< Ed.

002 >< Janeiro 2016 >

B O L E T I M

sustentável
Conselho de Assentamentos Sustentáveis da América Latina

III Encontro
Nacional do
CASA Brasil

Sociocracia:
Governança
Dinâmica na
Aldeafeliz

Pioneiros do
‘Neo-Nomadismo’
Sustentável

2

Editorial

I

magine uma vila inteira construída com os
princípios da Permacultura. Imaginou? Pois é.
Essa vila existe e ca na Colômbia. Esta
realidade tornou-se possível graças aos seus
planejadores, que vêm o habitat como uma célula
inteligente integrada a um sistema vivo chamado
Planeta Terra.

sustentabilidade ao redor das Américas: a
Caravana Arco-Íris por la Paz. Também
mostraremos a Sociocracia como uma ferramenta
de governança dinâmica que se baseia nos
valores da igualdade, transparência e e ciência
para auxiliar nas tomadas de decisões da vida
comunitária.

Nesta edição você também vai conhecer a história
pioneira de formação de uma nova geração de
andarilhos que completa 20 anos praticando a

E, pela primeira vez no país, indígenas brasileiros
agora são permacultores certi cados. O primeiro
curso de Permacultura voltado às questões dos

povos originários brasileiros contou com a
presença de cinco etnias indígenas e com a
criação de uma Aliança Multiétnica de
Permacultura: AWIRI.
Boa leitura!
H e n n y Fre i t a s ( L í d e r O p e r a c i o n a l d e
Comunicação)

Subscreva-se ao boletim do CASA aqui: http://www.casacontinental.org/suscribirse/
Envie comentários sobre o boletim e sugestões para nossa próxima edição através do e-mail:
hennyfreitas@gmail.com

O CASA Latina vai oferecer um treinamento virtual em Sociocracia em
abril. Os interessados devem entrar em contato através do e-mail:
sociocracia@casa.ecovillage.org Enviaremos e publicaremos
informações mais detalhadas a seguir!

Junto a Raúl Velez, do Transition Network, Aldeafeliz oferecerá
o curso certi cado 'Cidades em Transição', que busca brindar
ferramentas e cazes a grupos, iniciativas e comunidades que
estejam dinamizando processos de transição.
Mais Informação: eventos@aldeafeliz.org

BOLETIM SUSTENTÁVEL

<Edición y corrección de estilo: Henny Freitas> <D iseño grá co y diagramación: Andrés B oa Vida>

CASA latina

< F o t o g r a f í a s : H e n n y F r e i t a s , F e r n a n d o A u s i n - G ó m e z , Yu l u k a B o a V i d a , C a n t o a l a g u a , V i l l a M a h i a >

< Ed. 00 2>< Jan/1 6>

casacontinental.org

casa.ecovillage.org

consejodeasentamientossustenables

3

O "Chamado da Sálvia" foi um
sucesso completo
Por Coyote Alberto Ruz, CASA México

D

epois de quase dois anos de preparação, o
"Chamado da Sálvia" e o XIV Conselho de
Visão dos Guardiões da Mãe Terra acabam
de ser concluídos na comunidade Teopantli
Kalpulli, localizada no Estado de Jalisco, México.
Mais de 500 pessoas participaram do encontro.
Como sempre, de muitas nacionalidades,
ecovilas, organizações e redes e, como em outras
ocasiões, nos organizamos em vários conselhos,
tais como: ecologia, espiritualidade, tradições,
movimentos sociais, nova era, saúde, nômades,
arte e cultura, crianças, jovens e anciãos.

O Kalpulli, fundado há trinta anos pelo mestre
Domingo Diaz Porta, da Associação da América
Indian Solar (MAIS), tem mantido um enfoque
sobre a espiritualidade e o resgate das tradições
ancestrais nas Américas e, nesta ocasião, pela
segunda vez na história do Conselho, abriu suas
portas e corações para as ‘tribos coloridas’
chegarem das quatro direções com suas canções,
cerimônias, danças, workshops, shows e,
sobretudo, sua alegria, sua juventude, sua efusão

de abraços, círculos e expressões de amor e
esperança.

Cada dia da semana foi dedicado a um tema
e s p e c í c o, c o m o u m a i n t r o d u ç ã o a o
biorregionalismo, à Sociocracia, ao fortalecendo
do CASA-México, com o apoio de quatro irmãs do
CASA-Colômbia, e aos Direitos da Mãe Terra. Um
deles foi destinado à realização de atividades na
cidade vizinha de San Isidro Mazatepec, com
centenas de crianças em idade escolar, um grupo
de mulheres, autoridades locais e ativistas
ambientais, apoiando-os na sua luta em defesa
do Bosque Primavera e do aquífero termal de
Ahuisulco. Este dia de "Comunidade" terminou
com uma grande festa na praça da cidade,
organizado pelo nosso Conselho de Jovens.
Para fechar o Chamado da Sálvia, cada Conselho
preparou uma apresentação das realizações
desenvolvidas durante a semana e, partindo do
coração do Kalpulli, a "Kiva de Ceiba", saímos em
procissão com todos os participantes do

