comutação for alcançado, a saída vai
ao nível baixo e com isso o transistor Q2 é polarizado no sentido
de conduzir a corrente. Nessas condições o motor é alimentado,
proporcionando a ventilação desejada para o sistema.
Novamente, usamos um transistor para 500 mA, mas transistores
de maiores correntes podem ser usados. O ajuste do ponto de
disparo é feito no trimpot P1. O sensor pode ser qualquer diodo
comum de uso geral. Observe o leitor que em todos os circuitos
sempre usamos um resistor de 10 k ohms em série com o diodo
sensor. Esse componente evita que, em caso de uma inversão
acidental do diodo na hora da montagem, ele fique polarizado no
sentido direto sem qualquer limitação de corrente. Isso causaria
uma corrente de curto-circuito intensa que, atravessando o
transistor, causaria sua queima.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-69 Controle de Motor de Passo SAA1027

O circuito integrado SAA1027 foi especificamente


desenvolvido para controlar motores de passo com uma corrente
por fase da ordem de 500 mA no máximo. Na figura abaixo temos
o modo de se usar este circuito com um gerador de passo
formado por um circuito integrado 555. O circuito foi obtido numa
publicação antiga com base em informações do próprio fabricante
do circuito integrado.

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NEWTON C. BRAGA

-70 Controle Duplo de Onda Completa

Este circuito é de uma antiga publicação americana dos


anos 70, daí serem usados componentes pouco conhecidos
atualmente. Mas existem os modernos que podem ser usados em
seu lugar com diodos de acordo com a potência das lâmpadas
(1N4007 para potências até 100 W) e SCRs da série TIC. O diodo
D1 pode ser 1N4007. O circuito só serve para lâmpadas
incandescentes. Não use outro tipo de carga.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-71 Controle de Potência com Triac

Este circuito é de uma publicação dos anos 70, mas pode


ser montado com qualquer diac e um Triac da série TIC de acordo
com a potência a ser controlada. O circuito é do tipo de dupla
constante de tempo e o potenciômetro de 250 k pode ser de 220
k para a rede de 110 V e 470 k para a rede de 220 V. O Triac
deve ser dotado de radiador de calor.

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NEWTON C. BRAGA

-72 Controle lógico CMOS de 300 W

Este circuito é de uma antiga publicação americana de


1975, mas pode ser implementado com facilidade com qualquer
triac. O transistor pode ser o BD135 e o diodo o 1N4148. A porta
CMOS pode ser um 4001 ou 4011 ligado como inversor, ou seja,
as duas entradas unidades. O circuito serve apenas para cargas
resistivas.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-73 Controle de Motor de 3 V

Este circuito PWM foi encontrado numa publicação


americana de 1978. Ele consiste num simples controle que, na
realidade pode controlar motores de 3 a 12 V com correntes até
uns 3 A. O transistor deve ser dotado de um radiador de calor, se
a corrente do motor for maior do que 1 A.

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NEWTON C. BRAGA

-74 Controle de Motor Tipo Série

Este controle de motor com SCRs é de uma documentação


da Motorola de 1976. Os SCRs devem ter correntes de acordo
com o motor controlado, assim como os diodos da ponte. Os
transformadores de disparo possuem relação de espiras de 1 para
1.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-75 Driver de Motor DC com Darlington

Este circuito é de uma documentação sobre técnicas de


interfaceamento da Motorola de 1975. O Darlington pode ser um
equivalente moderno da série TIP com corrente de acordo com o
motor. O NPN pode ser o BC548. O circuito aciona o motor
quando a saída lógica estiver no nível alto.

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NEWTON C. BRAGA

-76 Driver de Motor de Passo de Duas Fases

Encontramos este circuito no Audio Handbook da National


Semiconductor de 1977. Ele pode controlar pequenos motores de
3 W por fase. Os enrolamentos do motor são de 8 ohms
sintonizados em 60 Hz através dos capacitores shunt.

87
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-77 Chave SPDT CMOS

Este circuito foi obtido num manual de circuitos integrados


da Siliconix de 1976. Nele temos uma chave lógica com trava
com a tabela verdade mostrada junto ao diagrama.

