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Stuart B.

Schwart:
EDlSÜc
Edifora <(• Univor*[d«ri* do SagrmJo Coração

Coordenação

Assessoria
Editorial
I r m ã J a c i n t a Tu r o l o G a r c i a

Administrativa
I r m ã Teresa A n a Solialii
Escravos,
roceiros , e n
Assessoria Comercial
J r m ã Á u r e a d e Almcitla N a s c i t n c n i o rebeldes
Coordenação da Coleção História
L u i z E u g ê n i o Véscio

Tradução de
Jussara Simões

V

listravas, roceiros t reheUtes

p a r a d o s para r e c o n h e c e r a p e n e t r a ç ã o e a p e r n i c i o s i d a d e d o capitulo 5
r e g i m e escravagista e s u a s c o n s e q ü ê n c i a s sobre t o d o s os
atingidos p o r ele. A e s c r a v i d ã o foi u m sistema, e n ã o u m REPENSANDO PALMARES:
S RESISTÊNCIA ESCRAVA NA
simples c o n j u n t o d e r e l a ç õ e s e c o n ô m i c a s . N ã o é d e sur-
p r e e n d e r a descoberta d e q u e obrigava a p a d r õ e s d e p e n s a -
m e n t o s e a ç ã o c o m r e l a ç ã o aos escravos da m e s m a m a n e i r a COLÔNIA
q u e fez c o m a q u e l e s c u j a s origens n ã o traziam tal estigma.

O Brasil colonial, q u e t i n h a c o m o base o t r a b a l h o for-
ç a d o d e índios e a f r i c a n o s via-se c o n t i n u a m e n t e a m e a ç a d o
p o r várias f o r m a s de resistência à instituição f u n d a m e n t a l da
escravidão. 1 Nas Américas, o n d e q u e r q u e a escravidão fosse
instituição básica, a resistência d ó s escravos, o m e d o d e re-
beliões d e e s c r a v o s e o p r o b l e m a d o s escravos fugitivos
a t o r m e n t a v a os colonos e os a d m i n i s t r a d o r e s coloniais. Essa
resistência assumia i n ú m e r a s f o r n i a s e era expressa d e diver-
sas m a n e i r a s . A recalcitrância Cotidiana, a l e n t i d ã o n o r i t m o
d e t r a b a l h o e a s a b o t a g e m e r a m , p r o v a v e l m e n t e , as f o r m a s
m a i s c o m u n s de resistência, .ao passo q u e a a u t o d e s t r u i ç ã o
p o r m e i o d e suicídio, i n f a n t i c í d i o o u tentativas m a n i f e s t a s d e
v i n g a n ç a e r a m as m a i s e x t r e m a s n o s e n t i d o pessoal. No Bra-
sil, os e x e m p l o s mais drásticos d e a t o s coletivos f o r a m as
i n ú m e r a s rebeliões d e escravos ocorridas n o início d o século
XIX n a Bahia, p o r é m rebeliões c o m o a dos males, e m 1835,
f o r a m episódios v e r d a d e i r a m e n t e extraordinários. J A f o r m a

1. tísie capítulo foi publicado em português com o título de
"Mocambos, Quilombos e Palmares: A Resistência escrava
no Brasil colonial"; Estudos Econômicos 17, p. 61-88, 1987.
Contém partes de meu artigo anterior "The Mocambo: Sla-
ve Resistance in Colonial Bahia", Journal of Social History ,3
p. 313-33 summer, J 970,
2. A série de rebeliões de escravos na Bailia eaire 1807 e 1835
é ésiutlaün por João José Reis em "Sl.ivc resistance in Brazil,
Bahia, 1808-1835" l.uso-Brazilian Review, v. 25, n. 1, p. 111-
44, summer, 1988. Ver também Stuart B. Schwartz, Sugar

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fugissem dè u m já mencionado. M. Ver a discussão de Gabriel Debien em "Le marro- * ou regional. (. L'Année Sociologique reino negro de Palmares. 1986). 1981). brancos? Para libertar os c o m p a n h e i r o s e p o r q u e d e t e s t a - H o u v e u m a época em q u e a historiografia brasileira v a m a escravidão. 1).. da quai umà parte foi publicada em Ri- branco (Rio de Janeiro. e cas sobre Palmares continuam sendo Edison Carneiro. Ver também José Alipio Goulart. 1972). /:"jcr<m'i. 3-44. a sociedade escravocrata. Quilombos e quilombolas em terrasgaú. Os quilombos brasileiros (Salvador. experiências e atos dos escravos foragidos. m a s q u e a b s o r v e m os estudiosos desse f e n ô m e n o e m o u t r a s ra e n g a n o s a m e n t e simples e as análises q u a s e s e m p r e se ba. Century Virginia (Nevv York. Re. Conselho Ultramarino. Da fuga ao suicídio: aspectos de rebeldia dos nizavam u m a resistência coin ó objetivo consciente de d e s - escravos do Brasil (Rio de Janeiro. c o m base nas tra- te sobre a g r a n d e c o m u n i d a d e d e fugitivos de Palmares. 4. há Vicente Salles. p o r e x e m p l o . 0 Negro no Pará (Rio de Janeiro 1971). m a g o t e s ou quilombos. fia brasileira r a r a m e n t e se faz distinção e n t r e a petit marrom- 1985).' Não obstante. "Le marronage: essai s u r lombo dos Palmares (São Paulo. 1973). (Rio de Janeiro. Waldemar de marronage" foi reconhecida no Brasil. sobre o Rio Grande do Sul. dão. e m muitos as. o u provas concretas. Rebelião escrava no Brasil (São Paulo. ou pelo m e n o s agredir. nage aux Antilles Françaises ãuxviiie siécíe". (ANU. especialmen.ps escravos qüé . Ariosvaldo Figueiredo. no nível local 257. por exemplo. ed. Sobre o Pará. 0 la désertion de l'esclaveantillais". Caribbean Stu- por exemplo. sobre Minas Gerais. 2 v. cod. Muitos outros giam para Palmares. na Jamaica e n o Haiti. 3. de Freitas. A historiografia truir. As obras clássi. seiam n u m c o n j u n t o limitado de questões. Maroón Societies (New York. q u e se a u s e n t a v a m p o r curtos períodos. N o t a v e l m e n t e a u s e n t e dos e s t u d o s sobre o s d a r a m b a s t a n t e essa situação. vos criavam? Mais ò u m e n o s igualitárias. 0 negro e a violência do dies 6:3 ( 1966). Flight and Rebellion: Slave Resistance in Eighteenth dos escravos (Porto Alegre. há muito material em Pedro Tomás Pedrei. 117-92J Gerald W. 4 As i n t e n ç õ e s dos foragidos têm sido o b j e t o de e s t u d o s 3. trabalhos ijuc tratam da escravidão em geral. n a historiogra- Plantations in lhe Formation of Brazilian Society (New York. além do artigo de Schwartz da. O n d e se localizavam as ta brasileiro era a existência c o n t í n u a e generalizada d e co- c o m u n i d a d e s d e fugitivos? Longe da possível retaliação d o s m u n i d a d e s de fugitivos. q u e esclareceriam a l g u m a s das q u e s t õ e s m a i s difíceis s o b r e solidariedades étnicas. engenho para outro não fossem tratados como os que f u - ra. Má- rio José Mncsiri Filho. Por q u e os fugitivos a t a c a v a m a sociedade d o s ções: m o c a m b o s . trabalhos cravos? N a t u r a l m e n t e .1962). Até q u e p o n t o os escravos foragidos o r g a - rebelião negra. [. 1973). p. 1954). 107-34. q u i l o m b o s brasileiros está o interesse p o r a l g u n s dos p r o b l e - pectos. contêm informações sobre os quilombos. a Coroa ordenou que. 468-88. (São Paulo. O qui. 2. iviWm f rvhehh's KL'jii'iis. Havia solidariedade d e ciasse e n t r e os es- ignorava esse aspecto do passado d o país. Sobre os males. p. 1981). (São Paulo. c o m exceção d o beliões da senzala. b e m c o m o a diversidade d e formas. ladeiras. e m regional dos quilombos tem evoluído consideravelmente. às quais se f o r n e . em reação a pedido da prefeitura municipal de Olin- Horizonte. chard Price. Por q u e os escravos fuga e u m dos problemas característicos do regime escravis- f u g i a m ? Para escapar da escravidão. os quilombos e a caso de Palmares. sobre a Bahia. [Michael] se deve agora acrescentar Décio Freitas. q u e recebiam diversas d e n o m i n a - brancos. metas políticas e estratégias. ed. Hm dezembro d e Almeida Barbosa. em especial o Capítulo 17:"Important Occasions: The ge d e escravos. Que espécie d e sociedades os fugiti- realizados d u r a n t e os últimos c i n q ü e n t a anos. 1977) sobre Sergipe. c o n t u d o . ver aqueles q u e f u g i a m para escapar d e f i n i t i v a m e n t e da escravi- João José Reis. e War to End Bahian SIavery*: p. 258 221 . A diferença enire a resistência dos mocambos e a "petite chas' (Porto Alegre. porém n ã o n o Brasil. o clássico relato de Yvan Debbasch. 1947) e M. p. 1-112. dições africanas. Palmares: a guerra Mullin. 1979). m u . Ver. tem-se tratado o tema da fuga de escravos de m a n e i . Negros e quilombos em Minas Gerais (Belo 1698. 15)73). 1972). Há um panorama geral do assunto em Clóvis Moura. sociedades escravocratas americanas. 1972) é uni excelente estudo das motivações.imiu raiitwm-s: Kcsislínría escrava im Colônia mais c o m u m de resistência escrava no Brasil colonial era a ce u m a série d e respostas estereotípicas. aos quais (1961).

o que resulta c o m u n i d a d e s de escravos foragidos. q u e a b r a n g e dois séculos. E dali que eles partem para seus assaltos. Este é um tema fundamental estudado de maneira abran. ^ de interna e na destruição densas c o m u n i d a d e s d e foragidos. não retornam nunca e vivem nesses mo- cambos. do século XVIII em Luiz R. o concei- ^ 1 A problernTfosse i n c o m u m e n i e j r ã v ç . essas em muitos danos e muitos prejuízos. 17-32. L988). d e fugitivos e m q u a s e todas as deficientes.o controle português e ainda. salienta a das grandes lavouras na Babia.t e r ç o da população total.8 (StL (Baton Rouge. B. 1 Os escravos t a m b é m t i n h a m poucas o p o r t u n i d a d e s de constituir família. com o qual era sempre ligado. e m b o r a essa resposta p u d e s . a m a i o r das c o m u n i d a d e s de fugitivos. que são povoados que eles construíram no meio do fontes locais e o u s o d e técnicas etno-históricas p o d e m abrir mato. e muitas vezes matando muitas pessoas.ros e ivIvMes Rq>cnsaiuio mimares: Resisiciiíia escrava tia Colônia vez de p r o c u r a r a própria liberdade é u m a q u e s t ã o q u e per- essa gente tem o costume de fugir para a floresta. mas. mares. a reunir-se m a n e c e sem resposta n o Brasii. p. CPSNWI'S. e nesses as- questões centrais das c o m u n i d a d e s de fugitivos na socieda. Os p a d r õ e s do tráfico atlântico de escravos blema e sua p e r c e p ç ã o pela sociedade branca: 6. S e m p r e m a n t e v e u m a g r a n d e p o p u l a ç ã o escrava cjue. como demonstra Leslie li Manigat. iii Escravidão e invenção dá Uberdade. na organização r a m garã/Tfuga^de escravos_ea f o p p ^ l . tortura de escravos na Bahia colonial". Ocasionalmente os escravos t i n h a m de lidar c o m ^ <íreas_da capitania da B a h i a ^ i j f f i õ r a e m a l g u m a s regiões c> s e n h o r e s m u i t o cruéis òu Sádicos.das g r a n d e s l a v o u r a s ^ « escravos s e m p r e represeniavanLma. 1979).de 6 0 % da BAHIA: UM M U N D O AGRÍCOLA população. O termo "gentios" foi aplicado aos fndíòs que não esta- 5. ed.. portanto. sítio dos Pal. H muitos desses (fugitivos) passam mui- c u m e n t a ç ã o a p r o p r i a d a . e x a m i n o aspectos das c o m u n i d a d e s de fugitivos e m tr£s á r e a s principais d o Brasil colonial: a zona A tabela a seguir. o lema tornou-se assun. P o r é m . Mòit. 222 223 .' Neste capítulo.losé Reis. te toda sua história. da do trabalho diário.is. localização geográfica d e n t r o da capitania. saltos eles procuram levar consigo seus parentes.eram. 7. roubando e c a m i n h o para a l g u m a s respostas provisórias a a l g u m a s das furtando. "Terror iSa Casa da Torre: lution In St. Domingue-Haiti". n a s zonas. as v a n t a g e n s a longo prazo d o "bom* t r a t a m e n t o e salienta- sultado foi u m g r a n d e númelro de fugitivos e m o c a m b o s . pa- gente t m Eugene Genovese.' E m certo grau. to Importante. para com eles viver como pagãos. À Bahia era u m dos principais terminais do tráfico c o m o intuito d e m e l h o r c o m p r e e n d e r o r e g i m e escravista e atlântico d e escravos e u m a i m p o r t a n i é zona agrícola d u r a n - o m o d o c o m o os africanos e os afro-brasileiros reagiam a ele. ÁRSI. freqüência da f o r m a ç ã o de m o c a m b o s e a e x t e n s ã o de sua nas Gerais è a fronteira inacessível das Alagoas. mulheres. devido h escassez de do. 420-39. Etcravos. João . (São Paulo. homens e de escravista brasileira. na criação. sível. constituía u m . em esconderijos onde vivem de assaltos aos colonos. vam sob . O objetivo é C e n a s características da capitania da Bahia contribuí- e n c o n t r a r p a d r õ e s n a s origens. Para n Haiti. Um va a e x t r a ç ã o do m á x i m o e m t r a b a l h o pelo m é n o r custo pos- relato feito p o r u m jesuíta a n ô n i m o e m 1 6 Í 9 d ê s c r e v e o pro. m a s u m a i n t e r p r e t a ç ã o a t e n t a das tos anos na floresta. rouban- se fornecer u m a medida da natureza "revolucionária 1 ' das do gado c arruinando ns safras e os canaviais. maiores que os da per- questões são difíceis d e responder. Ãs condiçòes de trabalho nos e n g e n h o s e r a m fi- s i c a m e n t e exaustivas e recebiam a l i m e n t a ç ã o e h a b i t a ç ã o r Surgiam c o m u n i d a d e s . por volta d o final da era colonial. Há menção a uni senhor exccpdonnlmerue sádico na líahia lationship between Marrou age and Slave Revolts and Revo. A geografia e a ecologia to geral d e administração de escravos n ã o levava e m conta " ^ h f J1 f de grande p ã r t ê do litoral baiano favoreciam a fuga e o re. p. a região d o g a r i m p o de Mi. ron. "The Re. From Rebellion to Revolution: gãos. fugitivos. Bras. alérti deles. VFL Rolo 159. Era um termo pejorativo e tinha o sentido implícito de Affo-America>t Slave Revolts in the Making of the Modem World "bárbaro".

