~",-
~~
i
L~
...
6
|
Sentido |
literal (ou denotativo) - sentido usual, comum das palavras; é indepen- |
||
|
dente |
do contexto em que a palavra é usada. |
||
|
Sentido figurado em função (ou conotativo) - sentido específico particular, em que "especial" que a palavra |
ad- |
||
|
quire |
de um contexto ela é usada. |
||
« |
|||
|
Comparação - consiste em estabelecer, por meio de palavras comparativas |
(como, |
||
-- |
|||
|
igual a |
), uma relação de semelhança entre dois elementos, atribuindo a um |
de- |
|
- |
|||
|
les características presentes no outro. Metáfora - emprego de uma palavra ou expressão com um sentido diferente do usual, a partir de uma comparação subentendida entre dois elementos. |
< |
||
|
Metonímia - substituição (troca) de uma palavra por outra, quando entre ambas |
|||
|
existe uma proximidade de sentidos que permite essa troca. |
~ |
||
|
Nota: É necessário um certo cuidado para não confundir de associação metáfora com metoní- mia. A metáfora se baseia num mecanismo de ideias, de semelhança, |
< |
||
de comparação mental. Ametonímia, diferentemente, é uma simples troca de uma
|
palavra por outra. Essa troca (proximidade, |
só é possível entre |
palavras |
que apresentam entre |
si |
|
|
uma contiguidade |
vizinhança) |
de sentidos. |
|||
|
Personificação ou prosopopeia |
- consiste em |
atribuir |
a seres inanimados (sem |
||
|
vida) |
características de seres animados, ou em atribuir |
características humanas |
a |
||
|
seres irracionais. |
|||||
|
Antítese - consiste no uso de palavras (ou expressões) de significados opostos, com |
|||||
|
a intenção |
de realçar a força expressiva de cada uma delas. |
||||
|
Hipérbole - exagero intencional, |
com a finalidade de intensificar a expressividade |
||||
|
e, assim, impressionar o ouvinte |
ou o leitor. |
||||
|
Eufemismo |
- figura por meio |
da qual se procura |
suavizar, tomar menos chocantes |
||
|
palavras |
ou expressões normalmente |
desagradáveis, dolorosas ou constrangedo- |
|||
|
ras. |
|||||
|
Ironia |
- figura por meio da qual se enuncia algo, mas o contexto permite ao leitor |
||||
|
(ou ouvinte) entender o oposto |
do que se está afirmando. |
||||
|
Gradação |
- caracteriza-se por uma série de palavras ou expressões em que a carga |
||||
|
semântica |
é gradativamente |
intensificada ou atenuada. |
|||
Figurasde linguagem
249
~
i
IMPORTANTE
As respostas dos exercícios devem
ser apresentadas NOCADERNO.
1. Leia este trecho de um texto que um leitor enviou a uma revista:
Ia.
'Jão.
.a expressãogaveta ~
a de u"1a cômoda quase es- I
|
el |
quecida as palavras ,êr" se~tido |
|
|
conotativo figurado: trata-se de |
||
|
uma 'eferência ao fato |
de que |
|
|
os |
ã ~os ufanistas de mutos |
|
|
b'asl el '0> estavafT1esquec.doSi |
||
|
aba dOIlados elT' algufT1 :gar da |
||
|
-e |
u, ia. |
|
----
A descoberta
de
uma
das maiores
áreas
de
ex-
ploração de petróleo do mundo
reativou os ânimos
ufanistas* de muitos brasileiros, há tempos guarda-
|
dos dentro esquecida. |
uma gaveta velha de uma cômoda [ ... ] |
quase |
|||||
|
Raphael |
Scire. |
In: Carta Capital, n. 472, |
|||||
|
28 novo 2007. |
p. |
72. |
|||||
* ufanismo: sentimento exagerado de
orgulho patriótico, motivado pelas riquezas do país e pelas suas belezas naturais
|
er"" ri |
~, |
||||||||
|
1. |
e" |
~ |
|||||||
|
hip |
'bole |
o ,-, |
|||||||
|
a |
1, e se |
a |
se |
'ae |
|||||
|
eu |
le' |
el |
e' |
rip |
|||||
|
el |
e |
p;:. |
o |
151 |
|||||
|
"_ca |
2 |
||||||||
|
- |
l11etáfora |
So c |
|||||||
|
Ã: |
p |
e |
v |
,fi |
o |
:::I |
|||
|
fi; |
:::I |
'VJ |
|||||||
É válido afirmar que, no corpo do texto, o autor emprega as palavras e frases exclu- sivamente em sentido denotativo? Justifique.