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NEWTON C. BRAGA

-78 Chave Analógica com FET

Encontramos este circuito numa documentação americana


de 1972. O circuito pode ser elaborado com o BF245 como FET e
para os bipolares podemos usar o BC558 e BC548. O circuito
precisa de fonte simétrica.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-79 Chave AC SPDT com Transistores

Encontramos este circuito numa documentação americana


de 1972. O circuito pode ser implementado com bipolares mais
modernos como o par BC558 e BC548. A corrente comutada
depende desses transistores.

90
NEWTON C. BRAGA

-80 Chave SPDT Negativa com Transistores

Esta configuração foi encontrada numa documentação de


1972. O circuito exige uma referência de tensão de 0 a -12 V. Os
transistores podem ser de tipos mais modernos como os BC558.

91
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-81 Chave Acionada por Luz

Este circuito é de uma documentação de 1968. Podemos


montá-lo com componentes mais modernos como um LDR
comum e transistores BC558, acionando lâmpadas de 6 V até 50
mA. A alimentação passa então para 6 V. Com alimentação de 6
V também podemos trocara lâmpada por um relé de 50 a 100
mA.

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NEWTON C. BRAGA

-82 Controle de Motor com SUS e SCR

Este circuito utiliza uma chave unilateral de silício e um


SCR num controle de motor de meia onda. SCRs equivalentes
podem ser usado. Encontramos esta configuração no manual de
semicondutores da GE de 1977.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-83 Reversor de Corrente

Na realidade, este circuito consiste num reostato


eletrônico, onde a retificação é feita pelo próprio transistor. O
secundário do transformador pode ter tensões de 6 a 12 V com
correntes até 800 mA. O transistor pode ser um TIP32 ou TIP42
montado em radiador de calor.

94
NEWTON C. BRAGA

-84 Interruptor com Retardo Unijunção

Este circuito faz com que a carga ligue somente depois de


um tempo dado por R1 e C1. O SCR deve ser de acordo com a
tensão da carga. Este circuito temporiza cargas de corrente
contínua. Encontramos esta configuração numa documentação
americana dos anos 80.

95
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-85 Controle de Motor

Este controle de motor para robôs é de uma


documentação inglesa de 1968. Os transistores originais são de
germânio, mas podemos usar equivalentes de silício e a tensão
deve ser de acordo com os motores usados.

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NEWTON C. BRAGA

-86 Controle de Motor Modo Shunt

Este circuito foi encontrado no Linear Applications da


National Semiconductor de 1978. O circuito usa um Darlington
NPN de acordo com a corrente exigida pelo motor controlado. O
circuito integrado é especifico para a aplicação e o motor deve ter
uma saída tacométrica para utilização de seus pulsos.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-87 Chave de Onda Completa com Dois SCRs

Este circuito é de uma documentação técnica da GE dos


anos 70. O circuito pode ser implementado com SCRs do tipo
TIC106 e a corrente máxima será de 3 A. Os SCRs devem ser
dotados de radiadores de calor e os diodos podem ser os 1N4004
ou 1N4007, conforme a rede. O circuito só deve operar com
cargas resistivas.

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NEWTON C. BRAGA

-88 Controle de Triac por Baixa Tensão

Este circuito foi obtido num manual da Motorola de 1978.


Podemos usar qualquer triac e o acoplador com disparador pode
ser outros da mesma série, conforme a tensão. A potência
controlada depende do triac. No controle podemos usar outras
tensões, bastando alterar o resistor de 360 ohms. Para uma
bateria de 9 V pode ser usado um resistor de 680 ohms.

99
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-89 Detector de Sequência de Fase

A finalidade deste circuito é monitorar os pulsos de fase de


um circuito lógico, verificando se estão em sequência. O circuito é
de uma documentação técnica dos anos 70. O transistor pode ser
o BC558 e os diodos zener são de 5 V. Os diodos podem ser
os1N4004 também.

100
NEWTON C. BRAGA

-90 Controle de Motor com Feedback usando


Triac

Este circuito para motor de indução foi encontrado no


Circuit Applications for the Triac da Motorola de 1971. O Triac
deve ser de acordo com o motor e os diodos da ponte podem ser
os 1N4004. O transformador é do tipo de pulso com relação de
espiras de 1 para 1.

