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Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim

CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS)
DIREITO DO TRABALHO
Professor Henrique Correia

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO:
É o nascedouro do direito do trabalho. É a origem do direito do trabalho.
Existem as fontes materiais e as fontes formais.

1) Fontes Materiais:
As reinvindicações não são obrigatórias.
São acontecimentos econômicos e sociais que visam influenciar o nosso legislador,
mas que não são obrigatórias.

2) Fontes Formais:
As fontes formais são obrigatórias, abstratas, impessoais.
Fontes formais atingem a todos, independentemente de quem quer que seja.
Exemplos: leis, acordos coletivos, convenções coletivas, etc.
O direito do trabalho divide as fontes formais em autônomas e heterônomas.

2.1) Fontes formais autônomas:
As fontes formais autônomas são fontes confeccionadas pelas próprias partes
diretamente envolvidas.

Precisa-se memorizar três fontes formais autônomas:
a) Acordo Coletivo;
b) Convenção Coletiva;
c) Costume.

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Acordo e convenção coletiva são feitos pela empresa e pelo sindicato. Fazem uma
negociação, formalizam e isso vira lei entre eles. Atinge a todos e tem caráter de lei.
O costume faz lei entre as partes. Depende de cada região.
OBS 1: CONTRATO DE TRABALHO: o contrato de trabalho não é uma fonte formal
porque falta o critério da impessoalidade, abstração.
OBS 2: REGULAMENTO DE EMPRESA: Ler a Súmula 51 do TST. O regulamento de
empresa é a lei interna de uma empresa. O regulamento de empresa é fonte formal
autônoma? Existem dois posicionamentos: a) SIM, pois abrange todos os empregados
de determinada empresa e é obrigatório, impessoal e abstrato (MAJORITÁRIO – Alice
Monteiro de Barros, Sérgio Pinto Martins, Amauri Mascaro, Gustavo Filipe); b) NÃO,
pois é regulado pelo empregador (MINORITÁRIO).

Súmula nº 51 do TST
NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS
REGULAMENTO. ART. 468 DA CLT

E

OPÇÃO

PELO

NOVO

I - As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas
anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração
do regulamento.
II - Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado
por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro.
2.2) Fontes formais heterônomas:
As fontes formais heterônomas têm origem estatal. Ou do Legislativo, ou do Executivo
ou do Judiciário.
O caso mais emblemático é o Poder Legislativo.
Exemplos: CF, leis ordinárias, leis complementares, etc.
O Poder Executivo também faz, por exemplo: medida provisória, decretos, etc.
O Poder Judiciário também faz, mas em apenas dois casos: a) sentença normativa
(coloca fim ao conflito coletivo e traz novas condições de trabalho); b) súmula
vinculante (essa jurisprudência é obrigatória, diferente das demais).

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3) Hierarquia das fontes formais:
No direito do trabalho a hierarquia não é rígida, pois vigora o princípio da norma mais
favorável ao trabalhador.

4) Conflitos entre normas:
Existem três teorias para explicar isso:
4.1) Teoria da Acumulação: aplica todas as fontes ao mesmo tempo. Aplica só a parte
benéfica e exclui a prejudicial. Essa é uma teoria minoritária pois onera bastante o
empregador e não trata o sistema jurídico como um sistema.
4.2) Teoria do Conglobamento: se tiver um acordo e uma convenção aplicável a
mesma categoria, o juiz deve analisar a mais favorável. Se o juiz optar pela convenção
ele deve aplica-la integralmente. Da mesma forma ocorrerá com o acordo. Essa é a
teoria majoritária (TST).
4.3) Teoria do Conglobamento Mitigado ou Teoria do Conglobamento por Institutos
(Maurício Godinho Delgado): aplica-se duas fontes ao mesmo tempo, mas um instituto
no todo. Se aplicar jornada de trabalho de um acordo, aplica-se no todo. Se aplicar
estabilidade de uma convenção, aplica-se no todo.

5) Técnicas de Integração (artigo 8º CLT):
Integração significa completar as lacunas deixadas pelo legislador.
É muito importante a leitura do artigo 8º da CLT!
A solução para essas técnicas de integração está no artigo 8º da CLT, que traz:
Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais
ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e
outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda,
de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que

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3) Os princípios serão estudados mais a fundo no próximo tópico (são muito importantes). pois existem duas correntes para o caso: a) a jurisprudência são técnicas apenas de interpretação.1) A analogia significa que. 5. Explicando as técnicas de integração: 5. 5.5) O direito comparado é o direito estrangeiro. Exemplo: a lei dos datilógrafos aplica-se aos digitadores e aos cortadores de cana. na ausência de lei específica para aquele caso concreto. no mínimo.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO: Princípio é a base/alicerce do ordenamento jurídico. Os princípios possuem três funções: a) Interpretação das leis. 5. 5. naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste.6) A jurisprudência requer um pouco mais de cuidado. Parágrafo único . Exemplo: para ser empregada doméstica deve-se trabalhar. O juiz do trabalho se utiliza de todas essas ferramentas para completar as lacunas deixadas pelo legislador. Exemplo: gorjetas em uma determinada localidade.com. 5. b) a jurisprudência é técnica de integração porque tem previsão expressa no artigo 8º da CLT. portanto não são técnicas de integração.O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho.henriquecorreia.br 4 . aplica-se uma lei semelhante.2) A equidade é a justiça bem aplicada com razoabilidade e bom senso. c) Integrativa (suprir as lacunas deixadas pelo legislador). 3 vezes por semana. b) Influenciar o legislador. www.4) Os usos e costumes são normas integrativas.

Isso vale para os empregados que já recebem algum benefício. As normas vigentes na data da contratação vigem por todo o contrato. o empregado tem direito a receber. Exemplo: se o empregador tem o costume de dar duas sacas de milho todo mês pro empregado. só se alterando para os novos empregados. Súmula nº 202 do TST GRATIFICAÇÃO POR TEMPO DE SERVIÇO. Esse princípio equilibra a relação jurídica/empregatícia. a partir dalí. gratificação por tempo de serviço outorgada pelo empregador e outra da mesma natureza prevista em acordo coletivo.1) Princípio da norma mais favorável: ler a súmula 202 do TST e o artigo 620 da CLT. Súmula nº 288 do TST COMPLEMENTAÇÃO DOS PROVENTOS DA APOSENTADORIA I . não dar mais duas sacas de milho para esses novos empregados.A complementação dos proventos da aposentadoria é regida pelas normas em vigor na data da admissão do empregado. somente melhorar) e os novos podem ser contratados sob outra perspectiva. exclusivamente. COMPENSAÇÃO (mantida) Existindo. convenção coletiva ou sentença normativa. o intérprete deve sempre aplicar a norma mais favorável ao trabalhador. ele não pode mais deixar de dar. O princípio da proteção se divide em três subprincípios: 1. Se o empregador quiser contratar outros empregados e.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 1) Princípio da Proteção: A relação jurídica de empregado e empregador é desigual e por conta disso existe esse princípio protetivo.br 5 . ele pode. somente para melhor. observando-se as alterações posteriores desde www. O que foi dado pelo empregador ao empregado integra o contrato de trabalho para todos os fins e para sempre. 1. Não pode ser alterado para pior.2) Princípio da condição mais benéfica: ler as súmulas 51 e 288 do TST e o artigo 468 da CLT. ao mesmo tempo. a que lhe seja mais benéfica. Resumindo: os antigos empregados continuam com os mesmos benefícios sempre (não pode piorar. Se há duas normas jurídicas que podem ser aplicadas naquele caso concreto.henriquecorreia.com.

instituídos pelo empregador ou por entidade de previdência privada.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia que mais favoráveis ao beneficiário do direito.Na hipótese de coexistência de dois regulamentos de planos de previdência complementar.Não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. deveria decidir em favor do trabalhador. Esse princípio está em desuso no direito do trabalho e não pode ser aplicado no processo do trabalho. Atualmente o juiz do trabalho julga com base no ônus da prova (quem tinha que provar e não provou). deixando o exercício de função de confiança. Art.Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. II . Parágrafo único . e ainda assim desde que não resultem. anteriormente ocupado. Os atos do empregador para fraudar direitos trabalhistas são nulos. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação. 2) Princípio da Primazia da Realidade: Também é chamado de princípio do contrato realidade. 468 . sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia. direta ou indiretamente. na dúvida. o empregado. direta ou indiretamente.br 6 .henriquecorreia. 9º . 3) Princípio da Inalterabilidade Contratual Lesiva (artigos 9º e 468 da CLT): As cláusulas contratuais não podem ser alteradas para prejudicar. www. Esse princípio diz que o que vale é o que realmente acontece e não o que está escrito no papel. 1. Art. a opção do beneficiário por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do outro.3) Princípio do “in dubio pro operário”: o juiz do trabalho. prejuízos ao empregado.Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento.com.

Recebendo ou não o seu salário. 1) Desregulamentação: é a ausência total da legislação trabalhista protetiva. Isso é flexibilizar a legislação trabalhista. Essa regulamentação caiu (foi desregulamentada) e as mulheres entraram de vez no mercado de trabalho. Não cabe flexibilização: www. Interrupção e suspensão contratual.com.henriquecorreia. FLEXIBILIZAÇÃO: O acordo e a convenção coletiva são as ferramentas que adaptam o direito do trabalho ao dia adia de cada empresa. Conceito: Flexibilização é atenuar o rigor da legislação trabalhista na localidade ou situação econômica vivida pela empresa. Mesmo que o empregado não esteja trabalhando ele pode sim continuar com o vínculo empregatício. 2) Hipóteses de Flexibilização vedadas pelo TST: OBS: Flexibilização da CF/88: artigo 7º. OBS: Uma única vez a desregulamentação foi favorável. ÔNUS DA PROVA (mantida) O ônus de provar o término do contrato de trabalho. que foi no caso da inserção das mulheres no mercado de trabalho. é do empregador. VI. Antes elas não podiam trabalhar pela noite e precisavam da autorização dos maridos para trabalharem pela manhã. Exemplos: férias e greve. XIII e XIV. quando negados a prestação de serviço e o despedimento.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 4) Princípio da Continuidade: Ler a súmula 212 do TST.br 7 . pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. Súmula nº 212 do TST DESPEDIMENTO.

Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 2. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. II . 71 da CLT). assim. 2. implica o pagamento total do período correspondente. IMPOSSIBILIDADE. não pode ser reduzido. acrescido do respectivo adicional. A partir da vigência da Lei nº 10.2001. no mínimo. no cálculo de outras parcelas salariais. garantido por norma de ordem pública (art. FlEXIBILIZAÇÃO. Súmula nº 437 do TST INTERVALO INTRAJORNADA PARA APLICAÇÃO DO ART. que acrescentou o § 1º ao art. repercutindo.3) Quitação Retroativa: OJ 420 do TST.br 8 . em regra. da CF/1988).1) Redução de intervalo de almoço: súmula 437 do TST. saúde e segurança do trabalho. para repouso e alimentação.06. 71 da CLT e art. LEI Nº 10.2) Ampliação do limite de tolerância: súmula 449 do TST. infenso à negociação coletiva. NORMA COLETIVA.com.Possui natureza salarial a parcela prevista no art. São 10 minutos.06. DE 19. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. Exemplo: se passou 5 anos trabalhando 2 horas a mais por dia e nunca recebeu essa hora extra. de 27 de julho de 1994.923/94.2001. caput e § 4º da CLT. 2. III .Após a edição da Lei nº 8. a empregados urbanos e rurais.243. IV . XXII. com redação introduzida pela Lei nº 8. o empregado deve receber do empregador o valor desses 5anos de forma retroativa.henriquecorreia.Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho. § 4º. na forma prevista no art. é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora. sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. e não apenas daquele suprimido. 58 www. obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra. 71. da CLT. Súmula nº 449 do TST MINUTOS QUE ANTECEDEM E SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO. com acréscimo de.243. O intervalo de 1 hora.923. I .É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene. Esses 10 minutos não são computados nem pra mais e nem pra menos. 71. a não-concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. 71 DA CLT REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. 7º. de 19.

não cabe a transação entre empregado e empregador. Há situações raríssimas de renúncia no direito do trabalho. nem transferido para lugar ou mister que lhe dificulte ou torne www.O empregado eleito para cargo de administração sindical ou representação profissional. É um ato unilateral.TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. não mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de apuração das horas extras. ELASTECIMENTO DA JORNADA DE TRABALHO.com. Aplica-se o princípio da irrenunciabilidade. limita a autonomia da vontade e a negociação entre empregado e empregador. Porque o trabalhador não pode dispor dos seus direitos. É inválido o instrumento normativo que. em regra. inclusive junto a órgão de deliberação coletiva. Vejamos: 1. OJ 420. Exemplo: após 12 meses trabalhados o empregado já conquistou o direito a férias. §1º da CLT (renúncia da estabilidade). 543 .1) Hipóteses de renúncia: a) Em lei: artigo 543. Direito certo e atual é aquele que não há dúvida e que já está incorporado ao direito do empregado.br 9 . NORMA COLETIVA COM EFICÁCIA RETROATIVA. estabelece jornada de oito horas para o trabalho em turnos ininterruptos de revezamento. Ou seja. INVALIDADE. RENÚNCIA E TRANSAÇÃO: Normas de ordem pública e subordinação. não poderá ser impedido do exercício de suas funções. Art. As normas trabalhistas são irrenunciáveis. regularizando situações pretéritas.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia da CLT.henriquecorreia. Ou seja. 1) Renúncia: Conceito: a renúncia recai sobre direitos certos e atuais.

Há situações raríssimas de transação no direito do trabalho. Súmula nº 276 do TST AVISO PRÉVIO. Excepcionalmente o trabalhador pode renunciar ao aviso prévio se ele comprovar. São concessões recíprocas para por fim a um litígio e para que ele não venha a se tornar uma futura ação judicial. Art. www. O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral. pelo empregador ou seu proposto e pelos membros da Comissão. O pedido de transferência do dirigente sindical gera a renuncia ao direito de estabilidade de dirigente sindical.com.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia impossível o desempenho das suas atribuições sindicais. Aceita a conciliação. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. b) Em doutrina: audiência judicial. § 1º . O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado.1) Hipóteses de transação: a) Em lei: Comissão de Conciliação Prévia (artigo 625-E da CLT). Parágrafo único.henriquecorreia. c) Em jurisprudência: Súmula 276 do TST (aviso prévio). por escrito. será lavrado termo assinado pelo empregado. Durante a audiência o trabalhador pode renunciar aparte do seu crédito para receber. exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas.O empregado perderá o mandato se a transferência for por ele solicitada ou voluntariamente aceita. 2) Transação: Conceito: a transação recai sobre o direito duvidoso. que já tem outro emprego. fornecendo-se cópia às partes. A CCP é uma comissão feita dentro da própria empresa de representantes dos empregados e empregadores. Concessões recíprocas entre as partes envolvidas. RENÚNCIA PELO EMPREGADO.br 10 . salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. 625-E. Vejamos: 2.

CRÉDITOS TRABALHISTAS RECONHECIDOS EM JUÍZO. PARCELAS ORIUNDAS DO EXTINTO CONTRATO DE TRABALHO. EFEITOS A transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho ante a adesão do empregado a plano de demissão voluntária implica quitação exclusivamente das parcelas e valores constantes do recibo. TRANSAÇÃO EXTRAJUDICIAL. Quitação: OJ 270 Compensação: OJ 356 OJ 270.henriquecorreia. COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA (artigos 625-A a 625-H da CLT): 1) Finalidade da CCP: Solucionar conflitos dentro da empresa ou sindicato em âmbito extrajudicial (autocomposição). PROGRAMA DE INCENTIVO À DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. O PDV é um incentivo a demissão mediante o pagamento de uma indenização. Normas de indisponibilidade relativa (comportam transação) e normas de indisponibilidade absoluta (não comportam transação). c) Em jurisprudência: Plano de Demissão Voluntária (PDV).br 11 .Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia b) Em doutrina (Maurício Godinho Delgado). www. IMPOSSIBILIDADE Os créditos tipicamente trabalhistas reconhecidos em juízo não são suscetíveis de compensação com a indenização paga em decorrência de adesão do trabalhador a Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PDV). COMPENSAÇÃO. As normas ligadas ao patamar mínimo de dignidade não cabem transação. OJ 356.com. Para Godinho é possível a transação desde que sejam as normas de direitos disponíveis. PROGRAMA DE INCENTIVO À DEMISSÃO VOLUNTÁRIA (PDV).

Mesmo número de membros que representam empregadores e trabalhadores. A CCP resolve conflitos individuais. 4) Estabilidade: A estabilidade é somente para os membros da CCP representantes dos empregados. permitida uma única recondução/reeleição. São eleitos por escrutínio secreto. A estabilidade se inicia a partir da eleição até 1 ano após o mandato (artigo 625-B. 3. A CCP não resolve conflitos coletivos (greve).com. O mandato desses membros é de 1 ano. Não existe obrigatoriedade. somente conflitos individuais. da CLT). 3) Composição (âmbito empresarial): Em âmbito sindical será regida pela norma coletiva. §1º. O período em que esse empregado fica em negociações fora do ambiente de trabalho são exemplos de interrupção do contrato de trabalho e é remunerado.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 2) Opção do empregador: Ter a CCP é uma opção de toda empresa.henriquecorreia.br 12 . www. 5) Interrupção do Contrato Trabalho: O empregado que é eleito e goza de estabilidade. No mínimo serão 2 membros e no máximo 10 membros.1) A composição é sempre paritária.

II .com. no máximo. com representante dos empregados e dos empregadores. Parágrafo único. 7) Termo de Conciliação: a) Quitação geral do contrato. sem a obrigatoriedade de passar pela CCP. DAS COMISSÕES DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA Art. fiscalizado pelo sindicato de categoria profissional. até um ano após o final do mandato. com a atribuição de tentar conciliar os conflitos individuais do trabalho. Art.o mandato dos seus membros. OBS: Suspensão da Prescrição em 10 dias. de composição paritária. tornou isso uma opção do trabalhador e não uma obrigatoriedade. Resumindo: o trabalhador pode acionar diretamente o Poder Judiciário.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 6) Necessidade de submeter a demanda ao CCP: O artigo 625-D da CLT prevê que qualquer demanda será submetida a CCP. As Comissões referidas no caput deste artigo poderão ser constituídas por grupos de empresas ou ter caráter intersindical. § 1º É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia.br 13 .a metade de seus membros será indicada pelo empregador e outra metade eleita pelos empregados. b) Título executivo extrajudicial. Porem.henriquecorreia.haverá na Comissão tantos suplentes quantos forem os representantes titulares. 625-A. dois e. titulares e suplentes. já que existiram várias fraudes. em escrutínio. o STF. 625-B. salvo se cometerem falta grave. titulares e suplentes. dez membros. § 2º O representante dos empregados desenvolverá seu trabalho normal na empresa www. A Comissão instituída no âmbito da empresa será composta de. As empresas e os sindicatos podem instituir Comissões de Conciliação Prévia. e observará as seguintes normas: I . secreto. é de um ano. nos termos da lei. no mínimo. permitida uma recondução. III .

as disposições previstas neste www. 625-H. será a circunstância declarada na petição da ação intentada perante a Justiça do Trabalho. § 1º A demanda será formulada por escrito ou reduzida a tempo por qualquer dos membros da Comissão. § 2º Não prosperando a conciliação. 625-F. Art.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia afastando-se de suas atividades apenas quando convocado para atuar como conciliador. será lavrado termo assinado pelo empregado. pelo que lhe resta. 625-D. Aceita a conciliação.com. As Comissões de Conciliação Prévia têm prazo de dez dias para a realização da sessão de tentativa de conciliação a partir da provocação do interessado. Art. § 4º Caso exista. Parágrafo único. houver sido instituída a Comissão no âmbito da empresa ou do sindicato da categoria. pelo empregador ou seu proposto e pelos membros da Comissão. sendo competente aquela que primeiro conhecer do pedido. 625-D. no último dia do prazo.henriquecorreia. que devera ser juntada à eventual reclamação trabalhista. no que couber. O prazo prescricional será suspenso a partir da provocação da Comissão de Conciliação Prévia. a declaração a que se refere o § 2º do art. Art. Aplicam-se aos Núcleos Intersindicais de Conciliação Trabalhista em funcionamento ou que vierem a ser criados. Esgotado o prazo sem a realização da sessão. Art. 625-G. a partir da tentativa frustrada de conciliação ou do esgotamento do prazo previsto no art. 625-C. fornecendo-se cópia às partes. Qualquer demanda de natureza trabalhista será submetida à Comissão de Conciliação Prévia se. § 3º Em caso de motivo relevante que impossibilite a observância do procedimento previsto no caput deste artigo. A Comissão instituída no âmbito do sindicato terá sua constituição e normas de funcionamento definidas em convenção ou acordo coletivo. será fornecida. sendo entregue cópia datada e assinada pelo membro aos interessados. Art. sendo computado como tempo de trabalho efetivo o despendido nessa atividade. Parágrafo único. na mesma localidade e para a mesma categoria. 625-E. recomeçando a fluir. O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral. Art. na localidade da prestação de serviços. será fornecida ao empregado e ao empregador declaração da tentativa conciliatória frustada com a descrição de seu objeto. o interessado optará por uma delas submeter a sua demanda.br 14 . Comissão de empresa e Comissão sindical. exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas. firmada pelos membros da Comissão. 625-F.

com. o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade. mas isso não quer dizer que eles tenham direitos trabalhistas. Para fins de contratação. 4.henriquecorreia.1) Pessoa física (ser humano)/Pessoalidade (contrato personalíssimo). Eles entram na justiça para cobrar o que está expresso no contrato. 442-A. Hoje alguns autônomos e alguns profissionais liberais podem entrar na justiça do trabalho.2) Não eventualidade: requer o mínimo de repetição. 4) Requisitos do vínculo empregatício: 4. 4.3) Onerosidade (mediante salário).br 15 .Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Título. EMPREGADO: Introdução: 1) Importância da identificação do empregado: O rol protetivo trabalhista é só para o empregado e não para o autônomo. www. 4. 3) Experiência Prévia: Artigo 442-A da CLT O empregador não pode exigir uma experiência prévia de mais de 6 meses naquele mesma atividade. desde que observados os princípios da paridade e da negociação coletiva na sua constituição. Art. 2) Competência da Justiça do Trabalho: Essa competência foi ampliada no artigo 114 a CF/88.4) Subordinação.

ele pode ser dispensado por justa causa. c) Subordinação Jurídica: essa é a teoria que prevalece hoje no Brasil. pois não interfere na vida pessoal do empregado. já que sua maior fonte de renda é como Procurador do Trabalho.1) Exclusividade: a CLT não exige exclusividade. 5.com. Alguns autores já consideram que o princípio da alteridade é um dos requisitos do vínculo empregatício (5º requisito). O trabalhador não divide esses riscos da atividade em do empregador. no sentido de religião. A subordinação jurídica é uma subordinação objetiva. Se o empregado instituir em defender o seu ponto de vista contrário às diretrizes do seu empregador. política. OBS 1: Princípio da Alteridade: os riscos da atividade econômica correm por conta do empregador deforma exclusiva. Quando o empregado aceita aquele emprego ele aceita as diretrizes daquele emprego. no ambiente de trabalho. OBS 2: Organizações de Tendência: é uma limitação. São elas: a) Subordinação Técnica: essa subordinação já deixou de existir faz algum tempo.br 16 . Existem três teorias que justificam a subordinação. Essa teoria recebe críticas porque nem todos os empregados (mesmo obedecendo as ordens) dependem somente daquele empregado para viver.henriquecorreia. Ela dizia que o empregado obedecia o empregador porque ele detinha todos os meios do conhecimento de produção daquela atividade. É possível que o empregador exija a www. exemplo: um professor que é contratado por um colégio católico não pode defender o aborto e o casamento gay em suas aulas dentro da escola. Exemplo: o professor Henrique Correia não depende do salário que recebe no CERS pra viver.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia A subordinação é jurídica está prevista no artigo 2º da CLT. Ela é a subordinação prevista em lei. 5) Elementos não essenciais ao vínculo empregatício: Pode ser empregado mesmo sem esses elementos. etc. b) Subordinação Econômica: essa teoria diz que o empregado obedece as ordens do empregador porque ele necessita daquele salário para a sua sobrevivência.

E. 2) Anotações: a) são anotações obrigatórias: a data da admissão.com. o empregado pode ser contratado por até 30 dias sem a CTPS. Nas localidades em que não há emissão de CTPS. Quais as consequências dessas anotações desabonadoras? O empregado pode pleitear a rescisão indireta por falta grave do empregador e também pode www. Exemplo: o professor Henrique Correia é exclusivo do CERS porque isso é compensador para ele.2) Local da Prestação de Serviços (artigo 6º CLT): é irrelevante. pois ordens podem ser passadas a distância. A ausência da CTPS não afasta o vínculo empregatício. 5. quem será autuado e cobrado por isso é o empregador. Essas ordens passadas a distância são chamadas de “Teletrabalho”. 1) Prazo: O prazo para a anotação da CTPS é de 48 horas.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia exclusividade. 5. CTPS: A CTPS é um documento obrigatório de todos os empregados. Mesmo sem CTPS o trabalhador tem todos os direitos previstos em lei. Se os 4 requisitos estudados a cima estiverem presentes. é empregado. Independentemente do nível de escolaridade.henriquecorreia. nesses 30 dias.br 17 . mas não é essencial ao vínculo.3) Nível de Escolaridade: é irrelevante para o vínculo empregatício. as condições especiais (se ele é aprendiz. etc). se ele recebe gorjeta. A CTPS pode ser utilizada como meio de prova nas áreas trabalhista e previdenciária. Se o empregado não tiver a CTPS. mas o empregador precisa fazer um documento escrito da data da admissão e do salário. pois a CTPS não é um dos 4 requisitos do vínculo empregatício. b) são anotações que não podem constar na CTPS: anotações desabonadoras. se isto for compensador ao trabalhador. o empregador deve possibilitar a saída do empregado para a retirada da CTPS em outra localidade. OBS: CTPS: esse documento é obrigatório para todos os empregados. a remuneração. O prazo de 48 horas é para todos os fins de anotações.

br 18 .Findo o prazo para a defesa. o dia e hora de sua lavratura. caso persista a recusa. pessoalmente ou intermédio de seu sindicato perante a Delegacia Regional ou órgão autorizado.Verificando-se que as alegações feitas pelo reclamado versam sobre a não existência de relação de emprego ou sendo impossível verificar essa condição pelos meios administrativos. 29 ou a devolver a Carteira de Trabalho e Previdência Social recebida. 38 . Art. será lavrado um termo de comparecimento. se o caso estiver suficientemente esclarecido. § 1º . assegurando-se-lhe o prazo de 48 (quarenta e oito) horas. 36 . lavrar-se-á termo de ausência. OBS 1: Acidente de Trabalho (artigo 30 da CLT): acidentes de trabalho devem ser obrigatoriamente anotados na CTPS. sobrestado o julgamento do auto de infração que houver sido lavrado. venha prestar esclarecimentos ou efetuar as devidas anotações na Carteira de Trabalho e Previdência Social ou sua entrega. para que. entre outras indicações. notificando-se posteriormente o reclamado por carta registrada. Parágrafo único . e faça a comunicação à autoridade competente para o fim de aplicar a multa cabível. nesse caso. determinar-se-á a realizarão de diligência para instrução do feito. 39 .Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia pedir danos morais.Comparecendo o empregador e recusando-se a fazer as anotações reclamadas. em dia e hora previamente designados. OBS 2: Empregador que se recusa a anotar a CTPS (artigos 36 a 39 da CLT): Art. para apresentar defesa. Art. Art. Não comparecendo o reclamado. em sua sentença ordenará que a Secretaria efetue as devidas anotações uma vez transitada em julgado. se for o caso o disposto no § 2º do art. que completem a instrução do feito. subirá o processo à autoridade administrativa de primeira instância. www.Se não houver acordo. para apresentar reclamação. 37 . 29.Recusando-se a empresa fazer às anotações a que se refere o art.Os acidentes do trabalho serão obrigatoriamente anotados pelo Instituto Nacional de Previdência Social na carteira do acidentado.No caso do art. Parágrafo único. poderá o empregado comparecer. lavrado o termo de reclamação. 30 . que deverá conter. observado. o lugar. Art. para se ordenarem diligências. será o processo encaminhado a Justiça do Trabalho ficando. devendo as anotações serem efetuadas por despacho da autoridade que tenha processado a reclamação. 36. sendo considerado revel e confesso sobre os termos da reclamação feita. o nome e a residência do empregador.com.henriquecorreia. a Junta de Conciliação e Julgamento. ou para julgamento. a contar do termo.

àquelas sobre as quais não houver controvérsia. até o limite de dois anos após a extinção do contrato.br 19 . mandar proceder.henriquecorreia. Art. Se não tiver. quando for verificada a falta de anotações na Carteira de Trabalho e Previdência Social. www. desde logo. para o trabalhador rural.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia § 2º . Ele pode pleitear até 5 anos retroativos de vínculo empregatício. a férias. acidentes e demais circunstâncias que interessem à proteção do trabalhador.Em todas as atividades será obrigatório para o empregador o registro dos respectivos trabalhadores. após a extinção do contrato de trabalho. deverão ser anotados todos os dados relativos à sua admissão no emprego. nesta hipótese. duração e efetividade do trabalho.em dois anos. devendo o Juiz. II . 41 . ele é autuado pela fiscalização. 11 . 3) Prescrição (artigo 11 da CLT): para pleitear direitos trabalhistas o empregado tem até dois anos contados a partir da sua dispensa.em cinco anos para o trabalhador urbano. Parágrafo único .com. conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.Além da qualificação civil ou profissional de cada trabalhador.O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve: I . Art. podendo ser adotados livros. fichas ou sistema eletrônico. Para fins de comprovação na previdência social (fins de aposentadoria) é imprescritível! Se o empregador tiver morrido ou a empresa não existir mais e for comprovado o vínculo empregatício.Igual procedimento observar-se-á no caso de processo trabalhista de qualquer natureza. 4) Registro do Empregador (artigo 41 da CLT): o empregador tem registrado os dados dos seus empregados. § 1º O disposto neste artigo não se aplica às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social. quem deve arcar com os prejuízos que o empregado sofreu é o próprio INSS.

henriquecorreia. presta serviços a empregador agroindustrial (art. Art. presta serviços de natureza não eventual a empregador rural. www. não enfrenta o trânsito das estradas e cidades. de 08. Se o indivíduo explora determinada área rural para fins de subsistência. torna-se empregado rural (artigo 2º Lei 5889/73).com.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia RELAÇÕES EMPREGATÍCIAS ESPECIAIS: 1) Empregado Rural (Lei 5889/73): O artigo 7º da CF equiparou os direitos entre empregados urbanos e rurais. ENQUADRAMENTO COMO TRABALHADOR RURAL. 1. O empregado rural presta serviços ao empregador rural. Ler as OJs 315 e 419: OJ 315. É considerado trabalhador rural o motorista que trabalha no âmbito de empresa cuja atividade é preponderantemente rural. 2º Empregado rural é toda pessoa física que. § 1º. EMPREGADO QUE EXERCE ATIVIDADE EM EMPRESA AGROINDUSTRIAL. é a atividade preponderante da empresa que determina o enquadramento. considerando que.1973). visto que. EMPRESA. de modo geral. Ou seja. Considera-se rurícola empregado que. 3º. a despeito da atividade exercida.06.1) Empregador Rural: é a pessoa física ou jurídica que explora atividade agroeconômica em prédio rústico ou imóvel rural. ele não é empregador rural. Atividade agroeconômica é a atividade com finalidade lucrativa e ligada às coisas do campo. ENQUADRAMENTO. da Lei nº 5. ATIVIDADE PREDOMINANTEMENTE RURAL. DEFINIÇÃO PELA ATIVIDADE PREPONDERANTE DA EMPRESA. em propriedade rural ou prédio rústico.889. MOTORISTA. quem presta serviços a qualquer empregador rural. sob a dependência deste e mediante salário. OJ 419.br 20 . neste caso. Atualmente a prescrição entre urbanos e rurais é idêntica (artigo 11 da CLT).

