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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIAS

UnCET – Anápolis
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO








Historia da Arte e da Arquitetura

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As 4 Plantas da Basilica de São Pedro















17 de novembro de 2010
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIAS
UnCET – Anápolis
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO










Trabalho do segundo periodo do
curso de arquitetura e urbanismo
referente a materia HAA1 (historia
da arte e da arquitetura 1).
Docente: Claudia
Discentes: Diogenes Fidel; Paulo
Marcelino; Thiago S. Araújo


































17 de novembro de 2010
Sumário
1. Introdução 1
1.1. Sepultura do Apostolo Pedro 2
1.2. A Antiga Basilica de São Pedro 3
1.3. A Nova Basilica de São Pedro 4
1.4. Outras Modificações 6
2. A Nova Basilica de São Pedro
2.1. Bramante 7
2.2. Rafael 11
2.3. Peruzzi e Antonio da Sangallo 14
2.4. Michelangelo 16
3. Fonte das Imagens 19
4. Referencias Bibliograficas 20


A Basilica de São Pedro – Introdução

A Basílica de São Pedro é uma grande basílica na Cidade do vaticano, em Roma. É a
segunda maior de todas as igrejas católicas, a mais famosa e mais visitada das igrejas
do mundo inteiro. Cobre uma área de 23000m² e pode albergar mais de 60 mil
pessoas. É dos lugares mais sagrados do Catolicismo. A construção começou em
1506 e terminou em 1526 sendo parcialmente erguida com dinheiro angariado pela
venda de indulgências. Recentemente foi comprovado que a Basílica guarda o túmulo
de São Pedro embaixo do altar principal onde diversos outros papas também estão
enterrados.Fica na Praça de São Pedro, desenhada por Bramante, com contribuições
de muitos outros artistas do Renascimento e do maneirismo, como Michelangelo,
Rafael e Bernini.
Sempre existiu um templo dedicado a São Pedro em seu túmulo, inicialmente
extremamente simples, com o passar do tempo, os devotos foram aumentando o
santuário, culminando na atual basílica. A construção do atual edíficio sobre o antigo
começou em 18 de abril de 1506 e foi concluído em 18 de novembro de 1626, sendo
consagrada imediatamente pelo Papa Urbano VIII. A basílica é um famoso local de
peregrinação, por suas funções litúrgicas e associações históricas. Como trabalho de
arquitetura, é considerado o maior edifício de seu período artístico.

Sepultura do Apostolo Pedro

Depois da crucificação de Jesus, no segundo trimestre do primeiro século da era
cristã, está registado no livro bíblico de Atos dos Apóstolos que um de seus doze
discípulos, conhecido como Simão Pedro, um pescador da Galileia, assumiu a
liderança entre os seguidores de Jesus e foi de grande importância na fundação da
Igreja Cristã.
Depois de um ministério com cerca de trinta anos, viajou para Roma e evangelizou
grande parte da população romana. O apostolo foi executado no ano 64 d.C durante o
reinado do imperador Nero, sendo crucificado de cabeça para baixo à seu próprio
pedido, visto que não se considerava digno de morrer da mesma forma que Jesus.
Os restos mortais de São Pedro foram enterrados fora do Circo, na Colina do
Vaticano, a menos de 150 metros a partir do seu local de morte. Seu túmulo foi
inicialmente marcado apenas com uma pedra vermelha, símbolo de seu nome (o
nome Pedro vem de “Petras”, uma derivação da palavra grega “petra”, que significa
“pedra” ou “rocha”), mas sem sentido para os não-cristãos. Um santuário foi construído
neste local alguns anos mais tarde. Quase trezentos anos depois, A antiga Basílica de
São Pedro foi construída ao longo deste sítio.

