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A TEORIA CONSERVACIONISTA DE JOHN RUSKIN E AS RUÍNAS DE SÃO MIGUEL
DAS MISSÕES

THE CONSERVATION THEORY OF JOHN RUSKIN AND THE RUINS OF SÃO MIGUEL
DAS MISSÕES

Agmara Ester de Souza Sorrilha¹, Danyel Augusto Araújo Silva¹, Fabricia Borges²
¹Graduandos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNOESTE. ²Mestre e docente em
Arquitetura e Urbanismo da UNOESTE.

RESUMO
O presente artigo tem como finalidade apresentar um estudo sobre o contexto da
Inglaterra do século XIX e os movimentos em prol da conservação dos monumentos
históricos que ganharam força a partir dos conceitos de John Ruskin, precursor da
preservação dos monumentos históricos, enriquecendo o conceito de patrimônio. Suas
ideias já se referiam ao que hoje é classificado como patrimônio material e imaterial.
Citado no Brasil por Euclides da Cunha pela primeira vez no Forte de São João da
Bertioga. Analisou-se ainda os remanescentes das ruínas de São Miguel das Missões e a
forma como se encaixa na teoria ruskiniana.

PALAVRAS-CHAVE: John Ruskin; Inglaterra; Conservacionismo; Anti-intervencionismo;
São Miguel das Missões.

SUMMARY
The purpose of this article is to present a study on the context of nineteenth - century
England and the movements for the preservation of historical monuments that have gained
strength from the concepts of John Ruskin, a precursor of the preservation of historical
monuments, enriching the concept of heritage. His ideas already referred to what is now
classified as material and immaterial patrimony. Quoted in Brazil by Euclides da Cunha for
the first time in the Fort of São João da Bertioga. It was also analyzed the remnants of the
ruins of São Miguel das Missões and how it fits into the Ruskinian theory.

KEY WORDS: John Ruskin; England; Conservationism; Anti-interventionism; São Miguel
das Missões.

1. INTRODUÇÃO
A ideia de preservação e restauro na época de John Ruskin era muito diferente do
conceito consolidado nos dias de hoje. Ruskin é pioneiro ao chamar a atenção para a
conservação da arquitetura como instrumento de memória. Cria a teoria anti-
intervencionista que defende a ruína e morte inevitável dos edifícios.
No Brasil sua teoria surge no século XX, com a publicação em português do livro a
Lâmpada da Memória, difundido entre vários estudiosos e pensadores.
O Sítio das Ruínas de São Miguel das Missões foi tombado em 1938 pelo SPHAN,
mas os trabalhos de conservação se iniciaram na década anterior. Em 1982 iniciou-se a
permanente salvaguarda do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo (STELLO, 2005).