Para o trabalhador urbano a hora noturna é reduzida (52 minutos e 30 segundos). Para o empregado urbano a redução é de 2 horas diárias ou de 7 dias corridos (essa opção é do empregado). Pessoas jurídicas como empresas.henriquecorreia.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 1. não serão computados. 6º Nos serviços. 1 hora (artigo 6º Lei 5889/73). os intervalos entre uma e outra parte da execução da tarefa diária.br 21 .2) lavoura: das 21:00 às 5:00. Quando o aviso prévio é dado pelo empregador. b) Intervalo intrajornada (almoço e descanso: súmula 437 do TST): o intervalo de almoço no campo é de acordo com os usos e costumes da região e é de. caracteristicamente intermitentes. Art. c) Salário in natura: é o salario pago em utilidades. Para o empregado urbano ele recebe 25% para moradia e 20% para alimentação (isso é sobre o salário contratual).2) Peculiaridades do Empregado Rural: a) Aviso prévio: dado pelo empregador. d) Jornada noturna: para o trabalhador urbano é de 22:00 às 5:00. Para o empregado rural a redução é de 1 dia por semana na sua jornada de trabalho. Somente o empregador rural pessoa física pode contratar empregados rurais por tempo determinado.3) Contrato Temporário Rural (artigo 14-A Lei 5889/73): O objetivo desse contrato temporário rural foi formalizar os diaristas do campo. no mínimo. Para o trabalhador rural a hora noturna é a mesma hora diurna (60 minutos). Não é possível moradias coletivas de famílias e uma vez rescindido o contrato o trabalhador rural tem 30 dias para deixar o imóvel. Se o aviso prévio é dado pelo empregado não pode existir redução de jornada de trabalho. desde que tal hipótese seja expressamente ressalvada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. Redução da jornada. d. 1. O adicional noturno para os trabalhadores rurais é de 25%.com.1) pecuária: das 20:00 às 4:00. ele tem que reduzir a jornada de trabalho do empregado. Para o empregado rural ele recebe 25% para alimentação e 20% para moradia (isso é sobre o salário mínimo e precisa de prévia autorização do empregado ou do sindicato dos empregados rurais – artigo 9 Lei 5889/73). como de efeito exercício. associações e cooperativas não www. Para o trabalhador rural existem dois casos: d. O adicional noturno para os trabalhadores urbanos é de 20%.

mas esse pode não ter CTPS. 2 meses. o caseiro da casa de praia. Nesse caso. Esses empregados temporários possuem os mesmos direitos dos empregados permanentes. Exemplos: são empregados domésticos o piloto do avião do Neymar.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia podem contratar temporariamente. Esse requisito da continuidade é diferente da não eventualidade. o personal do ator global. etc. 2. A continuidade exige várias vezes por semana (no mínimo três) e a não eventualidade. A CTPS é um documento obrigatório de todos os empregados. d) Continuidade: deve trabalhar. recepcionar cliente. Isso deforma contínua ou descontínua. dentro do período de1ano. Inclusive FGTS e INSS. b) Âmbito residencial: casa para lazer e atividades. no máximo.2) Direitos dos domésticos antes da EC 72/13 (artigo 7º. dependendo do caso. ela não será mais empregada doméstica. O doméstico não pode ser inserido na atividade lucrativa da família. o jardineiro. 3 vezes por semana na casa da família. o sindicato da categoria.1) Requisitos para identificar o doméstico: a) Pessoa Física: o empregador é sempre pessoa física (pessoa ou família). parágrafo único. CF): www. a enfermeira do idoso. via negociação coletiva. c) Finalidade não lucrativa: o empregado doméstico não presta serviços a terceiros. Exemplo: se o advogado tem um escritório em casa e coloca a sua empregada doméstica pra atender telefone do escritório. 2. 2) Empregado Doméstico (Lei 5859/72): Emenda Constitucional 72/2013 e artigo 7º. senão ele deixa de ser empregado doméstico e passa a ser empregado. Se ultrapassar 2 meses torna-se um contrato por prazo indeterminado. da CF/88.henriquecorreia.br 22 .com. apenas uma vez por semana. O prazo desse contrato é de. parágrafo único. aprova um outro tipo de documento que seja mais simples. no mínimo. o motorista. etc.

estabilidade da gestante e proibição do desconto do salário para fins de vestuário. Férias acrescidas de 1/3 a mais da remuneração. e de admissão por motivos de sexo. Existe uma exceção: Se o empregado doméstico não morar no emprego. cor ou estado civil. de exercício de funções. Redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de higiene. CF): Direitos com eficácia imediata: a) b) c) d) e) f) g) h) i) Jornada de trabalho de até 8 horas diárias e 44 horas semanais. feriados remunerados. quais sejam: férias de 30 dias.com. Proibição de diferença de salário. OBS: já existiam 4 direitos consagrados na Lei 5859/72. Irredutibilidade do salário. Licença gestante de 120 dias. idade. parágrafo único. higiene. Garantia de salário mínimo para os que receberem salário variável. Licença paternidade de 5 dias.henriquecorreia. Reconhecimento das convenções e dos acordos coletivos de trabalho. 13º salário. Repouso semanal remunerado. o empregador pode descontar do salário do empregado para pagar a moradia. www.br 23 . insalubre e perigoso ao menor de 18 anos e de qualquer trabalho ao menor de 16 anos. Proibição de discriminação no tocante a salário e critérios de admissão de portadores de deficiência. moradia e alimentação. 2. Aviso prévio.3) Direitos dos domésticos depois da EC 72/13 (artigo 7º. saúde e segurança. Proibição de trabalho noturno.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia a) b) c) d) e) f) g) h) i) Salário mínimo. Prevalece na doutrina brasileira que trabalho doméstico só pode existir a partir dos 18 anos de idade. Aposentadoria. Proteção legal ao salário. Horas extras remuneradas com adicional mínimo de 50%.

Com exceção de duas faltas graves: violação de sigilo da empresa e negociação habitual (já que o doméstico não trabalha em empresa). O artigo 482 da CLT se aplica ao doméstico. Obrigatoriedade do FGTS. Assistência gratuita aos filhos e dependentes até 5 anos de idade em creches e pré escolas. O empregado doméstico que for dispensado sem justa causa fará jus ao benefício do seguro-desemprego. sem excluir a indenização a que este está obrigado. de 11 de janeiro de 1990. no valor de um salário mínimo.4) Direitos dos domésticos depois da EC 72/13 (artigo 7º. CF): Direitos ainda pendentes de regulamentação: a) b) c) d) e) f) Proteção da relação de emprego contra dispensa arbitrária ou sem justa causa.henriquecorreia. Remuneração do trabalho noturno superior ao do diurno. da Consolidação das Leis do Trabalho. por um período máximo de três meses. parágrafo único.com. § 1o O benefício será concedido ao empregado inscrito no FGTS que tiver trabalhado como doméstico por um período mínimo de quinze meses nos últimos vinte e quatro meses contados da dispensa sem justa causa. Art. § 2o Considera-se justa causa para os efeitos desta Lei as hipóteses previstas no art.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 2. MEIO AMBIENTE DE TRABALHO (saúde e segurança do trabalhador): www. Seguro desemprego em caso de desemprego involuntário. de forma contínua ou alternada. Salário família. quando incorrerem dolo ou culpa.998. OBS 2: Artigo 482 da CLT (Falta Grave): o empregado doméstico não conquistou ainda total equiparação com os demais empregados. g) Seguro contra acidentes do trabalho a cargo do empregador. de que trata a Lei no 7. 482. Ler artigo 6º-A da Lei 5859/72. 6o-A. OBS: Vale Transporte: o vale transporte já era um direito assegurado ao doméstico mesmo antes dessas alterações constitucionais.br 24 . com exceção das alíneas "c" e "g" e do seu parágrafo único.

Exceto o aprendiz. salvo na condição de aprendiz.proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos. Princípio da proteção integral é direcionado ao menor de 18 anos. Para que a compensação seja válida é necessário um instrumento coletivo.1) Locais e serviços proibidos para os adolescentes: Artigo 405 da CLT: www. XXXI e XXXIII. Ou seja. no máximo. Exceto no trabalho noturno. Ou seja. CF). a partir de quatorze anos. Porém. se ele tiver 2 ou mais empregos. 8 horas diárias e 44 horas semanais.com. Art. A jornada do empregado menor de 18 anos é normal. o menor não pode trabalhar em hora extra. 1. A idade permitida para se começar a trabalhar no Brasil é a partir dos 16 anos. (artigo 7º. Inclusive para empregadores diversos. XXXI .br 25 . insalubre e perigoso. as horas de trabalho em cada um serão totalizadas. A compensação não pode ultrapassar as 44 horas semanais. salvo duas exceções: força maior (12 horas) e compensação (trabalhar um pouco mais em um dia para folgar no outro). 8 horas. por exemplo. deve existir ou um acordo ou uma convenção coletiva regulamentando essa compensação.henriquecorreia. Nessas três atividades somente a partir dos 18 anos. OBS: Jornadas Somadas (artigo 414 da CLT): o menor só pode trabalhar. A emancipação não interfere nas normas protetivas trabalhistas. XXXIII. assoma dessas horas trabalhadas não pode ultrapassar 8 horas de jornada de trabalho por dia. 414 .Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 1) Proteção do trabalho do adolescente: Tem previsão expressa no artigo 7º. pois ele ainda está em desenvolvimento físico e psíquico. da CF/88. XXXIII . Se ocorrer a emancipação do adolescente ele não pode ser contratado para trabalhar em uma casa noturna.proibição de trabalho noturno. a partir de 14 anos.Quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento. ou seja.

Ele pode fazer coincidir as férias escolares com as férias do trabalho. 1. b) O menor não tem direito de fracionar as férias.com. o representante legal pode pleitear a extinção do contrato de trabalho.br 26 . porém acompanhado/assistido do seu representante legal. b) Cartazes. Eles também devem dar a assistência para a quitação do contrato. OBS: Extinção do Contrato: se a atividade é prejudicial ao menor.henriquecorreia. o adolescente pode receber pessoalmente. c) Venda de bebidas. Existem dois requisitos para que o menor possa trabalhar nesses locais: se o trabalho for essencial à subsistência do menor e de sua família e não prejudicar a formação física e psíquica desse adolescente.3) Férias: As férias do empregado adolescente são iguais as dos empregados adultos. OBS: Trabalho Artístico: o trabalho artístico tem fundamentação na liberdade de expressão e é permitido para os menores de 14 anos. Os empregados adultos tem esse direito de fracionar as férias em dois ou três períodos iguais. 1. quem deve receber é o adolescente. www. desde que haja autorização do juiz da infância e da juventude.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia a) Teatros e circos: só pode trabalhar nesses estabelecimentos se houver autorização do juiz da infância e da juventude. mas o adolescente não tem. Mas para receber a quitação do contrato (as verbas rescisórias). porém com duas ressalvas: a) O menor é o único empregado que pode escolher o período das férias. Para receber o salário mensal.2) Representantes Legais: Esses representantes legais que prestam informações para a retirada da CTPS do menor.

br 27 . O menor de 18 anos é dispensado. no máximo. O aprendiz tem um contrato especial. Essa faixa de idade não se aplica no caso dos deficientes. Até que elecomplete18 anos não se inicia a contagem do prazo prescricional.com. Esse contrato possui três características: a) É um contrato escrito. Isso não quer dizer que o menor não pode entrar na justiça pleiteando sua rescisão contratual. O aprendiz tem idade entre 14 e 24 anos.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 1. Pois. 2 anos. Em regra esse prazo www. Nada obsta dele ultrapassar esses dois anos. pode existir um aprendiz de 50 anos com Síndrome de Down. Ou seja. mas com empregadores diferentes.henriquecorreia. Esses dois anos devem ser com o mesmo empregador. É diferente de estagiário.4) Prescrição: A prescrição é uma causa impeditiva. c) Frequentar curso de aprendizagem. Ele pode sim acionar o judiciário. as regras de prescrição não são aplicadas no direito do trabalho. 2) Aprendiz (artigo 428 da CLT): O aprendiz é empregado. o aprendiz deve comprovar a conclusão do ensino fundamental. Existe aqui uma causa impeditiva da contagem do prazo. Mesmo que o adolescente seja emancipado a prescrição não corre contra ele. Na localidade que não tem ensino médio. 2. porém com a assistência dos seus responsáveis legais. Estagiário não é empregado e o aprendiz é. b) Matrícula e frequência escolar (se ainda não concluiu o ensino médio).1) Prazo: O prazo do contrato de aprendizagem é por prazo determinado de.

Nem todas as empresas estão obrigadas a seguir essa regra.br 28 . coletores de lixo. OBS 2: Administração Pública: a administração pública (União. 2. O aprendiz pode prestar uma jornada maior do que de 6 horas em um caso: se ele já concluiu o ensino fundamental ele poderá prestar 8 horas.com. estadual ou municipal. empresas públicas e sociedades de economia mista (administração pública indireta).3) Obrigatoriedade: No mínimo 5 % e no máximo 15% dos empregados da empresa devem ser formados por aprendizes. Excepcionalmente www. Mesmo não sendo nem micro e pequena empresa e nem entidade beneficente. Estados e Municípios) só está obrigada a contratar aprendiz se houver regulamentação federal. empresas de ônibus. Exemplos: vigilantes.2) FGTS: O FGTS dos empregados em geral é de 8% sobre o valor da remuneração. Se a empresa não cumprir essa cota ela será autuada. 2. b) Entidades beneficentes. OBS 1: TST: o TST tem decidido que algumas empresas não precisam ter contratação de aprendizes. salvo no caso de deficiente (síndrome de down. por estarem ligadas às normas celetistas. porém não pode prestar hora extra e não tem exceção! 2.henriquecorreia. Se não existir essa regulamentação. a administração pública não será obrigada a contratar o empregado aprendiz.5) Vínculo Empregatício: É formado o vínculo empregatício com o tomador de serviço. etc. Mas o FGTS do aprendiz é de 2% para incentivar a contratação dele. estão obrigadas a contratar os aprendizes.4) Jornada: O aprendiz tem uma jornada reduzida de 6 horas.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia de 2anos com o mesmo empregador não pode ser ultrapassado. 2. por exemplo). Porém. São elas: a) Micro e pequenas empresas.

será garantido o salário mínimo hora. matrícula e frequência do aprendiz na escola. 428. exceto quando se tratar de aprendiz portador de deficiência. caso não haja concluído o ensino médio. § 2o Ao menor aprendiz. pode se dar de forma normal depois dos 2 anos de contrato ou quando ele completa a idade limite de 24 anos. ajustado por escrito e por prazo determinado. § 4o A formação técnico-profissional a que se refere o caput deste artigo caracteriza-se por atividades teóricas e práticas. compatível com o seu desenvolvimento físico. salvo condição mais favorável. Quando ocorrer o término antecipado do contrato do aprendiz não há o pagamento de indenização (não há incidência dos artigos 479 e 480 da CLT). www. sobretudo.com. a comprovação da escolaridade de aprendiz portador de deficiência mental deve considerar. a contratação do aprendiz poderá ocorrer sem a frequência à escola. as habilidades e competências relacionadas com a profissionalização. em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em programa de aprendizagem formação técnico-profissional metódica. moral e psicológico.henriquecorreia. § 1o A validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social. e inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica. desde que ele já tenha concluído o ensino fundamental. Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial. a executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa formação. b) ausência injustificada a escola que acarrete a perda do ano letivo e c) a pedido do próprio aprendiz. § 5o A idade máxima prevista no caput deste artigo não se aplica a aprendizes portadores de deficiência. § 7o Nas localidades onde não houver oferta de ensino médio para o cumprimento do disposto no § 1odeste artigo. normalmente. Mas existem hipóteses em que esse contrato pode ser encerrado deforma antecipada nos seguintes casos: a) falta disciplinar grave. Art.br 29 . metodicamente organizadas em tarefas de complexidade progressiva desenvolvidas no ambiente de trabalho. § 3o O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos. OBS: Término antecipado do contrato do aprendiz: o término do contrato de aprendiz. § 6o Para os fins do contrato de aprendizagem. e o aprendiz.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia aprendiz pode ser registrado por entidades sem fins lucrativos.

III . em número suficiente. dependendo da função. bancos e atividades afins. se estiver causando algum prejuízo a sua gestação.a instalar vestiários com armários individuais privativos das mulheres. §§1º e 2º da CLT). lavatórios. a mudança dessa função temporariamente e depois retornar a ela.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 3) Proteção do Trabalho da Mulher: Artigos 5º e 7º da CF (princípio da igualdade). logicamente. tais como ventilação e iluminação e outros que se fizerem necessários à segurança e ao conforto das mulheres. a mulher tem dois intervalos remunerados de meia hora cada um por dia. OBS: Locais e horários de trabalho da mulher: não existem mais vedações em relação ao local nem ao horário do trabalho da mulher. tendo algumas benesses. Aborto não criminoso: a mulher terá duas semanas remuneradas de descanso. admitindo-se como suficientes as gavetas ou escaninhos.1) Proteção à maternidade: a) Aspectos Gerais: Mudança de função: a mulher gestante tem direito a pedir. aparelhos sanitários. que permitam às mulheres trabalhar sem grande esgotamento físico. escritórios. Consultas médicas: no mínimo 6 consultas. a critério da autoridade competente. 3. Art.Toda empresa é obrigada: I . (artigo 389. Amamentação: até que o filho complete 6 meses de vida. as mulheres são tratadas de forma diferente dos homens.com. Isso. exceto os estabelecimentos comerciais. deve existir um local próprio para amamentação. onde possam as www. Em relação à força física e à maternidade. Nas empresas com mais de 30 mulheres com idade acima de 16 anos. dispor de cadeiras ou bancos.a prover os estabelecimentos de medidas concernentes à higienização dos métodos e locais de trabalho. a critério da autoridade competente em matéria de segurança e higiene do trabalho.a instalar bebedouros.henriquecorreia. 389 . II .br 30 . em que não seja exigida a troca de roupa e outros.

Durante a licença-maternidade mulher não trabalha. Em relação à adoção e à guarda judicial para fins de adoção. b) Licença Maternidade: Afastamento remunerado de 120 dias. IV . À empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança será concedida licença-maternidade nos termos do art. tais como óculos. somente um dos cônjuges terá direito a licença de 120 dias. da LBA ou de entidades sindicais.A exigência do § 1º poderá ser suprida por meio de creches distritais mantidas. com outras entidades públicas ou privadas. do SESC.br 31 . § 4o A licença-maternidade só será concedida mediante apresentação do termo judicial de guarda à adotante ou guardiã. ou a cargo do SESI. luvas e roupas especiais. Alteração da CLT (artigo 392-A da CLT): em relação à guarda judicial conjunta. em regime comunitário. máscaras. Se a criança nascer sem vida a mulher continua com a licença-maternidade de 120 dias. 392-A. § 1º . o seu marido pode usufruir do período restante. para a defesa dos olhos. § 5o A adoção ou guarda judicial conjunta ensejará a concessão de licença-maternidade a apenas um dos adotantes ou guardiães empregado ou empregada. diretamente ou mediante convênios. www. de acordo com a natureza do trabalho.Os estabelecimentos em que trabalharem pelo menos 30 (trinta) mulheres com mais de 16 (dezesseis) anos de idade terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período da amamentação.com.henriquecorreia. Falecimento (artigo 392-B da CLT): se a mulher que está em gozo de licença maternidade morre. gratuitamente. o prazo para licençamaternidade também será de 120 dias.a fornecer. pelas próprias empresas.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia empregadas guardar seus pertences. do aparelho respiratório e da pele. a juízo da autoridade competente. § 2º . os recursos de proteção individual. mas recebe do INSS o salário integral e o empregador fica obrigado a depositar o FGTS. 392. Art.

se o empregador contratar uma empregada e ela ficar grávida. O mesmo acontece se a empregada engravidar no aviso prévio trabalhado ou indenizado (ela terá a estabilidade). exceto no caso de falecimento do filho ou de seu abandono. OBS 2: Novo emprego e creche: se a mulher consegue a prorrogação de60 dias e coloca o filho na creche ou arruma outro emprego. 392-C. Ler OJ 30 da SDC. Se a empregada for mandada embora no período de estabilidade gestacional (da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto) e entrar na justiça do trabalho. no que couber. 391-A. Art. 392-B.br 32 . é assegurado ao cônjuge ou companheiro empregado o gozo de licença por todo o período da licença-maternidade ou pelo tempo restante a que teria direito a mãe. perde o direito a esse prorrogação. c) Estabilidade da Gestante (Súmula 244 do TST): Estabilidade é a impossibilidade de dispensa da empregada sem justa causa da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. A confirmação do estado de gravidez advindo no curso do contrato de trabalho.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Art. ela será reintegrada no emprego. Aplica-se. o disposto no art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Prorrogação da licença maternidade por mais 60 dias (Lei 11. No contrato por prazo determinado (artigo 391-A da CLT). 392-A e 392-B ao empregado que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção. garante à empregada gestante a estabilidade provisória prevista na alínea b do inciso II do art. Em caso de morte da genitora. desde que os requisitos listados a cima sejam cumpridos. O desconhecimento do empregador em nada afeta essa estabilidade da gestante. a empregada não será reintegrada. Ou seja. ela terá direito a estabilidade de até 5 meses após o parto. ainda que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado. b) a empresa deve ter aderido ao Programa da Empresa Cidadã do Governo Federal (a empresa paga esses 60 dias e depois abate do imposto de renda da empregada).com.henriquecorreia. OBS 1: Adoção: vale da mesma forma para a adoção. mas sim indenizada do período da www.770/2008) desde que: a) haja pedido da empregada até 1 mês após o parto. Art. Se a decisão de reintegração só sair após o período estabilitário. a empregada tem direito a estabilidade mesmo no caso do seu empregador (e ela mesma) desconhecer a gravidez.

inciso II.O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado. 10. XXIX.henriquecorreia. pois este está submetido apenas ao prazo prescricional inscrito no art.br 33 . OJ 399. 10.com. Ler OJ 399.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia dispensa até o final da estabilidade. ABUSO DO EXERCÍCIO DO DIREITO DE AÇÃO. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. A dispensa com fundamento em discriminação (opção sexual. sendo devida a indenização desde a dispensa até a data do término do período estabilitário. II . I . alínea “b”.A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. INDENIZAÇÃO DEVIDA. II. O ajuizamento de ação trabalhista após decorrido o período de garantia de emprego não configura abuso do exercício do direito de ação. Do contrário. 7º. "b" do ADCT).A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. da CF/1988. Súmula nº 244 do TST GESTANTE. do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. religião. A empregada gestante tem a faculdade de entrar na justiça pleiteando sua estabilidade do período gestacional no prazo prescricional de até 2 anos da data da dispensa. NÃO CONFIGURAÇÃO. www. III . OBS: No caso da mulher que começa a trabalhar na empresa já grávida ela goza estabilidade gestacional da mesma forma! d) Meio ambiente de trabalho: Não existem ambientes proibidos para o trabalho da mulher. AÇÃO TRABALHISTA AJUIZADA APÓS O TÉRMINO DO PERÍODO DE GARANTIA NO EMPREGO. cor da pele. Lei 9029/95 (importante): atestado de gravidez: a mulher já goza de uma proteção pré contratual e essa exigência de atestado de gravidez é um ato discriminatório e ilegal. idade. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade.

Geralmente é aquele cara que faz bico.Em caso de prorrogação do horário normal. 20 quilos. ou 25 (vinte e cinco) quilos para o trabalho ocasional. ou seja. As mulheres gozam de um intervalo especial. a empresa deverá pagar esses 15 minutos como hora extra posteriormente.Ao empregador é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 (vinte) quilos para o trabalho continuo. Esse intervalo foi recepcionado pela CF/88 e não fere o princípio da igualdade e é aplicado somente para as mulheres e para os menores (não se aplica para os homens). ou não.Não está compreendida na determinação deste artigo a remoção de material feita por impulsão ou tração de vagonetes sobre trilhos. da repetição. O STF trouxe essa questão para análise para dar repercussão geral. futuramente. raça.com.br 34 . antes do início do período extraordinário do trabalho. b) Trabalhador eventual: Para o eventual falta o requisito da não eventualidade.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia estado civil. Art. 4) Trabalhadores em geral (sem vínculo empregatício – latu sensu): a) Trabalhador autônomo: O autônomo é o patrão de si mesmo. será obrigatório um descanso de 15 (quinze) minutos no mínimo. de forma contínua. www. Ele não é empregado porque não tem subordinação. Parágrafo único . 384 . Se a empresa não conceder esses 15 minutos de descanso para as mulheres. nos termos do artigo 390 da CLT. A mulher pode carregar. Exemplo: taxista. etc) cabe a reintegração ou multa. 390 . Antes de iniciar as horas extras as mulheres devem descansar por 15 minutos não remunerados nos termos do artigo 384 da CLT.henriquecorreia. Art. Para homens são 60 quilos. Deforma ocasional a mulher pode carregar 25 quilos. de carros de mão ou quaisquer aparelhos mecânicos. No TST esse tema já é pacífico e beneficia a mulher com esse intervalo.

não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados. XXXIV . Se ficar configurada a subordinação de alguma forma. O trabalhador avulso é o único trabalhador que. portanto não existe subordinação. da CF: o trabalhador avulso vai até o sindicato e o sindicato coloca-o para trabalhar nas empresas. XXXIV. O motivo www. Esse órgão chama-se Órgão Gestor demão de Obra (OGMO). Na cooperativa não há patrão.br 35 .Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia c) Trabalhador avulso: Artigo 7º. O sindicato é o intermediador de mão de obra. Eventuais ressarcimentos não desconfiguram o trabalho voluntário.henriquecorreia. Com o passar. Exemplo: o voluntário ganha 10 reais pra lanchar e 5 reais pra voltar pra casa (continua sendo voluntário).Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. O avulso é muito comum na área portuária e os sindicatos que faziam a intermediação nessa área foram substituídos por um órgão específico para essa área.Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa. f) Estagiário (Lei 11788/2008): Estagiário não é empregado porque o legislador não quis que ele fosse. CF). 442 . não é cooperativa. correspondente à relação de emprego. Art. portanto não gera vínculo empregatício. nem entre estes e os tomadores de serviços daquela.igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. Parágrafo único . d) Voluntário (Lei 9608/98): O trabalho do voluntário não é remunerado. goza dos mesmos direitos dos empregados com vínculo empregatício. os avulsos conquistaram os mesmos direitos dos empregados. mesmo não possuindo vínculo empregatício (artigo 7º. XXXIV. e) Cooperado (artigo 442 da CLT): Qualquer que seja o ramo da sociedade cooperativa não gera vínculo empregatício. mesmo sem vínculo empregatício.com.

Esses percentuais máximos de estagiários não se aplicam a estagiários do www. ou um ensino especial (pessoas com necessidades especiais). Requisitos: a) formais: pra ser estagiário precisa-se de um contrato (termo de compromisso) e de um supervisor para acompanhar o estagiário.com. No estágio não obrigatório (escritório. Na época de provas. etc. Se o estágio for remunerado. o recesso não será remunerado. pois este último é empregado e goza da proteção empregatícia.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia maior para essa escolha do legislador é para que houvesse. A lei chama o estagiário de educando. tribunal. O estagiário deve estar frequentando: um curso superior. ou o ensino médio. O estágio deve ter três partes envolvidas: o estagiário. No estágio obrigatório (na grade da faculdade) a remuneração é facultativa. Se o estágio for voluntário. Excepcionalmente pode ter uma jornada de 8 horas quando estiver de férias e não tiver aula. Número máximo de estagiário: a) nas empresas de 1 a 5 empregados: no máximo 1 estagiário. O estagiário é o estudante. d) acima de 25 empregados: 20% do quadro da empresa pode ser formado de estagiários. com limites entre 4 e 6 horas. Direitos dos estagiários:      Jornada de trabalho prevista no termo de compromisso. b) de 6 a 10 empregados: no máximo 2 estagiários. Duração do contrato de estágio de 2 anos. a jornada de trabalho do estagiário é reduzida pela metade. A bolsa do estagiário depende da natureza do estágio (obrigatório ou não obrigatório). a instituição de ensino e a parte concedente (quem oferece o estágio). Estagiário não se confunde com aprendiz. ou o ensino profissional ou profissionalizante. a contratação desses profissionais que ainda estão estudando. etc) a remuneração é obrigatória. b) material: ligação da teoria com a prática.br 36 . o recesso também será. Ou seja: o estudante de direito deve estagiar no escritório de advocacia. sem burocracia. ou o ensino fundamental na modalidade profissionalizante para jovens e adultos. c) de 11 a 25 empregados: no máximo 5 estagiários. o estudante de medicina deve estagiar no hospital.henriquecorreia. Recesso: a cada período de 1 ano o estagiário tem 30 dias de recesso. Estagiário não faz hora extra. A exceção é o estagiário deficiente.

constituindo grupo industrial. 1) Grupo Econômico: São empresas interligadas com a direção de uma delas. CLT). assumindo os riscos da atividade econômica.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia  ensino superior nem do ensino profissional. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. www. serão. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. Se a empresa for reincidente na fraude fica 2 anos sem poder contratar estagiário. §2º. § 1º . que admitirem trabalhadores como empregados. Art.br 37 . não é estagiário. os riscos do empreendimento correm às custas do empregador (Princípio da Alteridade). controle ou administração de outra. Profissionais liberais e outros empregadores equiparados também podem contratar. Se houver fraude de estagiário na administração pública não pode ser reconhecido o vínculo empregatício porque ele não prestou concurso público. estiverem sob a direção. para os efeitos exclusivos da relação de emprego. tem que arcar. assalaria e administra a prestação de serviços. 10% deve ser garantido aos deficientes. OBS: Ação Afirmativa: se for oferecido estágio. Empregador é a empresa que admite.com. Essa definição é de grupo econômico vertical. etc.Equiparam-se ao empregador. as instituições de beneficência.henriquecorreia. embora. limpa chão. admite. Duas ou mais empresas estão interligadas e são dirigidas por uma delas (artigo 2º. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. EMPREGADOR: O conceito de empregador está no artigo 2º da CLT. 2º . cada uma delas. arruma sala. Se ficar comprovado essa fraude.Sempre que uma ou mais empresas. para os efeitos da relação de emprego. personalidade jurídica própria. Ou seja. O empregador não está obrigado a dividir os lucros com seus empregados. tendo. que. os profissionais liberais. Fraude: estagiário que serve café. § 2º . individual ou coletiva. Mas se tiver prejuízo também não pode dividir. as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos.Considera-se empregador a empresa. esse “estagiário” passa a ser empregado.

Súmula nº 129 do TST CONTRATO DE TRABALHO. serão responsáveis solidariamente nas obrigações decorrentes da relação de emprego. O pagamento pelas empresas do grupo tem natureza salarial (Súmula 93 do TST). mesmo guardando cada uma sua autonomia. GRUPO ECONÔMICO. Art. ou ainda quando. controle ou administração de outra. Art. OBS 1: Grupo Econômico Horizontal ou por Coordenação (artigo 3º. estiverem sob direção. Para que haja grupo econômico há necessidade da finalidade lucrativa. Contrato Único (Súmula 129 TST): o empregador é o grupo.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia O grupo econômico gera responsabilidade solidária. Ou seja. salvo ajuste em contrário. 2) Sucessão Trabalhista (artigos 10 e 448 da CLT): As mudanças na estrutura jurídica da empresa não alteram os contratos em vigor.com. embora tendo cada uma delas personalidade jurídica própria. 10 .Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. se uma empresa não paga.A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os www. o empregador é o grupo. Mesmo que o empregado trabalhe em uma das empresas do grupo. Se é grupo econômico tem responsabilidade solidária. Basta colocar a que ele trabalhou e ela responde por todas as demais. §2º. A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. Quando o empregado vai acionar o grupo econômico na justiça ele não precisa colocar na ação todas as empresas que formam aquele grupo econômico. Lei 5889/73): são empresas interligadas entre si sem existir nenhuma delas dirigindo as demais. A CLT não exige um documento específico para comprovar que é um grupo econômico. as outras devem pagar integralmente. § 2º Sempre que uma ou mais empresas.henriquecorreia.br 38 . 448 . integrem grupo econômico ou financeiro rural. durante a mesma jornada de trabalho. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho.

Continuidade se mantém no mesmo ramo de negócio. bens de sua propriedade: I . a segunda concessionária. os direitos e deveres contratuais. Exemplo: a GOL comprou a VARIG e esta estava em recuperação judicial.com. TRABALHISTA. Falência: falência e recuperação judicial não geram sucessão trabalhista. Se for concessão de serviço público (exemplo: pedágio). a título transitório.em caso de rescisão do contrato de trabalho após a entrada em vigor da concessão. BANCOS. Grupo Econômico (OJ 411): Quando uma empresa vira sucessora (dona) de uma das empresas do grupo ela se torna responsável apenas por essa empresa comprada (adquirida). Consequências da sucessão (OJ 261): o sucessor (atual) assume tudo.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia contratos de trabalho dos respectivos empregados. sem prejuízo da responsabilidade subsidiária da primeira concessionária pelos débitos trabalhistas contraídos até a concessão.br 39 . Transferência passa de A pra B. Bom e ruim. II . tem regras próprias (OJ 225). as agências. a responsabilidade pelos direitos dos trabalhadores será exclusivamente da antecessora. responde pelos direitos decorrentes do contrato de trabalho. ou qualquer outra forma contratual. no todo ou em parte. Celebrado contrato de concessão de serviço público em que uma empresa (primeira concessionária) outorga a outra (segunda concessionária). são de responsabilidade do sucessor. inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para o banco sucedido. OJ 261. a GOL não assumiu esses débitos da VARIG. mediante arrendamento. CONTRATO RESPONSABILIDADE DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. caracterizando típica sucessão trabalhista. Requisitos da Sucessão: transferência e continuidade. O estabelecimento que é comprado na fase de recuperação judicial por falência não gera sucessão trabalhista. As obrigações trabalhistas. na condição de sucessora.no tocante ao contrato de trabalho extinto antes da vigência da concessão. SUCESSÃO TRABALHISTA. OJ 225. e não pelas demais. www.henriquecorreia. uma vez que a este foram transferidos os ativos.

por desmembramento. integrante do mesmo grupo econômico da empresa sucedida. Privatização (Súmulas 363 e 430 TST): Nos termos da súmula 363 do TST. o Município B não passa a ser responsável por esse débito.br 40 . OJ 411. Tanto a Vale do Rio Doce como o BANESPA forem privatizados (foram vendidos). ressalvada a hipótese de má-fé ou fraude na sucessão. cada uma das novas entidades responsabiliza-se pelos direitos trabalhistas do empregado no período em que figurarem como real empregador. AQUISIÇÃO DE EMPRESA PERTENCENTE A GRUPO ECONÔMICO.com. RESPONSABILIDADE TRABALHISTA. Para Entes de Direito Público necessita-se de concurso público. se for constatado que o indivíduo é um “apadrinhado” e não é nem servidor efetivo nem tem cargo comissionado. Tinha um grande Município A e ai foi criado o Município B e vários servidores passaram do Município A para o Município B.henriquecorreia. se constatada fraude. Entes de Direito Público (OJ 92): O exemplo clássico aqui são os Municípios. a empresa devedora direta era solvente ou idônea economicamente. excepcionalmente. Nesse www.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Porém. à época. portanto não há sucessão trabalhista. INEXISTÊNCIA. OJ 92. essa empresa pode vim a ser responsável por todo o grupo econômico. Se o Município A (anterior) não tivesse pagando os direitos trabalhistas dos empregados. SUCESSÃO TRABALHISTA. Em caso de criação de novo município. Isso porque para se prestar serviço em outro Município precisa-se de concurso. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO SUCESSOR POR DÉBITOS TRABALHISTAS DE EMPRESA NÃO ADQUIRIDA. O sucessor não responde solidariamente por débitos trabalhistas de empresa não adquirida. quando. ele só recebe dois direitos: a) saldo de salário e b) FGTS. DESMEMBRAMENTO DE MUNICÍPIOS.

a privatização gera sucessão trabalhista. continua a existir após a sua privatização. e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. opera-se a sucessão trabalhista. A privatização gera a convalidação do contrato de trabalho do “apadrinhado” que não fez concurso público. NULIDADE. ULTERIOR PRIVATIZAÇÃO. nesse caso. 37. considerado nulo por ausência de concurso público. É comum que o antigo proprietário fale para o novo proprietário que está vendendo ou privatizando o negócio porque ele não quer mais saber daquele negócio (ele “lava as mãos”).br 41 . Desta forma. INSUBSISTÊNCIA DO VÍCIO. Convalidam-se os efeitos do contrato de trabalho que. Portanto. sem prévia aprovação em concurso público. respeitado o valor da hora do salário mínimo. Ou seja. A contratação de servidor público. CONTRATAÇÃO. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada. em relação ao número de horas trabalhadas. O proprietário que está comprando fala. que não quer ter dor de cabeça.com.henriquecorreia. CONVALIDAÇÃO. Isso porque para fins de contrato de trabalho não há a necessidade de concurso público.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia caso. após a CF/1988. Súmula nº 430 do TST ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA. os “apadrinhados” que trabalhavam nessas duas empresas. EFEITOS. Desta forma ambos firmam um contrato de exclusão de responsabilidade. salvo em duas hipóteses: a) falência e recuperação judicial e b) entes de direito público. a súmula 363 do TST não se aplica. teriam que receber todos os direitos trabalhistas e não só o saldo de salário e o FGTS. 3) Poderes do Empregador (artigo 2º da CLT): www. essa cláusula de exclusão de responsabilidade não tem valor na área trabalhistas. também. Súmula nº 363 do TST CONTRATO NULO. já que elas foram vendidas e se tornaram da iniciativa privada. encontra óbice no respectivo art. II e § 2º. Porém. quando celebrado originalmente com ente da Administração Pública Indireta. AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO.

