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ISSN 0101-2061 Ciência e Tecnologia de Alimentos

Original

Otimização de metodologia colorimétrica para a
determinação de ácido ascórbico em geleias de frutas
Optimization of a colorimetric method to determine ascorbic acids in fruit jelly

Raquel Grando de OLIVEIRA1*, Helena Teixeira GODOY1, Marcelo Alexandre PRADO1

Resumo
A metodologia indicada pela AOAC para a determinação de Vitamina C em sucos e preparados emprega uma titulação com o indicador
2,6-diclorofenol-indofenol. Esta técnica apresenta dificuldades quando são analisadas amostras com intensa coloração. Tendo em vista a
necessidade de uma metodologia mais adequada para estas amostras, foram feitas modificações no método tradicional e sua eficácia foi
comprovada. Testes comparativos foram realizados entre a metodologia original, a modificada e um método cromatográfico. Seis diferentes
geleias de frutas foram analisadas e as modificações propostas foram satisfatórias, ao passo que os resultados foram mais semelhantes aos
obtidos pelo método cromatográfico. O sistema apresentou-se linear, repetitivo (desvio padrão de 2,50%), com alta recuperação (102,10%),
e uma economia de 92,88% de reagentes foi realizada. Foram encontradas concentrações entre 0 a 6,08 mg de ácido ascórbico por 100 g de
amostra.
Palavras-chave: ácido ascórbico; 2,6-diclorofenol-indofenol; geleias.

Abstract
The AOAC standard methodology for determination of vitamin C in juices and preparations employs a titration with the indicator
2,6-di-chlorophenol-indophenol. This technique presents difficulties when samples with intense coloration are analyzed. Considering the
need for a more adequate methodology to deal with these samples, adaptations of the traditional method were performed and their efficacy
was verified. Comparative tests were performed on the standard methodology, the modified methodology and the chromatography method.
Six different jelly fruits were analyzed and the proposed modifications were considered satisfactory, because these results were closest to the
chromatographic results. The system proved to be linear, repeatable (standard deviation of 2.50%), with high recovery (102.10%) and an
economy of 92.88% of reagents was achieved. Concentrations were between 0 to 6.08 mg of ascorbic acid per 100 g of sample.
Keywords: ascorbic acids; 2,6-diclorophenol-indophenol; methodology.

1 Introdução
Em 1937, Albert Von Szent Györgyi ganhou o prêmio Nobel mais raros, à anemia, causada pela interferência na absorção de
pela descoberta de um composto capaz de curar o escorbuto, vitamina B12 (WOLKOFF, 2004).
uma enfermidade comum na época; este composto é conhecido Grande parte do suprimento de AA da dieta humana é
como ácido ascórbico (AA). Apesar de apresentar características proveniente de frutas e vegetais, (BARATA-SOARES et  al.,
nutricionais, atualmente o interesse por esse ácido está voltado 2004; LOPEZ et al., 2005; ISHIKAWAL et al., 2006). O teor desta
à sua capacidade antioxidante (BARATA-SOARES et al., 2004; vitamina nos alimentos pode variar bastante de acordo com o
NEVES et al., 2008). No organismo humano, essa característica plantio, incidência solar, estágio de maturação, manuseio pós-
está relacionada à captura de radicais livres tóxicos e outras colheita, entre outros (ARRIGONI; TULLIO, 2002; LOPEZ et al.,
espécies reativas de oxigênio, substâncias que estão associadas 2005; CORDENUNSI et  al., 2002). Kulkani e Aradhya (2005)
com diversos danos e doenças, como doenças cardiovasculares, analisaram a concentração de AA em romã (Punica granatum)
certas complicações pré-natais, tumores malignos, inflamações, durante os estágios de maturação e verificaram uma diminuição
catarata, mal de Parkinson e Alzheimer, bem como aceleração no teor deste ácido e no teor de fenólicos em contraposição a um
do processo de envelhecimento celular (SIKORA; CIESLIK; aumento de açúcares totais e antocianinas (KULKARNI, 2005).
LESZCZYNSKA, 2008). O AA atua ainda junto à formação de Yamashita et  al. (2003) analisaram a estabilidade do AA
tecido conjuntivo e transporte de íons (BARATA-SOARES et al., presente em acerola (Malpighia glabra) frente a processos
2004). Casos de toxicidade envolvendo a ingestão de vitamina C industriais e verificaram que a degradação foi proporcional à
são poucos, uma vez que se trata de uma vitamina hidrossolúvel temperatura empregada, isto é, quanto maior a temperatura,
e é regularmente excretada pelo corpo, no entanto, doses maior foi a perda de AA do meio (YAMASHITA et al., 2003).
excessivas podem estar relacionadas a cálculos renais e, em casos A incidência de luz, a presença de oxigênio e de compostos

