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OBJETO DE ESTUDO DA SOCIOLOGIA SEGUNDO DURKHEIM Comumente ouvimos falar em sociologia, em sociólogo, sem, contudo, compreendermos realmente de que se tratam esses dois nomes. Em primeiro lugar devemos esclarecer o que é sociologia e de que trata essa ciência. Neste sentido, Durkheim se preocupava em conhecer cientificamente a vida social, superando as deficiências do senso comum. Após muitas pesquisas, ele chegou à conclusão de que o método deveria ser o mesmo daquele usado pelas ciências naturais, ou seja, buscar relações de causa, efeito e regularidades. Dessa forma, o papel do sociólogo é o de exprimir a realidade, sem se preocupar se os resultados serão agradáveis ou não, portanto, a tarefa do sociólogo é investigar os problemas sociais. Assim, a sociologia examina os fatos que pertencem ao reino social e estes tem uma característica própria. Durkheim diferencia “o reino psicológico” do “reino social” o qual não pode ser reconhecido por mera introspecção. Ele procurou demonstrar que a sociologia era uma ciência autônoma porque possuía um objeto próprio: os fatos sociais. (Adaptado de Tânia Quintaneiro, As bases conceituais da sociologia de Émile Durkheim, p. 3-5) O que é fato social? Antes de procurar saber qual é o método que convém ao estudo dos fatos sociais, é preciso determinar quais são esses fatos. Se não me submeto às normas da sociedade, se ao vestir-me não levo em conta os costumes seguidos no meu país e na minha classe, o riso que provoco e o afastamento a que me submeto produzem, embora de forma mais atenuada, os mesmos efeitos de uma pena propriamente dita. Aliás, apesar de indireta, a coação não deixa de ser eficaz. Não sou obrigado a falar a língua do meu país, nem a usar as moedas legais, mas é impossível agir de outro modo. Se tentasse escapar a essa necessidade, minha tentativa seria um completo fracasso. Se for industrial, nada me proíbe de utilizar equipamentos e métodos do século passado; mas se fizer isso, com certeza vou arruinar-me. Mesmo quando posso libertar-me e desobedecer, sempre serei obrigado a lutar contra tais regras. A resistência que elas impõem são uma prova de sua força, mesmo quando as pessoas conseguem finalmente vence-las. Todos os inovadores, mesmo os bemsucedidos, tiveram de lutar contra oposições desse tipo. Aqui está, portanto, um tipo de fatos que apresentam características muito especiais: consistem em maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo e dotadas de um poder coercitivo em virtude do qual se impõem como obrigação. Por isso, não poderiam ser confundidos com os fenômenos orgânicos, pois consistem em representações e ações; nem com os fenômenos psíquicos, pois estes só existem na mente do individuo e devido a ela. Constituem, portanto, uma nova espécie de fatos, que devem ser qualificados como sociais. (Adaptado de Émile Durkheim, As regras do método sociológico, p. 389390) Os fatos sociais têm as seguintes características: * Generalidade * Fato social Exterioridade * Coercitividade • Generalidade: qualidade de todo fato social ser comum aos membros do grupo, isto é, de ser geral. • Exterioridade: Caráter de o fato social ser exterior ao indivíduo, existir independentemente de sua vontade. • Coercitividade: Ação exercida, pela coerção social, que obriga os indivíduos a seguir o comportamento estabelecido. Os fatos sociais também podem ser de dois tipos: cristalizados (maneiras fixas de agir. Ex: língua, as leis, costumes vigentes, certas regras de convívio, etc.) e correntes sociais (maneiras de agir que se transformam de tempos em tempos de acordo com o contexto: moda, preferência por certos nomes, arquitetura, etc.) Coercitividade social: o mesmo que pressão social, controle social. Em virtude dessas características, para Durkheim os fatos sociais podem ser estudados objetivamente, como “coisas”. Da mesma maneira que a Biologia e Física estudam os fatos da natureza, a Sociologia pode fazer o mesmo com os fatos sociais. Embora os fatos sociais sejam exteriores, eles são introjetados pelo indivíduo e exercem sobre ele um poder coercitivo. (Adaptado de OLIVEIRA, Pérsio Santos Introdução à Sociologia. São Paulo, 2001, p.9 a 11). RESPONDA: 1) O sociólogo é um cientista social e, como tal deve assumir um papel. Qual é esse papel? 