Outro ponto importante diz respeito às revistas íntimas (artigo 373-A. por conta da tecnologia. da CLT) e pessoais dos empregados. item I. bolsas. É possível realizar a revista pessoal dos empregados (sacolas. VI. nos termos dos informativos 3 e 7 do TST. que revoguem ou alterem vantagens deferidas anteriormente. nos termos da súmula 6.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Poder de Organização: Distribuir as tarefas. Em relação ao email do empregado.As cláusulas regulamentares. do TST.br 42 . Não é possível realizar a revista íntima nos empregados (tanto homens quanto mulheres).com. existem posicionamentos em contrário. II . só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do regulamento. Regulamento Interno (Súmula 51 do TST). I . VANTAGENS E OPÇÃO PELO NOVO REGULAMENTO. pois alegam que. Poder Disciplinar (punição): São três as punições permitidas: www.henriquecorreia. etc).Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa. existem outras formas de controle que não exponham tanto o empregado. Mas o TST ressalta que essa revista pessoal deve ser realizada de forma razoável e com bom senso. Porém. Súmula nº 51 do TST NORMA REGULAMENTAR. O empregador não tem acesso ao email pessoal do empregado. com exceção do quadro de carreira. Poder de Controle (fiscalização): O empregador tem o poder de fiscalizar as tarefas que foram distribuídas. o empregador pode ter acesso a esse email se for o email corporativo da empresa. O Regulamento Interno não necessita de homologação do Órgão Público. a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro. 468 DA CLT. ART.

c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. salvo em caso de legítima defesa. própria ou de outrem.com. Existe previsão em lei para a advertência (Lei que trata da Mãe Social. f) embriaguez habitual ou em serviço. ou ofensas físicas. i) abandono de emprego. b) Suspensão: também é chamada de suspensão disciplinar. caso não tenha havido suspensão da execução da pena. ou for prejudicial ao serviço.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia a) Advertência: a advertência pode ser verbal ou escrita. h) ato de indisciplina ou de insubordinação. Tem o prazo máximo de 30 dias e nesse período o empregado não recebe seu dinheiro. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. mas nunca pode ser feita na CTPS. passada em julgado. nas mesmas condições. Não tem previsão na CLT e é a penalidade mais branda. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. contrárias ao que foi combinado ou colocam em risco a integridade física do empregado. Art. 482 . j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. Tem previsão na CLT.br 43 . d) condenação criminal do empregado.Lei 7644/87). e) desídia no desempenho das respectivas funções. g) violação de segredo da empresa. Não cumpre e não é punido.Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade.henriquecorreia. c) Dispensa por justa causa (artigo 482 da CLT): OBS: Resistência: se as ordens do empregador forem manifestamente ilegais. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador www. o trabalhador tem o direito e o dever de resistir a essas ordens.

II. III . desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.henriquecorreia.01. Tenho que ter esses temas na cabeça para a redação: terceirização.019. O STF disse que vai interpretar o que é atividade fim e atividade meio e que vai regulamentar a terceirização. bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. salvo em caso de legítima defesa.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.1983) e de conservação e limpeza. devidamente comprovada em inquérito administrativo. própria ou de outrem. cotas raciais.A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal.1974). formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. indireta ou fundacional (art. mediante empresa interposta. l) prática constante de jogos de azar. de 03. LEGALIDADE. não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta.com. Súmula nº 331 do TST CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo www. 37. TERCEIRIZAÇÃO (Súmula 331 do TST): Atualmente não existe legislação para a terceirização. da CF/1988). de atos atentatórios à segurança nacional. I .br 44 . IV . greve de militares e greve sem a participação dos sindicatos. de 20.102.06. por parte do empregador. Toda a terceirização é regulada pela súmula 331do TST.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia e superiores hierárquicos. Parágrafo único .Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.A contratação irregular de trabalhador.Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática. II .

A intermediação de mão de obra é ilícita. 3) Requisitos da terceirização lícita: em regra a intermediação de mão de obra é ilícita.º 8. 3.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente.1) Atividade Meio (secundária): limpeza e vigilância do cursinho CERS. b) ausência de pessoalidade: não se contratam www. O empregado é empregado da empresa prestadora.666.1993. terceirizado e empresa prestadora de serviços (empresa intermediadora). Se ele estiver insatisfeito ele deve fazer uma reclamação diretamente para o empregador responsável por elas (empresa prestadora dos serviços). 2) Partes: tomador.06. Repassar atividades secundárias a outras empresas para que essas outras empresas executem essas atividades secundárias com seu próprio pessoal e sob a sua própria reponsabilidade.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia judicial. de 21. V . Para diferenciar a atividade secundária da atividade principal é só pegar o contrato social da empresa. 3. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.br 45 . nas mesmas condições do item IV.2) Ausência de subordinação e pessoalidade entre tomador e terceirizado: a) ausência de subordinação: o gerente do CERS (tomador de serviço) não pode reclamar com as moças da limpeza (empregadas terceirizadas). A exceção é a terceirização e o trabalho temporário. mas presta serviços dentro da empresa tomadora. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.henriquecorreia.com. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. OBS: a presença dessa pessoa que aluga mão de obra do ser humano é ilegal. 1) Conceito: delegação de serviços.

Se for constatada a fraude na terceirização o empregado terceirizado tem direito de www. A responsabilidade solidária decorre de lei. Se for em uma empresa pública. 4) Responsabilidade da Tomadora: responsabilidade subsidiária. o tomador passa a ser responsável em 2º lugar (responsabilidade subsidiária). mas na rescisão ele receberá o salário compatível com ado empregado (isso ocorreu na Caixa Econômica Federal). etc).Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia pessoas. o CERS (tomador) ficará sendo o responsável por esses salários em 2º lugar. Exemplo: se o CERS terceirizar professores ou câmeras. A responsabilidade subsidiária é um fenômeno criado pela jurisprudência trabalhista e é um benefício de ordem. 5) Direitos dos Terceirizados: Os direitos dos terceiriza dos são direitos ligados à empresa prestadora de serviços e não à empresa tomadora dos serviços. todos afundam juntos (todos são responsáveis pela dívida toda). se um afunda. configura-se o vínculo empregatício entre ambos. ou seja. Nesse caso.henriquecorreia.com. o tomador tem direito de defesa (alegando que já pagou. Excepcionalmente a equiparação salarial é permitida se for comprovado que empregado e terceirizado do tomador estão fazendo as mesmas funções.br 46 . configura-se o vínculo direto com o tomador de serviços e o empregado terceirizado passa a ser empregado efetivo (vínculo empregatício). que não conhece a empresa intermediadora. Exemplo: para energia elétrica e telefonia não cabe a terceirização de atividade fim. Exemplo: se as meninas da limpeza do CERS não estiverem recebendo o salário do seu empregador. OBS: Relação Processual: se o empregado terceirizado não está recebendo o salário do seu empregador. OBS 2: Terceirização de Atividade Fim: o TST tem um olhar bem restritivo em relação a terceirização. se contratam serviços. ou seja. se um não paga (empresa intermediadora). o terceirizado é dispensado. OBS 1: Fraude: se houver a fraude tendo o empregado terceirizado vínculo direto com o tomador de serviços (terceirização ilícita). o outro deve pagar em 2º lugar (empresa tomadora).

ISONOMIA. Exceto se se tratar da atividade fim do dono da obra no caso das construtoras e incorporadoras. TERCEIRIZAÇÃO. OBS 2: Responsabilidade da Administração Pública: se houve licitação regular não há responsabilidade da administração pública pelos débitos trabalhistas (artigo 71 da Lei 8666/93). contudo. pois não é www. Excepcionalmente. não afastando. mediante empresa interposta. a administração pública responde de forma subsidiária. DE 03. Mas se o dono da obra não estiver nem participando.01.henriquecorreia.1974. OBS 3: Dono da Obra (OJ 191): em regra. ART.com.019. OBS 1: Fraude na Administração Pública: se constatada a fraude na terceirização na administração pública (exemplo: Banco que terceiriza caixa) não gera vínculo. o direito dos empregados terceirizados às mesmas verbas trabalhistas legais e normativas asseguradas àqueles contratados pelo tomador dos serviços.br 47 . ele responde de forma solidária com o empreiteiro da obra. OBS: Equiparação Salarial (OJ 383 do TST): OJ 383. pelo princípio da isonomia. “A”. não gera vínculo de emprego com ente da Administração Pública. EMPREGADOS DA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS E DA TOMADORA. OBS 4: Acidente de Trabalho: se ocorrer um acidente na obra e o dono da obra estiver envolvido no trâmite da obra. desde que presente a igualdade de funções. pois esses empregados não fizeram concurso público.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia ter o seu vínculo firmado com o tomador e passa a ser seu empregado. ficando toda essa responsabilidade pelo acidente de trabalho para o empreiteiro. DA LEI Nº 6. 12. A contratação irregular de trabalhador. 6) Terceirização na Administração Pública: É possível a terceirização na administração pública nas atividades secundárias (se tratando de atividade meio e que não haja subordinação nem pessoalidade). A pessoa física que constrói casas para fins de locação não responde. se constatada a culpa. o dono da obra não responde por débitos do empreiteiro. ele não responde. nem acompanhando a obra.

salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. CONTRATO DE EMPREITADA. RESPONSABILIDADE. DONO DA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. trabalhador. c) hipóteses de contratação: substituição de pessoal permanente e acréscimo extraordinário de serviços.com. chegou ao final dos 3 meses de contrato.br 48 . O empregado terceirizado não tem qualquer prazo determinado para o seu serviço. Características: a) contrato escrito (obrigatoriamente). TRABALHO TEMPORÁRIO (Lei 6019/74): Trabalho temporário é uma terceirização prevista em lei. Ou seja. b) prazo máximo de 3 meses (pode prorrogar por mais 3 meses se tiver autorização do Ministério do Trabalho e Emprego). Diante da inexistência de previsão legal específica. acabou. Direitos dos Temporários (artigo 12 da Lei 6019/74): salário equivalente ao dos demais empregados do tomador (diferentemente do terceirizado). 12 . Empregado temporário não tem aviso prévio. O empregado temporário tem o prazo de 3 meses de trabalho. tomador.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia considerado nem construtor nem incorporador. OJ 191. Art. O empregado temporário (diferentemente do terceirizado) pode atuar tanto na atividade meio quanto na atividade fim da empresa.henriquecorreia.Ficam assegurados ao trabalhador temporário os seguintes direitos: www. o contrato de empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. As partes são: empresa de trabalho temporário.

considerando-se local de trabalho.com. g) seguro contra acidente do trabalho. 5º. b) jornada de oito horas. com as alterações introduzidas pela Lei nº 5.br 49 . a percepção do salário mínimo regional. O contrato escrito é mais recomendável (é quando o empregado tem a sua CTPS assinada). em regra. e) adicional por trabalho noturno. nos termos do artigo 25 da Lei nº 5. de 8 de junho de 1973 (art. em qualquer hipótese.henriquecorreia. não é solene. expressa ou tácita. CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO: O contrato de trabalho. verbal. c) férias proporcionais. § 2º .Registrar-se-á na Carteira de Trabalho e Previdência Social do trabalhador sua condição de temporário. item III.107. f) indenização por dispensa sem justa causa ou término normal do contrato. de 13 de setembro de 1966. Ele pode ser firmado deforma escrita.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia a) remuneração equivalente à percebida pelos empregados de mesma categoria da empresa tomadora ou cliente calculados à base horária. No contrato verbal (que é válido e ainda muito comum atualmente) o empregador www. d) repouso semanal remunerado. tanto aquele onde se efetua a prestação do trabalho. letra "c" do Decreto nº 72. de 6 de setembro de 1973). correspondente a 1/12 (um doze avos) do pagamento recebido. garantida.890. § 1º . remuneradas as horas extraordinárias não excedentes de duas.771. para efeito da legislação específica. h) proteção previdenciária nos termos do disposto na Lei Orgânica da Previdência Social. quanto a sede da empresa de trabalho temporário.A empresa tomadora ou cliente é obrigada a comunicar à empresa de trabalho temporário a ocorrência de todo acidente cuja vítima seja um assalariado posto à sua disposição. com acréscimo de 20% (vinte por cento).

henriquecorreia. Exemplo 3: policial militar (súmula 386 do TST). insalubres. compra produtos contrabandeados e roubados e traz para o Brasil de forma ilegal. A nulidade contamina todo o contrato de trabalho (ex tunc). 1. porém oficia a corporação militar para que ela tome as medidas disciplinares cabíveis. portanto. o policial militar não pode prestar serviços em empresas privadas. um crime ou uma contravenção penal. O contrato expresso é o que não deixa dúvidas. A Justiça do Trabalho reconhece esse vínculo empregatício do policial militar. perigosos. O contrato tácito decorre deum comportamento entre as partes. Exemplo 2: servidor sem concurso público (súmula 363 do TST). mas não pode pleitear porque esse “trabalho” é crime. 1. Um contrato verbal pode ser expresso. Exemplo 1: menor que presta serviços a noite. b) forma prescrita ou não defesa em lei e c) objeto lícito.2) Trabalho Ilícito (OJ 199 – jogo do bicho): trabalho ilícito ocorre quando há afronta às normas penais. mas ambos aceitam aquela situação empregatícia de forma tranquila. é só ele não deixar dúvidas quanto a sua validade e efetividade. Configura. Em relação ao último exemplo. 1) Nulidades: Para que o contrato seja válido é necessário: a) agente capaz.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia será autuado se descoberto. Logicamente que essa pessoa não pode pleitear vínculo empregatício. portanto. Exemplo 4: clínica de aborto clandestino. www. não cabe o reconhecimento de vínculo empregatício. Exemplo 1: pessoa que traz “muamba” do Paraguai.1) Trabalho Proibido: trabalho proibido é quando há o descumprimento de normas protetivas básicas trabalhistas ou descumprimento da moralidade e legalidade.com. pois está faltando a CTPS do empregado que é um documento obrigatório. pois isso é crime. Exemplo 2: matador de aluguel possui todos os requisitos do vínculo empregatício. Essa pessoa vai com habitualidade para o Paraguai. Em nenhum momento o empregado fala que é empregado e o empregador fala que é empregador. Exemplo 3: tráfico de drogas.br 50 .

Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Existe uma discussão no caso do empregado que desconhece por completo que aquele trabalho que ele desempenha é ilícito.br 51 . páscoa. Se ultrapassar esses 2 anos. o contrato torna-se por prazo indeterminado. CLT): a) Serviços extraordinários: o maior exemplo são as épocas festivas (natal. o prazo será determinado. nas hipóteses previstas em lei. Se ultrapassar esses 2 anos. em que alguns empregados não sabiam que os produtos eram fruto de contrabando. o contrato de trabalho terá prazo indeterminado. Excepcionalmente. mas sim a própria atividade que é transitória. Se ultrapassar www. O prazo máximo da contração é de 2 anos (pode prorrogar uma única vez. O exemplo disso é o da loja DASLU. O prazo máximo da contração é de 2 anos (pode prorrogar uma única vez. Se as partes nada disseram no ato da contratação. Exemplo: AGRISHOW em Ribeirão Preto que dura 1 mês por ano. mas sempre dentro desse período de 2 anos). o que subtrai o requisito de validade para a formação do ato jurídico. por durar 1 mês. b) Atividade empresarial transitória: aqui não é mais o serviço. o contrato é por prazo determinado. dia das mães. OBJETO ILÍCITO. NULIDADE. OJ 199. pois é um grande evento e. JOGO DO BICHO. mas sempre dentro desse período de 2 anos). ou prorrogar mais de uma vez. no máximo. ante a ilicitude de seu objeto.henriquecorreia. 90 dias (pode prorrogar uma única vez. É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à prática do jogo do bicho. O AGRISHOW demanda a contratação de muita mão de obra. o contrato torna-se por prazo indeterminado. Nesse caso o vínculo empregatício é reconhecido. ou prorrogar mais de uma vez. mas sempre dentro desse período de 90 dias). CONTRATO DE TRABALHO. c) Contrato de experiência: o contrato de experiência é de. ano novo. 2) Classificação: Em regra o contrato é firmado por prazo indeterminado. §2º. etc).1) Hipóteses de contrato por prazo determinado (artigo 443. 2. Outros exemplos: show e micaretas.com.

verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. Exemplo: uma vez é contratado por experiência para ser garçom e outra vez para ser metre.com.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia esses 90 dias. Art. b) de atividades empresariais de caráter transitório. III. § 1º . CLT e súmula 244. Súmula nº 244 do TST GESTANTE. Empregado doméstico pode ser contratado por experiência.O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo. garante à empregada gestante a estabilidade provisória prevista na alínea b do inciso II do art. I . c) de contrato de experiência.henriquecorreia. do TST) e b) gestante (artigo 391-A. 443 . porém ele deve ser contratado em funções diferentes. II. b) não paga a multa do FGTS e c) não se adquire estabilidade. Art. 10.br 52 .O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. Exceto: a) acidente de trabalho (súmula 378. 391-A. ou prorrogar mais de uma vez. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. OBS: as vantagens de se contratar um empregado por prazo determinado são: a) não concede aviso prévio. Durante o contrato de experiência não se adquire estabilidade. do TST). Pode contratar o mesmo empregado duas vezes por experiência. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. www.O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. o contrato torna-se por prazo indeterminado. § 2º .Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. ainda que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado. III. "b" do ADCT). A confirmação do estado de gravidez advindo no curso do contrato de trabalho.

Todo contrato por prazo determinado tem a expressamente a data do seu término.br 53 . 452 . a outro contrato por prazo determinado.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. Do contrário. 118 DA LEI Nº 8.A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art.É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8. Com exceção do contrato de safra. III . mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado. a) Iniciativa do empregador (artigo 479 da CLT): o empregador precisa pagar www. doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. Art. salvo se constatada. inciso II. ART. 2.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia II .Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder. 10. alínea “b”. dentro de 6 (seis) meses. I . do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Súmula nº 378 do TST ESTABILIDADE PROVISÓRIA.O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho prevista no n no art.213/1991. A nova contratação com o mesmo empregador é possível após 6 meses do término do contrato anterior.com.2) Término antecipado do contrato de trabalho por prazo determinado: Se houver o término antecipado do contrato de trabalho por prazo determinado existirá sempre uma indenização. II . após a despedida.henriquecorreia. salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos. Exceto (artigo 452 da CLT): a) serviços especializados e b) certos acontecimentos (são acontecimentos excepcionais e é muito genérico). III .213/91. uma variação (mas também é por prazo determinado). a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. pois existe. ACIDENTE DO TRABALHO.São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário. geralmente. 118 da Lei nº 8.

com. Art. se fosse mandado embora (não pode ultrapassar a multa que o empregador teria que pagar se mandasse o empregado embora). www. Parágrafo único .1966. ART. nos termos do art. e por metade. do Decreto nº 59. sem justa causa. c) Multa Cláusula Assecuratória de Direito Recíproco (cláusula de rompimento – artigo 481 da CLT): a pessoa que for colocar fim ao contrato de trabalho (seja empregado ou empregador) precisa conceder o aviso prévio no contrato por prazo determinado. despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe. § 3º. a remuneração a que teria direito até o termo do contrato. o empregador que. a titulo de indenização. b) Iniciativa do empregado (artigo 480 da CLT): o empregado precisa indenizar o empregador dos prejuízos causados. Art. sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem. 30. o cálculo da parte variável ou incerta dos salários será feito de acordo com o prescrito para o cálculo da indenização referente à rescisão dos contratos por prazo indeterminado. não poderá exceder àquela a que teria direito o empregado em idênticas condições. 479 DA CLT. 479 da CLT aplica-se ao trabalhador optante pelo FGTS admitido mediante contrato por prazo determinado.br 54 . em tese. 479 . sem justa causa. IMPORTANTE: Nesse caso não há o pagamento das indenizações que foram vistas a cima dos artigos 479 e 480 da CLT.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia metade do que o empregado receberia até o final do contrato + a multa do FGTS (súmula 125 do TST). de 20. a rescisão será igual ao do contrato por prazo indeterminado (terá aviso prévio).A indenização. Ou seja.12. porém. o empregado não se poderá desligar do contrato. Súmula nº 125 do TST CONTRATO DE TRABALHO. mas não pode extrapolar o que o empregado ganharia. nos termos da súmula 163 do TST.Nos contratos que tenham termo estipulado.Havendo termo estipulado. O art.Para a execução do que dispõe o presente artigo.henriquecorreia. 480 . § 1º .820.

É o chamado “Jus Variandi”. sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia. 481 . de chefia. prejuízos ao empregado. CONTRATO DE EXPERIÊNCIA. deixando o exercício de função de confiança.2) Hipóteses do “Jus Variandi”: a) Reversão (artigo 468. Art. e ainda assim desde que não resultem. b) Não causa prejuízos. Algumas alterações contratuais promovidas de forma unilateral pelo empregador são válidas. Cabe aviso prévio nas rescisões antecipadas dos contratos de experiência. mas este trabalhador não atendeu às expectativas do empregador. 481 da CLT.Não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. direta ou indiretamente. 3.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Súmula nº 163 do TST AVISO PRÉVIO. 468 . o empregado volta pra sua antiga função e perde a função gratificada que ganhava com o cargo de confiança. que contiverem cláusula asseguratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado. na forma do art.Aos contratos por prazo determinado. caso seja exercido tal direito por qualquer das partes. Neste caso. CLT e súmula 372 do TST – cargo de confiança): A reversão ocorre quando o empregado passa a ocupar um cargo de gerencia.Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento.br 55 . anteriormente ocupado. parágrafo único. ou de confiança dentro da empresa. ao trabalhador. Parágrafo único .henriquecorreia. Ai o empregado chega e diz: “retorna ao cargo anterior”. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. 3) Alteração do Contrato de Trabalho: 3.com. Art.1) Requisitos (artigo 468 da CLT): a) Consentimento (do empregado). www. aplicam-se. diretos ou indiretos.

www. Se o empregador respeitar o limite a cima exposto. sem justo motivo. OJ 159. ela não pode ser retirada. LIMITES. Porém.henriquecorreia. 468. a alteração de data de pagamento pelo empregador não viola o art.com.br 56 . a gratificação não pode ser perdida a qualquer tempo. até o 5º dia útil do mês seguinte ao trabalhado. c) Alteração da data do pagamento (OJ 159): O pagamento deve ocorrer. não poderá retirar-lhe a gratificação tendo em vista o princípio da estabilidade financeira.Mantido o empregado no exercício da função comissionada. não pode o empregador reduzir o valor da gratificação. se o empregador. ALTERAÇÃO DE TURNO DE TRABALHO. no máximo. SUPRESSÃO OU REDUÇÃO. integridade física. Diante da inexistência de previsão expressa em contrato ou em instrumento normativo. I . convívio familiar e social. Trabalhar de dia é melhor para a saúde.Percebida a gratificação de função por dez ou mais anos pelo empregado. SALÁRIOS. ALTERAÇÃO. DATA DE PAGAMENTO. o empregado perde o direito ao adicional noturno. POSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO. ele pode alterar unilateralmente a data do pagamento. etc. A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia A reversão pode ocorrer a qualquer tempo. revertê-lo a seu cargo efetivo. tendo em vista o princípio da estabilidade financeira. b) Alteração do período noturno para o período diurno (súmula 265 do TST): Se o empregador resolver mandar o empregado sair do período noturno e começar a trabalhar no diurno. Essa gratificação (nesses moldes) só pode ser retira com um justo motivo. Súmula nº 265 do TST ADICIONAL NOTURNO. Súmula nº 372 do TST GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. II . Se o empregado ganha a gratificação em função do cargo de confiança por 10 anos ou mais.

henriquecorreia. DEVIDO.  Previsão no contrato (explícita ou implícita): Exemplos de previsão contratual de transferência implícita: circo. ADICIONAL DE TRANSFERÊNCIA. ou fica desempregado. Salvador. 469 da CLT.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia desde que observado o parágrafo único. OBS 1: Adicional de Transferência (OJ 113): quando a transferência for provisória (tem a possibilidade de outra transferência. Se a transferência for definitiva não há o pagamento desse adicional.com. há pagamento deum adicional de 25% a mais do que o empregado ganhava na origem. A previsão explícita deve estar expressamente prevista no contrato de trabalho. Súmula nº 43 do TST TRANSFERÊNCIA. até mesmo de voltar pro local de origem). teatro. sob pena da transferência ser abusiva. www.br 57 . DESDE QUE A TRANSFERÊNCIA SEJA PROVISÓRIA. O empregado só recebe esse adicional de 25% se a transferência for unilateral e provisória (o cargo de confiança também recebe esse adicional).  Extinção do Estabelecimento: Exemplo: se extinguir o CERS em Ribeirão Preto. o professor Henrique Correia irá para outra localidade (Recife. etc. sem comprovação da necessidade do serviço. do art. etc). ambos da CLT. Configuração: mudança de domicílio. Presume-se abusiva a transferência de que trata o § 1º do art. d) Transferência: Requisito: consentimento do empregado. 459. OJ 113. São Paulo. CARGO DE CONFIANÇA OU PREVISÃO CONTRATUAL DE TRANSFERÊNCIA. Hipóteses de transferência unilateral (sem o consentimento do empregado):  Cargo de Confiança (súmula 43 do TST): O empregador precisa fundamentar a sua decisão de transferência unilateral do empregado para outro domicílio.

OBS 2: Suplemento Salarial (súmula 29 do TST): o suplemento salarial é para fins de transporte.com. ele tem direito a esse suplemento salarial para pagar as despesas maiores com o transporte. porque o vale transporte é pago e não reflete (esse nome “suplemento salarial” precisava ser alterado).henriquecorreia. se a empresa muda de local e o empregado agora gasta. duas para chegar ao local de trabalho. O pressuposto legal apto a legitimar a percepção do mencionado adicional é a transferência provisória.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia O fato de o empregado exercer cargo de confiança ou a existência de previsão de transferência no contrato de trabalho não exclui o direito ao adicional. ao invés de uma passagem.br 58 . Na verdade isso não tem nada de salarial. www. Ou seja.

OJ 244. etc. Porém. não constitui alteração contratual. durante a suspensão ou interrupção do contrato de trabalho. POSSIBILIDADE. Mas o professor. 4) Suspensão e Interrupção do Contrato de Trabalho: Princípio da Continuidade do Vínculo Empregatício: há alguns momentos que não há trabalho. para local mais distante de sua residência. excepcionalmente. Porém. uma vez que não implica redução do valor da hora-aula. nos termos da OJ 244. Exemplos: férias. é possível que o empregador ponha fim ao contrato se o trabalhador cometer falta grave. mesmo ele ganhando por hora.henriquecorreia. tem direito a suplemento salarial correspondente ao acréscimo da despesa de transporte.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Súmula nº 29 do TST TRANSFERÊNCIA. OBS 3: Professor (OJ 244): Nem o professor nem nenhum empregado pode ter seu salário reduzido (a não ser que haja acordo ou convenção coletiva relativa regulando esse assunto). etc. Exemplo: violação de sigilo da empresa. A redução da carga horária do professor. promoção. PROFESSOR. por ato unilateral do empregador. REDUÇÃO DA CARGA HORÁRIA. mas ocorre o pagamento de salário. www. pode ter a sua jornada de trabalho reduzida. reduzindo-se a jornada de trabalho do professor (já que ele ganha por hora aula). descanso semanal remunerado. b) Conceito de Interrupção do contrato de trabalho: não há a prestação de serviços.com. em virtude da diminuição do número de alunos. greve. Empregado transferido. a) Conceito de Suspensão do contrato de trabalho: não há a prestação de serviços e nem o pagamento de salário. O tempo de serviço é computado para todos os fins. O tempo de serviço não é computado para fins de férias. excepcionalmente. mas o TST entende que isso é constitucional. mas o vínculo continua mantido.1) Conceito (ponto em comum entre suspensão e interrupção): ausência de prestação de serviços e impossibilidade de dispensa. isso só ocorre se a justificativa do empregador for por conta da redução do número de alunos. ameaçar companheiro de trabalho para ele aderir a greve. seu salário vai diminuir. Consequentemente. 4.br 59 .

terá 9 dias consecutivos úteis de interrupção. de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).com. para o fim de se alistar eleitor. ascendente. VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior.henriquecorreia. em caso de falecimento do cônjuge. descendente. Tanto em caso de casamento ou falecimento. em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana. Art. em cada 12 (doze) meses de trabalho. comparecimento em juízo e para o representante da entidade sindical para que ele possa participar de reuniões em organismos internacionais. declarada em sua carteira de trabalho e previdência social. www.  Falecimento (2 dias consecutivos úteis de interrupção). em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada. nos termos do artigo 320 da CLT. IV – por um dia. 473 – O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: I – até 2 (dois) dias consecutivos. III – por um dia. nos termos da lei respectiva.br 60 .  Alistamento eleitoral (2 dias consecutivos ou não). II – até 3 (três) dias consecutivos. irmão ou pessoa que. VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na letra “c” do art. em virtude de casamento. se tratando de professor.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 4. V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não.2) Hipóteses de suspensão e interrupção: a) Hipóteses de Interrupção (artigo 473 da CLT):  Casamento civil ou religioso com efeitos civis (3 dias consecutivos úteis de interrupção). 65 da Lei nº 4. viva sob sua dependência econômica.  Doação de sangue (1 dia a cada 12 meses). OBS: Quando a CLT fala “pelo tempo necessário” é para: realizar provas de exames vestibulares.375.

observado o disposto no art.com. quando tiver que comparecer a juízo. mediante previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado.br 61 . O contrato de trabalho poderá ser suspenso. a prefeitura de uma cidade. Exemplo: o câmera do CERS trabalha 6 horas por dia. o que ocasiona a dispensa por justa causa. Mas o empregador não paga mais os salários aos empregados.  Greve: via de regra a greve ocasiona a suspensão no contrato de trabalho. Existe ainda um aspecto econômico na limitação da jornada de trabalho. na qualidade de representante de entidade sindical. depois disso deve ter outro câmera para www. por exemplo) o seu contrato como professor fica suspenso e ele não recebe o salário de professor.  Qualificação Profissional (artigo 476-A da CLT): o empregado pode continuar recebendo um valor previdenciário do Governo. A limitação da jornada de trabalho (assim como as férias e o descanso semanal remunerado) é uma norma de saúde e segurança do trabalhador. Durante esse mandato o cidadão (professor. ao final da greve.  Suspensão Disciplinar (no máximo 30 dias). 476-A. A não ser que já tenha transitado em julgado.  Prisão: via de regra a prisão (temporária ou sem trânsito) ocasiona a suspensão do contrato de trabalho. quando. 471 desta Consolidação. Art. para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador. A não ser que. por exemplo. IX – pelo tempo que se fizer necessário. por um período de dois a cinco meses. DURAÇÃO DO TRABALHO: A limitação da jornada de trabalho foi uma das maiores conquistas dos trabalhadores. b) Hipóteses de Suspensão:  Encargo Público: é quando o cidadão vai exercer. as partes acordem (por acordo ou convenção coletiva) que aqueles dias não trabalhados serão pagos. com duração equivalente à suspensão contratual.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia VIII – pelo tempo que se fizer necessário.henriquecorreia. estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja membro.

com. OBS 1: Súmula 429 do TST (trajeto da portaria ao local de trabalho): o tempo que eu gasto da portaria da empresa até meu local de trabalho. aguardando ou executando ordens. O limite máximo é de 10 minutos. para efeito de indenização e estabilidade. Se ultrapassar tem que pagar hora extra.henriquecorreia. 1) Introdução: A jornada de trabalho é de 8 horas diárias e 44 horas semanais. Art.Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador.Computar-se-ão. e por motivo de acidente do trabalho. salvo disposição especial expressamente consignada. O tempo a disposição (artigo 4º da CLT) é o efetivo trabalho e enquanto tiver a disposição mesmo que sem trabalho. (VETADO) . www. Com a EC 72/2013 os domésticos passaram a ter esse direito da jornada de 8 horas diárias e 44 horas semanais.. Se o primeiro câmera trabalhasse 12 horas por dia.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia substituí-lo. os períodos em que o empregado estiver afastado do trabalho prestando serviço militar . 4º ..br 62 . Esses 10 minutos não são computados nem para fins de punição e nem para fins de horas extras (nem para o bem e nem para o mal). na contagem de tempo de serviço.. não é computado na jornada de trabalho. senão ultrapassar 10 minutos. Parágrafo único .. não haveria a necessidade de contratar o 2º câmera. Portanto a limitação na jornada de trabalho favorece a economia e a contratação de mais mão de obra.

no mínimo. desde que supere o limite de 10 (dez) minutos diários. Considera-se à disposição do empregador. os diretores e chefes de departamento ou filial.br 63 . for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). se houver.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Súmula nº 429 do TST TEMPO À DISPOSIÇÃO DO EMPREGADOR. OBS 2: Artigo 62 da CLT: os gerentes (somente os exercentes de cargos de gestão e que ganham gratificação de.2) Exceção: se for local de difícil acesso não servido por transporte público + a empresa fornece transporte = tempo a disposição (o empregado recebe por isso). 4º DA CLT. PERÍODO DE DESLOCAMENTO ENTRE A PORTARIA E O LOCAL DE TRABALHO.1) Regra: o trajeto da minha casa para o local do trabalho não é computado como tempo a disposição (tempo trabalhado) e não é remunerado. 62 . não deve ter meios de controlar essa jornada. 40% a mais) não possuem essa limitação de jornada de 8 horas diárias e 44 horas semanais.com. OBS: Súmula 320 do TST: quando o empregador cobra pelo transporte oferecido ao empregado. comprovadamente. 2) Horas “in itinere”: 2.henriquecorreia. A empresa fornece o transporte para viabilizar o seu próprio empreendimento. porém o empregador.O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados mencionados no inciso II deste artigo. Art. ART. II .os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho. devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no registro de empregados. isso não afasta o pagamento das horas “in itinere” pelo empregador ao www.os gerentes. 2. Parágrafo único . compreendendo a gratificação de função. assim considerados os exercentes de cargos de gestão. Algumas atividades externas também não obedecem esse limite de jornada constitucional. na forma do art. 4º da CLT. aos quais se equiparam. para efeito do disposto neste artigo.Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: I . quando o salário do cargo de confiança. o tempo necessário ao deslocamento do trabalhador entre a portaria da empresa e o local de trabalho.

br 64 .A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". depois começa a estrada de terra e a condução do empregador vem buscar o empregado. as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. parcialmente ou não. Isso porque a precariedade do serviço público não pode ser repassada ao empregador. b) Insuficiência ou precariedade do transporte público: neste caso.com. não afasta o direito à percepção das horas "in itinere". II . para local de difícil acesso ou não servido por transporte regular. TEMPO DE SERVIÇO. www. c) Parte do trajeto: se o empregado pega o ônibus e vai até o final da linha onde acaba acidade. OBRIGATORIEDADE DE CÔMPUTO NA JORNADA DE TRABALHO. porém não gera o pagamento de horas “in itinere”. o empregador fornece o transporte. IV .O tempo despendido pelo empregado. em condução fornecida pelo empregador.henriquecorreia. 2. Súmula nº 320 do TST HORAS "IN ITINERE".Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia empregado. III . Nesse caso.3) Transporte Público (súmula 90 do TST): a) Transporte público incompatível com o horário de funcionamento da empresa: neste caso. o empregador fornece o transporte e gera o pagamento de horas “in itinere”. O fato de o empregador cobrar.A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere".Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. I . Súmula nº 90 do TST HORAS "IN ITINERE". só existe o pagamento das horas “in itinere” na segunda parte do trajeto (estrada de terra) que não há transporte público. e para o seu retorno é computável na jornada de trabalho. importância pelo transporte fornecido. até o local de trabalho de difícil acesso. ou não servido por transporte público regular.