101
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-91 Controle Bidirecional para Motores com o


LM12

O circuito integrado LM12 pode controlar motores até 4 A


na configuração indicada pela National Semiconductor em seu
Linear Applications Handbook de 1994. O LM12 é um operacional
de potência não fácil de obter.

102
NEWTON C. BRAGA

-92 Controle de Motor com o LM12

Encontramos este circuito no Linear Applications Handbook


da National Semiconductor de 1994. O circuito pode controlar
motores até 4 A com tensões até 40 V.

103
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-93 Termostato Proporcional com o UAA1016

O circuito integrado usado é da Motrorola e o circuito do


Linear Databook de 1990. O componente não é muito comum,
mas o triac pode ser qualquer um da série TIC conforme a carga
controlada.

104
NEWTON C. BRAGA

-94 Chave AC com Controle Por SCR

Este circuito é de uma documentação técnica dos anos 70


fornecida pela GE, mas pode ser implementado com Triacs da
série TIC e o unijunção pode ser o conhecido 2N2646. O circuito
controla uma carga ligada à rede a partir de uma tensão de 12 V.
O circuito pode ser usado com sensores de baixa corrente. O
Triac deve ser dotado de radiador de calor.

105
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-95 Controle DC de Motor de Passo com o


A3906

O circuito integrado A3906 da Allegro MicroSystems


(www.allegro.com) consiste num controle de motor de passo
simples ou duplo controle de motor DC de baixa tensão para
operação com tensões de 2,5 a 9 V. O circuito possui limite de
corrente interno PWM e aviso de corrente de pico de saída. Além
disso suas saídas são de baixa rds9on) para menor dissipação e
ele possui o modo “brake” (freio) para motores DC. Na figura
abaixo temos o circuito de aplicação para dois motores DC
comuns. Os valores dos resistores dependem da aplicação e mais
informações sobre seu cálculo podem ser obtidas no próprio
datasheet disponível no site da Allegro. Para o controle de um
motor de passo, a configuração é mostrada na figura na parte
inferior. No modo sleep o dispositivo entra na condição de baixo
consumo. A corrente máxima de saída para os dois circuitos é de
1 A e o componente pode ser obtido em invólucro QFN de 20
contactos com pad exposto para ajudar na dissipação de calor.

106
NEWTON C. BRAGA

107
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

108
NEWTON C. BRAGA

-96 Controle de Velocidade para Motores

Esta configuração tradicional de controla de velocidade


com Triac foi encontrada numa documentação técnica dos anos
70. O Triac deve ter capacidade de acordo com o motor e deve
ser montado num bom radiador de calor. Qualquer diac serve e o
potenciômetro de controle pode ser de 470 k que é o valor
padronizado atual.

109
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-97 Controle para Motor Universal de 3 A

O circuito apresentado é do manual de semicondutores da


GE de 1977. Podem ser usados SCRs equivalentes mais
modernos. R1 deve ser de fio. O circuito terá melhor desempenho
se for usado um diac em lugar de CR1.

110
NEWTON C. BRAGA

-98 Luz de Cortesia

Este circuito se caracteriza pelo isolamento que apresenta


no acionamento, graças ao uso de um acoplador óptico. O tempo
é dado por C1 e os componentes admitem equivalentes.
Encontramos este circuito numa documentação de 1980.

111
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

-99 Medidor de ângulo para Motores

Este interessante circuito, de uma documentação digital


dois anos 1978 mostra como implementar um circuito que mede
a posição ou ângulo de um motor de passo controlado por um
microcontrolador.

112
NEWTON C. BRAGA

-100 Controle de Velocidade para Motores


Universais

O circuito apresentado é do manual de semicondutores da


GE de 1977. Na tabela temos os valores dos componentes para a
rede de 110 V e 220 V. Com o TIC106 a corrente pode ser um
pouco maior que a indicada.

113
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

114
NEWTON C. BRAGA

Micro PLC com o 4017


Sinais sequenciais em padrões determinados pelo arranjo
de diodos do circuito da figura 1 podem ser usados para o
controle de máquinas em poucas operações programadas.

