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Texto
Carla Algeri

Edição e redação final
Aldo Schmitz

Capa
Caroline Schmitz

Nenhuma parte desta apostila pode ser reproduzida.
Aos infratores aplicam-se as sanções da Lei nº 9.610/1998.

Conforme a Lei nº 10.753/2003, para apostilas de concursos não é obrigatória a
adoção do número internacional padronizado (ISBN) nem a ficha de catalogação
para publicação.

Sumário

INTRODUÇÃO.................................................................................................... 5
PUBLICAÇÕES ORGANIZACIONAIS......................................................................6
JORNALISMO...........................................................................................................6
Um jornal ‘pra chamar de seu’.............................................................................7
O que são e para que servem as publicações jornalísticas...................................8
O que motiva uma organização a ter a sua mídia................................................8
Do jornalzinho ao conteúdo relevante para o público..........................................9
As mídias empresariais e suas características....................................................10
Perfil do jornalista nas organizações públicas e privadas..................................11
HISTÓRICO.............................................................................................................12
As primeiras publicações inseridas na transição gráfica....................................13
Jornais e revistas pioneiros no Brasil..................................................................14
Os motivos das publicações de empresas nos primórdios .................................15
Fatores que contribuíram para a expansão no País...........................................16
Do jornal de empresa à comunicação organizacional........................................16
MÍDIA DAS FONTES................................................................................................17
As ações estratégicas da mídia das fontes.........................................................18
Mídias das fontes: jornais, revistas, rádio, TV e internet...................................18
Semelhanças entre as mídias comerciais e das fontes.......................................19
FORMATOS.............................................................................................................20
O boletim informa e agrega os funcionários......................................................20
O jornal tem a ‘cara’ da organização..................................................................21
A newsletter é uma ‘carta’ a determinado público.............................................22
O jornal mural constitui a essência da comunicação interna.............................23
A revista divulga a organização..........................................................................24
Revista customizada: sob medida para um público............................................25
Os diários oficiais não chegam ao cidadão........................................................26
Manual, relatório, perfil, position paper etc.......................................................27
PLANEJAMENTO....................................................................................................28
Os 10 passos para o sucesso...............................................................................28
O público interno deve ser o primeiro a saber....................................................30
A internalização do público externo....................................................................30
A avaliação sistemática pelos leitores e conselho editorial................................31
PRODUÇÃO...........................................................................................................32
A pauta desencadeia a apuração das matérias.................................................32
A diversidade de fontes torna uma publicação atrativa.....................................33
A linguagem jornalística norteia a redação........................................................34
Os cuidados e o que evitar..................................................................................34
EDITORAÇÃO E PRODUÇÃO GRÁFICA................................................................36

.............44 A fotografia transmite emoção e informação.................45 Cada tipo de lente atende uma finalidade.........................................................................................................39 Os elementos da diagramação........47 IMAGEM................................................................................................................... 60 GLOSSÁRIO.............................................................................................................................................45 A versatilidade da fotografia digital.............57 Os acabamentos que tornam uma publicação interessante.......................................39 A tecnologia facilita a editoração..........................77 SIMULADO.......................................55 O papel ideal para cada tipo publicação...................55 A supremacia do offset como processo de impressão.........................................................................................................................................37 Princípios do design editorial..................................42 Os infográficos visuais.............................................................................................................. 63 QUESTÕES COMENTADAS..........................................................37 A importância do grid.............................................................................................................36 A base do leiaute.....................................................................................................56 Processos raros e alternativos de impressão..................................................................................................................................................41 INFOGRÁFICO .........................................................................44 FOTOGRAFIA.........................................................48 Os fundamentos da resolução e das cores.........................................50 TIPOGRAFIA..... DESIGN EDITORIAL..........................52 Os tipos são classificados pela sua anatomia.........................................................................................................................................................94 ...........49 Formatos de imagens e separação de cores...........................................................................................54 IMPRESSÃO E ACABAMENTO.....................................................................51 Cada tipo tem seu estilo e expressa ideias.................................................................................................52 A hierarquia e a harmonia entre os tipos..............................................................50 O backup e o tratamento digital de imagens...................................................................................................................................................58 REFERÊNCIAS.................................................................................................................................................................................................................................................................................42 A evolução e consolidação da infografia........................................43 Infográficos de arte e texto......... 82 GABARITO....................................53 A produção tipográfica aprimora e diferencia um impresso............................................

passíveis de inclusão nos concursos. Constam ainda 40 questões simuladas transcritas de concursos recentes (2009-2016). relativas ao conteúdo de conhecimento específico de concurso público em comunicação para jornalistas. é preciso estudar para aprender. Não basta ler. A autora do texto é a jornalista Carla Algeri. Atuou no Senai-SC. Esta apostila aborda temas recorrentes de publicações jornalística e editoração em concursos para jornalistas. Os assuntos abordados foram levantados em mais de 300 concursos para jornalistas (2001-2016) e outros introduzidos pela sua relevância nos estudos da mídia e do jornalismo. jornais A Razão e O Jornal e na cooperativa Copérdia. Queremos ajudar você a passar no próximo concurso. mestre em Jornalismo (UFSC). pós-graduada em Comunicação Integrada e Marketing (Unoesc) e graduada em Jornalismo (UFSM). A edição e a redação final é do jornalista e professor Aldo Schmitz. . além do processo de editoração na mídia impressa em geral. Realiza e examina provas de concursos para jornalistas.INTRODUÇÃO Este volume integra a série de apostilas de Concurso para jornalista. sendo 10 comentadas. a exemplos dos tipos e características das publicações editadas por organizações não-midiáticas. Ela é jornalista concursada do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). além de um amplo glossário e referências bibliográficas.

fontes e assessorias de imprensa. pois utilizam as técnicas e os saberes do jornalismo para validar os seus discursos. essa relação beira à chantagem. . embora afirme isenção e neutralidade. O espaço editorial na imprensa é escasso e cada vez mais disputado por uma infinidade de organizações.PUBLICAÇÕES ORGANIZACIONAIS Cada vez mais as organizações públicas e privadas criam as suas próprias mídias. Trata-se de uma imposição velada. Essas e outras dificuldades levam as organizações a editarem as suas próprias mídias. A quantidade de informações à disposição da mídia comercial é exponencialmente crescente. Especialmente as instituições públicas têm uma relação complicada de “amor e ódio” com a imprensa. essas organizações têm o poder e a capacidade de desenvolver conteúdos com atributos de notícia. por não encontrar espaço na mídia comercial ou para atender a estratégia de comunicação. dá cá”: “se anunciar eu falo bem. E por conta disso. em alguns casos. A mídia comercial tem sua principal receita nas verbas publicitárias. de “toma lá. enquanto o tempo para absorvê-las é mais ou menos constante. em geral acusada de tendenciosa. inclusive pela facilidade e baixo custo das mídias digitais (Bueno. eu bato”. 2014). JORNALISMO O jornalismo deslocou-se das redações para as organizações não- midiáticas. Por produzir fatos. Se não anunciar. que buscam no jornalista profissional a aptidão para transmitir suas informações aos seus públicos.

Ao tratar do tema. 2007). Home-organ. As denominações variam de acordo com o público a que se destina a publicação. Boletim. Essas mídias impressas e digitais apresentam várias nomenclaturas: Jornal de empresa. Lorenzo Gomis (2004) confirma que “os interessados produzem e fornecem os fatos” estabelecendo uma negociação de interesses e deslocando o jornalismo para quem “produz a notícia”. externo ou misto. CONCURSO PARA JORNALISTA | 7 Essa competência – em especial nas áreas do poder político. 1 Bueno (2009) . à capacitação das fontes jornalísticas e a fatores históricos e culturais. da economia e dos negócios – vai muito além da produção e circulação de fatos. Jornal mural. Também se credita esse fenômeno ao enxugamento das redações. “tem o poder de influenciar os sistemas e processos jornalísticos” (Chaparro. Um jornal ‘pra chamar de seu’ 1 O jornalismo que se pratica nas organizações não-midiáticas conceitua-se principalmente de jornalismo organizacional. Newsletter. House-organ. Jornal interno. se interno. empresarial e público. à proliferação de assessorias e agências de comunicação. Informativo. Veículo empresarial.

Revista customizada. O que motiva uma organização a ter a sua mídia As publicações jornalísticas públicas e empresariais. e boatos. CONCURSO PARA JORNALISTA | 8 Mídia da fonte. Cláudia Lemos e Rozália Del Gáudio (2011) revelam as principais finalidades de uma publicação jornalística organizacional: Ser um instrumento de informação. seus públicos prioritários: interno (funcionários. familiares. entidades ou órgãos públicos. a princípio. Fortalecer a imagem institucional da organização e os vínculos com seus públicos de interesse. a “rádio corredor” ou “rádio peão”. São dirigidas aos seus stakeholders. 1987). periódicos. publicados por empresas. fornecedores. . Evitar ruídos comunicacionais. O que são e para que servem as publicações jornalísticas As publicações jornalísticas organizacionais abrangem veículos impressos. sensibilização e fidelização. acionistas. Jornalzinho. seguem a função primordial do jornalismo em geral: informar. cidadãos etc. O propósito é “gerar consentimento e produzir aceitação no corpo social da organização” e no público externo (Torquato. Disseminar a cultura organizacional.) Gaudêncio Torquato (1987). ou seja. divulgação. terceirizados) e externo (clientes. Revista. de comunicação institucional. ou seja.

produtos. Educar: saúde e prevenção de acidentes. passatempo. mas exige profissionais capacitados e uma linha editorial alinhada aos propósitos da organização e aos interesses de seu público. testes. alguns ainda “não passam de clones falsos de jornais e revistas e que lhes faltam a alma. educação para o trabalho. assumem outras funções básicas. Do jornalzinho ao conteúdo relevante para o público Foi-se o tempo – embora persistam alguns casos – de publicações caseiras. quadrinhos. conhecimento sobre legislação. conquistas. Entreter: lazer. Integrar: promover a colaboração e o sentimento de pertencimento na organização. sem qualquer qualidade jornalística. curiosidades. mantendo os públicos coesos em relação ao objetivo comum. Embora perceba-se uma evolução gráfica (Nassar. objetivos. seus planos. 2005). 2000). o ‘ethos’ da atividade jornalística” (Bueno. a essência. na era da tecnologia da informação. palavras-cruzadas. Motivar: valorizar os públicos e fomentar um comportamento positivo e produtivo. CONCURSO PARA JORNALISTA | 9 Mas. denominadas de “jornalzinho” ou “house-organ”. “Jornais pressupõem jornalistas – lembra Mônica Alvarenga (2005) - e precisam chegar ao coração” de seus leitores. cada vez mais exigentes e cientes do que lhes é relevante. apontadas por Carlos Rabaça e Gustavo Barbosa (2014): Informar: notícias sobre a organização. essa ferramenta de comunicação segue importante. Aos poucos essas publicações adotam o conceito de comunicação . Em pleno século 21.

mural e publicações esporádicas (manual de integração. eletrônico (principalmente TV) e digital (intranet. perfil. Mais que divulgar a organização. Lemos e Del Gáudio (2011) traçam algumas características dessas mídias: Público: interno (funcionários. Periodicidade: varia de acordo com o tipo de publicação. atualidade (apesar dos bimestrais e trimestrais). podendo ser semanal ou mesmo diária. CONCURSO PARA JORNALISTA | 10 de conteúdo (branded content). Tipo: jornal. newsletter. bimestral ou até semestral. fornecedores) e misto2 (acionistas. 2 Alguns são chamados de “bombril”. em formato digital. externo (clientes. serviços e produtos. mas não atendem a nenhum (Alvarenga. boletim. Produção realizada por jornalistas da própria organização ou de agência especializada. direcionada aos interesses de seus públicos. . periodicidade (embora existam os “devezenquandário”). relatório). visual (mural). para que mantenha com ele um relacionamento efetivo. Plataforma: impresso. familiares). essa é uma forma de cultivar o público. blog). de “mil e uma utilidades”. newsletter. difusão. as publicações organizacionais. terceirizados. revista. Materiais impressos têm periodicidade maior. 2005). têm atualização mais ágil. apresentam características do jornalismo: universalidade. podendo ser mensal. segundo Torquato (1987). Linguagem: técnica de redação jornalística. suas atividades. dirigidos a todos os públicos. linguagem etc. position paper. franqueados). boletins informativos. informativo. As mídias empresariais e suas características Ao adotar as técnicas e procedimentos jornalísticos.

mas exacerbada no jornalista nessas organizações. no jornalismo organizacional a qualidade dos trabalhos jornalístico confunde-se com as exigências de qualidade da empresa ou instituição pública. pois. Daí a necessidade de um profissional capacitado que domine as técnicas nos processos e procedimentos jornalísticos. Habilidades de diagramação e edição: muitas vezes é o próprio jornalista o responsável pela diagramação. de alguém . Profundo conhecimento do processo de comunicação: nesse arranjo o assessor assume o papel de gestor da comunicação. necessita de boa circulação entre todos os públicos da empresa. Mônica Alvarenga (2005) e outros autores: Boa apuração e redação: qualidades inerentes a qualquer jornalista. CONCURSO PARA JORNALISTA | 11 Projeto gráfico: criação e produção obedecem às modernas do design. não preferir um em detrimento do outro. independente da área de atuação. mas também que atenda aos objetivos e interesses da organização. Conhecimento do objeto da organização. Equidade: equilíbrio nas pautas. a maioria dos jornalistas vinculados à comunicação de organizações públicas e privadas atua na produção de conteúdo para as mais variadas publicações. Qualidades que se espera do jornalista nessa configuração. para desempenhar seus serviços. por isso os requisitos de editoração na produção. Nessas mídias. Habilidade no relacionamento com pessoas: característica útil em qualquer profissão. encaminhamento e controle gráfico. os setores e assuntos mostrados. de seu propósito (órgão público) e sua estratégia no mercado (empresa). segundo Aldo Schmitz (2015). o leitor é tão exigente quanto na mídia tradicional. Perfil do jornalista nas organizações públicas e privadas Além de suas atividades na assessoria de imprensa. isto é.

o economista alemão Friedrich List (1789-1846) sugeriu a criação de um “jornal” para “instruir os trabalhadores sobre seus interesses” e em 1840. o envolvimento com a qualidade da comunicação fica apenas com a equipe da área. de 69 a 59 a. deram origem ao gênero “notícia de jornal”.C. se deve aos seguintes fatores: Os assessores têm pouca influência na gestão. o professor Peter Scheitlin (1779-1848) ganhou um concurso com a proposta de uma publicação para operários. a Acta Senatus e a Acta Diurna. na Suíça. Isso evita as improvisações que. HISTÓRICO Um passado distante antecede as publicações. a comunicação transparente. O mais remoto remete às cartas circulares da dinastia Han. para evitar a dicotomia: o assessor apresenta esforço e a organização espera resultado. CONCURSO PARA JORNALISTA | 12 que trabalha de forma estratégica e integrada.C. integrada e estratégica fica no discurso. espécies de jornal mural. em 202 a. segundo alguns autores. as políticas da área permanecem no papel (quando existem). relatando as suas atividades econômicas. consideradas por alguns como precursoras da propaganda e por outros. cartas manuscritas por comerciantes venezianos no século 16. Torquato (1987) conta que. Outra referência antiga é creditada ao imperador romano Júlio César. em 1834. do jornalismo. quando da invenção do papel na China. segundo Jorge Duarte e Graça Monteiro (2009). não se faz avaliação de resultados. As folhas de aviso (fogli d'avisi). . os dirigentes não assumem seu papel de liderança em comunicação..

ainda em circulação – desde 2013 apenas na versão on-line –. depois a rotativa (1864) e o linotipo. A partir de 1847 mudou de nome para New England Offering. dedicada à produção de material florestal. pelo fabricante de tecidos Karl Mez. durante o mandato. em Fribourg. também nos Estados Unidos. do sétimo presidente dos Estados Unidos. editada por um grupo de operários da Lowell Cotton Mills. The Mecanic: surgiu em 1847. “para o divertimento e a . B. The Globe: o percurso do house-organ (termo em desuso). mas não se converteu em periódico. Torquato (1987) e Maristela Mafei (2004) contam a história das publicações pioneiras nos Estados Unidos e Europa: Lloyd's List: considerada a publicação empresarial mais antiga. a publicação era destinada aos clientes. Alemanha. de 1840 a 1850. este criado pelo alemão Ottmar Mergenthaler. Bergmannsfreund (o amigo dos mineiros): primeiro jornal especialmente dirigido aos funcionários. Smith Company. mudou de nome para Protection e ainda subsiste. pela H. a impressão a vapor (1814). em Massachusetts. Andrew Jackson. Lowell Offering: primeira publicação regular de empresa. Friedensblatt für unser Haus (jornal da paz para a nossa casa): publicado no Natal de 1859. lançada em 1829. criada em 1692 por Edward Lloyd para informar as chegadas e saídas de barcos no porto de Londres. de 1829 a 1837. ao ser financiado pela empresa. em 1886. The Travelers Record: lançada em 1865 pela companhia norte- americana Travelers. CONCURSO PARA JORNALISTA | 13 As primeiras publicações inseridas na transição gráfica As publicações para os públicos interno e externo surgiram na transição gráfica dos tipos móveis de Gutemberg. como a publicação governamental pioneira. com uma tiragem de 50 mil exemplares.

editada pela cervejaria Antarctica. comercial e esportiva”. com o linotipo. revista semanal “literária. Hazell's Magazine: começou a circular em 1887. o jornalismo organizacional concorre com o processo de industrialização: dos primórdios até a década de 1940. em circulação a partir de 1870. em Daytona. A partir de 1888. Mas. os jornais de empresas começaram a surgir regularmente em vários países. da cidade de Herisan. CONCURSO PARA JORNALISTA | 14 instrução dos operários mineiros”. após o seu término. Boletim Light: criado em 1925. “em número e com prestígio cada vez maiores. Antarctica Ilustrada: em 1904. por uma entidade nacional de minas. Torquato (1987) e Andréa Fischer (2013) traçam a evolução histórica dessas publicações no País: Velocípede: revista pioneira. de Salvador (BA). . lançado em 1870. que durou três anos. houve uma verdadeira explosão” (Torquato. The Triphammer: considerado o primeiro jornal de empresa nos moldes atuais. Ilustrierte Hausfreund: revista mensal. da Casa Bazar 65. por uma indústria têxtil suíça. quando se tornou independente. em 1875. pela empresa britânica Hazell. por um grupo de empregados da empresa canadense Light. surgiu em 1885. 1987). Circulou como suplemento do Saarbrucker Zeitung até 1893. expansão na década seguinte e consolidação nos anos 1960. editado pela Massey Harris Cox. Watson and Linney. A Primeira Guerra Mundial provocou uma interrupção neste progresso. Ohio. na cidade alemã de Saarbruck. Jornais e revistas pioneiros no Brasil No Brasil. em São Paulo (atual AES Eletropaulo).

