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Apaixonado de Novo por Jesus!

Numa certa noite, eu estava tão entusiasmado com o que Deus estava fazendo em minha
vida que sequer conseguia pegar no sono. Quando finalmente adormeci, eu tive um lindo
sonho e lembro ter acordado com um cântico antigo em minha mente que diz assim:
«Estou apaixonado de novo, apaixonado de novo por Jesus... cada dia que passa, mais
doce é! O meu amor por Jesus eu não esquecerei...» E, como Wesley, eu sentia meu
coração maravilhosamente aquecido!

Estava cheio de amor por Cristo e pela Missão da Igreja. Senti que estava apaixonado de
novo! Digo “de novo”, não porque não estivesse amando, mas por sentir que estava
amando ainda mais, assim, daquele mesmo modo como amava no princípio da minha
caminhada com Cristo, com muito fervor e entusiasmada paixão!

Posso dizer que meu amor por Jesus é coisa antiga. Amo a Jesus desde que me entendo
por gente. Este amor eu recebi na minha infância por intermédio de três mulheres muito
especiais para mim, que foram minha avó Rosa, minha mãe, Frieda, e minha querida Tia
Vicência.

Dizem que paixão é coisa que passa com o tempo, mas lá se vão 41 anos, e olha eu aqui,
curtindo o mesmo sentimento intenso que me incendeia o coração de gratidão e
entusiasmo do mesmo modo como sentia na aurora da minha jornada cristã.

Lembro-me que, com 16 anos, eu morava numa casa bem simples num bairro pobre e
muito violento, estudava em colégio estadual e trabalhava como office-boy para ajudar
nas despesas de casa. Era nítida a diferença social entre mim e os diretores da empresa
em que trabalhava. Mas eu não sentia inveja. Eu não era triste por ser pobre. De fato, eu
me sentia um privilegiado por ser filho de Deus!
Um dia, cumprindo um serviço de office-boy, eu caminhava alguns quilômetros a pé para
embolsar o dinheiro do passe, tal era a pindaíba financeira, e, embora não tivesse muita
perspectiva a respeito do que o futuro me reservaria, eu estava cantando e chorando de
tanta alegria enquanto caminhava sobre o viaduto Washington Luis. Eu cantava uma
canção que dizia: “Quando a glória é glória, quando a glória é glória, quando a glória
entrar no coração, louvarás bem alto ao teu Pai Celeste quando a glória entrar no
coração!”. Não tinha pra ninguém! Eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo! Me sentia
também traquilo e seguro, pois eu havia depositado todo o meu futuro nas mãos do ser
mais poderoso e bondozo do Universo!

Sabe, Deus não me desapontou! Depois de todos estes anos, eu tenho motivos de sobra
para continuar apaixonado por Ele!

Tal paixão se deve ao caráter de Deus. Sua sabedoria, amor, poder e cuidado são
cativantes. A vida com Jesus não é, de maneira alguma, monótona, pelo contrário, é uma
eletrizante aventura guiada pela pessoa mais inteligente, agradável e leal do mundo.

Por falar em paixão, noto por aí que esta palavra parece cair bem com quase tudo, menos
com fé e Jesus. Acho intrigante que as pessoas apreciem a paixão pelas artes, a paixão
pela ciência, a paixão pelo ecossistema e até a paixão pela cerveja, pelo carnaval e pelo
futebol. Sim, tais paixões parecem estar revestidas de legitimidade em nossa cultura
secular, enquanto que a paixão por Jesus e pela missão da igreja têm sido taxadas como
fanatismo retrógrado e perigoso, coisa de incautos bitolados e ignorantes.

Bem, não quero com isto justificar todo tipo de paixão religiosa, pois reconheço o perigo
muito comum dos excessos irracionais que descambam em fanatismo religioso, que
transforma o indivíduo em um bitolado refém de mercenários, políticos e de outras
espécies de manipuladores da fé alheia. A propósito, Jesus ensinou que seus discípulos
deveriam ser simples como as pompas e astutos como as serpentes para não se deixarem
enganar por nada e ninguém.
Mas não faz muito sentido ser apenas cuidadoso para não incorrer em fanatismo religioso
enquanto se entrega à paixões doentias que vicejam também no campo dos esportes, das
artes, das ciências, das relações afetivas e familiares, dos prazeres do sexo, da comida, da
bebida, fumo, drogas e até do trabalho, na busca desenfreada por sucesso e dinheiro.

Feita a ressalva, concluo reafirmando que a vida cristã é apaixonante! É, de fato, uma
grande aventura na companhia do ser mais poderoso do Universo! De modo que não dá
para ficar indiferente ou na condição de frio e nem mesmo morno (Ap 3. 15). Como
podemos conhecer a Deus e não experimentarmos fervor e entusiasmo? Quem crê em
Jesus, como diz as Escrituras, do seu interior fluirão rios de água viva (João 7.38)! Isto
não é apaixonante?! Nossas vidas precisam mesmo é da paz, da felicidade e do
entusiasmo que a alma humana encontra quando está na presença de Deus. “Estou
apaixonado de novo por Jesus” e você?!

Ildo Mello
www.metodistalivre.org.br

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