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COLÉGIO TÉCNICO HENRIQUE HENNRY

CURSO TÉCNICO EM ELETROTÉCNICA

GERSON SANTOS SOUZA

DISJUNTORES DE BAIXA TENSÃO

ARACAJU/SE
2016

GERSON SANTOS SOUZA

DISJUNTORES DE BAIXA TENSÃO

Projeto de pesquisa apresentado ao curso técnico em
Eletrotécnica do Colégio Técnico Henrique Hennry,
como um dos requisitos para obtenção de aprovação
na matéria de Instalações Elétricas Prediais.

ARACAJU/SE
2016

...................3 2 DISJUNTORES DE BAIXA TENSÃO...................................13 11 APLICAÇÕES DOS DISJUNTORES......9 8 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO DISJUNTOR......................................................................10 8.....................................................................................................................2 CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO..............2 OPERAÇÃO MAGNÉTICA...........15 13 BIBLIOGRAFIA.........................................2 TENSÃO DE OPERAÇÃO..........................................................................................3 CORRENTE DE INTERRUPÇÃO ADMISSÍVEL.......................................................................................................14 12 CONCLUSÃO....................................................... 10 9 DISJUNTOR DIFERENCIAL RESIDUAL......................................................................................................................................................5 3.............1 SEU NÚMERO DE PÓLOS...............................................................................................................................................................................................7 6 DISJUNTOR MAGNÉTICO................................................................................................................12 10 PRINCIPIO CONSTRUTIVO DOS DISJUNTORES..1 OPERAÇÃO TÉRMICA....................................................................................... 5 3......................................... 5 3.........................................................................17 ............................................. 10 8...........8 7 DISJUNTOR TERMOMAGNÉTICO..................5 5 DISJUNTORES TÉRMICOS........................4 2..................................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO...................................................4 2.....4 3 CARACTERÍSTICAS DOS DISJUNTORES....................................................................................................................................................1 CORRENTES DE SOBRECARGA...............................16 14 ANEXOS.................................................

3 1 INTRODUÇÃO O disjuntor é um elemento de proteção nos circuitos elétricos. e a percepção do quão “rico” um dispositivo simples e comumente usado em instalações elétricas pode ser se abordado do ponto de vista de materiais elétricos. . O presente relatório tem em vista o entendimento e relacionamento do funcionamento interno dos disjuntores com a disciplina de instalações elétricas de baixa tensão. sua aplicação correta. além do entendimento de seu funcionamento é essencial para um estudante de eletrotécnica.

2 CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO As correntes de curtos-circuitos são provenientes de falhas ou defeitos graves das instalações. As sobrecargas são extremamente prejudiciais ao sistema elétrico.  Falha ou rompimento da isolação entre fases distintas. tais como:  Falha ou rompimento da isolação entre fase e terra. correntes superiores à corrente nominal (até 10 x IN). conduzir por tempo especificado e interromper correntes em condições anormais especificadas do circuito. assim como estabelecer. da ordem de 1000 a 10000% da corrente nominal do circuito. capaz de estabelecer. tais como as de curto-circuito. 2. conduzir e interromper correntes em condições normais do circuito.  Falha ou rompimento da isolação entre fase e neutro.4 2 DISJUNTORES DE BAIXA TENSÃO Um disjuntor é um dispositivo de manobra (mecânico) e de proteção. produzindo efeitos térmicos altamente destrutivos aos circuitos. . 2. As correntes de curto-circuito se caracterizam por possuir valores extremamente elevados.1 CORRENTES DE SOBRECARGA As correntes de sobrecarga são caracterizadas pelos seguintes fatos:  Provocam.  Provocam solicitações dos equipamentos acima de suas capacidades nominais. no circuito.

