PATRIMONIO

MINERO Y
SUSTENTABILIDAD.
Propuestas y experiencias de Reutilización

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Publicado por Facultad de Arquitectura, Construcción y Diseño, © Universidad del Bio-Bio
Casilla 5-C, Concepción, Chile
ISBN: 978-956-358-110-2
Ediciones Universidad del Bío-Bío
Primera edición agosto 2014

Editores
María Isabel López Meza / Leonel Pérez Bustamante
Comité Editorial
André Munhoz de Argollo Ferrao
Claudia Vidal Gutiérrez
Gonzalo Cerda Bintrup
María Dolores Muñoz
Pablo Fuentes
Prólogo
André Munhoz de Argollo Ferrao
Diseño Editorial
Nicolás Sáez Gutiérrez
Diagramación
Patricio Ortega Torres
Impresión
Trama Impresores S.A. Offset & Impresión Digital
Avda. Colón 7845, Concepción (Chile)
Web
http://reuse-cyted.ubiobio.cl
Imágen de portada
​ ectorización fotografía Pique Grande Carlos en Lota. Fuente: Guillermo E. Raby, Siglo XIX. Imagen de Archivo presente
V
en el artículo “Propuesta de Museo de sitio en el Chiflón del Diablo, Lota Alto, Chile” de Cristián Hurtado Seoane (pág.
183) / Felipe Garrido / Estudiante Arquitectura UBB.
FOTOGRAFÍAS de PRESENTACIÓN DE CAPÍTULOS
Hernán Ascui / Nicolás Sáez
Patrocínios
Programa de Ciencia y Tecnología para el Desarrollo - CYTED
Comisión Nacional de Investigación Científica y Tecnológica – CONICYT

Reutilización
Sostenible del
Espacio Minero

UNIVERSIDAD DEL BÍO BÍO

UFMG

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ESPOL

Uvigo

UNAL

UMSA

UPM

UPC

SEDPGYM

SAJAMA

SMC

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André Munhoz de Argollo Ferrão
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PRÓLOGO

INTRODUCCIÓN
María Isabel López + Leonel Pérez Bustamante
10

Vinculaciones entre patrimonio y sustentabilidad / El
espacio minero después del cierre en Iberoamérica; casos
en Brasil, España y Chile

PARTE I /
REGISTROS DEL
PATRIMONIO MINERO
Leonel Pérez Bustamante + Viviana Vilches Wolf
34

Chuquicamata: Crónica de un desalojo / Cierre, despedida
y últimos años de funcionamiento
Alejo Gutiérrez Viñuales

50

Chuquicamata: desde el centro histórico al paisaje
cultural
María Dolores Muñoz

64

Paisajes mineros históricos y su importancia para la
construcción de identidad en la región austral
Daniel Matus Carrasco

82

Para Una Aproximación A Las Formas De Apropiación Del
Pabellón Minero En la Población Bannen De Lota

PARTE II /
LA PLANIFICACION
TERRITORIAL DEL
PATRIMONIO MINERO

Flavio de Lemos Carsalade
104

Sou do mundo, sou Minas Gerais: desafios para a
conversão e reabilitação dos territórios mineiros no
Brasil
Agustín Hernández Aja + Ana Diez Bermejo

120

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Recuperación del espacio post-minero: hacia una
planificación territorial integral

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José Sánchez Rial + Juan Pablo Ferreira Centeno
134

Desafíos jurídicos, técnicos y económicos
para la reutilización de faenas mineras
Juan Pablo Ferreira Centeno + José Enrique Sánchez Rial

150

Un paso al desarrollo sustentable: De la casuística
a la reutilización planificada de ex - labores mineras
Griselda Herrera + Paul Carrión + Samantha Jiménez + Andrea Medina

166

Oportunidades para el turismo de patrimonio geológico
y minero a partir de modificaciones recientes al marco legal
en el Ecuador: el caso de la mina El Sexmo

PARTE III /
PROPUESTAS Y
EXPERIENCIAS DE PUESTA
EN VALOR
Cristián Piwonka
182

Propuesta de intervención
paisajístico – patrimonial en Lota Alto
Cristián Hurtado Seoane

196

Propuesta de Museo de Sitio en
El Chiflón del diablo, Lota Alto, Chile
Rodrigo Lafuente + Ana María Araníbar

214

Propuesta de Ruta del Oro, Cerro Rico de Potosí, Bolivia
Enrique Orche + María Pilar Amaré + María Pilar Orche

228

Proyecto de rehabilitación de las minas de SN-W
de Fontao: Vila De Cruces, Pontevedra, España
Josep M. Mata Perelló + Ferran Climent Costa

246

El Geopark Minero de la Catalunya Central
Antonio Pizarro Losilla

258

Parque Minero Comarca de Andorra “MWINAS”:
Recuperación y puesta en valor de un espacio post-minero
Natalia Caro Irarrázaval

274

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Experiencias de Re-Utilización del Patrimonio
Minero-Industrial para turismo cultural
Provincia de Barcelona, Cataluña, España

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prólogo / André Munhoz de Argollo Ferrão
A mineração abrange todos os processos de
extração de substâncias minerais a partir de
depósitos ou massas minerais, como petróleo,
gás natural, solo e água. É uma atividade indispensável ao homem. Metais, cerâmicas, cimento,
combustíveis e plásticos, equipamentos elétricos
e eletrônicos, computadores, cosméticos, e muitos outros produtos essenciais ao modo de vida
contemporâneo, todos têm origem na mineração.
Embora não possua uma imagem positiva junto
à sociedade em geral, sobretudo devido aos seus
impactos ambientais, a mineração constitui-se
em atividade essencial à civilização. A história
da mineração coevolui com a própria história da
humanidade. Todavia os recursos minerais são
finitos.

Checa, e em 1556 a primeira edição de “De re metallica” de Georgius Agricola, o primeiro registo
abrangente sobre métodos mineiros e metalúrgicos. Em 1627 a primeira utilização de explosivos
em mina na Hungria e em 1768 inicia-se a utilização de bombas movidas a vapor para retirar
água das minas de estanho da Cornualha [GrãBretanha].
Para ficar apenas no século XIX temos que em 1815
é fabricada a primeira lanterna de segurança para
uso em minas de carvão, em 1825 é legalizado o
primeiro sindicato mineiro, na Inglaterra; e em
1848 dá-se o início da corrida ao ouro na Califórnia [E.U.A.]. Em 1850 aparece na França a primeira
máquina de perfuração de rocha, em 1864 surge
a primeira broca de diamante, em 1865 Alfred
Nobel inventa a dinamite, e em 1876 são utilizados pela primeira vez martelos pneumáticos, na
Alemanha. Os britadores de maxilas e os moinhos
de bolas são aplicados pela primeira vez na Cornualha em 1880 e a primeira máquina elétrica de
extração começa a funcionar em 1888, em Aspen
[no Colorado, E.U.A.]. Em 1897 é inventada a mesa
de Wilfley e em 1900 a lâmpada de acetileno.

Já na Pré-história a obtenção de sílex (rocha sedimentar e silicatada muito dura com densidade elevada) e cherte (rocha silicosa de origem orgânica
e de precipitação) para a fabricação de utensílios
e armas de pedra vinculava o homem à atividade
mineradora, e esta à atividade industrial (ou, ao
trabalho humano). As primitivas pedreiras levaram à criação de galerias e de poços até chegarem
às primeiras explorações subterrâneas durante o
neolítico. Minas subterrâneas escavadas em giz
(rocha sedimentar porosa) no sul da Inglaterra e
norte da França chegaram a 90 metros de profundidade. A partir de então o homem presta atenção
aos minérios metálicos. A metalurgia do cobre e a
produção de ligas com características variáveis de
fusão, dureza e flexibilidade desenvolveu-se entre os anos 7000 a.C e 4000 a.C.; o bronze é produzido a partir de 2600 a.C., e cerca de 2000 a.C.
os povos do mediterrâneo oriental já produziam
cobre, chumbo e prata a partir de minérios de óxidos e sulfuretos de metais. Neste período, os chineses iniciavam a extração de carvão para utilizar
como combustível.

A mineração foi determinante para o delineamento do sistema colonial ibérico. De fato foi a atividade econômica mais importante na América Espanhola, responsável pela colonização efetiva das
terras conquistadas subjugando as civilizações
preexistentes. O ouro no México e a prata no Peru
e Bolívia foram responsáveis pela política de exploração por parte da metrópole, que passou a
exercer um rígido controle sobre seus domínios.
A mineração possibilitou o desenvolvimento de
atividades secundárias, complementares, diversificando a produção nas regiões vizinhas, para
o abastecimento das minas, com atividade agrícola – batata, milho, tabaco, cana de açúcar – e
pecuária, fornecendo mulas e cavalos, mais tarde
a carne e o couro.

Por volta de 700 a.C. as primeiras ferramentas de
ferro na extração de sal-gema são utilizadas na
Áustria, e em 600 a.C. os chineses descobrem o
petróleo e o gás natural em explorações de sal,
fabricam as primeiras armas de aço, e 1500 anos
depois, já no ano 900, inventam a porcelana. Os
dispositivos de remoção de água das minas, destacando-se a nora e parafuso de Arquimedes, constituem grandiosas contribuições romanas para a
mineração.

No Brasil, a mineração como atividade socioeconômica começa no século XVII, com as Entradas
e Bandeiras, expedições que vasculharam o interior do território em busca de ouro, prata e cobre,
ou pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Entre 1709 e 1720 minas foram descobertas no interior da Capitania de São Paulo (Planalto Central e
Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram
desmembradas nos atuais estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Dando um salto para 1553 encontramos os carris
para movimentação de minérios, na República

7

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A descoberta de ouro, diamante e esmeraldas
nessa região provocou grande afluxo populacional vindo de Portugal e de outras áreas do Brasil.
O país transformou-se em função da mineração.
Novo pólo econômico cresceu no Sudeste e a
Capital transferiu-se de Salvador para o Rio de Janeiro.

tos regionais e locais, o patrimônio mineiro imóvel de épocas contemporâneas e recentes remete à
memória física de um passado; e sua recuperação
permite o restabelecimento dos vínculos que
existiram entre os habitantes locais e os recursos
minerais do seu subsolo. Com o abandono das
minas, a valorização do patrimônio pode ser uma
alternativa para o desenvolvimento local.

As minas propiciaram uma diversificação relativa dos serviços e ofícios, no entanto foi intensamente escravagista, desenvolvendo uma sociedade urbana às custas da exploração da mão de
obra escrava.

Em novembro de 2013 realizou-se na Universidade de Bío-Bío, em Concepción [Chile], as “Jornadas de Patrimonio Minero – Estrategias de Reutilización Cultural y Turística”, e em setembro do
mesmo ano as “Jornadas de Uso Post-Minero del
Territorio”, em Medellín [Colombia]; reunindo especialistas de diversos países para discutir e apresentar trabalhos sobre a reutilização de territórios
em que se dá (ou se deu) a exploração mineradora, a partir do reconhecimento e valorização do
patrimônio cultural resultante desta importante
atividade que acompanha a história da humanidade. A valorização do patrimônio mineiro como
um desdobramento do patrimônio industrial,
passa pelo reconhecimento das iniciativas europeias de reconversão de instalações industriais a
museus (século XX), bem como pela criação de
parques mineiros já entre os anos 1960 e 1980. No
Chile, como em outros países americanos, existem bons exemplos de proteção e valorização do
patrimônio mineiro, mas também desafios a serem vencidos para que tais iniciativas logrem êxito
pleno – (econômico, ambiental e sociocultural).

Portanto, o patrimônio mineiro pode ser compreendido como o complexo que reúne os elementos que compõem (ou compunham) o trabalho realizado no interior ou no entorno das minas,
incluindo todas as estruturas móveis e imóveis,
assim como as instalações complementares, documentos e objetos, elementos imateriais, além do
seu inegável vínculo com o patrimônio geológico,
já que a mineração normalmente se desenvolve
sobre jazidas minerais ou sobre determinadas formações rochosas. A compreensão do patrimônio
mineiro implica conexões com o patrimônio arqueológico e industrial, bem como com a história
econômica e da tecnologia. Os estudos sobre
patrimônio mineiro permitem reconhecer os elementos que podem, por suas características e
estado de conservação, ser considerados como
bens patrimoniais.
Não se dispõe de uma metodologia geral para a
identificação e valorização dos elementos constitutivos do patrimônio mineiro. Pontua-se,
normalmente, os diversos aspectos dos vestígios
das explorações mineradoras e seu entorno, procurando caracterizar o seu estado de conservação
e seu grau de vulnerabilidade. Considera-se
habitualmente que a arqueologia industrial se
ocupa dos vestígios das instalações estabelecidas
a partir da primeira revolução industrial (segunda
metade do século XVIII), enquanto que o estudo
dos vestígios proto e pré-industriais se integra no
amplo domínio da arqueologia.

A louvável iniciativa da Rede REUSE “Reutilización
Sostenible del Espacio Minero”, e da Universidade
do Bío-Bío, com financiamento CONICYT e CYTED,
resultou neste importante livro organizado por
María Isabel López e Leonel Pérez Bustamante,
com trabalhos que certamente contribuirão para
o avanço do conhecimento sobre os vínculos entre Patrimônio e Sustentabilidade tendo como
foco os espaços mineiros após o encerramento da
atividade mineradora. Sua leitura, além de prazerosa e muito instrutiva, torna-se obrigatória para
os pesquisadores e profissionais interessados em
temas tão envolventes como instigantes: “Patrimonio Minero y Sustentabilidad – Propuestas y experiências de reutilización”.

Todavia, nos espaços onde se realizaram explorações mineradoras por longo período, os
vestígios do período industrial se encontram, frequentemente, superpostos aos das etapas prévias. Seu valor histórico é dado, portanto, a partir do
seu reconhecimento como vestígio arqueológico
integrante de um patrimônio industrial. Em âmbi-

A todos, uma boa jornada.

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INTRODUCCIÓN

Vinculaciones entre
patrimonio y sustentabilidad
/ El espacio minero después del
cierre en Iberoamérica; casos
en Brasil, España y Chile1
María Isabel López2 + Leonel Pérez Bustamante3

(1) Articulo realizado dentro del marco de la
Investigación FONDECYT Iniciación N° 11130382
(2) Doctor Arquitecto
Depto. de Planificación y Diseño Urbano, Universidad del Bio Bio
mlopez@ubiobio.cl
(3) Doctor Arquitecto
Departamento de Urbanismo, Investigador CEDEUS Universidad de Concepción
leperez@udec.cl

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RESUMEN
A partir de la revisión de casos de reutilización de ex - sitios mineros en Brasil, España y Chile, se exploran
los siguientes aspectos. En primer lugar la identificación de tipos de reutilización a partir de variables
relevantes en el diseño de las estrategias. En segundo lugar, y de manera exploratoria y tentativa, la
respuesta de las actuaciones – y de los tipos - a ciertos parámetros de sustentabilidad. Los métodos
utilizados incluyen la representación en SIG de los polígonos de cada actuación a una misma escala,
la descripción sucinta de cada caso y la elaboración de matrices comparativas en relación a variables
relevantes, y a los parámetros de sustentabilidad. Los resultados señalan por una parte la existencia de
una gran diversidad de estrategias y características de los casos. Y por otra parte, como factor común, la
importancia de una planificación que trascienda la escala local para el éxito de las actuaciones.
PALABRAS CLAVES: patrimonio minero, reutilización, sustentabilidad territorial

ABSTRACT
The analysis of mining heritage reuse in Brazil, Spain and Chile, allows for the exploration of the following
aspects. Firstly, it allows us to identify types of reuse according to relevant factors and characteristics
of the strategies. And secondly, allows us to analyze the response of these same experiences and
types, to certain sustainability parameters. The research methods include: the representation in GIS
of the different heritage sites at the same scale, a brief description of each reuse plan, and developing
comparative tables of: i) relevant factors of the reuse strategies and the mining sites, and ii) various
sustainability parameters. The results show on one hand a wide variety of strategies and case
characteristics. And secondly, as a common factor, the importance of planning beyond the local level,
in order to succeed in the initiatives.
KEYWORDS: mining heritage, reuse, territorial sustainability

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Introducción

es la producción del metal. Este tipo de patrimonio es considerado un ejemplo paradigmático
de patrimonio cultural y natural, por la estrecha
vinculación que existe entre la mina como el lugar
de explotación y sus yacimientos; y el patrimonio
geológico que la sostiene (Ayala-Carcedo, 2000).
En términos históricos se destaca la contribución
de esta actividad al desarrollo económico de los
países que la practican y – en el caso Europeo - al
despegue industrial del siglo XIX; la expansión de
las exportaciones; y por último al desarrollo del
sindicalismo en el mundo. En términos socioculturales se destaca la dimensión inmaterial de este
tipo de patrimonio y un conjunto de prácticas
sociales y económicas asociadas tanto al ámbito
doméstico como laboral de las comunidades mineras (Ayala-Carcedo, 2000, pág. 33).

Es ampliamente conocido, que la actividad minera genera importantes impactos ambientales en
los lugares en los cuales se emplaza. Paradójicamente, el cese de la actividad extractiva, lejos
de contribuir a aminorar dichos efectos, genera
otros adicionales. Estos pueden agruparse en
tres grandes tipos: a) impactos ambientales sobre
los ecosistemas y el paisaje4; b) socioeconómicos,
producto del desempleo y la falta de inversión en
zonas por lo general mono productivas y de bajo
nivel de escolaridad; y c) los impactos culturales,
incluyendo procesos de potencial pérdida de
identidad y autoestima; y pérdida de cohesión social (Roberts y Veiga, 2000, Pág. 23).

En el presente artículo se argumenta que - ante
el escenario de un territorio post-minero que
se estime significativo desde el punto de vista
patrimonial - la perspectiva de la reutilización y
reocupación del espacio con un sentido cultural
y educativo, contribuirá a revertir el impacto del
cierre, en consonancia con los principios de la sostenibilidad. A partir de la perspectiva conservacionista y de la sostenibilidad se propone retomar
los parámetros para una reutilización sostenible
del espacio minero desarrolladas por López (2010;
ver Tabla N°1).

Todos estos impactos son particularmente graves
a la luz del creciente número de minas que se han
ido cerrando; ya sea por la crisis de la industria o el
natural agotamiento de la veta.
Por otra parte, también es posible considerar que
muchos de estos territorios poseen un importante
valor patrimonial. La valoración del legado minero se vincula a una serie de desplazamientos del
concepto de patrimonio, acaecidos desde mediados del siglo XX, que han permitido su valoración
ya no exclusivamente a partir de un enfoque
histórico-artístico sino a partir de otras nociones
tales como la de valor ‘testimonial’ (Casanelles,
1997)5 y luego cultural (Castillo – Ruiz, 2003). Un
tercer enfoque relevante es el que destaca su
importancia en la construcción de un paisaje cultural. La definición de ‘paisaje cultural’; propuesta
a principios del siglo XX por el geógrafo cultural
Carl Sauer (1925), se retoma a mediados de la década de 1980, cuando se estrecha la relación entre
naturaleza y cultura; y es un eslabón clave para la
posterior valoración del ‘paisaje minero’6.

En cuanto a la esfera social, se parte de la premisa
de que la participación activa de la comunidad
local favorece tanto la autenticidad de la interpretación, como una distribución que priorice los
beneficios económicos para la protección del recurso y el desarrollo local; y se proponen cuatro
indicadores para medir este parámetro. En cuanto a la esfera ambiental se aborda la polémica
existente entre quienes centran las acciones hacia
la recuperación ecológica del lugar; devolviendo
el paisaje a un estado anterior a la fase extractiva.
Y quienes por el contrario abogan por la puesta
en valor de estos lugares, ahora convertidos en
paisajes culturales. Desde un punto de vista que
integra ambas consideraciones se consideran dos

Otro concepto relacionado es el de patrimonio
minero metalúrgico. Se incluyen en esta categoría
no sólo las actividades extractivas propiamente
tales, sino también las actividades cuyo fin último

(4) Ver Roberts y Veiga (2000); y Soares Calvo (1998)
(5) Si bien la inclusión explícita del patrimonio técnico-industrial dentro del concepto de patrimonio se realiza por
primera vez durante la II Conferencia Europea de Ministros
responsables del patrimonio arquitectónico, en el Consejo
de Europa de 1985.
(6) El paisaje cultural ha sido definido como “un ámbito geográfico asociado a un evento, a una actividad o a un personaje histórico, y que contiene, por tanto, valores estéticos

y culturales” (Sabaté, 2004, pág. 8); definición que recoge
también la definición del National Park Service como “Historic Sites” o Sitio Histórico (Pérez y Parra, 2004, pág. 12).
(7) Ver http://www.bclm.co.uk/ y www.bpears.org.uk
(8) Cap House Colliery y Hope Pit (Pique Esperanza) Fuente:
www.wwmm.org.
(9) Ver http://www.ironbridge.org.uk/about-us/ironbridgegorge-museum-trust/strategic-reports/

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Vinculaciones entre patrimonio y sustentabilidad / El espacio minero después del cierre en Iberoamérica; casos en Brasil, España y Chile
María Isabel López + Leonel Pérez Bustamante

parámetros. El primero, referido a la recuperación
ecológica y prevención del riesgo ambiental del
sitio. Y el segundo a la preservación del ‘sentido
de lugar’ del paisaje minero. Finalmente en cuanto a la esfera socioeconómica se consideran
siete indicadores de una estrategia económicamente sostenible. Los tres primeros apuntan a la
integración de la estrategia a planes más amplios
y holísticos de desarrollo. Y los cuatro últimos a
medir los beneficios de la actuación para la comunidad local.

tenticidad, dado que el paisaje minero logrado
no constituye un paisaje histórico pre-existente,
sino uno creado para la actuación, a partir del traslado al sitio escogido de instalaciones y edificios
diseminados en otros lugares de la comarca. El
segundo y tercer tipo en cambio implica efectivamente la reocupación de ex - áreas minero industriales. Sin embargo, mientras que el Tipo 2
se limita a recuperar y reutilizar las instalaciones
minero-industriales, el Tipo 3 implica una puesta en valor integral del ex - territorio minero. Es
decir, tanto del paisaje, como de la cultura que la
sustenta (incluyendo a las instalaciones minero
– industriales, así como a los poblados mineros).
Un ejemplo del Tipo 2 es el National Coal Mining
Museum en el área minera de Yorkshire, donde se
reutilizan dos ex - minas carboníferas que fueron
explotadas desde fines del siglo XVIII8. Un ejemplo del Tipo 3 es sitio de Ironbridge Gorge9 al sur
de Telford en Shropshire; donde se define un plan
integral de preservación de un sitio patrimonial
de aproximadamente 500 hectáreas; en el cual se
emplazan diversas instalaciones minero industriales y ex - asentamientos mineros aún habitados.

Al aplicar estos indicadores en investigaciones
precedentes referidas al contexto británico
(López, 2010; y López & Pérez, 2013) se estableció
una categorización de tres Tipos de Actuación,
con diversos grados de cumplimiento de estos indicadores, los cuales se denominaron: 1) Parques
mineros recreados; 2) Ex – yacimientos reutilizados museísticamente, y 3) Territorios mineroindustriales reconvertidos. El ‘Parque minero recreado’ puede ser descrito como una reutilización
del legado construido, y la presentación de su
legado intangible, en un sitio escogido ad hoc
que ‘recrea’ un paisaje minero. Dos ejemplos
de este tipo son: Beamish Museum y Black Country Museum7; ubicados al suroeste de Newcastle
Upon Tyne y en la conurbación del West Midlands
respectivamente. Este tipo de actuación es sin
duda la más cuestionable en términos de su au-

Desde la perspectiva de los indicadores de sostenibilidad señalados, este último tipo de actuación es el que mejor se acerca a la noción de
reutilización sostenible (López, 2010).

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Esfera

Parametro

INDICADORES

SOCIAL

INCLUSIVO Y PARTICIPATIVO
Que se convoque de manera
inclusiva de todos los actores
sociales a participar en la
implementación y gestión
turística del patrimonio

1 / Señales de compromiso y cooperación de
actores sociales; Ej.: los representantes locales, los
conservacionistas, los operadores turísticos, los
propietarios, los responsables políticos, los responsables de elaborar planes nacionales de desarrollo, y
los gestores de los sitios

CULTURAL Y COMPRENSIVO
Que se favorezca un enfoque
comprensivo de la cultura
minera que sustenta el
patrimonio, basándose en
una concepción amplia de lo
que constituye o tiene valor
patrimonial.

2 / Acciones de registro y valorización de: a) hechos sociales o aspectos de la organización social
e institucional de la comunidad minera; b) hechos
mentales o creencias y culturas compartidas de
las comunidades mineras.3 / Acciones de interpretación del patrimonio
cultural (que refleje la historia local de una manera que coincida con la perspectiva local)
4 / Medios de presentación /difusión de manera
relevante y accesible para la comunidad anfitriona y el visitante, con información histórica,
cultural, y del entorno físico

AMBIENTAL

ECOLOGICO
en términos de promover la
recuperación y protección
ecológica y de prevención de
los riesgos ambientales

1 / Señales de compromiso y participación de
entes conservacionistas

PRESERVACIONISTA
del sentido de lugar e identidad del paisaje minero.

3 / Medidas de protección, conservación, recuperación y reutilización del paisaje minero.

2 / Acciones de prevención del riesgo ambiental;
y recuperación ecológica

4 / Marco legal u/o instrumentos de planificación
ECONÓMICA

INSERTO EN PLANES GLOBALES DE DESARROLLO
como un medio para multiplicar el efecto del proyecto
sobre el desarrollo económico local

1 / Integración del proyecto turístico minero a
Planes de Desarrollo más amplios y holísticos.
2 / Que se potencie el proyecto con otras atracciones
3 / Que se capacite y asista financieramente a la
comunidad local.

BENEFICIOSO ECONOMICAMENTE A ESCALA LOCAL
Que aporte beneficios
económicos sean para la
comunidad local en términos
de oportunidades de empleo
y de inversión.

4 / Existencia de un marco legal u/o instrumentos de planificación que aseguren una distribución ‘equitativa’ de los recursos y beneficios
5 / Descenso en índices de desempleo
6 / Aumento en número de visitantes al año
7 / Aumento de la inversión.
8 / Incremento en el pago de impuestos locales,
por aumento de la inversión

Tabla 1

Parámetros e indicadores de una estrategia sostenible de reocupación del espacio minero
Fuente: Reelaborado a partir de López (2010)

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Vinculaciones entre patrimonio y sustentabilidad / El espacio minero después del cierre en Iberoamérica; casos en Brasil, España y Chile
María Isabel López + Leonel Pérez Bustamante

Casos de reutilización en
Iberoamérica

pansión residencial de grupos de alta renta. Por
otra parte en la vertiente sur de la Serra do Curral
– donde se ubica la propiedad minera - en el Municipio de Nova Lima, ha predominado una visión
más desarrollista con diversos paños de re industrialización y sin la definición de áreas de protección de la Sierra.

A partir de los casos que se presentan en los capítulos siguientes nos ha parecido interesante
revisar algunos de ellos intentando explorar la
aplicabilidad de la categorización antes propuesta. En ese sentido se han tomado los casos de tres
países, cuyos ejemplos se describen con mayor
detalle en algunos de los capítulos a continuación
y en Hernández y López (Eds., 2013).

La Compañía Minera – en concordancia con las
disposiciones legales vigentes - definió el Plan de
Cierre (PFMAC) al año 2007. A partir de criterios
de tipo ambiental y legal13 el plan considera una
zonificación de uso intensivo para aproximadamente 193 ha de la propiedad minera14; y otras
áreas de protección natural. El área parcelada es
zonificada para áreas de servicios (tales como instituciones de enseñanza e investigación), comercio, residenciales, y de esparcimiento tales como
hoteles. Se definen también áreas de preservación del patrimonio industrial y geológico; este
último a partir del acceso, con un sentido educativo, a áreas de interés. El proceso incluyó un programa de comunicación social, diversas medidas
de estabilización del terreno, aprovechamiento
de la infraestructura existente, desmontaje y demolición, plan de contingencia para los riesgos
ambientales, descontaminación y rehabilitación
ambiental, y preservación y monitoreo ambiental,
incluyendo la revegetación de la cava y la transformación de su fondo en un lago.

Actuaciones en Brasil
En el caso de Brasil Carsalade et al presenta10–
dentro de otros - dos ejemplos de reutilización
de ex - áreas mineras interesantes de destacar.
Ambas se emplazan en la Región Metropolitana
de Belo Horizonte (RMBH), en el estado de Minas
Gerais:

la Mina de Aguas Claras
el Parque de Inhotim

La Mina de Aguas Claras (Figura 2) está ubicada
en el Quadrilátero Ferrífero, en la Serra do Curral,
entre los Municipios de Belo Horizonte y Nova
Lima, a escasos 14 km del centro de Belo Horizonte. En el área se desarrolló entre los años 1970 y
1990 una extracción de fierro de gran escala, impulsada por la compañía MBR11; siendo definitivamente cerrada el año 2001 (Fonseca, 200712).

El caso de Inhotim se trata de un área de alrededor de 100 ha ubicada en el Vale do Paraopeba
cerca de la ciudad minera de Brumadinho; en Brumadinho viven alrededor de 35.000 habitantes a
64 km de Belo Horizonte (Figura 2). Los inicios
de Inhotim se remontan a los años 80 cuando el
exitoso empresario minero Bernardo Paz compró
un rancho y lo transformó en un parque botánico.
En los 90 empieza la construcción de salas de arte;
el año 2002 funda el Instituto Cultural do Inhotim
(ICI) que actualmente lo administra, y el año 2006
abre el sitio al público. El sitio de Inhotim podría
ser descrito como un área de parque en el cual se
ubican una serie de edificios e instalaciones orientadas a la exhibición de obras de arte contemporáneo brasileño e internacional.

Quizás una de las características más importantes
en la definición de usos futuros es la ubicación de
esta antigua zona minera en un área fuertemente
tensionada por la competencia entre usos extractivos, áreas protegidas de extraordinaria belleza
natural y valor ambiental, y por último: áreas de
enorme atractivo para la inversión inmobiliaria.
En la vertiente norte de la Serra do Curral ha predominado la ligazón simbólica con la ciudad de
Belo Horizonte, e incluso con su trazado urbano.
Adicionalmente su condición de lugar central, y
belleza paisajística, lo hacen atractivo para la ex-

(10) Cap. 2.1
(11) Mineracoes Brasileiras Reunidas
(12) h t t p : // w w w. t e d e . u f o p . b r/ t d e _ b u s c a /a r q u i v o .
php?codArquivo=308
(13) Dentro de los criterios ambientales se consideraron

aspectos: geotécnicos, hidrogeológicos y ecológicos (De
Lima, 2012, p. 133)
(14) Área que corresponde aproximadamente a un 9% de la
propiedad total de la minera (De Lima, 2012, p. 135)

15

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Este último enfoque se ve reflejado en el cuidado
diseño paisajístico inspirado en los patrones estéticos de Burle Marx, así como en la promoción de
una serie de actividades de educación e investigación ambiental. Hoy día el sitio de Inhotim recibe
del orden de los 130.000 visitantes al año 2010
(Carsalade, 2013, p.53), entre visitantes individuales y grupos (escolares y otros)15.

Brumadinho, el Municipio o las organizaciones
sociales locales no forman parte del directorio
que gestiona el sitio. En términos espaciales y
funcionales el sitio se plantea como un parque
cerrado – de acceso controlado - segregado del
sistema de vías y asentamientos de la región. Finalmente, si bien el sitio se ubica en lo que fuera
un territorio históricamente minero, no existen
vestigios mineros reutilizados y en general el programa aplicado, fuertemente orientado como ya
se ha dicho al arte y el medio ambiente, no define
como propósito retomar ni poner en valor la identidad minera de la región.

Por otra parte, algo más polémica es la relación
que este enclave establece con las comunidades
aledañas. Si bien existen actividades específicas
en las cuales el ICI se asocia con la comunidad de

Figura 1, 2 y 3


Se marcan los límites de los sitios de: Mina de Aguas Claras y Parque Inhotim en Brasil; el Parque Minero Minas de S-N
Fontao y Parque tecnológico MWINAS en España; y el área patrimonial de Lota Alto y Sitio Patrimonio de la
Humanidad de Humberstone en Chile.
Fuente: LEU/UBB sobre vistas satelitales de Google Earth; escala 1:5000.

(15) http://www.inhotim.org.br/

16

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María Isabel López + Leonel Pérez Bustamante

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Vinculaciones entre patrimonio y sustentabilidad / El espacio minero después del cierre en Iberoamérica; casos en Brasil, España y Chile
María Isabel López + Leonel Pérez Bustamante

Figura 4, 5 y 6


Se marcan los límites de los sitios de: Mina de Aguas Claras y Parque Inhotim en Brasil; el Parque Minero Minas de S-N
Fontao y Parque tecnológico MWINAS en España; y el área patrimonial de Lota Alto y Sitio Patrimonio de la
Humanidad de Humberstone en Chile.
Fuente: LEU/UBB sobre vistas satelitales de Google Earth; escala 1:5000.

Actuaciones en España

La historia de la comarca está fuertemente vinculada a la minería del carbón como sustento
de la economía local desde los años 40 y hasta
principios del 90. La actuación, iniciada el año
2005, pone de relieve la recuperación y puesta
en valor de un espacio post-minero a partir de
la iniciativa de la comunidad local, representada
por ex – mineros. La iniciativa ha ido involucrado
sucesivamente, al Consejo Local, el Municipio y
posteriormente a la empresa minera ENDESA. La
propuesta incluye la reutilización de los vestigios
industriales para museo minero en poco más de
media hectárea, así como la restauración ecológica de zonas de explotación en la Val de Ariño;
particularmente en el humedal Corta Alloza en
donde en un antigua explotación a cielo abierto,
hoy se ubica un espacio de alto valor ecológico.

En el caso de España, Pizarro y Orche16 et al presentan dos casos de reutilización de ex - áreas mineras ubicadas en Andorra-Sierra y Vila de Cruces
respectivamente:

El Parque Minero MWINAS
el Parque Sn-W Minas de Fontao

El Parque Minero Comarca de Andorra “MWINAS” se ubica a escasos metros del pueblo de
Andorra, a 100 km de Zaragoza. La comarca tiene
poco más de 11.000 habitantes de los cuales casi
8.000 viven en Andorra.

(16) Caps. 3.6 y 3.4 respectivamente.

19

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A futuro se propone conectar el Parque Minero a
otras iniciativas tales como: un centro de interpretación del ferrocarril Andorra-Escatrón y tren turístico minero; y a actuaciones en otros poblados
de la Comarca; dos de estas últimas abordarían
las vinculaciones entre la minería y el arte en Estercuel, y aspectos sociales de la vida de los mineros en Ariño17.

y no el poblado en si el cual podría ser visitado
como complemento a la visita del parque. Por
otra parte se habilitó un Museo Minero en la antigua capilla y las escuelas del poblado.

El proyecto de rehabilitación de las minas de
Sn-W de Fontao: El proyecto se ubica en lo que
fuera la antigua explotación de estaño y wolfram,
desarrollada hasta 1973 en Fontao, Concello de
Vila de Cruces, provincia de Pontevedra. El parque se ubica a unos 8 km del poblado de Vila da
Cruces, de casi 7.000 habitantes.

En el caso de Chile, recientemente López y Pérez
(2013: 62) han presentado un conjunto de casos
de reutilización de ex campamentos mineros,
algunos de los cuales han sido abandonados y
otros se mantienen aún poblados. Destacan las
diferentes estrategias de revalorización ocupadas
en los casos de Humberstone y Lota, originados
por el despliegue de la minería del salitre en el
norte y del carbón en el sur de Chile, respectivamente.

Actuaciones en Chile

La antigua explotación minera se inicia en el año
1886 con la extracción de estaño. Posteriormente
el wólfram abrió un nuevo mercado, alcanzando
grandes precios en la segunda guerra mundial y
la Guerra de Corea. Luego el cierre definitivo de la
empresa minera se produce el año 1974.

El proyecto de revalorización de Humberstone y Santa Laura corresponde al de un Museo
de sitio y parque del salitre (Pérez, 2008, pág.
199). De las casi setenta salitreras que llegaron a
existir en el norte grande chileno, las salitreras de
Humberstone y Santa Laura – ubicadas en pleno
desierto de Atacama a más de 50 kilómetros de la
ciudad de Iquique y a 3 Km. entre sí - representan
la ‘época dorada’ del salitre, donde Chile dominaba el mercado internacional. Construidas ambas
en el año 1872, se mantuvieron en funciones hasta 1960 luego de un proceso de abandono de sus
habitantes a causa de la crisis del salitre. Tras más
de cuatro décadas desde el cese de las operaciones, en ambos campamentos el grado de deterioro era muy alto, especialmente en Santa Laura,
producto del abandono, la falta de conservación
y el robo sistemático. En 1971 la declaración de
ambos lugares como Monumentos Históricos por
parte del Consejo de Monumentos Nacionales
(CMN), contribuyó a proteger los restos que permanecían. En 1989, el área extractiva de ambas
oficinas, llamadas “tortas de ripio”, fue anexada a
la declaración.

Los vestigios existentes se pueden clasificar en
tres grandes grupos: a) labores mineras, b) edificios e instalaciones y c) un poblado minero que
puso en práctica en los años 50, el ideario moderno. El poblado que fuera abandonado tras el cierre de las minas, ha vuelto a habitarse - tras la restauración de las viviendas - por nuevos inquilinos
de la Xunta, unos pocos de ellos antiguos obreros
de la mina. Un atractivo adicional es el paisaje natural el cual cuenta con dos protecciones a escala
de la Comunidad Autónoma.
El proyecto de Parque Minero19 - financiado por el
Concello de Vila de Cruces - se enfoca a: contar la
historia de la minería, rehabilitar el mayor número posible de elementos integrantes del proceso
minero-metalúrgico y a proyectar un parque dinámico y participativo. Cabe destacar que el área
del parque incluye fundamentalmente las áreas
de labores y de edificios e instalaciones mineras,

(17) http://www.fundacionsierraminera.org/ y http://issuu.
com/malacate/docs/andorra
(18) eorche@uvigo.es
(19)http://webs.uvigo.es/mundominero/quienes_somos.
html

20

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María Isabel López + Leonel Pérez Bustamante

Figura 7 y 8 De arriba hacia abajo: Vista del Parque Minero MWINAS / Vista de oeste a este de las Minas de Fontao; se aprecia el

concentrador nuevo a la izquierda y el antiguo enfrente. Las bocaminas se ocultan bajo las copas de los árboles.

Fuente: Antonio Pizarro Losilla / Enrique Orche18

21

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Ocho años después se crea la Corporación Museo
el Salitre, institución privada sin fines de lucro,
compuesta por la ex - comunidad minera (pampinos) y personas representantes de instituciones
públicas y privadas. Desde el año 2002 la corporación adquiere la propiedad de ambas Oficinas
Salitreras, quedando a su cargo su restauración y
manutención; la puesta en valor de todo lo relacionado con la Era del Salitre; y la formación de
un Museo de Sitio. La Corporación, junto al Ministerio de Obras Públicas (MOP), el Ministerio de
Bienes Nacionales, y la Dirección de Bibliotecas,
Archivos y Museos (dependiente del Ministerio
de Educación), desarrolló diversas acciones para
convertir ambas oficinas en un atractivo turístico
cultural con proyección internacional. Se pretendía que ambas oficinas conformasen un “Museo
de sitio”; o primer “Parque del salitre”; que mostrara cómo trabajaban y vivían los pampinos; el
entorno en que desarrollaron sus existencias, y lo
que significó el salitre para el progreso de Chile.

La Corporación presentó los expedientes de
ambas salitreras a la UNESCO y en julio de 2005
ambas oficinas fueron incluidas en la lista de
Patrimonio mundial y en la Lista de Patrimonio
mundial en peligro. Este reconocimiento marca
una nueva etapa en su conservación y revalorización, surgiendo un instrumento que organizaría la
forma en que se iba a enfrentar la conservación,
administración, difusión y revalorización de las
oficinas salitreras: se crea el “Plan de manejo para
las oficinas salitreras Humberstone y Santa Laura”, gestado por la Corporación, la Dirección de
Arquitectura del MOP y el CMN, instituciones que
definen los principios de conservación y sostenibilidad del sitio, y a partir de ellos los objetivos y
programas de acción (Espiñeira et al, 2006).
Adicionalmente, en junio del 2010, la Corporación
ha recibido de Bienes Nacionales la concesión –
por 21 años - de otras 1.400 hectáreas de terrenos de las ex - salitreras de Humberstone y Santa
Laura21.

A partir del año 2003 la Dirección Nacional de Arquitectura del MOP abordó una primera etapa de
recuperación de las instalaciones industriales; en
especial la reparación de dos construcciones únicas en su tipo: la planta y la chimenea.

Figura 9

A diferencia de las revalorizaciones del legado salitrero y cuprífero en el norte de Chile, en el sur las
iniciativas de reconocimiento del patrimonio del
carbón son mucho más incipientes.

Vista de la chimenea e instalaciones industriales en el Museo del Salitre de Humberstone, Iquique.
Fuente: Colección propia, capturada en el año 201020

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En el poblado minero de Lota se han desarrollado sucesivamente planes de revitalización urbana, a fines de la década de 1990 y actualmente
la estrategia de declaratorias patrimoniales de
carácter local y nacional.

mente a las viviendas. Sin embargo hasta esta
fecha dicho Plan Regulador sigue pendiente
de aprobación. Una última estrategia consistente en un sucesivo y paulatino proceso de Declaratoria de diversos edificios e instalaciones como
Monumentos Nacionales por parte del CMN se
encuentra actualmente en curso, decretándose,
por ejemplo, sólo en la primera mitad el presente
año 2014, un total de quince Monumentos Nacionales en el excampamento minero del sector de
Lota Alto.23

El término definitivo de la minería del carbón,
iniciada en 1835, se produce el año 1997 con el
cierre de la mina por parte de la empresa minera
estatal ENACAR22. Junto con el cierre, el Gobierno
nacional – a través de la agencia de Corporación
de Fomento (CORFO) – puso en marcha diversas
medidas enfocadas por una parte a compensar
a los mineros y sus familias en situación de desempleo; y por otra parte a reinsertarlos laboralmente. Algunos de los planes más relevantes han
sido los siguientes: 1) Plan integral de desarrollo
de Lota, orientado a facilitar el proceso de cambio
productivo de la ciudad (1997 – 2000); 2) El Plan
de Desarrollo Territorial (PDT) para el territorio
de reconversión (2004 y 2006); y 3) El Programa
Bicentenario; programa nacional de conmemoración (Pérez et al, 2004). Estos planes no tenían
como objetivo central la revalorización del patrimonio, pero algunos de sus proyectos: restauración de pabellones de vivienda colectiva, recuperación de equipamientos y espacios públicos
y la creación de un circuito turístico patrimonial,
han resultado significativos. La ejecución de estos
proyectos indica un modesto interés por la revalorización de las antiguas áreas e instalaciones
mineras (Pérez, 2008, pág. 300)..

Discusión final
Al comparar los casos presentados se observa una
gran variación en la escala de las actuaciones (Tabla 2 y Figuras 2 a 6). Similarmente se observa
una gran diversidad en cuanto al grado de involucramiento de los diversos actores. Como es de
suponer, en la mayoría de los casos las empresas mineras han tenido una activa participación
en las iniciativas; sin embargo el grado y tipo de
participación varía en los diversos ejemplos. Es
así como en los dos casos Brasileños la empresa
o propietario minero han liderado la planificación o implementación de la iniciativa. En Parque MWINAS y Humberstone en cambio las ex
- comunidades mineras han tenido un rol mucho
más relevante en el impulso a las iniciativas. En
Fontao podemos distinguir diversas iniciativas
con distintos grados de involucramiento de los
actores. Mientras que en el Parque Patrimonial
Minero la iniciativa surge de un investigador local
que consigue el respaldo de la administración local24; la rehabilitación del ex - poblado minero es
impulsada por el Gobierno Regional (de la Xunta
de Galicia). Finalmente el caso de Lota en cambio
es quizás el único ejemplo claramente ‘de arriba
hacia abajo’, liderada fundamentalmente por el
Estado central; con un involucramiento mucho
más tardío de la comunidad local en la preservación del patrimonio.

Por otra parte, desde hace más de un lustro la
Municipalidad de Lota ha estado desarrollando
el estudio para modificar el Plan Regulador Comunal vigente (PRC), con el fin de seleccionar
elementos del patrimonio construido, para posibilitar su protección declarando Inmuebles (ICH) y
Zonas de Conservación Histórica (ZCH), pudiendo
así ser elegibles para recibir subsidios específicos
y/o adicionales otorgados por el Ministerio de Vivienda y Urbanismo (MINVU), dirigidos especial-

(20) eorche@uvigo.es
(21) Que corresponde a los Lotes A y B en Pozo Almonte, que
incorpora vestigios de la ex – oficina Salitrera Peña Chica y el
ex campamento Salitrero Don Guillermo; fuente La Tercera,
27/06/2010, Pág. 25
(22) Empresa Nacional del Carbón

(23) Dato extraído de http://www.monumentos.cl/catalogo/625/w3-channel.html (fecha de consulta: 16 de julio de
2014)
(24) Dr. Enrique Orche autor del Proyecto de Parque Minero
desarrollado el año 2001.

23

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actuación

sup.
aprox.
(Há)

ACTORES

HUMBERSTONE

573

Corporación
CMN
MOP
Minera Collahuasi

LOTA

197

Aguas
Claras

Áreas rehabilitadas / reutilizadas

Nuevos
usos

Industriales

Asentamiento

X

X
(hoy deshabitado)

Turístico
patrimonial

CORFO
ENACAR
Municipio

Muy
parcialmente

X
(pabellones
mineros habitados)

Turístico
patrimonial
y residencial

197

Empresa
Minera

X

Inhotim

100

Propietario
Minero /
Fundación
privada

X

Sn-W Fontao

20

Personas
naturales
Municipio
local Xunta
regional

X

Parque
MWINAS

0,5

Ex - comunidad minera
Consejo Local
Municipio
Empresa Minera

X

Tabla 2

Se proponen áreas Servicios,
pobladas en ex-áreas residencial,
comercio
de la Minera
-

Turístico
ambiental /
artístico

Turístico
X
(hoy vuelto a habitar) patrimonial
y residencial
-

Turístico
patrimonial

Escala, Actores y nuevos usos
Fuente: Elaboración propia con datos de superficie extraídos de: http://www.monumentos.cl/; López, 2010; De Lima, 2012;
Carsalade 2013; Pizarro 2014 y Orche, 2014

24

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Vinculaciones entre patrimonio y sustentabilidad / El espacio minero después del cierre en Iberoamérica; casos en Brasil, España y Chile
María Isabel López + Leonel Pérez Bustamante

En relación a los Tipos desarrollados en la primera parte de este artículo se propone simplificar la
tipología precedente identificando dos grandes
grupos de actuaciones (Tabla N°3):

vo – a-histórico - creado por los impulsores de la
iniciativa, y en el cual se instala un uso completamente nuevo en un sitio parcialmente explotado
por la minería.

Parque Temático Preservado: cuando la actuación preserva los valores culturales y
patrimoniales del antiguo sitio minero. Este es el
caso de los sitios de MWINAS y de Humberstone.
Estas actuaciones plantean la preservación de la
memoria minera y sus vestigios. Se diferencian
entre sí en el hecho de que mientras MWINAS sólo
rehabilita las áreas industriales, en Humberstone
también se recuperan y acondicionan para usos
turísticos las áreas ahora deshabitadas del ex - poblado salitrero.

Tipo Territorial
Actuación integrada al sistema de áreas rurales y urbanas en la cual se emplaza; este tipo
corresponde al anteriormente descrito como Territorio Minero-industrial reconvertido
Las actuaciones de Mina Aguas Claras, Fontao y
Lota, podrían clasificarse como actuaciones de
tipo Territorial, en tanto las acciones de recuperación abordan – aun cuando parcialmente - no
sólo las antiguas áreas productivas (mineras) sino
también áreas aún habitadas, vueltas a habitar o futuras áreas residenciales. Este último
es el caso de Mina de Aguas Claras de acuerdo a
lo definido por el PFMAC. En el caso de Fontao y
de Lota se trata de diversas acciones no siempre
coordinadas entre sí en las cuales se ha abordado
la rehabilitación de distintos sitios dentro del área
minera; algunos de los cuales implican la rehabilitación de ex - viviendas mineras.

Finalmente en cuanto al aporte de cada uno de
estos tipos a los indicadores de sustentabilidad se observa lo siguiente:
Esfera Social
Las actuaciones que de acuerdo los datos analizados, mejor garantizarían el desarrollo de actuaciones inclusivas y participativas desde la
perspectiva local son las de MWINAS y Humberstone; en tanto han sido impulsados por la
propia comunidad.

Tipo Parque Temático

En relación al aporte de las actuaciones a la comprensión integral de la cultura minera vemos
que la actuación más distante de este objetivo es
la de Inhotim.

Estas actuaciones se desarrollan en un espacio
deshabitado de acceso controlado, y segregado
de su entorno territorial, en la cual se despliega un
programa de tipo mono - funcional para su aprovechamiento turístico. Dentro del tipo es posible
diferenciar dos sub-tipos:


Tanto la actuación de Humberstone
como la de MWINAS y de Aguas Claras se deducen mejorables en este respecto; en términos de
incorporar con mayor fuerza los espacios relacionados con la cultura minera (ej.: poblado, equipamientos, espacios públicos, etc.). Si bien en Humberstone estos elementos son valorizados dentro
de la propuesta museística, se trata de espacios
deshabitados, lo cual priva a los visitantes de un
contacto directo con la ex - comunidad minera.


Parque Temático Creado: cuando se
crea dentro del sitio un nuevo paisaje, ya sea minero u otro. Un ejemplo de paisaje ‘creado’ de
tipo minero es el Museo de Beamish; Inhotim por
otra parte corresponde a un ejemplo de creación
de un paisaje de valor estético y ecológico. El
caso de Inhotim se define como Parque Creado
en tanto se trata de un paisaje enteramente nue-

25

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esfera

PARÁMETROS

SOCIAL

Tipo Territorial

Parcialmente Parcialmente Parcialmente
Inclusivo y Participativo de la
comunidad local

Aguas
Claras

LOTA

Creado

Preservado

Inhotim

MWINAS

Humberstone

-

-

A futuro

Parcialmente

-

s/i

AMBIENTAL

Parcialmente

Ecológico
Preserva el
paisaje minero

Parcialmente Parcialmente Parcialmente

-

ECONÓMICO

Comprensivo
de la cultura
minera

Sn_W
Fontao

Tipo Parque Temático

Inserto en
planes globales
de desarrollo

Con escala
Local Falta
No con escala Metropolitana.

-


Con
escala local

s/i

En sus
objetivos

En sus
objetivos

Tangencialmente

En sus
objetivos

s/i

Empleo y
Beneficioso
económicamen- renta a partir
te a escala local de proyecto
urbano

Tabla 3

Relación de los Tipos de Actuación con los parámetros de sostenibilidad.
Fuente: Elaboración propia

26

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María Isabel López + Leonel Pérez Bustamante


Por otra parte tanto en Minas de Fontao como en Lota co-existen algunas iniciativas
de recuperación de: áreas productivas y del ex asentamiento minero aún habitado. Por lo tanto
los visitantes pueden - al menos en teoría – conocer tanto el mundo del trabajo minero, como a
la ex - comunidad que lo sustentó. Por otra parte
hasta hace poco las organizaciones sociales en
Lota, señalaban precisamente la necesidad de
una mayor vinculación entre los circuitos turístico-patrimoniales orientados hacia las zonas mineras y algunos equipamientos específicos, con el
poblado de Lota de manera más integral (López
et al, 2010).

Esfera Económica
En general la mayoría de los sitios y sus usos de
suelo son reconocidos en los instrumentos de planificación local (municipal25). Una excepción es el
caso de Lota donde este instrumento lleva años
en proceso de revisión sin aprobarse, lo cual ha
permitido la pérdida y deterioro de importantes
inmuebles de la época minera.
Otra brecha en el caso de Aguas Claras es la falta
de coordinación del plan de cierre con los instrumentos de planificación del nivel metropolitano
de planificación. Por otras razones pero con similar resultado, en el caso de Lota - si bien el Plan
Regulador Metropolitano de Concepción (PRMC)
- reconoce las áreas de patrimonio minero, es el
instrumento en sí el que no cuenta con mecanismos reales de protección, mientras sus disposiciones no sean integradas - a través de un proceso de
actualización – al plan comunal.

Esfera Ambiental
En relación a esta esfera, el parámetro con un
mayor grado de cumplimiento es el de recuperación ecológica de los sitios. La mayoría de las actuaciones presentan acciones o plantean esta recuperación como objetivo central. Una excepción
es el caso de Lota, donde no se registran acciones
relevantes de recuperación ambiental y paisajística de las áreas industriales, principalmente enfocadas en las áreas de viviendas. Finalmente, respecto del caso de Humberstone no se encontró
información.

Finalmente – y si bien en general todos los sitios
se plantean como uno de su objetivos el contribuir al desarrollo económico local, lo cierto es que
este es el aspecto menos claro a partir de la información disponible. Como se anticipa más arriba,
el PFMAC de Aguas Claras no enfatiza de manera
apropiada el principio de supremacía del interés
público sobre el privado, en tanto el enfoque
principal del plan es la búsqueda de lucro privado (para la empresa minera) a partir de los nuevos
emprendimientos; así como una postura elitizada
en la propuesta de emprendimientos inmobiliarios para grupos de alta renta. En el caso de Lota
en el otro extremo los diversos planes implementados por el sector publico han tenido como foco
principal la búsqueda de alternativas económicas
para los ex - mineros, siendo el principal instrumento el denominado Plan Integral. Sin embargo
al respecto una sensación de fracaso, compartida
transversalmente por los distintos actores y la comunidad local, producto fundamentalmente de
la expectativa no cumplida de atraer inversión
productiva a Lota (López, 2010, p. 525 y 526).

En cuanto a la preservación de la memoria en el
paisaje, la actuación de MWINAS y Humberstone
responden a este parámetro. Por el contario en Inhotim la memoria minera no queda integrada en
la nueva propuesta paisajística. Respuestas más
parciales se observan en Fontao, Lota y Aguas
Claras. En las dos primeras porque - a pesar de
las acciones puntuales de recuperación del legado inmueble - persisten muchas instalaciones
abandonadas y deterioradas. Finalmente, en
Aguas Claras el PFMAC plantea la preservación de
la memoria minera y geológica como un objetivo,
sin embargo cabe la duda respecto del grado de
importancia de este aspecto en el plan, y en particular en las áreas de explotación urbana intensiva
para grupos de alta renta. Otro punto son las conclusiones de De Lima (2012) sobre la supremacía
del beneficio lucrativo particular del proyecto,
por sobre el interés colectivo. Este aspecto se retoma en el punto siguiente.

Una mirada panorámica permite observar que
existe efectivamente una gran diversidad de iniciativas tanto en términos de la escala del sitio de
la actuación, la manera en que se relaciona (inte-

(25) Es así como el plan de cierre de Aguas Claras cumple con
las directrices señaladas en el Plan Director de Nova Lima
(De Lima, 2012); el Plan del Concello de Vila de Cruces reconoce las áreas mineras de Fontao como áreas patrimoniales

(http://www.viladecruces.es/administracion/urbanismo/ ) y
el parque minero de MWINAS está articulado con la política
comarcal.

27

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grado o no) con su entorno inmediato; y el grado en que participan y la función que le cabe a
los distintos actores. Desde otra perspectiva, una
constante es el hecho de que cada actuación
responde o presenta el potencial de responder, en mayor o menor medida, a ciertos parámetros de desarrollo sustentable.

Mientras que en el primer caso el desafío del planificador será balancear a través de los instrumentos, los intereses de los inversionistas con los de la
colectividad; en el segundo caso el desafío parece
aun más arduo. Dos aspectos que parecen relevantes al respecto son: incorporar en la estrategia
no sólo el fortalecimiento del sitio en sí como destino para nuevos usos (turísticos, educativos, culturales, residenciales, etc.); sino también - como
un aspecto central - el fortalecimiento de los vínculos funcionales con su territorio; y dentro de
éste – posiblemente - con las áreas más centrales
del sistema de asentamientos.

Por otra parte, vemos también que el tipo de emplazamiento de estas iniciativas constituye un
factor determinante para la atracción de nuevos
usos. Es así como podemos diferenciar: los sitios ‘centrales’ o de ‘centralidad emergente’, en
los cuales las presiones inmobiliarias - amén de
otras - constituyen por sí solas incentivos para la
inversión; y en el extremo opuesto los sitios ‘periféricos’, ‘no centrales’ o ‘enclaves’, en los cuales
uno de los principales desafíos constituye precisamente el atraer dicha inversión. Este es el caso
de sitios como Lota.

En síntesis, trascender la escala local de planificación para buscar asociatividad con las escalas metropolitana e incluso regional, parece un requisito
ineludible para el éxito de estas - de por sí - complejas iniciativas.

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Internacional sobre Patrimonio Geológico y Minero en
el Marco del Desarrollo Sostenible y V Sesión Científica
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PARTE I
registros del patrimonio minero

Foto: Nicolás Sáez

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CHUQUICAMATA: CRONICA
DE UN DESALOJO / Cierre,
despedida y últimos años de
funcionamiento1
Leonel Pérez2 + Viviana Vilches Wolf 3

(1) Agradecimientos al Centro CONICYT/FONDAP 15110020
Centro de Desarrollo Urbano Sustentable (CEDEUS). www.cedeus.cl
(2) Doctor Arquitecto
Departamento de Urbanismo, Investigador CEDEUS Universidad de Concepción
leperez@udec.cl
(3) Arquitecta
Universidad de Concepción. Compagina el libre ejercicio de la profesión con la fotografía y la ilustración
vivivilches@gmail.com

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RESUMEN
La declaración de Chuquicamata como zona saturada de contaminación, más el elevado costo de
generar botaderos en zonas más alejadas, generó un plan de implicancia considerable para el futuro
de sus habitantes: su traslado definitivo hacia la ciudad vecina de Calama. Esto suscita una degradación
progresiva del campamento nuevo, que fundado por los norteamericanos, ahora bajo administración
chilena vería su fin como campamento habitado. El desalojo en sí acarrea una serie de efectos que se
traducen en etapas marcadas, generando cambios plasmados en su arquitectura y espacios urbanos;
una parte por decisiones de la empresa y otra moldeada con afecto por la mano de quienes habitaron
el campamento por años.
PALABRAS CLAVES: Chuquicamata, campamento minero, traslado de habitantes, campamento minero despoblado

ABSTRACT
The statement of Chuquicamata as a pollution saturated zone, plus the high cost of creating dumps in
remote areas, generated a huge plan about the future of its residents: The final move to the neighboring
city of Calama. This allows the progressive degradation of the “new camp”, founded by Americans and
now under Chilean administration seeing its end as resident camp. The eviction itself carries several
effects proyected in marked stages, creating change through architecture, with regard to the future.
KEYWORDS: Chuquicamata, mining camp, company town, population eviction, depopulated mining camp

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HISTORIA DE TRASLADOS

Se construyó en el campamento nuevo hasta
comienzos de los años noventa. Es aquí donde
numerosas familias pasan los últimos años de
su existencia como zona residencial. Hasta estos años, sus pobladores son testigos que los
botaderos del yacimiento comienzan a poblar
los alrededores del campamento residente, con
montañas de ripio que se extienden considerablemente tras pocos años: Era una señal de lo que
estaba por venir.

No es primera vez que el yacimiento de Chuquicamata ve el traslado de sus pobladores. Inicialmente, su explotación de manera artesanal vio
el crecimiento de una serie de poblados con diversos roles: El banco Drummond relacionado al
ámbito financiero; Punta de Rieles a la red de ferrocarriles y Placilla: el mayor poblado con cerca de
5000 habitantes.

Así, las proyecciones del yacimiento y su declaración como zona saturada de contaminación,
hacen que en 1996 se plantee el traslado definitivo de la población a Calama (Garcés, 2003:134),
con cerca de 18000 habitantes por relocalizar
(Garcés; O’brien y Cooper, 2010:97). Bajo el criterio de Codelco, el Proyecto de Traslado constituye
una pieza clave en la integración de sus habitantes con la realidad nacional, produciendo la
participación de estos en el ámbito local, con modos de vida abiertos a la comunidad y no solo circunscritos a la empresa (Garcés; O’brien y Cooper,
2010:97).

Tras el agotamiento de yacimientos de alta ley,
llega la administración norteamericana, con nuevas técnicas permitirían continuar con la explotación del yacimiento. Así Chuquicamata crece,
hasta absorber dentro de sí a los poblados preexistentes, debido a la demanda de mayor espacio
para el acopio de ripios. Es el momento en que
la administración planifica la nueva construcción
del campamento, bajo los lineamientos generales
característicos de las “company towns” norteamericanas, modelo con barrios y equipamientos
claramente definidos y articulados, concentrando
todo lo relativo a la empresa cerca de esta bajo un
esquema socialmente equilibrado.

Comienza un nuevo período en la vida residencial
del campamento, de desgaste progresivo, abandono y modificación de sus construcciones para
servir a la industria.

Finalmente en 1915 se procede a la construcción
de 2 campamentos distantes 3 kilómetros entre
sí. El “campamento americano” o Mill site situado
al nor-poniente sobre los cerros y el campamento
obrero o “campamento nuevo”, emplazado hacia
el sur en la explanada regular de menor pendiente que se dibujaba entre los cerros (Garcés,
2003:137). Es este último, donde habitó mayor
cantidad de años la población chilena y el más
conocido hasta sus últimos años.

ETAPAS DEL DESALOJO
Hacia fines del siglo XX, la problemática directa
del momento, era el poco espacio para el acopio
de material y el elevado costo que significaba
iniciar nuevos botaderos en zonas más alejadas.
Se habían ocupado todos los terrenos posibles
quedando solo una alternativa: comenzar la ocupación del campamento (Forray, 2006). Es a partir
de este momento que se da inicio a la primera
etapa del desalojo definitivo.

La lógica del traslado de los habitantes en Chuquicamata desde entonces, era de ir alejándose de la
mina, proyectando poblaciones siempre hacia los
terrenos vacíos entre los cerros del lado sur, mientras la zona industrial avanzaba sobre el campamento, modificando antiguas edificaciones para
servir como oficinas de los distintos departamentos de la mina.

Comienza el cierre de las poblaciones y construcciones más cercanas a la zona de acopio:
Los Duplex, Departamentos el Loa, la comisaría,
población bellavista, población Prat (los buques
- zona militar), la población John Bradford y el
cierre y desmantelamiento de una de sus construcciones más emblemáticas: El hospital Roy H
Glover. Fundado en los años 60’s fue considerado
el mejor hospital de Sudamérica y tras pocos
años fue enterrado bajo el botadero N°95. Frente

A mediados de los años 70’s con un yacimiento
nacionalizado, se planifica la construcción de nuevas poblaciones para los profesionales nacionales
que alcanzaron a habitar durante los setentas y
mediados de los ochentas el “campamento americano”, que nuevamente producto del avance de
las faenas mineras, debía incorporarse a la zona
industrial.

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CHUQUICAMATA: CRONICA DE UN DESALOJO / Cierre, despedida y últimos años de funcionamiento
Leonel Pérez + Viviana Vilches Wolf

Figura 1

Botadero de residuos de la mina tras vivienda desocupada en Calle Manuel Rodríguez. Septiembre 2006.
Foto: Viviana Vilches Wolf.

Figura 2

Vista general desde el campamento (villa auka huasi) al sector de extracción, donde se aprecian tortas de escoria antiguas del
yacimiento al fondo. Septiembre 2006
Foto: Viviana Vilches Wolf.

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a estas poblaciones se traza un cerco metálico
restringiendo el acceso de cualquier persona,
definiéndose una serie de nuevas “poblaciones
fantasma” en la zona de conflicto.

crecimiento del botadero, que ya habiendo sepultado al hospital, se acercaba al límite de seguridad esperando el vamos para continuar su ampliación.

