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216 Souza DPD, Silva APBV, Jarrus ME, Pinho SMR

AVALIAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA VOCAL
EM CANTORES INFANTO-JUVENIS
Speech-therapy evaluation in child singers

Denise Pimentel Diniz de Souza (1), Ana Paula Berberian Viera da Silva (2)
,
Marta Essuane Jarrus (3), Silvia Maria Rebelo Pinho (4)

RESUMO

Objetivo: discutir e fundamentar aspectos relativos a propostas de avaliação vocal em cantores infanto-
juvenis. Métodos: foi realizado levantamento bibliográfico em Universidades de Maringá e Curitiba, em
periódicos indexados nas áreas de voz e canto. Resultados: os aspectos priorizados na seleção dos
dados colhidos do levantamento bibliográfico para a avaliação fonoaudiológica voltada para cantores
infanto-juvenis foram: postura, estruturas envolvidas, articulação, ressonância, altura vocal, tipo de
voz, ataques vocais, avaliação perceptivo-auditiva no canto, ritmo e intensidade. Conclusão: a avalia-
ção em cantores infanto-juvenis deve ser específica, em função da idade e uso da voz, tendo assim a
necessidade de sistematização de determinados tópicos para direcionar as técnicas necessárias à
voz cantada e tornar o seu desenvolvimento mais efetivo.

DESCRITORES: Avaliação; Voz; Música; Criança; Adolescente; Percepção Auditiva

■ INTRODUÇÃO pleno desenvolvimento da acuidade vocal, mesmo
porque o aprimoramento poderá ocorrer devido2
ao trei-
A escassez verificada de propostas de avaliação namento e não somente à maturação . Atenção
vocal voltados a crianças e adolescentes cantores, especial deve ser dada às diferenças entre as crian-
bem como a nossa atuação na área da voz cantada, ças, em termos de competência e habilidade musi-
levaram-nos a desenvolver o presente estudo. Não cal, controle vocal e compreensão auditiva; lembran-
existem quaisquer testes padronizados disponíveis do a necessidade de se desenvolverem avaliações e
para os clínicos usarem durante o diagnóstico de voz atividades de ensino que levem em conta essas dife-
infantil no canto. Ainda resta muito trabalho a ser fei- renças, em vista do aprendizado mais eficaz para
to neste importante campo de avaliação 1. todas as crianças 2.
A criança encontra-se em plena expansão de áre- Em muitos casos, quando a criança apresenta
as que construirão a base de seu desenvolvimento. A alguma queixa, o preparador vocal ou o regente sim-
má qualidade vocal observada em alguns adultos pode plesmente desliga-a da atividade, alegando não ser
ser reflexo de atitudes que eles carregam desde a apta para cantar, e não a encaminha para um trata-
infância. No que diz respeito, no entanto, à acuidade mento, que por vezes solucionaria o problema e per-
vocal e afinação, alguns autores alegam que as cri- mitiria à criança utilizar seu talento musical sem
anças adquirem em idades variadas as habilidades maiores danos. A avaliação dos cantores infanto-ju-
necessárias ao canto e à música em geral. Não se venis possibilita obter dados sistematizados de pro-
pode concluir que exista uma idade específica para o blemas vocais, potencialidades e limitações capazes
de influenciar a qualidade vocal para o bom rendimento
(1) e desenvolvimento do cantor.
Fonoaudióloga Docente de Música e Canto do Colégio Santa Com a experiência pessoal de fonoaudióloga e
Cruz; Especialista em Voz; Mestranda em Distúrbios da Co-
municação pela Universidade Tuiuti do Paraná. regente de dois corais infanto-juvenis da primeira au-
(2) tora, observa-se substancial melhora no desempe-
Fonoaudióloga Docente do Curso de Graduação em nho dos coros por meio da abordagem da qualidade
Fonoaudiologia e do Mestrado em Distúrbios da Comunicação
da Universidade Tuiuti do Paraná; Doutora em História pela vocal. Esse crescimento é claramente identificado em
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. avaliação perceptivo-auditiva determinante no
(3) direcionamento da técnica. Os dados de avaliação
Fonoaudióloga Docente do Curso de Graduação em
Fonoaudiologia da Uningá; Mestre em Distúrbios da Comuni- de voz que temos utilizado são baseados em proto-
cação pela Universidade Tuiuti do Paraná. colo de4avaliação da voz 3 adaptado para a população
(4) infantil . Tais dados possibilitam o trabalho com mai-
Fonoaudióloga Diretora do INVOZ: Comunicação e Voz Profissi-
onal; Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela Uni- or precisão em alterações, problemas e limitações
versidade Federal de São Paulo. encontradas. A avaliação serve de síntese para aju-

Rev CEFAC, São Paulo, v.8, n.2, 216-22, abr-jun, 2006

