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NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA PARA MPU

CARGO TÉCNICO ADMINISTRATIVO - TEORIA E EXERCÍCIOS


PROFESSOR: MAYKO GOMES

AULA 02 – Gestão de Documentos

Olá, sofredores! Tudo bem?

A espera por esta aula valeu muito a pena, pois começamos com uma
ótima notícia: EDITAL DO NOSSO CONCURSO LIBERADO!!! Isso mesmo, o
nosso edital já está na praça!

E com ele podemos nos orientar melhor em nossos estudos. A primeira


vantagem é que já temos não só a banca (Cespe/UnB), como também os
métodos de avaliação (questões certo/errado). Além disso, como já temos uma
data para a nossa prova, nossas aulas serão adiantadas.

E por falar em alterações e determinações, vamos ter algumas alterações


no nosso conteúdo de curso, para nos adequarmos ao que foi pedido. Na
primeira aula estudamos os “Conceitos Fundamentais de Arquivologia”, que
por sorte veio com outro nome neste edital: “Arquivística: princípios e
conceitos”. Então vocês PODEM CONSIDERAR esse conteúdo como já
estudado, pois apesar do nome, são a mesma coisa. Mas a partir desta
segunda aula teremos alterações de conteúdo, e novo programa é o seguinte:

Aula Conteúdo
Gestão de Documentos:
- Protocolos;
02 - Classificação de Documentos;
- Arquivamento e Ordenação de Documentos
- Tabela de Temporalidade de Documentos.
Acondicionamento e Armazenamento de Documentos;
03
Preservação e Conservação de Documentos.
04 Legislação Arquivística.

Um conteúdo que ficou um pouco maior do que o inicial, mas nada que
nos seja prejudicial. E já nesta segunda aula mudamos o programa, e vamos
estudar o seguinte:

 Protocolos;
 Classificação de Documentos;
 Arquivamento e Ordenação de Documentos;
 Tabela de Temporalidade.

Estarei disponível a todos para solucionar suas dúvidas. Podem sempre


contar com meu apoio. Podem me encontrar no fórum do curso e no email:
mayko@pontodosconcursos.com.br.

Então, sem perda de tempo, vamos arregaçar as mangas e mãos à obra!

Prof. Mayko Gomes


Março/2013

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NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA PARA MPU
CARGO TÉCNICO ADMINISTRATIVO - TEORIA E EXERCÍCIOS
PROFESSOR: MAYKO GOMES

Gestão de Documentos

Noções Iniciais

Vamos recordar o funcionamento da Teoria das Três Idades, pois é


fundamental o sem entendimento.

A Teoria das Três Idades, Ciclo Vital dos Documentos ou Estágio de


Evolução dos Arquivos (lembrem-se dessas expressões) afirma que os arquivos
podem ser divididos e tratados em três fases distintas e complementares, que
são a corrente, a intermediária e a permanente.

Todos os documentos, quando são criados ou recebidos por uma


instituição, podem possuir dois valores distintos: o valor primário, que dizemos
ser o valor principal, imediato, ligado diretamente aos objetivos que levaram à
criação do documento; e o valor secundário, que é mediato, acessório e não
está ligado diretamente aos objetivos que levaram à sua criação.

Todo documento, quando criado ou recebido, possui o valor primário; se


não fosse assim, não seria sequer criado. Esse valor é temporário, ou seja,
quando o documento cumprir seus objetivos diretos, perderá esse valor. Mas
ao contrário, nem todo documento possui valor secundário. Este valor depende
de muita coisa para ser atribuído a um documento, e é permanente, ou seja,
uma vez que o documento possua valor secundário, vai durar para sempre (o
valor).

Assim, quando um documento “nasce” (já provido de valor primário) ele


está inserido no arquivo corrente, que como vimos, é aquele que guarda
documentos frequentemente consultados. Depois de cumprido seu objetivo
principal, o documento vai para o arquivo intermediário, que é aquele que
guarda documentos não utilizados frequentemente, e que aguardam
destinação: eliminação ou guarda permanente. Caso o documento não possua
o valor secundário, será descartado; caso possua, será preservado
permanentemente.

Uma vez no arquivo permanente o documento terá outros objetivos,


diferente daquele para o qual foi criado. Vamos ilustrar por um gráfico:

Corrente Intermediário Permanente

Descarte

Transferência Recolhimento Descarte

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Dica de prova: Notem que uma vez que o documento é recolhido ao


arquivo permanente, ele não pode ser descartado.

(Ibram-DF/2009 – Cespe/UnB) A eliminação de documentos


permanentes produzidos por instituições públicas e de caráter público somente
é possível mediante autorização da instituição arquivística pública
correspondente à esfera de competência do órgão.

Resolução

O item está incorreto. Vimos pelo esquema acima que os documentos de


valor permanente (valor secundário) JAMAIS, EM HIPÓTESE ALGUMA, devem
ser eliminados, mas sim preservados por tempo indefinido.

Dica de prova: Notem também que a passagem do documento de um


arquivo a outro recebe nomes específicos. As bancas tentam constantemente
confundir os candidatos trocando esses nomes, fazendo um item correto ficar
errado. Assim, a passagem para o arquivo intermediário sempre se chama
“transferência”, e a passagem para o arquivo permanente sempre se chama
“recolhimento”. Então, numa questão pode não aparecer o nome do arquivo,
mas se aparecer algum desses termos, o candidato deve ficar atento para
saber a qual arquivo se refere.

(Correios/2011 – Cespe/UnB) O recolhimento de documentos dos


arquivos correntes ao arquivo intermediário é realizado por meio do plano de
destinação.

Resolução

O item está incorreto. A passagem de documentos para o arquivo


intermediário denomina-se “transferência”.

(ABIN/2010 – Cespe/UnB) A transferência é a ação de condução dos


documentos ao arquivo permanente.

Resolução

O item está incorreto. A condução dos documentos ao arquivo


permanente denomina-se “recolhimento”.

Dica de prova: Notem ainda que não há obrigação de o documento


passar pelas três fases, nessa ordem. Alguns documentos são “recolhidos” do
arquivo corrente direto para o permanente, ou podem ser descartados sem
mesmo passar pelo arquivo intermediário. Ainda, há casos em que o
documento correrá em fluxo contrário, passando do arquivo permanente ou
intermediário de volta para o corrente. Esse caso não é comum em provas,
mas pode ser pedido, então não custa saber.
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Para ilustrar a explicação sobre valores de documentos e Teoria das Três


Idades, vamos tomar como exemplo dois documentos simples.

O primeiro é o Termo de Posse da atual Presidenta da República. O


documento tem sempre valor primário, valor imediato e ligado ao objetivo da
instituição: dar posse à Presidenta. Quando o documento cumpriu sua
finalidade, ele perdeu seu valor primário. No entanto, ele ainda possui o valor
secundário, que é permanente. Esse valor está ligado a outras finalidades,
como por exemplo, servir de fonte para pesquisas históricas ou culturais.

O segundo documento é uma requisição de transporte para um


funcionário se deslocar para trabalho externo ao ambiente convencional. A
referida requisição possui valor primário, ligado ao objetivo de sua criação:
possibilitar o deslocamento do funcionário. Quando cumprido esse objetivo,
perderá seu valor primário. Mas esse documento não possui valor secundário,
não serve para pesquisa histórica ou cultural, nem é parte importante da
história da instituição ou da sociedade. Portanto ele pode até ser transferido
para fins de prestação de contas, mas não será recolhido por falta de valor
secundário: será descartado.

Lógico, os documentos têm seu valor atribuído pela Tabela de


Temporalidade, mas mesmo sem ela é possível determinar quais documentos
terão valor secundário. São documentos relativos à criação de entidades (leis,
estatutos, contratos sociais), sobre seu funcionamento (organogramas,
projetos de alterações, regimentos), e outros que se relacionem a fatos
importantes em sua história.

(Detran-PA/2006 – Cespe/UnB) De modo geral, podem ser eliminados os


documentos que comprovem o modo de organização e funcionamento da
instituição ao longo de sua existência.

Resolução

O item está incorreto. Documentos que comprovam a história, origem e


evolução das instituições devem ser preservados permanentemente.

A Gestão de Documentos tem todas as suas atividades embasadas nessa


teoria. Contudo, essas atividades buscam gerenciar o fluxo de documentos
enquanto o mesmo possui valor primário, ou seja, tem utilidade
administrativa. Assim, somente se fala em Gestão de Documentos nos
arquivos corrente e intermediário, onde os documentos têm finalidades
meramente administrativas. No arquivo permanente os documentos possuem
outras utilidades, como servir de fonte de pesquisa histórica, por exemplo.

A Lei (8.159/91) define a Gestão de Documentos como “o conjunto de


procedimentos e operações técnicas à sua produção, tramitação, uso,
avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua
eliminação ou recolhimento para guarda permanente”. Reparem que a Gestão

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de Documentos PÁRA, TERMINA, TEM SEU LIMITE DE ATUAÇÃO no arquivo


intermediário, pois quando o documento sofre sua destinação (eliminação ou
guarda permanente), a Gestão de Documentos já cumpriu seu objetivo.

(Ibram-DF/2009 – Cespe/UnB) Gestão de documentos é o conjunto de


procedimentos e operações técnicas relativos à produção, à tramitação, ao
uso, à avaliação e ao arquivamento de documentos em fase corrente e
intermediária, visando a sua eliminação ou o seu recolhimento para guarda
permanente.