Los chuquicamatinos que aún residían en el campamento podían apreciar y convivir con cientos
de casas ya desocupadas, poblaciones completas
cercadas y cerradas. Ni las bellas casas de la John

Bajo ese panorama, desde el año 2004 se ejecuta con mayor fuerza el desalojo total y definitivo para todos los habitantes del campamento,
además del desmantelamiento y acondicionamiento de sus instalaciones para pasar a convertirse
en una gran zona industrial. En paralelo se planifican y construyen numerosas poblaciones en la
periferia de Calama (Mayorga, 2004).

Bradford (población originalmente ligada al Hospital) se escapaban del inminente entierro. Tras
el cierre de esta población con algunas viviendas
desmanteladas, se podían apreciar las finas terminaciones en piedra y vigas de Pino Oregón. Sus
calles más desoladas que nunca, con objetos olvidados junto a las piedras y el polvo en las curvas
de sus características calzadas, contemplaban el

Desde este momento y hasta sus últimos días, se
pueden describir 3 etapas en el proceso final de
desalojo, por influencia de factores externos, flujo
de habitantes y control sobre el proceso.

Figura 3

Vista aérea del Hospital Roy H. Glover y Población John Bradford. 1998.
Foto: Carlos Vilches Maldonado.

Figura 4

Población John Bradford cerrada. Se aprecia el nuevo trazado de las líneas de alta tensión, aproximación de zonas de acopio y
viviendas deshabitadas desmanteladas parcialmente. Septiembre 2006.
Foto: Viviana Vilches Wolf.

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CHUQUICAMATA: CRONICA DE UN DESALOJO / Cierre, despedida y últimos años de funcionamiento
Leonel Pérez + Viviana Vilches Wolf

Desde los años 80’s, ya era común la existencia de
viviendas deshabitadas en cada población, por
la migración de sus habitantes fuera del campamento o hacia otra vivienda dentro del mismo. Lo
cotidiano de este hecho permitía que esta subsistiese hasta la llegada de un nuevo morador. En
la primera etapa del período final de desalojo, el
panorama era distinto: Se trataba de un traslado
definitivo, entonces ¿Qué pasaría con las terminaciones de las viviendas?, ¿serían sólo sepultadas?

En una segunda etapa se opta por tomar medidas
que garanticen un proceso seguro y ordenado,
dando muestras de mayor control sobre este.
Para sus pobladores, una etapa un tanto más cruda. Se definía el día de salida, plazo para el cual
debían estar preparadas todas las pertenencias
de la familia a trasladar. Una vez vacía la vivienda y
realizada una última inspección, una empresa externa procedía a sellar completamente puertas y
ventanas de la vivienda ya desocupada, con planchas de zincalum y marcos metálicos (materiales
ya dimensionados para ser instalados con rapidez). Se finalizaba colocando un letrero que decía:
“ADVERTENCIA, Inmueble en proceso de desmantelamiento (escombros, cables energizados, vidrios, etc.) NO INGRESAR, la División Codelco”.

Tras el movimiento de las primeras familias, se
multiplica el panorama de viviendas deshabitadas, quedando en algunos casos solo un morador
por cuadra. Sin vigilancia permanente, las viviendas fueron vandalizadas y saqueadas, dando un
aspecto poco formal y seguro al proceso.

Figura 5

Figura 6

Vistas de una vivienda deshabitada. Septiembre 2007.
Foto: Viviana Vilches Wolf.

De Izquierda a derecha: Hombres sellando una vivienda deshabitada en los adobes / detalle de dimensionamiento sobre plancha de
zinc / vivienda sellada en las “Normac” (población O’higgins). Septiembre 2006.
Foto: Viviana Vilches Wolf.

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Figura 7

Carteles típicos del momento de cierre y traslado. Septiembre 2006.
Foto: Viviana Vilches Wolf.

Ya no había marcha atrás. Los recuerdos y vivencias ahora debían llevarlos dentro de cada uno.
Era el paso a una nueva vida. Una marca en la
historia personal de sus trabajadores, sobre todo
para aquellos nacidos y criados en el campamento nuevo.

una vez declarado zona industrial, mantendría la
zona central para la conservación del patrimonio
histórico y cultural de Chuquicamata (Vilches,
2007).
Estos límites impuestos, sumado al constante
patrullaje de una empresa contratada para la vigilancia de los restos deshabitados, hizo poco necesario el sellado de las últimas viviendas.

En muchas viviendas se aprecian los adornos de
una última navidad, último 18 de septiembre, último cumpleaños. Objetos que dentro del lapso de
1 a 3 años fueron quemados por el sol y desgastados con el polvo y el viento (Vilches, 2007).

En este momento, existieron poblaciones completamente despobladas, con 1, 2 o 3 familias
viviendo en ellas. Prácticamente quedaban sólo
familias de supervisores en viviendas alejadas del
botadero. La migración ya era escasa y el comercio se ya se había trasladado en su mayor parte.

Hasta mediados del 2007 aproximadamente se
sellan las viviendas bajo estas condiciones, generando poblaciones enteras y blocks de edificios
de carácter monótono y uniforme, sin embargo
las emociones de sus pobladores trasladados se
plasman en leyendas que pasan a adornar las
fachadas de los muros dejados. Un libro abierto
lleno de opiniones y gestos de agradecimiento,
nombres de quienes habitaron alguna vez ahí.
Pensamientos y deseos estampados con latas de
spray o pintura de diversos colores.

El campamento nuevo, más silencioso que nunca,
se preparaba para el último adiós. El día sábado
1 de septiembre del 2007 se realizó la ceremonia
simbólica del cierre del campamento de Chuquicamata. Para esta fecha, numerosos residentes
antiguos viajaron para dar un último recorrido
por el campamento, siendo testigos en persona
del fin de años de recuerdos y viviencias.

En la etapa final (2007), con la mayor parte del
campamento trasladado ya se podía proceder
con el cierre de poblaciones y calles. Se construyen una serie de cercos que constituirían los
límites del funcionamiento futuro del campamento, con la promesa hecha a sus trabajadores que

Recorriendo sus calles, atestiguaban como la vegetación de las viviendas resistía en vano el nulo
riego y olvidados, los típicos animales abandonados recorrían las calles en busca de alimentos.

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Figura 8

De arriba abajo, de izquierda a derecha: Bandera en las “Normac” / cuarto deshabitado en villa Turi / feria de Chuquicamata.
Septiembre 2007.
Foto: Viviana Vilches Wolf.

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Como muchos edificios de actos cotidianos del
diario vivir se encontraban muy deteriorados o
fueron desmantelados, vaciados, reacondicionados o restaurados. Impactante era ver la antigua
feria –ahora una gran jaula vacía- recordada por
sus variados puestos de frutas, verduras y artículos en general, contenidos dentro de una gran
jaula con quiebrasoles de paja en el cielo, con
pasillos paralelos que descendían poco a poco
por la pendiente característica del campamento.

La respuesta fue favorable, desarrollándose un
proyecto que estudiaría los alcances del futuro
perfil del campamento, como zona industrial que
alberga construcciones que pasarían a formar
parte del circuito turístico a la mina. El “Proyecto
de preservación del patrimonio industrial, histórico y cultural de Chuquicamata” desarrollado
por OPTIMA, contemplaba en sus alcances todo
lo relativo a la futura exhibición patrimonial de
Chuquicamata, con un escenario de un campamento completamente industrializado de fondo.

También los más curiosos, pudieron acceder a las
últimas viviendas desocupadas, que con sus puertas abiertas invitaban a un último recorrido por
su interior.

El centro se viste de los años mozos de Chuquicamata: se pintan las calles y reaparecen antiguos
letreros.

Los antiguos y numerosos parques de juegos
infantiles esparcidos por todo el campamento
-parte importante de recuerdos y vivencias infantiles- estaban destinados a desaparecer, por no
entrar dentro de las características de seguridad
de los juegos existentes en cualquier ciudad chilena tradicional.

Parte importante de la imagen objetivo era el
trazado de los cierros que darían forma al Chuquicamata del futuro (no tan lejano). Desde el cerco
se definía una
zona de seguridad, hasta la cual llegaría el límite
del botadero, que tras la declaración de zona
industrial, pasaría a sepultar gran parte del campamento ampliando este primer límite trazado y
generando alerta entre los chuquicamatinos por
el riesgo de que parte importante de la pieza central inicialmente negociada sea también enterrada.

El traslado y cierre en si produjo una serie de
reacciones legítimas entre sus habitantes, relacionadas a la pérdida de elementos materiales y
culturales de identidad y memoria colectiva forjada tras largos años de historia en común (Garcés;
O’brien y Cooper, 2010:98).

El futuro de la conservación de los restos del
campamento nuevo se encuentran actualmente
en proceso de ser declarados como “zona típica” ante el consejo de monumentos nacionales,
expediente que cuenta con la aprobación de
CODELCO y fue presentado por la Agrupación de
Hijos y Amigos de Chuquicamata, colectivo formado en enero de este año teniendo dentro de
sus objetivos la protección de lo que va quedando
del campamento.

IMAGEN TRAS EL DESALOJO
Rápidamente, la noticia del entierro del campamento de Chuquicamata generó ecos entre sus
pobladores, quienes organizados con sus respectivos sindicatos negociaron con la empresa la idea
de mantener el casco histórico de la ciudad, donde se concentran varias de las edificaciones más
importantes y emblemáticas, a fin de preservar
algo del patrimonio tangible de Chuquicamata.

En este campamento transformado, es que se da
lugar al acto simbólico del cierre de Chuquicamata.

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Figura 9

Las “normac” junto a caseta de complejo deportivo. Septiembre 2007.
Foto: Viviana Vilches Wolf.

Figura 10



Plan maestro del conjunto de interés patrimonial. Abril 2006. Fuente: OPTIMA
– CODELCO en “Proyecto de preservación del patrimonio industrial, histórico
y cultural de Chuquicamata”; Imagen de calle céntrica principal con edificaciones
pintadas. Septiembre 2007.
Foto: Viviana Vilches Wolf.

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Figura 11 De izquierda a derecha: Antigua escuela N°3 de hombres (Escuela América /Liceo B-10) y Teatro Chile de fondo / Teatro Variedades

(que luego pasaría a ser el “Arcoiris center”, una cancha de patinaje. Septiembre 2007.

Foto: Viviana Vilches Wolf.

ACTO SIMBÓLICO DE CIERRE

minera, impidiendo la entrada hacia los antiguos
barrios próximos a ser tapados. El futuro centro
destinado a ser circuito turístico ya se encontraba
restaurado. Salieron a la luz antiguos artefactos y
primeras recolecciones museográficas. Entrando
al medio día, con un día de sol como siempre, el
centro de Chuquicamata se copó de visitantes.
La calle principal de acceso comenzaba poco a
poco a llenarse de vehículos. Comenzaba el acto
de cierre, donde se realizaron una serie de presentaciones que durarían hasta la noche, finalizando
con fuegos artificiales que junto al adiós hicieron
derramar más de alguna lágrima.

Se llevó a cabo en Septiembre del 2007. Ya desde
muy temprano se podía percibir la llegada de numerosos chuquicamatinos y personas de diversas
partes de Chile que alguna vez habitaron en él. Se
apreciaban sus calles pobladas con transeúntes
que daban un último recorrido por sus antiguas
moradas, pasaban a dejar el correspondiente recuerdo. Recorrieron sus calles y plazas, pasajes
de penas y alegrías pasadas. De numerosas festividades y amigos (Vilches, 2007). Ya era un
campamento transformado y sitiado por la faena

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Figura 12


De arriba a abajo: Acto simbólico de cierre / calle central
cerrada, con banda decorativa alusiva al cierre / Acto
simbólico de cierre. Septiembre 2007.
Foto: Viviana Vilches Wolf.

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Chuquicamata, así como muchos otros campamentos ligados a la producción del cobre, experimentó el cierre de su campamento residente
producto de la evolución actual del modelo de
habitar de los trabajadores del cobre. Se acaba el
modelo gestado bajo la mano de los norteamericanos (company town), que tras la administración
chilena vivió numerosos avances en lo social
dentro de su configuración inicial, para luego,
producto de variables económicas y ambientales
pasar a ser decretado una gran zona industrial,
con el consecuente traslado de sus habitantes a la
vecina ciudad de calama.

En la tercera, con un campamento prácticamente
habitado solo por supervisores y un par de familias en las poblaciones restantes; con el trazado
de cierros, que sería el futuro límite de las nuevas
áreas del campamento, hacían no necesario el
cierre de las últimas viviendas.
Desde el punto de vista social, se hizo necesaria
la conservación de la memoria histórica y cultural del patrimonio tangible e intangible del
campamento de Chuquicamata, para poder realizar el traspaso generacional de la experiencia
ahí vivida. Es así como se gesta el Proyecto de
preservación del patrimonio industrial, histórico
y cultural de Chuquicamata en consenso con la
empresa y que con el pasar de los años se materializaría con mayor fuerza al ser presentado ante el
consejo de monumentos nacionales, dando luces
de garantías de su existencia en el largo plazo.

El traslado y desalojo de las cerca de 18.000 personas que constituían el campamento hacia fines del
sigo XX, trajo consigo una serie de consecuencias
ligadas a lo humano y social, pasando por distintas etapas en el proceso final de cierre: La primera,
siguiendo el desalojo acostumbrado en el campamento, debido a la constante rotación y éxodo
de sus habitantes, concentrando su acción en el
perímetro del botadero 95. La segunda, marcada
por los efectos de vandalismo y constante ingreso
a las numerosas viviendas deshabitadas durante
la primera etapa -situadas fuera del perímetro del
botadero- hicieron necesario el sello definitivo
para impedir el ingreso.

Otro fenómeno social nacido a raíz del cierre
del campamento, fue la realización de un acto
simbólico de cierre, generando la llegada de numerosos visitantes que aprovecharon la situación
para realizar un último viaje hacia el campamento
y hacia los lugares de sus recuerdos. Las calles se
repletan de coloridos grafitis con muestras de
gratitud, poemas, y testimonios de quienes alguna vez en su vida, habitaron Chuquicamata.

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Leonel Pérez + Viviana Vilches Wolf

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Chuquicamata: desde el
centro histórico al paisaje
cultural
Alejo Gutiérrez Viñuales1

1) Doctor en Arquitectura y Patrimonio Cultural-Ambiental
CEDODAL Chile
alejo.gutierrez.vinuales@gmail.com

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RESUMEN
El desarrollo de las investigaciones históricas del patrimonio minero, tanto aquellas enfocadas desde la
arquitectura industrial, desde la antropología cultural minera como desde la arqueología industrial han
puesto en el centro de atención la infraestructura urbana y habitacional de los enclaves mineros, con
especial énfasis en los campamentos de la minería.
La incorporación de nuevas valorizaciones patrimoniales de elementos industriales, sociales y de
servicios asociados a la explotación minera obliga a buscar categorías de estudio y conservación que
permitan abarcar de mejor manera el fenómeno de la minería en el espacio geográfico.
Es en este contexto donde, tomando el caso específico del campamento minero de Chuquicamata y su
entorno, se busca expandir la noción de que los espacios mineros modifican e inciden de tal manera
en su entorno que se hace necesaria una visión más amplia a la hora de categorizar su valoración
patrimonial.
PALABRAS CLAVES: Chuquicamata, paisaje cultural, categoría patrimonial, patrimonio minero, territorio minero

ABSTRACT
Mining heritage research has been addressed either from a physical perspective (regarding the
importance of industrial architecture) or from a socio cultural perspective, from the discipline of
anthropology. Both approaches have focused in the urban scale; and particularly in the analysis of
mining company towns.
On the other hand little research has addressed the impact of mining within the wider geographical
context.
From this latter point of view the present article aims to analyze the significance of copper mining
heritage within the physical context of the Chuquicamata mine.
KEYWORDS: Chuquicamata, cultural landscape, heritage category, mining heritage, mining territory

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Chuquicamata

acuerdo a la cantidad de habitantes que alguna
vez albergó. Sin embargo, las leyes mismas de la
actividad minera han determinado su abandono,
el traslado de sus habitantes y la desaparición de
buena parte de su infraestructura y arquitectura
urbana. Su cercanía a la mina de cobre a cielo
abierto más grande del mundo, la elevación de
la producción y su consecuente imposibilidad de
emitir gases contaminantes bajo la normativa ambiental reciente, provocaron la determinación de
la retirada de sus habitantes.

El campamento minero de Chuquicamata surgió
a partir de la instalación de la gran minería del
cobre en el norte de Chile, cuando capitales norteamericanos toman posesión de los derechos
mineros hasta ese entonces explotados por numerosos propietarios chilenos.
Entre 1910 y 1915 se construyeron dos campamentos diseñados en las oficinas centrales de la compañía Guggenheim Brothers, en Nueva York. Uno
de ellos fue denominado Campamento Americano, habitado por el personal ejecutivo y de
supervisión y sus familias, de origen norteamericano, en un territorio excluyente y exclusivo que
poseía todas las comodidades necesarias para
garantizar la calidad de vida de dichas familias
en el desierto y a 3.000 metros de altura sobre el
nivel del mar. Por otra parte, para dar alojamiento
a los trabajadores de origen criollo, se construyó
hacia el oeste el Campamento Nuevo, que carecía
de las comodidades del Campamento Americano
y que albergaba a sus habitantes en condiciones
precarias y de menor calidad.

El proceso de traslado de su población a Calama,
junto con la infraestructura social importante
(Hospital, Oficinas Administrativas y Escuelas) y la
ocupación del espacio del campamento en tareas
industriales, ha planteado la disyuntiva entre el
abandono estricto de la habitabilidad del Campamento Chuquicamata o la necesidad de resguardar parte importante de su infraestructura para
dar cuenta de la historia allí vivida por miles de
chilenos y extranjeros a lo largo de más de nueve
décadas.
Esta disyuntiva ha orientado la discusión hacia la
necesaria posibilidad de lograr la conservación
del centro histórico de Chuquicamata y sus edificios relevantes, con la enorme oportunidad de
unirlo al circuito turístico minero que la mina en
sí ya ha establecido, como foco emblemático del
turismo minero que es incipiente en la Región de
Antofagasta.

Ambos campamentos fueron evolucionando con
el tiempo y lograron formar una conurbación que
a mediados de la década de 1950 llegó a tener
cerca de 25.000 habitantes, aunque la segregación espacial y residencial se mantenía vigente, a
pesar de haber traspasado su administración a la
Anaconda Copper Mining Co. Las condiciones de
vida de los habitantes criollos fueron mejorando
paulatinamente a partir de las luchas obreras y
sindicales, las nuevas leyes laborales y las leyes
referidas a la chilenización y nacionalización del
cobre.

La conservación y gestión cultural del centro
histórico de Chuquicamata se hace necesaria
para resguardar en la memoria de los pueblos
la actividad de la gran minería del cobre, el acervo cultural y arquitectónico de sus habitantes y
como un claro ejemplo del estilo de vida de los
mineros localizados en áreas inhóspitas, donde la
mano del hombre está en continuo contrapunto
con la naturaleza, en la dura tarea de arrebatarle
sus recursos.

De esta manera se construyeron y mejoraron
espacios urbanos de recreación, como la Plaza
Central, que conforma un escenario urbano preponderante en el campamento, rodeada de la
Parroquia San Salvador, el Teatro Chile, el Club
Chuquicamata, el Auditorio Sindical y las Escuelas
de Niñas y de Hombres. Asimismo, se suman a las
obras arquitectónicas importantes los dos hospitales que existieron en Chuquicamata, sepultados
por el desarrollo minero ambos, uno en 1961 y
otro en el año 2003.

Se propone seleccionar como principal objeto
para la preservación histórica el área central del
campamento minero de Chuquicamata. Esta área
representa el centro histórico de Chuquicamata y
no interfiere con las operaciones actuales ni futuras de la producción minera y es donde se concentran los edificios y espacios urbanos de mayor relevancia patrimonial. Es importante destacar que
la mayor restricción que enfrenta la preservación
histórica de Chuquicamata y su infraestructura de
apoyo, es la cercanía al centro industrial y la imperiosa necesidad de evitar cualquier incidente que
afecte la seguridad de los trabajadores actuales,
los visitantes y los bienes de uso industrial.

La condición de campamento minero siempre
otorga una vida útil finita a los centros urbanos
surgidos al pie de una mina. En el caso de Chuquicamata, éste se mantuvo por más de 95 años,
convirtiéndose en el campamento minero más
longevo de Chile y el de mayor importancia de

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Alejo Gutiérrez Viñuales

El campamento Chuquicamata, desde su abandono poblacional definitivo, se ha convertido en
zona industrial exclusiva, transformándose toda
su extensión en un área de uso orientada hacia la
explotación minera. Esa característica implica que
el rescate patrimonial de Chuquicamata y su potencial uso turístico y de conservación de la memoria de sus habitantes, deba, imperativamente,
ser compatible con su actual uso industrial, sin
claudicar en los altos estándares de seguridad,
gestión y calidad que posee Codelco en sus faenas mineras.

preservar ciertas estructuras industriales que puedan ser obsoletas operacionalmente, pero que
conservan una identidad claramente reconocible
para los habitantes de Chuquicamata. Entre ellas,
ciertas instalaciones históricas de la Fundición,
Refinería y hasta elementos de menor tamaño
pero de gran significación como la Pala Mundial2,
las cuales podrían trasladarse eventualmente a
espacios libres del centro histórico del Campamento Chuquicamata, en el caso de que se requiera utilizar en otras funciones mineras el espacio
que actualmente ocupan.

Debido a ello, el área seleccionada para el sitio
propuesto a conservar y gestionar patrimonialmente se focaliza en el área céntrica del antiguo
poblado industrial de Chuquicamata, minimizando el contacto y los flujos vehiculares de carácter
industrial que actualmente son utilizados por la
empresa minera. Con esta visión, se evita a futuro
la interacción inadecuada de los vehículos y flujos industriales con aquellos de uso patrimonial
y turístico, situación que se maneja con el mayor
control posible en el caso de la visita turística a la
Mina Chuquicamata.

Aproximación al Concepto de
Paisaje Cultural
De acuerdo con la Unesco (2005), “los paisajes
culturales son bienes culturales y representan
las ‘obras conjuntas del hombre y la naturaleza’,
mencionadas en el Artículo 1 de la Convención.
Ilustran la evolución de la sociedad y de los asentamientos humanos a lo largo de los años, bajo la
influencia de las limitaciones y/o de las ventajas
que presenta el entorno natural y de fuerzas sociales, económicas y culturales sucesivas, internas
y externas.”

Asimismo, en función de conservar elementos
históricos de carácter industrial que son significativos, es importante plantear la necesidad de

(2) La Pala Mundial es la denominación que recibe una pala
mecánica de extracción en la mina, que llegó en los primeros años de explotación de Chuquicamata luego de efectuar
tareas en la apertura del Canal de Panamá. Se conserva otro
modelo frente al edificio de la Gerencia General de Chuquicamata.

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b)
un paisaje vivo es un paisaje que conserva
una función social activa en la sociedad contemporánea, estrechamente vinculada al modo de vida
tradicional, y en el cual prosigue el proceso evolutivo. Al mismo tiempo, presenta pruebas manifiestas
de su evolución en el transcurso del tiempo.

Desde que en 1992 este tema fuera abordado por
un grupo de expertos en patrimonio, el concepto
de paisaje cultural ha tomado fuerza en diferentes países y espacios geográficos, situación que
ha llevado a postular numerosos sitios para su inclusión en la Lista de Patrimonio Mundial. Actualmente, son 66 sitios los inscritos en la Lista bajo el
concepto de “paisaje cultural”.

iii) La última categoría comprende el paisaje cultural
asociativo. La inclusión de este tipo de paisaje en la
Lista del Patrimonio Mundial se justifica por la fuerza de evocación de recuerdos religiosos, artísticos o
culturales del elemento natural, más que por huellas
culturales tangibles, que pueden ser insignificantes
o incluso inexistentes.” (UNESCO, 2005, ps. 132-133)

En el caso de Latinoamérica y el Caribe, de acuerdo con Unesco, los paisajes culturales inscritos se
encuentran en Argentina (Quebrada de Humahuaca), Cuba (Paisaje arqueológico de las primeras
plantaciones de café en el sudeste cubano y el
Valle de Viñales), Colombia (Paisaje cultural cafetero), México (Paisaje del Agave y las antiguas instalaciones del tequila). De acuerdo con ICOMOS
(2009) también se debería incluir en este listado al
campamento minero de Sewell en Chile, de características similares a Chuquicamata.

En este contexto, en los acápites siguientes se desarrollarán los contenidos que sustenten la comprobación de uno de los supuestos más importantes de esta investigación, relacionado con el
hecho de que el espacio urbano de Chuquicamata puede considerarse como paisaje cultural.

La Unesco (2005), establece tres tipos diferentes
de categoría de paisajes culturales, de acuerdo a
sus características específicas:

Valores
Patrimoniales
de
Chuquicamata como sitio minero

“i) El más fácil de identificar es el paisaje
claramente definido, concebido y creado intencionalmente por el hombre, lo que comprende los
paisajes de jardines y parques creados por razones
estéticas, que con frecuencia (pero no siempre) están
asociados a construcciones o a conjuntos religiosos.

De acuerdo a la Convención del Patrimonio Mundial (UNESCO, 1972), en su artículo N°1, los conjuntos considerados patrimonio cultural abarcan
los “grupos de construcciones, aisladas o reunidas, cuya arquitectura, unidad e integración en
el paisaje les dé un valor universal excepcional
desde el punto de vista de la historia, del arte o
de la ciencia”3.

ii) La segunda categoría es la del paisaje esencialmente evolutivo. Es el fruto de una exigencia originalmente social, económica, administrativa y/o
religiosa y ha alcanzado su forma actual por asociación y como respuesta a su entorno natural. Estos
paisajes reflejan este proceso evolutivo en su forma
y su composición. Se subdividen en dos categorías:
a)
un paisaje reliquia (o fósil) es un paisaje
que ha experimentado un proceso evolutivo que se
ha detenido en algún momento del pasado, ya sea
bruscamente o a lo largo de un periodo determinado. Sus características esenciales siguen siendo,
empero, materialmente visibles;

De acuerdo al documento de trabajo “Directrices
prácticas sobre la aplicación de la Convención
para la Protección del Patrimonio Mundial”4, en su
artículo N°36, “Los paisajes culturales representan
las ‘obras conjuntas del hombre y la naturaleza’
mencionadas en el Artículo 1 de la Convención.
Ilustran la evolución de la sociedad y de los asentamientos humanos a lo largo de los años, bajo

(3) UNESCO (1972); Convención sobre la protección del patrimonio mundial, cultural y natural. En: http://whc.unesco.
org/archive/convention-es.pdf. Consultado en Agosto 2011.
(4) UNESCO (1999); Directrices prácticas sobre la aplicación
de la Convención para la Protección del Patrimonio Mundial;
51 ps. Disponible http://whc.unesco.org/archive/opguide08-es.pdf Consultado: Agosto 2011.
(5) Para analizar la cultura minera estadounidense en

EE.UU., véanse los trabajos de Finn, Janet (1998), Crawford
(1995), Malone (1995), Murphy (1997) y Bailey (2002). Para ver
la visión de esta cultura trasplantada a Chuquicamata, son
muy descriptivos los trabajos de Gutiérrez y Figueroa (1920),
Gutiérrez (1926), Latcham (1926) y Figueroa (1928). Allí se
mencionan los casos de jefes norteamericanos que trabajan de marineros en empresas estadounidenses, en lugares
como Alaska, Filipinas y Europa.

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Chuquicamata: desde el centro histórico al paisaje cultural
Alejo Gutiérrez Viñuales

la influencia de las limitaciones y/o de las ventajas que presenta el entorno natural y de fuerzas
sociales, económicas y culturales sucesivas, internas y externas. Deberían ser elegidos sobre la
base de su valor universal excepcional, su representatividad en términos de región geocultural
claramente definida y su capacidad de ilustrar los
elementos culturales esenciales y distintivos de
dichas regiones.”

cedentes académicos, sino por su experiencia
previa en otras faenas mineras de Norte América
(vale recordar las posesiones mineras en México
de la American Smelting and Refining Company,
de los Guggenheim y las de Butte y otros espacios
de Montana propiedad de Anaconda Copper) e
incluso en empresas de transporte de navegación
y otras en diversos países.5 La minería, incluso
aquella calificada de clase mundial, hace una centuria no tenía las características de profesionalización intensiva que evidencian las operaciones
mineras del siglo XXI.

Esta definición calza exacta para un poblado industrial de las características históricas, geográficas y sociales de Chuquicamata. Por un lado,
el espacio urbano actual es producto claro de la
interacción hombre-naturaleza. La realidad del
desierto chileno en altura se vio claramente alterada y modificada por la irrupción de la Gran
Minería del Cobre a raíz del aprovechamiento de
los recursos minerales de Chuquicamata. Dicha
realidad alterada es justamente consecuencia de
“las limitaciones y/o de las ventajas que presenta el entorno natural”, que sin la impronta de la
minería se hubiese mantenido a este territorio en
un estado natural que bioclimáticamente estaba
destinado a ser un páramo inhóspito y desolado,
a excepción de los escasos oasis y valles ocupados
desde la prehistoria.

Esta cultura minera, forjada y desarrollada en los
pueblos industriales estadounidenses, trajo consigo valores de diversos tipos, los cuales fueron
implantados en este enclave del norte chileno y todavía hoy persisten en la comunidad de
Chuquicamata. De esta manera, existían servicios
religiosos tanto católicos como protestantes, con
diversos templos construidos y atendidos continuamente por párrocos y pastores que vivían en el
campamento. Asimismo, se festejaban fechas importantes para la cultura estadounidense, como
el 4 de Julio, el día de Acción de Gracias y hasta
Halloween que aunque hoy es una celebración
muy extendida por todo Chile, en Chuquicamata
(y también en Calama y Tocopilla), siempre fue
festejado de una manera masiva por su población.

Al hablar de la influencia de “fuerzas sociales,
económicas y culturales sucesivas, internas y externas” sobre dicho territorio, es cuando se hacen
evidentes los elementos patrimoniales tangibles
e intangibles de Chuquicamata.

Otro elemento importante de la cultura que fue
traída por el personal norteamericano de la empresa fue la ejecución de ciertos deportes muy
instalados en esa sociedad. En Chuquicamata
existió uno de los primeros campos de golf del
país, con unos pocos hoyos para jugar, que originalmente estuvieron ubicados al sur del antiguo
hospital y que desaparecieron, igual que él, bajo
la actividad minera en el año 1960. Después se
instalaron otros hoyos en la sección poniente del
Campamento Nuevo, los cuales persistieron hasta
la década de 1980, cuando dichos terrenos se destinaron a la villa Auka Huasi y al traslado de la Casa
2000.

En primer lugar, la cultura norteamericana insertada en este territorio chileno a causa de la masiva inmigración de personal estadounidense
que trajo la Chile Exploration Company. Cuando
se habla de la cultura estadounidense, hay que
también acotarla a la cultura de los mineros estadounidenses, que poseía valores, costumbres y
estilos de vida diferentes al resto de la sociedad
norteamericana. Contrariamente a lo que se cree
comúnmente, muchos de los estadounidenses
que llegaron a trabajar a Chuquicamata no eran
profesionales universitarios ni ocupaban puestos
de capataces, jefes o supervisores por sus ante-

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Sin embargo, la fábrica de explosivos Dupont,
también norteamericana y que fabricaba las cargas de explosivos que se utilizaban en la mina,
se había instalado en el límite suroeste de la ciudad de Calama, cercana al río Loa, desde donde
se abastecía de agua y tenía una pequeña central
hidroeléctrica. Allí se aprovechó el terreno para
fundar el Club de Golf Río Loa en 1920, siendo
uno de los primeros con 18 hoyos de Chile, cuya
Federación de Golf recién se crearía en 1924. Este
campo de golf todavía existe, con una gran cantidad de socios y es claro reflejo de una cultura estadounidense presente en Chuquicamata.

librería homónima, el Hospital Roy H.Glover (hospital ya desaparecido llamado así en honor a un
ejecutivo de la Anaconda Copper que impulsó su
construcción), los barrios Dúplex, Normac, (por el
nombre de la empresa que los prefabricaba), la
villa John Bradford (en honor al Doctor que fuera
Director del Hospital Roy H. Glover durante varias
décadas), la Avenida Charles Brinkerhoff (en honor al Gerente General de la Chile Exploration Company en Chuquicamata a partir de 1949 y quien
después fuera Presidente de Anaconda Copper en
Estados Unidos desde 1957), entre otros ejemplos.
Por su parte, los obreros chilenos también han
impuesto su estilo de vida y su acervo cultural
en el espacio público de Chuquicamata y en sus
fiestas y costumbres. Como se ha dicho anteriormente, la estructura de damero del Campamento
Nuevo y la existencia de una plaza central quizás
haya estado influenciada por los diseños llevados
a cabo por Bertram Goodhue en Tyrone y otros
campamentos de Nueva México. La idea de traer
al presente (de 1915) las antiguas tipologías fundacionales urbanas de la colonia española buscó
hacer más confortable la vida de los trabajadores
mexicanos de esos reductos mineros norteamericanos. Esta idea parece haber sido pensada con
los mismos fines por la Guggenheim Brothers al
diseñar el Campamento Nuevo.

Esta consideración, a pesar de ser una decisión de
la empresa norteamericana, ya conlleva un aspecto de la cultura chilena sobre el espacio urbano de
Chuquicamata. La existencia de una plaza central
que concentraba la función religiosa, educativa,
comercial y recreativa estaba acorde al estilo de
vida de la población chilena de principios del siglo XX. Dicho espacio no existía en todo el Campamento Americano. Se puede argumentar que los
norteamericanos se reunían en espacios cerrados,
que el terreno con mayor pendiente no lo permitía
o bien que los empleados norteamericanos y sus
familias podían frecuentar cuando quisieran el
Campamento Nuevo. Sin embargo es más probable que dicho espacio no estuviera incorporado al
estilo de vida norteamericano, ni fuera necesario
para sus encuentros sociales y recreativos. Es por
ello que es un espacio urbano netamente chileno,
derivado de la influencia española de la colonia,
donde se hacían las manifestaciones, se paseaba
los fines de semana, se jugaban los campeonatos
deportivos y se festejaban las fechas importantes.

Ejemplos más evidentes de esta influencia son
la práctica del beisbol y del bowling en Chuquicamata y Tocopilla. El béisbol cuenta con varios
diamantes de juego en la ciudad portuaria de Tocopilla y a lo largo de la historia de Chuquicamata
existieron tres de ellos. En el caso del bowling,
en Chuquicamata existieron siempre pistas para
su práctica, primero en el Chilex Club del Campamento Americano, las cuales se trasladaron al
Chilex Club del Campamento Nuevo en la década
de 1980. Además, siempre han estado vigentes
las pistas del Club Obrero de Chuquicamata. Para
poner en relevancia la práctica de estos dos deportes en Chuquicamata y Tocopilla, introducidos
por los norteamericanos de la Chile Exploration
Company, baste mencionar que durante los últimos 90 años y aún hoy, las selecciones chilenas de
ambos deportes cuentan con miembros de ambas ciudades, quienes poseen títulos nacionales
y sudamericanos en estas disciplinas.
Las condiciones climáticas y geográficas también
fueron condicionantes para la práctica de los deportes. Esto derivó la construcción de recintos
cerrados que permitieran la práctica deportiva y
recreativa en un ambiente tan desfavorable como
el desierto en altura, con fuertes vientos, frío nocturno y enorme radiación solar durante el día. Así,
en el Club Chuquicamata, se construyó una cancha de básquetbol y de fútbol de salón, revestida
con pino oregón y con graderías de igual material,
todo recubierto con una excelente estructura metálica que persiste hasta la actualidad.
Otro aspecto relevante del pasado norteamericano de Chuquicamata que ha permanecido estable en la cultura de la comunidad chilena son los
modismos y palabras que se fueron estableciendo en las faenas mineras, tanto en las operaciones
de la mina como en la planta industrial. Además
de ellas, también existen denominaciones que
reflejan el pasado estadounidense en el espacio
urbano de Chuquicamata. Al ya mencionado caso
del Estadio Anaconda, se suman el Club Chilex, la

A medida que pasaban los años y se modificaban
estructuras sociales a través de las leyes chilenas
y las luchas sindicales, el comercio en el Campamento Nuevo dejó de ser exclusivo de las Pulperías instaladas por la empresa norteamericana6 y

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Chuquicamata: desde el centro histórico al paisaje cultural
Alejo Gutiérrez Viñuales

se abrieron espacios para la venta de productos
de gran consumo, sobre todo perecibles. Así se
creó la Feria Libre de Chuquicamata, localizada
al costado poniente de las calles comerciales del
centro de dicho campamento, entre algunas corridas de la población Los Adobes. Este espacio refleja una de las características inherentes del ser
chileno, como es la compra de frutas, verduras,
pescado y otros productos alimenticios en ferias
populares que van renovando continuamente
sus provisiones, garantizando la preservación de
los mismos. En el caso de Chuquicamata se debió
construir un espacio ferial adecuado a las condiciones climáticas, para lo cual se diseñó un techo
semicerrado que permitiera el paso de la luz del
sol pero aminorara su radiación, para proteger los
productos y a las personas que allí trabajaban y
compraban.

ejemplos de las tierras áridas del planeta. No se
ven aquí las dunas que dominan el Sahara, ni las
suaves planicies de Namibia, como tampoco las
rutas de paso entre la Siberia y el Himalaya que
caracterizan al Gobi, ni las extensas áreas coronadas por el Uluru australiano. Tampoco es comparable la escasa ocupación histórica y reciente que
se vive en Arizona, Chihuahua y Sonora. Aquí se
debe mirar la impronta de la humanidad en el espacio geográfico, en consolidados pasos a través
de los siglos y en especial en el último milenio.
Esto se debe, en gran parte, a la condición de desierto asociado a los Andes, ese complejo montañoso que “estaba naturalmente llamado a ser una
zona de refugio, de acumulación de civilizaciones
que encontrarían allí asilo contra las adversidades
del clima de las tierras bajas”, como bien lo señaló
Pierre George (1981)7.

Este conjunto de acervos culturales norteamericanos y chilenos que se encontraron y desarrollaron en Chuquicamata, ha ido construyendo
una simbiosis cultural y un sincretismo espacial
resultante que se ha vuelto tangible, como se ha
visto, en varios sectores del espacio urbano de
dicho poblado industrial. Dichos elementos se
combinan con los otros elementos tangibles de
carácter industrial, destacándose por su relevancia en la cultura de Chuquicamata y por su particularidad de carácter mundial, teniendo en cuenta
la dimensión histórica, económica y productiva
de la mina que ha originado este asentamiento.

Las huellas del ser humano en este desierto se
hacen evidentes al superar la primera mirada,
casi siempre enfocada en la inmensidad del espacio, en la aridez predominante, en la cordillera tutelar y el Pacífico abismante. Las primeras
huellas muestran formas lineales, de caminos, de
tuberías, de líneas eléctricas, de antiguas rutas
preincaicas. La visión aérea del novel turista le
permitirá hacer cómodas relaciones con las visiones de Nazca, para darse cuenta, prontamente,
que las líneas, lejos de ser ceremoniales o divinas
como en aquel caso, se deben a un elemento más
terrenal y hereje: el aprovechamiento económico
del desierto por ser humano que aquí habita.

Chuquicamata
como
ente
heredero y articulador del espacio
El territorio desértico que domina el norte chileno
obliga a una segunda mirada del visitante o del
viajero que cree situarse aquí frente a otro de los

Las huellas lineales, o de paso, se superponen
históricamente y pueden estudiarse detenidamente en una continua develación de capas terrestres. En la actualidad, diversas investigaciones
se han realizado, en el Desierto de Atacama, sobre las huellas dejadas por el paso constante de
las caravanas que transportaban mercaderías entre los oasis atacameños y entre los territorios del

(6) En el Campamento Americano existía la Pulpería N°1,
de uso exclusivo de los estadounidenses (transformada en
los últimos años en auditorio laboral) y en el Campamento
Nuevo existieron la Pulpería N°2 y N°3 (la primera al norte

del Campamento y la otra al este del mismo, ambas transformadas en oficinas)
(7) George, Pierre (1981). Prefacio de la edición en castellano
de la obra de Pedro Cunill Grau, “La América Andina”.

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Pacífico y las Yungas argentino-bolivianas.8 Algunos de estos estudios están basados en prospecciones arqueológicas realizadas al amparo de lo
exigido en la Ley de Bases Generales de Medio
Ambiente de Chile, que obligan a las empresas
que desarrollen proyecto efectuar, entre otros
estudios, el análisis arqueológico de las áreas que
van a afectar.9

iento de infraestructura productiva en estas faenas. El paradigma de la localización condicionada
por el agua cambió drásticamente, para dar paso
a la localización condicionada por la existencia de
un recurso mineral subyacente.10 Así, aparecieron
nuevos nodos en esta red de comunicaciones al
interior del desierto. Los nodos, constituidos por
oficinas salitreras y campamentos mineros, originados al alero de los yacimientos del salitre, la
plata y el cobre, expedían recursos mineros a la
vez que recibían los insumos necesarios para la
producción minera y el asentamiento humano,
como el agua, la electricidad, líneas férreas y combustibles.

La continua visión de las líneas del desierto, que
sólo muestran un patrón de ordenamiento a
los ojos del visor avezado, no parecen, a simple
vista constituir una red. Sin embargo, el conocimiento del territorio permite comprender esta
superposición de huellas imborrables y devela
una intrincada red de comunicaciones, que priorizaba no sólo la conexión de centros de servicios,
riquezas y población, sino también la menor distancia, en escala temporal, para conectarse entre
sí. La escasez de agua, su provisión y el clima implacable del desierto son razones fundamentales
para alentar a cualquier persona a hallar el camino
más corto entre dos puntos: la supervivencia está
en juego a cada paso en este ambiente inhóspito.

Es paisaje resultante, cada vez más visible en la
actualidad, destaca la impronta humana sobre
el territorio inhóspito y expulsor, a primer vista,
del desierto chileno. A su vez, la red de acciones
humanas dominadas por los nodos y sus conexiones lineales, también posee una evolución constante y un dinamismo territorial determinado,
cada vez más potentemente, por la vida útil de los
yacimientos mineros. Es en este territorio donde
se presenta más lúcidamente el hecho de que los
recursos minerales son escasos y no renovables.
La ocupación del espacio, por las oficinas salitreras
primero y por las minas de cobre después, presenta un dinamismo permanente que va dejando a
su paso espacios utilizados, cerrados y fósiles, a la
vez que se van generando nuevas exploraciones y
nuevos asentamientos permanentemente, en un
ciclo de vida que no se detiene y que se mueve al
ritmo de los valores que estos minerales obtienen
en los mercados internacionales.

La red no sólo está conformada por los puntos
de origen y destino de estas huellas evidentes. La
red se explica por los nodos presentes en las intersecciones, varios de los cuales se constituyeron en
origen y destino por sí mismos. Al inicio, el nodo
se originaba por la intersección y su localización
estaba, en la mayoría de los casos, determinada
por la existencia de agua y cobijo natural. A medida que el ser humano fue capaz de dominar
el porteo de agua hacia otras áreas, a través de
canales y sistemas de riego, se logró la expansión
de la agricultura y aumentó el sedentarismo de
los habitantes del desierto. Sin embargo, el área
nodal seguía estando limitada a la existencia de
agua cercana.

Los contenidos patrimoniales, entonces, también
se van desarrollando con este dinamismo. La
creación de una cultura minera en este espacio
geográfico, tanto en las salitreras como en la minería del cobre, cumple un ciclo cerrado que posee
diferencias cronológicas según sea la riqueza
del yacimiento y la vida económica útil que cada
espacio productivo posee. Así, hubo oficinas salitreras que existieron menos de cinco años y
otras que se prologan por casi un siglo, al igual
que asentamientos del cobre que llevan un siglo,
como en el caso de Chuquicamata y otros que
se han originado recientemente, como El Abra,
Spence y El Tesoro, por nombrar algunos.

Claramente, la última etapa de desarrollo incaico,
que llegó hasta la zona central de Chile, dejó también su impronta en este territorio, como en todo
el Imperio: “La difusión de la lengua quechua y
diversas instituciones sociales, eficientemente
organizadas, fueron acompañadas por signos de
conquista cultural paisajística: agricultura de andenes y regadío, asociaciones típicas de animales
y vegetales, colonización por ‘mitimaes’, red de
caminos y tambos, fundación de poblados, arquitectura lítica de templos, fortalezas y palacios,
apachetas y santuarios.” (Cunill Grau, 1981, p.73)

La cultura minera del salitre, en sus componentes
intangibles, ha sido resaltada extensamente por
Andrés Sabella y expuesta completamente a nivel
mundial por los excelentes escritos de Hernán Rivera Letelier. Dichos elementos intangibles, sólo
permanecen vigentes en la oficina salitrera de
María Elena, todavía activa. Los recuerdos de su

El desarrollo de exploraciones y faenas asociadas
a los recursos minerales, metálicos y no metálicos,
de esta sección del Desierto de Atacama, a fines
del siglo XIX e inicios del XX, permitió el asentam-

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Chuquicamata: desde el centro histórico al paisaje cultural
Alejo Gutiérrez Viñuales

última compañera, la oficina salitrera de Pedro de
Valdivia, es la que alimenta las páginas de Rivera
Letelier, quien vivió allí y se trasladó a Antofagasta
ante el cierre de dicho asentamiento.11

por lo tanto, sin habitantes actuales que mantengan actividades culturales e intangibles permanentes.
Es en este contexto, donde la situación particular
de Chuquicamata cobra especial importancia en
la vigencia de su patrimonio y en la constitución
de un polo vigente de carácter dominador del
paisaje cultural conformado por las explotaciones
mineras del desierto del norte chileno.

Por su parte, el patrimonio tangible de las salitreras del norte de Chile ha sido vastamente estudiado y reseñado por autores como Garcés (1999),
Oyarzún (2003) y los diferentes expedientes
elaborados por el Consejo de Monumentos Nacionales sobre el caso de las Oficinas Salitreras de
Humberstone, Santa Laura, Iris (Región de Tarapacá), Pedro de Valdivia, María Elena, Chacabuco, Francisco Puelma, Pampa Unión, además
de los sitios relacionados, como las ruinas de la
Fundición Huanchaca y el Tranque Sloman, todos
estos en la Región de Antofagasta.

Todos los aspectos anteriores deben ser puestos
en relevancia mediante la comparación de sus
valores frente a otros sitios ya protegidos y que
poseen una declaratoria de conservación patrimonial de carácter oficial. Se han escogido dos
ejemplos recientes que no sólo son del mismo
país, sino también comparten su condición de
campamentos mineros.

Las etapas cronológicas del dominio de la explotación salitrera también determinaron que la puesta en valor y el rescate patrimonial de sus instalaciones se realizara de manera ex-post, salvo en
el caso de María Elena, que es la única explotación
salitrera todavía vigente. Esta situación particular
provoca que el espacio geográfico dominado por
estas instalaciones salitreras se constituya, desde
el punto de vista del paisaje cultural resultante, en
un patrimonio fósil, sin actividad minera plena y,

En Chile, la incorporación del Campamento
Sewell a la Lista del Patrimonio Mundial en el año
2006 y la anterior declaratoria otorgada el año
precedente a las oficinas salitreras de Humberstone y Santa Laura, demuestran las características especiales y únicas de estos tipos de establecimientos.12

doro Rivadavia (Argentina) y Chuquicamata (Chile)”. Dicho
estudio subrayó la importancia de las riquezas minerales
subyacentes para la generación de asentamientos humanos
y la existencia de lugares habitables en espacios geográficos inhóspitos, como el Desierto de Atacama en Chile y el
desierto patagónico argentino.
(11) En el año 2006, Hernán Rivera Letelier publica “El Fantasista”, una novela ambientada en el proceso de cierre de la
Oficina Salitrera “Coya Sur”, perteneciente al mismo cantón
salitrero de María Elena y Pedro de Valdivia. Allí se relata la
historia de Expedito González, un forastero con una eximia
calidad futbolística y que se convierte en la última esperanza para el equipo de dicha salitrera, que enfrentan en su partido final (antes del cierre del campamento minero) contra
la oficina María Elena, con quienes históricamente han perdido. Este relato se suma así a la vasta bibliografía de Rivera
Letelier sobre la cultura del salitre chileno.
(12) Véase CMN (2005); Consejo de Monumentos Nacionales
de Chile. Oficinas Salitreras de Humberstone y Santa Laura;
Santiago de Chile; 2005; 26 p.p. y CMN (2005a); Consejo de
Monumentos Nacionales; Campamento Sewell. Chile. Monumento Nacional; Santiago de Chile; 2005; 28 p.p.

(8) Véanse: CMN (2006): “Las Rutas del Capricornio Andino:
huellas milenarias de Antofagasta, San Pedro de Atacama,
Jujuy y Salta” ; Nielsen, Axel et al (2007): “Producción y circulación prehispánicas de bienes en el sur andino” y Cases,
Bárbara et al (2008): “Sugerencias desde un contexto funerario en un ‘espacio vacío’ del Desierto de Atacama” y Briones,
Luis et al (2005): “Geoglifos y tráfico prehispánico de caravanas de llamas en el Desierto de Atacama (Norte de Chile)”.
(9) En el sector de Calama, se destacan los informes arqueológicos presentes en los Estudios de Impacto Ambiental
(EIA) de los Proyectos “Mansa Mina” y “Pampa Puno”, en el
año 2005 y los informes presentes en las Declaraciones de
Impacto Ambiental (DIA) de los Proyectos “Modificaciones
Mina Ministro Hales”, “Exploración Geológica de Óxidos y
Súlfuros”, todos de Codelco Chile. Todos recursos disponibles en www.seia.gob.cl.
(10) El autor obtuvo, junto con los arquitectos Patricia Méndez y Eduardo Maestripieri, de Argentina y Gustavo Herrera, de Chile, el Premio de Trabajo de Investigación de la VI
Bienal Iberoamericana de Arquitectura y Urbanismo, Lisboa,
2008, con la investigación titulada “La construcción de la habitabilidad en el territorio del desierto. Los casos de Como-

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Las oficinas salitreras de Humberstone y Santa
Laura, conforman una cuasi conurbación formada por un campamento y una unidad industrial
derivados ambos de la extracción del salitre en
el Desierto de Atacama. Guardan amplias similitudes con Chuquicamata desde el punto de vista
climático y natural, desde la conformación y segregación de la trama y funciones urbanas y desde
lo efímero del proceso de su ideación y su desarrollo.

patrimoniales intangibles, ponerlos en evidencia
y conservarlos, debe ser un esfuerzo necesario en
el futuro muy cercano.
En las definiciones usadas por la Unesco para referirse a los paisajes culturales, es posible reconocer
las diferencias entre los tres sitios analizados en
este acápite. El abandono masivo hace muchos
años, primero de Humberstone y Santa Laura y
luego de Sewell, deterioró considerablemente la
infraestructura existente y todos los elementos
del patrimonio tangible, los cuales debieron ser
restaurados y puestos en valor a grandes costos
para poder postular a las categorías de conservación solicitadas, corriendo continuamente el
riesgo de estar rearmando “maquetas” o espacios
vacíos de contenido.

Por otra parte, el campamento minero de Sewell,
desarrollado en la alta montaña de los Andes
Centrales de Chile, fue desalojado hace más de
30 años, su infraestructura derruida en un 75%
y recién tomado en cuenta y puesto en valor en
la última década. Su postulación a la declaratoria
como patrimonio mundial guarda similitudes con
el caso de Chuquicamata en el esfuerzo del hombre para establecer su sitio de vida en un lugar inhóspito y de altas pendientes, en la finalización de
su ciclo de vida aun cuando la mina aledaña continúa su producción y por pertenecer a la misma
empresa, la Corporación Nacional del Cobre de
Chile, Codelco.

Pero además, se vio afectado todo lo concerniente al patrimonio intangible, por cuanto se dejó
de utilizar el espacio urbano e industrial de ambos
sitios. En el caso de Humberstone y Santa Laura,
su abandono lleva casi 50 años y en Sewell más
de 30 años. Por lo tanto existe todo un proceso
de relaciones sociales y comunitarias entre los
habitantes y de éstos con su espacio urbano que
han sido cortadas en el abandono habitacional
de los campamentos y que no son fácilmente restaurables ni rearmables, como lo pudiese ser, en
el mejor de los casos, un edificio u otro elemento
tangible. Estas características hacen que ambos
sitios, al ser considerados como paisaje cultural,
sólo puedan reconocerse como paisaje cultural
relicto o fósil.

Sin embargo, ambos ejemplos citados tuvieron un
largo período de abandono y desvalorización por
parte de las empresas involucradas, con pérdida
de patrimonio tangible e intangible relevante, lo
que determinó que su puesta en valor y posterior
declaración requiriera de esfuerzos mayores y de
elevados presupuestos.
Chuquicamata, por su parte, está recién abandonado como espacio habitable, sus instalaciones aún están vivas y tanto el patrimonio
tangible como el inmaterial están presentes, preparados para ser puestos en valor y gestionados
culturalmente. Asimismo, es de destacar el deseo
intenso de sus últimos habitantes por preservar
dicho espacio y verlo revitalizado. Esta situación
no es menor, ya que la mantención de los vínculos
intangibles de la red social y cultural de los habitantes está condicionada por el ciclo vital de las
personas y por el paso generacional inevitable.
Debido a ello, la premura en rescatar estos valores

Porque al hablar de paisaje cultural hay que referirse a la comunidad que se identifica con dicho espacio y la comunidad de por sí posee un ciclo vital
acotado, que sólo puede ser alargado mediante la
continuidad de aquellos elementos tangibles e intangibles que hacen a su identificación por parte
de un grupo social que lo ha habitado. Porque
habitar no sólo debe referirse a dormir y poseer la
vivienda en un sitio determinado, sino que puede
considerarse en ello el uso de los espacios públicos, los recintos culturales, deportivos, religiosos,
sindicales e industriales.

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Chuquicamata: desde el centro histórico al paisaje cultural
Alejo Gutiérrez Viñuales

Conclusiones

Se podría argumentar incluso sobre el valor
arquitectónico de los edificios principales de
Chuquicamata y sobre los barrios de vivienda allí
existentes, haciendo hincapié quizás en su escaso
valor o particularidad frente a otros edificios de
campamentos mineros. Puede ser una discusión
que conlleve opiniones subjetivas y hasta alegatos apasionados, sin dejar de reconocer que la arquitectura es una de las artes y, como todas ellas,
sus obras acumulan detractores y aduladores por
igual.

Es en este caso en que la actualidad de Chuquicamata cobra especial relevancia para el patrimonio chileno. Se trata aquí de un patrimonio que
debe considerarse como paisaje cultural vivo, de
acuerdo a la definición de la Unesco, que presenta
una clara evolución, que puede continuar vigente
y que mantiene el protagonismo de sus habitantes, en tanto el ciclo de vida de esa comunidad
está vigente, sus valores intangibles también y,
sobre todo, se reconocen en un espacio geográfico de características únicas en Chile y el mundo.

Pero todo ello pierde valor al enfrentarse a la opinión particular y colectiva que estas edificaciones
representan para la comunidad de Chuquicamata. No ha sido lo mismo, para muchos, estudiar en
los colegios ya rehechos a nuevo en Calama, ni
asistir a misa en los nuevos templos, como tampoco hacer un campeonato de fútbol o básquetbol en los nuevos gimnasios. Mucho menos asistir
a las discusiones sindicales en nuevos escenarios,
como tampoco ha sido fácil, tanto para funcionarios como para pacientes, acomodarse a las nuevas
“comodidades”, valga la redundancia, que ofrece
el nuevo Hospital del Cobre “Dr. Salvador Allende
Gossens” que la empresa minera ha construido en
Calama en el año 2001.

Por lo tanto, se hace imperativa la puesta en valor
de Chuquicamata y la instauración de un plan de
gestión que tome en cuenta lo tangible e intangible, no como dos elementos diferentes o disociados uno del otro, sino como una red cohesionada
de acciones que deben prolongar la vida de este
paisaje cultural.
De nada servirá mantener estructuras edilicias en
pie, restaurarlas, ponerlas en valor si se las va a
cerrar al uso cotidiano, si se las va a convertir en
maquetas de tamaño natural sin vida y sin espíritu, como un montaje carente de contenido. Esta
práctica se ha tratado de llevar a cabo en sitios del
patrimonio minero abandonados hace décadas,
como el caso de las Oficinas Salitreras de Humberstone y Santa Laura, con poco éxito y con el
resultado de ser incluidos en la Lista de Patrimonio en Peligro, incluso desde el mismo año (2005)
en que fueron incluidas en la Lista de Patrimonio
Mundial.13

Esta opinión, esta memoria colectiva que aún
hoy mantienen los últimos habitantes de Chuquicamata, debiera ser la urdimbre de la red de apoyo
y de salvataje de los valores patrimoniales de este
poblado industrial, a la vez que se convierte en el
lienzo donde se plasme el paisaje cultural resultante, reconocible no sólo en los espacios públicos
y edificios de Chuquicamata, sino en la utilización
de los mismos por quienes reconocen en ellos
una imagen importante de sus vidas.

(13) UNESCO, 2011. http://whc.unesco.org/en/danger/ (rescatado en Julio 2011)

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Paisajes mineros históricos
y su importancia para
construcción de identidad en
la región austral
María Dolores Muñoz1

(1) Arquitecto
Universidad del Bío Bío
mdmunoz@ubiobio.cl

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RESUMEN
La existencia de carbón y oro impulsaron la exploración y el poblamiento del territorio continental e
insular de Magallanes. La minería del carbón fue la primera actividad económica de la región que ejerció
una influencia decisiva en la consolidación de Punta Arenas y la minería del oro fue la base económica
para la fundación de la ciudad de Porvenir en Tierra del Fuego; sin embargo, la explotación aurífera tuvo
consecuencias irremediables, referentes a la devastación de las culturas fueginas y sus formas de vida
ancestral. La historia de la minería se fue plasmando en el territorio austral mediante paisajes culturales
que surgieron de las actividades extractivas y a través de la identificación de elementos geográficos
con nombres que revelan la presencia de recursos mineros como el Río de Las Minas (antiguo río El
Carbón), Río del Oro y Río de Los Lavaderos. Estos nombres se conservan, aunque los paisajes mineros
han desaparecido.
PALABRAS CLAVES: paisajes mineros australes, minería del carbón, lavaderos de oro, Magallanes

ABSTRACT
The existence of coal and gold impelled the exploration and the settlement inside the continental
and insular territory of Magallanes. The coal mining was the first important activity for the regional
economy and had a decisive influence in the urban consolidation of Punta Arenas city. The gold mining,
which developed in parallel to the gold fever in California, was the economic base for the foundation of
Provenir, city that reinforced the contemporary occupation in Tierra del Fuego, the main southern island.
However, the auriferous activities also had irremediable consequences, regarding with the devastation
of the original cultures and his ancestral forms of life. Mining history characterized the southern territory
by modeling and creating a cultural landscape. Also, the names given to geographical elements revealed
the existence of mining resources; names such as: the Mines River (previously known as The Coal river),
and The Gold River. These names persisted, even though the landscapes resulting from mining activity
have long disappeared.
KEYWORDS: mining southern landscapes, coal mining, golden extraction, Magallanes

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introducción

de 1808, se comprende la verdadera importancia de las hulleras por el informe de un ingeniero
-que había llegado a Chile para hacerse cargo
de las minas de Lota y visitó la colonia de Magallanes- y por los positivos resultados que arrojó el
estudio de unas muestras que se habían enviado
a Valparaíso para su análisis. Las propiedades del
carbón magallánico, del tipo lignita, son similares
a las del carbón de Lota. El manto carbonífero se
ubica a 11 km de la costa y 230 m de altura, mide 2
m de espesor y descansa sobre arcilloso; sobre la
capa de carbón hay franjas de tierra vegetal que
contienen troncos de árboles centenarios. La ubicación del yacimiento en una quebrada del valle
del río El Carbón, la disposición de las vetas y su
drenaje natural, facilitaron su explotación, que no
requería instalaciones o maquinarias especiales7.
El ingeniero Alejandro Bertrand –que recorrió el
lugar a mediados del siglo XIX- describe la barranca en una ribera del río donde, por debajo de
la delgada capa vegetal, se desarrolla un extenso
manto de carbón, de modo que las raíces de los
árboles quedaban sobre la capa carbonífera8.

Chile es un país minero porque su compleja geografía está estructurada por cordilleras y cuencas hidrográficas donde existen abundantes
yacimientos de cobre, carbón y otros recursos
minerales que han sido esenciales para la ocupación del territorio y la construcción de identidad en distintas regiones del país; asimismo, las
actividades mineras alentaron la formación y consolidación de numerosos asentamientos. Debido
a esta circunstancia, la historia urbana del país,
desde la época colonial, se ha relacionado con
la presencia de minerales, cuya explotación tuvo
fuerte influencia en la trayectoria de ciudades y
pueblos.
La cuenca del golfo de Arauco concentra nueve
Monumentos Nacionales vinculados a la historia
del carbón; cinco pertenecen a Lota Alto2 y los
otros corresponden al Teatro del Sindicato Nº 6
(conocido como Teatro de los Mineros), el Edificio
del Desayuno Escolar3, la Central Hidroeléctrica
Chivilingo4 y el asentamiento de Schwager5. Por
otra parte, los enclaves mineros construidos para
la explotación de salitre y cobre integran el selecto conjunto de Patrimonios de la Humanidad6.
Sin embargo, el patrimonio minero de Chile no
se circunscribe a bienes culturales valorados a
nivel nacional y mundial porque, desde los áridos
territorios del norte hasta la región magallánica,
la minería impulsó la colonización histórica y
moderna generando paisajes culturales que constituyen anclajes del arraigo y base de la memoria colectiva. Este artículo se enfoca en los
paisajes mineros menos difundidos, destacando
la relevancia de la minería para la colonización de
Magallanes y la construcción de identidad en el
territorio austral.

La presencia del río El Carbón fue un factor decisivo para seleccionar el sitio de Punta Arenas y
asentar la colonización de la costa norte del estrecho de Magallanes. En forma análoga, el hallazgo
de vetas carboníferas en la isla Riesco fue determinante para la colonización del territorio interior
de Magallanes, actual comuna de Río Verde. El río
El Carbón también contenía minerales auríferos;
por esta razón, en sus riberas se localizaron una
serie de lavaderos de oro para recuperar el mineral de su lecho pedregoso; incluso, durante la
segunda mitad del siglo XIX, un tercio de la población de Punta Arenas se dedicaba a labores
auríferas. En 1879, Ramón Serrano Montaner, en
una exploración por Tierra del Fuego descubrió
concentraciones auríferas; el hallazgo se confirmó
a mediados de la década de 1880-1890, cuando
Julio Popper encontró oro en la bahía de San Sebastián, en la costa oriental de Tierra del Fuego.
Este descubrimiento alentó la exploración y ocupación del territorio insular y la actividad minera
llegó a constituir una fase específica de la colonización de Tierra del Fuego, que precedió a la
colonización ganadera de gran escala. A fines del
siglo XIX, la actividad aurífera en los archipiélagos
australes creció hasta ocupar alrededor de 2000
personas9; este momento histórico fue calificado
como época de la fiebre del oro por los numerosos exploradores que recorrían Tierra del Fuego
para rescatar el mineral. Una secuela condenable
de estas acciones fueron los duros enfrentamientos con los selk’nam que habitaban la Tierra del
Fuego y que significaron un daño definitivo para
su supervivencia. Así, la minería del oro intervino

Importancia de la minería para
la colonización de Magallanes
Una característica del territorio austral es la presencia de yacimientos carboníferos; tema que se
recoge en informes de exploradores y científicos
que recorrieron la zona en diferentes momentos.
En las costas de la península de Brunswick y la
isla Riesco se encontraron señales de la existencia de carbón superficial; uno de los sectores de
más fácil extracción era el valle del río El Carbón,
que discurre por el sector norte de Punta Arenas
y recibió su nombre por los trozos de carbón que
transportaban sus aguas. A inicios de la década

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paisajes mineros históricos y su importancia para construcción de identidad en la región austral
María Dolores Muñoz

en la desaparición de los pueblos originales y
la ocupación de sus territorios ancestrales con
nuevos pobladores.