Identifique e explique as figuras de linguagem que constituem o título do texto.
2. Os provérbios são frases concisas que revelam aspectos da sabedoria popular e que
|
geralmente transmitem, |
por meio de metáforas, |
uma lição, um ensinamento. |
Considere |
||
|
estes provérbios: |
|||||
|
Quem não tem cão caça com gato. |
|||||
|
.. |
Devagar com o andor |
que o santo |
é de barro. |
||
|
Quem planta vento colhe tempestade. |
|||||
|
Mais vale um pássaro na mão que dois voando. |
|||||
|
U ma andorinha sozinha não faz o verão. |
|||||
A eles podemos associar as seguintes ideias: Resposa b.
1. desatenção; 2. desânimo; 3. compensação; 4. ganância; 5. persistência/determi-
nação.
1. improvisação; 2. cautela; 3. punição; 4. garantia/segurança; 5. cooperação.
1. substituição; 2. impaciência; 3. cautela; 4. resignação; 5. solidariedade.
1. inexperiência; 2. cautela; 3. frustração; 4. garantia/segurança; 5. individualismo.
e' 1. esperteza; 2. precaução; 3. eficiência; 4. resignação; 5. cooperação.
250
3. o trecho a seguir foi extraído do conto Minha gente, de Guimarães Rosa. Leia-o e res- ponda aos itens propostos.
--------
r
Pelo rego desciam bolas de lã sulfurina*:
eram os patinhos
novos, que decerto
|
tinham |
matado o tempo, dentro |
dos ovos, estudando |
a teoria |
da natação. |
E, no |
|||
|
pátio, |
um turbilhão de asas e bicos revoluteava |
e se embaralhava, rodeando |
a |
|||||
|
preta, |
que jogava os últimos punhados |
de milho |
[00']' |
|||||
|
Guimarães |
Rosa. Ficção compreta. |
|||||||
|
Rio de Janeiro: |
Nova Aguilar, 1995. |
p. |
343. |
v. 1. |
||||
* sulfurina: amarela; da cor do enxofre
-
(SUlfUT[latim] = enxofre),
que é amarelo
Para dizer que os patinhos novos eram "bolas de lã", o autor se apoiou em aspectos
comuns
aos patinhos
e
a
bolas
linguagem presente nesse caso?
de
lã. Quais
Tartoospatnhos
seriam
eles?
Como se chama
v
,<'
ues::o
oaso'>
e
a figura
de
o autor utiliza as palavras asas e bicos em lugar de aves. Explique por que a troca
foi possível e dê o nome dessa figura de linguagem.
a
a
e
'
_.
aves.T'ata-seda sinédoque,tipOpa-t,c ,ai de metonímiael queaa
f<'
v
c, ,<
e
am
o trecho apresenta uma hipérbole. Transcreva-a e justifique sua resposta. H
|
exagero '~terciona |
que, |
sa a -np'essionar O |
eito 'O: |
,te |
Es';i |
~ ese' . e e, |
,,' |
p , |
|||||
|
ga i~has disputardo |
o mi hO ~ão p'oduzern |
'tera |
mer,e, u ~ t |
'o |
= |
'e, p |
n |
c |
|||||
4. (Enem-M EC) A figura abaixo é.parte de uma campanha publicitária. Essa campanha publicitária re- laciona-se diretamente com a se- guinte
afirmativa:
R~sposta:a.
; O comércio ilícito da fauna sil- vestre, atividade de grande impac- to, é uma ameaça para a biodiver- sidade nacional.
..
A manutenção do mico-Ieão- -dourado em jaula é uma medida que garante a preservação dessa espécie animal.
_ O Brasil, primeiro país a elimi- nar o tráfico do mico-Ieão-doura-
do, garantiu
a preservação dessa
espécie. O aumento da biodiversidade em
outros países depende do comércio ilegal da fauna silvestre brasileira.
O tráfico de animais silvestres é benéfico para a preservação das espécies, pois garan- te-Ihes a sobrevivência.
