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JOHN W. CRESWELL

Sobre o Autor

Job.n w. Cttswell é professor de Psicologia Educacional e ministra cursos e esaeve
sobre metodologia qualitativa e pesquisa de m~odos mistos. Trabalha rui cerca de 30
anos na Universidade de Nebraska·Linroln e é autor de 11 livros, muilos deles focados
no projeto de pesquisa, na pesquisa qualitativa e na pesquisa de métodos misros, os
quais foram tt11dutldos para muiras llnguas e são utilizados no mundo todo. Além disso,
é codiretor do Oepnnamenco de ~uisa Qualitativa e de Métodos Mistos da Universi·
dade de Nebrask.1°Uncoln, o qual dá suporte aos acadêmkos que incorporam a pesquisa qualitativa e de métodos mistos em projetos para financiamento exremo. 1\-abalha
como cocditor fundador da revista da Sage, Joumal of Mlxcd Mcthods Rcscarch, e foi
professor a<Uunto de Medicina de Fam1lia na Universidade de Michigan, tendo auxiliado
os investigadores de d!ncias da saúde na metodologia da pesquisa para seus projetos.
Foi re~ntemente escolhido para ser Senior Fulbrighr Scholar e crnbalhou na Africa do
Sul em outubro de 2008, levando os mérodos mistos aos dentlsrrui sociais e aos aurores
de documentários sobre vidmrui da AIDS e suas familias. Toca piano, escreve poesia e é
ativamente envolvido em esportes. ITISire-o em seu websire: www.johnwueswell.com.

Tradução
Magda França Lopes

Consultoria, supervisão e revisão técnica desta edição
DirCl?U da Silva
C923p Creswell, John W.
Projoto de pesquisa : métodos qual1talivo, quanlirarivo e
misto / John W. Cresweli ; ttad~ Magda Lopes ; consultoria,
supervisão e revisão téa>ica desta edição Dirceu da Silva. - 3.
ed. - Porto Alegre : Anmed, 2010.
296 p. : il. ; 23 an.
ISBN 978-85-363-2300-8
1. Métodos de pesquisa. L Titulo.
CDU 001.891
Cornlogação nn publicação: Renata de Souza Borges CRBI0/ 1922

Mestre em Física. Doutor em Educação pela USP.
Docence na Universidade Estadual de Campinas.

••
(i)SAGE
2010

Espace Cenier Vila Ana>Ulclo ..loc. 3td Edtllon. do fundo do meu coração. or by any lníommtlon storage and rerrievnl system. ~ permi$$ão exproua da Edltorn. Ela é a inspiração para meus escritos e para mínha vida.A.. consigo traballrar dura11te longas horas e manter o valor doméstico aceso durante os anos que dedico ao meu rrabal/10 e aos meus livros.(gn · Qua/uanw. m<dnko. 10. disuibuíçiio na Web e ouuos).o publicada por acordo flnnndo com SAGE Pubhcntlons. no iodo ou em pan•. Emll'1ÍJ<odor Macedo Soaru. Por causa dela. Capa: Pnola Mcurica Prcpnrnçno do 01 /~inlll: Josianc Tibwrky Lejrura fina) Janint Pinhearo dt ltfello Editora Sênlor . foto<6pta.05095·035 .Pavilhão S -Cond. por estar sempre ao meu lado. como esposa. ~•editora onginol nos Estados Unid05. à ARTMED• EDITORAS.Obra originalmem• publicada sob o útulo Ra<arch . Av. sob quaisquer formas ou por quaiiquer meios (elcuônico. recording. lne. wfthout pennls$ion in wriâng from the publishct SAGE Publioatoon>. Jerônimo de Om•lns..Cil'nclas Humanas: Móruoo Balle)O Canra Editora =po~v•I por esta obra: Carla R. SÃO PAULO Av.735 . gn1vaçJo.Sao Paulo SP Fone (1 1) 3665· 1IOO Fllx (11) 3667·1333 SAC 0800 703·3444 IMPRESSO NO 811ASIL PRINTED 1N BRAZll. indudmg photocopying. Quantllati. and Mà'td M<thods l\pproadtes. C 2009 by SACE P\lbliamons. 670 . .osa Araujo Editornção elcuônlca: li>rmaro Arta Grd/ic4s Reservndos todos os dlrchos de pubUcação..Santana 90040-340 Pono Al•grc RS fone (SI) 3027·7000 Fu (51) 3027-7070 É proibida a duplicação ou rcproduçio dest• volume. Ali righrs ~.0. em Ungua pon. lnc:. estimuladora e editora decalliada e atenta. No pan oí this book mny be reprod~ or utiliud in any fonn or by any '"""""• elecuonic or mechonlcal. Dedico este livro a Karcn Drumm Creswell. Obrigado. Londres e Nova Oclhi Tradução cm llnguo portuguc.ugucsa.

Ron Shope. Yun Lu. da Kennesaw Srare Universiry . Deborah Laughton {arualmence na GuiUord Press) e com Lisa Cuevas-Shaw. Ora. Boeri. Minha equipe no Departamento de Pesquisa Qualitativa e de Métodos Mistos da Universiry of Nebraska-Linco!J1 também foi de inestimável ajuda. Estou particularmente em dívida com minha ex-editora. Vícki Plano Clark. Leon CanrreU. A Sage é e tem sido. Sherry Wang. fiquei em dívida com os alunos de meus cursos incrodutórios aos métodos de pesquisa e com as pessoas que paràciparam de meus seminários de métodos mistos. uma editora de primeira linha. A Sage Publications e eu agradecemos reconhecidamente as contribuições dos seguintes revisores: Mahasweta M. Esses cursos foram meus laboratórios para a elaboração de ideias antigas. sou grato às criteriosas sugestões apresentadas pelos revisores da Sage Publications. Ex-alunos e editores específicos foram essenciais em seu desenvolvimento: Dr. crescemos juntos para ajudar a desenvolver os métodos de pesquisa. Ray Ostrander e Diane Greenlee. e memora. Durante quase 20 anos de trabalho. Além disso. Sharon Hudson. Também não poderia ter produzido este livro sem o apoio e o encorajamento de meus amigos dessa editora. a incorporação de novas e o compartilhamento das minhas experiências como escritor e pesquisador. Dr. a já falecida Nerte Nelson. Dr. Amanda Garrett e Alex Morales. da Universiry of Kansas Miriam W.Agradecimentos Este livro não poderia ter sido escrito sem o encorajamento e as ideias de centenas de alunos do doutorado em "Desenvolvimento de Propostas" para os quais miniscrei ao longo dos anos na Universiry of Nebraska-Lincoln. Banerjee. De Tonack. Desde a publicação da primeira edição. C. Vicki Knight e Stephanie Adams. Dr. Dr. l<im Galr. ·sinto-me também em débito com os trabalhos acadêmicos de Ora. Dr.

.......................vlll Agradecimentos Sharon Anderson Dannels.............................. da Monrana Statc Univcrsity Carmen McCrink. Forbes........................................................... da Universicy of Colorado em Colorado Springs Richard D.............................................. 177 Métodos Qualitativos......... 127 Declaração de Objetivo ................... 48 Uso da Teoria... da George Washington University Sean A........................ do Whittier College Marilyn Lockhmt.................. 267 Referências.........Planejamento da Pesquisa 5 6 7 8 9 1O Introdução..... 161 Métodos Quantitativos.................................. Georgakopoulos.... 25 Revisão da Literatura. 275 Índice onomá811co.................................................... 11 Prefácio ....................................................................................... da Universicy of Norte de Iowa Stephen A................................................................................................... 206 Métodos Mistos....... da Nova Southeastem Universiry Mary Enzman Hagedom......... 238 Glossário ................ 101 Parte li ....... da Universiry of Momevallo ' Sumário Conteúdo analftlco das técnicas de pesquisa................. da Barry University Barbara Safford...................... 142 Questões e Hipóteses de Pesquisa........................................................... 289 .............................................. da Auburn Universicy Alexia S............................... do \lassar College Elizabelh Thrower..............Consid erações Preliminares 1 2 3 4 Seleção de um Projeto de Pesquisa .......... da Monrana State University Orew lshii...................................................................................................... Howard.............................................. da University of Northern Flórida Gayle Sulik......................................................................................... 15 Parte 1.......... 76 Estratégias de Redação e Considerações Éticas.............................................................................................. 285 Indica re missivo .... Sivo......................................

Conteúdo analítico das técnicas de pesquisa Capitulo 1. Seleção de um Projeto de Pesquisa • Como pensar sobre o projeto a ser utilizado • Identificação de uma concepção com a qual se sinta mais à von· tade • Definição dos rrês tipos de projetos de pesquisa • Como escolher qual dos três projetos ucilizar Capitulo 2.r pesquisado • Os passos na condução de uma revisão da literatura • Bancos de dados computadorizados disponíveis para a revisão da literatura • Desenvolvimento de uma prioridade para os tipos de literatura a ser revisada • Como projetar um mapa da literatura • Como escrever um bom resumo de um esmdo de pesquisa • Elementos importantes de um manual de estilo a ser utilizado • Tipos de termos a serem definidos • Um modelo para a escrita de uma revisão da literarura Capítulo 3. Revisão da Literatura • Como avaliar se seu tópico pode se.1rivn uriH1nndo um roteiro . Uso da Teoria • Os tipos de variáveis em um esrudo quantitativo • Uma definição prática de uma teoria quantitativa • Um modelo para a escrita de uma perspecciva teórica em um estudo n11.1n1ir.

Métodos Qualitativos • Uma 1is ta de verificação para a pesquisa qualitativa visando à criação de 1ópicos em um procedimento quantitativo • As características básicas da pesquisa qualitativa • Determinação de como a reflexívidade será incluJda em um escudo proposto • N de R. Declaração de Objetivo • U~ roteiro para a escrita de uma declaração de propósito qualitauva • A consideração de como o roteiro pode mudar dependendo de sua esrrattlgia de investigação qualitativa • U~ roteiro para a escrira de uma declaração de propósito quancitauva • A consideração de como o roteiro pode mudar dependendo de sua estratégia de investigação quantitativa • Um roteiro para a escrita de uma declaração de propósito de méto· dos mistos Capitulo 8. Questões e Hipóteses de Pesquisa Capitulo 4: Estratégias de Redaç.T. Métodos Quantitativos • Uma lista de verificação para a pesquisa de levantamento visando criar tópicos em um procedimento de levantamento' • Passos na análise de dados para um procedimento de levantamento • Uma discussão completa dos mérodos de levantamento • Uma lista de verificação para a pesquisa experimental visando à criação de seções em um procedimento experimental • Identificação do tipo de procedimento experimental que melhor se ajusta ao estudo proposto • Traçado de um diagrama dos procedimentos experimentais • Identificação das ameaças potenciais à validade interna e à vai idade externo de seu estudo proposto Capítulo 9. cauvo e m1s1os • O modelo de deficiência para a escrita de uma introdução • Como planejar um bom gancho narrativo • Como identificar e escrever um problema de pesquisa • Como resumir a literatura sobre um problema de pesquisa • A distinção enire diferentes tipos de deficiências na lirerarura passada • A consideração de grupos que podem se beneficiar de seu escudo :apltulo 6. pequenas ideias e ideias que alraem atenção na escrita • A técnica dos c!rculos e das retas para a consistência na escrita • Princípios da prosa bem escrita • Questões éticas no processo da pesquisa • Um roteiro para a escrita de uma questão central qualitativa • A consideração de como este roteiro pode mudar dependendo da estratégia qualitativa da investigação • Um roteiro para a escrita de questões e de hipóteses da pesquisa quantitativa • A consideração de como este roteiro pode mudar dependendo da esiratégia quanritativa da investigação e dos diferentes tipos de hipóteses • Um modelo para uma declaração de questões e de hipótese~ quantitativas descritivas e inferenciais • Roteiros para a escrita de diferentes formas de questões da pesquisa em um escudo de métodos m.istos Capitulo S. grandes ideias.Projeto de pesquisa 13 12 John W Creswell • Os tipos de teorias utiliiadas na pesquisa qualitativa • Opções para colocar as teorias em um estudo qualiiativo • Como colocar uma leme teórica em um escudo de métodos mistos • A consideração de como o roteiro pode mudar dependendo de sua esiratégia de investigação de métodos mistos Capitulo 7. quaJi. quantitativo ou de métodos mistos • Uma esiratégia escrita para esboçar um propósito • Desenvolvimento do hábito de escrever • Diferenças entre ideias abrangemes. Neste livro o termo em inglés surwy foi rraduiJndio por pesquisa de lcvanta1nento. .ã o e Considerações Éticas • Avaliação de como a escrucura de uma proposta pode diferir. Introdução • DU:erenç~ entre as introduções nos mérodos quantitativo. dependendo de um projeto serqualiu1tivo.

O interesse e o uso crescente da pesquisa qualitativa. o livro oode ser útü canto como obra de referência ouamo como manual para . declarar o objetivo do escudo. quantitativas e de métodos mistos em ciências humanas e sociais. uma dissertação ou uma tese. identificar questões e hipóteses de pesquisa e propor métodos e procedimentos para a coleta e a análise dos dados. a mixagem e a teoria se relacionam com um projeto de métodos mistos • As diferenças . Essa comparação tem início com a con· síderação preliminar de alegações filosóficas para os três tipo de projetos. Em cada passo desse processo. procedimento e abordagens inregrativas para o planejamento de pesquisas qualitacivas. quantitativos e de métodos mistos.14 John W. a atribuição de pesos. o leitor é conduzido por meio das abordagens dos projetos qualitativos. o surgimento de abordagens de métodos mistos e o uso contínuo das fonnas tradicionais dos projetos quantitativos criaram a necessidade da comparação ímpar que este livro faz dos três projetos de pesquisa. Métodos Mist os • Enrendimento de uma definição da pesquisa de métodos mistos • Como o controle do tempo. uma revisão da literatura. Em um nível mais amplo. PÚBLICO Este livro destina-se a alunos de pós-graduação e professores que buscam ajuda na preparação de um plano ou uma proposta para um anigo acadêmico. Creswell • As düerenças entre os cipos de dados coletados na pesquisa quali- tativa • Oiscinção entre as fonnas genéricas de análise dos dados e de análise nas estratégias de invescigação • Diferentes níveis de análise na pesquisa qualitativa • Estratégias para estabelecer a validade dos estudos qualitativos Prefácio Capítulo 1O. uma avaliação do uso da teoria nos projetos de pesquisa e algumas reflexões sobre a importância da escrita e da ética na pesquisa acadêmica.entre os seis modelos de investigação com métodos mistos • Como delinear um procedimento de métodos mistos utilizando uma notação apropriada • As diferentes esaururas de escrita para a pesquisa de métodos mistos PROPÓSITO Este livro apresenta modelos de escrurura. O livro então aborda os elementos fundamentais do processo de pesquisa: escrever uma introdução.

que cransmirrun uma orien· cação discriminatória (p. Em consonância com as convenções aceitas da escrita acadêmica. Estiio incluídos e citados artigos recentes da revista da Sage. ex. Este livro não é um texto detalhado de um método. • O capitulo sobre procedimentos de métodos mistos foi extensivamente revisado para incluir as ideias mais recentes sobre esta escrumra.16 John W. ensino fundamental e médio. Os comentários dos leitores à primeira edição desta obra indicam que os usuários indjviduais se originam de muitas disciplinas e de vários campos do saber. no entanto. novos recursos foram adicionados em resposta aos desenvolvimentos na pesquisa e aos comentários dos leitores: • As suposições filosóficas ao examinar a pesquisa e ao usar as teorias estão presentes no inicio do livro como passos preliminares que 05 pesquisadores precisam considerar antes de planejarem seus escudos. são feitas muitas referências a oucros textos. o favoritismo também não entrou em jogo em meu uso de discussões qualitativas e quantitativas: alterei intencionalmente a ordem dos exemplos qualitativos e quantitativos em todo o texto. Eles refletem questões de justiça social e exemplos de estudos realizados com indivíduos marginalizados de nossa sociedade. teoria fundamentada·. ten· 1ei eliminar quaisquer palavras. limitações e delimitações foi eliminado. a intenção dos exemplos é a de abarcar tanto as ciências sociais quanto as humanas. Será citada apenas a referência à obra que estou usando como ilustração. exemplos mais longos de passagens completas com minhas anotações para destacar as ideias fundamentais da pesquisa que estão sendo comunicadas pelos aurores. rureito penal. aqui saliento as características essenciais do projeto de pesquisa. o Joumal of Mixed Methods Resenrch. Este livro também se destina a um público amplo nas ciências sociais e humanas. n05 exemplos mais longos citados neste livro. • Estão incorporadas as novas tecnologias baseadas na Internet para as buscas de literatura. de R. Projeto de pesgulsa 17 caso e pesquisa narrativa na pesquisa qualitativa. administração. Os exemplos foram selecionados para proporcionar uma série de orientações de gl!nero e culturais. ciências da saúde. Gosto de pensar que reduzi a pesquisa às suas ideias básicas essenciais que os pesquisadores precisam conhecer para planejar um estudo abrangente e criterioso. e projetos concomitantes. Para tirar o maior proveito dos aspectos desenvolvidos neste livro. entre outras áreas. o leitor necessita de uma familiaridade bâsica com a pesquisa qualitativa e quantitativa. Nesta terceira edição. urbanismo. sequenciais e cransfonnativos na pesquisa de métodos mistos. e a discussão incorpora ideias filosóficas alternativas. fenomenologia. são apresentados exemplos de diversas disciplinas. enfemiagem. estudos da comunicação.1: Ncs~ livro o termo cm inglh grounded theoiy foi traduzido como teoria l11ndamenrndn. • A discussão sobre questões éticas foi expandida para incluir mais considerações relacionadas à coleta de dados e ao relato dos achados da pesquisa. • O capitulo da segunda edição sobre definições. itens numerados para enfatizar os passos em um processo. propostas de teses e disserrações. os tópicos relacionados à polltica de apresentação e à negociação de um escudo com os comitl!s de pós-graduação estão tratados mais detalhadamente em oucros textos. Os termos destacados no texto e um glossário dos termos no final do livro proporcionam uma linguagem de trabalho para compreender a pesquisa. A cobertura das estraiégias de pesquisa da investigação está limitada às formas frequentemente utilizadas: levantamentos e experimentos em pesquisa quantitativa. tais como o Google Scholar. ProQuest e SurveyMonkey. superior e continuado. bem como as amostras e as populações trndicionais estudadas pelos pesquisadores sociais. os termos serão explicados e definidos e apresentadas as estratégias reco· mcndadas para aqueles que precisam de assistência introdutória no processo de planejamento e de pesquisa. estudos de · N. modos de investigação e numerosos procedimentos. Espero que esta terceira edição seja útil aos pesquisadores de diferente áreas. Embora os alunos que estão preparando uma proposta de dissertação devam considerar este livro proveitoso. Embora minha principal especialização seja na educação e. artigos de periódicos. psicologia. e as informações foram incorporadas aos . sexista ou étnica). ecnogralin.. . como mark~cing. A inclusão também se estende ao pluralismo metodológico presente hoje em pesquisa. ou exemplos. Esses exemplos são extraídos de livros. FORMA Em cada capítulo. ao contrário. mais amplamente. mantive alguns recursos para melhorar a legibilidade e o entendimento do material: marcadores para enfatizar pontos importantes. nas ciências sociais. e não toda a lista de referências incorporadas a qualquer exemplo particulai: Assim como nas edições anteriores. Creswell cursos de pós-graduação em métodos de pesquisa. sociologia. Os leitores devem observar que.

um delineamento de dicas de pesquisa sobre diferentes tópicos que rêm me ajudado a aconselhar alunos e professores nos métodos de pesquisa nos últimos 35 anos. Ca pítulo 3. RESUMO DOS CAPITULOS Este livro está dividido em duas partes. A Parre 1 consiste de passos a serem considerados pelos pesquisadores antes de desenvolverem suas propostas ou seus planos de pesquisa. esse caoítulo inicia com dife· . nas experiências pessoais do pesquisador e no público para o qual será escrito o esrudo de pesquisa. Es· tes projetos são planos para um estudo e incluem crês elementos importantes: suposições filosóficas./' Cada capírulo termina com questões para discussão e referências fundamentais. quantitativa e de métodos mistos . Creswell capítulos sobre revisão da literatura e introdução a uma proposta. Arualmenre. • Algumas caracrerísticas da última edição foram mantidas. • O livro conrém referências completas atualizadas e uma atenção às novas ed ições das obras. Revisão da Literatura É imponante examinar extensivamente a literatura sobre seu tópico antes de planejar sua proposta. explorar a lite ratura utilizando os passos propostos neste capítulo. • Inclui. qualita· tiva e de métodos mistos e as discuto enquanto projetos de pesquisa. Uso da Teoria As teorias servem a diferentes propósitos nas crês formas de inves· tigação. Abrange o Capírulo 1 ao 4. PARTE l : CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES Esta pane do livro discute a preparação para o projeto de um estudo acadêmico.ral do livro com sobreposições de projetos de pes· quisa qualitativa. com frequência podem servir como uma lente para a investigação ou podem ser geradas durante o esrudo. cada um desses elementos ' discutido em todos os seus detalhes. tais como: . roteiros na es· crica das apresentações do propósito e das questões da pesquisa e listas de verificação para a escrita dos procedimentos detalhados da condução de pesquisa qualitativa. incluindo aquelas associadas às abordagens quantitativa e qualitativa. A Parte n discute as várias seções de uma proposta. os pesquisadores as empregam de muitas maneiras. Capítulo 4. Esse capítulo deve auxiliar aqueles que estão desenvolvendo propostas a considerar criteriosamente a literatura relevante sobre seus tópicos e a começar a compilar e a escrever revisões da literatura para as proposras. Nos estudos de métodos mistos. • Esra terceira edição contém um glossário de cermos que os pesqui· sadores iniciantes e os mais experientes podem utilizar para entender a linguagem da pesquisa. Na pesquisa qualitativa.18 John W. escrever bons abstracts. Estratégias de Redaçdo e Considerações Ét icas Ames de começar a escrever. os criadores de propostas estão incluindo essas ideias em oucras seções de uma proposta. No decorrer de todo o texto. estratégias de investigação e métodos de pesquisa espeáficos. os termos são cuidadosamenre definidos. Copftulo 2. . convém ter um esboço geral dos tópi· cos a serem incluídos na orooosta. Por isso. Projeto de pesquisa 19 Capitulo 1. empregar as habilidades aprendidas sobre o uso dos manuais de estilo e definir as palavras-chave./'As principais estratégias práticas do e nte ndimento das suposi· ções filosóficas da pesquisa. você precisa começar com um tópico passível de ser pesquisado e. Por isso. começo definindo as pesquisas quantitativa. quantitativo ou de métodos mistos. Seleção de um Projeto de Pesquiso Neste capírulo. realização de um mapa de literatura da pesquisa. Isso é especialmente imponante devido à evolução da linguagem da pesquisa qualitativa e dos métodos mistos. dicas sobre a redação acadêmica. Isco requer estabelecer uma priorida· de para a revisão da literarura. Esse capírulo auxilia os construtores de propostas a considerar e a planejar como a teoria pode ser incorporada a seus estudos. Na pesquisa quantitativa. A escolha do projeto de pesquisa baseia-se na consideração desses crês elementos e cambém na questão de pesquisa do estudo. traçar um mapa visual dos estudos relacionados a seu tópico./' A escrurura ge. depois. Esse capítulo deve auxiliar aqueles que estão desenvolvendo propostas a decidir o projeto mais adequado para seus estudos: qualitativo. em vários capltuJos. proporcionam uma explanação proposta para a relação encre as variáveis que estão sendo testadas pelo investigador. quantitaciva e de métodos mistos no processo geral e nos passos do processo da pesquisa.

juntamente com uma discussão sobre os critérios para selecionar um deles tendo por base a distribuição do tempo. você aprenderá a escrever essa declaração para estudos quantitativos. Capítulo 6. Finalmente. Capítulo B. Capítulo 1O. a estruturação desse problema dentro da literatura existente. da etnografia. Introdução É importante fazer uma introdução apropriada para um estudo de pesquisa. Decloroção de Objetivo No início das propostas de pesquisa. a análise de textos ou de imagens. Capítulo 5. e esse capitulo destaca importantes desenvolvimentos no uso desse modelo. à especificação da estratégia da investigação.ãq e redação do relatório dos dados diferem das abordagens quantitativas cradicionais. Apresento um modelo para você escrever uma boa introdução ocadêmica a sua proposta. a atribuicão de ocso. A pesquisa de métodos mistos aumentou em popularidade nos últimos anos. interpretação e redação dos resultados de um estudo. qualitativos e de métodos mistos e será apresentado à roteiros os quais o ajudarão a planejar e a escrever essas declarações. passo às questões éticas e as discuto. Essa passagem é a declaração mais importante de toda a proposta.sa ser escrito com muito critério. o conjunto de questões e de hipóteses de pesquisa preci. à coleta e análise dos dados. São apresentadas fi~uras . Muitos exemplos servem como roteiro para ilustrar esses processos. mas como considerações as quais precisam ser previstas em todas as fases do processo de pesquisa. a mistura e o uso da teoria. ramo no levantamento quanto na pesquisa experimental. Nesse capítulo. Creswell rentes esboços para propostas escritas. passo aos componentes do planejamento da proposta de pesquisa. Métodos Mistos Os procedimentos de métodos mistos empregam aspectos dos métodos quantirntivos e dos procedimemos qualitativos. Nesse capítulo. os quais se relacionam à identificação de uma amostra e de uma população. Esse capítulo apresenta um método sistemático para o planejamento de uma introdução acadêmica a uma proposta ou estudo. As listas de verificação apresentadas nesse capítulo ajudam a garantir que todos os passos importantes sejam incluídos. Seis tipos de projetos de métodos mistos são enfatizados. quantitativo _ou de métodos mistos. Capítulo 9. não como ideias abstratas. a representação de informações em figuras e em quadros e a interpretação pessoal dos achados informam procedimentos qualitativos. dependendo se seu estudo propos~o é qu~ica~vo. Esse capítulo sugere passos no planejamento de procedimentos qualitativos ern uma proposta de pesquisa e também inclui uma lista de verificação para garantir que você cubra todos os procedimentos importantes. Existem métodos específicos. à realização de uma interpretação e à redação da pesquisa de uma maneira consistente com um levantamento ou estudo experimental. os amores mencionam o propósito ou a intenção central do estudo. Métodos Qualitativos As abordagens qualitativas de coleta. Amplas ilustrações proporcionam exemplos extra. Questões e Hipótes"s de Pesquiso As questões e as hipóteses tratadas pelo pesquisador servem para estreitar e para focar o propósito do estudo. Nesse capítulo. interpretac. Essa introdução inclui a ídentificaçiío do problema ou a questão de pesquisa. o leitor aprenderá os procedimentos especlficos para planejar o levantamento ou os métodos experimentais de que necessita para penetrar em uma proposta de pesquisa. Depois apresento diversas ideias sobre a redaçao real da proposta. Métodos Quantitativos Os métodos quantitativos envolvem o processo de colet-a. tais como o desenvolvimento do hábito de escrev~r e ideias ~e gramática que me têm sido úteis no aprimoramento de manha redaçao acadêmica. Como outra indicação importante em um projeto. PARTE 11: PLANEJAMENTO DA PESQUISA Na Pane 11. a indicação de deficiências na literatura e o direcionamento do estudo para um público. análise.20 Projeto de pesquisa 21 John W. de estudos de caso e da pesquisa narrativa. o leitor aprenderá a escrever questões e hipÓteses de pesquisa tanto qualitativas quanto quantitativas e também a empregar as duas íonnas na elaboração de ques· tões e de hipóteses de métodos mistos. da teoria fundamentada.Idos da fenomenologia. à apresentação dos resultados. Os Capítulos 5 a l Ocratam dos passos neste processo. podem ser usados como modelos. análise. Capítulo 7. A amostragem intencional. a coleta de dados abertos.

Os pesquisadores obtêm uma introdução da pesquisa de métodos mistos como praticada hoje. O planejamento de um esrudo é um processo diffc:il e demorado. recomendo que os aurores da proposta pensem sobre suas abordagens de pesquisa. Antes do esclarecimento dos passos do processo. à seleção de uma teoria no estudo e ao emprego. o conhecímento dos passos envolvidos no processo e um guia prático para compor e escrever uma pesquisa acadêmica. Este livro não vai necessariamente tomar o processo mais fácil ou mais rápido.s preliminares necessárias antes de elaborar uma proposca ou um proíeto de estudo. realizem revisões da literatura sobre seus tópicos. desde o início. CtesweU que sugerem apelo visual que o perquisador pode planejar e incluir em uma proposta. à revisão da literatura para posicionar o estudo proposto dentro da literatura existente.22 Jonn w. Essas considerações estão relacionadas à seleção de um projeto de pesquisa apropriado. mas pode apresentar as habilidades específicas úteis no processo. . A ~ 1aborda tais tópicos.r atégias de Redação e Considerações Éticas Este livro destina-se a auxiliar os pesquisadores a desenvolver um pia· no ou uma proposca para um eswdo de pesquisa. de uma boa redação e de práticas éticas. assim como os tipos de projetos que podem ser utilizados em uma proposro de pesquisa. desenvolvam um esboço dos tópicos a serem incluídos no planejamento de uma proposta e comecem a prever quesrões éticas potenciais que possam surgir na pesquisa. Parte 1 Considerações Preliminares 1 Seleção de um Projeto de Pesquisa 2 Revisão da Literatu ra 3 Uso da Teoria 4 Est. A Parte 1 aborada diversas consideraçõe.

A i11jormação dessa decisão deveria refletir as concepções que o pes· quisador traz para o estudo. em vez disso. pois. Esse plano envolve várias decisões. representam fins diferentes em um contínuo (Newman e Benz. Sem dúvida. quantitativos e de métodos mistos. os procedimentos da investigação (chamados de estratégias) e os métodos espedficos de coleta e de análise e interpretação dos dados. 1998). são apresentados rrês tipos de projetos: qualitativos. OS TR~S TIPOS DE PROJETOS Neste livro. as três abordagens não são tão distintas quanto parecem inicialmente. As abordagens qualitativa e quantitativa não devem ser encaradas como extremos opostos ou di· cocomias. A seleção de um projeto de pesquisa é também baseada na natureza ilo problema ou na questão de pesquisa que está sendo tratada. nas experiências pessoais dos pesquisadores e no público ao qual o estudo se dirige. A pesquisa de métodos mistos reside no . Um estudo tende a ser mais qualitativo do que quantitativo. os quais não precisam ser tomadas na ordem em que fazem sentido para mim e na ordem de sua apresentação aquL A decisão geral envolve qual projeto deve ser utilizado para se estudar um t6pico. ou vice-versa.1 Seleção de um Projeto de Pesquisa Os projetos de pesquisa são os planos e os procedimentos para a pes· quisa que abrangem as decisões desde suposições amplas até métodos detalhados de coleta e de análise dos dados.

o interesse na pesquisa qualitativa aumentou e. envolve a intersecção de filosofia. O processo de pesquisa envolve as questões e os procedimentos que emergem.. com as abordagens quantitativas dominando as formas de pesquisa nas ciências sociais desde o final do século XIX até meados do século XX. discuto as panes das definições para que seus significados fiquem claros. para mais informações sobre essa história). Como os pesquisadores qualitativos. a análise dos dados indutivamente consrruída a partir das particularidades para os temas gerais e as interpretações feitas pelo pesquisador acerca do significado dos dados. por sua vez. Ao longo de codo o livro. qualitativa e quantitativa. Uma maneira mais completa de encarar as gradações das diferenças enrre elas está nas suposições filosóficas básicas que os pesquisadores levam para o estudo. ex. Aqueles que se envolvem nessa forma de investigação apóiam uma maneira de encarar a pesquisa que honra um estilo indutivo. as duas abordagens têm uma evolução histórica. OS TR~S COMPONENTES ENVOLVIDOS EM UM PROJETO Dois importantes componentes em cada definição são que a abordagem da pesquisa envolve suposições filosóficas e rambém métodos ou procedimentos distintos. resultados e discussão (Creswell. a que me refiro como 0 plano ou proposta para conduzir a pesquisa. literatura e teoria. sobre o conrrole de explicaçoes alternativas e sobre sua capacidade para generalizar e para replicar os achados. da estratégia da investigação que está relacionada a essa concepção e dos métodos ou procedimentos de pesquisa específicos que transformam a abordagem em prática. coleta quantitativa dos dados em insmunencos versus coleta de dados qualitativos arravés da observação de um ambiente). Além disso. 2008. um foco no significado individual e na importância da interpretação da complexidade de uma situação (adaptado de Creswell. 1995). nos tipos de esrratégias de pesquisa utilizados em coda a pesquisa (p. os pesquisadores precisam pensar por meio das suposições da concepção filosófica que eles trazem ao estudo. o desenvolvimenco da pesquisa de métodos mistos (ver Creswell. 2007). Concepções filosóficas Embora as concepções filosóficas pem1aneçam em grande parte ocultas na pesquisa (Slife e Williams. Creswell meio deste contínuo porque incorpora elementos das duas abordagens. Sugiro que os indivíduos que preparam uma proposta ou plano de pesquisa explicitem as ideias filosóficas mais abranl. Uma esrrurura que utilizo para explicar a inreração desses três componentes pode ser visra na Figura L L Para reiterar. Com frequência a distinção enrre pesquisa qualitativa e quantitativa é esrruturada em termos do uso de palavras (qualitativa) em vez de números (quantitativa).'entes oue adoram. de estratégias de investigação e de mécodos específicos. O relatório final escrito tem uma estrutura fixa. para que os dados numéricos possam ser analisados por procedimentos estatis ricos. • A pesquisa de mé todos mistos é uma abordagem da inves· tigação que combina ou associa as formas qualitativa e _quantirariva. Por isso. de modo que a força geral de um escudo seja maior do que a da pesquisa qualitativa ou quantitativa isolada (Creswell e Plano Clark. o uso de abordagens qualitativas e quanatativas e a misrura das duas abordagens em um estudo. aqueles que se engajam nessa forma de investil(ação rêm su· posições sobre a cestagem dedutiva das teori~s. examinando a relação enrre as variáveis.. Durante a segunda metade do século XX. Essas definições têm consideráveis infom1ações em cada uma delas. O relatório final escrito tem uma esrrutura flexível. a qual consiste em inrrodução. 2007). conforme utilizados neste livro: • A pesquisa qualitativa é um meio para explorar e para entender o significado que os indivíduos ou os grupos atribuem a um problema social ou humano. • A pesquisa quantitativa é um meio para testar teorias objetivas. junto com ele. ainda assim influenciam sua prática e precisam ser identificadas. os dados tipicamente coletados no ambiente do participante. no planejamento de um estudo. 2008). é mais do que uma simples coleta e análise dos dois tipos de dados. envolve também o uso das duas abordagens em conjunto. s~bre a criaç~o de prote· ções contra vieses. podem ser medidas tipicamente por insmunentos. O projeto de pesquisa. Tais variáveis. Com esse pano de fundo. Envolve suposições filosóficas. Essa informação ajudará a explicar o motivo . ex. ou do uso de questões fechadas (hipóteses quantitativas) em vez de questões abertas (questões de enrrevista qualitativa). convém observarmos as definições desses rrês termos fundamemais.Projeto de pesquisa 27 26 John W. métodos. experimentos quantitativos ou estudos de caso qualitativos) e nos métodos específicos empregados na condução destas esrratégias (p.

como as variáveis que compreendem as hipóteses e as questões de pesquisa. Assim. 2000) e reconhece que não podemos ser "positivos• sobre nossas declarações de conhecimento quando escudamos o comportamento e as ações de seres humanos. Outros 1êm chamado as concepções de paradigmas (Lincoln e Guba. Este último termo é chamado pós-positivismo porque representa o pensamento posterior ao positivismo. 1983).1. 2000). 2000. a o emplricas • Veril'icaçao da teoria • Pcllllca • Cllpacllação orientada para a quos1ao • Colnborellva • Orlonlada para a mudança • Significados mülllplos do pot1Jefpanl8 • ConsWçao soaal • tutOrica • Geração de l80ria • Consequências das aç0e9 • Conlrada no problema • Pluralista • Orieniacta para a préllce no mundo real Qualit. quantitativa ou de métodos mistos.. reivindicatória/participarória e pragmática. 1990.. Ao escrever sobre as concepções. ex. Os principais elementos de cada posição estão apresentados no Quadro 1. que desafia a noção tradicional da verdade absoluta do conhecimento (Phillips e Burbules. Menens. uma proposta pode incluir uma seção que trate do seguinte: • A concepção filosófica proposta no estudo • Uma definição das considerações básicas dessa concepção • Como a concepção moldou sua abordagem da pesquisa consmmVJSta. pelas crenças dos orientadores e dos professores em uma área do aluno e pelas experiências que tiveram em pesquisa. ln-lipçlo MleclonMn Concopç6es 111... Tais concepções são moldadas pela área da disciplina do aluno. Cteswell pelo qual escolheram a abordagem qualitativa. Quadro 1. A tradição pós-positivista vem dos esaicores do século XIX. A conc~çâo pós-posit ivista As suposições pós-positivistas têm representado a fonna tradicional da pesquisa.-llMlbl Con1tru1M118 > l >-:-Z 1 • En4endimonto Eattaltglu ci.. Newton e Locke (Smith. de ciência empúica e de pós-posítivismo.Sffcas Estratégias quakla!Nn (p. &x.ai Reriindlca10. e cem sido mais recentemente a.. na qual as causas provavelmente determinam os efeitos ou os resuhndos.• sequenciai&) Projeto• de peaqulu • ReduCIOnlsmo • OóseMlçêo e . etnografia) Eslratég. 1999). Encaro as concepções como uma orientação geral sobre o mundo e sobre a natureza da pesquisa defendidas por um pesquisador. Durkheim. 17).1 Uma estrutura para o projeto . Os p ós-p ositivist as defendem uma filosofia determinística. É também reducionista.. como Comte. p.1 Quatro concepções ( P61. Mill. quantitativa ou de métodos mistos para sua pesquisa. Quatro concepções diferentes são discutidas: PÓS·POSitivista.!Uvo Ouanblativo ~mistos M4t-ci. 1998) ou de metodologias de pesquisa amplamertre concebidas (Neuman.28 Projeto de pesqU1S3 29 John W.a interconexão das concepções esrra' tégias da investigação e métodos de pesquisa.. os problemas escudados pelos pós-positivistas refletem a necessidade de identificar e de avaliar as causas que influenciam os resultados. ex. Optei por usar o termo concepção significando "um conjunto de crenças básicas que guiam a ação" (Guba. O conhecimento que se desenvolve por meio de um enfoque ..a i .WparticipaWa Pragm•tica (p. 9l<P6rimenloe) Eslral~Jas de métodos mistos (p. e são mais válidas para a pesquisa quantitativa do que para a qualitativa. Os tipos de crenças abraçadas pelos pesquisadores individuais com frequência os conduzirão a adotar em sua pesquisa uma abordagem qualitativa.. pois a intenção é reduzir as ideias a um conjunto pequeno e distinto a serem testadas. epistemologias e onrologias (Crotty. É também chamada de pesquisa positivis1alp6s-positivisia. como aquelas encontradas nos experimentos. Às vezes é chamada de método cientifico ou da realização de ~quisa na ciéncia. Pffqulu Ouestões Colela dos dados Análise dos dados rnterprela~ Redação Valida~ Figura 1.rticulada por escritores como Phillips e Burbules (2000).. qualileUVa• ~sta Consuuçao soe.

Assim. culrurais e históricas. enquanro o pesquisador ouve atentamente o que as pessoas direm e fazem nos ambientes em que vivem. Os significados são conscruídos pelos seres humanos quando eles se engajam no mundo que escão interpretando. coleta os dados que a apoiam ou refutam. Ser objetivo é um aspecto essencial da investigação romperenre. o desenvolvimento de medidas numéricas de observações e o estudo do comportamento dos indivíduos tomam-se fundamentais para um positivista. A maior parte das pesquisas quantitativas. Os construtivistas sociais defendem suposições de que os indivíduos procuram entender o mundo em que vivem e trabalham. inicia com o teste de uma teoria. os pesquisadores construdvistaS frequentemente tratam dos processos de interação entre os indivíduos. Eles não estão simplesmente estampados nos indivíduos. A pesquisa procura desenvolver declarações relevantes e verdadeiras. os investigadores geram ou indutivamente desenvolvem uma teoria ou um padrão de significado. Por isso. Os dados. Os pesquisadores reconhecem que suas próprias origens moldam sua imerpreração e se posicionam na pesqu1S3 para recc>nhecer como sua imerpreração flui de suas experiências pessoaís. e elas precisam ser resradas ou verificadas e refinadas. há leis ou teorias que governam o mundo. Assim. você pode adquirir uma percepção das suposições fttndamenrais dessa posição. mas são formados pela interação com as outras pessoas (dai o coDStIUtivismo social) e por nonnas históricas e culrurais as quais operam nas vidas d05 indivíduos. de Guba (1985). os pesquisadores afirmam que não provam uma hipótese. 5. Os seres humanos se engajam em seu mundo e extraem senrido dele baseados em suas perspectivas históricas e sociais. Os pesquisadores qualitativos rendem a uálizar questões abertas para que os participantes possam comparcilbar suas opiniões. Thmbém se concentram nos contextos específicos em que as pessoas vivem e trabalham. o pesquisador coleta informações sobre os instrumentos baseadas em avaliações preenchidas pelos participantes ou em observações registradas pelo pesquisador: 4. 2.a verdade absoluta nunca pode ser encontrada. esses significados subjetivos são negociados social e historicamencc. Quanto mais abeno o questionamento. Crotty ( 1998) identificou várias suposições: J. Os escritores mais recentes que têm resumido essa posição são Lincoln e Guba (2000). 2. por exemplo: l. As ideias provêm de Mannheim e de obras como Tl1e Social Coosrruction of Reality. 1998) é uma perspectiva desse tipo. A eoneepção eonstrutlvlsto social Outros adoram uma concepção difereme. para que possamos compreende. significados dirigidos para alguns objetos ou coisas. Nos estudos quantitativos. Por exemplo. A intenção do pesquisador é extrair senádo dos (ou interpretar) significados que os oucros atribuem ao mundo.30 John W. para que os partidpames possam construir o significado de uma situação caraaeristicamence baseada em discussões ou interações com outras pessoas. 3. Por fim. as quais servem para explicar a siruação de interesse ou que descrevam as relações causais de interesse. Lendo Phillips e Burbules (2000). e é tipicamente encarado como uma abordaRem da Projeto de pesquisa 31 pesquísa qualitativa. pois todos nós . como. a abordagem da pesquisa aceita pelos pós-posidvisras.r o mundo. Desse modo. no método cie. a evidência esrabelecida na pesquisa é sempre imperfeita e falfvel. Com frequência. um indivíduo inicia com uma reorla. ao discutir o construtivismo. Por exemplo. o padrão de validade e a confiabilidade são importantes na pesquisa quantitativa. O consautivismo social (com frequência associado ao interpretivismo: ver Mertens. Na prááca. Creswell posiávista é baseado em uma observação e mensuração atenta da realidade objetiva que está no mundo "lá fora". de Berger e Luekmann (1967) e de Naruraliscic /nquiry. A pesquisa é o processo de fazer declarações e depois refiná-las ou abandonar algumas delas em prol de outras declarações mais solidamence justificadas. por exemplo. os pesquisadores sugerem a relação entre as variáveis e a apresentam em termos de questões ou de hipóteses. O conhecimento é conjectura) (e antifundacional) . O objetivo da pesquisa é confiar o máximo possível nas visôes que os participantes têm da siruação a qual está sendo estudada. levando o pesquisador a buscar a complexidade dos poncos de vista em vez de esaeirá-105 em algumas cate· gorias ou ideias. Neuman (2000) e Crotty (1998). Schwandt (2007). Em vez de começar com uma teoria (como no pós-positivismo). mas indicam uma falha para rejeitar a hipótese. os pesquisadores precisam examinar os métodos e as conclusões para evitar vieses. as evidências e as considerações racionais moldam o conhecimento. As questões romam-se amplas e gerais. para entender os ambientes históricos e culruraís d05 parddpantes. This significados são variados e múltiplos. melhor. Os indivíduos desenvolvem significados subjetivos de suas experiências.nâfico. Por esta razão. e depois faz as revisões necessárias antes de realizar tesres adicionais.

antes formas socialmente vnriáve. Adorno. Historicamente. que a posição construtivista não foi longe o bastante na defesa de uma agenda de ação para ajudar as pessoas marginalizadas. Toma-se uma voz unida para a reforma e a mudança. • N.ritos na natureza humana. no sentido de que ajuda as pessoas a se libertarem das restrições das estruturas irracionais e injustas que limitam o aurodesenvolvimento e a autodeterminação.structo social e que. nos procedimentos de trabalho e nas relações de poder nos cenários educacionais. no final dos escudos defensivos/ participativos. Essa forma de investigação está concentrada em ajudar os indi· víduos a se libenarem das restrições enconcradas nos meios de comunicação. Esses investigadores acreditam. Marcuse. 3. na linguagem.ro dos indivíduos são o resultado de um con. Assim. teoria crítica.32 JoM W. de T. re. 2000). surgindo dentro e fora da interação com uma comunjdade humana. Habermas e Freire (Neuman. a partir de indivíduos que acreditavam que as suposições pós-positivistas impunham leis e teorias estruturais que não se ajustavam aos indivíduos de nossa sociedade ou às questões de justiça social que precisavam ser abordadas. discursos racializados. Heron e Reason (1997) e Kernmis e Wilkinson (1998) são escritores mais recentes que estudam essa perspectiva. Essa pesqllisa também assume que o investigador vai proceder colaborativamente. Por isso. Fay (1987). Essa posição surgiu durante as décadas de 1980 e 1990. Além disso. uma interpretação moldada pelas próprias experiências e origens do pesquisador. Os estudos defensivos/participativos com frequência se iniciam com urna questão ou uma posição importante sobre os problemas da sociedade. a pesquisa contém urna agenda de ação para a reforma que pode mudar as vidas dos participantes. 2. porque é uma investigação realizada com outras pessoas. desigualdade. Os estudos defensivos/ participativos têm como objetivo criar uni debate e uma discussão políticos para que a mudança possa ocorrer. os pesquisadores sugerem uma agenda de ação para a mudança. Ela é emancipatória. como perspectivas feministas. O processo da pesquisa qualitativa é principalmente indutivo. A teoria queer é uma teoria sobre o gênero que afirma que a orientação sexual e a identidade sexual ou de gêne.ritores que adotam a concepção reivindicatória/participatória (ou emancipatória) têm se baseado nas obras de Marx. . como capacitação. as instituições nas quais os indivíduos trabalham ou vivem e a vida do pesquisador. as perspectivas teóricas podem esrar integradas às suposições filosóficas que constroem um quadro das questões que estão sendo examinadas. Assim. não existem papéis sexuais essencial ou biologica~ nlente jnsc. os pesquisadores qualitativos procuram entender o contexto ou o cenário dos participantes. opressão. 3. alguns dos esc. mas pode servir como base também para a pesquisa quantitativa. 4. elevando sua consciência ou sugerindo uma agenda de mudança para melhorar suas vidas. reoria da homossexualidade e teoria da incapacidade . Creswell nascemos em um mundo de significado que nos é conferido por nossa cultura. Embora esses sejam grupos diferentes e minhas explicações aqui sejam generalizações. A geração básica de significado é sempre social. Nesse espírito.is de descro· penhar um ou vários papéis sexuais. cabe examinar o resumo de Kemmis e Wilkinson (1998) sobre os principais aspectos das formas defensivas ou participativas de investigação: 1. de modo a não marginalizar ainda mais os participantes como um resultado da investigaçiio. a analisar as informações ou a colher as recoro- Projeto de pesquisa 33 pensas da pesquisa.lacionadas a importantes questões sociais atuais. A concepçao reivindicatória e participatória Outro grupo de pesquisadores abraça as suposições filosóficas da abordagem reivindicatária/participatória. dominação. supressão e alienação. Uma concepção reivin dicatória/p articipatória defende que a investigação da pesquisa precisa estar interligada à política e à uma agenda política. Essa concepção é tipicamente encontrada na pesquisa qualitativa. Também interpretam o que encontram. É prática e colaborativa.enfoques teóricos que serão discutidos detalhadamente no Capítulo 3. Nesse sentido. A pesquisa reivindicatória proporciona uma voz a esses participantes. como a necessidade de capacitação. os participantes podem ajudar a planejar as questões. Por isso. principalmente. portanto. Essa concepção filosófica se concentra nas necessidades dos gn1pos e dos indivíduos em nossa sociedade os quais possam estar margina· lizados ou privados de privilégios. teoria queer'. as pessoas a serem estudadas e as mudanças são necessárias. visitando tal contexto e reunindo informações pessoalmente. com o investigador gerando significado a partir dos dados coletados no campo. A ação participativa é recursiva ou dialética e se concentra em produzir mudança nas práticas. O pesqllisador com frequência começa com urna dessas questões como o ponto focal do estudo. em vez de sobre ou para ouccas pessoas. precisa-se tratar de questões especificas. a coletar os dados.

das sicuações e das consequências do que das condições ancecedentes (como no pós-positivismo). também decide sobre um tipo de escudo dentro destas rrês escolhas. baseados nas consequências pretendidas. 1990). xiv). Escritores recentes incluem Rorty (1990). os escudos de métodos mistos podem incluir uma feição pós-moderna. • A verdade é o que funciona no momento. Thshakkori e Teddlie (1998). 1992). 1985). históricos e políticos. Isso se aplica à pesquisa de métodos miscos. Assim. quantitativa ou qualitativa). na pesquisa de métodos mistos. p.34 John W. 1992). 1998). um enfoque teórico o qual reflita objetivos de justiça social e objetivos políticos. A escolha dos tipos será enfatizada nos Gapírulos 8. Murphy (1990). estabelecer um propósito para sua combinação. as técnicas e os procedimentos de pesquisa que melhor se ajuscem a suas necessidades e propósitos. quantica· tiva ou de métodos mistos para conduzir. assim como para diferentes formas de coleta e análise dos dados. o que funciona. quanto qualitativos. Por isso. o pragmatis mo enquanto concepção surge mais das ações. Os pesquisadores pragmáticos olham para o que e como pesquisai. 2007) ou de metodologias da pesquisa (Menens. Panon (1990) e Chenyholmes (1992). Mead e Dewey (Cherrybolmes. No entanto. 9 e 1 O. Há uma preocupação com as aplicações. As estratégias da investigação são os tipos de projetos ou modelos de métodos qualitativos. porque eles intentam proporcionar o melhor entendimento de um problema de pesquisa. James. ex. e as minhas próprias. à medida que a tecnologia da computação impulsionou nossa análise dos dados e a capacidade para analisar modelos complexos e que os indivíduos articularam novos procedimentos para conduzir a pesquisa nas ciências sociais. em que os investigadores se baseiam abundantemente tanto nas suposições quantitativas quanto nas qualitativas quando se envolvem em sua pesquisa.. para o pesquisador de métodos mistos. 1983. • Os pesquisadores individuais têm uma liberdade de escolha. Estratégias da investigação O pesquisador não apenas seleciona um escudo qualitativo. Morgan (2007) e Paccon (1990) comunicam sua importância por concentrar a atenção no problema de pesquisa na pesquisa das ciências sociais e utilizam abordagens plurallsticas para derivar conhecimento sobre o problema. entre outros. os investigado· • • • • res usam tanto dados quantitativos. Outros as têm chamado de abordagens da investigação (Creswell. Os pragmáticos acreditam em um mundo externo independente da mence. Usando as concepções de Cherryholmes (1992). As escratégias disponíveis ao pesquisador aumentaram no correr dos anos. os pesquisadores que utilizam métodos mistos buscam muitas abordagens para coletar e analisar os dados. De maneira semelhante. diferentes concepções e diferentes suposições. assim como daquele alojado na mente. Desta maneira. antes de rudo. uma base lógica para as razões pelas quais os dados quantitativos e qualitativos precisam ser combinados. mas. O pragmatismo deriva das obras de Peirce. os pesquisadores são livres para escolher os métodos. Essa filosofia tem muitas fonnas. o pragmatismo proporciona uma base filosófica para a pesquisa: • O pragmatismo não está comprometido com nenhum sistema de filosofia e de realidade. acredicam que precisamos parar de formular questões sobre a realidade e as leis da natureza (Cherryholmes. Morgan (2007). Os pesquisadores de métodos mistos precisam. para muicos. o pragmatismo abre a porta para mí1hiplos métodos. e as soluções para os problemas (Panon. aonde eles querem chegar com ela. escra- . "Eles simplesmente gostariam de mudar o tema" (Ron:y. Creswell Projeto de pesquisa 35 os aurores reivindkatórios/panicipatórios engajam os pan:icipantes como colaboradores ativos em suas investigações. A concepção progmcltlca Oucra posição sobre as concepções vem dos pragmáticos. Em vez de se concencrarem nos métodos. ou seja. Não se baseia em uma dualidade entre a realidade independente da mente ou inserida na mente. Como uma base filosófica para os escudos de métodos mistos. • Os pragmáticos não veem o mundo como uma unidade absoluta. Dessa maneira. quanticativos e mistos que proporcionam uma direção específica aos procedimentos em um projeto de pesquisa. os pesquisadores enfatiuun o problema da pesquisa e utilizam todas as abordagens disponíveis para entender o problema (ver Rossman e Wilson. Os pragmáticos concordam que a pesquisa sempre ocorre em contextos sociais. em vez de se aterem a apenas uma maneira (p.

.Projeto de pesquisa 37 36 John W. Heron e Heward. • A pesquisa de levantam. 1991). Inclui estudos uansversais e longitudinais. Clandinin e Connely (2000) construíram um quadro sobre o que fazem os pesquisadores narrativos. 2004) e ouaas não menóonadas (ver CresweU. 1963). Esse processo envolve o uso de muitos estágios da coleta de dados e o refinamento e a inter-relação das categorias de informação (Charmaz. 2006.. Paro dcrnlhcs ver: CHARMAZ. Strauss e Corbin. Dentro dos quase-experimentos estão incluídos os projetos de tema único. e arualmente estão disponíveis procedimentos t'Ompleros sobre abordagens específicas de investigação qualitativa. com muitas variáveis e tratamentos (p. e Strauss e Corbin (1990. os quais utilizam projetos não aleatórios (J<eppel. Esse impacto é avaliado proporcionando-se um tratamento específico a um grupo e o negando a outro.A con$trução da itorlafimdamenrada: guia prático parn análise qunlitaliva. Moustakas (1994) discutiu as doutrinas filosóficas e os procedimentos do método fenomenológico. O processo de pesquisa é flexível e se desenvolve. de um processo. reconhecendo que abordagens como a pesquisa de ação paniópaàva (Kenunis e Wilkinson. • Fenomenologia como os levontementos • Etnograrias • Soquenctal 1 • ConoomJtante • Tronsformotlva • Estudos de teoria fundamentada • Estudo de caso átratéglas quantitativas Ouranre o fina) do século XIX e todo o skulo XX. de R. as estratégias quantitativas têm envolvido experimentos complexos. Por exemplo. Nesre livro. lnlrOduw aqui aquelas que serão discutidas mais adiante e que são citadas em exemplos cm todo o livro. e os quase-expe- Na pesquisa qualilativa. Duas caracterlstic:as principais deste modelo são a constante comparação dos dados com as categorias emergentes e a amostragem teórica de diferentes grupos para maximizar as semelhanças e diferenças encre as informações. ação ou inceração fundamentada nos pontos de vista dos participantes. Mais recentemente. os números e os tipos de abordagens também se tomaram mais claramente visíveis durante a década de 1990 e o início do século XXJ. tipicamente. 2007b). de atirudes ou de opiniões de urna população. ex. CresweU tégias frcquentemenre utilizado nas ciências sociais.los de equação estrutural elaborados que incorporam caminhos causais e a identificação da "força" coletiva de múltiplas variáveis. 1998). com a intenção de generalizar a partir de uma amostra para uma população (Babbie. e Stake (1995) sugeriu processos envolvidos na pesquisa de estudo de caso. esrudando uma amostra dessa população. 1998) identific:aramosprocedimentosdateoriafundamentada. 1998). além de experimen1os específicos de tema único (Cooper. Os experimentos incluem os experimentos verdadeiros. Estratégias qualitativas Quadro 1. Neste livro. thlo OuolflatJva • Projetos experimenteis "' • Pesquisa narrativa • Projetos n&o exporimen1&ls. Os livros têm resumido os vários tipos (como as 19 estratégias identificadas por Wolcott. Ncuman e McConnick. . 2009. as estrarégias da investigação associadas à pesquisa quanótativa eram as que invocavam a concepção pós-positivista. de maneira contextual em resposta às realidades vividas encontradas no ambiente de campo (LeCompte e Schensul. Wolcott (1999) resumiu os procedimentos etnográficos.2. 1990). K. utilizando questionários ou entrevistas esrruturadas para a coleta de dados. concentro-me em duas estratégias de investigação: levantamentos e experimentos. abstrata. 1987. Uma visão geral dessas estratégias está mostrada no Quadro 1. • N. 1990. • A pesquisa exp erimental busca detenninar se um tratamento especifico influencia um resultado. • Etnografia é uma estratégia de investigação em que o pesquisador estuda um grupo cultural intacto em um cenário natural durante um período de tempo prolongado. a análise do discurso (Cheek. • Teoria fundamentada· é uma estratégia de investigação em que o pesquisador deriva uma teoria geral.e nte proporciona uma descrição quantitativa ou numérica de rendências. coletando principalmente dados observacionais e de entrevistas (Crcswell. Pono Alegre: Aruned. chamados de quase-experimentos e de estudos correlacionais (Gampbell e Smnley. riJnentos. Estas incluíam experimencos reais e os experimentos menos rigorosos. projetos fatoriais e projetos de medição repetida). os exemplos são baseados nas estratégias que se seguem. Elas também têm incluído mede. e depois determinando como os dois grupos pontuaram em um resultado. 1999). com a designação aleatória dos individues às condições de tratamento.2 Esrrarégias alternativas da investigação Quonti. 2007b) são lllJTlbém maneiras viáveis para a condução de estudos quallrativos. 2001). 1995).

Essas informações sã. nesse modelo. Nascia assim a criangulação das fontes de dados. Por exem· pio. quando Campbell e Fisk utilizaram múltiplos métodos para estudar a validade de traços psicológicos. o pesquisador inclui ou põe de lado suas próprias experiências para entender aquelas dos participantes do estudo (Nieswiadomy. para que o pesquisador possa generalizar os resultados para uma população. de convergência. como mulheres. o esrudo pode iniciar com um método quantitativo. Os casos são relacionados pelo tempo e pela atividade. 1998). Eles encorajaram outros a empregar sua maaiz de múltiplos métodos para examinar múltiplas abordagens à coleta de dados. 1994). os resultados de um mérodo podem ajudar a identificar os partici· panres a serem escudados ou as pergunras a serem feiras pelo outro mécodo (Tashakkori e Teddlie. • Procedimentos de métodos mistos concomitantes são aqueles em que o pesquisador converge ou mistura dados quantitativos e qualirativos para realizar uma análise abrangente do problema da pesquisa. um meio oara a busca de convervência en1 re os méro- Projeto de pesquisa 39 1 1 ~ 1 dos qualitativos e quanritativos (Jick. Como alternativa. integrados e com· binadas (CresweU e Plano Clark. Nesse modelo. o pesquisador pode incorporar uma fomrn menor de dados com ouua coleta de dados maior para analisar diferentes tipos de questões (o qualitativo é responsável pelo processo enouanto o ouantitativo é resoonsável oelos resultados). ou conexão. dos dados quantitativos e qualitativos.o. O conceito de misturar diferentes métodos originou-se em 1959. e o procedimento envolve o esrudo de um pequeno númerQ de indivíduos por meio de um engajamento extensivo e prolongado para desenvolver padrões e relações significativas (Maus· takas. Isso pode envolver iniciar com uma entrevista qualitativa para propósitos exploratórios e prosseguir com um método quantitativo. minorias émicas/ raciais. tais como mulrimécodos. 2000). uma atividade. e os pesquisadores coletam informações detalhadas usando vários procedimenros de coleta de dados durante um período de tempo prolongado (Srake. ex. Sieber. Em particular. Como alternativa. Estratégias de mlltados mirtos As estratégias de métodos mistos não são rãa conhecidas quanto as abordagens quantitativas ou qualitativas. de levantamento com uma amostra ampla. O entendimento das experiências vividas distingue a fenomenologia como uma filosofia e também como um método. Ou os métodos podem servir a um propósito maior. 1995). 1993). No fim. Reconhecendo que codos os métodos têm limitações. e logo abordagens associadas aos mécodos de campo. • Pesquisa narrativa é uma estratégia de investigação na qual o pesquisador estuda as vidas dos indivíduos e pede a um ou mais indivíduos para contar histórias sobre suas vidas. com frequência. três estratégias gerais e umas tantas variações dentro delas estão ilustradas neste livro: • Procedimentos de m étodos misto s seque n ciais são aqueles em que o pesquisador procura elaborar ou expandir os achados de um método com os de outro método. para defender grupos marginalizados. pessoas portadoras de deficiências e pobres (Menens. seguido por um método qualirativo que envolva uma exploração detalhada de alguns casos ou indivíduos. os pesquisadores acharam que os vieses ineremes a qualquer mérodo especifico poderiam neutralizar ou cancelar os vieses de outros métodos. Além disso. 2003). Essas razões para combinar os métodos levaram os escritores do mundo todo a desenvolver proced imenros para estratégias de investigação de métodos mistos. citações qualitativas corroboram resulcados estatísticos. a ideia da combinação evoluiu da busca da convergência para a real in· tegração.. Isso estimulou outros a combi· narem os métodos. no qual uma teoria ou conceito é tesrado. um processo ou um ou mais indivíduos. Nesse processo. 2003). recontadas ou re-historiadas pelo pesquisador em uma cronologia narrativa. 2007). o investigador coleta as duas formas de dados ao mesmo tempo e depois integra as informações na interpretação dos resultados gerais. transformativo. 2007). o que trouxe os numerosos termos encontrados na literatura. . a narrativa combina visões da vida do participante com aquelas da vida do pesquisador em uma narrativa colaborativa (Clandinin e Connely.38 JOhn W. membros das comunidades gays e lésbicas. Creswell • Estudos d e caso são uma estratégia de investigação em que o pesquisador explora profundamente um programa. e a moldar procedimentos para a pesquisa (Tashakkori e Teddlie. foram combinadas aos levantamentos tradicionais (dados quantitativos. 1979). Creswell e Plano Clark. com respeito a um fenômeno. um evento. descritas pelos participantes. como observações e entrevistas (dados qualitativos). • Pesquisa fenomenológica é uma estratégia de investigação em que o pesquisador identifica a essência das experiências humanas. 1973). No início da década de 1990. os dados qualitativos e quantitativos podem ser unidos em um grande banco de dados ou os resultados usados lado a lado para reforçar um ao oucro (p.

- do llAudes. as estrntégias e os métodos. todos concribuen1 para um projeto de pesquisa que 1ende a ser quantitativo. por seu grau de natureza predeterminada.Projeto de pesquisa 41 40 John w.4 cria distinções qune podem ser úteis na escolha de uma abordagem. Como mostra o Quadro 1. Quadro 1. o tipo de dados analisados pode ser informações numéricas reunidas em escalas de instrumentos ou informações de texto registrando e relatando a voz dos participantes.açao dos b-Oncos óo dados Os pesquisadores coletam dados sobre um instrumento ou teste (p. Em algumas fonnas de pesquisa.lbNIClades • Ané6se eslallsllco o de 1ex10 +- Mêlodot qu1lltotlvo1 • Métodos omor-gontet • Perguntas abertas • Dedos de entrevistas. a coleta de dados pode envol- ver visitar um local de pesquisa e observar o comportamento dos indiv[duos sem questões predeterminadas ou conduzir uma entrevista em que seja permitido ao indivíduo falar abertamente sobre um tópico. qunlimtivo ou misto. OS PROJETOS DE PESQUISA . .. seu uso de questionamento fechado YeTSus abeno e seu enfoque na análise de dados numéricos ~'l!rsus dados não numéricos. Essa tabela também inclui práticas de todas as três abordagens que estão enfatizadas nos caplculos restantes deste livro. análise e interpretação dos dados que os pesquisadores propõem para seus estudos. um conjunto de quesrões sobre atitudes com relação à autoestima) ou reúnem informações sobre uma lista de controle comportamental (p. são coletados. e as infonnações são analisadas por meio procedimentos estatísticos e da testagem de hipóteses. dado$ do -oçlo. É utilizado um projeto experimental em que as atitudes são avaliadas tanto antes quanto depois de um tratamento experimental. dados d o . Os cenários típicos da pesquisa podem ilustrar como esses crês elementos são combinados em um projeto de pesquisa. Métodos quentltotlvos • Prodotormln&do • Oueslões baseados no inSllUn*llO • Dados do dosampenho. Os dados são coletados em um instrumento que mede atitudes. analisados e interpretados tanto dados quantitativos quanto qualitativos. Dentro desse enfoque pode haver um método de coleta de dados que envolva uma abordagem sequencial ou concomitante. convém considerar toda a série de possibilidades da coleta de dados e organizar esses métodos. o pesquisador testa uma teoria especificando hjpóteses estritas e a coleta de dados para corroborar ou para refutar as hipóteses.3.3 M~todos quantitativos.• dados audiovisuais • Anéise de toxto e imagem • lnle<p<etação de 1emas e do pad1Ces • Por meiO do lnl8fl)rol. O Quadro 1. o pesquisador faz inferências tanto sobre os bancos de dados quantitativos quanto sobre os bancos de dados qualitativos. por exemplo. &ses métodos serão mais desenvolvidos nos Capítulos 8 a 10. • Abordagem quancitativa . dados ~·­ de°""'° • Anilllse osl8lis!JC8 • lnl8<proloção ostalfsllca -> mistos e qualitativos M6lodo1 ml1lo1 • Tanto métodos P<edelormlnados quonlo omergentee • Tanlo qUMtõel ebec1as quanto fechadas • Formas müft. ex. Nesse caso dos métodos mistos.Concepção pós-positivista. &se enfoque proporciona uma estruturo para tópicos de interesse. Além disso. craswen • Procedimentos de métodos mistos transformativos são aqueles em que o pesquisador utiliza um enfoque teórico (ver Capfrulo 3) como uma perspectiva ampla em um projeto que contém tanto dados quantitativos quanto qualitativos. métodos para coleta de dados e para os resultados ou mudanças previstos pelo estudo.plas de Cadolba-em !Odas as poss.CONCEPÇÕES. Na outra extremidade do condnuo. Os dados coletados por instrumento podem ser ampliados com observações abertas. Métodos de pesquisa O terceiro elemento imponance da estrutura são os métodos de pesquisa específicos que envolvem as fonnas de coleta. em grande parte sem o uso de perguntas especificas. ex_. A escolha dos métodos vai depender de a intenção ser especificar o tipo de infonnação a ser co· letada antes do estudo ou pennitir que ela surja dos participantes do projeto. ESTRATÉGIAS E MÉTODOS As concepções. estratégia de investigação experimental e avaliações pré e pós-teste das atitudes Nesse cenário. Os pesquisadores fazem interpretações dos resultados estatísticos ou interpretam os temas ou os padrões que emergem dos dados. ou os dados de censo podem ser acompanhados de entrevistas exploratórias detalhadas. observação de um trabalhador engajado em uma habilidade complexa).

. se o problema requer (a) a identificação de fatores que influenciam um resultado.nin.. _.Concepção parricipativa.. Essa é também a melhor abordagem a ser utilizada para testar uma teoria ou uma explica~ão. O estudo começa com um levantamento amplo para generalizar os resultados para uma população e depois.'lldr1*. Coloca t l g o . J-·-· ooml>lnaçao lnlogra os dados de d1ftffflefl estágios da lnvoSllgaçao • Apres&nta quadros vlsuO:Jtctot numericamente procedimentos do HWdo Empcega as Fazlnlltpr-- • Abordagem de métodos mistos .. e. O pesquisador baseia a investigação na suposição de que a coleta de diversos tipos de dados proporciona um melhor entendimento do problema da pesquisa. "'POt'.. o investigador procura examinar uma questão relacionada à opressão dos indivíduos. quan10QU11à111Yol --. modelo emográfico e observação do comportamento Nessa situação.lbbcoo ~Q-- Colobo<o "'"'.4 Abordagens qualiracivas. etll8t6gtil de Levantamenlôt e experimonlOI lnvHtigllÇOO leorie fundamentada....... Um dos principais elementos da coleta de dados CRIT~RIOS PARA A SELEÇÃO DE UM PROJETO DE PESQUISA Dada a possibilidade das abordagens qualitativas.-0 Clll ... o pesquisador procura estabelecer o significado de um fenômeno a partir dos pontos de vista dos participantes.. emografia).... Onloo Tm valof"es pessoais P8'8 o esiudo Estuda o <Xlfltexto ou o ambiente dot pwbc:ipantss ....c. ex.. ..1 fechndat.. as experiências pessoais do pesquisador e o(s) público(s) para o qual o relatório será redigido. (b) a utilidade de uma intervenção ou (c) o entendimento dos melhores prcditores de resultados. Alguns tipos de problemas de pesquisa social requerem abordagens específicas. em uma segunda fase. do- • Observa eevall dessa maneira é observar os comportamentos dos parricipantes engajando-se em suas aóvidades._ OOl .. DN1n<'Ofwl uma as JnformeçOos U.-.. _. ~ • Abordagem qualitativa-Concepção construtivista. modelo narrativo e entrevista aberta Para esse esrudo..C ___.- . São coletadas histórias sobre a opressão do individuo usando uma abordagem narrativa. O problema de pesquisa Um problema de pesquisa.. coleca sequencial de dados quanótaóvos e qualitativos . -.- T. _ .. eal'Udo de caao e narrellva Emprege euea º""'._gUllntftettv•• conhec:imenlD con. então uma abordagem quantitativa é melhor... ~· eonc.ebe'1as.. obonlagena eb0rdag6ns .-. Os indivíduos são entrevistados com uma certa profundidade para determinar como experimenraram a opressão pessoalmente.•botdoQoN • Abordagem qualitativa .M om um • ldentdk• v•~ P"QUl>ldo< conceito ou fenõmeno ..-... Por exemplo..·-·Cdma--ou -1ran1tormetlvas Tanto queslOM aberta& quan\O • Ouesio..d o texto ou imagem obctdagtns dadoo- -quanto ~ Usa-do --· Pwitbe-M . a quest-âo da discriminação racial).. etnogratla. -.. quantitativas ou de métodos mistos...Uou~ ·~ variéveh &m qUf!laKlétou hlpólNOI • P<oaiça•- . . quais fatores afetam a escolha de uma abordagem sobre outra para o projeto de uma proposta? Além da concepção. conmlMsln/ ~ Empt9QaetNll F1nome<10iogll... é uma questão ou uma preocupação que precisa ser tratada (p.. estariam o problema de pesquisa. concentra-se em entrevistas qualitativas aberras visando a coletar pontos de vista detalhados dos participantes. Creswell Projelo de pesquisa 43 Quadro 1.. . da estratégia e dos métodos. m610dao ~· m6eo da1 mlsloa ~do do il Oedel9QÕ8S de . mais detalhadamente discutido no Capítulo S.~ • -·-. .Concepção pragmática._ E- pt1Q._.:""*'*'4o ~·· c:oneomltenlet e . quantitativas e de métodos mistos Abord1g1na Tende e ou li~---· u.42 John w..1t1111t11Ce ~- ~ou- . Isso significa identificar o grupo que compartilha uma cultura e estudar como ele desenvolve padrões compartilhados de comportamento no decorrer do tempo (isso é.

em estilo literário. A pesquisa qualitativa é exploratória e conveniente quando o pesquisador não conhece as variáveis importantes a serem examinadas. sem dúvida. Os estudantes devem considerar as abordagens normalmenre preferidas e usadas por seus orientadores. As experiências desses públicos com os estudos quanticacivos. Isso se ajusta a uma pessoa que goste tanto da estrUrura da pesquisa quantitativa quanto da flexibilidade da investigação qualitativa. Pú blico Finalmente. existem para eles procedimentos e regras criteriosamente elaborados. Experiências pessoais O treinamento e as experiências pessoais do próprio pesquisador cambém influenciam sua escolha da abordagem. devido à necessidade de coletar e de analisar dados quantitativos e qualitativos. Por outro lado. os pesquisadores podem primeiro levantar um grande número de indivíduos e depois acompanhar alguns participantes com o intuito de obter sua linguagem e suas expressões específicas sobre o tópico. quantitativo ou de mé todos mistos. As decisões sobre a escolha de um projeto também são influenciadas pelo problema de pesquisa ou pela questão que está sendo . as estratégias de investigação especificas e os métodos de pesquisa. Nessas situações. podem preferir a abordagem qualitativa. os indivfduos que gostam de escrever de uma maneira lirerária ou de realizar entrevistas pessoais ou. Para o pesquisador de métodos mistos. um fone estímulo para escolher cópicos de interesse pessoal . Croswell Por outro lado. uma forma que os indivíduos. pode ser desconfortável desafiar as abordagens aceitas entre alguns docenres utilizando abordagens qualitativas e reivindicatóriaS/participatórias para a investigação. Além disso. se um conceito de fenômeno precisa ser entendido porque pouca pesquisa foi realizada a respeito. as abordagens qualitativas abrem espaço para a inovação e para trabalhar mais dentro das estrUturas planejadas pelo pesquisadot Elas permitem uma escrita mais criativa. o projeto vai requerer um tempo extra. comitês de escudantes de pós-graduação. Por exemplo. há. porque o tópico nunca foi tratado com uma determinada amoscra ou grupo de pessoas e porque as teorias existentes não se aplicam à amostra ou ao grupo particular que escá sendo escudado (Morse. em estatística e programas de estatística computadorizados e que cambém seja familiarizado com as publicações de natureza quantitativa teria uma maior probabilidade de escolher um projeto quantitativo. leitores de reviscas. Esse público pode ser composto de editores de periódicos. participantes de conferências ou colegas da sua área. Esse tipo de abordagem pode ser necessária porque o tópico é novo. ainda. Como alrernativa. podem gostar de usar. os pesquisadores precisam identificar se empregarão um projeto qualitativo. Nessa pesquisa. bem como os meios para a realização de estudos de métodos mistos. Um individuo treinado em escrita técnica e ciencífica. O pesquisador de métodos mistos é um indivíduo familiarizado com a pesquisa quantitativa e com a pesquisa qualitativa. Por outro lado. Esse projeco se baseia em unir uma concepção ou as suposições sobre pesquisa. os pesquisadores são sensíveis ao público para quem relatam sua pesquisa. mostra-se vantajoso coletar tanto dados quantitativos fechados quanto dados qualicativos abertos. então ele merece uma abordagem qualitativa. Projeto de pesquisa 45 Como os estudos quantitativos são o modo tradicional de pesquisa. também tem o tempo e os recursos para colecar tanro dados quantitativos quanto qualitativos. 1991). de realizar observações de peno. ou quando os potenciais da pesquisa quantiu1tiva e da pesquisa quantitativa não conseguem proporcionar o melhor entendimento. Os pesquisadores podem se sentir mais à vontade com os procedimentos extremaniente sistemáticos da pesquisa quantitativa. um pesquisador pode querer generalizar os resulcados para uma população e também desenvolver uma visão detalhada do significado de um fenômeno ou de um conceito para os indivfduos. Um projeco de mécodos mistos é úcil quando a abordagem quantitativa ou qualitativa em si é inadequada para um bom entendimento de um prnblema de pesquisa.44 John w. Para os escritores que prefere m a abordagem reivindicarória/panicipatória. o investigador primeiro realiza uma exploração geral para saber quais variáveis estudar e depois estuda essas variáveis com uma amostra maior de indivfduos. qualitativos ou de métodos mistos podem moldat a cornada de decisão em relação a essa escolha RESUMO Ao planejar um projeto de pesquisa. os quais tendem a ter um an1pio escopo. para alguns indivíduos.quescões que se relacionem a pessoas marginalizadas e a um interesse em criar uma melhor sociedade para elas e para rodos. Além disso.

ciência social interpretativa e ciência social critica .ve in the research procas. Mlchllcl Crouy oferece uma esmnura útil para vincular as muitas questões epistemológicas. p.tism and sclendfic ttalism". consrrutivlsta e participatório. Isso amplia a análise anterior apresentada na primeira e segunda edições do Handbook.tlgações. C. New York: Ro utledge. Exen:Jcios de Red•çlo 1.'lo de Cherryholmes indica que o pragmatismo é direcionado por consequências amecipadas. Especialmente dtll no entendJmen10 do significado ahemauvo da metodologm é o Capítulo 4. Y. C. N.em termos de oito pergumas (p. A vers. CA: Sage. 1pC!Ctl. Registram. S. l1S seis principais caractcristicas dessa abordagem da investigação e discutem como a pesquisa de ação é praticada nos nlvcis Individual. como o conhecimento se acumula e dos critérios de excelência ou de qualidade. Pos tposi. Action rucarch in practlce: Partnershlps f or soclaljusrice in educatlo n (p. O que distingue um estudo quantitativo de um estudo qualitativo? Mencione três caractertsticas.d~ncio social positivlsra. 8t Uncoln . Em dois capltulos. natureza da realidade). D. social ou em ambos. ex. (2000). e que nossas justificativas para o conhecimento podem ser extraldas de novas ltwe. o processo da pesquisa). "O que é Pós-Positivismo?" e "Compromissos FilosóftCOS dos Pesquisadores Pós-Positivistas". CA: Sage. Bm N. Ele imer-rcladono os quatr0 componentes do processo de pesquisa e mostra em uma tabela uma amOStm representativa dos tópiros <li! cada componente. eles as contrastam em termos de sete questões. Guba. isso inclui saber que o conhecimento humano~ mais conjectura! do que incomcsulvcl. Neuman. perspectivas teóricas. Yvolll\8 Lincoln e Egon Cuba apresentaram 11$ crenças básicas dos cinco paradigmas da investigação alternativa na pesquisa de ciêndM sociais: positivista. L. Identifique se essa seria uma pesquisa quanlitativa. o feminismo. Social ruearclt m etltods: Quallratl ve an. como da natureza do conhecimento. Stephen Kemmis e Mervyn Wilklnson apresenmm uma excelente vislio geral da pesquisa participativa. C. em especial. os autores apresentam importantes ideias sobre o pós·positivismo.d quantl· tati. Em 8. inu1ulado "Os Significados da Metodologia". "Paradlgmatlc contl:'Oversles.). Detuln a Y.tivúim and edu. G. S. 3. Weeks (tds. " Perdd patory acdo n ttSearch and the s tudy of p r a ctlce". e pela adoção do ldcla de que há um mundo externo independente de ll05S8S mentes. C. qualitativa ou de métodos mistos.s Burbules resumem 11$ prinópais ideias do pensamento pós· positivista. 2 136). 1bousand Oaks. utilizando as quatro combinações de concepções. Lincoln. O paradigma parridpatório acrescenta outro paradigma altemaúvo àqueles originalmente sugeridos na primeira edição. agosto-setembro). Bos ton: Allyn & Bacon . como sabemos o que sabemos) e da metodologia (isto ~. The Sage handbook of qualitotiw re~earclt (3rd ed. 191·215). discuta um projeto que reuna concepção. da epistemologia (lstso é. tais como o pós-modernismo. (1998). (2000). and e merglng confluences•. con tra dlctlons. w. E. (19 92. 2. s. Tbousand Oaks. o consuucionismo e o positivismo. 1bousand Oaks.ProJ!to de pesquisa 47 46 John W. a WUJdns on.nte aquelas que o diferenciam do positivismo. LEITURAS ADICIONAIS CbUT)'holmes. pós-positivista. Cl:'Ott)I M. . Lawrence Neuman apresenta um tex10 abrangente sobre os métodos de pesquisa como introdução à pesquisa em ciências sociais. Kemnds . Educational ltuearclter. Lanham. Após uma breve apresentação dessas dnco abordagens. pelas experiências pessoais do pesquisador e pelo público para a qual o pesquisador escreve. Cada um é apresentado em termos da oncologia (isto é. Escolha um tópico que gostaria de estudar e. pela relu~cia cm contar uma história verdadeira. a Burbules. estratégias e métodos. Phíllips e Nichola. O que constitui uma explicação ou teoria do realidade social? O que parece uma boa evidência ou umn informação facrunl?) Phillips. especlnlme. H.17. The fouruJatíoru of M>dal • m ndt: Mconing and per. Creswell estudada. 13.v e approache6. MD: Rowman Se Uttlef'leld. Identifique uma questAo de pesquisa em um artigo de periódico e discuta qual projeto seria o melhor para estudar a queslllo e por quê. 1àmbém estão incluídas nesse artigo mulw refcrênc:ias a csc:ritottS históricos e rcc~ucs sobre o pragmatismo como uma posrura filos66ca. Kemmls Se P. estratégias de Investigação e métodos de pesquisa apresentadas na Figura 1. da teoria crítica. a indagação aitica. M. metodologia e métodoo da pesquisa social. K.cational rueardt.. "Notes on p ragma. Cleo Olenyholmes discute o pragmnlismo enqunnto perspectiva comrnsmntc do realismo dentífico.. cm que ele contrasra tr~s metodologias . o inierpreóvismo.1 . AtWeh. S. 14. O. (2005). O ponto forte desse artigo são as numerosas d~ de escritores sobre o prag· modsmo e um esclarecimento de uma versão do pragmorismo. (1998).

