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TV Capítulo 6

Recursos estilísticos: Figuras de


Linguagem
Figuras de linguagem
Recursos estilísticos utilizados no nível dos sons, das palavras, das estruturas sintáticas
ou do significado para dar maior valor expressivo à linguagem.

Figuras sonoras
 Exploram sons para produzir efeitos de sentido.

 Onomatopeia
Palavra especial criada para representar um som específico, como “vozes” de animais,
barulhos da natureza, ruídos associados a determinadas emoções e comportamentos
humanos. Grrrr!, Ploft!, Miau.

 Aliteração
Repetição de fonemas consonantais com a intenção de criar efeito sensorial. Fechei bem a
torneira para fazer parar aquele pingo que não parava de pingar

 Assonância
Repetição de sons vocálicos em sílabas acentuadas. Venha, Vera, venha ver as velas ao vento!

 Paronomásia
Semelhança sonora e gráfica entre parônimos (palavras de significados distintos), usada
intencionalmente para ressaltar diferenças de sentido. Quem conta um conto sempre aumenta
um ponto.

Figuras de palavra
 Recursos de estilo em que uma palavra, quando utilizada em contexto pouco
esperado, ganha um novo sentido.

 Metonímia
Consiste na utilização de uma palavra ou expressão em lugar de outra, para designar algo que
mantém relação de “proximidade” com o referente da palavra ou expressão substituída.
Ocorre quando se toma:

 A parte pelo todo: Muitas mãos foram responsáveis pela construção de Brasília
 O continente pelo conteúdo: João é bom de garfo.
 O autor pela obra: Quando tenho dúvida, recorro ao Houaiss.
 A marca pelo produto: Você me empresta seu durex?
Antonomásia
Identificação de uma pessoa não por seu nome, mas por uma característica ou atributo que a
distingue dos demais. A Voz: Frank Sinatra.

Sinédoque
Substituição de uma palavra por outra que, no contexto, sofre uma redução ou ampliação do
seu sentido básico. Paula e Joaquim dividem o mesmo teto.

 Comparação (símile)
Ocorre quando elementos de universos diferentes são aproximados por meio de um termo
específico (como, feito, tal qual, etc...). Correu feito um louco para chegar a pontos de ver o
filme.

 Metáfora
Emprego de um termo em um contexto de significação que não lhe é próprio. São criadas a
partir de uma relação de semelhança que pressupõe um processo anterior de comparação.
Seus olhos são duas esmeraldas.

 Catacrese
Ocorre quando, na falta de um termo específico para designar um conceito, utiliza-se outro
por empréstimo a partir de alguma semelhança conceitual. Perna da mesa, asa da xícara,
embarcar em avião.

 Sinestesia
Associação, em uma mesma expressão, de sensações percebidas por diferentes órgãos de
sentido. Pode ser considerada como uma forma específica de metáfora, na qual são
relacionados diferentes elementos sensoriais. O sabor quente do forró.

Figuras de sintaxe (ou de construção)


 Alterações feitas intencionalmente nas estruturas sintáticas.

 Elipse
Omissão de um termo que pode ser identificado a partir do contexto criado pelo texto. Tem
algo para dor de cabeça.

Zeugma
Forma particular de elipse que corre quando o termo omitido em um enunciado foi
utilizado anteriormente. Maturidade é assim: os filhos mudam de casa. E os pais, de vida.

 Anacoluto
Interrupção ou quebra de uma oração que se havia iniciado por uma palavra ou locução,
seguida de uma estrutura que não se integra à parte interrompida. Aquele rapaz, gostei muito
dele; O marizeiro que ficava embaixo, a correnteza corria por cima dele.

 Anáfora
Repetição de palavras no início de versos ou, nos textos em prosa, no início de orações. Eu não
sei chorar; eu não sei brigar; eu só sei sofrer.
 Hipérbato
Inversão da ordem típica das orações (sujeito, verbo, complemento, adjunto adverbial). Em vez
de “As meninas comeram chocolate à noite”, é “Chocolate, as meninas comeram à noite”

Sínquise
Consiste em uma inversão tão radical que chega a provocar ambiguidade ou dificultar a
compreensão do que está sendo dito. “Da noite a variação, movendo as folhas/ já nos cimos
do bosque rumoreja” (A variação da noite já rumoreja nos cimos do bosque, movendo as
folhas).

 Polissíndeto
Coordenação de vários termos da oração por meio de conjunções, especialmente as aditivas
(e, nem). Nem eu, nem você, nem ninguém poderá evitar isso.

 Pleonasmo
Repetição de palavras ou expressões com o objetivo de enfatizar uma determinada ideia.
Sorriu um sorriso franco e aberto. Alguns pleonasmos são considerados vícios de linguagem e
devem ser evitados, além de não possuírem função expressiva, como: Subir para cima, sair
para fora.

Figuras de pensamento
 Ocorrem quando se manipula intencionalmente o sentido as palavras e expressões,
provocando alterações no plano semântico (do significado).

 Hipérbole
Ocorre quando nos referimos a algo de modo exagerado. Estou morrendo de fome; Já lhe disse
mais de mil vezes.

 Eufemismo
Substituição de palavras ou expressões desagradáveis ou fores por outras mais amenas. O pai
de Rosinha partiu deste mundo.

 Prosopopeia
Atribuição de características humanas a animais ou objetos inanimados. O sol beijava a copa
das árvores.

 Antítese
Associação de ideias contrárias por meio de palavras ou enunciados de sentido oposto. Estou
rindo para não chorar.

 Paradoxo
Associação de termos contraditórios, inconciliáveis. Diferente da antítese, os termos
contraditórios se referem a uma mesma ideia. É ferida que dói e não se sente.

 Gradação
Apresentação de uma sequencia de palavras ou expressões criando uma progressão,
ascendente ou descendente. Recicle o lixo da sua casa, da sua rua, do seu bairro.
 Apóstrofe
Interpelação de uma pessoa (real ou imáginario) ou de algo, presente ou ausente, como uma
forma de enfatizar uma ideia ou expressão. Liberdade, Liberdade; Abre asas sobre nós.