Teve vida-longa. Notícias Pirelli: revista lançada em 1956. Família VW (1963) da Volkswagen. Enfrentar a crescente concorrência na gênese do capitalismo. Os motivos das publicações de empresas nos primórdios Vários autores especialistas nessa área indicam alguns pontos que levaram as organizações a produzirem suas próprias mídias. . entre outras. pois a divisão do trabalho impedia a compreensão dos objetivos gerais da empresa. Panorama (1962) da GM. distribuída aos operários. principalmente nos Estados Unidos e Europa. como a Revista Ipiranga (1960). divulgando os próprios produtos e serviços. nos primórdios: Contrapor-se à crescente imprensa sindical. mantida por anúncios e assinaturas dos funcionários da Estrada de Ferro Sorocabana. Marcou época pela qualidade gráfica e estilo inovador de redação. Ferrovia: publicada pela Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. no ano de 1938. Atualidades Nestlé (1962). A partir daí proliferam vários jornais e revistas. de 1926. CONCURSO PARA JORNALISTA | 15 General Motors: revista da GM do Brasil. a partir do aprimoramento dos processos de impressão. Orientar os funcionários. com uma linguagem predominantemente ostensiva e contundente. principalmente nos anos 1960. Nossa Estrada: começou a ser publicada em 1929. Oferecer referências que facilitassem a integração de operários vindos do campo para o ambiente das fábricas. com várias alterações no nome. por ter influenciado um movimento de relações humanas no ambiente industrial brasileiro. considerada um marco.

impulsionada pela expansão da economia brasileira e para reduzir o peso de eventuais informações negativas na mídia. CONCURSO PARA JORNALISTA | 16 Fatores que contribuíram para a expansão no País Atrelado ao processo tardio da industrialização. a nova Constituição Federal. Com a redemocratização do Brasil a partir de 1985. Estes fatores. em áreas como meio ambiente. na década de 1960 cresce a atuação das assessorias de imprensa. somados à debandada dos jornalistas da mídia comercial para as organizações públicas e privadas. em maior número a partir da década de 1990. “trabalho desenvolvido com a expansão dos departamentos de relações públicas. Em 1967 foi criada a Aberje. originalmente denominada de . em 1990. especialmente em empresas multinacionais instaladas no País. A partir de 1970. e o Código de Defesa do Consumidor. que houve a necessidade de aprimoramento daquilo que é denominado de comunicação organizacional” (Godói e Ribeiro. foram instrumentos que impeliram as organizações ao diálogo. atuação social e eficiência dos órgãos públicos. que prevê o dever de informar e o direito à informação. o que levou ao desenvolvimento do jornalismo empresarial. qualidade de produtos e serviços. dotaram essas publicações de melhor conteúdo para interferir na esfera pública. Foi a partir das publicações empresariais da década de 1960. O cidadão e o consumidor passaram a demandar mais informações sobre as organizações e a prestação de contas à sociedade. dispara o número de jornais e revistas na área empresarial. utilizando as técnicas do jornalismo para conquistar espaço e legitimar os seus discursos. Do jornal de empresa à comunicação organizacional O surto industrial e o ingresso das multinacionais no Brasil contribuíram para a crescente disseminação do jornalismo organizacional. de 1988. 2009).

as organizações. que resultou no conceito que ele chama de “mídia das fontes”: No cenário da difusão de informação no Brasil. na Universidade de São Paulo (Torquato. Entre os meios de comunicação. Paulo. Assim. Associação Brasileira de Comunicação Empresarial . sem a mediação da mídia comercial. dominado por quem detém os meios de comunicação ou quem tem acesso a eles. novos veículos informativos são ofertados ao público por organizações profissionais. desponta um novo ator que se diferencia das tradicionais mídias. Torquato começou a construir o arcabouço teórico da área. O jornalista Francisco Sant’Anna (2009) fez um estudo aprofundado sobre essa questão. ao criar as suas próprias mídias. 3 Atualmente. 2010). Na Proal. sociais e inclusive por segmentos do Poder Público. encontram uma forma de chegar aos seus públicos de interesse. até que em 1973 defendeu a primeira tese de doutorado na América Latina sobre “jornalismo empresarial”. Uma análise mais profunda sobre estas mídias revela que elas são mantidas e administradas por atores sociais tradicionalmente vistos como fontes de informação. CONCURSO PARA JORNALISTA | 17 Associação Brasileira de Editores de Revistas e Jornais de Empresa 3. na época. por iniciativa e liderança do gerente de Comunicação da Pirelli. públicos ou privados. empreendida a partir de 1970 por Manuel Carlos Chaparro e Gaudêncio Torquato. A Proal foi a primeira agência brasileira especializada em jornalismo empresarial. o jornalista italiano Nilo Luchetti. sejam públicas ou privadas. recém-saídos da Folha de S. MÍDIA DAS FONTES A esfera pública é um espaço de disputa pela difusão de informações estratégicas e modos de pensar.

Algumas organizações mantêm agências de notícias especializadas para abastecer a imprensa tradicional com conteúdos prontos para serem divulgados. TV e internet Uma característica dessas mídias é seu alcance ao público em geral. revistas. Na visão de Sant'Anna (2009). elas passaram a se comunicar diretamente com o público em geral. os principais objetivos das mídias das fontes são: Obter espaço na transmissão de informações. a mídia comercial acabou perdendo o monopólio da informação. participando do processo de formatação da agenda midiática. nos moldes das revistas de bordo. Desempenhar um papel de contra agendamento. além da presença expressiva nas mídias digitais. como áudio e vídeo releases. sem a seleção de seus conteúdos pelos gatekeepers (selecionadores de notícias). por exemplo) e portais de notícias nas mídias digitais. . agora com suas mídias. Antes vistas apenas como fontes jornalísticas. rádio. Produzir seus conteúdos jornalísticos (newsmaking) e transmitir a um público de seu interesse. Falar diretamente à opinião pública. A produção de informação jornalística no Brasil. começou a dividir mercado e espaço pela atenção do público. telejornais e radiojornais (A Voz do Brasil. antes restrita às empresas midiáticas. jornais e revistas. A ação informativa das fontes. Mídias das fontes: jornais. sem a intermediação da imprensa. inclui a veiculação de programas independentes de rádio e televisão. CONCURSO PARA JORNALISTA | 18 As ações estratégicas da mídia das fontes Com o surgimento da mídia das fontes e a expansão de sua atuação.

do Exército. canais de televisão (telejornais). Sant’Anna (2009) relaciona um conjunto de características. portais de notícias na internet e agências noticiosas sob o controle de grupos sociais e organizações não midiáticas. jornais. Semelhanças entre as mídias comerciais e das fontes Para diferenciar as mídias das fontes dos veículos comerciais. às quais o enquadramento é compulsório. estadual e federal. . Revistas como a MIT. institucionais). da Justiça e do Senado. econômicos. da Mitsubishi. superior aos jornais brasileiros de maior tiragem. Folha Universal. Rede de mais de 200 rádios da Igreja Católica. jornal com tiragem de dois milhões de exemplares. movimentos ou segmentos corporativos (profissionais. “uma poderosa imprensa comercial (escrita e audiovisual)” e de outro. estações radiofônicas. revistas. Exemplos de mídias das fontes conhecidas no Brasil e objeto da pesquisa de Sant’Anna (2009): Emissoras de rádio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). São elas: Mídias estruturadas por organizações. vendida em bancas. comunitários. Gerenciadas por atores sociais que. no passado. sociais. O autor confirma que no Brasil há uma diversidade midiática sem paralelos em outros países: de um lado. Ações televisivas da Confederação Nacional das Indústrias (CNI). CONCURSO PARA JORNALISTA | 19 Elas inauguram um novo tipo de jornalismo: o jornalismo das fontes na esfera pública. Canais de televisão do Judiciário e do Legislativo municipal. eram classificados apenas como potenciais fontes jornalísticas.

maior do que o seu público segmentado. O boletim informa e agrega os funcionários O boletim. por meio de suporte de imprensa escrita ou eletrônica. Atingem a população em geral. . Priorizam o formato jornalístico. Tem visual simples. Sobre a linguagem adotada por essas mídias. pois são difusores permanentes de informações. em geral uma folha. notas. mas pode ser dirigido a outro público específico (acionistas. da periodicidade e do tipo de informação. entrevistas etc. Geralmente é destinado aos funcionários. CONCURSO PARA JORNALISTA | 20 Sem fins lucrativos e financiados com recursos públicos ou privados. “Um boletim de oito páginas já apresenta algumas características de jornal” (Torquato. charges. frequência e periodicidade. ilustrações. comunidades). quinzenal). Ela segue o padrão jornalístico no que se refere às morfologias e aos gêneros jornalísticos praticados pela imprensa tradicional – reportagens. o autor faz a seguinte reflexão: A linguagem principal desta nova ferramenta de comunicação é a redação jornalística. Circula com poucas páginas. frente e verso. Circula em intervalos menores (semanal. Diferenciam-se das mídias relacionalistas. A escolha do mais adequado depende do público. 1987). objetivo estratégico. com regularidade. FORMATOS Uma publicação organizacional impressa pode apresentar vários formatos. em geral é chamado de “informativo” por apresentar quase exclusivamente informações na forma de notas e notícias curtas. ou quatro páginas. documentários.

CONCURSO PARA JORNALISTA | 21 Cada vez mais. fruto de suas raízes históricas. mais estendida que o informativo. inclusive funcionários (por unidade. acima de oito. principalmente. podendo chegar a 20 páginas. embora seja comumente dirigido aos funcionários e familiares. em geral no tamanho A4 ou aproximado (21cm x 29. A plataforma digital facilita o filtro no direcionamento de públicos. Devido ao seu formato pequeno. externo ou misto. Oportunidade para os públicos emitirem as suas opiniões. esse tipo de publicação transforma-se ou ganha sua versão digital. Mantém a boa vontade dos familiares dos funcionários. Embora em desuso. por e-mail e intranet. que pela abrangência também são válidas para outras mídias organizacionais: Melhor compreensão das diretrizes da organização. James Derriman (1968) aponta algumas de suas características que persistem. Pela dinâmica da comunicação. O jornal tem a ‘cara’ da organização O jornal tem uma identificação direta com a organização. para potencializar a atualidade e pelo baixo custo na sua distribuição. Mostra os êxitos das organizações e seus benefícios sociais. na maioria das vezes no sentido “carinhoso” e não depreciativo. pública ou privada. se grampeado. ainda persistem as denominações de home- organ (interno) e house-organ (externo). escritório). Promove a lealdade e o espírito de equipe. notadamente no design e conteúdo. A . Caracteriza-se também pelo número maior de páginas. em média 12. o boletim teve uma razoável evolução. é chamado de “jornalzinho”. podendo circular para o público interno.7cm fechado). Tem periodicidade média. mais que isso se enquadra como revista.

infelizmente. notas. “ele continuará sendo. A versão impressa perdura nas organizações onde nem todos os funcionários têm acesso à internet. entre outros. sem sabor. Seu conteúdo abrange uma variedade de gêneros jornalísticos – reportagem. artigos – com ênfase no “jornalismo de interpretação. embora uma grande parte esteja migrando para o ambiente da intranet. Juarês Palma (1994). enfim. A newsletter é uma ‘carta’ a determinado público A newsletter é uma publicação regular. com uma periodicidade . poucos são quinzenais. mesmo mantendo o impresso. com uma linguagem simples e de fácil entendimento. CONCURSO PARA JORNALISTA | 22 maioria circula mensalmente. se comparado ao informativo. gêneros que dão às matérias um caráter atemporal” (Torquato. José Rosa e Maria Lenilde Plá de León (1992). caso contrário. repetitivo. Thereza Cunha e José Antônio Rosa (1999). aquela cara de empresa que ninguém gostaria de ver: triste. funcionando como uma síntese dos acontecimentos na organização em determinado período. Além do pioneiro Gaudêncio Torquato (1987). Em geral mescla assuntos de interesse da organização e do seu público. ilustração e infográfico. previsível. vários autores tratam do jornalismo empresarial: Guilherme Diefenthaeler (2010). entrevista. opinião e entretenimento. com fotografia. A atualidade do seu conteúdo segue a periodicidade. Além de textos mais elaborados. 1987). Cláudia Lemos e Rozália del Gáudio (2011) e Marlene Sólio (2011). exige uma melhor apresentação gráfica. absolutamente descartável”. bimestrais ou trimestrais. Bueno (2005) propõe que o jornal de uma organização tenha a sua “cara (e que cara!)” e transforme-se em um instrumento de comunicação estratégica.

É similar ao boletim. em espaços próprios em paredes. divisórias. com informação relevante sobre um tema de utilidade para o público a que se destina. o que lhe confere maior agilidade e abrangência” (Rabaça e Barbosa. com informações rápidas e imediatas. como corredores. via internet. daí a denominação “newsletter”. reservadas a este público. dirigida a um público determinado. dirigido essencialmente aos funcionários. Tem uma linguagem simples e direta. Entre suas características destaca-se a rapidez de circulação e o baixo custo. tanto digital como impresso. As informações costumam ser inéditas e exclusivas. a newsletter direciona-se ao público externo. em tom de carta. inicialmente impresso. cavaletes e principalmente nos quadros de avisos. Mario Erbolato (2004) define como “boletim com informações ou mensagens. “Esse gênero de publicação. normalmente uma única folha. além de fatos relevantes da organização. geralmente para assinantes. CONCURSO PARA JORNALISTA | 23 definida ou não. destinada a um público específico” e Cesca (2006) conceitua como “noticioso em forma de carta”. com um conteúdo mais especializado (Lemos e Del Gáudio. O jornal mural constitui a essência da comunicação interna O mural é o meio de comunicação organizacional mais simples e de custo ínfimo. pelo seu formato. pode ser também distribuído por meio eletrônico. em locais de fácil acesso e boa visibilidade. 2011). As formas de afixação são variadas e simples. refeitórios . difere na eventual irregularidade da periodicidade e ao público: enquanto o informativo se dirige mais aos funcionários e comunidades. 2014). Traz notícia ou mensagem sobre um tema peculiar. quando se fixa em produtos e serviços. A versão jornalística traz informação especializada. Também se configura como ferramenta de marketing.

na organização e em casa. desde a pauta. lista de aniversariantes. “o jornal mural constitui uma das formas mais rápidas e eficientes de comunicação com os empregados”. Por se tratar de um “jornal”. Em geral as notícias são curtas e apresentadas em letras grandes. Apresenta várias vantagens: facilidade de produção e atualização. Difere da revista customizada (ver a seguir) por não tratar de assuntos gerais nem dirigida a um público com interesses específicos. cortes e dobras especiais etc. produtos e serviços. . Apresenta uma produção gráfica mais sofisticada: diagramação arejada. feita a certa distância. papel couchê ou similar e possíveis acabamentos (cinta. entre as mídias organizacionais. avisos de utilidade pública etc. qualidade de impressão. CONCURSO PARA JORNALISTA | 24 etc. A revista divulga a organização As revistas são publicações editadas pelas organizações com o propósito de divulgar suas atividades. promoções. eventos sociais. baixo custo e acesso direto pelos funcionários. editoração com recursos gráficos fotos e ilustrações. cardápio do refeitório. esportivos e culturais do dia ou da semana. acima de 20. possui um maior número de páginas. pelo tempo disponível à leitura. pressupõe um tratamento jornalístico.) e maior qualidade nas fotos e ilustrações. que não costumam circular no jornal interno: classificados. sendo grampeada ou encadernada. porém considera-se o nível de acesso do público interno à internet. produção do conteúdo. Para França (1988). Sua transformação na versão digital é simples. Traz informações complementares. Se comparada ao jornal.

