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ÍNDICE

Introdução........................................................................................................................................3
1.Objectivo geral..............................................................................................................................3
1.1.Objectivos específicos...............................................................................................................4
2.Metodologia..................................................................................................................................4
3.Notas introdutórias........................................................................................................................4
4.Moedas e Bancos Comerciais.......................................................................................................5
4.1.Origem e evolução da moeda....................................................................................................5
4.2.As funções da moeda.................................................................................................................8
5.Moeda e quase‐moeda..................................................................................................................8
6.Bancos Comerciais.......................................................................................................................9
7.Política Monetária.......................................................................................................................10
8.Instrumentos de Política Monetária............................................................................................10
9.Efeitos da Política Monetária......................................................................................................12
Conclusão......................................................................................................................................14
Bibliografia....................................................................................................................................15

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de que forma se dá sua oferta (como se “cria” moeda).Introdução O presente trabalho. e seu papel da na economia: quais as funções da moeda. Na verdade. relacionam-se directa ou indirectamente com o lado monetário da economia. ou moeda. trataremos das funções da moeda e sua evolução histórica. 3 . o tema em si é um ramo da Macroeconomia que estuda questões associadas ao dinheiro. tem como o tema sobre a economia monetária como um instrumento específico para análise de fontes de instabilidade económica. as dificuldades que podem decorrer de um volume inadequado de moeda (insuficiência ou excesso de oferta). como a inflação ou o desemprego. para depois falarmos no funcionamento do sistema bancário e nas políticas do governo em relação ao sistema monetário. com o papel exercido pela moeda no sistema económico. ou seja. como sendo um instrumento para a instabilidade económica. Muitos problemas macroeconómicos importantes. Em primeiro lugar. etc.

Para Lakatos e Marconi (2007:86).Objectivos específicos  Propiciar aos discentes o conhecimento acerca das diferentes relações económicas e sua interacção com os fenómenos mundiais. visando dar suporte à ‘tomada de decisões’. Indução é um 4 . económico e social.  Ampliar o instrumental de análise do futuro administrador na gestão dos negócios regionais e empresariais.Objectivo geral  O principal objectivo deste trabalho é proporcionar ao académico o conhecimento dos principais fundamentos da Economia monetária.1.1. 2.  Permitir a compreensão do chamado ‘ambiente económico’ enquanto factor de ameaças e oportunidades para as organizações. inteirando-os aos cenários produtivo. Também. isto é. partimos de algo particular para uma questão mais ampla. que é um método responsável pela generalização. 1. foi usado o método indutivo.Metodologia Para elaboração deste trabalho foi feito uma revisão bibliográfica. mais geral.

as dívidas e os bens e serviços são pagos. infere-se uma verdade geral ou universal. A moeda é uma unidade representativa de valor e instrumento de troca. partindo de dados particulares.1. em todas as sociedades que alcançaram algum grau de complexidade. Portanto. 3. não contida nas partes examinadas. o objectivo dos argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais nos baseia-mos. Ela constitui um bem que serve de padrão de valor. A essência da moeda reside na possibilidade de servir 5 . suficientemente constatados.Notas introdutórias A moeda é uma mercadoria que serve de equivalente geral para todas as mercadorias. 4. os preços são expressos. com aceitação generalizada.Origem e evolução da moeda O emprego de moeda tem sido comum desde a Antiguidade. Por ela.Moedas e Bancos Comerciais 4. A moeda corrente é a que circula livremente no interior de um país. ou equivalente geral para todos os demais bens trocados na economia.processo mental por intermédio do qual.

prata. que são basicamente as seguintes: 6 .como meio de troca. A evolução da moeda pode ser vista em seis fases distintas:  Escambo ou troca directa de mercadorias.  Moeda Metálica. algumas mercadorias circulavam mais frequentemente do que outras. cobre. desde que possua a aceitação por todos. caracteriza-se pela troca de bens por outros bens. ela deve ter várias qualidades.  Moeda Bancária (ou moeda escritural).  Mercadoria Moeda. para que uma mercadoria possa ser utilizada como moeda. As dificuldades da troca directa foram superadas pelo emprego de moeda.  Moeda Fiduciária (ou papel-moeda). gado. Nessa fase. por sua maior aceitação: sal. peles. De modo geral. etc. porque exige coincidências de vontades para que a troca possa ser efectuada.  Moeda-papel. ou no cumprimento de obrigações. b) A mercadoria-moeda podia ser guardada e usada posteriormente quando se tornava necessário adquirir novos bens e serviços. em pagamento de bens e serviços. um meio de aceitação geral. metais como ferro. bronze. a) A troca directa ou escambo. arroz. ouro. porque as vendas podiam ser feitas independentemente de o comprador ter um bem que interessasse ao vendedor e vice-versa. Nessa segunda fase. Qualquer bem pode funcionar como dinheiro. as trocas ficaram mais fáceis se ser realizadas. É um sistema ineficiente.

