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Programa CIEE de Educação a Distância

CURSO: COMO ADMINISTRAR SUAS FINANÇAS


SUMÁRIO
AULA 1 - Educação financeira ...................................................................................02
Para que entenda sua situação financeira ...................................................02
Valor do dinheiro ..........................................................................................03
Conheça o real .............................................................................................04

AULA 2 - Algumas razões pelas quais as pessoas se atolam em dívidas .................06


Você sabe quanto gasta ...............................................................................07

AULA 3 – Planejamento financeiro ............................................................................10


Orçamento....................................................................................................12
Disciplina é a alma do negócio .....................................................................13
Como organizar as informações do orçamento ............................................13
Como compor seu orçamento passo a passo ..............................................14
Algumas dicas para reduzir os gastos nas despesas ...................................14

AULA 4 - Inteligência Financeira ...............................................................................18


A inteligência financeira é constituída por quatro habilidades ......................18
Dívidas .........................................................................................................20
Cheque pré-datado.......................................................................................21
Cartão de crédito ..........................................................................................21
Inadimplência ...............................................................................................22

AULA 5 – Aplicações financeiras ...............................................................................23


Tipos de aplicações ......................................................................................23
Ações ...........................................................................................................26
Dólar .............................................................................................................28

Referências bibliográficas ..........................................................................................31

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AULA 1 - Educação financeira


Todos os momentos que você passa fazendo contas, verificando a maneira mais eficaz
de pagar uma dívida, analisando um empréstimo ou avaliando um investimento, você
está cuidando das suas finanças pessoais.

Para que entenda sua situação financeira:


• é essencial avaliar e acompanhar suas despesas;
• verificar e revisar suas metas;
• definir como e para que vai usar o dinheiro que recebe no mês.
Analisar sua renda mensal é o ponto de partida, e daí poderá traçar seus planos e
verificar se precisa rever seu padrão de vida ou encontrar outras ou novas fontes de
renda.

• As análises periódicas serão inevitáveis para ajudá-lo a alcançar seus objetivos.


• No desejo de economizar, você deixa até o lazer de lado, sendo que este é
necessário para que se desligue da rotina diária. É a mesma coisa que só
pensar no futuro e esquecer de vivenciar o presente.
• Avalie o quanto sua renda está comprometida com as despesas mensais –
alimentação, vestuário, estudos, despesas com a moradia e o lazer, se caso
você deseja realmente economizar, suas despesas deverão ser revistas.

Dificilmente temos contato na fase escolar com noções de comércio, economia,


impostos e finanças, que poderiam auxiliar tanto no processo de preparação do
indivíduo para a vida, apresentando as ciladas dos juros dos crediários quanto nos
métodos de resolução de problemas de matemática. Desta forma, aprenderíamos
desde cedo como funcionam os bancos, economia doméstica, orçamento e juros
compostos, porque todos, mais cedo ou mais tarde, vão lidar com esses elementos.

Na fase adulta, alguns indivíduos ignoram esses assuntos e seguem sem instrução
financeira e sem habilidade para manejar dinheiro. Há uma multidão de adultos, de

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diferentes profissões, que não se sentem confortáveis com as questões relacionadas ao


dinheiro.

É importante tomar consciência da necessidade de alfabetização financeira, o que pode


ocorrer por iniciativa própria, por orientação dos pais ou por conselhos de amigos.

Qualquer que seja a situação da família é importante estabelecer metas de poupança e


gerenciar os gastos. A única forma de atingir os objetivos é colocar as contas na ponta
do lápis e monitorar os gastos com base no orçamento.
Para que compreenda melhor, vejamos o valor do dinheiro que você recebe...

Valor do dinheiro
A moeda é o resultado de uma longa evolução. Para compreendermos melhor esse
processo, vamos realizar um breve histórico sobre o dinheiro.

No início, não havia dinheiro (moeda). A economia baseava-se na troca de


mercadorias. Essa prática ficou conhecida como Escambo.

Algumas mercadorias começaram a se destacar pela utilidade e por serem aceitas por
todos, assumiram a função de moeda. O gado, por exemplo, foi um dos mais utilizados
por apresentar inúmeras vantagens para o seu comércio.

Com o tempo, as mercadorias tornaram-se inconvenientes para esta prática pelo fato
de, às vezes, serem facilmente perecíveis, não permitindo assim, o acúmulo de
riquezas.

Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo e a fabricar vários


utensílios feitos anteriormente de pedra. Estes utensílios passaram a ter valor e
consideradas mercadorias apreciadas.

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No século VII a.C., surgem as primeiras moedas que eram fabricadas por processos
manuais. Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a
prata. As moedas de ouro e prata foram utilizadas durante séculos, posteriormente
outras ligas metálicas passaram a ser empregadas.

Com o surgimento do papel moeda, a cunhagem de moedas metálicas ficou restrita a


valores inferiores.

Atualmente sabemos o valor que o dinheiro tem em nossas vidas, ou seja, devemos
nos empenhar para consegui-lo. Por isso, a necessidade de administrá-lo
racionalmente pensando em tornar reais nossos sonhos, por exemplo, investir em uma
carreira profissional.

Conheça o real
No Brasil utilizamos o Real como moeda oficial. Neste curso você aprenderá entre
outras coisas a identificar notas verdadeiras.

O meio em que vivemos interfere na forma como tratamos com o dinheiro.

Um exemplo a observar é: se nossos amigos são consumistas teremos uma tendência


maior para segui-los, adotaremos estilos que fugirão de nosso controle, gerando
problemas financeiros.

