Está en la página 1de 15

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO
PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO A DOCÊNCIA

Diálogos entre o PIBID História e a Educação Patrimonial:
Reflexão de sensibilidades, culturas, troca de conhecimentos, metodologias de
projetos e identidade social
Alexandre Soares
Amanda Rosa
Larissa Nogueira1

Resumo
O presente artigo perpassa, partindo da premissa proporcionada pelo PIBID –
História/UFTM, uma reflexão a cerca do espaço e importância dada à educação
patrimonial, assim como uma observação sobre os momentos ocorridos a cerca desta
pauta no projeto desenvolvido na Escola Municipal Monteiro Lobato. Pois bem,
sabendo ser essa uma temática vasta não há a pretensão de esgotá-la, contudo, objetivase propor um entendimento a cerca das práticas preservacionistas e da importância dos
patrimônios materiais e imateriais para parte da formação da identidade cultural, política
e social bem como da cidadania. Pretende-se assim, destacar o papel da escola e do
professor-pesquisador como mediador do conhecimento, para que, a partir destes se
possa perceber o quão essencial se faz os estudos e o reconhecimento deste recorte
temático.
Palavras – chave: educação patrimonial; PIBID-História/UFTM; docência; bem
patrimonial; professor-pesquisador; identidades;
1

Graduandos do oitavo período de Licenciatura em História pela Universidade Federal do Triângulo
Mineiro. Bolsista pela CAPES (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior),
através do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência).

em Uberaba – MG com os alunos do 8º e 6º ano. partindo assim de uma premissa pautada na reflexão da importância histórica dos monumentos. sendo cultura o que se produz pelo homem ao longo do tempo. modos de fazer. celebrações. o corpo. música. para além. Partindo das ramificações desta exposição e discussão ir. de vários grupos de uma mesma localidade. regionais. Hábitos.as criações científicas.. arqueológico. a cultura.). IV . bem como uma discussão sobre a história de Uberaba. entende-se atualmente que são patrimônios: a vida.as formas de expressão. a fim de desenvolver a possibilidade de intervenção no debate sobre educação patrimonial. imagina. ainda que como uma oficina. ecológico e científico. inventa.. tradições. [classifica-se nos mais variados âmbitos.. as coisas (arquitetura. III . A instituição de Educação Patrimonial.” (Diretrizes para educação patrimonial IEPHA. valores sociais. teorias. que é o resultado. respeito ao próximo e a diversidade.. percebendo a cultura do outro. Desta forma. artesanato. Introdução É urgente e necessário iniciarmos. que marca seu momento histórico. auxilia na busca por sanar. perpassando um caráter político e social. sons.. 3 “Ampliando o conceito. assim como de uma identidade política. M Monteiro Lobato. ou ao menos diminuir a grande distância existente entre a educação. atividades e visitas de campos realizadas durante a oficina. a linguagem. suas práticas e modos. Patrimônio Cultural. morais. apresentar aqui de forma sucinta uma reflexão versando sobre o espaço e importância da educação patrimonial. indumentárias. as línguas e as produções históricas locais.. Para respeitarmos o que nos foi legado historicamente necessitamos desenvolver o respeito e a admiração pelas culturas produzidas por outrem e por nós mesmos. imagens. artístico. o trio teve como cerne realizar a abordagem do tema Patrimônio Histórico. edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais. fazer e viver. instituições. ou as análises sobre a Oficina de Patrimônio 3 Histórico. no qual se incluem: I . página 12) e partindo da visão do grupo. belezas. a produção cultural e histórica – material ou imaterial – 2 Segundo a percepção do IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) “Cultura é o que o homem faz. as histórias. costumes. ou darmos continuidade a um trabalho que desenvolva a cultura2 como um todo. culinárias. representações. literatura. onde tem-se o] Patrimônio Ambiental Urbano. paisagístico. bem como o porquê e o como preservá-los e fundamentalmente. artísticas e tecnológicas. II . e propor uma reflexão a cerca do espaço deste tema na educação escolar contemporânea e também o papel do professor nesta mediação. ministrada na E.as obras. Amanda Rosa e Larissa Nogueira. cultural e social. organizada pelos graduandos Alexandre Soares.os modos de criar.1. documentos. ambos matriculados no 5º período de Licenciatura em História da UFTM. éticos. objetos.os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico. os sonhos. . danças. ainda concebemos esta para além. gestos. indagações que por consequência levaram ao segundo ponto deste texto. no qual o foco principal foi refletir com os alunos a importância dos bens matérias e imateriais para a compreensão de uma dada sociedade. ritos. Cultura são várias. música. Não obstante objetiva-se dialogar sobre as dinâmicas. Tem-se por pretensão. V . paleontológico. nacionais.

