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Terapia

Transgeracional

No nosso DNA existe muito mais do que códigos genéticos. Na


verdade, apenas 10% do DNA humano é composto por gens e os 90%
restante é um código de linguagem – devido a isto é que o ser humano é
dotado da capacidade de falar. O cientista russo, Pjotr Garjajev, incluiu nas
suas pesquisas a presença de linguistas para decodificar essa parte do
DNA. Ou seja, nosso DNA é uma história escrita – com todas as regras
gramaticais convencionais – da nossa ancestralidade, como uma espécie
de diário das gerações anteriores, um verdadeiro acervo de toda a história
da nossa genealogia.

As técnicas terapêuticas transgeracionais surgiram nos anos 20,


quando C.G. Jung, na Suíça, começou a compreender o peso do
inconsciente coletivo familiar sobre a vida das pessoas. Já em 1950, um
grupo em Palo Alto, nos Estados Unidos, estudou esse tema. Neste
mesmo ano uma sistemática mais profunda foi desenvolvida na França
pela psicóloga russa Anne Ancelin Schützenberger que trabalhava com
Psicodrama; em sua experiência clínica se deu conta dos padrões de
repetição familiares e desenvolveu uma técnica chamada de
“psicogenealogia” na qual propõe um mapeamento das histórias e
padrões familiares. Uma vez que eles são identificados, a cura acontece.

Nos anos 80, na Alemanha, Bert Helinger desenvolve a Constelação


Familiar, sem saber que o DNA é uma molécula que funciona como uma
espécie de rádio transmissor e receptador, pois, como viu Pjotr Garjajev, o
DNA humano armazena ondas de 150 megahertz, que são as ondas usadas
em todas as nossas tele transmissões. Assim, em uma constelação familiar
o DNA envia informação para as pessoas do campo, e elas recebem, pois,
o DNA atua como um rádio recebem as informações na mesma frequência
em que são enviadas.

O psicólogo Enric Corbera desenvolve um trabalho em


transgeracionalidade a partir dos anos 2000 na Espanha, levando para
Cuba e Peru – tanto em atendimentos como conferências – onde, através
da busca pela compreensão da genealogia, promove desbloqueios físicos
e emocionais. Tanto Anne Ancelin Schützenberger quanto o Enric Corbera
já curaram doenças e padrões negativos em diversos países.

Porém, ambos os serviços são fora do país e urge nos libertamos de


padrões e limitações inconscientes. Diante disto, desenvolvi esse modo de
acessar histórias ancestrais. Com esse método, da escrita das cartas
buscando a compreensão dos padrões familiares, já trarei de muitas
pessoas doenças sérias, como má formação congênita, dentre outros
casos, com sucesso. E o melhor, você pode fazer sozinho/a!

Dra. Eleanor Luzes – psiquiatra,


fundadora da Ciência do Início da Vida.

Como montar a árvore genealógica

Como todo trabalho energético, a cura já começa a acontecer na


decisão de fazê-lo. No caso da árvore, o trabalho de pesquisa é uma cura,
pois, histórias virão à tona! Encare esse trabalho como se fosse um
detetive buscando pistas, ou uma criança montando um quebra cabeça.

Sabemos que a nossa alma escolhe os pais, portanto, escolhe o DNA


- sendo assim, entendendo a história do nosso DNA, entendemos mais
sobre os propósitos da alma e temos mais condições de nos libertamos
dos padrões. O objetivo desta sessão é identificar as sagas familiares, bem
como você aprender para fazer esta pesquisa quando for necessário.

Primeiro identifique um bloqueio na sua vida, algo de que queria se


libertar. Algumas interdições mais comuns são: infertilidade, vício (drogas
ou álcool), dificuldade de assumir o trabalho, insatisfação com a vida,
incapacidade de assumir o papel parental (de mãe ou de pai), dificuldades
amorosas. Todas as famílias onde existem vícios, doenças neurológicas,
deficiências intelectivas graves e paralisias, existem histórias ancestrais a
serem desbloqueadas. Essas histórias, uma vez sabidas, elas deixam de ser
ativas. É como se o segredo se manifestasse através da deficiência/
problema. No momento que se toma consciência, o problema acaba. Seja
essa manifestação, em você, ou num filho seu.