 Tripolares – protegem. Correntes estipuladas: 6 – 10 – 16 – 20 – 25 – 32 – 40 – 50 – 63 – 80 – 100 A. . simultaneamente. duas fases.  Corrente convencional de não funcionamento: valor para o qual o disjuntor não deve funcionar durante o tempo convencional.1 SEU NÚMERO DE PÓLOS  Monopolares ou unipolares – protegem somente uma única fase. simultaneamente.3 CORRENTE DE INTERRUPÇÃO ADMISSÍVEL  Corrente estipulada (vulgarmente designada por calibre): valor para o qual o disjuntor não actua.5 – 6 – 10 KA. 3.2 TENSÃO DE OPERAÇÃO  Baixa tensão (tensão nominal até 1000 V). três fases.  Corrente convencional de funcionamento: valor para o qual o disjuntor deve funcionar antes de terminar o tempo convencional. 3. Os poderes de corte estipulados normalizados são: 1.  Bipolares – protegem.5 – 3 – 4.  Poder de corte: corrente máxima de curto-circuito que o disjuntor é capaz de interromper sem se danificar.5 3 CARACTERÍSTICAS DOS DISJUNTORES Três características dos disjuntores são importantes: 3.

de modo legível e indelével.  Frequência nominal.  Capacidade de interrupção em curto-circuito (simétrico valor eficaz) referida às tensões nominais (kA). .  Mês/ ano e lote de fabricação. ou número de catálogo.  Numeração da Norma usada.  Modelo do fabricante.6 4 IDENTIFICAÇÃO No corpo do disjuntor devem apresentar.  Corrente nominal do disjuntor em A.  Tensão nominal em V-(AC). as seguintes informações:  Nome ou marca do fabricante.

7 5 DISJUNTORES TÉRMICOS Os disjuntores térmicos utilizam a deformação de placas bimetálicas causada pelo seu aquecimento. A proteção térmica tem como função principal a de proteger os condutores contra os sobreaquecimentos provocados pelas sobrecargas prolongadas na instalação elétrica. um sistema eletromecânico simples e robusto. assim. Em contrapartida. por efeito de Joule. Um disjuntor térmico é. causando a sua deformação. aquecea. não é muito preciso e dispõe de um tempo de reação relativamente lento. diretamente no primeiro caso e indiretamente no segundo. Quando uma sobrecarga de corrente atravessa a placa bimetálica existente num disjuntor térmico ou quando atravessa uma bobina situada próxima dessa placa. A deformação desencadeia mecanicamente a interrupção de um contacto que abre o circuito elétrico protegido. .

os curto-circuitos e outras avarias. A proteção magnética tem como fim principal o de proteger os equipamentos contra as anomalias como as sobrecargas. . está associado a um interruptor de alta qualidade projetado para efetuar milhares de manobras. A interrupção é instantânea no caso de uma bobina rápida ou controlada por um fluido no caso de uma bobina que permite disparos controlados. Geralmente. Normalmente. proteger a fonte e uma parte da instalação elétrica. é escolhida para os casos onde existe a preocupação de proteger o equipamento com muito grande precisão. nomeadamente os condutores elétricos entre a fonte e o curto-circuito.8 6 DISJUNTOR MAGNÉTICO A forte variação de intensidade da corrente que atravessa as espiras de uma bobina produz uma forte variação do campo magnético. O campo assim criado desencadeia o deslocamento de um núcleo de ferro que vai abrir mecanicamente o circuito e. assim.

9 7 DISJUNTOR TERMOMAGNÉTICO Os disjuntores são normalmente usados para proteção e manobra de circuitos de distribuição e terminais. são montados em caixas moldadas e podem ser unipolares. Neste caso. se forem equipados com disparadores térmicos e eletromagnéticos. Os disjuntores termomagnéticos são dispositivos que garantem. serão chamados de disjuntores termomagnéticos. bipolares e tripolares. geralmente com acionamento manual e. . montados em quadros de distribuição padronizados. os disjuntores cumprem três funções básicas:  Abrir e fechar os circuitos (manobra). De forma resumida. simultaneamente. a manobra e a proteção contra correntes de sobrecarga e contra correntes de curto-circuito.

