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CENTRO UNIVERSITARIO UNINORTE LAUREATE INTERNATIONAL UNIVERSITY GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL

CESAR BRAZ DE OLIVEIRA

MOBILIDADE URBANA

Estudo de caso das calçadas, da Rua do Comercio I no bairro parque 10 de novembro em

Manaus, na sua relação com o Plano Diretor da Cidade.

Manaus AM Novembro de 2014

CESAR BRAZ DE OLIVEIRA

MOBILIDADE URBANA

Estudo de caso das calçadas, da Rua do Comercio I no bairro parque 10 de novembro em

Manaus, na sua relação com o Plano Diretor da Cidade.

Trabalho de Conclusão de Curso TCC de Graduação apresentado ao Centro Universitário Uninorte, como requisito parcial paraa obtenção do grau de bacharel em Engenharia Civil.

Orientador(a) Nome e titulação do(a) professor(a) orientador(a)

Manaus AM Novembro de 2014

Trabalho de Conclusão de Curso sob o título Estudo de caso das calçadas, da Rua do Comercio I no bairro parque 10 de novembro em Manaus, na sua relação com o Plano Diretor da Cidade. Apresentado por César Braz de Oliveira e aceita pelo Centro Universitário Uninorte, sendo aprovada por todos os membros da banca examinadora abaixo especificada:

__________________________________________ Titulação e nome do(a) orientador(a) Orientador(a) Departamento Universidade

__________________________________________ Titulação e nome do membro da banca examinadora Co-orientador(a), se houver Departamento Universidade

__________________________________________ Titulação e nome do membro da banca examinadora Departamento Universidade

__________________________________________ Titulação e nome do membro da banca examinadora Departamento Universidade

Manaus-AM, data de aprovação (por extenso).

Ao meu pai, in memoriam,

Ao meu filho por me permitir compreender esse amor.

Agradecimentos

Agradeço a Deus por ser colo diante de tantas vezes que pensei em desistir. Agradeço aos meus pais, pela educação, responsabilidade e amor que me trouxeram até aqui. Agradeço à Nadia e Nira, irmãs queridas, pelo afeto. Agradeço à Elorides pela gentileza de me receber aqui e de me abrir os primeiros caminhos. Agradeço à minha esposa pela espera paciente dessa conquista, pelo apoio e pelo encorajamento. Agradeço à D. Carmem Refkalefsky e Natasha Refkalefsky pela inspiração, pela compreensão e pelo apoio. À UNINORTE pelo que pude aprender. Aos professores, pela paciência e dedicação. Aos queridos colegas de turma, por estes cinco anos e pelos muitos que virão, nos encontramos por ai.

Estudo de caso das calçadas, da Rua do Comercio I no bairro parque 10 de novembro em Manaus, na sua relação com o Plano Diretor da Cidade.

CESAR BRAZ DE OLIVEIRA Orientador(a): Titulação e nome do(a) orientador(a)

RESUMO

O resumo deve apresentar de forma concisa os pontos relevantes de um texto, fornecendouma visão rápida e clara do conteúdo e das conclusões do trabalho. O texto, redigido naforma impessoal do verbo, é constituído de uma sequência de frases concisas e objetivas enão de uma simples enumeração de tópicos, não ultrapassando 500 palavras, seguido, logoabaixo, das palavras representativas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave e/oudescritores. Por exemplo, deve-se evitar, na redação do resumo, o uso de fórmulas, equações, diagramas esímbolos, optando-se, quando necessário, pela transcrição na forma extensa, além de nãoincluir citações bibliográficas.

Palavras-chave: Palavra-chave 1, Palavra-chave 2, Palavra-chave 3.

Título do trabalho (em língua estrangeira)

Author: Nome do aluno Advisor: Titulação e nome do(a) orientador(a)

ABSTRACT

O resumo em língua estrangeira (em inglês Abstract) é uma versão do resumo escrito na língua vernácula para idioma de divulgação internacional. Ele deve apresentar as mesmas características do anterior (incluindo as mesmas palavras, isto é, seu conteúdo não deve diferir do resumo anterior), bem como ser seguido das palavras representativas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave e/ou descritores, na língua estrangeira.

