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SKINNER, Q. Visões da política. p. 145-178.

Wittgenstein – não devemos pensar de forma isolada quando se trata do “significado das palavras”.
Skinner - para compreender uma afirmação, devemos captar além do sentido dos termos utilizados para a exprimir.
Austin – devemos recuperar aquilo que o autor possa ter estado a “fazer quando” afirmou algo para compreender
aquilo que o autor pode ter pretendido com o discurso. O principal objetivo de Austin era clarificar a idéia do uso da
“linguagem na comunicação”. Enfatizou que os autores do discurso são capazes de explorar a dimensão da força
ilocutória para conseguir o que querem, por meio das palavras.
Exemplo do policial: p. 147 – nesse caso trata-se de um ato ilocutório de aviso – falar com a configuração e a força
pretendida características de aviso
Forças ilocutória – recurso da linguagem (determinadas pelo significado e contexto)
Atos ilocutório – capacidade dos agentes explorarem esses recursos na comunicação (determinados pela intenção
do autor).
Logo, aquilo que liga a dimensão ilocutória da linguagem ao desempenho de atos ilocutórios são as intenções do
autor. E, para compreender tais intenções, é necessário entender o sentido da afirmação no exato momento. O autor
não buscou tratar especificamente de uma teoria dos atos discursivos, mas chamou a atenção para a dimensão do
recurso da linguagem, que utilizamos até mesmo no cotidiano, e que devemos identificar, caso queiramos
compreender qualquer afirmação.
O autor ressaltou, como forma de resposta às críticas que vinha recebendo, que entender as intenções do autor não
é a única forma de compreender os textos. Devemos tomar cuidado quando nos deparamos, como por exemplo: com
um texto que diz algo diferente daquilo que o autor pretendia dizer; com textos escritos de forma irônica; quando o
escritor produziu uma afirmação séria, mas não consegue esclarecer o sentido exato que os leitores deverão atribuir
a tal afirmação.
Para compreender um texto devemos: saber aquilo que ele significa + o significado que o autor pretendeu transmitir.
O autor busca, nesse ponto, fixar as implicações metodológicas e práticas desse seu argumento.
1º O aspecto mais óbvio da força intencional de qualquer afirmação é o significado da própria afirmação (que é
afetado pela disposição gramatical). Ex.: Quando a polícia profere a afirmação “o gelo, naquele local, é muito fino” a
força ilocutória pretendida não pode ser entendida, por exemplo, como uma interrogação dirigida ao patinador.
2º Outro aspecto da força intencional de qualquer afirmação é o contexto e a ocasião em que é proferida a afirmação.
E, o contexto apropriado para compreendermos o sentido das afirmações dos autores é o contexto que nos permita
apreciar a natureza da intervenção a que o seu discurso da origem. As intenções, que estão na base de nossas
ações, estão relacionadas com os nossos motivos e, muitas vezes, com as crenças do autor do discurso. Além disso,
as intenções podem ser inferidas através da compreensão do significado convencional atribuído ao próprio ato. Ex.:
Um indivíduo agita os braços de modo a avisar que um touro está prestes a investir contra uma pessoa. Ou seja, há
uma convenção que foi estabelecida no sentido de: todas as vezes que um touro se aproximar de forma a atacar a
pessoa, o outro agita os braços. Essa convenção deve-se aplicar no caso particular e é por meio dela que se
compreendem as intenções desta ação.
Algumas afirmações estão desprovidas de um contexto a partir do qual poderíamos inferir as intenções de sua
origem. Nesse caso, não será possível elaborar uma hipótese plausível quanto à forma como deveria ser interpretada
a afirmação.
A relevância desse estudo reside no fato de nos permitir exercer uma cautela maior perante nossos preconceitos e
crenças, ajudando a nos situarmos em relação ao outros, que possuem formas de vida muito diferentes da nossa. E,
para isso, é necessário integrar as obras nos contextos culturais específicos em que foram originalmente produzidos.