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Perguntas sobre Bíblia e doutrinas SUD

1) Pode existir mais escrituras além da Bíblia?
2) Qual o valor da Bíblia para os Mórmons?
3) E uanto ! vers"o inspirada de #osep$ sobre o %pocalipse?
&) '"o existem (mil$ares( de per)amin$os ue atestam a correta tradu*"o do %pocalipse?
+) '"o é ,risto o -nico sacerdote de Meluisedeue?
.) /s mórmons voltar"o a 0a1er sacri0ícios de animais?
2) Poderiam Pedro3 4ia)o e #o"o aparecer a #osep$?
5) Encar)os da 6)re7a?
8) 9acerdócio 0oi idéia de 9idne: ;i)don?
1<) =outrina da exist>ncia Pré?mortal é bíblica?
11) Bri)$am @oun) ensinou ue %d"o era nosso Pai ,elestial?
12) #osep$ 9mit$ serA nosso 7ui1 0inal ao invés de #esus?
13) Praticam os mórmons expia*"o pelo san)ue de seus pecados?
1&) '"o 0oi #esus )erado pelo Espírito 9anto?
1+) %creditam os mórmons na 6maculada ,oncep*"o de Maria?
1.) ,ódi)o Bíblico prova ser a Bíblia per0eita?
12) ,omo voc>s explicam BAlatas 1C.?5?
15) ,omo voc>s explicam 6saías &3C1<3 em ue ensina sobre a n"o exist>ncia de outros deuses?
18) E uanto a outras escritura de 6saías a0irmando ue n"o $A outros deuses 0ora 6a$De$ E#eovA)?
2) 9e existem 0amílias na eternidade por ue Mateus 22C23?3< ensina ue seremos como an7os?
21) %postasia e ;estaura*"o n"o contradi1em #udas 1C3?
22) =euteronFmio 15C22 n"o estabelece um padr"o para se determinar um pro0eta de =eus?
23) ,omo podem voc>s acreditar ue #esus e G-ci0er s"o espíritos irm"os?
2&) ,omo pode o Givro de Mórmon usar o nome G-ci0er? '"o é este um nome errado para desi)nar
9atanAs?
2+) % alma vive depois da Morte? 9obre a doutrina aniuilacionistaH
2.) E2 4imóteo 3C1.?12)H 9e toda a escritura ue necessitamos 7A 0oi dada3 ent"o porue precisamos
de mais?

1) Por que os S.U.D. possuem mais escrituras além da Bíblia. Apocalipse 22:1!1" n#o
condena isso $%
Na verdade, a maioria das críticas e acusações contra a Igreja pode ser resumida em um único
argumento: “Não pode existir mais revelações além da Bília!", argumento apoiado principalmente na
declaração #inal do livro de $pocalipse% &esse argumento vem os corol'rios de não poder existir mais pro#etas,
novas escrituras, novas doutrinas, etc%
(m primeiro lugar )uero explicar como surgiu a Bília *+ livros, plural do grego “Bilos" + livro-%
.oão /ris0stomos, por volta do século I1 d%/% usou este termo para designar as escrituras can2nicas *+
“padrões"- judaicas junto com alguns dos escritos e cartas dos ap0stolos e discípulos de .esus /risto%
3as sempre 4ouve e 4' discussões até 4oje entre os mais eruditos te0logos sore a autenticidade destes
escritos% 5s atuais 66 livros da Bília 7eraica são aceitos como únicos pelos protestantes cristãos desde a
89e#orma8 de 3artin4o :utero *se em )ue este último repudiou a autenticidade divina da (pístola de ;iago,
uma ve< )ue ela ia de encontro a sua doutrina da 8.usti#icação pela =é", contradi<endo ao )ue é ensinado em
;iago >:>? @ 7ist0ria da /ivili<ação @ “$A 9(=593$A @ 1ol% 1I", Billian C $riel &urant-, as Igrejas
/at0licas *9omana e 5rtodoxa- aceitam tamém como doutrin'rios e inspirados os livros comumente c4amados
de ap0cri#os *I e II 3acaeus, ;oias, .udite, Aaedoria de Aalomão, (clesi'stico de Airac, etc%-%
$ )uestão é, “Duem decidiu sore a divina autenticidade dos livros até então: pro#etas de &eus ou
/oncílios de 4omensE" $ 7ist0ria dos #atos in#eli<mente levam@nos a última opção% (ntão, para por #im ao
assunto entre os leigos, os eruditos deslocaram o $pocalipse para o #inal da Bília e, a maioria das igrejas
cristãs aceitou como de#initiva a declaração #inal de )ue nada mais poderia ser acrescentado ou retirado, senão
so pena de pragas ou excomun4ão de &eus% Novamente, acrescentado ou tirado a )uFE $ BíliaE 8Aim8,
responde a ingenuidade de muitos, mas, é 0vio )ue o $pocalipse é uma carta de .oão Gs H igrejas da Isia e
)ue tamém não #oi o último livro escrito da Bília *o evangel4o de .oão e provavelmente a epístola de .udas
são posteriores G revelação em Jatmos!- e muito menos a Bília existia no tempo desta revelação como existe
4oje em dia, sendo ela somente compilada K séculos mais tarde% =ica claro, portanto )ue o Aen4or est' se
re#erindo a nada alterar da revelação dada, isto sempre #oi um procedimento comum do Aen4or, como podemos
ver em &euteron2mio ?:>% Não #icaria surpreso se visse algum judeu acusando um cristão de an'tema por
acrescentar todo um Novo ;estamento Gs revelações de 3oisés e utili<ar esta última escritura como 8prova8!

2) É verdade que os S.U.D. não dão valor à Bíblia? Por que a Igreja SUD não publia a versão
inspirada de !osep" S#i$"? %aso as pro&eias sobre o pr'prio S#i$" na versão inspirada $raria#
e#bara(o à Igreja de !esus )ris$o SUD?
Nos #ol4etos antim0rmons geralmente os autores distorcem a verdade ao a#irmar )ue os memros da
Igreja não dão importLncia G Bília e acreditam )ue esta est' 8repleta de erros8% &e #ato 4' alguns erros,
contradições e omissões *v% taela aaixo-, mas isto não tira o car'ter inspirado da Bília, sendo tais
discrepLncias admitida Gs #ragilidades 4umanas de autores e tradutores% &os )uatro anos do currículo do estudo
do evangel4o nas classes de Instituto, Aemin'rio e (scola &ominical, dois anos são reservados G Bília, um ao
:ivro de 30rmon e outro G 7ist0ria da Igreja e &outrina C /onvFnios%

*u$ros +ivros não enon$rados na Bíblia, #as i$ados por es$a-
5 :ivro dos /onvFnios Mxodo >?:H
5 :ivro das Nuerras do Aen4or Números >O:O?
5 :ivro de .asar *85 9eto8- .osué OP:OK
5 :ivro dos $tos de Aalomão I 9eis OO:?O
5s :ivros de Natã e Nade I /r2nicas >Q:>Q
5 :ivro das Jro#ecias de $ías e o das 1isões de Ido II /r2nicas Q:>Q
5 :ivro de Aemaías II /r2nicas O>:OR
5 :ivro de .eú II /r2nicas >P:K?
5 :ivro dos $tos de S<ias II /r2nicas >6,>>
5 :ivro dos &itos dos 1identes II /r2nicas KK:OQ
Sma epístola anterior de Jaulo aos /oríntios I /oríntios R:Q
Sma epístola anterior de Jaulo aos (#ésios (#ésios K:K
Sma epístola de Jaulo de :aodicéia /olossenses ?:O6
(pístola anterior de .udas .udas K
Jro#ecia de (no)ue .udas O?

%lgu#as .on$radi(/es0 enon$radas na Bíblia-
1isão de Jaulo $tos Q:H x $tos >>:Q
3orte de .udas 3ateus >H:R x $tos O:OT
&eus se arrepende Números >K:OQ x NFnesis 6:6 e .onas K:Q,OP
I Aamuel OR:>Q x I Aamuel OR:KR

Sma lista mais completa com cerca KPP contradições Bílicas pode ser encontrada em:
4ttp:UUVVV%sWepticsannotatedile%comUcontradictions%4tml
/ontudo, re#erencio a este sítio com ressalvas, os seus autores são pro#undamente antiílicos e
naturalistas #erren4os% 3uitas das supostas contradições l' citadas podem ser explicadas simplesmente devido a
um car'ter independente dos autores sore um determinado acontecimento relatado ou devido Gs variantes de
interpretação de uma determinada palavra% Jor exemplo, “arrepender@se" em 4eraico, tem a mesma rai< e
signi#icado de “condoer@se", “lastimar@se", os )uais se aplicariam mel4or a &eus ou .eov' )uando este se
“arrependia" nas escrituras acima citadas%

5utro argumento contra a Igreja é )ue .osep4 Amit4 tradu<iu sua pr0pria versão da Bília e )ue os
m0rmons não a pulicam pelo emaraço )ue as pro#ecias sore o pr0prio Amit4 nela contidas trariam emaraço
para a Igreja 4oje%
&e #ato, .osep4 Amit4 iniciou uma 1ersão Inspirada e todo memro esclarecido da Igreja sae disso e
)ue a Igreja não pulica di#undidamente tal versão por dois principais motivos:
Oo%- 5s originais da 1ersão Inspirada se encontram na mão da Igreja 9eorgani<ada e )uais)uer
pulicações #eitas pela I%.%/%A%S%&% teriam origações autorais a ver com a)uela%
>o%- 5 pr0prio pro#eta .osep4 Amit4 disse )ue teria de voltar G 1ersão Inspirada a #im de complet'@la e
corrigi@la, logo a 1ersão não 4avia sido sancionada pelo pro#eta do Aen4or )uando este #oi assassinado a sangue
#rio, junto com seu irmão, deixando assim a ora inacaada%
$s acusações de )ue a 1ersão Inspirada tra< emaraços para a Igreja uma ve< )ue contém pro#ecias
sore o pr0prio Amit4 é totalmente improcedente, uma ve< )ue no :ivro de 30rmon 4' pro#ecias semel4antes
ou re#erentes ao pr0prio pro#eta .osep4 *II Né#i K:6@H, II Né#i K:OO, OK@OR, II Né#i >H:Q, O>@OR, etc%- e este livro
é o mais largamente pulicado pela Igreja em todo mundo desde a sua restauração em OTKP% Ae #osse para tra<er
emaraços para a Igreja j' os teriam tra<ido 4' muito tempo, mas pelo contr'rio tem cada ve< mais resistido a
ata)ues e en#rentado o mundo *1% :ivro de 30rmon-%
Duanto G pro#ecia sore .osé, #il4o de um tamém .osé nos últimos dias )ue aparece na 1ersão
Inspirada do NFnesis e no :ivro de 30rmon é digno de nota a in#ormação aaixo tirada da :ia4ona de maio de
OQHK, artigo do &r% B% /leon AWousen:
85s judeus ortodoxos conservaram no ;almude, no 3idras4 e no ;argum judaico, uma tradição de
suma importLncia% &esastradamente, essa tradição #oi retirada da Bília, con#orme nos #oi entregue8%
8&i<em as re#erFncias judaicas acima citadas )ue o servo de &eus nos últimos dias seria
c4amado .osé, #il4o tamém de .osé, )ue ele seria descendente de .osé *do (gito- através da semente corporal
de (#raim, )ue seu advento se daria ao tempo do retorno de (lias *3ala)uias ?:R@6-, o )ual viria numa época de
J'scoa *até 4oje, os .udeus reservam uma cadeira va<ia na época da J'scoa para o retorno de (lias- e )ue ele,
.osé, seria morto junto com um outro8%
B% /leon AWousen col4eu estas preciosas in#ormações da ora do &r% .osep4 Xlausner,
intitulada 8$ idéia 3essiLnica em Israel8 capítulo Q, parte K, pulicado em NeV YorW, OQRR pela 3acmillan /o%
.osep4 Amit4 .r%, era #il4o de .osep4 Amit4 Ar%, descendente de (#raim% 9eceeu a visita de (lias no templo de
Xirtland na p'scoa de OTK6, e #oi assassinado junto com seu irmão 7Zrum Amit4 em OT??!


1s$2$ua e# "o#enage# a !osep" e 34ru# que e5is$e "oje no en$ro de visi$an$es e# &ren$e à
adeia de )ar$"age6I+, onde !osep" e 34ru# &ora# assassinados7

Nos Jergamin4os do 3ar 3orto, encontram@se tamém v'rias re#erFncias a este .osé nos
[ltimos &ias, pro#ecia esta em con4ecida entre os judeus no O\ século $%/%, assim entende@se mel4or a
passagem descrita no evangel4o de .oão%

!oão 8- 8962:; 2<
%%% >R ( perguntaram@l4e, e disseram@l4e: Jor)ue ati<as pois, se tu não és o /risto, nem (lias, nem o
*a)uele- pro#eta E
o /risto : 5 3essias esperado da trio de .ud', )ue seria o salvador e rei de Israel
(lias: (lias o pro#eta tisita, )uem retornaria antes do grande e terrível dia do Aen4or para converter o
coração dos pais aos #il4os e dos #il4os aos pais *3ala)uias ?: R@6-

o Jro#eta : 5 servo do Aen4or nos últimos dias, o Sngido da trio de .osé )ue viria para preparar a ora
do Aen4or antes do grande e terrível dia do Aen4or%
5s 4omens podem negar a verdade dos #atos, mas &eus certamente não o #ar'!
Jara entender como os judeus do tempo de .esus interpretavam as re#erFncias messiLnicas, não deixe de
:er o texto: 5 3essias 5culto
Jara saer mais sore esta )uestão do 3essia4 en Yose# *5 3essias #il4o de .osé-, #avor ler
os dois artigos seguintes:
!osep" S#i$" - * Ungido do Sen"or
* =essias &il"o de !os> ?1&rai#)
:) *@7 %$> posso aei$ar ou$ros +ivros inspirados al># daqueles que e5is$e# na Bíblia "oje, #as e
quan$o a versão inspirada de !osep" da Bíblia? Aão obriu ele $a#b># o livro de %poalipse quando o
au$or des$e adver$iu $ão severa#en$e para que nada &osse al$erado do $e5$o daquela pro&eia?
$pesar da versão inspirada não ter sido sancionada pelo pro#eta, a pergunta é pertinente e
merece consideração ade)uada% /ontudo, a )uestão assim levantada est' in#erindo e se aseando sore duas
premissas:
a- 5s originais do apocalipse de .oão existem e nen4uma mudança poderia ser #eita neles:
- Aeria possível tradu<ir literalmente da língua original deste manuscrito *grego,
aramaico, %%%- para o inglFs do tempo de .osep4 Amit4 sem ser preciso nen4uma inserção ou alteração%

In#eli<mente estas duas premissas não são verdadeiras, os originais de apocalipse não existem,
os mais antigos manuscritos ílicos são:

%u$or Da$a e# que &oi 1sri$o
=ais an$iga
'pia
Be#po de "ia$o
3anuscrito 3adalena
*3ateus >6-
Oo século
RP@6P
$&
co@
existente *E-
.o4n 9Zlands *.oão- QP $& OKP $& ?P anos
Bodmer JapZrus II *.oão- QP $&
ORP@>PP
$&
6P@OOP
anos
/4ester BeattZ Japiro
*N;-
Oo século >PP $& ORP anos
&iatessaron por ;atiano
*(vangel4os-
Oo século >PP $& ORP anos
/odex 1aticanus *Bília- Oo século
K>R@KRP
$&
>HR@KPP
anos
/odex Ainaiticus *Bília- Oo século KRP $& KPP anos
/odex $lexandrinus
*Bília-
Oo século ?PP $& KRP anos



Ao$a 8- &evemos lemrar )ue saemos da existFncia dos livros do N; j' no século I, uma ve< )ue é
citado v'rias ve<es pelos padres Jatrícios j' no segundo século%
Ao$a 2- /on#irmei a in#ormação de um colega adventista, realmente #ragmentos do evangel4o de
3arcos *>P letras gregas da passagem de 3arcos 6:R>,RK- #oram encontrados em Duran, o manuscrito HDR
*leia@se, pergamin4o R da caverna H-, provavelmente datado não posteriormente a 6T $&% $ discussão
envolvendo esta descoerta pelo padre .esuíta e papir0logo J% 5]/allag4an #oi pulicada pela primeira ve<
em OQH>, o )ue levantou inúmeras críticas por cépticos da (scola das =ormas de Bultmann *te0logos
lierais )ue datam os (vangel4os muito tardiamente, di<endo )ue eles #oram escritos pelas comunidades
posteriores aos ap0stolos e não pelos pr0prios evangelistas-, contudo estudos cientí#icos mais precisos
derruaram as ojeções a 5]/allag4an e o 4oje a comunidade cientí#ica *religiosa e não religiosa- tende a
considerar o papiro como verdadeiro% 1eja o estudo em (span4ol sore o assunto! HDR

No papiro de /4ester BeattZ temos apenas pe)uenos pedaços esparsos do $pocalipse )ue vão de
$p% Q:OP até $p% OH:> *sendo )ue $p% OO:? e $p% O6:O6 não se encontram neste papiro!-, encontraremos o
mais antigo manuscrito de $pocalipse somente no /0dex Ainaiticus *5 /odex 1aticanus s0 vai até
7ereus!-, tre<entos anos depois do original, todavia as mel4ores c0pias legíveis do $pocalipse aparecerão
somente no /odex $lexandrinus, trFs séculos e meio ap0s o original ter sido escrito pelo evangelista% 5s
manuscritos do 3useu .o4n 9Zlands e de Bodmer guardam manuscritos antigos do evangel4o de .oão e de
uma de suas cartas respectivamente%
Duanto ao processo de tradução de uma língua para outra, é inerente em v'rias ocasiões erros
ou a não compreensão total do texto em )uestão% Nostaria de citar a)ui trFs exemplos de nossa versão do rei
;iago em inglFs e da versão $lmeida em JortuguFs, amas traduções a partir do ;extus 9eceptus, a Bília
grega impressa e pulicada no começo do século ^1I:

1lesias$es :-C
InglFs:
“$ time to Veep, a time to laug4, a time to mourn, and a time $o dane"
JortuguFs *$lmeida 9evista e $tuali<ada, (ditora mundo /ristão-:
“tempo de c4orar, e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de saltar de alegria"
5u seja, “to dance" em InglFs virou “saltar" em JortuguFs, algumas Bílias c4egam mesmo a
tradu<ir como “pular", seria isso alguma in#luFncia de um tradutor protestante )ue consideraria a dança
pro#ana uma o#ensa a &eusE

!oão 8-28
InglFs:
“$nd t4eZ asWed 4im, B4at t4enE $rt t4ou (liasE $nd 4e sait4, I am not% $rt t4ou $"a$ prop4etE $nd
4e ansVered, No%"

JortuguFs * $lmeida /orrigida e 9evisada, Aociedade Bílica ;rinitariana do Brasil-:
“( perguntaram@l4e: (ntão )uFE _s tu (liasE ( disse: Não sou% _s tu pro#etaE ( respondeu: Não%"

5 )ue aconteceu com o pronome D$"a$E?Faquele) )ue aparece na versão em InglFsE Não
#icaria estran4o .oão negar )ue #osse um pro#eta )uando o pr0prio /risto disse não apenas )ue ele era
pro#eta, mas o maior de todos os pro#etas *:ucas H:>T-!E .oão s0 negou )ue #osse um outro pro#eta
especí#ico, esperado pelos judeus da)uela época além do 3essias *j' 4aviam perguntado e .oão negado nos
versículos OQ e >P- e de (lias%

1&>sios :-9
InglFs:
“$nd to maWe all men see V4at is t4e #elloVs4ip o# t4e mZsterZ, V4ic4 #rom t4e eginning o# t4e
Vorld 4at4 een 4id in Nod, V4o created all t4ings b4 !esus )"ris$-"

JortuguFs *$lmeida 9evista e $tuali<ada, (ditora mundo /ristão-:
“e mani#estar )ual seja a dispensação do mistério, desde os séculos oculto em &eus, )ue criou
todas as cousas,"
5 )ue aconteceu com o Db4 !esus )"ris$E?F por #eio?in$er#>dio) de !esus )ris$o)7? Jor )ue
não aparece na versão JortuguesaE Aer' )ue algum tradutor )ue tivesse uma visão trinitarista não gostasse
desta passagem por distinguir &eus de .esus /risto na criação!E

