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Diásporas para o Reino e Império.

Judeus conversos e sua mobilidade:
aproximações a um tema
José Alberto Rodrigues da Silva Tavim
Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa

Não obstante a expulsão dos judeus do Reino de Portugal pelo Édito de Dezembro de
1496, cedo se assinala a sua presença na metrópole, a título precário, justificada por mo-
tivos de relação diplomática, serviço de espionagem ou negócio. Já em 1974, Yosef Hayim
Yerushalmi publicaria um texto dedicado ao tema, com o título “Professing Jews in Post-
Expulsion Spain and Portugal”.1 Nele alude, sobretudo, ao caso dos judeus marroquinos, ou
provenientes das praças portuguesas do Norte da África, cuja presença apuramos desde 369

1508,2 mas também a outros, como o famoso Isaac do Cairo, que veio da Índia a Portugal
por terra, pelo menos quatro vezes, com informações sobre o que se passava no Estado Por-
tuguês da Índia e ainda acerca das decisões dos sultões otomanos em relação ao Índico, as
quais deviam ser divulgadas antes da saída da Carreira da Índia.3 Esta presença contínua
levou a uma definição estatutária da sua estadia, visto que os judeus não podiam permane-
cer em Portugal, e receava-se a sua influência sobre a remanescente população conversa.
Sabemos, por exemplo, que no reinado de D. Manuel I, alguns destes judeus norte-africanos
obtiveram a isenção régia do porte de sinal e vestuário degradantes. É o caso de Isaac Ben-
zamerro, em 1508. Como lembra Jorge Couto, a insistência numa norma identificativa deve-
se à necessidade de regulamentar as condições de permanência dos judeus em Portugal,
após a emissão da bula Cum ad nihil magis, de 1536, que consagrava a existência do Santo
Ofício no reino.4 Contudo, não devemos esquecer o caso da influência comprovada sobre os
conversos, quer ao nível da elucidação em matérias de religião, quer na ajuda a fugas para
o Norte da África. Neste campo, o caso de Abraão Benzamerro é elucidativo, pois escreve-se
no anedotário quinhentista Ditos Portugueses Dignos de Memória: “Andando em Lisboa um
judeu chamado Abraão Benzamerro, a quem el-rei D. João III, por ser mercador muito rico e
muito discreto, deu licença que andasse sem sinal…”.5
Sabemos ainda que se passeava em Lisboa muito bem ataviado, envergando aljaravia
e calçando sapatos de Córdova. Ora, sabemos que Abraão Benzamerro tentou exercer in-
fluência religiosa sobre alguns conversos do reino e, mais grave ainda, o seu nome surge
no processo da amante Leonor Mendes, a quem incitou a fugir para Marrocos, com ajuda

José Alberto Rodrigues da Silva Tavim

de judeus amigos que ali permaneciam. Ora, o processo inquisitorial é levantado a Leonor
Mendes em 1537, precisamente o ano em que D. João III reiterava como imprescindível o uso
do sinal para todos os judeus que entrassem no reino com a devida autorização régia. Todos
os judeus que visitassem Portugal deviam trazer cozido, no ombro direito, na capa ou no pe-
lote, uma estrela de pano vermelho, “de seis pernas, de grandura de quatro dedos …”. Quem
se escusasse a trazer o sinal ou quem coibisse este ato ficaria sujeito aos seguintes castigos:
da primeira vez pagaria mil reais de cadeia para o meirinho que o prendesse; da segunda
vez pagaria o dobro da mesma forma, e “pela terceira se confiscaria, quer fosse captivo quer
livre”.6 Esta legislação foi sucessivamente emitida, com algumas modificações, ao longo dos
reinados seguintes, mostrando de fato a inépcia em a fazer cumprir, em muitos dos casos.7
Também o Tribunal do Santo Ofício se manteve atento a esta situação, através de le-
gislação compulsória, própria. O segundo Regimento da Inquisição, de 22 de outubro de
1613, regulamentava no capítulo “Do que se deve fazer quando algum Judeu de synal vier a
estes Reynos”, as disposições das Ordenações régias sobre este assunto. Sabemos assim que,
quando um judeu chegava ao reino, devia ser convocado pelos inquisidores e informado
sobre as regras da sua estadia, como a utilização compulsória do chapéu amarelo distintivo,
e o acompanhamento permanente por um familiar do Santo Ofício, a quem devia pagar aju-
das de custo. Também seria informado que só podia contactar as pessoas necessárias para
os seus negócios, e à noite devia recolher-se a uma casa, onde pernoitaria sob vigilância.8 O
terceiro Regimento da Inquisição, de 1640, manteve as disposições do anterior, especifican-
370 do a proibição dos judeus comunicarem secretamente com a gente de nação.9 O setecentista
Quaderno dos Termos dos Judeus de Sinal (licenças para permanecerem em Lisboa para negó-
cios), para o período de 2 de outubro de 1720 a 1º de março de 1780, permite-nos esmiuçar
os procedimentos adoptados pelo Santo Ofício. Assim, sabemos que eram os próprios judeus
que deviam comparecer perante o Tribunal, ou diante dos seus comissários, nas localidades
em que aquele não existisse. O notário da Inquisição elaborava então uma ata registrando a
data, os inquisidores presentes, a identificação do judeu de sinal, o Familiar do Santo Ofício
que o devia acompanhar e ainda o prazo da sua permanência no reino. Para além das dispo-
sições já mencionadas acima, acrescentava-se que o judeu não devia disputar em matérias
de religião, e que a porta da casa onde pernoitava devia ser fechada à chave, para evitar
contatos com os conversos. Quando o judeu abandonava o reino, o capitão do navio devia
entregar um recibo comprovativo do seu embarque ao Familiar que o acompanhara, o qual
por sua vez entregaria o documento na Mesa da Inquisição.10
Outras fontes permitem-nos acrescentar mais informações sobre as condições de es-
tadia destes judeus de sinal. Sabemos que as disposições eram extensíveis a todo o reino,
mas que nas praças portuguesas do Norte de África seriam por vezes ignoradas, devido à
permanência, no seu interior, de famílias judaicas residentes, dado o papel de intérprete de-
sempenhado pelos chefes de família. É o que pode ser deduzido pelas visitações do provisor
e vigário-geral Bartolomeu Rodrigues Perestrelo à cidade de Tânger, de 1624 e 1628, em que
é apontado o caso da influente família Parente, ou Pariente, entre outros.11
Casos levados ao Santo Ofício, em que estão envolvidos judeus de sinal, esclarecem-nos
também sobre a sua situação e atuação no reino. Por exemplo, em 22 de fevereiro de 1642,

diria em Lisboa a Diogo da Cunha. assinando em hebraico. com o objetivo de resgatar certos fidalgos portugue- ses. em geral. lhe pedira que embarcasse três mouras. e sob a protecção do Santo Ofício. chegando Jacob ao extremo de apresentar um discurso laudativo do Tribunal da Fé. pois que estes acreditavam “em um só Deus”.14 Este último caso revela como por vezes os judeus de sinal residiam na própria casa do Familiar. um termo de responsabilidade segundo o qual. Jacob tentou aliciar Antônio com 100. David. se faltassem às suas responsabilidades. Temas Setecentistas Salomão Mexias – de uma família de Ceuta. De fato. é outro membro da mesma família – Jacob Mexias – que se apresenta ele próprio perante a Inquisição de Lisboa para se queixar de um parente de outro Familiar do Santo Ofício. que se adaptavam ao seu estatuto de permitidos e aos mecanismos de controle inquisitorais. pois as mouras haviam- se convertido ao cristianismo. a primeira vaga é originária de Marrocos. como “judeu de sinal”. “judeu de chapéu amarelo” que vinha a Portugal com seus criados.16 E em 15 de julho de 1658. por motivos de segurança e. 371 e ainda de os incitarem à fuga para fora da Península. muitos dos nobres não pagaram aos judeus a totalidade das somas devidas. mais significativo ainda. por João da Silva. Marráquexe e de outras cidades. ou- tros aproveitaram o recurso da conversão para obterem mais facilmente o que lhes era de- . manutenção e resgate dos cativos cristãos esteve nas mãos dos judeus. por sua vez. física e verbalmente. que era melhor que ele se tivesse tornado mouro. genro daquele. alguns foram apontados por conviverem com os conversos. Sabemos que uma parte fundamental da obra de acolhimento. e veri- ficou-se após a batalha de Alcácer-Quibir (1578).13 Em 1658. se obrigava a não andar sem o referido Familiar. de lhes divulgarem datas de cerimônias judaicas e outras explicitações religiosas. Quando se dirigiu à residência do Familiar Amaro Francisco. em Lisboa. juntamente com Baltazar de Lima. por motivos de negócios. chamando à água do batismo “água de bacalhau”. Familiar do Santo Ofício. que os aposentaram nos seus mellahs (judiarias) – locais por excelência do Outro social – de Fez. Ora. Estas ofereceram dinheiro ao judeu para as transportar à “Berbéria” e. judeu de Marráquexe convertido ao catolicismo. Antônio de Andrade de Oliveira. guarda- mor da Barra. Mas Jacob Mexia respondeu que elas continuavam a ser mouras na “crença”. revelaria perante o Santo Ofício que o mesmo Jacob Mexia acima referido.15 Outros casos apontam ainda laços de solidariedade com “trânsfugas” religiosos. acontece que. pois que estivera sempre acompa- nhado pelo Familiar António Rodrigues. judeu de sinal.000 reais pelo seu frete. de lhes entregarem livros da religião judaica. após o resgate. O guarda-mor mostrou-se atônito. “cuja inteireza e justiça era tam conhecida no mundo. desde o século XVI. Dirigiu-se então ao Tribunal para que fosse feita justiça. no início do século XVII. onde era natural e morador” – assevera Jacob Mexia. E se alguns destes judeus obtiveram autorização para viajar até ao reino e reaver as suas quantias junto dos antigos cativos. com autorização de residência na praça12 – assi- nava em hebraico. na Casa do Despacho da Santa Inquisição. Por exemplo.17 Relativamente aos judeus conversos. do “mundo” de onde eram originários. Mas essa adaptação aos mecanismos do controle inquisitorial não significava que es- tivessem de acordo com os seus pressupostos. sob pena de ambos serem gravemente castigados. foi subitamente agredido. em Lisboa. e ainda mais na Africa. onde permanecia o judeu Arroyo.

