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UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS, CONTÁBEIS E
ADMINISTRATIVAS

DIMENSIONAMENTO E CONTROLE DE
ESTOQUES

Mauricio Takahiro Nakagawa
Natasha Barbosa Ribeiro
Reginaldo Pereira
Sérgio Chil Lemos
Logística Empresarial
Turma F
Isaac Pinski
São Paulo/2003

SUMÁRIO

CAPITULO 1 – INTRODUÇÃO...................................................................................4
CAPITULO 2 – LOTE ECONÔMICO.........................................................................5
2.1. Custo de Setup...................................................................................................5
2.2. Custo Unitário de Produção...............................................................................5
2.3. Custo de Manutenção do Estoque......................................................................5
2.4. Uma Abordagem Clássica..................................................................................6
2.5. Modelo Lote Econômico....................................................................................9
CAPITULO 3 – MÉTODO DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUE.................................11
3.1. Custo Médio...................................................................................................11
3.2. PEPS ou FIFO...............................................................................................12
3.3. UEPS ou LIFO..............................................................................................13
3.4. Avaliação pelo custo de reposição................................................................14
3.5. Comparação entre os Métodos de Avaliação................................................14
CAPITULO 4 –SISTEMA DE CONTROLE DE ESTOQUES.................................15
4.1. Sistema Duas Gavetas...................................................................................15
4.2. Sistema dos Máximos – Mínimos.................................................................17
4.3. Sistema de Revisão Periódica.......................................................................17
4.4. Planejamento das Necessidades de MRP......................................................18
4.4.1. O que é necessário para rodar o MRP................................................18
4.4.2. Vantagens de um Sistema MRP.........................................................19
4.4.3. MRP baseado no Programa-Mestre de Produção...............................20
CAPITULO 5 –CONCLUSÃO......................................................................................22
BIBLIOGRAFIA

2

.....................................13 UEPS ou LIFO Quadro 4................19 Esquema do Planejamento de Necessidades de Matérias Quadro 6.............................................12 PEPS ou FIFO Quadro 3.....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................9 Lote de Produção Cíclico para três Produtos Distintos Figura 4........................................................................................11 Custo Médio Quadro 2............................................................................14 Comparação entre Métodos de Avaliação Quadro 5...............................................................................................................................................................................................................................................................................21 Fluxo de Programa-Mestre de Produção 3 .......................................................................................Lista de Figuras Figura 1...........................................................15 Sistema Duas Gavetas Lista de Quadros Quadro 1 ....................................6 Evolução da Produção com o Tempo Figura 2 .......................8 Custo de Fabricação do Lote Figura 3.........................................

revistas e jornais. produção.1995:15). O problema é que o custo para manter estoque zero pode ser maior do que o custo de manutenção de estoque e. qualquer que seja a razão para manter estoques. ela pode ser eliminada mediante um trabalho inteligente e técnico. Verificou-se que é fundamental a decisão de controle de estoque de “quanto e quando comprar”. vendas e financeiro. Para entender o proposto. A administração de estoques deverá conciliar da melhor maneira possível os objetivos dos departamentos de compras. Programas de melhoria de produtividade baseados na filosofia just-in-time ensinam que a empresa não deve pensar em estoques como um mal necessário. recorrendo a livros. realizou–se a pesquisa bibliográfica. para aprofundar os conhecimentos a respeito de dimensionamento e controle de estoques. como todo efeito. que veremos no decorrer desta pesquisa. está centrada principalmente no planejamento das decisões que são tomadas pela direção das empresas” (FISCHMANN E ALMEIDA. Assim. o ideal de desempenho de uma empresa é manter estoque zero. é trazer uma reflexão a respeito da necessidade de se desenvolver melhorias na cadeia de abastecimento no que tange ao dimensionamento e controle de estoques. “O sucesso das grandes empresas. Manter estoques é um efeito que encobre ineficiência do produtor e do fornecedor. que se faz cada vez mais necessários. uma empresa deve procurar manter os seus estoques no nível mais baixo possível.Capitulo 1: Introdução O objetivo geral desta pesquisa. tratando-se de um desafio árduo. analisadas e eliminadas. mesmo diante de todos os avanços e aprimoramentos feitos na cadeia de suprimento. além da eficácia administrativa e operacional. sem comprometer a cadeia produtiva e sem onerar estoques. de modo que. Para isso. temos ferramentas e métodos que nos permite dimensionar e controlar os estoques. devido à vulnerabilidade do mercado. Portanto. 4 . e elas devem ser identificadas. embora persiga o ideal de desempenho. tem suas causas.