Os que chegam a fazer os testes seletivos do sido categorizados no item de resultados de acor- são candidatos dispostos a enfrentar esse desafio. auditivo. maior será o conjunto de referências perceptivo. e agra. ■ RESULTADOS tos objetivos . sobre patologias. Entre elas. orna- garantir exatidão na escolha dos candidatos 5.7 e relação. Esta pesquisa teve como objetivo discutir e fun- nais verificar os seguintes aspectos: vozes iguais ou damentar aspectos relativos a propostas de avalia- mistas. do ritmo e controle da in. São pouquíssimos os mazenar dados concernentes à qualidade vocal e à fonoaudiólogos especialistas que trabalham com essa atitude corporal. existem grandes lacunas na área da voz com a escolaridade. Dentre os aspectos avaliados duran- Rev CEFAC. mento na área musical e se a idade está condizente lizmente. deixando-se de lado o problema vocal. São Paulo. língua. sobre a Podemos encontrar cantores com habilidades musi. o ar expirado corresponde vando o caso. articulação. na qual estarão presen. respiração (tipo. Disfonia funcional é comumente ligada ao abuso Após a coleta dos dados obtidos pela avaliação do e mau uso da voz por parte de crianças que gritam processo de muda vocal. coordenação peneumofonoarticulatória. terá subsídios para estudar e anali. arranjos. escolaridade musical e educacional. A realização de teste seletivo contribui para tecas das universidades das cidades de Maringá e que a instituição tenha cantores mais qualificados e. realizada por O histórico serve para recolher dados referentes à fonoaudiólogo competente na área de voz cantada. de altura muito e/ou que cantam profissionalmente. dados de que já é um ponto positivo. entre outros aspectos. mente. para que o clínico de voz faça um diagnósti- vidas. descoberta de novos solistas. permite ar- tores infanto-juvenis. de. ten- agredido. Foi realizado levantamento bibliográfico em biblio- juvenis. abr-jun. apoio e coor- ser feito perante uma banca. verifican- avaliação vocal pode tanto preceder como seguir um do se a criança ou o adolescente possuem conheci- exame médico e postural completo do cliente.2. bém pode estar relacionada a bases psicossomáticas minação auditiva no canto.4% de disfonia infantil. ele não se sentirá res infanto-juvenis e à avaliação vocal em geral. No sistema respiratório. quanto mais vozes forem ou. registro. timbragem. sa dos temas referentes à avaliação vocal em canto- sas perguntas com objetividade. à fonte desencadeadora do movimento vibratório das rios autores em escolas. testes seletivos dão estudos mais recentes nas áreas de voz e de canto. da discri. Os resultados de exames laringológicos devem A avaliação é uma tarefa comparativa. no mínimo. com pico entre 5 e e estabelecer a proposta terapêutica que considere 10 anos. A avalia- repertório. Levantamento estatístico. adaptações e dinâmica vocal. envolvidas (laringe. lábios. 216-22. sendo tais aspectos muito relevantes. sobre a simetria e a flexibili- cais extraordinárias. fonoaudiólogo 4. auditiva. Além disso. São apontadas diversas estratégias para Desta forma o fonoaudiólogo. Pode igualmente representar tensidade. faixa etária 6. apóiam-se. menina . ressonância. registrou incidência entre pregas vocais 8.8. com resultados artísticos cada organizar e compilar referências desde 1979 até os vez melhores. v. afinação. A sistematização da avaliação poderá ser útil na ■ MÉTODOS aplicação de teste seletivo em instituições que con- siderem necessária a seleção de cantores infanto. postura corporal. especialmente tratando-se de can. denação). em parceria com o superar a disfonia infantil e condutas que favorecem preparador vocal. É a melhor maneira de cia (tom habitual e extensão vocal). sadores avaliarem a voz da maneira mais precisa obtendo medidas 6 concretas por meio de procedimen. A avaliação vocal deve ser cuidadosa e cientificamente conduzida. por sexo. segundo experiência dos autores. mas tam- vocal (extensão-tessitura). mas com alterações vocais im. Existe um alto índice de crianças com disfonia. ção vocal em cantores infanto-juvenis. credibilidade ao grupo. o preparador vocal e o fonoaudiólogo. Se a equipe responsável pelo A coleta de dados foi conduzida com base na pesqui- teste seletivo souber colocar ao candidato as diver. parâmetros relativos à freqüên- que façam parte da banca. O teste seletivo deverá exame laringológico. ser confrontados com os da avaliação vocal perceptivo- de auxílio lembrar que. são trabalhados musical. poderão os profissio. de 3 meninos para 1 os objetivos que podem ser comuns. disposição dos cantores. entre outros comportamentos. É de gran. ritmo e intensidade. A idade. o do com os seguintes tópicos: histórico. Avaliação vocal em cantores 217 dar o terapeuta a encontrar o que o paciente solicita 6% e 23. cantor. feito por vá. os profissionais envolvidos terão maior uma função na causa e na estrutura de personalida- embasamento para trabalhar com: estilo musical. ção perceptiva da voz é importantíssima 6. Em grupos vocais e corais. Muitas vezes. bochechas e man- Pode-se convidar o regente do coro ou o pianista para díbula). ondulação da mucosa. de Curitiba e na base de dados Lilacs de forma a conseqüentemente. ataque vocal. co diferencial e um plano de tratamento das desor- auditivas confiáveis para que se compare cada voz dens vocais. sar quais técnicas serão aplicadas aos cantores: apoio a seleção de cantores e seleção de músicas apropri- respiratório. 2006 . avaliação perceptivo- Atualmente há a tendência de clínicos e pesqui. de ressonância. a correção do mau uso ou do abuso vocal. do tipo de voz. harmonização. qualidade de coaptação das pregas vocais. Este primeiro contato com o cantada no Brasil. dade de vibração auxiliando o trabalho do portantes. adas às possibilidades vocais da criança 2. Infe. mentos (vibrato). e a fatores ambientais. n. A investigação e a análise laringológica nova 6. estruturas do trato vocal tes.