Em minha opinião. tal como "ensino acadêmico". Uma resposta pode ser: "Meu estudo é sobre as crianças em risco no ensino médio" ou "Meu estudo é sobre como ajudar os docentes a se tomarem melhores pesquisadores". de uma maneira direca e simples. Depois a discussão passa para o processo real da revisão da literaruro. Como seria escrito esse lftulo do trabalho? Experimente completar esta frase: "Meu escudo é sobre .. qua11titntivos e de métodos mistos. seguindo para os prindpios úteis para o planejamento da lirerarura em esrudos qualitativos.". considere um título com não mais de 12 palavras. Essa revisão da literatura ajuda a detenninar se vale a pena estudar esse tópico e proporciona insight sobre as maneiras em que o pesquisador pode limitar o escopo para uma drea de investigação necessdria.. provavelmente foi escrito em uma linguagem geral. Nessa altura. a elaboração ou o esboço de um titulo torna-se um sinalizador importante na pesquisa. quem elabora uma proposta também precisa rever a literatura acadêmica sobre o tópico de seu interesse. O TÓPICO DA PESQUISA Antes de considerar qual literatura usar em um projeto. esse tópico me mantém focado e proporciona uma indicação do que estou estudando.. estruture a resposta à pergunra de forma que ourro acadêmico possa facilmente captar o significado do projeto. Uma falha comum aos pesquisadores iniciantes é estruturarem seu escudo em uma Linguagem com· plexa e erudira. Se foi fáál e rápido de ler. elimine a maior parte dos artígos e das preposições e certifique-se de que ele inclua o foco ou o tópico do estudo. Acredito que. Há várias maneiras de os pesquisadores obterem informações sobre seus tópicos quando estão começando a planejar sua pesquisa (a meu ver. não complicados. . O tópico é o 1ema ou assunto de um estudo proposto. Além das ideias de Wilkinson. Este cap(wlo continua a discussão sobre as considerações preliminares a serem feitas antes de iniciar uma proposta. primeiro identifique um tópico a ser escudado e reflita se é prática e proveitosa a realização do es1 udo. ceis de ler e de entender." "Um estudo de . qualitativa ou de méiodos mistos. e assim por diante. assim como uma indicação com frequência utilizada para comunicar aos outros a ideia central de meu estudo. Descreva o tópico em algumas palavras ou em uma frase curta. Wilkinson (1991) proporciona conselhos úteis para a criação de um titulo: ser breve e evitar desperdiçar palavras. Ele começa com uma dis· cussão sobre a seleção de um tópico e sobre a redação desse tópico. Os projetos bons e sólidos se iniciam com pensamentos diretos. no projeto e na conceirualização gerais. "criatívidade organizacional" ou "escresse psicológico". fá. Use um titulo único ou um titulo duplo. tratando do propósito geral de se utiliz. Pense em um artigo de peródico que você leu recentemente... com a qual muitos leitores podem facilmente se identificar. os pesquisadores também precisam considerar se um c6piro pode e deve ser pesquisado. Essa perspectiva pode resultar da leitura de artigos publicados que passaram por muitas revisões antes de serem publicados. 1992). o tópico deve ser escolhido pelo pesquisador e não por um orientador ou membro de comitê): uma maneira de consegui-lo é esboçar um breve óculo para o escudo..ar a literatura em um estudo. para que o pesquisador possa refletir continuamente sabre ele.Projeto de pesquisa 49 2 Revisão da Literatura Além de selecionar uma abordagem quanritativa. Eliminar palavras des· necessárias como "Uma abordagem do.". uma ideia tangível que o pesquisador pode continuar reenfocando e alterar à medida que o projeto prossegue (ver Glesne e Peshkin. Um exemplo de um título duplo seria: "Uma emografia: compreendendo a percepção que uma criança tem da guerra". Quando os alunos me apresentam sua primeirn perspectiva de um escudo de pesquisa. Fico surpreso ao observar a frequência com que os pesquisadores deixam de esboçar um titulo no inicio do desenvolvimemo de seus projetos. eu lhes peço para dar útulo ao trabalho caso ainda não o tenham escolhido. O tópico 1oma·se a ideia cemral a respeito da qual se vai aprender ou explorar. Nessa rase do planejamento. em minha pesquisa.

Considere como essa questão poderia ser posteriormente expandida para ser mais descritiva de seu estudo (ver Capítulos 6 e 7 sobre a declaração do propósi10 e as questões e as hipóteses da pesquisa). para um escudo mais extensivo dos propósitos do uso da literatura em um escudo). membros de comitê. A questão do deve ser pesquisado é mais complexa. Todas ou algumas dessas razões podem ser a base para a redação da literamra acadêmica em um escudo (ver Miller. p0is teria um apelo maior para um público mui10 mais amplo. "O que leva as pessoas aos locais turísticos do Meio-oeste?". Talvez o mais importame seja se o tópico acrescenta algo ao conjunto do conhecimenco de pesquisa disponível sobre ele se replica estudos passados. A revisão da literatura cumpre vários propósitos. A ques1ão de se o tópico deve ser esrudado também se relacíona a se alguém fora da inscituição ou da área imediara do próprio pesquisador Projeto de pesquísa 51 estaria interessado no tópico. preenchendo lacunas e ampliando estudos anteriores (Cooper. se ajuda a lidar com a justiça socíal ou se transforma as ideias e as crenças do pesquisador. Sendo possível a escolha entre um tópico que pode ser de interesse regional limitado ou um de interesse nacional. Qual ques1ão necessita ser respondida no estudo proposto? Um pesquisador pode perguntar: "Qual é o melhor cratamemo para a depressão?". 1991. Todos os pesquisadores devem considerar como o estudo e seu pesado compromisso de tempo serão compensados na promoção de seus objetivos de carreira. Pergunre "Como este projeto contribui para a literatura?". Um primeiro passo em qualquer projeto é despender um tempo considerável na biblio1eca. Pondere como o estudo pode crarar um tópico que ainda não foi examinado. Alçar ativamence esse tópico a um esrudo de pesquisa requer a reflexão de se o tópico pode e deve ser pesquisado. Esse pomo não pode ser superenfatizado. para revisá-lo e para disseminar os resultados. examinando as pesquisas sobre um tópico (as esrra1égias para o uso efetivo da biblio1eca e dos recursos da biblioteca aparecem mais adiante oeste capítulo).50 John W. o pesquisador pode conseguir pouco apoio dos comitês acadêmicos ou dos planejadores de conferêncía se o estudo não acrescentar nada de novo ao corpo da pesquisa. Compartilha com o lei1or os resultados de oucros estudos que estão intimamente relacioOlldos àquele que está sendo realizado. estender a discussão incorporando novos elementos ou replicar (ou repetir) um estudo em novas situações ou com novos participantes. de orienradores acadêmicos e de membros de comitês acadêmicos. há a questão adicional de como ela é usada na pesquisa e nas proposras. cu optaria pelo último. de autoridades de destaque no campo. Thmbém pode ser pesquisado se os investigadores tiverem recursos para coletar os dados durante um período prolongado e para analisar as informações. Antes de prosseguir com uma proposca ou com um estudo. Creswell Outra escracégia para o seu desenvolvimento é colocar o tópico como uma questão breve. a questão do deve também está relacío· nada aos objetivos pessoais do pesquisador. pode passar para a busca da literatura relacíonnda ao tópico. Considere o tempo necessário para realizar um projeto. Ao elaborar perguncas como essas. Os editores de periódicos. se dá voz aos grupos ou indivíduos sub-representados. A REVISÃO DA LITERATURA Depois que o pesquisador tiver identificado um tópico que pode e deve ser estudado. Ela pode assumir várias formas. Meu melhor conselho é buscar a ooinião de seu oriema- . Finalmente. Vários fltcores podem intervir nessa decisão. Marshall e Rossman. concentre-se no tópico-chave da pergunta como o princípal indicador para o estudo. quer rais objetivos sejam o de realizar mais pesquisa. 2006). Os pesquisadores iniciantes podem propor um grande estudo que seja completo em todos os aspectos. a pessoa precisa pesar esses fatores e consultar outras pessoas para obse1var sua reação a um tópico que está sendo considerado. Relaciona um estudo ao diálogo maior e contínuo na literamra. O uso da literatura Além da questilo de por que a literatura é usada. Um rópico pode ser pesquisado se os· pesquisadores tiverem participantes dispostos a se envolver no estudo. tanro na clareza das questões da pesquisa quanto na abrangência da coleta de dados e na sofisticação da análise estacística. "O que significa ser árabe hoje na sociedade norte· -americana?". de obter uma posição furura ou de progredir na direção de um titulo acadêmico. bem como a disponibilidade de programas computadorizados. No entanto. Busque as reações de colegas. 1984. Proporciona uma escrurura para estabelecer a imp0rtâncía do esmdo e também uma referência para comparar os resul1ados com outrOS resultados. planejadores de conferências e agências de financiamenro apreciam a pesquisa que atinge um público abrangenre.

Uma das principais razões para se conduzir um estudo qualitativo é que o estudo é exploratório. •t- Esta abotdagem é c:om frequência aceilével para um público mais Esla abordegem • - famlllarltado com a ebordagem pós-positivista 118diclonal das revisões da e uma literatura de base no Inicio de um estudo. Nos estudos qualitativos orientados para a teoria. o investigador pode colocar a discussão da teoria e a literatura em uma seção separada.Projeto de pesquisa 53 52 John W. na qual se contrasta e compara uma teoria com outras te0<las encontradas na líloratura. 8Sludos quaitalNOS. como etnografias e estudos de teoria crítica.. Independente da forma. uma base para CO<Tq)at8I e para contrastar os roouttndos do estudo qualltolivo. _ . normalmente no início da escrita. estar incluída na introdução ou permear todo o estudo. ela não precisa ser totalmente desenvolvida e abrangente nesse momento. Sugiro três locais de posi· cionamento. c:om aquele$ estudos que emp<egam uma teo~a &611da Uma segunda maneira é examinar a literatura em uma seção separada. Esse é o padrão para os anigos de pesquisa quantitativa nas revistas. Está contida tipicamente em uma seção chamada "Literatura Relacionada" e segue a introdução a um estudo. Essa estruturação do problema. digamos que tenha 20 páginas de extensão. Exemplot de Upoa de fftrltéglaa adequadas Tipicamente. intitulado uRevisão da Literatura". um modelo tipicamente utilizado na pesquisa quantitativa. a revisão da literatura pode ser encontrada em uma seção separada. e comunica ao leitor que o proponente está informado da literatura sobre o tópico e sobre os últimos escritos. Como mostra o Quadro 2. como a emografia. a titaratura nao guia nem direcion8 o osludo. como revisão da literatura. Uma terceira maneiro é o pesquisador incorporar a . Quadro 2. o uso da literatura na pesquisa qualitativa varia consideravelmente. mas é mais popular na teoria fundamentada. outra consideração é como a literatura pode ser examinado. Outra abordagem é desenvolver um esboço detalhado dos tópicos e das referências potenciais que serão posteriormente desenvolvidas em todo um capitulo. uma vez ldentifle&doa os padrões ou as calegorfes. Em estudos de orientação teórica.1 Usando a literatura em um estudo qualítativo Crttérfot Uso da Literatura A literatura é usada paro esll\lturar o problema na Deve hlMf alguma lltOO!tura dlspoolvel Introdução do estudo A r. dependendo da escolha de uma abordagem qualitativa. Creswell dor ou de membros do corpo docente sobre a maneira como eles gostariam de ver tratada a literatura. fitetatuta A ~te<atura 6 ap<esenlada no'*" do0$lud0. quem o tem estudado e quem tem indicado a importância de se estudar essa questão. e que o pesquisador procura ouvir os participantes e desenvolver um entendimento baseado nas ideias deles. a llle<otura é usada em todoe os Esta abordagem 6 mais adequada para o p1 e e1110 lndutiw da pesquisa qualitativa. depende dos estudos disponíveis.t8nltura é """"'8f1lad8 em uma seção separada. e não para prescrever questões que precisem ser respondidas pelo ponto de vista do pesquisador. Na pesquisa qualicativa. Entretanto. por exemplo. com frequência encontrado em revistas com orientação quantitativa. Para os artigos de pesquisa qualitativa. ~ ldepetldet do tipo. A revisão da literatura em um artigo de periódico é uma forma abreviada daquela encontrada em uma dissenação de mestrado ou tese de doutorado. a literarura sobre um conceito cultural ou sobre uma teoria critica é introdutida no início do relato ou da proposta como uma esrruwra de orientação. Nesse modelo. Pode·se encontrar ilustrações desse modelo em muitos estudos qualitativos que empregam diferentes tipos de estratégias de investigação. Eu em geral recomendo a meus orientandos que a revisão da literatura em uma proposta seja breve e que resuma a principal literatura sobre o problema de pesquisa. e ela pode ser apresentada em qualquer um ou em todos esses locais. em geral o segundo. a teoria crítica ou um objetivo reivindicatório ou emancipatório. Isso em geral significa que nfio foi escrita muita coisa sobre o tópico ou sobre a população que está sendo estudada. evidentemente. mas se toma Ulll.1. nos estudos de caso e nos estudos fenomenológicos. a pesquisa pode incluir a revisão da literatura na introdução. Na teoria fundamemada. há vários modelos para se incorporar a revisão da literatura. a literatura proporciona um pano de fundo útil para o problema ou a questão que conduziu à necessidade do estudo. em uma reunião para a discussão da proposta. quantitativa ou de métodos mistos. tal como quem tem escrito a respeito. pois o corpo docente pode requerer imponantes modificações no estudo. os investigadores usam a literatura de maneira consistente com as suposições de conhecimento do panicipante. o qual pode se estender por cerca de 20 a 60 páginas. a literatura é com frequência menos utilizada para determinar o cenário do estudo. Com uma abordagem fundamentada no conhecimento dos panicipames e na variação pelo tipo de pesqu isa qualitativa. . Esta abotdagem • usada em lados os lipos de projetos qualitatlvos. Nessa colocação. a revisão da literatura é mais curta. como emografias ou emografias criticas.

54 John W. Creswell

literatura relacionada na última seção, sendo usada para comparar e para
coni:ra.star com os resultados (ou temas ou categorias) que emergem do
estudo. Esse modelo é especialmente popular cm estudos de teoria fundamentada, e eu o recomendo porque ele utiliza a literatura indutivamente.
A pesquisa quancúaliva, por outro lado, incluí uma quantidade substancial de lircratura no início de um estudo para proporcionar direção às
questões ou às hipóteses da pesquisa. É também usada aí para introduzir um
problema ou para descrever em detalhes a lireratura existente em uma seção
intirulada "Literatura Relacionada" ou "Revisão da Llterarura", ou algum oucro úrulo similar. Além disso, a revisão da literatura pode introduzir uma
teoria, uma explicação para os relacionamentos espe.rados (ver Capitulo 3),
descrever a teoria que será utilizada e sugerir por que é uma teoria válida de
ser examinada. No l'inalde umesrudo, a literatura é revisitada pelo pesquisador
e é feita urna comparação encre os resultados e os resultados existentes na
literatura. Nesse modelo, o pesquisador quantitativo usa a literarura dedutivamente como estrUtura para as questões ou para as hipóteses da pesquisa.
Cooper (1984) sugere que as revisões da literatura podem ser integradoras, na qual os pesquisadores resumem cernas amplos na literatura. Esse
modelo é popular nas proposras de dissertação e teses. Uma segunda forma
recomendada por Cooper é urna revisão reóriaJ, na qual o pesquisador se
concentra na teoria existente relacionada ao problema que está sendo escudado. Essa forma aparece em artigos de periódicos em que o autor integra
a teoria na introduçào. Uma forma final sugerida por Cooper é uma revisão
metodológica, na qual o pesquisador se concentra nos métodos e nas definições.
Essas revisões podem proporcionar tanto um resumo dos escudos quanto
uma aítica dos pontos fones e fracos das seções dos métodos. Essa última
forma não é vista frequentemente hoje em clia nas dissenações e nas teses.
Em um esrudo de métodos mistos, o pesquisador utiliza uma abor·
dagem qualitativa ou quantitativa da literarura, dependendo do tipo de
estratégia que está sendo utilizada. Em uma abordagem sequencial, a
literatura é apresentada em cada fase de uma maneira consistente com
o método que está sendo usado. Por exemplo, se o esrudo se inicia com
uma fase quantitativa, provavelmente o investigador incluirá uma revisão
substancial da literatura para ajudar a estabelecer uma justificativa para as
questões ou para as hipóteses da pesquisa. Se o estudo começa com uma
fase qualitativa, a literatura é substancialmente menor, e o pesquisador
pode incorporá-la mais próximo ao final do estudo, uma abordagem indutiva. Se o pesquisador propõe um esrudo concomitante com igual peso e
ênfase aos dados Qualitativos e Quantitativos. a literarura DO<le assumir

Projeto da pesquisa 55

formas qualitativas ou quantitativas. Resumindo, o uso da literarura em
um projeto de métodos mistos dependerá da estratégia e do peso relativo
atribuído à pesquisa qualitativa ou quantitativa no estudo.
Minhas sugestões para o uso da literatura no planejamento de um
esrudo qualitativo, quantitativo ou de métodos mistos são as seguintes:
• Em um estudo qualitativo, utilize a literatura parcimoniosamente no
inicio, para comunicar um projeto indutivo, a menos que o tipo do
projeto requeira uma orientação substancial da literatura no inicio.
• Considere o local mais apropriado para a literarura em um esrudo
qualitativo, e baseie a decisão no público visado pelo projeto. Mantenha em mente as opções: colocá-la no infcio para estruturar o
problema, colocá-la em uma seção separada e usá-la no final para
compará-la e contrastá-la com os resultados.
• Utilize a literarura em um estudo quantitativo dedutivamente, como
base para a apresentação das questões ou das hipóteses da pesquisa.
• Em um plano de estudo quanritalivo, utilize a literatura para introduzir o esrudo, para descrever a literatura relacionada em uma
seção separada e para comparar os resultados.
• Se for utilizada uma revisão separada, pondere se a literarura sen\
constituída de resumos imegrativos, de revisões teóricas ou de revisões
metodológicas. Uma prática ópica na redação das dissertações é apresentar uma revisão imegraciva.
• Em um estudo de métodos mistos, utilize a literatura de maneira
consistente com o principal tipo de estratégia e com a abordagem
qualitativa ou quamitativa mais prevalente no projeto.
Técnicas de planejamento

Independentemente do ripo de estudo, vários passos são úteis na
condução de uma revisão da literatura.
Passos no condução de uma revisão do literatura

Uma revisão da literatura significa locali1.ar e resumir os estudos sobre um tópico. Com frequência esses são estudos de pesquisa (desde que
você esteja conduzindo um estudo de pesquisa), mas podem também incluir
artigos conceituais ou reflexões que proporcionem escruturas para se pensar
sobre os tópicos. Não há uma única maneira de condução de uma revisão
da literatura, mas muitos acadêmicos procedem de maneira sistemática
para captar. avaliar e resumir a literamra. Bis a maneira Que recomendo:

56 John w. C<eswell

1. Comece identificando as palavras-chave, as quais serão úteis na
localização dos materials em uma biblioteca acadêmica de uma faculdade
ou uníversidade. Essas palavras-chave podem emergir na idemificação de
um tópico ou resultar de leituras preliminares.
2. Tendoemmemeessaspalavras-chave,dirija·seàbibliotecaecomece
a procurar os materiais (isto é, periódicos e livros) no catálogo. A maioria
das bibliorecas importantes Lem bancos de dados computadorizados, e eu
Lhe sugíro se concentrar inicialmente nos periódicos e livros relacionados ao
tópico. Também comece a buscar bancos de dados computadorizados que
sejam normalmente consu ltados pelos pesquisadores das ciências sociais,
como ERIC, PsyclNFO, Sociofile, Social Scíence Citation lndex, Google
Scholar, ProQuesc e outros (eles serão examinados deralhadarnente mais
adiante). Esses bancos de dados estão disponíveis on-line pelo websire da
biblioteca ou podem estar dispoiúveis em CD-ROM.
3. Inicialmente, tente localizar cerca de 50 relatórios de pesquisa em
artigos ou livros relacionados à pesquisa de seu tópico. Estabeleça uma
prioridade na busca por artigos de periódicos e por Livros, pois são mais
íáceis de localizar e obter. Determine se esses ardgos e livros existem em
sua biblioteca acadêmica ou se você precisa solicitá-los por empréstimo
inter-bibliorecas ou adquiri·los em uma livraria.
4. Dê uma olhada nesse grupo inicial de artigos ou de caplrulos e
tire uma cópia dos que são fundamentais para seu tópico. Ao longo desse
processo, Lente simplesmente obter uma percepção se o artigo ou capitulo
dará uma contribuição úcU para seu entendimento da literamro.
5. Depois que identificar a literatura útil, comece a montar um map a da lite ratura (a ser discutido amplamente mais adiante). Esse é
um quadro (ou figura) visual dos agrupamentos da literatura sobre o
tópico, o qual ilustrará como seu estudo vai contribuir para a literatura
posicionando seu próprio escudo dentro do corpo maior da pesquiso.
'
6. À medida que for montando o mapa da literatura, comece também
a esboçar resumos dos anigos mais importantes. Esses resumos serão
acrescentados à revisão final da literatura que você escrever para sua
proposta ou estudo de pesquisa. Inclua refer!ncias precisas da literatura
usando um guia de estilo apropriado, como o manual de esdlo da Arnerican
Psychological Association (APA, 2001)', para ter uma referência completa
par.i usar no final da proposta ou esmdo.
• N. de R. Pam detalhes ver: APA. Manual de Estilos da APA: regras básicas. Pono Ale·
gre: Aruned, 2006.

Projeto de pesquisa 57
7. Depois de resum ir a literatura, re(ina a revisão da literatura, estru·
curando-a tematicamente ou organizando-a por conceitos importantes.
Termine a revisão da literatura com um resumo dos principais temas e
sugira como seu estudo pode constituir um acréscimo à literatura.

Busca em bancos de dados computadoriz:ados
Para facilitar o processo de busca por material relevante, há algumas
cécnicas úteis no acesso rápido à literatura por meio de bancos de dados.
Os bancos de dados computadorizados da literatura estão atualmente disponíveis nas bibliotecas e podem proporcionar um acesso rápido
a milhares de revistas, textos de confe.r tncias e materiais sobre mtútos
tópicos diferentes. As bibliotecas acadêmicas das principais universidades
têm adquiddo bancos dados comercializados e também obtido bancos de
dados de domínio público. Somente alguns dos principais bancos de dad os
disponíveis serão examinados aqui, mas eles são as principais fomes para
artigos de periódicos e documentos que você deve consultar para determinar
a literatura disponível sobre seu tópico.
O ERIC (Educational Resources lnformation Center) é uma biblioteca
de pesquisa e informações sobre educação, sendo digital, gratuita on·line
e patrocinada pelo lnstituce of Education Sciences (IES) do Ministério da
Educação dos Estados Unidos. Esse banco de dados está disponível em
http://www.eric.ed.gov, e proporciona uma busca de 1,2 milhões de itens
indexados desde 1966. A coleção inclui artigos de periódicos, livros, sínteses de pesquisa, textos de conferência, relatórios técnicos, documentos
normativos e outros materiais relacionados à educação. O ERIC cem in·
dexados mais de 600 periódicos, com links dispoiúveis para cópias de
texto integral de muitos dos materiais. Para uma melhor utilização do
ERIC, é importante identificar os descritores apropriados parn seu tópico,
os cermos utilizados pelos indexadores para categorizar o artigo ou os
documentos. Os pesquisadores podem realizar sua busca por meio do
Thesaurus of ERJC Descripcors (Ed ucational Resources lnformation Center;
1975) ou navegar pelo chesaurus on·line. Uma dica de pesquisa na
condução de sua busca no ERIC é Localizar os artigos de periódicos e
documentos recemes sobre seu tópico. Esse processo pode ser melhorado
com a realização de uma busca preliminar utilizando descritores do chesaurus on-line e localizando um artigo de periódico ou docume nto sobre
seu tópico. Depois observe atencamente os descritores usados nesse a rdltO ou documento e realize outra busca utilizando esses mesmos termos.

58 John W. Creswell

Esse procedimento vai maximizar a possibilidade de obtenção de uma boa
lista de artigos para sua revisão da literatura.
Outro banco de dados gratuito para sua busca é o Google Scholar.
Ele proporciona um caminho para uma ampla busca da lireratura em
muitas disciplinas e fontes, como documentos revistos por colegas, teses,
livros, resumos e artigos de editoras acadêmicas, sociedades profissionais,
universidades e oucras organizações acadêmicas. Os artigos identificados
em uma busca no Google Scholar proporcionam links para resumos, artigos
relacionados e versões eletrônicas de artigos afiliados a uma biblioteca
que você especifique. A Internei busca infonnações sobre essa obra e
as possibilidades de adquirir o texto integral do artigo.
Os pesquisadores podem obter resumos de publicações nas ciências
da saúde através ·do PubMed, com acesso livre. Este banco de dados é um
serviço da U.S. Narional Library ofMedicine e inclui mais de 17 milhões de
citações do MEDLINE e de outras revistas de ciências da vida para artigos
biomédicos publicados desde a década de 1950 (www.ncbi.nlm.nih.gov).
O PubMed inclui links para artigos de 1exto completo Oocalizados nas
bibliotecas acadêmicas) e ourros recursos relacionados. Para a busca
no PubMed, o pesquisador usa os termos do MeSH (Medical Subject
Headings), o Thesaurus do vocabulário controlado da U.S. Nacional Library
of Medicine usado para indexar anigos para o MEDUNE e para o PubMed.
Essa tenninologia do MeSH proporciona uma maneira consistente de
recuperar informações sobre tópicos que podem ser descritos com o uso
de diferentes termos.
As bibliotecas acadêmicas também têm autorização para o acesso a
importantes bancos de dados comerciais. Um normalmente disponível é o
ProQuest (hctp://proquest.com), o qual permite a um pesquisador buscar
muitos bancos de dados diferentes, e é um dos maiores repositórios do
mundo de conteúdo on-line. Por exemplo, você pode ter acesso ao ERIC,
PsycJNFO, Dissenation Abstracts, Periodicals lndex, Health and Medical
Complete e muitos outros bancos de dados especializados (p. ex., o Internacional !ndex to Black Periodicals). Como ele dá acesso a muitos bancos
de dados diferentes, pode ser uma ferramenta de busca a ser usada antes
de acessar bancos de dados mais especializados.
Outro banco de dados autorizado comercialmente enconcrado em
muitas bibliotecas acadêmicas é o Sociological Abstraas (Cambridge Scientific
Absrracts). Esse banco de dados cem indexados mais de 2 mil periódicos,
textos de conferências, listas de dissenações relevantes, criticas de livros
e livros selecionados de socioloRia. de assistência social e de disciolinas

Projeto de pesquisa 59
relacionadas. Para a literarura no campo da psicologia e de áreas relacionadas, consulte outro banco de dados comercial, o PsyclNFO (hrt:p://
www.apa.org). Ele cem indexados 2.150 lltulos de periódicos, livros e dissenações de muitos países. Cobre o campo da psicologia e também os
aspectos psicológicos de disciplinas relacionadas, incluindo medicina, psiquiatria, enfennagem, sociologia, educação, farmacologia, fisiologia, linguística, antropologia, administração e direito. Tem um Thesaurus o/ Psychological lndex Terms para a localização de termos úteis em uma pesquisa
de literatura.
Um último banco de dados comercial disponível nas bibliotecas é o
Social Sciences Citarion lndex (SSCI, Web of Knowledge, Thomson Scientific
(http://isiwebofknowledge.com)). Ele tem indexados 1.700 periódicos,
abrangendo 50 disciplinas, e indexa seletivamente irens relevantes de mais
de 3.300 revistas científicas e técnicas. Pode ser utilizado para localizar
artigos e aurores que conduziram pesquisa sobre um determinado tópico.
t especialmente útil na localização de estudos que fizeram referência
a um estudo importante. O SSCI lhe permite rastrear todos os estudos,
desde a publicação do estudo principal que citou a obra. Usando esse
sistema, você pode desenvolver uma lista cronológica das referências
que documentam a evolução histórica de uma ideia ou estudo. Essa lista
cronológica pode ser mais útil no rastreamento do desenvolvimento de
ideias sobre a revisão de literatura de seu tópico.
Em resumo, minhas dica s de pesquis a para a busca em bancos de
dados computadorizados são:
• Utilize canto os bancos de dados de literatura gratuitos on-line
quanto aqueles disponíveis em sua biblioteca acadêmica.
• Faça sua busca em vários bancos de dados, mesmo que ache que
seu tópico não seja estritamente educação, como encontra-se no
ERIC, ou psicologia, como no PsyclNFO. Tanto o ERIC quanto o
PsyclNFO encaram a educação e a psicologia como cennos amplos
para muitos tópicos.
• Utilize guias de termos para localizar seus anigos, como um 11iesaurus, quando disponível.
• Localize um artigo que seja próximo a seu tópico, depois examine os
termos usados para descrevê-lo e use esses termos em sua busca.
• Utilize canto quanto possível os bancos de dados que deem acesso a
cópias de texto integral de seus artigos (pelas bibliotecas acadêmicas
ou mediante o pagamento de uma taxa) para poder reduzir a quantidade de tempo buscando cópias dos artigos de seu interesse.

ex. Eles também relatam a pesquisa sobre um tópico.. ter· minando na base com o estudo proposto. 1992. Cteswell Uma prioridade para a seleção da material da literatura Recomendo que estabeleça uma prioridade na busca de literatura. Comece com monografias de pesquisa que resumam a literatura acadêmica. Escreva ou telefone para eles. Quais tipos de literarura podem ser examinados e em qual prioridade? Considere o seguinte: 1. Em seguida. Há periódicos bastante lidos em seu campo. em que o leitor entende a literarura como se desdobrando da esquerda para a direita. 1938). Muitas conferências importanres requerem ou solicitam que os autores submetam seus textos para inclusão em índices computadorizados.. Faça contato com os autores de estudos pertinenres. você pode determinar se um conselho editorial está listado e se é composto de indivíduos de todo o país ou do mundo. A Internet também proporciona materiais úreis para uma revisão da literatura. Examine as referências no final dos artigos para mais fontes a serem examinadas. ou livros que contenham capítulos escritos por diferentes aurores. Pode também procurar resumos da literatura sobre seu t6pico apresentados em artigos de periódico ou em séries de resumos {p. Esse mapa é um resumo visual da pesquisa que já foi conduzida por outros e é tipicamente representado em uma figura. criteriosa e sistemática a ser utilizada em uma revisão da literatura. Entremnro. Deve-se ter caurela na escolha de anigos de periódicos na Internet. examine atentamente os artigos com relação a sua qualidade e seja cauteloso ao verificar se representam uma pesquisa rigorosa.Annual Review of Psydiology. Outra maneira pode ser similar a um fluxograma. cada . com uma apresentação de cima para baixo da literatura. ~ pode verificar para ver se os periódicos têm um conselho editorial de avaliação que examine os manuscritos e que tenha padrões publicados para a aceitação de manuscritos em uma instrução editorial. Um mapa da literatura da pesquisa Uma das primeiras tarefas de um pesquisador que trabalha com um tópico novo é organizar a literatura. com a seção mais à direita sugerindo o es· tudo proposro. coletam dados e tentam responder a questão ou hipótese. de um ou vários autores. Examinando as primeiras páginas. Essa é uma ideia que tive há vários anos. 1988). Em resumo. escaneie as enrradas no Dissertation Absrracts (Universiiy Microfilms. e você pode solicitar cópias delas por meio de empréstimos interbibliotecas ou da Universiiy of Michigan Microfüm Llbrary. e tem sido útil para os alunos quando organizam sua revisão da literatura para fazer apresenta· ções para comitês de graduação ou para resumir a literatura para uma apresentação acadêmica ou para a publicação de um artigo de periódico. As dissertações são liscadas em um nível menor de prioridade porque variam consideravelmente na qualidade e constituem o material de leitura mais difícil de localizar e reproduzir. amplia ou reproduz as pesquisas já realizadas.60 John W. Comece com os números mais recentes dos periódicos e procure estudos sobre seu tópico. os textos de conferências relatam os últimos desenvolvimentos da pesquisa. a menos que façam parte das revistas on-line avaliadas por especialistas. Uma busca nos Abst:racts pode resultar em uma ou duas dissertações Projelo de pesquisa 61 imponantes. Keeves. Os periódicos on-line. entendo que o autor ou autores colocam uma questão ou hipótese. especialmente aqueles que relatem escudos de pesquisa. Os mapas são organizados de diferentes maneiras. comece com uma síntese ampla da literatura. Se o tempo permitir. Um terceiro modelo pode ser uma série de círculos. Uma maneira pode ser uma estrucura hierárquica. 3. coloco os anigos de periódicos avaliados em alta posição na lisra porque são os mais fáceis de localizar e reprod uzir. Procure as con· ferêndas nacionais importantes e os textos nelas distnbuídos. consistindo de indivíduos de todo o país ou do exterior. 4. e normalmente há publicações com um conselho editorial de alia qualidade. Com frequência. ex. Depois considere livros inteiros sobre um único tópico. perguntando-lhes se t"Onhecem estudos relacionados a sua área ele inreresse e indague também se têm algum inslTUmento que possa ser usado ou modificado para você usar em seu estudo. Uma ferramente útil para essa etapa é montar um mapa da !itera· rura.). por outra lado. Siga essa busca por textos de conferências recentes. O fácil acesso e a possibilidade de capturar artigos inteiros tomam atrativa essa fonte de material. As dissem1ções variam imensamente em qualidade. 1950. Procure-os em conferências. 5. recorra a artigos de periódicos nacionais respeirados. Como foi anteriom1ente mencionado essa organização permite à pessoa compreender como o estudo proposto' acrescenta. com frequência incluem artigos que passaram por rigorosas revisões dos conselhos editoriais. 6. Aikin. e é preciso ser seletivo na escolha daquelas a serem examinadas. Especialmente se você estiver examinando um tópico pela primeira vez e não tiver informações a respeito das pesquisas sobre ele. 2. Recorra aos livros relacionados ao tópico. e depois volte para rrás no rempo. Por pesquisa. como as visões gerais encontradas em enciclopt&iias (p.

11 . • Ela colocou o tópico da revisão de literatura na caixa que fica no copo da estrutura hierárquica. Esse mapa da literatura apresenta uma visão geral da literatura existente.. a. Q. 1 ~ ·o ·ªe. n l!i ~ il .ili~ 1 . ~ cil ·~ ~ e"" ~ ::> . . formação de procedimentos regulamenwes.ll o -~ lf l-1 1 1 .e .. o da APA. a interseção dos círculos. • Em seguida..: o " . tomou os estudos que encontrou nas buscas no computador... -· g -~igl J!Jj . . -1 .E~ !IJ• . . . • " 1. I~~ -11 :1f·· ·ªI !f..fi" ' .'1i!S. ' • • ii - . Tenho visto exemplos de todas essas possibilidades e penso que todas são eficazes. l . qualitativos e de métodos mistos em seu mapa da literatura." 1. . Ela colocou uma caixa de "necessário estudar" (ou estudo proposto) na base do mapa. ~ 5. o " 1 .~ 5 .. • Algumas seções do mapa estão mais desenvolvidas do que outras.! 1 § . - 3j 1tl~ .... Ela propôs tal estudo baseada em ideias escriras por ouu·os aurores nas seções de pesquisa futura de seus estudos. ~~e ::.. identificou brevemente a natureza desse estudo proposto (procedimentos regulamentares e cultura) e então traçou linhas para a líterarura passada a que seu projeto ampliaría. Esse desenvolvimento depende da quantidade de literatura disponível e da profundidade da exploração da literarura pelo pesquisador.. "O "O o 'ê. Janovec considerou as seções do mapa que proporcionam um trampolim para seu estudo proposto.: ·~ 1! e=.. :3 ·e . A ideia central é que o pesquisador comece a construir um quadro visual da pesquisa existente sobre um tópico...g .. tópicos (isto é. lt. o pesquisador pode rer mais ou menos do que quatro categorias principais.~ - } _l 1 1 j 1- .. .'-e " :1 "O IC - ~· 1~ - ili..Projeto de pesquisa 63 62 John W.. '!l!' . 1 . Para outro mapa.... :!. dependendo da extensão e do número de publicações sobre o tópico. os principais tópicos conduzem a subtópicos e depois a sub-subtópicos. -! i..:i.. !fl iJI ' I• . localizou o6pias desses esrudos e organizou-os em D'ês amplos sub. 1 • ·' 1 li j'! 1131 ~31! t·K JJJ r .1 é uma ilustração de um mapa que apresenta a literatura encontrada nos procedimentos regulamentares em esrudos organizacionais (Janovec. • Dencro de cada caixa estão os rótulos que descrevem a natureza dos estudos na caixa (p. l"'• t 1 ! fJ-·l l u 1. • Depois de organizar a literatura em um diagrama. como. É conveniente utilizar referências atuais. i! 1 . • Inclua estudos quantitativos...11 !• .e "O "O - "'o ~ e2 . e apresentar brevemente as referências em um estilo apropriado. -1!1 : . ex.~ . por exemplo. • Também dencro de cada caixa estão referências às principais citações que ilustram seu conceúdo. e ela utilizou vários principias para a montagem de um bom mapa. o local em que a pesquisa futura está indicada..__. 2001}. :a ~~ ~ .nJf 1 l 1 - !~. -. . 1 "O ! . " . 1 .2 ....:.. _ . resultados). ilustrativas do tópico da caixa. Creswell um representando um corpo da literatura e. • Considere vários níveis para o mapa da literatura Em outras palavras. "' ~.. -"' "". efeitos dos regulamentos e os regulamencos na mudança organiUlcional). A Figura 2. O mapa de Janovec ilustra um modelo hierárquico. s 1 1 •2 ilfij~ 1111• . .

Em artigos de periódicos bem con. seguidos de informações sobre a coleta de dados. Em estudos de pesquisa em extensão de livro. modlllo trldlm11ns/on11/ que sgrvps 38 áreas acadM!/Clls en:i d/flce/8 ou fdéé1S puras ou aplicadas. • Identificar o tema central do estudo. procure os mesmos pontos. • Apresentar brevemente informações sobre a amostra. em uma seção dedicada ao método (ou procedimento). os pesquisadores precisam considerar que material extrair e resumir. as opiniões. Como são resumidos os ensaios. relacionadas ou nêo mlaa/onlldes li vida. • Declarar as principais conclusões relacionadas a esse tema. Um resumo é uma revisão breve da literatura (geralmente em um parágrafo curto) que resume os principais elementos para permitir ao leitor ampliar os aspectos fundamentais do artigo.doanibJtml8 extemo' sobre a capacidade de um hospitBI para# edap/ll!f li mudança. • Examinar os resultados fundamentais relacionados ao estudo proposto.-. Nas seções dos resultados.ldlnl o tópico do uso da adaptação estnlléglca 11111 ho$p1. • Se o tipo da revisão for metodológica. a população ou os indivíduos.a de um estudo q1. examinamos o propósito cemral do escudo. o qual ilustra a inclusão desses aspectos: Exemplo 2.ci6náa polllk:a. e9COlhl oomponentes importantes a Mf8lll resumidos. as declarações de problema e de propósito são claramente apresentadas na introdução. feccionados. na força do argumento. &ts defend8m um processo que chamam de anMJse . Em seguida.Projeto de pesquisa 65 64 John W. Enttemn/o.1 RevrSllo da lit&ratunl em um estudo quan6tativo ~mlndo os principais componente. Creswell Resumo dos Estudos Quando os pesquisadores escrevem revisões da literatura para estudos propostos. d8pol8 de examinar as muitas técnicas usadas psra a aná#se amb/enlal. e os resultados são frequentemente relatados próximo ao final. Nr9i&. Um bom resumo de um estudo de pesquisa relacado em um periódico pode incluir os seguintes pontos: • Mencionar o problema que está sendo tratado. 1984). eles localizam artigos e desenvolvem resumos breves dos artigos compreendidos na revisão. uma vez que esses não são estudos de pesquisa? O material a ser extraído desses estudos não empíricos seria o segu inte: • Me ncionar o problema que está sendo tratado pelo artigo ou livro. as tipologias e as sínteses das pesquisas passadas. etc. Seagren a H•n!Y.Ríchatd«JQeSWayne(l9gf)~o/mpaçto. indicar as falhas técnicas e as metodológicas do escudo. 1~79). como um previsor Meus colegas e eu iniciamos com uma referência no texto de acordo com o formato sugerido no manual de estilo da APA (2001). de escudos. Segue-se um parãgraro um Craswell.Duncan. o tema e a tipologia: Ginter.anib/enlal B que petm/18 li organlzaçno dB/emi/nar estrsteg/camBnte as metli6iu8 18açôes <Is mudal'IÇBS que ocomlm no amblOnte. Ao desenvolver um resumo. As informações sobre a amostra. procure passagens em que os pesquisadores relatam informações para responder ou para tratar de cada questão ou hipótese de pesquisa. Considere o seguinte e xemplo: Exemplo 2. mencionar as falhas no raciocínio. Quando se examina um escudo com vistas à redação de um resumo. psrece n4o ter sido desenl/O/v/do algum . Em um axemplo 40. Ele nlVilou a literatura em vãnos capllulos no inicio do llSIUdo.1aotltallvo (C111sw&ll. Essa é uma informação importante quando se examina tolvez dezenas. Considere o exemplo que se segue. se não centenas. na lógica. Sudctuth 111eum1u o p~r(\a.~ de um estúdo Isolado propondo uma ti~!ógla. • Declarar o objetivo central ou o foco do escudo.2 Revido da lderstura em um estudo qus dBs&nVOlvo UIJlB liPo/Qgfa Suddulh (1992) realizou uma dissertaçto 9U1111tltativa em. Soogran e Henry (191§)'tnflltanl. • Caso se trate de uma revisão metodológica (COoper. o modelO de BiOfBll. há locais para se buscar essas partes. clé'Ult1a·manelra m~lda com a que o parágrafo pc<lê 11i5Brec:et ti1I urna i9Visllj da ~dfde Dteratura de uma dissertação ou de um àrllgô dli'P41r1óclicó: Nessa'pauagem. a população o u os sujeitos são encontradas no meio. O resumo terminava declarando os principais resultados e apresentando as implicações práticas desses resultados.

é o manual de estilo mais popular utilizado nos campos da educação e da psicologia nos Estados Unidos. Em geral. ex. Além disso. 1982). os alunos graduados devem buscar a orientação do corpo docente. o aspecto mais importante do uso de um manual de csti· lo é ser consistente na abordagem em toda a extensão do trabalho. mas menos frequentemente do que o estilo da APA. As n0tas de rodapé são usadas menos frequentemente nos textos acadêmicos hoje em dia do que eram há alguns anos. Spirduso e Silverman. de Turabian (1973) e de Campbell e Bailou (1977). no final do texto. Quando identificar um documento útil. No caso das propostas para dissertação. assim como um fonnato consistente para citar as referências. "nenhum modelo conceicual abrangente". observe se serão inseridas no fim d:i página. • Se forem utilizadas notas de rodapé. identificaram o rema central ("um processo que eles cha· mam de análise ambiental") e apresentaram as conclusões rela. Em resumo. apresentar tabelas e figuras e uti· lizar linguagem não discriminatória. Se forem incluí-las. 2007). Os manuais de estilo apresentam direoizes para a criação de um estilo acadêmico de um manuscrito. Observe nos exemplos apresentados aspectos como linhas e tírulos em negrito e espaçamento. Alguns periódicos desenvolveram suas próprias variações dos estilos populares. dos membros do comitê de pós-graduação ou dos funcionários do departamento ou da faculdade sobre o manual de estilo apropriado a ser usado para citar as referências. São cambém utilizados nas ciências sociais os manuais da Universidade de Chicago (A Manual ofSryle. A DEFINIÇÃO DOS TERMOS O PubUcacion Manual of the American Psychological Association. Evidentemente.clonadas a esse rema (p. Projeto de pesquisa 67 As considerações de estilo mais importantes em relação ao manual de estilo envolvem o uso de citações no corpo do texto. os relatórios de pesquisa conrêm entre dois e quatro níveis de tículos. Seguem algumas sugestões para o uso de manuais de estilo para a redação acadêmica: • Ao usar cirações no corpo do texto. Depois. mencionaram o problema ("a capacidade de um hospital de se adaptar à mudança"). incluída como parte da revisão da literatura ou colocada em diferentes seções de uma proposta. já no processo de planejamento. a decisão se um termo deve ser definido . faça uma referência completa à fome. nos tfrulos e nas figuras e tabelas. Primeiro. certifique-se de que cada citação no corpo do texto seja acompanhada de uma referência ao final do texto. "desenvolveram a tipologia"). Fifth Edition (APA. • Ao usar referências no final do texto. observe se o manual de estilo requer que elas sejam apresentadas em ordem alfabética ou numeradas. usando um estilo apropriado. 2001). Outro tópico relacionado à revisão da literatura é a identificação e a definição dos rermos de que os leirores necessitam para entender um projeto de pesquisa proposto. Uma seção de definição dos termos pode ser encontrada separada da revisão da Lircrarura. renha em mente a forma apro· priada para os tipos de referências e pres1e muita acenção ao for· mato das citações múltiplas. • Os cabeçalhos são ordenados em um texto acadêmico em termos de níveis. os autores citaram o escudo com uma referência no texto. obse1ve quantos níveis de cabeçalho você rerá em seu esrudo de pesquisa. consulte o manual de estilo para se informar sobre o formato apropriado para cada um deles. consulte o manual de estilo para verificar sua localização apropriada. criar drulos.66 John W. introduzi a ideia do uso do estilo apropriado da APA e para tomar como ponto de referência para o artigo no início do resumo. no fim de cada capírulo ou no fim do texto. CresweU Nesse exemplo. Um princípio básico na revisão da literatura é usar ao longo da escrita um estilo de referência apropriado e consistente.. Defina os termos que os indivíduos fora do campo de escudo possam não enrender e que extrapolem a linguagem comum (Locke. Recomendo identificar um estilo aceitável para o público e adotá-lo desde o início. • As rabeias e as figuras têm uma fonna específica em cada manual de estilo. Manuais de estilo Nos dois exemplos.

• Não defina os termos na Linguagem cotidiana. Essa abordagem visa Projeto de pesquisa 69 a adiar a definição dos tennos até que eles apareçam no escudo e roma essas definições diflceis de especificar nas propostas da pesquisa. como é discutido no Capítulo 10). Se a coleta de dados quantitativos e qualitativos ocorrer simultaneamente. Dessa maneira.. ex. os investigadores podem definir alguns rermos no in feio. mas os autores propõem definições provisórias e qualitativas anres de sua entrada no campo. os alunos devem precisar como uúliuun a linguagem e os termos. projeto de triangulação concomitante. que o autor está utilizando um conjunto diferente. Creswell é uma questão de julgamento. os autores definem esses tennos à medida que aparecem durante o processo da pesquisa. use a linguagem aceita disponível na literatura da pesquisa. por exemplo.. Como comentou Wtlkinson (1991). os termos são tipicamente definidos em uma seção especial do estudo. e seu nome especifico (p. incluem definições extensivas desde o início da proposta da pesquisa. então a prioridade dada a um ou outro vai direcionar a abordagem das defüúções. mas defina um tenno se houver qualquer probabilidade de os leitores não conhecerem seu significado. (p. Por essa razão. Nenhuma abordagem determina como uma pessoa define os termos em um estudo. em si. Nas propostas de disse. 22). os quais operam mais den· cro do modelo dedutivo de objetivos de pesquisa fixados e estabelecidos. Como a seção de definições em uma dissertação proporciona uma oportunidade para o autor ser específico sobre os termos usados no esrudo.ngentemente todos os tennos relevantes no início dos estudos e utilizar as definições aceitas encontradas na literatura. damenrados nas definições consagradas constitui a boa ciência. em todos os estudos de métodos mistos. a definição de um esrudo de mérodos mistos. como cont'Omitante ou sequencial. • Nos estudos qualicativos. Como outros s!mbolos. como declara Firestone: As palavras da linguagem cotidiana são riens em significados múltiplos. Definir os tennos também adiciona precisão a um estudo científico. • Escreva as definições em um nível operacional ou aplicado específico.reações e de teses. em vez disso. então os termos podem emergir durante a pesquisa. Se começar com uma coleta de dados qualitntivos. os rennos estão declarados já na introdução dos anigos. "os cientistas cêm precisamente definidos os tennos com os quais pensam claramente sobre sua pesquisa e comunicam com precisão de seus resultados e ideias" (p. e serão definidos nos resultados ou na seção de resultados do relatório final. os estudos quantitativos -.68 John W.. Entretanto. A linguagem cientifica remove ostensivamente essa multiplicidade de significado das palavras no interesse da precisão. as propostas qualitativas com frequência não incluem seções separadas para a definição dos termos.por exemplo. os termos são funda mentados na literatura. Na seção do procedimento. 1emas (ou perspectivas ou dimensões) podem emergir pela análise dos dados. A necessidade de pensamentos fun. na pesquisa formal. embora possam propor definições temporárias. Essa é a razão pela qual são auibuldos aos cennos comuns "significados técnicos• pam propósitos científicos. Os pesquisadores tentam definir abra. e não inventados (Locke et . existe uma preferência pelas definições operacionais. quantitativos e de métodos mistos. Defina os tennos inr:roduzidos em todas as seções do plano de pesquisa: • O útulo do estudo • A declaração do problema • A declaração do objetivo • As questões. Na introdução. mas seguem várias sugestões (ver também Locke et ai. 2007): • Defina um termo quando ele aparecer pela primeira vez na proposta. esclareça os termos relacionados à estratégia de investigação usada. as hipóteses ou os objetivos da pesquisa • A revisão da Literatura • A teoria que constitui a base do esrudo • A seção dos métodos Os termos especiais que precisam ser definidos aparecem em todos os três tipos de esrudos: qualitativos. em uma discussão dos procedimentos (ver Capitulo 10). Por outro lado. • Por outro lado. 17) Em função dessa necessidade de precisão. há termos que podem não ser familiares aos leitores . As definições operacionais são escritas em uma Linguagem especiÍica. A j usrificativn é que.. seu poder vem da combinação de significado cm um ambiente específico. • Nos estudos de métodos misros. a abordagem das definições pode incluir uma seção separada se o esrudo iniciar com uma primeira fase de coleta de dados quantiraúvos. Além disso. defina os tennos quando aparecerem pela primeira vez. em vez de se utilizar definições abstratas e conceiruais. para que o leitor não prossiga na leitura da proposta operando com um conjunto de definições e descubra. um termo pode requerer definição para ajudar o leitor a entender o problema de pesquisa e as questões ou as hipóteses do estudo. Os investigadores os colocam em seções separadas e os definem com precisão. Além disso. por causa do projeto metodológico indu· tivo e em evolução. mais adiante.

. Você pode estabelecer um critério que será usado no estudo. e. 1983). p 35-36) <. 1992.T... 1998. proporcione uma definição e use o termo consistente durante rodo o planejamento e rodo o estudo (Wilkinson. Estados Unidos.0. • Embora não exisca nenhum formato para definir os tennos. essa seção não tem mais de duas ou três páginas de extensão. . Dessa maneira. H~s6iií. fl0/7ll8S e hâbnos colelivos e 1t1fi>rmados (li que Nlá enga. 1978) pera introduzir esses cona. rellexêo na aç4o e préticli reflexiva." Pode também definir um rermo operacionalmente. Uma descrl~o ldenbflccú vm /nd/Vlduo quo exibia "um eito grou df!J /ul!J8mento lndependent11. É possível que a definição precise de um tenno que não esteja disponível na líceracura e que a linguagem cotidiana precise ser usada. Ilustro abailco dois de seus termos. 19811) sugere qUe os evós matamos te~m a ser ma/S ptWdmos a seus netos.tendem 8 ser mais envolvidas do que os avõs. pel'S{)8Clivas. (Vemon. Tipicamente. é designado à palavra um significado constante (Locke et ai... chamada "Definição dos Termos". 3).ltos. Relacionamento de Proximidade com oa Netôa Relacionamento de proxlmld11de com os netos reff[!H9 eoo avós serem 81/Ós matemos ou paternos. e1<. como.. 130). as caruct11rtstlc8s ma/S $ll/ientN <ta reMxáo lndrvidual pera os propósitos deste Ntrido toram H ~ $69Ulrit8t.. Uma definição pode descrever uma palavra da linguagem comum (por exemplo. af IJlfl "talento a11lst1Co para a prdtica• (Schon. Porfsso. Canadá. uma abordagem seria desenvolver uma seção separada.--. 1988). organização). seria d/fleti de conseguir uma definl91Jo concisa do entendlmenlo desse pesquisador sobre a reflexllo Individual qµe fizesse justiça a algo que a maioria muito apropriadanlflnlfl havia identincado como um 11tb lntunivo.. em qualquar uma das várias flJnções que apoiam o sucesso 8cadfmloo e cqcutricul11r. Enll&lanro. Cherl/tl e Fuf3/e11b61'f1. 1992. Projeto de pesquisa 71 estudo. Creswell aL. 1991). evidentemente.. o que Bll itrnigJna é$llii' 111/adon'ado ao papel de cuidadora das mulheres dentro dJJ fem/lla (p_. cumulativo de 3. do R.~~~~~~~~~~~~--~~ . p 11-12) Exemplo 2. Apesqu/safllltsrlor. Um profissional de ori&ntaçlo ecad6mJca exil1ía asas 1fB90S no serviço 80$ olunos de uma /nstllvlçlfo de educáç80 s~rlor. a11 avós .. Isso delJO'S de ter escrito um livro uma década 8nl8S com Argyris (Argyris e SchOn. Pode rambém estar relacionada a uma limitação. Dois exemplos ilustram estruturas variadas para definir os tennos em um esrudo de pesquisa.4 Termos-definidos em um8 seçSO de 1111rlllveís independentes Este segundo conjunto de dois exemplQs lluslrauma tonna abreviada da esaita de definições para um estudo. b) como uma p11ssoa pratica abertamente o que sabe intu/UVaments. • Os pesquisadores podem definir os termos para atingirem objetivos diferentes. p. (VanHom-Grasameyer.7 ou mais em uma escala de 4. 130). 2007. etc. "O amirulum estará limitado àquelas atividades extra· curriculares que o School District Manual aprovou para os alunos do ensino médio" (Locke et ai.élefit~ operacional. 2007.k. p. t usado para >Vllliação de futuros empregos ou acesso às universidades. Vernon (1992) estúdou como o dfvórdO 11a geraÇllo lntennilblária causa Impactos nos relaelonamentoS doa evôs com seua netós. a Segunda. 2007). O primeiro llualntume. Observe como ela fez a referência de suas definições em significados criados Por outros autores na literatura: Reflexlo Individual Schon (1983) dedicou todo um livro a conce~ que Chamou de pensamenro reflexivo. baseádo em um corpo de Ideias. proporcionando passes especiais para os membros e listando os membros do clube nos seus históricos escolares" (Locke et ai.. • N. por exemplo.. e] como um pl'()fissional melhora sua prática p0r melo do discurso refletido dentro da mente. 2007).ado no saber profissional}" (Basketl e Marsj(. o qual considera a carga honlria e as noras dos disciplinns cursadas. p.. (p 11x.. ral como "Média de pontos de grau elevado significa um GPA. e. Nos Estados Unidos ele varia de 1 a 4 pomos.peçlfica de um tenno fundamental. GPA ~sigla de Grade A>int AverQge . Sexo dos Avós Tem-se observado que o fato de ser um 8111) ou de uma 81/Ó é um fator /mfX* tente no relacionamento avó (avó)fm1to(a) (lstD í!. E9sas definições toram incluldas em uma seção Sobnl varl61181s ~ri'd8iltes. Nesse caso.um índicador usado no ensino médio de pafses europeus. acionar os tennos e suas definições salientando o termo no corpo de texto. lnfonnsções. como em "O ~forçt> vai se referir ao procedimento da listagem de todos os membros do clube no jornal da escola. Proftsslon11I de Orlentaçlo Acadêmica Umprofissionaltem sidOdescrfto de multas maneirn.70 John W..1f~pt0ce<fur81 de um tarmo-chave.

imponantes variáveis dependeates e esrudos que relacionem as variáveis independentes e dependentes (há mais informações sobre as variáveis no Capítulo 3). RESUMO Antes de realizar a busca de literatura. insinue por que é necessária mais pesquisa sobre o tópico e sugira como o estudo proposto vai preencher essa necessidade. Por isso. Toma-se um ponto de panida lógico para as questões da pesquisa e para a seção do método. Na pesquisa quantirativa. que inclui a literarura acadêmica que relaciona a variável (ou variáveis) independente à dependence. considere as subseções ou se concentre na variável mais importante. essa seção deve ser relativamente cuna e conter estudos extremamente próximos ao tópico do estudo proposto. Tópico 2 (sobre a variável dependente). como uma seção separada. Na pesquisaqualirat:iva. 5. a relaciona intimamente às variáveis nas questões e nas hipóteses da pesquisa. Examine o Tópico 1. como uma justificativa para o problema de pesquisa. Eis mais detalhes sobre cada seção: 1. mantenha a literatura sobre as variáveis in· dependentes e dependentes separada. Esse modelo se concentra na revisão da literatura. Se houver muitas variáveis dependentes. Para um esrudo qualitativo. ' . e estreita suficientemente o estudo. Os pesquisadores usam a literatura acadêmica em um estudo para apresentar resulrados de esrudos similares. ex. mas também sugere possíveis questões ou hípóteses que precisam ser traradas. Tópico 1 (sobre a variável independente).. Introduza a revisão informando o leitor sobre as seções nela incluídas. que trata da literatura acadêmica sobre a variável ou as variáveis independenru. e se o tópico irá acrescentar algo à literatura. Lembre-se de tratar apenas da literarura sobre a variável independente. mas não restringe os pontos de vista dos participantes. quantitativos e de métodos mistos. para um estudo qualitativo. a revisão da literatura pode explorar aspectos do fenômeno central que está sendo tratado e ser dividida em tópicos. pode ser colocada em uma proposta de várias maneiras (p. Talvez nada tenha sido escrito sobre o tópico. Uma seção separada de revisão da literatura é tipicamente encontrada nos esntdos qualitativos. como foi discutido amerionnente. Projeto de pesquisa 73 4. Considere uma revisão da literarura composta de cinco componentes: uma introdução. Uma abordagem popular é a inclusão de mais literatura no final do que ao inicio de um esnido qualitativo. 2. a literatura serve a diferentes propósitos. Para projetos qualitativos. Para um unido quantitativo ou o elemento quantitativo de um esrudo de métodos miscos. 3. Examine o Tópico 2. Porém. ser de interesse para os outros e ser consistente com os objetivos pessoais. Essa abordagem parece apropriada para as dissenações e para a conceituação da literatura a ser introduzida em um artigo de periódico. para relacionar o estudo presente com um diálogo contínuo na literatura e para proporcionar uma estrutura para comparar os resultados de um estudo com outroS estudos. escreva uma revisão da literarura que contenha seções sobre a literatura relacionadas a imponantes variáveis independentes. desenvolvi um modelo que proporciona parâmetros em tomo da revisão da literatura. Considere também se este tópico pode e deve ser pesquisado. identifique seu tópico utilizando estratégias como o esboço de um titulo breve ou a declaração de uma questão fundamental da pesquisa.72 John W. Para lidar com esse problema. Construa uma seção que seja o mais próxima possível do tópico ou dos esrudos de revisão que lidem com o tópico em um nlvel mais geral. nesse modelo. a revisão da literatura. Apresente um sumário que destaque os estudos mais importantes. a literatura não apenas ajuda a substanciar o problema. Na pesquisa de métodos mistos. o uso da literatura vai depender do tipo de projeto e do peso atribuído aos aspectos qualitativos e quantitativos. escreva as subseções sobre cada variável ou se concentre em uma única variável dependente importante. Essa passagem é uma declaração sobre a organização da seção. especialmeate quando ele pode ser urilizado para um estudo quantitativo ou de métodos mistos que empregue uma seção padronizada de revisão da literatura. Examine o Tópico 3. que incorpora a literatura acadêmica sobre a variável ou as variáveis dependentes. como algo que permeia todo o estudo. como comparada aos resultados de um projeto). examinando se há acesso aos panicipantes e aos recursos. Quando há várias variáveis independentes. Tópico 3 (estudos que tratam tanto da variável independente quanto da dependente) e um resumo. Creswell Uma revisão de literatura sobre m étodos quantitativos ou mistos Quando se escreve uma revisão da literarura. a literatura ajuda a substanciar o problema de pesquisa. é diffcil determinar a quantidade de literarura a ser revista. Aqui estamos no ponto crucial do esrudo proposto. capte os principais temas.

B. a coleta e análise dos dados e os resultados finais. registrando referências completas de acordo com um manual de estilo (p. APA. o Sociofile e o SSCI. o mo1nenlo en1 que se deve concentrar na literatura varia nos diferentes estilos de pesquisa. como o ERIC. Punch observa que. a estratégia geral da pesquisa e o quão de perto o esmdo vai seguír as direç66 da literatura. Exerc/cios de Redaçl o 1. da identificação da esrrurura teórica e da escrita da declaração do problema. Londres: Sage. Em vez disso. organize uma revisão da Literatura para um estudo qualitativo e a Inclua em uma introdLIÇao como justificativa para o problema de pesquisa do estudo. o Google Scholar. CA: Sage. R (2005). 2001) e extraindo informações sobre a pesquisa que incluam o problema de pesquisa. (2007).). identifique palavras-cl!ave para a busca na literarura. Fatores que afemm essa decisão índuem o estilo da pesquisa. considere a esrrurura geral para a organização desses esrudos. (1998) . quisa. defina as palavras na primeira vez em que surgirem no texto e use definições especificas parn as palavras. 4. Introduction to soda! re4earclt: Quantllatlve and q 11alltntlve approaclt u (2nd d . o processo ~ exuemamenre Interativo entre esses passos.). como o PsycJNFO. ~ith Punch apresenta um guia para a pesquisa social que trata lgualmeme das abon!agens quantitativa e qualitativa. Como atternaUva. L. Comece escrevendo resumos dos estudos. as questões de pes. Defina as palavras-chave e. Organize uma revisão da lileratura para um estudo quantitativo e siga o modelo para delimitar a literatura de modo a refletir as variáveis no esludo. escreva um resumo quantltaUvo e outro qualitativo de dois estudos de pesquisa encontrados em sua busca on-One. San Francisco : Jossey-Bass. Merrlam. Punc h. Inclua no mapa o estudo proposto e trace linhas do estudo proposto pera outras categorias de estudos. não use formas de palavras da linguagem comum. W. Em seguida. Qualitative ruearch and ca n study applic4tioru in education . Suas conceituações das questões pnncipau que dívldem as duas abon!agens tratam de diferenças fundamentais. ao escrever uma proposta ou relatório. Depois faça sua busca nos bancos de dados on-line. para que um lehor possa lacllrnenle perceber como seu esludo vai ampliar a literatura existenle. J. se o recurso é relevante para o tópico de pesquisa proposto e se a qualldade do recurso é boa. LEITURAS ADICIONAIS tocke. & Sllve rman. . Identifique referências que darão uma contribuição a sua revisão da líterarura. s. Merriam também sugere que a revisão da Utcrarurn não é um processo linear dn leirurn do literamm. Thousand Oaks. Sharnn Merrinm opresenta umn cxccnsa discussão sobre o uso da literoniru nos estudos qualitativos. o PubMed e bancos de dados mais especializados. Realize várias buscas até encontrar um artigo que seja o mais próximo posslvel de seu t6pk:o de pesquisa. Pratique o uso de um banco de dados computadorizado para a busca de literatura sob<e seu tópico. Creswell Projeto do pesquisa 75 Quando realizar uma revisão da lirerarura. se possível.sel~ão das referências. Proposaü 1hat work: A guide for plannlng dlsserlatlons and grant p ropo sala (Sth ed . 3. R. Um modelo de pesquisa quantitativa é dividir a revisão em seções segundo as principais variáveis (uma abordagem quantitativa) ou os principais subtemas do fenômeno cencral (uma abordagem qualitativa) que você está estudando. localize artigos e livros tendo como prioridade de buscar primeiro por artigos de periódicos e depois por livros. ex. desenwlvimentode subcópicos para cada conceito lmporrnme e acréscimo das referências mais imporrnntes que corroboram cada conceito. Desenvolva um mapa de literatura sobre seu tópico. K. 2. Tendo por basa os resultados de sua busca do Exerclcio 3. Use as diretrizes apresentadas neste capllulo para os elementos a serem lncluldos em seus resumos. Lawrence Locke.. W. desenvolva uma seção de definição de termos para sua proposta ou os inclua em sua revisão da literatura. s. Wancen Spinluso e Sttphen Silvennan d~ ~ estágios pam o revisão da literatura: desenwlvímento dos conceitos que proporoonam uma justificativa para o esrudo. se a obra foi publicada ~temente. Splrduso. apr~ente as definições no inicio da proposta. Localàe 1O artigos que você selecionaria e resumiria para sua revisão da literatura. o ProQucst. Depois realize uma segunda busca usando os descritores mencionaôos nesse artigo. Eles também ap~ntam seis regras para a definição dos termos em um estudo acadêmico: nunca in''C!l°' palavras. Isso ioclul verificar se o autor é uma autoridade no tópico. Agrupe esses estudos em um mapa da literarura que mostre as principais categorias dos estudos e das posições de seu esrudo propostas dentro dessas categorias.74 John W. Elo identifica os possos na revisão da literatura e apresenta critérios úteis para a . Finalmeme..

pa· ra desaever as explicações amplas utilizadas ou desenvolvidas em seus estudos. idade.Projeto de pesquisa 3 Uso da Teoria n irwestigadores qualitativos usam termos diferences para as teorias. 1979. CO· mo nas etnografias ou na pesquisa reivindicatória.. os pesquisadores podem tanco testar teorias quanto gerd-las. Thomdike. Vários textos proporcionam discussões deta· Jhadas sobre os tipos de variáveis que podem ser usadas e suas escalas de medição (p. raciais ou de das· se.s quisa Quantitativa Um componente da nvisão da lituarura é determínar quais teorias podem suutílizadaspara exploraras questões em um estudo acadêmico. como um fOCJ) nas questões feministas. em absoluto. o uso da teoria é muito mais variado. 1981. a pesquisa de métodos mistos pode conter uma lente teórica. Em uma dissertação quantitativa. o cap(tulo passa a se referir ao uso das teorias na pesquisa de métodos mistos e ao uso de uma perspectiva transformativa que é popular nesta abordagem. Na pesquisa de métodos mistos. O Ílt· vestigador pode gerar uma teoria como o resultado final de um estudo e colocd-la no fim de um projeto. Quando se lida com estudos no ambienre natural e com seres humanos. Isaac e Michael. As variáveis são distinguidas por duas características: ordem temporal e sua medição (ou observação). Então a discussão passa para o uso da teoria em um estudo qualitativo. e esse será empregado nessa discussão.retanro. Além disso. o uso das varidveis em um estudo quantitativo. diz-se que uma variável afeta ou causa outra variável. seguidos de um roteiro de uma seção de perspectiva teórica de uma proposta de pesquisa quantitativa. e que varia encre as pessoas ou organizações que estão sendo estudadas (CresweU. status quo socioeconômico (SSE) e atitudes ou componamentos. Keppel. e pode ser mensurada ou avaliada em uma escala. os pesquisadores não podem. os pesquisadores com frequência restam as teorias como uma explicação para as respostas a suas questões. Kerlinger. Ordem temporal significa que os pesquisadores pensam sobre as variáveis . ela aparece no início e proporciona uma lente que define o que é observado e as questões indagadas. Uma variável irá tipicamenre variar enrre duas ou mais categorias ou entre um contínuo de pomos. Os exemplos apresentados nestecap(rulo ilustram asalternacivas disponíveis aos pesquisadores qualitativos. Em seguida. os cientistas sociais usam caracteristicamente o tenno varidvel. Os Antes de discutir as teorias quantitativas. tais como racismo. são apresentados os procedimentos na identificação de uma teoria. Na pesquisa qualitatíva. uma seção inteira de uma proposta de pesquisa deve ser dedicada a apresentar a teoria para o escudo. lente teórica ou generalizações naturalísticas. poder polftico ou liderança. Uma variável refere-se a uma característica ou atributo de um individuo ou de uma organização que pode ser medida ou observada. Ordem temporal significa que uma variável precede outra no tempo. Ent. Ele examina uma definição de uma teoria. a colocação da teoria cm um estudo quanritativo e as fonnas altemacivas que ela pode assumir em um plano escrito. 1997). é imponante emender as variáveis e os tipos que são utilizados na geração das teorias. Devido a essa ordenação do tempo. Por fim. 1991. o qual carrega a conotação mais de uma ideia abstrata do que de um termo especificamente definido. As variáveis com frequência medidas nos estudos incluem gênero. como em uma teoria fundamentada. controle social. Tnido este cap(rulo me concenuando no uso da teoria em um escudo quantitativo. tais como padrões. ex. Os psicólogos preferem usar o tenno consrrucro (em vez de variável). Em ou11·os estudos qualitativos. que guia todo o escudo. provar causa e efeito (Rosenthal e Rosnow. e os cientistas sociais atualmente dizem que há uma provável relação causal ou "causação". U SO DA TEORIA QUANTITATIVA Variáveis na Pe. 2007a). Na pesquisa quancirariva. 1991). embora uma declaração mais precisa seria que uma va· riável provavelmenre causa outra.

atitudes discri· minatórias). Na pesquisa quantitativa. Ele disse que uma teoria é "um conjunto de consrructos {variáveis latentes). Labovitt e Hagedom (1971) adicionam a essa definição a ideia de uma justificativa ce6rica. A variável mediadora. Prefiro o termo perspectiva ceórica porque ele tem si- . idade ou gênero) que precisam ser "conrrolodas" para que possa ser determinada a verdadeira influên· eia da variável independente sobre a dependente. são as consequências ou os resultados da influência das variáveis independentes. Thomas. mas sua influência não pode ser diretamente detectada."). Elas também são chamadas de variáveis de tratamento. ex. se os alunos têm um bom desempenho em um teste de métodos de pesquisa (variável dependente). "A autoestima positiva individual expande o número de amigos dos adolescentes. ex. • Os dois ourros tipos de variáveis são as variáveis controles e as va· riáveis espúrias. definições e proposições inter-relacionados que apresentam uma visão sistemática dos fenômenos especificando as relações enrre as variáveis mensuradas.. análise de covariança) para o conrrole dessas variáveis.. • Variáveis dependences são aquelas dependem das variáveis independentes. a definição de Ke. uma variável espúria.. antecedentes ou preditoras. Ourros nomes para as variáveis depen. para maneiras diferentes de conceituar as teorias e de como elas podem restringir o pensamento). a organização do estudo. e ajuda a explicar {ou a prever) fenômenos que ocorrem no mundo. 17). com o propósito de explicar os fenômenos naturais" (p. esse resultado pode se dever (a) a sua preparação do estudo (variável independenre) e/ou {b) a sua organização das ideias do estudo em uma esrrurura {variável interveniente) que influenciou seu desempenho no teste. 1997. Os pesquisadores usam procedimemos estadsticos (p. dentes são variáveis de critério. Uma teoria pode aparecer em um estudo de pesquisa como um argumento. e mediam os efeitos da variável independente sobre a variável dependeme. ou hipóteses. situa·se entre as variáveis independentes e dependentes. pois elas influenciam potencialmente a variável dependente. uma teoria é um conjunto inter·relacionado de cons· tructos (ou variáveis latentes) rransfonnados em proposições. Tais previsões são chamadas de hip6teses (p. influenciam ou afetam os resultados.. questões de pesquisa e modelos visuais em apresencações de causa e efeito. Outro cipo de variável. Essas variáveis são tipicamente enconrradas nos experimentos. Ela existe. ex. Por exemplo. Os pesquisadores comentam sobre a in· An~n~iA <IA< vMülvP. porque elas podem rer operado para explicar a relação enLre a variável independente e a variável dependente. ex. Elas são um tipo especial de variável independente que os pesquisadores medem. a jusrificati>'O teórica ou a perspecti>'O te6rica.. que eles define m como "especificando como e por que as variáveis e as de· clarações relacionais são inter-relacionadas" (p. 64). da esquerda para a direita. manipuladas. Em um estudo de pesquisa quantitativa. 2005) e ordenam as variáveis em declarações de propósito. Assim. Elas podem ser variáveis demográficas ou pessoais (p. ex. Nessa definição. Creswell cm uma ordem da "esquerda para a direita" (Punch. As variáveis controles desempenham um papel ativo nos estudos quantitativos. "Como a autoestima in· Buencia a fonnação de amizades entre adolescentes?") ou à realização de previsões sobre o que o pesquisador espera que os resuhados mostrem. • Variáveis indepenckntes são aquelas que (provavelmente) causam. não é realmente medida ou obser· vada em um estudo. mas não foram ou não puderam ser facilmente avaliadas (p. Por que uma variável independente X influencia ou afeta uma variável depende nte Y? A teoria proporcionaria uma explicação para essa expectativa ou previsão. Uma discussão sobre essa teoria apareceria em uma seção de uma proposta sobre a revisão da literatura ou sobre a base da cearia. podemos proceder ao uso das teorias quantir:ativas. Definição de uma teoria Com esse pano de fundo sobre as variáveis. existem alguns pre· cedentes históricos para encarar a teoria como uma previsão ou explicação científica (verG. uma discussão ou uma justificativa. Por exemplo.i< P<oúrias deoois oue o esrudo foi completa· Projeto de pesguisa 79 do. que especificam a relação entre as variáveis (tipicamente em tennos de magnitude ou direção).. • As variáveis intervenientes ou mediadoras situam-se entre as variáveis independentes e as dependentes. ex. as atitudes da idade X sobre a qualidade de vida). de rnultado e de efeito.rlinger (1979) de uma reoria ainda é válida hoje. as variáveis esrõo relacionadas à resposta a uma questão da pesquisa (p. • Variáveis moderadoras são novas variáveis construídas por um pes· quisador para tomar uma variável e multiplicá·la por outra para detem1inar o impacto conjunto de ambas (p.78 John w.