1. contábeis.  custos dos materiais e acessórios envolvidos na preparação. considerando-se os insumos. com base nessas informações. Os principais itens computados são:  mão-de-obra diretamente aplicada na preparação das máquinas.Capitulo 2: LOTE ECONOMICO Determinação do Tamanho de Lote Econômico A teoria para determinação de um tamanho de lote econômico baseia-se de modo geral em definir uma quantidade cujo custo de fabricação seja mínimo.3. os tempos de máquina. 2002:162) 2. Esses custos normalmente podem ser agrupados em três categorias básicas:  custo de preparação (ou setup)  custo unitário de produção  custo de manutenção do estoque “Uma das principais preocupações do Administrador de Materiais é saber quais são os custos relacionados ao estoque que ele gerencia.2. Quando a sobrevivência da empresa está ameaçada pela existência de custos acima dos concorrentes diretos. aplicar ações corretivas para reduzi-lo a níveis aceitáveis. 5 . Custo de Manutenção do Estoque A posse do estoque tem um custo que. Os principais itens que são considerados no seu cômputo são os seguintes:  juros de capital imobilizado. o Administrador de Materiais deve manter um controle rigoroso sobre esse item e. etc. os valores de trabalho agregado. Custo de Setup Considera-se aqui todos os custos necessários à preparação de uma rodada de fabricação.”(FRANCISCHINI E GURGEL. é bastante significativo e normalmente considerado para cada produto por unidade de tempo de armazenagem. bem como os custos para manter os estoques. 2.  tempos de máquinas envolvidos. 2. para a indústria. como:  matérias-primas. Custo Unitário de Produção Nesse item são considerados os custos dos insumos básicos diretamente empregados no processo produtivo.  outros custos indiretos: administrativos.  mão-de-obra diretamente aplicada na produção.

ou seja. taxas e impostos. abordando-se posteriormente um tratamento dentro da filosofia de tecnologia de grupo. que deve ser aperfeiçoada com o decorrer dos ciclos produtivos. O método mais simples para determinação do lote fundamenta-se na análise econômica dos custos. bastando que fossem considerados os tempos de preparação e encomenda como similares.4. no entanto. iluminação.  perdas por deterioração. etc. A definição de quantidades individuais não é mais compatível com a quantidade como uma parcela do grupo. Mesmo assim. fazendo-se os ajustes necessários em função das particularidades de cada processo. aluguéis. uma abordagem das modernas tendências de fabricação celular. Num sistema de manufatura tradicional. aquelas definições determinadas para os produtos isoladamente são questionáveis.  despesas com instalações.  risco de obsolescência do produto. é apenas um ponto de partida na definição da quantidade. um lote constituído de uma série de produtos distintos. e foi inicialmente definido para dimensionar lotes de compras.  prêmios de seguro. será apresentado primeiro o modelo clássico para definir o tamanho de lote econômico (Q e). Evolução da produção com o tempo. As principais variáveis consideradas na formulação são definidas através de uma representação gráfica. mostrada na figura 1. Para melhor situar-se no problema. uma vez que a manufatura ocorre para uma família de peças. em que as máquinas produzem para um determinado nível de estoque em função da demanda. Uma Abordagem Clássica A formulação para definir a quantidade econômica (Q e) para os lotes consiste em efetuar-se uma análise sobre as variações de estoque. Figura 1. Considerando-se. o que significa dizer que as quantidades definidas isoladamente não serão as mesmas quando as peças estiverem reunidas em famílias. o modelo clássico de lote tem melhor aplicabilidade. com a conseqüente do estoque médio. considerando-se taxas de produção e de consumo. adaptado posteriormente para o ambiente de manufatura. 2. As variáveis envolvidas são seguintes: 6 .