/omo vF, citei apenas trFs exemplos de alterações ou omissões da versão do rei ;iago em InglFs
e em JortuguFs, duas línguas modernas, imagine o )ue pode ter acontecido em se tradu<ir do $ramaico
*língua dos ap0stolos- para o Nrego, Airíaco ou :atin *línguas vern'culas-% (m geral essas línguas antigas
não possuem nem mesmo sinal de pontuação, nossos amigos adventistas citam costumeiramente um
exemplo de como uma simples vírgula pode alterar completamente o sentido da #rase, por exemplo:
+uas 2:-C:
“( disse@l4e .esus: Na verdade te digo *)ue- 4oje estar's comigo no Jaraíso", ou
“( disse@l4e .esus: Na verdade te digo 4oje, estar's comigo no Jaraíso"
Sma vírgula )ue muda totalmente o sentido na #rase, no primeiro exemplo temos /risto ensinando
sore a imortalidade da alma ao ladrão na /ru<, no segundo exemplo *como pre#erem adventistas,
testemun4as de .eov', memros da /ongregação /ristã do Brasil, etc%- /risto não ensina sore a
imortalidade da alma, mas d' apenas uma esperança #utura do ladrão estar junto com ele no Jaraíso ap0s a
ressurreição deste% Não seria interessante )ue tivéssemos um pro#eta inspirado )ue pudesse decidir )ual
versão seria mel4or ou então )ue algum escria mais esperto pudesse ter acrescentado no #inal “antes de
aman4ã", ou “na ressurreição" para saermos com certe<a o real signi#icado desta passagemE!
Na verdade, na versão Inglesa da Bília, todas as palavras em it'licos, são palavras acrescentadas
pelos tradutores a #im de clari#icar o texto ou torn'@lo mais compreensível na língua moderna, apesar de tais
palavras não se encontrarem no papiro ou pergamin4o )ue serviu de ase G tradução *na Bília em
JortuguFs, os tradutores não se deram a este traal4o-% Jor exemplo, em $pocalipse capítulo O6 teremos a
adição de:
“upon", versículo >, “man", versículo K, “are", versículo H, “come", versículo OK, “V4ic4", versículo
O?, “is", versículo OR, “and", versículo OT, “everZ stone", versículo >O%
No capítulo OO, teremos ainda “and t4e angel stood" *versículo O- e “poVer" *versículo K-% ;emos
muito mais nos restantes dos capítulos%
&e< pe)uenas “adições" ao texto da)uela pro#ecia a #im de clari#icar o texto na tradução, en)uanto
.osep4 não c4egou a acrescentar ou alterar nada nestes dois capítulos% Jor )ue #icaríamos careiros com as
inserções de .osep4 ao texto de apocalipse em sua versão inspirada mas ignoraríamos ou seríamos
indulgentes com os tradutores da versão do 9ei ;iago, os )uais viram@se origados a inserir muito mais
palavras ao texto do )ue o pr0prio Amit4 em sua versão!E
$o #a<er uma an'lise textual sore estes versículos *$pocalipse >O:OT@OQ-, perceemos ainda )ue a
palavra tradu<ida como 8acrescentar8, 8epitit4emi8 em grego, seria mel4or tradu<ida como por, colocar ou
ainda como 8colocar@se contra ou em oposição a8, a outra passagem )ue #ala em 8retirar palavras8, do grego
8ap4airo logos8, pode ser entendida como 8apartar@se do discurso ou doutrina8% 5u seja, a advertFncia seria
contra uma postura de oposição ou mudança de sentido do texto da doutrina explicada na 9evelação do
evangelista% .' li de<enas de interpretações de passagens do $pocalipse, cada uma di#erente da outra, vejo
uma certa 4ipocrisia em alguns )uando di<em, 85X! Interpretem como )uiserem, mas não mexam em
nen4uma palavra do texto!8 Aimplesmente não #a< sentido para mim!E
(m suma, devemos ter em mente )ue a declaração #inal de $pocalipse >>:OT@OQ *assim como a de
&euteron2mio ?:>- re#ere@se a mudar ou alterar o sentido e a essFncia da)uela pro#ecia, as alterações de
.osep4 procurariam apenas restaurar o sentido original do autor% :emrando mais uma ve< )ue .osep4 é um
pro#eta restaurador, e utili<ando as suas pr0prias palavras:
“/reio na Bília tal como se encontrava ao sair da pena de seus escritores originais% 5s tradutores
ignorantes, os copistas descuidados e os sacerdotes intrigantes e corruptos cometeram muitos erros"
*(nsinamentos do Jro#eta .osep4 Amit4, p% KOQ-
C) =as quan$o aos #il"ares de #anusri$os sobre o Aovo Bes$a#en$o, não $es$i&iaria# eles da
e5a$idão das palavras do $e5$o do %poalipse, pelo #enos no $e5$o original grego? % versão de !osep"
res$auraria Das palavrasE do $e5$o original?
5 :ivro de apocalipse não #oi muito em receido em muitos círculos /ristãos% $penas .ustino no
segundo século o de#endia como can2nico% No terceiro século, o presítero 9omano Naius atacava o livro
em violentos termos, atriuindo sua autoria ao inimigo tradicional de Aão .oão, o 4erético /erintus% 5 livro
s0 vai ser aceito mais tarde no cLnon do Novo ;estamento, sendo durante muito tempo classi#icado como
antilegomena, a classe dos livros disputados mas não completamente rejeitados como espúrios *junto com
;iago, > Jedro, .udas, e outros-%
&evido a 4esitação em aceitar o $pocalipse, este texto não é tão atestado nos manuscritos gregos
antigos como os outros livros% (n)uanto existem mais de RPPP manuscritos contendo pelo menos uma
porção do Novo ;estamento em grego, apenas >RP destes contém partes do $pocalipse% /omo j' citei, o
texto est' #altando no /0dex 1aticanus, aparece muito mal escrito no Ainaiticus e apenas aos pedaços nos
papirus de /4ester BeattZ, #icando o /0dex $lexandrinus como a mel4or testemun4a para este livro%
&estes >RP manuscritos, apenas um pe)ueno número são anteriores aos século ^ *sete ou oito
ancials, e uma ou duas minúsculas-% &os manuscritos utili<ados para #a<er o ;extus 9eceptus, de onde as
versões Inglesa do 9ei ;iago e a Jortuguesa $lmeida #oram tradu<idas, apenas manuscritos posteriores ao
décimo segundo século #oram utili<ados como ase% Aendo os textos da =amília O *essencialmente
Bi<antinos- a ase para nossa Bília atual *1eja ;aela aaixo-%

Manuscrito Século
Classificação de Von Soden
(em termos modernos)
1
ea p
XII e: Família 1; ap: I
a3

1
r
XII Andreas
2
e
XII/XIII K
x
(Wisse registros K
mix
/K
x
)
2
ap
XII I
b1

4
ap
XV
7
p
XI/XII O
π
18


/omo o $pocalipse não era muito em aceito na Igreja 5riental, a maioria dos textos Bi<antinos
não o possuía em seu pr0prio cLnon e este nunca seria utili<ado em sua liturgia% $ Jes4ita, ou a versão Airíaca
do Novo ;estamento tamém nunca o incorporou em seu cLnon%
Duando &esiderius (rasmus iniciou o traal4o do seu ;extus 9eceptus, aseou@se principalmente
no manuscrito O
eap
para o corpo do Novo ;estamento, como este manuscrito não contin4a o livro da 9evelação
de .oão, recorreu este então ao manuscrito O
r
, mas este tamém não possuía os seis últimos versículos do #inal
de $pocalipse, (rasmus estão tomou uma versão da 1ulgata :atina, e verteu diretamente do :atim para o grego
este #inal%
.osep4 em sua versão não procurou tradu<ir “as palavras" gregas ou aramaicas do texto original,
mas procurou restaelecer e esclarecer “o sentido" original do texto em )uestão% $pesar da versão inspirada ser
em utili<ada como #onte de re#erFncia na Igreja, ela não #a< parte ainda do nosso cLnon, uma ve< )ue o pr0prio
.osep4 admitiu )ue teria de voltar e #a<er algumas correções ao texto antes de sancion'@lo como escritura,
in#eli<mente este traal4o #oi interrompido pela sua morte arupta%

<) * saerd'io %arGnio não dei5aria de e5is$ir o# a vinda de )ris$o?
Aão > )ris$o > o Hnio por$ador do Saerd'io de =elquisedeque e ele o possui para se#pre,
logo não deu es$e para #ais ningu>#? ?pelo raioínio do au$or des$a ques$ão, se u#a vela aesa passa a
sua "a#a para u#a ou$ra segunda vela, neessaria#en$e a pri#eira $e# de se apagar7)
9esposta:
5 autor desta )uestão provavelmente usa 7ereus T:K )ue di< 8todo sumo sacerdote é
constituído para o#erecer dons e sacri#ícios8, os sacri#ícios cessaram, mas os dons continuariam *3arcos O6:OH,
OT-, logo o raciocínio tomado pelo autor para a aolição completa do sacerd0cio $ar2nico não se justi#ica%
/oncordamos com o autor de )ue o sacerd0cio de 3el)uisede)ue, o )ual .esus possuía era
superior ao de $arão, mas discordamos completamente em a#irmar )ue (le era o seu único portador% 5 )ue
di<er então do pr0prio 3el)uisede)ue e os da 5rdem de 3el)uisede)ue% 5rdem entende@se por um grupo ou
organi<ação onde todos tFm em comum algo, no caso tratado o Aacerd0cio 3aior de 3el)uisede)ue%
Jarece tamém claro de )ue )uem ordena um outro ao sacerd0cio não o deixa de possuir este%
5 sacerd0cio é como uma 8sen4a8 dada aos 4omens para agirem nas coisas sagradas, é o pr0prio poder de &eus
dado aos seus #il4os para agirem em Aeu nome a)ui na ;erra%
5 autor deveria ter lido )ue o pr0prio Jai ordenou o seu =il4o SnigFnito a esse Aacerd0cio
8(le, porém, a receeu da)uele )ue l4e disse%%% ;u és meu =il4o, 4oje eu te gerei%%% ;u és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de 3el)uisede)ue8 *7ereus R:R, 6-% ( )ue tamém ninguém pode tomar sore si esta 4onra
*o sacerd0cio- senão a)uele )ue #oi c4amado por &eus, como $arão *7ereus R:?-, e como #oi $arão c4amadoE
3oisés o consagrou *Mxodo ?P:OK@OR-!
Due amos os sacerd0cios existiam na Igreja Jrimitiva é em claro em $tos T:O>@OT% Jor )ue
=elipe não pode impor as mãos sore a)ueles a )uem 4avia ati<ado em Aamaria, mas teve de esperar Jedro e
.oão c4egarem de .erusalémE $ resposta parece simples: =elipe possuía apenas o Aacerd0cio $ar2nico, )ue não
l4e dava autoridade para con#erir o (spírito Aanto, dois dos ap0stolos )ue possuíam o sacerd0cio 3aior
*3el)uisede)ue-, tiveram de vir de .erusalém para o #a<er%

I) É verdade que os #'r#ons vol$arão a &aJer sari&íios de ani#ais e# seu $e#plo?
Isto é uma distorção da a#irmação de .osep4 sore sacri#ício de um /ordeiro% Jor revelação
.osep4 declarou )ue o Aacerd0cio $ar2nico *ou :evítico- não ir' ser tirado da ;erra até )ue os #il4os de :evi
o#ereçam em retidão novamente um sacri#ício ao Aen4or *&C/ OK-% Isto se dar' somente no 3ilFnio )uando
/risto reinar' pessoalmente sore a ;erra e todos terão o Aacerd0cio 3aior, #a<endo com )ue o Aacerd0cio
3enor *ou preparat0rio- não ten4a mais necessidade, pois seu papel estaria cumprido *ou seja: preparar todos
para receer a plenitude do Aacerd0cio &ivino-%
;amém é claro )ue este sacri#ício ser' #eito por judeus, descendentes literais de :evi, no templo
)ue ser' reerguido em .erusalém, cumprindo assim a pro#ecia ílica: “3as )uem suportar' o dia da sua vindaE
( )uem susistir' )uando ele aparecerE ( por)ue ele ser' como o #ogo dos ourives e como o saão dos
lavadeiros% ( assentar@se@', a#inando e puri#icando a prata, e puri#icar' os #il4os de :evi, e os a#inar' como ouro
e como prata, então ao Aen4or trarão o#ertas em justiça% ( a o#erta de .ud' e de .erusalém ser' suave ao Aen4or,
como nos dias antigos, e como nos primeiros anos% *3ala)uias K:>@?-"%
Interessante notar )ue esta pro#ecia s0 ser' cumprida nos últimos dias% 5 7istoriador Bill &urant,
conta um #ato interessante em sua 7ist0ria da /ivili<ação sore uma tentativa )ue os judeus #i<eram para
reconstruir seu templo e retornar aos sacri#ícios em K6O a%&% so a proteção do imperador romano .uliano, mas
)ue #oi extraordinariamente interrompida:
“%%% *.uliano- Jerguntou aos dirigentes judeus por )ue 4aviam aandonado o sacri#ício de
animais, )uando eles responderam )ue sua lei não permitia tal ato senão no templo de .erusalém, ordenou )ue
este #osse reconstruído com #undos do (stado% .erusalém #oi novamente #ran)ueada aos judeus, eles se reuniam
ali, procedentes de todos os cantos da Jalestina, de todas as Jrovíncias do Império, 4omens, mul4eres e crianças
davam os seus traal4o G reconstrução, suas economias e j0ias para moiliar o novo templo, podemos imaginar
a #elicidade de um povo )ue durante trFs séculos 4aviam orado por este dia% 3as )uando os alicerces estavam
sendo cavados, irromperam c4amas do c4ão e v'rios traal4adores morreram )ueimados% 5 traal4o #oi
pacientemente reiniciado, mas uma repetição do #en2meno ` provavelmente devido G explosão de g's natural `
interrompeu e desanimou o empreendimento% 5s cristãos rejuilaram@se ante a)uilo )ue parecia uma proiição
divina, os judeus #icaram espantados e lastimaram@no%"*7ist0ria da /ivili<ação @ “$ I&$&( &$ =_ ` 1ol%I1",
Billian C $riel &urant, p'gs KOK@KO?-%
Bradi(/es !udaias sobre o Bereiro Be#plo
$utoridades 5rtodoxas geralmente acreditam )ue a reconstrução dever' ocorrer na era do 3essias
.udaico pelas mãos da JrovidFncia &ivina, emora uma posição minorit'ria, segue a opinião de 3aim2nides, a
)ual sustenta )ue os .udeus deveriam estar sempre ocupados em reconstruir o templo por eles mesmos, sempre
)ue #or possível% $utoridades 5rtodoxas geralmente prevFem a restauração completa do sistema de sacri#ícios,
mas algumas outras autoridades discordam% ;Fm@se tradicionalmente sido assumido )ue algum tipo de
sacri#ício animal ser' reinstituído, de acordo com as regras do :evítico e do ;almud% (sta crença est' presente
na liturgia 5rtodoxa% ;odo serviço de adoração 5rtodoxo contém orações pela restauração do ;emplo e pelos
serviços de adoração sacri#iciais, e cada dia 4' uma recitação pela ordem dos sacri#ícios do dia e os salmos )ue
os :evitas deveriam cantar na)uele dia%
$ posição geralmente aceita entre .udeus 5rtodoxos é )ue a plena ordem dos sacri#ícios ser'
reassumida com a construção do ;emplo% (mora 3aim2nides ten4a escrito na sua ora “5 Nuia dos
Jerplexos", “)ue &eus delieradamente moveu os judeus para longe dos sacri#ícios em direção Gs orações, as
orações como uma #orma maior de adoração," seu livro de#initivo “$ ;ora4 3is4ne4" ` a )ual é considerada
por alguns como tendo #orça de lei ` estaelece )ue os sacri#ícios de animais tomarão lugar no terceiro templo,
e d' detal4es em como isto ir' ocorrer%
Preserva(ão dos Ko"ani# e +eviLi#
5 .udaísmo 5rtodoxo preserva os Xo4anim, descendentes da #amília sacerdotal de $arão, e os :eviaim
*:evitas-, descendentes das trios de :evi, intactos para o serviço no templo a ser restaurado% Xo4anim e
:evitas são vistos como sendo ainda dedicados ao Aerviço &ivino e origados a comparecer ao dever para os
serviços do ;emplo a )ual)uer momento, caso seja ele reconstruído% Xo4anins estão ainda sujeitos Gs restrições
Bílicas de puri#icação as )uais incluem a proiição de se casarem com divorciadas ou prosélitas e restrições
para não entrarem em cemitérios%

M) Aão es$ão Pedro, Biago e !oão e# seus sepulros aguardando a ressurrei(ão dos jus$os, que se
dar2 s' na 2a. Ninda, logo eles não poderia# $er dado o saerd'io de =elquisedeque a !osep"?
9esposta:
( por )ue Jedro, ;iago e .oão j' não poderiam ter sido ressuscitados como muitos outros
pro#etas )ue ressuscitaram logo ap0s a 9essurreição de /ristoE *3ateus >H:R>, RK-%
$ primeira ressurreição dos justos j' começou logo ap0s a ressurreição de /risto e culminar'
durante a >
a
1inda do 3essias%

O) Porque ao #enionar os v2rios enargos da Igreja o ap's$olo Paulo não #enionou o saerd'io
?1&>sios C-88, 82)?
9esposta:
5 sacerd0cio não é um encargo da Igreja, todos os cargos )ue existiam na Igreja Jrimitiva
*ap0stolos, pro#eta, pastores, mestres, ispos, etc%- e )ue são encargos do sacerd0cio, ou seja, é apenas a
autori<ação divina para agirem nestes encargos% &aí se entende por )ue não 4avia mul4eres nestes encargos,
uma ve< )ue estas não eram investidas do poder do sacerd0cio, apesar de poderem compartil4ar as Fnçãos do
mesmo através de seus líderes, esposos e #il4os%

9) Aão &oi a dou$rina do saerd'io inu$ida na Igreja por Sidne4 Pigdon, quando es$e nela
ingressou e j2 "avia #ais de 2QQQ pessoas que "avia# sido ba$iJadas na Igreja?
9esposta:
5 sacerd0cio #oi restaurado em OT>Q a .osep4 e a 5liver /oVderZ, estes ordenaram outros a
esse mesmo sacerd0cio% $ Igreja #oi restaurada em 6 de $ril OTKP% ;udo isto est' em documentado na
7ist0ria da Igreja, seja através dos di'rios dos primeiros santos *.osep4, sua #amília, 5liver /oVderZ e outros-,
ou seja, mesmo através de cartas de não@memros da época contando sore as visões de .osep4%
(sta idéia antim0rmon de )ue toda a doutrina da Igreja começou s0 mais tarde através de AidneZ
9igdom é antiga, mas j' est' sendo aandonada pelos pr0prios antim0rmons depois de tantos documentos em
contr'rio% No pr0prio :ivro de 30rmon *pulicado no começo de OTKP, antes da restauração da Igreja- #ala
sore esta doutrina e dos Aacerdotes segundo a 5rdem do =il4o de &eus *antigo nome do Aacerd0cio de
3el)uisede)ue @ ver &C/ OPH:>@?- e de suas pré@ordenações *ver $lma R:K, 6:O, OK:O@OO etc%-%
$ ordem da restauração do sacerd0cio e de seus o#ícios pode ser encontrada aaixo:
O% Aacerd0cio $ar2nico: OR de 3aio de OT>Q *&C/ OK-
>% Aacerd0cio de 3el)uisede)ue: 3aio ou .un4o de OT>Q *&C/ O>T:>P-
K% $p0stolos, élderes, sacerdotes, mestres e di'conos: $ril de OTKP *&C/ >P:KT@6P-
?% Ba$is#o de Sidne4 Pigdon: >
a
Aemana de Novemro de OTKP
R% Bispo: ? de #evereiro de OTKO *&C/ ?O:Q@OP-
6% Aumo sacerdote: .un4o de OTKO *caeçal4o de &C/ R>-
H% Jrimeira JresidFncia: OTK>@OTKK *&C/ TO, QP-
T% Jatriarca: OT de &e<emro de OTKK *(nsinamentos do Jro#eta .osep4 Amit4, sUd, pp%
?P@?O-
Q% Aumo consel4o: OH de #evereiro de OTK? *&C/ OP>-
OP% Du0rum dos &o<e $p0stolos: OTKR *&C/ OPH:>K@>?-
OO% Aetentas: OTKR *&C/ OPH:>R-
O>% Jrimeiro Du0rum dos Aetenta: OTKR *&C/ OPH: >6, QK@QH-
8Q) * #or#onis#o ensina que ada qual e5is$e onsien$e#en$e no R=undo dos 1spíri$osR an$es
de naser nes$e #undo. Aão são es$as dou$rinas #'r#ons an$i6esri$urís$ias e an$iris$ãs?
9esposta:
$ doutrina da (xistFncia Jré@3ortal é per#eitamente escriturística e esclarece muitas passagens
ílicas, a saer:
/omo .eremias, con4ecido e consagrado pro#eta por &eus antes mesmo de nascer e de se
#ormar no ventre de sua mãe *.eremias O:R-
&o (spírito ap0s a morte 8voltar8 para o &eus )ue o deu, (cls% O>:H
&as nações de nascimento j' pré@determinadas por &eus, $tos OH:>6@>H
&os discípulos acreditarem )ue um cego de nascença poderia ter pecado antes de vir a esta
;erra, .oão Q:O@K
&e &eus ter pre#erido a .ac0 e não ao primogFnito (saú desde o nascimento de amos, antes
mesmo de poderem ter escol4ido o em ou o mal nesta vida terrena *9omanos Q:Q@OK-
Jara um an'lise mais completa da doutrina da existFncia pré@mortal, em como de suas
raí<es no antigo judaísmo e cristianismo, não deixe de ler o texto:
% NID% PPÉ6=*PB%+ D* 3*=1= *tradu<ido original em InglFs por (vandro 3%
=austino-