Keywords: Keyword 1, Keyword 2, Keyword 3.

Lista de figuras

Figura 1. Teste de uma figura em formato

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Lista de tabelas

Tabela 1. Tabela sem

sentido. ..................................................

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Lista de abreviaturas e siglas

UFAM Universidade Federal do Amazonas IComp Instituto de Computação

Lista de símbolos

λ (algum símbolo)

Sumário

  • 1 ..............................................................................................................................

Introdução

x

  • 1.1 Organização do trabalho

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x

2

Capítulo 2

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x

  • 2.1 Seção 1

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x

  • 2.2 Seção 2

............................................................................

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2.3

Seção 3

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x

2.4

Seção 4

..............................................................................................................................

x

3

Capítulo 3

...............................................................................................................................

x

3.1

Seção 1

..............................................................................................................................

x

3.2

Seção 2

..............................................................................................................................

x

3.2.1 Subseção 2.1

...............................................................................................................

x

6

Considerações finais

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Referências APÊNDICE A Primeiro apêndice ANEXO A Primeiro anexo

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1. Introdução

O tema da mobilidade urbana (MU) vem sendo abordado na mídia e demandado pela sociedade brasileira como um problema a ser observado, seja pelo trânsito cada vez mais

comprometido,

seja pela poluição

, seja pela impossibilidade de adoção de outros meios de

locomoção este é um tema apontado como necessário ser revisto. A MU deve ser abordada de uma forma sistêmica e sustentável e não simplesmente com ações paliativas como vem sendo feito. A mobilidade urbana basicamente diz respeito à facilidade de deslocamento de pessoas e bens dentro das cidades e tem sido alvo de estudos na área do planejamento urbano e de transportes, entre outros enfoques, como vemos em Costa e Moraes (2014), Silveira e Cocco (2013);Aguiar, (2010) Bittencourt, et al(2008). Os trabalhos que lidam com a questão da MU dedicam-se ao estudo de diversas frentes relacionadas ao tema: o transporte urbano individual e coletivo, o engarrafamento, a perda de tempo e qualidade de vida, o que finalmente quer dizer respeito à possibilidade do cidadão usufruir a cidade. O conceito de mobilidade urbana é amplo e envolve articulações intermodais, onde os diversos meios de transporte devem ser planejados de forma integrada e complementar.Por outro lado, apenas o termo mobilidade (que significa facilidade de mover-se) faz parte das necessidades mais básicas de qualquer pessoa. Neste contexto o modo a pé, que é o modo mais básico, assume destaque neste trabalho. Segundo a Lei 12.587 de 2012, que institui a Política Nacional de MU é finalidade desta, contribuir para o acesso universal à cidade, o fomento e a concretização das condições

que contribuam para a efetivação dos princípios, objetivos e diretrizes da política de desenvolvimento urbano, por meio do planejamento e da gestão democrática do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana e este, por sua vez é o conjunto organizado e coordenado dos modos de transporte, de serviços e de infra-estruturas que garante os deslocamentos de pessoas e cargas no território do Município. Em diversas situações referentes a deslocamento físico, principalmente no que diz respeito ao modo a pé, os termos mobilidade e acessibilidade estão diretamente relacionados por serem complementares, chegando muitas vezes a serem confundidos. Isto pode ser explicado pelo fato de que quando se aumenta o nível de acessibilidade a determinado espaço, espera-se aumentar também as condições de mobilidade oferecidas aos seus usuários. Segundo pesquisa xxxx, do Instituto de Pesquisa xxxx, que relaciona na análise os itens xxxxx Manaus tem as piores calçadas entre as capitais brasileiras, esta pesquisa foi uma