2) (d) Custo de manutenção do estoque médio: Cm = Qa ce Tc (2.rc) Qp / rp (2.4) rc (f) Quantidade acumulada: Qa = Tp (rp . Obtém-se então: (2.3) 2 Qp (e) Tempo total do ciclo: Tc = Qp (2.7) para  = rc / rp (2. por unidade de tempo Para obter-se a equação do tamanho de lote ótimo.10) 7 .rc) (2.8) (g) Custo total: (2. efetua-se os procedimentos a seguir: (a) Quantidade produzida num ciclo: Qp = Tp rp (2) (b) Custo unitário do setup: Cs = cs / Qp (2.1) (c) Estoque médio: Qm = Qa / 2 (2. busca-se o valor de Qe para que o custo total seja mínimo.5) para Tp = Qp / rp (2.rc = taxa de aumento do estoque Qp = quantidade de produção total Qa = quantidade acumulada no ciclo Tp = tempo do ciclo de produção Ts = tempo do ciclo de consumo Tc = tempo do ciclo total (Tp + Ts) cs = custo de setup por ciclo ce = custo de manutenção de estoque por produto.6) Qa = (rp . rp = taxa de produção rc = taxa de consumo rp .9) Diferenciando-se CT em relação a Q.

11) Considerando-se que vários produtos sejam produzidos num mesmo ciclo. pode-se determinar o tamanho de lote de cada um dos produtos através da equação 2.4 e 2. a quantidade cujo custo total é o mínimo.12.13) Na figura 3 é ilustrado um exemplo de lote de produção cíclico para três produtos distintos (p1. tem-se o tempo do ciclo dado pela equação (2.11) adaptada: (2. o problema passa a merecer outra conotação. ou seja.O tempo ótimo para o ciclo de produção pode ser definido através das equações (2.4) e (2. determinar o ciclo de produção para o lote dos n produtos. Definindo-se cada produto como um elemento j. pois indica num gráfico de quantidade versus custo do lote.13. (2. ou lote multiproduto. 8 .Esse valor da quantidade econômica de fabricação Q e pode ser representado graficamente. Custo de fabricação do lote. Figura 2.10). p2 e p3). pelas equações 2. nas mesmas máquinas. como mostrado na figura 2.12) Conseqüentemente. (2.

Lote de Produção cíclico para três produtos distintos. caso sejam conhecidos o seus consumo previsto e os seus custos de obtenção e armazenagem (Obtenção=Compra ou Fabricação).5. Figura 3. Lote Econômico de Compra (LEC) CT  C E  C P CT  $  custo total C E  $  custo de estoque C P  $  custo do pedido CE  CE Q 2 C E  $ / unidade  custo unitário de estoque  2 unidades  Q  estoque médio CP  CP DXT Q C P  $  custo por pedido DxT / Q  número de pedidos por período 2 C P XDXT LEC  CE Lote Econômico de Fabricação (LEF) 9 . 2. Modelo do Lote Econômico Objetivo Determinar o número ótimo de unidades a serem encomendadas de dado item a ser estocado.

na apuração destes custos. O objetivo dessa técnica é encontrar um tamanho de lote que minimize os custos de produção. por maiores se sejam. no custo de capital. com pequenas diferenças. ou seja. a menos que sejam muito grosseiros. não afetaram de forma significativa o resultado ou a solução final.  Em algumas empresas existem dificuldades no levantamento dos custos necessários para a determinação do lote econômico. 10 . o lote econômico não leva em consideração o espaço disponível na armazenagem.  Podem ocorrer situações praticas em que a quantidade de material determinada pelo lote econômico de compra seja de um tamanho tal que cause problema de espaço físico para armazenamento. apesar de os erros. o que não ocorre na realidade. a valorização do estoque ocorrerão algumas situações em que o custo será nulo ou negativo. e a maioria chega às mesmas conclusões.  A quantidade determinada pelo lote é aquele em que os custo de armazenagem é igual ao custo de pedido. admitindo que os recursos financeiros são ilimitados. Vamos ver algumas:  Ela procura custos mínimos. O lote econômico é um dos assuntos mais discutidos na literatura técnica.CT  C E  C P CT  $  custo total C E  $  custo de estoque C P  $  custo do pedido C E  $ / unidade  custo unitário de estoque Q(1  D / P ) CE  CE 2 Q(1  D / P)  unidades  estoque médio 2 CP  CP DXT Q C P  $  custo por pedido DxT / Q  número de pedidos por período 2 C P XDXT LEF  C E (1 D / P ) Considerações sobre a Formula de Lote Econômico Existe uma serie de fatores que necessita ser observada cuidadosamente quando trabalhamos com as formulas do Lote Econômico. Se formos considerar. Inúmeros artigos tratam do tema.