Los yacimientos carboníferos existían en distintas
zonas de la Patagonia continental e insular y en
Tierra del Fuego, pero las explotaciones que se
mantuvieron mayor tiempo fueron Mina Loreto,
ubicada al oeste de Punta Arenas, y las minas Josefina y Elena; ambas en la isla Riesco. Aunque
la minería del carbón no alcanzó la relevancia
económica de la ganadería ovejera, fue impulsora
del poblamiento rural en la primera mitad del
siglo XX.

El hallazgo de oro en la sierra Boquerón (zona
noroccidental de Tierra del Fuego) en 1879, animó la llegada de buscadores y aventureros desde 1881, fecha que señala la primera presencia
foránea en territorio insular. Una situación similar
ocurrió en las islas cercanas al canal Beagle entre
1891 y 1894. En síntesis, aunque la minería del oro
fue un episodio histórico breve, tuvo influencias
en el poblamiento rural; su principal consecuencia fue la instauración de Porvenir, el segundo poblado en Magallanes después de Punta Arenas y
el primero en territorio fueguino chileno. Provenir
se fundó oficialmente en 1894 y en la actualidad
es la principal ciudad de la Tierra del Fuego. En
el informe de la expedición de Bertrand se indica
que en la bahía de Porvenir existía una casa fiscal
donde se mantenía a un destacamento de soldados para contener las irrupciones de los indígenas
en los lavaderos de oro. Cuando Bertrand llegó
a la zona, el destacamento había sido retirado
porque la considerable cantidad de personas que
vivían en Tierra del Fuego lo hacía innecesario10.

La explotación del carbón y su
importancia para la trayectoria urbana de Punta Arenas
En el extremo austral de Chile, la minería ha tenido un indudable protagonismo en los procesos
de ocupación del territorio y en la trayectoria
urbana de ciudades y pueblos. Este es el caso de
Punta Arenas, principal ciudad de Magallanes,
cuya evolución y hasta la selección de su sitio definitivo de emplazamiento se relacionaron con la
existencia de yacimientos de carbón. La primera
referencia cronológica de su historia urbana es
septiembre de 1843, cuando la goleta Ancud llegó
a la zona, enviada por el intendente de Chiloé
para tomar posesión del estrecho en nombre
de la Republica de Chile11. En un reconocimiento
por la costa norte del estrecho buscando un sitio
donde fundar un fortín y plasmar la jurisdicción
chilena en el territorio, el capitán Juan Williams y
el científico alemán Bernardo Philippi desembarcan en bahía Catalina, en el lugar llamado Sandy
Point, donde vieron trozos de carbón que prometían una base económica para el asentamiento
en el estrecho.

La minería del cobre tuvo una expresión territorial limitada porque la explotación de las vetas
cupríferas descubiertas en 1904 en la zona sudoccidental de la península de Brunswick, en el canal Jerónimo, fue circunscrita al sector de Cutter
Cove. Inicialmente, la explotación ocupó varios
trabajadores por las expectativas que generaban
la potencia y ley del yacimiento; sin embargo, la
mina fue abandonada definitivamente en 1908.
La explotación de carbón fue la principal actividad minera por su permanencia en el tiempo y su
gravitación en la ocupación territorial.

(2) Los Monumentos Históricos ubicados en el poblado de
Lota Alto son: Parque Isidora Cousiño o Parque de Lota (Decreto 373 de 2009), Pabellón 83 (Decreto 380 de 2009), Mina
Chiflón del Diablo (Decreto 373 de 2009), Edificio Gota de
Leche (Decreto 250 de 2012) y Torre Centenario de Lota (Decreto 379 de 2010).
(3) En Lota Bajo se ubican el Teatro del Sindicato N°6o Teatro
de los Mineros de Lota (Decreto 294 de 2009), y el Edificio
Desayuno Escolar (Decreto 250 de 2012).
(4) La Planta Hidroeléctrica de Chivilingo (Decreto 721 de
1990) está en las márgenes del estero Chivilingo.
(5) El poblado Puchoco – Schwager fue designado Zona Típica en el Decreto 220 del año 2010

(6) Las oficinas salitreras de Humberstone y Santa Laura se
incorporaron al patrimonio mundial el año 2005 y el poblado andino de Sewell, creado para la explotación de cobre,
en el año 2006.
(7) Tornero, Recaredo (1872). p. 391
(8) Bertrand, Alejandro (1886). p.16
(9) Entre 1891 y 1893 había unos mil mineros dedicados a recuperar oro en las islas de la zona del canal Beagle. Navarro,
Lautaro (1908).p.164
(10) Bertrand, Alejandro (1886). p.58
(11) El acto de toma de posesión del estrecho se realizó el 21
de septiembre de 1843 en Punta de Santa Ana

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A pesar del hallazgo, Martinic explica que Williams y Philippi eligieron como lugar para fundar
el fortín a una cima rocosa en la Punta de Santa
Ana12. El sitio seleccionado tenía buenas condiciones para la defensa porque su altura permitía
el dominio visual de un extenso territorio; sin embargo, no era adecuado como lugar de asentamiento permanente por la escasez de agua y de tierras para cultivos y por estar expuesto a la fuerte
acción de los vientos.

últimos pobladores desde el fuerte, que a partir
de ese momento, sería utilizado como lazareto15.
A pesar de su lento desarrollo y el deficiente abastecimiento, en 1850 Punta Arenas ya tenía 250
habitantes16. En febrero de 1851, el progreso de
la colonia era visible cuando un incendio forestal
se propagó hasta el asentamiento destruyendo
casas, el aserradero y galpón de los confinados17.
La restauración de la ciudad avanzaba cuando
Mardones fue reemplazado por Benjamín Muñoz
Gamero. El nuevo gobernador continuó las obras
de reconstrucción, extendió el área de corrales y
cultivos talando y limpiando los terrenos. A fines
de 1851, la población de Punta Arenas era de 436
personas y 277 eran presidiarios18; esta situación
puede explicar el motín organizado por Miguel
Cambiazo que culminó con la destrucción del
asentamiento, saqueos, asesinatos y fusilamientos, incluyendo el del gobernador Muñoz Gamero. La nueva repoblación, a cargo de Bernardo
Philippi, se inició en 1852. Además de la reconstrucción, Philippi estaba interesado en explotar
el carbón, estimular la navegación y el comercio
marítimo para apoyar el desarrollo del poblado y
establecer una relación más amistosa con los indígenas; con esta intención, viajó al interior del territorio a reunirse con los aónikenk. La expedición
tuvo un final desastroso porque Philippi fue asesinado por los indígenas que lo acompañaban;
este acontecimiento dejó a Punta Arenas sin gobierno en medio del proceso de reconstrucción y
repoblamiento. Jorge Schythe, el siguiente gobernador, resolvió concentrarse en la construcción
del poblado y respecto a la economía, aconsejó
fomentar la ganadería, agricultura, pesca y desarrollo de actividades madereras. En contraste
con Philippi, no consideró a la minería del carbón
como un sector a desarrollar19.

No obstante, la presencia de carbón en la playa
de Sandy Point impulsó una nueva expedición
para buscar el yacimiento de origen. En 1843,
después de construir el fortín en la Punta de Santa
Ana, Philippi desembarcó en bahía Catalina para
explorar el sector, hasta llegar a un río que arrastraba trozos de carbón. En la incursión por el valle
fluvial, Philippi descubrió tres vetas de lignito, de
las cuales sacaron muestras para su posterior examen. El resultado de esta exploración explica el
nombre del cauce, bautizado como río El Carbón.
En una segunda expedición, realizada dos años
más tarde, se descubrieron nuevas vetas.
En 1847 arribó a la zona José de Los Santos Mardones, designado gobernador de la Colonia de
Magallanes, para explorar el litoral de la península
de Brunswick al norte de la Punta de Santa Ana y
buscar un lugar donde trasladar a la colonia por
las dificultades que entrañaba la vida en su sitio
original. Eligió el sector conocido con el nombre
de Sandy Point, (Punta Arenosa o Punta de Arena)
por la presencia de dos bahías, el río del Carbón y
los cerros costeros13. En diciembre de 1848, Mardones abandonó el fuerte para instalarse definitivamente en Punta de Arena, otorgando al poblado categoría de sede colonial. El nuevo pueblo
superó las dificultades iniciales, para empezar a
consolidarse como el principal centro poblado de
la región magallánica. El gobernador Mardones se
refiere a las cualidades del nuevo sitio resaltando
la calidad de la tierra, la presencia del río que
podía proporcionar agua y apoyar la instalación
de molinos de trigo, la existencia de árboles para
leña y las minas de carbón distantes sólo a dos leguas14 del sitio elegido. En 1850 se trasladaron los

La explotación de las vetas carboníferas en el valle
del río El Carbón, que después sería llamado río de
Las Minas, comienza en la década de 1860 cuando
el gobernador Damián Riobo, sucesor de Schythe,
decide mejorar la senda de acceso al mineral y
construir un muelle para aprovisionar de carbón a
las embarcaciones que cruzaban el estrecho. Con

(12) Martinic, Mateo (1998). p.25
(13) Martinic, Mateo (1998). p.26
(14) Una legua equivale a 5.572,7 metros; por lo tanto la distancia mencionada es de 11.145,4 metros
(15) Martinic, Mateo (1998). pp.41-47 y 48
(16) Martinic, Mateo (1998). pp.52-53
(17) Martinic, Mateo (1998). p.58

(18) Martinic, Mateo (1998). p.61
(19) Martinic, Mateo (1998). p.83
(20) Navarro, Lautaro (1908). p.133
(21) Navarro, Lautaro (1908). p.134
(22) Martinic, Mateo (1998). p.229
(23) Plano de la ciudad de Punta Arenas, 1896 En Boloña,
Nicanor (1989)

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María Dolores Muñoz

esta decisión intentaba revertir la difícil situación
económica de Punta Arenas, generada por la disminución del tráfico marítimo a causa del debilitamiento de la fiebre del oro en California. El escaso
adelanto de la ciudad, transcurrido casi un cuarto
de siglo desde su fundación, también se explica
por la política de instaurar una colonia penal y reponer el antiguo presidio. En 1866, Riobó propuso
al gobierno construir una línea de ferrocarril para
transportar carbón desde la mina hasta la ciudad
y un depósito de carbón en la playa para los vapores que cruzan el estrecho20. Su propuesta no tuvo
respaldo y la creación del ferrocarril se pospuso
hasta el gobierno de Oscar Viel, quien promovió
la explotación del carbón desde 1869, cuando
el empresario Ramón Rojas obtuvo la concesión
minera. Además, Viel impulsó cambios orientados a fortalecer el asentamiento y fomentar la
colonización, declarando a Punta Arenas puerto
menor y puerto libre. La senda paralela al río de
Las Minas, que conducía a las minas de carbón,
fue bautizada como Avenida de La Patagonia;
otras acciones de adelanto urbano reconocían la
importancia del estrecho para la navegación y el
comercio. La evolución del tráfico mercante y la
dinámica del transporte marítimo pronosticaban
un fuerte desarrollo; en este contexto, Viel decide
iniciar actividades mineras de mayor escala para
abastecer de carbón a los vapores. Los trabajos
de preparación para la actividad extractiva incluyeron el trazado de una línea de ferrocarril para
conectar a la mina con el puerto de Punta Arenas,
que comenzó a construirse en 1869, con el objetivo de transportar al puerto mayores volúmenes
de carbón. El gobernador ordenó a un grupo de
presidiarios las tareas de despejar el terreno boscoso por el que pasaría la vía, elaborar durmientes
y construir el tendido de los rieles para un ferrocarril tirado por animales. En 1870 salieron de la
mina los primeros carros cargados de carbón y al
año siguiente se habían embarcado 2.068 toneladas en 24 barcos21.

En 1877 ocurre el Motín de los Artilleros; a raíz del
levantamiento, Punta Arenas perdió edificios fiscales y construcciones particulares y se produce
un nuevo abandono del poblado porque las autoridades y parte de la población escaparon para
salvar sus vidas. Desde 1880, cuando se inicia la
administración de Francisco Sampaio, el desarrollo de la ganadería aprovechando las extensas
praderas de la región, se fortaleció con las crecientes exportaciones de lana y carne de ovino. El
gobernador Sampaio, considerando el potencial
del comercio marítimo, priorizó la construcción
de un nuevo muelle para reemplazar a la estructura levantada en administraciones anteriores. En
esa época, numerosas embarcaciones cruzaban
el estrecho y la mayoría se detenía en Punta Arenas; por esto, el abastecimiento de los vapores se
transformó en actividad prioritaria para la ciudad
que proporcionaba carbón, agua, alimentos, servicios de reparaciones y remolcadores22.
El territorio de Magallanes experimentó una fuerte transformación económica entre 1880 y 1920;
Punta Arenas abandonó su carácter de colonia
penal para convertirse en un centro que ejercía su
dominio sobre la región; su evolución avanzó con
la entrega de solares y construcciones de estilo
neoclásico que configuraron una imagen urbana
que aún persiste. Manuel Señoret, el posterior
gobernador, enfrentó varios problemas ocasionados por el retardo de obras de higiene públicas,
el crecimiento demográfico y expansión urbana.
En 1896 se pavimentan calles, se instalan redes de
alumbrado público y de saneamiento de aguas y
se construyen defensas ante los desbordes del río
de Las Minas. El plano de Nicanor Boloña23 muestra que la estructura urbana de Punta Arenas se
había consolidado, con el río de Las Minas bordeando al área central y atravesando las manzanas rurales comprendidas entre avenida Cristóbal
Colón y calle Ecuatoriana.
A pesar de los esfuerzos, la baja calidad del carbón
motivó el rechazo de los capitanes mercantes y la
actividad minera debió paralizarse, abandonando las instalaciones, dos locomotoras, equipos y
carros. La explotación carbonífera se reactiva entre 1896 y 1897, cuando Agustín Ross adquiere las
antiguas pertenencias de la Sociedad Carbonífera
de Magallanes y se reinicia la explotación del yacimiento con el nombre de Mina Loreto. En 1900,
Ross logra la autorización para construir un nuevo ferrocarril entre las minas y Punta Arenas con
una vía de 9 km de largo y un metro de trocha. El
año 1902 circuló la primera locomotora desde el
establecimiento minero; el servicio de transporte
incluía vagones de carga para acarrear carbón y
un coche de pasajeros.

Aunque había expectativas por el descubrimiento de oro en el río de Las Minas, Oscar Viel siguió
apoyando la extracción carbonífera. En la administración de Diego Dublé Almeida, el siguiente
gobernador, se fomentó la inmigración extranjera
y se prohibieron las excursiones indiscriminadas
por las pampas para mejorar la relación con los
indígenas. En ese momento, la minería del carbón no alcanzaba una producción significativa,
aunque el ferrocarril carbonero funcionaba desde
principios de 1875; en comparación, la industria
maderera mostraba un evidente adelanto y la
economía pecuaria crecía con la introducción masiva de ganado ovino.

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En 1914, José Menéndez adquiere los derechos,
bienes, instalaciones y maquinarias de la empresa
minera traspasando su dominio a la Sociedad Anónima Ganadera y Comercial Menéndez Behety. En
esta fase, la explotación del carbón se transformó
en un próspero negocio, respaldado por un fuerte
mercado regional -al abastecer a las industrias, la
navegación y consumo doméstico- y una gradual
apertura al mercado de exportación hacia Argentina. La nueva administración incrementó el
material ferroviario comprando dos locomotoras
y carros de arrastre y de pasajeros24. Además de
transportar mineral hasta el muelle de embarque,
el ferrocarril se utilizaba para mover cargas desde
Punta Arenas al interior del valle. El ferrocarril de
la Mina Loreto tuvo su mejor momento entre 1921
y 1940; la carga transportada anualmente alcanzaba entre 30.000 y 35.000 toneladas. El número de pasajeros fue variable, con un máximo de
18.784 personas en 1938.

se instaló la Mina Marta y; finalmente, en la costa
norte del canal Fitz Roy, isla Riesco, donde funcionó la Mina Elena.
Al iniciar el trabajo minero en la zona del río Las
Minas se construyó una vía férrea angosta para
transportar carbón hasta el muelle de Punta Arenas. El ferrocarril recorría el valle por la orilla del
cauce, adaptándose a las sinuosidades del relieve; sin embargo, Bertrand indica que las crecidas
del río destruían los puentes y cortaban la vía.
En 1874, comienzan las obras de una línea férrea
para un tren mecánico, reparando y extendiendo
los carriles existentes. El trazado empezaba en el
muelle de embarque y recorría 300 m por calle
Coquimbo (actual Errázuriz) hasta calle Aconcagua (actual José Nogueira); continuaba 200 m hacia el norte para doblar al poniente bordeando la
plaza Muñoz Gamero y seguía por calle Santiago
(actual Waldo Seguel) hasta la calle Talca (actual
Armando Sanhueza); luego avanzaba 200 m en
dirección norte para doblar al poniente siguiendo
por Avenida de la Patagonia hasta entrar al valle del río y continuar al yacimiento carbonífero.
Después se construyó otra línea que pasaba por
avenida Colón hasta la calle Ñuble (actual Lautaro
Navarro) y desde allí, cruzando un terreno de vegas sin edificar, alcanzaba la costa.

A comienzos de 1940, por la imposibilidad de
adquirir repuestos y renovar el material rodante
durante la Segunda Guerra Mundial y a las crecidas del río de Las Minas -que impidieron el tráfico normal del ferrocarril-, la Sociedad Menéndez
Behety tuvo dificultades para producir el mínimo
de 20.000 toneladas anuales y cumplir con la obligación asumida en 1937 al renovar la concesión
carbonífera. Por otra parte, la Municipalidad de
Punta Arenas exigió que la compañía levantara la
vía que atravesaba parte de la ciudad -otro tramo
ya se había retirado en 1928-; compromiso que se
cumplió en febrero de 1948. Por estas razones, en
1946, el directorio de la Sociedad Menéndez Behety decidió arrendar la explotación carbonífera
al Sindicato Industrial Mina Loreto, experiencia
que fracasó por la equivocada gestión operativa.
La explotación retornó a la Sociedad Menéndez
Behety cuando la producción de carbón decrecía
por la pérdida de mercado. En esta circunstancia,
la empresa abandonó definitivamente la explotación, arrendó la concesión minera, se deshizo de
las instalaciones y paralizó la operación del ferrocarril carbonero.

El tren carbonero formaba parte del paisaje urbano y de las dinámicas de Punta Arenas, también
era utilizado por los vecinos en recorridos recreativos los feriados y fines de semana, y por viajeros y turistas interesados en conocer el valle y la
Mina Loreto25. Este antecedente es indicador de
una experiencia pionera de turismo cultural asociado a paisajes mineros. La vía férrea en desuso,
se levantó entre 1948 y 195026. La principal huella
cultural de la minería del carbón en Punta Arenas,
es el Muelle Loreto (Figura 1); un activo lugar de
encuentro durante las primeras décadas del siglo
XX, actualmente es un hito histórico de la costanera de Punta Arenas (Figura 2).
Uno de los paisajes mineros más conocidos de
Magallanes fue Mina Loreto, que ocupaba un área
de 500 hectáreas27. En las fotos históricas se observa la compleja topografía del sitio dominado
por la quebrada donde estaba el acceso a la mina,
la sinuosa senda que cruzaba el asentamiento, las
construcciones en distintos niveles y las escaleras
para salvar las diferencias de relieve (Figuras 3 y
4). La simplicidad de las casas de madera con cubierta a dos aguas, contrasta con la expresividad
de las instalaciones industriales como los planos
inclinados sobre pilares de madera y la tolva para
cargar el carbón en los carros del tren carbonero
(Figuras 5 y 6).

Los paisajes del carbón y la
construcción de identidad en
el territorio austral
Las minas de carbón se explotaron en tres sectores del territorio magallánico: en el valle del río
Las Minas, en las inmediaciones de la ciudad de
Punta Arenas, donde estuvo la Mina Loreto; en la
isla Riesco, costa norte del seno Skyring, donde

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María Dolores Muñoz

Figura 1

Costanera de Punta Arenas a mediados del siglo XX, con el muelle Loreto en primer plano.
Fuente: Archivo del Museo Naval y Marítimo de Punta Arenas.

Figura 2

Muelle Loreto en la actualidad.
Foto: María Dolores Muñoz.

(24) Martinic, Mateo (2005)
(25) Martinic, Mateo (2005)
(26) Martinic, Mateo (2005)
(27) Navarro, Lautaro (1908). p.135

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Figura 3

Paisaje minero en el valle del río Las Minas 1874.
Fuente: Martinic, Mateo (2010): El carbón en Magallanes. Historia y futuro. p. 27.

Figura 4

Vista de la Mina Loreto 1905.
Fuente: Navarro, Lautaro (1908): Censo Jeneral de Población i Edificación, Industria, Ganadería i Minería del Territorio de Magallanes.

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María Dolores Muñoz

Figura 5

Figura 6

Vista de Mina Loreto. 1925.
Fuente: Archivo Museo Histórico
Nacional Nº inventario AF-0008-3

Alejandro Bertrand llegó a Mina Loreto cuando
todavía había casas en buen estado; cerca de
ellas estaba la entrada a una galería situada en la
barranca de la ribera norte del río. Una plataforma de madera sostenida por pilares, prolongaba
el piso de la galería hasta un plano inclinado de
madera que terminaba sobre la vía férrea; esta
construcción sugiere que el carbón era sacado de
la galería en los carros de extracción y lo vaciaban
sobre el plano inclinado, por el cual descendía
hasta los carros del tren que lo transportaría a
Punta Arenas28.

Instalaciones industriales Mina Loreto.
Fuente: http://www.ferrocarrilesenelconosur.co.uk

la mina29. Bertrand describe al pequeño vapor de
ruedas que pertenecía a la sociedad carbonífera
de mina Marta, que estaba fondeado cuando fue
empujado por el viento hasta la costa; cuando
Bertrand llegó al lugar, el vapor estaba casi intacto y en su entorno se había formado un gran
banco de almejas30.
En isla Riesco comenzó otra colonización minera
para explotar un filón carbonífero descubierto
en la costa norte del canal Fitz Roy en 1889. Jorge
Meric, asociado con la sociedad mercantil Braun &
Blanchard, inicia la explotación del yacimiento conocido como Mina Magdalena, que se mantiene
sólo hasta el año 190031. En 1918, tras descubrirse
otros depósitos de carbón en el área, se creó la
Comunidad Minas de Carbón Río Verde, cuya actividad originó al campamento bautizado como
Mina Elena. Por la época se inician otras explotaciones: Mina Chilenita, que entró en funciones en
1924, y Mina Tres Hermanos, ubicaba en el mismo
lugar de Mina Magdalena; posteriormente, con el
nombre de Mina Josefina fue propiedad de una
sociedad ganadera. Entre 1925 y 1954 la minería
en la Isla Riesco alcanzó su mayor actividad, produciendo 100.000 toneladas en 1945. El permanente tráfico de vapores entre Punta Arenas y las
minas Elena y Josefina reflejaba la relevancia que
tenía la minería en la región32. Mina Elena fue la
explotación más importante de la isla Riesco y durante 20 años sostuvo la economía de Rio Verde.

En 1875 se exploran las costas del canal Fitz Roy
y del seno Skyring para buscar bovinos; en estas
incursiones se descubren afloramientos carboníferos al oeste de la desembocadura del río Verde, sector que sería conocido como Las Minas.
En 1877, Julius Haase, pionero de origen alemán
llegó al lugar, que bautizó como Mina Marta, iniciando la extracción en 1880 apoyado por una
sociedad formada con capitales argentinos; esta
faena fue la primera actividad productiva en territorio de la actual comuna de Rio Verde. Aunque la
calidad del carbón superaba al del río Las Minas,
el intento de colonización minera no tuvo éxito
debido al riesgo de transportar el carbón a Punta
Arenas por canales casi desconocidos en la época y con sus aguas agitadas por fuertes vientos.
El naufragio del vapor Los Amigos en 1881, derivó en la paralización de la faena y abandono de

(28) Bertrand, Alejandro (1886). p.15
(29) Navarro, Lautaro (1908). p.138
(30) Bertrand, Alejandro (1886). pp. 20-21
(31) Bertrand, Alejandro (1886). p. 22
(32) Bertrand, Alejandro (1886). p. 44

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Entre 1920 y 1950 era el principal asentamiento
minero de Magallanes, con todas las instalaciones necesarias para la producción incluyendo un
muelle y estructuras para extracción y embarque
del carbón construidas en madera. Las viviendas
y equipamientos –escuela, pulpería, restaurante- por su simplicidad y dimensiones reducidas
contrastaban con el tamaño y la complejidad de
las construcciones industriales (Figuras 7 y 8),
que eran principales elementos del paisaje y las
referencias básicas del carácter minero del asentamiento.

crecidas del rio podían invadir el lecho y anegar
la labor; aún así, un sector importante de la población se dedicaba a las actividades mineras. En
1879 se descubre oro en Tierra del Fuego y a partir
de 1881 llegan buscadores que se desparramaron
por sierra Boquerón; a fines del siglo se contabilizaban entre 200 y 300 hombres de diversas nacionalidades. Esta población se distribuyó en un centenar de asientos o faenas34 desperdigadas por la
zona noroccidental de la isla. El oro extraído35 se
exportaba a través de comerciantes establecidos
en Punta Arenas y con las utilidades obtenidas se
generaron capitales que más tarde se invirtieron
en la crianza ovina. Los grupos de buscadores de
oro integrados por personas que generalmente
poseían escasa cultura, el ambiente inhóspito y
las difíciles condiciones de trabajo, causaron una
fuerte agresividad hacia los indígenas que habitaban los distritos mineros, con resultados terribles
porque fue uno de los factores de su aniquilación.

La población de Mina Elena llegó a superar las 400
personas; aunque allí vivieron familias, la superioridad masculina era manifiesta; esta circunstancia
revela las difíciles condiciones laborales. La mayor
parte del carbón se destinaba a Buenos Aires; por
esto, el inicio de la explotación de los yacimientos
carboníferos argentinos en el sector de río Turbio
y su mayor facilidad para acceder a los mercados
europeos tras el final de la II Guerra Mundial, generó una crisis de la minería del carbón en Magallanes, que se expresó en el cierre de las minas de
isla Riesco33.

Según los informes de la época, los yacimientos
auríferos ubicados en el entorno de Punta Arenas
se desarrollaban en barrancos costeros a gran
profundidad, eran pobres y casi inexplotables. En
la Tierra del Fuego, su explotación era más factible; esto explica porqué en la temporada de trabajo entre 1898 y 1899 había 44 lavaderos de oro
que abarcaban 134 hectáreas y daban ocupación
a 223 hombres36. Además, había otras faenas en la
zona del canal Beagle donde, entre 1891 y 1893,
trabajaban unos mil mineros distribuidos en las
islas Navarino, Picton, Lennox, Nueva y otras. Los
documentos oficiales indican que entre los años
1891 y 1894 se extrajeron de esas islas a lo menos
dos toneladas de oro37.

Los paisajes de la minería del
oro y la construcción de identidad en el territorio austral
Apenas habían transcurrido veinte años desde la
fundación de Punta Arenas, cuando en 1868 se
encontraron partículas de oro en las arenas del río
El Carbón y comenzaron las faenas mineras, que
se desarrollaron en paralelo a la fiebre del oro en
California. Testimonios de la época indican que en
el valle del río había varios lavaderos para aprovechar los recursos auríferos, aunque el territorio
sólo adecuado para faenas menores porque las

Inicialmente, la extracción de oro era artesanal; el
lavado se hacía en canaletas y para el oro fino se
usaba la amalgamación por mercurio. Un avance
sustancial en la técnica de extracción se relaciona
con la creación en 1903 de la Compañía Sutphen

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María Dolores Muñoz

de Lavaderos de Oro, con domicilio en Buenos Aires, porque fue la primera en traer una draga para
la explotación mecánica del oro en Tierra del Fuego. Para transportar la draga en piezas, algunas
muy grandes, la compañía construyó un camino
de 40 km que unía a Porvenir con el asiento de
sus pertenencias en el Río del Oro38. Más tarde
se instalaron dragas en el Río del Oro, Río Verde,
Río Pérez, Río Oscar, Río Rosario y en Rusphen39
que, posiblemente, corresponde al sector conocido como Russfin. Entre 1903 y 1909, la actividad
extractiva mecanizada tuvo un claro desarrollo,
pero hacia 1910 el virtual agotamiento de los yacimientos derivó en el colapso de la explotación
con dragas y en la declinación de las faenas de
lavado artesanal. Un inconveniente que enfrentaba el trabajo de las dragas en Tierra del Fuego
era la carestía del carbón de piedra, cuyo precio
se recargaba al transportarlo desde Punta Arenas
hasta la isla. Esta dificultad se subsanó en parte,
usando turba40.
Uno de los paisajes mineros más valorados de
la Tierra del Fuego y la región de Magallanes se
relaciona con la presencia de una draga aurífera
exportada de Inglaterra en 1904, que estuvo en
funciones hasta 1910. La máquina se ubica en la
comuna de Timaukel, en un predio de la empresa
Rusffin, junto a la carretera que conduce al lago
Blanco, 37 km al oriente de la estancia Cameron.
La draga, por su forma y dimensiones, es una referencia singular del paisaje en el territorio rural,
donde predominan las construcciones alusivas a
la ganadería. En este contexto, la máquina otorga
significado a un paisaje evocador de una época
histórica que ha dejado escasas huellas culturales a pesar de su importancia para los procesos
históricos y culturales de la región magallánica.
La draga aurífera de Russfin fue declarada Monumento Histórico, en la subcategoría de Industria
Minera41.

(33) Bertrand, Alejandro (1886). pp. 44-45
(34) En el año 1898 se registraron 134 faenas auríferas.
(35) Entre septiembre de 1901 y abril de 1902 se sacaron de
la mina Baquedano, en el río del Oro, cerca de 33.000 gramos de oro. En la temporada siguiente, los lavaderos de oro
de la Tierra del Fuego dieron 140 kilos de oro, trabajando en
ellos 271 hombres. Navarro, Lautaro (1908). p.165

(36) Navarro, Lautaro (1908). p.133
(37) Navarro, Lautaro (1908). p.164
(38) Navarro, Lautaro (1908). p.167
(39) Navarro, Lautaro (1908). p.169
(40) Navarro, Lautaro (1908). p.178
(41) La draga fue declarada Monumento Histórico mediante
el Decreto Supremo Nº 556 del año 1976

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Figura 7

Vista general del asentamiento en Mina Elena en el año 1943.
Fuente: Martinic, Mateo (2010): El carbón en Magallanes. Historia y futuro. p.68

Figura 8

Carga del carbón en Mina Elena en el año 1943.
Fuente: Martinic, Mateo (2010): El carbón en Magallanes. Historia y futuro. p.71

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Figura 9

Draga aurífera de Russfin.
Foto: María Dolores Muñoz

Figura 10 Draga aurífera de Russfin.

Foto: María Dolores Muñoz

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Conclusiones

fines del siglo XIX y las primeras décadas del siglo
XX; apoyó el asentamiento en la costa norte del
estrecho de Magallanes y fue clave para la colonización de Tierra del Fuego no sólo porque generó trabajo y aumentó la riqueza regional, sino
porque las ganancias obtenidas en la minería
fueron parte de la base económica que posibilitó
el desarrollo de la ganadería. Asimismo, alentó
la inmigración y la llegada de técnicos e innovaciones tecnológicas relacionadas con la construcción de estructuras industriales, muelles, vías
férreas y caminos; estas obras de infraestructura,
además de servir a la minería, apoyaron el avance
de la colonización magallánica. No obstante, a
pesar del significado que tuvo la actividad minera
para la historia de Magallanes, de sus habitantes
y de sus principales ciudades, poco o nada queda
de los paisajes mineros históricos. La epopeya de
la minería en la región austral ha dejado huellas
físicas menores como los restos casi enterrados de
un tramo de vía del ferrocarril carbonero, un muelle desgastado por el viento y las aguas marinas,
una draga aurífera que yace en medio del campo
como un animal mecánico herido de muerte. Sin
embargo, hay personas que recuerdan con nostalgia la vida en los asentamientos del carbón y
fotos antiguas que proclaman la potencia de los
paisajes mineros australes.

Los recursos minerales han sido fundamentales
para la ocupación de la región austral y el río de
Las Minas es un referente de la historia de Magallanes desde épocas pretéritas porque en el valle
fluvial se encontraron piezas arqueológicas con
forma de colgantes, tallados en carbón por los
aónikenk, ancestrales habitantes del territorio
continental de Magallanes42 y en las pendientes
que encajonan al río se descubrieron estratos de
conchas fósiles cubiertos con depósitos de carbón. Por otra parte, el río de Las Minas ha sido
protagonista del paisaje desde la fundación de
Punta Arenas; fijaba el límite norte de la ciudad y
aunque su cauce fue sobrepasado por la expansión urbana, conserva su carácter de referencia
geográfica y eje delimitador del área central.
La minería estaba vinculada con las características
territoriales porque se apoyó en la existencia de
yacimientos carboníferos y su extracción permitió
aprovechar las ventajas generadas por el paso obligado de embarcaciones a través del estrecho
de Magallanes y la necesidad de abastecerse de
carbón para sus calderas. La actividad minera fue
esencial para sostener la economía austral entre

(42) Los aónikenk también se identifican con el nombre de
tehuelches y en el período colonial fueron conocidos como
patagones o los célebres gigantes de la Patagonia.

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María Dolores Muñoz

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PARA UNA APROXIMACIÓN A
LAS FORMAS DE APROPIACIÓN
DEL PABELLÓN MINERO EN LA
POBLACIÓN BANNEN DE LOTA
Daniel Matus Carrasco1

(1) Arquitecto
Universidad de Concepción
daniel.matus@umag.cl

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RESUMEN
La vivienda obrera ha tendido a quedar excluida de las historias de la arquitectura que entroncan con
una visión erudita de la disciplina, en contraste con los aportes de diferentes ciencias sociales que
articulan tanto el conocimiento de una morfología social como las formas de ocupación del espacio.
A ello se agregan las tensiones que se producen entre la vocación patrimonial que la vivienda obrera
tiene, en particular los pabellones mineros de Lota Alto y Lota Bajo, y las alteraciones y transformaciones,
entendidas como formas de apropiación, que los habitantes originales o nuevos realizan, lo que genera
además cambios en la morfología urbana. Se trata aquí de presentar antecedentes teóricos que
permitan una aproximación a las contradicciones y tensiones evocadas, con miras a poner en valor un
tipo específico de vivienda obrera y a describir las formas de apropiación que inciden en una tipología y
en un terreno específicos, la Población Bannen, en Lota Bajo.
PALABRAS CLAVES: vivienda obrera, apropiación, morfología urbana

ABSTRACT
Workers’ housing architecture has been given a lot less attention than other architectural types which
fit with the most scholarly traditions of architectural research. On the opposite, workers’ housing has
attracted a lot more attention from the social sciences; i.e. disciplines which articulate social morphology
analysis with the study of forms of inhabiting architectural and urban space. Another interesting aspect
regarding this topic are the conflicting views between those who prioritize heritage significance of
labors’ pavilions – and especially the ones located in Lota Alto and Lota Bajo - from the views of the
inhabitants; most of whom have prioritized individual needs and implemented forms of appropriation
which have indeed altered the original fabric. The article presents theoretical references in order to
discuss these contradictions. The objective of this review is to preserve this specific type of labor’s
housing; while exploring the complex relations between forms of appropriation and a specific site and
architectural typology: the Bannen neighborhood in Lota Bajo.
KEYWORDS: workers housing, appropriation, urban morphology

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introducción: Para una puesta
en valor de la vivienda obrera
Desde hace más de un década, una parte del
patrimonio material de la ciudad de Lota ha sido
objeto tanto de estudios sistemáticos2, como de
una inversión pública destinada a reconstruir y a
rehabilitar esencialmente la vivienda obreray los
equipamientos públicos. Se trata en general de
una valoración del patrimonio industrial minero
y de una parte de esa vivienda obrera específica
de Lota, el pabellón minero, localizada fundamentalmente en Lota Alto. Por el contrario, el
pabellón minero ubicado en Lota Bajo agrupado
principalmente en las poblaciones Bannen, Isidora Goyenechea y San Martín no ha gozado del
mismo interés académico y social y no ha tendido
a beneficiarse de aportes del Estado específicos
que valoricen el espacio urbano donde se emplazan o que recuperenlas tipologíasoriginales de
los inmuebles.

arquitectos serían los únicos titulares”3 como de
una historia de la arquitectura anclada en una
tradición ilustrada centrada en los arquitectos y
sus obras, en vez de una historia social de la misma4. A ello se agrega, la insuficiencia y el atraso
que la historiografía local tiene respecto al conocimiento de las formas de ocupación del espacio
y por la construcción por y para grupos sociales
desfavorecidos, como labradores, campesinos,
peones y proletarios5, en general y la vivienda
obrera en particular, a pesar de las luces que diversos autores han dado al centrar su atención en
los territorios de implantación de industria minera6 y al focalizar sus estudios e investigaciones
tanto en la vivienda social como en sus expresiones institucionales y sociales7. Cuestiones que
no pasan exclusivamente por la descripción e
interpretación de los hechos urbanos, sino también por las visiones y las representaciones que
los mismos investigadores tienen de un sujeto
histórico conceptualizado recientemente, como
son las clases populares8.

Sin duda, parte de las dificultades para analizar
el pabellón minero resultan tanto de una visión
tenaz, que consiste en pensar “que las características formales de un edificio pueden ser exclusivamente apreciadas desde el punto de vista de
los códigos de una cultura erudita de la que los

Se suma a lo anterior falta de investigaciones que
aborden de manera específica las relaciones que
se pueden tejer entre una morfología social, determinada fuertemente por una categorización
socio-profesional, y una morfología urbana y una
tipología arquitectónica, tal y como ha sido desar-

(2) Ver por ejemplo:
MUÑOZ (María Dolores), Ciudad y Memoria: Patrimonio industrial de las ciudades de Tomé, Coronel, Lota y Lebu, Concepción, Imprenta Trama, 2000, 144 p.
MUÑOZ (María Dolores), PÉREZ (Leonel), SANHUEZA (Rodrigo) “El patrimonio industrial en la estimulación del desarrollo: Intervenciones y revitalización urbana en Lota Alto
(1997-2000)” in: Revista Urbano, vol. 7, núm. 10, noviembre,
Concepción, Universidad del Bío-Bío, 2004, pp. 9-18.
PÉREZ (Leonel), La mirada y la memoria. Elementos de estructuración y revalorización del paisaje cultural de Lota Alto, Chile,
Tesis doctoral Universitat Politècnica de Catalunya, Departament d’Urbanisme i Ordenació del Territori, 2007.
LÓPEZ (María Isabel), Proyecciones del patrimonio cultural
minero en Chile: la reocupación cultural y turística como estrategia de revitalización. El caso del territorio minero del Golfo de
Arauco en Chile, Tesis doctoral Escuela Técnica Superior de
Arquitectura, Universidad Politécnica de Madrid, 2010.
LÓPEZ (María Isabel), VIDAL (Claudia), “Paisaje patrimonial y
riesgo ambiental. Reocupación cultural y turística del espacio postminero en Lota, Chile”, in: Revista de Geografía Norte
Grande, n° 52, 2012, pp. 145-165.
LÓPEZ (María Isabel), PÉREZ (Leonel), “Sustentabilidad del
turismo en el patrimonio minero: modelo conceptual e indicadores para el exterritorio carbonífero de Lota y Coronel”,
in: Revista EURE, vol. 39, núm. 118, setiembre, Santiago, 2013,
pp. 199-230.

(3) FREY (Jean-Pierre), “Esthétique de l’habitat et différenciation sociale”, in : Lieux communs, les cahiers du LAUA, n° 5:
Esthétiques populaires, Nantes, École d’architecture de Nantes, 1999,p. 21, pp. 21-56.
(4) Cf. RAYMOND (Henri), L’Architecture, les aventures spatiales
de la raison, coll. Alors, n° 4, Paris, CCI/Centre Georges Pompidou, 1984, 298 p.
(5) Cf. SALAZAR (Gabriel), Labradores, peones y proletarios.
Formación y crisis de la sociedad popular chilena del siglo XIX,
Santiago, LOM Ediciones, 2000, 334 p.
(6) En particular, los trabajos de Eugenio Garcés:
GARCÉS (Eugenio), Las Ciudades del Salitre. Un estudio de las
Oficinas Salitreras en la Región de Antofagasta, Santiago, Orígenes, 1999 (1era Ed. 1988), 145 p.
GARCÉS (Eugenio), COOPER (Marcelo), BAROS (Mauricio), Las
Ciudades del Cobre. Sewell, Chuquicamata, Potrerillos, El Salvador, San Lorenzo, Pabellón del Inca, Los Pelambres, Santiago, Ediciones Universidad Católica, Comisión Bicentenario
Chile 2010, 2007, 160 p.
(7) En particular, los trabajos de Alfonso Raposo, Rodrigo Hidalgo o Mario Garcés, por ejemplo:
RAPOSO (Alfonso) (compilador), AGUIRRE (Beatriz), GAMEZ
(Vicente), RABI (Salim), RAPOSO (Alfonso) (textos), Espacio
urbano e ideología. El paradigma de la Corporación de la Vivienda en la arquitectura habitacional chilena. 1953-1976, Santiago, Universidad Central Facultad de Arquitectura y Bellas
Artes/Centro de Estudios de la Vivienda, 2001, 314 p.

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Daniel Matus Carrasco

rollada en otros territorios donde se articulan la
producción industrial y los modelos residenciales
patronales9.

ciones sanas y baratas para los obreros y pequeños empleados en torno a las denominadas cités
ouvrières francesas “había sido intentada […] por
filántropos, verdaderos amigos de las clases populares.”13

Mención aparte constituiría el interés suscitado
tanto por los modelos de ciudad de fines del siglo
XIX y principios del XX como por la historia de la
producción de vivienda social10. Sin embargo, se
podría partir de la idea que ese interés se concentra en modelos que se tienen por precursores del
urbanismo, más que en la urbanística patronal y
sus variaciones nacionales11 e implicancias sociales. En este sentido, Tafuri y Dal Co han señalado
la importancia que tiene en la formación de la
cultura urbana de Estados Unidos el desarrollo de
un modelo particular, las company towns, como
ciudades realizadas exclusivamente en función
de las fábricas y han subrayado la relación entre
ciudad obrera e industria, que constituiría una
primera tentativa de gestión capitalista directa
del territorio12, en la medida que los industriales
eliminan la competencia en el mercado de suelo
urbano y parque inmobiliario, actúan de manera
monopólica, fijanel precio de venta o de arriendo
de la vivienda obrera y terminan controlando
tanto la movilidadespacial como la capacidad
de movilización social. Juicio que contrasta con
el señalado por D’Ancy en 1898, particularmente
ingenuo, para quien la construcción de habita-

Así, el interés legítimo por la cuestión de la vivienda obrera en Lota y la infraestructura industrial puede explicarse mejor por la capacidad que tienen
actualmente los territorios y los paisajes densos
en patrimonios materiales e inmateriales para remontar condiciones económicas adversas14, que
por nuevos enfoques en la formas de hacer historia de la arquitectura, disciplina que se encuentra
en deuda frente a las tempranas contribuciones
de la geografía humana, de la antropología15, de
la etnografía o de la sociología16 para describir,
explicar e interpretar tanto los modos de organización espacial como la vida cotidiana de grupos
extraños a los discursos dominantes17. A fines del
siglo XIX, cuando Garnier y Ammann redactan su
informe sobre la habitación humana, la vivienda
obrera no ocupa un lugar privilegiado y queda
reducida a dos tipos principales: la vivienda aislada, el cottage, “destinada a una sola familia y
compuesto por dos o tres piezas, una cocina, un
lavadero, con un pequeño jardín delante y patio
detrás”18 y la vivienda colectiva, al interior de la
ciudad y construida en reemplazo de construc-

GARCÉS (Mario), Tomando su sitio. El movimiento de pobladores de Santiago, 1957-1970, Santiago, LOM Ediciones, 2002,
450 p.
HIDALGO (Rodrigo),La vivienda social en Chile y la construcción del espacio urbano en el Santiago del siglo XX, Santiago,
Instituto de Geografía, PUC/Centro de Investigaciones Diego Barrios Arana, 2005, 491 p.
RAPOSO (Alfonso), VALENCIA (Marco), RAPOSO (Gabriela),
La Interpretación de la Arquitectura. Proyecciones de la política en el espacio habitacional urbano. Memorias e historia de
las remodelaciones de Corporación de Mejoramiento Urbano
Santiago 1966-1976, Santiago, Universidad Central Facultad
de Arquitectura y Bellas Artes/Centro de Estudios de la Vivienda, 2005, 389 p.
(8) En el campo de las ciencias sociales, y siguiendo a Salazar
“el sentido histórico común de los chilenos ha trabajado en
los últimos años con, por lo menos, dos acepciones básicas
de ‘pueblo’. Una de ellas […] es la que ha predominado en la
intelligentsia patricia y entre los historiadores academicistas,
y es la que define ‘pueblo’ identificándolo históricamente
con ‘nación’.” En contraste, otra acepción de “pueblo”, se
focaliza en el “drama de alienación padecido por una parte
de la nación a consecuencia del accionar histórico de la otra
parte, y/o de otras naciones.” Cf. SALAZAR (Gabriel), Labradores, peones y proletarios. Formación y crisis de la sociedad
popular chilena del siglo XIX, Santiago, LOM Ediciones, 2000,
334 p., pp. 11-13.

Para los avatares y la evolución de la construcción del conocimiento científico en torno al concepto de “clases populares” y su legitimidad en el seno de la academia ver SALAZAR
(Gabriel), “Introducción”, in: Labradores, peones y proletarios.
Formación y crisis de la sociedad popular chilena del siglo XIX,
Santiago, LOM Ediciones, 2000, 334 p., pp. 7-20.
(9) En particular, los trabajos de Jean-Pierre Frey sobre las relaciones entre la urbanística patronal y la ciudad industrial,
por ejemplo: FREY (Jean-Pierre), La Ville industrielle et ses
urbanités, La distinction ouvriers/employés, Le Creusot 18701930, coll. Architecture + Recherche n° 25, Bruxelles, Pierre
Mardaga Ed., 1986, 386 p., 136 ill.
FREY (Jean-Pierre), “Le Creusot Urbanistique patronale”, in:
Les Annales de la Recherche Urbaine, n° 22, Paris, M.U.L.-Bordas, Avril, 1984, pp. 3-46.
FREY (Jean-Pierre), “Le contrôle patronale de l’urbanisation
vernaculaire”, in : Les Annales de la Recherche Urbaine, n° 32,
Paris, MELATT/Gauthier-Villars, Octobre, 1986, pp. 51-59.
FREY (Jean-Pierre), “Familles, économie sociale, urbanité de
l’habitat”, in : Les Annales de la Recherche Urbaine, n° 41, Familles et Patrimoines, Paris, Dunod, Juin, 1989, pp. 5-14.
(10) Cf. GUERRAND (Roger-Henri), Les Origines du logement
social en France, Paris, Éditions ouvrières, 1966, 360 p. Guerrand es uno de los primeros historiadores franceses que no
sólo muestra interés por los orígenes de las políticas públicas en vivienda social, sino también por inventar, siguiendo
a la historiadora Annie Fourcault, ese objeto nuevo de cono-

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ciones insalubres demolidas, inmueble “de cinco
o seis pisos, servido por varias escaleras […], las
piezas son independientes y se abren sobre un
corredor común.”19 Ello, a pesar de que, ya en
1879, los ingenieros Émile Cacheux y Émile Muller habían preparado una visión panorámica y
exhaustiva de la vivienda obrera en el contexto
europeo, que establecía una clasificación en cinco
tipos principales y algunas variables20.

espacios se muestran inmediatamente; a quien
estudia la ocupación de la vivienda, los modelos
culturales que rigen el origen de prácticas […] son
inmediatamente perceptibles.”21

Sin buscar llenar vacíos que son de orden histórico, doctrinario y epistemológico, creemos que es
posible describirlos cambios formales que se han
producido desde el punto de vista tipológico en
uno de los sectores de la ciudad de Lota donde se
localiza un grupo importante de la vivienda obrera, la Población Bannen, en Lota Bajo, a pesar de la
inexistencia de datos precisos sobre el momento
inicial de las construcciones, así como también
la inexistencia de información precisa sobre las
características sociales y económicas de los grupos humanos y familiares que llegaron a residir
al lugar. Aun así, siguiendo a Raymond “a quien
estudia las manifestaciones de la apropiación
del espacio residencial, las oposiciones entre los

A la falta de fuentes originales, se debe agregar
que operar una serie de clasificaciones que trasciendan la sola colección de modelos, desde la
definición de las tipologías originales hasta la
descripción de las alteraciones y modificaciones
que se perciben, supone un esfuerzo adicional.
Más aún, considerando que la historia de la arquitectura tiende a centrar su atención en el objeto
arquitectónico y sus modos institucionalizados de
producción, más que en la dinámica que el objeto
ya construido genera en la práctica de los habitantes. Justamente, la tesis realizada por Boudon22, y
dirigida por Henri Lefebvre, en 1967 sobre el barrio de Frugès en Pessac, Francia, realizado por Le
Corbusier en 1927, mostraba cómo los habitantes
reaccionaban a la supuesta racionalidad de ciertos principios del Movimiento Moderno o, más
recientemente, el estudio realizado por Blesius23
en 2009 sobre las transformaciones y alteraciones
en las viviendas de las urbanizaciones patronales

cimiento científico, que comienza a construirse, desde mediados de la década del sesenta y principios de la década del
setenta, la vivienda social. Cf. FOURCAULT (Annie), “Préface.
Roger-Henri Guerrand Découvreur du logement social”,
in:GUERRAND (Roger-Henri), Les Origines du logement social
en France, 1850-1914, coll. Penser l’espace, Paris, Éditions de
la Villette, 2010, pp. 5-14, 288 p. (3aEdición).
(11) “En su modalidad más genérica recibe el nombre de ciudad industrial: Industrial Village en Inglaterra, Cité Ouvrière
en Francia, Arbeiten Siedlungen en Alemania, Colonia Industrial en España, Company Town en Estados Unidos, Oficina
Salitrera en el norte de Chile.” GARCÉS (Eugenio), Las Ciudades del Salitre […], Santiago, 1988, p. 15, citado por AGUIRRE
(Max), La Arquitectura moderna en Chile (1907-1942) Revistas
de Arquitectura y estrategia gremial, Santiago, Editorial Universitaria, Col. Imagen de Chile, 2012, 294 p., p. 30.
(12) Cf. TAFURI (Manfredo), DAL CO (Francesco), Architecture
Contemporaine, Paris, Berger-Levrault, 1982, pp. 17-39, 462 p.
(13) D’ANCY (Henri), L’Abri humain, série La Science pittoresque, Abbeville, C. Paillert, Imprimeur-Éditeur, 1898, p. 237,
320 p.
(14) Cf. MUÑOZ (María Dolores), PÉREZ (Leonel), SANHUEZA
(Rodrigo) “El patrimonio industrial en la estimulación del desarrollo: Intervenciones y revitalización urbana en Lota Alto
(1997-2000)” in: Revista Urbano, vol. 7, núm. 10, noviembre,
Concepción, Universidad del Bío-Bío, 2004, pp. 9-18.
Cf. LOPEZ (María Isabel), Proyecciones del Patrimonio Minero
en Chile, la reocupación cultural y turística como estrategia de
revitalización, el caso del territorio minero del Golfo de Arauco,
Madrid, Tesis Doctoral, ETSAM, UPM,2010.Cf. LOPEZ (María
Isabel), VIDAL (Claudia), “Paisaje patrimonial y riesgo am-

biental. Reocupación cultural y turística del espacio postminero en Lota, Chile”, in: Revista de Geografía Norte Grande,
N° 52, 2012, pp. 145-165.
(15) Cf. RAPOPORT (Amos), Pour une Anthropologie de la maison, Paris, coll. Aspects de l’urbanisme, Dunod, 1969, 208 p.
(16) Cf. FREY (Jean-Pierre), “Le logement comme forme architecturale : une approche typologique”, in : BONVALET
(Catherine), BRUN (Jacques), SEGAUD (Marion) sous la dir.
de, Logement et habitat, Bibliographie commentée, Paris, Réseau Socio-économie de l’habitat, février 2000, 257 p., pp.
167-174. En particular, las consideraciones que menciona el
autor en relación a la vivienda patronal para obreros y las
aproximaciones que tuvo la Escuela Francesa de geografía
rural.
(17) Cf. Rudofsky (Bernard), Architecture without architects: a
short introduction to non-pedigreed architecture, Albuquerque, University of New Mexico Press, 1999, 157 p. (1a ed.
1964).
(18) GARNIER(Charles), AMMANN (Auguste), L’Habitation humaine, Paris, Librairie Hachette et Cie., 1892, p. 827, 896 p.
(19) Ibidem, p. 827.
(20) Cf. CACHEUX (Emile), MULLER (Emile), Les Habitations
ouvrières en tous pays. Situation en 1878. Avenir, Paris, J. Dejey, 1879; 2° éd : Paris, Baudry, 1889, 630 p. Ver en particular
capítulo III, páginas 88 a 104, donde se hace referencia a(1)
la vivienda en altura, destinada a alojar a un gran número
de familias obreras (maisons à étages), (2) la vivienda mixta, cuyos pisos superiores se destinanal uso exclusivo para
trabajadores (maisons mixtes), (3) la vivienda para una sola
familia, aisladas (maisons isolées) y agrupadas (groupement
des maisons), (4) la vivienda para obreros solteros (maisons

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Daniel Matus Carrasco

de la Mouillelongue y de Saint-Laurent-d’Andena
y realizadas por la industria de acereros Schneider
y Cie., en la comuna de Le Creusot, en Francia.

Respecto de las fuentes, puede llamar la atención
que en diversos estudios realizados por cuenta
del Ministerio de Obras Públicas26 y del Ministerio de Vivienda y Urbanismo27 la Población Bannen no haya sido señalada como una zona patrimonial o un área que cuente con inmuebles con
posibilidades de ser declarados como Inmuebles
de Conservación Histórica, sin embargo se debe
considerar la gran cantidad de Monumentos
Nacionales declarados en la categoría de Monumentos Históricos actualmente28 en la Comuna de
Lota por el Consejo de Monumentos Nacionales y
los que podrían ser declarados, localizados en su
gran mayoría en Lota Alto.

Consideraciones preliminares:
entre las fuentes, las palabras
y las cosas
Para avanzar hacia un conocimiento de la Población Bannen con miras a describir los cambios
formales que se han producido desde el punto de
vista tipológico se hacen necesarias al menos dos
condiciones. Por una parte, contar con fuentes
originales, y por otra parte construir y contar con
una serie de definiciones operativas, que permitan distinguir entre las palabras y la cosas24, no en
vano, las formas que toma la vivienda y las palabras de la vivienda “evocan múltiples lugares, formas, objetos de un universo cotidiano con el cual
estamos particularmente familiarizados”25, amén
de una evolución histórica y una diferenciación
geográfica, social y económica.

Respecto de la necesidad de definiciones operativas, se tendrá en cuenta que un análisis de la tipología existente sólo tienen sentido si es capaz de
trascender una taxonomía y explicar la relación
entre práctica social y disposición espacial, de
ahí que Devillers señalé que “un edificio antiguo
que ya no es reproducido no pueda evocar las
prácticas del grupo para el que fue construido”29
, toda vez que el tipo constituye “una estructura
significante, producto social cuya organización

pour ouvrierscélibataires), (5) la viviendas con talleres industriales que debe permitir a los obreros trabajar en su lugar
de residencia (maisons avec atelier industriels).
(21) RAYMOND (Henri), L’Architecture, les aventures spatiales
de la raison, coll. Alors, n° 4, Paris, CCI/Centre Georges Pompidou, 1984, p. 178, 298 p.
(22) Cf. BOUDON (Philippe) (Th 393 [Annexe Non trouvée]),
Étude socio-architecturale des quartiers modernes, Frugès
construites à Pessac par Le Corbusier [2 Tomes. Tome 1 : Texte. Tome 2 : Iconographie. Tome 2 : Non trouvé], Thèse IUUP
dirigée par H. Lefebvre, Université de Paris, 1967, 192 pages.
Se trata de la tesis para obtener el título de urbanista en el
Instituto de Urbanismo de la Universidad de París, publicado en 1969 y 1985: Cf.BOUDON (Philippe) et alt. Pessac de Le
Corbusier 1927-1967. Étude socio-architecturale suivi de Pessac
II, Le Corbusier 1969-1985, Paris, Dunod Collection Aspects de
l’urbanisme, 1985, 208 p.
(23) Cf. BLESIUS (Jean-Christophe), Au temps de
l’appropriation : chroniques du Creusot d’aujourd’hui, Créteil,
Mémoire 1ère année Institut d’Urbanisme de Paris, Université de Paris XII, Directeur de mémoire : Jean-Pierre Frey, 2009,
134 pages.
(24) Siguiendo a Foucault: “[…] una mirada que no estuviera armada bien podría acercar algunas figuras semejantes
y distinguir otras de acuerdo a una u otra diferencia: en
realidad, no hay, incluso para la experiencia más ingenua,
ninguna similitud, ninguna distinción que no sea el resultado de una operación precisa y de aplicación de un criterio
preliminar. Un ‘sistema de elementos’ […] es indispensable
para el establecimiento del orden más simple. El orden es,
al mismo tiempo lo que se expresa en las cosas como su ley

interior, la red secreta según la cual ellas se miran las unas las
otras y lo que existe sólo a través de la grilla de una mirada,
de una atención, de un lenguaje […]”. Cf.FOUCAULT (Michel),
Les Mots et les choses. Une archéologie des sciences humaines,
Éditions Gallimard, Bibliothèque des sciences humaines,
1984 (1er Ed. 1966), 402 p., p. 11.
(25) Cf. FREY (Jean-Pierre), “Formes du logement et mots
de la maison”, in : BRUN (Jacques), DRIANT (Jean-Claude),
SEGAUD (Marion) sous la dir. de, Dictionnaire de l’habitat et
du logement, Paris, Armand Colin, 2003, coll. Dictionnaires,
pp. 186-191, p. 181.
(26) Cf. Ministerio de Obras Públicas, Dirección de Arquitectura VIII Región, Catastro de Inventario Patrimonial Inmuebles
de Chile, Provincia de Concepción, Tomo ciudad de Coronel,
Lota, Chiguayante, San Pedro, Concepción, Consultor Arquitecto Felipe Cabezas Martínez, 2000. El estudio consideró 48
inmuebles, sólo uno de ellos se encuentra localizado en Lota
Bajo, el Teatro del Sindicato N° 6.
(27) Cf. Ministerio de Vivienda y Urbanismo, Región del Biobío, Estudio de Identificación de Zonas de Conservación Histórica en las comunas de Valparaíso, Viña del Mar, Independencia, Nuñoa, San Miguel, Lota y Valdivia, Santiago, Consultores
Sur Plan Ltda. y Humberto Eliash, 2005. El estudio analizó en
Lota Bajo 8 inmuebles, considerando de valor patrimonial
sólo 4. Del total de inmuebles analizados por el estudio 2
corresponden actualmente a Monumentos Históricos (la
Gota de Leche, actual Biblioteca Municipal, y el Teatro del
Sindicato N° 6), 2 se encuentran destruidos (la Estación de
trenes destruida por un incendio en Marzo de 2010, inmueble que no fue considerado de valor patrimonial, y la Cervecería Lawermann demolida tras el terremoto de Febrero de

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interna, su sistema formal y ornamental, cuya implantación en la parcela crean la forma urbana.”30
En esta línea, lo que interesaría en una aproximación a las formas de apropiación del pabellón minero en general, sería un doble enfoque, entre lo
práctico, lo simbólico y lo social, por una parte, y
lo formal, lo espacial y lo funcional, por otra, en lo
que se refiere a las operaciones que dan cuenta
de una reconfiguración de las tipologías, como
la apropiación en sí misma, o la alteración y modificación, por ejemplo. Precaución aparte merecería la palabra pabellón y el concepto pabellón
minero, por ejemplo, al momento de inscribirlos
como una forma específica de la ciudad minera y
de la vivienda obrera, al momento de estudiarlos
como un tipo regional de vivienda o al momento
de estudiarlos de manera comparada con otras
lenguas, en un enfoque etimológico.

calle 18 de Septiembre, mientras que hacia el sur
se encuentra limitada por la presencia del Estadio
Municipal de Lota.
Los primeros pabellones mineros de la Población
Bannen datarían de la década del cuarenta; en un
primer momento no habrían contado con urbanización, lo que determinó la existencia de un pozo
del cual no queda registro ni memoria en el trazado urbano31. Se trató, en su gran mayoría, de edificaciones de madera, que aún persisten, por lo que
todo inmueble de diferente materialidad debería
considerarse como posterior a los inmuebles originales. Cuando Endlicher32 publica su artículo sobre el desarrollo histórico de Lota, sin ser preciso,
identifica a la Población Bannen en un período
que va de 1942 a 1960, mientras que los planos de
análisis y diagnóstico realizados a mediados de la
década del sesenta por los arquitectos Alejandro
Rodríguez y Osvaldo Cáceres para el Ministerio de
Obras Públicas33 muestran un asentamiento ya
consolidado, sin embargo, precario y donde predomina la mala calidad de los pabellones mineros, asociados a un valor del terreno, que también
se analiza, que es bajo y muy bajo.

Consideraciones urbanas y arquitectónicas de la Población
Bannen
La Población Bannen se localiza en Lota Bajo, al
norte del área central en damero, posee límites físicos y naturales claros que actuaron como límites
al crecimiento y que ayudan a identificarla en el
contexto de la ciudad. Hacia noreste se encuentra
limitada por la calle Pedro Bannen y hacia el oeste
y el norte se encuentra limitada tanto por la línea
férrea que se sitúa en el pie de monte y que une
Concepción y la Provincia de Arauco, como por la

La Población Bannen no contó en sus inicios con
equipamientos a escala comunal asociados de
manera estrecha a la historia de la minería, por
el contrario, sus primeros equipamientos fueron
a escala local y aún se conservan, sin que presenten un interés arquitectónico particular, sin reunir
características tecnológicas de interés, sin ser
exponentes de una tipología escasa. Se trata en
particular de la Sede social, de la iglesia y el Club

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deportivo ubicados de manera contigua en un extremo de la calle Camilo Henríquez. La Población
tampoco tuvo equipamiento de tipo comunitario
similar a los existentes en Lota Alto, como lavaderos y hornos.

los pabellones es variable, de uno o dos pisos,
sin sobrepasar los tres niveles. Desde un punto
de vista arquitectónico, la totalidad de los pabellones acusan profundas transformaciones de
las tipologías originales, lo que al mismo tiempo
genera la dificultad de reconocer y discriminar los
elementos de arquitectura que fueron parte del
sistema inicial y aquellos elementos que a lo largo
del tiempo han sido reemplazados, alterados, suprimidos y transformados.

