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O moderno dispensacionalismo sistemático chega à casa dos duzentos anos de expressão e

desenvolvimento. Vivemos um momento em que o dispensacionalismo e alguns de seus conceitos têm sido
propagados e adotados por grupos de diferentes tradições religiosas. Isso não é surpresa, pois nossa época
se caracteriza pela anti-sistematização e pelo ecletismo na área do pensamento. Talvez a grande surpresa
para alguns seja o fato de que o dispensacionalismo se desenvolveu e difundiu, durante os seus primeiros 100
anos, entre aqueles que se mantiveram na tradição calvinista reformada. Somente de 75 a 50 anos para cá é
que o dispensacionalismo e algumas de suas convicções se propagaram, de modo significativo, fora da órbita
do calvinismo.

Definições

Antes de prosseguirmos, preciso estabelecer definições funcionais do que quero dizer com calvinismo e
dispensacionalismo. Em primeiro lugar, ao mencionar calvinismo me refiro, principalmente, ao sistema
teológico relacionado à doutrina da graça ou calvinismo soteriológico. Incluem-se nessa categoria o calvinismo
estrito e o modificado (i.e, o calvinismo de cinco pontos e o de quatro pontos, respectivamente). Refiro-me
àquele aspecto do calvinismo que trata da natureza decaída do ser humano e da graça eletiva de Deus.

Em segundo lugar, ao mencionar dispensacionalismo, faço alusão ao sistema teológico desenvolvido por J. N.
Darby que deu origem à sua moderna ênfase na interpretação literalcoerente; na distinção entre o plano de
Deus para Israel e o Seu plano para a Igreja; normalmente, no Arrebatamento pré-tribulacional da Igreja antes
da septuagésima semana de Daniel; no pré-milenismo; e na multiforme proeminência da glória de Deus como
o propósito final da história. Nisso se incluem alguns que, tendo adotado tal sistema, talvez parem, de repente,
de crer no pré-tribulacionismo. O foco da atenção deste artigo é o pré-milenismo dispensacionalista.

A lógica teológica

Em concordância com o ímpeto calvinista de olhar teocentricamente a história, creio que o pré-milenismo
dispensacional propõe o mais lógico final escatológico dos decretos soberanos de Deus quanto à salvação e à
história. Visto que os pré-milenistas dispensacionais consideram as promessas divinas, tanto a da eleição de
Israel quanto a da eleição da Igreja, como incondicionais e certas no seu futuro cumprimento, tal convicção é
lógica e coerente com a Bíblia. Um teólogo aliancista diria que a eleição de Israel era condicional e temporária.
Muitos calvinistas são teólogos aliancistas que acreditam na incondicionalidade e irrevogabilidade da eleição

nas quais o pré-milenismo parece se basear. ao passo que o plano de Deus para a salvação no âmbito da Igreja é. que vem a ser uma aplicação coerentemente lógica da vontade soberana de Deus nas questões humanas. a fim de formar um sistema diferente que.4 “Em suma”. “podemos dizer que aquilo que os pré-milenistas simplesmente afirmam ser o macrocosmo.[6] Apesar disso. os pré-milenistas dispensacionais entendem ambos os atos como uma expressão soberana do plano divino na história. comenta Kellogg. o que proporciona uma resposta parcial para a questão do dispensacionalismo ter se originado do útero reformado.[2] Ele prossegue: “é evidente que as pressuposições antropológicas. Darby e aqueles que faziam parte do Movimento dos Irmãos. Não há nada mais acentuado do que a constante insistência dos pré-milenistas de que [.[7] Darby e o Movimento dos Irmãos O dispensacionalismo sistemático moderno desenvolveu-se nos idos de 1830 por J. a maioria dos adeptos vinha de um ambiente calvinista. em última análise.[5] Isso não quer dizer que dispensacionalismo e calvinismo são sinônimos. conclui Kellogg. um ato soberano dEle. A esmagadora maioria de homens envolvidos nos movimentos de conferências bíblicas e proféticas endossava declarações de fé calvinistas”. Estes entendem que o plano divino para Israel está condicionado à escolha humana. missionário e educador presbiteriano. Enquanto isso.[1] Sua utilização do termo “agostiniano” é uma nomenclatura mais antiga para o termo “calvinista”. “pode-se dizer acertadamente que as relações lógicas do pré-milenismo o aproximam mais intimamente do sistema agostiniano do que de qualquer outro sistema teológico”. O calvinismo comum declara a completa impotência do indivíduo quanto à sua auto-regeneração e auto-redenção”. Kellog salienta as diversas áreas nas quais o calvinismo e o pré-milenismo são teologicamente unânimes. durante seus primeiros 100 anos. “O pré-milenismo pressupõe uma antropologia fundamentalmente agostiniana. o dispensacionalismo de fato se desenvolveu dentro da comunidade reformada e. Não há simetria em tal lógica. ainda é preciso assinalar-se que as afinidades teológicas básicas do dispensacionalismo são calvinistas. Eu simplesmente argumento que o dispensacionalismo é compatível com certos elementos do calvinismo.[3] Kellogg fundamenta que “a afinidade agostiniana da escatologia pré-milenista fica mais evidente. importantes elementos calvinistas do século XVII no dispensacionalismo moderno. escreveu sobre a lógica entre o calvinismo e o “pré-milenismo futurista moderno”. Kraus chega à seguinte conclusão: “Levando tudo isso em conta. por certo. é completamente estranho ao calvinismo clássico.] a atual dispensação é estritamente eletiva”. . Norman afirma: Há.. “Porém. que em sua época (1888) era essencialmente dispensacional. pastor. os agostinianos em geral declaram ser o microcosmo”. em muitos aspectos. devem trazer consigo uma soteriologia semelhante”. em geral”.. N.dentro da Igreja. mas estes elementos foram combinados com ênfases doutrinárias provenientes de outras fontes. Samuel H. C. Kellogg.

