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HI SPANOAMERI CANOS

MA D R I D 7 Q .Q
IUNIO, 1956
I U L I O_________
IU
CUADERNOS
HISPANOAMERICANOS
Revista Mensual de Cultura Hispánica
FUNDADOS
PEDRO LAIN ENTRALGO
DIRECTORES
MARQUES DE VALDEIGLESIAS
LUIS ROSALES
SECRETARIO
ENRIQUE CASAMAYOR

78
79
DIRECCIÓN Y SECRETARÍA
LITERARIA
Avda. de los Reyes Católicos,
Instituto de Cultura Hispánica
Teléf. 2487 91
MADRID
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Bordeaux,—P ortugal : Agencia Internacional de Livraria e Publicações. Rua
San Nicolau, núm. 119. Lisboa,
Segundo Congreso de
Academias de la Lengua

Madrid, 24 de abril a 2 de mayo de 1956

★ ★

COLABORAN LAS ACADEMIAS DE


BOLIVIA ☆ COLOMBIA ☆ COSTA RICA ☆ CUBA ☆ CHILE ☆
ECUADOR k ESPAÑA ☆ FILIPINAS ☆ GUATEMALA * HONDU-
RAS * MEJICO ☆ NICARAGUA ☆ PANAMA * PARAGUAY ☆
PERU ☆ PUERTO RICO ☆ R. DOMINICANA ☆ URUGUAY ☆ VE-
NEZUELA y la Academia ARGENTINA de Letras.

■kk

Cuadernos Hispanoamericanos
MADRID Q
Junio, 1956
Julio
Gráficas ORBE, S. L.—Padilla, 82.—Tdéf. .26 12 34.—M adrid.
P áginas

B R Ú JU L A DE ACTUALIDAD

a u s t r i a -h u n c r í a E l m es d ip lo m á tico : O fensiva en A lem a n ia ...


(O tto ) : 197
a r a n d ía (T o m ás T o yn b ee y la cultura hispánica .............................................
de) : 205
c . H . : L o s m o v im ie n to s m igratorios de estudiantes a los EE. UU. ......... 208
ba ra h o n a (L u is ): “A lto sen tir”, d e A lfo n so Ulloa Zam ora ............................ 211
E . c . R . : U n análisis d e la educación occidental ............................................................... 215
c o s t a s ( C a r l o s J o s é ) : F o lklo re in fa n til en Sanio D om ingo ............................ 217
J i m é n e z M A RTO S ( L u i s ) : Jorge C am pos, p rem io nacional d e Literatura. 219
P é r e z n a v a r r o ( F r a n c i s c o ) : L a ú ltim a sinfonía d e P ro ko fiev ...................... 220
c a b a l l e r o BONALD : U n in su stitu ib le d o cum ento sobre el toreo ................ 221
S U R O ( D a r í o ) : L a p in tu ra en N u eva Y o r k : R o n n ie E llio t .................................. 223
e . w . F · : N u estra lengua ......................................................................................................................... 225
pér ez navarro ( F . ) : E xposición d e C ézanne ..................................................................... 227
e . w . F . : “A z o r ín ”, e l p eq u e ñ o filó so fo ...................................................................................... 229

P o rta d a y d ib u jo s d e l p in to r s a lv a d o re ñ o C arlos A u g u sto Cañas.

NUMERO 78 (JUNIO, 1956)

N uestra lengua m illonario ......................................................................................................................... 235

E L DIÁLOG O DE LA LENGUA E SPA Ñ O LA

l a in EN TR A LG O ( P e d r o ) : E l diálogo p ere n n e d e la lengua castellana .......... 245

U N ID A D Y D EFEN SA DEL ID IO M A

m enéndez p iD A L ( R a m ó n ) : N u evo valor d e la palabra hablada y la u n i­


dad d e l id io m a ................................................................................................................................................... 253
m arañón L a co m u n id a d d e la lengua hispánica ............................
(G re g o rio ) : 263
Al o n s o ( D á m a s o ) : U nidad y defensa d e l idiom a ......................................................... 272
e s p i n o s a p ó l i t ( F r a n c i s c o ) : F u n ció n unitaria d e la lengua ............................ 289
r u b io c a r c ía m in a ( J e s ú s ) : Las h um anidades escolares hispánicas .......... 298
E l c a s t e l l a n o e n p e l i g r o : F ilipinas, P uerto R ico , los sefardíes, A rgen­
tina, e l C aribe ................................................................................................................................................... 301
T res resoluciones d e l C ongreso sobre defensa y unidad d e l idiom a .......... 305

DEL SESEO AL “ DICCIONARIO HISTORICO’'


tortolÓ (Adolfo) : L a leg itim id a d gram atical d e l seseo hispanoam ericano. 311
DE (Vicente) : R eco lecció n d e la lengua oral .................... 320
A (Rafaçl) : H acia una nu eva Gram ática d e la R . A . E . ................. 332
c a r c ía d ie g o

“D iccionario H istó rico ” y otras cuestiones lexicográficas ................. 339


lapes
El
NOVÍSIMO DIÁLOGO SOBRE LAS “NUEVAS NORMAS” ........................................................ 347
TRES PÁGINAS DEL CONGRESO
Go n z á l e z (Agustín) : In fo r m e d e la C o m isión P erm anente
....................................................._........................................... 383
de am ezúa
(1951-1956)
(Antonio) : Salamanca y la lengua española ................................... 398
(Guillermo) : Tareas y actividades d e l I I Congreso de
To v a r

A cadem ias d e la L en g u a ........................................................................ 404


hoyos o so res
P ágin as

H O M EN A JE ACADÉMICO A MENENDEZ PELAYO Y A UNAMUNO

(José María) : R e c u e r d o in a ca b a d o d e d o n M a rc e lin o . 415


(Raúl) : L a le c c ió n d e M e n é n d e z P e la y o ........................... 421
chacón y calvo

(Eduardo) : M e n é n d e z P e la y o y la le n g u a esp a ñ o la ............... 424


s il v a ca stro

CEVALLOS (Guillermo) : M e n é n d e z P e la y o y la lite ra tu ra h is ­


carranza

433
Bu s t a m a n t e
p a n o a m e ric a n a ...............................
Go n z a l e z (Agustín) : M e n é n d e z P e la y o y s u la b o r e n las A c a ­
436
de a m ezú a
d e m ia s d e la L e n g u a ............................................................................................
(Julio César) : H o m e n a je d e H isp a n o a m é ric a a d o n M ig u e l d e
446
chaves
U nam uno .........................

H O M EN A JE H ISPÁ N IC O A LA LENGUA ESPAÑOLA

pemán (José María) :


U nidad y universalidad d e la lengua española ...... 457
L as A cadem ias hispanoam ericanas en la clausura d e l I I C ongreso ...... 468
LOS ACADÉMICOS HISPANOAMERICANOS EN EL CONGRESO DE MADRID

A rg en tin a ......................................................................................................... 487


B o livia ............................................................................................................. 487
C h ile ............................................. .................................................................. 488
C olom bia ......................................................................................................... 488
Costa R ica ........ 490
C uba ................................................................................................................. 490
D om inicana (R e p .) ........ 491
E cuador ........... 491
E l Salvador ..................................................................................................... 491
F ilip in a s .................... 492
G uatem ala ........................................................................................................ 492
H onduras .......................................................... 492
M éjico .............................................................................................................. 493
Nicaragua ..................... 494
Panam á .......... 494
Paraguay .............................................................. 495
P erú .................................................................................................................. 495
P uerto R ico ..................................................................................................... 496
U ruguay ........................................................................ 496
V en ezu ela ............................................................................ 497
España .............................................................................................................. 497
Portada, dibujos y retratos del pintor español
Los retratos de Félix Restrepo, Wáshington Lloréns y de José M.a Cha­
. m anuel m am pa so

cón y Calvo son del pintor español . ca rlos pa scu a l de lara


NUESTRA LENGUA MILLONARIA

Uno de los temas que con más delectación lia glosado en los
últimos tiempos la propaganda política antiespañola ha sido el
supuesto movimiento secesionista de las Academias hispanoameri­
canas de la Lengua. Se quería hacer ver que la Lengua Española,
prisionera y sojuzgada por la vetusta Real Academia matritense
de la calle de Felipe IV, se iba quedando atrás, mientras en la
otra, ribera atlántica, países jóvenes, plumas nuevas y lingüistas
sabidores iban levantando, vocablo a vocablo, una nueva lengua,
distinta o superior a la peninsular. Ya el Congreso Americano de la.
Lengua, celebrado en Buenos Aires en septiembre de 1939, levantó
violentamente la voz separatista en boca de lexicógrafos descono­
cidos y de lingüistas de tercera clase; recuérdase a Barietta y com­
pañía, campeón sin victorias del movimiento independiente. Pero
entonces, a pesar de que se dijo que “era necesario romper los
vínculos espirituales .que nos ataban con España por obra del
idioma”, lo cierto es que la moción secesionista fué rechazada por
veinte votos contra ocho. Y en cuanto al Congreso bonaerense, “no
hay noticia de que se adoptaran conclusiones” (1).
En 1951 se celebra en Méjico ef Primer Congreso de Academias
de la Lengua, y la Española es invitada personalmente por el direc­
tor de la Mejicana, don Alejandro Quijano. España promete la
asistencia de una nutrida participación de sus miembros. Simultá­
neamente, y cuando los académicos mejicanos celebraban en Ma­
drid la buena nueva del acuerdo, el delegado del Gobierno de
Méjico en la O. N. U. atacaba a España en un violentísimo dis­
curso. En consecuenciala Real Academia Española se abstiene de
tomar parte en el Congreso de 1951, y éste se celebra sin su cola­
boración.
En estas condiciones, la Asamblea mejicana tiene que padecer
el llamado “complejo secesionista de la lengua españolaS obre
su temario general, que subraya “la importancia de conservar la
unidad fundamental del idioma español”, campean dos cuestiones
que acapararon la atención de asistentes, observadores y comenta­
ristas del Congreso: la moción de ruptura con la Real Academia y
la propuesta de compilación de un Diccionario general de la Len-
(1) Julio Casares: La unidad de la lengua en los pueblos hispanos. Univer­
sidad Internacional Menéndez Pelayo. Santander, 1953. 40 págs.
235
gua, independiente del que venia editando la Real Academia Espa­
ñola desde él siglo XVIII.
Casares recoge las afirmaciones clave de aquélla polémica de
1951 entre una minoría de ensayistas más o menos políticos y la
ecuanimidad de los lingüistas más destacados de Hispanoamérica.
El conocido antiespañol Germán Arciniegas “se mostró partidario
de la independencia de las Academias Americanas, por cuanto
—sostuvo—que en América había personas de la más alta capaci­
dad que podían resolver los problemas técnicos que presenta el
idioma español” (véase Memoria del Primer Congreso de Acade­
mias de la Lengua. Méjico, 1952, pág. 382). En la 419 se recoge la
moción independentista, en la que se recomienda a las Academias
Americanas y a la Filipina correspondientes de la Española “renun­
cien a su asociación con esta última ... y asuman así de lleno la
autonomía de que no deben abdicar y la personalidad íntegra que
les es inalienable”. En debates violentos se afirma la existencia de
un coloniaje lingüístico. El delegado peruano Hoyos Osores defien­
de la unidad del idioma y denuncia los manejos de una propaganda
política entre los congresistas, a los que “se ha dicho que están
llenos de un servil espíritu de subordinación a la Academia Espa­
ñola, y que si no aprueban la ruptura con ella cometerán una in­
dignidad” (pág. 413).
Pero lo cierto es que, pese a esta propaganda, son muchos los
académicos que, con Hoyos Osares, recuerdan que “la principal
finalidad del Congreso es la conservación de la unidad fundamen­
tal del idioma ... Si aparte del Diccionario de la R. A. E. se hiciesé
otro, se daría un paso decisivo hacia la desintegración del idiomei?
(página 395). Y el mejicano Vascoticelos, a quien tan intimamente
está ligada la cultura mejicana de hoy, remacha en su discurso de
clausura: “El peligro ele escisiones que hubiesen deshonrado nues-
tra acción quedó vencido fácilmente ... Aquí fuimos llamados para
fortificar él baluarte de la lengua ... no para dispersarla en capi­
llas de reducido nacionalismo. Después de la prueba nos hallamos
contentos. El hombre español, a través de su historia, ha demos­
trado que no es cismático ... y hombre español es todo el qué
piensa en castellano” (pág. 429).
Vemos, pues, la existencia de ciertas fuerzas de carácter polí­
tico que impulsan el separatismo lingüístico. Casares habla del
“rencor todavía subsistente como consecuencia del coloniaje, lo
exaltación de los sentimientos nacionalistas, un complejo de info-
rioridad ante las culturas milenarias de Europa, prejuicios racia­
les, reivindicaciones indigenistas, modas intelectuales foráneas, disr
236
conformidad de regímenes políticos”... Pero es evidente que exis­
ten también realidades lingüísticas de carácter léxico, sintáctico o-
gramatical y otras de naturaleza fonética. Sin embargo, come ha
podido comprobar el II Congreso de Academias de la Lenguacele­
brado en Madrid, esta variedad lingüística puede convertirse en
una potenciación de la lengua española, la cual, sin perder sus con­
diciones básicas de unidad, enriquecerá ilimitadamente su conte­
nido con la acción conjunta y armónica de todas las Academias de
la Lengua y de todos los sabios filólogos y gramáticos de ambas
riberas atlánticas. Los novísimos rumbos dados a las Nuevas Nor­
mas de Prosodia y Ortografía del informe de 1952, la legitimación
del “seseo”, la creación de la Asociación de Academias y la inten­
sificación ordenada y racional de la colaboración interacadémi­
ca... son algunas de las muestras, entre otras muchas, de que la ver­
dad estaba de parte de los organizadores del Primer Congreso de
Academias. Así, pues, en lugar de la pretendida renuncia a la aso­
ciación con la R. A. E., las Academias Hispanoamericanas se con­
vierten en “colegisladoras del idioma común”. Y, por su parte, la-
Española se compromete a “consultar necesariamente con las Aca­
demias asociadas cuando decida expedir resoluciones de naturaleza·
grave y fundamental (véase Guillermo H. Osores, en su “Informe
final de las tareas y actividades del Congreso de Madrid”). Esta
consulta se iniciará con las Nuevas Normas, cuya vigencia tendrá
fuerza de ley cuando las Academias hayan pronunciado su fallo
general.
Así, pues, las pretendidas razones de independencia, de escisión
del idioma común en pequeños dialectos americanos, sirven justa­
mente para reforzar la unidad idiomática. El americanismo se con­
vierte así en voz de potencia y vigencia universales, pues bajo su
diversidad de matices, de vocabulario, de pronunciación, descansa
siempre un cimiento inconmovible, sobre el que ha de levantarse,
si sabemos proponérnoslo, el idioma universal de mañana,. No le
faltan recursos a la lengua española. “La unidad fundamental del
español—escribe Menéndez Pidal—, mayor que la de las otras dos
grandes lenguas europeas extendidas por América, se debe en gran
parte a la sencillez, claridad y firmeza de nuestro sistema vocálico
No le faltan, pues, recursos a la lengua española para mantener y
multiplicar los vínculos de unión de la cultura hispánica contem­
poránea. Los embates de la historia de América no pudieron con
la fortaleza de esta unidad monolítica del idioma. “Las cartas polí­
ticas—dice otro gran académico, Victor Andrés Belaúnde, pe­
ruano—se plasmaron en geografías diversas y en razas distintas;
237
pero quedó la lengua no sólo como medio de comunicación, sino
como prenda y cifra del mismo espíritu
Con estos precedentes optimistas, se inició en Madrid el Segundo
Congreso de Academias, con participación de todas las Correspon­
dientes hispanoamericanas y de Filipinas y la Argentina de Letras.
El clima enrarecido en que se iniciara el Congreso de Méjico quedó
superado ampliamente al cabo de los años transcurridos hasta hoy.
Así, pues, tanto el espíritu inicial de las jornadas matritenses como
los resultados de las mismas señalan un indiscutible triunfo de la
tesis unitaria de nuestro idioma. En esta victoria han intervenido
año tras año (no sólo en los breves días del Congreso y en las pocas
semanas previas a su inauguración) las Academias hispanoameri.
canas en estrecho enlace con los académicos españoles. El diálogo
entablado con ocasión de la. publicación en 1952 de las Nuevas Nor­
mas de la Academia Española, en el que intervinieron principal­
mente Félix y Roberto Restrepo, Rodolfo Ragucci, Mallo, Junco,
Motta Salas, Angel Rosenblat y Juan B. Selva, entre otros, señala
este ambiente de colaboración perfecta y objetiva, sin concesiones
a criterios que no sean los .meramente lingüísticos y culturales. Con.
razón pudo decir Fernán, en su discurso de clausura del Congresó.
de Madrid: “Durante los últimos años, el mundo ha conocido la
psicología al servicio de la idea de raza; la historia, al servicio de
las. tesis preconcebidas; ha conocido la geografía al servicio de la.
geografía política; la física nuclear, al servicio del odio... Pero ni
en Méjico ni en Madrid las Academias han querido que conozca­
mos una filología o una gramática al servicio de pasiones o de
anécdotas políticas temporales
* * *
El Congreso de Madrid se celebró del 24 del pasado mes de
abril al 2 de mayo. Fué organizado por la Real Academia Espa­
ñola, con la colaboración administrativa y técnica del Instituto de
Cultura Hispánica, Las tareas del Congreso se distribuyeron en
siete comisiones: 1. Unidad y defensa del idioma; 2. Cuestiones
gramaticales; 3. Cuestiones lexicográficas; 4. Relaciones inter­
académicas; 5. Relaciones exteriores; 6. Iniciativas y homenajes,
y 7. Prensa. No obstante los objetivos definidos en cada una de
estas Comisiones, el Congreso, pretendía algo más: el fin de “pro­
mover la vinculación personal de los muchos hombres de letras
españoles, americanos y filipinos, que, en las veinte Academias de
la Lengua, deben velar por la defensa y el adelanto del idioma
238
español, raíz de nuestra personalidad y de nuestra común cultura”
(véase Hoyos Osores: “Informe final”).
El presente número recoge lo más destacado de lo dicho y acor­
dado en este Congreso. Las ponencias más elaboradas y los discur­
sos leídos en diversas ocasiones, tales como el homenaje acadé­
mico de ultramar .a Menéndez Pelayo y a Unamuno. Por su espe­
cial repercusión en el mundo americano, y por el camino que abre
a un porvenir de progreso y enriquecimiento de nuestro idioma,
se ha dedicado sección especial a los comentarios suscitados por
las Nuevas Normas del Informe Casares. Igualmente, entre las cues­
tiones gramaticales y lexicográficas se ha dado preferencia al es­
tudio del profesor cubano Adolfo Tor tolo sobre el “seseo”; a la
ponencia de Rafael Lapesa, relativa a la nueva edición de la Gra­
mática; a la del académico español García de Diego sobre “Reco-,
lección del lenguaje oral” y a la del doctor Marañón sobre vocabu­
lario científico de uso común.
En materia de unidad del idioma, concerniente a la Primera
Comisión, el lector encontrará en estas páginas los trabajos de
Menéndez Pidal, Gregorio Marañón, Lain Entralgo, Dámaso Alon­
so, Espinosa Pólit y Jesús Rubio. El ministro de Educación Nacio­
nal de España ha planteado el agudo problema de la enseñanza
del Español en la escuela primaria y en las escuelas medias, lo que,
recogiendo una ponencia del colombiano Rivas Sacconi presentada
al Congreso de Méjico, dió lugar a una resolución sobre esta ense
ñanza, que será de trascendencia indudable para el futuro de nues­
tro idioma en su etapa de aprendizaje escolar.
Bajo el título de “El castellano en peligró”, se han reunido
diversos trabajos presentados a la Primera Comisión encargada
del tema de la defensa del idioma. En ellos se estudia la situación
actual del castellano en Filipinas, en Puerto Rico, entre los grupos
sefardíes, todavía hablantes del “ladino”; en Argentina, y en el
norte de Méjico. Destacan entre ellas las ponencias presentadas
por el académico argentino Arturo Capdevila.
Ya hemos señalado la trascendencia de los acuerdos adoptados
por el Congreso en cuanto a relaciones interacadémicas, y la estre­
cha colaboración que en el futuro se establecerá entre las Acade­
mias Americanas y la Española. En la misma IV CoTnisión se apro­
bó asimismo el nuevo sistema de dotación económica de las Acade­
mias, con contribución considerable de los respectivos Gobiernos.
Para mantener esta vinculación académica se creó la nueva Comi­
sión Permanente, y en tanto se designaran miembros, se eligió
presidente al académico español González de Amezúa, que ya lo
239
era del anterior. En fin, otros acuerdos de importancia en las res­
tantes comisiones podrá encontrarlos el lector en la crónica del
relator general del Congreso.
* * *

En The seven storey mountain, el monje trapense Thomas Mer­


ton dice que “el español es el idioma más propicio para hablar
a Dios”. No obstante, en el diálogo entre el hombre y su Creador
importan mucho menos las palabras, su fonética y su ortografía,
que lo que dice el corazón humano traducido en obras« Pero así
y todo, el idioma que, según el historiador de Indias Francisco
de Gomara, “ataja grandes razones con pocas palabras”, la lengua
española es un instrumento hermoso, preñado y obrador, agradeci­
do a quien lo manipula con amor y sabiduría. Pero no sólo con
sabiduría. El idioma nada es sin el alimento popular, sin la apor­
tación del pueblo, creador permanente y pródigo en recursos nue­
vos y rejuvenecedores. Esta riqueza del léxico popular no ha sido
apreciada generalmente por los científicos de la lengua. Refirién­
dose al castellano lo ha confesado, recientemente, Alfonso Junco:
“Esta riqueza orgánica de la lengua la tenemos olvidadísima”, y,
sin embargo, nuestro idioma es una “lengua millonario,”. Porque
tiene y cuenta con la sabiduría y el amor, con el estudio de sabios
beneméritos y con la invención de un pueblo hecho de muchos
componentes de raíz común y de influencias varias asimiladas por
la sustancia común. Sin caer en lunfardismos, la lengua castellana
se enriquece de los cuatro puntos cardinales, de meridianos y pa­
ralelos lejísimos, del mestizaje de razas con las mejores virtudes
de la española, de climas, de flora diversa y de variadísima fauna.
El seseo y el voseo, el yeísmo y el leísmo, la omisión de consonan­
tes y tantos otros fenómenos de nuestro léxico muestran una tí-
qüeza de posibilidades que, bien encaminadas en el futuro, serán
también palanca que potencie el idioma.
Pero pdra ello es preciso no dormirse en las conquistas. La
lengua es una criatura viva que crece de continuo. Hay que estar
atentos a alimentarla debidamente y a vigilar científicamente sii
organismo, sus entrañas tradicionales, sus antecedentes familiares
como si fuera una historia clínica, y su crecimiento adecuado y la·
cura de enfermedades circunstanciales. Sobre este fundamento, la
lengua ha de saber renovarse, con fijeza esencial y de cara hacia
la novedad siguiendo el ritmo que marca la vida de los pueblos.
Innovadores fueron nuestros clásicos. Con este poder, la lengua
240
española, hermana en el concierto de una cultura que llamamos
hispánica, ha de ser el elemento por el que se canalice el ímpetu
creador de nuestros pueblos.
Nada mejor para ello que nuestra lengua millonaria, una len­
gua que es digna de anunciar al mundo, cansado y envejecido, el
evangelio de la paz.
* * *

En el momento de cerrar la edición de este número, nos llega


la noticia del fallecimiento de don Agustín González de Amezúa.
cuadernos hispanoam ericanos une su dolor al de la Real Acade­
mia Española por la pérdida irreparable de su tesorero. En una
etapa de reorganización de las actividades académicas de máxima
trascendencia para el futuro de la lengua española, la muerte de
González de Amezúa representa un duro golpe para el inmediato
y futuro trabajo de colaboración entre las Academias de ambas ri­
beras atlánticas. Queden estas lincas como homenaje postumo de la
cultura hispánica a quien durante tantos lustros fue uno de sus
más destacados servidores.

241
EL DIALOGO DE LA LENGUA ESPAÑOLA
EL DIALOGO PEREN N E DE LA
LENGUA CASTELLANA

po r PEDRO LAIN ENTRALGO

Perm itidm e que, fiel a nuestro más doméstico deber, comience


mi salutación recurriendo al Diccionario de la Lengua Española.
Busco en él la significación de la palabra “heraldo” y encuentro
que esa significación reza así: “Caballero que en las cortes de la
Edad Media tenía el cargo de transm itir mensajes de im portancia.”
Aunque m i atuendo, m i habla y m i m ente no tengan gran cosa
de medievales, heraldo soy ahora, y por modo m uy fiel a lo que
el Diccionario enseña. Reyes y dignatarios de nuestro idioma, harto
más valiosos y encumbrados que yo—bien se advierte que aludo a
mis ilustres compañeros de Academia—, me han encomendado la
misión de transm itir un m ensaje de im portancia: el muy honroso
de ofreceros este pan, este vino y estas viandas de Castilla a cuan­
tos habéis llegado a M adrid para discutir y rem ediar los proble.
mas del hahla común.
Dejadm e tam bién que cum pla tan gustosa encomienda, ya que
no con lenguaje ricam ente alhajado, que a tanto no llego, sí, al me­
nos, con lenguaje seriam ente responsable. Esto es, con palabras que
no sean del todo infieles a la dignidad de los tres acontecimientos
que aquí, sin mengua n i quebranto de la llaneza, han venido a
concurrir: se han encontrado unas cuantas personas que hablan
la misma lengua; esta lengua es la castellana, y esas personas sois
vosotros, los representantes de todas las Academias de allende
el mar.
A fuerza de repetirlo diariam ente, y acaso de trivializarlo,
no solemos estim ar, según su real entidad, el acto de encontrarnos
con un hom bre que habla nuestro idioma. Ese acto, ¿no es, acaso,
el más grave y trascendente de cuantos en el orden natural puede

245
cumplir nuestro espíritu? “No es bueno que el hombre esté solo”,
dijo Dios para sí, ante la recién creada soledad de Adán (Gen. II, 18).
Y como si esa sentencia tuviese el valor de un principio metafísico,
la condición humana no obtiene natural acabamiento hasta que su
soledad se ha trocado en compañía, hasta que el hombre, frente a
otro hombre al cual puede llamar “tú”, descubre y conquista su per­
sonal posibilidad de llamarse “yo”. “¿Cómo estás, amigo?”, decimos
al que se nos acerca; y en aquel momento, por obra del lenguaje
común, el aire que nuestra voz ha estremecido tenuamente—tres pa­
labras; tres breves golpecitos de aire inquieto—contiene, en levísimo
esbozo, el fundamento humano de la historia universal. Dos soledades
se han hecho compañía: ya ha sido creado el suelo sobre el cual
podrán levantarse los Diálogos de Platón, la Oda a Salinas o la nave­
gación interplanetaria.
Pero esa compañía sólo llegará a ser completa y verdadera cuan­
do los hombres que se encuentran hablen un mismo idioma. “Tú y
yo somos de la misma lengua”, dicen los humanísimos animales de
Kipling, como señal y garantía de buena amistad. Así es, aunque el
común hablar no excluya, por desdicha, la discordia. Una lengua es,
en efecto, mucho más que un código de señales para el intercambio
de ideas y sentimientos. “La sangre de mi espíritu es mi lengua”, dice
el primer verso de un poderoso soneto de Miguel de Unamuno. Y
aun anduvo corto el gran vasco salmantizado, porque la lengua es
a la vez sangre y forma, pábulo.nutricio y hábito configurador de
la mente y la vida de quien como suya la habla. Ante el rótulo “Sala
de Espera” de una modesta estación ferroviaria del Marruecos es­
pañol, escribió André Gide en su “Diario”: Quelle belle langue que
celle qui confond Vattente et l’espoir! El lindo elogio de Gide no
es del todo certero, porque el hispanohablante suele distinguir la
“espera” de la “esperanza”; pero no por ello deja de ser cierto que
nuestro verbo “esperar” traduce a la vez el attendre y el espérer de
los franceses, el aspettare y el sperare de los italianos, el warten y
el hoffen de los alemanes, y el fo wait y el to hope de los ingleses.
Y quienes hemos formado nuestro espíritu usando esa bella y dú­
plice palabra, ¿no seremos, al fin, hombres muy dispuestos—para
nuestro bien y para nuestro mal—a tomar las “Salas de espera” por
“Salas de esperanza”? Es verdad: dos hombres que hablan una
misma lengua pueden entenderse con presteza porque, en alguna me­
dida, son el mismo hombre.
Nos hemos encontrado, hablamos un idioma común, y ese idioma
es el castellano. ¡Qué gozo, amigos, coincidir en una lengua capaz
de haber envuelto con la noble red de sus palabras toda la cósmica
246
redondez de nuestro planeta! En cuanto forma de lá mente, una len­
gua es siempre un límite, mas también es un camino y un acicate.
Un conterráneo mío, el diserto y expeditivo don José de Pellicer,
escribía de la lengua castellana, hace ahora tres siglos, que “no
se hallará en el universo otra que sea tan fecunda, tan elegante ni
tan capaz de tropos, figuras, alegorías, conceptos, equívocos, sales y
todo género y especies de muy acrisolada retórica; y como el oro
finísimo sufre el cimento y el martillo, así la lengua castellana... sufre
la rueda de todas las ciencias y artes, sus argumentos, entimemas y
silogismos, sin que haya materia, por delicada, difícil y sutil que
sea, que no pueda tratarse y controvertirse en ella con decencia,
primor, propiedad y majestad, siendo la más leal de todas, porque
se pronuncia como escribe...” Algo se le fué aquí la mano, como en
otros casos, al bueno de Pellicer, porque nuestro idioma, pudiendo
hacerlo, no ha impulsado con suficiente energía “la rueda de todas
las ciencias y las artes”. Pero esa misma deficiencia, ¿no es a la vez,
por ventura, un incentivo para quienes hablamos castellano, capaces
no sólo de inventar palabras éticas, como “hidalguía”, “quijotismo”
y “sosiego”, mas también de proseguir el camino que en España y
en América iniciaron los inventores de términos como “platino”,
“eritronio”, “volframio” y “neurona”?
Y aun cuando la limitación no fuese animadora espuela, no por
ello amenguaría la nobleza específica de nuestra lengua común. Oíd
cómo la descubría y encomiaba en una ciudad americana, pocos
año3 ha, un finísimo catador de habla inglesa. Thomas Merton, el
poeta trapenee, entra en una iglesia de la Habana y siente que el
castellano de la predicación le rodea el alma como un abrazo vigo­
roso y cordial. “Oí—dice en su autobiografía—los sermones armo­
niosos de los sacerdotes españoles. Su misma gramática parecía dig­
na, mística y cortés. Me parece que, después del latín, no existe una
lengua tan adaptada a la plegaria ni tan hecha para hablar de
Dios: a la vez fuerte y suave, posee, no obstante, esa dureza y esa
acuidad que le da la precisión exigida por el verdadero misticismo;
y, sin embargo, es dulce, como pide la devoción; es cortés, suplican­
te y elegante, y se presta sorprendentemente poco a la sentimenta-
lidad. El español tiene algo de la intelectualidad del francés, sin
tener su frialdad, y jamás sobreabunda en melodías femeninas, como
él italiano. Incluso en labios de una mujer, el español no es nunca
débil, nunca sentimental.” En el ingente rosario de los loores de
nuestra lengua, este de Thomas Merton, tan reciente, tan desintere­
sado y virginal, debe ocupar, a mi juicio, un puesto de honor.
Amigos míos: en nombre de la Real Academia Española, cuyo he-
247
2
raido soy ahora, sed bien venidos al honrado servicio de esta lengua
que nos une, afirma, incita y ensalza. Sed bienvenidos y recibid, a
través del pobre azarbe de mis palabras, el agua limpia y honda
de nuestra gratitud. Porque quienes babéis venido a encontramos
hablando el común castellano, sois vosotros, los representantes de
todas las Academias que por él velan, los mejores testigos y hacedo­
res de su universalidad, los que, con sones y cadencias que añaden
gracia nueva a su nobleza antigua, traéis a Castilla la herencia her­
mosa de Rubén Darío y la herencia sabia de Andrés Bello. En vos­
otros vemos no pocos de los más entrañables motivos de nuestro gozo
de hispanohablantes, desde el que procura la alta cima de los versos
de oro y cristal, y la palabra dulce, tornasolada y fluyente del criollo,
basta el que nos depara el babla conmovedora y humilde del indio,
el tagalo y el negro. Por vosotros, nuestra lengua castellana, recia
y una en su esqueleto léxico y sintáctico, vigorosa o delicada en la
musculatura de su frase, gana en su piel una riqueza de color, sabor,
olor y tacto como jamás otra lengua tuvo sobre la haz de la tierra: el
color del marfil y el del bronce, el sabor de la sal y el del café, el
olor del mirto y el de la canela, la aspereza del roble y la suavidad
del ceibo, todo ello tiene la piel de nuestro idioma, según el lugar
del planeta donde se le hable o escriba, y de todo ello sois vosotros
artífices y portadores.
Bajo una eximia Presidencia, vamos a unir nuestro esfuerzo para
que la sugestiva diversidad del castellano universal no se convierta
en dispersión, y para que su necesaria unidad sea norma y no cárcel.
Millones y millones de almas están pendientes de nuestra empresa.
Algunos de vosotros vais a poner en ella vuestro gran saber grama­
tical, literario o lexicológico; otros, aportarán al común quehacer
sus altas dotes de creadores de idioma, y éstos podrán decir de las
cosas la frase orgullosa del valleinclanesco Max Estrella: “Yo te bau­
tizo. Soy poeta y tengo el derecho al alfabeto”; otros, en fin, nos rega­
larán con su dilatado conocimiento de hombres y tierras. Menos afor­
tunado, yo, que no poseo ciencia de lingüista ni gracia de creador,
os serviré de curioso y resignado acólito, y pediré al Dios de los
pueblos y las lenguas el buen éxito de nuestro quebradizo empeño.
“Señor—le diré—, tú, que quisiste ser llamado Verbo y que creaste
las lenguas para que los hombres se entiendan entre sí como criaturas
dotadas de razón y libertad; tú, a quien este viejo idioma castellano
siempre ha querido ser tan propicio, haz que nunca se rompan el
diálogo fraterno y la buena voluntad entre los pueblos que lo hablan,
y danos acierto a los que desde boy vamos a esforzamos por conse­
guirlo.” Eso pediré al Dios de los pueblos y las lenguas. Y a todos
248
vosotros, que vais a pisar durante unos dias la tierra donde nuestro
idioma fué niño balbuciente, os saludaré con dos radiantes versos
del gran poeta de esa tierra:

¡Q u é el so l d e Éspaña os llene
d e alegría, d e lu z y d e riq u e za !

Pedro Lain Entralgo.


Lista, 11.
HADBiD (España).

249
UNIDAD Y DEFENSA DEL IDIOMA
NUEVO VALOR DE LA PALABRA
HABLADA Y LA UNIDAD
DEL IDIOMA

po r RAMON MENENDEZ PI DAL

Voy a resum ir en parte y a am pliar en p arte ideas que h e expues­


to en otras ocasiones sobre la evolución y correctibilidad del idioma.
Hace más de un siglo— desde 1847—que Bello recordó la frag­
mentación del latín en idiomas romances como advertencia a los
hispanoamericanos para que corrigieran todo defecto de lenguaje
atentatorio a la unidad del idiom a; después, la prolongada polémica
entre don Rufino José Cuervo y don Juan Valera— 1899-1903—'Vulga­
rizó este tem a, y hoy no es raro verlo aludido en artículos periodís­
ticos y hasta en la conversación corriente. Pero este ejem plo tan
sugestivo, a la vez que tan alarm ante, de la disgregación del latín
en varias lengua románicas, no puede pretender paridad ninguna
respecto a una lengua m oderna. E l latín se fraccionó en varias len­
guas, porque los pueblos que lo hablaban cayeron, con la invasión
de los pueblos germánicos, en un aislamiento extremo. E l comercio
hum ano, siempre entonces a paso de muía, se paralizó casi por com­
pleto; la difusión de un libro desde una comarca a otra vino a
tener la im portancia de un negocio de Estado ; no se escribía apenas,
porque el papel no se había inventado y el pergamino era carísimo;
el analfabetismo se hizo general; el pensamiento no rebasaba los

E l p resid en te d e la R ea l A ca d em ia Española leyó el presente trabajo en la


Sesió n plenaria d e l 27 de a b ril d e 1956 d el I I Congreso d e A cadem ias d e la
L engua. “Y o , desde luego, creo— dice d o n R a m ó n M en én d el P idal, term inando
su defensa d e la u n id a d idiom ática d e l castellano —, creo q u e es tarea hace­
dera, y tarea p rin cip a l d e nuestros C ongresos, q u e las naciones hispanohablan­
tes concierten efica zm en te su acción y lleg u en a u n acuerdo, estableciendo nor­
m as co n ven ien tes para el lenguaje grabado en discos y películas, a fin d e ir
su p rim ien d o en él, cuanto sea p o sib le, d iferencias q u e resultan estorbosas para
nuestra intercom unicación o poco gratas o inelegantes para el gusto lingüístico
d e la m ayoría.”
253
muros de la ciudad o los montes de la aldea; la palabra humana
se quedó afónica y, hablando cada uno de los· pueblos sólo para sí,
llegaron a no entenderse unos con otros. Bien se ve que este vivir
en reclusión y en afonía, que culmina en los siglos VI y vn, es todo
lo contrario del vivir moderno, sobre todo del vivir de los si­
glos XIX y XX.
Desde que se generaliza el uso del papel en el siglo xiu y el de
la imprenta, en el xvi, la difusión de la palabra escrita va siempre
en aumento, y mediante la invención del telégrafo, el teléfono y el
fonógrafo, en el siglo xix, más el empleo de la radio, el cine hablado
y la magnetofonía en el xx, se ha logrado que la palabra, no ya la
escrita, sino la hablada, se transmita con rapidez fulmínea a los
más lejanos lugares. Por otra parte, el invento del vapor (en el si­
glo xix) y el de la aviación (en el xx) han transformado por com­
pleto la intercomunicación de los pueblos. No se imagina uno qué
azar puede detener estos adelantos, qué invasión barbárica puede
anularlos y hacerlos olvidar. La comparación con el latín es muy al
contrario que pesimista: cuando se fragmenta el Imperio romano, los
pueblos latinohablantes caen en un aislamiento y en un colapso de
vida intelectual de que no hay semejante en toda su historia, mien­
tras que después de fragmentado el Imperio español, los pueblos de
habla española se comunican hoy y mantienen una vida literaria con
actividad infinitamente mayor que antes. No se hable más de esta
famosa comparación.
Y, sin embargo, los cambios lingüísticos locales están siempre
amenazando la unidad del idioma. Por ejemplo, la pérdida de la d in­
tervocálica es general en la pronunciación popular de Andalucía y
de otras varias regiones; es corriente aún entre las personas cultas
de Chile; y particularmente en la terminación ado, se halla exten­
dida por todo el mundo hispanohablante en la pronunciación fami­
liar y aun en la culta rápida, «alvo en alguna región de España y
en las altiplanicies de Méjico, de Colombia y del Ecuador, que con­
servan siempre la d, así como en Buenos Aires. Otra particularidad
muy extendida y arraigada es el seseo que se practica en varias re­
giones de España y en toda América. Otra, es el yeísmo que se
extiende bastante por la Península y por América, frente a muchas
otras regiones que conservan la ll. Otra particularidad es el uso de
vos en lugar de tú, que ocupa el Centro y gran parte del Sur de
América, separando así el habla de Chile, Argentina, Colombia, et­
cétera, de la del Perú, Bolivia, Méjico y Cuba. Y así, otras varias
diferencias, unas de poca trascendencia como el seseo y el yeísmo;
otras, que pueden llegar a constituir graves discrepancias que dificul-
254
ten la comprensibilidad y causen la temida escisión en lenguas dis*
tintas.
Es posible (echémonos a fantasear que la evolución ocurrida en
los siglos VIII o X se repita en un siglo x x x ), es posible, digo, que
la aludida pérdida de la d llegue a hacerse literaria, y en vez de
bocado, soldado, tablado, lleguen a entrar en la lengua escrita y en
la poesía bocao, soldao, tabico; ya ha habido reformista, de bastan­
te insensata impaciencia, que propuso la admisión de estas formas
en la ortografía. Una evolución fonética, según he demostrado en
los orígenes del idioma, tarda varios siglos en abrirse camino, en
lucha con la lengua docta, y en nuestros tiempos tardará mucho
más, pues las formas ortográficas tienen mucho más prestigio y
poder que en los orígenes, cuando la literatura no existía; pero,
al fin, la innovación pudiera triunfar, y entonces, pasados algunos
centenares de años, avanzaría el desgaste de la terminación ao,
hasta hacerse culta la pronunciación rústica e infantil bocau, soldait,
y después ese au. final avanzaría, fundiendo sus dos vocales, hasta
hacerse o, de modo que, como el latín tesauro, causa, etc., llega­
ron a pronunciarse tesoro, cosa, etc., así un bocau, un soldau, llega­
rían a decirse un bocó, un soldó, con lo cual los millares de pala­
bras que llevan esa terminación ado quedarían ininteligibles para
las otras regiones que siguieran pronunciando bocado o bocao; y
la fragmentación del español sería ya una realidad.
Hago este cinematográfico zeitraffer, como dicen los cineastas
alemanes; este “suprime-tiempo”, que no3 presenta en un instante
la evolución de varios siglos, para concentrar el sentimiento lin
güístico de desagrado que nos produce la evolución con sus formas
bocau y bocó; desagrado que se desarrollaría a lo largo del tiem­
po y pesaría incesante sobre esas formas, si ellas intentasen surgir
en el habla culta, y aliona que la literatura tiene mucha más fuerza
que en la época de Orígenes, ese desagrado promovería continuas
reacciones, que tenderían a evitar la evolución y a mantener las
formas tradicionales.
Claro es que no piensan así los que, con Augusto Schleicher,
miran las leyes fonéticas como necesarias, fatales, al igual de las
leyes de la Naturaleza; ni los que, como después los neogramáti-
cos, creen esas leyes inexceptuahles; dehemos concluir, según ellos,
que soldau se hará soldó, quieran o no quieran los que hablan, y
la fragmentación ocurrirá, sin invasión ninguna de bárbaros. Vale
la pena que en esto nos detengamos algo. Aun reaccionando frente
a los neogramáticos, tampoco es favorable respecto a la voluntad
del hablante la escuela de Ginebra; Ferdinand de Saussure, aun­
255
que reconoce que toda innovación evolutiva de la lengua tiene eu
raíz en el habla de los individuos, afirma, sin embargo, por otra
parte, que la lengua, como institución social, es algo “exterior al
individuo”, independiente de él; es un caudal depositado en el
cerebro de cada hablante y “situado fuera de la voluntad de los
depositarios” (1). De modo semejante, A. Secbehaye se siente inse·
guro cuando muestra temor de ser tachado de “espiritualismo opti­
mista, favoreciendo el factor individual a expensas del factor colec­
tivo”, y si reconoce también que toda innovación lingüística parte
de alguien, sin embargo repite que la lengua “constituye un objeto
exterior al individuo, y escapa a su influencia”, pues obedece a
“fuerzas que operan a tientas ... a través de la inconsciencia de una
acción colectiva” (2 ). En este modo de ver el hecho social, el in­
greso de lo individual en.la esfera de lo colectivo no está visto
con claridad en la por tantos títulos excelente construcción lin­
güística de la escuela de Ginebra. También, a nombre del estruc-
turalismo, V. Brondal da como un “axioma” que “una parte esen­
cial de la evolución lingüística, en particular los cambios fonéticos
fundamentales, se opera inconscientemente” (3). Más tajantemente
en el Círculo Lingüístico de Praga, H. J. Pos llega a decir que “la
misma finalidad inconsciente que domina al organismo humano
actúa en la realidad natural de una lengua dada” (4) ; donde el
autor no queda lejos del pensamiento de Schleicher (las lenguas
como “organismos naturales”), otros hablan de la lengua como “una
especie de consensus omnium, misterioso” (5).
Nos encontramos frente a una casi unanimidad. Pero por más
que me repugna el papel de heterodoxo, aunque me disgusta el
contradecir ideas recibidas por tantos ilustres lingüistas, debo ha­
cerlo, llevado de convicciones antiguas en mí. Hace tiempo be
considerado que en el lenguaje, como en. toda actividad colectiva
donde toma parte una cantidad enorme de individuos, los resul-
(1) Cours de linguistique, 1915, cap. IV de la Introducción (traducción de
Amado Alonso, 1945, págs. 64-65). En el cap. V de la Tercera parte (Tra­
duce. pág. 271) reconoce que “nada entra en la lengua sin haber sido ensayado
en el habla”, pero el influjo del individuo en la lengua queda algo lejano
e impreciso.
(2) La pensée et la langue, ou comment concevoir le rapport organique
de l’individuel et du social dans le langage (en Cahiers F. Saussure, 1944,
página 26).
(3) Substrat og Laan, Copenhague, 1947. Substrat et Emprunt, Copenhague-
Bucarest, 1948, pág. 29.
(4) Perspectives du Structuralisme (en Travaux du Cerde Linguistique de
Prague, 8: Etudes phonologiques dédiées à la mémoire de M. le Prince N. S.
Trubetzkoy. Prague, 1939, pág. 75).
(5) R. L. Wagner: Introduction à la langue française, 1947, pág. 22 (Bulletin
Hispanique LV, pág. 141).
256
tados globales de la acción no nos dejan ver las iniciativas indi·
viduales, aunque ellas existen. Cuanto más individuos toman parte
en una actuación colectiva, la parte de cada uno resulta más os·
cura. En el funcionamiento de una corporación ordinaria, por nu­
merosa que sea, todo el mundo ve la participación de los indivi­
duos, dara, personal y bien definida en cada acto de esa sociedad.
Pero si pasamos a otra actividad colectiva, la canción popular tra­
dicional, poesía manejada por muchísimos, innumerables repetido­
res, y no en un acto único, sino poesía evolucionante a lo largo del
tiempo, entonces ya la crítica piensa en el “misterio” creador, en
“el alma del pueblo”, en oscura “poetización comunal”, en “fenó­
meno sociológico extraño al individuo”, etc., etc. (6) ; y, sin em­
bargo, si se estudian cientos de variantes de una canción tradi­
cional (cosa que muy pocos han hecho), se ve que las despreciadas
y desatendidas variantes no aparecen como algo misterioso o in­
consciente o ciego, sino como resultado de una constante y reiterada
labor individual, una insistente intención personal puesta en ten­
sión poética. Si luego consideramos el lenguaje como actividad social
en la que toman parte no ya muchísimos, sino todos los indivi­
duos que forman una nación, entonces ya hemos apuntado la opi­
nión casi unánime. En el lenguaje se reconoce, como no puede
por menos, que ocurren multitud de cambios de procedencia in­
dividual y voluntaria; pero se miran muy en particular como in­
conscientes los cambios fonéticos fundamentales. Creo que esta
opinión obedece sólo a que tales cambios fundamentales sucedie­
ron en tiempos muy remotos, de los que no se tienen noticias.
Pero si estudiamos pacientemente los áridos documentos notaria­
les, en que se pueden descubrir los lentos orígenes de un idioma
románico, sorprendemos la laboriosísima gestación de un cambio
fonético a través de varios siglos, en que se producen multitud de
formas vacilantes, acordes o enemigas entre sí, que unas y otras
nos revelan intenciones de llaneza o simple dejadez, de encumbra­
miento o simple esfuerzo, de corrección erudita o elegante, de
ultracorrección pedantesca o zafia, lucha siempre de encontradas
corrientes culturales; nada de ciega inconsciencia, ni de fuerzas
sociales misteriosas; siempre, como factor decisivo, el individuo,
su voluntad, expresiva en tensión o en abandono. En unas eleccio­
nes políticas por sufragio universal, en el que también intervie­
nen innumerables individuos, aim que muchos menos que en el
lenguaje, el resultado se decide por mayoría simple de votos, gana
(6) Véase mi Romancero hispánico, I, pág 17, 83; Bulletin Hispanique LV
páginas 140*142.
257
dos por una opinión en un momento dado; semejantemente, en
un .cambio lingüístico el resultado se obtiene por mayoría tam.
bien; por mayoría que comenzó siendo minoría, y en prolongada
lucha y en lentos avances aumentó hasta llegar a ser totalidad.
En el sufragio universal hay, sin duda, votos inconscientes, pero
no son los que guían y deciden. Sólo por metáfora podemos llamar
inconsciente la resolución personal tomada por un gobernante.
En conclusión, el lenguaje es ciertamente algo ajeno a la vo·
luntad única del individuo, o de cada individuo; pero tanto el más
pequeño como el más grande cambio que ocurre en el idioma
obedece siempre a la iniciativa de algún individuo y a la adhesión
que a esa iniciativa prestan otros individuos, imitándola y reajus­
tándola a su propio gusto; por tanto, el resultado de muchos actos
individuales, voluntarios y conscientes, aceptado por una colecti-
vidad, no es nada ajeno ál individuo, no es nada inconsciente, ciego
ni mecánico; y llegamos así a reconocer que el individuo por sí
solo puede influir en el lenguaje de la comunidad, lo mismo que
puede influir en tinas elecciones por sufragio universal: captán­
dose adhesiones, salvo que la propaganda lingüística no suele ha­
cerse en forma de persuasión oratoria, sino mediante la enseñanza
gramatical, los diccionarios, la crítica doctrinal, la difusión de los
modelos literarios o simplemente modelos de prestigio social, et­
cétera. ,
Bien conocidos son los notables casos en que una evolución
fonética o morfológica, consumada en los siglos xvi y xvii y admi­
tida en la lengua literaria, fué después corregida y eliminada por
actos reflexivos en que intervino la analogía estructural o la ejem-
plaridad de modelos históricos. La pérdida de la d final en los
imperativos andá, tené, vení; la simplificación de los grupos con*
sonánticos doctos: coluna, solene, o solén, manífico, perjeto, etcé­
tera; la fusión de la consonante final del verho con la inicial del
pronombre: tenello por “tenerlo”, teneldo por “tenedlo”, sufrillo,
sufrildo, etc.; la pérdida de la r en quiés por “quieres”, y otros ras­
gos vulgares usados por Cervantes, Tirso, Calderón, son hoy inadmi­
sibles en la lengua culta, y han quedado relegados al habla más
vulgar o rústica. En América se registra multitud de otros éxitos
en la corrección. Examinando, por ejemplo, los 48 vulgarismos
chilenos censurados por Bello en unas Advertencias de 1834, se
ven muchos de ellos debilitados o desaparecidos hoy, entre los cua­
les se encuentra el uso de vos en vez de “tú” o de “usted”, que tam­
bién en la Argentina se halla muy combatido y arrinconado, aun­
que es de los usos más difíciles de desarraigar por pertenecer a
258
]a intimidad del trato familiar o social de cada momento del día.
Para Bello, la posibilidad de la corrección era punto menos
que ilimitada aún en la fonética. Y me fijo especialmente en la
fonética porque sus cambios son los que más se han considerado
como ciegos y mecánicos, mientras que los cambios léxicos, sintác­
ticos o morfológicos son más fáciles de relacionar con la voluntad
individual. En su Ortología, Bello, aunque califica de “cosa ya
desesperada restablecer en América los sonidos castellanos de la
5 y de la z”, todavía atenúa, diciendo que “no hay hábito más
difícil de corregir que el de dar a la z el valor de la s”. ¿Era un
utopista al creer corregible, aunque muy difícilmente, un hábito
como este que afecta al sistema consonántico del idioma?
Ciertamente, no era Bello un temperamento utopista en nada.
En otros casos, que también afectan al sistema consonántico gene­
ral, como en el yeísmo, se trabaja hoy, aunque sea muy poco, por
imponer la ll. Bello, en Chile, lo mismo que después Cuervo, en Co­
lombia, lo mismo que el Consejo Nacional de Educación de la
Argentina y otros organismos, trabajaron por restaurar la distin­
ción entre ye y lie, apoyándose todos en que hay todavía en Amé­
rica muchas regiones que distinguen ambos sonidos; pero para los
sujetos que confunden esas dos articulaciones, la dificultad de dis­
tinguirlas es tan grande como si la confusión fuese universal en
toda América. No le cuesta mayor trabajo a cualquier americano
distinguir s y z porque en toda América se confundan, ni le cuesta
menor esfuerzo a un andaluz distinguirlas porque en casi toda Es­
paña se distingan. En fin, no temamos aquella tacha de “espiri­
tualismo”; tengámosla a gala: no hay fuerzas ciegas exteriores al
individuo. La evolución del lenguaje está en manos de sus hablan­
tes, y depende de la atención o del descuido negligente con que
miren la constitución y desarrollo del idioma que manejan. Todo
es que los hablantes sientan la necesidad de emplear trabajo y
esfuerzo en guiar la evolución del idioma, en favorecer una u otra
tendencia, en contener la propensión vulgar simplificadora, como
se está conteniendo, muy débilmente por cierto, en la pérdida de
la d entre vocales. El resultado correctivo será completo, como
se consiguió, volviendo atrás, después que la simplificación de los
grupos consonánticos cultos había triunfado totalmente; después
que coluna, dotor, conceto, etc., habían llegado a §er admitidos
por los grandes poetas de los Siglos de Oro, el idioma retrocedió,
desestimó esas formas y las arrinconó entre la pobre turba anal­
fabeta, “de los que dicen diferiencia y haiga”.
El trabajo de corrección en aquellos casos en que se trata de
259
dos sonidos que la pronunciación iguala, pero que la ortografía
corriente distingue, es relativamente fácil, si se acomete en ese gra-
ve, augusto y decisivo momento, en que el niño aprende a leer y
comienza su formación espiritual. Aprendiendo juntamente cada
letra con su pronunciación distinta, la noción visual y la acústica
quedan inseparablemente unidas en la memoria del pequeño apren­
diz, y le afirman la distinción de los dos sonidos en todo acto de
lectura, en el cual a la vez va enriqueciendo su caudal léxico con
palabras nuevas recibidas por el niño con uno y otro de los dos
sonidos bien diferenciados. En cambio, si el niño aprende a leer
confundiendo ambos sonidos, la separación ulterior de ellos es ya
casi imposible y siempre deficiente. Tengo de esto ejemplos prác­
ticos de niños cuya primera infancia era yeísta, como yeísta es el
habla media de Madrid, y que aprendieron fácilmente la distin­
ción al mismo tiempo que la lectura.
Sentado esto, la dificultad enorme para lograr una corrección
general de este tipo consiste en que, dentro de una región yeísta,
no se encuentran apenas maestros que practiquen la distinción;
pero esta dificultad puede desaparecer con el tiempo, cuando se
crea preciso que al silabario acompañe la cinta magnetofónica con
la pronunciación que se desee implantar, pues la ortología no
debe quedar entregada a la descorregida y anárquica articulación
de cada maestro.
Con los nuevos recursos que los modernos inventos proporcio­
nan ha de contar no sólo la pedagogía, sino la lingüística misma
para su concepción teórica del lenguaje. Los medios de propaga­
ción de la palabra oral, como son la radio, el cine, la magnetofo-
nía, la fonografía, al ser inmensamente más poderosos que los de
la escritura, hacen cambiar por completo el carácter y la vida del
lenguaje en cuanto hecho social o colectivo. El habla (la parole)
va a ser otra cosa muy distinta de lo que ha sido, en cuanto a su
alcance y eficiencia. La invención del papel y la de la imprenta
dieron un gran poder de expansión a la palabra muda; pero esa
palabra silenciosa, si influye poderosamente en la morfología, en
la sintaxis y en el léxico del idioma, queda inerte en la fonética,
porque la palabra escrita puede ser leída con pronunciaciones
muy diversas; la palabra oral no tenía hasta ahora más campo
de acción que el de la débil voz del hablante en contigüidad con
su oyente, ni tenía más público que el inmediato a una tribuna
a un púlpito o a un escenario; mientras que hoy, la voz de la
palabra grabada envuelve al globo terráqueo entero con celeridad
instantánea, infiltrándose a través de los muros en todos los boga-
260
res del m undo; puede ser registrada y fijada acústicamente y re­
petida a la vez en todas las salas de espectáculos de los más apar­
tados pueblos, y puede quedar guardada po r encanto, como en los
quiméricos cuentos de hadas, para que la sigan oyendo los siglos
venideros. Así, el habla individual, en alas de la m oderna técnica,
ha adquirido un poder de acción inmensam ente m ayor que el de
la sim ple voz n atu ral; el individuo influye más poderosam ente en
la colectividad, según el colosal volumen que su voz adquiere,
siendo de prever que la evolución del lenguaje cam biará pro­
fundam ente de impulsos y de ritm o. La lingüística tendrá que
contar con estos hechos nuevos; el hahla individual cuenta hoy
con una posibilidad de acción sobre masas de oyentes que jam ás
existieron en los siglos pasados.
Έη la práctica, la pronunciación de un idiom a, que hasta ahora
se form a en cada individuo con acento local, en conversación con
un reducido círculo de conterráneos, se form ará m añana con acento
universal; el trato m aterial inm ediato será lo de menos, ante las
repeticiones de la radio en cada hogar y en cada h o ra; el influjo
ejem plar de la palabra radiodifundida, con fines tanto recreativos
como educativos o didácticos, pesará más sobre el habla local de
cada región; las variedades dialectales se extinguirán por com­
pleto.
Ya se eqseñan idiomas extranjeros m ediante la radio. Tiempo
vendrá en que todas las escuelas prim arias de u n país recibirán a
la misma hora lecciones de lengua patria que difundan la unifor­
m idad esencial, a las cuales cada maestro añadirá la variedad
accidental de posibles gérmenes progresivos. La escritura, los li­
bros, están ya cediendo m ucho de su campo de acción a la voz
mecanizada, al gramófono o magnetófono con disquisiciones doc­
trinales, con antologías sonoras, que m añana se aplicarán a difun­
d ir los tipos de pronunciación, de gramática y de léxico que se
estimen normales.
N uestra m ayor atención debe dedicarse a los nuevos medios de
acción que la palabra tiene. E n el Congreso anterior, tanto el pa­
dre Félix Restrepo, a nom bre de Colombia, como Adolfo Berro
García, del U ruguay; Guillerm o Hoyos, del P erú, y Edm undo Al­
varez, de E l Salvador, dedicaron especial consideración al cuidado
que debe ponerse en las emisiones de radio y en el cine sonoro,
inclinándose unos a exigir la aprobación oficial para los locutores,
rechazándola estos otros por el peligro de injerencias políticas, so
pretexto de la pureza del idiom a; coincidiendo todos en m irar
estos medios de difusión como elementos capitales en los trabajos

261
de corrección lingüística. H abrem os de fijar en ellos, desde luego,
atención m uy preferente, comenzando por aspirar, como medida
previa, a que en los centros de formación profesional se llegue a
una habilitación de los locutores cada vez más exigente. Hago esta
advertencia, bastante simple en verdad, po r haber notado en algún
tiem po más descuidada pronunciación en la radio de M adrid que
en la emisión española de Londres o de Roma.
Toda atención, todo jesmero será poco, dados estos poderosos
medios, que se prestarán a nuevas aplicaciones y designios, hoy
no imaginables siquiera. Yo, desde luego, creo que es tarea hace·
dera, y tarea principal de nuestros Congresos, que las naciones
hispanohablantes concierten eficazmente su acción y lleguen a un
acuerdo, estableciendo norm as convenientes p ara el lenguaje gra·
bado en discos y películas, a fin de ir suprim iendo en él, cuanto
sea posible, diferencias que resultan estorbosas para nuestra inter­
comunicación o poco gratas o inelegantes p ara el gusto lingüístico
de la mayoría.
Estas novísimas posibilidades de la palabra hablada han de pre­
ocupar preferentem ente nuestra consideración técnica y práctica
para unificar cada vez más nuestro idioma, que, aunque ya de suyo
muy unificado, siem pre tiene en sí el peligro de su enorm e dila­
tación geográfica sobre las dos opuestas playas del Atlántico y
sobre la inm ensidad del Pacífico, desde los Andes a Filipinas; pero
el gran poder que hoy adquiere el habla individual, y nuestra per­
suasión de que no actúan fuerzas ciegas en el lenguaje, nos dicen
que este hermoso idiom a, base de nuestra fraternidad espiritual, en
el que se han expresado tantos genios e ingenios del antiguo m un­
do y del nuevo; este hermoso idioma, modelado por nuestra volun­
tad, nuestra inteligencia, nuestra sensibilidad, nuestra fantasía, tiene
siem pre su vida y sus destinos puestos en nuestras manos.

Ramón Menéndez Pidal.


Cuesta del Zarzal, s/n.
(Chamartín de la Rosa.)
Madrid (España).

262
COMUNIDAD DE LA LENGUA
HISPANICA

po r GREGORIO MARAÑON

de la Lengua Española me haya ele-


gido en esta ocasión, sin duda una de las más solemnes en la his­
toria del idiom a castellano, para dirigiros la palabra, tiene, frente
a todas las apariencias, su sentido y su razón de ser. Como en
ninguna otra época de su historia, trab ajan y crean en su seno
ilustres maestros de la filología, y a la cabeza de ellos don Ram ón
Menéndez P id al; y lexicógrafos admirables, los que, agrupados
y dirigidos por la gran autoridad de don Julio Casares, realizan
la magna obra del D ic c io n a rio H is tó r ic o . Puede decirse que la
noble y trascendente misión encomendada a nuestra Academia se
cum ple como pocas otras en el Estado español. Y, sin embargo, hoy
no os habla en nom bre de ella ninguna de sus altas autoridades,
sino un hom bre de ciencia y un profesional, y, por tanto, un hom ­
bre de la calle, que se sirve del lenguaje biológico y del habla de
las gentes como instrum ento de tra b ajo ; y que sólo para aportar
ese m aterial especializado al gran cauce del idiom a ha sido llam a­
do a la Academia, sin poseer título alguno en las ciencias diversas
referentes al correcto y al hermoso hablar.

E n la jornada inaugural d el I I C ongreso de A cadem ias de la L engua, cele­


brada en M adrid el 24 de abril de 1956, el académ ico español doctor d o n G re­
gorio M arañón y P osadillo p ro n u n ció el discurso de orden, en el que destacó
el in flu jo vivifica d o r que ejerce el talento literario de los grandes escritores y
el genio d el p u eb lo en el desarrollo d el lenguaje, que, aun cuando repugna
la extravagancia de los audaces y necesita d e los técnicos d el idiom a, no p u ed e
dejarse aprisionar en m oldes reglam entarios estrechos, p o rq u e si tal fu ere el
caso, se p u d riría . Es necesario encauzar a las fuerzas creadoras, y m uchas veces
p u lirla s; “p ero — añadió el doctor M arañón— sin esa exuberancia popular, las
lenguas m orirían de la m u e rte peor, q u e es la de la pedantería y el fa stid io ”.
H abló ta m b ién de la gran capacidad de creación idiom ática hispanoam ericana,
y d ijo que la lengua com ún, el castellano ecum énico, debe adaptarse a la vida
diversa de am bos lados d el mar.

263
3
Os decía, empero, que esta designación tiene su razón de ser.
P orque là reunión de las Academias del idiom a castellano tiene,
desde luego, u n trascendente sentido filológico, puesto que en ella
se tra ta rá de continuar la adm irable labor desarrollada en el pri­
m er Congreso, el de Méjico, al que pertenece la gloria de la ini-
ciativa. Pero el Congreso de M adrid tiene además un profundo
significado general político, pudiéramos decir popular, que sobre­
p u ja al m eram ente idiomático. Y p ara hablaros en ese am biente
basta la voz de u n español que ama con pasión su habla nativa,
que saluda cada m añana a los suyos y a sus amigos, y como buen
ibero discute varias veces al día sobre lo divino y lo hum ano, y
explica su cátedra y escribe sus libros, sintiendo en cada momento
la fruición y el orgullo de que está hablando en castellano. Para
esto tan modesto, casi anónimo, pero que en este solemne instante
tiene un significado y una categoría, para esto puedo ser yo quien
os dirija la palabra y el que genuinamente represente a nuestra
Corporación.
Las ponencias, las comunicaciones y los debates que van a des­
arrollarse en los días venideros aclararán sin duda muchos pro­
blemas que se plantean en nuestro idiom a com ún; viejos o recien­
tes temas de gramática, de lexicografía, de semántica, agravados
p o r la delicada situación que crea a las grandes lenguas cultas el
ocaso de su renovación literaria y el em puje de su componente
técnico y científico. Porque, quiérase o no, el m undo de los sen­
tim ientos y de las ideas generales empieza a estar agotado, en
tanto que el de los inventos no ha hecho más que empezar su
form idable captación de la vida entera y, por tanto, de lo que es
instrum ento fundam ental de la vida: el lenguaje.
Todo esto se intentará resolver o se resolverá. Mas quedan en
el prim er plano de esta magna Asamblea otros aspectos, que se
cifran todos ellos en la realidad de vuestra presencia en esta Casa,
que es el hogar del espíritu de España y de lo que ha sido y es
más fecundo y perm anente en la obra civilizadora que Dios nos
encomendó, y que hoy puede decirse que culminó, repito, al veros
aquí, en el viejo y frondoso hogar, representando a naciones libres,
poderosas, llenas de personalidad y brío, pero todas unidas por
la com unidad que da el idiom a, la única que no puede inspirar
recelos nacionalistas n i resentim ientos históricos, sino sólo desinte­
rés y ese rom ántico regusto del pasado lejano, en que los recuerdos
están ungidos por la palabra m aterna (caricia o enfado es igual),
porque la distancia y la ternura h an borrado de ellas todo lo que
no sea sensación de inefable amanecer.

264
A hora, al contem plar la misión ya cum plida, nos damos cuenta
todos nosotros de la energía casi milagrosa del castellano. Llevo la
voz de todos al decir esto, porque esa eficacia m aravillosa de nues­
tra lengua es tam bién obra vuestra. No estaba pulida todavía
cuando em pezaron a hablarla los españoles en el Nuevo Conti­
nente, antecesores nuestros y vuestros, para realizar su gran obra
civilizadora con u n ím petu y una eficacia que hoy contem pla el
m undo entero, con adm iración que está por encima de los credos
confesionales y políticos. La H um anidad ha alcanzado ya su m adu­
rez, y la H istoria tiene, cada vez más, el deber de revisar su pasado,
es cierto. Pero no podemos seguir cometiendo el error de juzgar
ese pasado con el criterio de nuestro tiem po, que es el error
común de la H istoria m oderna. Y la verdad es que los españoles,
y sobre todo los misioneros, cum plieron su deber histórico en
la Am érica auroral con u n profundo sentido hum ano, ante el que
no tienen más que un valor aislado episodios y anécdotas, que,
uno a uno, encontrarían, analizados con el máximo rigor histórico,
su explicación o su excusa.
P ara la prodigiosa lab o r de aquellos hom bres extraordinarios
fué el castellano un instrum ento incom parablem ente eficaz. Y esta
eficacia se basaba principalm ente en que no fué una lengua im­
puesta, porque los españoles que llegaron a Am érica no tuvieron
otra preocupación que la de h ab lar en sus propios dialectos a los
aborígenes. B ien conocidas son las anécdotas de los religiosos o
de los hom bres del siglo, que adquirieron facilidad pasmosa para
dom inar rápidam ente numerosas hablas locales, como San F ran ­
cisco Solano, que alcanzó a predicar y a entenderse en cincuenta
de estas lenguas.
“Ningún esfuerzo, en suma—añade u n gran historiador de
ahora—, se intentó al principio para enseñar el castellano a los
indígenas, m ientras que los frailes y los funcionarios españoles
aprendían las lenguas del país con sorprendente ardor.” (Mada­
riaga.) Y, sin embargo, el castellano claro, rotundo, no impuesto
n i deliberadam ente enseñado, se convirtió en pocos años en la len­
gua común del continente. E ra el habla que convenía a la solemne
grandeza del Mundo Nuevo. Cada pueblo lo hizo suyo, y conser­
vando su estructura esencial y a veces vocablos y giros perdidos
para nosotros, los peninsulares, se fué enriqueciendo con palabras
transm itidas de los dialectos aborígenes y con modos originales
propios de las nuevas form as de vida, que empezaban a crearse
a favor de las nacientes nacionalidades en aquel escenario
gigantesco.

265
Cada uno de esos matices del castellano que vosotros represen­
táis cuenta con millones de hom bres que lo hablan y lo refunden
a su guisa. Y todos juntos form an uno de los idiomas básicos de
la civilización actual, y seguramente uno de los que tendrán más
fecundo porvenir en la civilización futura. P ara componer su
vasta estructura y p ara ajustarla a la dinám ica de los tiempos fui­
mos todos a Méjico y habéis venido ahora a M adrid, sede de la
Academia nuestra, experta p o r su tradición, pero llena todavía
de ím petu juvenil; y nada lo dem uestra como su deseo de unir
a su sabiduría tradicional la vuestra, ya en plena madurez. No hay
rigurosam ente un idiom a castellano más o menos extendido por
los mundos de Dios, sino muchos matices castellanos, ram as fron­
dosas del nuestro. Y a todos los enlazan esa energía y esos senti­
m ientos fecundos, casi mágicos, que se esconden en la palabra
viva; esa gran com unidad de cosas que no son concretas, pero
que pesan más en la vida que aquellas otras de la política, por
la que los hom bres disputan y se m atan: la comunidad de religión,
a la que respetan incluso los que no la sienten o suponen que no
la sienten; la com unidad en la vida fam iliar, en el modo de sentir
el am biente y la vida interiores; la com unidad en las reacciones
ante los grandes ideales, ante el dolor y la alegría, ante la exis-
tencia y la m uerte. Y, por encima de todo esto, la fruición entra­
ñable de oír y h ab lar con la arm onía inefable del castellano bueno.
Todo esto es lo que hemos querido consagrar en estas reuniones.
Y a su lado, ¿qué significarían si fueran adversos, y a veces lo
son, los lances del interés m aterial o los de la política, muchas
veces disgregadora, pero siem pre efímera?
Este sentido general de nuestra alegría de hoy es el que quería
deciros en nom bre de la Academia Española. Es decir, el deseo
de que no parezca que nuestro Congreso sea sólo una reunión de
técnicos. Lo es, y vosotros venís aquí henchidos del saber heredado
de vuestros grandes filólogos, gramáticos y hum anistas, personi­
ficados en Bello, en Caro, en Cuervo y en otros muchos, porque
la ciencia del lenguaje apareció casi desde las prim eras genera­
ciones que siguieron al descubrimiento.
Mas el lenguaje no es obra sólo de los técnicos, sino tam bién
de los escritores y del pueblo.
Poetas, novelistas, comediógrafos, ensayistas y tratadistas cien­
tíficos, todos tienen su quehacer en la creación del idioma, porque
de su genio depende la perfección y pulcritud de aquél; y, sobre
todo, muchas de sus innovaciones. Necesita el idiom a su exacto

266
reglamento. Pero si este reglam ento no saltase en pedazos cada
vez que surge u n escritor genial, el idiom a, estancado, se pudriría.
Un español insigne, bajo cuya sombra entré en esta Casa, el
padre Feijoo, decía: “Puede asegurarse que no llegan n i a una
razonable m edianía todos aquellos genios que se atan escrupulosa­
m ente a reglas comunes.” P orque “p ara ningún arte dieron los
hom bres, n i podrán dar jam ás, tantos preceptos que el asunto de
ellos sea comprensivo de cuanto bueno cabe en el arte”.
Y yo digo: Acaso sea esta violación de las reglas, en el idiom a
como en todo, la señal más clara del genio creador. Claro es que
el problem a está en diferenciar el talento verdadero de la m era
audacia o de la extravagancia, que siguen aparentem ente el mismo
camino. Pero en el audaz, la rebeldía sistemática es u n fin y no
el medio necesario para el gran vuelo de las ideas. P or eso, el
genio es siem pre fecundo y el audaz no; y la señal inequívoca que
nos perm itirá distinguirlos es que la rebelión del audaz es pasa­
jera, m ientras que la innovación del genio, que puede asom brar
o indignar a los puritanos, se transform a rápidam ente en normas
nuevas, y la misma generación que las vio nacer las convierte en
clásicas. Este proceso de la “norm alización de lo extraordinario”,
de lo que parece estupendo, es uno de los mecanismos caracterís­
ticos del progreso.
Feijoo expuso esta misma idea con otras palabras, típicas de
su ingenio y de su retórica: “Los hom bres—decía—de corto genio
son como los niños de la escuela, que si se arrojan a escribir sin
pauta, en borrones y garabatos desperdician toda la tinta. A l con­
trario, los de espíritu sublim e logran los más felices rasgos cuando
generosamente se desprenden de los comunes reglamentos.”
E l secreto de esta virtud innovadora, del literato o del poeta
geniales, que a trueque de algunas oleadas de escándalo aguzan
y dilatan el gran instrum ento del idiom a, es el sentirse, casi siem­
pre, sin proponérselo, superiores al ambiente. Y el hacerse supe­
rio r al am biente no es despreciarlo, sino olvidarlo. H ay que afron­
tar, claro es, el que los guardianes de los reglamentos rasguen sus
vestiduras; pero no im porta, porque lo que hoy parece desafuero
no tard ará en incorporarse a los reglamentos futuros. Puesto que
acabo de hab lar de Feijoo, recuérdese que a un arcbiacadémico de
su época, a F o m er, le parecieron funestas las libertades que el
glorioso benedictino se perm itía con el idioma, y sobre estas liber­
tades compuso uno de los argum entos para sus exequias del idioma
español, que suponía m oribundo. Pero hoy, la prosa de F orner
tiene sólo un valor arqueológico, y la viveza popular, libre y fresca

267
de la de Feijoo perdura con la misma actualidad y la misma efica­
cia que cuando él vivía, a pesar de todas sus incorrecciones.
Feijoo poseía ese creador olvido de las reglas que tienen los
grandes innovadores. E l escritor de calidad puede, en efecto, olvi­
darlas, olvidar las reglas, con tal que posea lo que Ju an de Valdés
llam aba “buena y clara sentencia”, es decir, u n contenido apo-
tégmico que se incorpore al punto al repertorio ideológico del lec­
to r, y, a la vez, una expresión transparente. “Buena y clara sen­
tencia” ; pero con claridad que no siempre es sencillez, porque
puede tener la otra transparencia suprem a de la m etáfora, de la
que el mismo Valdés, castellano nuevo y maestro adm irable del
idiom a, decía que “la m ayor p arte de la gracia y gentileza de la
lengua castellana consiste en h ab lar por m etáfora”.
Todas estas virtudes crecen y fructifican en el castellano como
en terreno ideal. Y a ellas se añade otra que los tiempos m oder­
nos im ponen: la concisión, la brevedad que el pueblo español tuvo
siem pre en su habla, y acaso haya sido uno de los secretos de
la eficacia y de la perduración del castellano. E l m aestro Valdés,
y vuelvo a citarle, decía “que todo el buen hablar castellano con­
siste en que digáis lo que queráis en las menos palabras que pu-
diéredes”. Y esto invita a considerar el tercer elemento creador
del idiom a: el pueblo.
Todo hom bre de plum a, decía antes, es creador del idioma, y
todos deben tener asiento en este máximo concilio del nuestro.
Pero, además, el pueblo, el pueblo mismo es el forjador inicial
de la expresión hablada e im pulsor de su transform ación incesante,
y, p o r tanto, de su vitalidad, y creador incom parable de su gracia.
La máxim a virtud creadora del pueblo es la idiom ática. Es el único
aspecto en que puede decirse seguramente que la voz del pueblo
es la de Dios. La gente de la calle pone la sal y el adobo instintivos
al habla culta; y, a la larga, todo lo popular es—lo que menos
pudiera pensarse—lo verdaderam ente discreto, porque la gran dis­
creción no nace en las aulas n i en los salones, sino en el seno del
hogar, en el taller donde se trab aja y en la calle; y, para dar satis­
facción a la m em oria de don Miguel de Unamuno, añadiremos que
tam bién en el café. La discreción, como decía Cervantes, cuyo cas­
tellano inm ortal está aprendido nueve partes en la vida y sólo una
en los libros, “la discreción es la verdadera Gram ática del buen
lenguaje”.
La calle y el bogar tienen, pues, su sitio de honor en esta Asam­
blea. Así, que vosotros traéis con la representación de vuestras
Academias y de vuestros escritores la de los pueblos innúm eros que

268
h ab itan el gran continente. E l pueblo, en la vida pública, no
tiene siem pre la razón, y eso lo saben m ejor que nadie los demó­
cratas; pero en asuntos de lenguaje tiene la razón siempre. Es
preciso encauzar su exuberancia creadora, reform arla y, muchas
veces, pulirla. Pero sin esa exuberancia popular, las lenguas m ori­
ría n de la m uerte peor, que es la pedantería y el fastidio.
Esta Academia, donde se elabora el léxico del castellano, está
siem pre pronta a adm itir los giros y las voces del habla de la
calle; y el deseo de una más estrecha colaboración con vuestras
Academias (que más aún que vosotros mismos nosotros deseamos)
se refiere m uy principalm ente a recoger el eco del lenguaje de
vuestros pueblos. Los españoles que hemos vivido algún tiem po
en América, y somos muchos, recordamos como una de nuestras
mayores alegrías el oír h ab lar a vuestros hom bres del campo, en
las llanuras del P lata, en las costas del Pacífico, en los valles andi­
nos, en las campiñas de Centroam érica y en las vastas tierras de
Méjico. Sólo entonces tiene el español una idea exacta de la capa­
cidad creadora de los pueblos americanos, de su genio idiomático
p ara conservar las palabras justas del castellano viejo, para adap­
tarlas, cuando se puede, a sus vivencias nuevas y para inventar el
instrum ento lingüístico que requiere su dinamismo frente a aquella
vida pu jan te y diversa.
Este inmenso m aterial, vivo y fragante, que m ultiplica y rejuve­
nece al castellano de los prim eros españoles que poblaron a Amé­
rica, debe tener no una anecdótica incorporación a su antigua
m atriz, sino una integración en sus mismas fundam entales estruc­
turas. E l vasto idiom a común, el castellano ecuménico, debe adap­
tarse a la vida diversa de los dos lados del m ar, con sus gloriosas
raíces latinas y griegas, árabes y hebreas y las que corren por la
savia de los pueblos nativos de América.
Un inglés que viajaba por España a principios del siglo XIX, en
en una de las épocas de ocaso literario que tienen todos los pue­
blos, p o r lo común unidos a sus desventuras políticas, Borrow,
que era el viajero, muy buen conocedor del castellano, decía que
éste, en el lenguaje hablado del pueblo, era m uy superior, como
fertilidad y elegancia, al de los libros. Esto era verdad. Y ocurría
pocos años después que F o m er, el archiacadémico (aunque nunca
perteneció a esta Academia, acaso por exceso de academicismo),
disertara sobre la m uerte del castellano y entonara sus exequias.
Pero F o m er era un cortesano y u n burócrata, y no sabía que cuan­
do la literatu ra de un país enferm a, po r el raquitism o oficial, el
pueblo recoge y conserva y cultiva el tesoro que h a m uerto en

269
Ιώβ cátedras y en loe libros, para de nuevo infundirlo después, en
una resurrección culta y literaria. E l viajero inglés lo ignoraba
tam bién. Pero vivió bastante para ver que el castellano que oyó
en sus andanzas p o r los pueblos españoles fructificó poco después
en la gran literatu ra rom ántica, y más adelante en el brote admi­
rable del siglo XIX, que, yo creo que sin hipérbole, ba calificado un
insigne crítico como el segundo Siglo de Oro español.
E n tanto esté viva y en evolución el habla del pueblo, está o
estará vivo el idiom a culto. P or eso el pueblo, como reserva per­
m anente y eficaz del lenguaje, tiene aquí su sitio de honor
H e aquí p o r qué os decía que esta ocasión es m em orable en
la historia del castellano. P orque lo es tam bién en la historia de
aquello que el castellano representa y representará en el progreso
de los hombres.
Sed bien venidos a esta reunión que esperábamos todos con
ilusión y con amor. Yo he dicho en alguna parte—no sé en cuál,
porque h e hablado y escrito tantas veces en América—que uno de
los rasgos del carácter español es la nostalgia de América. La
nostalgia no sólo de los que estuvimos allí y hemos vuelto al hogar
nativo, sino la más punzante: la de los que nunca cruzaron el mar.
La nostalgia de la tierra lejana, que nunca se vió, pero que se
am a por puro presentim iento, por romanticismo del bien que sólo
se ha soñado, p o r m ito de la tierra de promisión. Este sentimiento,
heredado de generación en generación a través de los siglos, tiene
más fuerza que los vanos alejam ientos que a veces crean los tu r­
bulentos recuerdos del pasado o las diferencias políticas o econó­
micas de hoy.
Y pienso que a vosotros os ocurrirá lo mismo; que por encima
de esos eventuales momentos de disconformidad late en las m ora­
das íntim as de vuestro espíritu, en esas m oradas donde asientan
las recias y fecundas pasiones que no cambian nunca, un instintivo
movimiento de solidaridad y de am or hacia el solar antiguo, de
donde salieron los hom bres que por ley natural habían de cola­
b o rar con vosotros en los destinos más augustos que la Historia
reserva a los hum anos, es decir, el continuar una form a de civili­
zación que puede inscribirse entre las más gloriosas que hayan
existido jamás.
Don A ndrés Bello dijo en la portada de su libro más trascen­
dente “que es im portante la conservación de la lengua de nuestros
padres en su posible pureza, como u n medio providencial de comu­
nicación y u n vínculo de fraternidad entre las naciones de origen
español derram adas sobre los dos continentes”.

270
Y yo añado, en nom bre de la Academia Española, que ese deseo
y ese sueño del gran polígrafo am ericano nunca h an estado tan
cerca como hoy de ser una jubilosa realidad.

Gregorio Marañón.
Castellana, 59, dupL
Madrid (España).

271
UNIDAD Y DEFENSA DEL IDIOMA

po r DAMASO ALONSO

La Académie Française tuvo su origen en el siglo xvii. La Real


Academia Española fué fundada en el xvin, a imitacióií de la fran­
cesa. M antener y fom entar un elevado nivel de dignidad literaria
fué misión, desde el principio, de ambas academias. Junto a ello,
o como parte integrante, velar por la pureza de la lengua.
A lo largo de los años la función de la Real Academia Españo­
la lia ido disminuyendo en lo que toca a la m era literatura. No por
dism inución de la calidad de la Academia, sino por el crecimien­
to y difusión de la literatura, sobre todo en su enseñanza y de los
órganos de la crítica, a través de todo el país. Consideradas en la
perspectiva de la literatura, las Academias podrán incluso parecer
a unos una antigualla, y a otros, unos organismos m eram ente deco
rativos.
No ocurre así en la perspectiva lingüística. La im portancia lin­
güística de las Academias puede ser enorme. Más aún: esta posi-
bilidad de eficacísima función, esta coyuntura que se les ofrece,

”,
B a jo e l lem a d e la “U nidad id io m á tica e l académ ico d e la Española y em i­
n e n te filó lo g o Dá m a s o A l o n s o resucita en su eru d ito trabajo la conocida pro ­
fecía p esim ista d e R u fin o J . C uervo d e q u e “n o h a y lengua en é l m u n d o q u e
n o haya d e fragm entarse o extin g u irse u n día ”. E l autor d e la reciente Antolo­
gía de la poesía española (1956) denuncia u n fen ó m en o d e cuarteam iento del
id io m a : “P o r todas partes, d en tro d e l organism o idiom ático hispánico, se están
p ro d u cien d o resquebrajaduras; éstas afectan tanto a lo fo n ético com o a lo sin­
táctico, a lo m o rfológico o a l léxico. T o d o s estos distin to s tip o s llevan en sí
e l g erm en d e m ales m u y graves. L a d irección d e esas resquebrajaduras es
a sim ism o variadísim a: unas veces d iv id e e l terreno hispanoam ericano en dos
zonas, y España va o n o co n u na d e las d o s; otras veces, algo peculiar aísla a
u n a d eterm inada nación con relación a las dem ás. E l ed ificio d e nuestra co m u ­
n id a d idiom ática está cuarteado.” Y para p o n er rem ed io a este grave m a l in m e­
diato, D ám aso A lo n so estim a necesaria la creación d e u n organism o interaca­
d ém ico , cuya exclusiva a tención sea la u n id a d d e la lengua española.

272
es u n signo de nuestro tiem po. U na prueba de ello está en la
reunión de estos congresos, el prim ero, de Méjico, y el segundo,
este de M adrid (y los que seguirán), y más aún en que aquél se
debiera a iniciativa estatal, y que uno y otro hayan sido am para­
dos económicamente por los Gobiernos de Méjico y España. ¿Sa­
béis por qué? P orque la lengua está en peligro; porque nuestro
idiom a común está en un peligro pavorosamente próximo. Y para
dirigir la lucha organizada contra ese peligro los únicos órganos
adecuados son las Academias de la lengua. H e aquí cómo a nues­
tras viejas instituciones de raigam bre dieciochesca se les abre
ahora un panoram a m odernísim o: una posibilidad de ser órganos
vivos, alerta, actualísimos, eficaces.
Soy sincero, y lo voy a decir en pocas palabras. Si m e intere­
san las Academias de la Lengua Española, y el pertenecer a una
de ellas, es casi únicam ente porque espero (iba a decir “porque
aún no he perdido la esperanza”) que sean instrum entos adecúa-,
dos para lu ch ar contra ese peligro inm ediato y pavoroso. Creo
que estos congresos deben ser, ante todo, exámenes de conciencia.
¿Vamos a ser, vamos a constituir órganos verdaderam ente adecua­
dos a las necesidades de los días que vivimos? Quiero la tradición:
la buena y útil. Pero la otra, lo que hace falta es arrum barla.
A las Academias les convendría—es opinión puram ente perso­
nal—arro jar la casaca dieciochesca. Estaríamos mucho más ágiles.
S í; aun nuestro mismo lem a puede resultar equivocante: “Lim­
pia, fija y da esplendor.” ¿Qué esplendor? Señores, no se tra ta
de esplendor alguno, sino de evitar que dentro de pocas genera­
ciones los hispanohablantes no se puedan entender los unos a los
otros. E l problem a que tenemos delante no es el de dar “esplen­
dor”, sino el de im pedir que nuestra lengua se nos haga pedazos.
P o r eso, yo desearía que a la m edalla que llevamos sobre el
pecho, algún ingenioso em blem ista le grabara otro lem a más ac­
tual, u n lem a que expresara nuestra voluntad decidida de hacer
todo lo posible por im pedir la fragm entación de la lengua cas­
tellana.
E n mí, eso está grabado en otra m edalla mucho más honda,
como que lo llevo m etido en el corazón.