cabe chamar aqui o papel não somente do estudo de história. as transformações e reutilizações das evidências culturais. e para 4 Segundo as diretrizes do IEPHA “Todo indivíduo possui bens que lhe são caros e que de alguma forma o identificam. Bens que são significativos apenas para o indivíduo. associada mais explicitamente à do cidadão político.” 5 Levando em relevância o dinamismo do projeto. histórico e cultural. Diálogos permanentemente. de uma forma geral.valorização e apropriação. 6 Baseando se nas dirigentes do IPHAN a tarefa da educação patrimonial pauta-se nos eixos. a educação patrimonial deve trazer à tona a possibilidade de troca de conhecimentos e experiências. Os bens culturais são o produto do processo cultural e identificam e individualizam um povo. saberes e práticas. orientamos nossas atividades pautando-nos em alguns pontos 5 chaves . dentro de concepções gerais. recortadamente a importância do ensino do patrimônio artístico. – Coleção Magistério. como já mencionado anteriormente. O valor cultural de um bem reside na capacidade de estimular a memória das pessoas. Para estes fins. .como parte fundamental para a construção de uma identidade4. Selva Guimarães. 7 SILVA. artístico. que deve ser alterado conforme suas necessidades. sendo esses: O que é Patrimônio Histórico. as continuidades. Onde me reconheço nestes monumentos? Porque me reconheço? 2. Quem são os responsáveis por esse trabalho de conservação. Página 121. o ensino versando sobre educação patrimonial pode trazer espaços para várias discussões transversais que permeiam a educação. Conhecer um pouco da história de Uberaba a partir de seus patrimônios materiais e imateriais. contribuindo para a garantia de sua identidade cultural e melhoria de sua qualidade de vida. ao se levar em conta as finalidades educacionais mais amplas e o papel da escola em particular. Os bens culturais permitem que nos conheçamos e também ao ambiente que nos cerca. Campinas: Papirus. Experiência e contato com as evidências ou manifestações culturais. uma cidade ou uma nação. para assim haver uma troca de aprendizagem. formação e trabalho pedagógico. Fortalecimento da identidade (auto-estima) e cidadania. Marcos. mas. 2007. facilitando a comunicação e a interação. A contribuição da história tem-se dado na formação da cidadania.”7 Partindo desta premissa. Tudo é história: o que ensinar no mundo multicultural?. e uma busca pelo pensamento do projeto político-cultural de suas épocas. problema essencial na atualidade. FONSECA. Assim sendo. pois. cultural. lembrando que a escola se dá em um campo multicultural e de várias curiosidades. arquitetônico e paleontológico. In: Ensinar história no século XXI: em busca do tempo entendido. Educação Patrimonial6: seu (não) espaço. Porque devemos preservar e valorizar os bens tombados e/ou inventariados. “A constituição de identidades associa-se á formação da cidadania. para poder legitimar as construções e legados de outrem e reconhecer essas nas várias identidades dos alunos. Instrumento de alfabetização cultural. suas pretensões e importância. Processo de conhecimento. seja essa regional ou nacional. uma comunidade.Descobertas dos significados.

e a compará-las com as soluções que encontramos. sujeitos sociais e importantes em nossa formação sócio-cultural. Pois. 8 Ibid. discutir as causas e origens dos problemas identificados e projetar as soluções ideais para o futuro. ao articular a educação à várias identidades. levando-os a querer conhecer mais sobre eles. Todavia caberá ao professor /pesquisador historiador. Nesse sentido podemos falar na “necessidade do passado”. para compreendermos melhor o “presente” e projetarmos o “futuro”. assim como de seus produtos e manifestações e não menos importante despertar o respeito. para os mesmos problemas (moradia. que construíram bens materiais que foram legados para posteridades.cereja. políticas e sociais colocar em voga a discussão daqueles que constituíram uma história local.org. regional. Recortando a história: Frações de uma educação patrimonial na Escola Municipal Monteiro Lobato. abastecimento de água. O patrimônio histórico e o meio ambiente em que está inserido oferecem oportunidades de provocar nos alunos sentimentos de surpresa e curiosidade. assim como bem imateriais que resistiram ao longo do tempo. O estudo dos remanescentes do passado motiva-nos a compreender e avaliar o modo de vida e os problemas enfrentados pelos que nos antecederam. Podemos facilmente comparar essas soluções. embasado em discussões pedagógicas. uma busca pela proteção e valorização dos bens culturais. um exercício de consciência crítica e de cidadania. despertar no aluno o interesse em resolver questões significativas para sua própria vida pessoal e coletiva. ou seja.”8 3. e hoje se dão como características primordiais ou ao menos fundamentais para formulação de nossa identidade sócio-cultural. Disponível em: http://www. saneamento.br/arquivos_upload/allana_p_moraes_educ_patrimonial. página 3. as soluções que encontraram para enfrentar esses problemas e desafios. “A Educação Patrimonial consiste em provocar situações de aprendizado sobre o processo cultural e. representações e manifestações artísticas. por : Educação Patrimonial nas Escolas: aprendendo a resgatar o patrimônio cultural. não em uma perspectiva de exclusão e dominação e sim de pertencentes e responsáveis de suas próprias historias. políticas e culturais constitui-se um processo de reeducação do olhar pedagógico e social sobre o outro e suas heranças. etc).além. para assim propiciar situações de aprendizado sobre o processo cultural.pdf . Esses ensinamentos possuem um papel primordial na construção de representações sobre o outro. uma vez que a partir destas trocas propõe-se também uma sensibilização dos participantes para o patrimônio cultural regional e local. a partir de suas manifestações.