Foi escritor com foco em crítica de arte e de sociedade. Aprendeu a ler com a mãe. BIOGRAFIA John Ruskin nasceu em Londres. além de desenhista. da qual jamais sairá até sua morte. escritor. cuja arte refletia a moralidade da sociedade no seu todo. com repercussões até a atualidade. Colaborou financeiramente com a construção do Museu de História Natural de Oxford. 2012). professor e pensador. puritana calvinista. cotidianamente a bíblia. com ênfase na sensibilidade subjetiva e emotiva contrapondo-se à razão. A passagem de Ruskin por outras instituições demonstra sua capacidade de foco. Seu pai era comerciante de vinhos. que foi recusado pelos pais de Rose. 2 Para a elaboração deste trabalho foram pesquisados os embasamentos em livros e artigos sobre o trabalho de John Ruskin e artigos sobre as Ruínas de São Miguel das Missões. Esperou até seu 16° aniversário para pedi-la em matrimônio. Ruskin revelou enorme criatividade e estabilidade em relação à produção literária. Casou-se em 1848 com Effie Gray. Teve educação severa e solitária. o que transparece em seus primeiros escritos através do tom moralista dogmático. Posteriormente perdeu os pais. fato que refletiu diretamente em sua saúde física e mental. De vida sentimental tumultuada. . mais de 50 estudos e trabalhos sobre sua obra. profissão de professor e palestrante. mas o casamento foi anulado seis anos depois. sucederam-se anos de crises esquizofrênicas e depressão. Aos 41 anos apaixonou-se por Rose La Touche. O objetivo é explorar a teoria de John Ruskin. arquitetura e escrevendo seus primeiros livros (VOGT. poeta. bem como crítico e às suas intervenções em defesa de determinados direitos sociais. sendo esta é a única obra com elementos arquitetônicos desenhados pelo próprio Ruskin. 2. Era filho único de um casal escocês. crítico de arte e sociólogo. 2012. de 10 anos de idade. interessando-se por arte. a quem era muito ligado afetivamente. para melhor compreensão de suas ideias e o quanto as ruínas de São Miguel das Missões se encaixam em sua teoria. Seus trabalhos de arte e arquitetura foram de grande influência na era vitoriana. Concluiu seu mestrado em 1843 e passou a lecionar Belas Artes em Oxford. Segundo VOGT. em 08 de fevereiro de 1819. A mãe. Existem hoje. Desde muito cedo viajou por toda Europa. Em 1875 ela vem a óbito e Ruskin entra em depressão. Tem o pensamento vinculado ao Romantismo (movimento literário e ideológico entre os séculos XVIII e XIX). Apesar de atormentado e instável. das quais jamais se recuperou. conhecimento e tendência a captar atenção do público.

em 20 de janeiro de 1900. porém havia a preocupação com a busca da perfeição formal. artista e genial criador. juntamente com teorias e técnicas em prol da preservação dos monumentos históricos. porém não existia preocupação em preservar características originais. sendo a atitude a tomar. Ele se apoderava das obras. para evitar degradações. a de pura contemplação. nacionalização da produção. ativista. o que pensava estar ruim. É nesse ponto que surgem duas teorias: a de Viollet-le-Duc. conservacionista (Inglaterra). Isso fazia com que fosse possível reconstituir as partes desaparecidas por meio daquelas ainda existentes. que criticava abertamente as restaurações e pregava absoluto respeito à matéria original. reivindicações e vitórias sociais operaram reformas e mudanças longes de ser realidade. 2001). completar através da lógica. conduzindo à sua preocupação com a reforma social. agregar partes novas ainda que não tenham nunca existido na história da edificação possibilitando sua conclusão. intervencionista (França) e a de Ruskin. seguro desemprego e aposentadoria. Tomava posse do projeto respeitando as características estilísticas e desconsiderando os aspectos históricos. Havia necessidades de técnicas de recuperação. Segundo Meneguello (2001) no século XVIII. ou. aconteciam alterações nos edifícios que não podiam ser considerados restauros. como ensino público obrigatório. p. ou até mesmo. Antes.02) Posição diametralmente oposta à de Ruskin. 2012. Ela surge no século XVIII. permitindo ao arquiteto: completar edifícios através de uma unidade estilística. visto que não havia a consciência histórica de se preservar para a posteridade (MENEGUELLO. ocorre na Inglaterra a Revolução Industrial. transformando profundamente políticas e economias e incluindo as classes mais baixas no mundo cultural. 3. modificava. O fim de sua vida foi marcada por acessos de loucura até sua morte em Coniston. Papel de grande pensador. levando em conta as transformações feitas em uma obra no decorrer do tempo. anti-intervencionista. Os ingleses buscam a . (VOGT. a de simples trabalhos de conservação. Suas denúncias. Segundo Vogt (2012): Viollet–le-Duc (1814-1879) defende a restauração. CONTEXTO A ideia que as pessoas tinham de restauro não é a mesma dos dias de hoje. 3 A importância de Ruskin na sociedade de sua época vai da arte e crítica artístico- literária até seu vincado posicionamento de revolta e oposição em relação à industrialização. entre outros. ou seja. Lancashire. que muda o modo de produção.