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das razões pela escolha do tema, e principalmente porque é um tema útil que poderá ter implicações positivas na vida das pessoas, buscando propor soluções que visem assegurar o direito que todo cidadão tem de transitar livremente sobre as calçadas da cidade. Afinal todo motorista é pedestre, mas nem todo pedestre é motorista. Desta maneira, tratando especificamente do modo a pé, considerou-se neste trabalho a acessibilidade nas calçadas da cidade de Manaus, as quais não apresentam condições mínimas de uso. Isso se deve ao fato de que os proprietários de estabelecimentos privados, sejam eles de usos comercial ou residencial, apropriam-se das calçadas como se fosse um espaço privado, porém ao mesmo tempo renegam os devidos cuidados e conseqüentemente responsabilidades sobre a mesma. Sendo assim, as calçadas ficam a mercê do senso individual de cada proprietário, não conseguindo obter uma característica uniforme seja em relação ao revestimento, aos níveis e até mesmo às larguras das mesmas. Tal situação acaba induzindo ao uso indiscriminado do automóvel mesmo em curtas distâncias que poderiam ser vencidas a pé. Ou seja, se o espaço público para a locomoção dos pedestres fosse adequado com certeza as pequenas distâncias seriam percorridas a pé, evitando os inconvenientes do uso do veículo, como o engarrafamento, a dificuldade de vagas de estacionamento entre outros.

  • 2. Tema

Mobilidade Urbana

2.1. Delimitação do Tema

Estudo de caso das calçadas, da Rua do Comercio I no Bairro Parque 10 de Novembro em Manaus, na sua relação com o Plano Diretor da Cidade de Manaus e normas

vigentes.

  • 3. Definição do problema

As calçadas da Rua do Comercio I, no bairro Parque 10 de Novembro foram construídas em uma época em que não existia o plano diretor. No entanto, com o crescimento das cidades, a evolução da vida moderna e os novos usos dos espaços, surgiu a necessidade de regulamentar e fiscalizar a construção dos espaços públicos e privados. Desta maneira implantou -se uma série de normas que regem a construção e uso destes espaços, o Plano Diretor. Mas justamente por toda esta evolução nas cidades é estritamente necessário que os espaços antigos sejam adaptados a realidade moderna atendendo as demandas atuais dos diversos usuários.

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  • 4. Justificativa

Na prática, o que se tem observado é que os pedestres vem utilizando as vias urbanas

em situações muito desfavoráveis, e que os calçamentos apresentam diversos obstáculos, desníveis e outras características que impossibilitam o uso confortável, ou simplesmente o uso, em alguns casos. A calçada ou passeio público é um dos componentes básicos de uma via e tem como principal função, garantir condições adequadas de circulação aos pedestres. Entretanto, pode-se observar nas calçadas de Manaus, principalmente no bairro em análise, defeitos superficiais, rampas com inclinação excessiva, obstáculos fixos, postes mau posicionados, invasão de ambulantes nas calçadas, falta de sinalização de pontos de acessibilidade, enfim, problemas que comprometem a funcionalidade de tal infra-estrutura. Esses fatores prejudicam a qualidade do deslocamento dos pedestres, podendo inclusive provocar a sub-utilização das calçadas e gerar alguns acidentes, devido à evasão de pedestres para os bordos da via.

  • 5. Objetivos

    • 5.1. Objetivo Geral

Realizar estudo de caso das calçadas, da Rua do Comercio I no bairro parque 10 de novembro em Manaus, na sua relação com o Plano Diretor da Cidade e normas vigentes.

  • 5.2. Objetivo Específico

I.

Comparar a realidade das calçadas do bairro estudado com o Plano Diretor da Cidade

II.

de Manaus; Determinar as divergências da situação real (existente) e do ideal, em relação à via

III.

com ênfase nas calçadas, referente aos níveis (alturas), à acessibilidade e outros. Enfim, às condições de uso da via e das calçadas focando na mobilidade e acessibilidade para os pedestres; Propor um projeto de adequação das calças da rua analisada;

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6. Metodologia

Analisar a legislação atual, principalmente, o Plano Diretor da Cidade de Manaus e as Normas Técnicas da ABNT, que tratam do objeto de estudo deste trabalho: o uso das calçadas, e ainda, baseado na literatura existente sobre o tema e análises de estudo de caso de outros lugares similares, propor um projeto de adequação da área em análise.