Temos então a possibilidade de elaborar um micro-PLC


para controle de dispositivos que podem ser acionados a partir de
relés ligados na saída dos diodos.
Neste exemplo temos o acionamento utilizando 6 saídas
com 3 acionamentos finais dados pelos diodos.

115
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

Isso significa ciclos de acionamento para cada saída,


equivalentes a 1/5 do ciclo de clock externo.
No entanto, baseados nas 10 saídas e em combinações
diferentes de diodos podemos obter mais ou menos ciclos e com
durações diferentes, conforme o controle desejado.
Também existe a possibilidade de se cascatear dois ou
mais 4017 obtendo-se assim, 18 ou 27 saídas de controle, já que
no cascateamento apenas 9 saídas podem ser utilizadas.
As saídas do 4017 fornecem correntes de 0,88 mA com
alimentação de 10 V , valor que deve ser levado em conta no
acionamento dos dispositivos externos de controle.
Na figura 2 temos uma sugestão de placa de circuito
impresso para o caso específico do circuito dado como exemplo.

Lembramos que a frequência máxima de entrada está em


torno de 7 MHz para uma alimentação com 10 V.
Não há limite para a frequência mínima podendo ser
utilizado um divisor com o 4020 para se obter períodos
extremamente longos de acionamento para os circuitos
controlados.

116
NEWTON C. BRAGA

LISTA DE MATERIAL
CI- 4017 – circuito integrado CMOS
D1 a D6 – diodos 1N4148 ou equivalentes

Diversos:
Placa de circuito impresso, solda, etc.

117
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

AUTOMATISMO BIESTÁVEL PARA RELÉ


O circuito apresentado controla um relé a partir de
sensores ou interruptores fornecendo uma ação biestável: com
um toque o relé liga.
Com o toque seguinte ele desliga. Podemos usar este
circuito em sistemas automáticos de mudança de direção e
controle em robôs, em automatismos diversos e em sistemas de
controle remoto.
A alimentação do circuito pode ser feita com tensões de 6
ou 12 V, conforme o relé usado.
Um dos problemas de muitos projetos de automatismos,
robôs e sistemas de controle remoto é obter uma ação biestável
segura: com um toque o sistema liga e com o toque seguinte ele
desliga.
A existência do fenômeno do repique em sensores e
interruptores faz com que, ao ativarmos o sistema, mais de um
pulso seja enviado ao circuito que então pode ligar e desligar de
modo aleatório, conforme mostra a figura 1.

O circuito, com base em componentes bipolares e CMOS,


apresenta um consumo muito baixo e ao mesmo tempo uma
grande sensibilidade que possibilita sua utilização com sensores
resistivos tais como LDRs.

118
NEWTON C. BRAGA

Essa possibilidade leva a uma aplicação direta do projeto


num controle remoto por feixe de luz, a partir de uma lanterna ou
do farol de um carro, conforme mostra a figura 2.

Com um toque de luz no sensor, o relé atraca e a carga


ligada a ele é acionada.
Para desligar, basta um novo toque de luz no sensor.
Num robô, o uso de um relé de contactos reversíveis, pode
levar a reversão do sentido de rotação do motor a partir de
sensores simples de movimento como um detector de batidas.

Como Funciona
Um circuito integrado 555 funcionando como monoestável
evita a ação de repiques ou acionamento aleatórios do sensor.
Esse circuito tem sua saída levada ao nível alto por um
tempo constante, independentemente da duração do pulso
aplicado pelo sensor.
O tempo depende do ajuste de P1 e do valor de C1 (que
dependem da aplicação) e para o disparo, a entrada do circuito
integrado 555 deve ser levada ao nível baixo por um instante
(aterrada)
O resistor R1 deve ter seu valor alterado se em lugar de
um sensor do tipo interruptor for usado um sensor resistivo.
Resistores de até 1 M ohms podem ser usados para o caso
de se desejar um acionamento com fontes de luz muito fracas ou
a uma boa distância.
O pulso de duração constante produzido pelo 555 serve
para acionar um flip-flop tipo D, dos dois existentes no circuito
integrado CMOS 4013.