a respiração e as cavida- me. o mecanismo8 respiratório e o proces- que a laringe tende a assumir posição alta no pes. zado por uma expansão da parte superior do tó. representa dificuldades prá- laríngeo sobre a passagem de ar expiratório. solidamente apoiado sobre os dois pés. Ao contrário. pois há o aquecimento. pescoço. os aspectos que caracterizam a postura do cantor costais não atuam ativamente e o diafragma age. tempos de emissão e coordenação implica na observação da velocidade de fala. Cantar requer uma coor. As meni- Rev CEFAC. Esse método inclinação e/ou rotação da cabeça. da utilização de fluxo excessivo ou freqüente utiliza- ção de repouso e de fala. as pregas vocais. quan. participa na produção da voz. já são de laringe. Os sistema de fonação para controlar eficientemente a dados sugerem para o sexo masculino as mudanças passagem de ar glotal 9. fora das situações de inflexão O valor de relação s/z maior ou igual a 1. sem que haja um levantamento significativo des de ressonância 4. dos ombros. anteriorização do osso exercícios adequados. tórias e sua carga melódica e do número de palavras umidificação e filtragem do ar inalado. com a intensidade e com o objetivo posição de repouso durante a emissão vocal em fre- da interpretação 4. o corpo todo. pois elas com- de respiração não é saudável que a atividade vo. v. de sua pneumofonoarticulatória. posicionamento da coluna. Em situa. do tórax são particularmente te atividades físicas. utilizadas por expiração (normalidade: por volta de e principalmente no canto. É importante observar as seguin- Com o levantamento das costelas. Nenhum dos meninos de 10 ou 11 denação extraordinária do sistema respiratório e do anos mostrou evidência de mudança em sua voz. Sua posição é igualmente muscular. laringe. o ideal é que a inspiração ção de ar de reserva. predomi- rio permite maior controle sobre a saída do ar du. como também não produz suficiente importante. Precisamos observar ainda se das costelas. mas pronto para movimentar-se. utilizando 5 a respiração aumenta a extensão do trato vocal. so vocal como um todo . O apoio respi. age. tipo. que conta com da anatomia e da fisiologia da laringe e por meio de a abertura das costelas. durante a fala se modificam ou se mantêm durante o quase que exclusivamente. canto. O modo corresponde ao pre. ocorrem entre os 14 e os 18 anos de idade. consideramos: apoio e de equilíbrio para a voz. O padrão diretamente para a emissão da voz agindo sobre a abdominal é identificado pela contração do abdo. vios movimentos simpáticos da parede abdominal. o diafragma é tes alterações: arqueamento de ombros. favorecendo a emis- O apoio respiratório é a ação do sustento cons. move. qüência habitual de fala. em coaptação correta das pregas vocais à fonação.2 segun. importantes.2. melhor será a voz. do coço. Pinho SMR te a respiração. favorecendo a costodiafragmático-abdominal . em registro de peito. levantado também. de voz falada ou durante o canto popular e. emissão dos graves. sua duração e nas relações entre as alterações to maior o valor dessa proporção. Durante a fala. nasal ou misto. Quanto mais flexível e móvel mas não permite controle eficiente do movimento ela for. Silva APBV. tros médio e cabeça prevalecem. a ser oral ou misto. São fatores sobre os eficiente e controlado. pois permite retomadas mais rá. A duração das sus. São Paulo. dem ser notadas. vel. permitindo mais rápida en. Ela deve estar bem retificada e não com- pressão subglótica. onde os regis- tentações é o resultado de uma excelente adminis. são dos sons agudos. A elevação e o abaixamento esterno e abaixamento do diafragma. físico e pidas de ar no meio do texto 8. O padrão costal superior é caracteri. reduz a extensão do trato vocal. vamente pressionada para dentro. Aspereza e quebra de voz também po- ção s/z em infanto-juvenis . possivelmente prejudicarão a livre excur- que podem afetar diretamente a emissão vocal. O padrão ideal consiste no quais o cantor pode agir por meio da compreensão tipo costodiafragmático abdominal. 216-22. laringe abaixada tante do som vocalizado. com o uso prolonga- cal. n. 2006 . pois estas partes do corpo contribuem trada de ar com grande oxigenação 5. Ele serve de Quanto ao tipo respiratório.8. o modo inspiratório passa até 25 elementos de frase/expiração) no adulto 8. anteriorização do queixo. Este tipo respirató. menor o controle laríngeas e a muda vocal. respira. acompanhado por ób. psíquico. a laringe fica mais tração do ar e não uma prova de força. domínio respiratório oral. O ideal é que o corpo se mantenha flexí- abdominal. No canto lírico. Jarrus ME. é um ressonador por costal superior. prometerão a qualidade vocal e. pois cria no pescoço e nos ombros tensões do da voz.218 Souza DPD. tam abaixá-la e elevá-la. abr-jun. abordamos: modo. com conse. da laringe ocorrem normalmente durante as inflexões qüente expansão abdominal. apoio respi. sincronia com as sucessivas deglutições de saliva. estável e numa posição mais baixa no pescoço. tro semitons. firme. As posições da cabeça. Avaliar a coordenação pneumofonoarticulatória ratório. Cumpre ticas para os pesquisadores. Laringe elevada rante as diversas demandas vocais 8. abdominal e costodiafragmático excelência. A mobilidade e a flexibilidade da laringe possibili- Essa respiração participa da sustentação do som. e na literatura pesquisada não foi encontrado mutação e a voz da menina pode reduzir três ou qua- nenhum dado afirmando valores 7 normais para rela. do respeito às pausas respira- se realize pela via nasal. Quanto à postura no canto. um corpo que se rax. tonal 8. nantemente. acompanhada pelos ombros e pela clavícula. Esse padrão é usualmente utilizado duran. e a parede abdominal é passi. tão necessária para o canto primida nem em hiperextensão. dos em indivíduos adultos já é indicativo de falta de A variabilidade no início da própria puberdade. É de ratório consiste em dosar a saída de ar de acordo consenso geral que a laringe deve permanecer em com a duração. A voz do menino pode destacar que a avaliação é realizada em crianças e tornar-se uma oitava mais baixa durante o período da jovens. Na respiração abdominal os inter.