El tejido urbano se encuentra determinado por
manzanas rectangulares angostas, donde el ancho corresponde a la profundidad de los pabellones y el largo corresponde a la extensión del
pabellón. En su gran mayoría, estas manzanas se
orientan de manera aproximada de norte a sur,
con una leve inclinación hacia noreste-suroeste,
adaptándose a un sitio en desnivel. Una minoría
de manzanas se orientan de este a oeste, corresponden en particular a aquellas emplazadas en el
plano superior en torno a calle Camilo Henríquez
y en el plano inferior, paralelas al pasaje José Argomedo y al Estadio. El sector posee pocas vías
estructurantes, esencialmente se trata de las vías
ubicadas en el borde del sector y de la calle Camilo Henríquez; el resto de las vías corresponde
a pasajes estrechos, muchos de los cuales no se
encuentran pavimentados. La altura original de

Se puede partir de la idea de que un pabellón minero resulta de la agregación lineal y en serie de
unidades de habitación similares, una al costado
de la otra, formando en sí misma una unidad y
presentando como conjunto una relación específica al espacio urbano, determinado por un acceso que da de manera directa a la calle34. Si se
toman ambas variables, es decir, el inmueble en sí
mismo y su relación al espacio urbano, se puede
decir de manera preliminar que en la Población
Bannen35 existen al menos cuatro situaciones básicas de apropiación, entendida como una acción
que hace suyo un lugar36:

Leche (2012) y del Desayuno Escolar (2012), entre paréntesis
se indica la fecha de la declaratoria.
(29) Cf. DEVILLERS (Christian), “Typologie de l’habitat et
Morphologie urbaine”, in : L’Architecture d’Aujourd’hui, N° 174
juillet-août 1974, p. 19, pp.18-23.
(30)
PAUL-LÉVY
(Françoise),
(SEGAUD)
Marion,
L’Anthropologie de l’espace, coll. Alors, n° 1, Paris, CCI/Centre
Georges Pompidou, 1983, 346 p., p. 214.
(31) En el plano de Lota Alto de 1943 con las obras ejecutadas
por el Consorcio Constructor publicado por Eugenio Garcés
sólo aparecen representadas por una parte las canchas del
estadio Municipal de Lota, la vía férrea del pie de monte y el
camino hacia Lota Bajo, por otra, las curvas de nivel donde
se implantó la Población Bannen, sin el tejido urbano aún.
Cf. GARCÉS (Eugenio), COOPER (Marcelo), BAROS (Mauricio),
Las Ciudades del Cobre. Sewell, Chuquicamata, Potrerillos, El
Salvador, San Lorenzo, Pabellón del Inca, Los Pelambres, Santiago, Ediciones Universidad Católica, Comisión Bicentenario Chile 2010, 2007, 160 p., p. 33.
(32) Cf. ENDLICHER (Wilfried) “Lota Desarrollo Históricogenético y División Funcional del Centro Carbonífero”, in:
Revista de Geografía Norte Grande, N° 13, 1986, pp. 3-19.

2010). De los inmuebles analizados, todos, excepto el Muelle
de Lota y sus instalaciones portuarias, se encuentran en el
área central de Lota Bajo.
Cf. Ministerio de Vivienda y Urbanismo, Región del Biobío,
Ilustre Municipalidad de Lota,Estudio Evaluación Ambiental
Estratégica y Asesoría para la Tramitación del Proyecto Plan
Regulador Comunal de Lota, Concepción, Consultores Matus
y Jaque Consultores Ltda., 2013. El PRC actualmente en estudio (Septiembre 2013) propone la declaratoria de 8 Zonas
de Conservación Histórica, 7 en Lota Alto y una en Lota Bajo
(Zona Plaza de Armas de Lota) y la declaratoria de 69 Inmuebles de Conservación Histórica de acuerdo a lo señalado en
el Art. 2.1.10 de la Ordenanza General de Urbanismo y Construcciones.
(28) Se trata de 10 inmuebles, de los 44 Monumentos Históricos de la Región del Biobío, específicamente del Fuerte
de Lota Santa María de Guadalupe (1926), del Fuerte de Colcura (1977), de la Planta Hidroeléctrica de Chivilingo (1990),
del Teatro del Sindicato N° 6 (Teatro de los Mineros de Lota)
(2009), de la Mina Chiflón del Diablo (2009), del Parque Isidora Cousiño (Parque de Lota) (2009), del Pabellón Nº 83
(2009), de la Torre Centenario de Lota (2010), de la Gota de

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1
La alteración total del pabellón: se
hace muy difícil o imposible discriminar si se trata
de un volumen realizado en una sola operación
o si lo observado corresponde a realizaciones independientes hechas por diferentes propietarios
en operaciones diversas. Se trata de una situación
frecuente, determinada por la agregación de volúmenes a nivel de primer piso, la adición de pisos
superiores, la alteración de la techumbre original,
aparición de un cierro perimetral, la modificación
funcional de la unidad de habitación. (Figuras 1 y
2)

porciones. Se trata de una situación poco frecuente, pues se encuentra acotada a los pabellones de
menor dimensión y con menos posibilidades de
ver alteradas sus propiedades originales, al no
contar con una superficie que les permitiera crecer hacia la calle y ser demasiado estrechos para
verse beneficiados de manera significativa por un
segundo nivel. (Figuras 5 y 6)
4
La modificación parcial de los elementos de fachada: el pabellón se reconoce
como un elemento unitario y es posible discriminar entre los elementos de la arquitectura original
y aquellos que han sido alterados, suprimidos y
agregados. Se trata, sin embargo, de una excepción que se limita al Pabellón N° 13 A, al Pabellón
N° 14 A, al Pabellón N° 14 B y al Pabellón N° 17,
la totalidad de estos casos tienen una inscripción
relativamente rígida en la parcela que determina
un grado de alteración bajo. (Figuras 7 y 8)

2
La alteración parcial del pabellón y
ocupación del espacio adyacente: se hace muy
difícil reconocer la arquitectura original, toda vez
que el pabellón presenta en alguna o en la totalidad de sus unidades una ampliación que ocupa
el espacio de antejardín o se apropia del espacio
público. Se trata de una situación frecuente, determinada por la agregación de volúmenes a nivel
de primer piso y la aparición de un cierro perimetral. (Figuras 3y 4)

La alteración y la modificación de los pabellones
determinan además una nueva configuración del
espacio público, que, en el caso de la Población
Bannen se reduce a la red de calles y espacios intermedios. La urbanización y en particular la pavimentación parcial de la población,sonposteriores
a la construcción de los pabellones, lo que determinó que la calle no contara y no cuente en diferentes sectores con una diferenciación funcional,

3
La modificación total de los elementos de fachada: se hace muy difícil reconocer la
arquitectura original, toda vez que el pabellón
presenta una modificación de los elementos de la
fachada, esencialmente vanos y puertas que ven
alteradas su posición, sus dimensiones y sus pro-

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salvo donde la pendiente hizo necesaria la construcción de escaleras urbanas. La inexistencia
inicial de aquellos elementos que permiten configurar el espacio público permitió una flexibilidad
adicional a los pabellones que crecieron hacia el
espacio público, como aquellos que se componen
de un volumen adicional para dar lugar a estacionamientos o bodegasexteriores a la parcela aprovechando la dimensión generosa de la superficie
destinada al tránsito peatonal o como aquellos
que cercan y proyectan la parcela del pabellón
hacia el espacio público a partir de rejas o muros
de media altura con mayores o menores grados
de transparencia.
Los espacios intermedios, es decir, aquellos espacios vacíos y no ocupados dada la implantación
de los pabellones, tienden a permanecer sin ser
aprovechados por la vivienda, generalmente en
esquina, que lo antecede, las que son alteradas
o modificadas hacia el espacio de la calle, antes
que hacia el espacio intermedio. De ahí que en
la configuración del espacio urbano la Población
Bannen mantenga su sentido fuertemente longitudinal original, de viviendas que dan a una calle y
se enfrentan a otras viviendas en situación similar,
y donde los pabellones en situación de esquina
privilegien a partir de su acceso y sistema de ventanas sólo uno de los lados a los que se encuentran enfrentados.

(33) Cf. Ministerio de Obras Públicas, [Estudio] Plano Regulador Lota, Concepción, Autores Arquitectos Alejandro Rodríguez y Osvaldo Cáceres, Arquitecto Colaborador Enrique
Barrenechea, 1964. La planimetría considera 20 láminas escala 1:5.000, 18 de análisis urbano, una lámina denominada
Proposiciones preliminares y una lámina final denominada
Síntesis expediente urbano.
(34) Siguiendo a Flamand, el pabellón minero, llamado coron en francés, se encuentra determinado por la búsqueda
de economía, que toma sentido en la repetición y homogeneidad de las soluciones arquitectónicas y en un orden
urbanístico juicioso que distingue y jerarquiza los lugares
de la ciudad minera (producción, administración, servicios,
vivienda para profesionales y vivienda para obreros). Cf.
FLAMAND (Jean-Paul), L’Abécédaire de la maison, coll. Penser

l’espace, Paris, Éditions de la Villette, 2004, pp. 64-66, 288 p.
(35) En relación al estado general de las construcciones, se
debe tener en cuenta que presentan grados muy diferentes
de conservación, existiendo algunas que se encuentran en
muy mal estado de conservación y otras que han sido construidas recientemente, lo que implica la demolición de una
parte del pabellón y su remplazo por una solución habitacional nueva. El entorno presenta también niveles dispares
de conservación, que tiende a variar entre regular y bueno
en aquellos sectores que se benefician de tramos viales pavimentados y entre malo y regular en aquellos sectores con
grados de urbanización precarios.
(36) Cf. FLAMAND (Jean-Paul), L’Abécédaire de la maison, coll.
Penser l’espace, Paris, Éditions de la Villette, 2004, 288 p.

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Figura 1 y 2 Alteración total del pabellón, Junio 2013.

Foto: Daniel Matus Carrasco

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Figura 3 y 4 Alteración parcial del pabellón y ocupación del espacio adyacente, Junio 2013.

Foto: Daniel Matus Carrasco

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Figura 5 y 6 Modificación total de los elementos de fachada, Junio 2013.

Foto: Daniel Matus Carrasco

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Figura 7 y 8 La modificación parcial de los elementos de fachada, Junio 2013.

Foto: Daniel Matus Carrasco

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Conclusiones

configuraciones familiares, para destinar a los espacios colectivos o espacios exteriores haya sido
en desmedro del espacio social de la calle, que ve
reducida su función a la circulación, antes que a
una interacción social que fue propiciada otrora
por la ausencia de espacios colectivos al interior
de la vivienda y por un sistema de solidaridad, de
conocimiento, de familiaridad o de consciencia de
clase que pudo haber existido originalmente37.

Desde un punto de vista urbano, la Población
Bannen (Figuras 9, 10, 11 y 12 y Figuras aéreas
13, de 1960, y 14, de 2012) posee un grado de
homogeneidad que se encuentra determinado
por las características espaciales y físicas de su
tejido urbano, en particular por la similitud en
la forma y en la dimensión de sus manzanas y
de sus predios, por la altura de su edificación,
por la presencia discreta de algunos pabellones
mineros que han conservado sus características
originales, por la dimensión y los perfilesde sus
calles. Esencialmente residencial, en el sector no
existen equipamientos de interés, arquitectónico
e histórico, que puedan ser declarados como Inmuebles de Conservación Histórica en virtud de las
disposiciones señaladas en la Ordenanza General
de Urbanismo y Construcciones, de ahí que la casi
totalidad de los edificios que pudieran ser considerados en esa categoría corresponden a viviendas individuales. Desde un punto de vista arquitectónico, la vivienda obrera ya no constituye
una serie de unidades homogéneas y coherentes,
ni poseyó, por ejemplo, los corredores que son
característicos de Lota Alto a los que se encuentra
asociada una implantación particular en el espacio urbano y una historia social.

Vivienda obrera específica, los pabellones de la
Población Bannen en Lota Bajo acusan a lo largo
del tiempo alteraciones y modificaciones que
constituirían formas de apropiación. Resta saber
si ellas fueron realizadas por los propietarios originales, la clase obrera, o si corresponde a modos
de apropiación de una categoría socio-profesional nueva, que ya no se encontró asociada a un
trabajo específico en la minería del carbón. Resta
saber si las modificaciones han tendido a modificar la morfología urbana del sector, y en consecuencia si han tendido a modificar una parte del
paisaje minero de Lota. Aún sin poder responder,
estudiar las relaciones entre una morfología social asociada a modos de vida particular, lugares
y formas de trabajo, y una morfología urbana y
tipologías arquitectónicas particulares supone
movilizar fuentes diversas y enfrentar ideas recibidas desde una disciplina, como la historia de la
arquitectura, que ha tardado en dar estabilidad a
su objeto de conocimiento. Pero, incluso inestable, la construcción de ese objeto pasa también
a través de una valoración e interés por un espacio social, una arquitectura y una estética, ajenos
tanto a las aulas como a los talleres de diseño arquitectónico y cuya profunda mutación debe más
a una práctica del espacio y en el espacio que a un
saber erudito o una práctica profesional.

La configuración espacial de origen de la Población Bannen, así como las alteraciones y
modificaciones a la edificación han privilegiado
la relación al sistema de calles de acceso a los pabellones, en desmedro de un sistema secundario
que aparece inalterado. Es posible que aquello
que los pabellones han ganado en confort y superficie, ya sea para acoger nuevas situaciones y

(37) Cf. TOURRAINE (Alain), DI TELLA (Torcuato), BRAMS (Lucien), REYNAUD (Jean-Daniel), Huachipato et Lota. Étude sur
la conscience ouvrière dans deux entreprises chiliennes, Paris, Éditions du Centre National de la Recherche Scientifique,
1966, 295 p.

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Daniel Matus Carrasco

Figuras 9, 10, 11 y 12

Figura 13


La modificación parcial de los elementos de fachada, Junio 2013.
Foto: Daniel Matus Carrasco

De izquierda a derecha: Fotografía aérea Población Bannen 1960 / Fotografía aérea Población Bannen 2012.
Fuente: Seremi MINVU Región del Biobío, Fotografía aérea Lota-Coronel, Dpto. de Fotogrametría Fuerza
Aérea de Chile. 23 Marzo 1960. / Seremi MINVU Región del Biobío, Imágenes digitales y cartografía base
para el Área Metropolitana de Concepción, Región del Biobío. Octubre 2012.

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PARTE II
LA PLANIFICACION TERRITORIAL DEL PATRIMONIO MINERO

Foto: Hernán Ascui

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SOU DO MUNDO, SOU MINAS
GERAIS: desafios para a
conversão e reabilitação
dos territórios mineiros no
Brasil
Flavio de Lemos Carsalade1

(1) Professor Doutor
Universidad Federal de Minas Gerais
flavio.carsalade@terra.com.br

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Resumo
O trabalho pretende identificar os principais desafios para a conversão/reabilitação de territórios
minerados no caso brasileiro, especialmente em Minas Gerais, onde ocorre a mais significativa
exploração minerária do país e onde também está o maior acervo cultural do patrimônio brasileiro.
Ainda que baseado em questões locais, a obra pretende universalizar os problemas e compara-los
com outras realidades internacionais. Especial referência será dada à região do Geopark Quadrilátero
Ferrífero, uma intervenção sem precedentes nas áreas mineradas.
PALABRAS CLAVES: Patrimônio Cultural, Paisagem Cultural, Mineração

RESUMEN
El trabajo pretende identificar los principales retos para la conversión/rehabilitación de territorios
mineros en el caso de Brasil, especialmente en Minas Gerais, donde ocurre la más significativa exploración
minera del país y donde también está el más grande acervo cultural del património brasileño. Aunque
basado en cuestiones locales, la obra pretende universalizar los problemas y compararlas con otras
realidades internacionales. Especial referencia será hecha para el Geopark Quadrilátero Ferrífero, una
intervención sin precedentes en las áreas mineradas.
PALABRAS CLAVES: Património Cultural, Paisaje Cultural, Minería

ABSTRACT
The article intends to identify main challenges involved in the rehabilitation/reuse of mining areas in
Brazil; and particularly in Minas Gerais. This state withstands the most important mining exploitation
of the country. Also, it holds the biggest mining heritage. Even though the present article is based
on specific case studies, the main aim is to generalize the problems, and to compare Brazilian cases
with other international experiences. A special consideration is given in the article to the Geopark
Quadrilátero Ferrifero, an unprecedented case of former mining areas’ reuse.
KEYWORDS: Cultural Heritage, Cultural Landscape, Mining

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INTRODUÇÃO

de Nord-Pas-de-Calais, nosso contraponto internacional no presente artigo, que é também fruto
da atividade mineradora. Para aprofundarmos um
pouco mais nos fundamentos de nossa análise,
façamos uma breve investigação dos conceitos de
paisagem cultural como patrimônio e de território.

A reflexão contemporânea sobre o patrimônio
cultural tem apontado para a questão da inseparabilidade entre os conceitos de “patrimônio material” e “patrimônio imaterial” posto que não há
sentido em se dizer que um objeto ou matéria é,
por si só, patrimoniável (CARSALADE, 2007), na
medida em que essa qualidade é fruto da relação
construída entre as qualidades intrínsecas desse
bem e o significado que ele adquire para as sociedades. Em função disto, também ocorre que
muitas vezes a sociedade que reconhece determinado bem como seu patrimônio é também
influenciada por ele na sua própria constituição
cultural, criando uma biunivocidade dialética entre ser e criação, onde os bens patrimonializados
passam a ser referências culturais e formadores
de atitudes e posturas culturais.

PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E
TERRITÓRIO
O conceito de paisagem, conforme hoje entendido, inclui a participação do homem quer na sua
produção, quer na sua percepção e valoração,
caracterizando-a como produto cultural e, como
tal, dotada de valores e julgamentos sociais em
diferentes tempos, se estabelecendo, mesmo,
como indispensável nas relações cotidianas do
ser humano (CAUQUELIN, 2007). A imagem que
o homem percebe dos contextos onde vive ou
onde simplesmente frui está impregnada de lembranças e significados e, quando participa ativamente do período da vida de um sujeito (a terra
natal, por exemplo) ou de momentos significativos de sua vida, assume importância fundamental na conformação de sua identidade particular
(LYNCH, 2005). PEREIRA LEITE (1994) chega a afirmar que a percepção que o indivíduo possui da
paisagem é determinante no desenvolvimento
social, econômico, técnico e religioso, o que resulta numa relação peculiar nas diversas sociedades.
Desta forma, não seria possível compreender a
paisagem sem relacioná-la com o tempo e espaço e seu contínuo processo de desenvolvimento e mudança. Essas novas percepções quanto
ao conceito de paisagem realizam, na área do
patrimônio cultural, duas grandes ampliações
no seu entendimento. No âmbito da UNESCO, a
primeira delas ocorre na década de 1970, com a
incorporação da vertente Patrimônio Natural e a
outra em 1992 com a ampliação do conceito de
Paisagem Cultural como resultado das interações
significativas entre o homem e o meio ambiente
natural (UNESCO, 1999). Os bens naturais incorporados em 1972, por conseguinte, deixaram de ser
pensados separadamente aos bens culturais e se
estabelecem como valores intrínsecos na conformação dessa Paisagem. Valoriza-se a expressão
das inúmeras relações existentes em determina-

Estas considerações também ocorrem quando
nos referimos ao conceito de paisagem cultural,
aquelas que ganharam essa qualidade por seu
especial significado para determinados grupos
sociais (Convenção Européia da Paisagem Cultural). Há as paisagens criadas pelo homem – como
os jardins históricos ou mesmo suas cidades - mas
há também aquelas que, embora intocadas, como
a natureza as criou, adquirem significado especial
para as sociedades e que, portanto, vem a se tornar patrimônio cultural, exatamente por se apresentarem como referências especiais para a sociedade. Se a esta inseparabilidade entre matéria e
significado se acresce o aporte do conceito contemporâneo de território (SANTOS, 1994 e 2010)
- aqui entendido como resultado da ação modificadora e contínua do espaço (seja ele geográfico,
urbano ou mesmo paisagem) - podemos perceber a grande imbricação entre paisagem, cultura e patrimônio: o homem se cria culturalmente
pela influência da natureza que o cerca, modifica
essa natureza constantemente e a valoriza significativamente como patrimônio. Conforme veremos mais adiante, é este o caso da cultura de
Minas Gerais – fortemente influenciada por sua
paisagem montanhosa e pela mineração, ambas
formadoras das relações humanas que historicamente vem se estabelecendo e é também o caso
de vários outros locais como o da região francesa

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SOU DO MUNDO, SOU MINAS GERAIS: desafios para a conversão e reabilitação dos territórios mineiros no Brasil
Flavio de Lemos Carsalade

do período entre o indivíduo ou uma sociedade e
um território topograficamente definido, resultado da combinação de fatores naturais e humanos
e de uma combinação de ambos. (IPHAN, 2004).
Nossa abordagem do conceito de “paisagem cultural” ultrapassa, portanto, as classificações de
cenário pitoresco ou de caracterização geográfica e compreende qualquer paisagem que ganhe
significado para o indivíduo e seu grupo cultural,
seja ela natural ou construída, posto que é fundamental o entendimento das relações que se
estabelecem entre ela e sua apreensão subjetiva
ou melhor, intersubjetiva. Com isso, a abordagem
plena deste conceito demanda uma definição no
espaço e no tempo que, associada às relações
sujeito-objeto leva à necessidade de contextualização da análise da paisagem cultural, uma vez
que é resultado da sobreposição de memórias,
histórias, acontecimentos, narrativas, identidades
e valores (cultura).

a paisagem que a define como um “conjunto de
formas que, num dado momento, exprimem heranças representativas das sucessivas relações
localizadas entre homem e natureza” (SANTOS,
1994) e a relaciona com a noção de território. Não
há, portanto, a nosso ver, porque separar os dois
conceitos quando se trata de uma análise que se
pretende integradora e que não desvincule a cultura dos outros campos de ação humana sobre a
realidade (CARSALADE, 2005).

MINERAÇÃO, PAISAGEM E PATRIMÔNIO CULTURAL
O patrimônio cultural apresenta várias escalas
porque também são várias as dos objetos portadores de significados especiais. A complexidade no trato desses objetos, embora sempre
grande e com problemas específicos pertinentes
a cada uma delas, parece se multiplicar com o
aumento de escala e, assim, se já se apresentam
dificuldades especiais de gestão no caso de núcleos urbanos protegidos pelo tombamento, por
exemplo, quando nos deslocamos para o âmbito
regional - que, grande parte das vezes é a escala da paisagem - as questões epistemológicas e
metodológicas também ganham outra dimensão
e especificidade. Um bom exemplo dos agentes
transformadores que atuam na paisagem são exatamente as atividades de grande porte, pois além
das alterações físicas, pelo poder econômico que
representam e por sua escala, possuem um considerável potencial indutor de alterações também
das relações territoriais. A mineração é um representante bem característico desses agentes.

O segundo conceito em exame, o de território,
deve ser compreendido como uma porção físicoespacial que abarca relações socioeconômicas
e culturais e com elas interage. O território é um
lugar compartilhado no cotidiano, criador de raízes, laços de pertencimento e símbolos, mas que
também reflete aspectos ideológicos, os quais
lhes dão sentido e motivam seus movimentos
internos, ou seja, segundo Ribeiro (RIBEIRO e
MILANI, 2009), “o território é um espaço de construção social, política, econômica e simbólica”.
Revela as relações de poder, quer do Estado, quer
de grupos dominantes, o que o configura como
espaço de lutas sociais cotidianas e em constante
transformação. A dinâmica e a transformação são,
portanto, duas de suas características intrínsecas.
O território representa, assim, as relações sociais
no espaço.

O grande problema relacionado à atividade minerária hoje no Brasil é exatamente a condição relacional que as empresas criam com as sociedades
e os locais onde se instalam. Na maioria das vezes
elas se apresentam como enclaves dissociados do
seu território, reforçando uma posição de autonomia e provocando tanto processos de exclusão
como de desterritorialização, agravados pelas
relações internacionais de mercado para as quais
as mineradoras têm se voltado quase exclusivamente. As áreas mineradas são fortemente prote-

Da análise acima, torna-se evidente a confluência dos dois conceitos. Embora o primeiro – paisagem cultural - se volte mais para os aspectos
simbólicos (culturais) e o segundo – território –
para a apropriação e relações que aí se exercem
(sócio-econômicos), ambos se unem – e se complementam – no entendimento da ação antrópica
sobre a natureza para torna-la o locus da cultura e
da apropriação das sociedades humanas. Isto se
verifica na compreensão de Milton Santos sobre

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gidas, muitas vezes ocultadas e, embora haja uma
relação com as comunidades de entorno, essas relações são marcadas mais por aquelas ações que
as empresas entendem que, a seu juízo, são interessantes para a imagem e para a aceitação delas
próprias, do que efetivamente pela consideração
dos movimentos populares, por motivações de
planejamento urbano ou por diretrizes de patrimônio cultural. É assim que desse contexto, emergem três tipos de impactos que marcam bastante
a atividade: a escala desses impactos, a “exclusão”
territorial e a preocupação em apenas recompor o
meio-ambiente na estrita acepção da lei.

tica. Mas é possível considerar, na perspectiva de
criação de novas paisagens, o estabelecimento
de bases consensuais e socialmente construídas.
Nesse sentido, a estrita observância legal não é
suficiente para solucionar o problema da recomposição da paisagem, porque não se trata apenas
da consideração de um recorte territorial que
receberá novos usos, mas também das relações
socioculturais nela inseridas e dela decorrentes.
Com isso, tanto as formas de exploração mineral
como os planos e as ações de recuperação e recomposição têm expressado atitudes de deliberada exclusão territorial. No caso do trato com o
patrimônio cultural, por exemplo, podemos citar
o caso do Pico do Itabirito, tombado pelo IPHAN e
pelo órgão estadual de patrimônio de Minas Gerais (IEPHA-MG), onde o processo de mineração
em seu entorno poupou apenas uma porção mínima de seu pico, mas os pronunciamentos da
empresa mineradora buscam criar a ilusão de que
tudo voltará ser como antes graças à recuperação
ambiental que ali será realizada (Figuras 01 E 02).

Considerando a escala de seus impactos, o resultado com relação às paisagens tem sido, por via
de regra, de devastação, nela incluindo aspectos
de poluição do meio ambiente, quer no processo
exploratório das minas quer no pós-fechamento.
A recuperação ambiental e a recomposição da
paisagem não implicam o retorno à sua configuração original, de resto uma impossibilidade prá-

Figura 1 e 2 Situação da Mina do Pico do Itabirito, MG antes e depois da recuperação.

Foto: Moura, 2005

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A MINERAÇÃO COMO CADINHO FORMADOR DAS MINAS GERAIS E DE
NORD-PAS-DE-CALAIS

da mineração em Minas Gerais. A importância
da mineração, como dito, se espalha por todo o
Estado de Minas, na Zona da Mata com as reservas de bauxita, no centro-norte, região de Araxá,
com as reservas de Nióbio, de grafita em Salto da
Divisa, de ouro nas proximidades com Goiás e na
região de Nova Lima, de pedras preciosas e semipreciosas no Vale do Jequitinhonha e do Mucuri,
Governador Valadares e Teófilo Otoni, todas elas
formadoras, tanto no passado quanto no presente, das localidades onde se situam, como se demonstra desde a presença fundante dos ingleses
em Nova Lima, das civilizações geradas na região
do Serro e Diamantina pela presença do diamante
ou da macrorregião em torno de Ouro Preto (hoje
exploradas também pela “segunda safra” do turismo) até as expectativas futuras dos impactos que
podem ocorrer no Norte de Minas com a anunciada exploração mineral em Grão-Mogol, Salinas,
Taiobeiras e vizinhança.

O Estado de Minas Gerais evidencia, em seu próprio nome, a importância histórica da mineração,
que foi o principal motor de desencadeamento da
ocupação de seu território, no período colonial e
segue sendo importante atividade econômica em
várias regiões do Estado, motivadora de desenvolvimento e transformações sociais em todo ele.
Foram as expectativas de existência de riquezas
minerais que motivaram as “entradas e bandeiras”
exploratórias do interior do país no século XVII e,
logo que confirmadas as notícias da existência
de ouro de aluvião em abundância, as promotoras de um expressivo fluxo migratório, que atraiu
toda sorte de exploradores e aventureiros, tanto
de Portugal continental e da Europa, quanto das
diversas regiões da América Portuguesa. Preteridos pela colonização inicial do Brasil, os territórios
do interior de Minas Gerais viram surgir, pela força atratora da mineração, inúmeros assentamentos humanos, que logo se converteram em povoações permanentes, rapidamente constituindo
sociedades complexas com alta qualidade artístico-cultural, derivadas exatamente da diversidade
étnica e das realidades políticas e religiosas que
foram sendo construídas. Estamos nos referindo
a um número bastante expressivo de paisagens
culturais, conjuntos urbanístico-arquitetônicos,
edificações civis, militares e religiosas e bens móveis tombados, além de vários registros oficiais
referentes aos patrimônios de natureza imaterial.

Nesse quadro merece destaque a região do Quadrilátero Ferrífero (Figura 03), onde se localiza a
maior parte da exploração de ferro em Minas Gerais e também berço das mais celebradas cidadespatrimônio do país como Ouro Preto e Mariana.
Localizada no centro-sudeste do Estado, esta região é considerada o território de maior concentração de minas em operação no mundo e nela se
insere a Região Metropolitana de Belo Horizonte
(RMBH) a qual, por sua vez é também profundamente influenciada pela mineração. Nessa região,
os impactos da mineração no espaço natural nos
séculos XVIII e XIX implicaram o surgimento de
uma rede urbana densa, porém conformada por
pequenos núcleos urbanos, transformando a paisagem natural em cultural (MORAES, 2006). De
técnicas manuais muito rudimentares empregadas nas lavras de ouro e diamantes ao longo do
século XVIII, com alguns avanços no XIX, a exploração mineral foi se diversificando e utilizando
tecnologias cada vez mais sofisticadas , sobretudo ao longo dos séculos seguintes, o que não só
implicou o aumento da produção e exportação
bem como passou a gerar impactos – ambientais,
econômicos, sociais e culturais – cada vez mais
significativos.

Mas não foram apenas o movimento das entradas e bandeiras do século XVII ou o ciclo do ouro
do século XVIII que tiveram a riqueza mineral e a
mineração como construtores de nosso Estado.
Também a evolução da mineração no século XIX,
agora com a presença de outros metais, notadamente o ferro, foi responsável pela criação de outras tantas localidades, algumas delas de importância singular e também patrimônios estaduais
e nacionais. Nem mesmo a produção cafeeira,
a partir da segunda metade do mesmo século
XIX, chegou a abalar a forte presença formadora

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Figura 3

Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais.
Foto: CRESPO, 2012

A história da região francesa de Nord-Pas-de-Calais (Figura 04), sob certos aspectos, especialmente aqueles ligados à formação de assentamentos
humanos por causa e em torno da mineração, são
muito similares, embora o elemento minerado
seja outro, no caso, o carvão. Explorado na França
desde o Século XIII, é verdadeiramente no século
XVIII que a exploração transforma sua escala e se
torna uma atividade industrial, primeiramente no
Nord, depois Pas-de-Calais. Desde o século XIX e
durante 150 anos, as mutações da atividade e seus
efeitos sobre o território foram bastante substantivos: na região NPDC surgem áreas de intensas
prospecções e, ao fim desse século, sua bacia minerária fornecia a metade da produção francesa.
A nova organização territorial que dessa exploração se deriva é caracterizada por um espaço
fortemente urbanizado, densamente povoado
(em 2006, mais de quatro milhões de habitantes,
concentrados sobre somente 12.400 km2), polarizado por diferentes minas, mas desprovido de
uma centralidade real. Posteriormente, a ausência
de obstáculos geográficos tornou possível o estabelecimento de duas áreas urbanas, a metrópole
regional e a ex-bacia minerária repleta de inumeráveis ligações, geradas pelas necessidades das
produções industriais. Hoje, esse espaço singular
se caracteriza por uma continuidade espacial de
zonas urbanizadas

Após a nacionalização das concessões minerárias do Nord e de Pas-de-Calais, decididas em
1946, logo após a Segunda Grande Guerra, com
a criação da empresa nacional Charbonnage de
France, ocorreu uma mudança de rumo fundamental da atividade e que, ao longo dos anos
1980, acabou por selar o destino da extração mineral na região de NPDC, quando o crescimento
da energia elétrica de origem nuclear realizou um
salto quantitativo importante. Foi então, que a
Charbonnage de France terminou com seus contratos, em 1984. Ao fim do ano de 1990 chegam ao
fim os últimos poços de NPDC então em atividade: era o fim de uma história minerária intensiva
de um século e meio.

O PARADOXO DA MINERAÇÃO:
CRIAÇÃO E DESTRUIÇÃO
Do exame dos casos de Minas Gerais e de NordPas-de Calais, depreende-se que a ação mineradora se apresenta - quanto à cultura, o patrimônio
e a paisagem cultural - como a deusa hindu Shiva,
com uma face criadora e uma face destruidora e,
mais do que isso, com uma alternância entre elas.
Em alguns casos, como verificaremos mais adian-

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Figura 4

As áreas urbanas em Nord-Pas-de-Calais
Foto: INSEE, 2010

te, a ação destruidora pode ensejar um novo momento criador. A mineração dos séculos XVII e
XVIII em Minas Gerais - e mesmo a do século XIX
-possibilitou a criação de núcleos urbanos especiais e de um patrimônio cultural riquíssimo e,
embora seus métodos exploratórios também gerassem cicatrizes ambientais, a escala dos impactos era muito menor do que a exploração mineraria do século XX, quando ela se tornou, a partir da
Revolução Industrial, uma atividade de indústria.
No caso da indústria da mineração, esses aspectos
são agravados pela escala destrutiva da paisagem
por ela empregada em sua atividade exploratória.
É paradoxal que a mesma atividade criadora se
torne um agente tão destruidor.

ca faz com que as empresas mineradoras tenham
grande poder de decisão sobre os usos futuros
do território, influindo não apenas nos aspectos
socioeconômicos – dos quais os municípios são
extremamente dependentes – como também nas
relações identitárias das comunidades locais.
Por outro lado, muitas dessas comunidades – algumas delas originárias de núcleos mineradores
setecentistas – emergem como atores relevantes
no jogo de interesses e conflitos que se instaura
em razão das formas diversificadas de ocupar e
utilizar o solo urbano e rural, na construção de
suas identidades e valores e na importância atribuída à paisagem local, aos remanescentes ambientais de relevância para a preservação, bem
como às áreas de recarga hídrica e aquíferos.
Como resultado desse jogo, como possível ponto
criativo para o futuro, deve se buscar um resgate
do papel articulador e regulador do Estado, este
indispensável na gestão do território, em contraste com a timidez de sua atuação, mais concentrada no viés regulatório, verificada hoje. Embora
o Brasil possua uma legislação exemplar, não se
consegue, na prática, contemplar toda complexidade das relações territoriais e do processo de
fechamento de mina numa visão sistêmica e global, articulando os aspectos ambientais, sociais,
econômicos e culturais. No âmbito político, a ar-

Sob o aspecto da destruição, já vimos que além
das grandes alterações causadas à paisagem,
existem outras, que impactam substancialmente as relações territoriais. Quanto a esse aspecto,
verifica-se o aumento da influência do poder corporativo na relação da atividade da mineração
com o território, não só por suas características
de atividade concentradora e geradora de grande
número de empregos – em um tempo finito e determinado – mas também porque a aquisição de
áreas no entorno imediato onde atuam tornou-se
prática comum das mineradoras, resultando em
verdadeiros latifúndios. Sua presença hegemôni-

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ticulação entre as diversas instâncias e setores governamentais é frágil, dificultando o diálogo e a
efetividade nas discussões, a implementação desses planos e ações relacionadas à reintegração de
áreas antes degradadas, por meio de um planejamento urbano e regional integrado. Percebe-se,
claramente, que apenas ações de viés regulatório
não têm dado conta dos problemas gerados pela
mineração, sobretudo porque as empresas ainda
detém grande autonomia sobre as áreas mineradas

dificuldade na emersão de novas centralidades
urbanas e uma dificuldade de integração com a
Região Metropolitana de Lille. A reflexão sobre a
evolução do tecido industrial e a reconversão dos
territórios impactados pela atividade mineraria
começou desde os anos 1960, dentro de grupos
de trabalho informais (a extração já estava, efetivamente, em baixa) e se cruzou com as reflexões
oficiais sobre os assentamentos urbanos a serem
desenvolvidos e os espaços industriais a serem
reabilitados.

Ações recentes têm sinalizado para uma nova
confluência criadora entre mineração, paisagem e
patrimônio cultural. Essas ações se referem tanto
ao potencial dos “restos” deixados pela atividade
mineradora quanto pelos novos significados por
ela criados. Podemos perceber essas novas vertentes tanto em Nord-Pas-de-Calais quanto em
Minas Gerais. Dentro da própria concepção do
conceito de patrimônio industrial, já se considera o valor dos locais, paisagens e equipamentos
fora de uso e seu potencial para novas políticas
de desenvolvimento para as regiões onde eles se
situam. No caso de Nord-Pas-de-Calais, a questão da paisagem cultural associada ao potencial
deixado pela atividade minerária foi decisiva para
o novo ciclo criativo, o qual no entanto, não ocorreria não fosse a forte presença do Estado. Os registros que as minas deixaram no território foram
profundos e complexos, se traduzindo, na década
de 90 em problemas econômicos, ambientais,
sociais e de habitação. A exploração, com efeito,
engendrou algumas sequelas físicas importantes
notadamente em termos de poluição dos solos,
ao mesmo tempo em que uma trama urbana inteiramente voltada para a atividade minerária e
abundantemente se apresentava perpassada por
vazios caracterizados pela presença de edifícios
industriais desativados e por uma forte poluição
residual. A interrupção da atividade ensejou o
aparecimento de um desemprego em massa, da
degradação do habitat tradicional dos mineiros
(as cidades minerárias) e de um problema geral de atratividade territorial, com uma grande

A reconversão na bacia minerária foi facilitada
pela importante participação do poder público
na questão da propriedade e na indução de processos de requalificação através das seguintes
ações:

Deslocamento da titularidade fundiária
para o setor público diretamente após a nacionalização das minas com forte indução (especialmente financeira) das coletividades locais a
reabilitar seus baldios industriários com o apoio
do Etablissement Public Foncier du NPDC (Instituto Fundiário Público de NPDC, criado em 1990),

A candidatura a patrimônio mundial da
bacia minerária de NPDC como paisagem cultural
evolutiva de valor excepcional e universal, efetivada em 2012 pela UNESCO,

A atração de grandes equipamentos
culturais para a região, como uma “filial” do Museu do Louvre na cidade de Lens (Figuras 05 e
06), dentro do perímetro proposto à UNESCO,
com três estratégias bem claras: a transformação
física do lugar com renovação urbana e a inversão da imagem da aglomeração de Lens da terra
minerada à cidade-jardim que valoriza o patrimônio natural e paisagístico; a renovação econômica
com base no turismo e na cultura e o desenvolvimento de cinco « clusters » econômicos nos setores de logística, de eco-materiais, da economia
do esporte e da produção cultural e de centros de
arte.

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Figura 5 e 6 Museu do Louvre-Lens (© IOSIS-REFERENCES-BATIMENTS) e Pilha e rejeito na cidade de Lens.

Foto: encarte Louvre-Lens

No caso de Minas Gerais, alguns exemplos de novos ciclos criativos a partir da mineração também
podem ser citados:

A criação do Geopark Quadrilátero Ferrífero, com vistas a se integrar à Rede Global de
Geoparques da UNESCO, a qual se aplica a áreas
com limites bem definidos onde haja um determinado número de sítios geológicos de especial
importância científica, raridade ou beleza e que
podem funcionar como indutores da conservação
do patrimônio geológico e do desenvolvimento
sustentado da área por meio de ações de cunho
didático e cientifico e da promoção do geoturismo. A proposta contempla 28 sítios, abrangendo
25 municípios e cerca de 6.500 km² da região do
Quadrilátero Ferrífero,

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O potencial da Mina de Águas Claras, a
qual se instala na porção mais simbólica de Belo
Horizonte, a Serra do Curral. O enclave da mineração nesse local é preocupante pelos efeitos que
pode gerar no território da RMBH em sua região
ambientalmente mais sensível, pois é também aí
que se situam importantes reservatórios de água
que abastecem Belo Horizonte e grandes reservas
florestais, remanescentes da mata atlântica. Mas
ao mesmo tempo, se dirigida corretamente com
a participação do poder público e de interesses
mais nobres, pode ser muito importante para a
RMBH (Figura 07);

O caso de Inhotim (Figura 08): instalado em uma região de intensa atividade minerada, surge como uma alternativa interessante
de requalificação de regiões degradadas pela
mineração.Trata-se de um território de aproximadamente 97 Ha, totalmente dedicado à exposição
de obras de arte contemporâneas e a grandes
instalações artísticas, todas em meio a uma composição paisagística cuidadosamente planejada,
inspirada, nos seus primórdios, em diretrizes oferecidas por Roberto Burle-Marx. É um empreendimento totalmente privado, fruto da atitude
visionária de Bernardo Paz, dono das terras, financiador do projeto inicial e seu principal curador. Aí
se encontram obras de artistas importantes como
Helio Oiticica, Lygia Clark, Tunga, Adriana Varejão, Olafur Eliasson, dentre vários outros, em um
acervo que cresce ano a ano, em meio a diferentes
projetos de estímulo às artes.

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Figura 7

Cava da Mina de Águas Claras, em processo de enchimento. Ao fundo, Belo Horizonte e à esquerda, o Pico do Patrimônio.
Foto: BRASIL; MINAS GERAIS, 2005

Figura 8

Inhotim.
Foto: Bosredon, 2011

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Uma das questões mais debatidas e ricas que hoje
envolvem o patrimônio cultural é a sua requalificação e disponibilização criativa para o uso presente, passo importante para sua preservação par
o futuro. Assim, a discussão sobre gestão e possíveis reutilizações está também nas agendas do
patrimônio industrial e do minerário, inserida na
vertente conceitual da paisagem cultural. Como
as demais categorias, estas também estão sujeitas aos conceitos éticos do presente e tem, talvez,
uma responsabilidade ainda maior, posto que a
história da cultura industrial pode ser sinônimo
de poluição, insustentabilidade e más condições
de trabalho, devendo ser sua reinvenção contemporânea, sinônimo de ecologia, bem-estar social
e desenvolvimento sustentável.

Degradadas – não têm sido efetivados por uma
série de razões também expostas no texto. As
alternativas que, ao término do presente artigo,
podem ser esboçadas dizem respeito à:

Democratização das decisões e informações, especialmente através de mecanismos
de “licença social”

Revisão de métodos e técnicas dos processos de licenciamento

Integração com planos urbanos e regionais;

Incorporação de avanços tecnológicos
nos processos de exploração das lavras

Estudos antecipatórios, acompanhados
de monitoramento constante;

Abertura de novas possibilidades arquiteturais e urbanas.

A conclusão final aponta para alternativas à
solução convencional dada nos processos de fechamento de minas, centradas quase que exclusivamente na ideia de “recuperação” ambiental,
esta muito limitada especialmente se considerarmos outros eixos possíveis de recuperação
tais como desenvolvimento social, econômico,
urbano e cultural, os quais, embora presentes na
legislação brasileira e nas legislações regionais e
municipais – o Plano de Recuperação de Áreas

Desta forma, uma enorme perspectiva se abre
para com que se compreenda como se dá a
relação simbólica homem-paisagem e, a partir da
compreensão dos limites onde a mineração qualifica o patrimônio e a partir de onde ela o desqualifica ou destrói, para propor a ação formadora e
presente do patrimônio histórico.

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Recuperación del espacio
post minero: hacia una
planificación territorial
integral
Agustín Hernández Aja1 + Ana Díez Bermejo2

(1) Dr. Arquitecto
Escuela Técnica Superior de Arquitectura
de la Universidad Politécnica de Madrid
agustin.hernandez@upm.es
(2) Dr. Arquitecto
Escuela Técnica Superior de Arquitectura
de la Universidad Politécnica de Madrid
anitarke@gmail.com

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RESUMEN
Tras la suspensión de la actividad minera, una vez asumido su impacto social y económico, se suele
volver la vista tanto hacia el legado cultural que queda en su entorno como hacía los elementos físicos
susceptibles de ser recuperados o puestos en valor para su visita. A menudo está visión sectorial del
concepto de patrimonio no asegura el éxito buscado: mantenimiento de la memoria, conservación de
los elementos físicos de mayor valor y apoyo a la economía local, por lo que es necesario tener una visión
más amplia del problema, que tan solo puede ser resuelta en la escala de la Ordenación Territorial.
La intervención en las áreas mineras en declive demanda de una planificación de carácter sistémico y
holístico, incluida dentro del marco de la Ordenación Territorial. La ordenación del territorio aparece
como el instrumento capaz de dar una respuesta articulada en clave física de las dimensiones clave
del problema: Medio Ambiental (que incluye Recurso Minero, Servicios Ambientales y Paisaje), la
Socioeconómica (abarcando, Empleo, Capital Acumulado y Gobernanza) y la cultural (compuesta aquí
por Patrimonio Construido, Población Minera e Historia). En este sentido, teniendo en cuenta que la
minería transforma el territorio en todas sus dimensiones: ambiental, socioeconómica y cultural; este
artículo pretende poner de relevancia la importancia de que el análisis y propuestas de intervención
sobre el espacio postminero se haga desde el punto de vista de la ordenación territorial entendida como
instrumento de planificación integral capaz de establecer metodologías y estrategias de intervención
más adecuadas para estos territorios y sus habitantes, frente a la planificación sectorial al uso, que
incluye restauración paisajística, la puesta en valor del patrimonio con fines turísticos o la reactivación
económica, dando por resultado intervenciones parciales y no un sistema interrelacionado.
PALABRAS CLAVES: ordenación territorial, patrimonio, cierre de minas, planificación integrada

ABSTRACT
In the post mining phase, social and economic instability greatly impacts former mining communities.
At this point planners have considered opportunities for the enhancement and reuse of both the
physical and cultural remains of mining activity. However, more than often, sectorial visions towards
mining heritage have not been capable of achieving the various planning goals: memory preservation,
conservation of the physical fabric and recovering the local economy. That’s why, a wider view of the
problem is needed; one that can only be achieved through an integral planning of the territory.
The intervention of decaying mining areas requires an approach that is both systemic and holistic.
Territorial planning tools are suited to this approach because they can articulate key dimensions of
the problem: environmental (including aspects related to the characteristics of Mining Resources,
Environmental Functions and Landscape Quality); socioeconomic (including Employment, Capital
Accumulation and Governance); and cultural (including the Built Heritage, Mining Community and
History). The present article stresses the importance of a territorial approach to the analysis and the
design of intervention proposals in former mining areas. Territorial planning is understood as a holistic
tool that is capable of establishing methods and intervention strategies that respond better to the
demands of the territory and its inhabitants; including: landscape rehabilitation, heritage preservation,
touristic reuse, or economic regeneration.
KEYWORDS: regional planning, heritage, mine closure, integrated planning.

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INTRODUCCIÓN

integrada que supere la planificación sectorial al
uso. Entendemos que el marco de la Ordenación
Territorial nos permite una visión más amplia en
la planificación de la recuperación del espacio
postminero, abordando todas las dimensiones
que representan los territorios mineros. La historiografía ha definido la planificación como un
instrumento, cuyo objetivo principal es la mejora
de la calidad de vida a través del tratamiento del
espacio urbano y la ordenación territorial (Sevilla, 2012). Esta planificación integrada, en este
caso dentro del marco de la Ordenación Territorial, tiene como objetivo la mejora de la Calidad
de Vida, determinada por la interrelación que se
establece entre la Calidad Ambiental, el Bienestar
y la Identidad cultural (Alguacil, 1998). Si establecemos un paralelismo entre Calidad de Vida
y Planificación Integral del territorio, podemos
determinar que esta última debe integrar la planificación física y la planificación socioeconómica,
superando el factor único relativo al manejo de
los recursos naturales y estableciendo un perfil
multidimensional que incorpora a su vez propuestas de acción y normas (Martínez de Anguita,
2006), por lo que es necesario acercarnos a ella a
través de un marco representado por lo cultural,
lo socioeconómico y el medio ambiente.

El objetivo de este artículo es establecer como la
Ordenación del Territorio es un instrumento clave
para la recuperación de áreas mineras en declive,
definidas éstas como “áreas en las que ha cesado
su actividad productiva, ya sea por la baja rentabilidad o por el agotamiento de los recursos del
yacimiento” (Hernández y Díez, 2013). En la actualidad son múltiples los instrumentos que intentan
llevar a cabo una recuperación de dichas áreas
(restauración ecológica, puesta en valor del patrimonio, reactivación económica, etc.) y las estrategias (restauración, rehabilitación, reutilización,
reactivación, revitalización, etc.), que responden
a diferentes escalas territoriales de actuación
(Mina, Parques Mineros, Ecomuseos, Geoparques,
Regiones Mineras, etc.), sin que a menudo exista
una reflexión previa sobre la idoneidad de la escala de actuación ni el tipo de instrumento a utilizar.
Entendemos que la Ordenación del Territorio es
el marco de análisis e intervención necesario para
intervenir en un espacio multidimensional como
es el territorio postminero, a través de la que se
buscaría planificar una recuperación integral o

Figura 1

Correlaciones entre dimensiones, instrumentos y estrategias de recuperación de áreas mineras en declive.
Fuente: Elaboración propia.

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Recuperación del espacio post minero: hacia una planificación territorial integral
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La idea de Planificación Integrada que aquí subyace se realiza dentro del marco de la Sostenibilidad
, entendida como un concepto que no es fruto de
definiciones explícitas, sino del sistema de razonamiento que apliquemos para acercarnos a él
(Naredo, 1996), conscientes de la inconsistencia
de unir desarrollo y sostenibilidad como apuntaba Norgaard en 1994 (Naredo, 1996), entendemos
la misma como herramienta de toma de decisiones sobre equidad en el sistema territorial, respetando la capacidad de acogida del territorio3 y
protegiendo el capital natural y social del mismo.

(un pueblo, una nación, una sociedad) se convierte en uno de los integrantes fundamentales de
su proyecto común: en soporte y recurso básico,
ámbito de vida, paisaje propio e invariante en la
memoria personal y colectiva. En definitiva en el
espacio geográfico en el que se vive y que corresponde manejar y administrar para bien de los individuos y del conjunto de la comunidad (Zoido,
1998). En nuestro caso entendemos como Territorio Minero en ámbito geográfico en el que la actividad minera resulta una dimensión clave para
su identidad y que cuando ésta desaparece sufre
múltiples tensiones que es necesario solventar.
En la dimensión patrimonial utilizamos la más amplia “Patrimonio Geológico y Minero que “puede
definirse como el conjunto de labores mineras de
interior y exterior, estructuras inmuebles y muebles, así como instalaciones periféricas, hidráulicas y de transporte, documentos, objetos y elementos inmateriales vinculados con actividades
mineras del pasado, a los que un grupo social,
más o menos amplio, atribuye valores históricos,
culturales o sociales. Aparte de su innegable vínculo con el patrimonio geológico, puesto que las
explotaciones mineras se desarrollan sobre los
yacimientos minerales y las rocas, este enunciado

PATRIMONIO HACIA UN ABORDAJE
TERRITORIAL DEL PATRIMONIO MINERO
Entendemos como territorio el espacio geográfico adscrito a un ser, a una comunidad, a un ente
de cualquier naturaleza, física o inmaterial: el espacio de vida de un animal, el área de aparición
de una especie vegetal, el ámbito de difusión de
una lengua o de cualquier otra práctica social, etc.
Cuando se atribuye a un grupo humano complejo

Figura 2

Delimitación concepto calidad de Vida. Fuente: (Alguacil, 1998) en relación con la Delimitación Planificación
Integrada para la recuperación de Áreas Mineras en Declive.
Fuente: Elaboración propia.

(3) capacidad de acogida se refiere al grado de idoneidad en
función de su uso que presenta un territorio, en definitiva
el equilibrio entre proyecto y territorio.[GÓMEZ OREA, 1994]

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implica conexiones tanto con el patrimonio histórico, arqueológico e industrial, como con la historia económica, de la tecnología y social.” [Instituto
Geológico y Minero de España. Ministerio de Economía y Competitividad. Gobierno de España]

como instrumento de desarrollo local sostenible
(Carvajal, 2003), no parece sensato que ésta sea la
única línea de trabajo para la recuperación de los
territorios postmineros. La dimensión patrimonial
no es más que una de las dimensiones que queda
en crisis tras el abandono de la actividad minera.

En los últimos años se está produciendo una
ampliación de dimensión patrimonial a la escala
territorial de forma que se habla de Patrimonio
Territorial, cualificando de este modo, no solo el
objeto edificado, sino la “construcción del espacio”, más allá de lo edificado. Esto ha supuesto un
acercamiento de lo “natural” y lo “humano” que
durante tiempo han ido por diferentes sendas,
patrimonio natural y patrimonio edificado. (Ortega, 1998). Esta perspectiva supone una visión
ampliada en lo que al origen del concepto de
patrimonio ha tenido en épocas pasadas, donde
éste era entendido desde la idea de monumento,
como bien señala Ortega, se produce un paso de
lo estético a lo histórico.

Si como hemos indicado anteriormente pensamos que la desaparición de la actividad minera
necesita de una Planificación Integral que abarque y articule en su propuesta varios de las categorías de sus dimensiones básicas, el patrimonio
como categoría sectorial no puede ser una solución sino se interrelaciona con otras buscando
una solución sinérgica sobre el territorio minero.

HACIA UNA ORDENACION TERRITORIAL DEL ESPACIO MINERO BASADA
EN SISTEMAS

Esta corriente postmoderna se conoce como la
Nueva Geografía Cultural, la cual analiza el territorio en función de sus valores culturales, destacando especialmente la construcción social de las
identidades territoriales (Cañizares, 2005). Pero
desde nuestro punto de vista se trata de una visión aún reduccionista ya que sigue sin hacer hincapié en los aspectos ambientales-ecológicos del
territorio, aspectos en los que la minería produce
sus mayores impactos, ya que el medio físico es
soporte indispensable para la actividad.

La ordenación territorial como instrumento de
planificación del territorio, se encarga de la regulación de los usos del suelo, es decir, de la distribución espacial de las actividades en el medio físico
dentro de un área geográfica determinada.
A la hora de planificar existen diferentes tipologías
de planificación, a través de la planificación física,
encargada de situar en el espacio las actividades
humanas teniendo en cuenta las posibilidades del
entorno natural y la planificación socioeconómica
que se preocupa por la localización de las actividades humanas con criterios sociales y de rentabilidad económica (Martínez de Anguita,2006). La
planificación que aquí se plantea es la síntesis de
ambas, conocida con el nombre de Planificación

Aun aceptando que la dimensión patrimonial
del legado minero pueda representar un motor
económico mediante su puesta en valor con fines turísticos, pudiendo ser una herramienta en
la recuperación de áreas en declive, considerado

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Integrada. Patrick Geddes, padre oficioso de la ordenación territorial propuso un método de análisis previo a la planificación, el cual conocemos
con el nombre “Sección del Valle”, nos muestra
como a lo largo del recorrido de un río, entendido
éste como un sistema y no como un elemento, se
reflejan diferentes modos de vida desarrollados a
lo largo del curso y basados en el desarrollo de los
recursos disponibles de cada parte del mismo y
que forman una unidad funcional (Jiménez, 2012).
Un territorio compuesto por varios “territorios” y
dependientes unos de otros.

transforman con el tiempo , en nuestro caso la extracción minera hace que el sistema sea muy dinámico, ya que el proceso se basa en sí mismo en la
extracción del material, la depuración de éste y el
depósito del rechazo, de forma que como en ningún otro proceso antrópico la velocidad y transformación territorial son máximas. Pero ya hemos
señalado que el Espacio Minero está formado a su
vez por subsistemas, que conforman sistemas en
cada una de sus dimensiones, Cultural, Socioeconómica y Medioambiental
Desde nuestro punto de vista del Espacio Minero,
podemos subdividir las tres dimensiones básicas
en una triada de atributos que aunque pueden
ser abordados por separado es necesario que
se aborden de manera articulada, de forma que
evaluemos si la intervención en uno de ellos tiene
influencia en otro, buscando evitar las interferencias perniciosas y garantizar la sinergias positivas
entre ellos.

Al establecer la Planificación Integral como nuestro objetivo, hablaremos de planificación de
sistemas y no de objetos, es decir, entendiendo
el territorio como un espacio donde se suceden
fenómenos y procesos de intercambio (en su interior y con su entorno), como un soporte que se va
transformando a medida que el hombre interviene en el mismo, mediante unos procesos que se

Figura 3

Matriz relacional para la planificación de áreas mineras en declive.
Fuente: Elaboración propia.

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Dimensión Cultural del territorio post minero

bién de nuestras superestructuras culturales que
se expresa simultáneamente en leyes naturales y
sociales (Roch, 1998). En nuestro caso la historia se
replica en los aspectos culturales de la población
minera y la propia transformación del territorio es
un relator de la historia, ya sea propia o ajena.

El territorio ha sido siempre reflejo de su cultura,
identidad e historia. La idea es revisitar el territorio como cultura considerándolo un universo con
capacidad de generación permanente de nuevas
formas de actividad. (Roch, 1998). Para nosotros
como atributos característicos de la dimensión
cultural del Territorio Postminero, determinamos:
Patrimonio Construido, Población Minera e Historia.

Dimensión Socioeconómica
La minería es una actividad económica, hoy en día
prima el carácter económico ya que el yacimiento
mineral va intrínsecamente ligado a la “explotación con beneficio económico”. En los años 80,
Gotcht define el yacimiento como “acumulación
local establecida de un mineral específico que
puede ser extraído bajo las condiciones económicas actuales” (Bustillo Revuelta & López Jimeno,
1997). Pero es una actividad que transforma las
pautas sociales y culturales previamente existentes, creando una cultura propia y unas condiciones específicas tanto sobre sus trabajadores como
sobre las poblaciones de su entorno.

Patrimonio Construido. Entendemos como patrimonio construido el conjunto de elementos elaborados por la acción humana, tanto por su capacidad de hacer explícita la historia y la cultura
que les dieron origen como por su utilidad para
albergar nuevas actividades y funciones, incluimos tanto las edificaciones, la maquinaria minera
y sus elementos infraestructurales como la propia transformación del territorio que no siempre
debe de ser borrada o cerrada. El principal objetivo es la conservación y protección del mismo en
todas sus formas y representaciones.

Empleo. La minería trae consecuencias sobre los
ex trabajadores de la misma, suelen ser perfiles,
que aparte de no gozar de buena salud, tienen
dificultad a la hora de reubicarse en otro tipo de
empleo, debido a la profesionalización que han
adquirido durante la actividad (Díez, 2012).

Población Minera. La actividad minera forma
grandes comunidades con una fuerte identidad,
porque la formación de las mismas tiene su origen en la propia actividad, es decir, son personas
que forman lazos muy fuertes a través de las relaciones laborales impuestas por las condiciones
laborales. (Díez, 2012).También la estructura demográfica y la distribución de la población pone
en crisis el futuro generacional. La persistencia de
una cultura minera pervive incluso tras el fin de la
actividad y conserva durante mucho tiempo tanto sus representaciones culturales como sus habilidades técnicas y de conocimiento del territorio,
ambas cualidades forman un patrimonio de gran
valor que pueden y deben ser base de su futuro.

Capital Acumulado. Es aquel que durante la etapa
de explotación de la actividad productiva, se ha
generado gracias a la transformación del capital natural originario en capital financiero, pero
también como capital fijo en las instalaciones e
infraestructuras mineras, de forma que sería de
esperar que parte de ese capital sea reinvertido
en la etapa de reordenación del Territorio Postminero

Historia. El territorio es una dimensión histórica de
nuestras estructuras sociales y productivas y tam-

Gobernanza. Es necesario desarrollar políticas activas que garanticen el equilibrio de los aspectos

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positivos y negativos que sobre el territorio y la
población tiene la actividad minera y su posterior
cierre.

ción de la actividad minera se ve condicionada
principalmente por esta circunstancia.
Servicios Ambientales. Los impactos ambientales
provocan la transformación de los ciclos ecológicos y por tanto de los servicios ambientales originarios. Pero en cualquier caso resulta fundamental considerar el impacto que la actividad minera
y su cierre tienen sobre los ciclos ecológicos y por
tanto sobre los servicios ambientales que nos
ofrecen. En particular se deberá tener en cuenta
el impacto sobre los ciclos del agua y la atmósfera.

En el caso español, las políticas en materia de
minería se encuadran en el sistema territorial nacional, aunque las competencias de aplicación se
han otorgado a las Comunidades Autónomas, por
otra parte las políticas medio ambientales, con
normativas e instrumentos a nivel estatal y regional, forman a su vez parte de los instrumentos de
gobernanza, que velan por la disminución de los
impactos a causa de la actividad extractiva. Los
mineros tienen fuertes lazos de solidaridad y fuertes sindicatos que son necesarios incorporar en la
gobernanza del Territorio Minero y Postminero.

Paisaje. Por último, aunque no menos importante,
el paisaje en este contexto supera la identificación del mismo con la naturaleza, para constituirse como un reflejo a si mismo de la construcción
social, identitaria, y económica, productiva, del
territorio.

Dimensión Medio Ambiental
El hombre y sus actividades humanas son el principal contaminante del medio ambiente, siendo la
actividad minera una de las actividades humanas
que más afectan al entorno en el que se localizan
por la función predominante de las mismas: la extracción del material, actividad que se ha hecho
necesaria para constituir los modelos de sociedades actuales. (Díez, 2012)

Desde el punto de vista de una Planificación Integral, podemos desarrollar pares de relaciones
entre los distintos elementos de cada dimensión
ya sea en vertical u horizontal. De esa forma y tomando el Patrimonio Construido como elemento
constante vemos cómo es posible realizar hasta
8 pares de relaciones, unas más evidentes como
Patrimonio Construido+Historia, o Patrimonio
Construido+Paisaje. Hay otras aparentemente
menos evidentes pero muy interesantes como serían Patrimonio Construido+Recurso Minero, en
la que la conservación del patrimonio se realizaría
desde el punto de vista de una posible reapertura
de la mina, ya sea porque existan minerales aún
no explotados o porque la evolución del precio
de los que se extraían se haya elevado hasta hacer de nuevo rentable la mina. De igual manera
resulta de gran interés la relación Patrimonio
Construido+Servicios Ambientales, en la que la
gestión espacial de la mina debería de hacerse en
función de una posible optimación de su conformación final desde la mirada de los servicios ambientales.

Recurso Minero. El agotamiento de los recursos
naturales, es una realidad, dichos recursos se ven
transformados con la explotación extractiva para
convertirse en recursos minerales y más tarde con
el cierre de la explotación en recurso minero.
Desde el momento en que se decide la localización de las explotaciones mineras en el territorio,
el medio ambiente se ve amenazado por la propia actividad extractiva de los materiales, actividad que se ha hecho necesaria en las sociedades
actuales de hecho es una situación inevitable, ya
que los recursos minerales se encuentran en el
medio físico, y la mayoría de las veces la localiza-

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Perspectiva temporal

Teniendo en cuenta la dimensión temporal, factor
clave en el ciclo minero, podemos establecer la
situación de cada una de los atributos en relación
con las distintas fases de la actividad extractiva,
tal y como se muestra en la figura 4.

La idea de temporalidad a va unida al concepto
de espacio (Panadero, 1999) y con especial interés
en los territorios mineros, porque tienen desde su
origen, fecha de caducidad, es decir, ya sea por el
agotamiento de los recursos minerales como por
la baja rentabilidad de los mismos que el cierre de
la mina sucederá antes o después. Por ello podemos diferenciar entre la intensidad temporal en la
que se suceden los impactos y transformaciones
del territorio minero en todas sus dimensiones y
la cronología, es decir, en cada una de las fases de
la minería que se suceden los mismos.

A partir de este análisis de las dimensiones y
aplicando el principio de sinergia, acción de dos
o más causas cuyo efecto es superior a la suma
de los efectos individuales4 y el principio relacional, por el cual todos los fenómenos mantienen
vínculos entre sí por independientes que parezcan, podríamos explicar uno a uno cada una de
los atributos en relación con los atributos de las
otras dimensiones. Es desde este punto de vista
temporal que la Planificación Integral de la actividad minera desde el punto de vista del territorio adquiere su verdadera dimensión:, ¿cómo se
gestiona esa línea del tiempo?, ¿cómo se evalúa
su impacto por la situación antes y después de
cada dimensión y atributo?. No es posible pensar
en una auténtica planificación que no tenga en
cuenta la línea del tiempo y por tanto el equilibrio
entre costes y beneficios de cada fase y dimensión
de la actividad.

En referencia a la primera perspectiva temporal,
la de la intensidad, dependerá de la planificación
y gestión de la misma, dependerá de cómo los
agentes territoriales sean capaces de controlar los
impactos sobre sus territorios. Sin embargo desde
el punto de vista cronológico la planificación establece tres fases principales en la implantación
de la actividad minera: Inicio, Estabilidad y Suspensión (Hernández y Díez, 2013).

(4) Definición de la Real Academia Española de la Lengua
(RAE)

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Figura 4

Matriz relacional para la planificación de áreas mineras en declive incorporando el factor cronológico temporal.
Fuente: Elaboración propia.

