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UNIVERSIDADE ANHANGUERA - UNIDERP

CURSO DE GRADUAÇAO EM PSICOLOGIA

NATANAEL ALVES DE ARAUJO

AIDS E ALTERAÇÕES COGNITIVAS:
a importância do acompanhamento psicológico ao paciente
soropositivo

Campo Grande - MS
2013

NATANAEL ALVES DE ARAUJO AIDS E ALTERAÇÕES COGNITIVAS: a importância do acompanhamento psicológico ao paciente soropositivo Atividade apresentada como parte dos requisitos para aprovação na disciplina PINESC IV.MS 2013 . Preceptores: Ediluci Ferreira da Silva e Claudio José Novaes Campo Grande .

was recognized as a function of Kaposi's sarcoma and Pneumocystis carinii. sendo identificada como casos de doenças raras que acometia. era reconhecida em função do Sarcoma de Kaposi e Pneumonia pelo Pneunocistis carinii. a princípio. até junho de 2012. Tem por finalidade apresentar a neurotoxoplasmose. além do sistema linfático – que é um componente importante do sistema imunológico. O acompanhamento psicológico. A AIDS ainda não tem cura. Natanael Alves de Araujo2 RESUMO A síndrome da imunodeficiência adquirida foi descrita em 1981. No one is excluded from contamination with human immunodeficiency virus. TRATAMENTO. pós-teste e em todo o tempo posterior de vida do paciente soropositivo.701 casos registrados de AIDS. desde o atendimento pré-teste. o Brasil tem 656. líquido cerebrospinal. que se deu em 1980. Palavras-chave: AIDS. . embora os medicamentos possam prolongar o tempo de vida dos portadores da síndrome. ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO. with more cases of the disease 1 Artigo elaborado como parte dos requisitos para aprovação na disciplina PINESC IV. 2 Acadêmico do curso de Psicologia da Universidade Anhanguera Uniderp. Ninguém se exclui da contaminação com o Vírus da Imunodeficiência Humana. De acordo com os dados do Ministério da Saúde no Boletim Epidemiológico. desde o início da epidemia. HIV. homossexuais. pode auxiliar de modo muito significativo a vida dos mesmos. a doença é grave e o paciente pode vir a sofrer afecções causadas por doenças oportunistas. havendo mais casos da doença entre homens do que em mulheres.1 AIDS E ALTERAÇÕES COGNITIVAS: a importância do 1 acompanhamento psicológico ao paciente soropositivo . ACONSELHAMENTO. ABSTRACT The acquired immunodeficiency syndrome was first described in 1981 . O vírus engana a defesa natural do cérebro e se instala no tecido cerebral. podendo culminar em óbito. afecção oportunista que acomete indivíduos soropositivos. being identified as cases of rare diseases that affected at first. homosexuals.

Os primeiros casos foram relatados pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) na Califórnia como Gay Related Infectious Decease (GRID) ou Doença Infecciosa Relacionada a Gays5. Histórico da AIDS: Uma História de Lutas. Esse estigma vem sendo carregado até hoje. can help very significantly the life of them. logo chamada de Câncer Gay pela impressa6. SANTOS. AIDS has no cure. Decepções. KEYWORDS: AIDS. a princípio. Brazil has 656. O tipo de pneumonia identificado ocorria em pacientes com câncer em estágio avançado e o Sarcoma de Kaposi era observado em idosos oriundos da bacia do mediterrâneo4. A. post-test and throughout the later time of life of the HIV patient. homossexuais3. uma vez que a 3 4 Secretaria De Estado Da Saude Do Espirito Santo.701 registered cases of AIDS. the disease is severe and the patient may suffer diseases caused by opportunistic illnesses and result in death. mas o fato de ocorrerem ao mesmo tempo em pacientes homossexuais masculinos sem histórico de doenças anteriores chamou a atenção médica. INTRODUÇÃO A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) foi descrita em 1981. L. 1999. Guerra de Vaidades e Coragem. TREATMENT. According to data from the Ministry of Health in Epidemiological Bulletin. o que pode ter prejudicado o progresso da prevenção da doença e permitido o aumento do número de doentes.which are an important component of the immune system.2 among men than women. PSYCHOLOGICAL MONITORING. Secretaria de Saúde de Juiz de Fora – PB. M. since the beginning of the epidemic. The psychological. 5 6 Em tradução livre. since the service pre-test. The virus tricks the brain's natural defense and settles in the brain tissue. until June 2012.. SANTOS. sendo identificada como casos de doenças raras que acometia. which occurred in 1980. although drugs can prolong the lives of patients with the syndrome. cerebrospinal fluid and lymphatic system . 2008. . Essas doenças não eram uma novidade. HIV. era reconhecida em função do Sarcoma de Kaposi e Pneumonia pelo Pneunocistis carinii. COUNSELLING.