Devemos conhecer as limitações e viver de acordo com nossas receitas ou pelo menos
tentar.

CURIOSIDADE
De onde vem o meu dinheiro?
Ganhar dinheiro é a parte mais difícil. Veja alguns exemplos de como pode conseguir
isso:

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Da mesada
Receber dinheiro dos pais é muito bom. Pense que pequenas quantias da sua mesada
podem se tornar grandes somas se começar a poupar logo. Por isso, comece agora a
fazer suas contas!

Presentes
Em vez de ganhar roupas, você pode ganhar dinheiro. Diga que prefere assim, para
poder guardar ou poupar quanto você quiser.

Bolsa-auxílio
A bolsa-auxílio é paga para estudantes que realizam estágio remunerado. É uma das
principais maneiras de entrar no mercado de trabalho, adquirir experiência e ainda ter
um “salário” que poderá auxiliá-lo em muitas atividades do seu dia a dia, como realizar
um curso extracurricular, comprar um livro etc.

Trabalhar é bom...
Começar a trabalhar pode ser uma forma divertida de começar a ter seu dinheiro. Você
pode fazer pequenos serviços, que não atrapalhem seus estudos e assim aumentar seu
dinheiro no final do mês.

Para aqueles que já tem um trabalho com carteira assinada ou conseguem ter uma
remuneração fixa por mês, seria interessante juntar uma pequena quantia para comprar
algo que quer muito: um computador, um livro, uma viagem, um curso etc.

Se possuir conta em banco, comece juntando dinheiro em sua poupança, apesar de


render pouco por mês, no final de um ano, terá uma boa reserva financeira.

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AULA 2 - Algumas razões pelas quais as pessoas se atolam em dívidas


Nesta aula veremos algumas razões pelas quais as pessoas se atolam em dívidas.

Perda de renda sem ajuste nas despesas


Quando o poder aquisitivo das pessoas aumenta, elas rapidamente tendem a aumentar
seu padrão de gastos. Infelizmente, quando há perda de renda, o consumidor não se
adapta com a mesma rapidez.

De repente você está desempregado!


Nesta hora é importante não se abalar emocionalmente e agir rápido. Cortar gastos
deve ser a primeira providência a tomar.

Despesas médicas podem acabar com sua saúde


Não são poucos os casos de pessoas que acabam sofrendo problemas de saúde, e por
isso são forçadas a gastar com o tratamento ou a se ausentar do trabalho.

Gastando aquilo que não recebeu


Adiantam o recebimento de férias, décimo terceiro ou bonificação anual extra.

Incapacidade de administrar dinheiro


Poucas pessoas investem tempo na gestão do seu orçamento e não sabem para onde
vai o seu dinheiro. Assim, a maioria acaba gastando mais do que pode.

Dificuldade de poupar
A forma mais simples de evitar o endividamento é efetivamente poupar e formar uma
reserva para situações de emergência. A maior parte das pessoas encontra
dificuldades em estabelecer uma estratégia de poupança.

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Quando falar sobre dinheiro é tabu


Esse é um problema que aflige muitas famílias. É importante que a família toda
participe, na medida do possível, no estabelecimento de metas, objetivos de poupança
e investimento. Se todos se mantiverem informados, é mais fácil comunicar quando um
dos membros adota um padrão de gastos que não está de acordo com o orçamento!

Analfabetismo financeiro
Essa forma de analfabetismo atinge até mesmo os países mais desenvolvidos, onde
uma parcela significativa da população é incapaz de administrar suas contas.

VOCÊ SABE QUANTO GASTA?


Saber onde e o quanto se gasta é o fator determinante do sucesso financeiro.
É através do controle dos gastos que se pode atingir, num primeiro momento, o
equilíbrio, e no seguinte, o superávit financeiro com o qual se forma o patrimônio e se
concretizam os sonhos da família.

Nas despesas, as rédeas estão em suas mãos, fazer as contas, efetivar os cortes,
realocar prioridades, dependem exclusivamente da sua determinação.
Para que o controle dos gastos seja eficaz, é imprescindível conhecer onde e quanto
cada membro da família gasta. É importante "escrever" todas as despesas, seja numa
folha de papel, numa planilha ou sistema de computador. Com esse controle você vai
saber para onde seu dinheiro está indo.

É importante ter a discriminação dos gastos "visíveis", isso facilitará a análise e seleção
do que cortar, e também permitirá estabelecer um orçamento para o futuro.
Tenha em mente que, mais importante do que o quanto se ganha, é o quanto se gasta.

Veja algumas dicas para fugir da uma crise financeira:


• tenha e respeite um orçamento de renda e despesas;

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• não se endivide até o limite de seu orçamento. Recomenda-se que apenas 20%
de sua renda seja destinada a dívidas;
• corte o endividamento crescente;
• nunca faça financiamentos a juros altos;
• mantenha um fundo de reserva para cobrir despesas não previstas no
orçamento;
• crie um plano para lidar com a crise.

Basicamente, para sair de uma crise financeira, uma pessoa deve agir como uma
empresa ou um país: cortar gastos e aumentar a renda. São decisões difíceis de tomar
porque podem significar menos almoços ou jantares fora de casa ou deixar o segundo
carro na garagem. É por isso que muitas vezes a crise pessoal atinge proporções tão
gigantescas. O ponto fundamental para solucionar uma crise é tomar as decisões
certas sem adiá-las por muito tempo.