. um pesquisador pode escrevei.. A teoria da estratificação social de nível macro de Lenski. maior sua observabiUdade. mediadoras e dependentes baseados em diferentes formas de medições para as questões. Quanto maior a centralidade da pessoa. 1991) defende a modelagem causal e reformula as teorias verbais . se-enta~ ou de modelos visuais.. por exemplo. 5. As teorias são encontradas nas disciplinas de ciências sociais de psicologia.sa . como uma série de hip6teses. ex. sistemas culturais e sociedades inteiras.. Neuman (2000) examina as teorias em três níveis: micro. As teorias do nível micro proporcionam explicações limitadas para pequenas quantidades de tempo. 4. Creswell do popularmente usado como uma seção requerida para as propostas de pesquisa quando uma pessoa submete um pedido para apresentar um trabalho na conferência da American Educacional Research Association. antropologia. os escoteiros. sociologia.. Essas são teorias de organizações. eis como funciona o processo de desenvolvimento de uma teoria. Quan10 maioraconformidadeda pessoa. maior sua observabi· lidade. meso e macro. As ~ que têm ~n~imenros de \lfnculo uma com a olltrll expressarão esses scnumen~ em anvtdades além e acima das atividades do sistema ex1erno. Por exemplo. Esse arco-íris une as variáveis e proporciona uma explicação abrangente para como e por que se deveria esperar que essa variável independente explicasse ou previsse a variável dependente. As teorias de nível macro explicam agregados maiores. 1985.alecer ainda mais os sentimentos de vinculo. As teorias de nível meso vinculam os níveis micro e macro. ex. Assim. ex. Quanto mais elevada a posição da pessoa. e essas aa~dades podem fon. uma teoria de atribuição). Algumas das hipóteses são as seguin1es (essas foram ligeiramente alteradas para remover os pronomes específicos do gênero): 1. Terceiro. 51) Uma segunda maneira é declarar uma teoria como uma série de ~eclarações se~ntão que expliquem por que se esperaria que as variáveis independentes influenciassem ou causassem as variáveis dependentes. Quanto ma1S frequenrememe as pessoas in1eragcm uma com a outra. Beals e White. Por exemplo. e também em muitos º"hrº""""' 1nr~l i1. educação e economia. mais semelhantes em alguns aspectos suas atividades e seus sentimentos rendem a se tomar. como a teoria do controle nas organizações de Collins. Quanto maior a centralidade da pessoa. (p. alto ou baixo). 7. maior a negação dos direitos dos seguidores". Outro aspecto das teorias é que elas variam na amplitude de sua cobertura. 1hlnsformando essa informação em uma declaração preditiva (hip6tese). Quanto maior a observabilidade da pessoa. espaço ou números de pessoas. 6. Quanto mais elevada a posição da pessoa. Os investigadores combinam as variáveis independences. 1997). alguns pesquisadores declaram as teonas na ~orma de hi~1eses interconecradas. maior sua observabUidade. SociologicalAbstracts) ou o exame de guias para a literatura sobre teorias (p. maior sua centralidade. maior sua conformidade. A metáfora de um arco-íris pode ajudar a visualizar como uma ieoria opera. ver Webb. Quando os pesquisadores testam repetidamente hip6teses como essa em diferentes locais e com diferentes populações (p. Hopkins (1964) . Por exemplo.. ex. Suponha que o arco-úis cransponha as variáveis independentes e dependentes (ou conscructos) em um escudo. movimento socíal ou comunidades. explica como a quantidade de excedente que uma sociedade produz aumenta com o desenvolvimento da sociedade. "Quan10 maior a centralização do poder nos lfderes. negativa ou desconhecida) e sua magnitude (p. Psychological Abstracts.80 John W. As teorias se desenvolvem quando os pesquisadores testam uma previsão repetidas vezes. ex. 3.. Essas questões proporcionam informações sobre o tipo de relação (positiva. uma igreja presbiteriana. uma teoria emerge e alguém lhe dá um nome (p. a teoria desenvolve-se como urna explicação para sugerir conhecimento em campos espec. como instituições sociais. Convém traduzir as variáveis em um quadro visual. o Rotnry Clube um grupo de alunos do ensino médio). que explica como as pessoas se envolvem em rituais durante imerações face a face. 2.. Homans (1950) explica uma teoria da interação: Se a frequência da in1eração entre duas ou mais pessoas aumema 0 grau de vinculação uma com a outra rambém aumentará. 120) .comurucou sua teona dos processos de influência como uma série de 15 hipóteses. Blalock (1969. um autor pode apresentar uma teoria como um modelo V!Sual. ll2. de declarações lógicas Primeiro. 118.ir" ler sobre essas teorias requer a busca em bancos de Projeto de pesquisa 81 dados de literatura (p.íficos (Thomas. Formas de teorias ~ pesqui~dores declaram suas ieorias nas propos1as de pesquisa de vár!as maneiras. 1986). (p. maior sua conformidade. como a teoria do trabalho de face de Goffman. e více-ve. Quanto mais elevada a posição da pessoa. maior sua conformidade.

adaptou uma estrutura teórica encontrada na pesquisa em enfermagem (Megel. Uma variação sobre esse tema é ter variáveis independentes em que grupos controles e experimentais são comparados a uma variável independente em termos de um resultado (variável dependente). São aplicadas as mesmas regras de notação previamente discutidas. • Use setas unidirecionais panindo de cada variável determinante para cada variáveis dependentes.1 Três variáveis independenres iníluenciam uma única variável dependeme mediada por duas variáveis intervenientes. três variáveis independentes influenciam uma única variável dependente. v. 1988) e desenvolveu um modelo visual retratando a relação entre tais fatores. • Indique a "força" da relação entre as variáveis inserindo sinais de valência nos caminhos. seguindo as regras para a construção de um modelo anteriormente introduzido.2 Dois grupos com dlferemcs rrnmmentos em X são comparados em rermos de Y.3. Ele listou as variáveis independentes na extrema esquerda.ix Grupo eirperimental Figura 3. • Use setas bidirecionais conectadas para mostrar relações não analisadas entre as variáveis não dependentes de o utras relações no modelo (correlação). a variável dependente. Var!Aveis 1Klependentes Figura 3. Como mostra a Figura 3. Esse projeto é um projeto experimental entre grupos (ver Caplrulo 8). Projetos mais complicados empregam múltiplas variáveis independentes e dependences em modelos de causação elaborados {Blalock. Use valências posiávas ou negativas que postulem ou infiram relações. as variáveis intervenientes no meio e as variáveis dependentes à direita. Dois exemplos simplificados são apresencados aqui. e ele usou sinais de mais e de menos para indicar a direção da hipótese.82 John W.1. Jungnickel perguntou quais fatores influenciam o desempenho de um membro docente oa pesquisa acadêmica. Depois de identificar esses fatores na literatura. apresentou um modelo visual complexo. .u. Em um nível inrrodutório. Creswell em modelos causais para que o leitor possa visualizar as interconexões das variáveis. Duncan (1985) apresenta sugestões úteis sobre a notação para a construção desses diagramas causais visuais: • Posicione as variáveis dependentes à direita no diagrama e as variáveis independentes à esquerda. 1969.. 1985).. Um diagrama como esse moscra a possível sequência causal entre as variáveis que conduz à modelagem acravés da análise de caminhos e de análises mais avançadas utilizando medidas múltiplas de variáveis.. como mosrra a Figura 3. Jungnickel (1990). X. 1998).2. dois grupos da variável Xsão comparados em termos de sua influência sobre Y. Como mostra a Figura 3. Por exemplo. A direção da influência fluiu da esquerda para a direita. em uma proposra de cese de doutorado sobre a produtividade em pesquisa entre docentes das faculdades de farmácia. Projeto de pesquisa 83 Diagramas causais mais complicados podem ser construídos com uma notação adicional. como é enconcrado na modelagem de equação estrurural (ver Kline. mediada pela influência de duas variáveis intervenientes. Langston e CresweU. Esses dois modelos precendem apenas introduzir possibilidades para CO· nectar variáveis independentes e dependences para construir teorias. como aquelas típicamente encontradas em uma pesquisa de levanramemo. Este retrata um modelo básico de variáveis limitadas.

em vez de desenvolvê-la.4.. O pesquisador testa ou verifica uma teoria examinando hipóteses ou questões dela derivadas. Reprodução autorizada. Com o objetivo de testar ou de verificar uma teoria. (+/-) f Figura 3.. dooonlo O pesqulsadO< lesta ou verifica uma1eona "livros (+) Trelnamenlo anieno• AP"QUIS8 Nos estudos quantitativos.poíodO 1-(• } • d>eledo departamenlo Tipo do lnd"'8çao chefe do depatuimanlO vs. A teoria toma-se uma estrutura para todo o estudo...1).. coleta os dados para testá-la e reflete sobre sua confumação ou não confirmação por meio dos resultados.bvençOes rod.4 A abordagem dedutiva tipicamence utilizada na pesquisa quantitativa. O pesQulS8<kl< mede ou ob$erva as va""'911 utiiundo um inslrumenlo para obC« as ponluações Figura 3. o pesquisador propõe uma teoria. o investigador localiza um instrumento para ser usado na medição ou na obseivação das atitudes ou dos comportamentos dos panicipantes em um estudo.3 Modelo visual da teoria sobre desempenho do corpo docente ucadêmico. Depois. A partir daf.84 John W.. (+/- Vnrillvols domograncas Dffompenho AcacMmlco Carga do trabalho •(-~ • AprG$0nleçllO (nllo pesquisa) (nOo pesquisa) Pedrõeade eSlllbllldede lnsbluclonal (z • ~rosonlàçOOs (pesquisa) PressêO para • At1ig09 de reVlSlas a roalização 1--(+)-+ (nao relorenCiados) de pesquisa • Arllfl06 rel<W•IC!ados lndicaQOet do (+) proressonis (pe-) etnptOCeSIO de conseow Colaboração e&lab Jodede (>). uma definição aceitável pode ser encontrada na literatura.. • SubVençOOs ledel8is (+)-+ (B?<ovadas) AuloportepçAo como pesquisador Apolo dos col<lgas (•) f-. C/ . O modelo dedutivo do pensamento usado em um estudo quantitativo é apresentado na Figura 3. • Subvenções não () '-ais •• - o pesquisador lesta as hlpóleseeouaa quesiões de pesquisa da teo~a • &.. . .1$ (ftnandadas) o pesqUlsadoJ deline e Opet8Ciooa!luas variáV81S doriYadas da teona • Ccnltalae A. Creswell Projeto de pesquisa 85 Colocação das teorias quantitativas Independentes Dependentes EndóQeMs &~n.. um mode. Essas hipóteses ou quesrões contêm variáveis (ou const:ructos) que o pesquisador precisa definii: Como alternativa. a pessoa utiliza a teoria dedutivamente e a coloca no inicio da proposta de um estudo.lo de organização para as questões ou hipóteses de pesquisa e para o procedimento de coleta dos dados. Essa abordagem dedutiva da pesquisa na abordagem quantitativa cem implicações para a colocação de uma reorla em um estudo de pesquisa quantitativo (ver Quadro 3. r'Ome: Jungnickcl (1990). o investigador coleta as pontuações nesses instrumentos para confirmar ou para desmentir a teoria. • Arl>QO$ rele<endados (MO pesqusa) • capltuloa de IV!O CenltO de ciências do saúdo na faculdade Recursos +)-.

os tópicos a ser incluídos em uma discussão da teoria quantitativa são a teoria a ser usada.. . Se a unidade de análise para as variáveis for um individuo. Procure uma teoria na literatura baseada na disciplina. Ela foi desenvolvida por (identifique a origem. = i. e foi utilizada para estudar . a fome ou o autor que desenvolveu a teoria). <itlál para '*'*'~ um lellOt l9olat e e separar a base da leoria de oultOS ~18$ do p<OCeUO de pesquisa. de seu uso e de como ela se relaciona com o estudo. Uma abon!agem 1 .. para estudar grupos ou organizações. Cala Clf'O Na lntloduÇêo Na revl'6<> d• llterntura *'"''. Qu•dro 3. Examine também estudos ameriores que tratem do tópico ou de um tópico intimamente relacionado.iores..(identifique os tópicos em que se encontra aplicada a teoria). Quais teorias foram usadas por outros aurores? Limite o número das reorlas e tente identificar uma teoria abrangente que explique a hipótese central ou a principal questão da pesquisa. a teoria pode ser encontrada na economia).l e enconltada em 11t1J110S de revisla.1 Opções para colocar a 1eoria em um estudo quantitativo l.." Assim. assim.riáveis dependentes (declare as variáveis dependentes). Depois das hip04eses ou que-de pes<iulsa Em uma~ li parto Adiscoissllo da ~ 6 ume exlensão lógica das hlpôleses ou queslões de pesquisa porque explica como e PO< que as variáveis estilo rotacionadas Esta abordagem separa claramente a teoria doa outros componentes do processo de pesquisa e pennlta ao leitor Identificar e enlander melhor a base teórica do estudo.. É claro que as teorias de outras disciplinas também podem ser úteis (p. Suponha que a tarefa seja identificar uma teoria que explique a relação entre variáveis independentes e dependentes.. Essa teoria indica que (identifique as proposições ou hipóteses da teoria). ex. Creswell Projeto de pesquisa 87 Uma diretriz geral é introduzir a teoria no início de um plano ou estudo: na introdução. Como foi mencionado anteriormente. Essa passagem separada proporciona uma explicação completa da seção da teoria. as informações sobre o uso passado da teoria e sua aplicação e as declarações que refletem como ela se relaciona a um estudo proposto. Se o projeto examinar indivíduos e grupos. pois (dê uma justificativa baseada na lógica da teoria). Redação de uma perspe ctiva t eórica quantitativa Utilizando essas ideias. Transmite uma abordagem dedÜ1iva. considere a literatura de psicologia social. um lellor pode não conoctâ-la facilmente com oolros componentes do p<OCeSSO de pesquisa. As teorias sao enconiradas na llleratura e sua lnclu'6<> em uma revisão da lh&f&tura 6 ou uma extensão lógica ou parte da lilerall..ITl8 justdic:aüva leó<Q depois das hipóteses e das queslões e omitir uma ampla dlscussêo sobre a origem e o uso da leoria Adiscussão da 1eoria nca Isolada dos ootros componentes do processo de pesqulll8 e. Aplicada a meu estudo. Cada colocação tem suas vantagens e desvantagens. l.86 John w. Esse modelo está ilustrado no seguinte exemplo de Crutchfield (1986) . Faça um roteiro da seção da teoria. Siga estas sentenças principais: "A teoria que eu uliliw é (nome da teoria). procure na literatura de psicologia. suas hipóteses ou proposições fundamentais. Ê dlflcll para um klll0< enxergar a teoria tsoladamenlo da revisão acedémlce da literatura Um escottor pode induor l.. essa teoria me faz pensar que espero que minhas variáveis independentes _ _ _ _ _ _ (declare as variáveis independentes) influenciem ou expandam as va. procure na literatura sociológica.n. na seção de revisão da literatura. 3. Senl famNlar. apresento em seguida um modelo para a redação de uma seção de perspectiva teórica quantitativa em um plano de pesquisa. para estudar uma questão econômica. ie. Uma dica de pesquisa: escrevo a teoria em uma seção à parte em uma proposta de pesquisa para que os leitores possam identificar claramente a teoria dos outros componentes.. 2. imediatamente após as hipóteses ou as questões da pesquisa (como uma justificativa para as conexões entre as variáveis) ou em uma seção à parte do estudo. faça a pergunta abrangente que transpõe as variáveis independentes e dependentes: Por que as variáveis independentes influenciam as variáveis dependentes? 4..

Miiier e Oollard. Ela incluí os seguintes pontos. (A autora descteve a teoria da aprendiZagem 90Cial. dNVlos e comportam1mlo patológico (Bandura a Wallers. and Scholeriy Prod1Jct1vrly. Rotter. (Aautora identifica a teoria para o estudo. Essa concepçllo do CQmpottemento lenta conseguiruma slntese equUlbreda da pslcclogia cognitiva com os (JIÍtlc/pios de mod1fiCBÇilo do componamento (Bower e Hílgard.) AJ(!m disso. A teoria da aprendizagem social nllo apenas lida com a aprendizagem. 1963. -entAO Acrescente!11notações em rtélíco para marcar as principais passagens Perspectiva teórica Na formula~ ae uma perspectiva teórlce paro o estudo da produtividade académica do docente. Pesquisando educadores de enfermagem. os princtpios da teoria da eptent:llzagem socJa1 tfm sido apliCados a uma ampla sàrie de compoltamentos sociais. Bendura.) --- . 1971 ). mas procuro descrever como um grupo de compet(!ncias sociais e pessoais (a chamada personalldoda} pode evoluir a partir das condiç/Jes sociais dentro das quais ocorro a sprondlzegem. 1968) e de modificaçllo do compottamento em ambientes cffnicos e educacion81s (Bandura. 1954). /nterpBfSOnal Trust.1 Uma seçao de teoria quantítatlva Crutchfield (1986) escreveu uma tese de doutorado lnlitulada LO<. p. (A autonl descreve o uso da teoria. vii). Sua tese incluía uma seção separada no capitulo introdutófio. 19T7.Projeto de pesquisa 89 88 John w. 1968.US of Contrai. • • • • A teoria que ela planejou usar As hipóteses centrais da teoria Informações sobre quem usou a teori11 e sua aplicabilidade Uma adaptação da teoria às variáveis de seu estudo usando uma lógica se. BssJcamenle. Bower e Hdgard. 1981: Rotter. Alàm dlSSO. sua intenção foi delermínarse o tocus do controle e da <:Qnfiança interpessoal afetava os nlveis das publicações do docente. 1954. como compefltiV/dllde. simbólicos e pelos processos de autorregufaçlo (Bandura.) Embora a teoria dá oprenditegam social aceite e aplicação da rofot90S como a moldagem ·de prinolplos. 1981). a qual se segue. 1917i Mlschel. íntrtulada ·perspectiva Teórica'. os pnnc/pfos de eprendlZBgem desse taoria colocsm uma ~fase especJat nos impottantes papà1s desempenhados pelos processos vic6rios. Staats. compottamentais e amblenlais' (Bandura. 1941. 19n. a teoria da aprendizagem soe/ai proporciona um protótipo útil. llgfllS· slvldade. Tamb4m lida com técnicas de aval/aç4o da personalidade (M1schet. papàis dos sexos. ela tende a Mxergat ó papel das recompensas tanto trsnsmilindo informaÇôes sobre a resposta ótima quanto proporcionando motfvaçâodefncenbvoparoumdetermlnedoafodevidoàrecompensepnMsta. 1975). Creswell Exemplo 3. esse estrutura te6rica unificada 'abotda a e~ do ~amento humano em tennos de uma intaraçOO continua (raclproca} antre os detarminantes cognrlNOS.

· Rossman e Rallis (1998) capturam a percepção da teoria como perspecrivas críticas e pós-modernas na investigação qual.ica as vozes e as experiências de indivíduos que têm sido reprimidos (Gamson. a qual proporciona uma lente geral de orienração para o estudo de questões de gênero. Essa teoria causal pode ser uma reorla de emancipação ou de repressão (Thomas.. como o parentesco ou as famílias (ver a dis· cussão de Wolcott em 1999 sobre textos que lidam com tópicos cultura. ex.. Essa lente toma-se uma perspectiva defensiva que molda os tipos de quest. marginalização. diante ou desviado dos contextos pessoais. capadraçiio) e às pessoas que precisam ser estudadas (p. a ciência social uadicional oassa oor um escruánio e oor um arnque cada vez maior. ex.ões formuladas. 1999. 113) para estudar em seus projeros qualitativos. enquanto aqueles . em que os inves· tigadores começam com um modelo teórico. Lhos com incapacidades (Mertens. os emógrafos empregam remas culturais ou "aspecros da cultura" (Wolcon. Os cópicos de pesquisa podem incluir questões politicas relacionadas à justiça social para as mulheres em contextos especlficos ou o conhecimento de situações opressivas para as mulheres (Olesen. 2000). eles apresentam explicações amplas que os antropólogos usam para estudar o comporramento de compartilhamento da culrura e as atitudes das pessoas.stigação da incapacidade trata do significado da inclusão nas escolas e abrange adminisrradores. 2007): • As perspectivas feministas encaram como problemáticas as diferenres situações das mulheres e as instituições que estruturam essas si· tuações. 2000). pela classe e pelo gênero (Fay. Em segundo lugar. linguagem. como controle social. pois está interessada nos meios culturais e políticos e comun. • Os discursos racializados levantam questões importantes sobre o controle e a produção do conhecimenro.is na amropologin). Também indicam como o pesquisador se coloca no estudo qualitativo (p. culturais e históricos) e como os relatórios escritos finais precisam ser escritos (p. A pesquisa qual. informa como os dados são coletados e analisados. Algumas dessas perspectivas ce6ricas qualitativas disponíveis ao pesquisador são as seguintes (Creswell. estabilidade e mudança. os pesquisadores iniciam com uma reorla que informa seus estudos. • As perspectivas da teoria critica estão interessadas na capacitação dos seres humanos para transcenderem às rescrições impostas sobre eles pela raça. Elas guiam os pesquisadores com relação às questões importantes de serem examinadas (p. e proporciona um chamado à ação ou à mudança. 1998).. Primeiro. professores e pais que têm fi. Essa abordagem é popular na pesquisa qualirativa das ciências da saúde. ou organização social. Creswell USO DA TEORIA QUALITATIVA Variação no uso da teoria na pesquisa qualitativa Os investigadores qualitativos utiliUU1l a teoria em seus estudos de várias maneiras. Nos esrudos de emografia crítica. de uma maneira muito semelhante àquela da pesquisa quantitativa. p. 1987). 1993). gays. Os cernas nesse concexto proporcionam uma série de hipóteses prontas a serem cescadas a partir da literatura.irativa da década de 1980 sofreu uma transformação para ampliar seu escop0 de invesci~ação para Projeto de pesquisa 91 incluir essas lemes teóricas. construaos e hipóteses. classe e raça (ou outras quescões de grupos marginalizados). • A invt.itativa: À medida que o século XX se aproxima do seu fim. ex.. sem marginalizar ainda mais os indivíduos. um termo utilizado nessa liceratura. bissexuais ou pessoas rransgêneras. 2000). colaborando com os participantes). ex. Por exemplo. A pesquisa que usa essa abordagem não objecifica os indivíduos. grupos minoritários). mulheres. e pode ser completada com variáveis.90 John W. se concentra nos indivíduos que se denominam lésbicas. os pesquisadores usam cada vez mais uma lente ou perspectiva teórica na pesquis a qualitativa. Embora os pesquisadores possam não se referir a elas enquanto ceorias. • A teoria queu. ela é utilizada como uma explicação ampla para o comporramento e as atitudes. desabrigados. como a adoção de práticas de saúde ou uma oriencação ceórica da qualidade de vida. particularmente sobre as pessoas e as comunidades de afrodescendentes (Ladson-Billings.

ex. ver Rie· men. a c:lasse e o gênero são fundamenrois para se compreender a experiência.. como na fenomenologia. teorias ou generalizações sugere várias conclusões para os estudos qualitativos. exemplo. Neuman (2000) apresenra informações adicionais sobre as teorias padronizadas: teoria padronizada não enfatiza o raciocínio dedutivo lógico. distintos dessa orientação teórica. Os investigadores esperam dest'Obrir uma teoria que é fundamentada nas informações do partiàpance (Strauss e Corbin. Em vez disso. Esse é um processo indutivo da construção a partir dos dados para temas amplos e para um modelo generalizado da teoria (ver Punch.adas li· gadas a um todo. tem silenciado os membros dos grupos oprimidos e m.S A lógica indutiva da pesquisa em um esrudo qualitativo. (b) o relam da pesquisa não ~ transparente. tradicional. tais teorias padronizadas ou generalizações representam pensamentos ou panes interconecr. pode-se defender a ideia de que nenhum estudo qualitativo se inicia a partir da observação pura e que a estrutura conceituai anterior composta de teoria e métodos proporciona o ponto de partida para todas as observações (Schwandt. O pesquisador começa reunindo infonnações detalhadas dos paniàpames e então as transforma em categorias ou temas.como uma explicação direta. ções inter-relacionadas estão no cenrro desse ataque: (a) A pesquisa envol· ve fundamentalmente questões de poder. 1998). (p. (p. em que os investigadores ten· tam construir a essência da experiência dos participantes (p. Como outro exemplo. • Se for utilizada. 66) Em terceiro lugar. Como a teoria causal. 2005). Enrretanto. As teorias padronizadas são sistemas de ideias que informam. muruamente reforçado~ Eles especificam umn sequênàa de fuses ou vinculam as panes a um todo.lntes ou mglstra as anotaçees de campo o pesqUisador reüne onr"""8Ç6es (p.ão "faça sentido". de gênero e polfticas. Quatro no. (e) a raça. entrevistas. de c:lasse. oboervaÇOes) Figura 3. como uma conclusão ou como uma lente reivindicatória. podem-se observar estudos qualitativos que não contêm orientação teórica explícita. ela contém um conjuncodeconceitos e relações lncerconecradus. 86). a teoria fundamentada proporciona uma conclusão diferente. estão os estudos qualitativos em que a teoria (ou algwna ourra explicação ampla) toma-se o ponto final. 38) A O pesqutSador faz generallZllÇÕOS oo teonas a partir das experiências passadas e da filenllura O pesquisador busca padrões amplos. Minhas dicas de pesqulsa sobre o uso da teoria em uma proposta qualitativa são as seguintes: • Decida se a teoria será utilizada na proposta qualitativa. Os conceitos e as relações dentro delas formam um sistema fechado. Scake (1995) refere-se a uma afir. O desenvolvimento dos temas e das categorias em padrões. alguns estudos qualitativos não empregam nenhuma teoria expllcita. ceorias ou generalli:ações amplas que são então comparados com as experiênàas pessoais ou com a literatura existente sob~ o tópico. a teoria padronizada usa metáforas ou analogias para que a rela<.5. o investigador constrói uma descrição rica e detalhada de um fenômeno central. mação como uma generalização proposicional. a que são adicionadas as experiências pessoais do próprio pesquisador. mas desenvolvido por um indivíduo orientado por questões raciais. mas nao requer declarações causnls. identifique como . Esses remas são desenvolvidos em padrões.argi· nalizados. ex.. A lógica dessa abordagem indutiva é apresentada na Figura 3. Rir Em quano e último lugar. Oeswell que adoram perspectivas criticas e pós-modernas desafiam as suposições objetivas e as normas tradicionais paro a conduta da pesquisa. Nesses estudos. 1986). .lística ou qualitativa. Em vei da forma dedutiva enconrrada nos estudos quantitativos. 1993). • Localize a teoria na proposta de uma maneira consistente com seu uso. Uncoln e Guba (1985) referem-se às "teorias padronizadas" como sendo explicações que se desenvolvem durante a pesquisa natura. generahzações oo 1eorias a palbr de lemaS ou categoóas o pesq<oaador anafisa os dados a parar d& tema• ou calogorias o pesquisador faz perguntas abet18s aos particip. chamadas de "generalizações naturallsticas" (p. Além disso. na pesquisa de estudo de caso. e (d) a pesquisa histórica. o resumo das interpretações e afirmações do profissional.Projeto de pesquisa 93 92 John w.

Deve-se permitir que os dados gerem as proposições de uma maneira dialéâca. como na teoria ou padrão qualitativo emergente. Lather (1986) qualifica o uso da teoria: A consrrução de uma reoria de base =pfrica requer uma relação reciproca entre os dados e a reoria. ou indutivamente. raça ou . mas que impeçam uma estrutura parâcular de se tomar o contêiner em que os dados devem ser despejados. desenvolvemos um modelo visual que inter-relacionava as variáveis. Estão começando a emergir estudos que empregan1 pro· jetos de métodos mistos usando uma leme para estudar gênero. (p. A teoria de uma ciência social ou de uma ciência da saúde pode ser usada como uma estrutura a ser restada em uma abordagem quantitativa ou qualitativa da investigação. a reoria ocorre nas passagens de abertura do escudo. 26n Como mostra esse exemplo. como a emografia crítica. onde as prin· cipais proposições nele enconcradas podiam ser concrastadas com as teo· rias e a literatura existentes. Mesmo no projeto qualitativo mais orientado para a teoria. Nos esrudos com um rema cultural ou uma leme teórica. que pe. Consistente com o projeto emergente da investigação qualitativa. derivamos indutivamente de comentários dos informantes e colocamos o modelo no final do escudo. Creswell Localb:ação da teoria na pesquisa qualitativa A maneira como a teoria é utilizada afeca sua colocação em um estudo qualirarivo. USO DA TEORIA DE M~TODOS MISTOS O uso da teoria nos e s tudos de m étodos mistos pode incluir a teoria dedutivamente na tescagem e verificação da teoria quantitativa.Projeto de pesquisa 95 94 John W.nnita o uso de estruturas a priori teóricas. Outra maneira de pensar sobre a teoria na pesquisa de métodos mistos é como uma lence ou perspectiva tt6rica para guiar o esrudo. a teoria pode aparecer no inicio e ser modificada ou ajustada tendo por base os pomos de vista dos participantes.

2. Ao detalhar um paradigma transfomiativo-emacipatório e os procedimentos específicos.M. Eles identificaram o uso de um proje10 transfonna1ivo como urna forma dislinta da pesquisa de métodos mistos.dos • Seleçlo doe Particlpanlff • Os partlcipanles dos grupos estão associados a dlscrimlnaçao e opressão? • Os partlcipan1os estao adeQuadamento classincados? • O que pode sor feito para me&horar a Inclusividade da amostra para aumentar a probabilidade de grupos tradlcionalmenle margínalizados M< rep<esenlados de maneira adequada e inma1 ldentlflcaçlo ou ConstruçJo de lnatnrmentos o Mêlodoa de Coleta de Oldoa • O processo e os resultado$ da coleta de dados beneficlarllo e comunidade quo estfl sendo estudada? • Os resullados de pesquisa pod0<n M< dignos de crédito para essa comunidade? • A comunicação oom essa comunidade Mri eleliva? • A c:olela de dados abrira caminhos para a partielpaçllo no PfOC$$$O de mudança social? An61lse..S. Mertens (2003). 'Mlxed Melhoda and lho Polilics ar H"man Rosearch: Tho Transla<mativ&-Emanelpa10<y Petspeall/G". baseada no valor. Gurrnann e Hanson (2003). desenYOI. para indivíduos portadores de incapacidades e para todos os grupos marginalizados. Historicamente. Essas perspectivas tomaram-se uma superposição aos projecos de métodos mistos (ver Capitulo 10). Nesse projeto..V8 leÓ<IC8 além de um de dêllc:ll? Oesemolvendo qo ieslões equilibtadas . participativa. ajudarão • entender o • e1ucldar •• """90M de pOder? • Os resu"""°9 1aa~1arao a mudança social? Fonte: Adaplada do O. Teddlie (Eda. émicas/raciais e de incapacidade. tais como de gênero. critica.ção da metodologia transformativa-emancipatória em todas as fases do processo de pesquisa. feminista. Mertens (2003) conónuou a discussão. A implementação dessas ideias na práricada pesquisa de métodos mistos tem sido alUalmente desenvolvida por outros autores..)..:.. do início ao fim.. ela defendeu a importância de uma leme teórica na pesquisa de métodos mistos. análise$ de nl. Também desenvolveram modelos visuais para retratar como essas lemes podem proporcionar uma perspectiva de orientação para um estudo de métodos mistos. Eles identificaram o uso de perspectivas teóricas. Elas envolvem a integra. m~ltlplos) pe<a analisar o lmpado dilerendal difen!llles llfUPOS? • Os re. antidiscriminatória. ex. Plano Clark.t e na lllonltura preocupaçOes de di!erootes grupos e questõe$ de dlsc:rtmlnaçi!o e opressêo? • A definição do problema surgiu do comunidade de Interesse? • Sua abolllàQGm de mélodos mlsl0$ surgiu de despende< 1empo de qualdade com essas oomunldados? (isto é.o no Lllomu...conliença? UbllZando outra eslrul\.posl- """"'""'ª e negatves? DeserwcMlndo queslOes que ~ e respostas tranllormativas. orientação sexual e outras bases de diversidade (Mertens.. Hondl>ool< oi Mlxtld Method$ ln thlt Social & BehavlOtal S-.Projeto de pesquisa 97 96 John W. projeto de pesquisa nega lralamento o algum grupo e respeito as considerações él>eas dos panldponleS? ldenllllceçlo das Fonlff de o. em A Tashakl<ori & e.2 Questões transformntivos·emancipatórins para os pesquisadores de métodos miscos cm todo o processo da pesquisa Oeftn~ do Prob191na • Buoc. Sua teoria rransformativa foi um termo abrangente para a pesquisa emancipatória. Quadro 3. a ideia de usar urna lente teórica na pesquisa de métodos mistos foi mencionada por Greene e Caracelli em 1997. Mais informações sobre os procedimentos apareceram em um cap!lUlo escrito por Creswell. de estilo de vida.. turar os compromissos de valor das diferentes tradições (p. como a pesquisa de ação participativa e as abordagens de capacitação. as questões apresentadas no Quadro 3. Essas questões também se referem a tratar os indivíduos de maneira respeicosa por meio da reunião e comunicação da colera de dados e do relato de resultados que conduzam a mudanças nos processos e relacionamentos sociais. a ausência de vieses da quantitativa e o acúmulo de vieses da qualitativa). Creswell ernicidade. sugerem ffiis. Esse projelo dava primazia à pesquisa orientada para ação. ela enfatizou o papel que os valores desempenhavam no estudo das questões feministas.nidades?) llY9$ ldenllflcaçlo do Projeto de PHqulu • S.. Relato e Uso do• Rnullados • Os resollados IOYanuirao novas hipóteses? • A pe$qUisa examinará subgrupos (Isto • . AdaplaÇão ª"loriz. Mertens identifica as implicações dessas teorias transformativas para a pesquisa de métodos mistos. freiriana. feminista. como queslOes ooucenlladas na 8Uloridade e nas rel<lçlões de poder em lnsbluiçOes e corn<. • Você busoou ..1. culruraVraciaVémica. raciaVémica. incapacidade. lnterpretaçlo. 2003). o uso de mécodos diversos e o enfoque em soluções de ação.ada . Conforme está esboçado no Quadro 3. adqui· re-se uma percepção da importância de se estudar questões de discrimina· ção e opressão e de reconhecer a diversidade entre os participantes do es· tudo. Lendo-se. e de classe e s1arus social.

. geram uma teoria fundamentada nos pontos de vista dos participantes e a colocam como a conclusão de seus esnidos.que_levame questões relacionadas a gênero. na revisão da literatura'. os investigadores empregam a teoria como uma explicação ampla. Usando as teorias dedutivamente os investigadores as propõem no início do estudo..(!'llJllJ úteis. os <:oneello8 e as questões para Alllilar aa ~:ele Incluindo o projeto de um Instrumento de pcls-intel ll9flÇlo to<ea sugeriram que es abordagens dei capacitação na ava11I~~~c. Os a~1tores t3. estilo de vida.~:"·~-.IT'bém estão começando a identificar o uso de lentes ou pers~vas teóncas (p. Para uma proposta quantrtativa que você estâ planejando. 31). os. U80'. predomlnaotemeilta afn>-arneric:ana. Taiilbêm colelal8111 itO tra1avam das caractertlllcas deínogrtliça1. atuando como uma ponte ent:re ns variáveis. Por isso./ÃIDS Consistentes com uma estrulura transfQrrnativ&-emal)Clpalórle. 24) em um estudo de métodos mistos. elff ~ a hnguagern doa participantes com HIV/AIO& dentro do ~· iP9. e os pesquisadores declaram suas teorias d~ várias m~neiras.4 A reorla em um estudo de métodos mistos transtormalM><imancipalMo Hopson. Os pesquisadores de métodos mistos usam a teoria dedutivn (como na pesquisa quantitativa) ou indutivamente (como na pesquisa qualitativa). Também as incluem com as hjpóreses ou questões de pesquisa ou as coloca~ em uma seção à parte. Alguns estudos qualitativos não incluem uma teoria expllcica e apresentam a pesquisa desoitiva do fenômeno central. Exerc/c/os de Redaçlo RESUMO A teoria tem um lugar na pesquisa quantitativa. Pode também ser usada uma lente ou perspectiva reórica. classe. por exemplo. Uma teoria explica como e por que ns variáveis esrão relacionadas. Os autores usaram uma lente teórica para reconfigurar a linguagem e o diálogo dos participantes e sugeriram a importância da capacitação na pesquisa. raça/etni· cidade e classe) em seus esrndos de métodos mistos. A perlir desses dadOa quetllatlvoe... Primeiro conduziram 75 enn•lstlls eb1119'*8& ldenllflcaros"lamasdallngullgelyl'(l>. é essencial haver fundamentação na narureza e no uso das variáveis. Ao urilizar uma teoria em uma proposta de métodos mistos • Determine se uma teoria será usada. :. defina essa estratégia e discuta os pontos no estudo proposto em que serão usadas as ideias emancipatórias. Cresweft Exemplo 3.! partlclpanlft. Os teóricos fundamentados. p. e desenvolvimentos re· centes têm identificado procedimentos para incorporá-la em todas as rases do processo de pesquisa. monte um modolo visual das var'.lalt • "'~~ e ou nlo aceftaçlo. Um projeto transformativo-emancipatório incorpora essa perspectiva. 2. uma teoria gerada. Um roceiro pode ajudar a planejar a seção da teona para uma proposta de pesquisa. 3 Localize artogos de revtstas qualitabvos que (a) usem uma teoria a priori que seja modificada durante o processo de pesquisa. tais como uma série de hipóteses. um padrão ou uma generalização que emerja indutivamente da coleta e análise dos dados. polllldora de HIY. com os peaquieadorea ouvindo as vozee de~ reais e~ 80 que dizem os pattlclpantes dó prograrria. relacionadas ao gênero. 1997. • Identifique seu uso segundo as abordagens quantitativa ou qua· litativa.apllulo. Os pesquisadores usam a teoria em um estudo quantitativo para proporcionar uma explicação ou uma previsão sobre a relação entre as variáveis no estudo.ãvels na teona usando os procedimentos para o projeto de modelo causal propostos neste capitulo. • Se a teoria for usada como em urna estratégia transformacional de investigação.·ti. _. élil'rOtlilâ !lléllii.íioc:ioccxi\j) uso de drogas e sexuais. A teoria pode ser ampla ou est:reita em seu escopo. (b) gere ou desenvolva . .98 John W. Escreva uma seção de perspectiva teórica para seu plano de pesquisa seguindo o roteiro para uma discussão da teoria quantitativa apresentada neste o.~~ O projeto desse estudo deu "primazia às dimensões baseadas nos valores e orientadas para a ação de diferentes tradições de investigação" (Greene e Caracelli. Projeto de pesquisa 99 da pesquisa. nhecimento dos riscos de HIV/AIOS e c:a111cte1latlc:as•. Na pesquisa qualitativa. A teoria também aparece como uma conclusão de um estudo qualitativo. raça ou a alguma combinaçao desces. muito parecido com o que ocorre na pesquisa quanàrativa. pois eles formam as questões e as hipóteses 1. assim como nas etnografias. ex. Lucas e Petel1IOll (2000) estudaram as dificuldades em uma~ nidade urbana. qualitativa e de métodos mistos. de declarações lógicas se-entao ou de modelos visuais.

como uma · perspectiva feminista. Tendo comencndo cais usos ele encão abraça a tese de que a teoria escrucura e restringe desnecessariamente o pcns'. "Mlxed m ethods and the polltJcs of b umen tt. quantitativo ou de métodos mistos. 8t Mills. (b) como híp6teses mais rigidM ou mais frouxas. Todos os 1ópícos precisam escar inter-relacionados e proporcionar um quadro coeso de todo o projeco. as seções serão detalhadas. A estrutura vai diferir dependendo de você escar escreve!ldo um projeto quanritativo. 67(1). D. E. Seu caplrulo explora o paradigma ttanSfonnativo-emancipatório da pesquisa como uma csuurura ou lente para a pesquisa de métodos mistos como cendo emergido de acadêmicos de diferences grupos émi~raciais. Columbla On lverslty. étnica/racial ou de classe. Identifique especificamente como as lentes moldam os passos seguidos no processo da pesquisa. como foi caracreri1. D. 4 Estratégias de Redação e . J. Mertens. M. proponho esboços para as seções de uma proposta e também uma visão geral do processo. e esse volume ilustra a prática a pnrtir da crítica pessoal. p. teorias cpist<'Mológicas. é melhor wr a teoria atual cm ação nos estudos qualitativos. (c) como explic:aç6es para se ad.idonar conbedmenco cm diferentes cam~ e (d) como declarações formalmente expressadas na ciblda. Antes de preparar uma proposta. qua/icativo ou de métodos mistos. G. Wltat' s the use of theory? Harvard view. Dada essa d1Yl!rsidade. (Eds. . (2003). Considerações Eticas LEITURAS ADICIONAIS Fllnders. Creswell uma teoria no f111al do estudo e (e) represente a pesquisa descritiva sem o uso de um modelo teónco explicito. mas os tópicos vão diferir dependendo de a proposta ser para um escudo qualitativo. historicamente. seerch: Tbe trensformatlve-emancip etory perspectlve". Nos capítulos seguintes. Donna Mertcns reconhece que.). Tht!Ory and concepu ln quQU. CA: Sage . ns Ideias deveriam estar em um nuxo constancc e deveriam ser ad hoc. os métodos de pesquisa não estilo P"°' cupados com as questões da polltica da pesquisa humana e da justiça social. G. é importante ctr uma ideia da estrutura ou um esboço geral dos c6picas e de sua ordmi. Tho us and Oaks. Durante todo o projeto. (1993). Neste caplculo. Outra consideração geral é conhecer boas práticas de redação que irão ajudá. Em vez disso. a te0ria apem em muitos nlYl!is na pesquisa. tative """ardi: Puspectivufrom thejield.como são descritas por diferences pesquisadores qualitativos.ttd mctho<U ln 80Cial & bchavlorol nllcarch (p . ESCREVENDO A PROPOSTA As seções e m uma proposta Convém considerar os tópicos que serão abordados em uma proposta.). das práticas de redação que as tomarão legíveis e das questões éticas que precisam ser consideradas quando as propostas são escricas. Além dÍS$0./o na composição de uma proposta (e projeto de pesquisa) consiscente e extremamente legível. usando o Quadro 3. Tash ekkori 8t e. Os capltulos ilusU11m pouco consenso sobre a definição da te0ria e se ela é um vicio ou urna vimlde. Ted dllc (Eds. pessoas portadoras de incapacidades e femlnlstas. Thomas. como teorias formais.2 como guia. (1997). Nova Yor k: Teachers College Press. é importante se envolver nas práticas éticas t prever as que.amento. David Flindcrs e Geoffrey Mllls editaram um livro sobre as pcrspeccivas do campo ·n ccoria em nçlio" .100 John W. 75-104. Esce cap(tu/o apresenta esboços para a estmcura geral das proposcas. Ele comenta DS várias definições da teoria e mapeia quauo usos nmplos da teoria: (a) como pensamento e reflexão. 195-164). Um esboço é útil. Randbook o/ mi. formal e educacional. ln A.1do por Toffier.irões éticas que poderão surgir. Um aspecco singular de seu cnpículo é o modo como ela entrelaça esse pamdlgmo do pensamento com os passos no processo de condução da pesquisa de mécodos mistos. 4 Localize um estudo de métodos mistos que use uma lente teórica. Educatlonal Re- Cary Thomas apresenta uma crítica criteriosa do uso da teoria na investigação educacional. teorias metodológicas e meraccorias. Teachers College.

Acrescentei seções que à primeira vista podem parecer pouco comuns. proponho dois roteiros alternativos. cronograma e orçamento proposto. A realização de um cronograma para o estudo e a apresentação de um orçamento proporcionam informações úteis para os comitês de pós-graduação. 1. A inclusão de validação de resuhados.1 foi excraldo de uma perspectiva construóvista/interpretivista.. entretanto. O que os estudos preliminares mostram sobre a viabilidade e valor do estudo proposto? Essas nove questões. enquanto o Exemplo 4. Papel do pesquisador Proe»dimefltos de coleta doutados EsÜitflglàs P8tll validaçlo dos l'aaultados l!slriltllra "alTilllva preposta do estudo a~ étfcas previstas ReSIJllBdos pilotos prelimtnares (se d~fveis) Besultados esperados Apêndices: Perguntas da entrevista. embora tais seções não sejam tipicamente encontradas nos esboços das propostas. Pode ser incluída uma revisão da literatura. O que você se propõe estudar? 4. Como você vai analisar os dados? 7. quesl&'les da pesquisa ProCll(llma~tos Supoa19õa* lllo~flcas da ~Isa qualltaUlla Eslrl!l6gfada Pesqtilsa qualitativa O papel do pesquisador Proceéllme11toa de coleta de dados (lndulnclo QS abQrdegens eolabciralivaa usadas com ·os participantes) Procedimentos de registro dos dados Procedimentos da allâllsa dos dados Estratégias para a valldaçao dos resultados EsllUIUra namitllla Questões ébcas previstas . Como vai validar seus resultados? 8. a literatura pode estar incluída em maior extensão no final do estudo ou na esperada seção dos resultados.idos por Maxwell (2005) como nove argumentos cemrais. o escritor inclui apenas duas seções importantes: a introdução e os procedimentos. lormulãrlos observaclona1s.2 foi mais baseado em um modelo reivindicatório/ panic:ipacório da pesquisa qualitativa. como foi discutido no Capítulo 3. há argumentos centrais que estruturam qualquer proposta. a necessidade de resultados preliminares e as primeiras evidências de imponãncia prática concentram a atenção do leitor nos elementos-chave com frequência negligenciados nas discussões sobre projetos propostos.Projeto de pesquisa 103 102 John w. Quais são as questões éticas seu estudo vai apresentar? 9. constituem a base da boa pesquisa e podem proporcionar a estrutura geral para uma proposta. se adequadamente abordadas em uma seção para cada pergunta. Eu os coloco aqui como questões a serem tratadas em uma proposla acadêmica. Quais são os métodos você planeja utilizar para proporcionar os dados? 6.. mas isso é opcional e. Qual é o ambiente e quem são as pessoas que você vai estudar? S. Creswell No geral. O Exemplo 4. Nesse exemplo. Rot eiro para uma proposta qualitat iva A luz desses pontos. a literatura ex1Slenlll SObnl o p(oblema e a fmportênda doeatudO O prop6alto dO estudo e as delimila90es do estudo . O que os leitores pouco conhecem em relação a seu tópico? 3. lnlroduçlo Declaração do problema (induindo a quetllflo reMndicatbria/participat6ria <1ue estA Mf1Clo tratade. O que os leitores precisam para entender melhor seu tópico? 2. Eles são introdU7. as considerações éticas (que serão mencionadas resumidamente).

104 John W. Creswell

Projeto de pesquisa 105

Importância do estudo

ResulladoS pilotos preliminares(• disponlv911)
Mudanças re1vindlcatõriaslpar1lcipal6rias esperadas

Apêndices: Perguntas da enlrevlsta, ll>nnulérfos observacionels, cronograma
e orçamento pr~to

Esse roteiro é similar ao do construtivistalimerpretivisra, exceto pelo
fato de que o investigador identifica uma questão reivindicatória/panici·
patória específica que está sendo explorada no estudo (p. ex., marginalização, capacitação), propõe uma forma colaborativa de coleta dos dados e menciona as mudanças previstas que o estudo de pesqltisa provavelmente acarretarão.
Rotei ro para uma proposta quantitativa
Para

um estudo quantitativo, o roteiro obedece às seções tipicamen-

te cnconcradas nos estudos quantitativos relatados em artigos de periódicos. A forma, em geral, acompanha um modelo com introdução, revisão
de literatura, métodos, resultados e discussão. Ao planejar um estudo
quantitativo e elaborar uma proposta de dissenação, considere o seguinte
roteiro para rraçar o plano geral (ver Exemplo 4.3).
O Exemplo 4.3 é um roteiro padrão para um esrudo de ciências sociais,
embora a ordem das seções, especialmente na inrrodução, possa variar de um
estudo para outro (vei; por exemplo, Millei; 1991; Rudesram e Newton, 20on.
Esse exemplo é um modelo útil para a elaboração as seções de um plano
de dissertação ou do delineamento dos tópicos para um estudo acadêmico.
Exemplo <4.3 Um roteÍIO quantitativo
Introdução

Dell:lição do problema (queetlQ, ~nela da quesllo)

ObJetJvo do eatu~ e suas {9llni~
Parapeçliva teórica

QuastOes ou hipóteses da ~llta

ReYido da llltl'llula
Mélódos
Tipo de projeto de pesquisa

Populaçlo, amostra e palllcipantes
tnsttumenióa, V8I iéwela a materiais de colala de c1ac1og
Prooadlrnllllos da análila doe ci.0\IBSlõat élícea ~istas no es!Lido
Estudos preUmlnmes ou testes-piloto
Apêndices: Instrumentos. CtOnograma e orçamento preposto

Roteiro para uma proposta de m étodos mistos
Em um roteiro de projeto de métodos mistos, o pesquisador reúne
abordagens que estão incluídas nos roteiros quanticativo e qualitativo (ver
Creswell e Plano Clark, 2007). Um exemplo de tal roteiro aparece no
Exemplo 4.4 (adaptado de Creswell e Plano Clark, 2007).

106 John W. Creswell

Projeto de pesquisa 107

A REDAÇÃO DAS IDEIAS

Esse roteiro l1l05trll que o pesquisador apresenta tanro uma declaração
do propósito quanto questões de pesquisa para componentes quantitativos e
qualitativos, assim como para componentes misros. É importante especificar
no início da proposta as razões para o uso da abordagem de métodos mistos e
identificar os elementos-chave do projeto, como o tipo de estudo de métodos
mistos, um quadro visual dos procedimentos e os procedimentos de coleta e
análise dos dados tanto quantitativos quanro qualitativos.

Planejamento das seções de uma proposta
Seguem-se várias dJcas de pesq uisa que dou aos alunos sobre o
planejamenro da esuutura geral de uma proposta.
• Especificar as seções no início do planejamenro de uma proposta.
'Thlbalhar em uma seção írequenremenre suscita ideias para oull11S seções.
Primeiro desenvolva um esboço e depois escreva rapidameme algo para
cada seção, para colocar as ideias no papel A seguir aperfeiçoe as seções
quando considerar em maiores detalhes as informações que devem aparecer em cada uma.
• Encontre propostas que outros alunos já tenham realizado com seu
orientador e observe-as atentamente. Peça a seu orientador cópias das
propostas que ele tenha gostado mais e percebido como bons produtos
acadêmicos. Estude os tópicos abordados e sua ordem, assim como o nível
de detalhes utilizado na redação da proposta.
• Determine se seu programa ou instituição oferece um curso sobre
o desenvolvimento da proposta ou sobre algum tópico similar. Muito
frequentemente esse curso será útil como sistema de apoio para seu
projeto e também para conhecer indivíduos que possam reagir a suas
ideias propostas à medida que elas se desenvolvem.
• Sente-se com seu orientador e e1C1mine o formato preferido por
cle para uma proposta. A ordem das seções encontradas nos anigos de
periódicos publicados podem não proporcionar as informações desejadas
por seu orientador ou comissão de pós.graduação.

Com o passar dos anos, colecionei livros sobre como escrever, e nor·
malmenre tenho um novo que estou lendo enquanto trabalho nos meus
projetos de pesquisa. Enquanto trabalho nesta terceira edição, estou lendo Reading Like a Writer, de Francine Prose (2006). Lendo livros como
este, sou constantemente lembrado dos bons principias da escrita, os
quais precisam ser incluídos ao que escrevo sobre pesquisa. Meus livros
abrangem um amplo espectro, desde livros de negócios profissionais
até livros de escrita acadêmica. Nessa secção, extraí as ideias-chave que
para mim foram imponantes, encontradas nos muitos livros de escrita
interessantes que tenho utilizado.
Uma característica dos escritores inexperientes é que preferem discutir
seu estudo proposto em vez de escrever sobre ele. Recomendo o seguinte:

• No ín(cio do processo de pesqu~a, anote as ideias em vez de falar sobre
elas. Os especialistas em redação escrevem enquanto pensam (Bailey. 1984).
Zinsser (1983) discute a necessidade de tirarmos as ideias de nossas mentes
e colocá-las no papel. Os orientadores reagem melhor quando leem as Ideias
no papel do que quando ouvem e discutem um tópico de pesquisa com um
aluno ou colega. Quando um pesquisador coloca as ideias no papel, um leitor
pode visualizar o produto final, realmente ver como ele se parece e começar a
esclarecer as ideias. O conceito de trabalhar as ideias no papel tem funcionado
bem para muitos escritores experientes. Antes de planejar urna proposta,
delineie uma ou duas páginas sobre a visão geral de seu projeto e solicite
a seu orientador a aprovação do direcionamento de seu escudo proposto.
Esse esboço pode conter as informações essenciais: o problema de pesquisa
que está sendo abordado, o propósito do estudo, as questões íundarnemais
que serão formuladas, a fome dos dados e a imporcãncia do projeto para
diferentes públicos. Pode também ser útil esboçar várias declarações de uma
ou duas páginas sobre diferentes tópicos e ver qual seu orientador gosta mais
e sente que seria a melhor conmôuição para seu campo.

• Faça vdrios esboços de uma proposta em vez de tentar polir o pri·
meiro esboço. É esclarecedor ver no papel como as pessoas pensam. Zinsser
(1983) identificou dois tipos de escritores: os "pedreiros", que compõem
cada pará8rafo antes de partir para o próximo parágrafo, e o escritor que
"deixa todas as ideias expostas como elas surgem no primeiro esboço'', que
escreve rodo o primeiro esboço sem se importar se ele parece desmazelado
ou se está mal-escrito. Entre os dois está alguém como Pecer Elbow (Elbow,
1973), o qual recomenda que se deve prosseguir pelo processo repetitivo

108

Projeto de pesquisa 109

John W. Creswell

da escrita, revendo e reescrevendo. Ele eira esce exercício: se tiver apenas
wna hora para escrever uma passagem, escreva quatro esboços (um a cada
15 minutos) em vez de apenas um esboço durante uma hora (normalmente
nos últimos 15 minutos). Os pesquisadores mais experientes escrevem o
primeiro esboço de maneira ruidadosa, mas não bu~ um 1exto polido; o
polimenco vem relativamente tarde no processo da escnta
• Não edice sua proposra na fase do primeiro esboço. Em ve.z disso,
considere os crês modelos de Franklin (1986). que tenho achado útil no
desenvolvimenco das proposras e em minha redação acadêmica:
1. Primeiro, desenvolva um esboço - pode ser o esboço ou um mapa
visual de uma frase ou palavra.
2. Escreva um rascunho e depois modifique e selecione as ideias, movendo parágrafos inteiros no manuscrito.
3. Finalmente, edile e dê polimento a cada sentença.

semanas em blocos de meia-hora. Provavelmente vai encontrar um
tempo para escrever.
• Escreva quando estiver bem-disposto.
• Evite escrever em ~repentes".
• Escreva em quantidades pequenas e regulares.
• Programe as carefas de redação de forma que você a planeje trabalhar em unidades de escrita especificas e administráveis em cada
sessão.
• Mantenha gráficos diários. Represeme por meio deles pelo menos três
coisas: (a) tempo despendido escrevendo, (b) equivalentes de páginas
tenninadas e (e) percentagem de tarefa planejada realizada.
• Planeje além dos objetivos diá.rios.
• Compartilhe seus escritos com amigos solidários e construtivos até
se sentir pronco para tomá-los públicos.
• Tente trabalhar concomitantemente em dois ou crês projetos de
escrita para não ficar sobrecarregado por um único projeto.

O hábito de escrever

Estabeleça a disciplina ou o hábito de escre ver de uma maneira
regular e contínua em sua proposta. Embora pôr de lado por algum tempo
um esboço terminado de sua proposta possa proporcionar alguma perspectiva para examinar seu trabalho ames do polimenro final, um processo
de escrita de começar-e-parar com frequência quebra o íluxo do trabalho.
Pode tran_~formar wn pesquisador bem intencionado no que chamo de um
escritor de fim-de-semana, um indivíduo que só tem tempo para trabalhar
na pesquisa nos fins-de-semana, depois que todo o rrabalho "importante"
da semana tiver sido realizado. O trabalho contínuo na proposca significa
escrever algo todos os dias, ou pelo menos estar envolvido diariamente
no processo de pensar, coletar informações e rever o que vai entrar no
manuscri10 e na produção da proposta.
Escolha para trabalhar na proposta o período do dia melhor para
você, e então use a disciplina para escrever todos os dias nesse período.
Escolha um lugar isento de distrações. Boice (1990, p. 77-78) oferece
ideias para estabelecer bons hábitos de escrita:
• Com a ajuda do principio da prioridade, faça do ato de escrever
uma atividade diária, independentemente de seu humor, indepcn·
dentemente de sua disposição para escrever.
• Se você acha que não tem tempo para escrever regularmente, comece fazendo um esquema das suas atividades para uma ou duas

Também é imporranre reconhecer que redigir é um processo que
transcorre devagar e que um escritor precisa estar tranquilo para escrever.
Como o corredor que se alonga antes de uma corrida, o escritor necessita
de exercícios de aquecimento tanto para a mence quanto para os dedos.
Algumas atividades relaxantes de redação, como escrever uma carta para
um amigo, colocar uma série de ideias no computador, ler algum bom
material escrito ou decorar um poema favorito, pode tomar mais fácil a
tarefa real da escrita. Isso me recorda do "período de aquecimento" de
John Steinbeck (1969, p. 42), descrko em detalhes emJoumal ofa Novel:
The Eas1 of Eden Letters. Steinbeck iniciava cada dia escrevendo uma carca
para seu editor e grande amigo Pascal Covici, em um grande caderno de
anotações fornecido por Covici.
Outros exercícios também podem se moscrar úteis como aquecimento.
Carrol! (1990) fornece exemplos de exerclcios para melhorar o controle
de um escritor em passagens descritivas e emotivas:
• Descreva um objeto por suas panes e dimensões, sem imediatamente
dizer ao leitor o nome desse objeto.
• Escreva uma conversa entre duas pessoas sobre um tema dramárico
ou inrrigante.
• Escreva um conjunto de orientações para uma tarefa complicada.
• Escolha um tema e escreva sobre ele de três maneiras diferentes
(p. 113-116).

oferecem ao escricor opções para se sentir confonável quando estiver escrevendo. Esse conceito foi proposto por Tarshis (1982). 2001) . Por exemplo. Quando mobiliei meu esaicório.11O John W. Elas eram de quauo tipos: 1. é importance utilizar termos consistenres e apresentar uma preparação e uma previsão das ideias e coerência integrados ao plano. 1989. Ide. que apresentam declarações organiza. Creswell Esce úlómo exercício parece apropriado para pesquisadores qualita. Coerência na escrita significa que as ideias se vinculam e fluem logicamente de uma sencença para oucra e de um parágrafo para oucro. na qual o pesquisador precisa apresentar menos seções menores e mais seções maiores para vincular grandes corpos de literamra.ideias ou imagens cuja principal função é reforçar as grandes ideias 4. Ideias abrangentes . Considere rambém os implememos de escrita e a localização física que auxiliam o processo da redação disciplinada. Essa abordagem confere coerência ao estudo. um problema que faz o leitor ter de se esforçar para compreender o significado das ideias e monitorar mudanças sutis no significado. o qual recomendou que os escritores preparassem as ideias para oriencar os leitores. Legibilidade do manuscrito Ames de começar a elaborar uma proposta. Uma proposta pode incluir demasiadas ideias abrangentes. Grandes ideias na escrita . tivos. que analisam seus dados para códigos e remas múltiplos (ver o Gaplrulo 9 para a análise de dados qualicativos). mas vai íuncionat (Dillard. com o conteúdo insuficientemente decalhado para corroborar grandes ideias. coloquei minha mesa con1r11 uma parede branca.ideias cujos propósitos são manter o leitor no rumo cerro. Ideias que atraiam atenção. . há 15 ano. como aqueles escritos por jornalistas em artigos jornalísticos. Com frequência. Use o mesmo termo cada vez que uma variável for mencionada em um esrudo quanticativo ou que um fenômeno cem:ral for mencionado em um escudo qualitativo. Evite usar sinônimos para esses termos. Pensar em termos de uma narrativa detalhada para corroborar ideias abrangentes pode ajudar a solucionar este problema. Isso pode ocorrerem urna revisão da licerarura.~. como declarações de propósito e quescões e hipóteses da pesquisa). Cena vez. O am. organizar as ideias e manter a atenção de um indivíduo Os pesquisadores iniciantes parecem ter mais problemas com os pensamentos abrangentes e os que nuaem atenção. • Considere como ideias de diferentes tipos orientam um leitor. Os leitores precisam de sinais para orientá-los de uma ideia principal para a seguinte (os Gapírulos 6 e 7 deste livro discutem sinais importantes na pesquisa. • Use termos consisrences durante toda a proposta. Enfarizar uma ordem consistente quando as variáveis indcpendences e dependentes são mencionadas também reforça essa ideia. evicava locais de crabalho acrativos: COSto de um local sem nenhuma visra. Pequenas ideias . Um sinal claro desse problema é uma mudança continua de ideias de uma ideia imponante para outra em um manuscrito. um bloco de papel camanho ofício.ias que acraem atenção ou interesse . até mesmo café e salgadinhos (Wolcott. considere como você vai melhorar sua legibilidade para as outras pessoas.ideias ou imagens especificas que re· caem no âmbito dos pensamentos abrangentes e servem para reforçar. Além disso. contrat a memória no escuro. veem-se apenas parágrafos curtos nas incroduções das propostas. Os implememos . p. cionais para orientar o leitor. bieme físico cambém pode ajudar. clarificar ou elaborar os pensamentos abrangentes 3. a declaraçãô do propósito. Os leitores precisam enxergar a organização geral das ideias ao longo dos parágrafos introdutórios e ser informados dos pontos de maior destaque que devam se lembrar em um resumo. de modo que não pudesse olhar por janela alguma. Annie Oillard. escrevi em uma pequena sala de tijolos de concrcco sobre um estacionamento. também são necessárias. Um parágrafo de organização é com frequência útil no início e no fim das revisões de literacura.um compucador. Esta cabana de pinho sob árvores não é cão boa quanto o escritório de tijolos de conaeto. Ele dova para um telhado de piche e cascalho. 26-27). há sete anos. O Publicacion Manual da APA (2001) discuce uma apresentação sistemática. a caneta favorica. as questões da pesquisa e a revisão dos tópicos da literatura em um projeto quantitativo ilustram esse pensamento. • Utilize a coerência para aumentar a legibilidade do manuscrito. a repetição dos nomes da mesma variável no rírulo. um lápis. romancista vencedora do prêmio Pulitzer. para que a imaginação consiga en. mostrando as rela· ções encre as ideias e pelo uso de conetivos.as ideias gerais ou básicas que a pessoa está tenrando explicar Projeto de pesquisa 1 11 2.

É importante que o leitor encontre coerência em uma proposta desde a primeira página. extraída de um esboço da proposta de um aluno mostra um alto nível de coerência. Também peço aos alunos que se certifiquem de que. 1991) é úàl para conectar os pensamentos de uma sentença para outra e de um parágrafo para outro. Projelo de pesquisa 113 . 1991) é conectar os principais pensamentos de cada sentença e parágrafo. a passagem escrita fica sem coerência. tomei a liberdade de traçar seras e circulos para conectar as ideias de uma sentença para outra e de um parágrafo para outro. Como foi mencionado anteriormente. Zinsser (1983) sugere que ioda sentença deve ser uma sequência lógica daquela que a precede. Se essa conexão não puder ser facilmente realizada. Como a ideia principal de uma sentença deve estar conectada com uma ideia fundamental na sequência seguinte. os parágrafos também estejam conectados com setas e círculos. apresento uma passagem de uma introdução a uma proposta e peço aos alunos para conectarem as sentenças usando círculos para as ideias principais e setas para conectar essas ideias principais de ltma sentença para outra. o objetivo do exercício de setas e circulas (Wilkinson. O objetivo do exercício de setas e círculos (Wilkinson. as ideias e os tópicos ficam deslocados. assim como as sentenças individuais.112 John W. estão faltando conetivos que precisam ser inseridos. Primeiro dou n meus alunos uma passagem sem marcação e. depois do exercício. Se as sentenças não se conectarem. Nessa passagem. a coerência é construída por meio da conexão das sentenças e dos parágrafos no manuscrito. Em minhas aulas de desenvolvimento de proposta. expressões ou sentenças de transição para estabelecer uma conexão clara. A passagem que segue. Ela pencnce à seção introdutória de um projeto de dissenação qualitativo sobre alunos em risco. forneço uma passagem marcada. e o escritor precisa adicionar palavras. posteriormente. eles precisam marcar essa relação na passagem. Creswell Em um nlvel mais detalhado.

QualitaàveResearch. O Public. '!Jones relatou") para a revisão e os procedimentos da literatura baseados em eventos passados e descrever os resultados (p. Segundo o escritor literário Ross-Larson (1982). incluindo muitos periódicos de ciências sociais. • Espere editar e rever os rascunhos de um manuscrito para conar os excessos. "o estresse baixou a autoestima") e o tempo presente (p.. Escrever muitos rascunhos de um manuscrito é uma prática-padrão para a maior pane dos escritores. o excesso de preposições e as construções . cem sido e estd sendo. Para estudos já finalizados. e então emra em uma daquelas complicações que começam. Não considero essa urna regra rigorosa. ex. use o tempo presente para adicionar vigor a um estudo. Na área qualitativa. Sociology of Educarion e lmage: Joumal of Nursing Scholarship. • Use verbos fones e os tempos de verbos apropriados para a passagem.ation Manual da APA (2001) recomenda o tempo passado (p. Exemplos incluem serd. 1982). Examine os muiros artigos citados no Handbook of Mixed Methods in the Social & Be/1avioral Sdences (Thshakkori e Teddlie. um em6grafo qualitativo. como era. para usar o termo de Franklin (1986).1 14 John w. • Use o máximo possível a voz ativa nos escritos acadêmicos (APA. Os escritores podem usar a construção passiva quando a pessoa que age pode ser logi· camente deixada fora da sentença e quando a que é objeto da ação é o sujeito do resto do parágrafo (Ross-1. 172) Hoje em día Comece estudando bons textos que usam projetos qualitativos.. The Sc. 1985. É uma etapa abordada no final do processo de redação. Um amigo meu que é adminísrrador de uma faculdade de vez em quando tem que dizer uma sentença complexa. sivamente usadas e reduzir o excesso de citações. 1982). Creswetl A voz. com regras e prindpios a serem seguidos relacionados à boa sinraxe e à escolha lexical. fala sobre o aprimoramento das habilidades editoriais para eliminar palavras desnecessárias.arlet l. examine periódicos que relatem escudos com pesquisa e dados qualitativos e quantitativos combinados.. p. quantitativos e de métodos mistos. As ideias adicionais que seguem sobre a voz ativa.elw· e 'l71e Bonfire oft11e Vaniàes) como atribuições de leitura (Webb e Glesne. ex.h Joumal. o olho não pausa e a mente não tropeça em uma passagem. "Se o sujeito age." Ele nunca falava dessa maneira quando o conheci. como Joumal of Mixed Metltods Research. (Bunge. 2001). 29). Qunlirative Family Research e Joumal of Contemporary Etltnogmphy representam bons periódicos acadêmicos a serem examinados. O processo consiste tipicamente de escrever. SymboUc lnteraction. Questões similares de gramática e construção de frases estão uacadas no Public. com seu distanciamento da crise nas vidas dos jovens. o tempo verbal e os " excessos" Do uabalho com pensamentos amplos e parágrafos.ir os adjetivos.as quais adicionam urna verbosídade desnecessária (Ross-Larson. Wolcott (2001). rever e edirar. Jouma/ ofApplitd Psychology. tentei exuair exemplos de boa prosa de periódicos de ciências humanas e sociais. a voz é ativa. . mas uma diretriz útil.. não utilizar a voz passiva.acional Rtsearr. Por exemplo. Administrative Science Quanerly. Field Methods e Qualicy and Quanticy. No processo da edição.xpressões exces. Pode-se encontrar uma abundância de livros de redação sobre a escrita de pesquisa e a escrita literária. um sinal da construção passiva é alguma variação de um verbo auxilíar. 1992). "Eu esperaria que fôssemos capazes . "Excessos" são as palavras adicionais desnecessárias para comunicar o significado das ideias. reduz. • Existe uma prática comum ao uso do tempo passado para rever a literatura e relatar os resultados de um esrudo. Verbos preguiçosos são aqueles que carecem de ação (p.acion Manual da APA (2001). assim como os modificadores amoncoados. Na boa redação. Lembrei-me da prosa desnecessária que aparece nas redações pelo exemplo mencionado por Bunge (1985): voe~ quase pode ver pessoas brilhantes se esforçando para reinventar a sentença complexa díante de seus olhos. Os indivíduos que ensinam pesquisa qualitativa indicam livros conhecidos da literatura (p. Qualicatil'e lnquúy. a voz é passiva• (p. 2003). eliminar as e. o uso de itálicos e os comentários entre parênteses. Se o sujeito é objeto da ação. ex. "os resultados qualitativos moscram") para discutir Projeto de pesquisa 115 os resultados e apresentar as conclusões. Quando utilizar a pesquisa de métodos mistos. Neste livro. mas mesmo na sua idade.. ex. O tempo futuro seria apropriado em todos os outros momentos nas propostas e planos de pes· quisa. como Americm1 Jouma/ of Soc:iofogy. corre as palavras em excesso das sentenças. Ameriam Educ.arson. é ou era). ex. ele está de cena forma alienado da fala fácíl. Além disso. mas incluo essa seção para destacar algumas questões gramaticais comuns que tenho observado nas propostas dos alunos e em minha própria escrita. especialmente na introdução.. a boa literatura serve para ilustrar a prosa clara e passagens detalhadas. Meus pensamentos estão direcionados para o nível de polimento da escrita. o tempo verbal e a redução dos "excessos" podem fonalecere revigorar a redação acadêmica para as propostas de dissertações e teses. Moby Diclc. "o estudo de" ...por exemplo. ou aqueles usados como adjetivos ou advérbios. passo ao nível das sentenças e palavras escritas.

s como revelação pessoal. 2002. Ourante a identificação do problema de pesquisa. disponlvel em www. os pesquisadores precisam prever as questões éticas que podem surgir du· rante seus estudos (Hesse-Bieber e Leavey. o papel dos pesquisadores em contextos interculturais e questões de privacidade pessoal por meio de formas de coleta de dados na Internet (Israel e Hay. 2005).aaanet.s éticas no propósito e nas questões Ao desenvolver a descrição de objetivo ou a intenção e as questões fundamentais de um estudo. 2005). os indivíduos que elaboram a proposra precisam comunicar o propósito do estudo. Questões éticas no problema d e pesquisa Hesse-Biber e Leavy (2006) pergunram. e enfrentar problemas novos e desafiadores (Israel e Hay. ex. 2005). Muitas associações nacionais têm publicado padrões ou códigos de ética em seus sites na Internet para profissionais de seus campos. sobre as pessoas (Punch. Mencionando-os nesse momento. espero encorajar o escritor da proposta a colocá-las ativamente nas seções de uma proposta. na Pane li. disponível em www. 2006). além de ser um tópico importante no formato para as propostas. quantitativa e de métodos mistos. aprovado em junho de 1998.. ver Berg. Embora essas discussões não cubram de fonna abrangente todas as questões éticas. aqueles que desenvolvem propostas podem conduzir projeros-piloro para esta· belecer um vínculo de confiança e respeito com os participantes para que os investigadores possam detectar qualquer marginalização ames que a proposta seja desenvolvida e o estudo iniciado. elas abordam as principais. as questões éticas surgem em discussões sobre códigos de conduta profissional para os pesquisadores e em comentários sobre dilemas éticos e suas potenciais soluções (Punch. Uma ideia básica da pesquisa de ação/ participatória é que o investigador não marginalize ou incapacite ainda mais os participantes do estudo.apa. desenvolver uma relação de confiança.aera.org As práticas éticas envolvem muito mais do que apenas seguir um conjunto de diretrizes estáticas. o qual será descrito para os participantes (Sarantakos. A decepção ocorre quando os participantes . um problema que será significativo para oucras pessoas além do pesquisador (Punch. 9 e 10). aute nticidade e credibilidade do relatório da pesquisa. Ao escrever uma introdução para um estudo. aprovado em junho de 2001. é importante identificar um problema que beneficie os indivíduos que estão sendo estudados. Para se proteger contra isso. adaptado e m 1997. A pesquisa envolve coletar dados das pessoas. 86). Punch. disponível em www. o pesquisador identifica um problema ou uma questão importante a ser estudada e apresenta uma justificativa para sua importância. "Como as questões éticas entram na escolha de um problema de pesquisa?" (p. Na literatura. Questõ-. como aquelas proporcionadas pelas associações profissionais. 1998). 2005). Os pesquisadores precisam proteger os participantes de sua pesquisa. Os au tores das propostas precisam prevê-las e abordá-las diligentemente em seus planos de pesquisa. Essas q uestões surgem principalmente durante a especificação do problema de pesquisa (Capítulo 5). 2006). 2005. n identificação de uma declaração de objetivo e das questões de pesquisa (Capítulos 6 e 7) e a coleta. Nos capítulos seguintes. Os problemas é ticos são aparentes atualmente em questõe. e disponlvel em www. refuo-me às questões éticas em muitos esrágios da pesquisa. e a todos os estágios d a pesquisa. ver • Ethical Principies of Psychologists and Code of Conduct. escrito em 2002. Para exemplos.org • The American Anthropological Association's Code of Ethics. proteger-se concra conduta inadequada e impropriedades que possam refletir em suas organizações ou instituições.Projeto de pesquisa 117 116 John W.ana. 2001. Cteswell QUESTÕES ÉTICAS A SEREM PREVISTAS Além de conceituar o processo da redação para uma proposta. a análise e a redação dos resultados dos dados (Capítulos 8.org/ethics • The American Sociological Association Code of Ethics. disponível em www.asanet. promover a integridade da pesquisa. Como foi mencionado anteriorme nte. Sieber. é necessário escrever sobre essas questões para criar um argumento para um estudo. Os escritores precisam prever e abordar quaisquer dilemas éticos que possam surgir em sua pesquisa (p.net • The American Nurses Association Code of Ethics for Nurses-Provisions. 2006). Essas questões se aplicam à pesquisa qualitativa.org • The American Educational Research Association EthicaJ Standards of the American Educacional Research Association.

dano físico. informações que infringem os direitos dos outros e que devem permanecer ocultas. Por exemplo. os quais envolvam observação prolongada ou entrevistas em um local. o pesquisador permite ao~ participantes manterem o controle de suas vozes e exercerem sua independência na tomada de decisões.br/comissaQ/eticapesq. Para um pesquisador. mas o pesquisador cem em mente um propósito diferente. Os investigadores submetem as propostas de pesquisa contendo os procedimentos e as informações sobre os participantes ao comitê do IRB do campus para que o conselho possa examinar em que extensão a pesquisa que está sendo proposta expõe os indivíduos a algum risco. Isso com frequência envolve a redação de uma carta que identifique a extensão do tempo. mulheres grávidas ou fetos. Creswell entendem um propósito. É também importante que os pesquisadores especifiquem opauocínio de seu estudo. ohamento para sua pesquisa. vítimas.Comíssão de t<ica em pesquisa <bnp://conselho. o pesqu isador precisa considerar as necessidades especiais de populações vulneráveis. participantes mentalmente incapacitados.118 John W. econômico ou legaJ (Sieber. Ela pode ser obtida primeiro pela obtenção da permissão e depois do envio da entrevista ou levantamento. o processo do IRB requer avaliação do potencial de risco . necessita de permissão dos participantes. Q uestões éticas na coleta dos dados Quando os pesquisadores preveem a coleca dos dados. O'Reilly. Em muiw uni~rsldades há os comitb de &ica que podem avalias projetos de pesquisa. Os comitês do IRB existem nos campi devido às regulamentações federais que protegem conua violações dos direitos humanos. ao planejar as cartas de encami. obtidas por meio de enuevistas ou de levantamentos eleuônicos. eles precisam estar bem informados sobre os possíveis riscos da não confidencialidade. saude. eles oodem fazer visiras com hora marcada oara oue elas .. No Brasil há o CONEP . de R. Concordando com isso. corno os menores de idade (abaixo de 18 anos). Isso exige que os investigadores. Entretanto. 1998) . como a inclusão de dados no relatório final que eles podem não ter considerado. • N. Além dessa proposta. Surgem muiras questões éticas durante essa fase da pesquisa.para os participantes de um e. o pesquisador desenvolve um formulário de consentimento Informado" para os participantes assinarem antes de se engajarem na pesquisa. Esse formulário reconhece que os direitos • N. Por exemplo. ex. 2005): • Identificação do pesquisador • Identificação da instiruição pacrocinadora • Indicação de como os participanres foram selecionados • Identificação do propósito de pesquisa • Identificação dos benefícios da participação • Identificação do nível e do tipo de envolvimenro dos participantes • Informação dos riscos aos participantes • Garanria de confidencialidade para o participante • Garantia de que o participante pode se retirar da pesquisa a qualquer momento • Fornecimento de nomes para as pessoas concacarem se surgirem problemas Uma questão a ser prevista sobre a confidencialidade é que alguns participantes podem desejar que sua identidade permaneça confidencial. Projeto de pesQuisa 119 dos participantes serão protegidos durante a coleta dos dados. • Os pesquisadores precisam respeitar os locais de pesquisa para que permaneçam intactos após um estudo de pesquisa.gov. precisam respeitar os participantes e os locais da pesquisa. psicológico. o patrocínio é um elemento importante no estabelecimento da confiança e da credibilidade para um instrumento de pesquisa encaminhado. prisioneiros e indivíduos porta· dores de AIDS. e assim por diante (Giordano. • Ouuos procedimentos éticos durante a coleta de dados envolvem obter a concordância dos indivíduos em posição de autoridade (p. pessoas com deficiências neurológicas.hun>. Não coloque os participantes em risco e respeite as populações vulneráveis. 2007). Taylor e Dogra. o qual estabelece regras para a pesquisa com seres humanos. especialmente em estudos qualirativos. Os pesquisadores precisam ter seus planos de pesquisa revistos pelo Conselho de Revisão lnstirucional Onstitutional Review Board . quando do envolvimento com seres humanos. O uso de respostas dadas pela internet. de R. social.IRB)" do campus de sua faculdade ou universidade. porteiros) para proporcionar o acesso aos participantes do estudo aos locais da pesquisa.'t No site do CONEP há regras e modelos dos íormulários de consentimencos de informação. Os ele· mentos de tal formulário incluem o seguinte (Sarantakos.studo. Além disso. tenham conhecimento de seu impacto e minimizem a perturbação do ambiente físico. o potencial impacto e os resultados da pesquisa.