Outra peculiaridade: é colecionável. várias organizações editam suas revistas customizadas. a qualquer momento. eventualmente. Possibilita a edição com matérias que aprofundam os temas. CONCURSO PARA JORNALISTA | 25 Outra característica diferenciada da revista é a capa. em complemento ao jornal e mesmo às notícias no site. o . outras chamadas. José Carlos Marques (2007) define revistas customizadas como: Publicações de circulação direcionada. Alia de forma eficiente a divulgação subliminar e o conteúdo editorial adequado às necessidades e desejos dos leitores. sem apelar ostensivamente para a divulgação (da organização). Andréa Fischer (2013) pesquisou este fenômeno e verificou as seguintes características da revista customizada: Vincula os objetivos de comunicação de uma organização à informação que o público espera. Revista customizada: sob medida para um público Além da revista comum. diagramação. com seu título em destaque. uma manchete e. Conteúdo diferenciado com temas de interesse público: saúde. mensal ou bimestral. pode ser lida em qualquer lugar. moda. sustentabilidade. meio ambiente e outros vinculados ao setor em que a organização atua. fotos e acabamentos. Tem uma periodicidade definida. geralmente com uma foto aberta. em geral. Qualidade superior do papel. caracterizadas pelos assuntos de interesse geral e do ponto de vista de um público específico. cujo objetivo principal é cativar o público externo (nomeadamente os clientes e consumidores) a partir da oferta de conteúdos informativos e de entretenimento.

Entre as revistas customizadas. Na outra ponta ocorre uma transformação. Os diários oficiais não chegam ao cidadão Alguns órgãos públicos contam com jornais para publicações dos atos do governo. da Itapemirim). Sua Boa Estrela da Mercedes-Benz). Mas também proliferam em outros setores. destacam-se a extinta Ícaro. CONCURSO PARA JORNALISTA | 26 que garante efeitos visuais atrativos. Servem de instrumento de um governo e não da instituição. O que se vê são dois extremos. da Unilever e Na Weg). Sua diagramação é um mosaico de editais. Estilo Peugeot. estas publicações deixaram de ser tão somente veículos de atos jurídicos. uma referência pela qualidade gráfica e editorial e outras de bordo (TAM nas Nuvens. que não chegam ao público. semelhante aos grandes . publicações atraentes e com conteúdo jornalístico. a publicação estabelece a presunção legal. ou seja. como o automobilístico (Notícias Pirelli. com o objetivo de legitimar os atos do governo. avisos burocráticos e decisões do governo. muitos órgãos públicos estão publicando “diários oficiais” paralelos. Começa por uma nova diagramação. As páginas com textos jornalísticos ganham um desenho moderno. ao cidadão. Personnalité. entre outras (Monet. De um lado as publicações legais. Em geral são jornais impressos e arquivados. Portanto. da Net. Vital. A obrigação de publicar na imprensa oficial advém dos códigos do País. Gol Linhas Aéreas Inteligentes e Na Poltrona. da Varig. ou seja. uma vez publicado tem validade. No entanto. do Itaú. Audi Magazine. V da Volkswagen. Nome da organização geralmente no título. a maioria diários oficiais.

Position paper: orientações para líderes sobre temas polêmicos. culturais etc. clientes. 2011). eletrônico (vídeo. perfil. Relatório: resultados financeiros (anual. comportamento. Gibi: orientações sobre as atividades laborais. produtos. As matérias aferem contornos atraentes com textos jornalísticos. dos fundadores. Manual. saúde. fotos. . para acionistas. DVD) etc. pen drive). atividades científicas. CONCURSO PARA JORNALISTA | 27 jornais diários (Collaro. benefícios sociais. investidores e mercado financeiro). recursos humanos. Estas são algumas das publicações mais comuns e que se valem da linguagem jornalística: Manual: orientações de admissão e integração de novos funcionários. Livro: história da organização. relatório para atrair investimentos. serviços e informações sobre a estrutura. que eles devem desdobrar com a equipe. Normalmente são destinadas a capa e contracapa às notícias. Em outros as matérias avançam para mais duas. responsabilidade social e sustentabilidade. quatro. história. infográficos e ilustrações. sistemas de qualidade. fornecedores e a sociedade. oito páginas. Perfil da organização: atividades. Nas organizações encontram-se outras publicações. segurança e prevenção de acidentes. com periodicidade indefinida ou flexível e direcionada a certos públicos. relatório. Além das versões impressas utilizam outros suportes: digital (site. desempenho das atividades. position paper etc.

Definir o público Públicos diferentes demandam publicações diversas. revista. uma publicação de sucesso tem bem ajustado o perfil dos seus leitores. Definir o tipo de mídia. 4. É preciso ter clareza qual expectativa acerca da publicação. No diagnóstico são usados diversos métodos. sempre com foco no público espera. para evitar discursos dissonantes ou mesmo contraditórios. Os 10 passos para o sucesso Cláudia Lemos e Rosália del Gáudio (2011) atualizam a pesquisa dos franceses Jean-Philippe Cathelin. Objetivos A partir de um diagnóstico. jornal. traçar objetivos claros sobre o porquê da publicação e sua justificativa. para dar um estilo e personalidade à publicação. como questionários. boletim. é preciso pensar em uma coordenação de ações. 1. periodicidade e distribuição Apontar o tipo (newsletter. 2. 3. A comunicação torna-se cada vez mais personalizada. Escolher o tipo de publicação apropriada depende do público que se deseja atingir. CONCURSO PARA JORNALISTA | 28 PLANEJAMENTO O planejamento contribui para o êxito de uma publicação organizacional. Cada público específico tem as suas características. Nathalie Bossut e Florence Mailhos (1995) sobre a criação ou melhoria de uma mídia própria. envolvendo os gestores da organização e o público a que se destina. grupos de discussão. Ao segmentar as publicações. boletim digital. os principais assuntos a serem abordados. Por isso. Determinar o perfil editorial Trata-se da definição das editorias. entrevistas. .

para atrair a atenção do público. Compor um conselho editorial Representantes das áreas afins. 6. CONCURSO PARA JORNALISTA | 29 mural). gráfica. Eventualmente envolve gestores e funcionários que indicam pautas sugeridas pela organização e pelos colegas. 7. . Realizar avaliações sistemáticas Avaliação a cada edição pelo conselho editorial e periódica como os leitores. Distribuir os gêneros e os espaços das editorias Definir os espaços para notícias. mas adequada à cultura organizacional. Estabelecer a linguagem Atribuir uma linguagem acessível e atraente. Definir também os recursos humanos. Prover recursos Estimar os custos (produção. se será produzido pelos jornalistas da organização ou contratados profissionais (freelancers) ou empresa terceirizada. com acesso às informações e poder de decisão sobre a pauta. trimestral) e a forma de difusão (entrega direta. sempre de acordo com as técnicas jornalísticas. e-mail. entre outros elementos previstos na política editorial. 8. 10. bimestral. entrevistas. A aparência deve ser clara e dinâmica. fotografia. artigos. Os autores recomendam reavaliar esse quesito a cada edição. editorial. para o aprimoramento contínuo do conteúdo e de outros aspectos. 5. 9. reportagens. Desenvolver o projeto gráfico É indispensável criar ou aperfeiçoar a identidade visual. internet. intranet). para evitar a repetição de assuntos. fotografias. comentários do público. a periodicidade de circulação (semanal. distribuição) e os respectivos fornecedores e responsáveis. Correios. compatível com o público. mensal. Prever treinamento contínuo e rodízio entre os integrantes.

e as reclamações são ouvidas e esclarecidas. A internalização do público externo Os limites entre públicos interno e externo são muito tênues. Outros autores acrescentam a interatividade: espaço para que. o público interno deve ser “o primeiro a saber” e não o último. Receptividade: as dúvidas têm espaço nas mídias da organização. além de esclarecer dúvidas. torna o funcionário mais comprometido. moradores no entorno da organização ou de uma obra. CONCURSO PARA JORNALISTA | 30 O público interno deve ser o primeiro a saber O público interno é constituído basicamente por funcionários e seus familiares. Barry House (1997) aponta cinco atitudes da organização em relação ao público interno: Respeito: uso de linguagem profissional e objetiva. Honestidade: informação dos fatos. fornecedores transitam pela organização com desenvoltura. sem esconder problemas. consumidores. sem paternalismo. Quando os funcionários recebem informações relevantes em primeira mão isso gera confiança e eles se tornam porta-vozes qualificados para a sua disseminação. facilitado pela internet. Pela proximidade. o público interno também possa opinar sobre os assuntos e sugerir novas pautas para as publicações. Oportunidade: o público interno deve ser o primeiro a saber e nunca surpreendido por notícias na mídia tradicional. mas pode incluir acionistas. Abertura: revelação de assuntos relevantes não prejudica a organização. pois os cidadãos. ao contrário. . clientes. garantindo assim a credibilidade.

enfim. o cidadão tem o direito a qualquer informação e o órgão público. A comunicação interna é mais descontraída e simples. CONCURSO PARA JORNALISTA | 31 Esse público. pela lei de acesso à informação. A segmentação é irreversível e a maioria dos autores recomenda publicações diferenciadas para cada tipo de público. mas principalmente pela sua postura ética e (des)respeito ao consumidor e ao cidadão. As organizações são admiradas ou detestadas não somente pela qualidade ou problemas de seus serviços ou produtos. mas sim aquela que tem valor e agrega ao novo e útil às pessoas. pois a padronização da forma e do conteúdo pode desagradar ao longo do tempo. A publicação para o público externo geralmente utiliza linguagem mais apurada e qualidade gráfica mais sofisticada. lazer. Torquato (1987) destaca que as pesquisas permitem um constante aperfeiçoamento de uma publicação. Formas comuns de avaliar uma publicação: Conselho editorial: nas reuniões periódicas de pauta. O resultado da avaliação pelo público pode indicar que a publicação deva ser ajustada para evitar sua rejeição e gastos inúteis. exige cada vez “mais e melhores informações”. como qualidade de vida. o dever de informar. bem como uma comprovação ou não de que aquela mídia está cumprindo os objetivos a que se propõe. A avaliação sistemática pelos leitores e conselho editorial É imprescindível que uma publicação seja avaliada frequentemente pelos leitores e pelo conselho editorial. a partir das necessidades e gostos de seus leitores. informações de relevância e interesse. serviços. cultura. As razões são várias: Diferenças dos temas a serem abordados. Por isso. não vale qualquer informação. considerado externo. a partir de comentários e sugestões de . os conselheiros avaliam a edição anterior. Por exemplo.

se tem em mente todo o planejamento anterior da publicação. a indicação de quem mais lê etc. como público. política editorial. melhorias. linguagem etc. falhas. que envolve a concepção da publicação. A partir da definição da periodicidade. Pesquisa de opinião: questionário com perguntas abertas e fechadas. Ela parte de um planejamento. Assim. projetos editorial e gráfico aprovados. públicos. A definição das pautas depende dos elementos do planejamento. Uma publicação jornalística de uma organização pública ou privada segue os processos e procedimentos do jornalismo. A pauta desencadeia a apuração das matérias Pauta é uma lista dos assuntos que serão apurados para serem posteriormente transformados em matérias nas publicações. PRODUÇÃO A produção de uma publicação segue um fluxograma. com todos os envolvidos no conselho editorial. Os temas relacionados ao projeto gráfico são abordados a seguir no item de Design e editoração. são mantidas datas fixas para a reunião de pauta. Enfim. tipo de mídia. . principalmente naqueles aspectos que se diferem nas publicações organizacionais. das editorias. Estas mesmas concepções são retomadas. CONCURSO PARA JORNALISTA | 32 colegas. na hora da pauta. assuntos que agradam e desagradam (conteúdo). muitos de seus conceitos são tratados na apostila Jornalismo e redação jornalística. sobre a percepção dos leitores quanto ao design editorial (forma). dos objetivos estratégicos. o plano inclui ainda a definição dos objetivos. periodicidade. Bossut e Mailhos (1995). Como apontado por Cathelin.

promove a integração e a motivação. Enquanto. Essa prática torna a publicação mais interessante. uma publicação cultiva a diversidade das fontes para promover a variedade de temas. a definição da pauta leva em consideração o tipo de publicação. visões e enfoques. fornecedores. Na apostila Jornalismo e redação jornalística o tema é amplamente abordado. Para os funcionários e seus familiares. comunicados). Por isso. clientes. cidadãos. São elas que dão respaldo às informações. Nas publicações jornalísticas organizacionais as fontes mais comuns são os gestores. a oportunidade de mostrar o seu desempenho administrativo. consumidores. circulares. para um funcionário pode representar um reconhecimento e. principalmente. como interlocutora. proeminência. raridade. uma boa pauta atende às premissas universais do jornalismo. CONCURSO PARA JORNALISTA | 33 Para cada público define-se uma pauta específica que atenda às suas expectativas. funcionários. com . a política editorial e o seu público. Independentemente disso. para o gestor. Uma fonte fala por si ou por uma organização. isso evita a monotonia. mais solta. acolhe uma riqueza de informações e atende às suas expectativas. intensidade. setor ou grupo social. proximidade e atualidade. há um jogo de poder e interesses das fontes. além disso. Por exemplo. Desse modo. Em qualquer mídia. especialistas e documentos (memorandos. como impacto. para o público externo. A diversidade de fontes torna uma publicação atrativa Sem as fontes não há notícias.

Pode haver tratamento de assuntos externos a partir do ponto de vista da organização. clareza. alguns jargões e termos técnicos comuns na organização talvez não sejam corrente entre os . o paternalismo das chefias etc. entrevistas. além de aspectos a serem evitados. Os cuidados e o que evitar Pelas características deste tipo da publicação exige-se uma série de cuidados. Opinativo: adequado a matérias que apresentem juízo de valor. A linguagem deve estar alinhada ao objetivo da matéria: informar. pode apresentar diferentes formatos. precisão. de interesse mais imediato. O uso de diferentes estilos textuais confere diversidade à publicação. concisão e coerência. com defesa de pontos de vista. “de cima para baixo”. educar. No entanto. opinar etc. entreter. evita-se promover somente as falas “do rei e seus amigos”. Interpretativo: conteúdo mais contextualizado. Segundo Torquato (1987) este são os gêneros jornalísticos também plausíveis nessas publicações: Informativo: envolve as matérias de registro e de cunho essencialmente informativo. Termos técnicos: pela sua atividade. CONCURSO PARA JORNALISTA | 34 múltiplas fontes. análises de dados e comentários. com cunho orientador e persuasivo. Textos assinados. A linguagem jornalística norteia a redação A linguagem das publicações organizacionais segue os preceitos norteadores da linguagem jornalística: objetividade. com maneiras diversificadas de tratar os assuntos. como reportagens. persuadir.