A seguir, você terá um roteiro para analisar sua crise financeira e tomar as decisões
certas para sair dela:

Quais são meus problemas financeiros e que desdobramentos eles vão me trazer em
breve?
• se tudo correr bem, como ficam minhas contas?
• se tudo der errado, como ficam minhas contas?
• qual é minha renda?
• como deve se comportar minha renda no futuro (vai crescer, vai diminuir). Não
considere aqui situações imprevisíveis.
• quanto gasto por mês?
• quanto pago de juros por mês em minhas dívidas?

Ao responder essas perguntas você terá em mãos seu orçamento pessoal de caixa.
Com isso você saberá onde seu orçamento está desequilibrado. Qual a solução ideal

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para seu caso? Uma alternativa é vender o segundo carro da família ou trocar o veículo
principal por um mais barato para ter uma sobra de caixa e abater parte da dívida, ou
numa atitude mais radical, vendê-lo e usar o transporte coletivo.

O ideal é estabelecer uma meta: cortar 10% dos gastos e trabalhar em torno dela.

Outra medida importante é reduzir suas despesas com juros. Se você possui conta em
banco e faz uso do cheque especial vá negociar com o gerente do seu banco sobre os
juros cobrados, alongue o prazo de pagamento de uma prestação, por exemplo. No
passado, uma das soluções era pedir um aumento de salário ao chefe, como isso é
mais complicado atualmente, tentar um trabalho temporário que permita uma entrada
rápida de dinheiro, pode ajudar.

Algumas sugestões: vendas, consultoria, intermediação de serviços, marketing de rede,


trabalho em feiras ou eventos, tradução, aulas particulares, digitação, redação de textos
etc.

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AULA 3 – Planejamento financeiro


Vejamos algumas dicas para você aprender a administrar melhor seu dinheiro:
• sempre é possível economizar algum dinheiro, seja qual for a quantia. O
importante é você começar a poupar;
• liste suas metas e objetivos de vida, e coloque no topo da lista de prioridades.
Mesmo que você esteja endividado, sua prioridade deve ser alcançar suas metas
e sonhos. A grande armadilha da vida é quando você fica esperando sua
situação financeira melhorar para que comece a realizar seus sonhos e
vontades.

Liste todas as suas despesas do mês (o ideal são dos 03 últimos meses) e a sua renda.
Agora você já sabe aonde quer chegar e qual a sua atual situação. É hora de fazer uma
boa análise dos seus gastos.

Monte uma estratégia para alcançar suas metas e sonhos.


... poupança para adquirir algum bem ou viagem a ser realizada;
... programação para aposentadoria;
... reserva financeira para emergências;
... poupança para pagar os estudos.

Corte todos os gastos que considera supérfluos e que não acrescentem nada para
alcançar suas metas. Reúna todos da casa e mostre a nova situação; a necessidade de
um controle emergencial para alcançar uma saúde financeira equilibrada e com
perspectivas futuras boas para todos.

Se você possui uma boa saúde financeira, com um orçamento equilibrado, é hora de
preparar um bom planejamento financeiro para não ser pego de surpresa. Veja em
breve a importância de programar e administrar seus recursos para alcançar seus
objetivos e metas financeiras.

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O que faz o mundo imaginário virar mundo real está na sua capacidade de administrar
de forma racional suas finanças pessoais. O segredo está em manter o controle sobre
as despesas correntes, criar uma disposição funcional que sustente e equilibre receitas
e despesas e permita que você administre o inesperado.

Organizar as finanças pessoais é uma atividade que pode e deve ser desenvolvida por
todos, independente da idade e do quanto ganham. Aliás, quanto mais cedo começar,
melhor.

Para que seu dinheiro sobre é necessário que se concentre em diminuir os gastos, mas
este é apenas um dos aspectos do planejamento.

Muitas pessoas desprezam a pequena poupança, não se dando conta que existem
aplicações e lucratividade mesmo com quantias pequenas.

É necessário estabelecer objetivos, pois sem os quais a pessoa age como um barco à
deriva, sem rumo.

Através do planejamento é possível identificar as oportunidades e dificuldades de cada


fase, e definir, com antecedência, estratégias para enfrentar cada situação:
• elabore um plano, bem próximo de sua realidade, para seus ganhos e despesas
futuras, com base na sua situação atual e nas metas estabelecidas. Dê
prioridade às necessidades indispensáveis, sem deixar de lado os desejos;
• planejar e gerenciar as finanças pessoais é responsabilidade de cada um.
Devemos assumir essa tarefa pessoalmente ou pedir ajuda a especialistas;
• o planejamento financeiro será o seu guia. Ele o direcionará para metas que
devem garantir a realização de alguns objetivos, mostrará como está, aonde
quer chegar e indicará a direção a percorrer. Será relevante para o sucesso
profissional e pessoal.

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Algumas etapas devem ser seguidas para criar um planejamento financeiro:


• fazer um levantamento sobre as informações pessoais;
• organizar as metas a serem atingidas;
• avaliar as características financeiras individuais;
• analisar os dados e estabelecer os objetivos;
• colocar em prática e monitorá-lo.

As pessoas que tomam a rédea de sua situação financeira conseguem diferenciar


sonhadores de realizadores.

Para realizar seu planejamento é necessário ter:


• iniciativa;
• motivação
• capacidade de realização.

Os ingredientes acima fazem com que você enxergue com clareza todas as situações e
se sinta preparado para efetivá-las. O planejamento financeiro aborda a programação
do seu orçamento, a racionalização dos gastos e a otimização de seus investimentos.