anti-intervencionismo. Para ele. memória e envelhecimento. a arquitetura doméstica ideal não é a casa com o aspecto novo. com seu incalculável valor histórico advindo de nossas mais remotas tradições. o edifício deve manter-se intocado de acordo com o projeto original. Para Ruskin. onde a arquitetura deve ser concebida desde o princípio para ser histórica e deve ser sempre preservada para esse fim. os monumentos representam o antigo e devem ser assim mantidos. em 1904. INFLUÊNCIA DE RUSKIN NA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO Suas teorias foram extremamente influentes na Europa e Estados Unidos no fim do século XIX. frente à produção industrializada (VOGT. Os estragos tornam as ruínas magníficas. onde é dita a importância de conservar as grandes relíquias. Tais reparos devem apenas retardar a marcha das ruínas. para o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Vê na restauração a destruição mais completa que pode ter. teoria ruinística. com campos bem delineados. A ruína e a degradação são o destino de todo monumento histórico. mas a casa que harmoniza com o ambiente onde está situada. 4. 2005. juntamente com as marcas adquiridas ao longo dos anos. Ruskin valorizava as falhas humanas e suas debilidades de trabalhos manuais. Segundo STELLO. Defende a intocabilidade do edifício. 4 memória afetiva ao preservar traços do passado por meio de organizações civis. por acreditar que nos remanescentes havia o encanto do mistério do que eram e a incerteza do que se perdeu. Quaisquer interferências imprimem novo caráter à obra. Ruskin viveu esse momento. tirando sua autenticidade. nos textos de Euclides da Cunha sobre os reparos nos Fortes de Bertioga. uma falsificação. e constrói seu pensamento defendendo a inalterabilidade do monumento degradado e autenticidade histórica. 2012). aquela que atrai as pessoas e as convida a entrar. intocável e reluzente. . Para ele. Surgem novas ciências. e uma delas é a conservação de bens culturais e conservação preventiva. e expressam a essência do monumento. pela primeira vez. Sua teoria muito tem em comum com o romantismo ao propor uma reflexão sobre as restaurações do antigo. Ruskin (2008) diz que o valor de patrimônio submete-se à observação universal. são o testemunho da idade. Isso se estende para a arquitetura domiciliar. os conceitos de Ruskin aparecem no Brasil no século XX.

algumas folhas secas e gravetos removidos a tempo de uma calha. de todas as . A destruição do edifício é melhor que sua restauração. A mais importante para a arquitetura é a “Lâmpada da Memória”. 5 Lucio Costa completou essa ideia afirmando que as moradias deveriam expressar o caráter. Segundo Vogt (2012): “A suavidade nas linhas macias modeladas pelo vento e pela chuva. bem como as grandes construções importantes. (VOGT. Era mau presságio casas construídas para durarem apenas uma geração. os monumentos de hoje já possuem valor histórico e os de épocas passadas devem ser conservados como a maior herança da humanidade. Uma casa deve ser preservada. e a qualquer custo. 2012. Para ele. contrária a qualquer estilo. com o objetivo de divulgar uma nova forma de raciocínio. a vida e a história de quem viveu ali. junto à ideias anti-restauração e do pitoresco e sublime na arquitetura. A residência é a arquitetura que origina todas as outras. pois carregava a essência.05) Segundo Ruskin (2008): “Cuide bem de seus monumentos. a Memória e a Obediência. proteja-o o melhor possível. 2008. (STELLO. que não pode ser encontrada na brutal dureza do novo (restauro). Para ele. a arquitetura é fundamental para a memória e pertence à natureza onde está inserida. Ruskin diz que nem o público nem os profissionais encarregados dos monumentos. onde afirma que há sete valores que iluminam a arquitetura: o Sacrifício. a ocupação e a história de cada morador. 2005) Ressaltou a importância da preservação das residências como o monumento mais próximo do homem. é vítima do esquecimento e muitos não creditam a ela seu real valor. monumento à sua vida e família. 5. com teorias preservacionista e de conservação do patrimônio histórico. p. a Vida. A LÂMPADA DA MEMÓRIA Ruskin publica o livro As Sete Lâmpadas da Arquitetura (1849). a Verdade. Contudo. Zele por um edifício antigo com ansioso desvelo. salvarão tanto o telhado como as paredes da ruína. A casa tem caráter de santidade. Algumas chapas de chumbo colocadas a tempo num telhado. a Beleza.”. e não precisará restaurá-los. sabem o verdadeiro significado da palavra restauração. a Arquitetura Doméstica origina as demais. Segundo RUSKIN. a Potência. pois relata a evolução nacional.

