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GRÉCIA E ROMA

:
Vida Pública e Vida privada
Cultura, Pensamento e Mitologia
Amor e Sexualidade

INTRODUÇÃO

O livro Grécia e Roma: Vida Pública e Vida privada Cultura, Pensamento e
Mitologia Amor e Sexualidade por Funari (2002) realizou um a abordagem historia de
Grécia e Roma, partindo do início das civilizações, sendo uma contextualização e ao
mesmo uma narração minuciosa do período de vivencia dos primeiros povos que
habitaram nos dois lugares, até o fim das civilizações ou dias atuais.

Essa abordagem teve uma estrutura fundamentada no que concerne ao
conhecimento comum e popular da Grécia e Roma, ou seja, as questões que pairam na
mente dos leitores, progressivamente já são realizadas e respondidas na própria
narração. Sendo assim, há um esclarecimento ou uma minuciosa descrição dos fatos e
mitos que rodeiam esses dois lugares.

As narrações são contadas cronologicamente, mas no âmbito dos cenários da
sexualidade, do amor, da religião, da família, da sociedade, do comercio, da economia,
da cultura, da arte. E assim tem se uma Grécia e Roma tão faladas nas escolas, nos
filmes, nas artes, nos jornais, nos livros e simultaneamente tão reveladora, e explicativa
quando existe inúmeras amarrações incoerentes e que fazem sentido a esses lugares que
os levam ao que se tem hoje.

Grécia tem sua historia dividida em diversos períodos, sendo Pré Homérico,
Homérico, Obscuro, Arcaico, Clássico, Helenístico. A cultura da Grécia que tem possui
peso infindável e preponderante a sociedade mundial é fundamentada, principalmente
na crença e adoração por Deuses. Assim, como a filosofia que tem uma grande

Evidentemente. sendo que eram populações originárias ou influenciadas pelo Oriente Próximo Asiático que constituíam se em organizações e desenvolviam economia agrícola e pastoril. e que teve sua origem a partir dos jogos olímpicos e guerras. como o arado. Esse texto tem o objetivo de realizar um resumo analítico para que posa refletir em torno dos principais fatos. que tinha a imposição dos palácios e da monarquia. Não é nada mais genuíno do que uma lenda que tem origem da própria historia do seu povo. Grécia Quando ouve. tem uma estrutura histórica dividida em duas formas. o que incentivava ao deslocamento dessas civilizações na busca de solos mais férteis e relevos menos acidentados. Dessa forma. Sua sociedade era formada por patrícios. crenças se revela. que antes desses povos haviam outros. sendo que uma é a lenda de Remo e Romulo e a outra é relacionada a posição geográfica. houve uma contribuição para a evolução da economia da época. . localizava se numa ilha chamada Creta e admirados com imponência dos palácios cretenses. A formação de Roma. sendo os da Anatólia. filmes e lendas. e as reflexões a partir do leitor surpreso com as revelações desses lugares. os gregos criaram a historia do minotauro e labirinto. houve uma Grécia antiga constituída pelas primeiras civilizações que se abrigavam á beira do Mar Mediterrâneo e de montanhas rochosas e despenhadeiros com prementes coberturas de vegetação da agricultura realizada por esses povos. acontecimentos e esclarecimentos que o autor coloca no livro. ela se originou por alguns povos da Península Itálica. Tal civilização. Quase que romanticamente uma descrição enriquecida da Grécia que todos nos conhecemos através do livros. aonde Roma esteve. tem se uma contextualização sucinta do enriquecedora descrição historia de Grécia e Roma. E com invasão de outros povos. Mas.relevância. modernidade. clientes. A agricultura foi incrementada por novas técnicas. A Grécia extremamente rica de histórias e lendas oriundas de suas crenças. principalmente pelo cotidiano milenar do seu povo. fala e lê Grécia. plebeus e escravos. automaticamente o conceito ou uma definição ou até mesmo o desenho de um cenário de história. pinturas. e inspiradas.