* * *

La inteligencia hum ana se puede proponer como objeto el len­


guaje, con dos fines principales: el de estudiarlo o el de dirigirlo.
E l estudio desinteresado de la Lengua, considerándola como otro

273
objeto m,ás de la curiosidad científica, casi se puede decir que
comienza en el siglo xrs; durante este siglo hace grandes avances
en lo que respecta a la recolección y recuento de m ateriales y a
su prim era ordenación y com paración; y en el siglo presente con­
tinúa con generosos intentos de alcanzar verdades más profundas,
de llegar al conocimiento de un lenguaje (y del lenguaje) como
organismo, en su funcionam iento estructural. La otra perspectiva,
la de estudiar el lenguaje para dirigirlo, tiene una enorm e antigüe­
dad. La principal preocupación fué, prim ero, la de dirigirlo en
el individuo (gramáticas norm ativas). Mezclada con ésta, aparece
pronto o tra: la de m ejorarlo en la sociedad, es decir, la de guiar­
lo o m odificarlo, dirección patente entre nosotros ya en una obra
como el D iá lo g o d e la L en g u a , de Yaldés.
Lo que es nuevo es que los Estados mismos se ocupen de la
dirección lingüística. Este fenómeno empieza, precisamente, con la
fundación de las Academias, pero adquiere gran im portancia y
desarrollo sólo en nuestro siglo. Pero entre los distintos Estados
hay enormes diferencias.
De u n lado, la máxim a intervención lingüística; de otro, una
total libertad. Representan el prim er polo los Estados totalitarios.
La últim a exageración de esta tendencia sería R usia; en Rusia,
y tam bién en varios países satélites, los famosos artículos lingüís­
ticos de Stalin, publicados pocos años antes de su mjuerte, produ­
jero n un cambio súbito no sólo de toda la política lingüística,
sino de toda la investigación científica del lenguaje. E n Italia,
en la época fascista, el interés estatal se concentró, sobre todo,
en la lucha contra el extranjerism o; era consecuencia, por tanto,
de la exacerbación nacionalista (sumamente peligrosa en m ate­
rias de lenguaje). Desapareció por entonces de las gramáticas el
uso de le i como pronom bre de cortesía, sustituido por v o i ; se elimi­
naron de los periódicos muchas voces de origen extranjero y se
sustituyeron por otras castizas, inventadas o resucitadas; los dic­
cionarios—por ejem plo, el de Palazzi—traían como apéndice lar­
gas listas de extranjerism os que debían proscribirse. Desaparecido
aquel régimen, algunas de estas sustituciones, que eran útiles, per­
sisten; otras, como la del em pleo de v o i en vez de le i, des­
aparecen.
La m áxim a libertad y despreocupación es la inglesa. Inglate­
rra, el Estado inglés, ha m antenido la más olímpica indiferencia
ante los destinos de su idiom a, a pesar de los pesares, a pesar de
la enorm e diseminación y utilización p o r gentes de climas y razas
m uy distintas, a pesar de las grandes diferencias de pronunciación

274
patentes ya hoy entre los Estados Unidoe y la antigua m etrópoli.
Una posición más vitalista que intelectual, una antigua enemiga
a las lim itaciones de la libertad, h an hecho posible lo que pare­
ce absurdo. Ni siquiera sintió Inglaterra la necesidad de una Aca­
demia de la Lengua. Y ese espíritu de libertad idiom ática y cul­
tural h a tenido hasta su clásico: el famoso ensayo T h e L ite r a r y
in flu e n c e o f A c a d e m ie s , que M atthew A rnold publicó en 1865.
E n tre la coacción política totalitaria y la extrem a libertad e
indiferencia del inglés, en Francia, como siempre, lo que triunfa
es la inteligencia. A llí dom inan aún los criterios de pureza y de
claridad; el público se sigue interesando siem pre p o r las cuestio­
nes del lenguaje (la sección lingüística de L e F ig a ro es, desde hace
m ucho, u n éxito). La Academia, institución oficial, no tiene una
autoridad de tipo legal coactivo, pero es en general respetada
como suprem o juez.
H aríam os m uy m al si de este panoram a quisiéram os sacar
inm ediatam ente consecuencias para nuestro m undo hispánico. Las
condiciones son m uy distintas.
Nos puede ser sim pática la to tal indiferencia estatal inglesa
hacia los problemas de su idioma. Pero esta m ajestuosa indiferen­
cia—diríamos, victoriana— ¿va a poder durar mucho tiem po? Hay
que decir que ha sido posible p o r dos causas: en lo interior, por
la condenación social—m ás rigurosa que en sitio alguno—de la
pronunciación plebeya, y en general, del vulgarismo idiom ático;
y en lo exterior, p o r el prestigio de una poderosísima m etrópoli en
su relación con las colonias. Pero ¿qué ocurrirá el día en que éstas
rom pan todo vínculo? P ara la salvación de la k o in ê de la lengua
inglesa, frente al poder declinante de Inglaterra, se alza hoy el
inmenso poderío aún creciente de los Estados Unidos.
P o r su parte, ni Italia n i Francia nos sirven tampoco para la
comparación. Sus problem as son esencialmente interiores. Francia
tiene un Im perio colonial, pero estas colonias no están desarrolla­
das aún en form a que se pueda prever la form ación inm ediata
de Estados francohablantes independientes. Esos problem as inte­
riores, ante todo el de la pureza idiom ática, que el pasado tota­
litarism o italiano quiso resolver por la fuerza, y tantos otros que
la dureza y rapidez de la vida m oderna traen consigo, preocupan
hoy profundam ente en Francia. La conciencia de que se atraviesa
a llí una peligrosa crisis idiom ática ha dado origen a reflexiones
como las que se contienen en el reciente libro C in q p r o p o s su r la
la n g u e fran çaise, en que distintos especialistas estudian aspectos
diferentes del problem a y varios de ellos en térm inos alarmistas.

275
Sin embargo, esos problemas que preocupan o han preocu­
pado recientem ente a Italia y Francia, apenas si nos pueden pre­
ocupar a nosotros. No tenemos n i tiem po para considerarlos. Son
problemas de decoración y pulim ento, propios de una casa segura.
E l problem a nuestro es otro: que no se nos hunda la casa. Por
eso decía yo antes que el lem a de nuestras medallas está comple­
tam ente anticuado: por lo que tenemos que luchar es por la uni-
dad fundam ental de nuestra lengua.
P o r ninguna p arte en el m undo m oderno existe el ejemplo
magnífico (que a los españoles nos llena de orgullo, porque por
si solo habla de lo que fué el espíritu de nuestra colonización)
y que debe ser motivo de gloria para todo bispanohablante, de
u n idiom a en que hablan diecinueve Estados plenam ente sobera­
nos e independientes, y que es lengua cooficial de otro: Filipinas;
que es, además, la lengua de una isla que form a parte de los Esta­
dos Unidos (y prescindo en esta enumeración del núm ero enorme
de hispanohablantes en todo el Sur de los mismos Estados Unidos
y de los que viven en una ciudad como Nueva York, y del espa­
ñol que se habla p o r tantos miles de hom bres del norte de Africa,
y del de los sefardíes y del de las—pocas—colonias españolas). En
lo que sigue m e atendré sólo a los veinte Estados soberanos y a
P uerto Rico.
Esto sólo basta para indicarnos el gran peligro de fragmen­
tación de una lengua que h a llenado tantos recipientes políticos
totalm ente independientes entre ' sí.
¿P or dónde se puede producir la fragm entación? Este d ó n d e
pregunta por la p arte o m ateria del organismo idiomático, y al
mismo tiem po tam bién por los lugares geográficos en que pueden
aparecer las quiebras. Respecto a lo prim ero, hay que decir que
las roturas se producen en la fonética, en la sintaxis, en la m or­
fología y tam bién en el léxico; en cuanto a lo segundo, que allí
donde hay o donde de nuevo se produce u n lím ite político, hay un
principio de ro tu ra idiomática. Pero hay, además, grietas diferen-
ciadoras que a veces no coinciden con las fronteras de un país.
La cultura m oderna, la radio, el intercam bio de prensa y libros,
los viajes y, sobre todo, la enseñanza, contribuyen a borrar la
lab o r fragm entadora; pero el principio de quiebra está ahí, y
bastan condiciones históricas favorables para que se ahonde y
abra.
Es u n craso erro r pensar en una sola quiebra que separa el
español europeo a u n lado y el español de América al otro. Así
ligeram ente lo piensan los que consideran algunos fenómenos uni­

276
tivos de toda A m érica; por ejem plo, el seseo universal desde el
sur de los Estados Unidos hasta la T ierra del Fuego, o, en el léxico,
voces como m a n e ja r , americano, frente a c o n d u c ir (un automó­
vil) peninsular, etcétera (1).
Se tra ta sólo de una ilusión. E n p rim er lugar, el seseo no
separaría, porque una buena p arte de España sesea (Andalucía,
aparte del seseo de otras zonas, gallega, vasca, etc.). Pero, además,
cada zona hispánica tiene sus fenómenos destructivos. Piénsese en
las articulaciones próxim as a z del Río de la P lata (c a b a z o , “ca­
ballo'") que podrían evolutivam ente llevar hasta una x ; como no
cabe dudar que ha ocurrido en castellano: lat. p a l e a -la t. vulg. p a ­
lia - form a rom ánica prim itiva p á la - cast. ant. ρά ζα - cast. mod. ρά χα .
Sáltese ahora a Méjico, y obsérvese el extraordinario relajam iento
de las vocales no acentuadas; téngase presente que el triunfo de
una tendencia parecida a ésa es lo que determ inó la gran diferen­
ciación del francés frente al español y el italiano. Pásese inm edia­
tam ente a Chile y obsérvese la inclinación a la palatalización de
las consonantes velares y guturales ante e , i; la m u x ie r, la g ie rra .
H e aquí u n fenómeno m uy destructivo que de desarrollarse libre­
m ente puede contribuir en gran m anera a alterar la fisonomía
de un idiom a; es el que produjo que la inicial del latín k e n tu m
esté representada en románico por sonidos tan distintos como
esp. O jé n to , fr. sa, ital. s é n to , etc. Curiosamente, a veces, las in­
novaciones fonéticas se h an refrenado más en H ispanoam érica
que en España: en M adrid está adm itida, sin que se tenga por
plebeya la pronunciación, á o /-a d o (se rechaza en cambio, como
vulgar, -á u ). Pero en Buenos Aires no se tolera -áo, considerado
como feo vulgarismo, y eso mismo ocurre en otras zonas de América.
Esta diferenciación, en el sentim iento social, puede favorecer la
evolución de -á o en E spaña: sería á o - áo á u - ó u - ó ; es decir, lo mis­
mo que ha ocurrido con a tu en el cantón de los Grisones, en el
alto engadino. Menéndez P id al profetizó esta evolución de -a tu en­
tre nosotros. Parece lejana, pero una gran perturbación histórica
la podría acelerar.
H e aquí, pues, que en cualquier región de la gran k o in é his­
pánica existen ya latentes, ya más o menos desarrolladas, las fuer­
zas fonéticas de tipo destructivo: hasta que se produzcan circuns­
tancias favorables para que se desarrollen rápidam ente hasta su
últim a consecuencia. Y las últim as consecuencias no se pueden
prever, porque la destrucción o com pleta evolución de toda una

(1) Salvo en algunos puntos de Asturias se dice también manejar, por


influjo, sin duda, de emigrantes repatriados.
277
serie de sonidos en una lengua trae consigo (hoy lo sabemos m ejor
por los estudios fonológicos) una serie de reajustes de otros soni­
dos, reajustes que pueden llegar hasta los más alejados.
Como esos ejemplos, podríamos haber puesto muchos más. La
fonética del m undo hispano está, pues, bien cuarteada, con quie­
bras en todas las direcciones, quiebras que no se desarrollan, que
no se abren más, porque la intercomunicación y la educación las
refrena. Un siglo de profundas agitaciones puede tra er un relaja­
miento de esas normas unitivas, y las quiebras se abrirían hasta
ser abismos insalvables. Pero esos abismos podrían separar para
siem pre lo mismo Méjico de Buenos Aires, que M adrid de Bue­
nos Aires o de Méjico.
Se podría ver en seguida que determ inados fenómenos sintác­
ticos pueden producir enormes quiebras dentro de la comunidad
de hispanohablantes de América. Sólo con m irar el m apa del
“voseo” que prepararon Tiscornia y H enríquez Ureña, y conside­
ra r la cantidad de anomalías respecto al uso tradicional que el
“voseo” tra e consigo para el sintagma y reajustes que por él se
producen, nos damos cuenta de que estamos ante un poderoso
elemento de disgregación. De u n a parte, porque en las dos prin­
cipales zonas de “voseo” (la mayor, en las Repúblicas del P lata;
la m enor, en Centroam érica), los fenómenos secundarios a que da
lugar no son iguales; en segundo térm ino, porque en las zonas
de lucha entre el tuteo y voseo se producen nuevos cruces; terce­
ro, porque extensas o im portantes zonas (ante todo, la casi tota­
lidad de Méjico) coinciden con el uso peninsular. Naturalm ente
que estas diferencias no son perturbadoras, m ientras el organismo
idiom ático de la k o in é conserve solidez y sanidad generales. Pero
los elementos disgregadores están tam bién form ando una a manera
de organismo diferenciado. ¿Quién vencerá a quién?
Esto tiene especial interés para lo que vamos a decir del léxico.
Todo el m undo está de acuerdo en la gran im portancia que tienen
los fenómenos de sintaxis o los de fonética en u n proceso de frag­
mentación idiom ática. E n cambio, se suele creer que la diferen­
ciación en cuanto a léxico carece de valor. Así lo han manifestado
a veces m uy ilustres filólogos.
Creo que es necesario distinguir: en una com unidad lingüística
pluriestatal, no hay peligro alguno en que cada Estado tenga las
diferencias de léxico exigidas por sus peculiaridades de flora,
fauna, costumbres, etc., o en que haya bastantes nom bres dife­
renciados p ara flora, fauna, etc., de carácter más general. La
com unidad idiom ática pluriestatal soporta m uy bien estas dife·

278
rencias, lo mismo que ninguna com unidad uniestatal se ve en pe­
ligro por la existencia de parecidas diferenciaciones regionales.
Pero nuestra cultura, y lo mismo la lengua que la refleja, son
una constante creación, una ininterrum pida agregación. Este as­
pecto creativo lingüístico-cultural tiene hoy una im portancia enor­
me, porque el ritm o de esa agregación de elementos nuevos es cada
vez más veloz. No se piense en que la eliminación de elementos
envejecidos restablece el equilibrio. N o; la vida m oderna exige
cada vez más una m ayor y más precisa diferenciación de nociones.
E llo es evidente en lo que toca a la cultura m aterial. Las sesiones
de la R eal Academia Española se dedican, quizá en su m ayor par­
te, al empeño de canalizar y dar form a aceptable en castellano a
ese alud de nom bres técnicos que caen boy sobre cualquier len­
gua. Si en una com unidad idiom ática pluriestatal, en cada Estado
se aclim atan voces distintas, el resultado es una creciente diferen­
ciación de las voces que verdaderam ente contienen la carga de
nociones y juicios de un idiom a (sustantivos, verbos). Teóricam en­
te se puede llegar a la fragm entación total, aim que se m antuvieran
sin la m enor quiebra el sistema sintáctico y el fonológico. Pero
n o hace falta pensar en lím ites extravagantes como el que acabo
d e enunciar. Todos hemos sido testigos, ya en América, ya en
España, de escenas como la que yo presencié siendo aún niño:
u n pariente mío uruguayo quiso comprarse m e d ia s (en España y
e n otros sitios de América, c a lc e tin e s ) en u n comercio de M adrid.
Resultado: varios m inutos de m utua incomprensión. Imaginemos
ahora lo que puede suceder si en una frase dos sustantivos y un
verbo resultaran los tres equivocantes, etc.
Miremos ahora a lo que sucede con palabras de la cultura mo­
derna.
Consideremos el v o la n te del automóvil. Así se le llam a en
España y tam bién en A rgentina, Bolivia, Ecuador, Méjico, P ara­
guay, Uruguay, Venezuela. M ientras que en varios países, entre ellos
Colom bia, Cuba, Guatemala, Nicaragua y P erú se le llam a tim ó n .
Chile emplea la voz m a n u b rio . E n P uerto Rico, se oye g u ía . Los
dos grupos más nutridos, tim ó n y v o la n te , ¿qué representan? P en­
saríam os que tim ó n fué n atu ral elección de los países costeros.
No nos bagamos ilusiones. Son sencillamente las dos direcciones
culturales innovadoras que h a habido en el m undo hispánico: la
del inglés am ericano ( ste e rin g -w h e e l) y la francesa ( v o la n t) . E l
R ío de la P lata y España solían sufrir la segunda. Los países del
n o rte de Sudamérica, los de Centroamérica, Méjico y el m ar de
las AntiRas, la prim era. (Pero, en este ejem plo, Méjico y Venezue­

279
4
la, por causas que habrá que investigar, no van en el grupo que
les correspondía.)
E n el ejem plo que sigue el efecto se ha producido sobre el
artículo. L a r a d io decimos en España, y lo mismo en Argentina,
Bolivia, Chile, Paraguay y Uruguay; pero desde Perú, Ecuador,
Colombia y Venezuela hacia el Norte, sólo he oído e l ra d io . P or
un momento se piensa que en la r a d io se ha partido de la ra d io -
d ifu sió n , la r a d io te le fo n ía ; y en e l r a d io , de e l r a d ió -r e c e p to r. Y
será verdad, pero creo que lo que ha determ inado el fem enino
de España y de los países de Sudam érica ha sido la form a fran­
cesa (reforzada, además, para el P lata, por la coincidencia italia­
n a ), m ientras que en el N orte no hubo ese influjo, y sí el del
inglés americano th e ra d io . Del artículo inglés th e no sale deter­
m inación de fem inidad (o “fem ineidad”), y como la voz term ina­
ba en -o, la adaptación al masculino era lo más natural. Así, en
los países del Norte, se h a producido conflicto entre e l r a d io
“radio-receptor” y e l r a d io , “elemento químico” ; no existe tal con­
flicto n i en los países del Sur ni en España, merced a la oposición
e l r a d io : la radio'.
Si pasáramos otra vez al am biente automovilístico, veríamos
que el concepto “dejar parado, y generalm ente desocupado, u n
autom óvil en la calle, o en sitio destinado para ello” se expresa
preferentem ente por una de dos palahras: p a r q u e a r o e sta cio n a r.
La prim era, anglicismo. ¿Y la segunda? Pues la segunda, galicis­
mo. Y si enum eráram os por naciones, veríamos que el Sur (por
Occidente, desde P erú ; p o r el Este, desde Paraguay) se inclina
por esta c io n a r, y el Norte, p o r a p a rca r. O tra vez la distribución
del léxico es: N orte, influjo norteam ericano; Sur, francés. A quí
no es tan claro, porque en algunos sitios se usan las dos voces.
A dar algo de originalidad al conjunto vienen a tra ca r, usado en
el P lata, y c u a d ra r, en Colombia y Perú. E n España se oye tam ­
bién a p a rca r, e sta c io n a r y, menos, p a r q u e a r *.
E n el léxico de la sastrería, los cierres, que en España tienen
el nom bre de c re m a lle r a (por comparación poco exacta con la c re ­
m a lle r a conocida de antiguo en m ecánica), se llam an en el N orte
hispanoam ericano (Centroamérica, Méjico y m ar de las Antillas)
z ip p e r , nom bre del inglés de América (2) ; en algún sitio, como
en Colombia, se oye c r e m a lle r a ; lo demás de Sudam érica está divi­

* El Código de la circulación de España establece distingos sutilísimos


entre “aparcar” y “estacionar”, e incluso dispone señales específicas para la
prohibición de “estacionar” y “aparcar”, ( n . de la r .)
(2) En Cuba ee oye también riqui. ¿Onomatopeya?
280
dido entre la palabra francesa é c la ir (Chile, Bolivia), y la tra ­
ducción de esa palabra al castellano, es decir, re lá m p a g o o c ie r r e
re lá m p a g o (Perú, A rgentina, Uruguay, Ecuador, Paraguay). Otra
vez Hispanoam érica se divide netam ente en dos zonas: el Norte,
influjo del inglés am ericano; el Sur, influjo francés. E l uso espa­
ñol ( c r e m a lle r a ), en América, sólo aparece tím idam ente aquí y allá.
Resulta, pues, que si se siguiera m anteniendo el equilibrado
reparto entre los influjos del inglés americano y del francés, en
el N orte del conjunto hispanohablante, el léxico fuertem ente teñi­
do de inglés resaltaría con relación al galicista del Sur, como con­
trastan dos franjas horizontales de una misma bandera (y España,
frecuentem ente, va con la zona galicista). Cuando eso se produce
gota a gota, palabra tras palabra, durante más de un siglo, el resul­
tado puede ser de im portancia extraordinaria. P orque la comu­
nidad de comprensión puede sufrir mucho, sobre todo si, como
suele suceder, al mismo tiem po se h an producido hendiduras de
carácter fonético, morfológico y sintáctico. Y porque por detrás
de esa división exterior hay otra, la que queda grabada en la men­
te misma de los hablantes, p o r la profunda m odificación de los
campos semánticos y, en consecuencia, de las agrupaciones no­
cionales.
Véase un ejemplo. Se nos ofrece el verbo c h e q u e a r, y casi siem­
pre tam bién el derivativo c h e q u e o , desde Ecuador, Colombia y
Venezuela hacia el N orte (en M éjico, tam bién c h e c a r ) con el
sentido de com probar o contrastar (de una lista, etc.) o de explo­
ra r el estado general de la salud en un momento dado ( c h e q u e a rse ,
hacerse c h e q u e a r ) (3). Desde esa línea hacia el Sur, ese verbo
no se usa o sólo con el sentido de escribir o llenar cheques, de
Banco, o pagar con ellos. Tampoco se emplea en España.
T o c h e c k , en el inglés de los Estados Unidos (usado muchas
veces con partículas, to c h e c k u p , to c h e c k in , to c h e c k o u t) , ha
form ado un extensísimo y complejo semantismo. P arte de él se ha
revertido hacia el Sur. Con la voz va una distinta concepción de
la vida y, claro está, una distinta ordenación nocional. Se exporta
una voz, una serie de signos fonéticos, pero con ellos tam bién un
nuevo campo semántico. Y otra vez Hispanoam érica resulta atra­
vesada como por una b arra horizontal: al Norte, influjo del inglés
am ericano; al Sur, en este caso, cero, ausencia de ese campo
nocional.

(3) Estas palabras tienden a difundirse más y más. Hace pocos días, en un
diario madrileño, se emplea la voz chequeo, en sentido sanitario. (Aún iba
entre comillas; es posible que pronto las deje.)
281
P ara m ostrar la im portancia fragm entadora de la diferencia­
ción léxica lie escogido algunos ejemplos que ponen en claro con­
traste el N orte y el Sur de la Comunidad hispanohablante de
América. Es sólo un aspecto, aunque im portante, de cómo las dife­
renciaciones de léxico, repetidas en u n mismo sentido (aquí, influ­
jo del inglés de Am érica frente al influjo francés), pueden produ­
cir graves perturbaciones fragm entadoras. Antes de abandonar este
terreno, tendría que decir, para ser del todo justo, que ese equi­
lib rio de influjos probablem ente no va a seguir: podemos prever,
para la segunda m itad de este siglo, u n gran aum ento del influjo
norteam ericano y una rápida disminución del francés.
H abría ahora que decir cuántos otros tipos de fragmentación
léxica se producen dentro de cada país, o de cada zona, cuántas
variaciones, diferentes divisiones o acumulaciones de campos se­
mánticos, cuántos distintos empobrecimientos (la gran am plitud
significativa de u b ic a r en el Río de la P lata, po r ejem plo), y, por
el contrario, cuántos nacimientos de nuevas voces con nuevas espe-
cializaciones de significado. Cada país es una k o in é cultural, de
acción disgregadora con respecto a la k o in é general. Quisiera sólo,
antes de term in ar este tem a, llam ar la atención hacia una triste
causa de incom odidad y empobrecimiento en las relaciones idio­
máticas dentro de la comunidad. Me refiero a las palabras obsce­
nas. No hay que volver la cabeza con asco o equivocada pudibun­
dez. Lo cierto es que hay hoy día una gran cantidad de voces que
en unos países hispanohablantes son inocentísimas, y que en otros
son im pronunciables en conversación socialmente correcta. Más rara
es, pero no dejan de darse algunos ejemplos, la existencia de pala­
bras que en su origen eran netam ente sexuales y que en p arte de
la com unidad conservan ese carácter, m ientras que lo han perdido
por completo en otros sitios. Son tem as éstos que habría que
tra ta r am pliam ente en el próximo Congreso de Academias. La
creación hum orística o m etafórica, que en ese terreno es muy
abundante: el viajero que rápidam ente recorre todo el territorio
de la com unidad hispánica (incluida la misma E spaña), tiene que
aprender en seguida, al Regar a cada sitio, cuáles son las nobles
palabras que allí h an tenido el triste destino de convertirse en
fango.
E n resum en: por todas partes, dentro del organismo idiom á­
tico hispánico, se están produciendo resquebrajaduras; éstas afec­
ta n tanto a lo fonético como a lo sintáctico, a lo morfológico o al
léxico. Todos estos distintos tipos Revan en sí el germen de males
muy gravee. La dirección de esas resquebrajaduras es asimismo

282
variadísim a: unas veces divide el terreno hispanoam ericano en
dos zonas, y España va o no con u na de las dos; otras veces, algo
peculiar aísla a una determ inada nación con relación a las demás.
E l edificio de nuestra com unidad idiom ática está cuarteado.
Conocida es la profecía pesim ista de Cuervo. Sabido es cómo
luego otras voces alentadoras y optimistas se h an levantado en
contra (la de m i venerado m aestro Menéndez P idal, por ejem plo).
Es cierto que tenemos hoy m ucha más experiencia sobre la posi­
bilidad de dirigir o encauzar una lengua; es notable—m e decía
hace poco u n arabista—cómo en la Academia árabe han logrado
arabizar muchas de las voces europeas que designan m áquinas o
inventos modernos, y cómo esas formas son aceptadas po r tantos
pueblos distintos. E n pro de la unificación hem os visto cómo
P ortugal firm aba verdaderos tratados ortográficos con B rasil; y
aun en nuestra Península hemos visto con cuánto sentido de uni­
dad los catalanes, en el lenguaje literario, han reducido a formas
únicas, con u n a ortografía única, la anárquica variedad idiom á­
tica que reinaba entre ellos en el siglo últim o.
Se puede hacer mucho. N aturalm ente que a la larga la profe­
cía de Cuervo es valedera: no hay lengua en el m undo que no
haya de fragm entarse o extinguirse u n día. Tam bién nuestro mis­
mo planeta term inará p o r ser una bolsa sobre la que la alegría de
la voz hum ana ya no suene, y de la que term inará por desaparecer
hasta la misma vida vegetal.
No nos im porta esto, sino nuestro porvenir inm ediato, de una
inm ediatez que podemos llam ar el futuro histórico adivinable.
Sobre ese futuro histórico hum ano podemos obrar. La ro tu ra úl­
tim a de la com unidad idiom ática castellana puede ser retrasada,
bastantes siglos si actuamos con decisión y con sensata energía.
¿Qué es lo que podemos hacer?
Antes de contestar voy a resum ir aún, m atizándolo, lo dicho en
form a de proposiciones, que presento al Congreso:

A) ESTADO DEL PROBLEMA

Prim era. La com unidad de hispanohablantes tiene hoy un


m aravilloso instrum ento de perfecta comunicación: la lengua cas­
tellana.
2 .a E n el uso de la lengua castellana, en los distintos países
y regiones de la com unidad, se pueden observar elementos o ras­
gos peculiares, que, por ahora, no entorpecen o dificultan la nor­

283
m al intercom unicación entre las distintas p arte de la k o in é , pero
que, exagerados o desarrollados en el futuro, llevarían a la frag­
m entación de la lengua hoy común.
3. a Esas diferencias tocan más o menos por igual a la fonética,
la morfología, la sintaxis y el vocabulario (y, mínim am ente, a la
ortografía). Pero considerados socialmente los distintos fenómenos
diferenciadores tienen más intensidad en unos niveles que en otros.
Los fonéticos y morfológicos se exageran más en medios populares
y llegan, en general, reducidos o simplificados hasta las capas
superiores. Los de léxico, por el contrario, se originan a veces en
capas superiores (entre técnicos, negociantes, etc.) y desde allí se
propagan.
4. a Consideración especial merecen los problemas dialectales
dentro de cada país. E l problem a principal es el que plantea la
pronunciación que, sin intención de dar una explicación genética,
llam arem os de tipo andaluz no claro en el seseo, que no hay para
qué tocar, sino en otros aspectos fonéticos, evitados en general
p o r gentes cultas, y que son m uy destructivos porque perturban
la m orfología (recuérdese, por ejemplo, la enorme extensión
de - s - h , Amado Alonso, R FH , I, 1939, 323).
5. a Creo que form a p arte tam bién del problem a la posición
de órganos mismos encargados de resolverlo, es decir, de las Aca­
demias. Es necesario que éstas cambien profundam ente su idea
de lo que puede ser la rectoría del lenguaje: que no se trata de
u n problem a de impurezas, sino de próxim a rotura. No tiene im­
portancia ninguna para el idiom a la introducción de un extranje­
rismo, con tal que se den dos condiciones: 1 .a Que la fonética
y la m orfología sean normales en castellano (ha sido una verda­
dera pena la introducción y propagación de f ú tb o l con su tb im­
pronunciable para las gargantas hispánicas, de donde resulta que
cada uno lo dice a su modo—nuevo elemento de fragmentación— :
f ú tb o l, fú r b o l, fú b o l, y fu lb ó l, fu r b ó l, etc.). (Los italianos lo resol­
vieron m uy bien resucitando su antiguo c a lc io .) Es grave asimis­
mo el peligro de los plurales en -s, d a n c in g s , etcétera (4).

B) CÓMO DEBE SER IA DIRECCIÓN DE NUESTRO IDIOMA COMÚN

1) P ara la rectoría, con m iras al futuro, de nuestra lengua es


necesario p a rtir del actual s ta tu q u o , es decir, de la m anera como
se habla actualm ente el castellano por la sociedad culta (medios

(4) Que ha señalado Emilio Lorenzo.


284
universitarios, etc.) de cada uno de los países de nuestra comu­
n idad idiom ática. No se debe luchar contra las pequeñas diferen­
cias existentes, sino adm itirlas como usos nacionales dentro de
nuestra com unidad internacional. H ay que luchar, en cambio, con
toda decisión y con todo entusiasmo contra el ulterio r desarrollo
de esas tendencias. Es decir, adm itirem os la pronunciación del -ao
m adrileño (s o ld a o ), pero lucharem os para evitar que a través
de a u llegue a o (que no haya u n día en que s o ld a d o se di'ga
soldó) ; adm itirem os el rehilam iento argentino de II y y (es decir,
“cabazo”, caballo), pero procurarem os im pedir que ese sonido tenga
las evoluciones secundarias que h a tenido en otros sitios, etc. E n
el léxico, no queremos de ningún modo exigir que en toda la
com unidad se diga g a so lin a o se diga gas, n i tampoco que en todas
se diga n a fta o bien b e n c in a . Pero lucharem os para tra ta r de im­
ped ir que cuando otro producto o invento nuevo llegue a la comu­
nidad se fragm ente su denominación, desde u n , principio, como
p o r desgracia ocurrió con la gasolina. E n una palabra, m anteni­
m iento del s ta tu q u o idiom ático, con las variedades nacionales
usuales entre gentes cultas; lucha, dentro de cada nación, contra
el vulgarismo y (cuestión más delicada que no puedo tra ta r como
m erece p o r falta de tiem po) contra el dialectalismo.
2) E l ahondam iento o progresión de las diferencias (es decir,
lo que queremos evitar) tiene ritm os y modos m uy distintos.
En la fonética y, como consecuencia, en la morfología el avan­
ce de los fenómenos diferenciadores suele ser lento, apenas per­
ceptible (aunque puede, cuando el m edio es favorable, tener un
desarrollo rápido en breve tiem po). Sería de desear la redacción
de un M a n u a l d e F o n é tic a H isp á n ic a , de tipo norm ativo, es decir,
que en él se registrara la pronunciación correcta, entendiendo por
tal, como he explicado, la de las personas cultas de todos los paí­
ses de nuestra com unidad idiom ática, con las variaciones naciona­
les de cada país. Esas variaciones nacionales de ningún modo se
reprim irían, ta l como las practican los hablantes cultos. Pero en
cada nación h abría que luchar contra la exageración plebeya y
deformación por ulterio r desarrollo de esas tendencias.
Más difícil es la defensa en el terreno morfológico y sintáctico.
Serán adm itidas las variaciones nacionales cuando se encuentren
en los buenos escritores, y los usos del lenguaje hablado, cuando
sean generales en el país. No creo, personalm ente (pero puede ser
que esté equivocado), que tengan la m enor ventaja los intentos de
reposición del tuteo en la A rgentina; creo que allí (y en las otras
zonas donde existe) debe m antenerse el “voseo”, ta l como se prac­

285
tica en medios cultos. H ay que luchar contra todo intento de total
uniform idad en la pronunciación de la com unidad hispánica. Más
aún,, hay que rechazar de plano esa pronunciación norm alizada,
m ixta, que la avidez de oro de los industriales de Hollywood
suele defender: es una hurda falsificación.
Creo lo más fácil la lucha en el terreno del vocabulario, me­
diante atenta vigilancia y el servicio de urgencia, que propongo
después. H ay que tener en cuenta que aquí (al contrario de lo
que ocurre en lo fonético) el m al está en la rapidez con que se
producen las quiebras diferenciadoras. Basta a veces que un nuevo
producto sea introducido en dos países distintos po r compañías
de diferentes países extranjeros, para que la consecuencia sea que
los dos países herm anos denom inen aquel producto de m anera
diferente. Si a la prim era aparición del producto tenemos un ór­
gano avizor que dé la voz de alarm a, todo se puede arreglar.

* # *

Ni que decir tiene que los órganos a quienes estará enco­


m endada la ejecución del plan de defensa serán los pedagógicos,
entendida la pedagogía en el sentido más amplio (antes y después
y siempre, la escuela; y tam bién los institutos o liceos y las uni­
versidades; y la radio, y la prensa). La dirección habrá de com­
p etir a las Academias. P o r muchas razones. La principal, porque
esta com unidad de las Academias ha de ser el más exacto espejo
de la herm osa com unidad n atural de nuestro idioma. Si el espejo
no se rompe, nuestra lengua no se rom perá. Esta corona de Aca­
demias es el único organismo que puede tener m irada a la vez
nacional, para las peculiaridades e intereses del propio país y,
supranacional, para los sagrados intereses de nuestra comunidad,
idiomática.
P ara esta misión, y con ello vuelvo a un tem a que ya rocé al
principio, es necesario que las Academias se preparen. Me temo que
será necesario tam bién que se reform en a sí mismas.
Lo prim ero que hace falta es que cada académico de la len­
gua sea u n ser entusiasta, bien persuadido de la nobleza (y ta m ­
bién del interés m aterial) de nuestra causa: la defensa de la uni­
dad de lenguaje. O curre que, por muchas razones evidentes, las
Academias—todas las del mundo—tienden a ser poco activas y
entusiastas; al fin y al cabo son entidades formadas por personas
de edad, y que lo que prefieren es sobre todo evitar las incomo­

286
didades. Es necesario, creo, ab rir las puertas a gente más joven,
que disponga de más tiem po y esté especializada en lingüística.
Y, claro está, es necesario que las academias retribuyan generosa­
m ente el trab ajo del académico que, con preparación técnica,
quiera trab ajar. Nada más absurdo y más contrario al sentido de
nuestra época que el creer que el académico es el auténtico sastre
del Campillo, que cosía de balde y ponía el hilo. P ara esto h ab rá
que convencer a los Estados de que el velar por el futuro de la
lengua es trabajo difícil, y que debe ser bien restribuído.
Es necesario, además, que subordinado a cada Academia traba­
je u n Instituto de especialistas—retribuido tam bién, claro está—que
estudie los fenómenos actualísimos del lenguaje, para dirigir o
encauzar el desarrollo futuro. Y no hay que asustarse del nom bre
Instituto. E l núm ero de colaboradores puede ser m uy variable:
en un Estado de pequeña extensión territo rial podría hacer el
trabajo una sola persona, quizá un académico mismo. Otros Esta­
dos necesitarían un desarrollo algo mayor.
Puede servir de modelo lo que en la perspectiva histórica ba
hecho la Real Academia Española con sus ficheros (de portentosa
riqueza) y con su Instituto de Lexicografía, que funciona con
método irreprochable y gran entusiasmo y exactitud, dirigido po r
el académico don Julio Casares, con otro académico, don R afael
Lapesa, como vicedirector. Esto—la recolección histórica del léxi­
co—me parece m uy im portante y sería de desear que se hiciera
en todas las Academias. Pero al lado de ese Instituto, existente ya,
o, en otro caso, deseable, debería haber ese otro de especialistas,
que ahora propongo, académicos o ñ o ; pero siempre bajo la direc­
ción académica, que, a base de los movimientos recentísimos de
la lengua, escudriñaran avizorantes su futuro y trataran de impe­
d ir su catastrófica rotura.
Estas ideas se condensan en las siguientes proposiciones:

C) MEDIOS PARA LA DEFENSA DE LA COMUNIDAD


IDIOMÁTICA HISPÁNICA
1) La dirección de la defensa de la lengua, dentro de cada
nación hispanohablante, corresponde a su Academ ia; y dentro de
la k o in é idiom ática hispánica, a la com unidad de todas las Acade­
mias de nuestra lengua.
2 ) E n cada Academia se organizará u n Instituto (o sección, o
como se quiera llam ar) form ado por especialistas académicos o no
académicos, pero que siem pre estará dirigido por u n académico.

287
La función especial de este Instituto será el registro inm ediato y
el estudio de los modos de hab lar (en lo fonético, morfológico-
sintáctico y en el vocabulario) o de escribir que puedan poner
en peligro la com unidad idiom ática. Estos Institutos form arán un
fichero de todas las form as peligrosas (o sospechosas de serlo) para
la unidad. Estarán avizor para sorprender las nuevas necesidades
de denominación en el momento en que se produzcan (por ejem­
plo, por introducción de una nueva sustancia, o aparato, etc.).
3 ) Los presidentes de todos estos Institutos form arán una
comisión interacadém ica; cada m iem bro de ella actuará como re­
presentante de su propia Academia, para resolver con la rapidez
necesaria en los casos de urgencia (denominación de conceptos
nuevos, etc.) y, en cualquier caso, para com unicar los acuerdos
de la comisión interacadém ica a su propia corporación.
4 ) Es necesario que las Academias convenzan a sus respec­
tivos Gobiernos de la necesidad de sum inistrar fondos para orga­
nizar esta defensa del idioma.

* » *

No sé, no entiendo mucho de estas zarandajas adm inistrativas;


seguram ente bab rá ah í mucho que m odificar.
Sólo nije daría por satisfecho si quedara dem ostrado:
1. ° Que la lucha por la “pureza” del idiom a pudo ser el santo
y seña del siglo XEX, pero que hoy no puede ser nuestro principal
objetivo. Nuestra lucha tiene que ser para im pedir la fragm enta­
ción de la lengua común. ¡Bienvenida una im pureza, u n extranje­
rismo, si se adapta bien a nuestras costumbres fonéticas y todos
los hispanohablantes lo adoptamos a una! “U nidad idiom ática” :
ésa debe ser nuestra principal preocupación.
2. ° Que es necesario la creación de un organismo interacadé­
mico cuya exclusiva atención sea la unidad idiom ática. Que den­
tro de cada Academia tiene que funcionar otro Instituto de espe­
cialistas con el mismo lem a: “U nidad idiom ática”.
Si así lo hacemos, si tenemos éxito, habrem os trabajado en
pro de la cultura espiritual y del bienestar m aterial de las genera­
ciones que h an de venir. Nuestro prem io m ayor será esa obra
misma. Y el recuerdo que nos dediquen.

Dámaso Alonso.
Travesía del Zarzal.
(Chamartín de la Rosa.)
Madrid (España).

288
FUNCION UNITARIA
DE LA LENGUA

po r FRANCISCO ESPINOSA POUT, S. J.

LA HERENCIA IDIOMÁTICA

Herm osam ente h a señalado el doctor M arañón la aportación


vital de la obra de los pueblos de América al recio caudal de la
cultura ecuménica, aportación regeneradora que debe tener no
una anecdótica incorporación a su antigua m atriz, sino una inte­
gración en la misma estructura. V erdad es la uniform idad cabal
del principio que ha presidido a la evolución del castellano a ambos
lados del Océano. Españoles peninsulares e hispanos de U ltram ar
hemos sentido nuestra lengua con la misma conciencia, la he­
mos vivido con el mismo regusto y satisfacción, la hemos valo­
rado con el mismo noble orgullo de quien se siente dueño legí­
tim o de la magnífica herencia. Ningún momento más oportuno
para adentrarnos en la conciencia refleja de lo que esta herencia
representa para nosotros y preguntam os qué es la lengua espa­
ñola entre las innum erables lenguas que se hablan en el mundo.
Con bien fundada y legítim a ufanía podemos contestar: una reina,
reina con corona y cetro que se ha gloriado y con más derecho
de gloria porque en sus dominios no se pone el sol. Reina descen­

dra n o m b re de todas las D elegaciones hispanoam ericanas, y com o respuesta


al discurso d e orden, pronu n cia d o p o r el doctor M arañón en la cerem onia
inaugural d el I I C ongreso d e A cadem ias d e M adrid (24 d e abril d e 1956), el
je fe d e la D elegación ecuatoriana, P . E spinosa P ó lit, “po n d eró las excelencias
d el id io m a castellano, q u e es el lazo vita l d e u n ió n en tre los p u eb lo s d e n u es­
tro lin a je, y q u e, p o r tanto, d eb e ser celosam ente d efen d id o ; p u es si bien la
g ente de la calle p o n e la savia d e la lengua, no debe olvidarse la necesidad
d e l hablar cu lto n o rm a tivo , q u e sólo acoge lo q u e lleva el sello d e l espíritu,
desechando los elem en o s espúreos ”. (V éase h o y o s o s o b e s : “Tareas y activi­
dades d e l I I C ongreso”.)

289
diente y Heredera privilegiada de la más noble dinastía. Cuando
el Im perio rom ano, después de h aber sojuzgado el m undo cono·
cido y haber empleado su instrum ento civilizador en levantarnos
a su propio nivel de cultura, vino a desmembrarse arrollado por
irresistibles invasores, al fraccionarse en tantos pueblos cuantas
habían sido las provincias por él preparadas para convertirse en
naciones o cuantas eran las tribus que de Septentrión bajaban a
ocuparlo, fundó Rom a su lengua, algún efecto peculiar, alguna
virtud oculta, u n aire, u n dejo, una tendencia inconfundible, refle­
jo de unas u otras de sus cualidades constructivas. Heredó el ita­
liano la belleza y la m eticulosidad; heredó el francés la lucidez
y la dialéctica; heredó el inglés la diafanidad y rapidez; el por­
tugués, la dulzura m im osa; el catalán y el provenzal, la reciedum­
b re; el español heredó la nobleza, heredó lo más rom ántico: la
im perativa nobleza con que aquel pueblo hablaba al m undo vasa­
llo en ningún idiom a m oderno ha quedado tan hondam ente preso
como en el castellano. Como si de las virtudes morales y de las
líneas características del pueblo romano, tales como quedaron
estampadas en su lengua, fué España prim ogénitam ente, y lo fue­
ron luego sus provincias, las que heredaron la m ajestad, la gra­
vedad, aquella g r a v ita s r o m a n a de que tanto se preciaban p atri­
cios y consulares. A quella m ajestad del pueblo romano, m a y e sta s
p o p u li ro m a n is, que en sus tratados vencedores hacían previamen­
te reconocer y acatar a los pueblos sojuzgados.
Y quién podrá apreciar la hondura, el influjo que esta recia
porción de la común herencia rom ana ha ejercido en el curso de
los siglos sobre el pueblo español y sobre los pueblos nacidos de
él que hoy ocupan el pueblo am ericano desde Río G rande basta
MagaUanes y aun las últim as islas del Pacífico. P orque m uy pocos
son los factores que tan fuertem ente actúan sobre la caracteriza­
ción de una raza y que tanto contribuyen para definir sus rasgos
distintivos como su lengua. P odría plantearse el problem a de la
pluralidad de influjo si el carácter del pueblo es el que se retrata
en la lengua y se le asimila, si es la lengua la que, a la larga, mol­
dea la idiosincrasia de un pueblo en la precisión ontológica, p ri­
mero es el ser, y luego, la manifestación de vida que constituye
su idioma. De hecho, sin embargo, las dos cosas son simultáneas
y sim ultáneo es el m utuo trascendental influjo. E n todo caso, el
problem a se plantearía para el pueblo español en si él cedió su
lengua o su lengua le cede a él. No se plantea para nosotros, hijos
de España. E n los márgenes occidentales del Nuevo Mundo, en los
terrenos de la épica conquista en que hubo irrupciones de una

290
raza vencedora y fusión parcial suya con la raza vencida, pero
no evolución parcial de una raza que nace en el seno de la
H um anidad. E l caso es m uy distinto. No una form ación latina de
una lengua nueva a través de infantiles tanteos, sino la im plan­
tación—im plantación paradójicam ente espontánea o, por lo mis­
mo, vital—de una lengua antigua y altam ente perfeccionada.

BENEFICIOS DE LA LENGUA ESPAÑOLA

D e modo que puede darse por indudable que, en el caso de


nuestra América, el influjo activo estaba todo por p arte de la
lengua sobre el hom bre y no del hom bre sobre la lengua. A rte
de oficial reconocimiento del insuperable beneficio que, con la
donación del idioma, recibimos de España es nuestra presencia
aquí. Las excelencias de este beneficio las podemos concretar en
tres: la prim era es, aunque parezca tautológico, la lengua mism a;
la segunda, la fraternidad en la tradición española; la tercera, el
vínculo de unidad de la Am érica hispánica, que, con la M adre P a­
tria y las demás tierras de habla española, constituyen una sola
H ispanidad.
La lengua misma. Lo que hemos heredado es la incom parable
dignidad de un molde de expresión entre los más bellos que actual­
m ente existen en el mundo. Toda raza adora en su propia lengua.
Y sería ocioso disputar acerca del derecho que cada uno tiene para
los ditiram bos que la inspiran. Pero sin disputar a nadie n i pre­
tender discutir prim acía, podemos estar satisfechos de las insig­
nes prerrogativas que, como lengua, ostenta el castellano. P articu­
larm ente grato tiene que sernos a todos escuchar la inteligente
ponderación de estas prerrogativas hechas por un extranjero en
circunstancias de absoluta espontaneidad y de im parcialidad. T ra­
duzco del relato autobiográfico L a m o n ta ñ a d e lo s s ie te c irc u io s ,
del escritor norteam ericano Thom as M erton, filólogo especializa­
do en lenguas romances y actualm ente m onje trapense, quien, con­
tando u n viaje que hizo a Cuba, escribe: “Con frecuencia pasaba
de una iglesia a otra para oír una segunda misa, especialmente en
domingo. Y prestaba toda m i atención a los armoniosos sermones
españoles en los que la misma form a gram atical estaba llena de
dignidad, de misticismo y de cortesanía. Parecíam e, que después
del latín no hay idiom a más a propósito para orar y para hablar
de Dios que el español.” P orque es lengua, a un tiem po, fuerte y
flexible. Tiene un cierto aire cortante, como el filo acerado que

291
exige la exactitud doctrinal del verdadero misticismo. Y, al par
de ello, es suave, apacible, cim breante, como lo requiere la devo­
ción. Y es delicada, apta para la súplica, noble, lib re de todo dejo
sentim ental. Tiene algo del intelectualismo del francés, pero sin
la frialdad que el francés tiene del intelectualismo. Y nunca se
rem ansa nuestro lenguaje en la fem ineidad melódica del italia­
no. E l español nunca es lengua floja y rem ojada y blanda n i en
labios de m ujer. Tiene, ante todo, dignidad, grandeza, am plitud,
vuelo oratorio, tem ple y m ajestad. Al servicio de esta prim era ven­
taja, naturalm ente característica, es preciso hacer cuidar, por un
lado, de la hondura y libertad de sus movimientos, dentro de una
sintaxis tan firm e como suelta de m edida y, por otro lado, de la
natu ral arm onía y rotundidez de la sonoridad y vocalización redu­
cida a los sonidos fundam entales del espontáneo equilibrio foné­
tico n i a las modalidades afines de que nos habla M erton, n i a
la dureza y austeridad, resabios de barbarie que achaca Frederick
Meyer al mismo Shakespeare, a lo que hay que añadir la opulen­
cia del vocabulario, de las construcciones, opulencia tan connatu­
ral, tan adaptada a las propias exigencias, que adm ite como gracia
y donaire lo que en otras lenguas sería insufrible derroche si no
satisfacción de m al gusto.
Y como coronam iento de estas preseas que tan acertadam ente
nos legó España, un dejo extraño de espiritualidad, en sublima­
ción connativa que hace que se sepa por qué más apropiado pa­
rece el castellano empleado en las elocuentes exaltaciones de la
G u ía d e p e c a d o r e s o en las delicadas expresiones de los nombres de
Cristo, o en los endiosamientos de L a s m o ra d a s que en lo que
se gasta en las vulgaridades de la gacetilla o en los prosaicos me­
nesteres de la correspondencia comercial. La lengua en sí misma:
su m ajestuosidad, su herm osura y su riqueza, su espiritualidad,
son la prim era fortuna que gozamos los hijos de América y de
Filipinas en el castellano que aprendimos de la M adre P atria y la
prim era herencia que dehemos celosamente conservar. La segunda
es el patrim onio, tan extraordinariam ente valioso, de la tradición
española, con el que entramos en contacto inm ediato y del que nos
apoderamos como de bien propio por medio de la lengua. Por
ella son nuestros los tesoros del alm a española; por ella nos adue­
ñamos sin interm ediarios de todo lo que España h a aportado a la
civilización. Y quién podría desentrañar en breves frases todo lo
que dice esa expresión sintética cuando no el análisis más prolijo
al darnos España su inmenso contenido. Lo menos que cabe recor­
dar es que tiene derecho España para afirm ar serena y conscien-

292
tem ente, y no hay quien tenga motivos legítimos para negarse
a esta afirm ación, que sin ella no sería el m undo lo que es; no lo
sería en su complemento geográfico; no lo sería en la plenitud
de su pensam iento filosófico y teológico; no lo sería en su estruc­
tu ra ju ríd ica; no lo sería en la ciencia; no lo sería en las artes;
no lo sería en la interpretación de la vida. Algo faltaría al m undo
si faltaran bienes imposibles de inventariar por su riqueza; pero
que, por su mero contacto, aun parcial, aun momentáneo, nos ha
conferido un grado de cultura, una excelencia hum ana en el ver­
dadero sentido de la palabra muy superiores a nuestro estado eco­
nómico o a nuestra im portancia política. Un intelectual hispano­
americano, nutrido de hispanismo, que en su tierra asimila sin
casi darse cuenta en el mismo am biente y que lo vive con sólo
a b rir los ojos a los monum entos que ha dejado la colonia o a las
instituciones que dan abolengo a su cultura y a las tradiciones que
le ennoblecieron al encontrarse frente al orgulloso boato de la
civilización industrial que exhiben ostentosos otros países, podrá,
u n momento, deslum brarse tal vez, envidiar; pero si tiene fe en
Dios, tras prudente sondeo y prudente comparación, pronto se
convencerá que no hay razón para apocarse y para am ilanarse ante
aquellos alardes de prosperidad m aterial y de ciencia aplicada
porque se sienten en posesión de una herencia espiritual más rica,
más fina, más fecunda: la herencia que recibieron del español
colonizador y civilizador; del español, que, repartiendo a manos
llenas sus riquezas espirituales, inform ó para siempre, con su pro­
pio espíritu, a los pueblos del Nuevo Mundo y les dió una pres­
tancia cultural que los capacita para las más enaltecedoras ambi­
ciones.

UNIDAD DE LA LENGUA ESPAÑOLA

Pero la lengua, para nosotros, no sólo h a sido en el pasado


elemento esencial de civilización n i es sólo en el presente llave
de la cultura hispánica, sino que es y seguirá siendo lazo vital
de unión entre las nacionalidades nuevas que sem braron en Amé­
rica a principios del pasado siglo. P orque si planteam os el pro­
blem a de nuestros pueblos, ya independizados, después de cum­
plido el ciclo completo de evolución de las colonias en la eman­
cipación y la soberanía, y nos preguntamos cómo es que cada uno,
dentro de sus propias fronteras, no se han reducido sino a frentes
políticam ente inconexos y por qué siguen formando, una unidad

293
y espiritualidad intangibles, no hallam os sino una respuesta: por­
que para esta unidad ha quedado u n vínculo eficaz, y este vínculo
es la lengua, tercer oficio benéfico que recibieron los pueblos ame­
ricanos. ¿Qué sería de H ispanoam érica sin esta unificación lin­
güística? ¿Qué sería de Hispanoam érica si, implacablem ente divi­
didos como estamos por los factores geográficos—muros de casi
infranqueables cordilleras, desmesurada longitud de costas, intran­
sitable vastedad del m ar interior y selvas vírgenes—, no tenemos, al
menos, el vínculo de una lengua común en la que sentir la frater­
nidad de nuestro común origen? Este común origen, patentizado
en la unidad del idiom a, es el fundam ento de una unidad espiri­
tu al que paulatinam ente ha germinado durante más de una cen­
tu ria y está tom ando conciencia en sí misma con la plenitud de
las fecundas convicciones. A hora es cuando empieza a rendir sus
frutos de vida la desgarradura del intercam bio americano. Inter­
cambio am ericano que costó dolores y sangre, pero que debió
llam arse alum bram iento. La vida del hom bre se cuenta por días;
la de las naciones, por siglos. H ay u n fenómeno que en lo humano
se verifica en brevísimo espacio y que el Divino Maestro gráfica­
m ente describió al decir: “La m ujer, cuando está de parto, se acon­
goja porque h a llegado su h o ra; mas cuando da a luz al niño, de
puro gozo ya no se acuerda del dolor, porque hay u n hom bre más
en el m undo.” E n las naciones, este mismo fenómeno puede tardar
en verificarse más de u n siglo. Al siglo y medio del desgarra-'
m iento de la independencia americana, esta España siente el
gozo inefable de fecundidad de su parto magnífico: veinte nacio­
nes nacidas de ella, con las características raciales de ella, con
la fisonomía de ella, con el espíritu de ella, con la lengua de ella;
veinte naciones independientes, pero que, por la unidad de la
lengua, no son con ella sino u n solo m undo hispánico. P orque en
este mundo hispánico que, además de América—en grandísima par­
te suya—, tiene contactos vivos en Asia, Africa y Oceania, en estas
naciones está visible y perennem ente actuante la lengua.

DEFENSA DE LA LENGUA ESPAÑOLA

Mas aquí se im pone una últim a consideración. Este nexo de


inapreciable valía y de im portancia hay que defenderlo. H ay que
defenderlo porque tiene enemigos: unos naturales que ohran con
el afán ciego las fuerzas destructoras de los elementos o con la
acción trem enda que m ina insensiblemente los órganos vivos. Y

294
otros, que actúan conforme a planes preconcebidos en provecho de
intereses ajenos. Dejemos estos últim os a u n lado. No hablem os
del empobrecim iento del jugo hispánico causado en el castellano
de América p o r los peligrosos influjos, durante el siglo pasado,
del espíritu francés. No hablem os de la contaminación no menos
deplorable con que no3 están afectando lo que pudiéram os llam ar
invasión pacífica, pero sistemática, po r p arte del inglés. Ya ha
logrado éste plenam ente desalojar al francés en el aprendizaje
de idiomas de segunda enseñanza. Ya nada menos aspira que a
conquistar carta de ciudadanía y a imponerse, al menos como
lengua industrial y comercial, en pueblos de pura cepa hispá·
nica. Pero más que de los idiomas extranjeros que pugnan por
suplantarnos, hay que defender al castellano de los riesgos que
de él mismo proceden: del empobrecimiento y de las desviacio­
nes que le amenazan, no en virtud de otra cosa que de la igno­
rancia de sus propias virtualidades y del desuso de su propio
caudal. Este peligro no es un m ito y hay que afrontarlo con sin­
ceridad. Al castellano le sobra savia, pero tal vez le falte estruc­
tu ra orgánica que lo aprovecha todo. Tendencia suya h a sido siem·
p re dar más im portancia al im pulso vital que a la regulación de
ese impulso.
Es, desde luego, certísim o que el lenguaje no es obra sólo de
técnicos, sino tam bién de los escritores y del pueblo, puesto que
todos tienen su quehacer en la creación del idiom a que el regla­
mento que éste necesita debe estar dispuesto a aceptar cada vez
que surja un escritor· genial. Y esto porque si no el idioma, estan­
cado, se pudriría, porque la evolución de las reglas en el idioma
es el signo más claro del ingenio creador, porque la norm aliza­
ción de lo extraordinario es uno de los mecanismos característicos
del progreso. Si; pero aun después, para poder ser aceptadas esas
reform as y para poder ser válidas, las reglas tienen que tener una
realidad previa. Sin ellas sería el cao3, y del caos nunca surge
el progreso, pues éste presupone u n punto de partida positivo,
p o r hum ilde que sea. Este punto de partida, estas reglas que enun­
cian lo norm al, deben ponerse en enseñanza. Y para esto deben
ser definidas y modificadas. D epuradas y comprobadas. ¿Lo están?
¿Lo están debidam ente? ¿Quién se atrevería a decirlo? Y al no
estarlo, ¿no constituye, en verdad, uno de los riesgos más con­
cretos que amenazan hoy a la lengua castellana? No se diga que
la lengua se aprende por sí misma, que se asimila por el contraste
de la comunicación directa y por la lectura. Cosa de tan alta tras­
cendencia para la convivencia hum ana debe tener una base de

295
5
inteligibilidad m utua y, para ello, de perfecta uniform idad que
■no puede quedar a m erced de las mismas variaciones que intro-
ducen las iniciativas individuales.
Fuera de eso va creciendo, de día en día, el núm ero de extran­
jeros interesados en aprender la lengua española y que, no pudien-
do apelar para ello a intentos atávicos, necesitan acogerse a nor­
mas fijas, a reglas gramaticales sencillas, claras y seguras. Estas
norm as y reglas en muchos puntos están m uy bien. P o r lo menos,
no están fijadas autoritariam ente. Las discrepancias que se en-
cuentran entre las gramáticas españolas son el desconcierto no
quizá de los extranjeros, sino de los que, hablando castellano,
aspiramos, por el respeto y el am or que se merece tan hermosa
lengua, a hacerlo con la m ayor corrección posible. Reconozcamos,
sí, a los escritores geniales y aim al pueblo el papel de forjadores
iniciales de la expresión hablada e im pulsora de sus transform a­
ciones y, por tanto, de su vitalidad. Reconozcamos que la gente
de la calle es la que pone la savia y el adobo intensivo al hablar
culto. Pero no olvidemos por ello la necesidad del hablar culto,
norm ativo, el que, privado ta l vez de la vivacidad de lo que se
espontanea y bulle, posee, en cambio, el privilegio de la fijeza
que perdura y se concierne en canon de belleza. E l griego de Aris­
tófanes—dicen—es el más rico y brillante, el míás espléndida­
m ente variado; pero el griego eterno es el de los hectámetros ala­
dos de Homero, el de los intangibles escenarios de Sófocles,, el de
la elocuencia de Demóstenes, el de la transparencia de Platón. El
latín que se ha hablado eñ las calles de Roma, sin duda, es el de
P lauto; pero el latín modelo, vivo de las lenguas europeas que
les h a transm itido su esencia, es el latín de Cicerón y de Virgilio.
N ada hum ano y finito tiene toda la virtualidad; ninguna forma
de arte, por valiosa que sea, sustituye a las otras. E l cine ha dado
movimiento a la figura hum ana, creando con ello una fuente de
inédita herm osura; pero no h a elim inado a los mármoles y bron­
ces, que, en sus figuras estáticas, h a creado la belleza sobre la que
nada puede el tiempo. Sapientísim as norm as nos ha propuesto en
su discurso el doctor Gregorio M arañón al decirnos que si bien
sin la exuberancia popular las lenguas m orirían por la m uerte peor,
que es la pedantería y el fastidio, lo que es preciso encauzar es
esa exuberancia creadora, reform arla y, muchas veces, pulirla. Este
es el oficio de las academias y el propósito de este I I Congreso.
Así como es el de cada una de las delegaciones venidas de América
y de Filipinas, por una parte, aparte el testim onio de los muchos
matices auténticos del castellano peninsular y, de otra, contribuir

296
a encauzar este m edio de nuestra cultura que es la lengua, no
acogiendo sino lo que lleva el sello del espíritu, desechando los
elementos espúreos que im pregnaron la nobleza de la lengua co­
m ún, lab o r im portante y depuradora de selección en el terreno
lexicológico e idiomático, labor no menos im portante, más difícil,
tal vez, y en todo caso más urgentem ente im prescindible en el
terreno de la gram ática de su analogía confusa y de su sintaxis, río
que a cada paso se sale de m adre.

Francisco Espinosa Pólit, S. J.


Academia Ecuatoriana de la Lengua.
quito (Ecuador).

297
LAS HUMANIDADES ESCOLARES
HISPANICAS *

po r JESUS RUBIO GARCIA-MINA

... La cooperación que existe entre las naciones no es por desgra­


cia m uy grande ni tampoco son muclias, en consecuencia, las ideas
y las creencias com partidas por todas ellas. De aquí que en estas
reuniones el lenguaje genérico y abstracto suele desplazar el len­
guaje concreto. Todos vosotros sois, por obligación académica y por
vocación, catadores de palabras, y, como tales, habréis sentido
muchas veces el amargor que produce la palabra vacía y muerta
cuando ocupa el lugar naturalm ente destinado a la palabra viva y
plena. Pero, por fortuna, una reunión que congrega naciones his­
pánicas constituye una excepción. Sobre nosotros aletea una rea-

* E n su brindis d e E l Escorial, el m in istro d e Educación N aacional d e


España subrayó la urgencia d e la “reform a de la didáctica d e la Lengua", que
en España cristaliza ya en la edición de una Guía didáctica d el idiom a. Igual­
m en te, h izo m ención en su discurso d e una ponencia d el académ ico colom biano
R iva s Sacconi, incluida en la Memoria del Primer Congreso de Academias de
la Leneua Española (M éjico, 1952), en la que se dice: “...la enseñanza de la
Lengua y de la Literatura deb en m archar unidas, co m a l em entándose m utua­
m en te, y no separadas en inaceptable d ivo rcio ”; “el estudio d e la lengua ma­
terna consistirá p rin cip a lm en te en la lectura y com entario d e los clásicos del
idiom a, antes q u e en el aprendizaje -teórico de norm as gram aticales”, y “la en­
señanza de la literatura debe asim ism o proporcionar el contacto vivo con las
obras maestras de los m ejores autores y no lim itarse a ser sim p le inform ación
eru d ita ” (págs. 305-6). P or añadidura, una enseñanza d e l idiom a bien orientada
repercute n ro fu n d a m en te en la unidad y en la defensa idiom áticas. A sí lo afirm a
D ámaso A lo n so en su ponencia presentada al I I C ongreso: “La cultura mo­
derna, la radio, el intercam bio de prensa y libros, la enseñanza contribuyen a
borrar la labor fragm entadora.” Y más lejo s: “La fonética del m u n d o hispano
está ... bien cuarteada, y no se abre más p o rq u e la intercom unicación y la
educación la refrenan.” Y p o r ú ltim o : “...lo s órganos a quienes estará enco­
]
m endada la ejecución d el p la n de defensa [del id io m a serán los pedagógicos,
entendida la pedagogía en el sentido m ás am plio (antes y después y siem pre,
la escuela; y ta m b ién los In stitu to s o liceos y las U niversidades; y la radio, y
la p ren sa ). La dirección habrá d e c o m p etir a las A cadem ias.”

298
lidad cultural, objetivo im placable, que opera, en cierto modo,
autónom am ente, una bandada inm ensa de palabras en las que
h an encam ado ideas y creencias comunes y a las que hemos de
acudir cada vez que queramos realizar m ediante el verbo la con­
dición hum ana. Ocurre, pues, que nuestro mismo modo de ser
im plica ya una form a de convivencia y de colaboración, una gran
aventura, una gran aventura venatoria en que nosotros tomamos
p arte y cuyo botín son nada menos que las palabras vivas. Os ha­
béis reunido hace cinco años en Méjico, y ahora en M adrid, para
intentar esa aventura y to m arla más rigurosam ente en sus métodos
y más fecunda en sus resultados. Si yo os dijera que hago sim­
plem ente votos por su éxito, incurriría en una pálida abstracción.
Nuestra condición de ser una fam ilia, de estar en fam ilia, m e per­
m ite el lujo de b rin d ar por cosas concretas.
Mi puesto no es u n sillón académico, sino un despacho en un
M inisterio de Educación N acional; pero tam bién entre los expe­
dientes, como entre los pucheros de Santa Teresa, revuela el espí­
ritu y, con el espíritu, las palabras que lo alojan. E l idiom a es,
desde la perspectiva que a m í m e corresponde servir, u n objeto
docente, y la enseñanza del español es en este sentido u n problem a
que m e incum be y que nos incum be rigurosam ente a todos, a los
hispánicos de éste y a los hispánicos del otro lado del Atlántico,
a los poetas, los escritores, los lingüistas; pero tam bién a los admi­
nistradores y a los políticos de la lengua: todos estamos obligados
a hacer que el tesoro de nuestro idiom a sea poseído por la comu­
nidad hispánica de modo cada vez más perfecto, porque en la
m edida exacta en que se perfeccione esta posesión tam bién se
perfeccionará nuestra m anera de ser.
Me atrevo, pues, a brindar, en suma, por la creación de unas
hum anidades escolares hispánicas. Ya en el Congreso de Méjico
se tocó más o menos directam ente este punto, principalm ente por
la Academia Dom inicana de la Lengua y por el académico don
M anuel Rivas Sacconi. Pues bien: el M inisterio de Educación
Nacional, m odestam ente español, h a dado tam bién algunos pasos
en este sentido. Las cuestiones que el estudio sincrónico y armó­
nico de la lengua y la literatu ra plantea, son m uy graves. La trans­
misión del lenguaje, con todo el rigor científico necesario, pero, a
la vez, sin agotar la corriente viva de belleza que va en nuestros
clásicos y en nuestros modernos desde Lope hasta Rubén, es tarea
difícil, tarea difícil que no podrá acometerse sin la ayuda de todos.
E n nom bre de los que tienen a cargo la penosa pero gloriosa

299
tarea de enseñar, yo solicito de todos esa ayuda y hago votos por
que sea m uy fecunda.

Jesús Rubio García-Mina.


Ministerio de Educación Nacional.
Alcalá, 34.
Madrid (España).

300
EL CASTELLANO, E N PELIGRO: FILIPIN A S * PUERTO
RICO * LOS SEFARDIES * ARG ENTINA * EL CARIBE *

EL CASTELLANO EN FILIPIN A S

N o se d e b e a c a b a r d e p e r d e r p a r a e l c a ste lla n o e l m u n d o f i l i p i ­
no. L a a sce n d e n c ia e sp a ñ o la es in d ic io d e p r o s a p ia p o r esas tie rra s.
E l c u ltiv a r n u e s tr o id io m a in c lu y e d is tin c ió n . P e r o es n e c esa rio
q u e sea d is tin c ió n d e m u c h o s y n o d e p o c o s. S i s e a c a b a d e p o n e r
e l s o l e n la s isla s F ilip in a s to d o s s a ld r e m o s p e r d ie n d o . S a b e m o s
q u e e l id io m a c a ste lla n o n a c ió c o m o a d iv in a n d o su p o r te n to s o d e s­
tin o . N e b r ija es u n ca so d e c o n c ie n c ia h is tó r ic a fo r m id a b le . D e s­
c u id a r e se p a tr im o n io e n M a n ila s e r ía c a e r e n g ra v ís im a o b n u b ila ­
ció n . P a r a c o n q u is ta r las isla s F ilipinas* p a r a tra e rla s a l á m b ito
lite r a r io , re lig io so y m o r a l d e l c a ste lla n o , d ió E sp a ñ a la p r im e r a
v u e lta a l m u n d o d e q u e h a y a n o tic ia . F u e g ig a n tesc a h a za ñ a . A h o ­
ra, p o r m u c h o m e n o s se p u e d e y se d e b e p e r s e v e r a r e n e l d iá lo g o .
P e r ió d ic o s, c in e m a tó g ra fo s, lib r o s y r a d io s : h e a h í la v o z d e o rd en .
E s n e c esa rio c re a r o a fin a r d o n d e y a e x ista la s e n s ib ilid a d f ilip in a
e n e l m u n d o h isp á n ico .
Q u ie ro d e c ir e l s e n tim ie n to d e h e r m a n d a d c o n e se p u e b lo . E l
C lu b E sp a ñ a , d e M é jic o , n o s o fr e c e c o n su s in ic ia tiv a s u n e je m p lo
m u y d ig n o d é im ita r . S in d u d a , M a n ila tie n e p r e n s a e s c r ita e n
e sp a ñ o l. P e r o n o se h a lla a la v a n g u a r d ia d e l p e r io d is m o d e l a r c h i­
p ié la g o . ¿ P o r q u é ? P o r q u e n o s e p r a c tic a con el espíritu de victoria
q u e p a r a esta s e m p re sa s s e n e c e sita . T e n g a m o s e s te a lie n to y v e n ­
c ere m o s. A lie n to q u e d e b e a lc a n za r ta m b ié n p a r a la o rg a n iza c ió n
d e v ia je s y c ru c e ro s d e le n g u a e sp a ñ o la p o r esas reg io n es, c o m o
u rg e a sim ism o e l in te r c a m b io u n iv e r s ita r io y c u ltu r a l .— ARTURO
CAPDEVILA (A r g e n tiiu i).

* Además de los presentes trabajos que se extractan a continuación, fue·


ron presentados al Congreso y discutidos en la correspondiente Comisión los
siguientes: “La lengua española en Filipinas” (original de Alberto María Carre-
ño, jefe de la Delegación mejicana), “El español de Puerto Rico” (Wáshington
Lloréns), “Defendamos el idioma castellano. Que no se repita en Hispanoamé­
rica el caso filipino” (Academia Salvadoreña) y “El nombre y el símbolo de
nuestro idioma” (Manuel Alfonso Fagoada). Todos estos trabajos subrayan la
necesidad ya expresada de mantener por todos los medios disponibles la unidad
de la lengua española en sus puntos de máximo peligro: Filipinas, Puerto Rico
El Caribe, Argentina y en los núcleos de población sefardíes.
301
EL CASTELLANO E N PUERTO
RICO

La presencia de académicos puerto·


rriqueños de la Lengua en el Congreso
de M adrid constituyó una afirmación
rotunda del gigantesco esfuerzo de un
pueblo, m uy pequeño por cierto, quo
ha salvado un ideal del “etnismo” es­
p iritual que hizo posible realizar el
m ilagro de la supervivencia de la uni­
dad idiom ática en Am érica; milagro
que no pudieron realizar, siendo más
grandes en extensión territo rial y más fuertes por sus recursos
m ateriales, Florida, Nuevo Méjico, Tejas, California, Luisiana y
Filipinas.
P u e r to R ic o , por exigencias de un tratado que ponía fin a una
guerra desigual, fué cedido a los Estados Unidos el año 1898. A so­
licitud del Gobierno M ilitar se envió de W ashington, a la Isla,
u n a Ju n ta de asesores, y éstas fueron algunas de sus recomendacio­
nes: “E n a te n c ió n a u n a c r e c ie n te d e m a n d a c o n tin e n ta l, toda la
educación en la Isla debe ser en el idiom a inglés.” “Puerto Rico
es ahora, y en adelante será, una p arte de las posesiones america­
nas, y sus habitantes h an de ser americanos. Es ocioso hablar de
enseñar a Tos actuales instructores el idiom a inglés y los métodos
de enseñanza americanos para prepararlos como instructores de los
niños de P uerto Rico.”
A l decir y al sentir y al pensar del Gobierno de los Estados
Unidos se un ía el pensar y el sentir de su prensa. E l poderoso
N e w Y o r k S u n editorializaba de esta m anera, mostrándose resuel­
to a que los puertorriqueños aprendieran inglés y descartaran su
idiom a vernáculo: “E l inglés es el idiom a de este país—se refiere
a P uerto Rico—y u n a norm a lógica requiere que el inglés y no
otro idiom a sea enseñado en las escuelas públicas. Nosotros no
queremos hacer u n pueblo de habla española, sino u n pueblo de
habla inglesa.”
“Uno de los medios más poderosos de transform ación social y
política que nosotros podemos em plear en nuestras nuevas pose-
eiones españolas será la introducción del idiom a inglés, en ellas,
por conducto de nuestro sistema de escuelas públicas.”
La equivocación de aquellos políticos consistió en despreciar a

302
la lengua española como elemento incorruptible. F ué nuestro idio*
ma el vehículo que transm itió el alim ento espiritual que perm itió
m antenerse hispánicos a los puertorriqueños. Hoy día, la situación
es halagüeña y propicia al m antenim iento de la unidad idiom á­
tica. P ara fom entarla y m ejorarla, hasta caben algunas medidas
cuya realización puede ser beneficiosa:
a ) Crear en la biblioteca general de cada Universidad una
sección que contenga los volúmenes necesarios p ara el estudio de
la historia y el desenvolvimiento de la literatu ra en España y en
las veintitrés naciones hispanoamericanas.
b ) Publicación de un tratado de Preceptiva L iteraria que sea
aceptado como tex o oficial en España y en los países hispano­
americanos.
c ) Instituir, por proclam a del Gobierno, la Semana del Idio­
m a en todos y cada uno de los pueblos de habla española.
d ) Intercam bio de profesores, libros y revistas.
e ) Creación de ateneos e intensificación del arte teatral en
las universidades y colegios.
f ) P rocurar el m ayor esmero verbal en las escuelas de ense­
ñanza prim aria, e inculcarles vocabularios, corrección sintáctica y
lim pieza prosódica a los alumnos en las instituciones de enseñan­
za secundaria.
g ) Crear grupos de colegiales y universitarios para debatir,
públicam ente, tem as relacionados con la literatu ra y la lengua de
los países de habla española.
h j Establecer en las Facultades de Educación, encargadas de
la form ación de profesores de instrucción pública, una cátedra,
obligatoria, nunca selectiva, sobre la unidad de la Lengua Espa­
ñola, con textos y program as uniformes.
i ) H abilidad p ara aceptar vocablos necesarios que im ponen
las nuevas ideas, inventos y descubrimientos.— academia pu e r t o r r i ­
queña DE LA LENGUA.

LA LENGUA ESPAÑOLA E N LA ARGENTINA

N o c a b e h a b la r d e posibles escisiones e n tr e E sp a ñ a y S ú d a m e
ric a , a lu d id a s e n e l te m a r io d e las S eg u n d a s J o rn a d a s d e L ite r a tu r a
H isp á n ic a , r e a liza d a s e n S a n tia g o d e C o m p o ste la . N o e x is te n i ta l

303
p o s ib ilid a d n i ta l p e lig r o . ¿ Q u ié n la s in te n ta r ía h o y , y c o n qu é
p r o p ó s ito ? E s to o p u s e a l p r e s id ir e n la c iu d a d J a c o b e a la C om i­
s ió n d e Crítica y Ensayos. C o n m a y o r d e c is ió n e n m i d isc u rso d e
c la u su ra d e l P r im e r C o n g reso d e A c a d e m ia s d e la L e n g u a E spa­
ñ o la , e n M é jic o . A l l í r e c o r d é e s ta c ita d e su m a im p o r ta n c ia a leccio ­
n a d o ra : e x is te n e n la A m é r ic a h isp a n a n o p o c o s g r u p o s é tn ico s
q u e h a b la n c ie n — s i n o m ás— id io m a s n a tiv o s. P e r o v iv e n inco­
m u n ic a d o s. E n tr e e llo s y n o so tro s n o h a y — n i p u e d e h a b e r —nin­
g u n a c o rr e sp o n d e n c ia p o s ib le . E n c a m b io , a q u í e sta m o s lo s h e re ­
d e r o s id io m á tic o s d e E sp a ñ a , h o m b r e s p r o c e d e n te s d e la s m ás
d iv e rsa s la titu d e s a m e rica n a s, y n a d ie se s ie n te e x tra n je ro , p o r q u e
n o s n a c io n a liza u n a le n g u a co m ú n . H e a q u í e l v a lo r h u m a n o d e l
C on greso. Y r e ite r é to d a v ía : p o r e l id io m a e sp a ñ o l n o s sen tim o s
u n id o s c o n u n v ín c u lo in q u e b r a n ta b le . E se v ín c u lo n o s h erm an a,
n o s id e n tific a , s u p r im ie n d o to d a d is p a r id a d g eo g rá fica , to d a d i­
v e r g e n c ia id e o ló g ic a , p o r q u e r e a liz a e l m ila g r o d e s u p r im ir fron ­
tera s, p a r a e s tr e c h a m o s e n u n a s o la y g ra n fa m ilia .
L a r e a lid a d a r g e n tin a es, n o o b sta n te , d e h o n d o d ra m a tism o .
¿ P o r q u é ? P o r q u e n o c o n s titu im o s u n p u e b lo h o m o g é n e o , sin o
u n a a g reg a c ió n d e p u e b lo s . N o c o n s titu y e la d is c r e p a n c ia la d iv e r ­
s id a d d e a g ru p a c io n e s a u tó c to n a s, s in o r e ite r a d o s a flu jo s in m ig ra ­
to r io s , p r o c e d e n te s d e las m á s d iv e r s a s la titu d e s .
L a r e u n ió n d e ta n ta s in flu e n c ia s e x p a n d e u n a fu e r z a a c tiv a qu e
c o n v ie r te a la M e tr ó p o li e n u n c a so s in g u la rísim o e n la h is to r ia d e
la s n a cio n es m o d e rn a s. Y e n e l m á s a n g u stio so d e n u e s tr o p r o b le m a
lin g ü ís tic o . N o se e n c a ró h a sta h o y ta l p r o b le m a d e s d e e l án gu lo
d e las d isc re p a n c ia s raciales.
E n E sp a ñ a s e h a e lo g ia d o e n o ca sio n es d iv e r s a s la p r o p ie d a d
id io m á tic a d e lo s p e r ió d ic o s a rg e n tin o s, y d e n u e stro s lib ro s, a
v e c e s. L a v e r d a d e s q u e e s c r ib im o s e n u n a fo r m a y h a b la m o s en
o tr a , y h a b la m o s m a l a sa b ie n d a s. E l v o s e o c o n s titu y e u n a v e r d a ­
d e r a la cra , y a c ró n ic a e n n u e s tr o o rg a n ism o so c ia l, y su s conse­
c u en cia s p u e d e n s e r m u y p e rn ic io sa s a l h a c e rse e x te n siv o a n iv e le s
so cia les m á s a lto s. F a lta a q u í u n e v id e n te s e n tid o ético d e l len ­
g u a je , ú ltim o e sla b ó n d e u n p r o c e s o o r ig in a r io q u e p a r te d e la
p r im e r a esen cia b io ló g ic a c o m o e x p re sió n , s e sig u e c o m o rela c ió n
so c ia l y a sc ie n d e a l p la n o e s té tic o y é tic o . A l e sp a ñ o l e n la A rg e n ­
tin a le fa lta e ste s e n tid o d e m o r a liz a c ió n id io m á tic a .— JOSÉ león
pagano (A r g e n tin a ).

304
EL CASTELLANO ENTRE LOS SEFARDIES

Grandes son por muchas y variadísimas tierras nuestros inte­


reses espirituales por obra del idiom a común. Decimos intereses
espirituales y no hay por qué no referirse tam hién a los de orden
comercial. Pero buena p arte de esta fam ilia hispánica está dis­
persa e incomunicada. Aludimos a los sefarditas o sefardíes que
en diversos puertos del M editerráneo y en el m undo israelí hablan
todavía en la d in o , pues el castellano ha quedado prendidó a sus
almas como inolvidable música. E n reciente viaje por T ierra San­
ta he dialogado con esos españoles de ayer. Lo cierto es que hablan
un español m uy sabroso, bastante desfigurado a veces, pero siem­
p re comprensible. ¿P or qué no nos comunicamos con ellos? No
hay cosa del orbe hispánico que no logre arraigar en su alma. E l
lib ro y el disco de lengua española deben llegar a esas regiones.
E n Tel Aviv hay una Estación Radiodifusora que dispone de una
hora sefardíe, m uy escuchada. Tam bién cabría fundar algún pe­
riódico, ya en esa ciudad, ya en Jerusalén, escrito en nuestro idio­
ma, como asimismo crear secciones de lengua castellana en los
diarios ya existentes. Comuniquémonos. Y e llo s te n g a n b ie n y
n o so tro s ta m b ié n .—ARTURO capdeviia .

TRES RESOLUCIONES DEL CONGRESO, SOBRE DEFENSA


Y UNIDAD D EL IDIOMA *

el castellano Y LOS sefardíes .— H a c ie n d o su y a la p o n e n c ia de.


don Ar tu ro capdevila , e l I I C on greso d e A c a d e m ia s d e la L e n ­
gua, e n e l d e s e o d e a te n d e r a to d o s lo s á m b ito s d e l c a ste lla n o , y m á s

* La primera Comisión del Congreso versó sobre materias de la “Unidad


y defensa del idioma”. Fue su presidente el académico uruguayo don Benjamín
Fernández Medina; su secretario, el argentino don Luis Alfonso, y su relator,
el nicaragüense don Julio Ycaza Tigerino. Se discutieron y aprobaron en gene­
ral las ponencias siguientes:
luis Alfonso : “La enseñanza de la Lengua y la corrección idiomática”;
Arturo capdevila : “Unidad de la Lengua Española y los sefardíes”; adrián
recinos : “Unidad de la Lengua”; Alberto ajaría carreño : “La Lengua Espa­
ñola en Filipinas”; Arturo capdevila: “Unidad de la Lengua en Manila”; Po­
nencia de la academia chilena de la lengua, dos ponencias sobre el tema pri­
mero; Arturo marasso : “Unidad de la Lengua”; academia salvadoreña: “El
nombre de nuestro idioma”; JOSÉ león pagano : “Unidad y defensa del idioma
español en la Argentina"; Dámaso Alonso · “Unidad y defensa del idioma”;
JOSÉ s. alegría : “Conservación de la unidad fundamental del idioma”.
Damos seguidamente el texto de las resoluciones presentadas por la Comi­
sión al Congreso, aprobadas en sesión plenaria de 28 de abril de 1956.
305
a ú n a a q u e llo s e n q u e e l id io m a p a d e c e m a le s d e l c o n fin a m ie n to ,
c o m o o c u rre co n lo s n ú c le o s se fa rd íe s d e l C erc a n o O rie n te , d o n d e
to d a v ía p e r s is te c o m o id io m a e l “ la d in o ”, seg ú n d e n o m in a n
a q u é llo s a l h a b la esp a ñ o la , e n c iu d a d e s c o m o T e l A v iv , y se c u ltiv a
e l e sp a ñ o l e n u n área, r a d io te le fó n ic a m u y escu ch a d a , r e s u e lv e :
Prim ero. R e c o m e n d a r q u e , p o r e l ó rg a n o d e la R e a l A c a d e m ia ,
se in ic ie n re la c io n e s d ir e c ta s con la s so c ie d a d e s s e fa rd íe s d e a q u e­
lla s tie rra s, p a r a lo c u a l p u e d e s e r a sesorada p o r la d ir e c c ió n d e
la r e v is ta se m a n a l q u e p e r te n e c e a l C SIC , c o n s e d e e n M a d rid , M e-
d in a c e li, 4, d ir ig id a p o r e l a c a d é m ic o d e la H is to r ia d o n F ran cisco
C a n te ra y B u rg o s.
Segundo. Q u e, u n a v e z e sta b le c id a s esta s rela c io n es, s e p ro v e a
a la s b ib lio te c a s, c lu b s o p e r ió d ic o s se fa rd íe s d e cu a n ta s p u b lic a ­
c io n e s c o n v en g a n p a r a lo s fin e s d e e sta p o n e n c ia .
Tercero. Q u e, m ie n tr a s lle g a e l d ía e n q u e lo s s e fa rd íe s d e
I sr a e l s e o rg a n ic en e n A c a d e m ia , sea in v ita d a la S o c ie d a d d e E s­
c r ito r e s I sr a e lita s d e la s c iu d a d e s d e T e l A v i v o d e I sr a e l p a ra
d e sig n a r u n d e le g a d o a lo s fu tu r o s C o n g reso s d e A c a d e m ia s d e la
L en gu a.

e l españ ol EN fil ipin a s .— E n a te n c ió n a la s p o n e n c ia s p rese n ­


ta d a s p o r d o n antonio abad , d o n Ar tu r o capdevila y d o n Alberto
MARÍA CARREÑo, c o n sid e ra n d o q u e u n o d e lo s o b je tiv o s b á sico s d e
la s A c a d e m ia s d e la L e n g u a E sp a ñ o la es v e la r p o r la co n serv a ció n
d e l c o m ú n le g a d o e s p ir itu a l d e l id io m a c a ste lla n o , c o m o fa c to r in ­
s u s titu ib le d e s o lid a r id a d e n tr e lo s p u e b lo s d e r a íz h isp á n ic a ; con ­
s id e r a n d o q u e , c o m o co n sec u e n c ia d e a q u e l p r o p ó s ito , la s A c a d e ­
m ia s d e la L e n g u a e s tim a n u n d e b e r s u y o a c u d ir a la s zo n a s en
d o n d e a q u é l le g a d o c o m ú n a fr o n ta u n p e lig r o d e d e sin g ra c ió n ;
c o n s id e r a n d o q u e e s te p e lig r o es, e n la a c tu a lid a d , r e a l y p o s itiv o
e n la R e p ú b lic a h e rm a n a d e F ilip in a s, h a sta e l p u n to d e p r o d u c ir
ju s tific a d a a la r m a la p a u la tin a d e sa p a r ic ió n d e l c a ste lla n o c o m o
le n g u a d e in te rc o m u n ic a c ió n e n tr e lo s n a tu ra le s d e a q u e l p a ís ;
c o n s id e r a n d o q u e F ilip in a s es e l p u n to m á s a v a n z a d o d e la H isp a ­
n id a d e n e l E x tr e m o O rie n te , y q u e h a s id o ta m b ié n e l m á s a ta ­
c a d o d u r a n te lo s ú ltim o s d e c e n io s, lo s d e le g a d o s d e l I I C on greso
d e A c a d e m ia s d e la L e n g u a a c u e rd a n :

Prim ero. R e c o m e n d a r q u e e l ó rg a n o p e r m a n e n te d e l C on greso


d e A c a d e m ia s d e la L e n g u a se in te r e s e a n te e l G o b ie rn o filip in o p o r
la en señ a n za d e l c a ste lla n o e n la s escu elas p r im a ria s, m e d ia s, s u p e ­
r io r e s y u n iv e r sita ria s d e F ilip in a s, c o m o v ín c u lo e n tr e a q u e l p a ís
y lo s p a ís e s r e p r e se n ta d o s e n e s te C on greso.