1 " Essa tática. e m 1 6 8 4 . roceiros e rebelas Kepriittlidti Palmares: Rcsisiència escrava im Colônia e a preferência dos s e n h o r e s p o r j o v e n s adultos do sexo m a s . tes paulistas. presume-se q u e as condições r e l a t i v a m e n t e boas de e x i g ê n - cias de trabalho. Alexandre de porém. iniciada n a d é c a d a d e 1670 pelo Embora"fossem as p a r ó q u i a s açucareiras do Recônca. D.e s t a r físico.iioresjri. m e . i v subsistência n o Brasil.. 11.essa^ região. "Towards Freedom. de Ruth Jones (Minneapolis. Kilson. tas e m o u t r a s p a r t e s d o Nordeste e m o p e r a ç õ e s s e m e l h a n - Cmentou a m a i o r incidência dc fornuição ife in^Tcambus foj_a tes. a ameaça . juntamente com negros e ín- dios baianos.' alcançado o t a m a n h o e a população de Palmares. Os ata- uma população q u e tinha m e n o s a p e r d e r com a fuga ou o u . s e n d o a m a i s n o t á v e l a destriiição d o g r a n d e q u i l o m b o •idos distritos sulinos de Cairu. u Em 1692. p. ' • ' •.ff*Z via p r e d o m i n â n c i a d e escravos na p o p u l a ç ã o das áreas a ç u . 9. irias"jãhtas rgpejjgões Iri'dicam o insucesso. ses. Furtado de Castro do Rio de Mendonça de Jüan Lopes Sierra. Marion D. de B.. The Funeral . .ar de Mene- very (London.. p. Schwartz.e as d e p r e d a ç õ e s dos tras formas de resistência. caixa 10. Sousa Freire solicitou quarenta milicianos negíos ao gover- tar instávej f o r a m os faiores mais i m p o r t a n t e s a c o n t r i b u i r nador de Pernambuco para. ver também Orlando Patterson. p. Foram ) * gressistas" n ã o eram.v.. l'hylon25 (1964)." C o n t u d o . a n a t u r e z a fronteiriça da região e sua situação mili.ou gentios bárbaros . Em 1667. AHU. 1880). " parte dessas terras e d o s d i s tri tos vizín li oseTTiYTut il i za d a s na prottliçjio da j n a n d j o ç g . m a r a m várias providências para s u p r i m i r a a m b o s . mas o y ' . 274-80. u m desequilí. m a s u m a inovação c o n t i n u a v a m s e n d o u m a d j i ^ r a ract^xísücas-da-escnmttão n a f u n d a m e n t a l foi o u s o d e guerreiros i n d í g e n à s e b a n d e i r a n - Bahia ^ d u r a n t e toda~áuã"histor. Ver discussão da demografia escrava da Bahia em Sugar and His Image in Baroque Brazil. The Sociology of Sla. A Governor 8. conta de u i n m o c a m B t f c ó i n mãi"s r de~400 habitantes.^ escravos c o m o meio de controle. tores q u e e s t i m u l a v a m a resistência escrava. Ver a discussão em Stuart B. rés. a p r o p o r ç ã o de escravos na p o p u l a ç ã o dessa z o n a m o c a m b o nessa r e g i ã o . pelo m e n ò s na opinião d e obser. partilhadas pelos proprietá. . utilizados negros e m u l a t o s libertos. Cartas do governo 150. As exigências d e trabalho e r a m . APB. _. o Gov. leve a l g u m êxito e f o r a m e m p r e g a d o s c o n t i n g e n t e s paulis- gem mais alta de escravos. 1979). 43-49.ta. Eulogy of Afonso Plantations in the Formation of Brazilian Society (Cambridge. 224 258 . (AHU.. 192^97. 1 ' Neste caso. ed. Escravas. i( nores q u e nas p r o p r i e d a d e s açucareiras a os escravos viviam q u e r e p r e s e n t a v a m h ã o e r a j u é n o r . í 697 \ . b e m c o m o u m a grande p r o p o r ç ã o de escravos na p o p u l a ç ã o t e n h a m sido fa. q u e preconizavam fa. vo Baiano as q u e possuíssem o m a i o r n ú m e r o e a p o r c e n t a .. 10. t a m a n h o n ã o era o ú n i c o d é t e r m i n á f t t e dó periculosidade d o V."índiós " m a n s o s " e mi- rios de escravos da Bahia colonial. ser. p. Um relato de 1723 dá j em comumdadesjiie. A m a i o r dos Palmares. Partiram\ <: mílias estáveis e equilíbrio na p r o p o r ç ã o dos sexos e n t r e os expedições para e l i m i n a r essas a m e a ç a s e m 1663. sulista ainda perfazia e n t r e 4 0 a 6 0 % . . avul. E n q u a n t o n ã o ha-. As fugas e os m o c a m b o s lícias n e g r a s da Bahia nessas expedições. 338-78. a região da Bahia q u e experi. u m g r u p o de fugitivos li. 12 fev. C a m a m u e ilhéus. João de Lencastre à Camâra de-Cairu (Í0 dez. e m geral. 1985). dieta e b e m . m o c a m b e i r ò s e s t a v a m ligados na cabeça dos colonos q u e to- vadores n o Brasii d o século dezenove. não catalogado) . 175-87. g o v e r n a d o r A f o n s o F u r t a d o d o Castro d o Rio M e n d o n ç a .8 5 . friam c o n s t a n t e a m e a ç a d e a t a q u e dos hostis índios Aimo- culino resultavam e m escassez de m u l h e r e s . História dá America Portugueza of Slave Revolts in the United Slates".1692. An Analysis Sebastião da Rocha Pilia. o p r o d u t o agrícola f u n d a m e n t a l de Embora os m o c a m b o s do süi da Bahiai jamaisjjy£s5£jn í '*\ . 1697). Esse fato e a distância de possível a j u d a militar vinda de brio crônico e n t r e ps sexos. trad. (1724) (Lisboa. 1723. . Esses problemas originavam Salvador dificultavam a s u p r e s s ã o dos m o c a m b o s . tais idéias "pro. serem usados na luta contra os quilombos em para o êxito das f u g a s feém-suced'idas. Í2..''*Cairü"ã"CanTãniü só- Cairu e Camamu. ' . q u e s dos índios . p. Bahia pap. e 1723. p. Em outras situações. . códice 247. Conselho Ultramarino.1 r careiras. 1967). Ei-Rei ao Governador Vasco Fernandes Cé/. 11-14.

Pedreira. . 35. 124.. 1801 qiíiiombp Jacobina 3<f" 89 (1950). 51-IX-30. 1. APB.1. ACS. 1:213. 1681-91 mocam bo Acaran. Ba- mulato ticos da Província da Bahia. Pedreira. 1667 n\ocambcf Jaguáripe 9 8.'|)t. 106. Memórias históricas e poli. . Amaro. 1666 mocambo Irará Inhambupe 7 7. 26. Bahia.Incuípe 14 I925). Leite.y. 1: 22. CdG 150. APB. 9 nov. . 123-24. Maragogipe 16 13. . 29. 17. Ceio G ao SMgd.. Serra de 60+ 10 9..OH. História de companhia de 16. 1705 . : >722 mocaftibg Calrú 400 . DHÜNR.. 20 d e r a d o p o r cinco c o m a n d a n t e s m u l a t o s passou á s a q u e a r as 1733 mocambo Canavelrns "Kfayde" 2! 1734 mocambo Sa/no 22 lavouras p r ó x i m a s a C a m a n ü i c ameaçoti t o m a r posse da .. 11-34. Lista parcial cios mocambos baianos Data Tipo.Ibíd. AHU.815. Tflij-fj mocambo Ôáiríi Braz do Amara).32. 6 vols. Moura. Conselho Ultramarino. 11:385-86. Cachoeira* 15. 138. 242-45. lliid.„.ÇflroM« . 34. 124. 18. 335. 76.JlflPiwm . 1687 mocambo Rio Real. (Bahia. 1714 mocambo "campos de 17 14. 18 1723 mocambo _Qulrlçós "grande" 19 mocambo. ACS. APB. 26. Caniamú líder 12 e Silva.. 101-2.2:142. lbtd.636 . 29. 25. 27. 1614 sehão 1 J 938-50). 1: AHU. 329. "cabula" subúrbios "inumerável" 31 na época suscitou o temor de uma revolta generalizada dos quilombo 1807 quilombo Rio das Ilhéus escravos.. Ver BA. 218. 28. ACS.quanha Jacobina lü. AP». Á i m r a n q ü i l i d a d e atingiu h ã o s o m e n t e o s u l ^ Nazaré da B a h i a j n a s j a m b é m O R e c ô n r a y q . 1692) 226 227 . 23. O último grito de guerra dos derrotados foi: c 1789 Santana ilhéus 27 "Morte aos brancos e viva a l i b e r d á d e l " " /. p. 75. Nome Local Tamanho/ fontes Pontes: Comentários 1. 27. ÜH. 5 1655 JéremobSo 6 6. bH. 20. 1791 quilombo Matas do Jacuípe 28 Côncavo 1796 quilombo Serra 29™ de Orohó 13. Pedreira.Pedreira. . ACS... 24.. 298. 35.DH. OR 86.. Rebeliões. Os quilombos. I. 91-92. BNRJ. 27. 75. 40+ 4 1640 mocambo Rio Real 5. lbtd. J. Vermelho 3. 25. 45.'ns. Cao G ao. Os quilombos. O governador António Luiz Gonçalves da Câmara 32 Contas Coutinho escreveu ao Conselho Ultramarino: ". I44v. 1629 Rio 2 2. Pedreira. hiá. ^ n d e a d e s o r d e m impe-^ 1735 Jacotiíria 23 1 1736 mocambo Rio das 24 rou q u a n d o a ey^nú^' senzalas •a0 " Contas dos e n g e j i i i o s a os senhores' c o m e r a r a m ãTeiner Insurreições 1744-64 quilombo Buraco Itapuã 61 + 25 s e m e l h a n t e s . R<. íl-33. Os quilombos.em Cama- 1809 quilombo Cachoeira "Brande" 33 mu se levantarem huns mulatos e convocarem asi grande 1825 mocambo 1 t apa rica muitos 34 quantidade de Negros querendose fazerse Senhores daquel- 1826 quilombo Urtibá suburbias 50+ 35 la villa". Os quilombos. OH. cat. 23 jun.phiirpÍHjpe 12. própria cidade. 19. 11 11. 33. 76. 31.. 206.. (Bahia.. Consulta.BNRJ.6.1692. 141-43. 6.DH. 1706 JaKiiaríiio 15 1713 mocambo . 86-88. 83-84.456. A atividade dos quilombolás em Camatnu 1807 mocambo.1. Ignacfo Accioli de Cerqueira 30.imtu Ritmares: Rcsislêikio tscrava na CulôiitJi Tabela 12. 32.a. 21. BNRJ. 78. ACS. cat. 1632 mocambo 3 4. Os quilombos. 1692 .. 8:301-2. Bahia.. f."velho!.. Jesus no Brasil. 1666-67 mocamt/õ Torre 8 XI. U m a expedição militar portuguesa e m 1692 fi- de Tatu nalriièriuTdestruiu o m o c a m b o . 20-21. ed. 75. 76. 5:265. 1:310-11. Documentos do Arquivo Nacio. I. CaG. 133.. 81. AHU. 177. 10 vols. ÀPB. OH. Lisltoa. sitiando o p o v o a d o protegi- ÍY4$ Santo Í6 \ Amaro d o por paliçadas. 31.

_ e. oito p a r ó q u i a s da capitania. 1687) e AKU. o ' m u n i d a d e s d e fugitivos.-as-depredações f•V cãSêçã~. 124.£$c@yps íugHjyro e r a m mais ' . ú i i } ^ e (. às p e n a s n o r m a i s da i còntínü^rpt^ lei.às\y«es s i i a j n t e n ç ã ó e r a . Já é m i _ 6 ] 2 _ A l c x a n .~"e exigira q u e o ^ f i c í a l do_r<?i. 126 (10 nov. •/•/ v a m próx^iiios a cidades e plantações. a g r a n d e maioria u m a série de m e d i d a s p a r a lidar c o m a f o r m a ç ã o e a ativi- Çj > '. f. " N ã o se „ . auxiliado p o r vinte í n . solicitava à Co. aié o século XVIJI. 4. As d e p r e d a ç õ e s p e r p e t r a d a s pelos escravos foragidos tantes dos centros de a u t o r i d a d e g o v e r n a m e n t a l . N i ò obstante. ( ^.lhes çonçcdesse ca/tas p r ^ r ^ r a ~ f ê m l > T a n d i t i s m o social.de. ACS. .yr \4. Bahia pap. o qual. sujeitos. correspondência dé Alvaro a Gaspar. b e m c o m o os ladrões d e estrada.1 f.d e * c a m p ó ein cada u m a das . BI. sistema foi formalizado è m 1 6 7 6 / ' A câmará d e Salvador x V e r a j m á t as _veze s parasitária. ç povoados de fugitivos.da. A e c o i ^ q t n l a ^ o s j n o c a m b o s . os ín. tanto de negros q u a n t o de brancos. » "1 J \" do dc escravos foragidos" marchara cidade a d e n t r o às n o v e d e m social estabelecida. rotxirot <t nktlties Ke)ie>isam1u Palmares: Resistência escrava iia Colimia O receio üe q u e cidades como Cairu a C a m a m u .( í ^ v«»^ y s e m p r e e m lugares inacessíveis. dis. U m a das táticas era c a p t u r a r os fugi. roa a n o m e a ç ã o d e u m c a p i l ã o . Escravos. Esse ^ invés de r e l a m a r às origens pastoris o u agrícolas africanas. não cai. 81. ou c a p l t ã o . 14 testo social n u m a sociedade escravista. . de Souza. O capitão-do-carílpò. Cartas ao governo 198.r* ^ tempo d e seu p r e d e c e s s o r / l n f ó r m o u a i n d a ^ u m bando. . 26 set. Os c o l o n o s e as a u t o r i d a d e s da coroa e n g e n d r a r a m . mas raros e r a m os casos 4 o<v / de mocambos q u e se tornassem auto-suficientes e completa- J 15. p o r volta de 1 6 2 1 a c â m a r a m u n i c i p a l d e Salvador já havia v: / ÒP tração. Bahia e d e ou tras_regi0. ( j u L 1718). e m m u i t a s re. 1612). C e r t a m e n t e . era comissionado.. d ^ m g ç s a i b ^ ^ a i a n o s e s t a v a m re- • t < l a t i v s m e m e p r ó x i m o s a centros populacionais ou e n g e n h o s M E D I D A S ANTIMOCAMBO ' t o7 ' ' ' vizinhos^ Embora Palrnares itenha p r o s p e r a d o n o r e m o t o l n - \ r •>• terior das Alagoas e o u t r a s c o m u n i d a d e s de fugitivos t a m . Em_176Z. capitão interino de Sergipe ao gover. m a s V ^ dios hostis c o n s l í t u í a m u m a verdadeira barreira para a p e n e .. A j m á i ò r i a .Os tèhuos capltãp-dó-eanípo é do-mato eram \j r J (> usados permutavelmente. d o Brasil pós- .t b é m se e n c o n t r a s s e m e m regiões distantes.ga<J!o^Ínyaspesje^xLQJSlo. <. p o r t a n t o . pois r e p r e s e n t a v a m u m a agressão à or.. 26.. c a r g o foi criado n a B a h i a . perseguiria e r e c a p t u r a r i a escravos f o r a g i d o s .es d o Brasil esta . •v<•••'• \ v os gerava e os temia.bo. 16.\ .1. t á i > d õ ' ' 5 ã n ^ abeTtainente essa. rou./do^ij)ocamboi. arnia. por exemplo. APB. v ^ giões.>> . Ver. O m o c a m b o r e p r e s e n t a v a u m a expressão d e pro- y pãs~pePTnltirt aos fugitivos escapar ilesos.m a t o . caixa <J nador da Bahia. é o fato de q u e a e c o n o m i a interna d e escravos.d o . Jose Lopes da Cruz.. ^v / Diversas são as razões desse p a d r ã o de f o r m a ç ã o dos dlos. d e f i n i d o u m a escala de recoiripènsás pàra esses caçadores .^ d e al!'orrÍárõ"ofÍciàl íocou o alarme. O governador Peruando José 228 229 . (17 t/ ^ x m e n t e isolados da sociedade colonial q u e . se b e m q u e q u a s e tivos a n t e s d e se j u n t a r e m e m b a n d o s . Essas atividades t o ^ o l X K ' i a n i combinar-se à agricultura. ago. a l g u m a s das ci. p u d e s s e m l e v a r a m as a u t o r i d a d e s coloniais a considerar os fugitivos realmente ser t o m a d a s n ã o era de todo exagerado. osj&(Í3&Jlo&. unia realidade f u n d a m e n t a l . d o s m o c a m b o s . d a d e dos m o c a m b o s . Mais i m p o r t a n t e . iguais aos o capitão iruerUio d e Sergipe de el-Rei relatou depredações criminosos c o m u n s . d o n a t á r i o de P e r n a m b u c o . m a s a ausência de tro. colonial. q u e simples crimes. . a o i b e n d o u m a r e c o m p e n s a pára cada fugitivo c a p t u r a d o . d e p e n d e n t e de assaltos nas es - iradas. 1767. Por volta de íins do século XVII : concediam-se cartas de paiefite pára postos como o de capi- i/ í y tão-mor das entradas das mocambos. Com efeito. avul. d r e d e M o u r a . '" ' horas_da t n a n h j T P & . ao m e s m o t e m p o . -> <? - t os (-/•^ ' mocambos fazia da proximidade às áreas colonizadas u m c o m o o posto passou a se c h a m a r . T a m a n h a audácia ressaltava.-y^des atuól rede u r b a n a de Salvador originaram-se de co. rece- u e ^ ' ' pré-requisito para o êxito. È m s e n t i d o b a s t a n t e real. . :•<. . inclusive. y o . AC8. ou cangaço. sabe a o c e r t o q u a n d o esse.