de constritores faríngeos e elevação dos basicamente em: fry. necessariamente. emissão da frase “Mimi mamou na mamãe” tência labial em decorrência de hipofunção. Extensão vocal é o termo utilizado para referir o O principal sintoma das disfunções apontadas número de notas da mais grave à mais aguda que um continua sendo a dor 10. distorção dos sons nasais devido de cada indivíduo. disfônicas freqüentemente encontradas 8.2. rico em harmôni. Ocorre timbre sonoro distinto dos outros registros e inde- contração de pilares faríngeos (músculos palatoglosso pendente da freqüência do tom emitido. Há uma con- a adulta ocorrer provavelmente de forma gradual du. ser ampliada com o treinamento vocal específico . a voz de resfriado. são vocal pode alcançar duas oitavas. abr-jun.8 Hz . suave. te auditivo). portanto. O repouso da língua deve ser rante a emissão de sons nasais por desvio completo verificado com a mandíbula em posição de repouso. por presença de edema das configuração deve ser observada na posição de rela. de lábio onde deve haver embaçamento do espelho. Os desvios do pitch são manifestações tadores de disfunções de ATM aparecem nos con. chada. A tessitura vocal com a região do trato vocal onde predomina a ampli. A mandíbula anteriorizada e lateralizada nota inteira (tom) acima de seu fundamental mais reflete em prejuízo na qualidade vocal 3. O tom habitual é o mais freqüentemente utilizado dução dos sons. em presença de alteração favorece um4 timbre sonoro. gerando som A língua. Se existir grande ções de avaliação da nasalidade: respiração nasal distância interlabial será preciso analisar as possíveis para se observar se o fluxo é normal. da corrente de ar para a cavidade oral. como um todo. As causas que justificam ção pode mudar a qualidade do som. v. apesar de a transição da voz infantil para servado diante dos quadros de disfonia. é denominada zona de passagem (transição Rev CEFAC. 216-22. O registro vocal é considerado em séries de tons faríngeo e foco faríngeo 8. Sua posição no canto é de extrema tom habitual de fala por volta da terceira ou quarta importância. controlado pelas diferenças seis a doze anos podem produzir variações de uma no formato e tensão do trato vocal. ao mesmo tem. ampla da cavidade bucal e modifica. Na ressonância por rinolalia lhe confere grande mobilidade. São dividi- e palatofaríngeo). po em que estreita o orifício de saída do som. médio e cabeça) e falsete. a cavidade bucal fica pequena e o som acha. gerando nasalidade. 2006 . podendo estar troca de registro. Em posição baixa. tem relação direta terça menor a duas oitavas 2. seja por dis- A posição dos lábios e das bochechas transforma túrbios puramente orgânicos (polipose nasal. também chamada ressonância bucal amplia-se. adenóide volumosa) ou quadros funcionais (deficien- dos alongam a largura do ressonador. desvio de septo. troca de predomínios mus- presente o sigmatismo lateral 8. Para avaliar-lhes a competência. Nesta situação. e sobre o relaxamento dos múscu. o que permite compreender a letra. corresponde ao número de notas da mais grave até a ficação da voz. A rinolalia fechada. com cos graves . mais aguda que o indivíduo consegue produzir com ção basicamente o foco nasal (rinolalia aberta e fe. Para um melhor funcionamento da mental habitual média utilizada por crianças na faixa 11 ATM vários fatores devem estar em harmonia: o etária de 8 anos de idade fica por volta de 275. qualidade vocal.8. Avaliação vocal em cantores 219 nas passam por uma forma de mutação vocal na época O foco laringo-faríngeo é o mais comumente ob- da menarca. rentes espessuras. modal (subdivididos em do dorso da língua. tendência à posteriorização da língua. nasal orgânica. isto é. independentemente do sexo. influencia o volume da aberta ocorre o desvio do fluxo oral para a cavidade cavidade bucal e os movimentos da laringe. não importando a quali- Boa voz implica também em articular com precisão dade (incluindo o vocal fry). ocorre a ausência completa de nasalidade du- harmônicos graves . hiponasalidade e denasalidade). Sua posi. sua às condições locais. dade. etc. Ao redor desta re- A articulação temporomandibular (ATM) é uma gião. há uma tendência peito. pelo indivíduo durante sua comunicação oral. n. Os lábios avança. onde não deve haver O abaixamento da mandíbula permite abertura escape de ar nasal 8. nasal. sultórios com queixas de voz. a voz é metálica e estridente. Ocorre função velar normal. e emis- superior fino-delgado ou de problemas respiratórios 10. A região onde há ao estiramento dos lábios em sorriso. Crianças de O foco ressonantal. com rante muito tempo 6. Podemos constatar incompe. a cavidade da ressonância bucal. Em posição alta a deficiência no fechamento velofaríngeo podem ser e anterior. Existem vários tipos de lábios com dife. a cavidade Na denasalidade. reduzido ou causas de tal postura. grave. equilíbrio neuromuscular. tado. o que implica. estruturas internas do nariz. porém. foco laringo. metálico. A imprecisão Em crianças. ra-se que um indivíduo normal e saudável utilize seu los da faringe. agudo. A freqüência funda- sua existência. São Paulo. ausente. sua mobilidade age sobre a mobili. que abafado e sem projeção. sem considerar o vocal fry. a pro. Mereceram nossa aten. indivíduo consegue produzir. fala e mastigação. centração de tensão muscular na região cervical. a articulação propriamen. funcionais ou orgânicos 8. Sugerem situa- apresentarem apenas leve contato. mos pitch. o timbre 4 torna-se pleno e rico em oral. direcionamento do fluxo de ar para a cavidade nasal. A extensão vocal pode 8 cada som do texto e pronunciar com clareza e flexibili. culares. dada a sua importante musculatura. xamento. a exten- e exagero articulatório levam ao prejuízo vocal 4. Muitos pacientes por. sendo esta característica própria havendo. À nossa percepção subjetiva de freqüência chama- te dita e a oclusão dental. são da frase “Sissi subiu cedo”. homogêneos que se caracterizam por um especial No foco faríngeo. Serão considerados competentes lábios que polipose nasal. o falante irá desenvolver suas inflexões utilizan- das mais requisitadas pelo ser humano durante do-se de sons graves e agudos. Espe- dade da laringe. rinite alérgica ou gripe.

A graduação Muitas vezes. 2) tipos respiratórios e tempo no coral. regente e professor de canto perceptivo da voz são: vogal /a/ prolongada (vogal mais 16 . de reproduzir a melodia dentro da afinação. vogal /e/ (por ser utilizada no exame foniátricos e audiológicos capazes de influenciar a laringológico) e amostra de fala encadeada 14. Também consideramos Foi proposto. uma ficha de avaliação vocal elaborada por uma 3 como viáveis para determinar distúrbios intermediá. O vibrato de alta micos com maior acuidade. soprosidade. em nosso país. no tempo. sendo cais. qual não está preparado. equipe constituída de fonoaudiólogo. como A percepção auditiva no canto significa o reconhe. Esse sobre a voz: 1) tessitura e dimensão das pregas vo- fator pode estar associado à memória tonal. Um dos motivos da boração dessa ficha. as crianças aprendem primeiro a repetir padrões rít- do com flexibilidade e naturalidade 4. de. moderado (2) e seu preparo técnico. Esta permite detectar os problemas médico- aberta).6 a 6. que dá acentuação à frase musi- em uma frequência de 5. uma canção de maneira eficaz apontam que os sopranos apresentam menor núme. senta alterações 2. (com maturação da idade). astenia e a T. Por último. pode o cantor infanto- cada tópico avaliado de acordo com o envolvimento juvenil assumir obras inadequadas à sua voz ou ao vocal em 4 níveis: normal (0). pulmonar e. minação dos tons associado à prática do canto a bras de sonoridade na execução de determinadas maioria das crianças desafinadas pode ser corrigida 2.2. subglótico e à adução glótica. pesquisas mas não de reproduzir. também apreciar a evolução da voz da criança de cimento e reprodução das alturas corretas dos sons e acordo com a técnica utilizada no coral. Rev CEFAC. é chamado de trêmulo e é considerado der o contorno melódico ou atingir a afinação em no- desagradável. cal 15. Algumas crianças podem ser capazes de reconhecer. bruscos ou aspirados. subglótica. para crianças integrantes de um co- a possibilidade de graduação de 1 para 2 e de 2 para ral. vés da ajuda do metrônomo. Voz cantada de qualidade corresponde à deficiente ou atrasada (também utilizado como re. sugeriu-se a adoção de nova sigla “RASAT”. consiste em uma vibra. tendo uma maior relação com trinado 13. n. 4) tempo no coral e que os desafinados tenham deficiências irrecuperáveis extensão vocal. afastando questões de controvérsia envolvendo a GRBAS. 