2) Para fazer da sociologia uma ciência autônoma, Durkheim precisou delimitar um objeto de estudo. Que objeto é esse? Quais suas características? E quais os tipos? 3) Pense em algum fato social que pode ser observado por você, explicite-o e o analise considerando o tipo e as características do fato social. TEMA I: CIDADANIA O que é Cidadania A origem da palavra cidadania vem do latim “civitas”, que quer dizer cidade. A palavra cidadania foi usada na Roma antiga para indicar a situação política de uma pessoa e os direitos que essa pessoa tinha ou podia exercer. Segundo Dalmo Dallari: “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”. (DALLARI, Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14) No Brasil, estamos gestando a nossa cidadania. Damos passos importantes com o processo de redemocratização e a Constituição de 1988. Mas, muito temos que andar. Ainda predomina uma visão reducionista da cidadania (votar, e de forma obrigatória, pagar os impostos… ou seja, fazer coisas que nos são impostas) e encontramos muitas barreiras culturais e históricas para a vivência da cidadania. Somos filhos e filhas de uma nação nascida sob o signo da cruz e da espada, acostumados a apanhar calados, a dizer sempre “sim senho?, a «engolir sapos”, a achar “normal” as injustiças, a termos um “jeitinho’ para tudo, a não levar a sério a coisa pública, a pensar que direitos são privilégios e exigi-los é ser boçal e metido, a pensar que Deus é brasileiro e se as coisas estão como estão é por vontade Dele. Os direitos que temos não nos foram conferidos, mas conquistados. Muitas vezes compreendemos os direitos como uma concessão, um favor de quem está em cima para os que estão em baixo. Contudo, a cidadania não nos é dada, ela é construída e conquistada a partir da nossa capacidade de organização, participação e intervenção social. A cidadania não surge do nada como um toque de mágica, nem tão pouco a simples conquista legal de alguns direitos significa a realização destes direitos. É necessário que o cidadão participe, seja ativo, faça valer os seus direitos. Simplesmente porque existe o Código do Consumidor, automaticamente deixarão de existir os desrespeitos aos direitos do consumidor ou então estes direitos se tornarão efetivos? Não! Se o cidadão não se apropriar desses direitos fazendo-os valer, esses serão letra morta, ficarão só no papel. Construir cidadania é também construir novas relações e consciências. A cidadania é algo que não se aprende com os livros, mas com a convivência, na vida social e pública. É no convívio do dia-a-dia que exercitamos a nossa cidadania, através das relações que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio meio ambiente. A cidadania deve ser perpassada por temáticas como a solidariedade, a democracia, os direitos humanos, a ecologia, a ética. A cidadania é tarefa que não termina. A cidadania não é como um dever de casa, onde faço a minha parte, apresento e pronto, acabou. Enquanto seres inacabados que somos, sempre estaremos buscando, descobrindo, criando e tomando consciência mais ampla dos nossos direitos. Nunca poderemos chegar e entregar a tarefa pronta, pois novos desafios na vida social surgirão, demandando novas conquistas e, portanto, mais cidadania. ATIVIDADE 1. Qual a origem da palavra cidadania e o que significa? 2. Na Roma antiga, a palavra cidadania foi usada para indicar o que? 3. Quando o autor diz que no Brasil ainda predomina uma visão reducionista de cidadania, o que ele pretende dizer? 4. Para Dallari, o que é cidadania? 5. Para o autor, como é conquistada a cidadania? 6. Você exerce cidadania? Como? Ideal Democrático Ideal democrático Tomando por base sociedades contemporâneas que consolidaram regimes democráticos representativos (países da Europa Ocidental, América do Norte e Japão), o ideal democrático que emergiu nessas sociedades supõe cidadãos tendentes a uma participação política cada vez maior. Contudo, numerosas pesquisas sociológicas na área apontam que não há correlação entre os três níveis de participação política considerados acima. Ademais, a participação política envolve apenas uma parcela mínima dos cidadãos. A forma mais comum e abrangente de participação política está relacionada à participação eleitoral. É um engano, no entanto, supor que haja, com o passar dos anos, um crescimento ou elevação dos