Resolução

O item está correto. É exatamente o que preceitua o texto da Lei


8.159/91, transcrito acima.

A sua aplicação somente aos arquivos corrente e intermediário se


justifica pelos seus objetivos: é nesses arquivos que os documentos são mais
utilizados, e por diferentes pessoas. O problema advindo desse “excesso” em
seu uso acarreta problemas como o acúmulo desordenado de documentos
(massa documental acumulada), a perda e extravio dos mesmos, e a
responsabilização dos usuários. Ainda, como objetivos secundários, procura
reduzir os espaços ocupados pelos arquivos, o emprego de recursos humanos
e materiais, facilitar e agilizar o acesso e a recuperação da informação quando
necessário.

A Gestão de Documentos passa pelo controle em três fases: a produção,


a utilização e a destinação.

Produção: é onde os documentos são criados/confeccionados/recebidos


e são inseridos nos sistemas de controle da instituição. Aqui são exercidas
atividades que controlam a produção de documentos, como a elaboração de
formulários, estabelecimento de padrões, verificação da necessidade do
documento, etc.

(STM/2011 – Cespe/UnB) Na fase de produção, o arquivista pode, entre


outras atividades, sugerir a criação ou extinção de modelos, formulários,
cópias ou vias desnecessárias; propor consolidação de atos normativos; e
participar da seleção de recursos humanos para área arquivística.

Resolução

O item está correto. Na fase de produção aprendemos que são realizadas


atividades que viabilizem a criação do documento, como a elaboração de
normas, padrões, estudos formulários, ferramentas, etc. Inclui também a
definição de pessoal a trabalhar com essas atividades, sua capacitação, seus
conhecimentos e aptidões.

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Utilização: é a onde os documentos são utilizados com a finalidade


principal para que foram criados (valor primário). Os documentos tramitam (se
movimentam) internamente na instituição, percorrendo todo o caminho
necessário para que se cumpra uma atividade específica. As atividades são de
busca e localização (protocolo), de análise da importância do documento
(avaliação), de consulta e empréstimo, entre outras.

(AGU/2010 – Cespe/UnB) A fase da gestão de documentos que inclui as


atividades de protocolo, de expedição, de organização e de arquivamento de
documentos em fase corrente e intermediária é denominada fase de utilização
de documentos.

Resolução

O item está correto. A fase de utilização abriga as atividades de controle


sobre o acesso, uso e guarda dos documentos, assim como sua localização e
recuperação. Todas as atividades que tratam do uso do documento encontram-
se nesta fase.

Destinação: é onde os documentos sofrem o fim que lhes é


determinado pelo processo de avaliação. Os destinos geralmente são sofridos
quando os documentos cumprem seu prazo de retenção no arquivo
intermediário. Pode, contudo, ocorrer de o documento não precisar estar neste
arquivo para sofrer a destinação; isto será determinado pela Tabela de
Temporalidade e Destinação, que estudaremos mais adiante. Somente dois
destinos são possíveis para os documentos: a eliminação ou o “recolhimento”
para o arquivo permanente.

(ABIN/2010 – Cespe/UnB) A fase de avaliação e destinação de


documentos constitui parte do programa de gestão documental e é composta
pelas atividades de criação de formulários, seleção de materiais e
equipamentos, e normatização do acesso à documentação.

Resolução

O item está incorreto. As atividades acima têm a função de subsidiar a


criação dos documentos. Portanto estão inseridos na fase de produção. A fase
de destinação engloba atividades que dão o devido fim ao documento de
acordo com sua importância. São elas: a avaliação, a elaboração de Tabela de
Temporalidade, a determinação de listas e editais de eliminação, de modos e
métodos de eliminação de documentos, a possibilidade de doação dos
documentos, etc.

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Protocolo

O protocolo é o conjunto de atividades que tem por objetivo controlar o


trâmite, isto é, a movimentação interna do documento no ambiente interno da
instituição. O protocolo é um conjunto de atividades que está inserido na fase
de utilização da Gestão de Documentos.

Entende-se por protocolo o conjunto de operações técnicas que visam


controlar o trâmite de documentos dentro de uma instituição. A palavra
protocolo, assim como arquivo, é um termo polissêmico, e pode significar:

 O número atribuído ao documento quando capturado


pelo sistema da instituição. Neste caso chamamos de
protocolo o número de registro que o documento recebe. Este
número será a identificação do documento dentro da
instituição. È muito utilizado em processos.

Documento com
nº de protocolo

 O caderno, ou outro equivalente,


onde se registra as movimentações internas do
documento. Neste caso o protocolo é o caderno onde
são feitas as anotações sobre a movimentação do
documento. O espaço é destinado para anotações como
Protocolo para o número do documento, a data de recebimento e a
recebimento e envio
de documentos assinatura do destinatário.

 A unidade ou setor responsável pela


distribuição e movimentação de documentos dentro
da instituição. O protocolo é a porta de entrada e
saída de documentos da instituição. Todos os
documentos são recebidos, registrados e distribuídos
aos destinatários. O mesmo ocorre com as
movimentações internas: antes de seguir de um
Setor de Protocolo:
setor a outro, o documento deve passar pelo responsável pelo
protocolo antes. E ainda, o documento deve passar recebimento, distribuição e
envio de documentos.
pelo protocolo também antes de ser enviado a outra
instituição ou pessoa.

As atividades de protocolo se resumem em dois grupos: recebimento e


classificação, registro e movimentação. Algumas bancas ainda consideram a
expedição como atividade de protocolo. Mesmo assim, quando uma banca
considera a expedição como atividade de protocolo, ela a menciona nas
questões. Caso não considere, não mencionará tal atividade.

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São atividades de recebimento e classificação:

Recebe o documento;
Separa os documentos oficiais dos particulares;
Envia os documentos particulares aos seus destinatários;
Separa os documentos ostensivos dos sigilosos;
Envia os documentos sigilosos aos seus destinatários;
Interpreta e classifica os documentos ostensivos;
Envia os documentos ostensivos ao setor de registro e movimentação.

As atividades de registro e movimentação são as que tratam da


distribuição, redistribuição e entrega dos documentos dentro da instituição.

As atividades de expedição tratam da saída de documentos e


correspondências da instituição. Todos os documentos de caráter oficial,
mesmo que sigilosos, devem ser remetidos para o protocolo, e o mesmo deve
cuidar de enviá-los para o ambiente externo à instituição.

Dica de prova: As atividades de protocolo estão associadas às funções


de arquivo corrente! Pelas suas características, os arquivos correntes guardam
documentos que estão em uso frequente ou constantemente consultados.
Assim, o protocolo tem o objetivo de controlar o fluxo desses documentos.
Constantemente as bancas tentam induzir os candidatos ao erro afirmando que
as atividades de protocolo também são realizadas nos arquivos intermediário e
permanente.

Então, para não esquecer ou confundir: as atividades de protocolo


somente são realizadas no arquivo corrente; e estão ligadas à entrada e
controle de documentos dentro da instituição.

Os setores de protocolo podem receber várias denominações: Protocolo,


Protocolo e Arquivo, Setor de Registro, Registro e Movimentação, etc. Então é
importante ter em mente que protocolo é a atividade de controle! O nome do
setor pode coincidir, mas devemos considerar a atividade.

(EBC/2011 – Cespe/UnB) O procedimento a ser adotado no caso de


recebimento de correspondência ostensiva é realizar a abertura dos envelopes
e proceder à leitura para encaminhamento, observando a existência de
antecedentes.

Resolução

O item está correto. Segundo os procedimentos descritos, as


correspondências ostensivas (estudamos em nossa primeira aula, classificação
dos documentos quanto à natureza do assunto) devem ser abertas, lidas e
enviadas a seus destinatários através do registro e movimentação.

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(Correios/2011 – Cespe/UnB) A expedição dos documentos é de


responsabilidade do arquivo geral e conta com o auxílio do arquivo
intermediário para a realização dessa atividade.

Resolução

O item está incorreto. Sabemos de nossa primeira aula que geral (ou
central) e setorial são duas classificações que podem ser atribuídas ao arquivo
corrente, de acordo com a extensão de sua atuação. Até aí o item está correto.
Contudo, vimos que o protocolo é vinculado somente ao arquivo corrente, e
não ao intermediário e permanente.

(Correios/2011 – Cespe/UnB) A responsabilidade pelo funcionamento do


protocolo é do setor de arquivo permanente, como último momento do trâmite
documental.

Resolução

O item está incorreto. Mais uma questão da prova dos Correios, tentando
induzir ao mesmo erro. O protocolo é uma das atividades da Gestão de
Documentos, e sabemos que a Gestão de Documentos só vai até o arquivo
intermediário. Ainda, mesmo o protocolo está limitado e estritamente
vinculado às atividades do arquivo corrente. Além disso, os documentos do
arquivo permanente não estão em trâmite, pois não tem utilidade
administrativa (sem valor primário). Portanto não há nenhuma ligação entre
protocolo e arquivo permanente.

(TRE-ES/2011 – Cespe/UnB) O registro de documentos arquivísticos no


protocolo consiste na vinculação de metadados ao documento que tramitará na
organização.

Resolução

O item está correto. Os metadados são os dados do documento, como


número, assunto, destinatário, procedência, data do recebimento ou produção,
etc. A fase de registro consiste em inserir essas informações no sistema de
controle de documentos, para facilitar sua localização e recuperação, além de
controlar seu trâmite.