jurando nos Santos Evangelhos por ser Catecú- meno. em 3 de agosto de 1606. ou seja. sabemos que. o reitor da Casa dos Catecúmenos emitiu uma certidão. Fran- cisco de Castro. em Alvalade. seria xeque da sua cidade de Fez. judeu de Marráquexe. constava do “livro de matricula que na dita caza há”. embora o projeto fosse lançado em 1579. tendo sido ambos derrotados face ao vitorioso Mawlay 372 Ahmad al-Mansur. o tio de Mawlay Muhammad al-Shaykh. remetida à Inquisição de Coimbra. e Judeus estes depois de bem instruídos nas cousas de nossa Santa Fee se bautizarão o primeiro de Maio (…). e de projetarem fugas para as suas terras de origem. ou seja. Judá Castiel.22 Esta situação de grande marginalização.R. o seu companheiro de fuga. o padre Simão Cardoso. visto que tinham seguido o partido do pai deste último – Mawlay Muhammad al-Mata- wakkil – apoiado por D. juntamente com seu senhor Mawlay Muhammad al-Shaykh. ou seja. informaria o provincial do Colégio da Companhia de Jesus em Coimbra: “Na passada se deu conta a V. de utilizarem em segredo o seu anterior nome judaico. esta opção de muçulmanos e judeus era uma prova irrefutável da verdade da religião cristã sobre todas as outras – espe- cialmente o islamismo. batizado em 1601. Abraham Sason.21 Os refugiados teriam sido acolhidos em edifício próprio. é de 1584 o depoimento do alcaide Ajus. Sebastião. e Bastião Pereira. face à cristalização do poder de Mawlay Ahmad al- Mansur. como na Casa dos Catecumenos se andavão catequizando dezassete pessoas mouriscos. ou seja. tur- cos. Antônio de Barcelos confessou a Bastião Pereira.26 É por isso que este espetacular acontecimento era digno de uma teatralização que o tornasse catequeticamente memorável e exemplar. Por exem- plo. Tal está provado pelo fato de continuarem secretamente com as suas práticas e crença judaicas. que designaram as enti- dades que pretendiam assumir quando regressassem à “Berbéria”: sob domínio de Mawlay al-Nasir. Vejamos como o padre Simão Cardoso descreve o vistoso cortejo de . religião dos pertinazes. das trevas e da escuridão. quando solucionaram. segundo a qual Belchior de Bragança. a religião por excelência do inimi- go. embora tivesse de ser assistido por um tradutor e assinasse de cruz. no Norte de África. De fato. explicarão em parte tão grave decisão. no processo do judeu converso Antônio de Barcelos. mesmo catequizados. Jacob Jaén. o judeu Jacob Benefahy. xeque de Meknés. os seus problemas financeiros. Antônio de Barcelos seria xeque de Marráquexe. que queria regressar à “Berberia” com Mawlay al-Nasir. os quais estavão em Mazagão”. natural do Campo de Marrocos. judeu de Meknés. segundo o exemplo romano. então arredores campestres da cidade de Lisboa.18 Pelo menos alguns deles ingressaram na Casa dos Catecúmenos. Entre os que se bautizarão forão dous Judeus de nação de parentes honrados entre os seus.23 É verdade que. fundada em Lisboa. a Casa dos Catecúmenos fora fundada como corolário de uma situação solene: a decisão de conversão ao catolicismo de um conjunto de muçulmanos marroquinos que se tinham acolhido em Portugal.24 Na lógica da Ordem por excelência da Reforma Católica.19 Mas já em 1588. da Casa Professa de São Roque. E foi em casa de um mouro. em conjunto com outros conversos. e a falta de perspectivas em relação a um retorno ao Norte de África. considerada um seita demoníaca. não afastavam a idéia de uma possível reintegração na terra original: por exemplo.20 De fato. José Alberto Rodrigues da Silva Tavim vido. após um período demorado. mas devido ao seu elevado número foram acantonados em Alvalade. em 1584.25 e o judaísmo. ou seja.

na então Rua dos Calafates. El Rey meu Padre com o seu sancto zelo mandou ordenar na cidade de Lisboa hua cassa pera nella se receverem os mouriscos que vem da Berberia ou outras quaisquer. as tres oras depois do meio dia começarão a sair os que se avião de bautizar da casa que elles residem que he perto desta de São Roque por esta ordem vinha diante hum mourisco dos antigos ia bauti- zado muito bem vestido a soldadesca com huma bandeira que elles tem muito fermosa toda de bandas de seda de varias cores com huma crus branca no meio diante delle hião alguns mouriscos ia bautizados muito bem vestidos com seus arcabuzes os quaes disparavão de quando em quando”. sendo os batismos efetuados primeira- mente na igreja do Loreto. no dia 1º de maio de 1588. que ali se batizou com doze hebreus e mouriscos. como se denota pelo testemunho do judeu converso Diogo da Cunha. que aumentava o seu prestígio dentro do universo político-religioso em que se moviam. Daí que Filipe II de Portugal tenha insistido junto de D. turcos. perene.32 E foi assim que em Madrid. entre a Casa dos Catecúmenos e a igreja de São Roque: “Aparelharão estas cousas. Temas Setecentistas 17 catecúmenos. e junto de D.35 E ainda hoje resiste. O próprio rei tinha um interesse especial em apaniguar estes conversos. hoje Rua Diário de Notícias. pelo menos desde 1605.34 Mas já em 1607 eram realizados na igreja de São Roque. entre “mouriscos. que tinham interesse fundamental em apadrinhar29 -. começando o texto: “Ev El Rey faço saber aos que este Regimento virem quer per o muito que convinha ao serviço de Deus. ou seja. 27 Tal como acontecia com os judeus. bispo de Coimbra e vice-rei. 373 solicitado por Filipe I aos padres de S. em cuja freguesia estava aquele edificado. os padrinhos de batismo eram pessoas da nobreza ou de alto estatuto social28 – o que explica que estes conversos possuam uma onomástica pomposa – pois. em 11 de agosto de 1606. Roque.31 substituindo o de 1583. como mentor da católica sociedade portuguesa. a sua conversão era vista por estes elementos como exemplos da supremacia da religião católica. na Rua Diário de Notícias. enfieis e gentios que todas as partes do mundo movidos pelo Espírito Santo que quizerem reçever a agoa do baptis- mo e reduzir-se a Santa Fee Catholica para nella serem doutrinados em tudo o que convem e perpetuar como convem ao serviço de Deus e meu mandey que se lhe ordenasse este Regimento para milhor serem governados e depois de baptizados se lhes ordenar a vida que devem de ter o qual Regimento hey por bem e mando se cumpre e guarde …”. e Judeus” que se iam batizar.30 para que esta tivesse um Regimento de ordenação régia. Filipe II emitiu o tão esperado Regimento. o antigo lintel da instituição.33 A Casa ou Colégio dos Catecúmenos situava-se muito perto da igreja de São Roque. Frei Jerônimo de Gouveia. Pedro de Castilho. com a seguinte inscrição: “Este Colégio ordenou Sva Magestade para nele serem instrvidos os cathecumenos que se vem converter . bispo de Ceuta e provedor da Casa dos Catecú- menos. como salienta Bernardo López Belinchón.

sobretudo porque D. e que durante toda a sua permanência se trataria da vida e ofícios que cada um devia ter. ou por via da milícia servindo nas armadas. ao contrário dos pressupostos do Regimento. servindo de intermediário de todos aqueles que com estes mantinham negócios. No Regimento especificava-se também que os catequizados só de- viam permanecer na Casa durante três ou quatro meses depois do batismo. Francisco de Paula. também andava por Portugal a pedir es- molas. ou por qualquer outra que escolhessem de sua livre vontade”. a Diogo da Cunha nunca foi apontada uma profissão concreta. Não obstante o recurso à inclusão no universo religioso aceite. continuavam apaniguados pelo rei de duas formas: trabalhavam na Alfândega – é o caso de Pêro da Costa. com autorização da Mesa da Consciência e Ordens. natural de Larache e morador na rua do Carvalho. entre outros panos. perante o Santo Ofício.45 Esta necessidade de proteção régia e religiosa deve-se ao fato destes conversos serem vistos como excêntricos pelo corpo social. e o mesmo faziam João de Meneses e Lourenço de Melo. Je- rônimo de Gouveia não lhe queria entregar a tença ordenada pelo rei. 1 tostão de tença. Luís de França.36 A inscrição epigráfica correspondia ao ensejo de Filipe I em prover e sustentar o “novo rebanho” a partir da Fazenda Real. especificando que todos os catecúmenos receberiam cada mês. Manuel Dias de Meneses.37 O Regimento de 1608 consigna este provimento régio. contador dos Contos do Reino. de 33 anos. no processo do judeu converso Diogo da Cunha. obteve por concessão régia o 374 cargo de corretor dos armênios. e sabemos que entre 1610 e 1611 partiu para Sevilha na companhia de Sebastião Lobo. não só enquanto se catequizassem mas também depois de batizados. dependendo da tença régia e das esmolas que recolhiam pelos caminhos peninsula- res. a quem acompanhou para lhes ir vender um pouco de pau-brasil. A tença ser-lhes-ia retirada logo que tivessem aprendido o ofício. mesmo em termos financeiros. “até terem ordem devida. recebendo este último quatro vinténs de tença do rei. como o cristão-novo Luís Nunes da Costa. Diogo da Cunha apareceu de joelhos e banhado em lágrimas. mercador de monta que controlava os portos de Azamor e de Mazagão. a pedir esmolas. vindo de Marráquexe. também hebreu converso. os estranhos. A grande dependência das instituições que os acolhe- ram. Agostinho de Mendonça vendia holandas pela cidade de Lisboa39. Quanto a Francisco da Cunha e Afonso Bravo. depois de batizado com o nome de Martinho Mascarenhas. José Alberto Rodrigues da Silva Tavim a nossa Santa Fee Catholica”. Por exemplo. que ficou com a esposa de Diogo da Cunha.44 Não será por acaso que na sessão de 20 de Julho de 1616. e João Lobo embarcava gente para Almada e outras partes. pagando o rei também aos oficiais que lhes ministrassem os devidos ensinamentos. servia Francisco Freire de Andrade. contudo. Por exemplo. de quem se especifica que trabalhava no peso daquela instituição43 – ou então continuaram sem ofício. aos quais é apontada uma profissão: Antônio de Portugal.38 De fato temos conhecimento das profissões exercidas por alguns dos judeus marroqui- nos catequizados. da Alfân- dega. são apontados mesmo como homens sem ofício. e que tinham o dever de visitar para atestar a sua ver- . eram considerados os outros.40 Mas Jacob. surgem como testemunhas outros judeus marroquinos. com autorização daquela instituição. que não sabiam escrever em português e que falavam mal a língua.42 e de Jorge Brandão.41 Muitos. até que se justificasse perante aquele tribunal.