índices desse tipo de participação. Mesmo em países de longa tradição democrática, o ato de abstenção (isto é, quando o cidadão deixa de votar) às vezes atinge índices elevados (os Estados Unidos são um bom exemplo). Em outros casos, porém, quando a participação nos processos eleitorais chega a alcançar altos índices de participação, isso não se traduz em aumento de outras formas de participação política (o caso da Itália é um bom exemplo). Fonte: http://educacao.uol.com.br/sociologia Poesia: O Analfabeto Político O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política,nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. Bertolt Brecht ATIVIDADE 44) O que é participação política? 45) A participação Política é importante para a sociedade? Por quê? 46) Quais os níveis de participação política? 4. Movimentos sociais contemporâneos 4.1. Participação Política Conforme o contexto histórico, social e político, a expressão “participação política” se presta a inúmeras interpretações. Se considerarmos apenas as sociedades ocidentais que consolidaram regimes democráticos, por si só, o conceito pode ser extremamente abrangente. A participação política designa uma grande variedade de atividades, como votar, se candidatar a algum cargo eletivo, apoiar um candidato ou agremiação política, contribuir financeiramente para um partido político, participar de reuniões, manifestações ou comícios públicos, proceder à discussão de assuntos políticos etc. Níveis de participação política O conceito de participação política tem seu significado fortemente vinculado à conquista dos direitos de cidadania. Em particular, à extensão dos direitos políticos aos cidadãos adultos. Sob essa perspectiva, podemos delimitar três níveis de participação política. O primeiro nível de participação pode ser denominado de presença. Trata-se da forma menos intensa de participação, pois engloba comportamentos tipicamente passivos, como, por exemplo, a participação em reuniões, ou meramente receptivos, como a exposição a mensagens e propagandas políticas. O segundo nível de participação pode ser designado de ativação. Está relacionada com atividades voluntárias que os indivíduos desenvolvem dentro ou fora de uma organização política, podendo abranger participação em campanhas eleitorais, propaganda e militância partidária, além de participação em manifestações públicas. O terceiro nível de participação política será representado pelo termo decisão. Trata-se da situação em que o indivíduo contribui direta ou indiretamente para uma decisão política, elegendo um representante político (delegação de poderes) ou se candidatando a um cargo governamental (legislativo ou executivo). Monarquia e Republica MONARQUIA E REPÚBLICA Maquiavel, consagrado como fundador da ciência política moderna, substituiu a divisão tríplice de Aristóteles pelo dualismo: Monarquia e República (governo da minoria ou da maioria) Colocou o problema nos seus exatos termos pois aristocracia e democracia não são propriamente formas de governo, mas, sim, modalidades intrínsecas de qualquer das duas formas básicas monárquica ou republicana. O governo renova-se mediante eleições periódicas – estamos diante da forma republicana; o governo é hereditário e vitalício – está caracterizada a monarquia. Queiroz Lima enumera as seguintes características da forma monárquica: a) autoridade unipessoal; b) vitaliciedade; c) hereditariedade; d) ilimitabilidade do poder e indivisibilidade das supremas funções de mando; e) irresponsabilidade legal, inviolabilidade corporal e sua dignidade. Evidentemente, essas são as características das monarquias absolutistas, mas há também as monarquias limitadas, cujas conotações essenciais e comuns são apenas duas hereditariedade e vitaliciedade. A forma monárquica não se refere apenas aos soberanos coroados; nela se enquadram os consulados e as ditaduras (governo de uma só pessoa). Por outro lado, as características essenciais da forma republicana são: a) Eletividade, e b) temporariedade. A Monarquia pode ser:  Absoluta  de estamentos  Limitada  Constitucional  Parlamentar A República pode ser:  Aristocrática (governo de elites)  Democrática: Direta Indireta Semidireta Monarquia Absoluta é aquela em que todo o poder se concentra na pessoa, do monarca. Exerce ele, por direito próprio, as funções de legislador, administrador