306
Segundo. R e c o m e n d a r a la A c a d e m ia m a tr iz , a la s A c a d e m ia s
d e H is p a n o a m é r ic a y d e F ilip in a s y a to d a s las o tra s in s titu c io n e s
c u ltu ra le s q u e s e d e n gen ero sa s fa c ilid a d e s e n fo r m a d e lib r o s , r e ­
v is ta s y p e r ió d ic o s a la s escu ela s filip in a s d e to d a s las c a teg o ría s,
p a r a q u e p u e d a n r e a liza r se lo s fin e s d e e sta reso lu c ió n .
E l I I C o n g reso d e A c a d e m ia s d e la L en g u a d e c la r a :
Prim ero. L as d ife r e n c ia s d e p r o n u n c ia c ió n m o rfo ló g ic a , s in ta ­
x is y v o c a b u la rio q u e se o b se rv a n e n e l le n g u a je c u lto e n tr e lo s
d iv e r s o s p a ís e s d e n u e s tr a c o m u n id a d id io m á tic a n o p o n e n e n p e li­
g ro la u n id a d d e la len gu a. S in e m b a rg o , la in te n sific a c ió n d e esas
d ife r e n c ia s y la filtr a c ió n e n e l le n g u a je d e las p e rso n a s c u lta s d e
lo s fo n em a s, fo rm a s, c o n stru cc io n e s y v o c a b lo s in c o rre c to s u sa d o s
p o r e l v u lg o d e b e r á n s e r re fre n a d a s c o m o p e lig ro sa s p a r a e l m an­
te n im ie n to d e la u n id a d d e l id io m a .
Segundo. L a d ir e c c ió n d e la d e fe n sa d e la le n g u a d e n tr o d e
c a d a n a c ió n h is p a n o h a b la n te c o rr e sp o n d e a su A c a d e m ia y , d e n tr o
d e la c o m u n id a d id io m á tic a h isp á n ica , a la r e u n ió n o c o n ju n to d e
A c a d e m ia s n a cio n a les.
E n consecuencia^ y c o m o m e d io s p a r a esa d e fe n s a c o m ú n d e la
le n g u a y p a r a e l m a n te n im ie n to d e e sta u n id a d , r e c o m ie n d a :
Prim ero. L a o rg a n iza ció n e n c a d a A c a d e m ia d e u n I n s titu to o
g r u p o fo r m a d o p o r e sp e c ia lista s, a c a d é m ic o s o n o, d e re c o n o c id a
a c tiv id a d , c ie n c ia y d isc re c ió n , d ir ig id o s s ie m p r e p o r u n a c a d é m ic o ,
y cu y a s fu n c io n e s e sp e c ífic a s será n e l r e a ju s te y e s tu d io in m e d ia ­
to s d e lo s fe n ó m e n o s d e l le n g u a je h a b la d o o e s c r ito q u e p u e d a n
p e r ju d ic a r a la u n id a d d e l id io m a y la v ig ila n c ia p a r a a te n d e r
in m e d ia ta m e n te a las n e c e sid a d e s d e d e n o m in a c ió n q u e s u r ja n co n
la v id a m o d e rn a . L a s p r e s id e n c ia s d e esto s I n s titu to s , seccio n es o
g r u p o s c o n s titu ir á n la Comisión de Vigilancia del.Idiom a, y d e b e ­
rá n m a n te n e r e n tr e s í y su s re s p e c tiv a s A c a d e m ia s e l c o n ta c to y c o ­
m u n ic a c ió n n ecesa rio s p a ra re s o lv e r , c o n la m a y o r r a p id e z , lo s casos
d e u rg en cia q u e se p r e s e n te n . L o s m ie m b r o s d e e sta C o m isió n será n
d e b id a m e n te r e tr ib u id o s , a f in d e q u e p u e d a n d e d ic a r s e a l e je r c ic io
d e su s fu n c io n e s co n m a y o r e fic a c ia y r e s p o n s a b ilid a d .
Segundo. D a r la m a y o r p u b lic id a d p o s ib le e n to d o s y c a d a
u n o d e lo s p a ís e s h isp a n o h a b la n te s a las d e c isio n e s re fe r e n te s a l
id io m a .
Tercero. L a g e stió n p o r p a r te d e c a d a A c a d e m ia , a n te e l G o­
b ie rn o d e su r e s p e c tiv o p a ís, p a r a q u e la e n señ a n za d e l id io m a
e sp a ñ o l se in te n s ifiq u e e n la e d u c a ció n p r im a r ia , m e d ia y s u p e rio r ,
y q u e lo s te x to s d e g ra m á tic a e m p le a d o s e n la e d u c a ció n p r im a ria
y m e d ia se s o m e ta n a la a p r o b a c ió n d e la A c a d e m ia n a cio n a l. A s i­

307
m ism o , p a r a q u e e n lo s d o c u m e n to s o fic ia le s se h aga u n uso co rrecto
d e l id io m a y p a r a q u e se le g is le s o b r e e l u so q u e se h a c e d e id io ­
m a s e x tra n je ro s , e n d e tr im e n to d e l id io m a n a cio n a l, p r o h ib ie n d o
d ic h o s id io m a s e n la d e n o m in a c ió n d e la s casas d e c o m e r c io cu an ­
d o n o s e tr a te d e l n o m b r e d e su d u e ñ o , y e n la d e n o m in a c ió n d e
a r tíc u lo s in d u stria le s y c o m e r c ia le s y d e lo s p la to s d e c o m id a s en
h o te le s y resta u ra n te s.
Cuarto. L a g e s tió n y p ro p a g a n d a , p o r m e d io ele c a d a A c a d e m ia ,
p a r a q u e lo s p e r ió d ic o s te n g a n e n su p e rs o n a l c o rr e c to r e s d e i d io ­
m a s p ú b lic o s asesores p e rm a n e n te s, se ñ a lá n d o se lo s e rr o re s m á s c o ­
m u n e s y la s c o rre c c io n e s a c o n seja b les. A s im is m o , p a r a q u e los
a n u n cios, n o tic ia s y o b ra s q u e se tr a n s m ita n p o r r a d io te le fo n ía
sea n re d a c ta d a s o c o rre g id a s p o r p e rso n a s e x p e r ta s en m a te r ia gra
m a tic a l.

308
DEL SESEO AL D IC C IO N A R IO H IS T O R IC O
LA LEGITIMIDAD GRAMATICAL DEL SESEO
HISPANOAMERICANO *

POR
ADOLFO TORTOLO

Al redactar mi tesis he tenido constantemente a la


vista los dos objetivos que considero fundamentales y
que ... están actualmente en la conciencia hispanoame·
ricana: el prestigio gramatical de las hablas cultas de
Hispanoamérica y la unidad total de la lengua espa­
ñola.—A. T. D.

SESEO ANDALUZ Y SESEO HISPANOAMERICANO

P or las noticias que dan los tratadistas españoles de la época


se sabe que el seseo comenzó en Sevilla en los prim eros años del
siglo XVI, como peculiaridad de las clases populares, y fue juzgado
como manifestación de incultura no sólo por los castellanos, sino
tam bién por los sevillanos. Todavía a finales del siglo xvi distin­
guían la s y la z en su pronunciación muchos ancianos graves y
los jóvenes de más esmerada educación de Sevilla, según el testi­
monio de Arias M ontano, citado p o r Amado Alonso.
E n cuanto a Hispanoam érica, tenemos inform ación reciente y
de excepcional autoridad: al estudio de la P ro n u n c ia c ió n a m e ri­
can a d e la “z” y la “c” e n e l s ig lo X V I dedicó Amado Alonso var
ríos años de investigación, cuando dirigía el Instituto de Filología
de la Universidad de Buenos Aires. Una apretada síntesis de sus
observaciones y conclusiones sobre la m ateria se halla, bajo el título
eupradicho, en la R e v is ta d e la U n iv e r s id a d d e la H a b a n a , 1939, 23.

* Recogemos aquí algunos fragmentos aislados de la ponencia presentada


por el filólogo cubano don Adolfo tortoló acerca del tema del seseo en Es­
paña y en Hispanoamérica. En su estudio, el correspondiente de la Academia
Cubana de la Lengtui en Matanzas aporta opiniones autorizadas de filólogos
hispanoamericanos (Cuervo, Henriquez Ureña, Ragucci) y españoles (Menéndez
Pidal, Amado Alonso, Navarro Tomás) sobre concepto, orígenes, evolución, in­
terpretación y legitimidad de esta forma característica de pronunciación, gene­
ralizada en toda América y en extensas regiones de la Península. El seseo ha
logrado así el refrendo oficial del ¡I Congreso de Academias en la Recomenda­
ción que se copia al término de este estudio. Digamos, por último, que en la
sesión plenaria del 2 de mayo de 1956, la VI Comisión (Iniciativas y Homena­
jes) del Congreso hizo constar en acta un recuerdo dedicado al profesor cubano,
en reconocimiento a la excelencia de su trabajo. Los principales argumentos de
su tesis filológica fueron expuestos a la II Comisión por el secretario perpetuo
de la Real Academia Española, por ausencia del ponente.
311
6
Como final de dicho estudio ofrece Amado Alonso las conclusio­
nes siguientes:

1. El seseo americano es un proceso desarrollado en América, no


trasplantado de Andalucía; por las rimas de los poetas se pueden se·
guir las principales etapas de la evolución;
2. el seseo americano está relacionado, dentro de la historia ge­
neral de nuestra lengua, con el seseo andaluz, con el de algunos rin­
cones leoneses, con el de Canarias y Filipinas y con el del judeo­
español. Todos son codependientes;
3. muchos andaluces que vinieron a América fueron, sin duda,
motivo de fomento, pero no el fermento mismo del seseo americano;
4. hahía en el siglo xvi un estado americano de lengua, y el seseo
es una de sus manifestaciones más ilustrativas;
5. la aparición, progreso y generalización del seseo están intima
mente relacionados con la nueva índole cultural o individual de lo
colonos y conquistadores españoles y de los primeros criollos Para
usar una fórmula conocida, diremos que el seseo se explica dentro
del “popularismo” castellano en América;
6. en el concepto puramente fonético (fisiológico y acústico), el
seseo ha seguido la misma marcha en todas partes, aunque no al mismo
tiempo: primero se distinguen s y ss, z (ds) y c (ts) ; después empieza
a confundirse la s y la z en posición final; sigue luego la confusión
de s y z entre vocales; por último, también la c llega a confundirse.
Esta gradación se complica todavía con otra igualación cruzada
entre s y ss por un lado y entre z y c por otro, con soluciones de
variado signo cultural, de las que no me ha sido posible ocuparme en
este resumen.
Hasta aquí, Amado Alonso. Las conclusiones a que había lle­
gado Cuervo coinciden, en lo fundam ental de estos cambios, con
las de Amado Alonso. Pero hay una diferencia: Cuervo no llegó
a n o tar que la aparición del seseo hahía sido escalonada, como
advierte Amado Alonso: prim ero, se confunden sólo las z e ta s fina­
les de palabra; después, se confunden tam bién las z e ta s intervo­
cálicas; finalmente, aparece tam bién la confusión de la ce.
Además—advierte Amado Alonso—, el proceso fonológico iba
u n poco más adelantado en Sevilla que en América. Debido ta l
vez—sugiero yo—a la constante corriente inm igratoria de espa­
ñoles de z e ta que venían a form ar parte, de modo perm anente, de
la población americana.
P o r lo demás, el proceso fué muy parecido en Sevilla y en
H ispanoam érica. Y tam bién, hasta cierto punto, la actitud crítica
respecto del mismo. En Méjico—advierte Amado Alonso—, los
poetas que pertenecían a fam ilias principales tenían muy buen
cuidado de distinguir la z y la c de la s. H abía, pues, tanto en Amé­
rica como en Sevilla, una preocupación cultista, que tratab a de
desviar la espontánea tendencia evolutiva autóctona, para asimi­
larla a la pronunciación de la corte.

312
D urante m ucho tiem po se creyó que el seseo hispanoamericano
procedía del andaluz. La existencia de ciertos rasgos comunes en
Ja pronunciación de A ndalucía y en la de Hispanoam érica dió
motivo a la creencia de que la pronunciación hispanoamericana
era derivada de la andaluza: el gran núm ero de andaluces—se
decía—que fueron a la conquista y colonización de la América
llevaron y difundieron allí su pronunciación. La opinión es anti­
gua. Según leo, aparece ya en el D ic c io n a rio g e o g rá fic o h is tó r ic o
d e la s In d ia s O c c id e n ta le s, de A ntonio de Alcedo, publicado en
Madrid, 1786-1789.
Creo que el prim ero en expresar dudas acerca del andalucismo
de la pronunciación hispanoam ericana fué Rodolfo Lenz. Después
vino la tesis contraria al andalucismo. Pero quien más estudio h a
dedicado a com probar el “no andalucismo” de la lengua de His­
panoamérica es Pedro H enríquez Ureña. E n 1921, en la R e v is ta
d e F ilo lo g ía E sp a ñ o la publicó U reña u n estudio, titulado “Obser
vaciones sobre el español en Am érica”. E n dicho estudio, al tra ta r
de la ese y del y e ís m o , decía el ilustre maestro dom inicano: “A nte
tanta diversidad fracasa una de las generalizaciones más frecuen­
tes: el a n d a lu c ism o de A m érica; tal andalucismo, donde existe
(es, sobre todo, en las tierras b ajas), puede estimarse como des­
arrollo paralelo y no necesariam ente como influencia del sur de
España.”
...Tam poco cree en el'andalucism o del seseo hispanoamericano
Amado Alonso. Si H enríquez U reña probó que los andaluces no
estuvieron en m ayoría en la colonización, Amado Alonso, estu­
diando la cronología del seseo, demuestra, con testimonios de
aquella época, que en los prim eros tiempos del siglo XVI el seseo
andaluz estaba muy lejos de ser u n hecho general: sólo se m ani­
festaba en hablantes aislados. E ra tan escaso aún, que no estaría
justificado considerarlo como factor decisivo en el destino ame­
ricano de las sibilantes españolas. Y expresamente niega el anda­
lucismo del seseo am ericano en la prim era y en la tercera de sus
conclusiones, anteriorm ente transcritas:

1. E l seseo a m e rica n o es un p r o c e s o d e s a r r o lla d o e n A m é ric a ,


no tr a s p la n ta d o d e A n d a lu c ía ; p o r la s r im a s d e lo s p o e ta s s e p u e
d e n se g u ir las p r in c ip a le s e ta p a s d e la e v o lu c ió n ; y
3. M u c h o s a n d a l c e s q u e v in ie r o n a A m é r ic a fu e ro n , s in d u d a
m o tiv o d e fo m e n to , p e r o n o e l fe r m e n to m is m o d e l seseo a m e ­
rican o.

313
Parece, pues, que, dadas las conclusiones a que llegan los mães-
tros que más h an profundizado en el estudio de este aspecto de
nuestra Lengua, h ab rá que considerar el seseo hispanoamericano
como u n hecho autónomo.
Desde m i punto de vista, esto m e parece fuera de duda: nues­
tro seseo es hispanoam ericano ... Existiría sin que jam ás hubiera
venido n i un solo andaluz a América. A unque hay, desde luego,
en este punto una notable afinidad entre los hispanoamericanos y
algunas regiones del sur de España

EL SESEO HISPANOAMERICANO
Y LA UNIDAD DE LA LENGUA

D urante los siglos coloniales, las hablas hispanoamericanas eran


m iradas, naturalm ente, como formas dialectales de la castellana.
Lo gram atical y lo literario, la norm a de corrección y la de be­
lleza cifraban su ideal en los modales castellanos.
Con la independencia política vino el intento de alcanzar tam ­
bién la independencia gramatical, creando nuevas lenguas, con lo
que estuvo en camino de escindirse la Lengua en Hispanoamérica
en el siglo xix.
H abía en ello, naturalm ente, un propósito patriótico: al cons­
tituirse en Estados independientes, las naciones hispanoamericanas
adquirían absoluta soberanía sobre la lengua que se hablaba en sus
respectivos territorios.
Pero influía tam bién, a lo que parece, la disconformidad his­
panoam ericana con la vigencia de la norm a castellana, como se
advierte en la expresión de Sarmiento, de que las lenguas se tiñen
del color de las tierras en que se hablan, o en la rebeldía de
A lberdi a aceptar que los jueces de la lengua argentina estuviesen
en M adrid. No me parece aventurado suponer que, más aún que
la ubicación geográfica, le molestaba la ubicación normativa.
Pensarían, y no sin razón, que si el continuar la comunidad
lingüística con España había de llevar im plícita la aceptación de
que las hablas hispanoamericanas fuesen juzgadas por la norma
castellana—lo que entrañaría que se las considerase irrem isible­
m ente como formas agramaticales, inferiores a la castellana—, era
preferible que cada nación tuviese su propia lengua, más o me­
nos im portante, pero con su personalidad propia y no subordi­
nada a ninguna otra. Así, pues, hay motivos para suponer que en
los más exaltados nacionalistas del siglo XIX hubo el ideal de sus-

314
trâer a la vigencia de la norm a castellana las peculiaridades his­
panoamericanas, y especialmente el seseo, que es la más carac­
terística de esas peculiaridades y la que más h a sido objeto de
injustificadas calificaciones.
E l ideal era, indudablem ente, legítim o; pero el procedim iento
era equivocado: n o s h u b ie r a p r iv a d o d e lo s b e n e fic io s d e u n a le n ­
gu a c o m ú n . N o y a c o n E sp a ñ a , sin o a u n e n tr e lo s p r o p io s h isp a n o ­
a m erica n o s h u b ié r a m o s a c a b a d o p o r n o e n te n d e rn o s. P o r eso se
originó una fuerte reacción a favor de la tradición castellana, como
medio de salvar la unidad, que era lo más urgente en aquel mo­
mento Triunfó, al fin, el partido de la unidad, y el ideal de eman­
cipar de la norm a castellana las hablas hispanoam ericanas quedó
transitoriam ente frustrado.

CONCEPTO DE SESEO
Hispanoam érica no pronuncia la zeta ... para evitar la afec­
tación.
Y puesto que la afectación sí es un vicio, llegamos, natural­
mente, a la conclusión de que esta divergencia se debe a una
necesidad estética: la de evitar la afectación. Y de que el seseo fué
creado p ara dar expresión sincera al espíritu fonológico de His­
panoamérica.
Esto cam bia radicalm ente el concepto tradicional del seseo:
el seseo no es u n vicio en la pronunciación hispanoam ericana,
sino una selección estética; no defecto, sino perfección; no una
form a inferior de la pronunciación castellana, sino la form a ideal
de la pronunciación hispanoamericana.
Y por deberse a necesidad estética, el seseo es no ya una form a
legítim a, sino la única form a legítim a en la pronunciación his­
panoam ericana, como expresión genuina del espíritu hispanoame­
ricano.
No se diga más que lo correcto es la zeta. O, si se dice, no lo
aceptamos los hispanoamericanos. Esa no puede ser doctrina de
Hispanoamérica. A unque lo hayan apoyado con su autoridad los
más em inentes maestros hispanoamericanos del siglo pasado. Lo
correcto es la zeta, en la pronunciación castellana. De eso nadie
tiene la m enor duda. Pero en la pronunciación hispanoam ericana
es afectada. Y sería bastante difícil explicar por qué h a de aceptar
Hispanoam érica que la afectación es, o debe ser, o puede ser el
ideal de corrección gram atical de la pronunciación hispanoam e­
ricana.

315
... Pero—se preguntará alguno— : si la zeta suena tan natural y
espontánea cuando la pronuncia un castellano, ¿por qué no ha de
sonar bien pronunciada por los hispanoamericanos?
La respuesta es bien fácil: La Lengua, española tiene dos sis·
tem as fonológicos fundam entales, cuyos rasgos divergentes más no.
tables y m ás característicos son, respectivamente, la zeta y el seseo.
Son dos sistemas fonológicos: conviene notar bien este hecho.
No se tra ta de simples divergencias en algunos fonemas aislados:
hay diferencias de abertura, de tim bre, de entonación, que afectan
a todo el sistema articulatorio, además de la sustitución o altera,
ción de los tres fonemas consabidos: j , s y z .
Mucho interesa a H ispanoam érica subrayar este hecho: exis­
ten en español, fundam entalm ente, dos sistemas fonológicos per.
fectam ente diferenciados. La pronunciación de Hispanoamérica no
es castellana; es hispanoamericana.
E interesa poner mucho énfasis en esta distinción, porque mien-
tras se persista en el error de decir que Hispanoam érica habla
castellano, las hablas de H ispanoamérica habrán de ser juzgadas
por la norm a castellana, y serán irrem isiblem ente formas agrama­
ticales, “dialectales”, subalternas de la castellana. No. La caste·
llana es u n a variante. La hispanoamericana es otra variante. Cada
una tiene su propio ideal de perfección. E n la revisión de la G ra­
m á tic a de nuestra Lengua, que habrá que hacer para asignar a la
variante hispanoam ericana la jerarquía que le corresponde, junto
a la variante castellana y a la p ar con ella, será preciso que se des*,
linden con toda nitidez estos térm inos, y que quede claram ente
establecido que en la Lengua española existen dos ideales de per*
fección fonológica.
A hora bien: con motivo de esta tesis se m e h a preguntado si
estoy contra el casticismo. No creo que haya en todas estas pági­
nas una sola frase que justifique ta l inferencia. Ya lo dije de en-
tra d a: tengo m uy clara noción de la im portancia de conservar la
unidad de la Lengua española. Y no creo que el medio más ade­
cuado para conseguirlo sea ponem os los unos contra los otros. Pre­
cisamente entiendo que a esta finalidad, más aún que la norm a
misma—arb itraria a veces y no siem pre acertada—, im porta una
actitud que propicie la m ejor comprensión y la recíproca estima­
ción entre los hablantes de las distintas regiones. Esa es la base
más sólida en que puede asentarse la unidad de una lengua.
No estoy contra la zeta. La zeta aparece a nuestros ojos enno­
blecida p o r el prestigio de su ilustre cuna y po r las sólidas virtu­
des de los pueblos que la pronuncian. Estoy contra el error tradi­

316
cional de juzgar la pronunciación hispanoam ericana por compara·
ción con u n sistema fonológico que no es el suyo: de acuerdo con
una norm a que no h a emanado de su propio ideal ni coincide
con él.
Porque, en el caso del seseo, no se tra ta de una form a que se
puede sustituir por otra, y con ello queda lograda la uniform idad
de la pronunciación. No es el seseo u n fenómeno accidental; es
parte esencial de u n sistema, en el que no se le puede suplir sin
que sufra menoscabo la arm onía del conjunto.

HISPANOAMÉRICA ANTE UN DILEMA

La zeta no es norm a gram atical de Hispanoamérica. Esta doc·


trin a hispanoam ericana está sustentada po r la autoridad de maes­
tros de gran prestigio intelectual—Amado Alonso, Narciso Bina-
yán, Pedro H enríquez U reña, Rodolfo Ragucci...—, y expuesta en
obras ta n difundidas y tan estimadas entre nosotros, que hay mo­
tivos racionales para presum ir que a estas horas son muchos, m u­
chísimos, los profesores y maestros hispanoamericanos que están
afirmando en sus aulas que el seseo es la norm a gram atical de
Hispanoamérica.
D entro de poco serán todos los hispanoamericanos a procla­
m arlo así. Y entonces se h ará evidente la necesidad de dar carác­
ter oficial—ya no “en cierto m odo”, sino con toda form alidad—a
la doctrina hispanoam ericana. Es claro que Hispanoam érica podría
hacerlo por sí misma. Le bastaría con crear, m ediante u n acuerdo
entre todas nuestras naciones, la G ra m á tic a de la Lengua hispano­
americana. Pero ello llevaría, naturalm ente, a una secesión en la
unidad de la Lengua española.
Y aquí entraría H ispanoam érica en conflicto con su otro gran
ideal de hoy, que es el de conservar y perfeccionar la unidad de la
Lengua española. E l notabilísim o progreso logrado durante el si­
glo XX en la uniform idad de la lengua culta de Hispanoamérica,
y que hay que atribuir, por lo menos en parte, a la aceptación casi
unánim e por los hispanoamericanos cultos del m agisterio de la
Real Academia Española, como punto común de referencia, prueba
cum plidam ente este ideal de unidad entre los hispanoamericanos.
Porque se da u n fenómeno curioso, los dos grandes ideales
de Hispanoam érica—la independencia gram atical respecto de Cas­
tilla y la unidad to tal de la Lengua española—, que en el siglo XEt

317
s e p ro d u c ía n com o antagónicos, en el siglo XX se no s p resen tan
com o coincidentes.
E l conflicto, pues, que antee aparecía representado por dos par­
tidos en pugna, se h a ido transform ando en conflicto interior, en
la conciencia de los hispanoamericanos. Porque Hispanoamérica
no podrá realizar por sí misma sus dos grandes ideales, que se le
presentan en coordinación disyuntiva: tendrá que escoger uno u
otro.

LA s ín t e s is : gramática única , norma dual

La R eal Academia Española, en camhio, puede conciliar fácil­


m ente su deseo de seguir dirigiendo la totalidad de la Lengua es­
pañola con el ideal hispanoam ericano de ver el rasgo culm inante
de su espíritu fonológico investido de dignidad gramatical.
Basta para ello con que la Academia abandone la norm a orto­
lógica única, inspirada en el uso de Castilla, y la sustituya por la
norm a dual, inspirada en las hablas cultas de Castilla e Hispano­
américa. Concretamente—porque sólo en esto parece haber diver­
gencia esencial entre una y otra pronunciación— : que la Real
Academia Española asigne al seseo hispanoamericano la misma je­
rarquía gram atical que a la zeta castellana.
De ah í m i conclusión: es h o ra y a d e q u e lo s h isp a n o a m eric a n o s
v a y a m o s p e n s a n d o e n la n e c e s id a d d e s o lic ita r d e la R e a l A c a d e ·
m ia E sp a ñ o la e l re c o n o c im ie n to g r a m a tic a l d e l seseo.
La ocasión parece propicia: es evidente que los rezagos de ideo­
logías ya superadas que aún sobreviven en la G ra m á tic a de la Aca­
dem ia no representan el pensamiento de la Academia actual. La
Academia sabe que su G ra m á tic a está necesitada de reform a, y ha
reiterado recientem ente su propósito de reform arla. E l momento
es, pues, oportuno para exponer a la R eal Academia Española las
exigencias doctrinales inherentes a la aceptación de su magisterio
p o r las naciones hispanoam ericanas: la adopción de la norm a dual.
¿Argumentos? Voy a resum ir m i tesis en los siguientes:
1. La norm a ortológica única es falsa. Está en desacuerdo no
sólo con la realidad de la Lengua española, sino con el genio fono­
lógico de la misma, que es dual, según creo haber demostrado
suficientemente.
2. La norm a ortológica única es ineficaz. Lo prueba el hecho
de que los hispanoamericanos, a m edida que h an ido teniendo
conciencia de su propia personalidad fonológica, hayan ido de­

318
aechando la idea de que deben pronunciar la zeta cuando hablan
con intención literaria. Ya la Academia tiene experiencia suficiente
de la inutilidad de ir contra el genio de la lengua: la articulación
bilabial de la v es m uy aleccionadora.
3. La norm a ortológica única es contraproducente. La finali­
dad esencial de la G ra m á tic a norm ativa es conservar y perfeccio­
n ar la unidad de la Lengua. A ello nada contribuye tanto como la
comprensión y recíproca estimación entre los hablantes de las
distintas regiones. La difusión en España del equivocado criterio
de la norm a única b a originado una serie casi infinita de expresio­
nes deprim entes del seseo, que con su natural secuela de disensio­
nes, desavenencias y resquemores en nada han contribuido n i pue­
den contribuir a perfeccionar la voluntad de unidad entre todos
los hispanohablantes.
4. La norm a dual es la expresión verdadera de la realidad ac­
tual de la Lengua española y de su espíritu fonológico.
5. La norm a dual perm itirá a los hispanoamericanos aceptar
el m agisterio de la Academia sin discrepancias esenciales. Así po­
drán los maestros hispanoamericanos aconsejar a sus alumnos la
adopción del uso recomendado p o r la Academia como medio de
perfeccionar la unidad de la Lengua, sin necesidad de en trar en
salvedades e impugnaciones que hoy son ineludibles.
6. La norm a dual, al elim inar la más grave causa de descon­
tento que hoy desazona a la m ayoría de los que hablan nuestra
Lengua—las opiniones subestimativas del seseo—, propiciará una
m ejor com penetración espiritual entre todos los que hablan la
Lengua española.
7. Con la norm a dual nada perderá Castilla. Nada perderá la
autoridad de la Real Academia Española. Nada perderá la unidad
de la Lengua española.

Adolfo Tortoló.
Correspondiente dfe la Academia Cubana
de la Lengua.
matanzas (Cuba).

EL II CONGRESO DE ACADEMIAS DE LA LENGUA ESPAÑOLA


C onsiderando que la práctica del seseo, o sea la pronunciación de la c y de
la z como s, es una realidad lingüística que no debe desconocerse,
R ecomienda a la Academia Española que en la próxima edición de su Gra­
mática se reconozca la legitimidad de la pronunciación llamada seseo, que no
sólo es general en todos los países americanos, sino que se practica en extensas
regiones de España.
319
RECOLECCION DE LA LENGUA
ORAL

POR VICENTE GARCIA DE DIEGO

URGENCIA T TRASCENDENCIA DE LA
RECOLECCIÓN DE LA LENGUA ORAL
Sólo cuando dominemos en visión de conjunto y detalle el in­
menso panoram a del vocabulario español podrá intentarse u n estu­
dio serio del español. Las lenguas ofrecen problemas m últiples, que
h an de ser planteados y estudiados por los especialistas. Unos son
problem as prácticos y otros científicos; irnos se refieren al pre-
Sente y otros a su historia; unos m iran a su análisis y otros a su
dirección.
En el léxico, el español h a de estudiarse en su form a y en sus
significaciones, en su uso presente y en sus etimologías, en su cata­
logación y en su selección. P ero todos estos propósitos de estudio
h an de p artir, si han de ser definitivamente eficaces, de un su­
puesto hasta ahora incum plido, esto es, de u n conocimiento global
del léxico español.

HAT QUE RECOGER EL LÉXICO EXISTENTE


E l léxico español de la lengua hablada puede decirse que está
en los comienzos de su recogida. F rente a los centenares de léxicos
regionales de Francia y de Italia no puede ofrecer España más que

E n estas páginas se recogen fragm entos de la ponencia d e l académ ico espa­


ñ o l d on V ice n te García de D iego. P or lim itaciones d e espacio n o se reproducen
lo., interesantes apartados relativos al estudio d e los diversos tip o s d e léxico
(litera rio , oral vulgar y oral c o m ú n ). E l lector q u e desee conocer e l texto ínte­
gro d e tan valiosa p o nencia pod rá encontrarlo en la M em oria que la R ea l
A ca d em ia Española prepara para s u in m ed ia ta edición.

320
unas decenas de vocabularios particulares, estando aún po r explo­
r a r extensas regiones peninsulares. De las provincias cuya lengua
p o pular es el castellano poseemos algún vocabulario interesante
de Santander y de Navarra, alguno incom pleto de Salamanca y de
León y alguno difuso y de conjunto de Andalucía, y unos muy.
incompletos de Aragón y de Cañarías; pero del resto no poseemos
m ás que listas de voces, que dan sólo idea leve de su riqueza
léxica. Provincias de nutrido vocabulario están esperando al colec­
to r activo e inteligente que sepa explorarlas.
Se suele explicar que el italiano y el francés tienen ta l cúmulo
de vocabularios porque sus dialectos se ofrecen con clara distin­
ción, y así hay tam bién entre nosotros vocabularios im portantes
de las hablas españolas bien caracterizadas, como el catalán, el
asturiano y el gallego.
Esta razón, que tiene algún sentido práctico, no tiene sentido
filológico. E n España h an sido barridos por el castellano la mayo­
ría. de los dialectos peninsulares; pero bajo la capa del castellano
triu n fad o r persisten restos preciosos de los dialectos desapareci­
dos, que urge descubrir; restos que, en la expansión del dialecto
de Castilla, ee alteraron y se bifurcaron con una mezcla que inte­
resa a los filólogos puntualizar.
M ultitud de voces que hoy son castellanas, no son, en rigor,
sino restos de dialectos insertos en el castellano, que dem uestran
cómo el castellano, bajo su unidad, tiene una com pleja estructura,
debida a la fusión dialectal.
Gracias a los vocabularios americanos, el español puede ufa­
narse de algunas aportaciones serias al estudio del castellano del
Nuevo M undo; pero aun estas estimables obras no dan idea com­
pleta de la riqueza verbal de sus hablas.
Cuantitativam ente, el caudal de voces de fonética caracterís­
tica de la región, frente a las voces de fonética castellana, puede
ser reducido o aparecer poco im portante comparado con el de las
regiones que conservan su propio dialecto; pero estos escasos res­
tos paleontológicos, que a veces perm iten reconstituir los perfiles
del dialecto desaparecido, pueden tener, por este carácter de testi­
gos supervivientes, tanto valor como u n nutrido vocabulario.
E n las futuras aportaciones léxicas de estas zonas poco explo­
radas se cifra la esperanza de enriquecer considerablem ente la
riqueza del español, y en ellas cifra la ciencia etimológica la ilu­
sión de h allar formas que sean la clave para dilucidar muchos de
sus problemas concretos.
Ann entre lexicógrafos hay una cierta subestimación de las
321
hablas vulgares regionales, porque en ellas destaca a prim era vista
la capa de vulgarismos, que es común hasta loe pueblos america­
nos, y que no se h a recogido en el diccionario oficial por u n cri­
terio de puro eufemismo. Pero entre este elemento, casi desde,
fiable, las regiones guardan peculiaridades im portantes y sorpren­
dentes voces patrim oniales, que son joyas de la lexicología his­
tórica.
Cualquier experim ento de recogida en localidades o regiones
lim itadas da u n rendim iento apreciable, demostrándonos que el
tesoro de la lengua oficial y el de los diccionarios regionales pu­
blicados es sólo una p arte del caudal que una tradición secular
h a m antenido del tesoro inmenso de la lengua oral española.
No deberá parecer que buscamos excesiva resonancia a una idea
si decimos que el problem a fundam ental del idiom a español es
recoger su léxico hasta poder decir que lo poseemos globalmente
en toda su extensión y en todos sus estratos, y si decimos que este
problem a está en pie es porque el caudal del léxico hablado por
recoger es aún m ayor que el caudal del léxico recogido.
P ara escribir aim literariam ente no hacen falta perspectivas pa­
norám icas del idiom a, y nos basta con lo que nos da el estrecho
fundo verbal en que vivimos. P ara los usos cotidianos nos basta el
reducido vocabulario que m anejamos, y para nuestras máximas
ambiciones literarias nos sobra el lim itado caudal que los demás
literatos m anejan, porque éste nos basta para hacer de cada pala­
b ra los malabarism os ideales que necesitamos.
Pero si algún día h a de em prenderse un estudio serio del español
en sí mismo, y no en sus usufructuarios, hay que lanzarse a la em­
presa de recogerlo en su integridad.

ACOPIO PASIVO Y ACOPIO ACTIVO

E l sistema usual de recogida léxica de apuntar las voces que


se oyen es el más imperfecto. La recolección es menguada porque
las ocasiones de captar las voces son eventuales y poco frecuentes
y es m ala porque el que proporciona la voz no suele tener u n sen­
tido claro de su significación integral.
E l colector pasivo tiene una imprecisa finalidad de form ar un
vocabulario, pero no aspira a hacerse una preparación técnica para
hacerla bien, y se lim ita a ser registrador de la form a y definición
que el aldeano le da, sin sentir la sospecha de la lim itación o de
la inexactitud del concepto.

322
P o r el contrario, la encuesta léxica sólo es generalm ente pro­
ductiva si se hace con los debidos recursos técnicos y con una
preparación debida del colector, que no va bobam ente o de sor­
presa en sorpresa ante lo inesperado, sino que va bailando lo pre­
sentido.
Lo que el encuestador activo encuentra no es hallazgo de azar.
E n prim er lugar, el encuestador elige las m aterias de probable ri­
queza léxica, como el m inero elige las tierras de prom etedor aspec­
to. E n cada región hay m ateriales peculiares, como industrias tí­
picas, oficios rústicos y caseros, que pueden dar al colector un gran
rendim iento, y con los filones más ricos se entretiene hasta no de­
ja r aspecto sin explorar.

SISTEMAS DE ENCUESTA DEL LÉXICO ORAL

E l encuestador más frecuente es el aficionado a caza de lo que


8alta, que anota cuanto le choca y estima como desconocido.
Esta legión. anónim a y dispersa, de tan deficiente preparación
y escasa habilidad, podría aportar una contribución valiosa si sus
pequeñas e im perfectas colecciones de voces se sumasen entre sí o
alguna entidad interesada procurase lograrlas.
P o r desgracia, lo norm al es que el minúsculo vocabulario quede
desconocido en vida de su colector y desaparecido tras él.
E l encuestador menos frecuente, pero más eficaz, es el técnico
que va a explorar u n terreno prem editado con la preparación pre­
cisa y los m ejores recursos exploratorios.
En estos trabajos, m itad etnográficos y m itad lingüísticos, como
el libro de K rüger sobre Sanabria, salen a la luz voces y variantes
de voces que no habían sido nunca registradas en los diccionarios.
E n c u e sta id e o ló g ic a .—En la empresa de captación de la lengua
oral podemos seguir varios sistemas técnicos, que suprim en la cap­
tación pasiva:

1. ° La encuesta ideológica.
2. ° La encuesta verbal individual.
3. a La encuesta verbal etimológica.
P ara enriquecer el tesoro oral de nuestra lengua oral, el sistema
de m ayor rendim iento es la encuesta ideológica, en que se pregun­
ta el nom bre de cada cosa. Procurando la espontaneidad de la res­
puesta, y evitando en lo posible toda sugestión que desconcierte,
la vista de la cosa o de su imagen provoca su denominación.

323
E n las operaciones de las cosas y en lo no visible, la habilidad
del encueetador se, encam ina a lograr qúe el interrogado dé el nom.
b re a una cierta definición que el interrogador le propone.

LOS ATLAS LINGÜÍSTICOS

Las encuestas de los Atlas lingüísticos son uno de los medios


más eficaces de descubrir una lengua.
Los Atlas tienen una lim itación inevitable porque su cuestiona·
rio previo es lim itado, y ofrecen defectos graves porque algunas
dificultades son insuperables; pero los resultados léxicos son esplén­
didos, y esta encuesta, al recoger el léxico repartido en sus áreas
regionales, brinda una copiosa cosecha, que enriquece extraordi­
nariam ente el idioma.
Los Atlas lingüísticos son lim itados porque no puede pasarse
de un m illar de preguntas, y son inevitablem ente defectuosos por­
que las preguntas del cuestionario, en buena parte, son equívocas,
y porque en la prisa de los interrogatorios no se logran siem pre
contestaciones exactas; pero en las lenguas que han publicado sus
Atlas, el lingüista tiene una m aravillosa fuente de inform ación
léxica.
P o r eso, una de las esperanzas más grandes que pueda abrigar
la lingüística, y en especial la lexicología española, es que, al fin,
pueda ver la luz el A tla s L in g ü ís tic o E sp a ñ o l, y que se em prenda
anim osam ente la form ación de los Atlas americanos.
Constituyendo los Atlas uno de los m ejores archivos del tesoro
léxico, no debe quedar satisfecha con ellos la curiosidad del filólo­
go, porque quedan muchas ideas por esclarecer y deben hacerse
indagaciones complementarias.

ENCUESTA VERBAL UNIFORME

Sobre cada una de las formas ya recogidas en los diccionarios


puede hacerse una ú til indagación para averiguar cualquiera de los
aspectos de la voz. Puede indagarse en ella su valor en el uso
determ inando su condición como voz vulgar, fam iliar, etc.
Y puede averiguarse su distribución geográfica y la época de su
introducción en la lengua.

324
ENCUESTA VERBAL TÓPICA O REGIONAL

Sobre las palabras ya consignadas en los diccionarios cabe


hacer, y es urgente hacerlo, una encuesta geográfica, determ inando
en qué lugares se usa cada voz.
Lo mismo que se hace en la encuesta ideológica al recoger las
voces hasta ese mom ento ignoradas, puede hacerse la fijación de su
lugar con cada una de las form as ya recogidas y consignadas en
los diccionarios.
Las áreas de las voces son el más elocuente testigo de su histo­
ria. Unas áreas coinciden con viejas divisiones geográficas de pue­
blos distintos o de distintos dialectos. Otras áreas aparecen inter­
feridas, sugiriéndonos movimientos de población o de cultura en
los profundos cambios de los pueblos de España.
E n su mayoría, no descubrimos coincidencias léxicas con las
líneas que la historia antigua nos indica, siendo lo norm al la inesta­
bilidad de las viejas áreas, rotas o deformadas po r el em puje de
otras de m ayor vitalidad.
Pero, con ser tan pobres los documentos antiguos en su léxico
y con ser ta n frecuentes los cambios de lím ite de las voces, siem­
pre la fijación tópica descubre algún secreto del origen o de las
vicisitudes de las palabras, y constituye una de las claves más inte­
resantes p ara el estudio de la lengua.
Ya que no sea asequible el ideal de u n diccionario donde se
indiquen las áreas de uso de cada palabra, sí conviene, y es posible
hacer, un doble esfuerzo de fijación tópica, esto es, ver qué voces
tienen u n área de uso más extensa que la señalada en nuestro
diccionario e ir determ inando m uchas voces que se dan en nues­
tro diccionario como generales del idiom a y en rigor son regiona­
les o de áreas lim itadas.
Un débil intento de fijación tópica se acusa en el D ic c io n a rio
d e la A c a d e m ia , en el cual las más de las voces aparecen sin indi­
cación alguna, lo que supone que se consideran como generales
en el idiom a, y otras aparecen referidas a una región o a una
provincia, siendo consignadas como aragonesas, andaluzas, sorianas,
salm antinas, etc.
Fácil es com prender que estas atribuciones geográficas son pro­
visionales y hechas con un criterio ocasional y de comodidad tipo­
gráfica.
La m ayoría de las voces consideradas como privativas de una
provincia aparecen existentes en otra en cuanto se hace una requisa
norm al.

325
U na gran p arte de las voces consideradas como generales, pero
que no entren en el uso constante de la literatu ra o de la escri­
tu ra, no tienen u n uso general, sino restringido a una región, ha­
biéndose llegado a esta expeditiva simplificación por no consignar
más de cuatro provincias o por desconocerse su difusión en otras.
No hay que ponderar la im portancia que tendría esta fijación
geográfica de las voces de la lengua oral, porque sólo cuando sepa­
mos las áreas de cada voz tendrem os bases razonables para conocer
su historia.

ENCUESTA VERBAL CRONOLÓGICA

Las lenguas de más cultivo léxico, como el alemán, el inglés y


el francés, tienen fechada la aparición de sus voces literarias. Esto
no tiene utilidad general en las voces patrim oniales, porque, como
dice certeram ente Menéndez P idal en su prólogo del D ic c io n a rio
V o x , “las voces prim itivas no son fechables”, y, a lo más, pueden
interesarnos las fechas de la evolución de algunas. Lo mismo da
que consignen o no la fecha de la aparición de oso, tr illo , lla m a ,
porque no es la hallada la fecha de su nacim iento; pero puede ser
ú til la determ inación cronológica de una form a en sus etapas,
como la aparición de e ra después de e irá , o de c u e v a después de
c o v a , o de a cera después de h acera.
Donde sí es ú til la fecha, como dato de alguna prohahilidad,
es en las voces no prim itivas, como latinismos y extranjerismos,
que puede ser un dato decisivo para su historia.
U na fina preocupación de la época de introducción de las voces
la tuvo el director de la Real Academia Española, don Ramón Ca­
b rera. En su D ic c io n a rio d e E tim o lo g ía s recoge listas de palabras
aparecidas en el siglo xiv, de vocablos introducidos en tiem po de
Carlos V y una interesante colección de testimonios en que los
literatos atestiguan la novedad de algunas voces que aceptan y que
no estaban aún en el uso común. Son latinismos, como ed u ca ció n ,
m ó r b id o , te d io , c ú p u la , h o r r ib le ; extranjerism os, como co ch e, c e n ­
tin e la , escora, b a g a te la , m a rch a r, o voces inventadas en el caste­
llano, como c a p o n e ra .
P o r desgracia, esta preocupación cronológica no se h a soste­
nido, y la ausencia de datos es u n fallo cierto de nuestros léxicos.

326
ENCUESTA VERBAL FAMILIAR

E n la recogida léxica hay que em prender la busca de fam ilias


enteras, o, como ahora se llam a, la encuesta verbal, esto es, la reco­
gida de todas las formas procedentes de una misma voz latina o
de otro origen.
Sin recoger las voces de una fam ilia y sin agruparlas no es dable
conocer su etimología n i es posible explicarse su historia, siendo
inciertos y aleatorios los juicios sobre la evolución de sus signi­
ficados y aun sobre sus acepciones actuales.
La recogida de voces dispersas, desperdigadas de las voces tro n ­
cales, hay que abandonarla como sistema de aficionados, porque
eonducen a form ar léxicos incoherentes, y hay que ir a la encuesta
técnica. La caza a lo que salta en la recogida léxica tiene que ser
sustituida por la encuesta metódica, en que se sabe qué es lo que
se busca y en que están previam ente preparados los fines y los
métodos.
Un m ínim o de cultura léxica del colector h a de ser el tener
siquiera una idea somera, aunque sea iinprecisa y subconsciente,
de lo que es una fam ilia verbal del español, con el juego norm al
d e prefijos y sufijos, para sacar p o r una voz el resto de las voces
de su raíz que pueda com probar como existentes.
Con una rigurosa probidad científica, el colector activo no ha
de inventar compuestos n i derivados, como hacían algunos enri-
quecedores del léxico español, no sólo los im probables, sino n i
siquiera los posibles o probables, y ha de tom ar sólo aquellos cuyo
uso real com pruebe; pero no h a de conformarse bobam ente con
u n térm ino sin averiguar si con él conviven los otros térm inos fam i­
liares que se sospeche h an de existir.
E l colector de vocablos ha de pensar en el sistema de deriva­
ción de las voces, y al oír un vocablo h a de in q u irir la posible
existencia de los derivados, y si la voz es im portante, ha de tra ta r
de agrupar la fam ilia léxica.

ENCUESTA ETIMOLÓGICA

Menos productiva en cantidad que la encuesta ideológica;


mucho más difícil que ésta, pero de altísimo valor para la lexi­
cología, es la encuesta etimológica, en que se p arte de la voz
m atriz para reu n ir las form as de su fam ilia, p ara identificar las
desfiguradas y para buscar las presuntas, todavía no halladas.

327
7
E n el encuadram iento de las voces que se van hallando en el
mismo grupo de las que ya son conocidas, no sólo revela el posible
parentesco de aquéllas con éstas, sino que evoca otras posibles no
halladas, incitando a buscar aquellas que se echan de menos y
cuya existencia es probable.
E n la encuesta etimológica se sigue el mismo proceso del étimo·
logista, sólo que el inverso, esto es, el camino de vuelta, que es el
mismo que el camino de ida desde la palabra hasta su origen.
E l etimologista, a la vista de una palabra o grupo afín, presiente
el origen común que puede tener en ta l lengua. E l encuestador eti­
mológico p o r una palabra latina, cuyo significado le hace suponer
vitalidad, presiente que h a de tener descendencia, y la husca en
sus posibles descendientes, que estarán desfigurados en su form a
y en su significación, pero que acusarán sus rasgos comunes en su
fisonom ía y en su sentido.
La relación de una voz con su m atriz latina hace pensar que,
p o r arrinconada que aparezca, deberá tener alguna difusión ma­
yor, ya que es raro que se descubra como única heredera en una
sola localidad. E l lat. r e n io lle sc e re (“ablandar”) lo encontramos
en la form a r e m o lle c e r (“ablandar”) en una localidad de Cáceres,
y es de creer que, a pesar del silencio de todos los diccionarios,
esta form a patrim onial exista en otras zonas del español.
Es inútil discutir si u n diccionario debe ser etimológico o no,
porque este carácter depende de las circunstancias, no sólo del
diccionario, sino del autor.
Si el autor tiene preparación etimológica puede prestar valor
a su libro y orientación a sus lectores, si sus propuestas etimoló­
gicas son posibles, aunque no sean seguras.
Si el autor no tiene una preparación etimológica, antes que
ponga etimologías caprichosas es preferible que no ponga ninguna.
H ay palabras de etimología desconocida, en las que debe omi­
tirse la etimología.
H ay palabras cuya etimología no han fijado los técnicos en sus
discusiones, y en este caso puede ponerse la que parezca más pro­
bable u om itirse su origen.
Pero hay palabras de etimología segura y otras de etimología
sólidam ente fundada en grandes probabilidades de verdadera, y en
este caso su conocimiento presta una luz decisiva para compren­
der el vocablo y su historia.
La etimología de la voz es la luz que puede aclarar las tinieblas
de su historia.
Es rigurosam ente cierta esta observación de Menéndez P id al:

328
“La etim ología no es una curiosidad erudita de interés puram ente
histórico, sino que es la base misma de la propiedad idiom ática.
Sólo cuando conocemps el origen de u n vocablo podemos com·
prender el fundam ento y lím ites de su fuerza expresiva.”

SISTEMAS DE DICCIONARIOS

E l proyecto de form ar un gran diccionario integral de voces


españolas, sin discrim inación de voces técnicas, literarias o vulga­
res, no puede contraponerse a la pervivencia del diccionario acadé·
mico, que h a de ser selectivo y, por tanto, lim itado.
E l proyecto de diccionario técnico, tan necesario y deseado, no
puede tam poco enfrentarse con el diccionario académico, porque
en aquél cabrían todos los tecnicismos de la ciencia y del arte,
que no pueden -pasar al diccionario oficial, sólo obligado a recoger
las voces que atañen a la cultura difusa y m edia.
E l diccionario oficial va dando acogida a los térm inos técnicos
de cualquier ciencia y arte, pero sólo en aquellos casos en que la
voz aparezca usada con frecuencia en medios ordinarios de comu­
nicación, no en aquellos en que la voz tiene uso exclusivo entre los
técnicos de su especialidad.
E n la recolección del léxico hispanoam ericano consideramos
adjetivas todas las cuestiones de procedim iento; si ha de intentarse
u n diccionario general de americanismos o cada nación h a de for­
ja r su diccionario, porque el único problem a sustantivo es que
se haga cualquiera* de estos tipos; si h a de refundirse el caudal de
americanismos con u n diccionario integral de todas las voces espa­
ñolas técnicas, literarias y vulgares, o h a de form arse aparte cada
uno, porque las ventajas de unirlas o separarlas son solamente de
orden práctico y editorial y no atañen al valor de esta gran em­
presa, que en uno u otro sentido urge llevar a cabo.
Tam bién es adjetivo el juicio o cálculo de si el caudal léxico
español sería inferior al que h an logrado recoger los grandes léxi­
cos ingleses, porque no hay elementos suficientes p ara valorar nu­
m éricam ente el ingente caudal que nos falta p o r recoger de la len­
gua hablada y el caudal algo im portante de lo que nuestra
deficiente diligencia h a dejado de recoger de la lengua literaria.
E l núm ero de voces puede variar mucho según se sostenga el
criterio que se adopte de recoger todo lo que se halle en la lengua
escrita y oral, en la lengua culta y en la vulgar y en los escondidos
rincones de todas las técnicas, artes y oficios, sean propios o barba-

329
rismos, o se sostenga el criterio de acoger sólo lo que se considere
correcto o arraigado.
E n el supuesto de u n diccionario integral (en el que se stun asen
el diccionario técnico, el diccionario actual del español, el diccio­
nario de americanismos y el enorm e caudal no recogido de la len­
gua oral de España y de América) no es de creer que desmereciera
del famoso de Oxford, que a fuerza de diligencia y de benevo­
lencia h a alcanzado los 400.000 artículos.
Mucho m ás de 400.000 nom bres tiene sólo el vocabulario téc­
nico, en gran p arte internacional, de la medicina, la física, la quí­
mica, la zoología, la botánica y las matemáticas, de las que no llega
a u n a décima p arte el acogido en el diccionario académico.
Y u n núm ero considerable de términos, superior desde luego
al de 80.000 del diccionario oficial, hay que calcular para las voces
de la lengua de la conversación y de las artes y oficios populares
de las distintas regiones de España y América, que no h an sido
incluidas en el diccionario académico.

SELECCIÓN LÉXICA

P o r el calor con que defendemos el intento de recoger todo


cuanto exista en el idiom a (que no causaría daño alguno en los
ficheros léxicos y sería adm isible en u n diccionario integral del
español) podría pensarse que defendemos u n criterio de exagerada
benevolencia p ara el D ic c io n a rio d e la R e a l A c a d e m ia E sp a ñ o la , y
no es ésa nuestra opinión.
Es cierto que faltan en el diccionario oficial voces con difusión
suficiente y de m érito bastante para que fueran incorporadas a él.
Pero tam bién es éierto que hay u n núm ero regular de voces
contenidas en el diccionario que podrían om itirse en cuanto exis­
tieran los diccionarios regionales suficientes o se elaborase el
diccionario integral del español.

E L I I C O N G R E SO D E A C A D E M IA S D E L A L E N G U A E S P A Ñ O L A

C onsiderada la p o nencia presentada p o r d o n V ice n te García d e D iego a n o m ·


bre d e la R e a l A ca d em ia Española bajo el títu lo “R eco lecció n d e la lengua
”,
oral y e n vista d e la necesidad y la im portancia d e llevar a cabo esa recolec·

330
c ió n m e d ia n te m é to d o s eficaces q u e aseguren Un acopio lo m ás co m p leto p o si­
Diccionario de la Lengua,
b le d e las voces q u e d e b e n fig u ra r en e l

resuelve :

R ec o m en d a r co m o m e d io s prácticos d e llevar a cabo la labor d e la recolec­


ción d e la lengua oral los q u e se en u m era n a continuación:
1. ° C onvocar concursos en q u e se p re m ie n vocabularios d e térm in o s usuales
d e l p a ís o d e una reg ió n d e é l n o in clu id o s e n e l diccionario o diccionarios
m ás copiosos d e cada nación.
2. ° E stim u la r a personas n o to ria m en te capacitadas q u e hayan in iciado la
recogida, o frecién d o les su p u b lica ció n o alguna recom pensa.
3. ° P rocurarse noticias d e las colecciones ya hechas p o r particulares (co lec­
cio n es q u e n o su elen llegar a p ublicarse y q u e, a l fin , su elen perderse) e inten­
tar adquirirlas d e sus autores para in clu irlas en los fich ero s y publicarlas com o
artículos d e revistas, co m o fo lle to s o fu n d id a s e n algún vocabulario d e con­
ju n to .
4. ° O rganizar o estim u la r las encuestas d e becarios q u e recorran los p u n to s
p rin cip a les d e u n a región, q u e tengan idea d e encuestas ya hechas y trabajen
c o n u n cuestionario m e tó d ico..
5. ° F in a lm en te, lograr la p u b lica ción en cada p a ís d e este n u evo acervo d e
vocablos, q u e ve n d ría a en riq u ecer la lengua d e u n m o d o sorprendente, y q u e
haría p o sib le su estu d io cabal y , e n su día, la fo rm a ció n d e u n D iccionario
in teg ra l español e hispanoam ericano.

831
HACIA UNA NUEVA G R A M A T I C A DE LA R. A. E. *

ΡΟΒ

RAFAEL LAPESA

La R . A. E. celebra que el presente Congreso le brinde ocasión


de ofrecer a las. Academias en él representadas u n anticipo de las
reform as que se propone introducir en las futuras ediciones de su
G ra m á tic a . E l conocimiento de este esbozo orientará ta l vez las
deliberaciones del Congreso, evitando que giren en to m o a cues­
tiones sobre cuya modificación estemos todos conformes previa­
m ente. P o r otra parte, dará lugar a que las sugestiones que reciba
la R. A. E. versen no sólo sobre la edición actual de la G ra m á tic a ,
sino sobre las líneas directrices de la reform a. Además, la Real
Academia Española desea aprovechar esta coyuntura para solicitar
la cooperación de las demás Academias, a fin de que, m ediante
informes y aportaciones de ellas, la G ra m á tic a que proyectamos
no refleje solam ente los hábitos del buen hablar y escribir pro­
pios de España, sino de todo el m undo hispánico.
La R. A. E. reconoce la urgente necesidad de modificar a fondo
su G ra m á tic a , mucho más que en los usos recomendados, en la
interpretación teórica de ellos. Es la doctrina gram atical lo que
requiere más am plia renovación; para llevarla a cabo será impres­
cindible ten er en cuenta, de una parte, las concepciones que acerca
del lenguaje, sus funciones e instrum entos están hoy vigentes en
la lingüística general; de otra parte, las opiniones que sobre cada
problem a concreto h an sostenido los gramáticos de nuestra len­
gua, de A ndrés Bello en adelante. La incorporación de puntos de
vista nuevos h ah rá de hacerse tras cuidadosa m editación, sin olvi­
dar cuál es el cometido de .la G ra m á tic a académica: no nos está
encomendado encajar el estudio de nuestro idioma en el esquema
teórico de una escuela, n i analizar hechos de lenguaje indepen*

* P o r la im portancia d e s u co n ten id o , reproducim os a g u í textu a lm en te la


p o n en cia d e l filó lo g o y gram ático español d o n r a f a e l l a p e s a , vicedirector d e l
In s titu to d e L exicografía d e la R e a l A ca d em ia Española. E n su estudio p rese n ­
tado a la I I C o m isió n d e l C ongreso, e l señor Lapesa o frece estim ables suges­
tio n e s relacionadas co n la fu tu ra ed ició n d e la Gramática d e la R . A . E . y lo
co n ven ien cia d e te n e r en cu en ta otras G ram áticas ya existentes. L a suya, san­
cionada p o r e l C ongreso e n reso lu ció n q u e se cita a la term in a ció n d e este tra­
bajo, constará d e cuatro p a rtes: F onología, M orfología y fo rm a ció n d e palabras,
S in ta xis y O rtografía.

332
dientem ente de la estima que gocen. Lo que se nos pide es que
presentem os el sistema de la lengua española según los usos admi­
tidos entre gentes cultas; por tanto, una G ra m á tic a a la vez cientí­
fica y práctica, descriptiva y norm ativa, que, atenta a registrar
y com prender el funcionam iento de la lengua hablada y escrita,
ponga en guardia contra incorrecciones y vulgarismos. N uestra
G r a m á tic a deberá aprovechar las teorías de Saussure, Bally, Jes-
persen, B ühler o Trubetzkoy en aquellos aspectos en que cada uno
d e estos lingüistas h a añadido algo fundam ental p ara el conoci­
m iento del lenguaje hum ano ; y no decidirá en puntos controver­
tidos de la G ra m á tic a e sp a ñ o la sin exam inar los pareceres de Bello,
Rufino José Cuervo, Hanssen, Lenz, Amado Alonso y H enriquez
U reña, Gilí Gaya y Salvador Fernández, aparte de las monogra­
fías y artículos pertinentes. Pero procurará no dejarse sorprender
por estridencias de term inología, n i atenerse dogmáticamente a la
doctrina de una tendencia o de u n autor.
La G ra m á tic a que diseñamos constará de una Introducción, con
la necesaria exposición de conceptos generales, y de cuatro partes,
q u e se ordenarán así: I, Fonología; II, Morfología y Form ación de
palabras; III, Sintaxis, y IV, Ortografía. No m e ocuparé de la
-Ortografía n i de las cuestiones ortológicas relacionadas con ella,
ya que serán objeto de otra ponencia.
La Fonología atenderá a las funciones significativas de los fone­
mas, así como a la descripción de sus articulaciones y efecto acús­
tico. De acuerdo con los métodos estructurales—aplicados con éxito
a l español p o r Alarcos Llorach—estudiará el valor funcional, dis­
tintivo, de los elementos fónicos, así como las oposiciones que se
d an entre los fonemas del español y las posibilidades que tienen
de com binarse unos con otros. Com prenderá tam bién capítulos
d e fonética y ortología, donde se recojan y revisen las enseñanzas
de N avarro Tomás sobre la pronunciación española, com pletándo­
las con las oportunas noticias acerca de la dicción hispanoam eri­
cana. E l nom bre de “Prosodia” se reservará para el estudio del
acento, la entonación y unidades del discurso oral diferenciadas
p o r ellos, empezando por la sílaba: así responderá al valor que
ten ía en griego, respetado por N ebrija y Covarrubias (1), y al que
le confieren los fonólogos actuales.

: G ram ática castellana, lib. I, cap. I: “La segunda (Considera­


ción o parte de la gramática doctrinal) los griegos llaman prosodia; nosotros
(1 ) Ne b r ija

podemos la interpretar acento o más verdaderamente qnasi canto. Esta es arte


para alçar o abaxar cada una de las silabas de las dicciones”; igual en el li­
bro II, caps. II, caps. I y I I ,--------. C : T eso ro : “Prosodia, el acento
d e las dicciones y el arte de saberle colocar.”
o v a r r u b ia s

333
Razones de toda índole aconsejan re tira r de nuestra nomen­
clatura el térm ino de “Analogía”, que la G ra m á tic a académica ha
venido usando con u n sentido ajeno a la tradición antigua y dis­
tinto del que le da la lingüística m oderna. E n lugar de “Analogía”
usaremos “Morfología”, de empleo general hoy para el mismo do­
m inio. Em presa difícil, que muchos lingüistas consideran impo­
sible, es la de deslindar los campos de la Morfología y la Sin­
taxis (2). No puede considerarse satisfactoria la repartición que
hace la G ra m á tic a de la Academia, estudiando, po r ejemplo, en Ja
Analogía la flexión del pronom bre y del verbo, m ientras analiza
en la Sintaxis las funciones de sujeto y complementos o los signi­
ficados de modos y tiempos. Convendrá elim inar dentro de lo
posible tales casos de dispersión, p ara que las formas no aparezcan
separadas de sus contenidos. De todos modos, en la edición pró­
xim a conservaremos, aunque con lím ites m uy flúidos, la división
entre Morfología y Sintaxis, dejando abierto para más adelante
la posibilidad de exam inar si procede seguirla m anteniendo.
No hay propósito de introducir cambios en la clasificación de
las partes del discurso: continuarán reconociéndose como tales las
nueve que figuran en la edición actual. E n el género del sustantivo
no se adm itirá la existencia de otras categorías que las de mascu­
lino y fem enino, p o r entenderse que los sustantivos comunes, epi­
cenos y ambiguos son casos anómalos de la distinción entre los
dos géneros, pero no constituyen géneros especiales. Como acci­
dente gram atical del nom bre se añadirá al género y núm ero la
sufijación apreciativa (diminutivos, aumentativos y despectivos),
que, a diferencia de la derivación, no origina de ordinario pala­
bras nuevas, sino form as indicadoras de m agnitud o afecto. Entibe
los grados del adjetivo hay que dar u n puesto al superlativo rela­
tivo (“el m ejor de los oradores”, “la más dulce de las criaturas”).
A l tra ta r de los adjetivos determinativos se dedicará alguna aten­
ción a los cuantitativos no num erales ( c ie r to , m u c h o , p o c o , v a rio s,
to d o , c a d a , a m ó o s, s e n d o s ). E n cambio, los demostrativos, posesi­
vos, relativos, interrogativos e indefinidos se considerarán siempre
pronom bres, ya estén en función sustantiva, ya adjetiva (3). Con
los pronom bres personales se estudiarán los tratam ientos de res­
peto. La denominación de “artículo determ inado” será reem pla­
zada p o r la de “artículo determ inante”, “artículo determ inativo”

Véase A. L : M orfologia y Sintaxis. E l


Universidad de Granada, 1955.
(2 ) M
lórente G
aldonado de uevara
p ro b lem a d e la d iv isió n d e la Gram ática.
(3) Pío cabrá, pues, decir, como en el 71 b), que “son adjetivos a la vez que
pronombres”, ni, como en el 74 a ), que “se convierten en adjetivos determina­
tivos cuando van unidos al nombre.
334
o por la sim ple de artículo” si al revisar la clasificación de un , u n a
se entendiese que no son propiam ente artículos. E n el verbo no
se h ablará de “modo infinitivo” n i de “nom bres verbales”, inclu­
yendo en ta l categoría el gerundio, que no tiene función de nom­
b re: el infinitivo, el gerundio y el participio se agruparán como
“formas no personales del verbo”, según hace Gilí Gaya.
Uno de los problemas más debatidos es el del modo potencial.
De acuerdo con Bello, Lenz, G ili y Alarcos Llorach debería in­
cluirse entre los tiem pos del indicativo, como un “pospretérito” o
“futuro del pasado”. Es cierto que la oposición entre potencial e
im perfecto de subjuntivo (“Creí que vendrías” / “Quise que vinie­
ras”) es correlato exacto de la oposición entre futuro de indicativo
y presente de subjuntivo (“Creo que vendrás” / “Quiero que ven­
gas”) ; cierto tam bién que el potencial no es el único tiem po del
indicativo que tiene peculiares empleos modales; pero en él son
más frecuentes y ricos en matices que en ningún otro. P o r eso,
Amado Alonso y H enríquez U reña dicen que “el considerar m o d o
a la form a -ría no es, en verdad, más objetable que el considerarla
tie m p o ” (4). Sin embargo, para no aum entar la nóm ina de los
modos con uno de realidad discutible puede ser prudente clasi­
ficarlo como tiem po del indicativo. Queda ahora la cuestión te r­
minológica: ¿por qué p o te n c ia l y no p o s p r e té r ito o c o n d ic io n a l?
P o s p r e té r ito conviene sólo a una pequeña parte de los usos que la
form a tiene: en “ q u e r ría saber lo que ha pasado”, “si vinieras ma­
ñana te d a r ía el lib ro ” o “aquella m ujer te n d r ía unos cuarenta
años” no hay idea de posterioridad respecto a ningún pasado. C o n ­
d ic io n a l tampoco es idóneo más que para uno de sus empleos, fre­
cuentísimo sin duda, pero no para los restantes. P o te n c ia l tiene
la ventaja de dar cabida a todos; no carece de tradición, pues entre
los latinistas es norm al contraponer el m o d u s p o te n tia lis al m o d u s
irre a lis, si bien como dos variedades del subjuntivo; y la objeción
de que es térm ino demasiado vago, porque todo futuro es poten­
cial, carece de fundam ento : en el futpro se da la seguridad de que
la acción en potencia se convertirá en acto; en el potencial, no.
Tam bién h a sido objeto de controversia la denominación de
p r e té r ito in d e fin id o . Se h a supuesto que fué tom ado a la ligera de
u n a de las pocas G ra m á tic a s francesas, que llam an p a ssé in d é fin i
a lo que la m ayoría designa como p a ssé d é fin i. No parece, sin em­
bargo, que las cosas se hicieran ta n alegremente, porque in d e fin id o

(4) Gram ática castellana, primer careo, 4.a edición. Buenos Aires, 1$44;
página 232.
335
traduce con fidelidad el griego a o risto s, y hay fundam entales seme·
janzas de significación entre este pretérito griego y el indefinido
español. Sin embargo, de no satisfacer ta l nom bre para un pasado
que se suele caracterizar como “puntual”, quizá podría llam ár­
sele “prétérito absoluto” o “pretérito” solo, sin adjetivos, como
prefieren Amado Alonso y H enríquez Ureña.
E n la Sintaxis habrá φ ιβ modificar todo lo referente a la “de­
clinación nom inal”, ya que las preposiciones no constituyen verda­
deros elementos flexivos. Los restos subsistentes de la declinación
pronom inal tampoco autorizan a h ab lar de “los casos latinos en
castellano”. Pero como es conveniente fam iliarizar al lector con
las categorías de nom inativo, genitivo, etc., de tan larga tradición
y am plio uso, será bueno tra ta r de ellas no como existentes en
español, sino presentando su equivalencia con construcciones nues­
tras. Se dará entrada al concepto de oración unim em bre, no divisi­
ble en sujeto y predicado, y se arrinconará el de oración elíptica,
ya que los miem bros que se suponen omitidos no h an sido, en reali­
dad, pensados. Los capítulos sobre sintaxis figurada y vicios de
dicción requieren to tal reform a. F uera de esto, la-sintaxis de nues­
tra G ra m á tic a actual necesita, como todo el resto de la obra, rec­
tificar muchas definiciones, revisar numerosas cuestiones de detalle.
Pero form a u n sólido cuerpo de doctrina que, en lo esencial, habrá
de conservarse. Dos modificaciones serían de desear, aunque ta l vez
no se puedan introducir en la prim era de las ediciones futuras: con­
sistiría una en que los usos clásicos caducados apareciesen más
claram ente separados que hasta ahora de los que hoy están en
vigor. H ay que inform ar, sí, acerca de construcciones habituales
en los siglos xvi al xviii y desaparecidas más tard e; pero sin mez­
clarlas con las que integran la sintaxis viva del español actual. Así
se quitaría a nuestra G ra m á tic a gran p arte del regusto anticuado
que sin duda tiene. La otra modificación, tam bién m odem izadora,
se refiere a los ejem plos: en la edición últim a se acrecentaron,
según reza el prólogo, con “m ayor núm ero de autoridades de los
más eminentes escritores españoles de todas las épocas” ; pero, en
realidad, las citas de autores modernos no pasan de don Juan Va­
lera, sin testim onio literario alguno de los últim os setenta y cinco
u ochenta años: hay que añadirlos sin falta. P or otra parte, es pre­
ciso que, junto a los escritores españoles, figuren los hispanoame­
ricanos y filipinos. Necesitamos que Olmedo, H eredia, Bello, Caro,
Montalvo, Sarmiento, Ricardo Palm a, Hostos, M artí, Rizal, Darío,
Rodó y tantos otros aparezcan avalorando los usos de la lengua
común.

336
P ara esta labor solicitamos el concurso de todas las Academias
de la Lengua: extraordinariam ente ú til será que nos envíen ejem ­
plos de construcciones sintácticas empleadas po r los autores mo­
dernos que cada país considere ya como sus clásicos. O tra contri­
bución pedimos a las Academias: su dictam en acerca de la estima
que en cada país alcanzan los usos fonéticos, morfológicos y sin­
tácticos concurrentes. Es cierto que en las obras de Rufino José
Cuervo, en la B ib lio te c a d e D ia le c to lo g ía H isp a n o a m e ric a n a , reuni­
da p o r el Instituto de Filología de Buenos A ires; en la S p a n ish -
A m e ric a n S y n ta x , de Ch. E. K any, y en otras muchas publicaciones
hay u n nutrido caudal de noticias; pero no siem pre están acompa­
ñadas p o r advertencias sobre cuál es la norm a válida en el len­
guaje culto, qué variedades se tild an de afectadas y cuáles otras
se hallan relegadas al área del vulgarismo incorrecto. La especi­
ficación cualificada de tales extremos requiere el conocimiento
directo de cada ám bito social, cosa inasequible desde cualquier
punto del m undo hispánico sin la cooperación de quienes viven en
cada una de sus zonas. Confiamos en que nuestro ruego será aten­
dido; y así, con la colaboración de todas las Academias y como
portavoz de ellas, la R eal Española podrá convertir en realidad el
deseo de que su G ra m á tic a fu tu ra refleje el sentir lingüístico de
todos los hispanohablantes cultos, de ta l modo que sirva de pauta
aceptable en cualquier país de lengua española y contribuya de
m anera eficaz a reforzar la unidad de nuestro idioma.

Rafael Lapesa Melgar.


Isaac Peral, 3.
M A DRID.

E L I I C O N G R E SO D E A C A D E M IA S D E L A L E N G U A E S P A Ñ O L A

C o n s i d e r a n d o : Q u e es una necesidad im postergable q u e la R e a l A cadem ia


Española, en asocio co n las A cadem ias d e A m érica y F ilip in a s, em p ren d a la
rev isió n d e su G ram ática;
C o n s i d e r a n d o : Q ue e l f i n d e esta revisió n h a d e ser la com p o sició n d e u n
te x to q u e sim u ltá n ea m en te satisfaga a las exigencias d e la filo so fía d e l lenguaje
y a l progreso co m b in a d o d e la lingüistica, d e la filo lo g ía y d e la psicología,
a fin d e q u e im ponga n orm as q u e eficazjnfinte u n ifiq u e n la enseñanza d e l caste­
llano,
R e s u e l v e q u e la co m p o sició n d e d ich o te x to se en co m ien d e a la R e a l A ca­
d em ia Española co n la p articipación d e a q uellos técnicos q ü e deseen p restar s u
concurso, designados a l efecto p o r las A cadem ias C o rrespondientes d e en tre

337
su s in d iv id u o s especializados e n Ιφ m ateria, y q u e al redactar el m encionado
te x to se to m e n e n consideración las diversas propuestas form uladas p o r las
ponencias presentadas a este C ongreso.

* * *

E l I I C ongreso d e A cadem ias d e la L engua Española, después d e haber te ­


n id o co n o c im ie n to d e la p o nencia presentada a dicho Congreso p o r 'el in d ivid u o
d e la Española d o n R a fa el Lapesa, e n la q u e se exp o n e e n fo rm a esquem ática
e l p la n a q u e ha d e ajustarse la proyectada rev isió n d e la Gramática e n dicha
C orporación, ha acordado dar, en p rin cip io , su co n fo rm id a d al m encionado plan.

338
EL «DICCIONARIO HISTORICO” Y OTRAS CUESTIONES
LEXICOGRAFICAS *

EL DICCIONARIO HISTORICO
H ace años q u e la R e a l A cadem ia Española está em peñada e n la tarea d e
preparar un. D iccionario H istórico q u e p resen te e n toda su extensión y variedad
e l léxico usado p o r los hispanohablantes a lo largo d e los siglos. T a l D ic­
cionario d ifie re d e l áhe autoridades e n n o lim itarse a los usos recom endables
y asentados n i a los e jem p lo s d e clásicos españoles. P reten d e recoger e l voca­
bulario d e todas las épocas y d e to d o s los am bientes, d esd e <el cu lto y señorial
hasta el p leb ey o , desd e e l d e área geográfica general hasta e l exclusivo tde u n
país o región, dfesde el duradero hasta e l d e vid a efím era . L a recolección de
m ateriales se in ició co n arreglo a u n p la n trazado en 1914; v e in te años después
d io co m o fru to dos tom os, q u e co m p ren d ían desde la A a la sílaba Ce,
y que
viero n la lu z en 1933 y 1936. H a b ien d o desaparecido las existencias d e estos
vo lú m e n es e n u n in cen d io ocurrido d u ra n te la guerra c iv il, la A ca d em ia decidió
co m en za r d e n u ev o la p u b lica ció n c o n arreglo a u n p ro yecto m ás am bicioso,
m ás a to n o co n las exigencias cien tífica s d e l m o m e n to . C om o in stru m en to nece­
sario para llevar a cabo ta l em presa, fu é creado en 1946 e l S em in a rio d e L e x i­
cografía, organism o a u xilia r d e la A cadem ia, p ro bado desd e entonces e n n u eve
años d e fru ctífe ra labor. S u director, n u estro secretario p erp etu o , d o n Ju lio
Casares, trazó e l n u ev o p la n d e l D iccionario, y d ió cuenta, e n M em orias anua­
les, d e la m archa d e lo s trabajos. H u b o q u e re u n ir y fo rm a r p ersonal especia­
liza d o , c o n la fo rtu n a d e lograr la colaboración d e lingüistas ta n ju sta m en te
ren o m b ra d o s com o d o n Salvador F ern á n d ez R a m íre z y d o n S a m u el G ilí Gaya;
h u b o q u e so m eter a riguroso exam en la fid e lid a d d e l m aterial reu n id o ; fu é
necesario fija r n orm as para la elaboración y presentación d e los artículos, y,
com o té rm in o d e esta etapa in icia l, se p u b licó e n d iciem b re d e 1951 una
Muestra, co n stitu id a p o r u n p lieg o . R ep a rtida, con p etició n d e crítica, a varios
centenares d e entidades, técnicos e hispanistas extranjeros, la Muestra
tu vo favo­
rabilísim a acogida. E n la Memoria d e l S em inario correspondiente a 1952 p u ed en
verse algunos d e los ju icio s— y ta m b ién reparos d e detalle— q u e m ereció. D esde
entonces ha proseguido e l S em in a rio su callada tarea, ven cien d o u n sinnúm ero
d e d ificu lta d es, y e n este año co n fía dar a la im p ren ta lo q u e será u n fascículo
d e unas 600 colum nas.
E n tre las preocupaciones d e l S em in a rio, ocupó lugar im p o rta n te desde el
p rim e r m o m e n to la recolección d e l léxico hispanoam ericano y filip in o . S e h izo
u na p rim era selección d e autores y se e m p ren d ió su p a peletización; en 1951
la Muestra p u d o ju n ta r a lo s e jem p lo s d e escritores españoles b u en n ú m ero d e
autoridades hispanoam ericanas, co n lo s n om b res d e M artí, R ó m u lo Gallegos,
José Eustasio R ive ra , R ica rd o P alm a, B le s t Gana, Z o rrilla S a n M artín, R icardo
i
G üiráldes y Juana d e Ib a rb o u ro u , en tre otros, aparte d e los lingüistas y léxico-

* En la sesión plenaria del 27 de abril de 1956 se plantearon y resolvieron


importantes cuestiones relativas al futuro D iccionario histórico de las Academias
y a la incorporación al léxico académico de vocablos nuevos. Entre las ponen­
cias estudiadas resalta la de don , “Colaboración de las Academias
al D iccionario H istó rico ”; la del colombiano , C. M. F., sobre igual
ra fa el la pesa

tema; la del doctor , sobre la utilidad de aumentar en el Diccionario


carlos m esa

los vocablos técnicos y científicos de uso corriente; la de la Academia Mejicana,


m ara n ó n

sobre vocabulario filosófico no registrado en el Diccionario; las enmiendas le­


xicográficas presentadas por don J , de la Academia Colom­
biana, y la elaboración de un Diccionario sociológico dentro de las normas
u l iá n m otta sa las

académicas que dan unidad y pureza al idioma español, según ponencia del
académico nicaragüense don . En estas páginas damos cuen­
ta de lo más destacado de los materiales sujetos a estudio y deliberación.
ju l io ycaza t ig e r e n o

339
grajos. E n ocasiones p u d im o s d o cu m en ta r desd e e l siglo X V I I I algún vulgarism o
d iscu tid o co m o balear abalear.
y E n la actualidad, e l n ú m ero d e cédulas corres­
p o n d ien tes a l léxico hispanoam ericano es d e casi 4071)00, s in contar las d e refe­
rencia n i m uchas p ro ced en tes d e vocabularios particulares y revistas d e lin ­
güística. In c lu y e n d o unas y otras, se llegaría a u n n ú m ero superior a las 600.000.
L a rep a rtició n p o r países es m u y desigual, y n o siem p re obedece al d istin to
v o lu m e n d e cada literatura, sin o q u e está condicionada p o r e l n ú m ero d e obras
d e q u e ha p o d id o disponerse, ya p o r fig u rar e n la biblioteca d e la A cadem ia,
ya p o r haberlas o b ten id o e n p résta m o el Sem inario. V a a la cabeza A rgentina,
co n 74251 fichas, seguida d e C olo m b ia (57.945), P erú (53.099), C h ile (37.598),
N icaragua (32.027), M éjico (30.790) y C uba (30.051). R e p ito q u e las cifras no
representan p referen cia alguna n i guardan p ro porción co n la im portancia d e
las literaturas respectivas; p o r ejem p lo , d e la m ejicana h a y u n n ú m ero d e fichas
m u y in fe rio r a l q u e correspondería a su riqueza.
E se to ta l d e 600.000 para H ispanoam érica y F ilip in a s no es satisfactorio:
s i ten em o s en cuenta q u e e l n ú m e ro d e fichas reunidas para el D iccionario
rebasa los 6.000.000, n o deb ería m o s co n ten ta m o s co n m enos d e l m illó n y m e­
d io . L o s señores congresistas recibirán una lista d e autores y obras despojados.
E n ella advertirán ausencias q u e nosotros notam os ta m b ién en gran parte. L a
relación d e desiderata sería larguísim a. Para esta recogida d e m aterial p ed im o s
e l a u x ilio d e las A ca d em ia s a q u í representadas. L a fo rm a d e cooperación más
eficaz será, d esd e luego, la d e enviarnos cédulas, sobre todo papeletizando cuan­
to ofrezca in terés en obras enteras. E n e l Boletín de la Ácademia, año 1948,
página 145, apareció la p rim era so licitu d d e colaboración. H em o s d e confesar
q u e sólo fu é aten d id a p o r u n o s pocos, a u nque fervorosos, particulares. S i cada
A ca d em ia tom ara a su cargo la p a p eletiza ción d e lo s autores d e l país respectivo,
o, p o r lo m en o s, la d e algunos, su aportación aliviaría grandem ente nuestro
trabajo. E n e l referid o Boletín de la Ácademia d e 1948 h a y detalladas in stru c­
cio n es para u n ifica r p ro ce d im ie n to s; sólo ten dríam os q u e añadir ahora q u e el
in terés n o se lim ita a las palabras o acepciones exclusivas o características d e l
español hablado en H ispanoam érica, en algunos d e sus países, o e n F ilip in a s;
nos interesan ig u a lm en te ejem p lo s am ericanos y filip in o s d e los usos com unes
co n el español d e España. T a n valiosa es u n a m uestra d e l neologism o riopla·
tense retomar recoger;
com o d e l eq u iva len te general botar,
de arrojar
com o d e
o tirar; bravo
de iracundo, irritado furioso;
com o d e o pollera
de falda;
com o d e
de frazada com o d e manta, etc., etc.
O tra fo rm a d e colaboración consistiría en el en vío d e obras d ifíciles de
a d q u irir d esd e España. H a y en esto u n aspecto d e ayuda económ ica q u e n o es,
en m o d o alguno, desdeñable. P ero ya el m ero hecho d e proporcionar las obras,
d e encontrarlas y rem itirlas, ofrece d ificu ltades q u e los libreros no logran alla­
nar desde aq u í. Seria, p u es, m u y deseable q u e cada A cadem ia sum inistrase
— o recabara q u e su G obierno lo hiciese— aquellas obras d el país respectivo que
a su ju ic io deban entrar en el D iccionario histórico.
Una ú ltim a , pero im p o rta n tísim a , fo rm a d e cooperación consiste en algo
q u e la R e a l A ca d em ia E spañola vie n e solicitando rep etid a m en te: la revisión
d e los am ericanism os. C onvendría q u e cada A cadem ia nos inform ase d e aque­
llo s q u e d eb a n fig u ra r en e l D iccionario H istórico y no estén recogidos en los
vocabularios p u b lica d o s; asim ism o sería oportuno q u e n o s indicase lo s supues­
tos am ericanism os, argentinism os, ch ilen ism os, colom bianism os, etc., q u e fig u ­
ran en lo s diccionarios y n o resp o n d en a u n a realidad; fin a lm en te, las A ca­
dem ia s p o d ría n p re sta m o s valiosísim a ayuda calificando el am b ien te y estim a­
c ió n d e las palabras (d e uso general, literario, coloquial, fam iliar, vulgar, in­
c u lto ) ; n o nos basta saber q u e enojado se em plea en A rg entina, sino que, a d ife ­
rencia d e España, es a llí e l té rm in o m á s espontáneo, n o sólo literario. E n el
cam po d e los e u fem ism o s y d isfem ism o s, tales inform aciones serían preciosas.
M ientras esta cooperación, tantas veces solicitada, no se nos preste d e m anera
efectiva, será in ju sto im p u ta r a la R e a l A cadem ia Española responsabilidad en
•muchos d e los errores q u e e n tales m aterias com etan sus D iccionarios.
H ay, p u es, a m p lio m argen para q u e las A cadem ias d e la L engua colaboren
en e l D iccionario H istórico. D e la atención q u e p resten a nuestro ruego y d e la
eficacia c o n q u e lo satisfagan d ependerá e n gran p a rte el éxito d e una em presa
q u e n o im p o rta sólo a cuantos aquí estam os reunidos, sino a todos lo s am antes
.—
d e l id io m a r a f a e l l a p e s a .