por motivações econômicas. imersos num Judaísmo que não podia ser vivo em plenitude. Mas da parte deles perspectivam-se também reservas em relação à definição social dos conversos de longa data. o converso casava com uma conversa recente ou de longa geração. protegidos pelos reis e pelos Jesuítas. conjuntamente com as dúvidas daqueles em relação aos neófitos como pessoas de confiança. acusou-o de dizer que “a gente desta terra” não era nem cristãos. não obstante o estigma social. Estes casamentos “artificiais” só levavam.50 Contudo. com tença real e moradores a Santa Catarina de Monte Sinai. cujo comportamento e atitudes poderiam colocar em causa a sua exis- tência. O caso de Martinho Mascarenhas é extraordinário devido à sua origem social elevada e ao grande apreço régio pela perso- nalidade.51 Por outro lado. Mariana de Chaves. mais uma vez. escrivão na cidade do Porto. mas que viviam a Lei da Natureza. e as conversas de longa geração tinham certas reservas em casar-se com estes neófitos. nem judeus. buscando . A maior parte destes judeus – inclusivamente Martinho Mascarenhas – tinham deixado mulher e filhos no Norte da África. também judeu batizado. como eles. Mas como as 375 portuguesas. mas percorrendo os caminhos peninsulares.48 Outro fator de integração no novo universo era o casamento cristão ou entre cristãos.49 Quanto a Martinho Mascarenhas. mou- risca cativa de Diogo Lopes de Carvalho. cristãs-velhas ou cristãs-novas. nem mouros. levou a um grande isolamento destes últimos – uma espécie de banidos da sociedade. mas em Lisboa.47 e a uma convivência muito próximo com os outros conversos judeus e mouriscos marroquinos. Sabemos. pre- tendiam a inserção “até ao possível” na sociedade portuguesa. cunhada de Martinho Mascarenhas. Por exemplo. era como se o Marrocos originário ressuscitasse sub-repticiamente em espaços de sociabilidade como as suas próprias resi- dências. e vivendo sob o estigma da exclusão. Por exemplo. e que tinha outra mulher em Madrid – uma mourisca de Granada -. Temas Setecentistas dadeira decisão de serem cristãos. no processo de Diogo da Cunha testemunhou Maria de Meneses.53 Ou seja. conseguiu casar com a portuense Clara Rodrigues de Chaves. por exemplo. capitão de Mazagão. parece que as judias convertidas sempre foram em menor número que os homens. pois que nela não se podia observar bem a Lei de Moisés. É verdade que em alguns casos. mas também porque descon- fiavam das suas reais pretensões como recentes conversos. ao isolamento social deste gru- po de neófitos.46 levava-os a residir na área próxima a São Roque e à Casa dos Catecúmenos. Falando em árabe ou hebraico. desconfiavam da idoneidade social e religiosa destes trânsfugas religiosos. que Domingos Brandão era casado com Violante de Carvalho. as suas conside- rações em relação aos conversos de longa geração. e que Luís de França se consorciara com uma mulata. sob a capa de um catolicismo institucionalizado. o seu leque de escolha estava bastante limitado: as suas parcei- ras eram mulheres de baixos rendimentos. sendo seu sogro João Rodrigues Valença. Ele próprio confessou ter avisado o castelhano Manuel Lopes Samera e sua esposa que os judeus de Portugal viviam com embustes e gentios. o fato da primeira mulher de Diogo da Cunha – Margarida Lopes – ter casado em Espanha com outro converso – Francisco de Paula – 52 leva a pensar que havia um grupo de mulheres cristãs-velhas propensas a este tipo de consórcio. não só porque. judia de Salé casada com João de Meneses. e a “necessidade” de casamento com uma cristã era um imperativo da sua pretensão de atestarem que queriam cortar com o seu passado como judeus e permanecer e inserir-se no novo destino que tinham escolhido.

Em Livorno. Amesterdan e Ham- burgo. onde casou com Sabbatai. enveredou por um longo périplo por Alexandria. em alguns casos e mesmo sem outra documentação comprovante ou para comparação. que durou cerca de meio século. alguns. pois foi um médico ali estabelecido o personagem que acabou por ser nomeado pelo “Messias” como rei de Portugal. tendo Rosa enveredado pela redução. nunca tiveram uma vivência identitária tão aberta como em Livorno.60 A vida tornou-se assim impossível para Rosa e seu marido em Livorno. nestes Livros de Reduzidos que surgem os nomes desses outros judeus convertidos. Foi aí que um criado do seu pai a advertiu que este vivia ainda em Portugal. Por quê não pensar que Isabel e seu marido fizeram parte do cortejo dos acompanhantes da bela Sara. quem se obstinasse a crer que este persona- gem era o Messias e quem tivesse propagado esta crença. sobretudo. verificando-se então movimentos de oposição ao “Messias Místico” e seus seguidores. contudo.59 Foi uma grande desilusão para muitos dos seus seguidores. que em 1662 passou do Cairo a Jerusalém. podemos interrogar-nos . Sabbatai foi obrigado a converter-se ao islamismo para salvar sua vida. Diogo Nunes Sanches elucidou-os que não “iam bem enca- minhados” religiosamente. É. a sua rede familiar. não tem a densidade informativa do processo inquisitorial. Um desses casos é o de Isabel ou Rosa Mendes Malin. perante o sultão Mehemed III. Veneza. nascida na Península Ibérica mas criada no judaísmo em Livorno. com o doutor Abraão Cardoso.61 Não esqueçamos. ou seja. epidemias e fomes. e que após o seu casamento nessa cidade com Diogo Nunes Sanches.62 Portanto. por oca- sião da nova que “era vindo o Messias. sua futura “rainha”? Mas em 1666. especificando a origem do judeu.55 Martinho Mascarenhas. o trajeto seguido e o motivo que o levou a converter-se à Fé Católica em Portugal.57 Isabel vem depor perante a Inquisição de Lisboa em 1669.56 mas ultrapassando-a largamente. que o seu nome raramente surge nos Livros de Reduzidos. aqui. Judeus desta cidade chegaram a enviar ao Cairo a bela Sara. seguidor de Sabbatai. pois embora ali os judeus não fossem molestados. Viajaram depois até Bordeaux. é possível apon- tar pistas interpretativas. E de tal forma o seu número é elevado face ao dos judeus conversos de outras origens. insta- bilidade política. E chegados a este país. os senhores do Mahamad chegaram a legislar em 26 de outubro de 1676 que quem tivesse contato. com todo um cenário de guerras. Esmirna e o “Grão-Cairo”. aqueles que imigraram na sequência da difícil conjuntura que se verificou em Marrocos após a morte de Mawlay Ahmad al-Mansur. numa verdadeira “carreira” picaresca. Diogo da Cunha e grande parte dos judeus neófitos que teste- munham nos processos deste último pertenciam à segunda vaga de judeus marroquinos. várias vezes. é que o relato da redução. pois seu marido procu- 376 rava forma de sobreviver. Mesmo assim. Logicamente que a sua procura do Messias até ao “Grão- Cairo” está relacionada com o movimento de Sabbatai Tsevi. seria punido com a mais grave das excomunhões e a mais terrível das maldições.54 para obter os proventos desse ato. em 1603.58 A comunidade de Livorno não ficou indiferente ao movimento. deixando-nos num mar de dúvidas sobre os graus de veracidade patentes no documento. que a comunidade de Bordeaux teve entre si aderentes ao movimento de Sabbatai. O problema. adotando o nome de Mehmed Effendi. uma aproxima- ção a um mundo de “marranidade”. Mas a sua “fuga” para Bordeaux é já. José Alberto Rodrigues da Silva Tavim mais esmolas e batizando-se. antes de mais. direta ou indiretamente.