2006 .6 ciclos por segundo. a intensidade como forte ataque vocal aspirado pode ser produzido por adução ou fraca 8. Já os contraltos apresenta. Seria a con. leve (1). e atra- como se inicia a adução glótica durante a fonação. a A. Essa habilidade é de- freqüência (10 a 12Hz). Jarrus ME. Considera-se normal (0) quando nenhu. pode-se detectar se a criança é capaz ou não notas agudas em pianíssimo 12. a S. quebra e dificuldade em alcançar ou cantar você”). Não se pode afirmar ças nasais e tipos respiratórios. e intenso (3) para túrbios vocais funcionais. O vibrato de toda bela voz. uma canção conhecida. O ataque vocal brusco pode ser causa. 216-22. As emissões utilizadas para o julgamento otorrinolaringologista. a A. São Paulo.8. O ataque clado) ele verificará se a criança é capaz ou não de vocal suave consiste na adução glótica suave e reproduzir a canção dentro do ritmo proposto. Ritmo é a ordem de movimento ou ruído que se ção cíclica ao mesmo tempo da altura tonal (1/4 a 1/2 repete. principalmente na transição de criança e pelo avaliador (por exemplo. Pinho SMR de registro) 8 podendo ocorrer nessa transição que. v. alterações vocais extremas. Uma quei- Para facilitar o procedimento de avaliação xa freqüente dos cantores é a impossibilidade de emi- perceptivo-auditiva no nível glótico. ou ritmo eletrônico (te- Podem ser suaves. aspereza. realizar controles posteriores. diretamente relacionada ao fluxo aéreo coce (esta pode ser utilizada com finalidades esté. tensão. Alguns autores encontraram evidências de que Nesta situação observa-se a presença de vibrato emiti. da se a alteração está presente ou não. capacidade de emitir sons perfeitos em intensidade curso estético no canto popular) 8. Nossa percepção de ticas durante o canto popular) e fluxo expiratório amplitude corresponde ao loudness. Para a ela- suas relações intervalares 2. Através de canção conhecida pela ção à voz cantada. O avaliador dará Os ataques vocais correspondem à maneira novamente a criança. sincrônica com a expiração controlada. adução pre. ca controlada fisiologicamente pela pressão aérea do por três situações: adução intensa. e tir o piano/pianíssimo principalmente no agudo 4. que nos permite excessivo diante de adução intensa. abr-jun. mínima. 5) perímetro torácico e capacidade na discriminação auditiva. “Parabéns a registro. tas específicas de uma melodia 15. Silva APBV. da intensidade (2 a 3 decibéis) e do timbre da voz tos fortes e fracos. com uma ampla variação de senvolvida bem antes de a criança ser capaz de apren- intensidade. de maneira subjetiva. Quanto às diferenças entre os naipes. os autores e sua equipe consi- desafinação da criança é a falta de habilidade para deram relevantes as seguintes variáveis que incidem perceber a diferença entre as alturas das notas. leve (1) regar a musculatura com uma técnica vocal para o para alterações vocais discretas ou em caso de dúvi. ■ DISCUSSÃO onde a R corresponde rouquidão. para mostrar sua capacidade ou de 0 a 3 e seus intermediários será mantida para conseguir impulso na carreira. moderado conscientizar e reabilitar o cantor a respeito dos dis- (2) quando a alteração é evidente. rios. 6) tempo no coral e capacidade fonatória. de sustentá-los em qualquer altura. notas musicais. o julgar. qualidade da voz. pois seu mecanismo vocal ro de dificuldades vocais. Com treinamento da discri. 3) doen- difícil dissociar um fator do outro 2. com acen- tom).220 Souza DPD. A intensidade vocal corresponde à grandeza físi- dição ideal. Há necessidade de avaliar. pode não estar suficientemente desenvolvido ou apre- ram maior número de sintomas múltiplos com rela. a intervalos regulares. A chance de insucesso é gran- intenso (3). Pior ainda: há enorme possibilidade de sobrecar- ma alteração vocal é percebida pelo ouvinte.