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Classificação de Documentos de Arquivo

Não confundam a Classificação dos Documentos de Arquivo, estudada na


aula 01, com esta que vamos estudar agora. O que vamos estudar agora são
as atividades de Classificação de Documentos, ou seja, o ato de atribuir ao
documento um código que corresponda ao seu ingresso no sistema de
documentos de uma instituição.

Além disso, a atividade de Classificação, assim como o protocolo, é uma


das atividades de Gestão de Documentos, inserida na fase de utilização. A
classificação do documento é feita no momento em que este chega ao
protocolo e pelo profissional que o recebeu.

(STM/2011 – Cespe/UnB) Na esfera pública, a atividade de classificação


— entendida como identificação do assunto no documento, localização do
assunto no código de classificação e anotação do código no documento para
posterior recuperação — somente pode ser realizada por arquivistas.

Resolução

O item está incorreto. A classificação do documento é realizada por


qualquer profissional que esteja atuando no protocolo. É no momento de sua
entrada ali que o mesmo recebe o código de classificação.

A Classificação de Documentos é o ato de atribuir um código ao


documento de acordo com o assunto de que ele trate.

O código deverá ser aquele em vigor na instituição, e estabelecido pela


Comissão Permanente de Avaliação. Esta comissão deve ser formada por
profissionais das diversas áreas do conhecimento e de atuação da instituição.

Quando se tratar de documento ou correspondência de caráter ostensivo,


a classificação deve ser realizada no setor de protocolo. Este deve abrir a
correspondência ou documento, tomar conhecimento de seu conteúdo e de seu
destinatário, proceder à classificação e encaminhar os documentos ao
destinatário.

Dica de prova: As bancas tentam induzir os candidatos ao erro


afirmando que a atribuição de classificar os documentos é do arquivista, como
na questão acima, o que não é verdade: é responsabilidade do setor de
protocolo.

O Plano de Classificação deve orientar os métodos de arquivamento a


serem utilizados pela instituição. Todos os documentos serão arquivados e
ordenados seguindo a lógica e a orientação do Plano. Portanto, este deve ser o
mais abrangente possível, sempre abarcando todos os assuntos que
interessam à instituição. Ainda, este deve ser flexível, capaz de atender as
necessidades de mudanças das instituições, e sempre reservar espaços para

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assuntos e situações que são desconhecidos, mas com possibilidade de


ocorrer.

Os Planos ou Códigos de Classificação são elaborados por uma comissão


constituída exclusivamente para este fim, chamada Comissão Permanente de
Avaliação de Documentos. Os planos podem seguir três critérios: o estrutural
ou organizacional, que classifica os documentos de acordo com a estrutura
da instituição; o temático ou por assunto, que classifica os documentos de
acordo com seu conteúdo; e o funcional, que classifica os documentos de
acordo com a função e as atividades desenvolvidas pela instituição.

Atualmente, de modo geral, é mais recomendado que se utilize o critério


de classificação funcional, por ser mais flexível. Caso uma instituição tenha
optado por utilizar o critério estrutural, terá que fazer mudanças no plano toda
vez que se criar, extinguir, fundir ou dividir algum de seus setores, por
exemplo. Quando se utiliza o critério funcional, por mais que se modifique a
estrutura de uma instituição, suas atividades permanecem as mesmas, pois
seu objetivo foi definido no momento de sua criação.

Abaixo estão dois exemplos de Código de Classificação. O primeiro


classifica os documentos de acordo com as funções da instituição que os
produziu (uma Secretaria Estadual do Meio Ambiente), e o segundo classifica
os documentos de acordo com o assunto que tratam independente da área de
atuação da instituição.

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Como podem perceber, os documentos recebem códigos de acordo com


a função da instituição. Esta função é dividida em subfunções, atividades e
tarefas. Sempre se vai do geral para o específico.

Reparem que os assuntos são subdivididos do geral para o particular.

(TJ-ES/2011 – Cespe/UnB) A opção pela classificação organizacional


pressupõe que os documentos sejam agrupados de acordo com a função.

Resolução

O item está incorreto. Vimos que a opção pelo critério estrutural


pressupõe o agrupamento pela estrutura da organização, ou pelo assunto.

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Dica de prova: Por força da Resolução CONARQ nº 14, todas as


entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR) devem adotar
o Código de Classificação para documentos da atividade meio, instituído para
eles, e ainda elaborar um código para documentos das atividades fim nos
mesmos moldes daquele adotado para a atividade meio.

Simplificando: todos os entes integrantes do SINAR (órgãos e entidades


públicas federais, estaduais, municipais, do DF e algumas instituições privadas
que integram o sistema) devem adotar, para os documentos relativos à
atividade meio, o Código elaborado pelo CONARQ; e para os documentos da
atividade fim, cada instituição dessas tem autonomia para elaborar o próprio,
contanto que siga o mesmo padrão daquela adotada para os documentos da
atividade meio. É o caso da Polícia Federal.

A classificação deve ser realizada por profissional habilitado para este


fim, e seguir algumas operações e rotinas. As operações são:

ESTUDO: consiste na leitura de cada documento, a fim de verificar sob


que assunto deverá ser classificado e quais as referências cruzadas que lhe
corresponderão. A referência cruzada é um mecanismo adotado quando o
conteúdo do documento se refere a dois ou mais assuntos.

CODIFICAÇÃO: consiste na atribuição do código correspondente ao


assunto de que trata o documento.

E as rotinas de classificação são as seguintes:

1. Receber o documento para classificação;


2. Ler o documento, identificando o assunto principal e o(s)
secundário(s) de acordo com seu conteúdo (estudo);
3. Localizar o(s) assunto(s) no Código de classificação de documentos de
arquivo, utilizando o índice, quando necessário;
4. Anotar o código na primeira folha do documento (codificação);
5. Preencher a(s) folha(s) de referência, para os assuntos secundários.

Lembrando que estas diretrizes são estabelecidas pelo documento anexo


à Resolução CONARQ nº 14. Portanto é importante conhecer um pouco mais o
seu conteúdo: mesmo que não tenha sido pedido no edital, pode ajudar a
todos a responder muitos itens sobre o assunto.

(Correios/2011 – Cespe/UnB) Quando os documentos são organizados a


partir de um plano de classificação nos arquivos correntes, é desnecessário
elaborar novo plano de classificação no arquivo intermediário.

Resolução

O item está correto. Os documentos, nos dois arquivos, têm a mesma


função: servir à administração. A classificação pode ser alterada quando o
documento é recolhido ao arquivo permanente, pois agora sua função é outra:
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servir de fonte de pesquisa. Desde que respeitado o princípio da Proveniência,


da Organicidade e da Ordem Original (aula 01), nada impede a reclassificação,
ou arranjo do conjunto documental.

A Resolução nº 14 do CONARQ estabelece que a classificação dos


documentos seguirá o método decimal. Assim, o sistema é dividido em dez
classes, sendo nove específicas e uma para generalidades. Então temos,
segundo a resolução:

Classe 000 010 - Administração


Classe 100 020 - Pessoal
Classe 200 030 - Material
Classe 300 040 - Patrimônio
Classe 400 050 - Orçamento e Finanças
Classe 500 060 - Documentação
Classe 600 070 - Comunicação
Classe 700 080 - Pessoal Militar (Res. 21)
Classe 800 090 - Outros assuntos da Adm.
Classe 900

As classes 000 e 900 já foram destinadas aos documentos da atividade


meio, cabendo a cada órgão e entidade desenvolver as demais classes (de 100
a 800) de acordo com suas atividades fim.

(Ibram-DF/2009 – Cespe/UnB) Aos órgãos e entidades que adotarem o


código de classificação da área-meio do Conselho Nacional de Arquivos
(CONARQ) cabe proceder o desenvolvimento das classes relativas às suas
atividades específicas ou atividades - fim, as quais devem ser aprovadas pela
instituição arquivística pública federal.

Resolução

O item está incorreto. A parte que nos interessa está certa, pois as
entidades devem desenvolver as demais classes de acordo com suas atividades
fim. Contudo, o item está incorreto por que afirma que esse desenvolvimento
deve ser aprovado pela instituição arquivística federal, no caso o Arquivo
Nacional, quando na verdade deve ser aprovado pela instituição arquivística na
respectiva esfera de competência (federal, estadual, do DF ou municipal,
conforme for o caso). Como exemplo, o Plano obtido a partir do
desenvolvimento das classes para a Polícia Federal deve sim ser aprovado pelo
Arquivo Nacional. Mas o Plano obtido a partir do desenvolvimento das classes
para a Polícia Civil de um determinado estado fica sujeito à aprovação do
arquivo público deste estado.

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Arquivamento e Ordenação de Documentos de Arquivo

O arquivamento é o conjunto de técnicas e procedimentos que visa ao


acondicionamento e armazenamento dos documentos no arquivo.

Devemos considerar duas formas de arquivamento: A horizontal e a


vertical.

Arquivamento Horizontal: os documentos são dispostos uns sobre os


outros, “deitados”, dentro do mobiliário (pilha). É indicado para arquivos
permanentes e para documentos de grandes dimensões, pois evitam marcas e
dobras nos mesmos.

Arquivamento Vertical: os documentos são dispostos uns atrás dos


outros dentro do mobiliário (fileira). É indicado para arquivos correntes, pois
facilita a busca pela mobilidade na disposição dos documentos.

Para o arquivamento e ordenação dos documentos no arquivo, devemos


considerar tantos os métodos quanto os sistemas.