340
1) L a R . A . E . “trata d e fo rm a r p o r p rim era v e z e l rep erto rio exhaustivo
d e la lengua española, de toda la lengua,
recogiendo d esd e los orígenes hasta h o y
la to ta lid a d d e las expresiones co n q u e se ha enriquecido, sea cualquiera é l
lugar d e la co m u n id a d hispana en q u e tu v iero n nacim ien to ”.
2 ) L a realización d e l Diccionario Histórico d eb e ser tarea y em p eñ o co m ú n
d e todas las naciones d e l m u n d o hispanohablante, en atención a obvias razones
históricas, culturales y espirituales.
3 ) L a R . A . E ., desde q u e p la n eó tan vasta obra, contó con la segura cola­
boración d e las A ca d em ia s nacionales co rrespondientes, ha in vita d o repetidas
veces a colaborar en la em presa y n o p o dría , p o r sí sola, d a rle fe liz rem ate.
4) P rim o rd ia l y fu n d a m en ta lm en te , las A cadem ias nacionales correspon­
d ien tes d e la R e a l Española son las indicadas y llam adas para una colaboración
eficaz y activa.
5 ) Esta colaboración p o d ría ten er d o s cauces: l.° solicitar d e los respec­
tiv o s G obiernos u n decoroso a u xilio económ ico para sufragar lo s gastos cuan­
tiosos q u e exig e e l m a n ten er u n gru p o d e lingüistas y lexicógrafos dedicados
a la redacción d e l Diccionario,
y 2.°, é l dedicar parte d e sus actividades propias
i
a d irig ir las colaboraciones colectivas o personales q u e se ofrecieren e n cada
país.
6) L a s A ca d em ia s nacionales correspondientes harían u n a tarea m eritísim a
p rev ia a l seleccionar los autores d e cada p a ís e n cuyas obras debería em pezarse
e l rebusco y espigueo d e autoridades citas.
o E n tre d ichos autores h a b rían d e
fig u ra r los q u e h o y v ie n e n y colaboran en los principales periódicos, p u es así
se ha practicado en la Mnestra
del Diccionario Histórico, publicada p o r la
R . A . E.
7) P odría com pletarse ta m b ién la cooperación c o n e l en vío d e lo s clásicos
nacionales, d e l p rese n te y d e l pasado, a la B ib lio teca d e la R . A . E ., d eficien te
e n este lin a je d e libros.
8) L a colaboración d e las A cadem ias nacionales correspondientes a l Diccio­
nario Histórico n o habría d e ceñirse a l apoyo o justifica ció n d e los am erica­
n ism o s o localism os, sin o ta m b ién d e los vocablos, acepciones y expresiones del
español universal, ya q u e nuestra lengua ta n viva está allen d e com o a q uende e l
m ar. T a n b u en m o d elo , para e l caso, es Ju a n Valera com o M arco F id el Suárez.
9 ) L a A ca d em ia d e cada p a ís d eb e solicitar la colaboración d e lo s enten­
d id o s y ta m b ié n d e algunos cen tro s culturales. Para ello sería eficaz e l esta­
b lecim ie n to d e u n Seminario de Lexicografía e n algunas U niversidades, o sim ­
p le m e n te d e u n grupo d e aficionados q u e, bajo la dirección d e u n experto maes­
tro, se co m p ro m etiera a espigar en los autores d e la región en co n fo rm id a d con
las norm as, tan claras y prácticas, publicadas en 1948 p o r la R . A . E .
10) C onvendría divu lg a r estas m ism as Normas en las principales revistas
culturales d e cada país para despertar iniciativas y colaboraciones.
11) P o d ría ser tarea d e las A cadem ias correspondientes d e la Española el
revisar este m a teria l lexicográfico antes d e rem itirlo , com o d efin itiv o , para su
inserción e n e l Diccionario Histórico.— C. M. F.
Ca r l o s m e s a ,

* * *

E L I I C O N G R E SO D E A C A D E M IA S D E L A L E N G U A E S P A Ñ O L A

C o n s id e r a n d o :

1) Q u e es u rg en te la pu b lica ció n d e u n Diccionario Histórico d e nuestra


lengua tan co m p leto co m o sea p o sib le, y n o in ferio r a l q u e tie n e n otros pu eb lo s
cultos, y
2 ) Q u e to d o s los p u eb lo s d e habla española tenem os q u e considerar esta
em presa com o propia,

á cuerda :

1) R eco n o cer la im portancia d e l S em in a rio d e L exicología d e la R e a l A ca­


d em ia E spañola y dar u n v o to d e aplauso a la lab o r q u e ha llevado a cabo
hasta ahora.

341
2 ) Las A cadem ias representadas en este C ongreso harán ante sus G obiernos
résp ectivo s las gestiones necesarias a f i n d e q u e ellos, cu m p lien d o su obliga­
c ió n d e d efen d e r y cu ltiva r e l id io m a pa trio, co n trib u ya n con sum as apropiadas
a s u so sten im ien to y m antengan becados e n é l u n o o varios a lum nos graduados
en L etras, lo s cuales p u ed a n , desp u és d e u n año d e preparación, colaborar en
el Diccionario Histórico o regresar a su patria al servicio d e las respectivas
A ca d em ia s o U niversidades.
3) E n vista d e esta colaboración d e todos los p u eb lo s hispanos, el S em ina­
rio se llam ará e n adelante In s titu to In tern a cio n a l d e L exicología H ispánica, y
seguirá fu n cio n a n d o en M adrid bajo la d irección <fe la R e a l A cadem ia Española.

VOCABLOS TECNICOS Y CIENTIFICOS


L a vid a m o d ern a plantea a to d o s lo s id iom as la necesidad d e u tiliza r a diario
u n gran n ú m e ro d e palabras técnicas y científicas. ¿Q ué a ctitu d d eb en adoptar
las A cadem ias fre n te a esta in va sió n q u e, d e hecho, in evita b lem en te ocurre en
e l len g u a je vulgar?
L a d iic u sió n d e este p ro b lem a , q u izá é l m ás grave q u e h o y se plantea a los
puradóres d e lo s idiom as cultos, d e b e plantearse, lexicográficam ente, desde tres
aspectos:
1. S i los D iccionarios d eb e n seg u ir conservando su carácter p rincipalm ente
literario, o d eb e n abrirse ta m b ién a lo s tecnicism os.
2. S i se a d m ite la incorporación d e los tecnicism os, fija r la cuantía d e esa
incorporación.
3. D eterm in a r e l m o d o d e realizarla.

DICCIONARIO LITERARIO O TAMBIEN TECNICO


S o b re si los D iccionarios generales d eb en adoptar lo s tecnicism os, no hay
en p rin cip io p o sib le d iscusión. L o s grandes idiom as q u e h a n servid o d e ins­
tru m e n to a la civiliza ció n actual están literariam ente casi agotados. L o s creó
u n m o d o d e v id a d e eficacia soberana, e n la q u e era todavía n u ev o e l hecho
d e la .existencia m ism a d e los h o m b res y d e las cosas, y p o r tanto estaba vivo
y a rd ien te e l deseo d e conocer a unos y otras y d e encontrar su razón y su fin .
Estas actividades d e l esp íritu crearon hasta los com ienzos d e l siglo X I X el len­
g u a je vu lg a r y é l literario, el filo só fico y el teológico, y fin a lm e n te e l repertorio
d e las ciencias naturales y e l todavía in icia l d e las ciencias físicas y exactas.
H asta esa fecha los D iccionarios se n u tría n d e la v o z d e l p u eb lo , d e la lite­
ratura y d e la crónica, d e la teología y d e las ciencias d e la pura observación.
L a s ediciones sucesivas d e u n b u en Diccionario com o e l nu estro representan
u n aspecto ín tim o y exacto d e la ev o lu c ió n d e la H u m a n id a d e n general y de
la ev o lu c ió n d e la cu ltu ra a 'la q u e la lengua p ertenece. Y así vem o s q u e en
las dos p rim era s ediciones d e n uestro Diccionario — 1780 y 1783— está com pren­
d id o , p rácticam ente d e u n m o d o co m p le to , e l rep erto rio d e esos tres grandes
grupos d e voces— el p o p u la r, é l literario, é l d e la historia natural —, y n o sólo
co m p le to , sino en general llen o d e p ro fu n d a sabiduría. S o n m uchos los h u m o ­
ristas y los p edantes q u e han hecho la crítica d e m uchas defin icio n es d e nues­
tro Diccionario. P ero sólo el q u e lo usa com o instrum ento d e trabajo puede
darse idea d e l caudal d e com petencia y d e rigor q u e p u siero n en é l aquellos
b en em érito s antecesores nuestros, m u ch o s d e los cuales apenas h a n dejado otro
recuerdo p ú b lic o d e s u n o m b re q u e e l fig u ra r e n la lista d e académ icos que
inauguraba cada ed ició n d e l Diccionario.
D espués, las sucesivas versiones d e n uestro léxico oficial—y la evolución es
aproxim adam ente paralela a la d e otros países—se lim ita n a p u lir y retocar el
id io m a y a sum ar a su caudal voces y giros h ijo s d e la actualidad, m uchos de
ello s co n excesiva serv id u m b re a esa actualidad y p o r tanto sin sen tid o tras­
c e n d en te y duradero.
Y así llegam os a la m ita d d e l siglo X I X , e n e l q u e súb ita m en te sobreviene
la avalancha d e pub lica cio n es relativas a la ciencia d e l h o m b re co m o colecti­
v id a d y a l co m ie n zo d e las industrias y d e las técnicas aplicadas, actividades

342
q u e revolucionan la v id a y e l esp íritu d e lo s hom bres. H asta entonces, la ciencia
era apenas nada m ás q u e curiosidad. R en á n , p o r aquellos tiem p o s, decía: “Estar
in d ife re n te a nte el U niverso es cosa im p o sib le para e l h o m b r e P e r o en ade­
la n te la ciencia ya n o será sólo curiosidad, sin o invención, creación. Y la crea­
c ió n es n o sólo cosas q u e salen d e la nada, sin o palabras q u e nacen a l m ism o
tie m p o ; a veces, só lo palabras q u e en cu bren hechos frustrados, p ero au n en­
to n ces, palabras q u e tie n e n ya derecho a la perennidad.
L o s D iccionarios oficiales e n to d o el m u n d o ha n m ostrado cierta resistencia
a n te el a lu v ió n d e los m o d ern o s tecnicism os; una resistencia q u e podría ten er
s u explicación. P ero a la v e z u n pecado m ás grave: e l d e la indiferencia. E l
h o m b re crea la palabra a l par q u e e l in v en to y , p o r lo co m ú n , no se cuida de
q u e su parto filo ló g ico se atenga o n o a las reglas d e l 'arte. Y p o r eso, con
m u c h a frecuencia nacen palabras q u e son abortos o m o n stru o s; p ero que, sin
em bargo, corren y s e afianzan d e boca e n boca y , en cu anto este contagio se
ha realizado, ya n a d ie las p u e d e variar. P o rq u e es m ás fá c il desarraigar una
id ea d e la m e n te d e los h o m b res q u e m o difica r una palabra incorrecta. A cen­
tenares p o d ría n citarse ejem p lo s d e m o d ernos tecnicism os q u e pu g n a n n o sólo
c o n la ortodoxia filológica, sino co n el sentido com ún. E l o jo q u e debiera ser
vig ila n te d e las A cadem ias se distrajo ante ellos, y a poco ya n a d ie p u ed e cam ­
b ia r e l barbarism o.
L a secreta o exp lícita h o stilid a d d e los académ icos fre n te a los tecnicism os
s e d e b e a una causa p rin cip a l: a q u e el esp íritu 'de lo s académ icos es fu n d a ­
m e n ta lm e n te , trad icio n a lm en te literario y crea u n am b ien te q u e sería inju sto
llam ar despectivo hacia los tecn icism o s; p ero q u e q u izá n o fu era inexacto tachar
d e aristocraticista. “Para eso están los D iccionarios técnicos”, su ele oírse e n las
A ca d em ia s literarias co n frecuencia y co n cierto desdén al tratar d e esta cuestión.
P ero la vida n o se d iv id e ya e n literaria y e n técnica. Q uiérase o n o , som os
y a to d o s técnicos. E l poeta m ás p u ro o e l filó so fo q u e v iv e en pura abstracción
están necesariam ente contam inados, cada una d e la s horas d e l d ía , co n las téc­
n ica s y co n su lenguaje, p o r la sencilla razón d e q u e to d o s las necesitan. L a
técnica tie n e la vita lid a d y la razón de ser suprem a d e su necesidad y d e que,
in exo ra b lem en te, lo será m ás cada día. Y su lenguaje es igualm ente inseparable
d e la vida, y en consecuencia tie n e derecho ta m b ién al cuidado oficial, es decir,
a la m ism a lim p ieza , a la m ism a fije za y a l m ism o esplendor d e sus vocablos,
q u e los vocablos literarios.
S o b ré esto, sobre la razón d e in clu ir las técnicas en los grandes léxicos, no
h a y , pues, p o sib le duda d entro d e una lógica elem ental.

EL PROBLEMA DE LA CUANTÍA
Y llegam os así al segundo p u n to . ¿C uál d eb e ser la cuantía d e la incorpo­
ra ció n d,e los vocablos técnicos al acervo tradicional? A q u í sí es necesaria la
m á xim a prudencia. P o rq u e e l lenguaje técnico y e l tradicional se diferencian
ju n d a m e n ta lm e n te en su fugacidad. Y lo fu gaz n o debe caber e n e l D iccionario.
I n ú til es observar q u e la historia d e l hablar hu m a n o está llena en tod o s sus
p erío d o s d e voces q u e tu v ie ro n sólo una actualidad fu g itiva . U n id io m a es
una fo rm a d e vid a y sus palabras son co m o las células d e u n organism o, que
tie n e n unas u otras d ife re n te d estin o y d u ración: unas sirven sólo para unos
días y desaparecen; otras d u ra n cierto tie m p o , y sus cadáveres perduran sirvien­
do d e esqueleto a las nuevas fo rm a s d e exp resió n ; otras, e n fin , conservan una
p ere n n e vita lid a d hasta q u e la lengua m uere, dejando sólo, q u izá co m o recuerdo,
alg u n o s signos labrados e n una p ied ra q u e sirven para reconstruir e l idiom a
extin to , com o unos tro zo s d e h u eso p e rm ite n rehacer la m orfología d e una
especie anim al desaparecida.
Esta es co n d ició n general d é las lenguas. M as, en los aspectos técnicos de
ellas, la duración n o su ele te n e r e l ritm o generalm ente len to d e l len g u a je tra­
dicional. Surge e l in ven to , y co n é l su n o m b re; y m uchas veces desaparecen
a poco, com o fuegos d e artificio, p o rq u e ya no sirven o p o rq u e se superan sin
cesar. L a necesidad d e la superación es la característica d e las técnicas. Y a
poco, n o queda d e ellas m ás q u e e l recuerdo d e su n o m b re. D e a q u í el triste
d estin o d e los lib ro s cien tífico s, incluso d e los m ás insignesr, q u e es e l breve
v iv ir . E l len g u a je tradicional tien e u n diccionario histórico, cem enterio q u e se

343
8
va fo rm a n d o len ta m en te, c o n u n r itm o d e siglos. E l diccionario h istó rico d e la
ciencia, si se hiciera, estaría fo rm a d o p o r voces q u e tu v ie ro n una vida d e m a­
riposas, y adem ás sería in term in a b le.
E l lexicógrafo d e b e recoger, e n consecuencia, todas las palabras q u e repre­
sen ten una realidad cien tífica c o n visos d e perm a n en cia ; y n o la s q u e nazcan
teñidas ya d e la fu g a cid a d d e l ensayo. S e m e dirá q u e e l trazar el lím ite entre
unas y otras es siem p re harto d ifíc il y m uchas veces im p o sib le. Pero la A ca­
d em ia tie n e q u e a su m ir la responsabilidad d e in tentarlo. D e fin itivo , repetim os,
n o h a y nada en la ciencia; n i, rigurosam ente, en la vida. M as el experto, el
especialista, p u e d e valorar c o n una razonable seguridad la p o sib le perm anen­
cia d e cada hech o técnico y d e sus n o m b res para hacerlos fig urar o no en los
vocabularios oficiales. A caso estos n o m b res sea preciso m odificarlos después.
N o h a y in co n ve n ien te en hacerlo; m as siem p re co n cautela, p o rq u e hay varia­
ciones d e los conceptos cien tífico s q u e so n m ás fugaces a pesar d e l prestigio
q u e les da la n o ved a d q u e los p ro p io s conceptos cuando nacieron.
N o h a y códigos n i reglas, e n sum a, para lleva r a cabo esta adoptación de
los tecnicism os. P ero es preciso hacerlo, y hacerlo c o n tacto, sin dem asiada
dila ció n n i dem asiada p risa ; y , en caso d e duda, si se peca, pecar p o r exceso
d e indulgencia, p o r a m p litu d d e cedazo. Una palabra, la p e o r form ada, la q u e
m e n o s c o n ten id o d e realidad tenga, es siem p re la expresión d e una cosa
creada, q u izá m ín im a , p ero q u e casi nunca está, h o y o mañana, exenta d e
servir para algo.

FORMAS DE REALIZACIÓN
L a fo rm a en q u e se realice la in scrip ción d e l tecnicism o tien e m ucha im ­
portancia. L leg a m o s co n ello a l tercer aspecto d e n uestro problem a.
A n te s recordaba q u e co n frecuencia reclam an algunos q u e las palabras
técnicas se releg u en a los vocabularios técnicos. Y al rechazar nosotros esta
solución, q u erem o s hacer em p ero una salvedad: los térm in o s técnicos, m uchos
d e los q u e lo m erezcan, co n generosa a m p litu d , d eb e n figurar en los vocabula­
rios generales y n o sólo en lo s especiales. P ero d eb en figurar som etidos a
u n estilo d e fin ito rio q u e no es el m ism o q u e el d e los vocabularios técnicos.
L a verdad n o es m á s q u e una, para los técnicos com o para los profanos; pero
la d e fin ic ió n d e las verdades hum anas ha d e ten er u n m a tiz diferen cia l según
a q u ie n se d irija n . Casi todas las nociones científicas tien en u n sentido general
a seq u ib le a las m en tes no especializadas y o tro sentido rigurosam ente elabo­
rado. A q u e l m a tiz general es e l q u e d e b e in fu n d irse en las defin icio n es téc­
nicas d e los D iccionarios literarios.
In sisto e n esto p o rq u e e n nuestro m ism o Diccionario las d efiniciones de
los naturalistas d e las p rim eras ediciones y d e los q u e las co m pletaron en
é l siglo X I X , todas m eritísim a s, padecen u n exceso d e prodigalidad, d e p ru ­
rito d e rigor cien tífico . H a y en las páginas d e nuestro código lingüístico de­
fin ic io n e s d e plantas, d e insectos o d e detalles d e la anatom ía hum ana que
n o p o d ría n d esm erecer d e la d e los grandes Tratados. Esto es inadecuado.
N o sólo p o rq u e u n D iccionario general es para todos y no para los especia­
listas, sino p o rq u e a m e d id a q u e la d efin ició n es d e in ten ció n m ás rigurosa
su ele ser, p o r paradoja, m enos duradera.
C laro es que en esto estriba una d e las principales dificultades d e l problem a
q u e nos ocupa, p o rq u e el hacer d efin icio n es d e conceptos técnicos co n u n sen­
tid o general es m u ch o m ás d ifíc il q u e e l hacerlas rigurosam ente ajustadas a
las norm as científicas. P or de p ro n to , d eb en ser breves, casi lacónicas y con
,
palabras lo m en o s alejadas p o sib le d el lenguaje em pírico, lo cual para m uchos
técnicos es u n sacrificio cruel. E l m o d o d e superar estos escollos es q u e la
d e fin ic ió n se haga colaborando, p o r una parte, e l técnico y , p o r otra, los ex­
pertos en el lenguaje literario. A fo rtu n a d a m en te esta colaboración, siem pre
cordial, es una fe liz tradición d e nuestra A cadem ia.

REACCIÓN ACADÉMICA TARDÍA


Y q u ed a u n ú ltim o p u n to q u e tocar, e l q u e plantea una d e las observacio­
n es hechas m ás arriba: e l descuido con q u e a veces— direm os sin am bages q u e

344
m uchas veces— la A cadem ia tarda e n darse cuenta d e los n u evo s tecnicism os
hasta q u e están ya arraigados p o r e l uso vulgar, d ifíc ilm e n te revocable.
L a explicación d e esa in d iferen cia , q u e q u izá es m ás aparente q u e real,
es fá cil si se tie n e en cuenta el en o rm e n ú m ero d e voces nuevas q u e brotan cada
día d e los laboratorios, d e las fábricas, d e lo s ta lleres; y d e la absoluta ar­
bitrariedad q u e supondría aceptarlas a todas desd e e l p rim e r m o m e n to , p u esto
q u e m uchas representan u n e rfo r y n o tien en vid a m ás larga q u e u n fu eg o
fa tu o . L o s D iccionarios oficiales req u ieren necesariam ente, p o r otra parte,
u na larga gestación, y p o r riguroso q u e fu era e l celo d e los encargados d e
esta tarea, pasaría antes d e su p u b lica ció n u n n ú m ero d e años du ra n te los
cuales el sen tid o y la actualidad d e los tecnicism os p o d ría n radicalm ente variar.
E ste aspecto d e l grave tem a q u e co m en tam os n o tie n e m ás q u e u n rem ed io ,
ya anotado p o r algunos: el q u e a l m argen d e la elaboración d e l Diccionario
se co n feccio n e u n Boletín p erió d ico , b i o trim estral, en e l q u e los técnicos
y los filó lo g o s se adelanten co n versiones exactas d e las palabras a la in ter·'
preta ció n em p írica q u e e l p u e b lo hará in e vita b lem e n te d e las m ism as. D ebiera
ser ésta una sección autónom a d en tro d e la organización académ ica; y n in ­
guna otra la superaría en responsabilidad y en eficacia. A l publicarse cada
n u eva ed ició n d e lDiccionario, éste encontraría ya hecho y ju zgado e l m a te­
ria l im p o rta n te d e los tecnicism os co n ceb ido co n una técnica u n ifo rm e (y san­
cionado o n o p o r e l tie m p o transcurrido en tre la pub lica ció n d e l Boletín
y la d e l Diccionario.
HACIA UN LENGUAJE VIVO
C reo q u e e l C ongreso d e las A ca d em ias debería pensar m u y severam ente
en estos p ro b lem a s y en la ú ltim a p ro p osición q u e acabo d e hacer. E l p o r­
v e n ir nos va a arrollar. S i n o n o s d ec id im o s a hacer u n lenguaje vivo , rep leto
d e los tecnicism os q u e hagan falta, sin m ied o a extranjerism os, sin oposición
p uritana a ellos, nuestra lengua se escindirá en dos: una p u ra y culta, p ero
m u erta , q u e m anejará sólo una m inoría, y otra q u e correrá p o r el arroyo,
.—
a l m argen d e l in flu jo académ ico, anárquica y corrom pida crecorio marañón .

345
NOVISIMO DIALOGO SOBRE LAS N U E V A S N O R M A S
NOVISIMO DIALOGO SOBRE
LAS N U E V A S N O R M A S

E l 5 de junio de 1953, la Real Academia Española aprobaba las


N u e v a s N o rm a s d e P r o s o d ia y O rto g ra fía (1), redactadas sobre la
base de un inform e leído por don Julio Casares, secretario perpetuo
de la Academia, el 14 de mayo anterior. Estas nuevas normas, en
núm ero de 44, tenían carácter facultativo, en tanto en cuanto no
se incluyeran en la próxim a edición de la G ra m á tic a , y, en conse­
cuencia, se incorporasen los nuevos vocablos a la tam bién inm ediata
edición del Diccionario de la Academia Española.
Según criterio de la Comisión Especial, constituida por la de la
Gram ática y la de Diccionarios reunidas, el “Inform e Casares” me­
recía su aprobación y puesta en práctica opcional, por estar “enca­
minado a poner claridad y orden en m aterias hasta ahora poco
o nada estudiadas y a simplificar la complicada casuística, que
dificultaba el aprendizaje y la aplicación de ciertas reglas de pro­
sodia y ortografía” (2).
La edición académica de las N u e v a s N o rm a s salió de las pren­
sas con objeto de darles la máxima difusión entre los hablistas de
la lengua española, muy particularm ente entre los lexicólogos y
gramáticos tan señalados que ejercen el cuido del idiom a caste­
llano en Hispanoamérica. “Desgraciadamente—escribe Casares en
1954 (3)—, las barreras que, por motivos monetarios u otros, dificul­
tan en estos tiempos la circulación de los libros han im pedido que

(1) Informe Casares: N u e v a s N o r m a s d e P ro so d ia y O rto g ra fía . Real Aca­


demia Española. Madrid, 1952. 134 págs.
(2) “Dictamen de la Comisión Mixta”, ib id e m , pág. 13.
(3) Julio Casares: “La Academia y las N u e v a s N o r m a s ”, pág. 7, en B o le tín
d e la R e a l A c a d e m ia E sp a ñ o la , año XLIII, tomo XXXIV. Madrid, enero-abril
1954. Cuad. CXLI.
349
ese folleto alcance la difusión que se había previsto”, hasta el punto
de que h a sido punto menos que im posible conseguirse u n ejem plar
en la m ayoría de los países hispanoamericanos. E l especialísimo
interés despertado en la América H ispana po r este “iniciar el diá­
logo” de la Academia Española originó una serie de ediciones po­
pulares de las N o rm a s, cuyo com entario se extendió creadoram ente
por rotativos y revistas de ultram ar. Algunos especialistas de la
talla de Rodolfo M. Ragucci, padre Félix Restrepo, Alfonso Junco,
Avelino H errero Mayor, Jerónim o Mallo, Roberto Restrepo, etcé­
tera, dieron a las prensas positivas obras con sugestivos títulos, que
oscilaban entre el clarín de ¡ N o v e d a d e n la A c a d e m ia ! , de Junco,
a los críticos A c ie r to s y d e sa c ie rto s d e la A c a d e m ia , de R oberto
Restrepo.
Así, pues, pronto em pezaron a m anifestarse “los avisos y cen­
suras” (4) y a llegar hispanoam ericanam ente a la Academia, donde
h an encontrado—como prom etía Casares—la debida atención, cu­
yas consecuencias son algunas resoluciones fundam entales de este
I I Congreso de Academias de M adrid. ¿Qué pretendían, sin em­
bargo, las N u e v a s N o rm a s? Sin caer en la tram pa que, con modes­
tia de sabio, don Julio Casares nos tiende, calificando su inform e
de “chapuza” (5), nos apoyaremos m ejor en sus declaraciones de
lim itación del campo gramatical. “Aspiramos tan sólo— dice Casa­
res—a exam inar los casos más frecuentes de acentuación vacilante
o contradictoria y a proponer posibles soluciones, sin complicar el
sistema ortográfico vigente” (6).
P arte del eco crítico despertado por la lectura y estudio de las
N u e v a s N o rm a s en Am érica fué recogido po r Casares en u n tra ­
bajo titulado L a s “N u e v a s N o rm a s d e P r o s o d ia y O rto g ra fía ” y su
r e p e r c u sió n e n A m é r ic a (7), cuyo contenido principal podrá encon­
tra r el lector en este mismo capítulo, acrecentado por la aporta­
ción de otros comentarios aparecidos en los dos últim os años o
aportados en form a de ponencia al I I Congreso de Academias,
Conviene, sin embargo, d ejar constancia aquí de las piezas críti­
cas principales sobre las que el secretario perpetuo de la R eal Aca­
demia Española basó su síntesis documental de los comentarios
americanos a las N u e v a s N o rm a s. H e aquí su referencia biblio-

(4) Informe presentado a la Real Academia Española en la Junta de 8 de


noviembre de 1951 por el académico don Julio Casares. N uevas N o rm as d e P ro­
sodia y O rtografía, pág. 26.
(5) Ib id e m .
(6) Ib id e m , 27.
(7) B o le tín d e la R e a l A ca d em ia E spañola, tomo XXXV, cuad. CXLVI. Ma­
drid, septiembre-diciembre 1955. 32140.
350
gráfica: Angel Rosenblat, L a s N u e v a s N o rm a s O rto g rá fic a s y P r o ­
só d ic a s d e la A c a d e m ia E sp a ñ o la , Instituto de Filología “Andrés
Bello”, Caracas, 1953.—Alfonso Junco, ¡ N o v e d a d e n la A c a d e m ia ! ,
Revista “Abside”, X V II, 4, Méjico, 1953.—Jerónim o Mallo, L a s
N u e v a s N o rm a s d e P r o s o d ia y O rto g ra fía d e la A c a d e m ia E sp a ­
ñ o la , “H ispania”, XXXVI, núm . 3, agosto 1953, W allingford.—Ro­
dolfo M. Ragucci, A c e n to s y tild e s , d ié r e s is y g u io n es, “Digesto Ca­
tólico”, año IX , núm . 67, Buenos Aires, 1953.—P adre Félix Res­
trepo, L a O rto g ra fia e n A m é r ic a , novena edición, M edellin, 1955.
Avelino H errero Mayor, L e n g u a y G ra m á tic a , Buenos Aires, 1955.
Roberto Restrepo, A c ie r to s y d e sa c ie rto s d e la A c a d e m ia .
D ejando aparte el análisis de los diversos criterios sustentados
—pues aquí sólo se pretende u n fin docum ental e inform ativo, que
facilite m ateriales al lexicólogo—, sí parece oportuno aclarar la
posición de la Academia Española ante las N u e v a s N o rm a s, como
respuesta a ciertas críticas, no siempre de intención construc­
tiva n i siquiera idiom ática. Citemos las palabras de Casares (8) :
“E n algunos casos se h a extrem ado la disconformidad hasta el
punto de poner en tela de juicio el derecho que, según algunos, se
arroga la Academia para dictar e im poner norm as al lenguaje.”
Sin aguardar a que se m editen algunas de las resoluciones del
I I Congreso de M adrid a este respecto (consulta de las N u e v a s N o r ­
m a s a las Academias americanas, creación de la Comisión Perm a­
nente, la nueva reglam entación sobre relaciones y colaboración
interacadémicas, etc.), citaremos aquí textos menos recientes, que
aclaraban en su día conceptos e intenciones que luego fueron
puestos en tela de juicio. Partiendo “ desde un punto de vista
práctico, u tilitario y objetivo, m e figuro que nadie pone en
duda la conveniencia de que en toda com unidad lingüística exista
un organismo encargado de la policía del lenguaje” (9) ... “si nos
trasladam os al terreno especulativo ... es poco científico que al­
guien se perm ita dar norm as al lenguaje”. Y agrega Casares segui­
dam ente: “... porque la Academia Española no h a pretendido
nunca dictar leyes para que se someta a ellas el lenguaje.” Y más
lejos: “Su m isión se lim ita a in terpretar los procedimientos segui­
dos p o r los escritores más representativos del genio de la lengua
y a reducir estos procedim ientos a leyes ... entendida la palabra
“ley” ... como form ulación de una constante com probada por la
experiencia de varios siglos.”
Pero más que esta discusión, u n tanto bizantina, interesa señá­

is) “La Academia y las N u eva s N o rm as ”, págs. 7*8.


(9) Ib id e m , 8.
351
la r “las características más salientes de la reform a aprobada po r la
Academia”. Las opiniones ofrecidas al lector son varias y autori­
zadas. De su lectura y cotejo puede derivarse una actitud definitiva,
en cuya fijación podrán intervenir, según la resolución del II Con­
greso, todas las Academias de la Lengua. E l punto más censurado
del “Inform e Casares” es la admisión de formas dobles, pues la
dualidad nunca im plica fijeza. La Academia defiende esta dupli­
cidad basándose en dos razones principales: en la im posibilidad
de que desautorice pronunciaciones que el Diccionario dió por legí­
timas, y “por vía de exploración”, con objeto de que la inserción de
ambas formas de léxico dé lugar a que “una de ellas triunfe cla­
ram ente de su rival, que, ip s o fa c to , quedaría elim inada”.
E n cuanto a la urgencia de su aprobación, Casares inquiere ca­
tegóricam ente: “ ¿No podrían im plantarse sin más demora unas
cuantas reform as que por su levedad no suscitan disentimientos y
que vendrían a rem ediar deficiencias, contradicciones y errores
denunciados hace ya varios lustros?” Hagamos u n resum en de la
tendencia general apreciada en las N u e v a s N o rm a s: “E n m ateria
de P r o s o d ia , reconocimiento de formas habladas usuales, que, por
tener acentuación diferente de la establecida en el Diccionario, no
podrían aspirar al honor de la letra de m olde; en m ateria de O r to ­
g ra fía , simplificación de las reglas para el uso de ciertos signos
auxiliares de la escritura, economía de dichos signos siempre que
no sean imprescindibles, elim inación de excepciones poco justi­
ficadas y, para los casos verdaderam ente dudosos, un régimen de
tolerancia, que hace más cómodo y flexible el sistema ortográfico
vigente.” E n la redacción de las N u e v a s N o rm a s, Casares ha tenido
en cuenta las “críticas, advertencias y propuestas de los gramáticos
hispanoamericanos ... Es como si prácticam ente todos ellos hubie­
ran asistido a las deliberaciones que han precedido a la aproba­
ción de ellas”. No obstante, y como puede apreciarse en los comen­
tarios que recogemos en estas páginas, la trascendencia de las N u e­
v a s N o rm a s no es tan “leve” como se afirmó en un principio, n i la
opinión hispanoam ericana, particularm ente en tom o a determ ina­
das normas, se compadecía siempre con la de nuestra Academia.
Del diálogo establecido prim ero por la letra impresa y últim a­
m ente ahora por el II Congreso, ha salido la resolución del Con­
greso de Academias de M adrid, que dice:

E L I I C O N G R E SO D E A C A D E M IA S D E L A L E N G U A E S P A Ñ O L A


C o n s i d e r a n d o q u e las “N u eva s N o rm a s d e P rosodia y O rtografía aprobadas
e n 1952 p o r la R e a l A cadem ia E spañola no ha n d e ten er carácter preceptivo

352
hasta q u e s e in co rp o ren y a rticu len en la nueva ed ición d e la Gramática ae
dicha A ca d em ia , a ctu a lm en te en preparación.
C o n s i d e r a n d o q u e, antes d e esta incorporación, p ro ced e consultar a las A ca­
d em ias C orrespondientes acerca d e las m o dificaciones q u e dichas “N orm as”
in tro d u cen e n la P rosodia y O rtografia h o y vigentes,

R esuelve :

1. ° Q ue se d irija la o portuna consulta a las A cadem ias C orrespondientes,


acom pañada d e d o s ejem p la res d e las expresadas “N uevas N orm as y ”,
q u e se so licite d e dichas A ca d em ias u n dicta m en corporativo, esto es,
aprobado p o r la C orporación, so b re cada un o d e lo s p u n to s q u e puedan
dar lugar a una d iversid a d d e pareceres;
2. ° Q ue esta consulta se haga extensiva a otras cu estio n es referen tes a P ro­
sodia y O rtografía, co n ten id a s en las ponencias presentadas a éste C o n ­
greso.
5.° Q u e la fa lta d e contestación a la consulta d en tro d e l pla zo establecido
”,
d e l I I C ongreso se les señale e l pla zo d e u n año para evacuar la con­
sulta q u e se le s hace;
4. ° Q ue, a la vista die la s contestaciones recibidas, la A ca d em ia Española
adopte las norm as p ertin en tes, a teniéndose a l parecer d e la m ayoría ab­
soluta d e las A ca d em ia s C orrespondientes consultadas;
5. ° Q u e la fa lta d e contestación a la consulta d entro d e l plazo establecido
se entenderá co m o p ru eb a d e a sen tim ien to a las m odificaciones propues­
tas en las “N u eva s N o rm a s d e Prosodia y O rtografía”.

* * *

Y pasemos seguidamente a d ar los comentarios particulares de


cada una de las nuevas normas, llegados de tierras hispanoam eri­
canas. P arte de ellos fueron recogidos y publicados por Casares
en 1955, en el trabajo ya citado L a s “N u e v a s N o rm a s d e P r o s o d ia
y O rto g ra fía ” y s u r e p e r c u sió n e n A m é r ic a . A ellos se h an agre­
gado otros de Ragucci, M otta Salas, R. Restrepo, Selva, F. Restre­
po y unos últim os comentarios del propio Casares, presentados en
form a de ponencia al I I Congreso de M adrid. Los comentarios ú lti­
mos del secretario perpetuo (se transcribe alguno de 1953) van
escritos en cursiva y al final de los correspondientes a cada norma.

353
N O V IS IM O D IA L O G O S O B R E L A S “N U E V A S N O R M A S ” *

NORMA 1.a—C uando e l D iccionario autorice dos form as d e acentuación


d e una palabra, se incluirán am bas en u n m ism o artículo para econo-
m iza r espacio: quiromancia [quiromancía] (1952).

Si ambas formas deben tenerse por


igualmente correctas, preferiríamos nos­
otros que en vez de corchetes se colo­
cara la o disyuntiva, con lo que en ver­ L a observación d e l doctor Roberto
dad se daría señorío a la forma que restrepo encam inada a q u e las dos fo r­
entre corchetes vendría a quedar en si­ m as, igua lm en te correctas, d e una pa­
tuación poco elegante. M edula o M édula, labra se separen en e l D iccionario con
como encabezamiento del artículo co­ la o d isyuntiva, en lugar d e in clu ir una
rrespondiente, sería una forma que a d e ellas entre corchetes, m e parece acer­
nadie disgustaría. tada y recom endable.
ROBERTO RESTREPO (1954). JULIO CASARES (1956) *

NORMA 2.a—S e p o n d rá en p rim er térm in o la fo rm a m ás corriente en


e l uso m o d ern o salvo en los casos en q u e la A cadem ia considere opor­
tu n o m arcar su preferencia p o r la fo rm a tradicional o etim ológica,
p ero se entenderá q u e el uso d e la fo rm a colocada en segundo lugar
es tan correcto com o el de la prim era (1952).
NORMA 3.a—E ste p ro ced im ien to se aplicará en él encabezam iento d e
lo s artículos, p ero en é l te xto se em pleará siem p re una sola form a,
q u e será la estam pada e n p rim er lugar. A sí, en el artículo omóplato
se anotará (omoplato), y en la d efin ició n d e “acrom ion”, se escribirá:
“P arte m ás elevada d e l o m ó p lato” (1952).
NORMA 4.a—La autorización q u e concede el D iccionario para usar cier­
tas voces con dos form as d e acentuación se aplicará ta m b ién a las
siguientes:

a) alveolo / alvéolo; anémona / anemona; disentería / disenteria; omó­


plato / omoplato ; pentagrama / pentagrama ; sánscrito / sánscrito;
triglifo / tríglifo ; metopa / métopa.
b) torticolis / torticolis; dinamo / dínamo.
c) políglota / poliglota.
d) reúma / reuma.
e) período / periodo; "etíope / etiope; arteríola / arteriola; gladíolo /
gladiolo.
f) olimpiada / olimpíada.
g) metamorfosis / metamorfosis.
h) bimano / bímano ; caudimano / caudínamo ; centimano / céntima-
no ; cuadrumano / cuadrúmano.
i) quiromancia / quiromancía ( y dem ás com puestos term inados en
•mancia “adivinación”).
j) amoniaco / amoníaco ; cardiaco / cardíaco (y dem ás voces ter­
m inadas en -iaco).

* Las opiniones aquí recogidas con la fir­ ciones aprobadas han de pasar a ser pre­
ma del Secretario Perpetuo de la Real Acade­ ceptivas y cuáles han de modificarse o su­
mia Española pertenecen todas ellas a la po­ primirse, a la vista de las observaciones for­
nencia presentada por el autor del informe muladas en el presente Congreso y fuera de
sobre «Nuevas normas de Prosodia y Ortogra­ él, séale lícito al que suscribe, no ya como
fia» al II Congreso de Academias. Esta po­ autor del informe que precedió a la adop­
nencia comenzaba asi: «Sin perjuicio de ción de las «Nuevas Normas», sino a titulo
que en su dia, y antes de incorporar a la de simple congresista, expresar su opinión
nueva edición de la Gramática las «Nuevas acerca de las mencionadas observaciones y
Normas de Prosodia y Ortografia», la Acade­ proponer un procedimiento para la solución
mia Española decida cuáles de las innova­ de los problemas planteados.»

354
h) cantiga / cantiga ( su p rim ien d o en esta ú ltim a fo rm a la nota de
“ant.”).
l) saxofón / saxófono.
m) fútbol quedará co m o única fo rm a autorizada.
n) antinomia / antinomia.
n) osmosis / osmosis; exósmosis / oxosmosis; endósmosis / endosmo-
sis (1952).

DUALIDAD Y FIJACION
Casi nnnca ha querido [la Academia] palabras corrientes, ésa debe prevale­
imponer un camino. Casi siempre ha de­ cer en el consejo.
jado libertad para los dos criterios con­ HERRERO MAYOR (1955).
trapuestos, a fin de que no sea ella, sino
el uso de los doctos, el que a la larga
decida la norma triunfante. Vuelve así Desafortunadamente, la Academia ba
a su más honrosa tradición. Claro que ampliado con desmedida libertad el nú­
la Academia parece infiel a su lema mero de formas que admiten distinta
“Limpia, fija y da esplendor”. En una acentuación ... Muchas de estas formas,
serie de hechos ortográficos y prosódicos admitidas ahora como buenas, solamen­
ha renunciado a fija r la norma y ha te se oyen entre el vulgo, entre nosotros
proclamado la libertad. Quizá se pueda al menos. Y no debe ser el vulgo el
acuñar en su apoyo un principio nue­ que tenga derecho a imponer sus nor­
vo: “A la fijeza, por el camino de la mas a la gente culta...
libertad.” Es la lengua literaria la que R. RESTREPO (1954).
ha de fijar y la Academia consagrará
entonces esa fijeza.
ROSENBLAT (1953).
En verdad que hay libertades que
matan. Y si “el soberano” sigue du­
plicando las formas y la Academia
Reconoce la Academia en no pocas aceptando tal duplicación, llegará el
palabras dos formas de acentuación, ad­ día en que habremos de hablar y es­
mitiendo que tan correcta es la una cribir diccionario en ristre o fabricar­
como la otra; pero muestra su pre­ nos uno a nuestro gusto... La autori­
ferencia por la forma que registra en zación de formas duplicadas, si bien
su Diccionario en primer lugar, y ésta concesión al uso, no creemos que sea
será la única que use la Academia en un progreso idiomático...
otras ocasiones. Esta actitud expectante AURELIO GARCÍA ELORRIO (1954).
parece prudente. El pueblo de España
y el de América seguirán mostrando su
preferencia por una u otra acentuación; Habrá quien piense que estas liber­
y es de esperar que, cuando una for­ tades prosódicas favorecen la anarquía
ma se extienda más que la otra, ocupe y contradicen aquello de “limpia, fija
el primer lugar, y cuando la segunda y da esplendor”, que es mote y mi­
desaparezca prácticamente del uso de sión de la Academia. Pero cuando no
la gente culta, desaparezca también del existe una razón invulnerable para
Diccionario. fija r, y cuando el uso—amo y señor—
F. RESTREPO (1955). ha aclimatado formas duples que tanto
los indoctos como los conocedores aco­
gen y practican, la cordura sugiere no
Claro que donde hay dualidad no hay condenar lo que no es en sí condenable,
fijación. Pero la tarea de la Academia y dar explícita licencia para que cada
de la Lengua concreta un lim p ia r y un quien escoja según su gusto personal,
fija r. No es procedimiento técnico para y hasta para que tome—con cambian­
eÚo el dejar las palabras del vocabula­ te elección—la modalidad eufónica que
rio al arbitrio del común. La pronun­ más le cuadre en cada coyuntura. Lo
ciación “vacilante” puede, darse en los cual acrece todavía en flexibilidad y
que hablan; mas si entre dos formas en garbo la riqueza de nuestra lengua
pronunciables una de ellas gana prepon­ millonaria.
derancia en el empleo medio para las junco (1 9 5 3 ).

355
C uando se trata d e palabras s in an­ los hablantes de aquende el mar do
teced en tes rem o to s en el id io m a y cuya Atlante que han seguido a Cuervo, ha­
acentuación flu ctú a en e l uso, com o en ya venido a establecer semejante in­
gladíolo contra gladiolo, p o r e jem p lo , útil decisión que autoriza para pronun­
la inserción d e am bas fo rm a s e n el lé­ ciar y escribir, por ejemplo, políglota ,
xico se hace p o r vía d e exploración, p eriodo, etiope, olim piada, m etam orfo­
en espera d e q u e una d e ellas triu n fe sis, y ... pentagram a, ya que todo el
claram ente d e su rival, q u e, ipso íacto, mundo dice por acá pentagram a, lo mis­
quedaría elim inada mo que anagrama, radiogram a, progra­
casabes (1953). m a, telegram a, diagrama, m onogram a,
etcétera. Y ¿qué tal que fuese alguno
a decir que puso o recibió un telegra­
...después de más de ciento veinte m a? Para obrar de acuerdo con las le­
años en que han fignrado juntas ambas yes de la lógica, debió recomendar en­
formas en 'el léxico “por vía de explo­ tonces también la Academia que se diga
ración”, ninguna de las dos ha quedado anágrama, radiogram a, program a, diá-
eliminada. Y algo semejante ha ocu­ grama, m onogram a, etc.
rrido con otras formas dobles. ¿Quién
nos asegura que el caso no ha de re­ MOTTA SALAS (1956).
petirse con más de una de las “dupli­
cidades” que acaba de canonizar la Aca­
demia?
R A C ucci (1955).
D esde u n p u n to d e vista general, la
autorización para usar nuevas voces con
d o s fo rm a s d e acentuación ha m erecí-
¿Es simplificación y “fijación” eso d o com entarios favorables y adversos,
de dejar al que habla y escribe en li­ q u e en cierto m o d o se contrapesan y
bertad de hacer las cosas como le ven­ equilibran. M ientras unos en tien d en que
ga en gana? La Academia se va abora la lib erta d concedida para optar entre
al otro extremo: en tantos casos en dos form as concurrentes es contraria à
fijar,
que podía resolver e x cátedra la vaci­ la m isió n de que la A cadem ia se
lación, la exacerba con tal de poder im p u so a sí m ism a en su lem a, otros
decir que pretende dejar la solución al aplauden esa lib ertad p o rq u e “la cor­
uso culto. L o lógico habría sido con­ dura sugiere no condenar lo q u e n o es
en sí co ndenable” y p o rq u e “acrece to­
sultar a las A cadem ias am ericanas y
a las autoridades en la m ateria... Como
davía en fle x ib ilid a d y en garbo la ri­
si no hubiese ya bastantes formas dis­ queza d e nuestra lengua millonario,”.
pares en léxico, nos brinda ahora va­ H ay m ás. A lg u n o s d e lo s q u e se m ues­
rios puñados más. Si se eliminaran las tran contrarios en p rin cip io a la in­
formas desusadas o ilógicas, se ahorra­ clusión d e form as dobles, p id en q u e se
ría muchísimo espacio y podría dismi­ autoricen éstas en ciertos casos en que
(fút­
nuir el tamaño, el peso y el precio del bol la A cadem ia no las había p revisto
fútbol) :
Diccionario... y D ejarem os, pues, esta
cuestión en suspenso y pasarem os a exa­
CARLOS MCHALE (1953). m inar Ips casos particulares d e dobles
form as q u e h a n sido o b jeto d e contro­
Muchas de las voces en que se in­ versia.
JULIO CASARES (1956).
nova son eruditas, no vulgares, razón
de más para exigir que se las escriba
conforme a su etimología y no al mal
uso. En el fondo, lo que se reconoce N orm a 4 a) alvéolo / alveolo; aném o­
/
con estos cambios es el fracaso de la na anem ona ; disentería / disenteria ;
enseñanza: en lugar de suprimir el de­ o m ó p la to /o m o p la to ; pentágram a/pen­
lito se lo declara legal, con lo que se tagram a; sánscrito/sánscrito; tr ig lifo /
cree candorosamente que el delito ha tríg lifo ; m etopa / m étopa (1952).
dejado de serlo. A propósito de pentágram a, dice ca­
LUIS ALFONSO (1954).
sares que ha observado el uso de alum­
nos del Conservatorio, profesores, eje­
Así que no nos sienta bien a los cutantes, compositores, aficionados, etc.,
americanos que pudiendo la Academia y “es notorio que a ninguno de estos
fijar el uso de la mejor acentuación, usuarios se le ha oído jamás decir pen­
por el común asenso de los autores más tagram a”. Nos sorprende la afirmación.
atildados y por la enorme mayoría de En la última generación nos parece que
356
se ha impuesto la acentuación llana, y T rig lifo y trig lifo . Conforme al grie­
en Hispanoamérica nos parece hoy lo go, sería esdrújula la palabra; pero se­
más general.., gún e.l latín, es voz que debe acentuar­
R O SE N B L A T (1953). se como Uana. Si a esto se agrega que
el uso ha consagrado ya trig lifo , no hay
En América todos decimos pentagra­ M etopa para qué recordar la otra prosodia.
ma... Justo es que prevalezca esta pro·
y m étopa. Si hubiéramos de
nunciación, sohre todo siendo más ló­ palabra habría ajustarnos al latín, es claro que esta
gica que la del señor , pues re­
de pronunciarse como es­
produce fielmente la pronunciación grie­ grado casi de como
drújula; pero el uso ha consa­
ca sa res

ga y latina, y está apoyada en caste- acentuación llana, y así se pronuncia una manera general la
Uano por una larga familiaridad: ana­ griego por el acento, es claro que ha­ en
gram a, cardiogram a, diagram a, m o n o ­
gram a, radiogram a, telegram a, etc.
bremos de decir m etopa y no m étopa.
Sánscrito y sánscrito, ha acen­
tuado siempre la primera, y así lo trae
cuervo

F. restrepo (1955). la décimóséptima edición del Diccio­


nario de la Real Academia. Es, además,
¿No sería interesante averiguar cómo la pronunciación más corriente y la que
se acentúa hoy [pentagram a ] en los más se oye. ¿Por qué cambiarla reb u s
distintos países de América? Y ¿por sic stantibus?
qué no también en las diversas regio­ M O TTA SALAS (1956).
nes de España? He preguntado aquí a
varios españoles, y ninguno me ha dado
pentágram a, y lo mismo con respecto
L a m ayoría d e ello s se refiere a la
a otras voces de las discutidas; todos colocación d e las fo rm a s d o b les en el
esos españoles, cultos, eso sí, me han lo , q u e la fo rm a pentágrama, usual en
D iccionario. N o se discute, p o r ejem ­
contestado con la acentuación que íué pEspaña, fig u re ju n to a pentagrama, usual
la académica hasta hoy... Si nos de­ en A m érica
cidiéramos a dar la preferencia a este pentagrama , apaiezca sino q u e se sugiere q u e
esdrújulo pentágram a, ¿cómo quedarían p o rq u e se su pone q u eenésta p rim e r lugar,
estas voces de composición análoga que nunciación m ás extendida en ese l lam upnro ­
cita el padre , y tetragram a,
d o
epigram a, program a, m arconigram a y no
restrepo
hispánico. S i esto es así, y lo confirm a
pocas otras que el Diccionario registra lad ientes, m ayoría d e las A cadem ias •correspon­
como graves? Para la generalidad pesa cam biar ele l rem ed io es bien fá cil: basta
orden d e colocación . L o m is­
mucho la ley de las analogías y tam­ m o se p u e d e decir d e reuma y reúma.
bién en la prosodia conviene tenerla
en consideración. Y “las palabras—ha J U L I O CASARES (1956).
afirmado D en la históri­
ca Junta académica—no son unas de
ám aso A lo n so

mejor madre que otras”. N orm a 4 b ) to rticolis / to rtico lis; dína­


m o / dinam o (1952).
RAGUCCI (1955).
¡Las d ín a m o s! Yo necesito confesar
Siguiendo la práctica del acento, no me sienta sien no,
—porque
la
estallo—que esto se
boca del estómago. Lo
dehe decirse, om óplato, sino om oplato, encuentro afectado, artificioso, en riña
pues derivada esta palabra del griego inútil con el uso general. Siempre he­
oom oplátee, ees, con acento en la alfa, mos dicho todos, llanamente, los
su prosodia' llana se impone, pues la dina­
proparoxítona se debe a la cantidad. Y m os. (1953).
estando aque.Ua acentuación autorizada ju n c o

por el uso más general en América,


tal vez sea eso lo indicado y no lo otro. Si los electricistas de por allá cons­
A lv é o lo deberá decirse más bien que truyen “una dínamo”, en la Argentina
alveolo, por cuanto aqueUa pronuncia­ dicen, generalmente,
ción está conforme a la cantidad latina. u n dinam o...
A n é m o n a no está bien, sino anem ona, H E R R E R O M A Y O R (1955).
conforme a la cantidad griega.
¿D isenteria o disentería? Si seguimos
el latín es d isen teria ; mas si consulta­ Se ha aprobado din a m o y dínam o, y
mos cualquier diccionario griego halla­ nada se dice sobre su género, que en
mos que es disentería. muchas partes, como en la Argentina
357
y, si no me engaño, también en Méjico, la ípsilon. Está consagrada, pues, por
es masculino, é l d in a m o , sin duda por el uso ilustrado y por la cantidad grie­
influjo de la terminación. Sábese que ga. Por tanto, ¿para qué cambia la
el Diccionario lo registra como feme­ Academia lo que siguió en su décimo-
nino: la dínam o. séptima edición?
RAG UCCI ( 1 9 5 5 ) .
M O TTA SALAS (1 9 5 6 ).

T o rtico lis y torticolis. Si la voz viene


de tortis, del supino to rtu m , de torqueo,
y de c o llu m , como si hubiese de for­ N orm a 4 d ) / reum a (1952).
reúm a
marse to rtic u lu m , es preferible esta
acentuación que no torticolis. De aquel Es probable que en España hasta los
modo la registra el D iccionario term i­ cultos digan y escriban reúm a con acen­
nológico d e ciencias m édicas, de ­ to; pero en América es notorio que na­
die, ni siquiera los españoles de acá,
car

D ínam o y d in a m o . Está muy bien que


.
pronuncian sino reum a...
denal

el Diccionario de la Ácademia baya


acentuado como esdrújulo esa voz que
viene del griego dynam is, ecos. Debe
H ER R E R O MAYOR ( 1 9 5 5 ) .

proscribirse, pues, la segunda forma de


un uso que aún no es general y debe Entre las innovaciones últimas, quizá
ser encaminada rectamente por quien no se justifique reúm a, a pesar de su
tiene autoridad para ello, pues no ha­ difusión castellana y de su uso en la
biendo otra norma que el griego para prosa de Pereda...
la ortología de esta palabra, a él de­
bemos atenernos. RO SE N B L A T (1 9 5 3 ).

En América todos decimos ...


M O TTA SALAS ( 1 9 5 6 ) .
reum a.

P or lo q u e se refiere a dinamo,
pare­ F . RESTREPO (1 9 5 5 ).
ce q u e h a y acuerdo general en p referir
la p ro nunciación llana a la esdrújulo,
dínamo. L o q u e sí se com prueba es que Lo intolerable es que se diga reúm a,
esta voz p o r acá es fem en in a , u na dina­ como hacen algunos relamidos.
mo, [pero] se usa en A m é ric a com o
m asculina, un dinamo, lo cual deberá R. RESTREPO (1 9 5 4 ).
consignarse e n fu tu ra s ediciones d el
D iccionario.
Pues ahora, no sólo habrá que tole­
rarlo, sino agasajarlo y alzarlo sobre
JU L IO CASARES ( 1 9 5 6 ) .

el pavés, como más digno por el pues­


to que acaba de lograr.
N o rm a 4 c ) po líg lo ta f p o lig lo ta (1952). R eu-m a “se pronuncia en toda Amé­
rica” [ ] y que es ése
—dice —es un adje­ un “empleo prosódico del que nunca
h errero m ayor
“P oligloto
tivo que se aplica a lo escrito en varias abdicaremos”. Y es mi persuasión que
cuervo

lenguas y al sujeto que las sabe, y siem­ así será. Al argumento con que DÁMASO
pre se pronuncia p o lig lo to : así habla­ defiende a perio d o , llano, con­
remos del texto p o lig lo to de Roemer (y tra período, esdrújulo, a saber: que la
A lo n so

no p o líglota, como escriben los perió­ pronunciación con diptongo es “mucho


dicos), y de las ediciones p oliglotas de más natural para una garganta hispa­
Montfalcón, y diremos que Bopp y Wi­ na”, contesta en otro
seman eran poliglotos. La forma p o li­ pasaje de su docto estudio: “Pues su­
h errero m ayor

glota se usa sustantivamente para de­ primamos del idioma todas las pala­
notar una edición de la Sagrada Escri­ bras que tienen [se refiere al hiato] y
tura en varias lenguas, como la p o lig lo ­ facilitemos la emisión peninsular ...,
ta Complutense, hecha de orden del empezando por reú-m a, que es mucho
cardenal Cisneros. Esta es la pronun­ más difícil que reu-m a.” Son conclusio­
ciación acostumbrada en Colombia por nes justas, a que se llega contra el he­
la gente ilustrada, y ella está confor­ cho de no medir por el mismo rasero
me; con la etimología de la palabra, don­ a las palabras que están en iguales con­
de la penúltima sílaba de ella lleva diciones.
om ega, aun cuando el acento caiga en R A C ucci (1 9 5 5 ).

358
Para la recta pronunciación de esta p ipióla, Fabiola,etc.? A otros grupos
palabra no creo que hayamos de acudir de igual terminación, que se verán lue­
al griego, donde se halla acentuada go, se les ha concedido.
reúm a, sino al uso constante general y
actual, que la ha consagrado diptonga­ RA C U CC I (1955).
da desde los mejores tiempos de la
lengua hasta hoy, tal que hoy no oímos,
a lo menos por acá en América, sino P eriodo y p erio d o . Tanto en griego
esa pronunciación. Por acá todos se­ como en latín se pronuncia esta pala­
guimos el uso de Cervantes y las re­ bra con acento en la í. La gente ilus­
glas de la prosodia española que no trada dice en Colombia perío d o siem­
admiten la disolución del diptongo ha­ pre, y tiene como pronunciación vul­
biendo cargar el acento sobre la ú . gar esa otra, en forma diptongada,
aunque esté autorizada por buenos es­
M O TTA SALAS (1956). critores y poetas. Pero como el uso
indocto ha prevalecido y ha llegado a
imponer esa vulgaridad, no hay más
pentágra- remedio que aceptarla, aunque a re­
L o m ism o q u e d e la fo rm a
ma / pentagrama, gañadientes. Por mi parte, seguiré di­
reuma / reúma.
cabe d ecir d e la d e
ciendo perío d o .
E tío p e y etio p e. Por el griego y por
JU L IO CASARES (1956). el latín, la ortología de esta palabra
dehe ser esdrújula. Pero el vulgo se­
guirá pronunciando etiope, y así, aun­
N o rm a 4 e )período / periodo; etíope/ que también a regañadientes, habremos
etiope; arteríola/ arteriola; gladíolo/ de aceptar que registre el Diccionario
gladiolo (1952). la doble prosodia.
G ladíolo y gladiolo. No obstante que
Legítima la pronunciación más gene­ los diminutivos latinos son esdrújulos,
ral en Castilla, aun entre la gente hay también que aceptar la pronuncia­
culta. ción gladiolo, ya imposible de deste­
RO SEN B LA X (1953). rrar del uso. Y hay que confesar que
nadie dice por acá gladíolo, que sería
cosa por demás afectada.
Sólo los payos ignoran que ha de de­ M OTTA SALAS (1956)
cirse p erío d o .
R . R E S T R E P O (1943).

4 olimpiada / olimpíada
¿Qué decir ahora de perio d o , así,
N orm a f)
(1952).
llano? Por lo menos, en este caso, pa­
rece que la Academia prefiere aún el Legitima la pronunciación más gene­
esdrújulo p erío d o , aunque le ha pues ral en Castilla, aun entre la gente culta
to al lado la otra forma como un com­
petidor o respetable heredero. R O SE N B L A T (1953)
Aquí no es posible admitir la afir
mación: “Aunque todavía se escribe
perío d o , gladíolo, etc., lo que realmen­ En América todos decimos .. olim ­
te se pronuncia es perio d o , gladiolo.’’ píada.
De ningún modo; eso será allá; quizá F . R E S T R E P O (1955).
algún octogenario, amén de alguna gen­
te ruda, dice aún p erio d o , y ¡es tan
raro!... G ladiolo, sí, se oye con algu­ Está igualmente consagrada por el
na frecuencia. uso vulgar la pronunciación olim p ia d a ;
Si se autorizan gladíolo y gladiolo, no obstante, el uso docto entre la gente
¿no gozarán de igual franquicia fo lío lo ilustrada y entre los buenos escritores
y gradíolo? No los menciona la nor­ trae olim piada, que es la voz hasta
ma 4.a; pero sí arteríola y arteriola, ahora autorizada, y con razón docta, por
■alveolo y alvéolo. ¿Y entenderá la Aca­ la última edición del Diccionario. En
demia que puedan gozar de igual du­ esta palabra, de tan glorioso abolengo,
plicidad los otros sustantivos en o lo y tal vez no conviene reconocer el uso
■ola, desinencia diminutiva latina, como vulgar, sino seguir insistiendo en la le­
cabriola, v itrio lo , p ecío lo , p ip ió lo y gítima pronunciación de ella. Lo mismo
359
9
cabe decir aquí de la voz llîa d a , que Norma 4 i) quiromancia / quiromancía
por nada del mundo debe trocarse en (y dem ás com puestos term inados en
Iliada, como muchos dicen. -manda “adivinación”).
M O TTA SALAS (1956). Habría de recomendarse la pronun­
ciación conforme al latín, que es la in­
Olimpiada, amoniaco, cardiaco, etcé­ mismo mediata, de todas estas palabras, al
talle de necrom antia y otras, si
tera. H asta e l año 1884, e l D iccionario no fuese porque el uso más general,
escribía estas voces co m o llanas. A par­ quizá el más autorizado por los buenos
tir d e esta fech a es cuando aparece u n
acento en la i, c o n lo q u e dichas voces
autores, y también el actual entre la
gente culta, dice del primer modo si­
se co n v irtiero n en esdrújulos. E n A m é ­ guiendo al griego, según el cual es jeiro-
rica, según parece, la p ro nunciación m anteía, necrom anteía, etc. Debe, por
llana só lo se conserva en tre los cam pe­ tanto, reservarse al olvido la segunda
sino s y las clases in ferio res d e la so­ forma y sostener lo que dijo el Diccio­
ciedad, m ien tra s los cu lto s, ateniéndose
a lo decretado p o r la A ca d em ia , h an
nario en su edición décimoséptima.
adoptado la acentuación esd rú ju lo . E n M O TTA SALAS (1956).
España, ta l v e z p o rq u e las gentes, fu e ­
ra d e lo s tipógrafos, so n m en o s obser­
vantes d e las innovaciones académicas, La aceptación de nigrom ancia, quiro­
resu lta q u e doctos e in cid to s seguim os e igual acentuación en todas las
amoniaco, car­ formas terminadas en m ancia... ha sido
m ancia
dicien d o co n u n a n im id a d
diaco, olimpiada, etc. un gran acierto.
R . R E S T R E P O (1954).
J U L I O CASARES (1956).

Para mi oído y mi gusto, la termina­


ción ía es mucho menos deseable en
N o rm a 4 g ) metamorfosis / metamorfo­ español, porque tenemos ya toneladas
sis (1952). de vocablos con tal desinencia...
Destiérrese del uso de la lengua esta ju n c o(1953).
última pronunciación, pues si es eviden­
te que el griego trae m etam orfosis, la
norma más inmediata, que es el latín, N o rm a 4 j ) amoniaco / amoniaco ; car­
exige decir m etam orfosis, como pronun­ diaco / cardíaco ( y dem ás voces ter­
cian todas las personas bien miradas y m inadas en -iaco) (1952).
de acuerdo con el uso más general en
América, que es el de la cantidad grie­
ga y la latina. En América todos decimos ... cardíaco.
M O TTA SALAS (1956).
R . R E S T R E P O (1955).

La8 voces en -iaco (con excepción de


bimano / bímano ; candi- austríaco)
N o rm a 4 h )
mano / caudímano; centimano / centí- entre nosotros eran ya de acepción general
mano; cuadrumano / cuadrúmano aunque con el acento en la i,
el Diccionario en otras épocas
(1952).
las usó como llanas. Y retroceder abora
Teniendo m a n o la a breve en latín, no es, ciertamente, un acierto.
tal vez la ortología de las segundas for­ R . R E S T R E P O (1954).
mas es la más aconsejada. Lo importan­
te es que la Academia no vacile reco­
mendando dos formas de acentuación. A m o n ia co y am oníaco, cardiaco y car­
Una es la que debe imponer, y ésta, díaco, etc. En cuanto a estas y otras
conforme a las leyes de la prosodia la­ voces terminadas en iaco, ya el uso dic­
tina, no es otra que la esdrújula. Ho­ tador ba resuelto, aun entre las perso­
racio usó cen tim a n o . No debe olvidar­ nas cultas, formar diptongo en esas sí­
se, además, que éstas son palabras doc­ labas. La Academia hará bien entonces
tas que exigen una docta pronunciación. en cesar en su vacilación, que autoriza
la doble prosodia, para no recomendar
M O TTA SALAS (1 9 5 6 ). eino una sola, dándole así la razón a
360
Sicilia, a pesar de qae este autor, en N o rm a 4 l) saxofón / saxófono (1952).
eus L eccio n es d e O rtología y P rosodia, Me parece mejor la primera forma,
tacha de galicismo prosódico la pronun­ como
ciación de elefantiaco, elegiaco, iliaco entra enen combinación
todas aquellas voces en que
la palabra griega
y m aniaco. Y así debe sancionar tam­ fo o n ée.
bién que se diga solamente afrodisiaco,
paradisiaco, m onom aniaco, siriaco, etcé­ M O TTA SALAS ( 1 9 5 6 ) .
tera. Sancione una sola, pero no ambas,
o decídase por la última.
Μ Ο ΤΤΛ SALAS ( 1 9 5 6 ) . N o rm a 4 m ) Fútbol quedará com o ún i­
ca fo rm a autorizada (1952).

Antes, el Diccionario decía, como to­ La Academia ... se ha basado en el


dos nosotros, austríaco. Desde la edi­ exclusivo desempeño español, menos
ción décimocuarta vino el acento. Muy para fú tb o l, bien fijada como grave en
engolado él. Impopular. Antidemocrá­ atención, quizá, a la superioridad del
tico. juego en esta parte de América.
ju n c o (1 9 5 3 ). HERRERO MAYOR (1 9 5 5 ).

Pues abi me tienen ustedes poco me­ Lo evidente es que acá en Méjico pre­
nos que puesto en berlina por el mis­ valece fú tb o l —palabra aguda—, y en­
mo secretario perpetuo de la Española, tiendo que así suena también en otras
porque un día, por secundarla, eché zonas de América, con lo cual somos
mano de todos los argumentos, hasta de muchos millones de hablantes que po­
alguna inocente ironía, para que se aca­ dríamos ameritar la tolerancia de la do­
base con los graves am oniaco, austríaco, ble pronunciación.
policiaco, etc., que también “por acá",
eeñor Casares—no sólo en cenáculos ju n c o (1 9 5 3 ).

madrileños—, campaban por sus respe­


tos, y para que se los reemplazase por F ú tb o l y fú tb o l deben ser formas
los esdrújulos que nos endilgó el Dic­ igualmente aceptadas, por baber tenido
cionario en una de sus ediciones. ambas la aprobación académica y por
estar muy difundido su uso.
BAcucci (1 9 5 5 ).
R. restrepo (1 9 5 4 ).

E n cuanto a austríaco, su p erm a n e n -


A más de cuatro les sorprenderá este
cia en el D iccionario co m o palabra lla­
fallo, y se preguntarán por qué no se
na se p ro lo n g ó hasta 1925, fech a en q u e
, austríaco, ha concedido también a este término
apareció e l acento co n cua­
deportivo la forma aguda fú tb o l, que
renta años d e retraso respecto d e las
patrocinó un tiempo la Academia y con­
restantes voces d e igual term in a ció n .
tinúa empleándose como forma exclu­
E sto explica p o r q u é todavía en A m é ­
siva en muchas partes, y protestarán en
rica p red o m in a la p ro n u n cia ció n llana,
austríaco, c o n stitu yen d o una excepción nombre de la dichosa igualdad.
en tre las voces acabadas en -iaco.
E ste RAcucci (1 9 5 5 ).
estado d e cosas es e l q u e se refleja en
la n orm a 4.a, letras f) j).
y
El uso americano, generalísimo y úni­
co, sigue la acentuación aguda. Tal vez
no esté equivocado en hacer esta afir­
JU L IO CASARES ( 1 9 5 6 ) .

mación. Bien difícil será que ese angli­


N o rm a 4 k ) cantiga / cántiga (su p ri­ cism o se nos cuele en esa forma.
m ie n d o e n esta ú ltim a fo rm a la nota
ant)
M O TTA salas (1 9 5 6 ).
de (1952).

El uso de los mejores autores trae NuevasPara esta palabra se p ro p o n e e n las


Normas la p ronunciación grave
cantiga, y no escribe de otro modo Me­
néndez Pelayo. También la Heal Aca­ co m o única fo rm a autorizada, lo q u e
demia siguió esta acentuación en sn e n algunos países d e A m érica se ha
edición de las C antigas del Rey Sabio. considerado p la u sib le ; pero e n otros,
d o n d e la acentuación aguda parece m ás
M O TTA SALAS ( 1 9 5 6 ) . usual, se desea q u e se autoricen am bas

361
hizo Cuervo. “Estas voces llevan en
form as. N o se v e e n ello in co n ven ien ­
griego om ega, y, seguida la pronun­
te si se tie n e e n cuenta, adem ás, q u e
ciación latina, resultan graves: la única
la flu ctu a ció n d e l acento en esta pala­
bra se ha observado ta m b ién en Es­ de ellas en qne la Academia admite la
paña y hasta se ha refleja d o en los pronunciación incorrecta, aunque a par
D iccionarios d e la A cadem ia. de la correcta, es m etem psicosis, hoy
(1956). m etem sicosis; pero es palmario que
ju l io ca sa res
aquélla debe desecharse en obsequio de
N o rm a 4 ñ ) osmosis / osmosis; exos­ la uniformidad y por respeto a las re­
mosis / exósmosis; endosmosis / endos- glas de la derivación.” (A p u ntaciones
mosis (1952). críticas sobre e l lenguaje bogotano.)
No se debe vacilar en recomendar
solamente la primera forma, como lo M O TTA SALAS (1956).

NORMA 5.a—Se registrarán ta m b ién form a s dobles, cada una en su co­


rresp o n d ien te lugar alfabético, en los siguientes casos d e sim plificación
ortográfica:

a) De igual modo que el Diccionario autoriza hoy p seudo / seudo,


se admitirán las grafías sin p inicial para las restantes voces que
comienzan con p s: psicología / sicología, psicosis / sicosis, etc.
b) Se seguirá el mismo procedimiento para las palabras que em­
piezan por m n : m n em o tecnia / nem otecnia, etc.
c) Según el ejemplo del Diccionario en el caso de gneis / neis,
se aplicará igual norma a las restantes voces que presentan la
combinación inicial g n : gnom o / n o m o , etc. (1952).
Yo escribiré siempre, ya, sicológico, oficial, bay ya voces, como tialina, tia­
puesto que escribo salm os (y las pala­ lism o, tom aina, tisana, que etimológica­
bras no son unas de mejor madre que mente llevan p inicial. ¿Y no la llevan
otras) ; pero nadie podrá lamentarse. T o lo m eo , T olem aida, etc.?
El aficionado a antiguallas queda auto­
rizado por el propio dictamen a seguir RAGUCCI (1955).
escribiendo psicológico.
DÁM ASO A L O N SO (1952).
Norma 5 a) D e igual m o d o q u e el D ic­
cionario autoriza h o y psendo / seudo,
Y la eliminación de esa p me parece se a d m itirán las grafías sin p inicial
bien, pues está fundada en la realidad para las restantes voces q u e com ien­
za n con ps: psicología / sicología;
de nuestra prosodia, que mira de reojo psicosis / sicosis, etc. (1952).
a esos grupos consonánticos, iniciales
sobre todo: esa p no la pronuncia sino ¿Es cierto que ahora debe escribirse
la afectación. Que deba escribirse, no; que
Pero ¿se extenderá el indulto a voces sicología?
compuestas, como m etapsíquica y m e- pueda escribirlo quien quiera, sí; y, eú
verdad, es preferible la concesión, por­
tem osicosis, de modo que puedan es­
cribirse también m etasíquica y m etensi- todo que estos grupos consonánticos, sobre
cosis, como las pronuncian frecuente­ iniciales, son antipáticos en espa­
mente? Yo creo que sí, aunque en tales tica ñol, pues no congenian con su foné­
casos es más fácil pronunciar esa p, que limpia y clara.
ya no es inicial. Excepción sin duda se­ RA G U CCI (1953).

ría la voz monosilábica p si, con que


se designa la letra del alfabeto griego Se puede escribir sicología, sicológi­
equivalente al fonema ps, y que usarán co...,
anenas los estudiantes del idioma he­ sonidoo ps bien psicología, psicológico... El
es extraño al fonetismo cas­
lénico. tellano... La nueva norma es liberal, y
Otra pregunta: ¿Por qué no exten­ permite escribir una serie de palabras
der franquicia tan laudable a las voces como se pronuncian.
que comienzan con p t, como pterodác­
tilo , pteró p o d o s, pto sis? En el léxico R O SE N B L A T (1 9 5 3 ).

362
Muy laudable es la simplificación or­ etcétera, al modo tradicional. El caste­
tográfica que inician las N u eva s N orm as llano no puede pronunciar m n en la
cuando autorizan a escribir sicología... misma sílaba, y es seguro que se impon­
drá la reducción.
F . R E S T R E P O (1955). R O SE N B L A T (1953).

Por lo que atañe a otros vocablos, Aquí la Academia pone que podre­
como psicología, psíquico..., aquí los mos decir y escribir nem otecnia y de­
venimos escribiendo así; pero en Co­ más, dejando irse la m. Y ello, cierta­
lombia, verbigracia (país de noble tra­ mente, se acerca más a la pronuncia­
dición y cultura lingüística), es gene­ ción actual de hecho.
ral y recibidísimo entre literatos el uso (1953).
de sicología, síquico..., con lo que se
ju n c o

han anticipado a lo que ahora sanciona


la Academia. Otro acierto encomiable ha sido la
(1953). supresión de la doble consonante ini­
cial en vocablos como... Podremos de­
ju n c o

cir ahora nem otecnia.


Otro acierto encomiable ha sido la
supresión de la doble consonante inicial R . R E S T R E P O (1954).
en vocablos como... psicología...
B . R E S T R E P O (1954). Muy laudable es la simplificación or­
tográfica que inician las N u eva s N o r­
Y a propósito de “antiguallas”, como mm as, cuando autorizan a escribir... n e­
en el informe se llama a la palabra otecnia...
(1955).
psicología, para fundamentar la admi­
F. restrepo

sión de sicología, ¿qué piensa el docto


cuerpo de psicosis y sicosis? Loable es también la venia para eli­
H E R R E R O M A Y O R (1955).
minar la m inicial que precede a la n
en voces como m nem otecnia, m n em ó n i­
ca, y pronunciar y escribir nem otecnia,
nem ónica, y asimismo la g del grupo
L a su p resió n p otestativa d e la p ini­ inicial gn, para pronunciar y escribir
cial en psicología, d e la m en mnemo­ neis, etc., en lugar de
tecnia y d e la g en gnomo, así com o gneis, ngonmoomno, nnóstico, gnóstico, etc., respectiva­
pe, mn, gn, ha sid o en general bien mente.
en otras palabras q u e em p ieza n con
RAG UCCI (1955).
acogida en todas partes.
E n cuanto a la h o m o n ím ia q u e re­
sultaría d e escribir sicosis(trastorno
m e n ta l) y sicosis (e n fe rm ed a d d e la Norma 5 c) S eg ú n e l ejem p lo d e l D ic­
p ie l), n o es m ás grave q u e otras m u ­
chas q u e abu n d a n en la lengua i pero,
cionario, en e l caso d e gneis / neis, se
aplicará igual norm a a las restantes
en los casos e n q u e p u d iera producirse voces q u e presentan la com binación
anfibología, cabe evitarla escribiendo la gn: gnomo/nomo, (1952).
sicosis p (psicosis),
inicia l etc.
prim era con in icia l
p u esto q u e la n o rm a corresp o n d ien te
admite pero La Academia autoriza no m o , junto a
la supresión d e esa letra, g nom o, etc. ... El castellano no puede
no la hace preceptiva. pronunciar g n en la misma sílaba, y
(1956). probablemente ha de prevalecer la
JU L IO CASARES
innovación, que afecta a poquísimos
casos.
R O SE N B L A T (1953).
Norma 5 b) Se seguirá e l m ism o pro­
c e d im ie n to para las palabras q u e em ­
p ie za n p o r mn: mnemotecnia / nemo- Muy laudable es là simplificación or­
tecnia, etc. (1952). tográfica que inician las N uevas N o r­
La Academia autoriza nem o tecn ia , n e­ m(gas, cuando autorizan a escribir... neis
m o técn ica , etc., como se pronuncia, pero
n e is), n o m o (g n o m o )...
también m n em o tecn ia , m n em o técn ico , F . R E S T R E P O (1 9 5 5 ).

363
Ha de decirse lo mismo de mnemo­ manda la lógica, pues si proscribió la
tecnia y g nom o, que deben escribirse p inicial antes de otra consonante, la
sin la m y sin la g iniciales. Sólo que misma razón hay para que proscriba
la Academia no debió ordenar que se la m y la g antes de otra de la misma
registren las dos formas, sino una sola, naturaleza y no se vuelva a acordar
como lo pide la recta ortología espa­ de ellas.
ñola, que rechaza esos sonidos inicia­
les por impronunciables, y como lo Μ Ο ΤΤΛ SALAS (1956).

NORMA 6.a—Se in clu irá n en e l D iccionario las form as contractas rem­


plazo, remplazar, rembolso, rembolsar, rem itidas a las ya registradas
co n d o b le e (1952).

La Academia autoriza rem p la zo , rem ­ prácticamente, se funden al pronunciar­


plazar, rem b o lso , rem bolsar... La ee se las? ¿Es quizá poca complicación para
mantiene en los otros compuestos en la memoria, si no, tener presentes los
r e : reedificar, reeditar... De todos mo­ dichosos vocablos favorecidos? ¿No es­
dos, cada uno. puede escribirlo como le tán en las mismas condiciones, por
parezca, pero se ba dado un paso para ejemplo, reedificar, reeditar, reelegir,
una futura reducción de la ee en las reeducación, reencuentro, etc.; y, con
otras voces. otro prefijo, sobreexcitar, sobreem peine,
R O SE N B L A T (1953). etcétera; y, con otras vocales, contraata­
q ue, contraaviso, coordinación, coopera­
dor, etc.?
A mi me gustaría que de una vez se K A C u c c i (1955).
fuera mucho más allá, recomendando o
al menos aprobando la simplificación
sistemática. Así se ahorra una silaba y ...La explicación que da la Academia
se hace más diáfana y expedita la para admitirlas [las formas contractas],
dicción. so pretexto de que así se oyen pronun­
(1953). ciar esas voces en el vulgo, es la puer­
ta de entrada a numerosos vulgarismos
ju n c o

y desafueros contra el buen lenguaje


¿Quedará esa concesión limitada a y contra el uso de las personas que
la s cuatro voces que se mencionan o hablan bien y de los mejores escri­
podrá extenderse a las demás en que tores.
concurren vocales idénticas, las cuales, M O TTA SALAS (1956).

NORMA 7.a—L as variantes d e una v o z q u e alfabéticam ente estarían a


co n tin u a ció n d e aquélla se in clu irá n en u n m ism o a rtíctd o :

(1952).
C U A C H A rE L Í [-P E L Í N , - P I L Í n ]
GUACAMOL [-M O L E ]

NORMA 8.a—C on e l fin d e u n ific a r la prosodia d en tro d e las series d e


voces cultas sim ilares cuya p ro nunciación es vacilante, se introducirán
en é l D iccionario las rectificaciones siguientes:

a) S e su p rim irá e l acento ortográfico d e monodia a fin d e q u e se


p ro n u n cie monodia.
b) E n lugar d e antropofagia, disfagia, se escribirá antropofagia, dis-
fagia.
c) Nictalopia pasará a ser nictalopia.
d) S e su p rim irá e l acento en necroscopia y laringoscopia para q u e
se p ro n u n cie necroscopia, laringoscopia.
e) S e su p rim irá e l acento d e elefantiasis y midriasis para q u e se
p ro n u n cien com o voces llanas.
f) Hidrocefalia se su stitu irá p o r hidrocefalia, y se escribirán d e
ig u a l m o d o las voces n u eva m en te adm itid a s e n las q u e entra
co m o segundo e x p o n en te -cefalia (1952).

364
Norma 8 b) E n lugar d e antropofagia, driasis y elefantiasis. Lo cuerdo ya en
disfagia, se escribirá antropofagia, este caso sería que la Academia acep­
disfagia (1952). tara como buena ambas formas.
Abora lo corrige, y, uniformando toda
la serie, será antropofagia, disfagia. Por
.r restrepo (1 9 5 4 ).

mi parte, feliz.
ju n c o (1953). Norma 8 f) Hidrocefalia se sustituirá
p o r hidrocefalia, y se escribirán d e
Nanea a los médicos pudo imponer igual m o d o las voces n u eva m en te ad­
la Academia que dijeran antropofagia... m itidas, en las q u e entra com o se­
Y si ahora, con autoridad académica, g u n d o co m p o n en te -cefalia (1952).
podemos decir... antropofagia, ha sido
porque la cordura ha ganado una ba- Y si ahora, con autoridad académica,
talla. podemos decir ... hidrocefalia, ha sido
R . R E S T R E P O (1954). porque la cordura ha ganado una ba­
talla.
R . R E S T R E P O (1954).
En la norma 8.a b) debe de baber
una errata, pues dice que en lugar de
disfagia se dirá disfagia, porque ya el A pesar de la uniformidad, poco place
Diccionario registra disfagia y no disfa- la virada para los compuestos de -cefa­
g ia ; en cambio, trae adefagia, que es lia. Hasta ahora, con la Academia, de­
la forma que deberá trocarse en ade· cíamos m acrocefalia, macrocefalia, ace·
fagia. falia, etc., y así casi todos los vocabu­
RAcucci (1955). listas y el mismo Casares en su D iccio­
nario ideológico. ¿Por qué esa trasla­
ción de acento a la silaba fa ? Aquí
hace por lo menos cien años que se
Norma 8 d) S e su p rim irá e l acento en dice acefalia, y así se lee en todas par­
necroscopia y laringoscopia, para q u e tes y, en primer término, en todos los
se p ro n u n cie necroscopia, laringosco- textos de derecho político. ¿Será muy
pía (1952). fácil suplantar esa acentuación por ace­
falia?
. Y si ahora, con autoridad académica, Sin embargo, parecería que el acento
podemos decir laringoscopia ... ha sido en la silaba fa es sólo para hidrocefalia
porque la cordura ha ganado una ba» y “las voces nuevamente admitidas, en
talla. las que entra como segundo componen­
R. (1954). te -cefalia ”. Según esto, acefalia —que
no es de las voces nuevamente admi­
restrepo

tidas, de seguro—continuará ostentando


Norma 8 e) S e su p rim irá e l acento d e minar el airón sobre la i; mas ¿cómo deter­
elefantiasis y midriasis, para q u e se das”? esas “voces nuevamente admití-
pronuncien como voces llanas (1952). mismo caso queotras ¿Habrá que están en el
acefalia? Y de cual­
Con la autorización de la Academia quier modo, tendríamos aquí una serie
veníamos en las ciencias médicas ha­ propuesta,noy seotraguarda
en que
dificultad
la uniformidad
para la me­
blando de la elefantíasis y de la m id ria ­ moria. Se espera una aclaración.
sis, para decirnos ahora que estas for­
mas deben abandonarse para decir m i­ R A C U C C i (1955).

NORMA 9.a—C uando u n vocablo sim p le en tre a fo rm a r p a rte d e u n


co m p u esto com o p rim e r elem en to d e l m ism o , se escribirá sin e l acento
decimoséptimo,
ortográfico q u e com o sim p le le habría co rrespondido:
aeimismo, rioplatense, piamadre, etc. (1952).

Pronunciando separadamente d écim o ba “eép”, pero no en el primer elemen­


y sép tim o , tienen, como esdrújulos, el to, pues la fracción d écim o se convierte
acento en las primeras sílabas. La pa­ en llana al unirse con la otra.
labra compuesta, decimoséptimo, sigue
siendo esdrújula con acepto en la síla­ (1 9 5 3 ). m allo

365
Y vayan muchos aplausos para la Cor­ sobresdrújulo, como parece insinuarlo
poración de Madrid por haber dispues­ el Informe en la página 43. De acuer­
to que en voces como d écim o sép tim o , do con el referido precepto gramati­
ríoplatense y píam adre, y demás com­ cal, debían considerarse como voces
puestos en que el primer componente yuxtapuestas, cada una con su acento,
llevaba acento ortográfico, se suprima lo mismo que los adverbios en m ente,
éste y se escriba d ecim o sép tim o , riopla- que no dan esdrújulos ni sobresdrúju­
tense, piam adre, etc. los. A pesar de tal precepto, para mí
R . R E S T R E P O (1954).
el elemento así, junto al acento de m is­
m o , en la pronunciación fué siempre
¿Qué es lo que a usted le parece en- átono, y ni siquiera le concedo acento,
comiable? ... La corrección de la regla sin repugnancia, en la forma equiva­
que hasta ayer ordenaba conservar en lente así m ism o . En río-platense, sí, por
el primer elemento de las voces com­ no estar contiguos los dos acentos del
puestas su acento prosódico y la tilde compuesto, sin dificultad los observába­
que, separadamente, le correspondía. mos por imposición académica... Hoy,
con la norma 9.a, el precepto incum­
RAG UCCI (1953). plido se ha derogado.
Jamás creí yo que el compuesto asi­
m ism o fuese esdrújulo, ni ríoplatense RAG UCCI (1955).
NORMA 10.a—S e excep tú a n d e esta regla (la 9.a) los adverbios en -mente,
p o rq u e en ello s se d a n rea lm en te dos acentos prosódicos, un o en el
a d jetivo y otro en el n o m b re mente. L a pronunciación d e estos ad­
ve rb io s con u n solo acento, es decir, com o voces llanas, ha d e tenerse
p o r incorrecta. S e pronunciará, p u es, y se escribirá el adverbio m ar­
cando en el a d jetivo e l acento q u e d eb e llevar co m o sim p le: ágil­
mente, cortésmente, lícitamente (1952).

Pero no parece lógico que ese acento el adjetivo que precede siempre y otro
se siga usando en los adverbios en en el sustantivo m en te, de tal modo que
m e n te , y que · sigamos escribiendo cor­ “la pronunciación de estos adverbios
tésm en te, h á b ilm en te, etc., porque en con un solo acento, es decir, como vo­
ellos se dan realmente dos acentos pro­ ces llanas, ha de tenerse por incorrecta”.
sódicos. Y, además del acento prosódico, el ad­
R . R E S T R E P O (1954). jetivo llevará la tilde cuando como sim­
ple le corresponda, como en ágilm ente,
lícitam ente, cortésm ente, fría m en te, et­
La excepción la constituyen los adver­ cétera.
bios en m e n te , a los cuales se les reco­
nocen dos acentos prosódicos: uno en RAG UCCI (1955).

NORMA 11.a—L o s co m p u esto s d e verbo co n enclítico, m ás co m p lem en to


(tip o sabelotodo), se escribirán sin e l acento q u e se solía p o n er en
e l verb o (1952).

A la misma norma 9.a podría redu­ No se ha tocado el número 541, a ),


cirse ésta, por la cual se suprimen aho­ de la Gramática, que enuncia: “Los
ra las tildes en los compuestos de verbo tiempos de verbo que llevan acento or­
con enclítico y además un complemen­ tográfico lo conservan aun cuando acre­
to: sabelotodo, sanalotodo, siguem epo- cienten su terminación tomando un en­
Uo, m e to m en to d o , zam palopresto, etcé­ clítico; verbigracia: fuése, vióse, p idió­
tera, que antes pronunciábamos con dos m e, co n m o víle, rogóles, convenciólos,
acentos y escribíamos con una tilde; andaráse." Pero si bien no se ha dero­
abora, sin tilde y con un solo acento gado esta regla, deberán eliminarse de
en el último elemento. su texto los dos primeros ejemplos,
porque ya fu e y v io se escriben sin til­
de y, por lo mismo, se han evadido de
ragucci (1955). esa ley, y los compuestos respectivos se
escribirán también sin tilde: fuese, viose.
* * * ragucci (1 9 5 5 ).