Além disso. cabe uma explicação. referências e citações de autores. textos. “excelência”. não se deve esquecer de escrever o cargo que a pessoa ocupa. utilidade.). Tolerância: não se admitem matérias ofensivas ou discriminatórias a grupos nem por gênero. Trata-se as pessoas pelos cargos que ocupam: governador. diretor-presidente. raça. emoção. cor. tristeza. interesses etc. portadores de necessidades especiais. enaltecer a responsabilidade ambiental de uma empresa que polui. gerente. Atenuar: não exagerar nos “feitos” dos gestores nem minimizar dificuldades e fracassos. . opção política ou sexual. Contradição: evitar matérias que contradizem a prática. o mesmo vale para “senhor”. classe social e origem regional. pois a comunicação segue o fluxo ascendente (de baixo para cima). Proporcionalidade: cada edição deve primar pela proporção de lógica. especialmente quando se tratar de publicação direcionada ao público externo. pois mesmo em públicos específicos. credo religioso. Crédito: respeitam-se os direitos autorais no uso de fotos. estética e emoção. Daí o cuidado do uso e. CONCURSO PARA JORNALISTA | 35 leitores. Tratamento: no texto jornalístico evitam-se alguns termos como “doutor” (só para quem tem a titulação). idade. divertimento. se forem empregados. existe uma grande heterogeneidade (graus de instrução. para estabelecer a variedade: alegria. juiz etc. Por exemplo. Equidade: equilíbrio na adequação da linguagem. além de atentar para a grafia correta do nome. deputado. Outros elementos da redação são tratados com mais profundidade na apostila Jornalismo e redação jornalística.

Isso pressupõe uma diagramação arejada. guiar sua leitura ou vender um produto. O objetivo do design gráfico é comunicar por meio de elementos visuais (letras ou não) e certa mensagem. Iniciou com a demanda de materiais gráficos como cartazes. agradável e que privilegie a leitura. Este período coincide com os cartazes litográficos coloridos do pintor e ilustrador francês Toulouse-Lautrec: marco do início da separação da arte pela arte aplicada. ou seja. enquanto a segunda se concentra no padrão gráfico geral da publicação. A editoração ou design editorial incorpora os princípios do design gráfico. As imagens e os demais recursos gráficos não são para “enfeitar” uma matéria. Segundo Antonio Collaro (2011). A primeira trata do ordenamento dos elementos nas páginas. folhetos e panfletos em grande escala a partir do final de século 19. fôlderes. Inserido no design gráfico está o design editorial ou editoração. A editoração e a produção gráfica constituem etapas distintas. o design. mas para facilitar e complementar o seu conteúdo. para persuadir o observador. sua função é: . que corresponde à diagramação ou paginação. DESIGN EDITORIAL O design está ligado originalmente ao desenvolvimento industrial e à produção em massa (série).EDITORAÇÃO E PRODUÇÃO GRÁFICA Uma publicação jornalística segue os conceitos e procedimentos da mídia moderna.

CONCURSO PARA JORNALISTA | 37 Levar ao leitor o que o texto sozinho não consegue transmitir. Antes de elaborar um grid é preciso definir o tamanho do papel e seus princípios. A importância do grid O grid é um meio de dispor e relacionar os elementos de um leiaute. Não existe regras. O suporte do leiaute de uma publicação impressa é a página. indicando a disposição de texto e imagem. guias. colunas e margens no software de diagramação e organização de páginas. por ser uma maneira de representar proporções. O leiaute parte de uma imposição: o arranjo das páginas na sequência e na posição em que ela aparecerão quando impressas. exceto uma: a prioridade é o conteúdo. Hierarquizar as informações. Trata-se da disposição de linhas. Esse processo nas artes gráficas é denominado de “seção áurea”. O leiaute aborda os aspectos práticos e estéticos de um projeto. A diagramação segue os objetivos. Estabelecer o equilíbrio entre as artes gráficas e a função de comunicar conteúdo. Instituir a identidade visual e comunicar o conteúdo editorial. as linhas gráficas e editoriais de uma publicação. A base do leiaute Uma publicação segue um leiaute elaborado previamente. Gavin Ambrose e Paul Harris (2012) distinguem os seguintes tipos de grid: . Essas linhas se ocupam da hierarquização das matérias por ordem de importância.

pode ter uma coluna mais estreita que a outra. com colunas da mesma largura e posição. Estes autores também discorrem sobre os elementos básicos de um leiaute: Coluna: espaço vertical em que o texto flui. geralmente em latim. Alinhamento: posição tipográfica em um bloco de texto. Legenda: em geral. Hifenização e justificação: separação das palavras para produzir blocos de texto organizado. Margem: área vazia em volta de um texto. . exceto o número da página. Assimétrico: as páginas duplas utilizam o mesmo leiaute. Arranjo: diferentes elementos que compõem um leiaute. Marcador: marcação na parte externa da página. As margens externas são proporcionalmente maiores que as internas. Cabeçalho: linha repetida de texto em cada página. Pontos de entrada: apoio visual que indica por onde começar a leitura. para dar representação visual de como a página ficará depois de inserido o texto verdadeiro. Texto falso: texto. para elementos marginais. especialmente texto e imagem. Tradicionalmente a margem externa é maior. CONCURSO PARA JORNALISTA | 38 Simétrico: a página par é uma imagem espelhada da ímpar. vertical ou horizontal. formando um conjunto de páginas duplas. em tipo diferenciado e alinhado horizontalmente com o texto. sem espaço em branco ou “caminhos de rato” visíveis. A sua largura pode ter um efeito significativo na apresentação do texto. Hierarquia: variedade dos estilos tipográficos que diferenciam o texto em diferentes graus de importância.

Facilidade de percepção de conteúdo. Equilíbrio e qualidade das fotografias. assim como o título . a paginação lida com elementos gráficos e aspectos que influenciam no resultado final. Princípios do design editorial A editoração segue uma série de princípios na paginação dos conteúdos jornalísticos: Ordem de leitura das matérias: da esquerda para a direita. Respeito às zonas óticas de visualização. ilustrações e infográficos. de cima para baixo. Daí a importância do equilíbrio entre os componentes gráficos para compor um todo visualmente unificado. Antetítulo: colocado acima do título principal. Estes princípios se constituem em uma espécie de “guia” do leitor. geralmente é colocada no topo da página. Yolanda Zappaterra e Cath Caldewell (2014) relacionam os elementos da diagramação: Cartola: também conhecida por chapéu ou retranca. dando o direcionamento para o assunto tratado ou designando a editoria. que espera similaridade e continuidade do formato para se guiar pelas páginas da publicação. da mais importante para a de menor peso. Facilidade na localização de assuntos e na compreensão dos textos. CONCURSO PARA JORNALISTA | 39 Ritmo: algumas passagens são de leitura rápida outras requerem mais atenção. Rapidez na transformação da informação. Os elementos da diagramação Para diagramar o conteúdo editorial.

Lide: essência da notícia. Capitular: letra em tamanho maior usada para marcar o início de um texto. Box: texto auxiliar que acompanha a notícia principal com propósito complementar. Corpo de texto: parte do texto onde os conteúdos são desenvolvidos. Olho da matéria: destaque de um trecho da notícia ou uma citação (aspas). porém se refere à matéria secundária. Título secundário: tem a mesma função do título. também é chamada de linha fina. para quebrar a massa de texto. CONCURSO PARA JORNALISTA | 40 auxilia na função de instigar a leitura. espaçadas e utilizadas para ‘encaixar’ os componentes da página. estabelece a fala e comunica os aspectos mais relevantes do assunto. subtítulo ou sutiã e usualmente fica abaixo do título. dando-lhe sustentação. Pode ser um conjunto de informações técnicas relacionadas ao texto principal (serviços) ou servir para dar explicações adicionais ao leitor. evidenciando a personalidade da publicação pelo uso de tipografia padrão. também conhecido como intertítulo ou quebras. Colunagem: a distribuição do corpo de texto em colunas de tamanhos regulares. Legenda: texto curto que explica ou complementa a informação da . Linha de apoio: forma de complementação do título. Entretítulo: colocado no meio do corpo do texto com a finalidade de dividir o assunto em seções e facilitar a leitura. Título: além de nomear a notícia também é utilizado para chamar atenção para o assunto. tanto pela abordagem do texto quanto pelo destaque gráfico (peso visual). tornando a leitura mais dinâmica.

Arte: imagens criadas para ilustrar. data e nome da publicação. MS-Publisher. horário. ilustrações ou infográficos. site e outros dados de algo citado na matéria. entre outros. Porém. trouxe possibilidades infinitas ao trabalho gráfico. complementar ou substituir um texto. Principais vantagens da edição por computador (edição eletrônica): Custos: os computadores pessoais substituíram a composição tradicional por apresentar custos menores. Freehand. InDesign. edição eletrônica) oferecem novas técnicas de editoração. boxes e uma série de efeitos estéticos são usados com liberdade cada vez maior. Crédito: assinatura usada em foto ou para marcar material produzido por agência ou fotógrafo. Adobe Ilustrator. Assinatura: crédito dado ao autor de uma matéria. Serviço: pequeno texto usado no pé da matéria contendo endereço. retrancas. gráficos. como QuarkXpress. CONCURSO PARA JORNALISTA | 41 fotografia ou ilustração. A tecnologia facilita a editoração A utilização de novas tecnologias e do desktop publishing (edição por computador. Aspas: declaração inserida em uma matéria. Folio: área destinada a apresentar o número da página. infográficos. Fio: linha utilizada para separar conteúdos na página. fotografias. os custos operacionais tendem a aumentar devido à contratação de pessoal . além de redução de custos e flexibilidade na produção. Photoshop. A criação de plataformas gráficas e de programas de editoração e tratamento de imagens. ilustrações. Tabelas.

Entre suas características destacam-se a simplicidade. estatísticas. A evolução e consolidação da infografia Com o avanço tecnológico. Tempo: muito mais rápido para editar. evitando excessos. Isto é. INFOGRÁFICO O infográfico é uma forma de representar informações técnicas como números. cada tema é bem explicado. em 1806. aliando texto e imagem. tanto a parte visual quanto o texto. com clareza e precisão. de forma atrativa. de Londres. 2011). Assim. . que mostrava o passo a passo de um assassinato (Teixeira. esmiuçado de forma simples e didática. uma nova linguagem jornalística foi surgindo: a infografia. O primeiro infográfico teria sido publicado em 1702. caricatura e ilustrações em publicações jornalísticas. Eles também são apresentados de forma exata e concisa. expondo somente aquilo que é relevante e realmente necessário para a compreensão da matéria. por se encaixar ao estilo de vida. mecanismos. a linguagem jornalística passou a ser cada vez mais imagética. pois o infográfico é de fácil e rápida compreensão. Na apostila Jornalismo e redação jornalística trata-se de outros recursos visuais como a charge. Outro uso pioneiro deu-se na primeira página do The Times. primeiro diário inglês. o didatismo e a concisão. CONCURSO PARA JORNALISTA | 42 qualificado. no The Daily Courant.

CONCURSO PARA JORNALISTA | 43 Os infográficos não são apenas conjuntos de tabelas. tempo. como dar um nó na gravata. a propagação de um vírus. gráficos ou desenhos que têm o intuito de deixar a página mais bonita. Arte-foto: a partir de uma imagem fotográfica. Pôster: combina vários tipos de infografia para traduzir visualmente a matéria. constelações. Normalmente traz uma grande imagem (foto ou ilustração) principal e as informações de apoio gravitam em torno dela. Fazer analogias: tamanho. cores. Mario Kano e Renato Brandão (2008) classificam os infográficos visuais em: Passo a passo: mostra a sequência de um acontecimento. destaca e explica um ou mais detalhes que aparecem na foto. A finalidade dos infográficos: Descrever processos: acidente. ao estilo de história em quadrinho. Explicar coisas que são grandes ou pequenas demais: galáxias. . com destaque para as ilustrações. espaço. com desenhos sobre o ocorrido e texto em balões ou boxes. partículas. Storyboard: ação de um fato. apoiadas em breves textos explicativos. para facilitar a compreensão do conteúdo jornalístico. texto em tópicos ou boxes. Os infográficos visuais Os infográficos mais sofisticados apresentam uma representação visual gráfica. estatísticas. muitas vezes complexa. células. Fotomontagem: combinar foto e ilustração. valores.

Os mais comuns são os gráficos de linha. em geral misturando com charge. o que. quando. A fotografia reflete o conteúdo jornalístico. Frases: destaca opiniões sobre temas polêmicos. Escore: quando o número ou percentual é a principal informação. Gráfico: substitui números e tabelas. Pode ser em tópicos ou fluxograma. barras e pizza. associa colunas e linhas. facilita a comparação. Resumo: box com as respostas para as perguntas do jornalismo (quem. dados. Perguntas e respostas: espécie de entrevista pingue-pongue. para evidenciar as características de uma personagem. FOTOGRAFIA As imagens jornalísticas energizam o design editorial de maneira que as fotos feitas em estúdio não conseguem. Teste: exige a interação do leitor. Mapas: localização. Segundo Kano e Brandão (2008). Tabela e quadros: números ou texto. com eventual destaque no dado relevante. movimentação. Fac-símile: reprodução de um documento. Acrescenta e destaca a principal informação. onde e por que). CONCURSO PARA JORNALISTA | 44 Infográficos de arte e texto Os infográficos de arte e texto são os mais simples e servem para ressaltar pontos importantes da matéria. estes são os infográficos mais comuns do tipo arte-texto: Ficha: box em tópicos. Cronologia: mostra a evolução de um tema ao longo do tempo. Lista: ranking. programação. . Organograma: posições hierárquicas.

sintetiza todo conteúdo do texto. a fotografia digital e o tratamento digital de imagens são o paradigma quando se fala em fotojornalismo. qualidade. A fotografia mostra a essência da mensagem. pois qualquer falha será ampliada quando impressa. pois as fotos falam por si. e ajuda a definir a nossa percepção da humanidade e do mundo. Por seu forte impacto. A maioria das fotos são mantidas em arquivo. Elementos de uma boa foto: Ponto focal: a foto fixa-se em um elemento de destaque. A versatilidade da fotografia digital Por sua versatilidade. a alegria e o horror da sociedade. Essa técnica captura as emoções reais. até . custo e agilidade. As câmeras digitais são bastante variadas – desde uma câmera embutida em um celular. A fotografia transmite emoção e informação O fotojornalismo é um estilo específico de fotografia caracterizado por imagens que mostram momentos rápidos e definitivos da vida real. o fotojornalismo é usado sem manipulação. para uso em futuras edições e outras finalidades (assessoria de imprensa e outras publicações). de baixo custo. Qualidade: qualquer falha na imagem será ampliada quando impressa. câmeras compactas. CONCURSO PARA JORNALISTA | 45 A qualidade da imagem é um ponto de atenção. Gente: o público gosta de “ver” e “ser visto” nas fotos. por onde o leitor começa a observar. isto é.

além da quantidade de megapixel. há outros indicadores de qualidade das câmeras digitais. apesar de ele agora não ser mais tão importante quanto no começo da era das imagens digitais. do automático. um espelho e um prisma rebatem a luz que passa pela lente para a tela de focalização. CONCURSO PARA JORNALISTA | 46 profissionais utilizadas em estúdios. balanço de branco. Steve Bavister (2011) aborda a importância de qualidade: O número de megapixels que costuma vir estampado nas câmeras digitais compactas é uma indicação grosseira da qualidade de imagem que se espera. como ISO. de valor elevado. Câmeras monoreflex permitem vários tipos de ajustes. Nas câmeras SLR. Os principais componentes das câmeras monoreflex (SLR): Visor: por onde o fotógrafo visualiza a cena a ser fotografada. foco. entre outros. Sensor: responsável por captar a imagem. . Pode ser óptico ou LCD (display de cristal líquido). Obturador: controla o tempo de exposição do filme ou sensor à luz. Diafragma: sistema que controla a quantidade de luz que entra pela objetiva. estilo de imagem. profissionais ou semiprofissionais. o que permite ver no visor a mesma imagem à qual o filme ou o sensor será exposto quando o botão do disparador for pressionado. Os dois principais ajustes são o obturador e o diafragma. em que é o fotógrafo que os determina. Isso quer dizer que. Há diversos tipos de ajustes possíveis. em que a câmera controla todos os ajustes. ao manual. ou SLR (Single Lens Reflex). temperatura da cor. No fotojornalismo digital as câmeras mais comumente usadas são as monoreflex. Objetiva: conjunto de lentes responsável por formar a imagem sobre o sensor.