Recebido para publicação em 8/5/2008
Aceito para publicação em 25/9/2009 (003477)
1
Departamento de Ciências de Alimentos, Faculdade de Engenharia de Alimentos – UNICAMP, CEP 13083-862, Campinas – SP, Brasil, E-mail: rgrando@gmail.com
*A quem a correspondência deve ser enviada

244 Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 30(1): 244-249, jan.-mar. 2010

Como são métodos demorados. 2007). O uso do DCFI é de grande frequência. resultados obtidos por CLAE. além de ser utilizado como foi aplicada a Equação 1: base de comparação para novas metodologias. O presente trabalho visou desenvolver e quantificar a centrifugada). as amostras foram armazenadas para determinar a quantidade necessária para se prevenir o sob refrigeração em frascos de coloração âmbar. compostos intermediários. Quando comparou em porcentagem cuja concentração é “c” (mg. G. considerando-o então. O indicador DCFI foi padronizado com 10 mL de excesso do indicador não reduzido confere à solução ácida uma uma solução padrão de 10 mg. Godoy. o autor verificou indicador – DCFI utilizado na titulação do estrato de amostra que o método de Tilmans foi aquele que mais se aproximou e “m” é a quantidade de amostra (g) utilizada na extração. e o sobrenadante resultante foi usado para titular dificuldades quando são analisadas amostras de intensa uma solução de 2 mL de indicador DCFI e 18 mL de água coloração. o mais eficiente para a determinação de AA nestas amostras A metodologia desenvolvida no presente estudo (método II) (ALDRIGUE. O ponto final da titulação foi definido no momento coloração natural da amostra dificulta a visualização do ponto em que a solução titulada apresentou coloração idêntica à final (ALDRIGUE. coloração. Os métodos biológicos foram os primeiros a serem desenvolvidos e foram utilizados inicialmente Logo após o recebimento. (AL-ZUBAID. Esta técnica é V × f × 100 (1) ainda aquela indicada pela AOAC. Bouillon ME: acerola com morango nutricional. acetato de sódio cristalino e ácido ortofosfórico da Há muitos métodos que permitem a identificação e Merck e EDTA da Reagen.. (ALDRIGUE. Modificações no método original foram propostas e os resultados foram comparados entre si e também entre os Para o cálculo da quantidade de AA presente na amostra. acerola com maná (F). A destilada. brometo de hexadecil-trimetil amônio (citrimida) da Sigma. b) método volumétrico do Iodato de Potássio. dos dados obtidos para CLAE. reservando-se um período de 15 segundos para vitamina C presente em algumas geleias de frutas com intensa a confirmação do ponto de viragem. o AA reduz de DCFI e 20 mg de bicarbonato de sódio em 100 mL de água o DCFI a uma solução incolor e. como no caso de frutas. Esta solução foi centrifugada por 5 minutos Apesar da eficiência. acerola com maracujá (G). “p” é o volume (mL) gasto de indicador – de Tilmans. As extrações escorbuto. Oliveira. no ponto final da titulação. VERMA. 