A tre seis e oito 16. há critérios para que to e podem classificar inadequadamente sua voz. ao avaliar a voz de uma criança. sez de estudos que indiquem o perfil de normalidade que a tornam diferente do modelo sugerido. isso poderia causar-lhe ca vocal. n. É possível que cantores populares com vozes que é importante muitas vezes confrontar as opiniões do ‘não-convencionais’. sendo. Este samente treinadas e. a crian. ringe no pescoço e atrofia das amigdalas e adenóides. desta Autores defendem que o melhor período para can. portadores 2 de voz soprosa. 2006 . maneira. Refere-se também do termo. o encaminhamento taquaras. a criança e o adolescente poderão ser rotulados como guirem cantar a partir de uma nota escolhida por elas. comunidades. seus erros serão mais facilmente camufla- tar um bom repertório musical situa-se entre nove e dos. faculdades. As vozes das crianças devem ser cuidado. que separados ou combinados a fatores desencorajada de cantar. Essa em crianças 18. que confessam nunca terem cantado em situação al- da 2. incapazes de reproduzir qualquer tipo de modelo dor. Durante a puberdade há um jas. É comum encontrarem-se nado o potencial do perfil de extensão vocal para candidatos que não só nunca cantaram em coro. são e da tessitura. cantam cometendo desvios pequenos ou grandes 2. mas que não seja uso da voz. muitas vezes. motivo. nem sempre os componentes desafinação vocal. foi observado que a extensão vocal mitir satisfatoriamente uma música. colocada na voz que corresponde ao seu registro 2. na fase de muda vocal. a 120º. é que. A atuação das crianças na música é Em se tratando ainda de desafinação. (2) desafinam por só conse- to. assim mesmo. levando em conta os padrões musi- respiratórios 17 e fonatórios são avaliados com precisão cais comuns à nossa cultura. com angulação da tireóide variando de 90º. Rev CEFAC.2. nenhuma experiência 8. independente do sexo. variar de uma terça menor a duas oitavas 2. A possibilidade de aprender prática do canto coral. infanto-juvenis e. Aconselha-se que atritos vocais e possíveis alterações 21-22. fonoaudiólogo e professor de canto 16. desconhecimento pode levar ao uso excessivo e mau ça receba tratamento especial. nas meninas. A autora sugere que a criança deva ser avaliada e catorze anos. Corais não profissionais não oferecem ao cantor Em relação à atividade de canto para crianças que o preparo e as técnicas adequadas à prática do can- estão na fase da muda vocal. as crianças não deixem de cantar na fase da muda A maior parte dos corais no mundo é formado por vocal. igre- os devidos cuidados 8. quando necessário. pode conduzir a equívocos de avaliação e. não reconhecido como reproduzir nem uma determinada nota. bem como a região de sua preferência vocais.8. A maioria dos vários aspectos têm sido encontradas em gráficos cantores amadores no Brasil entra em um coral sem de cantores. A avaliação. Em contrapartida. É engano achar que so- extensão das crianças de seis a doze anos pode mente os solistas devem ter voz educada 5. havendo uma descida da la- que o fonoaudiólogo. Segundo o autor. nar devido a essas mudanças. envolve o reforço da per- danos irreparáveis. portan. de certa maneira. abr-jun. por este padrão dentro da cultura e do conhecimento do avalia. Deve ter boa sonoridade e podia alcançar duas oitavas. desafinação inclui as pessoas que: (1) não conseguem Vozes de timbre diferente. semitons 19. como Bob Dylan ou Neil Young. ainda apresentam alterações de crianças. outros assinalam perde a transparência. o diagnós. problemas mais comuns. Só um instrumento com bom som pode trans- para o canto. de fa- auxílio para descrever a função vocal. 216-22. proposto em uma avaliação. em qualquer sentido convencional para a avaliação nosológica da laringe. quando se traba. ocorra 2. podem resultar em Caruso. cometendo desvios entre os intervalos das notas. causando danos e limitações à saúde vocal 12. desde que sejam acompanhadas e se tomem cantores amadores. mas avaliar e documentar vários aspectos da voz canta. qualidade vocal e características temporais 6. impossibilita. sendo que alguns estudos têm exami. (3) desentoados. O to das avaliações dos profissionais responsáveis. Diferenças em lhas na técnica vocal utilizada no canto. alguns dos tipicamente avaliada muito cuidadosamente para des. encontrados em escolas. cepção auditiva e da avaliação das alturas 5. em geral. É importante a avaliação fonoaudiológica em cantores Algumas pessoas podem não ser “desafinadas. padrões vocais da emissão para depois observar os enquanto a voz feminina abaixa apenas três a quatro parâmetros individuais do som . A autora relata que a harmonização para agradar. dos de cantar . Em estudo para avaliar a extensão potencial guma e. A mucosa laríngea audiológicos 16. intensi. as crianças mais tarde habilidades vocais e musicais depende mui. E mesmo que a avaliação seja precisa. Avaliação vocal em cantores 221 As características de um bom ouvido musical foram meninos. primeiramente tem que se concentrar em separar os A voz do menino desce cerca de uma oitava inteira. não é possível forçar um sopranino o desenvolvimento da discriminação auditiva. v. desafinadas são colocadas nas vozes mais graves. não consegue reproduzir vocalmente uma linha melódi- tico adequado pode ser comprometido pela escas. São Paulo. o grande tenor italiano 2. clubes e ou- acentuado crescimento da laringe. como quase fizeram com biológicos e psicossomáticos.freqüência. por meio de exten. A técni- a cantar como contraltino. verificadas e determinadas por diferentes dados nos meninos. As dificuldades encontradas por cantores que pro- der selecionar e enquadrar o seu repertório 16. dará subsídios para o cantor po. tece com o coro. quando ocorre avaliação na coberta de novos talentos. curam as clínicas fonoaudiológicas e O perfil de extensão vocal tem sido usado como otorrinolaringológicas decorrem. A Na prática clínica. possam ter sido assim avaliadas quando crianças 2. É comum observarmos o cantor desafi- dade. instrução específica para o canto pode contribuir para lha com crianças. motivo para tal escolha é a suposição de que. ocorre quando o cantor . ca. bancos. O mesmo acon- das crianças selecionadas.20. principalmente nos tras organizações 23. foniatra. limitadas”. e a educação vocal pode ter início en.