que não possuem zoom. para que as imagens não saiam desfocadas. outra característica importante da lente é a sua abertura máxima que. é necessária uma velocidade alta do obturador. Além da distância focal. diminuindo a profundidade de campo e o ângulo de visão. mas têm a vantagem de captar boa quantidade de luz. esportes. menor fica o seu ângulo de visão”. Existem diversos tipos delas. dependendo da distância focal e de vários tamanhos. pois permitem a troca de lentes. quanto maior. Podem ser: Zoom padrão (lente normal): indicada para uso geral (50 mm de distância focal. Por isso. mas . média. A maioria das lentes utilizam zoom. para controlar a quantidade de luz na exposição. próxima ao olho humano). pela sua versatilidade. 2011). CONCURSO PARA JORNALISTA | 47 Cada vez que se tira uma fotografia. encontram-se as fixas. super. A abertura controla a quantidade de luz recebida. indicadas para diferentes usos. é volumosa e pesada. pois apresenta menor distorção da imagem. mais quantidade de luz permite que seja captada. e a velocidade do obturador controla o tempo durante o qual essa luz é recebida (Bavister. entre outros. é preciso ajustar tanto a abertura do diafragma quanto a velocidade do obturador. Ideal para paisagens. Teleobjetiva rápida: além de mais cara. Aproxima a imagem. Cada tipo de lente atende uma finalidade As câmeras SLR são bastante versáteis. Bavister (2011) lembra que “conforme aumenta a distância focal de uma lente. longa. para fotografias de imagens em movimento. É ideal para fotografar retratos. Por exemplo. Teleobjetiva: curta. Entre os tipos de lentes.

luz etc. contraste. e permitem fotografar em situações nas quais. IMAGEM As imagens são elementos gráficos que dão vida ao design editorial. Pode apresentar distorção da imagem. Elas desempenham diversas funções. própria para fotos de insetos ou objetos muito pequenos. paisagens. O flash é outro assessório importante na fotografia. controle da profundidade de campo. campo maior de visão e distorção da imagem. Grande angular: indicada para fotografar paisagens ou ambientes fechados. fotos artísticas. São fundamentais para a identidade visual da publicação. Olho de peixe: grande angular extrema. Macro: lente calculada para focar em distâncias muito curtas. além da busca do ponto focal. cor. 2011). Os flashes podem ser utilizados onde há pouca luz. para evitar sombras em locais iluminados. adequação da técnica ao tema a ser fotografado. Ele pode ser embutido na câmera ou portátil. Os modernos flashes portáteis são peças sofisticadas. como transmitir o drama de . Outros requisitos que impactam na boa fotografia dependem da habilidade e conhecimento do fotógrafo sobre seu equipamento aliada à sua sensibilidade. Essas habilidades incluem a criatividade e equilíbrio na composição fotográfica. a fotografia seria praticamente impossível (Bavister. ou criar efeitos dramáticos e atraentes. fotografar contra uma fonte de luz. encaixado na sapata quente da câmera. como o sol. capazes de produzir tempos de exposição perfeitos uma vez após outra. CONCURSO PARA JORNALISTA | 48 ideal para captar temas como esportes e ação. Usada para arquitetura. pois faz o espaço parecer maior do que realmente é. sem o flash.

Mede quantos pontos de tinta a impressora consegue depositar por uma polegada. As informações sobre as cores da imagem são armazenadas em CMYK (ciano. que na quadricromia são reproduzidas com as primárias subtrativas (CMY+K). magenta. PPI (Pixels Per Inch): pontos por polegada. melhor a qualidade de reprodução. Nesse processo . pois quanto maior o valor de resolução. Fornecem informações detalhas ou suscitam sentimentos que o leitor compreende rapidamente. amarelo e preto) ou RGB (vermelho. Como as impressoras reproduzem uma imagem fotográfica. A diferença entre os dois processos é o processo de separação: CMYK: ciano. LPI (Lines Per Inch): linhas por polegada. verde e azul). porque representam duas primárias aditivas e uma terceira subtraída. RBG: vermelho. ou apenas quebrar visualmente um boco de texto ou espaço vazio. horizontal ou vertical em cada polegada quadrada de uma imagem digital. Número de pixeis. magenta e amarelo são cores primárias subtrativas. CONCURSO PARA JORNALISTA | 49 uma narrativa. Os fundamentos da resolução e das cores Há uma série de terminologias e conceitos relacionadas às imagens. combinada com o preto na impressão em quadricromia. reproduzida por uma série de pontos de meio-tom de tamanhos diferentes. verde e azul são cores primárias aditivas. Um dos aspectos de maior importância é a resolução. que se refere ao nível de detalhamento. Estas são as diferentes formas de medir uma resolução: DPI (Dots Per Inch): pontos por polegada. reportagem ou nota. resumir e apoiar as ideias de uma notícia. porque quando somadas produzem luz branca. 300 dpi é o padrão para impressões.

que posiciona as camadas para construir a imagem final. serrilhada. O bitmap é um elemento gráfico monotom muito simples. como as sombras. Formatos de imagens e separação de cores Existem dois tipos básicos de formatos de imagem: bitmap (fotográfico) e vetorial (traço). No entanto. ou seja. Bitmap: imagem composta de pixel. que contém informações cromáticas para a reprodução e uma resolução fixa. é inadequado à reprodução de fotos. por isso não dependem de resolução. por exemplo. As imagens coloridas são produzidas pela separação de três cores. CONCURSO PARA JORNALISTA | 50 o arquivo é menor e mais fácil de manipular. A cor preta é incluída para dar profundidade. definido por fórmula matemática em vez de pixel. e. magenta e amarelo) e a inclusão do preto. O backup e o tratamento digital de imagens A fotografia é uma constante em publicações jornalísticas. distorce e torna a imagem “pixelada”. Quase todas as cores podem ser impressas com a combinação das cores primárias subtrativas. tricromáticas (ciano. Ambos têm pontos fortes e fracos específicos que os tornam mais adequados a diferentes propósitos. formando as cores de escala utilizadas na impressão em quadricromia. isso possibilita que suas características cromáticas sejam controladas independentemente da imagem original. O processo de impressão em quadricromia usa matrizes separadas. Vetorial: objeto individual escalonável. se ampliada. devido à sua capacidade de fornecer grande quantidade de informação e transmitir . as fontes.

O backup e o tratamento digital de imagens são quase tão importantes. especialmente com o advento das câmeras digitais e fácil de manipular com software. CONCURSO PARA JORNALISTA | 51 uma ampla gama de emoções. cabo USB. são necessários dois tipos de aplicativo: um para organização e visualização das fotos e outro para editar e aperfeiçoar as imagens”. Leitores de cartão.). usado em alguns órgãos públicos). além de outros. Além disso. para produzir inúmeros efeitos. As fontes tipográficas variam. Formatos mais comuns de arquivos fotográficos: PSD (Photoshop Document): formato que suporta todos os modos de imagens (bitmap. até as dramáticas e atraentes. CMYK etc. JPEG (Joint Photographic Experts Group): contém informações cromáticas de 24 bits. usadas . em funções distintas. na fotografia digital. computador. Segundo Bavister (2011). Entre os aplicativos de edição de imagens. apropriadas para textos mais longos. RGB. ou seja. e usa a compreensão para descartar informações das imagens. a fotografia é relativamente barata. tela LCD (display de cristal líquido) são os equipamentos básicos para o armazenamento e edição de imagens. desde aquelas claras e distintas. porém. “em geral.7 milhões de cores. TIFF (Tagged Image File Format): método flexível de arquivo de imagens bitmap coloridas ou em meio-tom. Fotografar é o começo de um processo. 6. TIPOGRAFIA A tipografia é a arte de compor e imprimir com tipos. Há programas que fazem as duas coisas. destaca-se o Adobe Photoshop. como Adobe Lightroom e o Gimp (software livre.

CONCURSO PARA JORNALISTA | 52 em palavras e expressões. Os tipos são classificados pela sua anatomia Tipos e famílias de tipos podem ser classificados conforme a sua aparência. negrito. claro ou fino. cada face – letras. pelas características intrínsecas. seja no computador ou em alguma matriz de impressão. condensado. números e sinais de um tipo – tem sua personalidade. a tipografia relaciona-se à disposição das letras. porque as diferenças são conceituais. . itálico. Elas expressam ideias e transmitem sensações. especialmente em jornais. Cada tipo tem seu estilo e expressa ideias A tipografia está por toda a parte. números. enquanto outras mais relaxadas e parecem menos estruturadas. Uma família tipográfica contém uma série de diferentes estilos: romano. Algumas são formais. normalmente para fins de impressão. letras. Portanto. Rica em terminologia. símbolos etc. que tem um desenho comum e distinto”. que se baseiam no estilo de escrita ornamentada comum na Idade Média (Gótico). revistas e outros impressos. Enquanto fonte é “o meio físico usado para criar o tipo”. Ambrose e Harris (2000) explicam que “tipo é um conjunto de caracteres. são pesadas e difíceis de ler. estendido. Ambrose e Harris (2000) dividem os tipos em quatro categorias básicas: Góticos: abrange as faces quebradas ou de forma. ou seja. É praxe usar as palavras “tipo” e “fonte” como sinônimos.

como títulos. Futura. Estruturais: engloba faces que imitam a escrita manual e se baseiam na caligrafia. ou longos na versão digital. Baskerville. arredondados. Grotescos: contém os tipos sem serifa. Helvetica) e subcategorias (Optima. Pela facilidade de leitura. Script). de formas limpas. geralmente. Bodoni. Folio. tipos impactantes são frequentemente usados em títulos e os mais claros ou finos nos textos. Calibri). usados em textos longos impressos. o que facilita a “navegabilidade” em uma publicação. os quais são da mesma altura e “monoespaçados”. A hierarquia indica diferentes graus de importância pelos tamanhos ou estilos tipográficos. do . Igualmente Ambrose e Harris (2009) indicam as formas de compor com tipos: Algarismos: estilo antigo (caixa-alta) e alinhados (caixa-baixa). Capitular: primeira letra da primeira palavra e. Usar duas ou mais faces de tipo é uma maneira simples de criar hierarquia. utilizados em textos curtos no impresso. CONCURSO PARA JORNALISTA | 53 Romanos: abriga todos os tipos serifados (Times Roman). mas exige técnica e estruturas para ter um resultado eficiente. com terminais alongados para ligar os caracteres. Century). A diagramação bem planejada pressupõe harmonia entre os elementos tipográficos para expressar uma ideia. aplicados principalmente em detalhes decorativos e marcas (Zapf. A hierarquia e a harmonia entre os tipos Compor ou diagramar parece algo bastante simples. Há uma variedade de tipos (Arial. Eurostile. Por exemplo. suas variações deram origem a diversos estilos (Garamond.

com a remoção ou adição de espaço entre elas. Clichê de metal: desenvolvido a partir dos tipos móveis. ou outro substrato. que pode ser ajustado para mais ou menos. Caracteres especiais: letras e números não são suficientes. em corpo maior e alinhada ao topo da primeira linha. Espaçamento: cada caractere ocupa a mesma largura. técnicas de impressão e acabamento. daí a necessidade de caracteres especiais ($%@&). Entrelinha: espaço entre as linhas de um bloco de texto. Serigrafia: força a tinta através de um estêncil. alto e baixo-relevo. CONCURSO PARA JORNALISTA | 54 primeiro parágrafo. Verniz: goma adicionada à peça impressa depois da última cor. Hot stamping: uma folha colorida é aplicada ao papel. Offset: processo de impressão litográfica. verniz. Pontuação e sinais gráficos podem variar em diferentes línguas. A produção tipográfica aprimora e diferencia um impresso As especificações de produção de um projeto gráfico envolvem os materiais. Kerning: compensação entre duas letras. método mais utilizado para produzir publicações. Tracking: espaçamento entre as letras. Rotogravura: a área a ser impressa é gravada na placa de impressão e a tinta transferida da chapa para o papel. Materiais: papéis diferentes absorvem quantidades diversas de tinta e têm diferentes brilhos e reflexões. por meio de transferência de calor. proporcional ao tamanho da letra. Acabamento: variedade de técnicas de impressão que visam melhorar a aparência. como relevo. para .

facilita a impressão de meio- tons. textura ou durabilidade. Offset: próprio para impressão offset. de preferência. tempo e estética. processo de fixar tinta no papel ou outro suporte. entre os de menor custo. IMPRESSÃO E ACABAMENTO Há uma variedade de processos de impressão e técnicas de acabamento para produzir publicações. O papel ideal para cada tipo publicação Um suporte é qualquer material que recebe uma imagem impressa. consideram-se os fatores práticos como custo. ideal para impressão de revista e jornal. com elevada resistência e . como dobra. exige um suporte diferente do usado em jornais. A maioria das publicações pode ser aprimorada por uma técnica de acabamento. nos quais a prioridade é o baixo custo. qualidade. corte. fosco ou monolúcido de alto-brilho. Na impressão. Estes são os tipos de papéis mais comuns utilizados em impressão convencional: Papel-jornal: feito de celulose triturada. embora divertidas e criativas. às vezes confusas (mistura de tipos e imagens). A aplicação prática da tipografia pode ser incomum. verniz etc. CONCURSO PARA JORNALISTA | 55 melhorar a aparência. desde uma folha de papel comum até papéis e cartões mais elaborados e táteis. Couchê: papel encorpado e revestido com substâncias minerais. por exemplo. atraentes e funcionais. após a impressão. pois há inúmeras possibilidades técnicas (ecletismo). A reprodução de imagens em uma revista. relevo.

As rotativas. cromo (impermeável em um dos lados. com o tempo fica amarelado. usada para boletim. para rótulos). Pasta mecânica: celulose com lignina (substância carbonada) ácida. nas publicações são utilizados processos offset de impressão. A supremacia do offset como processo de impressão Predominantemente. uma série de retículas contém pontos de . Outros: supremo (cartão não-revestido. encartes (folha fixada na dobra central de um caderno) e empastamento (união de dois suportes). antes do corte). manual etc. Há ainda os suportes incomuns. usado nas listas telefônicas. PVC. para capa de livro). Antique: acabamento rústico sobre o papel offset. imposição (disposição das páginas na sequência e na posição quando impressas. utilizam rolo de papel. as impressoras em geral reproduzem em quatro cores. jornal. Alimentadas por folhas. madeira etc. de altas tiragens e resultados regulares. impressora a laser e a jato de tinta) e escrita. comum em relatórios anuais. CONCURSO PARA JORNALISTA | 56 contra deformações. cartão de fibra reciclada (embalagem). como metal. A impressão offset usa uma chapa metálica tratada para transferir imagem/texto através de uma blanqueta de borracha para o papel. tecido. É um processo rápido. em que cada torre contém um conjunto de chapas e rolos de cor diferente. com ou sem fotolito (CTP). Não-revestido: variedade de tipos para impressão (fotocópia. Na impressão em cores. As técnicas incluem também transparência (impressão de um lado pode ser vista de outro lado não-impresso). cerâmica. para impressão de jornal. corpo humano.

forçando a passagem da tinta por uma tela que contém a imagem e/ou texto. tipografia. digitado em uma máquina que produz uma fita de papel perfurado que controla os caracteres a serem fundidos. a laser. deixando um relevo e textura rugosa. como velocidade. pelo ganho-de-ponto ou DPI (pontos por polegada). Linotipo: composição a quente. O CPT possibilita impressões avançadas. CONCURSO PARA JORNALISTA | 57 meio-tom e são utilizadas para replicar os tons fotográficos contínuos. . de alta qualidade. cores e custo. especialmente papel: offset. esses pontos criam a ilusão de uma imagem colorida. Termografia: processo de acabamento de impressão para produzir um texto em relevo no papel. sem a necessidade de fotolito. na qual os tipos são fundidos em metal para compor um texto por caractere (monotipia) ou em linhas (linotipia). Uma vez impresso. com melhor resolução. pelo qual uma superfície elevada e entintada é prensada contra o papel ou outro suporte. jato de tinta. Processos raros e alternativos de impressão Impressão refere-se a diferentes técnicas que utilizam tinta em um suporte. no qual o pó termográfico é depositado sobre a tinta ainda úmida. No processo CPT (computer-to-plate). Na atualidade estes são os processos raramente utilizados em publicações: Tipográfica: forma de impressão pioneira (tipos móveis) em relevo. é criada uma chapa de impressão diretamente de um arquivo eletrônico. Cada método tem variáveis próprias. serigrafia etc. com ampliação dos pontos de tinta no papel e lineatura de retícula ou LPI (linhas por polegada). do computador direto para a chapa. Serigrafia ou silk screen: imposição de uma imagem no papel.