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V - Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho, o
tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele
deve incidir o adicional respectivo.
2.4)

Tempo Médio (artigo 58 da CLT – micro e pequenas empresas + negociação
coletiva):
a) CLT: a CLT prevê expressamente o tempo médio para micro e pequenas
empresas, desde que haja negociação coletiva. Exemplo: o cortador decana em
uma roça demora 1 hora pra chegar e em outra roça demora somente 10
minutos. Para dar uma segurança jurídica ao empregador a CLT prevê que, se
for micro ou pequena empresa e tiver negociação coletiva, pode existir um
tempo médio entre duas extremidades. Resumindo: tempo médio é uma média
diária das horas “in itinere”. Essa média é paga independentemente do tempo
(se é para mais ou para menos). OBS: Atualmente o TST entende que não
precisa ser micro ou pequena empresa para estabelecer tempo médio
(qualquer empresa pode estabelecer esse tempo médio).

Art. 58 - A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada,
não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite.
§ 1o Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de
horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de
dez minutos diários.
§ 2o O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por
qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando,
tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador
fornecer a condução.
§ 3o Poderão ser fixados, para as microempresas e empresas de pequeno porte, por meio de
acordo ou convenção coletiva, em caso de transporte fornecido pelo empregador, em local de
difícil acesso ou não servido por transporte público, o tempo médio despendido pelo
empregado, bem como a forma e a natureza da remuneração.

b) TST:
 Interpretação Extensiva: como visto a cima, o TST entende que não precisa
ser micro ou pequena empresa para estabelecer tempo médio (qualquer
empresa pode estabelecer esse tempo médio).
 Razoabilidade (informativos 8 e 10 do TST): prevalece que, com base na
razoabilidade, bom senso e proporcionalidade, o tempo médio deve ser
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próximo do que efetivamente é gasto. Isso para não representar uma
renúncia.
Supressão (retirar as horas “in itinere”): simplesmente suprimir as horas “in
itinere” é ato ilegal. O que se pode é estabelecer tempo médio.

3) Sobreaviso e prontidão (artigo 244 da CLT):
Sobreaviso e prontidão foram criadas (na década de 1940) para o ferroviário.
O ferroviário que ficava nas dependências da empresa aguardando ordens estava de
prontidão.
3.1) Conceitos:

Prontidão: o empregado fica dentro da empresa aguardando ordens.
Sobreaviso: o empregado fica em casa (ou em outro local previamente
combinado) aguardando ordens.

O empregado pode ficar, no máximo, 12 horas de prontidão e recebe a hora reduzida
no valor de 2/3 da hora normal de trabalho.
O empregado pode ficar, no máximo, 24 horas de sobreaviso e recebe a hora reduzida
no valor de 1/3 da hora normal de trabalho.
3.2) Uso do Celular (súmula 428 do TST):
a) Regra: a utilização de qualquer aparelho telemático ou informatizado fornecido pela
empresa, não configura o sobreaviso.
b) Exceção: se o empregado permanecer conectado/subordinado ou em regime de
plantão.

Súmula nº 428 do TST
SOBREAVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT.
I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao
empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso.
II - Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle
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patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de
plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço
durante o período de descanso.

Art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de sobre-aviso e de
prontidão, para executarem serviços imprevistos ou para substituições de outros empregados
que faltem à escala organizada.
§ 1º Considera-se "extranumerário" o empregado não efetivo, candidato efetivação, que
se apresentar normalmente ao serviço, embora só trabalhe quando for necessário. O
extranumerário só receberá os dias de trabalho efetivo.
§ 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua
própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de
"sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre-aviso", para todos
os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal.
§ 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que ficar nas dependências da estrada,
aguardando ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de doze horas. As horas de
prontidão serão, para todos os efeitos, contadas à razão de 2/3 (dois terços) do salário-hora
normal.
§ 4º Quando, no estabelecimento ou dependência em que se achar o empregado,
houver facilidade de alimentação, as doze horas do prontidão, a que se refere o parágrafo
anterior, poderão ser contínuas. Quando não existir essa facilidade, depois de seis horas de
prontidão, haverá sempre um intervalo de uma hora para cada refeição, que não será, nesse
caso, computada como de serviço.

3.3) Periculosidade (súmula 132 do TST):

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porém. 4) Regime por tempo parcial (artigo 58-A da CLT): Esse regime por tempo parcial tem pouca aplicação prática no dia a dia das empresas. www.2) Horas extras: no regime por tempo parcial a hora extra é proibida.1) Conceito: jornada semanal máxima de 25 horas.br 68 . INTEGRAÇÃO. § 2º. Se o empregador exigir horas extras ele deve pagar essas horas normalmente para o empregado.Durante as horas de sobreaviso. frentistas. Quando ele está abastecendo um carro no posto ele recebe o adicional de periculosidade (está exposto a inflamáveis). Por aplicação analógica do art. Tentaram estabelecer isso no Brasil para ter um turno de 5 horas depois outro turno de 5 horas com o objetivo de aumentar os postos de trabalho. integra o cálculo de indenização e de horas extras. Súmula nº 132 do TST ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.com. bancários.O adicional de periculosidade. pago em caráter permanente. o empregado não se encontra em condições de risco. ele não tem direito a esse adicional de periculosidade. I . Súmula nº 229 do TST SOBREAVISO. se estiver de sobreaviso em casa. OBS 1: Analogia (súmula 229 do TST): essa questão do sobreaviso e da prontidão foi criada na década de 1940 para os ferroviários.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Imaginemos um frentista. ELETRICITÁRIOS. ele passa a receber a hora normal de trabalho. essa regra é utilizada para tantos outros empregados (eletricitários. OBS 2: Convocação: na hora que o empregado é convocado (fora da jornada de trabalho) para resolver algo na empresa. as horas de sobreaviso dos eletricitários são remuneradas à base de 1/3 sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. atualmente. 4. II . etc). razão pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas. Mas. 244. mas será autuado pela fiscalização. da CLT. não configurando sobreaviso nem prontidão.henriquecorreia. 4.

que compreendam. As férias aqui também são reduzidas (no máximo 18 dias). 5. 5.4) Atuais empregados (necessidade de negociação coletiva): o empregado que trabalha 8 horas diárias. 5) Turnos Ininterruptos de Revezamento (artigo 7º.3) Abono pecuniário de férias: “vender férias”. § 1o O salário a ser pago aos empregados sob o regime de tempo parcial será proporcional à sua jornada. da CF): 5.com.1) Conceito: alternância de horário. XIV. A jornada dos turnos ininterruptos de revezamento é de 6 horas diárias. a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante opção manifestada perante a empresa. ainda que em dois turnos de trabalho. Art. O que interessa é que haja mudança de turno (alternância de horário).Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 4. o horário diurno e o noturno. nas mesmas funções. da CF/1988 o trabalhador que exerce suas atividades em sistema de alternância de turnos. OBS: não existe a exigência de que a empresa funcione 24 horas por dia. no todo ou em parte. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. IMPORTANTE: o empregado contratado em regime por tempo parcial não pode pleitear esse abono pecuniário de férias! 4. sendo irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta. 58-A. HORÁRIO DIURNO E NOTURNO. Exceto: se houver negociação coletiva a jornada pode ser ampliada para 8 horas diárias (hora extra somente se passar da 8ª hora). 7º. XIV. OJ 360. configura turno ininterrupto de revezamento com jornada de 6 horas. em relação aos empregados que cumprem. § 2o Para os atuais empregados.2) Noturno/Diurno (OJ 360): se alternar de diurno para noturno ou vice versa. Faz jus à jornada especial prevista no art. CARACTERIZAÇÃO.3) Intervalo/DSR – descanso semanal remunerado (súmula 360 do TST): turnos www.br 69 . pois submetido à alternância de horário prejudicial à saúde. tempo integral. na forma prevista em instrumento decorrente de negociação coletiva. Converter até 1/3 das férias em dinheiro. para entrar no regime de tempo parcial (no máximo 5 horas diárias) precisará de negociação coletiva (sindicato). DOIS TURNOS. pois seu salário também será reduzido proporcionalmente ao tempo trabalhado.henriquecorreia. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais.

VALIDADE. TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. ou o intervalo para repouso semanal. Porém. e não a jornada do empregado.com. dentro de cada turno. os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não têm direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. XIV. ELASTECIMENTO www. 5. nos termos da súmula 423 do TST. saúde. Nesse caso está configurado o turno ininterrupto de revezamento e ele deve receber 2 horas extras ou mais diariamente. 7º.5) Quitação Retroativa (OJ 420): exemplo: um motorista que leva e traz os cortadores de cana. Ininterrupta é a atividade empresarial. nos termos da súmula 360 do TST (intervalo de 15 minutos para a jornada de 6 horas). Não cabe ao sindicato fazer um acordo com o empregador pra quitar os débitos retroativamente (isso seria renuncia de direitos). a quitação retroativa em turnos ininterruptos de revezamento não é possível! OJ 420. Não é possível adotar a compensação em turnos ininterruptos de revezamento porque ele já é gravoso por si só ao trabalhador por vários motivos (convivência familiar. FIXAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA.4) Horas Extras (súmula 423 do TST): a partir da 6ª hora. Se houver negociação coletiva a partir da 8ª hora. etc). não descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto no art. o intervalo e o DSR são obrigatórios.henriquecorreia. da CF/1988.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia ininterruptos de revezamento é sem interrupção. OBS: Compensação (informativo 42 do TST): a compensação ocorre quando o empregado trabalha um pouco mais em determinados dias para pegar esse excesso e descansar em outros. Súmula nº 423 do TST TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. outra hora de tarde. INTERVALOS A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação.br 70 . Portanto. uma hora de manhã. outra hora de noite e que trabalha 8 horas ou mais por dia. Súmula nº 360 do TST TURNOS ININTERRUPTOS INTRAJORNADA E SEMANAL. Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva. 5. DE REVEZAMENTO.

com. §1º. NORMA COLETIVA COM EFICÁCIA RETROATIVA. Hora extra é a hora normal + o adicional de 50%. Se ultrapassado esse limite de 10 minutos. nem para o mal). conta-se 11 minutos de hora extra e assim sucessivamente. observado o limite máximo de dez minutos diários. da CLT). Existe um limite de tolerância para esse trabalho extraordinário (artigo 58. não havendo incompatibilidade entre as disposições contidas nos arts. da CLT e 7º. HORA NOTURNA REDUZIDA. não extrapolando 10 minutos no total. OBS: OJ 395 (hora reduzida + turnos ininterruptos): se o empregado é urbano e trabalha de noite em turno ininterrupto de revezamento ele tem direito a jornada reduzida de 6 horas e a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos (esses dois direitos são compatíveis e se somam). Esse tempo de 10 minutos não é contado para fins de hora extra nem para fins de punição (nem para o bem.br 71 . regularizando situações pretéritas. Neste caso não cabe flexibilização desse limite de 10 minutos (o sindicato não pode aumentar esse tempo pra 20 ou 30 minutos.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia DA JORNADA DE TRABALHO. INCIDÊNCIA. XIV. da Constituição Federal. 1º. INVALIDADE. Ou seja. OJ 395. estabelece jornada de oito horas para o trabalho em turnos ininterruptos de revezamento. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. da CLT é aceita uma tolerância de 5 minutos na entrada e 5 minutos na saída. a partir do 11º minutos. § 1º. por exemplo). Ler súmulas 366 e 449 do TST. § 1o Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. É inválido o instrumento normativo que. O ser humano não é máquina e não consegue chegar sempre no mesmo horário na empresa. De acordo com o artigo 58. 73. 6) Trabalho Extraordinário: O que ultrapassar 8 horas diárias exige-se hora extra. O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito à hora noturna reduzida. computa-se a hora extra no seu total. www.henriquecorreia.

A partir da vigência da Lei nº 10. FlEXIBILIZAÇÃO. Súmula nº 449 do TST MINUTOS QUE ANTECEDEM E SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO. Requisitos para a compensação ser válida (súmula 85 do TST): a) Contrato escrito (pode ser negociação coletiva ou individual): a compensação não pode ser feita verbalmente nem tacitamente (deve ser feita por escrito e de forma solene).henriquecorreia. Redistribui as 44 horas semanais dentro da semana ou as 220 horas mensais dentro domes e não pode extrapolar esses limites.2001.1) Compensação: O regime de compensação é uma forma de regime suplementar. NORMA COLETIVA. IMPOSSIBILIDADE. DE 19.2001. LEI Nº 10.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Súmula nº 366 do TST CARTÃO DE PONTO. mas compensa em outro dia trabalhando menos ou folgando. Se ultrapassado esse limite.243.06.br 72 . HORAS EXTRAS.06. Trabalha-se um pouco mais do que a jornada normal. não mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de apuração das horas extras. será considerada como extra a totalidade do tempo que exceder a jornada normal. se trabalhar além da 8ª hora. 6. observado o limite máximo de dez minutos diários. IMPORTANTE: O que ocorre na compensação nada mais é do que uma redistribuição de horas. não paga hora extra. Essa hipótese de compensação é a única que se trabalha além das 8 horas e não se paga o adicional de hora extra.com. de 19.243. b) No máximo 10 horas diárias (2 horas pra compensação diária). que acrescentou o § 1º ao art. 58 da CLT. c) A compensação deve ocorrer na mesma semana ou no mesmo mês e não pode www. REGISTRO. MINUTOS QUE ANTECEDEM E SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto não excedentes de cinco minutos. Ou seja.

Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia ultrapassar 44 horas semanais ou 220 horas mensais (não pode ultrapassar esses limites). ou além das 44 horas semanais ou além das 220 horas mensais. O acordo individual para compensação de horas é válido. se não dilatada a jornada máxima semanal. Súmula nº 85 do TST COMPENSAÇÃO DE JORNADA.br 73 . IV. OBS 2: Horas extras habituais: se o empregado começa a trabalhar além das 10 horas diárias. mas foi dispensado. semanais ou mensais. Nesta hipótese. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. quanto àquelas destinadas à compensação. sendo devido apenas o respectivo adicional. somente coletivo). OBS 1: Rescisão: se o empregado trabalhou algumas vezes além das 8 horas normais para compensar depois. Como o banco de horas é mais gravoso ele precisa da autorização via instrumento coletivo (não cabe acordo individual. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório na www. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. OBS 3: Banco de horas (compensação anual): a folga pode ocorrer até um ano depois da prestação de serviços além da jornada normal. essas horas trabalhadas amais deverão ser pagas na sua rescisão como horas extras. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. inclusive quando encetada mediante acordo tácito.henriquecorreia. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. A compensação é dada quando é respeitado esses limites diárias. III. acordo coletivo ou convenção coletiva. As horas extras habituais desconfiguram a compensação. V. II.com. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de jornada. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito. não há mais falar em compensação. I.

OBS 1: Hora extra: hora extra. Há a obrigatoriedade do intervalo de no mínimo 1 hora! Tem www. Não precisa pagar em dobro e nem dar folga em outro dia. da CLT e 7º. não violando os arts. OBS 2: Descanso semanal remunerado (DSR): no descanso semanal remunerado o empregado. bombeiros. os feriados precisam ser recuperados. 59. Semana espanhola (OJ 323): É a alternância de 40 e 48 horas semanais. mas somente em casos excepcionais que houver previsão em lei ou instrumento coletivo (acordo ou convenção coletiva). É válido o sistema de compensação de horário quando a jornada adotada é a denominada "semana espanhola". VALIDADE.henriquecorreia. policiais.com. OBS 4: Intervalo: não é porque ele trabalho 12 x 36 que o camarada tem que trabalhar as 12 horas consecutivas. nesse caso. que alterna a prestação de 48 horas em uma semana e 40 horas em outra. § 2º. OJ 323. em uma semana. "SEMANA ESPANHOLA". Exemplos: vigilantes. XIII. trabalha no domingo e na outra semana não trabalha no domingo e assim sucessivamente. Menor de 18 anos: Menor de 18 anos pode prestar hora extra para fins de compensação. OBS 3: Feriados: ou concede folga em outro dia ou o pagamento será em dobro. que somente pode ser instituído por negociação coletiva.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia modalidade “banco de horas”. ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE JORNADA.br 74 . profissionais da saúde. somente após a 12ª hora. Para que exista a semana espanhola há a necessidade de acordo ou convenção coletiva. etc. Jornada 12 x 36 (súmula 444 do TST): O empregado trabalha 12 horas por dia e descansa 36 horas. desde que exista instrumento coletivo. em uma semana o trabalhador trabalha 40 horas e na outra semana ele trabalha 48 horas. Ou seja. Ou seja. da CF/88 o seu ajuste mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. pois o DSR já está incluso nas 36 horas de descanso que é até maior do que as 24 horas habituais.

NORMA COLETIVA. prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho. VALIDADE. LEI. Súmula nº 444 do TST JORNADA DE TRABALHO. Se o empregado voltar ao trabalho antes de gozar as 11 horas do intervalo interjonada ele terá direito a horas extras. o descanso semanal remunerado (DSR). É uma norma ligada a saúde do trabalhador e não cabe flexibilização. 2.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia que ter intervalo pra almoço. pra jantar. no mínimo. PERÍODOS DE DESCANSO: Engloba aqui os intervalos. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. os feriados e as férias. 1) Intervalo Interjornada: Esse intervalo é de 11 horas consecutivas. Ou seja. No final de semana o intervalo interjornada é somado ao descanso semanal remunerado. ESCALA DE 12 POR 36. www.com.1) Períodos de intervalo: a) Jornada de até 4 horas: não tem intervalo intrajornada. 2) Intervalo Intrajornada: Intervalo intrajornada é o intervalo de almoço e descanso dentro da jornada de trabalho.br 75 . Entre um dia e outro de trabalho deve ser dado o intervalo de 11 horas. em caráter excepcional. assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados.henriquecorreia. uma vez por semana o trabalhador terá 335 horas de descanso semanal remunerado (11 horas do intervalo interjornada e 24 horas do DSR). É valida. a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso. etc (nesses casos eles são substituídos por outros trabalhadores).

Resumindo: reduzir o intervalo intrajornada não é permitido. por exemplo. HORAS EXTRAS.com. e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares.henriquecorreia. quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social. OBS: Intervalo não previsto em lei (súmula 118 do TST): se o empregado ficar.br 76 . § 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho. 3. 8:30 minutos na empresa em razão de intervalos concedidos livremente pelo empregador. da CLT. esse tempo de 30 minutos amais na jornada de trabalho é considerado tempo a disposição e deve ser remunerado como hora extra. Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho. Indústria e Comércio. salvo uma única exceção que está no artigo 71. §3º. representam tempo à disposição da empresa.1) Consequências da redução ou supressão do intervalo: a) Pagamento com adicional de 50% b) Pagamento da totalidade www. se acrescidos ao final da jornada. não previstos em lei. Súmula nº 118 do TST JORNADA DE TRABALHO. §3º. pois esse intervalo dado deforma livre pelo empregador não tem previsão legal. se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios. da CLT é o seguinte: a) se a empresa tiver refeitórios organizados. c) Jornada superior a 6 horas: no mínimo 1 hora e no máximo 2 horas de intervalo intrajornada. b) se a empresa não exigir hora extra e c) se houver autorização do MTE. 3) Redução do intervalo (súmula 437 do TST): Não cabe redução do intervalo intrajornada nem por acordo individual e nem por norma coletiva (pois é norma de saúde pública). Essa hipótese do artigo 71. Se houver negociação coletiva é possível que haja um intervalo intrajornada superior a 2 horas (exemplo: garçons).Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia b) Jornada superior a 4 horas e até 6 horas: intervalo intrajornada de 15 minutos. remunerados como serviço extraordinário.

13º.Após a edição da Lei nº 8.Possui natureza salarial a parcela prevista no art. da CF/1988). de 27 de julho de 1994. § 4º. a não-concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo.Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho. I . obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra. 4) Intervalos Remunerados: Em regra o intervalo é uma hipótese de suspensão do contrato de trabalho. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação.henriquecorreia. pois eu www. infenso à negociação coletiva.br 77 . FGTS. no cálculo de outras parcelas salariais. repercutindo. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. IV . ou seja. garantido por norma de ordem pública (art. é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora. reflete (integra) nas demais parcelas (férias.É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene.com. APLICAÇÃO DO ART. saúde e segurança do trabalho. E isso (1 hora + 50%) tem natureza salarial. sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. assim. na forma prevista no art.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia c) Natureza salarial OBS: Multa Administrativa: o empregador que reduz ou suprimi o intervalo tem que pagar o período total com um adicional de 50%. 71 da CLT). 7º. 71 da CLT e art. II . com acréscimo de.923/94. e não apenas daquele suprimido. 71. da CLT. 71 DA CLT. no mínimo. etc). por exemplo). 71. XXII. para repouso e alimentação. Súmula nº 437 do TST INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. com redação introduzida pela Lei nº 8. III . a empregados urbanos e rurais. Exemplo: se o empregado tinha 1 hora de almoço e não usufruiu por completo (voltou 10 minutos antes pro trabalho.923. implica o pagamento total do período correspondente. o empregador tem a obrigação de pagar a totalidade de 1 hora + o adicional de 50% (1 hora + 50%). acrescido do respectivo adicional. caput e § 4º da CLT.

Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia não recebo naquela 1 hora que eu vou pra minha casa almoçar. O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio. OBS: Cortador de Cana de Açúcar: já que não existe lei específica para o cortador de cana. 4. www. excepcionalmente. tem direito ao intervalo intrajornada previsto no caput do art. o TST tem utilizado a pausa do digitador por analogia. Basta ter a constatação de perícia para caracterizar ambiente artificialmente frio. Tudo o que se falar de DSR é aplicado aos feriados. Súmula nº 438 do TST INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA DO EMPREGADO. 5) Descanso Semanal Remunerado (DSR): Os períodos de descanso se dividem em: intervalos. obrigatoriamente.1) Digitador: a cada 90 minutos de trabalho contínuo. Consideram-se ambientes artificialmente frios: não precisa ser necessariamente frigoríficos. nos termos do parágrafo único do art.com.2) Ambiente artificialmente frio (súmula 438 do TST): a cada 1 hora e 40 minutos de trabalhos contínuos. 253 da CLT. E são essas as hipóteses: 4. 10 minutos de hora extra. ele tem 10 minutos de intervalo remunerado dentro da própria jornada. ART. HORAS EXTRAS. 4.br 78 .3) Minas de subsolo: a cada 3 horas de trabalho contínuo. DSR e férias. ainda que não labore em câmara frigorífica. 253 DA CLT. ele ganha. tem 20 minutos de intervalo remunerado dentro da própria jornada. 253 da CLT.henriquecorreia. existem intervalos que são remunerados (interrupção do contrato de trabalho). 4. Mas. OBS: se esses intervalos não forem concedidos existem duas consequências: a) pagamento de hora extra e b) multa a ser aplicada pelo Auditor Fiscal do Trabalho. AMBIENTE ARTIFICIALMENTE FRIO. tem 15 minutos remunerados de intervalo dentro da própria jornada. Se o digitador não parar esses 10 minutos. tem dois intervalos remunerados de meia hora cada um.4) Amamentação: até que o filho complete 6 meses de vida.

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5.1) Conceito (artigo 7º, XV, CF): é o descanso remunerado de 24 horas consecutivas,
preferencialmente aos domingos.
O DSR é um tipo de interrupção do contrato de trabalho.
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria
de sua condição social:
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

5.2) Requisitos (Lei 605/49):
a) Pontualidade: empregado que chega atrasado. Existe o desconto no valor, mas o
descanso em si é sempre mantido. Ou seja, passa a ser um descanso não remunerado.
b) Frequência: empregado que falta sem justificativa é descontado e perde o
pagamento no DSR. Exemplo: se faltar na quinta feira sem justificativa é descontado a
quinta feira e o DSR. Existe o desconto no valor, mas o descanso em si é sempre
mantido. Ou seja, passa a ser um descanso não remunerado.
5.3) Trabalho no DSR:
a) Folga: é possível trabalhar no DSR (no domingo, por exemplo), desde que haja folga
compensatória em outro dia.
b) Sem compensação: se o empregado trabalhar no DSR e não for concedida a folga
compensatória em outro dia, esse empregado tem direito ao pagamento em dobro
(súmula 146 do TST)!
Pagamento em dobro: se o empregado recebe 1000 reais mensais, já está incluso
nesse valor o DSR dele. Quando ele trabalha no DSR o dia trabalhado deve ser pago. Se
vai pagar em dobro tem que pagar os 1000 reais já combinados + o dia trabalhado + o
adicional de 100%.

Súmula nº 146 do TST
TRABALHO EM DOMINGOS E FERIADOS, NÃO COMPENSADO.
O trabalho prestado em domingos e feriados, não compensado, deve ser pago em
dobro, sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal.
OBS: Acúmulo de DSR (OJ 410): não é possível. Ou seja, a folga concedida após o 7º
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dia, pagamento em dobro. Exemplo: o empregador chega pro empregado e pede pra
ele trabalhar 5 domingos seguidos, depois dos 5 domingos trabalhados o empregado
ganha 5 dias consecutivos de folga (isso não é permitido e cabe pagamento em dobro)!

OJ 410. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. CONCESSÃO APÓS O
SÉTIMO DIA CONSECUTIVO DE TRABALHO. ART. 7º, XV, DA CF.
VIOLAÇÃO.
Viola o art. 7º, XV, da CF a concessão de repouso semanal remunerado após o sétimo
dia consecutivo de trabalho, importando no seu pagamento em dobro.
5.4) Comércio em geral (Lei 10101/2000): a cada 3 semanas o DSR tem que coincidir,
obrigatoriamente, com o domingo. Exceto se houver norma coletiva prevendo de
forma diversa.
5.5) Trabalho no feriado – autorização: pode trabalhar no feriado, mas precisa de
autorização por convenção coletiva (não é acordo, nem norma, nem instrumento, é
convenção coletiva). Ler informativo nº 17 do TST.
5.6) Remuneração do DSR (artigo 7º da Lei 605/49):
Há somente dois adicionais que refletem e aumentam o DSR, que são o adicional
noturno e o adicional de hora extra.
Adicionais que são pagos de forma mensal (insalubridade, periculosidade e
transferência, gratificação mensal), não refletem no DSR porque já são pagos deforma
mensal. Se a parcela já é paga deforma mensal quer dizer que o DSR já está incluso. Ler
OJ 103.

OJ 103. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. REPOUSO SEMANAL E
FERIADOS.
O adicional de insalubridade já remunera os dias de repouso semanal e feriados.
OBS: OJ 394 (hora extra): o DSR acrescido de horas extras não pode servir como base
de cálculo para férias, 13º, FGTS, etc, caso contrário haveria um duplo pagamento.

OJ 394. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO - RSR. INTEGRAÇÃO DAS
HORAS EXTRAS. NÃO REPERCUSSÃO NO CÁLCULO DAS FÉRIAS, DO
DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO, DO AVISO PRÉVIO E DOS DEPÓSITOS DO
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FGTS.
A majoração do valor do repouso semanal remunerado, em razão da integração das
horas extras habitualmente prestadas, não repercute no cálculo das férias, da
gratificação natalina, do aviso prévio e do FGTS, sob pena de caracterização de “bis in
idem”.
Art. 7º A remuneração do repouso semanal corresponderá:
a) para os que trabalham por dia, semana, quinzena ou mês, à de um dia de serviço,
computadas as horas extraordinárias habitualmente prestadas;
b) para os que trabalham por hora, à sua jornada norma de trabalho, computadas as horas
extraordinárias habitualmente prestadas;
c) para os que trabalham por tarefa ou peça, o equivalente ao salário correspondente às
tarefas ou peças feitas durante a semana, no horário normal de trabalho, dividido pelos dias
de serviço efetivamente prestados ao empregador;
d) para o empregado em domicílio, o equivalente ao quociente da divisão por 6 (seis) da
importância total da sua produção na semana.
§ 1º Os empregados cujos salários não sofram descontos por motivo de feriados civis ou
religiosos são considerados já remunerados nesses mesmos dias de repouso, conquanto
tenham direito à remuneração dominical.
§ 2º Consideram-se já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista
ou quinzenalista cujo cálculo de salário mensal ou quinzenal, ou cujos descontos por falta
sejam efetuados na base do número de dias do mês ou de 30 (trinta) e 15 (quinze) diárias,
respectivamente.

5.7) Feriados (Lei 605/49):
a) Doméstico: passaram a ter direito aos feriados remunerados.
b) Jornada 12 x 36 (súmula 444 do TST): os feriados devem ser respeitados e se não
forem respeitados deve-se efetuar o pagamento em dobro para o empregado.

6) Férias (artigo 7º, XVII, CF):
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria
de sua condição social:
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12 (doze) dias corridos. Tem que decorar os artigos 130 e 130-A da CLT. 6.3) Duração das férias (artigos 130 e 130-A da CLT): se o empregado faltou de forma injustificada no período aquisitivo.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia XVII . III . Excepcionalmente as férias podem ser gozadas em dois períodos. sendo que um dos períodos não pode ser inferior a 10 dias.henriquecorreia.1) Conceito: férias é o descanso prolongado remunerado. 6. IMPORTANTE 1: o empregador que fraciona as férias em dois períodos (sem justificativa) ou fraciona as férias em três períodos ou mais (mesmo com justificativa).Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho. um terço a mais do que o salário normal. as férias serão reduzidas no período concessivo.30 (trinta) dias corridos.24 (vinte e quatro) dias corridos. Após 12 meses ele já incorporou ao seu patrimônio jurídico o direito a férias.br 82 . IMPORTANTE 2: o menor de 18 anos e o maior de 50 anos não pode fracionar as férias e é obrigado a goza-las em um único período. quando não houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco) vezes. em regra.4) Fracionamento: as férias. São os primeiros 12 meses de trabalho. na seguinte proporção: I . quando houver tido de 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas. nos termos do informativo 11 do TST.2) Períodos aquisitivo e concessivo: a) Aquisitivo: pra ter direito as férias o empregado precisa trabalhar 12 meses. É dado anualmente e com remuneração aumentada de 1/3 e pode ser dada por até 30 dias (é um período de interrupção do contrato de trabalho). Art. 130 . II .com. quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) www.gozo de férias anuais remuneradas com. é obrigado a pagar férias em dobro. quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três) faltas. devem ser gozadas em um único período. 6. 6. pelo menos. o empregado terá direito a férias.18 (dezoito) dias corridos. IV . b) Concessivo: são os 12 meses seguintes ao período aquisitivo e o empregador é obrigado a conceder as férias.