119
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

O capacitor C2, em conjunto com R3 formam a rede que


resseta o circuito quando a alimentação é estabelecida.
Isso garante que o circuito, ao ser ligado, sempre parte da
condição em que o relé se encontra desenergizado.
A saída do flip-flop é ligada à base do transistor via R4
para o acionamento do relé que controla a carga.
O relé usado é do tipo sensível com uma bobina de no
máximo 50 mA de corrente. A corrente dos contactos do relé vai
depender apenas da carga que deve ser controlada.

Montagem
Na figura 3 temos o diagrama completo do controle sem a
fonte de alimentação, pois ela pode ser feita tanto a partir da
rede de energia como a partir de baterias.

Uma sugestão de placa de circuito impresso é mostrada na


figura 4.
Essa placa foi projetada para o caso de um relé miniatura
com base DIL (Dual In Line).
Se for usado um relé diferente, a placa deve ter seu
desenho alterado.

120
NEWTON C. BRAGA

Para maior segurança na montagem, sugerimos que sejam


usados soquetes para os circuitos integrados.
Isso facilita sua troca em caso de necessidade e evita o
calor no processo de soldagem, pois os CIs só são encaixados
depois de terminada a montagem.
P1 é um trimpot e para as aplicações comuns C1 pode ter
um valor de 100 nF.

121
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

Na montagem é preciso prestar atenção à posição dos


componentes polarizados.

Prova e Uso
Para provar o aparelho ligue um interruptor de pressão na
entrada (AB) e alimente o circuito. Se puder ligue alguma carga
nos terminais do relé para monitorar seu funcionamento.
Com um toque no interruptor, o relé deve atracar ligando
a carga. Para desligar dê um novo toque.
Essa ação deve ser sempre a mesma, qualquer que seja o
momento em que o interruptor seja ativado.
Na figura 5 mostramos como elaborar um controle remoto
por feixe de luz para um ventilador, por exemplo.

Na figura 6 damos uma fonte de alimentação simples para


o caso do leitor desejar alimentar o circuito pela rede de energia
em lugar de pilhas ou baterias.

122
NEWTON C. BRAGA

O consumo do circuito com o relé atracado é da ordem de


60 mA e com o relé desligado é ordem de 5 mA.

Lista de Material
Semicondutores:
CI-1 - 555 - circuito integrado - timer
CI-2 - 4013 - circuito integrado CMOS - flip-flop
D
Q1 - BC548 ou equivalente - transistor NPN de uso
geral
D1 - 1N4148 - diodo de uso geral

Resistores: (1/8 W, 5%)


R1 - 47 k ohms - amarelo, violeta, laranja
R2 - 10 k ohms - marrom, preto, laranja
R3 - 22 k ohms - vermelho, vermelho, laranja
R4 - 4,7 k ohms - amarelo, violeta, vermelho
P1 - 100 k ohms - trimpot

Capacitores:
C1 - 100 nF a 1 uF - capacitor (cerâmico,
poliéster ou eletrolítico, conforme o valor)
C2 - 100 nF - cerâmico ou poliéster
C3 - 100 uF x 16 V - eletrolítico
Diversos:
K1 - Relé de 6 ou 12 V - 50 mA de bobina (Max.)

123
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

Placa de circuito impresso, fonte de alimentação,


caixa para montagem, fios, solda, etc.

124
NEWTON C. BRAGA

Como funcionam os CLPs


É cada dia mais intensa a automação de todos os
processos de produção. A padronização dos procedimentos neste
sentido leva a um grupo de dispositivo que hoje é encontrado
praticamente em todas as aplicações industriais: o controle lógico
programável ou CLP. Como funciona este dispositivo é o que
explicaremos de uma forma bem didática neste nosso artigo.
Quando se fala no controle de processos industriais o
primeiro requisito que nos vem à mente é a eficiência e
simplicidade de uso.
O uso de computadores no controle de processos é
fundamental, no entanto existem os casos em que as máquinas
devem tomar, por sí só, todas as decisões.
Para esta finalidade elas precisam ser dotadas de
“inteligência própria” e esta inteligência está nos dispositivos
denominados CLPs.
Os CLPs (Controles Lógicos Programáveis) ou usando o
termo inglês PLC (Programmable Logic Control), como o nome
sugere podem ser programados de forma lógica para realizar o
controle de um processo.