causando comprometimento de processos mentais. 2010. No entanto ninguém se exclui da contaminação com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). aparentemente afetando 40% a 70% dos pacientes. Cerca de 46% dos pacientes internados com Aids podem apresentar doença neurológica. Aids no Brasil. ocorrendo tanto em homossexuais quanto em heterossexuais. o Sistema Nervoso Central (SNC) também sofre os danos causados pelo vírus. sendo que.br 11 Periódicos Eletrônicos de Psicologia .org 8 . 2009: “As manifestações neurológicas acometem 40% a 70% dos pacientes portadores do HIV no curso da sua infecção.http://pepsic. o Portal sobre aids. 2009.3 síndrome foi associada a uma vida promíscua. O determinante mais importante da susceptibilidade é o grau de imunossupressão. “tais como atenção. que rompe a barreira hemato-encefálica enquanto os retrovirais não o fazem. heterossexuais excluídos do grupo de risco.7 casos em homens para cada 1 em mulheres. com a entrada do HIV no SNC podem ocorrer transtornos da função cognitiva. aprendizado. de acordo com o mesmo autor9. os sintomas físicos associados à síndrome. Dados e Pesquisas. doenças sexualmente transmissíveis e hepatites virais também do Ministério da Saúde e o 7 Ministério da Saúde. maiormente. em estudos de necropsia. a frequência pode chegar a mais de 90%. ainda que o senso comum considere. na proporção de 1. 2002 apud SILVA & GATTI. METODOLOGIA Para a elaboração deste trabalho foram consultados os sites SCIELO10. diminuindo a imunidade do portador da doença e deixando o organismo suscetível a infecções por agentes oportunistas8. PePSIC11. havendo atualmente mais casos da doença entre homens do que em mulheres. memória. rapidez do processamento de informações. estado assim.” Ainda.7 O HIV ataca as células T CD4+. além da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. 9 CHRISTO. capacidade de resolução de problemas e sintomas sensoriais e motores”. conforme Christo.scielo. JANEWAY.bvsalud. A natureza das alterações neurológicas é muito variada e qualquer parte do neuroeixo pode ser acometida. seja como motivo principal da admissão hospitalar ou como intercorrências durante a internação. 10 Scientific Electronic Library Online – www.

o que demonstra que o tema não parece ser de grande interesse no meio acadêmico. por meio da política pública de saúde. que se deu em 1980. quem sabe. Brasil.701 casos registrados de AIDS. Pouco mais de 618 artigos foram encontrados nos sites científicos relacionados à AIDS e HIV. ISSN: 1517-1159. Ministério da Saúde. no mesmo ano.4 sistema de busca Google12. desde o início da epidemia. pode ser considerado não somente uma revisão bibliográfica.000 páginas relacionadas ao primeiro e 1. “neurotoxoplasmose”.Aids e DST . Já a busca dos mesmos termos pelo sitema de busca do Google Acadêmico trouxe um total aproximado de 2. deste modo. sendo que há somente 387 páginas relacionadas à neurotoxoplasmose enquanto o SCIELO traz 22 artigos e PePSIC nenhum material para a palavra pesquisada.dezembro de 2012. Foram procurados os temas “AIDS”. foram registrados 12. até junho de 2012. o desenvolvimento tratamento terapêutico antirretroviral combinado e o uso de drogas mais potentes têm conseguido não só aumentar a expectativa.819 casos da doença e a taxa de incidência no Brasil foi de 20.706 óbitos decorrente da infecção pelo HIV. é uma empresa multinacional de serviços online e software dos Estados Unidos. proporcionar uma significativa melhora na qualidade de vida dos pacientes soropositivos.2 casos por 100 mil habitantes em 2011 e. o Brasil foi o primeiro que iniciou a distribuição universal dos medicamentos. 13 . mas mais precisamente de uma reflexão sobre a AIDS e a importância da assistência psicológica no sentido de se estabelecer uma maior adesão ao tratamento e. como ainda melhorar a 12 Google Inc. Dos países do Terceiro Mundo. Boletim Epidemiológico .000 para o segundo termo.até semana epidemiológica 52ª . Como o objetivo deste artigo não é basicamente colher os dados e agrupá-los. tendo ocorrido 253. “AIDS e alterações cognitivas”. Em 2012. foram notificados 17. OS NÚMEROS DA AIDS NO BRASIL De acordo com os dados do Ministério da Saúde no Boletim Epidemiológico13. “História da AIDS”. o Brasil tem 656.nº 1 .044 óbitos para portadores da síndrome.730.Ano I .140. o emprego de qualquer procedimento para evitar instalação de algumas doenças oportunistas. Assim.