A “Antiga” Basilica de São Pedro

O Imperador Constantino entre 326 e 333 d.C. ordenou a construção da "Antiga"
Basilica de São Pedro, sobre o templo simples dedicado ao apóstolo, desta basílica
nada restou atualmente, porém ela pode ser quase totalmente reconstruída por
descobertas arqueológicas, descrições de peregrinos e desenhos antigos. Como em
quase todas as igrejas da antiguidade, seguiu-se o modelo da basílica cívica romana:
um salão retangular, dividido em nave central e naves laterais, que oferecia espaço
bastante para a congregação dos fiéis. As cerimônias no altar eram realizadas na
abside ao final da nave central, bem visíveis a todos. Havia transeptos, uma abside na
extremidade ocidental, um grande átrio.
A basílica atual, com estrutura renascentista e barroca, foi erguida sobre a antiga, o
que exigiu que o edifício fosse orientado para oeste, mas também que a necrópole
antiga fosse aterrada, sendo construídas muralhas de suporte para criar uma enorme
base que servisse como alicerce. Na plataforma, construiu-se então a basílica, com
nave central e quatro naves laterais, ricamente adornada com afrescos e mosaicos e
um grande átrio dianteiro, com colunas. Muitas vezes alterado e restaurado, o edifício
de Constantino, conhecido como velha igreja de São Pedro, sobreviveu até o início do
século XVI.
Na Idade Média, Durante o exílio dos papas em Avignon, de 1309 a 1377, ficou muito
deteriorada e perdeu-se grande parte de sua magnificência. O desejo de uma igreja de
grandiosidade apropriada para servir à cristandade, assim como a transferência da
residência papal para o Vaticano, fez nascer planos de uma igreja nova. Sob o papado
de Nicolau V (pontificado de 1447 a 1455) os trabalhos tiveram início num coro novo e
no transepto, mas foram logo abandonados por falta de recursos.

A “Nova” Basilica de São Pedro


Figura 1: Planta de Bramante

No pontificado de Júlio II (1503 a 1513) decidiu-se afinal derrubar a igreja velha e em
18 de abril de 1506 Bramante recebeu o encargo de desenhar a nova basílica. Seus
planos eram de um edifício centralmente planificado, com um domo colocado sobre o
centro de uma cruz grega (com braços de idêntico tamanho. Ver figura 1), forma que
correspondia aos ideais da Renascença por copiar a de um mausoléu da antiguidade.
Uma sucessão de papas e arquitetos nos 120 anos seguintes participariam da
construção que culminou no edifício atual. Iniciada por Júlio II, continuando nos
pontificados do Papa Leão X (1513-1521), Papa Adriano VI (1522-1523). Papa
Clemente VII (1523-1534), Papa Paulo III (1534-1549), Papa Júlio III (1550-1555) ,
Papa Marcelo II (1555), Paulo IV (1555-1559), Papa Pio IV (1559-1565), Papa Pio V
(santo) (1565-1572), Papa Gregório XIII (1572-1585), Papa Sisto V (1585-1590), Papa
Urbano VII (1590), Papa Gregório XIV (1590-1591), Papa Inocêncio IX (1591), Papa
Clemente VIII (1592-1605), Papa Leão XI (1605), Papa Paulo V (1605-1621), Papa
Gregório XV (1621-1623), Papa Urbano VIII (1623-1644) e Papa Inocêncio X (1644-
1655).
Em 1517 o Papa Leão X ofereceu indulgências para aqueles que dessem esmolas
para ajudar na reconstrução da Basílica de São Pedro. O agressivo marketing de
Johann Tetzel em promover esta causa provocou Martinho Lutero a escrever suas 95
Teses. Embora Lutero não negasse o direito do Papa ou da Igreja de conceder
perdões e penitências, exigia a correção de abusos na prática.
Um século mais tarde o edifício ainda não estava completado. Bramante foi sucedido
pelos arquitetos Rafael, Fra Giocondo, Giuliano da Sangallo, Baldassare Peruzzi,
Antonio da Sangallo.
O Papa Paulo III em 1546 entregou a direção dos trabalhos a Michelangelo. Este, aos
72 anos, deixou-se fascinar pela cúpula, concentrando nela os seus esforços, mas não
conseguiu completá-la antes de sua morte em 1564.
A cúpula é visível de toda a cidade de Roma, dominando seus céus e tem diâmetro de
42m, ligeiramente menor ao domo do Panteão, mas é mais imponente por ser muito
mais alto, com 132,5m. Graças a seus planos e a um modelo em madeira, seu
sucessor, Giacomo della Porta, foi capaz de terminá-la com ligeiras modificações. O
modelo segue o da famosa cúpula que Brunelleschi ergueu na catedral de Florença e
cria impressão de grande imponência. A diferença é que, ao contrário do que
Michelangelo planejou, não se trata de uma cúpula semicircular mas afunilada, criando
um movimento de impulso para cima até culminar na lanterna cujas janelas, inseridas
em fendas entre duas colunas, deixam a luz inundar o interior. Terminada em 1590,
ainda hoje é uma das maravilhas da arquitetura ocidental.
Na cúpula jaz a inscrição:
S. Petri pp sixtvs gloriae. V. A. m. d. xc. Pontif. V. (Para a glória de São Pedro; Sisto V,
Papa, no ano de 1590 e quinto ano do seu pontificado).

