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quimbanda

Este é um outro texto sobre quimbanda

A Quimbanda não é simplesmente mais uma linha, dentre os cultos de matriz africana.
Além das influências Bantu, Nagô e Yorubá. A Quimbanda traz incorporada, à sua
ritualística,  uma forte influência ligada a vários aspectos das religiões nativas da
América Latina, Católica, e Correntes Orientais derivadas. A Quimbanda pode ser
identificada em elementos encontrados nos sistemas religiosos ancestrais, que
passam pela alquimia e chegam até o espiritismo moderno. Penetra a natureza da
realidade místicia, das ciências ocultas, espalhando sua raiz no solo primordial, no
âmago da natureza fundamental da realidade.

O sincretismo entre Exu e o diabo realmente existe na Quimbanda, salvaguardando várias


confusões; ao verificar que atualmente muitas pessoas pensam que a Quimbanda é um culto
satanista, tendo aquele sentimento de dualidade aonde as pessoas vêem o bem e o mal em luta
eterna - confundindo a infame figura do diabo - com tudo de ruim. Segundo conta a tradição oral,
descrita inclusive em passagens bíblicas, o diabo foi vencido por Deus. É o Criador quem
determina o espectro e a liberdade das ações de qualquer Orixá, isso desde o princípio dos
tempos. O conceito de polaridades - positiva e negativa - não se encaixa, é peça do plano material.
'No início tudo eram trevas, Deus andou sobre as águas e disse: Faça-se a Luz'. Ele não criou uma
corrente negativa e outra positiva antes de fazer a Luz brilhar, essa Luz que Deus criou é energia
pura, energia espiritual pura.
Como disse o sábio preto velho Pai Maneco, falando da importância dos Exus, apontou uma
lâmpada e disse: “Aquela é resultado do perfeito encontro entre o positivo e o
negativo”.Subentende-se que a Luz é Exu, que Exu é a Quimbanda, a Quimbanda é a Luz que
ilumina as trevas.
Exu de Quimbanda vem na mesma vibratória cósmica originaria do Orixá Exú, não como um Orixá
menor da cultura Yorubá, más como o Exú de Quimbanda. Nos Terreiros seus médiuns, ao os
incorporam durante o culto, conscientemente ou não, ficam sabendo que são almas, eguns,
espíritos iguais ao seu ou meu espírito, almas de alguém que já andou entre nós, aqui mesmo no
plano material, e agora trabalha como mensageiro dos Orixás. Também são conhecidos como
Espíritos que trabalham na esquerda, espíritos que alcançaram a iluminação na Quimbanda e
optaram por trabalhar nas linhas de Exu.
Isto também ocorre na Umbanda, nas linhas de cada Orixá, por exemplo como na linha de Ogum,
onde trabalham Espíritos de índios e negros - escravos africanos trazidos ao Brasil nos tempos do
império - que em vida foram guerreiros, usaram espada, e, de alguma forma, pertenceram a um
culto afro descendente. Como sabemos, Seu Ogum Sete Espadas, ou também - por exemplo - seo
Ogum Sete Ponteiras do Mar, não são o mesmo que o Orixá maior Ogum, entretanto compartilham
de seu poder.
Os Espíritos, Exus, com os quais estamos tratando tiveram em sua maioria encarnações aqui na
Terra, em finais do século XIX e princípios a meados do século XX, daí vêm as suas vestimentas e a
forma de seu comportamento. São espíritos que vão desde pessoas do povo até aristocratas,
cientistas e sacerdotes.
Ainda na questão do sincretismo creio ser importante frisar que os autores, que até hoje
discorreram sobre o assunto, usaram um organograma básico. Através deste organograma nos é
apresentada aquela que muitos pensam ser a verdadeira organização hierárquica da Quimbanda,
mas isso varia de culto pra culto, de Terreiro pra Terreiro, de médium pra médium. A energia de Exu
se mescla a da alma que trabalha em sua linha, e junta com a alma do aparelho mediúnico formam
uma terceira energia. A parte informacional que acompanha o elemento etérico - informação nunca
se perde - pode ser somente a cópia de um livro antigo, de evocação e cultos diabólicos da cultura
ocidental que fala sobre os demônios, suas hierarquias e poderes. Os espíritos de Quimbanda
trazem informação com  influencias que podem ser encontradas vária das páginas escritas nos
antigos tratados der magia, buscando respostas no trabalho com os consulentes, encontrando
soluções durante este amistoso processo de troca.
Considerando que considerável parte destes livros já existiam muito antes do descobrimento do
Brasil, e levando em conta que a Quimbanda, como a conhecemos popularmente, é uma religião
brasileira, afirmo que é errado basear-se nestes organogramas arcaicos. Entretanto como base,
para estudarmos o assunto, não devemos esquecê-los e sim estudá-los, pois os Exus, como nós,
tiveram já várias encarnações e com o mesmo objetivo - comum a todos - que é a evolução. Alguns
destes nossos compadres, inclusive, tiveram encarnação nos primórdios da nossa civilização.
Gosto de citar o como exemplo a história de Exu Tata Caveira, que foi um Sacerdote no Egito
antigo; ou inda mais longe  Exu Caveira, que há 30.000 anos atrás era um  bruxo e curandeiro
nômade. Outrora, em algum momento da linha do tempo, estes Espíritos já trabalharam no plano
astral, nesta mesma corrente astral de Quimbanda, e alguns até ajudaram a escrever os tratados
da antiguidade.
Exu, quando presta caridade também evolui. Quando incorporam e dão consultas, realizam
trabalhos, além de estarem nos ajudando, os estamos ajudando também, a atingirem um grau
maior de evolução. Pode-se dizer que eles aprendem conosco ao mesmo tempo que aprendemos
com eles. Sobem ao passo que subimos. Evoluem de acordo com nossa evolução.