No cérebro. AIDS E ALTERAÇOES COGNITIVAS Christo (2009) condensa um excelente material que trata das alterações cognitivas decorrentes da infecção pelo HIV e AIDS. atualmente. o vírus infecta células gliais que em última instância secretam neurotoxinas que levam ao dano e morte neuronal. seu foco. 2000 apud Narciso & Paulino. podendo ter déficits sutis e bem específicos. usando macrófagos infectados. bem como se reduziu consideravelmente o número absoluto de óbitos e internações (Ministério da Saúde. 2001). Isso acarretou um progresso em relação ao tratamento. é direcionado aos aspectos médicos. derivando certos comprometimentos cognitivos. lentidão psicomotora e diminuição da memória verbal ou diminuição do funcionamento cognitivo verbal e não-verbal na ausência de distúrbios do humor. Conforme a doença avança os danos causados podem ser observados em diferentes instancias do funcionamento mental. .5 qualidade de vida dos pacientes. e com isso mais pessoas estão vulneráveis a danos cognitivos.” A terapia retroviral altamente ativa tem diminuído a incidência da demência associada ao HIV. neurológicos da doença.” A “simples” presença do HIV no SNC pode acarretar déficits cognitivos e a demência associada à AIDS é um efeito comum do vírus em conjunto com a resposta produzida pelo organismo infectado. que antes era um fator de risco e. devido à sobrevida dos pacientes infectados. invade suas células e produz lesões em todo tecido neural.” O vírus engana a defesa natural do cérebro e se instala no tecido cerebral. como “depressão. “O HIV entra no Sistema Nervoso. leva a um aumento da quantidade de pessoas portadoras da enfermidade. líquido cerebrospinal. A extensão deste dano é ligada ao nível do déficit neurológico clínico. além do sistema linfático – que é um componente importante do sistema imunológico. O autor diz o seguinte com relação à infecção do vírus e sua invasão ao SNC: “O HIV atravessa a barreira hemato-encefálica por um mecanismo tipo cavalo de Tróia. porém.

de fato. A doença ainda é vista como uma sentença de morte14 embora não o seja. De acordo com Kubler-Ross (1994). A intensidade e duração dos mesmos não são iguais para todos.6 De acordo com o autor do estudo. Porém. ocorreu uma diminuição da incidência de doenças neurológicas. embora os medicamentos possam prolongar o tempo de vida dos portadores da síndrome. de 14 GUIMARÃES. não é longo. . “a demência associada ao HIV continua a ser a causa mais comum de demência em jovens com idade inferior a 40 anos”. A AIDS E O PACIENTE TERMINAL A AIDS ainda não tem cura. HIV/AIDS não é sentença de morte : uma análise crítica sobre a tendência à criminalização da exposição sexual e transmissão sexual do HIV no Brasil. tanto as oportunistas quanto a demência ligada ao HIV. de modo geral. Esse estágio. podendo culminar em óbito. reação psíquica determinada pela experiência com a morte foi descrita como tendo cinco estágios: a) O primeiro estágio é a Negação e Isolamento: diante da dor psíquica da morte. Aquele que sabe que vai morrer se revolta. angústia esta que que fora transformada em raiva em decorrência da interrupção de suas atividades de vida acarretadas pela doença ou pela expectativa de morte. 2011. e então os relacionamentos se tornam problemáticos e todo o ambiente é tido como hostil. c) O terceiro estágio é denominado Barganha: Depois de tentar a Negação e o Isolamento sem conseguir uma solução eficaz para o conflito do EGO. a doença é grave e o paciente pode vir a sofrer afecções causadas por doenças oportunistas. b) O segundo estágio é o da Raiva: o Ego não consegue manter a Negação e o Isolamento e por causa dessa impossibilidade surge a raiva. Nesse estágio a autora ressalta a importância de haver compreensão dos demais sobre a angústia do paciente. dependerá de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas que a cercam serão capazes de lidar com essa dor. sente inveja e ressentimento. a negação e o isolamento se constituirão como mecanismos de defesas temporários do Ego.