88) É verdade que Brig"a# Soung pregou no Babern2ulo que R%dão > nosso Pai e nosso Deus, e...
o Hnio Deus o# que# $e#os de "aver?E
9esposta:
Ae o autor leu todo o discurso deve saer )ue os m0rmons acreditam )ue podem receer a exaltação
de &euses *Aalmos T>:6, .oão OP:K?@K6, NFnesis K:R junto com NFnesis K:>> e $pocalipse >:H, 9omanos T:O?@
OT, 3ateus R:?T, I /oríntios T:R, 6, etc%- e )ue $dão como primeiro pro#eta e patriarca de toda a ;erra *logo,
neste contexto mais especí#ico ele é nosso Jai e o único &eus com )uem n0s temos de 4aver!- ter' uma posição
de desta)ue na exaltação, ele é o $ncião de &ias na visão de &aniel H:Q@O? )ue se apresentar' e entregar' todas
as c4aves do poder diante do =il4o do 7omem *.esus /risto-, sua grande<a é exaltada no livro de (clesi'stico
de Airac:
8Aem e Aet #oram glori#icados entre os 4omens, mas acima de todo ser vivente est' $dão8
*(clesi'stico ?Q:O6 @ apesar deste livro não ser considerado can2nico pelos protestantes ele é aceito como
doutrin'rio pelos cat0licos-%
(st' claro tamém )ue o único &eus de $doração )ue devemos ter é o Jai /elestial, mas isto não
implica )ue não existam outros 8deuses8, seres exaltados, co@4erdeiros de todas as coisas do Jai, exceto de sua
gl0ria e adoração de seus #il4os%
5utra coisa, o 8.ournal o# &iscourses8 não é considerado doutrina o#icial da Igreja, Brig4am Young
saia )ue as palavras de um pro#eta são escrituras, mas nem sempre o )ue o ta)uígra#o entendeu e o )ue ele p2s
no papel é% Brig4am ensinou )ue precisava rever o )ue #oi registrado de seus discursos para consider'@los como
escritura% 5 )ue me parece i<arro é )ue alguns antim0rmons tomam emprestados desta literatura secund'ria
para 8ler a mente8 de Brig4am ou de algum outro líder para atestar )ue eles acreditavam em alguma teoria
incomum como a do $dão &eus% 5 )ue mais impressiona é )ue ignoram ou #ingem não ver outras inúmeras
passagens nesta mesma literatura onde o ponto de vista é exatamente o oposto%

82) Aão ensina o #or#onis#o que !osep" S#i$" ser2 o por$eiro do Peino )eles$ial, e que ningu>#
en$rar2 se# a sua aprova(ão ?i$a6se geral#en$e Brig"a# Soung e# u# pequeno $re"o do !ournal o&
Disourses)?
Novamente distorce@se a doutrina aseada apenas em uma #rase #ora de contexto de Brig4am
Young% ;odo m0rmon sae )ue .esus /risto é nosso advogado e mediador diante de &eus e )ue s0 entraremos
no 9eino /elestial com o seu consentimento% $ )ue Brig4am Young se re#eria é )ue .osep4, como primeiro
pro#eta desta dispensação iria julgar os santos desta dispensação% /risto, o grande jui< delegar' aos líderes da
Igreja e aos pro#etas #unções de julgamento sore os povos de suas épocas% /risto prometeu a seus ap0stolos
)ue eles julgariam as do<e trios de Israel *3ateus OQ:>T-, e tanto Jaulo *I /oríntios 6:>,K- como o ap0stolo
.oão *$pocalipse >P:?- ensinaram )ue os santos julgarão o mundo e até mesmo os anjos%

8:) Aão ensina o #or#onis#o que e5is$e# peados de#asiado graves para que o sangue de )ris$o
&a(a e5pia(ão por eles? Aes$es asos deve o #'r#on pedir a u# ou #ais o#pan"eiros #'r#ons a, por
&avor, or$a6l"e o peso(o e dei5ar que o sangue e#bebeda a $erra, a &i# de &aJer e5pia(ão de seu peado.
1s$a pr2$ia > de&endida e #enionada $an$as veJes nos ser#/es publiados no !ournal o& Disourses que
> eviden$e $er "avido nu#erosos asos e# que se #inis$rou esse Rprinípio do evangel"oR.
;odo cristão sae )ue o pecado contra o (spírito Aanto é tão grave )ue n0s não teremos perdão
se o cometermos *3ateus O>:KO, K>-% _ o )ue aconteceria a .osep4 Amit4 ou a )ual)uer das testemun4as das
placas de ouro do :ivro de 30rmon se elas negassem em algum momento de suas vidas de )ue viram as placas
ou de )ue um anjo l4as mostrou, mesmo )uando ridiculari<ados ou ameaçados de morte, pre#erindo todos eles a
serem escarnecidos, 4umil4ados e en#rentarem a morte diante de seus inimigos a terem de negar uma coisa )ue
eles realmente viram, saiam )ue era verdadeira e )ue realmente viera de &eus%
Duanto ao #ato do m0rmon cortar o pescoço *acusação tirada de um pan#leto anti@m0rmon-,
ac4o )ue o autor desta acusação deve ter assistido muito a sua mãe preparar 8galin4a ao mol4o pardo8 a ponto
de #icar tão impressionado e criado uma imaginação tão #értil% Ae esta pr'tica é citada tantas ve<es no 8.ournal
o# &iscourses8 por )ue é )ue o autor *do pan#leto antim0rmon de onde tirei tal asserção- não pegou ao menos
uma citação como o #e< anteriormente duas ve<es em seu #ol4eto e mais uma ve< depois com citações de
Brig4am Young, ou então por )ue não tirou #otos das cicatri<es nos pescoços dos m0rmons, ou mais sutil ainda,
alguns relatos de médicos )ue atenderam e cuidaram de alguns pescoços m0rmonsE $ resposta me parece
simples, por)ue ela não existe% 5 m'ximo )ue existe no 8.ournal o# &iscourses8 é a expressão 8lood
atonement8 )ue tradu<ida ao pé da letra )uer di<er expiação de sangue em JortuguFs% ;odavia o contexto em
)ue esta expressão é usada re#ere@se G pena api$al existente em um regime teocr'tico como o da antiga Israel,
#oi uma #orma ret0rica usada em alguns discursos para salientar a gravidade do 4omicídio e de alguns pecados,
mas daí pular para uma a#irmação de )ue os m0rmons cortavam os pescoços de uns aos outros no século ^I^ é
simplesmente puro sensacionalismo dirigido a assustar mentes menos críticas e sugestion'veis%

8C) Aega o #or#onis#o que !esus &oi #ilagrosa#en$e gerado pelo 1spíri$o San$o?
5ra, o mormonismo ensina .esus /risto é o SnigFnito do Jai /elestial *.oão K:O6, .oão O:O? e I
.oão ?:Q-% ( o )ue )uer di<er SnigFnitoE
SnigFnito +
(ntão .esus é o =il4o [nico de &eusE Não somos todos n0s #il4os de &eusE
_ claro )ue &eus é nosso pai, pois #omos todos gerados espiritualmente por ele *7ereus O>:Q-%
/risto é então o #il4o único gerado por &eus 8na carne8% ;endo uma mãe mortal *3aria- e um pai imortal
*&eus-, /risto era o único )ue poderia morrer para depois vencer a morte, pois 4erdara simultaneamente uma
mortalidade materna e uma imortalidade paterna% “Ninguém a *sua vida- tira de mim, mas eu a dou livremente%
;en4o poder de entreg'@la e poder de retom'@la" *.oão OP:OH-%
:ogo, &eus é o Jai de .esus /risto na carne! Na concepção de .esus, a virtude do (spírito
Aanto envolveu 3aria, para protegF@la e para )ue dela #osse #ecundado um #il4o, mesmo )ue ela permanecesse
virgem *:ucas O:>T@KR-%

8<) Aão > verdade que Brue P. =)on@ie ensinou que !esus &oi onebido nor#al#en$e o#o
qualquer ou$ro ser "u#ano? Aão envolveria is$o u#a rela(ão se5ual?
1amos ver a declaração de 3c/onWie de onde os antim0rmons tiram estas conclusões:
“&eus o Jai é um per#eito, glori#icado, santo 7omem, um Jersonagem imortal% ( /risto #oi gerado no
mundo como o literal =il4o deste Aer Aanto, ele nasceu no mesmo sentido real, pessoal e literal do )ue )ual)uer
outro #il4o mortal nasce de um pai mortal% Não 4' nada #igurativo sore sua paternidade, ele #oi gerado,
conceido e nascido na #orma natural do curso dos eventos, pois ele é o =il4o de &eus, e a designação signi#ica
exatamente o )ue di<" *_lder Bruce 9% 3c/onWie, &outrina 30rmon, p%H?>-
1emos )ue 3c/onWie #ala de gerado, conceido e nascido de uma #orma natural, não #ala de
“#ecundado" naturalmente% $o a#irmar )ue o curso dos eventos #oi normal, apenas signi#ica )ue ap0s receer a
semente da deidade o <igoto se desenvolveria normalmente até a concepção% /risto receeria seu cromossomo Y
de &eus e o seu ^ do 0vulo de 3aria% Sma partenogFnese 4umana ou )ual)uer outra 4ip0tese teria de explicar
como /risto oteve o seu cromossomo Y, o )ue seria uma #orma em antinatural do desenvolvimento do eF
.esus% Ae vocF )uer tirar a dúvida de )ue 3c/onWie )uis di<er exatamente isto, astaria ler algumas p'ginas
mais adiante para saer sua opinião sore a Imaculada /oncepção%
D1nsina#en$os #odernos negando o nasi#en$o de u#a virge# são pere#p$oria#en$e
ap's$a$as e &alsos8%*_lder Bruce 9% 3c/onWie, &outrina 30rmon, p%T>>, Fn#ase acrescentada-%
(sta passagem est' no mesmo :ivro de onde antim0rmons tiraram a)uelas sensacionalistas
conclusões% (ste é um exemplo cl'ssico de como eles gostam de traal4ar% &istorcem algumas #rases isoladas da
literatura o#icial e não o#icial da Igreja, #ormulam uma teoria #aulosa e sensacionalista para "oar os leitores
sore o )ue os #'r#ons real#en$e aredi$a#, e ignoram as evidFncias ou as explicações )ue as contradi<em%
Jara #inali<ar esta )uestão, gostaria de #inali<ar com .osep4 =% Amit4:
“Nosso Aen4or é a única pessoa mortal )ue nasceu de uma virgem, por)ue ele é a única
pessoa mortal )ue j' teve um Jai imortal% 3aria, sua mãe, “#oi arreatada no (spírito" *I Né#i OO: OK@
>O-, #oi “envolvida" pelo (spírito Aanto, e a onep(ão que aon$eeu Dpelo poder do 1spíri$o
San$oE resul$ou no surgi#en$o do li$eral e pessoal Til"o de Deus o Pai% *$lma H:OP, > Né#i OH:O?,
Isaías H:O?, 3ateus O:OT@>R, :ucas O: >6@KT- /risto não é o =il4o do (spírito Aanto, mas do Jai%
*&outrinas de Aalvação, vol% O, pp% OT@>P-
8I) *s reen$es es$udos rela$ivos ao )'digo da Bíblia, não vindia# o ar2$er divino e
inspirado da Bíblia, pois as pr'prias palavras dispos$as no $e5$o original e# "ebraio esonde#
pro&eias #ilenares s' desober$as reen$e#en$e a$rav>s de o#pu$adores? * +ivro de ='r#on
poderia repe$ir $al &ei$o para jus$i&iar seu ar2$er divino6inspirado?
9esposta:
5 /0digo Bílico é uma das mais recentes :endas ou 3itos Sranos )ue surgiram
neste século relativo G Bília ou 9eligião *5utros 3itos #amosos são O- /omputadores da N$A$
con#irmam o dia perdido de .osué e os ?Pmin de Isaías, >- Jescador inglFs é resgatado com vida ap0s O
dia dentro do ventre de uma aleia nas il4as 3alvinas, con#irmando assim a plausiilidade da 4ist0ria de
.onas, K- $ arca de Noé é #otogra#ada no topo do 3onte $rarat, etc%%%um em especial 30rmon é sore
uma pro#ecia de :utius de Nratius sore a restauração da Igreja e do Aacerd0cio mais de cem anos antes
de acontecer con#orme registrado no seu livro “: b(spoir de Aion" ac4ado na Bilioteca da Basiléia por
um tal _lder ;easdale%%% -%
Sma resposta ade)uada G pergunta acima #oi dada pelo &r% ;vedtness:

* )'digo Bíblio e a InerrUnia Bíblia
Jor .o4n $% ;vedtness
5s inerrantistas estão de novo na moda, re#erindo@se ao tão c4amado estudos do “/0digo Bílico"
reali<ado em Israel como evidFncia de )ue o texto da Bília permanece como #oi revelado diretamente por &eus
mil4ares de anos atr's% 1'rios artigos e um livro acaaram resultando a partir do estudo do “/0digo Bílico",
)ue tFm o prop0sito de demonstrar )ue o )ue est' oculto no texto 7eraico do Jentateuco ` os primeiros cinco
livros do 1el4o ;estamento ` são pro#ecias de eventos #uturos% 5s pes)uisadores sugerem )ue, por)ue apenas
&eus pode con4ecer o #uturo, esta é a evidFncia )ue até mesmo as palavras do Jentateuco #oram inspiradas por
&eus% .udeus 5rtodoxos e #undamentalistas /ristãos tFm igualmente louvado o estudo como evidFncia da
autenticidade divina da Bília% (les apontam para o #ato de )ue a maioria dos pes)uisadores do “/0digo
Bílico" são estatísticos, não te0logos, o )ue l4es d' alguma neutralidade )uanto a )uestões religiosas%
$ #im de avaliar o estudo, precisamos primeiro compreender como este #oi condu<ido% 5s pes)uisadores
desenvolveram um programa de computador )ue tomava o texto 7eraico da Bília, então pulavam um número
especí#ico de letras e imprimia sempre, por exemplo, a décima letra *o número de letras puladas era de#inido no
início, podia ser OR, >OK, O>H6, ouc-% (stas letras assim escol4idas eram disponiili<adas numa matri<
retangular *$ x B, número de lin4as e colunas tamém de#inidas a gosto do #reguFs-, depois do )ue, poder@se@ia
procurar por palavras, como nos populares jogos de caça@palavras% $s palavras podiam então ser lidas
4ori<ontalmente, verticalmente ou diagonalmente% $s palavras #ormadas por esse método são, por elas mesmas,
insigni#icantes% =oi )uando os pes)uisadores descoriram v'rias palavras relacionadas dentro da mesma matri<
o )ue eles ac4aram )ue demonstravam suas 4ip0teses%
Sma das mais importantes descoertas é o nome de Yit<4aW 9ain *lido verticalmente- e as palavras:
“assassino assassinar'" *lidas 4ori<ontalmente- lidas dentro de uma mesma matri<% $s “pro#ecias" )ue podem
ser encontradas usando este método variam de acordo com o número de letras )ue são puladas% &esta #orma,
uma longa passagem ílica poderia, teoricamente, produ<ir mais de uma mensagem, dependendo de )uantas
letras puladas *OP, OO ou O> #ossem escol4idas-%
7' muitos prolemas com esta metodologia% 5 primeiro é )ue a de#inição da proximidade de v'rias
palavras é em aritr'ria de acordo com o design da matri< *número de lin4as e colunas-% Sm outro prolema
envolve a nature<a do texto 4eraico% Não 4' simplesmente uma única versão dos livros de NFnesis até o
&euteron2mio% (mora 4aja um texto padrão utili<ado nas sinagogas, di#erentes manuscritos antigos variam em
suas leituras% Jor exemplo, entre os Jergamin4os do mar 3orto, existem v'rias versões do livro de Mxodo )ue
variam aertamente% $ omissão ou mudança de uma simples palavra pode a#etar os resultados da usca do
computador%
;emos ainda a )uestão da ortogra#ia% $lgumas palavras possuem mais de um jeito possível de serem
soletradas na Bília e, de #ato, são soletradas di#erentemente dentro da mesma passagem em v'rios manuscritos%
5riginalmente, algumas letras 7eraicas #oram usadas apenas para representar as semivogais “Y" e “B", assim
como o “7", mas #oram depois utili<adas para tamém denotar o som das vogais *“I", “5" ou “S", e “$"-% Isto
leva a alguns desvios de leitura em alguns manuscritos posteriores )ue tamém a#etariam a usca do
computador%
3as o golpe de miseric0rdia veio )uando a )uestão do “/0digo Bílico" #oi examinada por dois eruditos
Bílicos nas p'ginas da edição de $gosto do “Bile 9evieV"% 9onald A% 7endel da Sniversidade 3etodista do
Audeste intitulou sua revisão de “$ =raude do /0digo Bílico"% 9aino A4lomo Aternerg, )ue leciona
matem'tica em 7arvard, c4amou seu artigo de “dleo de /ora a 1enda!"
(xaminando a )uestão do assassinato de Yit<4aW 9ain, Aternerg perceeu )ue o computador ac4ava
a)uela cominação se pulasse cada ?HH> letras% (m outras palavras, 4avia um “Zod" *letra 4eraica
correspondente ao “Y"-, a primeira letra de Yit<4aW, seguida por ?HH> letras posteriores até a segunda letra, e
assim por diante até terminar o nome% Isto signi#ica )ue se vocF imprimir as letras do Jentateuco 7ereu
*usando a edição de Xoren- em lin4as de ?HH> letras de comprimento, o nome de Yit<4aW 9ain aparecer' em
uma coluna vertical% Jara Aternerg isso é #orçar nossa credulidade longe demais%
Aternerg tamém tomou o desa#io lançado pelo principal pes)uisador do “/0digo Bílico", 3ic4ael
&rosnin, em um artigo pulicado em Q de .un4o de OQQH, edição da NeVsVeeW, em )ue ele di<, “Duando meus
críticos encontrarem uma mensagem sore o assassinato de um primeiro ministro criptogra#ada em “3oZ
&icW", aí então eu acreditarei neles%" Aternerg pediu a um pro#essor de matem'tica $ustraliano, Brendan
3cXaZ, “para procurar em b3oZ &icWa por tais mensagens criptogra#adas% (le encontrou OK bpredições de
assassinatos de #iguras púlicas, muitos deles primeiros ministros, presidentes ou e)uivalentes% &ois exemplos
aparecem no artigo de Aternerg, Sm tem uma mensagem )ue lF, “Jres ` Aomo<a ` dies ` 4e Vas s4ot ` gun%"
*Jres% Aomo<a ` morre ` ele #oi alvejado ` rev0lver-% 5 outro tem “I Nand4i" em uma lin4a vertical
interceptada por uma lin4a 4ori<ontal onde se lF “t4e@loodZ@deed" *o ato sangrento-% Stili<ando a mesma
#orma de raciocínio para o estudo de Aternerg con#orme #oi empregado pelos pes)uisadores do “/0digo
Bílico", n0s temos de concluir )ue &eus ditou 3oZ &icW e )ue 7erman 3elville #oi um pro#eta! $ verdade,
entretanto, e )ue com permutações su#icientes, pode@se ac4ar tais mensagens pro#éticas em )ual)uer texto
extenso o su#iciente para tais uscas%
In#eli<mente, alguns Aantos@dos@[ltimos@&ias compraram a idéia asurda do “/0digo Bílico" e
#re)eentemente eu receo perguntas sore o assunto% $lguns até mesmo )uerem rodar o programa no texto do
:ivro de 30rmon para provar sua autenticidade% $lguns críticos tFm mesmo nos desa#iado a #a<er exatamente
isso, acreditando )ue o teste #al4ar' e então provar )ue a Bília é divinamente inspirada en)uanto o :ivro de
30rmon é ora do 4omem% Nen4um deles pararam para pensar )ue os estudos do “/0digo Bílico" #oram
#eitos sore o texto 7ereu, não em uma tradução secund'ria do InglFs, e )ue reali<ar tal teste na versão Inglesa
do :ivro de 30rmon não provaria nada% $inda, em vista do #ato de )ue “3oZ &icW" provou ser “pro#ético", eu
suspeito )ue até mesmo a versão Inglesa do :ivro de 30rmon providenciaria alguns interessantes resultados%
3as eu ten4o coisas mel4ores para #a<er do )ue perder meu tempo com este tipo de asurdo%
8M) )o#o voVs e5plia# W2la$as 8-I6O onde Paulo denunia que# pregar ou$ro evangel"o e
#es#o onsidera an2$e#a se u# anjo do >u vier e pregar al># do que &oi pregado por ele?
Nostaria de comentar um pouco sore esta epístola de N'latas junto com o capítulo O? de I
/oríntios%
Jara se entender mel4or o )ue se passa nesta epístola, necessitamos de um “acW@ground"
4ist0rico para recon4ecer os pontos cruciais da)uela epístola%
(sta epístola é considerada pelos estudiosos Bílicos como tendo sendo escrita pouco antes do
/oncílio de .erusalém *$tos OR, cerca de RP $&-% Na)uela época 4avia uma grande disputa entre os /ristãos
judai<antes em relação aos novos gentios conversos ao /ristianismo% (stes “judai<antes" acreditavam )ue as
“oras da :ei" 3osaica ainda eram importantes e deveriam ser reverenciadas, sendo )ue até mesmo a
circuncisão, o pacto $raLmico, deveria ser re)uerido dos gentios incircuncisos )ue se convertiam ao
/ristianismo% Jaulo prega aertamente contra estes ensinamentos e c4ega mesmo a repreender Jedro *um dos
colunas da Igreja junto com ;iago e .oão, N'latas >:Q- por #a<er corpo mole tentando ser político para com os
judai<antes *N'latas >:OO@O?-%
(sses judai<antes mais tarde #oram c4amados de (ionitas na 7ist0ria, não aceitavam a mudança
do A'ado para o &omingo e ac4avam ser Jaulo um #also ap0stolo, )ue tão aertamente pregava contra Gs oras
da :ei *N'latas > :O6-%
$ advertFncia de Jaulo então em N'latas O:6@T, re#ere@se então ao #ato de )ue os recém
conversos da Nal'cia pudessem aceitar tão aertamente estas idéias dos judai<antes, a#irmando )ue se até
mesmo um anjo do céu viesse e anunciasse um outro evangel4o di#erente *algumas versões vem com além- do
)ue ele *Jaulo- 4ouvesse a eles pregado, )ue os considerassem an'temas *ou seja, ap0statas da Igreja-%
$ advertFncia em N'latas O:T, não deve ser entendida como uma advertFncia contra mais
escrituras uma ve< )ue esta epístola #oi uma das primeiras a serem escritas do nosso atual cLnon do Novo
;estamento, sendo posterior talve< apenas ao :ivro de ;iago *veja taela aaixo- ou de não mais existir
revelações posteriores de anjos, j' )ue .oão em seu $pocalipse viu anjos para c4uc4u!