D. D. Por outro lado. mas oriundo de Pernambuco. Seguiu então numa nau que vinha para Portugal. E por outro lado. Aos 23 anos eximiu-se aos seus pais. em 1650. e dali dirigiu-se a Faro. Simão da Gama. e a necessidade de lhe arrancar algo que poderia ser comprovado. Jerônimo Nunes da 377 Costa colaborou. com o objetivo de consolidar econômica e politicamente a restau- ração da independência. Isaac de Campos precisou. durante o do- mínio holandês. em 1662. O pretexto apresentado para se converter foi que a leitura da Sagrada Escritura e de uma Bíblia o tinham alertado para viver no catolicismo. Temas Setecentistas sobre os verdadeiros motivos que levaram Rosa a reduzir-se ao catolicismo em Lisboa. João IV e a D. que seu mestre era Moisés Curiel Rozado. que nos anos cinquenta do século XVII. que se apresentou à Inquisição de Lisboa. natural de Hamburgo. Os inquisidores mostraram-se muito interessados na pessoa de Jerônimo Nunes da Costa.65 o que levou à excomunhão do primeiro antes de morrer. Mais interessantes são as suas referências a um frequentador especial da sua casa: um primo paterno. até que ponto não se serviu de uma das malhas da rede de Jerônimo Nunes da Costa – a de Faro – para se exilar no universo católico? Podemos avançar outras perspectivas em relação ao caso de Isaac de Montesinos. De outros pode-se também adivinhar motivações “subterrâneas”. com outro mercador de Amesterdan – Francisco Lopes de Acevedo ou Abraham Farrar – pois este tinha contratos em Cádis que Jerônimo Nunes da Costa havia perdido. É o caso de Isaac de Campos. e que se apresentou na Casa da Audiência da Santa Inquisi- ção de Évora. Jonathan Israel mostrou que Jerônimo Nunes da Costa se empenhou no comércio de importação de figos e outros frutos mediterrânicos a partir de Vila Nova de Portimão e de Faro. e que se carteava com Portugal como correspondente do rei D. Devido a esta decisão. no âmbito do comércio do Algarve. morreu a rainha de Portugal. em Hamburgo. solteiro de 18 anos. em 1688. mas que era mais conhecido por Jerô- nimo Nunes da Costa. também. nos seus planos de aliança com personalidades cristãs-novas no interior e exterior do país. Tal explica a minúcia dos inquisidores em averiguar as verdadeiras intenções deste primo de Jerônimo Nunes da Costa. tinha amplas disputas com os irmãos e os pais escusavam-se a entregar-lhe divisas. Pedro II. com uma missiva do bispo do Algarve. Mais ainda. Resta colocar a hipótese se esta entrada do primo de Jerônimo Nunes da Costa em Portugal não resultou de outro mal entendido que impediu a sua persistência nas redes de cristãos- novos em que aquele “tocava”. mas que influenciado por um frade dominicano decidiu embarcar clandestinamente para Portu- gal. Isaac informou ainda que este primo mandou fazer navios em Hamburgo e trouxe luto quando. filho de Jacob de Campos e de Raquel de Campos. em Amesterdan: o advogado Samuel Montesinos e a esposa Leah. ou seja. Pedro II. Disse que fora circuncidado aos 8 dias pelo rabi Moisés Curiel.63 Isaac de Campos veio num navio capitaneado por um holandês até Ayamonte. contudo. interrogando Isaac se este não era o Moisés Curiel que ele dizia ser o seu mestre. mas uma coisa é certa: a sua deslocação está profundamente relacionada com o movimento do Messias Místico e sua oclusão. É bem conhecida. Ora. foi ainda de Cádis para Faro que Jerônimo Nunes da Costa transferiu o comércio da prata durante a Guerra da Restauração (1640-1668) 64. . Maria Francisca Isabel de Sabóia. em 11 de agosto de 1688. e embora não tivesse verbas suficientes. a realidade da oposição sistemática da Inquisição a D. com o nome judeu de Moisés Curiel. ambos de Coimbra.

Os inquisidores. advertiram-no que o Demônio podia colocar-lhe algumas dúvidas em seu pensamento…69 De facto. Após o falecimento de seu pai. David. mas Moisés continuou do- ente no Hospital de Beja e quando Jacob retornou. decidiu partir para Roma e batizar-se cristão. que passaram a Málaga. Seu pai. e Raquel. e batizou-se em Évora. José Antônio Gonsalves de Mello tece uma biografia daquele homem e sua família na obra Gente da Nação. Na realidade. os judeus conversos são proi- bidos de sair do reino. Samuel Montesinos foi. portanto. cerca de 1635. Os inquisidores estavam igualmente interessados em Cornélio Enrives e sua esposa Ana Tavares. mas fingindo que eram protestantes. que Jacob dizia não conhecer.66 Trata-se. é que este “Samuel Montesinos do Brasil”. que ali permanecia 378 havia seis anos. cidade onde professaram o judaísmo. que morreu em 1670 e está enterrado em Ouderkerk. filho de Cornélio e Ana. seis anos depois. de 27 anos. da armada inglesa e holandesa que se dirigia a Esmirna. um pe- dido de perdão ao Mahmad pelas suas ações após ter regressado das “terras da idolatria”. sendo seu padrinho o gover- nador da cidade. acreditamos que Jacob estivesse seis anos à espera para procurar um irmão que deixara no Hospital de Beja.67 Contudo. em 1699. negócios do pai só possíveis de concretizar através da conversão ao catolicismo? É que há provas que os próprios inquisidores duvidavam da idoneidade destes proces- sos “standard” redução. de um rapaz oriundo de uma família bem estabelecida. devido ao seu passado alteroso. ao largo da costa algarvia. Mas sabemos que já em 1647 Samuel é um homem endivida- do. Jacob alcançou Faro. também de Amesterdan. Um deles é o de Antônio Garcia Soldão. Jacob continuou a insistir que não sabia quem era aquela pessoa. elucidando que negociava em escravos e que no Brasil lhe haviam nascido três filhos: Sara. Daquela cidade deslocou- se a Beja. e perguntaram a Jacob se havia alterado os dados da sua narração. em 1642. E nem nós. nunca conseguimos entender se os inquisidores acreditaram que ele não fosse um irmão do referido Jacome Christiano Enrives. Tal está evidente no caso do rabi Jacob Rodrigues da Costa. após um naufrágio verificado ao largo de Gibraltar. Viajaram então até Beja. Cristãos-novos e judeus em Pernambuco. Depois de ouvir uma disputa entre frades capuchinhos e judeus. Há mesmo casos em que. 1542-1654. Antônio passou com a sua mãe a Livorno. pelos fran- ceses. porém. O objetivo era regressar a Amesterdan.68 Será que o ingresso de Isaac em Portugal terá algo a ver com a necessidade de continuar. um dos maiores credores de Jorge Homem de Pinho. onde pensava encontrar o irmão Moisés Rodrigues da Costa. seguindo depois . filho de conversos portugue- ses de Almeida. senhor de engenho da Paraíba. Cristóvão Correa Freire. o mais interessante. embora residisse no Recife. cerca de 1640. cerca de 1643. nem anterior- mente os inquisidores. em 1658. logo se apresentou ao Santo Ofício para que lhe fosse pago o frete da passagem. natural de Amesterdan e filho de Abraão da Costa e de Sara da Costa. em 26 de julho de 1699. os dois irmãos tinham sido vítimas da destruição. nada referindo em relação a Isaac. adotando a identidade de Christóvão Manuel. O problema é que os inquisidores tinham notícia que havia falecido no hospital de Beja um tal Jacome Christiano Enrives. apresentou também em Amesterdan. em “terras de idolatria”. Chegado a Lisboa. José Alberto Rodrigues da Silva Tavim o mestre da embarcação escondeu-o das investigações da comunidade judaica. no contexto da Guerra do Palatinado (1688-1697). verificou que o irmão se havia reduzido à Fé Católica e falecera.

Pedro II. Israel Salvator Révah redigiria um artigo sobre os fragmentos impressos das orações de Shabat. Hector viveu de forma “imoral” com uma senhora inglesa.74 Muito conhecido foi o caso de Abraham Reuvén. impressas em Amesterdan no ano de 1612. Mas em 1617 decidira regressar a Portugal. Olivença era um converso que decidira partir para Ames- terdan. Hungria. Temas Setecentistas para Madrid “donde procurou algum socorro de piedade de El-Rey Catholico” para regressar à cidade papal. Aqui começaram os seus problemas. sendo encarcerado pela Inquisição em 12 de Março de 1618. Acusado de pedofilia em Amesterdan foi-lhe retirada a possibilidade de ensinar e o salário. Foi então que seguiu a estratégia de outros neófitos. e daí a Damasco e a Jerusalém. viajando entre aquela cidade e Hamburgo. decidiu regressar a Portugal e penitenciar- se. onde tinha um filho no Colégio dos Neófitos. Depois de denunciar muitos conversos foi-lhe sentenciado que não saísse da Espanha mas conseguiu. em Veneza. e fora condenado que não saísse de Castela sem licença. Mas uma testemunha acabou por referir que em Amesterdan. Grécia. devido a “orgulho”.73 Nalguns casos denota-se que estes judeus conversos tiveram um comportamento “clás- sico” de “provedores” das comunidades conversas em fontes da Fé Judaica. onde se tornou cristão em 1616. entrou em Portugal para pedir segunda esmola a D. Foi então que comparando os méritos do cristianismo em relação ao judaísmo. devido a um caráter intempestivo: feriu um patrício local e teve que procurar refúgio em Amesterdan. esta lhe foi negada. Istambul. que passou a chamar-se David Levi Bravo. por culpas de judaísmo. onde encontrou emprego como guarda-livros no escritório do mercador Manuel Pimentel ou Isaac Abeniacar. ou seja. pois temia-se que. mas também porque os inquisidores presumiam que ele pretendia fazer sair do país “pessoas de nação” e ensinar-lhes a Lei de Moisés. denunciando conversos que passaram a viver como judeus em Amesterdan. Francisco era um homem desintegrado. Mas o seu passado na Espanha tinha sido alteroso. Na realidade. com o objetivo de passar à Itália. pois Hector informou que ele .71 Neste âmbito.72 Ora. Po- lônia e Holanda. onde tomara o nome de David Mexia. alcançar Portugal. se dirigisse a alguma sinagoga. pois já em 1681 fora presente na Inquisição da Corte de Madrid. Hamburgo e 379 Veneza. e alojou-se numa estalagem à Porta de Santo Antônio. fugindo para Antuérpia. pedindo licença para passar a Itália. ou seja. Em Portugal devia ser alvo do mesmo impedimento “pois que he perigoso e facilmente tor- nara ao Judaísmo”. em Lisboa. Foi por isso que. um caso similar e bastante conhecido – porque alvo de um estudo pri- mordial de Cecil Roth – é o de Hector Mendes Bravo – um converso de Lagos. Francisco de Santo Antônio. uma carta de Mendo de Foios Pereira adverte que Antônio havia “judiado” em Sevilha. Vo- gou até Lisboa e aqui informou Hector Mendes Bravo que pretendia viajar até Itália. para se penitenciar de haver deixado a Lei de Moisés. a abertura do seu processo em 1617 resulta não só das dúvidas sobre o seu passado e do fato de ter partido de Portugal em “idade consciente”. Alexandria. cha- mado Pedro Rybeiro Soldão. Mas como mui- tos outros neófitos. de fato. o que leva a crer que foi esse o motivo fundamental da sua ida para Lisboa. Já em 1968. e encontrados no chapéu de Francisco Rodrigues de Olivença.70 estudante de Teologia. Regressou ao judaísmo em Amesterdan mas os judeus desta cidade proibiram que se falasse com ele. oriundo de Fez mas que deambulou por Livorno.