apatia. Esses estágios descritos por Kubler-Ross (1994) se assemelham às fases do luto. mas na elaboração do processo de luto15 o sujeito é alguém próximo do falecido.necessitam de apoio psicológico para poder suportar a vivência da expectativa de morte e da posterior perda. 2004 – Processo de Luto. negociar com alguma entidade sobrenatural – Deus por exemplo. dócil. procurando adiar sua partida. agora já aceita o fato de que logo se separará dos seus entes. O ACONSELHAMENTO PRÉ E PÓS-TESTE HIV O Ministério da Saúde traz um manual sobre Diretrizes e Procedimentos Básicos para o Aconselhamento em DST e HIV/AIDS16. etc. choro. d) O quarto estágio é o da Depressão.a barganha. aos pobres. . desinteresse. implorando a cura e restituição da saúde. deste modo tanto o paciente. É um estágio onde o paciente se apresentará sereno. Tentará. Nesse estágio a pessoa se manterá serena e reflexiva. quanto seus familiares mesmo antes do falecimento do ente . não havendo mais desespero e nem negação da realidade. Aconselhamento em DST/HIV/Aids para a Atenção Básica. quando toma consciência de sua debilidade física e as perspectivas da morte são durante sentidas. dos amigos e de todos aqueles que lhe são queridos. apresentando desânimo. normalmente em segredo. Ministério da Saúde.7 mesmo modo a Raiva não surte resultado. O paciente passa por um sentimento de grande perda. tristeza. Nessa fase o quadro clínico será bem característico. e) O quinto estágio é o da Aceitação. à caridade. a dor psíquica daquele que percebe um fim próximo e toma consciência de que nasceu e morrerá sozinho. oferecendo em troca uma vida dedicada à igreja. 2003. que aparece quando o enfermo já não consegue negar essa condição de doente. obviamente enquanto ainda está vivo. a pessoa passará para o terceiro estágio . No documento pode-se obter um bom entendimento do objetivo do aconselhamento: 15 16 MELO. um sofrimento intenso..

o aconselhamento tem por objetivo a prevenção primária do HIV. a adesão do cliente ao tratamento. devendo acolher o paciente. bem como para a prevenção da transmissão da doença para outras pessoas. visando ao resgate dos recursos internos do cliente para que ele mesmo tenha possibilidade de reconhecer-se como sujeito de sua própria saúde e transformação” (Ministério da Saúde. é esclarecido da possibilidade de janela imunológica e necessidade de retestagem. prestar . do impacto em sua vida. verificar qual apoio emocional e social ele dispõe.8 “Nos serviços de saúde que atendem pessoas com DST. diante de um resultado positivo e diante de um resultado indeterminado. o tratamento do(s) parceiro(s) sexual(is) e a adoção de práticas preventivas. Se o resultado do teste for positivo o aconselhamento será um mecanismo importantíssimo para a adesão ao tratamento. discorrer sobre as reações emocionais que podem surgir enquanto se aguarda o resultado do teste. 2003). Por aconselhamento se entende um processo de escuta ativa.” O documento foi elaborado por diversos profissionais de diversas competências e representa uma fonte coerente para entendimento do que vem a ser aconselhamento e quais objetivos se pretende alcançar com o processo. Já aconselhamento pós-teste apresenta três circunstâncias distintas que dependerão do resultado do teste: diante de um resultado negativo. O aconselhamento pré-teste busca orientar o paciente que se submeterá à testagem dos possíveis resultados. permitir assimilar o impacto do diagnóstico e expressar seus sentimentos. explicar que embora negativado ele não é imune ao HIV. No caso de resultado negativo o paciente é orientado a manter ou adotar métodos preventivos. onde o paciente é considerado como um indivíduo e nele se centra a atenção. entre diversos outras considerações. “Pressupõe a capacidade de estabelecer uma relação de confiança entre os interlocutores. A importância do aconselhamento para os portadores de HIV/aids atendidos nos Serviços de Assistência Especializada (SAE) está associada à necessidade de o indivíduo receber adequado suporte emocional para lidar melhor com essa nova condição e participar ativamente de seu processo terapêutico. O responsável pelo aconselhamento deve ser uma pessoa de sensibilidade e senso de humanidade.