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CONCLUSIONES
Desde nuestro punto de vista, una visión sectorial del patrimonio de la actividad minera una
vez suspendida la actividad, que se refleje en una
política de protección de parte de los elementos
existentes por su capacidad de generar recursos
turísticos, no tiene garantizado el éxito; y por tanto, no debe de ser defendida si no está articulada
en una visión más amplia que no puede ser otra
que la de una Planificación Integral en el marco de
la Ordenación del Territorio. No se trata por tanto
de un problema sectorial si no de un problema
territorial multidimensional que debe ser abarcado en su totalidad. Por supuesto que la protección
patrimonial es una herramienta fundamental en
la gestión y desarrollo del Territorio Postminero,
pero lo es por su capacidad de producir sinergias
con otras dimensiones, unas muy evidentes como
serían las relaciones con la Historia, la Población
Minera o el Paisaje, pero también por su capacidad de relacionarse con otras como las propias de
la dimensión Medio Ambiental.
Creemos que es necesario afrontar tanto las múltiples dimensiones del Territorio Postminero como
concebirlo como un proceso a lo largo del tiempo,
un proceso que no tiene porqué aparecer cerrado
sino que es un proceso que tuvo un principio y
un fin, pero que no puede darse por cerrado y
muerto, sino que tiene que ser considerado como
el comienzo de uno nuevo en el que no tiene que
ser ignorada la posibilidad de nuevas explotaciones con nuevos rendimientos.

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Recuperación del espacio post minero: hacia una planificación territorial integral
Agustín Hernández Aja + Ana Díez Bermejo

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Desafíos jurídicos, técnicos
y económicos para la
reutilización de faenas
mineras
José Enrique Sanchez Rial1 + Juan Pablo Ferreira Centeno2

(1) Jefe Departamento Evaluación y proyectos Mineros
Secretaría de Minería de Córdoba
josesanchezrial@yahoo.com.ar
(2) Jefe división Sensores Remotos y Sistemas de Información Geográfica
Secretaría de Minería de Córdoba
jp.ferreiracenteno@gmail.com

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RESUMEN
Normalmente se considera que se ha desarrollado un yacimiento, cuando casi todos los recursos
existentes han sido usados por la sociedad; es decir, cuando se ha agotado la sustancia útil. Este
planteamiento es también el más comúnmente utilizado para sostener que la industria minera no es
“sustentable”, y - como tal adjetivo ha sido adoptado como sinónimo de bueno - la actividad minera es
una industria considerada ‘mala’; y con ella, los que trabajan o intentan trabajar en ella.
Este enfoque sin embargo, no considera el hecho de que la construcción de la mina implica el desarrollo
de otras potencialidades vecinas, que permanecerían dormidas sin este trabajo. Estas posibilidades
pueden ser desarrolladas durante la vida de la mina, y otras, una vez terminada la explotación.
Estructuras, cultura, saberes remanentes en los sitios mineros, son todas nuevas potencialidades que
deben ser aprovechadas.
Por otra parte, y pese a ciertos éxitos conocidos de reutilización de sitios mineros, esta idea no termina
de arraigar como una práctica corriente, debido a diversas dificultades jurídicas, técnicas y, económicas
que deberían reconocerse y solucionarse, antes del proyecto de cierre. Aspectos que no son recogidos
en conceptos tales como “remediación”, “recomposición”, o “atenuación”; que no son más que el
enmascaramiento de las actividades mineras terminadas.
PALABRAS CLAVES: sitios mineros, reutilización, impedimentos técnicos, desafíos jurídicos

ABSTRACT
One ore body is considered ‘developed’ when most of the resources have been used by the public; that
is, when the useful substance has been depleted. This is the most common argument to support the
notion of mining as an unsustainable industry; and, as this adjective has been adopted as a synonym
of ‘good’, mining activity is widely considered as a ‘bad’ activity; and so are the people working in the
mining industry.
This point of view however, misses an important fact: mining installations unveil opportunities that
would otherwise remain unspotted. Sometimes, these opportunities emerge during the exploitation
phase; while some other times opportunities must wait for the post mining phase in order to be
addressed. Industrial installations, cultural facts, and remaining know-how are all new resources that
must be used.
However and in spite of a few successful mining reuse experiences, this idea is far from being a frequent
practice. Most of the time, reluctances to promote mining reuse initiatives, relates to legal, technical
and economic difficulties. These barriers must be identified and solved before the closing of the mine.
KEYWORDS: mining sites, reuse, hurdles, technical impediments, legal challenges

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INTRODUCCIÓN

esta misma tabla están las obras civiles de circulación como es el caso de caminos, vados y puentes.

El concepto de desarrollo que usaremos en la siguiente ponencia se basa en el significado más
básico del término como una transformación
gradual de las potencialidades en hechos terminados. En un ejemplo minero simple, se puede
decir que se ha desarrollado un yacimiento cuando la mayor parte de los recursos potenciales
existentes se han puesto a disposición de la sociedad.

LOS PARADIGMAS VIGENTES
A los fines del presente trabajo se adopta el mismo criterio que en Sánchez Rial, Ferreira Centeno
(Belo Horizonte, 2012) englobando en este concepto todas los elementos que se construyen a lo
largo de los años de desarrollo del proyecto.

Cuando se llega al punto en que la mejor tecnología disponible no es suficiente para continuar
extrayendo los recursos remanentes se dice que
ha terminado el desarrollo del cuerpo de mineral.
Este planteo ha sido usado para establecer taxativamente que la industria minera no es “sustentable” y como tal adjetivo ha sido adoptado como
sinónimo de bueno, justo, adecuado, etc. esta
actividad ha pasado a ser una tarea denostada al
igual que todos los que trabajan o intentan trabajar en ella. Además de los recursos mineros en
si mismos, donde se ubica un yacimiento, existen
otras potencialidades o recursos que, en buena
parte de las ocasiones, es precisamente el desarrollo del cuerpo mineral el que permite el acceso a
estos usos potenciales, sea de manera simultánea
o posterior al cierre de las faenas mineras.

Dado un proyecto minero cualquiera, las buenas
prácticas mineras recomiendan, actualmente, llevar adelante una serie de procesos a lo largo de
la vida del yacimiento desde su apertura hasta su
cierre:
1 / Contar con un programa de trabajo que permita:
a)
Retirar del depósito la mayor cantidad
de material útil al menor costo posible.
b)
Incrementar las reservas a lo largo de la
explotación y por ende el tiempo de vida de un
yacimiento. Esto se logra básicamente por medio
de:
i) Exploración para la redefinición constante del
yacimiento
ii) Cambios tecnológicos en la recuperación de
material útil
iii) Nuevos mercados para productos alternativos
o coexistentes

El cierre de las faenas presupone procesos tales
como “remediación”, “recomposición”, “atenuación”, etc que implican en buen romance la desaparición o enmascaramiento de las actividades
mineras.
Una mina o un grupo de minas, desarrolla a lo
largo 10 años o mas un conjunto de estructuras,
se inserta en la cultura local, modifica y toma saberes de la región, etc. y, pese a esto los paradigmas indican que deben utilizarse recursos para
la invisibilización de esta historia humana. Este
trabajo se referirá tan solo a las dificultades de implementación de los usos de las infraestructuras
de los sitios mineros luego del cierre de la faena.

c)
Aumentar la seguridad interna del personal, equipos e instalaciones al menor costo
posible
2 / Llevar adelante un programa de gestión ambiental que cumpla con lo explicitado en la legislación local.
3 / Disminuir el riesgo de daño ambiental tal
como sea definido en las leyes locales.

Estos componentes de un sitio minero presentan,
según los paradigmas actuales o la práctica más
común, un ranking de utilización con una escala
que va desde la invisibilización por la aplicación
de los conceptos tales como remediación, etc que
se han mencionado al uso sin cuestionamientos.
En el valor mas bajo de la escala o ranking están
las labores y las obras de rezago como los diques
de cola y escombreras y, en el valor más alto de

4 / Minimizar el costo de la gestión ambiental requerido por las autoridades locales.
5 / Para el fin de las faenas mineras se prevé asegurar que todas las instalaciones se cierren siguiendo las normativas locales vigentes. Esto suele
incluir al menos:

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Desafíos jurídicos, técnicos y económicos para la reutilización de faenas mineras
José Enrique Sanchez Rial + Juan Pablo Ferreira Centeno

a)
Asegurar que los laboreos no constituyan un riesgo cuyas consecuencias sean atribuibles
a la empresa.
b)
Disminuir la visibilidad de los trabajos
a cielo abierto sea por medio de rellenos, coberturas controladas, cubiertas vegetales, etc.
c)
Bajar el riesgo de personas y animales
en labores subterráneas lo que se logra mayoritariamente con el cierre de las bocas, es decir impidiendo el acceso a las mismas.
d)
Disminuir las posibilidades que se produzcan emanaciones gaseosas o escapes líquidos
que afecten el medio.
e)
En el caso de que sea imposible impedir
el flujo, establecer mecanismos con el menor
mantenimiento posible susceptibles de cambiar
la condición química agresiva al medio.
f)
Minimizar el costo del programa de
mantenimiento y monitoreo post cierre.

ejemplos de este tipo de extracción en todo el
mundo y en particular en Sudamérica.

2ª etapa: Minería artesanal organizada
sea con mano de obra esclava o aún rentada. En
general es de uso intensivo de mano de obra pero
puede tener grandes cantidades de maquinarias
manuales disponibles en un proceso que semeja
un caos con un patrón organizativo que se percibe solo luego de un tiempo de observación.
Este tipo persiste y deja sitios con dificultades
para la reutilización.

3ª etapa: Energía mecánica relativamente barata a la organización anterior pero,
precisamente debido a la demanda de carbón,
se profundizaron las minas y fue necesario reorganizar los procesos para aumentar la seguridad
y evitar los retrasos. Minas subterráneas de gran
porte e instalaciones de superficie abandonadas
son el desafío del reuso.

6 / Amenguar los costos de reparación y seguros.
7 / Asegurar una buena relación con las comunidades vecinas.

4ª etapa: Nuevas sustancias a extraer
como son los hidrocarburos que cambian parte
de la matriz energética de las explotaciones que
se agrandan nuevamente y con el cambio de
escala llegan modificaciones organizativas importantes. Se inician las grandes operaciones en
open pit y los grandes movimientos de materiales, escombreras y diques de cola. Si bien se
produjeron importantes cambios tecnológicos no
se pueden registrar modificaciones a la lógica de
explotación hasta la llegada de las grandes minas
a cielo abierto y los yacimientos de baja ley.
(Figura 1)

8 / Lograr calificaciones de calidad ambiental de
normas internacionales.
Estas buenas prácticas mínimas están incluidas en
las currículos técnicos y universitarios de prácticamente todo el mundo.
El grupo 1 de ellas puede calificarse como práctica interna, es decir son propios del buen manejo
empresario, sus costos y sus ganancias, mientras
que todas las demás tienen relación de un modo
u otro con externalidades.

5ª Etapa: Presión externa que incorpora
el tema del medio básicamente el ambiente natural y el medio modificado que rodea a las minas.
La industria incorpora a sus costos las medidas de
gestión y protección del ambiente primero bajo
presión de la sociedad y luego para cumplimiento
de las leyes.

LOS CAMBIOS DE PARADIGMA
La figura 1 es un esquema del devenir histórico
de esta industria armada como un rompecabezas
donde muchas de las piezas persisten en la actualidad. Parte de los impedimentos al reuso de
los sitios mineros deviene de esta persistencia de
etapas. En esta línea de esta industria siempre incorpora cosas nuevas sin desechar totalmente las
anteriores.

6ª Etapa: El cierre: la industria debe incorporar a sus planes de desarrollo el concepto
de cierre presente ahora prácticamente en toda
la legislación. Es en este mismo sentido que las
compañías deben incorporar dos nuevos conceptos y sus correspondientes costos cual son el
cumplimiento de regímenes voluntarios como
son las certificaciones de calidad ambiental (ISO
14.000 y 14.001) y la generación de políticas de
comunicación y acción social.

1ª etapa: Organización tribal o pequeñas ciudades donde las sustancias se extraen a
medida que son necesarias con la mínima organización. Esto no ha desaparecido y se encuentran

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Figura 1

Desarrollo histórico de los paradigmas.
Fuente: Elaboración propia

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7ª Etapa: reutilización de los sitios minados. Al adjuntar este paradigma no se cierra el
proceso pero no parece posible prever ahora cual
será el agregado posterior.

Cualquier uso futuro del área dependerá entonces de lo que permita o acepte el dueño de las
parcelas donde se encuentran las faenas “cerradas”. También puede ocurrir que las sustancias
mineras no sean concesibles sino que pertenezcan al dueño de la superficie y este haya explotado de por si o por terceros esta fracción del territorio. Al fin de la explotación, le corresponderá
la decisión sobre aprovechamiento. Sea cual fuere
el caso, el aprovechamiento futuro de faenas mineras depende de la decisión de quien es el dueño
del terreno. Si fuera una mina inundada con agua
de buena calidad y se deseara usarla, el estado
debería preservar el estado de mina activa para
evitar conflictos con los dueños de la superficie y
de este modo asegurarse el control del agua. Si
se quisiera usar una cantera abandonada en Argentina, sería necesario comprar el terreno de
proyecto.

LOS PRINCIPALES IMPEDIMENTOS
Existen numerosas razones valederas por las
cuales aprovechar espacios subterráneos pero la
más importante y simple es “porque están ahí”.
Esto puede parecer una verdad de Perogrullo
pero, basta y sobra con conocer el precio promedio unitario de la excavación de túneles en
una roca consistente, para caer en la cuenta de la
enorme inversión que sencillamente ha sido dejada ahí, luego del fin del proceso productivo.
Si los sitios mineros están ahí y los beneficios ambientales, económicos y sociales son realmente
impresionantes habría que preguntarse, porque
no hay tantos emprendimientos de reutilización
en faenas que van quedando disponibles. Existen
impedimentos a la reutilización y conviene puntualizar algunos:

La primera pregunta al rehabilitar un sitio será:
¿Quién es el propietario? O dicho de otro modo
¿Se puede disponer del sitio?

Del cierre. Además del tema de la
propiedad de las faenas corresponde hacer notar
que existen multitud de sitios que ya no se usan
en minería pero que pueden haber llegado a ese
estado de modo diferente y así se distinguen:

Impedimentos de carácter jurídico

Sitios propiamente cerrados: En general se
trata de sitios de terminación reciente y que han
tenido que elaborar y complementar un proyecto
de cierre acorde a la legislación local. En este caso
puede ocurrir que el proceso de cierre tenga un
programa de mantenimiento o de responsabilidad posterior de la empresa minera o que ya se
hayan terminado todos los trabajos con lo cual el
dominio y la responsabilidad han pasado al dueño de la o las parcelas donde están las faenas.

Sea cual fuere el emprendimiento a montar sobre
un sitio minero, deberá sortear óbices de carácter
legal que se pueden dividir en:

De la propiedad. Existen al menos dos
posibilidades para la cuestión de la propiedad.
El caso del dominio originario del estado y el de
propiedad particular:

Sitios abandonados: Muchas minas viejas se encuentran en este estado donde no se ha diseñado
o no se ha construido o terminado un proceso de
cierre. En este caso el superficiario, no tiene responsabilidades sobre el estado de las labores y,
en la mayor parte de los casos tampoco existe un
responsable empresario de estas labores.

En Argentina y en muchos de los países de Sudamérica, el derecho minero es de carácter regalista. Es decir que el dominio originario de los
minerales es del estado y éste lo cede por medio
de concesiones a los particulares para su aprovechamiento. Durante todo el tiempo que dura
la explotación, el concesionario maneja el sitio
como si fuera el propietario de la superficie y del
subsuelo, pero no tiene realmente el dominio superficiario por lo que, al terminar la faena minera
debe “cerrar” la operación acorde a la legislación
vigente y, el estado deja de tener dominio del sitio
que queda en manos del superficiario particular.

Entre estos dos posibles estadios planteados
existe una inmensa cantidad de combinaciones
donde la responsabilidad legal de las labores puede ser estatal, del superficiario, empresarial o
mixta.

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La pregunta es:

vicios que necesita cualquier industria: Energía
eléctrica, gas, Internet, agua corriente, etc, forman parte de los componentes imprescindibles
para el aprovechamiento de las sustancias minerales. Estos servicios pueden estar disponibles
luego del cierre de las operaciones, sin embargo
resulta bastante corriente que esto no sea así. A
veces s desaparecen por abandono, otras por
recuperación de material remanente y otras por
obligaciones de ley.

¿Existe operaciones post cierre y responsables de
ellas?

Del ambiente. Minas abandonadas,
fundamentalmente aquellas en donde se explotaron minerales metalíferos pueden convertirse
en pasivos ambientales cuya responsabilidad jurídica es difusa. Si bien es cierto que, en general
los proyectos de reuso de sitios mineros cuentan
con la “simpatía” estatal y de las ongs ambientalistas, hacer que estos beneplácitos se transformen
en permisos efectivos y apoyo social, es una ardua
tarea.

Esto lleva a la cuestión básica:
¿Cuáles son los servicios disponibles o recuperables dentro del sitio minero?

Edificios, máquinas y circuitos: Todo
proyecto minero, dependiendo del tiempo que
ha estado operativo cuenta en su inventario edificios con distinto grado de deterioro, máquinas o
partes de máquinas generalmente fuera de servicio y circuitos eléctricos o de aire comprimido en
distinto estado de conservación.

La pregunta entonces es:
¿hay conflictos no resueltos con la ley del ambiente? O dicho de otro modo ¿el proyecto posible
resuelve las situaciones de conflicto ambiental
post cierre?

Tanto el tipo y características de todos estos elementos remanentes como su estado pueden
ser impedimentos o ventajas para el próximo uso
del sitio minero. A veces es necesario el derribo y
traslado de escombros de edificaciones o retirar
cableado eléctrico, etc, para la reutilización del
predio. Esto puede fácil en algunos casos o insalvable en otros. Las figuras 2 y 3 son dos ejemplos
antagónicos de instalaciones como una ventaja
o como un impedimento y responden a la pregunta,

Impedimentos de carácter técnico
El número de los impedimentos de carácter técnico es grande y requiere estudios específicos
para cada caso, pero existen algunas cuestiones
de carácter general que conviene puntualizar.

Localización. Gran parte de las faenas
disponibles para reutilización están ubicadas en
lugares retirados, lejos incluso de pequeñas villas
o poblados. Esta lejanía limita de manera notable
los posibles usos de dichos laboreos. La pregunta
en este caso, luego de haber contestado aquellas
cuestiones jurídicas será:

¿Cuáles son y cuál es el estado de los edificios,
equipos y circuitos del sitio minero?

Área disponible: El área ocupada por
un sitio minero puede llegar a ser suficiente o no,
para el uso posterior que se está diseñando. La
limitación a la disponibilidad puede deberse :

¿El uso posible, se podrá llevar a cabo en esa locación?

Acceso: Muchas veces, los sitios mineros que sería posible reutilizar han perdido sus
accesos o se han deteriorado al punto tal que
solo puede llegarse en vehículos especiales o es
necesario agregar al proyecto de reutilización, la
reparación o construcción de los accesos. La segunda pregunta técnica probablemente sea:

Parte del sitio puede contener agua agresiva
cuya evacuación es inconveniente, imposible, antieconómica o se está en un proceso de drenaje a
largo plazo. Por ejemplo, un open pit donde se extrajo un polimetálico puede estar siendo llenado
con agua pero el proceso de decantación en capas de agua de distintas características químicas
puede llevar meses o años.

¿Existen y cuál es el estado de los accesos al sitio
minero a reutilizar? O lo que es lo mismo ¿Hay acceso disponible para el proyecto posible?

Parte del sitio puede contener suelo que puedan
ser agresivos al nuevo emprendimiento o contener elementos que reaccionen negativamente
con procesos del nuevo uso del terreno. Se puede tener un área topográficamente ideal para la

Servicios: Un proyecto minero tiene,
durante su funcionamiento, gran parte de los ser-

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Figura 2

Locomotora en Pulacayo - Bolivia. Servicios y equipos
favorables a varios usos posibles.
Foto: Ana María Aranibar

Figura 3

Mina Julia en Salta - Argentina. Instalaciones
inservibles y peligrosas.
Foto: Juan Pablo Ferreira Centeno

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Impedimentos de carácter cultural

implantación de árboles pero pertenecer a una
escombrera con metales que en contacto con el
agua reaccionen y hagan imposible la vida de las
plantas durante el período de crecimiento.

Aunque no se visualizan fácilmente, suele haber
algunos problemas derivados de la cultura tomada aquí en el sentido del tejido social que abarca
las distintas formas y expresiones de una sociedad determinada. Aunque pueden aparecer en
varias formas, se considera prudente mencionar
al menos las siguientes tipos de impedimento:

Parte del sitio con relieve adecuado para el nuevo
uso puede estar amenazado por desprendimientos de los taludes de las labores que lo rodean. En
este caso el trabajo de saneo puede ser imposible,
antieconómico o, se deba esperar que la acción
del tiempo derrumbe las partes mas comprometidas o, finalmente el saneo puede producir derrumbes que reduzcan mas aún el área útil.

Cultura minera: Este es aquel en el
cual el proyecto minero ha generado una cultura
especial que se ha extendido regionalmente en
modo tal que algunos proyectos de reutilización
se consideran lesivos para el patrimonio existente
y por ende son rechazados. En general este rechazo va acompañado de proyectos propios de
recuperación para uso cultural tal como ser museos o parques mineros. Si bien esta idea de recuperación cultural es interesante, muchas veces no
es posible o, solo es posible si se llevan adelante
otros proyectos de manera conjunta.

Parte del sitio puede estar ocupado con trabajos
remanentes de la empresa o nuevas búsquedas
de mineral en base a aumentos de precio o cambios de tecnología. El caso de Pulacayo en Bolivia
donde parte del enorme complejo minero remanente es todavía ocupado por un nuevo interesado en el aprovechamiento del mineral que se
sospecha todavía existe.
Sectores del sitio pueden estar incluidos en un
programa de recuperación o de reutilización
incompatible con el que se plantea. Un aprovechamiento de energía fotovoltaica puede ser incompatible con la implantación de árboles para
tala o un proyecto turístico ya en marcha. Incluso
puede llegar a ocurrir que el primer intento de reutilización se haya ubicado de casualidad en sectores considerados imprescindibles para el nuevo
proceso en proyecto.

Cultura anti minera: En algunos casos
el proyecto minero ha tenido impactos tan graves
en el medio local y la cultura anterior que los habitantes no admiten la existencia de nuevos usos
aún cuando los beneficios sean evidentes. Esta
situación puede darse con miembros activos locales y/o la acción de ONGs externas al medio que
llevan un paradigma propio al medio local.

Cultura extra minera: Esto se da en
aquellos lugares donde la actividad preponderante no ha sido la minería y por ende la cultura
dominante se deriva de otras actividades tales
como la agricultura, la ganadería o la industria

En estas condiciones la pregunta será:
¿Exactamente cuanta área está disponible y en
qué condiciones?

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de la madera. En estos casos el predio del sitio
minero se ve como un lugar a modificar e invisibilizar para poder implantar algún proceso de la
economía dominante. Este no es un impedimento
grave ya que en general el sitio será permeable
a proyectos de reutilización que favorezcan la
cultura local.

de almacenes de mercadería, de hotelería y servicios, serían los casos en los cuales el proyecto
tiene renta. Si el proyecto es rentable es posible
presentarlo a ciertos inversores y desarrollarlos
como cualquier otro proyecto.

Proyecto en equilibrio: Muchos de
los proyectos de recuperación cubren los costos
de operación y generan renta local. Es decir el
proyecto se mantiene vivo y se activa la economía
local. En general los proyectos de recuperación
patrimonial, parques temáticos y culturales tienen
la característica de pagar sus costos o tener una
ganancia marginal pero no producen renta directa. Si el proyecto está en equilibrio será necesario
trabajar con la comunidad y autoridades locales
y regionales a los fines de mostrar los beneficios
colaterales del proyecto.

La pregunta será:
¿Cómo son las cuestiones culturales asociadas al
sitio minero?

Impedimentos de carácter económico

El proyecto debe ser subsidiado: Este
es el caso más negativo ya que, una vez construido el nuevo emprendimiento, necesita fondos
extra para su operación. Este el caso en el que
la lejanía del emprendimiento, o cuestiones técnicas inherentes al sitio hacen que la operación
sea deficitaria. Si el proyecto debe ser subsidiado,
probablemente requiera ser presentado a inversores particulares que puedan estar interesados
en beneficios impositivos, a la comunidad y las
autoridades locales y regionales para que ayuden
al desarrollo del proyecto y, finalmente a los gobiernos centrales y a los organismos internacionales
a los fines asegurar fondos para el mantenimiento
a lo largo del tiempo.

Los impedimentos de este tipo son comunes a
cualquier otro proyecto pero conviene puntualizarlos. En el análisis económico de un proyecto
se responde a las preguntas ¿se ganará dinero? y
¿Cuánto?.
Teniendo la información derivada de responder
todas las preguntas anteriores será posible llevar
adelante este análisis y se presentarán al menos
los siguientes casos:

Proyecto rentable: Es decir que, luego
de la puesta en marcha, el emprendimiento montado en un sitio minero producirá dinero a sus
inversores. Proyectos de producción de energía,

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La pregunta será entonces:
¿Qué tipo de proyecto se tiene? Y, en el caso de
que existan varias alternativas, como establecer
un ranking de los mismos?
En el caso de existir varios proyectos puede intentar preguntarse si es posible una combinación
de los mismos y cuál sería el tipo de proyecto
económico combinado.

Impedimentos de carácter financiero
Aún con resultados positivos en todas las preguntas anteriores puede ocurrir que sea imposible
contar con financiamiento adecuado para la construcción del nuevo emprendimiento en un sitio
minero cerrado. En otros casos el financiamiento
puede ser parcial o que solo alcance a los proyectos rentables. En suma al final de todo el proceso
será imprescindible saber si existe financiamiento
posible.
Como consecuencia directa del análisis económico se debe responder a la pregunta:
¿Qué tipo de financiamiento es posible conseguir?
(Figura 4)

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Figura 4

Esquema de relevamiento y decisión.
Fuente: Elaboración propia

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CONCLUSIONES

Aplicando este árbol de decisión de manera preeliminar al caso de Pulacayo se puede ver que el
hecho de que una empresa de exploración tenga
el dominio de gran parte del área constituye un
impedimento para la reutilización inmediata pero
habilita recursos para la rehabilitación de sectores
específicos que ya no se usarán, con la aplicación
de recursos que permanecen ociosos durante
ciertos períodos de la exploración que se lleva
adelante.

Sea un sitio minero cualquiera, siempre será posible pensar la reutilización total o parcial de las faenas y estructuras remanentes. Lamentablemente,
todos los proyectos requieren la superación de
impedimentos encadenados según el árbol de
decisiones de la figura 4.
Siguiendo este diagrama será posible la evaluación preeliminar de cualquier tipo de sitio minero o de alguna de sus partes para la instalación
de un proyecto de reutilización. Como en cualquier diagrama de flujo será posible volver atrás tantas veces como sea necesario y decantar solo los
proyectos construibles.

En suma, reconocer los problemas es el primer
paso a la generación de las soluciones y, este
mismo árbol de decisión puede ser utilizado para
el diseño de un modelo de datos de relevamiento
de sitios mineros que sirva para una clasificación
inicial de los mismos en cuanto a sus posibles usos
posteriores al cierre.

En este modelo de decisiones existen dos salidas posibles para cada proyecto, sin embargo, el
análisis comparativo de todos con la misma herramienta facilita las combinaciones exitosas, los
proyectos parciales y la visión de conjunto. De
este modo un proyecto habitacional puede resultar inviable debido por ejemplo, a la localización
pero combinado con una facilidad para la práctica
del esquí, ser perfectamente realizable con un
mero cambio de escala.

Resulta muy sencillo el desarrollo de una aplicación informática para la utilización de la herramienta de análisis de la figura 4 y de hecho
este sería el primer paso a un catálogo regional
de sitios mineros rankeados y clasificados según
la reutilización posible.

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BIBLIOGRAFIA
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BROWN, Teresa J., J.S. Coggan, D.J. Evan, P.J. Foster,
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Datos – Texto Interactivo Digital. Córdoba - Editorial IES
Siglo 21
FERREIRA CENTENO, Juan Pablo (2009) Teoría de Base de
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FERREIRA CENTENO, Juan Pablo y Alexis Gigena Tardivo
(2010) Análisis de Sistemas. Córdoba - Editorial IES Siglo
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Córdoba - Editorial IES
ISO/TS 19103: Geographic information - Conceptual schema language.
ISO 19106: Geographic information – Profiles.
ISO 19107: Geographic information - Spatial schema.
ISO 19109: Geographic information - Rules for application
schema.
ISO 19111: Geographic information - Spatial referencing by
coordinates.
ISO 19136: Geographic information – Geographic Markup
Language.
ISO 19137: Geographic information - Generally used profiles of the spatial schema and of similar important other
schemas.
ISO/IEC 11404: Information technology - Programming
languages, their environments and system software interfaces - Language-independent datatype

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Un paso al desarrollo
sustentable:
De la casuística a la
reutilización planificada de
ex - labores mineras
Juan Pablo Ferreira Centeno1 + José Enrique Sanchez Rial2

(1) Jefe división Sensores Remotos
y Sistemas de Información Geográfica.
Secretaría de Minería de Córdoba
jp.ferreiracenteno@gmail.com
(2) Jefe Departamento
Evaluación y Proyectos Mineros.
Secretaría de Minería de Córdoba
josesanchezrial@yahoo.com.ar

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RESUMEN
Las buenas prácticas mineras establecen que una mina, debe tener un proyecto que se extienda
desde su apertura hasta su cierre, como condición sine qua non para el desarrollo de la actividad. En
concordancia con este enfoque, las facultades de ingeniería de minas y/o geología, han ajustado sus
planes para incluir la participación multidisciplinaria en el diseño del proyecto minero.
Estos paradigmas están en libros de texto y en leyes o decretos. Sin embargo, aún hace falta repensar
nuevos paradigmas para el desarrollo de proyectos que adicionalmente, tengan en cuenta el uso futuro
de las instalaciones que se construyan. Esto implica una nueva forma de pensar y un verdadero aporte
al desarrollo sustentable. Nuevos paradigmas y nuevos profesionales deben emprender esta manera de
planificar la actividad minera; aceptando y gestionando la condición temporal de las reservas.
PALABRAS CLAVES: Faena minera, cierre de mina, desarrollo sustentable

ABSTRACT
Current good practice standards within the mining industry, consider the mining life-cycle from the
opening until the closing of the mine. This approach is considered as a prerequisite for any mining
project. Accordingly, Engineering and Geology Faculties have updated their curricula in order to include
the participation of multidisciplinary approaches to mining project’s design.
This new paradigm has been adopted both in academic publications and mining legislation. However,
there is still an important gap; a conceptual gap regarding the need to propose new uses for mining
installations, in the post mining phase. The latter would be not only a new conceptual stand, but most
importantly, a key contribution to sustainable development. New paradigms and new professions
must address this new approach to mining activity planning; one that not only acknowledges but also
manages the temporal condition of mineral resources.
KEYWORDS: Mining works, mining closing, Sustainable development

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INTRODUCCIÓN

Los puntos claves del desarrollo

En 1987, un comité de varias naciones presidido
por Gro Harlem Brundtland presentó a ONU (Organización de las Naciones Unidas) un reporte
con un nombre sugerente: “Nuestro futuro
común”. Este informe socio económico utilizó
por primera vez un concepto de enorme impacto
en el mundo. Este concepto llamado desarrollo
sustentable presentó y, presenta el desafío de
lograr un progreso que satisfaga las necesidades
de la población actual sin comprometer las posibilidades de las generaciones futuras de satisfacer sus
propias necesidades.

Hay algunas cuestiones que resulta imprescindible puntualizar al hablar de desarrollo.

No se puede desarrollar lo que potencialmente no existe.

Los elementos físicos a desenvolver,
tienen entidad zonal ya que las potencialidades
tienen existencia en un territorio.

El desarrollo de una potencialidad puede afectar positiva o negativamente a las otras.

Es absolutamente necesario diferenciar el desarrollo, como un desenvolvimiento de las potencialidades del crecimiento que es un mero aumento
de tamaño o cantidad. Es imprescindible además
darle un sustento físico a este proceso que llamamos desarrollo o desenvolvimiento. Las potencialidades se ubican en una entidad física donde
podrán permanecer como tales o, pasar a una
realidad cinética por la acción de fuerzas internas
y/o externas.


Cuanto mas exclusivo sea el desarrollo
de una potencialidad en particular, mayor será
la posibilidad de que afecte negativamente a las
otras.

La minería metalífera es, probablemente, uno de los procesos más complejos para
el desarrollo y lo será más a medida que se fijen
límites mas acotados a sus efectos en otras potencialidades.

De este modo una semilla de roble tiene la potencialidad de ser un roble y no será de ningún
modo un castaño o un algarrobo sea cual fuere la
fuerza externa que se le aplique. Una situación de
humedad particular, una temperatura específica,
un substrato edáfico determinado son ejemplos
de mecanismos externos que pondrán en marcha
un programa más formal y acotado aún, que un
programa informático y la semilla se desarrollarán
en un roble. De forma análoga un yacimiento de
cobre podrá desarrollarse como fuente de cobre
y no de praseodimio sea cual fuere el sistema de
extracción que se pretenda imponer.

El desarrollo sustentable
Ahora es posible entonces, establecer las cuestiones mínimas del desarrollo sustentable.

Dado que el desarrollo es aplicable
desde el punto de vista zonal, el desarrollo sustentable se referirá a un área definida según los
alcances del estudio que se esté llevando a cabo.

Cuanto mas diverso sea el panorama de
potencialidades desarrolladas al mismo tiempo o
de manera coordinada, mayor será la probabilidad de desarrollo sustentable local.

Cuando se habla de desarrollo, dejando para más
adelante lo de sustentable o no, se hace referencia a las potencialidades existentes. El medio
físico entonces será una zona donde los minerales
son potencialmente extraíbles y se podrá desarrollar minería. En general, en la misma zona existen
otras potencialidades interesantes que podrán
contribuir a lo que ONU (Organización de las Naciones Unidas) llama Desarrollo humano.


De estas dos condiciones se podría reescribir la definición de progreso sustentable como
aquel que desenvuelve todas las potencialidades de
una zona de forma coordinada generando otras a

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medida que completa las primeras, de manera de
no disminuir las posibilidades de desarrollo de las
generaciones futuras.
En una analogía con el desarrollo de personal,
se puede decir que será sustentable aquel progreso humano que coordine el desenvolvimiento
de las potencialidades de modo que cada etapa,
encuentra al individuo con un nuevo conjunto de
potencialidades a explorar.

El diseño del proyecto minero
Curiosamente una mina nace como proyecto que
se desarrolla hasta su cierre. Contrariamente a lo
que ocurre en una obra civil cualquiera, que nace
como proyecto que culmina como tal cuando lo
que se construye queda habilitado y funcionando, el proyecto minero culmina con su cierre.
Esto suena obviamente como un contrasentido
pero es de aceptación universal, y en suma, un
proyecto de explotación intentará al menos cubrir con las siguientes expectativas:

útil

Recuperar la mayor parte de material


Maximizar la ganancia y esto implica
obviamente una reducción de los costos

Mantener condiciones de seguridad
aceptables para la fuerza laboral y los equipos.

Reducir los impactos al medio internamente y más allá de los límites de la operación
según lo establezca la normativa vigente.

Tener un proyecto de cierre de operaciones y un plan de mitigación que, en la medida
de lo posible, se gestione durante toda la operación minera.

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El cierre y las medidas de mitigación

3.3.
Restaurar que suele implicar la restitución del predio afectado a las condiciones anteriores al impacto. En algunos casos esta última
alternativa es igual a la primera.

Como se ha explicitado, en el mejor de los casos,
la minería formal cuenta con un programa de
cierre de faenas que incorpora medidas de mitigación, ejecutado durante la explotación o con
fondos especiales luego del cierre. La mitigación
corresponde a medidas a corto mediano o largo
plazo para minimizar los impactos negativos pero
en parte de los casos tan solo se desea la invisibilización de la obra minera. Entre las alternativas de
mitigación que es posible tomar se tiene:

4.
Reducir o incluso eliminar el impacto
con medidas que se toman durante la vida del
proyecto.
5.
Compensar mediante el pago o el
reemplazo de los recursos. Esto plantea numerosos problemas:

1.
No ejecutar el proyecto y con eso evitar
el impacto previsible.

5.1.
Gran valoración de los recursos afectados de manera que, el reemplazo es en realidad, la
restauración planteada en la alternativa 3.1 y, por
ende a la alternativa 1.

2.
Limitar de algún modo el alcance del
proyecto o establecer cambios en la tasa de extracción. Esto ha llevado en algunos casos a adoptar la primera alternativa.

5.2.
Puede darse el caso en el que el valor
asignado a los elementos afectados sea tan bajo
que no permita en modo alguno el reemplazo de
los recursos afectados.

3.
Rectificar los efectos del impacto lo que
se logra con la aplicación de tres procesos distintos sobre los cuales se genera polémica.

5.3.
Finalmente es necesario mencionar
que, en muchos casos los fondos comprometidos
no se aplican o se licuan en procesos inflacionarios muy comunes en Sudamérica.

3.1.
Reparar que suele ser interpretado
como un proceso parcial o barato.

El valor de los bienes afectados así como las percepciones económicas varían notablemente de
un individuo a otro o de una cultura a otra por
lo que, mitigar es una palabra que, cargada de
buenas intenciones puede esconder verdaderos
desastres.

3.2.
Rehabilitar que suele implicar volver el
terreno a características tales que, aún con diferencias permiten el mismo uso anterior a la mina.

Figura 1

Esquema de procesos de desarrollo y contradesarrollo.
Fuente: Extraído de Sánchez Rial y Ferreira Centeno (2011)

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El problema de la mitigación

Mc (Ctc , Pc , Dc ) = 0

El gráfico de la figura 1 ilustra la razón por la cual
el paradigma de la mitigación como un condicionante de proyecto resulta de muy difícil aplicación. Cualquier actividad pero en particular las
de la economía humana parten de una situación
inicial, aplican un conjunto de procesos y llegan
a una situación final. Se asume que, cuando la
situación final es mejor que la inicial, dicha actividad ha contribuido al desarrollo de ciertas potencialidades existentes en el lugar. Por el contrario
cuando la situación final es una desmejora de las
condiciones de vida, del medio natural, de la vida
social, etc. que existían en la situación original, la
actividad no solo no ha contribuido con el desarrollo sino que ha puesto en marcha un proceso
contrario que se establece como contradesarrollo.

Donde M es el mineral remanente expresado en
la unidad de comercialización corriente es decir
peso, volumen, etc como función de, Ctc que es el
conocimiento tecnológico al momento del cierre
o de proyecto de cierre es decir la BAT (Best Available Technology), Pc es el precio por unidad de comercialización en el mismo t y Dc es la demanda al
momento de decisión de clausura de las labores.
El mineral remanente será obviamente, mayor
que cero y, es por esta misma razón que muchos
expertos opinan que resulta contraproducente
llevar adelante tareas de mitigación tan extremas
que impidan la recuperación de mineral en el
caso de cambiar las condiciones de las variables
de la función. Así la función 1 luego de transcurrido un tiempo t, será:

El diseño basado en la mitigación producirá, en
el mejor de los casos, una situación igual a la que
existía antes de que se llevara a cabo el proyecto.
Esto equivale a decir que dicha explotación minera no ha contribuido al desarrollo regional y esta
“neutralidad” es, a la postre, negativa en los términos reales. Como máximo se habrá de decir que
el terreno está igual que antes y por ende tiene el
mismo valor y sus potencialidades sin desarrollar
y, la minería, habrá contribuido al contradesarrollo local.

Mc+1 (Ctc+c , Pc+t , Dc+t ) > 0

(1)

(2)

De cumplirse esta situación donde el mineral al
tiempo c de cierre cambia luego de un tiempo t
con tareas de mitigación que, por ejemplo lo hayan enterrado, se estará limitando la capacidad
de las generaciones futuras para extraerlo y satisfacer sus propias necesidades en el caso de que la
Dc+t >=Dc. La única medida posible de salir de este
cuello de botella es el salto hacia delante, es decir,
hacia el desarrollo.

En el supuesto caso que se llegara a cumplir con
un programa de restauración que invisibilise el
proyecto minero ya desarrollado, se alcanzaría
una posición 0 en cuanto al desarrollo.

La utilización del sitio minero

Así, el verdadero problema de la mitigación es
que, en el objetivo de ser amigable con el medio
y, colaborar con el desarrollo sustentable según
es aceptado universalmente, se llega a arruinar las
posibilidades de las generaciones futuras.
Es necesario un proceso de diseño proactivo donde la operación minera tienda a un uso de las instalaciones remanentes.

Luego de al menos 20 años de desarrollo un proyecto minero ha construido un conjunto de elementos muy variados con el objeto de lograr extraer la mayor cantidad posible de mineral.
A lo largo de esos años las variables de la función
expresada en 1, habrán cambiado no una sino varias veces y por ende el proyecto original habrá
sufrido ciertas modificaciones dramáticas o no,
según el caso. El conjunto de todos los elementos
construidos durante la operación de la mina constituirá un sitio minero

El proyecto llega a su cierre cuando se ha agotado
el mineral económicamente extraíble con un estado
de arte tecnológico y una situación de mercado particular que podemos expresar:

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Cada uno de sus componentes estará disponible
luego de transcurrido un tiempo ti desde cierre de
la faena minera. Este plazo será diferente en cada
uno de los elementos y dependerá de la ejecución de un proyecto de cierre cuyo objeto, según
la legislación imperante en la mayor parte de los
países, es lograr la mitigación con los problemas
que ya se han mencionado.

y no estar alejada de la línea de transmisión de
una central.

Depósito de hidrocarburo líquido: En muchos casos en los que la defensa de estos recursos
constituye una prioridad o en los casos en los que
las instalaciones de superficie deben ser erradicadas, un depósito subterráneo es una magnífica
alternativa. Es necesario que se pueda asegurar
estanquidad a costo razonable e inercia química
respecto al hidrocarburo a guardar. El depósito
tiene que encontrarse cerca de un oleoducto o
poliducto y será necesario construir un sistema
de bombas.

Aunque parezca increíble, de no mediar modificaciones a este paradigma, es posible diseñar
reutilizaciones exitosas en aquellos sitios mineros
anteriores a la aplicación de procesos de cierre
según la normativa actual. La agencia de protección ambiental de los Estados Unidos (EPA – Environmental Protection Agency) ha desarrollado en
estos últimos años un interesante trabajo de clasificación de sitios y de alternativas exitosas en lo
que llama minas abandonadas.


Depósitos de gas: Es un caso análogo al
anterior y resulta muy útil como cámara de compresión. El diagrama es similar a la del aire comprimido que se ve en la figura 3 solo que la salida es
directa al gasoducto.

Casas de máquinas para centrales eléctricas. En muchos casos con relieves llanos no es
posible alcanzar la altura hidráulica necesaria
para operar turbinas y la minería subterránea aún
somera ofrece una oportunidad interesante para
la generación de energía. En este caso se debe
asegurar que las condiciones geomecánicas del
recinto de las máquinas sea el adecuado y que
exista una salida del agua que pasa las turbinas.
Podría reemplazarse la salida a gravedad por
bombeo de agua en la medida que el balance
energético lo permita.

Las alternativas posibles
Como se ha indicado, esta mitigación puede llegar a limitar o eliminar la posibilidad de uso futuro
de muchos de los elementos de un sitio minero.
Sin embargo existen ejemplos muy exitosos en el
mundo.
Este trabajo en particular se limitará a mencionar
algunas de las posibilidades que parecieran más
prometedoras a futuro. El cuadro de la figura 2
permite visualizar una serie de posibilidades divididas según actividades humanas. Todas ellas
requieren condiciones mínimas para que un sitio
minero o alguno de sus componentes pueda ser
reutilizado.


Centrales de energía solar: La EPA (Environmental Protection Agency) presenta ideas muy
interesantes para el uso de los grandes espacios
abiertos y planos que construye la minería a cielo
abierto, tal como son los diques de cola cerrados
o las partes superiores de escombreras o botaderos. Tanto para el caso de energía fotovoltaica
como termoeléctrica se presentan como candidatos posibles para estas minas con el único cuidado
de asegurar el área necesaria y la posibilidad de
que la línea de transmisión sea reusable, adaptable o construible a bajo costo.

Energía
En energía existen varias posibilidades dependiendo de que se trate de un yacimiento que haya
sido explotado a cielo abierto o de manera subterránea.


Plantación de árboles: Sea que se haga
con el objeto de obtener madera, tanino o esencias de pino, muchas minas a cielo abierto han
construido superficies planas o de pendientes
controladas, existe suficiente agua en el open pit
y las vías de comunicación y las instalaciones son
un lugar que en muchos casos es inmejorable
para la plantación de árboles. Parte del financiamiento se puede lograr por otro lado vendiendo
bonos de carbono.


Depósito de aire comprimido: Esta es
una buena oportunidad para conservar energía
proveniente de producción no convencional tal
como la eólica o la solar, en los momentos de valles en la demanda y devolverla en los picos. En
este caso la mina tiene que haber sido explotada
subterráneamente, tener condiciones de estanqueidad o que se pueda lograr a bajo costo, tener
un volumen disponible superior a los 100.000 m3

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Figura 2

Resumen de posibilidades para reutilización de minas.
Fuente: Elaboración propia

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Figura 3


Figura 4

Energía a partir de aire comprimido.
Fuente: Imagen tomada de Internet,
modificada a partir de la original de
CAES Development Company

Ocio y entretenimiento

Esquema de una central en mina.
Fuente: Elaboración propia

que realmente era la actividad en el área. Uno de
los errores mas comunes de construir un parque
temático minero es modificar tanto las estructuras existentes que invisibilizan lo que se pretende
mostrar.

Minas a cielo abierto y subterráneas son un lugar
más que interesante para ciertas instalaciones
exclusivas que mantienen una mística particular
derivada de la minería. En algunos casos conservan el pasado, en otros casos la cultura específica
originada en la minería, etc La única condición importante para estos desarrollos es la posibilidad
del acceso de público lo que implica cercanía a un
centro poblado o una vía de comunicación que
permita la llegada de cierta cantidad de público.


Galerías de Arte: Muchas labores subterráneas o plantas de tratamiento a la que se les
saca gran parte de la maquinaria tienen la condición de seguridad, ambiente y luz que logran el
mejor modo de ver obras de arte y preservarlas.

Gimnasios: Muchas de las instalaciones
de superficie permiten su aprovechamiento con
la transformación de enormes estructuras en gimnasios para atletas de alto rendimiento o público
en general.


Restaurants, bares temáticos y discos:
Son mas que mencionadas muchas de las instalaciones de las viejas canteras subterráneas de
calizas lacustres bajo París. Lo más interesante
de muchas de estas instalaciones es que la mayor
parte de ellas, salvando ciertas condiciones de seguridad y confort se dejan tal cual eran a los fines
de conservar el “espíritu”. Los sitios mas comentados corresponden a la minería subterránea pero
las vistas provistas por la minería a cielo abierto
son muy recomendables.

Deportes
Los sitios mineros tanto a cielo abierto como subterráneos dejan atrás estructuras aptas para la
práctica de deportes extremos. De hecho muchas
de las cosas que se construyen con el objeto de
extraer o preparar mineral son las mismas que
se buscan o se desarrollan para muchas actividades exclusivas. En algunos casos constituyen
el campamento base ideal de asentamiento de
toda una serie de deportes extremos a practicar
en las cercanías al establecimiento. Este es el caso
de “Pueblo Escondido” un viejo campamento de
minas de Wolfram en la provincia de Córdoba –


Parques temáticos: Viejas instalaciones con posibilidades interactivas, films que se
proyectan directamente sobre paredes, paseos
nocturnos e incluso la posibilidad de experimentar la “vida del minero de antaño” son el mayor
atractivo para estos emprendimientos donde lo
fundamental es tratar de mantener o preservar lo
mas que se pueda el “edificio minero” es decir lo

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Figura 5

Figura 6

Viejo campamento minero - Minas de Cerro
Áspero – Córdoba - Argentina.
Foto: Juan Pablo Ferreira Centeno

Argentina que se promociona en la actualidad
como visita histórica por un lado y alojamiento
para bikers y treckers.

La minería como concentrador urbano.
Foto: Google Earth

altura. Las faenas mineras permiten este entrenamiento con un protocolo estricto.

Motocross: Existen open pits con condiciones excepcionales para la construcción de
pistas de motos en duro así como de mountain
bikes. Ejemplos de estos tipos de minas totalmente aprovechables pueden verse en el área de
la ciudad de Belo Horizonte en Brasil. Donde se
cumple una de las condiciones mas importantes
para estos emprendimientos que es la cercanía a
una masa de público importante. Aunque parezca
imposible existen interesantes proyectos para la
práctica de estos dos deportes en laboreos subterráneos.


Escalada Atlética: Es obvio que las labores mineras a cielo abierto pero también muchas
de las subterráneas presentan desafíos muy interesantes para la práctica de la escalada en cualquiera de sus variantes. Las paredes verticales o
casi verticales de las labores mineras así como
la existencia de edificaciones conexas donde es
posible establecer campamentos especiales cumplen con todas las expectativas de los atletas extremos. En este caso la condición más importante
para el desarrollo de un proyecto de esta naturaleza es que el acceso sea posible al menos en un
vehículo especial.

Infraestructura civil pública y privada


Buceo en caverna: Como un subproducto de la espeleología esta práctica puede llevarse a cabo en numerosas minas subterráneas que
tienen parte de sus faenas inundadas. Contrariamente a lo que pasa con las cavernas naturales,
puede existir información previa o planos de los
trabajos mineros por lo cual la única condición
absolutamente indispensable es la misma que la
del caso anterior: el acceso.

Si las faenas mineras se encuentran cerca de un
centro poblado de cierta importancia, el uso a
los fines propios de la urbe es evidente. Esto no
es tan raro como podría pensarse y, muchas veces, el negocio minero la causa de aglomeraciones urbanas. En la foto de la figura 6 puede verse
una imagen de la ciudad de La Calera en Córdoba – Argentina donde la explotación de calizas
dio origen a un pequeño pueblo de mineros que
transformado de a poco en una aglomeración importante y las faenas han sido enmascaradas por
la traza de la ciudad (A) y ese será el destino de
otras como las que se ven a la derecha de la foto.


Entrenamiento hipóxico: Como un agregado a la escalada y al buceo el entrenamiento
con bajo oxígeno se lleva adelante para que atletas de alto rendimiento puedan encarar luego
pruebas mucho mas difíciles tales como la de la

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Estacionamientos: El tránsito moderno,
la existencia de ciudades dormitorio y trabajo en
las ciudades lleva a que este sea probablemente uno de los problemas urbanísticos que mas
preocupa a los gobiernos locales. Faenas mineras
subterráneas y a cielo abierto presentan características aptas a la remodelación y construcción de
parqueos. En la foto de la figura, las canteras de
la derecha podrán convertirse, en grandes almacenes donde el tema del estacionamiento estará
construido a priori.

producción de hongos. En la actualidad se puede
ver que la cantidad de metros cúbicos disponibles
para almacenamiento de materias primas, estocado de productos y fabricación de alimentos de
varios tipos es mas que suficiente en numerosas
minas que existen bajo los centros poblados.


Reciclado de baterías, centros electrónicos, etc: En general cualquier espacio cerrado
que requiera controlar el medio tiene una oportunidad mas que interesante en los laboreos subterráneos que se ubican bajo la traza urbana.

Ciencia y Tecnología

Como ocurre en el caso anterior, es posible que
el negocio no cierre para el caso de una sola empresa pero si lo haga para un cluster alimentario.

Algunas minas, pero en particular las canteras
subterráneas suelen presentar condiciones geomecánicas para la instalación de equipo sensible,
delicado o secreto todo ello al mismo tiempo.
Casos como el laboratorio de Neutrinos en Sudbury – Canadá es probablemente un ejemplo mas
que interesante. Ubicado a mas de 2000 metros
de profundidad en la mina Creighton de la empresa INCO es una muestra del aprovechamiento
de labores mineras que, de otro modo habría que
haber construido a propósito.


Archivos: Sean digitales o físicos, los archivos y data warehouses ocupan mucho espacio
en los edificios públicos y privados que pueden
ser suplidos con faenas mineras principalmente
subterráneas.
Medicina y servicios terapéuticos, farmacia

Otros ejemplos más recientes se refieren a proyectos para captura de carbono en labores mineras inactivas. En realidad la mayor parte de las minas profundas tienen condiciones geomecánicas
que probablemente no sean las adecuadas para
el estocado de carbono sin embargo estudios en
Sudáfrica indican que, con la tasa de explotación
habitual de 390 tn/año de oro y 20.000.000 m3
de roca, se contaría con un volumen de mas de
10 millones de metros cúbicos de capacidad para
estocas carbono a 80 barios de presión.

La medicina moderna presenta ciertos servicios
donde la radiación juega un papel preponderante y que necesita espacios con protección especial
otro tanto puede decirse de los laboratorios o mas
propiamente dicho, las fábricas de medicamentos
modernas que pueden hacer uso de laboreos mineros subterráneos y gran parte de las instalaciones remanentes en superficie. La tendencia actual
a generar clusters especializados podría reunir en
estas instalaciones todos los servicios conexos a
la medicina incluidos en lo que se ha dado en llamar Ingeniería Médica.

Por otro las grandes superficies derivadas del laboreo a cielo abierto permiten plantar especies
muy interesantes para el secuestro de carbono.
Un ejemplo interesante, aunque no menciona
mas que tangencialmente la captura de carbono
es el de Marín Marín y Molina Escobar sobre recuperación de áreas mineras en Colombia (REUSE
Belo Horizonte – 2012)

Alimentos y bebidas
La utilización de faenas mineras como bodegas es
conocida desde hace mucho tiempo así como la

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Otra forma de captura de carbono es la del uso de
ciertas colas de minas metálicas cuyas condiciones químicas permiten combinaciones con el carbono. Esto permite usar estas colas en elementos
constructivos con capacidad para “apoderarse”
de carbono en el momento de su producción. El
ejemplo mas lógico sería en cocheras subterráneas, en transportes bajo tierra o en salas de máquinas, etc.

sualidad de que alguien necesite un espacio en
ciertas condiciones que alguien tiene bajo su dominio y puede disponerlo para llevar adelante el
proyecto.
Lamentablemente la casualidad solo favorece a
un porcentaje mínimo de sitios mineros por dos
razones básicas:
o
El responsable del proyecto desconoce
las posibilidades de los sitios mineros

Otros Usos

o
El responsable del sitio minero no sabe
de las necesidades de los proyectos

Existen usos sin clasificar tal como la funeraria
que es usada desde hace mucho tiempo como ha
pasado con las canteras de mármol lacustre bajo
París y que se ha comenzado a pensar nuevamente en estos últimos años donde la demanda de
terreno para construir sube día a día.

Es probablemente misión del estado reunir en
un solo digesto los sitios mineros paralizados con
la mayor cantidad de información relevante posible. Esta sola acción aumentaría el porcentaje
de reutilizaciones casuales de faenas mineras no
operativas.

Depósitos de varios tipos pero principalmente
aquellos en los que el elemento resguardado tiene que conservarse en un ambiente controlado
pueden usar las facilidades propias de minas subterráneas relativamente cercanas a las ciudades.
En particular los depósitos de semillas o bancos
genéticos son un uso muy interesante en minas
relativamente pequeñas.

La segunda forma de encarar el tema es lograr
aprovechamientos causales de los sitios mineros.
Esto es llevar adelante la faena minera normal a
lo largo de la construcción del edificio minero de
manera que se favorezca un uso posterior a la explotación del yacimiento.

El manejo de las alternativas

Esta también es una tarea del estado incorporando, a las exigencias del estudio de impacto ambiental y cierre de la mina, las posibilidades de
reutilización.

Todos estos usos representan una pequeña parte
de la cantidad de casos exitosos de reutilización
parcial o total de sitios mineros. La mayor parte
de ellos son el producto de la casualidad. La ca-

Si empresarios y estado hicieran bien su trabajo,
llegando al fin de la explotación minera, se debería estar esperando ansiosamente el fin de la operación anterior para seguir en el nuevo destino.

Figura 7

Esquema de laboratorio de neutrinos – Sudbury.
Fuente: Canadá. SNO (Sudbury Neutrino Observatory) http://www.sno.phy.queensu.ca/

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CONCLUSIONES

de las nuevas oportunidades. Es necesario un
cambio de paradigmas en el diseño de una mina
que involucre a la minería en el desarrollo sustentable.

Las oportunidades para el aprovechamiento de
sitios mineros son y serán cada vez mayores en
la medida en que la casualidad ceda terreno a la
causalidad y la construcción del edificio minero
derivado del proyecto de explotación termine
con el agotamiento del mineral y el comienzo de
un nuevo proyecto tan útil como el primero.

Estos cambios se deben dar en la currícula de las
carreras universitarias que hoy relacionan los múltiples elementos disponibles en un sitio minero,
comenzando por la geología, la ingeniería de minas, la ingeniería en construcciones, la ingeniería
industrial pero, sobre todo la arquitectura.

Por el momento, desde la Secretaría de Minería de
Córdoba se impulsa la reutilización de las faenas
mineras. A manera de Ejemplo se puede mencionar que se promocionó y se asesoró a un grupo de
estudiantes de arquitectura de manera que su tesis de grado completó un proyecto completo para
la reutilización de una de las canteras del ferrocarril de la ciudad de Alta Gracia en Córdoba.

Se abren básicamente dos caminos: uno el del
registro de laboreos abandonados o cerrados con
su correspondiente clasificación de uso posible y,
otro dedicado al rediseño de los proyectos mineros para que tengan en cuenta los usos futuros
de las instalaciones y faenas. Dos grandes emprendimientos de Córdoba, una cementera y una
cantera de triturados han tomado esta tarea y, en
ambos casos se han decidido por urbanizaciones
posteriores al cierre.

Mas recientemente se ha completado la primera
fase para el reaprovechamiento de una cantera
municipal de la ciudad de Villa Carlos Paz donde
se le plantearon al gobierno local una serie de alternativas que van desde la construcción de un
sitio de observación geológica a un museo, túnel
ejemplo y una pista para carveboards aprovechando una serie de senderos mineros preexistentes.

Finalmente se reitera que el único modo de
lograr que una actividad humana colabora con
el desarrollo sustentable es que su propio desenvolvimiento logre visualizar y favorecer la puesta
en marcha de otras potencialidades al final de su
ciclo normal.

El estado responsable o la autoridad minera responsable debe procurar no tener labores o sitios
mineros abandonados sino, solo sitios a la espera

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OPORTUNIDADES PARA EL
TURISMO DE PATRIMONIO
GEOLOGICO Y MINERO A PARTIR
DEL MODIFICACIONES RECIENTES
AL MARCO LEGAL EN EL ECUADOR,
el caso de la mina El Sexmo
Gricelda Herrera1 + Paúl Carrión2 + Samantha Jimenez3 + Andrea Mina4

(1) Doctora en Economía Social
Escuela Superior Politécnica del Litoral,
Centro de Investigaciones y Proyectos
Aplicados a Ciencias de la Tierra
grherrer@espol.edu.ec
(2) Doctor, Ingeniero de Minas
Escuela Superior Politécnica del Litoral,
Centro de Investigaciones y Proyectos
Aplicados a Ciencias de la Tierra
pcarrion@espol.edu.ec
(3) Ingeniera de Minas
Escuela Superior Politécnica del Litoral,
Centro de Investigaciones y Proyectos
Aplicados a Ciencias de la Tierra
sjimenez@espol.edu.ec
(4) investigadora del CIPAT-ESPOL estudiante de Ingeniería de Minas
Escuela Superior Politécnica del Litoral,
Centro de Investigaciones y Proyectos
Aplicados a Ciencias de la Tierra
andcmina@espol.edu.ec

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RESUMEN
El desarrollo del sector minero para el gobierno ecuatoriano se proyecta como un eje económico
de estado, implementándose como una de las industrias estratégicas de la matriz productiva que
actualmente se ejecuta. Las actividades mineras son reguladas por la Ley de Minería del 2009 reformada
en Julio del presente año, en la que se establece como estrategia la legalización de la minería artesanal,
obligatoriedad de la licencia ambiental y la realización del Plan de impacto ambiental en el que se
incluye el plan de cierre de minas. El plan de cierre debe aplicarse desde la etapa de factibilidad de
explotación y continuar durante toda la vida de la mina, abriendo una oportunidad histórica para el
desarrollo del patrimonio geominero, como una alternativa estratégica de presentar una faz integradora
y de vertiente sostenible para la recuperación de los espacios mineros.
El cierre de la mina El Sexmo en Ecuador es un caso interesante de analizar ya que integra las acciones
de desmantelación de las instalaciones, rehabilitación ambiental de acuerdo al plan de cierre de minas
y la recuperación de los espacios mineros para nuevas actividades turísticas.
PALABRAS CLAVES: Cierre de Minas, Ley, Matriz productiva.

ABSTRACT
For the government of Ecuador, sustainable development of the mining sector is viewed as an economic
hub of the state. Accordingly it has been implemented as one of the strategic industries of the production
matrix. Mining activities are regulated by the Mining Law of 2009, amended in July of 2013. The law
establishes the legalization of artisanal mining, and enforces the need to obtain an environmental
license and to conduct an environmental impact plan which includes the phase of mine closure. Mining
closure measures have to be considered since the operational feasibility stage and continue throughout
all the life of the mine; thus, opening a historic opportunity for the promotion of geo-mining heritage,
as a strategic alternative for the recovery of mining areas
Mining closure of the Sexmo mine in Ecuador is an interesting example, because it integrates the
actions of dismantling the facilities, environmental remediation according to the mine closure plan and
reclamation of mining areas for tourism.
KEYWORDS: Mine closure, Law, Production matrix.

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INTRODUCCIÓN

mas, su cumplimiento y control deberá prevenir,
controlar, remediar, y compensar los efectos que
las actividades mineras puedan tener sobre el
medio ambiente y la inclusión social referente al
proyecto.

Las actividades laborales siempre generan impactos negativos y positivos en el medio en el que se
desarrollan, su intensidad depende de la planificación y metodología con que se lleve a cabo el
proyecto, más aún es de esperarse su incidencia
negativa en la industria minera ecuatoriana, debido a que los yacimientos minerales de interés
en este territorio desafortunadamente se presentan en ecosistemas biodiversos lo cual realza
la importancia del marco legal que regule estas
actividades.

El cierre de una actividad minera debe estar
respaldado por su correspondiente Plan de cierre
de minas en el que se debe garantizar la rehabilitación de las áreas afectadas y su incorporación
a nuevas formas de desarrollo que contribuyan
al beneficio social; ésta normativa es una herramienta que puede ser utilizada para afianzar el
concepto de Patrimonio Geominero (PGYM) en
consecuencia de transformar el sector cultural y
turístico de las zonas mineras del país y de esta
forma desarrollar la minería sostenible.

El gobierno mediante la Ley de Minería del 2009
y el Reglamento Ambiental de actividades mineras controla las afectaciones al medio ambiente
y prevé minimizar los remanentes nocivos de las
actividades mineras a través de exigencias de
Estudios ambientales y Auditorías ambientales
a los responsables de proyectos mineros, con el
objetivo principal de impulsar el desarrollo minero en el marco de la sostenibilidad integrando
de esta forma el desarrollo económico-ambiental
(turístico), social y cultural del área de aplicación.
Sin embargo generalmente estos mandatos se
convierten en la documentación necesaria que
debe presentar el titular de la concesión a fin de
obtener la continuidad del proyecto resultando
así informes irreales con información inexacta y
Cierres de Minas ineficientes; lejos del concepto
de Cierre de Minas estipulado en la ley.