Os Sistemas de Arquivamento nada mais são do que a possibilidade ou


não de recuperação da informação sem o uso de instrumentos.

Quando NÃO HÁ essa necessidade, dizemos que é um sistema direto de


busca e/ou recuperação, como por exemplo, os métodos alfabético e
geográfico.

Quando HÁ essa necessidade, dizemos que é um sistema indireto de


busca e/ou recuperação, como são os métodos numéricos.

Existe ainda outro sistema, chamado semidireto, que serve apenas para
agregar o método alfanumérico. Este método se caracteriza pela “necessidade
parcial” da utilização de instrumentos de pesquisa. Por exemplo, precisamos
de uma tabela para localizar uma estante, mas não para localizar uma gaveta
ou prateleira: a partir da localização da estante, a prateleira será localizada de
forma direta.

Os métodos de Arquivamento são os CRITÉRIOS que determinam o


modo, a ordem de guarda de documentos em um arquivo para posterior busca
dos mesmos (recuperação da informação). Esses métodos de arquivamento
são divididos em duas classes, os básicos e os padronizados (não confundir
com a divisão em dois sistemas, o direto e o indireto).

Pertencem à classe dos básicos quatro métodos: alfabético, numérico,


geográfico e ideográfico. À classe dos padronizados pertencem outros cinco
métodos: variadex, automático, soundex, mnemônico e rôneo. Vamos
observar (e guardar) os esquemas:

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MÉTODOS BÁSICOS

MÉTODO ALFABÉTICO

O candidato deve prestar especial atenção a este método, pois é o mais


pedido em provas! Esse método consiste em simplesmente organizar um
arquivo considerando o nome dos seus correspondentes. Contudo, é necessário
seguir um conjunto de regras para a organização de um arquivo com esse
método. É exatamente esse o motivo que o torna o mais cobrado em provas: o
examinador procura saber se o candidato tem o domínio dessas regras.

Vantagens: agilidade na recuperação da informação/documento, custo


baixo, de fácil implantação e assimilação.

Desvantagens: apresenta mais ocorrências de erros no momento do


arquivamento.

Sistema: pertence ao sistema direto, pois dispensa uso de ferramentas


para recuperação da informação/documento.

A princípio, pode-se escolher entre dois critérios: letra por letra ou


palavra por palavra. A escolha de um implica na exclusão do outro. Vamos, no
exemplo, arquivar os documentos para os nomes Alfredo Del Frete e Carlos
De Penedo. Na ordenação alfabética, o sobrenome sempre vem antes do
nome e preferencialmente em CAIXA ALTA. Vamos arquivar utilizando os dois
critérios:

Com essas orientações iniciais, vamos às regras desse método. Todas as


regras de alfabetação são muito fáceis. Isso é mais um motivo para que vocês
as tenham decorado. Vamos a elas:

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Regra 01: Em nomes de pessoas físicas considera o último sobrenome e


depois o prenome.
Ex: Rafael Lira Santos ------------------------- SANTOS, Rafael Lira
Suzane Gonzaga Silveira ----------------- SILVEIRA, Suzane Gonzaga
Edson Gomes Souza ---------------------- SOUZA, Edson Gomes
Apesar do R de Rafael vir antes do E de Edson, na ordem alfabética
considera-se a ordem do sobrenome. Como o S se repete, o A de SANTOS vem
antes do I de SILVEIRA, que por sua vez vem antes do O de SOUZA

Dica de prova: Quando os sobrenomes são iguais, prevalece a ordem


alfabética do prenome.
Ex: Carlos Santana ----------------------------- SANTANA, Carlos
Diogo Santana ----------------------------- SANTANA, Diogo
Gabriel Santana ---------------------------- SANTANA, Gabriel
Como os sobrenomes são iguais, devemos considerar que o C de CARLOS vem
antes do D de DIOGO, que por sua vez vem antes do G de GABRIEL.

Regra 02: Sobrenomes compostos por um substantivo e um adjetivo, ou


ligados por hífen não se separam.
Ex: Henrique Boa Morte ---------------------------- BOA MORTE, Henrique
Artur Castelo Branco --------------------------- CASTELO BRANCO, Artur
Heitor Villa-Lobos ------------------------------- VILLA-LOBOS, Heitor

Regra 03: Sobrenomes compostos pelas palavras Santa, Santo ou São não
se separam.
Ex: Sidney Santa Fé ------------------------SANTA FÉ, Sidney
Marcos Santo Cristo ------------------- SANTO CRISTO, Marcos
Pedro Carlos São Domingos ----------- SÃO DOMINGOS, Pedro Carlos

Regra 04: As iniciais abreviativas de prenomes tem precedência na


classificação de sobrenomes iguais.
Ex: S. Ferreira ----------------------------- FERREIRA, S.
Sandro Ferreira ------------------------ FERREIRA, Sandro
Saulo Eduardo Ferreira ---------------- FERREIRA, Saulo Eduardo

Regra 05: Os artigos e preposições a, o, de, d’, da, do, e, um, uma NÃO
SÃO considerados parte integrante do último nome.
Ex: João d’Alencar ------------------------------ ALENCAR, João d’
Silveira d’Almeida -------------------------- ALMEIDA, Silveira d’
José de Oliveira ---------------------------- OLIVEIRA, José de

Regra 06: Nomes que indicam grau de parentesco, como Filho, Júnior, Neto
e Sobrinho, são considerados parte integrante do último nome, mas NÃO SÃO
considerados na ordenação alfabética.
Ex: Laura Barros Neto --------------------- BARROS NETO, Laura
Ricardo Barros Filho ------------------- BARROS FILHO, Ricardo
Alencar Manfredo Sobrinho ------------ MANFREDO SOBRINHO, Alencar

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Camila Pitanga Júnior ------------------ PITANGA JÚNIOR, Camila


Como os nomes que indicam grau de parentesco não são considerados na
ordenação analisamos o prenome, e temos que o L de LAURA vem antes do R
de RICARDO. Assim, ignoramos que o F de FILHO vem antes do N de NETO.

Dica de prova: A exceção a esta regra se dá quando não há outro


elemento para fazer a ordenação alfabética.
Ex: Nonato Barbosa Filho ----------------- BARBOSA FILHO, Nonato
Nonato Barbosa Neto ----------------- BARBOSA NETO, Nonato
Nonato Barbosa Sobrinho ------------ BARBOSA SOBRINHO, Nonato
Como os prenomes e sobrenomes são iguais, devemos considerar que o F de
FILHO vem antes do N de NETO, que por sua vez, vem antes do S de
SOBRINHO.

Regra 07: Os títulos não são considerados na ordenação alfabética. Eles


devem ficar entre parênteses após o nome completo.
Ex: Ministro Guido Mântega ----------------- MÂNTEGA, Guido (Ministro)
Professor Renato Praia ------------------ PRAIA, Renato (Professor)
Coronel Sandro Rangel ------------------ RANGEL, Sandro (Coronel)

Regra 08: Os nomes estrangeiros, EXCETO ESPANHÓIS E ORIENTAIS, são


considerados pelo último sobrenome.
Ex: Charles Albert -------------------------------- ALBERT, Charles
John Kenedy --------------------------------- KENEDY, John
Jill Valentine --------------------------------- VALENTINE, Jill

Regra 09: As partículas de nomes estrangeiros PODEM OU NÃO ser


consideradas. O mais comum é considerá-las parte integrante do sobrenome
quando começadas com letra maiúscula.
Ex: Pepino di Capri -------------------------------- CAPRI, Pepino di
Sandra De Penedo ---------------------------- DE PENEDO, Sandra
Antonieta Di Capri ---------------------------- DI CAPRI, Antonieta
July O’Brien ----------------------------------- O’BRIEN, July

Regra 10: Os nomes espanhóis são registrados pelo penúltimo sobrenome,


que indica a família do pai.
Ex: Sanches Camacho Guerra ------------ CAMACHO GUERRA, Sanches
Maria Diaz Herrera --------------------DIAZ HERRERA, Maria
Mercedez Lopez Hernandes ----------- LOPEZ HERNANDES, Mercedez

Regra 11: Os nomes orientais (especialmente japoneses, chineses e árabes)


são registrados exatamente como se apresentam.
Ex: Ali Mohamed ----------------------- ALI MOHAMED
Deng Yutang ----------------------- DENG YUTANG
Omar Saad ------------------------- OMAR SAAD

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Regra 12: Os nomes de firmas, empresas, instituições e órgãos


governamentais devem ser registrados como se apresentam. No entanto os
ARTIGOS E PREPOSIÇÕES NÃO SÃO CONSIDERADOS NA ALFABETAÇÃO. Estes
devem ficar após o nome, entre parênteses, para facilitar a ordenação.
Ex: Correio Braziliense ----------------------- CORREIO BRAZILIENSE
Fundação São Martinho ------------------ FUNDAÇÃO SÃO MARTINHO
O Globo ----------------------------------- GLOBO (O)
The New York Times --------------------- NEW YORK TIMES (The)
El País ------------------------------------ PAÍS (El)

Regra 13: Nos títulos de congressos, conferências, reuniões, encontros e


assemelhados, os números arábicos, romanos ou escritos por extenso devem
aparecer no fim, entre parênteses.
Ex: 3º Congresso de Arquivistas -- CONGRESSO DE ARQUIVISTAS (3°)
XIII Encontro de Jornalistas --- ENCONTRO DE JORNALISTAS (XIII)
Nona Reunião de Veteranos --- REUNIÃO DE VETERANOS (Nona)

Essas regras não são absolutas. Elas podem ser modificadas para melhor
atender as necessidades do usuário. No caso de pessoas físicas ou jurídicas,
registram-se por seus nomes mais conhecidos fazendo a devida remissiva.