odontológico.9 apoio emocional. Atende pacientes que necessitam receber medicações ou que aguardam translado para outras unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). serviço social. Consta basicamente de três tipos de atendimento ao cidadão: o Serviço Ambulatorial Especializado (SAE). . AIDS e Hepatites virais. orientar da necessidade de acompanhamento médico. além de outras considerações essenciais que o manual explicita. O CENTRO ESPECIALIZADO EM DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS (CEDIP) O CEDIP é considerado um centro de referencia para tratamento de doenças infecciosas e parasitárias. e oferece os serviços tais como: infectologista adulto e pediátrico. o Hospital DIA e a Assistência Domiciliar Terapêutica (ADT). ginecologista. das possíveis complicações e consequências da doença. atendimento psicológico. Caso o resultado do teste seja indeterminado também devem ser observadas orientações e o processo de aconselhamento terá como objetivo informar que o resultado pode tanto ser um falso positivo quanto positivo no qual os anticorpos não se desenvolveram plenamente. Cabe ao profissional esclarecer da necessidade de retestagem e das possíveis reações emocionais que podem ocorrer enquanto o resultado do teste é aguardado. tais como uso de preservativo e benefícios do uso exclusivo de equipamentos para consumo de drogas injetáveis. cirurgias plásticas. O Hospital DIA é um tipo específico de atendimento hospitalar que trabalha com internações e urgências. orientando tanto a limpeza e desinfecção desses materiais quanto o uso correto do preservativo. Igualmente incentivar a práticas preventivas de redução de risco. farmacêuticos e nutricionista. enfermagem. mas que funciona somente durante o período diurno. O SAE proporciona atendimento especializado aos portadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis. consta ainda de dermatologista.

que teve a autoestima e o prazer de viver comprometidos pela doença. Nos últimos anos houve uma aparente estabilização da quantidade de novos contágios. sendo que o grupo considerado de risco – diga-se homossexuais e profissionais do sexo – tem apresentado uma diminuição na incidência.10 O ADT é uma modalidade de atendimento em domicílio. pós-teste e em todo o tempo posterior de vida do paciente soropositivo. O acompanhamento psicológico. Apesar das campanhas criadas pelo Ministério da Saúde visando a prevenção do contágio. das verbas empenhadas para oferecer à população soropositiva medicamentos que possibilitem a melhora na qualidade de vida e acréscimo da longevidade desses pacientes. São várias as consequências que a doença causa na vida dos portadores do HIV e a adesão ao tratamento é o meio mais eficaz. como era uma doença dos gays e promíscuos aqueles que não se enquadram nesse referencial não se preocuparam com a prevenção. senão o único meio de evidente eficácia. girando em torno de 11 a 12 mil contágios anuais. Atualmente o ADT consiste de uma única equipe que percorre diariamente os bairros de Campo Grande. CONCLUSÃO O caminho a percorrer para que se produza uma vacina contra o HIV e a cura da AIDS ainda parece ser longo. um psicólogo e um assistente social. um enfermeiro. Seja no sentido de acolher o paciente que sofre preconceito. destinada a dar assistência a pacientes que se encontram impossibilitados de se locomoverem até o CEDIP. Essa inversão parece decorrer dos estigmas criados no aparecimento da enfermidade no mundo. Em contrapartida o grupo considerado de baixo risco vem aumentando a ocorrência. . para diminuir o número de óbitos e de pessoas seriamente prejudicadas pelo vírus. ou seja. a incidência de novos casos é muito grande. pode auxiliar de modo muito significativo a vida dos mesmos. dois técnicos de enfermagem. Os pacientes cadastrados no serviço de ADT recebem visitas pela equipe que é composta por um médico infectologista. desde o atendimento pré-teste.