5rdem *mais prov'vel- escrita dos :ivros do Novo ;estamento ` =onte: $ Bília $notada ` (ditora
3undo /ristão
;iago ?R@RP $&
N'latas ?Q
O e > ;essalonicenses RO
3arcos RP@6P
I /oríntios R6
> /oríntios RH
9omanos RT
:ucas 6P
/olossenses, (#ésios
=ilipenses e =ilemon 6O
$tos 6O
3ateus 6P@HP
I ;im0teo 6K
I Jedro 6K
;ito 6R
> ;im0teo 66
> Jedro 66
7ereus 6?@6T
.udas HP@TP
.oão TR@QP
$pocalipse QP f
O, >, K .oão QP@OPP f

f Nota, a Bília $notada coloca $pocalipse como sendo escrito depois das epístolas de O,> e K .oão,
contudo, em suas mesmas anotações ela se con#unde ao a#irmar )ue o $pocalipse #oi provavelmente escrito
durante o reinado cruel de &omiciano *TO@Q6 $&- )uando .oão estava exilado na il4a de Jatmos e depois a#irma
)ue as epístolas O,> e K de .oão #oram escritas de _#eso, última morada de .oão%

;udo em, vamos agora supor )ue a advertFncia em N'latas O:T #osse em nada mudar em relação
ao )ue Jaulo ensinasse senão seria considerado an'tema%
1amos agora para I /oríntios O?:K?@KR
“/onservem@se as mul4eres caladas nas Igrejas, por)ue Ng5 :7(A _ J(93I;I&5 =$:$9, mas
estejam sumissas como tamém a lei o determina% Ae, porém, )uerem aprender alguma cousa, interroguem a
seus pr0prios marido, por)ue para a mul4er é vergon4oso #alar na Igreja%"
5ra, QQ,Qh da /ristandade não aceita este ensinamento de Jaulo% (u pergunto, com )ue
autoridade despre<am eles o ensinamento de um ap0stolo ou de uma escritura, acaso tem eles escrituras
modernas ou ap0stolos com autoridade su#iciente a #im de revogar este ensinamento de JauloE Não deveriam
então ser todos eles considerados an'temas por pregarem um evangel4o di#erente da)uele )ue Jaulo pregaraE
$té mesmo as Igrejas mais #undamentalistas )ue acreditam )ue as mul4eres não devam cortar
seus caelos segundo a determinação de Jaulo , aceitam 4oje )ue as mul4eres #alem em suas Igrejas e indaguem
sore dúvidas em suas classes dominicais *existem algumas poucas exceções de Igrejas )ue )uerem mesmo
levar a termo este dois versículos, contudo não tFm sido elas muito populares, principalmente entre o púlico
#eminino%%%-%
Duanto a uma an'lise dos versículos, vemos algumas di#erenças entre o evangel4o de /risto
ensinado por Jaulo em N'latas e o evangel4o ensinado pelo con4ecimento de 4omens%
1ersículo O:
(vangel4o de /risto: 1Fm de ap0stolos da Jarte de /risto
(vangel4o dos 7omens: 1Fm por intermédio de 7omens

1ersículo OP:
(vangel4o de /risto: Não procura agradar aos 4omens
(vangel4o dos 7omens: $grada aos 4omens *principalmente te0logos-

1ersículo O>:
(vangel4o de /risto: $prendido através de revelação
(vangel4o dos 7omens: $prendido através de con4ecimento 4umano

1ersículo OK:
(vangel4o de /risto: _ perseguido pelas crenças tradicionais
(vangel4o dos 7omens: Jersegue a verdadeira Igreja e o evangel4o

1ersículo O?:
(vangel4o de /risto: contradi< as presentes tradições religiosas
(vangel4o dos 7omens: ap0ia@se sore tradições

1ersículo O?@O6:
(vangel4o de /risto: _ pregado Gs outras nações
(vangel4o dos 7omens: Neralmente limita@se ao seu pr0prio país

1ersículo O?@O6:
(vangel4o de /risto: Não re)uer treinamento temporal e 4umano
(vangel4o dos 7omens: 9e)uer treinamento temporal e 4umano

/omo vFem, o evangel4o 9estaurado AS& aproxima@se muito mais do evangel4o ensinado
con#orme Jaulo do )ue a normal corrente /ristã atual%

8O) )o#o voVs e5plia# Isaías C:-8Q, que diJ-R...an$es de #i# Deus nen"u# se &or#ou, e depois
de #i# nen"u# "aver2.R 1 $a#b># =osías 82-:<, diJ- DAão $er2s ou$ro Deus dian$e de #i#.E
)er$a#en$e %l#a $a#b># a&ir#ou que s' "2 u# Deus, porque en$ão a Igreja S.U.D. a&ir#a que
e5is$ira# ou$ros deuses e que pode#os ser deuses?
1amos clari#icar os conceitos:
Poli$eís$a- $credita em v'rios deuses, v'rios indivíduos capa<es de adoração, c4egando mesmo a
competir entre si pela adoração dos #il4os dos 4omens% (xemplo: 3itologia Nreco@9omana%

3eno$eís$a- $credita em v'rios deuses, mas s0 um é sujeito de adoração *do grego orar para-, ou seja, s0
um para )uem devemos nos voltar, nen4um &eus diante dele% Sm único Aalvador a )uem devemos prestar culto
e nos relacionar% (xemplo: .udaísmo primitivo e 30rmons

=ono$eís$a- $credita na existFncia de um s0 &eus, a )uem deve 4onrar e prestar reverFncia% (xemplo:
.udeus modernos e muçulmanos

5s cat0licos, apesar de seu credo de Nicéia, aproximam@se muito mais do conceito de politeísta, pois
permitem a adoração *ou oração para- dos santos, apesar de não 4aver disputa entre estes pela adoração dos
#il4os dos 4omens%
Jrotestantes procuram se aproximar do conceito do monoteísmo, mas a elevação de .esus a categoria de
&eus é rejeitada por .udeus e 3uçulmanos% (stes últimos riem da con#usão do /redo de Nicéia, ou de )ue &eus
possa ser expresso em trFs emanações distintas mas únicas em sustLncia, mais ou menos como 'gua no estado
s0lido, lí)uido e gasoso%%% 9iem mais ainda )uando vFem a di#iculdade destes em tentar explicar $tos H:RR@R6,
onde &eus e .esus, amos deuses, aparecem lado a lado%
$s escrituras de Isaías *como as do :ivro de 30rmon- devem ser lidas sempre com uma oa exegese
*ali's os cat0licos reclamam, e com ra<ão, )ue muitos evangélicos negligenciam este ponto-%
Isaías est' #alando para Israel, )ue vire e mexe es)uece seu &eus para se juntar em cultos sensuais de
deuses como Baal, &agon e $s4tatarote% 1ejamos os versículos seguintes de Isaías:
?K:OO 8 (u sou o Aen4or, e #ora de mim não 4' Aalvador%8
?K:O> 8 (u anunciei salvação, reali<ei@a e a #i< ouvir, deus estran4o não 4ouve entre v0s, pois v0s sois as
min4as testemun4as, di< o Aen4or &eus% *&o 7eraico i.eo4ova4 (lj-8
5s versículos mostrados advertem Israel de )ue &eus é único em adoração e culto% Jara Israel, não
4averia outro &eus a )uem deveriam prestar culto ou inclinar@se%
;odo o #im do capítulo OP 8.%%antes de mim &eus nen4um se #ormou, e depois de mim nen4um
4aver'8 #oi tirado somente de )uatro palavras do 7eraico 5riginal:
kJaniZm]l + antes, diante
k]ell + &eus
kZatsarl + #ormado, #eito, con#eccionado
k]ac4arl+ depois, ap0s, em seguida, atr's

$ palavra 4eraica mJaVninn tradu<ida como 8antes de mim8, pode ser per#eitamente ser tradu<ida
como 8diante de mim8, ou em #rente de mim% $li's, ela d' muito mais a idéia de 8posição8 ou 8locali<ação8 do
)ue de 8tempo8% $ palavra #inal m]ac4arn tamém pode dar a idéia de posição 8atr's de mim8% (u pre#eriria ler o
#inal do versículo OP R...dian$e de #i# nen"u# Deus seja &or#ado, ne# por de$r2s de #i#R% 5 )ue estaria
coerente com os versículos seguintes e com todo o contexto de uma Israel em )ue alguns põem outros &euses
diante dele, uscando 4onrar e ador'@los, ou de alguns )ue adoram o Aen4or, #a<em seus sacri#ícios e orações a
(le, mas, Gs ve<es, #ora do Aaat4, vão adorar aalins ou consultar adivin4os, mais ou menos como a)ueles
/ristãos )ue vão no /ulto ou na 3issa no &omingo, mas durante a semana consulta o 4or0scopo, o /entro
(spírita ou a Duiromante, estes #ormam ou tFm outros deuses por de$r2s do Sen"or%%%
3esmo )ue aceitemos o “antes" de mim, nosso modo de ver o tempo pode ser em di#erente de &eus%
Sma eternidade para o 7omem ou para Israel, pode ser em di#erente do /onceito de (ternidade em (ternidade
para &eus, o )ue não invalidaria o conceito 30rmon de v'rios deuses%
$li's gosto muito de:
Deu$eronG#io 8Q-8M “Jois o Aen4or vosso &eus é o &eus dos deuses, e o Aen4or dos sen4ores%%%"
Sal#os O-< “ =i<este@o *o 7omem-, um pouco menor do )ue os anjos *(lo4im-"
$ palavra 4eraica para “anjos"é (lo4im, a mesma palavra usada para &eus criador no início do
NFnesis, )ue a terminação “im" em 7eraico signi#ica plural *mesma terminação de Srim e ;4umim `“lu<es e
verdades"-, )ue mel4or tradu<ido seria por deuses ou &eus dos deusesE
Sal#os O2-8 “&eus assiste na congregação divina, no meio dos deuses estaelece o seu julgamento"
$lém é claro, da pr0pria escritura de %$os M-<<6<I, onde coloca dois deuses, Jai e =il4o, lado a lado!
Interessantemente, sempre lado a lado, 8G destra de &eus8, nuna dian$e ne# por de$r2s7
1ejam as escrituras: 3ateus O6,OQ, :ucas >>:6Q, 9omanos T:K?, /olossenses K:O, 7ereus OP:O>,
7ereus O>:> e I Jedro K:>>, sendo )ue esta última di<:
8o )ual */risto-, depois de ir para o céu, es$2 à des$ra de Deus, #icando@l4e suordinados anjos, e
po$es$ades e poderes8% 5 original grego para anjos é aggelos kagg@el@osl, provavelmente derivado do 7eraico:
k]agg@ol + guia, condutor, mensageiro%%%
k]ell + deus
kosl + designação plural do pr0prio grego%
5u seja, anjos são como 8deuses ministradores8 ou 8mensageiros a serviço de &eus8% 5utro #ato
interessante é )ue Jedro distingue entre anjos, potestades e poderes, este último tendo uma conotação de poder
e autoridade temporal, mas o segundo, tradu<ido por 8potestades8, vem da palavra grega: kdunamisl + seres
com poderes inerente, residindo neles pela virtude de suas nature<as, com poderes de reali<ar milagres, almas
de grande excelFncia moral% 5u seja, deuses, no conceito m0rmon, tamém sumissos ao grande .eov'
*estariam 8aaixo8, nem dian$e ou de$r2s...?- e não sujeitos a adoração%

89) 1 quan$o a ou$ras esri$uras de Isaías que a&ir#a# que não "2 ou$ros deuses &ora Sa"Xe"
?!eov2)?
/ríticos /ristãos tradicionais alegam )ue a &outrina 30rmon da &eidade e a crença na t4eosis são
incompatíveis com as múltiplas declarações em Isaías de )ue “Não 4' nen4um &eus além do Aen4or m.eov'n8
(stas passagens incluem Isaías ?K:OP@OO, Isaías ??:6,T, Isaías ?R:R@6, Isaías ?R:>O@>>, e Isaías ?6:Q@OP%
(m Isaías ??:6 temos:
“$ssim di< o Aen4or, 9ei de Israel, seu 9edentor, o Aen4or dos exércitos: 1u sou o pri#eiro, e eu sou o
Hl$i#o, e &ora de #i# não "2 Deus%"
Jassagens tais como Isaías ??:6,T e ?R:R,>O onde se lF R&ora de #i# não "2 DeusR ou uma variação
dessa #rase são tradicionalmente interpretadas pelos anti@m0rmons tradicionais como )uerendo di<er )ue
asolutamente não existe nen4uma outra #orma de deidade além de Ya4Ve4, incluindo 4omens exaltados% (ste
tipo de interpretação G primeira vista parece 0vio, não ostante ao considerarmos passagens semel4antes em
outras partes da escritura #ica claro )ue tal interpretação est' incorreta%
Jor exemplo, Isaías ?H:T@OP descreve a cidade de Bail2nia como di<endo:
8$gora, pois, ouve isto, tu )ue és dada a pra<eres, )ue 4aitas tão segura, )ue di<es no teu coração: 1u o
sou, e &ora de #i# não "2 ou$ra, não #icarei viúva, nem con4ecerei a perda de #il4os%
Jorém amas estas coisas virão sore ti num momento, no mesmo dia, perda de #il4os e viuve<, em toda a sua
plenitude virão sore ti, por causa da multidão das tuas #eitiçarias, e da grande aundLncia dos teus muitos
encantamentos%
Jor)ue con#iaste na tua maldade e disseste: Ninguém me pode ver, a tua saedoria e o teu con4ecimento, isso te
#e< desviar, e disseste no teu coração: 1u sou, e &ora de #i# não "2 ou$ra.R
(stas passagens usam exatamente as mesmas expressões tal como são usadas em Isaías ?? e ?R, ainda
)ue elas certamente não excluam a existFncia de )ual)uer outra cidade além da cidade de Bail2nia% $ cidade
de Nínive estaria muito descontente caso #oste este o caso, con#orme Ao#onias descreve Nínive em Ao#onias
>:OR di<endo:
8(sta é a cidade alegre, )ue 4aita despreocupadamente, )ue di< no seu coração: 1u sou, e não "2 ou$ra
al># de #i#, como se tornou em desolação, em pousada de animais! ;odo o )ue passar por ela assoiar', e
menear' a sua mão%8
3ais uma ve< est' claro )ue esta #rase não exclui a pr0pria existFncia de outras cidades% Aão #rases )ue denotam
proeminFncia entre um conjunto, não exclusividade ou um conjunto unit'rio% Ssando estas #rases paralelas
torna@se claro )ue Isaías não est' excluindo a mera existFncia de )ual)uer outra deidade )uando ele cita Ya4Ve4
declarando “não 4' &eus #ora *além- de mim"% 7', de #ato, v'rias escrituras no 1el4o ;estamento )ue implicam
)ue Ya4Ve4 é de #ato um entre um número de deuses, emora seja supremo entre eles%
8( os céus louvarão as tuas maravil4as, 0 A(N759, a tua #idelidade tamém na asse#bl>ia dos
san$i&iados% Jois )uem ai#a no >u se pode igualar ao A(N759E Duem entre os &il"os de Deus *tradução
literal do 4eraico- pode ser semel4ante ao A(N759E &eus é muito #ormid'vel no onílio dos san$i&iados,
para ser reverenciado por $odos os que o era#% d A(N759 &eus dos (xércitos, )uem é poderoso como tu,
A(N759, com a tua #idelidade ao redor de tiE8 *NI1 Aalmos% TQ:R@T-%
R1n$re $odos os deuses não 4' semel4ante a ti, Aen4or, nem 4' oras como as tuas%8*Aalmos T6:T-
8&(SA toma seu lugar na ongrega(ão divina, no #eio dos deuses exerce seu julgamento%8 *Aalmos
T>:O-
(stas escrituras #alam de seres divinos, “deuses" )ue são os “#il4os de &eus*es-", )uem são seres
celestiais )ue 4aitam nos céus% (stes não podem ser ídolos ou #alsos deuses *nem juí<es mortais%%%-% Ya4Ve4
4aita entre eles, reina sore eles, e exerce seu julgamento em seu meio%
5utra escritura #avorita dos críticos da doutrina AS& da exaltação é Isaías ?K:OP% (la parece contradi<er
esta doutrina )uando di<:
“10s sois as min4as testemun4as, do Aen4or, e o meu servo, a )uem escol4i, para )ue o saiais, e me
creiais e entendais )ue eu sou o mesmo, an$es de #i# Deus nen"u# se &or#ou, e depois de #i# nen"u#
"aver2."
Ae esta passagem est' se re#erindo a #alsos ídolos )ue representam deidades )ue não existem, ou se ela
se re#ere a seres reais divinos )ue co@existem e são suordinados a Ya4Ve4, não é crucial para a resposta deste
criticismo particular% $ passagem especi#icamente #ala de 8antes8 e 8ap0s8 Ya4Ve4% &esde Ya4Ve4 sempre
existiu, e desde )ue (le sempre existir', nen4um 4omem poderia nunca ser exaltado “antes" ou “ap0s" Ya4Ve4%
;odos os 4omens )ue são exaltados G deidade serão contemporLneos de Ya4Ve4, e nunca precederam ou
sucederão a existFncia de Ya4Ve4% (les tornar@se@ão parte do consel4o divino sore o )ual (le preside%
Jortanto, como est' escrito, eles mos 4aitantes do 9eino /elestialn são deuses, sim, os #il4os de &eus
*&C/ H6:RT-%
)onlusão
(stas escrituras em Isaías claramente tFm a intenção de asseverar a supremacia, autoridade, e superioridade
de Ya4Ve4 sore não apenas os #alsos ídolos, mas tamém sore tudo o mais, incluindo os deuses reais%
$s passagens de Isaías não podem ser utili<adas para “desprovar" as crenças AS& em seres divinos separados
na &eidade ou na doutrina da t4eosis% 5 ponto principal destas escrituras é encorajar Israel para )ue parem de
adorar outros seres divinos ou ídolos em contrapartida para )ue adorem somente a Ya4Ve4 *ver Isaías ?O:>Q, Is%
?>:T, Is% ?K:OP, O>, >?, Is% ??:T, Q, OP, OH, OQ, Is% ?R:Q, O>,O6, >P, >>%-
Duais)uer outros usos destas passagens distorcem o intento e signi#icado de Isaías%