Chamado, visitando cada um dos espaços
trabalhados para ter uma ideia geral das
conquistas geridas pelos ativistas dos Conselhos.
Quarenta artistas prepararam um maravilhoso
canto ao Chamado da Sálvia, já viralizado nas
redes sociais, e ao pôr do sol, nos encontramos
todos em torno do fogo central com o coletivo de
1.000 tambores para a Mãe Terra, para nos
despedir do dia, do Conselho e se preparar para
partir cheio de visões, projetos, novas parcerias,
força e esperança para continuar a construir um
novo mundo com espaço para todos os outros
mundos. Nos vemos no próximo Conselho!!!

CASA México:
https://www.facebook.com/redcasamexico/?fre
f=ts
Canto do Chamado da Sálvia:
https://www.youtube.com/watch?v=m CPxlOG
3frs

Tejiendo alianzas para la paz de los pueblos y el cuidado de la biodiversidad

10

º

llamado
de la

montaña
2

0

1

6

30 de Junio al 7 de Julio ,
Ecoaldea Anaconda del Sur,
Mocoa - Putumayo (Colombia)

Incripciones Abiertas
<<<visita>>>
llamadodelamontana.org

4

III Encontro Nacional do CASA Brasil
Por Henny Freitas, CASA Brasil

A

través de uma rodada de apresentação
entre os participantes e suas potenciais
colaborações junto à rede demos início às
atividades programadas para o III Encontro
Nacional do CASA Brasil. Para que todos e todas
pudéssemos começar a tecer esse encontro
conjuntamente, introduzimos a Sociocracia como
uma ferramenta de governança capaz de facilitar,
agilizar, tornar mais dinâmico e e caz o processo
de tomada de decisão em grupo. Utilizamos o
relatório do ECCO 2015 - o segundo encontro do
CASA Latina - como material de apoio.

Traçamos um histórico sobre a origem das
ecovilas e movimentos relacionados aos
assentamentos sustentáveis a nível global que
deram origem ao GEN, Gaia Trust, Gaia Education,
ENA e, posteriormente, ao CASA Latina - assim
como ferramentas utilizadas por estes, tais como:
Cosmologia, Permacultura, Agroecologia, Dragon
Dreaming, Bio Construção e a própria Sociocracia.

Durante o encontro reconhecemos a di culdade
em consolidar o CASA Brasil devido à dimensão
do país. O tema foi colocado em pauta como um
desa o a ser superado no ano de 2016 tanto pela
nova geração de colaboradores e amigos da
recém-criada Cozinha quanto pela nova
estruturação do Conselho do CASA Brasil.
Para isso, rede nimos sociocraticamente nossa
visão, missão, objetivos e traçamos metas para o
primeiro semestre de 2016. Também de forma
sociocrática elegemos líderes e representantes
dos cinco círculos operacionais da Cozinha:
Administração & Finanças, Aliança, Comunicação,
Estrutura de Rede e Gestão de Projetos.
Além de nomearmos os elos duplos com CASA
Latina, nomeamos conselheiros regionais. Ao
invés de contar com apenas dois conselheiros em
todo o país, o Conselho está sendo formado por
uma dupla em cada uma das cinco regiões (Norte,
Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste). Dois
conselheiros da pétala Eco-Nomadismo da Flor do
CASA e dois Guardiões de Visão também ajudarão
a conformar essa nova estrutura.

através da sustentabilidade. Propusemos,
portanto, que os encontros presenciais do CASA
Brasil passassem a ser realizados durante o ENCA.
Apresentado e aceito como membro regional e
integrante da ABRASCA (Associação Brasileira de
Comunidades Alternativas), o CASA Brasil está
apto para propor e participar dos consensos e
consentimentos da associação, consolidando
assim laços de apoio mútuo.

Leia o relatório completo aqui:
https://docs.google.com/document/d/1d2RJzhI7VPQLFg3wxiYXeDVS92ejHy92WnJ7YV
jMDY/edit

Recordamos que o Encontro Nacional de
Comunidades Alternativas (ENCA) é realizado
anualmente e, assim como o CASA, busca
convergir pessoas, comunidades e movimentos

Em novembro de 2016, o Instituto
Biorregional do Cerrado (IBC) abrirá
as portas do CASA Brasil para
receber o IV Encontro Nacional da
rede, onde tanto Conselho quanto
Cozinha estão convidados a
intercambiar experiências vividas
durante esse primeiro ano de
e s t r u t u ra çã o s o c i o c rá t i ca .
Justamente lá, um ano depois, se
dará o próximo encontro latinoamericano do CASA: o ECCO2017.

5

Sociocracia: Governança Dinâmica
na Aldeafeliz
Por Yuluka Boa Vida, CASA Colômbia

representantes para conduzir cada um desses
círculos.