As mais comuns são a dobra-vale e a dobra-montanha. entintada e montada em bloco de madeira. Dobra francesa: folha impressa de um lado e dobrada vertical e horizontalmente para formar um caderno de quatro páginas não- refilado. Segundo Ambrose e Harris (2009). estas técnicas transformam uma peça comum em algo diferenciado: Verniz: composto incolor aplicado para aprimorar a aparência visual e proteger o papel contra desgastes. como corte especial. pode ser de alto-brilho (UV). verniz etc. cortiça. Corte especial: além do corte normal e refile. fosco. para realçar a apresentação visual. Dobra-janela: folha com quatro partes dispostas na publicação para que os painéis à esquerda e à direita ao serem dobrados para dentro se juntem na lombada sem se sobreporem. acetinado ou perolado. madeira e corantes). Dobra-sanfona: duas ou mais dobras paralelas que vão em direções . CONCURSO PARA JORNALISTA | 58 Lineleografia: impressão em relevo de baixa tiragem. em que uma imagem é moldada em uma peça fina de linóleo (tecido impermeável feito de linhaça. relevo. Páginas desdobráveis: folha dobrada de papel que é encadernada em uma publicação para produzir mais espaço para montar uma imagem ou elemento visual. Os acabamentos que tornam uma publicação interessante O acabamento abrange vários processos que dão o toque final a uma publicação depois de impresso. brilhante. gomas. Dobra: os métodos de dobra produzem diferentes efeitos criativos e oferecem diversos usos e formas. o processo especial usa faca de aço para cortar uma parte específica da peça.

para uma superfície tridimensional. serrilha (picote para ser destacado). rebarba (borda irregular). . Acabamentos especiais: relevo seco. elevada. como uma sanfona. permitindo que muitas páginas sejam dobradas em uma publicação de tamanho menor. CONCURSO PARA JORNALISTA | 59 opostas e se abrem. decorativa ou texturizada). alto-relevo e baixo-relevo (com tinta ou laminado metal. impressão de borda. Dobra enrolada: composta de uma série de dobras-vale paralelas dobradas umas sobre as outras.

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GLOSSÁRIO

Abertura – Orifício das câmeras fotográficas, que capta a imagem.
Aerógrafo – Antigo aparelho de ar comprimido para retocar fotografias e
desenhos.
Aldus – Família tipográfica (Palatino, Zapf) desenhada pelo tipógrafo Herman
Zapt em 1954, em homenagem a Aldus Manutius, impressor veneziano do
século 15.
Alinhar – Em artes gráficas, dispor texto ou outros elementos gráficos em
linha reta.
ANER – Associação Nacional de Editores de Revistas.
Antiqua – Denominação da tipologia romana.
Apara – Sobra de papel cortado na indústria gráfica.
Arte-final – Montagem final de uma peça gráfica, pronta para a reprodução.
Artigo – Texto assinado, de opinião, comentário, análise ou crítica de um
tema.
Autotipia – Processo de reprodução fotomecânica em meios-tons.
Baixo-relevo – Desenho estampado em um suporte, sem tinta ou folha
metálica.
Baskerville – Letra serifada criada em 1757 pelo tipógrafo inglês John
Baskerville (1706-1775).
Bauhaus – Escola alemã de design e arquitetura (1919-1933).
Bimensal – Periódico publicado quinzenalmente.
Bimestral – Periodicidade de uma publicação a cada dois meses.
Bitmap – Do inglês: mapa de binário digital (bit). Qualquer imagem gráfica
composta de pixel.
Bobina – Grande rolo de papel-contínuo usado em impressora rotativa.
Bodoni – Tipografia criada por Giambattista Bodoni, tipógrafo do século 18.

CONCURSO PARA JORNALISTA | 64

Boneco – Esquema de paginação e diagramação rascunhado de folheto ou
publicação.
Bouncer – Do inglês: exagero. Problema de registro do preto na escala de cor.
Box – Do inglês: caixa. Trecho de um texto, eventualmente com imagem ou
ilustração, com certo destaque.
Branded content – Do inglês: conteúdo de marca. Conteúdo relevante para o
público.
Briefing – Do inglês: instrução. Conjunto de informações, coleta de dados para
o desenvolvimento de uma peça publicitária.
Cabeça de página – Alto da página. Espaço nobre onde são publicados
conteúdos mais importantes.
Cabeçalho – Parte superior de uma publicação onde figuram título, data,
número.
Caderno – Cada um dos conjuntos de folhas dobradas, com no mínimo quatro
páginas, que compõem um jornal ou encarte em revista.
Caixa alta – Letra em maiúscula, versal, “caixão”.
Caixa baixa – Letra em minúscula, “caixinha”.
Calandra – Máquina de linotipo (tipo e clichê de chumbo).
Calhau – Texto de pouco interesse para uso eventual. Anúncio avulso do
próprio veículo.
Caligrafia – Arte de escrever à mão, escrita artística estilizada.
Canal (gráfico) – Camada de cor em uma imagem em RGB (três), CMYK
(quatro) e preto-e-branco (um canal).
Capitular – Primeira letra, maior e ornada, no primeiro parágrafo de uma
matéria.
Caractere – Tipo de impressão ou letra escrita.
Caricatura – Desenho que acentua propositadamente características
marcantes de um rosto.
Cartum – Do inglês (cartoon): caricatura. Desenho de humor que retrata
situações corriqueiras do dia a dia.
Catatau – Texto extenso e prolixo.
Centímetro de coluna – Unidade básica de medida de colunas em jornais e

CONCURSO PARA JORNALISTA | 65

revistas. Por exemplo, duas colunas com 10 centímetros de altura cada, igual a
20 cm/col.
Chapa – Peça metálica para a reprodução de originais em impressora off-set.
Chapado – Impressão uniforme, sem retícula.
Charge – Do francês (charger): carga. Caricatura ou desenho que critica e
satiriza algum acontecimento ou personagem.
Chassi – Arte preparada para aplicar ou trocar informações a cada edição.
Cícero – Antiga medida do corpo dos tipos gráficos.
Cinta – Tira de papel ou de plástico para envolver jornal ou revista.
Circulação – Número de exemplares e de regiões em que circula um periódico
(jornal, revista).
Circulação certificada – Quando um periódico (jornal, revista) submete a sua
tiragem a uma organização verificadora de circulação, por exemplo o IVC.
Clichê – Do francês: cliché. Matriz de metal, com imagem e texto em relevo
para a impressão em máquina tipográfica.
CMYK (Cyan, Magenta, Yellow and Black) – Do inglês: ciano, magenta, amarelo
e preto. As cores primárias na escala de cores.
Colaborador – Pessoa que presta serviço a um meio de comunicação sem
relação de emprego. Colunista eventual.
Coluna – Área ou campo de um leiaute de página, na qual o texto flui.
Colunista – Cronista ou crítico de jornal, revista e internet, responsável por
uma coluna ou seção.
Composição a quente – Processo de impressão no qual linhas de tipo de metal
são fundidas antes de serem preparadas para impressão.
Compressão – Processo que reduz o tamanho de uma imagem digital.
Conselho editorial – Órgão formado por pessoas de setores diferentes, que se
reúnem periodicamente para propor pauta, análise das edições e
planejamento editorial.
Cor – Diferentes comprimentos de onda de luz visível: matiz (distingue uma
cor da outra), saturação (pureza de uma cor expressa pelo seu valor de cinza)
e brilho (quão escura é uma cor).
Cores primárias – Aditivas (vermelho, verde e azul: misturadas resultam no

Curva de Bézier – Curva polinomial usada em diversos aplicativos gráficos (Illustrator. magenta e amarelo: usadas na impressão em quatro cores). na proporção 2:1. Diagrama – Antiga folha retirada para guiar o início do trabalho de diagramação.7cm).8 x 21cm). Design editorial – Especialidade do design gráfico. Photoshop. voltada para a editoração. Cromotipia – Processo de impressão em cores. A4 (21 x 29. Paginação. como A5 (14.7 x 42cm) e outros. a partir de um projeto gráfico. Diagramação – Arte de combinar texto. Degradê – Graduação crescente ou decrescente de cores em uma imagem. em 1962. Cores terceárias – Combinação de uma cor secundária com uma primária. Design editorial. DIN (Deutsches Institut für Normung) Instituto alemão de normas. Desenho. Cyan – Do inglês: ciano. A3 (29. Gimp. Prova de foto ou arte em cores. Instituição criadora da padronização dos formatos de papel. Design gráfico – Área do design voltada para a concepção de um projeto ou modelo gráfico. títulos. Tinta de impressão na tonalidade de azul-claro. Freehand. anúncios. ilustrações. criada pelo tipógrafo francês Firmin Didot (1764-1836). que organiza e modela as manifestações do pensamento em visualidade e forma. Design – Do inglês: desenho. Editoração. Área do conhecimento multidisciplinar. com traços finos e grossos e remates delgados. Disco de cores – Representação circular do espectro cromático da relação . Desenvolvida pelo designer francês Pierre Bézier. Croma – Variação de cor do mesmo tom. Deriva do ato de montagem sobre um diagrama. CONCURSO PARA JORNALISTA | 66 branco) e substrativas (ciano. diagramação e paginação de uma publicação. CorelDraw) e formatos de imagem vetorial. Didot – Família de fonte gráfica. Diafragma – Mecanismo em câmara que regula a quantidade de luz e a profundidade do campo. Cromalin – Marca de DuPont. Corpo – Altura do espaço de um caractere tipográfico.

em única folha. Empastelamento – Laminação de dois suportes com propriedades diferentes. Entretítulo – Intertítulo. de quatro páginas. Editorial – Conteúdo escrito por um jornalista. Editor responsável – Jornalista que responde legalmente por uma publicação. fotocompositora). Ditongo – Ligadura de duas vogais para formar um único caractere (ᴁ). Dobra francesa – Dobra vertical imediatamente seguida por uma dobra horizontal que forma um caderno contínuo. Encalhe – Sobra de exemplares da edição de uma publicação. Encarte – Peça solta ou grampeada inserida no miolo de uma publicação. Resolução de dispositivos de saída (impressora. Entrelinha – Espaço entre linha de texto medido entre duas linha de base consecutivas. como cor. Entrevista coletiva – Informações de uma ou mais fontes à mídia por meio de respostas a um grupo de repórteres. selecionando. não-refilado. Dobradeira – Parte de uma impressora que dobra. Dupla central – Páginas centrais de jornal ou revista. Editor – Responsável por uma determinada seção. Título em corpo menor que subdivide um texto extenso. Dobra-janela – Dobra em que as páginas da direita e da esquerda de uma folha de quatro painéis são dobradas para dentro e se encontram no meio da página sem se sobreporem. Editar – Preparar o material. Dobra-sanfona – Duas ou mais dobras paralelas que se alternam em direções opostas e se abrem como uma sanfona. Geralmente. DPI (Pixels Per Inch) – Do inglês: pontos por polegada. é convocada pela assessoria . CONCURSO PARA JORNALISTA | 67 entre as cores. conta e empacota uma publicação. suprimindo ou diminuindo para a publicação. Edição – Processo de preparação e publicação de material jornalístico. Entrevista – Informações e declarações concedidas a jornalista para publicação.

Flash – Do inglês: lampejo. revista e na . Por exemplo. atemporal. sem serifa. Face – Letras. Fac-símile – Do latim: fazer igual. Família – Conjunto de fontes tipográficas com as mesmas características fundamentais. Flexoprint – Do inglês: impressão em relevo. Sistema de impressão direta em chapas plásticas. Arial. Sistema de iluminação que usa capacitores e tubos de gás para criar um disparo rápido e forte de luz. Fio – Linha usada para dividir textos ou matérias. desestruturada e normalmente conduzida pessoalmente ou por telefone. Flexografia – Processo de impressão em relevo. Filigrana – Fios. aberta. Matéria sobre assuntos variados. de quem o jornalista obtém informação para transmitir ao público por meio de uma mídia. em que o entrevistado responde livremente. Fascículo – Parte de uma obra. de si ou referência. cada metade é um fólio. Entrevista em profundidade – Entrevista extensiva. portanto um fólio tem quatro páginas. investigativa. marcas ou desenhos transparentes em certos tipos de papéis. números e sinais de pontuação de um tipo (fontes tipográficas). Feature – Do inglês: parte essencial. Também usada para realçar fotos. Fonte tipográfica – Modelo de letra usado na impressão de jornal. Reprodução idêntica de um documento. Exemplar – Unidade de uma publicação. Sans-serif. Fechamento – Encerramento de cada página ou todas para impressão. Fólio – Folha de papel dobrada ao meio. Estêncil – Forma de letras e imagens criadas pela aplicação de tinta com um molde Etrusco – Letra de traços uniformes. Fonte – Pessoa interlocutora de uma organização. CONCURSO PARA JORNALISTA | 68 de comunicação da fonte. Escala de cores – Retângulos ou círculos impressos na lateral de uma prova progressiva de impressão em cores.

Gancho – Início de uma matéria para prender a atenção do público e manter o interesse até o final. Rabiscos ou desenhos em muros e paredes públicas. Fotograma – Fotografia criada sem o uso de uma câmera. Garamond – Tipo de fonte gráfica criada por Claude Garamond. Freelancer – Do inglês: autônomo. . Gramatura – Peso. Aquela que não requer publicação imediata. Gibi – Revista em quadrinhos. Serve para estipular a espessura do papel. de uma folha de um metro quadrado. Grid – Estrutura gráfica usada para organizar a disposição de elementos em um design editorial. Grão – Efeito visual em uma fotografia gerado pela reação dos filmes de alta velocidade à luz. de pichações à arte de rua. Profissional temporário. Fotomontagem – Duas ou mais imagens combinadas para criar uma imagem composta. que explica o assunto. usado para destacar manchetes. Foto legenda – Foto com legenda maior que o habitual. quando ampara uma foto que. em 1530.Editor de imagem multiplataforma livre da GNU/Linux. Grafite – Do italiano (graffito): arranhar ou riscar. Fotografia – Processo de captação e reprodução de imagens. sozinha. Gravata – Frase abaixo do título. Gaveta – Matéria fria. em gramas. Garrafal – Tipo de letras grandes. Fora do registro – Defeito de impressão com imagem desfocada ou deslocada. Fotorreportagem – Matéria jornalística com a predominância de fotografia. justifica sua publicação. Grande angular – Objetiva de câmera fotográfica com amplo campo visual. Fotolito – Filme para a reprodução em chapa e impressão em offset. sem vínculo empregatício. Gama – Variedade de cores. CONCURSO PARA JORNALISTA | 69 internet. Gimp (GNU Image Manipulation Program) .

com falas em balões. Intertítulo – Título curto usado para destacar determinado tema dentro da matéria. xerografia (fotocópia) etc. usando calor e pressão. dadas nos bastidores (na cocheira dos cavalos). offset (chapa de metal). CONCURSO PARA JORNALISTA | 70 Grifo – Letra inclinada à direita. . Publicação periódica interna (home-organ) ou externa (house-organ) com informações da organização ou relacionada a ela. Informação – Transmissão de notícias. Informação de cocheira – Expressão antiga sobre a informação obtida em off. Ícone – Elemento gráfico que representa um objeto ou uma pessoa em desenho simples e instantâneo. Box ou pequeno texto que ajuda na compreensão da matéria ou de um trecho. símbolo. desenho e texto para a compreensão de um fenômeno complexo. exemplifica ou adorna. Ilustração – Trabalho gráfico que explica. Processo de impressão sem tinta. Guilhotina – Máquina para cortar papel em quantidade. Infográfico – Recurso gráfico que alia imagem. Identidade visual – Esquema gráfico aplicado aos elementos visuais – marca. cor – de uma organização. Gibi. Insert – Do inglês: inserir. House-organ e home-organ – Do inglês: órgão da casa. Histograma – Gráfico que representa a distribuição dos pixeis conforme o tom de uma imagem. Imprensa – O jornalismo impresso. Ideograma – Símbolo gráfico utilizado para representar uma ideia. Ato ou efeito de informar. Itálico. rotogravura (rotativa). Entretítulo. tira. Hot stamping – Do inglês: estampagem a quente. História em quadrinhos – Aventura ou história narrada por uma sucessão de desenhos. Hebdomadário – Publicação semanal. mas também pode-se entender como o conjunto das mídias. notadamente jornal e revista. Impressão – Ação ou efeito de imprimir por diferentes processos: tipografia (tipos).

impressa. Linha d'água – Papel com traços e transparências visíveis contra a luz. Justificado – Bloco de texto com a maioria das linhas da coluna com a mesma largura. Mas usa-se também para programa noticioso em rádio. medidas etc. CONCURSO PARA JORNALISTA | 71 Íris – Diagrama de diâmetro variável que regula a entrada de luz da câmara fotográfica. Lide – Do inglês (lead): persuasão. com suas principais informações. Leitor – O que lê. Remoção de espaço indesejável entre as letras. Grifo. Folha com o roteiro da apresentação de telejornal. Abertura e resumo da notícia. Jornal – Publicação periódica. Legenda – Pequeno texto descritivo ou explicativo de uma imagem. Letrina – Capitular com floreios e figurações diversas. Planejamento ou espelho de uma publicação com disposição gráfica de título. Lauda – Antiga folha de papel para a redação jornalística em máquina de escrever. imagens e texto. Kerning.formato gráfico digital. Leiaute – Do inglês (layout): esboço. alguma publicação. Jornalismo literário – Narrativa jornalística que emprega recursos de literatura. geralmente em maiúsculas. . Letra garrafal – Tipos muito grandes. Do inglês: ajuste de espaço. Audita a tiragem e circulação de jornais e revistas e monitora a audiência na internet. Lenticular – Técnica de impressão que confere profundidade ou movimento em uma imagem à medida que o ângulo de visão muda.Sistema de classificação de sensibilidade à luz em fotografia. habitualmente. em especial. IVC – Instituto Verificador de Comunicação. JPG ou JPEG (Joint Photographic Experts Group) . ISO (International Standards Organization) . Justaposição – Posicionamento de imagens lado a lado para destacar ou criar uma relação entre elas. TV e internet. Itálico – Tipo um pouco inclinado para a direita e que imita a letra manuscrita.