e supremo aplicador da justiça. Age por seu próprio e exclusivo arbítrio, não tendo que prestar contas dos seus atos senão a Deus. 0 monarca absolutista justifica-se pela origem divina do seu poder. O Faraó do Egito, o Tzar da Rússia, o Sultão da Turquia, o Imperador da China, diziam-se representantes ou descendentes dos Deuses. Na crença popular da origem sobrenatural do poder exercido pelos soberanos coroados repousou a estabilidade das instituições monárquicas desde a mais remota antigüidade até ao limiar da Idade Moderna. Entre as monarquias absolutistas se incluem o cesarismo romano, o consulado napoleônico e certas ditaduras latino-americanas. São limitadas as monarquias onde o poder central se reparte admitindo órgãos autônomos de funções paralelas, ou se submete às manifestações da soberania nacional. Destacam-se três tipos de Monarquias limitadas: a) de estamentos; b) constitucional; c) parlamentar. MONARQUIA DE ESTAMENTOS, também denominada por alguns autores como Monarquia de braços, é aquela onde o Rei descentraliza certas funções que são delegadas a certos elementos da nobreza, reunidos em cortes ou órgãos semelhantes que funcionam como desdobramento do poder real. Geralmente, eram delegadas a tais órgãos estamentários, funções de ordem tributária. A Monarquia de estamentos é forma antiga, típica do regime feudal. Os exemplos mais recentes foram a Suécia e o Mecklemburgo, tendo esta última perdurado até 1918. MONARQUIA CONSTITUCIONAL é aquela em que o Rei só exerce o poder executivo, ao lado dos poderes legislativo e judiciário, nos termos de uma constituição escrita. Exemplos: Bélgica, Holanda, Suécia e Brasil Império. MONARQUIA PARLAMENTAR é aquela em que o Rei não exerce função de governo. O Rei reina, mas não governa, segundo a fórmula dos ingleses. O poder executivo é exercido por um Conselho de Ministros (Gabinete) responsável perante o Parlamento. O rei se atribui um quarto poder – Poder Moderador – com ascendência moral sobre o povo e sobre os próprios órgãos governamentais, um “símbolo vivo da nação, porém sem participação ativa no funcionamento da máquina estatal. É exatamente a forma decorrente da adoção do sistema parlamentar no Estado Monárquico. O Rei preside a nação, não propriamente o governo. República é o governo temporário e eletivo. Existirá República toda vez que o poder em esferas essenciais do Estado, pertencer ao povo ou a um parlamento que o represente. (Machado Paupério). 4.2.Formas de Governo 4.2. Formas de Governo Governo, na acepção de Queiroz Lima, é o conjunto de funções pelas quais, é assegurada a ordem jurídica no Estado. Este elemento estatal apresenta-se sob várias modalidades, quanto a sua origem, natureza e composição resultando nas diversas formas de governo. Três aspectos do direito público interno devem ser considerados preliminarmente: a) segundo a origem do poder, o governo pode ser de direito ou de fato; b) pela natureza das suas relações com os governados, pode ser legal ou despótico e; c) quanto à extensão do poder, classifica-se como constitucional ou absolutista. Governo de direito é aquele que foi constituído de conformidade com a lei fundamental do Estado, sendo, por isso, positivo. Subordinando-se ele próprio aos preceitos jurídicos como condição de harmonia e equilíbrio sociais. Governo despótico (ao contrário do governo legal) é aquele que se conduz pelo arbítrio dos detentores eventuais do poder, oscilando ao sabor dos interesses e caprichos pessoais. Governo Constitucional é aquele que se forma e se desenvolve sob a égide de urna Constituição, instituindo o poder em três órgãos distintos e assegurando a todos os cidadãos a garantia dos direitos fundamentais, expressamente declarados. Governo Absolutista é o que concentra todos os poderes num só órgão. O regime absolutista tem suas raízes nas monarquias de direito divino e se explicam pela máxima do cesarismo romano que dava a vontade do príncipe como fonte da lei. Classificação de Aristóteles: Aristóteles enquadrava em dois grupos as formas de governo: normais (aquelas que têm por objetivo o bem da comunidade) e anormais (aquelas que visam somente vantagem para os governantes). As formas normais, também denominadas formas puras, segundo a classificação de Aristóteles, ainda geralmente aceita, são as seguintes: a) Monarquia – governo