Capitulo 1 1.1 - A CIDADE E O BAIRRO

Em 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, é proclamada a República Federativa do Brasil, extinguindo-se o Império. A Província do Amazonas passa a ser Estado do Amazonas, tendo como capital a Cidade de Manaós. Como principal produtor da borracha, matéria-prima bastante requisitada pelas indústrias mundiais, o Amazonas, orienta sua economia para atender à crescente demanda de mercado, intensificando o processo de migração para Manaus.

No governo de Eduardo Ribeiro, iniciado em 1892, é elaborado plano para coordenar o crescimento de Manaus, que passa a contar com vários serviços: transporte coletivo, bondes elétricos, telefonia, eletricidade e água encanada, além de um porto flutuante, que passa a receber navios diversas bandeiras. A ocupação econômica do Amazonas teve forte expansão a partir do aumento da produção extrativa da borracha. Durante cerca de 40 anos, a partir da década de 1870, a população e a renda desta cresceram de forma acelerada, como reflexo do monopólio da borracha amazônica no mercado mundial. O apogeu do ciclo da borracha se deu no período de 1905 a1912. Contudo, a partir de 1908, com o ingresso da borracha cultivada asiática, no comércio mundial, iniciou-se a crise da economia amazonense, com a perda de competitividade da borracha amazônica.

A criação da Universidade Livre de Manaus, a primeira do Brasil, formada pelas Faculdades de Ciências e Letras, de Ciências Jurídicas e Sociais, de Medicina, Farmácia, Odontologia e Curso de Parteiras, em 1909, representou outro grande marco cultural e de pujança da cidade de Manaus. Em 1910, Manaós ainda vive a euforia dos preços altos da borracha, quando é surpreendida pela fortíssima concorrência da borracha natural, plantada e extraída dos seringais da Ásia, que invade vertiginosamente os mercados internacionais. É o fim do domínio da exportação do produto dos seringais naturais da Amazônia. O desempenho do comércio manauara torna-se crítico e as importações de artigos de luxo e supérfluos caem

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vertiginosamente Manaus, mergulha em profundo marasmo e a economia estadual entra em processo de estagnação.

No início do século, estima-se que Manaus tivesse cerca 50.000 habitantes. A cidade foi urbanizada e embelezada, com a construção de avenidas, prédios públicos, residências suntuosas, monumentos, pontes, porto, mercado municipal e a instalação de energia elétrica, água encanada, esgoto e bonde elétrico. As ruas da parte central da cidade foram revestidas de paralelepípedos de granito procedentes de Portugal. As estruturas de vários prédios públicos eram oriundas da Europa. O Mercado Municipal, com delicado design no estilo art noveau, assemelha-se ao mercado parisiense “Les Halles”. A cidade vivia momento de intensa atividade cultural, tendo como símbolo máximo o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896.

Um novo impulso de expansão ocorreu em 1967, com a instalação do projeto Zona Franca de Manaus, quando a cidade transforma-se numa moderna metrópole. Inúmeras empresas internacionais compõem o Distrito Industrial da cidade, sobretudo como pólo montador

Esses dois grandes eventos na esfera econômica tiveram profundo impacto na organização da cidade, sobretudo no contingente populacional e na demanda por infra- estrutura, o que de fato é um gargalo para a grande maioria das cidades brasileiras.

Manaus é hoje a maior cidade da região norte, a sétima maior capital do País (IBGE, 2010). população de 1.802.014, estimado para 2014, 2.020.301 habitantes com 11.401,092 km² e densidade demográfica de 158,06 (hab/km²), è composta por 6 zonas urbanas, subdivididas em setores que abrangem os bairros.

O bairro Parque 10 de Novembro localizado na zona centro-sul da cidade, concentra grande atividade comercial e é formado em sua grande maioria por conjuntos residenciais de classe média, que lhe conferem a quarta maior renda per capta da cidade. Atendido por agências bancárias, restaurantes, bares, lanchonetes, casas lotéricas, centros comerciais, praças, parques, postos policiais e de saúde. Sendo um dos bairros mais desenvolvidos de Manaus.