O empregado contratado sob o regime de tempo parcial que tiver mais de sete faltas injustificadas ao longo do período aquisitivo terá o seu período de férias reduzido à metade.henriquecorreia. V . Ou seja.com. II . OBS: Artigo 58-A da CLT: quem trabalha em regime por tempo parcial não tem direito a abono pecuniário de férias.oito dias. converter até 1/3 das férias em dinheiro.5) Abono pecuniário de férias: comumente conhecido como “vender férias”.É vedado descontar.6) Férias após o período concessivo: passou os 12meses do período aquisitivo.dezesseis dias. a consequência aqui é que o www. para todos os efeitos. na seguinte proporção: I . VI .dez dias. Na modalidade do regime de tempo parcial. para a duração do trabalho semanal superior a quinze horas. até vinte horas.doze dias. até vinte e cinco horas. para a duração do trabalho semanal superior a vinte e duas horas. O empregado tem que pleitear o abono pecuniário de férias em até 15 dias antes de terminar o período aquisitivo (isso para que o empregador possa se organizar para pagar). para a duração do trabalho semanal superior a vinte horas. as faltas do empregado ao serviço.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia faltas. até dez horas. Art. III . após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. até quinze horas. IV . 6. do período de férias.dezoito dias. § 1º .O período das férias será computado. até vinte e duas horas. § 2º . Se o empregado fizer o pedido de abono pecuniário de férias é seu direito ter esse abono. o empregado terá direito a férias. depois passou os 12 meses do período concessivo e o empregador só concedeu as férias do empregado após esse último período. 6. como tempo de serviço.br 83 . 130-A. para a duração do trabalho semanal igual ou inferior a cinco horas. Parágrafo único. para a duração do trabalho semanal superior a dez horas.quatorze dias. para a duração do trabalho semanal superior a cinco horas.

IMPORTANTE: tanto as férias como o abono devem ser com 2 dias de antecedência. DOBRA DEVIDA.7) Término do contrato (férias proporcionais): essas férias proporcionais ocorrem quando houve o término do contrato de trabalho e o período aquisitivo de 12 meses não está completo. ARTS. PAGAMENTO FORA DO PRAZO. ele tem o direito de receber férias proporcionais desse 1 mês www. 6. 137 da CLT. o empregador tenha descumprido o prazo previsto no art.com.henriquecorreia. É devido o pagamento em dobro da remuneração de férias.br 84 . Essa ciência deve ser dada por escrito. OBS 2: Notificação das férias: o empregador tem que dar ciência ao empregado das suas férias com 30 dias de antecedência. nos termos da súmula 450 do TST. nos termos da súmula 81 do TST. desde que isso não acarrete prejuízo para a empresa.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia empregador deve pagar férias em dobro. Exemplo: se o empregado trabalhou 1 mês na empresa e foi mandado embora. Os membros da mesma família que trabalhem na mesma empresa têm o direito de usufruir de férias juntos. Em dobro aqui é o salário mais o acréscimo de 1/3. Súmula nº 450 do TST FÉRIAS. Quem decide o melhor período para o empregado tirar férias é o empregador. OBS 1: Pagamento das férias: o pagamento das férias deve ser efetuado com 2 dias de antecedência das férias (nesse caso existe um adiantamento salarial). GOZO NA ÉPOCA PRÓPRIA. incluído o terço constitucional. Senão houver o pagamento ao empregado com 2 dias de antecedência ele tem o direito de receber em dobro. ainda que gozadas na época própria. com base no art. 145 do mesmo diploma legal. quando. Os dias de férias gozados após o período legal de concessão deverão ser remunerados em dobro. Súmula nº 81 do TST FÉRIAS. 137 E 145 DA CLT. A exceção aqui é o menor de 18 anos que tem direito de coincidir as férias escolares com as férias do trabalho.

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trabalhado (1/12 avos).
As férias proporcionais são sempre devidas, com exceção da justa causa. Ou seja, se o
empregado for dispensado por justa causa (cometeu falta grave do artigo 482 da CLT)
ele não terá direito de receber as férias proporcionais ao tempo de serviço.
Se o empregado trabalhou 1 mês e pediu demissão, mesmo assim ele tem direito às
férias proporcionais. Da mesma forma tem direito a receber as férias proporcionais o
empregado contratado por contrato de experiência (3 meses). Ler súmulas 171 e 261
do TST.

Súmula nº 171 do TST
FÉRIAS PROPORCIONAIS. CONTRATO DE TRABALHO. EXTINÇÃO.
Salvo na hipótese de dispensa do empregado por justa causa, a extinção do contrato
de trabalho sujeita o empregador ao pagamento da remuneração das férias
proporcionais, ainda que incompleto o período aquisitivo de 12 (doze) meses (art. 147
da CLT).

Súmula nº 261 do TST
FÉRIAS PROPORCIONAIS. PEDIDO DE DEMISSÃO. CONTRATO VIGENTE
HÁ MENOS DE UM ANO.
O empregado que se demite antes de complementar 12 (doze) meses de serviço tem
direito a férias proporcionais.
6.8) Férias coletivas: aqui também tem o pagamento de 1/3 a mais e o empregador
que escolhe o melhor dia.
Nas férias coletivas, o abono pecuniário coletivo é decidido via acordo coletivo (a
vontade coletiva substitui a individual).
Nas férias coletivas a notificação é dada com 15 dias de antecedência (nas férias
individuais a notificação é dada com 30 dias).
O fracionamento nas férias coletivas não pode ter períodos inferiores a 10 dias.
OBS: Férias proporcionais: nas férias coletivas, mesmo que não tenha conquistado
devidamente com o término do período aquisitivo de 12 meses, o empregado recebe
1/3 a mais naqueles dias já trabalhados proporcionalmente e o resto é licença
remunerada (recebe sem trabalhar). Exemplo: no CERS todos os funcionários saem de
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férias no final do ano e no carnaval, mesmo que não tenha concluído o período
aquisitivo de 12 meses. Desta forma, o empregado recebe 1/3 a mais naqueles dias já
trabalhados proporcionalmente e o resto é licença remunerada (recebe sem
trabalhar).
REMUNERAÇÃO:
Se de um lado o empregado tem a obrigação principal de trabalhar, por outro lado o
empregador tem a obrigação principal de pagar salário.
1) Salário e remuneração:
1.1) Salário: é o valor pago diretamente pelo empregador.
1.2) Remuneração: é o valor pago pelo empregador e por terceiros (gorjetas).
OBS 1: Gorjetas (artigo 457, §3º, CLT): gorjeta é aquela que é dada de forma
espontânea ou cobrada na nota (10%). O empregado que recebe gorjeta deve ter isso
registrado na sua CTPS.
OBS 2: quem recebe gorjetas reflete em três parcelas: a) 13º salário; b) férias e c)
FGTS. Nas demais parcelas não reflete, nos termos da súmula 354 do TST.

Súmula nº 354 do TST
GORJETAS. NATUREZA JURÍDICA. REPERCUSSÕES.
As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas
espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, não
servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso-prévio, adicional noturno, horas
extras e repouso semanal remunerado.
Art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além
do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as
gorjetas que receber.
§ 1º - Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões,
percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador.
§ 2º - Não se incluem nos salários as ajudas de custo, assim como as diárias para viagem que
não excedam de 50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo empregado.
§ 3º - Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao
empregado, como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente, como adicional
nas contas, a qualquer título, e destinada a distribuição aos empregados.

2) Salário Mínimo (artigo 7º, IV, CF):
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Todo empregado tem, no mínimo, o direito de receber 13 parcelas do salário mínimo
(12 salários + o 13º).
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria
de sua condição social:
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas
necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde,
lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe
preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;

2.1) Características:
a) É fixado por lei (Congresso Nacional).
b) Nacionalmente unificado. É possível o piso salarial por categoria, dependendo da
complexidade e das peculiaridades do trabalho. Mas salário mínimo regional não
existe mais.
c) Indexação ou vinculação. Salário mínimo não pode servir de base para nenhum
contrato civil ou comercial. Exemplo: não se pode alugar uma casa por 2 salários
mínimos mensais. Isso porque quando aumenta o salário mínimo lá em cima
(Congresso Nacional), vira um efeito cascata lá em baixo (contratos).
d) Necessidades mínimas que o salário mínimo deve atender (SALVEM-PTH): saúde,
alimentação, lazer, vestuário educação, moradia, previdência, transporte e higiene
(artigo 7º, IV, CF).
3) Salário Profissional:
Os salários profissionais estão cada vez mais em desuso e são fixados por lei. O
problema de fixar salários por lei é que, geralmente, são fixados em salários mínimos e
hoje não se pode mais utilizar o salário mínimo como base para nenhum contrato civil
ou comercial. Antigamente os médicos, engenheiros e radiologistas tinham os salários
fixados em lei e atualmente a constitucionalidade (recepção) disso está sendo
questionado no STF.
Mas o que mais interessa pra nós nesse momento é que o salário profissional fixado
por lei está sendo questionado no STF e o piso salarial (salário fixado por norma
coletiva) é o ideal.
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4) Salário Proporcional (OJs 358 e 393):
O salário mínimo é para quem trabalha a jornada normal (8 horas diárias e 44 horas
semanais). Porém, se o empregado trabalha menos que as 8 horas diárias e as 44
horas semanais, ele deve receber proporcionalmente a isso, mesmo que no final do
mês ele receba menos que 1 salário mínimo, nos termos da OJ 358.
Em relação ao professor, sua jornada é de 4 aulas consecutivas ou 6 aulas intercaladas.
Se o professor já cumpre essa jornada da CLT, ele não pode receber menos que 1
salário mínimo.

OJ 358. SALÁRIO MÍNIMO E PISO SALARIAL PROPORCIONAL À JORNADA
REDUZIDA.
POSSIBILIDADE.
Havendo contratação para cumprimento de jornada reduzida, inferior à previsão
constitucional de oito horas diárias ou quarenta e quatro semanais, é lícito o
pagamento do piso salarial ou do salário mínimo proporcional ao tempo trabalhado.

OJ 393. PROFESSOR. JORNADA DE TRABALHO ESPECIAL. ART. 318 DA
CLT. SALÁRIO MÍNIMO. PROPORCIONALIDADE.
A contraprestação mensal devida ao professor, que trabalha no limite máximo da
jornada prevista no art. 318 da CLT, é de um salário mínimo integral, não se cogitando
do pagamento proporcional em relação a jornada prevista no art. 7º, XIII, da
Constituição Federal.
5) Salário Complessivo (súmula 91 do TST):
O contra cheque do empregado deve vir devidamente descriminado (detalhado), pois
o salário precisa de transparência.
O salário complessivo (que é vedado no ordenamento jurídico brasileiro) é um salário
em bloco. Por exemplo: o empregado recebe 3 mil reais de tudo (sem ter as parcelas
de hora extra, adicional noturno, insalubridade, periculosidade, etc, devidamente
detalhadas). O salário complessivo é vedado no Brasil, pois não tem transparência!

Súmula nº 91 do TST
SALÁRIO

COMPLESSIVO.

Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para
atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador.

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por conta disso esse trabalhador necessita de um diferencial. 1) Comissão (artigo 457 da CLT): Comissão é o valor pago em razão de vendas efetuadas ou serviços prestados. ou seja. a ele é garantido o salário mínimo ou o piso da categoria (que é acertado via negociação coletiva). merece uma “recompensa”. assim como todo trabalhador que não é “comissionista puro” e trabalha em sobrejornada. OJ 397 e OJ 235): hora extra é a hora + o adicional de 50%. a situação é diferente: o cortador de cana que trabalha em sobrejornada e recebe em comissões. 50% (cinquenta por cento) pelo trabalho em horas extras. É importante saber que se esse “comissionista puro” efetuar poucas vendas no mês. Súmula nº 340 do TST COMISSIONISTA. as comissões devem ser antecipadas e pagas pelo empregador. remunerado à base de comissões. no mínimo. considerando-se www. não reflete. Não cabe hora extra para o “comissionista puro”. calculado sobre o valor-hora das comissões recebidas no mês. Desta forma. Portanto. IMPORTANTE: com relação a trabalhadores braçais (cortador de cana. Se o comprador do produto for inadimplente. E se nesse meio tempo ele for dispensado. recebe a hora extra + o adicional de 50%. tem direito ao adicional de. pois quem deve arcar com os riscos do empreendimento é o empregador. somente cabe ao empregador pagar ao “comissionista puro” o adicional de 50%. por exemplo. A justificativa do TST é para desestimular que o patrão queira que esse trabalhador braçal trabalhe em hora extra e também que o trabalho braçal é um trabalho muito duro e desgastante. sujeito a controle de horário. O empregado pode receber somente através de comissões. a comissão desse vendedor será em 10 vezes. diferentemente do “comissionista puro” comum. Isso está de acordo com a OJ 235. o vendedor receberá suas comissões normalmente. HORAS EXTRAS. um vendedor da Rabelo vendeu um produto em 10 vezes. por exemplo). nos termos da súmula 340 do TST e da OJ 397. Já as parcelas indenizatórias “paga e pronto”.br 89 . o vendedor não tem culpa. Se. OBS: Hora extra em comissões (súmula 340 do TST.henriquecorreia. O empregado. pois a hora extra dele já está sendo remunerada com as vendas. em todas elas incide FGTS.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia PARCELAS SALARIAIS: Todas as parcelas salariais refletem em outras. É o chamado “comissionista puro”.com.

Em relação à parte variável. ou seja. no regulamento interno ou em instrumento coletiva. 2) Gratificação: Gratificação é quem está trabalhando em condições especiais (gerente. nos termos da súmula 225 do TST. BASE DE CÁLCULO. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. Ler as súmulas 225 e 372 do TST. a gratificação tácita reflete nas demais parcelas. O empregado que recebe salário por produção e trabalha em sobrejornada tem direito à percepção apenas do adicional de horas extras. OJ 235. como adicional nas contas.henriquecorreia. a quem é devido o pagamento das horas extras e do adicional respectivo.º 340 DO TST. e destinada a distribuição aos empregados. 457 . § 1º . assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo empregado. A CLT fala em “gratificações ajustadas”. e significa que a gratificação pode ser verbal e não tem a necessidade de ser firmada por escrito. tem direito a horas extras pelo trabalho em sobrejornada. COMISSIONISTA MISTO. uma parte fixa e outra variável. Testa forma. por exemplo). diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. O empregado que recebe remuneração mista.Não se incluem nos salários as ajudas de custo.º 340 do TST.com. www.Compreendem-se na remuneração do empregado. as gorjetas que receber. como contraprestação do serviço.br 90 . são devidas as horas simples acrescidas do adicional de horas extras. § 2º .Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado.Integram o salário não só a importância fixa estipulada. HORAS EXTRAS. OJ 397. além do salário devido e pago diretamente pelo empregador. Em relação à parte fixa. a qualquer título. aplicando-se à hipótese o disposto na Súmula n. As gratificações são fixadas no contrato de trabalho. como também as comissões. gratificações ajustadas. é devido somente o adicional de horas extras. § 3º . para todos os efeitos legais.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia como divisor o número de horas efetivamente trabalhadas. Art. HORAS EXTRAS. como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente. exceto no caso do empregado cortador de cana. SALÁRIO POR PRODUÇÃO. percentagens.

para todos os efeitos legais. Essa parcela “quebra de caixa” reflete nas demais parcelas (férias. nos termos do informativo 18 do TST. CÁLCULO.Mantido o empregado no exercício da função comissionada. 13º salário. I .Percebida a gratificação de função por dez ou mais anos pelo empregado. se o empregador. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE. Se o empregado ganha a gratificação em função do cargo de confiança por 10 anos ou mais. Súmula nº 372 do TST GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO.1) Quebra de Caixa (súmula 247 do TST): é a parcela recebida mensalmente para quem lida com dinheiro e que a risco de desfalque no caixa. quando há o desfalque no caixa. Súmula nº 225 do TST REPOUSO SEMANAL. www. por conta dessa parcela “quebra de caixa”. SUPRESSÃO OU REDUÇÃO. ela não pode ser retirada. II . A parcela paga aos bancários sob a denominação "quebra de caixa" possui natureza salarial. revertê-lo a seu cargo efetivo.com. Desta forma. tendo em vista o princípio da estabilidade financeira. Não é só o bancário que lida com dinheiro. As gratificações por tempo de serviço e produtividade. FGTS. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. a gratificação não pode ser perdida a qualquer tempo.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Porém. NATUREZA JURÍDICA. o empregador tem o direito de descontar do salário do empregado. Com essa parcela o empregado paga o empregador. não pode o empregador reduzir o valor da gratificação. LIMITES. etc). sem justo motivo. não poderá retirar-lhe a gratificação tendo em vista o princípio da estabilidade financeira. pagas mensalmente. integrando o salário do prestador de serviços. Essa gratificação (nesses moldes) só pode ser retira com um justo motivo. 3) Outras parcelas salariais: 3.br 91 . Exemplo: a moça que lida com o dinheiro na loja de conveniência do posto recebe essa parcela “quebra de caixa”.henriquecorreia. Súmula nº 247 do TST QUEBRA DE CAIXA. nos termos da súmula 372 do TST.

2) 13º proporcional: é cabível o 13º proporcional aos meses trabalhados (se o empregado não tiver completado 1 anona empresa). que é a época das negociações coletivas. independentemente da remuneração a que fizer jus. Art. Art. não terá direito ao 13º proporcional. a todo empregado será paga. uma gratificação salarial. entre estes incluídos os de safra. desde que faça o pedido em Janeiro. existe a obrigação de um adiantamento (metade do 13º) que deve ocorrer entre os meses de Fevereiro e Novembro.com. Se o empregado é dispensado ele também tem direito ao 13º proporcional ao tempo trabalhado. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. até chegar a data da “data base”. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: VIII . 4. por mês de serviço. § 3º .henriquecorreia. O 13º é pago com base na remuneração ou com base na aposentadoria.No mês de dezembro de cada ano. CF): O 13º salário é uma gratificação obrigatória prevista em lei. 1º . A primeira deve ser paga entre os meses de Fevereiro e Novembro e a segunda até 20 de Dezembro.A gratificação será proporcional: I .Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 3.A gratificação corresponderá a 1/12 avos da remuneração devida em dezembro. O abono salarial integra o salário e reflete nas demais parcelas. pelo empregador. 4. do ano correspondente.na extinção dos contratos a prazo. se o empregado é dispensado por justa causa. 4) 13º Salário (Lei 4090/62 e artigo 7º. O empregado pode requerer esse adiantamento conjuntamente com as suas férias. pago mensalmente. É pago uma única vez no ano. O 13º se divide em duas parcelas. VIII. Porém.br 92 .1) Data do pagamento: precisa ser pago até o dia 20 de Dezembro. § 2º .A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de trabalho será havida como mês integral para os efeitos do parágrafo anterior.décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. ainda que a relação www. Porém. § 1º .2) Abono ou abono salarial: é o aumento no salário.

Esse adicional pode ser retirado pelo empregador. ele pode e deve ser retirado. Exemplo: se o empregado recebe adicional de insalubridade. pega o salário dele e divide por 180 (que é a jornada mensal). ainda que verificada antes de dezembro. Súmula nº 347 do TST HORAS EXTRAS HABITUAIS. revogadas as disposições em contrário. ADICIONAIS SALARIAIS: São chamados de “salário condição” e integra o salário (reflete nas demais parcelas). Para saber quanto pagar de hora extra. do contrato de trabalho. Art.na cessação da relação de emprego resultante da aposentadoria do trabalhador.com. o empregado receberá a gratificação devida nos termos dos parágrafos 1º e 2º do art. 4º . etc). 1º desta Lei. 3º . o empregador faz o seguinte: se o empregado trabalha 8 horas por dia. pois não há direito adquirido a ele. e II . 13º.br 93 .S. Art. pega o salário dele e divide por 220 (que é a jornada mensal). Por isso ele é chamado de “salário condição”. Art. pega o salário dele e divide por 200. Não existindo mais a condição que justifique o recebimento do adicional. férias. Se o empregado trabalha 6 horas por dia. MÉDIA FÍSICA.Ocorrendo rescisão. calculada sobre a remuneração do mês da rescisão. para efeito de reflexos em verbas www. mas passa a trabalhar em local salubre.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia de emprego haja findado antes de dezembro.: quem trabalha 40 horas semanais. APURAÇÃO. 1º desta Lei.As faltas legais e justificadas ao serviço não serão deduzidas para os fins previstos no § 1º do art. OBS: Divisor: 220 (8 horas) e 180 (6 horas). 1) Hora Extra (súmulas 347 e 431 do TST): Quem trabalha mais de 8 horas recebe hora extra (hora + adicional de 50%). A hora extra reflete nas demais parcelas (DSR. sem justa causa.henriquecorreia.Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. P. FGTS. O cálculo do valor das horas extras habituais. ele perde o direito ao adicional de insalubridade. 2º .

Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia trabalhistas. CÁLCULO. quando sujeitos a 40 horas semanais de trabalho. DA CLT). Essa transferência é provisória.henriquecorreia. O adicional noturno (assim como a hora extra) reflete nas demais parcelas (DSR. observará o número de horas efetivamente prestadas e a ele aplica-se o valor do salário-hora da época do pagamento daquelas verbas. Esse adicional de 25% do rural também é aplicado ao advogado empregado.br 94 . da CLT. caput. o adicional noturno pode ser retirado se o empregado passar a trabalhar de dia. 2) Adicional Noturno: É calculado com base na hora diurna somado ao adicional de 20% a mais (no caso do urbano) e 25% a mais (no caso do rural). FGTS. CAPUT. 3) Adicional de Transferência: No adicional de transferência o empregado recebe 25% amais do que o salário recebido na origem. 40 HORAS SEMANAIS. EMPREGADO SUJEITO AO REGIME GERAL DE TRABALHO (ART. Conforme a súmula 265 do TST. férias. 13º. Quem recebe adicional de transferência é quem tem transferência provisória. Súmula nº 431 do TST SALÁRIO-HORA. 58. 58. POSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO. aplica-se o divisor 200 (duzentos) para o cálculo do valor do salário-hora. Para os empregados a que alude o art. APLICAÇÃO DO DIVISOR 200. A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno.com. etc). Súmula nº 265 do TST ADICIONAL NOTURNO. mas não tem um prazo determinado (ler informativos 2 www. ALTERAÇÃO DE TURNO DE TRABALHO.

§ 1º . prêmios ou participações nos lucros da empresa.henriquecorreia.3) Eletricitários: antigamente os eletricitários recebiam o adicional de periculosidade de 30% sobre todo o complexo salarial (era o único empregado que não recebia sobre o salário base). § 2º .2) Novidade (artigo 193 da CLT): Art. ou seja.: a súmula 191 do TST que fala que o eletricitário recebe os 30% www.com. 4) Adicional de Periculosidade: 4.roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial. 30% do salário base (salário sem adicionais.S. 193. 4. § 3º Serão descontados ou compensados do adicional outros da mesma natureza eventualmente já concedidos ao vigilante por meio de acordo coletivo. § 4o São também consideradas perigosas as atividades de trabalhador em motocicleta. 4. energia elétrica. por exemplo). etc). O adicional é de. II . explosivos ou energia elétrica. não entra hora extra. O risco é em função de: inflamáveis. o artigo 193 da CLT revogou a lei dos eletricitários que dispunha sobre isso e agora os eletricitários passaram a receber os 30% também sobre o salário base.1) Conceito: é o contrato com risco de trabalho. São consideradas atividades ou operações perigosas. radiação e quem lida com segurança pessoal ou patrimonial (vigilantes e seguranças. prêmio.O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido. Porém.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia e 5 do TST). por sua natureza ou métodos de trabalho.br 95 . P.inflamáveis. comissões. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações. explosivos. no mínimo. aquelas que. impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a: I .

Porém. PERÍCIA. 195 da CLT. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.4) Perícia: para constatar que aquele trabalho é considerado perigoso e o empregado deve receber o adicional de periculosidade (insalubridade também cabe aqui) é necessário perícia. CARACTERIZAÇÃO DE FATO INCONTROVERSO. 195 da CLT não faz qualquer distinção entre o médico e o engenheiro para efeito de caracterização e classificação da insalubridade e periculosidade. 195 DA CLT. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. VÁLIDO. LOCAL DE TRABALHO DESATIVADO. A perícia pode ser feita por médico ou engenheiro do trabalho (OJ 165). Súmula nº 453 do TST ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. 4. não caberá perícia e o juiz deve se utilizar de outros meios de prova.henriquecorreia. DESNECESSÁRIA A PERÍCIA DE QUE TRATA O ART. O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa. se o local de trabalho agora estiver desativado. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE. 195 DA CLT. Quando não for possível sua realização. 4.com. existem duas exceções: a) nos termos da súmula 453 do TST. ou seja. um profissional habilitado.br 96 . ART. a perícia não precisa ser mais realizada quando o adicional de periculosidade for pago de forma espontânea. A realização de perícia é obrigatória para a verificação de insalubridade. bastando para a elaboração do laudo seja o profissional devidamente qualificado. dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art. PERÍCIA. OJ 278. OJ 165. ENGENHEIRO OU MÉDICO. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia sobre o salário total não está mais sendo aplicada. poderá o julgador utilizar-se de outros meios de prova. b) nos termos da OJ 278. como em caso de fechamento da empresa. O art.5) Súmula 364 do TST: O adicional de periculosidade de 30 % sobre o salário base é devido nas duas situações www. ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior ao máximo legalmente previsto.

físico ou químico) acima dos limites de tolerância.br 97 . EXPOSIÇÃO EVENTUAL. bactérias.2) Requisitos para receber o adicional de insalubridade: a) Perícia: profissional habilitado. b) Quando o contato é intermitente (contato diário. OBS: o adicional de periculosidade menor do que 30% e o pagamento proporcional ao risco inferior a 30%. Exemplos: vírus. dá-se por tempo extremamente reduzido. mas por tempo extremamente reduzido. Tem direito ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente ou que.henriquecorreia. b) Relação oficial no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). sendo habitual. 5) Adicional de Insalubridade: 5. ruídos. calor e frio intensos. A insalubridade vai “matando aos poucos” e os agentes nocivos vão se alojando no organismo do trabalhador. etc. Súmula nº 364 do TST ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. mas com intervalos). de forma intermitente. raio-x. 5. Ou seja. sujeita-se a condições de risco. b) Quando o contato é diário. ou o que. mesmo feitos por meio de negociação coletiva. podendo ser um médico ou engenheiro do trabalho. apenas. Indevido. amianto.com. O adicional de periculosidade de 30 % sobre o salário base é indevido nas duas situações seguintes: a) Quando o contato é eventual. PERMANENTE E INTERMITENTE. assim considerado o fortuito.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia seguintes: a) Quando o contato como risco é permanente. quando o contato dá-se de forma eventual. existe a lista do www. não são mais permitidos.1) Conceito: recebe o adicional de insalubridade quem está em contato com agente nocivo (biológico.

mas. mas fazer a limpeza de banheiros públicos entra na listagem. OBS 3: OJ 173 (atividade a céu aberto): quem trabalha a céu abeto não tem direito ao adicional de insalubridade. por sujeição à radiação solar (art. ATIVIDADE A CÉU ABERTO. OBS 4: Reclassificação (súmulas 248 e 289 do TST): antigamente a falta de iluminação causava insalubridade.henriquecorreia. mas essa mesma atividade não estiver na listado MTE. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE.Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional. CARACTERIZAÇÃO.br 98 .214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano. II – Tem direito ao adicional de insalubridade o trabalhador que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância. o trabalhador não fará jus ao adicional de insalubridade. e a respectiva coleta de lixo. OJ 173. OBS 1: se a perícia constatar que aquela atividade é insalubre. sendo necessária a classificação da atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho. indevido o adicional de insalubridade ao trabalhador em atividade a céu aberto. EXPOSIÇÃO AO SOL E AO CALOR. OBS 2: (súmula 448 do TST): retirar lixo de escritórios e residências não está na lista. pois “calor intenso” está na listagem do MTE. I – Ausente previsão legal. por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios. I . incidindo o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE nº 3.214/78. 195 da CLT e Anexo 7 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE). atualmente. falta de iluminação não gera mais www.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Governo Federal do que se considera como atividade insalubre. Súmula nº 448 do TST ATIVIDADE INSALUBRE. INSTALAÇÕES SANITÁRIAS. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. PREVISÃO NA NORMA REGULAMENTADORA Nº 15 DA PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO Nº 3. inclusive em ambiente externo com carga solar. mas se comprovado calor intenso tem. II – A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação. enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo.com.

br 99 . O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER www. entre as quais as relativas ao uso efetivo do equipamento pelo empregado.henriquecorreia. calcula-se ainda com base no salário mínimo. IMPORTANTE: a norma coletiva tem força para prevê um valor (diferente do salário mínimo) como base de cálculo (3mil reais. Antigamente a base de cálculo era o salário mínimo. por ato da autoridade competente. mas se perguntar é aconselhado responder com base no artigo 192 da CLT. Porém. Cabe-lhe tomar as medidas que conduzam à diminuição ou eliminação da nocividade. sem ofensa a direito adquirido ou ao princípio da irredutibilidade salarial. FORNECIMENTO DO APARELHO DE PROTEÇÃO. O concurso de analista não pode perguntar isso na 1ª fase porque é controverso. o STF criou a súmula vinculante nº 4 revogando isso e dizendo que o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo.com. acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho. Mas. Nesse caso os trabalhadores que recebiam o adicional de insalubridade por esse motivo deixam de recebê-lo. ADICIONAL. 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário-mínimo da região. nos termos do artigo 192 da CLT. médio de 20% ou máximo de 40%. Art. SÚMULA VINCULANTE Nº 4: SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO.3) Base de Cálculo (artigo 192 da CLT e súmula vinculante nº 4): quem recebe o adicional de insalubridade recebe nos graus mínimo de 10%. por exemplo). Súmula nº 248 do TST ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia insalubridade. assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento). Súmula nº 289 do TST INSALUBRIDADE. EFEITO. segundo se classifiquem nos graus máximo. A reclassificação ou a descaracterização da insalubridade. 192 .O exercício de trabalho em condições insalubres. médio e mínimo. diante da ausência de uma base de cálculo. O simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador não o exime do pagamento do adicional de insalubridade. repercute na satisfação do respectivo adicional. DIREITO ADQUIRIDO. 5.

www. eu recebo a PLR. O empregador somente estará obrigado a dividir os lucros da empresa com os empregados se tiver previsão em norma coletiva ou em regulamento interno. A PLR pode ser paga. 1) Participação nos lucros e resultados (PLR. Ou seja. Essas parcelas não integram e nem refletem na remuneração. pagou e pronto. Art. X. Isso porque a PLR não tem natureza salarial e se fosse paga todo mês teria natureza salarial. duas vezes ao ano. nesse caso.4) Equipamento de Proteção Individual (EPI): o empregador que dá o EPI não afasta a sua responsabilidade do pagamento do adicional de insalubridade (EPI e insalubridade são obrigatórios). O empregado que trabalhou na empresa somente alguns meses também tem o direito de receber a PLR. Não existe obrigatoriedade no pagamento de PLR. PARCELAS SEM NATUREZA SALARIAL: Também são chamadas de parcelas indenizatórias. O único caso (relacionado com EPI) que o empregador está liberado de pagar o adicional de insalubridade é se o EPI afasta por completo o agente nocivo. é só ela. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: X . Mesmo assim. porém deforma proporcional ao seu tempo de trabalho.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO.artigo 7º.br 100 . A PLR é paga somente em Fevereiro (eu não estarei mais na empresa). pois eu trabalhei e contribui para os resultados positivos da empresa (cláusula que diga o contrário é ilegal). 5. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. nos termos da súmula 451 do TST. CF e Lei 10101/2000): A PLR é desvinculada da remuneração e é paga de acordo com o resultado positivo que a empresa teve no ano anterior. OBS: Súmula 451 do TST: trabalhei na empresa de Janeiro a Dezembro e me mandaram embora em Dezembro.com.proteção do salário na forma da lei.henriquecorreia. constituindo crime sua retenção dolosa. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. no máximo.

br 101 . férias. alimentação. CLT e súmulas 101 e 318 do TST): É a despesa com combustível. como contraprestação do serviço. para todos os efeitos legais.Compreendem-se na remuneração do empregado. hospedagem.henriquecorreia. 2) Ajuda de Custo (artigo 470 da CLT): Art. as gorjetas que receber. OBS: Ajuda de custo x Diárias para Viagem: ajuda de custo paga-se somente uma vez e pode ser maior que o salário. etc. RESCISÃO CONTRATUAL ANTERIOR À DATA DA DISTRIBUIÇÃO DOS LUCROS. Assim. Quando o trabalhador muda de domicílio para trabalhar em outra cidade. 470 . 457 . Diárias para viagem é essa coisa “picadinha”. o que era parcela indenizatória (não integrava nem refletia no salário). torna-se parcela salarial (refletindo e integrando o salário – reflete no 13º. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. Ajuda de custo serve para reembolsar as despesas que o empregado teve com a sua mudança. ele tem direito de receber uma ajuda de custo do seu empregador. além do salário devido e pago diretamente pelo empregador. há fraude. Art.Não se incluem nos salários as ajudas de custo. 3) Diárias para Viagem (artigo 457. se o valor das diárias para viagens ultrapassar 50% do valor do salário mensal do empregado.As despesas resultantes da transferência correrão por conta do empregador.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Súmula nº 451 do TST PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. paga um pouco aqui. §2º. FGTS.com. é devido o pagamento da parcela de forma proporcional aos meses trabalhados. outro pouco ali e não pode ultrapassar 50% do valor do salário mensal do empregado. ou seja. Desta forma. inclusive na rescisão contratual antecipada. § 2º . Para a CLT. Fere o princípio da isonomia instituir vantagem mediante acordo coletivo ou norma regulamentar que condiciona a percepção da parcela participação nos lucros e resultados ao fato de estar o contrato de trabalho em vigor na data prevista para a distribuição dos lucros. etc). assim como as diárias para viagem que www. pois o exempregado concorreu para os resultados positivos da empresa. PAGAMENTO PROPORCIONAL AOS MESES TRABALHADOS.