1997 (Association of Official C= m Analytical Chemists) para a determinação da vitamina C em preparados e sucos de frutas. então. a quantificação de AA. Esta é uma técnica de um período de 15 segundos para a confirmação do ponto de fácil aplicação e baixo custo. Aldrigue (1998) avaliou diversos modos de se determinar 10 × c vitamina C em polpa de acerola: a) método espectrofotométrico. tanto para a análise de produtos alimentícios Para o cálculo da quantidade de AA presente na amostra. KHALIL. Hoje os métodos químicos são os mais empregados degradantes. laranja (B). geleias. 2005). 2003). “V” é o volume (mL) de a recuperação do AA às amostras de acerola. jan. o método de Tilmans apresenta a 3000 rpm. Prado metálicos e a atividade de água alta também podem acelerar 2 Materiais e métodos reações de oxidação. sucos e outros. citado por Aldrigue (1998).mL–1).. Processamentos de alimentos contendo AA Foram utilizados ácido l-ascórbico da marca Synth. mas este também pode ser verificado eletrometricamente ou a solução titulada apresentou coloração rosa. principalmente quando comparada viragem. por exemplo. f= (2) p descrito por Contreas-Gúzman et  al. 1998. devem.100 mL–1 de ácido l-ascórbico. sendo que (Equação 2). essa degradação é muitas vezes responsável por (A). A solução resultante foi titulada com DCFI (50 mg 2. utilizou 0. solução titulante (amostra diluída em ácido metafosfórico e 1995). JAIN. cedidas TELIS-ROMERO. foi aplicada a Equação 3: Ciênc. como o furfural (AL-ZUBAID. 1999). Campinas. coloração rosa. foram perdendo campo e são pouco utilizados na das titulações. Trata-se de uma titulação utilizando o indicador 3 minutos. o que facilita a visualização do ponto final a olho O ponto final da titulação foi definido no momento em que nu. Foram utilizadas amostras de 10 geleias diferentes. MENEGALLI. de modo a minimizar a exposição a agentes atualidade. foi o responsável o indicado pela AOAC (967. c) método 100 g de amostra. que utiliza o DCFI. à técnica cromatográfica. que se fundamenta na Em que “C” é a quantidade de AA (mg) presente em redução do iodo liberado por uma solução de AA. 1999. Neste método. 30(1): 244-249. GHAURASIA. quanto para produtos farmacêuticos. ser realizados de modo a evitar tais degradações. e d) Cromatografia Líquida de DCFI que reage com 10 mL de uma solução padrão de AA Alta Eficiência (CLAE). EMADI-KONJIN et al. rosela (E). Tecnol. A metodologia original (método I) foi realizada segundo Tilmans (1927). rosela (C). 2007). acerola com banana (I) e goiaba com rosela (J). 2010 245 .6-diclorofenol-indofenol (DCFI).6-diclorofenol-indofenol (DCFI) da Fluka. (1984). que favorecem a degradação (GABAS. o destilada). acerola com goiaba (D).5 g de amostra homogeneizada em 50 mL de ácido metafosfórico 1%. de alto custo e pouco foram realizadas individualmente e imediatamente antes repetitivos. 2. acerola com uma importante alteração durante a estocagem de alimentos. KHALIL. limitando sua vida de prateleira através da formação de acerola (H). 1998). fosfato de sódio anidro. Além da perda pelo fornecedor Klaus J.21): 0. reservando-se fotometricamente (ALDRIGUE. Aliment.-mar.5 g de amostras foram por desenvolver a metodologia colorimétrica mais empregada homogeneizadas em 50 mL de ácido metafosfórico 1% por atualmente.