Ex: Artur Antunes Coimbra --- COIMBRA, Artur Antunes (ver ZICO)
Edson Arantes do Nascimento --- NASCIMENTO, Edson Arantes (ver PELÉ)

MÉTODO GEOGRÁFICO

Esse método considera como elemento principal para recuperação da


informação o LOCAL do documento. Em prova, o examinador poderá optar por
usar o termo arquivístico PROCEDÊNCIA, que significa também o local;
portanto, caso se deparem com esse termo numa prova, não se preocupem.

Vantagens: ordenação alfabética, fácil de usar.


Desvantagens: uso de duas classificações, o que pode gerar confusões.
Sistema: pertence ao sistema direto, pois dispensa o uso de ferramentas
para busca e recuperação.

Existem três formas de ordenação. Vamos a elas.

Forma 1: Estado – Cidade – Correspondente: considera a ordenação por


estados. Ao se utilizar esta forma, a capital destes deve vir primeiro, e as
cidades seguintes devem vir em rigorosa ordem alfabética.
Ex: Acre – Rio Branco – ANGELIM, Raimundo
Acre – Assis Brasil – SILVÉRIO, Jorge
Acre – Capixaba – SANTANA, João
Acre – Porto Acre – ARAGÃO, Vilas Boas
Bahia – Salvador – SANGALO, Ivete
Bahia – Água Fria – AMADEO, Sérgio
São Paulo – Campinas – DOLORES, Maria

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Como no exemplo acima, devemos colocar primeiro os estados em


ordem alfabética, depois suas cidades, priorizando as capitais. Rio Branco
vem em primeiro lugar por ser a capital do estado, e Salvador vem antes das
demais pelo mesmo motivo.

Dica de prova: Caso o estado e a cidade sejam iguais, prevalecerá a


ordem dos nomes, começando pelo sobrenome e depois pelo prenome.
Ex: Bahia – Salvador – GIL, Gilberto
Bahia – Salvador – GIL, Preta
Bahia – Salvador – VELOSO, Caetano

Forma 2: Cidade – Estado – Correspondente: considera a ordenação por


cidades. Nesta forma de ordenação, não há necessidade de priorizar as
capitais.
Ex: Areal – Rondônia – VALENTIN, Márcio
Diadema – São Paulo – CAVALCANTI, Roberto
Ilhéus – Bahia – SILVA, João
São Paulo – São Paulo – ALEXANDRINO, Marcelo

Forma 3: País – Cidade – Correspondente: prioriza a ordem alfabética dos


países. Nesta forma também é obrigatória a prevalência da capital sobre as
demais cidades.
Ex: Brasil – Rio de Janeiro – GLOBO (O)
Portugal – Lisboa – FERREIRA, Manoel
Portugal – Coimbra – VAZ, Joaquim

MÉTODO NUMÉRICO

Considera como elemento principal o número para busca e recuperação


da informação/documento.

Vantagens: diminui os erros de arquivamento.


Desvantagens: exige pesquisa em índices ou tabelas, o que diminui a
agilidade na busca e recuperação da informação.
Sistema: pertence ao sistema indireto, pois requer o uso de ferramentas
para recuperação da informação (tabela ou índice).

Está dividido em três formas: numérico simples, numérico cronológico e


dígito terminal. Vamos a eles.

Numérico Simples: não requer qualquer planejamento inicial, bastando


arquivar os documentos em ordem numérica. Deve-se apenas cuidar de
elaborar um registro para evitar criar duas ou mais pastas com o mesmo
número. O documento receberá um número da pasta + um número sequencial
(ou também número de entrada, como pode vir na prova), o que facilita seu
rearquivmento, evita extravios e possibilita a utilização de pastas que venham
a vagar (ficar sem uso).

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Ex: 1026 – 518


(o primeiro conjunto indica em que pasta se encontra, e o segundo o
sequencial dentro da pasta)

Numérico Cronológico: considera a data como principal elemento de busca e


recuperação. Aqui se numera o documento, e não a pasta. É mais utilizado em
sistemas de protocolos. Os documentos são ordenados em sequência
cronológica, do mais antigo ao mais recente, podendo aproveitar o registro
que venha a ser desocupado somente se houver coincidência de data.
Ex:
01-02-2001/027

(o primeiro conjunto indica a data e o segundo a ordem do documento. O


formato pode variar, sendo a data colocada depois do sequencial ou de forma
reduzida, por exemplo)

Numérico Dígito-Terminal: considera o número do próprio documento como


elemento principal de ordenação. É usado principalmente quando há grande
volume de documentos, para reduzir erros em seu arquivamento e agilizar sua
recuperação. Diferente dos outros métodos numéricos, que atribuem um
número ao documento (cronológico) ou à pasta (simples), este método, como
já dito, utiliza o número do próprio documento, fazendo apenas uma releitura.
O número é dividido em grupos de dois algarismos, e a leitura é feita da
direita para a esquerda.
Ex:
Circular n° 256.741 (método numérico simples).
O número de arquivamento será: 25-67-41
41 – grupo primário ou inicial, indicando a gaveta
67 – grupo secundário, indicando a guia
25 – grupo terciário, atribuído ao documento na guia
(posição).

Dica de prova: em uma prova, devemos priorizar o grupo primário.


Ordenando do menor para o maior. Caso este se repita, observamos o grupo
secundário e também ordenamos do menor para o maior. Se também for
repetido, devemos observar o grupo terciário e repetir o procedimento.
Ex:
GT GS GP O GP 95 SE REPETE, ENTÃO CONSIDERAMOS QUE O GS 85 É
MENOR DO QUE O GS 92, E POR ISSO VEM PRIMEIRO.
25 85 95 APRESAR DO GT 06 E DO GS 07 SEREM OS MENORES, DEVEMOS
86 92 95 PRIORIZAR O GP 98, QUE É O MAIOR E POR ESSA RAZÃO ESTÁ
06 07 98 POSTERIOR AOS DEMAIS.

MÉTODO IDEOGRÁFICO

Este método também requer uma atenção especial do concursando. Não


é tão frequente em provas quanto o método alfabético, mas possui muitas
subdivisões, o que facilita sua confusão e indução ao erro por falta de atenção.

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Vantagens: pode ser usado em qualquer tipo de arquivo, mas é usado


principalmente em arquivos especializados.
Desvantagens: muitas subdivisões
Sistema: Como possui muitas subdivisões, pode pertencer aos dois
sistemas. Isso vai depender de qual das suas formas está sendo utilizada.

O método ideográfico está dividido em duas classes, quais sejam a


alfabética e a numérica. A numérica, por sua vez, está dividida em duas
subclasses, quais sejam: o dicionário e a enciclopédica; e a classe numérica
está dividida em três subclasses, quais sejam: a decimal, a duplex e a
unitermo. Vamos observar o esquema:

Método alfabético dicionário: nesse método, os documentos são colocados


em rígida ordem alfabética CONSIDERANDO O ASSUNTO como elemento
principal a ser ordenado. Essa é a principal diferença entre este e método
alfabético: aquele considera o correspondente como principal elemento de
ordenação, enquanto este considera o assunto.
Ex:
Arquivo Corrente
Arquivo Intermediário
Arquivo Permanente
Compras
Distribuição
Estoque
Informática
Livros
Manuais
Manutenção de Computadores
Protocolo
Publicações

Os temas estão divididos em ordem alfabética por assunto. Esses


assuntos são colocados na guia que separa os documentos.

Método alfabético enciclopédico: esse método é similar ao alfabético, com


a diferença de que este AGRUPA OS ASSUNTOS DO GERAL PARA O
ESPECÍFICO! Nesse caso, não basta classificar os assuntos em ordem
alfabética, mas também haverá uma subclassificação.
Ex:
ARQUIVO CORRENTE
Protocolos

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ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
ARQUIVO PERMANENTE
ESTOQUE
Compras
Distribuição
INFORMÁTICA
Manutenção de computadores
PUBLICAÇÕES
Livros
Manuais

Vocês devem ter uma atenção especial a esse método, pois pode ser
difícil realizar essa atividade. A ideia é escolher uma classe que seja comum a
outras. No exemplo, tanto as compras quanto a distribuição, que se referem a
materiais, são comuns em estoque. Por isso, considera-se o estoque como a
classe comum às outras.

Método numérico duplex: esse método é uma variação do enciclopédico.


Não apresenta grandes novidades, apenas acrescentando um índice numérico
antes das classificações. Tem a vantagem de possibilitar a abertura ilimitada
de classes.
Ex:
1. ARQUIVO CORRENTE
1-1. Protocolos
2. ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
3. ARQUIVO PERMANENTE
4. ESTOQUE
4-1. Compras
4-2. Distribuição
5. INFORMÁTICA
5-1. Manutenção de computadores
6. PUBLICAÇÕES
6-1. Livros
6-2. Manuais

Vocês devem se atentar para o acréscimo da notação numérica. Os


números com traços indicam que o assunto se trata de uma subclasse,
pertencendo a uma classe maior.