mas com um avô paterno alentejano. mas estabelecer-se-ia em Antuérpia em 1585. Abraham Bendana Serfatim não é. quando decidiu batizar-se cristão. mas foi condenado pelo Tribunal de Toledo em 1625. Istambul e outras partes. e extremamente elucidativo. de 1621. assumindo nestes dois últimos territórios uma identidade exterior cristã.81 Como bem salienta Idalina Resina Rodrigues. assim como um caderno também impresso naquela língua. e ele próprio um Abendana (Isaac) – se deslocou a Portugal numa missão de recolha de esmolas e sua distribuição pelos necessitados. dedicada a D. invocando a sua condição de “Rabino em Ley”. passando gente para fora. Era um comportamento usual de muitos conversos que assumiam uma identidade judaica no exterior. por exemplo. de que usufruiu nas suas atividades econômicas. assi dos Prophetas santos. as duas obras. em 1600. apensos ao seu processo castelhano. que prophetizou dos mysterios altíssimos.75 Ensinava e escrevia também orações em hebraico. morto o arcebispo .78 O próprio Alexandre Reinel – também um judeu de Ferrara. e enviou ao converso Alexandre Reinel. e cujo trajeto nos é traçado por Michèle Janin-Thivos. Sabemos que era um homem do mundo. Era um comerciante de pedras preciosas e bijutaria. Sobre os Psalmos do Real Propheta David. a decoração do abecedário parece apontar que saiu de uma imprensa italiana. que viajava pela Flandres e Alemanha. Salônica e Istambul. José Alberto Rodrigues da Silva Tavim não tinha “que gastar”. mas também pelo sul da França. dedicado a D. continuando a divulgar a Lei mosaica na Espanha. pelo arcebispo D. arrependendo-se de ter deixado “o certo pelo duvidoso”. como de seus mesmos Rabbinos.76 Um caso – que parece ser – menos conhecido. e mestre catechizante. Incitou tam- bém aquele para dizer a pessoas conhecidas que lhe entregassem esmolas. não deixou de testemu- nhar sobre os comerciantes que introduziam em Portugal calendários judaicos em portu- guês elaborados em Ferrara. o famoso autor de duas obras de apologética cristã – Consolaçam Christãa. que auia de obrar o sancto Rey Messias na redep- ção do género humano: com hum discurso muy deuoto sobre o Psalmo Beati iminaculati . nascido em Ferrara. mas também os meios conversos da Península. Em Lisboa ensinou hebraico e cerimônias judaicas à “gente de nação”. é o de Abraham Bendana Serfatim. em que se elucidava como realizar cerimônias e ritos. mas também a Portugal. que ele próprio os elaborou em Ferrara. Trata-se de João Baptista d`Este. Foi processado e expulso de Portugal em 1620. Filipe III “das Espanhas”. possuem um caráter social – amparar os que deixam o judaísmo. Foi capturado pelo Santo Ofício em 1577.82 Parece assim que. mesmo após a sua conversão. no Mosteiro 380 das Chagas de Vila Viçosa. e remover as objeções daqueles que nele permanecem.79 Contudo. eram alugados por 30 reais por mês e. Onde se resolvem todas as duuidas da Fé Catholica: Com efficacissimas razões. em caracteres castelhanos. partindo de experiência própria. E por isso. enunciando os jejuns e outros eventos judaicos. Converteu-se de novo ao catolicismo perante a rainha. em cuja casa residiu quando passou por Antuérpia. segundo Natalia Muchnik. Teotônio de Bragança. Teodósio. duque de Bragança80. de 1616.77 Neste âmbito referiu. As suas constantes itinerâncias de comerciante levaram-no a contactar os meios judaicos da Europa. e Lvz para O Povo Hebreo. e os Dialogos entre Discipvlo. que traficava entre a Itália e a Península Ibérica. Estes documentos. Pois em Madrid transportava um abecedário impresso com o alfabeto hebraico em caracteres muito grandes e com o nome da letra ao lado. um desco- nhecido.

pois a ele se deve a tradução da lápide da antiga judiaria de Monchique. a sua “sabedoria” continuou a ser “útil” aos conversos. que “lhe manifestarão o muito. o Serfatim que enviava calendários judaicos para Portugal e para a Flandres. devido à sua “excepcional” origem.83 acabou por se inserir nos escalões mais elevados da sociedade e do poder – a primeira obra é dedicada a D. em linha directa.89 Pouco sabemos sobre os motivos e a veracidade “interna” da transfiguração deste catecúmeno: o seu passado revela- nos traços de uma personalidade dúbia e sabemos que era um bom conhecedor do hebraico. implorando a D. e pode ser que seia particularmente por eu não auer feyto o que fis e faço por esta.84 Contudo. sétimo duque de Bragança. devia denunciar as “perfídias” do judaísmo – como corroendo-o por dentro – e escrever tratados para aliciar outros judeus. por “suges. acrescentando que as razões que nele se refutavam eram de pouca importância. que ele evitaria falar sobre a sua origem como catecúmeno? É que a contrapartida – talvez inesperada – dos seus intentos de catequização. e não só um apologista da conversão salvítica dos judeus. ao divulgar as cerimônias dos judeus. em 1620. de uma forma ou outra. um Memorial em que se apresentava como descendente. como as injúrias a Cristo88 e fato dos médicos hebreus deixarem morrer os doentes cristão. entre 1583 e 1630 – e a segunda já a Filipe II de Portugal. e sobrinho-neto de João Micas/D. ou seja.87 Portanto. Nesta última obra. ou seja. em 1622. revela o impulso dos inquisidores. da Tribo de Judá e da ilustre família dos Benveniste. que Christo Nosso Senhor sabe. Sabemos assim que. transformou-se num acérrimo defensor dos valo- res católicos da época. da forma que se apresenta: “bem sey que estou en desgracia com Vossa Senhoria Yllustrissima per muitos respeitos.85 e ainda como catecúmeno. Para atestar a sua fidelidade à Verdade Cristã. Teodósio. o que revela. que estima- rião que algum da mesma nação lhes mostrasse (por suas mesmas escrituras) a verdade da fee de Jesu Christo”. à tort. como elemento de uma família rica e culta. e aue-llo eu tomado ligitimamente (como comfio deos que o tomarey melhor agora) mas como quer que Vossa Yllustrissima sabe que ningem me obriga fase-llo …”. sabemos que antes do seu batismo.86 Fê- lo numa situação especial. Sabemos que em 13 de junho de 1622 enviou ao novo soberano. se dispôs a falar sobre a sua genealogia. em 1602. mas o que sey diser hê. 381 tão” dos inquisidores. logo se fizeram sentir: os inquisi- dores e a Igreja pressionaram-no. depois das aguilhoadas como catecúmeno. re- velando que era da família Benveniste. “topos” atualizados sobre a sua maldade intrínseca. o poder persuasivo destes homens quando viajavam pela Península como pseudo-cristãos. nas suas palavras ao “pru- dente leitor”. se não a poder de agilhoadas. talvez inconscientemente. Temas Setecentistas que o acolheu. a assumir o papel de converso exemplar. como o do seu próprio parente João Micas.90 Seria para ocultar o seu estrato social. era bastante favorável a estes. Nele descreve as “perfídias” dos judeus.91 . que o não fiz por eu não ser ja christão. Certo é que. na cidade do Porto. Joseph Nasci. quando mudou o nome para João Baptista. Filipe III de Portugal. e auer–me Vossa Yllustrissima podido entonses justamente baptisado [sic]. apontando casos exemplares de “conversos traidores”. pois que já pouco se sabia delas. o cris- tão-novo Antônio da Silva diria que o livro de João Baptista. Teotônio de Bragança.

94 Foi apenas um de muitos desses conversos. onde se assumira como judeu. de onde partiu para Espanha. a . batizar-se-ia em Faro Isaac Bensusan. Foi só após a morte de sua mulher. correndo por conta dos Padres buscar-lhe huma pessoa ecclesiastica pera fazer o baptismo e tam- bém padrinho secular pessoa de respeito”. quando o licenciado Marcos Teixeira visitou o Brasil.93 em honra de homônimo bispo de Faro que o batizou. José Alberto Rodrigues da Silva Tavim Certo é que a presença destes judeus conversos é um fenômeno que se prolonga pelo sécu- lo XVIII – tal como a existência de judeus de sinal.98 *** Sabemos que um destes judeus de sinal vogou para o Brasil. que jovem partira para a Holanda. Mas dali partiu para Antuérpia. logo se apresentou para denunciar a elite conversa local. Resta saber se outros judeus assumidos no exterior. Marcado pela Inquisição no reino. verificando-se nos primeiros anos do seguinte a criação de firmas judaicas no reino. senhor de engenho. certamente um jesuíta. em 31 de março de 1821. 382 a prática do culto mosaico e a criação de um cemitério próprio.95 E ainda em 1819.100 Mas como vimos. os padres José de Sá Magalhães e Francisco Antônio de Moraes Sar- mento disputariam o lugar de reitor do Colégio dos Catecúmenos. alcançando depois Lisboa em 1613. comerciante. exilado por ter morto um homem. a legislação sobre os judeus de sinal teria caído em desuso. Em 24 de outubro de 1618. o que se foy continuando como ainda hoje continua fazendo-se a ditta funçam com muyto apparato. de 41 anos e nascido em Tetuão. a caminho de terras do Império. Esses elementos. por ser a fre- guesia em que a ditta casa tem assento. no dia de Reis de 1709. não seriam potenciais catecúmenos.99 Mas em 1618 estava em Salvador da Bahia. como se denota pelo setecentista “Livro dos Judeus de Sinal” (1720-1780). os inquisidores de Goa mandaram vir perante si o converso Bartolomeu Nunes. Enquanto cristão passou a chamar-se Antônio Pereira da Silva. que o reconhecia por an- tigo rabino e douto na Lei. Trata-se do já menciona- do Belchior de Bragança. Depoys porem se achou conveniente se celebrassem na igreja de Sam Roque. entre 1707 e 1709: “Os baptismos se começaram a fazer na igreja do Loreto. e de Évora. regressando à capital portuguesa apenas para embarcar para Goa.97 Não será por acaso que o último Caderno dos Reduzidos da Inquisição de Lisboa tem como data extrema 1820.92 A título de exemplo. que decidiu embarcar para Gibraltar e dali para Faro. em Larache. É que alguns exemplos são prementes. e Dinis Bravo. ou o faziam de forma precária ou escusa. quando não passavam por Portugal. por ordem da Inquisição de Lisboa. Belchior é um caso especial: trata-se de um degredado. e por isso lhe concedia esmolas. se pretendessem antes estabelecer- se na metrópole. reconciliado em 1607 com cárcere e hábito penitencial. como Domingo Álvares de Serpa. pois diria o anônimo do códice manuscrito 145 da Biblioteca Nacional de Lisboa.96 Mas assim como a partir da penúltima década do século XVIII. pai de 5 filhos vivos. também a redução teria per- dido significado. da Guarda. sobretudo a partir da extinção oficial do Santo Ofício. também avançavam que ele tinha deixado a Lei Mosaica apenas por necessidade. Portanto. a data extrema de 1811.