O julgamento baseia-se nas obras. Darby. Mártir e pelo bispo Jewell.[12] Em virtude de crer na escravidão do pecado. Rowdon. na Suíça. sem exceção. quando algumas doutrinas reformadas foram criticadas dentro da igreja a que outrora servira. nenhuma pessoa que.[10] Em sua “Letter on Free-Will” (i. sobre o conteúdo em questão. Newman convidou o Sr. G.[14] Noutra ocasião. para a eterna salvação. para alegria da Igreja Livre da Suíça”. Darby para ir a Oxford: um momento memorável por sua refutação pública dos argumentos levantados pelo Dr. que eu conheça. Chafer e o Seminário Teológico de Dallas . pelo Seu conselho que nos é secreto. J. quando seu irmão. G. H. Ele decretou firmemente salvar dentre a raça humana aqueles que escolhera em Cristo. que começava sua associação com o movimento. relata H.[8] Isso ecoa nas palavras de um dos fundadores dos Irmãos. prossegue Darby. Burton que rejeitavam as doutrinas da graça defendidas pelos reformadores e sustentadas não somente por Bucer. Livre-arbítrio é um estado de pecado”. e apresentá-los. “mas. por meio do qual. como vasos de honra. a salvação e a glória são fruto da graça”.[17] Darby afirmou: De minha parte. “Darby assinalou sua aprovação do artigo XVII”. filosófica e moralmente falando. manteve sua crença na graça soberana como condição para a salvação: O desdobramento desse princípio da graça soberana é tal que sem ele ninguém seria salvo. Um dos biógrafos de Darby. Darby foi convidado para ir à cidade de Calvino.[13] Outra evidência do calvinismo de Darby é que ele. consiga um dia ter vida. historiador do Movimento dos Irmãos. por seus próprios esforços. “incluso nos trinta e nove artigos da declaração doutrinária da Igreja Anglicana”. Talvez possa dizer que se trata da mais sábia e condensada declaração humana.[15] Darby foi condecorado pelos líderes de Genebra com a medalha de honra ao mérito. W. George. Turner. W. E. Praticamente todos esses homens procediam de igrejas cuja soteriologia era calvinista.[16] E ainda. registrou a sua defesa no debate ocorrido na Universidade de Oxford: Foi numa data mais remota (acredito que em 1831) que F.[11] “Creio que devamos nos apegar à palavra”. e acredito que todos os amigos com quem se associara em Dublin. o livre-arbítrio é uma teoria falsa e absurda. Darby e aqueles que faziam parte do Movimento dos Irmãos. disse: “pois suas convicções decididamente se tornaram mais calvinistas. Estou plenamente satisfeito em interpretá-lo em seu sentido literal e gramatical. por intermédio de Cristo.[18] Scofield. N. P. pois não há quem entenda. “Em se tratando de teologia”. “os primeiros Irmãos eram unanimemente calvinistas”. “Se Cristo veio salvar o perdido. Turner declara que “ele refutou o ‘perfeccionismo’ de John Wesley. escrevendo a seu respeito.e. que trata da eleição e predestinação. antes que os fundamentos do mundo fossem estabelecidos. foi convidado por calvinistas não-dispensacionalistas para representá-los na defesa do calvinismo.O dispensacionalismo sistemático moderno desenvolveu-se nos idos de 1830 por J. o livre-arbítrio não tem mais razão de ser”. Bellet.[9] Qual era a posição de Darby nessa questão? John Goddard comenta que Darby “cria na predestinação de indivíduos e rejeitava o esquema arminiano de que Deus não predestinou aqueles que de antemão sabia que se conformariam à imagem de Cristo”. Genebra. não há quem busque a Deus. em sã consciência. eram desta posição”. Darby deixa claro que rejeita esse conceito. logicamente. mas também pelos artigos IX-XVIII da Igreja Anglicana. pelo menos em duas ocasiões. reputo como sábio o artigo XVII. a fim de fazer uma defesa do calvinismo. Creio que a predestinação para a vida é o propósito eterno de Deus.. “Carta Sobre o Livre-Arbítrio”).