Método numérico decimal: baseia-se no sistema decimal de Dewey. Melvil


Dewey foi um bibliotecário dos Estados Unidos que viveu no século XIX. É
conhecido nas ciências da documentação e informação por dividir o saber
humano em nove classes principais e uma décima, que é de conhecimento
geral. Essas classes são divididas em subclasses, que por sua vez são divididas
em grupos, subgrupos, etc. A classe principal é composta por três algarismos e
se separa das subclasses por um ponto. Quanto à parte decimal (subdivisão),
ela pode ou não existir.
Ex: Classes
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0 – Geral
1 – Departamento Pessoal
2 - Arquivo

Com as divisões das classes (no exemplo, a classe 1), ficaria:

100 DEPARTAMENTO PESSOAL


110 Admissão
111 Exame médico
112 Documentos
112.1 Documentos recebidos
112.2 Documentos pendentes
113 Assinatura do contrato
120 Férias
130 Demissão
200 ARQUIVO => Subdivisão da classe 2

Esse método apresenta grandes desvantagens, como a limitação a


apenas dez classes e a necessidade de se prever o desenvolvimento das
atividades das instituições, o que pode gerar muito trabalho.

Vocês também devem saber que esse é o método adotado em TODA A


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E ENTIDADES DO SINAR, por força da Resolução n°
14 do Conselho Nacional de Arquivo – CONARQ.

Método numérico unitermo: também conhecido como indexação


coordenada, esse método tem como base a analogia, e é usado em arquivos
especiais e especializados. Utiliza fichas com dez colunas, que vão de 0 a 9, e
atribui assuntos (descritores) de um único termo. Para cada documento temos
uma “ficha-índice” que fornece uma descrição minuciosa do documento a que
se refere.

São Paulo

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
15 55 18 26 05
24 26 32 14 23
RAMOS, Edson, Carvalho

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
55 25 17 95
07 48 33 47
Admissão

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
58 95 06 15
12 01 82

Dica de prova: Vocês não devem se aprofundar muito no estudo desse


método, pois é muito difícil de ser cobrado em prova. Mas, caso apareça, a
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dica é muito simples: basta observar quais os números se repetem nas fichas.
Eles serão a resposta do item. No nosso exemplo, são os números 55 e 95
(destacados). Trata-se basicamente de descobrir qual documento tem relação
com outros assuntos.

Dica de prova: Vocês também devem ter em mente que, devido ao


tamanho do nome, os métodos ideográficos costumam vir com seus nomes
mais simples (dicionário, enciclopédico, duplex, decimal e unitermo). Ex: o
método duplex consiste em... Assim, cuidado para não confundir com outros
métodos, como quando, por exemplo, o examinador afirmar que o método
unitermo pertence ao numérico, quando na verdade pertence ao ideográfico.

Podemos perceber que o método de arquivamento agrupa os assuntos do


geral para o específico. O método que se baseia nesse critério é o
enciclopédico, indicado na alternativa de letra “A”.

MÉTODO ALFANUMÉRICO

O método alfanumérico surgiu para combinar a simplicidade do método


alfabético com a rapidez do método numérico.

Como o método alfabético pertence ao sistema direto e o método


numérico pertence ao sistema indireto, o método alfanumérico pertence ao
sistema semidireto. Quanto à sua aplicação e funcionamento, não há com o
que se preocupar, pois as bancas não costumam pedir nada que vá além das
informações acima. Basta que o candidato saiba que é um método que
combina letras e números, e pertence ao sistema semidireto.

MÉTODOS PADRONIZADOS

Os métodos padronizados não devem ser objeto de preocupação do


concursando, pois eles raramente caem em concursos. São cinco tipos que se
enquadram. Vamos a eles;

Método Variadex: é extremamente simples, tratando apenas de se


acrescentar CORES à ordenação alfabética. Contudo, devemos observar alguns
procedimentos: as cores devem ser atribuídas em relação à segunda letra do
nome de entrada no arquivo, e devem ser colocadas nas guias.
Ex:
MIRANDA JÚNIOR, Roberto => deve-se atribuir a cor VERDE

No exemplo acima, a guia que separa os documentos no arquivo de ser


da cor verde. A seguir apresento as cores convencionadas pelo CONARQ:

A – D e abreviações = ouro ou laranja


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E – H e abreviações = rosa ou amarelo


I – N e abreviações = verde
O – Q e abreviações = azul
R – Z e abreviações = palha ou violeta

Não precisam decorar essa tabela. Além dessas definições de cores não
serem definitivas (são cambiáveis de acordo com as conveniências da
instituição), elas aparecerão na prova, caso tenha alguma questão que trate
desse assunto.

Retomando, esse método é um complemento do método alfabético,


apenas acrescentando cores.

Método Automático: é utilizado para arquivar nomes, fazendo uma


combinação de letras, números e cores para evitar o acúmulo de pastas com
sobrenomes iguais. É muito utilizado em empresas que possuem vários
fornecedores e clientes.

Método Soundex: é utilizado também para arquivar nomes, mas se utiliza da


semelhança sonora entre eles.
Ex:
FERREIRA, Paulo Duque.
PEREIRA, Ricardo Santos.

Como se pode observar, os nomes possuem semelhança sonora (rima).


Por isso ficam arquivados próximos.

Método Mnemônico: funciona fazendo uma codificação do assunto por


combinação de letras e números. Aqui, as letras são consideradas símbolos,
cada uma remetendo a um assunto ou correspondente. Esse método tem o
objetivo de auxiliar a memória do arquivista para agilizar a recuperação da
informação.

Método Rôneo: é uma “versão mais antiga” do método automático. Funciona


da mesma forma, fazendo uma combinação de letras, números e cores.

Dica de prova: a razão para falar tão pouco sobre os métodos


padronizados é que não são comuns em provas de concursos. O método
automático, apesar de muito eficiente, não é usando na Administração Pública,
somente em empresas privadas. O método soundex não é aplicado no Brasil,
apenas nos Estados Unidos e alguns países da Europa. Os métodos mnemônico
e rôneo eram usados com frequência, mas ficaram obsoletos com os avanços
tecnológicos. Então para concursos de nível médio, A NÃO SER QUE SE
CONCORRA PARA UM CARGO ESPECÍFICO NA ÁREA DE ARQUIVO, OU PARA UM
CARGO EM ÓRGÃO DE ARQUIVO, OS MÉTODOS PADRONIZADOS NÃO
APARECEM! Mas essa não é uma afirmação tão concreta. O que quero com isso
é chamar a atenção do concursando para mostrar que O ÚNICO MÉTODO
PADRONIZADO QUE APARECE COM FREQUENCIA EM PROVAS DE CONCURSO
É O VARIADEX. Caso os outros apareçam em algum item, é suficiente que o
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concursando saiba seu nome, sua definição (como funciona) e a que classe
pertence (padronizados) para não confundi-los com os métodos básicos.

(DFTrans/2008 – Cespe/UnB) No arquivo corrente, o arquivamento do


tipo horizontal é o mais adequado, por facilitar a localização dos documentos.

Resolução

O item está incorreto. Vimos que o tipo horizontal é adequando para


arquivos permanentes, pois ali não há frequência em consulta a documentos, e
para documentos em grandes dimensões, pois ajuda na sua preservação.

(FUB/2008 – Cespe/UnB) A organização de arquivos pela ordem


alfabética pressupõe sua classificação por assunto, dentro de um sistema
numérico.

Resolução

O item está incorreto. O método alfabético não considera de forma


alguma nenhum sistema numérico para sua ordenação. Ainda, o método que
considera o assunto é o ideográfico. O alfabético considera apenas o nome do
correspondente.

(TRE-MG/2009 – Cespe/UnB) Os nomes a seguir estão corretamente


ordenados, de acordo com as regras de alfabetação.

Bezerra, Alberto Luiz


Moreira, Maria Madalena
Santos Cruz, Antônio.

Resolução

O item está incorreto. A ordenação dos nomes está de acordo com o que
ditam as regras de alfabetação.

(STJ/2008 – Cespe/UnB) A disposição alfabética de pastas de


documentos de um arquivo a partir das regras de alfabetação é exclusiva pra
nomes de pessoas.

Resolução

O item está incorreto. Algumas regras se aplicam a nomes de instituições


e nomes de eventos.

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Tabela de Temporalidade de Documentos de Arquivo

Na fase de destinação de documentos é realizada a mais complexa


das atividades: a Avaliação de Documentos. Essa atividade também é
realizada pela Comissão Permanente de Avaliação de Documentos. A
comissão deve ser formada por arquivistas, profissionais da área de
contabilidade, direito, administração, por representantes da direção e
profissionais que trabalham diretamente com as atividades fim da
instituição. Ela deve ser convocada quando da elaboração da Tabela de
Temporalidade e do Plano de Classificação, assim como quando for
necessário programar mudanças nessas ferramentas.

Sendo assim, a Tabela de Temporalidade e o Plano de Classificação


são resultado direto dos trabalhos da Comissão Permanente de
Avaliação.

(ABIN/2010 – Cespe/UnB) No âmbito da administração pública, a


comissão de avaliação de documentos deve ser formada por um grupo
multidisciplinar, encarregado da avaliação de documentos de um
arquivo, que tenha como uma de suas atividades o estabelecimento de
prazos de temporalidade para os documentos arquivísticos.

Resolução

O item está correto. A Comissão Permanente de Avaliação de


Documentos – CPAD – tem como a sua principal atividade a elaboração
da Tabela de Temporalidade e do Código de Classificação de
documentos, e deve ser composta por uma equipe multidisciplinar.