O Balneário do Parque 10 foi criado em 1938, quando um ano antes, em 10 de novembro de 1937, o presidente Getúlio Vargas havia fechado o Congresso Nacional, instalado o Estado Novo. Tal área foi estruturado como um balneário para receber as famílias amazonenses em sua piscina natural, abastecida pelas águas límpidas do igarapé do Mindu.

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No entanto, este balneário só começou a transformar-se em um bairro propriamente dito, com a construção do conjunto habitacional do Parque 10, em meados de 1970.

Em 1977, o então prefeito Jorge Teixeira deu início à construção de um dos símbolos do bairro, o Centro Social Urbano, que se tornou a casa de um dos mais tradicionais festivais da região, o Festival Folclórico do CSU do Parque 10, uma grande festa no "coração" do bairro, que atrai público de todas as áreas da cidade.

A rua do Comércio, no conjunto Castelo Branco, hoje concentra a maioria das lojas e serviços do bairro, mas em todo o perímetro do bairro podem ser encontrado estabelecimentos comerciais. O Parque Dez faz de sua vocação econômica a principal razão para receber tantos visitantes de outras áreas da cidade, que buscam no bairro os serviços de restaurantes e outras atrações proporcionadas pelas empresas instaladas na região. O bairro está próximo de grandes shoppings centers e é servido por variadas linhas de transporte coletivo, que através de algumas vias arteriais/principais, se dirigem para todas as direções da cidade.

Assim como em toda a cidade, ainda resta muito a ser feito no bairro Parque 10 de Novembro, melhorar a segurança, a infra-estrutura, a sinalização das vias, desafogar o trânsito, reorganizar as praças, os parques e principalmente o que se apresenta como um grande desafio: revitalizar a rua do Comércio.

CAPITULO 2 2.1 - ANALISE DO PLANO DIRETOR E NORMAS VIGENTES

De acordo com o Plano Diretor Urbano e Ambiental do Município de Manaus (16 Jan 2014), instrumento básico da Política Urbana e Ambiental do município, o bairro Parque 10 de Novembro encontra-se na Zona Centro-Sul, a qual é constituída pelos Setores Urbanos 11 e 12. O Setor Urbano 11 é composto pelos bairros de Flores, Parque 10 de Novembro e Aleixo. Para este setor (SU 11) é previsto, o uso diversificado, com verticalização média, densidade alta e integração de atividades comerciais, de serviços e industriais que sejam compatíveis com uso residencial.

O bairro Parque 10 de Novembro, de acordo com o Plano Diretor em análise, é delimitado por 03 corredores urbanos, dispostos no sentido Norte/Sul e Leste/Oeste, que caracterizam as principais vias de acesso ao bairro e escoamento do fluxo para as demais áreas de cidade. Tais Corredores Urbanos são: Corredor Urbano Norte/Sul, que corresponde às faixas lindeiras às avenidas Djalma Batista e Constantino Nery; ainda no sentido norte/sul

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o Corredor Urbano Avenida das Torres; e no sentido leste/oeste o Corredor Urbano Darcy Vargas.

Das disposições relativas ao uso e ocupação do solo, ainda com referência ao Plano Diretor Urbano e Ambiental do Município de Manaus, o Parque 10 de Novembro tem como principal característica o incentivo à integração de atividades comerciais e de serviços, com ênfase no forte adensamento, através dos usos residencial unifamiliar e multifamiliar, comercial, serviço e industrial de baixo impacto, respeitando os parâmetros de verticalização média e gabarito máximo de 16 pavimentos.