366
N O R M A 12.a— E n lo s c o m p u e sto s d e d o s o m á s a d je tiv o s u n id o s co n
g u ió n , cada elem en to conset vará su acentuación prosódica y la orto-
gráfica si le correspondiere hispano-belga, anglo-soviético, cántabro-
astur, histórico-crítico-biblio ;ráfico (1952).

Me parece acertada esta regla..., pues ¿Y si son dos sustantivos los elemen­
corresponde a la realidad de la pronun­ tos unidos con guión? El Diccionario
ciación correcta y a la práctica de las trae cólera-m orbo, y no sé si registrará
personas que escriben bien. otro del mismo tipo.
m allo(1953). BA G U CCI (1955).

NORMA 13.a—E n e l artículo asimismo se hará una rem isió n a así mismo,
y esta lo cu ció n se d efin irá en el artículo así
(1952).

NORMA 14.a—E n el articulo enhorabuena se conservará la prim era acep­


ció n sustantiva. L a segunda y tercera se rem itirá n a la locución en
hora buena (a rtícu lo hora) y se d efin irá a llí (1952).
NORMA 15.a—Enhoramala, q u e parece d e acepción sustantiva, se d e fi­
n irá ig u a lm en te en la locución en hora mala (a rtícu lo hora) (1952).

NORMA 16.a—E l acento ortográfico q u e ahora llevan, salvo alguna excep­


ció n , lo s in fin itiv o s term in a d o s en -aír, -eír, -oír, se su p rim irá en lo
sucesivo. S e escribirá, p u es, embaír, sonreír desoír, etc.; y para con­
cordar esta práctica■co n lo d ispuesto en la Gramática se añadirá a
la regla d e l n ú m ero 539, a ), lo q u e sig u e: “S e exceptúa la i d e la
desinencia d e in fin itiv o ” (1952).

La nueva norma de suprimir la tilde ¿Debe acentuarse sonreír para seña­


en todos los infinitivos es lógica, aun lar el hiato? ... ¿Deben tener distinta
en los que disuelven un diptongo al acentuación lim -piar, santi-guar, por
final, como em bair, sonreír, desoír, et­ ejemplo, que terminan en diptongo, y
cétera... . Pero sí convendría por ahora expi-ar, actu-ar, que se pronuncian con
que la Academia dijera qué conducta hiato? La Academia adopta un criterio
debe observarse cuando el infinitivo se de simplificación frente a tanta compli­
incrementa con un enclítico, pues que si cación y decreta que no se acentúe nin­
hemos de escribir reirse por reírse, se­ gún infinitivo... Para evitar esta flagran­
ría poner dificultades a extranjeros y te inconsecuencia normativa (con la re­
a gente poco ilustrada. gla 539 a) de la G ram ática), la Acade­
B . B E SX R E PO (1954).
mia dispone que... se agregue (a dicha
regla) : “Se exceptúa la i de, la desinen­
cia del infinitivo.” Lo cual ha de cali­
Aunque me place la mira de ahorrar ficarse, notoriamente, como disposición
tildes, quisiera consignar que tal aho­ arbitraria. (1953).
rro en el infinitivo de los verbos en m allo

•ir me deja caviloso porque favorece el


que, de hecho, venga a estragarse su No creo que el Congreso de Acade­
correcta prosodia. mias apruebe las normas 16.a y 17.a, que
ju n c o (1953). ordenan suprimir la tilde en los in­
finitivos terminados en -air, -eir, -oir,
Suprime el acento de los infinitivos -u ir ... Si esto se practica, no tardare­
en -air, -eir, -oir ... Hoy lo considera la mos en oír a todo el mundo diciendo
Academia innecesario, pues todos los con diptongo final em -bair, son-reir, d e ­
infinitivos en -ir llevan el acento nece­ soír, in -flu ir. Y a continuación añáde,
sariamente en la í. Pero con ello esta­ entre paréntesis: “(La norma 16.a está
blece una excepción a la regla general en contradicción con la 22.a, 2.a).” Esta
de poner tilde en la vocal acentuada última dice: “El encuentro de fuerte
del hiato... que hasta ahora tenía vali­ átona más débil tónica, o de débil tó­
dez absoluta. nica más fuerte átona, no forma dip­
B O SE N B L A T (1 9 5 3 ). tongo, y la vocal débil llevará acento
367
ortográfico, sea cualquiera la sílaba en incertidumbre de cómo han de pro­
que se halle.” nunciar, si con acento en la i o en la
F . R E S T R E P O (1955). a, e u o ; incertidumbre que no con­
cuerda con la certeza y precisión que
ha venido adquiriendo nuestro sistema
En varios lugares fiel Informe se ex* de acentuación ortográfica: sería un la­
presa que lo que se busca es simpli* mentable paso atrás.
ficar, y lo que aquí se hace es en reali­ J U A N B . SELVA (1953).
dad complicar la regla mencionada con
una excepción, que manda escribir sin
tilde em bair, sonreír, desoír, etc., lo
cual no deja de ser, además, peligroso. ... esta norma acaba por completo con
Se pregunta si la eliminación de ese la recta prosodia o con la ortología de
acento en reír alcanzará al sustantivo esos verbos, y concluye aplebeyándolos,
hazm erreír que lleva como tercer ele­ como lo hace siempre la gente tosca y
mento ese verbo ahora sin tilde. matiega.
“¿Pronunciará alguien de modo di­ M O TTA SALAS (1956).
ferente sonreír cuando lo lea de aquí
en adelante sin tilde: so n reír? ” Esta
pregunta da a entender que al sagaz
filólogo que la formula se le ha esca­ tivLoas supresión d e la tild e en los in fin i­
term inados en -air, -eir, -oír, ha
pado la noticia de la falsa pronuncia­ sido im pugnada con ta n buenas razones
ción que a ese propósito corre en parte q u e e l q u e suscribe ha quedado con­
de América. Por de pronto, entre nos­ ven cid o d e q u e esta n o rm a n o debe
otros no es raro escuchar en el habla subsistir.
popular las acentuaciones oír, desoír,
reír, sonreír, etc., a las cuales daría
Las tild es q u e se su p rim iría n con su

mayor cuerpo la práctica que se im­ d e ello h a b ría q u e establecer una ex­
aplicación son b ien escasas, y a cam bio

pone. cepción a la regla general d e la Gramá­


R A C u c c i (1955). tica (539, letra a), d o n d e convendrá in­
clu ir, en tre los ejem p lo s d e voces agu­
das en q u e h a y encuentro d e vocal
Lo que menos me gusta en las N u e ­ fu e rte átona con una d é b il tónica, los
vas N orm as es la supresión de la tilde d e algunos in fin itiv o s en q u e se da este
en los terminados en aír, eír y oír, poi> encuentro.
que pondrá a muchos lectores en la ca sa res (1956).

NORMA 17.a—L o s in fin itiv o s en -nir seguirán escribiéndose sin tilde,


co m o hasta h o y (1952).

Esta norma... parece apoyarse ahora des-tru-i-dot cuatro; je-sui-ta, tres, o


(véase norma 16.a, F. Restrepo) en la je-su-i-ta, cuatro.
norma 23.a, por la que se estatuye que RA C U CC I (1955).
la combinación u i se considerará prác­
tica m en te como diptongo en todos los
casos. Ya lo dice: prácticam ente, para fines
Según eso, deberá escribirse sin tilde ortográficos; aunque de verdad no sea
lo mismo in stru ir y h u ir que jesu íta , diptongo. Sabe la Academia que exis­
b ed u in o , a ltru ism o , casuista, etc., voces ten y deben existir diptongos y mati­
estas últimas que hasta ahora ha atil­ ces de pronunciación, pero elude me­
dado la Academia. terse en tales honduras, y por eso su­
Y surge aquí otro problema: ¿Qué prime el acento sugeridor de la sepa­
entiende la Academia con el adverbio ración de 8ílabas. Con lo cual abando­
prácticam ente, que destaca en la nor­ na a su suerte, solos y desamparados,
ma 23.a recién enunciada? ¿Acaso que vocablos como reh u ir, estatuir, cons­
esa combinación u i en adelante será truir.
diptongo y que como tal deberá pro­ Yo preferiría que la tendencia de
nunciarse? ... Se desea saber si hay muchos a la pronunciación diptongada
que pronunciar cons-truir, dos sílabas, encontrara el advertidor tropiezo de la
o cons-tru-ir, tres; des-trui-do, tres, o vírgula, para que todos dijéramos, de
368
modo neto e inequívoco, re-hu-ir, esta· Se vulgariza el lenguaje y se le quita
tu-ir, cons-tru-ir. Sin el acento escrito, su natural eufonía pronunciando dip­
esta diferenciada pronunciación se irá tongados esos infinitivos, pues la gente
perdiendo irremisiblemente. que habla o escribe con corrección
Además, nadie pronuncia igual, y en nunca dice ni escribe flu ir , h u ir, cons­
consecuencia nadie debe escribir igual tru ir, d ilu ir, estatuir, etc., etc., sino flu ir,
fu i (una sílaba) que h u í (dos) ; fu iste is h u ir, construir, d ilu ir, estatuir, etc., po­
(dos sílabas) que h u isteis (tres) ; juzgo niendo especial énfasis en la pronun­
que en esto andaremos todos de ciación docta de aquéllos.
acuerdo.
(1953).
ju n c o Μ Ο ΤΤΛ SALAS (1956).

NORMA 18.a—T e n ie n d o en cuenta la diversa prosodia d e lo s verbos en


•iar, se in clu irá en la Gramática:
1. Una lista d e lo s q u e en la persona “y o ” ( y en otras fo rm a s m ás
sim ila res) se pro n u n cia n con h ia to : enviar, envío.
2. Una lista d e los q u e en igual caso dan lugar a vacilaciones: auxi­
liar, auxilio y auxilio. E n esta lista se pod rá indicar cu á l es la
fo rm a q u e, a ju ic io d e la A cadem ia, tie n e p red o m in io en e l uso
contem poráneo.
3. L a advertencia d e q u e los verbos e n -iar no com p ren d id o s en las
listas anteriores tie n e n d ip to n g o en las fo rm a s personales corres­
limpiar, limpio
p o n d ien tes: (1952).

Plausible es la resolución acerca de se oye mucho), a u xilio , reconcilio, es­


los verbos en iar ... y permítaseme que pacio, expatrió, extasío, glorío, historio,
salga por mi opinión ... quiero dejar inventario (donde es Cuervo el que pre­
aquí constancia de que, en lo que erró­ fiere inventarío), ob vio , p alio, vanaglo­
neamente se me atribuye, las pronun­ rio , vacío y vid rio .
ciaciones de mi gusto son: a filio (no
a filio ), agrio (si bien añado que agrio S A C U C C i (1955).

NORMA 19.a—R esp ecto d e los verb o s en -uar, se establecerá la regla


sig u ien te: “C uando la u va p recedida d e c o g fo rm a d ip to n g o con
la vocal sig u ien te: evacuar, evacu-o; averiguar, averi-guo. E n los res­
ta n tes casos h a y h ia to : actuar, actú-o; evaluar, evalú-o” (1952).

Tales disposiciones me parecen muy Se ha empleado la voz h iato en la


bien fundadas ··» acepción de “dos vocales contiguas de
M A LLO (1953). una misma palabra que no forman dip­
tongo”, acepción con que la emplean,
entre otros, Menéndez Pidal y García
Aquí una observación sobre la pala­ de Diego. Opino que debería incorpo­
bra h ia to , que acaba de leerse en la rarse dicha acepción al Diccionario;
norma transcrita. Adviértase que no se aunque, para evitar confusiones y ser
ha empleado en la acepción de “sonido más precisos, sería acaso mejor adoptar
desagradable” o “cacofonía”, única que alguna de las voces que, para ente he­
traen el Diccionario mayor y el Manual, cho prosódico, han empleado otros tra­
respectivamente, fuera de la poca usa­ tadistas: la azeuxis, de Robles Dégano
da de “abertura, grieta”. Pues, según o, mucho más fácil y clara, el adip­
esas definiciones, no habría hiato algu­ tongo y el atriptongo, de Benot, San-
no—sonido desagradable o cacofonía— mart! y otros.
en actúo, avalúo, red itú o , etc. B A C U C C i (1955).

NORMA 20.a—S in inmiscuir la


derogar la regla q u e a trib u ye a l verbo
y: inmiscuyo, etcé­
conjugación regular, se autorizarán las form as con
-uir (1952).
tera, p o r analogía co n todos lo s verb o s term inados e n

Hace estupendamente la Academia ... del vulgo, sino de las personas cultas,
en registrar como legítimas las otras
f o r m a s q u e p r e v a le c e n e n e l u s o n o s ó lo (1953). ju n c o

369
Autoriza m e in m iscu yo ... tendencia otros pasajes de esta charla y que se
muy extendida en el habla general. espera disipe la Academia.
EAG U CCI (1955).

H O SE N B L A T (1953). Paréceme que ... la Academia vuel­


ve a sus vacilaciones; no sabe cuál re­
gla ha de seguir, y por eso recomienda
Pero el quid reside en que la ter­ como igualmente aceptable la conjuga­
minación u ir de in m iscu ir ha sido ción regular del vergo in m iscu ir y la
analógica a otros verbos de la tercera,
siempre diptongo. En los otros en -uir, tales
¿habrá también en adelante diptongo tru ir, como in stitu ir, h u ir, rehuir, cons­
sustituir, concluir, d ilu ir, etc. O
de pronunciación reconocido, como real­
mente ya lo había en la práctica, de­ sigue a Benot, o, con Isaza, sostiene
bido en gran parte a la falta de tilde, conjugación”,eneslá indudable
que, “tanto cantidad como en la
que difiere
lo cual contribuyó muchísimo a que de ellos (los en u ir) en la una y en la
ese final se leyera con diptongo? Es
otro aspecto de la duda insinuada en 0 t r a · M OTTA SALAS (1956).

NORMA 21.a—S e incluirá en la Gramática una lista d e lo s verbos con­


sonánticos q u e , p o r ten er en cu en tro d e vocales d entro d e l tem a, dan
m o tiv o a vacilación, y se indicará en cada caso cuál es la acentua­
c ió n correcta: reunir, reúno reúno; embaular, embaulo
o o embaúlo
(1952).

Ante todo, no se hable de reú n o , que na la Academia, acabará por imponerse


es- como suena en forma diptongal no al popular. Se requiere, pues, en esto
acentuando la débil, ni se escriba reú n o caso como en otros, que la autoridad
porque eso no deja de ser un error académica deje las indecisiones, pres­
ortológico gravísimo. Acerca de em bau­ cinda de formas dobles de acentuación
lar, si ha de pronunciarse baúl en vez o de dicción y diga cuál es la que debe
de bául, que es un vulgarismo, es claro recomendarse, que en esta materia será
que habrá de acentuarse em baúlo. la de los buenos escritores.
Vale más en estos casos seguir el uso
docto e ilustrado, el cual, si lo sancio­ M O TTA SALAS (1956).

NORMA 22.a—S e establecerán com o norm as generales d e acentuación las


siguientes:

1. a E l encuentro d e vocal fu e rte tónica m ás d é b il átona, o d e d é b il


átona m ás fu e rte tónica, fo rm a siem p re diptongo, y la acentua­
c ió n gráfica d e éste, cuando sea necesaria, se hará con arreglo a
lo d isp u esto en el n ú m e ro 539, e ), d e la Gramática.
2. a E l encuentro d e fu e rte átona m ás d é b il tónica, o d e d é b il tónica
m ás fu e rte átona, n o fo rm a d ip tongo, y la vocal d é b il llevará
acento ortográfico, sea cualquiera la sílaba en q u e se h alle (1952).

NORMA 23.a—La co m binación ui se considerará prácticam ente com o d ip ­


tongo en todos los casos. S ó lo llevará acento ortográfico cuando lo
p id a e l apartado e) d e l n ú m e ro 539 d e la Gramática, y el acento se
m arcará, com o a llí se indica, en la segunda de las débiles, es decir,
en la i: casuístico, benjuí; pero casuista, v o z llana, se escribirá sin
tild e (1952).

Aun cuando en algunas palabras se así lleva acento casuístico, por ser pa­
pronuncia con tendencia al hiato, no labra esdrújula, pero no debe ponerse
parece necesario el acento sino cuando en casuista, que es llana.
lu requiere por razón del conjunto; (1 9 5 3 ). m allo

370
Ya. lo dice: prácticam ente, para fines la consonancia d e la frase, d e l periodo
ortográficos; aunque de verdad no sea o d e l verso.”
diptongo. Sabe la Academia que exis­ C onsecuente con esta doctrina, la
ten y deben existir diptongos y matices A ca d em ia se abstuvo d e acentuar los
de pronunciación, pero elude meterse in fin itiv o s term inados en -uir, puesto
en tales honduras ... y por ello suprime q u e sien d o ya voces agudas y recayen­
el acento sugeridor de la separación de d o “necesariam ente” el acento prosódi­
sílabas. co d e la ú ltim a sílaba en la letra i, no
(1955).
ju n c o parecía indicado p in ta r una tild e sobre
esta letra. E n este p u n to , las Nuevas
Ese p rácticam ente es un poco ambi­ Normas no in tro d u cen innovación al­
guo: significa, “para las reglas de la g una: se lim ita n a co n firm a r la prác­
acentuación ortográfica”. Pero al esta­ tica seguida hasta h o y.
blecerlo así, la Academia renuncia a D o n d e sí h a y n o ved a d es en la ex­
señalar con el acento un matiz sutil de ten sió n d e esta práctica a otros casos
pronunciación .... La Academia no ha en q u e se da esta m ism a com binación
querido hacer engorrosa la ortografía ... ui: cuita, ruina, genuino, jesuíta, be­
ha preferido no legislar en una mate­ duino, huida, etc. Es cierto q u e en tre
ria en que el habla vacila continua­ ruido y huido se advierte una leve d i­
mente entre el hiato, el cuasi-hiato y ferencia (unas veces s í y otras n o , se­
el diptongo, y en que podía caer en g ú n e l su jeto q u e h a b la ), q u e se tra­
una casuística infinita. d uce en u n m ayor apoyo d e la vo z so­
R O SE N B L A T (1953).
bre la i d e huido q u e sobre la d e ruido;
p ero ¿acaso no se observan m atices se­

m ejantes y aún m ás perceptibles— en
otros m uchos casos sin que nadie se
Tampoco creo que podamos aceptar haya preocupado de que tengan expre­
los americanos la norma 23.a que or­ sión en la escritura? C om párese, p o r
dena considerar prácticam ente como
diptongo, en todos los casos, la combi­ e jem p lo , la pronunciación d e l encuen­
tro ie en diente (d ien -te) y en sonriente
nación -ui. (sonri-ente) ; la d e l encuentro ia en
F . R E S T R E P O (1955).
mediano ( m edia-no) y riada (ri-ada);
la d e io en nación (na-ción) y gorrión
La autorización que da para quitar (g o rri-ó n ); la d e ue en frecuente (fre ­
la tilde en la combinación u i ... no pa­ c u e n te ) y congruente (congru-ente) ; la
rece acertada esta determinación, ya d e uo en acuoso (acuo-so) y fructuoso
que en un medio culto no puede ser (fructu-oso), etc.
indiferente que digamos d ism in u id o o Claro es q u e estos m atices podrían
d ism in u id o , d ru id a o druida, etc. hacerse perceptibles en la escritura m e ­
d iante el em p leo d e diéresis, sub p u n to s
R . R E S T R E P O (1954). y otros signos discurridos al efecto p o r
los ortólogos; pero si se piensa en la
com plicación q u e significaría e l hacer
A l declarar esta n orm a q u e la co m - p recep tivo el uso d e estos signos, cuan­
binación ui se considerara prácticam en­ d o la tendencia q u e p red o m in a en to ­
t e com o d ip to n g o , no h e q u erid o decir das partes está orientada hacia la sim ­
q u e lo sea siem pre, sino q u e para fin es p lifica ció n ortográfica, ta l solución no
ortográficos, es decir, para la práctica parece recom endable.
usual d e la escritura, dicha com bina­ C ontentém onos, p u es, con saber q u e
ció n se tratará com o d ip to n g o ; y aun­ en la com binación ui el acento prosó­
q u e la m ayoría d e los com entaristas lo d ico ha d e cargar “necesariam ente” so­
h a n e n ten d id o así, n o está d e m ás acla­ bre la i, y prescindam os “prácticam en­
ra r e l alcance d e dicha norm a. te ” d e lo s flu ctu a n tes m atices q u e se
L a Gramática d e la A cadem ia, en su a d vierten e n la p ro nunciación d e este
párrafo 496, letra e), d ice te x tu a lm e n te : encuentro. C om o escribe A n g e l R osen-
“E s ta l la co n d ició n d e las vocales d é­ blat, la A cadem ia no ha q u erid o hacer
biles, q ue, ju n tá n d o se am bas sin acen­ engorrosa la escritura, y “ha p referid o
to , necesariam ente hacen dip to n g o , pero n o legislar en una m ateria en q u e el
siem p re cayéndose y fu n d ié n d o se la habla vacila co n tin u a m en te en tre e l hia ­
p rim era en la segunda; la cual, p o r to , el. cuasi-hiato y e l dip to n g o , y en
v ir tu d d e este im p u lso , a d q u iere m a­ q u e podría caer e n u n a casuística in ­
y o r vibración, sonoridad y tim b re , has­ fin ita ”.
ta e l p u n to d e d ec id ir la asonancia o c a sa res (1956).
371
NORMA 24.a—L o s vocablos agudos term inados en uy: cocuy, Espeluy,
etcétera, n o llevarán tild e en la u
(1952).

Suprime el acento ortográfico en T u y , no muy de acuerdo con la regla que


E sp elu y,etc., que era injustificado. ordenaba considerar la y final como
R O SE N B L A T (1953).
consonante para los efectos de la acen­
tuación. ¿Habrán entrado estos dos vo­
cablos en el nuevo régimen de la. com­
En cuanto a E sp elu y, la Academia binación u i, y serán una demostración
lo consideraba grave, lo mismo que a práctica de que u i forma siempre un
T u y , y atildaba E sp e lú y y T ú y para verdadero diptongo?
que se pronunciasen E spelú-y y Tú-y, (1955).
racucci

NORMA 25.a—S e su p rim irá e l apartado i) d e l n ú m ero 539, a fi n d e q u e


lo s m onosílabos fue, fui, dio, vio se escriban en lo sucesivo sin tild e
(1952).

Como nunca hubo razón suficiente marcar tilde en estos vocablos se que­
para acentuar estas palabras, me pa­ dó sin ser obedecido por la mayoría
rece acertadísima la nueva norma». de los escritores.
MALLO (1953). . (1954). r restrepo

Suprime el acento de fu e , fu i, d io , ¿Qué cosa más cuerda y más econó­


vio .Triunfa asi el criterio de Rufino mica ... que suprimir el inútil acento
José Cuervo, que estaba impuesto en que venía poniéndose en los monosíla­
Colombia. bos fu e , fu i, vio, d io ? ¡Cuántas milla­
ROSENBLAT (1953). radas de golpes de tecla se ahorrarán
mecanógrafos y linotipistas!
¿Qué es lo que a usted le parece en* (1953).
comiable? Por ejemplo, la supresión de
ju n c o

las tildes, que eran perfectamente inúti­


les, en los monosílabos fu e , fu i, vio , Claro está que los compuestos de di­
chos monosílabos y un prefijo se suje­
tarán a la regla general de la tilde:
dio.
R A C ucci (1953).
p revio , revio, contrafui, contrafué, an­
ticuados los dos últimos.
Si acepta abora que se escriba fu e ,
fu i, vio , d io , fue porque el precepto de RAcucci (1955).

NORMA 26.a—A d),


co n tin u a ció n d e la regla n ú m ero 540, se insertará
el sig u ien te párrafo: uE l uso d e l acento ortográfico en este, ese aquel,
con sus fe m e n in o s y p lu ra les cuando tien en carácter d e pronom bre,
p o d rá exten d erse a otros vocablos q u e, a sem ejanza d e lo s dem ostra­
otro,
tivo s, p u e d e n tener, a m ás d e fu n c ió n a djetiva, otro p ro n o m in a l:
algunos, pocos, muchos, etc. Será lícito p rescin d ir d e la tild e cuando
d e ello n o resu lte anfibología.

Pide la regla vigente acentuar los con júbilo: “Será lícito prescindir de
pronombres éste, ése y a q u é l con sus la tilde cuando de ello no resulte an­
femeninos y plurales. Pero, de hecho, fibología.”
en muchísimos casos lo sentimos inne­ (1953).
cesario, y en otros surge disparidad
ju n c o

de apreciación aun entre personas en­


teradas ... La Academia—plegándose a Creo que por motivos de simplifica­
la preferencia de algunos doctos—alar­ ción no debería requerirse el acento
ga la facultad, no obligación, de acen­ más que cuando se precise para evitar
tuar otros vocablos ... mas concluye con la anfibología.
esta decisión, que es la que yo abrazo (1953).
m allo

372
£1 acento de los pronombres sustan·' cindir de la tilde cuando de ello no
tivos ... lo extiende, con carácter opta· resulte anfibología.” Busquemos, pues,
tivo, a demostrativos como otro, algu­ claridad en la expresión, y prescinda­
nos, pocos, m u ch o s, etc., cuando haya mos de tan incómodas tildes.
que evitar ambigüedad ... Limitada
(así) la regla a rarísimos casos ... nos F . R E SX R E PO (1954).
parece perfecta.
R O SE N B L A T (1953).
... “postulo” que se omitan todas esas
tildes: las de hecho hasta ahora en
este, ese y aquel, y las de derecho en
¿Qué es lo que a usted le parece en* las otras palabras de función análoga.
comiable? La autorización para supri· Y eso es lo que, después de otorgado
mirlas (las tildes) en los pronombres lo primero, concede también la Aca­
este, ese y a q u el ... siempre que no den
lugar a anfibología. demia al expresar en la parte final de
la norma citada: “Será lícito prescin­
RAGUCCI (1953). dir de la tilde cuando de ello no re­
sulte anfibología.” ... No be dejado de
insinuar que ni aun en caso de anfibo­
Como hay personas que usan escribir logía es necesaria la tilde; todo enton­
con tilde las palabras este, ese, a q u el ... ces se aclara mejor con una coma, an­
autoriza la Academia para extender este tes o después del pronombre.
uso a otros vocablos ... Pero advierte
expresa y sabiamente: “Será lícito près· RAcucci (1955).

NORMA 27.a—L a partícula aun llevará tild e (aún) y se pronunciará disí­


laba cuando p u ed a su stitu irse p o r todavía sin alterar el sentido d e la
frase: aún está enfermo; está enfermo aún. E n lo s dem ás casos, es
decir, con e l significado d e basta, también, inclusive (o siquiera, cora
negación) se escribirá sin tild e : aun los sordos han de oirme; ni hizo
nada por él ni aun lo intentó.
£stc, que corrige una irregularidad terio que habían defendido
establecida anteriormente, es irreprocha­
amado A
lon ­

ble: la prosodia y la acepción del mo­


y H E N R IQ U E Z U R E Ñ A ...
so

R O SE N B L A T (1953).
nosílabo a u n es diferente de la proso­
dia y la acepción del disílabo aún... Respecto de la palabra aun se de­
creta un cambio de norma ... La nueva
ju n co (1953) norma tiene más fundamento.
m allo (1953).
Prescribe el acento en aún cuando enseñar La regla que da la Academia para
equivale a todavía ... pero no en los me cuándo debe tildarse aun no
usos conjuntivos, en que se pronuncia satisface, como tampoco la de Bello.
como monosílabo. Se pliega así al cri­ M O TTA SALAS (1956).

NORMA 28.a—E n la regla c), n ú m ero 540, se su p rim irá n las palabras
“P or co stu m b re ”, a fin d e q u e sea precep tivo acentuar gráficam ente el
a dverbio sólo (1952).

De modo análogo prescribe abora sese adonde iríamos a parar genera­


como obligatorio el acento del adver- lizando esta regla. Tendríamos que
vio sólo ... Es la consagración del uso, acentuar adverbios como p ro n to , bajo,
árbitro y señor de la lengua, según Ho­ alto, recio, poco, m ucho, largo y te n ­
racio. d id o , etc. Y hay otras muchas palabras
R O SE N B L A T (1953). que se prestan más a confusión que el
adverbio solo, sin que a la Academia,
En cambio, no estoy de acuerdo con afortunadamente,
prescribir la tilde
se le haya ocurrido
para evitarla.
la norma 26.a, que hace obligatorio el
acento de solo cuando es adverbio, lo
cual hasta ahora era opcional ... Pién­ F . R E S T R E P O (1955).

373
Nos sorprendemos de que en vez de c ió n d e solo p ierd e toda su im portan­
marcar ei acento en el adjetivo solo se cia ante una n o rm a general q u e se pro­
haya puesto la tilde al adverbio, ya p o n e e n la ponencia presentada por
que no se necesita oído muy educado la A cadem ia C olom biana, y q u e dice
para comprender que hacemos más én­ así: “N unca se d istinguirán con tild e
fasis en la primera o cuando decimos: los diversos o ficios q u e una palabra
“Estuve una hora solo (adjetivo)”, que desem peña e n la oración.”
cuando decimos: “S o lo (adverbio) estu­ Esta m ed id a radical desconoce la di­
ve una hora.” ferencia d e tonicidad q u e acom paña ge­
R . R E S X R E P O (1954). n eralm ente a esos d iferen tes oficios de
una palabra. E jem p lo s: N o tienes po r
qué que
o fen d erte, puesto lo hago por
A l p ro p o n e r a q u í q u e e l adverbio tu b ien ; ignoro cuándo llegaré, pero te
sólo se escriba con acento, n o se p er­ telegrafiaré cuando más
lleg u e; te daré
seguía o tro fin q u e e l d e co n vertir en d inero, mas n o p o r eso creas q u e te
regla lo q u e ve n ía n h aciendo, “p o r cos­ te m o ; no sé cómo em pezar, pero saldré
”,
tu m b r e la m ayoría d é los escritores d e d e l paso como pueda, etc. A q u í se ad­
to d o s los países. A h o ra , e l ilu stre d i ­ que, cuando, mas,
v ierte q u e las palabras
recto r d e la A ca d em ia C olom biana, e l como son unas veces átonas y otras
reveren d o p a d re F é lix R estrep o , nos m arcadam ente tónicas. E s m ás: la par­
aporta u n do cu m en ta d o trabajo, en el tícula aun, q u e con arreglo a la fu n ­
q u e sostiene q u e solo, ad verb io , es p a ­ ció n q u e desem peña en la frase es tan
labra átona en la frase, m ien tra s q u e p ro n to m onosílaba (aun los sordos m e
solo, a d jetivo , es palabra tónica. P ienso h a n d e o ír) com o disílaba (n o ¡ha ve­
q u e esta tesis n o será aceptada p o r to ­ n id o aún), quedaría, al p erd er en este
d o s, y q u e, en cam bio, habrá confor­ ú ltim o caso el acento gráfico, aban­
m id a d para a d m itir lo q u e se decía en donada a su su erte y al p eligro d e una
e l in fo rm e q u e sirvió d e base a las Nue­ prosodia incorrecta.
vas Normas: “E s cierto q u e solo, nom ­ A pesar d e todo esto, debo decir que
bre y a d jetivo , y solo, adverbio, son v o ­ n o m e asusta la propuesta d e la Acade­
ces ig u a lm en te fu ertes.” m ia C olom biana. Es cierto q u e su adop­
S ien d o esto así p o d ría dejarse sin ció n hallaría fu e rte oposición porque
efec to la norm a q u e obliga a acentuar vien e a chocar contra hábitos secula­
e l adverbio y sustitu irla p o r esta otra: res; pero es innegable q u e quitaría es­
“Será p o testa tivo m arcar co n tild e e l crúpulos ortográficos al q u e escribe,
adverb io sólo cuando d e n o hacerlo p u ­ p u es e n m u chos casos h a y vacilación;
diera resultar anfibología.” E je m p lo : p o r ejem p lo , en tre que qué,
y com o
E stu ve solo ( sin com pañía) una hora p u ed e observarse en e l p ro p io D iccio­
e n el ca fé; E stu ve sólo (n o m ás d e) nario d e la A cadem ia.
u n a hora en el café.
P ero este p ro b lem a d e la acentua­ ca sa res (1956).
NORMA 29.a— S e su p rim irá la tild e d e Feijóo, Campóo y dem ás nom ­
oo
bres paro xíto n o s en (1952).

No menos bien está que se haya aca­ realmente paroxítono o si no es más


bado con la absurda tilde colocada en bien oxítono o agudo F eijóo, el apelli­
F eijó o , C am póo. do del famoso benedictino gallego. Sólo
R A C U C C I (1953). confiamos en que—después de tal res­
ponso—el absurdo F eijóo quede sepul­
tado para siempre. Por una contrac­
Así debe ser, pues se trata de voca­ ción, que muchos practican ya, podría
blos paroxítonos o graves terminados reducirse esa voz a la grafía más fácil
«n vocal, los cuales no reclaman tilde. y natural: F eijó . Pero eso ya es otra
Son lo mismo que m o h o , A p o lo ; ojoso, cosa.
etcétera.
No hace aquí al caso discutir si es RAG UCCI (1955).

NORMA 30.a— E n la regla c) d e l n ú m ero 541 se su p rim irán las palabras


“y los n o m b res p ro p io s extra n jeros”. E stos se escribirán, p o r tanto,
sin p o n erles n in g ú n acento q u e no tengan en e l id io m a original. Cuan­
d o se trate, en cam bio, d e n o m b res geográficos ya incorporados e
374
nuestra lengua o adaptados a su fonética, tales n o m b res no se han
d e considerar extranjeros, y se han d e acentuar gráficam ente con arre ·
glo a las norm as generales (1952).

¿Y lo de la tilde en loe nombres tigua conducía algunas veces a resulta­


extranjeros? Bien decretado está que dos absurdos.
se suprima... (1953).
RA C U C C i (1953).
m allo

Entendidísimo que el problema ofre­


Excelente idea también la de supri· ce algún tropiezo a veces sin solución ...
mir la tilde en nombres extranjeros Mas juzgo que las desventajas están en
resuelta mayoría ... Lamento, pues, la
modernos, que con ella se desfigu­ modificación introducida por la Acade­
raban. mia, y voto resueltamente ... por que la
R . R E S T R E P O (1954).
antigua norma de la Gramática se man­
tenga en vigor y lozanía.
Suprime el acento que prescribía bas­ (1953).
ta ahora en los nombres extranjeros ... ju n c o

Siempre nos había repugnado ese acen­


to, porque deformaba la fisonomía ori­ La norma está muy bien para nom­
ginal del nombre. bres como Shakespeare, Boileau, Mül­
R O SE N B L A T (1953). ler, Montesquieu, Southey, etc. ¿Dónde
poner la tilde? ¿En qué vocal? ... He
Encontramos otra reforma radical ... ma oído a muchos sustentar que esta nor­
Los nombres propios extranjeros ... ha­ se dedebiera ser preceptiva para esta cla­
brán de escribirse en lo sucesivo “sin dar—, y potestativa imposibles
nombres—los
para los
de atil­
demás.
ponerles ningún acento que no tengan
en el idioma original”. La norma an­ R A C U C C i (1955).

NORMA 31.a— E l uso d e la d iéresis sólo será preceptivo para indicar que
ha d e pronunciarse la u en las com binaciones gue, gui: pingüe,
pingüino. Q ueda a salvo e l uso discrecional d e este signo cuando po r
licencia poética o con otro p ro pósito interese indicar una p ro n u n ­
ciación d eterm inada (1952).

A mi ver, es lástima que se condene lectores; verbigracia: fru ició n , crueldad,


a la crema a tanta ociosidad ... Casares reu n ir, criatura, etc.”
insinúa: “Otra cosa sería que el Diccio­ Si de sobra sabemos que, sin esa dié­
nario emplease la diéresis para indicar resis sorprendente, se leerán mal esas
el silabeo correcto de algunas palabras, voces, la eliminación del alerta—que
pero no en el encabezamiento de los sería esa crema u otro signo conveni­
artículos, donde la grafía ha de ser la do—, ¿no constituye una contribución
usual y preceptiva, sino entre parénte­ consciente y práctica a la perversión
sis, a manera de información supleto­ prosódica? Si se quiere positivamente
ria: p ia r (piar), m onstruoso (mons­ evitarla o corregirla, ordénese el em­
truoso), aunar (aunar) ... y así en mu­ pleo de ese signo, por lo menos para
chos centenares de vocablos, cuya pro­ lo impreso.
sodia sorprendería más de una vez a los R A C U CC i (1955).

NORMA 32.a—Se su p rim irá n dioso,


n e l D iccionario las diéresis d e
düán, düeto, piada, piador, pión, püado püar
y (1952),

Suprime la diéresis que era obligato­ Diccionario puede, en cada palabra, in­
ria en voces como puar, d u eto , etc., que dicar la mejor pronunciación ... pero
en realidad casi nadie usaba ... Mati­ imponer para ello un sistema complejo
ces sutiles de pronunciación, como el de acentos y diéresis haría complicada
hiato o cuasihiato de clien te, rien te, nuestra escritura, y, lo que es peor,
destruido, etc., no encuentra ahora ex­ metería el lenguaje en una camisa de
presión en la escritura castellana ... El fuerza que le quitaría espontaneidad ...

10
La escritura tiene sus limitaciones y formidad: muchas otras voces debían
hay que resignarse a ellas. figurar en el Diccionario con diéresis;
pues, como no la llevaban éstas, tam­
R O SE N B L A T (1953). poco aquéllas. ¡Donosa manera de
cohonestar licencias! Los justos deben
Lamentablemente, la insinuación de seguir el ejemplo de los pecadores. Y
Casares sobre la norma 31.a parece no por economizar unos puntillos, se pre­
haberse tenido en cuenta, desde que leo fiere que se deformen las palabras. ¿No
la 32.a ... Investigando la causa que es un delito de leso idioma?
puede haber dictado esa determinación,
piensa uno que quizá haya sido la uni­ RACUCCi (1955).
NORMA 33.a—C uando los g en tilicio s d e dos p u eb lo s o territo rio s for·
m e n u n co m p u esto aplicable a u n a tercera en tid a d geográfica o p o lí­
tica, e n la q u e se h a n fu n d id o lo s caracteres d e am bos pueb lo s o
territo rio s, d ich o co m p u esto se escribirá sin separación d e sus ele­
hispanoamericano.
m e n to s: E n lo s dem ás casos, es decir, cuando no
h a y fu sió n , sin o oposición o contraste en tre lo s elem en to s com po­
franco-prusiano, germano-soviético.
n en tes, se u n irá n éstos co n g u ió n :
S e recom ienda la observancia d e esta norm a, p ero sin darle carácter
p rec ep tivo (1952).

Aunque no es preceptiva, me parece alianza, de un Congreso, de un Ejérci­


esta regla tan acertada que debe apli­ to, en que se agrupan elementos de dos
carse de un modo constante. o más pueblos, entre los cuales no pue­
(1953). de afirmarse que haya “oposición o con­
m allo traste”, sino, al contrario, labor en co­
mún o cooperación para el logro de
Recomienda ... la fusión de los ele­ algún objetivo científico, literario, so­
mentos en una sola palabra en casos cial, político, religioso? ... Habrá que
como hispanoam ericano ... La recomen­ usar el guión siempre que del contacto
dación es indudablemente acertada. o concurrencia no resulte fusión ver­
dadera, origen de nueva entidad per­
R O SE N B L A T (1953).
durable. Esto—de ser exacta la inter­
pretación—convendría que la norma lo
diera a entender claramente.
Pero ¿y si se trata no de una guerra
o conflicto, sino, por ejemplo, de una R A C U CC I (1955).

NORMA 34.a—L o s co m p u esto s d e nueva fo rm a ció n e n q u e en tren dos


a d jetivo s, e l p rim e ro d e los cuales conserva invariable la term inación
m asculina singular, m ientras e l segundo concuerda ert género y nú­
m e ro co n e l n o m b re correspondiente, se escribirán u n ien d o co n guión
tratado teórico-práctico ; lección teórico-práctica;
d ich o s a d jetivo s:
cuerpos técnico-administrativos. (E s aplicable la observación fin a l de
la no rm a p reced en te.) (1952).

También parece acertada esta regla. dos en a, no tiene forma masculina en


o, como agrícola, belga, ¿qué termina­
m allo (1953). ción deberá darse al primer elemento?
¿a u o? Con un ejemplo: ¿Se dirá tra­
bajos agrícola-ganaderos o trabajos agri-
Recomienda el uso del guión, sin ca­ Por acá he visto en
rácter preceptivo, para los compuestos colo-ganaderos?
circunstanciales ... La recomendación es apoyarse en respetableLa antecedente:
uso ambas prácticas. segunda puede
en
indudablemente acertada. el hecho de que, siendo también celta
R O SE N B L A T (1953). adjetivo de una sola terminación y, P°r
consiguiente, invariable para los tres
géneros, registra el Diccionario oficial
Aquí, un problema: cuando el pri­ los compuestos usuales celtohispano y
mer adjetivo, por ser de los termina­ celtohispánico, donde celta se ha tro­
376
cado en celto, dicción qne no existe se· ros elementos en sendas voces compues-
paradamente. ¿Deberán o podrán imi· tas, ¿deberán o podrán convertirse en
tar a celta los demás adjetivos de nna agrícolo, belgo, israelito, perso, etc., res­
sola terminación? A grícola, belga, israe­ pectivamente?
lita, persa, etc., si entran como prime· R A C U C C i (1955).

NORMA 35.a— Las reglas q u e establece la Gramática (n ú m ero 553) refe­


ren tes a la d iv isió n d e palabras y al uso d el g u ió n se m odificarán
d e este m o d o :
a) A continuación d e l apartado p rim ero se insertará la cláusula si­
g u ien te: “E sto n o obstante, cuando u n co m p u esto sea claram ente
analizable com o fo rm a d o d e palabras q u e p o r sí solas tien en
uso en la lengua o d e una d e estas palabras y u n p re fijo , será
p o testa tivo d iv id ir el co m p u esto separando sus co m p o n en tes aun­
q u e n o coincida la d ivisió n con e l silabeo d e l com p u esto .” A s i
p o d rá d ivid irse: no-sotros o nos-otros, de-samparo o des-amparo
(Apartado VI).
b) E n tre e l apartado segundo y tercero (q u e pasará a ser cuarto)
se intercalará el sig u ien te: “C uando al d iv id ir un a palabra con
arreglo a l apartado p rim e ro haya d e quedar e n p rin cip io d e línea
una b p recedida d e consonante, se dejará al fin a l d e l renglón
anterior, y se com enzará e l sig u ien te con la h: al-haraca, des­
hidratar, euper-bombre, etc.
c) S e su p rim irá n los actuales apartados 4.° y 5.°
d) S e su stitu irá e l apartado 8.° p o r las reglas para uso d e l guión
contenidas en las n orm as 33.a y 34.a (1952).

También en esta materia es liberal la compuestos de los que dice la norma,


Academia, y adopta nna innovación de esto es, claramente analizables: de dos
cierta importancia ... El criterio ... adop­ voces castellanas o de un prefijo y voz
tado por la Academia es justo y prác­ castellana. Pues preguntan: “¿Podremos
tico. dividir, en fin de renglón, de este modo:
RO SE N B L A T (1953). inte-roceánico, trans-iberiano, ma-lestar,
hablar-áse, bie-naventurado, su-brayar,
giras-ol, m onos-ilábico, quien-esquiera?
Las reglas para la división de pala­ Enormidades parecen, particularmente
bras y el uso del guión son sencillas algunos de esos casos; pero ... ¿no están
y acertadas. dentro de la norma? Todas las divisio­
F . R E S T R E P O (1955). nes dan sílabas cabales...” A mi enten­
der, esto exige alguna aclaración. Y
¿cómo procederá la generalidad, no
Los más se resisten a mutilar uno u muy versada en esto de composición
otro de los componentes. Además, la de las palabras, para determinar si real­
concesión da lugar a más de una duda mente la hay en voces como desastre,
o vacilación. desastrado, desollar, nostram o, exaltar,
Sean, por ejemplo, las voces in ter­ exarca, excitar, inaugurar, inexorable,
oceánico, transiberiano, m alestar, habla- su bir, p en ú ltim o , trasaltar, trasegar, et­
ráse, bienaventurado, subrayar, girasol, cétera?,
m onosilábico q uienesquiera. Son todos RACUCCi (1955).

NORMA 36.a— S e restablecerá o se conservará la g in icia l e n los n o m ­


bres geográficos q u e tra d icio n a lm ente se ha n escrito con esta letra
y e n lo s g en tilicio s co rresp o n d ientes: Gibraltar, gibraltareño ; Gijón,
gijonée, etc. (1952).
NORMA 37.a— S e declarará q u e la h m uda, colocada en tre d o s vocales,
n o im p id e q u e éstas fo r m e n d ip to n g o : de-sabu-cio. E n consecuencia,
cuando alguna d e dichas vocales, p o r v ir tu d d e la norm a general
(22.a) , haya d e ir acentuada, se po n d rá e l acento ortográfico com o
si n o existiese la h: vahído, búho y rehúso (1952).

377
Dejo sin comentario ... la norma 37.% decía B e llo en la regla 12 d e su Orto­
la cual declara que la h entre dos vo­ logía: “S i la partícula prepositiva es a,
cales ... no impide que éstas formen se ju n ta con la d é b il siguiente, form an­
diptongo ... No veo la necesidad de do diptongo, com o en airado, ahumado,
cambiar el uso corriente en estos casos. desahuciado.” Y a ten em o s a q u í dos ca­
sos en q u e se reconoce q u e la com bi­
F . R E S T R E P O (1955). nación ahu form a d iptongo, a pesar de
la in terposición d e una h.
A b ra m o s ahora el Diccionario de la
Prescribe acento obligatorio en vahído, conjugación castellana, d e E m iliano h a ­
tahúr, ahíto, rehúso, etc., porque la h
muda no tiene por función indicar el B ello y C uervo, se p o n en a contribu­
za, donde, a m ás d e las enseñanzas de
hiato—frente a desahucio, en que la
Academia admite la pronunciación con yció nexam las d e otros reputados ortólogos,
diptongo—. La necesidad de autorizar para unos inem os la prosodia propuesta
esta pronunciación moderna ... la lleva se dan las com cuantos verbos, en los que
ahu, ahi, ehi
a introducir una gran cantidad de acen­ y ehu. A d ve rtirebinaciones
tos ortográficos nuevos... ¿Era realmen­ q u e vam os a citar, lo que Isaza llama
m o s que, en los casos
te necesario?
R O SE N B L A T (1953).
“sinéresis” equ iva le a lo q u e nosotros
ven im o s calificando d e d ip tongo. (La
sinéresis com prende, adem ás d e éste, la
Esta norma se quedará sin ejecuto­ fu sió n en una sílaba d e dos vocales
res, por lo que preferible sería que la fu ertes.)
Academia volviera oportunamente so­ a h ija r . S i el acento carga en la ter­
bre sus pasos, pues no creemos que, m inación, com o en ahijar, la sinéresis
por obedecer a la Academia, llegue­ es regla com ún.
mos a escribir b ú ho, rehúso, etc. a h il a r . E n este verbo sucede como
e n ahitar, q u e sólo cuando el acento
R . R E S T R E P O (1954). cae sobre la i, la com binación es for­
zo sam ente disílaba. Esto q u iere decir
q u e si e l acento cae en la term inación,
¿Cómo se procederá, por ejemplo, en ahilar, ahilamos, ya no hay dos sílabas,
B rihuega? El lector dice: “La h no im­ sino una.
pide el diptongo ; luego pronuncio Sólo cuando se trata de
Brihu-ega.” Pero no es ésa la pronun­
a h in c a r .
una in fle x ió n en q u e e l acento carga
ciación. ¿Cómo habrá que escribir la sobre la i, la com binación ahi es nece­
voz para que el que nunca la haya oído sariam ente disílaba. S e en tien d e, pues,
la pronuncie debidamente? ¿Cómo in­ q u e si no se da este caso, dicha com bi­
dicaré que, en ese caso, la i no forma
diptongo con la u ? ... También en es­
nación form ará diptongo.
L a sinéresis es regla co­
tos y otros muchos casos el empleo de
a h in o ja r .
m ún.
la diéresis u otro signo convencional
podría prestar excelente ayuda para la a h it a r . Observa C uervo q u e la com ­
binación ahi p u ed e contarse en poesía
correcta pronunciación. Se escribiría,
por ejemplo, B rih u eg a , p ih u ela , prohi- p o r una sílaba cuando el acento cae
fuera d e ella, com o en ahitémonos.
jo . para que no haya diptongo, y sin
diéresis para que lo haya: pro h ija r, sahum ar. S i el acento carga en lo
p ro h ija ré, etc. term inación, h a y sinéresis.
RAG UCCÏ (1955). ahum ar. Y a h em o s visto q u e B ello
reconoce exp lícita m en te la existencia del
d iptongo e n ahumado.
Esta norm a es, sin duda, la q u e ha a husarse. S i el acento carga en la
encontrado m a yo r resistencia. S e basa term inación es p erm itid a la sinéresis.
en el su p u esto d e q u e, en los tie m ­ r e h il a r . P or lo com ún, d is íla b o
p o s m o d ern o s, la h m u d a en tre dos r e h i l a r , y trisílabo r e h i l a b a . E s decir,
vocales n o im p id e q u e éstas fo rm e n q u e la com binación e h i e s diptongo,
dip to n g o . S i este supuesto no se con­ salvo cuando e l acento cae sobre la i .
firm a , la n ueva norm a carecerá d e ra­ reh u sa r. E s trisílabo r e - h u - s a r y co­
zó n d e ser, y , p o r tanto, estarán en lo m ú n m e n te disílabo r e h u s a r .
cierto los q u e p id e n q u e se su p rim a ; a h u ch a r. S i el acento carga en la
pero, si se confirm a, habrá q u e con­ term inación, com o en a h u c h a r , es re­
v e n ir en q u e es u na consecuencia ló ­ gla co m ú n la sinéresis. ^ r
gica d e los hechos. S e ve a q u í q u e la práctica d e la siné­
E m p eza rem o s p o r recordar lo q u e resis (e n nuestro caso, d e l diptongo)

378
está reconocida, unas veces d e m o d o citados. Y si se ha d e dictar una regla
term inante y otras co n las fó rm u la s “es para q u e se escriba rehúso, ahíjo, ahín­
co m ú n ”, “c o m ú n m e n te ”, “es la regla”, co, ahúmo, rehílo, etc., tanto vale ya
etcétera. S i, p u es, rehusar, p o r ejem p lo , hacerla general para q u e com prenda
es disílabo, y rehúsa es trisílabo, pare­ los pocos casos en q u e las dos vocales
ce natural q u e esta d ife re n te p ro n u n ­ separadas p o r una h
ha n d e p ro n u n ­
ciación se in d iq u e d e algún m o d o en la ciarse en sílaba apa rte: búho vahído,
escritura, com o se hace en reunir, d isí­ tahúr, etc.
labo, y reúno, trisílabo. L o m ism o cabe
decir respecto d e los restantes verbos ca sa res (1956).
NORMA 38.a—S e su p rim irá en e l n ú m ero 488, d e la c), la Gramática
observación d e q u e la x no se encuentra en p rin cip io d e dicción
(1952).

Con todo, aunque el léxico nos dé escríbase con simple s: senofobia, silo-
esa quincena de voces con x inicial, en grafía. La solución para las voces de
realidad, ¿quién la pronuncia? La x origen griego con x inicial consiste en
equivale a es o gs; pero, en la prácti­ reemplazar ésta con j, como se ha he­
ca, ese grupo fonético cuenta—y apenas cho con jarcia de exartia, jerapellina de
para la gente culta—sólo cuando se ha­ xer-am pélinos, Je n o fo n te de X e n o p h ó n ,
lla entre vocales: exam en, la xitu d . En etcétera.
los demás casos, difícilmente se oirá RA G U CCI (1955).
pronunciar más que una s: exponer se
lee esp o n e r; m o x te , m o ste; xilófago, si-
lófago. En Méjico, donde muchos escriben
Según eso, ¿no sería del caso aplicar M éxico y pronuncian M éjico, por xe ­
a la x , por lo menos a la inicial, lo y
n o fobia pronuncian jenofo-
xilografía
que se ha concedido a los grupos ps, bia y pero, nunca esenofobia
jilografía,
m n y g n? Pues la x, en teoría, equiva­ y csilografía.
le al grupo es o gs, descártense la c
y la g, prácticamente mudas, y léase y ju n c o (1953).
NORMA 39.a—Se elim inarán d e l D iccionario los artículos xamar, xana,
xara y xaurado, en los q u e se a trib u ye a la x u n valor dialectal ajeno
a la fonética castellana (1952).
Pero volvamos a sus aciertos para de- la x bable, que ponía su Diccionario
cir que ha sido digna del aplauso la en contradicción con su Gramática.
decisión drástica que ha tomado sobre R . R E S T R E P O (1954).

NORMA 40.a—L a observación d e q u e “la y


fin a l, a u n q u e suena com o
vocal, se considera consonante para los efectos d e la acentuación”
c),
(n ú m e ro 538, se su stitu irá p o r esta otra: “N o llevarán acento
ortográfico los vocablos agudos term inados en y: virrey, convoy,
cocuy, cargabuey” (1952).
Se acusa a esta nueva regla de arbi­ nante—la y era tenida por tal—, y bien
trariedad y nueva complicación. ¿Cuál, estaba que no llevaran tilde. Por aho­
su porqué? ¿En qué se funda? A lo ra, sin la aclaración aquella, no sabe
menos, con la observación derogada se uno por qué están huérfanas de tilde,
explicaba uno la ausencia de la tilde: sino porque así se ha declarado, y a
las voces traídas como ejemplos se con­ callar.
sideraban agudas terminadas en conso· RAG UCCI (1955).

NORMA 41.a—S e sustituirá en e l D iccionario la i d e adonái p o r y y se


su p rim irá e l acento d e la a
(1952).

Esta norma corrige la grafía A d o n á i El señor Lázaro Schallman reclamaba


del Diccionario; deberá escribirse A do- ya esta corrección en su Diccionario de
nay, lo mismo que U ruguay, am ancay. hebraísmos. De la variante A d o n á i, agu·
379
da, qne el mismo lexicógrafo considera de ella han hecho muchos escritores de
incorrecta, nada se dice. Se la respeta- nota.
r á p ro b a b le m e n te , d e b id o a l u so que (1955). racucci

NORMA 42.a—Ypsilon, n o m b r e d e u n a le tra g rieg a , e scrito así en el


D ic c io n a rio , se su s titu ir á p o r ípsilon (1 9 5 2 ).

prefiere a y p s ilo n l a la o ; a saber: íp s ilo n ? Agudos son


forma h ip s iló n , que traduce más exac­
E -H
también otros vocablos recibidos del
sev erri ualde

tamente la acentuación griega y da un griego, como d ia p a só n , e ste rn ó n , p a n ­


plural sin problemas: h ip s ilo n e s . ¿No te ó n , fa e tó n , etc.
sería preferible aún la forma que par­
ticipe de ambas: sin h y con acento en (1955).
racucci

NORMA 43.a—L a s n o rm a s q u e , u n a v e z a cep ta d a s p o r la C o m is ió n d e


G ra m á tica , o b te n g a n lu e g o la a p ro b a c ió n d e la A c a d e m ia , se te n d rá n
en c u e n ta p a ra la p r ó x im a e d ic ió n d e l D ic c io n a rio (1 9 5 2 ).

NORMA 44.a—L a s p re c e d e n te s n o rm a s d e p ro so d ia y o rto g ra fía en trarán


e n v ig o r e n la fe c h a q u e a c u e rd e la A c a d e m ia ; p e r o s u a p lica ció n
se rá p o te sta tiv a hasta ta n to q u e d ic h a s n o rm a s se a r tic u le n e n la
n u e v a e d ic ió n re fo rm a d a d e la Gramática (1 9 5 2 ).

La edición reformada de la G ra m á ti­ pezado a tenerlas en cuenta; otros, más


ca, que se anunció, y en la cual debían cautos, esperan la anunciada articula­
articularse las N u e v a s N o rm a s, no ha ción, en la cual opinan que podrán in­
aparecido aún, de manera que éstas no troducirse algunas modificaciones.
son todavía obligatorias, si bien los que
lo deseen pueden aplicarlas con toda li­ (1952).
bertad. Más de una publicación lia em­
racucci

380
TRES PAGINAS DEL CONGRESO
INFORM E DE LA COMISION
PERM ANENTE (1951-1956) *

por AGUSTIN GONZALEZ DE AMEZUA (t)

La Comisión cumple la obligación de toda entidad política,


adm inistrativa o cultural de dar y rendir cuentas de su m andato
y de la gestión que haya realizado en virtud del mismo.
La Comisión se constituyó el 4 de diciembre de 1951. La com­
ponía entonces el presidente que tiene la honra de hablaros; el
vicepresidente y tesorero don Justo Luey Romero, de la Academia
M ejicana; el secretario don Julio Jiménez Rueda, de la misma
Academ ia; el padre Félix Restrepo, de la Academia Colom biana;
don A lberto M aría Carreño, de la M ejicana; don Isaac B arrera, de
la Ecuatoriana; don Guillerm o Hoyos Osores, de la P eruana;
don Moisés Vicente, de la Costarricense; y don E nrique Ruiz Ver-
nacci, de la Panam eña. P or fallecimiento del señor Luey Romero,
fué nom brado vicepresidente el señor Lie. Quij ano. Posteriorm en­
te, por enferm edad del padre Restrepo, se le nom bró m iem bro ho­
norario de la misma Comisión.
D entro de la constitución de esta Comisión había un precepto
en virtud del cual se invitaba a la Academia Española para que
nom brase un representante. La Academia Española me confirió ese
honor. Yo fui a Méjico en diciem bre de 1951, y todos mis com-

* E n las presentes líneas se recoge el in fo rm e d e la C om isión P erm anente


d e l C ongreso d e A cadem ias de la Lengua, creada en d iciem b re d e 1951. D esde
entonces a la fecha d e la inauguración d el C ongreso, esta C om isión, form ada
p o r académ icos d e M éjico, C olom bia, Ecuador, Perú, Costa R ica y Panamá,
realizó diversos trabajos, en tre los q u e destacan la ejecución d e las resoluciones
d e l P rim er C ongreso y la preparación de los actos d el II , celebrado en M adrid.
S o n d ig n o s d e señalar asim ism o otros trabajos especiales relativos a la defensa
y u n id a d d e l castellano, a la d ivu lg a ció n gram atical, extensión bibliotecaria es­
pañola en A m érica, fo rm a ció n d e diccionarios, redacción de bibliografías y
fo rm a ció n d e fo n d o s bibliográficos.

383
pañeros allá tuvieron la inm erecida honra p ara m í de nom brarm e
presidente. Constituimos la Comisión, y en la prim era sesión cele­
brada, yo propuse—y fue aceptado po r aclamación—que se nom­
brase Presidente de H onor al Presidente de la República de los
Estados Unidos de Méjico. Igualm ente, dentro de este precepto que
podríam os llam ar de protocolo, a la term inación de los dos pe­
ríodos de la Comisión, en la cual estaba yo presente presidién­
dola, en enero de 1952, visitó la Comisión en pleno al Presidente
de la República, Lie. Alem án, a ;quien se debió la iniciativa de
celebrar el P rim er Congreso; y en diciem bre de 1953 se hizo igual­
m ente visita de cortesía al Lie. Luis Contreras.
La Comisión h a funcionado regularm ente y con plena activi­
dad, hasta el punto de que el núm ero de sus sesiones h a sido
nada menos que de doscientas. E n cum plim iento de sus estatutos,
h a sufrido tam bién diferentes cambios, para que de este modo
pudieran tener participación en la misma, en form a rotativa, otros
individuos miem bros de las demás Academias.

DOS OBJETIVOS

La Comisión tenía, en virtud del m andato que recibió del


P rim er Congreso, dos objetivos principales: el prim ero era lle­
var a ejecución las 46 resoluciones del Congreso; y el segundo, pre­
p arar la celebración de este I I Congreso. De esta gestión concre­
ta se h an redactado dos mem orias en dos fascículos: el prim ero
com prende desde 1951 a 1953; y el segundo, desde 1953 a 1956.
Cuando en la prim era sesión que celebramos en Méjico, el 4
de diciem bre de 1951, y a la vista de las 46 resoluciones del Con-
greso pareció oportuno una ordenación sistemática, por grupos, de
las diferentes resoluciones que eran de índole m uy varia. Así se
agruparon las resoluciones del P rim er Congreso en la forma
siguiente: l.° Organización, constitución y estatutos de la Comi­
sión Perm anente (resolución 24). 2.° Homenajes y voto de gracias
(más adelante señalaré cuáles son). 3.° Cuestiones gramaticales y
lexicográficas. 4.° Constitución y edición de publicaciones e inter­
cambio de fondos editoriales. 5.° Grupo económico. 6.° Form a­
ción de diccionarios. Se tratab a tam bién en otro grupo de la for­
mación del área lingüística. Más adelante, en grupos aparte, de
las m edidas a adoptar en defensa de la pureza del idiom a y de la
unidad del idiom a español. Tam bién se trataba precisam ente de
la enseñanza del idiom a castellano, y, por últim o, existían unos

384
apartados sobre adm inistración, funcionam iento, intercam bio, re­
cursos económicos, etc.
Siguiendo con cierta alteración este plan, p ara hacer por esto
mismo m i inform e menos fatigoso y más ordenado, puedo entrar,
p o r tanto, en m ateria.

LA COMISIÓN PERMANENTE ; LA ASOCIACIÓN DE ACADEMIAS

E n cuanto a la redacción de los estatutos de la Comisión P er­


m anente, es conocido perfectam ente la form a como se desarrolló
esta labor, porque después que la Comisión redactó un proyecto
de estatuto lo envió, naturalm ente, a todas las Academias, para que
hicieran de él los reparos y observaciones pertinentes. Se hicieron
varias observaciones, se tuvieron presentes las adecuadas en la re­
dacción definitiva y ésta quedó hecha; por tanto, entró en vigor
el estatuto de la Comisión Perm anente en octubre de 1952.
D entro de este orden ya de Estatutos presentóse en la Comi­
sión una iniciativa felicísima, que fué la de constituir una Asocia­
ción de Academias, que basta entonces no había existido. E nten­
dimos nosotros que esta Asociación de Academias era un elemento
com pletam ente necesario, un órgano de comunicación inestim a­
ble y un vínculo de relaciones con todas las entidades, de modo
que confiamos en esta Asociación p ara que alcance una vida
fecundísima, tanto ella como las Academias, sirviendo de órgano
receptor. E n virtud de esta iniciativa de la Comisión Perm anente,
se redactó el oportuno proyecto, debidam ente y en form a demo­
crática, como todos nuestros quehaceres, enviándose a todas las
Academias. Las Academias lo estudiaron; hubo observaciones por
parte de la Española, de la de Colombia, de la del Ecuador, de
la de Méjico y de la Panam eña. Otras observaciones tam bién reci­
bidas aprobaban nuestro proyecto tácitam ente, como fueron las
rem itidas p o r las Academias de Filipinas, Guatemala, Paraguay,
E l Salvador, Uruguay, Venezuela, etc.; y devolvieron el proyecto
a la Comisión Perm anente, sin hacer observaciones de ninguna
clase, la Argentina, la Boliviana, la Costarricense, la Cubana, la
Chilena, la de H onduras y la de Nicaragua. P odrán ustedes ver el
contenido de estos estatutos de la Asociación de Academias en
la página 45 de la M e m o ria , así como la finalidad que persigue,
los medios con que piensa ejecutar esta resolución y la esperanza
que tenemos todos en que sea u n órgano fecundísimo de relacio­
nes entre las Academias.

385
HOMENAJES

Entram os ya en otro de los grupos im portantes que se trataron


en el P rim er Congreso, que es el de hom enajes a filólogos y lite­
ratos. H abía pedido el P rim er Congreso el acuerdo de adaptarlo
a las personalidades que, por su labor de carácter filológico, lo
m erecieran, como los señores Enriquez Carvajal, a don Baldomero
Sanín Cano, a don E nrique González y a don Juan Miguel Yigo
y don Augusto M alaguer; pero la m uerte, más precisa que nos­
otros, hizo que p arte de estos homenajes no pudieran cumplirse,
porque antes que se pudieran llevar a cabo algunos fallecieron.
Hubim os de lim itarnos a enviar mensajes de felicitación a algunos
de ellos. Los señores Enriquez Carvajal y González y Miguel Vigo
fallecieron, y no hubo, por tanto, oportunidad de que se cumplie­
ra este deseo y voto ta n feliz del P rim er Congreso. Enviamos,
como digo, a los demás la expresión de esta felicitación y hom enaje
p o r medio de la Comisión Perm anente, recogiendo el sentir del
Congreso de Méjico.
Abordamos luego en otros hom enajes más especiales por la ca­
lidad insigne de los homenajeados. Figuraba en este grupo el ho­
m enaje a los señores Andrés Bello, Antonio Caro y Rufino Cuer­
vo. La Comisión estudió m uy detenidam ente cuál sería el proce­
dim iento más h áb il y de m ayor publicidad p ara llevar a cabo
la ejecución de este acuerdo con el Congreso. Y yo m e anticipo a
recordar que, como es costum bre en los medios científicos y cultura­
les, cuando se trata de h o n rar a un hom bre insigne, lo más práctico
pensé sería, indiscutiblem ente, que independientem ente de que
constase este hom enaje en las actas del Congreso, se pudiera
publicar u n volumen de hom enaje por los estudios filológicos,
en form a de una biografía dedicada a estos insignes pensado­
res. La Comisión aceptó esta propuesta m ía y entonces me atreví
a pedir a la Comisión que la Academia tom ara a su cargo la pu­
blicación de este volum en de hom enaje. La Comisión comunicó
este acuerdo nuestro a todas las Academias, pidiéndoles artículos
y colaboraciones para llenar este volumen, con la condición de que
tenían que proceder exclusivamente de académicos.

FUNCIONAMIENTO DE LAS ACADEMIAS

Entram os con esto en otro grupo im portantísim o, el que podría­


mos llam ar funcionam iento de las Academias. F ué una preocupa-

386
ción fundam entalísim a de la Comisión P erm anente ver el modo
de que las Academias hispanoamericanas cum plieran los fines de
sus estatutos y se pusieran en plan de trabajo activo. H abía algu­
nas, afortunadam ente, que no necesitaban estímulos de ninguna
clase, porque venían trabajando muy bien. Otras tenían, en cam­
bio, una vida más lánguida y todo ello significaba para la Comi­
sión Perm anente un estímulo para arb itrar loe medios y recursos
indispensables para que todas pudieran tra b ajar de la m anera más
activa. E n el seno de la Academia Española, la Federación de Aca­
demias se estableció directam ente por m i conducto. Independien­
tem ente de esto, la Comisión Perm anente estimó que sería muy
interesante enviar comisiones o delegados de la Comisión Perm a­
nente a las diferentes Academias, para ponerse en contacto con
ellas y exponerles estos deseos nuestros de que actuaran al ritm o
deseado. Disponíamos en la Comisión Perm anente, como todos sa­
béis, de hom bres sumam ente activos y dinámicos que recogieron
este deseo de la Comisión Perm anente y lo llevaron a la práctica
en la form a siguiente: don Moisés Yicenti, de Costa Rica, visitó
las Academias de Guatemala, E l Salvador, H onduras, Nicaragua,
Costa Rica, gestionando una actividad creciente de las mismas y
obteniendo resultados espléndidos. E l señor Ruiz Vemacci, de la
Panam eña, estuvo en Méjico en contacto y relación con la Aca­
dem ia de aquel país, consiguiendo, igualmente, el cum plim iento de
los fines que m otivaron su viaje. Don Isaac B arrera, visitó E l
Ecuador. E l señor Hoyos Osores, siempre en arm onía con la Comi­
sión Perm anente, h a realizado diversos viajes para tra ta r con las di­
ferentes Academias: ha estado en la Argentina, en Chile, en U ru­
guay realizando gestiones de las que daré cuenta. E l señor Carreño
aprovechó un viaje obligado a Santo Domingo para visitar Cuba,
Santo Domingo y, posteriorm ente, P uerto Rico, gestionando la
constitución de esta últim a nueva Academia. Debe una gratitud
especial esta Asamblea a todos estos señores.
Tam bién me cum ple el deber de h ab lar de los intentos realiza­
dos en los Estados Unidos (en la parte de T ejas), donde quedan
elementos españoles, cerca de los cuales el señor Carreño trabajó
activamente. E l señor Jim énez Rueda, por su parte, aprovechó la
venida a M adrid para asistir al Congreso de Archivos y Bibliote­
cas, a fin de ponerse en relación con la Comisión Perm anente.
Tuvimos varias reuniones con él, y de este modo pudim os tam bién
llesar a una relación más directa entre la Comisión Perm anente
y la Academia Española para el cum plim iento de nuestros fines.

387
TRABAJOS ESPECIALES DE LAS ACADEMIAS

Ya, en este punto concreto de las Academias, que, como es bien


sabido, es de los más trascendentales que tiene el Congreso en
que estamos, vamos a enum erar los trabajos especiales que se hi­
cieron sobre algunas de estas m aterias. La A rg e n tin e , por un
decreto del ex Presidente Perón, había sido prácticam ente su­
prim ida. E n vista de eso, la Comisión Perm anente, pensando y
lam entando vivam ente este caso, estudió la m anera de que pudiera
arbitrarse u n procedim iento que pusiera nuevam ente en activi­
dad, de una m anera discreta, por supuesto, a la Academia Argen­
tin a de Letras. La Comisión Perm anente vió que el m ejor procedi­
m iento para llevar a cabo estos deseos suyos sería pedir a la Aca­
dem ia Española que nom brase individuos correspondientes a al­
gunos académicos de la Argentina. Se trataba de m iem bros des­
tacados en las Letras; pero, por aquellas relaciones difíciles que en
aquellos momentos atravesaba España con la Argentina, desde el
punto de vista político y adm inistrativo, el trabajo en este campo
era muy difícil, aunque fueron nom brándose poco a poco varios
individuos correspondientes de la Española. P or fortuna, una vez
establecido el cambio de régim en en la República herm ana, e ins­
taurado el régimen del General A ram buru, éste, por u n decreto
reciente de 30 de noviem bre de 1955, devolvió a la Academia A r­
gentina su personalidad perdida. Esta Corporación nom bró como
presidente a don Carlos Ibarguren, y como secretario, a don A rturo
Maraeso. Ya se im aginarán ustedes la satisfacción tan enorme que
tuvo la Comisión Perm anente al ver que todos sus esfuerzos habían
sido fecundos y que nuevam ente la Academia A rgentina de Le­
tras se incorporaba a nuestros trabajos en la form a activísima que
siem pre h a tenido.
E n cuanto a la Academia de P u e r to R ic o , era otra aspiración
nuestra, pensando en la ejem plar constancia con que la lengua
española en esta Isla, a pesar de los cincuenta años en que estaba
sometida a la influencia norteam ericana, se conservaba el cas­
tellano en toda su pureza con entusiasmo sin límites. H abía, ade­
más, el deseo vivísimo por p arte de aquel país de poder fundar
una Academia que defendiera tam bién nuestro idioma, de lo que
estaba más necesitado que en ningún otro sitio. A este efecto, la
Comisión Perm anente, después de estudiar esta cuestión con mu­
cho detenim iento, encomendó a don A lberto M.a Carreño para que
fuese a P uerto Rico. E l señor Carreño fué a aquel país y se puso
en contacto con los escritores de ambos sexos y logró que se

388
llegara a la creación de la Academia P uertorriqueña, la cual
inauguró sus funciones en San Ju an de Puerto Rico, el día 10 de
abril de 1953. Esta es u n a labor m uy larga y m uy tenaz, cuyo
porm enor pueden ustedes encontrar en las páginas 23 a la 25 de
la M e m o ria .
O tra cosa lastimosa en verdad, que no puede ocultarse, es la
relativa a la A c a d e m ia d e la s L e tr a s d e U ru g u a y. Cuando constitui­
mos la Asociación de Academias, la Comisión Perm anente invitó,
como a todas, a la Academia Uruguaya, insigne por muchos con­
ceptos, p ara que form ara p arte de la Asociación. Pero esta Acade­
m ia contestó a la Comisión que, p o r entender que existían ciertas
contradicciones entre los estatutos propios y los de la Asociación,
suspendían su ingreso en ella. Se hicieron otras gestiones para
m odificar este acuerdo, pero sin resultado, y entonces no hubo
más rem edio que arb itrar algún procedim iento para que la Aca­
dem ia U ruguaya y los elementos uruguayos pudieran concurrir a
esta Asamblea y no faltaran ninguna de las antiguas o m odernas
Academias hispanoam ericanas dentro del mismo Congreso. Afor­
tunadam ente, a este I I Congreso asisten aquí miembros uruguayos
correspondientes de la Española, y en virtud de eso, han asistido a
la misma Asamblea, con tal carácter, los señores B enjam ín F er­
nández y M edina y Adolfo Berro. Tam bién debo decir, en honor
a la verdad, que, aunque la Academia Uruguaya no se prestase a
en trar en la Asociación de Academias, dijo que no obstaba esta
negativa a que hicieran cuanto fuese necesario para m antener re­
laciones intensas en el orden lingüístico y colaboraran con nos­
otros en la defensa de la Lengua Castellana.
En cuanto a la A c a d e m ia P a ra g u a y a , llevaba una vida lánguida,
debido a que la m ayoría de los componentes se hallaban en el
extranjero representando a su país. En virtud de ello, se comisionó
al señor Hoyos Osores para que se trasladara a Buenos Aires.
Tuvo en dicha capital argentina contacto con varios académicos
paraguayos y se reorganizó la Academia merced a este trabajo, en
form a com pletam ente norm al.

OTROS TRABAJOS

Otro punto tam bién im portante en este orden de Academias


era el referente a la necesidad de la d e fe n sa d e l c a ste lla n o e n d e -
te rh tin a d a s re g io n e s d e lo s E sta d o s U n id o s, que, po r haber perte­
necido anteriorm ente a Méjico, conservaban todavía grandes focos

389
de castellano. Fue objeto de varias sesiones este asunto, estudián·
dose la posibilidad de constituir en dicho territorio una Academia
propiam ente tal. Existían, sin embargo, dificultades para ello. Pero
no obstan para que pensáramos en constituir con elementos va­
liosos de aquellas regiones una especie de grupo que pudiéram os
llam ar filológico, con auxilio de don Rómulo M unguía, don José
Olivera, don Miguel Saiz y la profesora Elena Torres. Este grupo
va a tener el carácter de una liga y esperamos que esta semilla
que hemos sembrado en los Estados Unidos pueda crecer vi-
gorosamente en el futuro. Quién sabe si contaremos con una Aca­
dem ia en Tejas y otra en California.
D entro de este mismo orden de Academias está lo referente
al intercam bio de papeletas. Esta era otra de las resoluciones del
Congreso de Méjico y se recogía en su resolución núm. 28. La idea
es que se constituya el núcleo realm ente de las Academias en su
contacto con la Academia Española, apoyándola en la formación
de su Diccionario m ediante el intercam bio de papeletas lingüís­
ticas. La Comisión ha tenido un contacto perm anente con la Aca­
dem ia Española, proporcionándole las correcciones pertinentes
sobre- definificiones especiales y americanismos.
A hora bien: existen dos ponencias im portantes que se han pre­
sentado a este Congreso, y que son la defensa de la Lengua Cas­
tellana y la defensa de las Academias, para que sean un instru­
mento vigorosísimo en esta defensa. Pero son asuntos que habrán
de ser objeto de amplios debates en las reuniones que celebren
las Comisiones. Independientem ente de ello, sin embargo, no quie­
ro dejar de enum erar los trabajos que ha realizado la Comisión
Perm anente en este sentido de orientación de poner las Academias
todas en pleno funcionam iento. P ara ello, naturalm ente, como la
cultura es h ija de la riqueza y no puede haber entidad que pue­
da funcionar sino realm ente ayudada por el dinero, pensamos que
la Comisión debería encarecer de un modo especial a todos los
representantes de las Academias para que éstas, a su vez, lo pidie­
ran a sus respectivos Gobiernos, que les prestara la necesaria ayuda
económica.
Los resultados han sido realm ente m uy satisfactorios. Se vió
realm ente que las cosas hay que ponerlas pensando en el dinero y
con espíritu optim ista. Porque ya de los tiempos pasados al presen­
te existe la diferencia entre el vigor económico de las Academias
antiguas y las actuales para que éstas puedan tra b ajar con fecun­
didad. Así tenemos desde luego como más antigua, con medios
propios, a la Academia Colombiana, que tiene subvención; Méjico,

390
«en este últim o período, y como consecuencia de los activos miem­
bros que componen su Academia, h a conseguido la form ación de
u n Patronato muy considerable que cuenta con un capital de cuyas
rentas podrá vivir y cum plir todos sus fines. Independientem ente
de ello, en estos últim os días, en Méjico, nuestro compañero Ca-
rreño tiene ya en período muy avanzado la obtención de la com­
p ra de la casa que ocupa la Academia. E l día que la Academia
M ejicana tenga su casa y su capital habrá de tra b ajar con redobla­
do vigor, eficacia y entusiasmo. E n el Perú, h a ofrecido el Go­
bierno de Lima incluir una partida en el presupuesto con carácter
regular.
Venezuela h a prom etido tam bién que contará con la ayuda
económica oficial. E l Salvador, gozará de subvención del Gobier­
no. Panam á, por mediación del presidente de su Academia, señor
Ruiz V em acci, h a ofrecido tam bién una ayuda económica. E n
Chile el señor Hoyos Osores nos comunicó que después de unas
entrevistas con el presidente señor González Videla, éste le había
ofrecido que aum entaría la subvención de que ahora disfruta la
Academia de este país. Todo este estado de cosas obliga eviden­
tem ente a las demás Academias a que, recogiendo estos anhelos
de la Comisión y dando vida a su trabajo, vean la m anera de
lograr de sus Gobiernos respectivos am pliar sus subvenciones y
•obtener la m ayor ayuda económica posible.

XA UNIDAD Y PUREZA DEL IDIOMA

Entram os ahora en la enum eración de los trabajos de la Co­


m isión Perm anente en asunto tan capital e im portante como es
la defensa de la unidad y la pureza del idioma. E l P rim er Con­
greso se había ocupado de este asunto en un núm ero considera­
ble de resoluciones que se habían apuntado y se acordaron para
•este fin en M éjico: la defensa y la unidad de la Lengua Caste­
llana. P ara ello bay resoluciones que m iraban a la preservación
■des la sintaxis española; otras, a la conexión del lenguaje en las
traducciones; a la pronunciación norm al del castellano; al plan
general de la defensa del idiom a; a la vigilancia para la conser­
vación y pureza de la lengua española; al estudio de las caracterís­
ticas típicas de las hablas hispanoamericanas... Todos estos asuntos
se fueron estudiando, dentro de su grupo respectivo, por p arte de
la Comisión Perm anente. Pero, para darles u n carácter de unidad
y eficacia, le pareció lo m ejor a esta Comisión .recoger una inicia­

391
11
tiva felicísima del señor Hoyos Osores, con el título de ‘‘Plan gene­
ral de defensa del idiom a”. La Comisión lo aceptó con algunas
modificaciones, y pueden ver ustedes este P lan en la M e m o ria , que
com prende los siguientes puntos: la revisión del Diccionario, con
la necesidad para ello de ayudar a esta tarea, que es grande y
pesadísima. Son palabras del mismo señor Hoyos Osores. Todas
las Academias saben muy bien que la tarea que pesa sobre la
Española es m uy difícil, y que indiscutiblem ente tienen que ayu­
dam os, en prim er lugar, p o r el sentim iento vivo que tienen real,
m ente de la lengua nuestra y, en segundo lugar, por la mayoría;
porque si en España hablan el castellano 30 millones de personas,
todos ustedes suman 100 millones y pico y esto les da derecho y
deber de cooperar en esta labor. Esto, como digo, tendrá como
consecuencia llevar a cabo el trab ajo de la revisión del Dicciona­
rio, de la revisión de los americanismos, con limitaciones, inclu­
siones, adscripciones lingüísticas, neologismos técnicos, deportes,
vicios de pronunciación, variaciones fonéticas y particularidades,
la división del trab ajo entre zonas lingüísticas, la fijación de la
pronunciación norm al (con una iniciativa m uy feliz del padre Res­
trep o ), la difusión del castellano en las escuelas, señalando vicios,
etcétera. Recuerdo a este respecto u n proyecto que hace muchos
años, siendo yo regidor del A yuntam iento de M adrid, tuve la inicia­
tiva, por m i am or al Castellano, de ver la m anera de que des­
aparecieran de M adrid la cantidad enorm e de rótulos en extran­
jero. Entonces propuse al Ayuntam iento que crease un arbitrio
sobre las palabras extranjeras, que recuerdo era en aquellos mo­
mentos de cinco pesetas por palabra y mes. Fué tan eficaz la
propuesta del A yuntam iento de M adrid que, al poco tiempo, ha­
bían desaparecido la casi totalidad de los rótulos exóticos en
M adrid, porque todos los comerciantes no querían pagar este sub­
sidio. Este detalle se podría acordar en todas las naciones de
América, siendo uno de los medios para conseguir la defensa de
la lengua (castellana y evitar todos los anglicismos que hoy im­
peran.

DIVULGACIÓN GRAMATICAL

Otro de los puntos de la M e m o r ia del señor Hoyos Osores es


el relativo a la divulgación gramatical. Todo esto, como saben us­
tedes, es una labor ingente y am plia. E l castellano, hoy día, esta
sumamente atacado y tiene grandes enemigos; enemigos que

392
siguen al acecho p ara que vaya perdiendo su pureza. Uno de
los cometidos, pues, que deben ten er todas las Academias filia­
les dependientes de la Española es estudiar los procedim ientos
para la m ejor defensa de nuestra lengua. P o r eso, la Comisión
se ocupó especialm ente de la form ación de cartillas y discos para
la pronunciación norm al del castellano. Se encargó al señor Na­
varro Tom ás que editase una cartilla con las reglas de pronuncia­
ción. Esa cartilla está ya redactada e im presa; debía haber lle­
gado a este Congreso, pero les prom eto que la tendrán ustedes en
su poder m uy pronto. Tam bién, como digo, se encargaron unos
discos que sirvieran de ejem plo p ara la buena pronunciación del
castellano, haciendo una selección de textos p ara que sirvan como
elemento eficaz en la defensa de nuestro idioma.

EXTENSIÓN BIBLIOTECARIA ESPAÑOLA Y OTRAS ATENCIONES

O tro punto interesante que fue objeto de estudio de la Comi­


sión P erm anente p ara la difusión de la lengua castellana fue el de
lograr las mayores facilidades p ara la entrada del lib ro español en
América. España otorga a todos los libros impresos que vienen de
América las máxim as facilidades, entre ellas el privilegio de no
pagar aduanas de ninguna clase; no así con los libros impresos
en E uropa (Francia, Inglaterra, Bélgica, A lem ania, etc.). Todos
los libros que editan ustedes pueden entrar en España sin pagar
ningún derecho. Pero, por desgracia, esos privilegios no existen en
reciprocidad en algunos países de América. Trabajam os particu­
larm ente en M éjico en este extremo. Invitam os personalm ente a
varios m inistros, y al propio Presidente, a que nos ayudaran en este
deseo nuestro de suprim ir estas trabas. Yo hasta propuse que,
cuando menos, se pudiera crear en todas las naciones america­
nas u n fondo de publicaciones académicas que gozaran de venta­
jas económicas. Algo se ha podido conseguir y parece que van
m ejorando las cosas, y m e perm ito aprovechar esta oportunidad
para pedirles a todos ustedes que gestionen con sus Gobiernos que
desaparezcan en absoluto estas restricciones de las obras y libros
españoles en Am érica. H ay que procurar un conocimiento recípro­
co; y p ara ello hay que lograr que la defensa del Castellano cuente
con los m edios necesarios. Este asunto será objeto de una de las
Ponencias del Congreso.
O tro punto, tam bién de consideración especial po r p arte de la
Comisión P erm anente, fué la d e fe n s a d e l e sp a ñ o l e n F ilip in a s. Sa*

393
ben ustedes que el Castellano, en aquellas Islas, por desgracia,
h a sufrido grandes embates. P o r u n lado, el estado de protecto­
rado impuesto por los Estados Unidos ha traído como consecuen­
cia el predom inio del inglés. Existe tam bién otra dificultad, sim­
pática, pero que enerva la expansión del Castellano, y es la prác­
tica de las lenguas indígenas y, singularmente, el tagalo. A pesar
de estas dificultades, empero, la Comisión Perm anente estudió la
form a de resolver la cuestión. Como consecuencia de contactos
nuestros con el Gobierno y los elementos filipinos interesados en
nuestros trabajos en tal sentido, puedo decir que algo se ha logra­
do. Ya se sabe que en todas esas gestiones no se puede conseguir
la m agnitud de lo que se desea; pero lo principal en la vida es
la ley de continuidad, y, en lo tocante a Filipinas, algo vamos ga­
nando: se han creado becas de estudiantes. España paga bastantes
de ellas; Colombia, paga dos; Chile, cuatro; Santo Domingo, dos;
Venezuela, dos... De todo ello los asambleístas tienen detalle mi.
nucioso dentro de la M e m o ria , y, además, entra en el actual Con­
greso una ponencia extensa y muy bien- redactada dél señor Ca-
rreño, en que aborda esta cuestión, y será objeto de la Asamblea
colaborar en esta finalidad que perseguía la Comisión Perm anen­
te, que no puede ser más simpática.