Envolver os individuas colaborativamente na pesquisa pode proporcionar reciprocidade. um aluno pode discutir o abuso dos pais ou prisioneiros podem falar sobre uma fuga. precisam ser guardados durante um período razoável (p. Em algumas situações. a coleta e análise dos dados. orientação sexual. o código de ética para os pesquisadores (os quais podem ser diferentes para as escolas e as prisões) visa proteger a privacidade dos participantes e comunicar essa proteção a todos os indivíduos envolvidos em um estudo. Creswetl perturbem pouco o fluxo das atividades dos participanres. se os participantes têm influência na maneira como suas declarações são interpretadas. Tipicamente. emergem questões que requerem boas decisões éticas. Pode incluir. os pesquisadores precisam providenciar um relato preciso das informações. • Os dados. Por isso. Isso pode exígír que se proporcione algum tratamento a todos os grupos ou que se disponha do cratamen10 de tal modo que finalmente todos os grupos recebam o tratamento benéfico. na pesquisa de levantamento. as organizações com frequência têm díreaizes que proporcionam orientaçào para a condução de pesquisas sem penurbar seus locais. ex. os participantes e. Na previsão de um estudo de pesquisa.. não apenas um grupo experimental. Essa precisão pode requerer uma prestação de contas coere o pesquisador e os participantes da pesquisa quantitativa (Berg. os investigadores dissociam os nomes das respostas durante o processo de codificação e regiscro. Os investigadores devem então descamr os dados para que não caiam em mãos de outrOS pesquisadores que possam utilizá-los inadequadamente. para proteger as identidades. Uma proposta pode mencionar essa questão da propriedade dos dados e discutir como ela será resolvida . os investigadores precisam coletar dados para que todos os participantes. populares na pesquisa qualitativa. 2002). na pesquisa qualitativa. podem engajar os participantes como copesquisadores durante todo o processo de pesquisa. Por exemplo. • Na interpretação dos dados. Uma extensão dessa ideia é evitar o compartilhamento dos dados com indivíduos não envolvidos no projeto. os orientadores docentes (Punch. os entrevistadores precisam considerar como a entrevista vai melhorar a situação humana (e mmbém aumentar o conhecimento cienrífico). Berg (2001) recomenda o uso de acordos pessoais para designar a propriedade dos dados de pesquisa. 1998. dos papéis e dos incidentes no projeto? Por exemplo. nessas situações. 2005). 2002). 2001). está sendo cada vez mais vista como uma investigação moral (Kvale. • Aquestão de a quem penence os dados uma vez colemdos e analisados pode também ser um problema que divide as equipes de pesquisa e L-oloca 05 indivfduos uns contra os outros. Por exemplo. elas também se aplicam à redação propriamente dita e à divulgação do relatório final da pesquisa. considere o seguinte: • Como o estudo vai proteger o anonimato dos indivíduos. grupo racial ou . • A entrevista. recomenda 5 a 10 anos). Tanto o pesquisador quanto os participantes devem se beneficiar da pesquisa. • Os pesquisadores também precisam prever a possibilidade de que informações prejudiciais e íntimas sejam reveladas durante o processo de coleta dos dados. ~lmente. a redação do relatório e a dívuJ.por exemplo. • Em estudos experimentais. até que ponto os entrevistados podem ser criticamente questionados e quais podem ser as consequências da entrevista para os entrevistados e para os grupos a que pertencem. Questões éticas na redação e divulgação da pesquisa • As questões éticas não param com a coleta e análise dos dados. 2007). • Faça com que a pesquisa não utilize linguagem ou palavras tendenciosas contra as pessoas devido a gênero. Sieber. Estudos extremamente colaborativos. se beneficiem dos tratamentos. os investigadores usam nomes falsos ou pseudônimos para os indivfduos e os locais. por meio do desenvolvimento de um enrendimenco claro entre o pesquisadoi. como uma interação sensível na entrevista pode ser estressante para os participantes. É difícil prever e tentar planejar com relação ao impacto dessas informações durante ou depois de uma entrevista (Patton.120 John W. Na pesquisa qualitativa. e os participantes podem ser coagidos a participar de um projeto. uma vez analísados. o uso de uma ou mais estratégias para verificar a precisão dos dados com os participantes ou ent:re diferentes fontes de dados (ver as estratégias de validação no Capitulo 9). • Uma questão ética surge quando não há recíprocidade encre o pesquisador e os participantes. pode facilmente haver abuso de poder. como o planejamento. na pesquisa qualitativa. Projeto de peaguisa 121 Questões éticas na análise e na interpre tação dos dados Quando o pesquisador analisa e interpreta tanto dados quantitativos quanto qualitativos. Além disso. gaçiio dos resultados (Patton.

Inclua os principais tópicos nos exemplos incluldos neste capltulo. em que a equipe júnior que deu importantes contribuições foi omitida da lista dos autores. use simplesmeme "médica" ou "doutora"). espanhóis e porto-riquenhos"). ex. o aluno lhe diz que ainda nao foi recebida a aprovação do projeto por parte do Comitê do ética. Escrever na voz ativa. Algumas revistas biomédicas atualmente requerem que os autores declarem se publicaram ou se estão elaborando materiais paia publicação que estejam intimamente relacionados ao manuscrito que está sendo submetido Osreal e Hay. Procedimentos detalhados para a pesquisa quantitativa. é possível planejar estudos contendo práticas éticas. Terceiro. 2000). No desenvolvimento da proposta.122 John w. diferentes n(veis de pensamentos narrativos e coerência para fortalecer a redação. usar a palavra "parcicipame". comece colocando as palavras no papel para pensar sobre as ide.. Desenvolva um esboço de tópicos para uma proposla quanlitatlva. Creswetl émico. estabeleça o hábito de escrever regulam1ente. 2. declarar. Depois da queria entrevista. Além disso. a. convém considerar as questões éticas que possam ser previstas e descritas na proposta. Isreal e Hay (2006) discutem a prática não ética da chamada concessão de autoria a indivíduos que não contribuem para um manuscrito.ecer os participantes em um estudo (p. Antes de redigir a proposta. LOC811Ze um ar1igo de periódico que relate pesquises qualitativa.. e da autoria fantasma. em vez de "sujeito". • Outras questões éticas na redação da pesquisa vão envolver a potencial supressão. Projeto de pesQuísa 123 RESUMO Convém considerar como redigir uma proposta de pesquisa antes de realmente se engajar nesse processo. • Ao planejar um esrudo. identifique o nuxo das ideias de sentença para sentença e de paragrafo para parégrafo. usar uma linguagem que seja sensível aos rótulos (p. 2006). discussões e conclusões e não oferecem material novo. para que os leitores possam determinar por si mesmos a credibilidade do escudo (Neuman. O que você faz? . usar verbos fortes e revisar e editar também ajudam. usando o método de setas e clrculos ilustrado neste capltulo. apresentar uma linguagem não lendenciosa em wn nível de especificidade apropriado (p. falsificação ou invenção de resullados para satisfazer às necessidades de um pesquisador ou de determinado público. • Por fim. Um aluno coleta dados para um projeto de vários lndlvlduos entrevistados om famlllas de sua cidade. qualitativa ou de métodos mistos. 2000).ias. O pesquisador precisa fornecer àqueles que estão no local da pesquisa uma cópia preliminar de quaisquer publicações da pesquisa (Creswell. os pesquisadores não devem se envolver em publicação duplicada ou redundante. Considere um dos seguíntes dilemas éllcos que um pesquisador pode enfrentar. 2007). ex. em vez de dizer "O compomunenro do clieme foi tipicamente masculino". e depois use um dos quatr0 esboços de tópicos apresentados para desenvolver uma proposta qualitativa. os locais de pesquisa e os potenciais leitores. e em vez de "médica mulher''. Um pesquisador de sua equipe copia frases de outro estudo e as incorpora no' relatório escrito final de seu projeto. Descreva as maneiras como você poderia praver o problema e lidar com ele ativamente em sua proposta de petqUisa. Considere os nove argumentos proposlos por Maxwell (2005) como os elementos-chave a serem incluídos. Tais prá. quantitativa ou de métodos mislOS. ex. Essas questões estão relacionadas a todas as fases do processo de pesquisa. O que vooé faz? e. • Uma questão importante na redação de um manuscrito acadêmico é não explorar o trabalho dos colegas e reconhecer a contribuição dos pessoas que colaboraram substancialmente para as publicações. em que os autores publicam anigos que apresentam exatamente os mesmos dados. Uma proposla pode conter uma postura pró-ativa por pane do pesquisador de não se engajar em rais práticas. em vez de "400 hispânicos". Primeiro. reconh. bem como quaisquer defidênclas. Um prisioneiro que você está entrevistandO lhe fala sobre uma potencial luga da prisão naquela notte. ticas fraudulentas não são aceiras nas comunidades de pesquisa proftsSionais e constituem má conduta cientifica (Neuman. O Publirotion Manual da APA (2001) sugere três diretrizes. é importante prever as repercussões de con· duiir a pesquisa com determinados públicos e não usar inadequadamente os resultados para a vantagem de um ou outro grupo. Exerclc/os de Redaçlo 1.. "O comportamento do cliente foi [especifique)". Considerando·se os participantes. Examine a inlroduçao do artigo e. é importante fornecer os detalhes da pesquisa junto ao projeto do estudo. incapacidade ou idade. indicar "400 mexicanos. 3. O que você faz? b. Segundo. quantitativa ou de métodos mistos. qualitativa e de métodos mistos serão enfaáiados nos capítulos seguintes. e use estratégias como a aplicação de termos consistentemente.

CA: Sage.J. J. Handbook of applled •ocial rueard1 method$ ( p. Joe Maxwell apresenta uma boa visão geral do pro<:e$$0 de desenvolvimento de proposm para pesquisa qualitativa que é aplidvel de multas maneiras também à pesquisa quantitativa e à pesqulS<I de métodos miscos. Creswell LEITURAS ADICIONAIS MaxweU.J. No apêndice. Israel. compilou um excelente guia de recursos tratando de muitos aspectos do pro<:e$$0 de redação na pesquisa quo. assim como demcntos de risco de pesquisa e de populoção vulneráveis. R (2001). independentemente de se rramr de um estudo qualltatlvo. consentimento infonnado. para desenvolver detalhes.aos passos seguidos no processo da pesquisa. Tbousand Oaks. Cada capítulo aborda um passo separado desse processo. Bkkman & D. esse é um livro essencwl. Woleott. como IRBs. (1998). ética da vlnudc e normativas e orien1adas para o cuidado. CA: Sage.. Eles examinam as diferentes teorias da ética. Ele examina técnicas úteis para se iniciar na redação. R. oferecem exemplos de caso práticos e maneiras em que os pesquisadores podem tratar os casos de maneira ética. (2006). M. 127· 156). ed. Para todos os aspirantes a escritores.ctlve approach. Slebe. 'làmbém oferecem uma perspectiva lntcmaclonnl. Neste capitulo. qualitativo e de mistos . J. Além disso. . Qualltarive """'arch dul~n: An lnrero. Mark Israel e Lain Hay apresentam urna análise completa do valor prático de se pensar séria e sisrcmatlcamcntc sobre o que constitui conduta ética nas ciências sociais. Joan Siebcr dÍ$CUle a importância do planejamento ético como integrante do processo do projeto de pesquisa.llrativa. Tbousand Oaks. Ele declara que uma proposta é um argumento para condutlr um estudo e apresenta um exemplo qual descreve nove passos necessários. ela apresenta uma revisão abrangente de muitos tópicos relacionados às questões éticas. para ser rigoroso nn revisão e na edição. Sua cobertura é ampla e suas recomendações para estratégias slio numerosas. & Hay. confidencialidade e anonimato. para estabelecer vínculos com a literatura. Harry Wolcon. (2005).). CA: Sage. Ruearch ethiu for •ocial •clentúro: Between ethical conducr and regulatory compliance. Wrltlng up quaUtatlve ruearch (2ª ed. Parte li Planejamento da Pesquisa 5 Introdução 6 Declaração de Objetivo 7 Questões e Hipóteses de Pesquisa 8 Métodos Quantitativos 9 Métodos Qualitativos 1 O Métodos Mistos A Parte li relaciona os três métodos . apresenmm três exemplos de caso e soUdtam a acadêmicos de destaque que comentem como abordariam determinadas questões éticas. e para concluir o processo cuidando de aspectos como o thulo e os apêndices. quantitativo ou de métodos mistos. etnógrafo educacional.124 John w. London: Sage." Bm L.se na hisrória de práticas éticas em países do mundo todo. (2. Rog (Eds. tais como as abordngcns do conduta ética consequendalístas e nfio consequencialistas. Thousand Oaks. J. a teoria e o método. Inclui uma proposm qunlilativn completa e a annlJS<I como Ilustração de um bom modelo a seguir. " Planning ethlcally responslble rcsearch.quantitativo.). baseando. Ao longo do Uvro.r. B. privacidade.

A IMPORTÂNCIA DAS INTRODUÇÕES Uma introdução é a primeira passagem em um artigo de periódico. (c) identificar as dtficiincias na literarura sobre o problema. dissenação ou estudo de pesquisa acadêmico. Como disse Wilkinson (1991). inicia-se um processo de organização e de redação das ideias. Esses componenles compreendem um modelo de deficiênda das ciências sociais da redação de uma introdução. (c0 visar um príblico e indicar a importd11cia do problema para ele e (e) identificar o objetivo do esrudo proposto. l apresencada e analisada uma incroduçà{> compleca de um escudo de pesquisa publicado. quantitativa ou de métodos mistos. o próximo passo no processo l projetar ou planejar o esrudo. . pois um importante compo11ente da introdução é expor as deficiências das pesquisas anterioru Paro iluscror esse modelo. &ce capículo discuce a composição e a redação de uma introdução para esses três diferences tipos de projetos. Ela prepara o terreno para todo o esrudo. e depois de conduzir uma revisão preliminar da literarum e de optar por um formato para uma proposta. Em seguida a discussão possa aos cinco componentes da redação de uma boa introdução: (a) determinar o principal problema do estudo. Enliio.5 Introdução Depois de cer opiado por uma abordllgem qualitativa. (b) rewr a licerarura sobre o problema. o qual começa com o planejamento de uma introdução para uma proposta.

Tudo isso é realizado em uma seção concisa. Em um projeto qualitativo. Também . para que os leitores consigam entender como ela está relacionada a outras pesquisas. Por outro lado. como a maior parte dos estudos qualitativos. Creswell Aintrodução é a pane do material que proporciona aos le!tores as infonnações de fundo para a pesquisa relatada no papel. Antes de apresentar esse mo· delo é necessário distinguir sutis diferenças entre as introduções para os e. de poucas páginas. Seu propósito é estabelecer uma estrutura para a pesquisa.lhor maneira de explorar esse problema é ir às escolas e abordá-lo diretamente com os professores e os alunos.s de um problema de pesquisa qualitaóva são: (a) o conceito é "imaruro• devido a uma evidente falta de teoria e pesquisa prévia. apontar um problema para as mulheres e para a sociedade em geral. ex. múltiplas. inadequada. Felizmente. 1994). (c) à existência de uma necessidade de explorar e descrever os fenômenos e de desenvolver uma teoria. Ele pode se ongmar de muitas fontes potenciais. Por exemplo. por exemplo. o auror vai descrever um problema de pesquisa que pode ser mais bem entendido explorando-se um conceito ou um fenômeno. estabelecer o problema que conduz o cstu~o.entro do contexto mais amplo da literatura acadêmica e atingir um pubhco especifico.tudos qualitativos. ou (d) ao fato de n nnrurcza do fenômeno poder não ser adequada às medidas quantitativas. Thomas (1993) sugere que "os pesquisadores críticos partem da premissa de que toda vida cultural está em constante tensão entre o conrrole e a resistência" (p. e que os pesquisadores a utilízam para explorar um tópico quando as variáveis e a base teórica são desconhecidas. o problema de pesquisa é com frequê?cia c?nfundido co~ as questões de pesquisa. a desigualdade de remuneração entre homens e mulheres ou as atitudes raciais envolvidas no perfil dos mororistas nas estradas). 120) Por exemplo. Alguns pesquisadores qualitativos têm uma lente teórica através da qual o problema será examinado (p. _ Um proble m a de p esquisa é o problem~ ~u a questa? que conduz à necessidade de um estudo. propôs que se examinasse como a teoria da politica de classe explicava o insucesso de uma campanha contra o vicio em uma entre crês cidades americanas. a abordagem na introdução pode ser menos indutiva. Pode provir de uma experiên~ia que os pesquisadores tiveram em suas vidas pessoais ou em seus locais de trabalho. Sugeri que a pesquisa qualitativa é exploratória. lnfehzme~te. aquelas questões que o 10vesr1gador gostaria que fossem respondidas para entender ou ex~hcar o p~oblema. A introdução precisa suscitar o interesse no leitor pelo tópico. Beisel (1990). 96) A introdução estabelece a questão ou o interesse que conduz à pes. pois não tem sido examinado em algumas áreas de um esrado. 9). incorreta ou tendenciosa. embora ainda se baseie na perspectiva dos participantes. Pode se desenvolver a panir de debates pollticos no governo ou entre _aJ~os executi~os. quantitativos e de métodos mistos. As fomes dos problemas de pesquisa são. o problema da expansão urbana (um problema) precisa ser explorado. INTRODUÇÕES QUAL.I TATIVAS.. como aquelas encontradas nos estudos fenomenológicos (Moustakas. si tu~ o ~studo d. muitos aurores não identificam claramente o problema de pesquisa. Pode decorrer de um debate extenso que tenha surgido na literatura. quisa ao comunicar informações sobre um problema. as introduções qualitativas podem começar com uma declaração pessoal das experiências do autor. Assim. é difícil entender a import~cia da ~squisa. identificar a questão da gravidez na adolescência é. (p. há um modelo em que se guiar para redigir uma boa introdução acadêmica nas ciências sociais. _ A essa complexidade soma-se a necessidade de mtroduçoes para encorajar o leitor a continuar lendo e percebendo a importância do estudo.. em geral. as mrroduções sao desafiadoras ranto de escrever quanto de entender. Como é a pane iniciaÍ de um estudo ou proposta. Devido às mensagens que ~recisam ser c~municadas e ao espaço limitado que lhes é destinado. Quando o problema não está claro. (b) a uma noção de que a teoria disponível pode ser Imprecisa. em alguns estudos qualitativos. Essa orientação teórica molda a estrutura de uma introdução. deixando a cargo do leitor decidir a importância da questão. O tipo de problema apresentado em uma introdução vai variar dependendo da abordagem utilizada (ver Capítulo 1). deve-se tomar um cuidado especial ao escrevê-la.Projeto de pesquisa 129 128 John W. Além disso. as crianças das salas de aula do ensino fundamental têm uma ansiedade que interfere com a aprendizagem (um problema) e a me. QUANTITATI VAS E DE MÉTODOS MISTOS Um exame geral de todas as introduções mostra que elas seguem um padrão similar: os autores anunciam um problema e justificam por que ele precisa ser estudado. ldenuficar. Morse (1991) diz o seguinte: As caracteristica. (p. e estabelecer o problema de pesquisa subjacente a um estudo não é fácil: por exemplo. Além disso.

Flórida. o leitor vai perceber que ela aparece repetidas veus em muicos estudos de pesquisa publicados. Nesse caso. Louisiana. MODELO DE INTRODUÇÃO F. em que o próprio pesquisador se posiciona na narrativa.) Essas políticas. ns faculdades e universidades da América têm se esforçado para aumenrnr a diversidade racial e émica de seus alunos e seus docentes.1 polfticas de ação afirmativa têm sido acompanhadas por referendos e legislações estaduais e por ações relacionadas banin· do ou reduzindo baStante o problemn de disaiminaç. nas introduções quantitativas. Além disso. A base legal arual para as pollticas de ação olirmnciva se apóia no processo Regenl3 o/ the Univusíryo/California v. Menos variação é observada nas introduções quanticacivas. no entanto. Uma introdução quantitativa pode ser esoita do ponto de vista impessoal e no tempo passado. a ênfase pode apontar na direção da pesquisa quantitativa ou qualitativa. Michigan. um in· vestigador pode procurar descobrir quais fatores influenciam as empresas para reduzir seu contingente humano. Stau of Ttms. A importância do escudo para determinados públicos 5. para garantir objetividade à linguagem da pesquisa. Cabrera. A declaração de objetivo Uma ilustração Antes de uma revisão de cada pane. É uma abordagem popular utilizada nas ciências sociais. Nessas duas situações. Os estudos que têm abordado o problema 3. em primeíra pessoa. Consiste de cinco partes. Mississipi. subjetivo. destaco brevemente o componente que está sendo abordado. 1998a. Para outros projetos de métodos mistos. QWIJltitativos e de métodos mistos. e um parágrafo separado pode ser dedicado a cada pane. Pode ser úál ilustrar urna abordagem para planejar e redigir uma introdução a um estudo de pesquisa o qual os pesquisadores possam usar independentemente de sua abordagem.íor profundidade. Mais recentemente. o Tn'bunal de Apelação do Quinto Circuito dos Estados Unidos. o problema de pesquisa é um no qual o entendimento dos fatores que explicam ou se relacionam a um tesultado auxilia o investigador a conmpreender e a explicar melhor o problema. 1998b. e depois explorar os pontos de vista detalhados dos adolescentes e exibir diferentes padrões de fumo e depressão. Após cada seção impommre da introdução. Ncw Hampshire. e a introdução vai refletir essa ênfase. . 1999). Por exemplo. a introdução pode enfatizar uma abordagem quantitativa com a inclusão de uma teoria que prevê essa relação e uma revísão substantiva da literatura. Um projeto de métodos mistos pode inicialmente buscar explicar a relação entre o comportamento de fumar e a depressão entre os adolescentes. achou deficieme o argumento de Powell. segue um exemplo excelente de um escudo quantitativo publicado por Terenzlni. Maine. a ênfase será igual entre a pesquisa qualitativa e a quantitativa. Outro pesquisador pode precisar entender o alto índice de divórcios entre c:asais (um problema) e examinar se as questões financeiras conmbuem para o divórcio. e estão amplamente relacionadas aos diferentes tipos de problemas abordados em escudos qualitativos. em que ojuiz William Powell declarou que a raça poderia ser considerado entre os fatores em que são baseadas as decisões das admissões. O modelo de deficiências de uma Introdução é um padrão geral para se redigir uma boa introdução.Projeto de pesquisa 131 130 John W. (0$ aurores dttlaram o gancho na1T11rivo. As decisões do m'bunal que se desviam d:1. Em qualquer estudo de métodos mistos. no processo Hopwood v. e uma vez elucidada sua estrutura. de 1978. os pesquisadores às vezes propõem a testagem de uma teoria e incorporam re· visões substanciais da literatura para identificar questões de pesquisa que precisam ser respondidas. Sendo a primeira fase desse projeto quantitativa. Em um projeto quantitativo. Um estudo de mécodos miscos pode empregar tanto a abordagem qualitativa quanto a quantitativa (ou alguma combinação delas) para a redação de uma introdução. Creswell podem ser escritas de um ponto de visrn pessoal. em 1996. conrudo. Bakke. O problema de pesquisa 2. o problema é mais bem trabalhado entendendo-se quais os fatores ou as variáveis influenciam um resultado. para uma introdução de cerca de duas páginas de exrensão: 1. Desde a oprovnç5o do Ato dos Direitos CMs de 1964 e do Ato da Educação Superior de 1965. As deficiências nos estudos 4.ssas diferenças entre as várias abordagens são pequenas.lo por raça nas admissões ou contratações na Califórnia. pode abordar-se um problema em que exista uma necessidade tanto de entender a relação entre as variáveis em uma situação quanto de explorar o tópico em ma. em resposta a cortes de trabalhadores (um problema para todos os empregados). e a "ação alinnaci1111" tomou-se a política de escolha para atingir essa heterogeneidade. Rhode lsland e ~rto Rko (Healy. Colbeck Mjorklund e Parenre (2001) no Joumal of Higher Education e intitulado "Racial and Etlrnic Oiversity in the Classroom" (reprodução autorizada). Massachusem. estilo agora no cenrro de um intenso debate nacional.

) Em Esrudos do impacto da diversidade sobre os resultados educacionais dos alunos tendem a abordar as maneiras como os alunos enfrentam a "diversidade" em uma entre rrês maneiras. Sax. proporcionam bons exemplos nas frases iniciais de artigos de jornais e revistas.. p.) l!ste estudo tentou contribuir para a base de conhecimento. alega que •a justifica.s/étnicos ou de gênero. 24 de abril de 1997. (São obsenttda. Essns várias abordagens têm sido usadas para examinar os efeitos da diversidnde em uma ampla série de resultados educadonais dos alunos. O reitor dn Universidade de Harvard. explorando a influência da diversidade estrurural na sala de aula sobre o desenvolvimento das habilidades acadêmicas e intelectuais dos alunos.132 John W. Chang. estude as frases de abenura das principais revistas de diferentes campos de estudo.) Apenas relativamente poucosesrudos (p. Esses dois reitores não estiio isoLldos em suas crenças. ex. se o grau de diversidade racial de um aunpus ou de uma sala Projeto de pesgulsa 133 de aula tem um efeito direto sobre os resultados é algo que permanece uma questão em aberto. o qual significa palavras que servem para atrair.s deficiências nos estudos. A2n. afirmou. ex.. Qual efeito causou essa frase? Ela motivou o leicor para continuar a ler? Foi apresentada de tal maneira que um amplo público pudesse entendê-la? Essas quescões são irnportames para as frases de abertura. 1989. 1985) e a gene· ralização das linhas cartográficas (McMaster.. p. engajar ou conectar o Jeiror com o esrudo. Um segundo conjunto de esrudos consideravelmente maior trata urna pequena quamidaclt de diversidade estrurural como uma realidade admirida e operacionaliza os encontros dos alunos com a diversidade usando a frequência ou a naruttza de suas relatadas interações rom colegas que são racial e etnicamente dlf'e. tanto na forma de ideias quanto de pessoas.. geralmente.. Lee Bollinger. "Urna sala de aula que não tem uma representação significativa de membros de diferentes raças produz uma discussão empobrecida" (Schrnidt.) (p. 1998. p. 1996. contraparte de Rudenstine na Universidade de Michigan. Entretanto. 1999a. 1). 1997. ou engajados em uma atividade relacionada à ®=idade.les próprios. numérica ou proporcional em um compus (p. 1987). 1991. Um p<!queno grupo de esrudos trata os conmtos dos alunos com a "diversidade" em grande parte como uma função da misrura de alunos raciaVétnica ou de gênero.) A escassez de informações sobre os beneflcios educacionais da diversidade es· trurur:tl cm um campus ou cm suas salas de aula é lamenrável.Quem controla o processo de sucessão do presideme de uma empresa?" (Boeker. Para aprender como escrever bons ganchos narrativos. Acreditamos que nossos alunos se beneficiam significativamente da educação que cem lugar em um ambiente diversificado" ("On the importance of Diversity in Universiiy Admi. 1989.1recem exigir para dar apoio a politicas de admissões sensíveis à raça. rolhem lllD. pois é o tipo de evidência que os aibunais p. Seguem-se alguns exemplos de frases iniciais de periódicos de ciências sociais. • "A celebridade transexual e er:nometodológica Agnes mudou sua identidade quase três anos antes de ser submetida à cirurgia de mudança de sexo.ssions". 1996) examinaram espccificrunente se a composição raciallétic:.• (Carsten· sen. cm um mestrado acad~ro ou em urna sala de aula (isto é..1 ampla série de beneficios educacionais positivos.. declarando que um corpo de alunos diversificado é mais educacionalmente efetivo do que um mais homogêneo. (Os aurores mencionam esrudos que abordam o problema. Um terceiro conjunto de estudos examirut os esforços programáticos instirudonalmente estruturados e destinados a ajudar os alunos a se engajarem com a "diversidade" mciaVétnica e/ou de gênero. 1996. rentes de. e são chamadas de gancho narrativo. diversidade estrutural) tem os benefícios educacionais reivindicados. Os jornalistas. 510·512. (Os aurores identijioom o problema de ~uÍ$a. 1999a. p. p. tiva fundamental para a di11ersidade dos alunos na educação superior é seu valor educacional" (Rudenstine. The New York Times.. 400) • "Há um grande corpo de literatura que estuda a linha canográfica (um recente anigo resumido é Buttenfield. 281) • ". educadores e outros profissionais apresentaram argumentos educacionais apoiando a ação afirmativa. antes de tudo. p.. (O propdsiro do estudo 1. Chang. identijirodo. Kanter. A evi<lmoa é quase IUliformemente consistente na indkação de que os alunos em uma comunidade diversa em termos raciai. Uma declaração publicada pela Associação das Universidades Americanas e endossada pelos reitores de 62 universidades de pesquisa afirmava: "Falamos. (lmportânàa do esrudo para um público mencionado. Sax. como educadores. um termo extraído da composição inglesa." (GahiU. A32). 181) . a primeira frase cumpre os dotS pnnopais Objetivos de uma imrodução: despertar o interesse no esrudo e comunicar um problema ou questão distinro de pesquisa. reprodução amorizada por The Joumal of Higher Education) O problema de pesquisa ~oa~g?d~Ter~~iniecolaboradores (2001).a ou de glnero dos alunos em um campus. Creswell resposta. Examina tanto 0 efeito direto da diversidade na sala de aula sobre os resultados acadêmicos e inteleccuais quanto se quaisquer efeitos da diversidade na sala de aula podem ser moderados pela extenslio em que abordagens de ensino colaborativas são utilizadas no curso. 1996). Neil Rudenstine.. 1992.

especialmenre as mais longas. O leitor enxerga apenas o material com o qual não esrá familiarizado. • Evite expressões idiomáticas ou expressões banais (p. ex. • Identifique claramente o problema de pesquisa (isto é. "Há uma sentença (ou sentenças) especifica por meio da qual eu posso comunicar o problema de pesquisa?" • Indique por que o problema é imponante citando muitas referências que justifiquem a necessidade de se estudá-lo. examinando as relações ou os prognosticadores nos quantitativos e uma ou outra abordagem na investigação de métodos mistos). criam inícios obscuros. dilema. Creswell Esses crês exemplos apresenram informações facilmente entendidas por muiros leitores.ini e colaboradores (2001) discutem um problema distinto: o esforço em aumentar a diversidade écnica nos campi das faculdades e universidades dos Estados Unidos. Os três exemplos demonstram bem como a sentença inicial pode ser escrira de forma que o leitor não seja conduzido a uma complicação detalhada do pensamenro. demonstram como o interesse do leitor pode ser despenado por referência ao único participante e pela colocação de uma pergunta. um estudo experimental quantitativo. As citações levantam muitas possibilidades de interpretação e. O escriror experiente baixa o balde (o leiror. Entretanto."). · Projeto de pesquisa 135 • Como regra geral. mostra como é possível começar com uma perspectiva da literatura.. Além dessa primeira senrença. Múltiplos problemas de pesquisa são com frequência abordados nos estudos de pesquisa. questão) o qual conduz ao estudo. as necessidades do corpo docente nas faculdades são tais que ele necessita se envolver em atividades de desenvolvimento em seus departamentos. cerca de S milhões de americanos experimentam a mone de um membro da família imediata. Talvez de uma maneira não tão jocosa. os problemas se originam de questões. "O método expositivo continua sendo uma 'vaca sagrada' entre a maioria dos professores das faculdades e universidades. ço (o anigo)."). O problema de pesquisa em um estudo começa a se tomar claro quando o pesquisador pergunta "Qual é a necessidade deste esrudo?" ou "Qual problema iolluenciou a necessidade de realizar este estudo?" ~r exemplo. Terehiini e colaboradores {2001) justificam então sua importância revendo estudos que examinaram a questão. incroduções em estudos qualitativos. ex. permitindo ao leitor se aclimatar à profundidade (o estudo). Preciso ser cuidadoso quando íalo aqui sobre a revisão de estudos. Esses são todos problemas de pesquisa irnponantes. tenha em mente as seguintes dicas de pes quis a : • Escreva uma sentença de abertura que estimule o interesse do leitor e que também comunique uma questão com a qual um público amolo oode se relacionar. O escriror iniciante mergulha o balde (o leiror) nas profundidades do po.134 John W. "Todo nno. exploratória nos qualitativos. • Considere dados numéricos para causar impacto (p. os quais merecem estudo adicional e estabelecem uma questão ou um interesse prático que necessita ser abordado. Pergunte a si mesmo. Os dois primeiros. é importante identificar claramente a{s) questão(ões)ou o(s) problema(s) que conduz(em) à necessidade do estudo. mas levado delicadamenre ao tópico. os alunos examinam . • Reflita e escreva sobre a existência de um único problema envolvido no estudo proposto ou problemas múltiplos que conduzam à necessidade do estudo. Esse baixar do balde se inicia com um gancho narrativo de generalidade suficiente para o leitor enrender e conseguir se relacionar com o tópico. como está evidente em alguns estudos qualitativos. Estudos que aborda m o pro blema Depois de estabelecer o problema de pesquisa nos parágrafos de abertura. O terceiro exemplo. ex. as cicnções podem despenar o interesse do leitor. Na pesquisa das ciências sociais aplicada. Somente mais tarde. Eu uso a metáfora do escriror baixando um balde em um poço. evite usar citações. mais uma vez) lemamente. Terenz. • Cenifique-se de que o problema esteja estruturado de uma maneira consistenre com a pesquisa do estudo (p. dificuldades e práticas atuais. na seção de revisão da literatura de uma proposta. os alunos das minorias precisam de melhor acesso às universidades ou uma comunidade precisa entender melhor as contribuições das mulheres que foram suas primeiras pioneiras.. pois não tenho em mente uma revisão completa da literatura para a fase da incrodução. digo a meus alunos que se eles não tiverem uma dúzia de referências citadas na primeira página de sua proposra. Eles observam que as pollticas para aumentar a diversidade estão "no cencro de um incenso debare nacional" (p. na sentença inicial. as escolas podem não ter implementado diretrizes multiculturais. 509). por isso. Quando planejar os parágrafos de abertura de uma proposta que incluam o problema de pesquisa.. eles não têm um estudo acadêmico.

e os aurores podem encaminhar estas ideias e apresentar outras justificativas para o estudo que propõem. O ponto importante é que a literatura apresente estudos sobre o problema de pesquisa que está sendo abordado na proposta. • Dê preferência à literatura recente para resumir. Esse componente pode ser chamado de "colocar o proble· ma de pesquisa dentr0 do diálogo corrente na literatura". Frequentemente surge a questão sobre qual o tipo de literatura examinar. não existe literatura para documentar o problema de pesquisa. Deficiências na lite ratura existente Depois de apresentar o problema e de examinar a literatura sobre ele. amostra ou população espedfica. considere as seguintes clicas de pesquisa: • Refira-se à literarura resumindo gmpos de estudos. O pesquisador resumiria a Literatura mais geral e terminaria com declarações sobre uma necessidade de estudos que examinem os alunos afro-americanos em risco no nível do ensino fundamencal. A natureza dessas deficiências varia de um estudo para outro. não estudos individuais. Meu melhor conselho seria examinar os estudos de pesquisa em que os amores propõem questões de pesquisa e relacam dados para respondê-las. o tópico restrito dos afro-americanos Projeto de pesquisa 137 em risco no ensino elementar pode não ter sido pesquisado. • Para re tirar a ênfase de estudos individuais. na direção da base do triângulo invertido. essa parte da revisão da lite. Digo a meus alunos para refletirem sobre seus mapas de lirerarura (descritos no Capitulo 2) e examinarem e resumirem as principais categorias amplas nas quais alocaram sua literatura. faz sentido que um tópico esteja sendo proposto para estudo justamente porque pouca pesquisa venha sendo conduzida a seu respeito. como aquela publicada nos últimos 1O anos. "O que faço agora? Nenhuma pesquisa foi realizada sobre meu tópico. Os pesquisadores não desejam conduzir um estudo que replique exacamente o que outra pessoa já estudou. A capacidade para estmrurar o estudo dessa maneira separa os pesquisadores novatos dos mais experientes. a lite ratura pode precisar ser replicada ou repetida para ver se os mesmos resultados se mantêm com novas amostras de pessoos ou novos 1~ de estudo. em alguns estudos restritamente conscruídos. O objetivo da revisão d os estudos em uma introdução é justificar a importância do estudo e criar distinções entre os estudos anteriores e o estudo proposto. Cite estudos mais antigos apenas se forem valiosos cm função de terem sido amplamente citados por outros autores. o pesquisador então identifica as deficiências encontradas nessa literatura. O veterano examinou e entende o que foi escrito sobre um tópico ou algum problema no campo. o tópico de alunos em geral em risco no ensino fundamenral ou em qualquer nível de educação pode ter sido estudado. Esse conhecimento vem de anos de experiência que seguem o desenvol· vimento de problemas e da literatura a eles associada. Os pesquisadores iniciantes com frequência perguntam. Por exemolo. As deficiências podem com frequência ser encontradas nas seções de "sugestões para pesquisa futura" dos artigos de revistas. ou se a voz dos grupos sub-representados não foi ouvida na literatura publicada. pode-se en· contrar literarura. Além disso. A intenção deve ser estabelecer áreas amplas de pesquisa. • Examine estudos de pesquisa que tenham usado abordagens quantitativas. muitas vezes sugiro que um investigador pense sobre a literatura usando um aiãngulo invertido como uma ima· gem. Na introdução. No ápice do aiãngulo invertido fica o escudo acadêmico que está sendo proposto. se pensarmos em termos mais amplos. Os novos estudos precisam fazer acréscimos à !itera. Para me contrapor a essa afirmação. não estudos individuais (diferentemente do foco em escudos individuais na revisão integrada do Capítulo 2). qualitativas ou de métodos mistos. os autores podem mencionar uma ou mais dessas deficiências. Em qualquer estudo." É claro que. A menção a essas categorias amplas é o que entendo por examinar os estudos em uma introdução a uma proposta. exploratórios. coloque as referências no texto ao fim de um parágrafo ou ao final de um ponto no resumo que se refere a vários estudos. Esse estudo é restrito e concentrado (e podem não exis· tir estudos a seu respeito).136 John W. Marshall e Rossman (2006) referem-se a essa breve revisão da literatura em uma introdução como uma maneira de colocar o estudo dentr0 do contexto de outros es· tudos relacionados. As d eficiências n a lit eratura exist e nte podem existir porque os tópicos não foram explorados enquanto grupo. entretanto. embora ela possa ser de algum modo removida do estudo em ouestão. Quando se amplia a revisão da literatura ascendentcmente. ou em projetos novos. . Por isso chamo este formato de modelo de defici€ncias para escrever uma introdução. C<esweU cxaustivamenre a literatura. ratura deve resumir grandes grupos de estudos. cura ou ampliar ou retestar o que outros examinaram. Para examinar a literatura relacionada ao problema de pesquisa para a introdução de uma proposta.

Creswell Além de mencionar as deficiências. • Identificar especificamente as deficiências de outros esrudos (p. os autores apontam as lacunas ou deficiências da literatura. Ao planejar essa seção. Quanto mais públicos puderem ser mencionados. "pouca pes. como ilustrado na introdução de Terenzini e colaboradores (2001). • Discutir como um estudo proposto vai remediar essas deficiências e proporcionar uma contribuição singular para a literatura acadêmica. quisa empírica" e ªmuito poucos esrudos". os membros da organização e os pesquisadores enquanto público para o escudo. ao identificar as deficiências na literatura existente. os autores das propostas podem usar as seguintes dicas d e pes quisa: • Citar várias deficiências para tomar o caso ainda mais forte para um estudo. Essas deficiências podem ser mencionadas usando-se uma série de parágrafos curtos que identifiquem crês ou quatro falhas da pesquisa passada ou concencrando-se em uma falha importante. in· cluindo tópicos. maior a importância do estudo e mais ele será visto pelos leitores como tendo uma aplicação ampla. um estudo irá incluí-los enquanto participantes do projeto. variáveis negligenciadas). o escritor cria uma justificativa clara para a importância do estudo. Nos dois exemplos que seguem. implic~ções im· oortantes.. os autores da proposta precisam dizer como seu esrudo planejado vai remediar ou abordar essas deficiências. Observe seu uso das expressões principais para indicar as deficiências: "o que pennanece a ser explorado". falhas metodológicas. como os esrudos passados negligenciaram o exame dos nativos americanos enquanto grupo cultural. para comunicar a importância do problema para diferentes grupos que podem se beneficiar da leitura e do uso do estudo. um estudo irá incluí-la e analisar seu efeito: por exemplo. ex. No exemplo a seguir. Esse estudo realizado por Mascarenhas (1989) examinou a propriedade de firmas industriais. pode-se incluir: • Três ou quatro razões que o estudo acrescenta à pesquisa acadêmica e à literatura da área • Três ou quatro razões sobre como o esrudo ajuda a melhorar a prática • Três ou quatro razões sobre por que o estudo vai melhorar a polftica Em resumo. etc. Por cxen1plo. • Escrever sobre as áreas negligenciadas pelos estudos passados. tratanlencos esradsricos especiais.138 Projeto de pesquisa 139 John W. Ele identificou explicitamente os tomadores de decisão. . o autor declarou a importância do estudo nos parágrafos de abertura de um artigo de periódico. Importância de um estudo para o público Nas dissertações. Incluindo essa seção. como os esrudos existentes negligenciaram uma variável importante. com frequência os aurores incluem uma seção especifica descrevendo a importância do estudo para públicos seletos.

e a introdução termina com uma declaração de objetivo que apresenta a intenção do estudo. O primeiro elemento é considerar como a introdução incorpora os problemas de pesquisa associados à pesquisa quantitativa.çto para assa deaS4o. assim como para os comitês que examinam as candidaturas à admissão.. indicando urna ou mais deficiências na literatura exisrente e sugerindo como o escudo vai remediar essas deficiências. ele é baseado primeiro na identificação do problema de pesquisa (e inclui um gancho narrativo).ão do problema e uma dlscussão de sua na1ureza.e compleat academü: A p ractical guidefor the beginnlng aocial scienrist (p. Ele aprescnm wnB lista de n:gras pmticns para as declarações de obcnurn. Darley (Eds.). Por fim.uado. Wllklnson. 512) . o conh11clmento d11s conseqUlnclas do domfnlo cios difarantss tl de proprlsdad#I pode seM( como uma contnbu. NJ: Prentlce Hall. Th.140 John w.ljournal artlcle". juncamente com uma discussão de como redigir e esmuurar uma lmroduçllo. Esboce vários exemplos de ganchos narTatJVOS para a Introdução de um estudo e compartilhe-os com seus colegas para determinar se atraem o leitor. LEITURAS ADICIONAIS Bem. Maxwell. Silo proporcionados exemplos Clll\to de dl'Clara. CA: Sage.tions. mas seus resunados podem~ sido JmpJicitsmente supergeneralizados para tÇ<fas as Ol'f18nízações. Thousand Oaks. (1987). as deRclênclas da literatura e os públicos que potencialmente terâ interesse no estudo.. J. boas inrroduções aos estudos de pesquisa terminam com uma declaração do objetivo ou intenção do estudo. A. Inclua um parágrafo para cada um dos seguintes: o problema de pesquisa. M. os autores poderiam ter mencionado a importância desse estudo para os escritórios de admissões e para os alunos que buscam admissão. urna introdução de cinco partes é sugerida como um modelo ou padrão para uso.snrta. ttm:elro lugsr. a discussão dos antecedentes do problema e a dcclara<. Localize vários estudos de pesqul. Antoinette Wllkinson ldenlifoca as ufs panes de uma incrodução: a derivação e a dcdal8c.. mas rambán por~ Ele menciona a lmponãncia de idenlificar os questões que planeja nbordar e indicar por que é lmponnme cswdá·las. qualitativa ou de métodos mistos. Depois inclui uma breve revisão da literatura que tem abordado o problema. Terenzini e colaboradores (2001) terminaram sua introdução comunicando que planejavam examinar a influência da diversidade eslJUtural nas habilidades dos alunos na sala de aula.. M. ele compwtilha as prindpais questões que o aluno abordou para alar um argumcnro efetivo para o csrudo.(2005). "Wr lting the emplrlca. u de~o fundamental qua confronte Iodes as sociedades ealá r9/llí:Jci"1áe ao tipo 4f1 tnsttruiçõlls a Slltllm flllCOnljadss ou adotadas para a cond~ q atividade. Joe Maxwell rcllete sobre o propdoiro de wna psopoaa para wna dis:senação qualitallva.ixf planeja faze. 17 1-201).. 2. Zanna a M. NY: Random House . Creswell Projeto de pesquisa 141 ra\/e/ar 11 J6glca subjacente das 111Mdacles das 011111niZaçôes e pode au os membros da OIYJ8nizsçlo a avaliar 11stret6giea. (1991). Um dos aspectos fundamenrais de uma propostll é justificar o projeto.•. Enfatiza a necessidade de que a Introdução conduza lógica e inevitavelmente à declaração da quesuio de pesquisa. para ajudar os leitores a compreender não npetUIS o que . RESUMO Este capitulo oferece conselhos sobre a composição e a redação de uma introdução para um estudo acadêmico. Qualitad"" rucarch design: An interru:tive app roach (2" ed. Em um exemplo de uma proposta de dlsscrtnção de m. po~m não cediosas pof8 o leitor tecnicamente sofisticado. Depois. se criam interesse no estudo e se são apresentados em um nlvel çom o qual os leitores possam se relacionar. enfalizando a nttl!SSidade de uma prosa dara e legível e de uma e$UUWB que amduia o Jel1or passo a posso a1é a declanl~~o do problema. os pesquisadoras tlm com fraqulncia estudsdo otplllliZllçOíl que retletem um ou dois tipos de propriedllde. Em segundo lugar. 1989. &III deíende dedataçôes de abemua que ~ ecessl\>Cis ao não cspecialisia. A. Seu livro oferett muitos exemplos dessas uês panes.s a publicados em peri6dicos acadêmicos em um campo particular de estudo.58 Terenzini e colaboradores (2001) terminam sua introdução mencionando como os tribunais poderiam usar as informações do estudo para exigi r que as faculdades e universidades apóiem "políticas de admissões sensíveis à raça" (p. Examine as Introduções e localize a sentença ou as sentenças em que os autoras declaram o problema oo questão de pesquisa.). Em M. a literatura sobre esse problema. Além disso. The schnwt'• hmufbool< for w~ pópers and dí. Chamado de modelo de deficiências.ões lladsfatórias quantO de insatisfalórias.P. Exerclclos de Redação 1. Essa seção é seguida da especificação dos públicos que vão se beneficiar da pesquisa sobre o problema. Escreva a introdução para um estudo propos1o. .p. D. 3. (Masca<enllas.. Englewood CUffs. J.no da quesúlo de pesquiso. Datyt &III enfatiza a ímponãnda da declaração de abertura na pesquisa publicada.

Embora as declarações de pesquisa qualitativa. Em vez djsso. porém fácil de adminisrrar. e o .. dedicado exdusivamence d declaração de objetivo. Wilkinson (1991). cada uma delas é identifi· cada nos parágrafos seguintes e ilustrada com roteiros inseridos para construir uma declaração de objetivo completa. Também comunica uma intenção emergence e utiliza palavras de pesquisa extraídas da linguagem da investigação qualitativa (Schwandt. 9). a declaração de objetivo apresenta os objetivos. Uma declaração de objetlvo qualitativa Uma boa declaração de objetivo qualitativa contém informações sobre o fenômeno central explorado no esrudo. os panicipantes do esrudo e o local da pesquisa.. Essa passagem é chamada de declaração de objetivo por comunicar a intenção geral de um esrudo proposto em uma sentença ou várias sentenças. . um exame atento de suas discussões indica que ambos se referem à declaração de propósito çomo a ideia central e dominante em um esrudo. 6 Declaração de Objetivo A última seção de uma inlTOdução. Por isso. não o problema ou a questão que conduz à necessidade do estudo (ver Capfrulo 5). é apresentar uma declaração de objetivo que esrabeleça a incenção de rodo o estudo de pesquisa. por exemplo. É a declaração mais importante de rodo o esrudo. Outros autores a estruturam como um aspeeto do problema de pesquisa (Catener e Heisleir. a declaração de objetivo indica "por que você quer fazer o esrudo e o que pretende atingir" (p. e precisa ser apresencada de maneira clara e especifica. Os pesquisadores com frequência usam o verbo no tempo presente ou passado nos artigos de periódicos e dissertações. como mencionado no Capftulo 5. Intenção ou objetivo para assinalar atenção à declaração como a ideia central dominante. o problema de pesquisa e as questões de pesquisa. Apresente a declaração como uma sentença ou parágrafo separado e use a linguagem de pesquisa.Projeto de pesgulsa . refere-se a ela denrro do contexto da questão e do objetivo da P!!Squisa. e mais uma vez. O objetivo rambém não são as questões de pesquisa. Dada a importãncia da declaração de propósito. os princípios-chave a serem usados em seu planejamenco e apresenco exemplos de bons modelos a serem usados na criação de uma declaração de objetivo para sua proposca. Infelizmente os textos de redação de proposta dão pouça atenção à declaração de obj~tivo e aqueles que escrevem sobre o método çom frequência a inçorporam nas discussões sobre outros tópicos. como a especificação das questões ou hipóteses de pesquisa.. como. a intenção ou as principais ideias de uma proposta ou esrudo. convém esrabelecê-la separadamente de outros aspectos da proposta ou do esrudo e escrucurá-la como uma sentença ou parágrafo único que os leitores possam identificar facilmente. abordo as razões para desenvolvê-la.". aquelas questões que a coleta de dados vai tenrar responder (discutidas no Capítulo 7). No encanto. os pesquisadores precisam distinguir claramente entre a declaração de objetivo. "O propósito (ou intenção ou objetivo) deste estudo é (foi) (será) . Essa ideia cria uma necessidade (o problema) e é refinada em questões específicas (as questões de pesquisa). Nas propostas. nas dissertações e nas proposcas de dissertação. Nesce capírulo.. 2007). quantitativa e de métodos mistos compartilhem tópicos similares. IMPORTÂNCIA E SIGNIFICADO DE UMA DECLARAÇÃO DE OBJETIVO Segundo Locke e çolaboradores (2007). Nos arrigos de periódico. é preciso considerar vários aspectos básicos de projeto para redigir a declaração: • Use palavras como propósito.. os pesquisadores escrevem a declaração de objetivo nas introduções. A partir da( seguem-se rodos os outros aspeccos da pesquisa. por exemplo. A declaração de objetivo apresenra a intenção do esrudo. 1977). com frequência aparece como uma seção à parce.

Nenhuma dessas explorações re.. cais como descrever.ado o esrudo. p. salas de aula. • Inclua palavras que denotem a estratégia de investigação a ser usada na coleta de dados. como é usado nesce livro.. de teoria fundamentada. 1999). Todos esses exemplos ilustram o foco em uma única ideia. o (fenômeno cemral que está sendo estudado) para (os participantes. por exemplo.. • Como um pensamento final na declaração de objetivo. Descreva esse local cm detalhes suficientes para que o leitor saiba exatamente onde o estudo será realizado. de deixar o respondente descrever sua experiência.. Por exemplo. apresenta um fenômeno isolado. o (fenômeno central que está sendo estudado) será em geral definido como (proporcione uma definição geral). ou como os indivíduos retratam cognitivamente a AIDS (Anderson e Spencer. Creswell tempo futuro nas proposcas. um grupo de pessoas ou uma organizaçáo inteira. esrudo de caso ou outro tipo) é (foi? será?) (entender? descrever? desenvolver? descobrir?). mancêm a investigação aberta e comunicam uma intenção emergente. O fenômeno central pode ser limitado a indivíduos em empresas que participam de equipes criativas. Nesta fase da pesquisa. usando palavras que sugerem uma orientação direcional. (estratégia de investigaO propósito desce estudo ção. positivo e in/onnalivo. programas ou eventos. 21) na pesquisa qualitativa.. !acionadas pode ser antecipada no início. narrativa ou alguma outra estratégia. • Use verbos de ação para comunicar corno será reali. essa definição não é rígida e estabelecida. o significado de uma cultura do beisebol em um estudo do trabalho e da conversa dos empregados de um escádio (Trujillo.. de escudo de caso.rir informações. Ouuas palavras e expres· sões que podem ser problemáticas incluem útil. Os entrevista· dores (ou as pessoas que elaboram declarações de objetivo) podem faciJ.. Esse foco signJ. um projeco pode começar explorando os papéis do reitor na promoção do desenvolvimento do corpo docente (Creswell e Brown. Tais delimitações ajudam a definir melhor os parãmerros do estudo de pesquisa. contém as principais palavras e ideias de uma declaração e proporciona espaço ·para o pesquisador inse. segue-se um roceiro que deve ser útil no esboço de uma declaração completa. O local da pesquisa pode ser limitado a uma metrópole ou a uma área geográfica pequena.1. nas entreVistas qualicativas. ----- . Em vez disso. mas provisória e evolutiva durante rodo um estudo baseado nas informações dos panic:ipames.. creite o estudo a uma ideia a ser explorada ou entendida. especialmente se o fenômeno é um ceemo que não é típica· meme entendido por uma audiência ampla. organização) em Oocal da pesquisa). • Identifique o local da pesquisa. grupos. Por isso. 1992). • Apresente uma definição do funcionamento geral do fenômeno ou ideia central. inclua alguma linguagem que delimite o escopo de participação ou os locais de pesquisa do esrudo. Consistente com a recórica da pesquisa qualitativa. como foi discutido no Capítulo 2. uma boa proposta de dissertação ou tese deve conter muitos deles. Para ajudá-lo. sobre a revisão da licerarura. 1992). 2002). fica que um objetivo nào comunica a relação entre duas ou mais variáveis ou a comparação de dois ou mais grupos. tais como o individuo. Por exemplo.. desenvol· ver. o estudo pode ser limitado apenas a mulheres ou a hispânicos. A intenção aqui é comunicar aos leitores. como unia emografia.144 John W. se 0 escudo vai usar uma abordagem emográfica. McCracken (1988) refere-se à necessidade.. examinar o significado de ou descobrir. • Mencione os panic:ipantes do estudo. reconhecendo que o esrudo pode se desenvolver em uma exploração de relações ou comparações entre ideias. explorar as "experiências dos indivíduos" em vez de "as experiências bem·sucedidas dos indivíduos". Es. tais como lares. fenomenológica. como é tipicamente encontrado na pesquisa quantitativa. pois todas elas são palavras que sugerem um resultado que pode ou não ocorrer. em um esrágio inicial de uma proposta ou estudo de pesquisa.. Um roteiro. • Use palavras e expressões neuuas .. na análise e no processo da pesquisa . 1988.linguagem não direcional como. Os verbos e as expressões de ação.. entender.por exemplo. um escritor pode usar as pa lavras "Uma defi· nição provisória atual para (fenômeno principal) é . uma percepção geral do fenômeno central para que possam entender melhor as informações que vão sendo apresentadas durante o estudo. • Concentre-se em um único fenômeno (ou conceito ou ideia). Outros estudos qualitativos podem começar explorando a identidade do professor e a marginalização dessa identidade para um professor em uma determinada escola (Huber e Whelan. mente violar a "lei da não direção" (McCracken. organizações. porque os pesquisadores estão apresentando um plano para um estudo ainda não realizado.' ProjelO de pesquisa 145 oever também notar que essa definição não deve ser confundida com a definição detalhada da seção de termos. podem ser um ou mais indivíduos. Embora haja urna variação considerável na inclusão desses pontos nas declarações de objetivo.

0 (Rhoads. Observe a ressalva de Kos (1991) de que o estudo não foi quantita· tivo. para indicar ~" . p 271!) Com a intenção de melhorar o campus. Creswell Os exemplos a seguir podem não ilust:ra. como mencionado no Capítu lo 1. Encontrei a declaração de objetivo de Lauterbacb (1993) na seção de aberrara do artigo da revista sob o óculo "Objetivo do &tudo''. raie. e... o leitor é informado de que o autor entrevistou uma amostra de cinco mães.Arinn:t ic:" Fl:t inrl11i11 n rlPrl:trnrtlo sob círulo de "Objetivo do &tudo" para chamar a atenção para ele. Além disso. :.. Kos colocou-o claramente dentro da abordagem quafüaciva. utilizando palavras como "explorar".~ifl~rlPt:õ rlP. esse escudo qualitativo cai no gênero de pesquisa reivindicatória. Desse modo..... No resumo e na seção da metodologia."" .. 1997.. A amora também definiu quais experiências foram exarai· nadas quando identifica "lembranças" e experiências "vividas".r perfeitamente todos os elementos desse roteiro.. um leitor percebe que o esrudo usou a estratégia de investigação da pesquisa de escudo de caso e que teve lugar em uma sala de aula.. medindo a magnitude das mudanças de leitura nos alunos.Projeto ele pesquisa 147 146 John W. Prlnr.. mais adiante no artigo. As "experiências vividas das mães" seriam o fenômeno central. mas representam modelos adequados para estudar e imitar. "'h.. Ao longo de toda essa passagem fica claro que Lauterbach utilizou a estrarégia da fenomenologia. Além disso. a passagem comunica que as participantes eram mães.º. rnmn "~fPtivnc: ~i:ti( . o óculo chama a atenção para essa declaração. e a autora usa a palavra de ação retrocar para discutir o significado (uma palavra neutra) dessas experiências.sse. e mencionou os participantes. ..Ci alunos tomam·se . Ela concentrou sua atenção no fenômeno cemral dos "fatores" e apresentou uma definição provisória. cada uma das quais experimen· tou uma a morte perinatal de um filho em seu lar.4n A~turln A~ nPrl"t:. mencionando exemplos. essas sentenças aparecem no início do anigo.....

~r fim. incenção ou objecívo. A maioria dos estudos quant. Thm· bém pode haver uma combinação entre comparação e relação . Nesse pon· to. Lembre-se dos tipos das Projeto de pesquisa 149 principais variáveis. o suces· so. Embora tipicamente se encontre estudos sobre a compa· ração de dois ou mais grupos em experimentos. com a variável independente seguida da variável . como propósito. assim como quaisquer variáveis mediadoras.por exemplo.itativos emprega uma dessas duas opções para conectar variáveis na declaração de objetivo.. ou a de comparar amostras ou grupos em termos de um resultado. interveniente. sugiro a possibilidade de redigir uma seção à parte. Uma declaração de objetivo quantitativa se inicia com a identificação das principais variáveis propostas em um estudo (in· dependente. não é necessário descrevê·lo em detalhes. Creswell o fenômeno cencral do estudo. ele se refere à identidade e oferece um significado provisório a esse termo na seção seguinte do estudo. independentes. e o autor procura identificar áreas que podem melhorar o clima para homens gays e bissexuais. em diferentes grupos ocupacionais. os participantes e o local da pesquisa. e o leitor é informado de que o fenômeno é definido como influências fundamentais no sucesso profissional das mulheres. acompanhada por um modelo visual para identificar claramente essa sequência. Nesse escudo. • Use expressões que conectem as variáveis independentes às depen· dentes para indicar que estão relacionadas. "Perspectiva Teórica". moderadoras ou de controle utili· zadas no estudo. também inclui a linguagem assodllda à pesquisa quantitativa e à tesragem dedutiva das relações ou teorias. moderadoras e depen· dentes. do envolverá homens (participantes) de uma grande universidade Oocal). O autor também mencionou que a escratégia de investigação será etnográfica e que o esru. uma palavra direcional. Nesse ponto. • ~icione ou ordene as variáveis da esquerda para a direita na decJa. e uma variável independente contínua. será). os principais componentes de uma boa declaração de objetivo quan· ôrativa incluem o seguinte: • Inclua palavras para indicar a principal intenção do estudo. serve mais para definir a amostra de indivfdu0$ a serem estudados do que para limitar a investigação sobre o fenômeno principal. como é comumente encontrado nos experirnenros. para tal propósito." • Identifique a teoria. e o leitor é infor· mado de que todos os participantes são mulheres. • Identifique as variáveis independentes e dependentes. Os autores planejam explorar tal fenômeno. Entretanto. e a localização e especificação de como as variáveis serão medidas ou observadas. reza exata dessas necessidades ou uma definição operacional para iniciar o artigo. mediadoras. dependente)..148 John W. Declaração d e ob jetivo quantitativa As declarações de objetivos quantitativas diferem consideravelmente dos modelos qualitativos em termos da linguagem e de um foco ao relacionar ou comparar variáveis ou constructos. tais como •a relação en· rre" duas ou mais variáveis ou uma "comparação de" dois ou mais grupos. A intenção de uma declaração de objetivo quantitativa inclui as variáveis no escudo e suas relações. apresentadas no Capítulo 3. Comece com "O propósito (ou obje· tivo ou intenção) deste estudo é (foi. o fenômeno central é o desenvolvimento da carrei· ra. o autor não apresenta informações adicionais sobre a nacu. como se vê típica· mente em um levantamento. no Capitulo 3. Nessa declaração. a intenção de utilizar as variáveis quantitativamente será relacionar as variáveis. o modelo ou a estrutura conceptual. ração de objetivo. A reorla fundamentada enquanto estratégia de investigação ~ mencionada no resumo e mais adiante na discussão do procedimento. A menção disso na declaração de objetivo dá ên· fase à importância da teoria e prenuncia seu uso no estudo . um experimento de dois fatores em que o pesquisador tem dois ou mais grupos de tratamento. é também possível comparar grupos em um estudo de levantamento.

A(s) variável(s) independente(s) _ _ _ _ _ será(ão) definida(s) como . são incluídas definições gerais para auxiliar o leitor a entender melhor a declaração de objetivo. Tendo como base esses pontos. Thmbém devem ser mencionadas as delimitações que afetam o escopo do escudo.(apresente uma definição). o pesquisador antecipa a discussão dos métodos e permite ao leitor associar a relação das variáveis à abordagem da investigação. • Defina. Muitos pesquisadores também colocam as variáveis moderadoras encre as variáveis independen. (idenáfi· que as variáveis de conuole e intervenientes) será(ão) definida(s) como (apresente uma definicão). Mais tarde.. Embora Kalof (2000) não mencione uma teoria que busque testar. mencionou que o escudo foi um levantamento realizado pelo correio.re as variáveis para esmbelecer uma conexão entre elas. cada variável fundamental. o último é um experimento. conuole para _ __ _ _ (variáveis de controle) para (participantes) em _ _ _ _ _ (local da pesquisa). . OS dois primeiros escudos são levantamentos. Ela posicionou-as da independente para a dependente.150 John W. Coloque as variáveis intervenientes enire as variáveis independentes e as dependentes. na seção de "Definição de Termos" (detalhe sobre o modo como as variáveis serão medidas). Embora ela não defina as principais variáveis. encontradas na literatura. na seção de método.as não substituem as definições espedficas e operacionais encontradas mais tarde. • Mencione o tipo específico de estratégia ou investigação (como levantamento ou pesquisa experimental) usado no estudo. Incorporando essa informação. em tem1os gerais. Como alternativa. o roteiro de uma declaração de obje· tivo quantitativa pode incluir as seguintes ideias: O propósito deste escudo (experimento? levantamento?) é (foi? será?) testar a teoria que----~ (compara? relaciona?) a (variável independente) à _ _ _ _ __ (variável dependente). A(s) variável(s) dependente(s) será(ão) definida(s) como (apresente uma definição)... El. tais como o escopo da coleta de dados ou se ele está limitado a determinados indivíduos. Também discutiu mais o vínculo do que a relação en1." Nos experimentos. Projeto de pesguisa 151 Os exemplos que seguem ilustram muitos dos elementos desses roteiros. ela identifica tanto sua variável independente (ver atitudes de papel) quanto a variável dependente (vitimização sexual). apresenta medidas específicas das variáveis nas questões de pesquisa..-. CresweU dependente. e a(s) variável(s) de conuole e interveniente(s).. em uma expressão como "controle para. as variáveis de concrole podem ser colocadas imediatamente após a variável dependente. tes e as dependentes. Essa passagem identifica os participantes (mulheres) e o local da pesquisa (um ambiente uníversitá· rio). preferencialmente usando definições estabelecidas apresentadas e aceitas. Nesse ponto. • Faça referência aos participantes (ou à unidade de análise) doescudo e mencione o local da pesquisa. a variável independente será sempre a variável manipulada.

ias quantitativas e quali· cativas do estudo e uma justificativa da incorporação das duas tendências para esrudar o problema de pesquisa. po· de-se identificar claramente as variáveis independente e a dependente. Em termos da ordem das variáveis. Dessa maneira. os grupos estão claramente identificados).tal como sequencial. os parágrafos precedentes à declaração de objetivo examinaram os achados da teoria ante· rior. • Indique o tipo de projeto de métodos mistos . A declaração foi separada de outras ideias na in· rrodução como um parágrafo separado. contrariamente a minha sugestão (entretamo. Essas declarações precisam ser identificadas de início. Uma dec. utilizou a palavra relação..uta as ratões para a combinação de dados quantitativos e qualitativos. os ccrmos foram definidos e a população foi mencionada. os autores as apresentaram com a variável dependente em primeiro lugar. Foi apresentada em uma seção à parte. Além disso. · • Indique a intenção geral do esrudo a partir de uma perspectiva do conteúdo. Uma declaração de objetivo de métodos mistos contém a intenção geral do escudo. • Disc. como "A intenção é aprender sobre a eficácia organizacional" ou "A intenção é examinar familias com enteados". .las relacionadas aos procedimentos. a unidade de análise).que será uciliiado. mencionou que seria realizada uma comparação e identificou os participames do experimento (i. o leitor tem uma âncora para entender o esrudo geral antes de o pesquisador dividir o projeto em tendências quanticativas e qualitativas. Os autores também não se referem à estratégia da investigação. a parrir da ordem das variáveis apresentadas na declaração. mas oucras passagens. e. discucem o estudo enquanto experimento. como "O objetivo de" ou "A intenção de".152 John W Creswell Projeto de pesquisa 153 Essa declaração também refletiu muiras propriedades de uma boa declaração de objetivo. as infonnações sobre as tendênc. e apresentam sinalizações importantes para o leitor compreender as partes quantitarivas e qualitativas de um estudo. Embora a base teórica não seja mencionada. na introdução. concomitante ou transformativo . Várias diretrizes podem orientar a organização e a apresentação da declaração de objetivos de métodos mistos: • Comece com palavras indicativas.l aração de objetivo de métodos mistos Essa declaração incluiu vários componentes de uma boa declaração de objetivo. especialmente aque. Essa razão poderia ser uma das seguintes (ver o Capítulo 10 para mais detalhes} : "'Melhor entender um problema de pesquisa convergindo (ou triangulando} as tendências numéricas da pesquisa quantitativa e os detalhes da pesquisa qualitativa.

-(fenômeno principal) coletando (tipos de dados) de (local da pesquisa). será (mencionar o objetivo de conteúdo do estudo).. ex. o terceiro é um escudo concomitante com os dois tipos de dados coletados ao mesmo tempo e reunidos na anál.-(variável dependente). os instrumentos são inadequados ou indisponíveis.. Creswell que (relacione.. 2. 2007)..-. a relação entre as variáveis ou a comparação dos grupos em termos das variáveis. ex...--. A primeira fase será uma exploração qualitativa de um . A razão de se fazer o acompanhamento com pesquisa qua(p.. Um estudo sequencial com uma segunda fase quantitativa ampliando uma fase inicial qualitativa: O objetivo deste escudo de métodos mistos de duas fases e sequencial é (mencionar o objetivo de conteúdo do escudo). compare) (variá(amostra da população) em vel dependente) para . usando palavras de ação e linguagem não direcionada..----- Baseados nesses elementos. melhor entender e litativa na segunda fase é explicar os resultados quantitativos).. mencionando a estratégia da investigação ·e identificando os participantes e o local da pesquisa. No estudo.Projeto de pesquisa 155 154 John W. sequencial. • Inclua as características de uma boa declaração de objetivo qualiraáva. Na primeira fase. as variáveis não são conhecidas.-. .(uma teoria.-(variável dependente) com (participantes) em . O quarto exemplo é um roteiro de escudo de métodos mistos também baseado em um projeto concomitante. mencionando a estratégia da investigação e especificando os participantes e o local da pesquisa.. serão utilizadas entrevistas qualitativas ou observações para sondar os (resultados quantitativos) explorando aspec1os do (fenômeno principal) com (alguns participantes) em (local da pesquisa).ise dos dados.-.-.. Um escudo sequencial com a fase de acompanhamento qualitativa ampliando e ajudando a explicar a fase quantitativa inic.. "Comunicar melhor as tendências e as vozes de grupos ou indivíduos margínalízados.r Explorar as concepções do panicipante com a intenção de ampliar essas visões com a pesquisa quantitativa para que possam ser exploradas com uma grande amoscra de uma população../Obter resultados estaásticos e quantitativos de uma amostra e depois realizar o acompanhamento com alguns indivíduos para ajudar a explicar esses resultados em maior profundidade (ver também O'Cslhaín. Um estudo concomicame com a intenção de reunir dados quanri· cativos e qualitativos e fundi-los ou integrá-los para entender melhor um problema de pesquisa: l O objetivo deste esrudo de métodos mistos concomitante é _ _ _ _ ___ (objetivo do conteúdo do estudo). como a concentração em um único fenômeno. Murphy e NichoU. há pouca teoria para orientação ou poucas caxonomias). • Considere adicionar informações sobre os usos específicos das coletas de dados quantitativa e quantitativa.(local da pesquisa).-.ial: A intenção desre estudo de métodos misros de duas fases. Os dois primeiros são esrudos sequenciaís com um tipo de coleta de dados ampliando o outro...-. l. . Na segunda fase. o (fenômeno principal) será explorado por meio de (entrevis· tas qualitativas ou observações) com (participantes) em (local da pesquisa).. colocando-as em ordem de independentes para dependentes. 2007). • Inclua as características de uma boa declaração de objecivo quantitacivo. . questões ou hipóteses de PCSQuisa) 3. A razão de se combinar dados ouantitativos e oualimtivos é entender melhor esse problema de . como a identificação da teoria e das variáveis. Ao mesmo tempo. A razão de se coletar os dados qualitativos inicialmente é que (p.(participantes) em Os resultados desta fase qualitativa serão encão utilizados para testar .--.(local da pesquisa). as questões ou hipóreses da pesquisa quantitativa irão abordar a relação ou compara· ção de (variável independente) e . serão usados (instrumentos quantitativos) para avaliar a relação CJltrC (variável independente) e ... As informações desta primeira fase serão mais bem exploradas em uma segunda fase qualitativa.. seguem quatro roteiros de declaração de objeávo de métodos mistos (CresweU e Plano Clark. .