Co m b a s e n o s v a l o re s d a e q u i d a d e ,
transparência e e ciência, a sociocracia como
instrumento de governança dinâmica fez a sua
aparição em nossa vida comunitária há dois anos
e foi sendo implementada gradualmente,
apoiada por um grupo de estudo permanente e
acompanhada pela prática de técnicas de
co m u n i c a ç ã o co m p a s s i va e a çõ e s d e
fortalecimento de uma certa "colagem"
comunitária em torno do ritual da celebração.
Tudo isso de acordo com as mudanças que estão
sendo experimentadas no processo de mover-se
no sentido de ser uma organização turquesa [1].
Para implementar a sociocracia é essencial ter
clareza do propósito que uni a comunidade, de
modo que o primeiro passo para nós foi o
exercício de rever a missão, visão e justamente o
propósito dos círculos necessárias para o bom
funcionamento da aldeia. Claros e visíveis, os
propósitos passaram a ser reconhecidos por
todos os membros e ajudaram a renovar nosso
espírito e consciência comunitária iluminando o
caminho a seguir.
A Aldeafeliz já tinha se apropriado de uma
estrutura circular, onde não há hierarquias.
Sentados em círculo faz com que todos que
estejam nele participem de forma equivalente,
ou seja, representam a equidade, sabendo que
cada pessoa é um canal de comunicação único e
perfeito com o divino e que todos nós formamos
uma parte com condições iguais desse grande
todo. No entanto, com a sociocracia foi
introduzido o conceito de elos duplos na
comunicação entre círculos, criando a
necessidade de eleger líderes operacionais e

Dar transparência à organização envolve fazer
visíveis todos os relacionamentos, motivos e
decisões tomadas dentro dela. Assim, todas as
atas de todas as reuniões são realizadas por um
relator, registrando a reunião e o processo de
como se chegam às decisões. Esses registros são
públicos e disponíveis para todos os moradores,
bem como as demonstrações nanceiras,
movimentos de caixa e todos os documentos
legais que dão suporte à organização. A
transparência desempenha um papel
importante, pois cria um clima de con ança no
sistema e uma das vantagens de implementar a
sociocracia na Aldeafeliz foi libertar as pessoas
da necessidade de con ança entre eles. Nós
aprendemos a con ar na inteligência que se
constrói coletivamente e no próprio processo que
torna o sistema mais resiliente.

Em busca de e ciência, a contribuição mais
importante da sociocracia é a decisão por
consentimento. Ao contrário do consenso, o
consentimento recebe as vozes de todas as
pessoas que fazem parte do círculo e que estejam
relacionadas com a decisão de qualquer
proposta e ainda permite que o foco não seja
perdido durante as reuniões ou que haja
intervenções não relacionadas com o tema do
encontro. O acordo por consentimento também
envolve que as decisões sejam alcançadas de
forma proativa, com atitudes e observações que
melhorem as propostas apresentadas sem o
fardo de pensar que elas têm que ser perfeitas.
Acreditamos que uma grande contribuição da
sociocracia é aquela dada através da escolha de

funções, já que para muitos dos envolvidos é um
processo de crescimento pessoal baseado na
con ança dos outros. Quando as organizações
são circulares, de alguma maneira estamos
dispostos a dar o nosso melhor para conseguir o
resultado que nos propusemos juntos, e ainda,
por vezes, quando estamos sozinhos não
conseguimos ver onde podemos engrandecer
nosso próprio talento. Adotar esse método para
escolher as pessoas para executar determinadas
funções tem despertado maneiras de ver a nós
mesmos e ver a comunidade de uma forma
muito grati cante.
Os processos permanentes de retroalimentação,
ou feedback, sugeridos pela sociocracia também
têm sido uma importante contribuição, pois não
se concentra apenas em observar o que está
errado, mas em enfatizar o que é bom, sabendo
que a qualquer momento podemos mudar para
melhor.
Sabemos que este método não será o de nitivo,
porque tudo está sempre susceptível à mudança,
que a sociocracia é su cientemente boa por
agora para seguir sendo usada, mas estamos
abertos e determinados a receber ferramentas e
estabelecer práticas que nos permitam
continuar na nossa evolução rumo a uma vida
comunitária mais transparente, equitativa e
e ciente onde cada um de nós somos uma parte
para poder continuar crescendo como seres
humanos que andam em harmonia com a
natureza nesta bela Mãe Terra que nos sustenta.
Tatiana Monroy contribuiu para este artigo.
A Aldeafeliz é uma comunidade intencional
localizada em San Francisco, Cundinamarca, a
uma hora e meia da grande cidade de Bogotá.
Com quase dez anos de fundação é uma
referência de organização social e do uso de
tecnologias sociais na Colômbia.

ver más en: www.aldeafeliz.com

6

Vamos Cantar à Água
Por: Hector Buitrago, Conector

22 de março é o Dia Mundial da Água e neste
dia C ASA estará apoiando uma bela
iniciativa denominada Canto à Água. Saiba
mais!

emanam são manifestações desta energia e
parte da mudança e do despertar coletivo.