Figurasde linguagerr
2S
1
Nos versos a seguir, Camões faz alusão a um fato que, segundo alguns estudiosos, teria ocorrido com a mulher que ele amava. Leia-os.
|
'. |
" |
' |
metá. |
||||||||
|
~ |
~ |
||||||||||
|
. |
e, |
e. |
a |
||||||||
|
Alma minha |
gentil, |
que te partiste |
|||||||||
|
tão cedo desta vida descontente, |
|||||||||||
|
repousa lá no Céu eternamente, |
|||||||||||
|
e viva eu cá na terra |
sempre |
triste. |
|||||||||
|
e |
Luís de Camões. Para tão longo amor tão curta a vida. São Paulo: FTD, 1998. p. 49. |
||||||||||
Que figura o poeta emprega para se referir à amada? Explique.
Por meio de que figura Camões se refere ao que aconteceu à amada? Justifique.
Nesses versos é possível identificar uma forte oposição. Explique-a e dê o nome da figura por meio da qual ela se realiza.
. Figuras de linguagem
I 2~ grupO)
r
· |
Onomatopeia determinados |
é sons ou ruídos. -um |
recurso que consiste em reproduzir, por meio |
de palavras, |
||||||
· |
Aliteração - consiste em dispor, em sequência, |
um conjunto de palavras nas quais |
||||||||
|
uma consoante (ou consoantes semelhantes) se repete(m), |
criando |
um efeito |
de |
|||||||
· |
sonoridade. Assonância - consiste em dispor, em sequência, |
um conjunto |
de palavras nas quais |
|||||||
|
um som vocálico se repete, criando um efeito sonoro expressivo. |
||||||||||
. |
Figurasde linguagem .). gnlpr> |
|||||||||
|
· |
Elipse - é a omissão, a não colocação de um termo que o contexto permite ao lei- tor ou ouvinte identificar com certa facilidade. |
|||||||||
· |
Pleonasmo |
- consiste |
em intensificar o significado |
de |
um elemento |
textual |
por |
|||
|
meio da redundância, |
isto é, da repetição da ideia já expressa |
por esse elemento. |
||||||||
|
. Polissíndeto |
- emprego |
repetitivo da conjunção |
(geralmente |
e |
ou nem) entre |
as |
||||
|
orações de um período |
ou entre os termos de uma oração. |
|||||||||
. |
Anáfora - consiste |
na repetição de um vocábulo |
(ou expressão) |
no início de uma |
||||||
. |
sequência de frases. Silepse (concordância |
ideológica) - consiste em estabelecer a concordância |
entre |
|||||||
palavras levando em conta as ideias que elas exprimem,
e não sua forma gramatical.
Figuras de linguagem · 2S 9
Tipos
de silepse:
silepse de gênero: concordância de ideias entre uma palavra/expressão de
forma feminina
(mas de sentido masculino)
de forma masculina.
e uma
outra
palavra/expressão
silepse de número: concordância ideológica entre uma palavra/expressão no singular e uma outra no plural.
silepse de pessoa: concordância entre uma palavra/expressão
em uma determi-
nada pessoa gramatical e uma palavra/ expressão em outra pessoa.
-
-
--
IMPORTANTE
- As respostas dos exercícios devem
ser
apresentadas
NO CADERNO.
1. Considere estes versos do poema Soneto da fidelidade, de Vinicius de Moraes.
|
iI |
ne |
so |
derrama |
/' |
|||
|
n a' ".0 |
pesar' |
"lagoa |
|||||
|
steza |
co "enta"1en'.o |
||||||
|
E ~ |
pe o |
d" |
no a"1O |
de |
|||
|
De, '5' ocorre |
ma 'epet'ção |
de |
|||||
|
de ilS, co, 'st 'L. ndo |
m pie o- |
||||||
|
nasmo. |
. os |
ersos do soneto, |
|||||
|
es' |
. |
a apa eceno" terso |
|||||
|
mel |
Iso |
||||||
|
ão G n eo"as"'o ca,acte- |
|||||||
|
,Zil-SP no |
"1a |
'edu |
dancia, |
||||
|
a epet.ção |
de |
deias |
~a e:- |
||||
|
~ essão |
. o caso |
pranto |
não |
||||
|
e, e e a |
ideia cor"da |
er'" de'o |
|||||
|
a |
ar |
Se |
o poeta |
dissesse: |
|||
|
o'a |
"'eu pranto |
O cro- |
|||||
|
'a |
el |
C 01'0 |
a s m |
fica |
a |
||
|
C~' "te |
zado |
o p eo lasr"'o. |
|||||
De tudo, ao meu amor serei atento ...