sejam esses materiais ou imateriais. entre tantos estava à proposta de uma Oficina sobre patrimônio Histórico e a história de Uberaba. 10 SOUZA. a importância dos 9 Dar continuidade ao projeto começando no semestre anterior que trabalhou a consciência negra em suas mais vaiadas perspectivas. “a valorização da cultura local será a responsabilidade para a preservação das histórias de vidas. sendo uma Estadual e a outra Municipal. o professor terá a capacidade de reconhecer em seus alunos a realidade de vida de cada um e poderá trabalhar aspectos que desenvolvam a percepção cultural dentro de cada localidade. uma vez que trabalha educação patrimonial é uma busca por fazer relampejar no cidadão. bem como trazer a tona.” 10 E não obstante. . e atentá-las para seu papel na preservação do patrimônio histórico enquanto identidade cultural. 11 IDEM. aluno/professor e sociedade. seja esse criança ou adulto. buscar entender o que os levaram a optarem por entrar nesta temática. no primeiro contato que tivemos com os alunos inscritos foi realizada uma apresentação sobre o que se referia e seria a oficina de patrimônio histórico e como esta se realizaria na escola no decorrer do semestre.webartigos. Todo grupo teve um tema dorsal9. Ao deparar-se com o tema proposto e escolhido para ser ministrado como forma de mini curso questionamo-nos o que seria possível realizar dentro de um grupo de alunos com idades distintas. sobretudo as comunidades escolares. com vários eixos.com/artigos/educacao-patrimonial-escola-aluno-professor-e-sociedade/31672/ . uma forma de apresentação do tema. R. Através do processo educacional.” 11 Assim sendo. O objetivo desta primeira atividade foi sentir e tentar ouvir o que cada aluno entendia ou pressentia de conhecimento sobre o assunto.O PIBID História UFTM se deu na seguinte formação: dois grupos com dez integrantes. C. portanto deve ter ciência das obrigações enquanto cidadãos. ainda que em ampasã. Disponível em: http://www. “A idéia de conscientização da educação patrimonial vem com a responsabilidade de envolver a sociedade. Ou seja. despertar no indivíduo a responsabilidade de que ele faz parte do meio social. e cada decanato tinha seus subprojetos. Educação patrimonial: escola. subdivido em duas escolas. Desta forma optamos a priori por uma abordagem teórica. . uma vez que a oficina se deu em horário extraclasse e era aberta para alunos de 6° (sexto) a 9° (nono) ano do ensino fundamental II. possibilitando que possam se reconhecer e reconhecerem parte de seu convívio social nestes bens. onde um dos quais retomaria a temática anterior. um olhar crítico e valorativo. exemplificando e sanando as possíveis dúvidas.

