Observo que hoje, apesar das fortes campanhas de incluso social, principalmente para
pessoas com necessidades especiais, o servio continua segregado, mantendo alguns
comportamentos prprios do espao construdo, sendo necessrio compreender que
apesar do estigma, os seres humanos possuem as suas prprias limitaes em diferentes
nveis, de acordo com as caractersticas individuais e independentes do estado que se
encontram.
Segundo Goffman (1963) a sociedade, desde o princpio de sua histria, traz consigo
elementos para categorizar as pessoas segundo seus grupos sociais, localizando cada ser
em um lugar especfico no corpo social, em uma construo constante de estigmas e de
padres sobre cada grupo, e a partir dessa categorizao que se percebe a excluso
daqueles indivduos que, estranhamente, no se enquadram a esse ou aquele perfil de
certo grupo. evidente, ainda, que a carga da construo de uma representao social
sobre algum grupo influencia significativamente no desenvolvimento da vida social dos
mesmos.
E ainda, segundo Boaventura, esta proposio deve apontar para mudanas da situao
encontrada, uma vez que o objetivo da sociologia das ausncias transformar objetos
impossveis em possveis e com base neles transformar as ausncias em presenas.
(SANTOS, 2006. p. 12)
Associativismo urbano e gesto pblica: uma anlise da zona Centro de Teresina-Piau; 2007;
Iniciao Cientfica; (Graduando em Servio Social) - Universidade Federal do Piau; Orientador:
Masilene Rocha Viana;