FALENCIAS DEL MARCO LEGAL DEL
CIERRE DE MINAS EN EL ECUADOR
La Constitución de la República del Ecuador, en
su artículo 14, dispone que: “Se reconoce el derecho de la población a vivir en un ambiente sano
y ecológicamente equilibrado, que garantice la
sostenibilidad y el buen vivir, sumak kawsay.
Se declara de interés público la preservación del
ambiente, la conservación de los ecosistemas, la
biodiversidad y la integridad del patrimonio
genético del país, la prevención del daño ambiental y la recuperación de los espacios naturales
degradados.”

Las zonas de interés minero al iniciar las actividades de explotación mineral utilizan sus recursos hasta que estos se ven agotados, una vez
esto, las zonas se convierte en áreas abandonadas
que no transmiten rentabilidad económica a la
comunidad, perdiéndose de esta forma recursos
geológicos-mineros que con un correcto manejo
podrían transformar la economía del sector.

Los aspectos que engloban las actividades del
Cierre de minas se encuentran definidos en la Ley
de Minería y el Reglamento Ambiental para actividades mineras.
Ley de Minería

Las normativas ambientales inciden directamente
en el desarrollo y ejecución de las actividades del
cierre de minas ya que este tiene como objetivo
principal minimizar en lo posible los impactos
causados por las actividades mineras en los aspectos ambientales, que derivan posteriormente
en aspectos sociales y económicos en la zona de
ejecución.

La Ley de Minería No 455 norma los derechos de
administrar, regular, controlar y gestionar el sector estratégico minero; así como las obligaciones
de los titulares mineros respecto de la preservación del medio ambiente y respecto de la
gestión social y derechos de la comunidad.
El Cierre de Minas, como una de las fases de la
actividad minera, se establece en el art. 27, como:
el término de las actividades mineras y el consiguiente desmantelamiento de las instalaciones
utilizadas en cualquiera de las fases referidas previamente, si no fueren de interés público, incluyendo la reparación ambiental de acuerdo al plan

La legislación ecuatoriana ordena que las actividades mineras son dependientes de la obtención
de la Ficha ambiental y Licencia ambiental para
minería artesanal y pequeña minería respectivamente, su entrega está a cargo del Ministerio del
Ambiente que a través de la expedición de nor-

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OPORTUNIDADES PARA EL TURISMO DE PATRIMONIO GEOLOGICO Y MINERO A PARTIR DEL MODIFICACIONES RECIENTES AL
MARCO LEGAL EN EL ECUADOR, el caso de la mina El Sexmo / Gricelda Herrera, Paúl Carrión, Samantha Jimenez, Andrea Mina

de cierre debidamente aprobado por la autoridad
ambiental.

De las componentes del estudio de impacto ambiental se manda la:

Con respecto al Cierre de Operaciones Mineras, la
ley señala (en su artículo 85) que los titulares de
concesiones mineras deberán incluir en sus programas anuales actividades referentes al plan de
manejo ambiental, información de las inversiones
y actividades para el cierre o abandono parcial
o total de operaciones y medidas para la rehabilitación del área afectada por las actividades
mineras (de explotación, beneficio, fundición o
refinación).

a) Focalización de los términos de referencia;
b) Descripción del proyecto y definición de las
áreas de influencia sobre la base del impacto ambiental directo de la actividad minera principal;
c) Descripción de la línea base;
d) Identificación y evaluación de impactos socioambientales;
e) Plan de manejo ambiental; y,
f) Plan de monitoreo ambiental.

Con respecto al Estudio de Impacto ambiental y
Auditorías ambientales, se manda a los titulares
de concesiones mineras y plantas de beneficio,
fundición y refinación, la elaboración y presentación de estudios de impacto ambiental acompañados de su respectivo Plan de manejo ambiental en el que debe incluirse el Plan de Cierre de
Minas, previamente a la iniciación de las actividades mineras, y la presentación de una auditoría
ambiental anual que permita monitorear y verificar el cumplimiento de los planes de manejo ambiental, según el art 78.

Los estudios de impacto ambiental de los proyectos mineros constituyen en conjunto una unidad
sistemática, de acuerdo a los requerimientos de
las diferentes fases de la actividad minera y a las
condiciones específicas de las zonas en que se
desarrolla cada una de estas actividades, según
el art. 12.
Los titulares de concesiones mineras deben obtener a través del Ministerio del Ambiente la Licencia Ambiental para poder ejecutar las actividades mineras en las distintas fases.
El Art. 17 menciona que la licencia ambiental en
materia minera será emitida por el Ministerio del
Ambiente, como requisito previo indispensable
para que el sujeto de control el titular minero
pueda ejecutar cualquier actividad minera en las
distintas fases.

Normas Ambientales
El Reglamento Ambiental No. 121 para actividades mineras6 establece las normas técnicas
ambientales que normalizan la gestión ambiental
referente al desarrollo de las actividades mineras
en sus fases de prospección, exploración inicial y
avanzada, explotación, beneficio, procesamiento,
fundición, refinación, comercialización y cierre de
minas, además de las actividades de cierre parcial
y total de las labores, en todo el territorio ecuatoriano.

De la autoridad ambiental minera, se toma
como la autoridad ambiental nacional en el ámbito minero al Ministerio del Ambiente y sus órganos.

(5) Publicada en el Registro Oficial No. 517 de 29 de Enero del
2009 reformada en Julio del 2013
(6) Publicado en el Registro Oficial Suplemento No. 67, Noviembre 16 de 2009

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Ley de Turismo

De la mitigación de Impactos en la explotación
de materiales de construcción se establece que
los equipos técnicos y procedimientos que se implementen en la explotación deberán garantizar
la minimización de impactos ambientales y que
después del cierre de operaciones mineras el área
del proyecto sea rehabilitada, según el art. 88.

La Ley Especial de Desarrollo Turístico fue publicada en el Registro Oficial No. 118 del martes 28
de enero de 1997.
La ley de Turismo N° 97 publicada en el Registro
Oficial Suplemento 733 de 27 de diciembre del
2002 fue creada en respuesta a la desactualización de la Ley Especial de Desarrollo Turístico,
incorpora disposiciones consideradas por la vigente Constitución de la República del Ecuador, la
cual define el Turismo como el ejercicio de todas
las actividades asociadas con el desplazamiento
de personas hacia lugares distintos al de su residencia habitual; sin ánimo de radicarse permanentemente en ellos. El Capítulo IV del Ministerio
de Turismo en el Art 15 establece que el Ministerio
de Turismo es el organismo rector de la actividad
turística ecuatoriana.

El Artículo 88 manda que las responsabilidades
por los daños ambientales producidos en el desarrollo de un proyecto minero son de carácter
imprescriptibles.
Ley de Patrimonio Cultural
La Ley de Patrimonio Cultural fue expedida el 19
de junio de 1979.7
La ley manda que el Estado debe conservar el patrimonio cultural de un pueblo, como basamento
de su nacionalidad, constituido por los valores del
pensamiento humano manifestados a través de la
ciencia, la técnica, de la artesanía y del arte; de
sus expresiones lingüísticas, literarias y musicales
en concordancia con su tradición, forma de vida
y costumbres ancestrales hasta el presente.

Valores del patrimonio geológico y minero
Patrimonio geológico según Carcavilla, L. et
al. 2008 es el conjunto de elementos geológicos
que destacan por su valor científico, cultural o
educativo. El estudio del patrimonio geológico
es independiente de la geodiversidad, aunque
ambos presentan cierta relación.

El art. 17 expone los bienes patrimoniales reconocidos por el estado, a continuación los más representativos:
Los monumentos arqueológicos muebles e inmuebles, tales como: objetos pertenecientes a
la época prehispánica y colonial; ruinas de fortificaciones, edificaciones, cementerios y yacimientos arqueológicos. Los templos, conventos,
capillas y otros edificios que hubieren sido construidos durante la Colonia; las pinturas, esculturas, tallas, objetos de orfebrería, cerámica.

Carvajal, D. J. y González, A. (2003) definen el
Patrimonio minero como la acción de preservar,
conservar y divulgar todos aquellos elementos
propios de la actividad extractiva que han tenido
un gran protagonismo, llegando a denominarse
Patrimonio Minero-metalúrgico para poder
englobar el resultado final de la extracción que es
la obtención del mineral. Las minas representan
un importante patrimonio, pues son un ejemplo
que conjuga los aspectos geológicos y mineros
que necesitamos proteger y preservar para poder
transmitirlo y divulgarlo y que de esta manera se
conozca mejor.

Las obras de la naturaleza, cuyas características o
valores hayan sido resaltados por la intervención
del hombre o que tengan interés científico para
el estudio de la flora, la fauna y la paleontología.
El Instituto de Patrimonio Cultural es el organismo responsable de investigar, conservar, preservar, restaurar, exhibir y promocionar el Patrimonio
Cultural en el Ecuador, así como de velar por aplicación y cumplimiento de la Ley descrita.

Cornejo, L. et al. (2003) define el Patrimonio
Geominero como una herencia geocultural que
genera y desarrolla un conjunto de valores en la

(7) Según Decreto Supremo 3501 y publicada en el Registro Oficial No. 865, su última codificación se realizó 19 de
Noviembre del 2004 se encuentra publicada en el Registro
Oficial Suplemento 465.

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OPORTUNIDADES PARA EL TURISMO DE PATRIMONIO GEOLOGICO Y MINERO A PARTIR DEL MODIFICACIONES RECIENTES AL
MARCO LEGAL EN EL ECUADOR, el caso de la mina El Sexmo / Gricelda Herrera, Paúl Carrión, Samantha Jimenez, Andrea Mina

Figura 1 describe la estructura del Plan de Cierre
de actividades mineras.

perspectiva de preservar, valorar, administrar,
gestionar y promover las singularidades de
composición, morfológicas, evolución e historia
de eventos geológico y mineros, dentro de un
marco legal que avale y fortalezca un plan de
ordenación territorial y gestión ambiental, con la
finalidad de incentivar el desarrollo sostenible y
sustentable del sector.

La historia minera del Ecuador se encuentra
tallada en los relieves orográficos de las ciudades
de Zaruma y Portovelo en las cuales la minería
forma parte de la cultura de sus habitantes,
además de ser el sector productivo-económico
más representativo de estas ciudades. La ciudad
de Zaruma yace sobre yacimientos auríferos
conocidas como mina Cantabria, Elizabeth, El
Sexmo, Cabo de Hornos, Tres Reyes, Agua Dulce,
Vizcaya, Palacio, Abundancia, Cristina entre otros,
reconocidos antiguamente por sus altas leyes, de
las cuales sólo una de ellas mina “El Sexmo” ha
implementado una de sus entradas como destino
turístico, la cual es visitada por turistas nacionales
e internacionales logrando ser reconocida como
un destino propio de la cultura minera de la
ciudad de Zaruma, sin embargo este ejemplo de
sostenibilidad minera no ha sido replicado en
otros proyectos mineros.

Algunos términos vinculados son:
LIGM: Lugar de Interés Geológico-Minero.
PIG: Patrimonio de Interés Geológico.

EL PATRIMONIO GEOLOGICO Y MINERO EN EL ECUADOR
La incorporación del concepto de Patrimonio
Geominero en la gestión del sector turístico/
cultural en la actualidad ecuatoriana depende
fundamentalmente de la aplicación de las
normativas que regulan el Cierre de Minas así
como del correcto desarrollo de cada una de las
fases de las actividades que constituyen el ciclo
de una explotación minera.

La zona sur del Ecuador posee los proyectos más
relevantes de minería a Gran escala del país: Fruta
del Norte, Mirador, Río Blanco, Quinsacocha, y
Panantza- San Carlos correspondiente a minería
de metálicos, así como aproximadamente el 60%
de concesiones artesanales. Este hecho podría
ser utilizado como una herramienta que impulse
el aprovechamiento del cierre de minas como
estrategia de aplicación del concepto de puesta
en valor del Patrimonio geológico-minero.

El Reglamento Ambiental de las actividades
mineras expone las cláusulas que debe cumplir
el Plan de Cierre de actividades mineras y su
relación con el Estudio de Impacto Ambiental. La

plan de cierre de minas

Recuperación
del sector o
área.

Figura 1

Plan de compensación
y
las
garantías
indicadas en la
normativa ambiental vigente.

Plan de verificación de su cumplimiento.

Plan de incorporación
a
nuevas formas
de desarrollo
económico.

Componentes del Plan de Cierre, establecido en la Ley de Minería.
Fuente: Elaboración propia.

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Otro aspecto a considerar es que las explotaciones
mineras en territorio ecuatoriano se desarrollan
frecuentemente en áreas forestales que poseen
ecosistemas con flora y fauna endémicas; los
cuales se ven afectados por la utilización de
químicos en los procesos de obtención del
mineral. Esto implícitamente incide de forma
negativa en la difusión de los LIGM, los cuales
generalmente son considerados como zonas
que poseen remanentes contaminantes que
pueden afectar la salud humana, así como
causantes de la pérdida de flora y fauna. Por
otra parte, para el actual gobierno la minería
está considerada como industria estratégica
en la matriz de producción que se ejecuta, por
esto, ésta perspectiva debe ser cambiada, y el
medio es la aplicación de normas que protejan
los recursos ambientales, en respuesta a esta
necesidad se exige la obtención de la Licencia
ambiental para actividades mineras la cual está
orientada a prever afectaciones ambientales
así como evitar perjudicar socialmente las áreas
que se encuentren vinculadas con explotaciones
mineras.

El gobierno ecuatoriano las declaró Parque
Nacional mediante Decreto8 con una extensión
aproximada de 7.000 Km2 y Reserva de recursos
marinos mediante Decreto No. 1810-A9, forman
parte de los convenios Conservación de
Biodiversidad y de Humedales/RAMSAR, además
poseen menciones como Patrimonio Natural
de la Humanidad declaradas por la UNESCO en
el año 1979 y Reserva de la Biosfera en 1985, la
protección de los recursos naturales a través
de nombramientos fue una estrategia que le
permitió a la región insular desarrollar el sector
turístico en las islas y preservar sus recursos
paralelamente.
“La presión científica y el anuncio de potencial
económico de la vida salvaje de las islas resultó en
un fortalecimiento de la conservación.” Harris, M.
P. y De Vries, T. J. (1973).
La Constitución del Ecuador dispone en el
artículo 154 que la Provincia de Galápagos tiene
carácter especial y que para su protección podrán
restringirse los derechos de libre residencia,
propiedad y comercio, además es política del
Estado ecuatoriano proteger y conservar los
ecosistemas de la Islas Galápagos su diversidad
biológica y la funcionalidad de los particulares
procesos ecológicos y evolutivos para el beneficio
de la sociedad, la educación y la ciencia.

La Licencia Ambiental será otorgada a partir de
la aprobación del Estudio de Impacto Ambiental
(EIA) para la etapa de Exploración inicial, el
Estudio de Impacto Ambiental Definitivo y el Plan
de Manejo Ambiental para la Fase de Exploración
avanzada y subsiguientes como explica la Figura
2.

Las actividades turísticas y deportivas de las Islas
Galápagos son reguladas por la Ley de Régimen
Especial para la Conservación y el Desarrollo
Sustentable de la provincia de Galápagos y por
el Estatuto Administrativo del Parque Nacional
Galápagos.

TURISMO DE PATRIMONIO GEOLOGIOCO Y MINERO / PARQUE NACIONAL GALÁPAGOS

La Ley de Régimen Especial para la
Conservación y el Desarrollo Sustentable de la
provincia de Galápagos No. 6710 posee carácter
de Ley Orgánica desde el 8 de Marzo del 2001
dado por Resolución Legislativa No. 22-05811,
contiene las normativas jurídico administrativo
que regulan a los organismo del régimen seccional
dependiente y del régimen seccional autónomo;
los asentamientos humanos y sus actividades,
las actividades de conservación y desarrollo
sustentable de la provincia de Galápagos y el área
que constituye la Reserva Marina de Galápagos.

El Archipiélago Galápagos es un conjunto de Islas
de origen volcánico ubicadas en las coordenadas
01°40’ N 01°36’ S; 089°16’ y 092°01’W, a 972 Km
(525 millas náuticas) del Ecuador continental,
poseen una superficie de 8.010 Km2, 456Km2 de
mar interior y un mar territorial insular de 817.392
Km2, el Archipiélago Galápagos es una provincia
del Ecuador desde 1973 administrativamente
está conformado de tres cantones o ciudades
principales Isla Santa Cruz, Isla Isabela e Isla San
Cristóbal.

(8) Ley de Emergencia No. 17, publicado en el Registro Oficial No. 873 del 20 de julio de 1959
(9) Publicado en el Registro Oficial No. 434 de 13 de Mayo
de 1986

(10) Publicada en el registro oficial 278 de 18 de Marzo de
1998
(11) Publicada en Registro Oficial 280.

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OPORTUNIDADES PARA EL TURISMO DE PATRIMONIO GEOLOGICO Y MINERO A PARTIR DEL MODIFICACIONES RECIENTES AL
MARCO LEGAL EN EL ECUADOR, el caso de la mina El Sexmo / Gricelda Herrera, Paúl Carrión, Samantha Jimenez, Andrea Mina

Fase de Exploración
Inicial.

Estudio de Impacto
Ambiental.

Seguimiento.
Evaluación.

Licencia Ambiental
Fase de Exploración
Avanzada y Subsiguientes.

Estudio de Impacto
Ambiental Definitivo.

Monitoreo.

Plan de Manejo
Ambiental.

Cierre y Abandono
de Operaciones.

Cierres Parciales
de Operaciones.

Figura 2

Parámetros que intervienen en la obtención dela Licencia Ambiental para el sector de Pequeña Minería.
Fuente: Elaboración propia

Figura 3

Archipiélago de Galápagos.
Fuente: Parque Nacional Galápagos

Figura 4 Estadísticas entradas de extranjeros

a la Isla San Cristóbal año 2007 y
2013.

Fuente: Instituto Nacional de

Estadísticas y Censos. INEC.

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El turismo es el sector productivo con mayor
incidencia en la economía de las Islas, la
protección de los recursos naturales es prioridad
para la subsistencia de la vida, es la Dirección
del Parque Nacional Galápagos el encargado de
conservar la biodiversidad de los ecosistemas
insulares y marinos, y de la distribución de los
bienes y servicios que estos generen. La figura 4
permite observar la creciente visita de turistas a
la Isla San Cristóbal, pasando de 11.322 a 27.252
visitantes anuales según registros del aeropuerto
del mismo cantón. A continuación se describen
algunos casos de minas reabiertas con nuevos
usos productivos.

Es considerado el laboratorio natural para
investigaciones de ecosistemas tropicales,
actualmente se han documentado 572 especies
de aves, la mayor diversidad de aves en el
mundo, aproximadamente 173 mamíferos, se han
registrado 105 especies de anfibios y 83 especies
de reptiles, se estiman 382 especies de peces de
agua dulce y más de 100 mil especies de insectos.
Su territorio alberga dos comunidades en
aislamiento voluntario, los Tagaeri y los
Taromenane pertenecientes a la etnia Waorani,
y otras comunidades los Kichwas y Shuar, que
con sus conocimientos y tradiciones ancestrales
diversifican el Patrimonio Cultural del Ecuador.

Minas de Sal de la Isla Santiago

PARQUE NACIONAL SANGAY

Su productividad data desde el año 1960 cuando
el Sr. Héctor Egas explotó la mina de sal con fines
comerciales por un intervalo de tres años, el
Puerto Egas lleva su nombre en honor él.

Las provincias Cañar, Chimborazo, Morona
Santiago y Tungurahua convergen en el Parque
Nacional Sangay nombrado en 1975 por el
Estado ecuatoriano, posee una extensión de 5.17
Km^2 de los cuales 2,71 Km2 posee la mención
de Patrimonio Natural de la Humanidad por la
UNESCO desde 1983.

Las minas de Sal se encuentran localizadas al
Noroeste de la Isla Santiago. Actualmente son un
destino turístico, con un recorrido aproximado de
8 Km de ida y regreso.

Su particularidad geomorfológica se ve reflejada
en los volcanes Altar (5,320 m), Sangay (5,230
m) y Tungurahua (5,016 m), y en sus 327 lagunas
registradas en las que destacan la laguna Amarilla,
lagua Atillo, laguna Pintada y laguna Shararumi.

Minas de Azufre
El destino turístico Minas de Azufre es un depósito
de azufre con afloramientos observables, su
recorrido es realizado a través de un sendero
ubicado al Oeste del Volcán Sierra Negra, al sur de
la Isla Isabela.

Su climatología se encuentra divida en tres zonas
climáticas Sub-zona sub-glacial, sub-zona glacial
y sub-zona volcánica, lo cual se vincula con la
biodiversidad del parque.
El concepto de Patrimonio Geominero ha
sido implementado en otros países del
mundo con diferentes ecosistemas, culturas, y
recursos minerales, lo cual ha evidenciado la
aplicabilidad de este concepto y su influencia en
la transformación de la minería extractivista a la
minería sustentable, han incluido el turismo como
un brazo motor de inclusión social a través de la
apropiación cultural de los habitantes.

PARQUE NACIONAL YASUNÍ
Es el área protegida más extensa del Ecuador
continental posee una extensión de 9820 Km2 de
Bosque Tropical, fue creada mediante el Acuerdo
Ministerial del 26 de Julio de 1979, se encuentra
localizada en las coordenadas 1°0’0’’S, 76°0’0’’W,
en la región amazónica dentro de las provincias de
Orellana, Pastaza y Napo, atraviesa las subcuencas
de los ríos Curaray, Nashiño, Tiputini, Cononaco y
Yasuní todos son vertientes del rio Napo.

MINA TURÍSTICA: EL SEXMO
La mina turística del Sexmo se encuentra
localizada en la provincia de El Oro, en el cantón
Zaruma. Su nombre se debe a un impuesto de la

El Parque fue nombrado Reserva de la biosfera
por la UNESCO en 1989, por su biodiversidad,
ecosistema y hábitat.

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OPORTUNIDADES PARA EL TURISMO DE PATRIMONIO GEOLOGICO Y MINERO A PARTIR DEL MODIFICACIONES RECIENTES AL
MARCO LEGAL EN EL ECUADOR, el caso de la mina El Sexmo / Gricelda Herrera, Paúl Carrión, Samantha Jimenez, Andrea Mina

época, el cual consistía en que: de todo aquello
que fuese extraído de la tierra y que representase
beneficio económico se diera una fracción del
mismo a la corona Española. Según relatos de los
habitantes ésta fracción fue reducida a un sexto
- o sexmo - debido a que de ésta mina se extrajo
una pepa de oro de 3 libras de peso, según relatos
de los habitantes.

mineras. La mina ofrece un recorrido turístico
en los interiores de la mina subterránea con
la compañía de un delegado conocedor de la
historia de esta ciudad.
Las acciones de rehabilitación para el acceso de
visitantes fueron iniciadas en el año 2002 por la
empresa concesionaria BIRA S.A. dueña de los
terrenos. La mina turística El Sexmo es un destino
turístico desde el año 2005, desde entonces es
considerado un lugar representativo de la cultura
minera de la ciudad de Zaruma.

Este LIGM posee un museo fotográfico que
describe la historia minera del cantón, una
colección de minerales originarios de la zona,
y herramientas utilizadas en las actividades

país

lugar

objeto

observación

Alemania

Ciudad de Essen

Minas de Carbón

Patrimonio de
por la UNESCO
Forma parte
europea de
Industrial.

Bélgica

Provincia de Henao

Minas neolíticas de
sílex

Patrimonio de la Humanidad
en el 2000.

Bolivia

Cerro Potosí

Minas Argentíferas.

Patrimonio Cultural de la
Humanidad por la Unesco en
1987.

Brasil

Ouro Preto

Minas Auríferas

El casco histórico de la ciudad
fue declarado Patrimonio
Cultural de la Humanidad por
la Unesco en 1980.

Brasil

Diamantina

Diamantes

Patrimonio Histórico Nacional
en 1938. Patrimonio Cultural
de la Humanidad por la
Unesco en 1999.

España

Almaden

Minas de Cinabrio

Parque Minero de Almaden
inaugurado en el 2008. Museo
del Mercurio.

Italia

Cerdeña

Obsidiana
“Oro
negro
de
la
antiguedad”

“Parco Geominerario del
Monte Arci” declarado en
1997, fue el primer Parque
Geominero declarado por
UNESCO. “Parco Naturale
Regionale del Monte Arci”.

Figura 5

la Humanidad
en 2001.
de la Ruta
la Herencia

Implementación del Concepto de Patrimonio Geominero en el mundo.
Fuente: Elaboración propia

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CONCLUSIONES
El marco legal actual minero, contempla las
acciones de cierre de minas y la valoración del
patrimonio geológico minero, lo que conlleva
a una nueva oportunidad de desarrollo de los
espacios mineros que ya han sido utilizados.
La Mina del Sexmo, es un ejemplo actual, de
recuperación de espacio minero para el turismo,
en un contexto amplio de la ciudad patrimonial
Zaruma con diversidad de valores patrimoniales.
Existe un nexo entre minería, patrimonio, cultura
y desarrollo, que se visualiza en los ejemplos
mencionados.
La Red REUSE 412RT0444 del programa CYTED,
es un factor único y de gran preponderancia
para unir el patrimonio geológico minero con la
arquitectura de las ciudades históricas ligadas a
la minería y sus nuevas estrategias de desarrollo.

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OPORTUNIDADES PARA EL TURISMO DE PATRIMONIO GEOLOGICO Y MINERO A PARTIR DEL MODIFICACIONES RECIENTES AL
MARCO LEGAL EN EL ECUADOR, el caso de la mina El Sexmo / Gricelda Herrera, Paúl Carrión, Samantha Jimenez, Andrea Mina

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PARTE III
PROPUESTAS Y EXPERIENCIAS DE PUESTA EN VALOR

Foto: Hernán Ascui

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Propuesta de intervención
paisajística patrimonial en
Lota Alto
Cristián Piwonka1

(1) Arquitecto
Universidad Mayor
crpiwonka@gmail.com

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RESUMEN
El proyecto se enmarca en un proceso de reconversión de la ciudad de Lota, que busca en el turismo
una solución a los problemas ocasionados por el cierre de las minas de extracción de carbón en el año
1998. Se elige la zona donde se encuentra el circuito turístico “chiflón del diablo”, por sus características
de monumento nacional y la problemática de cómo está siendo abordado su entorno. Se plantea un
museo de sitio con la idea de revalorizar, rehabilitar y reorganizar el lugar. Así el objetivo del proyecto
busca integrar al lotino (patrimonio vivo de Lota) y hacerlo partícipe en la funcionalidad educativa de
un museo.
Como resultante, el edificio se hunde para poner en valor el sitio, tratando siempre de vincular el interior
con el exterior, entendiendo que ambas situaciones son parte de la experiencia museo. El sitio es
reorganizado para ser abierto a la comunidad y se produzca un intercambio entre el Lotino y los turistas.
PALABRAS CLAVES: reconversión, rehabilitación, museo minero

ABSTRACT
This project is framed in a process of reconversion of Lota city, which sees tourism as the solution
to the problems caused by the closure of the coal mines in 1998. The zone in which lies the touristic
circuit “Chiflón del Diablo” is chosen due to its national monument features and the problem of how
its environment is being addressed. A site museum is proposed, with the idea of revaluing, restoring
and reorganizing the place. Thereby, the aim of this project is the integration of the community of Lota
(living patrimony of the city), and make them take part in the educational functionality of a museum.
As a result, the building sinks in order to highlight the site, always trying to link together the interior
and the exterior, and understanding that both situations form part of the museum experience. The site
is reorganized to be opened to the community and to generate sharing between the people from Lota
and the tourists.
KEYWORDS: Regeneration, rehabilitation, open mining museum

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Lota, la ciudad del carbón

Hoy en día la población de Lota es cercana a
47.500 habitantes y las principales actividades se
concentran alrededor del pequeño comercio y de
la producción artesanal, alcanzando una tasa de
desempleo del 11,8%.

Historia
La ciudad de Lota es célebre por sus grandes
yacimientos carboníferos muy ligados a la historia y desarrollo económico de Chile, así como por
sus trabajadores de la minería subterránea, cuyas
difíciles condiciones de vida fueron descritas por
Baldomero Lillo en su libro “Subterra”. Lota en su
formación como ciudad, siguió características urbanísticas y sociales derivadas de la aplicación del
Company Town. El principal interés de este tipo
de asentamiento, era integrar las viviendas de
mineros y empleados a los lugares de extracción
del carbón para poder tener mayor control sobre
las demandas sociales y económicas de los trabajadores y alcanzar una gran productividad. El 15
de abril de 1997, fue cerrada la mina por razones
económicas. En el año 1992 fue creada la Agencia
de Restructuración de la Zona del Carbón (AGECA)
cuyos principales ejes de trabajo fueron diversificar las oportunidades de inversión, aumentar la inversión privada y pública, crear nuevas oportunidades de empleo (micro-empresas), minimizar el
costo social (primas y capacitaciones), promover
el cambio cultural, buscar la viabilidad de nuevas
empresas, apoyar la educación y la cultura. Lamentablemente, la propuesta de plan de desarrollo
económico para la comuna de Lota, se quedó la
etapa de las buenas intenciones y no pudo cumplir sus objetivos.

Reconversión
Cuando se habla de reconversión de una ciudad,
es porque primero hubo una conversión. El paso
de la industria carbonífera y su impacto sobre el
territorio formó una identidad fuertemente marcada. Surgió un modo de vida con reglas precisas
y complejas en donde todo giraba torno a la actividad minera, que tras su fragmentación, transformó rotundamente el destino de la ciudad.
Por lo tanto hay que entender que primero hubo
una conversión espacial, humana y económica.
El cierre de la mina pone en compromiso a esta
triple identidad que involucra tanto a los mineros
como a los que directamente o indirectamente
vivían del carbón.
Entendiendo la creación de un espacio minero y
su posterior desmoronamiento, surge la necesidad de una reorganización del espacio, que lleva
consigo la rehabilitación de los lugares ocupados
por la industria minera. Aquí surge la problemática de la valorización y de la rehabilitación de los
baldíos industriales.

Lota fue moldeada por el desarrollo que alcanzó
la industria del carbón. El actual esfuerzo por una
reconversión de Lota, lleva consigo una nueva
manera de pensar la ciudad y de ser construida.

Proyección
El turismo es sin duda una de las principales actividades que se explota en la comuna de Lota
por su gran contenido patrimonial. En año 2009
se decreta el Chiflón del Diablo y el Parque Isidora
Cousiño como monumentos nacionales.

Después del carbón.
En 1992 la mayor parte de la mano de obra de Lota
estaba empleada en las minas, por lo que su cierre
causó grandes problemas de desempleo.

En el expediente técnico para la solicitud de declaratoria en categoría de monumentos históri-

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Propuesta de intervención paisajística patrimonial en Lota Alto
Cristián Piwonka

cos del Parque Isidora Cousiño y Mina Chiflón del
Diablo destaca la relevancia patrimonial de la comuna de Lota por la importancia de su acontecer
histórico y la formación de una sociedad que hoy
representa el “Patrimonio Vivo” (hombres y mujeres ligados directamente o indirectamente a
las faenas mineras). Tal riqueza patrimonial se expresa en bienes físicos situados en el área urbana
e industrial, pero sobre todo, en un conjunto de
manifestaciones culturales. Y explica el valor patrimonial de Lota en tres aspectos: valor Histórico,
valor arquitectónico y urbano y valor cultural.

oportunidades, la ciudad se niega a desaparecer y
es necesario repensar los espacios dejados por la
industria no sólo con un fin turístico, sino también
con una visión de integración de la comunidad
Lotina.
El espacio cultural
El innegable valor cultural de los baldíos industriales nos hace pensar de qué manera se transforma el espacio industrial, hacia un espacio de
carácter cultural. ¿Cómo se revaloriza el espacio?
¿Cómo se reorganiza? ¿Cómo se rehabilita?

Luego del cierre de la mina para su explotación,
esta comenzó a repensarse como foco turístico de
la zona, incluyéndose en el circuito turístico Lota
Sorprendente.

Por definición el concepto de espacio cultural se
refiere a los inmuebles, que por su valor cultural
y natural, han sido declarados bienes de interés
cultural. La función primordial de la gestión patrimonial es poner en contacto el patrimonio y la sociedad. Entendiendo esta función, el patrimonio
adquiere una labor comunicacional y de servicio
a la comunidad. Podríamos decir que: el espacio
cultural en definitiva permite que la memoria
histórica y colectiva funcionen como instrumentos de difusión y divulgación cultural a todos los
niveles sociales.

Aproximaciones
El abandono empresarial y sus huellas
Después de haber reconocido los problemas de la
comuna de Lota, su historia y sus posibles proyecciones, se vuelve necesario reflexionar sobre la
transformación de los espacios y sus nuevos roles
en la ciudad. Pensando en los baldíos industriales como generadores de nuevas oportunidades
a las ciudades para su desarrollo territorial.

Revalorizar los espacios dejados por la industria
minera, no sólo pone en valor a los inmuebles en
sí, sino que también llama a la memoria colectiva
del patrimonio vivo de Lota y se crea un lugar de
reencuentro con la historia.

Chile ha estado ligado a la minería desde siempre
y forma parte importante de nuestra identidad
como nación. La explotación de minerales ha
llevado a convertir pueblos enteros entorno a la
actividad minera. Pero, ¿qué pasa cuando las faenas mineras cierran? ¿qué sucede con el territorio
ocupado por las faenas mineras?

Rehabilitar estos espacios dejados por la industria, permitiría la creación de un punto de encuentro entre turistas y lotinos, permitiendo la difusión
en todos sus sentidos.
Reorganizar el espacio, permite la conformación
de espacios públicos, que a su vez dan espacio
para la expresión y difusión de distintas manifestaciones culturales.

Lota a diferencia de Sewell o Humberstone, no se
transformó en una cuidad abandonada o pueblo
fantasma. Si bien muchos han migrado a Coronel,
Talcahuano y Concepción en busca de mejores

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El espacio publico

Se identifica además un creciente avance de tomas en el territorio. Estas ponen en riesgo las intenciones de preservación del patrimonio y limita
el desarrollo de la puesta en valor de éste.

Si pensamos en el carácter público del espacio
cultural, debemos reflexionar sobre el rol de los
espacios en torno al patrimonio. ¿Cuál es el valor
del espacio público? ¿Qué rol cumple? ¿Cómo
debe ser pensado?

Fortalezas:

Existencia del monumento nacional
Chiflón del Diablo que identifica a Lota como ciudad.

Turismo preexistente (bajada a la mina
y museo Chiflón del Diablo).

Condición de borde costero con un alto
valor paisajístico.

Es inevitable que al pensar en el patrimonio intangible de Lota, no lo relacionemos con el espacio
público, lugar por excelencia donde se da la interacción social ciudadana. El rol de los espacios
públicos es polivalente y trasciende en el tiempo.
Es un lugar que da espacio a las necesidades urbanas colectivas, un lugar de reunión y de encuentro. Es importante también el lugar donde
se encuentran, ya que por sus características son
capaces de poner en valor su entorno, abriendo
perspectivas y exhibiendo su contexto. Estos espacios de convivencia proporcionan equidad y
mejoramiento de la calidad de vida.

Oportunidades:

Museo existente con un bajo nivel de
desarrollo.

Sitio turístico inserto en un marco urbano.

Posibilidades de conexión con otras zonas industriales de carácter patrimonial.

Por ende es importante que en el proceso de reconversión, el espacio público sea considerado,
cumpliendo una labor primordial de relación e
identificación. Capaz de ser un integrador cultural
y poder mezclar distintos grupos y comportamientos. Además de ser un soporte para nuevas expresiones culturales. Un lugar donde se encuentren las generaciones.

Debilidades:

Creación de un cerramiento alrededor
de los edificios patrimoniales.

Existe una baja vegetación dada por la
erosión de flujos peatonales y vehiculares.

Carencia de estancias de permanencia
(considerando el lugar privilegiado en el que se
encuentra).

Lugar, Chiflón del Diablo.
Análisis lugar, contexto inmediato

Amenazas:

Se distingue Lota alto como el lugar con mayor
concentración de construcciones de interés patrimonial y algunos de ellas ya incorporados dentro
de un circuito turístico impulsado por el programa “Lota Sorprendente”.


Tomas informales del territorio en
avance.

Flujos informales de personas y automóviles.

Contexto urbano deteriorado o sin desarrollo territorial.

Construcciones que evitan el contacto
visual con los edificios patrimoniales.

Poco mantenimiento del lugar, que
se traduce en acomulación de basura y una sensación de abandono.

Las principales características del lugar son su alto
nivel de traspasos desde los cerros hacia el mar,
una meseta costera que antiguamente estaba
ocupada por líneas férreas que conectaban el
pique con las otras zonas industriales y la existencia de construcciones patrimoniales que han quedado de manera desvinculada con su contexto a
través de la utilización de cerramientos.

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Propuesta de intervención paisajística patrimonial en Lota Alto
Cristián Piwonka

Museo existente

La creación de un circuito identificador permitiría:

El museo Chiflón del Diablo, nace como parte del
plan de reconversión de la ciudad con el objetivo
de fomentar el turismo en la zona.
El polo turístico Chiflón del Diablo consta de un
museo en la parte superior y de un tour por la
mina que dura 1 hora aprox. Además se puede encontrar en el lugar la escenografía utilizada para la
grabación de la película Subterra.


Poder proteger el patrimonio industrial,
evitando que estos lugares se transformen en sectores de riesgo para la ciudadanía.

Revalorizar los espacios dejados por la
industria creando nuevos lugares de encuentro
con la historia.

Reconocer el borde costero de Lota.
Hoy la ciudad se concentra mayoritariamente en
Lota bajo y de alguna manera no se reconoce
como una ciudad costera.

Analizando la situación de museo existente, se
detectan una serie de falencias que hacen cuestionarnos si se logran los objetivos de un museo.

Como acceso se utiliza una plaza de
estacionamiento cercada que evita cualquier contacto con el entorno.

Propuesta urbana contexto inmediato
Habiendo analizado el contexto inmediato, se
plantea la generación de un master plan que
sea capaz de reorganizar y rehabilitar el sector a
través de programas como parque, museo industrial y plaza urbana. Además se proponen programas de apoyo al parque como centro de visitantes, información turística, comercio y servicios.

•­
El concepto utilizado en su interior, es
básicamente un pasillo que tiene a uno de sus
lados una serie de objetos industriales sin mayor
desarrollo de exhibición museográfica y expuestos a la degradación.

En el patio trasero se encuentran, junto
con la escenografía, maquinaria de mayor tamaño
sin ningún tipo de mantención y también expuestos a la degradación.

1 / Se plantea un parque en toda la meseta costera existente como manera de acceso al complejo turístico, logrando una antesala al patrimonio.
Además pretende reorganizar los traspasos existentes generados por el contexto urbano.


El edificio patrimonial en sí, ha tenido
que adaptarse a la incorporación de oficinas y
otros programas (escenografía subterra) que debilitan la puesta en valor del patrimonio.

2 / Se propone la generación de límites nuevos y
potenciar límites existentes consolidando el espacio cultural


También se encuentran otras construcciones patrimoniales cercadas que evitan ser
reconocidas.

3 / Entendiendo la precaria funcionalidad del
museo existente Chiflón del Diablo y la existencia del circuito turístico mina Chiflón del Diablo,
se propone un nuevo museo que albergue la museografía existente, agregue nueva museografía
y nuevos programas y se vincule con el circuito
existente.

Por conclusión es necesario replantearnos la idea
de museo y la puesta en valor del patrimonio para
poder imaginarnos un espacio cultural competente y así potenciar el circuito turístico.

4 / Dada la situación actual de cerramiento del
patrimonio, se propone una plaza que ponga en
valor al patrimonio y se genere un nuevo espacio
público en la ciudad.

Propuesta urbana
Habiendo identificado cuatro polos de complejos
industriales abandonados con un alto valor patrimonial, se propone un nuevo circuito urbano que
integre todas las zonas de interés patrimonial.

5 / Incorporación de península como área verde,
pretendiendo reubicar las familias que estan en
tomas de terreno

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Proyecto MSCD

Esta propuesta urbanística pretende la incorporación del monumento de forma activa a la vida
cultural y social de la ciudad.

Propuesta objetivos
Después de lo analizado anteriormente, nace la
pregunta de cómo intervenir el patrimonio, entendiendo la complejidad de una preexistencia
que es inevitablemente el punto de partida de
cualquier proyecto que se desee plantear.

Conclusión
Como definición un museo de sitio es un museo
concebido y organizado para proteger un patrimonio en general, conservado en su lugar de
origen, allí donde este patrimonio ha sido creado
o descubierto.

Se propone entonces un proyecto que:

Potencie un polo turístico que genere
integridad con otros posibles polos de desarrollo
turístico.

Integre el contexto urbano con el patrimonio.

Logre una continuidad entre la meseta
costera y el patrimonio.

Abra el patrimonio al público

Genere nuevos espacios públicos de diversas características.

Tenga una relación constante con el exterior, poniendo en valor el contexto.

Devuelva su valor inicial al patrimonio
para que pueda ser entendido desde su real función.

Reinterprete la manera en que hoy está
pensado el museo existente.

Sea una plataforma de encuentro entre
turista y lotino.

Estos espacios, dependiendo de sus dimensiones,
son capaces de ser utilizados por distintas expresiones culturales que ayudan a difundir la cultura
científica.
Se propone un museo de sitio bajo la concepción
de la museología como ciencia del patrimonio.
Entendiendo la importancia de la “puesta en valor
de patrimonio” con un fin de conservación y presentación “in situ” del patrimonio en general para
que pueda ser estudiado, comprendido y disfrutado por el público.
Se pretende adecuar el sitio patrimonial para su
visita al público, elaborando un proyecto integral
donde se tenga en cuenta la investigación, conservación, exposición y comunicación.

El Museo de Sitio Chiflón del Diablo, pretende
ser un proyecto de territorio y sociedad que se
proyecta sobre el territorio más allá del edificio y
sus colecciones, con el objetivo de poner en valor
el patrimonio industrial del Chiflón del Diablo.

Objetivos

Dar un espacio museográfico adecuado
a la museografía industrial.

Ser un espacio que ponga en valor el
patrimonio existente.

Poder ser espacio para otras actividades culturales.

Incluir a la sociedad.

Educar.

Permitir la convergencia de distintas
generaciones (espacio de integración).

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Propuesta de intervención paisajística patrimonial en Lota Alto
Cristián Piwonka

Figura 1

Museo de sitio Chiflón del Diablo.
Fuente: Elaboración propia

Figura 2

Propuesta urbana, contexto urbano.
Fuente: Elaboración propia

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Figura 3

Trabajo de placa.
Fuente: Elaboración propia

Figura 4

Trabajo de pilares.
Fuente: Elaboración propia

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Propuesta de intervención paisajística patrimonial en Lota Alto
Cristián Piwonka

Figura 5

Corte.
Fuente: Elaboración propia

Figura 6

Interior museo exposición
Fuente: Elaboración propia

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Figura 7

Interior museo exposición.
Fuente: Elaboración propia

Figura 8

Interior sala memorial.
Fuente: Elaboración propia

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Propuesta de intervención paisajística patrimonial en Lota Alto
Cristián Piwonka

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Propuesta de Museo de Sitio
en El Chiflón de Diablo, Lota
Alto, Chile
Cristian Hurtado Seoane1

(1) Arquitecto
Pontificia Universidad Católica de Chile
clhurtad@uc.cl

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RESUMEN
La Industria “Compañía Explotadora de Lota y Coronel” propulsora del crecimiento de actividades
productivas nacionales y de la exportación del Carbón Chileno, construyó una serie de infraestructuras
necesarias para el movimiento del mineral desde los piques carboníferos subterráneos hacia la
superficie del Océano. Es así como las construcciones de los Muelles, las Cintas, el Bunker, los Túneles, el
Ferrocarril, los Piques Carboníferos y las fábricas motorizadas por la combustión del carbón. Colonizaron
parte del borde marino de la Ciudad de Lota a mediados del siglo XIX, otorgándole en la actualidad, una
condición de Patrimonio Minero Costero.
El objetivo de este articulo, es exponer una reinterpretación de un levantamiento territorial estudiado
en conjunto, en el taller académico “Lota Continua”, en la escuela de arquitectura de la Universidad
Católica de Chile, el año 2011. Así como también, de aquel mismo año, una propuesta paisajística de
Parque Cultural “Agua y evento” (patrimonio-industria-paisaje) sobre parte del ex- territorio minero industrial, posicionado en el borde Litoral de Lota.
La manera en que se aborda la propuesta, mediante la posibilidad de generar mano de obra local
(colaboración) y desarrollar mecanismos de atracción y protección de los recursos Paisajísticos y
Ecológicos de la zona (Conservación), resultan ser, junto a un atractivo proyecto de “Festival”, una
oportunidad para el desarrollo cultura de la Ciudad de Lota.
PALABRAS CLAVES: Industria, Carbón, Océano, Patrimonio Minero, Paisaje y Festival

ABSTRACT
The “Compañia explotadora de Lota y Coronel” was a leading force within the Chilean industrial
development; and a key input for the development of the copper mining industry. Several facilities
were built to allow for the transportation of the mineral from the pits to the sea. That is how by the mid
nineteenth century, various docks, transportations belts, industrial installations, tunnels, railways, coal
pits and powered factories ended up colonizing the coastal border of Lota. These remains have become
nowadays an important heritage.
The present article discusses the results of the following studies. Firstly, the workshop “Lota Continúa”,
a heritage survey conducted by professors of the Architectural School of the Catholic University on the
year 2011. And secondly, the “Water and Event” park; a landscaping proposal aiming for the preservation
of existing cultural and ecological values of the former mining territory of this costal border.
Generating employment opportunities for local residents, developing mechanisms for the protection
of landscape and ecological values, and proposing a Festival project, are all key aspects of this cultural
development proposal for Lota.
KEYWORDS: Industry, Coal, Ocean, Mining Heritage, Landscape and Festival

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Introducción

El trabajo está organizado en dos etapas, primero
con un capitulo que reinterpreta un estudio territorial de Lota, hecho como encargo académico
el año 2011 (taller patrimonial impartido por el arquitecto Don. Rodrigo Pérez de Arce, en la escuela
de arquitectura de Universidad Católica de Chile).
(Figura 1)

El conocimiento histórico de las minas de carbón
de Lota revela una historia de más de 150 años
sobre la ocupación del territorio del Golfo de
Arauco en la región de Concepción, constituida
principalmente, por los esfuerzos individuales
y colectivos nacionales, así como también, el ingenio de pioneros inmigrantes extranjeros. Pero
además, esta noción nos entrega un imaginario
sin precedentes de los esfuerzos destinados a la
construcción de instalaciones industriales, que a
mediados del siglo XIX, fueron claves para el desarrollo de actividades productivas nacionales, y
por consecuencia fundamentales en la modernización del país.

Mientras que el segundo capítulo del texto, pone
en evidencia una propuesta de reconversión urbana sobre los ex-territorios mineros de Lota
(desarrollado como ejercicio académico el mismo
año). Las estrategias de intervención, intentan
ampliar las posibilidades del imaginario colectivo,
hacia la reutilización de los ex establecimientos
mineros, como posibles bases para desarrollar el
turismo de patrimonio-minero. (Figura 2)

El progreso de Lota, vino de la mano de la incorporación de Barcos a vapor, de trabajos portuarios, del Ferrocarril, de la gran Fundición de Cobre
y otras actividades industriales complementarias,
que hicieron de la exportación y principalmente
de la utilización local del mineral, una oportunidad de desarrollo para la empresa carbonífera y
de estabilidad, para la sociedad en la cual está
cimentado su territorio.

El imaginario de la historia de Lota, de las instalaciones mineras sobre el paisaje del territorio ex
minero y su relación con la sociedad constituida,
sin duda, no se hubieran alcanzado si no se contara con el libro “El Carbón de Lota”, donde se
aprovecha de manifestar las felicitaciones de tal
ejemplar, a su autor Hernán Venegas Valdebenito, que por la combinación de sus relatos y fotografías, permite acercarnos más “a la humanización del mundo del carbón de Lota del siglo
XIX” (Ortega Martinez, Luis, Prologo en “El carbón de
Lota”, editorial Pehuén, Sep. del 2008, Stgo de Chile).

La lectura que se presenta pretende contribuir
al reconocimiento de lo que fueron estas instalaciones industriales, sobre lo que es hoy, considerado parte del ex-territorio minero de Lota.
Principalmente, el registro de todas aquellas
infraestructuras que permitieron extraer el mineral para ser transportados hacia sus puntos de
destino y que necesariamente colonizaron parte
del borde marítimo, entregando alucinantes vestigios constructivos de infra-estructuras que posibilitaron el movimiento y consolidación de la ruta
del carbón.

Del mismo modo, los agradecimientos y la
enorme gratitud van hacia mis compañeros que
acompañaron esta noble dedicación, así como
también, a los arquitectos Christian Juica y Don.
Rodrigo Pérez de Arce (mentor incuestionable en
el desarrollo de la experiencia de la arquitectura),
por la ideación del taller que impulsó a muchos a
seguir estas sendas del redescubrimiento de los
emplazamientos mineros nacionales.

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Propuesta de Museo de Sitio en El Chiflón de Diablo, Lota Alto, Chile
Cristian Hurtado Seoane

Figura 1


Plano de situación de propiedades Carboníferas, terrestres y
Establecimientos mineros y Ferrocarriles de la Compañía
Carbonífera e Industrial de Lota.
Fuente: Astorquiza (1952)

_______ Líneas del ferrocarril
_______ Líneas hidráulicas
▓▓▓▓▓ Terreno donde se fundó la
Compañía explotadora de Lota y Coronel

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Figura 2

Plano del puerto de Lota Bajo. 1902. Dibujo iconográfico.
Fuente: Venegas (2008) p. 174

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Propuesta de Museo de Sitio en El Chiflón de Diablo, Lota Alto, Chile
Cristian Hurtado Seoane

METODOLOGÍA

_______ Líneas del ferrocarril
_______ Líneas hidráulicas

La propuesta está dividida principalmente en dos
etapas o capítulos:

Concentra la mayor cantidad de población y movimiento de la sociedad Lotina. Posee una plaza,
que demarca el primer trazado urbano y centro
de un atractivo punto de reunión.

1)
Memoria minera, arquitectura
industrial de Lota

Lota Alto en cambio se sitúa en una
meseta que rodea el borde occidental de Lota
Baja, otorgándole a su ubicación, un mejor posicionamiento topográfico con respecto al asentamiento bajo de Lota.


Reconocimiento de la historia arquitectónica de
Lota, a través del estudio de su morfología territorial construida sobre el paisaje. Especialmente, en
el reconocimiento de lo edificado, que constituye
para hoy, lo que denominamos “Los vestigios de
la ruta del Carbón”.

A diferencia del emplazamiento de grilla ortogonal casi horizontal de Lota Bajo, el trazado urbano
de Lota Alto, esta cimentado sobre unas colinas
que desdibujan quebradas naturales, y que por
consiguiente, el diseño urbano tuvo que necesariamente adecuarse a las condiciones topográficas
que el relieve les imponía. Es así como Hernán describe: “Es una población compuesta de una sola
calle, que a veces se ramifica en otras pequeñas o
simples callejones, para volver a su estado primitivo, de una extensión de doce cuadras de largo
de norte a sur, más o menos”3. Concentra toda la
ocupación industrial de la actividad minera, así
como algunos edificios públicos destinados al esparcimiento colectivo. (Figura 3)

2) Reutilización del patrimonio
minero.
Son estos vestigios, los que permitirán dilucidar
como alternativa, una propuesta de Paisaje Cultural sobre las infra-estructuras del ex establecimiento carbonífero y su entorno natural. Así
también, el imaginar la posibilidad de generar
un encuentro masivo al interior de este parque, a
modo de Festival, como un recurso de atracción
turística.

Etapa 1 / Memoria minera, arquitectura industrial de Lota

1.2 Establecimiento Minero

1.1 Ciudad de Lota

Es necesario ahora, identificar y hacer una breve
descripción de las diferentes secciones en particular, que ocupaban las grandes empresas que
obedecen al ramo industrial, reconocidas sobre el
territorio de Lota Alta. Para eso, se enumerarán de
la siguiente manera: (Figura 4)

Lota se subdivide en dos ocupaciones territoriales: Lota Bajo y Lota Alto.

Lota Bajo, descrita magistralmente por
Hernán Venegas, se levanta “en el espacio u hondonada que dejan libre el remate de varias mesetas o pequeñas colinas que se extienden en todas
las direcciones, como apareciendo desde el fondo
de una fosa” 2 .

I.
II.
III.

Piques Carboníferos
Ferrocarril, Túneles y Muelles
Fundición de Cobre, Fábrica de
Ladrillos refractarios

(2) Venegas Valdebenito, Hernán. “El carbón de Lota.
Textos y fotografías a fines del siglo XIX. Las visiones de
Francisco Marcial Aracena y Guillermo E. Raby”. Editorial
Pehuén,Santiago de Chile, año 2008. pag. 39.
(3) Idem. pag.40.

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I. Piques Carboníferos

140 metros y su explotación fue de 250 toneladas
al día.

P.1. Pique Arturo: Su hondura es de 117 metros
verticales y su explotación diaria llegaba a 120
toneladas.

P.5. Pique Grande Carlos: Es uno últimos piques
construidos en el establecimiento, pero el cual
concentro grandes trabajos y extensos laboreos,
siendo considerado después la arteria principal
de las minas de Lota.(Figura 5)

P.2. Pique el Chiflón Carlos (“Chiflón del Diablo”):
Este Pique fue el más importante en todo el establecimiento industrial. Su hondura es de 910 metros, hondura inclinada, y explotaba 350 toneladas
al día.

II. Ferrocarril, Túneles y Muelles

P.3. Pique Chambique: Su hondura vertical alcanzó 140 metros y su explotación era de 250 toneladas al día.

El Ferrocarril: recorre el establecimiento minero de norte a sur, desde el Pique Arturo
hasta la fundición de cobre, pasando por cada
sección de los piques ya reconocidos en el apartado anterior.

P.4. Pique Alberto: Esta en la parte más al sur del
establecimiento. Su hondura vertical alcanzaba

Figura 3

Establecimiento minero al borde costero.
Fundición de Cobre, Fábrica de ladrillos refractarios, Muelles.
Foto: Guillermo E. Raby, Siglo XIX

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Propuesta de Museo de Sitio en El Chiflón de Diablo, Lota Alto, Chile
Cristian Hurtado Seoane

_______ Líneas del ferrocarril

_______ Líneas de caminos
█████ Secciones industriales del carbón
███
Parque de Lota
Figura 4

Plano Lota Alto. 1943. Dibujo iconográfico.
Fuente: Archivos ENACAR

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La línea del ferrocarril tiene una extensión aproximada de tres kilómetros (2850 metros). Esta abastece no solo el movimiento de extracción del carbón desde los piques carboníferos hacia el muelle
de embarque, si no también, abastece a otras
fabricas dentro del establecimiento minero, que
utiliza el mineral para su producción.

M.2 Muelle de Chambeque: Destinado al desembarque de materiales exclusivamente situados en
la pequeña bahía de Chambeque. (Figura 7)

Túneles. En todo el trayecto del ferrocarril, este pasa por tres túneles, correctamente
construidos, cómodos y seguros. Estos se denominan:

F. La Fundición de cobre: Esta importante fábrica ocupó la parte sur del establecimiento, con
una superficie de 31.000 m2. Esta estuvo servida
por 42 hornos.

T.1. Tunel Chambeque: pasa por debajo del
Parque de Lota y por la población de Lota Alto
con una extensión de 225 metros.

L. La Fábrica de ladrillos refractarios: Emplazada contigua a la Fundación de cobre, un poco
hacia el norte.

T.2. Tunel Lotilla: con una extensión de 226 metros

La materia prima ocupada en la producción de
estos ladrillos, provienen de los mismos mantos
terrestres por debajo del mar, en donde se extrae
el carbón.

III. Fundición de Cobre, Fábrica de Ladrillos refractarios

T.3 Tunel Arturo: con una extensión de 138 metros

Es entonces, “…con el objeto de aprovechar las
grandes cantidades de arcilla refractaria de inmejorable calidad encontradas debajo de algunos mantos del carbón obedece la organización del ramo
industrial que lleva por nombre Fábrica de Ladrillos…” (4)

Muelles. Con la alta producción se hizo
indispensable construir muelles especiales para
cada sección. (Figura 6)
M.1 Muelles de la Fundición: Destinado al desembarque de minerales y embarque de cobre.
Este media casi 80 metros de largo.

(4) Idem. Pag.48.

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Cristian Hurtado Seoane

Figura 5, 6 y 7

De arriba hacia abajo: Pique Grande Carlos / Tunel Chambeque.
Arriba el Parque de Lota / Fábrica de Ladrillos refractarios. “Lota Green S.A.”
Fuente: Guillermo E. Raby, Siglo XIX

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Etapa 2 / Reutilización del Patrimonio Minero

Esta es la sustancia generatriz de la atracción de
los recursos paisajísticos y ecológicos que se utilizará en el proyecto (busca poner en valor los
recursos naturales paisajísticos y arquitectónicos
del legado construido de Lota). (Figura 10)

La segunda etapa del artículo, ya más bien propositiva, recoge una sección territorial del emplazamiento minero visto en la etapa anterior.
(Figura 8)

Estas infraestructuras fueron denominadas de la
siguiente manera:

Las estructuras que anteriormente se utilizaban
para el movimiento del carbón, servirán de soporte arquitectónico, tanto para el movimiento
del agua, como para el estancamiento de esta.
Esto permite idear maneras de proyectar el
paisaje sobre las estructuras y el terreno, y por supuesto, de idear maneras de habitar u ocupar el
interior del Parque de manera masiva y funcional.
Esta última afirmación será descrita en el siguiente párrafo apartado.

IV.
carbón
V.

2.1.2. Festival. Oportunidad de colaboración local y encuentro masivo al interior de un
Parque Cultural.

Este fragmento de territorio está conformado por
la Fundición de cobre, la Fábrica de Ladrillos y una
serie de infra-estructuras que fueron registradas
el año 2011 junto al taller “Lota Continua”.

Estructura metálica distribuidora del
Bunker de separación del mineral

El acto cultural, como una reunión masiva en
un territorio extenso natural, necesariamente
requiere de un planteamiento estratégico que
abarque soluciones a las influencias negativas
que este encuentro pueda ocasionar en un paisaje natural.

Es importante mencionar que la manera en que se
abordará la representación de esta segunda etapa, esta más bien ligada al resultado conseguido
con el proyecto de Parque Cultural “Agua y Evento”. Es por consiguiente, que el reconocimiento de
estas nuevas infra-estructuras encontradas como
vestigios del paisaje en la actualidad, se identificarán dentro de un imaginario de proyecto.
(Figura 9)

Uno de los problemas frecuentes que se le
atribuyen a los festivales masivos, son los efectos
de erosión que tienen sobre el terreno natural. Es
por esto, que al idear este Festival al interior del
Parque Cultural, se proyecta un zócalo sobre el
terreno para dar sustento a las actividades masivas. Resguardando de esta manera, la integridad
del paisaje al interior del Parque. (Figura 11)

2.1 Estrategias de intervención
Las estrategias con las cuales se opera dentro del
territorio determinado, principalmente se dividen
en dos:

Este zócalo funda un nuevo posicionamiento sobre lo que anteriormente era el establecimiento
de la Fundición de Cobre. Tiene una superficie de
aproximadamente 3.000m2. Y funciona como un
zócalo hidráulico. (Figura 12)

2.1.1. Oportunidad de Nueva sintaxis
arquitectónica sobre las estructuras que posibilitan el movimiento del carbón (ruta del carbón).
El Paisaje cultural busca una nueva relación arquitectónica del movimiento del carbón utilizando
como recurso el agua (simbolismo al patrimonio
minero).

Los pilares encontrados como vestigios constructivos del edificio de la Fundación de Cobre, se
reutilizan como estructura de soporte a una red
que funciona como manto y que entrega sombra
al interior del zócalo.

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Cristian Hurtado Seoane

Figura 8

Levantamiento Grafico sobre el área donde
se emplazará el Parque Cultural.
Fuente: Elaboración propia

________ Muros de contención
________ Caminos y senderos

Figura 9

Plantas de reconocimiento del terreno
a través de una imagen satelital.
Fuente: Elaboración propia

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Figura 10

De arriba hacia abajo: Planta del lugar de proyecto / Planta con sintaxis arquitectónica
del agua / y planta proyecto de Parque Cultural.
Fuente: Elaboración propia

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Cristian Hurtado Seoane

Figura 11

Zócalo Hidráulico como sustento al Festival
Fuente: Elaboración propia

Figura 12

Imágen del proyecto “Parque Cultura, Agua y Evento”.
Fuente: Elaboración propia

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Figura 13

Humedal conseguido a través de la acumulación de agua proveniente de los túneles que cruzan por debajo el Parque de Lota.
En la parte izquierda de la imagen se puede apreciar IV. La estructura metálica distribuidora de carbón.
Fuente: Elaboración propia

Figura 14

Festival bajo la sombra del manto que estructuran los pilares preexistentes.
Fuente: Elaboración propia

Figura 15

Maqueta. Interior zócalo del festival.
Fuente: Elaboración propia

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Propuesta de Museo de Sitio en El Chiflón de Diablo, Lota Alto, Chile
Cristian Hurtado Seoane

CONCLUSIONES

BIBLIOGRAFIA
VENEGAS VALDEBENITO, Hernán (2008) EL Carbón de
Lota. Textos y fotografías a fines del siglo XIX. Las visiones de Francisco Marcial Aracena y Guillermo E.Raby.
Editorial Pehuén. Santiago de Chile,

La reutilización del Patrimonio Minero es una
alternativa de reconversión urbana para todas
aquellas ciudades mineras que han perdido su
auge económico, por consecuencia de la quiebra
de la empresa donde sustentaban su economía.

ASTORQUIZA, Octavio y GALLEGUILLOS V, Oscar (2005)
“Cien años del carbón de Lota, 1852-septiembre-1952.
Santiago de Chile. Noviembre.

La valoración del patrimonio minero resulta ser
un nicho emergente en Chile. No hace mucho
tiempo, en los años sesenta, países europeos han
hecho intervenciones sobre instalaciones antiguas, diseñando Parques Mineros.
En Chile, las puestas en valor del patrimonio
minero y su protección son más bien deficientes.
Existen diversas dificultades para que estas iniciativas se lleven a cabo, como por ejemplo
las debilidades existentes dentro del marco de
planificación urbana en relación a la protección
del patrimonio. Así como también a los aspectos
económicos, ambientales y socio culturales.
Por último, la ciudad de Lota tiene todos los recursos necesarios para hacer de su historia, un
mecanismo de interacción turística. Son los vestigios arquitectónicos, las colinas pintadas de
verde con su vegetación exuberante, el Parque,
su relación costera portuaria, su gente, entre otras
cosas, lo que permitiría accionar una reconversión urbana de Parque Cultural en memoria a la
ciudad del Carbón.