C

antoalagua' é um movimento ambiental e
cultural que busca gerar re exão na
população sobre a água, sua importância e
suas problemáticas. A atividade central que
caracteriza essa iniciativa há seis anos é a
meditação cantada em grupo, e ao mesmo
tempo, da sílaba "AH", realizada ao meio-dia
(horário local) em várias fontes de água do
mundo, acompanhada por várias atividades de
sensibilização, propostas por diferentes grupos
participantes.

Cantoalagua nasceu da união entre Hector
Buitrago (líder de Aterciopelados e Conector,
ambos grupos musicais conceituados na
Colômbia) e a terapeuta musical Catherine
Salguero, que encontra na música um poderoso
veículo de consciência e sensibilização; que hoje
é uma rede intercultural mundial que ano a ano
se fortalece e empodera líderes de diferentes
territórios.

É uma canção que nasce do coração com a
intenção de curar as águas de cada território para
que juntos incentive uma re exão a m de curar
as águas de todo o planeta. Esta canção tornouse uma força liderada pela união das iniciativas e
cooperação das pessoas.
Longe de ser uma mensagem de resistência,
protesto ou oposição, "Cantoalagua" é a energia
que vem do som criado através de uma intenção
amorosa e consciente capaz de transformar e
criar uma nova realidade para o planeta. As ações
e mudanças que desta canção co-criada

A principal ação: o canto, parte da premissa de
que os sons das sílabas são sagrados em muitas
tradições e não têm nenhum signi cado
especí co. No entanto, a nível espiritual e
emocional, "Ah" é um som associado à energia
do amor e da compaixão. Emitimos esse som
quando estamos apaixonados, quando sentimos
ternura e alívio. "Ah" é um som universal que
quando projetado com energia concentrada é
extremamente poderoso e e caz.

Criar um som global com essa sílaba, cria uma
onda de energia transformadora que afeta
positivamente toda a Terra. Na loso a oriental,
cada chakra está associado a um som-raíz. A
sílaba "Ah" corresponde ao chakra do coração, ou
Anahata. A repetição desse som estimula sua
vibração sonora e permite que suas qualidades
oresçam: o amor, a compaixão e o perdão.

"A intenção quando começamos este processo de
canto à água nas cidades não mais era para
honrar, mas para pedir desculpas e iniciar um
processo de reconciliação com os rios, já que as
cidades perderam contato com o espírito da
água", diz Buitrago.

Junte-se a uma evento já existente de cura pela água a ser realizada dia 22 de março, às
12h (horário local). Caso o evento ainda não exista, crie o seu próprio evento com o apoio da rede
Cantoalágua. Inspire-se: https://www.youtube.com/watch?v=6IoynlHWEHw

www.cantoalagua.com

cantoalagua@gmail.com

7

Pioneiros do 'Neo-Nomadismo'
Sustentável
Por Coyote Alberto Ruz, Guardião de Visão CASA

H

erdeiros da cultura nômade tradicional e
do estilo de vida dos últimos andarilhos
do nosso tempo, um grupo de 'neociganos' se envolveu em um encontro Rainbow,
em 1995, para criar um projeto multicultural e
educativo nômade que carregasse a bandeira do
arco-íris até os con ns do continente americano.
E assim nasceu a Caravana Arco-Íris por la Paz,
que partiu da ecoaldeia Huehuecóyotl, no
México, em junho de 1996.

Sem qualquer apoio nanceiro externo, sem
uma rota xa, nem uma data de retorno, 15
aventureiros se lançaram a bordo do agora
lendário "Mazorca", um ônibus escolar
reformado modelo 1984, e começaram uma
odisseia sem saber que seriam necessários nove
anos para chegar à Terra do Fogo e 13 anos para
completar a viagem, na foz do rio Amazonas, no
Brasil.

Passando por todos os tipos de fronteiras
geopolíticas, sociais e étnicas, além das nossas

próprias fronteiras culturais, durante essa longa
caminhada convivemos com milhares de pessoas
de centenas de comunidades indígenas, rurais,
urbanas, favelas e quilombos afro-americanos
realizando o cinas, cursos, apresentações,
conferências, cerimônias, shows, festas e
eventos – sempre com a mesma mensagem:
oferecer ferramentas sociais práticas e dinâmicas
para fortalecer a resiliência dos grupos e povos
que ainda se opõe, ou procuram se opor, ao
desenvolvimento cego dominante na maior
parte do planeta.