Ruskin defende a morte dos monumentos. deveria sempre haver um propósito histórico em sua construção. muitas gerações ainda nascerão e desaparecerão sob sua sombra. Conte as suas pedras como se fossem as joias de uma coroa. Seu dia fatal por fim chegará. e que nenhum substituto desonroso e falso prive o monumento das honras fúnebres da memória. RUÍNAS DE SÃO MIGUEL DAS MISSÕES O sítio de São Miguel Arcanjo foi fundado em 1632 pelos padres Cristóbal de Mendonza e Paulo Benevides. projeto de Gian Battista Primoli. A edificação foi executada em quatro etapas. não se importe com a má aparência dos reforços: é melhor uma muleta do que um membro perdido. Os remanescentes que hoje compõem Patrimônio Nacional são deste período. conta sacristia e transepto. p. porém. inovador ao usar uma estrutura portante. em estilo do mais recente barroco italiano. Em 1687 a redução se fixa ao norte do rio Piratini. atual Rio Grande do Sul. formando as três naves. 6. É possível identificar outras etapas da construção da Igreja: a torre sineira e o pórtico. Há ainda. conformava- se frente à morte natural que toda edificação teria um dia. apenas para conservar a edificação. mas que chegue declarada e abertamente. A última foi o pórtico. A terceira fase aponta para a construção da torre. A segunda foi a extensão da nave até a fachada principal. e faça-o com ternura. A redução de São Miguel Arcanjo teve várias igrejas construídas ao longo das transmigrações. 2005). eliminando a estrutura autônoma com vigas e pilares de madeira. A primeira fase foi iniciada pela capela-mór. tudo quanto é digno de ser conhecido sobre os sentimentos e realizações de uma nação”. entre os arroios Piratinizinho e Santa Barbara. em Itaiacecó. apoie-o com escoras de madeira onde ele desabafar. rincão de São Pedro. no sentido do sul para o norte. amarre-o com tirantes de ferro onde ele ceder. coloque sentinelas em volta dele como nos portões de uma cidade sitiada. Quando as mesmas perdiam sua utilidade. várias modificações executadas ao longo de sua utilização durante o período missioneiro jesuítico e pós-jesuítico (STELLO. sacristia. 6 ameaças de dilapidação. 2008. com estrutura de madeira e vedação de palha e barro. . Aceitava algumas intervenções. 2005). e com reverência. pequenas obras de consolidação. e continuamente. Esses edifícios deveriam "expressar de modo simbólico ou literal. A igreja de São Miguel foi construída em 1729 e 1747.81-82) Quanto aos prédios públicos. Os remanescentes preservados são os da quinta edificação (STELLO.” (RUSKIN.