[
]
Quero
vivê-Io em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar
meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
|
Vinicius |
de Moraes. |
In: Vinicius de Mames: poesia compÚ!ta e prosa. Afrânio |
|||||
|
Coutinho |
(Org.). |
Rio de Janeiro: |
Nova Aguilar, |
1987, |
p. |
183. |
|
A possibilidade de o relacionamento amoroso passar por momentos felizes e por mo- mentos difíceis é evidenciada no texto por meio de duas antíteses. Identifique-as.
Identifique, no texto, a mesma figura de linguagem que ocorre nesta frase do escri- tor português Camilo Castelo Branco: \\Tenha pena de sua filha, perdoe-lhe pelo divino amor de Deus". Justifique sua resposta.
Em \\derramar meu pranto" (verso 4) também ocorre a figura referida no item ante- rior? Justifique.
Leia este trecho de poema:
,.
-----
|
[ ... |
] |
|||
|
Vão chegando as burguesinhas pobres, E as criadas das burguesinhas ricas, |
||||
|
E mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza. |
[ |
... |
] |
|
260
Manuel Bandeira. Poesia compÚ!tae prosa. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar, 1996. p. 197.
Nessesversos,o autor utiliza como recurso expressivo uma figura que consiste na repe- tição da conjunção.
Identifique essa repetição e dê o
nome dessa figura.
T'al.a-se ia 'epet,çãoda con Jnção e: essafig, 'a cllama-se polissíndeto
'" Que efeito expressivo o
autor buscou obter ao utilizar essa figura?
'" 'epet ção ua eo"
"'ão
e s "e e
~a eO,
uace de arões
~
3. Leia esta estrofe de um poema de Manuel Bandeira:
'0 ~e ~O' "1e~toproduzido pe'as dfere~tes personages
-
---
----
Os cavalinhos
correndo,
E nós, cavalões, comendo ...
[
...
]
O Brasil politicando,
Nossa! A poesia morrendo ... O sol tão claro lá fora,
O sol tão claro, Esmeralda,
E em minhalma
- anoitecendo!
Manuel Bandeira, Rondó dos cavalinhos. In: Poesia campina
e prosa. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar, 1996.p. 239-40.
./
|
Identifique |
a afirmação incorreta em relação aos recursos expressivos presentes no |
|
texto. |
|
~ Em todos os versos, omitiram-se formas verbais (estão/estamos/está).Esse recurso de linguagem, chamado elipse, favorece a concisão e o ritmo do texto.
Um outro recurso que também contribui versos 5 e 6.
b
para o ritmo
do texto
é a anáfora dos
< ..
~ No verso 3, a palavra cavalõestem valor conotativo e reveste-se de sentido irônico.
='
Nos três
últimos
versos,
uma antítese contrapõe
o mundo exterior
e o mundo psico-
lógico do eu poético, realçando assim seu estado interior de tristeza e desesperança.
I;: No contexto do poema, a palavra anoitecendo deve ser interpretada denotativamente,
i sto é, em seusentido literal. Resrost,.e a "
'a ,,' oere"rlo'o el ,pegadaemsertidoii~ 'arlo conotativo.
4. Considere esta frase:
|
"Os professores irão para |
suas casas e |
|
os alunos fitaremos |
aqui na escola". |
a)
Quem teria
alJno. C JSOda 'o
no,
usado essa frase: um professor ou um aluno? Justifique.
A frase fO d ia pu
{;ci1"e,,"~s"" ca 'ue
o Ia a
'e se
e
el'tal "lente er"e
os n
le "ca
afY'na escola
(os alunos + eú =
nós
':a
'e, ias'
1'1 De que figura de linguagem o falante se valeu nessecaso?
S
e ,se de nessna
os"
os
].
"SSI'
C? 'e nos
'
"SS'
"
Figurasde linguagem · 261
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