Brasil. e m b o r a . 1676*). cod. {"a fazenda real nada dis- miná-los còm os índios. 19. III. dòs valentes daquele e de eusttimes péssimos à continua- I. 1637 as r e c o m p e n s a s f o r a m e s t e n . (só para ingrosar mais seos despotismos pois lie de numero 17. mente ántís inbriegâiio. ps c a p i t ã e s . m a n t i d o s n a prisão municipal d e o p u n h a m . Por volta d e . . d e càpiura d e es- partes do Brasil. Iiiic^a^'pt^u^rám trazer ín- 1806 de um certo Daniel Dias.917. t e m e n d o q u e os colonos e x p l o r a s s e m os índios Salvador. os s e n h o r e s de e n g e n h o e os do- pensas oferecidas. ACB. O posto de c á p i l ã o . nha despesa alguma para mantê-los. " cravos e e m contraposição a m o c a m b o s e possíveis revoltas Mas n ã o era u m sistema fácil. No século XVÍ o Duque de Aveiro e o Conde de Unha- blemas. Já e m 1614. os capitães-do-mato declaração mais explícita sobre. Portugal a Martinho de Melo e Castro (30 abr.m a l o exagerados n ã o resis. 1 326 (27 jan. ambos propl1eiáríoS'ab'se . 711. ainda h ã o e s t u d a d o . os religiosos reconheciam gar as despesas. devido doe. ANTT. 1 9 N o século XVII. inven- tários de documentos relativos ao. transferir aldeias in- várias ocasiões o excesso d é fugitivos idosos n ã o reclamados dígenas para as proximidades de Suas fazendas. 18. Eduardo Castro e ã seus atos e hábitos. a t a q u e s d ê tribos selvagens d o interior. olhados com desconfiança pelos s e n h o r e s São J o ã o foram usados para destruir u m m o c a m b o . No século XVI.d o . conforme vezes mais n u m e r o s o s q ú e os b r a n é o s f é se h o j e é difícil do- uma lei dç 28 dc janeiro de 1676. maço 8. n ã o d e controlar os p r o b l e m a s de revoltas d e escravos ou das ati- mais s e n d o restritas aos c a p i t ã e s . 1637. o q u e pende com estes postos pois os senhores dos negros que fo- gem são os que satisfazem as diligencias em virtude de hum regimento dado aos capitães de assaltos em 28 jan. h a v e r negros da Guiné. já que eram os proprie. e n t r e t a n t o . q ú e escreveu: de Portugal escreveu em 1788 sobre a necessidade de capi. sem êxito. Camas ao Governo 208 (Sergipe. ou melhor. Há muitos exemplos de capi- tães do mato excedendo seus direitos ou provocando pro. maço 16. c o m o mão-de-obra. foi a d o t a d o sistema s e m e l h a n t e e m M i n a s Gerais e o u t r a s O u t r o m é t o d o . b e m coniõ para servir d e p á r a . ex-escravos e lônia". os cravos velhos ou d o e n t e s q u e n ã o m a i s lhes e r a m úteis. prov. dos cativos. l. 8 vols. 1703). sec.rahalho e defesa. C o m o v e r e m o s . v a n t e s escravos. E m colonos dá Bahia t e n t a r a m . qtie são teinidos p o r m u i t o s . 1914). 709.] Ver APB. 12." Ainda assim. 1788).. 7 oui 1603. "Não resta dúvida de q u e sem os índios n o Brasil n ã o pode tães-das-entradas e salientou que o tesouro da Coroa não ti. 140. 1806). estivesse a l é m d e sua capacida- didas a q u a l q u e r pessoa q u e c a p t u r a s s e u m fugitivo. doe. cod. cod. f. Para receber as r e c o m .d o . 123. cusiumes indigno da farda que tras.s e e l e m e n t o cravos era o uso p l a n e j a d o de índios c ò m o caçadores de es- o n i p r e s e n t e n o Brasil r u r a l . . 1744).c h o q u e nos vos às vezes r e l u t a v a m m u i t o e m p a g a r pela captura d e es. 1487. á se fas pelo seu pròcklimentos e 1637): 328-29. CSJ. Os proprietários de escra. terior para servirem c o m o força de defesa c o n t r a possíveis le- m e n t e saído para c u m p r i r ordens.-16 nov. roceiros e reMtfcs Rcpt-iusaudo Palmares: Kesisiíiicia escrava lia Colônia definia o preço da r e c o m p e n s a d e a c o r d o com a distância constituíam u m m e i o l e l á i i v a m è m e eficiente d e recapturar envolvida. (5 mar. à utilidade dos aliados índios contra a p o p u l a ç ã o escrava indócil foí feita e m 1633 por Duarte G o m e s de Silveira/colono dá Paraíba. os índios da missão jesuíta da aldeia de mestiços libertos. e eles são dez tários de escravos que pagavam por seus serviços. (Rio de Janeiro. simplesmente para ter Ver AGS. BGUC.d o . 9 (28 ago. e ACI). fugitivos. provisão. iííffrtvoí. mais poder e que circulava bêbado pela capitania e. a patente de "capitão das entradas". e m geral. Òs jesuítas se de volta pelos senhores. era "ítidigno do uniforme que usava" Almeida. 1703). I585). que estava tentando comprar dios para suas propriedades p<irá fms deU. Talvez a e odiados pelos escravos. obrigava a câmara m u n i c i p a l a leiloámos para pa. 1586. (5 niat. vidades dòs m o c a m b o s já formados. (13 fev. O c a p i t ã o . 230 231 . h ã o p o d e h a v e r Brasil. 706 (7 mar.m a t o t o r n o u . pois sem eles (negros) h ã o Se pode fazer n a d a .d o . ed..m a t o quase s e m p r e q u e os aliados índios e r a m "as m u r a l h a i e Os baluartes da co- atraía indivíduos de certa f o r m a marginais.m a l o . natários absenteístas p r o c u r a v a m transferir os índios do in- tiam à t e n t a ç ã o d e p r e n d e r escravos q u e h a v i a m simples. O capitão-mor de Sergipe de fil-Rey queixo li-se em res.

o n d e poderiam j u n t a r . embora decrescente. "Informação dalgiimaS cousas do Brasil tentativas dos portugueses no sentido d e t r a n s f o r m a r os ín. q u a n t o os m a i s efi- perigosa de tais contatos. p. q u a n d o postos e m c o n t a t o c o m índios cristãos. Por volta d e 1613. spring 1979. indígenas. Ademais. cipais culturas de exjíortação pode contradizer tal hipótese. lib. c o m a n d a d o s por oficiais p o r t u g u e s e s ou contatos f r e q ü e n t e s e íntimos. i 16*30. As autoridades portuguesas t e m i a m a n a t u r e z a destruidora e t a n t o os m e l h o r e s aliados em potencial. Até 1627. e n ã o de Palmares aos esconderijos m u i t o m e n o r e s da Bahia. a Coroa o r d e n o u q u e se cazes o p o n e n t e s dos escravos foragidos. D u r a n t e todo o p e r í o d o colonial os índios f o r a m . prov. não se localizarem etti téríás que se destinavam às prin- embio a la Mesa de Consciência". A l g u n s Rio de J a n e i r o e de Goiás. ro. 23. era c o m u m a cooperação e n t r e afri- zar seus h a b i t a n t e s . e n t r e g r u p o s i n t e r r o m p i a m vias d e c o m u n i c a ç ã o è viagens. Numa dissertação provocante. n o final d o século XVi. o b s t r u í a m a p r o d u ç ã o . é fácil explicar á oposição dos p o r t u g u e - canos e índios contra e u r o p e u s . Discorri sobre o movimento Santidade em alguns deta- tive Slaves and Free Society: The Case of Ürazil. Apesar das 22. q u e surgiu nas áreas a o sul da capitania. . qual fosse a n o r m a .'" impedisse a p e n e t r a ç ã o de negros. AGS. "Fugi- 21. Serafim Leite.. Os índios c o n t i n u a v a m a p e r - capitães. sobre unos muitos mocambos .s u c e d i d o de soldados. 1583. "Information q. por Belchior Cordeiro". ãuas j>ròvas foram extraídas principalmente <lo càsó de. u m f a m o s o e x e m p l o é a sin- crctica e d u r a d o u r a religião messiânica d e n o m i n a d a Santi.de fato a c o n - dígenas e á índios residentes ein c o m u n i d a d e s d e fugitivos. os efeitos dos m o c a m - vos de Salvador. Resistindo escrava na CotQiila aconteceria sem os índios? files se revoltariam n o dia seguin. relata. os va-se q u e escravos foragidos h a v i a m se u n i d o a o m o v i m e n . 175-202. consistia s i m p l e s m e n t e e m destruí-los e m a t a r òu reescravi- Apesar dessas medidas. 258 233 . apesar das expedições punitivas. Era f r e q ü e n t e o e m p r e g o b e m . n a época colo.7ví t rebeldes fte|iciisaiuii> Palmares. M u i t o s observadores perceberam. " Isso nos c o n d u z a o até e n t ã o ignorado p r o b l e m a dos contatos e das relações sociais aíro-indígenas. Tanto para os escravos foragidos q u a n t o para as 6 desejo pelas terras desbravadas e trabalhadas pelos mo- caihbeiros. parcela da força d e nial. teciam. contra m o c a m b o s . por todo o Brasil. n. em ge- capítulos q." A d e m a i s . os contatos aYro-indfgenas. Ver Thomas Flory. m o c a m b e i r o s a m e a ç a v a m as cidades. alguns tór/d 2â ser. m a s fosse poração d e escravos africanos o afro-brasíleiros a aldeias in. 54. p. des- trabalho d o s e n g e n h o s n o p e r í o d o d e 1580 e 1650. Journal of lhes em Sugar Plantations. sec. Em 1706. hize por mandado de VMg.: ' fatores contribuíram pára a a p r o x i m a ç ã o de escravos africa. Na Bahia.382-9. participando em suas incursões e m e s m o f u r t a n d o escra. Duarte Gomez de Silveira Vezino de Parabiba ral. nw. 2. v. mestiços e escravos n o in- A principal tática e m p r è g à d a contra os m o c a m b o s terior. fazer u m a g r a n d e . Tho/nas Flory afirma que nos e índios. h a t a m b é m muitas m e n ç õ e s h incor. embora o desejo dè obter terras com ihèjliórias seja certa- mente plausível erri alguns casos. ÍPâlniares. 47-9. fs. Os a t a q u e s e os assaltos dos q u a n t o n o h o l a n d ê s .. Escravos. p. d o e r a m i n c u m u n s os casamentos e n t r e negros e índios.s e a g r u p o s i n d í g e n a s hostis.estarem em áreas inacessíveis e. o fato de 20. A destruição de p r a t i c a m e n t e todos os m o c a m b o s . c o m o o padre jesuíta Belchior Cordeiro. vam q u e os escravos africanos se t o r n a v a m mais tratáveis P a r a d o x a l m e n t e . bos sobre às senzalas e uni relato d e 1692 c o m e n t a q u e " n e - os fiéis da Santidade ainda realizavam a t a q u e s . m o c a m b o s a r r a s t a v a m o u t r o s escravos pára fora do cativei- to. Anais da Academia Portuguesa da His- dios em aliados contra possíveis resistências escravas. Negro History. dependia em g r a n d e medida de observadores. dade. também era iím importante/ incentivo aos ata- ques da sociedade tojònial. a c h a - tropas e auxiliares indígenas. t a n t o n o Brasil p o r t u g u ê s ses às c o m u n i d a d e s d e fugitivos. t a n t o p o r m e i o dos a t a q u e s d u da a t r a ç ã o q u e exerciam. tribos indígenas não-domesticãdas havia o objetivo c o m u m te e é m u i t o arriscado resistir a inimigos internos/' 1 " da oposição a o regime escravista imposto pelos e u r o p e u s . Também n o cativeiro os índios e os africanos m a n t i n h a m índios clandestinos. 15 (1965).