7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. 4) Salário Família (artigo 7º. a integração das diárias no salário deve ser feita tomando-se por base o salário mensal por ele percebido e não o valor do dia de salário. Para quem ganha de 650 reais até o teto de 971.16 reais por filho. XII. BASE DE CÁLCULO PARA SUA INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO. 4. no mês. O trabalhador de baixa renda é aquele que ganha até 971. Integram o salário.1) Requisitos: a) Filhos ou dependentes de até 14 anos ou inválidos de qualquer idade.78 reais. Art.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei. Súmula nº 101 do TST DIÁRIAS DE VIAGEM.78 reais.br 102 . além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XII . CF): Salário família de salário não tem nada.com. as diárias de viagem que excedam a 50% (cinquenta por cento) do salário do empregado. Súmula nº 318 do TST DIÁRIAS.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia não excedam de 50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo empregado. for superior à metade do salário mensal. pelo seu valor total e para efeitos indenizatórios. enquanto perdurarem as viagens. Na verdade o salário família é um benefício previdenciário.henriquecorreia. Tratando-se de empregado mensalista. para quem ganha até 650 reais. SALÁRIO. o valor é de 23 reais por www. somente sendo devida a referida integração quando o valor das diárias. b) Trabalhador de baixa renda. O valor do salário família é de 33.

etc. vestuário. OBS 1: Artigo 458. §2º. em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros. mensalidade. Tudo que é pago em utilidades (alimentação. férias. não tem caráter de salário utilidade. prestada diretamente ou mediante seguro-saúde. em percurso servido ou não por transporte público. uniforme. moradia. FGTS. Salário utilidade é dado como fins de contraprestação (salário). Ao invés de pagar tudo em dinheiro o empregador desconta dessa parte utilidades. todos esses são ferramentas de trabalho. pago de forma mensal e pago pelo trabalho desempenhado. para a prestação do serviço. etc) entra para o cálculo de 13º. IV – assistência médica. www. III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno. Quando for uma ferramenta de trabalho (para o desempenho do trabalho). anuidade. Exemplos: celular.br 103 . etc. equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho. ou seja.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia filho. V – seguros de vida e de acidentes pessoais. da CLT: as parcelas previstas nesse dispositivo não são consideradas salário.henriquecorreia.com. Há um desconto/substituição da parte em dinheiro. VI – previdência privada. II – educação. compreendendo os valores relativos a matrícula. § 2o Para os efeitos previstos neste artigo. livros e material didático. para o desemprenho do trabalho. No mínimo 30% do salário tem que ser pago em dinheiro. 5) Salário Utilidade (salário “in natura”): É aquela parte do salário que é paga em utilidades. não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: I – vestuários. hospitalar e odontológica.

AJUDA ALIMENTAÇÃO. OJ 133. mas sim verba indenizatória (não reflete nas demais verbas). Porém.321/76. AJUDA ALIMENTAÇÃO. para todos os efeitos legais. Quando a alimentação é dada por força do contrato ou pelo costume. A ajuda alimentação prevista em norma coletiva em decorrência de prestação de horas extras tem natureza indenizatória e. se por força do contrato.o valor correspondente ao vale-cultura. ela não integra o salário e não reflete nas demais verbas trabalhistas. NÃO INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO. PAT (OJ 133) e norma coletiva (OJ 123). ela não é salário. Súmula nº 241 do TST SALÁRIO-UTILIDADE.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia VII – (VETADO) VIII . só alcançando aqueles que ingressarem na empresa a partir daquele momento (não pode mudar as regras no “meio do campeonato”). anteriormente alguns empregados recebessem a alimentação como salário (refletindo nas demais verbas). nos termos da súmula 241 do TST. não integra o salário para nenhum efeito legal. nos termos da OJ 123.com. LEI Nº 6.321/76. PAT. a norma coletiva não tem poder para modificar essa realidade. nos termos da OJ 133.br 104 . Quando a alimentação é dada pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O vale para refeição. OBS 2: Alimentação: a alimentação quando é dada é considerada salário? Depende! Contrato (súmula 241 do TST). Portanto. fornecido por força do contrato de trabalho. BANCÁRIOS.henriquecorreia. Exemplo: o professor Henrique Correia e o professor Élisson Miessa possuem a mesma titulação e o mesmo tempo desserviço no CERS. ela é considerada salário (reflete nas demais verbas). ALIMENTAÇÃO. OJ 123. não integra o salário do empregado bancário. por isso. tem caráter salarial. Quando a norma coletiva prevê que a alimentação é dada com natureza indenizatória. não tem caráter salarial. porém o Élisson ganha mais do que o www. integrando a remuneração do empregado. instituído pela Lei nº 6. A ajuda alimentação fornecida por empresa participante do programa de alimentação ao trabalhador. 6) Equiparação Salarial (artigo 461 da CLT e súmula 6 do TST): Equiparação salarial é um pedido na ação judicial para obter o mesmo nível de salário.

461 .henriquecorreia. pois os critérios já são objetivos. cabe equiparação (a exigência dos 2 anos é na função objeto de equiparação e não na empresa). aqui caberá equiparação se obedecer a todos os requisitos). c) Exercerem a mesma função e tempo na função não superior a 2 anos entre paragonado (requerente) e paradigma.br 105 . mas não naquela função que o paradigma está requerendo a equiparação. na mesma localidade. OBS: por conta desse requisito. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antiguidade e merecimento. As empresas que possuem quadro de carreira devidamente organizado e homologado pela Delegacia do Trabalho.com. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos. para os fins deste Capítulo.Trabalho de igual valor. Se ambos (requerente e paradigma) trabalharem no mesmo grupo econômico também cabe equiparação salarial. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. www.Sendo idêntica a função. b) Trabalhar na mesma localidade ou na mesma região metropolitana. § 2º . já têm critérios previamente estabelecidos para aumento salarial (antiguidade e merecimento. dependendo do autor): a) Trabalhar para o mesmo empregador (empregados requerente e paradigma). Se o tempo entre um e outro é superior a 2 anos dentro da empresa. intercaladamente) e o empregado não tem direito de requerer a equiparação salarial. sem distinção de sexo. Mesma função não quer dizer a mesma nomenclatura (exemplo: digamos que empacotador e organizador fazem a mesma coisa no mercado. prestado ao mesmo empregador.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Henrique. corresponderá igual salário. Para que a equiparação salarial seja deferida o funcionário requerente deve comprovar 6 requisitos (ou 5. § 1º .Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira. d) Trabalho de igual valor (mesma produtividade e eficiência). a todo trabalho de igual valor. é completamente inviável a equiparação salarial na terceirização (porque são empregadores diversos). Art. e) Inexistência de quadro de carreira. Este último entra na justiça pleiteando essa equiparação salarial. nacionalidade ou idade.

Desde que atendidos os requisitos do art. 461 DA CLT. VII . II . impeditivo ou extintivo do direito à equiparação salarial em relação ao paradigma remoto. reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento. é possível a equiparação salarial de trabalho intelectual. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego. autárquica e fundacional aprovado por ato administrativo da autoridade competente. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial.O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial. a mesma denominação.A cessão de empregados não exclui a equiparação salarial. se o empregador produzir prova do alegado fato modificativo.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia § 3º . ou não. dentro de cada categoria profissional. ART. § 4º . de tese jurídica superada pela jurisprudência de Corte Superior ou. dessa exigência o quadro de carreira das entidades de direito público da administração direta.henriquecorreia.A equiparação salarial só é possível se o empregado e o paradigma exercerem a mesma função. que pode ser avaliado por sua perfeição técnica. não importando se os cargos têm. cuja aferição terá critérios objetivos. VI . 461 da CLT. 461 da CLT. apenas. suscitada em defesa.Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual.Para os fins previstos no § 2º do art. Súmula nº 6 do TST EQUIPARAÇÃO SALARIAL.No caso do parágrafo anterior. V . se esta responde pelos salários do paradigma e do reclamante. I . excluindose. 461 da CLT.br 106 . exceto se decorrente de vantagem pessoal.com.Presentes os pressupostos do art. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antiguidade. IV . www. embora exercida a função em órgão governamental estranho à cedente. desde que o pedido se relacione com situação pretérita. na hipótese de equiparação salarial em cadeia. só é válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo Ministério do Trabalho.É desnecessário que. III . desempenhando as mesmas tarefas. é irrelevante a circunstância de que o desnível salarial tenha origem em decisão judicial que beneficiou o paradigma.

SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. também.S. esse último não pode pedir equiparação salarial com o primeiro.Na ação de equiparação salarial. Isso porque o aumento salarial. OBS 3: Administração Pública (empregado público – súmula 455 do TST e OJ 297): entre servidores públicos estatutários não cabe o pedido de equiparação salarial. publicidade e eficiência e. 37. www. OBS 2: Trabalho Intelectual: o trabalho intelectual pode servir para fins de equiparação salarial se tiver critérios objetivos (exemplo: mestrado.mas nem todo empregado pode ser paradigma. ao seguinte: XIII . A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. somente é válido se for de corrente de lei. autárquica ou fundacional não cabe a equiparação salarial também. doutorado. em princípio.henriquecorreia. Exemplo: um analista judiciário antigo ganha muito mais do que um analista judiciário que passou há pouco tempo em um concurso. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade.é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. a prescrição é parcial e só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento. horas aulas dadas.com. XIII. nos termos da súmula 455 do TST. Entretanto. OBS 1: Readaptado: o empregado readaptado é aquele que sofreu alguma diminuição na sua capacidade física ou psíquica. nesse caso. é possível a equiparação salarial. ou a municípios distintos que. CF. X . dos Estados.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia VIII . Súmula nº 455 do TST EQUIPARAÇÃO SALARIAL. ao mesmo município. comprovadamente. livros publicados. etc).É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo. IX . pertençam à mesma região metropolitana.br 107 .: empregados públicos da administração direta. impessoalidade. ART. 37. 461 da CLT refere-se. nos termos do artigo 37. O empregado readaptado não pode servir de paradigma para a equiparação salarial. Todo empregado pode ser paragonado (requerente). para empregados públicos de sociedade de economia mista e empresas públicas. Art. portanto. moralidade.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. P. modificativo ou extintivo da equiparação salarial.

O art. Art. SERVIDOR PÚBLICO DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA. À sociedade de economia mista não se aplica a vedação à equiparação prevista no art. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I .relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. Mas a CF/88 não recepcionou essa norma e www. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. sendo juridicamente impossível a aplicação da norma infraconstitucional prevista no art. dentre outros direitos. CF prevê uma estabilidade por tempo de serviço. XIII. 461 da CLT quando se pleiteia equiparação salarial entre servidores públicos. independentemente de terem sido contratados pela CLT. A estabilidade por tempo de serviço dizia que o empregado adquiria a estabilidade após 10 anos de serviços prestados. 1) Estabilidade por tempo de serviço (antigo decenal): Essa estabilidade por tempo de serviço não existe mais no ordenamento jurídico brasileiro. porém essa estabilidade ainda não foi regulamentada (falta lei complementar). ART.com. XIII.henriquecorreia. equipara-se a empregador privado. DA CF/1988. 37. pois. ESTABILIDADE: A estabilidade diminui o poder do empregador. da CF/1988.br 108 . que preverá indenização compensatória. 37. conforme disposto no art. A estabilidade hoje é somente para o dirigente sindical. veda a equiparação de qualquer natureza para o efeito de remuneração do pessoal do serviço público. POSSIBILIDADE. Para os demais empregados tem-se a garantia provisória de emprego. da CF/1988. porque para aqueles empregados detentores de estabilidade não cabe a dispensa sem justa causa.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia XIII. II. I. O artigo 7º. 173. OJ 297. inciso XIII. 37. nos termos de lei complementar. da CF/1988. AUTÁRQUICA E FUNDACIONAL. EQUIPARAÇÃO SALARIAL. § 1º. ao admitir empregados sob o regime da CLT. DA CF/1988.

OBS 4: Nº de dirigentes com estabilidade: 7 titulares e 7 suplentes. www. Nesses dois casos só cabe estabilidade para a gestante e no acidente de trabalho. OBS 2: Notificação: o empregador tem que saber que existe entre os seus empregados um dirigente sindical. em qualquer grau.henriquecorreia. observado o seguinte: I . na mesma base territorial. Art. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. pelo próprio trabalhador. representativa de categoria profissional ou econômica. o empregador deve ser notificado do registro da candidatura desse dirigente e do resultado das eleições. II . OBS 3: Contrato por prazo determinado e aviso prévio: não há estabilidade para dirigentes sindicais ou outras estabilidades durante o contrato por prazo determinado ou durante o aviso prévio. Se o dirigente sindical não for eleito ele não tem direito a estabilidade. 8º É livre a associação profissional ou sindical.a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. somente precisando ser dentro do contrato de trabalho do dirigente sindical.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia estabeleceu o FGTS obrigatório a todos os empregados. por terceiros) e não há mais o prazo de 24 horas. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. Essa notificação ao empregador pode ser feita por qualquer meio (através do sindicato. OBS 1: Extinção do Estabelecimento: se o estabelecimento é extinto o dirigente sindical perde a estabilidade e não há o pagamento de nenhuma indenização. As centrais sindicais não gozam de estabilidade.br 109 . Neste caso. não podendo ser inferior à área de um Município. mesmo que ele seja transferido para outra filial.com. 2) Estabilidade do dirigente sindical (artigo 8º da CF e súmula 369 do TST): A estabilidade do dirigente sindical tem início com o registro da sua candidatura e se eleito a estabilidade vai até 1 ano após o mandato (mandato de 3 anos e pode ser renovado inúmeras vezes).é vedada a criação de mais de uma organização sindical. ressalvado o registro no órgão competente.

em se tratando de categoria profissional. desde que a ciência ao empregador.ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. se eleito. IV . não há razão para subsistir a estabilidade. ocorra na vigência do contrato de trabalho. V .O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente.ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria.o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais.henriquecorreia. por qualquer meio.é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia III . ainda que indenizado. Fica limitada. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. § 3. Súmula nº 369 do TST DIRIGENTE SINDICAL. atendidas as condições que a lei estabelecer.br 110 .é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho.Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato. VIII . V .º. salvo se cometer falta grave nos termos da lei. será descontada em folha. ainda que suplente. § 5º. II . IV . até um ano após o final do mandato. III . visto www. da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes. independentemente da contribuição prevista em lei.O art. a estabilidade a que alude o art. VI . 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988.É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical.O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio.a assembleia geral fixará a contribuição que. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores. da CLT. não lhe assegura a estabilidade. VII .com. 543. ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. inclusive em questões judiciais ou administrativas. I . 543. Parágrafo único. assim. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva.

3) Delegados Sindicais (OJ 369) e Conselho Fiscal (OJ 365): conselho fiscal lida com a parte contábil do sindicato. Conselho www. pra eventos públicos. por conta disso. nos termos do informativo 3 do TST. O empregador tem o prazo decadencial de 30 dias para entrar com a ação de inquérito para apuração de falta grave (prazo decadencial. se perder o prazo não pode mais entrar com a ação de inquérito para apuração de falta grave). inteligência dos arts. ele será dispensado. 2. IMPORTANTE: é possível a suspensão do empregado até o fim do inquérito para apuração de falta grave. ele deve ser reintegrado no empregado e deve receber todos os salários atrasados. Súmula nº 379 do TST DIRIGENTE SINDICAL.1) Inquérito para apuração de falta grave (súmula 379 do TST): é uma ação judicial. 2.2) Federações e Confederações: são entidades sindicais em nível superior. desta forma. não goza de estabilidade. as vezes fica na filial e também não goza de estabilidade. As federações são de âmbito estadual e as confederações em âmbito nacional. INQUÉRITO JUDICIAL. Mas senão for comprovado. não representa a categoria. As diretorias das federações e das confederações gozam de estabilidade. mesmo assim é obrigatório que tenha o inquérito para apuração de falta grave. FALTA GRAVE. ou seja. P. Exemplo: se o dirigente sindical por pego roubando (foi filmado e tem testemunhas que viram o roubo). Se for comprovado que o empregado cometeu a falta grave. Por pior que seja a falta grave cometida.br 111 . §3º. o empregado que é detentor de estabilidade como dirigente sindical. a dispensa sem o prévio inquérito para apuração de falta grave é inteiramente nula.henriquecorreia. ele não pode ser dispensado sem a prévia ação judicial denominada inquérito para apuração de falta grave. cada uma das patres (empregado e empregador) pode levar até 6 testemunhas (e não 3 como de costume). 543 da Consolidação das Leis do Trabalho.com. As centrais sindicais não gozam de estabilidade. Para os dirigentes das federações e das confederações também há estabilidade. da CLT. 494 e 543. DESPEDIDA. Desta forma. O inquérito para apuração de falta grave serve para detectar se aquele dirigente sindical cometeu a falta grave ou não. Delegado sindical é aquele que vai pras audiências.S: no inquérito para apuração de falta grave. nos termos da súmula 379 do TST. 2.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia que inaplicável a regra do § 3º do art. NECESSIDADE O dirigente sindical somente poderá ser dispensado por falta grave mediante a apuração em inquérito judicial.

OJ 369. OJ 365.henriquecorreia. 3) CIPA: CIPA significa: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. quando o estabelecimento é extinto e ela se recusa a ir pra outro lugar ou outra filial. VIII. Os representantes do empregado são eleitos e os representantes do empregador são indicados. tendo sua competência limitada à fiscalização da gestão financeira do sindicato (art. Exceção: o TST tem entendido que no caso da empregada gestante. a qual é dirigida. A CIPA se encontra na Norma Regulamentadora nº 5 (NR 5). VIII. exclusivamente. MEMBRO DE CONSELHO FISCAL DE SINDICATO. A CIPA é paritária. 522. 8º. da CLT). www.br 112 . OBS 1: Suplente e Extinção do estabelecimento (súmula 339 do TST): o suplente da CIPA goza de estabilidade. da CF/1988. essa gestante deve ser indenizada por todo o período da gestação. § 2º. ou seja.com. O delegado sindical não é beneficiário da estabilidade provisória prevista no art. àqueles que exerçam ou ocupem cargos de direção nos sindicatos. Havendo a extinção do estabelecimento a estabilidade também é extinta e não é devido nenhuma indenização ao empregado que goza de estabilidade. Quem tem estabilidade é a diretoria com no máximo 7 titulares e 7 suplentes. INEXISTÊNCIA. da CF/1988. DELEGADO SINDICAL. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. § 3º. Somente os representantes dos empregados têm estabilidade porque somente eles são eleitos. INAPLICÁVEL. submetidos a processo eletivo. Membro de conselho fiscal de sindicato não tem direito à estabilidade prevista nos arts. 543.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia fiscal e delegado sindical não têm estabilidade. porquanto não representa ou atua na defesa de direitos da categoria respectiva. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. possui representantes do empregador e representantes do empregador. da CLT e 8º.

1) Requisitos para adquirir a estabilidade: a) Afastar por mais de 15 dias. menos do que os mais de 15 dias exigidos e. Início da estabilidade: após o término do benefício previdenciário e persiste por 12 meses. não se verifica a despedida arbitrária.henriquecorreia. O empregado se afasta da empresa e quando volta tem direito a 12 meses de estabilidade. se comprovado que aquela doença é fruto do trabalho desempenhado. OBS 2: quem sofre acidente no contrato por prazo determinado. tem direito a estabilidade. E. II. mas garantia para as atividades dos membros da CIPA. 4) Acidente de Trabalho: O acidente de trabalho está retratado na súmula 378 do TST. b) Receber benefício previdenciário.com. CF/1988. nos termos da súmula 378. GARANTIA DE EMPREGO. Extinto o estabelecimento. II . OBS: Extinção do contrato e Doença do trabalho: nas doenças profissionais é comum o empregado ser afastado por alguns dias. SUPLENTE. P. "a". mesmo que o contrato de trabalho tenha sido extinto. mesmo assim. sendo impossível a reintegração e indevida a indenização do período estabilitário. do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. 10. E quem em benefício previdenciário em razão de acidente de trabalho recebe o benefício do INSS e o empregador continua depositando o FGTS (o contrato www.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Súmula nº 339 do TST CIPA. esse empregado tem direito a estabilidade (se for comprovado que a doença tem relação com o trabalho). do TST). I . o ex empregado gozará de estabilidade (desta forma caberá a reintegração do empregado.: nesse caso.A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal.O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art.br 113 . que somente tem razão de ser quando em atividade a empresa.S. II. mesmo que o empregado tenha sido demitido há muito tempo da empresa. 4. a prescrição só começa a correr depois de comprovada a doença. Acidente e doença profissional têm direito a estabilidade.

até seu adequado aproveitamento em outro cargo. II . § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade. sem direito a indenização. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. ART. reconduzido ao cargo de origem. na forma de lei complementar. Súmula nº 378 do TST ESTABILIDADE PROVISÓRIA. assegurada ampla defesa.O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho prevista no art. salvo se constatada. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. 118 DA LEI Nº 8. doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. o servidor estável ficará em disponibilidade. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. após a despedida. com remuneração proporcional ao tempo de serviço.br 114 . se estável. III .São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário. 41. 118 da Lei nº 8. será ele reintegrado.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. é obrigatória a avaliação especial www. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . mas persiste a obrigação de depositar o FGTS).henriquecorreia.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia está suspenso.com. II .213/1991. 5) Empregado Público (celetista): Servidores estatutários têm estabilidade prevista no artigo 41 da CF. e o eventual ocupante da vaga.213/91.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. Art.É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8. III . ACIDENTE DO TRABALHO. I .

henriquecorreia. não é garantida a estabilidade prevista no art. Mas aqui nós estamos falando do empregado público celetista. Súmula nº 390 do TST ESTABILIDADE.com. II . autárquica ou fundacional é beneficiário da estabilidade prevista no art. possui a estabilidade do artigo 41 da CF.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. ART.O servidor público celetista da administração direta. No caso de aprendiz é de 2% da remuneração. que também goza de estabilidade. 2) Alíquota: A alíquota do FGTS é de 8% da remuneração do empregado. mesmo aprovado em concurso público. APLICABILIDADE. se tradando de empregado da administração pública indireta (empresa pública ou sociedade de economia mista). Se se tratar de empregado da administração direta. ainda que admitido mediante aprovação em concurso público. FGTS: 1) Poupança Forçada: O FGTS é aquilo que o empregador tem que depositar todo mês na conta do empregado na Caixa Econômica Federal. este não possui a estabilidade do artigo 41 da CF. O FGTS equivale a 8% do valor da remuneração do empregado e no dia que ele for mandado embora ele resgata esse dinheiro. 41 da CF/1988. Porém. EMPREGADO DE EMPRESA PÚBLICA E SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. ADMINISTRAÇÃO DIRETA. CELETISTA. 3) Prazo: O prazo limite para o empregador fazer o depósito do FGTS é até o dia 7 do mês www. I . 41 DA CF/1988.br 115 . 41 da CF/1988. AUTÁRQUICA OU FUNDACIONAL. INAPLICÁVEL. nos termos da súmula 390 do TST.Ao empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista. autárquica ou fundacional.

Ele é quem dita as regras do FGTS. visto que inaplicável a regra do § 3º do art. se o empregado virar diretor.O art.É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia seguinte. § 3. ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art.br 116 . a estabilidade a que alude o art. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. da CLT. I . 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. § 5º. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. 543. ainda que indenizado. O Conselho Curador tem representantes dos empregadores.henriquecorreia. não há razão para subsistir a estabilidade. 5) Doméstico: O artigo 7º. o empregador passa a ter a faculdade de depositar o FGTS. por qualquer meio. desde que a ciência ao empregador.O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. não lhe assegura a estabilidade. Súmula nº 369 do TST DIRIGENTE SINDICAL. Ou seja. V . IV . da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes. dos empregados e do governo.º. 543. ocorra na vigência do contrato de trabalho. que é o do diretor não empregado. nos termos da súmula 369 do TST. parágrafo único.O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio. mas essa exigência ainda está pendente de regulamentação. Fica limitada. 4) Conselho Curador: O Conselho Curador do FGTS é quem administra essa montanha de dinheiro.Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato.com. assim. III . Existe um único caso de FGTS facultativo. da CF tornou o FGTS obrigatório para os empregados domésticos. www. II .

fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos. IV . filiais ou agências. quando completar 70 anos. supressão de parte de suas atividades. doenças graves. tenho que estudar com bastante atenção os artigos 19-A e 20 da Lei 8036/90.com. inclusive a indireta. para esse fim habilitados perante a Previdência Social. Parágrafo único. 19-A. etc). Art. O saldo existente em conta vinculada. Para saber todas as hipóteses de saque do FGTS.br 117 . ou ainda falecimento do empregador individual sempre que qualquer dessas ocorrências implique rescisão de contrato de trabalho. nas condições do caput. 19-A. quando mantido o direito ao salário. § 2o. segundo o critério adotado para a concessão de pensões por morte.extinção total da empresa. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas seguintes situações: I . farão jus ao recebimento do saldo da conta vinculada os seus sucessores previstos na lei civil. na www. por decisão judicial transitada em julgado. quando a conta ficar 3 anos paralisada. declaração de nulidade do contrato de trabalho nas condições do art.falecimento do trabalhador. sendo o saldo pago a seus dependentes. oriundo de contrato declarado nulo até 28 de julho de 2001. V . desde que: a) o mutuário conte com o mínimo de 3 (três) anos de trabalho sob o regime do FGTS. III .Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 6) Hipóteses de Saque do FGTS (artigos 19-A e 20 da Lei 8036/90): A conta do FGTS na Caixa Econômica Federal é chamada de conta vinculada porque necessita de algumas hipóteses para poder ser sacado (compra da casa própria. da Constituição Federal. de culpa recíproca e de força maior.henriquecorreia. 20. É devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. II . quando for o caso. comprovada por declaração escrita da empresa. será liberado ao trabalhador a partir do mês de agosto de 2002. que não tenha sido levantado até essa data. suprida. Na falta de dependentes. expedido a requerimento do interessado.aposentadoria concedida pela Previdência Social. Art. independente de inventário ou arrolamento. indicados em alvará judicial. ações de bolsa de valores disponibilizadas para esse fim.pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional concedido no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). 37.despedida sem justa causa.

br 118 . VI . dentre elas a de que o financiamento seja concedido no âmbito do SFH e haja interstício mínimo de 2 (dois) anos para cada movimentação. observadas as condições estabelecidas pelo Conselho Curador.019.com. de 3 de janeiro de 1974. a partir de 1º de junho de 1990. c) o valor do abatimento atinja.quando o trabalhador permanecer três anos ininterruptos. durante o prazo de 12 (doze) meses.henriquecorreia. na mesma empresa ou empresas diferentes. VII – pagamento total ou parcial do preço de aquisição de moradia própria.quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de neoplasia maligna.quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for portador do vírus HIV. comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria profissional.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia mesma empresa ou em empresas diferentes. VIII . regidos pela Lei n° 6. ou lote urbanizado de interesse social não construído. podendo o saque.quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes estiver em estágio terminal. XIV . X . ser efetuado a partir do mês de aniversário do titular da conta. neste caso. nos termos do regulamento.suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior a 90 (noventa) dias.aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização. b) seja a operação financiável nas condições vigentes para o SFH. de 7 de dezembro de 1976. no mínimo. IX . fora do regime do FGTS. no máximo. permitida a utilização máxima de 50 % (cinquenta por cento) do saldo existente e disponível em sua conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. XII .liquidação ou amortização extraordinária do saldo devedor de financiamento imobiliário. na data em que exercer a opção. inclusive o dos trabalhadores temporários regidos pela Lei nº 6. b) o valor bloqueado seja utilizado. www. XI . 80 (oitenta) por cento do montante da prestação.extinção normal do contrato a termo. XIII .385. em razão de doença grave. observadas as seguintes condições: a) o mutuário deverá contar com o mínimo de 3 (três) anos de trabalho sob o regime do FGTS.

implicará atualização monetária dos valores devidos. no âmbito do Programa Nacional de Desestatização. deduzidos os saques.491. XVII . e c) o valor máximo do saque da conta vinculada será definido na forma do regulamento. § 7o Ressalvadas as alienações decorrentes das hipóteses de que trata o § 8o. § 4º O imóvel objeto de utilização do FGTS somente poderá ser objeto de outra transação com recursos do fundo. formalmente reconhecidos pelo Governo Federal.integralização de cotas do FI-FGTS. XVI . permitida a utilização máxima de 30% (trinta por cento) do saldo existente e disponível na data em que exercer a opção. tais destinações sejam aprovadas pelo CND. § 1º A regulamentação das situações previstas nos incisos I e II assegurar que a retirada a que faz jus o trabalhador corresponda aos depósitos efetuados na conta vinculada durante o período de vigência do último contrato de trabalho. b) a solicitação de movimentação da conta vinculada será admitida até 90 (noventa) dias após a publicação do ato de reconhecimento. serão destinados. pelo Governo Federal. conforme disposto em regulamento. 5odesta Lei.necessidade pessoal. respeitado o disposto na alínea i do inciso XIII do art. pelo trabalhador. cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural. da situação de emergência ou de estado de calamidade pública. acrescida de juros e atualização monetária. observadas as seguintes condições: a) o trabalhador deverá ser residente em áreas comprovadamente atingidas de Município ou do Distrito Federal em situação de emergência ou em estado de calamidade pública. § 5º O pagamento da retirada após o período previsto em regulamento.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia XV . só poderá ser exercido para um único imóvel.henriquecorreia.br 119 . e de programas estaduais de desestatização. § 3º O direito de adquirir moradia com recursos do FGTS. visando beneficiar os trabalhadores de baixa renda e preservar o equilíbrio financeiro do FGTS.com. na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Curador. § 6o Os recursos aplicados em cotas de fundos Mútuos de Privatização. nas condições aprovadas pelo CND. de que trata a Lei no 9. a aquisições de valores mobiliários. de 1997. os valores www. em ambos os casos. desde que. § 2º O Conselho Curador disciplinará o disposto no inciso V.quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a setenta anos. referidos no inciso XII.

contados da efetiva transferência das quotas para os Fundos Mútuos de Privatização. para atendimento de seus desembolsos.os ganhos do FI-FGTS e do Fundo de Investimento em Cotas . será permitida a constituição de clubes de investimento. nos termos do inciso XII do caput deste artigo. § 11.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia mobiliários a que se refere o parágrafo anterior só poderão ser integralmente vendidos. A garantia a que alude o § 4o do art.385. § 8o As aplicações em Fundos Mútuos de Privatização e no FI-FGTS são nominativas. Ficam isentos do imposto de renda: I .com. Desde que preservada a participação individual dos quotistas.henriquecorreia. os titulares das aplicações em Fundos Mútuos de Privatização poderão transferi-las para outro fundo de mesma natureza.br 120 . A transferência de recursos da conta do titular no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço em razão da aquisição de ações. pelos respectivos Fundos. de que trata o § 19 deste artigo. e II . durante os seis primeiros meses da sua constituição. impenhoráveis e.FIC. seis meses após a sua aquisição. Os clubes de investimento a que se refere o § 12 poderão resgatar. autorizada a livre aplicação do produto www. A cada período de seis meses.a parcela dos ganhos nos Fundos Mútuos de Privatização até o limite da remuneração das contas vinculadas de que trata o art. § 9° Decorrido o prazo mínimo de doze meses. parcela equivalente a 5% (cinco por cento) das cotas adquiridas. nos termos da Lei no6. § 12. § 10. 13 desta Lei não compreende as aplicações a que se referem os incisos XII e XVII do caput deste artigo. 18 desta Lei. § 14. salvo as hipóteses previstas nos incisos I a XI e XIII a XVI do caput deste artigo. indisponíveis por seus titulares. autorizada a livre aplicação do produto dessa alienação. § 16. § 15. O montante das aplicações de que trata o § 6° deste artigo ficará limitado ao valor dos créditos contra o Tesouro Nacional de que seja titular o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. no mesmo período. os titulares poderão optar pelo retorno para sua conta vinculada no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. de 7 de dezembro de 1976. podendo ser alienada em prazo inferior parcela equivalente a 10% (dez por cento) do valor adquirido. § 13. visando a aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização. 13 desta Lei. ou de cotas do FI-FGTS não afetará a base de cálculo da multa rescisória de que tratam os §§ 1o e 2o do art.