2002.8. 4. p. voz cantada. Lovise. Mathers-Schmidt B. que de- cas para cantores infanto-juvenis (na faixa etária de 6 vem ser específicos à avaliação de cantores em fun- a 14 anos). 5. 20. Costa AG. 3. Sullivan acústica da voz e da fala. Vox Brasilis. In: Pinho SMR. Tópicos em voz. Andrews ML. Garlitz SJ. Silva APBV. Eur J Disord Commun. Alegre: Artes Médicas. Medidas do perfil de ex. according to the age and the use of the voice. Relationship between aerodynamic organizadora. 2002. semi-professional. 2004. Estienne F. v. The voice of the young singer. Methods: we collected bibliographic information at Universities in Maringá and Curitiba (Paraná/Brasil) and researched into periodicals related to voice and singing area indexed on data bases such as Lilacs. 2006 . perceptual evaluation at singing. duration. Knowledge about voice care among professional. 1998. português brasileiro. Camargo ZAC. 8(1):96-106. 18. 2003. 2000. p. New York: Parker. 2006. vocal pitch. Shahar A. Voice. potencialidades e limitações. Regência coral. Rio de Janeiro: Guanabara. Rev CEFAC. Rev CEFAC. Evans J. Auditory Perception ■ REFERÊNCIAS findings in asymptomatic singing students. Extensão vocal de cantores de coros evangéli- E-mail: ddpimentel@bol. McGlone RE. 7(2):252-66. Teoria da música. Attias J. Alderson R. Child. 7(1):108-16. 216-22. Solomon NP.com. 12. Sapir S. Voz falada. resonance. Results: we collected bibliographic data in order to make a speech evaluation in young singers. type of voice. 2001. 28(2):177-85. Roy S. 17. Sobreira S. Lundy DS. J Voice. 34(5):276-80. it is necessary to systematize certain topics to apply the techniques needed develop the singing properly. 2000. 1979. 14. Koogan. Voz cantada. perceptiva da fonte glótica: RASAT. 6. Hanayama EM. Casiano RR. São Paulo. Pinho SMR. Martinez E. 24(4). Rio de Janeiro: and laryngeal contributions to maximum phonation Revinter. z em cantores de um coral amador. 64 p. 2000. Milbrath RL. rhythm and intensity. São Paulo: ro: Revinter. The main aspect taken into consideration for the section of this information were the posture. Rio de Janei. apesar de ter sido apontada como de ção da idade e do uso da voz. Conclusion: The evaluation in young children should be specific. Speaking fundamental Musimed. Jackson MC. 60(1): 67-74. 1996. vocal attacks. 1992. p. Ferreira KL. In: Pi. Med B. Rev CEFAC. Os Diante deste estudo teórico foi possível constatar dados levantados também apontam a necessidade a escassez de propostas de avaliação vocal específi. Pinho Fone: (44) 32256995 SMR. Google and Bireme. 1998. Rev CEFAC. KEYWORDS: Evaluation. PA. Pinho SMR. Pontes PAL. Costa HO. Folia Phoniatr. Curitiba: Dom Bosco. Hanayama EM. Ribeiro LR. Desafinação vocal. 1982. 19. Rio de Janeiro: measures of glottal efficiency and stroboscopic Guanabara-Koogan.117-8. 8.br cos amadores. Sapir S. Perfil de nho SMR. Complete handbook of voice training. 1-37. 7. A voz do especialista. J Voice.313-7. Brasília: Musimed. Perfil vocal de Koogan. Articulação temporomandibular.2. Escala de avaliação 2000. Torres MLGM. n. Behlau M. 2005. 14(3):331-40. 35 to idiosyncratic dysphonia: re-analysis of survey data. coralistas amadores.222 Souza DPD. Keidar A. 15. Xue JW. Costa MAA. Vocal attrition in teachers: survey findings. 14(2):178-83. Avaliação e tratamento da voz. CEP: 87080-010 23. Introdução à análise 9. J Singing 2003. Pinho SMR. Jarrus ME. Pinho SMR. therefore. McGlone J. Pinho SMR ■ CONCLUSÃO grande eficácia para obter dados sistematizados de problemas vocais. pré e pós-ensaio. 10. da sistematização de determinados tópicos. and RECEBIDO EM: 03/03/06 amateur choral singers. abr-jun. Rio de Janeiro: Guanabara. 84 p. ACEITO EM: 05/06/06 21. Endereço para correspondência: 22. 27(2):129-35. structures involved in the singing process. Fundamentos em fonoaudiologia: tra. articulation. Maringá – PR Eur J Disord Commun. Costa PJBM. ABSTRACT Purpose: to discuss and to substantiate aspects related to proposals of audio-perceptive evaluation in young singers. Folia tensão vocal. 16. Vargas AC. Camargo Z. 1993. tando os distúrbios da voz. 19-44. Fundamentos em fonoaudiologia: tratando extensão vocal em indivíduos falantes normais do os distúrbios da voz. Terapia vocal para crianças. 128 p. 2001. Rio de Janeiro: 11. Porto 3(1):11-3. 1972. 1. Respiratory In: Behlau M. 13. Music. Kovacic G. 2005. Carapicuiba: Pró-Fono. Vocal attrition related Rua Naby Zacarias. Budjanovac A. Bianchini EMG. tempo máximo de fonação e relação s/ Phoniatr. frequency of eight-year-old girls. 1998. Adolescent. 2.