Aqui percebemos que "as entrevistas também foram utilizadas para explorar as variáveis sob investigação em maiores detalhes e os resultados criangulados utilizando-se dados quantitativos e qualitativos" (Hossler e Vesper.156 John w Creswell Prqeto de f)!!9uisa 157 pesquisa convergindo os dados quantitativos (tendências numéricas aniplas) e os dados qualitativos (concepções detalhadas). 0 resultado de um estudo desse tipo é defender as necessidades destes grupos ou indivíduos. Este roteiro final pode ser utilizado por um pesquisador de métodos mistos com uma estratégia de investigação de métodos mistos transformativos. Essa seção estava contida sob o título de "Objetivo• e indicava que tanto os dados quantitativos (levantamenros) quanto os dados qualitativos (entrevistas) foram incluJdos no estudo. mas o projeto de métodos mistos pode usar uma estratégia de investigação tanro concomitante (dados quantitativos e qualitativos coletados ao mesmo tempo) quanto sequencial (os dois tipos de dados coletados em sequência ou fases).1 incluída na declaração do objetivo. serão utilizados (instrumentos quantitativos) para medir a relação entre (variável independente) e (variável dependente). A razão de se combinar os dados quantitativos e qualitarivos é entender melhor esse problema de pesquisa convergindo tanto os dados quantitativos (tendências numéricas amplas) quanto os qualitativos (concepções detalhadas) e defender a mudança para -----(grupos ou indivíduos). ela é aniculada mais adianre. No estudo. o (fenômeno principal) será explorado com o uso de (entrevistas qualitativas ou observa· ções) com (participantes) em (local da pesquisa). O roteiro foi redigido para um estudo concomitante. O objerivo deste estudo de métodos mistos concomitante é _ _ _ (declarar a questão que precisa ser abordada para o grupÕOO indivíduos). e os autores podem ter identificado seu estudo como um projeto de triangulação ou concomitante. Os elementos que designam este roteiro como transformacional são o fato de o objetivo do esrudo ser o de abordar uma questão fundamental para grupos ou indivíduos sub-representados ou marginalizados. 146). e essa informação esc. Além disso. na discussão dos métodos sobre os levantamentos e as entrevistas. 4. 1993. p. Ao mesmo tempo. As duas formas de dados foram coletadas durante o período de três anos. a declaração se inicia com as palavras indicativas "o objetivo de". Nesse exemplo. Depois menciona o tipo de projeto de métodos mistos e contém os elementos básicos tanto da fase qualitativa inicial quanto um . Embora a justificativa para o estudo não esteja incluída nessa passagem.

Entretamo. Entretamo. Tbousaod Oaks.ícios de Redação 1. Essa passagem aparece no final da introdução. esaeva uma declaração. Essa seção fica em geral Incorporado h discussão do . Ao escrever uma declaração de objetivo qualitativa. o objetivo do esrudo. O pesquisador comunica a estratégia da investigação e também os participantes e o local de pesquisa para a investigação. não houve menção de como esse estudo auxiliaria a criar maior igualdade na Suécia. o tipo de estratégia é também mencionado como sua justificativa. 182). São incluídos muitos elementos de boas declarações de objetivo qualitativas e quantitativas. e reivindicam medidas de justiça e maior igualdade para pesquisas em larga escala. É importante colocar a variável independente primeiro e depois a dependente. 2003. Faça também uma declaração curta. Creswell RESUMO acompanhamento da fase quantitativa. escreva uma declaração preenchendo as lacunas. Usando o roteiro para uma declaração de objetivo qualrtaliva. o pesquisador declara a teoria que está sendo testada e também as variáveis e sua relação ou a comparação entre elas. os participantes e o local da pesquisa. Por isso. não escreva mais do que aproximadamente três quartos de uma página dlgítada. esaeva uma dedaraçAo de objetivo. e menciona a estratégia de investigação. Essa declaração de objetivo começa com a intenção do estudo e apresenta a questão da Igualdade entre os gêneros como uma questão de interesse.Projeto de pesquisa 159 158 JOl'ln W. p. e . referem-se às vantagens de se combinar os dois métodos e afirmam que os dois conjuntos de dados são complementares. Usando o roteiro para uma declaração de objetivo quantitativa. Os autores mencionam os dois tipos de dados a serem coletados (levantamento e entrevistas) e. desenvolver ou entender. Bt Rossman. A declaração de objetivo mencionou as variáveis quantitativas que foram relacionadas no estudo. usa lit'guagem não direcional. Exerr. Faça uma declaração curta. como descobn'r. Inclui informações sobre os dois tipos de coleta de dados e termina com uma justificativa para a incorporação das duas formas de dados em um projeto sequencial. 3. adiante. o pesquisador precisa identificar um único fenômeno principal e lhe proporcionar uma definição provisória. Este capímlo enfatiza a fundamental importância de uma declaração de objetivo . é sugerido um projeto concomitante. depois dessa passagem. na parte final do estudo publicado. os autores sugerem que os objetivos conflitantes e o comportamento e as ideias contraditórios podem todos ter um impacto sobre a igualdade dos gêneros na Suécia. Certifique-se de Incluir a razao para misturar dados quantitativos e qualitativos e de Incorporar os elementos de uma boa declaração de objetivo qualitativa e de uma boa declaração de objetivo quantitativa. G. assim como se os dados são coletados concomitante ou sequencialmente.! de um estudo. em que "o equillbrio do trabalho e do poder entre os sexos seja eliminado" (Nordenmark e Nyman. CA: Sage. com não mais do que três quartos de uma página digitada. Dulgnlng quaUtative ruearch (4" ed. o pesquisador emprega palavras de ação. Em uma declaração de objetivo quantitativa.apresentar a ideia centra.). Em algumas dedarações de objetivo. Usando o roteiro para uma declaração de objellvo de métodos mistos. LEITURAS ADI CIONAIS l Marshall. e o leitor já percebeu que a Suécia rem um objetivo polltico de trabalhar na direção da igualdade entre os gêneros. 2. Além disso. os autores poderiam rer sido mais explícitos também na explicitação de seus procedimentos quantitativos e qualitativos. (2006). Além disso. especificando o tipo de estratégia de métodos mistos que utilizaram. o pesquisador também define as variáveis fundamentais usadas no esrudo. Carherine Marshall e Grerchen Rossman chamam a arenção para a principal inrenção do estudo. Em um esrudo de métodos mistos. veremos que várias dessas variáveis foram também transformadas em questões de pesquisa qualitativa. e.

pode também ser en<'Ontmdo próximo ao lnlcio ou no melo. assim como dirctritts gerais para a redação dessas declarações. consisceme com a mecodologia emergente da pesquisa qualitativa.gadores colocam indicações paro ccnduzir o lritor ao longo de wn plano paro um estudo. não os objetivos (os objetivos específicos da pesquisa) ou as hipóteses (as previsões que envolvem variáveis e restes estatísticos). John W. CA: Sage. e as questões de pesquisa de métodos mistos. os investigadores apresentam as quescões de pesquisa. M. descritivos e emancipatórios. dladcs ou grupos). quisa. Thousand Oaks. Se explicitameme declarado. Ela afirma que o objeàvo do objetivo é responder à questão de pes. Essas questões de pesquisa assumem duas fonnas: uma questão central e as subquestões associadas. A prime. (2007). NJ: Prentlce Hall. Da declaração de objetivo gera~ ampla. Comunica ao lel1or que os resul. a Pla no Clark. (]991). do artigo ou do mé· todo. O investigador coloca essa questão. A. As autOl'8$ caracterizam os objetivos como explonuórios. todos da pesqui. Apresentam roteiros e exemplos para quatro tipos de estudos de métodos miotos. pergunte. Creswen 1ópíco. ?ara chegar a ela. 'll L. 7 Questões e Hipóteses de Pesquisa Os invesri. Em seu capitulo sobre a introdução.. quantirativn e de métodos mistos. o objetivo é enconrrado no final do argumento. w. como uma questão geral para não limitar a investigação. na Introdução. Deslgning and condw:ring nú. J. Anroinenc Willdnson chama a declaração de objetivos de "objetivo imedia10" do es· tudo de pe$Quisa. CrcsweU e Vicld L Plano Clark esaeveram U11U1 visão geral e uma introdução à pesquisa de métodos mistos que cobre todo o processo de pesquisa. A questão central é uma questão ampla que pede uma exploração do fenômeno óu do conceilo central em um esrudo. . desde a redação de uma introdução. da an'. The ac/cntíst's handbookfor writlng papert1 and dis1er tatlons..ira indicação é a declaração de objetivo. Creswell. ex. o objetivo do estudo precisa ser aprescnrado na introdução. embora possa estar implidinmenie declarado como o objeto da pesquisa.Este capítulo inicia cem a apresentaçáo de vdrios principias no planejamento e de roteiros para a redaçáo de questões de pesquisa qualitativa.o inclui •unidade de anllllse (p. "Qual é a questão mais ampla que posso formular no estudo?" Os pesquisadores iniciantes treinados na pesquisa quantitariva podem ter difi- .iced meth ods reuarch. da coleta de dados. dependendo da estrutura da íntrodução. a qual estabelece a direção principal do escudo. individuas.llse dos dados e interpretação e da redoçilo de estudos de métodos mistos. QUEST ÕES DA PESQUISA QUALITATIVA Em um esrudo qualitalivo.160 John W. discutem ns declarações de objetivo qualitativa. as questões. e é mencionada em uma ou duas sentenças. o pesquisador estreita o foco para as questões especificas a serem respondidas ou para as previsões baseadas em hipóteses a serem tescadtu. explanatórios. os ob]eti\10$ e as /1ip6teses da pesquisa quancitaciva. Bnglewood CUffs. Além disso. Wllkins on. TamW!n mencionam que a declnraçã.sn de~m ser concluldos.

suas experiências. podem se tomar questões específicas uólizadas durante as entrevistas (ou na observação ou quando se e. de uma maneira consistente com as suposições de um projeto emergente. esrudo de caso) "' Descrever as experiências (p. 35). rurais. ex. como fiz em um de meus escudos de caso qualitaóvos. ex. Essa abordagem pode ser problemática para indivíduos acostumados a projetos quantitativos.sptciftque os participantes e o local da pesquisa para o estudo. • Utilize questões abertas sem referência à literarura ou à teoria. Spradley (1980) apresentou uma taxonomia de questões emográficas que incluía um mínicour do grupo que compartilha a culrura. Na etnografia crlóca. Com frequência. as questões de pesquisa podem basear·se em um corpo de literarura existen· te. "determinar". por sua vez. as questões estão sob revisão e reformulação contínuas (como em um esrudo de teoria fundamentada). como a exploração de um processo sobre a maneira como cuidadores e pacientes iareragem em um ambiente Projeto de pesquisa 163 hospitalar.(Como ou o que) é a ("história" da pesquisa narrativa.. 1993. • Concentre-se em um fenômeno ou conceito único. por exemplo. Na pesquisa qualiraóva. seguidas de não mais do que S a 7 subquestões. • Rei. as subper. fenomenologia) oi' Relatar as histórias (p. mas inicie o estudo com um foco único a ser explorado muito detalhadamente. emografia) -1' Explorar um processo (p. as questões podem ser direcionadas para a gera· ção de uma teoria de algum processo. e questões para verificar a precisão dos dados.. guncas estreiram o foco do escudo. ex.. quisa etnográfica. a menos que indicado de outra forma por uma estratégia de investigação qualitativa. Seguem as diretrizes para a formu. os quais recomendaram que os pesquisadores não escrevessem no todo mais de 12 questões de pesquisa qualitaóva (questão central e subquestões). a "teoria que explica o processo" para a teoria fundamenta· . 1993. na fenomenologia. Na pes. • Utilize verbos exploratórios que comuniquem a linguagem do projeto emergente.162 John W. as questões podem ser amplamente apresentadas sem referência específica à lirerarura existente ou a uma ópologia de questões... as questões podem tratar de uma descrição dos casos e dos temas que emergem de seu escudo. que são não direcionais em vez de as palavras direcionais.. Altemaóvamente. o "significado" do fenômeno para a fenomenologia.:amina documentos). AS subquestões. '\\quem eu deveria recorrer para aprender mais sobre esse tópico?" (Asmussen e Creswell. a especificidade das questões na emografia nesse estágio do projeto difere daquela de outras estratégias qualitaóvas. p. pesquisa narrativa) • Utilize esses verbos mais exploratórios. Um exemplo fenomenológico é "Como é para uma mãe viver com um filho adolescente que está morrendo de câncer?" (Nieswiadomy. • Comece as questões de pesquisa com as palavras o que ou como para comunicar um projeto aberro e emergente. contrastes com outros grupos cuJ. • E. "impactar". • Espere que as questões de pesquisa evol uam e se modifiquem durante o escudo. Moustal<as (1994) fala a respeito de se perguntar sobre as experiências dos participan· res e sobre os contextos ou as siruações em que ocorreram as experiências. ex. e isso me sugere um tipo de pensamento de causa·e-efeito que associo à pesquisa quancica1iva em vez de à postura mais abena e emergente da pesquisa qualitativa.. vão emergir fatores que podem influenciar esse fenômeno único. O uso do por que com frequência implica que o pesquisador está tentando explicar porque algo ocorre. ceoria fundamentada) -1' Buscar entender (p. em que as questões de pesquisa permanecem fixas durante todo o escudo... Creswell culdades com essa abordagem. Essas questões tomam·se mais diretrizes de trabalho do que verdades a serem comprovadas (Thomas. Por exemplo. as quais sugerem pesquisa quanótaóva. 151). a intenção é explorar o conjunto complexo de fatores que envolvem o fenômeno cenaal e apresentar as perspectivas ou os significados variados dos parócipances. o uso da llngua nativa. Ao desenvolver um protocolo ou guia de entrevista. o pesquisador pode formular no início uma pergunra para "quebrar o gelo". Essa abordagem está bem dentro dos limites estabelecidos por Miles e Huberman (1994). 1995). nos estudos qualicativos. Como um es· tudo vai se desenvolvendo com o tempo. como "afetar". Na 1eoria fundamentada. se as informações ainda não tiverem sido prestadas. p. "influenciar".. A encrevista terminaria então com uma questão de fechamento ou resumo. Em um escudo de caso qualitativo.acione a questão cenlTOI à eslTOcégia qualitativa específica da in· vestigação. Várias subquestões seguem cada pergunra central geral. Esses verbos vão dizer ao leitor que o escudo irá "' Descobrir (p. ex. mas deixam em aberto o quesóonamenco. seguida de umas cinco subquestões no escudo (ver Capitulo 9). lação de questões amplas de pesquisa qualiraóva: • Fonnule wna ou duas questõts. "causar" e "relacionar". pois estão acostumados à abordagem inversa: identificar questões ou hipóteses estritas e específicas baseadas em algumas variáveis.. • Eis um roteiro para uma questão cenual qualitativa: .

da pesquisa quantitativa para moldar e focar especificamente o objetivo do estudo.-. ler. por sua vez. controlando para os efeitos de (variável concrole)? Altel'flativamente. De· vido a isso. a "questão" no "caso" para o estudo de caso) do-:----. são previsões que o pesquisador faz sobre as relações esperadas entre as variáveis.e às vezes objetivos . e menciona os participantes. o reingresso e a mudança.. QUESTÕES E HIPÓTESES DA PESQUISA QUANT ITATIVA Nos escudos quantitativos.--(variável independente) e (variável dependente). Observe como a autora criou uma questão única e concisa a qual precisava ser respondida no estudo.. As questões da pesquisa quantitativa investigam as relações entre as variáveis que o investigador procura conhecer.. os investigadores utilizam questões e hipóteses . como um meio de estabelecer a direção que um estudo vai tomar. .(local da pesquisa). por outro lado.. estabelecida para pennitir às participantes compartilharem diferentes perspectivas sobre a leitura da literatura. o "padrão de companilhamento da cultura" para a emografia.. mas cendem a ser usados com menos frequência atualmente na pesquisa de ciências sociais e de saúde.. como o grupo de compartilhamento da cultura.. As hipótes es quantitativas. garotas adolescentes.o retomo à escola. Também mencionam os participantes como mulheres em um programa de doutorado em uma universidade de pesquisa do Meio-oeste.164 John W. usa um verbo aberto. As hipóteses são usadas com frequência em experimentos em que os investigadores comparam grupos. São estimativas numéricas dos valores da população baseados em dados coletados de amostras. A testagern de hipóte· ses emprega procedimentos estatísticos em que o investigador faz inferências sobre a população a partir dn amostra de um estudo.---. indicam as metas ou os objetivos para um estudo. um roceiro para uma hipótese quantitativa nula pode ser o seguinte: (os grupos controNão há diferença significativa entre le e experimental na variável independente) sobre a(o) _ _ _ __ (variável dependente).-. como "descrever". São usadas frequentemente na pesquisa de ciências sociais e especialmente em estudos de levantamento. Seguem exemplos de questões de pesquisa quafüativa extraídas de vários tipos de estratégias. o foco aqui serão as questões e as hipóteses de pesquisa. Creswell da.. Com frequência apare· cem em propostas para financiamento.. É uma questão ampla. concentra-se em um conceito único. como uma dissertação ou tese. Projeto de pesguisa 165 Essas três questões centrais se iniciam com a palavra como. Os conselheiros com frequência recomendam seu uso em um projeto de pesquisa formal. Segue um exemplo de um roteiro para uma questão de pesquisa quantitativa: .. elas in· cluem verbos abertos.. e se concentram em três aspectos da experiência do doutorado .( O nome da teoria) explica a relação entre-:--. a literatura ou as revis- tas para adolescentes.. Os objetivos. A questão cencral de Finders (1996) se inicia com como..-(fenômeno princípal) para (participantes) cm .

Assim. • A segunda forma. A maneira de expressar isso é. o investigador pode relacionar uma ou mais variáveis dependentes. mas a forma exata das diferenças (p. a menos que as hipóteses ampliem as questões de pesquisa (segue discussão).s de um orientador ou de um comitê de docentes. o pesquisador pode prever que "As pontuações serão mais elevadas para o Grupo A do que para o Grupo B" na variável dependente. Es· ses exemplos ilusi:ram uma hipótese direcional.. é a hipótese alternativa ou hipótese direcional. não ambas. • A forma mais rigorosa da pesquisa quantitativa segue um teste de uma ceoria (ver Capítulo 3) e a especificação das questões ou das hipóce· ses de pesquisa que estão incluídas na teoria. o pesquisador pode desaever as resposw às variáveis independentes. pois o pesquisador não sabe o que pode ser previsto a partir da literatura anterior. na população geral. Como alternativa. popular nos artlgos de periódicos. Esse procedimento reforça a lógica de causa e efeito da pesquisa quantitativa. Escolha a forma tendo por base a i:radição.. • As variáveis independentes e dependentes devem ser medidas separadamente. mais mudança). • Outro tipo de hipótese alternativa é a n ã o direcional .166 John W. O exemplo que segue ilustra uma hipótese direcional. mediadoras ou dependentes. baseando essa previsão na literatura e nos Projeto de pesquisa 167 estudos anteriores sobre o tópico que sugerem um resultado potencial. mais alta. Em terceiro lugai. mais baixa. "Não há diferença (ou rela· ção)" ent:re 05 grupos. Uma hipótese nula representa a abordagem rradicional: faz uma previsão que. menos) não é especificada. pois é feita uma previsão esperada (p. escreva apenas as questões ou hipóte. uma mudança maior. A maioria das pesquisas quantitativas cai em uma ou mais dessas a'ês categorias.uma pre· visão é feita. . Creswell As direaizes para a redação de boas quescões e hipóteses da pesquisa quantitativa incluem o seguinte: • O uso de variáveis nas questões ou hipóteses de pesquisa é tipicamente limitado a IJ'ês abordagens básicas. O investigador faz. as recomendaçõe. ou que "O Grupo A vai mudar mais do que o Grupo B" no resultado. Segue-se um exemplo que incorpora os dois tipos de hipóLeses. • Para eliminar a redundância. O pesquisador pode comparar grupos em uma variável independente para ver seu impacro em uma variável dependen. O exemplo que segue ilustra uma hipótese nula. ce. ex. mais. Por exemplo. o investigador pode escrever. • Se forem usadas hipóteses. ou se as pesquisas anteriores indicam uma previsão sobre os resultados. não há relação ou diferença significante emre os grupos em uma variável. uma previsão sobre o resultado esperado. "Há uma diferença" entre os dois grupos. há duas formas: nula e alternativa. ex. ses de pesquisa.

etc. ·· Projelo de pesquisa 169 Um modelo para questões e hipóteses descritivas Considere um modelo para questões ou hipóteses escritas baseadas em questões descritivas escritas (descrevendo algo) seguidas de questões ou hi· póteses inferenciais (extraindo Inferências de uma amostra para uma população). e. H1 • A Identidade de 1}4nero de mulh6f8s árabes e judias. .as as hipóteses direcional• alo criadas para examlnat: a ~ variévels. Creswell Exemplo 7. na ordem da esquerda para a direita (como foi discutido no Capítulo 6. F.ssas questões ou hipóteses incluem tanto variáveis independentes quanto dependentes.. nível de renda. Não hé relação entre os StfVlÇOI de apolo awór1818S e os sislema da familiar para rrulheres unlversUltas de Idade l)IÔ &ài!ICloMI. • Use o mesmo padrão de ordem de palavras nas questões ou hipó. .5 Hipóteses n4o dlteclollals e direcionais As vez.) tipicamente entram nesses modelos como variáveis intervenientes (ou mediadoras ou moderadoras).168 John W. o amor especifica questões descritivas para cada variável independente e dependente. e 191/g/os/dlJde e as llÇÕBS scclals sló mais fracas entro as mulheres árabes do que entre as mulhellls JUd//Js. Nesse modelo. Segue-se um exemplo de ordem de palavras com as variáveis independentes apresentadas no começo da frase. Isso exige repeàção de frases-chave e posicionamento das variáveis começando com a independente e concluindo com a dependente. 3.. sobre as boas declarações de objetivo). religlosaa e . Nllohé relação entre a utilização de HtVlçoede apoioawciliareH pertl116n acadêmica para mulheras uni\lertltilrias de idade não tradicional. H2: As mulheres religiosas com Identidade de~ acentuada sáo manos soclopoliliellmente aUvas do que es muni. 2. idade. Exemplo 7. as variáveis demográficas (p. -Moore (2000) eatud slgntncado da ldéntidade de gênero para mulheras Judias e Arabea relJgloÕ a seculares na sociedade israelense.6 Uso padrtJo da linguagem em hlpó(•se• 1. use variáveis não demográficas (i._ cu/ares.tas sacu/ares com Identidades de g6noro acentuadas. Em uma amoslra de prol>abllldade n•cionál de mulheres judias e árabes. está ratacionada a d1fef811tes onlens sod&s sociopo/lliea& que refletem os diferentes sistemas de valores que elas adotam. Como os estudos quanàtativos tentam verificar teorias. Por exemplo.. e para importantes variá· veis intervenientes ou moderadoras. nível educacional. A primeira é nao direcional e as duas Ulllmas são direcionais. atirudes ou comportamentos) como variáveis independentes e dependentes. e não como importantes variáveis independentes. o autor Identificou três hip6tese8 para estu(lo. • A menos que o escudo empregue intencionalmente variáveis demográficas como preditores. Não hé relação entre os sistemas de apolo famlllar a a ~lsttnc:ia démoca para mulheres umversltilnas de Idade não tradlcionll. ex. H3: As relaçCOs entre a /denlidsde do g6116f'O. As questões (ou hipóteses) inferenciais as quais relacionam variáveis ou comparam grupos seguem essas questões descriàvas. Um conjunto final de questões pode acrescentar questões ou hipóteses inferenciais em que as variáveis são coniroladas. am vez de oomparar grupos. teses para permitir ao leitor identificar facilmente as principais variáveis..

qualitativa e quantitativa. Como um estudo de métodos mistos não se baseia apenas na pesquisa quantitativa ou qualicativa. em um escudo de duas fases em que uma amplia a outra. 208) a denominam de questão "híbrida" ou "integrada". Recomendo esse modelo descritivo-inferencial. Em um projeto de duas fases. . Mais adiante no estudo. por exemplo. um pesquisador pode querer comparar grupos. aparecem as questões da pesquisa qualitativa.. quando a fase qualitativa é abordada. 2007). Tuis questões ou hipóteses podem ser apresencadas no início ou quando surgirem. Projeto de pesquísa 171 • Ao escrever essas questões ou hipóceses. ex. Isso destaca a importância das duas fases do escudo. alguma combinação das duas proporciona as melhores informações para as questões e as hipóteses de pesquisa. o que resulcaria em uma lisca mais longa de quescões descritivas e inferenciais. assim como sua força combinada. p. • Deve-se prescar atenção à ordem das questões e hipóteses de pes· quisa. e não no componente de métodos mistos ou no componente integrativo do estudo.itores as vejam na ordem em que serão tratadas no estudo proposco. para que os le.. Devem ser considerados quais os tipos de questões a serem apresentadas. a ênfase é colocada nas duas abordagens. Essa é a questão que será respondida no escudo tendo por base essa mistura (ver Creswell e Plano Clark. Os dados qualitativos ajudam a explicar os resulcados da fase quanticativa inicial do estudo? Ver Creswell e Plano Oa. seguidas das questões da segunda fase. 2007) • Considere várias maneiras diferenres em que todos os tipos de questões de pesquisa (quantitativas. "' Es1:reva as questões ou hipóteses quantitativas e as questões qualitativas separadamente. Tashakkori e Creswell. Especifica as variáveis independentes na primeira posição nas questões. • Inclua uma ques tão de pesquisa de métodos mistos que tra· te diretamente da mistura das tendências quantitativas e qualicativas da pesquisa. Com essa abordagem. e acompanhe-as com uma questão de mé· todos mistos. Isso pode assumir uma de duas formas. Em omro exemplo. Esse exemplo cambém ilustra a utilização das variáveis para descrever e cambém para relacionar. A segunda forma é escrevê-la de uma maneira que comunique o conceúdo do escudo (p. Em oucros estudos. 2007. se o estudo se desdobra em estágios ou fases. durante uma fase poscerior da pesquisa. les do que centrais nas questões. provavelmente. Emprega a demografia mais como variáveis concro. qualitativas e mistas) podem serescritos em um estudo de métodos mistos: "' Escreva as questões ou hipóteses quantitativas e as questões qualitativas em separado. as questões de métodos mistos podem ser colocadas em uma discussão entre as duas fases. e quando e quais ínformações são mais necessárias para comunicar a natureza do escudo: • Tanto as questões (ou hipóteses) da pesquisa qualitativa quanto aquelas da pesquisa quantitativa precisam ser apresentadas em um estu· do de mécodos miscos para estreitar e concentrar o foco da declaração de objetivo. os pesquisadores normalmente não se deparam com as questões ou hipóteses específicas. Creswell Esse exemplo ilustra como organizar codas as quescões de pesquisa em questões descritivas e inferenciais. Em uma estratégia de investigação de fase única. e por isso é. a discussão se iniciou com respeito ao uso das questões de métodos mistos nos estudos e também a como planejá-las (ver Creswell e Plano Clark. Elas podem ser escritas no inicio de um es· tudo ou quando aparecem no projeto. QUESTÕES E HIPÓTESES DA PESQUISA DE MÉTODOS MISTOS Nas discussões sobre métodos. se o estudo começa com uma fase quantitativa. e Thshakkori e CresweU (2007. O tema do apoio social ajuda a explicar por que alguns alunos adoram um comportamento ameaçador nas escolas? Ver Tashakkori e Creswell. as dependentes na segunda e as controles na tercelra posição. e o leitor precisa supor que as questões fluem a partir de um modelo ceórico. ex. Entretanto. Por exemplo.170 John W. Tui questão pode ser escri· ta no inicio ou quando emergir. muico mais variáveis independences e dependentes podem estar presentes no modelo que esrá sendo tescado. as questões devem ser ordenadas conforme o método que recebe mais peso no planejamento.tk. Essa é uma nova forma de questão nos métodos de pesquisa. 2007). as questões da primeira fase devem vir primeiro. Um estudo sólido de métodos mistos começaria com uma questão de pesquisa de métodos mistos para moldar os métodos e o planejamento geral do estudo. A primeira é redigi-la de uma maneira que comunique os mé· todos ou procedimentos utilizados em um estudo (p. 2007). talhadas especialmente para a pesquisa de métodos mistos. o investigador pode in· troduzir hipóteses. n abordagem ideal. e a linguagem pode mudar para refletir essa comparação nas questões inferenciais. siga as diretrizes deste capítulo para formular boas questões ou hipóteses.

a prinielra tue en\'tJIVéu avaliar as atitudes e o desempeílllo ~ e põs-. a relação entre as notas e o desempenho dos alunos. a soma das duas panes é maior do que cada pan e).Projelo de pesquisa 173 172 John W. • N. os aucores apresentaram evidências respondendo a ela. 630) mencionou as hipóteses que guiaram sua pescjulsa: Esse é um bom exemplo de uma questáo de métodos miscos concencrada na incenção de mix~ para incegrar as encreviscas qualicativas e os dados quantitativos. . de R. Essa quescão enfatizou o que a integração estava tentando realizar . diment~ dffempen/lo8111 cilncJas da---~~ ClOln ~a este /lfOCN»de ~'l Exemplo 7.za· do para alunos cujo lngl~ é a seguada lfngua. utillmndo esc:ald a P.e. p.. e não inclua questões quanticativas e qualicaávas separadamence.. Hou~ (1995. Houtz •COlllPlllhOU enllo os resultado& quanli1ativos c:om entnivistas qualltatlvas com os p~s de ciênclae.. clfenlnças entre as estialtgles do~~ {nlo ~) e dq Inicio do ensino médio (lnldldonais)'P8'8'àlíliio8:. A segunda fase ajudou a explicar as diferenças a as semelhanças entré as duas abordagens de ensino obUdas na primeira fasa.ãffl ll 8IJolda!leln edlil:lic:lonal da três anos de ensino fundamental (lnduindó a 6" 8'rle). CresweU oi' Escreva apenas uma questão de mécodos mistos que rellica os proc:eou o conteúdo (ou escreva a questão de métodos mistos em uma abordagem canco de procedimenco quanto de conceúdo). Nesse eatudo de duas fasas.etllg!iu.%0 idllliau uma:~ di 'pliequisa da mélodol millo* Wpa~~ eitlldo rn\.'d8 7" 6'81 .iiÍJalilalivd à parte. ·r: CEEPT sigla cm inglês paro um teste realiMdo em ambiente ínfonnati.8 H/pó(e8'Js e q1111stões de posqUlsa em um~ de m61cK/os m/a/0$ HOUIJ(1995) apretenta um axemP!c!de"l!'~JIClod•dll!la fatal com hlpólases a questões da paequisa quanlitàtiYà*'. . Esta abordagem vai melhorar a concepção de que o escudo pretende conduzir a alguma integração ou conexão entre as fases quanticativa e qualitativa do estudo (i.Ofl~ no~.um emendimenco abrangence e sutil . e. Com um esludo quanlifaUvo dtt plt'!\eJre fase. . no final do anigo. ~ em 989Õ!I• que Introduzem cada ~ Efa. o diretor da escola e os ollan!lldores._ e 11181 •llbidee com ~às cl6nclas e a seudeseiÍlpi1fi~em~ Seú~:fol C:Qndlaldo em um momet\IO em que muitas 9séiolás ~)111~ CIO Conóeilo de dois anos Junioles do ensino médici P.

2. Determinar como os dados serão analisados. LEITURAS ADICIONAIS Creswell. Isso segue o modlllo apresentado neste capitulo para combinar questões descritivas e lnferenclals. Redija uma questllo de pesquisa de métodos mistos.Projeto de pesquisa 17S 174 Jolln W. o pesquisador comunica a importância de integrar ou combinar os elementos quantitativos e qualitativos. 9. Essas questões podem ser escritas para enfatizar os procedimentos ou o conteúdo do estudo. llJcrevcr qutstões de pesquisa tanto qualitativas quanto qunncimdvas. ou escrever apenas uma questão de métodos mistos. 3. J. Eu encorajo os pesquisadores de métodos mistos a construir questões de métodos mistos separadamente em seus esrudos. Geralmente. Dcsmca n importãncin das questões de pesquisa no processo da pesquisa e discute o ll<!Ccssldade de um melhor entendimento do uso das qu~tões de m~todos mistos. discuto os nove passos na conduçlio de um estudo de métodos mistos. Para um estudo qualitatiYo. elabore uma questllo de pesquisa. Ele . o pesquisador escreve a variável (ou variáveis) independente primeiro. ou escrever tanto as questões ou hipóteses quantitativas quanto as questões qualitativas seguidas por uma questão de métodos mistos. O p<imeiro conjunto deve ser de questões descritivas sobra as variáveis Independentes e dependentes do estudo. Para métodos mistos. 8. Também podem ser declarados na forma nula. Avaliar os critérios para avaliar o estudo. Desenvolver um plano para o estudo. Apresenrar um modelo visual 1. Cizek (Ecl. Formulam questões amplas e gerais para permitir aos participantes explicar suas ideias. Os pesquisadores qualicacivos formulam pelo menos uma questão cencral e várias subquestões. W. Exercic/os de Redaçlo 1. (2007). BdLtorlal. pUcatlon. 3. recomendo desenvolver tipos lllllto qualitativos quanto quantimivos e declarar dentro delts o tipo de estratégia quali111tiva de inves· dgação que está sendo usada. As questões podem também mencionar os participantes e o local da pesquisa. Eles sllo os seguintes: 1. e utilizam verbos exploratórios. 455472) . S. Comente qual abordagem runciona melhor para você. Os pesquisadores quantitativos escrevem questões ou hipóteses de pesquisa. Tashakkorl. redigir uma ou duas questões centrais seguidas de 5 a 7 subquestões. relacionadas e caregorizadas em grupos para comparação. De1ermlnnr se um estudo de métodos mistos é neccsstlrfo para esmdar o problema. W. urna declaração de pesquisa mais formal emprega hipóteses. tais como explorar ou descrever. Existem vários métodos para redigir as quesiões de métodos mistos nos escudos: escrever apenas as questões ou hipóteses quantitativas e as questões qualitativas. O segundo conjunto coloca questões que relaclonam (ou comparam) a variável (ou variáveis) Independente com a variável (ou variáveis) dependente. os autores usam questões de pesquisa. Examinar e decidir sobre os tipos de colem de dados. 207-211. Redija-a primeiro como uma questão Incorporando os procedimentos de seu estudo de métodos mistos e depois a reescreva para Incorporar o conteúdo. Mlxed-medtod research: lntroductlon and ap. (1999). indicando que não se espera diferença ou que não há relação entre os grupos em uma variá· vel dependente. 4.ra cada método. a Creswell. Rucarch.guma coisa). As duas formas incluem variáveis que são descritas. Considerar se um estudo de métodos mistos é factlvet. l!m G. 2. San Diego: Acaclemlc Press Nesse capítulo. J. 6.). seguida da variável (ou variáveis) dependente. mais elevados ou mais baixos que al. Ao escrever essas questões. p. Em muitas propostas quantitativas. Essas hipóteses são previsões sobre as conclusões dos resultados e podem ser redigidas como hipóteses alternativas especificando os resultados exatos a serem esperados (mais ou menos. CresweH RESUMO As quesrões e as hipóreses de pesquisa restringem a declaração de objetivo e se tomam indicações importantes para os leitores. Para um estudo quantitatiYo. Um modelo para ordenar as questões em uma proposta quantitativa é começar com questões descritivas seguidas de questões inferenciais que relacionem variáveis ou comparem grupos. Journal of Mixed MetlwdJ. Avaliar o l>C$O relativo e a estn1tégia de tmplcmenroção pa. elabore dois oonjuntos de questões. Esse editorial trata do uso e da natureZa das questões de pesquisn nn pesquisa de métodos mistos. Ao redigir as quescõcs de pesquisa. no entanto. Também se concentram inicialmente em um fenômeno de interesse central. J. A. 1(3). &xplorlng th e nature of resear<:h qucstlon ln mlxed methods research. e as variáveis independentes e dependentes são medidas separadamente. e podem ser colocadas em diferences momentos. Eles iniciam as questões com as palavras como ou o que. Handbool< of educatlonal policy (p.

207). Cook e Campbell. alguns livros tradicionais (p. A validade e a confiabüidade das pontuações nos instrumentos conduzem a interprttações significativas dos dados. enquanto que. Creswell pcrgunia. Conducting educational researdt (Sth ed. Janice Morse.176 John W. como discutiu-se no Cap(culo 1. a seção do método é a parte mais concreta e específica ck uma proposta. as questões estão relacionndas à inlernçào verbal e ao diálogo.). Field e Hole. . 1998). Elo compara várias estratégias de investigação e mapeia o lipo de questões de pesquisa u1illzadas em cada estratégin. Relacionando essas suposições e os procedimentos que as implementam. Boruclt. Ela indica que o 1eor da questão de pesquisa determina o foco e o escopo do estudo. com um foco específico no levantamento e em projetos experimentais. 1994). M. "Como R estrucwa uma qllCSlão de pesquisa cm um csrudo de métodos mis1os?" (p. W. CA: Sage. a pesquisn exige ques1ões de significado e questões descritivas. K. ampliam as ideias aqui apresen1adas (p. redigir uma questão de métodos mistos abrangente. Denzln & Y. Neste capftulo. Fort Worth. 1919). o foco são os componentes essenciais de uma seção de método nas propos1as para um levantamento e um experimento. assim como alguns textos mais recentes. Es1e cap(tulo apresenta os passes ess<nciais no planejamento de métodos quantitativos para uma proposta ou estudo de pesquisa. J. ex. 2002. A redução a um conjunto parcimonioso de variciveis.didas ou observações para a testQ8em de uma teoria.). TX: Hareourt Brace.. rígidamente controladas pelo planejamento ou pela análise estatística. as qucSLões precisam lidar com o processo. Paro a teoria fundamentada. Alra procedimentos experimentais. Handbook o/ qualitatlve raearc:h (p. lllmbém define e ilustra as hipóteses alternativas e as hipóteses nulas. ex. e conduz o leitor pelo procedimento de testagem das hipó1eses.stivamente os milodos de pesquisa quantitatil!OS. 1990.. Textos excelentes e detalhados proporcionam informações sobre a pesquisa de levantamento (p. 8 Métodos Quantitativos A1ra muitos daqueles que ndigem propostas. Paro a fenomenologia e a emografia. pesquisadora de enfermagem. Bm N. Thousand Oitks. 1963. identifica e descreve as principais questões envolvidos no planejruncmo de um projeto qualitativo. Por exemplo. 2003. Keppe~ 1991. Morse. (1994). Esses projetos refletem suposições filos6ficas p6s-positivistas. Bruce Tuclanan apreRnta um capítulo inteiro sobre a construção de hipóteses.. essa disawão não aborda exnu. B. 220-235). Uncoln (Eds. 2007. s. Campbell e Stanley. 1990. Fink. São apr-. Dados objetivos resultam de observações e de medidas emp(ricas. Lipsey. Ele identifica a origem das hipóleses nas posições teóricas dedutivas e nas observações indulivas. Tuckman. 11er Babbie. Reicltardt e Mark. (1999). Salan1 e Dillman.iados afs modelos: redigir questões quantitativas e qualitati"as separndamenie. ex. 1998. Deslgnlng funded qualltatlve reseAl'Cb. o determinismo sugere que o exame das relações entre as variciveis é fundamental para responder às questões e hip6teses por meio de levantamentos e experimentos. proporciona me. ou redigir questôes de pesquisa paro cada ~ de um csrudo à medida que a pesquisa R d<Rn~. Bausel~ 1994. na emometodologia e na análise do discurso.

-~ tett Uliarado no lih••11191110? Oulm d111mc1YM..e não ouD'OS fatores . os pesquisadores indicam aleatoriamente os indivíduos para os grupos. Quando um grupo recebe um cracamenro e o outro grupo não o recebe... o experimentador pode isolar se é o traramenro .to mendonedas a 6rea e seu tamanho? Apopdaçtt Oulll • . médicas ou escolares. Em um e... como. aoresente uma iustificativa oara o .noo? Sto mordonadas . Discuta a vantagem da identificação dos aoibucos de uma população grande a partir de um grupo pequeno de indivíduos (Babbie. razões PI<" 1 Pf'llolO? Como assas variâvels se auz..1 Uma lista de questões para o planejamento de um método dele- vanrnmento Ett. Esse obJeavo é generalizar a partir de uma amostra para uma população..>on11. • Indique por que um levantamento é o tipo preferido de procedimento de coleta de dados para o estudo. no entanto. de pttqUIN no~? Quais pasSOI especlfiic:os Mrto tomadõt na an.que influencia o resultado..._. era...llf poocedi1•4'1*> tefâ usado peta o .. . êssa discussão ~e: • Identificar o propósito da pesquisa de levantamento. emrevisras. ploto ou ._.... No M 6reas de conlilUdO 1ib01 SGOtt no _. Creswell DEFININDO LEVANTAMENTOS E EXPERIMENTOS Um projeto de levantamento apresenta uma descrição quamirativa ou numérica de tendências._ito? E as esc:Mu? Õl.. escudando-se uma amosrra dessa população.. Em que MM...et*> para 8 ~ dluM ~ (p.. 1990. Proporcione uma referência para esse objetivo a partir de um dos textos de método de pesquisa (vários estão identificados neste capítulo). Fink (2002) identifica quatro tipos: questionários autoadministrados.. lnha de~ utllz8dl pare ~o '9vanl.. Independentemente da forma de coleta dos dados.. Sue e Ritter. atitudes ou com· portamenros dessa população (Babbie. atirudes ou opiniões de uma população.. ..1...am oom as quneõet • OI. para que possam ser feitas inferências sobre algumas características. e obseivações estruturadas... dl campo do lov-? COMPONENTES DE UH PLANO DE MÉTODO DE LEVANTAMENTO O planejamento de uma seção de método de levantamento segue um formato padrão. considere como gu ia geral as questões apresentadas na lista apresentada no Quadro 8... os investigadores cambém podem identificar uma amoscra e generalizar para uma população. 1990). . a intenção básica de um projeto experimental é testar o impacto de um tratamento (ou de urna inteivenção) sobre um resultado.. Muitos exemplos desse formato aparecem em publicações acadêmicas. A partir dos resulcados da amos. As seções que seguem detalham componentes típicos.178 Projeto de pesquisa 179 John W.wntnl0? Ouail do as varitveis ~no .IH doa d3do1 para analisai os relomos? vorlflC81 O& vleses das respos&M? conduzir uma enâlise descritiva? fragmentar oa ilens em Mealls? wri'Q1r a confiabilidede das escalas? _. ou será longirudinal. Nessa justificativa. 2002)... A coleta de dados pode também envolver a criação de um levantamento baseado na web ou na internet e administrado on-line (Nesbary.. 2000.es1atlsticas infe<endeàpora... e proporcionam modelos úteis.. o pesquisador generaliza ou faz afirmações sobre a população.tudo? (•) __ (b) _ _ (e) _ _ (d) _ _ <•>(!) _ _ O pro jeto de levantamento Em uma proposta ou plano.. Fowler.. Quadro 8... ~ b MCOl'lêdo? Qulll: wt o pcx::d1. Inicie a discussão examinando o propósito de um levanramento e a justificativa para sua seleção para o esrudo proposto...soas larlo pene dll . .-.. revisões de registTos esmnurados para coletar informações financeiras. uma das primeiras panes da seção do método pode incroduzir os leitores ao objetivo e à justificativa básicos para a pesquisa de levancamenro.. sera es:1ra~? Se'°'· 0... o...? • Indique se o levantamento será de corte transversal. controlando todos os oucros fatores que possam influenciar esse resultado..._1 _.. considere as vantagens dos projetos de levantamento. 2007). como a parcimônia do projeto e o processo rápido na coleta dos dados..1 o~? O. Como forma de controle. Ao preparar o planejamento desses componentes em uma proposca.ft .oomo p<Oje<o do 1r.-US pes. -·do O ~Ivo 6 ...•-IOndo eomo .. com os dados coletados no decorrer do tempo.xperimenro..orso...... com os dados coletados em um momento do tempo. Mo -)? Oi. • Especifique a forma de coleta dos dados.

tabela essa disponlvel em muitos textos introdutórios de estatística (p.. Em cada camada. se este puder ser detenninado. Menos desejável é uma amostra de não probabilidade (ou amostra de conveniência). o autor da proposta também apresenta infonnações detalhadas sobre o instrumento real de levantamento a ser usado no estudo proposto. Fowlei. ex. Em um procedimento multifásico ou de clu1tering. O SurveyMonkey pode então gerar resultados e remetê-los de volla ao pesquisador como . 2002). usando argumen1os baseados em seus pontos fones e fracos. disponibilidade dos dados e conveniência. ex. de R. • Identificar se o proje10 da amoStiagem para essa população é de fase única ou mullifásico (chamado clustcring). Com a randomização.. Discuta se é um insm1mento designado para essa pesquisa. Aqui surgem questões de acesso.. A amostragem por cluster· é ideal quando é ímpossível ou pouco prático compilar uma lista dos elementos que compõem a população (Babbie..T. um produio comerciâl disponível desde 1999. o pesquisador compõe um instrumento a partir de componentes de vários instrumentos. Na pesquisa de levantamento. ex. 1990. Estrarificação significa que as características espeáficas dos indivíduos (p. precisa-se obter a permissão para o uso de qualquer pane de outros instrumentos. 1991). recomendo o uso de uma fórmula de 1amanho de amostra disponlvel em muitos textos de levantamento (p. essas características podem ou não estar presentes na amostra nas mesmas propof\'ÕeS que na população. Além disso. em que cada indivíduo na população tenha uma probabilidade igual de ser selecionado (uma amostragem sistemática ou probabil1srica). cada vez mais est. 1990). 2007). ex. 1990. Os mecodologisras têm escrito excelentes discussões sobre a lógica básica da 1eoria da amostragem (p. obtém os nomes dos indivíduos penencentes a eles e depois as amostras dentro deles. nJveis de renda.ã o sendo designados instrumentos para levan· tamentos on-line (ver Sue e Riner. 2007). A população e a amostra Especifique as características da população e os procedimentos da amostragem. o pesquisador primeiro identifica os clusters (grupos ou organizações). Seguem aspectos essenciais da população e da amostra a serem descritos em um plano de pesquisa: • Identificar a população do estudo. Uma ferramenta de levantamento on-line é o SurveyMonkey (SurveyMonkey. em que os responden1es são escolhidos baseados em sua conveniência e disponibilidade (Babbie. 2007). Em alguns projetos de levantamento. os pesquisado· rcs podem criar rapidamente seus próprios levantamentos utilizando gabaritos personalizados e colocando-os em sites da web. indique se o autor concedeu a permissão apropriada para seu uso. Recomendo selecionar uma amoStra aleat6ria. ex. Instrumentação Como pane de uma coleta de dados rigorosa. • Identificar se o estudo vai envolver estratificação da população ames da seleção da amosrra. Cluscer. tanto mulheres quanto homens) estão represenmdas nas amosrras e que a amostra reflete a real proporção na população de in• N.com). Gravetter e Wallnau. termo em inglês que significn conglomerado. O método mais rigoroso para a seleção da amostra é escolher os indivíduos usando uma tabela de números aleatórios. Utilizando esse serviço. ver Babbie. 2002). Oreswetl procedímento. desenvolvido por outra pessoa. Quando se seleciona aleatoriamente as pessoas de uma população. gênero. Millei. • Indicar o núme. Babbie. 1990. ou os enviando por e-mail aos participantes para que os completem. Também declarar o tamanho dessa população. educação). • Identificar o processo de seleção dos indivíduos. um instrumento modificado ou um instrumento in1ac10. e os meios para identificar os indivíduos na população. e o pesquisador pode se referir à disponibilidade das-estruturas de amostragem -Hs1as de correio ou listas publicadas de respondentes potenciais na população. Também identifica as caraccerísticas usadas na estratificação da população (p. divfduos com determinadas características (Fowlei. a estratificação garante sua representação. 2000).ro de pessoas na amostra e os procedimentos usados para computar esse número.ProJeto de pesquisa 181 180 John W. • Discutir os procedimentos para a seleção da amostra a panir das listas disponíveis. Considere o seguime: • Nomeie o instrumento de levantamento usado para coletar os dados. identificar se a amostra contém indivíduos com a caraccerística na mesma proporção em que a carncrer!stica aparece na população em geral (Babbie.. Um procedímen10 de amostragem de fase única é aquele em que o pesquisador tem acesso aos nomes na população e pode amostrar as pessoas (ou outras elementos) diretamente. Mais uma vez. caso se trate de um instrumento modificado. custos. uma amostra representativa de uma população proporciona a capacidade para generalizar para uma população.

1993). • Discuta os planos para o teste piloto ou teste de campo do levanta· menro e apresente uma justificativa para esses planos. sim/ não. • Para usar um instrumento já existente. Isso significa os esforços relatados pelos autores para estabelecer a validade . • Quando se modifica um instrumenro ou se combina instrumentos em um estudo. Em estudos mais recentes.. para que o leltor possa facilmente determinar como o pesquisador utilizará os itens . o SurveyMonkey cobra uma taxa mensal ou anual. As três formas tradicionais de validade a serem buscadas são a validade do conteúdo (Os itens medem o conteúdo que foram destinados a medir?). Essa tesragem é imponante para estabelecer a validade de conteúdo de um instrumento e para melhorar as questões. A quarta correspondência. Estabelecer a validade das pontuações em um levantamento ajuda a identificar se um instrumemo pode ser bom para ser utilizado na pesquisa de levantamento. Borg. Veja se outros aucores relatam medidas de consistência interna (As respostas dos irens são consistences por meio dos constructos?) e de correlações teste-reteste (As pontuações são estáveis no decorrer do tempo quando o instrumento é administrado uma segunda vez?). Essa forma de validade é diferente de identificar as ameaças à validade na pesquisa experimental. convém. no total. classificação da maior para a menor importância). como será discutido mais adiante neste capítulo. ex. tas adicionais. a validade e a confiabilidade originais podem não corroborar o novo instrumento. mais questões e várias características personalizadas. tais como escalas contínuas (p. O programa básico é gratuito para 100 respostas por levamamento e não mais de 10 questões por levantamento. • Para uma pesquisa realizada pelo correio. proporciona uma lista útil de itens a serem incluídos nas canas de apresentação). Assim. o formato e as escalas. a validade preditiva ou concomitante (As pontuações preveem uma medida de critério? Os resultados se correlacionam com outros resultados?) e a validade de construcro (Os itens medem constructos ou conceitos hipotéticos?). a validade do constructo também tem incluído se as pontuações servem a um propósito útil e têm consequências positivas quando são usadas na prática (Humbley e Zumbo. A terceira correspon· dência consiste em um canão de acompanhamento enviado a rodos os mem· bros da amostra quatro a oito dias depois do questionário inicial. as questões ou hipóteses de pesquisa e os itens no instrumento do levantamento. distribu!da cerca de uma se· mana depois da carta de apresencação e informações. Creswell estaásticas descritivas ou informações em gráficos. con· tanto que os retornos satisfaçam os objetivos do projeto. e roma-se importante restabelecer a validade e a confiabilidade durante a análise dos dados.. A primeira correspondência é uma carta de apresentação e informações enviada a todos os membros da amostra. 1996). anexe itens da amostra ou todo o instrumento. Os resultados podem ser baixados em uma planilha eletrônica ou em um banco de dados para análise posterior. irens factuais) e as instruções de fechamento. carta Variáveis no estudo Embora os leirores de uma proposta sejam informados sobre as variáveis nas declarações de propósito e nas seções de questões/hipóteses de pesquisa. consiste de uma carta de apresentação e informações com uma assinatura à mão. descreva a validade e a confaabilidade das pontuações obtidas pelo uso passado do instrumento.Projeto de pesquisa 183 182 John W. como a de apresentação (Dillman. Salant e Dillman (1994) sugerem um processo de administração de quatro fases. Indique o número de pessoas que testarão o instrumento e os planos para incorporar seus comentários nas revisões finais do instrumento. irens componamentais.. identifique os passos para administrar o levantamento e para realizar seu acompanhamento para ga· rantir um alto índice de resposta. Para respos. Uma técnlca é relacionar as variáveis. • Indique as principais seções de conteúdo do instrumento. Em um apêndice à proposta. na seção do método. e a segunda correspondência é a pesquisa real. ex. • Inclua itens da amostra do instrumento para que os leitores possam ver os itens reais utilizados. os itens (p. itens atitudinais. Também discuta se os resultados resultames do uso passado do ins· crumento demonstram conflabilidade. Também determine se houve consistência na administra· ção e na pontuação do teste (Os erros foram causados por negligência na administração ou na pontuação?. Gall e Gall. concorda fortemente a discorda fortemente) e escalas categóricas (p.se a pessoa pode extrair inferências significativas e úteis das pontuações obtidas pelos instrumentos. Os pesquisadores enviam essa quarta correspondência crês semanas após a segunda. enviada a todos os não respondentes. itens demográficos. relacionar as variáveis às questões ou hipóteses específicas no instrumento. Também mencione o tipo de escalas usadas para medir os irens no instrumento. o questionário e um envelope subscrito e selado para o retomo. ex. 1978. o pesquisador conclui o período de administração quatro semanas depois de seu inkio.

às questões ou hipóteses e a itens específicos do levantamemo. mulheres • 1. 2002).c 1 . Para outros tipos de testes estatísticos. ex. 1972). 1 ~om• da vari•v•I •?d'•... 1 Baseado na supÔsição de que aqueles que retomam os levantamentos nas semanas finais do perlodo de resposta são quase todos não respondentes. idade. os desvios padrão e a variação das pontuações para essas variáveis . Apresente uma justificativa para a escolha do teste esraústico e mencione as suposições associadas com a estatística. Esse procedimento é especialmente útil nas dissertações em que os investigadores testam modelos de larga escala. identifique o procedimento estatistico (i. 14• IS espl ' .. mostro como os fatores. cação respondente/não respondente para o viés de resposta. ex. Na análise de onda... questões de pesquisa e itens em um Jcvontnmento . Viés de resposta é o efeito das não resposras nas estimativas do levan· ramento (Fowler. 13. Discuta o método pelo qual o viés da resposta será detem1inado. se as respostas começam a mudai.d e oonllftncia. oubwn\>OM Vtf • Questao 19..: . Passo 3. Passo 5. ex.2 Variáveis. Se a proposta contém um instrumento com escalas ou um plano para desenvolver escalas (combinando os ite. Relate as informações sobre o número de membros da amostra que retomaram e os que não retomaram o levantamento.2 iluscra uma tabela desse tipo usando dados hípotéticos. e. Passo 1. apre· sentando-as como uma série de passos para que o leitor possa ver como um passo conduz a outro para uma discussão completa dos procedimentos de análise dos dados. 1 . homens = 2)....• .. Uma verificação alternativa para o viés de resposta é entrar em contato por telefone com alguns não respondentes e determinar se suas respostas diferem substancialmente daquelas dos respondentes.is. no número de variáveis independentes e dependentes e no número de variáveis controladas (p.3. baseie esta escolha na natureza da questão de pesquisa (p. . .. permitem a um pesquisador detenninar qual reste estaósticô será adequado para responder a questão ou hípótese de pesquisa.-. Finalmente. 18.' nlo) Análise e interpretação dos dados Na proposta. -- VOrtévet Controle 1: Sl«us de ~OuosUotauo. v.... -·.afu---"---· a---·-·. de 18 a 36) ou corno uma pontuação categórica (p. '*"l"'"t . considere se as pontuações da amostra podem ser nonnalmente distribuídas em uma cwva do sino se colocadas em um gráfico ou não normalmente distribuídas. Viis significa que.. em combinação. Isso constitui urna verifi. considere se as variáveis serão medidas em um instrumento como uma pontuação contínua (p. As questões ou hipóteses inferen clais relacionam as variáveis ou comparam grupos em tennos de variáveis. Uma tabela com números e percencagens descrevendo os respondentes e os não responden· tes é um instrumento útil para apresentar essa infonnação.... Passo 4. Há outras maneiras de detem1inar se as pontuações estão normalmente disml>ufdas (ver Creswell.. os leitores podem recorrer a livros de métodos estatísticos.. Além disso.• Oueslõet 18.. a estatística alfa de Cronbach).... 12. se os não respondentes tivessem respondido. ~ 11. em combinação.. como o de Gravetter e Wallnau (2000). a análise fatorial) para sua realização. suas respostas teriam alterado substancialmente os resultados gerais.-. capitulo• de !Moo publlçados enttt <I• defesa d• ____ -· de-? Ouoslio3 anoe? Pesquila dotcriltv• au. tores. e. Esses fa. 17. Passo 2.. - Quadro 8 .. o pesquisador examina os retornos em itens selecionados semanalmente para detenninar se a média de respostas muda (Leslie.-p..~ . Hteblldacte (sim.• .. existe um potencial para um viés de resposta. ver Rudestam e Newton..ç6os · . Recomendo as seguintes dicas de pes quisa... como a análise de onda ou uma análise de respondente/não respondente. O Quadro 8.. de tal modo que se possa extrair inferências da amostra para uma população.. Como está mostrado no Quadro 8. ex.p... Tam· bém mencione as verificações de confiabilidade para a consistência interna das escalas (i.. No Quadro 8..Projeto de pesquisa 185 184 John W. Discuta um plano para apresentar uma análise descritiva dos dados para todas as variáveis independentes e dependentes do estudo. 2007).. 2008). apresente infonnações sobre os passos envolvidos na análise dos dados. . Mencione os procedimentos usados para verificar o viés de resposia.ns em escalas).' ~*1ilgoe p o l " l -. Identifique as esraústicas e o programa de estatística compuradoàzado para testar as principais questões ou hípóteses de pesquisa no estudo proposto.tto 5 O dOcenle 1em est":' 11"' no cetQO? V. Essa análise deve indicar as médias. relacionando variáveis ou comparando grupos como os mais populares).. Creswell do questionário..3.. Planeje incluir uma tabela e uma discussão que faça uma referência cruzada às variáveis. ·-poc>.. conduzem à seleção de vários testes estatísticos comuns.

p = 0. 1 1i o o o o o . Uma interpretação dos resultados significa que o pesquisador tira conclusões a partir dos resulmdos para as questões e hipóteses de pesquisa e para o significado maior dos resultados. Essa interpretação envolve vários passos.001. Por exemplo. Creswell Projeto de pesquisa 187 g ! i o o fb. • Relate se os resultados do reste estaústico foram ou não estatis· ricamente significanres.55. Os resultados corroboraram a hipótese ou coniradisseram o que era esperado? • Indique o que pode explicar por que os resultados ocorreram.6) = 8. "a análise da variância revelou uma diferença estatisticamente significan1e emre homens e mulheres em 1ermos das atitudes com relação à proibição de fumar em restaurantes F (2. Essa implicação pode remeter à teoria apresentada no estudo proposto (ver o Capítulo 3). à lireratura ancerior examinada na revisão da literatura (ver o Capítulo 2) ou ao raciocínio lógico.186 John W.sso 6. Um passo final na análise dos dados é apresenrar os resultados em rabeias ou figuras e interpretar os resultados do teste esmdstico." • Relate como esses resultados responderam a questão ou hipótese de pesquisa. • Discuta as implicações dos resultados para a prática ou para a pes· quisa futura sobre o tópico.

Isso significa que..4. o Indivíduo 2 para o Grupo 2. procedimentos e medidas. uma classe de alunos. notas no ensino méd/O e n1vel ~ diià mform~s ut/llzsdas nests aml/lse (óteni c/e~'. uma unidade familiar) ou voluntários. • Identifique oucras características no projeto experimental que sistematicamente controlarão as variáveis que podem influenciar o resultado.) COMPONENTES DE U H PLANO DE MÉTODO EXPERIMENTAL Uma discussão do método experimental segue uma forma padrão: participantes. Sigla cm inglês para Amerkan College TtsL é destacar os tópicos fundamentais a serem tratados em uma proposta de método experimental. indicado pelaspontuaÇ()es noi.T.. com cada gnipo rendo o mesmo número de pontuadores altos.. Da mesma maneira que na seção sobre os levantamentos.. uma organização.t!atto!l. Uma abordagem é unir os participantes em rennos de um derenni· nado traço ou característica e depois designar um indivíduo de cada con· junto unido para cada grupo. . Os participantes podem ser selecionados por seleção aleatória ou amosCTQgem alea16ria. Esses quatro tópicos em geral são suficientes.s.Esta-~ lf com re/açAo a elurl06 com {Xlblndal lnteléctual meis ~.~ eír1ô ~~-. para que não hàja viés sistemático na designação dos indi· víduos.t 8 • 2 1 ~... 1991). Com a seleção aleatória ou amos tragem aleatória. Quando os indivíduos não são designados aleatoriamente. Considere as seguintes sugesrões ao escrever a seção de método para um experimento: • Descreva o processo de seleção para os participantes como aleatório ou não aleatório (p.•• foi fe/(8 a. somente é possível uma amostra de conveniência. médios e baixos no pré-teste.Itens mtJlt/pki4 tendo por base a snáfise '8tortaJ ~ra ~os lndlces-• 27 indlCBdOros de llens ünicos. o procedimento é chamado de quase-experimento. Os indivíduos podem então ser designados a grupos. a designação e o número de pessoas que participarão do experimento.. convenientemente selecionados). 71 etam estouras. Esse procedimento elimina a possibilidade de diferenças sisremáticas entre as caracrerísticas dos participantes que possam afetar os resultados. de R. e assim por diante. podem ser obtidas pontuações em um pré-reste. Um guia geral para esses tópicos pode ser en· centrado na resposta às questões na lista exibida no Quadro 8. variáveis ambienteis e variévels de $91lUlldO plano (Foram 8P'~llll dos os passos pare e anfll1se de dedo..-IJG#.. o procedimento é chamado de experimento verdadeiro. ex. Creswell Projeto de pesquisa 189 Dunmlll o ~' de Bbril de 1979' Um8 a7IOSt1ll hOmogênee "' 1 com Cidadal• ~. 1991).1/9. cada indivíduo tem uma probabilidade igual de ser selecionado da população. Por exemplo. garantindo que a amostra será representativa da população (Keppel.IJP. e avahide como estalido Mfl um adequado. • Quando os indivíduos podem ser aleatoriamente designados 305 grupos. A conflabllkfade dos fakmls foi &Slllbelecldapelo QOé~ consrructos foram reptesantedos por 26 medidas . ex. $0bte as veliévels organittK:lonais. (09 autores ~o::lnSuUmehlÕ...q~ o q/Jeslionirlo foi desmivo/vldó a ttstàdtl'e~"Wi ~ Hl~l/t~ seu uso nesta feculdade. no entanto.~=t e~tensaô muito pequena• para "uina e~ mu!IO~~ foram fonnulsdu para a obteiiÇAO de fnfomí~ ~. (A valldade'll '~ ~ A rtgtess4o múlbpls e a análise de caminho (He/se. ÇOIJIQ no resta ACT. examino esses componentes e tam· bém as informações sobre o projeto experimental e a análise estadstica. de modo que quaisquer diferenças nos resultados podem ser atribuídas ao craramento experimental O<eppel. Participantes Os leitores precisam ~ informados sobre a seleção.~~~'f. Como alternativa. os critérios para a união podem ser os níveis de capacidade ou as variáveis demográficas.o\. a intenção aqui • N. do conjunto de participantes.. Nesta seção. o Indivíduo l vai para o Grupo 1. 95" tinhfm . discuta como o projeto irá designar aleatoriamente os indivíduos para os grupos de cratamento.. Em muitos experimentos.'!lt@!lçllo lls al!ilndoilN' O solw todas as variáveis que (1 ~Ili. Se for feita uma designação aleatória.) por um A va/Jdade conoomdanfBecon~(CsmpbeleFislre. pessoais. 1969: KIJll/njjire 1973) foram utilizadas para anal/sar os dados No modelo causei. 1959) de$S8$ foi eslabeleclds ps/8 snlll1&e fatorial. materiais.~ êit#1í{ foHa e tegt'8$$60 das wmvels ~!~~~-~~ lnlençOO de abandonar o CUl$0. pois o investigador deve usar grupos naturalmente formados (p.steACl: {OallUloreS apr111181'11nm desorttives sobf8 a amoslr8 ) Os dados foram colefsdos ~lo 118 queSllOll~rlo ao11terido:ft A ma/orla de/as eram itens JJpo ~.188 John W.fliil ftta an6Jíse pam f Kduir alglJlll# ~8 ~diill/ldà O&S$&s mtllheffls.. 55118/avam /IO stig'Utldo 1no e 9 no terceiro ano.

me1110? pera..• 1 ve-1 do tHUitedo) no . Um ou mais grupos recebem a manipulação experimental. um pesquisador pode não decidir unir os participantes.ao geii•'*'8dol 09 rlllUltldol do& pw •• •lO:i? eomooo ~--?Fol_um_doMIOçlo-? eomooo~---~?Eloowlo"'*"'*""'­ porn ou grupoa? Como? Outntol partlc:lpan•es ~ not Gt\IPOI 00inttdt •e~ Qull 6 a llriWI 011 V8fléveis dope-~· o. atitudes ou características pessoais dos participantes). ou alfa.. Esse cálculo envolve: .. Eis algumas sugestões para desenvolver ideias sobre as variáveis em urna proposta: • Identifique claramente as variáveis independentes no experimento Oembre-se da discussão das variáveis apresentada no Capítulo 3)... ex. w1o . na verdade. plolo do 6Xj)l(._.... por parte do pesquisador: Oucras variáveis independentes podem simplesmente ser as variáveis medidas nas quais que não ocorre manipulação (p.m.&....1 •1. ..... ex. A variável dependente é a resposta ou a variável de critério que se presume ter sido causada ou influenciada pelas condições de cratarnemo independentes e por quaisquer oucras variáveis independentes. 2008). 1990).. . pois isto é caro.. . Creswell Qua d...pc:iee. A seção de método deve listar e identificar claramente todas as variáveis independentes em um experimento. tem~• oon~ ee:tabelecidts? Como•• "°' hipótese nula com dados da amostra quando a hipótese nula é. ... podem ser estatisticamente concroladas.. - (p . c:d9ladilff«iii111.... o experimento é planejado de tal forma que o tamanho de cada grupo de tratamento proporcione a maior percepção de que o efeito sobre o resu ltado realmente se deve à manipulação experimental no estudo.. . potência = 0. gênero ou idade).Projeto de pesquisa 191 190 John W.... º. • Informe ao leitor o número de participantes de cada grupo e os procedimentos sistemáticos para determinar o tamanho de cada grupo. ex.. .. o participante readquire a resposta correta em um projeto de tema único). . Uma variável independente deve ser a variável de ITCICamento. ... . .. ()ull--. = 8~ .-*>(p U. selecionando amostras homogêneas ou bloqueando os participantes em subgrupos ou categorias e analisando o impacto de cada subgrupo no resultado (Cteswell. oçllO do~·~ idi1lililllloçll0 do~)? o.1 O tamanho do efeito. como as demográficas (p..0.. Lipsey. 1990) e con_duz a grupos incomparáveis se os participantes abandonarem o expenrnento (Rosencbal e Rosnow. .. as diferenças esperadas nas médias encre os grupos concrole e experimental expressadas em unidades de desvio padrão. ainda.. ...... 1990) para identificar o tamanho de amosoa adequado para os grupos.up1ca~ente apresentada corno alta....- Ser*' conduzido um . • Os pesquisadores estabelecem valores para esses crês fatores (p... 0Mlgrwçle>~d09prll~lles -grupoe. hem9. qual . .. .la o tamanho necessário para cada grupo (ver Cohen.aadot_ln_? Entretanto. os investigadores utilizam urna análise estatística de potência (Upsey. alfa 0.4 Uma lism de questões para o planeíamento de um procedimento cxperimenral Q\M do oa .luOO? Como INO . pon~ações n_o ~ré-teste) como variáveis moderadoras e controle de seus eíe1tos estaasacamence.05. requer tempo (Salkind. ex..50) e podem procurar em urna tabe.càl• if"nMÇ8S • . Oucras variáveis dependentes..no HWdo? ~ e1t foi e. Oucros procedimentos para estabelecer concrole nos experimentos envolve o uso de covariadas (p. ... .. . s as do eslUOO? Oulll • ... a quantidade dessa mudança e a facilidade com que o participante muda (p..topara~? °"9iltloOSpilMOldop: .. Rosenlhal e Rosnow (1991) apresenrararn três medidas de resultados protocípicas: a direção da mudança observada.. popg+eçto pw8. No caso da pesquisa experimental....Jdei•IOOl....para o teste esradsnco de Varlivels As variáveis precisam ser especificadas em um experimento para que fique claro aos leitores quais grupos estão recebendo o cratamento experimental e quais resultados estão sendo medidos.. os resultados) no experimento. falsa. média ou baixa . .1 Umn consideração do nível de significância esratísnca para o experimento...r o 8.. 1977.~dt~• .. 1991)..coHdo? Quem o dtsetNofVeu? a...1 A quantidade de potência desejada em um estudo .. . ou cratamento. Dessa maneira. • Identifique a variável ou varidveis dependenres (i. medido? medido anlff 1 clopoia do oxpetfmonto? s..80 e tamanho do eíeito = 0.." Quol1 tto a1 oondlQOes do tretamento? Como ltto fof opereclonaJIZAdo? AI variiwelt wlo cavariadU no experimento? aorto medldat? Ouel ~de pesquisa 8XS)efimental Mrt uNdO? Como MM um moclOIO visual deste pn>jt<o? Oull(lt) 1naorumonl0(1) senl(IO) uuóo(•) peno mod• o ... e.. ex. pera o pn:!felo. . ...• i""'••IClll)? Comooo..IOti&ais? Como . o po a: 1 . ... do .

pode participar de um plano de aprendizagem amúliado por computador. em um projeto de medidas reperidas. cujos efeitos deverão ser medidos. Os X e O na mesma coluna.lficas designadas ao grupo experimental). experimentos reais. 6): . ou instrumentos. . o pesquisador estuda apenas um grupo. eles podem ser grupos intactos disponíveis ao pesquisador). lições e instruções escritas especiais para auxiliar os alunos desse grupo experimental a aprender como estudar um tema usando computadores. Nessa figura. seus itens. o investigador usa grupos«>ntrole e experimental. faz. Esse projeto não Projeto de pesquisa 193 cem um grupo-controle para ser comparado ao gmpo experimental. Uma dica d e pesquisa que recomendo é a utilização de um siscema de notação clássico. aqueles de um tipo chamado de projetos entre indivíduos. Nos projeros pré-experimenrais. 1991). o pesquisador estuda um único gru· po e realiza uma incervenção durante o experimento. mas não designa aleatoriamcnre os participantes aos grupos (p. precisa-se usar um sistema de notação padrão. urna variação do projeto enrre grupos. bos) dos procedimentos. os indivfduosque osdesenvolveram e quaisquer permissões necessárias para sua utilização. quase·experimentos e projetos de indivíduo único. Por exemplo. Em outros experimentos. p. ex. Procedimentos experimentais Os procedimentos específicos do projeto experimental também precisam ser identificados. o investigador designa aleatoriamente os participantes para os grupos de tratamento. os participantes são designados a diferentes tratamentos em diferentes momentos durante o experimento. • Identifique o que está sendo comparado no experimento. uma visão multidimensional rica e reveladora (Keppel. por exemplo./ X representa uma exposição de um grupo a uma variável ou evento experimental. assim como qualquer treinamento necessário para administrar os materiais de uma maneira padronizada. 1991). • Identifique o tipo de projeto experimental a ser utilizado no estudo proposto.I. Essa discussão envolve indicar o tipo geral do experimento.. Em muitos experimentos. 1991. 1999). Um projeto de ind ivíduo único ou projeto N de 1 en· volve a observação do comportamento de um único indivíduo (ou de um pequeno número de indivíduos) ao longo do tempo. utilizado por um professor em uma sala de aula./ Os X e O em uma dada linha são aplicados às mesmas pessoas especificas. Um teste piloto desses materiais pode também ser discutido. Por exemplo. Esse plano pode envolver apostilas. Os tipos disponíveis nos experimentos são projetos pré-expe· rimentais. o invescigador compara dois ou mais grupos (Keppe. Indique a validade e a confiabilidade estabelecidasdas pontuações nos ínstrumentos. no que é chamado de um projeto dentro do grupo. são simultâneos. assim. • Descreva o instrumento ou instrumentos que os participantes preenchem no experimento.. suas escalas e relatos da confiabilidade e valida. O pesquisador também deve relatar os materiais utilizados para o tratamento experimental (p. • Discuta exaustivamente os materiais utilizados para o tratamento experimenral. Um plano de pesquisa sólido requer uma discussão meticulosa sobre o instrumento. Outro exemplo de um pro· jeto dentro do grupo seria um estudo do comportamento de um único indivíduo no decorrer do tempo. • Apresente um diagrama ou uma figura para ilustrar o projeto de pesquisa específico a ser utilizado. de das pontuações em usos anteriores. amplamente utilizado. Esse projeto de pesquisa comportamental. explora os efeitos de cada tratamento separadamente e também os efei· tos das variáveis utilizadas cm combinação. ou colocados verticalmente em relação um ao outro. Em um experimento real.se observações ou obtém-se medidas utilizando instrumentos em um estágio de pré-teste ou pós-teste (ou am. proporcionando. citando as razões que motivaram o projeto e apresentando um modelo visual para ajudar o leitor a entender os procedimentos. Rosenthal e Rosnow. ex. em que o experimentador proporciona e mantém um tratamento cm diferentes momentos do experimento para determinar seu impacto. um experimento de projeto facorial.nto./ O representa uma observação ou medida registrada em um ins· rrumenco . Creswell Instrumentação e materiais Durante um experimento. 0 programa especial ou as atividades espec. envolve o uso de duas ou mais variáveis de tratamento para examinar os efeitos independentes e simultâneos dessas variáveis de rracarnento sobre um resultado (Vogt. Nos quase-experimenios. tipicamente preenchidos antes do início do expeàmemo e em sua conclusão. . volvime.192 John W. criado por Campbell e Stanley (1963. . Um gmpo. seu desen. A intenção desse teste piloto é assegurar que os materiais possam ser admi· nistrados sem variabilidade para o gmpo experimental.

GrupoAX1 O Grupo B X2 ------0 Projeto ltadlclonal e clássico. quase-experimentais. nllo aleatoriamente deSignados. Um tratamento• administrado a apena$ um dos grupos (ao Grupo A). i: apílcado lento um pré-leste quanto um pós-teste aos dojs grupos. Grup0AR O X O GrupoB•R O O projeto Apenas de Pós-Teste com Grupo-Controle Este projeto controle quaisquer efeitos de ruido <le um pré-teste e 6 um projeto expenmen\ai popular. em que dois grupos de participantes. são observadoS no decorrer do tempo. Projeto de Sérlff Temporais Interrompidas com Grupo-Controle uma modift<:açêo do projeto de Sénes Temporais Interrompidas com Grupo único.4 Prt)jotos oxpe!fmMt11/. Nos exemplos que seguem.Projeto de pesquisa 195 194 John W. mas o ltatamento 6 proporcionado apenas ao Grupo A experimental. GrupoA 0-0-0--0-X-0-0-0-0 Exemplo 8. Os participanles são designados aleatoriamente aos grupos. experimentais reais e de individuo único. e os dois grupos são medidos no pôs-teste. com a exceção de que o grupo de comparação nllo equivalente recebeu um tratamenlo diferente. essa notação é usada para ilustrar projetos pré-experimentais. Este projeto usa o mesmo prooedimellto que a Comparaçao de Grupo Estático. Nenhuma linha horizontal entre os grupos indica designação aleatória dos indivíduos aos grupos de trataml!nco.~ v~rdodolros Projeto de pré-Teste e Pós-Teste com Grupo-Controle GIUpoB O Projeto de Tntamento Alternativo Apenas de 1'6s·TMte com Grupos Nlo EqulvelentH . este procedimento envolve uma designação aleatória dos participantes a dois grupos. Grupo/\R X O GrupoB R O . ~ O s!mbolo R indica designação aleatória. Aseparação de linhas paralelas por uma linha horizontal indi~ que os grupos de comparação não são iguais (ou igualados) pela designação aleatória. Creswetl ~ A dimensão da esquerda para a direita indica a ordem remporal dos procedimemos em um experimento (às vezes indicada com uma seta). um fretamento é proporcionado apenas ao grupo experimental.