Outras modificações

Mudanças, introduzidas pelo Concílio de Trento, fizeram necessárias outras mudanças
sob o pontificado do Papa Paulo V, que encarregou Carlo Maderno de aumentar para
o leste o edifício, aumentando a nave e criando assim uma cruz latina, modificando a
planta em Cruz Grega de Bramante [figura 1].

Figura 2: Corte e Planta atuais

Giacomo della Porta e Fontana concluiu a cúpula em 1590 durante o pontificado do
Papa Sisto V.

A Nova Basilica de São Pedro – Bramante

A basilica constantiniana estava precisava e necessitava de restauração. Em 1506
Constantino comunica a Henrique VIII e aos lordes espirituais e temporais da
Inglaterra sua decisão de “renovar a bastante dilapidada igreja de São Pedro, o
Apostolo, em Roma, desde seus alicerces até o topo, e prove-la, em decoroso estilo,
de capelas e outras dependencias” (LOTZ, Wolfogang. 1998. P. 17).

Figura 3: As 4 plantas para a Basilica de São Pedro: A. Bramante, 1506; B. Peruzzi, 1502; C. Antonio Sangallo, o
Jovem, 1539; D. Michealangelo, 1546
Dos projetos apresentados o papa selecionou o de Bramante, que apresentava um
planta em forma de Cruz Grega [Figura 1/ Figura 3 - projeto A].
A representação mais antiga de sua planta está no reverso de uma medalha
comemorativa de Júlio II [Figura 4].

Figura 4: Medalha de Caradosso, 1506

“Essa mostrava, acima do Mons Vaticanus, a vista
exterior de um edificio com uma cupula cuja planta
deve ser pensada como uma cruz grega. No
terreo, absides projetam-se dos braços da cruz;
nos cantos da cruz há cupulas menores; e torres
se apresentam em ambos os lados da fachada.
Se o notavel destaque as horizontais e a
sobriedade do ornamento são devidos ao
medalhista ou a Bramante é quase impossivel
determinar.”
(LOTZ, Wolfogang, 1998. P.18).

Bramante faleceu em 1514, deixando o edificio inacabado, por outro lado a
representação da cupula principal traduz principalmente as intenções de Bramante,
“grandiosa e mais do que bem pensada” (LOTZ, Wolfogang. 1998. P.19).
Bramante pretendia vencer essa cupula em alvenaria com argamassa. Os livros de
calculos evidenciam que o metodo romano foi aplicado aos arcos entre o cruzeiro e e
as pilastras. Ele decidiu pelo método de calota unica. [Figura 5]
De certa forma os calculos de Bramante em ralação a cupula eram útopicos segundo
Serlio, uma vez que “a grande massa e o peso da cúpula deveriam assentar-se em
quatro pilares elevados; quaqluer arquiteto prudente faria bem em colocar essa massa
no solo e não em um local alto” (LOTZ, Wolfogang. 1998. P.19). a cúpula do Panteão é
apoiada em um tambor solido.

Figura 5: Donato Bramante: projeto para a Basilica de São Pedro, 1506/ cúpula: planta e corte (segundo Serlio)
Posteriormente os pilares de Bramante tiveram que ser novamente reforçados; a
forma e a estrutura da cupula foram radicalmente alteradas, não mais seria a cúpula
de uma calota e executada em concreto. O sistema de arcos secundarios e paredes
exteriores não passavam a confiança necessaria para uma cúpula com aquele
propósito.
Mesmo assim as qualidade artistica do projeto original de Bramante sempre foram
lembradas e valorizadas, tanto que nenhum de seus sucessores se afastou totalmente
de sua influência.
Hoje a cúpula tem por suas dimensões uma largura aproximada de 24,5m e altura de
49m que determinam o diametro de 42m, assim como a altura e largura da nave atual.
O interesse de Bramante se concentrou, provavelmente, na cúpula, que comandava
as vistas exterior e interior [Figura 6]. A mesma deveria elevar-se acima do tumulo de
São Pedro e coroar o Mons Vaticanus.