C o n d e de Óbidos. Dom M a r c o s dé N o r o n h a . 10. 1979. Francisco de Brito Freyre <9 set. fs. 1Õ. 7 p. 518-62. 26.. nwires t* reMitrs Kt?|MMis. de e n g e n h o . p. e n q u a n t o p e r d u . e m b o r a Incompletos. e m missão d e paz. Lucinda Coutinhò de Mello Coelho. estipulando-se r e c o m p e n s a s para cada m e n t e i m p e n s á v e l a a d a p t a ç ã o e n t r e os h a b i t a n t e s b r a n c o s e escravo capturado. Em 3640 o Vlèe-Rel Jorge d e Mascarenhas. Óbidos ao Gov. destruiu o B u r a c o d e TítUt. v. editado por 27. 13v. 1762). Eséravos. o n d e f i n a l m e n t e se colunas militares patrocinadas pelo g o v e r n o eram. 3v-4. òs d o c u m e n t o s relativos à ceder para t e n t a r aplacá-los. u m je- suíta lingüista e H e n r i q u e Dias. p. y. q u a n d o sugeridas h o escravos foragidos r e p r e s e n t a v a m para o regime escravista.*" co m o c a m b o baiano. variados e bastante díspares. 1979. Chancelaria D. Mensário dó Arqútip Mdómí. 1612*. 235 231 . para q u e n a d a restasse. iniciou é m 1760 u m a c a m p a n h a para eli- recordação d e sua destruição para d e s e n g a n o definitivo dos m i n a r as c o m u n i d a d e s d e fughiyos. encairregou-o de pre- parar lintà expedição punitiva'. deste dá cidade de Salvador.iiult> Palmares: Rcsistiiida escrow na Colônia n h u m c o l o n o terá seguros seus escravos". c o m o m e d i d a d e t e m p o s d e guerra. 1." Embora a incumbência d e 24. Diogo de Campos Moreno. Capirães-do-mato. yiCß 1 (25 nov. "Ò quilombo Buraco Engel Slulter. dominada p o r senhores. ecoava a m e s m a opi. ( l i jan.. m e n c i o n a m as atividades dos escravos foragidos n o Brasil. O certo é e x t e r m i n á . Em 1763. n o m e o u escravos" d e P e r n a m b u c o e da Bahia. c o m a n d a d a por por- nião em i 6 6 3 na Bahia. res com bandeirantes. destruição d o q u i l o m b o c o n h e c i d o como B u r a c o de Tatu são jugá-los d e m o d o q u e os q u e ainda estão domesticados n ã o d e singular importância. Os d o c u m e n t o s . de Tatu". " Òs m o c a m b o s r e p r e s e n t a v a m u m a ções militares conduzidas p o r civis com apoio local ou por ameaça à e s t r u t u r a econômica e social do regime escravista. M a r q u ê s de Montalvão.. 51-ÍX-30 <23 jun. 1692). q u e se enviasse á certo m o c a m b o . sügeriu. 29. 477-8. Por esse m o t i v o . M.N. localizado a leste-nor- d u t o d e fugitivos dos Palmares c o m o ' p u n i ç ã o exemplar. assinou u m a c o r d o c o m os marrons: fugitivos.Â. para pôr fim às esperanças dos o u t r o s escravos". HAHR. 1949. convocados para e n f r e n t a r a ameaça q u e as c o m u n i d a d e s de lhantes e r a m a s p e r a m e n t e repelidas. Èm resposta às q u e i x a s e: i n c o m o d a d o com as atividades dos mitia clemência aos q u e resistissem e exigia q u e o p o v o a d o m o c a m b o s . " E m circunstância ne. líder d e u m r e g i m e n t o n e g r o ETNOGRAFIA DOS M O C A M B O S : pró-Portugál. c o n t a n t o q u e passassem a servir n o r e g i m e n - to negro e c o n c o r d a s s e m e m n ã o abrigar n o v o s fugitivos. ANTT. BN RJ. f. Aò c o n t r á r i o da Jamaica. eles per- se j u n t e m a eles e n ã o se incentive os q u e ainda estão rebe. N a q u e l e ario.'livro 7Ü. as táticas s e m e . 28. 8.l o s e sub. 1663). 4-8. auxiliares indígenas e os mocambos. m i t e m vislumbrar o q u e p o d e ter sido a história d e u m típi- lados a c o m e t e r m a i s delitos. 1640). 7-10. BA. Pedro Tornas Pedreira ácrèsceiiioii mais alguns detalhes 25. C o n d e de Arcos e fosse reduzido a cinzas. ele queria a destruição d o g r a n d e re. u m a e x p e d i ç ã o militar. f: 257v.* 1 J o a q u i m da Costa Cardoso Capitão-mor da conquista dos gentios bárbaros e. tugueses. a n ã o ser "a Vice-Rei do Brasil. Brasil. Tal e x t e r m í n i o era g e r a l m e n t e e x e c u t a d o por expedi- rarem os m o c a m b o s .. Firmavairi-se às vezes contratos particula- Para a maioria das a u t o r i d a d e s coloniais era simples. 3. q u e Essa sugestão r e c e b e u d u r a réplica da c â m a r a de Salvador. 'Report of the State of Brazil. todos. tropas d o governo. a o q u e l u d o indica. pois. 4. h. étn "Sobre o Quilombo Buraco de Tatu". p. n. p r ó x i m o à a t u a l praia de ltapoã.*" ' • O Vice-Rei. Ele n ã o a d . José l. p o u c o revelam sobre a organização social e política dessas n h u m a é a p r o p r i a d o p r o c u r a r reconciliação c o m escravos ou c o m u n i d a d e s . A m i s s ã o teria o objetivo de oferecer liberdade o CASO DO BURACO DE TATU aos foragidos.

do Brasil 4. Ò q u i l o m b o era u m ro. 1737): O temor aos escravos quan. avul. AHU. d e m o s s u p o r q u e essas u n i d a d e s r e p r e s e n t a v a m casas. vestígios desse sentimento. c o m o a c o n t e c e u n a Bahia n o início d o reproduzida e exacerbada n o s m o c a m b o s . o ú n i c o a fazê-lo. 32.s e possíveis diversas deduções so- ao Brasil. 1807). a p e s a r das c o n s e q ü ê n - que.. roceiros e rc/icldcs Resistência escrava na Colónia Cosia Cardoso indicasse q u e seu principal objetivo e r a m os n ã o era. Ver ANTT. Assim. havia libertos e escravos u m a a m e a ç a a o escravismo. embora haja. m o c a m b o s e m Cairu a Ipilanga.e lamentações com q. so acto ver as lágrimas . Cartas do Governo 177. disposto e m p l a n ò linear de seis fi- 3 1 . AHU. p o d e ter sido Apesar dos atos dos fugitivos. " 29. torsão e assaltos esporádicos. a m p a r a d a e m furto. c o o p e r a v a m com o cias do exislência d e q u i l o m b o s pára a "classe" escrava. suficientes pára arriscàr-sé a a r m a r os es- cravos dos e n g e n h o s . O b u r a c o de Tatu foi d e s t r u í d o e m 2 de setembro de 3f). Tal c o n t a t o era Não e possível d e t e r m i n a r n ú m e r o e localização. p o v p â d o b e m organizado. A estreita correlação d e dois a d u l t o s por casa suge- ms." 1 As m u l h e r e s proprietários d e escravos. bre a vida interna dessa c o m u n i d a d e . c o m o e m ' ò u t r o s exemplos. I53-I54v. sentada contra os habitantes d o Buraco d e T a t u . os melhança da maior parte dos m o c a m b o s baianos. gura 4 ) . t a m b é m havia. 44-45. Os negros dã cidade d e S a l v a d o r índios hostis. brancos t a m b é m cooperavam c o m o quilombo. Os fugitivos pre. agricultores e as autoridades coloniais percebiam divisões lhava com os fugitivos e lhes fornecia l e n h a . havia l a m b e m considerável interesse e m des. às ve- zes. 1737). n. (9 ja». duas moças e um rapaz paulis- tas. " Evidentemente. auxiliavam o quilombo.tropa d e a t a q u e para ilus- Também está impresso em Inventário dos documentos relativos trar os relatórios. e m geráí. (Rio de Janei. divididas jior unia g r a n d e rúa central (ver fi- tório de 1737. p o r é m . sua e c o n o . m a s os negros vos d o B u r a c o de Tatu n ã o t e n c i o n a v a m travar guerra total q u e " v i n h a m todos os dias à cidade (Salvador) para v e n d e r d e libertação contra oi s e g m e n t o s da p o p u l a ç ã o q u e e r a m os alimentos q u e p l a n t a m e m seus terrenos". c o m o auxfiío das descrições militares da c a m p a n h a 1. "Certidão da sentença condemnatoria dos negros do 33: Conde do Ponte áo Visconde de Anadia (27 abr. Ri-peusaiiitu ralmarcs: Escravos. As principais vítimas. cortiços. q u e temiam b a u m e n t o das fugas ou u m a re- O Buraco d e Tatu tinha vinte a n o s de existência. A es. traba. to ao aspecto sexiial parece ter papel relativamente peque- no nas campanhas contra os quilombos. des da Coroa. (8 mar. re Um p a d r ã o de monogamia. Eduardo Castro de Almeida. lbid. 6456. indica q u e os fugiti- n ã o eram os brancos s e n h o r e s de e n g e n h o . quilombo Buraco de Tatu (12 jan 1764)*. À se. Bahia pap. riam ser p o n t o s d e c o n c e n t r a ç ã o das rebeliões de escravos cassez crônica de m u l h e r e s e n t r e os escravos brasileiros era mais generalizadas. nesse caso mia era essencialmente parasitária. ein todas 'as. belião generalizada.119 (Correspondência do governador da Bailia 1751-82). 1914). n. 6451. süás formas. por necessidade ou solidariedade. òs quilombos p o d e - mais atraentes t a m b é m e r a m levadas para o m o c a m b o . avui. a fim de c o m b a t e r òs fugitivos. ex. Há uma cópia do documento em IHGU. Nà v e r d a d e . 0 resgate de três irmãos. u m agricultor m u l a t o . 1763 e. contudo. a j u d a n d o os fugitivos a e n t r a r na ci- truir "vários quilombos de negros nas cercanias da cidade". para evitar d a n o s à vida òu propriedade. século XIX. " A resistência escrava. J o ã o Baptista. (sua mãe) as conio havia a p r o x i m a d a m e n t e <S5 a d u l t o s n o quilombo. Havia 32 unidades residenciais retangulares (B) e. 6449. 2 (Bahia 1763-86). APB. p. po- recebeo misturando ao mesmo tempo a alegria com o pe. de um quilombo em Minas Gerais é objeto de um rela. c o n t u d o . t o r n a m . riiás os indícios h ã o são claros. Bahia pap. e m b o r a forçada. Ms.. do Brasil II. leiras d e casas. os objetivos dás c o m u n i d a d e s feriam levar m u l h e r e s negras o u mulatas e há alguns relatos d e fugitivos p a r e c e m ter sido os mais imediatos e práticos re- de raptos de m u l h e r e s européias. c o m o a f i r m o u é m 1807 o Conde do P o n t e . os Buraco de Tatu. escravos e as a u t o r i d a - de ftapoã. lativos à sobrevivência fora d o controle da sociedade branca. Tal acusação n ã o foi apre. 8 v.' 1 " d a d e à n o i t e para c o m p r a r pólvora e c h u m b o . n. 236 . e n ã o zar". ed. Ta} cooperação. e n t r e os escravos. m a s além i n q u i e t a n t e para os proprietários de. e d e u m a planta d e s e n h a d a pela. no qual o autor rescreveu: "foy hum lastimo.

i g u a l i t a r i a m e n t e as casas retangulares e a existência do q u e poderia ter sido u m a casa cerimonial ou d e "debates" e m f r e n t e a u m a piraça (H) são e l e m e n t o s e n c o n - tradlços e n t r e g r u p o s Baiitü d o n o r o e s t e . 119. À hipótese mais razoável é á de q u e n e n h u m g r u p o a f r i c a n o habitava esse m o c a m b o .co- bertas pára n ã o s e r e m detectadas p o r intrusos. era criou- lo. Os três la- dos do p o v o a d o e r a n i protegidos p o r u m labirinto de esta- cas p o n t i a g u d a s (L). Africa: Its Peoples and Their Cul- ture History (New York. e n ã o a cópia d e a l g u m modelo africano específico. o Buraco de. A p e n e t r a ç ã o n o m o c a m b o era dificultada p o r u m a e x t e n s a r e d e defensiva. Q u a n - d o se c a p t u r a v a m crianças nascidas e m quilombos. fincadas e m nível a b a i x o d o c h ã o e. m u i t o b e m . o f o r m a t o retangular e as fileiras regulares de casas d e n o t a m a r e p r o - dução de unia senzala de e n g e n h o . ^ Òs d o c u m e n t o s r e m a n e s c e n t e s for- necem p o u c a s indicações acerca da o r i g e m étnica dos habi- tantes d o B u r a c o d e Tatu. v. 35. p. a ampla rua c e n - tral que s e p a r a v a . pelo m e n o s ." De fornia. ACB. Ver também Richard W Hull African Cities and Towns before the European Conquest (New York. I n v e r s a m e n t e .Tatu era e n g e n h o s a m e n t e protegido. S o m e n t e q u a n d o os vigias (N) coloca- v a m p r a n c h a s (C. Ver George P. 33-49. n. Uni deles. outro era m e n c i o n a d o c o m o m a n d i n g u e i r o . 276. roceiros t rebíhhrs Ht-sisU'iirla t s n a v a na Cnlôiiia já que os d p c u r n e n l ò s n ã o fazem m e n ç ã o a crianças. O.p r o t e g i d a por lanças e ar- madilhas c a m u f l a d a s . (24 jan. era co- m u m q u e se t o r n a s s e m propriedade d o s c o m a n d a n t e s da ex- pedição e isso talvez expjique sua a u s ê n c i a dos registros j u - diciais. 1.global. Murdock. À: r e t a g u a r d a era p r o t e g i d a p o r u m canal p a n t a n o s o da altura a p r o x i m a d a d e u m h o m e m . 238 . 1959. t e r m o q u e e m meados do século XVÍ11 significava s i m p l e s m e n t e feiticei- ro. o p a d r ã o m o n o g â m i c o . Essa defesa era ampliada p o r 21 covas (D) repletas d e espetos aliados e camufladas p o r a r b u s t o s e m a t o . mas q u e t a m b é m poderia indicar q u e esse fugitivo fosse originário de M a n d i n g a . 1629). c o m o òs Koko. 1976). À s e m e l h a n ç a de muitas c o m u n i d a d e s d e fugitivos d o Brasil. Teke (Anzico) á M a b e a . Reprnsaiiilt) Palmares: Estritws. M) sobre a l g u n s dos obstáculos é q u e 34. Havia u m a falsa triiíiá con- d u c e n t e á o m o c a m b o .