E, igualmente, para incentivar a criação de novos
assentamentos sustentáveis, ecovilas,
comunidades intencionais e redes de
permacultura, compartilhando nossas próprias
experiências como uma "Ecovila Móvel",
caracterizada desta maneira pela ENA (Rede
Americana de Ecovilas) desde o ano 2000, e como
um "Centro de Vivências e Aprendizagens", uma
forma pioneira adotada pela GEN (Rede Global
de Ecovilas) alguns anos mais tarde. E,
nalmente, como um modelo único de "Escola
Viva Itinerante", premiada pelo governo do ex.
presidente Lula da Silva e do Ministério da
Cultura do Brasil, em 2006.
A Caravana Arco-Íris por la Paz deixou uma
pegada colorida de esperanças ao longo do seu
percurso e plantou no imaginário coletivo de

centenas de milhares de pessoas, seu trabalho,
seus livros, artigos, entrevistas, documentários e
incontáveis sementes que ao longo do tempo
têm contribuído para que os seus tripulantes
mais favorecidos, cerca de 500 pessoas ao total,
mudassem suas vidas tornando -se os
promotores e fundadores de dezenas de novos
assentamentos sustentáveis e de novas
caravanas que já recorrem as Américas seguindo
esse exemplo.

Muitos desses pioneiros se reuniram na
ecoaldeia Atlântida, em janeiro de 2012, para dar
à luz à CASA, nossa casa comum, essa rede
latino-americana que hoje já ocupa um lugar
importante na Rede Global de Ecovilas, como
vimos nas recentes reuniões realizadas no
Senegal, na África, em 2014, e no aniversário da
GEN + 20, durante encontro realizado em
Findhorn, no ano passado.

O neo-nomadismo sustentável é uma nova
opção para muitos jovens com espírito
aventureiro e com o desejo de servir a
humanidade e a Pachamama. Sigamos
praticando!!!

https://www.facebook.com/CasaEcoCaravanas

8

ARCA – Aliança para Regeneração
da Cultura Ambiental*
Por: Marina Henriques, ARCA

O

rompimento de duas barragens da
mineradora Samarco em um distrito de
Mariana, em Minas Gerais, liberou uma
enxurrada de lama que causou a maior
destruição ambiental já documentada no Brasil.
Com isso, vários grupos de apoio se mobilizaram.
A ARCA foi um deles. Após dias intensos e
transformadores, alguns ARCAnos deixaram
suas impressões. Abaixo, Marina compartilha o
que sentiu: "Como voltar sem mudar. Como
permanecer muda. Como não fazer parte da
trama. Como não se misturar na lama."

Impossível voltar a mesma pessoa. Sim, eu sei
que mudamos sempre, que a vida é como um rio
em curso. Mas quando se trata de um rio de lama
que carrega tantos dejetos químicos, físicos,

econômicos, morais, sociais, culturais… aí ca
quase impossível não passar por uma revolução.
Foram oito dias que valeram por uns 500.
Intensos, confusos, complexos. Procurei observar
na maior parte das vezes a situação de fora,
passando como uma nuvem leve nos locais e
ouvindo as histórias de todos os lados. Percebia
que cada ator desse cenário defendia seu
mundo: o poder público dizia que estava
cobrando das empresas envolvidas; as empresas
envolvidas diziam que tudo ia car certo e que
estavam atendendo as vítimas da melhor forma;
as vítimas culpavam as empresas envolvidas por
coisas que elas nem estavam envolvidas.
A natureza se pudesse falar estaria dando um
grito de socorro. Aliás, ela está gritando, há anos,
mas todos nós ngimos não escutar. Preferimos
culpar o governo, o vizinho, a multinacional. Não
nos sentimos parte desse sistema, não nos
corresponsabilizamos. Não entendemos que não
é só substituir um rio pelo outro, nem que o
dinheiro pode se multiplicar, pode virar bilhão,
trilhão, quadrilhão, que isso não produz o

alimento, nem traz a água limpa, nem equilibra o
ecossistema. E que assim, não nos curamos, nem
resolvemos nada. Nadica.
Eu ainda me sinto confusa, sinto a lama em mim,
também saindo de mim. Me sinto ouvindo lama,
enxergando lama. Sinto lama pelos meus poros e
por debaixo das minhas unhas. Lembro que
tenho vísceras, lembro que estou viva. Penso que
se quero mudar algo, preciso encarar de frente,
preciso me sentir parte do todo. Não posso fugir
da lama, nem muito menos me esconder do que
também é parte de mim. Preciso aprender a
limpar isso, com um passo de cada vez. Preciso e
vou. Um passo, um dia, uma lua de cada vez.
Sigamos.
*ARCA – Aliança para Regeneração da Cultura
Ambiental, faz par te do C A S A B rasil
Emergências.

Mim ser Permacultor
Por: Henny Freitas, CASA Brasil

C

inco dos 300 povos originários brasileiros
participaram do primeiro curso de
Permacultura voltado às questões
indígenas do país. Uma semana depois, 23 etnias
brasileiras entrariam na arena para des lar seus
cocares e penachos ao som de chocalhos e os
mais variados instrumentos nativos. Ao lado
deles, delegações de outros 22 países. Na plateia,
a presidente Dilma Roussef. O evento? Os
Primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas.