A existência de grandes reservas desses metais. por sua durabilidade. Homogeneidade. seu elevado valor e dos riscos de assalto a que estavam sujeitos os comerciantes durante suas viagens. onde 7 . entretanto. os comerciantes recorriam às casas de custódia locais. Com o passar do tempo. o bronze e o ferro. os metais foram as mercadorias cujas características intrínsecas mais se aproximavam do que se exigem dos instrumentos monetários. No seu destino. associada à descoberta de novas jazidas fez com que tais metais perdessem gradativamente seu valor. Facilidade de manuseio e transporte. iniciou-se a difusão de um instrumento monetário mais flexível: a moeda-papel. com o crescimento dos fluxos comerciais na Europa. muitas dificuldades ainda persistiam. É quando passamos para a fase da moeda metálica. esses metais foram pouco a pouco substituídos pelos metais nobres. O ouro e a prata. Apesar das vantagens apresentadas. que era emitido por instituições conhecidas como “Casas de Custódia”. sob garantia. o valor dessas moedas mantiveram-se estáveis ao longo do tempo. esses metais foram deixados de lado. Como o ouro e a prata eram metais relativamente escassos e a descoberta de novas jazidas não afectava o volume de metal que se encontrava em circulação. um inconveniente: o transporte a longas distâncias.    Durabilidade. Apesar de a mercadoria-moeda ter facilitado um pouco a vida dos indivíduos. imunidade à corrosão e grande valor passaram a ser aceitos por todos como moeda. Divisibilidade. Inicialmente. em função do peso das moedas. Ao invés de partirem carregando a moeda metálica. à época. pois não serviam como reserva de valor. Para contornar esse problema. existia. e onde os negociantes depositavam as suas moedas. ressaltando a necessidade de se encontrar uma forma mais simples que facilitasse as trocas. ou quaisquer outros valores aceitos. De maneira geral. especialmente após o século XIV. c) A moeda-papel veio eliminar as dificuldades que os comerciantes enfrentavam em suas viagens. os metais empregados foram o cobre. Assim. como o ouro e a prata. levavam apenas um pedaço de papel denominado “certificado de depósito”. facilitando suas operações comerciais e de crédito.

passou-se à emissão de notas inconversíveis. Assim é que. O seu uso acabou se generalizando de tal forma que os comerciantes passaram a transferir os direitos dos certificados de depósito directamente aos comerciantes locais. Monopólio estatal das emissões. pelo seu detentor. ao longo do tempo. Além disso. Paulatinamente. também tinha lastro fraccionário em ouro. fazendo com que esses certificados tomassem o lugar das moedas metálicas. desenvolveu-se uma outra modalidade de moeda: a moeda bancária ou escritural. a qualquer momento. outros faziam novos depósitos em ouro e prata. começaram a perceber que os detentores desses certificados não faziam a reconversão. Estava assim criada a nova moeda. dando origem à moeda fiduciária ou papel-moeda. as Casas de Custódia. que passam a movimentar esses recursos por cheques ou ordens de pagamento.trocavam os certificados de depósitos por moedas metálicas. a maioria dos sistemas são fiduciários. Além disso. o que levava às novas emissões. Ela é chamada escritural uma vez que diz respeito aos lançamentos (débito e crédito) realizados nas contas correntes dos bancos. Devido a isso.2. como sempre tinha sido. A moeda bancária é representada pelos depósitos à vista e a curto prazo dos bancos. 4. medida de valor e padrão de pagamento diferido. reserva de valor. Inconversibilidade absoluta. o Estado foi levado a assumir o mecanismo de emissões. gradativamente. contava com a livre conversibilidade em ouro. entretanto. Com o passar do tempo. e que se tornou. todos ao mesmo tempo. as Casas de Custódia passaram a emitir certificados de depósito sem lastro em metal. acabou por conduzir esse sistema à ruína. 100% lastreada e com a garantia de plena conversibilidade. no meio preferencial de troca e de reserva de valor. Hoje. Com a evolução do sistema bancário. passando a controlá-lo. A emissão de papel-moeda por particulares.As funções da moeda A moeda desempenha quatro funções: meio de troca. enquanto alguns faziam a troca de moeda-papel pelo metal. 8 . apresentando as seguintes características:    Inexistência de lastro-ouro. O papel-moeda.