Então, por definição, a Tabela de Temporalidade é a ferramenta da


Gestão de Documentos resultante da atividade de avaliação documental.
Ela determina o prazo de guarda dos documentos em cada arquivo,
assim como sua destinação final (se serão eliminados ou recolhidos ao
arquivo permanente). Para tanto, é necessário que vocês observem mais
uma vez o esquema gráfico da Teoria das Três Idades, apresentado no
início da aula.

Voltando à Resolução CONARQ nº 14, a Tabela de Temporalidade


para os documentos da atividade meio já está definida, cabendo aos
órgãos e entidades elaborar a tabela para os documentos da atividade
fim.

Vamos ver uma parte da Tabela de Temporalidade do CONARQ:

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Observem que a Tabela traz o assunto, o código de classificação, o prazo


de guarda nos arquivos corrente e intermediário, e sua destinação final.

(Ibram-DF/2009 – Cespe/UnB) A classificação ajuda a definir a


organização física dos documentos arquivados, constituindo-se em referencial
para a sua recuperação.

Resolução

O item está correto. A partir da classificação, podemos ter noções da


disposição física dos mobiliários no arquivo para melhor organizar os
documentos.

(Ibram-DF/2009 – Cespe/UnB) A elaboração da tabela de temporalidade


deve fundamentar - se nas funções e atividades desempenhadas por
determinado órgão.

Resolução

O item está incorreto. O que deve basear-se nas funções e atividades,


como vimos, é o Plano de Classificação de Documentos.

(ABIN/2010 – Cespe/UnB) O instrumento que indica os prazos de guarda


e a destinação final dos documentos, resultado direto do processo de
avaliação, é denominado código de classificação de documentos de arquivo da
atividade-meio.

Resolução

O item está incorreto. O instrumento que determina os prazos é a Tabela


de Temporalidade de Documentos.

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(MS/2010 – Cespe/UnB) A tabela de temporalidade é um instrumento de


destinação que determina prazos para transferência, recolhimento e eliminação
de documentos.

Resolução

O item está correto. A Tabela de Temporalidade determina todos os


prazos em relação aos documentos, e também sua destinação.

(STM/2011 – Cespe/UnB) O ano é a unidade de tempo utilizada na tabela


de temporalidade de documentos de arquivo do CONARQ.

Resolução

O item está correto. Pela observação do exemplo da figura acima, que é


uma parte da tabela elaborada pelo CONARQ, todos os prazos de guarda nos
arquivos corrente e intermediário são expressos em anos. Mesmo com a
ocorrência, em alguns casos, do termo “enquanto vigora”, o tempo ainda é
considerado em anos. A utilização desse termo s explica pela incapacidade de
se determinar a quantidade de tempo (em anos) que o documento poderá
permanecer no arquivo corrente. Então, caso algum documento deixe de ter
frequência em seu uso na metade do período de ano, ele ainda será corrente
até que se feche o ciclo do ano.

O prazo de guarda dos documentos começa a contar da data da sua


produção. No arquivo corrente, que é onde o documento é criado, o prazo de
guarda começa a contar de sua produção, mesmo que ainda não tenha sido
utilizado para cumprir sua finalidade administrativa. No arquivo intermediário,
o prazo de guarda começa a contar do momento da sua transferência.

Dica de prova: Não se esqueçam de que a Tabela não define prazos de


guarda no arquivo permanente! Neste arquivo, os documentos que ali entram
deverão ser mantidos indefinidamente, pelo máximo de tempo possível. Além
disso, sabemos que a Tabela de Temporalidade é resultado da Avaliação de
Documentos, que é atividade da Gestão de Documentos; e a Gestão de
Documentos para no arquivo intermediário.

(STM/2011 – Cespe/UnB) Os prazos de guarda, em uma tabela de


temporalidade, são precedidos das unidades de classificação.

Resolução

O item está correto. Vimos que os elementos da tabela são: o assunto, o


código de classificação, o prazo de guarda nos arquivos corrente e
intermediário, e sua destinação final.

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Exercícios

01 - (INSS/2008 – Cespe/UnB) No que se refere ao documento, valor


mediato corresponde a valor primário ou administrativo.

02 - (MS/2010 – Cespe/UnB) A tabela de temporalidade é um


instrumento de destinação que determina prazos para transferência,
recolhimento e eliminação de documentos.

03 - (EBC/2011 – Cespe/UnB) Na tabela de temporalidade, o campo que


indica a destinação final dos documentos apresenta as possibilidades de
eliminação, de guarda eventual e de guarda permanente.

Desde o desenvolvimento da arquivologia como disciplina, a partir da


segunda metade do século XIX, talvez nada a tenha revolucionado tanto
quanto a concepção teórica e os desdobramentos práticos da gestão ou a
administração de documentos estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial.
Para alguns, trata-se de um conceito emergente, alvo de controvérsias e ainda
restrito, como experiência, a poucos países.

José Maria Jardim. O conceito e a prática da gestão de documentos.


Rio de Janeiro: Acervo, v. 2, n.º 2, p. 35-42, jul.-dez./1987 (com adaptações).

Tendo como referência inicial o texto acima e a respeito da gestão de


documentos, julgue os itens que se seguem (04 a 07).

04 - (ANEEL/2010 – Cespe/UnB) A gestão de documentos surgiu com o


objetivo de resolver os problemas de preservação dos documentos de valor
primário dos arquivos permanentes das organizações públicas e privadas.

05 - (ANEEL/2010 – Cespe/UnB) Os documentos que formam os


arquivos correntes podem ser encontrados em todas as unidades ou todos os
setores de trabalho de uma organização e são caracterizados pela possibilidade
de terem valor administrativo, técnico ou legal.

06 - (ANEEL/2010 – Cespe/UnB) A implantação de um sistema


informatizado de gestão arquivística de documentos torna desnecessária a
manutenção das atividades típicas de um protocolo.

07 - (ANEEL/2010 – Cespe/UnB) O volume geral atual dos conjuntos


documentais e seu índice de acumulação anual têm pequena ou quase
nenhuma influência na decisão de eliminação ou preservação permanente dos
documentos de arquivo.

08 - (Correios/2011 – Cespe/UnB) A fase de utilização e manutenção dos


documentos de um programa de gestão de documentos inclui uma das
atividades mais complexas dessa gestão: a avaliação.

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09 - (Correios/2011 – Cespe/UnB) Os gestores dos sistemas de


informação e de tecnologia da informação são os responsáveis, em todos os
níveis, pela produção e pelo uso dos documentos arquivísticos, de acordo com
o programa de gestão de documentos.

10 - (Ibram-DF/2009 – Cespe/UnB) A gestão documental e a proteção a


documentos de arquivo são deveres do poder público definidos na legislação
brasileira porque tais documentos, além de úteis como instrumento de apoio à
administração, são elementos de prova e informação, valiosos para a cultura e
o desenvolvimento científico.

11 - (STM/2011 – Cespe/UnB) Fatores ligados à preservação devem ser


considerados na produção documental. Por exemplo, documentos de valor
permanente devem ser produzidos em papel alcalino.

12 - (MS/2010 – Cespe/UnB) Nos órgãos ou instituições públicas,


protocolo é geralmente o setor encarregado de atividades como recebimento,
expedição, registro, distribuição e controle da movimentação de documentos
em trâmite.

13 - (MPU/2010 – Cespe/UnB) O setor de protocolo também é


responsável pelo recebimento, pela movimentação e expedição dos
documentos.

14 - (MPU/2010 – Cespe/UnB) O registro, uma das operações técnicas


do sistema informatizado de gestão arquivística de documentos de arquivo, é
desenvolvido pelo setor de protocolo.

15 - (MPU /2010 – Cespe/UnB) A tramitação é uma atividade


desenvolvida pelos setores de trabalho responsáveis pela demanda contida nos
documentos, não sendo uma atividade de protocolo.

16 - (TRE-ES/2011 – Cespe/UnB) A correspondência particular recebida


nos serviços de protocolo deve ser aberta, registrada e distribuída ao
destinatário.

17 - (MS/2010 – Cespe/UnB) A adoção de um ou mais critérios de


classificação para uma série documental permite agilizar a consulta aos
documentos, evitando que seja necessário consultar dezenas de documentos
com a finalidade de localizar um específico; os critérios mais utilizados são o
temático, o alfabético, o cronológico e o numérico.

18 - (STJ/2008 – Cespe/UnB) A organização e a classificação dos


documentos de uma organização devem ser feitas por tipo documental.

19 - (STM/2011 – Cespe/UnB) A classificação arquivística é uma


sequência de operações que visa organizar os documentos de um arquivo ou
de uma coleção segundo um plano de classificação.

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20 - (TRT-16/2005 – Cespe/UnB) Datas-limites corresponde ao elemento


de identificação cronológica de uma unidade de arquivamento, em que são
indicadas as datas de início e término do período abrangido.

21 - (MEC/2009 – Cespe/UnB) Quando as pastas que contêm


documentos de arquivo de determinado setor são dispostas pelo nome dos
correspondentes, isso caracteriza a utilização do método de arquivamento do
tipo unitermo.

22 - (ANAC/2009 – Cespe/UnB) A localização dos documentos de


arquivo nos métodos de arquivamento do sistema direto depende de um índice
ou de um código.

23 - (MEC/2009 – Cespe/UnB) O arquivamento horizontal permite


consulta rápida e evita manipulação ou remoção de outros documentos.

24 - (ANTAQ/2009 – Cespe/UnB) Uma das vantagens apresentadas pelo


método duplex de arquivamento é a possibilidade ilimitada de classes de
documentos.