principalmente. que se uniam. Constituíram reinos independentes em torno de cidades poderosas. — 800 a.). criando novos valores: no lugar de palácios. A sociedade organizava-se agora de forma diferente. Mas não tinham escrita e não deram continuidade ao comércio mediterrâneo que existia anteriormente. Os gregos de origem aquéia evoluíram e desenvolveram uma civilização. Esses imigrantes falavam uma língua indo-européia. por interesses comuns e aceitavam obedecer a um único líder. A economia era controlada pelo Estado. Esses fatos mostram que todo o cenário de mistério e obscuridade da Grécia é oriundo dos próprios acontecimentos naturais em relação a cultura. numa referência à poderosa cidade de Micenas. assim como a escrita. Palácios monumentais aparecem a partir do início do século XV a. Tradicionalmente. com menos hierarquias. a população parece ter diminuído e empobrecido.C.C. (1100 a. tudo registrado por meio da escrita chamada Linear. dizia-se que houve um retrocesso cultural. a mais influente entre outras tantas existentes. sem que se saiba o que ocorreu. os séculos XI e IX que se sucederam às invasões dóricas são um tanto obscuros.C. centrada em palácios. poder e principalmente as questões existentes entre os locais de inserção dessas civilizações e a economia. os jônios foram expulsos de parte de seus domínios pelos gregos aqueus e eólios (estes últimos se instalaram na Beócia e Tessália). algumas vezes. antepassada direta do grego que conhecida pela escrita e que passaram a utilizar posteriormente. O mundo micênico desapareceu no século xi a. Os três séculos que se seguiram ao declínio da civilização micênica são conhecidos. por alguns poucos vestígios arqueológicos. que ficou conhecida como Micênica. ainda que sem a sofisticação dos cretenses.. muitas vezes dominando os autóctones. Em um período sem escrita. pois não sabemos bem o que se passou. Aliás. de camponeses e guerreiros.C. até que uma nova civilização. encontrando refúgio nas terras da Ática. viesse a surgir. surgia uma sociedade. a civilização micênica floresceu.. sem palácios. Estes séculos são conhecidos como "época das trevas". da vida rural à indústria e comércio. e logo se dirigiram para as ilhas do Mar Egeu. Os mais antigos antepassados dos gregos só chegaram à região da Grécia no final do terceiro milênio a. Os palácios deixaram de ser usados. Foram se misturando com os habitantes das diversas regiões. com o abandono .C. gradativamente.C. Entre 1500 e 1150 a. Construíram cidades fortificadas.C. Por volta de 1580 a.

puderam expandir muito o uso da escrita.) Uma Grécia conhecida por sua arte.. com a adoção do alfabeto (inventado no Oriente. o povo grego foi sempre sensível para absorver culturas. Para os comerciantes fenícios. para facilitar-lhes o comércio) o que permitiu que os gregos naquela época pudessem escrever com muito mais facilidade do que no tempo do uso dos ideogramas. gostarem de poesias. Tal política na Grécia já se manifestava na forma que as tribos se organizavam. ao incorporarem esse novo sistema. adaptando-os às suas necessidades. contos. Pois. O retorno da escrita foi um fato relevante que incidiu nos gregos. em grego. E isso nos arremeta ao algo valioso para a sociedade atual e que teve sua origem no âmago da historia da Grécia. um método de escrita fonético. folclores. Por serem cantadas. histórias.da escrita. a Grécia clássica. durante muitos séculos. Já se pode perceber que os gregos puderam ser geniais também graças à sua abertura para as contribuições de outros povos e culturas. em praça pública. Os cidadãos tinham três direitos essenciais: liberdade individual. dedicadas a temas míticos. no século III a. sendo do centro as bordas do território que se instalavam. Democracia. A democracia ateniense era direta: todos os cidadãos podiam participar da assembléia do povo (Eclésia). O retorno da escrita só se deu mais tarde. depois. Novamente. (Este é mais um exemplo da capacidade dinâmica dos gregos. mas hoje em dia os estudiosos ressaltam que é justamente essa civilização camponesa e guerreira que irá fundar. o alfabeto permitiu o uso da escrita nas transações comerciais e os gregos. dinâmico e perspicaz. evidentemente. diversificado. quer dizer "poder do povo". sendo a democracia. lendas. inventado provavelmente no Oriente Médio pelos fenícios. eram considerados cidadãos apenas os homens adultos (com mais de 18 anos de idade) nascidos de pai e mãe atenienses. não teria sua historia sem um valor da escrita.C. Além disso. igualdade com relação aos outros cidadãos perante a lei e direito a falar na assembléia. os gregos souberam incorporar elementos culturais de outros povos à sua própria civilização. músicas. No centro os líderes políticos . os gregos adaptavam algo oriental. pelos fenícios. e que simplificava muito a escrita. Em Atenas. constituir um alicerce cultural sólido. Um bom exemplo foi a adoção do alfabeto. podiam ser memorizadas mais facilmente e eram transmitidas por muitas gerações. e assim. em forma de cânticos. que tomava as decisões relativas aos assuntos políticos.