Figura 6: Basilica de São Pedro, interior visto do oeste


A Basilica de São Pedro – Rafael

Rafael assumiu após a morte de Bramante, supervisionando a obra no periodo de
1514 a 1520.
Ao assumir Bramante, Rafael enfrentou um periodo de infortunio na obra da Basilica
de São Pedro visto que Leão X estava muito menos interessado no edificio que seu
antecessor. Por isso a obra prossegiu lentamente.
Ainda assim o pontificado de Leão X foi de grande importância para o edificio, onde o
periodo seria marcado por um metodo construtivo que se manteria basicamente
inalterado até a conclusão da obra. Enauqnto na época de Brmante o projeto e a
supervisão eram consentrados em apenas uma pessoa, a partir de 1516, quando a
função de assistente fora criado, esse nosso cargo iria se responsabilizar pelo
planejamento e pela execução dos desenhos da obra. Antonio Sangallo, o Jovem
desempenhou esse cargo durante o periodo de 1516 a 1520 e foi promovido a
arquiteto-chefe após a morte de Rafael.
O metodo de Bramannte se fazia do uso de uma maquete do projeto, depois com a
planta. O projeto era discutido em detalhe com os pedreiros e entalhadores. No inicio
do seculo XVI alterou-se o metodo de trabalho, agora alem da maquete e da planta
também se fazia uso de elevações para planejamento e execução.
Rafael percebeu que o projeto de Bramante não podia ser executado tendo em mãos
apenas uma maquete e uma planta.
Perspectivas resultavam em distorções de taamanho e de relações espaciais, podiam
proporcionar uma compreensão tridimensional do projeto mas não eram pragmaticas
em relação à medidas para as execuções do projeto. Essa foi a razão para Rafael
buscar metodos de desenho para que os pedreiros pudessem interpretar os elementos
estruturais em sua proporção correta mas em escala menor.
Esses metodos eram a projeção ortogonal e a elevação vertical, ou seja, sem
profundidade.
Para Rafel o arquiteto não desenha da mesma forma que um pintor. O arquiteto
precisa de uma representação que deixe claro todas as dimensões do edificio e
visualizar todas as suas partes sem distorção. Uma planta, uma elevação e um corte
são necessarios para a completa representação das partes do edificio de forma
corretamente apresentadas.
Um metodo absolutamente importante para a historia da arquitetura. Rafel, ali,
abandona totalmente a configuração de perspectiva de Bramante. O arquiteto-
projetista não precisava mais de explicações verbais para o entendimento do projeto
por parte dos mestres-de-obras.

Figura 7: Rafael - projeto para a Basilica de São Pedro, elevação e corte
Mesmo antes de assumir oficialmente o cargo, Rfael foi solicitado a preparar um novo
projeto geral com uma maquete correspondente. No inicio do seu apontamento sobre
a planta de Rafael, Serlio observa que varias partes da maquete de Bramente estavam
incompletas, e que Rafel, ao elaborar a sua planta utilizara elmentos deixados por
Bramante. Serilo passa então a discutir a planta totalmente centradade Bldasse
Peruzzi [Figura 3 – projeto B]
“Esse projeto destaca-se entre todos os
concorrentes por sua clareza e simplicidade. Uma
nave central com duas naves laterais, divididas
em cinci vãos, são adicionadas ao espaço coberto
com a cúpula de Bramante. Isso conefe ao edificio
um eixo logitundinal, enquanto a fachada constitui-
se de um portico de dois pavimentos. O sistema
de pilastras de Brmante é empregado nos apoios
das naves laterais e central, e com varias
correspondencias na articulação interior das
capelas internas; portanto todos os apoios tema
mesma forma basica. De frente para essas
naves apresenta-se pilastras em pares, abaixo
das arquivoltas dos nichos. A altura das naves
eram determinadas pelos arcos de Bramnte no
cruzeiro; sua altura seria reduzida de 23m para
aproximadamente 19,3m, graças ao reforço dos
pilares. O sistema de cúpulas menores foi
reconstituido, embora se tenha decidido remover
pelo menos as duas cúpulas da ala oeste por volta
de 1514”
(LOTZ, Wolfogang, 1998. P.33)

É peculiar a forma que as ideias de Bramnte foram transferidas e desenvolvidas para
esse novo projeto. Seu sistema de pilastras elevadas em suas bases foi mantida sem
alterações mas um grande numero de elemntos de escala menor foram adicionados à
ordem gigantesca.