E não por acaso Tocantins foi o Estado escolhido
para sediar ambos os encontros. De um lado,
uma população aproximada de 10 mil indígenas
dividida em sete etnias vive em 82 aldeias
espalhadas em municípios de todas as regiões do
Estado. Do outro, mais de R$ 20 milhões sendo
injetados na economia da capital (Palmas)
durante a realização da Copa do Mundo
indígena. E mais R$ 10 milhões serão investidos
depois, em mais um Complexo Esportivo.

::: (Continua na página 8) :::

9

Mim ser Permacultor
... continúa de la página 7
Enquanto a bola rola, 73 milhões de hectares do
bioma Cerrado estão sendo engolidos pelo
avanço da nova fronteira agrícola na macroregião que sedia os jogos. Além do Tocantins, os
estados do Maranhão, Piauí e Bahia estão
ameaçados. Por lá existe um mega projeto do
agronegócio que, se não barrado, terá um enorme
impacto destrutivo sobre o meio ambiente,
incluindo comunidades tradicionais e povos
indígenas. Dentro do chamado MATOPIBA
existem 28 terras indígenas, 34 quilombos, 865
assentamentos e 42 Unidades de Conservação.

A Força de Tupã
A convite do coletivo Guardiões da Mãe Terra
aceitei com alegria o chamado para ser uma das
facilitadoras do curso e consegui um patrocínio
para levar comigo uma liderança Guarani da
Aldeia do Jaraguá. A Tekoa Ytu é uma das três
aldeias indígenas localizadas na capital de São
Paulo e a menor terra indígena já demarcada no
Brasil. São 1,7 hectares que abrigam cerca de 600
pessoas.
Tupã Mirim e eu pegamos carona na Whipala,
uma ecoaldeia itinerante em atividade há 20 anos
na América Latina que tem a missão de levar
magia e educação ambiental por onde passa.
Meu convidado transparecia ansiedade para
conhecer de perto essa tal Permacultura. "Será
um novo jeito de discussão sobre a questão
ambiental para o nosso povo que já tem esse
conhecimento, mas muitas vezes não pratica.
Com isso vamos ver se a gente consegue
(re)acordar o que está adormecido", antecipou.
Após rodar 1950 quilômetros e passar por 33
cidades, nalmente chegamos a Palmas. Fomos
recebidos pela Aldeia da Paz, onde tivemos
contato com uma vida mais holística, desde uma

alimentação vegana ao descarte das nossas fezes,
decompostas em banheiros secos. A adaptação da
grade curricular e a adoção de uma metodologia
participativa para as trocas de saberes ancestrais
e as tecnologias sociais entre indígenas e
permacultores trouxeram aprendizados incríveis.
Aproveitamos o ensejo dos jogos indígenas para
fazer articulações com lideranças de diversas
etnias a m de promover a recém-criada AWIRI –
Aliança Multiétnica de Permacultura –, resultado
da apresentação do exercício do grupo de design
social consentido durante o curso.
Mas, enquanto uma disputa de arco-e- echa
acontecia, a garantia dos direitos indígenas era
ameaçada. Com isso em mente, nos tornamos
coadjuvantes de uma ocupação temporária na
arena onde os jogos estavam sendo realizados.
Juntos com os parentes, paralisamos as
atividades da programação por uma noite.
Éramos centenas de pessoas manifestando nossa
indignação com relação à Proposta de Emenda
Constitucional (PEC) 215, que transfere a decisão
sobre demarcação de terras indígenas e
quilombolas do Ministério da Justiça para o
Congresso Nacional.

Não à PEC 215!
Conceituar o índio vivendo em harmonia com a
natureza, caçando com arco-e- echa e pescando
em um córrego limpo é retroceder essa realidade
para antes da invasão dos Portugueses.
Quinhentos e dezesseis anos depois, a realidade é
outra. Ilhados em terras demarcadas por um
Estado opressor, os índios do século XXI lutam
contra um extermínio programado, já que a atual
conjuntura política desenvolvimentista do
Congresso Nacional é formada por uma bancada
subserviente aos interesses do agronegócio,
transgênicos, mineradoras, hidrelétricas,

especulação territorial, lobby's farmacêuticos,
imposições religiosas e sexistas e conluios
armamentistas.

Confusos, alguns indígenas nos perguntavam se
as iniciais do acrônimo PEC se referiam a um
"Programa de Educação e Cultura" voltado aos
povos originários. Quem dera essa fosse uma
verdade e não zesse parte somente do
imaginário ancestral! Escrevemos um Manifesto
em Defesa da Vida e da Mãe Terra, contra a PEC
215 e o extermínio dos Povos Indígenas e das
Populações Tradicionais do Brasil. Con ra aqui:
http://www.earthcode.org/2015/10/carta-depalmas

Apesar dos interesses políticos e midiáticos por
trás de um evento desta grandeza, a integração
cultural, a troca de informações, tradições,
costumes e os próprios jogos trouxeram um
colorido todo especial para os nossos olhos e uma
música entoada pelos mais variados idiomas aos
nossos ouvidos. Uma vontade de querer se
comunicar com todos os povos lá representados e
uma sensação de conforto ao saber que a Mãe
Terra ainda possui seus guardiões originários.