Orçamento
Significa ordenar a nossa vida financeira de tal maneira que possamos sempre ter
reservas para os imprevistos da vida e lentamente construir um patrimônio (financeiro e
imobiliário). Orçamento é um instrumento com objetivo de prever determinadas quantias
que serão utilizadas para determinados fins. Trata-se de um resumo sistemático,
ordenado e classificado das despesas previstas e das receitas que entrarão para cobrir
essas despesas.

Antes de você alcançar suas metas financeiras, você precisa saber qual a sua situação
financeira hoje. Para isso é necessário preparar um ORÇAMENTO.

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Um orçamento mensal pode ajudá-lo(a) a perceber o que é essencial e limitar seus


gastos.

1. Anote suas fontes de rendas. Se você é jovem e tem apenas sua mesada, estas
recomendações também servem para você.
2. Em seguida, olhe para os seus gastos.
3. Em um caderno, anote diariamente os gastos (cinema, lanches, livros etc) e os
rendimentos de uma forma clara, onde você possa visualizar facilmente. No final do
primeiro mês você saberá quanto está gastando.

Disciplina é a alma do negócio!


Em outras palavras, é o que você faz na sua casa todo mês: pega o seu salário e
depois usa para pagar as despesas (aluguel, luz, telefone, gás, alimentação) e é com
base nesse orçamento que sabemos o que podemos gastar, o que podemos comprar, e
como poderemos pagar.

Entende-se por despesa todos os gastos da pessoa, que podem ser classificados de
acordo com os fins a que se destinam. Receita é um sinônimo para os valores
recebidos.

Controlar os gastos é fundamental para a manutenção de um orçamento equilibrado.

Como organizar as informações do orçamento


Deve-se ter uma ideia da receita do mês e daquilo que se pretende gastar. As
despesas podem ser separadas por categorias:

• Alimentação: supermercado, padaria, açougue.


• Habitação: aluguel, condomínio, água, luz etc.
• Vestuário: roupas, sapatos, acessórios.
• Educação: mensalidade, material escolar.

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• Saúde: médico, dentista, remédios.


• Higiene: higiene pessoal, produtos de limpeza.
• Transporte: ônibus, combustível, manutenção.
• Serviços: diarista.
• Lazer: férias, passeios, livros, festas.
Depois do planejamento, anote os valores dos gastos. Some tudo e subtraia do valor da
receita. Por uma questão de prevenção, deve-se deixar uma reserva financeira para
situações inesperadas. Faça uso do planejamento, pois ele será um grande aliado na
administração do seu orçamento.

Como compor seu orçamento passo a passo


Os mandamentos ideais de um orçamento:
• ser transparente;
• definir metas;
• ter clareza das necessidades;
• ter equilíbrio entre o desejado e o possível;
• aceitar os limites na utilização dos recursos;
• aceitar o orçamento como instrumento de orientação;
• fazer revisões periódicas.

Obs.: Modelos de orçamento estão disponíveis no curso on-line.


Você poderá utilizar estes modelos para planejar e controlar melhor seus gastos do
próximo mês. Identifique a planilha que melhor atende suas necessidades.

Algumas dicas para reduzir os gastos nas despesas.


• Reduzir de imediato os gastos com a prestação da casa própria ou com o
aluguel nem sempre é possível, mas podemos economizar com o condomínio
(efetuando os pagamentos em dia). Economizar com a energia elétrica também
é uma boa saída. Acumule o maior número de roupas possível e procure passá-

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las de uma vez, evite abrir e fechar a porta da geladeira sem necessidade e
verifique se o chuveiro está ligado na temperatura adequada à estação.
• É possível fazer cortes nas compras de supermercado, feira e padaria. Alguns
cuidados simples podem fazer a diferença. Por exemplo: evite ir ao
supermercado com fome, pois faz com que você compre mais supérfluo. Faça
sempre uma lista antes de sair de casa para não esquecer dos produtos que,
realmente, estão faltando na despensa. Dê um basta às compras feitas por
impulso ou por hábito.
• Não se iluda com as ofertas e compare os preços das lojas. Ao sair à rua, evite
levar a carteira recheada de trocados. Assim você vai fugir das pequenas
tentações que, em longo prazo, consomem uma montanha de dinheiro.

Saúde
Não dá para eliminar a prestação do plano de saúde, mas é possível reduzir os gastos
com farmácia através da obtenção de remédios com descontos.

Lazer
Você pode economizar nas idas ao cinema, teatro, jogos e eventos esportivos, almoços
e jantares fora de casa.

Educação
Como não se pode reduzir a mensalidade escolar, a economia com a educação pode
ser obtida na compra de material didático com desconto. Lojas de livros usados,
também são uma excelente alternativa.

Ensinando a família a poupar


Mais importante do que reduzir os gastos é conscientizar toda a família sobre a
importância desta questão, fazendo com que todos entendam que para construir um
patrimônio é preciso poupar. Essa conscientização envolve também as crianças. É

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fundamental mostrar a elas, desde cedo, que o hábito de poupar trará melhores
condições para usufruir a vida com mais segurança e estabilidade.
“Abra mão de uma coisa que deseja muito hoje, com o objetivo de adquirir aquilo
que quer no futuro”.

DICA

• Quanto mais cedo as crianças começarem a economizar, maior será a probabilidade


de seguirem esse hábito. É bom dar-lhes um objetivo para economizar.
• Poupar tudo aquilo que não for essencial. A poupança é o começo da conversa.
• Quando um jovem começa a ganhar seu dinheiro, de forma produtiva, ele passa a ver
o mundo de um outro jeito. Tem uma outra dimensão do valor de cada objeto adquirido,
porque sabe o quanto lhe custa ganhar.
• Educar um indivíduo significa mostrar-lhe que nada no mundo nos é oferecido de
graça e sem esforço. Dessa forma, ele terá base para valorizar o que possui e para
administrar eventuais dificuldades.

