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Classicismo

Tendência artística e literária que resgata formas e valores greco-romanos da


Antiguidade Clássica, especialmente da cultura grega entre os séculos VI a.C. e IV a.C.
Essa retomada Classicismo acontece várias vezes ao longo da história ocidental,
inclusive na Idade Média. Entretanto é mais intensa do século XIV ao XVI na Itália.
Nas artes plásticas, na literatura e no teatro, o classicismo coincide com o
Renascimento. No século XVIII, a tendência se repete com o nome de neoclassicismo.
Na música erudita adquire características próprias e manifesta-se em meados do século
XVIII.O classicismo é profundamente influenciado pelos ideais humanistas, que
colocam o homem como centro do Universo. Reproduz o mundo real, mas moldando-o
segundo o que é considerado ideal. As obras refletem princípios como harmonia, ordem,
lógica, equilíbrio, simetria, objetividade e refinamento. A razão é mais importante que a
emoção.As adaptações aos ideais e aos problemas dos novos tempos fazem com que o
classicismo não seja mera imitação da Antiguidade. Na época renascentista, por
exemplo, a alta burguesia italiana em ascensão, na disputa por luxo e poder com a
nobreza, identifica-se com os valores laicos da arte greco-romana.

RESUMO

Maneira de expressar uma época ou sociedade, a arte, espelhou o choque cultural entre
os dogmas sacros e o movimento humanista que surgira no Renascimento. Enquanto a
Igreja estabelecia padrões, pregando Deus como o centro do universo, os humanistas
defendiam o antropocentrismo e à busca pela verdade. Assim, Michelangelo, um dos
principais artistas da época, manifestou em obras sacras, os ideais deste movimento,
caracterizando uma nova concepção sobre a vida humana.

Biografia

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (Caprese, 6 de


Março de 1475 — Roma, 18 de Fevereiro de 1564), Michelangelo, foi
um pintor,escultor, poeta e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores
da história da arte do ocidente.

Ele desenvolveu o seu trabalho artístico por mais de setenta anos entre Florença e
Roma, onde viveram seus grandes mecenas, a família Medici de Florença, e
vários papas romanos. Iniciou-se como aprendiz dos irmãos Davide e Domenico
Ghirlandaio em Florença. Tendo seu talento logo reconhecido, tornou-se um protegido
dos Medici, para quem realizou várias obras. Depois fixou-se em Roma, onde deixou a
maior parte de suas obras mais representativas. Sua carreira se desenvolveu na transição
do Renascimento para o Maneirismo, e seu estilo sintetizou influências da arte
da Antiguidade clássica, do primeiro Renascimento, dos ideais do Humanismo e
do Neoplatonismo, centrado na representação da figura humana e em especial no nu
masculino, que retratou com enorme pujança. Várias de suas criações estão entre as
mais célebres da arte do ocidente, destacando-se na escultura o Baco, a Pietà, o David,
as duas tumbas Medici e o Moisés; na pintura o vasto ciclo do teto da Capela Sistina e
o Juízo Final no mesmo local, e dois afrescos na Capela Paulina; serviu como arquiteto
da Basílica de São Pedro implementando grandes reformas em sua estrutura e
desenhando a cúpula, remodelou a praça do Capitólio romano e projetou diversos
edifícios, e escreveu grande número de poesias.

Obras de Michelangelo

• Caracteristicas: A Arte Renascentista continuou cristã, porém adaptada à nova


realidade moderna. Analisando as obras de Michelangelo, percebe-se os valores
estéticos culturais definidos com clareza. Baseado no equilíbrio das formas, em
uma nova sociedade, utilizando a perspectiva e a proporção geométrica,
destacam-se as formas que traduziam os conceitos humanistas numa poderosa
expressão, exteriorizando uma renovada conquista moral. Além de fundir os
valores tradicionais do classicismo com uma nova interpretação mais livre e
ritmada da linguagem, as figuras se movimentam com imponente naturalidade,
acentuando o aspecto dramático e cheio de força expressiva, valorizando
sobretudo o homem, ou seja, uma nova “monumentalidade” do ser.

A Capela Sistina

Em 1508 Michelangelo foi incumbido pelo Papa Julio II de pintar a cúpula da Capela
Sistina. Ele relutou em aceitar a encomenda por considerar-se um escultor e não um
pintor, e é visível nesta obra a transposição da sua linguagem de escultor para a de
pintor. A composição é monumental, as figuras humanas são ressaltadas em seus
contornos e volume escultural, enquanto as paisagens são tratadas com menor
importância. Um dos motivos pode ter sido o fato de Michelangelo ter utilizado os
desenhos do projeto do túmulo do Papa como base para esta obra.

O que encontramos aqui não são apenas imitações das formas naturais, mas uma
idealização delas na busca de um modelo de beleza clássica. Mesmo partindo de estudos
exaustivos e minuciosos sobre o corpo humano, o Belo em Michelangelo já mostra um
caráter incorpóreo e espiritualizado, caminho para a contemplação do divino. Com a
dramatização nas cenas, o vigor dos corpos se contorcendo e a originalidade da
abordagem do tema percebem-se traços anticlássicos em Michelangelo, o início da
desintegração dos cânones da Renascença .