Origem
No início, a industrialização de qualquer produto usava
mão de obra humana e era realizada por etapas ou estágios nas
quais as pessoas realizavam sempre as mesmas tarefas.
Da mesma forma, as máquinas utilizadas eram projetadas
para ter uma única função.
Numa segunda fase, valorizando a mão de obra, passou-se
a aproveitar melhor as máquinas.
Além de deixar para a as máquinas o trabalho mais
pesado, a função do homem passou apenas a controlá-lo,
utilizando sensores.

125
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

Os sensores informavam os circuitos sobre as operações a


serem realizadas e eles atuavam sobre atuadores, principalmente
do tipo eletromecânico como relés e contatores.
A terceira fase veio com a automação por programa
quando apareceu CLP.
O aparecimento dos microprocessadores e
microcontroladores tornou possível a elaboração de sistemas
capazes de controlar atuadores a partir de sinais de sensores,
contendo programas relativamente complexos.
Os primeiros CLPs foram usados na General Motors em
1968 tendo sido criados pelo engenheiro Richard Morley,
responsável por especificação para um equipamento que foi se
aperfeiçoando até nossos dias.

Por dentro do CLP


Podemos analisar uma máquina como um conjunto de
atuadores ue devem ser ativados a partir de informações
enviadas por sensores, segundo um padrão inteligente
determinado por um programa. O CLP é o elemento “inteligente”
que faz isso, como sugere a figura 1.

Os sinais analógicos ou digitais recebidos pelos CLPs são


enviados a uma CPU (Unidade Central de Controle – UCP se
adotarmos a sigla em português).
A operação de um CLP é feita em ciclos, conforme mostra
a figura 2.

126
NEWTON C. BRAGA

Podemos dividir um CLP em duas partes:

 Hardware - parte física do dispositivo formada pelos seus


circuitos eletrônicos, interfaces, fonte de alimentação, etc.
 O software - programa de controle gravado na memória

Analisemos essas partes:

Hardware
Na figura 3 temos um diagrama de blocos de um CLP.

127
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

A montagem normalmente é feita em caixas


padronizadas, como a mostrada na figura 4.

Os blocos que fazem parte de um CLP são os seguintes:

128
NEWTON C. BRAGA

a) Fonte de alimentação
As tensões de alimentação dos CLPs são padronizadas. Na
maioria dos casos a tensão é de 24 V contínuos, obtidos de uma
fonte chaveada.
Para as CPUs, que normalmente exigem tensões mais
baixas, são usados reguladores internos que baixam os 24 V para
as tensões que os cernes das CPUs exigem, normalmente na faixa
de 2,7 a 5 V.
Observamos que os 24 V são justificados pelo fato de que
operando com tensões mais elevadas temos uma imunidade
maior a problemas de ruído e interferências que tendem a ser
muito mais intensos num ambiente de fábrica.
Outro motivo está na compatibilidade com os padrões de
interfaceamento como o RS-232.

b) CPU
Na CPU de um CLP podemos encontrar tanto um
microcontrolador como um microprocessador. A diferença está no
modo como os sinais são processados.
Os microcontroladores já possuem uma região de memória
interna com uma interface de comunicação. Por isso, os
microcontroladores são mais indicados para as aplicações mais
simples.
Os CLPs com microprocessadores são empregados nas
aplicações mais complexas. A maioria dos CLPs atuais trabalha
com microprocessadores da série IBM-PC.
Na verdade, um CLP tem a mesma CPU de um
computador, com a diferença de que o microprocessador é
montado de uma forma a atender a uma nova função.
Em lugar de entradas e saídas para teclados ou monitores
temos entradas e saídas dos sensores e programação.

c) Interfaces de Entrada e Saída (I/O)


A comunicação de um CLP com o mundo exterior deve ser
feita prevendo-se a possibilidade dele trabalhar com sinais
analógicos e digitais.

129
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

As entradas analógicas são ligadas a um conversor


analógico para digital (ADC) existente no interior do CLP,
conforme mostra a figura 5.