Curiosidade – Até uma criança pode ter uma planilha de orçamento financeiro.

Um primeiro modelo de orçamento simples para uma criança ou um jovem pode


parecer-se com este:
Item Rendimento Despesas Economias
Semanal Semanais
Mesada 10 - -
Doces - 2 -
Cinema - 3 -
Economia para um jogo novo - -
Cartão de aniversário - 1
TOTAL 6 4

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Quando crescerem e dispuserem de mais dinheiro, poderão adicionar itens ao


orçamento.

Modelo II
Item Rendimento Despesas Economias
Mensal Semanais
Mesada 10 - -
Trabalho de Sábado 20 - -
Doces - 3 -
Telefone celular - 5 -
Cinema - 5 -
Lanches - 3 -
Transporte - 7 -
Economia para roupa - - 2
Revista - 2 -
Economia - 3
TOTAL 30 25 5

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AULA 4- Inteligência Financeira


Neste capítulo, falaremos sobre “inteligência Financeira e Dívidas”.

Pense na seguinte situação: se você reduzir pela metade os gastos com lanches,
cafezinhos, doces ou CD’s, já imaginou quanto seria capaz de poupar?

Identifique as despesas que você pode cortar, mire nas despesas diárias como comida
e pequenos gastos que não afetam a qualidade da sua vida. Por exemplo: tente trazer
seu lanche ou seu almoço de casa duas ou três vezes por semana e diminua os
cafezinhos - mas não seja tão duro com você mesmo, senão você não aguentará!

Acompanhe alguns exemplos:


Café ...................................... R$ 1,20 1 ano R$ 438,00
5 anos R$ 2.190,00
10 anos R$ 4.380,00

Almoço ................................. R$ 11,00 1 ano R$ 4.015,00


5 anos R$ 20.075,00
10 anos R$ 40.150,00

A inteligência financeira é constituída por quatro habilidades:


1. Instrução financeira: capacidade de entender números e demonstrações financeiras;
2. Conhecimento das estratégias de investimento: ciência do dinheiro fazendo dinheiro;
3. Conhecimento do mercado: oferta e demanda;
4. Conhecimento das leis.
Fonte: Newton Freitas

É necessário que você tenha total entendimento e controle de suas finanças. Para isso
você precisa educar seu bolso e desenvolver sua inteligência financeira.

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CURIOSIDADE

O cofrinho voltou à moda. Pessoas bem sucedidas aprendem a gerenciar e investir seu
dinheiro cedo.

- Um instrumento financeiro muito usado nos anos 1970 e 1980 voltou à moda. O
cofrinho havia desaparecido de nossa vida por causa da elevada inflação no fim dos
anos 1980 e no começo dos anos 1990, que fazia com que em poucas semanas as
moedas tivessem valor apenas para colecionadores.

- É um interessante instrumento de educação financeira. Faz do hábito de poupar uma


diversão.

- A utilização de um cofrinho desde criança auxilia no desenvolvimento de


competências, como: responsabilidade, atenção, inteligência financeira etc.

- Quem tem o hábito de poupar desde criança, provavelmente terá mais facilidade para
lidar com o dinheiro quanto for adulto e terá uma saúde financeira mais favorável.

Com certeza você já deve ter ouvido falar em vários jogadores de futebol, artistas de
cinema, pilotos de automóveis entre outros, que ganharam muito dinheiro e, no entanto,
morreram na miséria. Sem inteligência financeira podemos perder tudo. Por outro lado,
existem pessoas que começam do nada e ganham muito dinheiro. Muitos acreditam
que um bom diploma e um bom emprego são suficientes para alcançar o sucesso
financeiro. Realmente um diploma é muito importante, mas o que faz a diferença entre
as pessoas bem sucedidas e as que não conseguem gerenciar seu dinheiro é o
conhecimento financeiro que elas têm ou não, e isto, infelizmente, não se aprende na
escola. Quantas pessoas que você conhece que têm um diploma e um bom salário e
vivem atoladas em dívidas!

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Experimente fazer estes cálculos com seus gastos supérfluos diários que podem ser
reduzidos.

Vejamos agora o que o texto a seguir nos diz sobre endividamento consciente, cheques
pré-datados, cartão de crédito e inadimplência.

DÍVIDAS
Endividamento Consciente
Quando se compra uma mercadoria ou serviço que não seja trocado por dinheiro à
vista, existe uma operação de crédito.

O crédito facilita as vendas, permitindo que os clientes disponham de bens e serviços


no ato e paguem em parcelas no futuro, aumenta o número de compradores e permite
a antecipação de sonhos e projetos.

Imaginemos o seguinte exemplo:


Duas pessoas querem um fogão, que custa R$ 400,00. Uma delas dispõe de R$ 200,00
por mês, e a outra R$ 50,00. Sem crédito, a primeira teria seu fogão em 2 meses, a
segunda em 8 meses.

Com crédito as duas podem ter um fogão ao mesmo tempo.

Pode-se classificar uma dívida como boa se a destinação for satisfazer uma
necessidade, e seu pagamento couber no orçamento futuro.

A isto chamamos endividamento consciente, ou seja, escolha da dívida adequada às


suas necessidades.