e Jácome Faleiro. 1997. ver nosso artigo “Abraão Benzamerro. 1974. ´judeu de sinal`.101 No Brasil podem compulsar-se casos de pessoas que. também Jacob So- brinho regressaria do Brasil. Mas quando a Inquisição agia. pp. 127. José Alberto Rodrigues da Silva. pp. 403. Introdução. p. 383 que deve ser reavaliado. anotação e comentários de Hermano José Saraiva. quer no Brasil. Nova York e Londres: American Academy for Jewish Research-Columbia University Press. O exemplo de Isaac do Cairo: espião. 115-141.). Lis- boa: Europa-América. deparou com o caso de um judeu que pediu perdão ao Mahamad pelas suas ações quando permaneceu na “terra de idolatria” designada Portugal – trata-se de Abraão Zuzarte. 1987. 5  Ditos Portugueses Dignos de Memória. a distân- cia face à metrópole permitiria também uma reconciliação mais “facilitada”. se reduziram à Fé Católica depois da reconquista portuguesa. 160. In: Arquivos do Centro Cultural Calouste Gulbenkian.103 E o fato é que temos notícia que nem todos foram apanhados pelas malhas do Santo Ofício. 6  LEÃO. “Os Judeus de Sinal na Legislação Portuguesa da Idade Moderna”. English Section. 1989. Lisboa: Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII – Universitária Editora. Este frequentava a sinagoga em Amesterdan. 1026-1049. 2  Ver TAVIM. impressa em 1569). e lá como lá”. Os judeus na Expansão Portuguesa em Marrocos durante o século XVI. ou seja. notas de apresentação de Júlio de Almeida Costa. pois estes não tinham poder para os reconciliar. título V. que morava junto ao Rio Mandovi. residente em Porto Calvo – foram reduzidos. nº 6. Yosef Kaplan. mas acabou preso pelo Santo Ofício em Goa. Vol.. p. entre o Norte de África e o reino de Portugal”. vol. fol. 3  Ver nosso artigo “Os judeus e a Expansão Portuguesa na Índia durante o século XVI. entre a metrópole e a colônia. nas mesmas condições…104 Parece-nos que é neste quadro da diferença de flutuação nas fronteiras identitárias. morador no Recife. Origens e actividades duma comunidade. retornado em 1650. Quarta Parte. . Jorge. Comunicações apresentadas ao 1ª Congresso Luso-Brasileiro sobre In- quisição. entre os deficientemente reconciliados encontravam-se os venezianos Pedro Luís. Sobre o caso de Abraão Benzamerro. o caso de Isaac de Castro Tartas. Duarte Nunes de. Temas Setecentistas sua estratégia era a mobilidade e a viagem distante. quer em Portugal. disse-lhe que não podia fazer as cerimônias judaicas como ali. embora algumas tenham um passado converso.d. `língua´ e `judeu de Cochim de Cima´”. p. em 1660. In: Mare Liberum. analisando os registos da comunidade Talmud Torah. Lis- boa: Fundação Calouste Gulbenkian. COUTO. Maria Helena Carvalho dos (coord. 122. onde denunciou outro converso que conhecera em Amesterdan – Henrique Álvares. com a neces- sidade ali de assumir um percurso mais rígido e disciplinado. sendo judeus no Brasil holandês. 137-260. XXXIII. de Amesterdan. 4  Cf. pelos padres da Companhia de Jesus. I. o “mancebo mártir” que viajou pelo Brasil cristão. pp.102 Aqui. de forma indevida. In: SANTOS. entre outros. II. sem sinal. “O Moço”. 1994. s. Inquisição. mas encontran- do-se com Bartolomeu Nunes atrás da igreja do Bom Jesus. tal como em Goa. o processo era colocado em causa. só se circuncidaram mais tarde em Amesterdan. Por exemplo.105 Notas 1  In: Salo Witmayer Baron Jubilee Volume. lei vii: “Dos judeus e mouros que andão sem sinal”. Nove anos mais tarde. 1993. e aqui virtualmente mais leve. Braga: Edições APPACDM Distrital de Braga. Leis Extravagantes e Reportório das Ordenações (reprodução fac-simile da edição “princeps” das Leis Extravagantes. acrescentando “cá como cá. vol.

2003. 2002. 7-18 vº. Lis- boa: Pedro Craesbeeck. pp.) 5948. Jean. pp. fol. cit. Ordenado por Mandado do Illmo. 9vº.. fol. 19  IANTT. Vida de Don Felipe de Africa. Chantal. 22.. Claude B. Idem. por BROCKEY. Paris: Fayard. Os Pseudo-Mouriscos de Portugal no século XVI. e Apêndice nº 5. cap. fol. além do documento acima citado. ver TAVIM. 9. José Alberto Rodrigues da Silva Tavim 7  Ver. La peur en Occident. vol. 27  Idem. negociantes y maestros dogmatizadores.. ibidem. nº 26). 22  Cf. pub. 30. Bispo Inquisidor Geral & Visorey dos Reynos de Portugal. 9565. op. 75. sobretudo cap. Madrid: CSIC. 18  Sobre esta primeira vaga da batalha de Alcácer-Quibir. et all. 2. 11  Idem. 23  IANTT. DE LA VÉRONNE. 2005. e OLIVIER ASIN. Ahmed. livro 208 (Século XVII – Cadernos do Promotor. Liam. fols. In : Revue de l`Occident Musulman et de la Méditerranée. Entre la missión y la Inquisición”. vol. por BROCKEY. 519-520. 581-582. pub. fols. BOURCHARB. DELUMEAU.. 3. Biblioteca da Ajuda (BA). pp. “Séjour en Andalousie de deux Princes Sa`diens après la bataille d´El-Qçar El-Kibir (1589-1595) ”. nº 37). e GREIZBORD. “Apóstatas marroquíes de origen judío en Portugal en los siglos XVI-XVII. COUTO. “Carta dos meses Maio e Junho desta Casa de São Roque da Companhia de Jesus”. 7-8vº. VIII. por TAVIM. 23-23vº. 1640. 149 (Janeiro-Junho de 2006). In: The Encyclopaedia of Islam. 20  “Carta dos meses de Maio e Junho desta Casa de São Roque da Companhia de Jesus”. cit. pp. cit. livro 236 (Século XVII – Cadernos do Promotor. título iii. Livro 225 (Século XVII – Cadernos do Promotor. Principe de Fez e Marrue- cos. fol. Madrid: Casa de Velásquez. Judíos norteafri- . Leiden: E. I. cap. Jonathan. 24  Idem. Lisboa: Manuel da Silva. 9. fasc. “Aventureros..) Entre Islam y Occidente. Jews. fascs. proc. Senor. In: Archivum Historicum Societatis Iesu. 8  Regimento do Santo Officio da Inquisiçam dos Reynos de Portugal. Bispo Dom Francisco de Castro. 259. Chantal. Magde. 579-581. XIII. Liam. ainda. David. Mercedes (org. 159. 1588-1593”. BROCKEY. 25. nº 38. Los judíos magrebíes en la Edad Moderna. 9-9vº. nº 7 (1er Semestre. nºs 384 3-4. por BROCKEY. Manuscrito Avulso 54. vol. 16  IANTT. p. nº 1. 3995.38. Recopilado por Mandado do Illustrissimo. cit. 125-152. Bernardo J. Inquisição de Lisboa. ver DE LA VÉRONNE. In: Jewish History. Diasporas within a diaspora. “A historical contextualization of Sephardi apostates and self-styled missionairies of the seventeenth century”. 15  Ver numerosos casos por nós referidos in op. 1970). Crypto-Jews and the World Maritime Empires (1540-1740). pp. fols. V. pp. fols. op. 21  Sobre este episódio. Ver. nº 14). pub. 3ª via. fol. 28  Sobre toda esta teatralização e padrinhos de batismo vide. op. In: GARCÍA-ARENAL. Leiden: Brill. 2004. fols. nova ed.XI. López. C. 1588. “O Alcazar do Ceo: The Professed House at Lisbon in 1588”. nº 37).4. cap. 519-530. cit. 10  Instituto dos Arquivos Nacionais Torre do Tombo (IANTT). 19. Inquisição de Lisboa. 43vº-44. Jaime. STU- CZINSKY. Pub. livro 236 (Século XVII – Cadernos do Promotor. VIII. p. proc. 9  Regimento do Santo Officio da Inquisição dos Reynos de Portugal. 17  Idem. 12  Ver ISRAEL.XI. 3b. 127-128. e livro 215 (Século XVII – Ca- dernos do Promotor. 187-194 . Inquisição de Lisboa. “Jesuit Pastoral Theater on an Urban Stage: Lisbon. em termos de elucidação genealógica. 1955. 723-726. & Revmo. 141-142. Inquisição de Coimbra. Manuscrito Avulso 54. 3b. em termos de súmula. 43-44. 13  IANTT. processo (proc. Pub. p. liv. 25  Cf.E. 21-22. “Sa`dids”. pp.. Inquisição de Lisboa. fols.38. pp. Agradeço deveras ao autor a gentileza da cedência do seu artigo. nº 27). pp. 29  BELINCHÓN. 1613.. I. do Conselho d`Estado de S. op. 27. fol. por BOSWORTH. Inquisidor Geral.Brill.J. p. 1 e Apêndices 5 e 7. vol. Estudo de uma especificidade a partir das fontes inquisitoriais. BA. Lisboa: Hugin. cit. tit. 26  Simão Cardoso. 287-313. 2005. 14  Idem. 21-22. 39. & Reverendissimo Senhor Dom Pedro de Castilho. In: Journal of Early Modern History. op. Livro 82. pp.