a qualquer momento.Moeda e quase‐moeda Os meios de pagamento em uma economia são constituídos por papel-moeda (que compreende cédulas e moedas metálicas) e depósitos a vista em bancos comerciais. para ser meio de pagamento. mesmo quando as moedas eram as próprias mercadorias utilizadas no escambo. M1 = papel-moeda em poder do público + moeda escritural. em razão de sua liquidez e confiabilidade. O conceito de M1. Desde os primórdios dos tempos. 9 . Por exemplo. que é expresso em uma unidade monetária comum. os contratos são feitos hoje. deve abranger o montante de papel-moeda efectivamente em poder do público.  A quarta função da moeda é servir como padrão de pagamento diferido no tempo. para serem pagos no futuro de forma única ou parcelada. Como a moeda pode ser transformada em bens e serviços. as mais variadas formas de moeda vêm desempenhando esta função. de estoque de riqueza. por meio do qual os preços dos demais produtos ficam convertidos. Os débitos e saldos são calculados e pagos na moeda padrão. Todos os bens e serviços de uma economia assumem a forma de preço. pois é este o montante de papel-moeda que pode ser empregado em transacções. ela pode ser definida como sendo  a representante universal da riqueza.  A função de reserva de valor diz respeito à moeda como activo que pode ser escolhido para armazenar riqueza. A moeda torna-se em um elemento de entesouramento. que é a moeda escritural. 5. ou denominador comum de valores. A função da moeda é servir como medida de valor. A função de meio de troca é a função mais importante que a moeda exerce. Os meios de pagamento formam o conceito um de moeda. e é representado por M1. quando é retirado de circulação.

Bancos Comerciais Entre as instituições financeiras. Os conceitos de quase-moeda para a economia mundial são os seguintes:  M2 = M1 + Títulos dos Governos e Municipais em poder do público + Fundos de Aplicação Financeira (FAF) e Renda Fixa de curto prazo + Depósitos Especiais   Remunerados. e que incluem os activos financeiros líquidos. Novos depósitos permitem aos bancos a capacidade de conceder novos créditos a outro cliente. de interesse da economia. O valor máximo de meios de pagamento que podem ser criados pelos bancos comerciais é dado pelo coeficiente multiplicador dos depósitos bancários (k) que é o inverso da taxa de compulsório (r): k = 1/r. 10 . A capacidade de criar moeda pelos bancos é. emitindo cheques em pagamento de transacções. o fenómeno mais importante associado ao aperfeiçoamento da moeda. um banco comercial cria meio de pagamentos. constituindo Reservas Bancárias Compulsórias ou Encaixes Compulsórios. gera novos depósitos em contas dos favorecidos dos cheques emitidos. Para limitar esta capacidade de aumentar os meios de pagamentos.3 = 3. o Banco Central exige que parte dos depósitos a vista permaneça depositada em seu poder. 6.Existem outros conceitos mais abrangentes de moeda. A repetição desse mecanismo mostra a capacidade de multiplicar a moeda pelo sector bancário. O tomador do crédito. que são os depósitos de reservas junto ao Banco Central. Ao conceder empréstimo em conta corrente. Os bancos podem manter. também. se a taxa de compulsório for de 30%. M3 = M2 + Depósitos de Poupança. e as reservas em seu poder.3333 sobre as reservas adquiridas pelos bancos. pois aumenta o saldo de moeda escritural. Por exemplo. M4 = M3 + Títulos Privados. o banco comercial caracteriza-se por ser a única instituição que possui a capacidade de criar ou destruir meios de pagamentos. sem obrigação legal. o multiplicador k será de l/0. ao utilizar o saldo de sua conta. providas com o intuito de disporem de papel-moeda e moedas metálicas para atender de imediato às solicitações de saques por cheques. encaixes voluntários. provavelmente.