Tupã Mirim estava certo. Esses dias lá vividos nos
zeram perceber que precisamos religar nosso
cordão umbilical com a Mãe Terra para mergulhar
no universo alternativo da Permacultura e nas
diversas maneiras de melhorar a gestão
ambiental nas terras dos povos nativos que
continuam sofrendo alterações em sua
con guração original devido à proximidade com
os centros urbanos e às mudanças no estilo de
vida, relacionadas hoje ao consumo e uso de
materiais não degradáveis, tratando assim da
integração e readaptação resiliente nas
biorregiões que estão inseridos.

¡EXTRA!
Permacultura ganha destaque na mídia
brasileira:
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10

Vilas Permaculturais
Por: Carlos Rojas, CASA Colômbia

a vida oresce em harmonia com o design e com
as necessidades humanas.

V

ocê vive há uma hora da cidade em uma
casa de madeira e bambu no meio das
montanhas. Aquecedores solares
recompensam seu espírito generoso com banhos
quentes, enquanto você contempla a paisagem
dos trópicos. A água que sai do seu chuveiro
alimenta uma estufa de plantas medicinais.
Portanto, em vez de cremes que se esforçam para
capturar a essência da sua natureza você usa uma
aloe pura e fresca cultivada no próprio banheiro.
Sem sair de perto você colhe capim limão,
pétalas de rosa e verbena natural para a sua
banheira. Sua casa não gera e uentes e está
cheia de inovações.
Tudo isso é possível porque seus projetistas vêem
o mundo em termos de relações e não de objetos.
São permacultures, integradores de sistemas
vivos que vêem o ser humano como uma célula
inteligente de um ser vivo chamado Planeta
Terra, que pode projetar e gerenciar processos
que enriqueçam a qualidade do ambiente para si
mesmos e para muitas outras espécies.

Os permacultores são cientistas e designers de
um movimento que observa a natureza com
renomado respeito. Este movimento nasceu na
Austrália há três décadas e hoje tem mais de
60.000 praticantes no planeta. É um
conhecimento integrador que está mostrando
em pequenos, mas fortes e viáveis exemplos, que

Em vez de casas contaminantes de blocos,
cimento e vinil, mostramos com orgulho a
textura de madeiras cultivadas e guaduas que
são a fábrica dos materiais mais
energeticamente e cientes e limpos da
natureza. Na aldeia permacultural você tem ao
lado da sua casa uma oresta com dezenas de
espécies frutíferas e um sistema orgânico
robusto cuidadosamente projetado em que cada
planta e animal é destinado a uma área
especí ca, a m de receber e fornecer nutrientes
de forma contínua.

Quando você vive em uma aldeia, seus lhos
brincam com os vizinhos em uma piscina
projetada em escalas com poços de pedra onde
papiro, lótus e buchones orescem e limpam a
água sem a necessidade do uso do cloro; suas
águas saudáveis vão nutrir cultivos de arroz,
hortas e lagos onde peixes, patos e anfíbios
completam o trabalho de uma bela máquina viva
projetada com a arte da vida permanente na
Terra.

Enquanto você se concentra nas atividades que
mais gosta ou pensa em fazer uma viagem, um
grupo de trabalhadores quali cados em ciclos
naturais cuidam da vila e mantém o sistema de
produção funcionando. Em um condomínio
convencional você teria que pagar para alguém
podar as plantas e levá-las até um aterro
sanitário, gerando uma enorme perda biológica
e de energia. Com isso, você teria que pagar para
obter nutrientes e água porque os nutrientes
acabaram de ser jogados no lixo e a água
evaporou no verão. Neste sistema, no entanto,
você recebe um excedente porque o seu jardim é
um sistema produtivo que se mantém sozinho, o
sistema paga pelo cuidado de si mesmo e gera
excedentes já que a energia, a água e os
nutrientes são mantidos.
A vila é em si mesma uma empresa e, em termos
jurídicos, uma sociedade. Tornar-se membro e
residente desta empresa lhe dá prazer,
segurança alimentar, conhecimento, dividendos
e valorização. O mais delicioso dos dividendos
chega diariamente na forma de alimentos
orgânicos que alimentam o seu espírito e lhe dá a
garantia de que a sua casa está restaurando e
protegendo o local mais biodiverso do planeta
por metro quadrado.
Villa Permacultural MA H I A, agora em
construção, é um projeto pioneiro deste tipo e
está localizado em Silvania, Cundinamarca,
Colômbia. Esperamos que se torne o primeiro de
muitos!