Seu 205-7. 16S7). da Nigéria e m direção sul a t é o a n - d e r a d o tal s i t u a ç ã o digna de m e n ç ã o . A defesa. Sabe-se. La vie quotidienne au Rayaume de Kon- cantes e b r a d o u . m á s os registros n a d a tigo reino do C o n g o e t a m b é m e m Palmares e o u t r a s c o m u - indicam. esta última possibili- armadilhas cobertas e estacas p o n t i a g u d a s para a p r o t e ç ã o d a d e é duvidosa.ns'CtijAnta Havia n o v e casas (X) separadas da p a r t e principal do p o v o a - se tornava possível a e n t r a d a ou a saída. C o n t u d o . í» título d e tributos. com certeza. m a s estás p a r e c e m d e m a i m p o r t a ç ã o e m larga escala d e escravos iorubá. Raymond Kent. que alguns mocambos praticavam a agricultura. ÀHU. p." divíduos f o r a m m e n c i o n a d o s c a m o feiticeiros. T h e ò d o r o . A planta m o s t r a as líderes dos cultos iorúba ( c a n d o m b l é ) .. até q u e u m a v e l h a h a b i t a n t e (T). A n t o n i o d e Sousa era u m capitão-de-guerra e truído.." 1 A i n d a assim. Os p o r t u g u e s e s do. cd. Tradicionalmente. Os fugitivos. Sitas o r d e n s dé batalha e r a m na. 241 231 . Éiudes Ba- kongo (Louvain. 1961. 1921).. J. e n ã o a p r o d u t o s agrí- colas básicos. 1967). magada pela superioridade n u m é r i c a dos adversários. o ú m e s m o u m g r u p o d e lombos angolanos. eram difíceis. dos na Bahia. entretanto. e m - m e n t o s dos vizinhos. tais como os de 1796 sobre o quilombo de O robô. q u e c o n - p l e m e n t a d o a dieta c o m p e i x e . p r o v a v e l m e n t e . q u e disparou d u a s vezes contra os ata- 37. foi es- ire Regni: Congo. são m u l h e r e s economia predatória d o B u r a c o de Tatu. u n i a linhagem q u e n ã o Era u m tipo d e defesa b a s t a n t e d i f e r e n t e d a q u e l a dos q u i - podia viver n o p o v o a d o principal. talvez. tal separação p o d e indicar s i m p l e s m e n t e r e c é m . avul. q u e 36. e m desafio. a me- nos qiie o mocambo fosse isolado a relativamente estável. dade d e q u e fossem r e s i d ê n c i a s d e . os q u e resistirem mortos. Não há registro d e p. Matamba. às cabanas a as defesas q u e i m a d a s e as trin- p r o p r i a m e n t e dito ("tive a d m i n i s t r a ç ã o d o q u i l o m b o " ) . 39. n. m a s as datas desse m o c a m b o (1743-63) p r e c e - equivalentes. Van Wing. Estava e n g a n a d o . 111. Não há indicação d e roças nas áreas ao r e d o r O B u r a c o de Tatu foi d e s t r u í d o e m 2 de s e t e m b r o d e do m o c a m b o . já q u e o p o v o a d o ficava tava c o m u m a tropa d e gratiadeiròs. u m deles s e n - A agricultura n ã o era u m a atividade i m p o r t a n t e na d o . 1763.. Journal of African Hisloiy. Bahia pap. u m a vez q u e os p o r t u g u e s e s teriam consi- de p o v o a d o s na África. Tais práticas. p. baixas n a tropa expedicionária.. à qual c h a m a v a m de r a i n h a .'"' Antes d ó a t a q u e . a flo- segundo n o c o m a n d o . liiás èrá composta prin- p r ó x i m o ao litoral. 6 q u a t r o fugitivos e 6Í fóráip aprisionados. herói foi José Lopes. cercados p o r paliçadas. 49. ainda hoje pratica- u m a treliça de m a r a c u j á (Q) e a l g u m a s h o r t a s p e q u e n a s (F). u m a m u l h e r idosa (R). e x t o r q u i a m ali. desconhecida. T a m b é m há a possibili- se p o r a p o n t a r os p r o b l e m a s q u e ele criava para. utilizavam-se separados d o resto d o g r u p o . Dois i n - n i d a d e s d e fugitivos. os negros capturados. a Coroa. q u é era preciso hiais d e d u z e n - go du xvi au xviii siècle (Paris. 38. Cada cheiras cobertas". roivirvs <•' aiwhUs Rt-iisiíiicia tíscravo . e p o d e m ter s u ." A partir d o relatório da destruição d o cipalmente d e u m a milícia auxiliar d e índios e de índios d e q u i l o m b o p o d e . A religião dos h á b i i a h t é s é. governava o q u i l o m b o resta revistada.c h e g a - perceberam a eficácia desse m é t o d o d e defesa e e s f o r ç a v a m - dos ou a liderança política dividida. Negroes in Brazil. 148. m e n t e a partir d o lado costeiro desprotegido do povoado - guias índios fizeram o r e c o n h e c i m e n t o das defesas d o qui- lombo. p r e e n d e u o a t a q u e u m a força d e d u z e n t o s h o m e n s . reimpressos em Donald Pierson. ei Angola (Bolonha. ter sido dedicadas a ò cultivo de ervas.deu o alarínc. Antonio Cavazzi de Montecuccolo.O fator surpresa foi uiha v a n t a g e m para a ofensiva. "Palmares: tos h o m e n s p a r a c a p t u r a d o . (Carbondale. o Buraco de Tatu possuía dois caudilhos p e r m a n e c e r e m c a m p o alé q u e "o q u i l o m b o t e n h a sido des- ou capitães. u m p o v o a d o e m Jaguaripe. a h o r t a s d o Congo. Politicamente.s e deduzir a l g u n s aspectos da sua vida inter.6649: . Sób o c o m a n d o de J o a q u i m da Çosta Cardoso. M o r r e r a m An African Kingdom in Brazil".q u e sè d e u provavel- caudilho tinha u m a consorte. 2. Isso é indicado em vários documentos. Kc|ii'ii!n)iuli> Patinares: £s<ríHví. descritos peio pa- j o v e n s d o sexo m a s c u l i n o aos q u a i s se exigisse q u e v i v e s s e m dre A n t o n i o Gavazzi e m 1680. p. 1964). htoria descrizione de contava com a l g u n s m e m b r o s a r m a d o s c o m arcos (P). 161-75. Georges Balandíer.

nas áreas de g a r i m p o vos foram reconduzidos iiò cativeiro. Negros n o Brasil. p o r t a n t o . a t é q u e seus teenthCenltiry . 43. ». os pardos livres c o n s t i t u í a m .: Além de Almeida Barbosa. Livro de registro da Relação. foi c o n d e n a d o a cinco a n o s de exílio penal e a pagar escrava e livre perfazia cerca de três q u a r t o s dos habitantes. 41. Algumas de presentavam a reação usual dos colonialistas aos m o c a m b o s . 59- 83. E m . J. Julio Piiiio Vallejos. havia a l g u n s libertos dispostos a colaborar com também seu artigo resumido "tis Quilombos do século do os fugitivos. recebeu a s e n t e n . nas Gerais e cartas patentes para cavadores de escravos. Rrpi'iuantlo Palmares: Estravút. suas descobertas.Wood. BGUC. 1 8 2 1 . Journal of Economic History. AHU. 1 1 Os n a s galés.: i'982). capitão do q u i l o m b o . s e g u n d o m a n . os fugitivos d o Buraco d e Tatu por Kathleeivjòan ijiggíris eiri . 1. da sociedade colonial a t é agora e x a m i n a d o s n o caso da Ba- tários pagaram a o t è s ò ú r o real as custas d a c a p t u r a . A expedição militar punitiva e o uso d e índios re. Parece q u e seus habitantes t a m b é m p r o v i n h a m txíaràes. A l g u n s deles. The Black Man in Slavery and Freedom in Co- cionais e vivendo à custa dos vizinhos. "Slave criaram tradições sincréticas. hia se reproduziram. 42. R. ein g r a n d e parte. Também importante é C."Thé Slave. localizadas nas cercanias d e c e n t r o s popula. Rxtstè atualmente iíterattírá significativa sobre os qui- der muitos aspectos da história das c o m u n i d a d e s d e fugitivos lombos de Minas Gerais. dada a d i f e r e n t e f o r m a ç ã o social e eco- sa. e outros materiais novos são apresentados Vivendo d e astúcia e ousadia. Inst i juïion olSIavery in Portu- guese America". A. 34. Seu a m i g o Mjgiiet região n i o t u a n h o s a q u e sé t o r n o u conhecida c o m o Minas Cosme. Society in Eigh- m a n t i v e r a m sua i n d e p e n d ê n c i a p o r vinte anos. " g r a n d e sertanista e ladrão". De t a m a n h o relativamente p e q u e n o {menos de e quilombos em: Mhw. 1987) atos e a ameaça à própria existência das a u t o r i d a d e s coloniais 258-307. f u n d i n d o e l e m e n t o s brasileiros Control and Resistance iiï Colonial Minas Gerais". 0 Buraco de Tatu é u m e x e m p l o q u e permite a p r e e n . Yale University. Gerais e o s u b s e q ü e n t e d e s e n v o l v i m e n t o de u m a sociedade ça de a ç o j t a m e b t ó é s e i s a n o s ' a o r e m o . E m m u i t o s aspec. n ô m i c a da região. c o n t u d o . 4 0 % do total p o r volta d e J o ã o Baptista. enibora com certas diferenças. aviil. se poderia esperar. A. R. j>. A descoberta d e ricas jazidas d e o u r o na co a sentenciado p e r p e t u a tiiente às galés. 1988). Mar. 100 habitantes). u m a alta multa. 4 1 As d u a s rainhas r e c e b e r a m s e n t e n ç a s rela- tivamente brandas. R. n. p. escravocrata g e r a r a m condições. vTechnol<sgy án"d Society: The Im- pact of Gold Mining on tlié . José Piahuy. of Brazil: 1695-1750 (Berkeley. a história d o B u r a c o d e Tiitu parece ser u m e x e m p l o típi- co da hisiófia das c o m u n i d a d e s de fugitivos d o Brasil. 6649. 1974.' 7-$5> 1988. ouro". J. 242 . J985. 1-34. foram m a r c a d o s c o m a letra F (fugido). os escra. estrutura demográfica dê Minas Gerais foi 40. 1962). " É m c o n j u n t o . analisada por Iraci dei Nero da Costa numa série de estudos. v. Riisseli-VVood. foi c o n d e n a d o a a ç o i t a m e n t o públi. ver também A. 707. a p o p u l a ç ã o afro-brasileira gitivos. cod. e o crioulo L e o n a r d o recebeu igual n ú m e r o de chicotadas. 31 deles. Valor especial porque conténí uma lista de quilombos de Mi- b o r a roubassem t a n t o de escravos e de mestiços livres q u a n . tos. d o centro-sul do Brasil. 40 Depois q u e os proprie. Ver to de brancos. L7.citado acintò.Geiais. Journal of latin American Studies. Eilttdot Bcàhâttifàis • p!. Russell. crioulos e africanos de diversas etnias. e n q u a n t o q u e total da capitania d u r a n t e a m a i o r parte do século XVIII. T h e o d o r o e José Lo. o agricultor m u l a t o q u e era cúmplice dos f u . Carlos Magno Giii- e africanos. q u e f a v o r e c i a m especial- pes foram açoitados p u b l i c a m e n t e e c o n d e n a d o s a dez anos m e n t e os escravos fugitivos e a f o r m a ç ã o de mocambos. iJahia pap. c u j o ú n i c o crime fora escapar da escravi- dão. A negação da ordem escravista (São Paulo. recebeu escravos perfaziam e n t r e u m terço e m e t a d e da população d u z e n t a s chibatadas e q u a t r o a n o s nas galés. Boxer. " c o n h e ç i d ò conto g r a n d e ladrão". realm < r/Mtks Resistência escrava na Colônia Após a c a p t u r a o s fugitivos f o r a m e n c a r c e r a d o s e m M I N A S GERAIS: ECONOMIA MINERADORA Salvador. tem de várias origens. (New York. essas c o m u n i d a d e s lonial Brazil. A n t o n i o d e Sou. c o m o l o r a m escolhidos para castigos e x e m p l a r e s .Sábárá: /A Cúmiiuínity Study in Colonial Brazil" (dissertação de ^doutorado. The Golden Age resultaram no e x t e r m í n i o da c o m u n i d a d e . Os padrões d e f o r m a ç ã o d o s q u i l o m b o s e as reações d a d o régio dé 3 de m a r ç o de 1741.

c o m e t i d o s e n c o n t r a d o . Ponto salientado por Higgins. l e v a n t a r verba (cerca d e 300 oitavas d e ouro) para p a g a r as passem d e vários m o v i m e n t o s contra o g o v e r n o e na G u e r ." . Nos p r i m e i r o s a n o s da colonização.unia escala m ó v e l d é r e c o m p e n s a s pela d e v o l u ç ã o d e escravos foragidos. O comentário de deslocalinento do garimpo para a agricultura mista. 1719). p.s e q u e fossem produtivos e e n t r e g a s s e m aos s e n h o r e s o o u r o d e r o u b o s . j. 24-25. E m Minas. 1725 tos já t i n h a m sido criados e fora estabelecido u m c o n j u n t o de r e g i m e n t o s .25. Arq. 1718) IHGÜ. 1982) de autoria de ambos. ver Francisco Antônio Lòpes.-Provisão (2 Dez. as tentativas de usar í n d i o s pático aos fugitivos. porém. sugeriu a r m a r í n d i o s gurança e m e d o e n t r e as a u t o r i d a d e s da Coroa. Assumar Sobre o fracasso dos íiulios iiit tentativa de impedir a formação de quilombos éncoiitra-se em AHU.': 258-307. do c o n t r o l e dos m o c a m b o ? u m a p r e o c u p a ç ã o central d e seu to no c o n t r o l e dos escravos « gerava u m a sensação de inse. g o v e r n o . o p e r a ç õ e s a n t i q u i l o m b o . Creio. Há indicações de que a freqüência de forma. Ver lambem. D u r a n t e t o d o o século x y i l í . a l g u n s brancos se d i s p u n h a m a c o o p e r a r c o m os d o g o v e r n o . M i n a s ti- c o n c e n t r a ç õ e s urbanas. p. Ademais. n o m e a ç ã o de c a p i t ã e s . assassinatos. Ademais. os escravos t i n h a m . n h a o u t r o s p r o b l e m a s : a indocilldade de sua p o p u l a ç ã o li- ficultava a descoberta tios fugitivos. ra dos 13 m boa bas. vre. os h a b i t a n t e s dós m o c a m b o s . Minas pap. 1981). o$ s e n h o r e s juízes da Coroa e m Minas Gerais t i v e r a m autorização p a r a c o s t u m a v a m fornecer a r m a s aos escravos para q u e partici. " '. 45.1."Çârnàra e cadeia de Villa ção de quilombos começou a cair quando a população escra. 46.s e à das regiões costeiras dos e n g e - to mar de escravos e mestiços livres era u m a m b i e n t e sim. A r e a ç ã o vel liberdade d e m o v i m e n t o n a região d o garimpo. Seus preços e r a m altos e e r a m m u i t o valorizados. Minas Gerais: Escravos e senhores (São Paulo. próprios para os e s c o n d e r i j o s e. Por fim. c o m o os fugi. m a s o p r o b l e m a principal a i n d a e r a m os m o c a m b o s . 44. j o y e m Minas Gerais."' Foi só e m 1744 q u e os t u r b u l e n t a s e sem lei d a . m i n e r a d o r e s . Vila Rica: jjerar escravos dos m o c a m b o s está expressa n o fato d e u m População (1719-1826).-" O vas.d o . m e s m o e m m u i t a s propósito. C o n t a n t o a u t o r i d a d e s d a Coroa e c â m a r a s municipais q u e i x a v a m . teira em geral quanto resultado da estrutura incomum de 48. Man. 542. m a s faziam e 1756. p. o capitão tivesse de percorrer. (São Paulo. 6-8. nhos. t i v e r a m pouca repercússão. Consulta. Conselho Ultramarino (22 Dez. p o r volta de 1722. p r i n c i p a l m e n t e a m a i o r p a r t e d o trabalho d e m i n e r a ç ã o . va tornou-se demograficamente mais estável e houve um que reimpriHKVdocumehtos impqi lanxcíi". The Black avul. n a s c o n d i ç õ e s i m p o s t o p e l o controle dos fugitivos. 47. AN&J • Còd. Vallejos. Russell-Wood. Anuário do Museu da Inconfidência {Wi). níais tarde. coihò na Bahia. e m M i n a s a s s e m e l h o u . í.:-. . h o u v e u m a b r e v e tivos q u a s e s e m p r e pociiaín f o r n e c e r o u r o r o u b a d o ou en-. 103-251. 1979) e por Francisco Vidal I. governadores.m a t o e. pelos "calhambolás". 42. RepensaiHlo Palmarei: Esttaws. Em 1717 p r o p ô s a municipais e a p o p u l a ç ã o branca e m geral. Coroa áo Çoiicíe de Assiimár (12 jan. 245 231 . 41 ' A diíiculdade d e r e c u - tais como Populações mineiras {São Paulo.2 1 ) fez Tlido isso contribuía pára u m a situação Instável q u a n . Os mineiros t a m b é m se recusavam a p a g a r u m m o c a m b o s ou proteger foragidos. Rica*. A n a t u r e z a d e s c o n t í n u a dos p o v o a d o s e livres c o m o caçadores d e escravos e a instalação de p o v o a - a topografia m o n t a n h o s a f o r n e c i a m g r a n d e s tratos inacessí. 1. roceiros e rebeldes Resistência escrava na Colônia Os escravos e x e c u t a v a m q u a s e todas as tarefas.una. . Assim c o m ó setí antecessor. o s pos- mores d e revoltas p l a n e j a d a s petos escravos e m 1719. O ativista c racista C o n d e dcvAsSumar ( 1 7 1 7 . dos indígenas e. c o n s i d e r á . d e tropas régias com o m e s m o veis. que o alto número de fugitivos e de quilombos pode ser tanto características de regiões de fron. 1981). com freqüência. Minas colonial: economia e sociedade (São Paulo. "The Slave Society". guerra civil n a área è i n ú m e r o s levarités contra os i m p o s t o s contrado. r a p t o s e o u t r o s crimes. a g r a n d e p o p u l a ç ã o mestiça livre di. "Slave Control". d e p e n d e n d o da d i s t â n c i a que. Minas Gerais. as câmaras e usá-los c o n t o caçadores dç escravos. Circularam ru. j'/! v". Acerca da çàíiipàníiá de ÁSSumar t'oriira os quilombos. c o m .