começamos a perguntar o que eles mais gostavam de fazer no seu tempo livre. Coletada as informações fomos pesquisar patrimônios históricos tombados nesses recortes realizados pelos alunos. Essa rua é visitada por milhões de pessoas todos os anos. Foram apresentados por fotos e uma breve história alguns locais. uma vez que cada um advém de um local diferente. isso mostra que para um bem ser tombado não precisar ser somente algo arquitetônico como muitos dos alunos pensavam. em Londres. a deles se apresentarem e se identificarem com algum patrimônio. e outros lugares do mundo. onde propomos que individualmente se levasse algumas fotos de patrimônios de suas cidades. Todos esses bens hoje são tombamos pelo município de Santos –SP. de uma forma a se perceber que não somente as coisas grandiosas e conhecidas mundialmente fazem parte de nossas historias e construção de uma identidade.patrimônios para a humanidade. Entre a lista tivemos o rock. Visto que os alunos não conheciam a importância do patrimônio na nossa sociedade. de nossa história local. para que neste momento pudesse ser feito uma operação inversa. tais quais. os chamados beatlemaníacos que imitam a tradicional foto do Beatles atravessado a rua. á título de exemplo: A Bolsa de Café. teatro. cidade natal do bolsista Alexandre Soares. desde os grandes monumentos internacionais como. estaduais e municipais e fundamentalmente nesses patrimônios que devemos dar a nossa maior atenção e cuidar. por exemplo. ouvir música ou algum tipo específico de música. Em um segundo momento. como um patrimônio histórico britânico.12: O Coliseu de Roma na Itália. na preposição de mostrar que não só existem patrimônios históricos mundiais. A Estação de Trem do Valongo e o Engenho dos Erasmos. mas que existem também os nacionais. O Teatro Guarany. para que essas possam ter o privilégio de conhecer o que os nossos antepassados fizeram para a melhoria da nossa região. jogar futebol. 12 Uma tática pedagógica para atrair atenção e olhares para o tema. As Pirâmides do Egito. mostrar do macro para o micro. . também foi perpassado a níveis nacionais e locais. levamos para a sala de aula a imagem e o texto que mostrava que o governo britânico declarou a famosa faixa de pedestres da Rua Abbey Road. A Torre Eiffel. lutar e garantir a sua preservação para as gerações futuras. usamos da curiosidade e da historicidade de cada um dos responsáveis pela oficina. ou algo que eles gostavam de estudar. para que assim os alunos pudessem conhecer um pouquinho destes coordenadores. para que assim pudéssemos levar para “curiosidade” destes e para que pudessem ver que algo que eles gostam também pode ser preservado e cuidado para que outras gerações também possam desfrutar.

Partimos para uma segunda fase.shtml. que revolucionou a arte e a poesia brasileira no século XX. em São Paulo. que cumprem seu papel de intelectual social. que mesmo com a censura e a perseguição de artistas e diretores esse faziam dos palcos espaços de intelectualidade pública14. a busca por mostrar o 13 Declaração do secretário britânico de Turismo e Patrimônio. graças aos Beatles e a uma sessão de fotos de dez minutos em uma manhã de agosto de 1969. algo que apetecem os brasileiros e o mundo. uma história de rompimento de paradigmas e mudanças de costumes. Esta declaração do governo britânico foi dada para imprensa quando o tombamento fora realizado. mas. identificações sociais. na época da ditadura militar. diversão e debate.co. inaugurada em 1905 e transformada em museu estadual em 1911. a faixa cumpre todos os requisitos para se tornar parte do nosso patrimônio". A partir de então o objetivo central foi alcançado. O local foi tombado pelo seu papel em definir a música britânica. ao anunciar o tombamento. O Teatro Municipal de São Paulo é um dos mais importantes teatros da cidade. o mais antigo museu de artes plásticas do Estado de São Paulo. como por exemplo. foi trazida à discussão a Pinacoteca de São Paulo. no Rio de Janeiro. John Penrose. é um dos cartões postais da capital paulista e foi palco da semana de arte moderna de 1922. no bairro do Bexiga. Ainda na lista encontrava-se o teatro. Para além. A título de exemplificação levamos gravuras e literaturas sobre o Teatro Oficina. conseguimos aguçar a curiosidade e busca pelo conhecimento de um tema. e principalmente para o paulistano.bbc."Não é um castelo nem uma catedral. uma importância no cenário brasileiro e a partir dessa abordagem mostrar que muitos teatros são tombados pelo Brasil afora. Para ilustrar essa passagem mostramos que o teatro teve. pois o interesse dos alunos foi imenso. um campo para reflexão. que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).”13 Não obstante. que teve seus mais variados tempos. Fonte: http://www. Um museu de grande importância para o brasileiro. 14 Termo utilizado por Russel Jacoby para retratar intelectuais não acadêmicos. E hoje essa forma de esporte que tomou conta de grande parte dos cidadãos. ainda encontrou-se na lista o amado futebol. até então. . uma vez que faz parte da história das conquistas esportivas. e sendo a mais antiga da cidade de São Paulo. e ainda tem. na Rua Jaceguai. totalmente desconhecido. e para além. não importando seu status ou condição social se tornou um patrimônio cultural brasileiro. visitada por milhares de pessoas todos os anos. espaços e significações.uk/portuguese/noticias/2010/12/101222_abbeyroad_pu.