Todos na comunidade usam a mesma conexão
banda larga por satélite e Wi-Fi e mesmo que
haja falhas de energia inesperadas na rede
pública, a vila conta com uma micro-usina
hidrelétrica que abastece continuamente as
habitações. O sistema de internet conecta-se
diretamente ao satélite e alimenta a planta de
energia sustentável, garantindo autonomia,
sustentabilidade e comunicação em toda a vila e
com todo o planeta e sua vanguarda.

Más información:
Empresa Creaktividad SA y O cina de Diseño Ecológico Hábitat ViVo
Cesar Florián, Ricardo Leyva (rl@creaktividad.co) y Carlos Rojas (carlos@habitatvivo.com)

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Incubadora de Ecoaldeias: um passo
além da Colaboração
por Lucia Battegazzore, CASA Emergente Uruguai

da RIE e se dispuseram a "incubar" seus próprios
projetos. É uma maneira de aproveitar o
conhecimento gerado pela ecovila mais antiga e
abrir caminho ao aprendizado por tentativa e erro
do que funciona e do que não, para que novos
projetos não tenham que começar do zero.

A Incubadora de Ecoaldeias é um projeto de um
pequeno grupo de facilitadores especializados da
Rede Ibérica de Ecoaldeias (RIE), que consiste em
um programa de apoio personalizado aos
projetos coletivos de assentamentos, ecovilas,
cooperativas, redes etc. nascidos na Península
Ibérica. Em sua quinta edição, os resultados falam
por si mesmos: uma grande percentagem de
ecovilas incubadas hoje são prósperas e estáveis.
Com base em dados de pesquisas realizadas por
Diana Leaf Christian, em seu livro "Criando uma
Vida Juntos", onde a rma que 90% dos projetos
falham em seu início devido a erros estruturais
evitáveis, a Rede Ibérica de Ecoaldeias investe os
fundos gerados em suas reuniões anuais no
fortalecimento das iniciativas emergentes para
ajudá-las a realizar seus sonhos coletivos e
garantir a continuidade dos seus projetos,
levando a colaboração entre projetos um passo
adiante e fortalecendo a cultura colaborativa da
RIE.

É assim que pessoas com amplo conhecimento e
experiência de vida em ecovilas, pertencentes ao
RIE, permanecem logo que acaba a reunião anual
da rede. Durante três dias, um programa intensivo
e personalizado orienta indivíduos pertencentes
a grupos ou projetos que participaram da reunião

Participaram nesta edição pessoas com diferentes
níveis de maturidade: alguns individualmente,
visando à criação de um novo projeto; outros
representando os seus grupos já criados e
também os membros de um grupo.

Pessoalmente, como facilitadora, o desa o de
abordar essa diversidade parecia grande no início.
Mas, vendo como todo o processo uiu de forma
tão natural e coerente, posso reconhecer que a
equipa de facilitação sabia o que estava fazendo!
O trabalho em equipe dos seis facilitadores
transitou com grande coesão e maestria durante
todo o processo, adaptando a dinâmica e
conteúdo a partir do que estava emergindo no
grupo. Trabalhamos em três subgrupos de acordo
com as necessidades de cada um, nos reunindo
depois em assembleia para compartilhar os
desa os comuns a todos os três.
Esses três dias foram muito ricos, não só em
termos da quantidade de informação fornecida,
mas também de ver que os participantes da
incubadora puderam deixar sua zona de conforto
e realizar um trabalho intenso pessoal (individual
e coletivo) através de dinâmicas vivenciais.

Não houve receitas, mas conseguimos chegar a
uma compreensão profunda das dinâmicas
complexas que ocorrem nos processos sociais.
Entre outras coisas: a adesão, os acordos gerados,
a questão de como as diferentes estruturas e
formas jurídicas favorecem ou di cultam os
processos de integração, a tensão entre o
individual e o coletivo etc. Compartilhamos
ferramentas básicas para se converter um sonho
individual em um sonho coletivo e como ir de uma
visão individual a uma comum que orientasse as
decisões coletivas: comemoração, avaliação e
muito mais!
O processo foi consistente e uido e se re etiu no
crescente entusiasmo dos participantes. No nal,
todos estavam agradecidos e satisfeitos, o que
mostra o grande conhecimento dos facilitadores
no desenvolvimento de projetos sociais de
ecovilas e na capacidade de adaptá-los de forma
personalizada.
Todos os anos, durante a conferência da Rede
Global de Ecovilas, entrega-se um
reconhecimento e uma recompensa nanceira a
três projetos com maior impacto mundial no ano.
Durante a reunião do GEN + 20, em 2015, a
Incubadora de Ecoaldeias recebeu o "Prêmio de
Excelência Global", que pessoalmente acho que
foi mais do que merecido.
A Incubadora de Ecoaldeias da RIE é um projeto de
grande inspiração que pode ser replicado em
todas as redes.
https://youtu.be/_EkiQjWzawg

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