rivalizando. de fato. não são nem ricos. Ainda que estes tenham ficado no poder por pouco tempo. Aristóteles recomendava que se procurasse atrair os grupos intermediários. prevalecia o regime aristocrático ("governo dos melhores". nessa mesma época. diversas vezes. Em outros lugares. por volta de 650 a 500. Ao final da Guerra do Peloponeso. em 404 a. A cidade se define. com os grandes mercadores orientais: os fenícios. tais transformações que tendiam para a democracia (governo do povo) ocorreram principalmente nas cidades marítimas e mais voltadas para o comércio. Para garantir a estabilidade do regime democrático. indubitavelmente. Houve uma reviravolta das lideranças. pela reação das elites. Entretanto. já que o regime democrático foi ameaçado. em grego — é um pequeno estado soberano que compreende uma cidade e o campo ao redor e. a "classe média" (to ton meson. No início do século viii a. Os gregos espalharam cidades por todo o Mediterrâneo. Atenas foi tomada por um golpe que colocou no poder trinta oligarcas. os nobres). . o mundo grego está dividido politicamente em uma porção de cidades.C. A cidade — pólis. pelo povo — demos — que a compõe: uma coletividade de indivíduos submetidos aos mesmos costumes fundamentais e unidos por um culto comum às mesmas divindades protetoras. no comércio. passando de uma sociedade camponesa e guerreira. nem pobres). A primeira.C. Do século viii ao vi. dois modelos muito diferentes de organização política.(que ainda em não exercício da democracia) era definidos pelo poder adquirido através do domínio econômico. dizendo-se defensores dos direitos do povo — os tiranos — que ampliaram os direitos políticos dos cidadãos e permitiram que os indivíduos se desligassem do poderio dos grupos familiares. algumas pessoas se revoltaram com as formas de definição de chefes políticos e a rebeldia política se instalou em várias cidades. eventualmente. intimidadas pelas massas. a restauração democrática mostrou a Aristóteles a importância da participação da classe média na política. as quais foram governadas por homens autoritários que se colocavam contra a "nobreza". uma cidade militar e aristocrática. para uma civilização centrada nas cidades (poleis). o processo de formação desse mundo de cidades se completa. As cidades gregas mais conhecidas são Esparta e Atenas. um exemplo da democracia grega.. os que estão no meio. A segunda. alguns povoados urbanos secundários.