Newsletter – Do inglês: boletim de notícias. Monoreflex. Monocromático – Imagem criada com variações de tom de uma única cor. Matiz – Cor refletida ou transmitida a partir de um objeto. Litografia – Processo de impressão sobre pedra ou placa de metal. Câmera monobjetiva digital. Mídia – Do latim (media. plural de medium): meios. Conjunto dos meios de comunicação: jornal. internet. Mancha – Espaço útil de impressão de uma página de jornal ou revista. LPI (Lines Per Inch) – Do inglês: linhas por polegada. Negrito – Em inglês: bold. Moarê – Do francês (moiré): ondeado. rádio. a partir de uma matriz parafinada (estêncil). revista. Logo – Símbolo gráfico que representa a característica de uma organização. Resolução de tela de meio-tom para imprimir. Macarrão – Folha solta simples (não dupla) incluída em um caderno de jornal. Mimeógrafo – Antigo aparelho manual de impressão. . CONCURSO PARA JORNALISTA | 72 Linotipo – Máquina que compõe e funde linhas em bloco de texto em chumbo. TV. geralmente com único assunto. Pequena publicação impressa ou digital distribuída regularmente a um público específico. Logomarca – União do logo com o logotipo. Tipo de impressora em desuso. produto ou serviço. Efeito de impressão com retículas sobrepostas. Do inglês: monobjetiva. Forma antiga e romanceada de escrever o início da notícia. Logotipo – Marca constituída de letras desenhadas para caracterizar uma organização. Nariz de cera – Parágrafo introdutório que retarda a entrada no assunto específico do texto. aportuguesado a partir da pronúncia em inglês. Manchete – Título de notícia em destaque na capa da mídia impressa ou na página principal de um portal de notícias na internet. Letra ou fonte tipográfica com traços mais grossos e mais escuros que o normal.

Menor unidade de uma imagem digital. no qual a imagem gravada em chapa de metal flexível transfere-se para o papel. Página de modelo que contém os elementos comuns de uma publicação. CONCURSO PARA JORNALISTA | 73 Notícia – Relato de um acontecimento recente. Picote – Série de perfurações feita em um suporte. Pasquim – Do italiano: Pasquino (personagem de comédia. PPI (Pixels Per Inch) – Do inglês: pontos por polegada. Pantone – Guia internacional de referência de cores. Paica. Passe partout. Pixel – Do inglês: ponto. verdadeiro. Offset – Do inglês: dobrar em ângulo. opaco. ao combinar as três cores básicas (vermelho. Borda em volta de uma imagem ou outro elemento. Jornal com conteúdo difamador. Tamanho e qualidade de reprodução da imagem. leve e durável. Overprint – Do inglês: sobreposição. Processo em que uma cor é impressa sobre a outra. Olho – Destaque de frase ou texto relevante no meio de uma matéria. Papel-bíblia – Papel fino. Medida tipográfica que equivale a 12 pontos do sistema anglo-americano (4. criando uma espécie de moldura. Página-mestre – Do inglês: tamplete. Processo de impressão litográfica. Do francês: por toda parte. Prelo – Prensa ou máquina de impressão.218 mm). atrevido. fabricado com 25% de algodão e linho. formam a imagem. Pontos (ou quadradinhos) que. Empresa americana sediada em Nova Jersey. objetivo e de interesse público. glutão e mentiroso). jornal ou revista com data fixa de circulação. Paquê. verde e azul) agrupadas em linhas e colunas. Do francês: paquet. por meio de cilindros. Conjunto de composição tipográfica para ser paginada ou estereotipada. Periódico – Publicação editada em tempos determinados. Do inglês: pica. inédito. . Policromia – Qualquer processo de impressão com mais de três cores. normalmente em papel. Paginação – Ordem das páginas de uma publicação.

Reportagem – Gênero jornalístico que relata um assunto em profundidade na mídia. para dar um a sensação de relevo. Quadricromia – Impressão com as quatro cores primárias. Obturador – Cortina na câmera que se abre por um tempo determinado. Registro – Grau em que as diferentes chapas utilizadas no processo de impressão se alinham corretamente para reproduzir uma imagem com precisão. Reprinte – Do inglês: reprint. CONCURSO PARA JORNALISTA | 74 Produção gráfica – Nas artes gráficas. sem tinha. mensal) impressa ou digital. permitindo que a luz atinja o filme. todos os processos anteriores à impressão. Resolução – indicador da qualidade de uma imagem. Reimpressão de um anúncio ou reportagem. . Rebarba – Borda irregular do papel quando sai da impressora. calculado pela multiplicação do número de pontos. Redondo – Tipo comum de fonte tipográfica. Retranca – Termo genérico para designar cada unidade de texto em jornal e revista. Relevo seco – Desenho estampado em um suporte. Esboço da diagramação de uma página ou da própria publicação. com notícias e variedades. Prova – Pré-impressão para conferir previamente o resultado do impresso. Resma – Pacote de papel com 500 folhas. Retícula – Filme utilizado em fotomecânica para reproduzir imagens em meios-tons. Revista – Publicação periódica (semanal. geralmente especializada. geralmente refilada. Regra dos terços – Guia de composição e leiaute fotográfico concebido para ajudar a produzir resultados dinâmicos. Projeto gráfico – Dar forma visual a um projeto com técnicas gráfica e de design. Rafe – Do inglês (rough): rascunho.

Câmera monoreflex ou monobjetiva digital. Times Roman. Desdobramentos de um fato que foi notícia na edição anterior. Suíte – Do francês: suite. geralmente de 56cm de altura por 38cm de largura. Sangrado – Espaço além do ponto em que a página será refilada. Formato padrão de jornal. redondo). Sépia – Pigmento ou tinta morrom-escura que dá a sensação de imagem envelhecida. Formato de arquivo de imagens fotográficas e de meios-tons. serifada. Foto legenda. Picote. Standard – Do inglês: padrão. Por exemplo. Medida de intensidade. Tabloide – Formato especial de jornal. Tipo – Na tipografia designa a chapa de metal ou madeira com letra. Serifa – Pequeno traço na extremidade das hastes de uma fonte tipográfica. Refere-se ao desenho (serifa. SLR (Single Lens Reflex) – Do inglês: reflexo de lente única. número ou sinal em alto-relevo. negrito) e ao tamanho (corpo). Sangrar – Cortar fora a parte da impressão ao aparar. na qual o papel em bobina passa entre dois cilindros. verde e azul. equivalente a metade (28cm x 38cm) do formato standard. Cores primárias aditivas. Texto legenda – Legenda ampliada que combina foto ou ilustração. CONCURSO PARA JORNALISTA | 75 RGB (Red. com a impressão além do corte. TIFF (Tagged Image File Format) – Do inglês: formato de arquivo de imagem marcada. à intensidade (claro. Sanfona – Duas ou mais dobras paralelas e que se abrem como uma sanfona. Rotativa – Máquina de imprimir. Tipo manuscrito – Letra que imita a escrita manual. à inclinação (grifo. Tipo romano – Letra com traços finos e grossos. . Saturação – Variação de cores do mesmo tom. Serrilha – Série de cortes ou furos para que o papel seja rasgado facilmente. itálico). Green and Blue) – Do inglês: vermelho.

em especial ao desenho e à família de fontes. Tiragem – Total de cópias produzidas por um jornal ou revista em uma edição.Objetiva que permite variar a distância focal. Viúva – Palavra ou sílaba que sobra na última linha de um parágrafo. Zoom . TTL (Through-The-Lens) – Do inglês: através das lentes. TV. Versalete – Versal tipográfico com forma da maiúscula e tamanho da minúscula. Colocação. Espaço ajustável entre as letras. . inserção de peça publicitária na mídia. TrueType – Do inglês: tipo verdadeiro. estria no papel por impressão sem tinta. internet). Veículo – Meio de comunicação de massa. Formato de fonte com contorno na forma de “curva de Bézier”. rádio. Vértice – Ponto em um caractere. Unidade escrava – Equipamento sensível ao disparo de uma câmera e que dispara um segundo flash simultaneamente. Veiculação – Circulação de uma notícia ou mídia. Mídia (jornal. Trapping – Do inglês: armadilhas. em que as hastes esquerda e direita se cruzam (A) Vinco – Marca para uma dobra. Tira – Pequena história em quadrinhos. Sistema pelo qual o fotômetro registra os valores da iluminação que passa pela objetiva de uma câmera. Tracking – Do inglês: rastreamento. CONCURSO PARA JORNALISTA | 76 Tipologia – Em artes gráficas refere-se aos caracteres tipográficos. Sobreposição de texto ou formas coloridas para corrigir registro de impressão e evitar espaços em branco. revista.

O PhotoPaint integra o pacote do CorelDraw. (C) Scribus. e auxilia na edição de imagens. 2015) As revistas. EBSERH. (E) Photoshop e InDesign. Ilustrator. Assinale a alternativa que apresenta apenas programas que editem imagens vetorizadas. 2 . (D) Word. obviamente. enquadra-se como processador de texto. (A) Photoshop. O Photoshop edita imagens bidimensionais. O Sbribus. círculos e cores. CorelDraw. PhotoPaint. O Word. Certa: B. (B) Illustrator.QUESTÕES COMENTADAS As questões selecionadas são recorrentes em concursos para jornalistas nos últimos anos (2009-2016). se caracterizam pela comunicação . são utilizadas as artes em vetor para grafismos e bitmaps para fotos. próprio para a diagramação e organização de página de publicações. No jornalismo. embora com características típicas de editor vetorial. O Adobe Illustrator e o CorelDraw são programas editores de imagens vetoriais. 2016) Os programas de editoração eletrônica produzem imagens gráficas em bitmap (mapa de bits) composto por pixels ou vetores. é similar ao Adobe InDesign. por traços.(FGV. 1 .(AOCP. Nos enunciados foram mantidas as formas de apresentação e as grafias adotadas em cada banca examinadora. aplicativo de desktop publishing de código aberto. DPE/MT. como veículo de comunicação institucional. Illustrator.

nenhuma mídia organizacional chega à tanta informalidade (A) nem circula apenas para um indivíduo (E). A noção de “horizontal” e os demais conceitos são subjetivos. Ascendente (de baixo para cima) e descente ou vertical (de cima para baixo) são considerados fluxos de informações (B e D). Considerada correta: C. (E) enfatizar as notícias positivas para a empresa.(FGV. 2013) As publicações institucionais. para atingir seu público interno. Por certo. Certa: C. embora se entenda que a comunicação horizontal ou lateral é aquela que ocorre entre um mesmo grupo social ou do mesmo nível. Espera-se que uma publicação interna seja ágil o suficiente . escondendo os problemas para evitar as conversas paralelas e boatos de corredor. (D) compartilhar todas as informações sobre a empresa com os funcionários. (B) deixar claro para os funcionários que suas opiniões só têm espaço nos veículos da empresa se apoiarem as decisões dos gestores. 3 . Assembleia Legislativa/MT. (B) ascendente. (C) horizontal. impedindo qualquer confidencialidade entre os setores. (E) individualizada. (D) descendente. devem (A) ter uma atitude paternalista em relação aos funcionários. enfatizando a imagem familiar da empresa que sabe o que é melhor para cada um. (C) ser ágeis o suficiente para evitar que os funcionários sejam surpreendidos por notícias sobre a empresa veiculadas pela mídia. CONCURSO PARA JORNALISTA | 78 (A) informal. presume-se que a publicação seja dirigida para um determinado público (horizontal). Portanto.

atrair a atenção do leitor e construir o sentido por meio da relação entre as diversas matérias significantes (verbos visuais) que compõem o jornal. Mas dificilmente consegue isso pela periodicidade. relativos à editoração. e um grupo de tipos de caracteres. 2013) O design jornalístico potencializa o discurso jornalístico. O projeto gráfico apresenta estas características. 6 – C Projeto gráfico dá forma visual a um projeto com técnicas gráfica e de design. ao organizar os conteúdos. muitas publicações continuam paternalistas (A). (Cespe. Errado: E. Times New Roman e Helvética são exemplos de fontes com serifa. que é uma ferramenta de ordem e arranjo dos elementos gráficos para apresentar uma composição visual e obter coesão no leiaute. Garamond e Times Roman realmente são serifados. Certo C: Sim. pelas mídias externas à organização. para apoio do processo de produção. Embora não seja o correto. 5 – O projeto gráfico de uma publicação dá forma ao seu projeto editorial. como letras. e-mail). e é constituído por um conjunto de regras básicas que utilizam um diagrama. ou seja. que tem exatamente esta função. Assinale C (CERTO) ou E (ERRADO) 4 – Os tipos Garamond. criar identidade. ou grid. UnB. Tendo o texto acima como referência inicial. CONCURSO PARA JORNALISTA | 79 para que o funcionário não seja o último a saber. Certo: C. barreiras para o diálogo (D) e só enaltece a empresa (E). mas Helvética é um tipo grotesco. . esta é uma definição clássica de “projeto gráfico”. dá forma visual a partir de um grid. exceto o mural e as mídias digitais (intranet. julgue os próximos itens. meios de cooptação (B). arredondado. números e sinais.

(Fepese. 10 . por oferecer melhor qualidade de impressão em meio-tons (fotos). Obviamente. gráficos. o supremo (D) por ser um cartão.(FUNRIO. o infográfico está atrelado a alguma matéria. Errado: E. Em geral. Sulfite d. mas nada impede que seja um recurso autônomo em uma edição. Certo: C. O autor do enunciado utilizou o mesmo prefixo (info) para induzir ao erro. 8 – Os infográficos podem ser matérias jornalísticas independentes. não necessariamente subordinados a outros textos jornalísticos. Couchê c. Vergê Correta: B. Cromo b. mapas somente para a editoria de informática. a não ser que atue exclusivamente nessa editoria. 2009) As famílias tipológicas . que o infografista não cria apenas para a informática. 9 . 2011) Papel adequado para uma revista dirigida aos clientes de uma empresa: a. CONCURSO PARA JORNALISTA | 80 7 – O infografista cria. O cromo (A) é ideal para rótulos. tabelas. pela rugosidade. O papel couchê é comumente utilizado neste tipo de revista. Supremo e. aplica-se em capa de livro e o vergê (E). não se presta para impressão de meio-tons. Ministério da Justiça. eventualmente. elabora e executa quadros. o sulfite (C) para reprografia e impressora de escritório. Casan. Mas é praxe que o infografista produza infográficos para todas as seções.

geralmente é chamada de “travessa”. verticais. e a barra. uma trave cruza (ou fixa-se em) duas hastes. As linhas predominantemente verticais e as predominantemente horizontais são chamadas respectivamente de A) barras e flexões. exatamente pelo traço horizontal. V). Portanto. A curva (também denominada de flexão) está presente na serifa. E) hastes e traves. . C) traves e barras. A trave. Resposta correta: E. na diagonal de uma letra (N. B) serifas e curvas. Z. trata-se de uma questão típica de “embaralhamento” de conceitos dentro de um mesmo tema. D) curvas e flexões. na letra “H” por exemplo. CONCURSO PARA JORNALISTA | 81 apresentam características específicas quanto aos traços dos elementos formadores de suas letras.

embora tenham uma rotina acelerada.SIMULADO Este simulado reproduz 30 questões de concursos públicos para jornalistas realizados no período de 2009 a 2016. Câmara de Gravataí/RS.(IFPE. d) um erro porque o produto deveria ser encaminhado exclusivamente para a diretoria e os acionistas atualizarem o perfil humano da empresa. no caso. os empregados. com a listagem dos fatos a serem . poderão. e) um equívoco porque o produto divulga material voltado ao público interno da empresa. b) uma decisão acertada. jornais e revistas. c) um investimento correto. uma ou outra vez. Manteve-se a forma de apresentação. a grafia e o estilo de redação de cada banca examinadora.(Fundatec. 2 . 2016) O envio de house organs por assessorias de imprensa para rádios. principalmente se o house-organ tiver sido editado com funcionários dos diversos setores da empresa. é a) um investimento de risco. televisões. ler a publicação. do ponto de vista da imagem da empresa. 1 . Ao final consta o gabarito com as indicações das respostas corretas consideradas pelas bancas. pois repórteres e editores. mas adotado hoje pelas assessorias de imprensa de grandes empresas e instituições nacionais e estrangeiras. 2016) O primeiro objetivo de uma pauta é planejar uma edição.

tipologia. Câmara da Registro/SP. 3 . teve o seu livro clássico Editing by . D) Definição dos títulos. independentemente da importância da matéria. 2016) Jan White. uso da cor e posicionamento dos fios. Assinale a alternativa que NÃO aponta uma vantagem administrativa do uso da pauta. Esse planejamento tem diversas vantagens. C) Viabiliza a realização de pesquisa prévia para ampliar uma cobertura.(Fundep. A) Diminui a aplicação de esforços em atividades improdutivas. seja ele uma revista ou jornal. são elementos que o diagramador deve utilizar para definir o padrão gráfico. texto-título e título-foto. slogan. um dos mais influentes estudiosos de diagramação. EXCETO: A) Definição de margens. uso de fios e vinhetas. CONCURSO PARA JORNALISTA | 83 cobertos e assuntos a serem abordados. 2016) A padronização gráfica ou identidade visual começa com a escolha de uma estrutura que leva em conta diversos elementos. Os recursos persuasivos possibilitam ao leitor uma imediata identificação do produto jornalístico. Prefeitura de Uberaba/MG. C) Ligações entre foto-texto. 4 . B) Distribuição dos anúncios de publicidade.(Vunesp. E) Pulveriza a concentração de recursos no maior número de coberturas possíveis. B) Permite a gestão de meios e custos a serem utilizados em uma reportagem. do ponto de vista da administração. boxes e retículas. D) Prevê volume de informações necessário para eventuais quedas de pauta. Com relação à diagramação. escolha do papel e tiragem.