a soberania de Deus [. Com exceção da escatologia. Entretanto.T. doutrinas como.). Em seguida. “os dois oraram juntos e Chafer dedicou a sua vida inteira ao estudo e ao ensino da Bíblia”. à semelhança de Chafer. a graça irresistível e a perseverança dos santos”. A Bíblia de Scofield com Referências é considerada por muitos como a ferramenta mais eficaz na disseminação do dispensacionalismo nos Estados Unidos. Scofield disse a Chafer que seus dons relacionavam-se mais com a área de ensino do que com a de evangelismo na qual este tinha atuado.[20] Conseqüentemente. foi discipulado por James H. Esses dois homens eram claramente . John Hannah menciona que “é impossível entender Chafer sem que se perceba a profunda influência de Scofield”. Chafer é teologicamente parecido com os expoentes da teologia de Princeton. A Bíblia de Scofield com Referências é considerada por muitos como a ferramenta mais eficaz na disseminação do dispensacionalismo nos Estados Unidos. seu ministério se desenvolveu num contexto calvinista. Griffith-Thomas também desempenharam um papel importante na sua fundação. Jeffrey Richards descreve as características teológicas de Chafer mencionando que “têm muito em comum com toda a tradição reformada. “Chafer sempre comparava esse relacionamento ao de pai e filho”.] a depravação total da humanidade.[23] Scofield e Chafer foram dois dos maiores dispensacionalistas americanos e ambos desenvolveram sua teologia a partir de um contexto reformado.[21] Na realidade. primeiramente. C. Fred Lincoln descreve a obra de Chafer intitulada Systematic Theology (Teologia Sistemática – publicada em português pela Editora Hagnos. Scofield foi a maior influência no desenvolvimento teológico de Chafer. Foto: C.. escreveu um dos melhores comentários sobre Os Trinta e Nove Artigos (de Fé) da Igreja Anglicana. como “completa. de modo semelhante. N. I. a eleição. Reconhecia. I. o Seminário de Dallas causou um impacto de proporções globais a favor do dispensacionalismo. tais como Warfield. Seu principal fundador foi Chafer.. era presbiteriano. Brookes em Saint Louis.[19] Scofield se converteu a Cristo na meia-idade e. Scofield é conhecido por sua Bíblia de Estudo e Chafer pela publicação de sua Teologia Sistemática e pelo Seminário Teológico de Dallas. Hodge e Machen.[22] Tal relacionamento originou-se do aprendizado de Chafer sob a tutela de Scofield na Conferência de Northfield e da transformação de vida incentivada pelos estudos de Scofield à frente da Primeira Igreja Congregacional de Dallas nos primórdios de 1900. Foi ordenado ao ministério da Primeira Igreja Congregacional de Dallas em 1882 e transferiu suas credenciais ministeriais para a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos em 1908. por exemplo. Scofield (1843-1921). calvinista. pré-milenista e dispensacionalista”. Griffith-Thomas. William Pettingil e W. Lewis Sperry Chafer (1871-1952) e o Seminário Teológico de Dallas (fundado em 1924) foram importantes veículos na propagação do dispensacionalismo nos Estados Unidos e no mundo. Scofield. um anglicano.[25] Desde a sua fundação em 1924 com o nome The Evangelical Theological College (mudado em 1936 para Dallas Theological Seminary).[26] que até hoje são largamente utilizados por anglicanos e episcopais conservadores. Os Trinta e Nove Artigos são fortemente calvinistas. Tanto Scofield quanto Chafer eram pastores ordenados pela Igreja Presbiteriana. Pettingil. H.[24] C.