ou seja. A avaliação do volume financeiro alocado nos estoques é feita por meio dos preços de custo e de mercado: Preço de custo é o que custou para fabricar determinado produto. dependendo do método que utilizarmos para determinar o valor do item estocado. isso vai impactar diretamente no lucro contábil da empresa. Unit Total Qtd P. Custo Médio Custo médio é o método mais utilizado pelas empresas. 3. Uma conseqüência lógica é que. chegando a um valor médio de cada unidade. fornecer o volume financeiro pelo qual este material esta sendo estocado e utilizado nos produtos finais fabricados. Custo Médio = Valor Total em Estoque do Item Número de Itens em Estoque DIA ENTRADA SAIDA SALDO Qtd P. mas refere-se também a sua valoração. Preço de mercado é o valor que consta na nota fiscal de compra.1. Cada valor médio de unidade em estoque se altera pela compra de outras unidades por um preço diferente.Capitulo 3. Método de Avaliação de Estoque A Administração de Materiais não se resume apenas a controlar a quantidade de materiais em estoque a disposição dos setores produtivos e administrativos da empresa. Unit Total 11 . pelo qual calculamos a média entre somatórios do custo total e o somatório das quantidades. Unit Total Qtd P.

50 13.00 3500 4. First Out) é o método que prioriza a ordem cronológica das entradas. sai o primeiro material que entrou no estoque.500. Por exemplo.500.800.30 21.00 04/Ago 2.30 2.00 8. o custo total da saída de 1. Unit Total 01/Ago 2. Paulino G.500.15 6.00 2. Já as saídas de 20 e 25 de agosto são calculados pelo custo médio de R$ 4.00 02/Ago 3. Ou seja. 01/Ago 2000 4.00 03/Ago 3. Nesse caso.55 1500 4.000. Custo Médio Observe que.00 03/Ago 3.000 4.90 7800 500 4. 3.500 15. 175.000 4.00 3.00 5500 4.154.90 7. o preço unitário ou custo médio do item em estoque é calculado por: Custo Médio = 8.500.90 7.500 4. p.15 12.90 0.30 6. 2002. no dia 05 de agosto.250.000 5.50 13.500 = 4.00 0 4.500 4. obtido no dia 05 de agosto.00 0. Unit Total Qtd P.300. Primeiro a sair) ou FIFO (First In.250.15.00 2. são obtido no dia 15 de agosto.15 4.000 3.500. cada lote de compra é controlado separadamente.00 04/Ago 2. Unit Total Qtd P. com seu respectivo preço unitário.000 4.00 = 21.000 Note que todas as saídas de estoques são feitas pelo custo médio (coluna de Preço Unitário).30.450.000 3.000.64 2500 4.386.50 13.500.50 13. e GURGEL.00 20/Ago 3000 4.00 04/Ago 3.15 22.00 8.000.000.50 11.00 2.231.500 volumes do item é calculado pelo valor de R$ 4.00 500 4. Administração de Materiais e do Patrimônio.00+13.500.15 10.00 02/Ago 5.82 Fonte: FRANCISCHINI.500.50 13.00 5000 4.000. São Paulo: Pioneira Thomson. Floriano do A.850.00 500 4.000.500 23.500.050. DIA ENTRADA SAIDA SALDO Qtd P.2.800.50 2.00 12 .36 25/Ago 1000 4. Quadro 1.000.463.00 10/Ago 1500 4.00 02/Ago 2. conforme demonstrado no exemplo a seguir.00 03/Ago 1.00 05/Ago 3000 4.00 8. no dia 10 de agosto.00 05/Ago 500 4.000 4.00 2.000+3.800.00 04/Ago 5.000 4.000 3.30 15.00 05/Ago 2.000 4.000.00 05/Ago 0 3.000 21. PEPS ou FIFO PEPS (Primeiro a entrar.00 15/Ago 2000 3.00 6.90 7.