.. Ocompoltamenlo b6llco 6 o tratamento é proporcionadO e depois o tratamento 6 rellt8clo.. para outrOS locais e para situações passadas ou futuras... Como mostra o Quadro 8. a singularidade do local e a programação do tempo do experimento..~.. ~tlocided9 {p.. testagem e instrumentos). e aquelas que envolvem os procedimentos unlizados no experimento (i. história. Podem o«wrGJ G't'9MIOI ...•. As ameaças à validade interna são procedimentos. Por exemplo. _.. o.·•ldOe mudflm N .... para locais não estudados ou para situações passadas ou futuras. aquelas relacionadas ao uso de um tratamento experimental que o pesqw· sador manipula (i.. • mMnW lded9).. Todoa os grupos submetidos a um pós-teste. U._.. essas ameaças surgem devido às características dos indivfduos selecionados para a amostra. as quais surgem quando os experimentadores extraem inferências inexatas dos dados devido à potência estatística inadequada ou à violação de suposições estaústicas. PoótmlW~ OP"QUIMdotpodo. .. Os passos para lidar com esses problemas potenciais estão também apresentados no Quadro 8. que Influenciam Indevidamente o r. Os pertk::ipentn de um experimenk> ~-oumudlr d.tr ôtlormlnldOt resultadOa (p. ~ PfO'i'8Welnoel• te llllilr9riO ô.. as ameaças à validade externa surgem quando o pesquisador generaliza além dos grupos do experimento para outros grupos raciais ou sociais que não estão sendo estudados.... apresenta uma descrição de cada uma delas e sugere as atitudes que o pesquisador pode tomar para que a ameaça não ocorra. Grupo A R 0 . o.. .ponham 1 t. particlponltO . e.. As ameaças à validade de constructo ocorrem quando os investigadores usam definições e medidas de variáveis inadequadas. As ameaças à validade externa surgem quando os experimentadores extraem inferências incorretas dos dados da amoscra para outras pessoas. maturação.. como aw .5 exibe essas ameaças... desmoralização compensatória e ressentid~ e rivalidade compensatória). Unha de Base A Tratamento B Unha de BaseA 0-0-0-0--0-x-x-x-x-x-0-0-0-0-0-0 Thmbém devem ser identificadas as ameaças potenciais à validade interna e as medidas adotadas para minimizar tais ameaças.5 ProjeloS de Individuo (lfl/co Projeto A...... a .oa pel1idpenl0t que llgCIM'llCtttl.... tratamentos ou experiências experimentais dos participantes que ameaçam a possibilidade de o pesquisador extrair inferências corretas dos dados sobre a população em um experimento.de dittltbuldlt tntrt ot grupo1 que '°..-X O sri-testeS GrupoBR GrupoC R GnJpo DR O X O O O ~~~~~~~~~~~- Exemplo 8._ _poota... PI"' que u çwetMrtt1k:M &enham a ptObobllld.com • . e.nnW o'*""'*'••*>..-podo fou< oom que tanto o grupo •xr>orimotilAI quanto o controle experlmon*1'1 oe motmos evento• *X1emot..__o petquttador pocM tomar O peoqol. txperimen~.... Há aquelas que envolvem os participantes (i.. ou minimizá-las.. *»..5 Tipos de ameaças à validade interna ~·- Ameaças à va lidade Como o lempo passa dll'8nle t.. ._...m Há várias ameaças à validade que levanrarão questões sobre a competência de um experimentador para concluir que a intervenção afeta um resultado e não algum outro fator. seleção e mortalidade~. Os pesquisadores experimentais precisam identificar ameaças potenciais à validade interna de seus experimentos e planejá-los de tal modo a não permitir o surgimemo delas.._rn-.. Quadro 8 .6.S·A de Individuo Unlco Esie projeto envolve müt!Jplas obseMlçlõeS de um Unlc:OlridMifuO "O tamento-aM> de um unice individuo é eslall elecido no diêórrer do'tlllnpO referido como um comportamento básico. -1guall•-•• expertmontel1..... .. O Quadro 8....-o...... caso surjam.. Outras ameaças que podem ser mencionadas na seção do método são as ameaças à validade da conclusão estatística.ttica1 que os predla...-..Projeto de pesquisa 197 196 John W... __ O P"QUitedor Podit telecionar os ~que--ou ~Ol..n••*'.ull... este procedimen!o ~ designação alealôr\a dos paltiCipantss a qualJo grupos 0$ os lratamenlos são van&doS para os qualrO grupos. fl0r9Mln'I NMO j m6dil. Creswetl um caso especial de projeto falolial 2 X 2.ldo pera M6m do traiamento O>IPl~MO... ~ Utnsi•~+r'«podl ti •xtNn"ea do selecionados: panl o . regressão.I d:m de ~"° ...... .• ~ Projeto Solomon de Qwitro Grupos 1 •os unm.6. e.. difusão..INn brilhantes).. poi1idpen!M ...

_ o..· a s pontuações • pc)t.. .o.. • Cire referências a livros que disc:utem a questão das ameaças à validade.QnMO~lO Quadro 8. EtN oomunk:açlo pode ~DUGf'ICiaf a maneira como o. pot~. Ot benerlcto. Tuckman 11999)... dl ntamento dlnnt• o el(pel'ltnento º_.sentldot quondo _ . O pesqulsadOr precisa conduzir experimenloo adicionais em 00\loo locais para ver se ocorrem OI IMSl1l08 ralUltedos do que no local original o~ predsa repbr o- em épocas pos1B<iores para determinar se ocorrem os para situações passadas ou ... o grupo "-1menl8t l!!m J - 0---~as en~ 90bf1t grupos 808 q~ls 00 <MUitados não podem .. . 679) delinearam seis passos tipicamenre utilizados no procedimento para um projeto de pré-reste e pós-teste com grupo-controle que compara os participantes nos grupos experimental e conrrole: 1. n>eebe nada)..- dt--lot'OO-• ~do-ouo UIO de lleN dftttn• ~ l. ~ ln:IMcb>s.. .. as observações..menlo no re1uMedo.MI .V!lld!d!•Tipo•---· Devido à$ caraàertstic:as asei..IT'l *ie participantes. em lllm'IOI do o -... tais como Cook e Campbell (1979).Pll1fdpomo _ _ _ t~M~um ç0tn O outro.. .. ..... o tratamento e a linha de tempo das atividades. Interação entre Oevkk> ês caracterlsticas do o local e o tratamento local cios participantes em um experfmento. . . Borg e Gall (1989.. Um leitor deve conseguir entender o projeto que está sendo utilizado. Designe aleatoriamente um membro de cada par para o grupo experimental e o outro membro para o grupo-controle.... --"""'t..-.com• mecMa do Me .. olntlrumento pooquiNdor • .... O procedimento Oautordeumapropostaprecisadescreveremdetalhesoprocedimento para a condução do experimento.. p.. ....._e lembram as r~ Pl'1I o""" ~ o pooq..çãoeo Hllffas dos participantes do experimento.tm•$••*>devldo • mubs rwz6es poalwllla. dllndo eo gNpo.umo 14 7*C... pelo.... •lllUdes que o mault!dor pode_... petliciponles do gnJpl><XX1lrOje • ecNm que M&lo Mndo . . "**'°" &IO 5 • os resultados .. - • • a l~M do grupo o conllole _ . Reichardt e Mark (1998).. .. Creswel l (2008).. Seguem dicas de pesquisa para os aurores de proposras lidarem com as quesrões de validade: • Identifique as ameaças à validade que podem surgir em seu estudo...._._....um.'°"ou.-c1o-~-­ uqdoa em \#n .. 3.6 Tipos de ameaças à validade cxrema r. do um experimento podem aer desiguais ou re:s. Creswell O.... •• t . • Discuta uma abordagem passo a passo para o procedimento no experimento.. .. nto a r'I•••••• o. um -·-não generatzar os - pode --ta.oonlt'Ole o ttalamento depoü q!A termina o tx~to ou daodo eo gl\4»COOlrolo 1tgum llpo dll.. .. 0..._. Ao mudtnça do lnslr\..--"'""'"'°'gruc>00 o d1.ci0<podt propo<ci0n11< l>tMffdoo poro ot dai• grupos.___ _ Ptltllcrilr~--.. Dada a limilaçao ~ de wn &xperi181to.. o.. Pllde ser composra uma seção à parte em uma proposra para apresenrar essa ameaça. ex."* l i 1õ-r1t recebe o tratamento (p.. º"""'""' Pll'8 •• medidas pr&-testo lmpoctando. Fonce· ~tldO dt Cr••~• (2008)..._. o pesquisador tratamento nAo pode gene<all:zar para pooaJYOI Indivíduos que não tenham as caracterfstlcas do$ - O I)..- Projeto de pesquisa 199 198 John W. .pesquisado< pode o-allzat para não lnteraçao entn1 8 hlslórfl • tnltamento o lndlvlduos de OU1roS locais. ... Cook e Campbell (2001).. o grupo ·~-IMaplaoo QIUPO-OOl lb olo . 2.... generallxados O pesquisado.moit-- mmplt8t aqueles que "*ldoilllil'n 1 ~dl com OI que conllnLMm nea. Administre aos participanres da pesquisa medidas de variável dependenre ou uma variável intimamente correlacionada à variável depehdente. Por exemplo. oonduz experimento• adicionais com QNpos com caracterlsllcas diferentes...dt ~etnCOll~IÇloc:om. - --. • Discuta como você planeja tratar a ameaça no planejamento de seu experimento. Shadish.. . poo'ôdpel-._ tnttnor tnstrumontoçto entre um prt-ceste e um pós-teste. Por a.lttto..__ mesmos resultados de que no 1empo anC8ric< Fonte Adapla<lo de Creswell (2008)... . • Defina o ripo exato de ameaça e qual problema potencial ele apresenta o seu estudo.. Designe os participantes para pares compatibilizados tendo por base suas pontuações nas medidas descriras no Passo 1. . ln!MllÇao entre 0011 grupoo ponwom nos ......

CtesweU 4. e os pontos de dados são conectados por linhas (ver. Compare o desempenho dos grupos experimental e controle no(s) pós-teste(s).3. Projeto de pesquisa 201 • Com uma frequência crescente. S. Neuman e McCormick. 6. os testes de significância estatistica. são utilizados tanto os efeitos de interação quanto os principais da ANOVA.estudada ou para a pesquisa futura. use gráficos de linha para a linha de base e observações de tratamento para as unidades de tempo da abscissa (eixo horizontal) e para o comportamento visado da ordenada (eixo vertical).múltiplas medidas dependentes). Estatística de anoillse Informe o leitor sobre os tipos de análise estacistica que serão utilizados durante o experimento. Para os projetos experimentais com informações categóricas (grupos) sobre a variável independente e informações contínuas sobre a variável dependente. ex.) Nos projetos fatoriais. e indique como os resultados podem ser generalizados para algumas pessoas. Veja se os resultados podem ter ocorrido devido a procedimentos experimentais inadequados. Exponha o grupo experimental ao cracarnento experimental e não adminiscre nenhum tratamento nem tratamento alternativo ao grupo-controle. Ocasionalmente. .uacútica não paramitrial para Cienda do co111por1ame11to. baseando-se na literatura prévia que você examinou (Capitulo 2). Um intervalo de confiança é uma estimativa de intervalo da variação dos valores esratlsticos superiores e inferiores que são consistences com os dados observados e provavelmente contêm a média da população real Um tamanho do efeito identifica a força das conclusões sobre as diferenças do grupo ou as relações entre as variáveis nos escudos quantitativos.iuidos para comparar a média agrupada da linha de base e as fases do tratamento. apresentada anteriormente. ' N.· • Para projetos de pesquisa com indivíduo único. Considere se o tratamento que foi implementado realmente fez uma diferença para os participantes que o experimentaram. análise de covariança (ANCOVA) ou análise multivariada de variância (MANOVA . (Vários destes testes estão mencionados no Quadro 8. J. indique as implicações dos resultados para a população. os pesquisadores usam testes e ou análise univariada de variância (ANOVA). N. Pnrn umn visão em profundidade dos testes não parnm~trlcos ver Segal. S.T.200 John W. use testes estatísticos não paramétricos. os pesquisadores experimentais relatam canco os resultados estatísticos da testagem da hipótese quanto os intervalos de co~ e o tamanho do efeito romo indicadores de signifidncia prática dos resultados. Sugira os motivos pelos quais os resultados foram ou não significantes. tais como ameaças à validade interna. Quando os dados de um pré-teste ou pós-teste exibem um desvio marcante de uma discribuição normal. desvios-padrão e variações. p. Finalmente. veja se as hipóteses ou questões foram corroboradas ou refutadas. Porto Alegre: Artmed.. • Relate as estatlsticas descritivas calculadas para observações e medidas na fase de pré-teste ou pós-teste dos projetos experimentais.. O cálculo do tamanho do efeito varia para os diferentes testes estatísticos. locais e épocas. Essas estatisticas são médias. embora esses procedimentos possam violar a suposição das medidas independentes (Borg e Gall. 2• ed. 2006. são util. 1995). Nessa interpretação. Cada ponto de dado é colocado separadamente no gráfico. Cas1ellan Jr. Interpretação dos resultados O último passo em um experimento é interpretar os resulrados à luz das hipóteses ou questões de pesquisa apresentadas no inicio. de R. como os testes e. 1989). na teoria utilizada no escudo (Capítulo 3) ou na lógica persuasiva que pode explicar os resultados. • Indique os testes estatísticos inferenciais utiliuidos para examinar as hipóteses no estudo. utilizando testes de significância estatística.. Administre medidas das variáveis dependentes aos grupos experimental e controle. E.

· As déd8f8Ç/jfls d8 cl.SI/ para 11s v11rS09s offglna/s deSS!ls dutls {lfl· besl:a/as. quase-experimenta~ de experimento real ou de indivíduo único.tiumanista._ As part!Cfpan~s foiam 150 ünlvarSi16rfas malt!cultidas 11m cutSOs de nfve/ /nf9r/Qr 11 su/llltfór de Soclologia... libaral ou mdlcal. das tll!s concf~ do aconselhamento um fracho lnlclaJ de 2 rplniltos que retratava a ollentadí>ra df!S®Vllndo para sua c/le.. Reprodução autorizada. O delineamento dos passos para um estudo de levantamento iniciou com uma discussão sobre o objetivo.Mo sex/sta. Obe(. as variáveis . a relação entre as variáveis. Como úmll WilfJcai..) As t/ds coridii.. (p.~ fllos6flca !$p!llils1!1.e./Jumenlsta.n"b e)(!lerimento.1l'l8Çilo eMl/lcitB dos "la/ores foi cllada adlclol!a~ a~da unia.e os i~scrumentos utilizados para os pré-testes e os pós-testes e os materiais a serem utilizados nos tratamentos.JJte sua caboftlagem da aconsel/lamellto e os valores assoc/aclos. No planejamento de um experimento.) Fonte: Enns e Hadcett (1990). Bllrmafi!JO fmp//çlta dos valor8s .l!J~IQ toal)lpuladas rlO estudo. os insaumentos de levantamento a serem utilizados. RESUMO Este capítulo identificou os componentes essenciais no planejamento de umprocedimentodemécodoparaumestudodelevantamentoouexperimental. as participantes...• Benym11n·Flllk 11 Ven1édler (1986) il!Tatllram contfaóllldades de consistência lntema de 0. Creswell Projeto de pesquisa 203 Método Participa.!o dá petúpÇi°o des pat1/CÍJ18Jifes de manlP&a~o e~nll11 OOlllO uma llim11eml8dfl perr. l~s IOleitoS de aconse111Bm1mto foram lnloiiitm11nte deSJIQvolvfdos fendo por base es dlstínçMs entre filosofias n40 se~~~a11. OS ocasionais dadQs eusentes em detem!ln/ldos Itens fotllm tratados por: melo de. As autoras descrewramo píóCilélimeoto usaífà'. um p~dlmento de ellmfnaÇSO.(erlte e Q resultado rJe Ceda e"Íltt1IV/sla foninl fflántldos cópstent~ embOra as mp0stas da otilin(~.lls e fémlniStes f'á(flcal~ e as lmpf. éu!ls subises/as da EScSJa dasAtri~u!Çõa_s do Tenno Femln/Stil ite Barryman-Flnk 11 Vetderber (1986) fÓ/llm Qam'/n11das e utDizadas fiaste 118/uilõ: o QtJestiOnllrio de Dlls· crlç4o dQ Orl6qtador (QDOJ e o QuesQOnllrlo de D6scriç4o Pessoal (PDQ) •. bida da avilll~ das pafl/Dlp(lflle$ p~três Olfentadoras. A t. C 1990 da Americam Psychological Associa!lon.) Plenejemenro e Manlpulaçfo etperlme~I · E'ste e~tudo utilizou um ptofeto fatorial~ X~ X 2z Orienlllç$p d8 Con~lbelrs (nSoAlllxfsfa.) e Dllpo/s de assistirem o v/deolape que cortJISpOncfla.~. o pesquisador identifica os participantes do estudo. O planejamento também inclui o tipo específico de experimento: um projeto pré-experimental.) foram lnstríiirMiitóS Vatmca~s.~~(!'aa~oltl89'm· (As11utorasdescfel/eram as treil' <làS çq~ de \li!.IP.usou apenas a entrevista qa amostrll. 35-36. cPmp/étaram as ffléd'ti!Jas d. t1ms segunda wsslfo de a®tlselhamento entre ume ori6ntadoca e uma cliantil . A cond/çlo da 11fif. (As autora~ldef!tificliram o projeto geral. Pslcolog~ a Comunfcaçôlls em uma un1dàde de pof1e m6d/9 e em uma faculdade comunltárfa.202 JOhn W.11 sue de~i9naçllo exptt. a identificação da população e da amostra. {A!l atJtoras discutiram os lostnmieutos e a confiab111dade das esl:l)las para a varlâVel dePendente no estudo.e. da 't"'IJ. feminlita llblmil ou feminista racílcaQ X An"Vaf4o qe Va/009s (imp/lcios ou ei/p/IC/tO!I} X liJf{ltfnoaM:o das P8/11Cipsntffs com o Feminismo (fflmin~ ou n4o f&lriln/stas). Então o pesquisador traça uma fiJ(Ura para ilustrar o projeto.1CB~s de acon$8/harilento d8 oíien~.dos pares.Qnd/Ç4o dé. os valól88 da (llÍenlfidoia e'tavam.. usando uma notação apropriada. rim11nlal.11denl!Jf 11 fo111m entrevistadas. portantoi impllcitos em stlas resposllls. os itens específicos do levantamento e os passos a serem seguidos na análise e na interpretação dos dados do levantamento. /i/iefll/ 6'faminlsta radfcal<: descritas pór vlnfie(Bs de Vl!Jeotape de 10 minutos dfl. as questões de pesquisa.{Hls de odentaçSq "'. Isso é seguido . (AS atrtol'as descreveram as parúdpantes do estudo.as condições de tratamento e as variáveis do resultado. Incluindo para a~ d~ cond/ÇÔ(ls feministas uma déscriçso de sua orien.86 e O. ambas loéallzadas na costa oesle...

204 John W. Creswell

Profeta de pesquisa 205

de comentários sobre as ameaças pocenciais à validade imema e extema
(e possivelmente validade estadstica e de construCto) relacionadas ao expe.
rimemo, a análise estadstica utilizada para testar as hipóteses ou questões de

pesquisa e a interpretação dos resultados.
EJterclc/os de Redaçlo

Fink discute todos os aspectos dn pesquisa de levantamento, incluindo como formular
qucslõts, como conduzir levancamentos. como conduzir as entrevistas por telefone,

como preparar uma amostra e como medir a va.lidade e a conílabilidadc. Grande parte dn discussão esul oriemada para o iniciante cm pesquisa de levantamento, e os
numerosos exemplos e excelentes ilusirações sllo um instrumento ~til para a aprcn·
dlzagem dos princ!plos básicos da pesquisa de levantamento.
Fowler, R J. (2002). Survey rucarch mctho<U (3rd ed.). Thousand Oalc&,

1. Trace um plano para os prooed1mentos a serem utHizados em um estudo de

CA: Sage.

levantamento. Examine a lista do Quadro 8.1 depois que escrever a seção
para determinar se todos os componentes foram abordados.
2. Trace um plano para os procedimentos para um estudo experimental. Consulte o Quadro 8.4 depois de conctuir seu plano para determinar se Iodas as
queslões foram tratadas adequadamente.

Floyd Fowler apresenta um texto 1hil sobre as decisões imponentes no planejamento
de um projeto de pesquisa de levnntamemo. Ele trata do uso de procedimentos de
amostragem al!ernariva, das maneiras de ttduz.ir os lndices de não ttsposta, da coleta
de dados, do planejamento de boas perguntas, do emprego de tttnicas de cnircvista
oonsistemes, da preparação dos levantamemos para análise e dM questões éticas nos
projetos de levantnmemo.

LEITURAS ADICIONAIS
Babble, E. (1990). Survey ruearch methoda (2nd ed.). Belmont, CA:
Wadsworth.
llarl Bllbbie apresenta um 1ex10 completo e detalhado sobre todos os aspectos do proje10
de levunwmento. Ele Wlmina os tipos de projeros, a lógica da amosuagem e exemplos
de proje1os. Discu1e uunbém a concdruação de um lnsuumaito de levantamento e suas
escalas. Além disso, apresenra ideias oreis sobre a admin.iwação de um questionário e o
processamento dos rcsulmdos. Thmbém inclui uma discussão sobre a análise dos dados,
chmnondo a atenção para a construção e o enrendúncnto das tabelas e dn redação de um
relatório do levanromento. O livro~ detalhado, informativo e tecnicamente orientado para
alunos dos nJvcis intermediário ou avançado de pesquisa de levanromcn10.
C&mpbell, D. T. & Stanley, J . C. (1963). Experimental and quas l-experlmcntal deslgns for reseaJ'Ch. Em N. L. Gage (Ed.). Handboolc ofresearch
on teaclaing (p. 1-76). Chicago: Rand-McNally.
Esae c.1plrulo do Handbook de Gage é a declaração clássica dos projetos experimentais.
Crunpbdl e Scanley criaram um sistema de nooição parn os experimentos que~ utilizadoat~
hoje; 1ambém apresentruam os tipos de projetos experlmcnrais, com~ pelos fatores
que colocam em risco a validade interna e externa, os tipos de projeto pré-experimentais,

os experimentos renls, os projetos <1u11se·experimen1als e os projetos correlacio1k'IÍS e
ex post. facto. Esse cnpírulo apresenta um excelente resumo dos tipos de projetos, suas
ameaças à validade e os procedimentos estatisticos paro testar os projetos. É um capitulo
essencial para os alunos que estão se lnidando nos estudos experimentais.
Flnk, A. (2002). Thc survey kit (2n d ed.). Thousand Oaks, CA: Sage.
"Tbe Survey KJ1" é composto de muitos livros e editado por Arlenc Pl.nl<. O primeiro
livro apresenta uma visão geral dos livros da série. Como uma inuodução aos volumes.

Keppel, G. (1991). Design and analysis: A ruearchcr'1 handboolc (3rd
cd.). Englewood Cllffs, NJ: Pttntlce Hall.
Gcolfrcy Keppel apresenta um 1rt1t11mento detalhado e completo do planeja.mcnto

de experimentos desde o inJcio do planejamento a1é a análise esmtlstica dos dados
experimentais. No geral, o livro dcstina·se ao aluno de estatlstlcn de nível médio a
avançado, o qual procura entender e planejar a antlllse es<allstica dos experimentos.
O capfrulo inuodutórlo aprese.nua uma visão geral Informativa dos componcntcS dos
projetos experimentais.
Llpsey, M. W. (1990). Design sensltivity: Statl6rical powerfor experimental

research. Newbury Park, CA: Sage.
Mark Llpsey compôs um imponante livro sobre os tópicos dos projetos experimemals e
do poder esl3dstico desses projetos. Sua p~ básica é que um experimento nccessi!JI aer sensibilidade suficiente para detecror os efeitos que ele pretende investigar. O
livro explora o poder da estatística e inclui uma t11bcla para auxJliar os pesquisadores
a Identificar o tamanho apropriado dos grupos ean um cxperimcnlo.

Ncurnan, S. 8 . 8r. McCormick, S. (Eds.). (1995). Single-subjcctexperimcntal
racarch: Applications for l!tcracy. Newark, DE: Intcmatfonal lleadlng
Assoclation.
Susnn Neuman e Sandra McCormlck editaram um guia útil e prático para o plane·
jnmcnto de uma pc$quisa de individuo único. Elas apresentam muitos exemplos de
diferentes tipos de projetos, tais como proje1os reversos e proje1os de linhas de base
mú.lriplas, e cnJmcram os procedimentos esl3tlstieos que podem estar en>01vidos na
análise dos dados de um individuo único. Um dos capítulos, por exemplo, ilustrll as
(()nvenções para exibir os dados cm gr:ificos de linha. Embora o livro cite muítns
aplicações na alfubetlzaç.ão, tem ampla aplicação nus ciências soclnls e humanas.

Projeto de pesquisa 207

9
Métodos Qualitativos

1

pesquisa, do papel do pesquisador, dos passos seguidos na careca e a
análise dos dados, nas esmuégias para validade, na precisão dos resultados e na estrutura narrariva. O Quadro 9.1 apresellCa uma lista de
quescões para o planejamento dos procedimentos qualicacivos.

AS CARACT ERISTICAS DA PESQU ISA QUALITATIVA

Ourante muitos anos, os autores de propostas tiveram de discutir
as características da pesquisa qualitativa e convencer o corpo docente e
o público sobre sua legitimidade. Agora essas discussões são menos frequentemente encontradas na lireratura e há algum consenso sobre o que
constitui uma investigação qualitativa. Por isso, minhas sugestões sobre
essa seção de uma proposta são as seguintes:

Os métodos qualitativos mostram uma abordagem diferente da investigação acadêmica do que aquela dos mérodos da pesquisa quantitativa. A investigação qualitativa emprega diferentes concepções filosóficas; esrrarégin.I de investigação; e métodos de coleta, análise e inrerpmação dos dados. Embora os processos sejam similares, os procedimentos qualitativos baseiam -se em dados de cexco e imagem, têm passos singulares na análise dos dados e se valem de diferences esrrarégias de investigação.
Na verdade, as escrotigias de investigação escolhidas em um projeto qualitaávo cêm uma enonne influência sobre os procedimentos que, mesmo
nas estrotégias, são nada unifonnes. A observação do panorama dos procedimentos qualitativos mostra diver.sas perspectivas que variam desde o
pensamento de justiça social (Den.zin e Uncoln, 2005) até perspectivas
ideol6gicus (l.athtr, 1991), posturas jilos6ficas (Schwan.dt, 2000) e diretrizes procedurais sistemáticas (Creswelt 2007; Corbin e Strouss, 2007).
1bdas as perspectivas disputam o espaço central nesse modelo de in·
vesr:igação desdobrado denominado pesquisa qualitati111J.
Este capítulo tenta combinar muitas persp«tivas, apresenta procedi·
mentos gerais e faz um 11.so liberal de exemplos para ilu.strar variações
nas estrocégias. Essa discussão baseia-se em pensamentos extraídos de
vários aurores que escrevem sobre o projeto de proposta qualicativa (p.
ex., ver Berg. 2001; Marshall e Rossman, 2006; Maxwell, 2005; Ross·
man e Rallis, 1998). Os tópicos de uma seção de proposca sobre os procedimelllos são caraccerfsticos da pesquisa qualicativa, da esuatégia de

Quadro 9 . 1 Umn lista de questões para o planejamento de um procedimento
qualitativo
Foram menc:lonlda• •• caracteristielit b6tlcaa dol ettudos qvelitatNos?
Foi n•con1doo11pOespec:fk:o6t~drl "1 ·lgeçt.i quelUotlvaa w
utiltzado no ettudO? El&i ~adtt ll hi!!(M1e. uma derinlçio e N V,eçr... da
~?

O !Mor ganha um en4al'tdil1111110 dO Plll* do pel(j kldor no MIUdo (hil;ltwtco
puMdO, ~nc:iet c:ulturala, conexões petsoait com klgeres. o PtltoeS. OI paUOI

--notv-•----)?

Foi idftntificada a estral6gia d• emoetregem lntendonll para°' localt e os indMduol?
Forwn menctonadas M formM espedbt de <dele de dadOt e estA apreMn18da
OO'll jvst1lc:IM f*ll NU U90?
forln\ mendoNdol OI prootdiroento1 para t&giMro das lnfOfMIÇõtt dumn1e o
poc:d1•110de c::olMli dos dadOI (•como os p1 'J e + •)?

Foram ldentiflcttdoe: OI pa$tOI aeguldos na an611se dOI dadol?
HI ~de que O; l i•MW cwganlzou OI dadol pare a aMliM?
O petql.lisadof examinou oa d8dOI em QOf"'I pera olMf'.....,... ~ dH
inlo!maçõM?

Fof uellada t.l'M o::w:iP ;"1 '*8 OI dedo&?
Os OOdlQo• toram dOMnVOIVidos para fonner uma dMC:riçao ou pata lden11fleer os
-?
Os tem.ts etlto lnter·relacionedos pen.~ um rtlvt4 tnM etevado de an6liM e de
~?

Foram rTMNdo'ltdet .. mt'*'8s em q.19OIdadc:lt;..,.,1epidell1ld0e. 1M oomo
' em i.btl8s. orllflc:os e figuras?
fonwn LIOC C' 1 " M baW ~ 1 ~da . . . . (p,pei1iitilidu pesaoals.,
a litennura, quettõet. agende de aoo.t)?
Op.Mq ' 1ndc •••odorltiOU otMl.Jbdodoesludo(deteri...oiv.u um.e t.oria.eoresenlOU
um quodro complexo- -11
Foram oitadat múliplas Mll'l'll6gi&t fllO a velklaçlo dos rMUltadot?

208 John w. Creswell

• Examine as necessidades dos potenciais públicos para a proposta.
Decida se os membros do público têm conhecimento suficiente sobre as caracteósticas da pesquisa qualitativa de modo que essa seção não seja necessária.
• Se houver alguma dúvida sobre seu conhecimento, apresente as
características básicas da pesquisa qualitativa na proposta e possivelmente
discuta um artigo recente de periódico sobre pesquisa (ou estudo) qualitativa para utilizar como exemplo para ilusrrar as características.
• Várias listas de características podem ser usadas (p. ex., Bogdan e
Biklen, 1992; Eisncr, 1991; Hatch, 2002; LeCompte e Schensul, 1999;
Marshall e Rossman, 2006), mas vou basear-me em uma análise combinada
desses autores que incorporei em meu livro sobre investigação qualitativa
(CresweU, 2007). Minha lista capta tanto as perspectivas tradicionais quanto as perspectivas defensiva, participatória e autorreflexivas mais recentes
da investigação qualitativa. Seguem as características da pesquisa qualitativa
apresentadas em nenhuma ordem especffica de importância:
• Ambiente natural - Os pesquisadores qualitativos tendem a coletardados no campo e no local em que os participantes vivenciam a
questão ou problema que está sendo estudado. Eles não levam os
indivíduos para um laboratório (uma situação artificial) nem enviam
insrrumentos para os indivíduos preencherem. Esse fechamento
das informações coletadas por meio da conversa direta com as pessoas e da observação de como elas se comportam e agem dentro de
seu contexto é uma característica importante da pesquisa qualitativa. No ambiente natural, os pesquisadores têm interações face a
face no decorrer do tempo.
• O pesquisador como um insrrumento fundamental - Os pesquisadores
qualitativos coletam pessoalmente os dados por meio de ~ame de
documentos, de observação do comportamento ou de enrrCVJsta com
os participantes. Eles podem utilizar um protocolo - instrumento para
a coleta dos dados, mas são eles próprios que coletam as informações.
Não cendem a usar ou a se basear em questionários ou instrumentos
desenvolvidos por outros pesquisadores.
• Múltiplas fontes de dados - Os pesquisadores qualitativos geral·
mente coletam múltiplas formas de dados, rais como entrevisras,
observações e documentos, em vez de confiarem em uma única
fonte de dados. Depois os pesquisadores examinam todos os dados,
extraem sentido deles e os organizam em categorias ou temas que
cobrem todas as fontes de dados.
• Análise de dados indutiva - Os pesquisadores qualitativos criam
seus próprios padrões, categorias e temas de baixo para cima, or-

Projeto de pesquisa 209
ganizando os dados em unidades de informação cada vez mais
abstratas. Esse processo indutivo ilustra o trabalho de um lado para
o ourro entre os temas e o banco de dados até os pesquisadores terem estabelecido um conjunto abrangente de temas. Isso também
pode envolver a colaboração interativa com os participantes, de
modo a terem uma oportunidade de dar forma aos temas ou abstrações que emergem do processo.
• Significados dos participantes - Em todo o processo de pesquisa
qualitativa, o pesquisador mantém um foco na aprendizagem do
significado que os participantes dão ao problema ou questão, e não
ao significado que os pesquisadores trazem para a pesquisa ou que
os autores expressam na l.iteratura.
• Projeto emergente - O processo de pesquisa dos pesquisadores qualitativos é emergente. Isso significa que o plano inicial para a pesquisa
não pode ser rigidamente presaito, e que todas as fases do processo
podem mudar ou se deslocar depois que o pesquisador entrar no
campo e começar a coletar os dados. Por exemplo, as questões podem
mudar, as formas de coleta de dados podem ser deslocadas, e os
indivíduos estudados e os locais visitados podem ser modificados. A
ideia fundamental que está por trás da pesquisa qualitativa é a de
aprender sobre o problema ou questão com os participantes e lidar
com a pesquisa de modo a obter essas informações.
• Lente teórica - Os pesquisadores qualitativos com frequência usam
lentes para enxergar seus estudos, tais como o conceito de cultura,
fundamental para a etnografia, ou o de gênero, racial ou de classe
para as orientações teóric:às discutidas no Capitulo 3. Às vezes o
estudo pode ser organizado em tomo da identificação do contexto
social, político ou histórico do problema que está sendo escudado.
• Interpretativo - A pesquisa qualitativa é uma forma de investigação
inrerpretativa em que os pesquisadores fazem uma interpretação do
que enxergam, ouvem e entendem. Suas interpretações não podem
ser separadas de suas origens, história, contextos e entendimentos
anteriores. Depois de liberado um relato de pesquisa, os leitores,
assim como os participantes, fazem uma interpretação, oferecendo,
ainda, outras interpretações do estudo. Com os leitores, os participanres e os pesquisadores realizando interpretações, ficam claras as
múltiplas visões que podem emergir do problema.
• Relato hol!stico - Os pesquisadores qualitativos tenram desenvolver
um quadro complexo do problema ou questã.o que está sendo esru-

A pesquisa de "fundo de quintal" (Glesne e Peshkin. Adicione. • Identifique como o uso da estratégia vai moldar os tipos de questões formuladas (ver Morse. mas se originam das disciplinas e fluem durante rodo o processo de pesquisa (p. teoria fundamentada). Se for necessário estudar o "fundo de quintal". Creswell dado. a cana de aprovação do CRJ e discuta o processo envolvido na obtenção da permissão. Isso com frequência conduz a comprome· timentos na capacidade do pesquisador de revelar informações e cria di· ffceis questões de poder. há estratégias de investigação mais especificas. 2004). O PAPEL DO PESQUISADOR Como foi mencionado na lista das características. Elas se concentram na colem. e também a interpretação do fenômeno por pane do pesquisador. Existem outras que têm sido adequadarneme traradas em livros qualitativos. a forma de coleta dos dados. ex. os passos da análise dos dados e a narrativa final. 1992) envolve estudar a própria organização do pesquisador. e. indivíduos do local de pesquisa que proporcionam o acesso ao local e concedem ou permitem que a pesquisa seja realizada. Com essas preocupações em mente. cais como a origem de sua disciplina. 1994. os 19 tipos na árvore de Wolcott (2001) e as 5 abordagens da investigação qualirativa de Creswell (2007). obter o ingresso a um local de pesquisa e as questões éticas que podem surgir são também elementos do papel do pesquisador. tipos de problemas. 1998) ou a análise do discurso (Cheek. como as 28 abordagens idenàficadas por Tesch (1990). ou aprender sobre o comportamento amplo de companilhamenro de cultura de indivíduos ou grupos (etnografia).Projeto de pesquisa 21 1 21 O John W.!SO ao local da pesquisa. 1992). Exisrern muiras estratégias. procurando a aprovação dos "guardiões"'. os ínvestigadores identificam explicita e reflexivamente seus vieses. em geral. 2007b). Como foi discutido no Capítulo 1. com o investigador tipicamente envolvido em wna experiência sustentada e intensiva com os participantes. incompletos ou comprometidos. história. etnografia. tais como narrativa. considere as seguintes dJcas de pe squisa: • Identifique a abordagem especifica da investigação que você estará utilízando. É imponanre obter acesso aos locais da pesquisa ou dos arquivos. Um modelo visual de muitas facetas de um processo ou de um fenômeno cenrral ajuda no estabelecimento desse quadro holísàco Mr por exemplo. cultura e status socioeconõmico que podem moldar suas interpretações durante um estudo. Isso inrroduz urna série de questões estratégicas. para as questões que se relacionam às estrarégias). Além disso. a pesquisa qualitativa é urna pesquisa interpretativa.. fenomenologia). • Comente sobre as conexões entre o pesquisador e os participantes e sobre os locais da pesquisa. éticas e pessoais ao processo de pesquisa qualicativa (Locke et ai. corno a pesquisa de ação panicipativa (Kemmis e Willônson. ESTRATÉGIAS DE INVESTIGAÇÃO Além dessas características gerais. Ao escrever um procedimento para uma proposta qualitativa. a idenàficação dos muitos fatores envolvidos em uma sítuação. toís como o diretor de uma organizat. o local ou os panicipanres. tais como gênero. atividades e eventos (esrudo de caso. Creswell e Brown. • Discura os passos seguidos para conseguir ingressar no local e para obter permissão para estudar os participantes ou a situação (Marshall e Rossman. os amigos ou o local de rrabalho. suas aplicações e uma breve definição dela (ver o Capítulo 1 para as cinco estratégias da investigação). • Apresente algumas informações básicas sobre a estratégia. Selecionei essas cinco porque são populares atualmente nas ciências sociais e da saúde. recomendo aos pesquisadores qualirativos que escolham entre as possibilidades. os pesquisadores podem estudar os indivíduos (narrativa. questões éticas importantes. empregue múltiplas estratégias de validade (corno será discutido mais adiante) para criar a confiança do leitor na exatidão dos resultados. • Indique os passos seguidos na obtenção de permissão do Conselho de Revisão Institucional (Capítulo 4) para proteger os direitos dos parti· cipantes humanos.. explorar processos. Para as cinco abordagens. Embora a coleta de dados possa ser conveniente e fácil. o esboço do quadro mais amplo que emerge. como apêndice. estudo de caso e reorla fundamentada. .ão. • Discuta por que ela é a estratégia apropriada para ser utilizada no estudo proposto. • Inclua declarações sobre as experiências passadas que proporcionam dados passados por meio dos quais o público possa entender melhor o tópico. de lt't O mmo guardião (gar<kttper) foi usado pelo autor para designar as pessoas que permitem o Rtc. na análise e na redação dos dados. 2006). seus valores e suas origens pessoais. Creswell. Uma proposta breve pode precisar ser desen• N. Isso envolve o relato de múlàplas perspectivas. 2007). fenomenologia. são imensos os problemas criados pelo relato de dados tendenciosos.

. pepef do l)lrtdpentit. • E'*-""&a por~ OOftWOltil' • linha do de noloc::lide -.. --- • Pode.. P«*fl . ...... ...... A ideia que está por crás da pesquisa qualitativa é a s eleção intencional dos participantes ou dos locais (ou dos documentos ou do material visual) que melhor ajudarão o pesquisador a entender o problema e a questão de pesquisa.2 1ipos. Para cada questão levantada.... •roo.em luONM Cllfklel9 d9 tineonnr.. PMlôll do igulltnerlie ~....oMtlvtt púbica ou prlY9d~...m ·Como-..._ -_ . o processo para mascarar as informações re· quer discussão na proposta. Croswell volvida e submetida à aprovação dos "guardiões".. de documentos e materiais visuais._. Por exemplo.. . 7 ... Bogdan e Biklen (1992) apresentaram tópicos que podem ser rrarados em uma proposta desse tipo: • Por que o local foi escolhido para o estudo? • Quais atividades ocorrerão no local durame o esrudo da pesquisa? • O estudo será perturbador? • Como os resultados serão relatados? • O que o "guardião" ganhará com o estudo? Projeto de pesquisa 213 Quadro 9 ... é necessário omitir os nomes das pessoas.. ..o Os comentários sobre o papel do pesquisador determinam o palco para a discussão das questões envolvidas na coleta dos dados....IYiltas reelind•• pot telefone.. os evemos (o que os atores serão observados ou entrevistados fazendo) e o processo (a natureza evolutiva dos eventos realizados pelos atores no local).. . '*' .....__.-de-O>lnO~lle. como é tipicamente observado na pesquisa quantitativa..... . •ldOt ~-o • Obu • Face aliei ... .j--de-(1998~ Bogdane8lolon (1992)• 0. ...._ ' . ...ne """"*""'1-.°"' . dos locais e das atividades.áolndl. ·- SlllO'•IO<-lo< -~ ~ !Oda . o PIS*da ..- ponto& de vftll C101 • Oo .lnrotmlÇÕIS •cessado• em • prolegida. um mêlodo O:>n'í'f!nltnt. Isso não sugere. _...-·--· -quo-·---. a coleta de informações por meio de observações e entrevistaS não estruturadas ou semiesuuturadas.. ... e. • Pode nlO Mt . • Identifique os locais ou os indivíduos intencionalmente selecionados para o esrudo proposto.... uma amostragem ou seleção alentória de um grande número de participantes e locais....._. ele coktUi de • Piopoiclot1e 1.. ~ bon ~·de •tenç...~ • Pot PROCEDIMENTOS OE COLETA OE DADOS • O pnqulllldol poClt ftlO tor . • Doo ••llOi p(iblicoa... PiiOC44h-.Pl>ls-· •MnçlO vttuai1meni. o pesqu!Ndor owtta o ._ _. ~.. . os atores (quem será observado ou entrevistado).ipolloic.2...nftnl. 1* como rrhMI de ..• - .. •O ~····.. .::::....... como mostra o Quadro 9. ....odot••*'116Ç6wem umlDC... discuta como o estudo da pesquisa será abordado.. assim como do esrabelecimemo do protocolo para o registro das informações.r~ .... ..... lnbn 1 <-. .... -tnl.o •9dofo:wno t ..... -"'6gnlo)podo ~ -&lo o. ...idpon. e Berg... Uma discussão sobre os participantes e o local pode incluir quarro aspectos identificados por Miles e Hubermao (1994): o local (onde a pesquisa será realizada). necessariamente. Os passos da coleta de dados incluem o estabelecimento dos limites para o estudo.:·- • P"'1lclponO. • Indique o tipo ou os tipos de dados a serem coletados. 2001)..1Tte 09. Os procedimentos de coleta na pesquisa qualitativa envolvem quacro tipos básicos. .... • A~ do peecp•Mor Podt~r11 • ""o...~ inlefpeslOlll um • um. .. p .... ...... .. ~ pour... _ .- - • Doc::umentot prlvedOI.. .ao.. lndlre.. . mlil.. opções. quando estudar um tópico delicado. • ÃpntMnQI.... .Ao . ... ... .. .de peci:TMrtm-.:• ... ..... .... o. •tonÇIO 90 ~. • Ptq...._do -....1 . .. docunrt• •• podettt nlo -~ouPNdloa..PCli&os • ()t)jel09 de •11t . ~ o 1 3"edcr Mo pode -· --·.. Em muitos estudos qualitativos....Wwn • Gn.. vantagens e limítações da coleta de dados qualitativos 'PJlll!I..o-. tais oomo dl6riot ou · ~eo1wqiredm *"'·~·­ - \#'n momtink>~ -dei...--....-(2007). OClnMfil'* fWIJPOlf com delel11• • IJO~OI~ . • Plopon:ioo1 ll*>111'9iQÕtt nlO podtfn ser dlr~lit ... ~-lloo.....IU.:o cximum poclíetn autglr durtn" 1 • obMl'vadcw . ·_ ----lo< • O P11tle:ipio• oomo • Comente sobre as questões éticas sutis que podem surgir (ver o Capítulo 3. Nessa siruação... - · Nem~----· ••40••• tia. -de.....""' t •91b (pcw .. ... - .... eo~p(dooou • ~ (pil9 o pcc:qo · ~WWWillimdldOt ~. _... ._. os investigadores coletam muitas formas de dados e despendem um tempo considerável na coleta de informações no ambiente natural. p. . e. -~ ... o ptMqulMdOr tem Ul'NI ....... .. _ --~-· • PodllTI Hf piltl OpMq.o • Podem• :btl .212 John W. o._ ·~ . podo t ... '*'' . . 5 ~•ltdtw111çO.. --· .de . . ~-· Podam w...........

objetos de arte.. as advidades no local da pesquisa. peoad11 ne neYe) • FMme Url'll sltuaç6o toeial.. examine no Quadro 9. como coleta de sons ou sabores.. pon~.. Essas formas pouco comuns criam o interesse do leitor em uma proposta e podem captar informações úteis que as observações e entrevistas podem não conseguú: Por exemplo....2. sentimentos..3 Uma lisra de abordagens de coleta de dados qualitativos t ~-·· Rooliz• anocaçoeo de c a m p o . 121). • ~ pos.. com uma linha dividindo-a ao meio no sentido longitudinal para separa. Roglao'OS4Mtilllfia. p. relatórios oficiais) ou documentos privados (p. ex. . --~(p ""-·"'"'''°'" _ ___ . • Uma categoria final dos dados qualitativos consiste de materiais audiovisuais..(2007) .. o pesquisador conduz entrevistas face a face com os participantes.• em 6udlo •• transcrevo • Co<'>dvto-14>oade-· po1-.- • Conduza uma ef'lttevista de grupo focal. Nessas anotações de campo.. .. Creswell • Observações quaUtativas são aquelas em que o pesquisador faz anotações de campo sobre o componamemo e as advidades dos indivíduos no local de pesquisa. Qvabquot--- Fan"' ~de C . entrevista os pardcipames por telefone ou se engaja em enrrevistas de grupo focal.3 a súmula dos dpos de dados que podem ser usados para estendec a imaginação sobre as possibilidades.._ como peniclpantt -lnOCaçoeode _P1•-1111la _ _"'"1PG _ _ _ do que ... relacos de deterrninaé!os evenros ou atividades) das notas reflexivas (os pensamencos pessoais do observador. buzfnasde. • Em uma discussão sobre as formas de coleta de dados. como está discuddo no Quadro 9.. e11 de campo P""*° cti 11 ~•Ido como um Mhnho •depois ennndo no klcat • obMtv•ndo como wna peuoe envoMda. graw • flf"llNMMa em tudio e• nn. • Inclua dpos de coleta de dados que vão além de observações e en· creviscas ápicas.o. Os observadores qualitadvos também podem se envolver em papéis que variam desde um não panicipante até um completo participante. de uma maneira não estruturada ou semi. ._deerquM>) flQI Ot patt$dpM1os tirarem fotografia• ou fllmarem (11tlmutaçlo de tolot)..... Ol"l'Ve a entrevftc.....umo ot>wv1ç1o-...r e os orocedimentos oara o restistro desses dados. o local e a data do local de campo onde ocorreu a observação.r as noras descritivas (retratos dos participances. • Use um protocolo para registrar os dados observacionais. . F-.-. • Nas entrevistas qualitativas.grupolocel.Oirto de telefones oelulato1. 1992. t 1 'C 1 ' I Reellzo enot11çoee de campo con<lutindO uma observaçlo como Obt«Vador.-) • Cole4..z. .1acoot-.t do vostlgk>e nsk:oa (p oic. PROCEDIMENTOS DE REG ISTRO DE DADOS Antes de enrrar no campo. reconsrrução de diálogo. com seis a oito entrevistados em cada grupo. ou"*"" ~--- . jornais.. Esses dados podem assunúr a forma de fotografias.a um penldpatnce manter um dWirio dutan• o estudo ôe petQUisa C*'9 C*tM PMIOlia dos pirtHp . Quadro 9... os pesquisadores qualicadvos planejam sua abordagem ao registro de dados.. uml-nlooatnlllndl. carras. orav. • Durante o processo de pesquisa. tais como "especulação. Bogdan e Blklen.-..e em *'<tio • a transcrevw --.. ex. o pesquisador registra.Projeto de pesquisa 215 214 John W... ideias. problemas. palpires.0. e-mails).-de-ll • Co&ole mensagen1 de l.. Também podem ser escritas dessa forma as informações demográfiros sobre o tempo. RNll<e onouoç6et de . E X .. diários pessoais. ou o uso de itens apreciados para suscitar comentários durante uma entrevista.ii . Ele pode ser de uma única página. efaço~da• ~ utmt ~não~ lblrta. Os pesquisadores com frequência se engajam em observações múltiplas no decorrer de um escudo qualitativo e usam um protocolo o bservacional para registrar as informações. descrição do local físico. minutas de reuniões. Oluoia. El<lme de grilloot.. impressões e pre· conceitos".. Individual ou O!'Upll • ~bogtatuouvihw 1lpe1 • ~IO"'IP ""-· --. que são em pequeno número e se desdnam a suscitar concepções e opiniões dos participantes..hr z e • ExNnlne evid6nc:ln.. C:O. Essas entrevistas envolvem questões não escrucuradas e em geral aberras..c::teva.deum1<Nnça. A~utll =. • 1 . Obwvodof doquocomo~ R. estruturada (usando algumas questões anteriores que o invesdgador quer saber). o invesdgador pode coletar documentos qualitativos. A proposta deve idendficar que dados o "'"'""i<:>llnr v. videoteipes ou quaisquer formas de som.. Podem ser documentos públicos (p. Conduza uma entrevista semle1trvlured1..grupolocal-.. seja específico sobre os tipos e inclua argumentos relacionados aos pontos fortes e fracos de cada tipo.. ::: l > • ManlM!ha um dl*lo ourante o ottudo de J>Mqulse..

o pesquisador pode estar analisando uma entrevisra coletada anteriormente. Envolve preparar os dados para a análise. como enredo. Nessa abordagem.a abordagem. e en~ao ~licar ~a história a partir da interconexão dessas categorias (codificaçao selenva). • Sondagens das quatro a cinco pergun. ex. mu itos pesquisadores qualitauvos vao além dessa análise genérica e acrescentam um procedimento em uma das estratégias de investigação qualitativas. Estes envolvem gerar categorias de informações (codificação aberta). • Um agradecimento final para reconhecer o tempo que o emrevistado gastou durante a entrevista (ver CresweU. conduzir diferentes análises.la dentro de um modelo teórico (codificação axial).. Strauss e Corbin. • o registro dos documentos e dos materiais visuais pode ser baseado na estrutura de anotações do pesquisador. • N.tas. Enquanto as entrevistaS são realizadas. analisa-os por temas ou perspectivas. formulando questões anaJlticas e escrevendo anotações durante todo o estudo. • Instruções a serem seguidas pelo entrevistador para que procedimentos padrão sejam usados por vários entrevistadores. por exemplo. 1998). seguida pela aná· lise dos dados realizada por remas ou problemas (ver Srake 1995· w. no caso de o equipamento de gravação falhar. questões (geralmente uma questão para que~rar o gelo no in_f· cio) seguida de quatro a cinco perguntas que sao com frequência as s~bquestões em um plano de pesquisa qualitativa.216 John W. Mesmo q~ uma entrevisra seja gravada. ir cada vez mais fundo no processo de compreensão dos dados (alguns pesquisadores qualitativos gostam de pensar nisso como descascar as camadas de uma cebola). 2007) e aqueles de Rossman e RaHis. 1990. (1998): • Trata·se de um processo permanente envolvendo reflexão contínua sobre os dados. 2007). ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS A discussão do plano de análise dos dados pode ter vários compo· """'"• n nmcesso de análise dos dados envolve extrair sentido dos dados Projeto ~ pesquisa 217 do texto e da imagem. Vários processos genéricos podem ser estabelecidos na proposta para comunicar uma percepção das atividades gerais da análise de dados qualitativos como os de minha autoria (CresweJI. e organizando a estrutura do relatório final. relatos de segunda mão da pessoa ou da situação. gravando-as em áudio ou. • Com frequência vemos análises de dados qualitativos relatadas em artigos de periódicos e em livros que são urna forma genérica de análise. . para o a~~panh~ento e para pedir aos indivíduos para explicarem suas ideias mais detalhadamente ou para elaborar sobre o que disseram. Considero ess. a teoria fundamentada tem passos sistemáticos (Corbin e Stra~s. e relata entre quatr0 e cinco temas. em vídeo. recomendo que os pesqu1S3dores façam anoraçoes. 1 • • ' . • Espaço entre as perguntas para registrar as respostas. baseada em formular questões abenas e desenvolver uma análise das informações fornecidas pelos participantes. A p esquisa narrativa emprega a re-historização das histórias dos participantes utilizando dispositivos estruturais. Tipicamente. escritos por ourras pessoas). Convém anotar se a informação representa material primário (p. Esse protocolo inclui os seguintes componentes: • Um cabeçalho (com data. Se for utilizada gra~ação em vídeo. a geração de unidades significativas e o desenvolvimento do que Moustakas (1994) chama de uma descrição da essência. informações diretame~te extrafdas da pessoa ou da situação que está sendo estudada) ou matenal secundário (p. nome do entrevistador e nome do entrevistado). atualmente. • Os pesquisadores registram infonnações das enrrevistas fazendo anotações escritaS à mão. as anotações refletem informações sobre o documento ou outro material. o con. • A análise dos dados envolve a coleta de dados abertos. ex. local. atividades. escrevendo anotações que podem ser finalmente incluídas como narrativa no relatório final. os pesquisadores precisam planejar antecipadan1ente a transenção da fita. Também convém redigir comentários sobre a confiabilidade e o valor da fonte dos dados. a análise de dados qualitativos é conduzida concomitan!emente con_i a coleta dos dados. 200?. assim como ideias importantes que aparecem nos documentos. O escudo de caso e a pesquisa etnográfica envolvem ~a descrição detalhada do local ou dos indivíduos.. o pesquisador coleta dados qualitativos. C<eswen • Use um protocolo de entrevista para formular perguntas e registrar as respostas durante uma entrevista qualitativa. Ou seja. clímax . represenrar os dados e realizar uma interpretação do significado mais amplo dos dados. A pesquisa fenomeno16gica usa a análise de declarações unportantes. local. a realização de interpretações e a reda~ de relatónos. selecionar uma das categori~ e posicioná. 1994). u~a an~se qualitativa básica. seguidas de alguma declaração conclusiva ou uma pergunta como "Quem devo procurar para aprender mais sobre minhas perguntas?". ~r exemplo.

Creswell e desfecho (Clandinin e Connelly. diferem de uma estratégica analltica para oucra. com frequência um termo baseado na linguagem real do participante (chamado um termo in vivo). tópicos únicos e descartáveis. Uma siruação ideal é mísrurar os passos gerais com os passos específicos da estratégia de pesquisa. Escreva seus pensamentos na margem. uma entrevista) -o mais interessante. 2. considere algumas observações que lhe proporcionarão uma orientação detalhada para o processo de codificação. os vários estágios são inter-relacionados e nem sempre visitados na ordem apresentada. Passo 2 . Experimente esse esquema preliminar de organização para ver se emergem novas categorias e códigos. 3. mas a vejo como mais interativa na prática. mas sobre seu significado subjacente. ça uma !isca de rodos os tópicos. perguntando a si mesmo. Tesch (1990. fa. Isso envolve manter os dados de texco. A codificação é o processo de organização do material em blocos ou segmentos de texto antes de atribuir significado às informações (Rossman e Rallis. reunidos durante a coleta de dados. estimulo os pesquisadores a observar a análise de dados qualitativos seguindo os passos do específico para o geral e envolvendo níveis múltiplos de análise . Reíma os tópicos similares. Agora. escanear opticamente o material. 171). segmentando sentenças (ou parágrafos) ou imagens em categorias e rotulando essas categorias com um termo.1 Análise de dados na pesquisa qualiraâva. dependendo das fontes de informação. Não pense sobre a substância da infoanação. O primeiro passo é obter uma percepção geral das informações e refletir sobre seu significado global.218 John W. "O que é isto?". os processos. 4. • A Figura 9. Leia acentamente todas as transcrições. Esses níveis são enfatizados nos seguintes passos: 1'l1?Ura 9 . Comece a análise detalhada com um processo de codificação. pegue essa lista e voice a seus dados. 1998. Uma visão geral do processo de análise dos dados está apresentada na Figura 9. p. 142-145) proporciona uma análise útil do processo em oito passos: 1.1 sugere uma abordagem linear. Pegue um documento (p. da credibilidade e do uso geral das informações? Às vezes os pesquisadores qualitativos escrevem anotações nas margens ou começam a registrar os pensamentos gerais sobre os dados nesse estágio. 2000). na proposta. Aprofunde-se nele. dependendo do tipo de estra1égia utilizada. o mais curro. Antes de passar ao Passo 4. p. Obtenha uma percepção do todo. os passos segw~os na análise dos dados. Isso envolve transcrever as entrevistas. hierárquica. Coloque-os em colunas. digitar as anotações de campo ou separar e dispor os dados em diferentes tipos. consrrufda de baixo para cima. Organize e prepare os dados para a análise. Talvez você anote algum8. talvez dispostos como tópicos principais. • Apesar dessas diferenças analíticas. ou as figuras. Proje10 de pesquisa 219 Passo 1. os investigadores qualitativos com frequência us_am um procedimento geral e comunicam. Quais as ideias gerais que os participantes estão expressando? Qual é o tom das ideias? Qual é a impressão da profundidade. Quando tiver rermínado essa tarefa para vários participantes.1. Abrevie os tópicos como códigos e escreva os códigos próximos aos segmentos apropriados do texto. . aquele que está no alto da pilha. Passo 3. Como dica de pesquisa.s ideias enquanto elas vêm à mente. Leia todos os dados. Como esses exemplos ilustram. ex. assim como os termos..

identificamos o reativamento como um dos códigos/temas na análise que sugeriu uma nova dimensão para nós para um incidente com u m pistoleiro no campus e que parecia estar conectado a experiências de outras pessoas no campus). Para os pesquisadores que têm uma teoria distinta que querem testar em seus proje[OS.. encorajo os pesquisadores qualitativos a analisarem seus dados para materiais que possam iratar do seguinte: • Códigos sobre tópicos que os leitores esperariam encontrar. um quadro ou um registro que contenha uma lista de códigos prede[erminados que os pesquisadores utilizam para codificar os dados. a capacidade de busca de l~alizar todo texto associado com códigos específicos. p. fotografias). códigos incer-relac1onados para fazer restaurações da relação entre os códigos e a impona- . Uma ideia é traçar Unhas entre suas categorias para mostrar as inter-relações. Reúna o material dos dados penencente a cada categoria em um lugar e realize uma análise preliminar. Há variações nesse processo. • Códigos surpreendentes e que não foram previstos no início do estudo. • Códigos incomuns e.220 John W. Nas ciências da saúde. Busque maneiras de reduzir sua lista total de categorias agrupando tópicos que se relacionem. depois. às vezes utilizando esquemas de cor e conando e colando segmentos de texto em canões de anocações. os momentos espedficos (p. baseados na lileratura passada e no bom senso. 6. recodifique seus dados. considere a lista proposta por Bogdan e Biklen (1992. Estão disponíveis vários programas de computador excelentes. números alinhados) em que o código foi encontrado nas iranscrições. uma definição dos códigos em ou. Voltando ao processo de codificação geral. mesmo quando o pesquisador não está panindo de uma perspectiva de código emergente. 8. 7. os pesquisadores podem desenvolver um livro de códigos qualitativo. em si e por si. Esses oito passos envolvem um pesquisador em um processo sistemático de análise de dados texruais. de interesse conceirual para os leitores (p. Como dica de pes quisa. 166-172) dos tipos de códigos que eles procuram em um banco de dados qualitativo: • Códigos de local e contexto • Perspectivas dos indivíduos • Maneiras de pensar dos indivíduos sobre as pessoas e os objetos • Códigos de processo • Códigos de atividade • Códigos de estratégia • Códigos de relacionamento e estrutura socia. e todos têm características similares: bons CDs explicativos e demonstrativos..I • EsQuemas de codificação pré-designados Projeto de pesquisa 221 Outra questão sobre a codificação é se o pesquisador deve (a) desenvolver códigos tendo por base apenCI$ as infonnações emergentes coletadas dos participantes. • Códigos que tratam de urna perspectiva teórica mais ampla na pesquisa. Creswell 5. Esse livro de códigos pode se desenvolver e mudar durante um escudo baseado na análise decalhada dos dados. Se necessário. ex. Encontre a redação mais descritiva para seus tópicos e os transfonne em categorias. O uso de um livro de códigos é especialmente útil para campos em que a pesquisa quantitativa domina e é necessária uma abordagem mais sistemática da pesquisa qualitativa. Como uma conceituação alternativa. e. capacidade para incorporar tanto dados de texto quanto de imagem (p. alguns pesquisadores têm considerado conveniente codificar à mão as transcrições ou informações qualitativas. recomendaria o desenvolvimento de um livro de cód igos preliminar para codificar os dados e pennitir que este se desenvolva e mude. em Asmussen e Creswell. (b) utilizar códigos predeterminados e depois ajustar os dados a eles. a caracterlsricn de armazenar e organizar dados. Essa é uma abordagem trabalhosa e que consome muito rempo. uma abordagem comum é usar códigos predeterminados baseados na [eoria que está sendo examinada. ou (c) utilizar alguma combinação de códigos predeterminados e emergentes. Outros 1endem a usar programas ~e compu1ador qualitativos para ajudar a codificar. Nesse caso. tendo em vista as infonnações obtidas durante a análise dos da· dos. A abordagem tradicional nas ciências sociais é pennirir que os códigos emerjam durante a análise dos dados. Tome uma decisão final sobre a abreviação de cada categoria e ponha esses códigos em ordem alfabética. 1995. Esse livro de códigos pode ser composto pelos nomes dos códigos em uma coluna.. a organizar e a separar informações que serão úteis na escrita do escudo qualitativo.era coluna. Ter um livro de códigos desse tipo é valioso quando muitos pesquisadores estão codificando os dados de diferentes transcrições. ex. ex.

talvez cinco a sete categorias para um esrudo de pesquisa. ~rguntar "Quais foram as lições aprendidas?" capta a essência dessa ideia (Lincoln e Guba.ti (http:/ /adasti. a discussão detalhada de vários temas (completados com subtemas. em grandes bancos de dados. rt~ rlados. que permite a um pesquisador organizar arquivos de textos. Os temas são analisados para cada caso e em diferentes casos (como nos escudos de caso) ou moldados em uma descrição geral (como na feno~eno~ogia): Estudos qualitativos sofisticados vão além da descrição e da 1denttficaçao e chegam a complexas conexões do tema. ~ém de identifi~ os temas durante o processo de codificação.. Além disso.· : . • Atlas. Essas líções podem ser a interpretação pessoal do pesquisador.1st) e o conceito NVivo de mapeamento combinado. Tem todas as características anteriormente mencionadas.. Weitzman e Miles. como homens e mulheres . o~un­ do da Austrália. É disponível apenas para Windows PC. apresenta o popular programa N6 (ou Nud. os programas qualitativos requerem tempo e habilidade para serem aprendidos e empregados efetivamente... em um projeto. que ajuda os pesquisadores a avaliar e imerpretar sistemaácamente textos qualitativos..1H. Essas são apenas algumas caracterlsncas dos programas de software que os tomam uma escolha lógica para a análise de dados qualitativos em vez da codificação à mão. Embora o pesquisador ainda precise vasculhar cada linha de t~to (~mo nas cranscrições) e atribuir códigos. os pesquisadores quahtaovos podem fazer muito com os temas para criar ~amadas adicionais de análise complexa. A abordagem mais popular é a utilização de uma passagem narrativa para comunicar os resultados da análise. • QSR NVivo ((http:// qsrinternational.. • HyperRESEARCH (http://researchware..um segundo código). oriundo da Alemanha..... • N"u·1Au. lugares ou eventos em um local. que é útil no planejamento de descrições detalha~as para projetos de pesquisa de esrudos de caso.. PassÔ 6... Eles devem exibir múltiplas perspectivas dos indivíduos e ser corroborados por diversas citações e evidências específicas.. Utilize o processo de codificação para gerar uma descrição do loca~ ~u das pessoas e também das categorias ou temas para análise. recuperar. Creswell ção e exportação de dados qualitativos parn programas quanritativos. .. os pesquisadores mterconectam temas em um enredo de história (como nas narrativas) ou os desenvolvem em um modelo teórico (como na teoria fundamentada). etnográficos e narranvos.. 1985). Use então a codificação para gerar um pequeno número de temas ou categorias. Essa pode ser uma discussã~ que mencione uma cronologia dos eventos. perspectivas múltiplas dos indivíduos e citações) ou uma discussão com temas interconectados. Os pesquisadores podem gerar códigos para essa descrição. Muitos pesquisadores qualitativos também usam recursos visuais. Projeto de pesquisa 223 Passo 4 . o pesquisador pode localizar rapidamente todas as ~assagens (ou segmentos de texto) codificadas da mesma forma e det~rmmar _se os participantes estão reagindo a uma ideia de código de maneiras s1m1lares ou diferentes..diíerem em termos de suas atirudes com rel~ção ao fumo .1r ::.: . I~ de pesquisa específico (como na etnografia) ou mfonnaçoes descnovas sobre cada participante em uma tabela (como nos esrudos de caso e nas etnografias).com/).com/).n:Slic. como planilhas eletrônicas ou programas de análise de dados. Excelente programa baseado no PC. ex. . Um passo final na análise dos dados envolve realizar uma interpretação ou extrair um significado dos dados. A descnçao envolve uma apresentação detalhada de iníormações sobre ~oas.o primeiro código de gênero .. 1995). ex. Este é um programa disponível tanto para o MAC quanto para o PC.. É um software qualitativo fácil de usar e que pem1ite aos usuários codificar.. esse processo pode ser mais rápido e mais eficiente do que a codificação à mão. Eles apres~n~am um modelo de processo (como na teoria íundamentada). O programa de computador rambém pode facilitar a comparação de diferentes códigos (p.com). expressa no entendimento que o investigador traz para o estudo de sua . Passo 5. A maioria dos programas está disponível apenas na plataforma do PC.com/). Informe como a descrição e os temas serão represencados na narrativa qualitativa. figuras ou tabelas como adjuntos às discussões. Os programas de software de computador que minha equipe e eu usamos no escritório de pesquisa são os seguintes: • MAXqda (http://maxqa. gráficos e dados visuais. Esses temas são aqueles que aparecem como principais resultados nos estudos qualirativos e são com frequêncía utilizados para criar úrulos nas seções de resultados dos esrudos. Este programa. embora livros para a aprendizagem dos programas estejam amplamente disponíveis (p. Por exemplo. ilustrações especificas. Como acontece com qualquer um desses programas. A ideia básica que está por trás desses programas é que o uso do computador é um meio eficiente para armazenar e localizar dados qualitativos. -. ~ma des:nçao do. Este é outro programa da Alemanha baseado no PC. juntamente com codificação..222 John W. notas e resultados.

questões levantadas pelos dados e pela análise que o investigador não havia pre~ visto no início do estudo. é um dos pontos fortes da pesquisa qualitativa. Miles e Hubem1an (1994) recomendam que a consistência da codificação esteja de acordo em pelo menos 80% do tempo para uma boa confiabilidade qualitativa. . 2000). pessoas ou amostras. Pode ser também um significado derivado de uma comparação dos resultados com informações coletadas da literatura ou de teorias. baseados na pesquisa e da ação.lidar os resultados que serão utilizados em um estudo. e esse é um tópico muito discutido (Lincoln e Guba. São abundantes os termos na literatura qualitativa que expressam essa ideia. bitidade (exame da estabilidade ou consistência das respostas) nem da generalizabilidade (a va lidade externa da aplicação dos resultados a novos locaís. podem realizar interpretações que requerem agendas de ação para reforma e mudança Assim. VALIDADE E GENERALIZABILIDADE Embora a validação dos resultados ocorra durante todos os passos do processo de pesquisa (conforme demonstrado na Figura 9. Os autores de propostas precisam incluir vários desses procedimentos como evidências de que terão resultados consistentes em seu estudo proposto. uma maneira de os etnógrafos poderem concluir um estudo é formular questões adícionaís. • Para a pesquisa em equipe. • Certifique-se de que não há um desvio na definição dos códigos. enquanto a confiabilidade qualitativa indica que a abordagem do pesquisador é consistente entre dife· rentes pesquisadores e diferentes projetos (Gibbs. os autores sugerem que os resultados confirmam informações passadas ou delas divergem. 2000). Esse acordo pode ser baseado em se dois ou mais codificadores concordam com os cód igos utilizados para as mesmas passagens no texto (isso não quer dizer que eles codifiquem a mesma passagem do texto. Creswell própria culrura. Isso pode ser realizado comparando-se constantemente os dados com os códigos e fazendo anotações sobre os códigos e suas definiçõe. CONFIABILIDADE. Os procedimentos estatísticos ou subprogramas de confiabilidade nos sofrwares de computador qualitativos podem então ser usados para determinar o nível de consistênc.s (ver a díscussão sobre um livro de códigos qualitativo). e se baseia na determinação se os resultados são precisos do pon· to de vistâ do pesquisador. uma mudança no significado durante o processo de codificação. a interpretação na pesquisa qualitativa pode assumir muitas formas. do participante ou dos leitores de um relato (Creswell e Miller. Além disso. ser adaptada para diferentes tipos de projetos e ser flexível para comunicar significados pessoais. Os autores de propostas precisam comunicar os passos que seguirão em seus estudos para verificar a precisão e a credibilidade de seus resultados. A validade. para o que eu chamo de acordo entre codificadores (ou verificação cruzada). coordene a comunicação entre os codificadores por meio de reuniões regulares documentadas e do compartilhamento da análise.ia da codificação. Também pode sugerir a necessidade de formulação de novas quescões .1). nem é uma companheira da confia. essa discussão se concentra nela para permitir a um pesquisador escrever uma passagem em uma proposta sobre os procedimentos para va. • faça uma verificação cruzada dos códigos desenvolvidos por diferences pesquisadores comparando resultados que são derivados independentemente. história e experiências. 2000). Como os pesquisadores qualitativos verificam para determinar se suas abordagens são consistentes ou confiáveis? Yin (2003) sugere que os pesquisadores qualitativos precisam documentar os procedimentos de seus estudos de caso e documentar o máximo de passos possível dos ~o de pesqUISa 225 procedimentos. ambas discutidas no Capitulo 8). A abordagem do questionamento é também utilizada nas abordagens defensivas e participativas da pesquisa qualitativa.gos. Dessa maneira. A validade qualitativa significa que o pesquisador verifica a precisão dos resultados empregando alguns procedimentos. Recomendo que vários procedimentos sejam mencionados em uma proposta e que os pesquisadores individuais encontrem outra pessoa que possa verificar seus códi. Ele também recomenda apresentar um protocolo e um banco de dados detalhados do escudo de caso. auten1icidade e credibilidade (Creswcll e Miller. por outro lado. Segundo Wokon (1994). tais como fidedignidade.224 Jolvl w. Gibbs (2007) sugere vários procedimentos de confiabilldade: • Veófique as transcrições para se assegurar de que elas não contêm erros óbvios cometidos durante a transcrição. 2007). mas ·se oucro codificador o codificaria com o mesmo código ou com um código similar). A validade não carrega as mesmas conotações na pesquisa qualítativa que carrega na pesquisa quantitativa. quando os pesquisadores qualitativos utilizam uma lence teórica.

o relato torna-se mais reaHstico e. • Utilize a verijiroção dos membros para determinar a precisão dos resultados qualirativos recomando o relatório final ou as descrições ou os temas específicos aos participanres e derenninando se esses participanres os consideram resultados. Se os cernas forem estabelecidos baseados na convergência de várias fontes de dados ou perspectivas dos parricipanres... 2007..r/iiri:. Projeto de pesquisa 227 • Apreseme também infonnações negativas ou discrepantes as quais se o~ aos temas. Apresentando essas evidências contradicórias. os locais ou as situações fora daqueles que estão sendo estudados (ver Gibbs. Dessa maneira..ias sobre um rema.. e assim por diante. P orieem socioeconõmica. Isso não significa retomar as cranscrições bruras para verificara precisão. Tui procedimento pode envolver a realização de uma entrevista de acompanhamento com os participanres do escudo e proporcionar uma oportunidade para eles comentarem os resultados. esse auditor não está familiarizado co~ ? pesquisa~or ou com o projeto e pode realizar uma avaliação obJeava do proJCtO durante todo o processo de pesquisa ou na conclusão do escudo. as análises de caso. Esse procedimento pode aumentar a validade dos resultados. A reílectividade tem sido mencionada como uma característica básica da pesquisa qualitativa. válido. ~r exemplo. A boa pesquisa qua· litativa contém comentários dos pesquisadores sobre como sua interpreração dos resultados é moldada por suas origens. . o pesquisador desenvolve um encendimenco profundo do fenômeno que está sendo estudado e pode comunicar detalhes sobre o local e as pessoas que conferem credibilidade ao relato narrativo. Seu papel é similar àquele de um auditor fiscal... os pesquisadores também podem apresentar informações que contradigam a perspectiva geral desse cerna. para esta nota de advenência sobre a generalizabilidade qualitativa). Esse processo envolve localizar uma pessoa (um debriefer entre os pares) a qual examina e formula questões sobre o estudo qualitativo para que o relato repercuta em outras pessoas além do pesquisador. • Utilize uma descrição rico e densa para comunicar os resultados.mas. então pode-se dizer que esse processo está auxiliando a validação do escudo. Essa descrição pode rransponar os leitores para o local e proporcionar à discussão um elemento de experiências compartilhadas. • Passe um rempo prolongado no campo.. Há oito estratégias principais. a relação entre as questões e os dados de pesquisa. Um pesquisador pode fazer isso discutindo as cvídênc. • Utilize a revisão por pares (peer debriefing) para aumentar a precisão do relato. organizadas das mais fre. o pesquisador recoma panes do produto aprimorado.. discutir as informações contrárias aumenra a credibilidade de um relaro. O pesquisador incorpora ativamente a sua proposra às estratégias de validad e .que envolve uma interpretação além do pesquisador e investida em outra pessoa aumenta a validade de um relato.. os resultados tornam-se mais realistas e mais ricos. as quais devem melhorar a capacidade do pesquisador para avaliar a precisão dos resultados e também para convencer os leitores dessa precisão. quentemenre usadas e fáceis de implementar para as ocasionalmente usadas e mais difíceis de implementar: • Triangule diferentes fontes de informação examinando as evidências das fontes e utilizando-as para criar uma justificativa coerente para os remas. porcanro. Essa estracégia . Como a vida real é composta de diferentes perspecavas que nem sempre se unem... como os te. a teoria fundamentada. • Esclareça o viés que o pesquisador traz para o estudo. tais co. e há perguntas especificas que os auditores podem fazer (lincoln e Cuba • . t 1985).. em vez disso. O proc:ed1mento de pedir que um investigador independente examine muicos aspeaos do projero (p. a descrição cultural.226 John w. ex. Creswell Uma perspectiva procedural a qual recomendo para as propostas de pesquisa é a de identificar e discutir uma ou mais estratégias disponíveis para verificar a precisão dos resultados. Distintamente de um debriefer entre pares. Quanto mais experiência um pesquisador tem com os participantes em seu local real. mais acurados ou válidos serão os resultados. A maior pane das evidências vai gerar um caso para o tema. . "ª"""~ .uhurn hi<. Generalização qualitativa é um termo utilizado de uma maneira limitada na pesquisa qualitativa. o nível de análise dos dados a partir dos dados brutos por meio da inrerpretação) aumenta a validade geral de um escudo qualiracivo. quando os pesquisadores qualiracivos apresentam descri· ções deralhadas do local ou apresentam muitas perspectivas sobre um tema. Essa autor· reílexão cria uma narrativa aberta e honesta a qual vai impressionar bem os leitores. • Utilize um audiror externo para examinar todo o projeto. Recomendo o uso de múltiplas estratégias. pois a intenção dessa forma de investigação não é generalizar os resultados para os indivíduos. a precisão da transcrição.