escrevendo a um pastor presbiteriano. “o Seminário Teológico de Dallas. nem mais ajustada.[35] O desenvolvimento do dispensacionalismo no pós-guerra Os movimentos fundamentalista/evangélico e pentecostal/carismático se alastraram rapidamente pelos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial e o dispensacionalismo. Muitas pessoas nascidas durante o “baby-boom” do pós-guerra .[29] Além disso. Kraus explica: Alguns professores declararam explicitamente que o pré-milenismo era um escudo de defesa contra a teologia racionalista. O comitê decretou que o dispensacionalismo não se harmonizava com a confissão de fé da igreja. quando se referia ao corpo docente do Seminário. do Seminário Teológico de Westminster. e os pentecostais descobriram no dispensacionalismo uma ocasião para o derramamento do Espírito num dia de “chuva serôdia” antes da Segunda Vinda. que eu saiba. e cada vez mais.[30] Visto que muitos dos primeiros formandos de Dallas ingressaram no ministério presbiteriano. por inteiro. Chafer fez uma observação de que quase todos eram procedentes de igrejas presbiterianas das regiões Sul e Norte do país”.[34] Até esse ponto na história. Timothy Weber faz a seguinte observação: Em tempo. Chafer afirmou: “Eu me alegro em afirmar que não existe instituição. Graves. especialmente antes da Segunda Guerra Mundial. que ultrapassava o âmbito do calvinismo. por exemplo. Contudo. estes foram repelidos pelos não-calvinistas até meados da década de 1920. J.[28] “Em 1925. o dispensacionalismo também teve seus adeptos dentro da tradição wesleyana.[33] um calvinista convicto. já na década de 1880. não é de se admirar a descoberta de que rudimentos teológicos normativos do dispensacionalismo tenham concorrido diretamente contra a ênfase da “Nova Teologia” em desenvolvimento.[32] Essa deliberação fez com que muitos ex-alunos do Seminário de Dallas deixassem seus ministérios em denominações de fé reformada e ingressassem no movimento de Igrejas Bíblicas independentes. se considerava calvinista. embora professasse firmemente ser uma instituição presbiteriana.calvinistas. R. mas também. foi deixado fora do movimento conservador presbiteriano dissidente”. Chafer declarou: “Você provavelmente sabe que somos calvinistas declarados em nossa teologia”. do que à atenção calvinista em explicar a obra soberana de Deus no decurso da história. Não era uma questão de serem ou não calvinistas na sua soteriologia. também cresceu rapidamente.[27] Numa carta escrita a Allan MacRae.[31] Em 1944. iniciou-se uma reação ao seu pré-milenismo dispensacionalista nos idos de 1930. O Seminário de Dallas. defendido pela Igreja Presbiteriana”. mais calvinista como um todo. aqueles que eram de tradição arminiana e wesleyana estavam mais interessados nas questões relativas à santificação pessoal no presente. Assim. quando elementos da teologia dispensacionalista começaram a ser adotados por alguns pentecostais numa tentativa de rebater a crescente ameaça do liberalismo. mas uma questão referente à sua escatologia. entre os pentecostais e outros grupos. não apenas no meio fundamentalista. O dispensacionalismo foi visto como uma resposta bíblica e conservadora ao liberalismo. os presbiterianos do Sul dos EUA emitiram o relatório de um comitê de investigação da compatibilidade do dispensacionalismo com a Confissão de Fé de Westminster. uma modesta penetração entre os batistas. Chafer caracterizou a escola como “plenamente de acordo com a fé reformada e sua teologia é estritamente calvinista”. a esse sistema de doutrina. Certa feita. Esse “relatório de 1944 foi o golpe que acabou com todas as espectativas futuras do pré- milenismo dispensacionalista dentro do presbiterianismo do Sul do país”. o surgimento da controvérsia fundamentalista-liberal na década de 1920 despertou um interesse pela defesa da Bíblia contra os ataques anti-sobrenaturalistas dos críticos liberais. No final da década de 1930. Um aumento na aceitação do dispensacionalismo Ainda que o dispensacionalismo tenha tido. através de representantes como. num folheto de propaganda. Outros grupos radicais da denominação Holiness repercutiram as predições dispensacionalistas de declínio da ortodoxia e da consagração nas igrejas. por estar relacionado com tais movimentos.