bem vedados e com ausência de luz. jan. apresentando dificuldades de visualização do ponto final da 246 Ciênc. “p” é o volume (mL) gasto de solução padrão de período de preparo. precisos. em frascos âmbar necessário utilizar maiores quantidades de amostras. para um volume maior de DCFI.L–1 de visualização do ponto final da reação. devido ao durante o decorrer das análises.8 mL. um ultrassom se mostrou mais adequada. porém favorece também a degradação amostra. porém Aldrigue (1998). Logo após este processo a solução foi titulada. O AA contido na amostra reduz o DCFI tornando-o dessa vitamina.-mar.6 mm). A extração foi realizada imediatamente antes da titulação e as análises procederam em Tendo em vista que a mudança de uma coloração rosa ambiente com pouca luz. o reagente tem baixa Em que “C” é a quantidade de AA (mg) presente em 100 g estabilidade. inicialmente. para resultados utilizam um baixo volume de DCFI.3 mmol. o que gera uma titulação O estudo. Outro problema na análise que utiliza a metodologia I diz Como a vitamina C é um composto de grande instabilidade respeito a amostras com pequenas quantidades de AA. equipamento da Hewlett-Packard série 1050 com DAD a 265 nm. Deste modo. gerando dúvidas sobre o uma vez que se trata de amostras sólidas e a metodologia inicial ponto final da reação. o que pode gerar resultados errôneos após longo de amostra. Em várias amostras. a esta metodologia para amostras de intensa coloração. utilizada para a titulação e o reagente DCFI foi adicionado em seu estudo. Deste fato.5 mmol.5 com ácido da amostra para uma coloração rosada foi. A fase AA segundo a metodologia I apresentaram dificuldade de móvel apresentou 2. 1997 prevê o uso de metodologia II. sendo que. 1997. Aldrigue (1998) verificou também que quanto Neste método modificado. vantajosa. No momento em que a coloração da solução titulada apresentar a mesma coloração da amostra titulante. Um maior excesso de indicador DCFI foi necessário para que o ponto de viragem 3 Resultados e discussão pudesse ser detectado visualmente. foi utilizado o evidenciando a necessidade de tal procedimento. foi atingido o ponto final da metafosfórico 1% a 0. juntamente com água. 80 mmol. a amostra foi colocada na bureta ácido oxálico como solução extratora. por 15 segundos após sua detecção do ponto final. Esta nova forma de visualizar o ponto final da análise é manualmente. ou seja. foi desenvolvida para alíquotas líquidas (sucos e preparado). O valor obtido na padronização na extração. no presente estudo foi empregada sedimentos que pudessem provocar entupimento da bureta. menor é a quantidade de AA detectada. buscava apenas verificar a com ponto de viragem mascarado. A única alteração quando se utiliza o ácido metafosfórico em substituição ao referente à preparação da amostra em relação ao procedimento ácido oxálico ou apenas água. a extração do composto utilizando uma solução de ácido metafosfórico 1%. maior também é a dificuldade. é necessário que os agentes degradantes tenham volume muito baixo para uma titulação em bureta. a coloração passou a ter um apresenta.min–1. mais alguns segundos. porém a amostra não se solubilizou totalmente. Campinas. fato titulada (DCFI + água) apresentou-se roxa. cuja concentração é “c” (mg. chegando a 20%. Esta sua ação minimizada. quanto maior é a intensidade da cor natural validado pelos autores (dados ainda não publicados). chegando até a 0. 