texto dissertativo. onde muitos desses foram derrocados e retirados totalmente de nossas histórias. o qual trabalhava cinematograficamente alguns pontos da história da biblioteca de Alexandria.inverso do que se vira até o momento.A. há. cultural e social. No No No Vamos tombar. há. há.há. Assim iniciamos uma atividade de reflexão sobre os bens inestimáveis da sociedade que não foram protegidos e acabaram por serem destruídos. que fora totalmente destruída e perderam muitos de seus documentos. teatro. de forma livre. Eu sei que será melhor para todos nós Há..”15 Após esta atividade. os patrimônios imateriais. desenho ou pintura. há. a festa da 15 Texto criado como música pela aluna R. exibindo o filme Alexandria. idéias que foram destruídas e posteriormente tiveram que ser redescobertas. há Passaram-se anos e anos.. Após a exibição da produção cinematográfica foi solicitada uma expressão particular dos alunos para sabermos o que estavam acompanhando e podermos avaliar nosso desenvolvimento enquanto mediadores desse conhecimento. Objetivou-se com o filme mostrar aos alunos de como um bem de enorme importância para a humanidade pode ser perdido caso não seja protegido ou defendido. há. conhecimentos inestimáveis que pereceram no incêndio que levou a destruição dessa biblioteca. o eixo era desdobrar e desvendar agora aos olhos não tão desconhecidos mais. uma música que dizia: “Kamon. vamos derrubar Há. a maior do mundo no final do século IV. entendê-los e sabermos de seu valor político. Eu estarei sempre atrás de um novo tomabmento Há Há Há Para começar um bem estar. ó que bonito um supermercado aqui vamos construir. kamon. a pretensão era trazerem algo que representasse o que eles entenderam sobre o patrimônio histórico e a sua importância. prédios. diretamente ligado com nossas vidas. Com essa atividade surgiu. esse retorno poderia ser em forma de poesia. Teatro velho. preservar Este é o lugar de nosso viver Vamos preservar para melhor desfrutar E juntos faremos algo de nosso direito Há. velho feio. . A muitos e muitos anos atrás Foram construídas mansões. Novos proprietários. destacavelmente. música. oitavo ano da escola Municipal Monteiro lobato. abordamos sobre a capoeira. leva-nos a privatização de conhecê-los. Neste recorte da oficina realizou-se um cine-debate. há. novas pessoas.

Essa abordagem foi para explicar que a capoeira hoje é livre e tem uma grande função e um grande aspecto na historiografia brasileira.com/artigos/educacao-patrimonial-escola-aluno-professor-e-sociedade/31672/ . atividade essas praticada pelos descendentes de escravos que vieram para o Brasil para trabalhar nas minas. a folia de reis e as religiões de matrizes africanas. responsável pelos bens tombados e inventariados a nível estadual de Minas Gerais. uma vez que conhecem pessoas que participam ou os próprios já haviam desfilado durante a organização desse evento e puderam perceber a imbricação entre culturas tão distintas que se tornaram fração de uma cultura única. 17 SOUZA. Organização das Nações Unidas para a educação. Esse olhar levará a observação dos conjuntos de bens que cada indivíduo compreenda ser um fato cultural.Baixa16 de Uberaba. 16 Bairro Rural de Uberaba. que se trata do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e também a UNESCO. como na Bahia. Alguns alunos se perceberam. aluno/professor e sociedade. um sincretismo cultural. a ciência e a cultura. A capoeira hoje é registrada como patrimônio imaterial brasileiro e praticada em todo o território nacional e em diversas partes do mundo. Sejam eles bens materiais como: monumentos arquitetônicos.webartigos. lavouras e em muitas localidades. para além das teorias e reflexões. O IEPHA. tombada em algumas regiões. como em Minas Gerais. fatores que levarão a preservação do patrimônio local. Ainda na via de encontro com o tema trabalhado no semestre anterior. para além de uma atividade esportiva. no terceiro eixo do projeto propusemos visitas de campo. Uberlândia e em projeto para ser inventariada em Uberaba. músicas”17 Partindo desta premissa. construindo uma identidade através das ações cidadãs. que preserva a cultura da festa de reis. 18 Conselho do patrimônio histórico artístico e cultural de Uberaba. . foi levado a pauta sobre a congada. achados arqueológicos ou peças de Museus. danças. ou bens imateriais como: manifestações folclóricas. “Ao identificar esses processos culturais. torna-se possível exercer de forma crítica. Disponível em: http://www. Educação patrimonial: escola. O IPHAN. essa festa. C. celebração e apresentação artística e religiosa é muito conhecida no interior. festa essa que esta em processo de tombamento como bem imaterial regional. . Foram trabalhados os órgãos de cada instancia responsáveis por esse processo. pautadas em três passeios dentro da cidade de Uberaba e Peirópolis para mostrar alguns lugares que são tombados. O CONPHAU 18 é o órgão responsável pelos tombamentos de imóveis importantíssimos para comunidade uberabense. R. religioso e social.