Um CLP comum, muito usado em máquinas industriais de


nosso país, tem 8 entradas analógicas para sensores.
Para as aplicações críticas, em que se exige uma precisão
grande de controle de um processo a partir dos sensores ligados
a essas entradas, a resolução deve ser de pelo menos 12 bits.
No entanto, para as aplicações mais simples, em que se
exige uma resolução menor, ela pode ser de 8 bits.
As faixas de tensões de entrada para os conversores dos
CLPs também são padronizadas. As principais faixas que
encontramos nos CLPs comerciais são de 0 a 10 V, -5 a 15 V, -10
a 10 V.:
Também podemos fazer com que essas entradas operem
no modo “corrente” com as faixas padronizadas de 0 a 20 mA e 4
a 20 mA.

d) Entradas Digitais
Existem sensores que já possuem saídas para sinais
digitais, como os encoders, enquanto que outros, mesmo sendo
analógicos possuem integrados os conversores para os sinais na
forma digital. Esses sensores podem ser ligados nas entradas
digitais dos CLPs.

130
NEWTON C. BRAGA

Os níveis altos dos CLPs correspondem a tensões de 24 V


em lugar dos 5 V TTL ou níveis na faixa de 5 a 15 V para os
circuitos CMOS.
Nos CLPs tipo P (positivo) o nível 1 ou alto corresponde a
uma tensão de 24 V e o nível 0 ou baixo, corresponde a uma
tensão de 0 V.
Nos CLPs tipo N (negativo), o nível 1 ou alto corresponde a
uma tensão de 0 V e o nível 0 ou baixo a uma tensão de 24 V.
Para maior segurança as entradas dos CLPs são isoladas,
normalmente por um acoplador óptico conforme mostra a figura
6.

e) Saídas Analógicas
Na figura 7 temos um circuito típico de uma saída
analógica de um CLP.

131
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

O valor digital da grandeza que deve ser aplicada a um


atuador passa por um DAC (Conversor Digital-Para-Analógico). A
tensão analógica correspondente ao valor de saída é levada a um
amplificador operacional.
Além de atuadores outro dispositivo que pode ser
comandado pelas saídas analógicas é a interface homem-máquina
ou IHM.
Essas interfaces fornecem informações através de diversos
tipos de indicadores a um operador que deve monitorar o
funcionamento de uma máquina.

f) Saídas Digitais
As saídas digitais dos CLPs trabalham com os mesmos
níveis de sinais das entradas digitais, ou seja, 0 e 24 V.
Relés e outros dispositivos de dois estados podem ser
controlados além de se fazer o interfaceamento entre uma saída
digital de um CLP e um sistema de atuadores.
Um deles é o mostrado na figura 8 e que permite um
isolamento total entre o CLP e o atuador.

132
NEWTON C. BRAGA

Calculando a Resolução de Conversor A/D de um CLP


Um trabalho importante do profissional de CLPs é
determinar a resolução de um conversor A/D ou ADC uma
aplicação.
Vamos supor que na entrada analógica de um CLP seja
aplicado um sinal de –10 a +10 V e o conversor utilizado seja de
8 bits. Nesse caso, os 8 bits significam:

28 = 256 níveis de saída ou valores digitais

A “escada” de conversão deste CLP terá 256 degraus,


conforme mostra a figura 9.

Veja que as tensões de entrada limitadas pela altura de


um mesmo degrau fornecem uma saída única. Essa faixa de
valores dá a resolução do dispositivo.

133
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

Para calcular esta faixa, dividimos a faixa de tensões de


entrada pelo número de degraus da escada de conversão (2
elevado ao número de bits do conversor). Para o ADC tomado
como exemplo temos:

R(resolução) = (10 – (-10))/256


R = 20/256
R = 0,078 V
R = 78 mV

Veja que variação mínima da tensão de entrada que este


conversor pode detectar na faixa de –10 a +10 V é de 78 mV.

Software
Os programas utilizados nos CLPs têm uma estrutura que
utiliza 5 tipos de blocos:

a) Organização
Este bloco organizar a sequência de operações que devem
ser realizadas no processo de automação. É um bloco é do tipo
executável, ou seja, EXE.

b) Programa
Neste bloco fica o programa que vai ser instalado na
memória do CLP.

c) Funções
Nesse bloco estão os valores das variáveis externas que
devem ser utilizadas pelo programa.

d) Dados
Estes blocos guardam informações adicionais que devem
ser utilizadas pelo programa durante sua execução.