decisões e ações influenciaram uma vida na Grécia Diferenciada. até mesmo pelo fato de morrerem muito jovens. econômica e outras diferenças. filho de Hipócrates". havia uma oposição essencial entre apropriadores e apropriados. filho de cicrano": "Mégacles. a infância. Enquanto que os rapazes recebiam educação e era treinados para guerras. independentemente da classe social. e da rebeldia daqueles que gritam como é injusto a submissão a quem tem mais. vinho ou outro líquido e. o avanço nos pensamentos. Enquanto que na fase adulta o objetivo era apenas um. os recém-nascidos eram lavados. com o casamento. As principais etapas da vida de um grego eram o nascimento. pois guerras e partos eram importantes e valorizadas atividades sociais que freqüentemente levavam à morte precoce. Os gregos davam muita atenção ao sepultamento dos mortos. Na Grécia. apesar dos intempéries do poder de alguns com maioria das riquezas. pensamento racional e cidades Estados. as famílias abastadas faziam festas. é para todos. A modernidade que agora estabelece na Grécia. Ao se tratar de Grécia. já rondava quando ela dava seus primeiros passos. O povo tinha interesses e manifestações culturais que se diferenciavam daqueles da elite. a velhice e a morte. em alguns lugares. uma fita de lã. a idade adulta. A democracia somente funciona se as diferenças resultar em uma força para seu exercício. deve se abordas todas as temáticas que se referem principalmente a curiosidades e mistérios. pelo que. Os historiadores demonstram que havia não apenas conflitos sociais como também alianças entre grupos. religião. quanto economicamente. o casamento. a democracia. se fosse menino pendurava-se um ramo de oliveira. a adolescência. As mulheres lavavam e perfumavam o corpo do morto que seria velado na casa da família por um ou dois dias. Por ocasião dos nascimentos. uma idéia de oposição bipolar corresponde melhor à dinâmica de conflitos sociais da Grécia Antiga. Tanto politicamente. como por exemplo: divisão de classes. se menina. Ou seja. acredito. mesmo que brevemente. boa parte destes guerreiros e parturientes. sempre segundo a fórmula "fulano. Na adolescência as mulheres era isoladas em quartos da casa e treinadas para a vida adulta como responsáveis pelo cuidado e bem estar dos homens. vida privada. Os meninos eram apresentados à frátria (o conjunto de todos os familiares). arte. com água. as pobres contentavam-se apenas em dar nome à criança. sexualidade. .

Por isso mesmo. portanto. até mesmo para a definição da identidade das próprias pessoas. nem encaravam o sexo como algo cientificamente analisável: para eles o sexo era algo ligado à natureza das coisas e. A vida pública era essencial. Não era apenas na Filosofia que a pólis tornou o homem a medida. alimentação frugal. Havia. A religião grega era um importante fator de unidade com relação a cidades com instituições e costumes tão diversos. a Vênus dos romanos. O centro da vida na elite estava na casa. Já a minoria de proprietários rurais e de cidadãos com mais recursos econômicos vivia com grande sofisticação. diversos tipos de relações sexuais e amorosas concomitantes e socialmente bem aceitas. Estes últimos — a grande maioria da população — viviam numa grande simplicidade. em grego. oikos. No corpo dessa religião. havia muitas crenças. declamações e discussões políticas e filosóficas. pouco conforto material. na religião. Roma . entretanto. entretanto. poetas. roupas simples e leves. Ou seja. artistas. Também nas cidades havia artesãos e outros tipos de trabalhadores. mãe e filhos — em que todos trabalhavam para garantir a sobrevivência da família. que variavam com o tempo e de local a local. sem dúvida. Na Grécia Antiga. Não é à toa que acreditassem em diversos deuses ligados à sexualidade e ao amor: Afrodite. já que não havia livros sagrados definitivos. A cidade era o elemento central e o próprio ser humano era definido como aquele que vive na cidade. Já disse que os gregos não sentiam culpa. imagens e cultos foram significativas e caracterizaram a religiosidade grega. aphrodisia. na arquitetura. vinho. na Grécia Antiga. Promoviam grandes banquetes. a palavra para designar as relações amorosas era. havia sim uma distinção clara e particular entre a vida pública e a vida privada. em famílias nucleares — compostas por pai. em geral. considerada a deusa mais importante. como a Bíblia. na música. diferenças muito grandes entre o estilo de vida da elite e o dos humildes camponeses. Havia. era. A privacidade na Grécia Antiga era muito diversa da nossa. pois. nas esculturas. cuja vida também envolvia grande dedicação à labuta. com muita comida. às forças divinas. para o livre desenvolvimento das crenças. o referencial. mas também na arte os gregos passaram a basear todas as suas formas de representação na proporcionalidade das partes em relação ao todo. nem um clero organizado. "o que está sob domínio de Afrodite". Contribuições de populares. para tudo.