(D) as áreas mais valorizadas da página dupla estão no canto inferior esquerdo. O sistema de . CONCURSO PARA JORNALISTA | 84 Design publicado no Brasil. (A) Textos não alinhados entre si e com os outros. (C) os anunciantes preferem as páginas direitas porque. formando uma continuidade. qualquer que seja a sua área impressa. tendem a se concentrar nas páginas ímpares. (E) o observador começa uma página individual no canto superior direito e varre-a com o olhar na diagonal descendente. com o título Edição e Design. (B) Espaço entre linhas excessivo. Assinale a alternativa que define esse erro. (B) uma página. EBSERH.(AOCP. excesso de espaço branco entre palavras.(IDECAN. ocorrem erros que são verdadeiras armadilhas para quem quer editar um jornal de fácil leitura. (A) os leitores concentram-se na parte inferior das páginas quando estão examinando uma revista ou newsletter. é examinada em vários “takes” porque a nossa visão periférica é insuficiente para abranger uma página de revista. Para o autor. 2016) “É muito importante que o jornalista conheça os instrumentos adequados para impressão das peças que pretende produzir para uma assessoria de comunicação. 5 . (E) Quando usado alinhamento justificado. UFPB. Entre os erros. (D) Página ocupada por espaços brancos excessivos entre imagens e elementos. quando as pessoas seguram uma revista e a folheiam. 2016) Na diagramação. pois são as áreas para as quais as pessoas mais olham. está o “caminho de rato”. 6 . a não ser que algo distraia a sua atenção. (C) Bloco de textos com larguras e alturas irregulares.

Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. I. As revistas. II. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. Trata-se do sistema de impressão: A) Tipográfico. cuja principal característica é a linguagem técnica e a inexistência de conteúdo específico de modo a atingir indiscriminadamente todos os públicos da empresa. livros etc. B) Flexográfico. sendo substituídos por meios radiofônicos e televisivos de produção mais barata e capazes de atingir mais rapidamente os stakeholders. jornais. 2015) Sobre os veículos jornalísticos usados na comunicação institucional. em que a preparação da chapa é baseada na repelência entre a água e a gordura. CONCURSO PARA JORNALISTA | 85 mais evidência atualmente no Brasil é o processo recomendável para impressão de revistas. 7 . As newsletters são publicações impressas ou digitais.(FGV. DPE/MT. devido ao alto custo e à sofisticação exigidos em sua produção. C) Planográfico. D) Encavográfico. avalie as afirmativas a seguir. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. prestam-se bem à comunicação de grandes corporações e para o reforço da imagem institucional junto aos clientes e ao público externo. . que é emulsionada com uma camada sensível à luz para se conseguir essa reação”. III. Seu princípio está assentado num fenômeno físico-químico. Os murais caíram em desuso na comunicação empresarial devido à complexidade de produção e dificuldade de atualização. utilizando-se uma chapa de alumínio.

CONCURSO PARA JORNALISTA | 86

(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

8 - (FGV, DP/MT, 2015) Para ser lida pelos empregados e ser um
elemento eficiente de comunicação interna, uma publicação institucional
deve
(A) investir em pautas sugeridas pelos empregados e ter seções
abertas para a publicação de suas contribuições.
(B) ser planejada e produzida integralmente pelos empregados sem
qualquer interferência do assessor de comunicação.
(C) tratar de assuntos de interesse dos empregados de modo
paternalista para assegura-lhes que a empresa sabe o que é melhor
para eles.
(D) informar somente fatos positivos, omitindo quaisquer problemas
que tragam instabilidade à imagem a empresa.
(E) considerar o empregado como parceiro, compartilhando
qualquer informação, mesmo as de caráter confidencial.

9 - (Vunesp, Câmara de São José do Rio Preto/SP, 2015) Uma foto
tem, originalmente, 12 cm de altura e 20 cm de largura. Ela ocupará duas
colunas padrão de um jornal em que cada coluna tem 5 cm de largura e
0,5 cm entre colunas. A altura da foto diagramada terá
(A) 5,5 cm.
(B) 6,3 cm.
(C) 11,0 cm.
(D) 12,6 cm.
(E) 17,5 cm.

10 - (UFRJ, 2014) Em um impresso, a relação entre mancha & branco
se dá na harmonia pretendida na utilização do uso de fios, ilustrações,

CONCURSO PARA JORNALISTA | 87

fotos, cores, tipos de fontes, simetria entre margens, entrelinhamento,
espacejamento, entre outros recursos. Todo esse princípio está inserido na
construção
(A) do projeto gráfico do veículo.
(B) da arquitetura informacional do veículo.
(C) da usabilidade da página.
(D) do sistema analógico visual.
(E) do projeto editorial do veículo.

11 - (FCC, ALEPE, 2014) Em relação ao uso dos tipos gráficos, é
correto afirmar que
(A) os textos compostos sem serifa são mais legíveis que os
compostos com serifa.
(B) a composição justificada é mais legível do que a composição com
alinhamento à direita sem hifenação.
(C) os desenhados com hastes curtas, ascendentes e descendentes,
são mais legíveis do que àqueles desenhados com hastes longas.
(D) as composições vazadas em branco com fundo preto de 90% são
mais legíveis que os sobreimpressões de tipos pretos em fundo
preto de 90%.
(E) o múltiplo principal ponto do sistema anglo-americano de
medidas gráficas é chamado de cicero.

12 - (Fepese, UFSC, 2014) Assinale a alternativa CORRETA. A
diagramação no jornalismo é:
(A) o esforço para promover um diálogo proativo entre repórter e
fonte.
(B) o trabalho de dispor em páginas textos, imagens, gráficos e
ilustrações de modo harmônico e atraente ao leitor.

CONCURSO PARA JORNALISTA | 88

(C) o esforço para promover maior interatividade entre o usuário e o
site noticioso.
(D) o trabalho de tratar fotos em programa de computador
específico visando obter a melhor imagem.
(E) o trabalho de criar gráficos e infográficos em programa de
computador específico.

13 - (FGV, Conder/BA, 2013) Sobre os veículos impressos de
jornalismo empresarial, analise as definições a seguir.
I. Privilegia a informação imediata na forma de notícias ou notas
curtas, circula em intervalos curtos e deve ser distribuído com
agilidade para garantir a atualidade de comunicação com os
empregados.
II. Circula em intervalos maiores e tem produção sofisticada, com
maior número de páginas e variedade de gêneros, usa‐se com
frequência para comunicação com clientes e públicos externos.
III. Tem um tema específico, conteúdo especializado e se destina a
um público determinado. Usa‐se, por exemplo, para especificar uma
linha de produtos para os clientes ou para difundir uma análise
econômica do setor onde a empresa atua.
Essas definições referem‐se respectivamente a
(A) intranet, newsletter e house‐organ.
(B) revista, jornal mural e catálogo.
(C) house‐organ, folder e revista.
(D) informativo, revista, newsletter.
(E) boletim digital, newsletter e revista.

14 - (FGV, Assembleia Legislativa/MT, 2013) Para criação de um
house‐organ é necessário fazer um estudo sobre a organização e seus

(D) Firefox. 2011) Sobre a produção de newsletter. poderá ter esse excesso (de cinza) eliminado utilizando-se o comando Brightness and Contrast. exclusivamente. planos. (D) Estimular de forma integrada a participação dos funcionários na consecução de objetivos comuns. (B) Informar sobre o contexto da organização. poderá conter textos e fotos. direitos e deveres dos funcionários. TRT/MT. 15 . à exceção de uma.(FCC. (E) Registrar fatos relevantes para os funcionários. 16 . encorajando a apresentação de novas ideias. desconsiderando os aspectos institucionais. Casan. b. comum nas imagens capturadas com grande quantidade de cinza. (C) Valorizar os integrantes da organização. (C) Photoshop. deverá conter fotos. situando o público sobre o seu funcionamento interno. é correto afirmar: a. CONCURSO PARA JORNALISTA | 89 integrantes para que o veículo atinja as funções descritas a seguir. Assinale‐a (A) Priorizar informações gerais de interesse jornalístico e de entretenimento. 2011) Uma foto opaca ou sem brilho. . mostrando quem são e o trabalho que desenvolvem. que fica no menu Image do editor de imagens (A) Access. (B) Safari. (E) Excel. promovendo campanhas de esclarecimento e estimulando a leitura.(Fepese.

e. exclusivamente. nunca poderá conter fotos. Departamental. é: A) 1 – 2 – 4 – 3 – 5. como campeonatos esportivos. orientação profissional. CONCURSO PARA JORNALISTA | 90 c. Matéria retrato. relacione as colunas a seguir: 1 Coluna 1. CEEE/RS. C) 3 – 1 – 5 – 2 – 4. deverá conter textos. nunca poderá ser enviada pela internet. d. 2. D) 3 – 2 – 1 – 4 – 5. 4. 5. obrigatoriamente. . de cima para baixo. ( ) É a que mostra o funcionamento e a importância de determinados setores da instituição. 17 . casamentos. ( ) Promove atividades sócio-comunitárias. 2010) Utilizando as definições de Torquato do Rego para as matérias de house-organs. A ordem correta de preenchimento dos parênteses. higiene. Orientadora. B) 5 – 2 – 4 – 1 – 3. 3.(Fundatec. De ilustração. 2 Coluna ( ) Traça um esboço das características físicas e comportamentais dos integrantes da organização. ( ) É a matéria que situa o público tratando de assuntos como segurança. Associativa. ( ) Matéria que desperta um interesse secundário. aniversários.

(Cespe. Levando em conta que esse tipo de material é produzido a partir da própria fonte das notícias a serem divulgadas. b. é correto afirmar: a. Podem trazer uma palavra-chave que identifica o tema da notícia ou reportagem. IBGE.(Fepese. 2010) O uso de “cartolas” é um dos recursos que editores de jornais impressos e sites jornalísticos podem utilizar na publicação de notícias e reportagens. 19 . (D) apenas textos assinados pela direção da empresa. (C) apenas informações sobre a empresa e seus funcionários. Cartolas só são utilizadas em jornais impressos. Só são utilizadas nas capas de jornais impressos. c. Devem sempre apresentar a declaração mais importante da principal fonte do texto. (E) apenas notícias que valorizem os aspectos positivos da empresa. 18 . e. 2010) A comunicação institucional prevê a produção de house-organs voltados para públicos de interesse direto ou indireto de uma empresa. (B) todos os relatórios das atividades desempenhadas pela empresa. eles devem veicular (A) tanto notícias relacionadas à empresa quanto outros assuntos relevantes à sociedade. Cartolas só são utilizadas em textos publicados em sites jornalísticos. DPU. CONCURSO PARA JORNALISTA | 91 E) 2 – 4 – 3 – 1 – 5. Assembleia Legislativa/SC. assinale C (CERTO) ou E (ERRADO) . 2010) A respeito da função da infografia no tratamento técnico e estético das notícias. Sobre “cartolas”.(Cesgranrio. d.

Uma dessas técnicas é bem descritiva e consiste em apresentar o objeto. 25 . E) descrição metódica. de modo a passar para o leitor uma informação de qualidade e fidedigna. a infografia exige rigor e responsabilidade. 24 – A infografia é um dos maiores avanços em matéria de entretenimento de animação. de bom humor e de leveza face à aridez. 22 – Situada entre o jornalismo e o design. por exemplo. a infografia cumpre apenas função ornamental. 23 – A infografia é um elemento comprobatório da hipótese de que a galáxia do visual suplantou a galáxia de Gutenberg. 21 – Em uma era em que as notícias são tratadas como produtos publicitários e os jornais são. Detran/PE. Existem algumas técnicas para a descrição e a valorização de ângulos. 26 . de um noticiário econômico. já que faz com que o jornalista selecione um ângulo para escrever sua reportagem. Essa técnica é conhecida como: A) descrição cinematográfica. C) descrição pictórica. B) descrição topográfica. Ministério da Justiça. o papel de infografia é tomar os conteúdos mais imagéticos. 2010) A angulação jornalística é um recurso muito útil para o jornalismo empresarial. mas comumente impede a compreensão racional das informações contidas no texto. D) descrição tipificada. através de detalhes. cada vez mais.(FUNRIO. CONCURSO PARA JORNALISTA | 92 20 – Enquanto o texto rigoroso exige muito trabalho de apuração. parecidos com uma tela de TV. As Dobras cruzadas são aquelas que . instalando definitivamente o paradigma da cultura do simulacro (Baudrillard).(Funcab. a situação ou a pessoa. 2009) A dobradura é uma operação básica de acabamento.

C) as abas se viram para lados diferentes. existem parâmetros coletivos para essa decisão. 28 – O acabamento — que inclui o design. D) uma dobra se sobrepõe a outra. 27 – A edição. meio e fim. a produção técnica. representados pela linha editorial do jornal ou emissora e pelos valores de notícia considerados relevantes no jornalismo em geral. Assinale C (CERTO) ou E (ERRADO). pois o editor decide o que é mais importante a partir de sua percepção do que é interessante para o público-alvo que o veículo pretende atingir. 30 – O processo de edição é objetivo. . E) todas as abas convergem para o centro do impresso. 2009) Com relação a edição e revisão da informação jornalística. contudo. a formatação estética do material e a revisão do produto final — é mais importante que a contextualização das informações na etapa de edição do material jornalístico. (Cespe. julgue os itens a seguir. Ao mesmo tempo. B) todas as abas estão viradas para o lado esquerdo. 29 – A atividade de edição (editing) nos noticiários televisivos consiste em transformar o acontecimento em uma história com princípio. ortogonalmente. Unipampa. alternadamente. em um veículo impresso. visualmente coerente e significativa do objeto da notícia. CONCURSO PARA JORNALISTA | 93 A) todas as dobras estão viradas para o lado direito. que o editor seja o único responsável pela seleção do que será publicado. é a exposição hierárquica e contextualizada das notícias e a distribuição espacial correta e interessante do material que constitui o produto jornalístico. o que não implica. e seu objetivo é apresentar uma representação sintética.

CONCURSO PARA JORNALISTA | 94 GABARITO 1 E | 2 E | 3 D | 4 C | 5 E | 6 C | 7 A | 8 A | 9 B | 10 A | 11 D | 12 B | 13 D 14 A | 15 C | 16 A | 17 D | 18 C | 19 A | 20 E | 21 E | 22 C | 23 E | 24 E 25 C | 26 D | 27 C | 28 E | 29 C | 30 E .