cit. 25 44  Idem. IANTT.1614. 20. por PIRES DE LIMA. proc. op. fols. 11. I. Filipe II de Portugal para o bispo D. fol. 51  Idem. e “Carta de D. XXXI. 48  Idem. pp. op. 83-84. cit. 6. pub. proc. ms. idem. ibidem. In: História dos Mosteiros. 20 50  Idem. Madrid. proc. proc. Inquisição de Lisboa. Inquisição de Lisboa. “Carta de D. Temas Setecentistas canos y judeoconversos ibéricos en la España del siglo XVII”. (ed. 46  Cf. preparada e dir. Inquisição de Lisboa. Inquisição de Lisboa. nova ed. 12. 321-324 e 536. 47  Ver. ibidem. “Conexiones entre los judíos marroquíes y la comunidad de Ámsterdam”. proc. 3ª via. 38  “Regimento para a Casa dos Cathecumenos de Lisboa”. 182-183. Conventos e Casas Religiosas de Lisboa. 105- 385 105vº e 107. sa- bemos que o mercador Diogo Fernandes Silva. por exemplo. GARCÍA-ARENAL. fol. 5948. Porto-Lisboa: Livraria Civilização Editora. 51-VIII-43. proc. fols. por exemplo. T. op. 52  “Confissão de Diogo da Cunha Hebreo de Nação”. 5948.1608. 43  Idem. 5948. cod. 51-51vº.8. pp.. 9vº-10. cod. 259. 2006 (no prelo). 57-64. 33  “Regimento para a Casa dos Cathecumenos de Lisboa”. 1.). 16 vº e 39vº. ibidem. 3ª via. ver ALMEIDA. 39  IANTT. ibidem. Balthazar. 1ª via. 7 e 11vº-12. ibidem. por PIRES DE LIMA. El sefardismo en las relaciones entre el mundo ibérico y los Países Bajos en la Edad Moderna. frei Jerónimo de Gouveia”. 51-VIII-8. fol.1614. Por exemplo. 21 e 43vº. “El marranismo ibérico y las comunida- des sefardíes”. fols. op. p. fols. op. Parte Segunda. In: Cadernos de Estudos Sefarditas. 27 e 48. Lisboa. Filipe II de Portugal para o bispo D. Madrid. e BNL. Chronica da Companhia de Jesus do Reyno de Portugal. 83-84. Contudo. 3ª via. 8. op. Mercedes. In: CONTRERAS. p. 135-136. e o nosso estudo “Os Cristãos de Jeová. Jaime et al. 53  Idem. Frei Jerônimo de Gouveia. I.. idem. 1647. ibidem. 8. fol. ibidem. 133. pp. 41  Idem. “Confissão de Diogo da Cunha Hebreo de Nação”. cod. fols.1608. pp. 6. cit. BA. Madrid: Fundación Carlos de Amberes e Ministerio de Asuntos Exteriores. fols. II. cit. T. 32  Ver Biblioteca Nacional de Lisboa (BNL). 5vº. ver IANTT.. livro 13 – Confissões – fols.X. Religión y Negocio. 42  Idem. 45  Idem. vindo de Livorno. A história extraordinária dos renegados judeus (séculos XVI-XVII)”. História da Igreja em Portugal. HUERGA CRIADO. 37  BNL. Familia. 31. cit. ibidem. livro 712. 3ª via. vol. ibidem. In: Revista da Cátedra . ibidem.. 51-VIII-43.3. 5948. In: GARCÍA-ARENAL (org. fols. ms. 180vº-181. por PIRES DE LIMA. 40  Idem. 51-VIII-7. STUCZYNSKI. por Damião PERES.). 34  Ver TELLES. livro 13 – Confissões – fols. fol. fol. pub. 25. foi ensinado no Convento da Nossa Senhora da Graça de Lisboa. cod. 20. ibidem. Pilar. 8811. Reflexões em torno de alguns casos paradigmáticos (séculos XVI-XVII)”. nº 6.3. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa. 323-324. 2002. 49  Idem. 22.8. fol. pp. 1950. 151vº. 36  Ver a imagem reproduzida em nosso artigo “Conversos: `A península desejada´. 3ª via. p. Pedro de Castilho”. nem todos os catecúmenos foram instruídos na Casa dos Catecúmenos de Lisboa. Valladolid. Fortunato de.1605.). 104vº-105. 321-324 e 536. pub. 11 vº. 23vº e 52. pp. In: GARCÍA-ARENAL (org. livro quarto. proc. 1º via. T. ms. Valladolid. 8811. 145 (datado de 1707 ou 1708). 183-192. fols. fols. 3ª via. proc. Lisboa. 31  Ver. pp. 21vº e 52. fol. 1968. cap. 30  Sobre D. 8811. 145 (datado de 1797 ou 1708). 689. 5948. BA. 13vº e 176vº 54  Ver STUCZINSKY.. BA. Lisboa: Paulo Craesbeeck. 145 (datado de 1707 ou 1708). 1º via. cit. 80. Durval.1606. 4. 35  IANTT. 11. fols. ibidem.

fols. fasc. Le Messie Mystique. por CARRETE PARRONDO. inter alia. Tunisie-Algérie-Maroc. Gente da Nação. GOLDISH.. “An Amsterdam Jewish Merchant-Diplomat: Jeronimo Nunes da Costa alias Moses Curiel (1620-1697). 1973. pp. 3-30. In: Studia Rosenthaliana. II. ainda. 66  IANTT. 55  Veja-se a utilização desta expressão. 267 e 271-272. 1993. Jérusalem. Studies in Society and the Inquisition. “Uma estranha tolerância rumo a Portugal: judeus e cristãos-novos reduzidos à Fé Católica no século XVII”. Antônio. cap. pp.. Recife: Fundação Joaquim Nabuco. 268-269. cit. cit. 167-190. 63-67. cap.l. 61  Sobre a comunidade judaica de Bordeaux. nº 41. : Mollat. cit. liv. 592-293. nº 61. 2ª ed. Lisboa: CNCDP. 59  Cf. 420-421. Inquisição e Cristãos-Novos. 2001. XII. In: Sefarad. agent of Portugal in the Dutch Republic”. cap. J. 127-129. cap. Ver. Sabbatai Tsevi. Bordeaux.. 6-70. Florença: Leo S. fasc. 370-371. 1990. 453-478. 24. pp. In: KAPLAN. 2002. Histoire du Maroc. In: Anais da Academia Portuguesa de História. “The Travels of Portuguese Jews from Amsterdam to the ´Lands of Idolatry´ (1644- 1742)”. e BRIGNON. ver ROSENBERGER. Ver. Histoire de l`Afrique du Nord. série I. 386 62  Ver SCHOLEM. Jaap Meijer on the Occasion of his Seventieth Birthday. BAIÃO. 2. doc. Sobre Jerónimo Nunes da Costa veja-se ainda. In: Bijdragen en Mededelingen Geschiedenis der Nederlarden. e JANIN-THIVOS TAILLAND. 57  IANTT. Yolanda. Janeiro de 1984. fols. Ver. 237-238 e 511-512. COSTA. Gershom. Charles-André. Jonathan. SCHOLEM.). 64  Cf. Casablanca: Librairie Nationale. e sobretudo NAHON. Hamid. Bayonne. The Sabbatean Prophets. Michèle. 2001. Casablanca: Éditions Atlantides. 287-289. P. Yosef. “An Amsterdam Jewish Merchant of the Golden Age: Jeronimo Nunes da Costa (1620-1697). 16. Neveh Ya`acov: Jubilee Volume Presented to Dr. pp. Le cas du tribunal d`Évora. francesa do inglês por Marie-José JOLIVET e Alexis NOUS). e COHEN. 1942. nº 98. 1996. liv. pp. “Famines et épidémies au Maroc aux XVIè et XVIIe siècles”. Bernard e TRIKI. VII . fols. 1982. Gérard. O Transporte no Atlântico e a Com- panhia Geral do Comércio do Brasil (1580-1663). op. (Leitura e trad. Henri. nº 1. 2003. Gérard. 4. Métropoles et périphéries séfarades d`Occident. Cristãos-novos e judeus em Pernambuco. 2. In : Hespéris Tamuda. N. pp. 68  Ver KAPLAN. E ainda JULIEN. Paris: Centro Cultural Calouste Gulbenkian. p. Cambrigde-Londres: Cambridge University Press. José Antônio Gonsalves de. nº 95. Agent of Portugal”. Editora Massangana. 2004. XVIII. 717. 67  MELLO. pp. pp. Sobre o assunto. II. Matt. 65  Bibliografia abundante sobre o assunto. 9. 1950. 562. 63  IANTT. Juifs et Judaisme à Bordeaux. In: DAS- BERG. Isabel. 1542-1654. Jerusalém: The Magnes Press. XV. Olschki Editore. 60  Ver “La legislazione fra il 1655 e il 1671”. Inquisition et Société au Portugal.2. Lisboa: Estampa. Renzo. pp. nº 62. nº 2 (em publicação). TERRASSE. ibidem. Inquisição de Évora. vol. João IV e a Inquisição”. Antônio José. In: TOAFF. In: Sefarad. e SWETSCHINSKI. pp. Daniel. 160-175. ver NAHON. Inquisição de Lisboa. 482-487 . 1985. 1626-1676. 58  A obra fundamental sobre Sabbatai Tsevi e seu movimento continua a ser o livro de SCHOLEM. . 1985. Inquisição de Lisboa. L. 1. Amsterdam. 1967. 2002. Des origines à l`établissement du Protectorat français. cap. Apêndice. ver ainda idem. Carlos e KOCH. SARAIVA. “De pícaros y picaresca en el judaísmo castellano”. Paris: Payot. nº 6. Kairouan. Paris: Hatier. livro 711. I. 1660-1821. pp. (ed. do mesmo. Assen: Van Gorcum. Paris: Verdier. “The Diplomatic Carrear of Jeronimo Nunes da Costa: an Episode in Dutch Relations of the Seventeenth Century”. Yosef (ed. 1931.. p. op. 1983. La Nazione Ebrea a Livorno e a Pisa (1591-1700). vol.). 56  Sobre o assunto. DRUMMOND BRAGA. livro 562. Inquisição de Évora. Paris : Éditions du Cerf. fols. Leonor Freire. S. The Hebrew University. pp. ver ainda a síntese de DRUMMOND BRAGA. vol. embora recorrendo ao comportamento de personagens judaicas de finais do século XV. vol. 69  IANTT. Histoire du Maroc. José Alberto Rodrigues da Silva Tavim Jaime Cortesão. ainda. 213. ISRAEL. “El-rei D. Jews and Conversos. 537-550vº. Jean et al. 1983. op. 58-63. pp.