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Propuesta de Ruta del Oro
Cerro Rico de Potosí, Bolivia
Rodrigo Lafuente1 + Ana María Aranibar2 + Johnny Cano3

(1) Arquitecto
Cumbre del Sajama
(2) Licenciada
Cumbre del Sajama
(3) Ingeniero
Cumbre del Sajama
cumbredelsajama@gmail.com

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RESUMEN
Bolivia es uno de los países que guarda mucha historia minera. El Cerro rico de Potosí es quizá el mayor
ejemplo de la explotación de plata durante la Colonia. Aún hoy, además de conservar su historia
continúa con la explotación de minerales de plata.
El extenso territorio boliviano tiene a su vez otros minerales preciosos como el oro que, desde el tiempo
del Incario se explotó con mucha destreza por parte de los Incas en zonas del norte del departamento
de La Paz. La explotación de oro continúa siendo la fuente de trabajo de miles de mineros hombres y
mujeres y ello se debe a la gran riqueza de oro de la zona y por los accesos que se tenía desde tiempos
de la colonia y aún hoy, pese al alto riesgo que significa llegar a la zona. El patrimonio minero del oro está
ligado al famoso camino Real de los Incas o la ciudad perdida de los Incas, el Gran Paitití.
En la presente investigación, mostraremos, la historia del Camino Real de los Incas, un recorrido que
podría ser recuperado como la Ruta del Oro que daría lugar a un proyecto turístico minero que haga
sostenible el desarrollo de muchas comunidades mineras alrededor de la región donde hoy se continúa
explotando oro.
PALABRAS CLAVES: patrimonio minero, oro, camino real

ABSTRACT
Mining has been since ancient times linked to the history of Bolivia. Within this mining history, Cerro
Rico of Potosí stands out as one of the most important examples of silver mining exploitation occurring
during the Colonial period. Even now, besides preserving its heritage, the area withstands a continuing
exploitation of silver.
The wide Bolivian territory has also other precious minerals such as gold. Since the Inca period, gold has
been exploited, in the northern area of La Paz Department, through very efficient techniques. In spite
of the risks involved in accessing the area, gold mining continues to be the main source of employment
for thousands of men and women. This has been possible thanks to the important gold veins, but also
thanks to the accessing roads developed during the colonial period. That is how gold mining heritage
has a strong connnection with the famous Incas’ Royal Path or the Incas’ Lost City: the Great Paití.
In the present article we present the history of the Incas’ Royal Path. And propose its recovery as a
touristic circuit, to be promoted as The Golden Route. The route, would be the main attraction of a
touristic project aiming for the sustainable development of the communities in this region; one where
gold mining is still a central part of everyday life.
KEYWORDS: mining heritage, gold, royal road

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EL CONTEXTO

y mazos de piedra, que indudablemente pertenecía
a la época preincaica, se hallaron también otras herramientas de bronce, que posteriormente fueron utilizadas por los incas.

En Bolivia históricamente la región del norte de La
Paz es un distrito minero aurífero que tiene más
de 500 años de historia y por lo tanto se convierte
en un lugar preciso para formular una visión integral que contemple la recuperación histórica del
patrimonio minero y de desarrollo turístico que
haga sostenible la zona.

En la zona de estudio, fueron también hallados
vestigios en cerámica y otros objetos, además de
construcciones típicas incaicas en pleno nevado Illampu, que constituyen otra prueba concluyente
de que hubo una vasta penetración incaica en éstas
regiones, el denominado Camino Real de los Incas,
que hasta el presente aún se conserva en algunos lugares también es una muestra del gran movimiento
de personas que existía en aquellos tiempos.

La región está ubicada en el norte del Departamento de La Paz, en esta región la actividad
minera tiene sus inicios desde la época incaica,
quienes trabajaron en la explotación del oro y hay
quienes aseguran que alguna civilización anterior a la incaica descubrió y explotó el oro en la
región aurífera de Tipuani.

ASPECTOS TÉCNICOS
En la región del norte de La Paz, el mineral explotado es el oro. En esta región, las secuelas producidas por la actividad minera aluvial son muy
visibles.

Cuenta la historia que en aquella época, se utilizaban herramientas como la llamada “chonta”, de
madera (con forma de barretillas), hachas de piedra

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Propuesta de Ruta del Oro, Cerro Rico de Potosí, Bolivia
Rodrigo Lafuente + Ana María Aranibar + Johnny Cano

Existe una falta de técnicas apropiadas de explotación que permitan una buena planificación,
control y regulación de esta actividad lo cual hace
que la minería realizada en su integridad por
cooperativas mineras provoque una instabilidad
en los suelos donde se realizan labores mineras,
éstas se evidencian en los deslizamientos producidos y en hundimientos de terreno observados
en muchos sectores de los distritos mineros de
Tipuani, Teoponte, Chima, Chuquini

El caso del distrito minero de Chima, por mencionar
alguno, ocurrido en el año 2002 donde un deslizamiento de magnitud en el cerro a causa de varios
factores provoco una tragedia de magnitud
La misma actividad se dio en las regiones de Sorata (
propuesta como el inicio de la Ruta del Oro) donde a
3 horas de viaje se encuentran asentadas varias cooperativas auríferas como ser Yani, Ingenio y Rosario
que actualmente trabajan en condiciones poco adecuadas afectado el medio ambiente en toda la zona

Figura 1 y 2 De izquierda a derecha: Trabajos mineros en Tipuani / Guanay.

Fuente: Cumbre del Sajama

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ASPECTOS SOCIALES

del Altiplano. En estas zonas aún se habla del Gran
Paititi que fue llamada la ciudad perdida de los Incas
para muchos investigadores esta ciudad sí existió y
no es una leyenda como otros suponen. Para corroborar este enfoque algunos historiadores analizan
los datos que fueron encontrados.

La Ruta del Oro podría incluir dos vías que unen
diferentes poblados que se iniciaron históricamente por la explotación del oro y que se han
mantenido a través de la historia guardando muchas particularidades desde varios aspectos como
ser las construcciones de las viviendas hechas de
pura piedra, sobre todo al ingreso de la región o
de pura madera en el caso de zonas mucho más
cálidas, que años atrás dio lugar a incendios, donde se perdieron poblaciones enteras como el caso
de Chima. Oriundos de lugar todavía recuerdan
como se quemó todo el pueblo con pérdidas humanas y sobre todo económicas. Estos aspectos
dieron también lugar a las tradiciones culturales
de la región, como ser por ejemplo: el guardar oro
debajo del colchón y en épocas de fiesta cerrar a
las mujeres bajo llave para evitar cualquier intromisión (relatos hablados de recuperación propia)
o el hecho de adoquinar las calles principales con
las bases de botellas de cerveza que llegaba a los
pueblos en mucha cantidad. Todo esto acompañado al singular paisaje, riachuelos, caídas de
agua, naturaleza y sobre todo historia convierten
la región en un sector de interés turístico.

El denominado Camino Real de los Incas partía
desde Sorata, pasando por Yani, Cumbre de Chucho, Quilapituni, Sumata, Oncara, Chusi y Llipi y
llegaba hasta Tipuani. Desde Yani, el camino se
dirigía hacia el Paititi, por un lugar denominado
El Tornillo, que se conserva en la actualidad, hasta
Incapampa, lugar donde se pierde todo rastro de
camino al Gran Paititi bajo el tupido velo de la vegetación y deslizamiento de tierras (Fuente: Velarde Gutiérrez, Mario S. - Tipuani Kori Jahuira, 1989).
Todos sabemos que el Imperio Incaico fundó varias ciudades y construyó fortalezas cuyas ruinas,
en algunos casos, han sido encontradas.
En las poblaciones nombradas a las que se pueden agregar muchas más, se junta la historia, la
leyenda y diversos aspectos mineros y geológicos que vuelcan el interés hacia la región. El año
1950, un súbdito inglés, había organizado trabajos en “Román Playa”, introduciendo el adelanto
de la rueda en unos artefactos muy parecidos a
“norias”, movidas a tracción humana en “piques”,
cuyo nombre apropiado sería de cuadros inclinados. Posteriormente, fueron los hermanos Novoa,

Toda la zona estuvo vinculada desde el imperio
Incaico por las enormes riquezas que poseían y la
vasta red caminera que llegó a extenderse más allá

Figura 3 y 4


De izquierda a derecha: Calzada incaica / Camino El Choro – Camino Inca – Norte del
Depto. de La Paz. Gran parte del camino del Inca y algunas redes viales transversales
estuvieron cubiertas por bloques de piedra o lajas.
Fuente: http://www.turismoboliviaperu.com/pagesp/bolivia/choro.php

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Propuesta de Ruta del Oro, Cerro Rico de Potosí, Bolivia
Rodrigo Lafuente + Ana María Aranibar + Johnny Cano

560 metros sobre el nivel del mar, de clima húmedo, espesa vegetación y temperaturas que alcanzan a los 40º C. a la sombra. Desde el año 1951 se
convirtió en un centro minero con un importante
movimiento económico. Por muy increíble que
parezca, hasta el año 1960 el acceso a la zona era
bastante cómodo a través de aviones de algunas
empresas aéreas que prestaban su servicio y que
empleaban un tiempo de treinta minutos desde la
ciudad de La Paz para llegar a una pista de curiosa
curvatura a la misma orilla del río Tipuani (Fuente:
Cumbre del Sajama Diagnóstico de las Cooperativas Auríferas, La Paz, 2012).

Rodríguez, Villamil de Rada y otros que obtuvieron grandes beneficios; debido a que entonces
la explotación era fácil y bajos los jornales que
pagaban
A comienzos de siglo, comenzó a trabajar en la
zona la Empresa “Bolivian Gold Exploration”, con
maquinaria moderna de la época, instalando trabajos mecanizados y explotó las terrazas superiores, para lo que construyó acequias e instaló cañerías, llegando a transportar 18.000 tubos a lomo
de mula, siguiendo el antiguo camino de los incas
(Fuente: Velarde Gutiérrez, Mario S. - Tipuani Kori
Jahuira, 1989).

Cuentan las historias de que los mineros más adinerados, en algunas ocasiones, contrataban un
avión para trasladarse a la ciudad de La Paz muy
temprano por la mañana para ir a comer y retornaban en la tarde para continuar con sus labores.
Hoy en día, la pista donde aterrizaban aviones
gracias al auge de la minería, paradójicamente ha
desaparecido debido a la invasión de las cooperativas mineras que explotan el lugar en busca de
este preciado metal.

El valor de la Ruta del Oro no es solo un reflejo
del preciado mineral, guarda un patrimonio, geológico, minero histórico y cultural que le da un
valor agregado al desarrollo socio económico de
la zona.
Como referencia veremos algunos distritos mineros que actualmente continúan con su actividad
minera y que guardan mucho patrimonio histórico minero.

Distrito minero de Tipuani
El distrito minero de Tipuani se encuentra enclavado en una profundidad de altas montañas, a

Figura 5 y 6 Aviones que hacían el transporte entre La Paz y Tipuani.

Fuente: Libro Tipuani Kori Jahuira de Velarde Gutiérrez, Mario (2008)

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Figura 7 y 8 De izquierda a derecha: Pueblo de Guanay / Cooperativa San Juanito Ltda. en Guanay.

Fuente: Cumbre del Sajama

Distrito Minero de Guanay

Los trabajos mineros en la región actualmente

El municipio de Guanay se ha caracterizado desde mucho tiempo atrás por su producción de
oro aluvial, al igual que Tipuani y Mapiri cuya
explotación se remonta a los tiempos del incario,
y que se profundizo con la explotación española,
continuando durante la republica hasta la edad
contemporánea de nuestro país. El municipio de
Guanay forma parte también de la provincia estañífera en Bolivia, donde una de las minas más
importantes fue el de la Fabulosa, en la actualidad
en las comunidades del cantón Chacapa se explota estaño mediante cooperativas existente en la
región (Fuente: Cumbre del Sajama, Diagnóstico
de las Cooperativas Auríferas, La Paz, 2012).

Los años de trabajo de minería de pequeña escala
en las regiones mencionadas trajeron consigo numerosos efectos colaterales:

Por un parte, existe un alto grado de
depredación en la zona por el uso excesivo de
maquinaria pesada y donde no existe un control
de autoridades locales o regionales.

Existe un alto porcentaje de mineros
denominados barranquilleros (ver foto) que conviven con operadores de gran escala en una marcada diferencia en los procesos de recuperación
que realizan y los ingresos que perciben por su
actividad.

Distrito Minero de Yani


En los últimos años y por los elevados
precios de este metal que se inicia a fines del año
2004 y con mayor fuerza a partir del año 2006 se
produce un cambio fundamental en la producción aurífera de la región. Hasta antes de 2006 la
explotación aurífera estaba siendo desarrollada
por los propios socios de las cooperativas mineras
tradicionales en la región que no sobrepasaban
en el caso de la Central de Tipuani con 11 cooperativas asociadas, la Central de Guanay 12 cooperativas, y la Central Yani 17 cooperativas Con el
boom de precios del oro a nivel internacional las
cooperativas que no tenían financiamiento pro-

El ingreso a Yani impacta por el paisaje contrapuesto de llegar a Sorata con un clima caliente y
muy agradable y luego llegar a la Cordillera Real
al pie de la cual trabajan muchas cooperativas La
región obliga a realizar un turismo de aventura
acompañado del turismo minero donde se puede visitar muchas de las cooperativas mineras entre las principales Yani e Ingenio que son las más
grandes (Fuente: Cumbre del Sajama, Diagnóstico
de las Cooperativas Auríferas, La Paz, 2012).

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Propuesta de Ruta del Oro, Cerro Rico de Potosí, Bolivia
Rodrigo Lafuente + Ana María Aranibar + Johnny Cano

Figura 9 y 10 De izquierda a derecha: Pueblo de Yani - Norte del Depto. de La Paz / Calle de la población de Yani.

Fuente: Cumbre del Sajama

pio para sus operaciones inician una búsqueda
de inversionistas a nivel nacional e inclusive internacional y se produce una intromisión externa
a la zona, es decir el inversionista lleva equipo y
maquinaria moderna para explotar oro y la cooperativa cede sus concesiones para el trabajo. Se
llega a un acuerdo entre partes a cerca de los porcentajes para cada uno sobre las ganancias del
negocio minero.

En contraposición a estos nuevos acuerdos de las cooperativas la región pierde desde varios ángulos:
-
Por un lado no existe de parte de ninguno de los socios una responsabilidad del cuidado
ambiental.
-
No existe ordenamiento territorial y
con la maquinaria pesada se abren caminos, se
cortan ríos y se provoca una depredación sin control en la zona.
-
El socio inversionista no realiza ninguna
reinversión en desarrollo local
-
El socio inversionista no pagan regalías
al estado con lo cual no existen recursos para el
desarrollo local.

Con este panorama los beneficiados
son grupos de cooperativistas con inversionistas
y no así la región en su totalidad.

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Figura 11, 12, 13 y 14 De arriba a abajo: Campamento

minero en Tipuani / Camión de

la Cooperativa Unidas Seis en

Tipuani / Mujeres bar

ranquilleras de la población de

Tipuani.


Fuente: Cumbre del Sajama /

Cumbre del Sajama, Libro

Mujeres de Oro, quiénes son?
(1989)

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Propuesta de Ruta del Oro, Cerro Rico de Potosí, Bolivia
Rodrigo Lafuente + Ana María Aranibar + Johnny Cano

LA PROPUESTA

nes de la Ruta, los Municipios de la región que
deberán formar parte del proyecto así como la
empresa comunitaria a crearse en la zona.


Recuperar el contexto histórico del camino real bajo el denominativo de la Ruta del Oro
con la finalidad de devolver a la región su historia
patrimonial minera.

2.
Participación ciudadana y capacitación empresarial


La ruta se iniciaría en el Municipio de
Sorata, pasando por Yani para luego abordar hacia Mapiri, Guanay y finalmente concluir en Tipuani.

El proyecto podría incluir en dotar a los pobladores de la región principalmente jóvenes, de elementos formativos en participación ciudadana,
que comprende en primer término una revisión
global de los principales derechos individuales y
colectivos de las personas, pero principalmente,
responsabilidades y compromisos inherentes a la
relación ciudadanía – Estado. Este bloque se regirá por los nuevos conceptos de estado introducidos en la Nueva Constitución Política del Estado
NCPE que incluye una mayor participación y control de las organizaciones social hacia el desarrollo de nuevos emprendimientos.


Utilizando la ruta se realizaría una descripción del trabajo minero, la historia, las formas
de explotación de oro y otros aspectos históricos.

Encaminar un programa de Turismo Minero que beneficiaría a las regiones involucradas.

Reconstruir la historia del Camino Real
de los Incas, y preservar la historia minera del oro
en esa región.

Este componente deberá contener además un
importante bloque de elementos de capacitación
en las siguientes áreas: i) talleres motivacionales sobre cultura empresarial; ii) conformación,
manejo y gestión de micro emprendimientos
empresariales; iii) administración de empresas;
iv) contabilidad general; v) gestión de empresas
comunitarias.


Evitar una mayor depredación en la
zona a través de un control del estado a las operaciones mineras que actualmente no cuentan con
una licencia ambiental y a su vez coordinar con
el Servicio Nacional de Áreas Protegidas SERNAP
para no permitir trabajo minero sin el permiso
respectivo.

Apoyar a que las comunidades de la
ruta propuesta puedan generar micro emprendimientos productivos en sus regiones.

Estas áreas de capacitación estarían destinadas
a segmentos focalizados de la población con especial énfasis en jóvenes oriundos de sus lugares,
que en una segunda fase deberán ser quienes rescaten la historia hablada que aún queda en sus regiones. Se trata de construir o reconstruir la historia en la mayoría de las poblaciones mencionadas.


Involucrar a hombres y mujeres de la
ruta para que puedan generar recursos con programas alternos a la minería.

Uno de los factores críticos para el proyecto es
precisamente no disponer de información bibliográfica ya que la información secundaria es escasa y muy dispersa. Este será un tema que debe ser
tomado en cuenta como parte de un módulo de
formación.

COMPONENTES BASE PARA EL
DESARROLLO DE LA PROPUESTA
1.

Desarrollo de infraestructura turística

Una participación directa del Municipio en cada
región será la base para desarrollar este componente donde el Municipio deberá disponer fondos para el desarrollo de las actividades formativas para los jóvenes.

En este componente se busca evaluar, rescatar y
restaurar unidades de valor patrimonial histórico
que permitan conformar un circuito turístico local
en la región y restaurar el valor patrimonial de
cada unidad identificada, tradición oral y rescate
de herramientas de trabajo.

Asimismo se deberá contemplar un plan educativo donde existe un involucramiento por parte de
las Unidades Educativas en la región que serán las
que puedan seleccionar a los jóvenes que participen del programa formativo.

Para este propósito se requerirá el establecimiento de una alianza estratégica entre las poblacio-

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CONCLUSIONES

ero con lo cual se habría logrado retomar la visión
histórica de la zona, recuperar el patrimonio
minero, apoyar el desarrollo local y sobre todo
preservar el patrimonio ambiental.

La propuesta tiene el objetivo de rescatar, reevaluar y poner en evidencia la importancia del patrimonio minero de la región aurífera denominada
como la ruta del Oro lo cual permitirá a su vez formar y capacitar a jóvenes de la región con quienes
se podría trabajar y desarrollar el proyecto de la
ruta turística y recuperación del patrimonio min-

Figura 15

Este trabajo requerirá de fuentes de financiamiento tanto del estado como de los municipios y
de quienes actualmente están trabajando en la
zona y se benefician directamente de la producción de oro.

Mapa propuesto para la Ruta del Oro.
Fuente: Elaboración propia

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Propuesta de Ruta del Oro, Cerro Rico de Potosí, Bolivia
Rodrigo Lafuente + Ana María Aranibar + Johnny Cano

BIBLIOGRAFIA
CUMBRE DEL SAJAMA (2012) Diagnóstico de las Cooperativas Auríferas, La Paz.
TEJADA SORUCO, Alicia (2011) Minería en las tierras bajas
de Bolivia. Cochabamba.
CUMBRE DEL SAJAMA, (2004-2005) Proyecto Escuela
Piloto para Laboreros de Minas en el distrito minero de
Tipuani-Guanay, La Paz.
BAUDOIN, Mario (Superv.) y MÉRIDA, Gonzalo y OLIVERA, Manuel (Eds) (2001) Estrategia Nacional de Conservación y Uso Sostenible de la Biodiversidad de Bolivia,
Ministerio de Desarrollo Sostenible y Planificación, La
Paz Bolivia, disponible en línea en http://faolex.fao.org/
docs/pdf/bol44163anx.pdf .
AGUILAR, Gonzalo. (1994) Los pueblos indígenas de las
tierras bajas en el siglo XIX. En: revista Data, N° 4.
VELARDE GUTIERREZ, Mario S. (2008) Tipuani Kori Jahuira, La Paz, Bolivia.

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PROYECTO DE REHABILITACIÓN DE
LAS MINAS DE Sn-W DE FONTAO:
VILA DE CRUCES, PONTEVEDRA,
ESPAÑA
Enrique Orche1 + María Pilar Amaré2 + María Pilar Orche3

(1) Dr. Ingeniero de Minas
Escuela Técnica Superior de Ingenieros de Minas.
Universidad de Vigo. España
eorche@uvigo.es
(2) Licenciada en Ciencias Geológicas
Sociedad Española para la Defensa del
Patrimonio Geológico y Minero (SEDPGYM). España
atpilar@yahoo.es
(3) Ingeniera de Minas
Servicio de Minas. Junta de Andalucía. España
mariap.orche@juntadeandalucia.es

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RESUMEN
Las minas de estaño y wólfram de Fontao (Pontevedra, España), fueron explotadas por métodos
subterráneos y a cielo abierto hasta 1973. Desde entonces se conservan en aceptable estado una serie
de instalaciones (en su más amplio sentido: minas, concentradores, edificios auxiliares, poblado, etc.)
que presentan el interés de estar reunidas en una reducida superficie de terreno. Por sus características
específicas, conjuntamente se pueden catalogar como paisaje cultural de acuerdo con la definición
establecida por el Instituto de Patrimonio Histórico Español. Por otra parte, los criterios técnicos al
uso y el estado de conservación e importancia de las minas de Fontao justifican sus posibilidades de
rehabilitación, resultando la más adecuada a sus peculiaridades y utilización museística posterior la
figura de parque patrimonial, en el concepto que hoy se entiende como tal. En este sentido, el trabajo
que se presenta desarrolla una propuesta de rehabilitación de las minas de Fontao utilizando las
premisas establecidas para esta categoría de parque.
PALABRAS CLAVES: estaño, mina, parque, patrimonio, wólfram

ABSTRACT
Fontao tin-wolfram mines (Galicia, Spain) were exploited by means of underground and open-pit
mining methods until 1973. Since then, many of the facilities (as mining works, processing plants,
auxiliary buildings, settlement, etc.) still keep acceptable conditions. Because of this and the fact that
they are located together in a small area, they have turned to be interesting. Due to the combination
of the specific characteristics of each element, it is possible to classify this place as cultural landscape,
according to the definition given by the Spanish Institute of Historical Heritage (Instituto de Patrimonio
Histórico Español). On the other hand, taking into account technical criteria, the good conservation
conditions and importance of Fontao mines justify their possibilities to be rehabilitated, being the best
option, according to the characteristics that they assemble, as well as the future use as museum, to
create a heritage park, in its current conception. In this sense, the present paper develops a proposal to
rehabilitate Fontao mines, applying the premises established for this category of park.
KEYWORDS: heritage, mine, park, tin, wolfram

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INTRODUCCIÓN

El sustrato natural: orografía, suelo,
vegetación, agua.

En los foros multidisciplinares dedicados al patrimonio minero, sean científicos, culturales o profesionales, se habla de paisaje cultural, patrimonio industrial, protección, desarrollo sostenible,
ordenación del territorio, etc., sin plantearse, a
veces, su verdadera importancia y significación.
En los últimos años, tanto ICOMOS (International
Council on Monument and Sites) como TICCIH
(The International Committe for Conservation of
the Industrial Heritage), han intentado ordenar
estos conceptos, lo que ha contribuido a clarificar
la situación, especialmente tras la aprobación de
los Principios de Dublín en diciembre de 2011. A
escala nacional, las recomendaciones de ICOMOS
y TICCIH han sido recogidas por el Instituto de
Patrimonio Histórico Español que ha elaborado el
Plan Nacional de Patrimonio Industrial, el cual señala las directrices a seguir en todos los aspectos
relacionados con dicho patrimonio y, por tanto,
con el patrimonio minero. Atendiendo a estas
recomendaciones, el presente trabajo pretende
dos objetivos principales:

La acción humana: modificación y/o
alteración de los elementos naturales, construcciones con una finalidad concreta.

La actividad desarrollada: componente funcional en relación con la economía, formas de vida, creencias, cultura, etc.
Es, por tanto, un ámbito geográfico asociado a un
evento, a una actividad o a un personaje histórico,
y que contiene valores estéticos y culturales.
El citado Instituto de Patrimonio Histórico Español clasifica los paisajes culturales en urbanos,
rurales, arqueológicos e industriales (entre ellos,
los mineros).

Patrimonio Industrial
De acuerdo con el Instituto de Patrimonio Histórico Español, se entiende por Patrimonio Industrial
el conjunto de elementos de explotación industrial, generado por las actividades económicas
de cada sociedad, que responde a un determinado proceso de producción y a un sistema tecnológico caracterizado por la mecanización dentro de un determinado sistema socioeconómico.
El patrimonio industrial está formado por Bienes
Industriales, los cuales pueden dividirse en tres
categorías:

1
Mostrar una visión de conjunto del
proyecto de conversión del complejo minero de
Fontao en una instalación visitable por el público
en general.
2
Aplicar estas recomendaciones al citado complejo en orden a conseguir que el paisaje
minero de Fontao se convierta en un parque patrimonial.

Bienes inmuebles: elementos, conjuntos, paisajes y sistemas y redes industriales.

CONCEPTOS GENERALES

Bienes muebles: artefactos, utillaje y
mobiliario y accesorios del entorno social del trabajo.

Con objeto de evitar confusión en las definiciones
básicas que condicionan la rehabilitación de la
mina de Fontao como parque patrimonial, se repasan seguidamente los principales conceptos
que lo fundamentan.

Bienes inmateriales: entidades de
memoria de la industria.

Parque Patrimonial

Paisaje Cultural

Existen varias definiciones de parque patrimonial. Todas ellas, en términos generales, los identifican como proyectos o planes desarrollados
en paisajes culturales que persiguen, al mismo
tiempo, la preservación y la revalorización de los
recursos patrimoniales y el desarrollo económico
de la región.

El Instituto de Patrimonio Histórico Español define Paisaje Cultural como el resultado de la acción del desarrollo de actividades humanas en un
territorio concreto, cuyos componentes identificativos son:

230

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PROYECTO DE REHABILITACIÓN DE LAS MINAS DE Sn-W DE FONTAO: VILA DE CRUCES, PONTEVEDRA, ESPAÑA
Enrique Orche + María Pilar Amaré + María Pilar Orche

Figura 1

Vista aérea de la mina de Fontao y sus instalaciones sobre las que se ha superpuesto
el perímetro del parque minero dividido en dos zonas
Fuente: Enrique Orche

Figura 2

Planta de separación magnética (hacia 1950)
Fuente: Enrique Orche

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La mayoría de los parques patrimoniales presentan una estructura similar, con sus componentes
equiparables a los cinco elementos constitutivos
de una ciudad genérica de acuerdo con la propuesta de Kevin Lynch, esto es:

el descubrimiento de los usos del wólfram abrió
un nuevo mercado de los concentrados de Fontao que combinaban este metal con el estaño.
La llegada de la Segunda Guerra Mundial incrementó extraordinariamente la demanda de wólfram, tanto por parte de los alemanes como de los
aliados, alcanzando su precio cotas impensables,
situación que se repitió a menor escala durante la
Guerra de Corea. Mientras tanto, Fontao seguía
produciendo estaño que nunca faltó en la producción de sus minas, desde su apertura hasta el
cierre. Por tanto, la historia de Fontao es la historia
de dos metales, estaño y wólfram, que tuvieron
andaduras diferentes. Pero también es la de los
hombres y mujeres del rural que, aparcando las
tareas agrícolas y ganaderas cuando no eran necesarias, se incorporaron a las labores de la mina
trabajo que, por otra parte, no dudaban en abandonar cuando las labores del campo requerían su
presencia para ayudar al resto de la familia.Las explotación de las minas de Fontao fue iniciada por
el ingles Tomás Flakes Burbury y, posteriormente,
seguida por The San Finx Tin Mines Limited y
Robert Banks Lavery. En 1927 la empresa francesa
Société des Étains de Silleda adquirió las acciones
continuando la explotación del yacimiento hasta
1940, momento en que la mina pasó a manos españolas (familia Cort) como consecuencia de las
nacionalizaciones decretadas por el general Franco; en ellas se mantuvo hasta su cierre definitivo
en 1974.

Áreas: el ámbito global y los subámbitos del parque.

vicios.

Hitos: sus recursos patrimoniales y ser-

Nodos: las puertas y accesos, los centros de interpretación y museos.

Itinerarios: los caminos que vinculan
todo lo anterior.

Bordes: los límites visuales y administrativos del parque.

LAS MINAS DE FONTAO COMO
pAISAJE CULTURAL Y PATRIMONIO
INDUSTRIAL MINERO
Las minas de Fontao comenzaron siendo explotadas en 1886 por su riqueza estaño, muy apreciado
para la fabricación de hojalata. Posteriormente,

Figura 3

Poblado minero (1960)
Fuente: Oberón, S.A.

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PROYECTO DE REHABILITACIÓN DE LAS MINAS DE Sn-W DE FONTAO: VILA DE CRUCES, PONTEVEDRA, ESPAÑA
Enrique Orche + María Pilar Amaré + María Pilar Orche

Inventario de bienes de las minas de
Fontao


Cuatro balsas de agua y finos del concentrador

Ocho casas de administración, aseos,
comercios, guardería y hospital

Una central térmica

Catorce edificios e instalaciones de uso
y/o contenido técnico

Un puente de hierro

Para poder acometer el estudio de la musealización de las minas de Fontao, es preciso realizar
previamente el inventario de las labores mineras, edificios, instalaciones y equipamientos
existentes, que es el que se cita a continuación
(Figura 4):

Elementos adicionales. El poblado minero



Labores mineras

Dos galerías sobre veta con 270 m y 370
m recuperables respectivamente

Una explotación a cielo abierto con 3
bancos y 26.000 m2 recuperables

Todos estos elementos se ubican en un enclave
natural privilegiado, a muy escasa distancia del
comienzo del Lugar de Importancia Comunitaria
(LIC) denominado “Sistema Fluvial Ulla-Deza”.
Esta zona pertenece, además, a la Red Gallega de
Espacios Protegidos, forma parte de la Red Natura
2000 y está declarada Zona de Especial protección de los valores naturales.

Edificios e instalaciones

Una planta concentradora

Una planta de separación magnética y
flotación

Una planta metalúrgica

Figura 4

Bloques de viviendas
Iglesia
Escuelas
Cine

Inventario de bienes inmuebles
Fuente: Elaboración propia

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Las minas de Fontao como Paisaje
Cultural

MUSEALIZACIÓN DE LAS MINAS DE
FONTAO: EL PARQUE PATRIMONIAL
SUPUESTOS DE PARTIDA

Las actuales minas de Fontao son el resultado de
ochenta y ocho años de actividad humana en un
territorio determinado, que ha sido modificado
por la acción antrópica. En este período, la actividad minera ha influido en la economía básicamente rural de la zona, y en la forma de vida de
la población. Por tanto, puede considerarse que
constituyen un Paisaje Cultural Industrial de acuerdo con los criterios del Instituto de Patrimonio
Histórico Español.

Antes de diseñar la musealización de la mina es
preciso establecer unos supuestos de partida
que fundamenten las ideas que deben primar en
la valorización de los distintos elementos. Estos
supuestos son de importancia capital pues constituyen los pilares en que se apoyan las distintas
iniciativas de rehabilitación y los posteriores usos
museísticos. Se han considerado los siguientes:

Mostrar la cara amable de la minería.

Contar la historia de la minería en Fontao.

Rehabilitar el mayor número posible de
los elementos integrantes del proceso minerometalúrgico que se llevaba a cabo en Fontao,
mostrando la utilidad que tenía cada uno de ellos.

Valorar el patrimonio minero de Fontao, material e inmaterial (social y técnico).

Involucrar desde el primer momento a
la población de la zona en la recuperación, uso y
disfrute del parque minero.

Conseguir un parque entendible y
atractivo para personas de cualquier edad, condición física y formación.

Proyectar un parque dinámico y participativo, que pueda estar en continua evolución.

Dotar al parque de contenidos de índole muy diferente: lúdicos, divulgativos, formativos e incluso ecológicos. También, restringidamente, hacerlo utilizable por colectivos muy
específicos: bomberos, espeleólogos, protección
civil, etc.

Diseñar un parque en el que las medidas de seguridad sean parte esencial del mismo.

Como consecuencia de todos los puntos anteriores, el parque diseñado debe contribuir
al desarrollo social y económico de las gentes del
lugar, atrayendo inversiones y turismo, y generando nuevas actividades y puestos de trabajo.

Las minas de Fontao como Patrimonio Industrial
Las minas de Fontao cumplen los requisitos exigidos para ser caracterizadas como Patrimonio
Industrial pues conservan visibles los componentes esenciales de los procesos productivos de
la actividad minera, a la vez que son patentes las
transformaciones del paisaje motivadas por dicha
actividad, tales como el cielo abierto, las galerías,
las bocaminas, etc.
El poblado de Fontao (viviendas, iglesia, escuelas
y cine), constituyen un complemento muy interesante por ser un conjunto de elementos arquitectónicos vinculados a la mina.
En conclusión, aunando las consideraciones de
Paisaje Cultural y Patrimonio Industrial, el complejo minero de Fontao sería un “Paisaje Industrial-Minero”. El gran valor de las minas de Fontao es
que, en un territorio muy limitado, se encuentran
representados todos los elementos fundamentales de una explotación minera (minas, instalaciones, edificios auxiliares, poblado, etc.) que son
difíciles de encontrar juntos en minas abandonadas.
La rehabilitación de estos espacios permitiría reconstruir el ambiente minero en el Fontao de los
años cincuenta del siglo XX en toda su pureza y
autenticidad.

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PROYECTO DE REHABILITACIÓN DE LAS MINAS DE Sn-W DE FONTAO: VILA DE CRUCES, PONTEVEDRA, ESPAÑA
Enrique Orche + María Pilar Amaré + María Pilar Orche

Figura 5

Planta metalúrgica y laboratorios
Fuente: Enrique Orche

Figura 6 y 7 De izquierda a derecha: puente metálico / antiguo almacén

Fuente: Enrique Orche

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ESTRUCTURA Y DESARROLLO DEL
PARQUE MINERO DE FONTAO

servar la mayor cantidad posible de edificios e
instalaciones, ya que su particular conjunto de recursos patrimoniales, estructurado e interpretado
de forma global, resulta mucho más valioso que si
sus elementos se consideraran por separado. De
esta forma se podrá trasladar a los visitantes a una
explotación minera de estaño y wolframio de los
últimos años cincuenta del siglo XX.

En líneas generales, se persigue conservar de la
mejor forma posible el paisaje minero de Fontao y
el patrimonio asociado. Para ello, es de capital importancia identificar los recursos más interesantes
y ofrecer una interpretación estructurada, coherente y atractiva de los mismos, de modo que sean
capaces de recordar a los habitantes de la zona su
propia identidad, a la vez que atraigan estudiosos,
turistas e inversores y, como consecuencia de ello,
nuevas actividades y oportunidades de empleo.
En Fontao, sin ninguna duda, es necesario con-

En la creación del parque se contemplan dos fases
bien diferenciadas. En la primera se trata de acondicionar un paisaje minero ya existente, para
que pueda ser visitable, bajo unas ciertas condiciones; en la segunda, se procede a la aplicación
de los conceptos de parque patrimonial.

Figura 8 y 9


De arriba hacia abajo: plantas
concentradoras antiguas / plantas
concentradoras nuevas
Fuente: Enrique Orche

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PROYECTO DE REHABILITACIÓN DE LAS MINAS DE Sn-W DE FONTAO: VILA DE CRUCES, PONTEVEDRA, ESPAÑA
Enrique Orche + María Pilar Amaré + María Pilar Orche

Primera fase /
Acondicionamiento del paisaje
minero

Desde el primer momento se considera fundamental tener informada a la población local de
las peculiaridades del parque, dando a conocer
claramente lo que se pretende realizar, y procurando que la población comience a sentirse
parte del proyecto. Esto afecta a los colectivos del
ayuntamiento de Vila de Cruces y, en particular, a
la pedanía de Merza y sus dos asociaciones vecinales.

Se trata de acondicionar el paisaje minero de Fontao para su visita, teniendo en cuenta unas adecuadas condiciones de seguridad. Las actuaciones
a realizar serían las siguientes:

Como participación ciudadana en esta primera
etapa del parque se prevé:


Delimitación y vallado del parque.

Construcción de la puerta de acceso y
las secundarias.

Preparación de la zona prevista como
aparcamiento y explanada multiusos.

Rehabilitación y acondicionamiento del
cielo abierto para su utilización.

Rehabilitación del edificio destinado a
centro de recepción de visitantes.

Demolición de los edificios no
aprovechables; los materiales que pudieran
ser reutilizados para restaurar otros edificios se
guardarán para su uso posterior.

Acondicionamiento de algunos caminos para poder mostrar el paisaje y para el paseo.

Instalación de equipos mineros de
exterior, similares a los que existían en la explotación a cielo abierto cuando estaba en activo.

Señalización con carteles indicadores
y paneles explicativos a lo largo de los itinerarios
practicables.

Elegir un logotipo que identifique el
parque desde el primer momento; por ejemplo,
mediante un concurso en el que participen los colegios de la zona.

Utilizar parte de la explanada del
nuevo aparcamiento para actividades de la población, cuando ésta lo demande.

Posibilitar que la población done o
ceda material minero, que se expondrá con el
nombre y los datos del donante.

Establecer coloquios y actividades
afines, en los que los habitantes puedan expresar sus demandas razonables y sus sugerencias
acerca del futuro parque patrimonial.

Figura 10

Hitos (recursos patrimoniales)
Fuente: Elaboración propia

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Segunda fase /
Parque patrimonial

con otras dando lugar a un esquema complicado
que no cumpliría la función que se le reserva. Por
ello, el seguimiento de los procesos mineros se
verificará mediante itinerarios principales y secundarios, que son mucho más adecuados que la
división en áreas temáticas. (Tabla 1)

En un parque patrimonial es fundamental desarrollar una historia que los visitantes van conociendo a medida que realizan la visita. En Fontao, el
hilo conductor de esta historia va a ser el proceso
minero llevado a cabo en sus minas, desde la extracción del mineral hasta la obtención del estaño
y del wólfram. Siguiendo los patrones comunes
de los parques patrimoniales se definen sus principales elementos constitutivos:

Hitos
Es importante diferenciar los recursos patrimoniales de los servicios. Los primeros (Figura 10) son
las dos galerías4, la mina a cielo abierto, la planta
concentradora, la planta de separación electromagnética y flotación, la planta metalúrgica, cuatro balsas para agua y finos del concentrador, la
guardería, nueve edificios e instalaciones de uso
y/o contenido técnico y el puente de hierro. Los
segundos son elementos patrimoniales que han
recuperado su uso o tienen otro nuevo, así como
elementos constructivos de nueva creación; se
han agrupado en la (Tabla 1 y Figura 12). Los
elementos arquitectónicos que conforman el poblado quedan fuera del parque por ser propiedad
del Gobierno Regional pero se podrán visitar saliendo del mismo.

Áreas
Las minas de Fontao han estado evolucionando
progresivamente durante casi noventa años,
habiéndose modificado los centros de producción y tratamiento. Por ello, sus elementos patrimoniales están repartidos heterogéneamente en
un territorio relativamente pequeño lo que imposibilita agruparlos en áreas mínimamente regulares que presenten una cierta homogeneidad
temática. Si se así se hiciera, se imbricarían unas

ELEMENTO PATRIMONIAL
Explotación a cielo abierto
Casa de José Frade
Hostal
Central térmica
Hospital
Concentrador viejo
Almacén
Bar de la mina
Aseos de los mineros
Balsa de finos de lavadero
No preocede
No preocede
No preocede
Tabla 1

USO COMO SERVICIO
Parcialmente, zona de picnic
WC público
Centro de visitantes. Oficinas
Almacén mantenimiento del parque
Botiquín preotección civil
Restaurante / Cafetería
Parcialemnte, guardería infantil
Cafetería
WC Públic
Zona de picnic
Dos miradores
Aparcamiento
Bancos, papeles y agua potable

Servicios
Fuente: Elaboración propia

(4) Por motivos de seguridad y para garantizar de ventilación
de las labores subterráneas que esté previsto rehabilitar, se
ha previsto la construcción de un nuevo pozo vertical que
una las dos galerías con la superficie, emboquillado en las
inmediaciones de la mina a cielo abierto (Figura 10). Con ello
también se multiplican las opciones de visitar los espacios
subterráneos

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PROYECTO DE REHABILITACIÓN DE LAS MINAS DE Sn-W DE FONTAO: VILA DE CRUCES, PONTEVEDRA, ESPAÑA
Enrique Orche + María Pilar Amaré + María Pilar Orche

Nodos

con claridad y precisión. En todos estará presente
una representación del logo del parque. En la medida de lo posible se evitará el cruce de itinerarios
entre sí. El paso de la carretera para cruzar de una
zona a otra del parque (ver apartado Bordes) se
soluciona construyendo en el norte un paso subterráneo en rampa y en el sur una pasarela elevada de planta circular. Los itinerarios que se han
previsto son los siguientes:

En el presente estudio se concede gran importancia a los centros de interpretación; con ellos,
además de poder plasmar la historia minera y
social de Fontao y sus gentes a lo largo de sus
años de actividad, por extensión, se pretende
dar cabida al conocimiento de los aspectos más
importantes de la geología y minería gallegas.
Los centros de interpretación (C.I.) previstos en
relación con los elementos patrimoniales correspondientes se indican en la Tabla 2. Gráficamente están representados en la Figura 13.

a)

Abarca todo el proceso minero (Figura 14). Parte
del Centro de interpretación de la Minería de Fontao en donde el visitante se informará de todo
el proceso que tendrá oportunidad de recorrer
después. El itinerario es el siguiente: C.I. Minería
de Fontao-recorrido por una de las galerías- salida
por el nuevo pozo-visita a las vetas mineralizadas
visibles en la mina a cielo abierto-visita a la maquinaria del cielo abierto-balsa para almacenamiento de agua- visión exterior del cielo abierto- cruce
de la carretera por la pasarela- bajada al lavadero
nuevo- visita al lavadero y a la planta de separación magnética y flotación-visita a la planta de
áridos-cruce de la carretera por paso subterráneoplanta metalúrgica-laboratorio-C.I. transporte de
concentrados y metales en donde finaliza. De este
itinerario principal parten ramificaciones que permiten visitar otros procesos mineros o acceder a
nuevos centros de interpretación.

Un nodo importante es la puerta principal de acceso; su posición está indicada en la citada figura
junto con otras nueve puertas, básicamente de
emergencia, ubicadas sobre el perímetro del
parque, del que se tratará en el apartado Bordes.

Itinerarios
Como se ha comentado con anterioridad, los itinerarios son los grandes protagonistas del parque
al utilizarse para dirigir a los visitantes a los distintos lugares del mismo, siguiendo los procesos
mineros, incluidos los servicios. Los recorridos
serán señalizados con sus características específicas indicando a qué áreas y lugares dan acceso,

ELEMENTO PATRIMONIAL
Casa del administrador
Casa quinteiro y carnicería
Lavadero viejo
Almacén
Garage
Tabla 2

Itinerario principal (IP)

CENTRO DE INTERPRETACIÓN
C.I. Mineralogía y paleontología
C.I. Granito y pizarra
C.I. Mineralogía de Fontao
C.I. Historia social de Fontao
C.I. Transporte de concentrados y metales

Centros de interpretación
Fuente: Elaboración propia

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Figura 11

Figura 12 y 13

Bocamina de la galería superior
Fuente: Enrique Orche

De izquierda a derecha: hitos (servicios) / nodos, entradas y c. interpretación
Fuente: Enrique Orche

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PROYECTO DE REHABILITACIÓN DE LAS MINAS DE Sn-W DE FONTAO: VILA DE CRUCES, PONTEVEDRA, ESPAÑA
Enrique Orche + María Pilar Amaré + María Pilar Orche

b)

Itinerarios secundarios (IS-1 a 6)

del parque han de tener continuidad y ser reconocibles. Por ello deben estar construidos por un
vallado de malla metálica de no menos de dos
metros de altura convenientemente sujeta a
postes anclados firmemente al suelo. Los límites
cumplen una doble misión:

Se han diseñado seis de distintas características:

IS-1: permite visitar los C.I. del Granito y
la Pizarra, Mineralogía y Paleontología e Historia
Social de Fontao.

IS-2: accede a los servicios mineros auxiliares de la mina como son el taller mecánico, bocamina inferior, las tolvas de entrada del mineral
al concentrador viejo, el edificio de compresores
y de distribución eléctrica, la subcentral nueva, el
cuarto de martillos y cabrestante, la bocamina superior, la oficina técnica, las tolvas del concentrador nuevo, el cerco minero, los depósitos de agua
y el edificio de bombas, la balsa de depuración de
agua del concentrador y la casa de la guardería.
IS-3: mirador a mina Angelita y sus instalaciones.
IS-4: mirador al río Deza y azud.
IS-5: bajada al puente metálico sobre el
Deza para tener una vista frontal del parque.
IS-6: saliendo del parque, visita al poblado minero con su cine, viviendas, iglesia y escuela.


Dotar al complejo de unas medidas de
seguridad que garanticen la integridad del patrimonio existente en su interior.

Diferenciar el parque del entorno que le
rodea, lo que permite transmitir la idea al visitante
de que se ha trasladado en el tiempo a una instalación minera en su etapa de actividad.
Los límites del parque se indican en la Figura 15.
Por necesidades de comunicación entre los distintos caseríos del entorno, es preciso mantener
en activo la carretera de Merza a Fontao (señalada con una flecha doble), lo que significa que el
parque debe dividirse en dos grandes sectores o
zonas geográficas (señaladas 1 y 2) que, no obstante, estarán unidas mediante pasos a distinto
nivel en los puntos A (paso inferior) y B (paso superior). Al mismo tiempo, la casa de la dirección y
su jardín, debe permanecer en manos del propietario de la minas por expreso deseo suyo (señalada 3). Para evitar complicaciones administrativas,
el límite del parque se ha trazado íntegramente
dentro del Ayuntamiento de Vila de Cruces y de
las propiedades del dueño de las minas.

Bordes
Los bordes marcan los límites del parque dentro
del territorio en el que se encuentra. Los límites

Figura 14 y 15

De izquierda a derecha: itinerarios / bordes
Fuente: Enrique Orche

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CONCLUSIONES
La rehabilitación de antiguas minas en una práctica que debe ajustarse a las recomendaciones
nacionales e internacionales en lo concerniente
a la recuperación y conservación del patrimonio
minero. De acuerdo con ellas, se ha redactado un
proyecto de rehabilitación de las minas de Fontao
que toma por referencia el modelo de parque patrimonial. Con este diseño se pretende mantener
el máximo de instalaciones recuperables conformando un paisaje cultural industrial minero de
mediados del siglo XX.

Figura 16

Antiguo bar de la mina que hoy día conserva esta función para los vecinos de la zona.
Fuente: Enrique Orche

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PROYECTO DE REHABILITACIÓN DE LAS MINAS DE Sn-W DE FONTAO: VILA DE CRUCES, PONTEVEDRA, ESPAÑA
Enrique Orche + María Pilar Amaré + María Pilar Orche

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EL GEOPARC MINERO DE LA
CATALUNYA CENTRAL
Josep Ma Mata-Perelló1 + Ferran Climent Costa2

(1) Doctor en Geologia
UPM. Escuela Técnica Superior de Ingenieros
de Minas, Universidad Politécnica de Madrid
mata@emrn.upc.edu
(2) Geólogo
UPC. Campus de Manresa , GEOSEI
fcliment@geosei.com

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RESUMEN
En este trabajo, queremos tratar del tema del patrimonio minero y de la minería en relación con los
Geoparques de la UNESCO. Es decir como recurso minero con fines turísticos, educativos y científicos. Y
en concreto lo vamos a hacer con el único geoparque minero existente en este momento en España: el
Geoparque de la Catalunya Central (Parque Geológico y Minero de la Catalunya Central).
Es cierto que en España existen otros geoparques, pero el único que se califica como Parque Geológico
y Minero, es el que se ha creado en torno a la ciudad de de Manresa. También es cierto que el Geoparque
del Sobrarbe (situado en el Pirineo de Huesca), ha tenido una clara voluntad de incluir aspectos mineros,
lo mismo que el Geoparque de la Sierra Norte de Sevilla.
Nuestra idea es la de valorar este geoparque como un recurso minero, fieles a nuestra idea de entender
que el uso del patrimonio minero no es más que una nueva actividad minera
PALABRAS CLAVES: Minería, Geoparques, Patrimonio Geológico, Patrimonio Minero

ABSTRACT
In this article we discuss mining in relation to a mining geopark as a mining resource in itself, specifically
in relation to the only such proposed park in Spain at present, namely, the Geopark of Central Catalonia.
Spain indeed has geoparks, but the only one with immediate plans to include mining is the geopark
currently being developed near the city of Manresa in Central Catalonia. The Sobrarbe Geopark in the
Huesca Pyrenees, nonetheless, is also interested in incorporating mining aspects.
We recommend treating the Geopark of Central Catalonia as a mining resource, based on our
understanding that mining heritage represents a potential for a new mining activity.
KEYWORDS: Mining, geopark, geological heritage, mining heritage.

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INTRODUCCIÓN AL MUNDO DE LOS
GEOPARQUES

establecen puentes entre los geólogos y todas
las personas sensibles con el medio ambiente,
que sienten curiosidad por la historia de nuestro
planeta

Un geoparque reconocido por la Organización de
las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia
y la Cultura (UNESCO) es un territorio bien delimitado, con un patrimonio geológico excepcional por su valor científico, didáctico y estético.
Representa un modo de gestionar y rentabilizar
el patrimonio local, con un método de trabajo
aprobado por la UNESCO. No es una nueva figura
legal de protección del medio natural, en ningún
caso viene a restringir el uso del territorio más allá
de las leyes vigentes de cada país. Sus habitantes
están comprometidos con una estrategia de desarrollo socio-económico sostenible que incluye
la promoción y conservación de los valores naturales y culturales del territorio, de manera que
podamos aprender y disfrutar de esta riqueza durante muchas generaciones. Los geoparques son
el resultado de aunar bajo un mismo concepto
la geoconservación, la educación y el desarrollo
sostenible.

LOS GEOPARQUES EN LA PENÍNSULA IBÉRICA
La UNESCO ya ha reconocido a 95 Geoparques
Globales en todo el mundo (2008), diez de los
cuales se encuentran en la península Ibérica: 2 en
Portugal, 3 en Andalucía, 2 en Aragón, 1 en Extremadura, 1 en Euskadi y 1 en Catalunya, el más
joven de todos. Su distribución puede verse en la
Figura 1. Asimismo, en las Figuras 2 y 3, pueden
verse algunos de los elementos que integran dos
de los geoparques, concretamente los situados
en Aragón.

CARACTERÍSTICAS DEL GEOPARC
DE LA CATALUNYA CENTRAL (EL
PARQUE GEOLÓGICO Y MINERO DE
LA CATALUNYA CENTRAL)

Cada vez más personas de todo el planeta reconocen en las marcas “GEOPARQUE EUROPEO” y “GEOPARQUE GLOBAL DE LA UNESCO” verdaderos
sellos de calidad.

En anteriores trabajos, dedicados al Ordenamiento Territorial de la comarca del Bages (MATA
LLEONART et al., 2005; MATA PERELLÓ et al., 2006;
y en MATA PERELLÓ Y CLIMENT COSTA, 2013), ya
hemos hecho hincapié en el importante valor del
patrimonio Geológico y Minero de esta comarca,
y también de su papel dentro del Ordenamiento
Territorial de la misma.

LA RED EUROPEA Y RED GLOBAL DE
GEOPARQUES
La Red de Geoparques Europeos es una asociación voluntaria de territorios que comparten
el mismo método de trabajo para promocionar y
cuidar su patrimonio local, especialmente el geológico.

Asimismo, en otros trabajos ya hemos valorado
que el aprovechamiento y uso del patrimonio geológico y minero constituye una nueva actividad
minera. Con mayor motivo lo pueden constituir
los Museos Mineros, los Parques Geológicos y en
este caso los Geoparques mineros.

En junio de 2000, en la isla de Lesvos (Grecia) cuatro territorios deciden unir sus esfuerzos y crean la
Red de Geoparques Europeos: la Reserva Geológica de Haute-Provence (Francia), el Bosque Petrificado de Lesvos (Grecia), el Parque Geológico de
Gerolstein/Vulkaneifel (Alemania) y el Parque Cultural de Maestrazgo (España). Un año más tarde,
en abril de 2001, la Red de Geoparques Europeos
(con 33 territorios miembros en 2009) y la UNESCO firman el convenio oficial de colaboración.

También, en otros trabajos (MATA PERELLÓ, 2004)
y MATA PERELLÓ et al., 2007) ya nos hemos referido al Parque Geológico y Minero del Bages. En este
trabajo, ya establecimos una serie de LIG (Lugar
de Interés Geológico), LIPM (Lugar de Interés del
Patrimonio Minero) y LIDGA (Lugar de Interés
para la Didáctica de la Geología Ambiental) que
podían formar parte de este futuro parque. Con
ello, el conjunto llegó en su momento inicial a 42
puntos de interés. Por otra parte, durante el año
2007, se elaboró el Plan Director del Parc Geològic
i Miner de la comarca del Bages (Parque Geológico

Finalmente, en octubre de 2005 con la firma de la
Declaración de Madonie (Sicilia, Italia) la UNESCO
reconoce que cada Geoparque Europeo forma
parte de la Red Global de Geoparques reconocidos por la UNESCO. Gracias a esta Red Global se

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EL GEOPARC MINERO DE LA CATALUNYA CENTRAL
Josep Ma Mata-Perelló + Ferran Climent Costa

Figura 1, 2 y 3




De arriba a abajo: Distribución de los
Geoparques de la Península Ibérica /
La Porra, Parque Geológico de Aliaga
(Geoparque del Maestrazgo) / El Anticlinal
de Añisclo (Geoparque del Sobrarbe)
Fuente: Coleccion propia

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y Minero de la comarca Bages). Posteriormente,
durante el año 2008, se vio necesario convertir el
Parc Geològic i Miner de la comarca del Bages en el
Geoparc de la Catalunya Central. Con ello, el objetivo se adaptaba a las posibilidades que ofrecía la
red europea de geoparques. Recientemente, en
septiembre del 2012, se ha convertido en el 51 geoparque europeo.

Entre estos materiales terciarios destacan (por su
importancia económica y minera) los de la de la
Formación Cardona, situada en el tránsito del Eoceno al Oligoceno. Ésta formación se halla constituida por alternancias de niveles de halititas (con
presencia predominante de HALITA) y silvinititas
(con SILVINITA y CARNALITA, como minerales predominantes de esta roca).

El Geoparque propuesto se extiende por diversos lugares de la Catalunya Central, en torno a
la comarca del Bages. Esta comarca se halla totalmente situada en la Depresión Geológica del
Ebro, entre los afloramientos cenozoicos que la
rellenan. Estos sedimentos se reparten entre el
Eoceno y el Oligoceno. Dentro de este contexto,
uno de los elementos, es el Meandro abandonado
de Calders. Figura 4

Así, uno de los lugares más emblemáticos es el de
la conocida Muntanya de Sal de Cardona (Montaña
de Sal de Cardona), unos de los Lugares de Interés
Geológico de Cataluña. Sin embargo, como consecuencia de las reestructuraciones del Geoparque,
de momento no forma parte del mismo y se está
trabajando para integrarse en los próximos años.
De momento tiene establecido un estrecho convenio de colaboración.

Figura 4

El meandro abandonado de Calders, uno de los elementos del Geoparque de la Catalunya Central
Fuente: Coleccion propia

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EL GEOPARC MINERO DE LA CATALUNYA CENTRAL
Josep Ma Mata-Perelló + Ferran Climent Costa

Por otra parte, los niveles de yesos que jalonan
esta formación también afloran en otros lugares
como en Súria, entre otros lugares en el Anticlinal
de la “falla” del Mig-Mon, un interesante pliegue
asimétrico de vergencia pirenaica fallado ocasionalmente en su plano axial. Todos estos materiales se hallan afectados por las últimas convulsiones de la tectónica pirenaica (así como de la
geotectónica cuaternaria), dada su extraordinaria
plasticidad. En efecto, esta cuenca se halla entre el
Sistema Mediterráneo (o Catalánides) al sur y el Sistema Pirenaico al norte. Los accidentes tectónicos,
son muy laxos, casi imperceptibles, dentro de este
conjunto, con la excepción de la tectónica relacionada con los materiales salinos.

la superficie). Inmediatamente después se inician
las explotaciones de halita de Cardona, por vía
subterránea.
En la actualidad se hallan activas las minas situadas en Sallent-Balsareny, Súria y Cardona. Las
primeras, de la empresa IBERPOTASH dedicadas a
la extracción de SILVINA (para fabricar la potasa)
y la última dedicada a la extracción de HALITA, a
cargo de la SALINERA DE CARDONA. Asimismo,
como ya hemos mencionado, en fecha próxima se
procederá al beneficio de la HALITA contenida en
la escombrera de Súria, por parte de la empresa
IBERPOTASH.
Igualmente ha habido diversas explotaciones de
arcillas, calizas y yesos. Unos y otros han servido
como materia prima para los denominados Forns
d´Obra (o Teuleries), Forns de Calç y Forns de Guix;
respectivamente. Es decir de: las tejerías, caleras
y yeseras.

Por otra parte, en los sectores más meridionales
del Bages predominan los afloramientos detríticos de la Formación Montserrat (constituyendo
los impresionantes relieves de Montserrat, entre
otros).

Algunos de estos elementos los hemos incluido
en el Geoparque; al igual que un Pou de Glaç (o
de Gel). Por otra parte, no hemos incluido ningún
Forn de Vidre, a pesar de que hubo varios, que no
hemos podido encontrar. Esto es: de los neveros y
de los hornos de vidrio. Respectivamente.

LA MINERIA EN EL ÁMBITO DEL GEOPARQUE
Cabe indicar que los materiales salinos de la Formación Cardona se hallan en explotación en diversos lugares de la cuenca minera, todos ellos
dentro de la denominada Cataluña Central (en el
NE de la Península Ibérica).

LA MINERALOGIA EN EL ÁMBITO
DEL GEOPARQUE

Las principales explotaciones se hallan en torno
a las poblaciones de Sallent, Súria, Cardona y Balsareny. En la actualidad, en la tercera, se está explotando la HALITA; mientras que en las otras tres
se explota la SILVINITA, para la obtención de “potasa”. Sin embargo, en estos momentos se está
evaluando la posible explotación de la sal común
contenida en las escombreras de Súria.

Dadas las características mineras de este geoparque, en su ámbito existen diversas localidades
cuya importancia mineralógica es sumamente
importante. Así, existen diversas mineralizaciones
de las que ahora haremos énfasis en las siguientes:
Mineralizaciones evaporíticas de la
Cuenca potásica Catalana

Algunos de los materiales geológicos de la cuenca minera ya son conocidos desde la antigüedad.
Concretamente, la HALITA (Sal Común o Sal Gema),
el mineral mayoritario de la roca halitita, ya era
conocida y explotada durante el Neolítico. Las
explotaciones van continuando durante los siglos
siguientes y más tarde, ya en la época romana,
Plinio el Viejo ya habla de la sal gema de Cardona
y de su impresionante Muntanya de Sal.

Dentro del geoparque se hallan la totalidad de las
explotaciones actuales de esta cuenca evaporítica, situadas en Cardona (ahora solo se explota sal
común), Balsareny, Sallent y Súria.
Como consecuencia de ello, están presentes en
las diversas localidades los siguientes minerales:
HALITA, CARNALITA, SILVINITA, ANHIDRITA y
YESO. Ocasionalmente, se han encontrado también las BISCHOFITA (en Sallent y en Cardona), la
POLIHALITA (en las mismas localidades anteriores)
y la KALIBORITA (en Sallent). Cabe destacar asimismo la presencia ocasional de la variedad azul

Posteriormente, en los años setenta se unen por
una galería las explotaciones de Sallent y Balsareny. Más tarde, en los años ochenta se cierra
la explotación de potasa de Cardona (que estaba
laborando a unos 1.100m de profundidad, desde

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de la HALITA, especialmente en las localidades
de Súria y de Sallent. Asimismo, cabe mencionar
también la presencia de un mineral arcilloso, la
ILLITA, en todos los indicios salinos de la cuenca.

analizado las diferentes eflorescencias blancas,
buscando el “salnitre”, pero nunca lo hemos encontrado. En cambio, todos los análisis de eflorescencias de la cueva, nos han verificado la presencia del fosfato acabado de mencionar.

No obstante, los únicos afloramientos superficiales de estos materiales, se sitúan en la localidad
de Cardona. En ese lugar aflora la denominada
Formación Cardona, que se extiende por amplios
sectores del subsuelo del geoparque. Figura 5

ESTRUCTURACIÓN DEL GEOPARQUE
DE LA CATALUNYA CENTRAL

Mineralizaciones cupríferas asociadas a “red-Bed”

Dadas las característica del Geoparque, el equipo
redactor valoró en su momento la posibilidad de
establecer varios centros de acogida de visitantes,
así como un oficina central (situada en uno de ellos). Actualmente existen, dentro del territorio
propuesto para el Geoparque, cuatro centros que
ya se dedican a la divulgación de la geología; con
la voluntad de minimizar los costes en infraestructuras en el comienzo de la actividad del Geoparque, se decidió que fueran estos los principales
centros de interpretación y de atención y canalización de los visitantes.

Dentro del Geoparque se halla inventariado un
LIG con estas características. Se sitúa en la población de Artés, en Can Vila. Ahí la mineralización
se ubica en unos paleocanales situados entre la
Formación Artés. Los minerales presentes son:
CALCOSINA, COVELLINA, AZURITA y MALAQUITA.
Existe otra mineralización similar, inventariada en
Can Carreras de Sallent, otro de los LIG del Geoparque. Sin embargo, ahí se asocia a unas calizas
fétidas lacustres, muy ricas en materia orgánica,
situadas en la Formación Artés. En este caso solo se
hallan la AZURITA (que predomina) y la MALAQUITA.

Súria, como centro de interpretación
de la minería y del patrimonio minero
En este municipio se canalizaría gran parte de
la actividad interpretativa en lo referente a la
minería. Debido a su gran tradición histórica y al
hecho de que queda preservada una parte importante del patrimonio industrial asociado a la
producción, junto con una explotación activa de
halita, además de todo el patrimonio histórico,
arquitectónico y cultural desarrollado gracias a la
sal, hace de este punto el más indicado para vehiculizar la divulgación de este tema principal.

Mineralizaciones asociadas a fenómenos kársticos
Dentro del Geoparque, hemos considerado dos
localidades en donde se sitúan mineralizaciones
de este tipo, aunque netamente diferentes.

Mineralizaciones de Aragonito. Existe
una localidad tristemente célebre, expoliada durante decenios, se trata de la Cova de Mura. Ahí existen aún muy buenos ejemplares de ARAGONITO,
que aparece en la variedad de flos ferri, siendo una
de las localidades más importantes de Catalunya,
por la presencia de este mineral. Figura 6

Se desarrollarían aquí todos los contenidos referentes al patrimonio minero, la explicación geológica, en todos los sentidos, que ha generados
los distintos recursos naturales, junto con la historia geológica (paleogeografía y ambientes sedimentarios, etc.), así como los mecanismos e instalaciones creadas por el ser humano para acceder
al mineral o roca, y la evolución de estos a lo largo
de la historia. Figura 7


Mineralizaciones de Brushita. Existe
una localidad dentro del Geoparque, en donde se
ha determinado la presencia de la BRUSHITA. Se
trata de la Cova del Salnitre. Curiosamente, hemos

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EL GEOPARC MINERO DE LA CATALUNYA CENTRAL
Josep Ma Mata-Perelló + Ferran Climent Costa

Figura 5, 6 y 7





De arriba a abajo: Afloramientos de HALITA y CAR
NALITA, en la Montaña de Sal de Cardona. Futuro inte
grante del Geoparque de la Catalunya Central / El
ARAGONITO de las Coves de Mura. Geoparque de la
Catalunya Central. / El Anticlinal de la Falla del Mig Món,
en Súria. Geoparque de la Catalunya Central.
Fuente: Coleccion propia

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Figura 8, 9 y 10




De arriba a abajo: Parc Prehistòric de la Cova del
Toll de Moià. Geoparque de la Catalunya Central /
Museo de Geología “Valentí Masachs”. Geoparque
de la Catalunya Central / Coves del Salnitre
Collbató. Geoparque de la Catalunya Central
Fuente: Coleccion propia

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EL PAPEL DEL CONSELL COMARCAL DEL BAGES (MANRESA) EN LA
GESTACIÓN DEL GEOPARQUE

Parc Prehistòric de la Cova del Toll
(Moià)
En este centro, situado en una zona con una importante morfología cárstica, se desarrollaría
especialmente el patrimonio geológico del Geoparque junto con los conocimientos generales
sobre la geología del parque: geomorfología y
tipos de rocas, tectónica regional, procesos geológicos externos, karstificación, antropología
(restos de homínidos), etc. Un aspecto de la cueva, puede verse en la Figura 8.