com condições eminentes de poder econômico e domínio social através da sua competência em relação a posse intelectual. em grandes edifícios públicos. restauram o pai no trono de Alba Longa e pedem permissão para fundar uma cidade às margens do Tibre. tratados de Filosofia. cartas e documentos burocráticos. Esses registros que constituem como grandes riquezas milenares de Roma. Ou podiam ser inscrições feitas com pincel ou estilete. Milagrosamente. de Alba Longa. discursos. E essa longa data de vida de Roma não se configuraria apenas para uma cidade. mas também era comum o uso de inscrições. em vasos de cerâmica ou em paredes. E indubitavelmente. os romanos falavam o latim escreviam utilizando-se do alfabeto latino. que podiam ser monumentais. sendo que a capital italiana foi a Primeira Península Itálica e depois de todo mediterrâneo. Assim como Grécia tem suas definições e imagens pré existentes na cabeça das pessoas. como fatos e acontecimentos ocorridos desde há três mil anos. aquilo que chamamos "grafites". podem contar a historia desse lugar. Pois. Produziram comédias. tendo depois recebido os cuidados do pastor Fáustulo e de sua esposa. sendo uma cidade com uma longa historia. Existe uma lenda bastante popular entre os próprios romanos conta que a cidade foi fundada por Rômulo. filho do Deus da Guerra. O mundo romano já foi definido como "o mundo da escrita". que três milênios de cidade. Marte. principalmente em relação a sua origem. História. nas águas do rio Tibre. filha do rei Numítor. de diferentes gêneros. os meninos salvaram-se e foram criados por uma loba. pela grande importância dada a ela. poesias. destronou seu irmão e obrigou sua sobrinha Réia a tornar-se uma sacerdotisa. que chegaram até nós graças à cópia manual feita pelos religiosos da Idade Média. e de Réia Sílvia. Ao se tornarem adultos. Roma tem uma caracterização limitada a definição de capital da Itália e lugar onde o Papa mora. brigaram e Rômulo acabou . Roma tem vários destaques. Costumavam-se escrever não apenas livros. Amúlio. como o papiro e a madeira. o que a levou a jogar seus filhos gêmeos. em letras garrafais. Rômulo e Remo. É claro que chega ser injusto com Roma. para serem vistas a grande distância. possui vários acontecimentos e características que a potencializa como um Estado central do mundo. irmão de Numítor. em materiais perecíveis. Entretanto. Os romanos escreveram muitas obras. incide para uma divisão natural de Roma Antiga e Roma.

magistraturas que eram cargos anuais com mais de um ocupante. até o século iii a. Mas. os dominadores das maiores parcelas de riquezas de Roma. A influência do Senado na indicação desses magistrados era muito grande.C. ou conselho de idosos. Os patrícios. E plebe. permitindo que alguns plebeus enriquecessem e se aproximassem da aristocracia de sangue.C. a 395 d. esgotos. E mais notório ainda que as questões financeiras. pois era o Senado que escolhia os cônsules.C. adquiriu maior importância com a República. República.. A indústria e o comércio só se desenvolveram significativamente a partir do século re a. que detinham o poder militar e civil..C. da fundação da cidade em 753 a. ruas. O regime republicano acabou com a realeza e instituiu.. ocupam as vagas mais altas de hierarquia e são intitulados como nobres os proprietários das terras. que cultivavam eles próprios suas terras. chefes das famílias poderosas. os censores (revisores da lista de senadores e controladores de contratos) e o pontífice máximo (que era o chefe dos sacerdotes). em seu lugar. que já existia anteriormente.C. segundo a tradição. também. O Senado. ano da divisão do Império em Ocidental e Oriental. os edis (encarregados de cuidar dos edifícios. principalmente em relação a organização social. das assembléias da plebe e dos soldados em sua escolha. como os questores (tesoureiros). raptaram se mulheres sabinas. de 27 a. havia outros magistrados.matando seu irmão. Transformou o Capitólio em refúgio e para dar esposas aos habitante s. a 27 a. de 509 a. principalmente quando tem se patrícios. os dois magistrados principais e mais poderosos eram chamados cônsules. Plebeus enriquecidos também podiam tornar-se proprietários comprando domínios rurais e explorando o trabalho escravo. ou seja. Além dos poderosos cônsules. a história de Roma na Antigüidade é dividida em três grandes períodos: Monarquia. A maior parte dos romanos. Rômulo foi levado aos céus e adorado como o deus Quirino. mas havia a participação. tráfego e abastecimento). com capitais em Roma e Constantinopla. para que o poder não ficasse concentrado nas mãos de uma só pessoa. congregando todos os outros habitantes. possuíam grandes propriedades de terra onde criavam gado e empregavam seus clientes.C.C. e Império. . Tradicionalmente. os pretores (encarregados da justiça). ao ano 509 a. era constituída por pequenos camponeses... por sua vez. nobres. É claro que isso influencia nas questões sociais e divisão de classes. Ao morrer.C. o tempo passou e que a passagem do tempo vieram significativas mudanças.