Cine São Luiz. ao local onde são feitas as escavações e muito mais.O primeiro passeio seguiu o roteiro de Pontos históricos (tombados e/ou inventariados) da cidade de Uberaba. Museu do Zebu. abrindo um parênteses para observação de Uberaba ser a Capital do Zebu. Foi relatada a história de cada local. Observaram-se fotos antigas dos muitos responsáveis pela cultura da pecuária na cidade de Uberaba. na qual se realizou uma visita ao museu do dinossauro. móveis. O intuito foi de mostrar a importância de se preservar sítios arqueológicos e de ter uma noção de como é feito o trabalho desse profissional que trabalha com descobertas importantes para Uberaba. sendo esses: o Museu Chico Xavier. influência cultural hábitos e costumes uberabenses. entre outros. livros. para que pudessem vivenciar e ver esses grandes monumentos tombados e cuidados pela prefeitura. O segundo passeio foi por nós denominado como “Visitas à Museus e Igrejas”. Casa da Prece – (Museu Chico Xavier). em que puderam observar os utensílios usados pelo conhecido médium. como selas e outros objetos. na perspectiva de conhecer a história desta cidade. Escola Estadual Grupo Brasil e Praça da Mogiana. Cine Metrópole. projetos arquitetônicos que remetiam as praticas uberabenses deste tempo.Museu de Arte Decorativa de Uberaba. Praça Rui Barbosa. O segundo momento foi a visita ao Museu do Zebu. Mercado Municipal. Câmara Municipal. como a sua coleção de boinas. e daí a importância desta prática para a economia. Prédio dos Correios. MADA . Os alunos puderam conhecer alguns utensílios usados pelos peões nas suas cavalgadas. indicado a sua data de construção e o seu estilo arquitetônico. Igreja São Domingos (Uberaba). roupas. Todos tombados ou inventariados pela CONPHAU. onde o espiritismo tem grande peso espiritual e social. Catedral. Puderam ver. Igreja Nossa Senhora de Fátima. para o Brasil e para o mundo a título de conhecimento paleontológico e suas derivações e competências. onde visitamos os seguintes locais: Igreja de Santa Rita. ler e viver um pouco sobre a construção de uma identidade religiosa e cultural de Uberaba. visualizaram quadros. uma vez que o patrimônio nãos se restringe à apenas a historia . O intuito destes passeios foi extravasar com os alunos o campo teórico e o âmbito da sala de aula. UFTM Campus 1. Foram visitados: Hospital das Clínicas. Igreja do Colégio Nossa Senhora Das Dores. O último passeio e o mais esperado momento das visitas orientadas foi a ida à Peirópolis. Dois lugares em que visitamos foram surpreendentes aos alunos.

De fato o intuito da peça era divertir os alunos e demais cidadão que estivessem na platéia. o intuito da peça era a defesa dos vários patrimônios como componentes fundamentais da formação de uma identidade social. desperta interesse. pois possibilita reconhecer as manifestações culturais de seu bairro. 4. és também arqueológico. Findamos as apresentações com questionamentos e gargalhadas. e também socializar com a comunidade. No decorrer do projeto tivemos que lidar com diversos problemas encontrados no ambiente escolar. Professor (a). logo objetivos alcançados. aqueles dos quais não haviam participado da oficina. paleontológico e muito mais. Bibliotecário (a). e partindo da comicidade abordaram um tema muito sério. Os alunos encerraram as atividades de campos extasiados e cheios de novos conhecimentos e informações. Toda a experiência vivida no espaço escolar e extra-esclar nos permitiu refletir que o trabalho realizado nesses perpassa para que os alunos possam despertar para a compreensão da cultura local. correspondente ao seu ambiente. A platéia ainda teve uma oficina de origami. instigar a busca do conhecimento e da preservação e ao mesmo tempo se divertir. Empresário (a). Figurantes. os acontecimentos tratavam-se de novidade para os bolsistas. uma vez que por ser um tema vasto e pouco trabalhado se torna muito desconhecido.material ou imaterial. jogador (a) de futebol. região. cidade. e por sua vez esta está voltada para o processo identitário. A título de culminância da oficina patrimônio histórico. a junto a essas descobertas a valorização e divulgação dos mesmos. então . foi elaborada uma peça teatral para apresentar o tema aos alunos da escola Monteiro Lobato. mas juntamente ao interesse surgem também as dificuldades. realizada pela bolsista pibidiana Larissa Nogueira aprendendo a confeccionar dinossauros com as dobraduras de papéis. Além de tratar da importância de se preservar os locais onde se deram momentos eternizados na história No corpo de personagens tinham: Narrador (a). e tudo o que é novo. Reflexões pós estudos: O professor-pesquisador em formação e sua atuação na mediação do conhecimento Desenvolver atividades que pautam-se sobre o tema Patrimônio é de imensa delicadeza. Intitulada de “Larissópolis”.