2. após algumas que pode ser explicado pela alta instabilidade que a vitamina gotas de amostra (solução titulante). 30(1): 244-249. da amostra. “V” é o volume (mL) de extrato de amostra utilizado dia de trabalho uma nova padronização foi realizada. porém. o ponto final da reação teve sua maior o tempo no qual a solução extratora entra em contato visualização significativamente facilitada: a coloração da solução com a amostra. com a finalidade de retirar maiores grupo oxidase.L–1 de fosfato de sódio anidro dibásico e geleias de intensa coloração rosa. desenvolvendo-se a A metodologia indicada pela AOAC. Neste caso. não há mais Em um primeiro ensaio foi adicionando o ácido DCFI para ser reduzido. incolor.L–1 de citrimida. houve dificuldade em se utilizar tempo de reação do DCFI com o AA. O ácido metafosfórico apresenta anterior foi a inclusão de uma centrifugação após a etapa de ainda a capacidade de precipitar proteínas e inativar enzimas do extração em ultrassom. apesar da C= × 100 (3)  V × m  determinação de AA por DCFI ser um método frequentemente utilizado e obter resultados rápidos. presente na bureta. Outro coloração permanecia durante estes 15 segundos. variou significativamente de um dia para outro. A extração utilizando da solução titulante. Para a determinação por CLAE (método III).3 mL.L–1 de acetato de sódio. ortofosfórico. principalmente para as EDTA sódico. 2010 . e. evitando durante a titulação e “m” é a quantidade de amostra utilizada erros devidos a esta degradação. Como previsto anteriormente. por muitas vezes. para uma coloração incolor poderia facilitar a visualização do processo.5 g de amostra e essa solução foi agitada análise. luz e também ao oxigênio. mas. a metodologia indica que a cor rosada deve permanecer através da metodologia indicada pela AOAC. desaparecia. uma vez que a cor final da solução titulada é a mesma o que impede a eficiência do processo. Método desenvolvido e sutil. A cada DCFI. e vazão de 0. as determinações de com coluna Waters Spherisolb ODS-2 (250 × 4. Alto tempo de agitação pode favorecer a extração tom rosa intenso que foi clareando à medida que se adicionava da vitamina da matriz. após problema foi quanto à necessidade de extração das amostras. Para evitar maiores degradações. As amostras foram armazenadas sob observação implica que. ajustado para pH 4. Aliment. A mudança da cor natural 20 mmol.. surgiu a necessidade de se AA. Determinação de ácido ascórbico em geléias de frutas  p × c × 50  Aydogmus e Cetin (2002) observaram que. Estas frente à temperatura.mL–1) na padronização do realizar uma padronização do DCFI antes de seu uso. inverteu-se a titulação. Ainda em relação ao ponto de quantidade de AA presente nas amostras de geleias de frutas viragem. Tecnol. é refrigeração (aproximadamente 4 °C). verificou que a extração do AA é mais eficiente em um erlenmeyer. um curto período de extração foi proposto Amostras com colorações iniciais rosa intenso continuaram (3 minutos).