• Descreva como o resultado da narrativa será comparado às teorias e à literatura geral sobre o tópico. Ym (2003). Utilizando-se uma estratégia de investigação qualitativa. • Use recuos ou outras formatações especiais do manuscrito para chamar a atenção para as citações dos participantes. esses resultados podem também proporcionar uma narrativa cronológica da vida de um indivíduo (pesquisa narrativa). algumas estratégias da escrita podem ser as seguintes: • Ucilize citações e varie sua exterisào de passagens curtas a longas incorporadas. um modelo de processo. os pesquisadores discutem a literatura no final do estudo (ver a discussão no Capítulo 2). matrizes.. Creswell Na verdade. Projeto de pesquisa 229 No nível específico. nas emografias.i a marca da pesquisa qualitativa. • Use a abordagem narrativa geralmente usada em uma estratégia de investigação qualitativa (p. É o mesmo que a lógica da replicação utilizada na pesquisa experimental. ex. uma análise por casos ou entre casos.1 Procedlmenloi qul/llallvoa . • Utilize a primeira pessoa "eu" ou o coletivo "nós" na forma narrativa. O procedimento básico no relato dos resultados de um estudo qualitativo é desenvolver descrições e temas que comuniquem perspectivas múltiplas dos participantes e descrições detalhadas do local ou dos indivíduos. que discute algumas dessas formas). uma descrição detalhada de suas experiências (fenomenologia). Exemplo 9. quadros de comparação de diferentes códigos). • Entremeie citações com interpretações (do autor). 1988). É mais a particularidade do que a generalizabílidade (Greene e Caracelli. O RELATÓRIO QUALITATIVO Um plano para um procedimento qualitativo deve terminar com alguns comentários sobre a narrativa que emerge da nn~lise dos da~os. uma cronologia. 2003). 2007). ex. • Use o modo de expressar dos participantes para formar códigos e rórulos de temas. Em muitos artigos qualitativos. Existem muitas variedades de narracivas.. por exemplo.228 John W. por exemplo. a descrição nos estudos de caso e. Entretanto. repetir os resultados de um estudo de caso em um novo cenário de caso requer uma boa documentação dos procedimentos qualitativos. Richardson. 1990. as seções dos resultados e da interpretação de um plano para um estudo podem discutir como as seções serão apresentadas: como relatos objetivos. Dadas essas diferentes estratégias. há algumas discussões na literatura qualitativa sobre a generalibilidade. uma teoria gerada dos dados (teoria fundamentada). • Faça um roteiro da conversa e relate a conversa em diferentes línguas para refletir a sensibilidade culturaJ. uma história ampliada. experiências do trabalho de campo (Van Maanen. acreclita que os resultados do estudo de caso qualitativo podem ser generalizados para alguma reoría mais ampla. • Apresente as informações de rexto em forma de quadro (p. especialmente quando aplicada à pesquisa de estudo de caso em que o investigador estuda vários casos. 1997) que constitu. • Use metáforas e analogias (ver. A generali:wção ocorre quando os pesquisadores qualitativos estudam casos adicionais e generalizam os resultados para os novos casos. Em um plano para um estudo. Entretanto. e exemplos de revtstas acadêmicas ilustram os modelos. uma hlsrória detalhada na pesquisa narrativa). ou um retrato descritivo detalhado (Creswell. considere a sugestão de vários ponros sobre a narrativa. tais como um protocolo para documentar o problema em detalhes e o desenvolvimento de um banco de dados completo do estudo de caso (Yin. um retrato detalhado de um grupo que compartilha uma cultura (emografia) ou uma análise profunda de um ou mais casos (estudo de caso). o valor da pesquisa qualitativa está na descrição es~ca e nos temas desenvolvidos no contexto de um local especifico.

1985. O Projeto de Pnqulsa Etnográfico 's Este estudo vel utilizar a tradiçlo da fle1S9ulS(J e~1'6fo!!. Acr9dilO que esse enflfid'trieillo ~xtoe i!Õpáfiél aumenta 111/nhe comcilncia. 1990).D 811191VllllÍB em #IJS resulhldos ~ goçledol. 1985). ea li<fedlgnldadll (Unc:okie GUbli. 1988). A pesquisa qualllàllva se concentra no processo que es. Franket e Wallen. Robert Pari< e Franz Boas (Jlciob. Entratanto. (O autor usou 11 abotdagem eln0gtéflca.ao <1a11 teal/<I0(/91 mllltlp/lls podem ser meia epr9Clad11s dt1'84 maneira (LlllCOln e Gubll. 9. Klrk e Miller..àndoo ob/elodoes!Udo (Mies e ~ 1984). A objetlvidede e a veracidada sao fundamentai. 1988).ollcials de gabinete. Segue uma slntesa das supoWôes comumen~ articuladas com re/açSo ca1t1cterlstlcas apresentadas porv(Jtlos pesqulSIJdores. ocon8fldO e O P•pet do Pnqulaador Part/cult1rmente na pesquisa qualrtatlva. Menlam. os dados l1IO do quan~vels no sentido l1t1dlclona1 da palavra. A pesquu quelltlllliva 1 um pnl/fll..1s. ---- l nlvel aqmit1'slnltNoclo gebíne(e. 1987. Por Isso.. Apepqc isa quallalMJ besela-se em Sl. bu&ceasperapecliv8s !f OS $/gnlflceclo& dos lnfotm11ntes-. 1990. Ou seja. Lincoln e Guba. 7. nolilllgllt1t 1111 ~ fnstrumenlal {Eisner. Mais recentemente (1981-jf»OJ~ Pf(Hf/lOr de graduBÇ*> em i.. o pesquiadorenh no mundo dos /nformllntese. 1991).vil ijüadrri Jió/fstkiOY/6 tema do estudo. cMMogendoaclesslff(.ma pequena faculdllde do A~ CGmo ~dó tamblmnoprodutoout8SUllado. Merriam. baseada na COlll'lnda. O foco da pesquisa qualitativa silo as ~ e as •JtP6(16nci8s dos (J8f1fclpantes e a maneira como 8/9S eldl8fml sentido de suas vfd8S (Fraenlull e Wallen. Marshall e Rossman. 1. 2.mJdo de um fenômeno sociel contlBstando. (As cal'aclerlstk:as qualltétiViis sao mencionadas. Eaae lrlldlç4o da pesquise baseie-se na ulilizaçlo de C011/!eC/menlO Me/lo. das suposições e cios viesas no Inicio do estudo. tentlJ/ldo captar lodo o qlJ/ldro.<9 lmetsllone ~ cotidiane do locfll escolhido pen1 o estudo. 1990. Minhas peroepções dll ~~e dll 1*xfll da faculdade'*" sklo moldadas por minhas ~pw1a. Meniam. Tenho o COflh8cimetlkí t~ ~ lfa Bducaç6o superior quanto do papel da rei1oti8 da ~~Siiifc:leCla uma arenÇió pertlculot ao papal cio 110110 reitor ne lnfclllçlo dé ~ní. Por isso. Marshall e Rossmen (1989) SUflBl9"' que 13SC>8'Mlll. A contrlbulglo do inV8Sligador: pare 11 Situaçllo da pesquisa pode ser lltJ e ~. Merrlem. 19117. 1991. {COll/leC/mento intuitivo e senlldO) pois com frequência as nuances gabinete do/afw. O estudo etnográfico me/ui entrevistas em profundidade e observeçlo persistente e continua do p81tk. pormelo de uma in~ COfltfnua. os dados silo relatados em pafavr8$ (prlncipllknente as palavras do palfieipante} ou imagens..a.230 John W Creswell Projeto de pesquisa 231 t:. 1988). em vez de pre)udldel (locke et ai. fonnante fl8Sle estudo.. 1990.1985)PQr: melo de um processo de veriffcaçllo. masmlill/p/88 realidBcles (Lincoln e Guba. 1988).:.. e hba6181 i~:. estavaenvoMdocom1Dd41ses~•·cteci~dt~ . 1985. em vez de em n~ (Fraenkel e Wanen. Mernam. Este~ emergiu cio campo da antropologia.) Os ecedlmlcos anrmem que a pesqvlsa que/itfl/va pode 8#/r distlnguide da metodologla ·quantltetlva por muítllS Cllmofflrfsllcas 8/nglJl/lres as quais silo in11111n1es ao projelo.. em wzile áSgi11~ 8. tradicionais de vafldadti e connablfldllde. um processo~ no qual o pesquisadorpouco a pouco eJlfTIJ/ . A pesquisa qual/181/va ocorre nos ambi&ntes nafu1t1ls. 1988).. 6. Oonstti)f6o d8 . em vez de 11/gum /l'lllC6llismo inanimado (Eisner. ili&~ prlmeíro'eno no CBlgO. Locke et ai. 1987). 19115). Oe egosto de 1980 e maio de 1990 trabalhei corno IKlmlni#rector de f«ddedes privfKlaB de 600 a 5 mi alunos._:-olfogc~ busce a etedibilidade.a=~ com bs... em grWKle p(Mfe.lpante em uma sítuaçllo (Jacob. 0.J>OS9'8S que silo /llUfo dlilrallBs dos ptfJÍ(lf0$~ A llBOrla ou as~ nilO do eitahe/ecldas a priori. Os dados que •met'gflm de um e$WdO qualitativo s4o descntivOs. 3. O pesquisador 1 o princJpal Instrumento na colete de dados. 10. (São menclQnadas as suposições qulllllallvas).ils. o papefclopesqu/secloiciimo oprtnclpa/ Instrumento de COieta de dadoS nece$$ila da /den~f/càlJlo dos valores pel!SOllf$. oom ênfase na ntlralllçto d11s 1tiq»íflnclas ~ dos t11Cflvlduos por melo da obsetVeçAo e de entnMstas ntetlzadas com eles e com outras pessoas rel8vantea (Fraenkel e Walen. llgnltfcado$ e as ~ negociados com as tontas de dados humanos IJOlflU#J sSo as realidade• dos fndlvk/ws que o pesqulaadortente reconatrulr(UllCOln 1tGuba. A 1ntenç10 da pesquisa etnograllce lt ob(W . 5. Os~estaopaiflcularmente lnlelessedosemenlendercomoascoisasm:onr-m(FraenketeWalen. cornpwW!do. 1990: LOCl\&et at. 1989.. e Vll/11'! ~ s ~llT cOm o Jn. revela como as P8S$08S desct1t11em e eatMut8m seu mundo (Frae11kel e Wallen.. 1987. 1987) e. Além de me oomunlcardie"*-*com o l\lti. E!ldz. principalmente daa contrlbu/ÇDtis mi BIOnlSlaw Melinowsld.) 4.~ ct~ ~ da pesquisa. com o lab:e ~o ~llstir. t8pllcendo. a tentativa nao aenlendeí uma.. 1986). onde oco""m o compoltamento e os ewmtos humanos. 1990).11~ttlogiálicaEin~ptN!He­ çto6a~eosdlldSS40-êlãQÁoom~a'ril* a'8rirllldN dt um CllSO. os cmlrios para . em vez de pocme/o dei! medidils.f'l'P8' !"!" !~ qualitáliilo dlferemd«JuelesdapesqulsaquanlilatMLMtNt#. meu conhecfmelllo • t'rilillitl'~ dri mui' tos dos ~ das tJecJslJes e do$ ptrlblemN enCOÍlfl'lldOS por um i'flltorem seu Pfll1leltc eno de eXfNÇfclo no CllfllO.

feit>. nha da tempo et o programa de alMd4de f'l!'POlfOll). entrevislas face a fece. as nec.PB• • os ~lt!lfc?. lnclultlci um mlnfmo de entrevistas bimensais graVlldaa. Apéndice D).i uma preocupeÇlo palfk:uler neste '18fll40..232 John W. (O autor mencionou os limites da coleta de dados. ~ q_~ a instituiç/Jo do Informante silo extremamente vlslwlt.tt eril das H seguintes salvaguardas pera ptOteger os ~ liô ~ 1) os objetiVO& da pesquise S8nl0 ettiCulado& w~e ~~ para que sejam Claramente entendidos paio Informante descriçllo de como os dados serllo utlflzados). Embora todo e~ sent f8ilo para gatanbr a ob/8tivldade.l:t1. tais vieS8s podem moldar a 1718n8inl como V8jo e entendo os de</os que coleto e a maneira em que lnterprato minhas experifnclas.o~ 5) as transcriç(Jes /iterais e as lntefp(U. ~#. 2) o /nfo!_l!!~~!!J~ uma parmlss/lo por escrito para o Pf048'flu1men10 dó~~ articulado.. Eventos Usando o metodo/ogiB de pesquisa etnográfica. pensamentos e sentimentos em um d/Ado Qfl!vado (dltéJP. S. Encaro o primeiro ano como critico.ií'1. t1&g0 alguns vies8s e este estudo. Procnsos Estarei patticu/armente atento ao papal do novo reitor na iniclaçllo de mudanças.u/dades.. Isso illctul a ass. A/6 cetto ponto.1i•'"' das queslõé$ éticas e do exame do IRS. 1988.. Aplnd!ce C}. 1980).. Antes de tudo.) Consldwaçlles t ucu A maioria dos autores que discute o ptO/eto de pesquisa qualitativa lnllll da lmpott/lncie das consideraç6es éticas (Locke et el.e e vlsllo.) <-o • . roleçllo li snonlmldade do lnfomlente cebelll 11'1 prdptlq.~ rllo disponlblllzados para o lnfonnllnle.) )ft\lillulndOI Eatra"ela• da Colete de Dados Os dadós serllo coletados da fevereiro a maío de 1992. surpresas lmprovlstas e desafios. O gabinete do redor inclui Irás vice-reitores (Assunros Académicos. Duas entnwlllu de~ senlO mateadas para o fim da maio de 1992 Aplrld/oe E ~ 1-. A obS8rveçtJo do pattic/psnle lnlfllf/t! e Vii/à~ (Spradley. quesbono quanto podero reílor tem para Iniciar mut:Janças e damonstrar llderanÇ8 e vls4o. tomada de deeisOes e ctemonsttaÇAo de /id8rançe e \'fado. Inicio esta estudo com a perspectiva de que a raitorfa de U/718 faculdade 6 uma pOSiçSo diversíf/C8Cla e frequenlam8nte chflcil. repleto de ajustas. Embora as expectatives sejam imensas.. na construçáo da relacionamentos. 1980) e lnfonneç6es HnllveiS ~~ Esse ..ini'açdo da e\"M/os ou de informaçOOs inesperadas e a extniç4o de sentido de eventos e ques/6es cnooas que surgem. frvstroÇôes. sempre Invasiva. •J o irlfoitíiMfê íiiM Informado de todos os dlaposilivos e as atlv(dedff de cpltt~:'1t.) Limitando o Estudo Local Este estudo S8ré conduzido no campus de uma faculdade estadual do Meio'°8sfa. e 7) ' d~ó ffitil. c:om o ~ (questões inlc/ais da entrevista. de 45 minutos.• 1982. 700 alunos da mstituiçllo slJo quase o triplo de populBÇSo da 1 mR habitantes da cidade duranta o parlodo letivo.Oeà. A instltulçllo concede lltu/os de licenciado. o lnfonnante concordou em gravar /mpt81186ea de ~~ rlOncias. os valotes Projeto de pesquisa 233 e os desejos do(s) informante(s). CresweU re/aciomVtlel)tOS. o loco deste estudo wto as experi6nc/Dseoseventoscolidlenosdonovoraíloráaf9éuldadeeasperoepções e o significado relacionados a essas expetMnclas como s4o BJl/Xflssedos pelo lnlormanle. 3) um formuláriO de isenÇlo da pe&qutsa ~ ~ lnst1tutional Review Bollrd (IRB) (Aplndlctls 81 e 82). na tomada de decis(Jes e na demonstraçlo de llderam. C!ií ~· desejos do lnfonnanle •rio ~ em ~ ll!'i!@l~ forem feitas e~o/has com ral~ ~ dedQS. O principal Informante deste estudo . e ~sq~1. 1989. ~ tos privados..I b/qlft!Sfía~dé duas horas de reuniltes do gabinete adminlslrat/vo. (0 autor fez uma reftexao sobre seu papel no estudo. MarshaU ~ Rossman. Memam. ~~. Admlnistraçllo e Assunros Estudantis) e dois pro-relt0t8s (Esrudos de Groduaçllo e Educaçllo Continuoda).i o ro1ror. de bacharel e de mestra em 51 disciplinas AIOtes O Informante <ieste estudo . pai1iclpír como o~(Vlldor ~. ditjjfóS.i o novo renor de uma faculdada esradual do Melo-cesta.::~• bllff1 de duas horas das alivídadfls diárias 11 ~ do 'de documentos (minutas de tauniON. Entraranto. sador tem a obngaçllo de respellar os direitos. A faculdade eslé situada em u/718 comunidade ruraJ do l. (O ~I zar.J ~ re e renexllo grevada. (0 autor'. ~ 'do~ A/6m disso. Os 1. Spràdléy. eu o estarei observando no contexto das reunlôes tKlminJsuativas do gabinete. o pe1qu/.lli'?. Devido és exl)8rl6nclas anteriores lrebalhe'tldo de perto com um novo reitor de facufd8d8.

os resultat!'fdit fOlma ~~ a nanalNa. Aa categorlas ou namBS de ~podam ser ínS8lldos lnlcialmenla ou em uma data posfetlor. B/Qcó8 de dsdo$11Qnlffçat/lios podem . 1989. 1980).e .pfr. observações a anflllae de documentOS: 2.um ~ siniifaneo ne pesqíiisã quao fítatlve. Por isso.. (Os résultadoa do eSIUdo foram meoclon8dos. p..i.. Cltacagam do membro..Os dados setto coletados por maio de múltiplas fonles para Incluir entrevistas..Spedlva do(s) pat1icipante(s). poda_ 'entrar diretamente nos dados de campa. Incluindo os dados de IJ(lfr9vtste. palavras ou frll8es.. e/f. 7ipk:a/fl8nl8.O informante vul etuaroomo um controla durante tOdo o processo de análisa. 19811).ldenlfffcados. faollil'a o ~ • 881N111tt de Mim dissD. durante ledo o ptOCesso de afllNse dos dados.lnc111s de um (TOllC! raltor de faculdade. Um diálogo continuo com rstaç4o a minhas Relato doe Resultados Lolland (1974) sugara que.Projeto de pesquisa 235 234 John W. Máas a ~lil~~~ dll de . Isolados. utllza o software HypetCard.!Ja'f... uma l1IMt ~ aao/areoodors' (PadMla.. Triangulaçlo dos dados . a depois tentam comprHllder e e~ ""'8ll padtOes e temas (Agar. Raymond PadRla (UnlVets/dade do Esllldo dO Arlzo111i) ~ o HypelQual em 1987. temas.~ modiflcildoa ou delegados com o adilot" HyparQual a o laxfQ PiJW #N buSC8do pa111 N /itfncipalscategotlas. Creswell Procedimento d• An611se clo9 Dados Meniam (1988) • ~atSllal/ • ROS$111an (tP89) a6nnam qut a colete e~ ""61/se dos cledoa devem .) e~ /!11! ~ ao . tis pessoas e os eventos e as proprl6fledes que os caractetlf.criar um painel dos dados • • natr8t/v0 forma mais (requente de aldblÇao dos · Este á um 9'teido: nattxellstJco. em wz de um relalórlô êlefítlftiíti ~~ se/li o~ para 1\ comun~ de um qutidro ~ '. 69-70). C<ldillOS podam . dedos de textos a grdllcos. Duranl• a anélise dos dados. examinados ff1P8tid8s veze:J e continuamente codiflçado& Setá composta uma lista das princip81$ Ideias que lldln à tona (QOmO foi •Ufl8rldo porMenirlin.(~.~ Wfllt ~ das •xpetflnclas lnf!Nmante a os significados que ela aWJúJi~ que os~ experimen/am de forma indireta os dé11/G. o pe$q1Jfsadq.19 Wo ~ do indMd<Jo. anota90as do pesquisador e ·~··· {•) IOlular (ou codlflçalj todos 0$ dados ou parte dos dados da fonte pata que os blooos de dados possam ser extra/dos e depois f98(J1IJplldoe.-mo os 19SllltadoS5'o 181atados á diferente. obser- Vl19Õ6S.. Araas aspeçials estao ~a annezanar a organizar os dados Ut/linndO o HyperQual. Aa~~ e o diário gravado do partiCJpante senio trenat. (O autonnal\Clona o uso proposto de um sot1wa111 da computador para a análise do8 d~) V. os •tn6(Jtalos jndeum ou f:oâlllc8tn seus dados ullllzando o mált/mo de cafeilorlft ~. 1987) Elea buscam idetltlflcere dncfever padtOss • 1'1111111• a píirt!re/e .s aie(!o organizados categórica • CIOllOloglcamente. embora as ~de ç0/6ta a de análisa dos dados sejam simllltes nos llWllodos ~e. para 11ttr usado com o computador MlllCinlotil O HypetOual. agnipados e l'IHlgnJfJ8dos para 8116· fse.) O piOCeSSO de 8"'/ise dos d«Joa ilclRI 8UXilfado pelo • de um programa computado/Zado de anl/IN de dados qllf/llÍll/v06 C!Htm• do HypelOual.tltri8 ~ A& ~s d8 campo e as Inclusões no dllltlo séifo iilgüláíriiente reWstBs: (O lliltOr descreveu os pasaoa na an6111e dos cllidof.rtftgçlo Pare garenlir a VIJ/Jdade Interna serllo empregadas as sagu/rJtes estrallglas: 1. recuperados. Scha!Zmlln e StnlU# (1973) ~ qcie a anM/se do ~ qua//tetlvos envolve ptinciptllmente cla3Sllfcar as ~.llm. o projeto finei .i~~ 4!()Calllta a f)f'OflOldonar uma lente etre111is da que/ os laitol'as P<fdM.

os passos que você planeje seguir para analisar seus dados. (2 006 ). . A análise dos dados é um processo contínuo durante a pesquisa. U. Escreva um plano para o procedimento a ser utilizado em seu estudo qualitativo. e. os leitores podem escolher mais facilmente qual dos cinco vai se adequar melhor a seus problemas de pesquisa e tamMID a seus estilos pessoais de pesquisa.titaúvos (p. dados visuais. an4lise do disolnoJ e as que5lÕeS da qualldade na pesquisa qualitativa. oo mesmo tempo. a coleta e n produção de dados qualitativos. W. 2. frequentemente envolve o uso de uma lente teórica. é indutiva. Tho us and Oaks. Convém também indicar os tipos de protocolos de registro dos dados que serão utilizados. fenomenologia).Projeto de pesquisa 237 236 John W.). J . pessoal e financiamento. Publicado pela Aruned Editora. a representação dos resulrados em quadros. e os ttcunoS nccessru!os parn um escudo. The Sage Qualitatíve Researdt Kit. baseia-se no pesquisador como instrumento para a coleta de dados. A pro· posta deve também conter urna seção sobre os resultados esperados para o esrudo. por fim. comparar os resultados com a literatura anterior e com a teoria. teoria fundamentada. com o qual ramo pesquisadores qualltadvos iniciantes quanto mais experientes podem aprender. Meu livro utiliza cinco abordagens da investigação qualitati· va . CA: Sage.). Em tmnos gerais. Londan: Sage. Creswell. Essas características são o fa10 de que a pes. L. Incluem a construção de uma csmu:ura conceicual em tomo de um estudo..em pesquisn qualitativa. utilize o Quadro 9. a Coleçdo Pesquis<J QualitaciYa reúne seis Livros coordenados por Uwe Flid< com a prutidpação de autom de pesquisa qualirotiva de nl~ internacional. a codificação dos dados. o capítulo apresenta uma direrriz geral para os procedimentos.. registrar e analisar dados qualitativos. & Rossman. B.E ITURAS ADICIONAIS Musball. E.aousodeprogramascompuradorizados. emogruJia e escudo de caso-ediscute como os procedimentos para a condução dessas formas de invesllgação silo. a eslralégia de pesquisa que planeja usar e os dados coletados.1 como lista de veníicação para determinar a abrangência de seu plano. Os passos mais gerais incluem a organização e a preparação dos dados. Creswell RESUMO Es1e capítulo explorou os passos utilizados no desenvolvimento e na redação de um procedimento qualilativo. ex. (l!d. e. a exploração de processos. observações. No fim. demonstrar a confiabilidade dos proce· dimentos e discutir o papel da generalibilidade. Os tópicos cobenos são abrangentes. uma leitura inicial das informações. Reconhecendo as variações exis1entes nos estudos quali1ativos. Além disso. A escolha da estratégia precisa ser apresentada e defendida. (2 007). Envolve analisar as infor· mações do panicipame. quisa ocorre no ambiente natural. como o estudo de indivíduos (narrativa. Essa diretriz inclui uma discussão dascarac1erísticas gerais da pesquisa qualitativa caso o público não esteja familiarizado com essa abordagem da pesquisa. À3 vous a~uclcs que escrevem sobre pesquisa qualitativa assumem uma postura filosófw:a com relação ao tópico e os leitom são deixados sem uma comprcensõo dos procedimentos e das práticas realmente utilizadas no planejamento e na condução de um esrudo qualitativo. Thousand Oaks. e os pesquisadores geralmente empregam os passos da análise geral e também aqueles passos encontrados em uma estratégia de investigação específica. fenomenología. emprega múltiplos métodos de coleta de dados. Quall tative inquiry and rueardt dulgn: Choosing o. conexões pessoais com o local. G.a litarive ruearch (4th ed. enrrevistas. Fllck.mong ftve approaches (2nd ed. materiais audiovisuais).<se é um texro abrnngenre e criterioso. A diretriz recomenda mencionar uma estratégia de investigação. Duigning qu. deatividadese deeven1os (estudo de caso. em uma coluna li esquerda. Depois de escrever o plano. é emergente.pesquisa narrativa. Essas interpretações envolvem declarar as lições aprendidas. teoria fundamentada). é baseada nos significados dos panicipames. gráficos e figuras e a inter· pretação dos resultados. ( 2007). A discussão da colera de dados deve incluir a abordagem intencional da amostragem e as fonnas dos dados a serem colerados (i. E. levantar questões e/ou sugerir uma agenda para refonna. E• ercicios de Redaçlo 1. é interpretativa e holistica. e íol criada pera abordar coletivamente as questões básicas que surgem quando os pesqui· sadores realmente far. Em uma coluna à direita. Catherine Marshall e Crerchen Rossman Introduzem os procedimentos para o planejamento de um estudo quaUuuivo e uma proposta qualitativa. semelhantes e diferentes. os métodos de coleta de dados e os procedimentos para administrar. a análise de dados qua. o desenvolvimento a partir dos códigos de uma descriçãoedeumaanálise1emática. Indique os passos quando se aplicam diíetamente ao seu projeto. Desenvolva uma tabela que liste. a proposta precisa tratar do papel do pesquisador: experiências passadas. Ele aborda o planejamento e o proj<?to de um estudo qualitativo. ou o exame amplo do comportamento de indivíduos ou de grupos que companilham uma cultura (etnografia).) . um passo adicional importante no planejamento de uma proposta é mencionar as estratégias que que serão utilizadas para validar a precisão dos resultados. apresenta wna inserção recente e arualizada no campo da pesquisa qualirotíva. CA: Sage. a lógica e as suposições do projeto geral e dos métodos. os passos para obter o acesso a questões éticas sensíveis. documentos. como tempo.

o cuidado da demência (Weiczman e Levkoff. ganhou populari· dade. Abrange uma declaração de objetivo e questões de pesquisa concentradas na compreensão de um problema utilizando. Essa popularidade deve-se ao fato de que a metodologia da pesquisa continua a evoluir e a se desenvolver. o uso combinado de modos de investigação qua· litativru e quantitarivru e o uso de métodos múltiplos apresentados no Capítulo J. Oay. l apresenta uma lista das questões para o planejamento de um estudo de métodos mistos. 2003) e as ciências no ensino médio (Houcz. Tashakkori e Teddlie. apresentando a primeira visão geral abrangente dessa estratégia de investigação. várias revistas acadêmicas enfacizam a pesquisa de métodos mistos. Incluem também a necessidade de um modelo visual dessa abordagem. lncernarional Joumal of Social Research Mechodology. Além disso. Qualicy and Quanticy e Fie/d Methods. mécodru qualicativru e quanricativos (Capítulos 6 e 7) e apresenta as razões para se utilizar miíltiplas fom1as de coleta e anólise dos dados (Capíru. concomicantemence. e os métodru mistOJ são ourro passo adiante. Seu uso combinado proporciona uma maior compreensão dos problemas de pesquisa. Novos livros são lançados a cada ano dedicados apenas à pesquisa de métodos mistos (Bryman. a saúde mental (Rogers. O Quadro 10. os procedimentos específicos para a coleta e a análise dos dados. Kraut e Frohlich. empregando a combina· ção de abordagens quantitativas e qualicarivas. 2001). utilizando os pontos fortes das pesquisas qualicariva e quandrariva. enquamo muitas outras encorajam atívamente essa forma de investígação (p. Também estende a discussão sobre os problemas de pesquisa que incorporam tanto a necessidade de explorar quanto a de explicar (Cap(rulo S). Muitos estudos de pesquisa publicados têm incorporado a pesquisa de métodos mistos nas ciências sociais e humanas em diversos campos. Em 2003.. a comunicação interpessoal (Boneva. como o Joumal of Mixed Methods Researc/1. . Qualicacive Health Research. 1996). a pesquisa de métodos mistos. . Creswell e Plano Clark. 2007. como a terapia ocupacional (Lysack e Krefting. Randall e Bentall. a prevenção da AIDS (Janz e1 ai. 2007. Greene. os problemas abordados pelos pesquisadores das ciências sociais e da saúde são complexos. 1 COMPONENTES DOS PROCEDIMENTOS D E MÉTODOS MISTOS A pesquisa de métodos mistos desenvolveu um conjunto de procedimenros que os autores de propostas podem utilizar no planejamento de um escudo de métodos mistos. 2003).2008. e o uso de abordagens quantitativas ou qualitativas em si é inadequado para lidar com essa complexidade. 1995). o papel do pesqufaador e a estrucura para a apresentação do relatório Anal. Atualmente. Por fim. é apresentado um exemplo de uma seção de procedimentos de um escudo de métodos mistos para demonstrar como aplicar tais ideias.los 8 e 9). Annals of Family Medicine).. Este capírulo une muitos dru fios introduzidru nos capírulru anceriores: ele amplia a discussão sobre as suposições filosóficas de uma fi· losofia pragmótica. 1994). pode-se obter mais insighrs com a combinação das pesquisas qualitativa e quantitativa do que com cada uma das formas isoladamente. Plano Clark e Creswell. ex. Após a discussão de cada um desses componentes. 2000).Projeto de pesquisa 239 10 Métodos Mistos Com o desenvolvimenco e a legitimidade percebida tanto da pesquisa qualitativa quanto da pesquisa quantitativa nas ciências sociais e humanas. Esses componentes preconizam o avanço da nacureza da pesquisa de métodos mistos e o típo de estratégia que está sendo proposto para o escudo. foi publicado o Handbook of Mixed Mechods in che Social e Behavior Sciences (Thshakkori e Teddlie. 2006. A narureza incerdisciplinar da pesquisa também contribui para a formação de equipes de pesquisa compostas de indivíduos com interesses e abordagens metodol6gicru diferences.1998).

ma petcepção do uso pocencial de um prcjeto de m6IOdos mistoa? São ldenlificadoo os c:rdêrios pera • escolha de '""" es1ratêgia de méledos mlslOI? . Isso pode incluir o seguinte: Quadro 10-1 Uma lista de quescões para o planejamento de um procedimento de mécodos mistos Apfosenlou-se '""" definiçao b&siea da pesquisa de mélodoS mislOS? Apresenlou-se uma razao para o uso concomílanto das abordagens (ou dados) quantluil!vn e qualitativa? o leolO< tem <.2). Creswell e Plano Clark (2007) identificam 12 sistemas de classificação extraídos dos campos de avaliação. 2007. em anigos de periódicos. 2003). Várias fontes identificam seu início na psicologia e na matriz multitraços-multímétodos de Campbell e Fiske (1959). como integração. 1979) e. com o desenvolvúnento de uma metodologia de investigação distinta (ver Creswell e Plano Clark. irei identificar e discutir os seis tipos que meus colegas e eu propusemos em 2003 (Creswell et ai. Tushakkori e Teddlie.. explicar ou construir a partir dos resultados da outra abordagem). 2007). Para os objetivos desta discussão. e existe uma quantidade substancial de justaposição nas tipologias. Tushakkori e Teddlie. Onwuegbuzie e Turner. enfermagem. antes de discutir os seis tipos convém considerar diversos aspectos que influenciam o planejamento dos procedimentos para um estudo de métodos mistos. Planejame nto dos procedimentos de métodos mistos Entretànto. • Discuta brevemente o aumento do interesse na pesquisa de métodos mistos como está expressado em livros.. Destaque as razões pelas quais os pesquisadores empregam um projeto de mécodos mistos (p. 2006. • Defina a pesquisa de métodos mistos íncorporando a definição apresentada no Capítulo 1. política e pesquisa educacional e pesquisa social e comportamental. para ampliar o entendimento incorporando tanto a pesquisa qualitativa quanto a quantitativa. Reconheça que muitos termos diferentes são utilizados para essa abordagem. posteriormente. Quacro aspectOS importantes são a disoibuição do tempo.eles incluem a necessidade de uma extensa coleta de dados. enquanto abordagem de pesquisa distinta. 1998). A estratégia é ldonllncada e foram menclondos os crilétlos pera e escolha? Ap<eseniou-se um modelO visual que esclareça e estratégia da pesquisa? Ulllzou-se a notaç6o 8PfCJl)Óad4 na 111Xosentaçao do modelo vtsual? São mencionados os piooedol 1ientos do oolela e analise dos dados da letrna como eles se relacionam com o model07 S&o mencionadas os estratégias do amostragom P"'ª a coleta de dados quontiUltlvos e qual1U1tlvos? EJes relacloolldos à estrlltôgla? ••tão sao discutidos os piocedil•"" •tos """' Yatidaçllo dos dados quanlltlllvoo • qualilallvos? é mencionada a ostrutura nairallva. em diferentes disciplinas e em projetos financiados (ver Creswell e Plano Clark. a combinação e a teorização (como está mosttado no Quadro 10. Creswell A NATUREZA DA PESQUISA DE MÉTODOS MISTOS Como a pesqu isa de métodos mistos é relativamente nova nas ciências sociais e humanas. a atribuição de peso. os autores utilizam diversos termos para seus tipos de projetos. síntese. 2003). mas que os textos recentes utilizam o termo métodos mistos (Bryman. a qual se concenira na combinação da pesquisa e dos métodos quantitativos e qualitaóvos em um estudo de pesquisa (ver uma visão mais abrangente da definição da pesquisa de métodos mistos em Johnson. saúde pública. 2007. . T IPOS D E ESTRATÉGIAS E MODELOS V ISUAIS DOS MÉTODOS MISTOS Há várias tipologias paro classificar e identificar os tipos de estratégias de métodos mistos que os autores podem utilizar em seu estudo de métodos misto proposto. ou para usar uma abordagem para melhor entender. convém apresentar na proposta uma definição e descrição básicas da abordagem.Projeto de pesgulsa 241 240 John W. para uma discussão sobre as muitas iniciativas que contribuem para os métodos mistos atualmente). prossegue com o interesse na convergência ou oiangulação de diferentes fontes de dados quantitativas e qualitaóvas (Jick. métodos qua111itat:ivos e qualicalivos. Nessas classificações. ex. a natureza de tempo intensivo da análise de dados de textos e numéricos e a exigência de que o pesquisador esteja familiarizado com as formas de pesquisa quantitativas e qualitativas. Também comente que a combinação das duas pode ocorrer dencro de um estudo ou entre vários estudos em um programa de investigação. • Comente sobre os desafios que essa forma de pesquisa impõe ao investigador . e ela estâ relacionada ao tipo de ostralégla de métodos mistos quo esté sendo utilizada? • Faça um breve bisrórico da evolução dessa abordagem. mullimétodos e metodologia mista.

ex. é mais funcional coletar os dados quantitativos e os qualitativos mais ou menos ao mesmo tempo. a cescagem de uma teoria). Em termos práticos. Os dois bancos de dados devem ser mantidos separados. geração de temas na abordagem qualirativa) ou de uma abordagem dedutiva (p. Quando os dados qualitativos são coletados primeiro. ou. 2007). tanto os dados quantitativos quanto os qualitativos são coletados ao mesmo tempo. ou são mantidos separados na outra extremidade do contínuo. é impor· tante discutir e apresentar em uma proposta quando ocorre a combinação dos dados. Para os autores de propostas que utilizam métodos mistos. combinados entre estes dois extremos. Quando os dados são coletados em fases. a intenção é explorar o tópico com os participantes nos locais. ex. o peso pode ser igual. se ela será realizada em fases (sequencialmente) ou se os dados serão coletados ao mesmo tempo (concomitantemente). nas ciências da saúde. quando o(s) pesquisador(es) está(ão) no campo coletando os dados.. em outros. O modo como os dados são mixlldos cem recebido uma atenção re· cente considerável (Creswell e Plano Clark. pode ser impraticável coletar os dados durante um período de tempo extenso (p. Depois. A combinação dos dois tipos de dados pode ocorrer em diversos estágios: na coleta dos dados. em vez de revisitar o campo muitas vezes para a coleta de dados. Priorizar um tipo depende dos interesses do pesquisador. se estão. de uma abordagem indutiva (p. comitê de docentes. em um sentido mais amplo. ou nas três fases. por exemplo. pode enfatizar um ou outro. a combinação das questões de pesquisa. e a implementação é simultânea. Quando os dados são coletados concomitantemente. principalmente.2 Aspectos a ~rem consíderados no planejamento para um ~tudo de métodos miscos Dlalllblllçlo clellmpo ~neo Atrlbulçlo depno OCOnlda '-' Oedoe quelfali•'OI C91etadoa primeiro Qualilallve Comblnaçlo TtOrlzaçio ExpHclll Conec:lar1llo ~leila Fonte: Adaptado de Creawell e colabonldon1s (2003). associação profissional) e do que o inves· tigador busca enfatizar no estudo. em um projeto de duas fases . Combinar significa ou que os'dados qualicativos e quantitativos estão realmente fundidos em uma e. 2003). ou.. Depende da intenção inicial do pesquisador. ainda.. é indiferente quais vêm primeiro. Em alguns estudos. Distribuição do t empo Os autores de propostas precisam considerar a distribuição do tempo na coleta de seus dados qualitativos e quanticativos. na análise dos dados. Combinação Combinar os dados (e.. como é encontrado em alguns testes experimentais (ver Rogers ec ai. números.242 John W. em que são coletados os dados de um grande número de pessoas (geralmente uma amostra representativa de uma população). do público ao qual está direcionado o escudo (p. do uso. de algum modo. da extensão do tratamento de um tipo ou outro de dados no projeto. os qualitativos ou os quanritativos. Em muitos projetos. da filosofia. porém conecrados. ex. Atribulç6o de peso Um segundo fator que entra nos procedimentos do planejamento é o peso ou a prioridade atribuída à pesquisa quantirativa ou qualitativa em um determinado escudo.xtremidade do continuo. na interpretação dos dados. o pesquisador expande o entendimenro por meio de uma segunda fase.. Creswell Projeto de peSquisa 243 Quadro 10. ex. Há duas questões di· ferentes aqui: Quando um pesquisador faz a combinação dos dados em um estudo de métodos mistos? E como ela ocorre? A primeira questão é muico mais fácil de responder do que a segunda. a atribuição do peso em um estudo de métodos mistos ocorre por meio de estratégias que dependem de serem enfatizadas primeiro as informações quantirativas ou qualitacívas. Às vezes o pesquisador usa intencionalmente uma forma de dados como apoio para um estudo mais amplo. da interpretação) é difícil princi· paimente quando se considera que os dados qualitacívos consistem de texto e imagens e de dados qualitativos. quando o pessoal médico atarefado tem um tempo límitado para a coleta de dados no campo). Nesse caso.

com os dados quantitativos e qualitativos coletados ao mesmo tempo. O banco de dados secundário desempenha um papel de apoio no estudo.ajudam a moldar os procedimentos de um estudo de métodos mistos. quem participa do estudo. Pode ser uma teoria das ciências sociais (p. Conectados. teoria de atribuição) ou uma lente teórica ampla. Em um cenário final. significa que uma combinação da pesquisa quantitativa e qualitativa está conectada entte uma análise de dados da primeira rase da pesquisa e a coleta de dados da segunda fase da pesquisa. combinação e teorização . o pesquisador pode ter um objeóvo principal de coletar uma fonna de dados (digamos. e tais teorias podem ser explicitadas em um escudo de métodos mistos ou estar impllcicas e não mencionadas. Estratégias alternativas e modelos visuais Estes quatro fatores . Elas apresentam uma perspectiva abrangente utilizada com todas as estratégias de investigação dos métodos mistos (a serem presentemente discutidas). Thshakkori e Teddlie (1998) e Creswell e Plano Clark (2007). como os dados são coletados e as implicações extraídas do estudo (geralmente para mudança e defesa). Nos estudos de métodos mistos. então. Nessa situação. realmente fundindo os dados quantitativos aos dados qua. Creswell que começa com uma fase quantitativa. raça. teoria de liderança. classe. Mertens (2003) apresenta uma boa discussão Projeto de pesquísa 245 de como uma lente transfonnadora molda todas as fases do processo de pesquisa na pesquisa de métodos místos. ex. ver Capitulo 3). Uma proposta conteria uma descrição da estratégia e um modelo visual dela.disuibuíção do tempo. os dados quantitativos e qualitativos estão conectados durante as rases de pesquisa. a análise dos dados e seus resulta...244 John W. a combinação consiste em integrar os dois bancos de dados. os dados qualitativos) construída sobre a outra (p. Não está sendo utilizada nem a combinação nem a conexão dos dados entre as fases. as teorias são geralmente encontradas nas seções iniciais. na pesquisa de métodos mistos. litativos. estruturas e palpites para suas investigações. qualitativa) para proporcionar informações de apoio.l e 10. • Uma ·~" indica uma forma sequencial de coleta de dados. teoria de adoção. As palavras qualitativo e quantitativo foram abreviadas nas figuras como "qual" e "quan". e comparar essas contagens com dados quantitativos descritivos. elas são adaptadas de Creswell e colaboradores (2003). assírn como os procedimentos básicos que o in· vestigador utilizará na implementação da estratégia. o pesquisador está incorporando uma forma secundária de dados dentro de um escudo mais amplo. • "Quan" e "Qual" representam quanrirarivo e qualirarivo.. os dados qualitativos podem ser igualmente enfatizados. cada estratégia esrá brevemente descrita e ilustrada nas Figuras 10. Essas estratégias de métodos mistos podem ser descritas usando-se a notação que foi desenvolvida no campo dos métodos mistos. A notação dos métodos mistos apresenta rótulos e símbolos abreviados que comunicam írnportantes aspectos da pesquisa de métodos mistos e apresenta um modo pelo qual os pesquisadores de métodos mistos podem facilmente comunicar seus procedimentos. Nesse caso. transformando os temas qualitativos em contagens. Todos os pesquisadores levam teorias. atribuição de peso. Perspectivas de teorfzoçdo ou tran1formaç80 Um fator final a ser considerado é se uma perspectiva teórica maior guia todo o projeto. fundir os dois bancos de dados. . há seis estratégias principais para os investigadores escolherem quando planejam uma proposta de pesquisa. da análise dos dados e da interpretação dos dados quantitativos ou qualitaóvos no estudo. como uma lente orientadora que molda os ópos de questões formuladas. Em vez disso. com uma forma (p. que sugerem o seguinte: • Um"+" indica uma fonna simultânea ou concomitante de coleta de dados. As letras maiúsculas indicam a ênfase de uma abordagem ou método. tendo uma fonna de dados díferente como o banco de dados principal. dados quantitativos).. ex. A notação que segue foi adaptada de Morse (1991).2. e utilizam o mesmo número de letras para indicar a igual· dade entre as fonnas dos dados. Embora essas não esgotem todas as possibilidades. ex. o pesquisador pode coletar os dados quantitativos e qualitativos concomitantemente e integrar ou. dos podem ser utilizados na identificação dos participantes para a coleta de dados qualitativos em uma fase de acompanhamento. ex. respectivamente (ver a discussão que acompanha as figuras). quantitativa) e ter a outra forma de dados (digamos. Em um escudo de métodos mistos. ou um pode ser' mais enfatizado do que o outro. como uma lente reivindicatória/parcicipacória (p. gênero. Em outto estudo. • As letras maiúsculas indicam um peso ou prioridade dos dados. Vamos nos concentrar no uso das teorias explicitas. respectivamente.

É caracterizada pela coleta e pela análise de dados quantitativos em uma primeira fase da pesquisa.===::::. _ A_ N.246 John W..~ ProJelo Tf81111formll!lvo Sequenciei (G) ~ ~ ~_J ~ AMOse ao& Resultados An61/sa (los Resuffados Projeto Translonnatlvo Concomltanta (e) . Projeto de Trlangulaçto Corn:omitame (a) + . EstratéflO explanatório sequencial A estratégia explanatória sequencial é uma estratégia popular para o projeto de métodos mistos e com frequência atrai os pesqtúsadores com forres inclinações quantitativas. teoria quahlaUva. as duas formas de dados estão separadas. vJslo de muildo teivlndlcatõria r~~.--~~~~~~~ QUAH • QUAH qu•I Teoria da ciência sooal. OUAN Teoria de ciência social._. Fonte: Adaptada de CresweU e colaboradores (2003). vtsao de mun<lo reivindicatória Figura 10. teoria quafitatlva. uma figura tem pelo menos dois elementos: o procedimento geral dos métodos mistos que está sendo usado e os procedimentos mais específicos de coleta.~--.. visllo do mundo reivindicatória Figura 10. Uma teoria explícita pode ou não . teoria qual1tat1va. QUAL Protelo Eltp!onlórlo Sequencial (b) IQUAll-B QUAL ·dl- Ouan Resultados e/Os Dados Comparado$ QUAL Análfse dos Q/Jdos Anã/Is• dos Dados Projeto 1.. análise e interpretação dos dados para ajudar o leitor a entender os procedimentos mais específicos utilizados.2 Projetos concomitantes. estão incorporados em cada figura os procedimentos específicos de coleta. Além disso. C<eswell Projeto de pesquisa 247 Projeto E~plan1t6rto Sequencial (a) j'""ou. Assim. e a combinação dos dados ocorre quando os rcsu llados quantitativos in iciais conduzem a coleta de dados qualitativos secu ndária. Dessa maneira. de análise e de interpretação dos dados. Fonte: Adaptada de CresweU e colaboradores (2003). porém conectadas. • As caixas destacam a coleta e a análise dos dados quantitativos e qualitativos. QUAL Teoria da cl6noa social._1do Concomltanta (b) - ColelB e/Os dedos Colel1d0s~ .-OU-Al --. seguidas de coleta e análise de dados qualitativos em uma segunda fase que é desenvolvida sobre os resultados quantitativos iniciais. • Uma notação QUAN/qual indica que os métodos qualitativos estão incorporados em um projeto quantitativo. O peso maior é tipicamente atribuído aos dados quantitativos..1 Projetos sequenciais.

É conveniente para um pesquisador que quer explorar um fenômeno. Além disso. discriminação. pois os instrumentos existentes são inadequados ou não estão disponíveis . Além disso. Além disso. Nesse caso. Diferentemente da abordagem explanatória sequencial. o objetivo dessa estratégia é utilizar os dados e resultados quantitativos para auxiliar na interpretação dos resultados qualitativos. separados. No nível mais básico. especialmente se as duas fases recebem igual prioridade. Ele pode ser especialmente útil quando resultados inesperados surgem de um estado quantitativo (Morse. ele poderia tomar um esrudo em grande parte qualitativo mais palatável para um orientador. cria sensibilidade à coleta de dados de gru1>9S marginalizados ou sub-representados e termina com um chamado à ação. o que é uma desvantagem. Creswell e Plano Clark. comparações entre grupos. o pesquisador primeiro coleta e analisa os dados qualitativos (Fase 1) e utiliza a análise para desenvolver um instrumento (Fase 2) que é subsequentemente administrado a uma amostra de uma população (Fase 3. mas também expandir os resultados qualitativos. Sua abordagem de duas fases (pesquisa qualitativa seguida de pesquisa quantitativa) é fácil de implementai. molda uma questão de pesquisa direcional que visa explorar um problema (p. Essa estratégia pode ou não ter uma perspectiva teórica específica. Finalmente. Ele é fácil de implementar porque os passos recaem em estágios claros. uma seguindo a outra. A estratégia exploratória s equencial envolve uma primeira fase de coleta e de análise de dados qualitativos.Projeto de pesquisa 249 248 John W. seguida de uma segunda fase de coleta e de análise de dados quantitativos que é desenvolvida sobre os resultados da primeira fase qualitativa. Seu principal ponto fraco é a extensão de tempo envolvida na coleta de dados. 1991). o foco principal desse modelo está em inicialmente explorar um fenômeno. que é mais adequada para explicar e interpretar as relações. a estratégia exploratória sequencial é com frequência discutida como o procedimento de escolha quando um pesquisador precisa desenvolver um instrumento. Similarmente. A estratégia exploratória sequencial tem muitas das mesmas vantagens que o modelo explanatório sequencial. O peso maior é em geral atribuído à primeira fase. Usando uma abordagem de três fases. com uma lente teórica (p. para um comitê ou para uma comunidade de pesquisa bem versados na pesquisa quantitativa e que pode não estar familiarizado com as abordagens qualitativas. o pesquisador tem que tomar algumas decisões importantes sobre quais resultados da fase qualitativa inicial serão destacados na fase quantitativa subsequente (p. Como acontece com a abordagem explanatória sequencial. seguida de uma segunda fase (qualitativa ou quantitativa). ex. assim como de descrever e relatar de forma direta. um tema. ex. Um projeto explanatório sequencial é tipicamente utilizado para explicar e a interpretar os resultados quantitativos por meio de coleta e da análise de acompanhamento dos dados qualitativos.. tal aspecto do projeto facilita descrevê-lo e fazer seu relatório. a coleta dos dados qualitativos que segue pode ser utilizada para se examinar mais detalhadamente esses resultados surpreendentes. raça. A estratégia transformativa sequencial é um projeto de duas fases.lb). A lente teónca é apresentada na introdução de uma proposta.. Estratégia exploratória sequencial Esta próxima estratégia é similar à abordagem sequencial explanatória. 2007). e os dados são combinados por sua conexão entre a análise dos dados qualitativos e a coleta dos dados quantitativos. Os passos dessa estratégia estão retratados na Figura 10. a qual se desenvolve sobre a fase anterior. la. Esse modelo é especialmente vantajoso quando um pesquisador está construindo um novo instrumento. o que pode ser uma desvantagem para algumas siruações de pesquisa. Morse (1991) citou um objetivo para escolher essa abordagem: determinar a distribuição de um fenômeno dentro de uma população escolhida. A narureza direta desse projeto é um de seus principais pontos fortes. Morgan (1998) sugeriu que esse projeto é apropriado para ser aplicado quando se testa elementos de uma teoria emergente resultante da fase qualitativa e que também pode ser usado para generalizar resultados qualitativos para diferences amostras. Nesse projeto. teoria da ciência social) se sobrepondo aos procedimentos sequenciais.lc). múltiplos temas).. O projeto pode ou não ser implementado com uma perspectiva teórica explícita (ver a Figura 10. o modelo exploratório sequencial requer uma extensão de tempo substancial para completar as duas fases de coleta de dados. gênero. como nas duas primeiras estratégias descritas (ver Figura 10. Estratégia transformativa sequencia/ Esta abordagem sequencial final tem duas fases distintas de coleta de dados. com duas fases separadas. Tem também uma fase inicial (quantitativa ou qualitativa). desigualdade. exceto pelo fato de as fases serem invertidas. o pesquisador pode aplicar um ou outra método na . injustiça). ex. Creswell informar o procedimento geral.

Do mesmo modo. embora também requeira tempo para completar duas fases de coleta de dados. Por isso. a coleta de dados quantitativos e qualitativos é concomita. a estratégia incorporada concomitante dos métodos mistos pode ser identificada ..ógicos fortes e fracos das duas outras abordagens sequenciais. um dos seus pontos fracos é que há pouca orientação sobre como utilizar a visão transformativa para guiar os métodos. 1988. Caracelli e Graham. Alguns autores se referem a essa comparação como cc11. Estraté1la de trlanfUlaçõo concomitant e A abordagem de triangulação concomitante é provavelmente o mais familiar dos seis principais modelos de métodos mistos (ver Figura 10. decisões importantes têm que ser tomadas sobre quais resultados da primeira fase devem ser o foco da segunda fase. Infelizmente. mas. uma ideologia específica ou reivindicatória. é ambuído peso igual aos dois métodos. Bird e McCormick. Stekler. ocorrendo em uma fase do estudo de pesquisa. embora estejam emergindo procedimentos na literatura. como pouco tem sido escrito até agora sobre essa abordagem. em geral encontrada em uma seção de interpretação ou de discussão. Esse modelo tradicional dos métodos mistos é vantajoso porque é familiar à maioria dos pesquisadores e pode resultar em resultados bem validados e substanciados. Também pode ser difícil comparar os resultados de duas análises utilizando dados de diferentes fonnas. O objetivo de uma estratégia transformativa sequencial é melhor servir à perspectiva teórica do pesquisador. o pesquisador coleta concomitantemente os dados quantitativos e os qualitativos e depois compara os dois bancos de dados para determinar se há convergência. Em condições ideais. acontece com todas as estratégias sequenciais.nte. A combinação durante essa aborda. Acredito que a maior parte dos pesquisadores quando considera pela primeira vez os métodos mistos emprega este modelo de coleta de dados quantitativos e qualitativos e compara as duas fontes de dados. os pontos fortes de um aumentam os ponros fortes do outro).250 John W. Morgan. Além disso. um pesquisador transformativo sequencial pode ser capaz de dar voz a diversas perspectivas. como a pesquisa qualitativa. na prática. desccnfinnação. e o maior peso pode ser atribuído a uma das duas ou distribuído igualmente a ambas as fases. A combinação está conectada como em todos os projetos sequenciais. Utilizando duas Cases. diferenças ou alguma combinação. 1992). O modelo transfonnativo sequencial compartilha os pontos metodo1. Requer grande esforço e pericia estudar adequadamente um fenômeno com dois métodos separados. é mais importante na orientação do estudo do que o uso dos métodos isoladamente.2a). a coleta de dados concomitante resulta em um perlodo de tempo de coleta mais curto em comparação a uma das abordagens sequenciais. revisitar o banco de dados original. para que possam ser facilmente comparados) ou integrar ou comparar os resultados dos dois bancos de dados lado a lado em uma discussão. o modelo transformativo sequencial tem uma perspectiva teórica para guiar o estudo. em que uma seção de discussão apresenta primeiro os resultados estatísticos quantitativos seguidos de citações as quais corroboram ou desmentem os resultados quantitativos. e. validação cmzada ou ccrrolxr ração (Greene. obter novo insight da disparidade dos dados ou desenvolver um novo projeto que lide com essa discrepância (Creswell e Plano Clark.fim1ação.gem. Seu uso de fases disúntas facilita sua implementação e descrição e o compartilhamento dos resultados. um pesquisador pode ficar confuso sobre como resolver as discrepâncias que surgem na comparação dos resultados. Esse modelo também tem várias limitações. defender melhor os participantes ou compreender melhor um fenômeno ou processo o qual está mudando como resultado de estar sendo estudado. inversamente. como conduzir uma coleta de dados adicionais para resolver a discrepância. Em uma abordagem de triangulação concomitante. significa realmente fundir os dados (i. 1989. 2007). Nessa abordagem. como meio de compensar os pontos fracos inerentes a um método com os pontos f0rtes do outro (ou. Diferentemente das abordagens sequenciais exploratória e explanatória. O objetivo dessa perspectiva teórica. Além disso. seja ela uma estrutura conceituai. frequentemente um ou outro pode ser priorizado. Mais importante. McLeroy. Goodman. essa estratégia pode ser mais atrativa e aceitável para os pesquisadores que já estão utilizando uma estrutura uansfonnativa dentro de uma metodologia diferente. Estraté1/o Incorporada concomitante Assim como a abordagem da triangulação concomitante. Creswell primeira fase da pesquisa. transformar um tipo de dado no outro tipo de dado. pois tanto os dados qualitativos quanto os quantitativos são coletados em um mesmo momento no local da pesquisa. Esse modelo geralmente utiliza· os Projeto de pesquisa 251 métodos quantitativos e qualitativos separadamente. Essa integração lado a lado é frequentemente vista nos estudos de métodos mistos publicados. esse projeto coloca a pesquisa de métodos mistos dentro de uma estrutura transfonnativa.

252 John w. é feita para facilitar tal perspectíva. a interpretação e o relato dos resultados. a abordagem transformativa con comitante é guiada pelo uso do pesquisador de uma perspectiva teórica específica e também da coleta concomitante dos dados quantitativos e qualitativos (ver Figura 10. uma abordagem incorporada concomitante tem um método principal que guia o projeto e um banco de dados secundário o qual desempenha um papel de apoio nos procedimentos. os empregados podem ser esnadados quantitativamente. e assim por dia. durante uma únlca fase de coleta de dados. o que é normalmente realizado em uma seção de discussão de um estudo. ou em uma estrutura conceituai ou teórica. podem ocorrer discrepâncias que precisem ser resolvidas. um modelo incorporado concomitante pode ser empregado quando um pesquisador opta por utilizar diferentes métodos para estudar diferentes grupos ou níveis. ou abrigado. os dados quantitativos lidam com os resultados esperados dos tratamentos. quantitativos e qualitativos. Por exemplo. como acontece se um pesquisador planejou e conduziu um experimento para examinar resultados de tratamento. durante a qual são coletados.me. Ela pode ser baseada em ideologias. a pesquisa participatória. Um método pode ser aplicado dentro de uma estrutura do outro método.. Tushakko- Projeto de pesquisa 253 ri e Tuddlie (1998) descreveram tal abordagem como um projeto de muitos níveis. ~ a força direcionadora que está por mls de todas as escolhas metodológicas. Por exemplo. para que os diversos participantes tenham voz no processo de mudança de uma organização. Do mesmo modo. A combinação dos dados dos dois métodos frequentemente significa integrar as informações e comparar uma fonte de dados com a outra. Além disso. . Além disso. ex. Isso seria o caso quando o pesquisador utiliza essa abordagem para avaliar diferences questões de pesquisa ou diferentes níveis em uma organização. Com frequência. Os dados precisam ser transformados de tal maneira que possam ser integrados à fase de análise da pesquisa.ver Tashakkori e Teddlie. a identificação do projeto e das fontes de dados. Estratégia transformativa concomitante Como acontece com o modelo transformativo sequencial. o que pode ser uma desvantagem ao se interpretar os resultados finais. é usado para que um pesquisador possa obter perspectivas amplas como resultado do uso de diferentes mérodos.2c). como dois quadros diferentes os quais proporcionam uma avaliação composta geral do problema. 1998). a análise. Recebendo menos prioridade. se uma organização está sendo estudada. Esse modelo de métodos mistos é atratívo por várias razões. mas usou a metodologia de estudo de caso para observar como os participantes do estudo experimentaram os procedimentos do tratamento. como a teoria crflica. Fora isso. Pode e nvolver uma triangulação dos dados quantitativos e qualitativos para melhor convergir as informações e para proporcionar evidências para uma desigualdade das pollticas em uma organização. Creswetl por seu uso de uma fase de coleta de dados. uma perspectiva teórica explicita pode ser utilizada nesse modelo. Um pesquisador consegue coletar os dois tipos de dados simultaneamente. enquanto os dados qualitativos exploram os processos experimentados pelos indivíduos nos grupos de tratamento) ou busca informações em um nível diferente de análise (a analogia com a análise hierárquica na pesquisa quantitativa é útil na conceituação desses níveis . Essa incorporação pode significar que o mérodo secundário lida com uma questão diferente daquela do método primário (p. dentro do método predominante (qualitativo ou quantitativo). Morse (1991) observou que um projeto primariamente qualitativo pode incorporar alguns dados quantitativos para enriquecer a descrição dos participantes da amostra. geralmente para informar o método principal. um pesquisador pode obter perspectivas dos diferences cípos de dados ou de diferentes níveis dentro do estudo. Por exemplo. o método secundário (quantitativo ou qualitativo) é incorporado.2b). essa abordagem também resulta em evidências desiguais em um estudo. os administradores podem ser entrevistados qualitativamente. Diferemememe do modelo da criangulação tradicional. divisões inteiras podem ser analisadas com dados quantitativos. O modelo incorporado concomitante pode ser utilizado para servir a vários objetivos. utilizando os dois métodos diferentes dessa maneira. ela descreveu como os dados qualitativos podem ser utili· zados para descrever um aspecto de um estudo quantitacívo o qual não pode ser quantificado. Há também limitações a co. ao mesmo tempo. os dados também podem não ser comparados. mas permanecer lado a lado. em oposição ao uso apenas do método predominante. o projeto pode ter'um método incorporado no outro. Essa perspectiva está refletida no objetivo ou nas questões de pesquisa do estudo. Similarmente às outras abordagens. Como os dois métodos são desiguais em sua prioridade.n siderar quando se escolhe essa abordagem. cais como a definição do problema. a pesquisa reivindicatória. A escolha de um modelo concomitante. Entretamo. se os dois bancos de dados forem comparados. os dados quantitativos e qualitativos (ver a Figura 10. Isso proporciona a um estudo as vantagens de ambos os dados. em um experimento. seja ele a triangulação ou o proje10 incorporado.

Os dados diferem em termos de respostas abenas versus resposras fechadas. Creswell e Plano Clark (2007) incluem quatro artigos de periódicos completos para que os leitores possam examinar os detalhes dos estudos empregando diferentes formas de projetos. Consulte o Quadro 1.2 para avaliar os aspectos com os quais você estará trabalhando em seus procedimentos de métodos mistos.2 apresentam alguns modelos úteis para orientação. ela é também utilizada na pesquisa qualitativa.. especialmente dos quais têm pouca experiência com a pesquisa qualitativa e uma prática substancial na pesquisa quantitativa. e depois identifique 1 das 6 abordagens discutidas neste capítulo como o projeto principal para seu escudo proposto. Nessa abordagem.254 John W. Apresente uma definição de trabalho para o projeto. Algumas formas de dados. Escolhendo uma estratégia de métodos mistos Os amores de proposcas precisam comunicar a escratégia específica para a coleta de dados de métodos miscos que planejam usar. Como o modelo aansformativo concomitante compan:ilha ca. É também importante identificar as estratégias da amostragem e as abordagens utilizadas para estabelecer a validade dos dados. Quando o tempo é um problema. • Lembre-se de que a coleta e a análise tanto dos dados quantitativos quanto dos qualitativos é um processo rigoroso e demorado. A combinação dos dados ocorreria por meio da fusão. Essa é a preferida de muitos alunos. • Reconheça que os dados quantitativos frequentemente envolvem amosrragem aleatória. ex. • Estude os artigos publicados que utilizem diferences abordagens e determine qual faz mais sentido para você. • Identifique e seja específico sobre o tipo de dados .racter!sticas com as abordagens da triangulação e da incorporada. dependendo do quão abenas (qualitativas) ou fechadas (quantitativas) possam ser as opções de resposta em uma entievista ou em uma lista de verificac.tanto quantitativos quanto qualítativos . que mostra tanto dados quantitativos quanto qualitativos. Como estamos no estágio inicial da adoção da pesquisa de métodos mistos em muitos campos. levantamentos) e pode incluir uma forma secundária menor de coleta de dados (p. um exemplo publicado da pesquisa em sua área vai ajudar a criar canto legitimidade para a pes· quisa de métodos mistos quanto a ideia de que ela é uma abordagem facável à pesquisa para as comissões de pós-graduação ou para outros públicos. Esse modelo enfatiza uma forma principal de coleta de dados (p. como entrevisras e observações.3. Seguem algumas dicas de pesquisa sobre como selecionar uma esa-acégia de métodos mistos: • Utilize as informações do Quadro 10. também companilha seus específicos pomos fortes e fracos.l e 10. Projeto de pesquisa 255 • Considere ucilizar a abordagem sequencial explanatória.ão.. Encreranto. convém discutir os tipos espedficos de dados a serem coletados.racter!sticas de uma triangulação ou de uma abordagem incorporada (os dois tipos de dados são coletados ao mesmo cempo durante uma fase de coleta de dados e podem ter prioridade igual ou desigual). o modelo transformativo concomitante pode assumir no projeto ca. As abordagens concomitantes consomem menos tempo porque os dados qualitativos e quantitativos são coletados ao mesmo tempo. Creswell Por isso. As Figuras 10. esse modelo cem a vantagem adicional de colocar a pesquisa de métodos mistos em uma estrutura tranSfonnativa.ão para uma observação. na mesma visita ao campo. Em· bom a redução das informações a m1mecos seja a abordagem utilizada na pesquisa quantitativa. juntamente com um modelo visual e urna justificativa de por que ele é útil para você. podem ser quantitativas ou qualitativas. algumas entrevistas com alguns dos panicipantes que concluíram os levantamentos). da conexão ou da incorporação dos dados.que serão coletados durante o estudo proposto. • Encontre um artigo de periódicos de métodos mistos publicado que seja similar ao seu projeto e o apresente a seu orientador e/ou seu grupo de pesquisa para que tenham um modelo de trabalho para a abordagem que você planeja utilizar em seu escudo. de forma que cada indivíduo tem igual probabili- . O fato de ambas as formas de dados não serem iguais em tamanho e rigor permite que o estudo tenha um escopo reduzido e seja manejável no tempo e com os recursos disponíveis. encorajo os alunos a pensar em um modelo de projeto incorporado. • Considere a quantidade de tempo que você tem para coletar os dados. o que pode comá-la especialmente atrativa para os pesquisadores qualitativos ou quantitativos que já utilizam uma estrurura aansfonnativa para guiar sua investigac. uma coleta de dados quantitativos inicial é seguida por uma coleta de dados qualitativos secundária para acompanhar os resultados quantitativos. PROCEDIMENTOS D E COLETA DE DADOS Embora o modelo visual e a discussão sobre as estratégias especificas em uma proposta apresentem um quadro dos procedimentos. ex.

Por exemplo. Entretanto. com familias) para coletar resultados quantitativos sobre uma amostra. Acompanhar as entrevistas qualitativas com esses casos discrepantes pode proporcionar insights sobre o motivo pelo qual eles divergiram da amostra quantitativa.256 John W. Na coleta de dados qualitativos. colete entrevistas qualitativas (p. conduza um levamamemo cm um nível (p. Isso envolve criar códigos e remas qualitativamente. ex. ex. . Ao mesmo tempo. em uma análise fatorial de dados de uma escala em um insaumento. Creswell e Plano Clark. os procedimentos gerais fi./Amostragem sequencial. amoscragem intencional estratificada./ Amostragem concomitante. o pesquisador pode criar fatores ou temas que depois possam ser comparados aos temas do banco de dados qualitativo. urna análise dos dados quantitativos na primeira fase pode produzir casos extremos ou discrepantes. uma discussão dessa abordagem pode incluir a descrição do uso da coleta de dados de levantamento seguida de análises de dados descritiva e inferencial na primeira fase. os procedimentos precisam estar identificados com o projeto. combine informações da coleta de dados quantitativos e qualitativos em uma matriz. Essa quantificação dos dados qualitativos permite que um pesquisador compare os resultados quantitativos com os dados qualitativos. ex. • Exploração dos valores discrepantes: Em um modelo sequencial. O eixo horizontal dessa matriz pode ser uma variável categórica quamitativa (p./ Amostragem de vários níveis. Tashakkori e Teddlie. Então as observações e a codificação qualitativas e a análise temática em um projeto etnográfico podem ser mencionadas para a segunda fase. Uma terceira e última fase pode ser validar o instrumento com uma grande amostra representativa de uma população. • Inclua procedimentos detalhados em seu modelo visual. e os indivíduos são selecionados porque experimentaram o fenômeno principal. como está demonstrado na Figura !O. amostragem aleatória). um pesquisador pode quantificar os dados qualitativos. a figura pode ser ainda mais detalhada. Teddlie e Yu (2007) desenvolveram uma tipologia de cinco tipos de amostragem de métodos mistos que relaciona a amostragem às estratégias de métodos mistos discutidos: . . . em um modelo explanatório sequencial. Creswell dade de ser selecionado. 1993./Estratégias básicas que envolvem a combinação de amostragem quantitativa e qualitativa (p. em uma proposta. com indivíduos) para explorar o fenômeno com indivíduos espedficos dessas famílias. é utilizada a amostragem intencional. o tipo de prestador de serviço . Por exemplo. e depois conrar o número de vezes que eles ocorrem nos dados do texto (ou possivelmente a extensão das falas sobre um código ou tema contando linhas ou sentenças). um levantamento com respostas fechadas e abenas). algumas das abordagens mais populares da análise de dados dos métodos mistos são as seguintes (ver Caracelli e Greene. ex./ Amostragem utilizando qualquer combinação das estratégias precedentes. Além disso. médico e outro tipo de profissional de saúde) e no eixo vertical estariam os dados qualitativos. em que a amoscragem ocorre em dois ou mais níveis ou unidades de análise. • Exame de vários níveis: Em um modelo incorporado concomitante. em que a amostragem de probabilidade quantitativa e a amostragem intencional qualitativa são combinadas como procedimentos de amostragem independentes ou conjuntos (p.enfermeiro. consiga temas e declarações especificas dos participantes em uma coleta de dados qualitativos inicial.. Como alternativa. Por exemplo. cam mais no alro da página e os procedimentos detalhados abaixo deles. 2007. Entretanto.. • Desenvolvimento do instrumento: Em uma abordagem sequencial..la. em que a amostragem da primeira fase ou sequência informa a segunda fose ou sequência. ex. . utilize essas declarações como itens específicos e os temas para escalas para criar um instrumento de levanramenro baseado nas visões dos panicipaotes. Procedimentos rigorosos de amostragem precisam ser comunicados em uma proposta para a coleta de dados quantitativos e qualitativos. ANÁLISE DOS DADOS E PROCEDIMENTOS DE VALIDAÇÃO A análise dos dados na pesquisa de métodos mistos está relacionada ao tipo de estratégia de pesquisa utilizada para os procedimentos. 1998): • 1Tansforrnação dos dados: Nas estratégias concomitantes. a análise ocorre tanto na abordagem quantitativa (análise Projeto de pesgulsa 257 numérica descritiva e inferencial) quanto na qualitativa (descrição e análise temática de texto ou imagem) e frequentemente entre as duas abordagens.. e a amostra pode ser generalizada para a população mais ampla. Na fase seguinte. • Criação de uma matriz: Quando comparar os dados em um tipo de abordagem concomitante. um investigador pode qualificar dados quantitativos. Pbr exemplo. Assim. as contagens do número ..

o ser familiares ao público. em geral. produzir inferências de alta qualidade) e o valor do estudo para os consumidores (ver Onwuegbuzie e Johnson.. As questões de validade na pesquisa de mérodos mistos podem se relacionar com os tipos d e estratégias discutidas neste capí· tulo. descrição detalhada ou oucras abordagens. Outro aspecto da análise dos dados na pesquisa de métodos mistos a ser escrito em uma proposta é a série de passos seguidos para verificar a validade dos dados quantitativos e a precisão dos resultados qualitativos. os pesquisadores de métodos mistos geralmente organizam um relatório dos procedimentos na coleta de dados quantitativos e na análise de dados quantitativos seguidas da coleta e análise dos dados qualitativos. as posições filosóficas estão misturadas de uma forma utilizável?) até a exrração de inferências (p. ou alguma combinação. . Como os estudos de métodos mistos podem nã. 1998). segue o tipo de estratégia escolhida para o estudo proposto. ao acompanhamento de resultados contraditórios. nas conclusões ou fase de interpre· ração do estudo. Um campo de estudo emergente é considerar como a validade pode ser diferente para os estudos de métodos mistos e para um estudo quan· titativo ou qualitativo. a matriz apresentaria uma análise dos dados qualitativos e quan. seguidas da coleta e análise dos dados quantitativos. o autor. para uma discussão dessas ideias). a estrutura comumente envolve a apresentação da questão defensiva no início. • Em um estudo transformativo. Para os dados qualicativos. a coleta de dados quantitativos e qualitativos pode ser apresentada em seções separadas. apresenta o projeto como duas fases distinras. neira. A estrutura desse tipo de esrudo de métodos mistos não faz uma distinção clara entre as fases quantitaóva e qualitativa. desde questões filosóficas (p. uma seção à pane pode sugerir uma agenda para a mudança ou a refonna que se desenvolveu como resultado da pesquisa. Para os indivíduos que escrevem uma proposta de pesquisa de métodos mistos. precisam ser mencionadas as esrratégias que serão utilizadas para verificar a precisão dos resultados (ver Capítulo 9) . Programas de software de computador qualitativos proporcionam possibilidades de produção de matriz para o pesquisador de métodos mistos (ver Capítulo 9). mas a análíse e a inter· pretação combinam as duas fonnas de dados para buscar convergência ou semelhanças entre os resultados. Além disso. como a análise dos dados. ao tamanho da amostra. aos procedimentos inadequados ou ao uso de questões de pesqu isa conflitantes (ver Creswell e Plano Clark. Creswell dos c6digos dos dados qualitativos. Em qualquer das estruturas. Os aurores têm começado a desenvolver uma nomenclatura bilingue para a pesquisa de métodos mistos e a têm chamado de legitimação da validade (Onwuegbu zie e Johnson. 66). a validade relacionada à sequência qualitativa (ver Capítulo 9) e quais· quer questões de validade que possam surgir relacionadas à abordagem de métodos mistos. são comentadas as ameaças potenciais à vali· dade interna para os experimentos e levantamentos (ver Capítulo 8). Depois. Esses podem incluir fontes de dados de triangulação. p. 2007. com títulos separados para cada fase. o pesquisador comenta como ~ resultados qualitativos auxiliaram a elaborar ou a estender os resultados quantitativos. • Para um estudo sequencial. e depois usa a estrutura sequencial ou concomitante como meio de organizar o conteúdo. Projeto de pesquisa 259 ESTRUTURA DE APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO A estrutura do relatório.258 John w. Dessa ma. Os autores que escrevem sobre os métodos mistos defendem o uso de procedimentos de validade para as fases quantitativa e qualitativa do estudo (Tashakkori e Teddlíe. Podem se relacionar à seleção da amostra. A legicimação do estudo de métodos mistos se relaciona a muiras fases do processo de pesquisa. ex. convém proporcionar alguma orientação quanro à maneira como o relatório será estruturado. Como alternativa. 2006. verificação dos membros. O autor da proposta discute a validade e a confiabilidade das pontuações de usos passados dos instrumentos empregados no escudo. considere os tipos de validade associados ao componente quantitativo (ver Capítulo 8). EXEMPLOS DE PROCEDIMENTOS DE MÉTODOS MISTOS Seguem ilustrações de estudos de métodos mistos que usam tanto as estratég'ias e os procedimentos sequenciais quanto os concomitantes. No fim. aos vieses na coleta de dados.. 2006). ritativos combinados. a coleta e análise dos dados qualitativos pode ocorrer primeiro. ex. • Em um estudo concomitante.

por oucro. Depois os resultados do estudo de caso foram apresentados em termos de remas e de subtemas corroborados por citações. Seguiu-se enrão uma escrutura conceirual. e a notaçao para o estudo seria QUAN + qual. como estratégia de im· plementaçao. podemos caracterizar o uso da teoria neste estudo como indutivo . s. os resultados quantirativos.o processo de pesquisa.o. A Fese 1 foi um estudo qUIJl'lliteUvo o qual procurou ~s eataUst/cas lllllte o compromisso do proteuor e os antecedentes e 18su/t8doS organizacionais em e$COl8• de ensino fundamental e médlO. 1991). O maior peso nesse esc~d~ de métodos m~tos foi atribuído à coleta e à análise dos dados quan. e questões de pesquisa foram colocadas para explorar as relações. Os autores apresentam uma discussão extensiva da análise quantitativa dos dados do levantamento. a Fess 2 ptOCfJfOU em esco/4s especificas.levantamentos durante um período de crês anos e de 56 alunos e seus pais em entrevisms. utJJIZando os mllodos qualitativo e de vsrudo de caso.ão das variáveis e os detalhes da regressão logistica para a análise dos dados. podemos observar que eles c~etaram os dados concomiranremenre. no estágio de inter~retaçao d. os aurores compararam a tmportânc1a dos fatores que explicam as contas-poupança dos pais para os resultados quantitativos. A implementação foi QUAN -. 1992. • (Kushman. nenhuma lente teórica orientou o estudo. em que o pesquisador destacou os resultados quantita· tivos e as complexidades que vieram à tona com os resultados qualitativos. O autor não utilizou uma perspectivn teórica como lente no estudo. alJWdes do profassor com rel11çdo é éSCO/a Otp8111zec:ionelmenle 11'8tive. exibindo e discutindo correlações.1. me• que requer val~o tµnplrlca adicional. Isso proporcionou uma orientação teórica para a fase quantitativa do estudo (Morse.. p. qual nesse estudo de duas fases. 13) Essa declaração de objetivo iluscra a combinaçiio de um objetivo com a justificativa para a combinação ("encender melhor"). complementadn com um modelo visual. com a pri· meira. Essa prioridade foi mais iluscrada nas seções que definiram o compromisso organizacional e o compromisso com a aprendiza. Acombinação dos resultados quantitativos e dos resultados qualitativos ocor· reu na discussão final. HoiSlat e Vésper ~ un eRldo examin8ndO os ~ anociados às tcOllOllllas dol~ pera os filhos lrequenlaram as untverllicllliltl& Ulllizanélo dados klng~udlnals é:ôiei8élo$ ele mur. e o uso de Liceratura extensiva para documencar esses dois conceicos. 1111tender melhor 11 dindmica do compromisso qo profesaor. nrat1vos. Pela declaração de objetivo.gulndo essa anllise de nível macro. conduzindo a uma prioridade para a abordagem quanticativa. 155). assim como os tipos específicos de dados colecados durance o esrudo. A combinação das duas fontes de dados ocorreu em urna seção intitulada "Discussão do Levan~ento e Resultados das Encreviscas" (p. A incrodução concencrou-se na necessidade de examinar o compromisso organizacional e o compromis· so com a aprendizagem dos alunos. De maneira similar ao Exemplo 10.260 John W. e pela durante um pertodo de Os dados reais foram coletados de 182 alunos e pais que participaram de . Também mencionam as limitações da análise quantitativa e os resultados especlficos do teste r e da regressão. embora o artigo começasse com a literatura sobre estudos econométricos e a pesquisa sobre a escolha da universidade ~ terminasse com um "Modelo Aumentado das Poupanças dos Pais". Exemplo 10. com os resultados dos dados da entrevista.. Creswell Projeto de pe$9Uisa 261 A pnnclpel premissa deste estudo foi que o ~ org11t1/ZeClonlll • o comprotniaso com•~ dos:~ se ntfMim a~ mas l(lualmsnte lnlpo11&ntts. incluindo uma discussão sobre a medic. Nessa seção. de um lado. gem dos alunos. Assam. . regres· sões e ANOVA bidirecionais. uq111 Ideia que 1em IJ/QUm 8po/o t1t1 lit8t'8funJ.2 um11 ~de /llvestigeçto concomitonte Em 1993. O auror apresenrou os resultados em duas fases.