como um rival da teologia aliancista.cresceram no ambiente de igrejas pentecostais e carismáticas tendo o dispensacionalismo e o Arrebatamento pré-tribulacional como parte de sua estrutura doutrinária. A provável razão pela qual a comunidade reformada tomou a dianteira na crítica da teologia dispensacionalista se encontra no fato de que o dispensacionalismo nasceu num contexto reformado.[37] Gerstner se opõe tão fortemente ao dispensacionalismo que se tornou cego para perceber a verdadeira natureza calvinista de tal teologia teocêntrica. Se alguém começa a repuxar ou esgarçar um único fio de linha.[39] Gerstner não pode anular o fato histórico de que o dispensacionalismo foi gerado em meio à mentalidade bíblica de uma teologia nitidamente teocêntrica. hoje em dia. nem lhes passava pela cabeça que o dispensacionalismo não era inerente às características específicas de sua teologia da restauração. É justamente pelo fato de que o dispensacionalismo penetrou em quase todas as formas de protestantismo. por um lado. apesar do seu sofisma nessa questão. Conclusão O dispensacionalismo é mais bem entendido como um sistema teológico que compreende Deus como o Soberano Governante dos céus e da terra e a história como uma lição na concretização da glória de Deus exibida tanto no céu quanto na terra. iniciado no final da década de 1930. O dispensacionalismo é mais bem entendido como um sistema teológico que compreende Deus como o Soberano Governante dos céus e da terra. Um exemplo típico dessa polarização verifica-se em livros como Wrongly Dividing The Word Of Truth: A Critique of Dispensationalism (“Manejando Mal a Palavra da Verdade: Uma Crítica ao Dispensacionalismo”) de John Gerstner. precisamos nos lembrar que a teologia da Bíblia é uma peça de roupa elaborada sem costura. talvez fiquem surpresos em conhecerem de onde procede a sua herança. Portanto. Tudo se sustenta em conjunto.[38] Parece que pelo fato de o dispensacionalismo ter se originado numa tradição reformada. admite que “o estranho no dispensacionalismo é que parece ter tido seus mais fortes defensores em igrejas calvinistas”. Entretanto. o expurgo do dispensacionalismo por parte do cristianismo reformado. Gerstner alega que ele e outros teólogos reformados levantaram “um forte questionamento sobre o dispensacionalismo e suas reivindicações calvinistas”. o homem como um vice-regente rebelde (junto com alguns anjos). Esse é o argumento de Gerstner. o tecido todo corre o risco de se desmanchar. quando o fundamentalismo não-calvinista se expandiu depois da Segunda Guerra. houve uma ruptura ainda maior dos distintivos dispensacionalistas em relação às suas raízes calvinistas. a história como uma lição . De outro lado. que muitos. Jesus Cristo como o Herói da história que salva algumas pessoas por Sua Graça. especialmente nos círculos batistas independentes. Em nossos dias de irracionalismo pós-moderno em que a virtude se constitui em NÃO verificar a coerência dos pontos da teologia de uma pessoa. Além disso. alguns querem dizer que não pode logicamente ser calvinista. foi plenamente concluído.[36] Enquanto. por aqueles que defendiam firmemente o calvinismo soteriológico.