00 1.90 7800 2.00 04/Ago 2.00 0 4.00 02/Ago 2.00 03/Ago 3.50 0.00 06/Ago 1.90 5.00 6.00 1.000.00 8.300.550. Unit Total Qtd P.00 04/Ago 5.50 6.500 10.000 3. Floriano do A.00 03/Ago 1.00 06/Ago 500 3.500 4.500 14.500 4.50 0.00.500 22. Floriano do A. p.500.000 4. Ou seja.00 02/Ago 3.90 7.000.00 03/Ago 2. Paulino G.500 4.00 06/Ago 500 4.500.000.000 4.000.000 21. São Paulo: Pioneira Thomson.000.000 4.50. restando 500 unidades.500 6.750.00 3.000. Paulino G. 13 . Unit Total 01/Ago 2. Unit Total Qtd P.00 05/Ago 3.750.250.950.000 4.000 3. PEPS ou FIFO Note que a saída de 1500 unidades no dia 03 de agosto foi dada utilizando-se apenas a quantidade de 2. e GURGEL.00 Fonte: FRANCISCHINI. o ultimo lote a entrar no estoque é o primeiro a ser considerado para efeito de calculo de custo.00 1. Na saída de 3.00 05/Ago 2.00 8.00 02/Ago 5.00 2. 174.50 6.250.200.00 04/Ago 1. DIA ENTRADA SAIDA SALDO Qtd P.250. 2002. Quadro 2.00.50 4.250.00 8.500 3.UEPS ou LIFO UEPS(Ultimo a entrar.500 10.3. 500 unidades foram retiradas a um preço unitário de R$ 4.000 13.00 0 4. referentes ao lote que entrou no dia 03 de agosto.500.850. First Out) inverte a ordem cronológica de entrada no estoque.800. O lote de 3.000.000 4.00 05/Ago 2.000 4.500. Administração de Materiais e do Patrimônio.500 4.00 500 4.00 1.00 06/Ago 500 4.50 2.00 06/Ago 1.50 13. Também nesse caso. e GURGEL. O lote que entrou dia 04 de agosto não foi considerado.250.800.90 1.50 6.500 unidades foram retiradas a um preço unitário de R$4. que entrou primeiro no estoque de R$4.000 12.90 0.750.50 2.750.00 Fonte: FRANCISCHINI.50 13. Primeiro a sair ) ou LIFO (Last In. 05/Ago 3.000 unidades que deu entrada no estoque dia 02 de agosto não foi considerado.250.500 5.50 2. 3.000 unidades.00 05/Ago 1.000.00 04/Ago 2.850.00 0 3.00 06/Ago 500 4.00 8.000 4.00 2.000 unidades do dia 05 de agosto.050. enquanto as restantes 2. cada lote é controlado separadamente. Administração de Materiais e do Patrimônio.000 4.00 2.000 4.90 7.000 3. como no exemplo a seguir.000 4.00 1.00 8.

e GURGEL. 173.000. o inverso do que ocorreu no exemplo anterior.300. Comparação entre os métodos de avaliação 14 . O lote disponível no dia 01 de agosto não foi considerado.850. assim como nos custos apropriados aos produtos que saíram do estoque. Do mesmo modo.São Paulo: Pioneira Thomson.300.231.000 unidades são retiradas do lote que entrou dia 02 de agosto (preço unitário de R$ 4.300. as saídas são feitas considerando-se as ultimas entradas no estoque. para eventuais reposições de estoque.50). p. Administração de Materiais e do Patrimônio. 2002. a saída do dia 04 de agosto (preço unitário de R$3. 2002.00 Fonte: FRANCISCHINI.4. Na tabela abaixo.00 29. contabilmente chamados de custos dos produtos vendidos. apresentamos um resumo desses valores de acordo com o método de avaliação.18 6. 173.00 FIFO 23. 3.50). Quadro 3.00 5. Paulino G. Quadro 4.5. Assim potenciais variações de curto prazo no preço unitário do item. ou seja. Avaliação pelo custo de reposição A avaliação de estoque pelo custo de reposição ou CLOSE OUT é feita considerando-se a situação do preço dos produtos comprados ou fabricados no momento da avaliação. p. UEPS e LIFO No exemplo.00 LIFO 23. METODO C.068.00 29. O custo de reposição pode ser calculado pela fórmula: Custo de Reposição(CR) = Preço Unitário(PU) X Acréscimo do Custo de Produção 3.P.V ESTOQUE FINAL TOTAL CUSTO MÉDIO 23.82 29.450.90) e 1. A saída de 1500 unidades do dia 03 de agosto é retirada do lote que entrou no dia 02 de agosto (preço unitário de R$4. Comparação entre os Métodos de Avaliação Verifica-se que cada um dos métodos de avaliação utilizados nos itens anterior apresenta diferente uma valoração dos produtos estocados.300. São Paulo: Pioneira Thomson. Floriano do A.00 6.