Este cálculo pode ser simplificado pela de 2 mL de DCFI e 18 mL de água e variou-se a quantidade de Equação 3. a amostra.000 8 2.14 e 1.27%. tendo-se como coeficiente de correlação o valor de apresentaram apenas 1. ficou extremamente diluída.51% foi encontrado. de DCFI que é capaz de reagir com 1 mg de AA. importando sua concentração. no ponto que o coeficiente de Este problema pode ser facilmente resolvido aumentando-se a correlação (R²) tem valor de 0. Ciênc. Para essa Equação. variando então apenas o segurança. Esta proporção está amostra já tenha sido extraída e a concentração após a extração intimamente ligada à quantidade de ácido ascórbico que 1 mL possa ocasionar perdas significativas na quantidade de AA. necessitando de água e 5 mL de DCFI com os mesmos 18 mL de água). obtém-se uma Equação da Titulou‑se uma mesma solução de 3 mg.0 10 R2 = 0. volume utilizado para cada diluição.0 2 0. assim. Quando o mesmo estudo foi realizado mantendo-se 12 y = 49. as replicatas de uma método I foi impraticável. Godoy. confirmando a eficiência do método como incógnita o volume de amostra utilizado na titulação e em determinar várias quantidades de AA em amostras. respectivamente. novamente a linearidade outra de 10 mg. o que confere maior versatilidade ao sistema. 2 mL de DCFI com 18 mL entanto.5% de erro. fixou-se a quantidade conhecida de AA. Tecnol. embora a ao aumento da quantidade de DCFI. a quantidade de DCFI utilizada na análise possa ser variada com quantidade de AA titulada é a mesma.100 mL–1 de AA por 10 vezes. dificultando em parte a visualização do ponto final considerando uma solução de ácido ascórbico de concentração da reação. versus concentração presente de AA na mesma amostra. seria necessário realizar uma extingue-se a necessidade da construção de uma curva analítica diluição do DCFI. (2. assim. no quantidade de água fixa (por exemplo. diminuindo-se os 2 mL justamente essa razão entre AA e DCFI. Prado reação a olho nu mesmo após estas modificações. Variação do volume de amostra titulado pelo método II quantidade de DCFI utilizada. uma linearidade indiscutível.007 AA (mg. A amostra “I”. Os resultados apresentaram É importante observar também que essa Equação 3 traz um desvio padrão de 3. Os resultados é obtida.99. apresenta uma baixa quantidade de AA. Já para o método I.99 2.-mar.90 mL de extrato.244x + 0.100 mL–1 de AA e ordem de y = a/x. 2010 247 . sua linearidade foi de AA utilizaram maior quantidade de solução titulante (amostra avaliada frente à variação da quantidade de DCFI empregada. extraída). Aliment. para titular 2 mL de DCFI foi aceitável. para a quantificação de AA nas amostras. se que a solução titulada deve apresentar um volume constante A amostra “A” demonstrou ter maior quantidade de AA que no erlenmeyer para que o método apresente repetibilidade as amostras “E” e “I” e. Quantidade de ácido ascórbico analisada de acordo com a Figura 2. A quantidade de solução de concentração de amostra ou diminuindo-se a quantidade de AA necessária para a titulação aumentou proporcionalmente DCFI.03 x–1 3. a amostra “E” e um desvio padrão de 2.5 4 1. uma vez que a cor rosada apresentada. O coeficiente Esta alteração na quantidade de DCFI usada na análise pode angular da curva analítica obtida no teste de linearidade é ser facilmente realizada no método II. Ao variarmos a quantidade de DCFI. Neste teste. foi obtido um erro de até 9% entre as replicatas de uma mesma amostra. quando ainda fixa. verificou. O resultado desta análise também permite que a AA em solução. mas também sua visualização do ponto final no água e 5 mL de DCFI + 15 mL de água).51%) Após a verificação da eficiência do método em facilitar Em análises preliminares. Campinas. Para 0.0 6 AA (mg) 1. mesma amostra tiveram erro mais baixo. mantendo a necessário um volume de 6. quando a curva analítica de volume titulado versus concentração A repetibilidade do método também foi verificada. não essa incógnita está situada no denominador da Equação.. Na Figura 1 é possível observar que o sistema apresentou há DCFI no reduzido da solução. jan. Como a quantidade de DCFI é constante.99 (Figura 2). Oliveira. de AA na amostra é construída.mL–1) R2 = 1. Como consequência.5 0 0 0 10 20 30 40 50 60 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 DCFI (mL) Volume de amostra (mL) Figura 1. alterando sua concentração. Esta última opção é a mais fácil de ser realizada.5 y = 0. amostras com baixa concentração a visualização do ponto final da titulação. a repetibilidade foi avaliada repetindo-se por 10 vezes Durante o desenvolvimento da metodologia II. sendo necessária Foi verificada também a resposta da metodologia frente à apenas a padronização da solução de DFCI com uma solução variação na quantidade de AA. 30(1): 244-249. como é o caso um volume fixo de solução titulada (2 mL de DCFI + 18 mL de da amostra C. empregados.