Agora o prazo prescricional para cobrança de valores referentes ao FGTS é de 5 anos e não mais de 30 anos.declaração por escrito. 7) Prescrição do FGTS (súmulas 362 e 206 do TST): O prazo prescricional para pleitear o FGTS é de 2 anos a contar da extinção do contrato de trabalho. bem como no caso em que o adquirente já detenha.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia dessa venda. nas operações firmadas. a partir de 25 de junho de 1998. § 19. § 21. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) atualizou sua jurisprudência para modificar de 30 anos para cinco anos o prazo de prescrição aplicável à cobrança de www. no caso em que o adquirente já seja proprietário ou promitente comprador de imóvel localizado no Município onde resida. III. individual e específica. pelo menos um financiamento nas condições do SFH. de 7 de dezembro de 1976.com.br 121 . E o empregado pode pleitear os últimos 5 anos trabalhados. cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado. É indispensável o comparecimento pessoal do titular da conta vinculada para o pagamento da retirada nas hipóteses previstas nos incisos I. e II . § 17. nos termos da Lei no 6. salvo em caso de grave moléstia comprovada por perícia médica. Fica vedada a movimentação da conta vinculada do FGTS nas modalidades previstas nos incisos V. II. quando será paga a procurador especialmente constituído para esse fim. VI e VII deste artigo. na forma a ser regulamentada pelo Conselho Curador do FGTS. § 20. A integralização das cotas previstas no inciso XVII do caput deste artigo será realizada por meio de Fundo de Investimento em Cotas . VIII. Em 13 de Novembro de 2014.henriquecorreia. IX e X deste artigo. § 18. As movimentações autorizadas nos incisos V e VI do caput serão estendidas aos contratos de participação de grupo de consórcio para aquisição de imóvel residencial. devendo condicioná-la pelo menos ao atendimento das seguintes exigências: I . constituído pela Caixa Econômica Federal especificamente para essa finalidade. pelo trabalhador de sua ciência quanto aos riscos do investimento que está realizando.385.FIC.elaboração e entrega de prospecto ao trabalhador. o STF decidiu que o empregado agora só pode pleitear os últimos 5 anos trabalhados e não mais os 30 anos (prescrição trintenária) previstos nas súmulas 362 do TST e 210 do STJ. A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá os requisitos para a integralização das cotas referidas no § 19 deste artigo. em qualquer parte do País.

o prazo prescricional do artigo 23 da Lei 8. desde logo. aplica-se. De acordo com o ministro. contados do termo inicial. relator do RE. não poderia a lei ordinária tratar o tema de outra forma “Desse modo. aplica-se o que ocorrer primeiro: 30 anos. o Supremo declarou a inconstitucionalidade das normas que previam a prescrição trintenária. Ao analisar o caso. a ausência de depósito no FGTS – ocorra após a data do julgamento. ou cinco anos. atenta contra a necessidade de certeza e estabilidade nas relações jurídicas”. inciso III. com repercussão geral reconhecida. negando provimento ao recurso. para os casos em que o prazo prescricional já esteja em curso. além de se revelar em descompasso com a literalidade do texto constitucional. sustentou. o ministro votou no sentido de que o STF deve revisar sua jurisprudência “para consignar. “A previsão de prazo tão dilatado para reclamar o não recolhimento do FGTS. devendo ser observado o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho”. o recurso foi interposto pelo Banco do Brasil contra acórdão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceu ser de 30 anos o prazo prescricional relativo à cobrança de valores não depositados do FGTS. à luz da diretriz constitucional encartada no inciso XXIX.684/1990 não é razoável. no caso concreto. Por outro lado. as razões anteriormente invocadas para a adoção do prazo trintenário”. sem aderir à proposta de modulação. Desse modo. Relator O ministro Gilmar Mendes. No caso dos autos. Os ministros Luís Roberto Barroso. do artigo 7º. Dias Toffoli. mas votou no sentido de dar provimento ao recurso.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia valores não depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). de acordo com o relator. da Constituição. em conformidade com a Súmula 362 daquela corte. O ministro Marco Aurélio reconheceu o prazo prescricional de cinco anos. A decisão majoritária foi tomada na sessão desta quinta-feira (13/11/2014) no julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 709212. Assim. O relator propôs a modulação dos efeitos da decisão.036/1990 e do artigo 55 do Decreto 99. Para aqueles casos cujo termo inicial da prescrição – ou seja. ressaltou. a meu ver. o prazo de cinco anos.br 122 . Luiz Fux.henriquecorreia. não mais subsistem. Ficaram vencidos os ministros Teori Zavascki e Rosa Weber.com. que o prazo prescricional aplicável à cobrança de valores não depositados no FGTS é quinquenal. explicou que o artigo 7º. a partir deste julgamento. da Constituição Federal prevê expressamente o FGTS como um direito dos trabalhadores urbanos e rurais e destacou que o prazo de cinco anos aplicável aos créditos resultantes das relações de trabalho está previsto no inciso XXIX do mesmo dispositivo. que votaram pela validade da prescrição trintenária. Celso de Mello e Ricardo Lewandowski seguiram o voto do relator. se a Constituição regula a matéria. OBS: Mesmo assim vou anotar tudo o que o professor falar sobre a antiga prescrição www. Cármen Lúcia.

Portanto ele é um salário social e utilizado por toda a sociedade. hora extra. 8% do valor desse salário deve ser depositado na conta do FGTS.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia trintenária analisar abaixo as súmulas 206 e 362 do TST e a súmula 210 do STJ. Se a parcela principal (salário. portanto. o FGTS é uma parcela acessória.br 123 . Desta forma. os valores devidos ao FGTS apresentam www. RESUMINDO: Cabe ressaltar que recentemente (13 de Novembro de 2014). 8% a mais dessa hora extra o empregador tem que desembolsar para fins de FGTS. Súmula nº 362 do TST FGTS.henriquecorreia. etc) foi paga. Foi utilizado como argumento para defender a redução a discussão em torno da natureza jurídica do fundo. mas também para pagar obras de infraestrutura e etc. PRESCRIÇÃO.Prescrição A ação de cobrança das contribuições para o FGTS prescreve em trinta (30) anos. mas não foi depositado o FGTS.com. É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não-recolhimento da contribuição para o FGTS. Se a parcela principal não foi paga e já está prescrita. Súmula nº 210 do STJ Ação de Cobrança . o STF julgou. nos termos da súmula 206 do TST. a tese da prescrição trintenária. O valor de 8% sobre o FGTS continua valendo: Esse prazo de 30 anos para pleitear os valores do FGTS se justificava porque o dinheiro do FGTS é utilizado não só para o trabalhador. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELAS PRESCRITAS. Na hora que deposita o salário. A prescrição da pretensão relativa às parcelas remuneratórias alcança o respectivo recolhimento da contribuição para o FGTS. da mesma forma prescreve o acessório (FGTS). observado o prazo de 2 (dois) anos após o término do contrato de trabalho.FGTS . adicional noturno. Súmula nº 206 do TST FGTS. o empregado pode pleitear os últimos 5 anos do contrato de trabalho. Na hora que for pagar a hora extra. Abandonou-se. Para os ministros. por maioria de votos. pela redução do prazo de prescrição dos depósitos do FGTS para 5 anos.

Porém. Ou seja. Data de Julgamento: 13/11/2014. é recomendado que seja. o FGTS está sujeito ao prazo prescricional de 5 anos do art. Por fim. quando o empregado for demitido o empregador tem que dar 30 dias para ele arrumar outro emprego e quando o empregado pedir demissão ele que tem que dar 30 dias para o empregador arrumar outro empregado. AVISO PRÉVIO: O aviso prévio é um direito do trabalhador e do empregador. Dessa forma. Na reconsideração tácita o prazo do aviso acaba e ou o empregado continua trabalhando ou o empregador não se opõe aquela permanência do www. porém a sua reconsideração deve ser bilateral (depende da aceitação da parte contrária). sindicatos ou pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. ver ARE 709. Relator: Ministro Gilmar Mendes. a CLT não veda o aviso prévio verbal.212/DF. 1) Objetivo do aviso prévio: O objetivo do aviso prévio é retirar o evento surpresa e dar ao contrato um fim certo. 2) Forma do aviso prévio: Embora não haja previsão expressa na CLT que o aviso prévio deva ser dado de forma escrita. O aviso prévio é um ato unilateral. desde que tenha provas.com. CF/88 e as disposições em lei ordinária que determinam prazo superior violam referido artigo. notificando a parte contrária do fim do referido contrato de trabalho. por exemplo. 3) Reconsideração do aviso prévio: O aviso prévio. Essa reconsideração pode ser de forma expressa ou tácita. Sobre o assunto. se já tiver sido dado.henriquecorreia. a obrigatoriedade da comunicação dos depósitos aos trabalhadores e a possibilidade de cobrança dos valores pelos trabalhadores. pode ser reconsiderado. 7º. Na reconsideração expressa a parte que recebeu o aviso diz que quer voltar ou que o empregado volte.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia natureza jurídica trabalhista. inciso XXIX.br 124 . sustentou-se ainda que o prazo de trinta anos fere a certeza e estabilidade nas relações jurídicas e que existe uma rede de proteção ao trabalhador que permite a exigência do valor no prazo de 5 anos como.

452. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. www. aprovada pelo Decreto-Lei no 5.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia empregado.henriquecorreia.CLT.com.br 125 . 4) Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço (Lei 12506/2011): Art. 1º O aviso prévio. mesmo depois de dado o aviso prévio. Parágrafo único. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho . até o máximo de 60 (sessenta) dias. de 1o de maio de 1943. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa.

henriquecorreia.506/2011. 5) Aviso prévio concedido pelo empregador (no caso de dispensa sem justa causa): Quando o aviso é concedido pelo empregador ele é obrigado a reduzir a jornada de trabalho. o seu aviso prévio será de 90 dias. Aquele empregado que trabalha a mais tempo na empresa. A redução da jornada de trabalho serve para que o empregado tenha tempo para arrumar outro emprego. o Pretório Excelso regulamentaria. Essa redução é de 2 horas diárias ou de 7 dias corridos (tratando-se de rural é de1 dia por semana).Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia A CF/88 prevê que o aviso prévio será proporcional ao tempo de serviço e essa proporcionalidade não tinha sido regulamentada até que o STF disse que se o Congresso Nacional não regulamentasse. no mínimo. Porém. Essa proporcionalidade é benéfica apenas para o empregado. Mas se é o empregador que demite o trabalhador. Dessa forma o Congresso editou a referida Lei 12. Ou seja. tem mais tempo de aviso prévio. perfazendo um total de 90 dias (30 + 60). ela não será reduzida nos 90 dias de aviso prévio. que dispõe sobre o assunto. A partir dos 12 primeiros meses de trabalho o empregado já adquire o direito da proporcionalidade de 3 dias (33 dias de aviso prévio).com. ele tem direito ao aviso prévio de 90 dias recebendo normalmente durante esse período. A proporcionalidade afirma que a cada ano de trabalho acrescenta-se 3 dias de aviso prévio. se o empregado tem 20 anos de trabalho na mesma empresa (depois de 20 anos cessa).br 126 . www. pois se o empregado com mais de 20 anos de empresa pede demissão. O aviso prévio continua sendo de. Quando o aviso é dado pelo empregador a jornada de trabalho deve ser reduzida. 30 dias. mas sim somente nos 30 primeiros dias. o aviso prévio dele será de no máximo 30 dias (ele só deve continuar na empresa por até 30 dias). O limite máximo da proporcionalidade é de 60 dias.

férias. CLT .com. férias. Nos termos da súmula 276 do TST. essa falta será descontada do seu salário. se ele trabalhou 3 meses e recebeu o aviso prévio de 30 dias. se durante o aviso prévio ocorrer o reajuste salarial. O aviso prévio é contrato de trabalho. §2º.br 127 . o aviso prévio é um direito irrenunciável do trabalhador (assim como todas as outras verbas trabalhistas). 6) Aviso prévio concedido pelo empregado (artigo 457.o trabalhador pede demissão): § 2º . A rescisão indireta ocorre quando o empregador comete falta grave. é como se o aviso prévio não fosse tivesse sido dado. as verbas trabalhistas (e tudo o mais) será com base no novo salário. portanto. No caso de rescisão indireta o trabalhador recebe a totalidade das verbas rescisórias (inclusive o aviso prévio indenizado). prescrição e anotação da CTPS. ele receberá 4 meses de salário. FGTS. www. O empregado deve passar os 30 dias do aviso prévio trabalhando (se ele não for indenizado).A falta de aviso prévio por parte do empregado dá ao empregador o direito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo. Seja trabalhado ou indenizado (como se tivesse trabalhado) todo o período é computado. ele receberá 4 meses para fins de 13º. O aviso prévio pode ser trabalhado ou indenizado. esse período de 30 dias projeta para fins de 13º salário. Ou seja. FGTS.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Se o empregador propor ao empregado (e ele aceitar) pagar essas 2 horas por dia como horas extras. prescrição (OJ 83) e anotação da CTPS (OJ 82). Ou seja. 7) Projeção: O prazo do aviso prévio de no mínimo 30 dias é contrato de trabalho para todos os fins. E se ele trabalhou 3 meses e recebeu o aviso prévio de 30 dias.henriquecorreia. Se o empregado não for trabalhar. A única forma de abrir mão do aviso prévio é se o empregado comprovar que já tem outro emprego.

AVISO PRÉVIO. OJ 83. nos termos da OJ 83. Nestes dois casos não há qualquer motivação. O empregado receberá apenas saldo de salário e. PRESCRIÇÃO. b) incontinência de conduta ou mau procedimento (INCONTINÊNCIA SIGNIFICA MÁ CONDUTA COM RELAÇÃO À SEXUALIDADE). da CLT. ainda que indenizado. AVISO PRÉVIO. o empregado recebe verbas rescisórias.br 128 . Mas o mais importante é o término do contrato de trabalho por justa causa (com motivação). se tiver. 482 . A data de saída a ser anotada na CTPS deve corresponder à do término do prazo do aviso prévio. OJ 82. A data da baixa da anotação na CTPS também será após o término do aviso prévio. § 1º. Art. 487.henriquecorreia. em razão de uma falta grave cometida.com. Desta forma (sem motivação) ele ocorre em dois casos: a) quando o empregado pede demissão e b) quando o empregador dispensa sem justa causa. férias vencidas (se já tiver completado 12 meses de trabalho na empresa).Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia A prescrição só começa a ser contada após o término do aviso prévio. INDENIZADO. A prescrição começa a fluir no final da data do término do aviso prévio. TÉRMINO DO CONTRATO DE TRABALHO: O término do contrato de trabalho pode se dar sem motivação. 1) Dispensa por justa causa (artigo 482 da CLT): Neste caso da dispensa por justa causa do artigo 482 da CLT. www. Art. nos termos da OJ 82. BAIXA NA CTPS.Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade (ROUBAR ALGO DA EMPRESA OU DE ALGUÉM).

passada em julgado. própria ou de outrem. l) prática constante de jogos de azar. e) desídia no desempenho das respectivas funções. salvo em caso de legítima defesa. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. g) violação de segredo da empresa. d) condenação criminal do empregado. salvo em caso de legítima defesa.Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática. não deposita o FGTS. www. devidamente comprovada em inquérito administrativo. ou for prejudicial ao serviço. de atos atentatórios à segurança nacional. nas mesmas condições. própria ou de outrem. h) ato de indisciplina ou de insubordinação.br 129 . e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. não paga hora extra. 2) Rescisão Indireta (artigo 483 da CLT): O empregador comete falta grave quando ele não cumpre com as obrigações do contrato de trabalho. f) embriaguez habitual ou em serviço (ATUALMENTE EXISTE UMA CORRENTE QUE ESTA GANHANDO CORPO QUE DIZ QUE A EMBRIAGUEZ HABITUAL É UMA DOENÇA E O EMPREGADO É AFASTADO PELO INSS).Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. etc. O empregado recebe todas as verbas rescisórias (aviso prévio. Exemplos: atrasa salário. Parágrafo único . caso não tenha havido suspensão da execução da pena.henriquecorreia. saldo de salário. ou ofensas físicas. i) abandono de emprego. j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. Se o empregador comete falta grave o empregado deve pleitear a rescisão indireta na Justiça do Trabalho.com. 13º.

salvo em caso de legítima defesa. própria ou de outrem. contra ele ou pessoas de sua família. § 3º .Havendo culpa recíproca no ato que determinou a rescisão do contrato de trabalho. 484 .henriquecorreia. permanecendo ou não no serviço até final decisão do processo. f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente. defesos por lei. Art. § 1º .No caso de morte do empregador constituído em empresa individual.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia férias. incompatíveis com a continuação do serviço. quando tiver de desempenhar obrigações legais.Nas hipóteses das letras "d" e "g". poderá o empregado pleitear a rescisão de seu contrato de trabalho e o pagamento das respectivas indenizações. ato lesivo da honra e boa fama. Como ambos tiveram parte da culpa. ambos cometem falta grave simultaneamente. contrários aos bons costumes. FGTS e multa de 40% sobre o FGTS – avisa pra mãe que sexta feira treze ele foi na feira gastar o FGTS – A S 13º F FGTS). de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários. sendo este por peça ou tarefa. o tribunal de trabalho reduzirá a indenização à que seria devida em caso de culpa exclusiva do www. § 2º .O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: a) forem exigidos serviços superiores às suas forças. as verbas rescisórias são devidas. Art.com. 483 . mas pela metade (50%). é facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho. c) correr perigo manifesto de mal considerável.br 130 . e) praticar o empregador ou seus prepostos.O empregado poderá suspender a prestação dos serviços ou rescindir o contrato. 3) Culpa recíproca (artigo 484 da CLT e súmula 14 do TST): Na culpa recíproca. Exemplo: empregado e empregador se agridem (fisicamente ou verbalmente) ao mesmo tempo. ou alheios ao contrato. b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo. g) o empregador reduzir o seu trabalho. d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato.

Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia empregador. por metade.br 131 . www.henriquecorreia.com.

a prescrição não congela (continua www. b) OJ 375: se a pessoa foi afastada pelo INSS. Respeitado o biênio subsequente à cessação contratual. não. começa a correr. Ler súmula 308 do TST.1) 1. 1) Causas que interferem na contagem do prazo prescricional: 1.br 132 . Súmula nº 308 do TST PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. Na causa suspensiva existem dois casos clássicos: a) Comissão de Conciliação Prévia (CCP – artigo 625-G da CLT): o empregado foi mandado embora. ele vai até a CCP e na hora que ele provoca a CCP.henriquecorreia.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Súmula nº 14 do TST CULPA RECÍPROCA. Se o empregado ingressar no último dia dos 2 anos que ele tem direito. 484 da CLT). o empregado tem direito a 50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio. Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho (art. do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. II. podendo pleitear os últimos 5 anos de verbas trabalhistas. Esses 5 anos começam a ser contados do ajuizamento da reclamação trabalhista. PRESCRIÇÃO: A prescrição na área trabalhista é de 2 anos (a contar da extinção do contrato de trabalho). às anteriores ao quinquênio da data da extinção do contrato. I. A norma constitucional que ampliou o prazo de prescrição da ação trabalhista para 5 (cinco) anos é de aplicação imediata e não atinge pretensões já alcançadas pela prescrição bienal quando da promulgação da CF/1988. contados da data do ajuizamento da reclamação e. sequer. congela a prescrição por 10 dias. Causa suspensiva: na causa suspensiva a prescrição está correndo aí tem algum evento que congela e na hora que ela volta a correr ela volta do lugar que congelou pra frente. já perdeu 2 anos e agora só terá direito de pleitear os últimos 3 anos de verbas.com. Exemplo: menor de 18 anos só começa a correr o prazo na data que ele completa a maior idade.2) Causa impeditiva: na causa impeditiva o prazo prescricional. a prescrição da ação trabalhista concerne às pretensões imediatamente anteriores a cinco anos.

Art. CONTAGEM. recomeçando a fluir. Súmula nº 268 do TST PRESCRIÇÃO. ele tem mais 2 anos pra entrar com aquela mesma ação. O prazo prescricional será suspenso a partir da provocação da Comissão de Conciliação Prévia.br 133 . por ser ele incompatível com o disposto no art. por si só. INTERRUPÇÃO. 219 do CPC. em virtude da percepção do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez. 769 da CLT.henriquecorreia. AÇÃO TRABALHISTA ARQUIVADA. 841 da CLT. por exemplo). A suspensão do contrato de trabalho. OJ 375. SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO. 625-F. 1.3) Causa interruptiva (súmula 268 do TST e OJ 392): na interrupção o empregado entre na justiça e se o mérito (que é o que interessa) da sua ação não for julgado.com. o prazo interrompeu somente para as horas extras e o prazo prescricional das outras verbas correu normalmente. exceto se a pessoa estiver totalmente impossibilitada de ir para a justiça (em coma. www. AJUIZAMENTO DE PROTESTO JUDICIAL. PRESCRIÇÃO. ainda que arquivada. Só interrompe a prescrição com pedidos idênticos (se ele entrou com horas extras. não impede a fluência da prescrição quinquenal. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. por força do art. quando a prescrição é interrompida e depois recomeça a correr. ressalvada a hipótese de absoluta impossibilidade de acesso ao Judiciário. que impõe ao autor da ação o ônus de promover a citação do réu. Desta forma. o empregado entra no último dia pleiteando somente horas extras e depois pede mais verbas. em razão da inaplicabilidade do § 2º do art.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia correndo). interrompe a prescrição somente em relação aos pedidos idênticos. ela recomeça do zero. O protesto judicial é medida aplicável no processo do trabalho. Mas não pode ter a lei do “jeitinho”. INTERRUPÇÃO. por exemplo. MARCO INICIAL. a partir da tentativa frustrada de conciliação ou do esgotamento do prazo previsto no art. A ação trabalhista. Interrompe o prazo prescricional quando o empregado ingressa na justiça. somente nesse pedido que interrompe o prazo). AUXÍLIO-DOENÇA. interrompe o prazo prescricional. sendo que o seu ajuizamento. OJ 392. PRESCRIÇÃO. 625-G. pelo que lhe resta. ou seja.

CLT. Com relação a rescisão contratual nos contratos de trabalho com mais de 1 ano existe a necessidade de homologação das verbas trabalhistas. o direto de haver do empregador uma indenização. nos termos do artigo 477 da CLT. § 1º .2) Se o aviso prévio foi trabalhado. na hora da rescisão contratual. OBS 1: No contrato por prazo determinado o empregado trabalhou até o último dia. e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia HOMOLOGAÇÃO DAS VERBAS TRABALHISTAS: Com relação a rescisão contratual nos contratos de trabalho com menos de 1 ano o pagamento das verbas trabalhistas é feito sem nenhuma formalidade. OBS 3: Se for empregado menor de idade. OBS 2: Tratando-se de analfabeto. 1) Prazo para o pagamento das verbas rescisórias: 1. 477 . ele deve pagar uma multa no valor de um salário contratual do empregado (conhecida como multa do 477).1) 1.br 134 . §4º.É assegurado a todo empregado. do contrato de trabalho. Nos locais onde não há nem sindicato da categoria e nem MTE. só será válido quando feito com a www. paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma empresa. Se o aviso prévio foi indenizado. Se o empregador não cumpre esses 2 prazos de pagamento. a homologação pode ser feita no Ministério Público. Art. deve receber no 1º dia útil seguinte ao aviso. a multa do artigo 477 deve ser paga em dinheiro obrigatoriamente. não existindo prazo estipulado para a terminação do respectivo contrato. precisa do acompanhamento ou assistência dos representantes legais.com.henriquecorreia. o prazo para o pagamento é de até 10 dias a contar da notificação da dispensa. firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço. o prazo para o pagamento é o 1º dia útil seguinte ao aviso. nos termos do artigo 477.O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão. na Defensoria Pública ou com o Juiz de Paz. Essa homologação é feita ou no sindicato da categoria profissional ou no Ministério do Trabalho e Emprego (Delegacia do Trabalho). ou seja.

br 135 . indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento.henriquecorreia.O pagamento a que fizer jus o empregado será efetuado no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho. contado da data da notificação da demissão. sendo válida a quitação. § 2º . www. quando o pagamento somente poderá ser feito em dinheiro. na falta ou impedimento deste. § 3º . § 8º . pelo Juiz de Paz. onde houver. § 7º . quando da ausência do aviso prévio.O instrumento de rescisão ou recibo de quitação.Quando não existir na localidade nenhum dos órgãos previstos neste artigo. comprovadamente. por trabalhador.10. devidamente corrigido pelo índice de variação do BTN. qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho e Previdência Social. em valor equivalente ao seu salário. § 4º . a assistência será prestada pelo Represente do Ministério Público ou. § 6º .1989) § 9º (vetado).O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos: a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato.A inobservância do disposto no § 6º deste artigo sujeitará o infrator à multa de 160 BTN. salvo se o empregado for analfabeto.O ato da assistência na rescisão contratual (§§ 1º e 2º) será sem ônus para o trabalhador e empregador. apenas.855.com. § 5º . o trabalhador der causa à mora.Qualquer compensação no pagamento de que trata o parágrafo anterior não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração do empregado. pelo Defensor Público e. relativamente às mesmas parcelas. conforme acordem as partes. salvo quando. deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor. bem assim ao pagamento da multa a favor do empregado. de 24. ou b) até o décimo dia. (Incluído pela Lei nº 7. em dinheiro ou em cheque visado.

www. consequentemente. 477 da CLT. o empregado não pode discutir isso na justiça. II . seus reflexos em outras parcelas. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. a quitação é válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação.henriquecorreia.br 136 .Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 2) Quitação (súmula 330 do TST): Quitação das parcelas constantes no recibo.com. ao empregador. Ele somente poderá discutir na justiça se as parcelas forem omissas ou e tiverem sido ressalvadas. ainda que estas constem desse recibo. I . Súmula nº 330 do TST QUITAÇÃO. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo. Se as parcelas estiverem expressas ou não ressalvadas. VALIDADE. A discussão aqui é relacionada as parcelas omissas e as parcelas ressalvadas.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. A quitação passada pelo empregado. com assistência de entidade sindical de sua categoria.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho.

observado o seguinte: I . b) Negociação Coletiva (acordos e convenções coletivas).o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais. 10 e 11 da CF. No direito coletivo não se aplica o princípio protetivo (proteção ao trabalhador) com tanta incidência.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Ler artigos 8º. 8º É livre a associação profissional ou sindical. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. na mesma base territorial. em qualquer grau.a assembleia geral fixará a contribuição que. será descontada em folha. No direito coletivo as partes são iguais (empresa e sindicato dos trabalhadores). V . inclusive em questões judiciais ou administrativas. ressalvado o registro no órgão competente. não podendo ser inferior à área de um Município.ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria.ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato.br 137 . que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. No estudo do direito coletivo 3 pontos devem ser lembrados: a) Organização Sindical (sindicatos. II . III . confederações e centrais sindicais). em se tratando de categoria profissional.com.é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura www. independentemente da contribuição prevista em lei. c) Greve. federações. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva. VII . VI . Art.henriquecorreia. representativa de categoria profissional ou econômica. 9º.a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato.é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. IV .é vedada a criação de mais de uma organização sindical. VIII .

as determinações judiciais e o MP tem o poder de investigar os sindicatos. Nas empresas de mais de duzentos empregados. atendidas as condições que a lei estabelecer. competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. Judiciário e o MP não são abarcados por esse princípio. § 1º . O sindicato tem o poder de fazer lei entre as partes e abrange toda a categoria. é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.1) Princípio da Liberdade Sindical (artigo 8º da CF): esse princípio veda qualquer tipo de interferência ou intervenção do Estado nos sindicatos.henriquecorreia. Esse princípio é voltado ao Poder Executivo (veda que o executivo influencie nos sindicatos). 11. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. o princípio da liberdade sindical não é absoluto. 10. até um ano após o final do mandato.Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. 1. Art. Parágrafo único. salvo se cometer falta grave nos termos da lei.br 138 .2) 1.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia a cargo de direção ou representação sindical e.com. Art. 9º É assegurado o direito de greve. Art.3) Princípio da Autorregulamentação: é a possibilidade de firmar acordos e convenções coletivas. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores. ainda que suplente. se eleito. mesmo aqueles que não são filiados. Já os poderes Legislativo. pois os sindicatos devem cumprir a legislação. Princípio da Adequação Setorial Negociada (limites da negociação): é o conflito entre as normas estatais e as normas coletivas (como que elas www. 1) Princípios: 1.A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. Desta forma. pois vivemos em um Estado democrático de Direito. § 2º . Ler a Convenção 87 da OIT (prega a ampla liberdade sindical e não foi ratificada pelo Brasil).

Os sindicatos. Não podem existir normas coletivas que diminuam o saldo de segurança e saúde e que afrontem tratados internacionais e normas constitucionais. quando o próprio constituinte possibilitou a flexibilização. não tem problema (como no caso da jornada de trabalho).br 139 . CF. As associações (OAB. III. etc) também defendem interesses dos seus associados. 2. Os sindicatos são diferentes das demais associações.henriquecorreia. etc. www. nos termos do artigo 8º. que defendem várias categorias ao mesmo tempo.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia convivem). inclusive nas questões judiciais ou administrativas.com. as federações e as confederações defendem uma categoria específica (o sindicato dos empregados rurais só defendem os empregados rurais). CREA. pode fazer homologação (associação não). no meio das federações (estaduais) e no topo as confederações (federais). pode fazer lei entre as partes nos acordos e convenções coletivas (associações não). 2) Organização Sindical Brasileira: O sistema confederativo se divide da seguinte forma: na base estão os sindicatos. a) Divisão dos sindicatos em categorias: O sistema sindical brasileiro é muito antigo e evoluiu pouco. como: seus membros gozam de estabilidade (nas associações não). Posteriormente surgiram as centrais sindicais. Com relação às normas constitucionais.1) Sindicatos: Os sindicatos têm o objetivo de defender os direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. mas o sindicato possui algumas atribuições específicas.

constitui o vínculo social básico que se denomina categoria econômica. a. ou seja. Para saber de qual categoria o empregado faz parte. em situação de emprego na mesma atividade econômica ou em atividades econômicas similares ou conexas. empregados. § 1º A solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas.com. gesso e elétrica no ramo da engenharia civil. compõe a expressão social elementar compreendida como categoria profissional. §2º. como empregadores.artigo 511.artigo 511. precisa-se observar em qual categoria está o empregador para saber em qual categoria o empregado se encaixa. similares ou conexas.henriquecorreia. agentes ou trabalhadores autônomos ou profissionais liberais exerçam. basta olhar qual a categoria do seu empregador. § 2º A similitude de condições de vida oriunda da profissão ou trabalho em comum. similares ou conexas. CLT): Ocorre quando há solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas.br 140 .1) Categoria Econômica (empregador . A categoria econômica é a que define a profissional. a. §1º. É lícita a associação para fins de estudo.3) Categoria Profissional Diferenciada (empregado .Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Se existe uma categoria econômica de metalúrgicos (patrões). Exemplo de atividade idêntica: empresa que explora apenas a atividade de ensino.2) Categoria Profissional (empregado . a mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas. §3º. Exemplo de atividade conexa (que se completa): pintura. em situação de emprego na mesma atividade econômica (atividades idênticas) ou em atividades econômicas similares ou conexas. precisa existir uma categoria profissional de metalúrgicos (empregados). CLT): É a que se forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial (por força de lei) ou em consequência de condições de vida singulares (o artigo 577 da CLT tem um anexo no final da própria CLT www. constituindo vínculo social básico entre essas pessoas. CLT): Ocorre quando há a similitude de condições de vida oriunda da profissão ou trabalho em comum. 511. Art. a. respectivamente.artigo 511. Exemplo de atividade similar: bares e restaurantes. defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que.

que as categorias diferenciadas são reconhecidas como tais. EMPREGADOS DE EMPRESA DE PROCESSAMENTO DE DADOS.enquadramento sindical . advogados. OJ 36 SDC. bancários. § 3º Categoria profissional diferenciada é a que se forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em consequência de condições de vida singulares. notadamente do art.2) Fundação dos sindicatos: Para fundar um sindicato. etc.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia que fala sobre isso).envolve a interpretação de norma genérica. Ler súmula 374 do TST e OJs 9 e 36 da SDC. INCOMPETÊNCIA MATERIAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. RECONHECIMENTO COMO CATEGORIA DIFERENCIADA. a) Passos para a fundação de um sindicato: www. Exemplos: motorista. É por lei e não por decisão judicial. Súmula nº 374 do TST NORMA COLETIVA.henriquecorreia. As categorias profissionais diferenciadas não são somente essas que estão previstas nesse anexo (isso é somente um exemplo). OJ 09 SDC. no que tange aos profissionais da informática. De outra parte. IMPOSSIBILIDADE. Empregado integrante de categoria profissional diferenciada não tem o direito de haver de seu empregador vantagens previstas em instrumento coletivo no qual a empresa não foi representada por órgão de classe de sua categoria. de acordo com a atividade econômica exercida pelo empregador. O dissídio coletivo não é meio próprio para o Sindicato vir a obter o reconhecimento de que a categoria que representa é diferenciada. ABRANGÊNCIA. 2. 577 da CLT. ENQUADRAMENTO SINDICAL. A lei não pode exigir requisitos específicos para fundação de sindicato (artigo 8º da CF). telefonista. o trabalho que desempenham sofre alterações.com.br 141 . precisa-se ir no cartório de pessoa jurídica. pois esta matéria . CATEGORIA DIFERENCIADA.

: antigamente esse registro era chamado de “carta sindical”.henriquecorreia. Súmula 677 do STF ATÉ QUE LEI VENHA A DISPOR A RESPEITO. nos termos da súmula 677 do STF.S. www.com. INCUMBE AO MINISTÉRIO DO TRABALHO PROCEDER AO REGISTRO DAS ENTIDADES SINDICAIS E ZELAR PELA OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA UNICIDADE.br 142 .Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia  Criar uma pessoa jurídica (PJ). que é o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). P.  Registro no órgão competente.