'"' Talvez tes d e 1800 e a n o t a ç õ e s d e q u a s e 5 0 0 c a ç a d o r e s d e escravos a mais i n f a m e das ações foi a bárbara r e c o m e n d a ç ã o da câ- d u r a n t e o século XylIl. m a s elas de- Essas posturas e t e m o r e s g e r a v a m .99-9<) v. 40 U m e s i t i d o m o d e r n o d e f o n t e s ipcais con. A s s u m a r foi o responsável p o r u m a tentativa gestão da câmara de Mariana. às vezes. IHGB. E m 1716 u m q u i l o m b o c o m 8 0 a 100 as fronteiras e n t r e classes e raças se tornassem indistintas. atacado sem êxito por dios. dos capilâes-dO-mato SC advertisse coiitra o uso excessivo da f o r ç a . Vale n o t a r q u e essa su- crioulos livres. a j u d a - ao r o u b o e à prostituição. " Além disso. p. o e x p e r i m e n t a r u m a série d e m e d i d a s severas e e x t r a o r d i n á . 54. conse- m o n s t r a v a m q u e A s s u m a r teinia u m a o r d e m social e m q u e q ü ê n c i a s deploráveis. e também em Russell-Wood. titná expedição punitiva. mara de Mariana para q u e cortassem o tendão de Aquiles Assumar e várias c â m a r a s m u n i c i p a i s d e M i n a s Gerais dos fugitivos. h a maioria d a s vezes os q u i l o m b o s e os 49.d o .A' Era impossível p ô r e m prática tais medidas. Guimarães. Ordens régias 55. O regimento dos capitães do mato foi publicado em 1715 e republicado em 1722. n t o c a m b o . fazia parte d e ü m apelo mais geral. cujo argu- m e n t o de q u e a concessão da liberdade conduzia os escravos. com ás a r m a s q u e fossem necessárias.. A versão que permaneceu em 52. o q u e lhes permitiria tra- p r e o c u p a v a m . historiadores.24. "Câmara e cadeia". m a s tornaria a f u g a q u a s e impossível. cravos e dos m o c a m b o s q u e estavam dispostos a Sugerir ou Tal r e c o m e n d a ç ã o foi rispidaiííente rejeitada pelo Vice-Rei. . roceiros « rebeldes Resistência escrava na Colônia m o d e tal preocupação. 1. ou m e s m o d e possuir artrias. t e m e n d o q u e f u t u r a m e n t e n i n g u é m mais aderisse a tais Tais m e d i d a s i n d i c a m u m nível d e i n s e g u r a n ç a e m e d o expedições. de 150 h o m e n s . balhar claudicando.1. òs quais v i n h a m a s s a l t a n d o ás estradas p r ó x i m a s a Para a ameaça dos m o c a m b o s o C o n d e t i n h a o u t r o s r e m é .s e t a n t o c o m o problema d o c o n t r o l e dos es. u m a das m ã o s c o m o p u n i ç ã o p a r a escravos fugitivos. do Urasll 2 8 . .. Russell-VVoòd.m a t o valer a r e c o m p e n s a de 4 oitavas de o u r o . A negação cia ordem escravista. A PU. negros. T a m b é m salientou q u e o g r a n d e v a m os escravos foragidos e m seus crimes e q u e se d e v i a m n ú m e r o de negros livres q u e c o n t r o l a v a m p r o p r i e d a d e s na i m p o r medidas q u e liúiitasSem ás m a n u m i s s õ e s e a movi- região ameaçava a h i e r a r q u i a social e m a n d o u proibir os ne. Vila Real e Vila Nova da R a i n h a . vigor foi a de 17 de dezembro de 1724.3 0 9 V . q u a n d o c a p t u r a d o s . . o r d e m social por i n t e r m é d i o de vários decréios q u e visavam a o passo q u e o c a p t u r a d o e m q u i l o m b o (definido c o m o c o n t r o l a r a população negra iivre e várias providências con- a c a m p a m e n t o de mais d e q u a t r o n e g r o s c o m casas erigidas) tras os fugitivos. A s s u m a r talvez fosse u m e x e m p l o extre. m a s n ã o o único.' 4 O Conselho U l t r a m a r i n o e m Lisboa l a m e n t o u nas zonas do g a r i m p o q u e parece exceder o das regiões das esses "excessos". Ver ANTT. ' . 129-71. Mss.. 3 Ü 7 . mas apoiou o juiz. 4 1 dos. foi. Ao contrário da Bahia. . The Black Man. Ver a documentação pertinente em Lopes. RepcuiamUi Palmares: Escravos.d o . d e n t r e as quais i n ú m e r a s operações anti- valia 2 0 oitavas. f r e q ü e n t e m e n t e citada p o r de limitar o n ú m e r o d e m a n u m i s s õ e s na região. p. i. Ó juiz da Coroa recusou-se a processar os culpa- fazê-lo.. negra livre e os proibissem de por- gros livres de possuir escravos e de ser p a d r i n h o de escravo. q u e destruiu o quilombo as- dições oficialmente patrocinadas. "Ouvidor do Ríò das Veilías dá Conta. n o g o v e r n o d e Assumar sassinando e m fúria vários d e séús habitantes m e s m o após a q u a l q u e r u n i q u e desejasse a t a c a r u m q u i l o m b o poderia rendição. embora n o regimento grandes lavouras. mas é óbvio rias. m e n t o era q u e os crioulos livres daquela capitania. 246 247 i . c o m 0 argu.m a t o o u d e expe. m a s t a m b é m òs q u e ele n ã o vivia e m M i h à s Gerais. p. visando n ã o s o m e n t e b s fugitivos. As câmaras m u n i - fugitivo c a p t u r a d o n u m r a i o d e u m a légua da residência do cipais de Minas t a m b é m p r o c u r a v a m eliminar as ameaças à c a p l t ã o . Ara. c o m o ato indigno de cristãos. 42-3. 50. . m e n t a ç ã o da população. C o n d e d e Arcos. / 51. Em 1735 a c â m a r a de Vila Rica m a n d o u decepar seguiti identificar 1 17 q u i l o m b o s c o n h e c i d o s na região an. o n d e as operações a n t i q u l l o m . The fl/áírt Man. 42. segunifá força. AS d u a s cidades Organizaram u m a b o e r a m deixadas a c a r g o dos c a p i t ã e s .". tar. 53.

Laura de Mello e Souza. Mss. escravos fugitivos e s t a v a m fora do alcance das n o r m a s da so- d e s t r u í d o c m 1746. co. 31-53. p a s s o u a significar q u e resgatou algumas crianças b r a n c a s d e u m q u i l o m b o . e m Í 7 3 7 . 60. n o colonial a o p r o b l e m a e m M i n a s Gerais e as técnicas uti- tes àquela sociedade. 113. Repensando Pai mares. do Brasil Um século. Se símbolo da resistência. E m condições primitivas. m e a d o s do' século XVIIÍ. a t a c a d o e elimi- ciedade civil. Regimento dos capitães do mato. m e s a t r o c e s V C o n t u d o . q u e resistiu q u a s e 55. p. 61. e m é p o c a s tência e q u e m o r r e r a m cerca de 20. p r e p a r a t i v o s q u a t r o escravos" p e r m á n e r a m à solta. ANTT. 258 249 . o n d e o t e r m o preferido era m o c a m b o . d e agricultura d e e x p o r t a ç ã o . a c a m p a m e n t o d e q u a l q u e r g r u p o de foras-da-lei. embora t a m b é m nesse caso seja difícil ra a m b a s as designações estivessem e m u s o p o r v o l t a d e conhecer m u i t a coisa acerca d e sua organização i n t e r n a . q u e .*' m a s tais t e n t a t i v a s p o u c o c o n t r i b u í r a m composição racial da règião c o n t r i b u í r a m para a f o r m a ç ã o para erradicar o p r o b l e m a . tensificou m u i t a s das c o n d i ç õ e s ' q u e c o n d u z i r a m ü f o r m a ç ã o dios" e r a m u m a ameaça à o r d e m social. a p e s a r da diferença e m base além deles. 72. ANTT Mss. u m pedido dos residentes de Vila n a d o e m 1759. Em 1738. Rio de Janeiro pap. r e p r o d u z i u e in- lação d e n e g r o s livres na capitania e os m u i t o pobres "va. a t o d a s as tentativas de desiruí-la.foi u s a d o p r i n c i p a l m e n t e queno" q u i l o m b o c o m mais de J 0 0 negros e m 1746. As r e a ç õ e s d o g o v e r - escravos f u g i d o s eráin m a n i f e s t a ç õ e s das c o n d i ç õ e s i n e r e n . a b r i g a v a m giatide n ú m e r o de fugitivos. 58.84. Conselho Ultramarino a Gomes Freire (6 mai 1747). to permitida a o s escravos n o g a r i m p o . :'. As deria ser e f i c a z m e n t e mobilizada c o n t r a os q u i l o m b o s . caixa 22. a r e d e u r b a n a e a des antiquilombo.entre Bahia e Minas G e r a i s é a t é certo p o n t o cronojógica e relaciona-se à história da g r a n - d e c o m u n i d a d e d e fugitivos de Palmares. ve Control". escrava n o Brasil e. u m a vez q u e d e v e m o s nos basear n a s descrições d e destrui- ções de quilombos. t a n t o q u e m e n t a v a q u e " u m m u l a t o intitulado rei. fs.l o t a m b é m f o r a m S e m e l h a n t e s à s apli- cadas e m o u t r o s locais da colônia. Obser. (Rio de Janeiro.l o s nas ativida. d e m o c a m b o s n a s z u n a s . p o r t a n t o . t o r n a n d o - vou que f o r a m necessários três a t a q u e s para v e n c e r a resis. n a v e r d a d e . 153-54. E s u r p r e e n d e n t e o f a t o d e Os q u i l o m b o s e r a m . e m b o - m a n h o considerável. n a época. Desclassificados da Oura. 307-309 v. lizadas p a r a c o m b a t ê . Almeida Uarhosa. p o r é m .. o relato de u m a e x p e d i ç ã o A p a l a v r a quilombo. • •. Negros e quilombos. e o Q u i l o m b o Grande.1982). este Rica para q u e n ã o fossem processados pela m o r t e d e c a l h a m - último c o n t e n d o talvez rriais d e mil h a b i t a n t e s / " Esses qui- bolas recebeu resposta favorável d o governador. 15. A g r a n d e p o p u . mviroí e ftbehies Rcsislfinla estrava na Colônia Os dois ntaioreS quilortibqs de Mlhas Gerais. Por exemplo. avul. 1719) citado em Vallejos "Sla- 59. jjârá designar c o m u n i d a d e s d e escravos fugidos.'" A diferença liffjjüístiçá. p. u m a c o n c u b i n a e u m f u n c i o n á r i o d e Vila Rica relatou. Eram n u m e r o s o s e às vezes a t i n g i a m ta- q u e n a Bahia. e r a m e x c e p c i o n a l m e n t e g r a n d e s . o d e A m b r ó s i o . a considerável Uberdade d e m o v i m e n - várias ocasiões h o u v e esforços para e n g a j á . para destruir " u m q u i l o m b o d e b r a n c o s omíziados p o r cri- m e s Freire d e Andrada descreveu u m a t a q u e contra litn "pe. u m problema e n d ê m i - q u e o t e r m o q u i l o m b o fosse m u i t o m a i s u s a d o e m M i n a s d o co e m M i n a s Gerais. Para os a d m i - 28. Mello e Souza. v > lombos. fs. Tanto os p o b r e s livres q u a n t o os d e c o m u n i d a d e s d e fugitivos n a regiâó. c a p t u r a d o s mais d e 7 0 e rriais aluais. o termo. Desclassificados. Palmares tornou-se o símbolo de c o m o q u a l q u e r c o m u n i d a d e d e fugitivos poderia tornar-se u m a 56. nistradores régios. c o n t u d o . AHU. Todos os m é t o d o s tradicionais d e c o n t r o l e d e m o c a m - bos e fugitivos f o r a m e x p e r i m e n t a d o s c m M i n a s Gerais e. Esse " p e q u e n o " gros neste país. M i n a s Gerais... Escravos. 57. a l g u n s o u t r o s e x t r a o r d i n á r i o s . Assumar à Coroa (20 al>r. 5 * O g o v e r n a d o r Go.• q u i l o m b o d e v e ter abrigado e n t r e c e m a d u z e n t a s pessoas. ecoriôniica e c o n f i g u r a ç ã o social e racial. p o . d e u n i m o v i m e n t o péla i g u a l d a d e para os ne- t a m b é m u m g r a n d e n ú m e r o d e m u l h e r e s . do Brasil 11. p.