de uma só pessoa; b) Aristocracia – governo de uma classe restrita; c) Democracia – governo de todos os cidadãos. A essas formas normais de governo correspondem, respectivamente, as três seguintes, consideradas anormais: tirania, oligarquia e demagogia. Coube a Montesquieu trazer à doutrina aristotélica os retoques da metafísica: a monarquia caracteriza-se pela Honra, a aristocracia pela Moderação e a democracia pela Virtude. Faltando a qualquer das formas normais de governo o respectivo princípio básico, ela se degenera, caindo na forma anormal correspondente. Alguns autores acrescentam à tríade aristotélica uma Quarta expressão: a Teocracia, tendo por forma anormal correspondente a Cleocracia (governo despótico dos sacerdotes). Entendemos, porém, que a teocracia é simplesmente uma modalidade de aristocracia ou oligarquia, assim como a chamada plutocracia. A classe governante pode ser formada por nobres, sacerdotes, detentores do poder econômico ou qualquer outro grupo social privilegiado, formando uma aristocracia dominante. Fenelon sintetizou o pensamento dominante no espaço e no tempo sobre o tema: “a corrupção pode ser idêntica em todas as formas de governo; o principal não é o regime em si, mas a virtude na execução dele”. TÓPICO V: SOCIALIZAÇÃO E CONTROLE SOCIAL “Nove décimos de tudo o que você faz, diz, pensa, sente, desde que se levanta de manhã cedo até que vai para cama de noite, você diz, faz, pensa, sente, não como expressão própria, independente, mas em conformidade inconsciente e sem critica com regras, regulamentos, hábitos grupais, padrões, códigos, estilos e sanções que existiram muito antes que você nascesse”. (G. Smith Russel) Já vimos que a sociabilidade, a tendência natural para viver em sociedade, é desenvolvida através do processo de socialização, pelo qual o individuo se integra no grupo em que nasceu, assimilando sua cultura. A socialização é o ato de transmitir ao individuo, de inculcar em sua mente os padrões culturais da sociedade. É o processo social mais glogal. O controle social funciona como o maior instrumento de socialização. O olhar de reprovação dos pais quando uma criança toma sopa fazendo barulho, ou a gozação que os adolescentes fazem se um deles aparece vestido de terno e gravata são exemplos de controle social. O controle social são as formas pelas quais a sociedade inculca os valores do grupo na mente de seus membros, para evitar que adotem um comportamento divergente (não aceito). O controle social tem por objetivo fazer com que cada individuo tenha o comportamento esperado. É o controle, por exemplo, que nos leva a manter a cabeça descoberta, enquanto até algumas décadas atrás esse mesmo controle fazia com que a maioria das pessoas usasse chapéu. Desse modo, o controle social leva as pessoas a evitarem um determinado comportamento em certa época e a adota-la em outro. Assim foi com a calça comprida para as mulheres, a minissaia, a roupa de banho, o cabelo comprido, etc. A primeira agencia de controle social é a família. Desde que nasce, a criança é orientada, controlada, moldada pelo grupo familiar. Depois da família, temos a Igreja, a escola e o Estado: são todos agencias formais ou institucionalizadas de controle social. Quando algumas sanções estabelecidas pela sociedade não são suficientes para exercer controle social, surge a necessidade de elaborar mais leis e instituições encarregadas especificamente do controle social. Nas sociedades modernas, mais complexas, aumenta a presença da instituição jurídica, da instituição policial e do Estado, substituindo os controles espontâneos que antes predominavam. ATIVIDADE 1. O que você entende por socialização? 2. O que é controle social? Qual o objetivo dele? 3. Quais são as primeiras instituições que transmitem o controle social? 4. Porque nas sociedades modernas aumenta cada vez mais a presença da instituição jurídica, policial e do Estado no controle social? EXERCITANDO OS CONHECIMENTOS… 1. Explique com suas palavras o que é cultura. 2. Como os seres humanos adquirem cultura? 3. Explique a afirmação: “não há sociedade sem cultura, do mesmo modo que não há ser humano destituído de cultura”. 4. Dê quatro exemplos de elementos da cultura material que o rodeia. 5. Dê quatro exemplos de elementos da cultura não-material que você teve ou tenha contato. 