Normalmente a emissão de moeda se destina ao financiamento de deficits orçamentários do governo. no quotidiano dos agentes económicos. visando metas desejadas de taxa de juros. para concessão de empréstimos de liquidez às instituições bancárias e para a realização de operações de compra e venda de moeda estrangeira. Operações no mercado aberto. criando ou destruindo essas reservas para exercer o controlo dos meios de pagamento. Controlo selectivo de crédito. directamente. nível de emprego e estabilidade de preços. objectivando regular os fluxos gerais de liquidez da economia. sobre a disponibilidade e o custo das Reservas Bancárias. Os principais instrumentos da política monetária são:      Controlo directo da quantidade de dinheiro em circulação. a) Controle do dinheiro em circulação: Este instrumento se relaciona directamente com a questão da emissão do dinheiro e sua circulação por intermédio das Autoridades Monetárias. Fixação da taxa de redesconto. através da acção sobre as reservas bancárias e das taxas de juros. indirectamente induzem o público a alterar o perfil de seus gastos. Essas Autoridades Monetárias não têm condições de interferir. crescimento da economia. Quando há 11 . como por exemplo. Dessa forma.7. Fixação da taxa de reservas (ou compulsório).Instrumentos de Política Monetária Para que as Autoridades Monetárias possam executar a Política Monetária. 8. para aumentar ou para reduzir o nível de consumo. b) Operações no mercado aberto: As operações no mercado aberto consistem na compra e venda de títulos públicos por parte do Banco Central. elas se utilizam de alguns instrumentos para influenciar a oferta de moeda e regular a taxa de juros. A actuação do Banco Central se dá.Política Monetária Entende-se por política monetária as acções do Banco Central para exercer o controlo da expansão da moeda e do crédito. em essência.

contraindose. Ao comprar títulos. Um aumento nas reservas bancárias decorrente da elevação das taxas de redesconto.excesso de oferta monetária o Banco Central realiza operações de venda de Títulos Públicos. Inversamente. e) Controles selectivos de crédito: 12 . Reduz-se. uma vez que reduz as disponibilidades dos bancos para empréstimos. Uma elevação da taxa de redesconto induzirá os bancos comerciais a aumentar suas reservas voluntárias. as disponibilidades para empréstimos aumentam. d) Fixação da taxa de redesconto: O redesconto é um empréstimo que os bancos comerciais recebem do Banco Central para cobrir eventuais problemas de liquidez. portanto. os meios de pagamento. a quantidade de dinheiro em poder do público e dos bancos. em uma proporção dos depósitos a vista mantidos pelos bancos. Esse instrumento actua directamente sobre o nível de reservas dos bancos comerciais sendo. então. ele injecta dinheiro no sistema provocando. eles evitam incorrer em altos custos financeiros decorrentes de dificuldades momentâneas de caixa. c) Fixação da taxa de reserva (ou compulsório): Este é outro instrumento utilizado pelas Autoridades Monetárias para controlar a oferta de dinheiro. bastante eficiente. Assim fazendo. já que mudanças nessa variável influem no multiplicador bancário com reflexos directos no nível de expansão ou contracção dos meios de pagamento. actuando directamente sobre os bancos. são mantidas pelas instituições bancárias junto ao Banco Central. Essas reservas. uma expansão dos meios de pagamento. faz com que o montante de empréstimos concedidos pelos bancos comerciais diminua. Uma elevação na taxa de compulsório provocará uma diminuição dos meios de pagamento. induzirá a uma redução das reservas bancárias e a uma expansão dos meios de pagamento. dessa forma. Inversamente. A taxa de juros cobrada sobre esses empréstimos é chamada de Taxa de Redesconto. se o Banco Central reduz a taxa de compulsório. portanto. provocando uma elevação dos meios de pagamento. uma redução na taxa de redesconto. reduzindo os meios de pagamento. conhecidas como depósitos compulsórios. Caso a oferta monetária seja insuficiente. o Banco Central realiza operações de compra dos Títulos Públicos.

 Efeitos sobre a inflação: Os economistas monetaristas defendem que a inflação é causada por um aumento excessivo de oferta monetária. Por isso. As Autoridades Monetárias têm condições de controlar o volume e a distribuição das linhas de crédito.Efeitos da Política Monetária A política monetária adoptada pelo governo atinge o sector real da economia através das seguintes variáveis de cunho financeiro:     Taxa de juros. Expectativa acerca de futuras taxas de juros. ficará mais barato o financiamento dos bens de capital. para eles.As Autoridades Monetárias geralmente possuem poderes para controlar. o controle do crescimento da oferta monetária é um factor chave para conter o aumento dos preços. limites e condições. o nível de determinado activo ou os termos em que os bancos emprestam. uma redução da quantidade de dinheiro fará a demanda agregada diminuir. Riqueza privada. A política monetária também produz efeitos nas seguintes variáveis:  Efeitos sobre a demanda agregada: um aumento na oferta Monetária fará a taxa de juros cair e incidirá positivamente sobre a demanda agregada. Custo e disponibilidade de crédito. impor um certo teto às taxas de juros e orientar a finalidade na concessão créditos. O mesmo ocorrerá com o investimento. 9. determinando prazos. pois para as empresas.  Efeitos sobre a entrada de capitais estrangeiros: 13 . aumentando o gasto com consumo. de forma directa. Paralelamente.