A obra foi concebida como uma composição única que apresenta, cenas do Antigo
Testamento, como A Criação de Adão, A Expulsão do Paraíso e O Dilúvio. Nela
também encontramos sibilas e profetas do Antigo Testamento, que profetizaram a vinda
de Cristo. Os profetas são representados como homens e mulheres em postura
meditativa, lendo, discutindo ou escrevendo.
Principais Afrescos da Capela Sistina

• Deus separando a Luz das Trevas;


• Deus criando o Sol e a Lua;
• Deus separando a terra das águas;
• A Criação de Adão;
• A Criação de Eva;
• O Pecado Original e a Expulsão do Paraíso;
• O Sacrifício de Noé;
• O Dilúvio Universal;
• Noé Embriagado.

Michelangelo expressa vigorosamente o conceito de Justiça Divina, severa e implacável


em relação aos condenados. O Cristo, parte central da composição, é o Juiz dos eleitos
que sobem ao Céu por sua direita, enquanto os condenados, abaixo de sua esquerda
esperam Caronte e Minos. Há também a ressurreição dos mortos e os anjos tocando

Os afrescos no teto da Capela Sistina são, de fato, um dos maiores tesouros artísticos da
humanidade.

Esculturas

David é uma das esculturas mais famosas do artista renascentista Michelangelo. O


trabalho retrata o herói bíblico com realismo anatômico impressionante, sendo
considerada uma das mais importantes obras do Renascimento e do próprio autor. A
escultura atualmente encontra-se em Florença, na Itália, cidade que originalmente
encomendou a obra. É uma estátua em mármore e mede 5,17 m (cinco metros e
dezessete centímetros). Devido à genialidade que sempre foi atribuída à obra, ela foi
escolhida como símbolo máximo da República de Florença. Michelangelo levou três
anos para concluir a escultura (começou-a em 1501 e concluiu-a em 1504, revelando-a
no dia 8 de setembro). Antes de Michelangelo receber a incumbência dessa obra, o
bloco de mármore de carrara que ele usou havia ficado exposto ao tempo por 25 anos no
pátio da catedral de Santa Maria Del Fiori. O bloco foi danificado a ponto de diminuir
de tamanho. Outros escultores já haviam recebido a incumbência da obra mas, por
razões diversas, eles não se interessaram. Esse bloco foi rejeitado por grandes mestres
como Duccio, Baccelino e Roselino. Michelangelo é considerado nesta obra uma
espécie de inovador, pois retrata a personagem não após a batalha contra Golias (como
Donatello e Verrochio antes dele fizeram), mas no momento imediatamente anterior a
ela, quando David está apenas se preparando para enfrentar uma força que todos
julgavam ser impossível de derrotar. Michelangelo neste trabalho usou o realismo do
corpo nu e o predomínio das linhas curvas.

Pietà Representa Jesus morto nos braços da Virgem Maria. Em 21 de setembro de


1498 o cardeal francês Jean Bilhères de Lagraulas encomendou a Miguel Ângelo uma
imagem da Virgem para a Capela dos Reis de França, para a antiga basílica de São
Pedro. Juntando capacidades criadoras geniais a uma técnica perfeita, o artista toscano
criou então a sua mais acabada e famosa escultura: a Pietá. O tema vem da Europa do
Norte, a dor de Maria sobre o corpo morto do filho, mas Michelangelo abandonou o
realismo cruel típico do gênero em favor de uma visão idealizada.

Iniciara-se como artista ainda durante o Quatrocento, em Florença, onde trabalhou para
os Médicis, mas a Pietá foi a sua primeira grande obra escultórica. Trata-se de um
trabalho de admirável perfeição, organizado segundo um esquema em forma de
pirâmide, um formato muito utilizado pelos pintores e escultores renascentistas.

Nesta obra delicada o artista encontrou a solução ideal para um problema que
preocupara os escultores do Primeiro Renascimento: a colocação do Corpo de Jesus
Cristo morto no regaço de Maria. Para isso alterou deliberadamente as proporções: o
Cristo é menor que a Virgem, que é para dar a impressão de não esmagar a Mãe e
mostrar que é seu Filho, para não “sair” do esquema triangular. A Virgem Maria foi
representada muito jovem e com uma nobre resignação: a expressão dolorosa do rosto é
idealizada, contrastando com a angústia que tradicionalmente os artistas lhe imprimiam.

Poema que Michelangelo dedicou a Vittoria Colonna, em 1544.

Un uomo in una donna, anzi uno dio

per la sua bocca parla,

ond'io per ascoltarla

son fatto tal, che ma' più sarò mio.

I` credo ben, po' ch'io

a me da lei fu' tolto,

fuor di me stesso aver di me pietate;

sì sopra 'l van desio

mi sprona il suo bel volto,

ch´i' veggio morte in ogni altra beltate.

O donna che passate

per acqua e foco l'alme a' lieti giorni,

deh, fate c'a me stesso piu non torni.

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