Modo de fazer:

1 - Coloque no papel todas as pessoas que você conhece ou se


lembra. Inclua os abortados, adotados e as pessoas que morreram ainda
bebês.

2 - Comece a pesquisa: converse com seus familiares (sempre existe


uma tia que sabe uns segredinhos de família). Uma boa fonte de pesquisa
são as histórias que ouvimos na infância (alguém que parece não ser filho
de legítimo do casal, um noivo que fugiu do dia do casamento ou mesmo
um assassinato).

3 - Não se assuste! As histórias ancestrais estão longe de serem


bonitinhas ou românticas! Elas envolvem histórias pesadas: guerras,
roubos, agressões e luta pela sobrevivência. Segue algumas das situações
mais comuns: assassinato, suicídio, acidente, aborto (natural ou
provocado), natimorto, traição, escravidão, venda/ captura/
aprisionamento de mulher, roubo, falência, prisão, alcoolismo, droga,
estupro, abuso sexual infantil, doença neurológica, doença mental,
abandono de criança, vida promíscua, ficou em casa sem realizar nada na
vida, abandono de parceiro, divórcio, doença crônica, filho fora do
casamento, infertilidade e homossexualismo.

4 - Busque suas origens: ninguém é 100% brasileiro há mais de 4 ou


5 gerações - portanto, qual a sua mistura? Negros, índios, europeus,
asiáticos?

5 - Faça uma legenda na árvore: veja os tópicos abaixo e escolha


uma cor para cada um deles que tiver presente na sua árvore e pinte a
pessoa correspondente. Isso ajudará a identificar os padrões de repetição
- o que chamamos de saga familiar. Se você tem alguma questão que te
incomoda (por exemplo, falência, alcoolismo) pesquise com mais afinco
esse padrão. Você pode fazer perguntas. Por exemplo: a quem você está
sendo fiel? Em que circunstância começou determinado padrão? Quem
cometeu algum delito? Não direcione para pessoas específicas, deixe
fluir.

6 - Preste atenção nos sonhos durante o período da pesquisa.


Sonhos em épocas passadas podem ser comuns - anote-os.

7 - Providencie um pêndulo (o ideal é ser em metal ou madeira) e


uma Cruz Cósmica (um símbolo da radiestesia que protege o campo
durante o trabalho - caso seja muito complicado de encontrar, você pode
imprimir).


8 - Uma vez identificado o padrão/ história, você deverá escrever
cartas e queimar.

MODELO DE CARTA (só uma inspiração)

Fulano (ou décimo terceiro avó, por exemplo), eu vejo você, eu


reconheço você, eu honro você, que não foi visto; eu agradeço a você,
pois hoje estou melhor porque você tinha que cometer ____________
(escreve a questão) para que eu pudesse criar uma consciência maior.

Fica com você o que é teu, eu ofereço o meu melhor para você, te
honrando. Sinto muito, ____________ (nome) por favor, me perdoe,
obrigada, eu te amo.

Ao acabar de escrever, queime imediatamente (de forma segura –


na pia da cozinha ou num recipiente próprio, por exemplo). A primeira
parte da libertação já aconteceu ao trazer essas informações para o
consciente. E, ao queimar, você está deletando esta informação que está
no seu campo, no seu DNA.

É importante observar se a carta queimou rápida ou lentamente e


se sobrou alguma parte sem queimar. Ainda que você use o mesmo tipo
de folha, uma carta pode queimar rápido e outra demorar muito tempo
para queimar. Se demorar ou não queimar toda, significa que ainda há
muito o que escrever sobre este tema. No dia seguinte escreva
novamente! Até o momento que a carta queimar rápido e
completamente. Isto significa que aquele assunto já foi resolvido.

O ideal é escrever essas cartas à noite. Pois, a etapa seguinte é


dormir! Mas é preciso prestar atenção aos sonhos e deixando um caderno
ao lado da cama para anotá-los. Esses sonhos vão trazer esclarecimentos
sobre as histórias. Pode acontecer de você ter um sonho que se passa há
200 anos, por exemplo, e você está nele. Mas não é você hoje e nem em
outra encanação, é o seu DNA funcionando como marcador, por isso a
figura que aparece é a sua. Mas, geralmente, é aquela pessoa que, de
alguma maneira, começou a saga. Essa saga, ou padrão, se não
identificado, se repete ou é compensando. Por isso a importância de
identificá-los e deletá-los. E esta é uma forma muito simples de fazer isto!