de forma simultânea. mas seu conceito em sua concretude e genuinidade percebe-se na Roma. Nos primeiros quatro séculos da História de Roma. que vimos anteriormente. Assim. a expansão de Roma não foi somente através do aumento do número da população em torno de um exercício da democracia. os mudos ou semifalantes e as coisas. Enfim. em direção ao Lácio. Mas. este o lema romano. absorve de novos dados e informações. uma das característica excêntrica da organização social de Roma. ainda que os plenos direitos políticos só fossem adquiridos pelos filhos de libertos. primeiro. a comunidades inteiras. expandindo se. que o torna único e ao mesmo tempo justo. Apesar das mudanças ocorridas na civilização romana em tantos séculos de sua permanência na História. depois. se analisarmos a história da Grécia em relação a Roma. até mesmo. sendo o reconhecimento da cidadania. é possível perceber que existe uma certa incoerência em sua organização social. dominaram ou fizeram (região vizinha à cidade) e. Parcere subiectis et debellare superbos. meridional e setentrional alianças com povos vizinhos. 851-3). é a constituição da família. filhos e escravos como animais falantes. Aconteceu também através da manifestação da conquista de territórios através de lutas e guerras. havia algumas características que se mantiveram. pois a incorporação de pessoas à cidadania romana permitiu que os romanos fossem cada vez mais numerosos. Duas grandes divisões sociais mantiveram-se essenciais para os romanos: sempre houve cidadãos e não-cidadãos e livres e não livres. "poupar os que se submetem e debelar os que resistem". também. Chamavam de família tudo o que estava sob o poder do pai de família e que dividiam em três grupos: os animais falantes. já nascidos livres. O exército sempre foi um elemento central para o domínio romano. Alguns estudiosos veriam nisto um dos motivos do dinamismo romano. Os romanos usavam a palavra família para falar de algo muito mais amplo do que nós. ainda que sempre transformadas. Os romanos concediam. a à Itália central. A medida que se conhece a historia de Roma. os romanos entraram em conflitos. E o que se vê que boa parte das características do regime republicano ainda é bastante atual. o sentido para Roma é tão individual e tão coletivo. bem expresso pelo poeta Virgílio na sua obra Eneida (6. os ex-escravos alforriados. por exemplo. O conceito de cidadania romana era muito mais amplo e flexível do que o ateniense. o pai possuía mulher. E o que é mais interessante que o conceito de democracia veio da Grécia. vacas e cachorros . Tornavam-se romanos. a cidadania a indivíduos aliados e. chamados libertos.