6. Dê um exemplo de padrão da nossa cultura ligada ao comportamento masculino e outro ligado ao comportamento feminino. 7. Dê um exemplo de controle social presente em sua vida. 8. Explique com suas palavras o objetivo do controle social. » TÓPICO IV: CONTRACULTURA TÓPICO IV: CONTRACULTURA Nas sociedades contemporâneas encontramos pessoas que contestam certos valores culturais vigentes, opondo-se radicalmente a eles, num movimento chamado contracultura. O trabalho, o patriotismo, a acumulação de riquezas, a ascensão social são valores culturais considerados importantes em nossa sociedade. O movimento hippie da década de 60 foi um movimento de contracultura, porque se opunha radicalmente a esses valores. Plano de aula de sociologia domingo, out 16 2011 Planos de aulas professorasueli 20:37 Plano de Curso de Sociologia – Ensino Médio Objetivos gerais: - desenvolver aperspectiva sociológica, proporcionando a aprendizagem do modo de pensar de umaárea do saber, reconhecendo a historicidade e o caráter provisório doconhecimento; - contribuir para aformação humana problematizando a realidade próxima dos educandos e o confrontocom realidades culturalmente distantes; - promover aautonomia do educando para que continue aprendendo; - preparar oaluno para o mundo do trabalho, propiciando vivências de atividadesprofissionais no campo das Ciências Sociais; - desenvolverconhecimentos necessários ao exercício da cidadania. Apresentamos nos Quadro1, 2 e 3 a relação de temas, objetivos, conteúdos, para o ensino de Sociologia: Ano/Bimestre 1º. Ano /1º. Bim. 2º. bimestre Tema A Sociologia e o trabalho do Sociólogo Objetivo Compreender a importância da Sociologia no contexto da sociedade da informação. Apresentar algumas possibilidades de inserção profissional do cientista social no mercado de trabalho. Apresentar a estrutura básica de organização de uma pesquisa de opinião. Indivíduo, Corpo e Sociedade - Propiciar que o educando tome conhecimento de sua identidade comum a todos os outros seres humanos, considerando a condição humana de ser ao mesmo tempo indivíduo/sociedade/espécie. Oferecer aos alunos oportunidades de conhecimento de suas origens como brasileiros e como participantes de grupos culturais específicos, abrindo-se assim para o diálogo com o outro. Identificar e valorizar a trajetória particular dos grupos culturais da comunidade do entorno. - Compreender a inscrição da cultura sobre o corpo, analisando alguns estilos de produção corporal. Identificar padrões de preconceito e discriminação contra a produção cultural de grupos étnicos e segmentos sociais. Discutir temas de interesse dos alunos para a organização de pesquisa de opinião 3º.bimestre Cultura Brasileira e Identidade Nacional Possibilitar a criação de um repertório básico que demonstre a ampla diversidade  sociocultural brasileira. Proporcionar aos educandos o reconhecimento de que são agentes e protagonistas da construção/reconstrução dos processos sociais. Valorizar as produções coletivas. Favorecer o contato com elementos artísticos do patrimônio cultural brasileiro. Conhecer técnicas de organização de questionário. Conhecer ferramentas informatizadas para a digitação dos questionários de pesquisa. Conhecer alguns dos principais conceitos da Ciência Política. Apresentar habilidades necessárias ao pesquisador de campo. Realizar a aplicação de questionários da pesquisa. Conhecer técnicas para a redação de relatórios e posters para apresentação dos resultados da pesquisa de opinião. 4º.bimestre Política e sociedade 2º. Ano/1º. Bimestre A Sociologia e o trabalho do sociólogo Compreender a importância da disciplina e conhecer algumas possibilidades de inserção profissional do Cientista Social alguns conceitos fundamentais para a análise sociológica. Apresentar a estrutura básica de organização de uma pesquisa de opinião. 2º.bimestre Trabalho e Sociedade Compreender as transformações no mundo do trabalho e o novo perfil de qualificação profissional tecnológica. Discutir temas de interesse dos alunos para a organização de pesquisa de opinião. 