 Proteger os condutores contra curto-circuito. 8 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO DISJUNTOR Existem dois modos de atuação de um disjuntor: a atuação térmica. nas diferentes dilatações que apresentam os metais quando submetidos a uma variação de temperatura. através de seu dispositivo magnético. fazendo com . Na figura 1 (ver anexos) é mostrado o interior de um disjuntor termomagnético. e a atuação magnética. em caso de ocorrência de curto-circuito. isto é. Estas lâminas dilatam diferentemente quando aquecidas. Duas lâminas de metais diferentes são ligadas através de soldadura a pressão ou eletroliticamente. em caso de ocorrência de sobrecarga.1 OPERAÇÃO TÉRMICA Os disparadores térmicos operam baseados no princípio dos pares termoelétricos. 8.10  Proteger os condutores e os aparelhos contra sobrecarga. através de seu dispositivo térmico.

provoca a abertura do disjuntor. são percorridos pela corrente de carga do circuito. A curva típica de tempo versus corrente de disjuntores termomagnéticos é mostrada na figura 4 (Ver anexos). Para temperaturas ambientes superiores à de calibração. o que é obtido através da variação do entreferro ou da tensão da mola. através de conexões mecânicas. Os disparadores térmicos. devem operar a partir de uma corrente de operação. para cada sobrecorrente que circula pelo disjuntor se tem um tempo . 8. o disjuntor pode atuar com valores de corrente inferiores à de operação previamente fixadas.2 OPERAÇÃO MAGNÉTICA A Figura 3 (Ver anexos) mostra o esquema básico de um disparador magnético. enquanto o tempo de atuação é marcado no eixo vertical (y). a abertura dos contatos de um disjuntor. referida a uma temperatura de calibração. que nos disjuntores. A Figura 2 (Ver anexos) ilustra o exposto. então.11 que o conjunto se curve e produzindo o fechamento de um contato que. promovendo. N x I. sendo N o número de espiras da bobina e I a corrente de operação do disparador (que circula pelo circuito protegido e pela bobina). de tal forma que apenas acima de um valor definido de corrente. normalmente. A corrente de operação pode ter um valor único fixado ou pode ser variável numa faixa de corrente de ajuste. atraída pelo núcleo. qualquer corrente de valor superior a I provoca a atuação do dispositivo. Desta forma. A força necessária para equilibrar a ação da mola é proporcional ao quadrado da força magnetomotriz do circuito magnético. A armadura é. Alguns disparadores térmicos possuem um faixa de corrente de ajuste sendo a calibração realizada atuando-se sobre o alongamento ou a curvatura das lâminas. por sua vez. chamada de corrente de operação. Assim. Sua armadura é tensionada através de uma mola. A corrente normalizada em função da corrente nominal do disjuntor é colocada no eixo horizontal (x). é vencida a inércia da armadura e a tensão da mola.

na grande maioria dos casos. 9 DISJUNTOR DIFERENCIAL RESIDUAL Os disjuntores de corrente diferencial-residual. assim. isto é. uma câmara de extinção de arco que se presta a confinar. O dispositivo DR detecta a soma fasorial das correntes que percorrem os condutores vivos de um circuito em um determinado ponto do circuito. sendo largamente utilizados hoje em quase todos os países do mundo. Pode-se. determinar se o disjuntor está operando adequadamente ou não. dividir e extinguir o arco elétrico formado entre os contatos do disjuntor imediatamente à abertura mecânica dos contatos. provoca a interrupção do circuito quando . Por outro lado.12 de atuação correspondente. constituem-se no meio mais eficaz de proteção das pessoas (e dos animais domésticos) contra choques elétricos. abreviadamente disjuntores DR. a corrente diferencial-residual (IDR) no ponto considerado. em seu interior. É o único meio “ativo” de proteção contra contatos diretos e. Traçando o gráfico do tempo de atuação versus a corrente devemse encontrar curvas que estejam dentro dos limites fornecidos pelo fabricante. Para aumentar a capacidade disruptiva do disjuntor há. o meio mais adequado para proteção contra contatos indiretos. podem exercer proteção contra incêndios e também constituir-se em “vigilantes” da qualidade da instalação.