2Q) )o#o voVs pode# &alar e# &a#ílias e$ernas se )ris$o ensinou e# =a$eus 22-2:6:Q que
sere#os o#o anjos na ressurrei(ão? %aso os an$igos )ris$ãos possuía# algu#a ren(a se#el"an$e?
Jara entendermos um pouco mel4or a passagem de 3ateus >>:>K@KP devemos ler o )ue di< a posição
o#icial da Igreja a respeito de casamentos eternos:
“Jortanto, se um 4omem se casar com uma mul4er no mundo e não se casar com ela por meu
intermédio nem por min4a palavra, e #i<er convFnio com ela en)uanto estiver no mundo e ela com ele, seu
convFnio e casamento não terão valor )uando morrerem e )uando estiverem #ora do mundo, portanto não
estarão ligados por lei alguma )uando estiverem #ora do mundo% Jortanto )uando estão #ora do mundo não se
casam nem são dados em casamento, mas são designados anjos no céu, anjos esses )ue são servos
ministradores, para ministrar em #avor da)ueles )ue são dignos de um peso muito maior, imensur'vel e eterno
de gl0ria% Jor)ue esses anjos não guardaram min4a lei, portanto não podem crescer, mas permanecem separados
e solteiros, sem exaltação, no seu estado de salvação, por toda a eternidade, e daí em diante não são deuses, mas
anjos de &eus para todo o sempre%"
*&outrina e /onvFnios o Aeção OK>:OR @ OH-

Duando os saduceus impuseram a )uestão do casamento dos setes irmãos *segundo a :ei do :evirato-
com uma mul4er e perguntaram a /risto de )ual dos sete seria ela esposa, /risto responde:
“(rrais não con4ecendo as (scrituras nem o poder de &eus% Jor )ue na ressurreição nem casam nem
se dão em casamento, são porém como anjos do céu%"
Jrimeiro ponto importante a)ui é )ue /risto utili<aria as palavras “gamousin" k+entrar em convFnio
de casamentol e depois “gamo<otai" k+o mesmo sentido de gamousin, s0 )ue utili<ando no )ue é c4amado de
1o< 3édia em Nrego, bdar@se em casamentoal% (m nen4uma das primitivas versões con4ecidas, /risto usa a
palavra “gamésas" k+ a)uele )ue é casadol, utili<ada em I /or% H:KK% (sta deveria ser a palavra se /risto
)uisesse di<er )ue a “instituição casamento" não existiria no mundo vindouro%
Jara entender ainda mais este ponto, devemos atentar Gs palavras “(rrais não con4ecendo as
(scrituras nem o poder de &eus"% Jara n0s #ica claro )ue o poder de &eus tudo pode, )uer seja ressuscitar um
4omem, )ue seja uni@lo a sua #amília para toda a eternidade, mas o )ue /risto )uis di<er ao re#erir@se a “errais
não con4ecendo as (scrituras", )ue (scrituras do 1el4o ;estamento estava /risto ou os Aaduceus a se
re#eriremE $lguma escritura sore sete irmãos casando@se sucessivamente com uma mul4er ou alguma outra
#alando sore )ue os sete maridos seriam como anjos do céuE
=eli<mente nossos amigos /at0licos preservam em suas Bílias o livro deuterocan2nico de ;oias,
onde lemos )ue uma jovem, Aara, )ue 4avia sido dada em casamento a sete maridos *todos irmãos-, cada um
dos )uais 4avia sido morto por um espírito maligno na noite anterior Gs núpcias, não concreti<ando assim o
casamento% 3as na 4ist0ria *;oias 6:OP@T:Q- Aara #inalmente casa com um oitavo marido, ;oias, #il4o de
;oias, )uem, seguindo Gs instruções do arcanjo 9a#ael, administra para )ue se expulse o espírito maligno e
portanto não é morto% &e especial interesse é o #ato do arcanjo *)ue de acordo com ;oias K:OH, 4avia sido
enviado para preparar os arranjos do casamento- di< ao jovem ;oias )ue sua esposa 4avia sido designada para
ele “desde o princípio" *;oias 6:OH-% Isto implica )ue ela não 4avia sido selada a nen4um de seus antigos
maridos, o )ue explica o por)uF de nen4um deles poder reclam'@la na ressurreição, con#orme explicara .esus%
3as se ela #osse selada a ;oias a situação mudaria% $ssumindo )ue os Aaduceus *cuja )uestão central era
ressurreição, não casamento- estivessem aludindo a esta 4ist0ria, mas deixaram uma parte de lado *a parte
concernente a ;oias-, isto explicaria por)ue .esus l4es disse “errais não con4ecendo as (scrituras%%%"
Duanto a escrituras ou re#erFncias re#erindo@se a esta ordenança eterna restaurada nestes últimos dias
por um pro#eta moderno, mas )ue todavia se perdeu durante a apostasia da Igreja Jrimitiva, podemos encontrar
em 5rígenes *século III, a)uele mesmo )ue seria excomungado postumamente pela Igreja de 9oma- uma crítica
a alguns cristãos )ue nela acreditavam, mais precisamente a)ueles com um acWground judaico, não grego%%%:
8$lgumas pessoas%%% são da opinião )ue o cumprimento das promessas do #uturo são uma perspectiva
de luxúria e pra<eres do corpo%%% ( conse)eentemente di< eles, )ue ap0s a ressurreição 4averão casamentos e a
geração de #il4os, imaginam a si mesmos )ue a cidade terrena de .erusalém ser' reconstruída%%%;ais são as
perspectivas da)ueles )ue, emora acreditem em /risto, compreendem as (scrituras em uma espécie de sentido
.udaico, sacando delas nada digno das divinas promessas%8
Ae souéssemos )ue 5rígenes #oi um da)ueles )ue seguiu literalmente a (scritura “4' alguns )ue se
#a<em eunucos por causa do 9eino de &eus", ou seja, em sua juventude emasculou@se, castrou@se para assim
mel4or servir a &eus, entendemos por )ue (le não gostava da idéia de casamentos eternos e ac4ava isto uma
luxúria%%%/ontudo temos a re#erFncia clara )ue alguns /ristãos de sua época, mais precisamente a)ueles )ue
procuravam ater@se Gs escrituras judaicas possuíam uma perspectiva semel4ante aos A%S%&% 4oje%
5utras re#erFncias vFm dos livros da Bilioteca de Nag 7ammadi, descoerta no (gito em OQ?R% (m
particular gostaria de citar algumas re#erFncias do :ivro de =elipe sore este assunto de particular interesse ao
A%S%&% )ue j' passou pela cerim2nia do templo%
“%%%Jor isso /risto veio ao mundo, para anular a separação )ue existia desde o princípio, para unir a
amos e para dar vida G)ueles )ue 4aviam morrido na separação e uni@los de novo% Jois em, a mul4er se une
ao marido na cLmara nupcial" *=elipe HT@HQ-

/Lmara nupcial esta descrita como espel4ada,
“ 9eceem@nos mtanto as potencialidades masculinas como #emininasn a partir da cLmara nupcial
espel4ada" *J4ilip in 9oinson, ;4e Nag 7ammadi :irarZ, OKQ-
( como na doutrina A%S%&% esta cerim2nia não poderia deixar de ser aceita na mortalidade para se
receF@la mais tarde:
“Ae )ual)uer um se torna #il4o da cLmara nupcial, ele receer' a lu<% Ae )ual)uer um não a receer
en)uanto est' por estes lugares, ele não ser' capa< de receF@la algures" *J4ilip in 9oinson, ;4e Nag
7ammadi :irarZ, ORO-
( o resultado desta união mística acredita@se ser a capacidade de gerar #il4os:
“3ais numerosos são os #il4os do 4omem celestial )ue os do 4omem terreno% Ae são numerosos os #il4os
de $dão ` apesar de mortais ` )uanto mais os #il4os do 4omem per#eito, )ue não s0 não morrem como podem
ser engendrados sempre!" *=elipe >T-
;amém na min4a Bília de .erusalém, no :ivro de ;oias encontro mais duas re#erFncias a #amílias
eternas% ;oias, logo ap0s apresentar@se a 9aguel e (dna, mãe de Aara, pede@a em casamento% 9aguel concede
com as seguintes palavras:
8%%%(st' em, e a ti )ue ela deva ser dada segundo a :ei de 3oisés, e o céu decreta )ue ela te seja dada%
9ecee tua irmã% $ partir de agora tu és seu irmão e ela é tua irmã *termo usado para designar 8esposa8 em
;oias R:>O, T:?,H,>O ou 8noiva8 em /antares ?:Q, R:O@> e c#% T:O-% (la $e > dada a par$ir de "oje e para
se#pre...recee@a, pois ela $e > dada por esposa, segundo a lei e a sentença escrita no :ivro de 3oisés8
*;oias H:OO@O>-
( mais adiante 9aguel, ao con#irmar sua condição de sogro, declara a ;oias:
8%%%;em con#iança, #il4o! Aou teu pai, e (dna *esposa de 9aguel- é tua mãe, junto a ti estaremos e junto
de tua irmã *vide parFnteses acima-, desde agora e para se#pre%8 *;oias T:>O-
3ais uma ve< vemos o pore jovem #a<endeiro .osep4 Amit4, ensinando escrituras diametralmente
antag2nicas aos /ristãos do seu tempo )ue somente com uma aordagem mais pro#unda das escrituras,
contextuali<ando textos ap0cri#os e outros recentemente descoertos provam@se plausíveis e
surpreendentemente semel4antes%
28) Yual a neessidade de res$aura(ão se !udas 8-: diJ que o 1vangel"o &ora dado aos san$os Dde
u#a veJ por $odasE ?ou para se#pre, on&or#e a versão)?
1ejamos duas versões Bílicas para esta passagem:
“%%%tive por necessidade escrever@vos, e exortar@vos a atal4ar pela #é )ue S3$ 1(p #oi dada aos
santos%" mAociedade Bílica ;rinitariana do Brasil, (dição /orrigida e 9evisada, #iel ao ;exto 5riginalU
;rinitarian Bile AocietZn
“%%%senti origado a corresponder@me convosco, exortando@vos a atal4ardes diligentemente pela #é )ue
S3$ 1(p J59 ;5&$A #oi entregue aos santos%" m$ Bília $notada, 1ersão $lmeida, revista e atuali<ada U
;4e 9Zrie AtudZ Bilen
Dual versão é a mais corretaE
(n)uanto alguns tradutores da Bília tradu<em a passagem “de uma ve< por todas," a 1ersão do 9ei
;iago em InglFs simplesmente #ala da “#é )ue #oi uma ve< entregue aos santos%" $ palavra Nrega )ue serve
tanto para “uma ve<" *ou “uma ve< por todas"- é k4apaxl % (sta palavra entretanto não denota uma idéia
de#initiva e #inal% Isto é claro a partir das seguintes passagens do Novo ;estamento, onde a mesma palavra
Nrega é usada em um contexto onde ninguém a compreenderia como signi#icando “uma ve< por todas" ou “uma
ve< para sempre"%
Tilipenses C-8I
“Jor)ue tamém uma e outra ve< me mandastes o necess'rio G ;essal2nica" mAociedade Bílica
;rinitariana do Brasil, (dição /orrigida e 9evisada, #iel ao ;exto 5riginalU ;rinitarian Bile AocietZn
Jor )ue até para ;essal2nica mandaste, não somente S3$ 1(p, mas duas, o astante para as min4as
necessidades% m$ Bília $notada, 1ersão $lmeida, revista e atuali<ada U ;4e 9Zrie AtudZ Bilen
8 Bessalonienses 2-8O
“Jor isto em )uisermos uma e outra ve< ir ter convosco, pelo menos eu, Jaulo, mas Aatan's no@lo
impediu%" mAociedade Bílica ;rinitariana do Brasiln
“Jor isto )uisemos ir até v0s *pelo menos eu, Jaulo, não somente S3$ 1(p, mas duas-, contudo
Aatan's nos arrou o camin4o%" m$ Bília $notadan
Jerceam )ue nestes dois versículos, até mesmo $ Bília $notada, tradu<iu k4apaxl como apenas “uma
ve<", apesar de ter tradu<ido a mesma palavra Nrega por “uma ve< por todas" na passagem de .udas
Na verdade, a mesma palavra Nrega é encontrada dois versículos mais adiante em .udas O:R, onde o
autor escreveu:
“3as )uero lemrar@vos, como a )uem j' uma ve< soue isto, )ue, 4avendo o Aen4or salvo um povo,
tirando@o da terra do (gito, destruiu depois os )ue não creram%" mAociedade Bílica ;rinitariana do Brasiln%
Ae ele tin4a )ue lemrar seus leitores )ue “uma ve<" soueram isto, então agora o saem novamente,
portanto uma tradução como “de uma ve< por todas" não #a< muito sentido% 1eja como #ica desajeitada a opção
e como muda o sentido do versículo esta mesma passagem na Bília $notada, sendo origada a sacar um
complemento nominal *“de tudo"- não existente no texto original a #im da #rase #a<er algum sentido%
“Duero pois, lemrar@vos, emora j' estejais cientes de tudo uma ve< por todas, )ue o Aen4or tendo
liertado um povo, tirando@o da terra do (gito, destruiu, depois, os )ue não creram" m$ Bília $notadan
Ae o evangel4o *mais corretamente, #é- era para ser entregue apenas uma ve< aos 4omens na terra, então
Jaulo estaria errado em escrever )ue o evangel4o 4ouvera sido revelado anteriormente a $raão *N'latas K:T-%
( se o evangel4o #oi revelado nos dias de .esus, para nunca mais desaparecer da terra, não 4averia necessidade
da aparição do anjo )ue .oão viu, o )ual 4averia de vir nos últimos tempos a #im de revelar o evangel4o aos
4aitantes da terra *$pocalipse O?:6@H-%
&r% /4arles JZle *J4& em línguas /l'ssicas- nota tamém )ue existia uma outra palavra Nrega,
“ep4apax", a )ual signi#ica literalmente “de uma ve< por todas"% (la era utili<ada na época do Novo ;estamento
e .udas certamente a teria usado ao invés da amígua “4apax" se ele )uisesse passar uma idéia de #é de#initiva e
#inal%
22) Deu$eronG#io 8O-22 não es$abelee u# padrão para se de$er#inar u# pro&e$a, o#o algu#as
pro&eias de !osep" S#i$" podia# ser ondiionais ou so#en$e u#pridas parial#en$e nu#a >poa e
$er#inadas de se u#prir e# ou$ra >poa ou lugar?
(m Deu$eronG#io 8O-22, lemos:
8Duando o pro#eta #alar em nome do Aen4or e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é
a palavra )ue o Aen4or não #alou, com presunção #alou o pro#eta, não o temer's%8
(sta passagem não di< exatamente )ue um erro torna #also um pro#eta% 5 prolema com a
aplicação de Deu$eronG#io 8O-22 a uma única e individual pro#ecia é )ue ela pode ser cumprida de maneira
complexa, ou em alturas muito posteriores G dos ouvintes% $lém disso, &eus algumas ve<es pode reverter
algumas pro#ecias, como (le disse )ue era livre de o #a<er em !ere#ias 8O-M68Q-
8Ae em )ual)uer tempo eu #alar acerca duma nação, e acerca dum reino, para arrancar, para
derriar e para destruir, e se a)uela nação, contra a )ual #alar, se converter da sua maldade, tamém eu me
arrependerei do mal )ue intentava #a<er@l4e% ( se em )ual)uer tempo eu #alar acerca duma nação e acerca dum
reino, para edi#icar e para plantar, se ela #i<er o mal diante dos meus ol4os, não dando ouvidos G min4a vo<,
então me arrependerei do em )ue l4e intentava #a<er%8
;emos de ser cuidadosos na #orma como pretendemos aplicar Deu$eronG#io 8O-22, pois corremos
o risco de rejeitar alguns pro#etas verdadeiros da Bília! (xistem exemplos em )ue um verdadeiro pro#eta
pro#eti<ou algo )ue não aconteceu como ele a#irmou% Sm exemplo disso encontra@se na 4ist0ria de .onas, a
)uem #oi ordenado por &eus )ue pro#eti<asse ao povo de Nínive%
.onas pro#eti<ou )ue o povo seria destruído em ?P dias *!onas :-C- @ sem a possiilidade de
escapat0ria, apenas a maldição eminente, contudo, &eus mudou as coisas, )uando o povo se arrependeu e (le
decidiu poup'@los @ causando muito desgosto ao imper#eito *ainda )ue divinamente c4amado- pro#eta .onas% &e
#ato, .onas #icou 8extremamente desagradado8 e 8irado8 *!onas C-8- com esta mudança de &eus, talve< por)ue
isso tornasse .onas parecer um #also pro#eta%
$pesar da pro#ecia 8incorreta8, e do 8de#eito8 de .onas, ele #oi um pro#eta de &eus, e o :ivro de
.onas na Bília #a< parte da Jalavra de &eus% /ontudo, se esse texto sagrado se tivesse perdido, sendo apenas
restaurado por .osep4 Amit4, talve< como parte do :ivro de 30rmon, seria certamente assaltado como a mais
conden'vel evidFncia contra .osep4 Amit4% Imagino )ue os críticos classi#icariam o :ivro de .onas como sendo
malé#ico, contradit0rio, asurdo, antiílico, não cientí#ico, e não cristão *com certe<a, 4averia muitos )ue o
rejeitariam tal como ele é, sem )ue pudessem acreditar nas circunstLncias da 4ist0ria-%
5 pro#eta (<e)uiel #ornece outro exemplo em como pro#etas verdadeiros podem errar ou dar@nos
pro#ecias sem exatidão, ou duvidosas%
(m (<e)uiel, capítulos >6, >H e >T, lemos )ue ;iro *uma cidade@il4a #orti#icada- seria con)uistada,
destruída e sa)ueada pelo 9ei Naucodonosor da Bail2nia% $s ri)ue<as de ;iro iriam para a Bail2nia
*(<e)uiel >6:O>-% 5 exército de Naucodonosor cercara ;iro, e os seus 4aitantes estavam a#litos,
aparentemente muitos deles rasparam as suas caeças, con#orme pro#eti<ado em 1Jequiel 2M-:8% /ontudo, o
cerco Bail2nico de OK anos aparentemente não #oi tão em sucedido como (<e)uiel pro#eti<ara, talve< as
t'cticas de cerco Bail2nicas #ossem menos e#etivas contra uma cidade@il4a #orti#icada, com um signi#icante
poder naval% 5 resultado do cerco pode ter sido um tratado ou uma aliança, mas não a destruição total e
pil4agem, e em 1Jequiel 29-8M62Q relata )ue a pro#eti<ada pil4agem não teve lugar% Duase como compensação,
o Aen4or anunciou )ue (le daria o (gito aos Bail2nicos, )ue é o tema do capítulo >Q%
Na verdade, ;iro #oi eventualmente destruída, mas a sua completa destruição não ocorreu durante o
cerco ail2nico, e certamente o exército ail2nico não #icou com as ri)ue<as de ;iro, como tin4a sido
pro#eti<ado% ( #oi o pr0prio (<e)uiel )ue relatou a sua 8pro#ecia como #al4ada8!
1Jequiel 2I-8C e 2M-:I, declara )ue ;iro nunca mais existiria, nem seria novamente edi#icada%
/ertamente, apesar de não ter sido con)uistada pelos exércitos ail2nicos, eventualmente caiu diante de
$lexandre, o Nrande, e #oi destruída pelos seus exércitos% 3as então, a cidade sore a )ual tin4a sido
pro#eti<ado )ue nunca mais seria reconstruída, reedi#icou@se novamente em O>R a%/% durante a (ra 9omana, e a
cidade #loresceu com talve< até maior proeminFncia e teve uma comunidade cristã a viver l'% 5s 3uçulmanos
redu<iram a cidade a cin<as em O>QO, mas #oi reconstruída novamente algum tempo depois% (m OQTK, tin4a
uma população de >K%PPP 4aitantes!
5 prop0sito ao discutir as pro#ecias sore ;iro não é )uestionar a veracidade da Bília *é verdadeira
@ n0s somente precisamos entendF@la, como devemos entender toda a escritura e toda a pro#ecia, assim como
precisamos entender suas limitações-% 5 ojetivo prim'rio em discutir ;iro é )ue assumindo uma atitude crítica
e uma aplicação literal a Deu$eronG#io 8O-22 pode servir para rejeitar a)ueles )ue &eus enviou, ainda )ue
#ossem mortais e #alíveis% $cerca de ;iro, é justo mencionar )ue os escritores 4eraicos usaram muitas ve<es
palavras como 8nunca8 ou 8todo8 ou 8sempre8 livremente%
;iro 8nunca8 seria reconstruída, assim como os sacri#ícios animais durariam para 8sempre8 @ mas
essas expressões podem ser mel4or compreendidas como #iguras de estilo do )ue como asolutas% &e )ual)uer
modo, procurando ser ra<o'vel, a mesma maneira e a aertura concedida para compreender a Bília e as
suas aparentes #al4as, deveriam ser igualmente aplicadas, por cortesia, ao :ivro de 30rmon e Gs palavras dos
pro#etas modernos%
5utro exemplo a considerar é o do Jro#eta .eremias @ um grande e inspirado pro#eta @ )ue
pro#eti<ou )ue o 9ei pede)uias 8morreria em pa<8 *.eremias K?:?@R-% 5s críticos poderiam argumentar )ue esta
pro#ecia não poderia ser verdadeira, pois pede)uias viu os seus #il4os serem mortos pelos con)uistadores
ail2nicos e estes o cegaram e o puseram na prisão, onde ele morreu @ não em pa< *!ere#ias <2-8Q688-% Aem
dúvida )ue o ponto é )ue ele não morreria pela espada, mas de causas naturais ` ainda )ue na prisão ` mesmo
assim, para os críticos, pode parecer um caso de #alsa pro#ecia% (ste exemplo é certamente menos nítido )ue a
pro#ecia de (<e)uiel j' discutida, mas mesmo assim serve para avisar@nos contra os julgamentos pungentes%
3uitos críticos dos Aantos dos [ltimos &ias tentam condenar .osep4 Amit4 usando um padrão )ue,
se aplicado a (<e)uiel, .eremias e .onas, tamém os condenaria, tornando o 1el4o ;estamento uma #raude%
(m 2 Sa#uel M-<68M, lemos )ue o pro#eta Natã pro#eti<ou a &avid )ue através do seu #il4o
Aalomão, o império &avidiano seria estaelecido para sempre e )ue os #il4os de Israel permaneceriam na terra
prometida e não seriam mais movidos, e )ue não mais seriam a#ligidos% Aão coisas claramente a#irmadas% ( )ue
aos nossos ol4os, não aconteceram assim%
Aeguindo este raciocínio, como consideraremos .onas, (<e)uiel e .eremiasE Aeriam tamém eles
#alsos pro#etasE
Aeguindo ao pé da letra Deu$eronG#io 8O-22 teríamos ainda mesmo )ue descartar o pr0prio /risto
como pro#eta, pois este a#irmaria:
=a$eus 82-:96CQ
3as ele l4es respondeu: Sma geração m' e adúltera pede um sinal, e nen4um sinal se l4e dar', senão o
do pro#eta .onas,
pois, como .onas esteve trFs dias e trFs noites no ventre do grande peixe, assim estar' o =il4o do 4omem
trFs dias e trFs noites no seio da terra%
/ontudo saemos )ue /risto #aleceu numa sexta@#eira antes do crepúsculo *O
o
dia e O
a
noite-,
passou todo o A'ado no sepulcro *>
o
dia e >
a
noite- e ressuscitou na man4ã de domingo *K
o
dia-, onde estaria a
K
a
noite #altante da pro#ecia de 3ateus em relação ao sinal do pro#eta .onasE $lguns tentam imputar Gs trevas
)ue sorevieram sore a ;erra por ocasião de sua morte como uma “noite", s0 )ue 3ateus registra )ue:
=a$eus 2M-C<6CI
(, desde a 4ora sexta, 4ouve trevas sore toda a terra, até a 4ora nona%
/erca da 4ora nona, radou .esus em alta vo<, di<endo: (li, (li, lam' saactani, isto é, &eus meu,
&eus meu, por )ue me desamparasteE
q nona 4ora ou em pr0xima dela, /risto pediu )ue o (spírito de &eus não o desamparasse% (m
grande agonia ele perguntou: 8&eus meu, por )ue me desamparasteE8 :emos )ue ele morreu logo ap0s isso @ na
nona 4ora, DS$N&5 $ (A/S9I&g5 7$1I$ /(AA$&5% 3arcos registra a mesma coisa, a morte aconteceu
)uando a escuridão 4avia deixado a terra, logo, o período de escuridão não poderia ser tomado como primeira
noite, por)ue ele ainda permanecia na cru< e seu corpo não estava no seio da ;erra%
Aomente se consider'ssemos )ue a pro#ecia de “trFs dias e trFs noites" #osse aproximada, ou então,
“trFs noites" para outros povos longe do 3eridiano de .erusalém *como por exemplo, um sinal para os Ne#itas e
seus descendentes )ue pudessem se encontrar nas $méricas ou nas Il4as do Jací#ico, não apenas G geração
adúltera da .udéia- não podemos seguir ipsis ilitiris a pro#ecia de =a$eus 82-:96CQ com os parLmetros tomados
por Deu$eronG#io 8O sem correr o risco de descaracteri<ar o pr0prio c4amado pro#ético de nosso Aen4or .esus
/risto%
.osep4 Amit4 #e< algumas surpreendentemente pro#ecias corretas: previu em OTK> )ue uma
guerra civil irromperia, começando na /arolina do Aul, com o envolvimento da Nrã@Bretan4a, pro#eti<ou )ue o
taaco era pernicioso para a saúde e deu uma dieta com princípios nutricionais muito parecida com as atuais
8pirLmides alimentares8, previu o seu pr0prio martírio, previu o sucesso gloal )ue a Igreja restaurada
experimentaria, apesar das perseguições, previu )ue os Aantos se estaeleceriam nas 3ontan4as 9oc4osas, e
previu outros acontecimentos importantes relativos aos $mericanos Nativos, aos (stados Snidos da $mérica, G
Igreja, etc%