Umbanda não existe sem Quimbanda, como a árvore não vive sem a copa ou sem a raiz, sem Exu
não se faz nada. Com base prática, em estudos de Quimbanda, podemos afirmar que o culto como
o conhecemos é o mesmo. Encontramos suas características básicas na maior parte dos Terreiros
de Umbanda do Brasil. Os centros de Umbanda fazem seus trabalhos na Quimbanda para manter a
ordem natural das coisas, o equilíbrio nos trabalhos, para isto cultua-se as Sete Linhas da
Umbanda e as Sete Linhas da Quimbanda.
Feita esta consideração preliminar, tenho fé, que de uma forma mais ampla, e, que leve a
implementar os atuais conhecimentos sobre os Exus; Quimbanda não é sinônimo de satanismo, e
de forma alguma - que seja desvencilhada de preconceitos - pode ser ligada a obscuridade. Trevas
é apenas um termo usado no Espiritismo. Raízes nunca vêem a luz do Sol, mas produzem a seiva
que sobre pelo caule para alimentar a copa e manter a árvore viva. A copa produz os frutos e as
sementes, que caem e apodrecem para poder formar novas árvores, fincando antes sua raiz no
solo. 
Ser de Quimbanda é uma forma de estar na vanguarda do Espiritismo, trabalhando a
espiritualidade e a magia como um todo. Mais do que uma corrente a Quimbanda é uma
ferramenta que produz correntes, destinada à evolução espiritual. Sua magia se faz através do
poder e dos conselhos destes nossos guias protetores, os Exus, que tanto nos auxiliam nas horas
de aflição.
Prática do mal ou do bem
Embora não devamos julgar sabemos sim que lamentavelmente existem pessoas inescrupulosas e
de má índole, agindo de má fé, que usam a o sagrado nome da Quimbanda para a prática do mal.
Esta deturpação, este distúrbio na força, é derivado exclusivamente do homem, da mulher, de
desejos e pensamentos gananciosos, perversos, ignorantes e mesquinhos. O mal não parte das
entidades que estão ali para trabalhar, para ajudar, para o 'bem', em cumprimento da vontade e da
Lei Divina.
É, no mínimo equivocado, culpar o veneno por matar, quando sim, quem mata é aquele que o utiliza
como arma. Culpar Exu por fazer o que lhe é pedido e culpar a natureza, atribuir o dano a quem se
aproveita da energia impregnada por este contato espiritual, e da magia, para pedir praticar mal,
não quer dizer que seja Exu que faz este mal. O mal é o que sai da boca do homem e da mulher,
não o que sai da boca dos espíritos de Quimbanda. Nunca podemos esquecer a imutável Lei do
Retorno: tudo o que você fizer irá voltar pra você. Tudo o que está em cima é o que está embaixo,
tudo que sobre, um dia desce.
Não existe bem e mal, existe sim o que é ético e o que não é ético. Ética é o que aquele ou aquela
pessoa é consigo mesma, seja na presença de outrem ou a sós consigo próprios. A ética não
admite coerção, não é flexível, é rígida como o cajado, o ponteiro, ou o tridente de Exu. Ou se é
ético(a), ou se tem ética, ou não. Tudo que não é ético é vício.