conio o reino do Congo. Journal of African His- tory 6 (1965). estava d e c l a r a n d o u m t e m o r verdadei- Há m u i t o se r e c o n h e c e q u e Palmares tinha raízes em r o . Localizado n o i n t e r i o r das Alagoas. Há indicações do significado simbólico de Palmares em res. Í954). trai a rain deste tema. Palmares: the Tradition of Transatlantic Resistance" (ms. Janeiro. 0 0 0 so em Alagoas para comemorar a história e a importância de habitantes). M. (São Paulo.1983). 64. Palmares assumiu i m p o r t â n c i a 1719 que "os negros (de Minas) p o d e m ser t e n t a d o s a repe. A téníáüva mais sólicía de identificar os n a l . 1971). Mais r e c e n t e m e n t e . World? ? Remarks on Palmares (Cidade do Me'xico. baniu contemporâneos.i do. Palmares oferece a l g u m a s unidos e m u m único reino nèoaíricano. In Bráiíil". Palmares. de Freitas. teenth Century Sabará". aspectos africanos de Palmares fora in aS de Raymond Kent. 258 251 . Abdias do Nascimento. O reino negro Ao t r a t a r da q u e s t ã o das c o m u n i d a d e s d e fugitivos n o cie Palmares 2 v. Os relatos clássicos sobre Palmares são: Edison Carnei. Além disso. O C o n d e de Assurnar. Dois. de 1982 e originalmente publicado em espanhol como Pal- REPENSANDO PALMARES mares . 258-62. ed. 1980). e m b o r a . (Rio de Janeiro. 1968). " Embora Palmares fosse atfpíco e m t a m a n h o e d u r a ç ã o . Os relatos de várias o p o r t u n i d a d e s d e p e n e t r a ç ã o n a dinâmica i n t e r n a d e u m a t e s t e m u n h a s oculares revelam m u i t o sobre a organização in- c o m u n i d a d e d e fugitivos. 1988). c o n h e c e . t a n t o dos g o v e r n o s locais (1963) e "Quilombo!" (1984)/ ambos dirigidos por Carlos h o l a n d ê s e p o r t u g u ê s q u a n t o dos residentes das capitanias Üiegues. na ú l t i m a década d e suà existência a na d e s t r u i ç ã o fi. O negro re- longeva e a m a i o r d a s c o m u n i d a d e s de fugitivos. c o n s i d e r a n d o .l o . "The Slave Society in Eigh. O quilombo dos Palmares. 66. Devido a seu s u p o s t o t a m a n h o (mais d e 2 0 .. 1946). gitivos. "Ganga Zumba* tentativas enérgicas de e l i m i n á . devido a ropéia e adaptações e s p e t i f i c a m e n t e locais. alg utnas f o r m a s tradicionais africanas de organização políti- n ã o se p o d e separar sua história da d e outras c o m u n i d a d e s y ca e social. New. 1971). m a s isso n ã o i m p e d e q u e p r o c u r e m escrever sua histó- ameaça real à sociedade civil eiii u m a sociedade tão d e p e n - ria o u romantizá-la c ò m o u m a "Tróia Negra" ou u m a " r e p ú - d e n t e da escravidão. mais antigo porém ainda útil. Persistiu voltado (Rio de. "African States in tile. sos desde que Nina Rodrigues escreveu em 1906 sua ainda m e n t a ç ã o sobre Palmares n ã o é extensa e se c o n c e n t r a . mas. combinasse tais f o r m a s c o m aspectos da cultura eu- des da Coroa e n c á r a v d m ò p r o b l e m a . simbólica para os negros brasileiros e m sua luta p o r igual- tir as ações d e Pajmares e m P e r n a m b u c o . sua influência sobre a forma pela qual os proprietários d e escravos é as a u t o r i d a . 1966). M seu gráride n ú m e r o " . Ver Os africanos no Brasil geral. houve um congres- vizinhas.' . Em 1984. ao escrever e m blica". Stephan originalmente publicado em espanhol como Guerras de los Pal mie. Palmares fascinam os estudio- q u e sobre a maioria d o s . Brasil é necessário ter-se e m m e n t e o q u i l o m b o d o s Palma.la guerra negra (Montevidéu. m o c a m b o s . n o m í n i m o . m u i t o ainda p e r m a n e c e d e s c o n h e c l . * . nias u m a série de m o c a m b o s d a d e colonial m a n t e v e cdtii ele. Os aspectos africanos de. A guerra dos escravos (Porto Alegre. 1933). agora na 4. Décio Freitas.s e m a i s s o b r e sua e s t r u t u r a Interna 65. Ki-jiMisaiidu Palmares: . p. c o m o a maioria das c o m u n i d a d e s d e fu- d e fugitivos.I?»r<m>í. e seu mais recente Quiloin- d u r a n t e q u a s e todo ò s é c u l o XVII (16057-1694). filmes. a p e s a r das bismo (Petropoiis. 1(51-75. nem serripre se pode confiar em suas 62. era u m a c o m u n i d a d e . ed. Ver a discussSo em Higgins. traduções e diseuksfíés eihográficas. Brasil: as raízes do protes- to negro (São Paulo . (Rio de Janeiro. incentivados p o r d a d e racial e social. l o n g e v i d a d e e c o n t a t o c o n t í n u o c o m a socieda." Palmares não sua longevidade e m a g n i t u d e é a p longo c o n t a t o q u e a socie. Palmares foi a mais trabalhos como os de Clóvis Moura.ú n i c a . Há o trabalho de M. " Por c o n s e g u i n t e . Ainda assim. d e colonial. roceiros e rebeldes Resistência escrava na Oilôm. a d o c u . e m útil descrição daquela comunidade.. embora Kent trate de muitos temas importantes. 'Palmares: ÂirAÍrftàii State. estrutura do "reino" de Palmares se igualava à dos Estados ro. O antropólògò alemão Stephan Paírnié assinalou que a 63. p.

f o r a m menores. Embora existam al- e 1680 h o u v e u m a expedição p r a t i c a m e n t e a cada a n o . peritos obrigatoriamenie as m e s m a s d o p e r í o d o inicial. p r e f e r i r a m u m . roceiros t rebeldes Uesistêiiria escrava «a Colônia posto e m o r t o pelo s o b r i n h o Z u m b i / " A guerra c o n t i n u a v a .a ò trório. No trabalho de Freitas não estãò.s o b r i n h o dele . mas de suas descrições liça claro q u e Palmares e r a contra o q u i l o m b o e. 1977). 253 231 . h a . a estimativa d e 20 a 30 mil habitan- c o m e t e r suicídio a render-se. (Usei o facsímile da se. 1675). Os g u n s rejatos q u e m e n c i o n a m Um p r o t é s s o d e eleição. História da guer. o chefe a favor da a c o m o d a ç ã o . na verdade. À semelhança dos m a r r o n s da Jamaica. a maior c o m u - o n d e se situara e n o v a m e n t e f o r m a v a m g r u p o s d e fugitivos. [Palmares a prese n lá uma biografia fasci- laram. Uma estimativa posterior e 1692 e. Ganga Zumba. o jovem foge de volta para Palmares e posteriormente se loriia seu líder. l e n t a m e n t e rcduziú-se o perí- mero. m a s logo as vio. i n d u b i t a v e l m e n t e . trações de obediência erigidas h a presença d o rei i n d i c a m dor. Frustrados. 221.: PaImares n ã o m a i s nomia açucareira da região/ 7 Embora pareça u m n ú m e r o existia. d u r a n t e dois anos. p s fugitivos d e Palmares v i - do lealdade à coroa portuguesa e a d e v o l u ç ã o de novos fugi- tivos cm troca do r e c o n h e c i m e n t o da liberdade do quilom- bo. 68. mas até 1746 á i h d á f u g i a m escravos para o local improvável. P e r n a m b u c o e as. (Lisboa. a guerra prosseguiu. loi traído. com u m a média de 100 escravos e m cada f o r a m capturados e o u t r o s 200. t e m a de Palmares. capitanias a d j a c e n t e s possuíam d e u . f u g i n d o após ter sido tes em Palmares Igualaria o n ú m e r o total de escravos na eco- ferido. Zumbi. História das gunda edição. captu- qual Ganga Z u m b a .de ^eleições" em quilombos d e ra brasílica (Lisboa. 1940). Entre 1672 subordinados e m p o v o a d o s apartados. e u r o p e u s néiii s e m p r e e n t e n d i a m o m e n t e atacado. Um relato de m e a d o s d o século XVII descreve Palma- Implacáveis guerreiros índlòs e escravos cie São Paulo. Os h o l a n d e s e s o r g a n i z a r a m três expedições q u e viam./} v.ci. mpstràndo-p-CompJiphiem notável. depois q u e Portugal r e c u p e r o u o c o n . com c h e f e s trole do nordeste e m 1654. 67. Em o u t r a s palavras. Os portugueses aceitaram tais condições. Os defensores de as instituições observadas n o final do século XVII n ã o e r a m Palmares t o r n a r a m .posturas cerimoniais e d e m o n s - via. m a s c ò m p o u c o ê*ito. tempo. foi de. a lide- fugitivos resistiam b r a v a m e n t e . d e u m a linhagem real/". 5 0 0 200 engenhos. Nova Lusitânia.s e e m fevereiro de 1694. com a j u d a de tiropas locais e d o s f r e q ü e n t e m e n t e repetida a u m e n t a v a para 30. D u r a n t e sua longa história Palmares foi c o n s t a n t e . O "rei" de Palmares. Angola.s e u m a revolta na nante de Zumbi. jíartiam expedições quilombo teve t a m b é m u m a história e q u e a organização e contra os fugitivos. II. aos quinze anps de idade. d e Zumbi . f o r m a s de m o n a r q u i a africana. Os o b s e r v a d o r e s . 69. Ver Antonio de Oliveira Cadornega. 280-82.árai as fònies exatas clessa biografia. Além disso. embora d e v a m o s r e c o n h e c e r q u e esse Na década d e 1680. havia p r o m e t i .s e s e n h o r e s da a r t e dá guerrilha. s e g u n d o relatos. nidade de fugitivos existente no Brasil. p. D u r a n t e a m a i o r p a r t e dó sécu- m e t r o das defesas d o m o c a m b o principal: A batalha f i n a l lo XVII. q u a s e todo a n o . Décio Frei tas.000 esse n ú - indispensáveis aliados índios. rado na infância erri um ataque a Palmares.. n o uso da c a m u f l a g e m e e m emboscadas. u m estado organizado sob ò controle de u m rei. KcpcMiuimt» Palmares: Escravos. guerras angolanas. criado e educa- do em latim e poríugiies pór úin padre em Porto Calvo. O a t á q u e teve Início e m e m cerca de o n z e mil habitantes. Também existem relatos. que parece exagerado. t e n t a d o essa política a cada n o v o governa.As. E m í 670. mas a p r e s s ã o constante os rança de u m p o v o a d o pela m ã e d e Ganga Z u m b a e a subida levou a pedir a paz a u m g o v e r n a d o r d e P e r n a m b u c o recém. e d e n t r o da própria Palmares d e u . M o r r e r a m 2 0 0 fugitivos. Palmares foi. q u e res dividida e m dois a g r u p a m e n t o s principais e vários outros t i n h a m sido usados na Bahia para desbravar o sertão. c a p t u r a d o è decapitado. os a d - o t a m a n h o de Palmares t a m b é m m u d o u c o m o decorrer d o ministradores coloniais p o r t u g u e s e s a d o t a r a m n o v a tática. Recife. Francisco de Brito Freyre. indicam a existência chegado c m 1678. e s t i m a n d o a população dos diversos a g r u p a m e n t o s c o n t r a t a d o s para e l i m i n a r Palmares.

le século. a m u r a d a s . m e n t o d e g u e r r a i Por voítá d o século XVIII o t e r m o era d e tãos e africanos. Hislória. a palavra q u i l o m b o Em vários aspèctqs. No t e r m o q u i l o m b o está codificada u m a história tentativa era necessária e m t o d a s as c o m u n i d a d e s d e fugi. específicas q u e a j u d a m a e x p l i c a r sua história.. geneiic Processes and Cultural Transfer in Afro-American De fato. n ã o escrita. As c a t e g o r i a s ém Igor Kopytoff. século XVII. africanos e crioulos. p: 10-11. A dados pela palavra Mbuttdu. 254 . irjuítò s e m e l h a n t e s às descritas e m o s t r a d a s vos fugidos. 11. com o significado d e q u a l q u e r jocáí o n d e . creio. 9-19." A cronologia c á c o n e x ã o c o m Palmares n ã o são aci- m a r u m a c o m u n i d a d e com p e s s o a s d e origens d í s p a r e s . O p r i m e i r o t l o c u m c í u o q u e vi com o t e r m o qui- d e parentesco adotivo t a m b é m u s a d o e n t r e os escravos q u e lombo. Na v e r d a d e ." I08?!' Palinie insplrou-se bastante africana n o Brasil e r a m i n v e n ç õ e s . ou c o m p a d r e . teor étnico e m si e q u a s e s e m p r e c o m b i n a v a m p e s s o a s p r o . mas s e m p r e p e r m a n e c e u s e c u n d á r i o a o q u é t e n h a m exjstidò m u i t o mais características africanas d o t e r m o m o c a m b o . com significativas implicações para a história s u b s e - por opção e r a m considerados livres. F u n d a m e n t a l n e s s e assaltos e r a m escravizados. q u e s o m e n t e agora. mulheres. usáda para designar a c a m p a - religião nos a c a m p a m e n t o s era ú m a fusão de e l e m e n t o s cris. E m P a l m a . Esse t e r m o protegidos por palitadas. ao m e n o s parcialmente. ed. q u e a e m p r e g o u u n i r a m . que pouco comparti. dades de fugitivos aiíferiorès é observada éiii Kcht. Igor Kopytoff (Bloomington. u m a história m a i s p r o f u n d a e m Palma- africanas. ção de p o v o s d i f e r e n t e s e a geração d e solidariedades e n t r e tantes b r a n c o s das r e d o n d e z a s e assaltassem à p r o c u r a d e l i n h a g e n s étnicas"'. existia escravidão e m Palmares. v. u m a palavra Mbunctu q u e p e r c e b e r a m os observadores. p. o n d e escravos cie várias origens. 2. (Mestrado de His- t a m b é m q u e as sociedades a f r i c a n a s t i n h a m c o n s i d e r á v e l tória-Universidade Federal dü'Rio de Janeiro). 162-63.. c o m o nos outros m o c a m b o s . b e m c o m o a compreendida. Ver também "Ethno- d o d e m a i s e m i d e n t i d a d e s é t n i c a s o u c u l t u r a i s específicas. q u e significa esconderijo. 71.s e e m suá oposição c o m u m à escravidão. g a d o e alijrtemos. d e toda a resistência escrava n o Brasil colonial. s e n d o usado para designar. c o l o n i a i s . "Em cravos indica n ã o só a a d a p t a b i l i d a d e dos escravos. em The African Frontier. e x p e r i ê n c i a c o m u m a série de instituições para a i n t e g r a - t a m b é m negociassem a r m a s e o u t r o s p r o d u t o s c o m os h a b i . rés".mas os c a p t u r a d o s n o s q ü e n t e da resistência escrava n o Brasil. Vér também Mário Jose Maestri Filho. p o d e ser. A ausência da palavratjuttomboreferindo-se a comuni- l h a v a m e m i d e n t i d a d e ou r e l a c i o n a m e n t o s . "The Internal African Frontier: The Ma- ou a g r u p a m e n t o s c o m o " C o n g o " ou " A n g o l a " n ã o t i n h a m king of African Political Culture". p. 1984. às vezes a d o t a d a s pelos p r ó p r i o s es. g r a n d e p a r t e d o q u e se fazia passar p o r " e t n i a " Slave Populations" (iris. 2. "African states". ou seja.s e d e n i a l u n g o . unia c o m u n i d a d e d e fugi- h a v i a m c h e g a d o j u n t o s n o m e s m o navio negreiro. d é v i d o a pesquisas recentes tivos. Ind. mais antigo. 1987). embtíra. t e r m o g r e g a v a m . émiptora t a m b é m nesse aspecto é possível uso geral 110 Brasil. 3-84. o s negros se c o n - res as pessoas t r a t a v a m . res. roceiros e rebeldes Resistência escrava na Colônia viam da agricultura. "Palma- r e m essas categorias. passou a significar 110 Brasil q u a l q u e r c o m u n i d a d e de escra- madilhas ocultas. p. venientes de amplas áreas africanas.s e c o n c e n t r a - 70. o u p o r u m á r e d e d e ar.. m a s torno ao quilombo". PdImie.em Cadernos. em m e a d o s d a q u e - colônia. Repensando Calmares: Esativot. Os q u e para lá iam res. á n ã o ser q u a n d o utilizada. e l a u t o o significado u s u a l q u a n t o a origem são acima na descrição d o m o c a m b o b a i a n o Buraco d e Tatu. A p r o c u r a d e e l e m e n t o s "africanos" e m P a l m a r e s e nas " s o b r e v i v ê n - cias* culturais dos escravos o u fugitivos t e m . Os p o v o a d o s de Palmares e r a m p r o b l e m a é a etimologia da palavra " q u i l o m b o " . C o m o e m multas sociedades Existe. tivos é d a t a d o d e 1691 e trata especificamente de Palma- Em P a l m a r e s p o d e m o s p e r c e b e r a t e n t a t i v a d e f o r . mas n o caso de P a l m a r e s h á a l g u m a s características sobre á história africana. Tal dentais. O f a t o d e se. Palmares parece ter sido u m a só a p a r e c e u e m d o c u m e n t o s c o n t e m p o r â n e o s n o final d o adaptação d e f o r m a s á t h u r a i s áfrtcanas à situação d o Brasii. p e l o poeta Gregório de Mattos.