2: ))o#o pode# voVs aredi$ar que !esus e +Hi&er são espíri$o ir#ãos?
$ resposta r'pida seria, &eus nosso Jai /elestial é o pai de todos os espíritos *7ereus O>:Q-,
todos #omos criados por (le, inclusive /risto, :úci#er e todos n0s, logo somos todos espíritos irmãos%
5 interessante é )ue os críticos sore este t0pico parecem )uerer nos #a<er acreditar )ue seria
uma las#Fmia ou sacrilégio caracteri<ar .esus e :úci#er como espíritos irmãos% Jartem da premissa de )ue
.esus, como criador, jamais poderia ser igualado a uma criatura criada, muito menos a :úci#er% /ontudo, a
pr0pria Bília nos ensina )ue /risto é o “JrimogFnito" de toda criação */olossenses O:OR-, como primogFnito
)uer di<er o primeiro gerado, c4egamos a conclusão de )ue /risto é o espírito mais vel4o de todos a)ueles
criados por nosso Jai /elestial% $lguns evangélicos tentam contornar esta escritura tentando dar )ual)uer outro
signi#icado G palavra “JrimogFnito", tudo menos o seu signi#icado pleno e simples% $lguns deles di<em )ue
deveríamos ler “7erdeiro" e não “primeiro gerado", s0 )ue o grego tem uma palavra especí#ica para
“primogFnito" e outra especí#ica para “4erdeiro", por )ue Jaulo ou os antigos escrias usariam uma e não a
outraE Aer' apenas para nos con#undirE 5utra, apesar de todo primogFnito pela lei judaica ser 4erdeiro das
coisas de seu pai, nem todo 4erdeiro era o primogFnito, como vemos nos caso de (saú e .ac0, Isa)ue e Ismael,
etc% $inda mais, a não caracteri<ação de .esus como JrimogFnito *+ primeiro gerado- )uera todo o simolismo
do cordeiro sacri#icial da :ei de 3oisés% ;odo erudito evangélico ir' concordar )ue o sacri#ício do cordeiro pela
expiação dos pecados de Israel na :ei de 3oisés seria um símolo ou pre#iguração do Aacri#ício do /ordeiro de
&eus, este cordeiro era um primogFnito e sem m'cula, simoli<ando o JrimogFnito e Imaculado /ordeiro de
&eus, .esus /risto%
1amos ver algumas outras escrituras ílicas )ue apontam para :úci#er como tamém um #il4o
de &eus%
!' 8-I
“5ra, c4egado o dia em )ue os #il4os de &eus vieram apresentar@se perante o Aen4or, veio tamém
Aatan's entre eles%"

_ claro )ue esta passagem não seria su#icientemente convincente para validar nossa posição, uma
ve< )ue estar entre um grupo não necessariamente signi#i)ue )ue se #aça parte ou pertença a)uela grupo%
&evemos então notar )ue Isaías O?:O> intitula :úci#er como “#il4o da $lva" e como “estrela da man4ã"
( daíE 1ocF pode estar se perguntando% Bem, estes pontos menores são particularmente signi#icantes
uma ve< )ue o nome :úci#er signi#ica “portador de lu<" ou “a)uele )ue ril4a"% 3uitos eruditos acreditam )ue
este signi#icado, junto como seu epíteto “#il4o da alva" *Isaías O?:O>-, signi#icaria portanto )ue ele tamém
#osse uma das “estrelas da man4ã", @ um #il4o de &eus% Jara isto se re#erem a escritura de .0, onde demonstra
)ue na #undação da terra, todas “as estrelas da man4ã", i%e%, todos os “#il4os de &eus" estavam juntas cantando
júilos ao Aen4or%

!' :O-C6M
“5nde estavas tu, )uando eu lançava os #undamentos da terraE =a<e@mo saer, se tens entendimento%
Duem l4e #ixou as medidas, se é )ue o saesE ou )uem a mediu com o cordelE Aore )ue #oram #irmadas as
suas ases, ou )uem l4e assentou a pedra de es)uina, e quando jun$as an$ava# as es$relas da #an"ã, e
$odos os &il"os de Deus bradava# de jHbil o E"

Sm erudito #undamentalista /ristão, $rno /% Naeelein, concorda: (le escreveu:
“5s #il4os de &eus, revelados como estrelas da man4ã, incluem Nariel e 3iguel %%% e :úci#er, o =il4o
da 3an4ã, deveria tamém ser incluído, emora o mesmo tornou@se inimigo de &eus com a sua
)ueda%"Naeelein novamente reitera sua crença, “7avíamos antes declarado )ue, antes de sua )ueda, o dem2nio
era originalmente um arcanjo, uma das (strelas da 3an4ã, e como aprendemos do livro de .0, as )uais
cantaram juntas louvores G &eus na 4ora da criação%" *.0 KT:?@H-

:emrando )ue o pr0prio /risto se identi#ica tamém como uma estrela da man4ã%
%poalipse 22;8I
“(u, .esus, enviei o meu anjo para vos testi#icar estas coisas a #avor das igrejas% (u sou a rai< e a geração
de &avi, a resplandeen$e es$rela da #an"ã%"

( (le mesmo d' este título a todos os )ue atingirem as mais altas es#eras celestiais:
%poalipse 2-2M629
“%%%, assim como eu recei autoridade de meu Jai, tamém l4e darei a es$rela da #an"ã% Duem tem
ouvidos, ouça o )ue o (spírito di< Gs igrejas%"

Duanto a :úci#er, irmão de .esus em espírito, vemos outra re#erFncia entre os escritos dos primeiros
/ristãos% :actLncio, um apologista /ristão do terceiro século, ensinou o seguinte:

“$ntes da criação do mundo, &eus produ<iu um espírito como ele mesmo, repleto com as virtudes do
Jai% 3ais tarde, (le #e< um outro, em )uem a marca da divindade #oi apagada, pois este ser tornou@se imuído
do veneno do ciúme e virou@se contra tudo )ue é om para ser o 3aligno% 1le &iou iu#en$o de seu ir#ão
#ais vel"o, $ornou6se Sa$an2s ou o oposi$or" m:actLncio, Instituições &ivinas >:Q, em $N= H:R>n

7ennecWe e Ac4neemelc4er relatam )ue o tanto o escritor das “Indagações de Bartolomeu" em como
um grupo cristão gn0sticos, os Bogomilos, ensinaram )ue “/risto é o #il4o mais vel4o de &eus, Aatan's%%%é um
#il4o mais novo%" mN;$ O:>TQn
5u seja, .osep4 ao restaurar o conceito de =il4os de &eus tanto para /risto como para :úci#er,
realmente estava restaurando um antigo ensinamento do evangel4o cristão )ue 4avia se perdido%

2C) Por que * +ivro de ='r#on, que seria u#a $radu(ão de an$igos $e5$os "ebraios usa o $er#o
+Hi&er para designar Sa$an2s? % designa(ão +Hi&er s' &oi pri#eira#en$e usada o# a $radu(ão de
!erGni#o para Isaías 8C-I, on$udo is$o não es$aria orre$o pois es$a esri$ura se re&ere ao Pei da
BabilGnia, e não a +Hi&er. DZ) MI- 2I, 2M $a#b># aparen$e#en$e segue es$a errGnea desri(ão de
!erGni#o.
(sta discussão parece ter sido levantada primeiramente por :utero e /alvino, pois ac4aram )ue
como :úci#er signi#ica ser “portador de :u<", .er2nimo “errara grosseiramente" ao associar este nome com um
“ser das trevas" como é Aatan's, a associação deveria ser restrita somente ao rei da Bail2nia% $parentemente
eles descon4eciam ou não aceitavam a condição de :úci#er antes de sua )ueda% ;anto :utero como /alvino
ac4avam )ue o mal #oi criado pelo pr0prio &eus desde o início, não 4avia sido uma escol4a, uma reeldia
devido ao mal uso do :ivre $rítrio de Aatan's e seus anjos%
Na verdade, :úci#er é primeiramente mencionado *so este nome- nos escritos de 5rígenes *#im do
segundo século- cerca de du<entos anos antes de .er2nimo colocar sua re#erFncia no texto :atino% ;ertuliano e
outros antigos patriarcas da igreja tamém discorriam sore :úci#er, de tal #orma )ue a conexão entre :úci#er e
Aatan's #oi estaelecida algum tempo antes do #im do segundo século% $ntes )ue o texto latino tornar@se
largamente divulgado, o nome :úci#er *portador de lu<- tin4a um signi#icado muito mais especí#ico% (ra o nome
de Aatan's antes de sua )ueda da gl0ria% 5rígenes explica )ue isto é por causa de sua condição anterior a sua
)ueda, ele era um ser de lu< e portanto esta era uma ade)uada descrição dele% $p0s sua )ueda, 5rígenes
continua, ele não mais era um ser de lu< e se tornou con4ecido como Aatan's *+ o 5positor-%
Sm outro ponto é )ue a comunidade erudita ílica )uase )ue universalmente rejeita o ser identi#icado
como 7elel en A4a4ar em Isaías O? como sendo diretamente o rei da Bail2nia% 7' uma #igura contemporLnea
na religião /ananita )ue se assemel4a a 7elel em Isaías O?% $ #igura é b$t4tar% (m determinado ponto do mito
/ananita, b$t4tar tenta sentar no trono de Baaal, o rei dos deuses% (le #al4a em sua tentativa, e ao invés disso
desce G terra para l' reinar *veja a semel4ança tamém com :oWi, 5dim, $sgard e 3idg4ard na mitologia
n0rdica-% b$t4tar é con4ecido em inscrições do sul da $r'ia como 1Fnus, ou a estrela da 3an4ã% 3ais do )ue
isto então, #ormam o contexto do relato de Isaías *ele compara a amição do rei da Bail2nia com a de :úci#er-%
$s “estrelas de &eus" é uma re#erFncia G assemléia divina ` todas as divindades dos céus% 5 monte da
congregação da anda do norte *no original em 7ereu- é e)uivalente a #rases /ananitas descrevendo o lugar de
4aitação de Baaal% (ntão, em e#eito, temos em Isaías a descrição de uma divindade )uem desejava usurpar o
trono de Baaal e reinar nos céus% /laro )ue existem di#erenças assim como semel4anças, mas ac4o este
argumento per#eitamente convincente para mim%
Jara ler mais sore isto: 8;4e 3Zt4ological Jrovenance o# Isa% ^I1 O>@OR: $ 9econsideration o#
t4e Sgaritic 3aterial8 Z 3ic4ael A% 7eiser, in 1etus ;estamentum, ROUK m>PPOn, p% KR?@K6Q-%
$o mesmo tempo, esta percepção parece ter sido a mesma )ue vemos no Novo ;estamento )uando
vemos .esus clamar )ue viu Aatan's “cair como um raio do céu" *:ucas OP:OT- e em .oão *.oão O>:KO, O?:KP,
O6:OO- e Jaulo *(#ésios >:>- encontramos Aatan's descrito como o “Jríncipe deste mundo%" Jaulo ainda em sua
epístola a ;im0teo relata )ue o grande pecado de Aatan's #oi a soera *I ;im0teo K:6-% =oram estas re#erFncias
*entre outras- )ue levaram os patriarcas da igreja /ristã concluírem )ue 7elel em Isaías O? era :úci#er e
tamém Aatan's% $s semel4anças entre suas crenças, e o )ue eles viam no texto do 1el4o ;estamento se
juntaram para #ormar uma última opinião% Duando o texto :atino nomeou o ser de Isaías O? como :úci#er,
a)uela tradição j' 4' muito tempo existia%
$ ;radição pode ser poderosa e com certe<a os antigos cristãos eram muito mais inteligentes em termos
de tradução do 4eraico do )ue pensamos% &icion'rios atuais notarão )ue :úci#er é um nome para o dem2nio% 5
mesmo pode ser visto em dicion'rios contemporLneos de .osep4 Amit4% &e alguma #orma, mesmo )ue a
identi#icação em Isaías O? com Aatan's não #osse correta, tradicionalmente, :úci#er tem sido considerado como
um nome para o dem2nio em InglFs desde )ue o InglFs moderno veio a existir% Jode ser discutível se o uso ou
não uso do termo por .osep4 para o dem2nio esteja aseado em sua leitura da Bília 1ersão do 9ei ;iago ou
simplesmente no di#undido uso do nome em sua época% Jodemos encontrar de<enas de textos religiosos do OQo
século e apesar de Aatan's ser de longe o termo mais popular para o dem2nio, :úci#er é usado #re)eentemente%
(m vista desta aplicação, sempre )ue .osep4 estivesse se re#erindo ao dem2nio em seus escritos )uando usava o
nome de :úci#er, ele estava se con#ormando ao padrão e a aceit'vel de#inição de uma palavra% ( a )uestão se era
ou não apropriado tal termo é totalmente irrelevante pelo #ato de )ue todo mundo )ue lesse o material )ue ele
produ<iu não teria asolutamente )ual)uer prolema em exatamente compreender o )ue estivesse di<endo%
/omo nota #inal, a menção de :úci#er em &C/ H6 est' per#eitamente compatível com o antigo uso /ristão
onde :úci#er é o anjoUdivindade )ue estava na presença de &eus antes de sua )ueda% (mora não
universalmente seguido, o uso AS& do termo geralmente segue este princípio%

$ Bíblia de !erusal>#, em sua nota de rodapé sore Isaías O?:O> declara:
m5s vv% O>@OR parecem inspirar@se num modelo #enício% (m todo caso, eles apresentam v'rios pontos de
contato com os poemas de 9ãs@A4amra: a estrela daalva e a aurora são duas #iguras divinas, a montan4a da
$ssemléia é a)uela em )ue os deuses se reuniam, como no 5limpo dos gregos% 5s Jatriarcas interpretaram a
)ueda da estrela daalva *1ulg%, “:úci#er"- como a do príncipe dos dem2nios%n

$ min4a Bíblia %no$ada *tradução da 9Zrie AtudZ Bile- versão $lmeida, revista e atuali<ada, possui o
seguinte coment'rio do erudito protestante &r% /4arles /aldVell 9Zrie sore estes versículos de Isaías O?:
8C-82 estrela da man4ã% :it%, o luminoso, evidentemente uma re#erFncia a Aatan's, por causa da
descrição semel4ante #eita por /risto *:c OP:OT- e por causa da impropriedade das expressões de Is O?:OK@O?
nos l'ios de )ual)uer outro a não ser Aatan's *c#% I ;m K:6-% &eilitava as nações% /#% $p >P:K%

8C-8:68C /inco #rases com o sujeito na primeira pessoa detal4am o pecado de Aatan's% (le )ueria
ocupar o céu, a morada do pr0prio &eus% (xaltar o seu trono acima das estrela de &eus pode ser uma re#erFncia
ao seu desejo de governar todos os seres angelicais, ou simplesmente outra maneira de indicar sua auto@
exaltação% Norte% Na literatura pagã, o Norte indicava a morada dos deuses, assim, Aatan's amicionava
governar o universo como o consel4o *congregação- dos deuses ail2nicos supostamente #a<ia% (le )ueria a
gl0ria )ue pertencia somente a &eus *)uanto a nuvens, veja OQ:O, Mx O6:OP- e o seu ojetivo total era ser
semel4ante ao $ltíssimo *4e%, (lZon-%