O endividamento pessoal, o crediário sem fim e as compras a prazo alteram a condição


humana. O trabalho se torna uma obrigação, a de saldar as dívidas do consumo, em

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vez do contrário: o consumo deveria ser a recompensa merecida pelo trabalho bem
feito.
A desculpa de "se eu não comprar a prazo jamais comprarei algo" não convence,
porque comprando a prazo, você estará pagando muito mais pelo mesmo produto,
acrescidos de juros e inúmeros outros custos adicionais.

CHEQUE PRÉ-DATADO
Outra forma de se endividar é através do cheque pré-datado, pois o correntista emite o
cheque em uma determinada data, mas que somente deverá ser apresentado em data
futura acertada entre as partes. Este documento, quando comprovado que foi emitido
para pagamento futuro, perde as características de cheque para tornar-se um
documento de crédito como a nota promissória.

O consumidor brasileiro tem usado com boa frequência o cheque pré-datado como
opção de parcelamento nas compras no varejo.

CARTÃO DE CRÉDITO
Se o seu cartão de crédito não for utilizado de forma controlada, pode se tornar um
pesadelo por conta da cobrança de juros por atraso, juros de financiamento e multas. O
ideal para você evitar aborrecimentos futuros, seria controlar os impulsos nos gastos e
sempre pagar o valor integral da sua fatura na data de vencimento.

Cuidado, cartões de crédito são parentes próximos dos bancos, e pagando a sua fatura
sempre na data do vencimento você estará livre de surpresas desagradáveis, e lembre-
se, você tem a possibilidade de acertar com sua administradora o melhor dia do mês
para o pagamento da fatura, e a prática do pagamento mínimo pode representar o início
de uma grande dívida por causa da rolagem dos juros, multas e encargos.

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INADIMPLÊNCIA
A palavra inadimplente entrou na língua portuguesa em 1958 e significa “aquele que
falta ao cumprimento de suas obrigações jurídicas no prazo estipulado”.

Na maioria das vezes as pessoas inadimplentes realizam crediários e financiamentos


em longo prazo e não conseguem arcar com suas obrigações. Desta forma, tornam-se
inadimplentes.

Seus principais fatores são:


- dificuldades financeiras pessoais, que impossibilitam o cumprimento de obrigações;
- desemprego;
- falta de controle nos gastos;
- compras para terceiros;
- atraso de salário;
- comprometimento de renda com outras despesas;
- redução de renda;
- doenças;
- uso do dinheiro com outras compras;
- má fé.
Alguns trabalhadores acabam caindo na lista de inadimplentes, por não manterem uma
reserva financeira básica como uma poupança, por exemplo, ou serem mais sensíveis
ao desemprego. Outro fator que colaborou com a expansão se refere ao crédito
consignado. A matemática é simples, mas nem sempre aplicada no momento da
compra. Uma pessoa que tem orçamento de R$ 1 mil por mês e compromete 30% da
renda, precisará aprender a viver com R$ 300 a menos por um determinado tempo. O
problema está associado à falta de planejamento", segundo o atual presidente do SPC
Brasil, Araken de Carvalho Novaes.

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AULA 5 – Aplicações financeiras


Nesta aula vamos conhecer um pouco sobre aplicações financeiras.

Escolher o melhor investimento para o seu dinheiro é o começo de tudo. Mas como
fazer isso? Existem vários tipos de investimentos. Primeiro você tem que conhecer
cada um e depois procurar a melhor instituição financeira para aplicá-lo. Consulte
pessoas com experiência e vá em frente nas suas aplicações!

DICA

Correr riscos: bom ou ruim?

Você resolveu aplicar, então pense que toda aplicação financeira está sujeita a riscos.
Para reduzi-los, deve-se procurar informações sobre o tipo de aplicação, sobre a
instituição financeira e sobre as variáveis econômicas que podem influenciar o
resultado esperado. Fique sabendo que pode ganhar muito dinheiro ou então entrar em
uma grande encrenca. Cada investimento oferece diferentes níveis de segurança para
você. Por isso, é importante que na hora de investir, você escolha a opção mais
adequada a sua expectativa.

Tipos de Aplicações
Agora vamos conhecer as aplicações mais comuns do mercado financeiro!

Títulos de renda fixa


Os títulos de renda fixa são investimentos que pagam, em períodos definidos, certa
remuneração, que pode ser determinada no momento da aplicação (pré-fixado) ou no
momento do resgate (no final da aplicação - pós-fixado). Para entender o que é um
título de renda fixa imagine cada título como um empréstimo. Cada vez que você
compra um título de renda fixa você está emprestando dinheiro ao emissor do título

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(que pode ser o seu banco, uma empresa ou o governo). Os juros são o pagamento
que você recebe por emprestar seu dinheiro.
Os principais títulos de renda fixa privados são:

CDB e RDB
CDB são Certificados de Depósito Bancário. São títulos emitidos por bancos com o
objetivo de captar recursos em troca de uma taxa de juros que pode ser pré ou pós-
fixada, ou seja, é como se você tivesse emprestando dinheiro para o banco e este
banco emprestará este dinheiro para outras pessoas por uma taxa maior. Esta é uma
das principais fontes de receita dos bancos.

RDB é um Recibo Depósito Bancário; tem as mesmas características de um CDB, com


as seguintes diferenças: não há negociação antes da data do seu vencimento, ou seja,
você não pode resgatar seu dinheiro antes do prazo de vencimento que normalmente
pode variar de 30 a 180 dias e, além disso, o CDB, sendo um título, pode ser negociado
por meio de transferência, já o RDB é inegociável e intransferível.