25 - (ANTAQ/2009 – Cespe/UnB) O recolhimento é a passagem dos


documentos dos arquivos correntes para os arquivos intermediários e tem
como objetivo racionalizar os trabalhos de arquivamento e de localização dos
documentos, liberando espaços e economizando recursos materiais.

26 - (STM/2011 – Cespe/UnB) Gestão de documentos é o sistema de


controle sobre a produção e manutenção de documentos nas fases corrente e
intermediária, por meio de registros, listagens, índices e planos de
arquivamento.

27 - (STM/2011 – Cespe/UnB) Os métodos básicos de arquivamento são


alfabético, geográfico, numérico e ideográfico.

28 - (STM/2011 – Cespe/UnB) O método alfanumérico é um método do


sistema direto, que permite a busca ao documento diretamente no local onde
este se encontra guardado.

29 - (STJ/2008 – Cespe/UnB) O método de ordenação dos documentos a


partir do uso do nome da cidade ou de um estado é conhecido como Duplex.

30 - (ANTAQ/2009 – Cespe/UnB) O método numérico simples determina


a numeração sequencial dos documentos, dispondo os números em três
grupos de dois dígitos cada um. Por exemplo: 52-63-19.

31 - (ANTAQ/2009 – Cespe/UnB) Na ordenação geográfica de


documentos relativos à correspondência com outros países, deve-se alfabetar
em primeiro lugar o país, seguido da cidade e do correspondente. Por
exemplo: França Paris - Duchein, Michel.

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32 - (ANAC/2009 – Cespe/UnB) A localização dos documentos de


arquivo nos métodos de arquivamento do sistema direto depende de um índice
ou de um código.

33 - (ANTAQ/2009 – Cespe/UnB) Os documentos relativos às atividades-


meio não constantes da tabela de temporalidade de documentos, elaborada
pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), devem ser submetidos às
comissões permanentes de avaliação de documentos dos órgãos envolvidos,
que estabelecerão os prazos de guarda e destinação, a serem aprovados pelo
Arquivo Nacional.

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Gabarito Comentado

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Bom, paramos aqui por enquanto. Espero que já tenham percebido que
essas mudanças foram de grande importância para sua aprovação.
Praticamente tivemos uma reviravolta no conteúdo do curso.

Mas não se preocupem, pois nossas aulas serão totalmente adaptadas ao


edital, e não perdemos nenhum minuto com conteúdo antigo. Além disso,
teremos uma aula extra para tratar dos assuntos que não estavam previstos
no programa.

Vamos procurar resolver as questões mais atuais sobre os assuntos,


sempre que possível. Novamente lembro que a Arquivologia não é uma
disciplina muito frequente em provas, e por isso vamos recorrer a questões
não tão recentes para nossos estudos. E agora que já temos um edital
publicado, sabemos que a organizadora será o Cespe/UnB, o que nos dá muita
informação sobre como proceder em nossos estudos!

Lembro ainda que nosso curso é aberto à suas sugestões e críticas!


Estou sempre disponível para solucionar dúvidas, analisar e discutir as críticas
e sugestões. Fiquem à vontade para se manifestar!

Estarei à disposição de todos para ajudá-los em seus estudos. Conte


comigo e não desanime na luta! Estarei esperando suas mensagens no fórum
do curso e no email: mayko@pontodosconcursos.com.br.

Forte abraço, bons estudos e até a próxima!

Prof. Mayko Gomes


Março/2013

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Exercícios Resolvidos na Aula

Ibram-DF/2009 – Cespe/UnB) A eliminação de documentos permanentes


produzidos por instituições públicas e de caráter público somente é possível
mediante autorização da instituição arquivística pública correspondente à
esfera de competência do órgão.

Item incorreto.

(Correios/2011 – Cespe/UnB) O recolhimento de documentos dos


arquivos correntes ao arquivo intermediário é realizado por meio do plano de
destinação.

Item incorreto.

(ABIN/2010 – Cespe/UnB) A transferência é a ação de condução dos


documentos ao arquivo permanente.

Item incorreto.

(Detran-PA/2006 – Cespe/UnB) De modo geral, podem ser eliminados os


documentos que comprovem o modo de organização e funcionamento da
instituição ao longo de sua existência.

Item incorreto.

(Ibram-DF/2009 – Cespe/UnB) Gestão de documentos é o conjunto de


procedimentos e operações técnicas relativos à produção, à tramitação, ao
uso, à avaliação e ao arquivamento de documentos em fase corrente e
intermediária, visando a sua eliminação ou o seu recolhimento para guarda
permanente.

Item correto.

(STM/2011 – Cespe/UnB) Na fase de produção, o arquivista pode, entre


outras atividades, sugerir a criação ou extinção de modelos, formulários,
cópias ou vias desnecessárias; propor consolidação de atos normativos; e
participar da seleção de recursos humanos para área arquivística.

Item correto.

(AGU/2010 – Cespe/UnB) A fase da gestão de documentos que inclui as


atividades de protocolo, de expedição, de organização e de arquivamento de
documentos em fase corrente e intermediária é denominada fase de utilização
de documentos.

Item correto.

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(ABIN/2010 – Cespe/UnB) A fase de avaliação e destinação de


documentos constitui parte do programa de gestão documental e é composta
pelas atividades de criação de formulários, seleção de materiais e
equipamentos, e normatização do acesso à documentação.

Item incorreto.

(EBC/2011 – Cespe/UnB) O procedimento a ser adotado no caso de


recebimento de correspondência ostensiva é realizar a abertura dos envelopes
e proceder à leitura para encaminhamento, observando a existência de
antecedentes.

Item correto.

(Correios/2011 – Cespe/UnB) A expedição dos documentos é de


responsabilidade do arquivo geral e conta com o auxílio do arquivo
intermediário para a realização dessa atividade.

Item incorreto.

(Correios/2011 – Cespe/UnB) A responsabilidade pelo funcionamento do


protocolo é do setor de arquivo permanente, como último momento do trâmite
documental.

Item incorreto.

(TRE-ES/2011 – Cespe/UnB) O registro de documentos arquivísticos no


protocolo consiste na vinculação de metadados ao documento que tramitará na
organização.

Item correto.

(STM/2011 – Cespe/UnB) Na esfera pública, a atividade de classificação


— entendida como identificação do assunto no documento, localização do
assunto no código de classificação e anotação do código no documento para
posterior recuperação — somente pode ser realizada por arquivistas.

Item incorreto.

(TJ-ES/2011 – Cespe/UnB) A opção pela classificação organizacional


pressupõe que os documentos sejam agrupados de acordo com a função.

Item incorreto.

(Correios/2011 – Cespe/UnB) Quando os documentos são organizados a


partir de um plano de classificação nos arquivos correntes, é desnecessário
elaborar novo plano de classificação no arquivo intermediário.

Item correto.

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(Ibram-DF/2009 – Cespe/UnB) Aos órgãos e entidades que adotarem o


código de classificação da área-meio do Conselho Nacional de Arquivos
(CONARQ) cabe proceder o desenvolvimento das classes relativas às suas
atividades específicas ou atividades - fim, as quais devem ser aprovadas pela
instituição arquivística pública federal.

Item incorreto.

(DFTrans/2008 – Cespe/UnB) No arquivo corrente, o arquivamento do


tipo horizontal é o mais adequado, por facilitar a localização dos documentos.

Item incorreto.

(FUB/2008 – Cespe/UnB) A organização de arquivos pela ordem


alfabética pressupõe sua classificação por assunto, dentro de um sistema
numérico.

Item incorreto.

(TRE-MG/2009 – Cespe/UnB) Os nomes a seguir estão corretamente


ordenados, de acordo com as regras de alfabetação.

Bezerra, Alberto Luiz


Moreira, Maria Madalena
Santos Cruz, Antônio.

Item incorreto.

(STJ/2008 – Cespe/UnB) A disposição alfabética de pastas de


documentos de um arquivo a partir das regras de alfabetação é exclusiva pra
nomes de pessoas.

Item incorreto.

(ABIN/2010 – Cespe/UnB) No âmbito da administração pública, a


comissão de avaliação de documentos deve ser formada por um grupo
multidisciplinar, encarregado da avaliação de documentos de um arquivo, que
tenha como uma de suas atividades o estabelecimento de prazos de
temporalidade para os documentos arquivísticos.

Item correto.

(Ibram-DF/2009 – Cespe/UnB) A classificação ajuda a definir a


organização física dos documentos arquivados, constituindo-se em referencial
para a sua recuperação.

Item correto.

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(Ibram-DF/2009 – Cespe/UnB) A elaboração da tabela de temporalidade


deve fundamentar - se nas funções e atividades desempenhadas por
determinado órgão.

Item incorreto.

(ABIN/2010 – Cespe/UnB) O instrumento que indica os prazos de guarda


e a destinação final dos documentos, resultado direto do processo de
avaliação, é denominado código de classificação de documentos de arquivo da
atividade-meio.

Item incorreto.

(MS/2010 – Cespe/UnB) A tabela de temporalidade é um instrumento de


destinação que determina prazos para transferência, recolhimento e eliminação
de documentos.

Item correto.

(STM/2011 – Cespe/UnB) O ano é a unidade de tempo utilizada na tabela


de temporalidade de documentos de arquivo do CONARQ.

Item correto.

(STM/2011 – Cespe/UnB) Os prazos de guarda, em uma tabela de


temporalidade, são precedidos das unidades de classificação.

Item correto.

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