Mas você pode questionar se tudo que escreveu é verdade. Não se


apegue a isso, pois, o importante é desbloquear a interdição para você
viver usando, de fato, o seu livre arbítrio. E você tem o instrumento para
fazer isso: a informação contida no seu DNA.

Este trabalho de identificar e desbloquear padrões melhora todo o


campo familiar, uma vez que o campo genético é compartilhado genética
e informacionalmente, ou seja, ao liberar um padrão seu, esta liberação
acontece, em algum nível, no restante da família. Daí, determinados
padrões repetitivos e compulsivos se transformam. Este trabalho de
compreensão das histórias ancestrais curou pessoas na Rússia que foram
lesadas por Chernobil. Percebe aonde podemos chegar tendo isso como
prática?

Possíveis dificuldades

Algumas pessoas sentem dificuldade em acessar essas histórias


através das cartas. Mas a dificuldade não está ligada a incapacidade de
acessar e sim por medo de saber que os antepassados fizeram. A verdade
é que essas histórias podem ser horrorosas, mas a história da civilização,
até hoje, ainda não é muito bonita. Temos coisas sublimes, mas ainda não
é o dominante, então, essas histórias simplesmente acontecem e estão
interferindo na sua vida!

No Brasil, de maneira geral, sabemos muito pouco sobre a nossa


ancestralidade. Aqui, com exceção de alguns índios, ninguém é brasileiro
há mais de quatro gerações. Somos uma mistura de povos e isso dificulta
compreender a nossa genealogia. Na Europa, por exemplo, uma loja
ostenta o ano da fundação e a biografia do fundador e seus descendentes,
o que cria uma cultura que facilita acessar o campo mórfico.
E, infelizmente, a maior parte das imigrações não acontece por
motivos de alegria e sim por dores: fome, guerra ou fuga por ter cometido
crimes. Inconscientemente, cria-se um tabu que faz com que a pessoa
“não queria” saber da sua história. E, curiosamente, não há um orgulho
nacional dos antepassados indígenas e há uma supervalorização dos
europeus. Porém, na maior parte das vezes é essa linhagem de imigrantes
que traz uma carga de histórias de fugas, crimes e escassez.

É preciso assumir o passado, reconhecer a nossa história. Se não


tomarmos consciência da nossa ancestralidade, vamos repetir ou
compensar. Compensar é adoecer e repetir é fazer exatamente igual. Há
um sinônimo de repetição: tradição. Porém, tradição é falta de
criatividade, precisamos desenvolver a criatividade. Para isso, é vital saber
quem somos nós. É vital conhecermo-nos.

Oração

Não há com o que se preocupar ao acessar as informações contidas


no seu DNA. Se sentir mais seguro, faça uma oração depois de queimar a
carta. Não há nada que uma oração não resolva!

Mais informações:

Palestras de Enric Corbera:


http://www.youtube.com/watch?v=5oaJjIyQhAA
http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&NR=1&v=hi_3zsKKR-8
Livros:
HELINGER, Bert. CONSTELAÇÕES FAMILIARES.
HELINGER, Bert e OLIVEIRA, Angélica. INTELIGENCIA TRANSGENERACIONAL, Ed.
Grupo Cadec - México
JUNG, C.G.ARQUÉTIPOS E INCONSCIENTE COLETIVO. In: Obras Completas de C. G. Jung.
Petrópolis: Editora Vozes,
_________________.A VIDA SIMBÓLICA. IN: OBRAS COMPLETAS DE C. G. JUNG.
Petrópolis: Editora Vozes, 1998. 472 p.
_________________.A VIDA SIMBÓLICA VOL II. IN: OBRAS COMPLETAS DE C. G. JUNG.
Petrópolis: Editora Vozes, 2000. 472 p.
________________.MEMÓRIA SONHOS E REFLEXÕES. Rio de Janeiro, 1963. 360 p.
LIPTON, Bruce. A BiOLOGiA DA CRENÇA. Butterfly. Editora. São Paulo, 2007.
LIPTON, Bruce e Bhaerman, Steve. EVOLUÇÃO ESPONTÂNEA.Editora Butterfly, 2013
SELLAM, Salomon. EL SÍNDROME DEL YACIENTE: Un Sutil Hijo De Reemplazo– editorial
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