Figura 8: Rafael - projeto para a Basilica de São Pedro, planta; e Antonio Sangallo - projeto para a Basilica de São
Pedro, planta

Rafael não tinha a intenção de mudar a cupula de Bramante ou a forma e a estrutura
da abóbada que só poderia ser executada em alvenaria com argamassa, mas Rafel
deu um passo à frente. A São Pedro de Rafael proporcionaria, como na antiga igreja, a
via para uma procissão do portico da fachada ao tumulo do apostolo sob o cruzeiro.
Optando por algo mais pragmatico Rafael tirou do projeto de Bramante a planta
totalmente central. A Basilica de São Pedro é mais que um tumulo de um apostolo, é
também uma das sete igrejas que todo peregrino que vai a Roma deve visitar. A
combinação feita por Rafel, de uma cúpula com uma nave, ressalta a função de São
Pedro como uma igreja, enquanto o edificio de planta centrada projetado por Bramante
deveria ser um monumento triunfal ao Apostolo e a seu sucessor, o Sumo Pontifice.
A construção da Basilica correu de maneira muito lenta no periodo de Rafael, ainda
assim os projetos criados nesse periodo tiveram forte influência no desenvolvimento
do novo estilo.

A Basilica de São Pedro – Peruzzi e Antonio da Sangallo, o Jovem

Antonio da Sangallo sucedeu Rafael após sua morte em 1520 e registrou os defeitos
do projeto de Rafael em um famoso apontamento.

“Os pilares da nave central eram mais pesados do
que os do cruzeiro, e as colunas doricas
embutidas no exterior eram muito altas em relação
a sua circunferencia; no interior a relação entre os
altos pedstais dos pilares e os nichos ali inseridos
era insatisfatoria. A iluminação da nave era
inadequada; o espaço atras da abside oeste não
fornecia uma solução ideal, uma vez que não era
cobectado com o interior da abside.”
(LOTZ, Wolfogang, 1998. P.34)

Serlio propos uma retomada da ideia original de planta totalmente centrada, com
quatro cúpulas menores, pequenas torres e o mesmo formato para todos os braços da
cruz [Figura 3 – projeto B]
Apesar de ter julgado criticamente o projeto de Rafael, Antonio da Sangallo adotou a
linguagem desse arquiteto em seu proprio trabalho.

Figura 9: Antonio da Sangallo: maquete para São Pedro, 1539 & maquete para São Pedro, corte transversal, 1539
Após o saque de Roma, a obra da Basilica de São Pedro ficou praticamente
paralisada. A obra simplesmente não contava com grande verba, Sangallo precisou
reclamar ao papa sobre sobre o atraso em seu pagamento. Para suprir os cofres da
construção, o papa Paulo III manteve e aumentou as indulgências de Julio II e de Leão
X. E em 1536 solicitou subsidios ao rei da França e ao imperador alemão, em 1540 fez
o mesmo com o rei da Polônia. Finalmente os esforços do papa foram bem-sucedidos.
Sangallo elevou o piso da nova igreja em aproximadamente 3,2 metros acima do solo
da antiga basilica, um procedimento bem mais caro que exerceu um papel importante
no processo do novo edificio.
Pouco foi feito para reforçar os pilares; a dissposição das capelas na cripta atual só se
tornou possivel graças a elevação do piso. Pilares, colunas e pilastras eram agora
concebidos como estruturas de sustentação, sua função como articulação das paredes
fora abandonada. Os pilares adquiriram seu formato quadrado, chanfrado no lado sob
a cupula, que pode ser visto nos dias de hoje [Figura 10]

Figura 10: Roma, Basilica de São Pedro, construção 1506-1564
Sangallo já havia abandonado as ideias estruturais de Bramante; a cúpula estaria
apoiada em pendentes e um tambor, no interior são empregados caixotões. Do lado
externo, a base da cupula é circundada por duas fileiras de arcadas: a fileira inferior
forma o tambor, enquanto a superior serve apenas para encobrir a curvatura da cúpula
e dar-lhe a aparencia externa de uma semi-esfera.
Sangallo optou por projetar a cúpula pelo método de construção gótica, com que ele
estava familiarizado e não o metodo clássico e não testado de Bramante. Forneceu a
planta centrada uma fachada independente. As paredes foram reforçadas para ganhar
estabilidade e os elementos decorativos multiplicados para aumentar a riqueza interior.