Caderneta de poupança: é a aplicação mais conservadora. É um investimento de


pouco risco e por isso o retorno também é muito pequeno. O rendimento é de 0,5%+TR
ao mês. A TR (Taxa Referencial) é calculada diariamente com base no CDB.
Sobre a rentabilidade da poupança não é preciso pagar o imposto de renda caso a
aplicação fique depositada por mais de três meses. A liquidez é de 30 dias - isto quer
dizer que se você sacar seu dinheiro antes dos 30 dias, você perderá a remuneração.

ATENÇÃO:
O banco pode cobrar pela manutenção de conta de poupança desde que os depósitos
apresentem saldo igual ou inferior a R$ 20,00 e que não apresentem registros de
depósitos ou saques pelo período de 6 meses.

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A caderneta de poupança é o destino dado aos rendimentos monetários não utilizados


para consumo, seja por aplicação, empréstimo ou para investimento direto futuro.

Essa aplicação não é movimentada através de cheques, apenas com um cartão de


débito automático.

Desta forma, como o próprio nome diz, a poupança é para poupadores. As transações,
como transferências e depósitos, não exigem grandes conhecimentos.

Conforme estudamos há pouco, sua rentabilidade está atrelada à variação da Taxa


Referencial (TR) mais uma taxa de juros de 0,5% por um período compreendido entre
duas datas mensais iguais e consecutivas. Este período poderá ter 30 ou 31 dias
corridos.

Saiba mais detalhes sobre como é calculado o rendimento da Poupança.


Diariamente o Banco Central (BACEN) efetua o cálculo da Taxa Referencial (TR) e
divulga o rendimento das cadernetas de poupança do mês subsequente. Para se
chegar ao percentual final da TR, o BACEN coleta as taxas de rendimento dos
certificados de depósito bancário (CDB) oferecidas pelos 30 maiores bancos do país.
Após esse procedimento, efetua-se a média dos ganhos, chegando à Taxa Básica
Financeira (TBF). Finalmente, um redutor é aplicado sobre a TBF, cujo resultado
acrescido de 0,5% torna-se o rendimento da poupança.

Exemplo:
O Sr. Paulo abriu uma caderneta de poupança no dia 13.09.2007 com um depósito de
R$ 4.500,00. Sabendo-se que a TR desse dia foi de 2,57%, calcular os valores da
correção monetária e dos juros creditados em 13.10.2007. Como se sabe, a taxa de
juros é de 0,5% ao mês.
Solução:
• Valor da correção monetária

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CM = 2,57% x 4.500,00 = 115,65


• Valor dos juros
Juros = 0,5% x (4.500,00 + 115,65) = 23,08
• Saldo da conta em 13.10.2007
Saldo = 4.500,00 + 115,65 + 23,08 = 4.638,73
O saldo dessa conta poderia também ser obtido como segue:
Saldo = 4.500,00 x 1,0257 x 1,005 = 4.638,73
Caso o Sr. Paulo tivesse sacado R$ 1.500,00 em qualquer dia, entre o dia do depósito
e o dia útil anterior à data do crédito, os valores da correção monetária e dos juros
seriam calculados com base no saldo de R$ 3.000,00.

Ações: são títulos negociáveis de renda variável que representam a menor parcela do
capital de uma empresa, ou seja, ações são como pedaços de uma empresa. Quando
você compra ações de uma empresa é como se você possuísse pedaços dessa
empresa. As empresas precisam de dinheiro para financiar suas compras, ampliar
instalações, ampliar os negócios etc. Para não pegar esse dinheiro emprestado com os
bancos onde os juros são altos, as empresas emitem ações para levantar o dinheiro
sem o pagamento dos juros. Para compensar, ela paga aos sócios (que são os
compradores das ações - os acionistas) a participação nos lucros (dividendos). Esta é
uma forma das empresas conseguirem dinheiro com baixo custo. Quando você compra
ações é como se você emprestasse dinheiro para uma empresa e em troca recebesse
parte do lucro dela. As ações são conversíveis em dinheiro a qualquer tempo, sendo
negociadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).
As ações podem ser de dois tipos:

Ordinárias Nominativas ou ON: têm direito a voto.

Preferenciais Nominativas ou PN: têm preferência na distribuição de dividendos.

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Você pode comprar tanto ON quanto PN ou os dois tipos, dependendo do seu objetivo.
As PN têm mais liquidez (são mais procuradas) por causa dos dividendos e por isso
seu valor é maior.
Espere um pouco! Antes de sair para comprar ações, você ainda precisa tomar
conhecimento de algumas coisas!

1. O que são Bolsas de Valores?


São locais que oferecem condições e sistemas necessários para a realização de
negócios de compra e venda de títulos e valores mobiliários de forma transparente.
Além disso, tem atividade de autorregulação que visa preservar elevados padrões
éticos de negociação, e divulgar as operações executadas com rapidez, amplitude e
detalhes.

2. Quanto é preciso para começar?


Não existe um valor mínimo exigido para investir na Bolsa. Isso varia em função do
preço das ações que se deseja comprar e até mesmo da Corretora que você escolher.

3. Como começar a investir?


Há diversas formas de investir em ações:
- Individualmente: O investidor procura uma Corretora e contrata seus serviços. Em
seguida, escolhe as ações que deseja adquirir e transmite a ordem de compra
diretamente para a corretora.
- Clubes de Investimento: Um grupo de pessoas físicas se reúne e procura uma
Corretora para constituir um Clube de Investimentos. Nesse caso, existe um
representante do clube, que fica em contato com a corretora para transmitir as decisões
acordadas entre os participantes.
- Fundos de Investimento: O investidor compra cotas de um fundo de ações,
administrado por uma corretora de valores, um banco ou um gestor de recursos
independente, autorizado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

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4. Como escolher em que ações investir?