: os professores e estudiosos da área trabalhista criticam com veemência esse princípio da unicidade sindical. como visto acima.com. torna-se realmente um sindicato. OBS 2: Pluralidade Sindical (Convenção Internacional nº 87 da OIT): o Brasil não ratificou a Convenção 87 da OIT. 2. pois. Se existisse a pluralidade sindical (Convenção 87 da OIT).S. O Brasil ainda está longe de atingir esse “status”. e sim porque ele conquistou toda aquela base territorial em razão da sua efetividade (porque ele é bom de serviço). eles se acomodam e não trabalham devidamente na defesa dos seus associados. OBS 1: Unicidade Sindical: o registro e a unicidade estão “grudados”. mas é conquistado pela categoria. sendo isso um ponto muito positivo e favorável para esses filiados. mas um sindicato somente que abrange vários municípios. OBS 3: o sindicato da saúde de Ribeirão Preto abrange cerca de 9 cidades diferentes e isso é possível. P. a CF/88 exige que só tenha um sindicato da categoria por base territorial (a menor base territorial é o Município). O Brasil adota o princípio da unicidade sindical e não o da pluralidade sindical.3) Livre filiação dos trabalhadores: a) Aspectos:  Positivo: possibilidade de se filiar a qualquer momento.br 143 . O que não pode. OBS 5: Unidade Sindical (Maurício Godinho Delgado): é um sindicato único. Não é imposto. www. são dois sindicatos da mesma categoria no mesmo Município.  Negativo: desfiliação a qualquer momento ou. a concorrência existiria e os sindicatos trabalhariam seriamente para angariar filiados. simplesmente. OBS 4: a unicidade sindical aplica-se tanto ao sindicato da categoria profissional (empregados). não se filiar a nenhum sindicato. quanto ao sindicato da categoria econômica (empregadores). ou seja. já que os sindicatos de uma categoria na mesma base territorial não têm concorrência. pois estariam mais protegidos com sindicatos fortes e atuantes.henriquecorreia.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Após esses dois passos adquire-se a personalidade jurídica sindical. isso é permitido. mas não por força de lei. Ou seja.

já foi estudada acima. 8º. Viola o art. dissídio coletivo. A organização externa. CF.br 144 . 524 . OBS 2: Cláusula de filiação forçada ou preferencial (OJ 20 da SDC): no Brasil não se admite filiação forçada ou preferencial. V. b) tomada e aprovação de contas da diretoria.henriquecorreia. etc.4) Organização do sindicato: É vedada qualquer intervenção estatal na organização do sindicato. na contratação de mão de obra. da CF/1988 cláusula de instrumento normativo que estabelece a preferência. DA CF/88. Art. Exemplos: decisão se continua ou não com a greve. ADMISSÃO PREFERENCIAL. A organização interna do sindicato possui 3 órgãos que são obrigatórios: a) Assembleia Geral (artigo 524 da CLT): é o órgão deliberativo. www. nos termos do artigo 8º. na forma estatutária. do trabalhador sindicalizado sobre os demais. Quem tem poder de voto na Assembleia Geral são os trabalhadores filiados e não a categoria (somente os filiados podem votar). V. EMPREGADOS SINDICALIZADOS.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia OBS 1: Aposentado: o aposentado pode continuar sendo filiado. que são os critérios para a fundação do sindicato. 8º. A empresa não pode exigir que o empregado seja ou não seja sindicalizado (atenta contra o princípio da liberdade sindical). Inclusive existem aposentados que são presidentes de sindicatos. O sindicato possui organização externa e interna. CONDIÇÃO VIOLADORA DO ART.Serão sempre tomadas por escrutínio secreto. 2. VII. as deliberações da Assembleia Geral concernentes aos seguintes assuntos: a) eleição de associado para representação da respectiva categoria prevista em lei. É a Assembleia Geral que decide assuntos relevantes relacionados com o sindicato.com. punição de diretores. OJ 20 SDC.

designado pelo Procurador-Geral da Justiça do Trabalho ou Procuradores Regionais. para a qual serão enviadas.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia c) aplicação do patrimônio. § 1º . Não obtido esse coeficiente. a mesa apuradora. proclamando o Presidente da mesa apuradora em qualquer dessas hipóteses os eleitos. os quais serão empossados automaticamente na data do término do mandato expirante.Não sendo atingido o coeficiente legal para eleição. as deliberações da Assembleia Geral só serão consideradas válidas quando ela tiver sido especialmente convocada para esse fim. considerando-se aprovadas as deliberações que obtiverem 2/3 (dois terços) dos votos. será realizado o terceiro e último pleito. § 2º . na sede do Sindicato. § 4º . e designará administrador para o Sindicato. as urnas receptoras e as atas respectivas. relativos a penalidades impostas a associados. o coeficiente exigido. d) julgamento dos atos da Diretoria. Será facultada a designação de mesa apuradora supletiva sempre que as peculiaridades ou conveniências do pleito a exigirem. imediatamente.com. será realizada nova eleição dentro de 15 (quinze) dias.A mesa apuradora será presidida por membro do Ministério Público do Trabalho ou pessoa de notória idoneidade. a partir do término do mandato dos membros em exercício. em Assembleia Eleitoral pública e permanente. § 3º . pelo menos. onde funcionarão as mesas coletoras designadas pelos Delegados Regionais do Trabalho. cuja validade dependerá do voto de mais de 40% (quarenta por cento) dos aludidos associados. Na hipótese de não ter sido alcançado. durante 6 (seis) horas contínuas. na de suas delegacias e seções e nos principais locais de trabalho. reunir-se-á a Assembleia em segunda convocação com os presentes. Deve ter no mínimo 3 membros e no máximo 7 membros. de acordo com as disposições dos estatutos da entidade sindical.henriquecorreia. O quórum para validade da Assembleia será de metade mais um dos associados quites. na segunda votação.br 145 . na sede do Sindicato. Industria e Comercio declarará a vacância da administração. a qual terá validade se nela tomarem parte mais de 50% (cinquenta por cento) dos referidos associados.O pleito só será válido na hipótese de participarem da votação mais de 2/3 (dois terços) dos associados com capacidade para votar. instalar-se-á. não tendo efeito suspensivo os protestos ou recursos oferecidos na conformidade da lei. e) pronunciamento sobre relações ou dissídio de trabalho. Neste caso. § 5º .Concomitantemente ao término do prazo estipulado para a votação. pelos presidentes das mesas coletoras.A eleição para cargos de diretoria e conselho fiscal será realizada por escrutínio secreto. b) Diretoria: é o órgão administrativo do sindicato. realizando-se novas eleições dentro de 6 (seis) meses. o Ministério do Trabalho. não obtido esse quórum em primeira convocação. A diretoria é eleita pela Assembleia geral e www.

VIII. III . Os diretores gozam de estabilidade porque representam a categoria. da CLT. da CLT e 8º. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. A estabilidade da diretoria inicia-se com o registro da candidatura e vai até 1 ano após o mandato. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. ESTABILIDADE PROVISÓRIA.O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. I . da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes. da CF/1988. c) Conselho Fiscal: tem a atribuição de acompanhar as contas do sindicato. 543.É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical.br 146 .Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia tem a função de administrar o sindicato. V . Os membros do conselho fiscal não gozam de estabilidade (OJ 365). ESTABILIDADE PROVISÓRIA. Membro de conselho fiscal de sindicato não tem direito à estabilidade prevista nos arts. INEXISTÊNCIA. II . Deve ter 3 membros e são eleitos pela Assembleia Geral.com. 543. § 5º. 543. porquanto não representa ou atua na www. ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. § 3º. a estabilidade a que alude o art. não há razão para subsistir a estabilidade.O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio. Ler a súmula 369 do TST. IV . OJ 365. não lhe assegura a estabilidade. O dirigente sindical somente pode ser dispensado (independentemente da falta grave que ele tenha cometido) com uma ação chamada “inquérito para apuração de falta grave”.Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato. assim. MEMBRO DE CONSELHO FISCAL DE SINDICATO. desde que a ciência ao empregador. ocorra na vigência do contrato de trabalho.henriquecorreia. visto que inaplicável a regra do § 3º do art. ainda que indenizado. Súmula nº 369 do TST DIRIGENTE SINDICAL.º. Fica limitada.O art. por qualquer meio. § 3.

OBS 2: o TST. Ela é descontada do trabalhador no mês de Março e repassadapara o sindicato da categoria no mês de Abril (se em Março o empregado estava desempregado e conseguiu um emprego em Agosto. não precisa contribuir para o sindicato da categoria).com. inclusive para os não filiados (antigamente era chamada de imposto sindical). neste mês ele será descontado). A contribuição sindical obrigatória deve ser paga por todos. O delegado sindical é indicado pela Diretoria (não são eleitos). OBS 1: Delegados Sindicais: nos sindicatos que possuem delegados eles estão lá para representar o sindicato em eventos públicos e nas delegacias sindicais. existe uma tabela que fixa esses parâmetros. 522. pois somente quem deveria contribuir seriam os filiados.S. CRM e CRO e para os seus sindicatos conjuntamente (não possuem a isenção do advogado). tem reconhecido a estabilidade para os membros da diretoria mesmo para o sindicato sem registro. da CLT). mesmo para aquelas associações que só estão esperando o seu registro serhomologado em Brasília. O engenheiro. OJ 369. IMPORTANTE: o advogado é o único profissional que tem isenção. os membros dadiretoria gozam de estabilidade.5) Custeio do sindicato (fontes de financiamento do sindicato – artigo 8º. àqueles que exerçam ou ocupem cargos de direção nos sindicatos. 2. parte para a www. exclusivamente. tendo sua competência limitada à fiscalização da gestão financeira do sindicato (art. 8º.S. 2: para os empregadores essa contribuição dependerá do capital social da empresa. a qual é dirigida. DELEGADO SINDICAL. IV. 1: para os trabalhadores essa contribuição é referente a 1 dia da remuneração por ano. Ou seja. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. 3: para os profissionais liberais.br 147 . P. CF): a) Contribuição sindical obrigatória (artigos 578 a 610 da CLT): a contribuição sindical é para todos indistintamente. não filiados e profissionais liberais. P. INAPLICÁVEL. § 2º. VIII. Os delegados sindicais. submetidos a processo eletivo.S. o médico e o dentista são obrigados a contribuir para o CREA. emboranão existe nem súmulanem OJ sobre o assunto. com relação a essa contribuição. Essa contribuição sindical obrigatória recebe muitas críticas. pois ele jácontribui para a OAB (se o advogado contribui para a OAB. não gozam de estabilidade (OJ 369). da CF/1988.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia defesa de direitos da categoria respectiva. No momento que essa contribuição é paga existe um rateio: parte vai para o sindicato. incluindo empregadores. como são indicados e não eleitos. O delegado sindical não é beneficiário da estabilidade provisória prevista no art.henriquecorreia. P.

V. passagens aéreas.com. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula www. e. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização. A Assembleia Geral que fixa a contribuição confederativa via negociação ou acordo coletivo. Outras definições ainda dizem que essa contribuição assistencial é para compensar os ganhos da categoria. etc. portanto. 5º. CF.henriquecorreia. Isso está no artigo 589 da CLT. SÓ É EXIGÍVEL DOS FILIADOS AO SINDICATO RESPECTIVO. c) Contribuição assistencial ou associativa (artigo 513. A contribuição confederativa é obrigatória somente para os filiados e associados do sindicato (diferentemente da contriuição sindical obrigatória). súmula 666 do STF e OJ 17 da SDC): a contribuição confederativa serve para custear o sistema confederativo (sindicato. São prerrogativas dos sindicatos : e) impor contribuições a todos aqueles que participam das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas. nos termos da súmula 666 do STF e OJ 17 da SDC. advogados. Súmula 666 do STF A CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA DE QUE TRATA O ART. Art. 513. As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical. assegura o direito de livre associação e sindicalização. parte para as centrais sindicais e parte para o Fundo de Amparo ao Trabalhar (FAT). parte para a confederação. "A Constituição da República. em seus arts.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia federação. “e”. constitucionalmente assegurado. b) Contribuição confederativa (artigo 8º. CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. OJ 17 SDC. XX e 8º. 8º. nulas. CLT e Precedente Normativo 119 do TST): a contribuição assistencial ou associativa é para cobrir os custos que a entidade sindical teve com as negociações e é cobrada somente de filiados e associados do sindicato. por via própria. obrigando trabalhadores não sindicalizados. a qualquer título. federação e confederação). sendo passíveis de devolução. INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS. os respectivos valores eventualmente descontados. DA CONSTITUIÇÃO. IV.br 148 . IV. PRECEDENTE NORMATIVO Nº 119 CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS INOBSERVÂNCIA DE PRECEITOS CONSTITUCIONAIS. Exemplos: custos com carros de som.

Art. assistencial. IX. as confederações podem questionar a constitucionalidade de uma lei. A federação é igual ao sindicato. obrigando trabalhadores não sindicalizados.confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. Para a fundação de uma confederação é necessário. 5 sindicatos daquela categoria específica (que seja semelhante.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia constante de acordo. Sendo nulas as estipulações que inobservem tal restrição.2) Confederação: a confederação tem representatividade em âmbito nacional. 3. 3 federações daquela categoria específica. Ou seja. 533 . www. no mínimo.br 149 . 3.Constituem associações sindicais de grau superior as federações e confederações organizadas nos termos desta Lei. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: IX . no mínimo. idêntica ou conexa)." 3) Federação e Confederação (entidades sindicais de grau superior – artigo 533 da CLT): Art.1) Federação: a federação tem representatividade em âmbito estadual e representa uma categoria específica. mas somente aquelas leis que têm conformidade temática com ela. OBS 1: ADin (artigo 103. CF): as confederações podem propor ação direta de inconstitucionalidade (ADin).henriquecorreia. representa uma categoria específica e tem sede em Brasília. Para a fundação de uma federação é necessário. tornam-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo.com. só que em âmbito estadual (sindicatos são de âmbito municipal). revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie. 103.

no mínimo. a central sindical deverá cumprir os seguintes requisitos: I . III .filiação de.filiação em pelo menos 3 (três) regiões do País de.coordenar a representação dos trabalhadores por meio das organizações sindicais a ela filiadas. O índice previsto no inciso IV do caput deste artigo será de 5% (cinco por cento) do total de empregados sindicalizados em âmbito nacional no período de 24 (vinte e quatro) meses a contar da publicação desta Lei.2) Atribuições das centrais sindicais (artigo 1º da Lei 11648/2008): Art. quando foi criada a lei 11.filiação de sindicatos em. as federações e as confederações podem se filiar às centrais sindicais. no mínimo. e IV . constituída em âmbito nacional. II .filiação de sindicatos que representem. Os sindicatos. e II . no mínimo. 4.648/2008. entidade de representação geral dos trabalhadores. no mínimo.br 150 . 100 (cem) sindicatos distribuídos nas 5 (cinco) regiões do País. 7% (sete por cento) do total de empregados sindicalizados em âmbito nacional. 20 (vinte) sindicatos em cada uma. os trabalhadores. colegiados de órgãos públicos e demais espaços www. 1odesta Lei. Parágrafo único.com. apenas. As centrais sindicais representam. 4. as centrais sindicais podem ter filiados de diversas categorias. terá as seguintes atribuições e prerrogativas: I . 5 (cinco) setores de atividade econômica.1) Requisitos para fundação das centrais sindicais (artigo 2º da Lei 11648/2008): Art.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia OBS 2: as diretorias das federações e das confederações (assim como dos sindicatos) gozam de estabilidade. 2o Para o exercício das atribuições e prerrogativas a que se refere o inciso II do caput do art.participar de negociações em fóruns.henriquecorreia. Portanto. 4) Centrais Sindicais (Lei 11648/2008): As centrais sindicais não tinham uma existência jurídica até 2008. 1o A central sindical.

nos termos do artigo 8º. pois a empresa é um ser coletivo por natureza e pode celebrar acordo coletivo sozinha). A convenção coletiva é firmada entre sindicato dos trabalhadores e sindicato dos empregadores (sindicato e www. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho (SINDICATO DOS TRABALHADORES). observado o seguinte: VI . OBS 2: Estabilidade: antigamente os dirigentes das centrais sindicais não tinham estabilidade por falta de previsão legal.henriquecorreia. 5) Negociação Coletiva (convenção e acordo coletivo): O princípio aqui aplicado é o da autorregulamentação (possibilidade de criar normas jurídicas para todos. poderão surgir 2 instrumentos coletivos: a) Acordo Coletivo: possui eficácia erga omnes. recentemente. Esse princípio da autorregulamentação tem previsão no artigo 7º. CF. CF e artigo 8º. Art. o TST proferiu um julgado reconhecendo essa estabilidade. Elas participam dando somente o apoio aos sindicatos. OBS 1: as centrais sindicais não podem firmar acordos ou convenções coletivas. filiados e não filiados). VI. Considera-se central sindical. nos quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores. VI. Art. O acordo coletivo é firmado por uma ou algumas empresas com o sindicato dos trabalhadores (empresa e sindicato). federações e confederações. XXVI. 8º É livre a associação profissional ou sindical.reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia de diálogo social que possuam composição tripartite. b) Convenção Coletiva: possui eficácia erga omnes. Parágrafo único. para os efeitos do disposto nesta Lei. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXVI . a entidade associativa de direito privado composta por organizações sindicais de trabalhadores. Para firmar uma negociação coletiva é obrigatória a participação do sindicato dos trabalhadores (não é necessária a participação do sindicato dos empregadores.1) Com o fruto da negociação coletiva. Porém.br 151 .com. 5. CF.

aplica-se no todo. Da mesma forma ocorrerá com o acordo. Se o juiz optar pela convenção ele deve aplica-la integralmente. somente os sindicatos têm legitimidade para firmar acordos e convenções coletivas. Essa é a teoria majoritária (TST). se em 8 dias. pois envolve os dois sindicatos das duas categorias. §1º. CLT): em regra os sindicatos. Essa é uma teoria minoritária pois onera bastante o empregador e não trata o sistema jurídico como um sistema. OBS 1: deve-se analisar as teorias para solucionar os conflitos estudados na aula nº 1 desse curso.br 152 . aplica-se no todo. teoria do conglobamento e teoria do conglobamento mitigado.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia sindicato). o juiz deve analisar a mais favorável. As teorias são: teoria da acumulação. mas um instituto no todo. é possível que as federações firmem um acordo ou convenção coletiva. c) Teoria do Conglobamento Mitigado ou Teoria do Conglobamento por Institutos (Maurício Godinho Delgado): aplica-se duas fontes ao mesmo tempo. Se aplicar estabilidade de uma convenção. OBS: A convenção coletiva é mais abrangente do que o acordo coletivo. Para facilitar e otimizar o estudo.henriquecorreia. o sindicato não se apresenta para firmar uma negociação ou não existe sindicato naquela base. 620. o TST admite de forma excepcional que outras pessoas também firmem acordos e convenções. Aplica só a parte benéfica e exclui a prejudicial. Excepcionalmente. prevalecerão sobre as estipuladas em Acordo (E VICE VERSA). As condições estabelecidas em Convenção quando mais favoráveis. E se em 8 dias a federação se www. OBS 2: Legitimidade para firmar acordo e convenção coletiva (artigo 617. elas serão analisadas abaixo: Existem três teorias para solucionar os conflitos: a) Teoria da Acumulação: aplica todas as fontes ao mesmo tempo.2) Conflito entre acordo e convenção coletiva: Esse conflito é solucionado pelo princípio da norma mais favorável ao trabalhador. 5. Para o professor e ministro do TST Maurício Godinho Delgado.com. Art. Se aplicar jornada de trabalho de um acordo. b) Teoria do Conglobamento: se tiver um acordo e uma convenção aplicável a mesma categoria. Porém. nos termos do artigo 620 da CLT.

a entidade sindical convocará assembleia geral dos diretamente interessados. 617 . nos termos do art.Os empregados de uma ou mais empresas que decidirem celebrar Acordo Coletivo de Trabalho com as respectivas empresas darão ciência de sua resolução. OBS 4: Contrato Coletivo de Trabalho: em vários artigos da CLT existe essa previsão de contrato coletivo de trabalho. PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO. cabe dissídio coletivo exclusivamente para apreciação de cláusulas de natureza social. por exemplo).Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia recusa ou não existe federação naquela base. à correspondente Confederação. Em face de pessoa jurídica de direito público que mantenha empregados. é permitido que um grupo de trabalhadores firmem acordo ou convenção coletiva. poderão os interessados dar conhecimento do fato à Federação a que estiver vinculado o Sindicato e. CLÁUSULA DE NATUREZA SOCIAL. 612. § 2º Para o fim de deliberar sobre o Acordo. E. devendo igual procedimento ser observado pelas empresas interessadas com relação ao Sindicato da respectiva categoria econômica. em último caso. assuma a direção dos entendimentos. que terá o prazo de 8 (oito) dias para assumir a direção dos entendimentos entre os interessados. Mas algumas questões sem impacto financeiro podem ser feitas por meio de acordo ou convenção coletiva (banco de horas. OBS 3: Administração Pública (reajuste salarial – súmula 679 do STF): a administração pública não pode celebrar acordo ou convenção coletiva para aumento de salário. poderão os interessados prosseguir diretamente na negociação coletiva até final. O reajuste salarial é feito por lei. para que.com. Súmula 679 do STF A FIXAÇÃO DE VENCIMENTOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS NÃO PODE SER OBJETO DE CONVENÇÃO COLETIVA. ao Sindicato representativo da categoria profissional. Art. por escrito.henriquecorreia. em falta dessa.br 153 . no mesmo prazo. é possível que as confederações firmem acordoou convenção coletiva. § 1º Expirado o prazo de 8 (oito) dias sem que o Sindicato tenha se desincumbido do encargo recebido. POSSIBILIDADE JURÍDICA. Esgotado esse prazo. Onde se lê contrato coletivo de trabalho deve-se entender como acordo ou convenção coletiva porque não existe regulamentação desse contrato coletivo de trabalho. sindicalizados ou não. DISSÍDIO COLETIVO. www. OJ 05 SDC. Essas cláusulas que não têm impacto financeiro são chamadas de “cláusulas sociais” (OJ 5 da SDC).

A participação do sindicato é justamente para diminuir os impactos causados com essa demissão em massa.com. como: continuidade do plano de saúde por alguns meses. havendo demissão em massa é necessário que haja a prévia negociação coletiva. sob pena de reintegrar os trabalhadores dispensados em massa. www. recolocação no mercado de trabalho.br 154 . Ou seja.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia OBS 5: Dispensa em massa (informativo 34 do TST): para diminuir os impactos da demissão em massa naquela localidade é imprescindível a participação do sindicato.henriquecorreia. etc.

não se admite acordo ou convenção coletiva deforma verbal. a) Assembleia Geral:  Quórum de aprovação na 1ª convocação: 2/3 dos associados da entidade. para convenção coletiva e 1/3 dos interessados da entidade. Se a entidade tiver mais de 5. c) Conteúdo obrigatório (prazo de vigência – súmula 277 do TST): tem que constar. Exemplo: se tinha direito ao “vale terno”. obrigatoriamente. acabando o prazo do acordo ou convenção coletiva e não existir outra negociação. que será. na 2ª convocação.  Quórum de aprovação na 2ª convocação: 1/3 dos associados da entidade.com. Súmula nº 277 do TST CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO OU ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. para acordo coletivo. de 2 anos (artigo 614. para acordo coletivo. as cláusulas do antigo acordo ou convenção continuam tendo vigência. § 3º Não será permitido estipular duração de Convenção ou Acordo superior a 2 (dois) anos. CLT). ou seja.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 5. b) Necessariamente escrito: o acordo ou a convenção coletiva deve ser solene (de forma escrita). Se não atingiu esse quórum tem-se a 2ª convocação.3) Requisitos formais da negociação coletiva: Para a aprovação de um acordo ou convenção coletiva é imprescindível a convocação da Assembleia Geral (o presidente do sindicato não tem legitimidade de assinar acordoou convenção sem a participação da Assembleia Geral). EFICÁCIA. o quórum. o prazo de vigência do acordo ou da convenção coletiva. para convenção coletiva e 2/3 dos interessados da entidade. nos termos da súmula 277 do TST. Porém. altere ou modifique essa cláusula. ULTRATIVIDADE. As cláusulas normativas dos acordos coletivos ou convenções coletivas integram os contratos individuais de trabalho e somente poderão ser modificadas ou suprimidas www.000 associados.br 155 . §3º. será de 1/8 dos associados.henriquecorreia. no máximo. continua tendo esse direito (mesmo expirado o prazo do acordoou da convenção) até que outra negociação coletiva revogue.

Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia mediante negociação coletiva de trabalho. É a única forma lícita que o trabalhador tem de paralisar suas atividades e não ser penalizado.2) Greve é um direito social fundamental (artigo 9º da CF): a greve pode ser exercida por servidores públicos e em atividades essenciais. competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.1) Conceito (artigo 2º da Lei 7783/89): consiste na paralização coletiva.henriquecorreia. sendo classificada também como forma de solução de conflitos. www.A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. 6.Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. Ou seja. pois é um meio de pressão exercida sobre o empregador. pacífica e temporária do trabalho com o objetivo de defender interesses profissionais. é direito de todos os trabalhadores.br 156 . inclusive em serviços essenciais. 6) Greve (Lei 7783/89): 6.com. § 1º . A greve é um direito de todos os empregados. para atender aos pedidos dos trabalhadores e. consequentemente. 9º É assegurado o direito de greve. É uma arma poderosa de reivindicação dos direitos trabalhistas. § 2º . colocar fim à discussão. Art.

GREVE. www. OJ 11 SDC. GARANTIA DAS NECESSIDADES INADIÁVEIS DA POPULAÇÃO USUÁRIA.3) Contrato individual de trabalho: durante a greve os contratos de trabalho ficam suspensos. na forma prevista na Lei nº 7. se não é assegurado o atendimento básico das necessidades inadiáveis dos usuários do serviço. o empregador não pode rescindir os contratos. (ou foi decidido via acordo ou convenção coletiva) e. 6.henriquecorreia.com. ETAPA NEGOCIAL PRÉVIA.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia 6. FATOR DETERMINANTE DA QUALIFICAÇÃO JURÍDICA DO MOVIMENTO. É abusiva a greve que se realiza em setores que a lei define como sendo essenciais à comunidade. c) Continuidade da Paralização (artigo 14 da Lei 7783/89): se o TST decidiu o conflito. via sentença normativa. essa greve é abusiva (a não ser que surjam novos elementos). b) Tentativa de Solução (OJ 11 da SDC): antes de a categoria entrar em greve. IMPRESCINDIBILIDADE DE TENTATIVA DIRETA E PACÍFICA DA SOLUÇÃO DO CONFLITO. Se esse mínimo (determinado pela justiça ou em comum acordo entre as partes) não for respeitado. GREVE. a greve será abusiva. O empregador pode dispensar o empregado se ele cometer abuso no exercício do direito de greve. mesmo assim. mas os trabalhadores não recebem sua remuneração nos dias que estiverem de greve. É abusiva a greve levada a efeito sem que as partes hajam tentado. solucionar o conflito que lhe constitui o objeto. ou seja. OJ 38 SDC. SERVIÇOS ESSENCIAIS.br 157 . alguns grevistas continuaram com a paralização.4) Greve abusiva: a) Atividades Essenciais ou Inadiáveis (OJ 38 da SDC): deve ser mantido o mínimo para o funcionamento daquela atividade essencial. direta e pacificamente. deve-se tentar uma solução direta e pacífica entre as partes.783/89. O empregador somente pode contratar novos empregados para fazer a manutenção dos equipamentos que necessitam disto.

6) Greve em serviços essenciais: é possível. impessoalidade. O direito de greve será exercido na forma estabelecida nesta Lei. também aplica-se a lei 7783/89 para o serviço público. IV. dos Estados. 2º Para os fins desta Lei.5) Greve em serviço público (artigo 37. 6.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. VII. aplicando-se-lhes.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia OBS 1: fazer corpo mole no serviço (mesmo que não tenha paralização) e trabalhar de forma lenta propositalmente é considerado greve abusiva.CF): existe possibilidade de greve no serviço público via lei específica. §3º. Já os militares não podem fazer greve. moralidade. 37.S. CF e artigo 142. publicidade e eficiência e. nos termos do artigo 142. Parágrafo único. IV.ao militar são proibidas a sindicalização e a greve. Lei 7. desde que haja comunicação ou notificação prévia de 72 horas.: para as atividades que não são essenciais a prévia comunicação deve ser de 48 horas. além das que vierem a ser fixadas em lei.com. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. 6. ao seguinte: VII . Já que não existe essa lei específica. OBS 2: Greve de empregador (lockout – artigo 17 da lei 7783/89): a greve de empregador é considerada ilegal (não existe greve de patrão)! O empregador não pode parar suas atividades para frustrar o movimento grevista. As atividades essenciais encontram-se no artigo 10 da lei 7783/89. 1º É assegurado o direito de greve. Se o servidor público for entrar em greve deve avisar com 72 horas de antecedência.783/1989 (Lei de Greve): Art. Art. nos termos do artigo 37. Art. também. § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares. §3º. competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. considera-se legítimo exercício do direito de greve a www. CF.henriquecorreia. CF (é proibida a greve de militares).br 158 . do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. P. as seguintes disposições: IV . VII.

dentre outros direitos: I . com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas. durante o período. constituindo comissão de negociação. tanto da deflagração quanto da cessação da greve. Art.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia suspensão coletiva. Art. laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho.a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento.o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve. ser regidas pelo acordo. bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento. devendo as relações obrigacionais. § 1º Em nenhuma hipótese. é facultada a cessação coletiva do trabalho. 3º Frustrada a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral. Art. assembleia geral que definirá as reivindicações da categoria e deliberará sobre a paralisação coletiva da prestação de serviços.com.br 159 . 6º São assegurados aos grevistas. da paralisação. 4º Caberá à entidade sindical correspondente convocar. total ou parcial. § 3º As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa. § 2º Na falta de entidade sindical. A entidade patronal correspondente ou os empregadores diretamente interessados serão notificados. § 2º É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho. Art. de prestação pessoal de serviços a empregador. § 1º O estatuto da entidade sindical deverá prever as formalidades de convocação e o quórum para a deliberação. a assembleia geral dos trabalhadores interessados deliberará para os fins previstos no "caput". temporária e pacífica. II . na forma do seu estatuto. 5º A entidade sindical ou comissão especialmente eleita representará os interesses dos trabalhadores nas negociações ou na Justiça do Trabalho. É vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve. a participação em greve suspende o contrato de trabalho.henriquecorreia. 7º Observadas as condições previstas nesta Lei. os meios adotados por empregados e empregadores poderão violar ou constranger os direitos e garantias fundamentais de outrem. Parágrafo único. Art. Parágrafo único. bem como www. convenção.

III .distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos. VII . total ou parcial. os sindicatos. ou improcedência das reivindicações. por iniciativa de qualquer das partes ou do Ministério Público do Trabalho. XI compensação bancária. mediante acordo com a entidade patronal ou diretamente com o empregador. bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento. 9º e 14. II . cumprindo ao Tribunal publicar. exceto na ocorrência das hipóteses previstas nos arts. gás e combustíveis. produção e distribuição de energia elétrica. máquinas e equipamentos. Art. Parágrafo único. 11. decidirá sobre a procedência. o direito de contratar diretamente os serviços necessários a que se refere este artigo. Nos serviços ou atividades essenciais. enquanto perdurar a greve.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia a contratação de trabalhadores substitutos. 8º A Justiça do Trabalho. uso e controle de substâncias radioativas. IX .tratamento e abastecimento de água. é assegurado ao empregador. X .captação e tratamento de esgoto e lixo. VIII .assistência médica e hospitalar.processamento de dados ligados a serviços essenciais.com. o sindicato ou a comissão de negociação. VI . Art.br 160 . de imediato. IV .telecomunicações.funerários. equipamentos e materiais nucleares.transporte coletivo.controle de tráfego aéreo.guarda. V .henriquecorreia. Art. Art. Não havendo acordo. manterá em atividade equipes de empregados com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável. 10 São considerados serviços ou atividades essenciais: I . pela deterioração irreversível de bens. o competente acórdão. 9º Durante a greve. os empregadores e os www.

ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores.henriquecorreia. Parágrafo único. e demais disposições em contrário. Parágrafo único. No caso de inobservância do disposto no artigo anterior. civil ou penal. segundo a legislação trabalhista. não atendidas. convenção ou decisão da Justiça do Trabalho. Art. lei complementar definirá os termos e os limites em que o direito de greve poderá ser exercido. II . a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. São necessidades inadiáveis. convenção ou sentença normativa não constitui abuso do exercício do direito de greve a paralisação que: I . Art. Parágrafo único. requisitar a abertura do competente inquérito e oferecer denúncia quando houver indício da prática de delito.tenha por objetivo exigir o cumprimento de cláusula ou condição. ilícitos ou crimes cometidos. de 4 de agosto de 1978. o Decreto-Lei nº 1. de 1º de junho de 1964. no curso da greve.com. durante a greve. Na vigência de acordo. Art.632. 17. da Constituição. 37. Art. conforme o caso. em serviços ou atividades essenciais. A prática referida no caput assegura aos trabalhadores o direito à percepção dos salários durante o período de paralisação. Deverá o Ministério Público. Para os fins previstos no art. www. obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação. conforme o caso. 15 A responsabilidade pelos atos praticados. Art. Art. Fica vedada a paralisação das atividades. Ficam revogados a Lei nº 4. 12. o Poder Público assegurará a prestação dos serviços indispensáveis. a garantir. 14 Constitui abuso do direito de greve a inobservância das normas contidas na presente Lei. coloquem em perigo iminente a sobrevivência. de comum acordo. a saúde ou a segurança da população.br 161 . com o objetivo de frustrar negociação ou dificultar o atendimento de reivindicações dos respectivos empregados (lockout). inciso VII. da comunidade aquelas que. será apurada.seja motivada pela superveniência de fatos novo ou acontecimento imprevisto que modifique substancialmente a relação de trabalho. Art.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia trabalhadores ficam obrigados. 18. 13 Na greve. 16. por iniciativa do empregador. de ofício.330. bem como a manutenção da paralisação após a celebração de acordo. Parágrafo único.

com. Brasília.henriquecorreia.br 162 . 168º da Independência e 101º da República. 28 de junho de 1989. 19 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Anotações feitas e disponibilizadas por Laércio Leite Amorim CURSO ANALISTA AVANÇADO / 2014 (CERS) DIREITO DO TRABALHO Professor Henrique Correia Art. www.