14. pp. p. and Eschatology” (Dissertação de doutorado no Dallas Theological Seminary. England: The Paternoster Press. 19. L. f. Darby. Hammond. p. 9. Who are the Brethren and Does it Matter? Exeter. pp. “Premillennialism: Its relations to Doctrine and Practice”. 185. 253. NJ: Loizeaux Brothers. Darby. 21. p. publicado em The Collected Wrintings of J. The Promise of Dawn: The Eschatology of Lewis Sperry Chafer. John Nelson Darby: A Biography. 1926. Darby. 11. George Bellet. N. G. XLV. V. 8. 1971. p. 10. p. 25. 107-8. 1971. p. 15. 35. 18. V. 1948). 26. p. 22. p. Darby. N. “Letter on Free-Will”. Darby. Lanham.chamada. V. Darby. N. Turner. Dispensationalism. IL: InterVarsity Press. 59. 1057-8. 1888. 118-9. “Premillennialism”. N. 10. 45. 85. Crutchfield. 58. 7. 1958. p. 257. Kellogg. Holanda: H. MD: University Press of America. Dispensationalism in América: Its Rise and Development. 1971. 1992. Heijkoop. pp. George Bellet. Winschoten. . N. 237. Masters. MD: University Press of America. L. “The Doctrine of the Church of England at the Time of the Reformation”. pp. 20. 4. C. Goddard. Larry V. Memoir of the Rev. 2. n. p. Ibid. publicado em Bibliotheca Sacra. Ibid. segundo creio. W. procede exatamente do estudo bíblico e que reconhece Deus como Deus. Samuel H. “The Contribution of Darby”. “The Social and Intellectual History of the Origins of the Evangelical Theological College” (Dissertação de doutorado na Universidade do Texas em Dallas. Londres: J. 5. Who Are The Brethren. p. Rowdon. “Premillennialism”. “Premillennialism”. The Origens of Dispensationalism: The Darby Factor. 254. John Howard Goddard. John David Hannah. Winschoten. Kellogg. 186. 3. 1986. 256. 13. organizado por Daniel Reid. J.. A. N. p. Kellogg. p. J. p. publicado em The Collected Writings of J. 6. Jeffrey J. J. 1992. Richmond: John Knox Press. “Premillennialism”. Winschoten. Dictionary of Christianity in America. pp. 12. Londres: C. 86. 59. publicado em The Collected Writings of J. 16. 1991. “Notes on Romans”. 205-7. Holanda: H. p. Neptune. Kraus. 1990. L. Downers Grove. Weremchuk. p. 1989. Norman Kraus.com. 258-9.br) Notas: 1. Holanda: H. Eclesiology. Richards. “The Contribution of John Nelson Darby to Soteriology. (Thomas Ice - http://www. p.na concretização da glória de Deus exibida tanto no céu quanto na terra.. Rowdon. 41-2. citado em John Nelson Darby de Max S. V. Lanham. 17. 3 (A expressão em itálico é original). Prefácio. Kellog. 3. 1988. Heijkoop. Harold H. Kellogg. Heijkoop. O dispensacionalismo é uma teologia que. 23.

36. Ibid. 1948. Citado em Ibid. Weber. The Principles of Theology: An Introduction to the Thirty-nine Articles. 61 35. pp. pelo Seminário Teológico Tyndale..M. 28. Virginia (EUA). de Hannah. pelo Seminário Teológico de Dallas e Ph. 357-8. Citado em Ibid. 1991. Graves. p. 364. p. 200. p. p. p. 323... VIII. Grand Rapids: Baker Book House. Editor da Bíblia de Estudo Profética e autor de aproximadamente 30 livros. Thomas Ice é diretor-executivo do Pre-Trib Research Center (Centro de Pesquisas Pré- Tribulacionistas) e professor de Teologia na Liberty University. 27. p. Extraído do livro Entendendo o Dispensacionalismo Quem tem uma perspectiva divina do passado. W. Ibid. . Ibid.... de J. 37. 26. 32. 24. Gerstner. Ibid. Ele é Th. Ibid. Veja em The Work of Christ Consummated in 7 Dispensations. p. Brentwood. 105-47. Lincoln. 346. 6. 15. Ibid. TN: Wolgemuth & Hyatt Publishers. 34. 33. C. f. p. 30. R. 199-200. 25. Citado em Ibid. 23. Dallas: Dallas Seminary Press.D. H. 31.. p. Ele e sua esposa Janice vivem com os três filhos em Lynchburg. 3. Dispensationalism. 106. 29. 39. publicado em Systematic Theologyde Lewis Sperry Chafer. Griffith Thomas. Citado em “Origins of the Evangelical Theological College”. Kraus. Memphis: Baptist Book House. “Biographical Sketch of the Author”. John H. V. F. Thomas Ice é também um renomado conferencista. 38. “Premillennialism”. 1979 [1930].. n. pp. p. do presente e do futuro é capaz de saber o que Deus espera dele em todos os aspectos da vida. 1883. 346. Ibid. Wrongly Dividing the Word of Truth: A Critique of Dispensationalism.