1nilop>dia !udaia- Nerbe$e +Hi&er-
5 mito :úci#er #oi trans#erido a Aatan's no século pré@/ristão, con#orme podemos aprender a
partir da 1ida de $dão e (va *O>- e o (no)ue (slav2nico *xxix% ?, xxxi% ?-, onde Aatan's@Aataniel *AamaelE- é
descrito como tendo sido um dos arcanjos% Jor)ue ele almejou “#a<er seu trono mais alto do )ue as nuvens
sore a terra e assemel4ar@se b$o altíssimo todo poderosoa, Aatan's@Aataniel #oi expulso, com suas 4ostes de
anjos, e desde então ele tem estado pairando no ar continuamente sore o aismo *compare ;estamento dos
Jatriarcas, Benjamim, K, (#ésios ii%>, vi% O>-% &e acordo com ;ertuliano *“/ontra 3arrionem," v% OO,OH-,
5rígenes *“(<e)uiel 5pera," iii% KR6-, e outros, identi#icam :úci#er com Aatan's, )ue tamém é representado
como tendo sido “atirado para aixo dos céus" *$pocalipse xii% H, OP, compare :ucas x%OT-

“(ntão em seguida $t4ar o =ero<
Aoe aos pen4ascos de Aap4on%
(le se assenta no trono de Baaal o Joderoso
Aeus pés não alcançam o escaelo,
Aua caeça tamém não alcança o topo do trono%
(ntão $t4tar o =ero< declara,
bNão posso ser rei nos pen4ascos de Aap4ona%
$t4ar o =ero< então desce,
&esce do trono de Baaal o Joderoso,
( ele se torna 9ei sore todo o vasto mundo in#erior%"
@ /artas de 9ã s A4amra

Bom, j' temos opiniões de eruditos /at0licos, protestantes e judeus e as cartas de 9ãs A4amra
)ue endossam a associação de :úci#er em Isaías O? com :úci#er% Aomente para terminar, ainda ac4ei na Internet
um om artigo dos $dventistas do Aétimo &ia, o )ual #a<em uma an'lise das propostas de :utero e /alvino,
contra as de .er2nimo, 5rígenes e ;ertuliano, o ar)uivo pode ser lido no :inW aaixo:

$n'lise de :úci#er em Isaías O?:O>@O?%
2<) Pergun$a- % Biblia não ensina que os #or$os es$ão inonsien$es o#o se eles es$ivesse#
dor#indo?
$utor: .e## :indsaZ
;radutor: (vandro 3% =austino

“Jor)ue os vivos saem )ue 4ão de morrer, #as os #or$os não sabe# oisa nen"u#a, nem tampouco
terão eles recompensa, mas a sua mem0ria #ica entregue ao es)uecimento% ;amém o seu amor, o seu 0dio, e a
sua inveja j' pereceram, e j' não tFm parte alguma para sempre, em coisa alguma do )ue se #a< deaixo do sol%%%
;udo )uanto te vier G mão para #a<er, #a<e@o con#orme as tuas #orças, por)ue na sepul$ura, para onde tu vais,
não 4' ora nem projeto, nem con4ecimento, nem saedoria alguma%" *(cclesiastes Q:R@6,OP, Fn#asis
adicionada-

DSai6l"e o espíri$o, vol$a para a $erra; naquele #es#o dia peree# os seus pensa#en$os. *Aalmos"
O?6:?-

D*s #or$os não louva# ao S1A3*P, ne# os que dese# ao silVnio.E *Aalmos OOR:OH, c# 6:R-

D%ssi# &alou; e depois disse6l"es- +2Jaro, o nosso a#igo, dor#e, #as vou desper$26lo do sono.
Dissera#, pois, os seus disípulos- Sen"or, se dor#e, es$ar2 salvo. =as !esus diJia is$o da sua #or$e; eles,
por>#, uidava# que &alava do repouso do sono. 1n$ão !esus disse6l"es lara#en$e- +2Jaro es$2 #or$o;E
*.oão OO:OO@O?, c#% O ;es ?:OK@OH-

Pespos$a- Aão7 % Biblia ensina que a onsiVnia do espíri$o on$inua a e5is$ir.
&eus cria o corpo do 4omem p0 da terra and coloca o seu espirito dentro deste corpo% /omo resultado,
cada indivíduo tem a dualidade do corpo e do espirito, )ue )uando colocados juntos constitui um alma vivente%
Na morte #isica, o corpo e o espirito se separam% 5 corpo retorna a “terra como era", e o espirito retorna a “&eus
)ue o deu" *(clesiastes O>:H- (mora o corpo não ten4a mais consciencia depois da morte, o espirito sai do
corpo e continua a existir como um ser de consciFncia e percepção, retendo assim a ailidade de pensar, sentir, e
de lemrar@se do con4ecimento ad)uirido a)ui na mortalidade%
$lguns argumentam )ue os versos citados acima contradi<em a crença de )ue existe vida depois da
morte% (les di<em )ue os mortos não tFm con4ecimento, pensamentos, nem emoções, e )ue eles existem em um
estado inconsciente de sono% 3as, apesar da)uilo )ue alguns di<em, não existe contradição entre estes versos e a
crença na vida ap0s a morte, especi#icamente por)ue os versos citados acima são concernentes aos cad'veres,
não aos espiritos saídos dos corpos% $mos se re#erem aos “mortos" na Bilia *i%e% Neneis >K:6 C Isaías O?:Q@
OP-%

DAa verdade, "2 u# espíri$o no "o#e#, e a inspira(ão do Bodo6Poderoso o &aJ en$endido.E *.o
K>:T-
5 espirito é a vida do corpo, pois sem ele, o corpo est' morto *;iago >:>6-% Jorém é mais do )ue uma
pe)uena #orça% _ a parte da pessoa )ue “con4ece" as coisas da)uela pessoa:

DPorque, qual dos "o#ens sabe as oisas do "o#e#, senão o espíri$o do "o#e#, que nele es$2?
%ssi# $a#b># ningu># sabe as oisas de Deus, senão o 1spíri$o de Deus.E O /or >:OO
/on4ecer )ual)uer coisa exige pensamento e inteligFncia% Isto de acordo com outros versos na Bilia,
)ue revela )ue o espirito dentro de uma pessoa tamém se mani#esta em emoção e consciFncia% DYuan$o a
#i#, Daniel, o #eu espíri$o &oi aba$ido den$ro do orpo, e as vis/es da #in"a abe(a #e per$urbara#.E
*&an H:OR-
DNigiai e orai, para que não en$reis e# $en$a(ão; na verdade, o espíri$o es$2 pron$o, #as a arne >
&raa.E *3at >K:?O-

D1 !esus, on"eendo logo e# seu espíri$o que assi# arraJoava# en$re si, l"es disse- Por que
arraJoais sobre es$as oisas e# vossos ora(/es?E *3ar >:T-

DDisse en$ão =aria- % #in"a al#a engrandee ao Sen"or, 1 o #eu espíri$o se alegra e# Deus #eu
Salvador;E *:ucas O:?6@?H-

D* #es#o 1spíri$o $es$i&ia o# o nosso espíri$o que so#os &il"os de Deus.E *9om T:O6-

D*u uidais v's que e# vão diJ a 1sri$ura- * 1spíri$o que e# n's "abi$a $e# iH#es?E *;iago
?:R-

a) * +%P D1ABP* D* )*PP*
&eus cria o corpo de cada um do p0 da terra e coloca ou #orma o espirito de cada dentre deste corpo
*Nen >:H, K:OQ, .o K>:T, pac O>:O-% /omo resultado, o corpo serve como estrutura #isica, como um taernaculo
ou casa, onde o espirito 4umano 4aita:

D1 $en"o por jus$o, enquan$o es$iver nes$e $abern2ulo, desper$ar6vos o# ad#oes$a(/es, Sabendo
que breve#en$e "ei de dei5ar es$e #eu $abern2ulo, o#o $a#b># nosso Sen"or !esus )ris$o j2 #o $e#
revelado.E *> Jedro O:OK@PO?-

DP*PYU1 sabe#os que, se a nossa asa $erres$re des$e $abern2ulo se des&iJer, $e#os de Deus u#
edi&íio, u#a asa não &ei$a por #ãos, e$erna, nos >us. 1 por isso $a#b># ge#e#os, desejando ser
reves$idos da nossa "abi$a(ão, que > do >u; Se, $odavia, es$ando ves$idos, não &or#os a"ados nus.
Porque $a#b># n's, os que es$a#os nes$e $abern2ulo, ge#e#os arregados; não porque quere#os ser
despidos, #as reves$idos, para que o #or$al seja absorvido pela vida... Yuan$o #enos àqueles que
"abi$a# e# asas de lodo, ujo &unda#en$o es$2 no p', e são es#agados o#o a $ra(a7E *> /or R:O@?, 6, .0
?:OQ-


Note como os ap0stolos escreveram os versos precedentes a partir do ponto de vista de seus espiritos )ue
4aitam dentro de seus corpos mortais, espiritos )ue “pensam", “saem", “gemem"% =a< sentido pensar )ue,
desde )ue o corpo ten4a uma estrutura #isica onde 4aitar, o verdeiro “eu ou ego"deve ser o espirito dentro do
corpo% Jortanto, cada pessoa tem a dualidade natural do corpo e do espirito% 5 corpo é o “4omem exterior" e o
espirito é o “4omem interior" *> /or ?:O6, 9om H:>>-, e a unão dos dois constituem uma “alma" vivente *Nen
>:H, c# .0 K>:T, pac O>:O-%

=*PB1 T[SI)%
3orte #isica é a separação do corpo e do espirito de alguém:

D1 o p' vol$e à $erra, o#o o era, e o espíri$o vol$e a Deus, que o deu.E *(cl O>:H-

DPorque, assi# o#o o orpo se# o espíri$o es$2 #or$o, assi# $a#b># a &> se# obras > #or$a.E
*;iago >:>6-

Duando o espirito e o corpo de uma pessoa se separa, os pensamentos partem junto com o espirito,
deixando para tr'< o corpo onde todos os pensamentos perecem:
DSai6l"e o espíri$o, vol$a para a $erra; naquele #es#o dia peree# os seus pensa#en$os.E *Aalmos
O?6:?-
Note )ue a expressão “volta para a terra" em Aalmos O?6:? deve estar se re#erindo ao corpo, por)ue é o
corpo )ue “retorna" ra terra, não o espirito *compare com Nen K:OQ C (cl O>:H-% &a mesma #orma, desde )ue é
o espirito )ue “con4ece as coisas do 4omem", todo o con4ecimento da)uela pessoa perece dentro do corpo
depois )ue o espirito sai% /onse)uentemente, os mortos *i%e% cad'veres- nada saem e eventualmente irão para a
sepultura%
“Jor)ue os vivos saem )ue 4ão de morrer, #as os #or$os não sabe# oisa nen"u#a, nem tampouco
terão eles recompensa, mas a sua mem0ria #ica entregue ao es)uecimento% ;amém o seu amor, o seu 0dio, e a
sua inveja j' pereceram, e j' não tFm parte alguma para sempre, em coisa alguma do )ue se #a< deaixo do sol%%%
;udo )uanto te vier G mão para #a<er, #a<e@o con#orme as tuas #orças, por)ue na sepul$ura, para onde tu vais,
não 4' ora nem projeto, nem con4ecimento, nem saedoria alguma%" *(cclesiastes Q:R@6,OP, Fn#asis
adicionada-
9e#erente a estes versos, .osep4 =ielding Amit4 escreveu “%%%)uando a morte intervém, o corpo é deixado
na sepultura em pa< e o corpo nada sae sore os assuntos de um mundo em ativo%" *9espostas e Jerguntas do
(vangel4o, 1ol ?, p% OTK-
5 ;e0logo Não@30rmon &onald /% =leming concorda: Dos #or$os nada sabe#- o on$e5$o ?quando
algu># in$erpre$a o#o o ad2ver) &aJ o sen$ido &iar 'bvio.E *=%=% Bruce, ;4e International Bile
/ommentarZ, p% 6QQ-%
No verso OP, a palavra “sepultura" é tradu<ida da palavra 7eraica A4eol, )ue tem v'rios signi#icados
dependendo do contexto em )ue é usada% Jode ser tradu<ida como “4ades", “sepultura", “in#erno", “cova", ou
“mundo dos mortos%" /onse)uentemente, o termo pode se re#erir ao mundo dos espiritos ou parte dele% 3as o
contexto de (cc Q:R@6, OP est' descrevendo um lugar di#erente, um lugar onde não existe “traal4o, ojetos,
con4ecimento, ou saedoria" , um lugar onde “os mortos nada saem%" Due mel4or descrição do )ue esta
poderia 4aver da “sepultura" ou tuma em )ue o corpo é deixado para descansarE $lém do mais, desde )ue o
cad'ver não tem #aculdades mentais, emocionais, então não pode #a<er nada, muito menos louvar ao A(N759:

D*s #or$os não louva# ao S1A3*P, ne# os que dese# ao silVnio.E *Aalmos OOR:OH, c# 6:R-
3uitos outros versos podem ser entendidos em termos de um cad'ver% (xemplos: um corpo é enterrado
*Nen >K:OR-, um corpo retorna ao p0 *Aalmos OP?:>Q-, um corpo est' mudo *Aalmos KO:OH-, um corpo não pode
entender *.0 O?:>O-, um corpo não pode ter esperanças *Isaias KT:OT-, e um corpo “dorme" *.0 O?:OP,O>-%

% =or$e e o %dor#eer
Jor causa da semel4ança #ísica entre alguém )ue recentemente #aleceu e alguém )ue acaou de
adormecer, algumas culturas se re#erem ra morte como “sono"% 5s antigos .udeus não eram di#erentes, inclusive
o pr0prio .esus usou esta met'#ora:

D%ssi# &alou; e depois disse6l"es- +2Jaro, o nosso a#igo, dor#e, #as vou desper$26lo do sono.
Dissera#, pois, os seus disípulos- Sen"or, se dor#e, es$ar2 salvo. =as !esus diJia is$o da sua #or$e; eles,
por>#, uidava# que &alava do repouso do sono. 1n$ão !esus disse6l"es lara#en$e- +2Jaro es$2 #or$o;E
*.oão OO:OO@O?, c#% O ;es ?:OK@OH-

$ met'#ora é uma #igura de linguagem usada para sugerir a semel4ança entre di#erentes ojetos, ideias,
ou estado de uma pessoa% Jortanto, emora a morte não seja adormecer, existem certas semilaridades% $pesar de
tudo, o )ue devemos ter em mente é )ue esta met'#ora não é para signi#icar uma comparação entre o estado de
um espirito )ue saiu do corpo e o sono, mas sim, para signi#icar uma comparação entre o estado de um corpo e
o sono%
Neralmente, )uando uma pessoa morre, o corpo deita@se, as p'lperas se #ec4am, e tanto as atidas do
coração )uanto a respiração param% &e uma maneira semel4ante, )uando uma pessoa dorme, o corpo deita@se,
as p'lperas se #ec4am, e tanto as atidas do coração )uanto a respiração diminuem consideralvelmente%
/onse)uentemente, a aparFncia de alguém )ue tem adormecido é semel4ante a aparFncia de alguém )ue tem
#alecido recentemente% $ssim )ue a pessoa descansa num estado de inconsciFncia ao dormir, tamém o corpo
descansa em um estado de “não@consciFncia" na morte *(cl Q:R@6, OP, Aalmos O?6:?-
Na Bilia, existe um grande número de versos )ue mostram )ue esta met'#ora é usada especi#icamente
para descrever o estado de um corpo% Jor exemplo, um corpo dorme no
“p0"da terra *&an O>:>-, um corpo dorme e é “enterrado" *O 9eis >:OP, OO:?K, O?:KO, OR:T, OR:>?-, e o
corpo dorme e vF "corrupção" *$tos OK:K6-% 3esmo 3ateus escreveu )ue “corpos" dormem nas sepulturas
*3as >H:R>-%
Jor outro lado, esta met'#ora nunca é usada para descrever o estado de um espírito )ue deixou seu
corpo, )ue nem dorme no “p0", nem é “enterrado", nem vF “corrupção%" &evemos lemrar )ue o corpo retorna
ao p0 da terra, não o espirito *Nen K:OQ, (cl O>:H-% $inda assim, alguns insistem em di<er )ue o espírito é
apenas uma #orma de energia ou #orça de vida no corpo, como a eletricidade é para o computador, não tendo
consciFncia #ora do corpo% 3as para sua in#ormação, a Bilia ensina de outra #orma%
$ntes de deixar este assunto, todavia, alguém deveria tamém considerar uma das principais di#erenças
entre morte e sono, especi#icamente entre o estado de “não consciFncia" e o estado de “inconsciFncia%" /omo
descrito acima, o corpo descansa em um estado de “não@consciFncia" por)ue nen4um espírito 4aita dentro de
um corpo morto *;iago >:>6-% /onse)uentemente, um corpo não tem con4ecimento, pensamentos, nem
emoções% Jor outro lado, uma pessoa )ue est' adormecida descansa em um estado de “inconsciFncia" por)ue o
espírito ainda 4aita dentro do corpo de um corpo adormecido%
(n)uanto adormecido, alguém retém o con4ecimento ad)uirido até a)uele momento e continua a ter
pensamentos inconscientes e sentimentos em son4os% Sma pessoa pode até resolver prolemas matem'ticos ou
pensar em novas ideias durante este periodo de inconsciFncia% &e #ato, alguns indivíduos podem receer
revelação de &eus através de son4os, mostrando )ue alguém pode ad)uirir con4ecimento en)uanto dorme *e%g%
Nen KH:R@OO, &aniel >, 3at O:OT@>R-% (stes son4os inspirados tamém mostram )ue uma pessoa pode ver e
ouvir en)uando dorme, não com os ouvidos e ol4os #isicos, mas com os ol4os e ouvidos espirituais% Jortanto,
desde )ue o espirito dentro do corpo pode ver, ouvir, sentir, pensar, e aprender en)uanto o corpo est'
adormecido, então não deveria o mesmo espírito #ora do corpo ser capa< de reali<ar estas mesmas #unções
en)uanto o corpo est' mortoE


Nida ap's a =or$e-

8. A's voa#os:
D*s dias da nossa vida "ega# a se$en$a anos, e se alguns, pela sua robus$eJ, "ega# a oi$en$a
anos, o orgul"o deles > anseira e en&ado, pois edo se or$a e va#os voando.E *Aalmos QP:OP- Na morte
#isica, nossos espíritos separam de nossos corpos terrestres e “voam" *compare com (cl O>:H-%

5 “vamos" em Aalmos QP:OP re#ere@se aos nossos espíritos, )ue 4aitam dentro de nossos corpos #ísicos,
o mesmo se aplica )uando Jaulo descreve como )ue gemendo dentro de nossa casa terrestre, D$e#os de Deus
u# edi&íio, u#a asa não &ei$a por #ãos, e$erna, nos >us.E *> /or R:O@6-

2. % #or$e do Pei da BabilGnia
D* in&erno desde o pro&undo se $urbou por $i, para $e sair ao enon$ro na $ua vinda; desper$ou por
$i os #or$os, e $odos os "e&es da $erra, e &eJ levan$ar dos seus $ronos a $odos os reis das na(/es. 1s$es
$odos responderão, e $e dirão- Bu $a#b># adoees$e o#o n's, e &os$e se#el"an$e a n's. !2 &oi derrubada
na sepul$ura a $ua soberba o# o so# das $uas violas; os ver#es debai5o de $i se es$enderão, e os bi"os
$e obrirão.E *Isaias O?:Q@OO, compare com (<e)uiel K>:OT@K>-

Sma ve< )ue o cad'ver não tem consciFncia e não pode #alar, os “mortos" nestes versos devem estar se
re#erindo aos espiritos *)ue deixaram seus corpos- dos “c4e#es da terra", )ue ameaçam este ditador rutal da
Bailonia, uma ve< poderoso% Na morte, o rei da Bailonia tin4a se tornado como eles% Aeus espiritos sem
corpos se ajuntaram nos céus, en)uanto seus corpos permaneciam coertos por vermes na sepultura%