3º.bimestre Comunicação e Sociedade 4º.bimestre Desigualdade social e violência no Brasil Compreender os processos de comunicação na sociedade. Conhecer as principais características da comunicação no contexto da internet. Analisar o impacto da internet na configuração de redes sociais de relacionamento. Conhecer os processos de divulgação do conhecimento científico. Conhecer técnicas de organização de questionário. Conhecer ferramentas informatizadas para a digitação dos questionários de pesquisa. Apresentar os principais conceitos e estatísticas para o estudo do fenômeno da violência. Apresentar as redes sociais de prevenção e combate à violência. Conhecer técnicas para a redação de relatórios e posters para apresentação dos resultados da pesquisa de opinião. 3º. Ano/1º. Bimestre Cidadania e Direitos Humanos 2º. Bimestre Compreender a importância da disciplina de Sociologia e conhecer algumas possibilidades de inserção profissional do Cientista Social. Conhecer os processos de conquista dos direitos civis, políticos, sociais e humanos no Brasil. Conhecer aspectos da Constituição Brasileira e do Estatuto da criança e do Adolescente. Apresentar a estrutura básica de organização de uma pesquisa de opinião Movimentos Sociais no Brasil Conhecer alguns movimentos sociais no Brasil. Evidenciar a relação de poder entre homens e mulheres introduzindo a noção de gênero. Discutir temas de interesse dos alunos para a organização de pesquisa de opinião. 3º. Bimestre Neoliberalismo e a Nova ordem Mundial 4º. Bimestre Temas da Atualidade na Política Internacional Compreender formas de organização do Estado – absolutista, liberal, socialista, totalitário,  neoliberal. Conhecer a estrutura de organização política do Brasil. Apresentar habilidades necessárias ao pesquisador de campo. Realizar a aplicação de questionários da pesquisa. Conhecer técnicas para a redação de relatórios e posters para apresentação dos resultados da pesquisa de opinião Discutir os principais temas da política internacional na atualidade. Conhecer técnicas para a redação de relatórios e posters para apresentação dos resultados da pesquisa de opinião. Bibliografiade apoio para o Professor Andrade, Mário de. Danças dramáticas do Brasil.Belo Horizonte:Editora Itatiaía, Brasília, 1982, 2ed., 3v. Aron,Raimond. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo, SP: Martins Fontes,1995 Silva,Aracy Lopes da. A temática indígena naescola – novos subsídios para Professores de 1º. e 2º.grau. São Paulo: MEC/MARI/UNESCO. Brasil. Secretaria de Educação Média eTecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: ensino médio. Secretaria deEducação. Média e Tecnológica. Brasília:MEC/SEF, 1999,346p. ______. Secretaria de EducaçãoFundamental. Referenciais curriculares nacionais da educação profissional denível técnico. Área profissional: lazer e desenvolvimento social. Secretaria deEducação Média e Tecnológica. Brasília:MEC/2000. Fernandes,Florestan – O folclore em questão, São Paulo, Hucitec, 1989. Foucault, Michel, (1999).História da sexualidade: a vontade de saber. 13ª ed.Rio de Janeiro: Graal. Tradução de Maria Thereza da Costa Albuquerque e J.A.Guilhon Albuquerque. GarciaCancline, Nestor. Asculturas populares no capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1983. Giddens, Anthony. Sociologia. EditoraArtmed. Montenegro,Fabio, RIBEIRO, Vera Masagão (Ed.). Nossa escola pesquisa sua opinião: Manualdo professor. 2. ed. São Paulo: Global, 2002. Oliveira, Roberto Cardoso. “O trabalho doantropólogo:olhar, ouvir, escrever”. IN: Revista de Antropologia, vol. 39, no.1, 1006. Ortiz, Renato. Cultura Brasileira eidentidade nacional. São Paulo: Brasiliense, 1985, 148p. Pedroso, Regina C. Violência e cidadania noBrasil: 500 anos de exclusão. São Paulo: Ática, 2006. Schwarcs, Lilia Moritz. O espetáculo das raças:cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870-1930. SãoPaulo:Companhia das Letras, 2002, 287 p. Taboada, Cintia Elias. Cultura tradicional epós-modernidade: estudo do resgate de danças e folguedos tradicionais na cidadede São Paulo. Revista Digital Art &. Ano II, no. 02, out. 2004. Tomazi, Nelson Dacio (coord.). Sociologia para o ensinomédio.São Paulo:Atual, 2007, 256 p. Unesco.Manifesto 2000 pela cultura da paz e não violência. Materiais Especiais - Filmesem DVD Milágrimas – Espetáculo de dança comjovens da periferia – Direção Evaldo Bertazzo SESC- SP, 2006. Jogos e Brincadeirasdo povo Kalapalo – Marina Herrero. SESC- SP, 2006. Coleção TuristaAprendiz – Grupo A Barca Tempos Modernos de Charlie Chaplin A lista de Schindler – Steven Spielberg. O Jarro – EbrahimForuzesh