os habitantes das aldeias.C. que pode ser um termo nesse contexto romano tratado por sua definição fria. em anéis. eram consideradas abençoadas e propiciatórias e até mesmo a referência verbal ao ato sexual tinha essas conotações. Ao dominar grande parte do mundo conhecido. daí que os que cultuavam deuses tenham sido chamados de "pagãos". Essas marcas. O amor e a sexualidade era tratado de forma mais explicita. Para os romanos o falo era associado à magia da reprodução e. a sexualidade também era intimamente ligada à religiosidade e. o culto aos antigos deuses começou a ser combatido. ao culto à fertilidade. desfiando o poder. diretamente. mas porque o cristianismo tornou-se uma religião de Estado e os que não o aceitassem estariam. Não foi combatido à toa. Nos lugares mais distantes. encontravam-se objetos fálicos. das ruas da cidade. A religião dos romanos era politeísta e antropomórfica com nítidas influências das crenças etrusca e grega. as elites nas diversas áreas do Império. enquanto havia uma generalização do termo família. que reverenciava os imperadores romanos que haviam sido declarados "santos". após a morte. em particular. Para os romanos. O cristianismo foi. As próprias relações sexuais.como animais semifalantes e suas casas e mobília como coisas. diferenças. durante os três primeiros séculos d. os romanos entraram em contato com diversas religiões e tiveram por elas grande respeito. fundamental para a mudança da sociedade e o fim do mundo antigo liga-se. à sua transformação em religião oficial. difundiram-se diversos cultos de origem oriental e que se voltavam especialmente para mulheres. no campo. A cultura urbana podia encontrar-se bem longe. Em toda a parte. uma espécie de religião cívica.. como pingentes em colares. excentricidades mostram uma Roma que é constituída eminentemente pela intelectualidade e a profundidade das distinções. o cristianismo demorou a firmar-se. por muitas gerações. Mas. por isso. Em paralelo. de certo modo. nos cruzamentos. onde os filhos e esposas são comparados a animais ou o amor imenso demais que abrange até mesmo as coisas. em pleno campo. fisicamente. libertos e livres humildes em geral. pois nelas havia uma parte urbana. pelo mesmo motivo. Esse culto aglutinou. nas paredes das casas. Quando o cristianismo se tornou a religião do Estado. Durante o Império. ainda que persistisse. sendo que o que parece. nas fazendas ou villae rusticae. era considerado um potente amuleto contra o mau-olhado e o azar. a religião oficial ganhou o culto aos imperadores. A cultura é um misto de sensibilidade e brutalidade oriunda das cidades romanas. por muitos séculos. e suas paredes exibiam . ricos ou pobres. assim.

estamos diante de uma nova civilização. Analisar em uma síntese o livro pode ser relevante. Durante a Idade Média.pinturas e seus pisos mosaicos com temas tipicamente citadinos. CONCLUSÃO Percebe no texto de Funari (2006) narrativas comparativas. Politicamente. a arte grega inspira as sociedades atualmente. mas deuses. mesmo que sutilmente. sua adoção como religião pelo Estado romano criava as bases de um modo de pensar e de viver que diferia. mas o mundo já era completamente outro. mas o que os unia era. e principalmente a abordagem paralela entre os contextos abordados para contar a historia dos dois lugares. O autor também aborda o legado que a filosofia grega deixou para outras sociedades. mas. assim como as cidades se permitiam serem regidas por constituições próprias. como as lutas de gladiadores. . porém. havia diversos grupos sociais que se reconheciam como tais. Funari também atenta para que não se idealize o período clássico dessa sociedade. houve diversos estados que se chamaram romanos. entre a Grécia e a Roma. diversa da cultura clássica. com o cristianismo de Estado. com suas tantas particularidades. Em uma palavra. como se pode ver na organização das ruas de algumas cidades. mas também pode ser leviano. o texto mostra uma preocupação em relação ao esclarecimento dos fatos e alterações que vieram com o tempo. Embora o cristianismo tenha surgido no quadro cultural do mundo clássico. Mesmo quem vivia no campo tinha como referencial a cidade. com o Império Bizantino. o reconhecimento da diversidade. inspirando filósofos contemporâneos. Enfim. era pura raiz. interna e externa. quando uma de suas principais características é a riqueza de detalhes para o leitor entender finalmente o que é a historia da Grécia e de Roma. pode dizer-se que. o Império Romano continuou a existir até o século v (no Ocidente e até o século Xv no Oriente. segundo o autor. precisamente. Não havia um deus único. Em cada cidade. mas que tiveram significado preponderante ao tempo histórico mundial e para as civilizações de Roma e Grécia. dos princípios da cultura greco-latina. Pequenas cidades estados gregas e o imenso Império Romano tinham muitas diferenças. deixando de lado seu passado. não somente a filosofia.

4 ed. São Paulo: Contexto. 2006 .REFERÊNCIA FUNARI.Grécia e Roma. Pedro Paulo A.