pode ser definida como “o controle da oferta de moeda e das taxas de juros. É no mercado monetário que são realizadas as operações financeiras de curto e curtíssimos prazos. Conclusão Na economia monetária.LTN. Dele fazem parte órgãos financeiros que negociam títulos e valores. O governo sempre procura alguma forma de adaptá-la à vida económica através de um sistema monetário que melhor corresponda à necessidade da economia. estimulando o investimento e provocando a queda da taxa de juros.” As autoridades monetárias podem exercer o controlo da oferta de moeda para agir sobre a actividade económica em diversas situações. concedendo empréstimos a empresas ou a particulares a curto e curtíssimos prazos. onde o Banco Central actua para controlar o nível de liquidez da economia. como já foi visto até agora.LBC. p.253).Uma taxa de juros elevada incentivará a entrada de capital estrangeiro e reduzirá a fuga de capitais. Bónus do Banco Central . Quando o governo pretende reduzir a liquidez. também. É neste mercado que são realizadas as operações de mercado aberto. retirar o dinheiro de circulação. Letras do Tesouro Nacional . procura-se diminuir a circulação de moeda para 14 . A política monetária. ele vende Títulos Públicos (Notas do Tesouro Nacional . inclusive as operações de um dia. segundo Rossetti (1998. um papel fundamental sobre a actividade económica. os desencaixes momentâneos de caixa dos bancos comerciais e do Tesouro Nacional. a moeda possui. conhecidas como operações de overnight. injectando de volta o dinheiro no sistema económico. Quando em certa situação existem tendências deflacionistas.NTN. contra o pagamento de juros.). Nele são financiados. e quando deseja aumentar a liquidez. ou seja. por sua maior remuneração. as autoridades monetárias podem expandir a oferta de moeda para evitar a queda da actividade económica. no sentido de que sejam atingidos os objectivos da política económica global do governo. Este mercado serve também como instrumento de política monetária. compra esses títulos. Letras do Banco Central . Em uma tendência inflacionista.BBC.

GONÇALVES. Como instrumento fiscal. Reinaldo. 2004. Bibliografia BATISTA JUNIOR. Rio de Janeiro: Campus. 4. CARVALHO. 2005. as autoridades podem emitir moeda para cobrir deficits orçamentários. BAUMANN. Economia Internacional. 2000. S. Rio de Janeiro: Campus. R. Octaviano. para favorecer as importações ou exportações do país.Renato. et al.. E como política comercial internacional. Rio de Janeiro: Campos. FISCHER. A moeda pode também ser utilizada como instrumento de política fiscal e de política comercial internacional. DORNBUSH. evitando o desenvolvimento da inflação. Brasil e a Economia Internacional. Fernando. Paulo Nogueira. São Paulo: McGraw-Hill.deprimir a actividade económica. CANUTO. 15 . 2000. a moeda poderá ser superavaliada ou subavaliada em sua relação com as moedas estrangeiras. diminuindo o investimento. Macroeconomia. Economia Monetária e Financeira: teoria e pratica. O efeito da diminuição da circulação monetária é uma elevação da taxa de juros. ed.

Florianópolis / UFSC. (Orgs). Francisco José Masset. 2000. L.. VASCONCELLOS. MENDES.LACOMBE. Rio de Janeiro: Campus. A. Introdução à Economia: Princípios de Micro e Macroeconomia. L. 2. G. C. JONES. 2000. Manual de Macroeconomia: Básico e Intermediário – Equipe dos Professores da FEA-USP. 2007. Rio de Janeiro: Campus. ed. MANKIW. São Paulo: Prentice Hill. S. Dicionário de Administração. Introdução à Teoria do Crescimento Económico. M. S. 2010. 2001. 7. ed. ed. D.. et al. Introdução a Economia. M. 2. São Paulo: Saraiva. RUBINFELD. I. 2004 LOPES. N. São Paulo: Atlas. R. 16 . PINDYCK. Carlos Magno. Macroeconomia.