A Basilica de São Pedro – Michelangelo

Após a morte de Sangallo, Michelangelo assumiu e alterou radicalmente os planos
para a elevação exterior e para a parte leste da igreja, mas manteve o sistema
complexo mas logico de abóbodas subsidiarias em torno do nucleo central.
A critica de Michelangelo ao modelo de Sangallo toca principalmente no ponto fraco do
projeto. Sangallo tentara buscar uma posição segura. Manteve o repertorio formal de
Bramante e de Rafael 25 anos após a morte de Rafael, que é considerado inigualavel.
Escolheu para a cúpula o método de construção gótica, com que ele estava
familiarizado e não o metodo clássico e não testado de Bramante. Sangallo forneceu a
planta centrada uma fachada independente. As paredes foram reforçadas para ganhar
estabilidade e os elementos decorativos multiplicados para aumentar a riqueza interior.
Mas todos esses reforços não conduziram senão à duplicação e à repetição esteril e
não uma fusão da estrutura com a superficie do edificio.

Figura 11: Michelangelo; Roma, Basilica de São Pedro, face norte & corte logitudinal, 1569
Quando sucedeu Sangallo em 1546, Michelangelo se deparou com uma tarefa que
para muitos parecia alem das capacidades humanas. Ele deve te-los surpreendido ao,
após assumir o cargo, apresentar duas maquetes com projetos totalmente diferentes
[Figura 11]. Somente com o apoio do papa que ele conseguiu que sua proposta fosse
aceita.
Michelangelo resolveu problemas estruturais que haviam sido grandes desafios para
seus antecessores. Conduziu as obras de tal forma que mesmo na ocasião da sua
morte a conclusão do edificio já podia ser considerada certa.
Em relação a planta de Michelangelo, o primeiro elemento que se destaca ao a
compararmos com as de seus antecessores são as quatro paredes externas
internamente reforçadas [Figura 3 – projeto D/ Figura 10].

“Os quatro grandes pilares da cúpula não estão
circundados, como anteriormente, por um sistema
confuso de capelas subsidiarias, mas pelo
quadrado das paredes externas, a partir das quais
apenas absides dos braços da cruz se projetam.”
(LOTZ, Wolfogang, 1998. P.99)



Figura 12: Michelangelo: maquete para a cúpula de São Pedro, 1558-1561
Michelangelo não adotou o sistema de Bramante para as cupulas menores mas
recuperou sua planta totalmente centrada, uma vez que que seu projeto apresentaria a
mesma fachada de todos os lados. A inovação entre exterior e interior é uma inovação
real do projeto.


Figura 13: Michelangelo e Giacomo Della: Roma, Basilica de São Pedro, cúpula
Em sua forma hemisferica a cupula de Michelangelo é descendente do Panteão e do
projeto de Bramante de 1506 [figura 12/ Figura 5]. Como a cupula de Brmante, ela se
eleva sobre um tambor com colunas, mas no projeto de Michelangelo, as colunas do
tambor encontram-se aos pares e ao lado das janelas, sem que estas sejam
encobertas.
A proporção da altura entre a cupula e a lanterna só foi estabelicida definitivamente
em 1561, após a conclusão da maquete. Fica claro que Michelangelo usou a maquete
como referencia visual. A cupula principal é sustentada pelos pilares de Bramante, foi
ele quem fundiu a cúpula com o conjunto de paredes que cerca o interior do edificio,
criando uma unidade onde os elementos tem função estrutural e estetica expressos de
maneira bem clara.

Imagens – fontes

Figura 1: http://pt.wikipedia.org/ - acessado em 08/11/2010
Figura 2: http://pt.wikipedia.org/ - acessado em 08/11/2010
Figura 3: LOTZ Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – Pg.17
Figura 4: LOTZ Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – Pg.17
Figura 5: LOTZ Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – Pg.18
Figura 6: LOTZ Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – Pg.19
Figura 7: LOTZ Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – Pg.24
Figura 8: LOTZ Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – Pg.25
Figura 9: LOTZ Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – Pg.55
Figura 10: LOTZ Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – Pg.56
Figura 11: LOTZ Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – Pg.99
Figura 12: LOTZ Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – Pg.101
Figura 13: LOTZ Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – Pg.101

Referencias Bibliograficas

LOTZ, Wolfgang – Arquitetura na Itália 1500-1600 – COSAC & NAIFY EDIÇÕES, São
Paulo, 1998

http://pt.wikipedia.org/

http://arquiteturamoderna.blogspot.com