FORMACIÓN DE DICCIONARIOS

E n tocante al D ic c io n a rio , en la resolución 9.a, se m andaba que


se constituyera por la Comisión Perm anente u n Diccionario bio­
gráfico de académicos hispanoamericanos. Ya com prenderán los
asambleístas que la Comisión no tenía medios para poner en prác­
tica este m andato. Pero, siem pre dentro de las posibilidades de
su ejecución, ofició a todas las Academias correspondientes para
que fueran haciendo realm ente este Diccionario en sus respectivos
países. E l día que tuviéram os precisam ente por grupos de cada
Academia este Diccionario, podríamos encargarnos de editarlo en
su totalidad. Yo tam bién recom endaría a los elementos directivos
de las Academias que toda persona que entre y sea recibida en las
Academias presente, al mismo tiem po, su fotografía y su curriculum ,
v ita e . Todas las Academias saben ustedes que de esta form a dis­
pondrían de los elementos necesarios para inform ar al respecto en
cada país. Vamos, pues, a hacerlo poco a poco, porque esta reso­
lución del P rim er Congreso es m uy interesante.
O tra de las resoluciones interesantísimas era la 11: F o rm a c ió n

394
d e u n d ic c io n a r io a m e rica n ista . Existen las mismas razones para
que la Comisión Perm anenté no lo pudiera hacer que acabo de
citar. Esto tiene que ser obra individual de la m ayoría de los paí­
ses. E n América contamos, entre otros, con el magnífico volumen
del señor Santam aría; pero, independientem ente de eso, entra ya
en el ám bito propio de las Academias acom eter este trabajo. Lo
tratarem os en este Congreso. Y no necesito advertirles que la Aca­
demia Española está con los brazos abiertos para recibir de todos
ustedes cuantas indicaciones juzguen necesarias para que los ame­
ricanismos que figuran en nuestro Diccionario sean los válidos y
los que existan en realidad. A vosotros os corresponde en este tra ­
bajo diario una gran misión, estudiando detenidam ente los am eri­
canismos que muchas veces no existen. Este punto interesantísim o
habrá de ser, innegablem ente, uno de los cometidos principales
de las Academias hispanoamericanas, ayudando eficazmente a la
Española en el deseo que tiene de colaborar con vosotros y que
este Diccionario sea el reflejo fiel de todas las voces castellanas que
se hab lan en el mundo.
Otras de las resoluciones del Congreso es la referente a la fo r ­
m a c ió n d e l V o c a b u la rio filo s ó fic o d e l id io m a e sp a ñ o l. Existe en
España uno del padre Zaragüeta; en Buenos Aires, hay otro de
Filosofía de José F errater, editado en abril de 1951. Pero, de todos
modos, se pidió a las Academias que fueran preocupándose de
enviar a la Comisión Perm anente o a la Academia Española las
cédulas idiom áticas sobre esta m ateria.
Otro Diccionario que debería editarse es el D ic c io n a rio te cn o ­
ló g ico . Se tra ta de una resolución del Congreso de Méjico bien­
intencionada y generosa. Pero es interesante hacer constar a este
respecto que la Academia Española se ha preocupado de este p ar
ticular. Se form ó una Comisión, que presidió el señor Torres Que-
vedo, pero no siguió sus trabajos adelante. De cualquier form a,
se ha puesto de manifiesto que este gran Diccionario tecnológico
es cada vez más necesario, porque es una de las cuestiones hoy
día más contam inadas por la creación de neologismos bárbaros
que hace que tengamos que interesam os cada día más para salir
al paso de los vocablos más en uso que van en detrim ento de
nuestro idioma. Esto exige tam bién que todas las Academias se
preocupen de este particular, como pedía el P rim er Congreso de
Méjico.
O tra de las resoluciones del P rim er Congreso fué recom endar
la fo r m a c ió n d e u n D ic c io n a rio d e sin ó n im o s. No hay que encare­
cer la ayuda que pueden dispensar las Academias a este respecto.

395
BIBLIOGRAFÍAS Y FONDOS BIBLIOGRAFICOS

O tra de dichas resoluciones, que estudió en su día la Comisión


Perm anente, fue la b ib lio g r a fía d e l id io m a e sp a ñ o l. Esta ha de ser
una labor paciente e individual. Recuerdo que en España tene­
mos el D ic c io n a rio d e la b ib lio g r a fía d e la L e n g u a C a ste lla n a , del
conde de la Vinaza. Pero este D ic c io n a rio tiene veinte años de an­
tigüedad, y durante estos veinte años se h a creado la Filología,
ciencia nueva, sobre todo en el castellano, y en aquella publica­
ción no están recogidas, naturalm ente, la m ultitud de revistas de­
dicadas a esta ingente tarea. Si cada una de las Academias en­
viara por ejem plo a la Española una relación de todas las obras
filológicas que se h an publicado en los últim os sesenta años, iría­
mos nosotros reuniendo los m ateriales para com pletar la obra del
Diccionario del conde de la Viñaza, que, en su tiem po, era inte­
resante, pero que ya h a perdido actualidad. Vamos, pues, a ver
si entre todos nosotros podemos conseguir la form ación de este
nuevo Diccionario.
Otro punto que se sale realm ente de las facultades de la Co­
misión Perm anente es el relativo a la fo r m a c ió n d e u n fo n d o e d i­
to r ia l in te r a c a d é m ic o . Esto supone la posibilidad de contar con
unos medios económicos de los cuales, por desgracia, carece la
Comisión Perm anente. A hora bien: dentro de estas resoluciones
del P rim er Congreso, en orden a las publicaciones de orden filo­
lógico, había una altam ente sim pática: el Diccionario de Rufino
José Cuervo. Sólo se publicaron dos tomos; pero existe una Ins­
titución adm irable: el Instituto “Caro y Cuervo”, que lo lleva a
la práctica bajo la dirección del padre Restrepo. Esta Comisión
Perm anente se perm ite solicitar de todas las Academias que cola­
boren económicamente para la realización de este Diccionario.
E n orden a p u b lic a c io n e s , llevando ya m etódicam ente esta re­
lación de nuestros trabajos, teneníos las siguientes: la que fue
precisam ente la prim era resolución del Congreso de M éjico: pedir
la reim presión de la obra del em inente filólogo m ejicano don
R afael Angel de la Pena, sobre T r a ta d o d e l g e ru n d io . La Comi­
sión Perm anente en Méjico h a podido cum plir este deseo del P ri­
m er Congreso Revando a cabo la reim presión, y creo que Regarán
a poder de vosotros, dentro de poco, los correspondientes tomos.
O tra publicación Revada a cabo p or la Comisión Perm anente ha
sido la de los opúsculos de la Academia de la Lengua Española,
años 1951-53 y 1953-56,-que recibirán ustedes antes que term ine
este Congreso. Tam bién hemos editado la C a r tilla d e p r o n u n c ia *

396
c ió n e sp a ñ o la . A continuación viene el hom enaje a Cuervo. F inal­
m ente, pensamos que era necesaria la edición de u n volum en que
recogiera las actas e intervenciones, discursos, etc., del P rim er Con­
greso, puesto que hubiera sido una lástim a que se perdieran. La
Comisión Perm anente recogió este deseo y lo h a llevado a la prác­
tica m ediante la publicación de u n tomo de más de quinientas
páginas, donde queda constancia del m em orable P rim er Congreso
de Méjico y de toda su fecundísima labor.

397
SALAMANCA Y LA LENGUA
ESPAÑOLA *

POR ANTONIO TOVAR

La peregrinación académica a Salamanca significa—me atrevo


a pensarlo—el afán de tocar las raíces y cimientos de donde ha
surgido y en que descansa la com unidad que nos une. Hubierais,
podido llegaros tal vez a las tierras en que, al pie de las m ontañas
cántabras, casi lindando con Vizcaya, nació nuestra lengua. Como
tam bién acercaros a las antiguas ciudades y villas: Burgos, Carrión,
Valladolid, Segovia, Toledo, Medinaceli, A randa, Peñafiel, M edina,
donde la vida civil y religiosa fué m adurando, a lo largo de siglos,
el castellano del prim itivo pequeño rincón. Pero desde M adrid,
donde se está celebrando vuestra Segunda Asamblea, habéis elegido
Salamanca para tener un contacto con el pasado de nuestro idioma.
Os acoge esta aula, en la que aún parece que resuenan la voz de
V itoria y de fray Luis de León, y la Universidad os da las gracias
por el honor que le hacéis.
Si aquí, precisam ente en esta aula de la Universidad de Sala­
manca, se levantó la voz del padre V itoria, sin tem blar ante la

* E n su discurso a los m iem b ro s d e l I I Congreso d e A cadem ias d e la L e n ­


gua, e l m agnífico recto r d e la U niversidad de Salamanca, d o n a n t o n i o t o v a r ,
señaló la relación existe n te en tre la U niversidad salm antina y la pro yecció n
d e la L engua E spañola en A m érica . “L a v ieja Salamanca dijo— es n o sólo la —
nod riza d e l id io m a ..., sino enriquecedora cultural, legisladora d e su gramática,
defensora d e su prestigio y , ú ltim a m en te— p o r boca d e M ig u el d e U nam uno —,
p ro fetisa d e la época n ueva q u e esta A sam blea d e A cadem ias encarna.” Gracias
a la labor em p ren d id a p o r las A cadem ias hispanom ericanas, se va cu m p lien d o
e l su eñ o unam uniano, cuando escribía: “H a y q u e hacer la lengua hispánica in ·
tem a c io n á l co n e l castellano.”
E n la m ism a sesión salm antina d e l 30 d e a b ril d e 1956 in tervin iero n asim is­
m o d o n p e d r o l i r a U R Q U iE T A ( j ef e d e la D elegación ch ilen a ), los señores c a r r e *
fío y J i m é n e z r u e d a (M é jic o ), Μ Ο ΤΤΑ s a l a s (C o lo m b ia ) y b e l a ú n d e (P e rú ), q u ien
te rm in ó e l acto so sten ien d o “e l sen tid o p latónico d e la lengua castellana”.

398
m ajestad de Carlos V, para defender la justicia y exam inar los
títulos en derecho para la conquista de las tierras nuevas y la su­
misión de sus naturales, es bien y adecuado que vuestra Asamblea
rinda aquí hom enaje a la escuela jurídica que fundó en la teolo­
gía católica la colonización y la mezcla de las razas, y que sentó
las bases de la com unidad que nos enorgullece.
La vieja Salamanca, si no m adre de la lengua castellana, es no
sólo la nodriza del idiom a, desde los tiem pos del Rey Alfonso el
Sabio, reorganizador de esta Universidad, sino enriquecedora cul­
tu ral, legisladora de su gram ática, defensora de su prestigio, y ú l­
tim am ente, por boca de Miguel de Unamuno, profetisa de la época
nueva, que vuestra Asamblea de Academias encarna. Desde una
Cátedra de esta Universidad desbordó, hace ya más de medio siglo,
la enseñanza de aquel vasco salm antinizado para defender, contra
los casticistas y los disgregadores, contra los aferrados al pasado
y los que deseaban rom per con él, la lengua sobre que ahora
legisláis vosotros, esa que él consideraba como una tarea por rea­
lizar cuando escribía: “H ay que hacer la lengua hispánica interna­
cional con el castellano.” E l vió, desde aquí, antes que nadie, y
soñó con su realidad futura el “sobrecastellano”, “la lengua espa­
ñola o hispanoam ericana”.
Perm itidm e que m e complazca en recordar la larga historia
que enlaza a los sabios de Salamanca con la lengua española. Así
quedará más justificado vuestro viaje y os servirá, a quienes de
vosotros no conozcan Salamanca, de orientadora y guía en la visita.
F ué la emulación del Rey Alfonso IX de León frente al de Cas­
tilla la que hizo de Salamanca un puesto fronterizo aún, recién
repoblado después de la expulsión de los moros, una ciudad uni­
versitaria. La creación del Estudio general hacia 1218, cuando se
estaba erigiendo la catedral rom ánica, sacaba para siem pre de la
oscuridad el nom bre de la antigua S a lm a n tic a , alguna vez citada
p o r los geógrafos antiguos y, aún más, por los historiadores, pues
fué siem pre el objetivo de u n a victoriosa incursión del cartaginés
Aníbal. La U niversidad se hubiera tal vez extinguido, como su
herm ana m ayor castellana, la de Palencia, si Alfonso X no la
hubiera reorganizado en 1254. A ún dura el eco de las fiestas con
que en el curso 1953-54 conmemoramos el V II Centenario. La U ni­
versidad de Salamanca, que debió al Rey la fundación de sus Cá­
tedras, no fué ajena a sus grandes trabajos legislativos y astronó­
micos. E n la form ación del idioma, Salamanca, que era leonesa,
se incorporó al dialecto Mamado a unlversalizarse. Los últim os acen­
tos del leonés, refugiados contra la frontera portuguesa, guardan

399
el recuerdo del lenguaje en que todavía se escribió el Fuero de
la Repoblación de Salamanca.
Acudían acá estudiantes de toda la Península, se aprendía aquí
a gozar de la poesía escrita por los clérigos del císter, y después
podremos ver en la Biblioteca, copiado por un estudiante de estas
aulas, el códice del A rcipreste de H ita, el saber rim ado del L ib r o
d e l B u e n A m o r en su m ejor ejem plar.
La grande, la máxim a aventura hispánica, la que hace posible
que nosotros, españoles, americanos, filipinos, estemos aquí re­
unidos, ganó de sí a Salamanca quizá más que a ninguna otra
ciudad de España. La corte viajaba; pero la ciencia, con u n apara­
to de bibliotecas, ya entonces, tenía aquí sede fija. P o r eso estuvo
Colón en Salamanca. E n el convento dominicano de San Esteban,
donde se guardan las reliquias del padre V itoria, se alojó el na­
vegante, para que la U niversidad dictam inara sobre sus planes.
A ntonio de N ebrija, que era entonces aquí profesor de Gramática,
y que venía lleno de los esplendores del Renacimiento italiano,
tuvo la intuición del destino de la lengua. En el prólogo de su
Gram ática, al dedicársela a la Reina Isabel, como si esculpiera en
la fachada plateresca de esta Universidad, dejó escrito lo siguiente,
que bien conocéis:
“Cuando bien conmigo pienso, m uy esclarecida Reina, y pongo
delante de los ojos la antigüedad de todas las cosas que para nuestra
recordación y m em oria quedaron escritas, una cosa hallo y saco
por conclusión muy cierta: que siempre la lengua fué compañera
del Im perio.”
Parece que este pensam iento de N ebrija arraigó profunda­
m ente en Salamanca y se creyó aquí que la lengua seguía a las
grandes empresas políticas. Pasarían los siglos, y en tiempos bien
diferentes de los de N ebrija, un escritor form ado aquí, Juan Pablo
F o m er, repetiría la afirm ación del nebrijense: “Las lenguas siguen
la suerte y costumbres de los Im perios.” Preocupaba aquí, en la
larga crisis dieciochesca, cuando ya se estaba incubando la inde­
pendencia de vuestra Am érica, la fijeza del idioma. Si N ebrija
h abía predicho la extensión prodigiosa de nuestra lengua, otío
m aestro salm antino, Gonzalo Correas, había—en los comienzos del
siglo XVII—celebrado esta universal conquista. Al analizar y com­
p arar las excelencias de varias lenguas, señala en su enum eración:
“La quinta, que sea muy extendida y dilatada, y que haya
dudado y florecido largo tiem po, por donde haya criado y tenga
muchos escritores y libros de todas m aterias en verso y en prosa.”
Al aplicar este punto a nuestra lengua, dice: “Su extensión es

400
sin comparación más que la latina, porque fué y es común nuestra
castellana española a toda España, que es m ayor más de un tercio
que Italia. Y hase extendido sum am ente en estos ciento veinte
años, por aquellas m uy grandes provincias del Nuevo Mundo de
las Indias. Decid... que así no queda nada del orbe universo donde
no haya llegado la noticia de la lengua y la gente española.”
Es la amenaza de esa misma universalidad la que angustia a
F orner y la que, a lo largo del siglo x n , aparece como u n fantas­
m a en la polémica entre R ufino José Cuervo y V alera: la frag­
m entación de los inmensos dominios geográficos de nuestra len­
gua, que ya no tienen vínculos de unidad política, y que podrían
seguir el sino de los Im perios rotos y divididos. O tra vez nuestro
U nam uno señaló desde Salamanca el cam ino: “No es con el mo­
nopolio de M adrid n i con el centro único como se m antendrá la
unidad. Esperamos que es posible porque el m undo m oderno tiene
las comunicaciones fáciles y rápidas. Sabemos que es cierta porque
en esta com unidad de nuestro idioma, cada nación, cada región,
cada escritor tienen su voz y su voto.
“ ¿Con qué derecho se h an de arrogar Castilla o España el caci­
cato lingüístico? E l rápido intercam bio que a la vida ordinaria
distingue im pedirá la participación del castellano, pues habrán de
influirse m utuam ente las distintas maneras nacionales, yendo la
integración al paso mismo a que la diferenciación dialectal vaya.”
¿Qué m ejor modo de integración que el de vuestra conviven­
cia académica? Si eran de estas aulas los maestros que dieron
la feliz fórm ula de la lengua como com pañera al ingenio, otro
doctor salm antino ve en u n dinámico intercam bio la prenda de
unidad, resguardándola así del peligro de las distancias y los
centros plurales. Ved con qué celo Salamanca h a sabido dictam i­
n a r siem pre sobre la vida del idioma.
Mas no creáis que con lo dicho se agota el caudal de cuanto
aquí se h a pensado y dicho sobre la vida de nuestro idioma. In ­
justicia sería olvidar aquí a nuestro poeta fray Luis de León, de
quien se cuenta que en esta misma Cátedra, cuando después de
siete años de prisión en las cárceles inquisitoriales reanudaba su
enseñanza, ante la expectación de los oyentes que aquí se apiña­
ban, conocedores de su carácter combativo y u n tanto violento,
comenzó, rehuyendo toda alusión, con las palabras de ritu al:
“D ic e b a m u s a e x te r n a die” (Decíamos ayer...) ¿Generosidad de
alm a? ¿Energía rota por la prisión y el tem or? ¡Secreto que se
llevó la historia!

401
Fray Luis de León, artista en prim er lugar, nos dice, en su
defensa del español, algo que nos instruye mucho. La lengua no
es sólo espontaneidad, n i en ella m anda sólo el vulgo indocto. “E l
bien hablar—nos dice el maestro—no es común, sino negocio de
particular juicio.” E l escritor, el creador literario, el que trabaja
la m ateria viva de las palabras, no puede dejar de preocuparse del
idioma. P o r una parte, tiene que aliñar la lengua, enriquecerla
pensando en ella cosas nuevas, envidiar a aquellas culturas des­
arrolladas que, según la frase del citado Forner, habían “hecho a
su lengua depositaría de cuanto se sabe”. Tam bién en este aspecto
recordarem os los prudentes consejos de u n sabio form ado en Sa­
lam anca en los grandes tiempos, el historiador Ambrosio de Mora­
les, que dice: “Yo no digo que afeites nuestra lengua castellana,
sino que le laves la cara. No le pintes el rostro, mas quítale la
suciedad; no la vistas de bordados n i recamos, mas no le niegues
un buen atavío de vestido que aderece con gravedad.”
P o r otra parte, el escritor tiene que ser el reducto más firm e
de la lengua, en defensa contra el empobrecimiento, la desnatura­
lización, la languidez de la rutina.
A un a trueque de fatigaros con citas, recordaré otro texto de
Cadalso, aquel valiente oficial que pasó por Salamanca para des­
p ertar a la U niversidad de su medio y crear aquí la segunda escue­
la salm antina. Pensando en los escritores de su tiem po, dijo lo
que se podría aplicar a muchos del nuestro y en todas las Españas:
“A ñaden al castellano m il frases im pertinentes. Lisonjean al
extranjero haciéndole creer que la lengua española es subalterna de
las otras. Alucinan a muchos jóvenes españoles disuadiéndoles del
indispensable estudio de la lengua natal.”
Y es que en estos consejos que da Cadalso se acusa el choque
de la cultura nuestra con la de otros países. E l problem a es que,
para ser actuales, tenemos que pensar cuanto se piensa en las otras
lenguas de cultura, y el universalismo de nuestra época no nos
deja seguir ensimismados en el pasado. P or otra parte, hoy sabe­
mos que en la lengua no todo es espontaneidad, y que en la crea­
ción lingüística, ju n to al pueblo, que da la m ateria, está el escritor,
que pone su sello form al. La creación literaria es, en prim er lugar,
creación lingüística, y el anónimo autor del poema de Mió Cid,
como Berceo o la corte literaria del Rey Sabio, tienen una p arte
grandísim a en la creación de nuestra lengua, que quizá contrapesa
la fuerza creadora bullente en las entrañas del pueblo.
Señores académicos. La Academia Española, como las de vues­
tros respectivos países, no son asociaciones de lingüistas a quienes

402
interesen estos problem as, m al elucidados, de la vida del lenguaje.
Os interesa no esta cuestión teórica, sino la vida concreta de nues­
tra lengua; el diccionario os preocupa, pero más aún la creación
literaria viva en la lengua. Teorizáis ta l vez sobre el lenguaje,
pero la verdadera fuerza de vuestra legislación está en vuestra
labor de creadores. De aquí el interés con que todos seguimos
vuestro Congreso de las Academias de la Lengua Española; de
aquí que os reciba rendidam ente la Universidad de Salamanca, en
la que tanto se ha escrito y pensado por y p ara nuestro idioma.
E l contacto entre los escritores de vuestros países, como el con­
tacto de estas huellas que aquí veis, h ará vuestra legislación sobre
el patrim onio que era sólo nuestro, y hoy es de todos, más justa
y más eficaz, más respetuosa con el pasado y más atem perada a
la realidad.
Habéis venido de todas esas rem otas fronteras, donde el español
linda con el tagalo, con el araucano, el quichua y el guaraní, de
todos los. confines, que uno de vosotros, don A rturo Capdevila,
estudió hace años poéticam ente. E n vosotros pesan historias y pre­
sentes diversos, razas y políticas diferentes; nuestra lengua ya no
sigue a un im perio; pero, como aquí contó Unamuno, nuestro es­
p íritu está regado por la misma sangre, la lengua que aquí, en
Salamanca, en estas aulas, h a vivido y vive, con vuestra presen­
cia, momentos decisivos e inolvidables.

Antonio Tovar Llórente.


Rector de la Universidad de
salam anca(España).

403
TAREAS Y ACTIVIDADES DEL I I CONGRESO
DE ACADEMIAS DE LA LENGUA *

ΡΟ Η

GUILLERMO HOYOS OSORES

Cumplo el deber que tengo como relator general de presentar


un inform e o sucinta relación de las labores de esta ilustre Asam­
blea, y lo bago en apretada síntesis, donde sólo cabe lo principal,
con inevitable omisión de muchas cosas dignas de nota, las cuales
constarán en la M e m o r ia y demás documentos del Congreso.
Correspondió a la Comisión Perm anente, creada por el Con­
greso de México, prep arar la celebración del que ahora term ina
con tan felices resultados; y la encomienda fue cum plida de ma­
nera que h a merecido vuestro asenso, como antes obtuvo el de
todas las Academias de la Lengua, a cuyo alto criterio sometió
oportunam ente la Comisión Perm anente los proyectos de Regla­
mento y de tem ario, a fin de recoger e incorporar al texto de­
finitivo de uno y otro las modificaciones que ellas estim aren con­
venientes. E n su hora la Real Academia propuso que fuera M adrid
la sede del I I Congreso, y aceptada unánim e y jubilosam ente tan
grata invitación p o r las de América y Filipinas, la Comisión pro­
siguió desde entonces las tareas preparatorias en estrecho contacto
con la Academia M atriz.
P ara ultim arlas vinieron anticipadam ente a España todos sus
miembros, salvo el vicepresidente de la Comisión, don alejandro
qu u a n o , retenido en México por serios quebrantos de salud.
Bajo la presidencia del delegado de la Academia Española don
AGUSTÍN G. AMEZÚA, celebraron varias reuniones, a las cuales, des­
de la segunda de ellas, se incorporó como asesor, a solicitud de la
Comisión, el secretario perpetuo de la Real Academia, don JULIO
casares . De esta suerte, a la llegada de las Delegaciones, la orga­
nización del Congreso estaba completa, incluso en los detalles de
procedim iento, para que el trab ajo pudiera desarrollarse ordena-

* P u b lica m o s en estas páginas el in fo rm e fin a l d e las tareas y actividades


d e l I I C ongreso, presentado en la ú ltim a sesión plenaria d e M a d rid p o r el
relator general d o n Gu i l l e r m o h o y o s o s o r e s , m iem b ro d e la D elegación peruana
y d e la C o m isió n P erm a n en te creada p o r el Congreso d e A cadem ias celebrado
en M éjico.

404
clámente, así como todo lo relativo a los actos y ceremonias previstos
en el program a.
Escritores y lingüistas procedentes de las distintas provincias
de nuestro gran im perio idiom ático tom aron contacto, con plena
conciencia de la poderosa fuerza espiritual de su comunidad. Que­
daba así logrado, desde el comienzo, uno de los principales fines
del Congreso, no inserto en el tem ario, pero cuya im portancia es
obvia: el de prom over la vinculación personal de los muchos hom ­
bres de letras españoles, americanos y filipinos que, en las veinte
Academias de la Lengua, deben velar por la defensa y el adelanto
del idiom a español, raíz de nuestra personalidad y de nuestra
común cultura. Y ello h a sido posible gracias a la hidalga hospita­
lidad de la Academia Española, auxiliada eficazmente po r el dina­
mismo y la cortesía del Instituto de Cultura Hispánica.

SESIONES Y PLENO PREPARATORIOS


E n la m añana del 22 de abril se efectuó la p r im e r a s e s ió n p r e ­
p a r a to r ia d e l C on greso, bajo la presidencia del señor González de
amezúa , quien dió a los asambleístas una m¡uy cordial bienvenida,
pidiendo luego que cada Delegación m anifestara el nom bre de su
jefe. Todas lo hicieron, y quedó fijada así la nóm ina de las perso­
nas, que, por derecho propio, serían vicepresidentes del Congreso.
Finalm ente, la Asamblea aclamó y aplaudió una moción del señor
CHACÓN Y CALVO, p ara que los jefes de las Delegaciones sometie­
ran telegráficam ente a la Academia Sueca, para el Prem io Nobel
de L iteratura, el nom bre egregio de don ramón menéndez pidal .
E n la segunda sesión preparatoria, celebrada en la tarde del
mismo día, la Mesa presentó y los congresistas aprobaron el Cua­
dro de Comisiones. Seguidam ente la presidencia propuso los nom­
bres de quiénes desem peñarían los cargos de secretario general,
secretario de actas, secretarios adjuntos y relator general, los cua­
les m erecieron la aprobación de la Asam blea; y para establecer el
turno de los vicepresidentes se procedió al sorteo. Cerrada de este
modo la etapa preparatoria del Congreso, el señor González de
amezúa declaró conclusas las funciones de la Comisión Perm a­
nente, y llam ó a ocupar sus puestos a los miembros de la Mesa
Directiva. La sesión term inó con u n voto de aplauso a la Comisión
Perm anente, por iniciativa del jefe de la Delegación boliviana,
señor Vázquez Machicado.
E n el Pleno P reparatorio del 24 de abril, presidido po r el jefe
de la Delegación de México, señor carreño , don Agustín González

405
de amezúa inform ó detalladam ente acerca de la gestión realizada
p o r la Comisión Perm anente desde su creación en diciembre
de 1951. Expuso lo hecho en este lapso p ara cum plir los votos del
P rim er Congreso, para prom over la actividad de las Academias,
p ara concurrir a la defensa de alguna de ellas cuando fue me­
nester, para revivir a las del Paraguay y establecer la de Puerto
Rico, para estim ular la cooperación interacadém ica, para aten­
der a la defensa de nuestra lengua y para organizar el presente
Congreso. Los asambleístas aprobaron el informe, y a propuesta
del delegado salvadoreño, don enriq ue c Órdova , ratificaron el voto
de aplauso a la Comisión Perm anente aprobado en una de las
sesiones anteriores. E n seguida don Víctor A. belaúnde , jefe de la
Delegación peruana, con palabras de encendido am or a España y
de encomio a su política de fraternidad con los pueblos hispánicos,
propuso que se designara Presidente de H onor del Congreso al
Jefe del Estado español, y miembros del Comité de H onor a los
m inistros de Asuntos Exteriores y de Educación Nacional.
La Asamblea aprobó la consulta por aclamación.
Igual beneplácito recibió la iniciativa del delegado cubano, señor
CARBONELL—apoyada por el señor PEMÁN y por el P. restr epo — de
que se nom brara tam bién Presidente de H onor al ex Presidente
de México, don Miguel Alemán, a cuyo patrocinio debiéronse el
P rim er Congreso de Academias y el funcionam iento de la Comi­
sión Perm anente, así como la propuesta de la Delegación chilena,
don pedro lira , secundada por el delegado paraguayo, señor cha ­
ves , de que se incorporara al Comité de H onor al director del
Instituto de C ultura Hispánica, don Alfredo Sán ch ez bella , en
m érito a sus notables servicios a la vinculación hispanoamericana.

sesió n inaugural

La tarde del mismo día fué la sesión inaugural del Congreso,


presidida por el señor m inistro de Educación, don Jesús Rubio.
La inició don ramón menéndez pidal con palabras de saludo a
los asambleístas y con frases de piadoso hom enaje a la mem oria
ilustre de don Joaquín Casas, don M anuel Jim énez, don Francisco
Cavidia, don Eduardo Diez de M edina y don Carlos Ibarburen,
directores de las Academias Colombiana, Costarricense, Salvado­
reñ a, Boliviana y A rgentina de Letras, fallecidos desde la fecha
en que se reunió el P rim er Congreso. Después de lo cual refirióse
ál comienzo de la colaboración académica hispanoam ericana, a
fines del siglo pasado, al constante empeño de la Academia Espa­

406
ñola en utilizarla, y a los óptimos frutos que ha de dar esa magna
labor cooperativa en lo futuro.
E l discurso de orden estuvo a cargo del doctor don GREGORIO
marañón . Su vigorosa elocuencia destacó el influjo vivificador que
ejerce el talento literario de los grandes escritores y el genio del
pueblo en el desarrollo del lenguaje, que, aun cuando repugna la
extravagancia de los audaces y necesita a los técnicos del idioma,
no puede dejarse aprisionar en moldes reglam entarios estrechos,
porque si tal fuere el caso se pudriría. Es necesario encauzar a las
fuerzas creadoras y muchas veces pulirlas; “pero—añadió el doc­
to r M arañón—sin esa exuberancia popular las lenguas m orirían de
la m uerte peor, que es la de la pedantería y el fastidio”. Habló
tam bién de la gran capacidad idiom ática hispanoamericana, y dijo
que la lengua común, el castellano ecuménico, debe adaptarse a
la vida diversa de los dos lados del m ar.
Respondió a este discurso, en nom bre de todas las Delegacio­
nes, el jefe de la Ecuatoriana, P . espinosa pó lit . F ué la suya una
oración elocuentísima, notable, así por la lim pidez y arm onía de
la form a como por la m ucha sustancia de los conceptos. Ponderó
las excelencias del idiom a castellano, que es el lazo vital de unión
entre los pueblos de nuestro linaje, y que, por tanto, debe ser
celosamente defendido; pues, si bien la gente de la calle pone la
savia de la lengua, no debe olvidarse la necesidad del hablar
culto norm ativo, que sólo acoge lo que lleva el sello del espíritu,
desechando los elementos espurios. Finalm ente, exaltó las glorias
de España y de la H ispanidad. Después hizo uso de la palabra,
con am enidad y galanura, el académico español GARCÍA SANCHÍz.

las c om isio nes : 86 ponencias


E l 25 de abril inició el Congreso sus tareas, que habían sido
distribuidas en siete Comisiones, a saber: la Prim era, U n id a d y
D e fen sa d e l I d io m a ; la II, C u e stio n e s G ra m a tic a le s; la III, C u es­
tio n e s L e x ic o ló g ic a s; la IV, R e la c io n e s I n te r a c a d ém ica s; la V, R e la ­
c io n e s E x te r io r e s ; la VI, I n ic ia tiv a s y H o m e n a je s , y la V II, P re n sa .
Todas ellas trab ajaro n afanosamente, aplicándose al estudio de
las ochenta y seis ponencias presentadas al Congreso y, además,
al de las enmiendas y añadiduras propuestas en cada una de
ellas. E n algunos casos la com plejidad de ciertos temas hizo nece­
saria la colaboración de dos Comisiones, a fin de que el trabajo
tuviera unidad y coherencia.
U n id a d y d e fe n sa d e l id io m a . —Dieciocho de los anteproyectos
se h an referido al im portantísim o asunto de la “U nidad y defensa

407
12
del idiom a”. Desde la presidencia del Congreso lo había tocado
tam bién don ramón m enéndez pidal . La Asamblea escuchó respe­
tuosam ente las razones con que su profunda sabiduría explicaba
la influencia enorm e de los nuevos inventos y de las formas mo­
dernas de vida en la evolución del lenguaje, y las vastas posibilida­
des de utilizarlos al servicio de la gran unidad lingüística espa­
ñola. Sobre este y otros aspectos del gran problem a versan varias
im portantes iniciativas examinadas por la P rim era Comisión, como
por ejem plo una m uy notable de don DÁMASO ALONSO, académico
de la Española, quien estudia en su eruditísim o trabajo los diver­
sos factores, unos de poco cuidado y otros graves, que corrompen
nuestro idiom a en su fonética, en su léxico y en su sintaxis. Piensa
el em inente filólogo que la función de las Academias en esta época
no es darle esplendor a la lengua—como reza el pretencioso lema
dieciochesco—, sino la más práctica y urgente de evitar que dentro
de pocas generaciones los hispanohablantes no se puedan entender
los unos a los otros. E n tre los mayores peligros que amenazan
a nuestra unidad idiom ática, señala el señor Alonso la rápida di­
versificación del vocabulario en los distintos países hispánicos, por
la afluencia de voces nuevas que la técnica y la com plejidad de
la vida m oderna im ponen cada día. P ara prevenir este y otros
elementos de descomposición, propone el establecimiento, dentro
de cada Academia, de una Comisión de vigilancia, compuesta por
especialistas, académicos o no, que se encarguen del reajuste y
estudio inm ediato de los fenómenos del idioma hablado o escrito,
perjudiciales a su unidad, y que atienda inm ediatam ente a las
nuevas necesidades de denom inación; medidas que deberían ser
completadas con otras de defensa idiom ática en la enseñanza, en
la prensa, en la radiotelefonía, etc. A doptada por la P rim era Co­
misión, y refundida con otra interesante iniciativa de don LUIS
ALFONSO, el Congreso la votó favorablem ente en una de sus Sesiones
plenarias. Del mismo modo fueron aprobadas otras ponencias muy
oportunas sobre la defensa del español en Filipinas y entre los
sefardíes.
C u e stio n e s g ra m a tic a le s y c u e stio n e s le x ic o g rá fica s .—Del ma­
yor núm ero de ponencias—veinticinco y veintisiete, respectivamen­
te—se ocuparon la I I y I I I Comisión. P or tratarse de asuntos téc­
nicos, complejos y delicados, el reglam ento dispone que ellos no
pueden ser objeto de votos resolutivos, sino solamente de recomen­
daciones. Pero éstas tendrán la fuerza que h a de darles el hecho
de su adopción p o r el Congreso de Academias, además de la que
proviene de la notoria competencia de quienes las hicieron. E n­

408
tre ellas figuran las referentes a la sim plificación ortográfica;
las diversas form as de acentuación; a los medios más eficaces de
recolectar la lengua oral (conforme a una ponencia m uy comple­
ta del académico español don Vicente garcía de diego ) ; a la revi­
sión de la Gram ática de la Lengua Española (acerca de la cual el
Congreso aprobó un plan esquemático del em inente especialista
don RAFAEL lapesa ) ; y a la concurrencia de los países hispano­
americanos en la obra del Sem inario Lexicográfico de la Acade­
m ia Española, que, en adelante, se llam ará Instituto Internacional
de Lexicología Hispánica. Recomendadas por la I I I Comisión, lo
fueron asimismo por el Congreso en Pleno una ponencia del doc­
to r M arañón—para el aum ento en el Diccionario de “los vocablos
técnicos y científicos de uso corriente”, y otra de la Academia
Mexicana, que apoyaban la P eruana y la Costarricense—acerca de
los térm inos filosóficos no insertos en el Diccionario. V arias intere­
santes iniciativas—entré ellas seis del académico colombiano don
JULIÁN MOTTA salas —fueron cursadas a la Comisión redactora del
Diccionario de la Lengua.
Especial mención merecen, p o r su im portancia, dos proyectos
de la I I Comisión, aprobados unánim em ente en P leno: uno que
recom ienda a la Academia Española el reconocimiento, en la pró­
xim a edición de su G ram ática, de la legitim idad del “seseo”, como
form a de pronunciación generalizada en toda Am érica y en ex­
tensas regiones de la Península; y otra, de carácter resolutivo,
conforme a la cual las Nuevas Normas de Prosodia y Ortografía,
aprobadas en 1952 por la Academia Española, no tendrán valor
preceptivo, m ientras no sean consultadas y las aprueben las
Academias correspondientes. Esta iniciativa—conviene anotar el
hecho—partió del señor don ju l io casares , quien, en su ponencia,
acoge con espíritu comprensivo los reparos puestos a las dichas
Normas en H ispanoam érica, antes del Congreso, así como las sesu­
das y bien fundadas razones que en sus ponencias respectivas dan
la Academia Colombiana y el padre ragucci . L o que la I I Comi­
sión decidió para este caso concreto, se arm oniza con la resolu­
ción de carácter general presentada por otra de las Comisiones del
Congreso, la IV.
R e la c io n e s in te r a c a d é n d c a s .—Como la actividad más o menos
fructuosa de las Academias depende en gran m anera de la am­
plitu d o estrechez de sus medios económicos, la Comisión propuso
al Pleno que se dirigiera a los Gobiernos de los países hispano­
hablantes, inclusive P uerto Rico y Filipinas, una solicitud, firm a­
da por la Mesa directiva del Congreso, para que doten a las Aca­

409
demias de modo tal, que puedan ellas contribuir eficazmente a la
defensa del idioma. Según otro proyecto de resolución, en la que
se refundieron sendas ponencias de la Academia Colombiana y del
delegado de México, don Al b e r t o M.a c a r r e ñ o , cuando la R eal Es­
pañola decida expedir resoluciones de naturaleza grave y funda­
m ental, deberá consultarse necesariamente con las Academias Aso­
ciadas; innovación ésta de gran trascendencia, porque convierte
a las Correspondientes en colegisladoras del idiom a común, como
ellas, con justo derecho, reclam aban. Tanto dicho proyecto como
el relativo a la dotación económica de las Academias fueron apro­
bados por el Congreso.. Asimismo obtuvieron voto favorable dos
interesantes proposiciones: una de la Delegación chilena y, otra,
del académico mexicano señor m o n t e r d e .
Otro asunto de capital im portancia examinado por la IV Co­
m isión ha sido el proyecto de estatutos de la Comisión Perm a­
nente, preparado p o r la que term inara sus funciones al iniciarse
el actual Congreso. La Comisión lo estudió m aduram ente, am plián­
dolo y m odificándolo de acuerdo con las sugestiones de varios de
sus miembros, y consideró de m anera especialmente cuidadosa el
difícil problem a de asegurar el funcionam iento de ese órgano vital
de la Asociación de Academias en el período que transcurrirá antes
de constituirse la nueva Comisión Perm anente. P or fortuna, como
el proyecto creaba una Secretaría General, se encontró en ésta la
clave del asunto, acordándose incluir en el texto un artículo tra n ­
sitorio, que dispone se encargue tem poralm ente de aquélla el me-
ritísim o académico de la Española, don Ag u s t í n Go n z á l e z d e a m e -
z ú a , como el más apto para un cargo tan delicado, por su sagacidad,

p o r su experiencia y por el celo que siempre demostró en la


presidencia de la anterior Comisión perm anente. E l Pleno aprobó
el proyecto de estatutos, aplaudiendo los asambleístas tanto el nom­
bram iento del señor AMEZÚA como el espíritu de sacrificio con que
éste lo había aceptado.
R e la c io n e s e x te r io r e s .—La V Comisión presentó al Congreso
una iniciativa de gran im portancia, propuesta por don VÍCTOR AN­
DRÉS b e l a ú n d e , en nom bre de la Delegación peruana. Ella se ende­
reza a gestionar que los Gobiernos de los países de habla española
suscriban una Convención, creando una Comisión Internacional
de las Academias de la Lengua, p o r modo sem ejante al de otras
instituciones de cultura, como la Unesco. Todos ellos concurrirían
a darle perm anencia, prestancia internacional, am plitud de acción
y medios económicos suficientes. E n la penúltim a Sesión plenaria
— que fué presidida p o r el jefe de la Delegación argentina, don

410
ARTURO CAPDEV1LA—, el Congreso votó favorablem ente dicho pro­
yecto, con enm iendas presentadas por el jefe de la Delegación
panam eña, señor alfaro , y por el de la Delegación chilena,
don PEDRO LIRA.
H o m e n a je s .—Tam bién aceptó diversas iniciativas de la V I Co­
misión, entre ellas u n voto de reconocimiento al Instituto de Cul­
tu ra Hispánica, y sendos votos de reverente hom enaje a la memo­
ria de un insigne colombiano, don marco fid el suárez , y de u n
ilustre venezolano, don Rafael maria baralt ; a los que se agre­
garon posteriorm ente hom enajes a varios españoles egregios: Una-
mimo, Ortega, D’Ors, Benavente, Blanca de los Ríos y Concha
Espina.
P re n sa .—La V II Comisión h a desempeñado lúcidam ente su· co­
m etido. P o r su iniciativa, el Congreso, en una de sus prim eras
sesiones, saludó a todo el periodism o de habla hispana y, ulterior­
m ente, exhortó a la prensa a colaborar en la defensa de nuestra
lengua, amenazada.
T al ha sido, a grandes rasgos, la labor de las Comisiones. Pero
han dado tam bién lustre al Congreso diversos actos y ceremonias,
algunos solemnes, otros de gran brillo literario y, varios, de excur­
sión o de agasajo gentil a los asambleístas. Oímos en uno de ellos
la palabra sobria y autorizada del señor m inistro de Educación;
en otro, la palabra doctísima y adm irable de don pedro lain EN-
tralgo , y en Salamanca, m adre de la cultura hispánica, u n mag­
nífico discurso de don antonio tovar ; a los cuales respondieron
con elocuencia eminentes académicos americanos. La sesión de ho­
m enaje a Menéndez Pelayo fué un torneo de gran estilo, en el qué
lucieron la sabiduría y el buen decir de don JOSÉ MARÍA chacón Y
calvo , de don Rafael bustamante , de don Eduardo carranza , de
don RAÚL SILVA CASTRO y de don AGUSTÍN GONZÁLEZ DE AMEZÚA. E n
las visitas al Seminario Lexicográfico de la Academia y a la Biblio­
teca Nacional adm iram os la organización de dos Instituciones ex­
celentes. Y, por añadidura, la Academia y el Instituto de Cultura
H ispánica proporcionaron a los congresistas la oportunidad de
contem plar soberbios monum entos de la historia y del arte espa­
ñoles en E l Escorial, en Alcalá de Henares y en Salamanca.
La reunión académica de M adrid será fructífera, y su recuerdo,
im borrable en la m em oria de quienes tuvimos la fortuna de par­
ticipar en ella. P ara sede del I I I Congreso de Academias h a sido
designada la docta Bogotá, p atria de Caro, de Cuervo y de otros
muchos insignes escritores que h an hecho honor a la literatura
hispanoam ericana.

411
HOM ENAJE ACADEMICO A MENENDEZ PELAYO
Y A UNAMUNO
E l II Congreso de Academias de la Lengua rindió hom enaje a
don M arcelino Menéndez Pelayo y a don Miguel de Unamuno. E l
prim ero, organizado por las Academias Hispanoamericanas rep re­
sentadas en el Congreso, se celebró el 29 de abril en la R eal Aca­
demia Española, bajo la presidencia de don Ram ón Menéndez Pidal.
Tom aron p arte en el hom enaje don JOSÉ MARÍA CHACÓN Y calvo ( d û
r e c to r d e la A c a d e m ia C u b a n a ele la L en gu a) , don Guillerm o busta -
mante ( d e la A c a d e m ia E c u a to r ia n a )t don Eduardo carranza ( d e
Iq, A c a d e m ia C o lo m b ia n a ) , don RAÚL silva castro ( d e la A c a d e m ia
C h ile n a ) y, en nom bre d e la R e a l A c a d e m ia E sp a ñ o la , don AGUSTÍN
GONZÁLEZ DE AMEZÚA. i

A nte el busto de don Miguel de Unamuno, en la Universidad de


Salamanca, los congresistas rindieron hom enaje a la figura del rector
salm antino, con u n discurso de don ju l io césar chaves ( d e la
A c a d e m ia P a ra g u a y a ) , en el que subrayó la atención crítica que
dispensó a las letras hispanoam ericanas contemporáneas el perm a­
nente glosador de los personajes quijotescos.

414
RECUERDO INACABADO DE DON
MARCELINO *

PO R JOSE MARIA CHACON Y CALVO

E ra ineludible que el II Congreso de Academias de la Lengua


dedicase una sesión a la m em oria de don Marcelino Menéndez
Pelayo, de cuyo nacim iento se cumple, el 3 de noviembre del año
en curso, el prim er centenario. Y era natural que partiera la
iniciativa de las Academias Americanas Correspondientes de la
Corporación que “lim pia, fija y da esplendor”, y, en el grupo de
las mismas, particularm ente, de una de las últim am ente fundadas,
la de un pueblo que estaba en ostensible antagonismo político con
la m adre patria, sin olvidar nunca los vínculos profundos del
espíritu que la unían a la gran nación descubridora y coloniza­
dora de los tiem pos modernos, la de un pueblo que hacía varias
décadas luchaba afanosamente por la propia soberanía, y llegaba
esta pugna a su momento culm inante cuando el inm ortal polígrafo
de Santander daba cima a una de sus grandes empresas críticas: la
A n to lo g ía d e p o e ta s h isp a n o a m eric a n o s, con la que conmemoró
esta Real Academia el IV Centenario del Descubrimiento de
América.
No debe olvidarse esta fecha: 1892. Es el año en la H istoria
de Cuba en que José M artí funda el partido revolucionario cuba­
no. Es tam bién un año decisivo en la tenaz labor de los autono­
mistas que, sin rom per los lazos políticos con España, aspiraban
al gobierno propio, bajo el signo de la libertad. Reconocía don

* C om o u n retrato q u e fu era u n h o n d o recuerdo d e la im agen d e d o n M ar­


celin o , e l d irecto r d e la A ca d em ia C ubana d e la L engua, d o n j o s é h a ría
c hacón v calvo, presenta una im agen cordial y m em oriosa d e l investigador
M e n én d ez P elayo, en tre los lib ro s d e su biblioteca santanderina. P ublicam os
a q u í u n extracto d e l discurso h o m e n a je d e l crítico cubano, pronunciado e l 29
d e a b ril d e 1956 en e l Salón d e A cto s d e la R ea l A cadem ia Española.

415
M arcelino en las páginas iniciales de la introducción a la sección
de Cuba en su Antología—que sería más tarde el capítulo I I I del
tomo I de su H is to r ia d e la p o e sía h isp a n o a m eric a n a —“que el es­
p íritu general de los literatos y de los hom bres de ciencia en Cuba
h a solido ser sistemáticamente hostil a España” (1). (Debemos—se­
senta y cuatro años después—decir “al régimen colonial de España
en Cuba”.) Y hoy, nos acercamos a esas páginas y reconocemos
la certeza de las palabras del crítico, en la advertencia de una
obra que el m aestro consideraba como la menos conocida de las
suyas en España. “Quien la examine con desapasionado criterio,
reconocerá que fué escrita con celo de la verdad, con am or al
arte y sin ninguna preocupación contra los pueblos americanos,
cuya prosperidad deseo casi tanto como la de m i patria, porque,
al fin, son carne de nuestra carne y huesos de nuestros huesos.”
(I d e m , id ., pág. 10.)
Escribía Menéndez Pelayo su obra de profunda y reveladora
am ericanidad cuando estaba en la fase que él mismo definiría
en su m em orable discurso de ingreso en la Real Academia de
Ciencias Morales y Políticas (1891) como la era de las exposi­
ciones desinteresadas, completas y fidelísimas. Antes había dicho:
“La era de las polémicas ha pasado.” Con razón don Pedro Lain
Entralgo, una figura ilustre de esta Casa, en su ensayo adm irable,
hondam ente sugestivo acerca del maestro, ha dicho que al tér­
m ino de la etapa polémica, briosam ente iniciada con la C ien cia
e sp a ñ o la y con los medallones burilados de la H is to r ia d e lo s h e ­
te ro d o x o s, comenzaba un nuevo período en la vida del gran espa­
ñol (Lain Entralgo, M e n é n d e z P e la y o . Edición de la Colección
A ustral, página 125).
Dos años antes de la A n to lo g ía d e p o e ta s h isp a n o a m eric a n o s,
h abía publicado Menéndez Pelayo el tomo últim o de la H is to r ia
d e la s id e a s e sté tic a s e n E sp a ñ a , ese gran m onum ento que da la
España del siglo xix a la crítica universal. E l prólogo a ese
tomo— el IX —— , dedicado al Romanticismo en Francia (y al fin
la magna empresa había de quedar inconclusa para nuestro infor­
tu n io ), tiene detalles autobiográficos que nos entristecen, pues al
justificar don Marcelino la vastísima introducción a la estética en
España en la pasada centuria—introducción que llevaba ya varios
volúmenes y que convertía la H is to r ia d e las id e a s e sté tic a s en
E sp a ñ a en una historia universal de la Estética—, nos habla de
su soledad y de cómo había comentado apenas la crítica española

(1) H istoria d e la poesía hispanoam ericana, tomo I, pág. 215.


416
la publicación de los diversos tomos de un libro que representaba
un m undo inmenso de lecturas, una crítica creadora y un ánimo
generoso de conquistar la verdad. Y sobre esta soledad del polígra­
fo—que en aquella época, en la que don M arcelino no había di­
cho adiós a la juventud (frisaba entonces en los treinta y tres
años)—se nos antoja algo increíble, ¿m e será dable tra e r el re­
cuerdo de un m aestro mío m uy querido, m aestro de las letras
cubanas de proyección continental, don M anuel Sanguily, un co­
ronel de nuestra guerra del 68, a quien llam a Menéndez Pelayo
en su H is to r ia d e la p o e s ía h isp a n o a m e ric a n a (tomo I, pág. 264)
“elocuente y apasionado” ? Es u n artículo crítico publicado un
año antes del prólogo melancólico del tomo postrero de las I d e a s
e sté tic a s. Aparece en la R e v is ta C u b a n a (publicación fundada y di­
rigida p o r don E nrique José Varona) el prim er director que tuvo
nuestra Academia Cubana y de quien he traído a este Congreso
unos artículos suyos casi desconocidos y olvidados, que son como
la iniciación filológica de quien ya podemos ver como uno de los
clásicos de nuestra América. No encuentro en los comentarios que
suscitó en las letras cubanas la obra ciclópea de don M arcelino
una página más entusista y más fervorosa (aunque m uestre un
pequeño disentim iento en un sim ple detalle erudito) que la que
escribe Sanguily en la fecha mencionada sobre Menéndez Pelayo
y uno de sus libros capitales.
Comienza por reconocer una evidente verdad: que la obra de
Menéndez Pelayo, más que una historia de las ideas estéticas en
España, es una historia universal de la Estética. E l disentimiento
es un porm enor erudito que revela la cultura caudalosa de San­
guily. Decía el maestro español, en este tomo dedicado a las ideas
estéticas en Inglaterra y en Francia en el siglo XIX, que de P aul
V oituron no conocía otra obra fuera de la m em oria que prem ió
la Academia Francesa en el Concurso de 1857 y no había oído nada
sobre “este pensador notable, después del célebre Concurso”.
Sanguily advierte que el abogado de Gante publicó después varios
opúsculos y, en 1879, otro libro titulado E l lib e r a lis m o y la s id e a s
r e lig io sa s .
Lo que es la crítica como obra de arte en el polígrafo montañés
lo expresa así Sanguily:

De la penetración y firmeza de sus juicios, de su gusto exquisito, de


su independencia soberbia en materias no eclesiásticas-dogmáticas, de
su amenidad, de la gracia de su riquísima dicción, de la facilidad estu­
penda, su variedad de tonos dentro de la exposición diáfana e intere­
sante, debe decirse que no hay asunto pesado y displicente si lo relata
417
la pinina que nos hizo leer de seguida la exposición de la Ântoniana
Margarita de Gómez Pereira y otros muchos áridos o abstrusos tratados
de erudición o de teología y cánones.

H abla más tarde de la evolución de Menéndez Pelayo. E l escri­


tor, que en una obra de su m ocedad prodigiosa hablaba de la
C r ític a d e la ra zó n p u r a , de K ant, en form a tan irreverente que
no m e atrevo a recoger el juicio por el respeto que merece la me­
m oria del crítico español, años más tarde, quizá no más de diez,
hacía la más lucida y profunda exposición de la metafísica kan­
tiana. E l profesor García M orente, antes de la crisis de conciencia
que lo llevó al sacerdocio, cuando era un libérrim o profesor de
filosofía, famoso por su arte de acercar a los grandes maestros
a los públicos de especialistas y de no especialistas, m e decía una
vez que no hay en español una exposición de las doctrinas kan­
tianas superior a la que aparece en la H is to r ia d e la s id e a s e sté ­
tic a s e n E sp a ñ a . E n un párrafo de gran delicadeza señala Sanguily
este proceso evolutivo:

Si no se tratara de un entendimiento tan culto y tan universal, esta­


ríamos a punto de decir que parece un hombre que se humaniza y
un alma grande que va evolucionando e iluminándose sin notarlo. Como
al través de estos matices nuevos con que se revela su mente prodigiosa
se mantiene en él invariablemente el católico apasionado y apologista,
es más admirable aún el espíritu de justicia, casi de tolerancia simpática,
que muestra examinando tantas obras radicalmente contrarias a los prin­
cipios más arraigados en su fogosa alma de artista y de español.

Term inaba así don M anuel su justa exaltación de la obra, des­


graciadam ente inconclusa, del crítico universal:

Pero, comoquiera que sea, su obra sobre las ideas estéticas, por la
avidez de nimia información, cuanto por las múltiples y extraordinarias
cualidades que revela, honra a su nación y a su raza. ¡Y no es la única
con que el joven ya célebre académico y profesor ha enaltecido a su
país ante la justa admiración de la sabiduría europea!

No sé si Menéndez Pelayo conoció el juicio de don Manuel


Sanguily, de quien hay algunas cartas en su archivo, dos de las
cuales recoge Sánchez Reyes en el interesantísim o epistolario M e­
n é n d e z P e la y o y la H is p a n id a d . E n ese año de 1889, un escritor
que siem pre se consideró discípulo de don M arcelino, a quien
escribe cuando era un mozo de dieciocho años y le rem ite sus
opúsculos E l Q u ijo te d e A v e lla n e d a y su s c r ític o s y la D o r o te a d e

418
L o p e d e V ega, y este estudio lo recordó el m aestro con encomio
al aparecer el prim er volumen de la edición académica de Lope
de Vega, en el apéndice a la N u e v a b io g ra fía d e l F én ix , escrita
por don Cayetano A lberto de la B arrera; en ese año, decimos, ese
joven escritor decidió hacer un viaje a España sólo por conocer
al m aestro amadísimo. E ra don José de Armas y Cárdenas (Justo
de L ara), cervantista, lopista, gran estudioso de las literaturas
española e inglesa, crítico del teatro inglés anterior a Shakespeare,
cuya m onografía sobre Marlowe es una de las más penetrantes
contribuciones críticas acerca del gran poeta dramático. Justo de
Lara conoce al m aestro y tiene en seguida una plena confianza
en su amistad. Tenía entonces don M arcelino irnos trein ta y tres
años. “Era—nos dice Armas—un joven delgado, pálido, nervioso,
lleno de agilidad y de vida.” Arm as recordará siem pre esta m aña­
na otoñal, llena de placidez, en la bella ciudad del Cantábrico.
Conversan m ientras el joven ensayista recorre los libros con la
vista, estante por estante, y le pregunta al m aestro por los que
más le im presionan.
Tres horas tardan en recorrer la biblioteca. Cuando, tiem po
después, recuerda esa visita—al escribir en E l P e r e g r in o el bellí­
simo artículo sobre la m uerte del gran polígrafo—ha de pensar
José de Armas que en aquellas tres horas aprendió literatura e
historia por varios años.
E n 1908 volvió Justo de Lara a la biblioteca de Menéndez
Pelayo. E l maestro había envejecido prem aturam ente; sentía un
amargo desengaño del mundo. E ra un hom bre corpulento, de m i­
ra r un poco ensimismado, de actitud m editativa. E n la estancia
había una quietud perfecta. E n el jard ín , azotado por la lluvia casi
constante de la costa cantábrica, había un mágico silencio. Silen­
cio tam bién en la callecita estrecha, a la que daba una de las
altas ventanas del despacho de don Marcelino. Las ediciones prín ­
cipes, los ejem plares únicos, los códices, van pasando en la apacible
y deleitosa conversación. Los dos amigos, el maestro, el discípulo,
sienten la suave melancolía de aquella hora. H abla don Marce­
lino de la áspera condición de la vida, de la ingratitud de los
hom bres (Bonilla y San M artín, en su porm enorizada y ferviente
biografía de Menéndez Pelayo, nos h a contado que don M arcelino
se sintió m uy solo en sus años postreros, hasta el punto de que
cuatro amigos solamente fueron a despedirlo la últim a vez que
dejó la corte para refugiarse y m orir a los pocos meses en su casa
fam iliar de Santander). Pero aquí, junto a estos libros, está el

419
refugio, aquí la paz perfecta. A quí podemos construir nuestra vida,
crear nuestro m undo, reflejo de nosotros mismos. No podrá tur­
b ar nuestro sosiego el tum ulto de la vida. Se irá apaciguando
nuestro dolor, y cuando nos sintamos dichosos, todo parecerá ha­
ber sido obra de nosotros.

José M.a Chacón y Calvo.


Director de la Academia Cabana de la Lengua.
la habana(Cuba).

420
LA LECCION DE MENENDEZ
PELAYO *

POR RAUL SILVA CASTRO

Basta con hacer aquí, por de sobra sabido, un bosquejo de lo


que fué Menéndez Pelayo; en realidad, con que recapitule la
más auténtica gloria del pensam iento español, a quien nadie se
habrá atrevido a negar autoridad en ninguna de aquellas m aterias
de la inteligencia y de la cultura que desde mozo señoreó como
amo. Y ahora, vecino el día del prim er centenario de su naci­
m iento, asistimos a una poderosa reviviscencia de la doctrina de
este varón privilegiado. La audacia juvenil que le llevó a escri­
b ir la C ie n c ia e sp a ñ o la para probar al m undo entero que era in­
justo cuando pretendía afligir a su patria con el dictado de retró­
grada, se torna profética. H ay una tradición hispánica que pudieron
declarar difunta los hombres del siglo xix, acaso por lo mucho
que la había apagado el brillo de otras culturas, pero es a esa
tradición a la cual se reto m a cuando la patria sufre, mengua o
corren peligro las instituciones que ha forjado en uso de la libé­
rrim a necesidad de vivir. Y no avergonzarse de esa tradición; es­
tudiarla a fondo para saber de qué está compuesta, adonde nos
lleva y a qué nos obliga; vivir para enriquecerla y no para rene­
gar de ella; abrevar en sus aguas nunca exhaustas y siem pre
refrescantes; ta l es la lección de Menéndez Pelayo.
Se dirá que los chilenos hemos salido u n tanto m altrechos del

* L a aportación d e la A ca d em ia C hilena d e la L engua al h o m e n a je sal­


m a n tin o a M en én d ez P elayo, se extracta e n estas palabras d e l crítico d o n b a ú l
s i l v a c a s t r o , co n las q u e subraya la lección creadora y crítica d e d o n M arce­
lin o . S ilva C astro es autor d e varias obras críticas d e literatura, redactor d e
El Mercurio Las Ultimas Noticias
y d e Santiago d e C hile, y m iem b ro d e la
A cadem ia C hilena d e la H istoria. E s a sim ism o técnico d e la B ib lio teca N acio­
n a l d e C hile.

421
análisis del crítico cuando a éste le fué dado en trar a estudiar
nuestra producción literaria, con ocasión de la A n to lo g ía d e p o e­
ta s h isp a n o a m eric a n o s. Es verdad; así como lo es que por tener
demasiado en cuenta el criterio de ju s s o li dejó en Bolivia a Ven­
tu ra Blanco Encalada, y en Venezuela, al ínclito Andrés Bello.
Olvidó Menéndez Pelayo que ambos autores, después de haber
corrido algo de m undo, prefirieron a Chile para hogar de sus es­
tudios y de su sangre, y que más hicieron po r la cultura chilena
que p o r la de cualquier otra nación, inclusive las de sus respec­
tivas cunas. Pero debe atenderse al carácter panorám ico de la
obra y al hecho de que en ella el crítico no pretendió rehacer la
historia literaria del continente, sino beber lecciones de quienes
le parecieron autorizados expositores. E n el caso de Bello, por
ejem plo, es visible que el crítico santanderino difirió al parecer
de cuantos le habían precedido en el estudio de su poesía, acep­
tando sin m ayor examen que los m ejores poemas que llevan aque­
lla firm a son los escritos en Venezuela y en Londres, incluso I03
fragmentos de los grandes cantos encaminados a lab rar el elogio
de las tierras del Nuevo Mundo. P ero debe notarse que este elogio
fué acometido por Bello cuando no conocía nada más que la
Venezuela natal y que las noticias de otras naciones que allí acoge
le vienen de lecturas. O tra cosa muy distinta producirá su pluma
cuando, instalado en Chüe, reciba el mensaje de la naturaleza chi­
lena y, sobre todo, cuando arrebatado por la emoción refleja, pero
intensísim a de L a p r iè r e p o u r tou s, le dé vestidura propia en L a
o ra c ió n p o r to d o s, abiertam ente superior al modelo que le ofrecía
V íctor Hugo. Y son aquellos poemas escritos en Chile los que
m ejor definen el espíritu de Bello, así en la creación original de
E l p r o s c r ito — que contiene preciosos cuadros de costumbres chi­
lenas—como en la versión de poesías ajenas, vivificadas siempre
con interés y emoción propios del traductor, que no en balde era
poeta de fuerzas originales.
Pero si no reconoció en Chile poetas, no tuvo empacho de
declarar que la cultura se había asentado firm em ente en aquel
distante país, gracias, sobre todo, a la cordura nacional. Tras ha­
ber estudiado el período de la independencia, desde el punto de
vista literario, escribía Menéndez Pelayo: “T an desmedrada vivió
la poesía en Chile durante el período revolucionario. M ientras en
otras partes cantaban u n Olmedo, u n Bello, u n H eredia, en Chile
no hubo siquiera u n versificador com parable a Fernández M adrid
o a Sánchez de Tagle. Los chilenos lo confiesan sin am bajes y,
p o r lo mismo que luego h an adelantado tanto y que en ciertos

422
puntos van a la cabeza de la cultura americana, no tienen reparo
en añadir que esta pobreza se extendía a todas las manifestaciones
del espíritu y que Chile era positivam ente la más atrasada de
todas las nacientes Repúblicas hispanoamericanas.”
No me toca deciros a vosotros si estas palabras fueron acicate
para el espíritu chileno, y si por haberlas estampado en su libro
acudió el sabio santanderino, acaso sin proponérselo, a dar el re­
medio que dem andaba la enferm edad. E n esta ocasión especial y
solemne, anuncio de la apoteosis que España, su patria, h a de
trib u ta r en fecha próxim a al autor de L o s h e te ro d o x o s , no cabe
más que recordar que el nom bre de Menéndez Pelayo, acatado y
reverenciado en ambas riberas del Océano A tlántico, repetidos
en las cubiertas de innum erables libros, llevado y traído en las
aulas y tem a de útiles, eruditos y diligentes exámenes monográ­
ficos, es gloria no sólo de su suelo natal, sino tam bién de todas
las naciones en que se habla la dulce y robusta lengua de Cas­
tilla en que él mismo escribió sus obras inmortales.

Baúl Silva Castro.


Academia Chilena de la Lengua.
SANTIAGO DE CHILE.

423
13
MENENDEZ PELAYO
Y LA LENGUA ESPAÑOLA

POR EDUARDO CARRANZA

Don M arcelino Menéndez Pelayo ha historiado con suma luci­


dez y predilección de su alma, expresa muchas veces, tres siglos
de poesía colombiana. U n hecho fundacional de mi patria queda
señalado en las palabras que abren este trabajo suyo: “La cultu­
ra literaria en Santa Fe, destinada a ser con el tiem po la Atenas
de la Am érica del Sur, es tan antigua como la Conquista misma.
E l más antiguo de sus escritores es precisam ente su fundador, el
dulce y hum ano cuanto rumboso y bizarro abogado cordobés,
conquistador y adelantado del que llam ó Nuevo Reino de Gra­
nada.”
E n realidad se podría pensar que hay en el origen de cada
una de nuestras patrias americanas un varón esencial, una heroica
individualidad que ya de antemano la preform aba, le fijaba su
rum bo histórico y le definía su estructura espiritual. Y se podría
decir que ese mismo glorioso antepasado sigue presidiendo, de una
m anera providencial, el sentido de cada nación americana. Son
nuestros grandes m uertos, poderosos e invisibles bajo la tierra,
como la sangre bajo la piel del hom bre. Ya en las cabeceras de
nuestra historia encontramos la personalidad determ inante de don
Gonzalo Jim énez de Quesada, español de Andalucía por su origen
y am ericano por sus obras y sus amores. Deslumbradora y apasio­
nante imagen la de este capitán letrado, contemporáneo de Garci-
laso, como él, soldado del em perador y, como él, andariego, ga­
lán y navegante. Desde el día en que pone su planta en tierra
granadina define para siem pre el genio nacional con su triple
vocación jurídica, poética y hum anística. Quesada, fundador del
Nuevo Reino de Granada, es u n cabal hom bre de su tiem po, un
varón renacentista docto en las armas y en las letras, atento al

424
ensueño y a la caballería, espléndidamente dotado así para las
duras cosas de la tierra como para las aladas faenas del cielo·. E n
suma, u n hum anista.
Recuerda tam bién Menéndez Pelayo, conmovido, el episodio
narrado p o r Ju an de Castellanos de aquellos españoles que, per­
didos entre los Andes, compañeros de Quesada en su increíble m ar­
cha, asediadoe por el ham bre y la flecha envenenada po r la verde
soledad, por lo desconocido y la nostalgia, atravesando la selva
y los ríos desbocados con la aventura al cuello, disputaban, cada
quién en su bando, acerca de las excelencias de la retórica trad i­
cional de Castilla o de la nueva música deleitosa en que cantaban
Garcilaso y su coro de poetas italianizantes. Iban los españoles—su
lecho, las duras peñas o los altos árboles—cantándole romances
de guerra y de am or al estupor estrellado de la noche americana,
enterneciendo el aire con endechas, y, a veces, el ram o de la
fiebre en los ojos, contando historias de caballería y m itología para
entretener el pavor de la selva delirante. Y así hasta llegar a lo
alto de la prim avera, a la tierra buena y jugosa, dorada por el
maíz y ceñida por el agua como una red de fresca m elodía: al que
llam aron valle de los Alcázares, en donde el quijotism o de Quesa­
da o Q u ijad a. o Q uijote y los suyos les hizo ver castillos en las
casas principales fabricadas con lim pias cañas espejeantes. E n las
puertas la brisa bacía sonar m úsicamente cam panillas de oro, del
oro ruiseñor de la conquista. H abitaban allí los muíscas, pueblo
no nada guerrero, sino melancólico, agrario y orfebre; el alma
secularm ente suavizada por una poética mitología y una religión
que presiden deidades fem eninas: la luna y el agua. A llí nacen
—aguileños españoles, indias amorosas—la Nueva G ranada, Co­
lombia. Y desde el prim er instante el humanismo y la poesía se
incorporan, ya se ve, a la corriente sanguínea de su ser histórico.
Bien pronto las heroicas aldeas perdidas bajo el cielo, que iban
naciendo de la semilla de. h ierro de las espadas españolas, van
adquiriendo noble y pétrea fisonomía de villas indoespañolas, se
to m an amables y doctas flores de civilización y compañía. Surgen
por doquiera escuelas y conventos. V uelan ángeles teólogos por
la penum bra colonial. Y se deshoja en los m urados claustros la
rosa latina de las declinaciones. Se alzan al cielo las iglesias de
la fe. Se enfrentan al m ar las torres de la guerra. Se abren al aire
lejano los suspirantes m iradores del ensueño. Y ju n to al docto
latín del convento y la universidad crece el castellano de la fe,
la guerra y el ensueño.
Viene luego la era colonial o hispánica, callada, constructiva

42$
y organizadora: más asombrosa, si se quiere, que la conquista y
su épico arrebato. Entonces, los cronistas de jugosa lengua, los
discretos poetas, las controversias conventuales y las leyendas de
miedo y amor. Hasta que llegan dos sucesos heroicos de la inte­
ligencia colom biana: la Exposición Botánica de Mutis y de Cal­
das, que es la empresa científica más ancha y ambiciosa realizada
hasta· ahora por gentes de nuestra raza y que equivale, en su estilo
y en su designio de ordenar y nom inar las bestias y las plantas
del Nuevo Mundo, a cualquiera gesta de los conquistadores. Y el
otro, la generación de los hum anistas—la raza de los Caros y los
Cuervos, pares y amigos de Menéndez Pelayo—, que habría de
cubrir de honor cincuenta años de la cultura americana. Ya se ha
venido entendiendo que es el nuestro u n país de complexión hu­
manística, que tiene nuestra p atria un estilo, una figura clásica.
Y que un aire de rom anidad le dora la cabeza. Pue3 bien: todo
un secreto anhelo colectivo, todos los anteriores gérmenes y laten-
cias, toda una profunda vocación nacional, concurren p ara produ­
cir la figura titánica de don Miguel Antonio Caro, en quien alcan­
za su áureo coronam iento el secular esfuerzo colectivo de la
nacionalidad colombiana hacia las disciplinas clásicas. Y para lle­
gar a Rufino José Cuervo, de intento y obra casi geniales, que es,
después de N ebrija, el más grande legislador de la lengua im perial.
Esta especie de prim ogenitura del hum anism o y la poesía que
nos fué dada como un honor y como un deber, explica la presen­
cia de quien habla, en este hom enaje secular al sumo hum anista
e historiador de la lengua española, y lo hace en nom bre de la
Academia Colombiana, la más antigua entre las filiales de Hispano­
américa.
P o r otra parte, cabe recordar en esta casa cimera de la lengua
española que son proverbiales el aticismo y galanía de los hablan­
tes colombianos. Que la amorosa propensión a la poesía y el culto
por el idiom a constituyen en la fisonomía espiritual de Colombia
rasgos tan determ inantes y exclusivos como pueden serlo en su
rostro geográfico la cordillera de los Andes y el Salto del Tequen-
dama. Cabe recordar tam bién que a Cartagena de Indias, Avila
del m ar, pecho de piedra, capitana y sola, quiso irse Miguel de
Cervantes cuando era u n heroico desempleado, que a la misma
Cartagena Regaron los prim eros cien ejem plares del Q uijote que
desembarcan en Am érica y que en Popayán de Colombia está en­
terrado, vive Dios, Don Q uijote de la M ancha. Y tra er la razón
poética de que en Colombia los ríos hablan español y el silencio
calla en español.

426
No soy yo quién, n i ésta la ocasión, p ara agregar algo a lo
m ucho tan certero y hermoso que se h a dicho y escrito acerca de
Menéndez Pelayo. Lo que él significa como creador de la concien­
cia histórica nacional española lo ha definido Antonio Tovar con
estas ceñidas palabras: “Algo retrasado en el tiem po, pero Me­
néndez Pelayo es por sí solo lo que p ara otras naciones de Europa
son enteras escuelas históricas. España tiene en él solo algo equi­
valente al entero Risorgim iento italiano, o a la escuela histórica
alemana, o a la obra de Taine, Fustel de Coulanges, Sainte-Beuve
y otros tantos escritores e historiadores franceses, o a los trabajos
de A lejandro Herculano y la adivinación de Oliveira M artins, en
Portugal. Menéndez Pelayo fué lo que nadie supo ser en nuestro
Romanticismo—seguramente, p o r los hados desfavorables que pe­
saron sobre nuestra cultura nacional en la prim era m itad del
siglo XIX—y gracias a él no perdim os lo que nos quedaba de
tradición.”
Pero este paladín de la tradición a la que entendía como sus­
tento de la patria y subsuelo de la historia (sabía antes que lo
escribiera Francisco Luis Bernárdez que “lo que el árbol tiene de
florido viene de lo que tiene sepultado”), este restaurador del an­
tiguo genio de España, perteneció a su tiem po, que es la única
form a de pertenecer a la H istoria. No fué, como algunos han que­
rido, a fuerza de no leerlo, u n académico regresista. Fué u n escri­
to r clásico, es decir, creador; es decir, renovador; es decir, libre,
poderoso, sanguíneo. Todavía nos llega su calor vital, el hálito de
su jocundidad creadora, su sim patía y su modo entero y vivo,
viviente, de ser hom bre
Y las cinco fases esenciales de su persona, sus modos de ser,
los h a examinado Pedro Lain Entralgo en un libro m agistral: “E l
más am plio y genérico es el de su condición de hom bre católico.
D entro de él, su condición de español. Menéndez Pelayo es cató­
lico como cree que debe serlo u n español consciente de su historia
y de las peculiaridades psicológicas que como “español” le deter­
m inan. Pero esto no hasta. Don M arcelino es lo que es, en cuan­
to el ser católico y el ser español se especifican en u n modo con­
creto de serlo: el que le confiere su condición de historiador y el
hecho de ser cada vez más historiador. Menéndez Pelayo es cató­
lico y español con una conciencia histórica de hom bre “m oderno”
cada vez más despierta y acuciante, adquirida por su fundam ental
condición de historiador. Unase a estas cuatro notas definitorias
la de esteta y tendrem os las cinco dimensiones cardinales en que
se m anifiesta la personal y creadora intim idad de don Marcelino,

427
al menos en lo tocante a su obra escrita. Católico, español, histo­
riador, hom bre m oderno, esteta.”
O tra cosa creó don M arcelino: la historia de la literatu ra de
nuestra lengua. ‘Έ1 solo— dice Dámaso Alonso, quien ha estudiado
con su habitual lucidez este aspecto de su persona—pobló un
espacio inmenso de nuestra cultura común, organizó el caos de
los intentos anteriores y redujo nuestra historia literaria a normas
y rigor y método.” Todo en esa prosa que “parece que se pliega
sobre la misma m ateria que interpreta y es como si reprodujera
su relieve y la masa y los entresijos de su profundidad”.
A nosotros nos corresponde, una vez más, asombrarnos de este
portento hum ano y de la m agnitud catedralicia de su obra. “ ¡Voto
a Dios que m e espanta esa grandeza!” Desde nuestra pequenez y
lejanía le vemos acum ulando ciclópeamente libro sobre libro en
el más asombroso espectáculo de creación continua, de fuerza
genitora, que le aparea con el otro monstruo—Lope de Vega—,
genio predilecto de su m ente y de su corazón. Su obra es el más
claro y alto m onum ento a la erudición aliada con la belleza que
haya levantado jam ás un hom bre de nuestra estirpe. A nte la ma­
jestad, la vastedad y el poderío de su obra, ante su form idable
avidez renacentista de saber, ante su gloria en la vida y en la
m uerte, nos vienen espontáneam ente las palabras im perio e im­
perial.
E n lo que a nosotros, hispanoamericanos, se refiere, vemos en
don M arcelino Menéndez Pelayo al prim er historiador que tiene
una visión universa de la lengua española y que intenta historiar­
la en su plena y herm osa totalidad: desde los más remotos bal­
buceos de la épica hasta los ingenios del novecientos en lo que
alude a la dimensión tem poral y m irándola de conjunto en las
cuatro orillas de los dos grandes océanos del mundo, en lo que
alude a lo espacial. Nos emociona su magna historia y antología
de la poesía hispanoam ericana. Le vemos inclinado sobre nues­
tra verde y ansiosa historia literaria, estudiando, incorporando,
exaltando, com prendiendo. Integrando, en suma, que es lo que hace
falta. E l sabía ya que la gravitación de los ciento trein ta millo­
nes de hablantes del español en Am érica y Filipinas requiere,
antes que se tard e y para evitar posibles escisiones y separatismos,
que se conceda p o r historiadores y antólogos, y profesores y ensa­
yistas, pareja atención a los escritores de aquende y allende el
m ar, cuando tengan éstos u n evidente valor universal hispánico.
Y que se les dé, a unos y otros, jerarq u ía pareja en el gobierno
de la lengua. ¡Qué herm osa y em ocionante anfictionía aquella en

428
que puedan reunirse con dignidad par, en u n a m anera de Gran
Consejo Legislador de la Lengua Española, los principales o prín­
cipes de todas las Españas peninsulares, americanas y filipinas!
E l Congreso a que asistimos, con su hidalgo, fraterno e ilusio­
nado am biente, nos prueba que andamos en buen camino de la
unidad, la comprensión y la integración, y que será posible evitar,
en el orden de la lengua, los extravíos que en el orden del im perio
político no supieron evitarse en 1808, cuando los españoles am e­
ricanos sólo pedían por la voz de Camilo Torres en su noble y
sereno m em orial “conseguir dentro de la unidad—son sus pala­
bras—los mismos derechos de representación y poder de los espa­
ñoles peninsulares”.
A los hispánicos nos conocerán p o r la lengua antes que por
cualquier otra esencialidad o circunstancia. E l pálido m arinero
filipino, el tostado llanero del Orinoco, el rubio tra jin an te de
Buenos Aires, el bronceado pescador antillano, el andino pastor
de llam as, el m inero de Asturias, ojiazul, el rojizo segador de Cas­
tilla, el moreno jin ete de Andalucía, el hom bre del café en Co­
lom bia, y el de las palm eras en Cuba, y el del olivar en Extrem a­
dura, y el de la vid en Aragón, y el del telar en Cataluña, y el
m inero de Bolivia, y el alfarero de Valencia, hablando, se recono­
cerán próximos, herm anos, partícipes de una ideal com unidad que
nosotros, los que, por la gracia de Dios, ponemos nom bres a las
cosas, queremos llam ar nacionalismo hispánico planetario o con­
federación de almas hispanoamericanas, bajo la gran cúpula ra­
diante de la H ispanidad. La lengua es, entonces, lo unitivo para
nosotros. Y la lengua es entonces, tam bién, una política. Y defen­
derla y afirm arla es afirm ar y defender la nacionalidad hispano­
am ericana. Somos el área del alma. P orque la lengua es tam bién
la patria del alma. Y la Asamblea aquí reunida pudiera llam arse,
sin m ayor esfuerzo de traslación poética, asamblea de las naciones
unidas del alma. Repitamos, porque llega muy bien la inm ortal
estrofa de don Miguel de U nam uno:

La sangre d e m i esp íritu es m i lengua


y m i patria es a llí d o n d e resuene
soberano su verb o .

N uestra m anera de ser hom bres, nuestra alm a, la contamos,


la afirmamos y la cantamos en español, ob R ubén D arío:

Y o siem p re fu i, p o r alm a y p o r cabeza,


español d e conciencia, obra y deseo,
y y o nada co n cib o y nada ve o
sin o español p o r m i naturaleza.

429
Pero nuestra m anera de ser españoles, y porque España se
hizo am ericana, es decir, colom biana o chilena, por ejemplo, nues·
tra clara y recta m anera de ser españoles es siendo colombianos
o chilenos, bien hincados en nuestro limo ancestral, surtiendo de
nuestras raíces: raíces de piedra y alm a en España, raíces de indio
y de viento y de río en América. Ya se dijo muy bien, lapidaria­
m ente, ¿verdad, Pedro Lain? “N uestra relación con España no
es la hispanofilia, sino la hispanofiliación.” Somos, pues—y esto le
presta dram a y dignidad universal a nuestras vidas—a u n tiempo
americanos, orgullosamente, y orgulloeamente hispanofiliales.
A lo largo de toda su obra Menéndez Pelayo nos recuerda la
perm anente lección de unidad y de hum anism o que da España
en su historia. Ansia de unidad y de inm ortalidad son la historia
y la vida españolas. E l impulso genial de Isabel la Católica com­
pleta la unidad espiritual del m undo. U n m arino español comple­
ta la unidad geográfica de la tierra. U n teólogo español define la
unidad m etafísica del m undo. Otro fraile español, en Salamanca,
bajo la m irada de Dios y del César, proclam a la unidad de la
raza hum ana, el parejo destino trascendente de todos los hombres
y la dignidad del hom bre americano. Y no olvidemos que otro
español, de ánimo errante, quim érico y heterodoxo, descubrió la
circulación de la sangre. Sobre esta básica tensión hacia la uni­
dad se funda el humanismo, español, del cual somos nosotros,
hispanoamericanos, criaturas y herederos. España nos transm ite
el sentido hum ano, hum anístico a la española, de la vida, de la
H istoria, de las relaciones entre los hombres. Todos loe hombres,
sea cual fuere su circunstancia accidental y su transitoria posición
en la vida terrena, son inicialm ente iguales ante Dios, porque son
ante E l igualm ente responsables y porque todos pueden salvarse.
Menéndez Pelayo nos hace asistir, en su prosa polémica, a la lucha
española p o r ese lem a trascendente: todos los hom bres pueden
y deben salvarse. P o r él se desangra España tres siglos. Mientras
España tiene aliento y brazos pelea por m antener la unidad m eta­
física del m undo y la intangibilidad de una com unión superior a
lo cotidiano y a lo perecedero. España hace de ta l empeño la
razón de su existencia nacional y de su misión en la historia.
Menéndez Pelayo, vuelto del recuerdo a la esperanza, espera que
España, perdido su im perio político, se salve en sus esencias, par­
ticularm ente en la lengua y en la fe, transportadas y fundadas
m ás allá del m ar p o r el heroísm o de los españoles del siglo x v l
Pocos hom bree h an hecho tanto como don M arcelino Menéndez
Pelayo para hacernos entender y am ar el dram a y la agonía y

430
la esperanza de España, de España, p u ra entre las regiones del
m undo, azul y victoriosa.
E n 1892 coinciden en M adrid, con aquello de maravilloso que
tiene toda coincidencia, un historiador y u n poeta: M arcelino
Menéndez Pelayo y R ubén Darío. E l historiador interroga al pa­
sado para fundar en él el porvenir. Es ya u n hom bre glorioso.
Y tiene entre sus manos esa historia y antología de la poesía
hispanoam ericana con la que quiere incorporar nuestra literatura
a la literatu ra universal de la lengua española. E l poeta, tiene algo
más de veinte años y u n lucero en la mano. Y en la sien, el gajo
furiosam ente verde de la esperanza am ericana. Los dos, el histo­
riad o r y el poeta, son hom bres esperanzados. Y creen en la validez
y en el destino de nuestra estirpe. “Esperar, esperemos todavía.”
Y en el pesimismo am biente, en la m elancolía y el derrotismo
finisecular, tra e de nuevo a la poesía española la fe, el amor, la
ilusión, la alegría. E n la prosa del historiador y en la poesía del
poeta se reúnen, en el rotundo 1900, se integran de nuevo, las regio­
nes y naciones del Im perio español, por m ilagro del verbo y de
la fe.
Celebrar a don M arcelino Menéndez Pelayo es celebrar la glo­
ria de la lengua española. La que se habla por igual, y es emo­
cionante decirlo porque n i Rom a conoció tanta grandeza junto a
la pared azul del Pirineo y bajo la estelar cordillera de los Andes.
A orillas del Duero del Cid y a orillas del Amazonas de Bolívar.
E n la norm ativa llanura de Castilla, por donde el Cid cabalgó
seguido por u n río de lanzas y en los inmensos llanos del Orinoco,
que atravesó Bolívar seguido por la ráfaga de sus jinetes llaneros.
La lengua es que se dicen las palabras más hermosas y hondas y
altas y gallardas y tiernas del m undo. P alabras éticas y bellas.
P alabras duras y palabras jugosas. Como la palabra honor, con
esa noble resonancia, que es como el eco del alma bien puesta.
Como la palabra Castilla, que se ve de lejos como una hoguera
por la noche. Como la palabra m ar, tan bella como el m ar. Y la
palabra gracia, como u n álamo. Y la inmensa palabra América,
azul de ríos. Y la palabra libertad, que toca el cielo como la
cabeza del jin ete llanero. Y la palabra m elancolía, plateada de
otoño y prim avera. Y la palabra Colombia, que abre sus almas
de alm a y de jazm ín. Y la palabra hidalguía, hecha de fuerza y
de ternura y que se inclina ligeram ente como el caballero que
recibe las llaves en el cuadro de L a s la n za s. Y la palabra gravedad,
que tom a noblem ente del brazo a la palabra ternura. Y la pala-

431
b ra España, que convoca a la luz como una espada. Y la palabra
amor.
La patria se respira m ejor que en ningún otro sitio al pie de
las tum bas nacionales. U na de esas tum bas es p ara todos los his-
pánicos la de don M arcelino Menéndez Pelayo. A llí, arden al
blanco sus cenizas. Y, como las del soneto inm ortal, “serán ceni­
zas, mas tendrán sentido”. Sobre la piedra blanca que custodia
su recuerdo venimos a tra e r u n ram o de esperanzas. Y en el
inmenso m uro de la hispanidad, pongamos con alm agre y sangre
de toro, como los estudiantes de Salamanca, un victor: Marcelino
Menéndez Pelayo.

Eduardo Carranza.
Embajada de Colombia.
Plaza de Salamanca, 9.
M A D BiD (España).