520. In: Revue des Études Juives. em termos de síntese. livro 254 (Século XVII – Caderno do Promotor. As Relações Económicas e Sociais das Comunidades Sefarditas Portuguesas. que se deu a Sua Magestade aos 13 de Junho. 78  IANTT. GREIZBOARD. Israel. In : Studia Rosenthaliana. janeiro-junho de 2005. pp. fol. 2005. 387 77 ������������������������������������������������������������������������������������������������������ Vide JANIN-THIVOS. 287-313. “The Strange Case of Hector Mendes Bravo”. 150. “Entre développement des affaires et convictions personnelles : la conver- sion des marchands étrangers devant l`Inquisition portugaise à l`Époque moderne”.). 2006. nº 18. p. 220-224. XVIII. 6-7. Agradeço à autora a doação de um exemplar do seu artigo. Inquisição de Lisboa. pp. pp. Madrid: Ediciones Istmo.. Inquisição de Évora. Inquisição de Lisboa. Natalia. 12493. 176-177. 84  João Baptista D`ESTE. 130 e 135-136. pp. “Fragments retrouvés de quelques Éditions Amstelodamoises de la version espagnole du rituel juif”. da Revista Bro- téria.. Nova Iorque: Greenword Press. IANTT. O Trato e a Família.) Salo Witmayer Baron Jubilee Volume on the Occasion of his Eightieth Birthday. I. Maria Idalina Resina. “Isaac de Castro. fol. t. 1843. Ao prudente leitor. 543-544. Roma: Viella. op. 1986. Inquisição de Lisboa. 42. Saul (ed. Marina. 85  IAN/TT. 108-113.. XVIè-XVIIè siècles. 76  Além dos seus processos. STUCZINSKY. ROTH. proc. Agradeço à autora a disponibilidade de um exemplar da sua tese. policopiada. op. cod. cit. Vide. Temas Setecentistas 70  Sobre o Colégio dos Catecúmenos em Roma. e P. E também IANTT. Religión.. Harm. op. “A rota dos judeus de Marrocos até Espanha no início do século XVII” (em hebraico). Haim. pp. pp. janeiro de 1968. 81  Lisboa: por Geraldo da Vinha. p. pp. 79  Ver VEIGA FRADE. 80  Lisboa: Na Officina de Pedro Craesbeeck. The House of Nasi: The Duke of Naxos. proc. Inquisição de Lisboa. cris- taini e convertiti nella Roma dei papi. 1968. Inquisição de Évora. Lisboa: tese de Doutoramento em História apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. 1974. 3. Inquisição de Évora. 1-2. 1621. In : BURKARDT. 295. voyage et expérience religieuse. In: GARCÍA-ARENAL. 82  RODRIGUES. 89  BA. CARO BAROJA. Mercedes GARCÍA-ARENAL. cit. Fortunato de. 83  Vide uma breve biografia de D. 50-V-35 – Memorial de João Baptista de Este. ver o recente artigo de DEN BÔER. 221-245.. II. 623. pp. fols. TAVIM. “Literatura e Anti-Semitismo. vide BEINART. Cecil. 3995. Albert Boumeester and early Sephardi Printing in Amsterdam”. 71  IANTT. vol. Julio. 2002. Universidad de Alcalá. Paris-Haia: Mouton. Los judíos en la España moderna y contemporânea. Séculos XVI e XVII”. vol. Alcalá de Henares: Instituto Internacional de Estudios Sefardíes y Andalusíes. Diálogo. sep. Stori di ebrei. nº 1. In: LIEBERMAN. 1943-1944. política y antijudaísmo en el siglo XVII (Análisis de las corrientes antijudías durante la Edad Moderna). vol. II. cit. p. Florbela. 164. vol. 502-509vº. “Los judíos de Fez a través del proceso inquisitorial de los Almosnino (1621)”. 285-287. fascs. nota 95. nº 57). Sobre a questão das mais antigas impressões em Amesterdan. Michèle. “Des Intrus en Pays d´Inquisition: présence et activités des juifs dans l`Espagne du XVIIe siècle”. GRUNEBAUM-BALLIN. 296vº. duc de Naxos. pp. cit. op. 72  ROTH. pp. pp. Rennes: Presses Universitaires de Rennes. Jerusalén: American Academy for Jewish Research. e Arquivo Histórico Nacional (Madrid). Joseph Naci. Teotónio de Bragança in ALMEIDA. 1948.. cit. op. In: Studia Rosenthaliana. Albrecht (dir. livro 563. Injurias a Cristo. In: Hebrew Union College Annual. pp. cit. livro 563.. 1532-1632. legajo 134. 75  MUCHNIK. Diálogos entre Discípulo e mestre catechizante …. ver CAFFIERO. 284-285. proc. 4. 86  Bibliografia imensa sobre este personagem. 74  SALVATOR RÉVAH. e MUCHNIK. livro 563. Commerce. 21-26. vols. cit. fol. p. op. fol. dia do . 38-39. Cecil ROTH. de julho-agosto-setembro de 1979. vol. 15-39. Battesimi forzati. 228-246. 2007. 87  IAN/TT. pp. 149-150. 73  IANTT. 88  Sobre o assunto vide Juan Ignacio PULIDO SERRANO. op.

cit. 388 pub. p. Inquisição de Évora. fol. cit. Acerca de Belchior de Bragança vide ainda Claude B. 621 e 657. IV. deputado pela Inquisição de Évora e bispo de Faro entre 1704 e 1715. Inquisição de Coimbra. “Subsídios para um estudo de dois modelos paralelos de `catequização` dos judeus de Portugal”. 1-14 90  Vide frei Fernando DA SOLEDAD. São Paulo: Editora Perspectiva. op. cit. actualização bibliográfica e notas de Anita NOVINSKY. p. 1992. 214 e pp. 3. Recife: Fundação Joaquim Nabuco. 103  IAN/TT. nº 1). Papéis Diversos. in Em Nome da Fé. fols. 102  Vide Bruno FEITLER. de Nachman FALBEL e tal. 1936. 202 e 289. 98  Vide Maria do Carmo JASMINS DIAS FARINHA. pp. JNICT.. livro 82. 207-208. Inquisição de Lisboa. 324. 697-697vº. proc. Le Nordeste XVIIe et XVIIIe siècles. 1971. Ordens Militares. p. in Annaes da Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro. História dos Judeus em Portugal. Historia Seráfica Chronologica da Ordem de S. 100  “Livro das Denunciações que se fizerão na Visitação do Santo Officio à Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos do Estado do Brasil. maço 33. livro 254 (Século XVII – Caderno do Promotor. II. fols. “Nótula sobre os judeus de Portugal”. pp. 129-132. 1749. Mesa da Consciência e Ordens. XLIX. nota 34. fol. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. e Jorge COUTO. São Paulo: Livraria Pioneira Editora. . nº 3). introdução. Trata-se portanto de um dos dois livros de João Baptista d`Este. 3995. livro 202 (Século XVII – Caderno do Promotor. 54 e 55. 1997. 209. proc. Cristãos-Novos na Bahia: A Inquisição no Brasil. 181-183. t. livro 204 (Século XVII – Caderno do Promotor. 91  IAN/TT. art. por Durval PIRES DE LIMA. São Paulo: Editora Perspectiva. nº 57). portuguesa de Gabriele BORCHARDT CORRÊA DA SILVA e Anita NOVINSKI. 185-188 e 207-209. vide Anita NOVINSKY. 11550. fol.cit. 1992. Francisco na Província de Portugal. 92  Idem. pp.cit. Vide também Bruno FEITLER. STUCZINSKY. Inquisição de Lisboa. in Estudos sobre a Época do Renascimento. 2003. inclusive os dois personagens referidos. António Pereira da Silva. 173-201. José Alberto Rodrigues da Silva Tavim bem-aventurado Sancto António 622. Inquisição de Lisboa. 105  Além do seu processo. pp. 1990. op. Yosef KAPLAN. 79 e 97-102. Lisboa: Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Inquisição de Lisboa. pp. 93  Idem. acima referido. 95  Pub. 291-292. p.. cap. e Américo DA COSTA RA- MALHO. 96  IAN/TT. pp. IAN/TT. 1999. no anno de 1618. 97  Vide Meyer KAYSERLING. Inquisition. 1968. 104  Cf. vide Fortunato DE ALMEIDA. 507-511. O qual decretou para o ver seu confessor em junto – fols. Izaque de Castro. org. art. vol. Editora Massangana. O mancebo que veio preso do Brasil. pp. trad. 94  Sobre D. 354-388. pp.. Os Arquivos da Inquisição. vol. livro 562.. op.. Sobre a elite dos conversos da Bahia. 75. 44-44vº. 196-199. vide Elias LIPINER. 99  IAN/TT. juifs et nouveaux-chrétiens au Brésil. Estudos in Memoriam de Elias Lipiner. Lisboa: na Officina de Manuel e José Lopes Ferreira. macete 1. Inquisição de Lisboa. respectiva- mente docs. 101  IAN/TT. Lovaina : Leuven University Press. pp. Inquisidor e Visitador o Licenciado Marcos Teixeira”. 310.