todavia não podemos descartar as dificuldades para a conquista destes objetivos. bem formado e questionador do processo histórico. pois o que se tomba. Pois ao propor o conhecimento nesta via dialética os alunos e professore poderão perceber o outro. Podemos dizer que o papel do professor é fundamental para a formação de uma sociedade justa e igualitária. O projeto desenvolvido pelo PIBID/UFTM e financiado pela CAPES proporcionou reflexões sobre futuros professores cientes dos males que a educação enfrenta e que não poderão ser resolvidos sem professores determinados e dedicados. mostrando aos seus alunos a importância de se aprender e de se ensinar. pois eles estavam além do muro da escola e traziam consigo reflexos diretos no comportamento e desenvolvimento do aluno nas oficinas. seus reflexos e recortes são vestígios legados de projetos sociais. uma vez que o professor está para a educação e para o aluno como mediador de um processo de aprendizagem. pesquisas. entre academia e escola de educação de base. se “torna um patrimônio” são passagens da historia da construção de uma ou várias personalidades e nações. explicita-se aqui a necessidade de desenvolver uma atividade concomitante ao ensino de historia para desenvolver e instigar nos homens seu respeito pelo que o próximo produziu. propiciar um âmbito de reflexão e construção do conhecimento. logo sua vida. Podemos dizer que os problemas encontrados estavam longe de serem sanados por três bolsistas. não podemos delegar toda a função educativa e educacional ao professor. se preserva. políticos. conseqüentemente levando a uma consciência que o fará respeitar o seu meio e seus pares e o que lhe foi legado. percebendo como parte essencial para formação de sua identidade e o . partindo de seus estudos. Foi-nos imprescindível traçar uma linha tênue entre teoria e prática. ou seja alcançar mudanças de concepções sobre o tema trabalhado. na história e nas praticas sociais. condição social. a conviver com próximo respeitando-o. Aportando-se teoricamente e historicamente. leituras e práticas proporcionar um espaço de debate. conhecimentos extracurriculares interferem no curso de seu aprendizado. culturais eternizados na memória. Conclui-se assim que cabe ao professor.as dificuldades em resolvê-los apareceram. rememorando que o aluno não é uma tábua rasa. ao ponto chave inerte de um estudo. cidadão e ser humano em processo de formação constante passará a observar. sejam nos recortes sociais e/ou culturais. e a posteriori mudanças de atitude. como diferentes. chegando assim. todavia intrínsecos em suas próprias culturas e esse sujeito-aluno.

Disponível em: http://www.pdf .pdf. Disponível em: http://www.cereja. Comunidade. .asp.br/cursos/pedagogia/files/2011/08/TCC_ALESANDRA.partes. Educação Patrimonial nas Escolas: aprendendo a resgatar o patrimônio cultural. Acesso em 23 de abril de 2012.br/arquivos_upload/allana_p_moraes_educ_patrimonial.gazetadopovo.mg.org.com. Acesso em 16 de abril de 2012.Projeto Lições do rio Grande.br/portal/acervo/conphau/arquivos/LISTA%20DE %20BENS%20INVENTARIADOS%20E%20TOMBADOS%20SITE_2011. Acesso em 05 de maio de 2012.phtml?id=833820.br/prograd/ENNEP/Trabalhos%20em%20pdf%20%20Encontro%20de%20Ensino/T19.pdf. “É importante considerar que a Educação Patrimonial contribui muito na formação de professores e estudantes.pdf. 19 Educação Patrimonial nas Escolas: aprendendo a resgatar o patrimônio cultural. Acesso em 10 de maio de 2012.gov. Acesso em 04 de maio de 2012. tornando-os atentos com seu entorno. Disponível em: http://www. dando-lhe apontamentos.cereja.br/educacao/educacaopatrimonial.edu. Bens Tombados e Inventariados do Município de Uberaba. ”19 5. “no mundo e com o mundo” e exercendo de fato sua cidadania. que não obstante também carrega consigo uma historicidades. uma vez que é construído pelo homem ao longo do tempo. Educação Patrimonial se faz no Museu. Entre o futebol e o patrimônio – Esportes.uberaba.br/esportes/conteudo. Disponível em: http://www. Disponível em: http://www. Educação Patrimonial na Escola Estadual de Ensino Fundamental Joaquim Caetano da Silva – Jaguarão/RS. aporte teóricos e metodológicos para reflexão e não imposição de um saber histórico.unipampa.unesp. Acesso em 04 de maio de 2012.pdf.pdf. Acesso em 23 de abril de 2012.com. Referências Bibliográficas A educação patrimonial nas escolas. Disponível em: http://www.org. Disponível em: http://www. Disponível em: http://cursos.professor mediará essa formação. tornando esses sujeitos ativos e conscientes.unesp. na Escola e junto á comunidade.br/prograd/ENNEP/Trabalhos%20em %20pdf%20-%20Encontro%20de%20Ensino/T19.br/arquivos_upload/allana_p_moraes_educ_patrimonial.