:. * 3o#e# Pio e +2Jaro-
D*ra, "avia u# "o#e# rio, e ves$ia6se de pHrpura e de lin"o &iníssi#o, e vivia $odos os dias
regalada e esplendida#en$e. 3avia $a#b># u# er$o #endigo, "a#ado +2Jaro, que jaJia "eio de
"agas à por$a daquele; 1 desejava ali#en$ar6se o# as #igal"as que aía# da #esa do rio; e os
pr'prios ães vin"a# la#ber6l"e as "agas.
1 aon$eeu que o #endigo #orreu, e &oi levado pelos anjos para o seio de %braão; e #orreu
$a#b># o rio, e &oi sepul$ado. 1 no in&erno, ergueu os ol"os, es$ando e# $or#en$os, e viu ao longe
%braão, e +2Jaro no seu seio. 1, la#ando, disse- Pai %braão, $e# #iseri'rdia de #i#, e #anda a
+2Jaro, que #ol"e na 2gua a pon$a do seu dedo e #e re&resque a língua, porque es$ou a$or#en$ado nes$a
"a#a. Disse, por>#, %braão- Til"o, le#bra6$e de que reebes$e os $eus bens e# $ua vida, e +2Jaro
so#en$e #ales; e agora es$e > onsolado e $u a$or#en$ado. 1, al># disso, es$2 pos$o u# grande abis#o
en$re n's e v's, de sor$e que os que quisesse# passar daqui para v's não poderia#, ne# $a#pouo os de
l2 passar para 2. 1 disse ele- Pogo6$e, pois, ' pai, que o #andes à asa de #eu pai, Pois $en"o ino
ir#ãos; para que l"es dV $es$e#un"o, a &i# de que não ven"a# $a#b># para es$e lugar de $or#en$o.
Disse6l"e %braão- BV# =ois>s e os pro&e$as; ou(a#6nos. 1 disse ele- Aão, pai %braão; #as, se algu#
den$re os #or$os &osse $er o# eles, arrepender6se6ia#. Por>#, %braão l"e disse- Se não ouve# a =ois>s
e aos pro&e$as, $a#pouo aredi$arão, ainda que algu# dos #or$os ressusi$e.E *:ucas O6:OQ@KO-

$o contr'rio dos corpos, estes verso mostram )ue os espiritos )ue deixaram seus corpos retém suas
#aculdades mentais e emocionais, permitindo@os a pensar, sentir, e lemrar das mem0rias da existFncia mortal% $
par'ola do 9ico e do :a<aro claramente ilustra )ue os mortos *i%e% espiritos desencarnados- verdaderiamente
continuam a existir como seres conscientes ap0s a morte%
$pesar desta apresentação vivida da vida ap0s a morte, alguns ainda a#irmam )ue esta doutrina é #alsa,
por)ue a paraola é simplesmente uma 4ist0ria #icticia usada para ensinar certos principios, não um evento real%
3ais uma ve<, eles aseiam seus argumentos em (cl Q:R@6, OP e Aalmos O?6:?, )ue di< explicitamente )ue os
“mortos" nada saem e não tem pensamentos ou sentimentos%
(ste argumenteo, contudo, é #undado numa #alsa premissa: (cl Q:R@6, OP e Aalmos O?6:? estão se
re#erindo aos corpos, e não espiritos desencarnados como em :ucas O6:OQ@KO% &e #ato, em nen4um lugar na
ilia ensina )ue os espiritos desencarnados não tem pensamentos ou sentimentos% $lém disto, emora elas
sejam #icticias, todas as par'olas de .esus são aseadas em eventos )ue tem ou poderiam ter acontecidos% Jor
)ue a paraola do 7omem 9ico e do :a<aro deveria ser di#erenteE &e #ato, .esus nunca se asearia seus
ensinamentos em doutrina #alsa% =a<er isto seria enganar e con#undir, o )ue é contr'rio a sua nature<a divina *O
Jedro >:>>, O /or O?:KK-% Jortanto, a apresentação de /risto da vida ap0s a morte na paraola do 7omem 9ico
e do :a<aro deve ser verdadeira%

C. % Pro#esa de )ris$o ao #al&ei$or:
D1 disse6l"e !esus- 1# verdade $e digo que "oje es$ar2s o#igo no Paraíso.E *:ucas >K:?K-

No mesmo dia em )ue /risto e o mal#eitor morreram, eles #oram juntos como espiritos desencorpados
ao Jaraiso *3undo dos espiritos-

<. )ris$o Pregou o 1vangel"o aos =or$os-
DPorque $a#b># )ris$o padeeu u#a veJ pelos peados, o jus$o pelos injus$os, para levar6nos a
Deus; #or$i&iado, na verdade, na arne, #as vivi&iado pelo 1spíri$o;
Ao qual $a#b># &oi, e pregou aos espíri$os e# prisão; *s quais nou$ro $e#po &ora# rebeldes,
quando a longani#idade de Deus esperava nos dias de Ao>, enquan$o se preparava a ara; na qual
pouas ?is$o >, oi$o) al#as se salvara# pela 2gua;E ?I Jedro K:OT@>P-
5 #ato )ue /risto #oi e pregou a estes espiritos desencarnados indicam )ue eles devem ter tido a
4ailidade de ouvir e entender% Joucos versos adiante na mesma epistola, o apostolo Jedro se re#ere novamente
ra este evento:
DPorque por is$o &oi pregado o evangel"o $a#b># aos #or$os, para que, na verdade, &osse#
julgados segundo os "o#ens na arne, #as vivesse# segundo Deus e# espíri$o;E *O Jedro ?:6-

I. Ba$is#o pelos =or$os-
DDou$ra #aneira, que &arão os que se ba$iJa# pelos #or$os, se absolu$a#en$e os #or$os não
ressusi$a#? Por que se ba$iJa# eles en$ão pelos #or$os?E *O /or OR:>Q-
Jor)ue Jaulo cita esta pr'tica para suportar seu argumento sore a ressurreição, pois ele em comos os
/orintians deve ter visto o atismo pelos mortos como uma ordenança v'lida% (videntemente, pelo menos
alguns antigos /ristãos ati<aram pelos mortos, o )ue sugere )ue eles acreditavam )ue os mortos teriam a
oportunidade de ouvir o evangel4o, acreditar em /risto, e se arrepender de seus pecados%

M. %queles que dor#e# e# )ris$o $V# esperan(a:
DPorque, se os #or$os não ressusi$a#, $a#b># )ris$o não ressusi$ou. 1, se )ris$o não
ressusi$ou, > vã a vossa &>, e ainda per#aneeis nos vossos peados. 1 $a#b># os que dor#ira# e#
)ris$o es$ão *% versão K!N da Biblia usa a palavra P1P1)1P no lugar de perdidos) perdidos. Se
espera#os e# )ris$o s' nes$a vida, so#os os #ais #iser2veis de $odos os "o#ens.E ?8 )or 8<-8I689)
Nos versos precedentes, alguns interpretam “perecer" como “não existente", para )ue, se /risto não
tivesse sido levantado dentre os mortos, então a)ueles )ue dormem nele seriam “inexistentes%" No entanto,
“perecer" é tradu<ido da palava Nrega apollu#i, )ue pode tamem ser tradu<ida como “perdido%" Note como a
mesma palavra Nrega é usada em outros lugares na Bilia:
DYue "o#e# den$re v's, $endo e# ovel"as, e perdendo ?apollu#i) u#a delas, não dei5a no
deser$o as noven$a e nove, e não vai ap's a perdida ?apollu#i) a$> que ven"a a a"26la? 1 a"ando6a, a
p/e sobre os seus o#bros, gos$oso;E *:ucas OR:?@R-
D*u qual a #ul"er que, $endo deJ dra#as, se perder ?apollu#i) u#a dra#a, não aende a
andeia, e varre a asa, e busa o# diligVnia a$> a a"ar? 1 a"ando6a, onvoa as a#igas e viJin"as,
diJendo- %legrai6vos o#igo, porque j2 a"ei a dra#a perdida ?apollu#i).E *:ucas OR:T@Q-
(m amos os casos, a ovel4a e a dracma estão “perdidas" *apollumi- por algum periodo de tempo, mas
elas não são “inexistentes" en)uanto elas estão perdidas% &a mesma #orma, se /risto não tivesse se levantado
dentre os mortos, então a)ueles )ue dormem em cristo estariam “perdidos" *apollumi-, mas não seriam
“inexistentes%"
$lém do #ato )ue, depois de mencionar a)ueles )ue “dormem em /risto", Jaulo escreveu, DSe
espera#os e# )ris$o s' nes$a vida, so#os os #ais #iser2veis de $odos os "o#ens.E *O /or OR:OQ-% Neste
contexto, Jaulo não estava se re#erindo ra vida ap0s a ressurreição, mas, a vida entre a morte e ressurreição
da)ueles )ue "dormem em /risto%" (m outras palavras, esta vida não é a única vida em )ue temos esperança em
/risto% Na vida p0s morte, a)ueles entre n0s )ue dormem em /risto tem esperenças Nele tamém, de outra
#orma, “somos os mais miser'veis de todos os 4omens%"

O. *s 1spiri$os dos 3o#ens !us$os-
=ois>s apareendo a )ris$o
Jergunta: Ae voce acredita )ue 3oisés morreu, e acredita )ue o espírito não continua a viver ap0s a
morte, então o )ue estava acontecendo )uando 3oisés apareceu a /risto em 3at OHE
D=as $endes "egado ao #on$e Sião e \a idade do Deus vivo, a !erusal># eles$ial, e as
inon$2veis "os$es de anjos, e a universal asse#bleia e igreja dos pri#ogeni$os arrolados nos eus, e a
Deus, o !uiJ de $odos, e aos espiri$os dos jus$os aper&ei(oados e a !esus, o #ediador de Aova %lian(a, e ao
sangue da aspersão que &ala ousas superiores ao que &ala o proprio %bel.E 3eb 82-2262C
/om relação a expressão dos Despiri$os jus$os aper&ei(oados,E considere as seguintes oservações:
Jrimeiro, o plural Despiri$osE revela )ue estes espiritos não se juntam para se tornarem um s0 “espirito", como
#orça de vida ou energia talve< se comportem% $o invés disto, eles mantém sua individualidade depois da morte%
Aegundo, a #rase Dde "o#ens jus$os, indica )ue estes espiritos tamém retém suas identidades% ;erceiro,
Daper&ei(oadosE mostra )ue estes espiritos podem se aper#eiçoar entre a morte e ressurreição% ( )uarto, estes
espíritos são nomeados entre outros seres conscientes e inteligentes *i%e% anjos, igreja dos primogFnitos, &eus , e
.esus-%

9. %lus/es de Paulo-
5 ap0stolo Jaulo aludiu )ue existe vida ap0s a morte:
D=as de a#bos os lados es$ou e# aper$o, $endo desejo de par$ir, e es$ar o# )ris$o, porque is$o >
ainda #ui$o #el"or. =as julgo #ais neess2rio, por a#or de v's, &iar na arne.E *=ilip O:>K@>?-

D=as $e#os on&ian(a e deseja#os an$es dei5ar es$e orpo, para "abi$ar o# o Sen"or.E *> /or
R:T-
$lém de tudo, Jaulo escreveu sore algumas de suas experiFncias, )ue suportam ainda mais a doutrina
de )ue existe um espirito dentro de cada um de n0s )ue pode conscientemente existir #ora do corpo%

D1= verdade que não onv># gloriar6#e; #as passarei às vis/es e revela(/es do Sen"or. )on"e(o
u# "o#e# e# )ris$o que "2 a$orJe anos ?se no orpo, não sei, se &ora do orpo, não sei; Deus o sabe) &oi
arreba$ado ao $ereiro >u. 1 sei que o $al "o#e# ?se no orpo, se &ora do orpo, não sei; Deus o sabe) Toi
arreba$ado ao paraíso; e ouviu palavras ine&2veis, que ao "o#e# não > líi$o &alar.E *> /or O>:O@?-
$gora neste exemplo, é irrelevante se estas visões e revelações #oram reais ou imagin'rias, por)ue para
imaginar )ual)uer coisa ainda re)uer um processo de pensamento% 5 argumento a)ui é )ue Jaulo acreditava )ue
era possível para um 4omem em /risto conscientemente experimentar visões e revelações *real ou imagin'ria- e
ouvir pal'vras ine#'veis en)uanto “#ora do corpo%" /onse)uentemente, se #osse uma doutrina #alsa )ue alguém
pode conscientemente existir “#ora do corpo", Jaulo nunca teria considerado esta possiilidade%

% %l#a
D%l#aE é uma da)uelas palavras )ue tem v'rios signi#icados dependendo do contexto em )ue é usado%
Sma de#inição é a união do corpo e do espirito *Nen >:H, pac O>:O e .o K>:T-% /onse)uentemente, almas mortais
são sujeitas ra morte desde a )ueda de $dão%

D 1 eles &erira# $odas as al#as que l2 es$ava# o# a la#ina da espada, des$ruindo a $odos- não
&oi dei5ado ningu># para respirar- e a 3aJor quei#ou o# &ogo.E .osué OO:OO *1ersão Xing .ames-
/ontudo, em outros contextos a mesma palavra tamém pode re#erir@se especi#icamente ao pr0prio
espírito% /omo dito anteriormente, o espirito é a vida do corpo e se separa dele na morte *.o K>:T, ;iago >:>6,
(cl O>:H-% Nos versos seguintes, Dal#aE é usado no lugar de Despiri$oE; mostrando )ue as duas palavras podem
ser usadas intermutavelmente%

D%o sair l"e a al#a ?porque #orreu) deu6l"e o no#e de Benoni; #as seu pai l"e "a#ou
Benja#in.E *Nen KR:OT-

D1n$ão se es$endeu sobre o #enino $rVs veJes, e la#ou ao S1A3*P, e disse- ] S1A3*P #eu
Deus, rogo6$e que a al#a des$e #enino $orne a en$rar nele. 1 o S1A3*P ouviu a voJ de 1lias; e a al#a
do #enino $ornou a en$rar nele, e reviveu.E *I 9eis OH:>O@>>, c# :ucas T:?Q@R6-%

$gora veja esta outra escritura usando a palavra Despiri$oE com o signi#icado ade)uado e correto de
espirito, signi#icando tra<er a vida de volta ao morto%

D...1n$re$an$o ele, $o#ando6a pela #ão, disse6l"e, e# voJ al$a- =enina, levan$e6$e. Nol$ou6l"e o
espiri$o, ela i#edia$a#en$e se levan$ou, e ele #andou que l"e desse# de o#er.E *:ucas T:?Q@R6-

Jortanto, tanto a alma em como o espirito de uma pessoa continuam a existir independentemente do
corpo ap0s a morte% Jor esta ra<ão, é possivel matar o corpo sem matar a alma *3at OP:>T-% Isto tamém explica
como a alma de uma pessoa pode prosperar *K .oão >-% &e novo, a Bilia claramente revela )ue a alma é mais
do )ue uma simples #orça da vida )ue anima o corpo #ísico% _ a entidade do espírito )ue conscientemente existe
#ora do corpo depois da morte%

D1, "avendo aber$o o quin$o selo, vi debai5o do al$ar as al#as dos que &ora# #or$os por a#or da
palavra de Deus e por a#or do $es$e#un"o que dera#. 1 la#ava# o# grande voJ, diJendo- %$>
quando, ' verdadeiro e san$o Do#inador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que "abi$a# sobre a
$erra? 1 &ora# dadas a ada u# o#pridas ves$es branas e &oi6l"es di$o que repousasse# ainda u#
pouo de $e#po, a$> que $a#b># se o#ple$asse o nH#ero de seus onservos e seus ir#ãos, que "avia#
de ser #or$os o#o eles &ora#.E *$poc 6:Q@OO-


)onlusão-
&eus cria o corpo de uma pessoa do p0 da terra e coloca o espirito desta pessoa dentro do corpo%
Jortanto, cada indivíduo tem um nature<a de dualidade do corpo e do espirito, )ue )uando juntados consituem
uma alma vivente% 5 espirito no interior é a)uela parte )ue “con4ece" as coisas de uma pessoa% (la pensa,
entende, deseja, e sente% 5 corpo é uma estrutura #isica, como uma casa ou um taern'culo, em )ue o espirito de
cada um 4aita%
$ morte #isica é a separação entre o espirito e o corpo de uma pessoa% 5 corpo retorna a “terra como
era", e o espirito retorna ao “&eus )ue o deu%" Duando o espirito sai do corpo, leva com ele o con4ecimento,
pensamentos e emoções, deixando o corpo em )ue todos estes atriutos perecem% /onse)uentemente, cad'veres
não tem consciFncia e “dormem" no p0 da terra% Jor outro lado, espiritos desencarnados continuam a existir
como seres conscientes estando a parte de seu corpo, retendo a ailidade de pensar, sentir, e lemrar o
con4ecimento e mem0rias ad)uiridas a)ui na mortalidade% /ontudo, apesar das di#erenças, tanto os corpos e
espiritos desencarnados são citados como os “mortos%"
D%l#aE é um termo )ue tem mais )ue uma de#inição dependendo do contexto em )ue a palavra é
usada% Jode ser re#erir a união do corpo e espirito, em cujo caso, uma alma mortal pode ser morte% D%l#aE
pode tamém se re#eir especi#icamente ao espirito em si% (m ta caso, a alma de alguém existir' conscientemente
ra parte do corpo depois da morte #isica%

;4e Apirit Bit4in, de um coment'rio an2nimo #eito em meu 3ormanitZ lor *entrada em R de .aneiro-:
(n)uanto o $; geralmente trada do 4omem como um todo *veja nepes4@alma, “#re)uentement tradu<ido
como simplesmente “o (S ou ego"-, tamaem recon4ece seu dualismo essencial *$%B% &avidson, ;4e ;4eologZ
o# t4e 5;, J% >P>-% /arne e espirito comina para #ormaa “a si pr0prio, ego", para )ue en)uanto o 4omem pode
possa ser re#erido ao ter um “9ua4" ele é um “nepes4" *contudo ele é as ve<es dito possuir um nepes4, )ue sai
de seu corpo na 4ora da morte-% 5 “9ua4" é contido com seus “nidne4 bs4eat4a corporal *&an H:OR-, $ramaico,
c#% pac O>:O-% Na morte o corpo retorna ao p0s, mas o espirito imortal retorna a &eus )ue o deu *Nen K:OQ, (ccl
O>:H-% Neste sentido “9ua4" e “Nepes4", a)ui signi#ica distintamente “alma", tem a tendencia a extrapolar *.0
H:OO, Isa >6:Q, c#% (x 6:Q com Num >O:?, 9;BJ, J% >K?-% Isto di#ere da ;eologia lieral, )uem tende a limitar
“rua4" para um poder vital impessoal )ue se torna individuali<ado somente em “nepes4"% Jortanto, isto
considera )ue a alma não pode existir independentemente do corpo, i%e )ue )uando o “rua4" ou “poder" sai%
*(ccl O>:H-, a pessoa cessa de existir% *:%Xd4ler, 5ld ;estament ;4eologZ, p%O?R, opposed Z &avidson, op% cit,
pp% >PP@>PO- /ontudo amos “nepes4 e rua4" pode sair do corpo na morte e existir em um estado separado
dele% *Nen KR , Aalmos T6:OK, c#% I 9eis OH:>> em casos raros da alma retornar ao seu corpo-% “

2I) * +ivro de ='r#on diJ ser u# volu#e de esri$ura e# adi(ão a Bíblia; no en$an$o, a Bíblia
diJ que DBoda a 1sri$ura > divina#en$e inspirada, e provei$osa para ensinar, para redarg^ir, para
orrigir, para ins$ruir e# jus$i(a; Para que o "o#e# de Deus seja per&ei$o, e per&ei$a#en$e ins$ruído
para $oda a boa obra.E ?2 Bi#'$eo :-8I68M). Se $oda a esri$ura que neessi$a#os j2 &oi dada, en$ão não
$e#os neessidade de esri$uras adiionais $al o#o o +ivro de ='r#on.
*/ontriuição de (vandro =austino-
5 pronunciamento de Jaulo a ;im0teo somente di< respeito G utilidade de escrituras em geral e não
limita a )uantidade de escritura )ue &eus pode ou ven4a dar através de pro#etas autori<ados% Duando escritura é
dada, ela pode ser usada para muitas coisas% $s escrituras )ue Jaulo se re#ere são a)uelas )ue ;im0teo con4ecia
desde “criança" *> ;im K:OR- )ue somente pode signi#icar o $ntigo ;estamento, uma ve< )ue o Novo
;estamento não tin4a sido ainda compilado% &a mesma #orma, as escrituras )ue os Bereanos pes)uisaram para
comparar com os ensinamentos de Jaulo e Barnaé somente poderiam ter sido o $ntigo ;estamento *$tos
OH:OO-% Ae alguém interpretar a a#irmação de Jaulo a ;im0teo como )uerendo di<er )ue escrituras adicionais
não são de necess'rio valor, então esta mesma pessoa teria )ue rejeitar o Novo ;estamento inteiro, incluindo a
epístola de Jaulo a ;im0teo%

Bibliogra&ia U$iliJada nes$a janela-
9egras de =é
$ Bília de .erusalém
Aite da Blue :etter Bile
5ras@ padrão
7ist0ria da /ivili<ação @ “$A 9(=593$A @ 1ol% 1I e $ I&$&( &$ =_ ` 1ol%I1", Billian C $riel
&urant
7istorZ o# t4e /4urc4
$ Igreja 9estaurada
A7I(:&A site
(nciclopédia do 3ormonismo
BZ AtudZ and also Z =ait4

por _lder 3oreira: 3issão Jorto $legre Aul *OQQP@OQQ>-