134
NEWTON C. BRAGA

e) Passos
Neste bloco são colocados os sinais gráficos como as
formas de sinalização externa do processo que está sendo
controlado.

Linguagens:
Os CLPs utilizam as seguintes linguagens de programação
que são estabelecidas pela norma IEC 1131.

Linguagem de contactos ou LADDER


Linguagem de blocos lógicos ou DIL
Linguagem de blocos lógicos ou LIS

Operação do CLP
Em operação o CLP tem duas condições: Run e Stop.
Na condição RUN (rodando), o programa está sendo
executado e o equipamento controlado está em funcionamento
normal. Na condição STOP o CLP está fora de funcionamento.
A condição STOP pode ocorrer por uma parada
momentânea (espera ou stand-by) devido a uma falha de
funcionamento da máquina ou ainda para que seja feita a
manutenção.
A própria simbologia utilizada no desenvolvimento de uma
aplicação com CLP é diferente da utilizada em eletrônica
tradicional.
Na figura 10 temos uma relação das funções lógicas
básicas utilizadas nos CLPs e a sua representação LIS e DIC.

135
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

136
NEWTON C. BRAGA

Além desses blocos temos outros que formam o “set” de


instruções do CLP.

a) Reset (RST)
Esta instrução desativa uma saída, independentemente do
estado de sua entrada.
Na figura 11 temos a representação desse bloco na
simbologia DIC e LIS além da expressão lógica.

b) Set (SET)
Esta instrução leva uma saída ao nível 1 ou ativa sua
saída, independentemente do estado da entrada.
Na figura 12 temos a sua representação.

137
100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

c) Timer (T)
Esta instrução é usada no manuseio dos tempos dos
processos. Ela ativa uma saída depois de um determinado retardo
e por um intervalo de tempo.
A representação desse bloco é mostrada na figura 13.

d) Contador (C)
O contador ou Counter ativa uma saída depois de um
número de eventos previamente programados.
Na figura 14 temos a sua representação.

e) Comparador (CMP)
Sua função é comparar os valores de dois registros ou
temporizadores fornecendo um resultado que pode ser utilizado
como variável para outras etapas do processo.

138
NEWTON C. BRAGA

f) Mover (MOV)
Esta instrução movimenta dados entre diversos outros
blocos. Por exemplo, é possível mover dados para contadores ou
temporizadores onde eles possam ser usados.

g) Filtro (REFF)
Sua finalidade é eliminar ruídos digitais. Através dela é
possível evitar que ruídos provoquem a ativação inadequada de
uma saída.

h) Alternar (ALT)
Esta função consiste num flip-flop tipo JK disparado pelo
flanco de subida de um sinal de entrada.
Aplicando um sinal retangular de entrada, obtido de uma
outra função de um CLP ele vai dividir sua freqüência por 2, ou
seja, fornecer um pulso de saída a cada dois pulsos de entrada.

i) Refresh (REF)
Restabelece o estado das entradas e saídas no bloco de
memória antes do programa terminar.

j) Fim (END)
Esta instrução é sinalizar o término da execução do
programa. Sem ela, o programa continuará varrendo a memória
em busca de novas instruções o que tornará o processamento
lento.

Entradas e Saídas
A numeração dos terminais de entrada e saída pode ser
feita de diversas formas:
Para as entradas, por exemplo, podemos usar as letras I
ou E. As saídas podem ser representadas pela letra S ou Q
também seguidas de um número, conforme mostra a figura 15.

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100 CIRCUITOS DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE

Na figura temos uma lâmpada ligada a saída Q 0.0 ou


S180. A numeração depende do fabricante do PLC como no
exemplo que tomamos um PLC Siemens S7200.
Exemplo de Aplicação
Na figura 16 temos um circuito simples em que ligamos
sensores de contacto a um PLC para controlar a bomba que enche
um reservatório.

Quando o nível do reservatório cai a ponto de acionar o


sensor de nível baixo, a bomba é acionada. Um sensor de nível
alto desliga a bomba quando o reservatório está cheio.

140