75-84. Rio de Janeiro.com/doc/6732217/Identidade-Cultural-e-PatrimOnio.cultura.fatorbrasis. --. Acesso em 17 de abril de 2012. Acesso em 22 de abril de 2012. 1 – 13. mês. Campinas: Papirus. v.br/museudofutebol. 113 Futebol. --. Acesso em 10 de maio de 2012. Projetos de trabalho: teoria e prática. Jogos. MEC e Iphan disponibilizam publicação que promove a educação patrimonial.P. Impresso). Disponível em: http://www..fgv. Disponível em: http://cpdoc. Memória e Patrimônio. GRUNBERG.etur.Fator Brasis – Cultura e Desenvolvimento Sustentável. MONTEIRO OLIVEIRA. Ministério da Cultura – Minc – capoeira vira patrimônio cultural. L. P. --. 17. 2009. Acesso em 17 de abril de 2012. 2004. Disponível em: http://cpdoc. Acesso em 20 de abril.br/site/2008/07/18/capoeira-vira-patrimonio-cultural-do-brasil/.P.br/site/2010/02/01/um-novo-patrimonio-cultural/. A.com.cultura.gov. psicologia e educação: teoria e pesquisas / Lino de Macedo (organizador) . 2003. volume do periódico. Evelina. Disponível em: http://pt. .asp?idconteudo=2697. Ministério da Cultura – Minc – Um novo patrimônio cultural. 1-15.gov. p. LOURES OLIVEIRA. Disponível em: http://www. Educação Patrimonial – Utilização dos bens Culturais como recursos educacionais. Selva Guimarães.fgv. Patrimônio cultural e identidade: significado e sentido do lugar turístico. p. Revista de Arqueologia (Sociedade de Arqueologia Brasileira. . Título do periódico. -São Paulo : Casa do Psicólogo.scribd.br/museudofutebol. MORAES. 2006.br/site/2011/02/10/patrimonio-e-cultura-afro/.cultura. Educação Patrimonial nas escolas: Aprendendo a resgatar o Patrimônio Cultural. In: Didática e prática de ensino de História. The Advance-Progress (Vidalia).br/conteudocompleto. Acesso em 23 de abril de 2012.gov. Disponível em: http://www. Disponível em: FONSECA.(e ano). http://www. Acesso em 20 de abril de 2012. Acesso em 23 de abril de 2012. A. Disponível em : http://www. Educação Patrimonial: Memórias e Saberes Coletivos. Página 9. Ministério da Cultura – Minc – Patrimônio e Cultura Afro. Identidade Cultural e Patrimônio. número do fascículo. p. . P.org/node/50. .

. Disponível em: http://www. Portal SECULT BA. aluno/professor e sociedade.uminho.html?aula=23575.Bens materiais ou imateriais? .Patrimônio e Identidade Nacional. Disponível em: http://www. Acesso em 20 de outubro de 2012. Acesso em 15 de maio de 2012. Acesso em 13 de maio de 2012.br/fichaTecnicaAula. Disponível em: http://portaldoprofessor. SOUZA. Educação patrimonial: escola.com.gov. Acesso em 15 de maio de 2012.ba.mec.gov. C.pt/cec/revista/Num9/Pag_5-12. R. Portal do Patrimônio Cultural.pdf.br/site/bensinventariados/detalhe_pi. Disponível em: http://www.cultura.br/2011/05/23/terreiros-sao-bens-para-serem-tombados-ouregistrados/. Portal do Professor – A congada: Tradição cultural afro-brasileira.webartigos. Disponível em: http://www. Acesso em 16 de abril de 2012.com/artigos/educacao-patrimonial-escola-alunoprofessor-e-sociedade/31672/.civil.php? id=87.portaldopatrimoniocultural. .