Para escolher as ações, o investidor deve ponderar três critérios: liquidez (facilidade de
vender a ação quando quiser resgatar), retorno (possibilidade de ganhos) e risco
(possíveis perdas). A combinação desses três elementos, a critério do investidor,
definirá em quais ações aplicar.

Já posso comprar ações?


Antes de iniciar seus investimentos, você deve fazer algumas ponderações.
Ganhos em curto prazo não devem ser a expectativa de quem decide investir em
ações. É aconselhável que o investidor não dependa do recurso aplicado em ações
para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo
prazos, quando eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas.

Estou decidido o que devo fazer agora?


Veja passo a passo como investir:
1º. Passo
O investidor procura uma Corretora da BOVESPA e preenche um cadastro contratando
seus serviços.
2º. Passo
Com a assessoria da Corretora, o investidor escolhe a ação que deseja comprar e dá a
ordem para a corretora.
3º. Passo
A Corretora executa a ordem dada pelo investidor, comprando a ação na BOVESPA.
4º. Passo
O cliente efetua o pagamento para a Corretora (com recursos previamente
depositados).
5º. Passo
A corretora credita as ações adquiridas.

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DÓLAR:
O dólar americano é a moeda oficial dos Estados Unidos da América.
Outros países também usam o dólar americano como sua moeda oficial e, muitos
outros, permitem que a moeda seja usada de fato.

Antigamente o dólar era um investimento bastante rentável, pois a moeda se valorizava


com grande facilidade.

Hoje não podemos dizer o mesmo. De forma simplista, podemos dizer que o valor do
dólar é calculado através da relação oferta e procura. Como estamos passando por
uma fase onde existe pouca procura e muita oferta, o dólar sofre forte desvalorização.

Desta forma, o investimento em dólar é indicado para:


• quem vai viajar para o exterior;
• para quem pretende enviar dinheiro para uma conta aberta no exterior (no caso,
quem negocia com importações);
• para quem tem dívidas em dólar ou
• em períodos de grande instabilidade econômica e inflação elevada.

Quem compra dólar como investimento também deve lembrar que há uma boa
diferença entre o preço de compra e o de venda da moeda, o chamado "spread".
Assim, o investimento nesta moeda só valerá a pena se ela subir tanto que compense
essa diferença (como aconteceu na desvalorização do real no começo de 1999), e
ainda garanta um bom retorno comparado com os outros investimentos. Mesmo assim,
se você pretende investir em dólar, os fundos referenciados em dólar são sempre
melhor negócio do que ter dinheiro em espécie.
CURIOSIDADE
Você sabe a resposta dessa pergunta?
O menor de idade pode ser titular de conta bancária?

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Sim. O jovem menor de 16 anos precisa ser representado pelo pai ou responsável
legal. O menor de 18 anos (não emancipado) deve ser assistido pelo pai ou pelo
responsável legal.

Durante o curso podemos verificar que gerenciar as nossas finanças não é tão difícil
assim e podemos concluir que...
• não compre por impulso, pense nos seus planos, porque essa grana pode ser
necessária em outras ocasiões;
• pesquise antes de comprar. Principalmente os preços e a qualidade do produto;
• leia as instruções de uso e as condições do produto. É fundamental conhecer o
que está comprando;
• preste atenção na origem, prazo de validade e se o produto está em boas
condições;
• não se deixe levar por propagandas enganosas;
• sempre lembre de pedir e guardar os comprovantes de pagamento, que podem
ser muito úteis em casos de reclamações;
• formas de pagamento são tão importantes quanto a qualidade dos produtos;
• antes de assinar qualquer tipo de contrato, leia com atenção e tire suas dúvidas,
porque depois de assinado não terá mais volta. Sempre tenha uma cópia dos
documentos assinados;
• informe-se sobre as empresas que fazem o produto que você quer;
• caso se sinta injustiçado por qualquer tipo de serviço, tire suas dúvidas e procure
alguma organização de direitos do consumidor.

DICA
Você deve ter percebido que a educação financeira depende mais da transformação
dos pais do que das crianças. Os filhos provavelmente terão dificuldades em lidar com
dinheiro se os pais:

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● não corrigirem suas próprias deficiências quanto ao uso do dinheiro;


● não dedicarem tempo a eles;
● não entenderem que a educação financeira demanda seu tempo e dedicação, para
viabilizar atividades interessantes, infantis e criativas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BORIOLA, Cláudio. Paz, Saúde e Crédito - O livro que vai mudar a sua vida. São
Paulo: Editora Mundial, 2004.

CERBASI, Gustavo. Filhos Inteligentes Enriquecem Sozinhos – Como preparar


seus filhos para lidar com o dinheiro. São Paulo: Editora Gente, 2006.

PEREIRA, Gloria Maria Garcia. A Energia do Dinheiro - Como Fazer Dinheiro e


Desfrutar Dele. São Paulo: Editora Campus, 2003.

VELASCO, Victor. Quase duplica o número de consumidores endividados. São


Paulo: Jornal do Comércio, 2006.

Sites:

http://financenter.terra.com.br/
http://diarionet.terra.com.br/
http://br.finance.yahoo.com/
http://www.bovespa.com.br/Principal.asp
www.bc.gov.br

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