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Estado da Palestina

Rascunho de Resolução (17/12/2014) Conselho de Segurança

Reafirmando suas resoluções anteriores, em particular as resoluções 242 (1967); 338 (1973); 1397 (2002); 1515 (2003); 1544 (2004); 1850 (2008); 1860 (2009) e os Princípios de Madri,

Reiterando sua visão de uma região em que dois Estados democráticos, Israel e Palestina, vivam lado a lado, em paz, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas,

Reafirmando o direito do povo palestino à autodeterminação,

Retomando a resolução 181 da Assembleia Geral (II) de 29 de novembro de 1947,

Reafirmando o princípio da inadmissibilidade da aquisição de territórios através da força e retomando suas resoluções 446 (1979), 452 (1979) e 465 (1980), determinando, inter alia, que as políticas e práticas de Israel, estabelecendo colônias nos territórios ocupados desde 1967, inclusive Jerusalém Oriental, não têm validade legal e constituem uma séria obstrução para que se alcance uma paz abrangente, justa e duradoura no Oriente Médio,

Afirmando a necessidade imperativa de se resolver o problema dos refugiados da Palestina com base no direito internacional e em resoluções relevantes, inclusive a resolução 194 (II), como estipulado pela Iniciativa Árabe de Paz,

Sublinhando que a Faixa de Gaza constituiu uma parte integral do território palestino ocupado em 1967, e instando a uma solução sustentável para a situação da Faixa de Gaza, inclusive a abertura sustentada e regular das suas passagens fronteiriças para o fluxo normal de pessoas e bens, de acordo com o direito internacional humanitário,

Saudando o importante progresso dos esforços palestinos de construção do Estado reconhecidos pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional em 2012, e

reiterando seu apelo para que todos os Estados e organizações internacionais contribuam com

o programa de construção das instituições palestinas em preparação para a independência,

Reafirmando que um acordo justo, duradouro e pacífico do conflito Israelense-Palestino só pode ser alcançado através de meios pacíficos, com base em um compromisso duradouro com

o reconhecimento mútuo, livres da violência, da incitação e do terror, e com a solução de dois

Estados, sustentados em acordos prévios e obrigações, sublinhando que a única solução viável para o conflito Israelense-Palestino é um acordo que finalize a ocupação iniciada em 1967, resolva todas as questões para um status permanente, como anteriormente definido pelas

partes, e cumpra com as aspirações legítimas de ambas as partes,

Condenando toda a violência e hostilidade dirigida contra civis e todos os atos de terrorismo, e lembrando a todos os Estados das suas obrigações sob a resolução 1373 (2001),

Lembrando a obrigação de garantir a segurança e o bem-estar de civis e assegurar sua proteção em situações de conflito armado,

Reafirmando o direito de todos os Estados da região de viverem em paz dentro de fronteiras seguras e internacionalmente reconhecidas,

Notando com agradecimento os esforços dos Estados Unidos e 2013 e 2014 para facilitar e impulsionar as negociações entre as partes, com o objetivo de alcançar um acordo de paz final,

Ciente das suas responsabilidades para assegurar uma solução de longo prazo para o conflito,

1 Afirma a necessidade urgente de alcançar-se, não mais do que 12 meses após a adoção

desta resolução, uma solução justa, duradoura e abrangente que ponha um fim à ocupação israelense desde 1967 e cumpra com a visão de dois Estados independentes, democráticos e prósperos, Israel e um Estado da Palestina soberano, contíguo e viável, vivendo lado a lado em paz e segurança, dentro de fronteiras seguras e internacionalmente reconhecidas;

2 Decide que a solução negociada será baseada nos seguintes parâmetros:

- Fronteiras baseadas nas linhas de 4 de junho de 1967 com trocas territoriais mutuamente acordadas, limitadas e equivalentes;

- Arranjos securitários, inclusive através da presença de um terceiro ator, que garantam e

respeitem a soberania do Estado da Palestina, inclusive através de uma completa e gradual

retirada das forças israelenses de segurança, que finalizará a ocupação iniciada em 1967 em um período de transição acordado dentro de um quadro-temporal razoável que não excederá

o fim de 2017, e que garanta a segurança de ambos Israel e Palestina, através da segurança

fronteiriça efetiva, impedindo o ressurgimento do terrorismo e lidando de maneira efetiva com as ameaças securitárias, inclusive com ameaças emergentes e vitais na região;

- Uma solução justa e acordada para a questão dos refugiados da Palestina com base na

Iniciativa Árabe de Paz, o direito internacional e as resoluções relevantes da ONU, inclusive a

resolução 194 (III);

- Jerusalém como a capital partilhada dos dois Estados, o que cumpre as legítimas aspirações de ambas as partes e protege a liberdade de culto;

- Um acordo negociado sobre outras questões pendentes, inclusive a água;

3 Reconhece que o acordo para um status final deverá finalizar a ocupação e a todas as reivindicações, levando ao reconhecimento mútuo imediato;

4 Afirma que a definição de um plano e um cronograma para a implementação de arranjos

securitários deverá ser posta no centro das negociações, no quadro estabelecido por esta

resolução;

5 Espera receber a Palestina como Estado membro pleno das Nações Unidas dentro do período definido na presente resolução;

6 Urge ambas as partes a engajarem-se seriamente no trabalho de construção da confiança e

a agirem juntas na busca pela paz através das negociações de boa-fé, evitando todos os atos de incitação e atos ou declarações provocantes, também instando todos os Estados e organizações internacionais a apoiarem as partes nas medidas de construção da confiança, contribuindo para uma atmosfera conducente às negociações;

7 Insta todas as partes a cumprirem suas obrigações sob o direito internacional humanitário, inclusive as Convenções de Genebra sobre a Proteção das Pessoas Civis em Tempos de Guerra, de 12 de agosto de 1949;

8 Encoraja os atuais esforços para alcançar-se uma paz abrangente na região, o que

desentravaria o potencial completo das relações na vizinhança, no Oriente Médio, e reafirma, assim, a importância da implementação completa da Iniciativa Árabe de Paz;

9 Apela por um quadro renovado de negociações que garanta o envolvimento próximo, junto

com as partes, dos maiores envolvidos para ajudar as partes a alcançarem um acordo dentro do período estabelecido e implementarem todos os aspectos do status final, inclusive através da provisão de apoio político, assim como de apoio tangível para os arranjos pós-conflito e de construção da paz, e saúda a proposição de realização de uma conferência internacional que lançaria as negociações;

10 Apela a ambas as partes para que se abstenham de ações unilaterais e ilegais, inclusive as

atividades da colonização, que poderiam prejudicar a viabilidade de uma solução de dois

Estados com base nos parâmetros definidos nesta resolução;

11 Apela por esforços imediatos para responder à situação insustentável na Faixa de Gaza,

inclusive através da provisão de assistência humanitária expandida à população civil palestina através da Agência da ONU para Assistência e Trabalhos para os refugiados da Palestina no Oriente Médio e outras agências das Nações Unidas, através ainda de sérios esforços para responder às questões subjacentes à crise, inclusive a consolidação do cessar-fogo entre as partes;

12 Solicita ao Secretário-Geral que relate sobre a implementação desta resolução a cada três

meses;

13 Decide manter-se dedicado à questão.

Tradução: Moara Crivelente