somando-se o custo dos produtos vendidos (soma de todas as saídas de estoque) ao valor do estoque final. para o caso de consumidores ou programas de produção os demandarem. Capitulo 4. São Paulo: Atlas. A caixa tem uma quantidade de material suficiente para atender ao consumo durante o tempo de reposição. eles são custosos e algumas vezes empatam considerável quantidade de capital. Administração de Materiais:Uma Abordagem Logística. Por um lado. ou seja: Q=(C. Figura 4. Imaginemos duas caixas. Marco Aurélio P.TR)+EMn 15 .. 1996. 115. Por outro lado. Caixa A Caixa B Fonte: DIAS. descobrir fórmulas para reduzir estoques sem afetar o processo produtivo trata-se de um desafio diário. Sistema Duas Gavetas O estoque que inicia o processo é armazenado nessas duas caixas ou gavetas. Sistemas de Controles de Estoques Os gerentes de produção usualmente têm uma atitude ambivalente em relação a estoques. A e B. 4. Sistema duas gavetas Por sua simplicidade é recomendável a utilização para as peças classe C. encontramos uma constante. ocupam espaço valioso na produção.Também são arriscados porque itens mantidos em estoque podem deteriorar. qualquer que seja o método utilizado. Portanto.1. alem disso. Tem seu uso bastante difundido em revendedores de autopeças e no comercio varejista de pequeno porte. proporcionam alguma segurança em um ambiente complexo e incerto. mais o estoque de segurança. conforme figuras. mantêm-se itens em estoques. tornar-se obsoletos ou apenas perder-se e.Nota que. Sabendo disso. p.

Caixa A (inicio da utilização) Caixa B (vazia) Fonte: DIAS. passa-se a atender as requisições pelo estoque da caixa A. 1996. As requisições de material que chegam ao almoxarifado são atendidas pelo estoque da caixa B. p. isso indica que devera ser providenciada uma reposição de material. Sistema Duas Gavetas A grande vantagem desse método consiste uma substancial redução do processo burocrático de reposição de material. 1996. conforme figura. São Paulo: Atlas. 116. pedido de compra. Marco Aurélio P. Sistemas dos Máximos – Mínimos 16 . 116. São Paulo: Atlas. Sistema Duas Gavetas Nesse intervalo. conforme a figura. quando esse estoque chega a O(zero) (caixa vazia).. Figura 4. 4.A caixa B possui um estoque equivalente ao consumo previsto no período. Caixa A (inicio da utilização) Caixa B (vazia) Fonte: DIAS.. Marco Aurélio P. Para não interromper o ciclo de atendimento. Figura 4. p. Administração de Materiais:Uma Abordagem Logística. deverá ser recebido o material comprado quando a caixa B foi “zero”. como se pode ver na figura. voltando-se a consumir o estoque da caixa B. da figura. Administração de Materiais:Uma Abordagem Logística.2. e o saldo completar a caixa B. deve- se então completar o nível de estoque da Caixa A.

chamados períodos de revisão. em situações em que ele pode ser usado naturalmente. Basicamente o sistema consiste em:  Determinação dos consumos previstos para o item desejado. 4. A quantidade pedida será a necessidade da demanda do próximo período. e  Cálculo dos lotes de compra.3. que estimula o uso do lote econômico. A principal vantagem deste método é uma razoável automatização do processo de reposição. Considera-se também um estoque mínimo ou de segurança e ele deve ser dimensionado de forma que previna o consumo acima do normal e os atrasos de entrega durante o período de revisão e tempo de reposição. para a reposição do estoque.  Cálculo do ponto do pedido em função do tempo de reposição do item pelo fornecedor. essa condições ideais são utópicas. Pelas dificuldades para a determinação do consumo e pelas variações do tempo de reposição é que usamos os sistemas máximos e mínimos.  Fixação do período de consumo previsto. 17 . tivéssemos conhecimento do consumo exato do material num período predeterminado. a dificuldade de determinar um ponto de pedido não existiria.  Cálculos dos estoques mínimos e máximos. Sistema de Revisão Periódica Por esse sistema o material é reposto periodicamente em ciclos de tempos iguais.Se. por que o estoque estaria a “zero” assim que o material comprado fosse recebido.B e C. também chamado de sistema de quantidades fixas. e abrange os itens classes A.