Com base no exposto acima, percebe-se a configuração do bairro, que iniciou-se com o uso principalmente residencial e que, com o passar dos anos, adquire uma forte característica de usos mistos com incentivo à instalação de estabelecimentos comerciais e de serviços. Desta maneira pode-se dizer que a vocação econômica é o ponto forte do bairro em questão, e que a área em análise especificamente, a Rua do Comércio I é o coração destas atividades. Isso se dá principalmente, porque a Rua do Comércio I, foi originalmente a zona prevista para o uso comercial na época em que o bairro era estritamente habitacional. Portanto, mesmo com a vocação econômica do bairro, e conseqüentemente a presença de estabelecimentos distribuídos em todo o perímetro do bairro, é nesta área especificamente (a Rua do Comercio I) que ocorre o maior adensamento de estabelecimentos comerciais e de serviço. Afinal, esta rua com aproximadamente 400m de comprimento dispõe de "lojas" em ambos os lados, consolidando um tradicional "centro comercial" com cerca de 120 estabelecimentos comerciais. Sendo assim, é estritamente necessário garantir a facilidade de deslocamento e acesso a esta área específica, através da fluidez e segurança nas vias e nas calçadas, enfim, mobilidade urbana.

Mobilidade Urbana é mais do que o que chamamos de transporte urbano, ou seja, mais do que o conjunto de serviços e meios de deslocamento de pessoas e bens. É o resultado da interação entre os deslocamentos de pessoas e bens com a cidade. Por exemplo, a disponibilidade de meios e infra-estrutura adequados para os deslocamentos de pessoas e bens numa área da cidade pode ajudar a desenvolver tal área. Do mesmo modo, uma área que se desenvolve vai necessitar de meios e infra-estrutura adequados para os deslocamentos das pessoas e bens naquele local.

Com base no exposto é estritamente necessário a análise tanto do Plano Diretor como das Normas Vigentes que abordem o tema específico que trata das vias e do uso das calçadas,

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uma vez que ambas devem possibilitar que os cidadãos possam ir e vir com liberdade, autonomia e segurança. E ainda, no caso da área em análise especificamente, a Rua do Comércio I, faz-se necessário privilegiar o pedestre, visando o incentivo para que as pequenas distâncias sejam percorridas à pé em detrimento da utilização dos veículos nesta área.

De acordo com o Plano Diretor, as calçadas, ou melhor, os passeios públicos deverão ser livres de qualquer entrave ou obstáculo, fixo ou removível, que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas, disponibilizando-se uma faixa livre com largura mínimo de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros).

No entanto, o Plano Diretor não é o instrumento mais adequado para ser analisado no que diz respeito ao uso das calçadas, uma vez que Norma ABNT 9050, trata especificamente do tema acessibilidade, onde pode ser explorado com mais ênfase o detalhamento do passeio público garantindo o uso do mesmo por pessoas em cadeiras de rodas e pessoas com deficiências visual e auditiva.

A normatização estabelece requisitos que sejam adotados para que pessoas com algum tipo de limitação física, possa definir a mobilidade como prioridade e é na norma ABNT 9050 que iremos buscar critérios e parâmetros mais adequados, como instrumentos para tratarmos do passeio publico, considerando a obrigatoriedade de sua utilização, conforme estabelece o Decreto Federal nº 5.296/2004 Para o estabelecimento desses critérios e parâmetros técnicos foram consideradas diversas condições de mobilidade e de percepção do ambiente. Qualquer outro tipo de pedestre , pessoa em cadeira de rodas que corresponde a 154.190, deficiente auditivos e deficiência visual 38.671, conforme censo do IBGE 2010. Pessoa em cadeira de rodas (P.C.R.) é um indivíduo que faz uso constante de uma cadeira de rodas para sua locomoção, como o desenvolvimento das tecnologias trouxe melhorias na qualidade de vida desse indivíduo, que tem a capacidade de realizar, por si mesmo, boa parte das tarefas diárias de uma pessoa normal, como trabalhar, praticar esportes, ir ao cinema, andar de ônibus e até dirigir. A Figura 1 mostra dimensões referenciais para cadeiras de rodas manuais ou motorizadas.

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22 CAPITULO 3 ESTUDOS DE CASOS

CAPITULO 3 ESTUDOS DE CASOS

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