Rio de Janeiro: ABIA. Menezes. Neste sentido. decorrente da ideia de pecado associada à AIDS e HIV e o familiar doente. são médicos infectologistas. motoristas. o CEDIP carece de mais profissionais especializados no atendimento da população que necessitam deste tipo de atendimento. E. Hospital Eduardo de Menezes. Sobre a morte e o morrer: o que os doentes terminais têm para ensinar a médicos. 1994. enfermeiras.: P. 2011.ed. toda sorte de profissionais com treinamento específico são bem vindos à unidade. realizado há cerca de 10 anos pela equipe local e que hoje o Sistema de Saúde tem tentado estabelecer para outras modalidades de atendimento. fisioterapeutas enfermeiros. dentre tantas outras circunstâncias não menos complexas e extremamente delicadas que são percebidas no dia-a-dia dos portadores do vírus da imunodeficiência humana. . 6. o CEDIP tem conseguido contribuir decisivamente. técnicos em enfermagem. Assim. religiosos e aos seus próprios parentes. Paulo Pereira. demonstrando claramente os motivos pelos quais é considerado um centro de referencia no tratamento de portadores de doenças infectocontagiosas. As atividades realizadas nessa Unidade de Saúde são um diferencial e certamente serão – e já estão sendo – copiadas para outros serviços públicos. Marclei. enfim. uso de drogas. parceiros e práticas cotidianas saudáveis. Alterações Cognitivas na Infecção pelo HIV E AIDS. Artigo de Revisão. tanto em abrangência populacional quanto na qualidade do serviço prestado ao cidadão. HIV/AIDS não é sentença de morte : uma análise crítica sobre a tendência à criminalização da exposição sexual e transmissão sexual do HIV no Brasil. São Paulo: Martins Fontes. Belo Horizonte.11 orientá-lo quanto às praticas de risco. como é o caso do ADT. dentistas. GUIMARÃES. do ‘fardo’ que consideram ter que carregar. psicólogos. KÜBLER-ROSS. REFERÊNCIAS CHRISTO. Como a demanda é grande e o preconceito também. das dificuldades econômicas que poderão surgir. trad. bem como no apoio à família do enfermo que também podem experimentar sofrimento. preservativos. o bom serviço que prestam poderá ser expandido. 2009. ortopedistas.

Histórico da AIDS: Uma História de Lutas.. Maria Angela Silveira. Boletim epidemiológico. Aids e Hepatites Virais. Aids no Brasil.dezembro de 2012. NARCISO.br/artigos-desaude/3838/-1/historico-da-aids-uma-historia-de-lutas-decepcoes-guerra-de-vaidadese-coragem. 2003. Processo de Luto: o inevitável percurso face a inevitabilidade da morte. M. Instituto Superior Técnico – Textos de Apoio. Rita. < http://www.boasaude. Guerra de Vaidades e Coragem. 1999. SANTOS. Lisboa. A. Disponível em < http://fio. de DST. Argéria Maria Serraglio. Departamento de DST. Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina.br/cic/anais/2010_ix_cic/pdf/05ENF/16ENF. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Serviço Social em Revista. Programa Nac. Disponível em <http://tutorado. Disponível em < http://www.aids.utl.com. Toxoplasmose em Pacientes Infectados pelo HIV. MINISTÉRIO DA SAÚDE. AIDS: Brasil.pt/files/Luto. SILVA & GATTI. 2001.edu. MINISTÉRIO DA SAÚDE.AIDS.br/pagina/aids-no-brasil> Acesso em 26 de outubro de 2013.pdf>. ADESÃO E AIDS: ALGUNS FATORES INTERVENIENTES. SANTOS. PAULILO. 2010. Brasília: até semana epidemiológica 52ª . Brasília. Acesso em 26 de outubro de 2013.gov. Decepções.pdf> acesso 28 de outubro de 2013.html> Acesso em 28 de outubro de 2013. . Departamento de Enfermagem. Diretrizes e Procedimentos Básicos. Aconselhamento em DST e HIV/AIDS.ist.12 MELO. L. Faculdades Integradas de Ourinhos.