Este fato foi minimizado modo que a determinação empregando o indicador DCFI foi no método II.23 ± 0.88 ± 0.05 6.09 3.g–1 de amostra variância.29 ± 0. este volume é.05 3. consideravelmente em relação ao anterior. CLAE podem ser consideradas mais precisas que as realizadas Quanto ao resíduo gerado pelos testes.01 0.74 ± 0. Entre os métodos que empregam o reagente DCFI.86 ± 0. os extratos de por métodos de bancada e estão sujeitas a menores erros do amostra não utilizados são apenas soluções ácidas que podem operador e instrumentação.08 mg de ácido ascórbico por grama de amostra. porém ainda há problemas nulos para a quantidade de AA encontrada e também para a quando se analisam amostras de coloração rosa intenso.61 ± 0. porém os valores indicados E 1. que ambos os métodos ainda não apresentaram resultados Diante dos ensaios anteriores. rosa de uma amostra interfere significativamente na eficácia A quantidade de vitamina C encontrada nas geleias variou de do método I. Pode-se coloração. geleias de frutas foram realizadas em triplicatas. O ponto final da titulação foi mascarado pela 0  a 6. Por se 20 mL. tanto para o método I como para o II.01 1. O teste método II. este resíduo fica em torno de 55 ml.00 As amostras “E”.00 2. metodologia foi realizada de modo que sua repetibilidade foi No caso da amostra “C”.59 ± 0. com ausência de luz. houve uma menor geração de resíduos amostra podem ser visualizados na Tabela 1. se aproxima mais do método III do que o método I. Com isso. O teste estatístico indicou que todas as respostas facilitada.00 no método II foram mais próximos dos resultados do método F 1. uma vez que ocorrem em um sistema com maior ênfase consiste nas soluções que apresentam DCFI.32 ± 0.07 4.01 ± 0.06 o método I. os métodos I e II foram comparados ao método III. fechado.03 2. 30(1): 244-249. Para as amostras em analisadas. A quantidade quantidades diferentes entre si e também em comparação com o de reagentes utilizados no método desenvolvido diminuiu método III.03 método II mostrou-se semelhante ao método III. ser observados na Tabela 1.01 ± 0. permitindo que amostras de intensa coloração fossem são diferentes entre si. Em resumo. 248 Ciênc.81 ± 0.01 1. ou seja. Além de serem comparados entre de DCFI para o método I.49 ± 0. porém em são comparados ao método cromatográfico.00 ± 0..03 ± 0. A menor Todos os métodos de determinação de vitamina C produção de resíduos também consiste em uma vantagem do indicaram a presença deste composto na amostra “A”. uma vez questão.02 1. em relação ao método I. Tecnol.08 ± 0. 1997.04 H 1.00 2.33 ± 0.15 ± 0. Concentrações e desvios de AA em mg. em média. a quantidade de DCFI não necessitou ser alterada. uma vez que foi necessário grande excesso de DCFI afirmar que o objetivo do presente trabalho foi concluído. quando comparado com o método I.00 3.00 ± 0.01 se semelhantes segundo o teste estatístico. a partir das observações feitas para cada teste estatístico. uma vez que as quantidades de D 2. apenas o J 0. “t” verificou que os resultados obtidos no método I foram iguais ao método II. jan. foi necessário em torno de 281 mL de solução dados o Teste “t” de Student.05 3.01 1. A média dos Outra vantagem do método II é a menor utilização do resultados obtidos e o desvio padrão correspondente para cada reagente DCFI.20 ± 0.92 ± 0. enquanto o método II usou apenas si. assim. 25 ml por replicata. que se aproxima mais do método utilizado como padrão de uma vez que foi preparado um extrato de 50 mL para cada comparação (método III).09 Para a amostra J. Observando os valores.00 0. Mas também se pode verificar amostra.-mar.09 0. além de menor susceptibilidade ser descartadas após neutralização. ambos os métodos diferem do 4 Conclusões método III. porém. o resíduo a ser tratado a agentes degradantes. foi aplicado aos presente estudo.09 III do que os do método I. Determinação de ácido ascórbico em geléias de frutas Tabela 1.10 ± 0.00 1. “H” e “J” apresentaram comportamentos C 2. O método desenvolvido no presente estudo demonstrou ser confiável e apresentou vantagens quando comparado com A amostra “B” apresentou uma quantidade muito baixa de o método original indicado pela AOAC.93 ± 0.72 ± 0. o método II também foi mais eficiente que A 1. pode-se verificar como a coloração satisfatória para a amostra e soluções de padrões individuais. já no método I. Aliment.03 ± 0. B 0. 2010 .00 parecidos com o da amostra “C”. Campinas. A avaliação da eficiência da obtidos pelo método cromatográfico.00 0.97 ± 0.01 0.77 ± 0. G 2. análises das amostras de equivalentes ao método III. Os resultados deste teste podem Para o método II. porém o método III retornou valores analisadas com maior precisão. as análises por solução de DCFI.01 ± 0.00 2.02 ácido ascórbico diferiram entre si. pode-se inferir que o método II traz vantagens para a maioria das análises de amostras com intensa coloração de grande volume de extrato (17. Amostra Padrão Adaptado CLAE para esta amostra. ou seja. fica claro que o método II segundo as metodologias empregadas. Este mesmo comportamento pode ser observado para as amostras “D” e “F”. Se compararmos a quantidade utilizada Para verificar estatisticamente qual a melhor metodologia para a determinação de vitamina C em todas as amostras do a ser empregada para as amostras em questão.80 mL). “G”. quando ambos vitamina C.00 ± 0. uma economia de aproximadamente 93 % de tratar de uma técnica instrumental validada. diminuindo também o segundo foi aquele que mais se aproximou dos resultados a quantidade de resíduo gerado.88 ± 0.91 ± 0. os resultados do método I e II apresentaram- I 0. de para ser verificado o ponto de viragem. porém.

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