432
MENENDEZ PELAYO
Y LA L I T E R A T U R A
HISPANOAMERICANA *

por GUILLERMO BUSTAMANTE CEVALLOS

M enéndez Pelayo fué una de las máximas figuras de la cultura


española del pasado siglo, que suscitó la general adm iración del
Continente americano. Caso no común de precocidad, por sus asom­
brosas dotes intelectuales, por su vasta ilustración en la historia
de la literatu ra universal y por su versación en el h áb il m anejo del
idiom a castellano, puestos en evidencia desde época tem prana. A
los veinticuatro años de edad le vemos ingresar a esta Real Aca­
demia, que le acoge complacida y le encarga, más tarde, como el
más preparado para ello, la form ación de una Antología que des­
tacase los poemas más notables de los poeta americanos de abla
hispana.
T rabajo éste de investigación y análisis, que, p ara ser evado
a feliz térm ino requería, de quien lo tomase a su cargo, pleno
conocimiento de la H istoria de América ) estar, además, fam il'a
rizado con la producción de los cultivadores de la poesía en esa
parte del m undo; trabajo, por lo mismo, difícil de realizar por
otro escritor que no fuera Menéndez Pelayo, si se tiene en cuenta
“que la obra de esos poetas—como lo afirm a el propio sabio m on
tañés—era la menos conocida en España, donde el estudio form al
de las cosas de Am érica interesaba a m uy pocas gentes”. Pero
Menéndez Pelayo, p atriota y español hasta más allá de los linde­

* D o n c u iL L E R M O B U STA M A N TE C E V A ix o s, e x m in istro d e E ducación P ública d e


E l E cuador en 1940 y académ ico d e la E cuatoriana d e la L engua, subraya en
su discurso d e h o m e n a je a M e n én d ez P elayo, e n Salam anca, la aportación d e l
a u to r d e laAntología de la poesía hispanoamericana a l co n o cim ien to en España
d e lo s m á xim o s valores p o ético s d e H ispanoam érica desd e m ediados d e l si­
g lo X I X , y có m o a l referirse a B e llo , a O lm ed o y a H eredia los considera com o
ulo s tre s n o m b res in d iscu tib le s d e la literatura am ericana

433
ros de la vida, pronto a reconocer y exaltar—dondequiera que es­
tuvieran, así fuese en las antípodas—los verdaderos m éritos y las
auténticas glorias de los suyos, dentro de la gran fam ilia hispana,
abordó con entusiasta interés la alta empresa confiada a su capa­
cidad de insigne literato y la supo coronar con lucim iento, dentro
de las severas norm as de la sana crítica, pensando en que, para
los españoles, los americanos, como generosamente escribe, “son,
al fin, carne de su carne y huesos de sus huesos”.
F ué entonces cuando España, en u n libro que consta de 900 y
más páginas, y a través de u n acertado com entario histórico, vió
desfilar, uno por uno, a los poetas que desde la época de la colonia
hasta m ediados del siglo xix descollaron como valores positivos
del parnaso americano. Y esto comprobó, una vez más, conforme
al justiciero estudio realizado por una autoridad en la materia,
como lo fué Menéndez Pelayo, que la cultura española, al llegar
a tierras del Nuevo Mundo, no había sido semilla arrojada en
surco estéril, puesto que allí se aclim ató y produjo tales frutos.
A hí están las palabras del antologista, cuando al referirse a
Bello, a Olmedo y a H eredia—que en aquella ocasión era como
nom hrar a las tres más altas cimas de los Andes—dicen que ellos
son “los tres nom bres indiscutibles de la literatura am ericana”.
Deuda de gratitud es, pues, la que contrajo Am érica con este
varón ilustre. Llevó a cabo el descubrimiento de loe poetas ame­
ricanos ignorados p o r España, iniciando de este modo, con su
magnífica A n to lo g ía , el acercamiento intelectual y la comprensión
recíproca de la M adre P atria y las naciones españolas, que nacie­
ron a la vida de la cultura por obra del mismo y común esfuerzo
civilizador.

* * *

Con la m irada vuelta hacia el pasado, Menéndez Pelayo extrajo


de la historia, en asidua labor paciente, el m onum ental acervo de
conocimientos que le sirvió de base firm e donde levantar, p ara su
devoción, el altar de la grandeza patria.
La Cátedra universitaria y en especial el libro constituyeron
la gran trib u n a desde la cual esparció copiosamente su semilla
intelectual que tanto benefició a las juventudes de su patria. Do­
lido como se m ostraba al decir que “lo de casa es siem pre lo más
desatendido e ignorado”, a despertar la atención de la conciencia

434
española hacia sus propios valores espirituales se dirigían em­
peñadam ente sus sabias enseñanzas.
E l 3 de noviem bre próxim o se cum ple el prim er centenario
del nacim iento del autor de L o s h e te ro d o x o s , y el I I Congreso
de Academias de la Lengua, aquí reunido, h a tenido el acierto
de anticipar su celebración, dedicando esta Sesión Solemne en
hom enaje a la m em oria de uno de los más preclaros académicos
desaparecidos.

Guillermo Bustamante.
Academia Ecuatoriana de la Lengua.
(Ecuador).
q u it o

435
MENENDEZ PELAYO Y SU LABOR
EN LAS ACADEMIAS
DE LA LENGUA *

ρο ή AGUSTIN GONZALEZ DE AMEZUA

Con estas breves palabras, la R eal Academia Española cierra


este herm oso hom enaje que el II Congreso de Academias de la
Lengua Española ha querido consagrar a la m em oria de don Mar­
celino Menéndez Pelayo. Todos los centros doctos de la Península
h an unido sus voces y juntado sus brazos para levantar sobre el
pavés, como en una apoteótica y solemne proclamación, su excelsa
figura literaria. Al hacerlo hemos cum plido todos un acto de
justicia. Porque, a la verdad, era llegada la hora de reparar el
olvido o, cuando menos, la indiferencia en que durante gran parte
de su vida se le tuvo por la crítica, que podríamos llam ar oficial,
de su tiem po. Hoy, que su ohra literaria irrum pe ante nuestros
ojos como un m onum ento gigantesco en los 57 volúmenes im­
presos de la espléndida edición nacional de sus O b ra s c o m p le ta s,
podría parecem os absurdo o increíble aquel pasado desvío si la
plum a misma del maeetro no nos hubiera dejado más de u n tes­
tim onio suyo demostrativo del silencio desdeñoso con que las revis­
tas y diarios contemporáneos recibían entonces sus obras magistra­
les. A pesar de ello, nunca don M arcelino profirió una queja ni
se sintió dolido por este despego, sino que, con la serenidad del

* La R e a l A cadem ia Española co n trib uyó al hom enaje dado por el I I Con­


greso d e A cadem ias d e la L engua a la m em oria d e M enéndez Pelayo con el
p resen te trabajo, en el q u e destaca la aportación d e l polígrafo m ontañés a lo
cultura española. D o n M arcelino logró d efin ir, p rim ero , el alm a histórica de
España, penetrar e n su esencia y en su sustancia, ponerla d e m anifiesto aunque
luego hayan d e acusarle d e intransigente y reaccionario a él, q u e había escrito
a quella estupenda frase: “E l arte es h ijo d e la libertad.” E l señor González
d e A m e zú a es bibliotecario d e la R e a l A ca dem ia d e la L engua Española, inves­
tigador, histo ria d o r y crítico literario d e reconocido prestigio y m agisterio.

436
hom bre de ciencia que sabe que está cumpliendo una misión al­
tísim a y providencial y que se debe por entero a ella, como era
despertar el alm a científica de España, aletargada a la sazón, supo
proseguir impávido su obra redentora. A l saborearla nosotros con
plena conciencia de su valor trascendental en la historia del pen­
samiento hispánico, no acertamos a com prender que Menéndez
Pelayo, en el prólogo al tomo IX de su H is to r ia d e la s id e a s e sté ­
ticas, pudiera escribir palabras como éstas:

El silencio y la indiferencia de la crítica son tales, que si no nos


alienta ni nos estimula, tampoco nos molesta ni perturba, imponién­
donos modas y preocupaciones del momento, ni sujetándonos a la
tiranía del mayor número, como en otras partes suele acontecer. Como
apqnas somos leídos, libres somos para dar a nuestras ideas el des­
arrollo y el rumbo que tengamos por conveniente; y quien tenga la
fortaleza de ánimo necesaria para resignarse a este perpetuo monólogo,
podrá hacer insensiblemente su educación intelectual por el procedimien­
to más seguro de todos: el de escribir un libro cuya elaboración dure
años.
P ara no sentirse vencido por el desaliento ante ta l desdén crí­
tico, rom per la plum a o em plearla en tareas más vulgares o lucra­
tivas, hay que pertenecer a aquel linaje excepcional de hom bres
de que habla Ortega y Gasset en uno de sus Ensayos, con palabras
que parecen escritas para don M arcelino; tanta, en efecto, es su
coincidencia con el tem peram ento y actitud de éste:

Esta sensación de aislamiento—escribió nuestro pensador hispano—ha


sido siempre el máximo estímulo, la genial incitación que mantiene
tenso el ánimo de las minorías selectas, las cuales son selectas—entién­
dase bien—ante todo y sobre todo porque se exigen mucho a sí mismas
El hombre que se impone a sí propio una disciplina más dura y unas
exigencias mayores que las habituales en el contorno, se selecciona
a sí mismo, se sitúa aparte y fuera de la gran masa indisciplinada, donde
los individuos viven sin tensión ni rigor, cómodamente apoyados los
unos en los otros, y todo a la deriva, vil botín de las resacas. Por eso,
el lema decisivo de las antiguas aristocracias, forjadoras de nuestras
naciones occidentales, fué el sublime . Nada se puede
esperar de hombres que no sientan el orgullo de poseer más duras
n o blesse o b l ig e

obligaciones que los demás.


Este fué el caso tam bién de Menéndez Pelayo, y ésa la explica­
ción de su vida toda. E l supo proseguir la tarea sin desmayos,
callada y silenciosamente, porque, aunque no lo declarase nunca,
en lo más íntim o de su alm a alentaba la convicción de que con
su obra estaba devolviendo a España su perdida conciencia cien­
tífica.
¡Cuán lastimoso, ciertam ente, era el panoram a que en este orden
contem plaron sus ojos cuando, casi niño aún, se abrieron para
la especulación doctrinal! Médico de su raza, ¡con qué claridad

437
apunta los remedios! E n lo que m iraba a las Ciencias exactas, él,
que no era m atem ático, n i físico, n i biólogo, tendrá, no obstante,
una visión clarísim a, verdaderam ente genial, esa misma que mo­
dernam ente aplicada en naciones como en Inglaterra y Estados
Unidos ha sido causa de su ingente grandeza industrial, a saber:
la necesidad im periosa del cultivo de la ciencia pura.
Pero si las Ciencias Exactas no eran el campo de sus propias
disciplinas, las de la Filosofía, la L iteratura y la H istoria se ofre­
cían para él prom etedoras y casi vírgenes. Dejemos de lado la
ardorosa defensa que de la originalidad del pensamiento filosófico
español hace en su obra juvenil L a c ie n c ia e sp a ñ o la —juvenil por
la edad en que se compone, pero m adura, densa y henchida de
doctrina por su contenido—, al propugnar la vivencia histórica de
sus tres grandes escuelas filosóficas nacionales: el lulismo, el vivis-
m o y el suarismo, y penetrem os con él en la selva tropical y casi
cerrada hasta entonces de la historia crítica de nuestra literatura.
E n ella apenas si están abiertas las rutas: unas pocas sendas nos
llevarán al encuentro de los benem éritos y generosos ensayos de
Lam pillas y Masdéu, a algunos prólogos eruditos de la Biblioteca
de Autores Españoles de Rivadeneyra, a la H istoria Crítica de
A m ador de los Ríos, esfuerzo inacabado, pero digno de toda loa,
y a unas pocas monografías, sueltas y esporádicas, de oscuros eru­
ditos. P o r esta misma penuria, no faltan editores avisados que
adivinan la brava m ina que para ellos sería una H istoria de la
L iteratura Española, al modo de Ticknor, tan reputada entonces,
escrita por el gran erudito santanderino, y le brindan, si acepta,
cheques en blanco. Pero Menéndez Pelayo rechaza tan tentadoras
ofertas, porque sus alas de águila no pueden abrirse en tan es­
trecha jaula. P iden campo anchuroso, espacio ilim itado para volar
p o r las regiones dilatadas de nuestra literatu ra; y así, cada uno
de los capítulos o m aterias de aquella nonata y sucinta historia
de las letras españolas se irá convirtiendo con los años en Tratados
extensos, en voluminosos estudios de la Poesía Lírica Castellana,
del T eatro de Lope, de la Novelística (ram a im portantísim a de
ella y casi desconocida), de las Ideas Estéticas en España, con
aquella maravillosa exposición del Romanticismo en Alemania,
Francia e Inglaterra, que no tiene igual, sin contar con su Biblio­
grafía de los Traductores Españoles de los Clásicos, portento de
erudición y de sabrosa crítica. Todos estos Tratados, Estudios e
Historias, form arán el m onum ento colosal que en los solos treinta
y dos años levantó don M arcelino, solitario y semiolvidado en
aquel modesto despacho de su casa de Santander, donde muchas

438
veces cariñosam ente m e recibía, para llevarm e luego al antiguo
pabellón de su estupenda Biblioteca, tom ar en sus manos y ense­
ñarm e con orgullo de bibliófilo alguno de sus grandes tesoros
bibliográficos. Todavía m e parece verle una m añana del verano
de 1904 sacando de un estante bajo, y esgrim ir como u n trofeo
único, el magnífico ejem plar de la A n to n ia n a M a rg a rita , de Gómez
Pereira. Si quisiéramos parangonar debidam ente algo parecido en
nuestro pasado, tendríam os que volver a las grandes figuras del
Renacimiento, a Alonso de M adrigal, a Luis Vives, a Francisco
Suárez, maestros admirables, en efecto, en sus especialidades pro­
pias, pero que no abarcaron tantas y tantas disciplinas como ilus­
tró la plum a infatigable del polígrafo montañés. Gracias a él y a
su laboriosidad ejem plar, a la noble entrega de toda una vida
puesta generosamente al servicio del pensamiento español, se hará,
por fin, la luz, y se aventarán tantas sombras, nieblas y lobregue­
ces como todavía rodeaban a nuestro pasado literario español. E l
será tam bién quien ponga patente, a los ojos de Europa y América,
la fecunda y gloriosa participación que el genio hispano tuvo en
el progreso de las ciencias especulativas del pensamiento durante
los pasados siglos. Y cuando por alguno se le tache de apasionado
apologista de la tradición científica española, de estar de espaldas
al mundo y de vivir entre los m uertos y sepulcros, en una sola
frase, lím pida y tersa, expresión de su íntim o pensamiento, ban­
dera y lem a de toda su vida literaria, lo negará rotundam ente,
exclam ando: “Queremos la renovación de la Ciencia española; no
su testam ento.”
Sabido es sobradam ente que en la v’da literaria de don Marce­
lino hay dos períodos distintos, perfectam ente definidos y separa
dos: prim ero, uno de combate ardoroso, de polémica juvenil; al
que seguirá poco después otro de ataraxia, de calma y sosegada
serenidad. Mucho se ha escrito y discutido sobre aquel prim er pe­
ríodo, juzgándole algunos extraño e im propio de su obra; mas
quien considere objetivam ente esta actitud polémica de don Mar­
celino tendrá que confesar que era obligada y lógica en él. Cuando
Menéndez Pelayo sale al campo de las letras, habrá de tropezarse
prim ero con los escépticos y negadores de la ciencia española, con
tantos seudosabios como propagaban en sus libros, revistas y cáte­
dras los manidos tópicos de nuestra leyenda negra científica, sos­
teniendo que España vivió en los pasados siglos alejada de la
Europa culta y progresiva. ¿Cómo reconstruir de nuevo el anhe­
lado monum ento de la ciencia española sin lim piar prim ero de
malezas y abrojos el solar donde había de levantarse? ¿Qué im-

439
14
porta que con todos estos proyectos, llenos de ilusión, sueñe Me­
néndez Pelayo, si los sueños son el alim ento de las almas grandes?
P ara ello, pues, hay que definir prim ero el alm a histórica de Es­
paña, p enetrar en su esencia y, en sustancia, ponerla de manifiesto,
aunque luego hayan de acusarle de intransigente y reaccionario, a
él, que h abía escrito aquella estupenda frase: “E l arte es h ijo de
la libertad.” P robar que había dos valores en su H istoria: la Reli­
gión y la M onarquía, que sirvieron de sustentación y hase a todas
sus empresas, y que una creencia religiosa, común, hizo posible
nuestra grandeza no sólo política, sino científica tam bién; y que,
por el contrario, siem pre que renegamos de ella caímos lastimosa­
m ente en el harranco de la copia servil e im itación extranjera. Tal
estado de cosas explica y justifica cum plidam ente esos dos admi­
rables libros que compone en este prim er período suyo combativo:
L a c ie n c ia esp a ñ o la , con sus tres ediciones, y la H is to r ia d e lo s h e te ­
r o d o x o s e sp a ñ o les , m ilagro asombroso de erudición y juicio. Y a
pesar de que algunos m odernam ente pretendan separar esta H is­
to r ia d e lo s h e te r o d o x o s e sp a ñ o le s de la verdadera obra científica
del maestro, tan encariñado estaba con sus herejes, que cuando,
veintinueve años después, viene la m uerte a buscarle, le hallará
con la plum a en la mano, enfrascado en el malogrado intento de
bu refundición y m ejora con nuevos datos y m odernas noticias,
pero sin que sus juicios y su criterio sobre tantas cosas y personas
(él mismo lo declara explícitam ente en su prólogo) sufran m udan­
za esencial n i rectificación grave. Su libro juvenil L a c ie n c ia espa­
ñ o la , con sus polémicas, controversias y proyectos, será quien llame
a todos como con un clarín de guerra para su defensa y restaura
ción, que am biciosam ente concibe; a todos cuantos amen la ver­
dadera España, aquella que, como él diría dos años antes de morir,
era la única que el m undo conoce. “Donde no se conserva piado­
sam ente la herencia de lo pasado, pobre o rica, grande o pequeña
—añadiría en la misma ocasión—, no esperemos que brote un
pensam iento original n i una idea dom inadora.” E l será tam bién
el prim ero que acuda al alarde, y entrando en u n segundo período
de su vida literaria, sereno y calmo, acomleta la empresa sobrehu­
m ana de sacar a la luz del m undo la verdadera historia del pen­
samiento científico español. Si en esta empresa va al principio casi
solo, y son unos pocos discípulos los que animosamente lo siguen,
nada im porta. Tiempos vendrán en que la semilla del buen sem­
brado dé sus frutos opim os; en que nuevas generaciones literarias
se incorporen briosam ente a su cruzada, y una espléndida y mo­
derna floración literaria de ensayos, libros y colecciones demues­

440
tren que no fué vano eu esfuerzo, n i estéril su sacrificio, n i per­
dida su renunciación heroica a los vanos halagos y satisfacciones
que el m undo podía ofrecerle. ¿Será necesario, señores congresis­
tas, tan cultos como apasionados lectores del maestro, que os enu­
m ere ahora, siquiera al pasar y en sus simples títulos, aquellas
diecinueve series de Estudios e H istorias en que, poco antes de
m orir, distribuyó él su colosal producción, con m iras a la publi­
cación de sus O b ra s c o m p le ta s?
Pero dentro de la obra ciclópea de Menéndez Pelayo hay una
faceta o contorno que os toca privativam ente a vosotros, señores
congresistas de allende los m ares: su H is to r ia d e la p o e s ía h isp a n o -
a m e rica n a . Ya lo h an advertido m is predecesores esta tarde. Todos
conocéis su origen. P ara conm em orar el IV Centenario del descu­
brim iento de vuestro continente, en la últim a sesión celebrada
por la R eal Academ ia Española, antes de las vacaciones de julio
de 1892, acuerda ésta publicar una A n to lo g ía d e p o e ta s h isp a n o ­
a m erica n o s, con sendas introducciones sobre la historia literaria
de cada una de las regiones descubiertas y civilizadas por los espa­
ñoles en ellas. La Academia encomienda esta empresa a don M ar­
celino (nadie m ejor que él para coronarla), quien en poco más
de dos años la lleva a cabo.
Se ha apuntado por algunos que esta A n to lo g ía , que él tenía
como su obra favorita, fué “uno de aquellos magníficos y casi h u ­
m anam ente inexplicables esfuerzos de improvisación”, tan frecuen­
tes en él; pero ta l afirmación es falsa del todo. La comunicación
literaria del m aestro con vuestro m undo literario venía ya desde
muy lejos, era muy anterior. Ya en el program a de sus oposiciones
a la cátedra de la H istoria crítica de la literatu ra española apunta
la necesidad de estudiar, al tiem po de ella, la de vuestras naciones,
como escrita en un idiom a común. E n la prim era edición de su
H o r a c io e n E sp a ñ a se registran tam bién, y merecidam ente, no pocos
poetas, traductores o im itadores hispánicos del vate venusino; y
para prueba final y concluyente de las relaciones literarias que don
Marcelino, desde sus años mozos, guarda con vuestras grandes figu­
ras literarias, ah í tenéis su E p is to la r io ultram arino, recientem ente
sacado de nuevo a luz, en que tantos predecesores vuestros, insig­
nes y memorables, corresponden con el m aestro con epístolas admi­
rativas y cordiales. García Icazhaleta, Francisco Sosa, Amado
Nervo, R oa Bárcena, Montes de Oca, Casimiro del Collado, Gómez
Carrillo, R ubén Darío, Brehes Mesén, Sanguily, Dahigo, José de A r­
mas, H enríquez Ureña, Pérez Bonalde, el gran Rufino (José Cuer­
vo) y su em inente conterráneo Miguel Antonio Caro, amicísimo

441
de don M arcelino, y con quien proyecta escribir en colaboración
m utua una H is to r ia d e la lite r a tu r a esp a ñ o la , que abarcase el con­
tinente viejo y el nuevo; Restrepo y Rivas Groot, Pablo H errera,
con su correspondencia copiosa; el prelado ecuatoriano González
Suárez, Juan Montalvo, el gran luchador Santos Chocano, Riva
Agüero, R icardo Palm a (¡cuántos nombres ilustres!), García Calde­
rón, Z orrilla San M artín, los Amunátegui, chilenos; R afael Calzada,
Adolfo Saldías, M artínez Zuviría, Calixto Oyuela, R afael Obligado,
etcétera, etc. ¡ Cuántos nom bres preciosos, repito, conterráneos
vuestros, poetas, críticos, hum anistas, historiadores, y muchos más
que por brevedad omito, amigos y corresponsales del gran polí­
grafo! ¡Y pensar que toda esta correspondencia se lleva por don
M arcelino solo, sin secretario n i ' taquígrafo, escrita toda a mano
por él en los pocos ratos libres que le deja su abrum adora labor
de creación y lectura! G ran p arte de ella, como digo, es anterior
a la preparación de su A n to lo g ía , y con ella don M arcelino revela
ya la atracción singular, el verdadero hechizo espiritual que vues­
tra literatu ra le produce. Muy joven aún, en carta de julio de 1882,
escribirá a su gran amigo Miguel Antonio Caro esta significativa
confesión: “Cada día siento más la necesidad de conocer en todos
sus pormenores la literatu ra am ericana.” N aturalm ente, este inte­
rés suyo por ella se acrecienta y m ultiplica al em prender su admi­
rable A n to lo g ía d e la p o e s ía h isp a n o a m eric a n a . Entonces, su comu­
nicación epistolar con sus amigos de Am érica toda se hace más
constante y copiosa: de ellos recibirá próvidam ente datos, noticias,
biografías, libros y folletos, que le servirán grandem ente para es­
cribirla. Libros y folletos que, poco a poco, irán llenando tam bién
estos estantes enteros de su amada biblioteca de Santander. Y
cuando dos años antes de m orir inicia la publicación de sus O bras
c o m p le ta s, la prim era que escoge y refunde (aunque en bien poca
cosa, tan perfecta había salido de su plum a) es esta A n to lo g ía , que
América toda había recibido con general aplauso y unánim e albo­
rozo. Obra delicada y difícil, como todos sabéis, porque, no apa­
gados todavía los m utuos rencores que perduran siem pre tras una
guerra civil, “herencia triste, larga y encarnizada lucha”, dirá él, la
musa americana, en su natu ral exaltación patriótica y orgullo justo
de su lograda independencia política, a veces no acierta a refre­
narse, y se derram a en conceptos y juicios que podían h erir el
profundo españolismo de don Marcelino. Mas su im parcialidad es
tanta, y tan objetiva su plum a, que para aquellos mismos grandes
poetas vuestros que se dejaron llevar pasajeram ente de su animad­
versión a la p atria común no regateará Menéndez Pelayo los elo­

442
gios n i am enguará su valor literario, que para él sigue brillando
ru tilan te en las adm irables semblanzas literarias que traza de todos
ellos. M uestra preciosa de la nobleza de su alma, de su serenidad
doctrinal, que sabe levantarse sobre los recuerdos dolorosos pasa­
dos y no m ira más que a la fraternidad reanudada, y le hace esti­
m ar “como tim bre de grandeza propia y como algo cuyos esplen­
dores se reflejan sobre nuestra p atria”, esa com unidad de lenguaje
por españoles y americanos que con tan irrom pibles lazos nos une.
De cómo Menéndez Pelayo cum plió la herm osa misión literaria
que le había encomendado la Real Academia Española, vosotros
lo sabéis m ejor que yo, así como la subida estimación en que
siem pre tuvisteis a esta herm osa obra del maestro, cuya satisfac­
ción personal, u n a vez acabada, fué asimismo tan viva, que con
otro de sus libros hubo de com pararla; más aún, declarándola su
obra predilecta.
G ran acierto, pues, h a sido el acuerdo de dedicar una de las
sesiones plenarias de nuestro Π Congreso a ho n rar la m em oria de
don M arcelino Menéndez Pelayo. Cuando en el P rim er Congreso
de Méjico, en varias de sus resoluciones, quisisteis exaltar las figu­
ras de don A ndrés Bello, de don Miguel Antonio Caro y de don
José Rufino Cuervo y de otros m eritísim os filólogos americanos,
disteis la gran lección y positivo ejem plo de que en u n pueblo, una
nación, u n Congreso mismo no puede n i debe olvidar nunca a
aquellos varones insignes de quienes recibimos la antorcha del
saber, después de h ab er brillado en sus manos con deslumbrantes
resplandores. Ya lo dijo tam bién Menéndez Pelayo con frases pro­
fundas: “Donde no se conserva piadosam ente la herencia de lo
pasado, pobre o rica, grande o pequeña, no esperemos que brote un
pensam iento original n i una idea dom inadora.”
Pero estos hom enajes, tales consagraciones solemnes no deben
quedar reducidos a estos actos públicos, por hermosos y justos que
sean. De ellos, nosotros, hom bres prácticos y modernos, debemos
sacar tam bién frutos que los realcen y justifiquen m ás: prim era­
m ente, im itar el herm oso ejem plo que estos grandes maestros de
la lengua castellana (Bello, Cuervo, Caro, y Menéndez Pelayo con
ellos) nos dejaron, im itando su vida austera de noble y desinte­
resado trabajo, su espíritu de sacrificio, su abnegada dedicación a
una causa tan noble como será siem pre la historia literaria del
pasado, la defensa de la pureza y unidad de nuestro común idio­
m a, gracias a la cual hoy nos sentimos unidos estrecha y espiritual­
m ente p o r el m ejor de los vínculos; y, en segundo lugar, identi­
ficam os, com penetram os con eHos por el m ejor y más eficaz medio

443
que cabe, cual es leer su obra sin duelo ni descanso, empapándonos
en ella sin cesar.
Si, como un insigne escritor vuestro ha dicho, el modo m ejor
de h o n rar a u n gran ingenio es acrecentar el núm ero de sus lecto­
res, el más jugoso fruto del hom enaje que en la tarde hemos con­
sagrado a la gloriosa m em oria de don M arcelino Menéndez Pelayo
dehe ser este mismo que digo, sencillo y fácil por demás: leer y
difundir sus obras.
Pero no crean por eso que yo os pido el que nos estanquemos
en la obra literaria del adm irable polígrafo m ontañés (él mismo,
si viviera, lo hab ría reprobado severamente) ; quiero tan sólo que,
sin fetichismos intransigentes n i exclusivismos de escuela, sigamos
adelante con redoblados ánimos y bríos p o r la ancha ru ta que él
nos trazó, con un espíritu sincero de m ejora y perfección suya,
con nuevos hallazgos en las tierras vírgenes y feraces, que la m uerte
no le consintió pisar; que a su T r a ta d o d e lo s ro m a n e es v ie jo s
sigan los O ríg e n e s d e l ro m a n c e ro h is p á n ic o d e M e n é n d e z P id a l¡
que su estudio sobre la lírica castellana se com plete con los de
Dámaso Alonso sobre la poesía lírica; que su N o v e lís tic a , lasti­
mosamente inacabada, tenga un día la continuación que podemos
hacer, guardando, naturalm ente, las distancias quienes tenemos
acopiados los elementos eruditos para escribirla; y que su A n to ­
lo g ía d e la p o e s ía h isp a n o a m e ric a n a se vea proseguida, como ya
lo está hasta nuestros días, en las modernas obras de vuestros con­
terráneos historiadores y literatos.
Perdonadm e esta desmañada evocación del maestro, en gracia,
además, a u n título singular que tengo p ara hacerla y no puedo
callar. P o r triste privilegio de los años, acaso sea. el único de vos­
otros (con excepción de don Ramón) que le recuerde personal­
m ente; uno de los pocos amigos suyos vivos aún que le trataron
con verdadera intim idad; que conserva como preciadas reliquias
sus libros de los últim os años cariñosamente dedicados por él; que
m e hizo la merced inestim able, pocos meses antes de m orir, ex­
trem ando su bondad para conmigo, de revisar y corregir magis­
tralm ente las pruebas tipográficas del prim ero de los míos. Toda­
vía m e parece que le veo, vencido ya po r la m uerte, tan próxima
ya, en aquella m añana del 8 de diciem bre de 1911, cuando cuatro
buenos amigos suyos—cuatro tan sólo, ¡quién lo dijera!— : Boni-
lla San M artín, su discípulo dilecto; Antonio Graiño, editor de sus
O b ra s c o m p le ta s ; Ju an Givanell, el fecundo cervantista, y yo, acu­
dimos a despedirle a la Estación del Norte, cam ino de su querido
Santander, de donde ya no volvería más. De aquellos cuatro ami­
gos tan sólo quedo yo. Los demás, año tras año, fueron a reunirse
con él. Excusadme estos recuerdos inmarcesibles p ara m í, y que be
querido evocaros ahora como u n encendido y piadoso trib u to de
mi corazón.
P ara acabar esta m al pergeñada oración literaria en pobre
hom enaje a nuestro gran don M arcelino, voz de su raza, Apóstol
denodado de la Tradición, profundam ente español, pidám osle nos­
otros que en esta comunicación fervorosa con su inmenso saber
nos regale tam bién, como postrera lección suya, aquella su tem­
planza de ánimo, su m oderación crítica, su serenidad clásica, que,
mozo aún, aprendió en los versos de Lucrecio, y que con los años,
como preseas de su alm a, ennoblecieron su carácter hum ano, h a­
ciendo soberanas e inm ortales sus obras todas.

Agustín González de Atnezúa.


Felipe IV, 4.
MADRID.

A d v e rtim o s con d o lo r a nuestros lectores qu o com p o n ién d o se este trabajo


m u rió el insigne escritor d o n A g u stín G onzález d e A m e zú a . N o queda, p u es ,
v iv o n in g u n o d e los am igos q u e d esp id iero n a d o n M arcelino e n su ú ltim o
viaje.

445
HOM ENAJE DE HISPANOAMERICA
A DON MIGUEL DE UNAMUNO *

po r JULIO CESAR CHAVES

Supérfluo sería recalcar la trascendencia de este acto, en él


cual delegaciones de veinte pueblos hispanoparlantes llegan a ren­
d ir un hom enaje de acatam iento al pensamiento de España en la
persona del h ijo que m ejor lo representa en el m undo moderno.
A quien ejerce tan vasto y significativo im perio venimos a ren­
d ir nuestro hom enaje, diciéndole con sus propias palabras: “Llegan
ahora a cantar sobre tu tum ba—los que al fin dejaron de tenerte.”
Y lo hacemos en este escenario que fue el suyo, en esta Uni­
versidad de Salamanca que él llam ó patria del mundo, que guar­
da amorosa su recuerdo y su esperanza, en esta ciudad que Cer­
vantes conoció y hechizado quiso volver a ver, en esta ciudad
que “pregona eternidad de tu alma de piedra—y amor de vida
en tu regazo—am or de vida eterna—y a su sombra, amor de
amores”.
Sería ambición desmedida y criticable, desde luego, pretender
encerrar en unas páginas al pensador, al escritor, al filósofo, al
poeta que se codea con Quevedo en el m undo de los sonetos. Vasto
y hondo m undo hacia el cual se lanzaron para buscar las prim e­
ras inteligencias de nuestra época, encabezadas por Papini, Va­
léry, Marañón, Cassou, Duham el, Pérez de Ayala, Borges, Gabrie­
la M istral, García Blanco, Dos Passos, Lain Entralgo, Edw ard Bello,

* D iscurso p ro n u n cia d o p o r el do cto r d o n j u l i o c e s a r c h a v e s , p resid en ·


te d e la D elegación d e A cadém icos d e l Paraguay, en el h o m en a je a d o n M iguel
d e U nam uno y a d o n M arcelino M en én d ez P elayo, celebrado p o r el I I C on·
greso d e A cadem ias d e la L en g u a en la U niversidad d e Salam anca el 30 d e
a b ril d e 1956. E l do cto r C haves señala “el gran h o nor y la no m enos grande
responsabilidad d e hablar en este h o m e n a je en n o m b re d e las Delegaciones
hispanoam ericanas asistentes ”.
446
Alfonso Reyes, V an Doren, Vogel, Vaz F erreira, M artínez E strada
y centenares más de críticos, filósofos y pensadores.
P o r muchos y notables que sean, no pudieron descubrir en sus
excursiones estas Indias del espíritu que creó Unamuno, n i menos
fija r sus lím ites, n i la hondura de sus abismos. Todos estudiaron
su pensam iento y trataro n con angustia de h allar o fijar los puen­
tes que él tendió en tre la vida y la m uerte, el individuo y la
sociedad, la carne y el alm a, el pasado y el futuro, la tierra y el
cielo, España y América. Y han volcado y vuelcan casi diariam en­
te en todos los idiomas en que se expresan los pueblos civilizados
—en español, en latín, en griego, en francés, en alemán, en italiano,
en ruso, en portugués—el resultado de sus trabajos e investiga­
ciones.
E l que lo investiga, el que lo lee, lo ve en form a distinta y
desigual; em peño vano el de buscar conclusiones. Uno de sus
más brûlantes biógrafos, Ju lián M arías, anota que no tiene siste­
m a n i doctrina, “nada en él aparece concluso y acabado, sino,
por el contrario, esencialmente fragm entario y problem ático”.
Mas sería gravísimo erro r deducir de ello que sea u n pensador
aforístico, anota el mismo autor. Indiscutiblem ente hay en su obra
una unidad que resalta, y esto no escapa n i a sus críticos más
sagaces n i a sus lectores más modestos. Obra paradójica, contradic­
toria, desconcertante; literaria o histórica o filosófica, pero con
una unidad que corona el edificio, una cúpula divisada por los
peregrinos.
U nidad sobre unos pocos tem as obsesionantes, temas que no
faltan n i en la prosa n i en el verso, temas que se repiten en cada
página, en cada estrofa. Como una obsesión de la m uerte, “el ape­
tito de la divinidad, el ham bre a la inm ortalidad”, que fué el
grito salido de la entraña de su alma. O ese otro tem a tam bién
dom inante—señalado por nuestro Lain Entralgo— : “La idea de
la esperanza ilum inando las páginas del m aestro a veces cargada
de pesimismo innecesario. M uerte y esperanza, sombra y luz, polos
de una filosofía inaprensible.”
H ay que renunciar definitivam ente a em banderarlo en una
tendencia o clasificarle en una escuela. “Y yo no quiero— escri­
bió—dejarm e encasillar, porque yo, Miguel de Unamuno, como
cualquier otro hom bre que aspire a conciencia plena, soy de
especie única.” “Mi batalla—dijo en S o b r e la a r g e n tin id a d —, es
que cada cual, hom bre o pueblo, sea él y no otro...”
Quizá lo que m ás le particularice sean sus intuiciones penetran­
tes, actuando “como anticipador de puntos decisivos del pensa­

447
m iento filosófico actual”. Precursor en muchos órdenes, tuvo visión,
y el tiem po va revelando secretos que ya su genio descubrió y
adelantó. T al es el caso de los antibióticos, cuya aparición pronos*
tico en su artículo “Credo optim ista”, trab ajo en el cual habló
de su fe en un m undo m ejor, de hom bres más justos, más eanos,
m ás libres y m ás puros.
H ay u n m undo de Unam uno pleno de riquezas, pero de él
nadie puede hacerse dueño, porque no tiene linderos y carece
de doctrina.
Quizá lo más grande en él sea que, al descubrimiento o a la
posesión de su m undo, nadie quede atado por los eslabones de
u n sistema n i prendido a una escuela, a u n partido, a una bande·
ría. Y n i siquiera a él mismo, pues a todos nos dejó en libertad
absoluta p ara elegir nuestros senderos, para discutirle, negarle
y basta contradecirle. Nos lanzó a u n plano superior, a u n mundo
ignoto en el cual quedamos solos y libres. Y en ese m undo debe­
mos rastrear la salida p o r nosotros mismos, a la luz de la lám para
que dejó prendida.
Suprem o suscitador de ideas, de pasiones, de controversias,
lo más fecundo de su obra y de su ejem plo es el haber infundido
en las nuevas generaciones el ánimo de m archar tras la verdad
sin andadores y sin. falsos maestros. Descubrió un campo de posi­
bilidades infinitas y nos dió el valor para recorrerlo. Y si faltá­
semos a sus consignas volvería él mismo a recordárnoslo en per­
sona: “Cuando m e creáis más m uerto—retem blaré en vuestras
manos—aquí os dejo m i alma—libro—hom bre, m undo verdade­
ro—cuando vibres todo entero soy yo, lector, que en ti vibro.”
No podría dejar de decir algunas palabras sobre su relación con
la lengua; ésta le apasionó siem pre como consta en R e c u e r d o s d e
U n a m u n o , que escribió Menéndez Pidal. Mostró interés cons­
tan te en m antener viva y soberana la lengua española. “Revolu­
cionar la lengua—expresó—es la más honda revolución que pue­
de hacerse; sin ella la revolución en las ideas no es más que
aparente.”
Enseñó que la lengua era el vínculo ideal y eterno entre Espa­
ña y las naciones am ericanas; pensó en u n eobrecastellano, en una
lengua hispanoam ericana “para lanzar a los vientos del mundo
una nueva conquista de espíritus herm anos”. Cantó a la lengua
así: “Y ésta es m i lengua, flota como el alma—de cien pueblos
contrarios y distantes— que las flores en ella hallaron brote—de
Juárez y Rizal, pues ella abarca—legión de razas, lengua en que
a Cervantes—Dios le dió el evangelio del Q uijote.”

448
Se alzó contra toda coerción casticista o cacicato lingüístico.
Defendió el castellano que se hablaba en Venezuela o en el P ara­
guay, aduciendo que venezolanos y paraguayos tenían derecho a
intervenir en su formación. Defendió a la R eal Academia de ata­
ques que consideró injustos, explicando que si ella resistía antes
de adm itir u n americanismo, no resistiría menos antes de aceptar
voces y giros que corren en bocas y oídos p o r extensas regiones
españolas.
Respecto a la lengua como al pensam iento y al espíritu, fue la
unidad su norte y su ensueño. Q uién no h a leído y quién no
recuerda aquel maravilloso discurso en que a los hombree de las
regiones todas de esta tierra los saludó en versos escritos en vas­
cuence, catalán, gallego, etcétera, lenguajes todos en los cuales halló
raíces comunes y sobre los cuales como generosa bandera tendió
el recuerdo y la gloria de España, que es una sola y eterna. E n
E l s e n tim ie n to trá g ic o d e la v id a declaró: “Todo lo que conspire
a rom per la unidad, conspira a destruirme...”
E n estos días en que ha nacido la Asociación de Academias
de la Lengua, y la R eal Academia, en actitud que mucho le honra,
ha reconocido a sus similares am ericanas el derecho a intervenir
en la form ación del lenguaje, podemos decir que, en este como en
tantos otros campos, Unam uno, al fin, ha triunfado.
Hablemos ahora de don Miguel y A m érica; integró una gene­
ración ilustre que fijó su vista en el continente que España había
perdido, y, lo que es más grave, olvidado. Fueron muchos los que
en la hora dram ática para su p atria pensaron en Am érica: Ganivet,
Maeztu, Ortega, Unamuno. F ijaro n una ru ta e hicieron una siem­
bra- que, medio siglo después, está dando sus frutos. Los reconquis­
tadores de Indias ensancharon de nuevo el alma de España en la
hora en que se encogía su realidad geográfica. Unam uno dejó por
nuestras tierras u n nuevo virrey: Don Quijote. P ara ello lo divor­
ció p o r completo de su autor, lo hizo hom bre de carne y hueso. E l
le dió vida y personalidad en Am érica y lo dejó por esas tierras
de Dios p ara que trajinase p o r ellas como paladín de la españolía.
Y si Cervantes, a pesar de sus deseos, no pudo ir de corregidor
a La Paz o de contador a Bogotá o Guatemala, allá m archó su
hechura, destacado por don Miguel, quien le había otorgado carta
de ciudadanía americana.
F ué grande su interés, su pasión p o r A m érica; cabe afirm ar
sin tem or a contradicción que Unamuno es el verdadero prom otor
de la H ispanidad en su auge actual. Caló m uy hondo en el alm a
de nuestros pueblos y de entrada m arcó a fuego ese eterno m al

449
del aislam iento que es barbarie, es ignorancia, es despotismo.
Mostró la cortina de hierro de olvido, silencio y desdén alzada
entre España y A m érica; y fué más allá descubriendo otra vez
la garra de su genio: “Sospecho— expresó— que las Repúblicas his­
panoam ericanas, desde Méjico a la A rgentina, se conocen muy
superficialm ente entre sí.” Y con esto puso el dedo en la Raga:
diecinueve herm anos que se desconocían y se ignoraban recípro­
camente.
H ubo una hora grave y difícil para la América española; víc­
tim a del abandono y del olvido, parecía que iba a caer irrem isi­
blem ente en el m aterialism o; Sancho había dejado solo a Don Qui­
jo te p o r haberse enrolado en una de las tantas revoluciones
triunfantes, pasado a ocupar u n cargo en la Adm inistración Pú­
blica y, m ás tarde, dedicándose al comercio. Fué entonces cuando
nuestro continente despachó como procurador ante la M adre Pa­
tria a R ubén Darío, quien suscitó con su canto la atención del
m undo. Como consecuencia del viaje de Darío, Don Quijote, solo,
triste y olvidado, recibió el refuerzo de un compañero de estirpe
vasca. Y desde entonces, unidos los dos indisolublem ente en una
nueva gesta, andan juntos por esos largos desiertos y polvorientos
caminos de nuestra tie rra ; por pueblos, villas y ciudades en jira
que no tiene térm ino. E l de la Mancha va sosteniendo el imperio
del ideal, coronado, como en los versos del divino R uhén, “de un
áureo yelmo de ilusión—que nadie ha podido vencer todavía—por
la adarga en hrazo toda fantasía y la lanza en ristre todo corazón”.
Y a su lado m archa no su escudero, sino su cam arada el llam a­
do Q uijote de Salamanca. Y m ientras el manchego sostiene el
ideal, el de Salamanca da am paro al espíritu. “Es la inteligen
cia—va diciendo y repitiendo en todos los tonos—la que tiene que
unim os... Sólo la inteligencia puede salvarnos. Es la inteligencia
la única que une y salva a loe pueblos, la que u n irá a España y
América.” Y m ientras los dos Quijotes, el de la Mancha y el de
Salamanca, anden juntos y confederados podemos vivir tran ­
quilos.
Vemos a don Miguel en su escritorio de la Universidad pre­
ocupado de la Am érica, de sus cuidados y trabajando en lo que
él llam a “su conquista”. Ejerce la corresponsalía de loe países ame­
ricanos en este país, divulgando nuestros escritores totalm ente
desconocidos; escribe sobre ellos en los principales diarios. E n
los países am ericanos cum ple una labor inversa; hace conocer y
divulgar los valores de E spaña; publica, en L a N a c ió n (de Buenos
A ires), y en m uchos otros periódicos artículos sobre temas de

450
interés común. Escribe de H istoria, de Filosofía, de L iteratura;
abarca m il aspectos y m il inquietudes; cuarenta años dura esta
labor, que cum ple con estoicismo de misionero.
N ada de lo hispano le es extraño o indiferente. R ecuerda las
Filipinas y gusta de citar esta frase de R izal: “La verdad ee la
voz de Dios. ¡Ay de los que quieran resistirla! P ara ellos no se
ha escrito la H istoria.” E n Méjico, le entusiasma la figura de Be­
nito Juárez, a quien llam a grande de verdad. Escribe sobre poetas
y prosistas de la adm irable nación del Norte. M artí es santo de
su particular devoción; le rendirá pleitesía adelantando u n juicio
que después haría suyo la posteridad.
Conoce y adm ira la historia de Colombia. E n L a c iu d a d y
la p a tr ia , recuerda una faz de la m ism a: “H ablaba como un sabio,
creo, M osquera cuando— dice—en la sesión del 21 de abril de la
Convención de Ocaña, en 1822, contesta a Santander, que hablaba
de la diversidad de climas y costumbres y se oponía al centralismo,
diciéndoles que la diversidad de costumbres es pura imaginación;
que en América, de Méjico a Buenos Aires, todo es igual, hasta los
resabios.”
A unque disentía con R ubén D arío sobre diversos puntos, lo
respetaba y consideraba am pliam ente; fué así uno de los prim e­
ros escritores españoles que concentró su atención en el genio lu­
minoso del nicaragüense. A José Asunción Silva—con motivo de su
trágica m uerte—dedicó un trabajo consagratorio. Al ilustre vate
ecuatoriano Olmedo tam bién dedicó varios de sus trabajos. La
literatu ra del P erú y de Chile atrajeron su atención. Con rela­
ción a la prim era escribió un estudio sobre Francisco García Cal­
derón y, con la segunda, se ocupó de la obra de Andrés Bello, y
citó a Lastarría. Publicó u n largo artículo sobre el apasionante
y discutido libro de Alcides Arguedas— P u e b lo e n fe rm o —, que aca­
baba de salir con el espaldarazo de un luminoso prólogo de Ra­
m iro de Maeztu.
Mas fué sobre todo a La P lata, vasta y encantada región que en­
cierra todas las riquezas, todas las posibilidades, todas las esperan­
zas, a la que consagró sus mejores páginas. Escribió sobre los
grandes caudillos argentinos: Quiroga, Giiemes, Estanislao López;
se detuvo varias veces ante el apasionante enigma de Juan M anuel
de Rojas, pero pasó de largo. F u é el prim ero en señalar la espa­
ñolidad de Sarmiento, hablando de R e c u e r d o s d e p r o v in c ia , de
F a cu n d o , de C o n flic to y a rm o n ía s d e ra za , y de sus otros libros;
de él se declaró “devoto lector y entusiasta panegirista”.
De Sarmiento, escribió: “H abló m al de España siem pre que

451
tuvo oportunidad y hasta a veces inventó la oportunidad; pero era
profunda y radicalm ente español. Sentía adoración por F rancia;
pero era profunda y radicalm ente antifrancés. Sus censuras nunca
fueron de extranjero.” Digamos con B artrina: “Si habla m al de
España, es español.”
U ruguay fue país de su predilección especial; conoció a esta
nación a través de la obra de Z orrilla San M artín. Huso u n estudio
crítico de L a E p o p e y a , de Artigas, y otro de T a b a r é . A Artigas lo
llam ó el “cristo uruguayo”. Leyó y estimuló m ucho a José E nrique
Rodó, citando en repetidas oportunidades párrafos de su A r ie l.
E n su incesante tra jin ar, en su interm inable peregrinaje, don
Miguel llegó “al Paraguay de fuego” que dijo Darío. Llegó a ese
Paraguay dulce, triste y heroico. Con intuición genial, se fijó en
el país donde Am érica es m ás América y donde al mismo tiempo
la españolidad b rilla victoriosa. Le atrajo esa gran historia nues·
tra, con sus contrastes y eus claroscuros. Con su pueblo que en su
gesta p o r la libertad reclam a telas de Goya, con sus dictadores
sombríos que exigen el pincel de Zurbarán. H abló de las misio-
nes jesuíticas, expresando que no hubiese gustado vivir en ellas,
que más le entusiasm aba la época del m ariscal Francisco Solano
López. Pero de las figuras paraguayas la que más le entusiasmó
fué la del doctor José Gaspar Rodríguez de Francia, del cual
se ocupó en muchos artículos: “Este misterioso don Gaspar Ro­
dríguez de Francia, esta esfinge... Pero dejemos ahora lo de la
esfinge paraguaya, porque tenemos que hablar muy largo de ella.
Es casi toda una filosofía; ee, desde luego, toda una sociología.”
P o r últim o, debemos aludir al héroe por antonom asia: a Bo­
lívar. Así como Unam uno hizo al Q uijote americano, convirtió a
Bolívar en español. P o r él anduvo otra vez el gran héroe de Amé­
rica p o r la P uerta del Sol, la calle de Atocha, y entró al antiguo
Café de Levante. E n innum erables trabajos y estudios don Miguel
elogió a B olívar e hizo que España le recuperase: “Simón Bolívar,
el héroe de abolengo español, el em ancipador de la Am érica es­
pañola. Y, al em anciparla, le salvó el alma española, al partir
cuerpos m al unidos a tan luengas distancias, preparó la más aca­
bada comunión de las almas. Con nuestras raíces tenemos que
buscar, buceando en nuestras honduras, las raíces de los pueblos
hispanoamericanos, que son las nuestras. A llí se reproduce nuestra
historia; allí, al toque con el desierto, rebrotan nuestros más
peculiares campos con sus tonadas, sus cadencias, su dejo todo.
Los esfuerzos de los que se em peñan allí en cosmopolitanizar, o
sea, en latinizar y más bien afrancesar a sus pueblos, rebotan en

452
la peña viva del alm a popular y, como nosotros, han de h allar la
universalización que persiguen socavando en las profundidades de
su propio ser.”
Salmantinos, custodios de su recuerdo, de su fam a y de su
gloria: com prenderéis la gratitud que le guardamos, pues le dehe­
mos mucho, y cuál es nuestra emoción ante su husto.
Ya llegamos al final de su vida; ya le vemos en su últim a foto­
grafía, en la cual aparece más nohle, más grande, más bueno que
en las telas de Zuloaga, de Z ubiaurre o en el bronce ilustre de Vic-
torio M acho; la frente pensadora, los ojos bajos, el candor de un
niño en el rostro, m editativo; la cara toda refleja el dolor de
España, el dolor que le llevó a la tum ba. Bolívar, personaje
unamunésco, dijo u n a vez que p o r más triste que sea la m uerte
de su hom bre, será siem pre más alegre que su vida. Pero la m uer­
te de U nam uno fue más triste, infinitam ente más triste que su
vida. Desde muchos años atrás esperó a la m uerte, y a sus dis­
cípulos había indicado que lo buscasen en el yerm o de la historia.
Esperaba la m uerte y la llam aba sin nom brarla: “V endrá de no­
che, cuando todo duerm e—vendrá de noche, cuando el alm a en­
ferm a—se emboce en vida—vendrá de noche, con su paso que­
do—vendrá de noche y posará su dedo—sobre la herida—Noche ha
de hacerse en cuanto venga y llegue, y el corazón rendido se le
entregue—noche serena.”
Ya había descrito la lápida en la cual pedía eterno descanso:
“Méteme, P adre Eterno, en tu pecho—misterioso hogar—dorm iré
allí, pues vengo deshecho del duro bregar.”
Pero el hom bre que vivió con la preocupación obsesionante de
la m uerte, con ham bre de eternidad, pasó a iniciar la vida de la
inm ortalidad alum brado por la gloria, ese sol de los muertos, que
dijo Balzac. No tendrá el huelgo pedido, no tendrá el descanso an­
helado; deberá seguir en la porfía; seguirá con nosotros.
Con sus palabras de su O ra c ió n le pedim os: “Perm ítem e sólo,
Señor, que cuando haga u n alto en m i rom ería, al borde de la
charca en que las ranas croan, pueda elevarme como una alondra
y cantar desde tu cielo, desde donde no se oye a las ranas. Ellas
hacen su nido en el fango, bajo el agua; déjam e hacer así nido
entre los trigales, sobre la tierra y bajo tu cielo.
”Vamos por tus sendas solitarios y señeros. T ú nos juntas, apu­
ñándonos en tu mano, como ju n ta u n niño, apuñándolas, u n puña­
do de avellanas.
”No m e dejes descansar n i detenerm e sino para tom ar un
ligerísimo huelgo en m i senda, Señor. No m e dejes descansar.

453
Visítam e de èontinuo con los apretones de tu diestra, y estruja
en ella a mi corazón hasta que suelte sangre. P orque yo sé, Señor,
que cuando la conciencia descansa, que cuando la congoja nos
deja, cuando no nos angustiamos m irando a lo lejos donde se pier­
de, en lontananza y bajo tu cielo, entre tinieblas, nuestro sendero,
caemos en cobardía y en mendiguez.”
Salamanca ilustre, a la cual nom bró su albacea, guardad su
fam a y su m em oria cum pliendo su deseo: “Cuando yo me mue­
ra—dorada Salamanca m ía—guarda mi mem oria—cuando yo me
m uera, cuenta lo que h e sido.”
Españoles y americanos, herm anos todos, digamos con sus ver­
sos nuestro hom enaje a España, m adre de h ijo tan preclaro:

¡O h D ios d e Covadonga y R oncesvalles!


Dios de Bailen, Señor de nuestra suerte:
q u e T u n o m b re p o r tierras y p o r valles
bendigan d e esta España y la celeste,
y en confesarle único no acalles
m i v o z m ientras su aire ella m e preste.

Julio César Chaves.


Academia Paraguaya de la Lengua.
(Paraguay).
a s u n c ió n
HOM ENAJE HISPANICO A LA LENGUA ESPAÑOLA

15
LA CLAUSURA DEL CONGRESO

E n el acto de clausura del II Congreso de Academias de la


Lengua, celebrado el 2 de mayo de 1956, en M adrid, intervinieron
los siguientes delegados de las Academias Hispanoamericanas, cu­
yos discursos en síntesis presentamos por orden alfabético de
países: José León Pagano (A rg e n tin a ) ; H um berto Vázquez Ma-
chicado ( B o liv ia ) ; R oque Esteban Scarpa ( C h ile ) ; José Manuel
Forero ( C o lo m b ia ) ; Samuel Arguedas ( C o sta R ic a ) ; José María
Chacón y Calvo ( C u b a ) ; Isaac B arrera (E c u a d o r ); E nrique Cor­
dova ( E l S a lv a d o r ); A ntonio Abad (Isla s F ilip in a s ); A drián Re-
cinos (G u a te m flla ); Ju lián López Pineda (H o n d u r a s ); Alfonso
Junco ( M é jic o ) ; Pablo A ntonio Cuadra (N ic a r a g u a ); Ricardo
J. Alfaro (P a n a m á ); Julio César Chaves (P a r a g u a y ) ; Víctor An­
drés Belaúnde ( P e r ú ) ; W ashington Lloréns (P u e r to R ic o ) ; Emi­
lio Rodríguez Dem orizi (R e p ú b lic a D o m in ic a n a ); Ram ón Díaz
Sánchez (V e n e z u e la ) . E n representación de E sp a ñ a actuaron el
académico José M aría Pem án y A lberto M artín A rtajo, m inistro de
Asuntos Exteriores.

456
U N ID A D Y U N IV E R S A L ID A D
DE LA LENGUA ESPAÑOLA

Cuando se convocó el P rim er Congreso de Academias de la


Lengua en Méjico, ya nuestro director, nuestro venerable Menén­
dez Pidal, al opinar publicam ente sobre esta convocatoria, auguró
que del estudio científico de nuestro idiom a no podrían salir
nunca más que conclusiones pacíficas y antirrevolucionarias de
unidad. Cuando otras conclusiones se han querido extraer h a sido
siem pre porque la filología se había retirado y había dejado su
paso a la pasión. Efectivamente, n i en Méjico n i en M adrid han
caído las Academias en ese pecado tan común en esta hora y que
consiste en ju ra r el nom bre de la Ciencia en vano y pretender que
rin d a vasallaje a las parcialidades apasionadas. D urante los úl­
timos años el m undo ha conocido la fisiología al servicio de la
idea de raza; la historia, al servicio de tesis preconcebidas; la
filosofía, al servicio de la vida u tilitaria; ha conocido la geografía
física al servicio de la geografía política; h a conocido la física
nuclear al servicio del odio; pero n i en Méjico n i en M adrid las
Academias h an querido que conozcan una filología n i una gramá­
tica al servicio de ninguna pasión n i de ninguna anécdota política,
pasajera o tem poral.
P o r eso, es muy fácil para m í el cum plim iento de la misión
que m e encarga la Real Academia Española de deciros m i despe­
dida en el momento de la separación. H a estado este Congreso
tan transido de valores de unidad, h an quedado listas tantas con­
clusiones jurídicas de solidaridades futuras, que casi no puede
decirse que nos despedimos y que nos separamos, y, por tanto, en
este momento, a m í me hasta la fórm ula de los viejos aldeanos de
Castilla cuando el que se va dice “quede con Dios” y el que se

457
queda dice “vaya con Dios”, con lo que más que separarse o des­
pedirse se juntan, porque el que se va con Dios y el que con Dios
se queda, en realidad no se separan, sino que se ju n tan más estre­
cham ente en la suprema y divina unidad del espíritu y del amor.
Y es que estas congregaciones de las Academias de la Lengua,
desde su iniciativa prim era, no pueden tener sentido más que en
ese franco camino de regreso de las pasiones secesionistas que pu­
dieron ser lógicas y naturales en el prim er momento de la separa­
ción, pasiones que, encaradas científica y retrospectivam ente, acu­
san en el fondo nuestra unidad y solidaridad, porque nos dicen que
juntos atravesamos el grueso tem poral de la desintegración de un
im perio, pero con ta l sincronía en los vaivenes y en las sacudidas,
q u e ello mismo dice que íbamos embarcados en el mismo barco
e íbamos haciendo la misma navegación.
Todos nuestros movimientos culturales y espirituales, amigos
de Am érica, durante siglo y medio fueron comunes. Hombres de
u n noventa y ocho son para allá un A lberdi o u n Sarm iento, como
p o r aquí u n Salvador R ueda o un Ju an Ram ón Jim énez, en su
prim era época, fueron hom bres del modernismo rubeniano. Lo que
aquí fué filosofía krausista, se llam ó por allí la moda spenceriana.
Luciano A beille o Ju an M aría G utiérrez, los separatistas del idio­
ma, se llam aban por aquí P ra t de la Riba, y el revolucionario
secesionista Congreso de Buenos Aires de 1929 se babía podido
celebrar años antes en Bilbao o en Barcelona como la gloriosa
prom oción resistente de los Cuervo, de los Bello, de los Caro, se
llam an p o r aquí Menéndez P idal, Julio Casares o Dámaso Alon­
so o N avarro Tomás. Ibamos en el mismo barco, y cómo vamos
nosotros a quejarnos de que vosotros alguna vez imitaseis a Hugo
o a V erlaine si nosotros por aquí tantas veces imitamos a Zola o a
Loti; cómo vamos a oponernos a que tiñerais alguna vez de extran­
jería el habla o las costumbres, si nosotros tantas veces teñíamos
nuestro pensam iento o nuestro corazón; cómo de que alguna vez
burlarais el recuerdo de vuestra tradición, si nosotros a veces
por aquí maldecíamos de la nuestra o apedreábamos sus recuerdos
inútiles. Pecado común y pecado acaso m ayor en nosotros que en
vosotros, que vosotros, al fin y al cabo, fuisteis los que marchas­
teis a la aventura a correr el m undo; pero nosotros somos los hijos
de los que se quedaron aquí guardando la casa solar y el archivo,
y comprometiéndose a la rendición de cuentas de u n patrim onio
com ún que no era sólo nuestro. Unidad, por lo tanto, y pasión en
todo, y si en algún momento bubo acento m ayor de m al hum or en
vuestros movimientos o pasiones, ello revelaba nuestra solidari*

458
dad tem peram ental. Que así como en el bello m ito benaventino,.
cuando Polichinela tiene un hijo, acude lo prim ero a pasarle la
mano tem blorosa por la joroba y así certifica su legitim idad, del
mismo modo España, aun en los fugaces m inutos de vuestras m ás
anecdóticas iracundias, os pasa la mano por la joroba de nuestros
comunes defectos y os dice con tern u ra: “Es m i hijo, es m i h ijo ”,
al com probar sobre vosotros la misma deform adora pasión de núes-
tra misma lógica y de nuestro mismo tem peram ento.
Pero ateniéndonos a la pasión separatista del idioma, que es
la que más nos h a interesado del estudio de esta Asamblea, d e
este Congreso, se h a estado en una equidistancia entre todo op­
tim ism o vano o todo negro pesimismo. Equidistante del pesimis­
mo, se h a pensado que estos movimientos pasionales que tuvieron
algún vigor en el siglo pasado, únicam ente tenían como razón esa
fachada neologística que, naturalm ente, se produce fácilm ente en
los pueblos de A m érica como producto de sus presiones aborígenes,
de sus acarreos inm igratorios y de sus vecindades inmediatas. Pero
las Academias saben que el vocabulario o el léxico es la piel del
idiom a y que, por lo tanto, sus erupciones cutáneas no afectan pro­
fundam ente a la salud, en tanto perm anecen intactas o casi ilesas
la morfología, la sintaxis o la fonética. Qué im portan un puñado
de indigenismos, que en recuento parcial de Luciano A beille a P ra t
no pasaban de 102 y de algunos inm igrados allí, tan corrientes en
el castellano como el chocolate o la tapioca; qué im portan algunos
montones de criollismos o de provincialismos como los que ale­
gaban Ascasubi o Ju an M aría G utiérrez y algunos vicios sintác­
ticos como el voseo o los agudos verbales o algunos ex pecadillos
fonéticos como esto de que aquí se ha hablado del “seseo” o del
“yeísmo”, o de la relajación de la vocal átona en los mejicanos
o la palatización de las consonantes graves o guturales antes de la
e o la i en Méjico, que es tan parecido al fin y al cabo todo esto en
su entidad a esta elisión de la d intervocálica, que es pecado de
los andaluces y de muchos castellanos, y que por allí, en cambio,
h a resistido; qué im porta, señores, en resum idas cuentas, todo eso
al lado de la correosa resistencia de una morfología que perm a­
nece intacta a u n lado y al otro del Océano. ¿Es que acaso hemos
variado las desinencias del género o del núm ero, o hemos cambiado
p o r declinaciones las fracciones, o hemos hecho que se suprim a el
artículo, o que se convierta en sufijo, como hacen los idiom as
eslavos, o es que acaso hemos cam biado las term inaciones de los
dim inutivos, de los aum entativos y de los frecuentativos? Esto sería
cam biar profunda y orgánicam ente un idiom a, pero no haciendo

459
esto no estamos dispuestos a dar categoría calderoniana de adul­
terio a lo que no son más que vagas veleidades o, sobre todo, santo
gozo de la vida de un idiom a que va recogiendo al paso sus pala­
bras y que por eso no varía su constitución fundam ental, como va
el aventurero tostándose al sol de los caminos, sin que esto signi­
fique nada p ara la robustez de su complexión y para la continuidad
de su persona física y m oral.
E n extremo contrario, tam poco hay que entregarse completa­
m ente a u n pesimismo panglossiano o rosado. Todo gran idioma
está siem pre amenazado de fragm entación. Dámaso Alonso, que es
el que dió la voz de alerta más docum entadam ente vehem ente en el
Congreso, decía cómo alguno de estos vicios fonéticos eran compa­
rables con los que produjeron la evolución del latín vulgar hasta
fraccionarlo en lenguas rom ances; pero empezaba p o r reconocer
que esto sólo podía producirse en idénticas circunstancias políticas
o exteriores; es decir, una invasión de los bárbaros, u n aislamiento
de los pueblos y u n ascenso, sobre todo, de las clases menos cultas
de la sociedad a la dirección del Estado. 0 sea que dejaba, en
definitiva, vinculado el pleito de nuestro idiom a al pleito mismo
de la civilización, y que la catástrofe de nuestro lenguaje sería un
capítulo de una catástrofe de dimensiones cósmicas y universales.
Y es que todo cuanto se ha intentado siempre en este camino ha
sido—y alego con autoridades americanas—, b a sido, como decía
Groussac, una “b aja adulación a los provincialismos”, o, como
decía Ricardo Rojas, un “fomento de las pasiones más barbarizan­
tes y vacuas del patriotism o vano”. 0 sea, en definitiva, u n capítulo
de aquella ru p tu ra jerárquica y de aquella recaída en lo prim ario
que fué característica de u n siglo de revolución rom ántica.
Pero nosotros somos u n Congreso de Academias. Y el “ acade­
micismo” y “lo académico” a pesar de que está cargado a veces de
sentido peyorativo, es un nivel de cultura y es una coacción de
civilización, que va a evitar estas recaídas en lo babélico y pri­
m ario. Como nos decía don Ram ón Menéndez P idal en el Con­
greso, el habla está en las manos de los hablantes, y al m argen de
otras escuelas determ inistas como más o menos la de G inebra o la
estructuralista o los neogramáticos, nosotros creemos que hay—hoy
día—una conciencia en los idiomas, que hay una técnica y una
ciencia filológica y gram atical que pueden diagnosticar peligros y
que pueden, como se h a hecho en el Congreso, indicar remedios y
los detienen, por lo tanto, lo mismo que la ciencia médica detiene,
cura o aplaza enferm edades que antes parecían incurables.
A hora sabemos, señores, que la prehistoria, como decía nuestro

460
llorado D ’Ors, no es una época que pasa al principio de la Histo­
ria, sino que la prehistoria, que más bien debiera llam arse sub­
historia, es una fuerza que está continua y subterráneam ente
debajo de la historia, como la subconciencia debajo de la concien­
cia, y que así cuando las fuerzas activas y vigilantes de la con­
ciencia se adormecen, la subconciencia reaparece. Del mismo modo
cuando la historia o la cultura, que no son nunca una tarea logra­
da, sino u n a tarea en form ación, se adormecen o aflojan, la prehis­
to ria o subhistoria surge y emerge im poniendo sus modos o estilos
que llam am os prim itivos y que debiéramos llam ar perm anentes,
porque no son más que la expresión de los fondos más perm anen­
tes, turbios y opacos de la naturaleza hum ana, siem pre dispuestos
a aflorar a la superficie cuando ceden poco los alertas y la vigilan­
cia de la coacción racional. H an tenido estilo siem pre de ru p tu ra
de esa coacción—deducción babélica de esa prehistoria—todos los
episodios de recaída en lo prim ario, no sólo entre nosotros, sino
en todas las partes.
E l episodio brasileño de 1815, cuando se decía a los escritores:
escriban “lusitanam ente”, pero hay qae h ab lar “brasileñam ente”,
que es como habla el pueblo; el episodio norteam ericano de 1793,
cuando W illiam T horton decía que había que h ab lar de modo
distinto, puesto que era distinto el Gobierno, o el de 1923, cuando
M acCornish decía que era necesario com pletar con la emancipa­
ción idiom ática la política, todos acababan rebuscando por ran­
chos y por arrabales las más bajas palabras, del mismo modo cuan­
do Juan Bautista A lberdi—con palabras de las que luego se arre­
pintió— decía en la Asociación de Mayo que había que buscar el
idiom a nuevo de Buenos Aires por las calles, como el D ante había
buscado el toscano por las calles de Florencia, entraban todos en
ese naturism o optim ista de la época de la generación espontánea.
Se creía que la masa popular que había producido las catedra­
les o las gestas épicas podía producir leyes y magistrados, y que
la m arinería prom iscua de los muelles, u n idiom a nuevo... N o: en
todos los m uelles del m undo hay “lunfardos” y “coliches” y otros
modos de hablas francas. Pero el lenguaje es u n hecho hum ano,
inseparable del proceso espiritual y cultural de u ñ pueblo. No se
puede ir a p ed ir las palabras p ara nuestro idiom a a aquellos a los
que nunca les pediríam os la idea p ara nuestra m ente y el consejo
p ara nuestra conducta.
Del estudio que hemos realizado en estos días no surge otra
ley para nuestro idiom a, sino esa ley de equilibrio entre el “usó”,
voz de esa espontaneidad popular que siempre tiene tam bién su

461
parte, y la “coacción académica”, voz de esa coacción racional de
que antes os hablaba.
Pocos idiomas como el nuestro tienen en sus cimientos u n a
m ayor audiencia del uso popular. Cuando nuestra prosa aparece
viva y entera, como u n milagro idiomático, escrita en los libro»
del Rey Sabio, esto asombra a algunos filólogos, y es porque
llevaba ya dos siglos en la Escuela de Traductores de Toledo,
donde como el latinista que ponía en latín el texto árabe no sabía
generalm ente árabe, y el m ozárabe que hacía de interm ediario no·
sabía muchas veces escribir, lo iba traduciendo y labrando verbal­
m ente, de modo que cuando el texto llegó a fijarse po r escrito,
llevaba ya muchos siglos de libérrim a elaboración oral. Lo mismo
en la poesía. La poesía se transm ite prim ero por los oídos y es-
canción o recitación, lo mismo que en su principio la m ím ica,
que tom a su nom bre de la lira. Pero cuando después se inventa la
im prenta, entonces el núcleo de la poesía, que era muchas veces
una frase musical—el villancico o el estribillo, en cuyo torno, glo­
sándolo, se organizaba todo el poema—empieza a entrarse por los
ojos la poesía y empieza a ser sustituido por alguna sustancia
intelectual; que será una idea, una discreción, una fábula que
puede captarse en la lectura silenciosa y solitaria. Pero cuan­
do el lector m oderno, silenciosa y solitariam ente en su butaca, lee
u n poema como quien realiza una p ura función intelectual es siem­
pre injusto con aquellos elementos de musicalidad prim itiva y
popular que aparecen entrañados en la poesía por obra de varios
siglos de transm isión auditiva. Estos elementos dan lugar a ese
prim er cim iento que da el uso, y nadie puede tachar a la Real
Academia de desatensión al uso n i a las Academias am ericanas
porque, más o menos, todos estamos insertos en la misma escuela
del positivismo lingüístico de nuestro maestro Menéndez P idal,
mucho más atenta que otras escuelas más individualistas o esteti­
cistas como la de Croce o la de Vossler a los movimientos espon­
táneos del lenguaje de las colectividades y al método geográfico e
histórico. Pero, naturalm ente, esa realidad bullente del uso nunca
basta para form ar u n idiom a; decía nuestro gran colombiano M arco
F idel Suárez: “No h ay lenguaje, no hay vocablo por bajo que sea
que no esté autorizado para uso ’de provincia o de trib u .” Y Quin-
tiliano, cuando enum eraba los elementos del lenguaje, decía:
“ R a tio n e , a u to r ita te , c o n m e tu d in e ”, o sea, el uso, la consuetudine,
én tercer lugar, bajo el im perio de la razón y de la autoridad.
La lucha y la fricción entre esos elementos son las dos ruletas
en que se van apoyando los idiomas. Y ahí están estremecidas de

462
frescor m atinal las glosas de San M illán o de Silos, donde el latín
notarial tira, porque, al fin y al cabo, los notarios fueron los p ri­
meros académicos, hacia atrás, m ientras que tira hacia adelante el
m onje, glosador o rom anceador. Y así la palabra “coca” se acerca
por los márgenes vacilantes como para glosar o sustituir la palabra
“pedante”. Este forcejeo ya es todo el forcejeo del idiom a, y entre
a u to r ita te o c o n s u e tu d in e se irá abriendo luego paso. Pero, en
definitiva, el “habla está en manos de los hablantes”, que nos decía
don Ramón. E n definitiva no hubiera Regado a su m adurez si la
Reina Isabel no hubiera tenido aquel criterio de m adurez de Im pe­
rio, de conciencia coactiva como necesaria; la R eina Isabel, que
tenía cerca de la mano a Plutarco y a Séneca y a V irgilio, que
concebían el Renacim iento como un impulso hacia adelante y no
como una evocación hacia atrás. Aprende latín con doña Lucía
de M edrano; dialoga de hum anidades con lúcidos m arineros, con­
versa con Pedro M ártir de A nglería; pero hace esto, en defini­
tiva, p ara pedirle después a su gramático Antonio de N ebrija
que dé al castellano aquella ordenación y legislación con que se
había honrado el latín. Y pocos años después, el 18 de agosto
de 1492, cuando iban las carabelas en busca de vuestras tierras,
N ebrija pone en manos de la Reina Isabel la prim era Gramática
de ese lenguaje que eHa dice que dice él en su preám bulo profé-
ticam ente que será compañero del Im perio.
Con toda esa historia a la espalda, cómo vamos a convertirnos en
meros colectores de localismos o jaleadores de anarquías disocia­
das. No. Somos coacción de razón, somos dureza de ley y coacción
de cultura. No somos una pieza más en la novelería, la improvisa­
ción o en la demagogia que pueda correr por el mundo. Tenemos
m uy claro nuestro linaje de sangre y nuestro m agisterio clásico.
Nuestros confidentes y auxiliares serán siempre, eso sí, aquel gañán
que va por el cortijo andaluz tras de su arado o aquel otro que
galopa en el rancho m ejicano o en la pam pa argentina o aquel que
pastorea en las faldas de los Andes o en las faldas de S ierra Mo­
ren a; todos estos m illonarios de imaginaciones o de palabras, que
tienen cien nom bres p ara cada nube y para cada viento, para cada
pájaro o para cada flor; y todo esto es la base viviente y prim aria
de nuestra m anipulación académica. Pero literariam ente nuestros
modelos se Ram an siem pre Cervantes o sor Juana Inés de la Cruz;
filológicamente, nuestros maestros se llam an siem pre N ebrija o
Covarrubias, Caro, BeRo o Cuervo; como institucionalm ente nues­
tro padre se Rama Felipe V, y nuestra abuela se Rama la Reina
Isabel.

463
E n conjunto, pues, no hay más ley que esa de uso y de coac­
ción que crea nuestro idioma. Tended todos conmigo panorám ica­
m ente la vista sobre él y no veréis otra cosa. Pocos idiomas
h ab rá que hayan nacido con una m ayor necesidad orgánica de
aclim atación de palabras. Todas esas razas y pueblos que nos
visitaron nos fueron pagando su hospedaje a precio de entregas
léxicas. Voces de costumbres, de bailes y de fiestas populares, los
celtas; cultismo de intención científica, los helenos; los hebreos,
voces de religión y de comercio; todo el vocabulario del orden
feudal, los godos; grageas coloristas de pájaros y de flores, los
árabes; el exotismo de plantas y animales nuevos, los indígenas
de A m érica; todo el repertorio fundam ental de la vida del pen­
samiento y del derecho, los romanos. Y todo esto sobre la piedra
solar de u n nivel prim itivo, que cada vez se va cultivando más
científicamente. Pero, en el siglo x, en el centro de este aro abre
una flor: Castilla, que se pone a hablar de u n modo genial con
una nueva fuerza. Y este idiom a central, lleno de fuerza arrolla­
dora; el que nosotros, igual que lo tenía N ebrija, tenemos hoy en
nuestras manos, no p ara fraccionarlo n i para frenarlo, sino para
estirarlo hasta el lím ite suficiente de elasticidad, que en su hora
m áxim a llegó por arrib a hasta la mística, por abajo hasta la pica­
resca; a u n lado, hasta el teatro, y a otro, hasta el rom ancero: al
N orte, Dios; al Sur, el pecado; al Este, la cruzada, y al Oeste, la
misión, rosa de los vientos de España, cruz de nuestras energías
redentoras, form adas p o r esa horizontal del heroísmo al ser cru­
zada de arriba abajo p o r esa vertical, que va desde los abismos
hum anos de la picardía hasta las cumbres soleadas d el am or de
Dios. Y no creáis con esto que yo preconizo n i h a preconizado
nadie una cosa reaccionaria, u n tratam iento de pura evocación
purista en el idiom a, n i m ucho menos una rectoría de form a de
monopolio de la Academia Española.
Al cabo de dos siglos largos de honesta labor creadora y, sobre
todo, conservadora, la R eal Academia h a puesto ahí sobre esa
mesa el D ic c io n a rio d e A u to r id a d e s , obra magna de sus primeros
académicos; ese fichero con nueve millones de papeletas; el Se­
m inario de Lexicografía, creación joven para dar agilidad a nues­
tra tarea; los prim eros pliegos del nuevo D ic c io n a rio H istó ric o ,
que esperamos que vean term inado nuestros nietos; el D ic c io n a rio
M a n u a l, ágil y callejero, y las dieciocho ediciones de nuestro léxi­
co oficial. Pero no lo ponemos ahí con u n gesto de monopolio
como señalando u n cortijo de nuestra propiedad. Lo ponemos
como un capital que aportam os a este grande y común servicio que

464
es la H ispanidad; lo ponemos diciendo que ésta es nuestra común
lengua para nuestra com ún tarea, y estamos esperando cada vez
más vuestras colaboraciones y vuestros acarreos. E l problem a del
italiano o del francés, que en sus colonias no han creado comu­
nidades ítalo o francohablantes, es el problem a interior de su pu­
reza. Pero el problem a de este hecho único, que son veinte na­
ciones hablando este idiom a, es el problem a de su fragmentación
y es preciso acudir a su rem edio aun a costa de la pureza, es decir,
buscando sin exclusivismos hispanizantes o arcaizantes aquello que
de común vaya creando ese “sobrecastellano”, que decía el soñador
don Miguel de Unamuno, y que nos haga hablar cada vez más uni­
tariam ente. E n este sentido, todos hemos repetido las palabras de
la ponencia de don Dámaso Alonso: “Bien venida cualquier im pu­
reza si por ser adm itida p o r todos los hispanohablantes sirve para
fabricar m ejor la unidad.” Y en ese terreno, ya establecidas esas
normas, ¡cuánto nos queda por hacer juntos! Propongamos al Con­
greso la idea fundam ental de que las Academias salgan de sus adar­
ves a la descubierta, que vayan en busca de cine, y de periódicos, y
de letreros, y de rótulos de tiendas, y de titulares de prensa, y de
carteles de publicidad. La cultura clásica era una elaboración
lenta, pero que se hacía sin sabotaje n i obras de contradicción.
E l m enestral artesano del siglo XVII iba al teatro a ver la misma
obra de Lope o de Tirso que iba a ver el letrado, y la m ujeruca
aldeana leía el mismo devocionario del padre Lafuente que leía
el duque o que leía el cardenal. Ahora, no. A hora, las masas
medias tienen a su lado enormes fuerzas de anticultura y de con­
tracultura. La cultura se ha hecho m ilitante, la cultura se ha he­
cho polémica, y n i la lengua n i el pensamiento n i nada pueden
dorm irse sobre sus laureles. Porque en esta hora de amenaza de
la irrupción de la barbarie, en todo hay que estar vigilantes para
no caer en la tentación.
Finalm ente, h e de deciros que no hemos de tener el idiom a
en nuestras manos, como una cosa propia los hispanohablantes, sino
considerando que es uno de los máximos elementos de universali­
dad del m undo. Nuestro idiom a está hablado po r veinte pueblos
libres; está hablado por P uerto Rico, está hablado como segunda
lengua por las Filipinas, está hablado en muchas zonas del sur de
Am érica y está hablado por más de u n m illón de sefardíes, que la
conservan en muchos rincones del globo. Todavía al restablecerse
la vida internacional, después de la últim a guerra, fué u n judío
sefardí el que pidió en u n a Asamblea el rango internacional para
el español, basándose en motivaciones económicas y m ercantiles

465
relacionadas con los grandes mercados sudamericanos. Las pala·
bras que regaron los escritores y los poetas acaban siempre necesi·
tándolas los comerciantes, y Minerva, en definitiva, siempre acaba
siendo vengada por M ercurio.
Sabemos que estamos comprometidos con pueblos jóvenes que
nos exigen esta atención a la m odernidad. Lo sabemos, y por eso
colaboramos con ellos, y por eso, desde el principio, en la consti­
tución de nuestras Academias está prevista la unidad y armonía
entre los técnicos, filólogos o dram áticos o los escritores. A ellos
m e refiero en últim o térm ino, puesto que a ese gremio pertenezco.
Nos darán siem pre la solución definitiva los filólogos o los gra­
máticos. Pero no bay idiom a que avance sin esa movilización de
los escritores, que tienen presentada la constante reclam ación de la
sensibilidad nueva frente a los viejos lenguajes. Los escritores
llevan este dinamismo hacia adelante en las lenguas, y por eso yo
les digo (y lo digo en nom bre de todos los escritores) a gramáti­
cos y a filólogos: dadnos un orden y una ley. Nosotros pondremos
dentro de ese orden una inquietud y u n tem blor. Pero, por mi
parte, digo tam bién a mis compañeros, a los escritores: Ved que
se nos da la lengua con que sor Juana Inés de la Cruz habló de
Dios, y Quevedo habló de la patria, y Cervantes habló de la vida.
Mucho cupo en ella. Estirém osla y ensanchémosla cuanto podamos,
pero no la paseemos nunca por el barro, y nunca la comprometa­
mos con esa aventura del nihilism o espiritual, que reina en la lite­
ratu ra en el m undo tantas veces. La literatu ra ennegrecida de una
angustia hum ana y universal. Pesa sobre las letras una retórica de
lo negro y de lo bajo, y lo llam o retórica porque si retórica fué
que la novela pastoril tuviera toda que pasar en unas arcadlas feli­
ces, retórica es tam bién que todo tenga que pasar en unos... medios
tenebrosos y oscuros; y si fué retórica que voló ligera, que había
quince o veinte palabras que el poeta no podía pronunciar, retó­
rica al revés es que se prescriba que esas quince o veinte palabras
son las prim eras que hay que nom brar en cada capítulo de una
novela o en cada escena de una comedia.
Nosotros tenemos un idiom a listo para u n m ensaje de luz, de
alegría y de optimismo. No desmintamos esto nunca. Creemos en
la angustia del m undo; pero nadie puede enseñarnos nada en
punto a considerar esta m iseria hum ana de los pueblos y de las
razas, que llenaron de luz caritativa ardiente a los pilluelos de
M urillo, y al lazarillo de Tormes, y a Guzmán de Alfarache, y a
M artín Fierro, y a Facundo y a M aría, la de Jorge Isaacs. E l
poeta, lo he dicho alguna vez, no sólo puede, debe b a ja r a los

466
profundos infiernos de lo social, de lo sexual y de lo m oral; pero,
en arte, a los infiernos no se puede b a ja r más que como bajó
Dante, es decir, de la mano de Virgilio, es decir, de la mano de la
lum inosa arm onía y de la clásica moderación.
P ara eso contamos con el respaldo de vuestro optimismo,
pueblos de A m érica; para eso, porque, ciertam ente, no es buen
negocio en el m undo tener u n pasado de proporciones ecuméni­
cas, una lengua de proporciones imperiales, sostenida por u n so­
porte visiblem ente inferior en técnica o en economía a los de
los grandes cíclopes de la vida internacional. Tenemos que ale­
gar con las razones del espíritu, que no son nunca las máe escu­
chadas en las audiencias del interés. P o r eso tenemos que u n ir
como nunca nuestras voces, p ara que se oiga nuestra verdad, y
cuando no se oiga, como nuestro idiom a tiene tam bién dos m ati­
ces de tern u ra y de blandura, hagamos nuestras como divisa aque­
llas palabras del dolorido poeta José M artí a los españoles, que
saben tanto de las desgarraduras de la Leyenda Negra y a los escri­
tores y poetas de América, que tanto saben de la desatención y
del olvido de la crítica internacional; a todos, las palabras de
M artí:

C u ltivo una rosa blanca


en ju lio com o en enero
para el am igo sincero
q u e m e da su m ano franca;
y para a q u el q ue m e arranca
esta vid a con q u e vivo ,
cardos n i ortigas cu ltivo
C u ltivo la rosa blanca...

La rosa blanca para todos. Y para vosotros, herm anos de Amé­


rica, el clavel rojo de m i despedida, con m i sim patía y m i cor­
dialidad.

José María Fernán.


Felipe IV, 9.
M (España).
a d r id

467
LAS ACADEMIAS HISPANOAMERICANAS EN LA
CLAUSURA DEL I I CONGRESO

LA ACADEMIA ARGENTINA:

C o m o a y e r e n M é jic o e n e l P r im e r C on greso d e A c a d e m ia s d e
la L en g u a , c o m o lu e g o e n S a n tia g o ele C o m p o s te la e n la s S egu n das
J o rn a d a s d e L e n g u a y L ite r a tu r a H isp á n ic a s, h o y la re p re se n ta ­
c ió n a rg e n tin a d ic e p r e s e n te . A m é r ic a e stá e n E sp a ñ a ; v e in te n a ­
c io n e s d e la s tr e s A m é r ic a s e stá n a q u í rep re se n ta d a s.
D io s. E sp a ñ a e n la te rn u ra , E sp a ñ a e n la g ra n d e za , E sp a ñ a en
la fe c u n d id a d d e u n s o lo id io m a . E s to v e n im o s a d e c ir , y a p r o ­
c la m a r, y a d e fe n d e r c o n h u m ild a d , c o n e n te re z a . E sp a ñ a , u n a y
ú n ica e n la e x p re s ió n d e su id io m a , d e l q u e d a n fe 250 m illo n e s
d e h isp a n o h a b la n te s. S i e s to n o es u n p r o d ig io , lo p a re c e . Sea
lo a d o D io s p o r e llo .— jo s é leó n pagano .

LA ACADEMIA BOLIVIANA:

Traigo el hom enaje de la Academia Boliviana a la noble y her­


m ana España, hom enaje que brota cordial y sincero del fondo
mismo de m i pueblo, y que se ofrece con toda aquella fuerza de
nuestras selvas nativas que hollara civilizadora la planta del que
nos traía, con su corazón de hom bre occidental, la cultura, la
religión y la lengua de España.— H um berto Vázquez machicado .