Cada modelo tem pontos fortes e fracos. Os dados quantitativos apresentaram os padrões generalizados de participação. por fim. Os procedimentos de . o . Mencione como os dados serão combinados . extraído da literatura (como na pes. ou incorporando uma fonte secundária de dados em uma fonte maior. En· tão. ex. profundamente sua participação (um projeto sequencial explanatório). feminismo.ta e mencionar suas aplicações em muitos campos de pesquisa. Isso inclui traçar sua história. a análise dos dados envolve a transfonnação dos dados. tal como peso igual ou uma prioridade aos dados quanticativos ou qualitativos. Finalmente. conectando os dados de uma fase aos de outra fase. Depois. A escolha da estratégia também pode ser apresentada em uma figura na proposta de pesquisa.exame de vários níveis ou a criação de matrizes que combinem os resulcados quantirarivos e os resulcados qualitativos. na fase qualitativa. defini. Esses in· cluem os ti'pos de dados quantitativos e qualitativos a serem coletados. a exploração das discrepân· cias. gerado durante o processo da pesquisa. concomitantemente (triangulação e aninhada) ou com uma lente transfonnaóva (sequencial ou concomirante). RESUMO A intenção da aurora foi dar voz às mulheres e dar uma voz mais potente à desigualdade de gênero. A distribuição do tempo no escudo foi a seguinte: primeiro a coleta dos dados de levantamento e depois as entrevistas com as mulheres para acompanhar e entender mais Ao planejar os procedimentos para um estudo de métodos mistos. Creswell (como na investigação qualitativa). enquanto os dados qualiraúvos apresentaram as narrativas pessoais das mulheres. embora a aborda· gem sequencial seja a mais fácil de implementar. A combinação foi feita pela conexão dos resultados do levantamento quantitativo com sua exploração mais profunda. comece comunicando a natureza da pesquisa de métodos mistos. Como a teoria feminista foi discutida durante todo o artigo com um foco na igualdade e dando voz às mulheres. como uma teoria das ciências sociais ou uma lente de uma perspectiva reivindicatória (p.pela fusão dos dados. as· sim como os procedimentos para análise dos dados. perspectiva racial). Também estabeleça o peso ou a prioridade acribu!da à abordagem quanti· cativa ou qualitativa. Seis estratégias estão organizadas em torno de os faros serem coleta· dos sequencialmente (explanatória e exploratória). Tipicamente. os procedimentos especificas podem ser relacionados à figura para au· xfüar o leiror a entender o fluxo das arividades em um projero. Indique a estratégia de dis· tribuição de rempo para a coleta de dados (concomiianre ou sequencial).Projeto de pesquisa 263 262 John W. O peso atribu!do aos componentes qualitativo e quantitativo foi igual. com o pensamento de que ambos contribuem para o entendimento do proble· ma de pesquisa. estabeleça e empregue quatro critérios para escolher uma estratégia de métodos mistos apropriada. quisa quantitativa) e. pri· mária. o estudo empregou uma lente feminista teórica explicita.. identifique se uma leme ou estrutura teórica que irá orientar o estudo.

o livro Introduz o lei1or aos métodos mistos. 11(3). TumMm descobrirnm que os estudos variavam em tennos das suposições. 255-274. "!Uhakkorl. DulgnJng and conducting mlxed mtthods rutarch. Utilizando os objetivos e as carncteriscicas do projeto. Por exemplo. enfatizamos quatro tipos de proje1os de métodos miscos: os proje1os sequencial explanatório. concomirance e cransfonnativa . W. Planeje um estudo qualitativo e quantitativo combinado que dê maior prioridade à coleta de dados qualitativos e menor prioridade à coleta de dados quantitativos. No primeiro. ilustra qucs1ões mecodológicas e analíticas em seu uso. pskologia. e apresentam os artigos que ilustram cada projeto. Toward a conceptual fra. .. CA: Sage Crtswell e Plano Clark desenvolvernm dois livros que apresentam uma introdução à ~uisa de métodos misros e aos esnidos de pesquisa com amostras e nos unlgos metodológicos sobre a pesquisa de métodos mistos. J. e Teddlle. e Plano Clark. Plano Clark. concomitante ou sequenclal. O relatório final escrito. (2008).: Sage. Discuta e ap<esente uma justmcaliva para a razão ele as fases estarem na sequência que você propõe. Thousand Oatc. como. pode também ser descrito em uma proposta. 120-123. as questões de pesquisa e as foonas especificas de coleta de dados. J . LEITURAS ADICIONAIS Creswell. Em 27 capl!ulos. L. CA.presentar estudos de pesquisa reais que cmpregum 0$ projetos. (2007). As diferences abordagens da triangula· çilo são então discucidas à lw: de seu objetivo. e 11Ullbém discussões em torno das fdcias básicas dos quatro projetos. cinco diferen1cs objetivos de mé1odos mistos e sece camcterlsticas de projeto. A panír dessa análise. Approaches to qualltatlve-quantftadve methodologlcal tri. limi1ações e abordagens. M (1991) . Descobriram que os objetivos dos estudos de métodos minos baseiam-se em buscar converg~ncía (triangulação). V. Cada um dos crês tipos de estracégías .: Sage. caphulos separados ilumam o uso da pesquisa de métodos mistos em avaliação. Exercícios de Redação 1. V. Handbool< o/ mlred methoda ln tl1e social e behovioral sciences.sequencial. W. CA. Educational Evolua· rion and PoUc:y Analy. uma perspectiva feminista. editado por Abbas Tushakkoti e Charles Teddlie. Janice Morse sugere o uso de métodos qualitativos e quantitativos para abordar com o mesmo problema de pesquisa levan1a questões quanto ao peso de cada mé1odo e sua sequência em um cs!Udo. p . Jcnnifer Greene e colaboradores cealizaram uma análise de 57 eswdos de avaliação de mé1odos mistos rclncados de 1980 a 1988. utilízando os métodos sequencialmenie (desen•'Olvimenro). se eram implemcnu1dos dentro dos n1esmos ou de diferences paradigmas. Esse ~• do projeto é levado adiance em seu kadu.r os princlp:iis aurores que escrevem sobre n pesquisa de mé1odos mistos. Morse.m ework for mlxed-method evaluadon deslgns . e se eram lmplemeo!lldos de maneira independen1e. em que os anigos adicionais são incluídos para a. sequencial explora1ório. usando os dois métodos ao mesmo tempo. sociologia e educação. examinando as difeiemes facew de um fcn6mcno (complementaridade). administração e organização. ciências sociais. Nurslng Research. Tht mlred methoda rMdtr. ela propô<! duas fonnas de triangu· lação me1odol6glca: simultânea. e sequencial. V. identifica aplicações nas ciências sociais e humanas e troça direções futuras. J .cem uma abordagem esO'Utural diferente para escrever um estudo de métodos mistos. J.a ngulatlon. (2003). Discuta a abordagem que será utílfzada escrevendo na Introdução a declaração de objetivo. reprcsentn o esforço mais substancial aré es1a daca paro rcuni. e Creswell. p.. 3. de triangulação e incorporação. 2. Essas duas formas são descritos por meio de umn notação de letras maiúsculas e minúsculas que significam peso relativo e também sequência. pelo fato de poder ser pouco familiar para os leítores. W. e . descobrin· do paradoxos e perspectivas novas (fniclação) e adicionando amplitude e escopo a um projeto (expansão). se recebiam peso igual ou diferente no estudo. Thousand Oaks. Thousand Oaks. Creswetl validade rambém prec:isam ser explicitamente descritos. e.i6. Desenvolva uma figura visual e os procedimentos especlf1COs que ílustram o uso de uma lente teórica. e se uaravam de diferentes íenômenos ou do rnesmo fenônlcno.Projeto de pesquisa 265 264 John W.). por exemplo. os autores rte0mendacam vários projetos de mé1odos mistos. dos pomos fortes e das limitações do método. Greene. A. E (1989) . enfennagcm. e Graham. desenvolveram llste manual. 40 (1). usando os resulrndos de um método para planejar o próximo método. CaraceUI. Planeje um estudo qualitativo e quantitativo combinado que empregue duas Iases sequencialmente. L. Use a notação apropriada na figura.. (Rds. Use os procedimentos de um modelo sequencial ou concomitante para conduzir o estudo. J. Baseada nessas ideias.

•isiencla da codificação. textos de conferência e materiais escri1os.atórl• é um procedimento na pesqulsa quantitativa para a seleçio dos panicipanres. Códigos d e édca são as regras e os prindplos ~dcos embelecidos pelas associações profissionais que go. An'llae descritiva dos dados para as variáveis cm um esrudo Inclui a descrição dos resulrados por meio das médias. Coutncla na escrita signiftc:a que as ideias se unem e fluem logicamente de uma sen· t•nça para outra e de um par4grafo para outro. g81811tíndo que a amostra scpi repttsentariva da população. Ameaças à valida de externa surgem quando os experimeniadores extraem infW!nclas incorretas dos dados da nmosirn pnrn outras pessoas. Procedimentos estatísticos ou subprogramas de confiobilldade nos pacores de software qualhat!vos podem ser utilizados para demminar o nfvel de con. Significa que cada individuo rem igual probabilidade de ser selttionado da população. Bancos 'de dados computadorizados da literatura es1llo atualmenre disponíveis ntlS bibliotecas e permhem acesso rápido a milhares de periódicos. Ameaças à validade Interna do procedimentos cxpcrlmcn1ols. .Glossário Abordagem transformativa coocomltAnte nos mérodos mls1os é guiada pelo uso do pesquisador de uma perspeclivo 1eórica e também pela col<ta concomitante de dados quantitativos e qualitariYO$. Acordo entre codlflcadores (ou verificação cruzada) ocorre quando dois ou mais codificadores concordam com os códigos u1íliudos para as mesmas passagens no texto. tratamentos ou expc· nendas dos parricipan1es os quias ameaçam a capacidade do pesquisador de extrair infe· rfndas corretas dos dados sobre a população em um cxpcrimento. outros locnls e siltUkçôes passadas ou ÍUlUftl$. (Não significa que codifiquem o mesmo 1e. Amostragem ale.sro. mas se outro codificaria uma passagem similar com o mesmo código ou com um código similar).~mam a pesquisa acadEmica nas disciplinas. dos desvios-padrão e da variação das pon1uoções. Codificação é o processo de organização do ma1erial em blocos ou segmen1os de cex10 para dcsenwlver um significado geral de cada scgmenro.

onflabllldade refere·se a se as poawaç6es dos Itens em um ínstru. está•'eis no =rrer do tempo (oorrelaçlles •este-reteste) e se bou•-e consistlnáa na administração e na >ntuaçllo do reste. colerando principalmente dados de observaçio e entrcvlsw. l!xperlmenro verdadeiro t! um• forma da pesquisa experimental em que os Individuas silo aleatoriamente designados a grupos. eclaraçllo de objetivo em uma proposta de pesquisa estabelece os objetivos. Entrevistas qualitativas significam que o pesqul<ador conduz entrevistas face a ... oa pesquisa de métodos mislos. cumcntos qual itativos são documcnros públicos (p. cartas.. minulas de reu· es. Além dbso. um evt:nto.oClênclns na Uteratura anterior podem existir porque os tópicos nilo foram ex· orados com um dttermlnado grupo. significando palavras que são utilluidas na sentença de abertura de uma lnttoduçilo e servem poro uttair ou engajar leitor no estudo.soas ou os noros locnis de estudo. abt. !claraçlles de objetivo quantitativas incluem as variáveis no estudo e sua relação.Projeto de pesquisa 269 68 John W.açio. Estratégias de validade na pesquisa qualitativa são procedimentos (por exemplo. significados direcionados para alguns objetos ou coisas. tons1Nfda sobre a fase antcríot Estratégias de Investigação são tipos de projetos ou modelos qualitaLlvos. em geral. Tais cnuevístas envoh~m quest6es não estruturadas e. Estratégia tranSformativa sequencial. quan· rhntivos e de métodos mistos que proporciona1n uma direção especifica aos procedimentos cm um projeto de pesquisa. l!stratégia de triangulação concomitante nos métOdos mistcs é uma abordagcn em que 0 pcsquisadot colem roocomitan1cmente os dados quanlitam'OS e qualiwívos e depois rompam ()$ dois banclC>S de dados para detennlnar"' há~ diferenças ou alguma combinação.. sobre os partlcipnmcs do es1udo e sobre o locnl do pesquisa. uma advklade. como capacitação. ?Sigualdade. Creswell omblnar slgnílica que ou os dados qunlltadvos • quantlta1ivos estio realmente fundidos n uma exuemidadt do contínuo. mbén1 comunicam un1 projeto emergente e as palavras do pesquisa cxrraídas da lin· agem da investigação qualltaliva. a qual é cormruldn sobre os resultndos quantitativos iniciais. ex. enirevislll os panicipantes por 1clcfone ou se cnvol\-e cm cntrtVIStas de grupos focais com 6 a 8 enrttW!ados cm cada grupo.sa são minhas ideias sobre"' abordagens ou técnicas que têm funcionado n para mim como pesquisador experiente. ~ teoria da dtncia social) justapondo os proccdimeruos. ou mantidos separados. oncepçllo reivindlcatórla/particlpatórla é uma filosofia de P"S<tulsa cm que 8 vestignçfto t! interligada li poJ!tica e à agenda poütica. >ostrutlvlstas soclab defendem a suposição de que os lndívlduos procuram entender o undo em que m1:1D e trabalham.. as lnstituiçõe$ n que os lndivlduos trabalham ou vivem envida do pesqUl$ador. é caractcrí:rada pela coleta e an'1isc de dados quantitativos cm uma primeira fase. Bstratég:la Incorporada concomitante da pesquisa de métodos misms pode ser ldenó6cada pelo uso de uma fase de coleta de dados durante a qual cs dados quantiuu!Yos e quntimtivos são coletados ao mesmo tempo. as respostas aos Itens s5o consistentes cnue os construttOS?). e os pesquisadores ooletam informações detalhadas un1izando di~ procedimcn1os de colera de dados duran1c um perlodo de tempo prolongado.os oo mesmo tempo (oonoomirantente). que são poucas em nú. Etnografia ~ uma estratégia qunJhativa em que o pesquisador cs1uda um srupo cultural lntaeto cm um ambiente natural durante um período de tempo prolongado. triangulação das fon1es de dados) que os pesquisadores ~uali­ U'ldVOS usam pnra demonstrar a precisão de seus resu1rados e parn convencer os lenores dessa prccisllo. Esse formulilrio reconhece que os di~itos dos panldpantes serão protegidos durante a coleta de dados. onect•do na pesquisa de métodos mistos significa que as pesquisas quanritativa e lallrotivn estão conectndns entre uma nnálise de dados dn primeira fase dn pesquiso e no cole1n de dados da segunda fase.. um em cada extremidade do >núnuo.nto Informado são aqudes que os panicipantes assinam antes de se tngojar na pesquisa. lirariva ou quantítariva). participantes do . mt!1odo secundário que desempenha um papel de apoio nos procedimentos. ou combinados de alguma maMira no condnuo. oom uma fase mlc:ial (quanlitariva ou qualíladva) scsuida de uma fase (q. e.mero e destinadas a e.xt:rair concepções e opiniões dos panicipantes.face com os panidpantes.iest6es especificas referentes às quest6es sociais importantes da época. Diferentemente do modelo de triangulação uadicional uma abordagem incorporada conoomi1nme tem um método principal que gula o proje10 e . TamWm Incluem a linguagem associada :na pesquisa quandtatova e a lcstagem dedutiva das relações ou teorias. ex. mibulçio do tempo na pesquisa de mécodos mis<os en"""" a coleta de dados quaruita.10 tratadaJ . Os indivfduos desenvol\-em significados subj<-dvos de suas perienoas. amostra ou populaç~o. é um projeto de duas fases com uma lerue r:e6rica (p. verificação cios membros. Excessos na csmta refcrem·se às palavras adicionadas na prosa as quais s5o desnecessárias na comunicação do significado intencional. a literatura pode precisar ser 1licada ou repetida para ver se os ~mos resultados se mancbn com as novas amostras de . •claraç6es de objetivo qualitativas contêm informações sobre os fenõmcnos cen· •is explomdos no estudo.. na pesquisa de métodos miStos. a intenção ' ideia principal pnrn o cs1udo. op~. a pesquisa contém uma :enda de nção para a reformn que pode mudnr as vida. . relacóríos oficial$) ou privados (p. :o~ sobre as tcndWas quantitativas e qualitativas do estudo e uma justificativa ra Incorporar as duas r<nd~náas para wudar o problema de pesquisa. oc:laraç6es de objetivo dos métodos mistos oon1bn o objetivo gemi do estudo.po 'e pela atividade. domin. J!stratégla explanatórla sequencial. rupresslo e alienação.menlo s5o imemamen1e •nsísten1es (i.. jornais. o . diários pessoais.. dos parddpantes. 1inlçlo dos termos t! uma seção que pode ser encontrada em uma proposta de pessa e define os 1em1os que os leitores podem não en1ender. e-mails). Os casos s5o limitados pelo 1cm. e qualitativos em fases (sequencialmente) ou ooJetando. ex. l!studos d e caso são uma estratégia quali111tlva cm que o pesquisador explora cm pr<>(undidadc um programa. s. um procaso ou um ou mals indM· duos.nas.wdo e o local da pesquisa. Formulú!os de consentlme. gb>eto. Assim. ou a voz dos grupos sub-repmoentados não foí ~ li""8tUrl publicada. Gancho narrativo é um tenno extraido da composição em Inglês. :>nAnbUldade quallrotlva indica que uma abordagem pnrdcular é consistente enue ferentes pesquisadores e diferentes projetos. cas de pesqul.. seguida da coleta e nnólise de dados qualitativos om uma segunda fose.

objeros de arre. como um formato consistente para a dração de referências. mas o pesquisador precisa ter pnxcdimencos bem documentados e um banco de dados qualitativo bem desenvolvido. Manuais de estilo proporcionam diretrizes para a criação de um eso1o acadêmico de um rnanuscrico. esrudando a amosrra dessa população. Ideias que atraem atenção ou interesse na redação são sentenças cujos objetivos são manter o leitor conce. analisar os dados indutivamente. Métodos de pesquisa e. p0rque o pesquisador não sabe o que pode ser previsto a panir da lh. em que uma forma de dados secundários é alojada dentro de um estt1do mais amplo com forma de dados diferentes como o principal banco de dados. ou associa. O relatório final escrito tem uma esrrutura de redação flexível. cm ou~ rros. Em alguns esrudos. Peso.. significa que o pesquisador tira conclusões dos resultados das questões de pesquisa. l. Guardl6es (gatekeepers) são indivíduos nos locais de pesquisa os quais proporcionam o acesso ao local e concedem ou pennite. colei. uma definição de c6digos em outra e depois os momentos específicos (i. Mapa da literatura é um quadro visual (ou figura) da literarura de pesquisa sobre um tópico que iluscra como um determinado estudo conoibui para a lirerarura. de análise e de lnterpreração dos dados que os pesquisadores propõem para seus estudos.iode explorar e de entender o significado que os indivíduos ou grupo atribuem a um problema social ou humano. in· formações para serem comparadas com a Uterarura ou experiências pessoais. organiur ideias e manter a at"enç-ão do Indivíduo.ar dados no ambiente dos participantes. em vet de em Impulsos ou de forma irregular. é aquela em que o pesquisador faz uma previsão. Pesquisa de métodos mistos é uma abordagem da investigação que combina.n te. é aquela em que o pesquisador faz uma previsão sobre a direção ou os resultados esperados do estudo. os números de linhas) em que o código é encontrado nas transcrições. informa como os dados são coletados e analisados e proporciona um chamado para a ação ou para a mudança. Pesquisa experimentaJ busca determinar se um rracamenro específico influencia wn resultado em um estudo.nvolvem as formas de coleta. Esse impacto é avaliado proporcionando-se um trarsmento específico a um grupo e não o proporcionando ao oucro grupo e. Lente ou perspectiva teórica na pesquisa qualitativa apresenta uma Jence oricn~ radora geral que é utilizada para esrudar questões de gênero. ex. das hipóteses e do significado mais amplo dos resultados. em um esrudo quantitativo. pois a intenção dessa fonna de invesógação não é gcncraUz. na população geral. Observação qualitativa significa que o pesquisador faz ao0taç6es de campo sobre o compor· ramento e as atividades dos indivíduos no local da pesquisa e registra suas ob$ervaç6es. locais ou situações fora daqueles que eStão sendo escudados.270 John W. mas a forma exata das diferenças (p. maior. O processo<!• pesquisa envolve questões e procedimentos emergcnrcs. Integrar os dois bancos de dados na pesquisa de métodos miscos significa que os bancos de dados quantitativo e qualitativo são realmente fundidos por meio de uma abordage1n de comparação ou por meio da rransformação dos dados.ta uma descrição quantitativa ou numérica das rendên· cias. lntervaJo de con_tla. Essa lenre roma·se uma perspectiva reivindicalória Projeto de pesquisa 271 que molda os tipos de questões formuladas.erarura anterior. Creswell Generalização qualitativa ~ um renno usado de uma maneira limitada na pesquisa qualitativa. apresentação de tabelas e figuras e uso de linguagem não discriminatória.étodos mistos. Interpretação. Pesquisa fenomenológica é uma estratégia qualitativa em que o pesquisador identifica a essência das experiências humanas sobre um fenômeno descrito pelos part!cipaotes em um estudo. Pesquisa de levantamento aprcsen. Hipóteses quantitativas são previsões que o pesquisador raz sobre as relações esperadas entre as variáveis. não existe nenhuma relação ou cliferença significativa entre os grupos em uma variável. o peso pode ser iguaJ. das atitudes ou das opiniões de UmB população. pode enfatizar dados q-ualíracivos ou qu. na pesquisa quantitativa. Livro de códigos qualitativo é um meio de organizar os dados qualitativos utUCzan.rpretação dos resultados. na pesquisa quantitativa. Pesquisa narrativa é uma estrarégia qualitativa em que o pesquisador esruda as vidas dos indivíduos e pede a um ou mais indivíduos para conrar histórias sobre suas vidas. ela fat uma previsão de que. Pode ser composco com os nomes dos códigos em uma coluna.raJizar os resultados para teorias é uma abordagem utilizada oa pesquisa qualitativa de estudo de caso múltiplo.anrlcaúvos. as formas de pesquisa qualitativa e quantirativa. na pesquisa de m. esclarecer ou e. Esse significado pode resultar em lições aprendidas. O banco de dados secundário desempenha um papel de apoio. Hábito de escrever é a redação de uma maneira regular e contínua sobre um objetivo. mais ou menos) não é especificada.Laborar sobre as ideias abrangentes. • Pesquisa qualitativa é um me. na pesquisa qualitativa.n ça é uma estimativa na pesquisa quantitativa da variação dos valores estaúsdcos superiores e inferiores os quais são consistentes com os dados obser· vados e provavelmente contêm a média da população real. . Envolve suposl~ filosóf1C3S. Essa infornlação é então frequentemente recontada ou re·hisroriada pelo pesquisador em uma cronologia narrativa. representa a abordagem tradicional da redação das hip6teses. Hipótese direcional. Gene. como é utilizada na pesquísa quantitaâva. lizado. HJpótese nula.nr:rado.. o uso das abordagens qualill!tiva e quantitativa e a combinação das duas abordagens em um esrudo.. menor. Grandes Ideias na redação são sentenças que contêm ideias ou imagens especificas que caem no Ambito das ideias abrangentes e servem para reforçar. e. criação de óruJos.ar os resultados aos Indivíduos. ~ a prioridade am1>uída à pesquisa quanrimrivn ou quaJirariva em um determinado estudo. de classe e de raça (ou ourros problemas de gn1pos marginalizados). determinando como os dois grupos ponruam em um resultado. de videoteipes ou de qualquer forma de som.. Hipótese não direcional. do·se uma lista de códigos predeterminados que são utilludos pal'll codificar os dados. e fazer Interpretações do significa· do dos dados. Incorporação é uma maneira de combinar na pesquisa de dados mistos. Indo dos temas particulares para os gerais. Materials qualitativos de áudlo e vídeo assumem as formas de forografias.m que um escudo de pesquisa qualitativa seja rea . depois. significa que o pesquisador extrai significado dos resultados da análise dos dados. Notação dos m~os mistos proporciona rótulos e símbolos abreviados que comunicam importantes aspeaos da pesquisa dc métodos mistos e fornece uma maneira pela qual os pesquisadores de métodos misros podem comunicar íadlmente seus procedimenros.

Protocolo observadonal é um formuhlrio utilizado por um pesquisador quolnat!YO para rqistrar e rcdigír as informaç6cs enquanto observa.o. Protocolo da entrevista é um formulário usado por um pesquisador qualiratlvo pa. Teorias na pesquisa de métodos mistos proporcionam uma lente orl•ntadora que molda os dpos de questões formuladas. parágrafo cuno) o qual sln1eliz. Essa ~a questão que será respondida no estudo baseado na combinaç5. Pós-pasltl. Tópico é o tema ou assunto de um estudo proposto que um pesquisador ldentiftca no Inicio da preparação de um estudo. é uma questilo ampla ooloeada pelo pcsqul· sador que pede uma exploração do fcnõmcno ou conceito central em um estudo. ex.Utas rellflem uma ítlosoflll deierminlstica sobre a pesquisa em que as causas prow. utilizam todas as abordagem disponlveis para se entender o problema.lro. na pesquisa experimental. Assim. mis como gfnero. Projeto de Indivíduo único ou projeto N de 1 envolve~ o componamento de um iinioo individuo (ou de um pequeno número de !ndlvfduoo) ao longo do tempo.s carncreriscicas fundrunc. Creswell qunntitativas e qualitativas da pesquisa. Há u1na Resumo enl umn revisão de lhenuura é unt ex111nc breve da literatura (gcrolmcn1c enl um prcocupnç5o co1n as aplicações. Teoria fu_n da_m entada é unta escrarégia qurtlltativa em que o pesquisador deriva uma teoria gera1 e abstrato de um processo. Procedimentos sequenciais dos métodos mistos são aqueles em que o pesquisador procura elaboror ou expandir sobre os resuhados de um método com outro método. Tamanho do efeito identifica a •força• das condus6cs sobre as diferenças dos grupoo ou das re)ações enrre as variávc(s nos estudos quanlitativos. os problemas estudadoo pelos pós-positivistas rdlct:em questões que precisam idcndlicar e avaliam as causas que influenciam os rcsulcados. Sclcclonar lntenclonalnlente os partidpa. corpo na teoria ou no padrão qualírativo emergente. e com as soluções para os problc1nas. Questões de pesqulaa quantitativas são declarações [nrurogativas que levantam questões sobre as relações entre as variáveis que o investigador procura re:sponder. Prottdlmcntos de métodos mistos concomitantes do aqueles em que o pesqui· sador converge ou funde dados qunnlflativos e qualitativos para realizar u1na ant\lisc abrangente do problema de pesquisa. Projeto experimental. Questões ou blpótHeS lnlerendais relacionom variá'l'eis ou comparam grupos em ter· mos das variáveis para que possam ser extraídas Werendas da amostra para uma população. é um procedimento em qu• os panicipantes com alguns m>ços ou caraaerisdcns sao reunidos e depois aleatoriamente designados para grupos controles e experimentnis.. enquanlO visão de mundo ou mosofio. Envolvem o int•rscção de suposições filosóficas.s~s variáveis podem ser n1edidas tipicnmcntc cm instrumentos. Slgnlficincla do estudo em uma introdução comunica a imponhda do problema para diferentes públicos que podem se beneficiar da leitura e do uso do estudo. Queatôo de pesquisa dos métodos mistos é uma questão especial colocada em um estudo de métodos mistos o qual lida diretamente com a combinação das tendencias interpretações que fazem durante um esrudo. de métodos.s ccndências. de situações e de consequências. Proccdlm4!ntos transformativos dos métodos mistos são aqueles •m que o pcs. Projetos de pesquisa são os planos e os procedimentoo de pesquisa que abrangem as decisões de suposições amplas para métodos detalhados de coleta e análise dos dados. Problemas de pesquisa são os problemas ou questões que conduzem à necessidade d• um estudo. o que funciona. quem panlcipa do estudo. ReOcxlvldade significa que os pesquisadora refletem sobre como seus vicscs. moldam as Pesqulaa quantitativa é um melo de testar teorias objetivos examinando a refação entre as variávciJ. Eias apresenlllm uma pcnpcctiva abrangente utilizada em outms estmt~gias de Investigação.n os principais ele1nentos para permjtir que o leitor entenda Revisão de estudos. surge de ações. Rotc.ntes ou os locais (ou docu1nentos ou material visual) sigoifica que os pesquisadores qualitativos selecionam os indivíduos que mais irão ajudá·los a entender o problema de pesquisa e as qucsd5es d• pesquisa. como aquelas encontradas nos upttimt. de ação ou de interação fundamentada nas concepções dos participantes de um estudo. os pesquisadores enfatizam o proble·ma da pesquisa e n.ro registrar e redigir informações obtidas durante uma entrevista. dedutivamente nn testagem e na veriOcaçfto da 1eoria quanthadvn.ntais do artigo. no pesquisa quaruirativa.. história. Teoria na pesquisa quantitativa é o uso de um conjunto inter·rdadonado de consuunos (ou variá~is) transformados em proposições ou rup6teses que cspcciftcam a relaç3o entre as variáveis (gualmentc cm tennos de magnitude ou d• direção) e preveem os re· suliados de um estudo. valores e pttfis pessoais. Em vez de se concentrar nos métodos. é um gabarito de algumas sentenças que contbn as principais palavras e ideias para deierminadas partes de uma proposta ou relatório d• pcs· quisa (p. das atitudes ou dns opiniões de unln população estudando unln 11J110Stra dessa população. quisador usa uma lente teórica (VCI Capitulo 3) como perspectiva abrangente em um projeto que: conc~m dados quantnauvos e qualitativos. para que os dados nurnemdos possam ser analisodos por meio de procedimentos es1a tlsrlcos. tesm o impac:to de um tratamento (ou de uma inteMnçào) sobre um multado.ntos.justlfica a importãncia do estudo e aia distinções entre os estudos anteriores e um estudo propooto. Quase-experimento é wna forma de pesquisa expenmental em que os índMduos nio são aleatoriamente designados a grupos. como os dados são coletados e as implicações fe itos a partir do estudo (geralmente paro mudnnça e reivindica· tórla). cuhura e situação socioeconõmica. . O relo tório escrito Cinn1 tem uma estrutura füca que consiste de inuoduÇ'ão. Pragmatis m o.Projeto de pesquisa 273 272 John W. Projeto de levantamento apresenta um plano para umn descrição quantitativa ou nun1érfca do. e não das condí\"ÕCS an1ecedenccs (co1no no pós~p0sltivísmo).lmente deicrmínam os efeitos ou os resultadoo. como é utilizado neste livro. declaração de objeàvo ou questão de pesquisa) e proporciona espaço para os pesquisadores inscrlrc1n lníomu'ções relacionadas a scu5 projetos. em uma lntTodução. de literatura e de teoria. Unllo dos partldpantes. Uso da teoria nos estudos de métodos mistos pode incluir a teorrn. controlando todos os ourros fatores que podem inllucndar esse rcsulllldo. ou indutivamente. de estratéglM de investigação e de métodos espedricos. na pesquisa qualiwiva. Qucstlo central. de resultados e de diseussllo.. E.

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251. E.. 208. S. 1s1 . o. o. 109 Camenstn. nn AA A<t . 208. 239 Booth-tl. 171. 1so. 133 cancr.O. N.V. 38. 229 8onlch. J.P. 107 Bailou. J .. 1n.+. 36 Corbln.. T.. 232 Boeker. 129 Bem... WR... 27. 35.. S. 239.. 220 Boitt~ R.11. N.M. 65. D. 93. R. WB. 217 Creswell. 157. 28. 26. 117 Do)\ J. w .L. 66 CaraoeUi. 39. 171. 239 Benz.. 175. 206 Dillanl. 37 Oittk. B. 250. 2S3. v. R. R. 66 Arlclttson. 66 Baustll. 212. K. 210 Bryman.J. 249.L.. 34. lndice onomástico AWn.. D.. 37..i:. 228..2SS. 177.. 133 BabbJe.. J. WG. 210 Oicnyholmes.. 264 Carrol!. 3 1 Bbopal.. 188. 162.C. Jr. 105.. L. ln. K.. 198 Cooper.N r "ln •7 CampbeU.R.. 110 D111man.A..P. 94. KJ. 212 Bergt~ P.. 8 1. A. 241. O.L. 200..R.. 119 n. 144...A. R.. 83. 257. IS l o.wley. E..K. S. 210. 179. 37. 65. A. 2 18 Cohen.. 131 Amerbn Ps)'d>ologlool Aslood1tlol\.. 220 Cahíll. 96. 54. H.8.. C. N.264 Cro<r)I M. e. 60 Cabmo. 182. 243.. 187 B<l!ol.A.11.. 14 1 Bemall. 134 Bogdan. 108 Boaev>. DJ. 81 llean..2S8. RM.0. 239 0.2S7.W. J.31 Cruethlield. 144 Ansorge. s. 206...F. 39.. 46 Clondlnln... 37.. C. 183 Dopa..P... J.-. 131 Blalock. 204. S.E. 144..r. 199. 2'IO CampbeU. 262 Bíklen. 82 etase'. 206. 225. 37. 21M Bailey. 198. llS n tb. 154. C. 112 Cooper. 160.B. H.G.. 162. 239 C&su~ner. s. ln !leais. J. 1 143 Olannaz. 47. M. 2'15. 250 Bjorklund. 210. 220.W. 25 Bcrg.J. J. SI . 911. 191 Colbedc. 157 Asmussen.J. N. 36..M.uln.C. 176.. RJ. A.. 2'11 BWllO. 121. 38 Cook.H.. 56.. 215.. 177.Craw. 212.. 13 1 Connelly. 152 B<q.L. 36.ll.. E. 96. 220 Biid.... 1 Brown.F.

181. 259 Jungnlckel. 28.0. 191. G. Jl.. !IS..... 198 Rhoods. W. A. 162 . 136.. R.. 1n. B.. 208 Sthwondt.W.Q.• 34. 225.. 117. 142. 28. 35. 93.S. 250. 7S. 234. 98 Loeknwul.H. 133. 83 Metriam. 1 n.. 181 MOIJ. 171. A. 212. LI.olt. 37. W. s. 231 Elbow. 127. D. G. 179. 235 Mcncns.. 47.. M. llS. K.62 Janz. 193 Aoss·Larson. 83 s M<Olrlen. 139. M. 30. D. 250 Megcl. T..M. 211. 117.ntaltao. se. 25 Ncwtoo. 34. D. n. J. Jll.. 245.B. F. 170. 154.M.J. 79. 145 Mcl. 162.D. 64 hadish. 205 Kerlinger. 206..P. 140.S. 230. 60 Ktmmls. Y.D.. 193.N. 162. 235 Miller. 191.107 Fmiden~. A.. M. 65 HHM.. 93.J. 135. 2SO Graham. IS4 Mwphy... \!M. 211 Goodman.T. 211 Pcterson. 0.2SS. M. LE.P. 183 Salklnd. 182. 20'! Firesto1~. e. G.. 91.E.J. P. 239..119 C. s... G..11. 7S. 100 Tbonw. 116 Heward. 171...E. 28. 27 Smllh.. LR. 229... 239 lsreal. 239.. lstta~ BA.. 154 Oloscn. 200.. 39. A.D. 91 OnwuogbU?. J. 162.R.. FLE. 39. 193. 49. M. 229. 167 Maxwell.. A. J. v. 75.. 34. A.43...W. R. 140 Tesch. 157..G. 35 Rosonfold.J. 26. 37. B. 257. 122.E. 39. 18'1. J. 192. MA.O. 241. 265 Moomkas.. 69. 39.L.M.260.. 164.257.B. 148 Llpsey. 232.J.M. C.. 159. 171. Ili. 217. 38. 233 Stake. 253.286 lndice onomástico llchx:ntk>nal ResOlln:es lnfomiatk>n Center. 129. 231 Unn. R. J. ~. F. 1n Homans. A. 1'48 Flly. 166... 239.. 129. 159. 92. J.... 175. A.\n. 173.. 252..C. 26S Tayto.. 148 Johnson. 162 Hubot J . 107 • Pro<sct.E.M.~ Flick.C. ln Finders. 157 e-. JA.J. 206 St11gren. 51.B. 91..G.. 245.. 75. 1'48 P.. 190 San. SI.. 91 Langs<on. J. 37.C. 131 Panon.n. 38. 136. SI..R.E. 253. 208. 29. F. 259 l'r<>se. D. 257. l 79 Neuman. 121 RDndall. 229 Gamson. 232. 212..A. 46...K. 31. 249. P.. R. 96. 47. 230.J. R.s1i<. 228 Gio<dano. P.. 124 Heisler.. 100 R>wl<t. 259 Kvai. 148 RJernon.W. FLS.. J.. 239 Kushmln. 179. 31. 182 Gall. 241. 206.. 36 H<SSO·Biobct. K. 93. M.... 204 St«llltt. W.239 U:ncoln.J. 121. 36. 80. 75. 100. N. 1 Mmhall. 67. 105. G. A. T. T. 162.N. C. 181.ocke. R.F. 30.n. 239 Frohlich.A.... S.M. 23S L<o. K. 122.G. 208. J. 65. S7 lldwordJ. 205 Nosbacy\ D.s . 81 Hopkins.. S. 1n.. 212..J 168 Morgan. 265 Thrtnilni.unch. 25S..K. C. 188. Lautorbath. 229 Mílk~ D. B. 96.L. J.. s.. 232. 93. 91 Fldd.S..J.W. S.R. 116.96 H1tch. 185 Grteno.. 164 Parontt. 225. 212. 227..G.M. 190.J. D.. 38 Sil~ S.A.. 217 n Kalo(. 49. l!. 24S. 198 Slobo~ J.lo... 160. 91 Gibbo. 264 Gubo. 105.. 158 l<raUl.. 0. 245. us. 229 Slife. 231 Gutmann.. H. 154 Nitswiadom)\ R. 1 l Ktt-. G.. 100 Moore.. J.201 Hqtdorn. 94 Murph)I E. 230. WI.. G. 240. N. 222. M.. A. S. llS. 147 Richardson. 116. 219 'íl1omas. L. R. 31. M. D.. t.T. 208. 258. P. 47 Plano a.. 33.G... 223.. 8. 29. 230... 81 Hopson. 29 Sponcor. 107 Eruu.G.A.J.2. 144 Spirduso. M. 96. 199. 32. 2S2. 205 Frankhn.R. 110 'hshakl<ori..E. 105 n. 239. 142 lfonry... 190. 118. 208. 98. 47... S. 188 kJine. 143. 131. M. 124 s Siobct..E. 181 Roblnsoo. 134. 1s2 Rosonth~ R.. e.A.R. 32 Horon. M....z.C. 185 LaboYia.eroy... 225. 240.. 34. 217 Stanley. 65. 83 Lather.. 123. 93. 67. 239 Gall. 250 M~J. 258. 124 ~R. 206 Suddulh.W. S.• 94 Ptshldn. 233. u.. 239 Rc.11. 225 Humbloy.. 70. 68 Fislto. K.J. A. LA. J. S. 94 PadUU..J. J. 141.. Wll.. 152 Elrnet.. 205 1.2S6.. W. 34. 100 Mldwl. 146 t. C. 157 'llll'lhls. P. S. llS. 32 Rclc:lwdt. l!. 164 Finlc. 1'48 Rogtts. 210. O. W. c. 95. 1n. M..92. 230. A.J. e.. 200..• llS Rossm. 243. 248. 124. N. 93.253. 222.. IOS. 210 tctppot. 259 O'Rdlli M. 34. 36.J. s. T. l S8 Nyman. 233..• 36. 129. 201 lndice onomástic:o 287 Hubonnan. IS6. N. 122 Nicholl.. 79. 231. 182 n 1saac. 250 Stdnboclc.K.X. 233... 243 Ron)\ R. 211. SaLtn~ e.J. 117 LeComp<e.A. 162 O'Catluín. T. 257.. 123.. 239. 93 Rl1w. 258.. 119 Padílla. 147 Murguil. 38.. 101.P. 250 Gravtuor.rlc. 241. 173 t. M. R.. S. 206. C.. 251. 66 Sue. Miles. m. 96. R. 230. 181 Swidlcr. 208 Hal\ 1.. 232 Luas. 161. 38. 120 Pliwl. 230.. 98 Hosslet. 80..I.S. 237 Rudestam. 207 Noolenmart. 32.. R.. 179.. 8 1 Kos. 193 RD<now. F. 118 Sthonsul. 237 Mas<arcnhos. JlM.... 229. tn. 79 Ladson·BUUnp.W. \!L. 240 Johnson. 260 floua.. 67.... 206 MtConnJtk. P. T. 229 RJchie... 239 n Marlt.. S... C. 98 PhlUips.M... 1. 119 Toddlie.• 111 J-. 100. 119 Newman. 240 Jiclc.avy... R.adr.. 20S Ncumt111. E.. n. 237 Fllndon. 229 Spradloy. J. F. H. 31 Lysaclc. 79 Hanson. 78. J. O.37... 116. 34 R. 109 Strauss.. l BS ~S.J. 217 Smiuss. 36 Hoio. 36.

288 lndice onomástico
Thomda.., R.M., n
'lrujillo, N., 144
Tuckman, 8.W, 176, 198
Turablan, K.l., 66
Turner, l. A.. Zl9
Unl~Jcy

Microfllms, 61

Weiwnan, l!P., Zl9
Whelan, K., 144
White. C.M., 80
Willclnson, A.M., 49, 68, 69, 127, 141, 142,
160
Wllkiruon, M.. 32, 33, 37, 46, 210
Williams, R.N., 29
WilJon, B.l., 34
Wok"'1, H.'C, 37, 90, 110, 114, 124, 217, 224

Vmllom.(;,...mel"J; K., 70, 71
'hn Munen, J., 228
\b'norl, J.E., 100
~N., 190,191
\l>gt, \\CP., 193

Yin, R.K., 224, 228
'Ili, F., 255

WaUnau, l.B.. 181, 185
Webb, R.B., 115
Wtbb, W.H., 115
W.ittman, F.A.. 222., 239

Zllle~ R.C., 107, 108
Zlmmerman, M.A., Zl9
Zlnsscr, W, 107, 108
Zumbo, e.o.. 182

,

lndice remissivo

~l!A. , Zl9

Ab.uracu de Disselt8ções, 58, 61
Acordo entre codificadores, 227
Ameaças à validade externa, 196, 203

lchuras adidona.is sobre, 204
\tu tambim Que.t6es de valld1de
Mltrican F.ducatiooal R<searcb Assodation,
ao. 111
AmOstrqem aleatória, 189, 212, 255
Anilise dacriâva dos dados. 185
AMWe dos dados. 18+187, Z00.201, 256-258
leituras adiciorulis sobre, 204
Anrropologla, 58, 80, 90-91
Aptndkes, !OS, 183, 211
Auditores, 228, Zl5
Autodctcnninação, 33
Au1oria, 122
Blocos de dados compu111dorludos, 55, 57·
59, 73
Buse1 de banoos de dados, 55, 57-59, 73
ci..~ 58, 62. 67, 113, 135, m. 229, 260
Coclif.,,9\0, 217, 219·223, 224-227. 229, 234,
~.256

Coerfnc:ia na redação, 111
\tu tambim Esmllégi<>s de red açAo
Cole:la de dados, 25, 73
dcdamçõcsdeobjecivoe, 142· 144, 261
"""'!~ trnl1Sformativa roncomltontc e, 253
.,tratégliu de investigação t, 210
estudos de caso e. 37-38
internet e_ 115
ld1wu octiôonais sobre, 175, 204, Zl7
1ewnwn<n10. . . 36, 1n. 179, 11s, 191. 193
pesquisa de mhodos mistos e, 35, 38, 69,
, ., ?41-?;IA

?4<;.241\ 2•9. 250-251

pcsqui.., qunlhollvo e. 154, 1S6, 207, 211
pesquisa quandta1lva e, l OS
quesiõesétlcasc, 117, 118-120, 122
signjficado e, 32
teoria fundamenlada e, 37·38
teorias e. 83, 99
\b' rambim ......,wnenlOS
Coftttpçio ponkípotórla, 32, 41
leituras adicionais IObfe, 47
Coooepçio pós-pooidvlsto, 29·30, 36
abordagem quand111ivn •. 41 , 177
leiruras adicionais $Obre, '47

Concepções

construtívis:ta, 28, 42. Vtr ramWm Consmui·
vismo

filosófica, 27·28
panlc:lpatórla, 43

plantjamento de um projc<o de pesquisa e. 45
pós·pooirivista, 29.JO, 36, 41, 1n
pragmatisla, 28, 34-3S, 43
reivindiamlril&lponldpetórias, 32-34, 44-45
\b' tcunblm Qucst6os _....
Condus6os

auditores externos e, 228
credibilidade doo csludos e, 122
intcrpreraçAo dos resul1adoo e. 185
resumos e, 6-4~66
tamanho do eJc.lto e, 201
vieses e, 29·30
Condulll c:lenrmce Inadequada, 122
""" ramblm Questões ttl<as
Conectado, 244
Conliobilldadc, 224-228
ConliabilidJlde qualltallwa
Confid<nclalldade/prtvaddade, 115, 118-120
leituru adicionais sobre, 124

Indica remissivo 291

290 lndlce remissivo

Conselhos editoriais, 61
Consendmento informado, 118·119
leitums adidonai.s sobre. 124

C.011.1istênci•, 67
Con.srrucros
dtclarações de objetivo qualiracivas e, 148
p<squlsa quaU,.dva o, 90
teorias e, 79, 80, 8S
validade e, 181, 198, 203
Conscrudvismo, 28
abordagem quaJJtad\'a e, 42
lelruras adicionais sobre, 47
S<)clal, 31-32
C.Onstruávismosocial, 31-32
~r t<tmbém

Construdvismo

Corpo doceme, IS
apolo do, SI
revisões de llcttatura e, 52
tópic:ose, 51

visões de mundo e, 28

Culcura. V<r Emografia

Dados, 184, 203
busca de ban= de dados para, 44-4S, S7S9, 73

intttpttração dos muJrados dos, 201
leitura.~ adicionais sobre, 205
Ver camb4m Dados qualitatiVO$; Dados quanticacivos

Dados qualimrivos, 40
amosc:ragem e, 255-256
arurn../interpre~ de, 216-223, 228, 233
coleta, 212-214, 213, 217, 230, 233, 23S,
236, 24S-246, 255-256
declarações de objetivo e, 157

pesquisa de mécodos mistos e, 38·'40, 240-

2S3, 263
procedimauos de registro pam, 214-216, 236
Vu também Dados: Colera de dados
Dados quandtedvos, 24S-246
amt>St:ragem e, 255-256
ani!lise dos, 217, 219·220, 222·43
d.wtações de objedvo e, 1S7
pesquisa de m~todos mistos e, 38-40, 240·
253, 263

procedimentos para coleta, 255-2.56
rambtm Dados
Declatações de objedvo dos métodos mistos,

coleta de dados e, 261
introduções e, 130-131, 141

coerência e, 111-113

GenetaUuções nacuraUsticas, 76, 93

leituras adicionais sobre, 159, 160
pesquisa de métodos misto.se, 153·158, 170,

crlaclvas, 4+45, 106-115

declarações de objcdvo quaUrativas e, 143

Google Scholar, S8
Grandes pensamentos na redação, 11O
lkr também Estratégias de redação
GraV>çãO em áudio, 43
Guardiões, 119-120, 212

173-174
pesquisa qualitativa e, 143-148, 154, lSS, IS9
pesquisa quantitativa e, 148, 153, IS4, 159
propostru e, l 06
questões étk.ue, 117-119
redação das propos,.se, 111

tennos e, 68
variáveis e-, 78, 149· l 50
Declarações de objetivo qualltativas, 143·148,
1S4, IS8, 1S9

Ver u1.m~m Declaraç6es de objetivo
Declarações de objetivo quantitarivos, 14S..
1S3, IS4, 158, IS9

Ver tamb<m OeclarnQÕCS de pesquisa
Declarações de problema, 64, 68

Jeirutas adicionais sobre, ?S. 141
Vu t.ambim Problemas de pesquisa
Oeclerações lógices, 81, 99
Definição dos tennoo, 67·71, 73, 145, ISO
Descrição da estn1tégia, 245
Dicas de peS<tuiS<I
análise de dedos quali,.úvos o, 217, 219·220
busca de bancos de dados computadorizados
e, S7·S8, 59
ldendAceção de deAcl!ncias na lirernrura

passada e, 138
Introduções e, 134-13S

problema de pesquisa para uma introdução
e, 136· 137

procedlmenlos de análise dos dados e, 18+
187
propostaS e, 106
propostas qu8Htarivas e, 81, 211
questões de validade e, 198·l 99

seleção de uma estratégia de métodos mistos
e, 254-2SS

sistemas de notação e, 193
teorias e, 86-93

Discursos racializados
concepção reivindianória/panicipatória e, 32
peS<tuiS<I quall,.dve e, 90·91
Documentos qualiratlvos, 214, 220, 224

'V(r

143, 153-158

1eiruras adicionais sobre, 159
\tr ramblm Peiquis.a de métodos mistos; De·
damções de objecivo
Oeclamções de objetivos, 142· 144, 1S8

.

.

Elaboração do drulo, 48-49, 73
Encrevisms qualimóvas) 2.5, 38~39, 14.S, 214,
216, 2S6,2S8
Epistemologia, 28

leituraS adicionais sobre. 47
Escrita de esrratégias, 101·107

edi.ç ãoe, 107-108, 112, ll<l-llS, 123
exerclcio de sew e clmilos o, 111-113
hábitos e, 107· 108-110, 123
ideias paJ11, 107-llS, 110
legibilidodee, 110-113

leituras adicionais sobre. 124
pe11.1amemoe, 107· 107·108, 123
pesquisa qualltadvu e, 228·229
questões de gramática e, 113-115, 123
quest6es ~tlcas e, llS-122, 123
tennos e, llG-111, 123
\tr tamblm Linguagem
Estrntégia de triangulação C1011comimme, 251
Ematégia exploratória sequencial, 245-246, 249,
263

Esttotégia incorpo<ada c:oncomimme, 251·253,

263
Estratégia aruisfonruuive conoomitame, 253.254
Estrn~a trnnsfonnaáva sequencial, 249·250
Estrn~gias de lnvesúgação, 3S-36, 38·39, 45

leituras adicionais sobre, 175
pesquisa qualitativa e. 209--211
EstTBdflcação, 180
Estudos oorrcJacionais, 36
Esrudosdece.so, 16, 21 , 37·38

leituras adicionais sobre, 237
Etnicidade, 94, 9S, 96, 99
lkr rambbn Questões sociais
Emogra!ia cridce. l'<r EtnograAa
llmogralla, 37-38, 42
codiAcação e, 223
declarações de objetivo e, 146-148

Je:iruras adicionais sobre. 175, 231
pe"luísa quali,.úVo e, 90·91, 94, 209, 211,
217, 223·224, 236
quest6es de pesquisa e, 162-164

• revisões de Jiten.uura e. 52·54
teorias e, 99
Exercfcio de' setas e cim1los. 111-113
Fenome1\ologia, 37·38
leituras adJdonais sobre, 175, 237

pesquisa qualitativa e, 209·210, 223, 236
questões de pesquisa e, 162-164
Figuras, 185, 223, 236
manual$ de cstllo e, 65-67
Financiamento/orçamentos, SI, 103, 165·166

le.iruras adicionais sobre, 237
Fonnatos, 6S-67, 102

Ganchos narrativos,

132~ 135,

141

Hábito de escreve~ 19·20, 107·110, 123
Ver tambim l:stn.'ltégias de escrita
Hipótescdiredonal, 167-168

Vtr tambim Hipóteses
Hipótese nula, 165·166, 191

Ver camblm Hipóteses
Hlpó<eses
direcionais, 166-168

leituras adiclonaissobtt, 175
levantamentos e, 185
modelo para, 169-170
nulas, 165·166, 191

pesquisa qul'llitatlva e, 9().91, 161, 165

pesquisa quantitativa e, 2S, 165·168, 172· 173
questOes de pesqui$8 dos métodos mls1os e,
170·174

questões inferenciais e, 169. 185
revi$6cs de Utttalura e, 73
reorias e, 80, 81, 85-88, 98·99
tennoo e, 68, 69
variáveis e, 19
Hipóteses não direcionais, 168, 169
Hipóteses quRntitativu, 25, 165, 172-173
Vtr ttJmbt.m Hipóteses

Tdeias que atraem atenção/interesse., 111
Importância do estudo, 102, 104, 130-131, 139-

140
tn<:ap.1cidades
leituras adidonals sobtt, 100
questões ~ticas e, 122

uso da teoria de métodos mittM e, 95
Incorporação, 207, 244, 251, 254, 263
111.!rirutlonal Review 8oord (IRS), 118·119, 124,
211
lnterprctivismo, 31

leiruras adicionais sobre, 46-47
Intervalo de conílRnça, 200-201
Introduções
absrra.cu e, 64
dederoçõcs de objetivo e, 13().131, Hl, Vtr
rambim Declamçôes de objetivo
ganchos narrativos e. 133·135, 141
ílustrnção das, 13().133
lmporrAncia das, 127-128
imporrãncia do esrudo e. 139-140

l92 lndlce remissivo
modelos de ddlcíbidas •, 138·139, 141
padrio pan. 1»131
pesquisa do rMtodoo misto. ., 1»131
J)O"lulsa qualitadv... 129· 130
pesquisa q:uandr.liva e, 130
probl•mAS d• pcsquls& •· 128, 133· 136, 139
questõe$ fticas e, 117
,...;.,ão d0$ ..tud0$ •• 136
5"ntença de nbenura e, 133-135, 139·140
reorla$ e, 86

..ente teórica, 90·91, 26 t
pesquiso de mt!1odo1 111is101 e, 95, 98, 244,
249,263

pesqui5'1 quallrauva e, 90·91, 209, 236
teorias t>, 76i 99
.C'Va.DlAtnUlOS, 36, 1n· t79, 203

lndloe remissivo 293
Mhodoo de pesquisa, 28, 35, '40-41, 4~
leituras adldona11 aobre, 124, 204
Mémdasmislosconaimitantes,38-40, ISS.156
158, 259-261
'
Vtr tambim Ptsquls& do m~ mist0$
Mftod0$ mist0$ transíonn111\w, 40, 154, 156
259, 262
'
Vtr uunbim Ptsquisa de mt!1odos mistos
Metodologútas, 179- 180
Modelo de defid~nd•s, 139-141
Modelos visuais

leituras adklonnis sobre, 175
ordem 1emporal e, 78
pesqulsa de mt!lOdos mlst0$ e, 245
pcsqulsa. qua.lhadva e, 209
teorias e. 81, 96, 99
tipos de, 242·256

amosuas<, 179·181, 183-185, 189· 190, 203
conf"iabílidade<, 181-183
ínstrumentllÇio doo, 181-183
lciWTO$ odícionals sobre, 204
listagem J>llll, 178
penidpanl.... 189·191

~ quolitatlvas, 214, 256

procodimenr.. de análU. doo dl<los •. 184-

Omologia, 28

187. Vtr tamblm Coleta de dados
projeto e. ln-178
propostas de mftodo experimen<al e, 189·
193
qu.,1ões de validode e, 181
vamveise, 183-185, 191· 192

inguagem
declarações de objcdvo e, 143· 148, 154
hlpó<e5"S e, 169

pesquisa qualimdva <, 90·91, 228
questões de pesquisa e, 162· 164
qu.,tõcs ftlcas •, 122
termos e, 68-69
Vtr ramblm Estra141aJ de rtdaçlo
inbas do <ompo, 103· I 06
itttatun, 73
ddicib>cias Ili, 138-139, 141
orpnliaçio da, 61 62, 64
prioridade para• set<çlo, 60-61
questões édcas e, 115. Vtr <amblm Ques<ões
Éót:u

uso da, 52-55
vro de cód180$ qunll1ativo, 220-222, 224

.anuais de esillo, 57, 64-67, 73
apas do lllerntura, 57, 61-64, 73

exemplo de, 63
int.rOduções e, 135
aierinls qu•li1allvos de áudio e vldeo, 214

..

.,,.

.........

NCKaÇio doo mftod0$ mls1os, 245
Now de roda~. 67
Objetivos de Cl!Teira, 50, 73, 95, 148

leituras odidoru!is sobtt, 4 7
0<>=cn<"'1finandamonto, 50, 103, 165
leituras adiàonais sobre, 237
Ordem <empornl, 78, 193
Orientação sexual, 95, 122
~r tambim Qu.. tões sociais
Orientadores
hlpótC5"S •• 165-166
literaw.ra e, 52
pesquisa d• métodOJ rnls101 o, 255
pesquls& qualitativa e, 249
proposw e, 50, 106-108
públicos •• 43
qumões órias •• 120
ques<ões/hípór...,de pesquls& e. 165-166
tópicos .. 48
visões« mundo e, 28
Padri!es,41, 76, 1»131
introduções •• 128
pesquisa de mftod0$ mlstoc e, 261
pesquisa íeoomenoldglca • , 37·38
pesquisa quolilJltivo •· 93, 208, 234
teorias e, 76
Paradigmas, 28
lelruros adicionais sobre, 46, 264
Periódicos on-line, 61
Perspectivas teóricos, 32, 45·46, 76, 79·80
codificaçJlo e, 220
exemplo de, 87·90

pcsquls& quali1auq <, 90-91
pesquisa quancftati»a •, 116-M. 104
PuquiA,60
Ptsqulsa do dfnda, 28
ulld• •· 90-91, 165-166, 238
!'esquis& das cib>das sociais, 34-35, 55, 134,
165, 166, 238
loirurns adldonais sobro, 47
Ptsquiso de d~das do saúde. 90-91, 165·
166,238
Pesquiso de mé1odoo rnlJ<O$, 25-26, 45-46, 54
nnállsc de dndos no, 256·259
coleto de dndos e, 241, 243·246, 249·251
combinação e, 243·245
oonoctado e, 244
d~deobjetivoo, 152· 159, 170, 173
definíç!oldescriçlo da, 240-241
disuibulçlo do poso •• 241-243, 244-245,

246
distn1'ulçlo do lempo .. 241, 244-245, 262
....,.,t!gla da aia~ concomjwue e,
25().251, 263
«tratqla aplomória sequmcia1 •• 245-249
«tratqla ttansíonn:ulva ,.,quencial e, 249250, 263
.,tud.. concomhant., e. 38-40, 155·156,
158, 259·261

rstudos miruformativos e, 2.59
experllncléU pessoais e, 44-45
lntroduç6cs e, 130. 131, 139-141
leituros ndlciunol.uobro, 100, 159, 175, 264
lina de qucu6cs pnra o planejamen10, 240
mnpas da llttrntura e, 64
periódicos •· 240
plenejamemo e, 241· 244
planejememo d0$ pro<edimentos pan1, 263
pragmotlsmo e, 35, 43
problemas de pesquisa .. 43-44
proposw e, 105-106, 122
questões t!ricu •• 117
ttYb6os de literatura e, 52, 72·73
.-las •• 76, 95-96, 99, 244-245
termo11 e, 68-69
<6pkos •• 101
Ptsqulsa apcrlmenial, 36, 149, 181, 191, 228
questões de volldad. ., 196-199
F<squiA íonomonológka, 37·38, 52, IJO, 145146, 162, 217
Pe<qulsn narrntlva, 16, 37·38
codlfleaçJlo •· 223
l~ilu ras tidldonals .sobre, 237
pcsqulsa qualltatlva e, 209, 211, 217, 223,
228· 229, 236
~.......

..-1.~. ..~.. '-"- ._,..:..:. .;.......,

"tQ

Pesquisa quolltad»a, 2S-26, 36-38, 41, "~
araaorlstias da, 206-211
codiflaoçlo .. 217, 219-227, 229. 234, Zl6, 256
COnc<pçlo p111tlapat6ria .. 41
oonstrutlvismo e, 41
.,tmtégías de invatigaçioe, 210.211
estratégias de redação •, 228-229
einasralla •· 90-91 , 94, 209.211, 217, 22J.
224, 236
oxperi~ndas pel30llJ e, 44-'15
gcneralliaç6cs o, 228, 236
lntcrproroçõe• e, 223· 224
int.rOduçoo e, 129·131, 134, 139·141
leituras adicionais sobre, 75, 100, 237
listo de qUCllões pora o planejamento da, '1J17
mapas de literatura e, 64
melhor aborda~m pru11, O
mhod0$ de pesquisa e. 41
permiso6es •• 211· 212
posoe.243
pragmatismo •• 34-35
precisl<>/aodibilldade •, 224-228
proposwo, 102· 104, 106, 122
pnxocolo de cnuevista •, 216
questões de pesquisa doo métodos mistos e.
17().172
qu.,<ões de pesquls& e, 163-164
~de vnlldade .. 22+228, 231, 234-235
questões ~<leas e, 117
rev!sõei de llleroturo e, 52-55. 73
lCmM t, 93, 223, 227·228, 234, 243
<eorlos e, 76, 89·93, 9 4, 98·99
termos t, 68
1óplcos •. 101
l'losqulsa quantitedva, 25·26, 36, 45-46
concopçlo J>ÓO·posltlvlsta e, 41, 1n
oxperlbicias peaoaiJ •• 44--45
intcrptt<açlo dos resultados •• 185, 203
lnaoduç6es e, 129-131, 13-4, 139-141
ldtunl$ ldldonais IObtt, 75
mapas de ll1erann e, 64
molhor ·~da, 43
mt!todoo de pesquls& •· 41
pt:SOt, 243
praima<lsmo e, 34-35
proposta •• 104-106, 122
qu.,1ões de pesquls& doo métodos mistos .,
170.172
qu..1ões de pesquisa•, 163-164
qutstões de volldndc •. 224
questões ~dcas e, 11 7
revis6es de llteroturo e, 52-55, 72·73
teorias•· 76-79, 85·86. 90, 98-99
, • ...._,. AA.AO

261·262 uso da 1eori11 dt.m~todos mistos t-. 68 Revisões metodológicas. 73. 195. 68--69 variávds e.. 48 visões de mundo e. 232-233 propostas e. 95. 204 Projeto ptt.36. 111 64-66 reivindlauóriftS/pcsqulsa de m~todos mistos •• 72. 90-91. 168·170 P"'Qufsa de m~todO< mistos e. 214 Psicologia busca de bancos de dodos compu1adorlzndos •• 58.squlsn quontitalivo e. 118-120 leiruras adicionais sobtt. 95-96.. '4+45 importAnda do wudo para. 129·130.294 lndlce remissivo lndice remissivo 295 tópicos . . 203 Projeto de levnnmmen10. 37·38. 55. IJ0. 36. 244 pesqul1• qunlhatlvo e. 31-32 decl•~ de objetivo e. 255·256 lelrums 1dlclonals sobre. 130-131. •· 243-244 questões édcase. 94-96. 16. 195. 173-174 Questões da pesquisa qualitativa.-45. 96 Quesrões rncf•IJ. 78 Questões de pesquisa das inftodos mistoo. 95.134. 17. 39. 111.. 207 Quase 'I' ""-36. 165-169. 35 pesquisa qualltaúva e.'Cis •.. 76. 192-193. 189. 76.28. 110·113 Jciruras adicionais sobre. 263 pesquisa qunll1orlva e. 100. 99 \b' tambbn Quesr6es ál<u. 119-121 rormu1'rios de consentlmcruo infonnado e. 189. 149. 104· 105 legibilidade dai. 181 Raumoo integrauvos. 1n· t79 lelruras adicionais sobre. 68 Significado. 45·46 Polirica ooncepçAo relvíndlcatótb/panidpmória e. 203 . e.91. 133-136. 142-144. 76. 14..experimen<•l.~ . 161-165. Teoria ~odo pragmatismo e. 45-46 Privaddade/conlldencialldade. 151-152 estrorégia rrnnsformadva concomitnnte e. 81 ·SS leiruru odldonals sobre. 101 .u. 121·122 enuevistase. 204 levnntomcntos e. 95. 259 pesquisa qualirariva e.. 95-96 Vtr rambbn Quesdl<s sociais Questões de gram-'tla. 162. inrrod\IÇ6cs •. 135-136 lelruras 1dicfonais sobre. 224-228. ' . 67 pesquisa de métodos mbt. 204 Questões canrais.. 261 ·-•. 99 Ver tarrfbim Questões: sociais Qucsdl<s sociais dlscrlmln1çAo e. 65·67. 161 ..99 uso da <eona de inftodoc mls1. 84 pesquisa de m61odos mislos e. 28-30 le::ituras adidonals sobre. 101.. 223 rm. 54-55 Rotehw. 95. 135· 136 Rmslles de ll1eratu. 264 pesquisa de m~lodos ml. 136 teorias •• 76. 99 termos e.. 240 t~ri:as e. 95-99. 157. 90·91 qU<Stões iticas •• 121·l22 .ru adidonals sobre. 102· 104 forma to parn quaniltotlvo. 59 leituras adicionais sobre. 80 Públicos. 165-166. para. 173·174 leiruras adlclonolJ sobre. 223. 196-199 Proro<:olo de en<revbra. 196-199 dadoo e. 256. . 204 Projeto de pesquisa comporuunentol. 98-99 n pe.. 170· l 74. 208 lttmOS C. 115. 146 re. 203 Projeto traMfOtmAtMl.11 •• 9().OUe. 44.142·144.. Vtr tamlllm Qucsrões de -ulsa R<cuncs de bll>Uot<Ct1. 161·165. 90·91. e. 90-91 R>sidvismo.. 54·55. 36. 122 tópicos e. 103. 73 ttrm<JI •• 68 Seções de p-lrnento. 36. mim>< Projeto de lndlvfduo ~nico. 139-140 Questões de gb>ero declanç6es de objetivo e. 177· l 78 leiruras adldonals sobtt. llS-123 Vtr tamblm Questões sociais Questões fttninisras COllC<p(Jlo rmindlcu6ria/pattlcipat •• 33 leirums adicionais sobtt. 156 Seçlo de inftodo de levaararnerno. 100 pesqutsa qualitativa e. 192-193. 130-134. .!lodoc mlst. 107-115 Wr ran1blm llstrur6gias de redação ~fer~nclo1. 69 Vtr tambbn Oeclaraç6es de problemas Procedfmenros dos m~iodos mistos sequen· ciais. 90-91 t<OrlH e. 178 proponas de inftodo experimemol e. 216 Protocolo observacional. 65-67.64-66 pe>quisa de mttodoc mis<DS 0. 55·57 proposw e.. 86 modelo visual da. 196. 80 leituras odlclonais sobre.. 187 Seçõosde inftodo. 122 leiru. 64 Revls6es teóricas.. 192. 90·91. 77~79 revisões dn literatura e. 96-97. 107-108. S4·55 manuais de estilo e. 192. 113-115 Questões de pesquisa ~deobjetM>e..roo da pesquisa quand1nrlva. 96.s1os e. 73 dedanç6es dulijedvo e. 123 esboço. 185.33·35. 200-20 1 exemplo e. 181 procedlment. 192· 193. 1O1. 79-80 fonnas de. 259. 75 passos na condução das. 90-94. 200-201 Temas. 64. 106-108. 37·38 i>CS<tUisa qunlltntlvo e. 117. . 145·146. IOJ. 17<>-174 Questões de vallda<le lnlCIÇU U... 209-210. l 17·119 revis6es de littnwra e. .. 46--47 Planejame1uo lheratura e. 236 leiruras adicionais 10bre. 122 -ulsa qua!Jtauva e. 204 1àm1nhodoefeho. 249 Wr rambtm QueJtões sociais Questõesdedfvmldade. 249 pesquisa qualhatfvn e. seções nas.. 175 Questões de classe. 249.'antament·os e. 234-235 Questõos éticas. . . 21. 258 -•isa qualJtadva e.. 57·59.. 161·165. 58. 445""46 Progmadsmo. 139-141 q\latÕeS ~ e. 203 l'TojeloexperimenUll lltfdaddro. 99 . 201·203 irue<praaçio das mulradol de. 95-96. 261-262 pesquisa qualhadva e. 209·210 leiruras adidonals robrt. 89-91 • pragmatismo •• 35 questões de classe •. 99 questões rada. 67 consrrudvtsmo social e.. 175 Que.nome:no1ogln e... 139-140 emiddade e.. 173·174 ld<uras adicionais sobre.. 43. 1n-118 ab"7aat •• 64 le\. 43. 97.73 pe1<111i1a de mérodos mistos e. 189·203 análise de dados e. 139·140 inuoduç6ese. 193 Projeto emergen1e. 189 rms&s da llteranua e. 68 Soclol03in. 32·33. 133 pesquisa de m.. 102.. flropo5m$ ddineamemo. 170. 170. 117 tt:tmos e. 212 proposras e. 231.&s da Utmttura e. 79.. Conc<pções Questões. 95. 29-31 deflniçlo de. 100 locallzaç&o do. 73 lled•ç5o crladvo. 45-'16. 114-115 formato pam método ml<eo.203 leirunu adidonals sobre. 93.. 73 ~flexlvidade.195. 99 IV" ram!>tm QueJtoo sociais Questões de discriminação. as. 121-122 -uisa quabtativa e. 264 1àbdH. 191 .. 173-174 Pesq\lisa·açlo. 118·119 lehuras adicionais sobtt. 178. Vtr ramblm 1l!oda lttn"IOI t. 124 m-' conduta dontlf. 99 lncapacfd1dcs e.. 160 modelo para. 105-106 formato para qu1t1iuulvo._ 51 deflniçlo de termos •· 67 uemplot de. 230 Projeto experimenuil. 253 leituras adicionalt sobre. 204-205 ptt. ~de~ nero. ISO.203 leiruns adldonals sobtt. 12. 124 Problemas de pesquisa.43 leiruras adidonais robrt. 95. 1411. SO buJc• de b4ncoo de dados compumdomodos •. 155. 208·210.102 Vtr rambán Rodlglndo as estntégw Propostas de inftodo experimenUll. 154. 55 Revlslo das esrudoo. 100 orientaÇlo sexual e.189.ea e. 211 1corins e.. 32 teicuras 8dicionail sobre 1 100 pragmatismo e. 106 qutstões éticas e. 260 Wr rnmbbn Pesquisa de mé1od. 153 desigualdade •. 21 dlverslclade e.. 43. 106. 152·153 inrroc!uç&s e. 115-122 coleta de dados e.

6?. 57-58. 191-192 pesquisa qualitativa e. ?I. 48-51 ltr rambán Tópicos União doo ponldponrts. 113 revisões de literatura e. 1'48 lciruras lldldonals sobtt ttaruíttmatM-•. 411'51. 129.U de <ontrole. 168 ltr tambtm \liriá""i> variáveis pessoais.. n-73 ceoriu e. 80. 191 Tlrulos. 149-lSS. 32-33. ?3. 223 Tlrulos tsboçadoo.arlivds de ruido.ri4veb V..U dependentes. 149 ~ 1amWm \liriáveis \liri4vcb nlo demográficas. 78-79. 60-61 Tóplcos de pesquiA. dadoo. 178. 1O1 quC5tões édcas e.riéveb mtdladoras. 98 ltr 14/llbim v. 211.S.U dependenres. 118-149. li 5 moi5ões da literatura e. 93 T<oria criôca conoopçlo rdvindlcactório/panldpotóna. 19. 55. 165-166. 258 Yilldadt quallladva.. ISO hlpólaes •• 68 rtdação d. 19. 79 ltr tamblm Yariávds \lilldade Interna. 78-79 d~çõesdeobjetivoe. 32'33 Teoria do padrlo. 19 ltr tambim Ya. 65-6?. 87-88 lb' <amWm \/iui1h·. pesquisll qualltadva •• 90-91 Ttoria da lncapeddadt. 110-111.... \luiáveis lndopendmt<S \Vü. 201. 149·150 ltr 1a111blm V. 4? revisões de literann e. 81. 78. 146. 149-150 levantamcnroo t. 198 ltr onnblm Questões de validade Validade 1n.. 90 peoqulso quamilariva .. 78. 149 ltr tamblm varli•-. 212.. 196. 183-185.. 28-30. 201. 93 T<oria Nndamentoda. 90-91. 191-192 questõe$1hlpórnos de ptsq\Jha t. 165-166. ttll'11tfgias <. 32 <Sln~ 253 leil\lras adidonals sob.Uvds Ya. 184-185 Vll6a de mundo rtivindicatórias/panidpatóriu. 134 leituras adl<ioMb sobre. 13 Tópicos.N. 81-83. 219 propostas de método experimtntol t. 149. '44-45 Webs:itH análise de dados qualita. 185·18?. 81-83. 258 ltr ramblm Questõeo de validade \\:tdade.nilpóttsts de pesquisa•. 80 Tumos.. 35 Vtá da respoota. 189 proposras •. 158-159 quea6cs da pesquisa quantitati\11 e.. 21?. 83.. 98 seleçio d• materiab da literatura e. 165-166.. 189.296 Indico remissivo variáveis •• 77-?8. n. 150-155.. 145. 168-170 Varli.. 199 Validaçio. 224 \W rambim Questões de~ \luiáveis. 123 1Cstllgem das hipóttsa. 28. 13. 173 rcvbões da literatura e. 113-174 propo<W . llS-117 mois6es de llttral\lra . &·7-88 ltr rambán lluUw. 158159 qucstõe..U de nlvd meso. 196. 158-159 intcrvmierues. 80 Varlivds dopenclentes. 71. 165166. 52·. 136-13? busca dt bancos de dados computadorlto· dos e. 223. 90-91 Ttorias de nlvd micro. 83.. 78-79. 141 imroduções e.U demográficas. 41 Tcstesest11dsti<01. 61 . ?3 lcnntarnauoo . 169 lw <amblm \liri4vei> \/iui4vels moderadoras.s indeptndentes.. 81. 236 qutstões de ptsq\Jha •• 162-164 r1'Yis6es d• literatura t. 85.73 teorias•..e. 22?. ptsq\Jha qualimlva t. 169-170. 203. 181 questões éôcas t. 169-170 rtoltue. ?8. 32. \llrilwls Y.h \Vü. 48-49. 98 Teoria cawal.Uvcb Independentes. 209. 52. 73 dtfinlçlo doo. 16+168 ~de olijetM> <. Yariáveis \/iuiévds lntervenlentes. 255-256 \W ramblm o. 64 pesqulsa qualitativo e. 83 ~deollj<tívot. 53-5'1 T<Oria q\lttf. 77-?8.dos Validade da conduslo estatúôca. 222-223 bus<a dt bencos de dados computadoriz.. ?S organização dos. 61-62. 5?-59 deflclêndas t.sJ. 19.. 149-ISS. 13?-139.. 203. 196.. 3?-38.adoo .