bem como a cobertura da sacristia (originalmente de madeira. CONCLUSÃO . Os trabalhos de conservação das ruínas iniciaram-se na década de 1920. Há relatos ainda. ocorrida entre 1762 e 1768. executando obras de limpeza e estabilização da igreja. da queda de um raio em 1886 sobre o pórtico. resultando em dois cômodos laterais à nova capela-mór. São Miguel das Missões teve suas ruínas tombadas pelo SPHAN em 1938. LEAL. Foram realizadas ações de preservação posteriores e até os dias atuais (STELLO. com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul. 1982). Em 1821 o telhado da torre foi destruído em um temporal e não foi consertado devido à mudança de governo. a partir de 1938 com o Governo Federal através do SPHAN. antiga capela-mór. sacristia e contra sacristia abandonados e sem cobertura. em virtude do desgaste natural dos materiais e sistemas construtivos empregados. Aconteceram obras posteriores a mando do órgão federal de preservação. deixando o transepto. o remate e o parapeito de balaústres O local esteve abandonado desde sua desocupação definitiva em 1828 até 1920. mas refeita em argamassa de cal (GUTIERREZ. 7. O Governo iniciou em 1925 uma ação de conservação. o que atingiu parte da igreja em 1756. praticamente inutilizando a Igreja. na Guerra Guaranítica. 7 Os índios atearam fogo em suas residências e no colégio. encurtando a Igreja através da construção de paredes no final das naves e o fechamento dos vãos das arcadas. 2005). Em 1789 um raio atingiu a cúpula do transepto. devido à vegetação dos parasitas e das escavações subterrâneas em busca de tesouro jesuíta. através da Diretoria de Terras da Secretaria do Estado e Obras Públicas. 1984. que promoveu obras entre 1938 e 1940. onde o colégio e as oficinas foram refeitos. 1994). Em função desse incêndio surge a primeira intervenção. Em seguida. bem como pela ação do homem que retirava materiais para usá-los em novas construções (CUSTÓDIO. que destruiu retábulos e portas. concluída em 1801. que veio a derrubar a colunata. A partir de 1801 há registros de arruinamento das construções que formavam o povoado. Em 1794 acontece a segunda intervenção. Em 1982 iniciou-se o trabalho permanente de salvaguarda do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo (STELLO. com obras que modificaram o projeto original. 79 diz que as colunas do pórtico estavam sem prumo. sofrendo grande deterioração. provocando novo incêndio. p. 2005).

F.Brasil. Não solicita o deslocamento dos usuários. 2005. Tese (Doutorado). Deve-se aproveitar esta realidade histórica. 2001. Conservar evita a restauração. V. A passagem do tempo acarreta características ao patrimônio. A proteção pode ser executada de várias maneiras. Fernanda. Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: Avaliação Conceitual das Intervenções 1925-1927 e 1938-1940. Revista do IPHAN. impressões que contam a história que ele viveu. Ruskin defende que as marcas do tempo impregnam-se na arquitetura e a ruína é certa. STELLO. São Miguel das Missões teve suas ruínas tombadas pelo SPHAN em 1938. VOGT. John Ruskin – Restauradores e Seus Ideais. Rio de Janeiro. proteger o patrimônio. menos utiliza recursos (materiais e serviços) e o que menos acrescenta elementos adulterados. MENEGUELLO. É preciso. pois. RIGO.. Escola de Engenharia. Da Ruína ao Edifício: Neogótico. Cabe à arquitetura mostrar o que as pessoas de determinada época pensavam e contemplavam. nº19. além de ser o que menos o deprecia. Karina. São Miguel das Missões – Estudo de Estabilização e Conservação das Ruínas da Igreja.. 1984. Reinterpretação e Preservação do Passado na Inglaterra Vitoriana. como conservação. enquanto espaço e tempo. REFERÊNCIAS GUTIERREZ. . daquilo que é o símbolo de arquitetura histórica. 429. que promoveu obras entre 1938 e 1940. 2005). p. M. Brasília. Programa de Pós Graduação em Engenharia Civil. Boletim da SPHAN nº27. Artigo elaborado para a disciplina de Técnicas de Restauro .da igreja.. entre outras. Reflexões Sobre as Missões Jesuíticas. BR-RS. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Conservar é o modo mais econômico de preservar um patrimônio. 1979. C. LEAL. presente nas linhas. restauração. SP. Campinas. F. Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. 2012. 8 Conservar o patrimônio cultural é de exímia importância para a manutenção da memória coletiva e do valor histórico e cultural. Porto Alegre. Santa Maria/RS.. Foram realizadas ações de preservação posteriores e até os dias atuais (STELLO. (M524d). sombras e fendas. pelo fato de ele estar diretamente ligado à herança definidora da cultura de uma época e sociedade. R.ARQ 343 – UNIFRA.