Este organismo supramunicipal, que ha liderado
el proceso para poder ser finalmente Geoparque,
preside el Geoparque y pone a disposición del
proyecto a sus técnicos, además de acoger en sus
instalaciones la parte administrativa y de gestión
general así como realizar las acciones de promoción conjunta del Geoparque. Los municipios
donde se ubican los distintos centros de visitantes
se ocupan de gestionar y conservar su patrimonio
propio y las visitas y actividades didácticas.

Museu de Geología “Valentí Masachs”,
de la UPC (Manresa)

Más información sobre el Geoparque de la Cataluña Central en: http://www.geoparc.cat/es/

Este punto destaca especialmente por divulgar
de forma sobresaliente los minerales y rocas y el
paso a los productos derivados asociados. Todo
ello a partir de una colección muy importante de
rocas y minerales, además de una completa colección de fósiles hallados en el espacio del parque.
En la actualidad, la sede del Consell Científic del
Geoparque se ubica en este museo.
Un aspecto del mismo, puede verse en la Figura
9.
Coves del Salnitre, de Collbató
Este espacio iría dedicado prácticamente en exclusiva a la montaña de Montserrat y todos los
temas que se le puedan asociar: génesis, morfología, evolución, procesos dinámicos actuales,
así como sistemas cársticos en conglomerados,
entre otros temas. Un aspecto de las cuevas, puede observarse en la Figura 10

255

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y minero dentro del Plan de Ordenamiento Territorial de la
comarca minera del Bages (Catalunya Central, Depresión
Geológica del Ebro). Actas del Primer Congreso Internacional sobre Geologia y Mineria Ambiental para el Ordenamiento del Territorio (en prensa). 8 pag. Utrillas
MATA-PERELLÓ, J.M. et altri (2006). El Parc Geològic i Miner
del Bages dentro del Plan de Ordenamiento Territorial de la
comarca minera del Bages (Catalunya Central, Depresión
Geológica del Ebro). Actas del Primer Congreso Internacional sobre Geologia y Mineria Ambiental para el Ordenamiento del Territorio (en prensa). 8 pag. Utrillas

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Parque Minero Comarca
de Andorra “MWINAS”:
Recuperación y puesta en
valor de un espacio postminero
Antonio Pizarro Losilla1

(1) Ingeniero Técnico de Minas
Sociedad Española para la Defensa
del Patrimonio Geológico y Minero
alosilla2@hotmail.com

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RESUMEN
La actividad minera de esta Comarca Aragonesa aparece en el siglo XVI, aunque es a comienzos del siglo
XX, cuando esta nueva ocupación ordena la vida cotidiana de sus habitantes, que era principalmente
agrícola, con un cambio radical en sus costumbres y hasta en el sentir.
Innumerables han sido los proyectos mineros que se han desarrollado, encaminados a la extracción del
lignito que poseía en su subsuelo, la mayoría han ido finalizando a medida que se han ido agotando las
reservas.
Se hacía necesaria una actuación multidisciplinar encaminada a poner en valor la historia minera más
reciente, y se elige una antigua zona minera como lugar de referencia, en el que hay un elemento que
destaca, un castillete en torno al cual se crea el Parque Minero “MWINAS”.
PALABRAS CLAVES: parque minero, patrimonio

ABSTRACT
The mining activity of this Aragonese Región appears in the 16th century, though it is at the beginning
of the 20th century, when this new occupation arranges the daily life of their inhabitants, which was
principally agricultural, with a radical change in their customs an up to in to feel.
Innumerable they have been the mining projects that haved developed, directed for the extraction of
the lignite that it possessed in its subsoil, the majority they have been finishing as the reservations have
been finishing as the reservations have been becoming exhausted.
It was becoming a multidisciplinary action necessary directed to putting in value the most recent mining
history, and there chooses a former mining zone as place of reference, in which there is an element that
stands out, a castillete concerning around which there is created the Minin Park “MWINAS”.
KEYWORDS: open mining museum, heritage

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INTRODUCCIÓN

referentes en lo que a conservación del patrimonio minero-industrial se refiere; pero si observamos son proyectos y actuaciones que han nacido
desde las instituciones o grandes empresas, que
han sido los que han creído en este tipo de actuaciones y luchan por hacerlas realidad, pero muy
cerradas a la participación de los verdaderos protagonistas de la historia, que no son otros que los
mineros.

La Comarca Andorra-Sierra de Arcos, ha basado
su crecimiento y la forma de vida de sus habitantes en la actividad minera, que ha sido y sigue
siendo el motor de desarrollo, no de esta zona en
concreto, sino que en un sentido mas amplio de la
provincia de Teruel y Aragón, durante los últimos
70 años.

En Andorra, la idea surge desde esta base en el
año 2003, concretamente de un exminero que
la pone en conocimiento del Centro de Estudios
Locales, el cual propone la realización de un homenaje a todos los mineros fallecidos en las minas
de la Comarca en el desempeño de su profesión.
Este fue el germen, el cual fue madurando al considerar el tema muy interesante por los responsables del Centro de Estudios Locales; un grupo de
exmineros voluntarios se enganchan a esta idea,
y se comienza la ardua tarea de convencer, para
realizar dicho homenaje tanto a las autoridades
locales, comarcales y autonómicas; así como a las
empresas que tienen y han tenido intereses en la
zona, igualmente a los agentes sociales.(Figura 1)

La minería, pues, constituye el cimiento de esta
Comarca, una comarca nueva, sin tradición de
Comarca y que, prácticamente, no tiene otro vínculo en común que la reciente de la minería; esta
actividad minera en la Comarca ha ordenado de
tal modo la vida cotidiana, las costumbres e incluso el sentir, durante parte de su historia más
reciente, que se hacia necesario una actuación
encaminada a poner en valor la historia mas reciente de su existencia, basándose sobre todo en
la recuperación de su vasto patrimonio mineroindustrial, cuyo fin último seria la creación de un
museo minero.
Hay mucho por hacer, el museo es solo el principio, y muchas direcciones en las que trabajar,
a veces pensamos que la minería de la zona es
de época reciente y de corta vida, hay muchos
elementos, no solo el carbón, este ha sido la estrella y sigue siéndolo, pero no podemos olvidar
la minería del alumbre y la caparrosa, que en esta
Comarca aparece en el siglo XVI, han de tener su
lugar de estudio, por supuesto el carbón (lignito)
y por todas las vicisitudes que se ha pasado para
su explotación y su transporte para colocarlo en
los puntos de consumo, y si queremos ampliar,
podemos llegar a estudiar su utilización como
materia prima en la generación de electricidad,
los diversos tipos de centrales en los que se ha
consumido y su evolución.

El homenaje, pues, tenía que tener su lado emotivo y tenia que ser participativo, no tenia que
quedarse exclusivamente entre las paredes de los
espacios culturales, sino que tenia que ser intervenido y disfrutado por los mineros y por el conjunto de la ciudadanía.
Madurada la idea original y aceptada, para realizar
dicho homenaje, se decide la realización de unas
jornadas encaminadas a dichos mineros, y que
debían responder a tres planteamientos iniciales:

El de servir de reconocimiento del oficio del minero, casi en extinción, como algo intrínseco a la vida de la Comarca y del papel que ha
representado.

El de investigar y estudiar las múltiples
facetas, que se mezclan en la minería, procurando
rescatar el patrimonio minero que aún queda.

INICIO DE ACTUACIONES


El de homenaje a todos los mineros de
los pueblos de la Comarca, así como de las poblaciones y comarcas vecinas.

Desde que en los años 50 nace en el Reino Unido
el concepto de patrimonio industrial, como respuesta a un sensibilidad por conservar los edificios
industriales que formaban parte del imaginario
urbano histórico mas reciente, muchas han sido
las iniciativas y actuaciones que han ido apareciendo para trabajar en este sentido, en toda Europa y también en lo que se refiere a nuestro país.
Centrándonos en España, muchos son los proyectos y algunas las realidades que se constituyen en

Es a comienzos de 2005 cuando la primera idea
está muy madura, se fija la fecha de realización y
se tiene una clara conciencia de los actos y actividades que se iban a realizar durante las jornadas,
estas tenían que responder a un triple objetivo:
reconocimiento, estudio y homenaje.

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EL GEOPARC MINERO DE LA CATALUNYA CENTRAL
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Figura 1

Cartel anunciador de las Jornadas de Homenaje al Oficio de Minero.
Fuente: Fondo fotográfico Centro Estudios Locales Andorra (Celan)

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A) Al reconocimiento contribuyeron:

>
La creación de un museo tecnológicominero de interpretación de la minería, MWINAS,
ubicado en el entorno del Pozo San Juan.

>
La edición de un libro de relatos mineros, Tierra adentro.
>
La edición de un libro en verso, sobre la
mina, La mina en verso.
>
La emisión de un película Que verde era
mi valle, temática social a mitad del siglo XX de los
mineros en País de Gales.
>
La charla del escritor Julio Llamazares
como título: La mina: mirada de un escritor.

Las jornadas se realizaron durante la segunda
quincena del mes de Mayo de 2005, con una masiva participación de público en general, por supuesto muchos de ellos mineros y exmineros, que
eran los protagonistas.
Pasado un tiempo prudencial una vez finalizadas
las jornadas, llegó el momento de reflexionar y
valorar en su justa medida todo lo acontecido,
por parte del equipo organizador junto con las
administraciones, empresas, agentes sociales y
voluntarios que intervinieron de una u otra forma
en la organización y desarrollo de las jornadas.
(Figura 2)

B) Al homenaje:
>
Las exposiciones fotográficas tituladas:
Mineros y La Oportuna.
>
La exhibición de entibadores, trabajo
minero por excelencia.
>
La mesa redonda de mineros procedentes de distintas cuencas españolas.
>
Y, por supuesto, el acto central del homenaje en el Pozo San Juan, posteriormente una
comida de hermandad que asistieron unas 2000
personas, como cierre la actuación de varios artistas musicales de la zona.

La valoración fue muy positiva, la observación
mas importante que se realizó, fue que dentro de
todos los actos, demostraciones, actividades, etc,
que se realizaron solo se conservan las publicaciones, los videos y películas, las exposiciones, los
buenos momentos vividos….., pero por encima
de todo lo que ha perdurado y ha brillado con luz
propia ha sido el Museo Minero.
De tal forma que una exposición que nacía con
un carácter temporal, durante el tiempo de realización de las jornadas, y sobre todo por la ilusión,
empeño y trabajo puesto en su realización por
parte de los exmineros voluntarios, la administración comarcal decide convertirlo en permanente y seguir trabajando para su conversión en
un gran Parque Minero.

C) Al estudio:
>
La celebración de cuatro conferencias:
problemática del carbón, la historia de dos empresas mineras instaladas en la zona y técnicas
mineras para explotación.
>
La edición de un libro didáctico, dedicado al elemento natural que ha generado la
riqueza de la zona: CARBON.
>
El dossier sobre minería de la Revista de
Andorra.
>
La presentación del inventario del patrimonio industrial de la Comarca, realizado por la
Diputación General de Aragón, así como proyectos relacionados con la minería y el patrimonio
(Futuro Parque Minero).

UBICACIÓN DEL MUSEO MINERO
Había que elegir en principio un lugar donde
poder realizar una gran exposición donde debían
tener cabida multiples elementos; con buen criterio se acordó realizarlo en el entorno del pozo
San Juan, una zona postminera muy cercana a

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EL GEOPARC MINERO DE LA CATALUNYA CENTRAL
Josep Ma Mata Perelló + Ferran Climent Costa

la localidad de Andorra, donde se conservaban
unos importantes elementos mineros, como es el
castillete que se alza sobre la caña del pozo de 44
metros de altura, el pozo en sí tiene 386 metros
de profundidad, la sala de máquinas, una serie de
cabrestantes que se utilizaron para la profundización del pozo, además de unas naves que tuvieron una actividad importante de los años 50 a
80, ya que la empresa Nacional Calvo Sotelo tuvo
en este punto su principal centro neurálgico en
cuanto a logística se refiere.

un espacio muy importante para los ciudadanos
de Andorra.
Para llenar este espacio se inició otra labor importante, que no era otra que la recuperación de las
máquinas y el resto de elementos que iban a ser
expuestos, estos procedían casi en su totalidad
de la empresa ENDESA, todos ellos recuperados
gracias a que por estas mismas fechas se estaba
asistiendo al cierre de la última explotación subterránea que tenia dicha empresa en la zona y no
era otra que la mina La Oportuna; mucho material
ha sido cedido por esta empresa, si no hubiese
sido así, muy posiblemente todo este material
hubiese caído en las manos del chatarrero de turno, hay que decir que muchas de las máquinas llevaban ya bastante tiempo en desuso y se podían
considerar como chatarra; ha sido el trabajo realizado por los exmineros voluntarios en cuanto a su
recuperación los que han hecho de que estén en
las condiciones para ser observadas es su verdadera dimensión. (Figura 3)

Bien es cierto que esta zona a partir de los años
80 quedó en desuso y abandonada a su suerte,
sobre todo en lo que se refiere a los edificios, el
pozo si sigue en actividad pero solo para extraer
agua para abastecer a la población de Andorra;
era una zona muy degradada, se había convertido
en un basurero; por lo tanto la primera actuación
se centraba en recuperar y rehabilitar esta zona
para realizar el museo, y como consecuencia de
esta recuperación es indudable que se ha ganado

Figura 2 y 3 Descubriendo placa de homenaje al pie del castillete. / Complejo minero Pozo San Juan año 1956. Inicio de actividades.

Fuente: Fondo Antonio Pizarro. 2005 / Fondo fotográfico Centro Estudios Locales Andorra (Celan)

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METODOLOGIA:
ESTRUCTURACREACION DE ESPACIOS DEL
PARQUE MINERO (MWINAS)

dos para el movimiento de materiales y desplazamiento del estéril y lignito arrancado, tanto en
interior como en exterior de las minas, como son:
locomotoras, carros para transportar material, vagonas de diferentes capacidades, todos dispuestos sobre el elemento necesario para su desplazamiento y que no es otro que la vía.

Como consecuencia de todo lo explicado anteriormente, es cuando aparece el proyecto relativo
a un gran parque cultural minero, que se denominará MWINAS (Museo Minero Andorra-Sierra de
Arcos), que responde a una ambiciosa iniciativa
por parte de la Comarca, de los ayuntamientos
involucrados, de los exmineros voluntarios, de
los agentes sociales y de las empresas de la zona
relacionadas con la minería, de revalorizar el patrimonio minero del territorio como patrimonio
cultural, con el fin de que la actividad económica
más importante de la zona no caiga en el olvido
y con ella los numerosos testimonios de lo que
ha supuesto para la Comarca su principal motor
económico y su particular función social y antropológica.

o
Zona de trabajo: en esta zona se recoge
una serie de elementos y máquinas, pero dispuestos por los diferentes servicios creados para la
buena marcha de la explotación, tenemos:
a)
Estéril: pala de bajo perfil para la retirada de escombro, una composición utilizada para
este mismo fin y que lo compone un escraper o
arrobadera con su cuchara correspondiente, y la
última máquina que se utilizó en la construcción
de galerías, que es una rozadora de ataque puntual tipo Alpine de fabricación austriaca, como elemento auxiliar anexo está un captador de polvo
que se utilizaba para depositar las partículas de
polvo generadas por este tipo de máquinas al
rozar en los frentes, y de esta forma mejorar las
condiciones ambientales en las labores.

De tal manera que se diseña la distribución del
Parque Minero, con varias zonas:
1 / Una exterior, en la que están expuestas las
máquinas, elementos más voluminosos y simulaciones, pero bien definido por tiempo y uso, tenemos (Figura 4):

b)
Carbón: se comienza con una composición de pilas automarchantes de tajo mecanizado en dirección, de fabricación alemana, con
todos los elementos: rozadora y transportador
de evacuación; a continuación hay una serie de
rozadoras de ataque puntual utilizadas en la construcción de niveles en carbón y su posterior explotación.

o
Zona del Castillete: donde aparece
como elemento sobresaliente, con su sala de
máquinas contigua y alojada en ella su grandiosa
máquina de extracción ROBEY, alrededor de el se
ha posicionado diferentes elementos que fueron
básicos para la difícil tarea de profundización del
pozo.

c)
Auxiliares: se contemplan varias máquinas utilizadas para la limpieza de galerías y niveles, de bajo perfil y muy características de estos
trabajos; así como los transportadores y cintas
transportadoras de estructura metálica y banda
de caucho, que se utilizan para la evacuación del
carbón arrancado en las explotaciones.

En esta zona también se ha dispuesto una pequeña simulación, de lo que es otra forma de acceder
al interior de las minas, como son los planos inclinados, con la jardinera como elemento básico;
además de una serie de bombas que se utilizaron
en los trabajos de profundización del pozo y algunas mas utilizadas en la minería subterránea de la
zona, entre otros elementos.

o
Zona de sondeos: en esta zona se recogen varias máquinas auxiliares utilizadas para realizar sondeos de investigación, para labores de
ventilación, para drenajes de bolsadas de agua intercaladas en las capas de arenas o arcillas, etc, en
definitiva faenas auxiliares para complementar la
explotación en las mejores condiciones posibles.

o
Zona de transporte: en este espacio se
han recogido muchos elementos básicos utiliza-

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Figura 4

Panorámica de la zona exterior del Parque Minero.
Fuente: Fondo Antonio Pizarro Losilla. 2012

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o
Zona de simulaciones: se han realizado
dos muy específicas:

>
Zona de planos, donde se han recogido
y expuesto una serie de planos en los que se observan las labores que se han realizado en algunas
minas tanto subterráneas como a cielo abierto de
la Comarca, así como planos donde se reflejan los
métodos de explotación utilizados en dichas minas.
>
Zona de maquetas, en las que se observan, a una determinada escala la estructura
tanto de una mina de interior, es el caso de mina
La Oportuna, como de otra a cielo abierto, que es
el caso de Corta Alloza; igualmente en esta zona
se encuentran expuestos en varias vitrinas algunos elementos como: minerales, partes de trabajo, vales de almacén, diversos tipos de carnet
que se le exigían a los mineros, como muestra de
capacitación ante algunos trabajos, en definitiva
documentos complementarios que utilizaban los
administradores de las explotaciones.
>
Zona de proyecciones, se ha realizado
una simulación de un tramo de nivel de interior
de mina entibada con cuadros metálicos, en este
espacio se ha preparado una sala de proyecciones, donde poder ser visionados varios videos
alusivos a la actividad minera.

1)
Simulación de un nivel de carbón con
todos los elementos que lo conforman: entibación mediante cuadro metálico y encosterado
con madera, los elementos de ventilación, aspirador y jetflow, rozadora de ataque puntual utilizada tanto para el avance de nivel como para la
explotación y por último los diferentes tipos de
transportadores que se utilizaban para la evacuación del carbón extraído.
2)
Simulación de un nivel entibado con
madera, mediante pies y trabancas de madera,
unidos en corona y encosterado con tablos largos,
al fondo de este nivel está colocada la imagen de
Santa Bárbara, patrona de los mineros.
2 / Una interior, Museo, ubicado en el interior de
una nave recuperada y adecuada al efecto en la
que se han creado una serie de espacios sobre los
que se han dispuesto los múltiples elementos.
>
Zona de vestuarios, recreada con los
bancos, taquillas, platos para colgar la ropa, etc.
>
Zona de lampistería y seguridad, en
esta se han dispuesto los bancos de carga donde
se depositaban las lámparas mineras que utilizaban los mineros, para cargarse mientras no
estaban en uso, otro banco donde el lampistero
reparaba dichas pilas, etc; una gran variedad de
elementos y aparatos que se utilizaban en seguridad y salvamento, tanto para medir las condiciones ambientales como de uso en caso de condiciones extremas de atmósferas irrespirables,
por lo tanto hay aparatos utilizados para rescate
y reanimación, todos ellos dispuestos en vitrinas
bien acondicionadas e identificadas.
>
Zona de pequeña herramienta, es una
zona muy amplia en la que se muestra toda la
herramienta y elementos que se utilizaban en los
diferentes servicios y departamentos de la mina,
tales como son las labores de estéril, labores de
carbón, mantenimiento mecánico y eléctrico, vieros, topografía, sondeos, etc.

NUEVAS ACTUACIONES Y RESULTADOS
Debido al éxito obtenido, por el continuo aumento del número de visitantes, por la sensibilidad
creada en la Comarca ante este tema y sobre todo
por el convencimiento de las autoridades comarcales y locales, en que se podría convertir en un
foco de visitantes, sobre todo de grupos que están
muy interesados en recuperación de patrimonio,
en este caso minero; se continúa trabajando sobre el museo, que nacía con un carácter temporal
y entonces se decide convertirlo en permanente,
además seguir trabajando en la línea de mejorarlo
y ampliarlo, en buena medida es gracias al empuje y disponibilidad del colectivo de voluntarios
exmineros que siguen acudiendo diariamente

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para conseguir estos objetivos, además de continuar recabando información y la donación de elementos que se consideran necesarios que estén
recogidos en este museo.

máquina ya estuvo emplazada en esta misma sala
de máquinas a comienzos de los años 60 del siglo
pasado, ante la imposibilidad de profundizar el
pozo San Juan a mitad de los años 60 se trasladó
y se emplazó en el plano Nº 2 de la mina citada
anteriormente, y allí ha trabajado sin descanso
unos 40 años y ahora vuelve a sus orígenes, para
preservarla y mostrar su majestuosidad a la sociedad en general. Esta tarea se ha realizado mediante un acuerdo de los dirigentes de la Comarca y
la empresa ENDESA, para lo cual se ha tenido que
contratar una empresa especializada para realizar
estos trabajos de traslado, montaje y adecuación,
de tal forma que ha quedado funcionando. Esta
máquina la podemos catalogar como una verdadera joya de patrimonio tecnológico-minero.
>
A finales de 2006 la Comarca presenta
un proyecto en la convocatoria de 2006 del programa europeo SMART (acciones y gestión sostenible para promover la transición regional), en
esta convocatoria tienen cabida todos aquellos
proyectos de recuperación para uso alternativo
de viejos espacios mineros. La Comarca piensa
que puede ser una buena estrategia de desarrollo de la zona ante la crisis del carbón; de tal
forma que se le concede una subvención que financia el proyecto de musealización exterior del
Pozo San Juan, la exposición al pie del castillete
de extracción minera de una numerosa colección de grandes máquinas, mudos testigos del
duro trabajo tanto en la minería de interior como
a cielo abierto. Mediante la creación de un taller
de empleo, han estado 25 trabajadores, y lo que
ha comenzado a realizar en una primera fase ha
sido: la adecuación y vallado del perímetro de todos los terrenos afectos al pozo San Juan, se han
adecuado varias zonas al ser un espacio muy amplio, unas zonas se han creado para el ocio y esparcimiento de la población al ser una zona muy
cercana a la misma y la tarea más importante que
han acometido ha sido el comenzar a redistribuir
toda la maquinaria expuesta ya que un principio
su colocación fue provisional, lo que se persigue
es crear unos circuitos para facilitar el tránsito de
los visitantes en las mejores condiciones posibles.
(Figura 6)

De tal manera que se comienzan a dar pequeños
pasos, por un lado los responsables de la Comarca
inician acciones encaminadas para conseguir los
terrenos y edificios colindantes al pozo San Juan,
para lo cual entra en negociaciones con ENDESA
propietaria de los mismos, para que ceda estos
terrenos así como los archivos y todo aquello que
sea de interés para enriquecer este proyecto. Estas negociaciones llegan a buen puerto y a finales
de 2006 se firma el acuerdo para esta cesión en las
mejores condiciones posibles para el Ayuntamiento de Andorra, debido en muy buena medida a
la magnifica disponibilidad en este sentido de los
responsables de ENDESA.
Y poco a poco siguen acometiendo nuevas actuaciones:
>
Creación de un espacio sanitario, dentro del museo, ya que dentro de la estructura de
las empresas mineras ha sido siempre muy importante, disponer tanto de un botiquín, así como el
caso de ENDESA crear y mantener una clínica con
los mejores medios tanto humanos como materiales para mantener en buena disposición la salud
de sus trabajadores y así como resolver en las mejores condiciones posibles los accidentes que se
producían en las minas.
>
Creación de un espacio dedicado a
economato laboral, también dentro del museo,
igualmente las empresas mineras importantes de
la zona crearon sus economatos, realizando de
esta forma un bien social para sus trabajadores ya
que aplicaban un mejor precio de los productos
que vendían, cubriendo todas las secciones posibles: alimentación, limpieza, vestido, electrodomésticos, etc.
>
Instalación de la máquina de extracción ROBEY, procedente del plano de extracción
Nº 2 de mina La Oportuna, hay que decir que esta

267

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>
Se procede a la restauración integral
del castillete, se quitan todos los elementos accesorios que no se consideraban fundamentales, se
reponen todas las escaleras y barandillas anexas
al castillete para poder subir a la zona mas alta
donde están ubicadas las poleas, desde este lugar
privilegiado se pueden observar magnificas vistas
de todo el entorno, tanto la población de Andorra
así como el Val de Ariño.
>
El castillete se limpia en su totalidad, se
da un tratamiento contra la corrosión y se pinta
para retrasar en todo lo posible su envejecimiento, y por último se procede a su iluminación integral de toda la estructura, de tal forma que en la
noche se ha convertido en un referente.
>
A finales de 2012 se realiza una actuación de especial interés y no es otro que el
saneamiento y rehabilitación de la sala de máquinas, reparando toda la cubierta para evitar las
filtraciones y goteras que afectaban al interior, y
se ha procedido al cerramiento de todo el edificio
respetando escrupulosamente la arquitectura del
edificio original. (Figura 7)

En definitiva son pequeñas actuaciones, pero
que mantienen viva la idea por parte de todos
los colectivos implicados para seguir caminando
poco a poco hasta conseguir ese gran proyecto
que hay en la mente de todos.
A esta tarea ayuda en gran medida los reconocimientos, como fue en el año 2009, en las III
Jornadas de Minería y Patrimonio, celebradas en
Peñarroya, organizado por el Ilustre Colegio de
Ingenieros Técnicos de Minas de Córdoba, otorgando al Proyecto del Parque Minero MWINAS,
el Galardón Santa Bárbara con el que se quiere
premiar a aquellos proyectos encaminados a la
recuperación de patrimonio minero.
Se puede afirmar que el Parque Minero se ha
convertido en un referente y en un punto de
encuentro, de tal forma que se realizan muchas
actividades entorno a él, se ha diseñado un plan
de dinamización, que consiste en la realización
de varios eventos a lo largo del año; con el eslogan “La Mina en Solfa”, todos los veranos se cel-

Figura 5 y 6 De izquierda a derecha: Vista de la zona interior Museo Minero, exposición de herramental /

Plano de distribución de maquinaria y elementos en exteriores Parque Minero.

Fuente: Fondo Antonio Pizarro Losilla. 2012 / Fondo fotográfico Asociación Cultural pozo San Juan. 2009

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ebran actuaciones por parte de los ganadores del
mundialmente reconocido Festival del Cante de
las Minas que se celebra en la Unión, en un entorno muy singular al pie del castillete; el día 4 de
Diciembre, festividad de Santa Bárbara, patrona
de los mineros, el Parque Minero vuelve a ser el
centro aglutinador para celebraciones de diversas
actividades desde concursos de dibujo infantil
como tema la mina, el baile del dance de Santa
Bárbara, charlas sobre temas mineros, ofrenda del
ramo a Santa Bárbara, homenaje al minero vivo
con más edad de la Comarca y como no la celebración de un vino español como colofón a un
día de fiesta y siempre como punto de reunión el
museo minero.

eros que con una actitud muy generosa, organiza
y participa en la gestión de todos los eventos que
se realizan, así como vela por el mantenimiento
de las instalaciones en un trabajo mudo y desinteresado. (Figura 8)

Por último, las parejas jóvenes andorranas está eligiendo este entorno tan particular que presenta
un cuido exquisito para la celebración de bodas.
En este plan de dinamización de actividades del
Parque Minero tiene especial relevancia los trabajos que realiza la Asociación Cultural Pozo San
Juan, creada en 2008, por el colectivo de exmin-

Figura 7 y 8 De izquierda a derecha: Restauración y adecuación sala de máquinas. /

Plan de Dinamización Parque Minero, celebración de Santa Bárbara.

Fuente: Fondo fotográfico Asociación Cultural pozo San Juan. José Juarez 2012 / Fondo Antonio Pizarro Losilla. 2005

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CONCLUSIONES:
FUTURO
DEL
PARQUE
TECNOLÓGICO-MINERO
(MWINAS)


Un espacio de presentación de la historia de la minería de la zona.

>
Espacio museístico, del cual como he
comentado ya hay parte adelantada, esta debe
actuar como centro aglutinador de todas las
demás funciones e infraestructuras. En el se expondrán una serie de contenidos mediante un
diseño expositivo de vanguardia y sistemas de
última generación, y el cual funcionará como espacio de acogida de visitantes.
>
Centro de investigación y documentación, recogiendo la inquietud de Endesa y de la
Comarca por reunir, ordenar y catalogar la documentación existente sobre las actividades realizadas a lo largo de los años en la zona. Esta documentación, previamente clasificada, catalogada y
puesta en orden supone uno de los valores más
importantes del proyecto, ya que servirá para ser
consultada por investigadores e interesados en el
tema, de tal forma que será un centro de investigación y un referente a este nivel de primer orden.
A la vez contribuirá a:


Una infraestructura que permita la
conservación de numerosos restos materiales
(maquinaría, documentación escrita, fotografías,
etc) e inmateriales (patrimonio de la memoria,
patrimonio antropológico).

1 / La conservación y restauración del patrimonio
minero, material e inmaterial, ya que resulta imprescindible la recuperación de los bienes materiales y evitar el olvido del patrimonio oral que los
trabajadores mineros pueden transmitirnos.


Un espacio de vanguardia en lo que
a museografia, didáctica y entretenimiento se
refiere, acompañado de un entorno minero por
excelencia como ha sido el Val de Ariño y ver su
transformación.

Un centro de documentación e investigación en materia de minería aragonesa y su comparativa con la minería nacional.

2 / La difusión de los valores históricos-culturales
mineros; ya que la conservación del patrimonio
conlleva casi de manera determinante la difusión
de los conservado a uno u otro nivel, desde la
exposición de modo lúdico, pasando por un marcado carácter didáctico destinado a todos los
públicos, hasta la difusión mediante el acceso a su
consulta de material destinado a investigadores y
expertos en el tema.


Un centro programador de actividades
relacionadas con la minería, bien sea actuaciones
de cante, proyección o incluso festival de cine y
documentales mineros.

3 / Ofrecer a los sectores vinculados con la minería desde sus múltiples perspectivas (patrimoniales, históricas, geológicas, empresariales, etc.) un
espacio de dialogo y un espacio para el estudio.

Para desarrollar estas funciones citadas el Parque
Minero “MWINAS”, debe reunir los siguientes servicios y equipamientos:

4 / Diversificación económica de la Comarca mediante el turismo cultural y la oferta de ocio, la
creación de puestos de trabajo de manera directa
e indirecta (con lo realizado hasta ahora ya se han

La Comarca Andorra-Sierra de Arcos está actualmente inmersa en un proceso de reconversión
económica que discurre en alguno de sus puntos
por la inversión, dinamización y rehabilitación de
su patrimonio cultural.
Todo el territorio de la Comarca tiene una vinculación con la minería que supera con creces la
trascendencia de los restos materiales conservados, que no son pocos. Con ello se convierte en
un espacio fundamental para cumplir una serie de
funciones:

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EL GEOPARC MINERO DE LA CATALUNYA CENTRAL
Josep Ma Mata Perelló + Ferran Climent Costa

creado 2 puestos, y en época estival aumenta a 1
ó 2 mas), así como el hecho de que formará parte
de una serie de intervenciones en materia de
cultura es uno de los alicientes mas importantes
del proyecto, que tiene como fin directo el asentamiento de la población mas joven de la zona.

como un territorio modificado y marcado por la
actividad que aquí se ha desarrollado, de tal forma que recurriendo al término francés de ecomuseo, se han creado rutas para contemplar y ampliar los conocimientos sobre este tema minero;
estoy hablando de las magnificas restauraciones
realizas sobre las explotaciones realizadas a cielo
abierto y ya finalizadas.

>
Espacio lúdico y de entretenimiento,
es una praxis cada vez más extendida en todo
el mundo la vinculación del ocio y la cultura. La
competencia con que se encuentran ciertas actuaciones museográficas para atraer al público
hace indispensable en muchas ocasiones incluir
en las programaciones de espacios, contenidos o
modos de exponer cercanos a los lugares de ocio
más que al desechado concepto de museo-templo. El presente proyecto dentro de este apartado
lúdico incluye como espacios: la bajada a una
mina (virtual), restaurante, talleres didácticos y
parque escultórico de la maquinaria.
>
Espacio difusor de la cultura minera, seria imposible contener todo lo que este patrimonio conlleva, dentro de los muros de un edificio,
ya que a las piezas y a los documentos materiales hay que sumarles un rico patrimonio industrial imposible de trasladar dentro del edificio, así

Figura 9

En definitiva el MWINAS se gesta como una apuesta de futuro, proyectando para ello un espacio
que cumpla fines culturales, turísticos y lúdicos,
aglutinando en su haber iniciativas culturales, sociales y económicas. (Figura 9)
El proyecto nace con una fuerte interrelación entre la población minera y su historia, ya que la exposición refleja este fuerte vínculo identificativo
entre hombre y territorio. Así mismo, el proyecto
de Parque Minero hay que integrarlo en el marco
socioeconómico que lo rodea, tratando de implicar en su funcionamiento a los distintos sectores
empresariales e instituciones culturales, públicos
y privados, que al mismo tiempo van a verse beneficiados con la creación del nuevo espacio.

Entrada al Parque Minero.
Fuente: Fondo Antonio Pizarro Losilla. 2013

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BIBLIOGRAFIA
Revista de Andorra Nº 5 (2005). Prólogo. Edita: Centro
de Estudios Locales de Andorra.
VII Congreso Internacional sobre Patrimonio Geológico y Minero (2006). Libro de Actas. Museo Minero
Andorra-Sierra de Arcos, autor Antonio Pizarro Losilla, pag.
629. Edita: SEDPGYM y Centro de Estudios Universitarios de
Puertollano. 2008

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EXPERIENCIAS DE RE-UTILIZACIÓN
DEL PATRIMONIO MINERO /
INDUSTRIAL PARA TURISMO
CULTURAL PROVINCIA DE
BARCELONA, CATALUÑA ESPAÑA
Natalia Caro Irarrázabal1

(1) Licenciada de Arquitectura
Universidad del Bío-Bío
caronataliai@gmail.com

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RESUMEN
Este trabajo está orientado a dar respuesta a la necesidad de conocer en qué medida la actividad turística
ayuda a la revalorización del patrimonio industrial y como este puede ofrecer nuevas oportunidades
para la recuperación, reutilización y conservación del recurso. Por medio del análisis de experiencias
internacionales de reutilización del patrimonio para el turismo cultural.
Se mostraran algunos casos ya desarrollados en España en el área del patrimonio Industrial, cultural y
arquitectónico, de los cuales y como ejemplo está el origen, cierre y post-desarrollo de yacimientos y
fábricas en la región de Cataluña de la provincia de Barcelona, se efectuara el análisis de los siguientes
patrimonios: Museo del Cemento Asland de Castellar de N’hug, Museo de las Minas de Cercs (minas de
Fígols) y el Parque Cultural de la Montaña de Sal de Cardona.
La comparación de estos tres casos de estudio nos permitirá dar las pautas para relacionar y comprobar
el efecto de las distintas intervenciones turísticas. Estas pautas son fundamentales para la recuperación,
reutilización, conservación y revalorización de estos espacios patrimoniales, desarrollados con un
alcance parcial de las intervenciones de los proyectos que se presentan.
PALABRAS CLAVES: actividad turística, revalorización del patrimonio industrial, recuperación, reutilización y conservación del recurso

ABSTRACT
This work of investigation is orientated to give to know how the tourist activity helps to the revaluation
of the industrial heritage and the new opportunities it can offer for the recovery, reutilization and
conservation of the resource. Through the analysis of international experiences about reutilization of
the heritage for cultural tourism.
Will show some cases already developed in Spain in the industrial heritage, culture and architectural
area, which as such is the origin, closure and post-development of mineral deposits and factories in the
region of Catalonia in Barcelona, of which will make the analysis of the following patrimonies: Asland
Cement Museum of Castellar de N’hug, Mining Museum Cercs (Mining of Fígols) and Cultural Park
Cardona Salt Mountain.
The comparison of these three cases provide guidelines will allow us to relate and see the effect of
different interventions tourism. These guidelines are essential for recovery, reuse, conservation and
revaluation of these heritage sites, and a partial scope of interventions for the projects presented.
KEYWORDS: tourism, industrial heritage appreciation, recovery, reuse and resource conservation

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INTRODUCCIÓN

Cemento Asland de Castellar de N’hug, Museo de
las Minas de Cercs y el Parque Cultural de la Montaña de Sal de Cardona. Todos estos casos fueron
escogidos por pertenecer a una misma época entre finales del siglo XIX y finales del siglo XX, ser
representativos de la revolución industrial catalana y por su efecto demográfico en la etapa de
más auge de su producción. (Figura 1)

El patrimonio industrial, tanto en lo tangible
como intangible, pasa a formar el eje central de
grandes proyectos “Turísticos”. El Patrimonio Industrial es la consecuencia directa del uso que la
sociedad hace del medio, a través de bienes muebles e inmuebles producidos a lo largo de la historia y por las actividades extractivas y productoras
del hombre. Una forma de rescatar el patrimonio
industrial es orientándolo hacia el turismo, convirtiéndolo en un instrumento de desarrollo local
en las zonas que tuvieron un gran auge económico por la extracción y producción de diversas materias primas y con el cierre de sus yacimientos y
fábricas debieron enfrentar la crisis degenerativa.
Las sociedades modernas reconocen la importancia y trascendencia del patrimonio industrial
generado con las actividades de explotación y
transformación de los sectores productivos (desde la revolución industrial). Antiguos edificios industriales que al momento de quedar obsoletos y
abandonados fueron demolidos hoy se miran con
otros ojos aumentando el interés en ellos. Diferentes elementos industriales (maquinaria, torres,
chimeneas) comienzan a revelarse como testimonio del cambio a una sociedad industrial, creadas
por el conjunto y las necesidades de la época en
que fueron utilizadas para los objetivos productivos.

Teniendo como marco a la arquitectura se debe
tener presente que las obras arquitectónicas son
legados históricos que nos han dejado nuestros
antepasados y constituyen hoy el patrimonio arquitectónico. Debemos conocerlas, estudiarlas,
valorarlas y conservarlas para transmitirlas a las
generaciones futuras.
Además, su estudio ayuda a la comprensión de la
sociedad que la produjo, a entender el porqué de
algunas de nuestras formas de vida, a valorar lo
que tenemos y a planear nuestro futuro.
El patrimonio arquitectónico está conformado
por dos aspectos coexistentes: el primero corresponde a la materia física o sea el conjunto de
materiales constructivos que lo constituyen y, el
segundo, al espacio arquitectónico (con todos los
valores que implican: el valor histórico, el estético
su antigüedad o modernidad, su estilo, el simbólico, el valor que tiene para la comunidad en
que está inmerso, el espacio arquitectónico, etc.),
mismo que está delimitado por dichos materiales
constructivos, y teniendo en cuenta que la interrelación de dichos espacios es la que le dará el
carácter o sentido a cada género arquitectónico.

Este escenario involucra la conexión de múltiples
factores materiales, inmateriales, como son la
propia fábrica-mina, el obrero y su hábitat. El patrimonio industrial reconoce e identifica al pueblo
y su trabajo diario, quienes son los que verdaderamente construyeron día a día los vestigios que
aún están presentes en nuestros días. A medida
que estos elementos comenzaron a desaparecer
fue cuando se empezó a valorar como bien patrimonial.

Debe mencionarse que, de los bienes que constituyen nuestro patrimonio cultural, los que están en constante uso son los más vulnerables a
ser transformados e incluso destruidos, como es
el caso de la arquitectura. Además, sabemos que
toda la materia (y por ende los materiales constructivos de los bienes inmuebles) está sujeta a
un constante envejecimiento, en muchos casos,
habiendo cambios en sus propiedades útiles, implicando una degradación de diferente magnitud
en los mismos.

Destacamos la gran cantidad de ejemplos desarrollados en la provincia de Barcelona, los
que llevaron a la selección de los casos que más
ayudaron a definir esta investigación: Museo del

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Natalia Caro Irarrázabal

Esta investigación se ha organizado de acuerdo
con las siguientes fases:

2 /
DESCRIPCIÓN DE LOS ASENTAMIENTOS Y SUS PROYECTOS MUSEOGRAFICOS

1 /

Análisis de la evolución de la fábrica y las minas
como asentamiento urbano y de los distintos casos de estudio y su transformación museográfica.

VALOR HISTÓRICO Y PATRIMONIAL

la valoración del “Patrimonio” como bien turístico,
un análisis histórico sobre la industrialización de
Cataluña y el auge de las colonias industriales y la
identificación de los factores que dieron origen a
la fábrica Asland y a las minas de Cercs y Cardona.

Figura 1

3 /

ESTRATEGIAS DE GESTIÓN

Detectar las posibles estrategias de gestión realizadas por distintos organismos públicos-privados
para lograr la turistificación de los casos de estudio.

Plano ubicación casos de estudio.
Fuente: Elaboración propia

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1 / VALOR HISTÓRICO Y pATRIMONIAL

Dredge y Moore proponen una metodología
para la integración del turismo en la planificación urbana, compartida por el Informe sobre
las Ciudades Europeas Sostenibles de 1996 de la
Comisión Europea (1996) que se muestra en el siguiente cuadro (Cuadro 1).

1.1 / Valoración del “Patrimonio”
como bien turístico

1.2 / La industrialización de Cataluña
y el auge de las colonias industriales

La valoración del “Patrimonio” como bien turístico viene precedido por su valor formal “Para que
pueda existir una <<turistificación>> del patrimonio, debe haber primero una <<patrimonialización>> del mismo” (BAZIN, C. M. ,1995).

La industrialización en Cataluña entendida como
el fin de la revolución agraria y el inicio de la Revolución industrial, nace por la necesidad de acortar los plazos de producción a través de maquinarias que lo hicieran posible.

Un elemento cultural o natural no es un recurso
turístico si primero éste no es clasificado como
patrimonio (Figura 2), y después transformado
o gestionado por unos agentes (públicos o privados) que lo incorporen al mercado turístico.

La carencia de mano de obra provoco la migración hacia sectores de auge industrial y de
explotación. La tecnología se hizo presente a
través de la mecanización de la industria textil a
principios del siglo XIX lo que llevo al auge de la
fábrica algodonera.

En este sentido, podríamos considerar un acto de
“patrimonilialización” la nueva valoración de elementos industriales como patrimonio cultural, las
sociedades modernas toman en cuenta el valor
de estos vestigios, ponen conciencia, y han intentado contribuir a salvar los vestigios materiales y
culturales propios de la civilización industrial.

Principalmente se distinguía una economía centrada en bienes de consumo por la falta de medios explotables, destacaba la energía hidráulica
de los ríos y caudales que atraviesan la región,
factores claves para su auge económico.

Por otro lado, “La “turistificación” del patrimonio
o revalorización y utilización turística del patrimonio requiere su integración en un proyecto cultural donde la oferta en función de los deseos de la
sociedad local, prime sobre la demanda” (TROITIÑO VINUESA, M. A., 2000a).

La gran necesidad de encontrar recursos naturales que contribuyeran con el auge de esta
economía llevó a los industriales catalanes hacer
enormes esfuerzos en proyectos de explotación y
la construcción de ferrocarriles que transportasen
estas producciones.

La creación museográfica y centros de interpretación con la ayuda de la comunidad y su memoria colectiva ayudan a entender la historia y el
porqué de los lugares patrimoniales y a su vez ser
los beneficiados del auge económico producido
por el turismo.

El nacimiento de las fábricas textiles impulsó la
urbanización de un gran espacio rural en consecuencia el nacimiento de las colonias industriales.
Destaca en este proceso José Enrique de Olano
y Loyzaga, ingeniero en minas que dono de alta
tecnología a la zona para lograr de forma más eficiente la extracción (carbón, lignito, piedra caliza),
siguiendo con el modelo consolidado de las colonias industriales textiles adapto el modelo para la
creación de las colonias mineras a un costado de
las minas y galerías de extracción. El cierre de la
actividad minera desencadeno un profundo pozo
de decepción y problemas: emigración por la
falta de empleo, envejecimiento de la población,
crisis y valores de identidad que terminaron con
la vida de las colonias industriales catalanas valoradas hoy en día como símbolo de la revolución
industrial catalana y actualmente consideradas
patrimonio.

La reutilización turística del patrimonio resulta
beneficiosa para la comunidad, pero hay que tener en cuenta la necesidad de un control y gestión
local de los recursos, gestión encabezada por las
entidades locales tanto públicas como privadas y
por la ayuda donada por expertos en el tema, que
por su experiencia, llevan de una mejor manera
el manejo e intervención de los lugares patrimoniales.
En este contexto, la preparación de lugares patrimoniales para su función turística sostenible implica la puesta en marcha de diversos planteamientos en función de las características turísticas
particulares del centro urbano más cercano.

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Figura 2

Esquema de patrimonio.
Fuente: Patrimonio natural e histórico http://nagore.otsoa.net/memhn/patrimonio.html

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Cuadro 1

Metodología para la integración del turismo en la planificación urbana.
Fuente: DREDGE, D. MOORE, S (1992): A methology for the integration of tourism in town planning.
En: The journal of tourism studies. Vol.3. nº 1. May 92. pp.8-21.

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Natalia Caro Irarrázabal

1.3 / Origen de la fábrica Asland, las
minas de Fígols y Cardona

de la Guerra Civil, la empresa retorna a sus antiguos propietarios y se inicia un período de modernización el que finaliza hacia fines de los años
cincuenta con el cierre del frente de explotación
de San Roma, en San Corneli, y el de San Josép,
la boca-mina de la Consolación se convirtió en el
único punto de entrada y salida de mineros y de
carbón. Las ayudas estatales, la fuerte presión social y la construcción de la nueva central Térmica
de Cercs retrasaron el cierre de la mina.

a)
Fábrica de Cementos Asland “La Pobla de Lillet”: La antigua fábrica de Cemento Asland, en El Clot del Moro (Provincia de Barcelona,
España) fue el primer complejo fabril ubicado estratégicamente en la cabecera del río Llobregat,
con la finalidad de producir cemento a partir de
los recursos naturales de esta parte de la comarca
del Berguedà, los ingredientes imprescindibles
para la puesta en marcha de la fábrica estaban
presentes, la cal, el agua y el carbón.

Después de un largo y difícil proceso de regulación de personal que empezó en 1990, la empresa «Carbones de Berga, SA» dejó de existir en
diciembre de 1991.

La construcción de la fábrica se inició en el año
1901 por Eusebi Güell, que, con otros empresarios Joaquim d’Abadal, Manel Arnús y Lluís Ferrer
Vidal fundaron la empresa General de Asfaltos y
Portland, Asland, S.A., y fue la primera fábrica de
cemento industrial de Cataluña. La construcción
y el equipamiento de la fábrica Asland en este
valle aislado del Pre-pirineo fue una obra heroica.
Funcionó durante 75 años, y tres generaciones
de obreros trabajaron en ella produciendo un cemento que cambió la fisonomía de Cataluña y de
España.

c)
La Montaña de Sal de Cardona
“Cardona”: El Valle Salino de Cardona es una
depresión del terreno con una superficie de 100
ha y con unas características naturales únicas.
Los afloramientos de sal se localizan dentro de
esta depresión, y por ello fue conocida antiguamente como el Salí, y actualmente lo es como
Valle Salino.Se abrió el Pozo del Duque, la primera mina de sal subterránea, abierta entre 1902 y
1905. En 1912 se descubriría la existencia de sales
potásicas por el ingeniero Emili Viader. El descubrimiento de las sales potásicas propicio la segunda industrialización de Cardona, después del
textil, transformó una población agrícola y textil
en un pueblo básicamente minero. Se duplicó la
población desde la apertura hasta el cierre de la
mina y se produjeron importantes transformaciones en su paisaje urbano y social.

b)
Las Minas de Fígol “San Corneli, San
Josep y la Consolación”: Las colonias mineras de
San Corneli, San Josép y la Consolación, pertenecientes al municipio de Cercs (Berguedà), son los
únicos ejemplos de colonias mineras conservados en Cataluña. En 1895 José Enrique de Olano
y Loyzaga compraba la totalidad de las minas de
la zona de Cercs, Fígols y Peguera y comenzaba
la explotación moderna del carbón y la construcción de las Colonias Mineras, las cuales quedaron
totalmente configuradas, en 1920.

A partir de los años 20, el yacimiento de Cardona
conocería un impulso extraordinario cuando los
derechos de extracción de potasa fueron adquiridos por la Sociedad General de la Industria y el
Comercio que pasó a formar parte de la Unión
Española de Explosivos, S.A. (UEE), empresa antecedente de Unión Explosivos Río Tinto, S.A. (ERT)
y actual Ercros quien en el año 1933, la nueva Mina
Nieves, con su planta de transformación y producción de sales potásicas, ya era toda una realidad a
pleno funcionamiento. La extracción de potasa se
llevó a cabo desde 1929 hasta 1990 cuando Ercros
abandonó este negocio con la venta de su filial
Potasas del Llobregat al Instituto Nacional de la
Industria (INI).

La Colonia de Sant Corneli, situada a 960 m de
altitud, se empezó a construir en finales del siglo
XIX, Hacia finales del s. XIX también se empezó a
construir el grupo de viviendas San Josép, cerca
de la bocamina del mismo nombre, y las viviendas
de la Consolación.
Las minas de Fígols tuvieron un papel preponderante como fuente de energía para la industria de
guerra catalana, esto determino la expropiación
de la sociedad Carbones de Berga S.A. Después

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2 / DESCRIPCIÓN DE LOS ASENTAMIENTOS Y SUS PROYECTOS MUSEOGRÁFICOS

b)
San Corneli, San Josep y la Consolación “Museo de las minas de Cercs”: Aunque
pertenece al término municipal de Cercs, el conjunto industrial y minero que creó Olano y, posteriormente, la empresa Carbones de Berga SA, se
conoce como las Minas de Fíg ols ya que este es el
nombre que se le dio a la estación de tren de este
lugar. Las colonias mineras de San Corneli, San
Josép y la Consolación, así como las instalaciones
mineras ocupan un amplio espacio, escalonadas
en una fuerte pendiente del terreno, al margen
derecho del Llobregat, desde los 900 m de Sant
Corneli hasta los 642 m de la antigua estación de
tren. (Cuadro 3)

2.1 / Evolución de la fábrica y las minas como asentamiento urbano
La búsqueda de recursos llevo a la migración a los
distintos puntos de producción, migración que alcanza su mayor alza cuando los niveles de extracción y explotación llegan a su máximo auge. De
ahí nace la exigencia de crear centros que cubran
con las necesidades básicas o en el caso de existir
un poblado próximo dar un mayor equipamiento
a los trabajadores y sus familias. La evolución de
estos asentamientos urbanos está directamente
relacionada con su crecimiento demográfico y el
aumento de la productividad.

c)
Cardona “Parque Cultural de la Montaña de Sal de Cardona”: Sus orígenes se remontan al centro de mercado desarrollado a los
pies del castillo y su montaña. Con la posterior
construcción y cierre del recinto amurallado de
época gótica (años 1370- 1420), la villa de Cardona
adoptaba la morfología urbana que mantuvo sin
grandes transformaciones hasta las primeras décadas del siglo XIX, cuando la fábrica textil doblo
la población, crecimiento que fue decayendo
hasta el descubrimiento de las sales potásicas
que conmocionó las estructuras demográficas,
económicas y políticas de la villa.

a)
La Pobla de Lillet “Museo del Cemento
Asland”: Está situada al noreste de la comarca del
Berguedà a orillas del río Llobregat. Este municipio experimento un notable crecimiento demográfico en la época de máximo apogeo de la fábrica
de cementos Asland. Su situación estratégica entre la comunidad de Guardiola de Berguedà y el
rio Llobregat y su cercanía con la fábrica (escasos
5km.) ayudó a que la villa constituyese un centro
administrativo y comercial. (Cuadro 2)

Cuadro 2

Evolución demográfica de La Pobla de Lillet (periodo de interés).
Fuente: Elaboración propia

Cuadro 3

Evolución demográfica del Municipio de Cercs donde pertenecen las colonias y
poblaciones de San Jordi, San Corneli, San Josep, La Rodonella y la Consolación.
Fuente: Elaboración propia

Cuadro 4

Evolución demográfica de Cardona (periodo de interés).
Fuente: Elaboración propia

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Natalia Caro Irarrázabal

Figura 3, 4 y 5
Planos de la evolución

demográfica de la

Pobla de Lillet.

Fuente: Elaboración
propia

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Figura 6, 7 y 8
Planos de la evolución

demográfica de San

Corneli, San Josep y la
Consolación.

Fuente: Elaboración
propia

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Figura 9, 10 y 11
Planos de la evolución

demográfica de
Cardona.

Fuente: Elaboración
propia

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2.2. Descripción de los proyectos
museográficos

muros y pilares, como elemento conformador de
las cubiertas.

a)
Museo del Cemento Asland (Pobla
de Lillet)

Programa
Usos actuales edificios restaurados:

La transformación de fábrica de cemento a museo del cemento pone en evidencia uno de los
conjuntos fabriles de mayor relevancia en la industrialización catalana, podemos encontrar en
los restos aun visibles un centro museográfico
que revela la historia del conjunto enmarcado en
un entorno natural. Está adscrita al Sistema del
Museo de la Ciencia y de la Técnica de Cataluña
(MNACTEC) que ha restaurado una parte donde
ya se ha instalado el Museo del Cemento Asland,
inaugurado en 1999. (Figura 12)

El antiguo espacio de almacén y transporte fue
restaurado para albergar a las exposiciones permanentes y temporales del museo. La fábrica ha
iniciado un nuevo recorrido, gracias a un centro
de interpretación y a un itinerario externo por las
ruinas industriales de la fábrica. (Figura 13)
Límites del área de intervención
El área conforma los antiguos restos de la fábrica
y las instalaciones del Chalet Güell, colonia para
que viviesen los técnicos y algunos de los trabajadores de la fábrica. (Figura 14)

Arquitectura/ espacialidad/ materialidad preexistente
La fábrica, un edificio industrial particular, destaca
su adaptación a la topografía al estar construida
aprovechando la pendiente de la montaña para
minimizar los costes de energía, y su organización
en trece escalones desde la zona de la cantera al
espacio de almacén y transporte. Destaca el uso
de la bóveda catalana, tabicadas con mortero de
cal, de ladrillo plano de dos o tres gruesos sobre
esbeltas armaduras metálicas apoyadas sobre

Figura 12

Circuito turístico
El museo de cementos Asland es parte del ferrocarril turístico del alto Berguedà “Tren del Ciment”, las vías del antiguo tren que servía para
transportar las producciones de la fábrica hoy sirven para este recorrido turístico. (Figura 15)

Museo del cemento Asland
Fuente: Colección propia

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Natalia Caro Irarrázabal

Figura 13, 14 y 15
De arriba hacia abajo:

programa / límites del área

de intervención / Circuito
turístico

Fuente: Elaboración
propia

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b)
Museo de las Minas de Cercs (Sant
Corneli, Sant Josép y la Consolación)

guraron los edificios de servicios: el economato,
las oficinas, el teatro-después cine-, la escuela y
la residencia de las monjas, hoy sede central del
museo.

En 1990 la empresa «Carbones de Berga, SA» donó
al Ayuntamiento de la Villa de Cercs los espacios
públicos de Sant Corneli y una serie de edificios
de la colonia. Desde el Ayuntamiento surgió la
idea de destinar estos espacios a la ubicación de
un Museo de la Minería del Berguedà, por medio
de un programa de restauración y reconstrucción, esta intervención con el objeto de explicar
en qué consiste esta actividad, así como la importancia que tuvo para la comarca, para el municipio y, muy especialmente, para Sant Corneli.
Hoy es uno de los núcleos mineros más bien conservado de Catalunya y de todo el Estado español,
el proyecto se hizo realidad en 1999. (Figura 16)

Programa
Usos actuales edificios restaurados:
El Museo consta de cuatro espacios abiertos al
público durante esta primera fase: las salas de exposición permanente, ubicadas en el edificio que
en su inicio fue un convento de monjas y, a partir de 1931, “Hogar del Minero”, donde se muestra cómo era la vida a pie de mina y las distintas
características y utilidades del carbón; un piso de
la colonia de la década de los cuarenta; la sala de
audiovisuales y por último los 450 metros de la
galería Sant Romà donde, mediante un tren minero, es posible ver cómo era el trabajo en el interior
de las galerías. (Figura 17)

Arquitectura/ espacialidad/ materialidad preexistente
El punto de partida fue el núcleo de Sant Corneli, situado a 960 m de altitud, donde estaban
las primeras galerías y varias edificaciones: una
pequeña iglesia de origen románico dedicada a
San Cornelio, un molino harinero, varias viviendas de los mineros y una cantina. A partir de este
primer núcleo, Olano comenzó a proyectar, con la
ayuda de su ingeniero jefe, Suárez del Villar, la colonia de Sant Corneli. Entre 1901 y 1904 construyó
también su residencia particular, al pie de las minas, cerca de la estación del tren de “Fígols” y del
Santuario barroco de la Consolación. El edificio,
una torre historicista a modo de castillo medieval,
ha sido uno de los edificios más emblemáticos de
las explotaciones mineras. En 1918 y 1920 se inau-

Figura 16

Límites del área de Intervención
Se consideran dentro del proyecto de restauración a las tres colonias mineras San Corneli, San
Josep y la Consolación. (Figura 18)
Circuito turístico
El museo de las minas de Cercs es parte de la Ruta
Minera del Berguedà en donde participan los distintos ayuntamientos que componen la comarca.
(Figura 19)

Museo de las minas de Cercs
Fuente: Colección propia

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EXPERIENCIAS DE RE-UTILIZACIÓN DEL PATRIMONIO MINERO / INDUSTRIAL PARA TURISMO CULTURAL PROVINCIA DE BARCELONA, CATALUÑA ESPAÑA
Natalia Caro Irarrázabal

Figura 17, 18 y 19
De arriba hacia abajo:

programa / límites del área

de intervención / Circuito
turístico

Fuente: Elaboración
propia

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c)
Parque Cultural de la Montaña de Sal
de Cardona (Cardona) (Figura 14)

de tradición minera de la región y la consecuente
construcción de viviendas para ingenieros, facultativos y empleados en general

En el mes de septiembre de 1990, los dos pozos
maestros de Mina Nieves eran sellados y la actividad extractiva de las sales potásicas cesaba bajo
el salín Cardona tras sesenta y un años de producción ininterrumpida. El Parque Cultural de la Montaña de Sal se inauguró en el año 2003, el recinto
minero que en su día fue el buque insignia de la
Unión Española de Explosivos ha sido habilitado
como equipamiento cultural reconvertido por el
Ayuntamiento de Cardona, un nuevo equipamiento que pretende proyectar a la sociedad la singularidad del patrimonio geológico del salín y la
interrelación con este recurso mineral.(Figura 20)

Programa
Usos actuales edificios restaurados:
Un paseo por las antiguas instalaciones mineras:
bajo la imponente imagen del castillete del antiguo pozo de extracción del mineral María Teresa
(pozo este), se extiende el área museográfica que
cuenta la historia de la explotación industrial del
Valle. También se puede ver la maquinaria de extracción mineral del pozo, tal como era cuando
estaba en pleno funcionamiento.

Arquitectura/ espacialidad/ materialidad preexistente

Un recorrido guiado a 86 m de profundidad en el
interior de las galerías de la Montaña de Sal, abiertas desde 1997, se manifiesta con todo su esplendor y espectacularidad los diferentes pliegos y
vetas del yacimiento y la diversidad de minerales.
(Figura 21)

El proyecto industrial concebido por Floquet para
la extracción de cloruro sódico y potásico en Cardona, a grandes rasgos, planteaba en primer término la apertura de una nueva mina (Mina Nieves)
con dos pozos maestros junto a la Montaña de Sal,
en segundo lugar, disponía la construcción de una
fábrica (Fábrica Manuela) para el tratamiento del
mineral en los terrenos que la sociedad poseía en
la pronunciada curva que el río Cardener forma al
pasar por la Coromina. En tercer lugar, descartaba
el ferrocarril como medio de transporte, dado su
coste, y planteaba la conexión entre mina y fábrica mediante un cable aéreo que incluía el enlace
con la estación de ferrocarril de Súria y el posterior
traslado del mineral hasta el puerto de Barcelona,
distante unos 80 km, y en cuarto y último lugar,
la necesidad de incorporar mano de obra foránea
para la ejecución del proyecto, dada la carencia

Figura 20

Límites del área de Intervención
Mina Nieves con dos pozos maestros (pozos de
extracción Alberto y María Teresa) junto a la Montaña de Sal y la fábrica Manuela para el tratamiento del mineral. (Figura 22)
Circuito turístico
Pertenece a la fundación de Cardona histórica
que incluye el centro histórico de la villa, el castillo
y la mina nieves. (Figura 23)

Parque Cultural de la Montaña de Sal de Cardona
Fuente: Colección propia

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Figura 21, 22 y 23
De arriba hacia abajo:

programa / límites del área

de intervención / Circuito
turístico

Fuente: Elaboración
propia

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3 / ESTRATEGIAS DE GESTIÓN
3.1 / Cuadro resumen de las estrategias de gestión de los tres casos de
estudio:

Figura 24

Cuadro resumen de las estrategias de gestión de los tres casos de estudio
Fuente: Elaboración propia

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3.2 / Resumen de las intervenciones
de Gestión:
Cuadro comparativo nos permite ver las experiencias desarrolladas en Cataluña en relación
a la gestión ejecutada, destacan: Asignación u
origen del bien patrimonial, Quien lo Administra,
Financiamiento, Ingresos del bien en el turismo y
Respuesta del público.

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Cuadro 5 y 6

Resumen de las intervenciones de Gestión
Fuente: Elaboración propia

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CONCLUSIÓN

el desarrollo turístico, los actores implicados y el
conocimiento de estos mismos, son fundamentales para una buena gestión turística y responder de una mejor manera a la demanda turística.
Para lograr estos propósitos se debe disponer de
relaciones directas, lo más estables posibles para
que puedan permanecer a lo largo del tiempo
(red XATIC/MNACTEC). La participación de la comunidad y de entidades públicas y privadas es
fundamental para la recuperación, reutilización
y conservación de estos espacios patrimoniales,
transformándose en recursos disponibles para
el desarrollo del turismo. Las experiencias desarrolladas que se encuentran hoy en plena vigencia
son un ejemplo, las cuales debemos transformar
en vivencias motivadoras para iniciar el camino
de emprender el turismo industrial en las regiones de nuestro país Chile.

El patrimonio minero-industrial si se está convirtiendo en producto turístico, con la importancia de emprender la conservación, estudio,
rehabilitación, gestión, situación legal y uso de
ese patrimonio con finalidad turística. En todos
los casos el potencial turístico se ve reflejado en
el atractivo del patrimonio industrial, cultural y
arquitectónico que poseen. Elementos muebles
e inmuebles se presentan como testimonio de
la sociedad y como vías para alcanzar el objetivo
de turistificación. Las relaciones que se establecen entre los actores públicos y privados que intervienen en el desarrollo del turismo industrial
en Cataluña, han permitido la creación de ideas
emprendedoras de reutilización de estos espacios patrimoniales. Las relacionas directas entre

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