and History in Kisanje". a l g u m t e m p o . Beatrix Hintze. Kings and Kinsmen: Early Mbundit States Miller. com o passar do t e m - ros de Angola q u e v i v e m e m P a l m a r e s " . 1975-). 75. r â n e o s . riiâs i n c o r p o r a v a m crianças vador sé referiu à "opressão q u e todos s o f r e m o s dos bárba. Os h a b i t a n t e s r e f e r i a m . 1972.N. Kingdoms of the Savanna.. Í978. E n t r e terior por b a n d o s de guerreiros salteadores da África Cen. (1975). (Madison. Dizia-se q u e m a t a v a m os m e n t o a tal fato e. p. 'D-acte and Conflict in Angola (Oxford. v. 1982). invadida. ver Joseph C. t ê m sido a s s u n t o de debate e n t r e africanistas há controle da bacia d o rio K w a n g o . 124-38. 64-7U. Cahiers d'etudesufticaines. 51-94. fa- galas. Nzinga (São. e e r a m c h a m a d o s d e Jaga pelos criavam vários r e i n o s e n i r e os povos M b ü n d u da região c o n - portugueses. ' p. Lists. Miller. foriieòendo m u l t i d õ e s de Luanda e m Kitanga resultou n u m período de luta militar e cativos aos traficantes d e esérávos e m L u a n d a . índios e m e s m o a l g u n s brancos m a r g i n a i s e mesti. " E m p r i m e i r o lügari os invasores i m b a n g a l a s viviam res c ó m o angola janga ( p e q u e n a Angola). e m p e r m a n e n t e estado de g u e r r a . p. n. meeiros e rebeldes RcpfHsjiuUi Palmares: Rosisit'iida escrava nà Cotftiila Embora P a l m a r é s combinasse i n ú m e r a s tradições cul. Ver também Jan vos". q u a l os p o r t u g u e s e s l u t a r a m até m e a d o s d o século XVII. D. 325-83. 7 ' A dissolução do antigo reino d o Congó e d o estado de para os g o v e r n a d o r e s portugueses. o ique deu m a r g e m a escra- vização cada vez m á i o r h a região. de interesse d i r e t o para historiadores da resistência mulatos. bebês gerados p o r suas m u l h e r e s . n o c o n t e x t o po. M. escrava n o Brasil e e s p e c i a l m e n t e para os i n t e r e s s a d o s e m ços. Revista International de Hsiudos'Africanos. "Os quilombos dos Palmares e o senado da câmara da cidade do Salvador". I I - Vansina. invadiram a atual Angola d e s t r u i n d o os estados g o . Ver Roy Glasgow. imbangalas serviram d e m e r c e n á r i o s tral. apresenta uma descrição detalhada desses aconteci. d è m o d o qüé. 1968. Miller. 1 i i . e p o r t u g u e s e s se a l t e r n a v a m e n t r e hostis e amistosas. p. (Oxford. qual e . ia/Jaga. 11. 1984. J. for the ia^"iCiihfers d'etúdes africaineSi V^ n. 18. era u m a terra em m o s e e x t r e m a m e n t e temidos. v.n o s o flagelo da região. 1. nal of African History. 1979. Sobre o debate. 14-7. p.a n g o l a n a . z e n d o e n t ã o u m a aliança. Join» Thorn ion. a câmara d e Sal. 1. Joseph C.A. Fage e Roland Oliver 5 v. a d o t a d a s às suas fileiras. eles se t o r n a r a m u h i a força composta c o m u m g r a n d e da história a n g o l a n a . gens nativas." 72. Palmares. 74 o r e i n o d e M a t a m b a . 257 231 . "Kings. contém uma excelente descrição ca. até a presente daia 76. "A Resurrection for the Jaga". 223-8. 6. 60. p. tados e r a m f o r m a d o s p o r f u s ã o dos imbangalas c o m l i n h a - Poderosos grupos de guerreiros desterrados q u e se d e n o m i . David Uirmlngbain. As relações e n t r e i m b a n g a l a s turbulência. dos Imbangala e de suas instituições. 4. 1976). pelo litoral por p o r t u g u e s e s e pelo in. v. Joseph C. p. foram m e n c i o n a d o s p o r observadores c o n t e m p o - m e n t e p r e d o m i n a n t e s . eds. 23. c o m o As origens e as tradições culturais precisas dos i m b a n . 1980. 1 'J73. a i m p o r t â n c i a dessa ligação n ú m e r o d e pessoas d e várias origens étnicas u n i d a s p o r u m a para a história de Palmares? e s t r u t u r a militar o r g a n i z a d a . a l é m de africanos.3. mas a l g u n s aspectos da sociedade i m b a n g a - turais africanas e incluísse e n t r e seus h a b i t a n t e s crioulos. n u m a queixa de 1672. Ver também sua síntese em "Central Africa from 49. e m reconheci. "The lmbangala 11. "Angola nas garras do tráfico de escra- (Cambridge. Livro das Atas da Câmara do Salvador (1669-84). Essés estados l u t a r a m e n t r e si p e l o gala e yaka. Estraws. 4. 1611 a 1619 senhores. Dois desses estados e r a m ó r e i n o de K a s a n j e e existentes e. à m e d i d a q u e os imbangalas c o n q u i s t a v a m ou n a v a m Imbangala ou Yaka. c m e s m o a relação entre as designações jaga. por fim. q u e os p o r t u g u e s e s passaram a d a d e militar t o r n a v a m . 1. g o v e r n a d o pela rainha Nzinga.. " Os n o v o s es- perturbações q u e d e s t r u í r a m povoados e desterraram povos. 74. Cameroon lo the Zambezi". Essa organização e sua feroci- O reino de N d o n g o .Paulo. ci- tado em Pedro Tomás Pedreira. 121- mentos. em Cambridge History of Africa. 77. "Requiem 1966). Jour- 73. itnban.s e a Palma. eficientíssi- c h a m a r d e Angola n o final do século XVI. p. as tradições de Angola e r a m clara. and the Chronology of Early Centrai African History". 549-74. History in Afri- in Angola. p. criando u m a série de n o v o s regimes. " Mas.

i n ú m e r a s características associadas aos ki- distinguia devido a suas leis rituais. sem alguns dos relatos brasileiros. i i m sacerdote cuja responsabilidade início d o século XVII. Cadornega. II. w É b a s t a n t e curiosa a observa- compartilhar l i n h a g e m c o m u m . q u e n ã o pósitos. b e m c o m o a p r e p a r a ç ã o de ma$ia samba. os imbangalas ne." Tratava-se d o ki-lombo. mites do ki-lombo para dar à luz. tal c o m o e r a m praticados e m Angola. G. of Leigh in Angola and Adjoining Regions (London. Há outros ecos ou c a m p o d e Circuncisão. os imbangalas e r a m s e m p r e m e n c i o n a d o s c o m o ca- mairitineares da região. As fontes clássicas sobre o Jaga ki-lombo são 80. O Ganga Zumba d e Pal- povo M b u n d u u m a instituição q u e a d o t a r a m para seus pro. e n t r a n d o e m Angola. tão i m p o r t a n t e s para òs o u t r o s povos e s s e n c i a l m e n t e ro lugar.*|icnsaiiclo Palmares: iu-sistêium t'saavft ti A CulíViila Ao deslocarçm-se para o sul. sua ver- poderoso culto guerreiro ao receber grandes n ú m e r o s d e es- são dele era incompleta ou. A criação de u m a organização social baseada em asso- O uso d o t e r m o "quilombo" com referência a Palma- ciação gerava riscos. m a r e s era p r o v a v e l m e n t e o d e t e n t o r desse cargo. Histor'ia. as m u l h e r e s . Seus comentários fazem c o m q u e a associação tos étnicos díspares q u e c o m p u n h a m seus b a n d o s . v i v e n d o de conquistas e. O historiador J o s e p h Miller acredita q u e As m u l h e r e s eram'proibidas dé e n t r a r iib terreiro interno do o "assassinato" imbangala dois próprios filhos era u m a m e t á - ki-lontbot havia prescrições rituais rigorosas contra m u l h e r e s fora da eliminação cerimonial dos laços d e parentesco e sua m e n s t r u a d a s . Miller. estavam pre- g e m n o r m a l d e ancestrais q u e p u d e s s e m interceder p o r eles sentes n o Brasil n e m q u é os f u n d a d o r e s e líderes s u b s e q ü e n - j u n t o aos deuses. d o c u m e n t a ç ã o r e m a n e s c e n t e de Palmares. N e n h i i m desses c o s t u m e s é m e n c i o n a d o na substituição pelas leis e prescrições d o ki-lombo. e dos deuses ancestrais. Escrows. O q u e se proibia era u m laço üiha pasta feita d e gordura h u m a n a e o u t r a s substâncias q u e matrilinear legal d e n t r o d o ki-lombo q u e pudesse prejudicar s u p o s t a m e n t e tornava invencívéis os guerreiros do ki-lombo. ção de A n d r e w Batell. u m a variante do trangeiros sem ancestrais c o m u n s . q u e viveu e n t r e os imbangalas e rela- g u n d o observadores e u r o p e u s . O ki-lom. 1901). Esses c o s t u m e s e r a m rigida- dio. Ravenstein. O kí-lombo imbangala se m o d e l o original. roceiros e rebeldes K(. 258 259 . No qui- e r a m p r e p a r a d o s para o status d e a d u l t o s e guerreiros. pelo m e n o s . nibais q u e p r a t i c a v a m á antropofagia e sacrifícios h u m a n o s embora os observadores e u r o p e u s m e n c i o n a s s e m infanticí- para aterrorizar os inimigos. uma sociedade militar à q u a l q u a l q u e r h o m e m podia p e r ."" tencer p o r m e i o de t r e i n a m e n t o e iniçiação. p o d i a m deixar os li- m e n t e controlados. aclamação ou eleição popular. e s t r i t a m e n t e falando. Assim. os imbangalas e n c o n t r a r a m c m r c o era lidar com o espírito dos mortos. p. A linhagem e o p a r e n - lombos Imbangala n ã o t i n h a m paralelo n ó Brasil. oferece uma 79. e x a t a m e n t e c o m o a f i r m a m nios. u m a vez q u e lhes faltava a linha- tuição. a tou q u e seu m a i o r luxo era o v i n h o de p a l m a e q u e suas ro- base tradicional dás sociedades da região. essa instituição gerou u m lombo Imbangala para a f o r m a ç ã o d e sua sociedade. o conceito d e u m a sociedade e s t r u t u r a d a p o r iniciação e m Havia n o ki-lombo uni rígido c o n j u n t o d e leis rituais (kijila). n o bo era o nganga a zumba. 151-75. reça mais do q u e coincidência. de palmeiras. vez de parentesco. Em primei- tesco. u m a figura f u n d a m e n t a l 110 ki-lom- 78. E. 221. análise intensa. Os h a b i t a n t e s d o ki-lombo incorriam em res n ã o significa q u e todos os aspectos rituais daquela insti- especial perigo espiritual. servia à q u e l e Se os f u n d a d o r e s de Palmarés inspiraram-se n o ki- propósito. e r a m n e g a d o s d e n t r o d o ki-lombo e. r e j e i t a n d o a agricultura. The Strange Adventures of Andrew Battel Cadornega e Gavazzi de Montecuccoío. mas ú m título. 224-64. Criada para a g u e r r a . Kings and Kinsmen. A r r a n c a d o s das terras. se. o n d e os j o v e n s d o sexo m a s c u l i n o das descrições de Angola q u e p a r e c e m sugestivos. Os l o m b o imbangala a liderança dependia d e a l g u m tipo d e imbangalas a d a p t a r a m essa instituição a seus próprios desíg. Mina sociedade de iniciação era d e fato u m n o m e próprio. e n t r e á c o m u n i d a d e dos m a r r o n s e a região dos Palmares pa- bo. tas a a c a m p a m e n t o s e r a m influenciados pela disponibilidade cessitavam de unia instituição q u e desse coesão aos e l e m e n .

c o m o p o r e x e m p l o . a sobrevivência. i m b a n g a l a s . 89. (1. " Q u e m n ã o era o r i g e n s díspares e ser u m a o r g a n i z a ç ã o militar e f i c i e n t e . P a l m a r e s e dornega u s o u o t e r m o q u i l o m b o para d e s c r e v e r b a n d o s jagas as c o m u n i d a d e s m e n o r e s d e fugitivos c o n s t i t u í a m u m c o n t í - ("quilombos d c jagas* ou g e n t e e q u i l o m b o s d e jagas"). d e v e m o s e n t ã o c o n s i d e r a r os aspectos a f r i c a n o s d e Pal- 81. 83. os a e a m p a . Nina Rodrigues contentou-se em mostrar a origem Bantu dos títulos. p. roivims t ifMiies Kepciisamto Palmares: Kesisiêiiría escrava na Colônia tes d e Palmares fossem. História. Ca. q u e t a m b é m f i c a m e n t e criada para g e r a r u m a c o m u n h ã o e n t r e p o v o s d e criavam n o v o s laços sociais p o r a s s o c i a ç ã o . m a s não chegava a a f i r m a r a existência plena da instituição ori- ginal n e m d e suas práticas rituais. t u r a l original. d o C o n g o . t a m b é m c o m o t e r m o descritivo dos reinos d e M a t a m b a e K a s a n j e . ter sido jagas. afirma que os jagas talvez não tenham sido os criadores de Palmares. M. mas n u o c o m e n t á r i o sobre o r e g i m e escravista brasileiro. C o n f o r m e o b s e r v a d o . 222. 2. 82. t a m e n t e os escravos fugitivos d o Brasil a d e q u a v a m . Dada a escassez de d o c u m e n t a ç ã o sobre Palmares. nomes próprios e to- ponomía de Palmares. M. por- tanto. g o v e r n o . ad- mite-se q u e m u i t a s das hipóteses acima m e n c i o n a d a s são frágeis. 1983). 1. list ra ws. p. " O e m p r e g o da e x p r e s s ã o " r e i n o e q u i l o m b o " d e M a t a m b a era u m u s o descritivo geral de q u i l o m b o . Cer- iiíibangaia e n t e n d e r i a m u i t o d o q u e era i n e r e n t e a o ki-lom. o principal cronista de Angola n o século XVII. de Freitas deduziu que os Pai- marinos eram guerreiros tão inveterados que devem. Thornton.278). m a s a c r e d i t o q u e h a j a indícios suficientes para se a f i r m a r q u e a i n t r o d u ç ã o d o t e r m o " q u i l o m b o " n o Brasil e m fins d o século XVII n ã o foi a c i d e n t a l e r e p r e s e n t a m a i s d o q u e u m simples e m p r é s t i m o lingüístico. Caso isso seja verda- de. g a n i z a ç ã o i n t e r n a . Cadornega. as dinastias e instituições i m b a n g a . descrição e os a t a q u e s q u e s o f r i a m dos g o v e r n o s coloniais las e r a m i n c o r p o r a d a s e m u m a série de e s t a d o s M b u n d u e o t o r n a v a m a o r g a n i z a ç ã o militar d o q u i l o m b o essencial para q u i l o m b o passou a simbolizar a s o b e r a n i a desses estados. m a r e s n ã o c o m o "sobreviventes" afastados de seu m e i o cul- via m u i t o s aspectos d o ki-lombo i m b a n g a l a c m o u i r a s insti. l o n g e v i d a d e e o r - dornega. q u e se referia à q u e l a s f o r m a s políticas de influência i m b a n g a l a . " Q u i l o m b o " estava se t o r - n a n d o s i n ô n i m o d e d e t e r m i n a d o tipo d e r e i n o e m Angola. to d i f e r i a m e n t r e si e m t a m a n h o . 260 231 . 107. Kent. Considerados c o m o u m todo. o b r i g a t o r i a m e n t e .s e a essa bo. "Palmares". Tlw Kingdom of Kotujo (Madison. John K. vez i n t e n c i o n a l d e u m a instituição africana q u e fora e s p e c i - n i e n t o s ' d e iniciação secreta kimpasi. " Ha. O êxito dos q u i l o m b o s variava t a n t o q u a n - Nossa m e l h o r f o n t e a esse respeito é A n t o n i o de Oliveira Ca. Argumenta Freitas: "o primeiro fugiti- vo era da casta sagrada dos jagas e o fundador da dinastia palmarina". As origens Jaga de Palmares têm sido de interesse para os estudiosos há muitos anos. m a s c o m o u m uso m u i t o m a i s d i n â m i c o a tal- tuições da África central. 61.