 Listas os itens de uso comum para serem processados simultaneamente.1.  Executar uma compra única. isso ele utiliza os pedidos em carteira.. garantindo que sejam providenciados a tempo. O que é necessário para rodar o MRP Para executar os cálculos de quantidade e tempo descritos. os sistemas de planejamento das necessidades de materiais (MRP) normalmente requerem que a empresa mantenha certos dados em arquivos. diversos aspectos devem ser analisados. 18 . Para que se possa compreender a complexidade de um sistema MRP. A dificuldade desse método é a determinação do período entre revisões. constituindo-se na principal entrada para o planejamento das necessidades de materiais”(SLACK et al. então. e os intervalos são iguais.4. O MRP verifica. quando as letras queriam dizer (Material Requirements Planning). “O programa-mestre de produção (MPS – Máster Production Schedule) é a fase mais importante do planejamento e controle de uma empresa. todos os ingredientes ou componentes que são necessários para completar esses pedidos. quando o programa é rodado pode ser verificados e atualizados. 4. Para fazer. o consumo no período. Nesse sistema são programadas as datas em que deverão ser realizadas as reposições de materiais. A analise deverá ser feita considerando o estoque físico existente. 4.e  Efetuar compras e entregas programadas. assim como uma previsão para os pedidos que a empresa acha que irá receber. 1997:448) O MRP permite que as empresas calculem quantos materiais de determinado tipo são necessários e em que momento.4. é necessário que se entendam estes registros e arquivos de computador. o tempo de reposição e o saldo de pedido no fornecedor do item.  Definir o volume dos materiais a comprar. Planejamento das necessidades de Materiais (MRP) O MRP original dos anos 60. optando pela determinação das periodicidades mais convenientes das necessidades.

de Produção Previsão de Vendas Planej. Começando na parte superior do quadro 5 as primeiras entradas para o planejamento das necessidades de materiais são os pedidos de clientes e a previsão de demanda. necessidade de equipamentos e demais insumos produtivos. Administração da Produção. de Materiais Registros de Estoque Ordens de Trabalho Ordens de Compra Planos de Materiais Quadro 5. Irineu. A primeira refere-se a pedidos firmes programados para algum momento no futuro. Desenho esquemático do planejamento de necessidades de matérias. enquanto a segunda consiste em alternativas realísticas da quantidade e momento de pedidos futuros.al|. fica fácil o calculo detalhado do custo de cada produto.  Custos: Como o MRP baseia-se na “explosão” dos produtos. necessidades de capital de giro. Henrique. É um excelente instrumento para a tomada de decisão gerencial. Vantagens de um Sistema MRP  Instrumento de Planejamento: Permite o planejamento de compras. Muitos sistemas de MRP têm seu apelo de venda voltado justamente para o custeio dos produtos.A figura mostra as informações necessárias para processar o MRP.revisão técnica CORRÊA. 4.. assim como alguns de seus resultados. Fonte: SLACK. levando ao conhecimento detalhado de todos os seus componentes. Nigel.4. e GIANESI.2. p. Programa-Mestre Carteira de Peds. 444. 1996. São Paulo: Atlas. 19 .|et. contratações ou demissões de pessoal. das Listas de Materiais Nec. O MRP executa seus cálculos com base na combinação dessas duas componentes de demanda futura.  Simulação: Situações de diferentes cenários de demanda podem ser simuladas e ter seus efeitos analisados.

Fluxo do Programa-Mestre de Produção 20 . que pode ser baseado numa previsão de vendas ou numa carteira de pedido. 4. Essas informações de entrada e saída para um sistema MRP podem ser demonstradas conforme quadro 6.  Reduz a influência dos sistemas informais: Com a implantação do MRP deixam de existir os sistemas informais.3. Um fato importante que não pode ser descuidado para o MRP é a natureza da demanda. O MRP utiliza a explosão liquida total por produto para evitar falhas ou excesso de estoque. que pode ser considerada de duas maneiras: demanda dependente e demanda independente. e pode ser demonstrado da seguinte maneira: Previsão de Vendas – Estoque de Produto Acabado = Previsão liquida de Vendas Partindo da previsão liquida de vendas. muito usuais nas fabricas ainda hoje. esta demanda deve ser calculada. MRP Baseado no Programa-Mestre de Produção O planejamento do MRP é baseado no Programa Mestre de Produção. nesse caso ela deve ser prevista e projetada através de técnicas especificas de previsões. Nesses sistemas a informação sobre determinado produto por vezes fica armazenada ”na cabeça do fulano”. Considera-se independente a demanda de um item quando não está relacionada com a de nenhum outro item. podemos dar origem ao programa-mestre de produção.4. A demanda é dependente quando está relacionada ou depende da demanda de outro item. Programa Mestre de Produção X Listas de Materiais = Demanda de Materiais Demanda de Materiais + Estoque Físico – Saldo de Pedidos = Necessidades de Materiais Portanto o planejamento do MRP é baseado no Programa Mestre de Produção. que pode ser baseado numa previsão de vendas ou numa carteira de pedido.