Macumba

Existe muita confusão a respeito do termo Macumba e acho importante esclarecer isto, este nome
deriva do Banto “ma-quiumba” que quer dizer espíritos da noite, também este nome era usado no
sul do país para definir mulheres negras no tempo da escravidão, por isso o uso do nome ainda
hoje é usado de forma preconceituosa por pessoas ignorantes a respeito do assunto.
A Macumba pelo que sabemos é o mais primitivo culto sincretista do Brasil, tendo sua origem no
Sul, dada a maior predominância da nação Banto na Região. É da nação  Banto que descende a
maior parte dos cultos afro-brasileiros, com fortes influências na Igreja Católica, mesclados com
elementos indígenas e das nações da Guiné, Congo, Angola e Nagô.
A principal razão do culto ser denominado como Macumba foi justamente por motivo de os rituais
serem realizados durante a noite, principalmente em razão dos trabalhos serem feitos com Eguns,
e, também, porque durante o dia os negros trabalhavam sem descanso. Em parte, é esta a origem
da infeliz interpretação, do ritual, pelos leigos.
Os negros que praticavam a Maquiumba ou, como ficou conhecida, Macumba, eram, em razão de
sua fé, geralmente menosprezados, perjurados e mal interpretados pelos burgueses que os
escravizavam. A Igreja também condenava estes cultos, com influências indígenas ou africanas,
eram 'coisa do diabo', dizendo que praticavam beberagens e até orgias. Sim, é verdade que as
entidades bebem e  pitam  (fumam) e que as curimbas, danças, as vezes são bastante sensuais,
mas venhamos e convenhamos que entre dança sensual e orgia, ou entre tomar uns tragos e a
beberagem, há uma grande distância.
Quando os grupos de nações começaram a procurar valorizar mais a sua natureza e identidade
cultural é que a Macumba se dividiu; surgiu então o Candomblé de Angola, o Candomblé do Congo,
o Candomblé de Caboclo - ou dos Encantados - e o Catimbó. No final do século XIX surgiu
a Macumba Urbana, que tinha participação de brancos pobres e descendentes de escravos. Mais
recentemente, no inicio do século XX, surgiram a Umbanda e a Quimbanda, então com uma forte
influência do Espiritismo, agregado ao sincretismo religioso.
Conclusão
A formação da Quimbanda teve uma forte influência dos escravos e índios, que sincretizaram Exu
com o Diabo, por este ser “inimigo dos brancos”, dos burgueses; e por não aceitarem os Santos
Católicos, identificando-se assim mais uma vez com o Diabo. Com o advento da Umbanda
começou o trabalho de Quimbanda em Terreiros de Umbanda o que deu sustentação firme aos
trabalhos, formou o equilíbrio, assim então tomou forma e conteúdo o atual culto da Quimbanda.

Na verdade pode-se dizer que a Quimbanda, como a conhecemos atualmente, nasceu juntamente
com a Umbanda em 15 de novembro de 1908. Uma Linha completa o outra formando esta força
que nos da vida e este reino cheio de Luz, sendo que para haver luz precisamos de um pólo
positivo e outro negativo.
A Quimbanda esta organizada hierarquicamente em sete grandes reinos, as Sete Linhas da
Quimbanda, sendo que na Quimbanda também é Oxalá quem manda, o Sr. Omolu é o Rei - coroado
por Oxalá - é seu Omolú quem delega os poderes aos Exus Chefes de Falange. É bastante diversa a
compreensão das 7 Linhas da Quimbanda - não há uma decodificação definitiva da Quimbanda -
bem como concordância comum, entre os terreiros, de seus respectivos chefes, entretanto, no meu
entendimento, através da prática, considero em meus trabalhos os seguintes Exus Guardiões como
principais nas seguintes linhas:
1.    Linha das Encruzilhadas: Exu Tiriri
2.    Linha dos Cruzeiros: Exu Meia Noite
3.    Linha das Matas: Exu Arranca Toco
4.    Linha da Calunga Pequena (cemitérios): Exu Caveira 
5.    Linha das Almas: Exu Tranca Ruas das Almas
6.    Linha da Lira: Exu Sete Liras
        7.   Linha da Calunga Grande (praia): Exu do Lodo

Quando Exu, qualquer um Deles, estiver incorporado no Pai de Santo, no dirigente dos trabalhos,
Ele esta trabalhando com a Coroa. Por este motivo, independente da hierarquia proposta acima ou
de outro entendimento que se faça, Exu que trabalha com a coroa é o Chefe da Gira de Quimbanda,
tendo liberdade de movimento entre os Reinos, através do contato com os outros Exus presentes
no trabalho. Exu e Pomba-gira não competem uns com os outros, colaboram, compartilham,
trabalham em grupo.

Paulo Araújo

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