LA ACADEMIA CHILENA:

E s ta v o z d e g r a titu d q u e se o y e e n e sta A s a m b le a v ie n e d e m u y
le jo s ; d e u n la rg o p a ís, q u e a p o y a su h e rm o su ra en la fu e r te cor­
d ille r a y e n e l O céan o. E n e sta a b r e v ia tu r a q u e D io s h iz o d e to d a
su c re a c ió n , q u is o ta m b ié n D io s q u e e x is tie r a u n id a d d e d e stin o ,
p r o y e c c ió n d e la H is to r ia d e s d e su s m an os, y n o s d ió , c o n ra za
h o m o g é n e a , u n a le n g u a e n q u e e x p re sa r n u e s tr o s e n tid o d e la
e x iste n c ia , n u e stra r a zó n d e s e r h o m b r e s d e v id a y m u e r te , y Id
s ie m p r e b ie n n a c id a g r a titu d : le n g u a e x a c ta y d ú c til, v o z d e l ser
q u e c o n tie n e lo s sig lo s d e la r a za h isp a n a ; r iq u e z a d o n d e , a l d e c ir
a m o r, e x p re sa m o s la m a lic ia d e l A r c ip r e s te , la te rn u r a d e C a lix to ,
la sa n g re a r d ie n te d e L o p e y la lu m in o sa e n tr e g a e n e l sile n c io

468
d e S a n J u a n d e la C ru z; le n g u a q u e es a ir e y n a d a e n aparietv-
c ia , y q u e , a l p ro n u n c ia rla , ju n to a la m a sca ra v a c ía d e l h á b ito
n o d e ja d e fig u r a r lo m á s se c r e to d e n o so tro s m is m o s ; le n g u a d e
h o m b r e y á n g el, le n g u a d e a la y b a rro , v o z n u e s tr a p a r a s ie m p r e ,
p a la b r a q u e h a b la r e m o s a D io s e n n u e s tr o ju ic io .
Y e n e s ta le n g u a d e e x is tir , d e s e r y d e d e s tin o , os tr a ig o e l
a g r a d e c im ie n to d e C h ile a lo s h ijo s d e q u ie n e s, p o r im p e r a tiv o
d iv in o , c re a ro n a su s e m e ja n z a a l h o m b r e y a la n a c ió n c h ile n o s.
Y a v o so tr o s , lo s d e la s isla s, lo s d e l c o n tin e n te f ir m e d e A m é r ic a
y lo s d e F ilip in a s , g ra c ia s p o r v u e s tr a h e r m a n d a d g en ero sa , p o r
v u e s tr o a m o r a e ste v ín c u lo q u e n o s h a c e u n os, p o r e l la r g o c a ­
m in o q u e h a b é is h e c h o p a r a e n c o n tra rn o s e n u n d iá lo g o fr a te rn o .
ROQUE ESTEBAN SCARPA.

LA ACADEMIA COLOMBIANA:
...Acaso jam ás podrá saberse en cuál de los caminos de Cas­
tilla empezó la m odulación del idioma, que sustentaría en ellos
a tan insignes trajinantes. Pero no es dudoso de ninguna m ane­
ra que el Ingenioso Hidalgo de la M ancha dió perpetuidad h u ­
m ana sohre el famoso campo de M ontiel. Fuertes y blandos, con
singular paradoja, fueron tales caminos. P orque tuvieron clari­
dad y m aterna bondad, pudieron ser recorridos sin fatigas po r
las generaciones exteriores de la nueva A ndalucía y de Castilla
del Oro, de M edellin y Santa F e en el virreinato de la Nueva
Granada, y porque poseyeron la fortaleza gallarda, pero inm ar­
cesible, propia de la España de Carlos Y y F elipe II, han subsis­
tido y subsistirán hasta la consumación de los siglos. Es com­
prensible, según esto, cómo el pueblo colombiano habló con do·
leite desde sus años mozos la lengua castellana, no a la sombra,
ciertam ente, de la gran Toledo, sino al am paro de blasones epo-
peyanos, y no bajo el abrigo de los m uros de Salamanca, sino
protegidos por los torreones de Cartagena de Indias, y desde las
ciudades y villas se extendió poco a poco el lenguaje maravilloso
en los m¡ismos térm inos que en los rosales de Castilla. P orque, esto
es verdad, vinieron a este suelo generoso de la Península Miguel
A ntonio Caro, con las voces de herm ano hom ónim o; Rufino José
Cuervo, con el pan candeal de la más docta filología, y Marco
F id el Suárez, con la suma oración a Jesucristo. Los tres constitu­
yen u n opulento testim onio de que en el m undo colombiano jam ás
se h a puesto el sol de la inteligencia creadora.— JOSÉ MANUEL
FORERO.

469
ΙΑ ACADEMIA COSTARRICENSE:

“ V e in te E sp a ñ a s e n E sp a ñ a ” so m o s a q u í lo s q u e lle g a m o s d e
U ltra m a r a esta s tie r ra s a c o g ed o ra s, b ra zo s a b ie r to s ; v e in te p u e ­
b lo s q u e h e re d a m o s, e n tr e m u ch a s cosas bu en as, la b e lla len gu a
d e C a stilla .
P o c a s v e c e s p o d r ía m o s d ilu c id a r c u e stió n m á s s im p le y cla ra
( a gu a q u e d e l c ie lo b a ja ) , y la r e s p u e sta c o n d ig n a a c u d e lu eg o . ¿ P o r
q u é e l h isp a n o a m e ric a n o y é l f ilip in o v iv e n e n la e sp e ra n za larga
d e c o n o c e r a E sp a ñ a ? ¿ P o r q u é e l e sp a ñ o l a n sia h a c e r e l v ia je a
n u estra s tie r ra s ? P o r q u e u n o s y o tro s so m o s h e rm a n o s e n e l a m o r
d e la le n g u a c o m o e n e l p e n s a m ie n to c o m ú n .— SAMUEL ARGUEDAS.

LA ACADEMIA CUBANA:

Sólo h e de decir que veo como una realidad profunda la Aso­


ciación de Academias de la Lengua, y que el program a de trabajos
de la prim era Asablea m ejicana se h a cumplido con u n alto sen­
tido del deber por la Comisión Perm anente, y renueva en el “solar
de la raza”, en lo más íntim o del espíritu, el recuerdo de la suges­
tiva anécdota del em perador Carlos V. A nte el Papa Paulo III, al
quejarse el obispo de Macon, representante del m onarca francés,
de que no entendía español, el em perador le impuso silencio con
estas palabras: “Señor obispo, entiéndam e si quiere, y no espere
de m í otras palabras que de m i lengua española, la cual es tan
noble que merece ser sabida y entendida de toda la gente cris­
tiana.”—JOSÉ M.a CHACÓN Y CALVO.

LA ACADEMIA ECUATORIANA:

C o m o d e le g a d o d e la A c a d e m ia E c u a to ria n a q u ie r o r e n d ir e l
h o m e n a je a la E sp a ñ a e te r n a e in m o rta l. D e e ste su e lo s a lie ro n los
h o m b r e s q u e d e sa fia ro n lo d e sc o n o c id o , h a sta e n c o n tra r u n m u n d o
n u e v o . A l o tr o la d o d e lo s m a res v iv e n n a c io n e s q u e , p a r a a m a r
la lib e r ta d , a p r e n d ie r o n la le n g u a d e esos e sp a ñ o le s recio s, q u e
v a lie r o n ta n to o m á s q u e lo s r e y e s, y q u e e n A m é r ic a n o recon o­
c ie r o n m á s fr o n te r a s q u e la s q u e tr a za b a n su s d e sig n io s.
E l c o n q u is ta d o r tr iu n fó s o b r e e l in d íg en a , y d e s p e d a z ó su m ile -
n o r ia c u ltu ra ; p e r o , a l h a c e rlo , e s ta b le c ió la s u y a p r o p ia , y c o n lo
m u je r q u e lle v a b a d e E sp a ñ a , o c o n la b e lla y d u lc e jrtu jer in d i·

470
g en a , c re ó u n a so c ie d a d y se n tó la s bases p a r a la n u ev a ra za , la
d e A m é r ic a , q u e co n serv a rá ín te g r a m e n te la h e re n c ia r e c ib id a d e
lo s c o n q u is ta d o r e s : h a b la rá e n c a ste lla n o y c re c e rá a la s o m b ra d e
la c iv iliz a c ió n o c c id e n ta l.
E x tr a o r d in a r io h a s id o e l a c o n te c im ie n to q u e c o m p o r ta la
reu n ió n , e n la c a p ita l e sp a ñ o la , d e h o m b r e s q u e h a b la n la m ism a
len gu a. N o h a b r e m o s tr a íd o cien cia , p e r o s í m u c h a s in q u ie tu d e s,
y , s o b r e to d o , h e m o s p u e s to d e p r e s e n te a lg o q u e p a r e c ía e x tra ñ a ­
m e n te v e la d o . E l e sp a ñ o l, d e sc u id a d o d e lo s u y o , p a r e c e ig n o ra r
q u e e l v e r d a d e r o im p e r io d e la le n g u a e stá tr a s d e lo s m ares.
C ie rta m e n te , p e r d u r a e l fe r m e n to d e la tie r r a , y e x iste to d a v ía
é l in d íg e n a , q u e c o n c lu irá p o r d is o lv e r s e e n e l c o n ju n to m e stizo .
Y e llo s ta m b ié n h a b la rá n e l c a ste lla n o . E sp a ñ o le s so m o s p o r e l es­
p ír itu y p o r la len gu a. Y e sto es p r e c is o q u e se sep a , p o r q u e só lo
a m a n d o s e lle g a r á a la v e r d a d . E sp a ñ o le s so m o s s in d e ja r d e s e r
a m erica n o s, c o n esa h e re n c ia tr a d ic io n a l y su sta n c ia l q u e s e d e s ­
p r e n d e d e n u e stro p r o p io su elo.
Y e l c a ste lla n o c o b ra r á n u ev a fu e r z a y e x te n sió n a l e n riq u e c e rse
c o n e l a m e ric a n ism o n ecesa rio , q u e sea c o m o la im p r o n ta d e p u e ­
b lo s q u e s e e n c u e n tra n e n p le n o c r e c im ie n to y v ig o r, c o n fu e r z a
q u e p r o v ie n e d e E sp a ñ a y q u e se s u a v iza a l c a lo r d e s u p a sa d o
in d íg e n a . N o h e p e n e tr a d o c o m o e sp e c ta d o r in d ife r e n te e n n u estro s
p r o b le m a s d e la le n g u a e n A m é r ic a p o r q u e , a l tr a z a r la h is to r ia d e
la lite r a tu r a d e m i p a ís, h e p o d id o v e r c ó m o esa ex p a n sió n , le jo s
d e p e r ju d ic a r a la p u r e z a d e la len gu a, la e n riq u e c e , d á n d o le carác­
te r e c u m é n ic o .— isaac j . barrera .

LA ACADEMIA SALVADOREÑA:

Como tercer elemento de la H ispanidad, la lengua es, sin duda,


lo que más influye en la arm onía y la cordialidad, que une a los
pueblos iberoamericanos entre sí y con su origen.
Consciente la R eal Academia Española de la im portancia del
idioma, secundando la obra iniciada en el P rim er Congreso cele­
brado en Méjico, ha acogido en su seno a las representaciones llega­
das de América, quienes, reunidas con la R eal Academia, integra­
ron este I I Congreso de las Academias, que ahora clausura sus
sesiones. Es fértil el terreno en que se b a trabajado, y se han abierto
surcos y sembrado las simientes, que han de producir doradas espi­
gas de fraternidad, fortalecida por el vínculo secular de u n len­
guaje cada vez más lim pio, fijo y esplendoroso.—enriq ue córdova .

471
16
LA ACADEMIA FILIPINA:

E m o c io n a d a y c o n m o v id a , resu en a a q u í u n a v o z q u e p a r e c e
v e n ir d e m u y le jo s , a lz a d a d e s d e lo s ú ltim o s c o n fin e s d e l m u n d o .
E s, e n e l E x tr e m o O rie n te , la ú n ica v o z esp a ñ o la . E s, e n a q u e lla s
le ja n ía s, la v o z b e líso n a d e lo s q u e lu ch a n , d e lo s q u e fo r c e je a n
p o r c o n se rv a r e n a q u e lla s tie r r a s e l le g a d o e sp a ñ o l, c o m o se h a
c o n se rv a d o e n lo s p u e b lo s d e la H isp a n o a m é ric a .
L a D e le g a c ió n f ilip in a n o h a a p o r ta d o , e n v e r d a d , d u r a n te e l
C o n g reso n a d a q u e lim p ie , f i j e y d é e s p le n d o r a l id io m a co m ú n ,
N o p u d o h a b e r h e c h o ta l a p o r ta c ió n p o r q u e n o s ó lo la A c a d e m ia
F ilip in a , s in o ta m b ié n to d o e l p e q u e ñ o m u n d o d e la h is p a n id a d
f ilip in a se h a lla p r e s a d e u n a o b se sió n : la o b s e s ió n d e n u e stra p r o ­
p ia s u p e r v iv e n c ia c o m o fu e r z a p r o p u ls o r a e n la c o n s o lid a c ió n d e
n u e stra p e r s o n a lid a d c o m o p u e b lo y c o m o n a ció n .
M i p a ís es, e n e l A sia , c o m o c a b e z a d e p u e n te te n d id a s o b r e la
in m e n s id a d d e l P a c ífic o ; e l m a r s in p la y a s q u e c o n te m p la r o n co n
p a s m o lo s o jo s d e N ú ñ e z d e B a lb o a d e s d e la s c o sta s d e A m é ric a ;
e l m a r q u e c o n tu v o su s re b e ld ía s , p a r a q u e s o b r e su s olas, m ila ­
g r o sa m e n te am an sadas, p a sa ra n la s c a ra b e la s d e M a g a lla n es, p o r ­
q u e e n lo c im e r o d e sus n a v e s fla m e a ra n la s b a n d e ra s d e la C ru z.
M i p a ís e s la a v a n za d a d e la c iv iliz a c ió n c ris tia n a e n é l O rie n te , y
p o r q u e es la a v a n za d a h a ju r a d o m o r ir a n te s q u e r e n d ir s e a las
fu e r za s e n e m ig a s d e C ris to y d e la H isp a n id a d .
Y a h a b ía m o s a c e p ta d o c o n a le g ría e l sa c rific io . E n to d a lu ch a
s ó lo s e tr iu n fa c u a n d o a lg u ie n se o fr e c e e n h o lo c a u sto . P e r o h e
a q u í q u e n u estro s h e rm a n o s d e A m é ric a , h a c ie n d o s u y o é l c o ra je
d e E sp a ñ a , a c u d e n e n n u e stro so co rro .
¡Q u é m e n o s p o d e m o s h a c e r q u e p r o n u n c ia r a q u í esta s p a la b ra s
d e a g r a d e c im ie n to y d e c o m p r o m is o ilim ita d o !—antonio abad .

LA ACADEMIA GUATEMALTECA:

Hemos llegado al final de la labor del I I Congreso de las Aca­


demias de la Lengua Española, que simbólicamente ha sido con­
vocado para desarrollarse en la cuna del idiom a castellano.
P o r dondequiera que hemos ido, la sombra de Miguel de Cer­
vantes y de otros ingenios inm ortales han seguido nuestros pasos,
alentándonos con su amor. Justo es, pues, cum plir con el agradable
deber de expresar en nom bre de la Delegación de la Academia
Guatem alteca los sentimientos que nos inspiran la reunión de este

472
Congreso de la capital de España. Queremos reconocer el estímulo
que nos h a dado esta Asamblea de defensores ilustres de nuestro
idiom a, y asegurar a nuestros compañeros y amigos que luchare­
mos todos los m iem bros de nuestra Academia po r la conservación
y pureza de la herm osa lengua, que m antiene a través de la dis­
tancia la unión y comprensión del hispanismo.— adrián rec in o s .

LA ACADEMIA HONDURENA:

E ste C o n g reso h a r e u n id o a lo s m á s c o n n o ta d o s c u lto r e s d e l


h a b la c a ste lla n a , v ín c u lo e te r n o d e u n ió n e n tr e lo s p u e b lo s d e la
H is p a n id a d . A l d e s c u b r im ie n to d e u n m u n d o , h a za ñ a ú n ica e n la
h is to r ia d e la H u m a n id a d , h a y q u e a g reg a r la p o r te n to s a o b r a c iv i­
liz a d o ra , q u e c o lo c a rá a E sp a ñ a e n e l m á s e le v a d o s itio e n tr e las
n a c io n e s to d a s. C o m o d ic e e l h is to r ió g r a fo C h a rle s F . L u n is, n o
so la m e n te fu e r o n lo s e sp a ñ o les lo s p r im e r o s c o n q u is ta d o r e s d e l
N u e v o M u n d o y su s p r im e r o s c o lo n iz a d o re s , s in o ta m b ié n sus p r i­
m e ro s c iv iliz a d o r e s . C ie n a ñ o s a n te s q u e lle g a ra n a A m é r ic a lo s
p r im e r o s c o lo n iz a d o re s in gleses, lo s e sp a ñ o le s h a b ía n fu n d a d o c iu ­
d a d e s, e s ta b le c id o escu ela s y U n iv e rsid a d e s, y h a b ía n e x p lo r a d o e l
c e n tro , e l su r y m á s d e la m ita d d e l n o r te d e A m é r ic a , y lle v a r o n
a to d a s p a r te s la lu z d e l c ris tia n ism o , d e la c ie n c ia , d e l a r te y d e la
le n g u a c a ste lla n a .
C orno e v o c a d o ra d e lo s p u e b lo s c o n q u ista d o s, n in g u n a o tr a na­
c ió n p o d r ía c o m p a ra r s e a España- V e in te a ñ o s d e sp u é s d e la c o n ­
q u is ta d e M é jic o e ra n y a n u m ero so s lo s in d íg e n a s q u e s a b ía n le e r
y e sc r ib ir. E n e l s ig lo X V I , e sc r ito re s y p o e ta s in d íg en a s d e sc o ­
lla b a n e n tr e lo s e sp a ñ o le s d e A m é ric a . F u e ro n e sp a ñ o les n a c id o s
e n A m é r ic a lo s c re a d o r e s d e la s n a c io n e s lib r e s d e l c e n tr o y d e l su r
d e l c o n tin e n te , c u y o s p u e b lo s h a n v e n id o , e n o c a sió n d e e s te C on­
g reso , a r e n o v a r su s s e n tim ie n to s fr a te rn a le s a la E sp a ñ a , q u e u n ió
a H is p a n o a m é r ic a c o n e l v ín c u lo n o d e s e n la z a b le d e l h a b la es­
p a ñ o la .— JUAN LÓPEZ PINEDA.

LA ACADEMIA MEJICANA:

Cinco minutos. Urge decir lo más posible en lo menos posible.


Urge evidenciar que el español no es sólo despilfarrado, pomposo,
sino tam bién ceñido y exacto, y que el genio de nuestra lengua
resplandece por igual en el lacónico vigor que en la magnificencia

473
caudalosa. Ya anteriorm ente lo dijo aquel historiador de las Indias
contemporáneas, Francisco López de Gomara, al sentir con naturali­
dad el hecho notorio y característico del castellano: “A taja gran­
des razones con pocas palabras.”
A quí, con pocas palabras, habría que atajar las grandes razones
que nos congregan y nos alborozan, porque aprietan nuestros cono­
cimientos y vivifican nuestro diálogo, ensanchan nuestra am istad y
tonifican nuestra esperanza de una común tarea, cada día más
tensa y m ás fértil, para poner en alto la limpieza, la unidad y el
esplendor de nuestro idiom a; cubre el panoram a de la cultura
universal, form a veinte pueblos y da millones de hombres, que
saben con certera intuición que al defender su lengua defienden
su alma.
Vehículo es la lengua, como el automóvil, y, como el automó­
vil, necesita freno y acelerador. Sin freno, el despeñadero; sin
acelerador, la inam ovilidad. E n ambos casos, la frustración del
vehículo. P ara la plenitud de su servicio hay que concertar con
fino tacto el freno y el acelerador, la prudencia y la osadía. Y yo
no quiero ocultar, qué, en ese automóvil ignorado, la cardinal
prudencia y el corazón se m e van por los caminos de la osadía.
Osadía, gran p alabra española, presente en el arte como en la
guerra.
Innovadores fueron nuestros clásicos, fervientes en el brío del
idiom a y en todo artístico arrojo, y la intrepidez, tim bre de la
raza, tom ó carne en nuestra lengua intrépida entre todas, libérri­
ma, sin tacha, genio metafórico a fuerza de elipses e hipérboles,
desgarro popular y fausto regio, lacónica preñez, chorro de dichos
y refranes, tropel de autores e idiotismos, opulencia desenfrenada,
m ultiform e. Esta riqueza orgánica entrañable, sanguínea, de la len­
gua la tenemos olvidadísima, y aprenderla no es cosa de recursos
externos, sino de com penetración vital y de em paparse en los clá­
sicos españoles, y jun to a toda lectura actual y extranjera, reser­
vando sitio diario a la lectura de nuestros grandes. Cuéntase de
Menéndez Pelayo que no dejaba día sin repasar siquiera una pá­
gina de fray Luis de Granada, y esta fam iliaridad con los maestros
de antaño da la clave de aquel estilo suyo, anchuroso, nutrido, sáti­
ro, caliente, cuajado de esencias psicológicas y ritos hispánicos.
Que se m e disculpe la defensa del idioma, no con espíritu de
intem perancia, sino con espíritu de intem perie, al aire y al sol,
como el automóvil, concertada con otros medios m últiples, que
ningún lexicógrafo h a de desdeñar. La suma defensa del idioma
está en conocerlo, saborearlo y sentirlo, para poder defenderlo en

474
otras obras que sirvan para aum entarlo por crecimiento orgánico
y no por nuestra yuxtaposición; para hacer de él frutos nuevos
fieles al tronco viejo; p ara abarcar con el señorío de su cuño toda
intención; p ara fu n d ir toda conquista en la unidad de su Im perio.
ALFONSO JUNCO.

LA ACADEMIA NICARAGÜENSE:
Y a e s c o s tu m b r e e n A m é r ic a e l m ir a r h a c ia E sp a ñ a . C a d a v e z
q u e n e c e sita m o s d e fe n d e r a lg u n o d e lo s v a lo re s fu n d a m e n ta le s d e
n u e stra c o m jin a l c u ltu ra , in s tin tiv a m e n te in te r ro g a m o s a l O r ie n te ,
p o r q u e e l s o l sa le p a r a A m é r ic a e n e sp a ñ o l, y s ie m p r e es p o s ib le
e n c o n tra r u n n u e v o a lie n to y u n n u e v o im p u ls o e n e l a m a n e c er.
D e sp u é s d e c u a tr o s ig lo s d e r e c ib ir , a b s o rb e r, e je r c ita r y a u m e n ta r
e l id io m a q u e d a e x p re s ió n y u n id a d a n u e stro s p u e b lo s a m e ric a ­
n os, h a to m a d o fu e r z a y co n c ien cia c a d a v e z m a y o r e s la n e c e s id a d
d e c o n se rv a r la p u r e z a y la u n id a d d e esa len g u a , q u e p e r m i te a
n u e s tr o p e n s a m ie n to e l g o c e e c u m é n ic o y c a si a n g é lic o d e p e r e g r i­
n a r p o r u n a d e la s tr e s o c u a tr o g ra n d e s g a la x ia s id io m á tic a s d e
la H u m a n id a d m o d e rn a . Y e n to n c e s m ir a m o s h a c ia E sp a ñ a , y d e
E sp a ñ a su rg e h o y e s te C on greso, q u e y o lla m o — a l r e p a sa r su s co n ­
clu sio n es— u n P e n te c o sté s h u m a n o , u n a lie n to v ita l e n e l “d o n d e
len g u a s ” d e n u e stro s p u e b lo s , u n e n c e n d e r e l fu e g o n u e v o e n e l
id io m a d e la H is p a n id a d .
P o r q u e h e m o s c o m p r o b a d o q u e e stá n m á s v iv a s q u e n u n c a las
d o s fu e r za s q u e h a n d a d o a l c a ste lla n o su c a lid a d y su e x te n s ió n ·
la fu e r z a c re a d o r a y la fu e r z a c o n serv a d o ra . H a n d a d o s u s a b id u ­
r ía y s u p o e s ía n o s ó lo e l q u e f ija le y e s y p o n e té r m in o s a lo s
abu sos, sin o , a d e m á s y d e p r e fe r e n c ia , e l c re a d o r , e l r e n o v a d o r , e l
n o m b r a d o r d e n u e v o s m u n d o s y e l c o n q u is ta d o r d e n u ev a s y b ie n
v e n id a s r iq u e z a s v e r b a le s. P o r q u e n u e stra le n g u a se h iz o lo g ra n d o
la lib e r ta d e n la u n id a d e n u n a d o b le e m p re s a d e ju v e n tu d y d e
e x p e rie n c ia .
P o r eso, a l tr a za r a n te v o so tr o s la p a la b r a n ica ra g ü en se, h e sen ­
tid o q u e m e lle g a d e esa g a rg a ñ ta d e A m é r ic a , q u e es m i p a tr ia ,
la v o z d e l m á s g r a n d e m a e stro d e m i id io m a n a ta l, d e R u b é n
D a río , q u ie n n o s d ió a y e r y n o s d a h o y d e n u e v o la d o b le c o n sig n a
d e la la b o r a c a d é m ic a : “E n e s p ír itu u n id o s — d ic e , y r e p ite — : E n
e s p ír itu y a n sias y le n g u a .”
E sa r e p e tic ió n d e la p a la b r a “ e s p ír itu ” es u n a in v o c a c ió n sagra­
d a a l e s p ír itu c re a d o r, q u e n o s a b r e la lib e r ta d , y a l e s p ír itu con ­
se r v a d o r, q u e n o s re ú n e e n la u n id a d .— pablo antonio cuadra .

475
LA ACADEMIA PANAMEÑA:

Este Congreso de Academias de la Lengua Española constituye,


a no dudarlo, u n resonante éxito, que habrá de tener honda reper­
cusión en todo el m undo. Hemos cumplido a conciencia nuestra
misión fundam ental de adoptar acuerdos cuyos objetivos prim or­
diales son la defensa, el culto y el acendram iento de nuestro idioma.
Hemos consolidado y nos hemos dispuesto a continuar la obra
iniciada én Méjico en 1951. Mas no son éstos todos los frutos de
la reunión que hoy term ina. H ay uno que descuella como bene­
ficio de valor im ponderable, y es el cúmulo de impresiones, de
rem em branzas y de propósitos que nuestra visita a España y la
hospitalidad que se nos h a brindado han encendido en las almas
de los que hemos venido de tierras ultram arinas. Hemos disfrutado
del privilegio sin p ar de conocer personalm ente a los varones ilus­
tres que integran la R eal Academia Española. Hemos contemplado
de cerca la fecunda y dinám ica labor de acercamiento que realiza
el Instituto de C ultura Hispánica. Nos ha sido dado traspasar los
um brales del Sem inario de Lexicografía y tener en nuestras manos
las papeletas que son germen de la titánica obra del D ic c io n a rio
H is tó r ic o , que difícilm ente hallará rival y seguramente no tendrá
superior entre los prim eros léxicos del mundo. Nuestras m iradas se
han posado sobre los tesoros que encierra la Biblioteca Nacional, y
en el Consejo S uperioï de Investigaciones Científicas hemos po­
dido darnos cuenta de la pujanza de la ciencia española. E n suma,
hemos conocido la España contem poránea, que recuerda, siente,
piensa, labora y crea, para seguir ocupando con honor su sitial en
el concierto de la civilización occidental, y hemos tenido la visión
esplendorosa de esta nación, que extiende sus brazos a través de los
océanos en las tierras de América y las Filipinas.— R icardo j . alfaro .

LA ACADEMIA PARAGUAYA:

... L a H is p a n id a d n e c e sita d e fin ir su e m p re sa , y n o so tro s d e b e ­


m o s s e r su s s o ld a d o s. N u e stra le n g u a n o d e b e s e rv irn o s e x c lu si­
v a m e n te p a r a r e c o r d a r o llo r a r p a sa d a s g ra n d e za s, sin o p a r a an u n ­
c ia r las n u ev a s e m p re sa s d e la H is p a n id a d s in im p e r ia lism o s, p o r ­
q u e a n a d ie a m e n a za y a n a d ie a p e lig ra .
U n id a d e n tr e n u e stro s p u e b lo s a m e rica n o s, q u e ta n to la p r e c i­
san , y q u e , s e p a ra d o s o a isla d o s, n u n ca p o d r á n se r a c to re s e n la

476
g ra n p o lític a d e l m u n d o , sin o su s s e r v id o re s , fig u ra n d o , c o m o d ijo
M a r tín F ie rro , e n to d a s la s lista s m e n o s e n la s d e p a g o . F e liz m e n te ,
p o d e m o s a fir m a r a h o ra q u e s e ha c u m p lid o la p r o fe c ía d e l Idearium
d e G a n iv e t: “L o s p u e b lo s d e l m u n d o d e B o lív a r y d e S a n M a r tín
s e h a n c u r a d o d e fin itiv a m e n te d e la e sc a rla tin a c o sm o p o lita , y v e n
e n lo h is p a n o e l a g lu tin a n te id e a l d e la r a z a ”
E s n e c esa rio y fu n d a m e n ta l q u e p la tiq u e m o s c o n tin u a m e n te
s o b r e lo s d e s tin o s d e l d ila ta d o r e in o d e n u e stra s n a c io n e s h isp a n a s,
q u e s e c o n s o lid a y a fir m a a m e d id a q u e lo s o tr o s s e d isg re g a n y se
d e sp lo m a n . Q u e, c o m o q u ie r e L a in E n tra lg o , n u n ca s e r o m p a e l
d iá lo g o e n tr e lo s h o m b r e s q u e r e z a n e n c a ste lla n o .— ju l io césar
CHAVES.

LA ACADEMIA PERUANA:

Deseo que mis palabras expresen la plenitud de m i fe. Creo en


la perenne unidad de nuestra lengua. La palabra refleja el espí­
ritu , y los valores sembrados por España en el suelo americano
se afirm aron con raíces de eternidad. L a s C a rta s p o lític a s se p la s­
m a ro n e n g e o g ra fía s d iv e r s a s y e n ra za s d is tin ta s ; p e r o q u e d ó la
le n g u a n o s ó lo c o m o m e d io d e c o m u n ica c ió n , sin o c o m o p r e n d a y
c ifr a d e l m is m o e s p ír itu .
G uardianes celosos del lenguaje y reform istas impacientes y apa
sionados, grávidos sin saberlo n i proponérselo de una misma con
cepción de la dignidad del hom bre, del culto romántico de la m u­
jer, del sentido roqueño de nuestra fam ilia, del significado heroico
de toda vocación y de todo destino, de la presencia de Dios, hallado
o p o r hallarse, y de la unión adm irable de la justicia y del amor,
instintivam ente dijeron su m ensaje con palabras y giros que aque­
llos sentimientos troquelaron al correr de centurias gloriosas. No
pudieron separarnos n i la distancia n i el encuentro de las armas,
n i las pasiones de la brega em ancipadora. E n esta misma, palpita­
b an el hispano sentim iento heroico de la vida, las soberanías señe­
ras de los cabildos y el afán quijotesco de libertad y de justicia.
E n la hora revolucionaria palpitó la vibración de la epopeya con­
quistadora y el v iril restallido fustigante de la prosa política.
A llá en m i tierra andina, bajo el más claro cielo—y cabe las
m ontañas excelsas—, el yarabí del Melgar, precursor rom ántico, ju n ­
tó en estrofas purísim as el am or desesperado de la sangre hispánica
al u lu lar de la tristeza indígena.

477
E l romanticism o apareció luego en España (influencia nórdica
o reviviscencia o consonancia con veneros soterraños de la estirpe,
no im p o rta). Vuestros adm irables poetas románticos, vuestros nove­
listas y la elocuencia de vuestros oradores realizaron la reconquista
intelectual de América. E n tierra peruana, en que Ojeda esculpió
las inm ortales octavas de su C r is tia d a y a la que Garcilaso, nostál­
gico y distante, volvió su espíritu para evocar las hazañas de sus
abuelos incas, describir la tierra y relatar las empresas de los con­
quistadores, fundiéronse por el crisol de la lengua, la gracia cas­
tellana y la m alicia criolla, para crear un nuevo género literario:
la tradición. Venero de leyendas y de recuerdos, episodios y anéc­
dotas, sátira e ironía, todo lo fundió Ricardo Palm a genialmente,
p ara expresarlo en giros en que vive el Cervantes de las novelas
ejem plares y el decir de las novelas picarescas.
Eligieron nuestra lengua para su mensaje, la severidad de la
estepa castellana, el hálito del m ar Cantábrico, la alegría de las
vegas andaluzas; tam bién la escogieron para decir el suyo, la m a­
jestad de los Andes, la nudez soleada de las punas, la adustez
ascendente de las quebradas serranas y la sonrisa de los valles
costeños, la am plitud de los ríos y la infinitud de las pampas.
Vino a nosotros en la gesta creadora del descubrimiento y florece
y esplende en la gesta afirm adora de la libertad. Otros pueblos,
en lenguas claras o sutiles, expresarán las leyes de la N aturaleza;
pero Dios reservó a España decir en frases sutiles y en versos
divinos las sendas distintas para llegar a Él.
Lo habla más que un im perio, más que una alianza de pue­
blos, u n m undo que une a América, Europa y Asia, anuncio y
prenda de la Ecúm ene que es el alma de su alma. Y este m undo
conservará su lengua si conserva su espíritu, y nuestra obra, al
depurar la lengua, acendrará el espíritu en prodigiosa reciproci­
dad. H a sonado en el reloj de los siglos la hora del m undo his­
pánico. La defensa de Occidente requiere la geografía de España
y los recursos de Am érica y, por encima de ellos, el valor, la fe y
el heroísm o de nuestros pueblos. Y si viniera una paz por un
m ilagro de comprensión y de arm onía, ella tendría que inspirarse
en la igualdad de la raza que proclamó y practicó España, en la
conciliación y la consulta de las augustas Asambleas de Panam á
y de Lim a; en la realización de todos los principios que descu­
b rió el genio español. N inguna lengua más digna que la española
para anunciar al m undo, cansado y envejecido, el evangelio de paz.
VÍCTOR ANDRÉS BELAÚNDE.

478
ΙΑ ACADEMIA PUERTORRIQUEÑA:

S e h a lla m a d o a P u e r to R ic o p r o v in c ia e s p ir itu a l d e E sp a ñ a y
lo es, e n e fe c to . M á s d e m e d io s ig lo lle v a m o s d e ín tim a s re la c io ­
n e s p o lític a s , c u ltu ra le s y c o m e rc ia le s c o n lo s E E . U U ., y to d a v ía
h a b la m o s c o n s o ltu r a y sin g u la r d e v o c ió n e l id io m a d e C e rv a n te s.
E l e sp a ñ o l e s p a r a la in tim id a d d e l h o g a r, p a r a h a b la r c o n D io s,
p a r a c a n ta r a la p a tr ia y a la m u je r , p a r a h a b la r n o s a n o so tro s
m ism o s; e l in g lés, p a r a las lu c h a s c o m e rc ia le s, p a r a e n te n d e rn o s
c o n n u e stro s c o n c iu d a d a n o s d e l N o r te .
S o m o s c iu d a d a n o s n o rte a m e ric a n o s le a le s, e n la p a z y e n la
g u e rra . C o n g e n e r o s id a d e sp a ñ o la y a ltr u is m o n o r te a m e ric a n o d e ­
r ra m a m o s n u e s tr a sa n g re e n C o rea . N o h a y , e n n u e s tr o a m o r a
E sp a ñ a y a n u e s tr o id io m a v e rn á c u lo , d e s le a lta d a esa c iu d a d a n ía
n o r te a m e ric a n a q u e lle v a m o s c o n a rro g a n cia e sp a ñ o la .
E l e s c r ito r h isp a n o a m e ric a n o A r tu r o L a re s d ic e e n la r e v is ta
Hélices: “M a s ¿ q u é h a s u c e d id o d e sp u é s d e c in c u e n ta a ñ o s d e d o ­
m in a c ió n n o rte a m e ric a n a ? Q u e lo s p u e r to r r iq u e ñ o s , d a n d o p r u e ­
b a s d e u n a p e r s o n a lid a d ú n ica y d e u n a m o r , p o r su s tr a d ic io n e s
y su o rig e n , c u y a in te n s id a d es c a d a v e z m á s c r e c ie n te , s in m e n o s­
p r e c io d e l in g lés, a l q u e c o n sid e ra n u n a n e c e sid a d , han conservado
intacto el español, cultivándolo orgullosamente, defendiéndolo
como uno de sus más preciados tesoros con el fuego sagrado que
inspiran sólo los grandes afectos.”
D ic e N a v a rr o T o m á s q u e “P u e r to R ic o p o d r ía se r u n a d e las
re g io n e s d e A m é r ic a d e le n g u a je m á s lim p io y r e fin a d o s i e l p r o ­
b le m a c u ltu r a l q u e p e r tu r b a a l p a ís lle g a ra a re s o lv e r s e c o n a c ie r to
y fortuncú‘>. S i lo s p u e r to r r iq u e ñ o s h e m o s c o n se rv a d o n u e s tr o id io ­
m a e n circ u n sta n cia s a d v ersa s, se ñ a l es d e q u e lo a m a m o s y lo
c u ltiv a m o s c o n e sm e ro , y s i lo p r e fe r im o s a lo s d e m á s id io m a s ,
es p o r q u e d u r a n te la n iñ e z lo m a m a m o s c o n la le c h e , y s i tie n e
ta n m a te r n a l o rig en , se r ía c r im e n im p e r d o n a b le d e ja r lo a m e r c e d
d e lo s b á rb a ro s, p o r q u e , e n c o r r o m p ié n d o s e e l id io m a , s e c o rr o m ­
p e r á ta m b ié n e l p u e b lo q u e lo h a b la y lo s ie n te y lo a m a .— Wa sh ­
ington l lo r én s .

LA academia dom inicana :

Como en la empresa descubridora prevalecía el ansia de acre­


centam iento del reinado de Cristo y era preciso conocer la lengua
indígena, fué Colón el prim ero en la pronta solución del problem a,

479
rem itiendo a España indios e indias de la Española a que apren­
diesen el castellano y luego volviesen a la Isla a hacer de intér­
pretes. E l inm ortal m arino, por su piarte, como observa el maes­
tro Menéndez Pidal, desde que escribe sus maravillosas descrip­
ciones de la Española, abandona su lengua m aterna y elige defini­
tivam ente a España como patria lingüística. Y ya en el Diccionario
de N ebrija, al siguiente año del Descubrimiento, hay voces de la
Española, “campo de aclim atación donde empezó la lengua cas­
tellana a acomodarse a las nuevas necesidades”, como apuntara
Cuervo.
M ientras Colón ensancha, como el Cid, los dominios de Cas­
tilla, N ebrija im prim e su Gramática, con ansias de engrandecer
su patria y darle, como decía, “una lengua definitiva para im poner
con ella sus leyes de vencedor a los pueblos bárbaros que con­
quisten...”, anticipándose a Solórzano en la dedicatoria de su P o -
lític a in d ia n a a Felipe IV “ que ninguno hubo bien advertido que
no procurase extender su idiom a donde su Im perio”.
Esa organización del idiom a no fué ajena a la Isla. Una cédula
de 1513 dispuso que los hijos de los caciques de la Española
fueran enseñados en el arte de la gramática por el bachiller H er­
nán Xuárez, digno de nuestro recuerdo. Allá se reacciona contra
el latín. E l poeta Lázaro B ejarano fué condenado a leer durante
largo tiem po sólo la B iblia; su pecado fué decir que la Sagrada
Escritura debía estar en español, no en latín.
Con la pérdida de la unidad política de la Isla, perdióse la
unidad del idioma. Hombres de otras razas irrum pieron en el
occidente de la Isla y la escindieron en dos colonias desligadas por
la diversidad de costumbres y de idioma, como lo recuerda Iriarte
en una de sus fábulas. E l T ratado de Basilea nos convirtió en
colonia de Francia, y luego la dominación haitiana produjo en
Santo Domingo el desplazamiento de nuestro idiom a como si los
dom inadores ignorasen las palabras de N ebrija a la Reina Ca­
tólica: “Que siem pre la lengua fué com pañera del Im perio.”
Entonces, en lo recóndito del alma dominicana, la hispanidad
ofendida por la lengua y las costumbres extrañas se transm utó en
ansia de libertad. N uestra lengua fué el arm a y distintivo, encar­
nación de patria, “prenda de nacionalidad y signo de raza”, como
la llam a Menéndez Pelayo; “vínculo de fraternidad”, como la
llam a Andrés Bello.
D ram ática lucha de veintidós años en defensa del idiom a: mas
al fin quedó lib re la Jerusalén española, y la lengua de Castilla
salió ilesa del cautiverio.— e m iiio rodríguez dem orizi .

480
LA ACADEMIA VENEZOLANA:

L a D e le g a c ió n d e la A c a d e m ia V e n e zo la n a se rá p o r ta d o r a f ie l
d e la s d e c isio n e s d e e s te C on greso y r e ite r a r á a n te a q u e l O rg a n is­
m o las id e a s d e d o c tr in a e n q u e e lla s se fu n d a n , a s í c o m o la s ra zo ­
n e s d e o r d e n p r á c tic o q u e la s h a c e n a c o n se ja b le s.
B ie n c o n o c id a s son y a d e n u estro s co leg a s v e n e z o la n o s las c ir ­
c u n sta n c ia s q u e d e te r m in a n e s te g ra n m o v im ie n to e n c a m in a d o a
la d e fe n sa d e n u e stro id io m a . D e e llo se h a h a b la d o m u c h o e n
n u e stro s p a ís e s y a u n se h a lle g a d o a f o r ja r p o r a llá , a p r o p ó s ito
d e la a c titu d a c a d é m ic a e n re la c ió n c o n e l le n g u a je d e l p u e b lo , u n a
im a g e n h istó ric a , seg ú n la c u a l la s v ic is itu d e s d e l c a ste lla n o e n
A m é r ic a p u e d e n e q u ip a r a rs e c o n las d e l la tín e n la E u r o p a d e l
s ig lo X I I .
A lg o h a y d e v e r íd ic o e n esa im a g e n . Lánguidas, seg ú n la cer­
te r a e x p re s ió n d e l señ o r A m e z ú a , y c a si a b s tra íd a s e n u n a r e a lid a d
q u e , p o r fo r tu n a , n o es ta n a m e n a za d o ra c o m o s u p o n e n a lgu n os,
n u e stra s A c a d e m ia s s e tr a za r o n u n a c o n d u c ta q u e o fr e c ía c ie r ta
s e m e ja n z a c o n la d e lo s m o n je s d e la E d a d M e d ia . D e n tr o d e e sta
m o d a lid a d ta n p o c o re a lista — e n p a r te , p o r la p e c u lia r c o n c e p c ió n
q u e se tu v o d e la p u r e z a id io m á tic a y , e n p a r te , p o r b ie n co n o c id a s
v ic is itu d e s d e c a rá c te r h is tó r ic o — lo c ie r to e s q u e h a sta é p o c a m u y
r e c ie n te a q u é llo s fu e r o n o rg a n ism o s m á s o m e n o s in e r te s q u e p r e ­
fir ie r o n d e ja r a la R e a l A c a d e m ia E sp a ñ o la u n a in m e n sa la b o r
y u n a h is tó r ic a r e s p o n s a b ilid a d q u e c o r r e s p o n d ía p o r ig u a l a to d a s
la s d e su e sp e c ie . P o r fo r tu n a esa m o d a lid a d h a c a m b ia d o , y p r u e ­
b a d e e llo so n e sto s C on gresos, d e lo s q u e v e m o s su rg ir id e a s y
n o rm a s n u e v a s q u e te n d r á n la v ir tu d — a sí lo e sp e ra m o s— d e con­
v e r tir o rg a n ism o s a n te s p a siv o s, e n v e r d a d e r a s c é lu la s v iv a s , en
sere s se n sib le s, c a p a ce s d e r e f le ja r la s e m o c io n e s v ita le s d e la c u l­
tu ra .
L o s a m e ric a n o s q u e h e m o s a sistid o a e s te m a g n ífic o á g a p e d e
la c u ltu r a h is p a n o h a b la n te n os lle v a m o s d e é l la e m o c ió n d e h a b e r
v is to b r illa r a q u í, u n a v e z m ás, lo s n o m b r e s d e B e llo , C aro, C u e r­
v o , B a r a lt y o tr o s in sig n es h a b lista s n a c id o s e n n u e stra s tie r r a s «
N o q u e rría m o s, s in e m b a rg o , m a rch a rn o s d e a q u í s in r e c o r d a r a
o tr o c o m p a tr io ta : a C e c ilio A c o sta , ilu s tr e h u m a n ista , e s c r ito r d e
a lto e s tilo y c r ític o d e sin g u la r m a d u r e z id io m á tic a , a q u ie n la
A c a d e m ia E sp a ñ o la a co g ió c o m o su m ie m b r o c o r r e s p o n d ie n te
e n 1869. I n c o rp o r a d o , p u e s, a e sta s a b ia c o m u n id a d u n a ñ o a n te s
q u e la A c a d e m ia E sp a ñ o la re c o m e n d a r a la fu n d a c ió n d e su s filia le s
a m erica n a s, A c o s ta n o só lo fu é u n in fa tig a b le c o la b o r a d o r e n la

481
ta r e a d e p u r ific a r y r e n o v a r e l id io m a , sin o u n c o n v e n c id o p r o ·
p u g n a d o r d e la s id e a s q u e h o y v e m o s tr iu n fa r e n e ste C on greso.
E l p r e v io la n e c e s id a d d e a c u d ir a la d e fe n s a d e l c a ste lla n o n o
c o m o u n m o v im ie n to e x c lu y e n te y a u to r ita r io , sin o c o m o u n a á g il
fu n c ió n s o c ia l c o m p e n e tr a d a d e la s e m o c io n e s m á s v iv a s y d e la s
n e c e sid a d e s m á s p r á c tic a s .—DÍAZ Sá n ch ez .

EL GOBIERNO DE ESPAÑA:

Deberes ineludibles de su cargo, que le retienen en tierras de


A ndalucía, han privado, señores académicos, al Jefe del Estado,
Generalísimo Franco, del deleite—digo deleite a conciencia—de
presidir esta reunión de clausura del Congreso de Academias de la
Lengua. Venido yo ayer mismo de esas mismas tierras andaluzas,
traigo, recogida de sus propios labios, una palabra de saludo, una
palabra de gracias y de felicitación para ustedes.
Enhorabuena y felicitación, ante todo, por los trabajos brillantes
y, más que brillantes, eficaces con que en las sesiones de estudio
de este Congreso habéis colaborado todos en la defensa de nuestro
común idioma. H asta él h an llegado palabras de encomio sobre
cuánta h a sido la laboriosidad y cuántos los frutos recogidos en
estas sesiones de trabajo. Palabras de gracias tam bién por vuestra
presencia en nuestra patria aceptando la invitación de nuestra
hospitalidad, por habernos honrado viniendo a nuestro solar, po r
h ab er trabajado ta n em peñadam ente en este común objetivo, y a
ellas, seguro de in terp retar su sentir, añado ahora muy singular­
m ente palabras de gracias m uy hondas y m uy sentidas que todos
vosotros, españoles, com partís conmigo por este florilegio, por este
torneo de donaire y de tern u ra con que habéis convertido esta Se­
sión Académica en un hom enaje a la que fué M adre P atria.
E n nom bre del Gobierno, perm itidm e que añada po r m i cuen­
ta unas palabras no más para expresar m i más viva complacencia
por este esfuerzo que todos habéis puesto a lo largo del Congreso
y, ahora mismo, en esta Sesión que presenciamos para guardar y
defender la unidad sustancial de nuestro idioma. Sea por su valor
instrum ental de vehículo del pensam iento y de los afectos, sea por
su propio valor sustantivo de verbo, éste es uno de los lazos que
más ligan y atan a la com unidad de los pueblos que formamos las
naciones salidas de nuestra propia estirpe. Y con esto, además de
servir a la cultura, habéis prestado u n servicio singular a la causa
de la convivencia de las naciones, porque nos ayudáis a compa-

482
recer juntos, colectivamente, en esta com unidad de naciones para
bien de todos los pueblos. Gracias, pues, singularm ente por este
gran servicio que habéis prestado a nuestra causa.
Y, por últim o, amigos, una palabra de adiós que no la en­
cuentro m ejor para vosotros, caballeros andantes del ideal de
nuestra cultura hispánica, que aquella que Pablo de Tarso d iri­
gió a los corintios; Pablo de Tarso, a quien nuestro Cervan­
tes llam aba “el caballero andante de Cristo”, cuando les decía:
“Encarecidam ente os ruego que habléis todos y siempre un mismo
lenguaje; que no haya cisma n i escisión entre vosotros.” Y estoy
seguro de que más que un ruego esto será un feliz augurio.—Alber ­
to m artin a r ta jo , M in is tr o d e A su n to s E x te r io r e s d e E sp a ñ a .

483
LOS ACADEMICOS HISPANOAMERICANOS
EN EL CONGRESO DE MADRID
LOS ACADEMICOS HISPANOAMERICANOS
EN EL CONGRESO DE MADRID

A R G E N T IN A , R o d o lfo M .—El académico


correspondiente en Bernal (Argentina)
racucci

, L u is .—Director del Institu-


de la Real Academia Española es in­
A lfonso

to Nacional de Filología y Folklore, dividuo de número de la Academia


nació en San Miguel de Tucumán en Argentina de Letras, correspondiente de
1903. Es miembro de número de la la Academia Colombiana, de la Nacio­
Academia Argentina de Letras y ejerce nal de Letras del Uruguay, Nacional
función docente en la Facultad de Le­ de Artes y Letras de Cuba, Sociedad
tras de Buenos Aires. Colabora en el de Hombres de Letras del Uruguay y
B o le tín d e la A cadem ia, y ha publi­
miembro honorario de la Academia
cado, entre otros, unos E stu d io s lin g ü ís- Chilena de la Lengua. Profesor y di­
ticos. D irecció n actual: Juncal, 2.676.
rector en varios centros docentes, es en
la actualidad director del Instituto Sa-
B U E N O S A IR E S . ■
lesiano de Bernal. Destacado historiador
de la literatura y especializado en los
B , Francisco L u is .—El famo­ estudios lingüísticos, cuenta con una ex­
so literato y crítico argentino es aca­
ernárdez

tensa bibliografía, entre cuyos títulos


démico de la Argentina de Letras. Au­ sobresalen las conocidas Cartas a E u lo ­
tor de numerosas publicaciones y cola­ gio, citadas por Casares en sus N uevas
bora en gran número de diarios y N o rm a s; las R efo rm a s d e la R e a l A ca­
revistas de habla española. D irección d em ia E spañola en la G ram ática; un
actual: Academia Argentina de Letras. M anual d e H istoria d e la L iteratura es­
BUENOS A IR E S . p añola; A centos, tildes, diéresis y guio­
y otras muchas igualmente acredi­
nes,
, A r tu r o .—El jefe de la De­
tadas. D irección actual: Belgrano, 280.
B E R N A L (I. N. G. R.).
c a p d e v il a

legación argentina en el Congreso na­


ció en Córdoba en 1889. Abogado y
doctor en Derecho y Ciencias Sociales,
es académico de la Argentina de Le­ B O L IV IA
tras y correspondiente de la Española
de la Lengua en Buenos Aires, miem­ P o rfirio .—Periodista
bro de la Academia Nacional de la y escritor, nació en La Paz en 1909. Es
M A C H IC A O ,
d ía z

Historia y correspondiente de las simi­ académico de número de la Academia


lares de España e Hispanoamérica. Ha Boliviana de la Lengua y de la Aca­
escrito innumerables obras de crítica demia Boliviana de la Historia. Presi­
literaria y colabora frecuentemente en dente del Centro de Intercambio Cul­
la prensa bonaerense. D irección actual: tural boliviano-uruguayo. D irección ac­
Juncal, 3.575. .
buenos a ir e s tu a l: Casilla, 1.618. la paz .

, José L e ó n .—Miembro de la , A u g u sto .—Nació en Cocha,


cuzm án

hamba en 1903. Es director de la


pa g a n o

Academia Argentina de Letras, ba des­


empeñado activa labor en las jornadas Biblioteca Universitaria. Académico de
del II Congreso de Academias de la la Boliviana de la Lengua. D irección
Lengua. En este mismo número se re­ actual: Avenida Oquendo, 302. cocha-

coge su aportación a la primera Comi­ .


bamba

sión sobre unidad y defensa del idioma.


D irección actual: Academia Argentina l ir a , L u is F elip e .—Académico
c ir ó n

de Letras, buenos . a ir e s electo de la Boliviana de la Lengua.


487
17
D irección actual: Colegio Mayor Nues­ entre las que destacan: Obras descono­
tra Señora de Guadalupe (Ciudad Uni- cidas d e R u b é n D arío; N otas sobre el
rersitaria). . y
m éto d o de la H istoria L o s cuentistas
Es miembro de las Academias
m a d r id

chilenos.
Vázquez MACHicADO, H u m b e rto . —El Chilenas de la Lengua y de la Histo­
jefe de la Delegación boliviana en el ria y de la Sociedad Chilena de His­
Congreso ocupa boy día el cargo de toria y Geografía. D irección actual:
tesorero y secretario de la Academia Academia Chilena de la Lengua. SA N -
Boliviana de la Lengua. D irección ac­ TIA C O DE C H IL E .
tu a l: Academia de la Lengua. LA paz.
S T R A B O N i, R o q u e Esteban. —Na­
ció en Puente Arenas (Chile) en 1914.
sca rpa

Es doctor en Letras y catedrático de


C H IL E
Literatura General Comparada de las
IC L E S IA S , A u g u sto . —Individuo de nú­
Universidades de Chile y Católica de
mero de la Academia Chilena de la Chile. Director del Instituto de Inves­
Lengua y miembro de la Delegación de tigaciones de L iteratura Comparada
su país en el II Congreso de Acade­ (Universidad de Chile), es presidente
mias, colabora actualmente con el Ins­ del Instituto Chileno de Cultura His­
tituto de Cultura Hispánica. Ha publi­ pánica; académico de la Chilena de la
cado trabajos en revistas de lengua es­ Lengua y correspondiente de las de Se­
pañola, recientemente en los villa, Córdoba y Nacional de Cuba.
D irección actual: Avenida Bulnes, 79.
. Actúa asimismo co­
cuadernos

h is p a n o a m e r ic a n o s

mo profesor en la Escuela de Estudios SANTIA G O DE C H I L E .

Hispanoamericanos de la Facultad de souviRÓN, José M aría. —El conocido


Ciencias Políticas, Económicas y Comer­ poeta y crítico literario ha actuado
ciales de la Universidad de Madrid. D i­ como observador en el Congreso de
rección actual: Instituto de Cultura His­
pánica, Avda. de los Reyes Católicos Academias de Madrid. Durante su lar­
(Ciudad Universitaria), ga estancia en Hispanoamérica ha des­
.
m a d r id
arrollado una intensa labor literaria,
, P edro. —El jefe de la
editorial y docente, siendo profesor en
l ir a u r q u ie t a

Delegación chilena en el Congreso de diversos centros universitarios v cola­


Madrid y secretario de la Academia Chi­ borador del Instituto Chileno de Cultu­
lena de la Lengua nació en Santiago ra Hispánica. En el de Madrid ha sido
de Chile en 1900. Hizo estudios en el jefe del Departamento de Intercambio
Liceo Alemán de la Universidad Cató­ y del de Cooperación Intelectual. En
lica. Profesor de Derecho Civil de las la actualidad es director de la Escuela
Universidades de Chile y Católica. de Estudios Hispanoamericanos, y pu­
Miembro de la Academia Chilena de blica frecuentemente en revistas y pe­
la Historia, es fundador del Instituto riódicos de España y de Hispanoaméri­
Chileno de Cultura Hispánica y perso­ ca. Colaborador de A B C. D irección
actual: Colegio Mayor Jiménez de Cis­
nalidad muy estimada en los ambien­ neros (Ciudad Universitaria),
tes culturales. D irecció n actual: Acade­ .m a d r id

mia Chilena de la Lengua, s a n t ia g o de

C H IL E .
C O L O M B IA
—Periodista y es­
R a ú l.
, Eduardo. —Consejero cultu­
s il v a ca stro ,
critor, nacido en Santiago de Chile en carranza

1903. Hizo estudios en los Institutos de ral de la Embajada de Colombia en


Humanidades y Nacional. Redactor de Madrid, es académico electo de la Co­
E l M ercurio y L as U ltim as N oticias. lombiana de la Lengua. Autor de im­
Fue director de la revista A ten e a . Pro­ portantes libros de poesía (destacan
fesor extraordinario de Literatura Chi­ C anciones para iniciar una fiesta, pu­
lena- y Americana del Instituto Pedagó­ blicado en la colección “La encina y
gico, es autor de diversas publicaciones, el mar”, de Ediciones Cultura Hispá­
488
nica) y personalidad literaria mny acu­ en 1915. Ha sido profesor de Latín y
sada en la Hispanoamericana actual. Es de Literatura en el Seminario Claretia-
presidente de la Asociación Cultural no de Bosa (Colombia) y en el de Bar-
Iberoamericana de Madrid. D irección bastro. Actualmente es director de la
a ctu a l: Velázquez, 87. M . revista V id a R eligiosa, de Madrid. Autor
de una edición crítica de D e C atilinae
a d r id

, P . R o d o lfo . —Acadé­ conjuratione. D irección actual: Buen


Suceso, 22. M (España).
f ie r r o torres

mico de la Colombiana de la Lengua, a d r id

su actuación en la sesión plenaria del


1 de mayo en el II Congreso de Aca­ M O TTA , Julián. —Nació en Neiva
(Colombia) en 1891. Es profesor de
salas

demias de Madrid fue decisiva para la


creación de la Asociación de Acade­ Griego y Latín y especialista en Huma­
mias de la Lengua. D irección actual: nidades clásicas y en cervantismo. Miem­
Academia Colombiana de la Lengua. bro numerario de la Academia Colom­
biana de la Lengua. Miembro de la
Société d’Études Latines de París, ba
B O C O TÁ .

, L u is. —Nació en 1916. Es ca­


publicado y comentado las Odas d e
A n a creo n te y tiene inédita una obra
fló rez

tedrático e investigador jefe del Depar­ sobre Erasmo y sus contemporáneos.


tamento de Dialectología del Instituto D irección actual: Calle Sesenta y dos,
“Caro y Cuervo”. Especializado en Fi­ números 14-30. (Colombia).
lología hispanoamericana, es autor de bocotá

L a p ro n u n cia ció n d e l español en B o ·


R E S T R E F O , s. j., F élix. —Uno de los
gota (1951) y de una L engua españo-
la (1956). Académico electo de la Co­ lingüistas más destacados de Hispano­
lombiana de la Lengua (1955), amplió américa, es director de la Academia Co­
estudios de Filología española y ameri­ lombiana de la Lengua. Nació en la
cana en los EE. UU. y en Méjico, be­ Medellin colombiana en 1887 e hizo es­
cado por la Fundación Rockefeller. tudios en España y en Colombia. Doc­
En la actualidad trabaja en el A tla s tor en Filosofía por la Universidad de
Valkenburg (Holanda) ; en Teología, en
linguístico-etnográfico d e C olom bia. D i­
rección actual: Instituto “Caro y Cuer­ Oña (España), y en Pedagogía, por la
vo”. BO G O TÁ . Universidad de Munich. Fundador y di­
rector de la revista H orizontes, es re­
, M a n uel José. —Es biblioteca­
dactor de R a zó n y F e. Fué rector del
forero

rio de la Academia Colombiana de la Seminario de la Compañía de Jesús en


Lengua, en la que participó como miem­ Colombia y decano y rector de la Fa­
bro de la ponencia colectiva presenta­ cultad de Ciencias Económicas y Ju­
da al II Congreso de Academias bajo rídicas de la Universidad Javeriana de
la dirección del padre Félix Restrepo. Bogotá. Académico de la Colombiana
Actuó en la Comisión de “Unidad y de­ de la Lengua desde 1934. Ha publicado
fensa del idioma”. D irección actual: infinidad de trabajos de carácter lin­
Academia Colombiana de la Lengua. güístico y educativo y tuvo participa­
ción muy activa en los Congresos de
BO G O TÁ .
Academias de la Lengua y en el progre­
so del castellano. Sus comentarios a las
Á
cuzm E SPO N D A , E duardo. — Doctor en
n
N uevas N orm as d e P rosodia y O rtogra­
Derecho por la Universidad Nacional fia han contribuido eficazmente a su
de Bogotá. Es autor de unas Gram ati- mejora y ratificación. Existe una biblio­
querías geográficas. Ejerce la crítica li­ grafía completa del autor hasta 1949
teraria en E l T ie m p o bogotano y es en el tomo V del B o le tín del Instituto
miembro numerario de la Academia “Caro y Cuervo”. D irección actual: Co­
Colombiana de la Lengua. D irección legio de San Bartolomé (La Merced).
actual: Laforja, 63-3. B arcelona (Co­ Apartado 270.
lombia).
bocotá .

to rres q u in t e r o , R afael. —El subse­


, Carlos E duardo. —Nació cretario de la Academia Colombiana
«n Pueblo Rico (Antioquia, Colombia) de la Lengua y subdirector del Institu-
m esa cóm ez

489
to “Caro y Cuervo” nació en 1909, y líticas y Sociales de Filadélfia. Perte­
cursó estudios de Filosofía y Letras, nece a la Sección de Estudios Ameri­
doctorándose por la Universidad Jave* canistas de la Universidad de Vallado-
riana. Es asimismo docente de la Uni­ lid y a diversas asociaciones profesio­
versidad Pedagógica Femenina de Bo­ nales y de cultura españolas e hispano­
gotá. Autor de una bibliografia de Ru­ americanas. En 1951 fué jefe de la De­
fino José Cuervo, ha publicado las legación costarricense en el Primer Con­
Obras co m p leta s del famoso lexicógrafo greso de Academias de la Lengua Es­
colombiano y un estudio crítico bajo pañola en Méjico. Es autor de numero­
el título de B e llo e n C olom bia. Es sas obras de carácter jurídico e histó­
miembro del Instituto Colombiano de rico. D irección actual: Academia Cos­
Cultura Hispánica. D irección actual: tarricense de la Lengua, san jo s é de

Carrera 24, núm. 69-29. . bocotá co sta R IC A .

, Joaquin. —Académico de
vargas coto

la Costarricense de la Lengua. Es autor


C O S T A R IC A
de varias obras de creación y de críti­
, A rtu ro . —Profesor de
ca y de estudios lingüísticos. Colabora
agüero chaves

Castellano en el Liceo de Costa Rica ñola. en periódicos y revistas de habla espa­


D irección actual: Academia Cos­
(194243) y de Español en varias h ig h tarricense.
Schools de Miami (194647), antes fue
SA N J O S É .

catedrático de Latín y de Filología clá­


sica en la Universidad de Costa Rica
(1944-56). Es académico de la Costarri­ CUBA
cense de la Lengua desde 1954 y co­ , M ig u el A n g el. —Es miem­
rresponsal de la E n ciclopedia B ritá n ica ; bro de número carbonell

autor de diversas obras idiomáticas: na de la Lengua,de enla cuya Academia Cuba­


Delegación
C astellano y L itera tu ra para e l B a ch i­
oficial en el II Congreso de Madrid ha
llera to ; L a lengua castellana e n Costa
R ic a ; D e la lengua y sus quebrantos y
actuado. Colaborador de diarios y re­
vistas tanto de carácter general como
Gram ática com parada d e cuatro lenguas
rom ances. Fué también director de Es­
especializado, presentó al Congreso una
cuelas Primarias en la provincia de Ala* interesante ponencia sobre las caracte­
juela. D irección actual: Academia Cos­ rísticas
gua
del género gramatical en la len­
española. D irección actual: Acade­
tarricense de la Lengua, san
mia Cubana
jo s é de
de la Lengua, . la habana
CO STA R IC A .

Y calvo, José M aría ( C onde


—Es académico de —Director de la Aca­
chacón

a rgü ed a s, S am uel. d e Casa B a yo n a ).


la Costarricense de la Lengua. Ha co­ demia Cubana de la Lengua desde 1951,
laborado activamente en la Delegación hizo estudios de Leyes y de Filosofía
de su país en el II Congreso de Aca­ y Letras en la Universidad de la Ha­
demias de Madrid. D irección actual: bana. Al frente primero de la Sección
Academia Costarricense de la Lengua. de Literatura del Ateneo, ocupó la Pre­
SAN JO S É DE COSTA R IC A . sidencia del mismo en 1939, siendo
reelegido en 1952. Es abogado del Mi­
, H e rn á n G. —Licenciado en nisterio de Justicia y director de Cul­
Derecho por la Facultad costarricense tura del Ministerio de Educación; vice­
peralta

y por la Universidad de Barcelona (Es­ presidente de la Academia Nacional de


paña), fué titular de la cátedra de His­ Artes y Letras, y correspondiente de
toria Económica de la Universidad de la Academia Española, de la Dominica­
Costa Rica. Miembro de la Academia na y la Venezolana de la Historia. Do­
Costarricense de la Lengua, es también m icilio actual: Academia Cubana de la
correspondiente de la Real Academia Lengua, la .
habana

de la Historia de Madrid, de la Aca­


demia Americana de la Historia de , Ju a n J. —Miembro de la De­
legación cubana en el Congreso de Ma­
rem os

Buenos Aires y de la de Ciencias Po­


490
drid, es vicedirector de la Academia sos cargos en el Ministerio de Relacio­
Cabana de la Lengua y autor de nu­ nes Exteriores entre 1928 y 1942. Aca­
merosos trabajos lingüísticos. D irección démico electo de la Ecuatoriana de la
actual: Academia Cubana de la Len­ Lengua, ha publicado varios volúmenes
gua. LA H A B A N A . de poesías. D irección actual: Avenida
América, 871. . q u it o

, E steban. —Miem­
. . , A u relio . —Es rec­
r o d r íg u e z h errera

bro de la Delegación cubana en el Con­ ,


e s p in o s a p ó l it s j

greso de Madrid, es individuo de nú­ tor de la Universidad Católica y miem­


mero de la Academia Cubana de la bro del Consejo Nacional de Educación.
Lengua. D irección actual: Academia Nació en Quito en 1894. Especialista en
Cubana, estudios clásicos (latín y griego), ba he­
cho ediciones críticas de Virgilio y de
la .
habana

Sófocles. Numerario de la Academia


D O M IN IC A N A (R E P .) Ecuatoriana de la Lengua desde 1952,
pertenece asimismo a la Academia Co­
B O N E L L Y , R a fa e l F. —Miembro de la lombiana (1947) y a la Mejicana (1955).
Delegación dominicana en el II Con­ D irección actual: Apartado 160. . q u it o

greso de Academias de Madrid, es aca­


démico electo de la Academia Domi­
nicana de la Lengua y autor de estu­ EL SALVAD O R
dios lexicográficos. D irección actual:
Academia Dominicana, c iu d a d .
t r u jil l o
, E nrique. —El actual director
de la Academia Salvadoreña nació en
córdova

r o d r íg u e z D E M O R izi, E m ilio . —Nació 1871. Fué profesor de Derecho Penal,


en Santo Domingo en 1908. Hizo estu­ rector de la Universidad de El Salva­
dios de Leyes, y ejerce función docente dor y subsecretario de Relaciones Ex­
superior. Está especializado en cuestio­ teriores. Representó a su patria en el
nes de historia, literatura, filología y Congreso de Academias de Méjico, y
folklore. Es autor de varias obras de actualmente ocupa el cargo de abogado
historia literaria y cuenta con una edi­ consultor del Banco Central y el de
ción de poesía popular dominicana. director del Banco Salvadoreño. D irec
Académico de la Dominicana de la ció n actual: Avenida Olímpica, Colonia
Lengua. D irección actual: Mercedes, 81. Escalón, .sa n sa lva d o r
CIUDAD T R U JIL L O .

, M a n u e l A lfo n so . —Médico-
cirujano por la Universidad de El Sal
fagoaga

ECUADOR vador, es graduado asimismo por la Uni­


versidad berlinesa de Humboldt y alum­
barrera Q U I Ó , Isaac J. —Nació en
r s no de la de Hamburgo. Catedrático de
1884. Es profesor de Enseñanza Secun­ Patología general, Tisiologia, Filosofía
daria, individuo de número de la Aca­ biológica y Antropología, fué secretario
demia Ecuatoriana de la Lengua y di­ de la Facultad de Humanidades y con­
rector de la Academia Ecuatoriana de sejero de la Universidad de El Salva­
la Historia. Titular de la Casa de la dor. Es autor de numerosas obras de
Cultura Ecuatoriana, ha publicado vein­ carácter médico y miembro de la Aca­
te volúmenes, entre los que destaca la demia Salvadoreña de la Lengua y co­
H isto ria d e la literatura ecuatoriana, en rrespondiente de la de Historia. D i­
cuatro tomos. Es colaborador de E l Co- rección actual: Calle Lara, 66.
m ercio , d e Quito. D irecció n actual: Ca­
­
sa n sal

rrera Esmeraldas, 135.


vador.
.
q u it o

r iv a s , A lb erto . —El secretario


b o n il l a

.—
CEV A LLO S, G u illerm o actual de la Academia Salvadoreña de
Nació en Quito en 1892. Bachiller en la Lengua nació en 1891. Es doctor en
bu sta m a n te

Humanidades, fué ministro de Educa­ Medicina y profesor de diversas disci­


ción Pública en 1940, y ocupó diver­ plinas médicas, entre ellas de Historia
491
de la Medicina. Fué decano de la Fa­ GU ATEM ALA
cultad de Humanidades de la Universi­
dad de El Salvador. D irección actual: BELTRA N EN A S IN IB A L , L u is. —Nació en
Academia Salvadoreña de la Lengua. Guatemala en 1898. Catedrático de va­
rias disciplinas en la Universidad de
San Carlos. Fué fundador y primer do-
SA N SALVADOR.

cano de su Facultad de Economía. Ac­


tualmente es secretario de la Academia
Guatemalteca de la Lengua. D irección
actual: 5.a Calle, 2-33. G , 1.
F IL IP IN A S
uatem ala

, A n to n io . —Nació en B O N IL L A -R U A N o, 3osé María. —Nació en


Baridi Cebú (Filipinas) en 1894. Bachi­ Jalapa
abad m ercado

(Guatemala) en 1889. Profesor


ller Superior en Arte por la Universi­ de Educación, licenciado en Ciencias
dad de San Carlos, de Manila, es pro­ y Letras y catedrático de Castellano de
fesor y jefe del Departamento de Es­ la Universidad Nacional en sus Cursos
pañol de la Universidad de Filipinas, y de Verano. Fué director de la Escuela
durante muchos años ha realizado una
intensa campaña en favor del Español Normal rácter
Central. Autor de obras de ca­
didáctico y lingüístico, entre las
en su país hasta conseguir que la Cons­ que destacan N ociones
titución de Filipinas incluyera en su gua castellana y R eseña prácticas d e len­

legislación una ley por la cual el Espa­ D irección actual: Avenidalexicográfica.


ñol pasaba, con el Inglés, a ser el idio­ tlán, 19-23 (Zona 12). G de Amati-
ma oficial filipino. En épocas críticas uatem ala .

para la Lengua española formó parte , F lavio. —Miembro de la De­


del diario L a O p in ió n , impreso en cas­ legación guatemalteca
tellano. Desde donde continuó su cam­ de Madrid, es individuoendeelnúmero Congreso
h errera

paña prohispanista. Es “Premio Zóbel” la Academia Guatemalteca de la Len­ de


de Literatura (1929) y de la Manco­
munidad filipina (1940), y autor de E l gua. de su
Colabora en periódicos y revistas
país y es autor de varias obras
E spañol. L en g u a je y gram ática fu n c io ­
nal, libro de texto en la Universidad
de crítica. D irección actual: Academia
Guatemalteca de la Lengua,
de Filipinas y en otros centros de en
cuatem ala .

señanza. D irección a c t u a l : T. 1.004, A driá n . —El director


área I, Campo Universitario, Diliman. de la Academia Guatemalteca
r e c in o s a v il a

de la Len­
CIUDAD Q U E Z O N .
gua nació en Antigua Guatemala en
1886. Es licenciado en Derecho, ex mi­
c ó m e z , G u illerm o . — El jefe de la De­
nistro de Relaciones Exteriores, y ha re­
legación filipina en el Congreso de Aca­ de Francia, aEspaña,
presentado su país en las Embajadas
Italia y EE. UU. Es
demias de Madrid es director de la Fi­ presidente de la Sociedad de Geografía
lipina y uno de los más destacados e Historia. D irección actual: Quinta
defensores del castellano en las islas Avenida, 243 (Zona 1). G
orientales. D irección a ctu a l: E l D ebate. uatem ala .

m a n il a .

HONDURAS
—Bachiller
L o ren zo .
, E ufem iano. —El s e ­
Pérez Y TUELLS,
en Artes, dirige películas de carácter
cretario adjunto de la Academia Hon-
claros v á sq u ez

educativo y folklórico. Es profesor de


Español de la Universidad de Filipinas dureña es maestro primario, abogado,
y colaborador asiduo de E l D ebate, de profesor de Sociología educacional y
Manila. Es correspondiente asimismo de oficial mayor del Ministerio de Educa­
la Real Academia de Bellas Artes de ción. Es asimismo miembro de la Aca­
San Fernando, de Madrid. D irección ac­ demia de la Historia (A rg e n tin a ) y se­
tu a l: 529, second Street S. Beda Sub. cretario de la Sociedad de Geografía
M A N IL A . e Historia de Honduras. D irección ao·
492
Frimera Avenida. Casa de la So­ tado de “El español, en peligro”, y otra,
tu a i:
ciedad. TEG U C IG A LPA . D . C. igualmente atendida, sobre posibilidades
de una colaboración interacadémica. Di­
, Jorge F idel. —Graduado por rección actual: Academia Mexicana de
durón
el Instituto Nacional de Tegucigalpa y la Lengua, . . m é x ic o d f

por la Universidad de Loyola, de Nue­


va Orleans (Luisiana, EE. UU.) y agre­ J , Julio . —Individuo de
gado a la Facultad de Ciencias Políti­ número de la Academia
cas y Sociales de la Universidad de la Lengua, ha tomado parteMexicana de
im é n e z rueda

Honduras. Fue rector de este centro y bajos de la Delegación de su país en en los tra­
presidente del Consejo Superior Uni­ el Congreso de Academias de Madrid.
versitario Centroamericano. Presidente Asimismo ha sido secretario de la se­
de la Comisión Nacional de la Unesco. sión plenaria del Congreso celebrada el
Dirigió también el Instituto Hondureño 1 de mayo. D irección actual: Academia
de Cultura Hispánica. Es actualmente
vicedirector de la Academia Hondurena Mexicana de la Lengua, . . m é x ic o d f

de la Lengua y pertenece a la Sociedad


de Geografía e Historia de Honduras , A lfo n so . —El renombrado au­
y al Instituto Panamericano de igual tor de ¡N o ved a d e n la A ca d em ia ! no
ju n c o

nombre. D irección actual: Academia precisa de larga semblanza, aunque la


Hondurena de la Lengua. T ­ suya esté preñada de creaciones impor­
e g u c ig a l
pa . . c.
d tantes. Su actividad en el Congreso de
Madrid, tanto en las sesiones generales
, L u is. —Nació en 1875. como en las de su Comisión y en el
Hizo estudios jurídicos y pedagógicos. seno de la Delegación mejicana, se ba
landa escobar

Catedrático de Ciencias Físicas y Na­ reflejado fecundamente en las resolu­


turales, ha escrito obras didácticas re­ ciones de la Asamblea. Sus agudas ob­
lativas a las ciencias naturales. Es teso­ servaciones a las N u eva s N o rm as ban
rero de la Academia Hondurena de la sido recogidas en el apartado corres­
Lengua. D irección actual: Avenida de pondiente de este mismo número. D i·
Colón, 73. TEGUCIGALPA. rección actual: Academia Mexicana d
la Lengua, . m k x ic d f

ló pez , Julián. —El secretan


p in e d a

perpetuo de la Academia Hondurena CiA , Francisco. —Naci


de la Lengua nació en Ciudad de Gra en Méjico enCA R1894 Es doctor en Le­
m onterde

cias (Honduras) en 1882. Es doctor en tras y académico numerario


Derecho y director del diario E l D ía. jicana de la Lengua. Ejerce dela lacritica Me­
Ejerce función docente en la Universi­ literaria en la R evista d e la U niversidad
dad de Honduras. Ha sido jefe de la d e M éjico Al Congreso de Madrid pre­
Delegación hondurena en el Congreso sentó una ponencia sobre una política
de Madrid. D irección actual: Academia de abaratamiento del libro entre los
Hondurena, . . .
t e c u c ic a l p a d c
países hispánicos. D irección actual: Tux-
pán, 91. 7. . . m é x ic o d f

M E JIC O
- , A r te m io de. —Cronista
v a l l e a r iz p e

, —El jefe de
A lb e rto M aría. de la Ciudad de México y académico
la Delegación mejicana en el Congre­ de número de la Mejicana de la Len­
carreño

so de Madrid es secretario de la Aca­ gua, es autor de obras de investigación


demia Mexicana de la Lengua y uno histórica, de cuentos tradicionales y le­
de los lexicógrafos más destacados de yendas y sucedidos del Méjico virrei­
Hispanoamérica, autor de numerosas nal. Colabora asiduamente en E l UnU
obras. En el Congreso matritense pre­ versal, de Méjico. Es doctor en Dere­
sentó una ponencia, aprobada, sobre cho. D irección actual: Calle de Arte­
“La lengua española en Filipinas”, re­ mio de Valle-Arizpe, 16. Colonia del
producida en este número en el apar­ Valle, .
m é x ic o

493
N IC A R A G U A vega bolaños , A n d rés. —El actual em­
bajador de Nicaragua en Madrid per­
, A d o lfo . —Graduado por tenece como individuo de número a la
Academia Nicaragüense de la Lengua.
-
el Instituto Pedagógico de Managua,
calero orozco

hizo estudios en la “Catholic Universi· En sus largos años de estancia de Ma­


ty of America”, de Washington, donde drid ha realizado una efectiva labor de
siguió cursos de Filosofía, Sociología e intercambio cultural entre España, su
Historia de la Educación. Profesor de país y las naciones hispánicas. D irec­
Literatura española en el “Catholic Sis­ ció n actual: Embajada de Nicaragua.
ters College”, fue más tarde inspector Calvo Sotelo, 37. M . a d r id

de Instrucción Pública en su país. Es


socio fundador del “Taller de San Lu­ ycaza T IG E R IN O , Julio. —Conocido en

cas”, y desde 1954 es miembro de la América por sus estudios de Sociolo­


Academia Nicaragüense de la Lengua. gía y por eus trabajos literarios sobre
D irección actual: Academia Nicaragüen­ Rubén Darío, pertenece al distinguido
se de la Lengua. M grupo de intelectuales nicaragüenses
(Cuadra, Coronel Urtecho, Martínez Ri­
anagua .

, P ablo A n to n io .— El
vas, Cardenal, Mejía Sánchez) que han
celebrado poeta y escritor nicaragüense,
cuadra cardenal
potenciado durante los últimos diez
personalidad cultural de signo hispá­ años la cultura hispánica en España y
nico muy acusada de nuestro tiempo, en América. Es miembro de número
pertenece como individuo de número a de la Academia Nicaragüense de la
la Academia Nicaragüense de la Len­ Lengua, en la que ingresó con un dis­
gua. Fundador del “Taller de San Lu­ curso sobre los sonetos de Rubén. En
cas”, su obra poética y literaria, sus el Congreso de Madrid ha tomado par­
conferencias y su intervención en Con­ te muy activa, siendo relator de la pri­
gresos y Asamhleas jalonan su ohra en mera Comisión. También intervino en
pro de la lengua castellana y su con­ los debates sobre las obligaciones pro­
tenido espiritual. D irección actual: Aca­ pias de cada Academia en el régimen
demia Nicaragüense de la Lengua. MA­ de Asociación interacadémica reciente­
mente recomendado por el II Congre­
NAGUA .
so. D irección actual: Academia Nica­
rom ero , R a m ó n . —El miembro de la
ragüense. M ANACUA.
Delegación nicaragüense en el Congre­
so de Madrid es académico y tesorero
de la Academia Nicaragüense de la PANAM A

Lengua. Autor de trabajos de crítica y , R icardo J. —El jefe de la De­


de creación literaria, colabora en pren­ legación
A

sa y revistas de habla española. D irec­ de Madridpanameña en el II Congreso


lfaro

ció n actual: Academia Nicaragüense.


es director de la Academia
de la Lengua de su país y destacado
MANAGUA.
estudioso panameño de los problemas
lingüísticos y literarios. Colabora en
- , José. —Nació en León
sa n só n ter á n numerosas revistas y publicaciones ame­
(Nicaragua) en 1919.· Es doctor en De­ ricanas. D irección actual: Academia Pa­
recho por la Universidad de Managua nameña de la Lengua,
y graduado en Diplomacia por la Uni­
. panam á

versidad de Harvard. Miembro de la , R icardo J. —Bachiller en


Academia Nicaragüénse de la Lengua Arquitectura por la Universidad de Ca­
berm údez

desde 1954, su discurso de ingreso ver­ lifornia del Sur (EE. UU.), ejerce como
só sobre “El interamericanismo y la arquitecto en el Ministerio panameño
evolución de la cultura”. Ha dado con­ de Obras Públicas. En 1945 es profesor
ferencias de Derecho internacional ame­ de Diseño Arquitectónico en la Uni­
ricano en la Sorbona y en las Univer­ versidad de Panamá y forma parte
sidades de Stanford, Tufts y George­ (1947-56) del equipo de arquitectos que
town. D irecció n a ctu a l: Academia Ni­ proyecta y construye la Ciudad Univer­
caragüense de la Lengua. M .
anagua sitaria. Miembro de la Academia Pana­
494
meña de la Lengua desde 1951, formó res, de Venezuela y de Bolivia. Es
parte de la Delegación de su país en miembro también de la Sociedad de
el Primer Congreso de Ácademias cele­ Historia y Geografía de Guatemala, del
brado en Méjico (1951). El mismo año Instituto Paraguayo de Cultura Hispáni­
es nombrado ministro de Educación Pú­ ca y de la Real Academia de Ciencias
blica, y actúa como jefe de la Dele­ Morales y Políticas de Madrid. Durante
gación de su país en el Primer Con­ largos años ha efectuado estudios de
greso Cultural Interamericano de Mé­ investigación en diversos archivos y bi­
jico. Es Premio Nacional de Poesía bliotecas del Paraguay, Argentina, Bo­
“Ricardo Miró”. D irecció n a ctu a l: Aca­ livia, Uruguay y Río de Janeiro. D i­
demia Panameña de la Lengua, . rección actual: Academia Paraguaya de
la Lengua,
pa n a m á

.
a s u n c ió n

is a z a , Baltasar. —Nació en
calderón

Natá en 1904. Premio extraordinario del


Doctorado de Filosofía y Letras (Sec­
ción de Letras) por la Universidad de PERU
Madrid (1934), siguió en España varios
cursos de Fonética y Literatura espa­ , V ícto r A n d rés. —Director de
la Academia Peruana de la Lengua y
belaúnde

ñolas. Profesor en diversos centros do­


centes de su país, desde 1936 a 1949 es jefé de la Delegación de su país en
catedrático de Lengua y Literatura es­ el Congreso matritense, nació en Are­
pañolas y de Lengua latina en la Uni­ quipa en 1883 e hizo estudios de leyes
versidad Nacional de Panamá. Decano y de ciencias políticas en la Universi­
de la Facultad de Humanidades (1943- dad limeña de San Marcos. Embajador
47), fué director de la revista F ilosofía en diversos países, delegado en la So­
y L etras. Fundador y primer presiden­ ciedad de Naciones y en la O. N. U., en
te de la Sociedad Panameña de Ami­ la que realizó una efectiva y brillante
gos del Arte. Es académico de la Pa­ labor de defensa de España en los mo­
nameña de la Lengua desde 1940 y mentos difíciles, es miembro corres­
autor de L a G ram ática y su s lim ita cio ­ pondiente de la Real Academia Perua­
n es y de numerosos ensayos pedagógi­ na de la Historia y del Instituto Ameri­
cos y crítico-literarios. D irección actual: cano de Derecho Internacional. Funda­
Apartado 1.259. dor y editor de E l M ercurio, de Lima,
su obra escrita es amplia en el campo
.
pa n a m á

n u i z V E R N A C C i, E n riq u e. —Miembro de
jurídico y de la sociología. Ediciones
la Delegación panameña en el Congreso Cultura Hispánica cuenta en su fondo
de Academias de Madrid, pertenece a con L a síntesis v iv ie n te (1950), en la
la Academia correspondiente de la Len­ que se ban reunido algunos ensayos
gua en su país, en la que ocupa actual­ sobre filosofía de la cultura. Destaca
mente el cargo de tesorero. D irección asimismo E l P erú bajo el rég im en d e
actual: Academia Panameña, la C onstitución d e 1860. En el II Con­
panam á .
greso desarrolló intensísima labor, par­
ticularmente en la V Comisión en el
aspecto de la aprobada Convención de
PARAGUAY Academias. D irección actual: Academia
ch av es, J u lio —Presidente de
César.
Peruana, . l im a

la Delegación paraguaya en el Congre­


so, nació en Asunción (Paraguay) en J B O R JA , José. —Miembro de la
1906. Licenciado en Leyes (1929), ejer­
im é n e z

Delegación peruana en el Congreso de


ció la enseñanza, entre otras, en las Academias de Madrid, pertenece a la
cátedras de Historia de América, Dere­ de su país, en la que en la actualidad
cho Civil e Historia del Paraguay. Per­ ejerce el cargo de secretario, bajo la
tenece a la Academia Paraguaya de la dirección de Belaúnde. Es autor de nu­
Lengua, a la de Ciencias Históricas, merosas publicaciones de carácter lin­
Políticas y Sociales; a la Academia güístico y literario. D irección actual:
Nacional de la Historia de Buenos Ai­ Academia Peruana de la Lengua, .
l im a

495
, G u illerm o . —Miembro toria y de la Puertorriqueña de la Len­
de la Comisión Permanente creada por
h o y o s o so res

gua, de la que es fundador y -fué su


el Primer Congreso de Academias de primer secretario. Pertenece al Institu­
la Lengua, celebrado en Méjico, ha ocu­ to Puertorriqueño de Cultura Hispáni­
pado el cargo de relator general en el ca. D i r e c c i ó n actual: Apartamientos
II Congreso de Madrid. En este mismo San Cristóbal (apto. 411). Apartado de
número se recoge su relación de las Correos 667. .
actividades de la Asamblea. Es indivi­
san ju a n de puerto r ic o

duo de número de la Academia Pe­ , W áshington. —Nació


ruana y actuó igualmente como miem­ É É
llor ns llor

en Ponce (Puerto Rico) en 1896. Proce­


n s

bro de la Delegación en el Congreso dente del campo de las ciencias quí­


matritense. D irección actual: Academia micas (es encargado del Laboratorio
Peruana, . l im a
Químico General de Puerto Rico y pre­
sidente de la Junta Examinadora de
Farmacia), cultiva la lexicografía y la
crítica y la creación literarias. Es aca­
P U E R T O R IC O
démico numerario de la Puertorrique­
ña de la Lengua. D irección actual:
, José S. —Nació en Do­ Apartado 2.068.
rado (Puerto Rico) en 1886. Profesor
a l e g r ía sa n to s sa n ju a n de pu erto

de Instrucción Pública (1902) y licen­


. r ic o

ciado en Leyes (1908). Fué presidente


de la Sociedad Puertorriqueña de Pe­ URUGUAY
riodistas, fundador de la revista V ida
M oderna y director de P u erto R ico , A d o lfo .