Fluxo do Programa Mestre Para efetivar o cálculo de necessidades de materiais devemos levar em consideração os seguintes fatores: 1. levando em consideração que ela pode ser usada no mesmo produto. O tempo de reposição para cada item componente. 2. 3. 1996. A quantidade do lote de compra. só que em diversos níveis. Administração de Materiais:Uma Abordagem Logística. p.. São Paulo: Atlas. seja ele comprado ou fabricado internamente. CONCLUSÃO 21 . levando em consideração que ela pode ser usada também em outros produtos. O uso de cada peça. 5. Plano Previsão de Vendas de Produção Estoque de Produtos Acabados Pedidos Externos de Componentes Previsão de Demandas FF Cálculos das Necessidades Independentes Estrutura do Produto Posição de Estoques Pedidos de Compra Definição de Prioridades Programação Controle de Desempenho Relatórios de Acompanhamento Fonte: DIAS. Quadro 6. 121. O uso de cada peça. Estrutura do produto com níveis de fabricação. 4. As necessidades das peças baseadas no programa-mestre. Para a determinação da quantidade a comprar podemos escolher diversos métodos de acordo com as necessidades reais: Quantidade Fixa Lote Econômico Lote a Lote Reposição Periódica Capitulo 5. e 6. Marco Aurélio P.

analisamos que isto é praticamente impossível visto que todas trabalham com um estoque de segurança. Ou seja. porém são aplicadas de maneira incorreta.Com esta pesquisa podemos concluir que os estoques assim como sua técnica para dimensionamento sempre será muito diferente de organização para organização assim como do produto que estaremos trabalhando. Como resultado pratico podemos citar que muitas organizações exigem a utilização de técnicas para gestão de estoques. porém em nossa pesquisa em empresas atuantes no mercado. então o bom senso e visão global do assunto é muito importante. porém se este estoque estiver muito reduzido em um determinado momento o custo de se paralisar uma produção será muito maior. Em nosso ponto de vista sempre teremos que procurar o meio termo neste assunto sempre visando as necessidades de nossos clientes assim como a lucratividade de nossa organização. sempre que estivermos gerenciando alguma cadeia de suprimentos teremos que pensar em reduzir o estoque. BIBLIOGRAFIA 22 . Podemos citar também que muitos livros comentam sobre estoque zero.

Martinho Isnard R. Robert. JOHNSTON. 1994.ufsc. Apostila Logística Empresarial. São Paulo: Atlas. ed.N Just in Time. NETO. Administração de Materiais e do Patrimônio. FISCHMANN. e ALMEIDA. 1996.br www. CHAMBERS. Logística Empresarial. MRP II E OTP: um enfoque estratégico. 1997. São Paulo: Atlas. e GURGEL Floriano do Amaral. DIAS.usp. Planejamento estratégico na prática. São Paulo: 2001 SLACK. Thomas Corbett. Contabilidade de Ganhos. HARLAND. CORRÊA. Editora Atlas.Marco Aurélio P. 2. 1998 VANZOLINI. Christine.BALLOU. Ronald H. 2002. Alan.grucon. A Contabilidade gerencial da teoria das restrições.br www. I. Administração da produção. Alberto A.br www. FRANCISCHINI. Administração de Materiais: Uma Abordagem Logística. 1992.br Artigos: Obsolescência da Contabilidade de custos 23 . São Paulo: Atlas. 1991. Site www. São Paulo. Sturt.Paulino G. HARRISON. São Paulo: Atlas.corbett-toc.& GIANESI. São Paulo: Pioneira Thomson. H.unesp. Carlos Alberto. Nigel. São Paulo: Atlas.com.G.