 Circuitos residenciais que sirvam pontos de utilização situados em cozinhas.13 IDR ultrapassa um valor preestabelecido. . O invólucro deverá ser montado de forma que não possa ser removido sem violação do lacre de segurança. ou em regime de sobrecarga para cujas condições foi projectado. lavanderias. em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens. garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens. chamado de corrente diferencial-residual nominal de atuação (In). O invólucro do disjuntor deverá ser de material isolante.  Circuitos em edificações não residenciais que sirvam pontos de tomada situados em cozinhas. e possuir resistência compatível com os esforços a que será submetido. Os seguintes circuitos devem ser objeto de proteção adicional por dispositivos DR de alta sensibilidade (corrente diferencial-residual 30 mA):  Circuitos que sirvam pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro. áreas de serviço. no geral. O disjuntor diferencial residual é um componente de instalação que secciona a alimentação da carga ou circuito quando a corrente diferencial residual ultrapassa um determinado valor.  Circuitos que alimentam tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior. áreas de serviço. copas-cozinhas. não higroscópio. copascozinhas. garagens e. 10 PRINCIPIO CONSTRUTIVO DOS DISJUNTORES O disjuntor deverá ser construído com material que suporte elevação de temperatura decorrente de seu funcionamento em corrente nominal. lavanderias.

14 Um disjuntor é constituído pelo relé. com um órgão de disparo (disparador) e um órgão de corte (o interruptor) e dotado também de convenientes meios de extinção do arco eléctrico (câmaras de extinção do arco eléctrico).  Seccionadores. 11 APLICAÇÕES DOS DISJUNTORES  Acionamentos de comandos de proteção.  Circuitos de distribuição. .

no ponto de aplicação. por um ou mais dispositivos de proteção que promova(m) sua interrupção quando da ocorrência de uma dessas condições anormais. Podem ser aplicados . São considerados dispositivos que asseguram a proteção contra as sobrecargas e contra os curtos-circuitos os que são capazes de interromper qualquer sobrecorrente igual ou inferior à corrente presumida de curto-circuito. Por outro lado.15 12 CONCLUSÃO Todos os condutores de um circuito devem ser protegidos contra as sobrecargas e contra os curtos-circuitos. a proteção contra as sobrecargas e contra os curto-circuitos devem ser devidamente coordenadas.

www.acedido a 23 de março de 2016. www.rge-rs.acedido a 23 de março de 2016.ifsc.feelt.br/3ano/instalacoes_eletricas/protecao.ufu.pdf.acedido a 23 de março de 2016. disjuntores associados com fusíveis e dispositivos fusíveis de uso geral. . www.br/LinkClick.tabid=276.com.fisp.stoa.br/disciplinasklock/te500/disp. 13 BIBLIOGRAFIA www...br/pastas/Acionamentos/disp_comando_protecao2.edu.eletrica..br/jean/Eletrotecnica/Material.acedido a 23 de março de 2016.pdf./Aula_protecao..acedido a 23 de março de 2016.acedido a 23 de março de 2016. moodle.madeira..ufpr.acedido a 23 de março de 2016.pdf.joinville...engonline.16 para essa dupla função disjuntores com disparadores de sobrecorrente.ppt.br/.ufpr..br/mod/resource/view.php?id=35782./Apostila%20-%20Eléctrica-Materiais. www. www.usp.aspx?fileticket.

Fonte: Google imagens Legenda da figura 1: 1. 7. 11. 5. 10. 4-Bobina responsável pelo disparo instantâneo (magnético). 2. evitando danos no bimetal.Terminal inferior.Terminal superior.Clip para fixação do trilho DIN. 8.sob condições de falta. o contacto móvel se afasta do contacto fixo e o arco resultante é guiado para a câmara de extinção.Guia para o arco . 3.Componentes de um disjuntor termomagnético. 6-Contacto fixo.17 14 ANEXOS Figura 1 .Contacto móvel. . 9-Bimetal responsável pelo disparo por sobrecarga (térmico). termoplástica.Alavanca liga-desliga.Parte externa.Câmera de extinção de arco. em caso de altas correntes (curto-circuito).

Fonte: Google imagens Figura 3 – Princípio de funcionamento do disparador eletromagnético Fonte: Google imagens .18 Figura 2 – Princípio de funcionamento do disparador bimetálico.

Curva tempo x corrente típica de disjuntores termomagnéticos.19 Figura 4 . Fonte: Google imagens .

Disjuntor diferencial residual. Disjuntores termomagnéticos. Disjuntor termomagnético tripolar.20 Figura 5. Fonte: Google imagens Figura 6. Fonte: Google imagens . Figura 7. Curva de disparo dos disjuntores termomagnéticos. Fonte: Google imagens Figura 8.

Fonte: Google imagens . Dimensões nominais de um disjuntor termomagnético unipolar.21 Fonte: Google imagens Figura 9.